Issuu on Google+

Saiba mais

Conheça

o SAVAS

(Serviço de Atendimento à Vítima de Abuso Sexual)

Doença de Chagas na Amazônia A doença de Chagas é causada por um protozoário denominado Trypanosoma cruzi e é um dos maiores problemas de saúde pública da América Latina. Estima-se que existam cerca de 16 milhões de pessoas infectadas em todo o mundo. Sua forma de transmissão mais comum é a vetorial por picada de inseto popularmente conhecido como “barbeiro”. Outras formas de transmissão são: oral, tranfusional, congênita ou acidental. Pode ocorrer nas formas aguda e crônica. Na forma aguda, os sintomas mais comuns são febre e dores musculares. O tratamento na fase aguda deve ser iniciado logo após o diagnóstico com grande chance de cura. Já na fase crônica pode ocorrer grave acometimento digestivo ou cardíaco, sendo muito difícil o tratamento. Atualmente vem se demonstrando importante declínio do número de casos novos no Brasil de uma forma geral. Por outro lado, na Amazônia, que sempre foi considerada área de baixo risco para doença de Chagas, vem ocorrendo aumento no número de casos tanto agudos como crônicos. A maioria dos casos diagnosticados na Amazônia são agudos causados por surtos de transmissão oral relacionados a ingestão de sucos de frutas contaminadas como por exemplo o açaí. No Amazonas, ocorreram surtos de transmissão oral em Tefé (com 9 casos em 2004), Coari (com 25 casos em 2008) e em Santa Izabel do Rio Negro (com 17 casos em 2010). No entanto, tem se diagnosticado também casos crônicos com grande acometimento cardíaco em pacientes no Estado. O Hospital Universitário Francisca Mendes tem desenvolvido, desde 2007, uma linha de pesquisa em doença de Chagas em conjunto com o INCOR de São Paulo, a FIOCRUZ do Rio de Janeiro e a Fundação de Medicina Tropical do Amazonas. Foi criado um ambulatório específico para pacientes chagásicos, bem como foram apresentados os resultados desta linha de pesquisa em Congressos nacionais e revistas médico-científicas. O ambulatório de doença de Chagas é realizado todas as quintas-feiras, às 13 horas, no HUFM, pelo Dr. João Marcos B.Barbosa Ferreira (Cardiologista responsável pelo ambulatório de doença de Chagas do HUFM)

Dicas de Saúde O excesso de peso corporal tem forte relação com o aumento da pressão arterial. Calcula-se que para um aumento de peso de 10 kg, a pressão arterial aumente em 5 a 8 mm Hg. Isso significa que uma pessoa com pressão normal (12/8 mm Hg), depois do ganho de peso pode tornar-se hipertensa com pressão a partir de 14/9 mm Hg. Os problemas advindos da obesidade podem ser melhorados com a perda de peso relativamente modesta, principalmente se vier acompanhada da prática de atividade física. Estima-se que para redução de cada 1% do peso corporal, a pressão arterial diminua de 1 a 2 mm Hg.

Entrevista sobre o SAVAS, com a Médica Ginecologista do HUFM, Drª Ione Brum.

Informa

fevereiro . 2010 . no1

O que significa SAVAS? Serviço de Atendimento à Vítima de Abuso Sexual. É um serviço de urgência e acompanhamento às pessoas que sofrem este tipo de agressão física e psicológica. Ele foi criado pelo Ministério da Saúde e implantado no Brasil inteiro, mas aqui no Amazonas o começou a ser realizado no Getúlio Vargas em 2001, e em 2003 começamos o atendimento no Hospital Francisca Mendes. Como a vítima deve proceder em caso de abuso? Ela deve se encaminhar ao HUFM até 72 horas após a agressão. Aqui faremos o atendimento de urgência com uma equipe especializada de médicos ginecologistas, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais. É neste período que podemos fazer a prevenção das Doenças Sexualmente Transmissíveis, com exames de HIV, Hepatite B e outros, fazemos também a prevenção da gravidez (contracepção de emergência) e se for preciso, a interrupção da gestação. Tentamos também reduzir o trauma psicológico o máximo possível. Depois ficamos fazendo o acompanhamento que dura em média de quatro a cinco meses, dependendo da necessidade.

Reestruturação do HUFM prevê melhorias para os usuários do SUS

E este acompanhamento, como funciona? A vítima fica vindo ao hospital semanalmente, depois mensalmente, com o passar do tempo o espaçamento vai aumentando. Neste período fazemos exames que julgamos importantes e, claro, o acompanhamento psicológico da vítima e familiares. Qual a média de atendimentos mensal? De 40 a 45 atendimentos. Existe alguma característica comum nestas vítimas ou até mesmo nos abusadores? Sim. Elas são na maioria crianças e adolescentes do sexo feminino e os abusadores, em quase 60% dos casos, são conhecidos da vítima, pais, namorados, padrastos, entre outros. Há algum procedimento legal para que a vítima denuncie seu agressor? Sim. Aqui nos orientamos a pessoa a fazer a denúncia, mas deixando claro que não podemos obrigar ninguém a fazer isso. Também notificamos o Conselho Tutelar, no caso da vítima ser de menor, e a Secretaria da Saúde.

Fonte: http://www.sbn.org.br/ http://www.mulherdeclasse.com.br/

Programa Nacional de Telessaúde UNISOL / HUFM, parceria que dá certo Atendimento humanizado é a nova filosofia do HUFM p.8


Capa

editorial

Reestruturação do HUFM prevê melhorias para os usuários do SUS

notas

Esta é a primeira edição do nosso informativo, motivo mais do que claro para ser especial. Mas não é só isso. Preparamos este jornal institucional para que você, usuário do SUS, profissional da saúde, estudante, possa ter conhecimento das ações que acontecem no HUFM. Este ano que nasce, traz consigo muitas transformações para o hospital, determinadas pelo Sr. Governador do Estado, Eduardo Braga, que aliás, sempre definiu saúde como prioridade em seu governo. As mudanças incluem reformas nos mais diversos setores, troca de equipamentos, implantação de novos serviços, tema que será aprofundado na matéria de capa. Outro assunto a ser abordado é a nossa nova filosofia de atendimento, a humanização. Estamos passando a integrar o projeto criado desde 2005 pelo Governo Federal, o HumanizaSUS, com o objetivo de melhor acolher nosso usuário. Além disso, trataremos também dos eventos internos e externos, administrados pelos próprios colaboradores, Clube do Coração, Natal Solidário, vamos explicar o que é SESMT, SAVAS, tudo para que você compartilhe um pouco do dia-a-dia deste, que assim como outros hospitais públicos, enfrenta dificuldades, mas procura superá-las com muito trabalho, dedicação e colaboração de todos que aqui se encontram. Agradecemos a todos que nos ajudam a tornar mais prazerosa esta jornada. Governo do Estado, SUSAM, UFAM, Unisol, Ergodesign e Amigos da Saúde. Tenham uma boa leitura! Dr. Pedro Elias de Souza Diretor Geral do HUFM

O Hospital Universitário Francisca Mendes foi inaugurado no dia 21 de junho de 1999, sob o título de Hospital do Servidor Público do Estado Dona Francisca Mendes. Antes da inauguração, entretanto, o Governo do Estado já havia firmado, em abril de 1999, o contrato com a Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar (Pró-Saúde) para a administração da unidade hospitalar, projetada para se tornar referência na Região Norte. C o nfo r m e o co nt rato, a P ró - S a ú d e a s s u m i u a responsabilidade de administrar um hospital de alta complexidade com 12 mil m², em princípio, para o atendimento de funcionários públicos estaduais, por meio do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado do Amazonas (Ipeam). No ambulatório funcionavam dez consultórios para consultas simples nas seguintes especialidades: Clínica Geral, Gastroenterologia, Obstetrícia/Ginecologia, Pediatria, Oftalmologia (terceirizado) e Endocrinologia, além dos exames de Raio-X e ultra-sonografia, eletrocardiograma e eletroencefalograma e laboratório, este último também terceirizado. Em 2002, uma série de problemas internos, somados ao atraso do repasse da verba destinada à administração, geraram uma série de dificuldades, cirurgias foram suspensas, os aparelhos ficaram deteriorados, foram paralisados os setores de hemodinâmica, nutrição e serviço social, os geradores não funcionavam, entre outros. Foi diante deste cenário que a Universidade Federal do Amazonas, assumiu, em abril de 2003, a direção do Francisca Mendes que passou a ser denominado Hospital Universitário Francisca Mendes. Uma das primeiras medidas tomadas pela nova administração foi a universalização da clientela. O HUFM abriu as portas para o atendimento ao Sistema Único de Saúde (SUS) e ampliou o número de consultórios. De apenas dez salas em utilização, o ambulatório foi ampliado para 18 consultórios e, atualmente, possui 23 em funcionamento e equipados para a realização de todos os procedimentos médicos necessários e consultas mais detalhadas. A Ginecologia teve o número de consultórios ampliados para cinco e recebeu mais infra-estrutura, o que possibilitou a realização de exames mais precisos e detalhados como preventivos e colposcopia. Foram implantados novas especialidades e serviços, como a cardiologia, a ortopedia, a psicologia, o serviço social, a nutrição, a imunização e o serviço de atendimento a vítimas de abuso sexual, entre outros. Vários dos aparelhos que estavam com defeito foram repostos para que todas as clínicas voltassem a funcionar normalmente. A recepção foi ampliada recebendo melhorias na estrutura para atender a demanda de atendimentos e a central de ar-condicionado, que estava sem manutenção e com avarias, foi reformada objetivando a perfeita climatização do hospital. O laboratório passou a ser próprio, e não mais terceirizado, o setor de farmácia teve estoque renovado e ampliado. Enfim, a nova administração trouxe o suporte necessário para que o HUFM se transformasse no que é hoje, centro de alta complexidade em cirurgia cardíaca, referência em toda região Norte.

expediente Coordenação Meline Lopes Soares do Nascimento Projeto Gráfico Serviço de Ergodesign HUGV Impressão Gráfica UFAM Fotos Alfredo Fernandes (Capa) e Edson Almeida (Rebecca Garcia)

Telefones Úteis Diretoria 2123-2971/ 2922 Ouvidoria 2123-2907 Informações 2123-2930 Telemedicina 2123-2977

Desde a primeira semana de fevereiro o Hospital Universitário Francisca Mendes começou a passar por uma reestruturação geral, com o objetivo de melhor atender aos seus usuários. Neste primeiro momento a reforma está contemplando toda parte física, pintura interna e externa, reorganização dos corredores, enfermarias, centro de material esterelizável (CME), melhoria dos sistemas hidráulico, elétrico e de refrigeração, remoção de forros, piso, entre outros, enfim, tudo o que for possível fazer para aumentar o conforto de seus pacientes. Aliado a isso, serão substituídos os antigos equipamentos médicos, especialmente os do centro cirúrgico e imagenologia, sendo que para o último setor foi adquirido inclusive um novo tomógrafo computadorizado. “Com estas mudanças pretendemos melhorar ainda mais o atendimento ao usuário SUS, como também ampliar a nossa capacidade em todas as áreas. Esta é uma forma de prepararmos a unidade para a implantação do serviço de cirurgia cárdio pediátrica, o que será contemplado na segunda fase de nosso cronograma”, afirma o diretor-geral do HUFM, Dr. Pedro Elias de Souza. Este, aliás, é um dos principais objetivos do hospital para este ano, consolidar a realização de cirurgias cardíacas pediátricas e neonatais para os quais o hospital já começa a preparar a infraestrutura e a capacitação de equipes. Para começar a operar crianças e recém-nascidos, será necessária a instalação de uma enfermaria e uma UTI pediátrica. A perspectiva é de que o serviço de pediatria comece a funcionar no segundo semestre, ampliando a capacidade do Estado de atender crianças cardiopatas. A duplicação do número de cirurgias cardíacas em adultos também está em pauta. Atualmente o Francisca Mendes realiza duas intervenções deste tipo por dia, além de oferecer consultas, exames especializados e serviços complementares ao diagnóstico e tratamento de doenças do coração. “Apesar disso, a demanda ainda é muito alta, atendemos até pacientes de outros Estados, o que gera uma fila de espera. Nosso objetivo é zerá-la através deste avanço” reforça Pedro Elias. Para isso, está sendo construída uma UTI coronariana com mais oito leitos, reforçando os 12 já existentes. Desde o início da implantação do serviço de cardiologia cirúrgica em janeiro de 2005, o Hospital Universitário Francisca Mendes já realizou mais 1.400 cirurgias em pacientes adultos, evitando a necessidade de tratamento fora do domicílio (TFD), até então a única

alternativa para os que necessitavam ser submetidos a este tipo de intervenção. Para 2010 também se pretende duplicar o serviço de hemodinâmica que permite o diagnóstico de doenças por meio de exames como angiografias em geral, cateterismo e angioplastia, procedimentos que substituem as cirurgias tradicionais, para isto foi necessária a aquisição de um novo equipamento que custou aproximadamente R$ 1,8 milhão. É importante frisar que para passar por todas estas mudanças, será necessário reduzir o número de atendimentos, e se preciso, remover alguns pacientes internados. “Queremos concluir as reformas no menor tempo possível, só que mais importante que isto é garantir a segurança de nossos usuários e funcionários”. A primeira parte das obras emergenciais tem prazo de entrega de 45 dias, nela, cerca de 300 operários vão trabalhar intensamente para que tudo aconteça com o mínimo de transtornos e no menor tempo possível.

O Hospital Universitário Francisca Mendes pertence à rede de saúde do Governo do Estado e é administrado, via parceria, pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), desde abril de 2003. Desde 2005, a unidade é credenciada pelo Ministério da Saúde como Centro de Referência em Cardiologia de Alta Complexidade e atende pacientes do Amazonas e dos demais estados da Amazônia Ocidental. Atualmente os serviços oferecidos à população são: Consulta ambulatorial, radiografia, ecocardiograma, eletrocardiografia, eletroencefalografia, endoscopia diagnóstica, teste ergométrico, cateterismo diagnóstico, cateterismo terapêutico, eletrofisiologia diagnóstico, eletrofisiologia terapêutico, implante de marcapasso, arteriografia/angiografia, laboratório de análises clínicas, mamografia, ressonância magnética, ultrasonofrafia, tomografia computadorizada, m e d i c i n a n u c l e a r, c i r u r g i a g e r a l / g i n e c o l o g i a , neurocirurgia/embolização, cirurgia cardíaca, cirurgia vascular e internações.

p.7


Notícias

Hospital Francisca Mendes investe na Segurança de seus funcionários Desde janeiro entraram em vigor as novas regras para seguro por acidente de trabalho. Agora, a empresa que apresentar redução no número de acidentes e comprovar investimentos na área de segurança, pode ter abate de até 50% no valor da contribuição paga Seguro Acidente de Trabalho (SAT) e a que tiver grande número de acidentes pagará um adicional de até 75%.

A preocupação é reduzir o número de incidentes que por ano causam três mil mortes no país e mais de dois milhões de mortes em todo o mundo, são mais mortes deste tipo do que pelo uso de álcool e drogas. Nos últimos três anos, o índice de acidentes aumentou 46,4%, devido ao próprio crescimento econômico do País sem a adoção de medidas de segurança pelo empresariado. Os setores econômicos com os piores marcadores são alimentação, construção civil, têxtil, automobilístico, comércio, serviços, transporte de cargas, agricultura e armazenamento. Juntos, respondem por mais de 50% dos acidentes no país. Antigamente os trabalhadores eram vítimas de acidentes mais violentos, como membros decepados ou mesmo morte. Com o desenvolvimento tecnológico, o perfil desses acidentes mudou, passando a incluir o estresse, a lesão por esforço repetitivo (LER) e enfartes, devido ao ritmo incessante de trabalho ao qual a maior parte das pessoas está submetida. Os cortes nas mãos e nos pés lideram o ranking de acidentes. Em segundo lugar, aparecem movimentos excessivos e esforço repetitivo, seguido pelos transtornos mentais e de comportamento. De acordo com a norma NR4, aprovada pela Portaria n° 3.214, de 8 de junho de 1978, do Ministério do Trabalho,

toda empresa que possuir empregados com vínculo regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) deve possuir um SESMT, Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho, mas apesar disso, menos de um por cento das empresas o possui. Além disso, todas as instituições que têm mais de 50 funcionários devem ter em seu quadro interno a CIPA, Comissão Interna de Prevenção de Acidentes. Se antecipar, prevenindo estes acidentes, é uma forma de evitar fatores negativos para a sociedade como um todo. Primeiro para o trabalhador, que em casos mais graves pode ter que parar de trabalhar, ou até vir a falecer, desestruturando a família psicológico e economicamente. Para se ter uma ideia, das aposentadorias concedidas em 2008, 13,1% foram por invalidez. Depois, para a própria empresa que fica com a imagem extremamente negativa e vai ter que arcar com todo o custo da recuperação do empregado. O Hospital Universitário Francisca Mendes possui em seu organograma os dois serviços, como forma de preservar a integridade física, o bem-estar e a saúde de seus funcionários. Diariamente são fiscalizadas as instalações físicas de todos os setores, vistoriados o uso dos Equipamentos individuais de Proteção (EPI) e esporadicamente são ministrados cursos e palestras visando prevenir o acontecimento destes incidentes. No HUFM foram registrados 22 acidentes ano passado, 11 a menos que em 2008, e em sua maioria (dez) foram ocasionados por material perfuro cortante, como tesouras, agulhas lâminas de bisturi, entre outros, e a região do corpo mais atingida por esses objetos são os dedos.”Ficamos felizes com a redução do número, mas lutamos para chegar em zero. Para isto investimos na prevenção. De nada adianta fazermos todo este trabalho se não houver ampla adesão e participação dos funcionários. Procuramos passar para eles a importância de se trabalhar com segurança”, afirma o Técnico de Segurança do Trabalho, Gelcimar Bentes.

Parlamentares contribuem para melhorar a estrutura do hospital

A união entre os parlamentares e a direção geral do Hospital Universitário Francisca Mendes é muito importante para a melhoria do sistema de saúde amazonense. Uma grande parceira nesta luta é a deputada federal Rebecca Garcia (PP-AM). Para ela, investir na saúde é investir na vida.

p.6

Por meio de emenda individual, a deputada aprovou no Orçamento Geral da União 2008 (Ministério da Saúde / Fundo Nacional de Saúde), a transferência de um milhão e duzentos mil reais para a ampliação dos serviços de Terapia Intensiva da Cardiologia Adulta Unidade Coronária, permitindo a ampliação da capacidade operacional do hospital. O HUFM é o único da Região da Amazônia Legal que realiza cirurgia cardíaca. “É obrigação do poder público oferecer boas condições de atendimento para a população. Em primeiro lugar, é essencial que ela esteja saudável”, comenta Rebecca. Além dos recursos destinados à Cardiopatia, a deputada aprovou também o repasse, pelo Ministério da Educação, de 300 mil reais para a construção do Bloco Administrativo. Neste ano de 2010, um dos grandes objetivos dessa parceria com o hospital será a implementação de um banco de leite. “Minha luta, a partir de agora, é oferecer às prefeituras condições para implantar outros instrumentos de aleitamento. O Amazonas não pode continuar tendo apenas um Banco de Leite”, afirma a parlamentar. Em 2009, Rebecca Garcia promoveu na Câmara dos Deputados uma campanha de coleta de frascos de vidro para o armazenamento de leite materno, que teve lançamento na Semana Mundial do Aleitamento Materno (01 a 07 de agosto). Como resultado, ela entregou aproximadamente 500 frascos ao Banco de Leite Humano de Brasília. A ideia é promover a campanha no Amazonas e resolver uma das grandes dificuldades enfrentadas pelos Bancos de Leite, a questão dos recipientes para coleta. “O leite materno é aquele produto feito sob medida, personalizado. A mãe produz para o filho exatamente o que ele precisa. Incentivar a amamentação é um gesto de cidadania. Os frascos são um material que nós temos em casa e acabamos dando um destino final errado, o lixo", ressalta Rebecca.

Notícias

II Semana do Natal Solidário “O Natal Solidário é muito importante para nós, para que possamos integrar o funcionário com o paciente. O dia-a-dia de trabalho no hospital é muito corrido, mas não podemos esquecer que estamos lidando com pessoas, com vidas, e essa é mais uma forma de manter aceso o clima de solidariedade, amor ao próximo, enfim, tudo o que representa o espírito natalino”, afirma a Secretária da Diretoria, Fabiana Maciel. Para ser executado, o projeto, que é fruto de uma ação conjunta entre a Direção do Hospital os setores de Nutrição, Patrimônio e Estoque, conta exclusivamente com a doação de algumas empresas, panificadoras, escolas, médicos, cooperativas, até mesmo amigos e familiares. A captação começa desde setembro, é quando os funcionários começam a entrar em contato com os possíveis parceiros, através de carta e telefone. ``É muito difícil sustentar um projeto desse tipo, em que dependemos dos outros. Ouvimos muito "não", mas no final, quando damos um presente e vemos a felicidade no rosto das pessoas, é gratificante, compensa!``, reforça Fabiana.

Pelo segundo ano consecutivo os colaboradores do Hospital Universitário Francisca Mendes aproveitaram o clima de fim de ano para confraternizar e promover cidadania através da II Semana do Natal Solidário. Durante uma semana inteira, pacientes e funcionários puderam usufruir de atividades que não são comuns no dia-a-dia de um hospital. Ano passado, a programação incluiu a entrega de presentes para os filhos de colaboradores, visita do Papai Noel, café da manhã para as pessoas que aguardavam o atendimento, sorteio interno de brindes, entrega das cestas de Natal também internamente, espaço de beleza com cabeleireiros e massagistas, coral natalino HUFM, missa em homenagem ao nascimento de Cristo e almoço temático.

O Hospital Universitário Francisca Mendes agradece a todos os parceiros que ajudaram na realização do II Semana do Natal Solidário: Escolinha Sonho Infantil, Creche e Escola VIDA, Jabil Industrial, Panificadora Pão e Companhia, Panificadora Pão de Mel, Panificadora Fortaleza, Ph Medical, O.C.S. Pereira, IPA Refeições, Scientific, Italac, Sociedade Fogás, Restaurante Alantejo, Churrascaria Búfalo, Dra. Maria Neves, Casa do Eletricista, Drogaria Pague Menos, Power Cell, Nestlé, Floricultura Boas Novas, Floricultura Jardim, Flora Tropical, Salão Cantinho da Beleza.

Clube do coração Primeiro encontro do ano aconteceu em ritmo de festa samba, tudo assistido por fisioterapeutas, cirurgiões cardíacos ,assistentes sociais, psicólogos e enfermeiros do hospital. “Essa equipe multidisciplinar está presente mensalmente, em todas as reuniões, com o objetivo de acompanhar de perto a vida destas pessoas. É um estímulo para que eles pratiquem atividades físicas, cuidem da alimentação, enfim, tudo o que é preciso para que mantenham uma vida saudável”, é o que diz o cirurgião cardíaco e coordenador do Clube do Coração, Dr. Mariano Terrazas.

Marchinhas de carnaval, máscaras e muita animação não faltaram no primeiro encontro do Clube do Coração em 2010, que aconteceu dia 05 de fevereiro. Quem olhava de longe não podia imaginar que todas aquelas pessoas eram pacientes cardiopatas do Hospital Francisca Mendes, muitas delas inclusive já operadas. Como é o caso do Sr. Adauto Antônio, 65 anos. Ele foi o primeiro a realizar uma cirurgia cardíaca no HUFM, há cinco anos. Na época precisou de três pontes de safena e uma mamária. “Eu não sentia nada, até que um dia enfartei. Parei de fumar e fiz a cirurgia que foi muito bem sucedida, salvou minha vida. Agora estou bem, vivo normalmente, sem limitações. Até hoje trabalho todos os dias”, afirma. Por mais de duas horas os participantes do Clube participaram de diversas atividades no Centro de Convivência Padre Pedro Vignola, na Cidade Nova. Ouviram palestras com assistente social, sobre: “Concessão do Passe Livre e Direitos do Idoso”, receberam lanche preparado por nutricionistas, e depois caíram no

O Clube do Coração é um projeto criado pelos alunos da Universidade Federal do Amazonas, administrado pelos próprios alunos da UFAM, juntamente com os da Liga Universitária de Cirurgia Cardiovascular (LUCCAV) e com apoio da equipe multidisciplinar do Hospital Universitário Francisca Mendes. Foi criado em 2008 com o objetivo de acompanhar os pacientes cardiopatas do hospital. Nele, os participantes fazem atividades físicas, ganham lanche adequado com monitoramento de nutricionistas e ainda recebem a visita de profissionais de saúde para dar informações, esclarecer dúvidas, enfim, ajudá-los a superar a doença e viver com mais qualidade de vida. Os temas de palestra são escolhidos de acordo com as datas comemorativas do site da Sociedade Brasileira de Cardiologia. “Neste ano pretendemos dinamizar ainda mais os encontros com atividades culturais externas, como idas ao cinema, teatro, zoológico, entre outras”, afirma a enfermeira e colaboradora do Clube, Luciana Silveira.Os encontros acontecem na primeira sexta-feira de cada mês, no Centro de Convivência da Família Padre Pedro Vignola. Os pacientes que desejam participar precisam apenas fazer um cadastro no Serviço Social do HUFM.

p.3


Notícias

Atendimento humanizado é a nova filosofia do HUFM

A grande quantidade diária de atendimentos, o contato freqüente com a dor e o sofrimento do próximo, a responsabilidade de tratar da vida das pessoas sem poder cometer erros, todos esses fatores fizeram com que o profissional de saúde criasse certo distanciamento numa relação que um dia já foi tão próxima. Não é necessário voltar muito no tempo para lembrar dos “médicos de família”. Como o próprio nome já diz, eles tinham a confiança da família inteira, tratavam de filhos, netos, avós, dentro da casa do paciente, acertavam o diagnóstico e resolviam a doença com facilidade, sem muitos exames, independente da especialidade. Este, aliás, foi outro motivo que contribuiu para este “afastamento”, o aumento do número de especialidades médicas, o que faz com que o paciente “passe pelas mãos” de diversos médicos diferentes, sem criar vínculo com nenhum deles. Visando modificar esse quadro e melhorar o atendimento ao usuário da rede pública de saúde para que este seja tratado com a atenção merecida, o Hospital Universitário Francisca Mendes passa a integrar o projeto criado desde 2005 pelo Governo Federal, o HumanizaSUS, que aponta a humanização como eixo norteador das práticas de atenção e gestão em todas as esferas do SUS.

O HUFM já tem em seu organograma alguns programas que buscam o acompanhamento, o contato direto com o paciente, o “SAVAS”, que atende vítimas de abuso sexual; o “Amigos da Saúde”, que acolhe, orienta e presta informações de caráter educativo; e o “Clube do coração”, que acompanha os pacientes cardiopatas. A grande diferença é que o HumanizaSUS não é apenas um programa a ser aplicado, é sim uma filosofia de trabalho, que tem que estar intrinsecamente ligada à todos os setores do hospital, desde a recepção até a diretoria. “Ninguém vem para o hospital para passear, vem porque precisa, porque está com dor ou para acompanhar alguém. Quando o usuário chega aqui, tem que ser bem tratado, temos que nos colocar no lugar dele e reduzir o seu desgaste o máximo possível, não podemos aumentar o desconforto colocando dificuldades. Numa unidade pública, onde o paciente já vem com a imagem de que faltam médicos e o atendimento é precário, esse cuidado deve ser ainda maior, temos que reforçar a nossa missão de ajudar”, afirma o Diretor Geral do HUFM, Dr. Pedro Elias de Souza. O objetivo principal do projeto é colocar o usuário como protagonista dos sistemas de saúde, respeitando raça, orientação sexual, gênero, enfim, lembrando que cada ser humano tem sua particularidade, sua história de vida. Com a implementação do sistema de humanização no Hospital Francisca Mendes, algumas marcas importantes devem ser consolidadas, aumentando o bem-estar do usuário, seus acompanhantes e dos funcionários, são elas: redução das filas e do tempo de espera com a ampliação do acesso e atendimento acolhedor; todo paciente saberá quem são os profissionais que estão cuidando da sua saúde; o HUFM vai garantir as informações ao usuário, como também garantir reciclagens periódicas aos seus trabalhadores. “O atendimento humanizado tende a melhorar substancialmente o quadro clínico do paciente. Se ele confia na equipe, tem sua escuta preservada, não é tratado de forma mecânica e “desumana”, sua saúde pode ser restabelecida mais rapidamente, além de proporcionar maior vínculo com a instituição. O foco sai de “tratar a doença” para “cuidar do doente””, é o que diz o Psicólogo Organizacional do HUFM, Marcelo Augusto Zacarias. Um ambiente com esta filosofia traz estímulos ao funcionário, que diminui as faltas e trabalha com mais prazer, resumindo, todos saem ganhando.

UNISOL / HUFM, parceria que dá certo

Dr. Pedro Elias (Diretor geral HUFM), Jiro Shibasaki (Cônsul Geral do Japão em Manaus) e Prof. Almir Liberato (Diretor Executivo da UNISOL).

p.4

A Fundação de Apoio Institucional Rio Solimões (UNISOL), entidade jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, foi criada em 01 de setembro de 1998 por um grupo de professores da Universidade Federal do Amazonas e autoridades civis do Estado, com o objetivo de apoiar a UFAM em suas atividades de pesquisa, ensino, extensão e desenvolvimento institucional. Através da Lei nº. 2.924 do Governo do Estado do Amazonas, a UNISOL foi considerada instituição de utilidade pública do Estado do Amazonas, firmando desde então muitas parcerias, o Hospital Universitário Francisca Mendes é um exemplo, onde desde 21 de abril de 2003 realiza a prestação de serviços de administração. A conquista mais recente desta união foi a aquisição de uma ambulância com UTI móvel, onde a Unisol serviu como intermediadora da doação feita pelo consulado japonês ao HUFM, assumindo o compromisso e a responsabilidade de fazer a entrega, evidenciando mais uma conquista realizada pelo seu trabalho em parcerias, beneficiando de forma direta a sociedade. A entidade tem executado as atividades de gestão de convênios e contratos com as diversas instituições de forma ágil, eficiente e transparente. Paralelamente, busca o aprimoramento de suas atividades e competitividade de seus serviços, utilizando indicadores de controle, avaliação e desempenho de produtividade.

Programa Nacional de Telessaúde A tecnologia veio para somar, para complementar. Por isso, não seria possível realizar a consulta on-line se não houvesse um médico do outro lado, nos passando a impressão dele sobre o paciente. É inclusive uma norma do Conselho Federal de Medicina, em município onde não há médico, não há Teleconsulta”, reforça José Wilson Cavalcante. O segundo programa são os “Laudos Eletrocardiográficos à distância”, que já atende a 31 municípios e pretende até o final do ano, chegar à marca de 62, cobrindo todo o Estado. O paciente também realiza o eletrocardiograma em um hospital de um dos municípios atendidos, o exame é enviado por internet ao HUFM, aonde um médico cardiologista irá laudar, ou seja, dar o diagnóstico, e reenviar ao local de origem. Vale salientar que esse processo também pode ser associado à consultoria por telefone.

Números O Programa Nacional de Telessaúde surgiu em 2004, com o objetivo de desenvolver ações de apoio e assistência à saúde, melhorando a qualidade do atendimento da Atenção Básica do SUS. A sua estratégia principal é diminuir os custos de saúde através da redução da quantidade de deslocamentos desnecessários de pacientes. Vindo de encontro com as necessidades observadas no estado do Amazonas, o projeto resolve as duas maiores dificuldades da região, a grande área demográfica ocupada e a falta de acessibilidade para se chegar aos municípios, alguns apenas através de barcos ou aviões. “Com a Telessaúde podemos avaliar à distância o paciente. Desta forma, ele não precisa se deslocar até Manaus, o que implica na redução de custos para o município e redução de transtornos para a pessoa que necessita de atendimento, uma vez que na maioria das vezes ela não dispõe de recursos financeiros para a viagem, estadia, alimentação, entre outros gastos”, afirma o Médico Cardiologista e Diretor Clínico do Hospital Universitário Francisca Mendes, Dr. José Wilson Cavalcante. Atentos a este fato, os professores de Cirurgia da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Cleinaldo de Almeida Costa e Pedro Elias de Souza, também Diretor-Geral do HUFM, iniciaram com os professores Doutores Gyorgy Miklös Bohn e Chao Lung Wen, da disciplina de Telemedicina da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, juntamente com o presidente do Conselho Federal de Medicina, Edson de Oliveira Andrade, a elaboração do “Projeto Polo de Telemedicina da Amazônia”. Atualmente nove Estados participam do Programa Telessaúde, com um Núcleo em cada capital. São eles: Amazonas, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Em 2008, o Hospital universitário Francisca Mendes passou a integrar a rede, com dois programas que até hoje fazem parte da rotina do local. O primeiro é a Teleconsulta em Cardiologia, que até agora atende pacientes dos municípios de Paritins e Novo Aripuanã com transmissão via internet, com data e hora previamente estabelecidas. O planejamento é que até o final do semestre mais quatro municípios sejam inseridos no projeto: Coari, Benjamin Constant, Itacoatiara e Humaitá. Nele, o médico da unidade do interior do Estado faz a triagem do paciente, uma vez detectada a necessidade de atendimento cardiológico, há a segunda fase, onde são feitos o exame clínico, o raio X e o eletrocardiograma e enviados para a unidade de Telemedicina do Hospital Universitário Francisca Mendes. Nessa fase também é feito o agendamento para a consulta on-line com o médico da capital. Durante sua realização, são definidos o diagnóstico e a conduta do paciente. “É importante salientar que a Teleconsulta não substitui o exame clínico, que é o mais importante, o contato médico-paciente.

LAUDOS À DISTÂNCIA DE ELETROCARDIOGRAMAS (TELE-ECG) 2009: 30.742 TOTAL: 33.450 TELECONSULTAS EM CARDIOLOGIA(TELECARDIOLOGIA) 2009: 133 TOTAL: 200 IV Congresso Brasileiro de Telemedicina e Telessaúde II Workshop do Laboratório de Excelência e Inovação em Telessaúde

Entre os dias 9 e 12 de dezembro, o Diretor Geral do HUFM e Coordenador do projeto de telessaúde do Núcleo Amazonas, Dr. Pedro Elias, esteve representando o Amazonas em dois importantes eventos da área: o IV Congresso Brasileiro de Telemedicina e Telessaúde e o II Workshop do Laboratório de Excelência e Inovação em Telessaúde América Latina e Europa, na cidade de Belo Horizonte. O encontro teve como tema central: "Telessaúde direito de todos: contribuindo para a universalização da atenção e qualidade dos serviços". O principal objetivo do evento foi promover a interação entre os profissionais da área de saúde de mais de 20 países, contribuindo para o desenvolvimento da Telessaúde através de novos estudos, pesquisas, avanço tecnológico, dentro das diferentes realidades. No último dia do evento o Dr. Pedro Elias apresentou um trabalho com o título: “Estruturação do sistema de telecardiologia no estado do Amazonas”, e com isso recebeu do Conselho Brasileiro de Telemedicina e Telessaúde o prêmio de primeiro lugar na categoria de apresentação oral de trabalho científico.

p.5


jornal_hufm