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BAKALHAU PINTURA ESCULTURA FOTOGRAFIA


JAN . MAR 2013


O BACALHAU: MUITO MAIS DO QUE UMA EPOPEIA Seja qual for a conclusão sobre a prioridade da “descoberta” da Terra Nova e dos seus bancos piscosos entre os séculos XV e XVI, é certo que Portugal foi dos primeiros estados europeus a armar navios para a “grande pesca”. Mas também é seguro que os portugueses jamais dominaram a pescaria. A posição relativa de Portugal no mercado internacional de bacalhau com cura de sal e de sol, ditada pela condição de “grande importador”, pouco mudou até aos nossos dias. A dependência portuguesa das importações de bacalhau salgado seco – hoje, quase total – exprime um modo singular de inserção no mercado internacional do produto, praticamente invariável entre finais de Quinhentos e a década de trinta do século XX. É por isso um erro, ou uma distorção da memória social, centrarmos todo o nosso fascínio e empenho cultural no património do bacalhau enquanto pesca, esquecendo que, para nós portugueses, o bacalhau sempre foi, acima de tudo, uma subsistência. Um recurso alimentar que penetrou de tal modo na nossa cultura que se tornou um símbolo identitário. A nacionalização cultural do bacalhau é, pois, um dos fenómenos mais interessantes do património português e, com certeza, um imenso campo de conjugação da “herança” (património) com a “criação” (as artes e outros discursos contemporâneos, a exemplo da exposição BAKALHAU). Nos séculos XVI e XVII o Estado português já se interessava pelo comércio de bacalhau. A Coroa estabelecia direitos alfandegários e regulamentava o negócio. Desde então o produto mereceu uma apertada regulamentação estatal do abastecimento, sinal de um amplo consumo, como testemunha alguma pintura e o próprio teatro vicentino. Nas primeiras décadas de Quinhentos, reuniram-se esforços e capitais na organização de frotas destinadas à pesca do bacalhau em Aveiro, Viana da Foz do Lima e Porto. Apesar das viagens patrocinadas por D. Manuel aos irmãos Corte-Real, a João Fernandes Lavrador e ao vianense João Álvares Fagundes, de início a Coroa manifestou pouco interesse na manutenção de uma rota permanente com a mítica Terra Nova. Por volta de 1520, gente dos Açores, de Viana e de Aveiro embarcou para povoar e colonizar as costas geladas da ilha da Terra Nova. Intento fracassado e apenas reatado na segunda metade do século, como prova a doação e confirmação régia da capitania da “Terra Nova dos bacalhaus”, a Manuel e a Vasqueanes Corte-Real, poucos anos depois. O interesse económico da pescaria confirmava-se em pleno na neces¬sidade de povoar e supunha uma luta mais vasta dos Estados e armadas europeias pelo domínio dos mares. Nunca saberemos dizer, ao certo, como era a pesca do bacalhau; as aventuras humanas dificilmente se contam. Mais do que uma grande “estória”, as campanhas bacalhoeiras que os pescadores-marinheiros portugueses viveram até 1974 – o ano da Revolução de Abril, mas também o momento em que terminou a pesca ao bacalhau por “navios de linha” e pequenos botes – tornaram-se uma lenda. Entre as décadas de trinta e de setenta do século XX, as campanhas bacalhoeiras ao largo da Terra Nova e na costa oeste da Gronelândia eram viagens de todos os anos. Desde o momento da largada, em Abril ou Maio, no palco cénico de Belém,

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onde a bênção dos lugres se fez a partir de 1936, ou nos próprios portos de origem, milhares de tripulantes de veleiros e arrastões cumpriam essas viagens na ânsia do regresso. Tudo girava em torno da procura de um mercado interno que sempre consumira muito bacalhau, à falta de outras fontes de proteína animal tão acessíveis como esse peixe curado, fácil de conservar e de baixo preço. A organização da vida a bordo, a disciplina e a coragem, o ritmo das tarefas e a duração das jornadas, eram elementos decisivos para o êxito do empreendimento: carregar o navio, dar lucro ao armador, abastecer o País. As campanhas da frota portuguesa de “navios de linha” eram tão intensas e cheias de peripécias humanas que, volvidas algumas décadas, continuam a sugerir um excesso de real. A pesca do bacalhau feita com linhas de mão a bordo de pequenos botes nas águas frias do grande banco da Terra Nova compõe uma saga de sugestões épicas; uma saga cruel, na realidade. Menos árdua, a pesca por navios de arrasto, também salgadores, por capricho dos hábitos de consumo nacionais, tardou a impor-se no conjunto da frota portuguesa. Numa ou noutra arte, porém, a pesca do bacalhau fez-se um mito, escrito e alimentado pela ditadura salazarista, que tomou o bacalhau como o “pão dos mares”, um alimento popular de crucial importância para garantir a paz social e evitar a desordem pública. Uma importância semelhante mas jamais tão “nacional”, notou-se na Espanha franquista, onde a pesca e o consumo de bacalhau foram objecto da intervenção do Estado, e na própria Cuba castrista, que nos anos sessenta e setenta chegou a ter uma frota de navios a pescar na Terra Nova. Como escreveu o etnógrafo poveiro Santos Graça, a pesca do bacalhau era “áspera, dura, tremenda, quase heróica”, uma verdadeira “epopeia dos humildes”. Ainda assim, os homens disputavam uma inscrição no Grémio dos Armadores e procuravam um lugar nas tripulações dos lugres e navios-motor porque a pesca da Terra Nova lhes podia garantir o pão e algum aforro para a vida. De Ílhavo eram quase todos os capitães e muitos pilotos e imediatos. Os pescadores eram de todas as praias de Portugal, incluindo as gafanhas, que são parte concelhia de Ílhavo. Das Caxinas, de Buarcos, da Nazaré e da Fuseta saíram a maioria dos pescadores de dóri. Alguns tornaram-se lendas humanas, tal era a sua intimidade com o peixe e com o mar e porque fizeram lembrar os marinheiros das Descobertas. A pesca à linha com dóris tripulados por um só homem foi a arte das artes da frota portuguesa entre meados do século XIX e os anos setenta do século XX. Os dóris eram pequenos botes de fundo chato, esguios e velozes, provavelmente de origem norte-americana. Empilhado no convés do veleiro, o dóri era o “micronavio” que cabia em sorte a cada pescador da tripulação. A destreza apurada nas artes de pesca locais e costeiras e a transmissão do ofício de pescador de bacalhau de pais para filhos também explicam por que tantos homens se fizeram à “pesca da Terra Nova”. A mobilização obrigatória para os navios em que os pescadores tivessem embarcado na campanha anterior (uma violência imposta por lei aquando da “greve da matrícula” de 1937), o sistema


intensivo de organização do trabalho e de remuneração das tripulações explicam a estabilidade do recrutamento até ao começo dos anos sessenta. A emigração e as guerras coloniais mudaram o cenário. Ir ao bacalhau para livrar à “guerra de África” tornou-se uma decisão corrente, estimulada pelo Estado em condições especialmente duras para qualquer uma das opções de vida que se tomasse. Ao mesmo tempo que a ideologia historicista da ditadura exaltava estes homens, tornando-os símbolos de uma nação marítima que se dizia outra vez pujante, a organização corporativa integrava e reprimia os pescadores; exigia-lhes disciplina e esforço patriótico para “abastecer a Nação”. Na propaganda salazarista, mais preocupada com a eficácia da coordenação económica exercida pelo Estado do que com a dimensão humana do trabalho no mar, os pescadores bacalhoeiros eram tratados como meros figurantes de uma epopeia encenada pelo próprio Estado, com os seus coreógrafos de serviço. Nos anos cinquenta do século XX, devido ao desaparecimento das frotas artesanais de navios de pesca à linha consumado pela II Guerra Mundial, a pesca do bacalhau por homens e navios portugueses começou a despertar uma intensa curiosidade internacional. A publicação de A Campanha do Argus, do escritor Alan Villiers, em 1951, colocou o tema na agenda dos repórteres marítimos do mundo Atlântico. Os actores principais da crónica de Villiers são o próprio navio e os seus homens. Ao jeito de outras narrativas marítimas, o Argus e a sua gente fundem-se num único universo humano. Tal como os seus tripulantes (oficiais e pescadores), o navio é personificado, provido de uma alma grande que respeita e desafia as contingências do mar. O itinerário da crónica de Alan Villiers não traz surpresa. Segue os passos do Argus, desde o apresto e a triunfal largada em Belém, descrevendo o cerimonial religioso e profano da bênção do navio e dos demais veleiros da frota, às primeiras milhas de mar e aos primeiros ensaios de pesca no banco da Terra Nova. No começo da década de cinquenta, os bancos da Terra Nova e da Gronelândia ainda eram pesqueiros abundantes. Nas praias portuguesas ainda se recrutavam homens que queriam andar ao bacalhau para opor à contingência de rendimento das pescarias locais um salário mais certo. Esse estranho modo de vida, pouco conhecido no estrangeiro, não foi o alvo das atenções de Villiers. A face cruel do trabalho dos pescadores do Argus apenas lhe mereceu referências marginais. Só em finais dos anos sessenta, o filme de Alan Villiers seria substituído por outros na sua função, até aí exclusiva, de mostrar ao mundo imagens da pesca do bacalhau por veleiros e pescadores de Portugal. Quando o colapso da White Fleet e dos pescadores de dóri portugueses ficou à vista, surgiram novos filmes documentais sobre o tema. Finda a Segunda Guerra Mundial, a “liberdade dos mares” começou a ser tão incerta quanto a abundância de peixe nos extensos baixos do Atlântico Noroeste. De par com as ameaças do Direito e da natureza, a “Campanha do Bacalhau” tornou-se um projecto anacrónico celebrado por narrativas mitificadoras. A indústria que o Estado Novo tanto protegera tinha os dias contados. A pesca à linha de mão com dóris compunha um belo bilhete-postal, mas era uma arte obsoleta, apenas possível enquanto houvesse possibilidade de recrutar homens, de fornecer aos armadores crédito barato e de conter artificialmente os preços do bacalhau importado de modo a permitir que o nacional se vendesse. Por razões externas e internas, o modelo proteccionista achado e imposto pelo Estado Novo para reanimar a pesca do bacalhau via-se ameaçado de implosão. Em plena Guerra Fria, sobretudo a partir da década de sessenta, dava-se o primeiro confronto da gigantesca organização de Estado com o ciclo vicioso da pesca excessiva (a “sobrepesca”) e o fim da liberdade dos mares. A Ciência e o Direito juntaram-se à política e à diplomacia. Pescadores e armadores deixam de poder pescar onde queriam e quanto queriam. Até hoje.

A Revolução de Abril de 1974 e a criação das Zonas Económicas Exclusivas no âmbito da III Conferência das Nações Unidas de Direito do Mar, em 1977, contribuíram para o colapso das pescas longínquas. A necessidade de limitar as pescas aos recursos da imensa ZEE portuguesa, as restrições da Política Comum de Pescas da Comunidade Económica Europeia, a que Portugal aderiu em 1986, e o fecho dos grandes bancos, em 1992, por iniciativa do Governo canadiano, afastaram os pescadores portugueses da Terra Nova e impeliram os poucos navios que sobraram a demandarem as águas geladas do Árctico. Quase tudo soçobrou entre 1974 e 1977, embora a rendição política do regime de Salazar às novas realidades da pesca do bacalhau tenha ocorrido em 1967, momento em que o comércio de bacalhau salgado foi liberalizado por incapacidade do Estado continuar a subsidiar os preços. O fim da pesca à linha, em 1974, e a sua coincidência com a queda do regime ditatorial assemelhou-se a um regresso das caravelas. Mudança estratégica mas também cultural. Uma mudança total, que até hoje marca um certo imaginário de grandeza perdida e que deixou sem rumo as políticas para o mar. Só com o fim da «grande pesca» e as evidências do abate de navios, a memória até então construída sobre esta actividade começou a revelar as suas múltiplas facetas. Historiadores, antropólogos e investigadores de diversas áreas têm procurado compreender um mundo que continuará insondável se não nos interessarmos pelos destinos e saberes dos homens que nele viveram. Conhecendo-os, olhando as múltiplas imagens que sobre eles se construíram, escutando as suas histórias, estaremos mais próximos de compreender a “grande pesca” e tornar a sua memória mais aberta e plural. Esta exposição é, certamente, um contributo, tanto mais que elege o bacalhau como tema aberto à criação contemporânea e ao discurso das artes. Aventura humana extraordinária, a pesca do bacalhau fez-se de experiências vividas, de actores espontâneos e manipulados, todos eles heróis. Em 1959, Bernardo Santareno, o notável dramaturgo que, enquanto médico da frota bacalhoeira, conheceu pescadores e capitães, definiu a pesca do bacalhau como um “drama épico”. É muito provável que a expressão de Santareno seja, ainda hoje, a mais precisa para se compreender esta saga. Apesar da riqueza narrativa da “grande pesca” e do esmero da propaganda que se incumbiu de a mitografar, a saga humana dos bacalhoeiros tarda a fixar-se na memória colectiva. Universo medonho e romântico, tão fascinante quanto estranho como toda a vida marítima o é, a pesca do bacalhau não penetrou nos domínios da ficção portuguesa contemporânea. Num país onde o mar não passa de uma identidade conveniente, é sintomático que o mar vivido na saga dos bacalhoeiros continue a intimidar os narradores e ficcionistas. Tanto em Portugal como no estrangeiro, em especial na Europa do sul e atlântica e na América do Norte, a memória que persiste da “faina maior” por homens e navios portugueses é impressiva e romântica. Dando continuidade a um esforço de expressão plural das memórias da pesca do bacalhau no sentido de as tornar menos reprodutoras no plano social e mais ricas do ponto de vista cultural, o Museu Marítimo de Ílhavo tem construído diversos projectos cujo principal propósito é inscrever na esfera pública rostos e nomes desta extraordinária aventura humana. Ao associar-se a esta exposição no momento em que abre ao público um Aquário de bacalhaus, o Museu Marítimo de Ílhavo alarga a sua lógica de patrimonialização sobre o fenómeno cultural do bacalhau da pesca para a biogeografia; da pescaria para o consumo; da memória para outras identidades. Álvaro Garrido Historiador Consultor do Museu Marítimo de Ílhavo


MUSEU MARÍTIMO DE ÍLHAVO | ARGUS HAPPY DORYMEN, FOTO ALAN VILLIERS


A CULTURA CENTENÁRIA DO BACALHAU MAIS DO QUE UMA ATIVIDADE ECONÔMICA, UM MODUS VIVENDI O escritor Galego Júlio Camba (Pontevedra, 1882 - Madrid, 1962) chamou ao bacalhau “múmia pisciforme”. Esta depreciativa expressão é própria do seu tempo, quando este peixe era, em muitos países do mundo, um recurso alimentício fácil e barato pela sua conservação em sal. Quando as crianças sofriam a ingestão diariamente o óleo fígado de bacalhau, do repugnante sabor para a maioria, mas extremamente rico em ácidos gordos de Omega 3 e em vitaminas A e D.2. Hoje em dia, é um dos produtos marinhos mais apreciados pelos chefes cozinheiros e pelos amantes da boa mesa graças á sua versatilidade e idoneidade, para se adaptar à criatividade gastronómica. Já no século VIII, os pescadores espanhóis do Cantábrico capturavam-no nas costas da Escócia, mas foi tal a procura que ampliou a sua cota de pesca á Islândia e logo a seguir à Terra Nova. O mercado do bacalhau teve uma grande importância na evolução das nações. Na Europa, a sua comercialização em grande escala começou no século XV controlando estes mercados converteuse num objetivo político e econômico de grande prioridade. O país com a maior frota de barcos seria dominante. Espanha (com o país Vasco á cabeça), Holanda, França e Inglaterra eram os principais concorrentes. Uma das produções mais conhecidas do ponto de vista histórico são os pesqueiros da Terra Nova, onde diversas nações lutaram pelo armazenamento e salinização do bacalhau e outras espécies. Com o passar do tempo este pesqueiro converteu-se num importante período da colonização europeia da América do Norte. A facilidade da sua conservação em sal bem como do seu transporte converteram-no num dos alimentos por excelência durante muitos seculos, especialmente em terras distantes do mar, embora os seus custos não tenham sido alheios a esta “moda”. Sabe-se que já os antigos egípcios utilizavam a salinização para conservar os alimentos durante longos períodos de tempo. A do bacalhau, concretamente, mantem-no em boas condições durante um ano, permitindo assim durante centenas de anos a inúmeras populações continentais europeias dispor de reservas proteicas durantes muitos meses. De facto, muitas das viagem dos navegadores ibéricos não teriam sido possíveis sem contar com este produto. A principal referência literária sobre a salinização é de Quijote, onde se menciona Aldonza Lorenzo (dona Dulcinea del Toboso) como uma excelente salgadora de presuntos. O bacalhau comum, bacalhau do Atlântico ou bacalhau da Noruega (Gadus morhua) é uma das cerca de sessenta espécies de uma mesma família de peixes migratórios.

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Vive nos mares frios do norte e costuma ser de um tamanho pequeno embora alguns exemplares possam chegar a alcançar os 100 kilos de peso com um tamanho de quase 2 metros. Com respeito à sua origem etimológica, há certas dúvidas, apesar de que a Real Academia Espanhola de Línguas afirme que procede do vasco bakailao, e este por sua vez do holandês bakeljauw. O bacalhau, como muitos outros peixes, aproxima-se da costa para desovar e reproduzir-se. E, dependendo da fêmea, pode pôr mais de sete milhões de ovos durante toda a sua vida, embora a maioria não sobreviva mais de três semanas, já que muitas outras espécies de peixes se alimentam destes ovos tão ricos em Omega – 3. Trata-se de um peixe que nada muito rápido, pelo que captura-lo não é uma tarefa fácil. Além disso, o seu habitat encontra-se a mais de 1.000 metros de profundidade, pelo qual as embarcações devem ser de grandes calados e estar muito bem equipadas. Na Escandinávia, assim como Portugal e Espanha, há toda uma cultura de bacalhau, de grande importância económica e social. Isto tem sido demonstrado ao longo da história por numerosos desentendimentos entre os poderes para o controle dos pesqueiros, que é a origem do atual sistema do Direito Internacional Marítimo, do desenvolvimento de pensamentos humanos de enorme importância e de muitas obras literárias. Todo o mundo sabe que é por excelência o prato nacional português, que com imaginação e criatividade culinárias tem sido especialmente profícuas, adaptando as receitas com os ingredientes mais apetitosos, como aos recursos mais básicos de todos os dias como são o pão e o azeite. Chega – se a afirmar que todo o português tem a sua própria receita de família. As infinitas formas de cozinhar o bacalhau podem ser agrupadas em cinco grandes famílias culinárias: crú (desfiado, sushis), assado (na brasa ou á viscaína) com azeite (piri-piri, á Brás) com creme ou manteiga (com natas, conventual) e doce (com mel). A abertura de um aquário com bacalhaus vivos no Museu Marítimo de Ílhavo, na cidade de Ílhavo (Aveiro - Portugal) é uma oportunidade ideal para que o mundo da Arte Contemporânea contribua com uma exposição que preste homenagem á cultura do bacalhau, “modus vivendi” durante séculos para muitas gerações de portugueses e de outros povos do mundo. Fernando Gálan Crítico de Arte Diretor da revista ART.ES

MUSEU MARÍTIMO DE ÍLHAVO | HOMEWARD BOUND, FOTO ALAN VILLIERS


ÍLHAVO, CAPITAL PORTUGUESA DO BACALHAU A história do Município de Ílhavo faz-se das opções de vida da sua Gente, que de forma mais ou menos livre, assumiu que a sua terra à beira-mar-plantada, tinha de ter na sua relação com o Mar, uma das fontes principais de geração de emprego e de riqueza. Essa opção de vida construiu uma atividade económica que chegou, ainda pujante e relevante, aos dias de hoje, numa operação que é de pesca, de atividade industrial e comercial, e de diplomacia económica com os mercados emissores de matéria prima e, cada vez mais, com os mercados compradores e consumidores de bacalhau por esse mundo fora. Toda essa história e atividade económica conferiu e confere ao Município de Ílhavo, caraterísticas únicas ao nível da sua cultura e património material e imaterial, e dos fatores que a diferenciam de todas as outras terras portuguesas. Na opção de criar uma “bandeira diferenciadora” do Município de Ílhavo, escolhemos aquela que tinha passado e heroísmo, história e histórias de exceção, presente e futuro, dimensão internacional, profundidade relacional dos Cidadãos, caráter único na dimensão material e imaterial, dimensão épica e atitudes únicas de coragem, de dádiva e de competência do Homem. Em Janeiro de 1998 decidimos que a âncora base da promoção do Município de Ílhavo, que a tal “bandeira”, era essa história extraordinária da pesca e de toda a atividade industrial e económica do Bacalhau, utilizando o Mar como elemento de referência para enquadrar essa aposta. Esses dois elementos – Mar e Bacalhau - são materializados no slogan que escolhemos para o Município - “O Mar por Tradição” – e no investimento de um novo edifício para acolher o Museu Marítimo de Ílhavo, a casa-sede de toda essa aposta, que teve a sua inauguração no dia 21 de Outubro de 2001. Nesse mesmo ano de 2001 a ativação do Navio Museu Santo André como Polo do Museu Marítimo de Ílhavo (MMI) veio enriquecer de forma muito relevante e expressiva, a capacidade de contarmos e de promovermos esta nossa história. A sua presença em ancoradouro dedicado no Jardim Oudinot, na Gafanha da Nazaré, norteia o Canal de Mira da Ria de Aveiro e honra a nossa cidade-sede do Cais dos Bacalhoeiros. A dimensão nacional e internacional do renovado MMI, levou-nos a retirar do seu nome de até então - “Museu Marítimo e Regional de Ílhavo” – a palavra “Regional”.

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Neste processo entendemos que, facultar aos Cidadãos experiências de Mar a bordo de navios que eram parte desta história, tinha uma grande importância para a compreensão e a consolidação desta aposta. Dessa opção surgiu a viagem “De Novo na Terra Nova” e as “Experiências Mar Creoula” que a CMI organizou utilizando o Navio de Treino de Mar “Creoula”, antigo Lugre Bacalhoeiro, agora operado pela Marinha Portuguesa. Os primeiros passos estavam dados e os retornos em termos de visitas, de adesão e de notoriedade foram rápidos e expressivos. Era agora necessário rumar a outros objetivos. A entrada do Município de Ílhavo e do seu Porto de Aveiro para o mundo da Sail Training International (STI) era um objetivo central que levou cinco longos anos a negociar para que tivéssemos conquistado a presença da frota da STI no nosso Município em Setembro de 2008, aquando da regata que ligou Falmouth, Ílhavo e o Funchal, e em Agosto de 2012, no “Ílhavo Sea Festival”, pela comemoração dos 75 anos do MMI. Foram iniciativas de enorme sucesso que nos ligaram de forma muito forte e com elevada nota de mérito à STI e aos Navios que nos visitaram. A entrada em operação do antigo Lugre Bacalhoeiro Santa Maria Manuela em Maio de 2010, propriedade da empresa Pascoal, sedeada em pleno Cais dos Bacalhoeiros na Gafanha da Nazaré, é um elemento que temos de assinalar, e que recebeu da CMI a nomeação de Embaixador Itinerante do Município de Ílhavo. A operação da Regeneração Urbana do Centro Histórico de Ílhavo (RUCHI) foi uma aposta que fizemos de forma muito intensa, embora a conquista da sua aprovação para financiamento pelos Fundos Comunitários do Programa Operacional da Região Centro tenha sido muito difícil. A verdade é que tínhamos a determinação de somar à dimensão museológica do MMI, com boa condição de infraestrutura, duas novas capacidades: apostávamos na investigação histórico-documental e na presença do bacalhau vivo no seu discurso expositivo. No programa base da RUCHI estava a adaptação do edifício da antiga Escola Preparatória de Ílhavo a Centro de Investigação e Empreendedorismo do Mar, tendo a sua ativação ocorrido no dia 31 de Março de 2012. Durante a execução do programa de investimentos da RUCHI conseguimos ter mérito e disponibilidade financeira para lhe introduzirmos o objetivo de construir um edifício complementar, com a capacidade de acolher um aquário de bacalhaus e uma sala de reservas com a devida e exigida dimensão, fazendo a ligação física das três novas dimensões do MMI: museu, investigação e aquário.


A sua ativação fechou as comemorações dos 75 anos do MMI no dia 13 de Janeiro de 2013, culminando um investimento da CMI no seu MMI superior a dez milhões de euros nos últimos quinze anos. Na dimensão institucional temos de referenciar uma grande panóplia de personalidades e entidades parceiras neste processo de quinze anos que conferiram uma nova vida e dimensão ao MMI e deram substancia e visibilidade à “Capital Portuguesa do Bacalhau”. Deixo a referência a algumas das mais relevantes, e o agradecimento público a Todas, que são muitas, pela presença nesta enorme Equipa de Homens do Mar: a Associação dos Amigos do Museu Marítimo de Ílhavo, a Marinha Portuguesa, a empresa projetista ARX, a empresa Tavares e Mascarenhas (doadora do Navio Santo André), os Diretores do MMI Dra Ana Maria Lopes, Capitão Francisco Marques e Prof. Álvaro Garrido. Na política de relações internacionais da CMI, além da presença das Comunidades de Emigrantes Ilhavenses, o elemento bacalhau determinou as opções, justificando as geminações com St. John’s (Terra Nova, Canadá) e Grindavik (Islândia), assim como o patrocínio da CMI (e da Associação dos Industriais do Bacalhau que forneceu o “fiel amigo”) à Volta ao Mundo do Navio da República Portuguesa “Sagres” em 2010. Na dimensão gastronómica regista-se o nascimento e o trabalho da Confraria Gastronómica do Bacalhau e a organização anual pela CMI do Festival do Bacalhau, no Jardim Oudinot (com a duração de cinco dias sendo o quinto dia o terceiro Domingo de Agosto). Mas a dimensão gastronómica do bacalhau para ser especial, como em Ílhavo tem de ser, é partilhada com o acompanhamento das Padas de Vale de Ílhavo e da Loiça de Porcelana da Vista Alegre. Quanto ao vinho, aí reside o único defeito desta terra, por não o conseguir produzir, assumindo a importação dos vinhos da região próxima da Bairrada como solução para esse defeito bom, que nos ajuda a perceber que não estamos no Céu, estamos na Terra a partilhar a Vida. A Política Municipal de Mar, que pode ser consultada no site da CMI (em www. cm-ilhavo.pt), demonstra a dimensão total e profunda da aposta da Câmara Municipal de Ílhavo e de todo o Município, no Mar e no Bacalhau, nas suas dimensões económica, social, cultural, ambiental e patrimonial, sendo a nossa bandeira principal. Por tudo o que aqui fica resumido, se expõe a razão de ser desta Terra Marinheira e Bacalhoeira que de facto tem “O Mar Por Tradição” e é a “Capital Portuguesa do Bacalhau”, apresenta belas cores e inspira notáveis Artistas. Na beleza das cores e na forma delicada como recebemos em terra o Oceano Atlântico que nos banha, têm um lugar único, a praia da Barra, com o seu Farol altaneiro (o segundo mais alto da Europa), e a praia da Costa Nova, com os seus belos Palheiros de riscas coloridas. Por tantas razões que aqui não temos espaço para partilhar, é que a arte ajuda a contar a beleza multifacetada destas histórias, mesmo quando o bacalhau incorpora uma letra diferente, que não lhe altera a substância e que lhe qualifica o estilo. A aposta da Galeria Ilhavense de Arte Contemporânea “Nuno Sacramento” nesta notável exposição sobre o “Bakalhau”, tem a Câmara Municipal de Ílhavo como entidade parceira, pela sua expressão e capacidade de contar estas histórias a tantas outras pessoas, valorizando-a pela utilização de várias artes.

Esta exposição “Bakalhau” é também uma forma diferente de o/a convidar a conhecer e a difundir esta Terra e esta História. E seguimos viagem, agora também consigo, na infinidade da Vida, tão parecida com as infinidades do Mar, porque de facto todas são finitas e nos surpreendem a cada passo, com os seus encantos e as suas marés altas e baixas, das quais nos incumbe tirar todo o máximo e o melhor proveito para a safra da Vida que temos em mãos. Obrigado pela Companhia. Bem Haja. José Ribau Esteves Presidente da Câmara Municipal de Ílhavo Janeiro 1998 / Janeiro 2013


CURADORIA


ÍLHAVO, CAPITAL CULTURAL DO “BAKALHAU” As comemorações do 75º aniversário do Museu de Ílhavo e a inauguração do seu novo aquário de bacalhaus, único no país com exemplares vivos, foram o mote para nos associarmos a esta efeméride e, concomitantemente, inaugurarmos, hoje, uma fascinante exposição que pretende elevar Ílhavo, a nossa Terra, a capital das artes plásticas do BAKALHAU. A muito oportuna associação da Galeria Nuno Sacramento – Arte Contemporânea de Ílhavo à inauguração e ampliação da obra do Museu Marítimo de Ílhavo é sinónimo da convivência desejável entre os vários atores do tecido económico, social e cultural de Ílhavo com as estruturas que o município vem desenvolvendo e colocando à disposição e ao serviço dos concidadãos. Estas mostras surgem, também, como um espaço dinamizador da cultura contemporânea em Ílhavo, contribuindo para a promoção e visibilidade da arte emergente e, dessa forma, dar especial e relevante apoio às criações de artistas contemporâneos, aproximando os criadores de novos públicos, abrindo novos mercados comerciais, criando, assim, novas oportunidades de sinergias e oportunidades.

Após uma criteriosa seleção dos artistas convidados, alguns deles com fortes e profícuas ligações à galeria, não foi tarefa fácil criar a motivação e necessária inspiração para o tema da exposição. Contudo, após aturado e conjunto trabalho de explicação e percepção da vivência única da Faina Maior, a motivação e a inspiração dos artista emergiram naturalmente. As obras rapidamente começaram a tomar forma e o resultado são estas únicas, exclusivas, sedutoras e “mágicas” peças que podem ser admiradas nas diversas valências culturais distribuídas pelo nosso concelho. Para contextualizar todo este trabalho, foi editado um catálogo onde figuram os 65 artistas de diversas nacionalidades - portugueses, cubanos, angolanos, espanhóis, polacos, venezuelanos, argentinos e russos - as obras expostas de pintura, escultura e fotografia, bem como a memória descritiva do que cada uma delas pretende significar. Ao grupo Ribeiralves ficamos gratos por ter acreditado no nosso projeto patrocinando este catálogo.

O Museu Marítimo de Ílhavo, configura-se como elemento central da aposta desta Câmara Municipal na salvaguarda dos mais relevantes valores da história, da cultura e da economia de Ílhavo. É um fator decisivo da diferenciação do nosso Município como Capital Portuguesa do Bacalhau.

Expressamos o nosso reconhecimento e os nossos especiais agradecimentos aos artistas plásticos pela sua insofismável dedicação e participação nesta exposição, bem como aos colaboradores da área da cultura do Município de Ílhavo pelo seu profissionalismo e nunca negada disponibilidade. Um agradecimento ao Professor Álvaro Garrido pelo texto de abertura do catálogo e ao crítico de arte espanhol Fernando Galan pela sua colaboração.

Simultaneamente, é uma merecida e justa homenagem aos homens da nossa terra que, com risco e heroísmo, fizeram do mar a sua vida e deram um contributo inigualável na promoção e desenvolvimento do nosso país. Os nossos avós, pais, tios, primos..., como pescadores, mestres e até capitães, foram os homens do bacalhau. Também por isso, mas não só, o sal está entranhado nos nossos corpos e o bacalhau no nosso palato.

E, para finalizar, um especial e sempre reconhecido agradecimento ao Sr. Presidente da Câmara Municipal de Ílhavo, Eng.º Ribau Esteves, pela forma positiva e entusiástica como acolheu este projeto e pelo apoio que desde a primeira hora lhe granjeou.

Esta impactante e oportuna mostra de arte contemporânea internacional, com o sugestivo título BAKALHAU, assim mesmo, com K, decorre simultaneamente em múltiplos espaços culturais do município de Ílhavo. Para além de alargar a sua projecção e visibilidade, com esta distribuição espacial e cénica pretende-se, igualmente, promover a internacionalização do evento, contribuindo, assim, para dar continuidade ao trabalho de tantos de nós na incessante promoção da terra que é nossa.

É fundamental que todos consigamos perpetuar esta “chama de luz” que agora brilha e se acendeu, e que a continuidade deste trabalho, que nunca se pode dar por terminado, seja proveitosamente assegurado para as gerações vindouras. A nossa memória coletiva é a nossa riqueza comum. José Sacramento e Nuno Sacramento Curadores da Exposição

A identificadora e intrínseca originalidade e qualidade desta exposição, estamos em crer, será veículo que a catapultará, para além fronteiras.

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BAKALHAU PINTURA ESCULTURA FOTOGRAFIA

JOSÉ E NUNO SACRAMENTO, FOTO NUNO HORTA


ARTISTAS REPRESENTADOS


ACÁCIO DE CARVALHO

PORTUGAL

V. N. GAIA, 1952

ESTUDOS

ÚLTIMAS EXPOSIÇÕES E PROJECTOS INDIVIDUAIS

1980 Curso de Artes Plásticas da Escola Superior de Belas Artes do Porto. 1972/82 Mestrado em Cenografia 86/88 pela Universidade de Boston, E.U.A.

2011 Pintura do boneco para a “Snoopy Parade”, Julho/Agosto, Lisboa. 2011 Realização de uma Tapeçaria (Ferro, Rede, Arame e Placas de Muselet, 300 cm x 300 cm) e 3 Objectos/Esculturas (Madeira, Ferro e Aço-Inox, 1910 mm x 585 mm) para a sala de visitas das Caves da Murganheira. 2011 Exposição “Traços”, no Centro Cultural Anjos Teixeira, Novembro, Funchal, Madeira. 2011 Participação na 8ª Edição do Prémio Amadeu Sousa Cardozo, Out / Dezembro, Amarante. 2012 Escultura em madeira e ferro, Jardins da Cooperativa Árvore, Junho, Porto; Instalação, escultura/video,“Convoca-Espíritos”, Santillana con los 5 sentidos — Feria del Oido, Set. e Out., Espacio express, Santillana del Mar, Espanha.

PRÉMIOS 1981 Primeiro Prémio no Concurso Público para a Sigla da Empresa SOPETE, Póvoa de Varzim. 1985 Primeiro Prémio de Pintura, na modalidade “Tema Livre”, Exposição Nacional das Comemorações do Ano Internacional da Juventude e da Música, organizada pela Cooperativa “Artistas de Gaia’’ e C.M. de Gaia no Museu Teixeira Lopes em V. N. Gaia. 1999 Menções Honrosas nos Prémios: Nacional de Desenho Isolino Vaz, C.M.G., e Nacional de Pintura “António Joaquim - Artistas de Gaia”, 3ª Edição. 2001 Prémio de Aquisição BCP na XI Bienal de Vila Nova de Cerveira.

CENOGRAFIAS RECENTES 2008 “Estados eróticos imediatos de Soren Kierkegard” de Agustina Bessa Luís com encenação de Roberto Merino, Seiva Trupe, Novembro, Porto. 2010 “O FIM” de António Patrício com encenação de Victor Zambujo, CENDREV, Janeiro, Teatro Garcia de Rezende, Évora. 2010 Décors para o Filme “Olhos Vermelhos” com realização de Paulo Rocha e produção da Gafanha Filmes, Lda, (09/10), Ovar, Porto e Lisboa.

DORI 13

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Acrílico sobre tela, 130x194cm, 2012

BAKALHAU PINTURA ESCULTURA FOTOGRAFIA

MEMÓRIA DESCRITIVA Dori 13, cada pequena embarcação era numerada e a cada pescador caberia um número auspicioso! Porventura todos negariam o 13, pese embora a Cruz de Cristo. Esta pintura trata, através de um exercício de velatura, a indefinição de um espaço que sugere algo submerso, como se uma massa líquida fosse o receptáculo da inscrição de uma memória iconográfica definida. O que interessa, na composição forma/cor da poética de uma realidade ficcionada, não será tanto a figuração; é, sobretudo, uma tentativa de perceber melhor toda a problemática da faina do bacalhau, enquanto memória do nosso inconsciente colectivo.


ALBANO MARTINS ESTUDOS

PORTUGAL PORTO, 1971

SOPA DE LETRAS

2010 Mestrado em Design, Materiais e Gestão do Produto na Univ. Aveiro. 1997 Artes Plásticas - Escultura, Faculdade de Belas Artes, Univ. Porto.

PERCURSO Vinculou-se às artes plásticas, à indústria e ao design, na participação em simpósios, exposições e bienais de arte, na conceção de cenários e adereços para teatro e outras áreas do espectáculo. A sua experiência como escultor na indústria dos plásticos, permitiu-lhe aprofundar conhecimentos sobre materiais compósitos de matriz polimérica e apropriar-se de novas técnicas de fazer escultura. O seu trabalho está representado em várias coleções públicas e privadas. Paralelamente à sua atividade artística, lecionou Escultura, Desenho e as mais diversas tecnologias nos cursos de licenciatura e mestrado da EUAC, nos cursos técnicos de Design, Restauro e Artes do Espectáculo do CEP e da EAC.

Bakalhau (12,13,N); Bacalhoeiro (13,1,W); Dóri (11,12,NW); Gadus(10,10,SW); Capitão (2,10,E); Creoula (5,3,SE); Faina (15,7,S); Escalador (9,9,NW); Gadídeo (14,2,S); Ílhavo (13,11,N); Apneia (11,7,NW); Lugre (11,14,W); Mar (7,11,N); Morhua (7,12,NE); Piloto (1,9,E); Salgador

SOPA DE LETRAS COM BAKALHAU

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Compósito de matriz polimétrica, 197x46x40cm, 2012

BAKALHAU PINTURA ESCULTURA FOTOGRAFIA


ALVARO JOSÉ

CUBA

SANCTI SPÍRITUS, 1974

ESTUDOS

COLEÇÕES

2006 Curso de Fotografía Prof. Pdte. Prensa Latina. Raúl García Álvarez “GARAL”, Sancti Spíritus, Cuba. 2000 Diplomado en Gerencia Comercial, Univ. “José Martí” Sancti Spíritus, Cuba. 1997 Arquitectura, Univ. Central “Martha Abreu” de las Villas, Villa Clara, Cuba.

2012 Galería Nuno Sacramento, Arte Contemporáneo, Ílhavo, Portugal. 2011 Galería Collage Habana, Ciudad Habana, Cuba. 2009 Hostal del Rijo, Cubanacán S.A, Sancti Spíritus, Cuba. 2009 Villa “Las Palmas”, Minint, Sancti Spíritus, Cuba. 2008 Hotel “La Herradura”, Varadero, Matanzas, Cuba 2004 Emisora Radio Sancti Spíritus, Sancti Spíritus, Cuba 2004 Casa de la Trova “Miguelito Companioni”, Sancti Spíritus, Cuba. 2004 Escuela Elemental de Música “Ernesto Lecuona”, Sancti Spíritus, Cuba.

PRÉMIOS 2012 Premio fotografía, xvi salón de la ciudad “El Monje”, Sancti Spíritus, Cuba. 2012 Premio uneac, xvi salón de la ciudad “el monje”, Sancti Spíritus, Cuba. 2012 Primer premio fotografía, vii pixelart, Sancti Spíritus, Cuba. 2011 Premio Felix Pestana in memoriam, festival instante 2011, Sancti Spíritus. 2011 Premio a la Mejor Fotografía del ii rally fotográfico de cuba, Sancti Spíritus. 2011 Gran premio Fotoss, iii salón instante 2011, festival fotográfico de invierno, Sancti Spíritus. 2011 Premio ahs, III salón instante 2011, festival fotográfico de invierno, Sancti Spíritus. 2011 Premio cultura municipal, III salón instante 2011, festival fotográfico de invierno, Sancti Spíritus. 2011 Premio Biblioteca provincial “rubén martínez villena”, III salón instante 2011, festival fotográfico de invierno, Sancti Spíritus. 2011 Selección del jurado, xi Salón de Arte Digital, centro pablo de la torriente brau, ciudad habana, Cuba. 2011 Premio fcbc, XXIX Salón “oscar fernández morera”, sancti spíritus, cuba mención, xv salón de la ciudad “el monje”, sancti spíritus, cuba

MIGRATION

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Lienzografia, 80x120cm, 2011

BAKALHAU PINTURA ESCULTURA FOTOGRAFIA

MEMÓRIA DESCRITIVA Esta obra faz parte de uma série de fotografias artísticas “O Peso da Vida”, que pretende mostrar a todos os seres humanos a profunda crise de valores a que estamos submergidos a nível global. Por isso represento objetos do quotidiano que passam por nós inadvertidamente e convivem connosco no dia a dia, onde os valorizo, manipulo e represento em composições sólidas, que nos fazem sentir e perceber que não são apenas uma forma bonita, senão metáforas para refletir sobre quem nós somos? Para onde vamos? O equilíbrio entre o conteúdo e o iconográfico. Deliberadamente faz uma aparência na fotografia aqui proposta, não deixando um elemento aleatório para o minimalismo da forma. A minha estética foi formada a partir dos meus estudos no curso de arquitetura, evidentemente que o meu objetivo é dizer mais com menos. O meu trabalho fotográfico autodidata e o trabalho diário no estúdio fez de mim um especialista no uso de luzes artificiais, onde são criadas estas obras.


ANA PAIS OLIVEIRA

PORTUGAL SANDIM, 1982

ESTUDOS

MEMÓRIA DESCRITIVA

2005 Licenciatura em Artes Plásticas, Pintura, Fac. Belas Artes, Univ. Porto. 2012 Frequenta Doutoramento Arte e Design, Fac. Belas Artes, Univ. Porto.

O bacalhau do Atlântico pertence à lista de espécies ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza. Consumido salgado desde o século XV, este prato indispensável na alimentação dos portugueses permanece em vias de extinção, vítima da sua grande popularidade e de uma consequente pesca intensiva e progressivamente mais eficiente.

PRÉMIOS Obteve, em 2003, uma bolsa de mérito atribuída pela F.B.A.U.P. e venceu, em 2007, o Prémio Engenheiro António de Almeida para a melhor licenciatura em Pintura do ano lectivo de 2004/2005. Participou em diversas exposições coletivas e expõe individualmente desde 2006. Venceu vários prémios e menções honrosas de pintura, entre os quais o 1º Prémio Aveiro Jovem Criador (2009), o 1º Prémio Engenho e Arte – Melhor Trabalho Nacional (2009), o 3º Prémio no 1º Prémio Jovem de Artes Plásticas da Figueira da Foz (2009), o 1º Prémio Arte XXI 10 (2009), o 1º Prémio Eixo Atlântico na VIII Bienal Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular (2008) e o 1º Prémio de Pintura Estoril Sol (2006).

PERCURSO É membro colaborador do núcleo de investigação em Arte e Design no Instituto de Investigação em Arte, Design e Sociedade e bolseira da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT). Foi oradora convidada para o Ciclo de Conferências A Cor Entre Formas, organizado pelo Mestrado Integrado em Arquitetura da Universidade Lusófona do Porto, onde participou com a conferência Paisagem e Cor no Processo Criativo da Pintura, a 26 de Abril de 2012. A sua obra está representada nas colecções da Fundação Focus-Abengoa (Sevilha), Banco BPI, Grupo Lena Construções e Eixo Atlântico.

EXTINCTION

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Acrílico sobre tela, 100x200cm, 2012

BAKALHAU PINTURA ESCULTURA FOTOGRAFIA

A obra Extinction pretende abordar o tema da extinção: a extinção de uma ideia, de um produto, de um ser, de uma matéria, de uma forma. O desaparecimento de algo que damos como adquirido, garantido ou incontornável. As formas dissolvem-se e perdem a sua identidade, confundem-se e sobrepõem-se. A cor surge como elemento fundamental de composição que transforma o espaço, o ambiente e a paisagem e que determina o modo como percepcionamos os elementos representados. Esta representação existe, mas procura extinguir-se e anular-se a si própria. O contraste entre linhas que intersectam formas orgânicas pretende intensificar a ideia de pesca excessiva, ou, de modo generalizado e talvez simplificado, a ideia de que algo excessivo e descontrolado transforma-se numa antítese do equilíbrio. Extinction apresenta uma paisagem construída, intervencionada e humanizada, apesar de partir de um elemento natural. À paisagem são impostas formas e estruturas, cores que as modelam: a entropia da cor reflete-se nos conceitos de ordem, caos, dinâmica, fluxo, equilíbrio e composição inerentes às relações cromáticas, num processo de total condicionalidade onde a identidade de cada cor só é definida por relação.


ANDRÉ CAPOTE

PORTUGAL ÍLHAVO, 1977

ESTUDOS

MEMÓRIA DESCRITIVA

2002 Licenciatura em Artes Plásticas, Escola Universitária Artística de Coimbra. 2012 Mestrado em Artes Visuais, Escola Universitária Artística de Coimbra.

A repetição de um elemento visual, numa composição, visa criar uma linguagem plástica onde modulações, simetrias, alinhamentos e relações proporcionais soltem um padrão que funciona como um todo. A intenção é que a repetição da imagem de um bacalhau crie um ritmo visual. Para conseguir a imagem final pretendida, cada imagem individual possui ligeiras diferenças e “erros” propositados.

PRÉMIOS 2010 Leme das Artes, Associação “Os Ílhavos”. 2002 Menção Honrosa, Jovens Criadores, Aveiro. 1998 1º Prémio de Pintura SIM-RIA, Aveiro. 2005 Menção Honrosa Platina, Bienal de Vila Verde, Vila Verde. 1990 1º Prémio de Cerâmica no Salão de Artes Plásticas, Museu de Ílhavo.

PERCURSO Participou em inúmeras exposições colectivas e individuais em locais como Ílhavo, Coimbra, Sintra, Cantanhede, Porto e Lisboa. É professor de artes plásticas desde 2004. A sua obra está representada em várias coleções nacionais e internacionais e destacou-se em alguns prémios.

BACALHAU

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ÓLeo sobre tela, 100x150cm, 2012

BAKALHAU PINTURA ESCULTURA FOTOGRAFIA

Na verdade, este processo transcende a pintura e podemos encontrá-lo em todas as formas de manifestações artísticas, como o que, do modo mais genérico, podemos designar por palavras como ritmo, cadência, harmonia, métrica, simetria. A obra é uma técnica mista onde predomina o óleo sobre tela e pretende abordar o Bacalhau em cardume numa linguagem plástica que procura a repetição e o ritmo.


ANGELES ORIA ESTUDOS 2011 Doutoramento na Universidade de Huelva. 2000 Pós-Graduação em gestão Cultural na Universidade Aberta da Catalunha. 1998 Licenciatura em Belas-Artes pela Universidade de Sevilha.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS 2010 Sala Caja Rural, Huelva. 2009 Sala Itinerantes, Gibraleón. 2009 Centro Cultural La Villa, Cartaya. 2009 Sala José caballero, Punta Umbría. 2009 Sala Mudéjar, La Redondela, Huelva. 2008 World Trade Center, Barcelona.

EXPOSIÇÕES COLETIVAS 2011 Driekoningenkapel, Doetinchem, Holanda. 2011 Museum Galerie Rosmolen-Universart, Zeddam, Holanda. 2011 Art Galerie Hispanico, Doetinchem, Holanda. 2010 Sala caja rural, Huelva. 2010 Centro Olotense de Arte Contemporáneo, Gibraleón.

PRÉMIOS A sua obra encontra-se representada em inúmeras colecções públicas, entre outras: Ayuntamiento de Lepe; Museo Etnográfico, deCerro Andévalo; Banco Sabadell; Ayuntamiento de cartaya; Ayuntamiento de Punta Umbria, Eurostars Laietana Palace de Bracelona; Comunidad de Regantes Piedras Guadiana de Lepe) e privadas na Europa e EUA.

MEMÓRIA DESCRITIVA É um trabalho que evoca a calma depois de um dia de tempestade no mar. O que vemos no cromatismo da imagem, são parte fundamental, no uso dos tons de fundo, tal como o verde, as formas vermelhas e as manchas azuis. É um desejo de alcançar “algo mais”, para olhar além do que vemos na nossa necessidade diária de liberdade. Os pescadores, na calma, retomam a pesca após a tempestade.

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BAKALHAU PINTURA ESCULTURA FOTOGRAFIA

ESPANHA LEPE, 1974

MAR DE FONDO

Técnica mista sobre tela, 130x97cm, 2012


AURELIANO AGUIAR

PORTUGAL LISBOA, 1961

ESTUDOS

MEMÓRIA DESCRITIVA

Formação autodidata.

Bacalhau representado em aço, elegendo objetos ferrosos à Obra de Arte, casando com a escultura em chapa planificada.

PERCURSO Integra em 1986 a Mostra do Círculo Cultural de Setúbal. Em 1987 expõe as suas obras na I Mostra Portuguesa de Artes & Ideias.

A figuração, a carga simbólica das hélices informa e remete para máquinas, naves, que no tempo atual executam a faina maior.

É reconhecido em 1988 como um dos “novos valores da cultura”. Entre 1991 e 2006 expõe diversas obras em Portugal e na Alemanha, destacando a sua participação em eventos como a “Expo 98”, a exposição internacional, em Marienfeld, durante o Euro 2004 e a semana da cultura em Gütersloh (Europäiche Kulturwochein der Stadt Gütersloh 2006).

Engenho e arte transportam o sonho à realidade.

Ainda durante este período, implanta Arte Pública em Municípios como Odemira, Almodôvar, Guimarães, Lousã, Águeda. Participa desde 2008 no concurso Utopia, organizado pelo núcleo Português de Arte Fantástica, ganhando os Prémios de Escultura de 2008, 2009 e 2010.

BACALHAU

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Ferro e aço galvanizado, 180x80x40cm, 2012

BAKALHAU PINTURA ESCULTURA FOTOGRAFIA


CARLA FARO BARROS ESTUDOS Licenciatura em Artes Plásticas, Pintura, ESAP, 2004.

PRÉMIOS 2008, Menção Honrosa no concurso de Pintura, Escultura “Sua Majestade o Rei”, Museu do Vinho da Bairrada. 2007, Prémio júri intern. 5º Festival de gravura de Évora, Bienal Internacional. 2004, Menção Honrosa na III Bienal de Pintura Arte Jovem de Penafiel.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS 2009 “Teatros de Madeira”, Galeria Nuno Sacramento, Aveiro. 2007 “Relicários”, Galeria João Pedro Rodrigues, Porto. 2006 “O meu olhar magoa-te?”, Galeria Nuno Sacramento, Aveiro. 2005 “Por debaixo desta carapaça”, Galeria Por Amor à Arte, Porto.

MEMÓRIA DESCRITIVA Rapariga com brinco de Bacalhau, d’aprés Vermeer. Reivindicação feminista com um olhar calmo, inquisidor, inquisitivo, confiante… Descontraída, “comme il faut”, mas precavida, distante o suficiente do observador. Plena de vícios da civilização do séc.XXI. Um cigarro entre os dedos, e um brinco de bacalhau, os seus troféus de conquista... Resposta pessoal para esta sociedade pós-moderna.

2011 “Treze Artistas, Treze Desenhos”, Galeria João Pedro Rodrigues, Porto 2009 “Arte Lisboa”, Feira Internacional de Arte Contemporânea, Fil, Lisboa 2009 “A Arte não se mede aos palmos”. Galeria Nuno Sacramento, Aveiro. 2009 “7 Pintores, 7 metros”, Pintura ao vivo RTP, Museu do Vinho, Anadia 2008 “Sua Majestade o Rei”, Concurso Pintura, Escultura, Museu Vinho Bairrada. 2007 “4 artistas, 4 Garrafas de Porto, Best of wine Tourism 2007”, C.M. do Porto. 2007 “Prémio júri intern. do 5º Festival de gravura de Évora”, Bienal Internacional. 2007 “IV Bienal Internacional de Gravura do Douro”. 2006 “I Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Aveiro”.

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BAKALHAU PINTURA ESCULTURA FOTOGRAFIA

PORTO, 1969

2005 “XIII Bienal Internacional de Arte”, Vila Nova de Cerveira. 2005 “Exposição colectiva”, Galeria Nuno Sacramento, Aveiro. 2004 “III Bienal de Pintura Arte Jovem de Penafiel”. 2004 “34 Project room mais tarde”, Central eléctrica do Freixo, Porto. 2004 “Ponto de Situação”, Galeria Maus Hábitos, Porto.

EXPOSIÇÕES COLETIVAS

RAPARIGA COM BRINCO DE BACALHAU

PORTUGAL

Acrílico e folha de ouro sobre madeira, Ø 120cm, 2012


CARLOS DUARTE

PORTUGAL

COÍMBRA, 1948

ESTUDOS

MEMÓRIA DESCRITIVA

Formação autodidata.

O “Fiel Amigo”, designação popular que sintetiza o processo de nacionalização cultural do bacalhau, assim o foi sempre que chegou à mesa dos portugueses.

PERCURSO Atualmente aposentado, desde criança que tem como “paixão” a fotografia além do jornalismo onde trabalha como free-lancer. Tem editados dois livros de fotografia, e tem realizado várias exposições cujas receitas têm sido entregues a instituições de solidariedade social. Além da colaboração com vários jornais tem participado em livros promocionais e em projectos audiovisuais. Continua as fazer fotografia e a colaborar numa Universidade Senior onde orienta a disciplina de Comunicação/Fotografia. Muitas das suas fotografias estão registadas no arquivo do Expresso.

REENCONTROS

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Montagem, 45x70cm, 2012

BAKALHAU PINTURA ESCULTURA FOTOGRAFIA

Comprado fora ou pescado por homens e navios portugueses, o bacalhau fez a saga mais extraordinária da nossa vida marítima contemporânea. Reter miniaturas de lugres em garrafas de vidro tornou-se uma arte da memória da pesca à linha com dóris. As campanhas de pesca dos últimos navios de linha bacalhoeiros assemelharam-se ao regresso das caravelas. É essa a homenagem contida nesta fotografia, um navio engarrafado no Fiel Amigo, um bacalhau sem cabeça, como Raphael Bordallo Pinheiro gostosamente o representou.


DAVID DEL BOSQUE ESTUDOS Licenciatura em Belas Artes, Universidade de Salamanca. Módulo de Artes Aplicadas à Escultura, Escuela de Arte de Valladolid.

PRÉMIOS Trofeo de la XXV Muestra Teatro Provincia, Valladolid 2008, Dip. de Valladolid. Premiado na convocatoria do troféu de Premios de Belleza 2007, revista MAN. Prémio Racimo 2008 de Escultura. Fundación Serrada Blanco del Arte. Bolsa de Artes Plásticas 2007, Diputación Provincial de Valladolid. Primeiro Prémio “ARTE JOVEN 2006”, escultura. Junta de Castilla y León. Primeiro Prémio de escultura en “Premios San Marcos” 2000. Casa de las Conchas. Salamanca. Bolsa Erasmus, Faculté d’Arts Plastiques, Univ. Jean Monnet, St-Étienne, França.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS 2011 “First”, Myung Gallery, Seul, Coreia do Sul. 2011 “Evolución”. Galeria Kalon, Navarra, Espanha. 2010 “La Colombie”, Galeria Arte Autopista, Medellín, Colombia. 2009 “La Colombie”, Museu de Arte de Caldas, Manizales, Colombia. 2008 “Espacios Esenciales”, Galeria Rita Castellote, Madrid, Espanha. 2006 “Obra básica”, Galeria Benito Esteban, Salamanca, Espanha. 2005 “DdB”, Galeria Evelio Gayubo, Valladolid, Espanha.

MEMÓRIA DESCRITIVA Através desta peça quero representar a cultura do bacalhau em Portugal realizando um elemento geométrico que simplifica e interpreta o bacalhau mediante a forma triangular do contorno, estrutura, e espinhas; enquadrado numa proporção exata que faz da peça tradicionalmente perfeita elevando assim o seu valor visual e poético. O principal material utilizado para fazer este trabalho -aço inoxidable - tem um verdadeiro reflexo da realidade que o envolve, como os espelhos, esse material mágico utilizado diversas vezes na arte. Seguramente isto acontece, pela vontade de mudança do próprio material, uma mudança que só acontece se o seu ambiente mudar, quando o seu habitat é substituído por outro, transformando assim a obra, e tornando-se parte dela, como uma imagem transitória que jamais voltaremos a ver. Sobre esta material estão os tons vermelho e verde, que identificam Portugal internacionalmente, através da sua bandeira, assim como acontece com o bacalhau. Dá-me prazer produzir e construir um ambiente através da obra, criando um vínculo entre o espetador, obra, em redor do criador.

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BAKALHAU PINTURA ESCULTURA FOTOGRAFIA

PORTUGAL

ESPANHA

VALLADOLID, 1976

Aço inoxidável e acrílico, 150x100x2cm, 2012


DÉLIO JASSE ESTUDOS Licenciatura em Belas Artes, Universidade de Salamanca. Módulo de Artes Aplicadas à Escultura, Escuela de Arte de Valladolid.

PRÉMIOS 2009 Prémio Anteciparte, Portugal.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS 2012 “Pontus II”, Galeria Baginski, Lisboa, Portugal. 2012 “Pontus”, Galeria Unap, Luanda, Angola. 2011 “Identidades; Causa e Efeitos”, ArteContempo, Lisboa, Portugal. 2011 “Schengen”, Galeria Baginski, Lisboa, Portugal.

EXPOSIÇÕES COLETIVAS 2012 “Os Culturofagistas.II”, Fábrica ASA, Guimarães, Portugal. 2012 “Cem Obras, Dez Anos”, Arpad Szenes-Vieira da Silva Museum, Lisboa, Portugal. 2012 “Exposição #15”, Bes Art & Finança, Lisboa, Portugal. 2012 “Pour Un Monde Durable”, Tour & Taxis, Bruxelas, Bélgica. 2011 “9Th Bamako Encounters”, Bienal de Fotografia Africana, Museu Nacional do Mali, Bamako, Mali. 2011 “1ª Edição Movimento De Jovens Artistas Angolanos [Jaango]”, Edificio Escom, Luanda, Angola. 2011 “Parasol Project”, Jardim Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, Portugal. 2011 “Arte Lusófona Contemporânea”, Galeria Marta Traba, São Paulo, Brasil. 2011 “Idioma Comum”, Fundação PLMJ, Lisboa, Portugal. 2010 “Vestigios”, Pavilhão 28, Lisboa, Portugal. 2010 “África”, Museu Nacional de História Natural - SIEXPO, Luanda, Angola. 2010 “A Museum Is To Art What A Great Translator Is To A Writer”, Galeria Baginski, Lisboa, Portugal. 2009 “Anteciparte”, Museu do Oriente, Lisboa, Portugal. 2008 “Input”, Museu Nacional de História Natural - SIEXPO, Luanda, Angola.

MEMÓRIA DESCRITIVA O ponto de partida da obra é o processo analógico convencional: utilizei o perfil do bacalhau como negativo e no interior de cada posta juntei várias imagens fotográficas, criando várias provas de contacto. As imagens pertencem ao meu arquivo pessoal: a maioria delas são da minha autoria, enquanto algumas são imagens encontradas em mercados e feiras de segunda mão.

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BAKALHAU PINTURA ESCULTURA FOTOGRAFIA

ANGOLA

LUANDA, 1980

SEM TÍTULO

Impressão a gelatina e brometo de prata, 106x68cm, 2012


DIOGO MOREIRA ESTUDOS Frequencia Design, Escola Superior de Artes e Design (ESAD), Matosinhos.

COLEÇÕES Berardo Collection c/ a exposição “Sangue Di.Vino”.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS 2010 “Sangue Di.Vino”, Museu do Vinho Bairrada, Anadia / Galeria Nuno Sacramento, Aveiro. 2008 “Preto NU Branco”, Galeria Enquadrar, Aveiro.

EXPOSIÇÕES COLETIVAS 2012 “Justmad3”, Galeria Nuno Sacramento, Madrid. 2009 “A Arte não se mede aos palmos”, Galeria Nuno Sacramento, Aveiro. 2007 “Prémio Aveiro Jovem Criador”, Aveiro. 2006 “Prémio Aveiro Jovem Criador”, Aveiro.

PRÉMIOS E DISTINCÕES 2010, Vencedor do concurso “5th International Color Awards” com 3o Lugar na categoria “Nude”. 2007, 1º Prémio de fotografia “Aveiro Jovem Criador”. 2006, 2º Prémio de fotografia “Aveiro Jovem Criador”.

MEMÓRIA DESCRITIVA Enraízado na cultura portuguesa, o bacalhau é, desde sempre, um habitué dos nossos costumes. Do mar à mesa, é um quase um membro da Família. De alimento popular, pela abundância, a história dignificou-o a prato sagrado obrigatório na experiência do requinte tradicional português. Não há, em boa casa portuguesa, tradição santa que não conheça este sabor.

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BAKALHAU PINTURA ESCULTURA FOTOGRAFIA

SANTO ALIMENTO

PORTUGAL AVEIRO, 1982

Lambda print sobre dibond, mate, 150x100cm, 2012


DUMA ARANTES ESTUDOS Licenciatura em Publicidade pelo IADE, Lisboa. Frequência dos cursos de Desenho e Pintura da Sociedade Nacional de Belas Artes, Lisboa.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS 2012 “Heart Stories”, Storytailors, Lisboa. 2012 “Butterfly Effect”, Galeria Other Things, Vau. 2012 “Spring Reflections”, Influx Projects, Lisboa. 2011 “Sweet”, Galeria São Mamede, Lisboa. 2010 “Encontros”, Galeria O Rastro, Figueira da Foz. 2009 “Black Stripes”, Fundação Pedro Álvares Cabral e Galeria Quattro, Lisboa. 2009 “REFLEX - Part II”, Pinacoteca de Arte Contemporânea, Almonte, Espanha. 2009 “REFLEX - Part II”, Palacio de la Serna, Ciudad Real, Espanha 2009 “Galeria Quattro” e Fundaçao Henrique Leotte. 2008 “Glam”, Nuno Sacramento, Arte Contemporânea, Aveiro.

EXPOSIÇÕES COLETIVAS 2012 Nuno Sacramento Arte Contemporânea, Aveiro 2012 Galeria São Mamede, Lisboa. 2012 Ode to Art Contemporary, Singapura. 2012 Private Gallery, Lisboa e Albufeira. 2011 “Arte Lisboa 2011”, Nuno Sacramento Arte Contemporânea, FIL, Lisboa. 2011 ”Oiã começa por O”, Curadoria Nuno Sacramento, Arte Contemporânea, Oiã. 2011 Ode to Art Contemporary, Singapura. 2011 Nuno Sacramento Arte Contemporânea, Aveiro. 2011 Galeria O Rastro, Figueira da Foz. 2010 “Pigments and Rocks”, Nuno Sacramento Arte Contemporanea, Coimbra. 2010 “Ode to Art Contemporary”, Singapura.

PERCURSO O seu trabalho incide essencialmente sobre a figura feminina, retratando várias facetas de uma forma enigmática e anónima, sem qualquer pista em relação ao ambiente circundante, envolvendo o espectador e levando-o a criar a sua própria história em relação a cada personagem.

MEMÓRIA DESCRITIVA Reza a história que a mais adorável e dedicada sereia, aquela que protegia com toda a sua força todos os Gadus Morhua, roubava aos pescadores todos os anzóis que conseguia, criando as suas valiosas e originais jóias. Esses eram os seus troféus!

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BAKALHAU PINTURA ESCULTURA FOTOGRAFIA

GADUS JEWEL

PORTUGAL LISBOA, 1973

Grafite sobre papel, 77x56cm, 2012


ELIZABETH LEITE ESTUDOS 2005 Licenciatura em Pintura, ARCA EUAC, Escola Univ. das Artes de Coimbra. 2006 Mestrado em Com. Estética, ARCA EUAC, Escola Univ. das Artes de Coimbra.

PRÉMIOS 2012 Menção Honrosa, Aveiro Jovem Criador, Aveiro. 2008 Prémio “Mondego 2008”, Coimbra. 2007 Menção Honrosa, Aveiro Jovem Criador, Aveiro. 2006 Primeiro Prémio, Aveiro Jovem Criador, Aveiro. 2006 Menção Honrosa, Bienal de Pintura de Penafiel, Penafiel. 2005 Menção Honrosa, Aveiro Jovem Criador, Aveiro.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS 2012 “Narrativas”, Atelier de Artistas 1.37, Lisboa. 2009 “Elizabeth Leite”, Museu da Água, Coimbra. 2009 “Encenação Permanente”, Galeria São Mamede, Porto. 2007 “Confrontos”, Biblioteca Municipal Santa Maria da Feira. 2007 “Pretextos para Pintar”, Galeria Nuno Sacramento, Aveiro. 2007 “Registos Banais 2”, Sala Zé Penincheiro, CAE, Figueira da Foz. 2007 “Registos Banais”, Teatro Municipal da Guarda, Guarda.

EXPOSIÇÕES COLETIVAS 2012 “Signos de Fronteira: Prop. Visuais de Novos Artistas” (Projectos Redes II). 2011 “Colectiva de Natal, Galeria Nuno Sacramento, Aveiro. 2011 “FIARTE - Espaço EUAC.

UM PRATO CHEIO

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ÓLeo sobre tela, 140x140cm, 2012

BAKALHAU PINTURA ESCULTURA FOTOGRAFIA

VENEZUELA CARACAS, 1982

2009 “Presépios diferentes olhares…; Prom. Consagrados, Galeria JN, Porto. 2009 “A Arte não se mede aos palmos”, Galeria Nuno Sacramento, Aveiro. 2009 “Feira de Arte Madrid”, Galeria São Mamede, Espanha. 2008 Feira de Arte Madrid, Galeria São Mamede, Espanha. 2008 “A(Casos) da Pintura”, Galeria Rastro, Figueira da Foz. 2008 Expo Arte “Mondego 2008”, Museu da Água, Coimbra.

MEMÓRIA DESCRITIVA Filha e neta de emigrantes que partiram muito cedo para a Venezuela à procura de uma vida melhor, vivendo dias duros de trabalho e de muita saudade do que deixaram para trás uma família, uma casa, a terra, alimentados pela esperança. Desse período recordo numa terra que parecia só minha, o desejo de alguns sabores: o bacalhau, o azeite, as sardinhas, o vinho e o pão de um povo. Ó Portugal chegamos com vida. Vejo a minha avó, o rosto de uma mulher marcado pelo tempo, o encontro de várias gerações, o calor de uma família portuguesa, uma casa farta, à mesa “Um prato cheio”.


ERNESTO RANCAÑO

CUBA

HAVANA, 1968

ESTUDOS

PERCURSOS

1987 Academia Nacional de Bellas Artes San Alejandro, Havana, Cuba.

PRÉMIOS

2010 Viajem de solidaridade e colaboração com o Haiti pelo devastador terramoto. 2008 Tourné com o músico cubano Silvio Rodríguez, pelos centros penitenciários cubanos.

2007 Diploma Mérito Artístico, Instituto Superior de Arte (ISA), Havana, Cuba. 2001 Djerassi Fellowship. São Francisco, California, EUA.

MEMÓRIA DESCRITIVA

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS

Os anzóis são sempre apetrechos de pesca ligados ao mar. Sem eles os pescadores dificilmente sobreviveriam.

2012 “La Carta que no te escrebi”, Galeria 23-12, Havana, Cuba. 2011 “De tus ojos la sal”, Galeria Nuno Sacramento, Portugal. 2010 “Recent Works”, Cuban Art Space, C. Cuban Studies, Nova York, EUA. 2009 “Abrazos Prohibidos”, Galeria Habana, Havana, Cuba. 2006 “Tomados”, Galeria Servando Cabrera Moreno, Havana, Cuba. 2006 “Mal+Bueno”, Galeria Villa Manuela, UNEAC, Havana, Cuba. 2004 Tu nombre se escribe con agua, Galeria Habana, México D.F. 2001 Como colgando de sí, Museo de las Américas, San Juan, Puerto Rico

EXPOSIÇÕES COLETIVAS 2011 “ArtMoscow” Feira de arte Moscovo. Rússia. 2011 “Reflejos”, Nueva Sede de la Embajada de Sri Lanka, Havana, Cuba. 2011 “Arte Cubano”, Galería Brande Art Oy. Helsinquia, Finlândia. 2011 “Living in Havana”, Galeria Marlborough Chelsea. Nova York, EUA. 2011 “Exposición de Arte Cubano”, Korean Fine Association Daejeon, Koreia. 2011 “Un minuto de silencio”, Casa Guayasamín, Havana, Cuba.

ABRAZOS PROHIBIDOS

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Técnica mista sobre tela, 65x124cm, 2011

BAKALHAU PINTURA ESCULTURA FOTOGRAFIA

Pretendi com esta obra significar a rudeza e o sofrimento que os pescadores do bacalhau passaram ao longo dos anos. Sofreram na pele e no corpo as amarguras do tempo, das intempéries aos vendavais, e até aos naufrágios! Os anzóis cravados nos braços, são como comparação das chagas de Cristo.


FABIO CAMAROTTA ESTUDOS Licenciatura, Nacional de Bellas Artes Prelydiano Pueyrredon.

PRÉMIOS 2007 Diploma Al Mérito Artístico, Instituto Superior de Arte (ISA), La Habana, Cuba. 2001 Djerassi Fellowship. San Francisco, California, E.U.A.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS 2011 “Espacio con humo” Galeria Carolina Rojo, Zaragoza, Espanha,. 2011 “Tabaco” Museo CEART, Fuenlabrada, España. 2011 “Art Madrid”, Galeria Fernando Latorre, Madrid. 2010 Galeria Fernando Latorre, Madrid, Espanha.

MEMÓRIA DESCRITIVA Pensando na pesca do bacalhau quiz aludir a esta técnica antiga. Fiquei surpreendido com a imagem do homem português, preparando a linha para a pesca.

EL PESCADOR

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Pressed paints, 60x60cm, 2012

BAKALHAU PINTURA ESCULTURA FOTOGRAFIA

ARGENTINA

BUENOS AIRES, 1969


GABRIEL GARCIA ESTUDOS 1995 Licenciatura em Pintura, Faculdade de Belas Artes, Lisboa.

PRÉMIOS 2011 Prémio de aquisição 16ª Bienal de Cerveira. 2010 “Fine Papers”, gravura “O Passeio das Almas”, editada pelo Centro Português de Serigrafia; 2010 Prémio “Raymon Menager”, pintura, Paris;

PERCURSO Está referenciado em catálogos e revistas da especialidade como: Catálogo da Exposição Lusofonias, Perve galeria;“Pintura Contemporânea Portuguesa, 100 Pintores”; Mobility, Re-reading the Future; Catálogo da exposição daTrienale de Praga, publicado pela National Gallery Prague; Catálogo da Exposição Gravura Contemporânea, de alunos e ex-alunos da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, no Museu Nacional de História Natural. Livro “As melhores apostas de Arte Portuguesa”, by Paulo Lopo; Revista “Directarts”, Artigo (Exposição) Edição 07, Verão (2010); Catálogo da exposição “Os Livros dos Outros” Centro de Artes e Cultura de Ponte de Sor a convite da Fundação das Casas de Fronteira e Alorna; Revista Umbigo nº 37 Edição de Junho 2011, por Miguel Matos; Catálogo da 16ª Bienal de Cerveira de 2011; Catálogo Arte de Lisboa 2011.

MEMÓRIA DESCRITIVA Tenho muitas referências no meu trabalho, desenho desde pequeno, acabando por criar desde cedo um mundo dentro do papel. Quando era miúdo queria ser marinheiro, para poder viajar e no fundo acho que a minha viagem é esta, a “pintura”. A minha obra resume-se a uma quantidade de mensagens e de grafismos que se encontram num ponto central, onde tudo está remetido ao sonho e à fantasia. As referências artísticas são muitas, destacando alguns artistas como Bosh e Brueggel, correntes artísticas como o expressionismo alemão e dos dias que correm, a banda desenhada e a street art, tudo numa confluência comum a de utilizar estas mesmas referências para contar histórias. Fazer esta pintura foi voltar a fazer outra viagem…”Depois das despedidas das rezas e dos terços nas mãos o pedido, que os tragas são e salvos de mais uma luta com o mar…”. Assim ficam as mulheres, mães e filhos à espera que a pesca do Bacalhau (o rei) seja bem-sucedida. O tempo não pára, a vida continua. À que tratar dos filhos, da casa, da horta, das contas que é preciso pagar! “Adeus Albertina” num abrir e fechar de olhos estou de regresso.

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BAKALHAU PINTURA ESCULTURA FOTOGRAFIA

PORTUGAL

ILHA DO PICO, 1977

ALBERTINA E OS SEUS DOIS FILHOS

Acrílico sobre tela, 188x155cm, 2012


GIL MAIA ESTUDOS Licenciatura em Artes Plásticas, Pintura, Fac. de Belas Artes da U. Porto.

PRÉMIOS 2010 Menção Honrosa - Prémio Carmen Miranda, Marco de Canavezes; Grande Prémio de Pintura D.Fernando II, Sintra. 2009 1º Prémio Jovem Artes Plásticas, CAE, Figueira da Foz; Grande Prémio Bienal de Coruche; Prémio de Pintura Rainha Isabel de Bragança, Estoril. 2008 1º Prémio de Pintura Vila Sol, Vila Moura, Algarve. 2005 1º Prémio Pintura da 8ª Bienal de Artes Plásticas do Montijo. 2005 Prémio Vespeira, Montijo. 2003 Menção Honrosa, 3ª Bienal Internacional de Arte de Vila Verde. 2002 Menção Honrosa, Prémio de Pintura e Escultura D.Fernando II. 2002 Menção Honrosa, XV Salão de Primavera do Casino Estoril. 2001 Menção Honrosa, Prémio de Pintura e Escultura D.Fernando II. 2001 Menção Honrosa, Prémio Nacional de Pintura António Joaquim. 2001 1º Prémio de Pintura, João Barata. 2001 1º Prémio de Pintura, Benjamim Salgado. 2001 Prémio de Pintura, IPJ da 2ª Bienal Internacional de Arte Jovem, Vila Verde.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS 2011 “Constructiones in Ecclesia”, Galeria São Mamede, Porto / Lisboa. 2010 “Constructiones in Palatio”, Galeria Pedro Serrenho, Lisboa. 2008 “Strange Furnitures”, Galeria São Mamede, Porto; 2008 “Childhood’s Spaces”, Galeria Sete, Coimbra. 2007 “Pátio Onírico”, Galeria Pedro Serrenho, Lisboa.

DESCANSAS NESTA MADRUGADA

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Impressão inkjet em papel fine art, 62x111cm, 2012

BAKALHAU PINTURA ESCULTURA FOTOGRAFIA

PORTUGAL MAIA, 1974

2007 “Murmúrios Estéticos”, Galeria Ao Quadrado, Stª Maria da Feira. 2006 “Palcos Exteriores”, Caja Espana, Vallodolid. 2005 “Coisas em Volta”, Galeria Pedro Serrenho, Arte Contemporânea, Lisboa. 2005 “Imagens Soltas”, Galeria 57, Leiria. 2004 “Carlita”, Museu da Electricidade, Funchal. 2004 “A Porta dos Losangos”, Galeria Ao Quadrado, Stª Maria da Feira. 2003 “Máquinas Incansáveis”, Sala Unamuno, Salamanca; 2001 “Descontextualizações ao sabor do momento”, Espaço JUP, Porto.

MEMÓRIA DESCRITIVA Descanças nesta madrugada Suspenso no teu leito de água Dormes com o teu inverso, preso nas cordas Cabelos de luz dourados acariciam-te a sombra O nevoeiro esgravata-te a ferrugem


GRAÇA ROMANO ESTUDOS Licenciatura em Direito. Formação artística autodidata.

PERCURSO Depois de um percurso tradicional ao nível de formação superior, licenciou-se e exerceu Direito durante 10 anos. A partir do ano 2000 começou a criar os primeiros trabalhos em tela e desde então a necessidade de criação foi sempre constante. A tela, o pincel e a tinta foram os primeiros protagonistas neste processo de experimentação, mas rapidamente começaram a surgir as colagens, a aplicação de cola quente, a utilização de materiais de construção para fazer composições que não passaram de meros ensaios mas de uma realização enorme. Em 2010 faz a sua primeira exposição, recebe a sua primeira encomenda para instalação em empresa no Palácio da Bolsa e fecha a sua atividade como advogada nas finanças. Aqui terminou um ciclo! Seguiu-se mais uma encomenda de instalação na empresa Ingreme, Produção de Audiovisuais Lda. e assim continuou o processo de evolução, aquisição de conhecimentos e aprofundamento de técnicas. Neste ano de 2012 integrou a equipa da revista nacional de arte Directarts International, ficando a cargo da produção executiva dos conteúdos sob Direção de Raquel Vilhena e Carlos Duarte, dividindo actualmente o seu tempo pela Directarts International e pela sua aprendizagem nos seus trabalhos criativos, que são parte fundamental da sua vida, onde exterioriza as suas ideias, onde comunica com os outros, onde cria algo novo fruto da sua imaginação, algo que não existia, com um ADN único. E onde, sobretudo, sente que o caminho é interminável, onde ideias trazem sempre mais ideias, mel-

AGORA, SÓ ESPINHAS

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Acrílico cristal e fosco com aplicação de fio latex, 2 50x50cm, 2012

BAKALHAU PINTURA ESCULTURA FOTOGRAFIA

PORTUGAL LISBOA, 1976

hores, mais complexas e mais bem conseguidas e onde a evolução é constante! Dizem que quem corre por gosto não cansa, é mesmo verdade! Quando estamos na nossa vocação não existem horários nem dinheiro, nem barulho social, existe apenas a viagem, o desafio, o one on one, por vezes frustração mas sempre muito prazer! É Fantástico!

MEMÓRIA DESCRITIVA Agora, só Espinhas” é uma peça que resulta do tema e do nome BaKalhau. Mostra uma espinha trabalhada graficamente, recortada em acrílico, com uma forma aproximada do K presente no nome da exposição BaKalhau. Conceptualmente reflete a crise económica que atravessa o país, sendo nos nossos dias praticamente proibitivo pôr no prato o que outrora foi o alimento de todos os dias. Visualmente o principal objetivo da peça foi ter um look muito clean, elegante e versátil, de forma a ficar interessante também fora do conteúdo da exposição para que foi feita. Assim, foi acrescentado aos painéis acrílicos todo um trabalho feito em fio latex que completa, enriquece, dá individualidade e tridimensionalidade aos mesmos. Dois painéis que têm alma gêmea pois foram feitos da mesma matéria e ambos representam o mesmo conceito, mas que, como aliás tudo o que é gemelar, com identidade própria.


HELENA DIAS ESTUDOS 1976 Licenciatura em Pintura, Escola Superior de Belas Artes do Porto.

EXPOSIÇÕES COLETIVAS 2012 “Consagrados e Emergentes”, Galeria Zeller, Espinho. 2012 “Pentagonum”, Galeria Tomás da Costa, Oliveira de Azeméis. 2012 “Arte e Investimento”, Galeria Zeler, Espinho. 2012 “Arte no Morrazo”, XX Colectiva de Pintura e Escultura”, Auditório Municipal de Cangas, Pontevedra, Espanha. 2011 Exposição colectiva LIVR’arte, Biblioteca Municipal Ferreira de Castro, Oliveira de Azeméis. 2011 “Encontros em Tempo de Magia”, S. J. Madeira Hotel, S. João da Madeira. 2005 “Artistas de uma Terra”, Galeria S. Miguel, Oliveira de Azeméis. 1985 Ilustração do livro “O Canteiro Vaidoso” de Soledade Martinho Costa . 1984 Ilustração do livro “A Joaninha de Asas Cortadas” de Rosa do Céu Amorim. 1977 Colectiva - Escola de Belas-Artes do Porto. 1976 “Colectiva”, Escola de Belas-Artes do Porto.

MEMÓRIA DESCRITIVA À semelhança dos dias as noites também eram longas e duras. Guelras e mais guelras passavam pelas mãos do Manuel, o homem do “Dori 44”. Muito lá em cima, no céu, cintilavam pontinhos que não podia contemplar, estrelas mágicas, que contavam histórias e entretinham a saudade de quem tinha deixado “lá na terra”.

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BAKALHAU PINTURA ESCULTURA FOTOGRAFIA

PORTUGAL

VIANA DO CASTELO, 1956

DORI 44

Acrílico sobre tela, 180x150cm, 2012


JOÃO NOUTEL ESTUDOS

PORTUGAL PORTO, 1971

PRÉMIOS

É autor do projecto de arte pública “VOYEUR - Giant The Voyeur Project, 2008) adquirido pela Colecção Travessa da Ermida, Lisboa. A sua Obra foi recentemente destacada em diversas publicações (entre outras, Visão, ArtReview (UK), Attitude, TimeOut Lisboa, Arte.Es (Madrid), ARTE Por Excelencias / Latino American), Egoísta (2012).

2010 2º Prémio Imagem do Vinho. 2008 2º Prémio de Pintura Museu da Bairrada/ Galeria Nuno Sacramento.

MEMÓRIA DESCRITIVA

Pós-Graduação em Desenho e Técnicas de Impressão, Fac. Belas Artes, U. Porto. Licenciatura em Direito, Universidade Lusíada, Porto.

PERCURSO Autor e responsável criativo de diversas publicações e projectos temáticos (vg “Douro - The New Generation”, “Nas Tripas”, apresentados na Feria do livro de Frankfurt 2005, a sua obra está ligada à imagem de vários vinhos premium (Pelada, Qta da Pellada/ Dão; Carrocel, Qta da Pellada/ Dão; Conceito/ Douro;Conceito New Zealand; Conceito South Africa; Contraste/ Douro; Bastardo/Douro; Niepoort/ Douro, Sparkling Wines Filipa Pato, Quinta da Prelada/Douro, Conceito South Africa, etc). Em 2007 produziu duas edições limitadas exclusivas da série The Invisible Soul para o Museu de Serralves, Porto; Em 2008 foi um dos artistas convidados para a primeira edição da Portugal Brands, London UK/ The London Design Festival; Em 2009, entre outras personalidades, foi o artista plástico escolhido para o vídeo corporativo da Jason Associates e o artista plástico convidado para as edições CasaDecor Porto e Lisboa. Integra a lista de artistas do projecto ANAMNESE, plataforma digital internacional de arte contemporânea portuguesa; está representado em diversas colecções privadas e institucionais em Portugal (Banco BIG, Banco Banif Mais, Grupo MegaCarlton, Fundação António Prates, Metro do Porto, etc), Espanha, Alemanha, Dubai e E.U.A., expondo regularmente desde 2002.

SAUDADE, PLEASE DO NOT TRANSLATE

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BAKALHAU PINTURA ESCULTURA FOTOGRAFIA

Neste trabalho propõe-se a evocação de uma realidade sócio-económica concreta, a pesca do bacalhau, uma actividade estratégica das populações da zona de Ílhavo. No contexto geográfico dos respectivos “actores”, os homens, aventureiros, da pesca do bacalhau, os pescadores-heróis. Houve por isso neste convite, uma atenção particular na composição, que por um lado, representasse um compromisso e tributo à estreita relação populacional com a actividade em si – a dura pesca do bacalhau - fonte importante de sustento de inúmeras famílias - e as embarcações, que memórias e histórias guardam, de sucessos, de alegria, de dramas, de regresso, de aventura, de perigo. O equilíbrio entre a componente emocional da obra (metade peixe/bacalhau; metade barco) e a ideia de território procura representar como que uma rectificação ou reposição da dimensão do enredo em questão, enquanto campo de reflexão sobre a complexidade, fragilidade e enorme insegurança associadas a este fenómeno cultural, com forte impacto económico na altura. A obra procura sintetizar essa fusão de elementos, através duma narrativa algo irónica e metafórica no que respeita à impossibilidade de racionalização e tradução pertinentes do significado da palavra “saudade”, cujo alcance e significado seria tão conhecido desses homens.

Técnica mista sobre mdf recortado, 60x160cm, 2012


JOÃO SOTERO ESTUDOS Formação autodidata.

PERCURSO Em 1967-68 participa em concursos nacionais de Pintura sendo-lhe atribuído uma menção honrosa e um 1.º prémio. A partir de 1982 dedica-se à escultura. Trabalha na Figueira da Foz no Atelier do Moinho. De 1989 a 1999 encontra-se em Évora, no Departamento de Escultura em Pedra do Centro Cultural de Évora, onde executou vários trabalhos artísticos e pesquisa em pedra. Pertenceu à Direcção da Gesto-Arte onde colaborou na montagem e divulgação de exposições. Desde 1995 tem realizado vários trabalhos cenográficos para Teatro. Inicia em 2009-2010 o projecto, espaço LoboMau, em Arraiolos. Actualmente trabalha em Arraiolos em Atelier próprio. Fez 27 exposições individuais. Participou em 64 exposições colectivas. Executou 11 cenografias para companhias nacionais. Participou em 3 Workshops. Participou em 6 Simpósios. Participou em 7 Bienais. Tem 14 Esculturas Públicas. Está representado no Museu Dr. Santos Rocha, Figueira da Foz e em algumas colecções particulares.

MEMÓRIA DESCRITIVA As histórias têm sempre pelo menos dois lados. Habituados às boas, tendemos a esquecer as más. As duas faces de Jano, o lado escuro da lua, o verso e o reverso, são frases repetidas, sim, mas temos de as reaprender… Nas histórias sobre o “ Bacalhau”, o pescador protagonista nesta odisseia, comeu e provou o pão que o diabo amassou… A saber ler as histórias aprendemos a escutar o outro lado.

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BAKALHAU PINTURA ESCULTURA FOTOGRAFIA

PORTUGAL

ILHA TERCEIRA, 1961

ESCUTA O OUTRO LADO

Mármore e materiais diversos, 168x143x23,5 cm, 2012


JORGE OTERO ESTUDOS 2008 Doutoramento no Instituto Superior de Arte de la Habana. 2001 Licenciatura na Academia de Belas Artes “San Alejandro”.

PRÉMIOS 2010 Grande prémio “Santiago Alvares”, Santiago de Cuba, Cuba. 2009 Primeiro prémio no concurso nacional “Tema y Variaciones”. Alianza Francesa, Havana, Cuba. 2009 Primeiro prémio. IV bienal nacional de fotografía “Alfredo Sarabia in memorian.” Pinar del Rio, Cuba. 2007 Mencão III Bienal nacional de fotografía “Alfredo Sarabia in memorian.” Pinar del Rio, Cuba. 2007 Mencão no Encontro Nacional de Gravura, Centro de Desarrollo de las Artes Visuales, Havana, Cuba.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS 2012 “Orientalistas” Galeria South Border, Beirut, Libano. 2009 Galería Amahoro, San Martín. França. 2012 Feria de Madrid Foto, Madrid, Espanha. 2008 “Epidermis”, Fototeca de Cuba. 2002 “Fisiología del Anticuerpo”, Galería “La Casona”, Havana, Cuba.

MEMÓRIA DESCRITIVA Portugal foi o meu reencontro com o bacalhau. A minha infância decorreu durante os anos 80, um período de prosperidade económica no meu país, devido ao comércio com os países socialistas. Desde então, nunca mais comi bacalhau. Saborear de novo esta iguaria, em Portugal trouxe-me recordações de infância. As minhas fotografias retratam este tema, o futuro desta geração e os papéis desempenhados. Indivíduos que por vezes têm de vestir a pele do pescador, e outras do peixe. Uma geração exportada, que por várias vezes, tem avançado ansiosamente para redes desconhecidas... O meu trabalho centra-se nesta esfera das relações sociais. As minhas fotografias são uma metáfora da nossa sociedade. Traduzem as ações do homem contemporâneo.

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BAKALHAU PINTURA ESCULTURA FOTOGRAFIA

CUBA

HAVANA, 1982

LANCES (MANUAL PESCA DO BACALHAU)

Impr. digital, 120x70cm, 2012


JOSÉ D’ALMEIDA

PORTUGAL LISBOA, 1965

ESTUDOS

MEMÓRIA DESCRITIVA

Design, artes gráficas, Escola António Arroio, Lisboa.

A historia do bakalhau...”mergulha” nos acordes “musicais” da nossa história, desde os tempos em que a necessidade da conservação era de importância vital para a nossa epopeia marítima, ou simplesmente conservando-se por cá na mesa das nossas gentes. (mov.1500). Desde então nem sempre se tem movido por águas frias,...tem sobrevivido a tantas guerras diplomáticas bem como ás mutações políticas e seus transitórios regimes, quer para bem, quer para mal!? (...) Pelo bakalhau, igualmente lutaram e lutam as gentes do mar à margem das conjunturas e vontades políticas, num mar “estranho” que nem sempre foi ou é assim tão generoso ao reclamar uma parte da vida de quem na faina trabalha e por lá deixa ou deixou muito do seu sal.... Por esses e para esses este “meu” bakalhau toca um (Réquiem) numa postura respeitosa e venerável. O bakalhau aqui representado numa comparação metafórica e geo|morfológica de Portugal. Portugal assume a forma “musical”, na musicalidade da forma.

PERCURSO Pintor e fotógrafo autodidacta, expõe desde 2001, já tendo contado com várias exposições colectivas e individuais no âmbito da pintura e do desenho, voltase e entrega-se presentemente mais à fotografia como amante/amador desta arte onde conta também com algumas exposições e prémios deixando que, este último seja agora o seu meio de eleição, impressões e expressões. A sua pintura é agora construída com luz (fotografia), num irradiar …pulsar de ideias, analogias, metáforas e sentimentos... O seu processo criativo/concepção começa sempre por um fase de encubação onde existe uma pequena ignição, pensamento, provérbio, fonte de inspiração… ou nasce pura e simplesmente do nada…um respirar do espaço/tempo um deixar fruir e aflorar do pensamento sensação/sentimento ou através de pura intuição, gerando uma predisposição, um espaço aberto que vai crescendo e se preenchendo pela sua ideia final…. Com ele um principio, onde as formas do objecto/ideia/analogia/metáfora ainda estão em terras do inconsciente e se encontram desfocados, com imprecisos contornos. O trabalho é o seu maior mestre, A luz a sua grande protagonista, a razão primeira e última, O sacrifício é o seu caminho e a força que pode produzir e se traduzir em resultados gratificantes e têm sempre presente e em consciência que “Para chegar ao oásis temos de passar o pelo Deserto”. Tal como na pintura cada fotografia é como um “filho” que alimenta, cria, vê crescer, aprendendo com ele... depois vê o mesmo partir sem nunca se separar verdadeiramente dele.

A mala de um violino (á beira mesa plantado) e que se mantém, mesmo assim fiel, desafiando e marcando presença tanto no fausto como na austeridade...vendo ao longe a despedida dos noivos de Jheronymus Bosch, (Tentações de Santo Antão), que por janelas verdes ficou, pronto para tocar uma peça nostálgica para aqueles que levam ao partir a vontade de regressar, a Saudade. Na pauta?...como dizia o nosso poeta Fernando Pessoa (ainda hoje acreditado, vivificado, referenciado)... “( ...Cumpriu-se o mar, e o império se desfez. Senhor, falta cumprir-se Portugal! )”...mas com Bakalhau!

CONCERTO PARA 1 BACALHAU, MOV.1500 | FIDELIS AMICUS - GADUS MORHUA

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BAKALHAU PINTURA ESCULTURA FOTOGRAFIA

Diasec + Digigraphie - epson doubleweight matte paper, 130x194cm, 2012


KAPWKA ESTUDOS Formação autodidata. Artes gráficas e desenho de animação 2D, Neuroplanet.

PRÉMIOS 2012 Prémio “Ensa/arte” especial pintura, Luanda, Angola

PERCURSO Autodidata das artes plásticas desde criança. Residiu em Portugal de 1994 a 2009. Já participou em diversas exposições coletivas e individuais, tanto em Portugal como Angola. Obras representadas em coleções particulares de Portugal, Angola e Canadá. Fez parte do coletivo associativo de Arte “Imargem” em Almada, e do Núcleo dos Jovens Artistas da província de Benguela.

MEMÓRIA DESCRITIVA Recursos económicos naturais na eurozona da era digital.

BACALHAU DIGITAL

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Acrílico sobre tela, 78,5x150cm, 2012

BAKALHAU PINTURA ESCULTURA FOTOGRAFIA

ANGOLA

CATUMBELA, 1976


LEANDRO MACHADO ESTUDOS Mestre em Comunicação Estética, Esc. Univ. das Artes de Coimbra ARCA_EUAC. Pintura, Esc. Univ. das Artes de Coimbra, ARCA_EUAC. 1996 Artes Visuais, Escola Secundária Artística de Soares dos Reis Porto. 1995 Aprendizagem artística com o professor pintor Armando Madeira.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS 2009 “Pintura”, Manteigas. 2009 “Pintura”, Condeixa. 2009 “Pintura”, Convento do Desagravo, Oliveira do Hospital. 2008 “Pinceladas de sonho, sossego e medo”, C. A. E., Sever do Vouga. 2006 “O calor revitalizador...”, C. A. E., Sever do Vouga. 2003 “Então chamas a ti o lugar onde o tempo C. A. E., Sever do Vouga. 1996 Exposição de Desenho e Pintura, Salão Nobre C. C. Agríc., Sever do Vouga.

MEMÓRIA DESCRITIVA A obra “Era uma vez uma pintura sobre bacalhau” podia muito bem tratar-se de um retrato sem que a figura representada seja obrigatoriamente o retrato de alguém. Uma pintura definitivamente figurativa, com um personagem central de “inspiração neorrealista “freudiana” - se assim se pode considerar - com todos os defeitos/efeitos plásticos da pintura enquanto matéria: pingos e respingos, pinceladas marcadas, o gesto assinalado, a diluição da forma, o empastado da tinta, a textura… A intenção é conseguir um “casamento” harmonioso de duas narrativas, neste caso através de uma linguagem praticamente ilustrativa iludindo á presença da “máquina”, da fotográfica, da colagem, do recorte, do artificial, do inesperado, em contraste/sintonia com um trabalho, uma “feitura manual”, uma linguagem pictórica própria, onde os (d)efeitos “naturais” da própria pintura e os seus comportamentos inatos tomam protagonismo. O fundamento desta pintura é ser acima de tudo pintura, dizer respeito á pintura, falar de pintura com os seus defeitos e qualidades através dos seus próprios mecanismos, materiais, plasticidades, razões, conceitos, signos... a temática imposta é tão só um ponto de partida… O trabalho não pretende encerrar nele uma qualquer mensagem moral nem história objetiva. Trata-se de uma “imagem pintada” e se sugere alguma mensagem é uma mensagem pictórica, que levará o observador a ter a sua interpretação, a receber da obra aquilo para que estiver mais preparado e predisposto. Um “choque”, um sentimento “áspero”, um desconforto emotivo ou intelectual que possa acontecer ao observador na presença desta imagem, “povoada” de elementos que ali não deveriam estar à partida e tão cheia de “defeitos”, provavelmente foi porque este viu nesta pintura uma imagem de si próprio.

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BAKALHAU PINTURA ESCULTURA FOTOGRAFIA

PORTUGAL

SEVER DO VOUGA, 1981

...UMA PINTURA SOBRE BACALHAU

Acrílico s/ tela, 160x100cm, 2012


LISANDRA QUINTANA ESTUDOS 2007 Licenciada em Artes Plásticas, Escuela de Instructores de Arte Eduardo García Delgado, Cuba.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS 2010 “Una cita en el amor” Museo Nacional de Artes Decorativas. 2010 “Cadencias de duendes”, mostra no Museo Nacional de Artes Decorativas no espaço uma “cita en el amor”, em homenajem a Rosita Fornes. 2010 “Ágape en la Iglesia del Carmelo” por el día de la Sagrada Familia. 2011 “Programa de tv do selecto “club de la neurona intranquila”. 2011 En el libro realizado por la escritora Mireya R. Fanjul, titulado, Celina González “Una historia de amor que fue lanzado en la feria del libro de este año se encuentra la pintura de la Virgen de la Santa Bárbara que pinte para obsequiarle a Celina, en el homenaje que se le realizo en el Museo Nacional de Artes Decorativas en el espacio de Una Cita en el amor”. 2011 Muestra personal en el Museo Nacional de artes Decorativa en el espacio de Una cita en el Amor, donde se le realizo un homenaje a la actriz Nilda Collado. 2011 “Tierra y Vida”, exposicão de cerâmica na Casa Memorial Salvador Allende. 2011 Mostra no Museu Nacional de artes Decorativa en el espacio de una cita en el Amor por el homenaje realizado al maestro Frank Fernández. 2011 Exposicão na Revista Bohemia Cadencia de Duendes. 2011 “Una cita en el Amor”, mostra pessoal no Museu Nacional de Artes Decorativas, dedicada ao 90º Aniversario das primeiras trasmissões continuadas da Radio Cubana.

AUSÊNCIA

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ÓLeo sobre tela, e técnicas mistas, 100x130cm, 2012

BAKALHAU PINTURA ESCULTURA FOTOGRAFIA

CUBA

HAVANA, 1988

2012 ”Imágenes”, Casa Sacerdotal San Juan María Vianney. 2012 ”Imágenes” Iglesia del Carmelo. 2012 Curadoria “Formas de Colibrí” do escultor português Pedro Figueredo, a qual inaugurou no Museu Nacional de Artes Decorativas de forma colateral à Bienal de Havana, Cuba. 2012 ”Más allá de un concepto”, Galeria cine Rampa, proyecto23.

MEMÓRIA DESCRITIVA Escolhi o título “Ausência” pois como muitos jovens da minha geração incluindo até a anterior, não conheceram este tipo de peixe, o qual em tempos antigos se costumava comer acompanhado de batata doce, aos domingos, em família e geralmente era presente na mesa das pessoas de classe media, não sendo hoje em dia assim…. A Ilha está coberta com uma rede, pois representa um pequeno pedaço de pão no meio do mar, e dentro dela só podem comer peixe os que têm uma dieta médica, ou os que tem posses económicas para o comerem no restaurante. Normalmente, o meu trabalho é baseado em conceitos que refletem a sociedade que se vive no meu país, e que através da arte todo o artista tem a liberdade de se expressar de diferentes maneiras, nas quais se refletem as realidades e as fantasias.


LISANDRA RAMIREZ ESTUDOS 2012 Licenciada em Artes Plásticas, Instituto Superior de Arte, Havana, Cuba. 2009 Tish School of the Arts New York University, Fundación Ludwig de Cuba. 2007 Licenciada na Academia de Bellas Artes San Alejandro, Havana, Cuba.

PRÉMIOS 2008 1º Lugar de design Gráfico, Cartel del Día Internacional contra la Violencia, ONGD Oscar Arnulfo Romero. 2005 1º Prémio, IV Salón Artes Plásticas Waldo Luis Rodríguez, A. Hermanos Saiz.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS 2011 “Coleção”, Galería 23 y 12, Cuba. 2009 “Vista en Planta”, Centro Pablo de la Torriente Brau, Cuba. 2009 “Sem título”, Centro de Negocios Miramar, Cuba. 2005 “Proyección Horizontal”, Academia Bellas Artes San Alejandro, Havana, Cuba.

EXPOSIÇÕES COLETIVAS 2011 “Festival Internacional del Nuevo Cine Latinoamericano”, Cuba. 2011 “Tourné Itinerante De la Punta al Cabo y la Isla también”, Cuba. 2011 “Festival de Arte”, Centro Provincial de Artes Plásticas y Diseño, Cuba. 2011 “Land Art”, Alemanha. 2011 ”El oro de Cuba”, London Print Studio, Inglaterra. 2011 ”Arte Cubano en Degeon”, Museo de Degeón, Corea do Sul. 2011 ”Bring me the horizon”, Instituto Superior de Arte, Cuba 2010 “Trópico Estoico”, Museu Universitário Ciencias y Arte, México. 2010 “I Mostra de Videocriação” Espanha, Suiça, Cuba, Cuba. 2010 “Extremo de la bala”, una década de arte cubano, Pavilhão Cuba, Cuba. 2010 “Jornada de Arte Joven en la Uneac”, s. Villena y Caracol, Hurón Azul, Cuba. 2010 “La Nave espacial”, Sevilla, Espanha.

MEMÓRIA DESCRITIVA O trabalho fala do bacalhau como símbolo tradicional e histórico, representado através de uma moldura em bronze da década de 40. O peixe como elemento de identidade é convertido num pequeno monumento que repousa entre flores de tecido, símbolo do mesmo culto. Tradição, religião e história unem-se neste trabalho através da moldura, objeto utilizado e presente em todas as casas, objeto que contém em si um pedaço de história familiar, política e neste caso cultural.

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BAKALHAU PINTURA ESCULTURA FOTOGRAFIA

ENTRE LAS FLORES

CUBA

HAVANA, 1986

Bronze e tecido, 60x80cm, 2012


LISYANET DAMAS ESTUDOS Frequenta Restauro e Conservação de Obras de Arte, na Universidad de las Artes” (ISA), Havana, Cuba. 2002 Academia de Artes Plásticas-Oscar Fernández Morera, Trinidad, Cuba.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS 2010 “Primavera-Otoño”, C. Prov. Artes Plásticas y Diseño, Sancti Spiritus, Cuba. 2010 “Primavera-Otoño”, Galeria Collage Habana, Havana, Cuba. 2008 “Refugiados”, Galeria Alejo Carpentier, Camaguey, Cuba.

EXPOSIÇÕES COLETIVAS 2011 “Expo Colectiva”, Inauguración de la Casa de la UNEAC, Sancti Spiritus, Cuba. 2011 “Expo Colectiva”, Galerie Gotland, Berlim, Alemanha. 2009 “Expo Colectiva”, Galería de Arte Collage Habana, Havana, Cuba. 2009 “XXVII Salón Oscar Fernández Morera”, C. Prov. Artes Plásticas y Diseño, Sancti Spiritus, Cuba. 2008 “XXVI Salón Oscar Fernández Morera”, C. Prov. Artes Plásticas y Diseño, Sancti Spiritus, Cuba. 2008 “Expo Colectiva”, Galería de Arte El Paso, Sancti Spiritus, Cuba.

MEMÓRIA DESCRITIVA A pesca do bacalhau forma parte da memória da humanidade. Para o Mundo é já um fenómeno milenário, transmitido de geração em geração. Os pescadores desde muito cedo aprenderam os princípios fundamentais da pesca, como e a onde pescar e a melhor maneira de preservar a pesca. Sendo um alimento insubstituível na alimentação de milhares de lares. São muitas as pessoas à volta do mundo que confiam no bacalhau como a sua fonte de proteína primária, sendo também uma importante contribuição para a segurança alimentar da humanidade. “La Espera” é em si mesma uma narração sintética, com uma grande carga simbólica, situando este menino, num primeiro plano, que o converte na continuidade e renovação histórica dos pescadores, com uma profunda relação cultural com o mar.

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BAKALHAU PINTURA ESCULTURA FOTOGRAFIA

LA ESPERA

CUBA

SANCTI SPIRITUS, 1987

Grafite sobre tela, 170x125cm, 2012


LUIS REPISO ESTUDOS Curso de Desenho e de Pastel, Estudio Tereno, Oviedo, Espanha. Curso de gravura Escola Internacional de Calella, Espanha.

PRÉMIOS 2001 XXIV Prémio Aquisição “La Gastronomia en la pintura” Otur, Espanha. 1987 1º Prémio de pintura no VI premio López, Villaseñor Ciudad Real, Espanha. 1987 Medalha de prata no certame de pintura nacional de Luarca, Espanha. 1987 Prémio na 1ª Bienal de pintura em Carbonera – Asturias, Espanha. 1983 Premiado I Bienal “Vinho Agro- Bazán V. Arousa”, Pontevedra, Espanha.

COLEÇÕES Pinacoteca Caja Postal de Madrid, Espanha. Sociedad La Carbonera de Langreo, Asturias, Espanha. Museu Lopez, Villaseñor, Ciudad Real, Espanha. Secretaria Regional de Educação, Região A. Madeira. Colecções privadas.

MEMÓRIA DESCRITIVA É sempre difícil para um artista comentar algo sobre a sua própria obra “Alegoria al Bacalao” é um testemunho do esforço dos homens que saem para o mar e também a todos aqueles que tornam possível a sua parte culinária. Portanto, as duas coisas fazem uma amálgama do esforço, trabalho, ilusão e vontade de fazer algo pelos outros. A minha obra representa uma moderna figuração construída segundo as leis geométricas abstratas quiçá, devido á proximidade com a popart, pela força da imagem da expressão visual e intensa coloração plana. É uma homenagem aos homens do mar que passando os dias e as noites pescando duramente e fora das suas casas durante muito tempo. O resultado final é esta obra de arte que vos deixo para contemplarem.

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BAKALHAU PINTURA ESCULTURA FOTOGRAFIA

ESPANHA

VALLADOLID, 1954

ALEGORIA AL BACALAU

Acrílico sobre tela, 100x81cm, 2012


MABEL POBLET ESTUDOS 2012 Instituto Superior de Arte (ISA). 2007 Academia Nacional de Bellas Artes “SAN ALEJANDRO”. 2008 Taller Arte de Conducta. Tania Bruguera.

PRÉMIOS 2012 Bolsa Havana Cultura. Havana Club, Cuba. 2005 Prémio Jurado, “Artes Plásticas Salão 5 de Septiembre”, Cienfuegos, Cuba. 2005 Prémio, “Artes Plásticas Salão 5 de Septiembre”, Cienfuegos, Cuba. 2005 Prémio UNEAC. “Artes Plásticas Salão 5 de Septiembre”, Cienfuegos, Cuba. 2005 3º Prémio II Festival Martiano, Teatro Astral, Havana, Cuba. 2004 Menção Juri,“Artes Plásticas Salão 5 de Septiembre”, Cienfuegos, Cuba. 2004 Prémio Hermanos Saiz, “A. P. Salão 5 de Septiembre”, Cienfuegos, Cuba. 2003 Prémio de la UNEAC, Salón del Mar, Cienfuegos, Cuba. 2003 Prémio Conselho Provincial Artes Plásticas, Salão do Mar, Cienfuegos, Cuba. 2003 Prémio de la Galería Provincial. Salón del Mar. Cienfuegos, Cuba. 2003 Prémio Juri. Salón del Mar, Cienfuegos, Cuba. 2003 Prémio Conselho Provincial de las Artes Plásticas. I Encontro de professores e estudantes, Cienfuegos, Cuba.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS 2012 “Houston Fine Art Fair”, Galeria Collage Habana, Reliant Center, Houston, EUA. 2012 “Reunificación Familiar”, Colateral a la oncena Bienal de la Habana, MorroCabaña, Havana, Cuba.

SUSSURRO DEL MAR

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Técnica mista, 256x100cm, 2012

BAKALHAU PINTURA ESCULTURA FOTOGRAFIA

CUBA

CIENFUEGOS, 1986

2012 “Hoy mi voz tiene sonido”, Galeria Villa Manuela, Havana, Cuba. 2011 “De tus ojos la sal”, Galería Nuno Sacramento, Ílhavo, Portugal. 2011 “Recent Works”, The Cuban Art Space, Center for Cuban Studies, New York. 2010 “Inventario”, Fundacão Ludwig de Cuba, Havana, Cuba. 2009 “Un Sueño Real”, Fototeca de Cuba, Havana, Cuba. 2008 “Mirando Adentro”, Cuban Art Space. Center Cuban Studies, New York, EUA. 2007 “Ábacos”, Galería Centro Cultural Cinematográfico ICAIC, Havana, Cuba. 2006 “Works on Paper and Sculpture”, The Cuban Art Space. Center for Cuban Studies, New York, EUA. 2006 “Lugar de Origen”, Galeria José Díaz Peláez, Ac. San Alejandro, Havana, Cuba.

MEMÓRIA DESCRITIVA Sussurro do mar é a minha pequena homenagem a todos os pescadores que dedicaram a sua vida ao mar e à pesca do bacalhau. Este sussurro que mostro na minha obra é sinónimo de vida. Uma voz espiritual que lhes facilita o caminho e lhes mostra um guia ao navegar nas profundezas do oceano.


MACIAS WLOSINSKI ESTUDOS Licenciatura na Faculdade de Arquitectura, Universidade de Szczecin, Polónia.

PERCURSO Conta com várias exposições individuais e coletivas por diversas capitais europeias. Além da pintura, dedica-se igualmente a trabalhos de arquitectura,design de interiores, artes gráficas, desenho e planos para exsposições. É co-fundador do cabaret “Cellar at the Vault”. Desde 1996 e membro da Associação de Pintores e Artistas Gráficos da Polonia.

MEMÓRIA DESCRITIVA Um quadro que pintei com as memórias da minha infância. As situações da vida vão se repetindo em círculos e num evoluir onde por vezes tropeçamos e nos voltamos a levantar. É com nostalgia que recordo as viagens que fiz de barco com o meu pai capitão da marinha polaca era eu um jovem arquiteto cheio de sonhos. Tornei-me pintor e durante toda a minha carreira tentei captar emoções que passo para a tela com muita força e paixão. Lutando sempre contra a corrente, algumas vezes com o vento de feição outras lutando contra a tempestade, continuo na minha luta de “saylor man” como tantos pescadores de Ílhavo e da Costa Nova que conheci, lutam arduamente, no seu dia a dia pelo seu sustento e das suas famílias. Nunca sabemos onde começa esta viagem ou onde a jornada termina mas, temos a certeza que continuamos no barco do sonho sobre o balançar das ondas.

ONCE UPON A TIME

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ÓLeo sobre tela, 150x80cm, 2012

BAKALHAU PINTURA ESCULTURA FOTOGRAFIA

POLÓNIA

SZCZECIN, 1958


MANUEL D’OLIVARES ESTUDOS Curso de Pintura, Curso de Desenho e Curso de Temas de Estética e Arte Contemporânea, Sociedade Nacional de Belas Artes, Lisboa.

PERCURSO Co-autor com o pianista Italo Esloveno, Miran Devetak, do projecto de música e pintura “Meteorologia para Piano – duplicidade e cumplicidade”. Apresentado no CCCB – Centre de Cultura Contemporània de Barcelona com o apoio do Instituto Camões (2012), no Institut Franco-Portugais, Lisboa (2010), na Residência A.G. da Fundação Gulbenkian em Paris, com o apoio do Instituto Camões (2009), na cidade da Horta, Hortacontemporânea (2009) e no Centro Cultural de Angra do Heroísmo (2008).

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS “Dreaming … after reading !” Story Tailors, Lisboa. “Instants Volés”, New heArt City Gallery, Paris, França. “Vôo às Memórias”, Centro Cultural de Angra do Heroísmo. “Meteorologia para Piano – duplicidade e cumplicidade”, CCCB - Centre de Cultura Contemporània de Barcelona, Espanha. “LCL - Less than a Container Load”, Galeria São Mamede, Lisboa e Feira Art Lisboa, “Retalls de ciutat”, Galeria Kalós, Barcelona; “Impressões Digitais de Cidades” Simultaneamente Casa Roque Gameiro, Amadora, Palácio D. Manuel, Évora. Edição Serigrafias com intervenção do autor (Serigrafia premiada com o Grande Prémio FIine Papers, Papies 2012) Centro Português de Serigrafia.

MEMÓRIA DESCRITIVA Simulando um pedaço amarrotado de cartazes publicitários sobrepostos, quando rasgados e deteriorados pelo tempo, com a mistura de mensagens escondidas, como num palimpsesto Referência à origem do bacalhau, ao uso culinário, e à sua utilização na época Natalícia. Através da forma, remete-nos aos bacalhaus pendurados nas portas das lojas, antigamente.

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BAKALHAU PINTURA ESCULTURA FOTOGRAFIA

BACCALAUREU

ANGOLA

LUANDA, 1968

Pintura acrílico e spray sobre tela em alumínio, 84x48x12cm, 2012


MANUEL PATINHA ESTUDOS Formação autodidata.

PRÉMIOS Prémio de adquisiçao - III Certamen Isaac Díaz Pardo (A Coruña) 1997 Primeiro prémio de escultura - Encontro con a música, Lugo. 1997 Mención honrosa no Foro Atlántico de Arte Contemporaneo, A Coruña. 1997 1º prémio de escultura da Cidade de Lugo, Lugo. 1995 Premio BMW de escultura, VIII Bienal Internacional de Vila Nova de Cerveira. Prémio de adquisiçao, VIII Certamen Isaac Diaz Pardo, Corunha, Espanha. 1º Prémio de Pintura, 5º Salón de Otoño da Coruña, Corunha, Espanha.1º Prémio Concurso Monumento Homenagem ao Forcado, V. F. Xira. Prémio adquisición, IX Certamen Isaac Diaz Pardo, Corunha, Espanha. Prémio adquisición, X Certamen Isaac Diaz Pardo, Corunha, Espanha.

COLEÇÕES Museo Bello Piñeiro, Ferrol. Fundos da Xunta de Galicia. Museo de Ourense. Galeria Detursa, Madrid. Deputación Provincial, Corunha. Ayuntamiento de Narón. Junta de Vila Franca de Xira. Museu do constructivismo, Marbelha. Fundacão Cupertino Miranda, Famalicão.

A GAIVOTA

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Aço inoxidavel, 102x218x14cm, 2011

BAKALHAU PINTURA ESCULTURA FOTOGRAFIA

PORTUGAL

PÓVOA STA IRIA, 1949

Ayuntamiento de Lugo. Asociación de Artistas de Lugo. Colección Valdearte, Barco de Valdeorras. Colección Caixa Vigo e Ourense. Colección Unión Fenosa. Colección Caixa Galicia. Universidade de Aveiro. Universidade da Corunha. Ayuntamiento da Corunhaa. Ayuntamiento de Camara de Lobos/Madeira. Museu da Cidade, Lisboa. Museu Municipal de Penafiel. Real Academia de Belas Artes, Corunha. Museu Provincial de Lugo. Centro Galego de Arte Contemporânea, Santiago de Compostela.

MEMÓRIA DESCRITIVA Obra realizada em aço inoxidavel na sua totalidade. Inspira-se na magestosa ave, a gaivota, ave marinha e terrestre. Símbolo inigualável para deleite de todos os seres humanos, já que a sua forma de vida e atitudes perante o homem, mostra-se pacífica e companheira, com grande beleza visual aos olhos de todos os que a contemplam. Intrinsecamente associada à vida pescatória, enormes bandos destes seres estão presentes durante a faina e a captura dos peixes. Destacamos o Bacalhau, peixe de excelência, apreciado em todos os seus aspetos e conhecido pela sua popularidade.


MANUELA BRONZE

MOÇAMBIQUE MAPUTO, 1955

ESTUDOS

MEMÓRIA DESCRITIVA

DEA (Diploma de Estudos Avançados) pela Universidade de Vigo/Escola de Bellas Artes de Pontevedra. Desenvolve programa de doutoramente nesta instituição. 1988 Master Fine Arts Costume Design, Boston University, Sch. Theatre Arts, EUA. 1980 Licenciatura em Artes Plásticas pela Escola Superior de Belas-Artes do Porto.

Este trabalho justapõe-se a um campo de interesse pessoal que na série Quotidiano Obrigatório, explora narrativas de memórias colectivas e individuais, numa tentativa de subverter determinadas convenções da pintura e da representação.

PERCURSO Investigação em Teatro e Artes Plásticas em diversos pontos dos EUA, subsidiada pela FLAD. Monitora de Técnicas de Impressão na ESBAP 1981/82. Orientou em 1993 o Curso de Qualificação Profissional de Costureiras de Teatro, promovido pelo Centro Dramático de Évora. Professora do Ensino Secundário de 1978 a 1985. Ficou Professora efectiva do 5º Grupo em 1984 depois de realizar a Profissionalização em serviço. Actualmente é Professora Adjunta no departamento de Teatro da ESMAE, do Instituto Politécnico do Porto, no curso de Guarda-Roupa e Figurinos. Desenvolve actividade no campo das artes plásticas, tendo participado desde 1977 em várias exposições colectivas, com cerâmica, desenho, pintura, gravura e serigrafia, em Portugal e no estrangeiro, nomeadamente em França, Bélgica, Moçambique, Brasil e Espanha. Expõe individualmente desde 1974, em Portugal e no estrangeiro. Está representada em várias colecções particulares e em instituições públicas e privadas.

MARINHA [SII - QO - 04]

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Técnicas mistas, 97x195cm, 2012

BAKALHAU PINTURA ESCULTURA FOTOGRAFIA

Convencionalmente, em pintura, ‘’Marinha’’ é um subgénero de Paisagem, cujas dimensões obedecem a determinadas proporções pré estabelecidas, entre as quais a de 97x195cm aqui utilizada. Relativamente à pesca do bacalhau, interessou-me sobretudo questionar o anonimato do homem que no seu dóri, a cada campanha, enfrentava o mar imenso.


MARGARIDA SANTOS ESTUDOS 2008 Curso Avançado de Artes Plásticas do Ar.Co, Lisboa. 2006 Curso de Pintura do Ar.Co, Lisboa. 2002 - Introdução à Pintura, IADE, Lisboa.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS 2011 “Não Quero Esquecer”, Galeria Municipal da Murtosa, Torreira. 2009 “Modos de Ver”, Casa da Cultura, Câmara Municipal de Estarreja, Estarreja.

EXPOSIÇÕES COLETIVAS 2012 “Memorabilia”, Estúdio Paulo Lopes, Lisboa. 2010 Projecto (r)evolução - Salão Nobre Da Biblioteca Municipal Camões, Lisboa. 2010 “Projecto (r)evolução”, Montras de rua, Lisboa. 2010 “IN/OUT”, CAP-Confederação dos Agricultores de Portugal, Lisboa. 2009 “Exposição ar.co bolseiros & finalistas”, Palácio Galveias, Lisboa. 2008 “Officina”, Santos, Lisboa. 2008 “Apresentações aos Sonhos”, Galeria de Colares, Sintra. 2008 “das 9h às 4h”, Fábrica Braço de Prata, Lisboa. 2007 “Open Studio, Exposição de Outono do Ar.Co”, Lisboa. 2007 “Iniciativa X, Arte Contempo”, Lisboa. 2006 “Exposição de Verão do Ar.Co”, Lisboa. 2005 “Exposição de Verão do Ar.Co”, Lisboa. 2002 “Open Studio, IADE”, Lisboa.

MEMÓRIA DESCRITIVA Como suporte, enfatizou-se a descrição da dramática odisseia envolvida na pesca de bacalhau, pelos testemunhos sofridos dos pescadores. A causa de tanta agrura foi espelhada pela imponência das embarcações, sendo o símbolo de perda de inúmeras vidas. O ambiente negrume e gélido associado à dor e à escuridão refletiu-se, pela predominância do branco e do preto.

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BAKALHAU PINTURA ESCULTURA FOTOGRAFIA

AIRAM AILÉDA

VENEZUELA CARACAS, 1963

Técnica mista sobre tela, 80x50cm, 2012


MARIANA GILLOT ESTUDOS 2000 Escultura, Centro de Arte e Comunicação Visual (ARCO), Lisboa.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS 2012 “Hope”, vídeo /instalação, Centro Cultural Macedo de Cavaleiros. 2012 “ Small Talk”, Cidadela de Cascais, Opening do Club, Cascais. 2011 “The other side of ourselves”, Castelo de Alter do Chão. 2011 “Crise Sobre Rodas”, Casino de Lisboa. 2011 “God save the Queens!”, Storytailors, Lisboa. 2011 “How fatten the little pig?”, Galeria Praça das Flores, Lisboa. 2010 Galeria António Prates, Stand Arte Lisboa, Lisboa. 2010 Bienal Internacional Artes Plásticas e Design Industrial, Marinha Grande. 2009 Galeria António Prates, Stand Arte Lisboa, Lisboa. 2009 “DESPERTART”, Mostra Inauguração Artelection, Lisboa. 2009 Galeria António Prates, Stand ART Madrid, Espanha. 2008 Galeria António Prates, Stand Arte Lisboa, Lisboa. 2000 Museu de Arte Antiga, ArCo, Lisboa. 2000 Instalação no Porto de Lisboa, ArCo, Lisboa.

MEMÓRIA DESCRITIVA Esta peça pretende honrar e dignificar todo o difícil processo piscatório que engloba, a apanha do famoso bacalhau. Num agora longínquo tempo onde outrora houvera navegações difíceis e duras, onde muita gente morrera, passará fome e frio. Chegavam a embarcar em Março e a regressar em Setembro. Cada saída, um aperto no coração de quem vai e de quem fica. Em terra as mulheres destes corajosos homens, rezavam a Deus e aos céus para os trazerem de volta. Mar alto, bravo, frio e por vezes assassino. Por esse grande Senhor o bacalhau, tudo faziam. Cada um pescado, significava mais um tostão de ouro, no prato e no bolso de quem arduamente, trabalhava. Num imenso espaço temporal onde a evolução técnica permitiu a passagem de embarcações perfeitamente decadentes e primárias, para monstruosos navios, rigorosamente equipados, para o encontro deste pedaço de ouro, para toda a população. O bacalhau, uma das alquímicas descobertas, do homem, no campo da alimentação. A joia dos mares! A fé era a âncora que permitia às famílias e aos amigos, confiarem nas frágeis condições que outros tempos ofereceram e deixar seus pescadores rumarem ao grande e perigoso oceano.

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BAKALHAU PINTURA ESCULTURA FOTOGRAFIA

SR. GADUS M

PORTUGAL LISBOA, 1975

Técnica mista, 207x120x40cm, 2012


MARIOLA LANDOWSKA ESTUDOS Instituto de Belas Artes “Gazzola” em Piacenza, Itália. Licenciatura na Faculdade de Arquitectura, Universidade de Szczecin, Polónia.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS 2007 “Dança Nocturna” Szczecin, Polónia. 2006 “Encontro”, Galeria RN2, Aakirkeby, Dinamarca. 2005 “Mouras Encantadas”, Museu da Água, Lisboa. 2005 Galeria Arte Espaço Silva Guerreiro, Almancil. 2004 “Lisboa meu Mito”, Galeria de Arte Hexalfa, Lisboa. 2003 “Magia das Paisagens”, Galeria Palácio Anjos Algês, Lisboa. 2003 “Guardiões do Universo”, Galeria de Arte Hexalfa, Lisboa. 2002 ”Cores da Vida”, Galeria de Arte Hexalfa, Lisboa. 2001 “Mito e Fantasia”, Galeria de Arte Hexalfa, Lisboa. 2000 “Através das Civilizações”, Galeria do Hotel Penta, Lisboa. 2000 “Através das Civilizações II”, Galeria Quinta de Sto. António, Aveiro.

PERCURSO Participou na cenografia dum espectáculo de teatro na sua terra natal. O seu interesse pela arqueologia, etnografia, mitologia e novas culturas inspiram a sua pin­tura da qual têm resultado várias exposições individuais e colectivas em Itália, Portugal e na Polónia. Como admiradora da cultura indígena e arte rupestre fez várias viagens para o Brasil onde conviveu com a tribo indígena Pi-kiriri o que lhe proporcionou participar nas suas antigas cerimónias. Mais tarde estabeleceu também contacto com a tribo Fulni-ôs em Pernambuco.

RAINHA BACALHAU

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Acrílico sobre tela, 90x150cm, 2012

BAKALHAU PINTURA ESCULTURA FOTOGRAFIA

POLÓNIA

SZCZECIN, 1965

Numa viagem a Marrocos encontrou também novos motivos para inspiração. Na procura da diversidade da sua expressão artística desenvolve trabalhos com azulejo e escultura em mármore. Já este ano voltou de novo ao Brasil desta vez ao Pantanal para conhecer a tribo Cadiueus. No entanto tal não foi possível devido às leis de protecção aos Índios. Contudo, estabeleceu relação com o povo que vive na fronteira entre o Brasil e a Bolívia, o qual lhe possibilitou conhecer novos meios de ligação à tribo e maior abertura para futuras estadias. Algumas das suas obras podem ser apreciadas na Galeria Hexalfa em Lisboa com quem traba­lha.

MEMÓRIA DESCRITIVA Sintonia entre uma noite diurna e um dia nocturno onde “Rainha Bacalhau” mistura-se pelas águas na latitude e na longitude.Encontra no seu caminho povoações ribeirinhas. A rainha da noite é monarca absoluta do seu habitat emana a alma do seu mundo. O poder mágico das constelações que acompanham “Rainha Bacalhau” em íntima comunhão com as flores, os animais e eras seus ancestrais. Existe uma água para os banhistas, para os pescadores, para os navegantes e uma outra água de lendas e mitos sobre seres vivos como “Rainha Bacalhau”.


NUNO HORTA ESTUDOS Design, Escola Superior de Artes e Design (ESAD), Matosinhos. Artes Visuais, Escola de Artes Decorativas Soares dos Reis, Porto.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS 2012 “Mask”, Palácio das Artes, Porto. 2012 “Mask”, Teatro Municipal da Guarda, Guarda. 2012 “Oporto Landscapes”, El Corte Inglês, V. N. Gaia. 2012 “Mask”, Espaço 110, Porto. 2009 “Extreme Ways”, Centro de Artes e Espectáculos, Guimarães. 2004 “Dígitos”, Cirurgias Urbanas, Porto. 2003 “X-Rays”, Galeria-bar Labirintho, Porto.

MEMÓRIA DESCRITIVA The Fisherman, ou, O Pescador, evoca a saga que foi a epopeia do bacalhau praticada pelos lugres portugueses nos mares gelados da Terra Nova e da Gronelândia. Homenageia o seu heróico protagonista, O Pescador. Numa visão sombria e romântica daquilo que a nossa imaginação nos retrata, a melancolia e a dureza traduzem-se nesta fotografia duma forma representativa e desconcertante, que pretende desencadear a comunicação com o espetador ao nível mais profundo do seu âmago. A pesca do bacalhau tatuada nas costas, o contraste de materiais dos adereços, o cromatismo presente em toda a composição, a postura do personagem, tudo vive num ambiente onde nada foi deixado ao acaso, e onde a simbiose entre todos os elementos estão bem patentes. Um universo suscetível de ser interpretado pelo observador atento.

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BAKALHAU PINTURA ESCULTURA FOTOGRAFIA

PORTUGAL

MIRANDELA, 1977

THE FISHERMAN

Lambda print sobre dibond, alto brilho, 150x100cm, 2012


NUNO RAMINHOS ESTUDOS 1997 Licenciatura em Artes Plásticas, Pintura, Faculdade de Belas Artes Un. Porto.

PRÉMIOS 2004 2.º Prémio na III Bienal de Pintura “Arte Jovem de Penafiel”, Penafiel. 2003 Menção Honrosa, VII Prémio Pintura e Escultura D. Fernando II, Sintra. 2003 Menção Honrosa, XVI Salão Primavera da Galeria de Arte do Casino Estoril. 2002 1.º Prémio Pintura, VI Prémio de Pintura e Escultura D. Fernando II, Sintra. 2002 Menção Honrosa, 7ª Bienal Artes Plásticas, Prémio Vespeira, Montijo. 2001 Menção Honrosa, V Edição Prémio Nac. Pintura “Artistas de Gaia”, V. N. Gaia. 2001 Menção Honrosa, XIV Salão Primavera da Galeria de Arte do Casino Estoril. 2000 Menção Honrosa, IV Prémio de Pintura e Escultura D. Fernando II, Sintra. 2000 Menção Honrosa, XIII Salão Primavera, Galeria de Arte do Casino Estoril. 1999 Menção Honrosa, XII Salão de Primavera da Galeria de Arte do Casino Estoril.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS 2012 “Flash”, openday 08 LXFactory, com a INFLUX, Contemporary Art, Lisboa. 2011 “Break On Through”, Galeria João Lagoa, Porto. 2009 “Dangerous Girl”, Galeria João Lagoa, Porto. 2008 “Figures in Motion”, Galeria Pedro Serrenho, Arte Contemporânea, Lisboa. 2007 “L’America”, Galeria Fuga Pela Escada, Guimarães. 2006 “Time Runs Out Through Us”, Galeria João Lagoa, Porto. 2005 ”I’m Sorry, Mr. Hockney...”, Galeria Nuno Sacramento, Aveiro. 2004 “Wandering Heads”, Galeria Por Amor à Arte, Porto. 2003 “I Think I Smell A Rat”, Galeria Municipal de Fitares, Sintra. 1999 “O Retrato do Xerife Rembrandt”, Galeria da ANJE (Casa do Farol), Porto.

MEMÓRIA DESCRITIVA Numa historia que ouvi contar havia um tal Capitão Bacalhau que parece que era mesmo muito ordeiro e amigo da disciplina; e como tal não facilitava quanto a resolver as injustiças no fundo do mar, assim como a colocar a tripulação do seu navio nos seus devidos postos...que o mesmo é dizer que o Capitão Bacalhau, homem do leme, quando concluía as sua missões e levantava âncora, logo tratava de dispor a sardinha na canastra, à marmota logo metia o rabo na boca, assim como era fatal que ao peixe-camaleão o instruísse para que se camuflasse, chegando mesmo ao ponto de dar instruções ao esturjão para produzir boas e apreciáveis ovas a que por aqui alguém se lembrou de dar o nome de caviar. Por isso, se ouvirem falar de um tal capitão das profundezas tão organizado a ponto de não querer ver um peixe fora do sítio, eis então que sabereis nessa mesma hora tratar-se do inefável Capitão Bacalhau.

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BAKALHAU PINTURA ESCULTURA FOTOGRAFIA

CAPTAIN CODFISH

PORTUGAL

V. N. GAIA, 1971

Acrílico sobre tela, 120x100cm, 2012


PAULO KUSSY

ANGOLA

LUANDA, 1978

ESTUDOS

MEMÓRIA DESCRITIVA

2003 Licenciatura em Artes Plásticas, Pintura, Faculdade de Belas Artes de Lisboa.

O homem lança-se ao mar tentando superar os seus limites físicos e psicológicos na pesca do Bacalhau.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS 2012 “Despir a Pele”, Centro Cultural Português, Instituto Camões, Luanda. 2010 “Anatomilias - Entre o Homem e a Máquina”, SIEXPO. 2004 “Livraria Mabooki”, Lisboa, Portugal. 2003 Elaboração de um painel, 600cm x 150cm, no IIIPortÁfricas, em spray sobre tela, o qual foi depois integrado na exposição“Fronteiras Contestadas”. 1996 Criação de painéis de grande formato no CAPLA, Clube de Artes Plásticas, Escola Secundária Sebastião e Silva, Oeiras, Lisboa.

EXPOSIÇÕES COLETIVAS 2011 “Uma Geração, várias Linguagens”, C. C. Português, Inst. Camões, Luanda. 2011 “Dia deÁfrica (25 de Maio)”, Hotel Skyna, Luanda. 2011 “Coopearte”, Galeria Celamar, Ilha de Luanda. 2010 “Coopearte”, Galeria Celamar, Ilha de Luanda. 2010 “O Quadrado como formato de uma Obra de Arte”, Espaço Globo e Espaço Plátinum, 2ª Trienal de Luanda. 2010 “World Expo Shangai 2010”, Pavilhão de Angola, China. 2009 “Coopearte”, Galeria Celamar, Ilha de Luanda. 2006 “Colectiva de Autores Lusófonos”, Casa daCultura da Trofa, Trofa, Portugal. 2005 “Travel”, Plataforma Revólver, Lisboa. 2003 “Fronteiras Contestadas”, III PortÁfricas, Biblioteca Almeida Garrett, Porto.

GADIDAE GRAFFITI MAN

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Acrílico sobre tela, 120x170cm, 2012

BAKALHAU PINTURA ESCULTURA FOTOGRAFIA

O seu esforço por vezes iglório, constantemente ignorado e sub-valorizado leva-o a confrontar-se com a sua própria fragilidade perante uma entidade superior e imprevisível, a força do mar, as correntes frias, o horizonte por vezes indecifrável. Os papéis alteram-se e o Bacalhau surge como personagem dominadora tentando reduzir o homem à sua insignificância aterradora em alto mar. É irónico observar na tela uma referência a uma toalha de mesa axadrezada qual rede de pesca, tipicamente Portuguesa, na qual é comum observarmos os seres derrotados, aniquilados, mortos e prontos a serem consumidos para o deleite de especialistas nas mais diversas iguarias. Nesse pano encontramos o Homem e ao mesmo tempo o Bacalhau, sendo desconcertante a observação de ambos no mesmo cenário pictórico, onde jazem perante uma atmosfera tumultuosa, caótica e dinâmica tal como nas tempestades em Alto Mar.


PAULO NEVES ESTUDOS Frequência de Pintura, Faculdade de Belas Artes Universidade Porto.

PRÉMIOS 2002 Cenário da peça ‘Medusa’, no âmbito do Imaginarius, Santa Maria da Feira. 2002 Prémio Águas do Minho e Lima, XIII Bienal de Cerveira 2000 Menção Honrosa no Prémio Nacional de Escultura/Homenagem a Aureliano Lima, V. N. Gaia. 2000 Concebeu os trofeús para as Galas de Desporto, organizadas pela revista Plantel, em Oliveira de Azeméis e em 2001 e em 2004, em S. João da Madeira. 2000 Ganhou concurso para monumento ao Magriço, promovido pela Câmara Municipal de Penedono. 1999 Menção Honrosa no Concurso ‘Monumento ao 25 de Abril’, promovido pela Câmara Municipal do Porto. 1999 1º Prémio concurso ‘Elementos Escultóricos e Baixos Relevos para a Revitalização da Zona Histórica de Viseu’, promovido pela Câm. Municipal de Viseu. 1999 Concebeu o galardão para a revista “Saber Madeira/Açores”.

PERCURSO De 1978 a 1981 conviveu e trabalhou com diversos artistas em vários países da Europa. Está representado no acervo do Museu de Arte Moderna do Porto; Museu de Arte Moderna, Ilha da Madeira; Museu Amadeo Sousa Cardoso; Museu da Electricidade e Casa da Luz, Funchal, Madeira; Museu de Lugo, Galiza, Espanha; Biblioteca Camilo Castelo Branco, Famalicão; Biblioteca Raul Brandão, Guimarães; Biblioteca Municipal de Ponte de Sor; Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira,

CARAS DE BACALHAU

100

Mármore, 130x130x45cm, 2012

BAKALHAU PINTURA ESCULTURA FOTOGRAFIA

PORTUGAL

CUCUJÃES, 1959

Santa Maria da Feira; Casa da Cultura de Santa Cruz, Madeira; Universidade de Aveiro, Aveiro; Câmaras Municipais de S. João da Madeira, Vila Nova de Famalicão, Vouzela, Cascais, Braga... Banco Português do Investimento, Porto; Banco Borges & Irmão, Porto; Sonae, Porto; Pousadas da Enatur: Pousada de Arraiolos, Arraiolos, Pousada de Santa Maria do Bouro, Terras do Bouro; Hotel Riad Enija, Marrakeche, Marrocos; Porto Palácio Hotel, Porto; Termas das Caldas de S. Jorge, Santa Maria da Feira; Centro de Saúde de Sernancelhe; Avis Center, Porto; Vicaima, Vale de Cambra; Madeiporto, Porto; Recer, Ílhavo; Docosil, Penacova, Felgueiras; ICEP, Palácio da Bolsa, Porto; Águas do Douro e Paiva; Escola E.B. 2.3 de Pinheiro da Bemposta, Escola E.B. 2.3 Dr. Ferreira da Silva, Cucujães, Escola E.B. 2.3 Bento Carqueja, Oliveira de Azeméis, Escola Secundária nº 1, Dr. Serafim Leite, S. João da Madeira; Escola E.B. 2.3 de S. Roque; Associação Teatro Construção, Joane-Famalicão; Cemitérios de Famalicão, de Avanca, de Fantão, Felgueiras e de Beire, Paredes; O Liberal, Funchal, Madeira; Aeroporto Internacional do Porto Santo, Madeira.

MEMÓRIA DESCRITIVA Pretendi desenvolver com esta peça sentimentos culturais enraizados nas tradições portuguesas desde há séculos. “Caras de Bacalhau” é o título da escultura em mármore de Estremoz com que quis homenagear todos os pescadores que labutam diariamente na dura e árdua profissão da apanha do bacalhau. Entre 1980 e meados da década de noventa, adoto o rosto como principal elemento iconográfico. A partir daí, abordo uma linguagem estética marcada por espirais e linhas paralelas, na qual as faces constituem apenas um pequeno detalhe, uma espécie de assinatura.


PEDRO FIGUEIREDO ESTUDOS Mestrado em Artes Plásticas, Esc. Univ. das Artes Coimbra, ARCA - E.U.A.C. Pós-graduação em Com. Estética, Esc. Univ. das Artes Coimbra, ARCA - E.U.A.C. Licenciatura em Escultura, Esc. Univ. das Artes Coimbra, ARCA - E.U.A.C. Curso profissional de Cerâmica na Escola Artística de Coimbra, ARCA - E.A.C.

PRÉMIOS 2003 Prémio revelação da XII Bienal de Arte Intern. Vila Nova de Cerveira.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS 2012 “Auditório Municipal de Olhão”, Curadoria Galeria São Mamede, Olhão. 2012 “Formas de Colibri”, Museu Nacional de Artes Decorativas, integrada na XI Bienal de Havana com curadoria da Galeria Nuno Sacramento, Havana, Cuba. 2011 “Limites da des-figuração”, Galeria São Mamede, Porto. 2008 “Um Outro Lugar” , Galeria São Mamede, Lisboa. 2008 “Um Mundo Outro”, Museu Municipal Santos Rocha, Figueira da Foz.

MEMÓRIA DESCRITIVA Nenhuma escultura pode estar desprovida de forma e de conceito. Nesta escultura intitulada “CAIS”, devemos ter presente o elo que liga o conceito e a forma. As esculturas presentes, representando um elemento masculino e outro feminino encontram-se no cimo de uma escada oxidada pelo tempo e sobretudo pela maresia do mar. A escultura masculina representa os pescadores do bacalhau, os maridos que vêm na proa do barco (por isso é que as esculturas estão representadas no vértice da escada), por outro lado a escultura feminina representa todas as mulheres desses pescadores de bacalhau que esperam por eles nas escadas de um cais. Estas figuras não pretendem ser representações fieis de bacalhaus, são sim figuras que representam toda a história do bacalhau, são figuras humanas que se vão transformando em bacalhaus (seco), têm uma carga poética uma conotação filosófica do peixe bacalhau, são figuras antropomórficas que nos remetem para a ideia de bacalhau, a ligação ao mar e ao sal. Na cabeça das “pessoas”/esculturas (pescadores e mulheres) existe um pensamento da pesca do bacalhau, do perigo do mar e da espera sofrida e angustiosa das mulheres. Esta escultura pretende imortalizar de uma maneira contemporânea toda a vida destas pessoas, e claro também de Ílhavo. Quando o público (fruidor) estiver a ver esta obra deve entender que se encontra no meio do mar, é também ele representação de bacalhaus, que de um lado tem o barco e do outro as mulheres que sofrem no cais envelhecido pela oxidação do tempo, cais esse que é um ponto de partida e chegada.

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BAKALHAU PINTURA ESCULTURA FOTOGRAFIA

CAIS

PORTUGAL GUARDA, 1974

Metal resina de poliester e fibra de vidro, 2 - 272x125x80cm, 2012


PEDRO TAVARES

PORTUGAL AVEIRO, 1968

ESTUDOS

EXPOSIÇÕES COLETIVAS

Doutorando em Modos de Conhecimento na Arte Contemporânea, Univ. Vigo. Mestrado em Ensino de Artes Visuais. Licenciatura em Arte e Comunicação, Fotografia, Esc. Superior Artística do Porto.

2009 “A Arte não se mede aos palmos - Colectiva de Galeria Nuno Sacramento. 2008 “Coletiva”, Galeria Nuno Sacramento, Aveiro. 2008 “Coletiva de elementos do AveiroArte”, sede da União Europeia, Bruxelas. 2008 “Última Ceia”, Galeria Sacramento, Aveiro. 2008 “Coletiva Semana jovem Ílhavo”, Centro Cultural de Ílhavo. 2008 “Pintura, escultura e fotografia Sua Majestade, o Rei”, Museu Vinho, Anadia. 2006 “I Bienal Internacional de Arte Contemporânea”, Aveiro. 2003 “Coletiva da comemoração dos 20 anos da ESAP”, Porto. 2003 “Coletiva O Vinho é uma Arte”, Adega Luís Pato/Galeria Sacramento.

PRÉMIOS Menção Honrosa, conc. de pintura, escultura e fotografia “Sua Majestade, o Rei”. 1.º Prémio na categoria de retrato preto e branco do 5.º Concurso Fotográfico “Volta ao Mundo”. 3.º Prémio na categoria de paisagem preto e branco do 3.º Concurso Fotográfico “Volta ao Mundo”. 2.º Prémio em concurso fotográfico da “Liga dos Amigos do Coração”. Três 1º prémios nos safaris fotográficos “Lions Clube” Santa Joana.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS 2010 “Impressões Pessoais”, Biblioteca Municipal de S. Maria Feira. 2003 Galeria Imagolucis, Porto. 2002 “Cuidado com o Cão”, Galeria Municipal, Aveiro. 1999 “Campos de Concentração de Auschwitz”, 2.ª Quinz. Fotografia de Aveiro.

BAR COD

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Impressão digital em alumínio com pintura electroestática, 75x100cm, 2012

BAKALHAU PINTURA ESCULTURA FOTOGRAFIA

MEMÓRIA DESCRITIVA Uma imagem minimal onde outrora existiu a fotografia de um bacalhau do qual apenas resta o contorno da forma, implícito na fronteira entre os extremos das barras verticais e o azul frio e profundo das águas do atlântico norte. O bacalhau tradicional dá lugar à sua representação gráfica alfanumérica.


REINALDO VÉLIZ ESTUDOS 1998 Licenciado na Academia Nacional de Artes Plásticas, San Alejandro, Cuba.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS 2002 “La Persistencia del Espíritu”, Galeria del Centro Cultural Maria, Estugarda, Alemanha. 2003 “Salvando las distancias”. Galeria del Museo Municipal de Playa. Cuba.

EXPOSIÇÕES COLETIVAS 2005 “Un soplo de buen viento”. Orlando, Florida, EUA. 2005 Feira de Arte Independente de Madrid (FAIM), Espanha. 2004 “Sete Artistas Cubanos”, Galeria Sacramento, Aveiro, Portugal. 2004 “Identificaciones”. Galeria da Livraria da Universidade de Aveiro, Portugal. 2004 “Este Soplo de Buen Viento”, Galeria El Angel, Mexico. 2003 “Bolsas de Estudio José Sacramento/ Rotary Club de Ílhavo”. Galería de Arte da Cámara Municipal de Ílhavo, Portugal. 2003 “Festival Cultural, Cuba en Neza.” Galería Centro Cultural Dr. Jaime Torres Bodet, Ayuntamiento Nezahualcoyotl, Mexico. 2002 “X Salón de la Plástica” Mexicana. Embaixada de Cuba no México. Cidade do México. 2001 Proyecto de Arte Joven “Los que llegan”Galería Domingo Ravenet. La Lisa, Havana, Cuba.

BACALHAU DO ATLÂNTICO

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Técnica mista sobre tela, 81x65cm, 2012

BAKALHAU PINTURA ESCULTURA FOTOGRAFIA

CUBA

HAVANA, 1973

2001 “IV Concurso Nacional P.M.A en acción”, Gallería del Centro de Desarrollo de las Artes Visuales, Cuba. 2000 Trabalho publicado na revista “Alma Mater”. 1999 “Subasta de Invierno”, GalerIa Imago, Gran Teatro de la Havana, Cuba. 1999 “Cuerdo no es”, Proyecto Espacio Total, Galería Servando Cabrera, Cuba. 1999 Trabajo Publicado en la revista Kasandra. Edicion: “La Pobre Muñeca Fea”. 1999 “La Escuela de Filosofia, Universidad de Costa Rica. 1998 “La Huella Plural”, GalerIa La Rama Dorada, Panamá. 1998 “Faconnable a Caprichos del Pincel”, Galería Acacia, Havana, Cuba.

PRÉMIOS 2004 Doação à Oficina del “Programa Martiano para el Desarrollo del Proyecto Socio Cultural Comunitario Jose Martí”, Mexico. 2000 Doação à Fundación Osvaldo Guayasamín. Quito, Ecuador. 1999 Mencão Especial no Concurso “El Arte y la Ciencia Ficción”, Galeria Imago. Havana, Cuba.

MEMÓRIA DESCRITIVA O bacalhau é para a cozinha portuguesa uma marca de identidade. É desta maneira que se reconhece como um peixe rei da cozinha. Numa casa portuguesa, não falta o bacalhau, produto de consumo de primeira necessidade e também nas grandes celebrações.


RENATO FIALHO ESTUDOS Formação artística autodidata. Design Gráfico, Escola D. Pedro V, Lisboa.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS 2012 Participação no Concurso de Artes Plásticas ENSARTE em Luanda, Angola. 2008 Exposição individual no espaço BYME em Alcântara, Lisboa. 2007 Videojamming no BabyLuanda, Luanda. 2007 Exposição no espaço BYME em Alcântara, Lisboa. 1998 Mostra de retro-projecção e pintura no ISCTE, Lisboa. 1997 Exposição no Instituto Português da Juventude, Viana do Castelo.

EXPOSIÇÕES COLETIVAS 2010 Exposição colectiva no POST Cooperativa Cultural, Lisboa. 2005 Exposição colectiva no espaço BYME em Alcântara, Lisboa. 2003 Exposição colectiva de pintura na Galeria Bairro Alto, Lisboa. 2001 Mostra de trabalhos Exposição Colectiva no Bairro Alto, Lisboa.. 1997 Exposição colectiva de Jovens artistas no ATLA de Alfama em Lisboa 1997 Participação no Concurso de Pintura D. Fernando do Conselho Sintra. 1997 1ª Exposição individual no Centro Comercial Pedralvas 1996 Participação no concurso de Jovens Artistas de Setúbal na galeria Ícone 1997 Participação no concurso Jove´ Arte do Conselho de Loures

SEM TÍTULO

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ÓLeo sobre tela, 107x150cm, 2012

BAKALHAU PINTURA ESCULTURA FOTOGRAFIA

PORTUGAL LISBOA, 1977

MEMÓRIA DESCRITIVA Esta obra apresenta um cenário de dureza e esforço de um pescador em alto mar a pescar o bacalhau. Um ambiente frio e duro da paisagem habitual de um pescador no inicio do século XX nos mares do Canadá. Um ambiente surrealista que muitas vezes acompanha os olhos dos pescadores quando em alto mar.


ROBERTO DIAGO

CUBA

HAVANA, 1971

ESTUDOS

MEMÓRIA DESCRITIVA

1990 Graduado pela Academia de Artes Plásticas San Alejendro, Cuba.

A minha obra resume-se a um peixe num fundo azul que pretende homenagear todos os peixes do mundo incluindo o próprio bacalhau.

PRÉMIOS 2002 Distinción por la Cultura Nacional. Otorgada por el Ministerio de Cultura de la República de Cuba. 1995 III Prémio, Prémio Nacional de Pintura Contemporânea “Juan Francisco Elso, Museo Nacional Palácio de Bellas Artes”, Havana, Cuba. 1995 Prix Amédée Maratier 1999. 1995 Prémio Especial “Raúl Martinéz”, Otorgado, por vez primera, por la Dirección Nacional de la Asiciación Hermanos Saíz. 1991 Mencão Salão Mirta Cerra, Galería Municipal de Bejucal, Havana, Cuba. 1991 Mencão “Concurso 13 de Março”, Sala Talía, Cidade de Havana, Cuba.

COLEÇÕES “Galeria Marlborough”, Nova York, EUA. “Museu Nacional de Belas Artes”, Havana, Cuba. “Galeria Guislain Etats D´Arte”, Paris, França. “Cernuda Arte”, Miami, EUA. “Pan American Art Gallery”, Texas, EUA. “Fundación KiKoine”, Paris, França. “ Fundación Brownstone”, Paris, França.

SEM TÍTULO

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Técnica mista sobre madeira, 80x120cm, 2006

BAKALHAU PINTURA ESCULTURA FOTOGRAFIA

Com uma linguagem visual baseada em materiais naturais que utilizo normalmente nas minhas criações, elegui a madeira como simbolo dos antigos bacalhoeiros portugueses, que nas condições mais adversas, partiam para a Terra Nova em busca do Pão nosso de cada dia.


ROMEU BIO

PORTUGAL ÍLHAVO, 1981

ESTUDOS

MEMÓRIA DESCRITIVA

2003 Curso Superior de Fotografia, pela Escola Superior Artística do Porto (ESAP). Curso de formação profissional de modelação e animação em 3D Studio Max.

A ideia de fotografar um bacalhau a ser “envolvido e pescado” por um cardume de anzóis surgiu como resultado de longas elucubrações durante 2 meses acerca da minha necessidade urgente de criar/ construir um retrato da atual sociedade (no âmbito da exposição “Bakalhau”), tendo sido influenciado graficamente por duas obras do Surrealista René Magritte. (“Invenção Coletiva” (1934) e “Golconde” (1953).

PERCURSO Participou em diversas exposições individuais e coletivas. Formador de fotografia na Fundação Prior Sardo (Gafanha da Nazaré) – De Janeiro a Abril de 2010. Workshop de fotografia de estúdio na área da moda na Objective Productions (Aveiro) – 26 e 27 de Julho de 2011. Workshop de fotografia de estúdio na área de fotografia de produto na Objective Productions (Aveiro) – 4 de Julho de 2011. Workshop de fotografia de estúdio na área de fotografia de produto na Objective Productions (Aveiro) – 4 de Julho de 2011. Formador regular de fotografia no Museu do Brincar (Vagos) – Desde 17 de Abril de 2012 até à presente data. Júri do concurso de fotografia da Câmara Municipal de Vagos em 2008, 2009, 2010 e 2011. Júri do concurso de fotografia da Câmara Municipal de Ílhavo em 2009, 2010, 2011 e 2012. Júri do concurso Nacional de fotografia do Centro de Artes e Espetáculos da Figueira da Foz 2009. Júri do concurso Nacional “Jovem Criador” (2011 e 2012).

APANHADO PELO CARDUME DE ANZÓIS

112

BAKALHAU PINTURA ESCULTURA FOTOGRAFIA

Lambda print sobre dibond, 100x70cm, 2012

A mancha aleatória de anzóis representa a adstringência acutilante com que algumas obras artísticas (representadas pelo bacalhau) são atavicamente “fisgadas” e “feridas” pela sociedade, principalmente quando o percurso artístico e a intenção do autor da obra são ignorados. Não quero com isto defender que uma obra deva ter uma leitura diáfana e inequívoca, porque isso iria limitar a própria obra. Defendo apenas que se deve partir do pressuposto que toda a obra artística é realizada com uma intenção/ função, a de passar uma mensagem, por muito surrealista ou até abstrata que possa parecer. Daí a escolha da inspiração para este trabalho ter recaído sobre duas obras de Magritte.


ROSA SANTANA ESTUDOS 2007 Licenciatura em Pintura, Belas Artes de Lisboa.

PERCURSO Participou em diversas exposições individuais e coletivas, bem como feiras de arte internacionais. Teve a oportunidade de passar pela Escola Regional de St Étienne através do programa Erasmus. Desde 2010 participa no evento Abertura de Ateliês de Artistas. Em 2011, foi seleccionada a integrar o grupo de artistas que fazem parte da exposição itinerante do Concurso Jovem Criação Europeia, exposição que conta com 10 países diferentes (França, Lituânia, Alemanha, Eslováquia, Hungria, Áustria, Itália, Espanha e Portugal). No ano de 2012 vai participar em eventos de Aberturas de Ateliers em Lisboa e Marselha.

MEMÓRIA DESCRITIVA A figura humana é uma temática impossível de esgotar, e eu própria ainda não terminei de explorar como poderei. Fascina-me a relação que existe entre o corpo, a sua exposição e a sua expressão. Estamos numa era onde a privacidade começou a ser confundida com pudor e expomos o nosso corpo sem respeitar a sua privacidade. As minhas figuras querem expor o sem corpo de uma forma natural através da sua nudez, tentado respeitar a expressão e não abrir-se como uma massa pornográfica. Foi lançado o desafio de fazer parte da exposição «Bakalhau» e muito naturalmente o peixe Integrou-se na composição. Criou-se uma relação com as figuras e o peixe que vem afirmar ainda mais as suas personalidades o peixe poderá assumir variadíssimos papéis simbólicos, desde a iconografia religiosa a poderes ecnómicos, a algo associado à gastronomina local ou a preocupações ecológicas, e ao juntarmos um homem com o peixe, ou, uma mulher e o peixe as composições foram crescendo por si mesmas. O homem quer o maior peixe, mostrar o seu poder e a sua força, exibe o peixe lindo que lhe pertence. A mulher já toma uma pose mais sensual, o peixe veio trazer-lhe confiança para libertar mais a sua sexualidade, a sua vontade de emancipação, mesmo sendo ele mais pequeno, torna-se um acessório que «lhe fica bem». Acima de tudo o bacalhau torna-se um objecto que aumenta o ego de cada personagem.

114

BAKALHAU PINTURA ESCULTURA FOTOGRAFIA

SEM TÍTULO

PORTUGAL MOITA, 1982

Lapis de cor sobre papel, 100x70cm, 2012


SOBRAL CENTENO ESTUDOS Licenciatura Artes Plásticas, Faculdade de Belas Artes, Universidade do Porto.

PERCURSO Bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian de 1983 a 1985. Docente na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico do Porto entre 1987 e 2006. Representado em colecções públicas e privadas: Museu Amadeo Souza-Cardoso, Amarante, Portugal; Museu de Arte Contemporânea da Bienal de Cerveira, Portugal; Museu de Arte Contemporânea do Estado de Pernanbuco, Olinda, Brasil; Museu de Arte Contemporânea Assis Chateaubriand, Campina Grande, Brasil; Museu de Arte de Santa Catarina, Brasil; Museu do Vinho Bairrada, Anadia, Portugal; Kunstmuseum Walter im Glaspalast, Augsburg, Alemanha; Samlung Sperling, Mainburg, Alemanha; Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, Portugal; Fundação Engº António de Almeida, Porto, Portugal; Fundação Espaço Cultural da Paraíba, João Pessoa, Brasil; Instituto de Arte Contemporânea, Recife, Brasil; Shoes or No Shoes Musem, Kreuishouten, Bélgica; L’Unesco La Galerie d’Art, Paris, França.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS 2010 Instituto de Arte Contemporânea, Recife, Brasil. 2010 Museu do Vinho Bairrada, Portugal. 2009 RC Museu Regina Coeli, Santillana del Mar, Espanha. 2009 Sala Mauro Muriedas, Torrelavega, Espanha. 2009 Sala de Arte Marianela, Cartes, Espanha.

CREOULA

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Acrílico sobre tela, 85x215cm, 2012

BAKALHAU PINTURA ESCULTURA FOTOGRAFIA

PORTUGAL PORTO, 1948

2009 Palácio Jesús de Monasterio, Casar de Periedo, Espanha. 2009 Galerias Jornal de Notícias/Diário de Notícias, Porto e Lisboa, Portugal. 2008 Galeria El Torco, Suances, Espanha; Arvore, Porto, Portugal. 2008 Atelier Tom Munsteiner, Stiphausen, Alemanha; Galeria 23 y 12, Havana, Cuba. 2007 Centro Cultural dos Correios, S. Salvador da Bahia, Brasil. 2007 Michael Schultz Gallery, Seoul, South Korea. 2007 Galeria Nuno Sacramento, Aveiro. 2006 Forum Cultural de Ermesinde, Portugal. 2005 Hvidovre Hospitals Kunstforening, Hvidovre, Dinamarca. 2005 Segundo Jardim Galeria de Arte, Recife, Brasil. 2004 Fundação D. Luís I, Centro Cultural de Cascais, Portugal. 2003 Fundação Espaço Cultural de Paraiba, João Pessoa, Brasil. 2002 Galerie Christoff Horschic, Dresden, Alemanha. 2002 Lhália Galeria de Arte, Rio de Janeiro, Brasil. 2002 Museu de Arte Contemporânea, Olinda, Brasil. 2001 Galerie Michael Schultz, Berlin, Alemanha. 2001 Centro Cultural Cândido Mendes, Rio de Janeiro, Brasil.

MEMÓRIA DESCRITIVA O meu trabalho “Creoula” representa uma homenagem aos homens do bacalhau que ao longo dos tempos atravessaram mares e oceanos, lutaram e sofrerão, na esperança de uma vida melhor. Pretendo também prestar um tributo ao navio “CREOULA” que este ano comemora 75 anos de vida bem como ao Museu Marítimo de Ílhavo pelo seu 75º aniversário.


TERESA BRAVO ESTUDOS 2006 Pós-graduação em Comunicação estética na ARCA/EUAC, Coímbra. 2002 Licenciatura em Pintura na ARCA/EUAC, Coímbra.

PRÉMIOS 2007 1º Prémio/ Pintura “Aveiro Jovem Criador 2007”, Aveiro. 2006 3º Prémio/ Pintura “Aveiro Jovem Criador 2006”, Aveiro.

PERCURSO Estagiou como organizadora de exposições, durante seis meses na Ordem dos Advogados de Coimbra, em 2002. Leccionou Pintura nos cursos livres da Tertúlia das Artes e Saberes de Coimbra, desde 2002 até 2004, é actualmente docente das disciplinas de História de Arte e Desenho Básico na ARCA/ EAC.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS 2009 “Pintas Pinturas”, Galeria Morgados da Pedricosa, Aveiro. 2008 “Nem Mais Nem Menos 2”, Galeria do Paço da Cultura, Guarda. 2007 “Nem Mais Nem Menos”, Galeria Serpente, Porto. 2007 “Pintas & Pinturas 2”, Sala Zé Penicheiro, C. A. E. Figueira da Foz. 2007 “Pintas & Pinturas”, Galeria 9arte, Lisboa. 2006 “Viva a Pintura Viva”, Casa Municipal da Cultura de Coimbra, Coimbra. 2003 Ordem dos Advogados, Coimbra. 2002 Casa da Cultura, Sertã. 2001 Galeria Fátima Mirassol, Ílhavo.

AZUL SALGADO OU DEMOLHADO?

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Acrílico sobre tela, 100x120cm, 2012

BAKALHAU PINTURA ESCULTURA FOTOGRAFIA

PORTUGAL SERTÃ, 1975

2001 Feira de Março, Aveiro. 1999 Câmara Municipal, Sertã. 1996 Biblioteca Municipal, Oleiros. 1995 Junta de Freguesia, Sertã.

EXPOSIÇÕES COLETIVAS 2008 “Colectiva de Dezembro”, Galeria Nuno Sacramento, Aveiro. 2008 “Arte Clara”- Convento São Francisco, Coimbra. 2008 “ARTE Lisboa”, Galeria Serpente, Fil, Lisboa. 2008 “Feet to Feet”, Galeria Por Amor a Arte, Porto. 2008 “A Última Ceia”, Galeria Sacramento, Aveiro. 2008 “5 por 5”, Galeria O rastro, Figueira da Foz. 2008 “Internacional de Pintura”, Casa Museu Bissaya Barreto, Coimbra. 2008 “Sua Magestade O Rei”, Gal. Nuno Sacramento, M. Vinho Bairrada, Anadia.

MEMÓRIA DESCRITIVA São formas livres que se movem nesta pintura, no oculto dos oceanos, esses enormes que nos tornam menores, representam-se no seu estado simples. Descobrimentos importantes, histórias lendárias, contos de sereias e baleias, é magia que se traduz em pintura…


TERESA CARNEIRO

PORTUGAL PORTO, 1977

ESTUDOS

MEMÓRIA DESCRITIVA

Licenciada em Design Industrial pela Universidade Lusíada, Porto.

“Mulher-peixe, peixe-mulher”, nasce da simbiose de um estilo - O meu, com o tema que me foi sugerido para esta obra. - O Bakalhau.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS 2011 “Exposição individual” Galeria João Pedro Rodrigues, Porto. 2010 “Terra do Silêncio”, Galeria Show me, Braga. 2010 “Verdade sem Véu”, Galeria Azo, Lisboa. 2009 “Papel Feminino”, Galeria Inter-Atrium. 2008 Forte de S. João, Porto. 2007 Galeria João Andrade e Silva. 2006 Galeria João Andrade e Silva. 2003 Galeria Companhia das Artes. 2002 Museu Municipal de Paços de Ferreira. 2002 Galeria João Andrade e Silva.

EXPOSIÇÕES COLETIVAS 2012 Galeria Artes Solar de Stº António, Porto. 2010 “The first one of hundreds”, Galeria Show me, Braga. 2010 Palácio do Freixo Porto. 2009 “Ladies Show”, Galeria Inter-Atrium. 2005 Galeria Okastudio. 2001 Galeria João Andrade e Silva.

MULHER-PEIXE/PEIXE-MULHER

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Técnica mista sobre madeira, 51x141cm, 2012

BAKALHAU PINTURA ESCULTURA FOTOGRAFIA

Das águas frias do Norte, Pelas mãos que lhe dão a morte… É envolto em manto de sal Assim seduz Portugal!...


YOMER MONTEJO ESTUDOS 2011 Curso de fotografia analógica-digital, UNEAC. 2007 Licenciado no curso de Imagenologia. 2000 Licenciado no Instituto Politécnico Pablo de Torriente Brau.

PRÉMIOS 2011 Menção na categoria de obra impressa no XI Salón Coloquio de Arte digital. Centro Cultural Pablo de la Torriente Brau, Havana, Cuba. 2009 Menção. categoria III, VI Salón de Artes Plásticas Panorama 42. Galería De Arte Wifredo Lam. 2009 Terceiro prémio na Bienal La llave del Cerro. Galería Teodoro Ramos Blanco.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS 2011 “Desgaste”, Galería de Arte Her-Car, Havana, Cuba.

EXPOSIÇÕES COLETIVAS 2012 “Identidades aparentes, subjetividades ocultas”, XI Bienal de La Habana. Fortaleza San Carlos de La Cabaña. 2012 “Mujer: Objeto o sujeto?”, III Jornada da fotografia latinoamericana, Galería Oswaldo Guayasamín. 2012 “La seducción de la mirada”, Fotografía del cuerpo en Cuba. Centro Hispanoamericano de Cultura. 2011 “Catalejo”, IV curso de fotografía de la UNEAC. Galería Centro Cultural 23 y 12. 2011 “Segunda Jornada de fotografía Latinoamericana Casa Simón Bolívar.

SEM TÍTULO

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Impressão sobre tela,30x100cm, 2012

BAKALHAU PINTURA ESCULTURA FOTOGRAFIA

CUBA

CAMAGUEY, 1983

2011 “V Bienal Nacional de fotografía: Alfredo Saravia In Memoriam. Galeria del Centro Provincial de Artes Visuales. 2011 “La caridad nos une: Del símbolo a la metásfora”, C. Cult. Padre Félix Varela. 2011 “Luz a tu propia química”, Galeria Servando Cabrera. 2010 “XVI Salón de Arte Erótico”, Galeria Fayad Jamis. 2010 “Extasa”, Galería Mariano Rodríguez, Villa Panamericana. 2010 “Filos de seda” Galería Luz y Oficios, Havana. 2008 “XIV Salón de Arte Erótico”, Galería Fayad Jamis.

MEMÓRIA DESCRITIVA Impressão, ritmo, sequência, continuidade, e igualdade. Deste tema e doutros sinónimos nos fala a proposta do artista Yomer Fidel Montejo. Utilizando o bacalhau como protagonista oferece-nos a sua visão do que temos sido, somos e seremos com o passar dos anos. Mostrando para além da pele a essência da mesma vida. Pois assim como ele nos declarou, somos muito mais.


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BAKALHAU PINTURA ESCULTURA FOTOGRAFIA


RIBERALVES GRUPO UMA RETROSPETIVA DA EMPRESA


RIBERALVES GRUPO

BACALHAU RIBERALVES PORTUGAL

RIBERALVES, O OUTRO NOME DO BACALHAU O nome Riberalves é hoje sinónimo de qualidade máxima garantida, não só no bacalhau, mas também nos outros ramos que complementam a actividade deste Grupo: o vinho através da Adega Mãe, o café através da marca Novo Dia Cafés e também o ramo imobiliário através da Riberalves Imobiliária. Ainda assim, foi justamente no bacalhau que tudo começou, decorria o já longínquo ano de 1985, quando é criada a Riberalves, um nome inspirado nos filhos de Manuela Alves e João Alves, Ricardo e Bernardo. Lançada como um “cash&carry”, esta empresa rapidamente avançou para o aluguer de secas de bacalhau, evoluindo de seguida para se tornar ela própria numa indústria de transformação daquele pescado.

Em 2007, a Riberalves inaugurou a Academia do Bacalhau, um espaço construído em forma de homenagem a esta relação especial entre um peixe e um país. Na unidade industrial da Moita, a empresa partilha com os seus parceiros e amigos a experiência única da produção e degustação do bacalhau, numa celebração à tradição, à inovação, ao passado e ao futuro.

Em 1993 nasceu a fábrica da Riberalves, no Carvalhal, em Torres Vedras. Hoje composta por 450 funcionários, a empresa acolhia bem menos nessa altura, estando a maioria concentrados na transformação do bacalhau salgado verde, ou congelado, importado dos países do Atlântico Norte. A aquisição e respectiva integração da Comimba, em 2002, então uma das maiores fábricas do sector, permitiu aumentar em 60 por cento a capacidade produtiva. Com os investimentos e a tecnologia aplicada, tornou-se uma unidade industrial decisiva na evolução do processo do bacalhau demolhado ultracongelado, uma das grandes apostas da empresa. Hoje, a Riberalves é líder de mercado em Portugal e posiciona-se de forma determinada a nível internacional, sobretudo em mercados como o Brasil, Angola, França, Luxemburgo e Suíça.

BACALHAU RIBERALVES

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Imagem sugestiva de apresentação

BAKALHAU PINTURA ESCULTURA FOTOGRAFIA

RIBERALVES GRUPO | CURA DO BACALHAU, IMAGEM CEDIDA PELO GRUPO


RIBERALVES GRUPO

BACALHAU RIBERALVES PORTUGAL

DA CASA MÃE ATÉ AO FUTURO As instalações da Riberalves no Carvalhal, em Torres Vedras, constituem a casa mãe da empresa, a partir da qual é coordenada toda a actividade do grupo e feita a grande distribuição. É lá que estão sediados os principais serviços administrativos e é lá, igualmente, que se dá uma parte significativa do processo produtivo. Este espaço de 10 hectares tem vindo a receber as actualizações necessárias para acompanhar as exigências produtivas, mas também para assegurar a função de sede comercial do grupo. Foi justamente no Carvalhal que a Riberalves lançou o método do bacalhau demolhado ultracongelado (actualmente desenvolvido na unidade industrial da Moita), embora ao dia de hoje o processo produtivo dominante desta unidade seja a transformação de bacalhau salgado verde em bacalhau salgado seco. A actividade está ordenada em função do momento de recepção do pescado, a partir do qual o bacalhau é identificado e seleccionado, sendo depois dirigido para câmaras de maturação, onde pode estar, no máximo, um ano. Após este período, o bacalhau é conduzido aos túneis de secagem, onde lhe é reduzido o teor de humidade, num processo que pode demorar entre 30 e 90 horas, consoante as suas características específicas, tais como a espessura e o peso. Por fim, o bacalhau volta a ser lançado num processo de selecção e é inserido na categoria de produto respectiva, entrando depois no circuito comercial.

BACALHAU RIBERALVES

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É nas instalações da Moita que a Riberalves desenvolve a demolha e posterior ultracongelação do bacalhau, num processo que se tornou fundamental para o crescimento da empresa, significando já 60 por cento de todo o mercado nacional desta categoria de produto. Depois de chegar a estas instalações já devidamente escalado, lavado e salgado, o bacalhau é armazenado em câmaras frigoríficas, onde é submetido a um processo de cura, ou de maturação, que pode demorar entre seis meses e um ano. Segue-se depois o processo de desidratação, feito em túneis de secagem, a temperaturas controladas, para que lhe seja retirada a humidade. Já depois de cortado, de acordo com as suas características, o peixe é mergulhado em tanques com água a temperaturas específicas, num período com a duração entre 25 e 90 horas. Por fim, o bacalhau é ultracongelado a uma temperatura de 40 graus negativos, num processo com a duração de cinco horas, rápido, que visa manter todas as propriedades originais do produto. Depois é vidrado com uma fina camada de gelo que o protege da oxidação e desidratação, ficando assim preparado para ser calibrado, embalado e seguir finalmente para o circuito comercial.

Gama de produtos no circuito comercial

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RIBERALVES GRUPO | MÁQUINA DE ROTULAR, IMAGEM CEDIDA PELO GRUPO


RIBERALVES GRUPO O CONCRETIZAR DE UMA PAIXÃO ANTIGA: O VINHO

DORY

ADEGA MÃE PORTUGAL

Colheita 2010 Tinto, Colheita 2011 Branco

O vinho é a mais recente área de negócio do Grupo Riberalves. A exploração vitivinícola era um sonho antigo de João Alves e a sua concretização arrancou em 2007, com a aquisição da Quinta da Archeira, uma exploração de 45 hectares na Freguesia da Ventosa, Torres Vedras. Já em pleno ano de 2011 foi inaugurada a Adega Mãe, um templo erguido ao vinho e ao culto que lhe está associado, com uma capacidade produtiva de 1,2 milhões de litros por ano, dando assim origem a uma completa gama de vinhos, dos quais se destacam o Dory e o Pinta Negra. A Adega Mãe cumpre uma dupla função produtiva e turística, enquadrada na região vitivinícola de Lisboa, fazendo parte da Rota dos Vinhos do Oeste. O projecto dá resposta ao interesse crescente pela vinha e pelo vinho, pelo seu conhecimento e pelas formas de produção. Ao mesmo tempo, o vinho passou a ser visto como elemento preponderante da ruralidade e da gastronomia. Do plano de actividades da empresa fazem parte iniciativas viradas para o consumidor, como visitas e provas de vinho, actividades agrícolas e programas integrados com outros operadores da região. A Adega Mãe foi projectada contemplando espaços sociais, desde um auditório a uma sala de “workshops”, passando por salas de degustação e de experiências interactivas. Trata-se de uma área de 700 metros quadrados, sem interferência no processo produtivo inserido num outro espaço superior a 4 mil metros quadrados. A distinção da Adega Mãe é marcada pelo projecto arquitectónico desenvolvido por Pedro Mateus, com a infra-estrutura a surgir como um miradouro suspenso sobre a Quinta da Archeira e a paisagem. A localização geográfica apresenta-se como uma vantagem, pelo acesso ao principal eixo rodoviário da zona Oeste. A proximidade de Lisboa e o investimento na diversidade da oferta turística potenciaram a competitividade da região nos últimos anos. Não esquecendo nunca a íntima ligação que existe entre o Grupo Riberalves e o universo do bacalhau, a Adega Mãe decidiu dar ao seu primeiro vinho o nome DORY, numa referência directa aos "Dóris", as pequenas embarcações individuais a remos em que outrora era feita a pesca deste peixe, algures nas águas geladas do Atlântico.

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RIBERALVES GRUPO | ADEGA MÃE, IMAGEM CEDIDA PELO GRUPO


RIBERALVES GRUPO

DESDE 1985 PORTUGAL

UM GRUPO EM CONSTANTE CRESCIMENTO A atividade do Grupo Riberalves não se esgota no bacalhau nem no vinho, sublinhando-se igualmente as fortes apostas no café e no ramo imobiliário, como forma de diversificar a actuação do Grupo no mercado. Corria o ano de 1998 quando a Riberalves adquiriu 70 por cento da empresa Novo Dia Cafés, herdeira da Central Cafeeira de Torres Vedras, uma casa igualmente com experiência no mercado das bebidas mas depois focada exclusivamente na torrefacção e comercialização de café. João Alves foi mais longe no interesse nesta área de negócio e, em 2007, adquiriu os restantes 30 por cento da empresa, avançando para um processo de reestruturação da marca, dos produtos e da imagem, já com o seu filho, Bernardo Alves, como director-geral. A Novo Dia Cafés está presente principalmente no Oeste do país, estendendo o raio de acção entre Lisboa e Leiria. A carteira de clientes – incluindo o mercado externo, no Canadá, Estados Unidos, França, Suíça ou Espanha – está em crescimento e a facturação tem vindo a reflectir essa tendência. Para além de uma comunicação moderna, agressiva e credível, a Novo Dia Cafés investe igualmente na excelência da relação com o consumidor.

No que diz respeito ao ramo imobilário, a Riberalves Imobiliária iniciou a sua actividade em 1990 e dinamizou-se até aos dias de hoje, graças a uma aposta muito firme em projectos capazes de rentabilizar as aquisições e os investimentos feitos desde a constituição da empresa. Num sector de negócio saturado, foi adoptada uma política de diferenciação com o objectivo de conferir às intervenções urbanísticas da marca um carácter exclusivo. Os traços modernos, os acabamentos nobres, mas conjugados de forma simples, ou as preocupações com a luz natural e com a climatização, marcam a generalidade dos projectos da Riberalves Imobiliária, sendo disso exemplo maior, a Adega Mãe e toda a sua infra-estrutura envolvente. Fazer e fazer bem, fazer melhor, tornar único. É esta a filosofia que norteia o Grupo Riberalves, na certeza absoluta de que faz sentido ser-se melhor, por si.

Para o Canal Horeca foi desenvolvida uma rede de assistência técnica que assegura o regular escoamento do café nos clientes. É nesta proximidade que se joga, igualmente, a competitividade entre as empresas do sector.

ATIVIDADE DO GRUPO

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Bacalhau, Adega Mãe, Novo Dia Cafés, Imobiliária Riberalves

BAKALHAU PINTURA ESCULTURA FOTOGRAFIA

RIBERALVES GRUPO | DETALHE DO SÍMBOLO, IMAGEM CEDIDA PELO GRUPO


CURADORIA José Sacramento e Nuno Sacramento ORGANIZAÇÃO Nuno Sacramento, Arte Contemporânea PARCEIROS Município de Ílhavo Museu Marítimo de Ílhavo Centro Cultural de Ílhavo APOIO Câmara Municipal de Ílhavo PATROCINADOR Riberalves Grupo TEXTOS Álvaro Garrido Fernando Galan José Ribau Esteves José e Nuno Sacramento FOTOGRAFIA DAS OBRAS Jorge Pena DESIGN Nhdesign www.nhdesign.pt IMPRESSÃO Greca Artes Gráficas TIRAGEM 1000 exemplares DATA Janeiro a Março 2013

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Bakalhau