Kapuka

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ABRIL . MAIO 2016


PROJETO Corria o ano de 2012 quando tivemos o prazer de conhecer o artista plástico Kapuka, através de dois grandes amigos e colecionadores de arte contemporânea que vivem entre Angola e Portugal. Desde logo desenvolvemos forte empatia. A partir dessa data, começamos, à distância, a estabelecer contactos frequentes, no sentido de podermos vir a desenvolver uma colaboração mais próxima e profícua. Em julho 2015, visitamos pela primeira vez o seu ateliê em Catumbela onde, entre desenhos, telas e tintas, deparamo-nos com uma original série de panos angolanos pintados com a técnica de stencil/grafiti que nos chamou à atenção. O recurso a uma linguagem atual/urbana para retratar as tradições associado ao suporte usado para a sua pintura (panos tipicamente angolanos que as mulheres vestem), não nos deixaram indiferentes. Logo ali sentimos a forte vontade de trazer similar coleção de panos pintados para Portugal e de promover uma exposição deste artista plástico na nossa galeria. Estavam lançadas as sementes dum projeto. Existia obra e recíproca vontade na sua concretização. Faltava o apoio. É neste enquadramento que nos surge a Multiáfrica, grupo empresarial angolano que acreditando neste projeto, desde a primeira hora, vem contribuir desta forma para que a arte angolana possa ser exibida em Portugal. Endereçamos os nossos agradecimentos ao Sr. Virendra, CEO da Multiáfrica, pela confiança depositada na curadoria da Galeria Nuno Sacramento e no trabalho de Kapuka. Foi indispensável o seu contributo e empenho pessoal para a concretização deste projeto de afirmação e de difusão da cultura e das artes plásticas de angola no nosso país. Nuno Sacramento, Diretor da Galeria Nuno Sacramento Março de 2016

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KAPUKA SETE DIAS - ANTES E DEPOIS

NA GALERIA

Nuno Sacramento e Kapuka


MULTIÁFRICA Fundado há oito anos, por Virendra Carsandás, cidadão luso-moçambicano nascido em Inhambane, o grupo Multiáfrica foi crescendo e integra hoje cinco empresas, designadamente Sabores do Oriente, Luanda Gourmet, Multiframe, Laskasas e Multi-elephant, com actividades viradas para o comércio (trading), construção civil e mobiliário.

VIRENDRA CARSANDÁS

CEO, Grupo Multiáfrica

O Grupo Multiáfrica é fruto de trabalho e dedicação que começou em 2008, quando por conta da experiência profissional acumulada em gestão por conta de outrem, Virendra Carsandás decidiu partir para um negócio próprio, investindo para o efeito, na altura, 150 mil euros na importação de bens alimentares para comercialização em Angola, onde reside há mais de 20 anos. Hoje, como resultado da diversificação dos investimentos, o negócio cresceu. O grupo Multiáfrica está comprometido com o desenvolvimento de Angola, facto que se consegue notar através das várias actividades que realiza neste âmbito. Destas ações destacam-se ofertas de Kits escolares, roupas, merendas e alimentação a crianças e reformados em várias províncias do País. Entre as quais Luanda, Kuanza Sul, Cabinda, Lunda Sul, Benguela entre outras. A ação social estende-se também aos apoios ao Comitê Miss Angola, o Grupo Multiáfrica, patrocina desde a realização do Concurso que elege a mais bela Mulher de Angola até as atividades sociais do Comité durante o ano. O CEO do grupo Multiáfrica, Sr. Virendra Carsandás, encara a Cultura como um dos pilares da identidade de um povo. Por isso, desde o primeiro momento, reconhecemos o enorme talento do artista plástico Kapuka bem como o profissionalismo e experiência da Galeria Nuno Sacramento, tendo assim permitido a concretização deste importante projeto artístico que é um passo decisivo e fundamental na consolidação e internacionalização da carreira de Kapuka. Multiáfrica Março de 2016

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DOMINGOS VIEIRA LOPES JOSÉ EDUARDO AGUALUSA SETE DIAS - ANTES E DEPOIS SETE DIAS - ANTES E DEPOIS A Nuno Sacramento Arte Contemporânea e a Nhdesign, propôs-nos um desafio nada fácil de atender. Contudo o entusiasmo e paixão com que falaram do trabalho de um jovem artista plástico, oriundo de Catumbela, com um nome “peculiar” na nossa linguagem muito própria de caracterizar as coisas, fez-me ficar sem palavras. Dizer não, seria ferir os propósitos que os animaram ao bater na nossa porta, como também seria fechar uma janela a quem está a mostrar o seu trabalho em terras lusas e que com muito agrado o Consulado Geral de Angola no Porto acolhe e muito preza pela qualidade das pinturas aqui expostas. Kapuka, Sete Dias - Antes e Depois, é uma obra que nos mostra as vivências do artista no seu dia-a-dia, uma inspiração pura e testemunho de recolha e partilha de experiências pessoais que refletem a essência da cultura e dos hábitos de Angola. Sentimentos de dor e de alegria misturam-se no traço perspicaz do pintor, cuja tela são os panos, estes também símbolos da nossa angolanidade. Votos que Kapuka continue a desenvolver um trabalho de excelência e que a estória que conta enriqueça a nossa história. Aos Nunos, obrigado pela oportunidade de ter em mãos este produto que certamente vai ser um marco nas artes plásticas contemporâneas e na cultura de Angola. Bem hajam. Domingos Custódio Vieira Lopes, Cônsul Geral da República de Angola no Porto Março de 2016

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KAPUKA SETE DIAS - ANTES E DEPOIS

Kapuka traz para Ílhavo uma narrativa visual, quase um romance gráfico, da cidade de Benguela, onde nasceu e onde reside. “Sete Dias – Antes e Depois” leva-nos a viajar ao longo das ruas da cidade das acácias rubras, talvez a mais poética das urbes angolanas, em todo o caso a mais cantada pelos poetas. São imagens de um quotidiano nem sempre fácil, mas quase sempre amável e muitas vezes alegre: o interior de um candongueiro (taxi colectivo), os jogos dos meninos, quitandeiras (vendedoras), mulheres (sempre elas) na labuta diária. Instantes de intimidade, e de também de ternura, que fixam e dão vida a esses personagens sem nome, mas, não obstante, com forte identidade, que fazem uma cidade. É Benguela. É a Benguela de Kapuka, agora em Ílhavo. Vamos entrar nesse candongueiro, cabe sempre mais um!, e fruir a viagem. José Eduardo Águalusa, Escritor Março de 2016


JOSÉ SACRAMENTO SETE DIAS - ANTES E DEPOIS Falar do trabalho do artista plástico angolano Kapuka é antes do mais um reviver de memórias visuais e de emoções vividas na primeira pessoa. A labuta diária do povo angolano está marcadamente presente na sua obra. Um artista também ele do povo, humilde e generoso, observador capaz de mostrar ao mundo, através da pintura, o melhor da sua terra. Kapuka desde tenra idade mostrou ter dotes para a criação artística. Autodidata das artes visuais procurou afirmar-se, desde cedo, melhorando os seus conhecimentos. Formou-se na área profissional das artes gráficas, bem como em desenho animado 2D. Trabalhador compulsivo e perfeccionista, não consegue separar-se da sua grande paixão – a pintura. Este projeto, apresentado pela primeira vez em Portugal, pela Galeria Nuno Sacramento, é uma apurada mostra de cerca de vinte pinturas onde o autor nos transporta para o seu imaginário de vivências do dia a dia em Angola.

Nesta série, o autor usa o spray preto em comunhão com as cores acrílicas aguadas. Como suporte técnico à sua obra, os tradicionais panos angolanos que conferem a estes trabalhos a convivência entre o tradicional e a contemporaneidade da plasticidade pictórica representada. Resultado final diferenciado das correntes plásticas a que nos temos habituado a observar em Angola, também revelador do espírito inovador e criativo do artista. “Sete Dias - Antes e Depois” foi o título que Kapuka elegeu para contextualizar os trabalhos agora apresentados nesta magnífica e ampla mostra, que nos leva a viajar pelo quotidiano angolano, pela labuta semanal (sete dias), ao som da agitação de rua, no passo apressado das zungueiras, na cor dos mercados e no sorriso rasgado das crianças. José Sacramento, Curador e Marchand Março de 2016

Neste conjunto de trabalhos é notória a vontade de inovar do artista plástico. Sem fugir à base do desenho que sempre explorou e desenvolve, nota-se a influência da cultura de carácter urbano, nomeadamente com o grafiti. Esta linguagem recorre ao uso do stencil (técnica de pintar com moldes ou máscaras recortadas). Kapuka faz questão de desenhar individualmente cada um dos moldes e de minuciosamente manualmente os recortar, conferindo-lhes toque pessoal e transmitindo-lhes uma identidade única.

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MÁRIO KAJIBANGA SETE DIAS - ANTES E DEPOIS O divino é temido e extremamente venerado. Por isso na tarefa que tenho vejo-me embaraçado por um lado e por outro animado. É basicamente o binómio da vida. Ela que contrasta com a morte ou vice-versa, alegria que também o faz com tristeza e a lista é infindável, nessa senda dos contrários. Tudo porque o meu telefone tocou, numa sexta-feira, com um recado: “de Lisboa vão ligar para falarem contigo sobre o Ângelo”.

Nascido na Catumbela em 1976, altura em que o país desabrochava e no ar ainda pairava o cheiro a pólvora de batalhas como a do Kifangondo, do Lwena ou mesmo da libertação de Benguela (10/02/76), por que não do Kwito Kwanavale, deve ter trazido do ventre da mãe lições da vida como as contidas na canção de Bob Marley “Bufalo soldier” que recomenda que cada um deve “lutar para voltar” e “lutar para sobreviver”.

Esperei expetante e o telefonema aconteceu na semana seguinte, entre terça e quarta-feira, com um imperativo temporal: até antes de 1 de Abril, deveria terminar alguma “coisa escrita”, para constar do catálogo sobre uma exposição do Ricardo Ângelo, a inaugurar dia 16 de Abril de 2016, em Portugal. Foi o Nuno quem ligou! Tinha-me como um ponto focal. Partilhámos ideias numa viagem que ele fez a Benguela há três ou quatro anos atrás.

Penso que essas lições valeram, sem escola especializada, sem mestre, apenas curiosidade, na observação, na experimentação e depois a ousadia na exposição. Os palcos, as arenas ou experiências são muitas na vida do Ângelo. Primeiro, entre os seus amigos, na escola comum, depois na sua comunidade: Catumbela, Benguela, Angola e mais tarde Portugal. Um sonho concretizado, uma batalha vencida, através do seu autodidatismo em artes plásticas desde criança e artes gráficas e desenho de 2D, Neuroplanet nas fases seguintes da sua vida.

Pediu-me nesse telefonema para escrever, na qualidade de Director Provincial da Cultura, porque o Ângelo nasceu na Catumbela e por conseguinte é cidadão da nossa jurisdição. Não havia como hesitar, esquivar ou negar. Aceitei e depois solicitei-lhe os dados necessários ou complementares, para me orientar. Biografia do pintor, tema da exposição, as obras, foi-me tudo fornecido. E que maravilha! O tema: Sete dias – Antes e depois. Deus me veio à cabeça e mais sensibilizado fiquei. Pensei na Bíblia, no seu livro de Génesis e vi nitidamente o trabalho de Deus, que Gilberto Gil canta em “uma semana do trabalho de Deus”. Será que o Ângelo fez algum pacto com Ele? É normal que assim seja, pois somos todos filhos de Deus e assim sendo de quem é a herança do Seu feito? Penso que a herança é de todos e cada um recebe de facto o que merece e aí o Ângelo, como bom filho, recebeu Dele esse dom de olhar para a natureza e reproduzi-la, do seu jeito e que hoje nos mobiliza a todos para a observarmos através da pintura que na combinação feita com a Galeria, simboliza o quotidiano dos angolanos, na vontade e força que têm em transformar o país num recanto bonito deste mundo, onde a dignidade, a justiça e o progresso têm que imperar para que a esperança do Ângelo, jovem menino gerado num período conturbado da história do nosso povo, em comunhão com a dos outros jovens, possam ter certezas de um amanhã diferente.

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KAPUKA SETE DIAS - ANTES E DEPOIS

Não mais anónimo (Prémio “Ensa/arte” especial pintura, Angola 2012), nem por isso vaidoso. Residiu em Portugal de 1994 a 2009. Participou em diversas exposições coletivas e individuais, tanto em Portugal como em Angola. Tem obras representadas em coleções particulares de Portugal, Angola e Canadá. Fez parte do coletivo associativo de Arte “Imagem” em Almada e do Núcleo dos Jovens Artistas da província de Benguela. Está representado na coleção de arte do Banco Caixa Totta. O Jovem menino sem escola, que aprendeu, no dizer do escritor angolano Manuel Rui Monteiro, “à volta da fogueira, coisas de sonho e de verdade” soube “como se ganha uma bandeira e o que custou a liberdade”. A mesma que ele hoje usa para dizer como é a vida do seu povo no dia a dia, a partir da Catumbela, onde vive e trabalha. Que mais se pode dizer a um homem com um percurso tão rico, senão um bem haja Ricardo Ângelo e um agradecimento à Galeria Nuno Sacramento que o acolhe num retorno e reforço à grande amizade entre os nossos povos e países. Benguela, 25 de Março de 2016 Mário Kajibanga, Diretor Provincial da Cultura de Benguela Março de 2016


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MENINO ENGRAXADOR

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Stencil e acrílico s/ pano angolano, 120x80cm, 2016

KAPUKA SETE DIAS - ANTES E DEPOIS



VENDEDORA

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Stencil e acrílico s/ pano angolano, 100x70cm, 2016

KAPUKA SETE DIAS - ANTES E DEPOIS



SUGAR MAMA

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Stencil e acrílico s/ pano angolano, 145x85cm, 2016

KAPUKA SETE DIAS - ANTES E DEPOIS



O GATO

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Stencil e acrílico s/ pano angolano, 100x70cm, 2016

KAPUKA SETE DIAS - ANTES E DEPOIS



THE ROOSTERS

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Stencil e acrílico s/ pano angolano, 90x90cm, 2016

KAPUKA SETE DIAS - ANTES E DEPOIS



PRÓXIMO PASSAGEIRO

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Stencil e acrílico s/ pano angolano, 90x120cm, 2016

KAPUKA SETE DIAS - ANTES E DEPOIS



BY THE SEA

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Stencil e acrílico s/ pano angolano, 90x120cm, 2016

KAPUKA SETE DIAS - ANTES E DEPOIS



MERCADO

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Stencil e acrílico s/ pano angolano, 90x120cm, 2016

KAPUKA SETE DIAS - ANTES E DEPOIS



VIAGEM EM BLUE

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Stencil e acrílico s/ pano angolano, 90x120cm, 2016

KAPUKA SETE DIAS - ANTES E DEPOIS



H2O=VIDA

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Stencil e acrílico s/ pano angolano, 90x115cm, 2016

KAPUKA SETE DIAS - ANTES E DEPOIS



CORRIDA DECORRIDA I & II

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Stencil e acrílico s/ pano angolano, 70x100cm, 2016

KAPUKA SETE DIAS - ANTES E DEPOIS



GOD BLESS THE CHILD I

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Stencil e acrílico s/ pano angolano, 100x70cm, 2016

KAPUKA SETE DIAS - ANTES E DEPOIS


GOD BLESS THE CHILD II

Stencil e acrĂ­lico s/ pano angolano, 100x70cm, 2016

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MOTHERS I

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Stencil e acrílico s/ pano angolano, 145x85cm, 2016

KAPUKA SETE DIAS - ANTES E DEPOIS


MOTHERS II

Stencil e acrĂ­lico s/ pano angolano, 145x85cm, 2016

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ZUNGUEIRA VENDEDORA DE SAPATOS I

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KAPUKA SETE DIAS - ANTES E DEPOIS

Stencil e acrílico s/ pano angolano, 145x85cm, 2016


ZUNGUEIRA VENDEDORA DE SAPATOS II

Stencil e acrílico s/ pano angolano, 145x85cm, 2016

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ICE CREAM BOY I

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Stencil e acrílico s/ pano angolano, 100x70cm, 2016

KAPUKA SETE DIAS - ANTES E DEPOIS


ICE CREAM BOY II

Stencil e acrĂ­lico s/ pano angolano, 100x70cm, 2016

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KAPUKA

ANGOLA CATUMBELA, 1976

ESTUDOS

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS

2003 Desenho de animação 2D, Neuroplanet, Lisboa, Portugal. 1994 Artes gráficas, Centro Profissional da Amadora, Portugal.

2016 “Sete Dias - Antes e Depois”, Nuno Sacramento Arte Contemporânea, Ílhavo, Portugal. 2011 “Antes de Tudo”, Galeria Kanawa, restinga do Lobito, Angola. 2011 “Pinturas de Kapuka”, Galeria Benamor, Benguela, Angola.

PRÉMIOS 2012 Prémio “Ensa/arte” especial Pintura, Benguela, Angola.

COLEÇÕES Está representado na coleção de arte do Banco Caixa Totta, Angola. Obras representadas em coleções particulares de Portugal, Angola e Canadá.

PERCURSO Autodidata das artes plásticas. Residiu em Portugal de 1994 a 2009. 1998-2002 Fez parte da juventude do Coletivo de Artistas Plásticos “IMARGEM” tendo participado em diversas exposições coletivas em Almada, Portugal. 1987 Primeira mostra de trabalhos aos onze anos de idade na sede da TPA, na província de Benguela (comentado pelo Sr. Délio Batista, artista plástico).

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EXPOSIÇÕES COLETIVAS 2016 “Ensa/arte”, Pintura, Benguela, Angola. 2013 “Bakalhau”, Pintura Escultura e Fotografia, Ílhavo, Portugal. Curadoria Nuno Sacramento Arte Contemporânea. 2013 “Arte 100 Fronteiras”, Mostra de Arte Contemporânea do Lobito (MACLOB), Correios do Lobito, Angola. 2013 “Comemorações do Centenário da Cidade”, Mostra de Arte Contemporânea do Lobito (MACLOB), Correios do Lobito, Angola. 2012 “Ensa/arte”, prémio especial Pintura, Benguela, Angola. 2011 “Pinturas de Kapuka”, Galeria Benamor, Benguela, Angola. 2010 “Leigos para o Desenvolvimento”, Museu Arqueologia de Benguela, Angola. 2010 “25 Anos da Xá de Cachinde”, Benguela, Angola. 2010 Exposição alusiva à visita da 1ª Dama Drª. Ana Paula dos Santos, Museu Arqueologia de Benguela, Angola. 2010 “Nós e os Outros”, Museu de Arqueologia de Benguela, Angola.



CURADORIA Nuno Sacramento PATROCÍNIO EXCLUSIVO Multiáfrica www.multiafrica.com MONTAGEM & COORDENAÇÃO Edna Bettencourt Lília Figueiras TEXTOS Domingos Custódio Vieira Lopes José Eduardo Agualusa José Sacramento Mário Kajibanga Multiáfrica Nuno Sacramento COLABORAÇÃO Alberto Camões Sobral FOTOGRAFIA Nhdesign DESIGN Nhdesign www.nhdesign.pt IMPRESSÃO Greca Artes Gráficas TIRAGEM 500 exemplares LOCAL Nuno Sacramento Arte Contemporânea Ílhavo, Portugal DATA Abril 2016