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Testes rápidos de diagnóstico do VIH chegam aos CSP _ P. 18

_ P. 6 e 7

_ P. 14/17

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“É fundamental a interligação entre todas as instituições do Alentejo para dar resposta às necessidades”

5.as Jornadas Nortenhas de Diabetologia Prática em MGF

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José Robalo

Edições

www.newsfarma.pt Diretora: Paula Pereira Mensal • Outubro 2013 Ano I • Número 7 • 3 euros

dos cuidados de saúde primários usf valongo

Primeira a receber certificado de acreditação internacional Inaugurada em setembro de 2006, passou a modelo B em maio de 2008. “Abranger todas as pessoas, todos os dias, em todas as áreas” é o lema de uma equipa coordenada por Margarida Aguiar. _ P. 20/24

António Pedro Machado

Médicos de família são os principais agentes na abordagem deste flagelo O presidente da Sociedade Portuguesa de Hipertensão, Fernando Pinto, não tem dúvidas em afirmar que a medição da pressão arterial deve ser feita sempre que o MF contacta com o utente, independentemente do motivo da consulta. Porquê? A sua prevalência (42,2%) na população adulta portuguesa justifica a preocupação daquele cardiologista. _ P. 30/36

_ P. 10

Mitos sobre opioides impedem um correto tratamento da dor _ P. 8

Carlos Robalo Cordeiro “MF tem papel vital no panorama da patologia respiratória” _ P. 12

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Hipertensão

Apostar na formação pura, isenta, ética e prática do conhecimento médico


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Reportagem USF Valongo

USF valongo

A primeira a receber certificado de acreditação internacional A USF Valongo foi uma das primeiras unidades de saúde familiar a entrar em funcionamento a nível nacional, em 4 de setembro de 2006, data em que foram inauguradas as quatro primeiras USF. Em maio de 2008 passou a modelo B (no primeiro dia de início deste tipo de modelo de USF). Em 2010, foi novamente pioneira ao transformar-se na primeira unidade acreditada no âmbito dos CSP. De acordo com Margarida Aguiar, sua coordenadora, a acreditação ótima é o próximo passo. O Jornal Médico foi até Valongo, no distrito do Porto, para conhecer esta USF.

Segundo Margarida Aguiar, “a principal motivação desde o primeiro dia da USF foi o trabalho de equipa” (que caracteriza a reforma dos CSP). A missão da unidade é promover a melhoria contínua da qualidade dos seus serviços, objetivo que, na sua opinião, tem vindo a ser cumprido, dado que “tem conseguido subir diferentes patamares”. A USF Valongo foi a primeira das 4 USF que se submeteram voluntariamente a um processo de acreditação (concluído com êxito): acreditação de nível avançado (Bom). Este processo foi efetuado segundo o modelo de acreditação da Agência da Qualidade Sanitária de Andaluzia, definido pelo Ministério da Saúde,

no quadro da Estratégia Nacional para a Qualidade na Saúde, coordenada pelo Departamento da Qualidade da Direção-Geral da Saúde, como modelo oficial e sustentável de acreditação das instituições de saúde do SNS. Segundo a coordenadora da unidade, no princípio, foi um trabalho árduo, por se tratar do primeiro processo de acreditação em Portugal. “Não existia qualquer tipo de referência. Tínhamos apenas um manual adaptado à realidade espanhola, tendo sido necessário fazer a ponte para a realidade portuguesa”, refere, salientando ter sido um trabalho que “obrigou a unidade a desenvolver estratégias tendo em vista a melhoria da qualidade, olhando

sempre o cidadão como centro do sistema”. Temos uma equipa de qualidade que se reúne semanalmente e que analisa os problemas, planeia soluções, objetivos, ganhos de efetividade, eficiência, equidade, qualidade, motivação dos profissionais, capacitação e autonomia”, salienta. Além do plano interno de capacitação de doentes agregados em patologias semelhantes, nomeadamente na diabetes, a USF também intervém na comunidade, particularmente na Universidade Sénior e nos grupos do Programa de Ação Sénior da Câmara Municipal. A unidade preocupa-se também com os

cuidadores dos doentes dependentes. Desenvolveu um programa multidisciplinar que denominou de “Cuidar de quem cuida”, destinado aos cuidadores dos doentes dependentes, com sessões de capacitação do cuidador, bem como sessões periódicas e, em continuidade, de relaxamento com psicóloga. Há um plano global de auditorias internas que incluem auditorias aos registos clínicos, aos programas de saúde, à estrutura da USF, aos gabinetes, às áreas de consulta, às áreas de espera, ao consentimento informado, à confidencialidade, à proteção de dados e ao controlo da infeção. As auditorias são realizadas pelo menos duas vezes por ano.

Na área clínica, Margarida Aguiar indica que a USF elaborou normas de prescrição clínica para problemas de saúde onde a equipa sentiu necessidade de normalizar prescrições e apresenta e discute em grupo as normas da Direção-Geral da Saúde. Faz a avaliação da variabilidade de prescrição por médico, com cruzamentos de custos e de controlos de qualidade clínica, nomeadamente na diabetes (he-


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Reportagem USF Valongo

Margarida Aguiar:

“A MGF é a especialidade mais abrangente” Margarida Aguiar nasceu em 1956 e é natural de Valongo. O interesse pela MGF nasceu logo após a conclusão do curso de Medicina. “Sempre entendi esta especialidade como a mais abrangente”, afirma, acrescentando que na MGF o médico de família vê o doente como um todo integrado no seu contexto biopsicossocial e familiar e acompanha-o em todas as fases da vida, fazendo a integração de cuidados com outros níveis assistenciais. “Cativa-me o facto de o MF ser o gestor e conselheiro da saúde dos seus doentes.” Terminou o curso de Medicina na FMUP, em 1979, com 22 anos. Fez o Internato Geral no Hospital de Famalicão, o Serviço Médico à Periferia em Paredes e iniciou-se como clínica geral no Centro de Saúde de Valongo, em março de 1983, tendo feito formação específica para a especialidade de MGF a seguir. É chefe de serviço de MGF desde 2003. Margarida Aguiar completou em 2013 30 anos de serviço no mesmo centro de saúde onde está atualmente. “Fui chefe do Serviço de Cuidados Personalizados durante 17 anos no Centro de Saúde de Valongo. Em março de 2006, iniciei o projeto da USF.” Casada com um médico de Saúde Pública, tem dois filhos, uma filha médica em formação específica de Anatomia Patológica no IPO do Porto e um filho administrador de sistemas. Apesar de uma atividade profissional intensa, ainda lhe resta algum tempo para fazer caminhadas regulares.

Enfermeiros executam cuidados gerais Em entrevista, Anabela Queirós, enfermeira na USF Valongo desde o início, destaca o papel tripartido dos elementos da equipa (médicos, enfermeiros e secretários clínicos). “Cada um tem o seu papel, mas todos interagem uns com os outros”, afirma, adiantando que todos os elementos da equipa efetuam cuidados gerais, ao contrário do que acontece noutros serviços, em que existe enfermagem especializada em determinadas áreas. Para a enfermeira, a principal mais-valia do modelo USF é a ligação do enfermeiro com o MF e com as famílias porque, como salienta, “se soubermos quais sãos os nossos grupos restritos de utentes, sabemos como os trabalhar”. Anabela Queirós dá o exemplo dos grupos de diabéticos: “Na pré-consulta de diabetes, realizada pela Enfermagem, o enfermeiro avalia os parâmetros e transmite-os ao MF”, uma ligação que traz muitos benefícios para o utente.

moglobina a1c) e na hipertensão (tensão arterial). A unidade garante aos cidadãos inscritos uma carteira básica de serviços e contratualiza anualmente cerca de 30 indicadores distribuídos pelos itens acesso, desempenho assistencial, qualidade percecionada, indicadores económicos e financeiros. Funciona entre as 8.00h e as 20.00h, apesar de ter sido já pedido o

alargamento de horário, que não foi concedido.

Equipa centrada na saúde do utente A partir da missão “Promover a melhoria contínua da qualidade e de eficiência dos seus serviços, para aumentar o nível de saúde da população inscrita”, definiu como lema “Abranger todas as

pessoas, todos os dias, em todas as áreas”. A USF Valongo garante a consulta no dia em situações de doença aguda e oferece a possibilidade de uma marcação rápida e atempada para a consulta programada por iniciativa do doente. “Nos programas de saúde – saúde infantil, saúde materna, rastreio oncológico, hipertensão e diabetes –, assim como nas vigilâncias, o doente vem à consulta e sai logo com a seguinte programada”, refere. Assegura ainda a continuidade de cuidados. “Se os doentes faltam ou não cumprem, nós convocamos”, conta Margarida Aguiar, salientando que a proatividade é um ganho. A médica de família menciona

A enfermeira faz questão de realçar a boa relação estabelecida entre médicos, enfermeiros, secretário clínicos e utentes, “um aspeto que é comprovado através dos inquéritos de satisfação levados a cabo na unidade”.

Anabela Queirós | Enfermeiros, médicos e famílias estão mais ligados

que, por vezes, os “faltosos” são os que necessitam mais. Outra das características apontadas pela responsável é a complementaridade de funções, que permite ganhos devido à não repetição de procedimentos. A médica de família esclarece que a atuação para cada profissional está bem documentada e é feita em continuidade, não havendo assim duplicação de trabalho. Para Margarida Aguiar, “o sucesso da unidade deve-se, sobretudo, ao comprometimento mútuo, ao envolvimento de todos, à vontade de melhoria, à abertura para a mudança, à criatividade, aos procedimentos uniformes, à visão de integralidade (como, quem e onde) e à mo-

A USF Valongo recebeu o certificado de acreditação internacional em 2010. A satisfação dos utentes, a acessibilidade às consultas, a segurança do espaço, o funcionamento da USF, os sistemas de informação, as tecnologias, a proteção de dados, a gestão por objetivos, as atividades de promoção de saúde e a formação dos profissionais foram alguns dos itens avaliados, numa extensa lista (mais de 100).


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Secretariado clínico: a face da USF Para Paula Oliveira, o secretário clínico é a face da USF. “Para passarem para o médico ou enfermeiro têm de passar primeiro por nós”, afirma, salientando a boa relação estabelecida entre os profissionais e os utentes. O secretário clínico é responsável pelo atendimento, pelo trabalho de back office (convocar utentes, envio de processos, entre outras tarefas) e pelos pedidos de material e, brevemente, estará também encarregue do processamento dos orçamentos de material. Paula Oliveira sublinha a facilidade na marcação de consultas na USF Valongo. “Atualmente, os utentes chegam e são sempre atendidos. Nos centros de saúde não havia esta organização.” Por outro lado, “dada a marcação de consultas regulares, os doentes estão mais vigiados e por isso não recorrem tanto à unidade como antigamente”, sendo “mais fácil fazer a triagem de cinco utentes do que de 20”.

dificação da atitude dos profissionais e da organização”. A USF Valongo articula com a Equipa Coordenadora Local (ECL) da Rede Nacional de Cuidados Continuados e Integrados, com o Serviço Social, com a Unidade de Saúde Pública, com a Unidade

de Recursos Assistenciais Partilhados

(URAP), com o Centro de Diagnóstico Pneumológico (CDP) e com outras unidades quando os doentes estão deslocados na área de influência da USF e necessitam de cuidados domiciliários. É de realçar também a abertura da unidade à comunidade, nomeadamente através da realização de sessões de educação para a saúde, segundo um plano de ação na Universidade Sénior e na Câmara Municipal. Avaliação contínua da satisfação dos utentes e profissionais

Paula Oliveira | A marcação de consultas está facilitada

“Os utentes mostram-se satisfeitos e o trabalho do secretariado clínico está mais facilitado”, conclui.

A satisfação dos utentes e dos profissionais é outra das preocupações da USF Valongo. “É importante que o utente esteja satisfeito, mas o contentamento do profissional é igualmente relevante”, afirma Margarida Aguiar, justificando que “o

profissional também fica contente quando o utente está satisfeito”. A coordenadora da USF refere que são feitos anualmente dois inquéritos aos utentes e um aos profissionais de saúde. Adicionalmente, há outras formas de captar informação dos doentes. “Todos os elementos da equipa têm um documento no ambiente de trabalho, designado por ‘Voz dos utentes’, que permite registar e captar sugestões de forma ativa.” Estes sistemas “possibilitam que uma sugestão que seja feita pelo utente no secretariado ou até numa consulta seja registada e avaliada posteriormente pela equipa da qualidade e possa ser aproveitada para uma atitude corretiva”. A caixa de sugestões é outro dos meios utilizados pela unidade para avaliar a satisfação dos utentes. De acordo com a nossa entrevistada, no último ano, “aumentaram os elogios”. “Tivemos apenas uma reclamação e foi funcional”, revela. Há ainda a possibilidade de entrevista do utente com a coordenadora da USF em horário próprio. Adicionalmente, há uma comissão de utentes que realiza reuniões bimensais, nas quais a coordenadora da USF também

participa em parte da reunião, onde são transmitidas informações sobre o funcionamento da unidade ou as propostas de alteração (por exemplo, a existência de um problema no atendimento telefónico).

Incentivos institucionais em falta Segundo Margarida Aguiar, desde a criação da USF que os indicadores financeiros foram sempre cumpridos a 100% e os institucionais (que incluem os económicos), na maioria dos anos, também foram cumpridos a 100%.

22 elementos | O grupo da USF Valongo é constituído oito médicos, oito enfermeiros e seis secretárias clínicas


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A coordenadora da unidade salienta que os indicadores económicos são difíceis de cumprir. “Este ano, por exemplo, contratualizámos no dia 2 de maio e impuseram-nos 20% na redução dos custos com meios complementares de diagnóstico. Ora, desde o início do ano, já tinham passado quatro meses”, relata, afirmando que foi levado a cabo por todas as unidades do ACES uma exposição de protesto de que se aguarda uma resposta. “Tentamos racionalizar tudo o que é desperdício e gastos. No entanto, após sete anos de funcionamento, exigem-nos

USF Valongo venceu o Prémio Saúde Sustentável 2011

A USF Valongo foi a vencedora do Prémio Saúde Sustentável 2011. Este prémio tem como objetivo distinguir e premiar entidades, individuais ou coletivas, públicas ou privadas, prestadoras de cuidados de saúde – hospitalares, cuidados primários ou cuidados continuados – que se tenham destacado por promover e implementar princípios e ações de sustentabilidade com impacto tangível na saúde.

20% de redução nos custos com meios complementares de diagnóstico quatro meses após o início do ano. É praticamente o mesmo que dizerem-nos que não conseguimos cumprir”, considera. Margarida Aguiar revela que, desde 2007 (relativamente a 2012), a USF tem ainda 60 mil euros de incentivos institu-

Próximo passo: acreditação ótima! Segundo Margarida Aguiar, além do investimento na melhoria contínua da qualidade, a USF Valongo

pretende submeter-se ao processo de acreditação ótima (nível que sucede à acreditação avançada).


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Utentes satisfeitos com serviço personalizado e atendimento rápido

cionais para aplicar. No entanto, até ao momento, a unidade conseguiu que fossem utilizados apenas 9390 euros.

Formação e investigação com peso relevante De acordo com Margarida Aguiar, a formação e investigação representam uma área muito “querida” para a unidade, “quer pela atividade formativa que oferece, quer pela necessidade de promover formação para os nossos internos, quer pelo gosto que existe na melhoria da qualidade”. A USF acolhe internos da especialidade de MGF e dá apoio também a alunos do 6.º ano e internos do Ano Comum. Adicionalmente, acolhe estágios de Enfermagem. Na unidade, são elaborados, de modo regular, vários projetos de investigação e trabalhos de garantia de qualidade que dão um grande dinamismo à instituição. “Temos um trabalho que foi recentemente premiado pelo Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge”, adianta.

Informação ao utente A centralidade no doente levou também ao desenvolvimento de traduções de vários documentos em várias línguas e em braille (carta de direitos e deveres dos utentes, carta da qualidade, carteira básica de serviços). Além disso, a unidade possui ainda um painel de comunicação que consiste numa folha gráfica para outro eventual tipo de dificuldade de comunicação não linguística (gestos ou indicação da zona do corpo). Está ainda afixado um quadro com diversa documentação (informação de educação para a saúde). Todavia, menciona, “como não há possibilidade de expor todo o material, o doente tem a possibilidade de solicitar informação a qualquer elemento da equipa, dado que todos possuem a documentação no ambiente de trabalho do seu computador, sendo possível ser impressa”.

Um dos principais ganhos em saúde das USF face ao modelo anterior (centros de saúde) é a melhor acessibilidade, ou seja, a maior cobertura assistencial. “Temos uma taxa de utilização bastante superior às das unidades de cuidados de saúde personalizados (UCSP), tanto a um ano (72,24%), como a três anos (89,6%).”

A opinião dos utentes é unânime relativamente à qualidade da USF Valongo. O serviço “personalizado” e a rapidez no atendimento são as principais mais-valias apontadas pelos utentes nestes sete anos de funcionamento. Para Sílvia Moreira, “as vantagens do modelo USF são muitas”. A utente destaca a existência de um MF e de um enfermeiro de família para cada utente e o facto de conseguir consulta com mais facilidade. “O espaço, o ambiente e a equipa são muitos bons. Não consigo apontar nada de mau. É tudo ótimo em relação a muitos centros de saúde que conheço”, afirma, admitindo preferir recorrer à unidade numa situação de urgência do que a um hospital. “Sinto-me mais à vontade, pois já tenho intimidade com o MF e com o enfermeiro”, justifica. Ana Martins nasceu em Valongo e já é utente desde muito antes da Reforma dos CSP. “Relativamente ao centro de saúde, a USF está mais evoluída, quer em termos de acessibilidade, quer de assistência”, menciona, acrescentando que, anteriormente, o tempo de espera para uma consulta era bastante superior. “Agora, existe uma maior organização. A unidade está aberta mais tempo

e consigo consulta com maior facilidade”, refere. Na sua opinião, o facto de haver consulta aberta também ajuda a não acumular muitas pessoas. “Antigamente, muitas vezes havia pessoas até à porta. Atualmente, podemos aguardar sentados.” Apesar de ter outro subsistema de saúde, Rosa Lima recorre à USF Valongo para as consultas de MGF. A utente guarda na sua memória o antigo centro de saúde, com o qual foi “criada” e, aos seus olhos, “tem havido melhorias substanciais”. “Ligo para cá, sou bem atendida e não tenho tido problemas.” Vítor Moreira, de 52 anos, é utente da USF Valongo há cinco anos e apenas se arrepende de ter ido pela primeira vez ao médico aos 47 anos, altura em que lhe foi diagnosticada diabetes. “Só tenho bem para dizer do meu médico, do enfermeiro de família e do secretariado clínico. São todos impecáveis”, indica. Por engano, no dia em que a nossa equipa de reportagem esteve na unidade, Vítor Moreira deslocou-se até à USF para realizar um curativo que estava marcado para o dia seguinte. No entanto, o utente acabou por ser atendido, o que comprova a disponibilidade da equipa.

Sílvia Moreira

Rosa Lima

Ana Martins

Vítor Moreira

Ficha técnica Caracterização da população inscrita na USF Valongo (dados do final de 2012) N.º de utentes: N.º de idosos (> 65 anos): N.º de crianças e jovens (< 10 anos): N.º de mulheres em idade fértil (15-49 anos): Total de nascimentos:

15.200 1906 1908 4409 126

Total de consultas médicas: Programadas: Não programadas: Contactos indiretos: Domicílios:

48.878 2/3 1/3 14.551 379

Enfermagem: Total de contactos de Enfermagem: Visitas domiciliárias:

31.669 1988

Jornal medico outubro 2013, usf valongo