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MAIO . OUT 2014


OIÇA LÁ, Ó SENHOR VINHO… Começa assim o fado, com o mesmo nome, que a grande Amália Rodrigues interpretou e popularizou como ninguém. VINHO e FADO… O Vinho é milenar e o Fado é centenário, mas o dia em que se cruzaram terá ditado a sua estreita e eterna ligação, dando o mote para que uma dimensão que lhes é intrínseca – a ARTE - ampliasse os efeitos dessa união. São símbolos nacionais, que representam um Portugal de excelência, que valoriza tudo aquilo que o individualiza, que tem ligação à sua alma, e que é realizado com amor e dedicação. É sob esta perspetiva que a Câmara Municipal de Anadia presta homenagem ao Fado na sua cumplicidade com o Vinho, e inaugura, no Dia Internacional dos Museus, três exposições temporárias dedicadas a esta simbiose perfeita. Três mostras que representam outras tantas vertentes artísticas em evidência no Museu do Vinho Bairrada até outubro de 2014, e que resultam das parcerias que o Município de Anadia estabeleceu com o Museu do Fado e com a Fundação Amália Rodrigues. Recentemente reconhecido pela UNESCO como Património Imaterial da Humanidade, o Fado foi, para esse efeito, objeto de um processo de candidatura complexo, no âmbito do qual foi concebida a exposição “Fado”. Produzida pelo Museu do Fado, esta mostra esteve patente na sede da UNESCO, e chega agora a Anadia, para enquadrar o mais recente projeto expositivo do Museu do Vinho Bairrada. “Amália” é uma exposição que, neste contexto, surge de forma inevitável e até obrigatória. Promovida ao abrigo da missão da Fundação Amália Rodrigues, dá a conhecer espólio pessoal da diva que internacionalizou o fado. De entre as peças expostas, destaque para diversos vestidos e jóias usados pela fadista nas grandes salas de espetáculos, bem como fotografias que registam momentos e expressões marcantes.

Mas, na Bairrada, também há Fado. Há Fado de Coimbra, porque Coimbra é Bairrada. A vida cultural e académica da cidade há muito que se interliga, de forma profunda, com o quotidiano da região. Neste contexto nasceu e evoluiu a canção de Coimbra, que, atualmente, conhece uma nova fase de valorização, associada ao crescimento do potencial turístico da cidade do Mondego. Um potencial que, afinal, acaba por ser também regional e terá reflexos num domínio que diz muito à região: o enoturismo. E na Bairrada também há Fado de Coimbra porque em Anadia nasceu, há precisamente 150 anos, a Condessa de Proença-a-Velha, autora de um reportório dominado por peças clássicas, mas que contempla igualmente Fado de Coimbra, sendo ainda hoje cantadas composições suas como “Absorta” ou a “Balada [de Coimbra]”. O Fado é, pois, uma força viva e cada vez mais pujante, e o atual universo dos seus autores, músicos e intérpretes contribui, de forma entusiástica e inovadora, para recriar e ampliar os seus horizontes. Assim, a presença do Fado neste projeto teria de acontecer também graças a quem lhe dá voz, e, neste desígnio, tivemos a honra de poder contar com o interesse da fadista Ana Moura, que gentilmente aceitou assumir o papel de Embaixadora Oficial do projeto “Vinho e Fado”. Porque, em Anadia, temos, queremos e damos a conhecer tradição e inovação, história e contemporaneidade,… Vinho e Fado! Um brinde ao Fado! Maria Teresa Belém Correia Cardoso, Eng.ª Presidente da Câmara Municipal de Anadia

Uma das matrizes do Museu do Vinho Bairrada - a organização de mostras de artes plásticas representativas das linguagens contemporâneas - fica expressa em “Vinho e Fado”. Neste projeto criativo concebido especificamente para o espaço do museu, 50 artistas plásticos dão forma a uma exposição que junta elementos das comunidades artísticas portuguesa, angolana, espanhola e cubana, conferindo ao projeto um cariz internacional.

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VINHO E FADO

CAVES BAIRRADA, FOTOGRAFIA PEDRO NÓBREGA, COLEÇÃO C. V. BAIRRADA


O VINHO É UMA ARTE A Associação entre o Vinho e Arte é algo tão forte e natural, que em muitos casos é utilizada mesmo a feliz expressão “O Vinho é uma Arte”. O Fado é por todos reconhecido como a arte maior da musica nacional, consegue exprimir de forma ímpar a história de um povo, que tal como o vinho acaba por em muitos casos “inebriar” aqueles que se deixam envolver pelo “trinar” de uma guitarra portuguesa. O Vinho e o Fado possuem ainda a particularidade de conseguir transmitir sensações muitas vezes indescritíveis textualmente mas que perduram e que fazem parte do melhor das nossas memórias. É com enorme prazer que a Comissão Vitivinícola da Bairrada se associa a estas exposições erguendo bem alto o seu espumante para cumprimentar e saudar todos aqueles que se empenharam para a tornar uma realidade. A todos um enorme bem-haja! José Pedro Soares Presidente da Comissão Vitivinícola da Bairrada

BAIRRADA

Fotografia Pedro Nóbrega, Coleção C. V. Bairrada


DOIS PRECIOSOS PATRIMÓNIOS CULTURAIS Ter sido convidada para ser madrinha da exposição “Vinho e Fado”, no Museu do Vinho Bairrada, é para mim uma imensa honra. O Vinho e o Fado são elementos fulcrais da nossa identidade cultural e da nossa afirmação internacional. A minha actividade como fadista tem-me permitido atuar um pouco por todo o Mundo, e em todos os países que já visitei testemunhei o poder que o Fado tem de tocar as pessoas. É impressionante ver como a música consegue emocionar quem não fala ou entende o nosso maravilhoso idioma, ou como o Fado funciona muitas vezes como um poderoso veículo promocional do nosso país, convencendo muita gente a visitar-nos, atraídas pelo exotismo e beleza do Fado. Apesar da minha experiência ser, obviamente, com o Fado, sou testemunha do prestígio que os nossos Vinhos alcançaram por esse Mundo fora. Muito frequentemente o público, com quem faço questão de conversar sempre após os concertos, refere-me o seu apreço pelos nossos Vinhos. Nesse sentido, esta ideia de juntar estes dois preciosos patrimónios culturais numa exposição, e ainda por cima na Bairrada, uma das regiões mais ricas do nosso país em termos de produção vinícola, parece-me ser particularmente feliz. Numa altura em que estamos a ultrapassar um momento económico bastante delicado é também importante valorizarmos as nossas raízes identitárias e dois sectores que têm demonstrado uma apreciável vitalidade e capacidade de exportação. Finalmente, o facto da iniciativa dedicar à nossa eterna Amália um especial destaque deixa-me também contente. É muito justo perante aquela que é a nossa principal referência no Fado. Por tudo isto, estou ansiosa para conhecer a exposição e por estar no Museu do Vinho Bairrada no dia da inauguração. Ana Moura Embaixadora do novo núcleo de exposições temporárias

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VINHO E FADO

ANA MOURA, FOTOGRAFIA ISABEL PINTO


AMÁLIA RODRIGUES, DOMINGOS CAMARINHA, FILME OS AMANTES DO TEJO, HENRY VERNEUIL, 1955 | COLEÇÃO MUSEU DO FADO


EXPOSIÇÃO AMÁLIA FUNDAÇÃO AMÁLIA RODRIGUES


AMÁLIA RODRIGUES A Fundação Amália Rodrigues é uma pessoa colectiva de direito privado e tipo fundacional sem fins lucrativos de solidariedade social e utilidade pública em geral, instituída por testamento de Amália Rodrigues, sua última vontade, exarado por escritura em 30 de Setembro de 1997 vindo a ser reconhecida em 25 de Janeiro de 2000 mediante a publicação na III Série do Diário da República n.º 38, de 15 de Fevereiro de 2000, através da Portaria n.º 281/2000. Tem por missão auxiliar os mais desfavorecidos, instituições de beneficência ou de solidariedade social e nesse propósito, desenvolver todas as actividades que entender como adequadas à realização dos seus fins, sem nunca esquecer a vontade real ou presumível da sua fundadora.

Esta é a sua casa, a casa que guarda a sua vida, a vida que se prolonga além das memórias, e a memória da grande Diva que continua inequivocamente a ser. A Fundação Amália Rodrigues prossegue o objectivo de manutenção deste espaço, proporcionar a sua visita e manter viva toda a sua obra e memória. João Aguiar Presidente Conselho de Administração da Fundação Amália Rodrigues

Além do Presidente, a Fundação é constituída por um Conselho de Administração, um Conselho Fiscal e um Conselho Geral, com competências definidas nos seus Estatutos publicados no Diário da República n.º 301, da III Série, de 29 de Dezembro de 1999. Tem a sua sede na Rua de São Bento n.º 193, em Lisboa, onde funciona a Casa Museu Amália Rodrigues, aberta ao público para visitas todos os dias do ano exceto às segundas-feiras e feriados. Reconhecida de  utilidade pública  com efeitos retroactivos à data do pedido, por despacho da Presidência do Conselho de Ministros, assinado pelo Senhor Primeiro-Ministro, José Sócrates, em 28.09.2007.   A Fundação Amália Rodrigues é detentora dos direitos de nome e imagem da fadista, gerindo este património imaterial com o objectivo de captar apoios e receitas para concretizar a acção de solidariedade social que, por testamento de Amália Rodrigues, constitui o objectivo nuclear da Fundação. Para fazer juz a este desiderato, a Fundação promove e apoia exposições e eventos associados ao nome de Amália Rodrigues e ao Fado, publicações literárias, álbuns e registos fonográficos e videográficos, objectos de ornamentação e colecção (desde joalharia a artigos de consumo alimentar). A Casa Museu Amália Rodrigues foi inaugurada em 24 de Julho de 2001 e assim cumprido o desejo de Amália Rodrigues, de abrir a casa que foi sua durante mais de 50 anos, ao público. No seu interior, conservado da mesma forma que Amália o deixou no dia 6 de Outubro de 1999, podem-se observar inúmeras peças de arte, condecorações, trofeus, vestidos, joias e inúmeros objectos pessoais. Aqui o tempo parou, Amália está por toda a parte, nas paredes com os seus retratos e pinturas, no chão que tantas vezes pisou, no ar pois continuamos a ouvi-la cantar. É uma casa onde se ouve e respira fado, onde se comunga do espaço em que outrora viveu a mais reputada fadista portuguesa, onde o jeito de ser português está em cada recanto, em cada azulejo e em cada objecto.

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VINHO E FADO

AMÁLIA RODRIGUES, DOMINGOS CAMARINHA, FILME OS AMANTES DO TEJO, HENRY VERNEUIL, 1955 | COLEÇÃO MUSEU DO FADO


RAUL NERY, AMÁLIA RODRIGUES, SANTOS MOREIRA, FOTOGRAFIA HORÁCIO NOVAIS, DÉCADA DE 50 | COLEÇÃO MUSEU DO FADO


EXPOSIÇÃO FADO PATRIMÓNIO DA HUMANIDADE MUSEU DO FADO


FADO, PATRIMÓNIO DA HUMANIDADE Um olhar sobre a representação do Fado na arte portuguesa documenta celebração colectiva do valor excepcional do Fado como símbolo identificador da cidade de Lisboa, o seu enraizamento profundo na tradição e história cultural do País, o seu papel na afirmação da identidade cultural, enfim, a sua importância como fonte de inspiração e de diálogo cultural entre povos e comunidades.

OIÇA LÁ Ó SR. FADO

Disco vinil 45 rpm.

Nos alvores do século XX, o Fado irrompia na pintura pela mão de José Malhoa, fixando um modelo iconográfico popular, urbano e marialva que, consolidando a via mais naturalista de tratamento do tema, desde logo assumiu um lugar de absoluta centralidade na iconografia do género. Referencial absoluto da nossa identidade cultural, a guitarra portuguesa constituir-se-ia ainda como alegoria da portugalidade, motivo de inspiração formal para Amadeo ou Eduardo Viana, pontuando o percurso da poesia e da saudade, com Almada, Alvarez e Júlio ou explorada até à exaustão com Cândido da Costa Pinto. À luz da representação visual do Fado, poderemos destrinçar o percurso de evolução e disseminação da canção urbana, nos diferentes períodos cronológicos que presidiram à sua génese e implantação na Lisboa oitocentista, passando pela sua institucionalização no primeiro quartel do século XX, até conquistar o protagonismo que lhe reconhecemos hoje, enquanto imagem de marca, em plena afirmação no circuito internacional da world music. Atentando nos programas culturais e artísticos que presidiram à criação das obras e sua fruição por sucessivas gerações, podemos contextualizar motivações e constrangimentos de ordem social, ideológica, simbólica, desvendar itinerários de resistência, acompanhar a fixação e estabilização de ícones e o seu tributo na construção simbólica de uma identidade imagética do Fado, na sua mais lata dimensão memorial.

ADEGA MESQUITA

27 Abril 1941

Esta exposição, em boa hora organizada pelo Museu do Vinho Bairrada, desafia um conjunto de 50 artistas nacionais e estrangeiros à criação plástica em torno do Fado e do Vinho, dois elementos centrais do nosso património cultural e etnográfico, cujo diálogo foi já documentado na obra de José Malhoa, nos esquiços de Stuart de Carvalhais, no naturalismo de Alberto de Sousa ou na fina ironia de Bernardo Marques, e que aqui revisitamos, no olhar contemporâneo de diferentes criadores. Sara Pereira Directora do Museu do Fado

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VINHO E FADO

FADO, JOSÉ MALHOA | COLEÇÃO MUSEU DO FADO


CAVES BAIRRADA, FOTOGRAFIA PEDRO NÓBREGA, COLEÇÃO C. V. BAIRRADA


EXPOSIÇÃO VINHO E FADO PINTURA ESCULTURA FOTOGRAFIA


O VINHO E O FADO BEBE-SE E CANTA-SE EM ANADIA É com muita honra e bastante gosto que colaboramos com o Museu do Vinho Bairrada há vários anos. Esta colaboração tem sido sempre coordenada pelo Dr. Pedro Dias e a sua equipa e afirmamos com toda a certeza que têm vindo a prestar um serviço socio/cultural, com muita qualidade e diversidade a toda esta vasta região Bairradina.

nos, espanhóis, polacos, venezuelanos, canadianos, austriacos e belgas.

Na continuação desta colaboração, inaugurarmos hoje, uma fascinante exposição que pretende elevar Anadia, durante cerca de meio ano a capital do Fado e do Vinho, através das artes plásticas nas mais diversas formas de expressão com cerca de 50 artistas plásticos que deram largas à sua imaginação, transformando este expressivo tema numa “festa” do vinho e do fado.

Expressamos o nosso reconhecimento e os nossos especiais agradecimentos aos artistas plásticos pela sua insofismável dedicação e participação nesta exposição, bem como aos colaboradores da área da cultura do Município de Anadia pelo seu profissionalismo e nunca negada disponibilidade.

A muito oportuna associação da Galeria Nuno Sacramento - Arte Contemporânea de Ílhavo à inauguração deste evento é sinónimo da convivência desejável entre os vários atores do tecido económico, social e cultural português, com as estruturas que o município vem desenvolvendo e colocando à disposição e ao serviço dos concidadãos. Esta mostra surge, também, como um espaço dinamizador da cultura contemporânea em Anadia, contribuindo para a promoção e visibilidade da arte emergente e, dessa forma, dar especial e relevante apoio às criações de artistas contemporâneos, aproximando os criadores de novos públicos, abrindo novos mercados comerciais, criando assim, novas oportunidades e sinergias. O Museu do Vinho Bairrada, configura-se como elemento central da aposta desta nova Câmara Municipal na salvaguarda dos mais relevantes valores da história, da cultura e da economia de Anadia. É um fator decisivo da diferenciação do Município como baluarte da divulgação da cultura nos seus vários níveis aproveitando as valências culturais e patrimoniais de que dispõem.

As obras expostas de pintura, escultura, fotografia e instalações, bem como a memória descritiva do que cada uma delas pretende significar, enriquecem sobremaneira, a leitura mais pormenorizada de cada uma das obras expostas.

E, para finalizar, um especial e sempre reconhecido agradecimento à Senhora Presidente da Câmara Municipal de Anadia Engª Teresa Belém Cardoso pela forma positiva e entusiástica como acolheu este projeto e pelo apoio que desde a primeira hora lhe granjeou. É fundamental que todos consigamos perpetuar esta “chama de luz” que agora brilha e se acendeu, e que a continuidade deste trabalho, que nunca se pode dar por terminado, seja proveitosamente assegurado para as gerações vindouras. A nossa memória coletiva é a nossa riqueza comum. José Sacramento e Nuno Sacramento Curadores da Exposição

JOSÉ E NUNO SACRAMENTO

Simultaneamente é uma merecida e justa homenagem aos homens vinhateiros de toda a região que, com risco e heroísmo, fizeram da terra a sua vida e deram um contributo inigualável na promoção e desenvolvimento do nosso país. A identificadora e intrínseca originalidade e qualidade desta exposição, estamos em crer, será veículo que a catapultará, para além‑fronteiras. Após uma criteriosa seleção dos artistas convidados, alguns deles com fortes e profícuas ligações à nossa galeria, foi fácil criar a motivação e necessária inspiração para o tema da exposição. As obras rapidamente começaram a tomar forma e o resultado são estas únicas, exclusivas, sedutoras e “mágicas” peças que podem ser admiradas a partir de hoje. Para contextualizar todo este trabalho, foi editado um catálogo onde figuram os cerca de 50 artistas de diversas nacionalidades - portugueses, cubanos, angola-

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VINHO E FADO

CAVES BAIRRADA, FOTOGRAFIA PEDRO NÓBREGA, COLEÇÃO C. V. BAIRRADA


ABÍLIO FEBRA ESTUDOS 1986 Frequência do curso de escultura do Ar.Co.

PERCURSO Dedica-se em exclusivo à escultura a partir de 2013 deixando o ensino como prof. do secundário que exerceu durante 33 anos. Expõe desde 1984, tendo participado em 13 individuais e mais de 70 Mostras em Portugal, Espanha, França, Bélgica, Luxemburgo, Alemanha, Holanda e Polónia e Macau.

PRÉMIOS E DISTINÇÕES 2008 Menção Honrosa, Sua Exª o Rei, Museu do vinho Bairrada. 2002 3º Prémio, Int. S. Engraving, Florean Museum, Roménia. 2000 1º Prémio, AmbientArte, C.M. Leiria. 1997 Menção Honrosa, III Prémio Edinfor de escultura, Gal. Casino do Estoril. 1989 Menção Honrosa, Homenagem a Cristóvão Colombo, Funchal. 1989 Prémio na I Mostra de Escultura da Amadora.

REPRESENTAÇÕES Museu de Setúbal, Clecção EDP, Museu Municipal V.Franca de Xira, Câmara Municipal da Amadora, Hosp. do Montijo, Área de serviço de Leiria - Shell- A1, Espaços Secil/CMP, Espaços públicos de Cantanhede e Leiria, As Esperanças Plásticas Portuguesas de Manuela Synek em Lisboa de 1992, Annuaire de Art International Patrick Sermadiras Paris 14 ed, Arte nas Autosestradas - Brisa 2001.

MEMÓRIA DESCRITIVA A escultura em pedra negra, mostra o fado com toda a força que a pedra consegue exprimir. O xaile na escultura não encerra tristeza, mas sim uma fadista de corpo e alma, celebrando a alegria e as novas expressões do fado na companhia de um bom vinho.

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VINHO E FADO

PORTUGAL

MACIEIRA, LEIRIA, 1956

XAILE NEGRO

Pedra azul de Valverde, 100x80x30cm, 2014


AGOSTINHO SANTOS ESTUDOS Frequenta o Doutoramento em Museologia, FBAUP. Mestre em Pintura, FBAUP.

PERCURSO Realizou 70 exposições individuais, em Portugal, Espanha, Brasil e Índia e participou em mais de 300 mostras coletivas no país e no estrangeiro. Autor de a “Vaca Pessoana”, selecionada para a CowParade Lisboa, 2006, do cartaz do 2º Congresso Feminista, 2008 na Fundação Calouste Gulbenkian e da escultura/troféu de “São João da Madeira/Capital da Ilustração”, 2010. É autor e co-autor de vários livros de pintura, jornalismo e literatura.

COLEÇÕES Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea de Serralves. Futebol Clube do Porto. Consulado - Honorário da Índia no Porto. Consulado de Portugal em Goa, Índia. Museu da Bienal de Vila Nova de Cerveira. Museu Nacional de Imprensa. Museu Municipal de Santa Maria da Feira. Casa-Museu Teixeira Lopes, Gaia. Biblioteca Municipal Almeida Garrett, Porto. Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira. Museu de Arte Contemporânea de Olinda, Recife, Brasil.

MEMÓRIA DESCRITIVA A evidência da metamorfose entre a mulher, o fado e o vinho é claro, e assumidamente o ponto forte deste trabalho, constituído por materiais encontrados em noites de boémia, reciclados, pintados e esculpidos no silêncio cúmplice do ateliê.

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VINHO E FADO

METAMORFOSE

PORTUGAL

V. N. GAIA, 1960

Tecnica mista, 150x80cm, 2014


ALBANO MARTINS ESTUDOS 2010 Mestrado em Design, Materiais e Gestão do Produto na Univ. Aveiro. 1997 Artes Plásticas - Escultura, Faculdade de Belas Artes, Univ. Porto.

PERCURSO O seu trabalho assenta num conhecimento adquirido das diferentes experiências profissionais que realizou desde 1986. Lecionou escultura e desenho no ensino superior, vinculou-se às artes plásticas, à indústria e ao design, na participação em simpósios, exposições e bienais de arte, na concepção de cenários e adereços para teatro e outras áreas do espetáculo. A sua experiência como escultor na indústria dos plásticos e o trabalho de investigação realizado como professor, permitiram-lhe aprofundar conhecimentos nos novos média digitais e consolidar novas técnicas de fazer escultura. Está representado em várias coleções públicas e privadas.

MEMÓRIA DESCRITIVA Outrora, na Grécia Antiga, Dionísio ocupara um lugar de relevo como o deus da vinha e do vinho, do festim e do ócio. No Panteão Romano, chamaram-lhe Baco, fizeram-lhe festas conotadas pelos excessos do vinho e do sexo. Hoje, pelas mãos de Dionísio, sentimos uma estranha melodia criada por cada gota vertida desse vinho. É sem dúvida um momento de êxtase, aos nossos ouvidos são sons perdidos, talvez notas musicais, que fazem com que o Vinho e o Fado se fundam para um excesso de fruição.

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VINHO E FADO

DIONÍSIO E O VINHO MELÓDICO

PORTUGAL PORTO, 1971

Compósito polimérico e vídeo, 142x101x10cm, 2014


ALEXANDRE BAPTISTA

PORTUGAL 1969

ESTUDOS

EXPOSIÇÕES COLETIVAS

Licenciatura em Artes Plásticas, Pintura, na FBAUP. Frequência do Mestrado em Práticas Artísticas Contemporâneas na FBAUP.

2008 1º Prémio “Sua Majestade - O Rei” Museu do Vinho, Anadia. 1997 Prémio de Desenho Montepio Geral, X Salão de Primavera.

2013 “Miami River Art Fair 2013” Miami, EUA. 2013 “Arte de Bolso 2013” Galeria Sete, Coimbra. 2012 “Arte de Bolso mod. 2012” Galeria Sete, Coimbra. 2012 “Pintura. Diálogos e Narrativas” Macau. 2012 “Sixth Sense” Macau. 2010 “Nós entre imagem e palavra” Galeria Sete, Coimbra.

REPRESENTAÇÕES

MEMÓRIA DESCRITIVA

PRÉMIOS

ANJE, Porto. Colecção Montepio Geral. Museu Amadeo Souza Cardoso, Amarante. Museu BMW, Baviera.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS 2003 “Untitled”, Galeria 57, Leiria. 1999 “Memórias de um corpo. Três conceitos para representação”, Galeria 57, Leiria. 1999 “Corpo. Twenty-four drawings about somebody”, Casa da Cultura de Estarreja. 1998 “Os Cinco Sentidos mais Um”, Galeria do Casino Estoril I Galeria Alvarez, Porto. 1998 Fundação Bissaya Barreto, Coimbra. 1992 Museu Santa Joana, Aveiro. 1990 Fundação Dionísio Pinheiro I Fundação Calouste Gulbenkian, Aveiro. 1989 Fundação Dionísio Pinheiro.

DO NOT KNOW WHY YOU LEFT. I’LL DRINK TO NUMB THE PAIN

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VINHO E FADO

No decorrer do sec. XX assistimos ao cruzamento entre a pintura e a escrita, com diversos artistas a apropriarem-se do texto como elemento plástico, integrado assim no seu discurso pictórico, passando o texto a interferir na imagem e funcionando também como imagem. Esta relação entre texto e imagem aproxima as artes plásticas e a literatura, num diálogo que em alguns casos convergem, estabelecendo uma ligação entre o traço do desenho e o desenho da escrita, revelando que a escrita não é apenas um meio de transcrição da fala, mas é uma realidade dupla, dotada de uma parte visual/plástica. Nesta obra verificamos de novo a apropriação da imagem como elemento característico do percurso de Alexandre Baptista. O termo apropriação é o acto ou processo de tomar para si, apoderando-se integralmente ou de partes de uma obra, para construir uma outra. “Do Not Know Why You Left. I’ll Drink to Numb the Pain” aborda o encontro entre o Fado e o Vinho. Espaço para a nostalgia e dor, resultantes de uma relação amorosa, na procura de as vivenciar ou exorcizar com o auxílio destes “universos”.

Acrílico e resina epoxy sobre contraplacado marítimo e tela, 120x160x7,5cm, 2014


ALFREDO LUZ PERCURSO Lecionou a disciplina de Educação Visual em Luanda, Arouca, Felgueiras, Moimenta da Beira, Caneças e Lisboa. Obras gráficas editadas pelas mais importantes galerias e instituições portuguesas bem como, Fundação Eugénio de Andrade, Instituto do Consumidor, Livros Horizonte e Ministério da Justiça. Foi premiado em Pintura e Desenho. Objeto de dissertação de mestrado “A Fortuna Crítica do Surrealismo em Portugal Dos Pioneiros a Alfredo Luz”, Universidade Nova de Lisboa, em 2011, por M. Raquel Costa.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS 2014 “Tanto Mar”, Coliseu Micaelense. 2013 “O suporte das Incertezas”, Galeria Ikon. 2011 “Lavrando o Mar”, Galeria do Casino Estoril. 2010 “Parto de um Objecto”, Galeria São Francisco. 2008 “Manual para Lavrar”, Galeria Galveias. 2006 “As mãos e Usufrutos”, Galeria São Francisco. 2004 “Ce que les cartes ne disent pas”, Parlamento Europeu-Bruxelas. 2001 “Onde moram as Heras”, Galeria Galveias. 2000 “É por nós que a fonte deita água”, Galeria Almadarte. 1997 “Lisbon revisited”, Galeria S. Francisco. 1996 “Ainda sons da Terra”, Galeria Almadarte. 1995 “Percorro os campos até ao meu destino”, Galeria Neupergama.

EXPOSIÇÕES COLETIVAS 2013 “FIL Lisboa”, Galeria Perve. 2011 “Art Madrid”, Galeria Perve. 2011 “Feira de Arte Contemporânea”, Lisboa. 2010 “Art Madrid”, Galeria Perve. 2009 “Exposição Internacional de Surrealismo”, Santiago do Chile. 2007 “Arte Madrid”, Madrid. 2006 “Galeria Atlântica”, Açores. 2006 “Feira de Arte Contemporânea”, Lisboa. 2005 “Galeria Alexandra Irigoyen”, Madrid. 2005 “Bienal do Avante”, Seixal. 2005 “Bienal do Montijo”. 2003 “Feira de Arte Contemporânea”, Estoril.

MEMÓRIA DESCRITIVA É certo que a morada natural do fado é Lisboa. É sobretudo onde ele amanhece. Mas exalta-se noutros pontos do país, onde o vinho acompanha essa exaltação, porque indissociáveis, quer na cor, quer no tom, quer na ternura das grandes mágoas.

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VINHO E FADO

PORTUGAL

RIO MEÃO, 1951

FADO TINTO

Acrílico sobre tela, 70x70cm, 2014


ANA MARIA ESTUDOS 1982 Licenciatura em Filosofia, Faculdade Letras da Universidade do Porto.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS Desde 1980 que participa em exposições coletivas nacionais e algumas no estrangeiro como: “ A Itinerância da Arte Portuguesa” - Japão em 1998, estando representada em numerosas coleções particulares e instituições públicas. Foi premiada diversas vezes, nomeadamente em 2005 com o Prémio Amadeo de Souza Cardoso. Para além da atividade de pintora, colabora em eventos e oficinas de arte organizados por artistas, galerias e instituições, escreve textos para catálogos e pequenas narrações que ilustra. Publicou um artigo “a palavra de artista” no nº 1º da Revista Bombart. Integrou o Júri do Prémio António Gaio, No Festival Internacional de Cinema de Animação de Espinho, CINANIMA, 2010. Em 2013 Organizou alguns eventos interdisciplinares, reunindo diferentes áreas artísticas, “ Encontros na 16”, Espinho e na Escola Secundária de Valadares, Os Desenhos Vão à Escola, no âmbito da divulgação da arte na pedagogia. Recentemente em Novembro de 2013, Fez uma comunicação sobre “a mulher a arte e a cidadania” num encontro organizado pela associação de estudo da mulher migrante, Palácio das Necessidades, Lisboa. Na área do teatro e da performance trabalha, em equipa, ao nível da conceção estética ,do espaço cénico, figurinos e trabalho de ator. Tem participado e organizado eventos com carácter multidisciplinar (música, pintura, vídeo),tendo sido selecionada na modalidade de vídeo no MIA, festival de Música Improvisada da Atouguia da Baleia. Em 2011 realizou uma peça escultórica em granito para o parque Nacional da Peneda Gerês a convite da Câmara de Arcos de Valdevez.

PRÉMIOS 2011 Menção honrosa, XVII Galeria Aberta, Beja. 2005 Prémio Amadeo de Souza Cardoso, Amarante. 2003 Prémio de Aquisição na Bienal de V. N. de Cerveira. 1992 3º Prémio Nacional de Pintura Boavista Futebol Clube Porto. 1991 Prémio Nacional de Pintura Júlio Resende, Gondomar. 1990 Menção Honrosa na Bienal de V. N. de Cerveira. 1989 Menção Honrosa na I Exposição Nacional de Pintura, Coimbra. 1988 2º Prémio Arte Portex, Porto.

MEMÓRIA DESCRITIVA Daqui vejo terras abrigadas, amaciadas pelas mãos do homens, que unem o céu à terra, com bagas apimentadas de êxtase. Daqui vejo terras pintadas, lugares mágicos de tinta pinheira e trincadeira. Daqui vejo “Cosa mentale”.

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VINHO E FADO

PORTUGAL LISBOA, 1959

O VINHO O ÊXTASE E OS SEUS LUGARES

Óleo sobre tela, 120x90cm, 2014


ANDRÉ CAPOTE ESTUDOS 2002 Licenciatura em Artes Plásticas, Escola Universitária Artística de Coimbra. 2012 Mestrado em Artes Visuais, Escola Universitária Artística de Coimbra.

PRÉMIOS 2010 Leme das Artes, Associação “Os Ílhavos”. 2005 Menção Honrosa Platina, Bienal de Vila Verde, Vila Verde. 2002 Menção Honrosa, Jovens Criadores, Aveiro. 1998 1º Prémio de Pintura SIM-RIA, Aveiro. 1990 1º Prémio de Cerâmica no Salão de Artes Plásticas, Museu de Ílhavo.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS 2008 “Idol’s Portraits”, Casa da cultura, Cantanhede. 2007 “O rasto dos idolos”, Galeria Por Amor à Arte, Porto. 2006 “Idol’s Philosophy Portraits...”, Galeria Nuno Sacramento, Aveiro. 2002 “No-Stress”, Galeria Grade, Aveiro. 2001 “Percursos Académicos”, Câmara Municipal de Ílhavo.

EXPOSIÇÕES COLETIVAS 2013 “Bakalhau”, Ílhavo. 2012 “Atitude”, Ordem dos Médicos de Coimbra. 2011 “Colectivo 5”, Bustos.

MEMÓRIA DESCRITIVA Surgiu de um instante singular, da opção de se eleger uma garrafa especial para um momento único e excitante, onde a alma se inebria com a harmonia de um bom vinho e de um fado especial. Essa simbiose é registada plasticamente com o perfume da música e as notas de um vinho que borbulham na forma de borboletas... “O Fado nasceu um dia, quando o vento mal bulia e o céu o mar prolongava, na amurada dum veleiro, no peito dum marinheiro que, estando triste, cantava...” Versos de José Régio que Amália Rodrigues cantou.

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VINHO E FADO

PORTUGAL ÍLHAVO, 1977

THE SPECIAL BOTTLE

Acrílico e Tinta da China sobre tela, 200x150cm, 2014


AUGUSTO CANEDO ESTUDOS 1985 Licenciatura em Pintura na Escola Superior de Belas Artes do Porto.

PERCURSO 2012/13 Director Artístico da 17ª Bienal de Cerveira. 2010/11 Director Artístico da 16ª Bienal de Cerveira. 2008/09 Director da XV Bienal de Cerveira. 2008/10 Presidente da Associação Projecto Núcleo de Desenvolv. Cultural. Dirigiu a Revista Bombart. 2001 Co- fundador do espaço Nome aos Bois, Salvador/BA/Br. 1998 Inscrição da tese “Fenom. do comportamento creativo”, Univ. Salamanca. 1998/2002 Assist. da disciplina de Pintura, na Faculdade Belas Artes Univ. Porto. 1994/96 (Biénio) Curso de doutorado em História da Arte na Univ. Salamanca. 1994 Co-fundador da Por Amor à Arte Galeria - Porto. 1986 Co-fundador da Galeria Quadrado Azul - Porto. 1985/90 Lecionou a disciplina de Pintura na ESAP - Esc. Sup. Artística do Porto.

PRÉMIOS 2002 Prémio Baviera, Museu da Alfandega do Porto. 2001 1° Prémio “Arte Erótica”, Argo, Câmara Municipal de Gondomar. 2001 Prémio Aquisição XXI Bienal lnternacional de Arte de Cerveira, Cerveira. 1995 Prémio Almada Negreiros, Fundação MAPFRE Vida, Porto. 1993 Prémio “Revelações 93”, Banco Comercial de Macau, Galeria Árvore, Porto. 1990 Prémio Edição, II Bienal de Gravura da Amadora, Amadora, Portugal. 1985 Prémio Augusto Gomes, Câmara Municipal de Matosinhos, Matosinhos. 1984 Prémio Revelação, IV Bienal lnternacional de Arte de Cerveira, Cerveira. 1983 Prémio Aquisição, Augusto Gomes, C. M. M.

COLEÇÕES Câmara Municipal de Matosinhos, Portugal. Museu da Bienal de Cerveira, Portugal. Coleção Jaime Isidoro. Museu dos Correos, Salvador, Brasil. Coleção MAPFRE, Portugal. Banco Comercial de Macau, Portugal. Caixa Agrícola-Vila Nova de Cerveira, Portugal. Coleção Arte Erótica Câmara Municipal de Gondomar, Portugal. Prémio Baviera/(BMW). Museu de Arte Contemporânea de Stutgard (Gr). Coleção Caixa Agrícola, Viana do Castelo, Portugal.

MEMÓRIA DESCRITIVA O fado e fadistas. O vinho, a mesa e o tempo, das conversas. Os bordados, rendas e os barros e a fraca luz das velas.

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VINHO E FADO

RENDAS E BORDADOS

PORTUGAL PORTO, 1958

Acrílico e cera sobre papel, 100x74cm, 2014


AURELIANO AGUIAR ESTUDOS Formação autodidata.

PERCURSO Integra em 1986 a Mostra do Círculo Cultural de Setúbal. Em 1987 expõe as suas obras na I Mostra Portuguesa de Artes & Ideias. É reconhecido em 1988 como um dos “novos valores da cultura”. Entre 1991 e 2006 expõe diversas obras em Portugal e na Alemanha, destacando a sua participação em eventos como a “Expo 98”, a exposição internacional, em Marienfeld, durante o Euro 2004 e a semana da cultura em Gütersloh (Europäiche Kulturwochein der Stadt Gütersloh 2006). Ainda durante este período, implanta Arte Pública em Municípios como Odemira, Almodôvar, Guimarães, Lousã, Águeda. Participa desde 2008 no concurso Utopia, organizado pelo núcleo Português de Arte Fantástica, ganhando os Prémios de Escultura de 2008, 2009 e 2010.

MEMÓRIA DESCRITIVA Fado, caminho da vida. Engrenagem que comanda. Demanda ao sabor do vinho. Lúdico do destino sem mando.

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VINHO E FADO

ÁRVORE DAS GARRAFAS

PORTUGAL LISBOA, 1961

Escultura, 320x300x220cm, 2014


BRANISLAV MIHAJLOVIC ESTUDOS Mestrado em Pintura, Escola Superior das Belas Artes, Belgrado.

PERCURSO Desde muito novo dedicou-se à pintura e participou em vários concursos e exposições. O primeiro prémio internacional obteve com oito anos da idade num concurso da UNICEF em Nova Deli, Índia. Após acabar os estudos em 1989, mudou-se para Amesterdão onde viveu dois anos como artista profissional. Depois de alguns meses passados na Kreta, Grécia, instalou-se em Portugal onde vive e trabalha desde 1992. Recebeu vários prémios de pintura. Realizou mais de setenta exposições individuais e participou em centenas coletivas, Salões e Feiras de Arte. A sua obra está representada em várias coleções públicas e privadas no país e no estrangeiro.

MEMÓRIA DESCRITIVA Incontestavelmente, Leonardo Da Vinci era um génio que passou mais de dois anos a trabalhar na “A Última Ceia” no ano de 1495. Foi inspirado nesta magnífica obra-prima que eu, em 1997 produzi a minha primeira “Ceia” a convite da galeria Sacramento tema esse que produzi e desenvolvi durante vários anos. As “Ceias” são uma mescla misteriosa de diversos elementos religiosos, quer de carácter cristão quer de carácter ortodoxo, compostos com nomes de apóstolos ou santos, obrigam o espetador a uma contínua e renovada leitura, partindo para a descoberta dos diversos elementos que compõem a obra. Foi sem dúvida uma das melhores séries que produziu, na minha vasta obra que é composta de diversas séries. Assim, a propósito do desafio que me foi lançado agora passados 17 anos, pela Galeria Nuno Sacramento para a exposição sobre o fado e o vinho, reportou-me novamente para este tema em que, com a alteração de alguns elementos penso que consegui uma obra plasticamente original em que consegui criar cabalmente o objetivo proposto.

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VINHO E FADO

VINHO E FADO

SÉRVIA

BELGRADO, 1961

Óleo e vários materiais sobre madeira, 180x125cm, 2014


CARLA FARO BARROS ESTUDOS Licenciatura em Artes Plásticas, Pintura, ESAP, 2004.

PRÉMIOS 2008 Menção Honrosa no concurso de Pintura, Escultura “Sua Majestade o Rei”, Museu do Vinho da Bairrada. 2007 Prémio júri intern. 5º Festival de gravura de Évora, Bienal Internacional. 2004 Menção Honrosa na III Bienal de Pintura Arte Jovem de Penafiel.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS 2009 “Teatros de Madeira”, Galeria Nuno Sacramento, Aveiro. 2007 “Relicários”, Galeria João Pedro Rodrigues, Porto. 2006 “O meu olhar magoa-te?”, Galeria Nuno Sacramento, Aveiro. 2005 “Por debaixo desta carapaça”, Galeria Por Amor à Arte, Porto.

EXPOSIÇÕES COLETIVAS 2013 “Bakalhau”, Museu Marítimo de Ílhavo, Ílhavo. 2012 “Arte de bolso”, Galeria João Pedro Rodrigues, Porto. 2011 “Treze Artistas, Treze Desenhos”, Galeria João Pedro Rodrigues, Porto. 2009 “Arte Lisboa”, Feira Internacional de Arte Contemporânea, Fil, Lisboa. 2009 “A Arte não se mede aos palmos”. Galeria Nuno Sacramento, Aveiro. 2009 “7 Pintores, 7 metros”, Pintura ao vivo RTP, Museu do Vinho, Anadia. 2008 “Sua Majestade o Rei”, Concurso Pintura, Escultura, Museu Vinho Bairrada. 2007 “4 artistas, 4 Garrafas de Porto, Best of wine Tourism 2007”, C.M. do Porto. 2007 “Prémio júri intern. do 5º Festival de gravura de Évora”, Bienal Internacional.

MADAME ÉMILIE DU CHÂTELET AVEC UNE GUITARE PORTUGAISE

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VINHO E FADO

PORTUGAL PORTO, 1969

2007 “IV Bienal Internacional de Gravura do Douro”. 2006 “I Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Aveiro”. 2005 “XIII Bienal Internacional de Arte”, Vila Nova de Cerveira. 2005 “Exposição colectiva”, Galeria Nuno Sacramento, Aveiro. 2004 “III Bienal de Pintura Arte Jovem de Penafiel”. 2004 “34 Project room mais tarde”, Central eléctrica do Freixo, Porto. 2004 “Ponto de Situação”, Galeria Maus Hábitos, Porto.

COLEÇÕES PÚBLICAS/PRIVADAS Museu do Vinho Bairrada. Museu do Vinho do Vinho do Porto.

MEMÓRIA DESCRITIVA Mulher do século 18, cientista, cravista, cantora e actriz. Uma mulher que nasceu fora do seu tempo. Voltaire, um dos seus amantes, disse um dia sobre Émilie du Châtelet: “um grande homem que teve o único defeito de ter sido mulher”.

Tinta da china sobre papel aguarela e folhas de papel recortado, sobreposição 3D, 170x170cm, 2014


CLOTILDE FAVA ESTUDOS 1962 Licenciatura em Escultura, Escola Superior de Belas Artes de Lisboa.

PERCURSO Membro das Associações, Sociedade de Belas Artes de Lisboa, Cooperativa Árvore, Porto, Círculo de Belas Artes de Madrid.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS 1961/2013 Exposições de Pintura realizadas em Portugal, Espanha, França, Alemanha, Itália, China e Cabo Verde. 1965/75 Angola - Murais - Agências do Banco Pinto & Sotto Mayor em Luanda, Benguela, Lobito, Huambo e Lubango - Banco Comercial de Angola no Lobito Baptistério da Igreja de Sumbe - Companhia de Seguros Fidelidade Atlântica em Luanda - Escultura, bronze para o Banco de Crédito Comercial e Industrial em Luanda. 1979/85 Diversos trabalhos em tapeçaria.

MEMÓRIA DESCRITIVA Sonhos roubados em noites brancas de comércio maldito. Ao longe, sentem-se os ecos, cansados, do trinado de uma guitarra. O vinho, eterno companheiro do fado, entorpece as mentes sofridas e conforta as almas dos poetas vencidos e das mulheres da noite....

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VINHO E FADO

PORTUGAL LISBOA, 1941

ENTRE UM FADO E UM COPO DE VINHO

Acrílico/carvão s/ tela, 146x97cm, 2014


CRISTINA TROUFA ESTUDOS 1998 Licenciatura em Artes Plásticas, Pintura, na FBAUP. 2011 Bolseira da FADEUP em cooperação com a Fundação Calouste Gulbenkian. 2012 Mestrado em Pintura, na FBAUP.

PERCURSO Desde 1995 que participa em exposições coletivas e individuais em Galerias de Arte e Espaços Culturais de Portugal, França, Espanha, Itália e Austrália.

PRÉMIOS 2014 Liberty Seguros. 2012 FBAUP, Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. 2011 FADEUP, Faculdade de Desporto da Universidade do Porto. 2007 MAEDS, Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS 2011 “First”, Myung Gallery, Seul, Coreia do Sul. 2011 “Evolución”. Galeria Kalon, Navarra, Espanha. 2010 “La Colombie”, Galeria Arte Autopista, Medellín, Colombia. 2009 “La Colombie”, Museu de Arte de Caldas, Manizales, Colombia. 2008 “Espacios Esenciales”, Galeria Rita Castellote, Madrid, Espanha. 2006 “Obra básica”, Galeria Benito Esteban, Salamanca, Espanha. 2005 “DdB”, Galeria Evelio Gayubo, Valladolid, Espanha.

MEMÓRIA DESCRITIVA Numa noite de fados, um copo de vinho é elemento essencial para colorir o evento e por isso tem posição de destaque numa cadeira gémea das cadeiras dos músicos a envolver a fadista.

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VINHO E FADO

DAR COR AO FADO

PORTUGAL PORTO, 1974

Acrílico s/ tela, 150x100cm, 2014


DEBORAH GILLIES ESTUDOS 2014 Licenciatura em Artes Plásticas.

PERCURSO O local onde nasceu é uma ilha que se encontra no Atlântico marcada pelas grandiosas paisagens oceânicas. Em 1992-1993, esta região assiste a uma crise na indústria pesqueira que levou Deborah e muitos outros habitantes daquela ilha a sair da terra natal tendo ido para um lugar longinquo e bastaste diferente: Portugal. Durante este período de transição, bastante difícil, a pintura serviu de conforto. Foi um processo natural, este desejo para estudar a arte e todas as suas facetas. Entrou na Escola Universitária das Artes de Coimbra para frequentar a Licenciatura em Artes Plásticas. Aqui encontra o seu mentor, o já falecido professor João Dixo, que deu um enorme contributo para a arte contemporânea portuguesa. Com o seu apoio e incentivo em arriscar, Deborah assume uma atitude mais visceral e abstratizante, e cada vez menos os elementos individuais assumem menos importância. O seu dominó de cores e composição destes criam uma harmonia que é interpretada por cada observador. Tudo é reduzido apenas só ao essencial que foi um percurso natural: seja na sua vida ou na sua arte.

EXPOSIÇÕES Câmara Municipal de Anadia. Casa de Canto, Ancas. Sala das Exposições EUAC Coimbra.

MEMÓRIA DESCRITIVA Não há forma significante mas tudo tem significado. No vinho, tal como o fado, há melodias com variações harmónicas. Estas apresentam-se na pintura pela cor e no movimento das pinceladas. Os tons de vermelhos representam os vinhos de várias idades, os amores do fado e cria uma atmosfera romântica como um pôr de sol no fim do dia acima do vinhedo. A luz reflete sobra as folhas espalmadas e as varas dos vinhedos, criando uma extensão de verdura que é uma obra de arte da natureza. Às vezes as tintas têm um andamento mais alegre como os fados maiores e outras vezes mais melancólicas e profundas que a tinta corre como lágrimas que caiem das folhas. No amor e também na natureza há desencontros .

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VINHO E FADO

HARMONIA

CANADÁ

TERRA NOVA, 1963

Óleo sobre tela, 150x150cm, 2014


DUMA ARANTES ESTUDOS Licenciatura em Publicidade pelo IADE, Lisboa. Frequência dos cursos de Desenho e Pintura da Sociedade Nacional de Belas Artes, Lisboa.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS 2013 “The daily mood of Duma”, Herr Beinlich Contemporary Fine Art Space, Bielefeld, Alemanha. 2013 “Botanicis, Florae et Reginae”, Galeria Rastro, Figueira da Foz, Portugal. 2012 “Heart Stories”, Storytailors, Lisboa. 2012 “Butterfly Effect”, Galeria Other Things, Vau. 2012 “Spring Reflections”, Influx Projects, Lisboa. 2011 “Sweet”, Galeria São Mamede, Lisboa. 2010 “Encontros”, Galeria O Rastro, Figueira da Foz. 2009 “Black Stripes”, Fundação Pedro Álvares Cabral e Galeria Quattro, Lisboa. 2009 “REFLEX - Part II”, Pinacoteca de Arte Contemporânea, Almonte, Espanha. 2009 “REFLEX - Part II”, Palacio de la Serna, Ciudad Real, Espanha 2009 “Galeria Quattro” e Fundaçao Henrique Leotte. 2008 “Glam”, Nuno Sacramento, Arte Contemporânea, Aveiro.

EXPOSIÇÕES COLETIVAS 2014 AAF Hong Kong , Affordable Art Fair, Retrospect Galleries, Hong Kong, China. 2014 AAF Milan, Affordable Art Fair, Retrospect Galleries, Milão, Itália. 2014 “Forgotten Futures”, Screaming Sky Gallery, Portland, USA. 2014 “Here and Away”, Priiskorn Contemporary, Copenhagen, Denmark. 2013 “Out of the Shire”, Gallery Nucleus, Alhambra, CA, USA. 2013 “Grand Opening” Exhibition, Priiskorn Contemporary, Copenhagen, Denmark. 2013 “Flash Black” Modern Eden Gallery, San Francisco, USA. 2013 “Get The Lead Out V” Swoon Gallery, LA, USA. 2013 “Grand Opening Exhibition”, Alexi Era Gallery, Saint Louis, USA. 2013 “All (my) Stars”, 10 Anniversary show, Strychnin Gallery, Berlim, Alemanha. 2013 “Lady Parts”, True Love Art Gallery, Seattle, USA. 2013 “Mona” Modern Eden Gallery San Francisco, USA. 2013 “Draw”Auguste Clown Gallery, Melbourne, Australia. 2013 “Bakalhau”, Museu Mar. de Ílhavo, Nuno Sacramento - Arte Contemporânea.

MEMÓRIA DESCRITIVA Os sentimentos mais íntimos, recônditos e até esquecidos, que vivem no interior mais profundo, são tocados e acordados por poucas sensações. O Vinho e o Fado têm a habilidade de descobrir e destapar tantos sentimentos e aquecer até a mais fria e esquecida veia do nosso intelecto. “Inner expression” representa, através de pequenos simbolismos, a expressão interna que se manifesta através destas duas fontes: O Vinho e o Fado!

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VINHO E FADO

INNER EXPRESSION

PORTUGAL LISBOA, 1973

Óleo sobre tela, 100x100cm, 2014


EDUARDO MENDES ESTUDOS 2002 Licenciatura em Escultura, Escola Universitária das Artes de Coimbra, E.U.A.C.

PERCURSO Exerceu atividade profissional de docente do Ensino Básico e Secundário de 2002 a 2008. Foi membro co-fundador do coletivo artístico, salão 40 em Coimbra, dinamizando o atelier de desenho de modelo vivo de 2008 a 2009. Tem participado em projetos de artes plásticas, cenografias, adereços e máscaras, na área do teatro, música, cinema de animação e exposições temáticas. É colaborador da companhia de teatro de marionetas, TDF - Teatro de Ferro, desde 2012. Participa regularmente em exposições de escultura, desenho e fotografia.

MEMÓRIA DESCRITIVA A obra consiste em imagens produzidas através de volumetrias. Caixa em madeira para transportar,… exportar, expor,… não transporta… Caixa para por vinho, vidro, garrafa,… frágil, não tombar, não agitar, cuidado com a luz. … transportar fado, voz, guitarra, músico, mãos de quem toca.

RESSONÂNCIA

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VINHO E FADO

Madeira, vidro espelhado, resina de poliéster e luz led, 77x77x25cm, 2014

PORTUGAL

COÍMBRA, 1978

A caixa de madeira apresenta-se suspensa na parede com a face frontal em vidro espelhado. Com a aproximação do observador da obra, surge a imagem aparentemente virtual de duas mãos que simulam a ação de produzir musica numa guitarra. Uma ilusão quase halográfica é consequente da manipulação de diferentes intensidades de luz e da relação entre o reflexo, transparência do vidro e das mãos cristalinas. O observador não é um mero espetador de si próprio na imagem de um espelho, mas passa a ser incluído e simultaneamente responsável por iniciar um ciclo de silêncio musical. A guitarra portuguesa, um dos corpos produtores de sons mais representativos e distintivos do fado, é sugerida pela atitude de quem a toca e é essa que ressoa. De uma imagem monotónica, o observador constrói uma sequência musical.


ELIZABETH LEITE ESTUDOS 2005 Licenciatura em Pintura, ARCA EUAC, Escola Univ. das Artes de Coimbra. 2006 Mestrado em Com. Estética, ARCA EUAC, Escola Univ. das Artes de Coimbra.

PRÉMIOS 2012 Menção Honrosa, Aveiro Jovem Criador, Aveiro. 2008 Prémio “Mondego 2008”, Coimbra. 2007 Menção Honrosa, Aveiro Jovem Criador, Aveiro. 2006 Primeiro Prémio, Aveiro Jovem Criador, Aveiro. 2006 Menção Honrosa, Bienal de Pintura de Penafiel, Penafiel. 2005 Menção Honrosa, Aveiro Jovem Criador, Aveiro.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS 2013 “À Procura de um Lugar na Terra”, Ordem dos Médicos, Porto. 2013 “Exposição de Pintura”, Paços do Concelho, Viana do Castelo. 2013 “Entre Histórias”, Museu Etnográfico Dr. Louzã Henriques, Lousã. 2012 “Pinceladas Soltas”, São João da Madeira Hotel, S. João da Madeira. 2012 “Narrativas”, Atelier de Artistas 1.37, Lisboa. 2009 “Elizabeth Leite”, Museu da Água, Coimbra. 2009 “Encenação Permanente”, Galeria São Mamede, Porto. 2007 “Confrontos”, Biblioteca Municipal Santa Maria da Feira.

EXPOSIÇÕES COLETIVAS 2014 “Seven UP”, Museu Santos Silva, Figueira da Foz. 2014 “Seven UP”, Biblioteca Santa Maria da Feira. 2014 “Apar’t’”, Galeria de Arte, Porto. 2013 “Pinceladas e Salpicos I”, Galeria Tomás da Costa, Oliveira de Azeméis. 2013 “Pinceladas e Salpicos II”, Museu de Ovar, Ovar. 2012 “Coletiva de Dezembro”, Galeria Nuno Sacramento, Ílhavo. 2012 “Bakalhau” (Pintura, Escultura e Fotografia), Ílhavo. 2012 “Signos de Fronteira: Prop. Visuais de Novos Artistas”, (Projectos Redes II) 2012 “Aveiro Jovem Criador”, 2012, Aveiro. 2012 “Signos de Fronteira: Prop. Visuais de Novos Artistas” (Projectos Redes II).

MEMÓRIA DESCRITIVA António… o tempo não pára A saudade está escondida E ao longe entoa triste um triste fado Num destino por medida P’ra nós quatro e mais ninguém. O amanhã?... que longe vem Que havemos de fazer? Minha mãe estimo… Ficamos bem graças a Deus!

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VINHO E FADO

ANTÓNIO … O TEMPO NÃO PÁRA

VENEZUELA CARACAS, 1982

Grafite sobre papel, 150x100cm, 2014


FÁBIO CARNEIRO ESTUDOS Formação autodidata.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS 2013 Sublime Villa Tattoo Studio, Aveiro. 2013 Variações Tattoo Shop, Guimarães. 2012 “Souls HaveEyes”, Exposição de pintura, Galeria Geraldes da Silva, Porto.

INTERVENÇÕES ARTÍSTICAS 2013 Homenagem aos pescadores de Aveiro, mural da praça do peixe. 2013 The Celebration II com. 2º aniv.da Taken Urban Culture Store, Live painting. 2012 Saturday Art Sessions, Live Painting Taken Urban Culture Store. 2011 Workshop de Graffiti, Viana do Alentejo. 2011 Intervenção no Festival UpFest’11, The urban paint festival, UK. 2011 Intervenção no festival Walk & Talk’11, Açores, Ponta Delgada. 2011 Let´s Paint, Arte urbana na Exponor.

PERCURSO A produção artística de Fábio Carneiro iniciou-se há cerca de treze anos, facto notável por atualmente ter apenas vinte e cinco anos. Não teve formação artística institucional, pelo que a qualidade do seu trabalho é devida não só ao seu talento inato mas também à sua capacidade de aprendizagem contínua. Inicialmente os seus trabalhos eram efetuados recorrendo ao spray, seguindo as técnicas básicas do graffiti. Atualmente, Fábio Carneiro tem procurado a criação artística recorrendo ao óleo sobre tela e spray, de forma a adquirir valências que o tornem um artista mais polivalente, capaz de produzir trabalhos numa técnica pictórica mais clássica e contemporânea. Fábio Carneiro é representado exclusivamente pela Galeria Nuno Sacramento Arte Contemporânea desde 2013.

MEMÓRIA DESCRITIVA Pretendi com esta obra, produzida e pintada exclusivamente em grafite, homenagear o grande fadista Carlos do Carmo nas comemorações dos seus 50 anos de carreira em que lançou um disco intitulado “Fado é Amor”. É também com muito apreço que considero este grande Senhor do fado um dos mais representativos fadistas portugueses da atualidade. O copo de vinho que sobrepus no seu rosto, é também uma simbologia e uma homenagem ao vinho português, o nosso ouro negro que nunca se pode dissociar do fado e dos fadistas.

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VINHO E FADO

NOSSO PORTUGAL

PORTUGAL PORTO, 1988

Spray sobre MDF hidrofogado, 180x110cm, 2014


GABRIEL GARCIA ESTUDOS 1995 Licenciatura em Pintura, Faculdade de Belas Artes, Lisboa.

PRÉMIOS 2011 Prémio de aquisição 16ª Bienal de Cerveira. 2010 “Fine Papers”, gravura “O Passeio das Almas”, editada pelo Centro Português de Serigrafia; 2010 Prémio “Raymon Menager”, pintura, Paris;

PERCURSO Está referenciado em catálogos e revistas da especialidade como: Catálogo da Exposição Lusofonias, Perve galeria;“Pintura Contemporânea Portuguesa, 100 Pintores”; Mobility, Re-reading the Future; Catálogo da exposição daTrienale de Praga, publicado pela National Gallery Prague; Catálogo da Exposição Gravura Contemporânea, de alunos e ex-alunos da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, no Museu Nacional de História Natural. Livro “As melhores apostas de Arte Portuguesa”, by Paulo Lopo; Revista “Directarts”, Artigo (Exposição) Edição 07, Verão (2010); Catálogo da exposição “Os Livros dos Outros” Centro de Artes e Cultura de Ponte de Sor a convite da Fundação das Casas de Fronteira e Alorna; Revista Umbigo nº 37 Edição de Junho 2011, por Miguel Matos; Catálogo da 16ª Bienal de Cerveira de 2011; Catálogo Arte de Lisboa 2011.

MEMÓRIA DESCRITIVA Se há um sentimento que atravessa toda a nossa história é a saudade. Provavelmente esse é o nosso maior fado, que invada a alma e trespassa os ossos transformando em pó a réstia de alegria que o povo ainda tem. Esta tela tem a como pano de fundo a temática do fado e do vinho e com isto temos de facto dois fortes elementos que caracterizam o nosso país mas por outro lado a pintura procura um sentimento, o retrato de um país que já viveu de vários ”F”, e que continua com velhos estigmas que demoram a ser esquecidos? e o tempo já lá foi mas as malas de cartão saíram do mofo e voltaram a aglomerar-se numa qualquer estação, indo sem saber quando voltar para? Os braços da minha mãe!?

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VINHO E FADO

QUE PERFEITO CORAÇÃO

PORTUGAL

ILHA DO PICO, AÇORES, 1977

Acrílico sobre tela, 200x160cm, 2014


GIL MAIA ESTUDOS Licenciatura em Artes Plásticas, Pintura, Fac. de Belas Artes da U. Porto.

PRÉMIOS 2010 Menção Honrosa - Prémio Carmen Miranda, Marco de Canavezes; 2010 Grande Prémio de Pintura D.Fernando II, Sintra. 2009 1º Prémio Jovem Artes Plásticas, CAE, Figueira da Foz; 2009 Grande Prémio Bienal de Coruche; 2009 Prémio de Pintura Rainha Isabel de Bragança, Estoril. 2008 1º Prémio de Pintura Vila Sol, Vila Moura, Algarve. 2005 1º Prémio Pintura da 8ª Bienal de Artes Plásticas do Montijo. 2005 Prémio Vespeira, Montijo. 2003 Menção Honrosa, 3ª Bienal Internacional de Arte de Vila Verde. 2002 Menção Honrosa, Prémio de Pintura e Escultura D.Fernando II. 2002 Menção Honrosa, XV Salão de Primavera do Casino Estoril. 2001 Menção Honrosa, Prémio de Pintura e Escultura D.Fernando II. 2001 Menção Honrosa, Prémio Nacional de Pintura António Joaquim. 2001 1º Prémio de Pintura, João Barata. 2001 1º Prémio de Pintura, Benjamim Salgado. 2001 Prémio de Pintura, IPJ da 2ª Bienal Internacional de Arte Jovem, Vila Verde.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS 2013 ”Constructiones in Monasterio”, Galeria Sete, Coimbra. 2013 ”Constructiones in Monasterio”, Galeria Nuno Sacramento, Ílhavo. 2011 “Constructiones in Ecclesia”, Galeria São Mamede, Porto / Lisboa. 2010 “Constructiones in Palatio”, Galeria Pedro Serrenho, Lisboa. 2008 “Strange Furnitures”, Galeria São Mamede, Porto; 2008 “Childhood’s Spaces”, Galeria Sete, Coimbra. 2007 “Pátio Onírico”, Galeria Pedro Serrenho, Lisboa. 2007 “Murmúrios Estéticos”, Galeria Ao Quadrado, Stª Maria da Feira. 2006 “Palcos Exteriores”, Caja Espana, Vallodolid. 2005 “Coisas em Volta”, Galeria Pedro Serrenho, Arte Contemporânea, Lisboa. 2005 “Imagens Soltas”, Galeria 57, Leiria. 2004 “Carlita”, Museu da Electricidade, Funchal. 2004 “A Porta dos Losangos”, Galeria Ao Quadrado, Stª Maria da Feira. 2003 “Máquinas Incansáveis”, Sala Unamuno, Salamanca; 2001 “Descontextualizações ao sabor do momento”, Espaço JUP, Porto.

MEMÓRIA DESCRITIVA Do ventre dessa voz me erigi Demoli o xaile e urdi-me no canto Na quase madrugada branca Telintando luz no baço olhar

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VINHO E FADO

PORTUGAL MAIA, 1974

GUITARRA PORTUGUESA

Óleo sobre tela, 140x140cm, 2014


GUSTAVO FERNANDES ESTUDOS Frequência da Escola de Belas Artes Mission Renaissance, em Montreal. Frequência do programa de Artes Plásticas e Gráficas do Dawson College. Especialização nas técnicas e métodos de Betty Edwards e “Drawing from the Artist Within” e “The Natural way to Draw” de NIcolides. Formação profissional sob a orientação do Retratista Francisco de Oliveira.

PRÉMIOS 1990 II Prémio “Fidelidade” para Jovens Pintores, Lisboa. 1992 Prémio Electroliber para o melhor conjunto, Sintra. 2001 Prémio Público de Pintura, Galeria D’Art Vincent INDEG, Lisboa. 1994 Prémio Mateus Fernandes, Museu Mosteiro Sta. Maria da Vitória, Batalha. 2008 Menção Honrosa no Museu do Vinho Bairrada, Anadia.

PERCURSO Tem um percurso académico e profissional desenvolvido no Canadá e em Portugal. Experiência profissional adquirida ao longo de 25 anos, em grande parte dedicados à Pintura que o levaram a expôr e desenvolver contactos em vários países. Criou o Atelier de Desenvolvimento Artístico - Galeria dos Arcos em Oeiras em 1990; Co. fundador do Grupo Artitude (com Luís Vieira-Baptista, Magnus de Monserrate e Victor Lages), em 1993. A sua actividade cultural e artística autonomizase a partir de 1997, todavia, não perde o contacto individual e afectivo que emergiu das mais gratificantes sinergias do Grupo. Realizou um total superior a 250 exposições: 45 Mostras individuais; 35 Conjuntas e de Grupo. (21, integradas em actividades do Grupo Artitude, entre 1993/03). Participou em mais de 175 Colectivas, entre 1983/ 2012. Grande parte da sua obra está representada em acervos institucionais, públicos e privados. Desde 2014 que é representado pela Plus One Gallery em Londres, UK.

MEMÓRIA DESCRITIVA Não é 1ª vez nem será a última onde o vinho se assume como tema central de uma exposição de arte. A temática do vinho é algo que faz parte da vida da Humanidade já que tem acompanhado grande parte da sua evolução social, económica e cultural. Gustavo Fernandes sabe explorar, com mestria, novas geografias e novas linguagens no Mundo da Pintura. Nesta obra “Musica no Coração” o vinho e a música são a sua fonte de inspiração. Gustavo Fernandes realça e valoriza a sua dimensão poética e romântica, com paixão..cores fortes.. luzes, formas e materiais. A sua obra é um convite à contemplação e em simultâneo causa um torpor de sensações e emoções...

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VINHO E FADO

MÚSICA NO CORAÇÃO

PORTUGAL LISBOA, 1964

Técnica mista sobre tela, 100x140cm, 2014


HELENA DIAS ESTUDOS 1976 Licenciatura em Pintura, Escola Superior de Belas Artes do Porto.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS 2013 “Vibrantes”, Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira.

EXPOSIÇÕES COLETIVAS 2013 “Pinceladas e Salpicos II”, Museu de Ovar, Ovar. 2013 “Arte e Verão”, Galeria Zeller, Espinho. 2013 “Paços do Concelho de Viana do Castelo”. 2013 “Pinceladas e Salpicos I”,Galeria Tomás da Costa, Oliveira de Azeméis. 2012 “Consagrados e Emergentes”, Galeria Zeller, Espinho. 2012 “Pentagonum”, Galeria Tomás da Costa, Oliveira de Azeméis. 2012 “Arte e Investimento”, Galeria Zeler, Espinho. 2012 “Arte no Morrazo”, XX Colectiva de Pintura e Escultura”, Auditório Municipal de Cangas, Pontevedra, Espanha. 2011 Exposição colectiva LIVR’arte, Biblioteca Municipal Ferreira de Castro, Oliveira de Azeméis. 2011 “Encontros em Tempo de Magia”, S. J. Madeira Hotel, S. João da Madeira. 2005 “Artistas de uma Terra”, Galeria S. Miguel, Oliveira de Azeméis. 1985 Ilustração do livro “O Canteiro Vaidoso” de Soledade Martinho Costa . 1984 Ilustração do livro “A Joaninha de Asas Cortadas” de Rosa do Céu Amorim. 1977 Colectiva - Escola de Belas-Artes do Porto. 1976 “Colectiva”, Escola de Belas-Artes do Porto.

MEMÓRIA DESCRITIVA Caminhos traçados para mim, caminhos que caminhei, caminhos errados, de tantas ilusões, caminhos eu sei lá… Fica a esperança na voz do fado, nas cordas de uma guitarra.

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VINHO E FADO

PORTUGAL

VIANA DO CASTELO, 1956

CAMINHOS

Acrílico sobre tela, 200x150cm, 2014


JOÃO NOUTEL ESTUDOS Pós-Graduação em Desenho e Técnicas de Impressão, Fac. Belas Artes, U. Porto. Licenciatura em Direito, Universidade Lusíada, Porto.

PRÉMIOS 2010 2º Prémio Imagem do Vinho. 2008 2º Prémio de Pintura Museu da Bairrada/ Galeria Nuno Sacramento.

PERCURSO Autor e responsável criativo de diversas publicações e projectos temáticos, “Douro - The New Generation”, “Nas Tripas”, apresentados na Feria do livro de Frankfurt 2005, a sua obra está ligada à imagem de vários vinhos premium (Pelada, Qta da Pellada/ Dão; Carrocel, Qta da Pellada/ Dão; Conceito/ Douro;Conceito New Zealand; Conceito South Africa; Contraste/ Douro; Bastardo/Douro; Niepoort/ Douro, Sparkling Wines Filipa Pato, Quinta da Prelada/Douro, Conceito South Africa, etc). Em 2007 produziu duas edições limitadas exclusivas da série The Invisible Soul para o Museu de Serralves, Porto; Em 2008 foi um dos artistas convidados para a primeira edição da Portugal Brands, London UK/ The London Design Festival; Em 2009, entre outras personalidades, foi o artista plástico escolhido para o vídeo corporativo da Jason Associates e o artista plástico convidado para as edições CasaDecor Porto e Lisboa. Integra a lista de artistas do projecto ANAMNESE, plataforma digital internacional de arte contemporânea portuguesa; está representado em diversas colecções privadas e institucionais em Portugal (Banco BIG, Banco Banif Mais, Grupo MegaCarlton, Fundação António Prates, Metro do Porto, etc), Espanha, Alemanha, Dubai e E.U.A., expondo regularmente desde 2002. É autor do projecto de arte pública “VOYEUR - Giant The Voyeur Project, 2008) adquirido pela Colecção Travessa da Ermida, Lisboa. A sua Obra foi recentemente destacada em diversas publicações (entre outras, Visão, ArtReview (UK), Attitude, TimeOut Lisboa, Arte.Es (Madrid), ARTE Por Excelencias / Latino American), Egoísta (2012).

MEMÓRIA DESCRITIVA Este trabalho procura sintetizar uma representação possível, e de certa forma óbvia e inevitável, da imagética iconográfica associada à Portugalidade. As palavras legendadas procuram reiterar o impacto emocional da própria composição, em que Fado e Vinho (evocados aqui por uma guitarra e uma garrafa) protagonizam como que uma incorporação mútua de valores e denominadores comuns do significado do que é hoje ser - e sentir-se ser - português no mundo contemporâneo. A obra remete-nos para uma espécie de roupagem simbólica do que poderia ser um arquivo documental da importância e impacto cultural dos universos culturais em questão, mas em que, por outro lado, é exposta intencionalmente a impossibilidade de racionalizar em absoluto a importância cultural do Fado e do Vinho, sobretudo para os portugueses espalhados pelo mundo, seguramente sempre com Saudade.

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VINHO E FADO

PORTUGAL PORTO, 1971

GIFT FOR NATIONAL LOVERS

Técnica mista s/ MDF, 130x36cm, 2014


JOÃO SOTERO ESTUDOS Formação autodidata.

PERCURSO Em 1967-68 participa em concursos nacionais de Pintura sendo-lhe atribuído uma menção honrosa e um 1.º prémio. A partir de 1982 dedica-se à escultura. Trabalha na Figueira da Foz no Atelier do Moinho. De 1989 a 1999 encontra-se em Évora, no Departamento de Escultura em Pedra do Centro Cultural de Évora, onde executou vários trabalhos artísticos e pesquisa em pedra. Pertenceu à Direcção da Gesto-Arte onde colaborou na montagem e divulgação de exposições. Desde 1995 tem realizado vários trabalhos cenográficos para Teatro. Inicia em 2009-2010 o projecto, espaço Lobo Mau, em Arraiolos. Atualmente trabalha em Arraiolos em Atelier próprio. Fez 27 exposições individuais. Participou em 64 exposições colectivas. Executou 11 cenografias para companhias nacionais. Participou em 3 Workshops. Participou em 6 Simpósios. Participou em 7 Bienais. Tem 14 Esculturas Públicas. Está representado no Museu Dr. Santos Rocha, Figueira da Foz e em algumas colecções particulares.

MEMÓRIA DESCRITIVA Vinho e fado são metamorfoseados pelo sopro que gerou a forma: lágrima de fado, gota de vinho. Universo onde cabe a dor, o amor, o ódio, o ciúme, a traição, a alegria, o esquecimento, a boémia, guitarra, a viagem, a saudade … essência do fado cinzelado no vidro.

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VINHO E FADO

PORTUGAL

ILHA TERCEIRA, 1961

OIÇA LÁ Ó SENHOR VINHO

Vidro soprado e madeira, 48x30x15cm, 2014


JOSÉ D’ALMEIDA ESTUDOS Design, artes gráficas, Escola António Arroio, Lisboa.

PERCURSO Pintor e fotógrafo autodidacta, expõe desde 2001, já tendo contado com várias exposições colectivas e individuais no âmbito da pintura e do desenho, voltase e entrega-se presentemente mais à fotografia como amante/amador desta arte onde conta também com algumas exposições e prémios deixando que, este último seja agora o seu meio de eleição, impressões e expressões(...) (...)O trabalho é o seu maior mestre, A luz a sua grande protagonista, a razão primeira e última, O sacrifício é o seu caminho e a força que pode produzir e se traduzir em resultados gratificantes e têm sempre presente e em consciência que “Para chegar ao oásis temos de passar o pelo Deserto”.

MEMÓRIA DESCRITIVA Numa Natureza em nada Morta nem imóvel... Num primeiro plano ao centro e com alguns detalhes de Modernidade, surge uma garrafa que não é garrafa...uma guitarra que não é guitarra, para aqui, serem as duas essências re-unidas em uníssono. Uma única realidade escultural e conceptual. As Bodas da Alma do vinho (Vino) e do Espírito do fado (fatum) em “viva” celebração. Sobre um pano simples e “rústico” surgem vários objetos | símbolos que se entrelaçam, narrando e desfiando as histórias desta Boda | Momento: - Um Livro que conta e canta a longa história do Fado passando por Mourarias, de onde brota a Boda | Promessa de uma nova colheita, de uma nova geração de castas, marcando e perpetuando os ciclos | estações sobe o movimento pendular dos astros. - Dois copos, uma evocação que relembra a riqueza (na nobreza das pérolas), dois convites ao prazer da degustação,...esperando o meu o teu o nosso brinde. - Na salva repousam dois bagos (tinto e branco), tal duas alianças, tal duas testemunhas...devidamente lavrado no documento. Num segundo plano e na tela das memórias, da Saudade, projectam-se várias figuras e referências incontornáveis de dois mundos, onde e entre outros como que em forma de aparição | bênção, surge o rosto diáfano, etéreo de Amália uma eterna referencia...Um farol, uma chama viva, nas memórias do fado. - As cordas da guitarra ? Essas serão fiadas em fios de luz e som, pela Roca da Vida. só interrompido pela fatalidade (tal o fado) do corte frio de uma tesoura. Muito mais a dizer, descre-ver... fica a imagem no todo e a liberdade a quem a contempla de mais desvelar e até mesmo acrescentar, completar o resto, a este pequeno capítulo na grande História do Vinho e do Fado… “O Fado é um mistério, nunca ninguém vai conseguir explica-lo!” (Amália Rodrigues) “No banquete da vida a amizade é o pão, e o amor é o Vinho” (Paolo Mantegazza). Degustar, Escutar, Ver, Sentir! Um Viva! Brindemos! Tchim tchim

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VINHO E FADO

AS BODAS DO VINHO E DO FADO

PORTUGAL LISBOA, 1965

Diasec + Digigraphie, 210X150cm, 2014


JUAN DOMINGUES ESTUDOS 2007 Licenciatura em Pintura, Escola Universitária das Artes de Coimbra.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS “Alpha”, Galeria We Art, Aveiro. “Hífen”, Museu da Pedra, Cantanhede. “Pintura e Desenho de Juan Domingues”, Casa da Cultura de Cantanhede. “La Femme Déshabillée”, CITAC/AAC, Coimbra.

EXPOSIÇÕES COLETIVAS “Arte & Negócios”, Porto Business School, Matosinhos. “Está na Cara”, Casa Municipal da Cultura, Coimbra. “Capital Europeia da Cultura”, Guimarães. “Jardins sem Limite”, Galeria Quinta Nova da Assunção, Sintra. “Jovem Criador”, Aveiro. “XI Prémio de Pintura e Escultura D. Fernando II”, Quinta Nova da Assunção, Sintra. “Prémio Jovem de Artes Plásticas”, CAE, Figueira da Foz. “Pintar (n)a Cidade”, Municipal da Cultura, Cantanhede. Casa Museu da Trindade, Lisboa. XIV Bienal Internacional de Arte de V.N. Cerveira, Galeria Projeto, V.N. Cerveira. XI Semana Cultural da Universidade de Coimbra, ARCA-EUAC, Coimbra.

REPRESENTAÇÕES E COLEÇÕES Embaixada de Cuba em Portugal. Drawing Dreams Foundation, Califórnia. Coleção Norlinda e José Lima

MEMÓRIA DESCRITIVA Da autoria de José Malhoa (1855 – 1933), a obra “O Fado”, considerada como um ícone do naturalismo na Pintura Portuguesa, para além de uma alegoria ao fado, é uma homenagem à condição boémia e marginal de certos tipos populares da Lisboa dos inícios do séc. XX. Tem como cenário o interior de uma habitação numa zona da Lisboa castiça e popular, a Rua do Capelão na Mouraria. (1) Na obra, “O Fado, depois de Malhoa”, a sugestão de uma composição semelhante, acrescentando valores como a reciclagem, o desgaste, a sobreposição e a pose fotográfica das personagens, transcrevem-se à realidade actual, tal como a representação cromática de brilhos e contrastes, abrangendo e traduzindo a Pintura num “hífen” de ligação e separação entre as duas obras através do tempo. A visão e a abordagem contemporânea, temática, seguindo a obra de Malhoa, resume-se a uma representação actual da realidade na qual nos inserimos, onde os detalhes dos pormenores realistas do passado-presente coincidem com as características que se resumem à História. (1) in, Museu da Cidade

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VINHO E FADO

O FADO, DEPOIS DE MALHOA

VENEZUELA

PUERTO CABELO, 1981

Óleo sobre tela, 180x150cm, 2014


LEANDRO MACHADO ESTUDOS Mestre em Comunicação Estética, Esc. Univ. das Artes de Coimbra ARCA_EUAC. Pintura, Esc. Univ. das Artes de Coimbra, ARCA_EUAC. 1996 Artes Visuais, Escola Secundária Artística de Soares dos Reis Porto. 1995 Aprendizagem artística com o professor pintor Armando Madeira.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS 2009 “Pintura”, Manteigas. 2009 “Pintura”, Condeixa. 2009 “Pintura”, Convento do Desagravo, Oliveira do Hospital. 2008 “Pinceladas de sonho, sossego e medo”, C. A. E., Sever do Vouga. 2006 “O calor revitalizador...”, C. A. E., Sever do Vouga. 2003 “Então chamas a ti o lugar onde o tempo C. A. E., Sever do Vouga. 1996 Exposição de Desenho e Pintura, Salão Nobre C. C. Agríc., Sever do Vouga.

EXPOSIÇÕES COLETIVAS 2014 “7UP”, Biblioteca Municipal, Santa Maria da Feira. 2013 “7UP”, Museu Municipal Dr. Santos Rocha, Figueira da Foz . 2013 “Bakalhau”, Curadoria Nuno Sacramento - Arte Contemporânea, Museu Marítimo de Ílhavo. 2011 “D’Artes”, Arte Pública, Pinhel. 2011 “FIARTE”, Feira Internacional de Arte, Coimbra. 2011 “IM’Percepções”, Coletiva de Pintura, C.A.E de Sever do Vouga.

MEMÓRIA DESCRITIVA Tendo como “pretexto” a temática o fado e o vinho, a obra “Fado, vinho e outros itens pictóricos organizados”… pretende uma simbiose harmoniosa de simbologias… ou não… A imagem figurativa central, pode ser vista apenas como isso: uma imagem “pintada”, mostrando os defeitos plásticos da pintura enquanto tal: pinceladas marcadas, gestos distinguidos, respingos, texturas, … essa imagem pode, no limite, também ser considerada um “retrato” neorrealista - que surge num plano mais afastado - de um ícone atual do fado (Camané). A opção pelo preto e branco é simbólica e emocional inerente ao tema. A vagabundear pela superfície da tela e à frente dessa imagem central, encontram-se objetos estrategicamente colocados (uns que têm a ver com o tema outros com… a pintura, a razão maior para toda a composição) - alinhados graficamente. Junta-se um verso oportuno de “Esquina de Rua”, que se encosta ao limite da tela, cortado, dando a entender que terá sido mal “impresso” - um defeito industrial.

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VINHO E FADO

PORTUGAL

SEVER DO VOUGA, 1981

FADO, VINHO E OUTROS ITENS PICTÓRICOS

Acrílico s/ tela, 200x100cm, 2014


MACIAS WLOSINSKI ESTUDOS Licenciatura na Faculdade de Arquitectura, Universidade de Szczecin, Polónia.

PERCURSO Conta com várias exposições individuais e coletivas por diversas capitais europeias. Além da pintura, dedica-se igualmente a trabalhos de arquitectura,design de interiores, artes gráficas, desenho e planos para exsposições. É co-fundador do cabaret “Cellar at the Vault”. Desde 1996 e membro da Associação de Pintores e Artistas Gráficos da Polonia.

MEMÓRIA DESCRITIVA “A última noite”. Uma vez em Lisboa, fui com uma bela mulher aos fados. Era uma noite acetinada e de lua cheia com musica, vinho e fados. Foi uma noite tranquila, de conversas e risos com gente interessante até de madrugada. Até aquela altura em que alguns adormecem, enroscados na cadeira ao lado, num sono inocente. Quando saímos, a madrugada ainda estava mergulhada na magia da escuridão. Foi amanhecendo até chegar a luz quente aos nossos olhos. Lembras-te Isabel querida amiga? Ela apressadamente disse-me adeus já com o sol alto bem desperto e eu, saí rapidamente. Correndo pela viela estreita, rua abaixo.

IN MY SMALL PUEBLO

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VINHO E FADO

Técnica mista sobre tela, 70x140cm, 2014

POLÓNIA

SZCZECIN, 1958


MANUEL D’OLIVARES ESTUDOS Curso de Pintura, Curso de Desenho e Curso de Temas de Estética e Arte Contemporânea, Sociedade Nacional de Belas Artes, Lisboa.

PERCURSO Co-autor com o pianista Italo Esloveno, Miran Devetak, do projecto de música e pintura “Meteorologia para Piano - duplicidade e cumplicidade”. Apresentado no CCCB – Centre de Cultura Contemporània de Barcelona com o apoio do Instituto Camões (2012), no Institut Franco-Portugais, Lisboa (2010), na Residência A.G. da Fundação Gulbenkian em Paris, com o apoio do Instituto Camões (2009), na cidade da Horta, Hortacontemporânea (2009) e no Centro Cultural de Angra do Heroísmo (2008).

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS “SEM TITULO” Palácio Foz, Lisboa. “Flight to Memories” Citizenry, Toronto. “DROPPING ACROSS” João Galerie, Paris. “WINDSWEPT” Palácio D. Manuel, Évora. “Dreaming … after reading !” Story Tailors, Lisboa. “Instants Volés”, New heArt City Gallery, Paris, França. “Vôo às Memórias”, Centro Cultural de Angra do Heroísmo. “Meteorologia para Piano - duplicidade e cumplicidade”, CCCB - Centre de Cultura Contemporània de Barcelona, Espanha. “LCL - Less than a Container Load”, Galeria São Mamede, Lisboa e Feira Art Lisboa, “Retalls de ciutat”, Galeria Kalós, Barcelona; “Impressões Digitais de Cidades” Simultaneamente Casa Roque Gameiro, Amadora, Palácio D. Manuel, Évora. Edição Serigrafias com intervenção do autor (Serigrafia premiada com o Grande Prémio FIine Papers, Papies 2012) Centro Português de Serigrafia.

MEMÓRIA DESCRITIVA “…será sempre o meu destino”. Como uma mistura de memórias e recordações, que caracteriza a obra do autor, simulando um pedaço amarrotado de um cartaz, um fragmento de cidade onde ficaram registadas imagens guardadas, na memória, de um determinado instante e momentos vividos, deixados na rua, caminhos percorridos, sonhos, desilusões, encontros e desencontros.

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VINHO E FADO

SERÁ SEMPRE O MEU DESTINO

ANGOLA

LUANDA, 1968

Técnica mista s/ alumínio, 100X75X12cm, 2014


MANUEL PATINHA ESTUDOS

GUITARRA PORTUGUESA

Formação autodidata.

PRÉMIOS Prémio de adquisiçao - III Certamen Isaac Díaz Pardo, Corunha, Espanha. 1997 Primeiro prémio de escultura - Encontro con a música, Lugo, Espanha. 1997 Mencão honrosa, Foro Atlântico de Arte Contemporânea, Corunha, Espanha. 1997 1º Prémio de escultura da Cidade de Lugo, Espanha. 1995 Premio BMW de escultura, VIII Bienal Internacional de Vila Nova de Cerveira. 1995 Prémio de adquisiçao, VIII Certamen Isaac Diaz Pardo, Corunha, Espanha. 1995 1º Prémio de Pintura, 5º Salón de Otoño da Coruña, Corunha, Espanha. 1995 1º Prémio. Concurso Monumento Homenagem ao Forcado, V.F. Xira. 1995 Prémio adquisición, IX Certamen Isaac Diaz Pardo, Corunha, Espanha. 1995 Prémio adquisición, X Certamen Isaac Diaz Pardo, Corunha, Espanha.

COLEÇÕES Museo Bello Piñeiro, Ferrol. Museo de Ourense. Deputación Provincial, Corunha. Junta de Vila Franca de Xira. Ayuntamiento de Lugo. Colección Caixa Vigo e Ourense. Colección Caixa Galicia. Universidade da Corunha. Museu da Cidade, Lisboa. Museu Provincial de Lugo. Valdearte, Barco de Valdeorras. Real Acad. Belas Artes, Corunha.

Fundos da Xunta de Galicia. Galeria Detursa, Madrid. Ayuntamiento de Narón. Museu do constructivismo, Marbelha. Asociación de Artistas de Lugo. Colección Unión Fenosa. Universidade de Aveiro. Ayuntamiento da Corunhaa. Museu Municipal de Penafiel. Fundacão Cupertino Miranda, Famalicão. C. Galego Arte Cont., Sant. Compostela. Ayunt. de Camara de Lobos/Madeira.

MEMÓRIA DESCRITIVA A escultura realizada para a exposição com o tema “Vinho e o Fado”, está inspirada no instrumento básico para acompanhar o fado. Tive em conta o modelo de guitarra da região de Lisboa, devoluta. Durante o processo, fui encontrando toda a informação por internet, tipo de guitarra, as suas características essenciais como medidas á escala de diferentes construtores do belo instrumento. Evidentemente, a obra se considera uma escultura que se aproxima ao seu aspeto o mais possível ao tema estabelecido, por razoes de estética artística, elementos como as cordas, os trastes e tensores não me pareceram necessários incorporar, somente a colocação sobre a parte superior da caixa motivos alusivos ao vinho, para completar o estabelecido nas regras do evento. Realizada em aço cortem e chapa galvanizada, posteriormente patinada e envelhecida a gosto .

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VINHO E FADO

PORTUGAL

PÓVOA STA IRIA, 1949

Aço cortem e chapa galvanizada, 86x18x45cm, 2014


MARIA JOÃO FRANCO

PORTUGAL LEIRIA, 1945

ESTUDOS

EXPOSIÇÕES COLETIVAS

Licenciatura em Pintura, Escola de Belas Artes de Lisboa. Frequência do curso de Arquitectura, FBAUP.

2013 “Seven, Questioning Identity”, Instituto Politécnico de Viana do Castelo. 2012 “Arc 16”, inauguração das novas instalações, Faro. 2011 “Extempo Galeria Zero”, Barcelona ESPANHA, Paris, ART AUTOMNE, França. 2010 “Galeria Patricia Muñoz”, Sabadel, Barcelona, Espanha. 2009 “8 MULHERES”, Fundação Oriente, Macau, China, Galeria 57, Leiria, Portugal. 2009 “Kun St art 2009”, Bolzano, Galeria 57, Leiria, Potugal, Bolzano, Itália. 2009 “13th Shanghai Art Fair”, Galeria 57 Leiria, Portugal, Shangai, China. 2009 “A Arte não se mede aos palmos”, NUNO SACRAMENTO, Aveiro, Portugal. 2009 “MAC 15º Aniversário MAC”, Movimento Arte Contemporânea, Lisboa.

PRÉMIOS E DISTINÇÕES 2012 Medalha de Prata da Cidade de Leiria. 2010 Prémio MAC’Hilário Teixeira Lopes, MAC Mov. Arte Contemporânea, Lisboa. 2010 Prémio MAC’2010 Colaboração e Divulgação Cultural, MAC Mov. Arte Contemporânea, Lisboa. 2009 Prémio MAC Prestígio2009, MAC Mov. Arte Contemporânea, Lisboa. 2008 Prémio MAC Prestígio 2008, MAC Mov. Arte Contemporânea, Lisboa. 2008 Prémio MAC Pintura 2008, MAC Mov. Arte Contemporânea, Lisboa. 2007 Prémio MAC Prestígio 2007, MAC Mov. Arte Contemporânea, Lisboa. 2006 Prémio MAC Carreira 2006, MAC Mov. Arte Contemporânea, Lisboa. 1987 Prémio edição “IV Exposição Nacional de Gravura”, F. C. Gulbenkian, Lisboa. 1987 1º Prémio concurso de Gravura, Ano Europeu do Ambiente Setúbal, Beauvais.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS 2014 “O Motim”, Casa do Infante , Porto. 2013 “Bestiário AMOR e outros espantos”, 57 Art Gallery, Viana do Castelo. 2012 “No meu silêncio vejo-te em palavras”, Edifício do Banco de Portugal, Leiria. 2010 “Esta pele que dispo para nela te envolver”, Gal. Mun. Artur Bual, Amadora. 2010 “O rio largo da minha memória”, ARC16 galeria, Faro. 2009 “Não! não abro mão da minha maré”, MAC-Mov. Arte Contemp., Lisboa.

VINHO E DELÍRIOS DO PODER

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VINHO E FADO

Técnica mista sobre tela, 140x160cm, 2014

REPRESENTAÇÕES Museu de Setúbal, Cooperativa dos Gravadores Portugueses, Gravura em Lisboa, Culturgest, Lisboa, Museu Armindo Teixeira Lopes, Mirandela, Acervo da C.M. Lisboa, Coimbra, Amadora e Abrantes, Teatro Miguel Franco, com painel alusivo à obra “O Motim”, daquele autor. Museu da Água da EPAL, Lisboa, Coleções particulares em Portugal, Itália, Espanha, França, Suíça, Brasil, EUA e Holanda.

MEMÓRIA DESCRITIVA Esta obra é baseada no historial da produção do vinho e sua comercialização durante o sec. XVIII com a formação da Companhia das Vinhas de alto Douro e a sua repercussão na vida doa agricultores viniculas das zonas norte e centro/ norte. Historicamente apela ao conhecimento da implantação das regras de produção/ venda e comercialização dos vinhos e nas relações de justiça e poder de então.


MARIANA GILLOT ESTUDOS 2000 Escultura, Centro de Arte e Comunicação Visual (ARCO), Lisboa.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS 2012 “Hope”, vídeo /instalação, Centro Cultural Macedo de Cavaleiros. 2012 “ Small Talk”, Cidadela de Cascais, Opening do Club, Cascais. 2011 “The other side of ourselves”, Castelo de Alter do Chão. 2011 “Crise Sobre Rodas”, Casino de Lisboa. 2011 “God save the Queens!”, Storytailors, Lisboa. 2011 “How fatten the little pig?”, Galeria Praça das Flores, Lisboa. 2010 Galeria António Prates, Stand Arte Lisboa, Lisboa. 2010 Bienal Internacional Artes Plásticas e Design Industrial, Marinha Grande. 2009 Galeria António Prates, Stand Arte Lisboa, Lisboa. 2009 “DESPERTART”, Mostra Inauguração Artelection, Lisboa. 2009 Galeria António Prates, Stand ART Madrid, Espanha. 2008 Galeria António Prates, Stand Arte Lisboa, Lisboa. 2000 Museu de Arte Antiga, ArCo, Lisboa. 2000 Instalação no Porto de Lisboa, ArCo, Lisboa.

MEMÓRIA DESCRITIVA O Vinho e o fado, são duas almas de terras lusitanas e por essa mesma razão não posso deixar de lhes prestar homenagem. Esta peça fala um pouco daquela conhecida frase, “Enquanto o vinho desce, as palavras sobem”. Bem verdade no contexto português. Quem trabalha a terra semeia o seu amor e portanto quando colhe o fruto, colhe o produto desse amor. Para a boca de dom gracioso de bem saber cantar o fado, este produto, o vinho, é a poção mágica que afina as palavras que ascendem, da sua voz, vermelha de baton apaixonado. Se sabe bem o que entra então vira sereia quando entoa….Neste cantinho quente e doce tão nosso, tão português, que dançam lágrimas de saudade e desespero mas no fim são palavras abraçadas por quem ouve, com ouro e muitas palmas vitoriosas. Nada como um bom tinto para aconchegar, num coração de saudade, um afinado fado. Esta obra surge então com a necessidade de transformar num só, estes dois conceitos, o vinho e o fado. Aparecendo assim uma virtual guitarra portuguesa que no seu braço deixa escorregar a poção deste amor, o tinto que faz a sua boca de cordas com voz de ouro, cantar. O vermelho e o dourado acontecem naturalmente, no contexto deste terno cantinho tão português! Oh tinto afina o fado !!

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VINHO E FADO

OH TINTO AFINA O FADO!

PORTUGAL LISBOA, 1975

Técnica mista, 178x124x80cm, 2014


NUNO HORTA ESTUDOS Design, Escola Superior de Artes e Design (ESAD), Matosinhos. Artes Visuais, Escola de Artes Decorativas Soares dos Reis, Porto.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS 2014 “White Wedding”, Nuno Sacramento Arte Contemporânea, Ílhavo. 2013 “Mask”, Viriato & Viriato, Águeda. 2012 “Mask”, Palácio das Artes, Porto. 2012 “Mask”, Teatro Municipal da Guarda, Guarda. 2012 “Oporto Landscapes”, El Corte Inglês, V. N. Gaia. 2012 “Mask”, Espaço 110, Porto. 2009 “Extreme Ways”, Centro de Artes e Espectáculos, Guimarães. 2004 “Dígitos”, Cirurgias Urbanas, Porto. 2003 “X-Rays”, Galeria-bar Labirintho, Porto.

EXPOSIÇÕES COLETIVAS 2014 “Vinho & Fado”, Curadoria Nuno Sacramento Arte Contemporânea, Museu do Vinho da Bairrada, Anadia. 2013 “Bakalhau”, Curadoria Nuno Sacramento Arte Contemporânea, Centro Cultural de Ílhavo.

PUBLICAÇÕES “Vinho & Fado”, Catálogo de Arte, 2014. “Blur Magazine”, Revista de Fotografia Internacional, nº 32, 2013. “Bakalhau”, Catálogo de Arte, 2013. “arte.es”, Revista de Arte Internacional, no 53, 2013.

MEMÓRIA DESCRITIVA Almas vencidas Noites perdidas Sombras bizarras Na Mouraria Canta um rufia Choram guitarras Amor ciúme Cinzas e lume Dor e pecado Tudo isto existe Tudo isto é triste Tudo isto é fado Tudo Isto é Fado, Amália Rodrigues

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VINHO E FADO

PORTUGAL

MIRANDELA, 1977

TUDO ISTO É FADO

Lambda print colado em dibond, 150x100cm, 2014


NUNO NUNES-FERREIRA PERCURSO Expõe com regularidade desde o ano 2000.

COLEÇÕES IVAM - Instituto Valenciano de Arte Moderno. Colección Norte de Arte Contemporáneo. Fundación Focus Abengoa. Fundació Sorigué. Colección DKV. Fundação Bienal de Cerveira. MAS - Museo de Arte Moderno y Contemporaneo de Santander. Liberty Seguros, Colección Olor Visual. Colección ACB, Juan Uslé. Câmara Municipal de Sintra. Câmara Municipal de Vila Verde.

MEMÓRIA DESCRITIVA Um familiar faleceu. Os herdeiros fazem as partilhas dos seus bens. No quarto encontram uma cómoda com as gavetas cheias de objetos relacionados com o fado. Não se percebe se o familiar era fadista ou amante do fado. Cabe agora a nós, que somos os herdeiros, preservar e continuar esta herança.

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VINHO E FADO

HERDEIROS

Técnica mista e fotografia, 46x100x86cm, 2012

PORTUGAL LISBOA, 1976


NUNO RAMINHOS ESTUDOS 1997 Licenciatura em Artes Plásticas, Pintura, Faculdade de Belas Artes Univ. Porto.

PRÉMIOS 2004 2.º Prémio na III Bienal de Pintura “Arte Jovem de Penafiel”, Penafiel. 2003 Menção Honrosa, VII Prémio Pintura e Escultura D. Fernando II, Sintra. 2003 Menção Honrosa, XVI Salão Primavera da Galeria de Arte do Casino Estoril. 2002 1.º Prémio Pintura, VI Prémio de Pintura e Escultura D. Fernando II, Sintra. 2002 Menção Honrosa, 7ª Bienal Artes Plásticas, Prémio Vespeira, Montijo. 2001 Menção Honrosa, V Edição Prémio Nac. Pintura “Artistas de Gaia”, V. N. Gaia. 2001 Menção Honrosa, XIV Salão Primavera da Galeria de Arte do Casino Estoril. 2000 Menção Honrosa, IV Prémio de Pintura e Escultura D. Fernando II, Sintra. 2000 Menção Honrosa, XIII Salão Primavera, Galeria de Arte do Casino Estoril. 1999 Menção Honrosa, XII Salão de Primavera da Galeria de Arte do Casino Estoril.

PERCURSO Encontra-se representado em Portugal em várias galerias e atualmente é representado no Reino Unido pela Art You Grew Up With e pela Graffik Gallery. Realiza exposições individuais e coletivas, desde 1999, em diversas galerias §nacionais e internacionais.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS 2012 “Flash”, openday 08 LXFactory, com a INFLUX, Contemporary Art, Lisboa. 2011 “Break On Through”, Galeria João Lagoa, Porto. 2009 “Dangerous Girl”, Galeria João Lagoa, Porto. 2008 “Figures in Motion”, Galeria Pedro Serrenho, Arte Contemporânea, Lisboa. 2007 “L’America”, Galeria Fuga Pela Escada, Guimarães. 2006 “Time Runs Out Through Us”, Galeria João Lagoa, Porto. 2005 ”I’m Sorry, Mr. Hockney...”, Galeria Nuno Sacramento, Aveiro. 2004 “Wandering Heads”, Galeria Por Amor à Arte, Porto. 2003 “I Think I Smell A Rat”, Galeria Municipal de Fitares, Sintra. 1999 “O Retrato do Xerife Rembrandt”, Galeria da ANJE (Casa do Farol), Porto.

MEMÓRIA DESCRITIVA A Amália é considerada o exemplo máximo do fado, comummente aclamada como a voz de Portugal e uma das mais brilhantes cantoras do século XX.

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VINHO E FADO

AMÁLIA

PORTUGAL

V. N. GAIA, 1971

Acrílico sobre MDF, 56x46cm, 2014


PACO PESTANA

ESPANHA LUGO, 1949

PERCURSO

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS

Artista e poeta colaborador en prensa e revistas de arte, ten realizado unhas cento vinte exposicións entre colectivas e persoais, destacando “Galicia no Tempo”. Entre os títulos das súas obras, destacam-se “Relicario de amor e outros desazos (1983)”, “Rei ensimesmado na soidade (1985)”, “O xostreador de labancos (1986)” e “Salmoira de can (1988)”.

2007 Atlántica Centro de Arte, A Coruña . 2004 “La Factoría del Perro Verde”, Madrid. 2004 Simposio Internacional en madeira, Oliveira de Azeméis, Portugal. 2004 Ars Moenia. Puerta de Toledo, Madrid, Universidad de León. 2004 Sala Esmelgar, Lugo. 2004 Galería José Lorenzo, Santiago. 2002 “Manuel Patinha, Paco Pestana”, Auditorio de Galicia, Santiago. 2000 Galería Grade, Aveiro, Portugal.

COLEÇÕES Gulbekian. Granell. Torrente Ballester. Alcázar Reyes Cristianos de Córdoba. Museo de la Pasión de Valladolid.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS 2003 Museo de la Pasión en Valladolid. 2003 Alcázar de los Reyes Cristianos, Córdoba. 2001 Museo Provincial de Lugo. 2001 Museo Municipal de Ourense. 2001Museo de la Pasión, Valladolid. 2001 Centro Torrente, Ballester, Ferrol. 2000 Casa da Parra, Santiago de Compostela. 2000 Museo Municipal de Lalín, Pontevedra. 2000 Fundación Eugenio Granell, Santiago de Compostela. 2000 Museo Ramón Aller, Lalín.

ORACIÓN IMPIA, PARA UN FADO EMBRIAGADO

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VINHO E FADO

MEMÓRIA DESCRITIVA Dejad que los cerdos se coman la melancolía, que la tormenta entierre ese triste amor en los surcos e la desmemoria.... Y tu ciega embriaguez conmemore el alma sin prisas, sin piedad nin perdón. Antes de que me vuelva implacable y ciego y te roce la sombra de tu corazón, ahora y para siempre.... Por los siglos de los siglos, Amén!

Técnica mista sobre cartão, 35x50cm, 2014


PAULA TAVARES ESTUDOS 1994 Licenciatura em Desenho, Escola Superior Artística do Porto. 1999 Licenciatura em Artes Plásticas, Pintura, FBAUP. 2006 Doutoramento em Belas Artes, Faculdade de Belas Artes de Pontevedra, Universidade de Vigo.

PERCURSO Leccionou na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto entre 1999 e 2004 assim como na Escola Superior Artística do Porto (em acumulação). De 2004 a 2012 colaborou com a Escola Superior Artística do Porto – Guimarães, entre 2006 e 2012 esteve nesta instituição como Professora Coordenadora. Na actualidade, e desde 2007, exerce como Professora Adjunta na Escola Superior Tecnologia do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave, onde é Directora do Departamento de Design, acumulando a direcção do curso de Mestrado em Ilustração e Animação. Desde Dezembro de 2012, é, também, Presidente do Conselho Pedagógico da Escola Superior de Tecnologia.  Participa em seminários, workshops e conferências periodicamente, apresentando trabalhos de investigação no âmbito da arte e do design. As suas publicações são predominantemente da área do desenho e ainda da teoria e prática da arte contemporânea.

SOU LILITH, ESTE É O MEU FADO

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VINHO E FADO

Aguada e colagem, 40x50cm, 2013

PORTUGAL PORTO, 1973

Orienta Projectos e Dissertações de Mestrado desde que se doutorou contando com um conjunto de vários Projectos defendidos nas áreas do Desenho, Ilustração e Artes Plásticas; também desde 2006 que participa em júris de provas como arguente. Organiza, como Chair a Conferência Internacional em Ilustração e Animação do IPCA, a primeira edição realizou-se em 2012 e a sua segunda edição em Novembro de 2013, na Casa da Música no Porto. Esta última, reuniu cerca de 90 participantes e 45 comunicações com artigo completo. Na primeira edição a CONFIA teve como keynote Speaker Alan Male e na segunda contou com dois keynote Speakers: Paul Wells e Martin Salisbury, sendo reconhecida, pelos pares, como um evento dos mais relevantes nas áreas da Ilustração e Animação. Como artista expõe e participa em eventos desde os anos noventa, estando representada em várias publicações relativas ao percurso artístico, assim como em várias colecções de arte contemporânea. 

MEMÓRIA DESCRITIVA Nós somos as filhas de Lilith. Nós somos as filhas de Lilith este é o nosso fado. Tanta ausência de tudo. Tanta ausência de nada. Estas duas peças fazem parte de uma série realizada ao abrigo das “filhas de Lilith”. Que somos todas as mulheres. As primeiras e as últimas. A primeira a votar. A primeira a cantar.


PEDRO FIGUEIREDO ESTUDOS Mestrado em Artes Plásticas, Esc. Univ. das Artes Coimbra, ARCA - E.U.A.C. Pós-graduação em Com. Estética, Esc. Univ. das Artes Coimbra, ARCA - E.U.A.C. Licenciatura em Escultura, Esc. Univ. das Artes Coimbra, ARCA - E.U.A.C. Curso profissional de Cerâmica na Escola Artística de Coimbra, ARCA - E.A.C.

PRÉMIOS 2003 Prémio revelação da XII Bienal de Arte Intern. Vila Nova de Cerveira. 2013 Menção Honrosa no Concurso de Ideias para a obra escultórica, Dr. João Cordeiro, Museu da Farmácia, Lisboa.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS 2013 “Escala Global”, Galeria Nuno Sacramento, Ílhavo. 2013 “Geração Global”, Galeria São Mamede, Lisboa. 2013 Galeria de Arte de Vale do Lobo, Curadoria Gal. São Mamede, Vale do Lobo. 2012 “Auditório Municipal de Olhão”, Curadoria Galeria São Mamede, Olhão. 2012 “Formas de Colibri”, Museu Nacional de Artes Decorativas, integrada na XI Bienal de Havana com curadoria da Galeria Nuno Sacramento, Havana, Cuba. 2011 “Limites da des-figuração”, Galeria São Mamede, Porto. 2008 “Um Outro Lugar” , Galeria São Mamede, Lisboa. 2008 “Um Mundo Outro”, Museu Municipal Santos Rocha, Figueira da Foz.

MEMÓRIA DESCRITIVA Feuerbach afirmava que para apreciar uma obra de arte era preciso uma cadeira, podemos pensar do mesmo modo quando ouvimos fado e já agora acompanhados por um bom vinho. Tudo isto são prazeres que a vida nos proporciona e que a arte nos oferece através de formas estéticas que não são mais que imagens da criação, sempre um exemplo. A escultura Rainha do Fado procura trazer para o mundo dos fruidores o espaço vazio da boca de uma guitarra permitindo uma transparência que nos transporta para o passado, leva-nos à palavra saudade. Ao subirmos o nosso olhar pela escala deparamo-nos com uma coroa de rainha que apresenta todas as grandes fadistas do nosso país. Com um copo de vinho brindemos a elas...

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VINHO E FADO

RAINHA DO FADO

PORTUGAL GUARDA, 1974

Poliéster e Aço Inox, 204x40x68cm, 2014


PEDRO NÓBREGA PERCURSO O primeiro contacto com a fotografia aconteceu por ocasião de uma viagem de férias a Paris, com 7 anos, onde os avós lhe ofereceram a primeira máquina fotográfica uma polaroid. Do percurso escolar ressalta o bom aproveitamento que sempre obteve às disciplinas ligadas às artes e aos trabalhos manuais. Aos 18 anos terminou um curso de desenho técnico e inicia a frequência em vários cursos ligados à pós produção de imagem. Um ano depois passou a colaborar com uma jovem agência de publicidade onde tem o primeiro contacto directo com a fotografia, o que o fez sentir necessidade de aprender mais. Com a aposta dessa mesma empresa num estúdio de fotografia publicitaria iniciou um curso de fotografia no Porto e tornou-se o fotógrafo residente nesse estúdio. Numa zona com grande tecido industrial, os trabalhos realizados foram, na sua maioria, de produtos, com grande exigência técnica ao nível da iluminação. Aos 25 anos mudou-se definitivamente para Lisboa, onde colaborou com uma das maiores empresas de publicidade do país, como pós-produtor. Nessa empresa teve oportunidade de utilizar material fotográfico mais avançado e especifico e pôde estreitar contactos com o meio da publicidade, que acabou por ser a sua área de trabalho de eleição. A paixão pela imagem digital foi crescendo cada vez mais, tendo sido convidado a assumir a posição de Fotografo Principal numa produtora de publicidade implementada no mercado nacional. Foi aí que se foi tornando cada vez mais exigente e perfeccionista com o seu trabalho, que passava essencialmente pela área da publicidade. A par disso, as paisagens naturais e as viagens tornaram-se numa paixão alte nativa onde sente uma maior liberdade fotográfica, onde ousa explorar as tonalidades, os “moods” , os pontos de vista, onde consegue no fundo dar vida a toda a sua criatividade e ousadia. Atualmente abriu finalmente a sua própria produtora fotográfica onde o seu carisma e identidade a diferenciam de todas as outras no mercado e dá formação na Escola Técnica de Imagem de Comunicação, em Lisboa, que acabou por se tornar um novo desafio que abraçou e que, surpreendentemente, considera uma experiência de grande realização profissional e pessoal.

MEMÓRIA DESCRITIVA Um casamento perfeito entre dois elementos diferenciadores da nação Portuguesa. A Guitarra Portuguesa, instrumento musical que nos remete para o imaginário da Canção Nacional e que recupera os grandes nomes que levaram Portugal ao mundo, surge aqui numa perfeita simbiose com os aromas ofertados pelo Deus Baco. A fragmentação do vinho que gravita num espaço imaginário em torno da guitarra, remete para dinâmica de sentimentos que o Fado nos transmite, a saudade o passado a História o sonho e a reflexão. Escutar as singulares sonoridades da guitarra portuguesa que acompanha o Fado tendo por companhia um vinho com carácter, é seguramente um dos momentos que dão valor à Vida, à Amizade, à Família e ao aconchego que se conquista numa casa de Fado. Nesta exposição a fotografia que une o Vinho ao Fado consegue encerrar num tempo e espaço únicos, o passado, o presente e o futuro

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VINHO E FADO

ALMA LUSA

PORTUGAL ANADIA, 1982

100x80cm, 2014


RENATO FIALHO ESTUDOS

PORTUGAL LISBOA, 1977

Formação artística autodidata. Design Gráfico, Escola D. Pedro V, Lisboa.

1997 “1ª Exposição”, Centro Comercial Pedralvas. 1996 “Concurso de Jovens Artistas”, galeria Ícone, Setúbal. 1997 “Concurso Jove’ Arte”, Loures.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS

MEMÓRIA DESCRITIVA

2012 Exposição Individual na Galeria UpGrade Art Room, Luanda Angola. 2012 Participação no Concurso de Artes Plásticas ENSARTE em Luanda, Angola. 2008 Exposição individual no espaço BYME em Alcântara, Lisboa. 2007 Videojamming no BabyLuanda, Luanda. 2007 Exposição no espaço BYME em Alcântara, Lisboa. 1998 Mostra de retro-projecção e pintura no ISCTE, Lisboa. 1997 Exposição no Instituto Português da Juventude, Viana do Castelo.

Esta pintura e a fusão surreal do guitarrista do quadro “O Fado” de Jose Malhoa com Amália Rodrigues a cantar um belo fado acompanhada de uma boa pinga portuguesa.

EXPOSIÇÕES COLETIVAS 2014 Concurso de Artes Plásticas ENSARTE em Luanda Angola. 2014 Residência artística e exposição JAANGO 2014 em Luanda Angola. 2013 “Bakalhau”, curadoria Nuno Sacramento, Ílhavo. 2013 “VidrulFotografia 2013”, sede dos Correios de Angola, Luanda. 2013 “Projeto Ser Palanca”, Parque da independência, Luanda Angola. 2010 “POST” Cooperativa Cultural, Lisboa. 2005 “Espaço BYME”, Alcântara, Lisboa. 2003 “Colectiva de pintura”, Galeria Bairro Alto, Lisboa. 2001 “Exposição Colectiva” no Bairro Alto, Lisboa. 1997 “Jovens artistas”, ATLA de Alfama em Lisboa. 1997 “Concurso de Pintura D. Fernando”, Sintra.

STORY TELLER

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VINHO E FADO

Óleo sobre tela, 120x90cm, 2014


REY VÉLIZ ESTUDOS 1998 Licenciado na Academia Nacional de Artes Plásticas, San Alejandro, Cuba.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS 2002 “La Persistencia del Espíritu”, Galeria del Centro Cultural Maria, Estugarda, Alemanha. 2003 “Salvando las distancias”. Galeria del Museo Municipal de Playa. Cuba.

EXPOSIÇÕES COLETIVAS 2005 “Un soplo de buen viento”. Orlando, Florida, EUA. 2005 Feira de Arte Independente de Madrid (FAIM), Espanha. 2004 “Sete Artistas Cubanos”, Galeria Sacramento, Aveiro, Portugal. 2004 “Identificaciones”. Galeria da Livraria da Universidade de Aveiro, Portugal. 2004 “Este Soplo de Buen Viento”, Galeria El Angel, Mexico. 2003 “Bolsas de Estudio José Sacramento/ Rotary Club de Ílhavo”. Galería de Arte da Cámara Municipal de Ílhavo, Portugal. 2003 “Festival Cultural, Cuba en Neza.” Galería Centro Cultural Dr. Jaime Torres Bodet, Ayuntamiento Nezahualcoyotl, Mexico. 2002 “X Salón de la Plástica” Mexicana. Emb. Cuba no México. Cidade do México. 2001 Arte Joven “Los que llegan”Galería Domingo Ravenet. La Lisa, Havana, Cuba. 2001 “IV Concurso Nacional P.M.A en Acción”, Gallería del Centro de Desarrollo de las Artes Visuales, Cuba. 2000 Trabalho publicado na revista “Alma Mater”. 1999 “Subasta de Invierno”, GalerIa Imago, Gran Teatro de la Havana, Cuba. 1999 “Cuerdo no es”, Proyecto Espacio Total, Galería Servando Cabrera, Cuba. 1999 Trabajo Publicado en la revista Kasandra. Edicion: “La Pobre Muñeca Fea”. 1999 “La Escuela de Filosofia, Universidad de Costa Rica. 1998 “La Huella Plural”, GalerIa La Rama Dorada, Panamá. 1998 “Faconnable a Caprichos del Pincel”, Galería Acacia, Havana, Cuba.

PRÉMIOS 2004 Doação à Oficina del “Programa Martiano para el Desarrollo del Proyecto Socio Cultural Comunitario Jose Martí”, Mexico. 2000 Doação à Fundación Osvaldo Guayasamín. Quito, Ecuador. 1999 Mencão Especial no Concurso “El Arte y la Ciencia Ficción”, Galeria Imago, Havana, Cuba.

MEMÓRIA DESCRITIVA Com imagens ligadas à iconografia da tradição portuguesa do fado, carregada de típicos ícones, tentei pintar o espírito fadista com esplendor, ambiente, com manchas de cor arbitrárias, coloridas por pincéis e sprays, homenageando muitos dos artistas do fado, alguns de rua e desconhecidos. Para além da típica guitarra portuguesa não pude deixar de pintar uma filigrana de ouro, um copo de vinho que se verte e a figura emblemática de uma fadista.

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VINHO E FADO

CUBA

HAVANA, 1973

LA DAMA DEL FADO Y DEL VINO

Acrílico sobre tela, 100x100cm 2014


RITA MELO

PORTUGAL PORTO, 1982

ESTUDOS

MEMÓRIA DESCRITIVA

Licenciatura em Pintura, Escola Universitária das Artes de Coimbra. Pós-Graduação em Artes Visuais, Universidade de Belas Artes de Lisboa. Mestrado em Artes Visuais, Universidade de Évora.

A obra “Íntimo” remete-nos para um ambiente de memórias saudosistas aliando dois grandes prazeres: O Fado e o Vinho.

PERCURSO Expõe regularmente desde o ano 2000 em Museus e Galerias nacionais e internacionais. Estando, atualmente, na Galeria Serpente, no Porto. Está representada em coleções públicas e privadas, tais como: Câmara Municipal Penafiel, Câmara Municipal Garbanatte Milanesa- Milão, Museu do Vinho Bairrada, Jornal de Noticias do Porto, Espaço T, Governo Russo (coleção particular de Vladimir Putin), entre outras. A sua pintura, assume-se pela ironia patente na conceção pictórica e conceptual. Maioritariamente em grandes proporções, o seu processo criativo nasce a partir da fotografia. As suas figuras, antagónicas, onde o acaso é convidado a participar, suportam humor e ironia.

ÍNTIMO

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Acrílico sobre tela, 100x150cm, 2014

VINHO E FADO

Transporta-nos para uma constante sinestesia entre o passado contraposto a um olhar imagético no futuro, em que o presente parece só funcionar com a articulação destes dois estados (in)temporais.


ROMEU GONÇALVES ESTUDOS Bacharelato em Artes Plásticas, opção Escultura na Escola Superior de Artes e Design de Caldas da Rainha (ESAD).

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS 2012 “Construção de uma Narrativa”, Galeria Nova Ogiva, Óbidos. 2010 “Construção de uma Narrativa”, Galeria Nova Ogiva, Óbidos. 2010 “Behind the Scenes”, Galeria Sopro, Lisboa. 2010 “Around the Art, Round the Corner”, Teatro da Trindade, Lisboa. 2009 “Óleo Versus Acrílico”, Espaço Cabine, Lisboa.

EXPOSIÇÕES COLETIVAS 2011 “90-10” 20 Anos de Artes Plásticas ESAD- CRIPL Somafre, Edifício XXI Polo Tecnológico de Lisboa-Carnide, Lisboa. 2011 “Pintura e Desenho”, Galeria Sopro, Lisboa. 2010 “Iniciativa X”, Espaço Arte Contempo, Lisboa 2010 “Cópia”, Sala Bebé, Lisboa. 2010 “Vestígio II”, Pavilhão 27, Lisboa 2010 “Romeu Gonçalves | David Rickard”, The Mews Project Space, Londres.

THE TRIUMPH OF BACCHUS OR THE DRINKERS

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VINHO E FADO

PORTUGAL

PAMPILHOSA DA SERRA, 1975

2009 “Still Moving Still”, Arte Contempo, Lisboa. 2009 “Cinco Estrelas”, Arte Ilimitada, Lisboa. 2009 “The Drawing Salon”, The Mews Project Space, Londres. 2009 “Drawing by Numbers”, Avenida 211, Lisboa. 2009 “Junho das Artes”, Óbidos. 2009 “Accrochage 01/09”, Galeria Luís Serpa Projectos, Lisboa. 2009 “Vestígio”, Centro Hospitalar Júlio de Matos, Pavilhão 28, Lisboa.

MEMÓRIA DESCRITIVA The Triunph of Bacchus or The Drinkers, é o título de uma obra irónica do pintor Espanhol Diego Velásquez, que justapõe o mito com a realidade, como numa obra conceptual. As cores que utilizo remetem directamente para a pintura. A pedra revestida a titânio em cinza fica em primeiro plano, na obra de Velásques o fundo é cinzento, e as cores predominantes na obra de Velásquez, passam para segundo. A pintura passa para o chão a pedra em cima da pintura torna-se um vestigio dos possiveis acontecimentos de uma festa descontrolada

Pedra revestida a titanio, papel fabriano e óleo, 3x26x25cm, 2014


RUI EFFE

PORTUGAL BRAGA, 1975

ESTUDOS

MEMÓRIA DESCRITIVA

Licenciatura em Artes Plásticas, Pintura, FBAUP. Pós-Graduação em Direcção Artística, Escola Superior Artística do Porto. Mestrado em Artes Plásticas e Comunicação Artística, Universidade do Minho.

“Entre o Céu e a Terra” aborda o fado, bem como o vinho, recorrendo a símbolos. Ou, melhor, discute as fronteiras a que ambas as temáticas aludem. Partindo da sua forma primeira que, aqui, se revela triangular (xaile), a peça divide-se em dois polos distintos: a Terra e o Céu. É precisamente nessa divisória, nesse intervalo, que se regista e considera ser o lugar do fado: o lugar/momento que se vai apoiando no sonho, na esperança e na saudade; um percurso de visão ao dentro, ao pessoal - à parte superior. Toda a componente dúbia que o fado, como incógnita, espera de um futuro breve é realçada (na parte inferior) pelo material baço, e que não se apresenta na totalidade devida, para que, nessa forma, o triângulo se encerre... incompleto como o equilíbrio em estado ébrio. “Entre o Céu e a Terra” plaina sobre fronteiras entre dois territórios, um lírico e um outro palpável, terreno. E é neste último que o desequilíbrio acontece; é neste último que se dita a inconstância, a fraca sustentabilidade das certezas do fado e do vinho.

PERCURSO Como docente exerce funções de Professor de Desenho, Geometria Projectual e Semiótica no Instituto Politécnico do Cavado e Ave e Professor sendo ainda Colaborador no Mestrado de Design na Universidade Minho. Desde 2005 desenvolve trabalhos de Curadoria e Direcção Artística e ilustra textos de poetas e escritores portugueses. Como artista visual, expõe individual e colectivamente desde 1999, sendo desde 2000 uma presença regular no mercado de arte português e internacional. Faz parte de algumas das mais importantes colecções de arte em Portugal e no Estrangeiro. Mais recentemente, tem vindo a desenvolver trabalhos que falam sobre os lugares, sítios e respectivas fronteiras. A “palavra” também tem marcado uma presença constante nos seus trabalhos, com a obstinada intenção de que o espectador se torne “autor-criador” de imagens.

ENTRE O CÉU E A TERRA

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VINHO E FADO

Fotografia, 59x97cm, 2014


SOBRAL CENTENO ESTUDOS Licenciatura Artes Plásticas, Faculdade de Belas Artes, Universidade do Porto.

PERCURSO Bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian de 1983 a 1985. Docente na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico do Porto entre 1987 e 2006. Representado em colecções públicas e privadas: Museu Amadeo Souza-Cardoso, Amarante, Portugal; Museu de Arte Contemporânea da Bienal de Cerveira, Portugal; Museu de Arte Contemporânea do Estado de Pernanbuco, Olinda, Brasil; Museu de Arte Contemporânea Assis Chateaubriand, Campina Grande, Brasil; Museu de Arte de Santa Catarina, Brasil; Museu do Vinho Bairrada, Anadia, Portugal; Kunstmuseum Walter im Glaspalast, Augsburg, Alemanha; Samlung Sperling, Mainburg, Alemanha; Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, Portugal; Fundação Engº António de Almeida, Porto, Portugal; Fundação Espaço Cultural da Paraíba, João Pessoa, Brasil; Instituto de Arte Contemporânea, Recife, Brasil; Shoes or No Shoes Musem, Kreuishouten, Bélgica; L’Unesco La Galerie d’Art, Paris, França.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS 2010 Instituto de Arte Contemporânea, Recife, Brasil. 2010 Museu do Vinho Bairrada, Portugal. 2009 RC Museu Regina Coeli, Santillana del Mar, Espanha. 2009 Sala Mauro Muriedas, Torrelavega, Espanha. 2009 Sala de Arte Marianela, Cartes, Espanha. 2009 Palácio Jesús de Monasterio, Casar de Periedo, Espanha. 2009 Galerias Jornal de Notícias/Diário de Notícias, Porto e Lisboa, Portugal. 2008 Galeria El Torco, Suances, Espanha; Arvore, Porto, Portugal. 2008 Atelier Munsteiner, Stiphausen, Alemanha; Galeria 23 y 12, Havana, Cuba. 2007 Centro Cultural dos Correios, S. Salvador da Bahia, Brasil. 2007 Michael Schultz Gallery, Seoul, South Korea. 2007 Galeria Nuno Sacramento, Aveiro. 2006 Forum Cultural de Ermesinde, Portugal. 2005 Hvidovre Hospitals Kunstforening, Hvidovre, Dinamarca. 2005 Segundo Jardim Galeria de Arte, Recife, Brasil. 2004 Fundação D. Luís I, Centro Cultural de Cascais, Portugal. 2003 Fundação Espaço Cultural de Paraiba, João Pessoa, Brasil. 2002 Galerie Christoff Horschic, Dresden, Alemanha. 2002 Lhália Galeria de Arte, Rio de Janeiro, Brasil. 2002 Museu de Arte Contemporânea, Olinda, Brasil.

MEMÓRIA DESCRITIVA O meu trabalho homenageia a maior Diva do Fado português Amália Rodrigues. Atualmente considero Ana Moura a Fadista portuguesa que mais admiro e estimo.

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VINHO E FADO

PORTUGAL FADO-VINHO

PORTUGAL PORTO, 1948

Acrílico sobre tela, 195x130cm, 2014


TERESA BRAVO

PORTUGAL SERTÃ, 1975

ESTUDOS

MEMÓRIA DESCRITIVA

2006 Pós-graduação em Comunicação estética na ARCA/EUAC, Coímbra. 2002 Licenciatura em Pintura na ARCA/EUAC, Coímbra.

“Vejo a lua duas vezes E o céu está a abanar Que diabo aconteceu Como é que aqui vim parar

PRÉMIOS 2007 1º Prémio/ Pintura “Aveiro Jovem Criador 2007”, Aveiro. 2006 3º Prémio/ Pintura “Aveiro Jovem Criador 2006”, Aveiro.

PERCURSO É docente (desde 2002) das disciplinas de História de Arte e Desenho de Comunicação, na ARCA/ EAC (Escola de Artes de Coimbra). Expõe individualmente e coletivamente, desde 1995, somando mais de 60 exposições, em Portugal e no Estrangeiro, destacando: Art Vilnius’ 2013 e 2011, Galeria Serpente, Lituânia// Arte Lisboa 2009 e 2008, Galeria Serpente, Lisboa// ”Promissores Consagrados” – Galeria Jornal de Notícias, Porto, em 2009// “Convergências” - Asociación Recrearte, Madrid, em 2005. Trabalha com a galeria Serpente, Porto; O Rastro, Figueira da Foz; e Nuno Sacramento, Ílhavo. O seu trabalho encontra-se em várias coleções públicas e privadas em Portugal e no Estrangeiro (Inglaterra, Holanda, Itália, Suíça/ Zurique e E.U.A.).

NÃO BEBO MAIS TRAÇADINHO

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VINHO E FADO

Acrílico sobre tela, 100X120cm, 2014

As pernas estão a tremer Isto agora vai ser bom Queria cantar um fadinho Mas não acerto com o tom Desta vez estou mesmo à rasca Vou me pirar de mansinho Não volto àquela tasca Não bebo mais traçadinho Tenho a guitarra partida Esta noite é p’rá desgraça Não conheço esta avenida Afinal o que se passa Esta vida é de loucos Esta vida é ir e vir Porque um homem bebe uns copos Começa logo a cair”


TIAGO MARGAÇA

PORTUGAL AVEIRO, 1981

ESTUDOS

PRÉMIOS

2011 Estagio em ANDEC (laboratório) . 2008 Artista residente da Slade school of Arts . Licenciatura em Artes Plásticas, Escultura, ESAD.

2007 1º Lugar na terceira edição do prémio de pintura Ariane De Rothschild. 2008 Selecionado para o Anteciparte.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS 2014 Exposição de desenho na “Embaixada”, Lisboa. 2013 Exposição de video “Três razões de Luz” no “João Coctau”, Berlin. 2010 Instalação no “Performas”, Aveiro. 2008 Exposição individual de escultura no Researsh center of Slade School of Arts (Woburn Square). 2008 Exposição individual de desenho no Goodenough College em Londres. 1999 Exposição individual de pintura, no centro da juventude de Aveiro.

EXPOSIÇÕES COLETIVAS 2011 “Neo-saudade”, Hotel 45 Berlin. 2008 “Land Scape”, Julio de Matos, Lisboa. 2008 “Anteciparte 08”, Museu da cidade de Lisboa. 2008 “Saídos do sótão”, galeria Jorge Shirley, Lisboa. 2007 Lx Factory, “Premio de pintura Ariane de Rothshild”. 2006 “Tamanho XL Formas do Corpo”, Galeria Corrente d´Arte, Lisboa. 2007-04 Participação no “Caldas Late Night”, Caldas da Rainha.

CORRER O FADO

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VINHO E FADO

Tinta da India sobre papel, 2014

MEMÓRIA DESCRITIVA Esta obra representa o Fado e o seu crescimento até aos nossos dias. A sua origem é ainda pouco clara, mas o que se sabe é que teve inicio nas “casas de fado” e esta normalmente associado á vida boémia que se vivia nas tabernas e bordeis nos meados do séc XIX em Lisboa. Daí o inicio deste desenho também florescer do ponto vermelho que simboliza uma uva estilizada, que por sua vez nos remete para o inicio do fado e a sua eterna associação á vida boémia e ao vinho. O crescimento do desenho por sua vez direciona-se exclusivamente ao Fado e ao seu crescimento musical, onde represento a guitarra portuguesa e a viola pelas pequenas formas que vão se desenvolvendo desde a sua raiz boémia até aos dias de hoje. A figura principal personifica a voz que é por excelência a “figura” principal deste estilo musical. A melancolia a que o fado nos remete é representada pela cor preto, o vermelho por outro lado é ja uma associação da vida boémia e do vinho que animava e anima estas noites populares...


TRAEXLER ROMAN ESTUDOS Universidade de Música e Artes Cenicas, Viena. Conservatório de Viena. Educação no SAE, Viena.

PERCURSO Träexler Roman estabeleceu-se como um dos artistas plásticos mais talentosos da atualidade na Áustria e destacando-se também na cena artística internacional. As suas pinturas são impressionantes, com um sentido instintivo impulsionado por uma profunda compreensão do povo que o rodeia resultando nestes belos trabalhos de forte carácter e profundamente artísticos.

MEMÓRIA DESCRITIVA Para mim, uma obra de arte está concluída quando o espetador ainda possa acrescentar algo enquanto aprecia. O publico é muito importante em qualquer obra que eu crie. É necessário levar as imagens até àquele ponto em que elas comunicam entre si. É aqui que o espetador é solicitado. É aqui e agora que o Fado entra em jogo. O fado são as nossas vidas que nem sempre são perfeitas, tal como as obras de Arte ...

REGISTOS DO FADO

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VINHO E FADO

Óleo sobre tela, 160x240cm, 2014

AUSTRIA

VIENA, 1970


VITOR COSTA PERCURSO Foi Professor até 2005 da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Atualmente é Diretor do Centro de Arte de S. João da Madeira e Núcleo de Arte da Oliva Creative Factory, Fundador e Membro do Conselho de Administração do Lugar do Desenho, Fundação Júlio Resende. Expôs individualmente na Galeria Módulo em Lisboa e no Porto e mais recentemente na Fundação Júlio Resende, Fundação D. Luís em Cascais, Jornal de Noticias, no Porto e Diário de Noticias, em Lisboa, Galeria S. Mamede, Porto e Lisboa, We Art-Aveiro e Galeria Gomes Alves, Guimarães. Participou em inúmeras exposições coletivas no país, e no estrangeiro em Nova Iorque, Feiras Internacionais de Arte em Madrid, em Espanha e Basel, na Suiça. Expôs no Luxemburgo, Goa, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, Belém do Pará, Niterói, Museu de Belas-Artes de Santiago do Chile, Moçambique, Angola, Cabo Verde, Macau e Egito.

COLEÇÕES Banco Espírito Santo e Comercial de Lisboa. Banco Português de Negócios. Bolsa de Valores - Lisboa e Porto. Caixa Geral de Depósitos. Fundação Oriente. Banco Comercial Português. Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Câmara Municipal de S. João da Madeira. Câmara Municipal de Fafe. Central, Banco de Investimento, S.A. Banco Bausparkasse Schwäbisch – Hall, Bonn, Alemanha.

OBRA PÚBLICA CERÂMICA Fábrica Simoldes em Valencienne, França , Jardim Público da Ponte, S. João da Madeira, Parque de estacionamento da Rua Joãode Deus e Viaduto da Entrada Nascente, S. João da Madeir, Farmácia Santo António, Guimarães. VITRAIS, ESCULTURA EM GRÊS, MOSAICO E TÊMPERA Igrejas de Ribeirão, Famalicão, Barcelinhos, Barcelos e S. Lázaro, Braga e Capela do Parrinho, S. João da Madeira.

MEMÓRIA DESCRITIVA “Fragmento” pretende associar-se à ideia de apropriação. O Artista apropria-se duma pequena porção do Douro e transporta para a tela os cromatismos da sua paisagem acentuando e marcando os ritmos da morfologia das suas margens.

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VINHO E FADO

PORTUGAL

guimarães, 1944

FRAGMENTO DO DOURO

Acrílico s/ contrap. madeira, 110x110x10cm, 2014


XURXO ORO CLARO EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS 2013 “Obxetos 2”,Galería Moreart, A Coruña. 2011 “Bosque 3050”, Monasterio De Oseira, Ourense. 2011 “Maldita Europa”. Galería Asm28, Madrid. 2010 “Bosque 3050”, Santo Domingo De Bonaval, Santiago De Compostela. 2009 Galeria Matthias Hauser, A Coruña. 2008 Fundación Granel, Santiago. 2006 Galeria Adhoc, Vigo. 2006 Galeria Antonio Prates, Lisboa, Portugal.

COLEÇÕES Museo Bello Piñeiro, O Ferrol. Museo De Arte Contemporaneo, Malabo, (Guinea Ecuatorial). Ateneo De Ourense, Ourense. Museo Nacional De Dibuxo, Castillo De Larres (Sabiñanigo-Huesca). Museo Galego De Arte Contemporaneo Carlos Maside, Sada (A Coruña). Colexio De Arquitectos De Vigo, Vigo. Junta De Castilla Y Leon. Fundacion Caixa Galicia, A Coruña. Museo A Solaina De Piloño. Museo De Arte Contemporáneo, Union Fenosa. A Coruña. Museo Municipal De Ourense, Ourense. Coleccion Caixa Vigo. Museo Etnografico De Fonsagrada, Lugo. Museo Al Aire Libre Vilanova De Cerdeira, Portugal. Museo Al Aire Libre Poboa De Varzim, Portugal. C.g.a.c. Centro Galego De Arte Contemporaneo, Santiago De Compostela. Museo De Arte Contemporaneo Constructivista, Malaga. Diputacion De Ourense, Espacio Simeon. Diputacion De A Coruña, Pazo De Mariñan. Escultura Publica. Ayuntamiento De Valdemoro, Madrid. Diputacion De Zamora. Fundación Antonio Prates, Lisboa. Land Art. Pazo Mariñan, A Coruña. Fundación Eugenio Granel, Santiago Compostela.

MEMÓRIA DESCRITIVA Verso teñido de uva / Lágrima de baco / Notas profundas / Penetrando el habitáculo / urna de metal / guardian silente de risas y llantos formas sinuosas / mudas / casi inmortales que ese divino quejido / como alma rota / en pentagramas destapara / para celebrar! / música / Vino / Arte!

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VINHO E FADO

BOTELLA

ESPANHA

ORENSE, 1955

AÇO inox e lacre, 49x14x14cm, 2014


FICHA TÉCNICA COORDENAÇÃO GERAL Maria Teresa Belém Cardoso - Presidente do Município de Anadia ORGANIZAÇÃO Município de Anadia LOCAL Museu do Vinho Bairrada PARCEIROS Comissão Vitivinicola da Bairrada Fundação Amália Rodrigues Museu do Fado Nuno Sacramento, Arte Contamporânea Verallia Vieirinox Viti CURADORIA DA EXPOSIÇÃO “AMÁLIA” João Aguiar (Fundação Amália Rodrigues) e Pedro Dias CURADORIA DA EXPOSIÇÃO “FADO - PATRIMÓNIO DA HUMANIDADE” Sara Pereira (Museu do Fado) e Pedro Dias CURADORIA DA EXPOSIÇÃO “VINHO E FADO - PINTURA ESCULTURA FOTOGRAFIA” Nuno Sacramento, José Sacramento e Pedro Dias ACESSORIA DE CURADORIA Fátima Martins Dina Santiago Lília Figueira TEXTOS Maria Teresa Belém Cardoso - Presidente da Câmara Municipal de Anadia Pedro Soares - Presidente da Comissão Vitivinícola da Bairrada Ana Moura - Embaixadora do novo núcleo de exposições temporárias João Aguiar - Presidente Cons. Admin. Fundação Amália Rodrigues Sara Pereira - Directora do Museu do Fado Nuno Sacramento e José Sacramento - Nuno Sacramento, Arte Contemporânea

VINHO E FADO

MONTAGEM DAS EXPOSIÇÕES Dina Santiago Fátima Martins Martinho Matos Pedro Martins Museu do Fado DESIGN E PAGINAÇÃO Nhdesign | www.nhdesign.pt FOTOGRAFIA DAS OBRAS Pedro Nóbrega | www.pedronobrega.com IMPRESSÃO Anadyprint TIRAGEM 1000 exemplares ISBN 978-989-8286-14-7 DEPÓSITO LEGAL ?????? DATA Maio a Outubro de 2014


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Vinho & Fado  

Pintura, Escultura e Fotografia