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6ª Edição – Maio 2017

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HISTÓRICO

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NOTÍCIAS

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SOLIDARIEDADE

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CULTURA

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RECEITA

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AGENDA

Edição: Diana Bernardo newsletteracademiabacalhau@gmail.com


HISTÓRICO Por Manuel Coelho, Presidente Honorário

Estávamos a meio do ano de 1968, tinha acabado a escola superior em Windhoek e estava prestes a ingressar na Universidade da Cidade do Cabo, na África do Sul, quando uma mão cheia de portugueses no antigo Sudoeste Africano (hoje Namíbia) me contatou para abrirmos um clube de portugueses. Escolhi o nome de SWAPA (South West Africa Portuguese Clube), que durou

Academia do Bacalhau da Namíbia

pouco tempo, pois existia um grupo na clandestinidade a lutar pela independência do território, e considerado “terrorista” pelo governo Sul-africano, denominado SWAPO (South West Africa People Organization), hoje o partido no Governo de uma Namíbia Independente, facto que era escondido e nunca aparecia nos jornais por causa da censura do apartheid. Todas as vezes que organizávamos uma festa, tínhamos de convidar um “grande da polícia”, pois acreditavam que poderia haver uma ligação, devido ao nome escolhido para o primeiro clube social de portugueses neste território. O mesmo teve de fechar as portas, para o delírio da policia, pois a mão cheia de portugueses residentes em Windhoek, capital da Namíbia, era muito reduzido e as actividades não eram muitas e não se conseguia pagar as despesas. O influxo de portugueses para o Sudoeste Africano oriundos de Angola, devido ao conflito da luta pela independência naquela ex-colónia portuguesa, tomou uma dimensão enorme, principalmente após o 25 de abril de 1974, com milhares de portugueses a refugiarem neste país. Evidentemente, tornou-se uma

“Quanto mais eu explicava que não se tratava de um clube ou de uma associação de portugueses, mais se ouviam vozes a proclamar a Academia como um grupo de elite, de ricos e de privilegiados” necessidade haver uma associação ou clube de portugueses, pois encontravam-se deslocados, totalmente desenquadrados, num país com culturas, tradições e línguas diferentes. Mais uma vez, fui contactado para assistir. Só que como fui eu que dei a cara ao primeiro clube, fui também eu o responsável por fechar o

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mesmo e, evidentemente, tive de acarretar com todo o défice, que de uma maneira ou de outra, tive de liquidar. Por isso, torci o nariz e disse categoricamente que preferia uma associação sem encargos financeiros, sem sede e sem despesas de manutenção. Surgiram então “Os Magriços”, em meados de 1977, que também foi de pouca dura. Como


HISTÓRICO eu me deslocava regularmente em negócios à Africa do Sul, fui convidado para um almoço de uma ainda jovem Academia do Bacalhau de Joanesburgo, mas já com raízes na Cidade do Cabo, Durban, Port Elizabeth e Suazilândia. Gostei da ideia, da camaradagem, dos objetivos e do modus operandi: uma tertúlia de amigos, sem fins políticos ou religiosos, com portas abertas sem olhar ao grau social ou de educação de cada um, virados para a filantropia e solidariedade. Saí desse almoço com uma ideia e um modelo que poderia vir a aplicar ao “Magriços” e, após algumas reuniões, nasce a Academia do Bacalhau de Windhoek, no dia 4 de fevereiro de 1978, com muita pompa e circunstancia, numa inesquecível festa; um banquete como nunca visto por estes sítios, com quatro dezenas de compadres e comadres de outras Academias, artistas portugueses “importados” da Africa do Sul e a presença do Administrador Geral do Sudoeste Africano.

Academia do Bacalhau da Namíbia

As criticas não faltaram, pois o grupo de amigos que convidei para fundadores da Academia do Bacalhau de Windhoek não eram mais do que 20 e, quanto mais eu explicava que não se tratava de um clube ou de uma associação de portugueses, mais se ouviam vozes a proclamar a Academia, de grupo de elite, de ricos e de privilegiados. Então, tomei a iniciativa com vários outros membros da comunidade portuguesa de Windhoek e todos os compadres da recentemente aberta Academia, e fundou-se a APW (Associação de Portugueses de Windhoek), com cozinha e salão de festas, começando então os almoços e festas da Academia a realizar-se na nova Associação de Portugueses de Windhoek. Outras cidades da Namíbia, não quiseram ficar atrás, devido ao grande numero de portugueses espalhados um pouco por todo o lado, e convidam-me para ajudar a fundar outras Associações de Portugueses, nomeadamente em Walvis Bay, Tsu-

meb e Okahandja. Infelizmente nenhuma destas existe hoje. O tempo muda, muitos dos portugueses que aqui se encontravam, receavam ser outra vez refugiados numa Namíbia que caminhava a passos largos para a sua independência, e havia uma certa apreensão sobre o futuro. Evidentemente, muitos já tinham passado pelo traumatismo e pesadelo na independência de Angola e, havendo grandes incertezas, não quiseram arriscar e saíram para Portugal, África do Sul, Brasil e outros destinos. A Academia do Bacalhau de Windhoek é hoje o único grupo organizado e reconhecido de portugueses

“Em 1978, numa viagem de 1800 km num minibus, nasceu a letra da tão famosa canção, “Chapéu aos quadradinhos”” 3

na Namíbia. Organizou Congressos Internacionais das Academias do Bacalhau em 1981, 1986 e 2001, e mudou o nome para Academia do Bacalhau da Namíbia em 2006. Aquando do Congresso em Cape Town, em 1978, numa viagem de 1800 km de Windhoek num minibus, nasceu a letra da tão famosa canção, “Chapéu aos quadradinhos”, que se entoa em todos os Congressos e que se tornou símbolo característico desta Academia, oferecido a todos os compadres e comadres presentes nos Congressos na Namíbia. A tertúlia da Namíbia realiza almoços de dois em dois meses, sempre que possível no primeiro sábado de cada mês, realiza o jantar de aniversario e também toma parte ativa nas celebrações do Dia de Portugal.


NOTÍCIAS Congresso 2017: Ilha Terceira, Açores

Em setembro de 2016, em Estremoz, durante a realização do XLV Congresso Mundial das Academias do Bacalhau, que se realiza anualmente, as comadres e compadres das várias academias do bacalhau, oriundos das quatro partidas do mundo onde a língua lusa é um referencial de identidade, deliberaram por esmagadora maioria confiar à Academia do Bacalhau da Ilha Terceira a organização da próxima edição deste evento. Esta decisão foi posteriormente confirmada, selada e ratificada com a evocação de um Gavião de Penacho bem repenicado, em Assembleia Geral desta academia. A organização de um evento desta natureza e dimensão é claramente uma honra, um desafio e uma oportunidade para a Academia do Bacalhau da Ilha Terceira, para esta ilha e para os Açores. Uma honra porque é altamente prestigiante ter a responsabilidade de juntar aqui, neste torrão que nos acolhe e ampara, algumas centenas de congressistas que por norma gostam de desfrutar o que de melhor

Por Academia do Bacalhau da Ilha Terceira

cada cidade, em cada país, tem para lhes proporcionar, ao mesmo tempo que contribuem para propósitos muito nobres. Um desafio, porque levar esta nau a bom porto não será seguramente uma tarefa fácil. Uma oportunidade para promover esta ilha e esta região junto de um conjunto muito alargado de pessoas, vindas de quatro continentes, muitas delas com capacidade de fazer deste um investimento replicativo. Estamos conscientes da dimensão organizativa, logística e financeira que esta organização acarreta. Será necessário congregar muitas boas vontades, de pessoas e entidades, que extravasarão necessariamente as fronteiras desta academia do bacalhau. Esta é uma missão para todos. Estamos determinados em fazê-lo bem. Todos não somos demais.

a ser preparado, dar a conhecer o nosso património natural e edificado, sempre que possível com visitas interpretativas dos mesmos recorrendo a guias especializados nestas temáticas, de forma a melhor enquadrá-lo e valorizá-lo. No que concerne às nossas sonoridades e sabores, tradicionais ou contemporâneos, o critério de seleção será sempre o de valorizar a qualidade escolhendo o que de bom se faz por cá.

Programa Provisório

Programa

Quinta-feira, 12 de outubro de 2017 9h30 - Receção das comadres e compadres no aeroporto / Acreditação dos Congressistas / Almoço e tarde livres 20h30 - Jantar

Para além dos trabalhos do congresso, que decorrerão em Angra do Heroísmo e Praia da Vitória, e do torneio de golfe que é sempre uma bandeira destes eventos, pretende-se, com o programa que está

Sexta-feira, 13 de outubro de 2017 9h30 – Torneio de golfe (CGIT)

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10h30 – Passeio de autocarro ao lado sul da Ilha 12h00 - Praia a pé (visita à cidade da Praia da vitória) 13h00 – Almoço 14h30 - Reunião dos presidentes na casa das Tias / Passeio de autocarro ao interior da ilha 16h30 - Visita ao Algar do Carvão 20h30 – Jantar Sábado, 14 de outubro de 2017 9h30 – Trabalhos do Congresso / Angra, Cidade Património a pé 14h00 – Almoço 16h30 - Visita guiada aos palácios de Angra do Heroísmo 20h30 – Jantar de Gala Domingo, 15 de outubro de 2017 9h30 - Passeio de autocarro ao Interior e lado norte da ilha 14h00 – Almoço 16h30 – Tourada à corda 18h00 – Partida dos congressistas


NOTÍCIAS

Jornal “O Século”

Decorreu em Joanesburgo a cimeira das Academias do Bacalhau de África Por Michael Gillbee

Decorreu no sábado, 20 de maio, no Wanderers Club em Joanesburgo, a quarta cimeira anual dos presidentes das Academias do Bacalhau de África, a primeira das quais decorreu na Cidade do Cabo. Estas cimeiras tem como objetivo que as Academias trabalhem dentro de uma uniformidade onde os princípios e normas estejam todas percebidas e a ser cumpridas. Desta cimeira decorreu, por voto popular, proposto pelo presidente da Academia-Mãe aos restantes, o local onde decorrerá o congresso mundial de todas as Academias no próximo ano. Será na cidade de Joanesburgo, ao invés do popular destino turístico de Sun City. Desta reunião também saíram pontos comuns para levar ao congresso mundial a decorrer este ano na Ilha Terceira. Outros dos pontos, levantado pelo compadre Jorge Oliveira, presidente da Academia de Luanda, foi reforçar o bom funcionamento das normas dos

Congressos. Apelou a que todos as Academias paguem as suas quotas anuais, para a Academia-Mãe poder fazer funcionar em pleno o serviço de secretaria, que é tão reclamado por todos. O presidente da Academia de Durban, Hélder da Fonseca, levantou a questão

“Apelou a que todos as Academias paguem as suas quotas anuais, para a Academia-Mãe poder fazer funcionar em pleno o serviço de secretaria” 5

das periodicidades e durações das presidências, visto que há Academias do Bacalhau com presidentes praticamente vitalícios. Um ponto alto das discussões foi a newsletter mensal, sugerida e lançada pela Academia de Paris, e que foi apadrinhada pela Academia-Mãe


NOTÍCIAS

Jornal “O Século”

“Um ponto alto das discussões foi a newsletter mensal”

e cujos custos estão a ser suportados pela Academia do Bacalhau de Joanesburgo. Todos, sem exceção, votaram a favor da dita newsletter, que funciona a par do Século de Joanesburgo, para noticiar os acontecimentos e agendas das tertúlias. Um ponto importante, é a publicação das agendas de actividades, para que todos os compadres e comadres pelo mundo possam estar a par dos eventos de cada tertúlia. O presidente José Contente apelou, mais uma vez, ao pagamento das quotas, “para que possamos continuar com a newsletter. Isto são custos elevados para nós e sete mil euros por ano é dinheiro que podemos empregar aqui na nossa Beneficência e até a favor da própria Academia-Mãe. Por isso, agora na Ilha Terceira, vamos muito mais bem equipados com argumentos e

provas concretas de que prestamos serviço às Academias do Mundo e que estamos a trabalhar.” O presidente Contente informou os presentes de que um escritório físico está em construção no Lar Rainha Santa Isabel e que já há um Secretariado permanente da Academia-Mãe. Na cimeira foi também abordado um ponto importante, levantado pelo compadre Jorge Oliveira, de que as Academias do Brasil, Estados Unidos bem como todas as restantes, devem reportar as suas actividades ou falta delas, dado que no congresso mundial em Estremoz não estiveram presentes todas as 57 tertúlias. Assim, com o serviço permanente de Secretariado da Academia-Mãe, com a newsletter e com o trabalho do Século de Joanesburgo, não existem desculpas para falta de comunicação entre as tertúlias. O presidente da Academia-Mãe, José Manuel Contente, agradeceu em primeiro lugar ao compadre Pedro Silva, dono do Silva Sale no Wanderers Club, pela cedência das instalações

e pelo almoço. O cônsul-geral de Portugal em Joanesburgo, o compadre Francisco-Xavier de Meireles, abriu oficialmente a sessão de trabalhos. “Eu agradeço muito o convite e senti-me muito honrado enquanto compadre e enquanto representante do Estado português. Este local, Joanesburgo, tem um significado especial para todos nós, compadres, porque foi aqui que tudo nasceu. Quero desejar-vos bons trabalhos, frutíferos e lembrar que Academia nasceu para celebrar a solidariedade. No entanto, as coisas devem ser uniformes. As Aca-

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demias, manter o essencial, ao pé do “fiel amigo” celebrar a amizade e a portugalidade, mas é importante manter a solidariedade e o trabalho social que as Academias levam a cabo, num mundo cada vez mais egoísta, tudo é muito diferente hoje da geração que começou o movimento. Mas, há uma coisa que não mudou, é que há cada vez mais pessoas a passarem necessidade e instituições como a Academia são cada vez mais necessárias. E necessidades não só monetárias, mas de integração, amizade, entreajuda e este espírito cultural tão vivo


NOTÍCIAS

dentro deste movimento. A todos, bom trabalho e boa sorte”, concluiu o cônsul-geral e compadre. O compadre presidente José Contente retorquiu ao agradecer “muito grato pelas suas palavras, na abertura desta cimeira. O convite foi feito a todas as Academias de África, mas às vezes não é possível estar presente.” Os trabalhos foram então iniciados, com a apresentação dos presentes. Estiveram o compadre Jorge Oliveira da Academia de Luanda, Hélder da Fonseca da Academia de Durban, Elídeo Cardoso e José da Silva da Academia de

Jornal “O Século” Maputo em conjunto com as celebrações do vigésimo quinto aniversário daquela tertúlia. O presidente informou ainda de que esteve nos Açores, na Terceira, onde celebrou o décimo quarto aniversário da Academia da Ilha Terceira e anfitriã do Congresso mundial a decorrer entre 14 e 18 de outubro deste ano. Os vários pontos de discussão e moções a levar a congresso foram levantadas e debatidas entre todos os presentes. Mais tarde, cerca das 11h30 da manhã, o compadre Gilberto Martins, da Academia-Mãe, juntou-se aos trabalhos para fazer uma apresentação do Congresso Mundial dos 50 anos da Academia de Joanesburgo. Todos aprovaram por unanimidade o local do congresso, que irá decorrer em outubro de 2018 na cidade de Joanesburgo. Cerca das 13 horas a cimeira teve uma pausa para o almoço convívio. Após o repasto, os trabalhos foram retomados para considerações finais e foi proposto pelo presidente da Academia-Mãe que a próxima Academia anfitriã da cimeira seja a mais recente, a da cidade de Nelspruit. Foi prontamente aceite pelo compadre Arnaldo Paulo, que iria expor a ideia à sua tertúlia e daria uma pronta

Pretória, o compadre Ivo de Sousa vice-presidente da Academia-Mãe, Jorge Araújo da Academia-Mãe, a comadre Milita Vieira-Pereira e José Vieira-Pereira da Academia-Mãe, o compadre Jorge Simons, compadre Fernando Vale, compadre Pedro Silva, compadre Vasco Pinto de Abreu, todos da Academia-Mãe. Esteve também o compadre Miguel Aiveca da Academia da Beira, o compadre António David da Academia de Maputo e Arnaldo Paulo da Academia de Nelspruit. O compadre Contente leu a acta da cimeira anterior, realizada em

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resposta ao presidente Contente. Os trabalhos foram encerrados sob o lema de uma conhecida marca desportiva “Just Do It”, a apelar a menos debate e mais acção na implementação das moções e ideias.


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São Miguel, Portugal

Academia reúne-se em torno da Portugalidade Por Academia do Bacalhau de São Miguel

Uma vez mais, na primeira quarta feira do mês – de maio, neste caso - a Academia do Bacalhau de S. Miguel reuniu-se, sob a presidência de Valter Franco, num jantar no restaurante Pé na Areia, na Praia das Milícias em S. Roque. Após um minuto de silêncio em homenagem ao nosso compadre falecido Manuel Botelho de Melo, deu-se inicio aos trabalhos. Entre os vários assuntos agendados, o tema da conferência deste jantar foi o da “Portugalidade”, abordada num discurso de Paulo Simões, diretor editorial do Grupo Açormedia/Jornal Açoriano Oriental e Revista Açores. Sendo a Portugalidade um dos pilares das Academias do Bacalhau espalhadas pelo mundo, o palestrante deixou raiz e motivo de debate referindo que “o bacalhau faz parte do nosso ADN, desde os tempos em que fomos para o mar em frotas, até hoje. Não há mesa de português que não tenha bacalhau”. Paulo Simões acrescentou ainda que “na Portugalidade cabem os 240 mil

ao Canadá, do Luxemburgo ao Brasil. Eu diria que em cada país do mundo haverá pelo menos um português, que pelo menos uma vez por ano não esquece o fiel amigo. É essa a dimensão da Portugalidade”. Foi também enaltecida a eficiência e a qualidade dos pratos servidos e o agradecimento à Quinta da Revolta a oferta dos vinhos, que deram corpo a um Gavião de Penacho fortalecedor da confraternização, amizade e solidariedade dos 40 compadres presentes. Os fundos angariados no jantar serão usados para fins solidários. De notar ainda que este encontro contou com a presença do primeiro Presidente desta Academia, o compadre Carlos Mota Botelho, que esteve na fundação desta Academia, a 30 de outubro de 1994.

“Um minuto de silêncio em homenagem ao nosso compadre falecido Manuel Botelho de Melo” açorianos, os cerca de 240 mil madeirenses, os 10 milhões de portugueses, mas também, ou quem sabe, sobretudo, a imensa diáspora que se espalha pelos quatro cantos do mundo, da França aos Estados Unidos, da Alemanha

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NOTÍCIAS Compadres reúnem-se para tertúlia no restaurante Gazela Por Academia do Bacalhau do Porto Santo

A Academia do Bacalhau do Porto Santo é ainda uma jovem agremiação, pois foi a 48ª a ser oficializada, há quase sete anos, que se completam a 2 de outubro - embora a sua formação remonte a outubro de 2007, pelo que já vai completar dez anos este ano. Ao longo deste tempo, a Academia fez sempre questão de se reunir mensalmente, na última quinta-feira de cada mês, procurando diversificar os locais das suas reuniões/convívios, beneficiando todos os empresários locais que procuram manter a sua atividade de restauração na ilha. No mês de abril, mais uma vez, cumpriuse a tradição, e os compadres da Academia do Porto Santo reuniramse para um convívio, desta feita no Restaurante Gazela. Antes propriamente do jantar, os compadres puderam apreciar umas boas iguarias, como aperitivos, aos quais se seguiu um jantar com bacalhau, que esteve delicioso e muito

Porto Santo, Portugal

bem elaborado. No final, a refeição conquistou um excelente resultado na votação que sempre fazemos, e que no final do ano vai refletir-se na escolha do Restaurante Rei do Bacalhau 2017. Durante o jantar e no convívio que se seguiu, os compadres tiveram oportunidade de trocar impressões sobre os temas mais diversos, mas sobretudo focados nas questões da nossa dupla insularidade, abordando assuntos ligados aos transportes, tão importantes no inverno, mas também nos períodos da primavera/verão, quando a ilha se enche de forasteiros, e há que dar condições para que cada vez mais gente possa chegar à Ilha do Porto Santo para apreciar as suas belezas e a sua praia, mas

“Os compadres trocaram impressões sobre temas diversos, mas focados nas questões da nossa dupla insularidade, abordando assuntos ligados aos transportes” sobretudo a sua paz, sossego, e segurança. Foi ainda abordado o tema relacionado com o Fundo Social da Academia, tendo sido apresentadas algumas sugestões para podermos beneficiar instituições, para além da já aprovada, de apoio ao Centro de Saúde do Porto Santo, cujo equipamento, oferecido pela nossa Academia, irá

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ser entregue durante este mês, em cerimónia que daremos informação noutro local. (ver secção de Solidariedade desta newsletter) Com um Gavião de Penacho, foi encerrado mais este belo convívio, ficando desde logo o compromisso de nos voltarmos a encontrar a 25 de maio no Restaurante Casa da Avó.


NOTÍCIAS Academia apoia associação Cordas de Tordosendo Por jornal “Mundo Português”

A Academia do Bacalhau da Serra da Estrela reuniu mais de meia centena de compadres no acolhedor município da Covilhã. O local escolhido para esta tertúlia foi a Pousada da Juventude das Penhas da Saúde, em pleno Parque Natural da Serra da Estrela, onde a 1520 metros de altitude foi servido o famoso ‘Bacalhau à Assis’. A tertúlia começou com as boas-vindas pelo presidente desta Academia, José Luís Cabral, que seguidamente

Serra da Estrela, Portugal

apresentou os novos compadres que continuam a aderir em grande número, reflexo da vitalidade e reconhecimento que os atos desta instituição têm vindo a recolher na região. Vítor Mariano, empresário de sucesso em França e em Portugal, natural da vila de Carvalho, concelho da Covilhã, também marcou presença nesta tertúlia. Uma vez na Covilhã, o “Bacalhau à Assis” não podia deixar de ser o prato principal, de acordo com a receita com que muitos covilhanenses e outras gentes se deliciaram até à década de setenta do século passado. A receita estava a cair em desuso depois de, reza a história, há mais de oito décadas, Henrique Assis e a esposa, numa pensão-restaurante nas Penhas da

Saúde, ao verem-se surpreendidos por um forte nevão, lançarem mão dos últimos alimentos que lhes restavam e inventaram esta saborosa receita para saciar umas famílias amigas da Covilhã e Tortosendo com casas ali perto, as quais ainda hoje lá existem. O que é certo e verdade é que este excelente prato, batizado desde então “Bacalhau à Assis”, perante a aderência de muitos admiradores, não mais deixou de ser confecionado pelo seu autor, até que desapareceu da mesa dos Covilhanenses, com a saída da Covilhã e posterior falecimento do seu autor. Na mesa, ao bacalhau Riberalves cedido pelo compadre Miguel Tourais da Coviserra, uma empresa de comércio e distribuição de produtos regionais, juntaram-se os não menos

exclusivos vinhos da Adega da Covilhã e os Queijos Braz. A receita obtida com o jantar foi entregue pelo presidente da Academia do Bacalhau Serra da Estrela à Associação Cordas de Tortosendo. Uma organização sem fins lucrativos que se dedica a promover e fomentar o apoio, a reabilitação e/ou recuperação física e psicológica de crianças com necessidades educativas especiais, com atraso de desenvolvimento, e risco social, nomeadamente por meio

“Está confirmada a presença do apresentador da SIC, José Figueiras” 10


NOTÍCIAS de aconselhamento e apoio clínico e psíquico à família. Esta associação encontra-se neste momento à procura de apoio de mecenas e empresários que possam ajudar na construção de novas instalações que incluirão um Parque Sensorial, um Centro Ocupacional para crianças com necessidades especiais e um Centro de Reabilitação Terapêutica. O projeto está pronto e espera-se para breve o licenciamento da Câmara Municipal da Covilhã. O espaço contempla uma vertente turística que se prevê que o tornará sustentável. No encerramento do jantar, José Luís Cabral entoou um Gavião de Penacho e agradeceu aos compadres presentes, em especial às comadres

Serra da Estrela, Portugal atravessado desde setembro do ano passado. Confirmado para o jantar de Gala no Palace Hotel & Spa Termas de S. Miguel, em Fornos de Algodres,

“Reza a história que, ao verem-se surpreendidos por um forte nevão, lançarem mão dos últimos alimentos que lhes restavam e inventaram esta saborosa receita” que, como sempre marcaram presença neste jantar. Foi também anunciada a data da próxima atividade da Academia, no último fim-de-semana de julho. Será o culminar do processo de oficialização que a Academia tem

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está a apresentação e atuação do apresentador da SIC José Figueiras, e muita animação musical.


NOTÍCIAS

Paris, França

Jantar no Salão do Turismo e Imobiliário Português

A Academia do Bacalhau de Paris enquadrou o seu jantar de 12 de junho no Salão do Imobiliário e do Turismo Português em Paris, evento organizado pela Câmara do Comércio e da Indústria Franco-Portuguesa no parque de exposições da Porta de Versalhes, em Paris. Marcaram presença 110 compadres e comadres que, num fim-de-semana preenchido com diversos eventos de destaque em Portugal, nomeadamente o centenário das aparições de Fátima, mostraram uma forte adesão, ultrapassando mesmo o número de pessoas previstas. Luís Rocha, compadre assíduo das tertúlias da ABP e que integrou o Conselho Fiscal da associação nos últimos anos, anunciou o seu regresso a Portugal por motivos profissionais, o que terá como consequência um afastamento da ABP. O presidente Fernando Lopes fez questão que Luís Rocha partilhasse consigo a responsabilidade da animação da noite. Como prenda de despedida, foi oferecido a Luís Rocha uma moldura com uma capa ficcional da revista Closet onde se pode ver a notícia da partida do

“Luís Rocha anunciou o seu regresso a Portugal por motivos profissionais”

compadre, e ainda uma carteira onde Luís Rocha poderá guardar bem à vista o seu cartão de membro da ABP. A solidariedade, um dos pilares das Academias, também esteve presente no evento. O compadre José Ventura fez um apelo para que se ajudasse a sua sobrinha de dezoito anos que, por sofrer de um grau de deficiência de 90%, precisa de um carro adaptado para que os pais se possam deslocar com ela. Na sequência do apelo, cada compadre e cada comadre pôs-se de pé, mostrando assim que estava

de acordo com o apoio a esta causa, para a qual a ABP destinou 5.000€. O compadre José Ventura, emocionado, soltou algumas lágrimas, perante a atitude da plateia. OS fundos angariados para solidariedade cresceram também com as multas aplicadas pelo carrasco Manuel Moreira. A pedido do presidente Fernando Lopes, todos os presentes tiveram que ser multados com, pelo menos, 1€. A soma final angariada foi um bom contributo para os fundos da ABP. A isso somou-se também o valor

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angariado pela ABP Júnior, que vendeu doces e velas feitas pelos jovens. No evento, houve ainda um momento para homenagear o recém-falecido compadre João Vieira. Luís Malta, antigo presidente da ABP, lembrou ainda o falecimento recente de um outro compadre, da Academia do Bacalhau de Lisboa. Apesar de a refeição ter ficado aquém do desejado, o jantar foi um momento de agradável convívio para os presentes, numa noite em que a ABP contou também com alguns compadres reformados que já não estavam presentes há algum tempo. A próxima tertúlia da ABP decorrerá no dia 11 de junho, domingo, ao meio-dia, e não ao jantar como é habitual.


NOTÍCIAS Membros da CCILSA almoçam com a Academia-Mãe

Na quinta-feira, dia 11 de maio, decorreu no restaurante Rodízio, em Bedfordview, mais um convívio semanal da Academia-Mãe. O evento desta semana contou como convidados com o compadre Carlos Oliveira e Jorge Cravo da CCILSA (Câmara de Comércio e Indústria Luso-Sul-Africana), e com o presidente da Academia do Bacalhau da Namíbia, o compadre Manuel Coelho. O almoço começou mais tarde do que o habitual, pelas 13h45, em deferências aos convidados que estavam por chegar. O tom do “Gavião de Penacho” foi dado pelo compadre honorário João Carreira e o presidente José Contente deu as boas-vindas a todos os presentes em torno da mesa. Uma especial saudação foi feita ao compadre

Joanesburgo, África do Sul

Coelho da Namíbia, “que é sempre bem-vindo e querido nesta casa”, afirmou o presidente. Para “carrasco” da tarde, a escolha do compadre Contente recaiu sobre o compadre Jorge Araújo. Após as entradas de feijoada à brasileira e ameijoas à espanhola, com que os compadres foram recebidos, o primeiro prato foi servido, a sopa de caldo-verde. Os pratos foram servidos em rápida sucessão, com vista a “recuperar” o atraso com que o repasto começou. O “fiel amigo” foi servido à Lagareiro. Logo após o prato principal ser levantado, o presidente soou o badalo e pediu à comadre Analiza Lousada para apresentar os seus convidados. “Boa tarde amigos compadres e comadres, tenho a honra de apresentar o Carlos

“Uma especial saudação foi feita ao compadre Coelho da Namíbia, “que é sempre bem-vindo e querido nesta casa”” 13

Miguel de Oliveira e o Jorge Cravo, ambos da CCILSA. Estão aqui, para que vos possam conhecer a todos e claro, disfrutar de um bom momento e de um bom prato de bacalhau”, atestou a comadre. O presidente Contente afirmou que “temos cá uma visita, que sempre que vem a Joanesburgo, não deixa de estar connosco. É o nosso compadre Manuel Coelho, presidente da Academia da Namíbia. Compadre, se fizer o favor, dirija-nos umas palavrinhas suas.” “Amigos e convidados”, começou por afirmar o compadre Coelho,

“já há conversações adiantadas para se fazer uma Academia do Benfica na Namíbia”

“não tenho muito a dizer, além de que é sempre um enorme prazer estar entre vós aqui na Academia-Mãe. Não posso, no entanto, deixar de vos convidar para as celebrações que vão ter lugar na Namíbia. Primeiro o aniversário da Academia do Bacalhau da Namíbia e depois, vamos ter o jantar do Dia de Portugal, vem cá a Tuna Académica do Porto. Convidá-los também no dia 16 julho para a festa do tetra campeonato do Benfica, com a presença do Nuno Gomes. Temos uma Academia de futebol que começámos com sub-7 e que vai até aos sub-17. Vamos ter um torneio que reúne 650 miúdos e já há conversações adiantadas para se fazer uma Academia do Benfica. O presidente Contente acrescentou que no mês de maio decorre no Wanderers Club em Illovo, a Cimeira Regional Africana das Academias. Depois das intervenções de diversos compadres, a palavra final da tarde foi dada ao “carrasco”. O compadre Jorge Araújo distribuiu as multas e castigos, e as sobremesas foram servidas. O almoço foi encerrado com o entoar do refrão da Marcha da Academia e o último “Gavião de Penacho”.


SOLIDARIEDADE Associação de Apoio à Criança Abandonada

Todos os anos, a Academia do Bacalhau de Luanda ajuda a Associação de Apoio à Criança Abandonada (AACA), sediada na capital angolana. A AACA iniciou os seus trabalhos em 1992. Segundo a fundadora e diretora, Rosária Pacavira, essa foi a época em que a Guerra Civil angolana invadiu realmente as cidades. As famílias das províncias mais afectadas começaram a fugir para Luanda pelos aviões do Programa Alimentar Mundial (PAM) e nesses voos iam centenas de crianças que, quando chegavam à capital, ficavam pelas ruas, muitas abandonadas pelas famílias, algumas encontradas abandonadas nas igrejas. A AACA foi inspirada na iniciativa do Padre Horácio, que foi a primeira pessoa a trabalhar com crianças de rua fugidas da guerra. Ele recolheu cerca de 400 crianças e deu a assistência que estava ao seu alcance, contando com a ajuda de pessoas solidárias, que

se revezavam e faziam as principais refeições do dia para levar ao abrigo. O único senão é que ele só recolhia meninos. Então, a 31 de julho de 1994, Dia da Mulher Africana, a AACA foi inaugurada oficialmente num espaço de Luanda negociado com militares, para receber exclusivamente meninas abandonadas. A instituição começou com 18 meninas e tem hoje aproximadamente 50 a 60 beneficiadas, a partir dos 6 anos de idade, sendo que podem permanecer na casa até os 18. Lá, as meninas têm aulas de culinária, corte e costura, e informática. Algumas das meninas foram adotadas oficialmente por casais de expatriados, que lhes proporcionaram formação escolar e uma vida mais condigna. A associação é apoiada pelo governo e por instituições sem fins lucrativos ou entidades privadas, que contribuem com fundos para a alimentação, ensino às internas e para o salário de alguns professores da casa. Porém, a AACA funciona basicamente através de doações de pessoas solidárias. Foi neste sentido que a Academia do

“A 31 de julho de 1994, Dia da Mulher Africana, a AACA foi inaugurada oficialmente para receber exclusivamente meninas abandonadas” 14

Luanda, Angola

Bacalhau de Luanda se propôs ajudar também. Todos os finais de cada ano, pela altura do Natal, os compadres reúnem-se e, em caravana, vão fazer a entrega dos alimentos à AACA – assim como à instituição Beiral, que alberga idosos - numa cerimónia que reúne as direcções das instituições e os seus beneficiários. Há quatro anos, o arquiteto Luiz

Alberto Grosso, membro da direção e grande incentivador das actividades da Academia do Bacalhau, convidou a amiga Luciana Alexandra Campos, a participar nos eventos da Academia e a conhecer as actividades da mesma. Quando fizeram uma visita à AACA e Luciana conheceu as meninas, ficou imediatamente apaixonada com a possibilidade de se aproximar e ajudar


SOLIDARIEDADE Necessidades urgentes da Associação de Apoio a Criança Abandonada Professores voluntários em várias áreas Dois vigilantes para cuidar da casa Linha de telefone fixo Professores voluntários para a sala de informática Uma enfermeira Camas Manutenção voluntária geral da casa, gerador e aparelhos de ar condicionado

esta instituição. Como estávamos próximo do final do ano, Luciana empenhou-se em organizar a primeira festa de Natal que as meninas da AACA já tinham tido. Foi um evento memorável, até porque Luciana convidou 72 padrinhos, de maneira a que cada menina tivesse o seu presente. Mas Luciana foi ainda mais longe: com a ajuda de patrocinadores, conseguiu fazer a substituição do gerador e a instalação de aparelhos de ar condicionado nos quartos das meninas para lhes proporcionar mais conforto. A partir deste evento, Luciana sensibilizou muitas outras pessoas voluntárias e dispostas a organizar todos os anos o Natal das Meninas Abandona-

das da AACA. Neste momento, a Academia do Bacalhau de Luanda, nomeadamente através do seu compadre arquiteto Luis Alberto Grosso, está envolvida no projeto da nova casa das meninas da AACA, que precisam de sair do espaço provisório onde se encontram e ser transferidas para a nova casa. É necessária ajuda para construção da nova casa, que será estabelecida no município de Cacuaco, em terreno doado pelo Ministério do Comércio. No projeto está previsto escola, alojamento, cozinha, espaços de convívio, lazer e desportos, administração, vivenda para a administradora do espaço, entre outros.

Para colaborar, entre em contato ou visite a instituição: Associação de Apoio à Criança Abandonada Directora: Rosária Pacavira Rua Albano Machado, nº 61-63, Luanda Telefone: 923 130 349 www.aacaluanda.pbworks.com

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SOLIDARIEDADE Porto Santo apoia centro de saúde da ilha Por Academia do Bacalhau de Porto Santo

A ilha do Porto Santo, fazendo parte integrante do Arquipélago da Madeira, tem problemas devidos à sua insularidade, que é dupla, se tivermos em conta o território nacional. Sobretudo na área da saúde, são sempre restritos os meios disponíveis, apesar do grande esforço das entidades regionais para que o Centro de Saúde local possa responder da melhor maneira.

Ao longos dos anos temos registado muitas melhorias nos cuidados de saúde, ao ponto do Centro já ter internamento, o que não é normal em Centros de Saúde da Região. Para além disso, já são muitas as especialidades que têm consultas na ilha, com a deslocação de especialistas vindos da Madeira. Por outro lado, os doentes

“Sobretudo na área da saúde, são sempre restritos os meios disponíveis”

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Porto Santo

mais graves têm sempre a hipótese de deslocação imediata para o Hospital Central do Funchal, através de uma colaboração com a Força Aérea Portuguesa, que tem na ilha, permanentemente, um avião e um helicóptero, que em cerca de uma hora coloca um paciente no Funchal, o que de certo não sucederá em muitos locais do país. De qualquer modo, há sempre outras dificuldades para a gestão do Centro, daí que tenhamos decidido apoiar, através dos nossos meios. Como sabem, a Academia do Bacalhau do Porto Santo, a exemplo de todas as outras dezenas de Academias espalhadas por todo o mundo, tem um fundo social, que é constituído pelas doações dos seus compadres em todos os seus convívios e ações. Ao longo dos quase dez anos de existência, a Academia tem dado diversos apoios à população porto-santense, sobretudo em produtos e cabazes alimentares, medicamentos, ajuda a estudantes e outros. Notámos, no entanto, que já há mais instituições a fazer o mesmo, e por vezes em duplicado. Assim, abordámos o assunto com a Direção do Centro de Saúde, e mais tarde, numa das reuniões mensais da Academia do Bacalhau do Porto Santo, lançámos a ideia de apoiar o

“ao apoiar o Centro de Saúde do Porto Santo, estamos também a apoiar todos os seus utentes, no fundo toda a população portosantense” nosso Centro de Saúde, com material que fizesse efetivamente falta, pois sabemos que as verbas oficiais não chegam para tudo. A Direção do Centro de Saúde disse-nos realmente o que era mais necessário, e daí resultou uma parceria, que em boa hora foi pensada e executada. O material agora entregue constou de: uma placa de transferência profissional; diversos aparelhos medidores de tensão arterial; diversos oxímetros de dedo, e ainda uma cadeira de rodas. A ideia principal que norteou esta doação foi que, ao apoiar o Centro de Saúde do Porto Santo, estamos também a apoiar todos os seus utentes, no fundo toda a população porto-santense, e daí termos a certeza de que a Academia do Bacalhau do Porto Santo está, mais uma vez, a cumprir a sua função social.


CULTURA Portugal vence Eurovisão

Portugal venceu o concurso da Eurovisão, a 13 de maio, pela primeira vez na história do concurso. Salvador Sobral representou o país com a música “Amar pelos dois”. O intérprete português obteve 758 pontos na votação combinada dos júris nacionais e do público, na final do festival disputada por 26 países, na capital ucraniana de Kiev. Salvador Sobral foi o único concorrente a cantar na língua natal, tendo todos os restantes cantado em inglês. Nas primeiras declarações após a vitória, Salvador Sobral declarou que “vivemos num mundo de música descartável, de música ‘fast-food’ sem qualquer conteúdo. Isto pode ser uma vitória da música, das pessoas que fazem música que de facto significa alguma coisa. A música não é fogo-de-artifício, é sentimento. Vamos tentar mudar isto. É altura de trazer a música de volta, que é o que verdadeiramente interessa”. Depois de anunciado o vencedor, Salvador subiu ao palco acompanhado pela irmã Luísa Sobral, autora da letra, para interpretarem juntos o tema.

“Salvador Sobral representou o país com a música ‘Amar pelos dois’”

Amar pelos dois Se um dia alguém perguntar por mim Diz que vivi pra te amar Antes de ti, só existi Cansado e sem nada pra dar. Meu bem, ouve as minhas preces Peço que regresses, que me voltes a querer Eu sei que não se ama sozinho Talvez devagarinho possas voltar a aprender.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, felicitou Salvador dizendo que “Quando somos muito bons, somos os melhores dos melhores. Muitos parabéns ao Salvador Sobral”. Portugal será agora o palco do festival da Eurovisão em 2018.

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Meu bem, ouve as minhas preces Peço que regresses, que me voltes a querer Eu sei que não se ama sozinho Talves devagarinho possas voltar a aprender. Se o teu coração não quiser ceder Não sentir paixão, não quiser sofrer Sem fazer planos do que virá depois O meu coração pode amar pelos dois.


RECEITA Beringela recheada com bacalhau Ingredientes: • 2 postas de bacalhau demolhado • 2 beringelas

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Corte as beringelas longitudinalmente e retire-lhes a polpa com a ajuda de uma faca ou colher.

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Pique os alhos e a cebola e refogue-os em metade • 1 cenoura do azeite. Junte a cenou• 1 pimento vermelho pequeno ra ralada, a salsa picada e a • q.b. louro polpa de beringela cortada aos • 2 dentes alho pedaços e cozinhe mais um • 2 dl azeite pouco. • 1 ramo salsa Acrescente o bacalhau • q.b. sal e pimenta ao refogado, tempere com sal e pimenta a gosto e deixe cozinhar mais um ou dois minutos. Retire do lume e Preparação: recheie as beringelas. Coza as postas de baColoque as beringelas num tabuleiro, regue com calhau em água a ferver o restante azeite e leve temperada com as folhas de louro durante 5 minutos. Dei- ao forno a 180 graus durante 15 xe arrefecer, retire-lhes as peles minutos. Retire do forno e sirva e espinhas, desfie e reserve. decorado com salsa. • 1 cebola

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Caros compadres e comadres, Lembramos que é URGENTE encontrar financiamento para o projeto da newsletter das Academias do Bacalhau. O primeiro passo será cumprir com os pagamentos de cada tertúlia à Academia-Mãe. No congresso de Estremoz foi debatido o assunto, com muitos compadres a argumentar que não cumprem com os pagamentos porque não vêm aplicação práticas dessas verbas. Pois aqui está um projeto a precisar urgentemente desses mesmos pagamentos, correndo-se o risco de ter que se por fim ao mesmo se não se encontrar forma de financiamento. O segundo passo será tentar encontrar empresas que estejam interessadas em fazer publicidade nesta publicação. Se souberem de potenciais interessados, agradecia que fizessem uma primeira abordagem com eles e me enviassem os contatos para que eu possa dar seguimento (newsletteracademiabacalhau@gmail.com). Um Gavião de Penacho, Diana Bernardo


AGENDA DE JUNHO Faial, Portugal Dia 29, às 20h00 Jantar no restaurante Pasquinha Joanesburgo, África do Sul Dia 17, no Wanderers Club 49º aniversário / jantar de gala Lisboa, Portugal Dia 30, às 19h30 Jantar no hotel Sana Metropolitan New Jersey, Estados Unidos Dia 17, às 19h00 Jantar no restaurante The Castle Paris, França Dia 11, às 12h30 Encontro no Café des Marroniers, no Jardin des Tuilleries Porto Santo, Portugal Dia 29, às 20h30 Jantar no restaurante Panorama Terceira, Portugal Dia 21, às 19h30 Jantar no restaurante Beira-Mar, em Angra do Heroísmo Toronto, Canadá Dia 10, almoço na Churrasqueira Bairrada 19

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Newsletter 6 - maio 2017  

Newsletter mensal das Academias do Bacalhau. Edição nº 6, maio de 2017.

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Newsletter mensal das Academias do Bacalhau. Edição nº 6, maio de 2017.

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