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Editorial Ano 4 - nº 19 - 2012 Esta revista é uma publicação independente da Correcta Editora Ltda e de público dirigido Diretora de Redação Kelly Lubiato - MTB 25933 klubiato@newgolf.com.br Diretor Executivo Francisco Pantoja fpantoja@newgolf.com.br Diretora Financeira Elaine Barreto elaine@newgolf.com.br Editor Zeca Rodriguez zeca@newgolf.com.br Diretor Comercial Ricardo Cury rcury@newgolf.com.br Diagramação e Arte Paloma Bessa pbessa@newgolf.com.br Foto de Capa Arroyo Golf Club / Divulgação Tiragem: 15.000 exemplares Circulação: Nacional Periodicidade: Bimestral CORRECTA EDITORA LTDA

Administração, Redação e Publicidade: CNPJ: 00689066/0001-30 Rua Loefgreen, 1291 - cj. 133 - V. Clementino Cep 04040-031 - São Paulo/SP Telefones (11) 5082-1472 / 5082-2158 Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva de seus autores, não representando, necessariamente, a opinião desta revista.

Golfe brasileiro em alta Com a metade do ano se aproximando, é chegado o período de mais torneios no calendário brasileiro, sejam internos, amadores, nacionais, beneficentes, empresariais ou profissionais. Os campos pelo Brasil estão em plena atividade e o foco, além da competição, é sempre o relacionamento entre os jogadores. Paralelamente a este momento de muita movimentação, os olhos do mundo se voltam cada vez mais para cá. A mais de quatro anos dos Jogos Olímpicos, o esporte já colhe frutos de algo que nem bem plantado ainda foi. O Brasil ganha mais torneios internacionais em seu calendário, seu evento profissional feminino ganha força a cada ano e os dirigentes do golfe mundial começam a conhecer o País mais de perto. Por aqui, seguimos firme na nossa nobre missão de contar esse momento histórico do esporte, mas, por ironia do destino - ou só mesmo para equilibrar um pouco as coisas - a capa de nossa edição 19 vai para o glamour de Las Vegas. Em meio aos seus segredos, suas inúmeras atrações e suas luzes multicoloridas, encontra-se também um golfe de qualidade, com dezenas de opções de campos excepcionais. Em sua estreia na revista New Golf, Celso Teixeira, da Golf Travel, conta um pouco sobre a capital mundial do entretenimento e sobre o golfe que lá habita. Os já numerosos torneios do final do semestre também tomam conta de boa parte das 124 páginas da New Golf. Aberto de Brasília, Aberto Sul-Brasileiro, Open de Golf Club Med, Aberto do Santos São Vicente, Aberto do PL Golf Club, além, é claro, do LPGA Brasil Cup, são apenas alguns dos eventos contados nesta edição. Outro destaque vai para uma matéria especial sobre arte. As belas obras de Brenda Faria vão ganhando parte do público do golfe. Inspirada nos elementos da natureza e na magia encantadora do jogo, a artista retrata jogadores e instantes únicos do esporte em seus quadros. O time de colunistas segue forte, com especialistas em preparação física, dicas técnicas, análise de campos, além do entretenimento, com a New Golf Cervejas, Arquitetura, NG Woman, entre outras. Colunas Golfe Nota 10, Tacada Cidadã, Por trás dos campos e Golfe empresarial completam mais uma recheada edição da New Golf. Boa leitura e ótimas tacadas.

Acesse nosso site www.newgolf.com.br

Zeca Rodriguez Editor


Sumário Torneios

22 Aberto de Brasília 26 Aberto Sul-Brasileiro 28 Aberto do SSVGC 32 Taça Maianos 36 Torneio HAOC 40 Torneio Rotary Club 48 Open Club Med 52 TAM Viagens Embrase

Conrado e Ziliotto são campeões

10 LPGA Brasil Cup De ponta a ponta, Pornanong Phatlum conquista 4ª edição do torneio que teve Paula Creamer e Suzann Pettersen em campo

Títulos estrangeiros no sul

Tsukazan confirma boa fase

Festa no Guarapiranga

Médicos golfistas em campo

CPG sedia 1ª edição do evento

Evento único na Bahia

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Aberto do PL (Arujá)

Help BEM Embrase

Título inédito para o anfitrião Cláudio Oliveira. Acácio Jorge Pedro vence entre os seniores

Campo do Guarapiranga recebe 8ª edição do torneio, que arrecadou R$ 170 mil

Sucesso na etapa do Aquiraz

Destaques

34 Tour Europeu 50 Damha nas escolas 54 Lapenta & Silva 62 Festa no São Fernando 64 Festival 500 Hotel 70 Negócios Imobiliários FPG traz circuito de volta

Buscando novos praticantes

Segurança no agronegócio

16 Papo com Alfredo Osório Um dos pioneiros do jornalismo de golfe no País conta como se apaixonou pelo esporte e abriu portas da mídia especializada

Clube completa 58 anos

Evento terá quatro torneios

Miami mais perto do golfista


72 Encontro de Craques 96 Equipamentos 102 Golfe para a vida A movimentação no lounge

As novidades do mercado

Colunas

08 74 Golfe Universitário 76 Por trás dos campos 78 Conf. Brasileira de Golfe 80 Associação Pta. de Golfe 82 Golfe Nota 10 84 Tacada Cidadã 86 Preparação Física 104 Golfe Empresarial 106 Segredos dos campos 112 Coluna Seguros 114 Design de interiores 116 GolfUnique 122 Momento do golfe Coluna do Amador

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Tonny Bennet é destaque

Golfe em Las Vegas

Arte e golfe

Um destino inesquecível para o golfe e o entretenimento

Obras de Brenda Faria eternizam figuras do golfe

Por Humberto Monte Neto

Por Pedro da Costa Lima

Por Mark Diedrich

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Por Rachid Orra

Por Antonio Padula

Criação da ABIG Jornalistas estreitam relacionamento com a Associação Brasileira de Imprensa de Golfe e terão encontros mensais

Por David Oka

Por Rafael Jun Mabe

Por Africa Alarcón

90

Por Paulo Pimentel

Por Claudio Golombek

Dicas Técnicas

New Golf Cervejas

Dino Pádua mostra principais causas do ‘shank’ e dá dicas para evitar o terror dos golfistas

Gustavo Sanches conta um pouco da história da tradição cervejeira da Inglaterra

Por André Fernandes

Por Enzo Sobocinski

Por Rafaela Pilagallo

Por Zeca Resendes

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Apoio


coluna do amador

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Jogar golfe de norte a sul do Brasil por Humberto Monte Neto *

Olá, amigos golfistas! A cada ano aumenta o número de eventos proporcionando oportunidades para os iniciantes e veteranos do golfe. O calendário de 2012 foi divulgado. Serão muitos torneios de norte a sul do País, com a participação de associações, hotéis, empresas e clubes, que realizarão as etapas de seus respectivos rankings e os torneios internos, movimentando o golfe o ano todo. A ABGS (Associação Brasileira de Golfe Senior) apresenta um calendário repleto de eventos, dentre eles o 53º Campeonato Mundial de Golf Senior, nos Estados Unidos, e o 34º Campeonato Sul-Americano de Golfe Senior, em Lima, no Peru. Já no nordeste do Brasil, com a predominância dos campos de golfe em resorts, todos terão a oportunidade de jogar no Sauípe Golf Links, Iberostar Praia do Forte Golf Club, Comandatuba Ocean Course, TerraVista Golf Course e suas falésias multicoloridas de Trancoso, todos de categoria internacional, além dos torneios do Ranking da Federação Baiana, o Aberto da Bahia, a Final do Torneio Latino-Americano no Iberostar, promovido pela Golf Channel, entre muitos outros. O destaque nesta edição vai para o Aquiraz Riviera Golf Club, em Aquiraz, um local de praias lindas, localizado a 35 km de Fortaleza, no Cea-

rá, onde tive o privilégio de jogar recentemente. Trata-se de um campo de nove buracos, extremamente seletivo, com fairways estreitos, greens perfeitos, protegidos por bunkers e lagos. A natureza colaborou e o vento entra em jogo em todos os buracos. O trabalho que o departamento de golfe do Aquiraz Riviera vem realizando na divulgação do esporte na região e para todo o nordeste é digno de elogios. O club house oferece boas instalações, carrinhos Club Car e um ótimo serviço. Eles vêm promovendo torneios locais e empresariais, além de aulas para crianças e clínicas para os visitantes, ministradas pelo profissional Max de Reis Lima. O apoio hoteleiro leva a assinatura de Dom Pedro Laguna. O engenheiro e diretor de golfe, Henrique Belém, fala com entusiasmo ao caminharmos pelas obras em andamento da construção dos nove buracos restantes, com previsão de inauguração para julho de 2013. O Aquiraz Riviera terá um dos campos de golfe mais belos do Brasil. Para saber de mais campos e torneios, consulte os sites oficiais das federações, associações e clubes e confira os calendários com os eventos de 2012. “O golfe não tem idade e nem hora para começar. Basta que a oportunidade apareça”. Um grande abraço, bom golfe a todos e até breve.

* Humberto Monte Neto Empresário Golfista - Hcap Index 13,3 E-mail: hmonte@newgolf.com.br

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4º LPGA Brasil Cup

no Rio de Janeiro

Foto: AGIF / Divulgação

torneios profissionais

Aula tailandesa

Em sua primeira visita ao Brasil, tailandesa Pornanong Phatlum desbanca favoritas Top 10 do ranking mundial para conquistar, de ponta a ponta, o título da quarta edição do LPGA Brasil Cup 2012, no Itanhangá Golf Club (RJ), e levar US$ 108 mil para casa Por Zeca Rodriguez

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elo quarto ano consecutivo, o Rio de Janeiro recebeu algumas das melhores jogadoras do mundo para a disputa do LPGA Brasil Cup, apresentado pelo HSBC, o maior torneio de golfe da América do Sul. Em meio a tantas estrelas, como a norueguesa Suzann Pettersen, número 3 do mundo, e a norte-americana Paula Creamer, que chegou ao Brasil como décima colocada no ranking, quem brilhou foi a bem menos badalada Pornanong Phatlum, tailandesa de 22 anos, que já havia faturado cinco vitórias no circuito asiático, mas que, durante os dias 5 e 6 de maio, chegou ao seu primeiro triunfo em um torneio do LPGA, no Itanhangá Golf Club.


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Foto: AGIF / Divulgação

Suzann Pettersen

Foto: AGIF / Divulgação

Para garantir o título, Phatlum fechou os dois dias de competição com 133 tacadas, parciais de 67 e 66, resultado que passou a ser o mais baixo score destes quatro anos de torneio, com 13 abaixo do par do campo. O recorde era da colombiana Maria Jose Uribe, que marcou 135 tacadas em seu cartão na conquista de 2011, nove abaixo. Vale o registro que para este ano, o par do campo passou de 72 para 73. “Estou muito feliz pela forma como joguei e por ter vindo ao Brasil”, comentou a campeã, que veio ao País pela primeira vez e levou US$ 108 mil pela vitória. No total, US$ 720 mil foram distribuídos entre as primeiras colocadas, mesma premiação do ano anterior. Uma das 30 concorrentes na competição, a campeã ainda destacou a parceria com seu irmão, Pornapong Phatlum, que também é profissional e foi seu caddie durante o torneio no Itanhangá. “Ele me ajudou bastante a ler os greens. Foi um apoio fundamental. De vez em quando, também sou caddie para ele”, revelou a tailandesa, que disse ainda qual foi a sua maior

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Paula Creamer

dificuldade no jogo. “O campo é estreito e o buraco 16, par 3, foi o mais difícil”, confessou a campeã, que dominou o torneio e colocou quatro tacadas de vantagem para Amy Hung, de Taiwan, vice-campeã com 137 tacadas.

Como foram as estrelas? Um dos destaques desta quarta edição do LPGA Brasil

Cup, a americana Paula Creamer dividiu a terceira colocação com a sul-coreana Chella Choi, com 138 tacadas. Décima colocada do ranking mundial, Creamer destacou a importância das dicas sobre o campo que recebeu da capitã do Itanhangá, Maya Brasil, com quem jogou no ProAm, torneio de confraternização que antecedeu a competição. “Acho que joguei bem. Fiz alguns birdies. Pensei que poderia vencer, mas não deu. Gostei muito de jogar no Rio e espero voltar para a Olimpíada de 2016”, vislumbrou a bela golfista. Outro destaque deste LPGA Brasil Cup, a norueguesa Suzann Pettersen, terceira do ranking mundial, não conseguiu um bom resultado. Depois de completar o primeiro dia na quarta colocação, ela fechou o torneio apenas em décimo lugar, com 141 tacadas. Já a simpática colombiana Mariajo Uribe, campeã em 2011, seguiu como uma das queridinhas da torcida brasileira, mas não reeditou a façanha do ano passado e ficou com a modesta 24ª posição, somando 148 tacadas.

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Foto: AGIF / Divulgação

riente entre as três representantes do Brasil, Luciana Bemvenuti, fechou com 16 acima. “É sempre gostoso estar em casa com os amigos, rever companheiros do golfe e todo o pessoal com quem eu cresci. Joguei alguns buracos bem, mas poderia ter sido bem melhor”, admitiu. O HSBC apresenta o LPGA Brasil Cup 2012, que é patrocinado pelo HSBC, Nextel, Takeda Nycomed, SporTV e Governo do Estado do Rio de Janeiro. Rolex é o relógio oficial; a Nespresso, o café do torneio; Chandon, espumante oficial, e a Mitsubishi, o carro oficial. O LPGA Brasil Cup conta com recursos da Lei Federal de Incentivo ao Esporte. A realização é da Confederação Brasileira de Golfe e da IMX. As rádios oficiais são a Sul-America Paradiso FM e Mix FM.

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Maria Jose Uribe

A exemplo do que aconteceu nos últimos anos, as golfistas da casa não conseguiram bons resultados no LPGA Brasil Cup. Com sete tacadas acima do par do campo, Ângela Park foi a brasileira mais bem colocada na competição em sua volta aos campos após um ano e meio de afastamento. Ângela, porém, não deve jogar mais torneios neste ano. Pretende permanecer apenas treinando nos Estados Unidos. “Não fui muito bem, principalmente no drive. Tenho muito o que praticar para melhorar em tudo, mas nunca vou me arrepender de ter voltado e espero poder representar o Brasil nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio. Seria

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muito importante e uma grande honra”, projeta a jogadora. Victoria Alimonda terminou a competição com dez tacadas acima do par, enquanto a mais expe-

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O time formado por Adriana Oliveira, Alexandre Macedo, Augusto Cândido e Daniel Neves, com o apoio da profissional

Angela Park Foto: AGIF / Divulgação

Brasileiras não emplacam

Equipe de Chella Choi vence Pro-Am


Classificação final do HSBC LPGA Brasil Cup 2012 1ª Pornanong Phatlum (Tailândia) 66+67 / 133 tacadas (-13) US$ 108.000,00 2ª Amy Hung (Taiwan) 72+65 / 137 tacadas (-9) US$ 83.990,00

Equipe campeã do Pro-Am

Chella Choi, da Coreia do Sul, ficou com o título do Pro-Am do LPGA Brasil Cup 2012, competição realizada na sexta-feira, dia 4 de maio, que antecedeu o torneio profissional. A equipe vice-campeã, da profissional norte-americana Min-

dy Kim, foi composta por José Kobori, Rodrigo Ribeiro, Ricardo Correa e Péricles Toledo, enquanto na terceira colocação ficou o grupo da golfista Ryann O´Toole (Estados Unidos) e formada por Carlos Bocayuva, Mauro Bayout, Evandro Allevato e Paulo Pozzi.

Pornanong comemora com seu irmão Pornapong Foto: AGIF / Divulgação

3ª Chella Choi (Coreia do Sul) 71+67 / 138 tacadas (-8) US$ 54.031,00 3ª Paula Creamer (EUA) 69+69 / 138 tacadas (-8) US$ 54.031,00 5ª Amanda Blumenherst (EUA) 72+67 / 139 tacadas (-7) US$ 27.637,00 5ª Brittany Lang (EUA) 68+71 / 139 tacadas (-7) US$ 27.637,00 5ª Candie Kung (Taiwan) 68+71 / 139 tacadas (-7) US$ 27.637,00 5ª Katie Futcher (EUA) 67+72 / 139 tacadas (-7) US$ 27.637,00 5ª Karine Icher (França) 66+73 / 139 tacadas (-7) US$ 27.637,00 28ª Ângela Park (Brasil) 76+77 / 153 tacadas (+7) US$ 7.817,00 29ª Victoria Alimonda (Brasil) 75+81 / 156 tacadas (+10) US$ 7.495,00 30ª Luciana Bemvenuti (Brasil) 81+81 / 162 tacadas (+16) US$ 7.220,00

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Foto: Zeca Resendes

Roubando a cena O LPGA Brasil Cup 2012 teve uma presença ilustre fora dos campos. Considerada a maior golfista de todos os tempos, a sueca Annika Sorenstam participou desta quarta edição do evento como Embaixadora do esporte. “Depois de 16 anos como atleta é difícil largar tudo de uma só vez. Mas não posso ficar olhando o meu passado. Hoje estou ocupada com outros projetos e um deles é desenvolver o golfe em todo o mundo”, disse Sorenstam, que aposentou-se dos gramados e das tacadas em 2008. Annika ministrou uma clínica para algumas juvenis brasileiras convocadas pela Confederação Brasileira de Golfe. Todas ouviram os ensinamentos da maior golfista de todos os tempos, que

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Clínica de Annika

transmitiu um pouco de seus conhecimentos no driving range do Itanhangá. As jovens golfistas receberam dicas sobre grip, postura, a pressão de liderar um torneio e como deve-se lidar com situações adversas no campo em um batepapo muito descontraído. As felizardas foram Carolina Yamada, Julia Debowski, Florense Hirose, Giulia Mallmann, Sonia Vasena, C��lia Luz e Victoria Postigo, que ficaram cerca de uma

hora com a lenda do golfe. “Gosto das crianças. Elas são curiosas, interessadas no que estamos falando e amam o golfe. Espero que eu tenha passado boas dicas”, ressaltou Annika, que tem uma academia em Orlando, na Flórida (EUA), para jovens, onde ela organiza um torneio apenas para meninas. O objetivo de Annika é conseguir desenvolver este mesmo trabalho no Brasil, com o apoio público.

Visita do Comitê Rio 2016 Vinte e dois representantes do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos Rio 2016 fizeram uma visita técnica no Itanhangá Golf Clube para acompanhar de perto o funcionamento do LPGA Brasil Cup 2012. A CBG e o Rio 2016 trabalham para que o torneio de padrão internacional marque historicamente a volta do esporte às Olimpíadas. Em 2016, no Rio, o

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torneio de golfe acontecerá em um campo que será construído na Reserva de Marapendi, na Barra, através de parcerias com entidades públicas e privadas. Após os Jogos, o espaço deverá ficar acessível para a população. O coordenador de Competição Esportiva do Comitê Rio 2016, Walter Russo Júnior, acompanhou a visita e comentou sobre a importância da iniciativa. “É uma

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Foto: Zeca Resendes

Comitê Rio 2016

oportunidade de aprendizado e de troca. Pela experiência específica no golfe, muitos que estão aqui, atuando como voluntários e como árbitros, poderão compor as equipes durante os Jogos”. A visita foi acompanhada também pelo presidente da Confederação Brasileira de Golfe, Rachid Orra, pelo Gerente Executivo da CBG, Márcio Galvão, que explicou alguns detalhes do funcionamento da competição e do próprio esporte, e por Enio Ribeiro, vicepresidente de esportes da IMX, organizadora do evento. “Para o Brasil é fantástico a volta do golfe para as Olimpíadas no Rio de Janeiro. A CBG e o Rio 2016 estão trabalhando para que seja um marco histórico no golfe”, disse Rachid Orra, presidente da CBG.


Fotos: Arquivo pessoal

bate-papo

As primeiras Alfredo Osório

notícias do golfe Um amor pelo esporte aliado a aptidão para escrever abriram espaços para o golfe na mídia brasileira. Alfredo Osório não é um jornalista que fala de golfe, e sim um golfista que pratica o jornalismo Por Zeca Rodriguez

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golfe surgiu em sua vida muito antes do jornalismo, mas a facilidade com as palavras e o amor pelo esporte levaram esse engenheiro metalúrgico de formação a se tornar um jornalista por aptidão. As primeiras tacadas de Alfredo Osório foram dadas em 1962, no Gávea Golf & Country Club (RJ), mas suas primeiras matérias só viriam alguns anos depois, mais precisamente em 1969, quando entrou no Jornal do Brasil. Por lá

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falava de golfe e de vários outros esportes. Depois, a partir de 1974 passou a trabalhar para O Globo, onde ficou até 1979. Durante este período, escreveu os dois primeiros números da Revista Caddie, a única da época que falava exclusivamente de golfe. Mesmo antes de entrar no jornalismo, Alfredo sempre acompanhava todas as revistas internacionais de golfe. Chegou para os grandes jornais ainda jovem, mas com um conhecimento apurado sobre o assunto, o que fazia

com que ele dominasse o tema com naturalidade. Essa facilidade tornou possível a abertura de espaços ainda não explorados para o esporte na época. Era um dos marcos iniciais do jornalismo de golfe no Brasil. Depois Alfredo ficou um bom tempo afastado das redações, morou nos Estados Unidos, se dedicou a outras atividades, mas a esta altura, a partir da década de 80, já começaram a surgir mais publicações especializadas. O caminho estava aberto!


Bate-papo com Alfredo Osório Como surgiu a sua paixão pelo golfe? Foi amor à primeira vista. Apenas uma ou duas aulas e fui fisgado. O curioso é que comecei, em 1962, absolutamente por acaso. Eu, meu pai e meu irmão íamos pescar todos os fins de semana em São Conrado. Por lá havia o Gávea, o Bar Bem e algumas poucas casas. Nosso “ponto” era em frente à rua onde ficavam as cocheiras do Gávea (naquela época com campo de pólo) e nos tornamos sócios do clube para ter algum apoio em São Conrado. Aí tivemos uma ou duas aulas e a pescaria ficou para trás.

Quando começou a jogar já imaginava ser jornalista? Não tinha a menor ideia do que iria fazer, mas achava que seria engenheiro (acabei me formando em Engenharia Metalúrgica) ou médico. Jornalista não, embora tivesse pretensões de ser escritor, tanto que ganhei de presente de minha avó, quando fiz 13 ou 14 anos, uma máquina de escrever.

Na época havia algum jornalista especializado em golfe? Especializado, creio que não. O Justo José (Pepe) Caraballo escrevia sobre golfe na Última Hora nos anos 50, depois a Harilda Larragoiti também, o Fernando César no Globo e na Revista High Sport, mas foi o Luiz Roberto Porto, no JB, quem mais escreveu sobre tema. A diferença é que ele já era um jornalista experiente, que também escrevia sobre golfe e eu praticamente entrei no jornalismo para escrever sobre o esporte.

Como era seu trabalho naquela época? Sempre procurei divulgar os torneios no Brasil, dentro das limitações que existiam em veículos como o JB e o Globo. Também publicava resultados da PGA Tour e quando os brasileiros se destacavam buscava dar maior ênfase. Um exemplo foi no Mundial Amador na década de 70, quando o Brasil ficou em terceiro lugar na República Dominicana com um timaço formado por Jaime Gonzalez, Priscilo Diniz, Rafael Navarro e Ricardo Rossi. Creio que, naquela ocasião, quando o Jaime foi o campeão individual junto com o Jerry Pate, foi a primeira vez que o Globo publicou uma chamada de golfe na primeira página.

Como dosar uma cobertura para que tenha o bastante de parte técnica e ao mesmo tempo seja atraente para os iniciantes e futuros golfistas? O bom jornalista encontrará este equilíbrio, mas tudo depende do veículo. Se estivermos falando de TV acho que não podemos nos esquecer de que o golfe é um esporte pouco popular no Brasil e, por isso, é necessário explicar o que se passa de vez em quando, como, aliás, é feito no Brasil. Por mais que a maior parte dos espectadores seja de gol-

fistas sempre será necessário esmiuçar o esporte. Sem falar que, mesmo entre os que jogam, nem todos “entendem” o que se passa em um torneio profissional.

Faça um breve balanço do golfe mundial na atualidade. Tive muita sorte de estar nos Estados Unidos de 1998 até 2006 porque acompanhei de perto quase todas as vitórias de Tiger Woods. Acho que ele é um gênio como poucos esportistas o foram em esportes individuais. Depois dele, para mim é inegável que o Phil Mickelson e o Rory McIlroy são os mais talentosos hoje.

Qual sua expectativa para o retorno do golfe às Olimpíadas do Rio 2016? É a melhor possível. Ter um campo público construído para a Olimpíada será algo sensacional. O golfe vai crescer muito. O pessoal não imagina o número de pessoas que virá ao Rio e pagará um green-fee bem alto, somente para jogar no primeiro campo construído especialmente para os Jogos. E se algum jogador como Tiger, Phil ou Rory ganhar a medalha de ouro o negócio vai ser ainda maior. Para o Brasil, uma medalha é um sonho quase (eu disse quase) impossível. Mas o golfe brasileiro será o grande vencedor, sem dúvida.

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Fotos: Levi Gregório

torneios profissionais

Título inédito e merecido 37º Aberto do PL Golf Club

em Arujá (SP) Cláudio Oliveira sagra-se campeão do Aberto do PL, título que buscava há 20 anos. Acácio Jorge Pedro brilha pela categoria sênior e Ivan Tsukazan domina a competição entre os amadores

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m dos mais tradicionais torneios profissionais do Brasil, o Aberto do PL Golf Club, em Arujá (SP), chegou neste ano à sua 37ª edição e conheceu um novo campeão. Apesar de já bastante experiente, Cláudio Oliveira conquistou, de 17 a 20 de maio, seu primeiro título na história do evento, façanha que buscava há 20 anos. Mesmo com alguns dos melhores profissionais do País não participando em função de uma desfiliação coletiva da PGA do Brasil, organizadora do Aberto, o torneio foi bastante movimentado.


Para levantar a taça, o anfitrião mostrou muita regularidade ao somar 290 tacadas nos quatro dias de disputa, com parciais de 74, 73, 72 e 71, um desempenho que evidencia sua evolução gradativa durante a competição. “Para esta decisão, pensei bastante sobre minha atitude. Acordei cedo e assisti ao filme ‘O Segredo’, que me serviu de motivação. Existe um poder, que eu não sei qual é, mas existe. É um estado de espírito. Pensei, pensei e fiquei positivo, mentalizando: hoje ninguém me pega no campo”, revelou o predestinado campeão, que trabalha no próprio PL Golf Club. Mas a briga pelo título foi acirrada até os últimos lances. Apenas uma tacada atrás ficou o vice-campeão Rogério Bernardo, que fechou com 291 tacadas. Empatados em terceiro lugar ficaram Tiago Silva e Carlos Eduardo, ambos com 294 tacadas. O quinto posto coube a João Corteiz, que somou 295. Pablo de La Rua foi apenas o sexto coloca-

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do com 296 tacadas, mas registrou um momento histórico no PL Golf Club. Ele fez um albatroz ao embocar com duas tacadas em um buraco par 5; o número 12, com extensão de 497 jardas. Foi o primeiro em 37 anos de torneio.

Lance decisivo Cláudio não teve vida fácil para conquistar o título. Ele chegou ao buraco 18 do domingo com uma tacada de vantagem sobre Rogério Bernardo. Sua bola caiu a cinco metros do green, numa posição difícil. Mas ele jogou bem e deixou a um metro da bandeira. Rogério, que também estava com a bola fora do green, numa jogada espetacular, a colocou a três metros da bandeira. Na sequência, com mais uma tacada perfeita, embocou e jogou a pressão para cima de Cláudio, que não podia errar se quisesse definir sem a necessidade de um playoff. Ele caprichou e embocou, sob aplausos dos amigos

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Cláudio Oliveira

Os momentos decisivos no buraco 18 do PL Golf Club

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e sócios do PL, além da esposa Kayome e da filhinha Ana Cláudia, de cinco anos, que também acompanhavam tudo de perto. “Depois do meu casamento e do nascimento da minha filha, foi o dia mais feliz da minha vida”, afirmou Claudinho, como é chamado pelos amigos do PL. Pela vitória ele levou o prêmio de R$ 7 mil de um total de R$ 40 mil que foram distribuídos aos primeiros colocados.

Mais um título para a galeria

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Acácio Jorge Pedro Campeões seniores

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Se na disputa principal o campeão foi inédito, entre os profissionais seniores o vencedor já acumula mais de 30 títulos na carreira. Número 1 do ranking profissional brasileiro durante sete anos seguidos ao longo da carreira, Acácio Jorge Pedro faturou mais uma vitória para a sua vasta galeria. Para conquistar o Aberto do PL, ele somou 214 tacadas nos três dias de competição, colocando dez de

vantagem para o vice-campeão, Pedro Yanez. “Estou feliz porque sei que o empresário que me ajuda há mais de 10 anos, o Wagner Suzuki, da Rossi, também vai ficar satisfeito com esse resultado. A ele meus sinceros agradecimentos. Muita gente me ajuda. Agradeço também à diretoria do Arujá, clube onde trabalho há 43 anos. Sei que o pessoal vai ficar muito contente”, disse o campeão, que faturou R$ 3 mil pelo título.

Tsukazan também é campeão O 37º Aberto do PL Golf Club também teve a disputa da categoria amadores e quem levou a melhor foi o jovem Ivan Tsukazan, do Damha Golf Club (SP), que venceu de ponta a ponta, superando por cinco tacadas o líder do ranking brasileiro, Pedro da Costa Lima, vice-campeão em Arujá. O terceiro lugar ficou com Ricardo Costa Pinto, da Associação Esportiva São José.


Foto: Bruno Spada / Tripé Foto

torneios amadores

Leonardo Conrado

Carla Ziliotto

Começando o ano 29º Aberto de Brasília

com títulos Leonardo Conrado e Carla Ziliotto abriram com vitórias a temporada 2012 dos eventos válidos pelo ranking amador brasileiro e mundial ao conquistarem a principal categoria do 29º Aberto de Brasília 22

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Clube de Golfe de Brasília recebeu, de 20 a 22 de abril, o primeiro torneio do ano válido pelo ranking amador brasileiro e mundial de golfe; o 29º Aberto de Golfe de Brasília. Cerca de 130 jogadores de diversos Estados, entre eles alguns dos melhores do País, disputaram tacada a tacada os títulos das diversas categorias em jogo. Destaque para o gaúcho Leonardo Conrado e para a paulista Carla


Ziliotto, que conquistaram os títulos da categoria scratch, a principal em disputa no evento. Conrado somou 217 tacadas (76/71/70) para derrotar, na última rodada, o paulista Ivan Tsukazan, líder do torneio nos dois primeiros dias, mas que terminou com 219 tacadas (70/76/73). O campeão virou o jogo no início da volta de domingo e chegou ao final do buraco 15 com uma tacada de vantagem. “Sabia que precisava de uma folga maior para garantir o título”, conta o gaúcho, que conseguiu uma maior tranquilidade a partir do buraco 16, quando fez um eagle e abriu duas tacadas de vantagem em relação a Ivan, diferença mantida até o final. O melhor representante da casa foi Walter Nunes de Souza, que trabalha como caddie no próprio Clube de Golfe de Brasília. Ele repetiu a colocação alcançada em 2011 ficando em terceiro lugar com suas 221 tacadas. Logo atrás terminaram os gaúchos Marcelo Giumelli e Arthur Lang, empatados com 226 tacadas. Entre as mulheres, a paulista Carla Ziliotto, do Arujá Golf Club, virou o jogo na segunda rodada pra cima de sua conterrânea Lucia Maria Guilger e manteve a liderança até o final, terminando com 242 tacadas. Guilger ainda teve que dividir o vice-campeonato com a paranaense Larissa Rocha Pombo, ambas com 246 tacadas. O 29º Aberto de Brasília contou com o apoio da American Airlines, do Hotel Golden Tulip Brasília Alvorada, Revista New Golf, ESPN, Jornal do Golfe, Blogolfe e Portal Golf e Negócios. O evento é organizado pelo Clube de Golfe de Brasília e Federação Centro-Oeste Nordeste de Golfe (Fecong) e tem o apoio da Confederação Brasileira de Golfe.

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Ivan Tsukazan

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Larissa Rocha Pombo

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Lucia Maria Guilger

Brasília na rota do golfe nacional e mundial O Clube de Golfe de Brasília e a Federação Centro-Oeste Nordeste de Golfe (Fecong) comemoram o anúncio de que o Aberto de Golfe de Brasília passa a fazer parte do calendário oficial de eventos do Distrito Federal. O projeto, do deputado Cristiano Araújo, foi sancionado pelo governador Agnelo Queiroz. Realizado sempre próximo do dia 21 de abril, o torneio comemora o

aniversário da cidade. Durante a abertura da edição deste ano, o secretário de Esportes do DF, Célio René, deu a tacada inicial do evento e mostrou a disposição do Governo do DF em apostar no golfe. “Temos um projeto audacioso para o desenvolvimento do golfe no Distrito Federal. Estamos olhando a modalidade com muito carinho e atenção”, disse René, que no segundo semestre iniciará a parceria do governo com o Clube de Golfe de Brasília para a Escolinha de Golfe, que apresentará o esporte a crianças da comunidade.

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Péricles Toledo, presidente do Clube de Golfe de Brasília

A realização de tantas competições importantes no mesmo ano se explica pelo elogiado desenho do campo, que leva a assinatura do inglês Robert Trent Jones, uma das lendas em design de golfe, aliado a melhorias que foram implantadas ao longo dos últimos anos. Um exemplo é a instalação de um moderno sistema de irrigação da Rain Bird, líder mundial no setor, que fez o campo atingir níveis internacionais de qualidade, ao mesmo tempo em que adotou o uso mais racional da água, e pela aquisição de maquinário de última geração.

Campeões do 29º Aberto de Golfe de Brasília Masculino Scratch Leonardo Conrado (RS) Handicap até 8,5 Walter Nunes de Souza (DF)

Handicap de 8,6 a 14 Heleno José da Silva Neto (PE) Péricles Toledo, Leonardo Conrado, Carla Ziliotto e Alexandre Cordeiro

O clube receberá diversos torneios importantes do calendário brasileiro e mundial neste ano. Em junho, sediará a etapa inaugural do CBG Pro Tour 2012 - Circuito Brasileiro de Golfe, a primeira série de torneios profissionais organizada pela Confederação Brasileira de Golfe. Com R$ 100 mil em prêmios, o torneio irá reunir os principais golfistas do Brasil e do continente, que lutarão por vagas no Aberto do Brasil, marcado para o final do ano, em local ainda a ser anun-

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ciado oficialmente. No mês seguinte é a vez do Tour Nacional de Golfe Juvenil e da Faldo Series South America Championship, que é a final sulamericana do circuito de golfe juvenil mundial criado pelo britânico Nick Faldo, campeão de seis torneios de Grand Slam da modalidade. A competição reunirá os melhores jovens golfistas do continente, buscando vagas para a final mundial da competição, que costuma trazer projeção internacional para seus vencedores.

Handicap de 14,1 a 22,1 Maurício Secanho (DF) Handicap de 22,2 a 32,9 Bruno Eduardo Flecha (DF) Sênior Richard Conolly (SP) Feminino Scratch Carla Ziliotto (SP) Handicap até 16,4 Carolina Yamada (PR) Handicap de 16,5 a 31,7 Jhuliane Alvim (DF)


62º Aberto Sul-Brasileiro

geração sul-americana Chileno Juan Cerda, de 18 anos, e gaúcha radicada no Uruguai, Manuela Barros, de 21, são os campeões do 62º Aberto Sul-Brasileiro de Golfe, realizado no Porto Alegre Country Club (RS)

Foto: Zeca Rodriguez / Arquivo

torneios amadores

A força da nova

O Juan Cerda

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s principais títulos da 62ª edição do Aberto Sul-Brasileiro de Golfe ficaram com jovens talentos de fora do Brasil, que acabaram superando alguns experientes anfitriões na competição disputada no Porto Alegre Country Club, no Rio Grande do Sul, de 29 de abril a 1º de maio. No masculino, o campeão scratch foi o chileno Juan Cerda, de apenas 18 anos. Já entre as mulheres, o domínio foi de Manuela Barros, que é gaúcha de nascimento, mas é radicada no Uruguai e defende o azul celeste. A briga pelo título masculino foi acirrada até os últimos instantes. O equilíbrio fez com que o campeão fosse definido apenas no playoff. Juan Cerda, que fechou os três dias de torneio com 213 tacadas, teve que encarar os anfitriões gaúchos Leonardo Conrado e Paulo Davis no desempate, ambos com o mes-


mo score. A decisão ocorreu no buraco número 18 e foi acompanhada por um bom público. “Não esperava que a final fosse tão intensa como foi”, disse o jovem chileno, atual campeão do Orange Bowl, uma das competições mais importantes do calendário mundial, que tem o nome de Tiger Woods registrado em seu quadro de vencedores. “Todos os títulos são importantes e este, conquistado no Porto Alegre Country Club, significa que tenho condições de seguir em frente”, comentou. Manuela Barros, que liderou a competição desde o seu primeiro dia, estava muito feliz com a conquista. “Este é o meu primeiro título internacional”, disse a jogadora, que defende as cores do Uruguai e que pela primeira vez disputou um torneio na capital gaúcha. A regularidade nos

três dias, segundo ela, foi fundamental para alcançar a vitória. “Os greens são muito rápidos e é preciso ser muito estratégica”, observou. O segundo lugar na competição feminina ficou com a paulista Lúcia Maria Guilger, enquanto a também paulista Andrea Ferraz de Arruda ficou com a terceira colocação. O tradicional Aberto Sul-Brasileiro de Golfe contou pontos para os rankings nacional da CBG e mundial da R&A/USGA. O evento teve o patrocínio de Coca-Cola e Guaibacar e apoio da Pro-Esporte (Lei de Incentivo do Conselho Municipal do Desporto de Porto Alegre), Confederação Brasileira de Golfe, Ecobenefícios Good Card, Sheraton Porto Alegre Hotel e Zoomcar. A realização é do Porto Alegre Country Club e a organização da ProTenis Promoções Esportivas.

Campeões do 62º Aberto SulBrasileiro de Golfe Masculino Scratch Juan Cerda (CHI) Handicap até 8,5 Paulo Roberto Antonello (RS) Handicap de 8,6 a 14 Sílvio Cecin (RS) Juvenil Scratch Alan Dietrichkeit (RS) Juvenil Handicap até 14 James Cleary Filho (RS) Pré-Sênior Scratch Octávio Villar (RS) Pré-Sênior Handicap até 14 Mauro Guimarães (PR) Sênior Scratch Roberto Gomez (SP)

Foto: Zeca Resendes / Arquivo

Sênior Handicap até 14 Aldo Wolf (RS)

Feminino Scratch Manuela Barros (URU) Handicap até 16,5 Adriana Oliveira (PR) Juvenil Scratch Giulia Mallmann (RJ) Juvenil Handicap até 16,5 Carolina Yamada (PR) Pré-Sênior Scratch Andréa Ferraz de Arruda (SP) Pré-Sênior Handicap até 16,5 Adriana Oliveira (PR) Sênior Scratch Lúcia Maria Guilger (SP) Sênior Handicap até 16,5 Lúcia Maria Guilger (SP)

Porto Alegre Country Club

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Tsukazan confirma 60º Aberto do Santos São Vicente

boa fase no litoral Após vencer em 2010, líder do ranking paulista repete a dose neste ano e ainda emplaca seu segundo título consecutivo. Entre as mulheres, vitória de Rosa Kamizaki. Pro-Am celebra 60ª edição do evento e tem vitória do time de Acácio Jorge Pedro 28

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ma semana depois de levantar a taça da categoria de amadores do Aberto do PL Golf Club, em Arujá, Ivan Tsukazan deu sequência à grande fase sagrando-se campeão da principal categoria do Aberto do Santos São Vicente Golf Club, um dos torneios mais antigos e tradicionais do Brasil, que chegou à sua 60ª edição neste ano, na disputa que aconteceu de 25 a 27 de maio. O jogador já havia vencido a competição em 2010. Entre as damas scratch, o título ficou com Rosa Kamizaki.

Fotos: Karen Ritchie

torneios amadores

Ivan Tsukazan


Sócio do Damha Golf Club, Tsukazan garantiu o título ao somar 145 tacadas, oito a menos do que o vice-campeão, Cesar Choi, do Paradise, que totalizou 153. O terceiro colocado foi Robson Apolinário dos Santos, sócio do clube anfitrião, que fechou com 157 tacadas. “Tenho treinado muito este ano. Quero chegar à liderança do ranking nacional para participar do Mundial Amador e do Sul-Americano por equipes”, disse o jovem golfista, que já é o líder do ranking paulista e, apesar de representar o Damha, de São Carlos (SP), vive em São Vicente e treina no clube, onde começou a carreira. Paulo Russo, do Paradise, fez 139 net e venceu a categoria de handicap índex de 8,6 a 14. O vice-campeão foi Tsuguhiro Ueta, do clube anfitrião. Marcos Okumura, capitão do Santos São Vicente Golf Club, conquistou o título na categoria de 14,1 a 19,4, com 138 net, seguido por Renato Jahjah, também do clube, com 153. Sócios do SSVGC dominaram a categoria de 19,5 a 25,7 e ficaram com os primeiros lugares: Raymundo Hata, com 154 tacadas, foi o campeão, seguido por Raul Ferreira da Rosa, com 157. Entre as mulheres, Rosa Kamizaki, sócia do Paradise Golf & Lake Resort, de Mogi das Cruzes (SP), venceu a categoria scratch ao somar 185 tacadas, contra 188 de Marise Sawada, do Arujá Golf Club. Rosa também ganhou a categoria de handicap até 25,7, com 141 net, seguida por Lauren Grinberg, do Lago Azul. Luiza Tatsumi, sócia do clube anfitrião, conquistou a categoria de 25,8 a 40,4, com 162 net, contra 184 de Maria Waki, do Arujá. Para comemorar a 60ª edição do evento, o clube organizou,

na sexta-feira, dia 25, um ProAm, competição entre equipes formadas por um profissional e três amadores. O time campeão foi o de Acácio Jorge Pedro com os amadores Ivan Tsukazan, Renato Jahjah e Marcos Okumura, que somou 59 tacadas. Dois times marcaram 62 tacadas. No desempate, os vice-campeões foram o profissional Fabiano

dos Santos e os amadores Arthur Graf, Roque França e Hiroki Shirozawa. Os terceiros colocados foram o pro Alex Sandro Leite e os amadores Marcio Melo, presidente do SSVGC, Miguel Calmon e Raymundo Hata. O torneio teve o patrocínio de Senseo, Steck e Intercap Corretora e apoio e supervisão técnica da Federação Paulista de Golfe.

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Rosa Kamizaki

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Campeões do Pro-Am: Acácio J. Pedro, Ivan Tsukazan, Renato Jahjah e Marcos Okumura

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Fotos: Gal Palmeira / Feast & Fantasy

confraternização

Maianos golfistas 15ª Taça Maianos by Embrase

e das Arábias

Com o patrocínio da Embrase, a já tradicional festa promovida pelo Guarapiranga para os aniversariantes de maio teve comida árabe, dança do ventre, mas, claro, também muito golfe e confraternização

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elo 15º ano, os golfistas sócios e amigos do Guarapiranga Golf & Country Club, que fazem aniversário no mês de maio, ganharam um torneio especial e exclusivo para celebrar as festas com boa comida, confraternização e muito golfe. No dia 23 de maio, o clube localizado na zona sul da capi-

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tal paulista promoveu mais uma edição da Taça Maianos, evento que teve o patrocínio máster da Embrase e contou com mais de 60 jogadores em campo. Entre os apaixonados por golfe que comemoram a data e sempre prestigiam o torneio estão Douglas Delamar e Wagner Martins, diretor e presidente da Embrase, respectivamente, o

piloto Rubens Barrichello, o humorista Beto Hora, além de várias personalidades que também abrilhantaram o evento, como Álvaro Almeida, Dorival Rebelato, Ivan Ribeiro, Osmar Vieira, Lie Gwen Chang, André Egoroff, entre outros. Um grande número de golfistas chegou de helicóptero ao Guarapiranga, recurso que aca-


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Guarapiranga Golf & Country Club

bou sendo essencial para o sucesso da Taça Maianos, já que naquela quarta-feira a cidade de São Paulo batia seu recorde histórico de congestionamento, com mais de 230 km de lentidão ocasionados por uma greve dos metroviários. Quem veio de carro, chegou a demorar cerca de três horas no trânsito, mas nem isso estragou a festa. A modalidade em disputa foi individual stableford e o título ficou com Humberto Kim, com 39 pontos, seguido pelo vice-campeão, Arnaldo Pfaff, que somou 38 pontos, mesma contagem do

Show de Dança do Ventre

terceiro colocado, Paulo Cabernite, sócio do São Fernando Golf Club. Após a partida, a festa temática com motivos árabes animou o Buraco 19 e deu o tom para o momento de confraternização dos amigos golfistas. O almoço teve como prato principal um cordeiro recheado e a mesa estava farta de comidas típicas. A festa teve direito até a apresentações de dança do ventre, com odaliscas animando o ambiente. Além da Embrase, também apoiaram o torneio a Vero Negócios Imobiliários e a Lapenta

& Silva Corretora de Seguros. Entrando cada vez mais no mercado do golfe, a Vero tem como sua especialidade trabalhar imóveis de luxo, principalmente em Miami, onde possui sede, e em Orlando. A Lapenta & Silva já está presente no golfe apoiando diversos torneios desde o ano passado. É uma corretora voltada para atender o golfista e oferecer a ele tranquilidade e segurança através de seus diversos serviços. A revista New Golf, representada pelo seu diretor, Ricardo Cury, também participou da organização da Taça Maianos.

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Foto: Zeca Resendes

Federação Paulista de Golfe

Manuel Gama

FPG traz Tour Tour Europeu

Europeu de volta Competições do Challenge Tour acontecerão em São Paulo a partir de 2013 e pontos do ranking mundial serão necessários para os atletas olímpicos

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Federação Paulista de Golfe, por meio de seu presidente, Manuel Gama, fechou um acordo com o Tour Europeu, representado pelo seu diretor de Relações Internacionais, Ben Cowen,

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para que os torneios oficiais da entidade europeia sejam realizados em São Paulo de 2013 a 2016. O acordo prevê torneios do Challenge Tour, o circuito de acesso, já a partir de março ou abril de 2013, e torneios do circuito principal do Tour Europeu

em 2015 ou 2016, antecedendo a volta do golfe aos Jogos Olímpicos do Rio em 2016. “É uma nova e importante fronteira que se abre para os profissionais brasileiros poderem somar pontos para o ranking mundial de golfe e com isso representar o Brasil nas Olimpíadas do Rio”, afirma Manuel Gama. De acordo com as regras atuais, para defender o Brasil nos Jogos Olímpicos, é preciso ter pontos no ranking mundial e estar colocado entre os 300 primeiros. Uma vitória no Challenge Tour de São Paulo, por exemplo, já colocaria um profissional brasileiro ainda sem pontos no ranking mundial, entre os 500 primeiros do mundo, um passo rumo ao Rio 2016. O Tour Europeu quer que a Federação Paulista organize os seus torneios em São Paulo com o apoio dos profissionais e da Confederação Brasileira de Golfe. Cada evento terá premiação de US$ 250 mil, com custo total de US$ 500 mil, já incluída a taxa de 10% - US$ 25 mil - que cabe ao Tour Europeu. Os torneios do Challenge Tour do Brasil terão um Pro-Am na véspera e quatro dias de jogos (72 buracos), com corte após o segundo dia, quando só os 65 primeiros e empatados poderão disputar os prêmios em dinheiro. O Brasil já organizou três torneios do Tour Europeu em 2000 e 2001, sendo um no Rio e dois no São Paulo Golf Club, na zona Sul da capital paulista. A premiação foi de aproximadamente US$ 1 milhão, sendo o primeiro torneio vencido pelo irlandês Padraig Harrington e o outro pelo sulafricano Daren Fichardt. “Foram eventos de grande repercussão nacional e internacional”, lembra Ben Cowen.


5º Torneio Hospital Oswaldo Cruz

no São Paulo GC Torneio Hospital Alemão Oswaldo Cruz reúne médicos golfistas e profissionais da saúde para um dia de muito golfe e relacionamento. Em seu quinto ano, evento cresce e vai ganhando tradição

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Carlos Brunetti, Elver Colombo, Tito Paes Neto e Lo Si Hsien

Fotos: Zeca Resendes

torneios amadores

“Golfeterapia”

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elo quinto ano consecutivo, os médicos golfistas e profissionais da área da saúde têm o seu evento exclusivo no calendário do golfe amador brasileiro. No dia 10 de maio, o São Paulo Golf Club recebeu mais uma vez o Torneio do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, que contou com a participação de cerca de 100 jogadores, disputando a competição na modalidade stableford por equipes e individual. O time campeão foi formado por Carlos Brunetti, Elver Colombo, Tito Paes e Lo Sz Hsien. No individual, quem levou a melhor na categoria de handicap de 0 a 12 foi Ernesto Hermann, que somou 37 pontos, apenas um à frente do vice-campeão, o anfitrião Mario Najm Filho, presidente do São Paulo Golf Club. Roberto Nishi fez 39 pontos para garantir a vitória na disputa entre os jogadores de handicap de 13 a 24, seguido por Carlos Brunetti, segundo colocado com 38 pontos. Já na categoria de 25 a 36, Raul Fino ficou com o título, com 40 pontos, enquanto Alexandre Yutaka somou 39 para ser o vice-campeão.

Houve ainda uma categoria feminina, que teve como campeã Renata Aleotti, que fechou com 37 pontos e colocou seis de vantagem sobre a segunda colocada, Andrea Arruda, que fez 31. O torneio teve também outros destaques, como a disputa para iniciantes no putting green, com a vitória de Teresinha Mugiuda; a competição Nearest to The Pin, realizada no buraco 9, que premiou o Dr. Paulo Câmara com um check-up do Hospital Alemão Oswaldo Cruz; e o Accurate Longest Drive, que aconteceu no buraco 18 e premiou Rudger Stump também com um check-up do Hospital. A 5ª edição do Torneio de Golfe do Hospital Alemão Oswaldo Cruz contou com o patrocínio da Racional Engenharia, Qualicorp, Kimberly-Clark Brasil, Air Liquide Brasil, Allianz, MHA, Moksha, além do apoio da CEIBrasil, Grupo BEM e TAM.

Ganhando tradição A realização do Torneio de Golfe Hospital Alemão Oswaldo Cruz pelo quinto ano consecu-

tivo representa uma marca importante para as ações de relacionamento e comunicação do Hospital. Destinado a médicos que praticam golfe e convidados da área da saúde que apreciam ou querem conhecer mais sobre a modalidade, o evento já é esperado no calendário anual do golfe amador da capital paulista. Sempre conta com a participação de médicos cardiologistas, psiquiatras, ortopedistas, ginecologistas e oftalmologistas, entre diversas outras especialidades, além de muitos convidados dos patrocinadores. O torneio nasceu em 2008. Desde então, vem sendo disputado em alguns dos melhores campos de golfe de São Paulo. A primeira edição aconteceu no Clube de Campo São Paulo. No ano seguinte foi a vez do São Fernando Golf Club, considerado um dos melhores do País, localizado em Cotia (SP), receber os médicos golfistas. Em 2010, o evento foi feito na Fazenda da Grama Golf & Country Club, em Itupeva (SP). E no ano passado, no São Paulo GC, onde permaneceu em 2012.

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São Paulo Golf Club

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torneios beneficentes

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Fotos: Zeca Resendes

Grupo campeão: Marcelo Rossini, José Fantin, Wagner Martins (Embrase), Wilson Corrêa e José Blanco

Nobres tacadas VIII Help BEM Embrase de Golfe

no Guarapiranga Com a participação de atores e empresários, 8º Torneio Help BEM Embrase arrecada R$ 170 mil em prol de oito entidades de ação social. Rodrigo Lombardi e Marcos Pasquim estavam em campo

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ais de 80 empresários se reuniram no dia 11 de maio, em São Paulo, para dar tacadas de solidariedade no VIII Torneio Help BEM Embrase de Golfe, um dos mais tradicionais e importantes eventos beneficentes de golfe do País. Realizado no Guarapiranga Golf & Country Club, o torneio arrecadou R$ 170 mil para oito entidades de ação social. O grupo campeão foi o Ponto Certo, formado por José Fantin, José Blanco, Wilson Corrêa e Marcelo Rossini. A equipe vice-campeã foi a da revista Caras, formada por Álvaro Almeida, Beto

Dhelomme e pelos atores Rodrigo Lombardi e Marcos Pasquim. Os terceiros colocados, do time da Elevartel, foram Christopher Ananiadis, Rubens Assis, Yuji Oiwa e Kunikazu Oiwa. “Jogamos muito bem. O campo é sensacional. Esse foi o primeiro torneio que disputei na mesma equipe do Pasquim. Ele está melhorando a cada dia no golfe. Acima de tudo, foi excelente poder auxiliar uma ação beneficente tão importante”, disse Lombardi. “Foi uma tarde espetacular. Fiquei muito feliz em poder ajudar a equipe a ganhar o troféu de vice-campeã justamente na última tacada. Foi muito emocionante, ainda mais


por se tratar de um torneio voltado para uma causa social”, disse Pasquim, que fez um birdie no buraco 18 para garantir o troféu para sua equipe. Foram premiados pelo Nearest to the Pin os golfistas Wagner de Angelis (buraco 2), Paulo Barreto (buraco 5), Adrianno Barcellos (buraco 11), Luiz Srur (buraco 13) e Sung Yun Choi (buraco 16). Como é tradição, o evento apostou em ações diferenciadas para angariar fundos para as entidades beneficiadas. Além de desfrutar de um dia de golfe, com direito a degustação de vinhos, cachaças e charutos, os convidados participaram de um leilão beneficente, no qual foram apregoados objetos doados pelos patrocinadores, além de brindes oferecidos pelas próprias entidades participantes do evento. Um exemplo foi um capacete do piloto de Fórmula Indy, Rubens Barrichello. O Grupo BEM, idealizador do torneio, ofereceu a cobertura médica do evento, disponibili-

zando ambulância UTI e equipe médica especializada no local. Já a Embrase, principal patrocinadora, foi a responsável pela segurança dos participantes e apresentou algumas de suas soluções nessa área e também em vigilância patrimonial e serviços gerais. O torneio beneficiou entidades como Associação Civil O Cantinho que Encontrei, Caminhando Núcleo de Educação e Ação Social, Lar Emmanuel, Instituto WCF-Brasil, Lar Divino Amigo, Gaidsi - Grupo de Apoio à Aids Infantil, Casas Amparo e Lar Vinícius. “Os recursos auxiliam muito as entidades beneficiadas em seu trabalho social”, diz Sérgio Cabernite, acionista do Grupo BEM. Além do Grupo BEM e da Embrase, também patrocinaram o torneio Ambev (Stella Artois), Andiamo, Atlântica Hotels International, Banco Alfa, Brisa, Club A São Paulo, Elevartel, Grau Gestão, Grupo Vita, Guarapiranga Golf & Country Club, Inylbra, Konar Ar-Condicionado, Mtel, Nascimento Turismo, Rede Ponto

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Marcos Pasquim e Rodrigo Lombardi

Certo, Revista Caras, The Group, VB Serviços e WTG. A organização ficou por conta da Golfe & Cia. Apoiaram o torneio B4 Com, Casa Angelina, Concrebase, Dr. Hélio Fabri, Siboney Cigars e Ton Visual.

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Adriana, Paulo, Sergio e Luiz Carlos Cabernite (Grupo Bem)

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torneios beneficentes

Marcus Neves, JB Miranda, Jair Carmona, Laércio Giglioli, Altino Gomes e Genival Silva

Dia de golfe solidário no CPG Centro Paulista de Golfe recebe o 1º Torneio Embrase Rotary Club de São Bernardo do Campo, evento que comemorou 60 anos da entidade e arrecadou recursos para duas instituições

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primeira edição de mais um torneio beneficente do golfe amador brasileiro foi um gostoso dia de jogo no Centro Paulista de Golfe, campo da Federação Paulista. O objetivo principal do

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1º Torneio Embrase Rotary Club de São Bernardo do Campo, que aconteceu no dia 6 de maio, era arrecadar fundos para duas entidades: Fundação Rotária do Rotary International e Associação São Luiz de São Bernardo do Campo, orfanato e casa de custódia judicial fundada e administrada por rotarianos. “A responsabilidade social e o golfe fazem parte do dia-a-dia da Embrase. O 1º Torneio do Rotary reúne esses dois aspectos que estão no DNA da empresa, por isso resolvemos apoiar essa iniciativa”, diz Wagner Martins, presidente da Embrase. Além do torneio de dezoito buracos, disputado por quatro categorias, o evento também teve direito a comemoração antecipada do Dia das Mães com café da manhã no Eagle Bar e

Restaurante, torneio de minigolfe para iniciantes, premiações e leilão de camisas de futebol autografadas por estrelas do futebol brasileiro. A competição também celebrou os 60 anos de fundação da entidade organizadora, o Rotary Club de São Bernardo do Campo. Em campo, o título da categoria A masculina, para jogadores de handicap até 15, ficou com Altino Valentim Gomes Junior, rotariano e presidente da Associação Paulista de Golfe. Na categoria B, de handicap de 15,1 a 30, a vitória ficou com Laércio Giglioli, enquanto Antonio Cardoso venceu a disputa C, para iniciantes de handicap de 30,1 a 40. Entre as mulheres, o título foi para Graciela Sauer. Outro destaque foi o hole in one que Zeka Abrantes fez no buraco 4.

Foto: Divulgação

1º Torneio Embrase Rotary Club


Foto: Zeca Rodriguez

tacadas pelo mundo

Acontece em Vegas, Las Vegas / Estados Unidos

mas é preciso contar O famoso ditado “o que acontece em Vegas, fica em Vegas” não pode ser aplicado quando o assunto é o turismo de golfe. Quem visita a mágica cidade e seus inúmeros belos campos, não consegue (e nem pode) deixar de contar, até para que outros também possam desfrutar de seus encantos * Por Celso Teixeira Fotos: Divulgação

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oi com grande satisfação que aceitei o convite da Revista New Golf para assinar esta coluna de turismo de golfe. Por aqui vamos conversar sobre os destinos, as atrações, as comidas, as bebidas, e, claro, dar dicas de alguns dos melhores campos de golfe do mundo. Este primeiro artigo é sobre Las Vegas, não mais apenas um destino de cassinos e casas noturnas, mas também um grande centro de entretenimento, no qual se pode encontrar os melhores shows, resorts de luxo, restaurantes, lojas e muitos campos de golfe de qualidade excepcional. Las Vegas fica em uma região desértica dos Estados Unidos, com pouquíssimas chuvas durante o ano, e no verão apresenta temperaturas superiores a 40 graus, com mínimas raramente abaixo dos 25. No inverno a temperatura é amena, com média de 10 graus. Em Las Vegas joga-se

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MGM Grand Hotel

golfe o ano inteiro. Como sugestão, o ideal é buscar os meses de fevereiro a maio ou setembro a novembro.

A viagem começa nas escolhas As opções em Vegas são tão numerosas e de boa qualidade que o grande segredo do sucesso

de sua viagem estará em escolher bem seu hotel, suas atrações e seus campos de golfe. Por isso, antes de qualquer coisa, defina o seu gosto: movimento, tranquilidade, golfe, baladas e assim por diante, para então escolher seus hotéis e suas atrações. Dos 13 maiores hotéis do mundo, 12 estão em Las Vegas. Claro que para os golfistas, os destaques são aqueles que mais têm a ver com o esporte, se possível até possuindo campos de golfe próprios. Percorrendo a Las Vegas Boulevard - a chamada Strip de Las Vegas - onde estão concentrados os mais luxuosos hotéis e cassinos, destaca-se o Wynn, um dos mais recomendados por ser um hotel de alto luxo, no qual se pode encontrar um campo de golfe simplesmente espetacular, desenhado por Tom Fazio. De quebra, o espaço tem uma das melhores salas de espetáculos do mundo. Para se ter uma ideia da grandiosidade do local, o milionário americano Wynn gastou 2,7 bilhões de dólares no empreendimento. Somente hóspedes de lá podem jogar em seu campo particular. O MGM Grand também fica na

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Badlands Golf Club

Strip, porém seu campo de golfe, considerado um dos melhores de Las Vegas, o Shadow Creek, fica situado na North Las Vegas, mas isto não é problema, pois uma limusine estará disponível para levar o golfista do hotel para o campo. Outro grande hotel do grupo MGM é o Bellaggio, um dos mais glamourosos, que tem em suas fontes a principal atração da Strip. Um espetáculo imperdível de musicalidade e iluminação. Por ser do grupo MGM, seus hóspedes também podem jogar no Shadow Creek. O Bellagio é o hotel do filme Doze Homens e um Segredo. Semanalmente, dez sessões do show “O Cirque du Soleil” são representadas em sua sala de eventos. Para quem deseja mais tranquilidade, as dicas são os excelentes Four Seasons e Mandarim Oriental, e para os amantes do agito, o Cosmopolitan e o Caesar.

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Os campos: inúmeras e belas opções Muitos dos melhores campos de golfe de Las Vegas estão ligados aos grandes grupos Hotel/ Cassino da cidade, portanto isto deve ser levado em conta ao escolher o hotel, pois o hóspede estará linkado a campos de golfe, principalmente porque alguns campos exigem que o golfista esteja hospedado no seu próprio resort para jogar. Existem ainda clubes privados e em condomínios, como no Brasil, normalmente fechados aos visitantes. Recomendo sempre planejar seus tee times com antecedência nos melhores campos para evitar surpresas de última hora. Alugue um carro para seu transporte ou contrate seus green fees com transfer.

Além do Shadow Creek para hóspedes do MGM Grand e do Bellagio, e do Wynn para hóspedes do próprio hotel, destacamse também alguns campos abertos aos visitantes: Badlands Golf Club - Foi eleito um dos “Top Ten Public Golf Courses” do estado de Nevada pela Revista Golf Digest. O Badlands conta com 27 buracos e os golfistas podem escolher entre quatro diferentes tees de saída para tornar a volta competitiva para todos os níveis de handicap. O Badlands Golf Club foi desenhado por Johnny Miller, com um pouco de ajuda da lenda do PGA, Chi Chi Rodriguez. É um belo campo situado entre algumas das paisagens mais surpreendentes do deserto de Nevada. O complexo de 27 buracos no Badlands é composto por três campos de 9 buracos: The Outlaw, Diablo e Desperado.


Bears Best - Campo desenhado por Jack Nicklaus, é uma seleção dos 18 buracos de golfe favoritos do grande mestre reunidos em um só campo - extravagância típica de Las Vegas - fica situado a 20 minutos da Strip com deslumbrante vista da imponente Red Rock Mountains. Royal Links - Campo de golfe inspirado nos links do British Open. Nele o visitante poderá vivenciar um golfe escocês caminhando com seus caddies, que inclusive poderão ser “Par Mates” - modelos femininos, uma experiência agradável aos solteiros em Vegas. Wolf Course at Las Vegas Paiute - Somente o mestre, Pete Dye, poderia ter imaginado um percurso no deserto como o “The Wolf Course at Las Vegas Paiute Golf Resort”. Um dos três belos campos da propriedade, ele tem pouco mais de 7.600 jardas, o que o torna o mais longo campo de golfe de Nevada. Da beleza de seus arredores desérticos naturais para o verde deslumbrante do campo e o green ilha do décimo quinto buraco, a assinatura do campo, o “The Wolf” oferece uma volta dramática, não importando seu nível de habilidade. O The Wolf Course é um campo que não pode deixar de ser jogado. Cascata Golf Club - Em Boulder City, Nevada, este é outro exclusivo campo localizado a 30 milhas da Strip Las Vegas. Altamente aclamado, o Cascata é uma das obras-primas de Rees Jones e, sem dúvida, um dos melhores percursos do mundo. O nome Cascata cai muito bem ao campo de golfe por sua cachoeira de 128 metros em um rio estrondoso. Um Championship Golf Course maravilhoso, situado em uma paisagem espetacular em um cenário que inclui

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Wolf Course at Las Vegas Paiute Bears Best

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Shadow Creek

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o pico Red Mountain de 1.100 metros. O Cascata tem lindos fairways, lagos cintilantes e riachos cristalinos. Tudo isso custa caro: uma rodada por lá vale 500 dólares, já incluindo serviços de um “tour-class caddie”. Arroyo Golf Club - Situado entre as magníficas paisagens do Red Rock Canyon, um dos mais famosos marcos naturais de Las Vegas e vistas panorâmicas da Las Vegas cityscape, o campo de golfe Arroyo é uma mistura de design inovador, imensa beleza natural, bancas estrategicamente posicionadas, dramáticos azares de água e o contraste do verde esmeralda contra o ofuscante terreno desértico e as montanhas ao fundo. O Arroyo Golf Club é uma das clássicas assinaturas dos Arnold Palmer’s Layouts.

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Tour no Canyon Strip de Las Vegas

Fora do golfe Como nem só de golfe vive o homem, Las Vegas é repleta de atrações artísticas que vão encantar quem acompanha o golfista, mas não joga. Shows de ótima qualidade não faltam. Cantores como Elton John, Celine Dion e Rod Stewart já se tornaram fi xos por lá. Mágicos como David Copperfield e espetáculos teatrais como o Cirque du Soleil, com suas inúmeras representações, acontecem diariamente nas muitas salas de espetáculos dos Hotéis de Las Vegas. Como ninguém vai à Las Vegas para fazer o que se faz em casa no dia a dia, não deixe de considerar os tours de helicóptero pelos canyons, as visitas à Rota 66, à Barragem de Hoover dirigindo uma Ferrari ou uma Lamborghini por um preço não muito maior que um green fee

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em um bom campo. Um jantar romântico no alto da Torre Eiffel apreciando a noite de Vegas ou programar seu casamento (ou aniversário de casamento) po-

dem ser boas pedidas para impressionar a pessoa amada. A imaginação pode ir longe. Se há um lugar para realizar de tudo, esse lugar é Las Vegas!

Celso Teixeira Celso Teixeira é CEO da Golf Travel (www.golftravel.com.br), agência de turismo especializada em destinos de golfe. Para dar sugestões, fazer críticas ou tirar dúvidas, entre em contato através do e-mail cteixeira@golftravel.com.br


Fotos: Bruno Ryfer

torneios amadores

Um evento único V Open de Golf Club Med

em Trancoso Quatro belos dias de sol abrilhantaram o movimentado V Open de Golf Club Med. Tacadas no belo Terravista Golf Course e inúmeras atrações fora de campo deram o tom da festa na Bahia 48

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oucos torneios conseguem unir tantas coisas interessantes para contar como o Open de Golf do Club Med. Claro que a paisagem fenomenal do Terravista Golf Course colabora bastante, mas os detalhes destes quatro dias de golfe e muito lazer fazem toda a diferença neste evento. Realizado de 27 de abril a 1º de maio, no Village Trancoso, a 5ª edição do torneio foi muito movimentada e ainda por cima, os participantes foram brindados com dias de muito sol e noites agradabilíssimas na Bahia. A praia, as conversas à beira da piscina, o Spa Biotherm, os coquetéis, jantares, festas e demais opções de entretenimento fizeram parte do evento,


mas havia muito golfe também e um grande torneio acontecendo em um dos mais bonitos e desafiadores campos da América Latina. Os jogos aconteceram nas manhãs dos dias 29 e 30 e seis categorias foram disputadas. Quem levou a melhor entre os homens na categoria scratch foi Ricardo Bernardo Ramos, com 149 tacadas, seguido por Dan Blankenship, o arquiteto responsável pelo projeto do campo, que somou 153 tacadas para ficar com o segundo lugar. Os dois repetiram a dobradinha na categoria de handicap de 0 a 15, enquanto Samir Shayeb venceu a disputa para jogadores de 15,1 a 23, com 148 tacadas, mesmo score de Luiz Fernando Vieira, o vice-

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TerraVista Golf Course

campeão. No torneio stableford Jeroen Muller venceu com 82 pontos e Honório Neves veio logo atrás com 71. Entre as damas, Neuma Blankenship ficou com a vitória na categoria scratch e também na de disputa com handicap. Roana Alves garantiu o segundo lugar também das duas competições, enquanto Patrícia Brandão foi a terceira colocada.

Um show à parte Com 18 buracos sobre as falésias da Costa do Descobrimento, o campo fica ao lado do Club Med Trancoso e atrai golfistas de todo Brasil e do exterior. Desenhado e construído de acor-

do com os padrões americanos de golfe, foi projetado por Dan Blankenship, da Golf Tee Golf International, e é capaz de entreter iniciantes e profissionais pela sua beleza e qualidade de manutenção. O campo foi totalmente desenvolvido para preservar toda a topografia e vegetação do entorno, considerados obstáculos e atrativos para os jogadores. O sistema de drenagem também foi projetado para ajudar a proteger as falésias contra a erosão. O cartão-postal é o buraco 14, que exige uma tacada precisa por cima do despenhadeiro de 40 metros, de onde é possível avistar o oceano, a praia e até tartarugas-marinhas.

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Patrícia Brandão, Roana Alves e Neuma Blankenship

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Foto: Divulgação

iniciativa

Damha leva Novos jogadores

o golfe às escolas Programa Golfe nas Escolas, da Academia Dr. Anwar Damha, visa difundir a prática do esporte entre os jovens do interior paulista

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m continuidade ao seu projeto de desenvolver o golfe na região de São Carlos (SP) e no Estado de São Paulo, o Damha Golf Club lançou este ano o programa Golfe nas Escolas, levando o esporte até alunos da cidade. O projeto faz parte da Academia de Golfe Dr. Anwar Damha, iniciativa pioneira do clube de São Carlos para o desenvolvimento do golfe infantil e juvenil. Após meses de preparação, o programa foi lançado oficialmente em abril no Colégio Diocesano La Salle São Carlos e na Escola Educativa. O profissional Ricardo Salinas, técnico e coordenador da Academia Dr. Anwar

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Damha e responsável pela premiada equipe juvenil do DGC, é quem está à frente do projeto, auxiliado pelo monitor Gledson Santana, aspirante a profissional do clube. Por trás deles está toda a estrutura profissional do Damha, eleito pela revista americana Golf Digest o 4º melhor campo do País. Durante as aulas de Educação Física, crianças e jovens de 8 a 17 anos têm as primeiras noções de golfe num traçado de minigolfe e num driving range montados pelo Damha nas próprias escolas. Tacos reais são utilizados nas aulas, mas as bolas usadas são de tênis, que não machucam os jovens. Depois do primeiro contato com o esporte na própria escola, o Damha agenda uma visita dos alunos ao seu campo de golfe. Lá, terão aulas teóricas e práticas em uma das melhores áreas de treinamento de golfe do Brasil, com driving range de cerca de 300 metros de extensão, putting green de mais de dois mil metros quadrados e o Damha Executive Course, campo de nove buracos curtos para treino e desenvolvimento de novos jogadores, além, é claro, do premiado campo de

18 buracos desenhado por Ricardo Rossi, um dos maiores golfistas que já viveram no Brasil. “O desenvolvimento do golfe entre os jovens é a bandeira principal do Damha Golf Club. Não medimos esforços para divulgar esse esporte maravilhoso entre crianças e adolescentes, que têm muito a aprender. O golfe proporciona noções de respeito e etiqueta e aumenta a concentração, além de ensinar a lidar com as próprias frustrações e limites e a respeitar a natureza e os adversários, entre muitos outros benefícios”, diz Carlos Gonzalez, presidente do Damha. O clube segue com sua política de oferecer treinamento para os jovens até que saiam da faculdade. Para isso, eles têm de fazer parte da Escola Dr. Anwar Damha, que tem aulas ministradas por Ricardo Salinas e outros profissionais. Os alunos da Escola Dr. Anwar Damha usam o campo do clube e suas modernas instalações de treino. “Já temos mais três escolas de São Carlos interessadas no programa. A ideia é atender primeiro o município e depois expandir para outras cidades da região”, diz Salinas.


Fotos: Igor Grazianno

torneios amadores

Circuito agita o belo 2º TAM Viagens Open Embrase

campo do Aquiraz Após o torneio inaugural no Terras de São José, foi a vez do Aquiraz Riviera Ocean Course, em Fortaleza (CE), receber o 2º TAM Viagens Open de Golf Embrase

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oram quatro dias de muito golfe e relacionamento, tudo em meio a uma das mais belas paisagens do País, no Aquiraz Riviera Ocean Course, em Fortaleza (CE), campo que foi palco para a segunda etapa do TAM Viagens Open de Golf Embrase, uma das boas novidades do golfe amador brasileiro em 2011 e que segue com sucesso em sua segunda temporada neste ano, novamente organizado pela Golfe & Cia, de Paulo Pimentel. A primeira etapa aconteceu em março, no Terras de São José Golfe Clube, em Itu (SP). O Aquiraz recebeu o torneio de 26 a 29 de abril, com a presença de dezenas de jogadores de todo o País, que disputaram sete categorias.

O título da categoria de 0 a 15 de handicap, a principal do torneio, foi para Rafael da Silva Monteiro, que somou 42 pontos, seguido por Max de Reis Lima, vice-campeão com 38. Já na disputa para jogadores de handicap de 16 a 24, a vitória ficou com Henning Von Koss, com o score de 42 pontos, enquanto o segundo lugar ficou com André Miranda de Azevedo, com 39 pontos ganhos. Paulo Facchini venceu a categoria de handicap 25 a 36, tendo somado 39 pontos, contra 34 de Alfredo Monteiro Nogueira, vice-campeão da disputa. Já na briga entre os seniores, melhor para Rubens do Amaral, com 39 pontos, seguido por Alfredo de Larrea, que somou 38 para ser o segundo colocado.


Entre as mulheres, foi disputada a categoria de handicap 19 a 36 e a campeã foi Lie Gwen Chang, com 36 pontos, enquanto Cleide Galfaro ficou com o segundo lugar somando 34 pontos. Houve também a disputa para iniciantes e quem se destacou foi Adriana Greice, que assegurou o primeiro posto marcando 42 pontos. Pedro Paulo Caraciolo ficou em segundo com 27. O time anfitrião, do Aquiraz, fez valer o fator casa e ficou com o primeiro lugar na disputa do Interclubes, com a equipe formada por Max de Reis Lima, Paulo Facchini e Rafael da Silva Monteiro.

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Rafael Monteiro (campeão de 0 a 15) e Jorge Chaskelman (Diretor do Aquiraz) Antonio Carlos Cruz Lima (Embrase) Henning Von Koss (campeão de 16 a 24)

• Para mais informações, acesse o site: www.golfecia.com.br

Calendário do 2º TAM Viagens Open de Golf Embrase:

Paulo Facchini (campeão da categoria 25 a 36) e Jorge Chaskelman

Luiz Fabbri (TAM Viagens) Lie Chang (campeã da categoria feminina)

3ª Etapa Data: 20 a 24 de junho Local: Palladium Golf & Resort / Cancun - México 4ª Etapa Data: 9 a 12 de agosto Local: Conrad Hotel Punta Del Este - Uruguai 5º Etapa Data: 4 a 7 de outubro Local: Hotel Transamérica / Comandatuba (BA) - Brasil Final Data: 27 de novembro a 2 de dezembro Local: Disney / Orlando (Flórida) - Estados Unidos

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❙❙ seguros

Rafael Ferreira e Elaine Barreto

Segurança também no agronegócio Lapenta & Silva Corretora de Seguros investe no setor e oferece mais uma importante opção de segurança para os amigos golfistas

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empre tendo como objetivo oferecer cada vez mais opções para dar tranquilidade e segurança ao golfista, a Lapenta & Silva Corretora de Seguros passa a investir também no ramo do agronegócio e seus diversos produtos, muitos deles envolvendo o golfe e seu entorno. O foco estará voltado para o setor de alimentos. No cenário mundial há uma projeção de que a produção precisa crescer 20% nos próximos dez anos para dar conta da demanda. “Para atender essa necessidade, tecnologias de

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produção devem ser adotadas no campo, visando aumentar o rendimento das operações e diminuir as perdas. Readequar o parque de máquinas e adquirir novas linhagens cultivares, que garantam maior produtividade, são as técnicas mais utilizadas para elevar a lucratividade em curto prazo”, explica Elaine Barreto, diretora da Lapenta. Nos clubes de golfe, os seguros são adquiridos para as máquinas que realizam os tratos culturais e manutenção dos gramados e aquelas utilizadas para a locomoção dos golfistas. “Ain-

da no golfe, também temos as luxuosas estruturas que garantem o conforto dos players e visitantes e que podem também ser protegidas com o produto seguro patrimoniais”, lembra Elaine. Para reforçar a equipe da Lapenta & Silva, principalmente visando o investimento no setor do agronegócio, foi incorporado ao time o profissional Rafael Augusto Ferreira, engenheiro agrônomo formado pela UNESP e tarimbado com diversos cursos especializados em grandes universidades, como USP e ESPM. “Estou encarando esse novo desafio com muita vontade e determinação. Sabemos que no ramo de seguros o céu é o limite e que a obtenção do sucesso só depende de nós”, comenta Rafael, de 26 anos, que também atuou na gerência e na superintendência de negócios agrícolas na Zada Corretora de Seguros, empresa especializada em grandes projetos. Com a ampliação dos investimentos fornecidos pelo BNDS (Banco Nacional de Desenvolvimento) e pelo PSI-BK (Programa de Sustentação do Investimento) a aquisição de novas tecnologias para o campo se tornou mais próxima dos consumidores do segmento. “Os bancos fornecem o subsídio e em troca pedem uma garantia que o financiamento será quitado conforme o combinado; o seguro”, explica Rafael. A confiança no agronegócio brasileiro está alta. Para se ter uma ideia da boa fase, o PIB do setor, que caiu 5,51% em 2009 em razão da crise mundial, saltou para 7% em 2010, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Em 2011, o PIB do agronegócio brasileiro cresceu 6,12%, totalizando R$ 822,9 bilhões.


Brenda Faria

mágica do jogo De sua prévia relação existente com os diversos elementos da natureza aliada aos inspiradores e harmônicos movimentos presentes no esporte em todas as suas expressões, surgiu o casamento de sucesso entre a artista Brenda Faria e o golfe Por Zeca Rodriguez Fotos: Arquivo pessoal / Divulgação

arte

Inspirada na natureza

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Alpha Releitura de Gustav Klimt

forte contato com a natureza que Brenda Faria teve em sua infância, no interior de São Paulo, sempre foi claramente retratado em sua arte e essa relação se tornou elemento marcante em quase todos os seus trabalhos. Ainda criança, ela chegava a passar horas em cima das árvores, segundo ela própria, seu refúgio favorito, lendo e viajando nas imagens dos livros ou sozinha, desenhando e pintando. Alguns fatos isolados, aparentemente ‘inofensivos’, foram direcionando o rumo que tomaria suas obras, como no ano 2000, quando um simples pedaço de madeira de demolição dado de presente por uma amiga deu início a um trabalho desenvolvido até hoje; uma mistura de técnicas incluindo pátinas, relevos, entre outros elementos. “A felicidade de ter crescido e vivido em contato direto com a natureza me levou a uma relação de profundo respeito e amor por

plantas, animais, água e terra. Portanto, não hesitei em trocar telas e outros materiais pela madeira como suporte para minhas obras”, conta a artista, que tem Licenciatura em Educação Artística e Licenciatura Plena em Artes Plásticas pela PUC Campinas, além de formação em curso de Modelagem, Desenho Artístico e Gravura pela UNICAMP. Atualmente o trabalho de Brenda é uma alusão principalmente ao Barroco e Renascimento, permeado por figuras e palavras que representam o conceito de ‘impermanência’ dos momentos, dos sentimentos e pensamentos, como pássaros e penas, simbolizando uma conexão entre céu e terra, a imaginação e a liberdade. “A opção pelas releituras deveu-se praticamente a três motivos principais: minha admiração pelos grandes mestres da Renascença e a paixão pelos anjos por eles retratados”, explica a artista, que já participou de diversas mostras, oficinas e exposições no Brasil e no exterior.

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Atiara (Um Fio de Luz)

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Glenna Collet Ben Hogan

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Joe Carr

Quando a arte encontra o golfe A relação de Brenda Faria com o golfe poderia nunca ter existido, mas mesmo sem se conhecerem, tinham tudo a ver um com o outro. Era certo que bastaria uma rápida troca de olhares para que os dois se apaixonassem. E os cupidos desta história foram Thiago Christof, filho de Brenda, que é golfista, e Carlão Gonza-

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lez, presidente do Damha Golf Club, de São Carlos (SP), e um dos maiores incentivadores do esporte no Brasil. Há pouco mais de um ano e meio, Thiago apresentou alguns trabalhos de sua mãe a Carlão, que vislumbrou uma possibilidade de sucesso se o estilo pudesse ser trabalhado utilizando fotos antigas de golfe. Brenda soube da conversa entre os dois, se apaixonou de imediato pela ideia e logo começou a pesquisar


por fotos, procurando saber um pouco mais sobre o assunto. O rico e quase que inesgotável tema que envolve o jogo logo apresentou ingredientes que valorizariam muito o tipo de arte em questão. “A precisão do swing dos jogadores, a força das expressões faciais, as reações, a natureza, os pássaros, as trajetórias das bolas, as peculiaridades dos tacos, a elegância das roupas, entre tantos outros detalhes, abrem muitas opções para que o esporte possa ser explorado artisticamente”, comenta Brenda, que já expôs parte de seus trabalhos envolvendo o golfe durante o V Aberto do Damha, disputado em setembro de 2011, em São Carlos. Apesar de não ser golfista, Brenda Faria já arriscou algumas tacadas e aprendeu um pouco sobre as noções básicas do jogo. Sua maior ligação com o golfe, além

das obras de arte e das pesquisas sobre o tema, continua sendo através de seu filho Thiago, mas ela garante que vem acompanhando os torneios com mais frequência, principalmente as transmissões pela TV. “Esse meu trabalho ainda é relativamente recente, mas já é possível avaliar que o retorno está sendo positivo. Por enquanto, venho conciliando com outros nichos que já explorava há mais tempo, mas pretendo dar continuidade expondo mais obras em outros campos e eventos”, revela a artista.

O passo a passo do trabalho Para se chegar a um produto final do nível de uma das obras de arte produzidas por Brenda Faria, existe um longo processo, com várias etapas, desde a

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escolha dos materiais, passando pelas essenciais inspirações, chegando às inúmeras técnicas envolvidas. “Quando tenho uma inspiração para um trabalho, escolho a madeira que se melhor adapta à minha ideia. Porém, esta é uma etapa muito natural para mim. É como se aquela madeira estivesse ali para aquele objetivo. Lavo e trato, retirando todos os resíduos que possam atrapalhar o resultado final do trabalho”, conta Brenda Faria. É do acúmulo de um bom número de pedaços de madeira que surge a peça ideal. Segundo Brenda, tudo pode servir, desde janelas, portas, rodas de carro de boi, entre outras coisas. “Comecei trabalhando com sobras de uma marcenaria e adorava selecionar as madeiras, principalmente as mais exóticas, com pregos antigos, perfurações feitas por cupins e marcas do tempo”. Os próximos passos de execução da obra já são as técnicas em si. “Faço pátina usando um composto com várias camadas de tinta à base d’água. Sobre esta pátina, esboço o desenho e pinto com tinta a óleo, muitas das vezes, utilizando veladura. Entre a secagem das camadas de tinta, começo a elaborar os relevos, que também exigem um tempo para secagem”, explica Brenda, que ainda acrescenta que, dependendo do trabalho, nesta etapa, faz a inclusão de pedras semipreciosas. “Pinto os relevos e faço a douração, com folha de ouro. Finalizo com várias camadas de verniz”, completa a artista, que também desenvolve ilustrações feitas com extrato de nogueira, caneta de bambu, aquarela, entre outras técnicas.

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Exposição no Damha Golf Club


Foto: Sebastian / Divulgação Fotos: Sebastian / Divulgação

clubes

São Fernando Golf Club: Aniversário

58 anos de tradição ❙❙

José Roberto França (Diretor Social), Gilda Junqueira, Andrea Lima e Júlio Cruz Lima Neto (Diretor Presidente)

Um dos mais charmosos clubes do Brasil, São Fernando Golf Club comemora mais um ano de história com jantar em grande estilo

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m jantar exclusivo e cheio de requinte foi o evento que celebrou mais um ano de vida do São Fernando Golf Club, um clube cheio de história e considerado um dos mais charmosos do País. Marcada pela elegância dos participantes, ótimos pratos, música de primeira e o excelente nível de organização, o jantar em comemoração aos 58 anos do clube, realizado no dia 5 de maio, foi um sucesso. O presidente Júlio da Cruz Lima Neto recepcionou os convidados ao lado de sua esposa Andrea e de toda a diretoria do clube. Entre diretores, familiares, só-

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cios e amigos, cerca de 250 pessoas prestigiaram o evento. Houve uma recepção com um coquetel antes do jantar. Manuel Gama, Douglas Delamar, Paulo Cabernite, Tarcisio e Wagner de Angelis, Fernando Moura, entre outras personalidades marcantes do golfe brasileiro, marcaram presença na festa.

História A história do São Fernando Golf Club tem como principal ingrediente a perseverança de um grupo de amigos, unidos em torno do amor pelo golfe. Em 21 de abril de 1954 foi descerrada a placa


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Antonino Cirrincione, Douglas Delamar, Tarcisio de Angelis, Enrico Fabietti, Paulo Cabernite, Fernando Moura, Wagner de Angelis e José Roberto França

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Fernando Ishii e esposa, família Nakatani e família Hirai

inaugural, em homenagem ao doador de 22 alqueires do sítio do Caiapia, Fernando de Almeida Nobre e família. Os trabalhos do campo já estavam iniciados, sob a direção de Diogo Aguiar de Barros, 1º presidente do clube. O Campo de Golfe foi inaugurado em 21 de abril de 1958 através do projeto do arquiteto argentino Luther Koonz. No dia 28 seguinte disputou-se a primeira taça: um Canadian Mixed Foursomes, vencida por Marcello Carvalho Nogueira e Hebe Nova Gomes. Os outros nove buracos foram abertos em abril de 1969. A primeira diretoria era constituída de Diogo Aguiar de Barros (presidente), Marcello Nogueira (vice-presidente), Luiz Adolpho Nardy (1º secretário), Vasco Galvão Bueno (2º secretário), Roberto Pinto de Souza (1º tesoureiro) e Armando Caiuby Moraes (2º tesoureiro).

Entre os melhores

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José Joaquim Barbosa e esposa Lia Barbosa Manuel Gama e esposa e José Roberto França

Em qualquer pesquisa ou avaliação de campos que seja feita, o São Fernando Golf Club aparece como um dos melhores do Brasil. Muitas o apontam como o melhor. E não é para menos. Sempre muito bonito e bem cuidado, o campo localizado em Cotia, na Grande São Paulo, é um dos preferidos dos jogadores e sempre se apresenta impecável. Tendo o experiente Jaime Gonzalez como seu head pro, o clube possui mais de 300 associados e já sediou alguns dos maiores torneios nacionais e internacionais. Em 2011 recebeu o Aberto do Brasil, mais importante competição do País, que valeu pontos para o ranking mundial de golfe pela primeira vez na história.

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Festival 500 Hotel e Golfe

vale vaga em Aruba Evento reúne quatro torneios simultâneos no 500 Hotel e define time brasileiro que disputa o 18º Aruba International Pro-AM

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500 Hotel e Golfe, em Guaratinguetá (SP), sedia de 6 a 8 de julho o VI Festival de Golf, evento que reúne numa só data quatro diferentes competições, incluindo o Torneio Aruba 2012, que selecionará dois integrantes da equipe brasileira para a 18ª edição do Aruba International Pro-Am Golf Tournament, tradicional torneio internacional de golfe realizado na ilha caribenha. Os outros dois amadores que vão integrar o time, Roberto Nishi, sócio do Guarapiranga Golf & Country Club, e Tadaaki Yamada, sócio do Arujá Golf Club, ambos de São Paulo, foram selecionados no V Torneio de Golfe do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. O nome do golfista profissional que comandará o time ainda será anunciado. Em 2010, o time brasileiro formado pelos amadores Adriana Cinelly, Mario Moreira, Ricardo

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Pinto e Roberto Dhelomme venceu a competição internacional. “Os representantes do Brasil este ano poderão tentar trazer novamente esse título”, diz Paulo Pimentel, da Golfe & Cia, que organiza o Festival de Golf desde sua criação, em 2007. Outra competição que promete muita emoção é a Copa Interclubes, disputada nas categorias individual e por equipes. O time campeão ganha o direito de participar da edição seguinte sem custos. Em 2011, a Associação Esportiva São José, de São José dos Campos, ficou com a vitória. Haverá ainda o Torneio ABGS, voltado para os membros da Associação Brasileira de Golfe Sênior, e o Torneio Especial Pé Duro, prova individual disputada nas categorias masculina e feminina. . Essa competição é voltada aos membros da atuante Associação Paulista de Golfe (APG).

Todas as competições acontecem de modo paralelo no sábado, dia 7 de julho. O campo estará aberto para treino no dia 6 e poderá ser usado pelos inscritos no torneio no dia 8 para jogo adicional. A premiação será no próprio dia 7, com festa na boate do hotel ao som dos anos 80. O 500 Hotel e Golfe, antes chamado de Clube dos 500, foi inaugurado em 1950. Possui 20 apartamentos projetados por Oscar Niemeyer, além de projeto paisagístico de Burle Marx e um repleto acervo cultural, como um painel de Di Cavalcanti. Recentemente, foi inteiramente renovado e modernizado. O campo do 500 Hotel e Golfe foi desenhado por Armando Rossi e José Maria Gonzalez e inaugurado em 1964. Recentemente, foi reformado por José Roberto Pires, ex-green keeper do São Fernando Golf Club.

Foto: Divulgação

torneios amadores

Festival de Golf


novidade

Jornalistas unidos ABIG

pelo golfe Torneio no campo do Guarapiranga Golf & Country Club inaugurou as atividades da ABIG - Associação Brasileira de Imprensa de Golfe

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Brasil não possui um número expressivo de jogadores comparado às potências do golfe mundial e os pouco mais de cem campos oficiais também ainda não são proporcionais ao potencial geográfico que o País possui, mas mesmo assim, a força de seu golfe é contada aos quatro cantos por meio dos veículos especializados. A mídia brasileira já tem nada menos que seis revistas no mercado: Golf Life, New Golf, Golf Inside, Golfe Mais, Golf Journal e Golf & Turis-

mo, além de outros tantos sites e blogs de qualidade, como Golfe & Negócios, Golfe.esp, Jornal do Golfe e Blogolfe. Cada um desses veículos tem pelo menos um representante que entra em campo e sente na pele os inúmeros prazeres do esporte. Agora os profissionais ligados à imprensa brasileira especializada em golfe terão seus encontros mensais exclusivos para colocar o papo e o jogo em dia. No mês de maio, o sempre acolhedor Guarapiranga Golf & Country Club, na zona sul da capital paulista, foi palco para


Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

❙❙ Foto: Zeca Resendes

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Foto: Zeca Resendes

Luiz Carlos Silva

Henrique Fruet e Marco Frenette

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Guillermo Piernes

sumiu Luiz Carlos Silva, diretor executivo e proprietário da New Golf. Sem fins políticos ou comerciais, a ABIG focará suas atividades no prazer do jogo, na importância de manter bons relacionamentos e na troca de informações entre seus membros. “Nossa associação está aberta a todos os jornalistas e comunicadores que estejam, de alguma maneira, envolvidos com o golfe. Queremos unir as pessoas em torno do jogo e é por isso que a cada evento ofereceremos algum tipo de atividade para os profissionais de comunicação que desejem saber mais sobre o esporte”, disse Henrique Fruet. O Circuito ABIG de Golfe terá um torneio a cada mês. A segunda etapa acontece no Champs

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Fernando Vieira Foto: Divulgação

um mini-torneio, que marcou a inauguração da ABIG - Associação Brasileira de Imprensa de Golfe. Os fundadores da entidade foram Marco Frenette, da revista Golf Life, Guillermo Piernes, do site Golf & Negócios, Henrique Fruet, da revista Golfe Mais e do Blogolfe, Marco Antonio Rodrigues, da ESPN, Luiz Carlos Silva, da revista New Golf, Fernando Vieira, do site e newsletter Jornal do Golfe, e Marcos Emílio Gomes, freelancer de vários veículos. Em campo, o campeão foi Piernes, que somou 75 tacadas net, seguido por Luiz Carlos, vice-campeão com 76 net. A ABIG surge para incentivar novos jornalistas e comunicadores a jogar, além de promover uma integração entre as mídias e realizar torneios de confraternização. “Os veículos de golfe podem manter um relacionamento próximo uns com os outros sem comprometer seus negócios. Pelo contrário, é trocando informações e experiências que o desenvolvimento de todas as mídias será acelerado. Incentivar o crescimento do mercado é bom para todos”, re-

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Marco Antonio Rodrigues

Privés, na cidade de Campo Limpo Paulista, onde jornalistas e comunicadores serão recepcionados pelo presidente do clube, Reis Souza. A terceira etapa, programada para agosto, será sediada no Santos São Vicente Golf Club e terá como anfitrião o profissional Ricardo Melo, comentarista da ESPN.

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Fotos: Divulgação

no mercado

A casa que Imóveis

o golfista procura Com foco no comércio de imóveis de alto nível, Vero entra no mercado do golfe buscando atender a procura por casas nos EUA

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boa oferta de imóveis de luxo com campos de golfe em regiões eleitas pelos brasileiros nos Estados Unidos e o paralelo aumento dos valores dos residenciais no Brasil, principalmente os de veraneio, foram os principais fatores que impulsionaram a Vero Negócios Imobiliários a entrar com força no mercado do golfe. Atuando com escritórios em São Paulo e nos Estados Unidos, a empresa visa facilitar todo o processo de busca e avaliação de residências, sobretudo em Mia-

mi e em Orlando. “O interesse dos brasileiros tem sido muito grande. A queda dos preços por lá também vem aumentando a procura e tornando mais atrativa a possibilidade de compra de imóveis”, comenta Fabio Menna, sócio-diretor da Vero. A Vero entrou no golfe através do Torneio Maianos, realizado no Guarapiranga Golf & Country Club (SP), no dia 23 de maio. Segundo Fabio Menna, a intenção agora é se focar no setor e estar cada vez mais presente nos eventos, além de participar de revistas, publicações e periódi-


cos. “Entendemos que existe um grande público com potencial de compra dentro do mundo do golfe paralelo à grande oferta de casas com campos de golfe”, avalia Menna, que aposta no sucesso da empreitada e na qualidade de seus imóveis. “Qualquer produto oferecido pela Vero pode agradar o público do golfe, uma vez que trabalhamos apenas com a primeira linha. No Brasil, temos como características básicas o luxo e o conforto. Nos Estados Unidos, ainda conseguimos atrelar a isso a comodidade de alguns condomínios com campos de golfe”, completa.

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Miami

Acompanhamento total O auxílio oferecido ao cliente acontece em todas as etapas do negócio, desde a procura até a decoração. “Fazemos a busca pelos imóveis, acompanhamento jurídico internacional, de projetos, de obras e por fim até mesmo de decoração”, conta Menna. Os clientes inicialmente são atendidos em São Paulo, onde se faz um levantamento de tudo o que ele quer com relação ao imóvel, como metragem, localização, quantidade de quartos, se irá destinar-se a investimento ou uso próprio, se é novo ou usado, casa ou apartamento, entre outras características. Passada esta fase, inicia-se a busca, que é realizada pelo escritório de Miami e que gera um relatório. Com ele em mãos, o cliente opta em ir ou não visitar pessoalmente os imóveis selecionados. Em sua possível visita, ele é recebido pela equipe de Miami e tem todas as informações adicionais que quiser.

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Beetto Saad entrevista Jonson Marques (Mapfre)

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Equipe da Miolo e seus sofisticados vinhos e espumantes

Felipe Almeida e Pedro da Costa Lima

Confira quem passou pelo Encontro de Craques nos meses de abril e maio

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Alex Müller, Rodolfo Kussarev Andrés Sanchez, Vicente Candido e Paulo Gregoraci

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Antonio Ferreira Pinto, Rosa, Alex Müller, Estevam Soares, Dra. Margarete Barreto e Rosinha

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Melissa Oliveira, José Eduardo Kalil e Beetto Saad

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André é o DJ oficial do Encontro de Craques

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Beetto Saad com Luizomar de Moura Alex Müller, Craques Teens, Toninho Cecílio, Rodrigo Caio e Rosa e Rosinha

Beetto Saad e sua equipe da Bombar Eventos

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Alex Müller, Robin Jonhson, Marcelo Negrão, Fofão, Oliveira Andrade e Beetto Saad

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Duílio Monteiro, Craques Teens, Gatas da Indy, Celso Miranda, Beetto Saad, Rosa e Rosinha e Bia Figueiredo

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William Lopes, Sergio, Waldir Peres, Rosa e Rosinha, Ronaldo, Agnaldo Timóteo e Brunete Fraccaroli


golfe universitário

Expectativa, novidades e saudades! por Pedro da Costa Lima *

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(antiga IBMEC), que irá preparar seu time para disputar as etapas desta temporada. Durante os últimos meses, o Circuito Universitário de Golfe vem trabalhando em parceria com a Agência Sumo Propaganda para a construção da identidade visual da competição. O logo oficial e definitivo do circuito deve conter certos aspectos que o golfe universitário representa, como juventude, espírito de equipe, integração, competição, entre outras características próprias, tudo isso com um toque olímpico. É esperar para ver!

Parceria com a FPG Enquanto desenvolvemos a identidade visual definitiva do circuito, pudemos apresentar mais um novo benefício aos universitários golfistas: a Federação Paulista de Golfe se propôs a premiar os primeiros colocados no Desafio Universitário de Golfe de 2011 oferecendo a eles a possibilidade de treinar gratuitamente no CPG - Centro Paulista de Golfe, o campo da entidade, localizado próximo ao aeroporto de Congonhas. Foi uma atitude louvável da FPG, que tem demonstrado enorFotos: Fabio Mayer

migos golfistas, a expectativa é grande para a estreia do Circuito Universitário de Golfe em 2012. Os jogadores estão ansiosos para entrar em campo. Como comentado na última coluna, o circuito terá três etapas neste ano, a começar em agosto, no Clube de Campo São Paulo. Mas enquanto o primeiro torneio não chega, temos feito contatos com muitas universidades e capitalizando novos jogadores para esta iniciativa, que começou em 2011 com muito sucesso. Em maio ganhamos a confirmação do Insper

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Golfe de luto Enquanto todos se preparam visando a temporada 2012 e as equipes vão sendo desenvolvidas, não poderíamos deixar de fazer uma grande menção e um agradecimento especial a um dos maiores - senão o maior - apoiador do golfe universitário: Sr. Fernando de Arruda Botelho, que infelizmente nos deixou em abril, vítima de um acidente aéreo. Golfista, empresário e apaixonado por aviação, Fernando era proprietário do Broa Golf & Resort, no interior de São Paulo - local que recebeu o 1º Desafio Universitário de Golfe. Naquele dia 1º de outubro de 2011, quan-

Foto: Divulgação

me atenção e carinho com o golfe universitário. A iniciativa de possibilitar a utilização sem custos do CPG facilita muito a prática dos universitários golfistas. Além disso, é um grande incentivo para que os jovens permaneçam ativos e comprometidos com a evolução constante. Os jogadores premiados com o benefício são: André Azevedo, jogador representante da Universidade Nove de Julho (UNINOVE), Alexandre Masini, que joga pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Tomás Botelho e Raphael Brezzi, ambos representantes da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), todos eles jogadores scratchs e que, devido aos compromissos universitários, deixaram as competições de lado, mas que agora estão voltando com muito comprometimento ao golfe.

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Fernando Botelho e Giordano Junqueira

do realizamos este primeiro evento, durante a cerimônia de entrega de prêmios, o Sr. Fernando fez uma chegada triunfal através de um planador que pousou no fairway do buraco 9. Ao chegar à sede, ele pediu para que todos os jogadores se levantassem. Neste momento solicitou para que todos ali presentes aplaudissem os golfistas universitários enquanto eles se colocavam em pé, espalhados pela plateia; uma atitude de quem percebe o esforço, a dedicação e o amor desses jovens golfistas por terem o interesse em representar, através do esporte, a instituição de ensino em que estudam. Foi graças ao Sr. Fernando Botelho que o primeiro evento do golfe universitário se tornou real no Brasil. Consequentemente, é provável que sem o apoio

dele, eu nem estaria aqui neste momento escrevendo uma coluna sobre o tema. Hoje, todos os universitários aplaudem de pé o amigo golfista que tanto fez pelos jovens e pelo golfe em geral. Que grande prazer sua presença nos deu! Neste ano o Circuito de Golfe Universitário realiza a sua grande final justamente no campo onde tudo começou; o Broa Golf & Resort, local idealizado por ele próprio, Sr. Fernando Botelho. Estou certo que, de alguma forma, ele estará novamente lá conosco. Desejo muitos birdies a todos e até a próxima edição! • Para mais informações, entre em contato através do e-mail golfeuniversitario@hotmail.com ou acesse a página no Facebook www.facebook.com/groups/golfeuniversitario

* Campeão da Copa Los Andes 2011 integrando o time brasileiro, Pedro da Costa Lima é capitão do time de golfe da FAAP e um dos mais vencedores golfistas amadores do Brasil.

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Fotos: Divulgação

por trás dos campos

Um novo golfe para o futuro Encolhimento do mercado em países tradicionais no esporte e crescimento em regiões em desenvolvimento fazem com que uso dos clubes e campos de golfe seja repensado com novas estratégias Por Mark Diedrich *

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om a contínua evolução do golfe, tanto nos mercados consolidados, como nos Estados Unidos, quanto nos países em expansão, como no Brasil, os defensores do esporte continuam desenvolvendo novas formas de fazê-lo crescer e aumentar seu número de praticantes. Nos últimos anos temos visto um encolhimento do mercado de golfe nos países tradicionais devido às novas gerações e uma economia mundial em crise. Por outro lado nos mercados em desenvolvimento vemos um sensível crescimento no número de jogadores, tanto pela imigração de empresários estrangeiros, quanto pelo crescimento das classes

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média e alta em países como o Brasil, Rússia, Índia e China. Em ambos os mercados estamos cada vez mais encontrando formas criativas de integrar o golfe à vida das pessoas. As novas estratégias têm seguido dois caminhos distintos: o primeiro é repensar o campo de golfe tradicional, buscando maneiras de tornar o jogo mais divertido para os iniciantes, que ficariam intimidados ao jogar num campo de 6.500 jardas. O segundo caminho é encontrar usos criativos para os tradicionais campos existentes. Nos Estados Unidos a necessidade de repensar o mercado foi exemplificada em estudos como o relatório de 2009 da National Golf Foundation, que mostrou

uma queda de 24% no número de jogadores de 16 a 24 anos no período entre 2005 e 2008. O resultado é que enquanto constroem-se mais campos em países como o Brasil, centenas deles são fechados por ano nos EUA, onde existem atualmente cerca de 17.000 mil. E a pior parte é que não estamos conseguindo atrair novos jovens para o jogo.

Alternativas Ao invés dos campos tradicionais de 18 buracos, par 72, os empreendedores criativos estão considerando campos mais curtos, que requerem terrenos menores, para serem jogados em menos tempo e por menos di-


nheiro. Exemplos de campos não tradicionais incluem: • Criar um campo de 3, 6 ou 9 buracos com uma combinação de comprimentos que permita que novatos desfrutem da aprendizagem e ao mesmo tempo permita que jogadores experientes usem todas as suas tacadas; • Criar campos de “pitch and putt”, que exigem apenas ferros curtos e putters; • Criar um campo curto dentro do driving range para uso de famílias e crianças fora do horário de pico; • Os clubhouses desses campos também devem ser pensados de forma diferente, atrativos para os jogadores iniciantes, famílias e crianças. Considerar um bar descontraído ou lanchonete ao invés do bar de golfistas e considerar videogames e playgrounds no lugar de salas de poker; Nos clubes, comunidades residenciais e resorts com campos de golfe, nós, da indústria, estamos pensando em ideias criativas para potencializar ao máximo o uso do espaço. Algumas sugestões para a adaptação de campos além do jogo tradicional incluem: • Adicionar marcadores ou tees alternativos para criar um campo de par 3 dentro de um campo longo de torneio; • Incluir opções de buracos maiores nos greens; • Criar alvos no driving range que emitam sons ao serem atingidos pelas bolas, dando uma gratificação imediata e divertida às crianças; • Pensar no campo como um espaço verde da comunidade residencial, considerando outras atividades que não sejam golfe, como noites de cinema num telão ao ar livre ou música ao vivo no driving range; • Usar os caminhos do carri-

nho de golfe para corrida, ciclismo e trilhas para caminhadas no final do dia; O Indian Hills Country Club, em Atlanta, tem noites de acampamento ocasionais no campo, que incluem fogueiras portáteis, entretenimento ao redor da fogueira e tendas seguidas de um café da manhã na sede do clube a tempo dos primeiros golfistas darem as tacadas iniciais. Os banheiros já estão instalados no campo, tornando-se uma atividade de baixo custo. Já foi demonstrado que os imóveis são mais valorizados em empreendimentos com um campo de golfe. O mercado adota um acréscimo no valor da casa de 8-12%. Também é comum, no entanto, que não mais de 30% dos donos de casa em uma comunidade de golfe pratiquem o esporte. Assim, faz sentido criar outras fontes de renda e de valor para a comunidade, oferecendo mais usos para os campos e tor-

nando o esporte mais divertido para aqueles que estão considerando praticá-lo. Para os que projetam novos resorts ou comunidades, sugiro que considerem opções alternativas de golfe quando o terreno e o custo limitá-los. Um campo de torneios requer pelo menos 70 hectares de terra. Criando um campo curto se traz o espaço verde e o contato com o golfe para a comunidade por uma fração do terreno necessário. O golfe é para ser divertido. Embora seja importante preservar o jogo para os profissionais e proporcionar-lhes locais apropriados, precisamos observar uma mudança em direção a diferentes opções para aqueles que não querem levá-lo tão a sério, mas que representam o futuro do esporte. Temos sorte que existam alguns pensadores criativos envolvidos hoje no jogo e que estão ajudando mais e mais pessoas a se divertirem com o golfe.

Mark Diedrich Mark Diedrich, diretor da Kuo Diedrich, é arquiteto de clubhouses de golfe há cerca de 18 anos. Escreve sobre o tema e ministra palestras pelo mundo todo, incluindo Febragolfe e Brasil Golf Show, no Brasil, e Harvard Graduate School of Design e a Emory University, em Atlanta (EUA). mark@kuodiedrich.com www.kuodiedrich.com

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por Rachid Hadura Orra*

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aro golfista, a Confederação Brasileira de Golfe, que participou da criação do novo circuito PGA Tour Latinoamérica, obteve mais uma importante vitória para o golfe brasileiro com a confirmação de mais torneios do circuito latinoamericano no Brasil em 2013. É mais uma oportunidade para os nossos golfistas, facilitando o acesso dos atletas à elite do golfe mundial. No mês de maio tivemos uma reunião com a diretoria do PGA Tour, principal circuito de golfe do mundo, e foi confirmada a realização de dois torneios no Brasil no próximo ano do PGA Tour Latinoamérica. O novo circuito começa ainda neste ano, de setembro a dezembro, e será composto por onze etapas. Em 2012 a etapa brasileira válida pelo PGA Tour Latinoamérica será o Aberto do Brasil, que acontece de 4 a 7 de outubro e irá distribuir US$ 125 mil em prêmios. Com toda certeza, é um grande orgulho ter o Aberto do Brasil como um torneio do PGA Tour Latinoamérica. Isso mostra a importância do País no cenário do golfe mundial e dá visibilidade para nossos futuros eventos. O circuito valerá vagas para o Nationwide Tour, que dá acesso

Foto: Zeca Resendes

confederação brasileira de golfe

Atenções cada vez mais para o Brasil

Anikka e as juvenis brasileiras

ao PGA Tour e conta pontos para o ranking mundial, pontos esses indispensáveis para um atleta participar das Olimpíadas. As palavras de Tim Finchem, comissário do PGA TOUR, confirmam a importância deste circuito: “Este é um momento muito importante, tanto para o PGA Tour, quanto para o golfe profissional, tendo em vista o retorno do golfe aos Jogos Olímpicos no Rio 2016”. Quero parabenizar também a todos que fizeram o sucesso do maior torneio profissional feminino do País, o LPGA Brasil Cup 2012, apresentado por HSBC e disputado no Itanhangá Golf Club (RJ). O torneio, que faz parte do circuito norte-americano de golfe feminino, atraiu novos entusiastas do esporte, que puderam participar de clínicas ministradas por professores e jogadores profissionais. No total, mais de 200 pessoas tiveram

contato pela primeira vez com as regras, campo, tacos e bolas. Cerca de 20 atletas juvenis fizeram uma clínica com Annika Sorenstam, a maior golfista profissional de todos os tempos, e junto com sete jovens (Carolina Yamada, Julia Debowski, Florense Hirose, Giulia Mallmann, Sonia Vasena, Célia Luz e Victoria Postigo) convidadas pela CBG, que puderam melhorar seus fundamentos e receber dicas da supercampeã. O torneio também foi uma boa oportunidade para mostrar a qualidade na organização de grandes eventos de golfe. Mais de 20 representantes do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos Rio 2016 visitaram o Itanhangá Golf Club e puderam observar diversos aspectos da realização do torneio e se familiarizar com o golfe. Um abraço e até a próxima edição.

* Rachid Hadura Orra, presidente da Confederação Brasileira de Golfe

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Fotos: Divulgação

entidades

APG rumo

Associação Paulista de Golfe

a Orlando Torneio Internacional da Associação Paulista de Golfe acontece em Orlando (EUA) e deve reunir cerca de 120 participantes. Taça Cid Andrade também é destaque entre as novidades do bimestre Por Antonio Padula *

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cada edição o Torneio Internacional da APG se fortalece. Neste ano a escolha da sede foi bastante concorrida, com a participação de cinco cidades ao redor do mundo; Santiago do Chile, Ballina e a região do oeste na Irlanda, Cidade do Cabo, na África do Sul, Las Vegas e Orlando, nos Estados Unidos. A vencedora foi Orlando, que apresentou condições superiores em quase todos os quesitos em relação às demais candidatas. O torneio vai ser realizado entre os dias 31 de outubro e 9 de novembro. Os campos onde acontecerão as competições estão dentro do Hyatt Regency Gran Cypress. O campo do New

Course tem 18 buracos e é uma réplica do Old Course em St. Andrews, da Escócia. Todos os jogadores terão à disposição carros elétricos com GPS. Os participantes também terão direito a treinos nos dias que antecederem os jogos. As saídas nos dias de competição serão por shot gun. As modalidades e dias de jogos estão assim definidos: • 2 de novembro: North e East / Stableford • 5 de novembro: South e East / Four Balls Stroke Play • 7 de novembro: New Course / Stroke Play Haverá premiação de Nearest to the Pin nos três dias de torneio e também de Longest Drive ou Accurance Drive no último dia. Os jogadores ainda desfruta-


Jogadoras do Torneio Internacional APG de 2011: número de mulheres no evento cresce a cada ano

rão de dois jantares de gala, sendo um de boas vindas e outro de encerramento, com entrega de prêmios, sorteio de brindes, premiação do sweepstake, troféus e show especial para APG. Como de costume, os torneios da APG são divididos pelas categorias A, B e C masculinas e uma categoria feminina. A previsão da atual diretoria é que excepcionalmente neste ano haja duas categorias femininas, pois são esperadas até 40 jogadoras. Não se tem notícia no Brasil de um torneio feminino com igual número de participantes. Seria, portanto, um marco para o golfe brasileiro essa presença expressiva das mulheres. Para os homens também há uma grande expectativa, já que são esperados cerca de 80 jogadores. A estimativa é de que o 7º Torneio Internacional da APG alcance a incrível marca de 120 participantes, que é recorde absoluto na história do evento. O número máximo até então foi atingido nos campos do PGA National durante a 5ª edição do torneio, que contou com a parti-

cipação de 72 jogadores entre homens e mulheres. Haverá ainda extensa programação extragolfe, que inclui visita a parques, shoppings e shows. Esses números revelam o crescimento da APG, que tem um modelo de gestão simples e altamente democrático. Os dados comprovam também a eficiência de seus torneios e, em particular, dos internacionais.

Descontração e bom jogo na Taça Cid Andrade No dia 31 de março a APG realizou a primeira etapa da Taça Cid Andrade no campo do Champs Privès Residence

Country & Golf Club (SP). O jogo mostrou a eficiência e a boa fase de Rodolfo Fuganti, que mais uma vez venceu na categoria A, com 65 net. Também vai o destaque para Osmar Sabona, que fez Nearest to the Pin no buraco 17 valendo um putter especial oferecido pelo nosso amigo e jogador Harry Rho, da Essex. Na categoria B, o título ficou com Elver Colombo, que fechou com 66 net, enquanto Robson Segalla, marcando 60 net, garantiu a vitória na categoria Sócios e Convidados. A próxima etapa da Taça Cid Andrade está prevista para acontecer no dia 7 de julho e muito provavelmente o campo será o Lago Azul Golfe Clube, em Araçoiaba da Serra, interior de São Paulo, próximo a Sorocaba.

Antonio Padula Antonio Padula é vice-presidente da Associação Paulista de Golfe

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golfe nota 10

O sonho olímpico e suas benesses por David Oka *

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rica Latina e já temos o LPGA desde 2009. Jogadores importantes do circuito mundial já vieram conhecer o Brasil e estão à procura de oportunidades em nosso País. Os grandes fabricantes de equipamentos e acessórios começaram a estudar o mercado, tudo por conta da Olimpíada, e vários já retornaram ao Brasil para conseguir maiores detalhes. A cada dia que passa, mais jovens vão estudar fora do Brasil em academias, escolas e faculdades, trazendo mais qualidade e alto desempenho ao golfe brasileiro. Precisamos de mais experiências e conhecimento em todas as áreas e isto a Olimpíada deve trazer ao País. Foto: Divulgação

grande notícia das Olimpíadas no Brasil não é a competição em si, mas sim o que os Jogos vão deixar de evolução e herança para as próximas gerações. O evento trará campos de golfe mais preparados tecnicamente em sua arquitetura, irrigação e drenagem, qualidade da grama e sua conservação. Serão locais cada vez mais interessantes para se ver e jogar, prontos para grandes eventos. Há vários estudos para trazer torneios de ponta como os do PGA Tour, European Tour, Presidents Cup, entre outros. Neste ano começa o PGA da Amé-

Mas o que estamos fazendo para que o número de jogadores aumente agora ou em um futuro próximo? Se hoje os campos que temos já estão ociosos, imagine daqui a quatro anos, na febre olímpica, quando inúmeros projetos de campos em construção já deverão ter sido concluídos pelos quatro cantos do Brasil? Temos que nos mexer hoje, com mais programas de incentivo aos infantis, juvenis, juniores, mulheres, novos jogadores, caddies e funcionários de clubes. O golfe tem que entrar na economia de escala, temos que ter volume de jogadores, aí teremos melhores preços, golfistas de cada vez maior qualidade, melhores locais, academias, ou seja, tudo será melhor. Com o surgimento de campos públicos e a abertura para novos jogadores iremos, com a Olimpíada, mudar o golfe brasileiro, mas uma geração forte só vem com muitos jogadores infantis e juvenis, a exemplo dos Estados Unidos, que têm seis milhões de jogadores juvenis, o que explica o fato do país ser uma das maiores potências no mundo do esporte. Vamos aproveitar a Olimpíada 2016 e transformar este sonho em realidade.

* David Oka é árbitro de golfe e coordenador do projeto Golfe Nota 10, da Federação Paulista de Golfe (www.golfenota10.com.br)

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tacada cidadã

Golfe, boa comida e muitos amigos Por Rafael Jun Mabe *

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ais um evento que uniu confraternização e muitas tacadas. O departamento de golfe do Clube de Campo São Paulo recebeu a II Taça e Paella Amigos do Tacada Cidadã. Com a participação de mais de 80 jogadores, a iniciativa foi um sucesso. Organizado pelo grupo “Amigos do Tacada Cidadã” e coordenado pelo golfista Fer-

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Guilherme Tse Cândido, Juliana Amorim, Lucí M. Mabe, Augusto Cândido, Rafael Jun Mabe e Fernando Carramaschi

nando Carramaschi, o evento foi realizado entre os associados do clube com o intuito de divulgar as ações do programa, além de captar recursos para a realização das atividades do primeiro semestre de 2012. A Taça foi disputada na modalidade stroke play nas categorias masculina e feminina. Na categoria masculina o grande campeão foi o carismático Albert Bourqui, enquanto Carlos Alberto Ferreira Alves (Betão) ficou com o vice-campeonato. Já na categoria feminina o título foi para Maria Elisa Ramenzoni (Lili) e a vice-campeã foi a golfista Beatriz Versiani. Após o jogo foi servida uma caprichada paella preparada pelos chefs Guilherme Tse Cândido e Juliana Amorin, do Buffet de Gastronomia Ecully, acompanhada pelos vinhos doados pela Credit Suisse HedgingGriffo e pelos amigos Fernando Carramaschi e Luis Fernando Aguiar. As mulheres que participaram do evento foram agraciadas com um brinde da Credit Suisse e um kit para tratamento de beleza doado pela Filabé. Foram realizados diversos sorteios e um leilão durante o almoço, que contou com a presença do presidente da Confede-

ração Brasileira de Golfe, Rachid Orra, do diretor do departamento de golfe do CCSP, Augusto Cândido, dos amigos do Tacada Cidadã e de associados de outros departamentos do clube anfitrião. No leilão os participantes puderam adquirir vinhos doados pelos “Amigos do Tacada Cidadã”, uma serigrafia do artista plástico Manabu Mabe, doada pelo Instituto Manabu Mabe, um quadro doado pelo artista Dan Mabe, uma cerâmica doada pela artista Luiza Boralli, um quadro da golfista Domingas Guilger, doada pela família Guilger, livros de arte doados pela Credit Suisse Hedging-Griffo e Instituto Manabu Mabe, além de produtos de golfe doados pelo golfista Oestes Costa. Durante o animado leilão organizado pelo amigo Luis Fernando Aguiar, os convidados puderam contribuir com o Programa Tacada Cidadã desfrutando de momentos de descontração. Agradecemos a adesão, o envolvimento de todos e o apoio dos parceiros do evento. Esperamos poder contar novamente com todos no próximo ano. • Para mais informações sobre o Programa Tacada Cidadã, acesse o site www.tacadacidada.org

* Rafael Jun Mabe, diretor do Instituto Vem Ser Sustentável e responsável pelo Programa Tacada Cidadã, é arquiteto pós-graduado em gestão ambiental

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preparação física

Chicken Wing: causas e efeitos Por Africa Alarcón *

Um dos problemas mais comuns em iniciantes, o chicken wing pode causar lesões, além de produzir uma posição esteticamente feia. Alguns exercícios podem ser muito úteis para que esse problema seja evitado

Fotos: divulgação

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swing deve ser um movimento fluido, atlético, porém sem esforço extremo ou algo que faça você pensar demais quando ele está sendo executado. Tem que sair naturalmente. Claro que para o iniciante esta é uma tarefa muito árdua. Neste momento, as maiores preocupações são com o stance, a cara do taco, transferência de peso, braços relaxados etc. No downswing a coisa complica ainda mais. O movimento de aceleração da cabeça do taco é tão rápido que, se o iniciante se preocupar demais com o que vem a seguir, ele tem o famoso “Paralysis by analysis”, que Ernest Jones descreveu quando a concentração é tanta que o jogador bloqueia o topo do backswing, perdendo assim a força elástica acumulada e causando danos durante o downswing. Uma das coisas mais difíceis de controlar é o braço próximo


ao alvo durante o impacto e followtrough. O cotovelo flexionado é chamado de chicken wing, pois parece a asinha de um frango. É um dos defeitos mais comuns no golfe e, na minha opinião, também é um dos mais feios. O jogador acaba encolhendo o ombro, prejudicando a rotação e a estabilidade da cabeça. Quebrar o braço dominante na hora do impacto provoca instabilidade da tacada e consequente perda de potência. O taco acaba ganhando mais loft e a bola vai mais alta e com menor distância. O chicken wing é um defeito de swing muito difícil de ser notado sem a ajuda de um observador de fora. Muitas vezes precisa ser filmado e reproduzido em câmera lenta para ser percebido, pois acontece num milésimo de segundo e nem sempre traz consequências muito negativas para o sucesso da tacada, especialmente em jogadores com boa transferência de energia e swings potentes. Jack Nicklaus, assim como tantos outros jogadores, conviveu muito tempo com este defeito. Entretanto o chicken wing não deve ser ignorado, pois a sobrecarga imposta no cotovelo pode causar lesões nos ligamentos e afetar ombro e cervical.

os destros e vice-versa) e redução de mobilidade de rotação externa. • Plano do swing tem características de “over the top”. O swing é vertical demais e o taco entra na bola de fora pra dentro, obrigando o jogador a fazer “scoop”. • Alguns profissionais do PGA e autores também culpam o grip em alguns casos. Rob Akins afirma que o grip fraco provoca chicken wing, pois as mãos passam da linha do peito e o cotovelo precisa flexionar para acompanhar o movimento dos punhos. Jim Suttie (PGA teacher of the year em 2000) garante que jogadores que têm um grip muito apertado impedem a liberação dos punhos no impacto, causando um “pushslice” e chicken wing.

• O posicionamento da bola também pode afetar a estabilidade dos braços. A bola colocada muito perto do jogador vai fazer com que ele tente aproximar os braços do corpo no impacto, causando o defeito. • Para as duas primeiras variáveis, apresento nesta coluna exercícios que trarão benefícios na mobilidade dos ombros e coluna, além de força na musculatura ao redor do ombro. Para os exercícios usei um elástico ou Thera Band de intensidade fraca. • Consulte um bom profissional de golfe e trabalhe a técnica de swing path (caminho do taco) e grip. Bom treino!

Exercícios 1. Fortalecimento de manguito com elástico 1

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As causas do chicken wing podem ser: Falta de habilidade para rotacionar os ombros em direção ao alvo a partir do impacto mantendo o olhar na bola. O braço esquerdo vai e o ombro direito não acompanha. • Falta de força no ombro do braço dominante (esquerdo para

De pé, segurando um elástico com as palmas viradas para cima (fig. 1), pressione seus cotovelos contra a cintura e afaste as mãos como se estivesse abrindo um livro (fig. 2). Repita 15 vezes. * Agradecimentos especiais à ClinicÁ, que cedeu o espaço para a produção das fotos, e ao profissional Kiko Pádua, professor da Federação Paulista de Golfe.

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2. Rotação externa de ombro Deitado de bruços com os cotovelos a 90 graus e palmas viradas para baixo (fig. 1), eleve os antebraços e mãos, lentamente, sem elevar os cotovelos (fig. 2). Repita 10 vezes.

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3. Exercício do Serrote Se posicione sentado com a coluna neutra, bem em cima dos ísquios (aqueles dois ossinhos na região glútea), sobre um bloco (pode ser um step), com as pernas afastadas, joelhos estendidos e braços abertos (fig. 1). Inspire, cresça a postura e rotacione o tronco para a direita (fig. 2). Expire retornando à posição inicial (fig. 3). Repita para o outro lado (fig. 4). Realize o exercício 5 vezes de cada lado. É importante manter a coluna o mais estendida possível durante todo o exercício e não inclinar o tronco à frente na rotação.

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4. Impacto com elástico Na posição de stance, segurando um elástico preso à parte baixa do espaldar, inspire parado (fig. 1) e expire no impacto, tentando girar os ombros com os braços estendidos em direção ao alvo (fig. 2). Mantenha o olhar no chão, joelhos flexionados e coluna neutra.

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*Africa Madueño Alarcón é formada em Educação Física (USP) e especializada em treinamento físico para golfe pela Hole in One Pilates for Golf USA. Certificada Personal Trainer pelo American College of Sports and Medicine. email: africa@golfepilates.com

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dicas técnicas

Shank: o terror dos golfistas Um dos lances mais indesejados do jogo, o shank é a assombração e o trauma de muito golfistas porque aparece sem aviso prévio e tem o dom de colocar em situação difícil tanto o iniciante como o jogador experiente, mexendo principalmente com o lado psicológico 90

Protagonizar um shank é uma das situações mais constrangedoras que o golfista pode viver. O fator que assusta os jogadores neste tipo de lance é sua imprevisibilidade. Saber o momento em que um shank pode acontecer é tão difícil quanto adivinhar aonde a bola pode parar após ser atingida por uma tacada assim. Por alguma falha, desatenção ou mesmo um defeito de swing, o impacto do taco na bola se dá em uma área de contato indesejada, na região da junção da cabeça com a haste, o que sempre gera uma trajetória inesperada, normalmente muito aberta à direita e sempre completamente fora do objetivo. Fazendo uma relação com o tênis, seria a famosa ‘madeirada’, que é quando a bolinha pega no aro da raquete e vai parar


nas arquibancadas. E se engana quem pensa que ser assombrado por esse fantasma é um ‘privilégio’ apenas dos iniciantes ou amadores. Claro que é menos comum, mas, vez ou outra, os

melhores golfistas do mundo também pagam seus micos por aí. “O pior é que um shank nunca vem sozinho. É uma jogada que abala muito o lado psicológico do jogador, o que torna grandes

as chances de que outras sejam cometidas durante a mesma partida”, avisa o professor Dino Pádua, que ilustra as principais causas do shank e dá algumas dicas para evitá-lo.

Distância da bola Sempre há uma distância confortável para se manter no stance em relação ao local da bola. Se o jogador se posiciona muito próximo a ela (Fig. 1), existe uma grande possibilidade de que essa tacada não produza o correto impacto do taco na bola. Isso pode ocasionar muitos tipos de tacadas ruins, entre elas, o temido shank.

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Dica:

Se há uma dúvida sobre qual é a melhor distância a se tomar, uma boa dica é fazer a posição inicial do stance com o grip normal e medir como se fosse mais um grip imaginário fora do taco, delimitando o espaço que deve existir entre o final da haste e o corpo (Fig. 2). Mantendo a posição que foi determinada pela medida, retorne ao grip normal para iniciar o swing e dar a tacada de forma mais segura (Fig. 3).

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Equilibrando o corpo Outra possível causa do shank é a transferência do peso do corpo para frente no momento da tacada. Muitas vezes, com o movimento do swing, o corpo acaba saindo da posição original e correta do stance e pendendo para frente, sobre a bola (Fig. 4). Alguns jogadores percebem esse desequilíbrio e, ainda durante o plano de swing, buscam certas compensações, mas isso não ajuda porque a essa altura toda a sequência do movimento já está comprometida e, a partir daí, a região em que o taco vai encontrar a bola no momento do impacto passa a ser uma incógnita, consequentemente, a chance do shank se torna real.

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Dica:

Para tentar evitar esse problema, o segredo é a busca pelo treino do equilíbrio do eixo corporal. Um bom exercício é colocar duas bolinhas abaixo da parte frontal dos pés e pisá-las na hora do swing (Fig. 5). Elas funcionarão como uma espécie de trava e de reforço de base para dificultar o possível vício do corpo em pender para frente (Fig. 6).

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Trajetória do swing O correto movimento que o taco faz no downswing, em sua descida para o impacto na bola, é fator determinante para o sucesso da tacada. Se o taco faz uma trajetória acentuada de dentro para fora (Fig. 7) ou de fora para dentro (Fig. 8), certamente não encontrará a bola em sua melhor condição para impactá-la na região certa e gerar uma boa tacada. Neste caso, há uma grande possibilidade de haver um shank como resultado final. A atenção tem que ser redobrada com o plano do swing e na saída do quadril para que o taco desça na linha correta e bata no centro da bola (Fig. 9).

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Professor Dino Pádua Fernando Figueiredo Pádua Soares, do Clube de Campo de São Paulo, tem 51 anos, é golfista desde 1966 e profissional desde 1999. Classificado pela PGA Brasil (Associação dos Golfistas Profissionais do Brasil) e pelo CREF (Conselho Regional de Educação Física) para ministrar aulas e cursos de golfe. Já fez diversos cursos no exterior com profissionais renomados como Jim McLean, Mitchell Spearman, Kevin Perkins, entre outros. Dino Pádua promove clínicas abordando todos os fundamentos do esporte, é professor de golfe e palestrante em importantes eventos do País. Contatos: Fones: (11) 9612-3939 ou (11) 7865-4523 (Nextel) / E-mail: dino@golfcompany.com.br

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Preço: R$ 395,00

6. Contour Series Construção especialmente voltada à flexibilidade e conforto na sola. Cobertura 100% couro totalmente respirável e durável, com um ano de garantia à prova d’água.

Preço: R$ 450,00

7. GreenJoys Ultraleve. Couro sintético.

Preço: R$ 292,00


Bolas (Preços de lançamento) 8. Pro V1 Melhor desempenho para golfistas focados em reduzir score. Feel muito macio.

Preço: R$ 220,00

9. DT Solo

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Compressão de feel excepcionalmente macio com longa distância.

Preço: R$ 99,00

10. Pro V1x Desempenho da Pro V1 com baixo spin no jogo longo e trajetória mais elevada.

Preço: R$ 220,00

11. Velocity

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Mínimo spin e núcleo de alta velocidade produzem excepcional distância.

Preço: R$ 117,00

12. NXT Tour Melhor desempenho na redução de score dentre as bolas sem cobertura de uretano, com menor spin do que a PRO V1 e PRO V1x.

Preço: R$ 139,00

13. NXT Tour S Desempenho da NXT Tour com menor compressão e feel ultra macio.

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Preço: R$ 139,00

Tacos Driver 910 D2 (Degree Loft) / Híbrido 910H (Degree Loft) A combinação perfeita para que o jogador com velocidades moderadas de swing também possa tirar proveito da tecnologia SureFit consagrada nos principais tours do mundo.

Preços: Driver - R$ 1.300,00 / Híbrido R$ 874,00

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programa CBG

Mauro Guimarães, Tonny Bennet e Rachid Orra

Golfe para a Vida

programa no Paraná Mais de 30 profissionais de educação estiveram na sede da Secretaria de Esportes de Curitiba para a primeira fase do curso, que tem como objetivo a promoção do esporte em nível nacional

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primeira parte do programa Golfe Para a Vida - Formação de Talentos & Cidadania foi realizada no último final de semana de maio. A iniciativa visa promover o crescimento do esporte em nível nacional por meio da ampliação e da participação dos interessados no esporte, além de dar maior acesso às instalações esportivas, a fim de facilitar o caminho dos jovens de todas as classes sociais e daqueles que se sobressaem no ambiente competitivo. O Golfe Para a Vida tem um foco inicial em um públicoalvo específico: crianças em idade escolar de nível fundamental.

Professores de educação física e profissionais de golfe estiveram presentes no auditório da Secretaria de Esportes de Curitiba para ouvir os ensinamentos de Tonny Bennett, PGA Master Professional pela PGA of Great Britain and Ireland e diretor de educação do PGA of Europe. Esta primeira etapa foi constituída por uma introdução às regras básicas do golfe, apresentação dos equipamentos adequados, segurança na prática do esporte, organização de aulas, técnicas de grip e movimento. Nico Barcelos, Head Pro do Itanhangá Golf Club, auxiliou Tonny Bennett nos trabalhos em sala e nas aulas práticas. “O pri-

Fotos: Zeca Resendes

Tonny Bennet inicia


meiro passo é tentar desmitificar o golfe. Pedi que os professores abrissem o material com os tacos, bolas e bandeiras, para que eles se familiarizassem com esses equipamentos e vissem que é um esporte como qualquer outro”, explica Bennett. “A sala está muito interessada e participante. Estou muito satisfeito com o aproveitamento”, completa. “Sempre tive vontade de ensinar golfe aos meus alunos, mas não tinha o conhecimento, nem o equipamento pra isso”, confessa o professor de educação física Alessandro Diedrich, que dá aula em uma escola pública de Araucária (PR). “Pensei em improvisar bolas de pebolim e cabos de vassoura, mas com o kit fornecido pelo curso, posso ensinar de uma forma mais profissional”, conclui. Para a abertura do programa, estiveram presentes os presidentes da Confederação Brasileira de Golfe e da Federação Paranaense e Catarinense de Golfe, Rachid Orra e Mauro Leitner Guimarães Filho, respectivamente, além de membros da Secretaria de Esporte e da Secretaria de Educação do Estado do Paraná. “Este é o início de um programa que tem um futuro brilhante pela frente. Queremos atingir o máximo possível de crianças com o golfe e introduzílo nas escolas, com ajuda dos professores de educação física e dos profissionais”, conta Rachid Orra. “A presença de Tonny Bennett é muito importante. Poucas pessoas podem explicar o esporte tão bem quanto ele”. Mauro Leitner Guimarães Filho disse estar feliz por ter a primeira fase do projeto em Curitiba. “É uma honra muito grande termos sido escolhidos para acolher o projeto em seu início. Queremos expandir o golfe nas escolas em todo o Estado e a ajuda da

CBG nesta empreitada foi muito importante”. “Este curso é a parte inicial e fundamental para a viabilização do crescimento sustentável do golfe no Brasil porque estamos capacitando professores e profissionais para a introdução, de forma correta, do esporte golfe junto ao público infanto-juvenil”, explica Márcio Galvão, gerente executivo da CBG e líder do pro-

grama Golfe Para a Vida. O Programa é uma iniciativa conjunta da Confederação Brasileira de Golfe e das Federações de Golfe e conta com o apoio técnico - financeiro do R&A, (Royal & Ancient Golf Club of St. Andrews). O Comitê Olímpico Brasileiro e o Ministério do Esporte classificaram esta ação como “prioridade nº 1” para o desenvolvimento da modalidade esportiva no Brasil.

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golfe empresarial

Profissionais em campo e de olho na elite

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or mais um ano, tenho a honra de estar envolvido, ao lado da Golfe & Cia, em um dos projetos que estão na linha de frente do desenvolvimento do golfe profissional brasileiro. Trata-se do CBG Pro Tour - Circuito Brasileiro de Golfe, o primeiro circuito de golfe profissional organizado pela CBG, em parceria com a IMX, a mesma empresa que trouxe para o Brasil o LPGA Brasil Cup, apresentado pelo HSBC. O primeiro torneio do CBG Pro Tour acontece no Clube de Golfe de Brasília, de 14 a 17 de junho. Essa é a primeira de quatro etapas do circuito. Cada uma delas distribuirá R$ 100 mil em prêmios, uma bolsa bastante significativa, especialmente quando comparada com os demais torneios profissionais realizados no continente. O CBG Pro Tour é o primeiro degrau de uma escada que pode levar ao tão sonhado PGA Tour, o principal circuito de golfe profissional do mundo. Os melhores classificados no ranking do CBG Pro Tour ganham o direito de participar do Aberto do Brasil, que pelo segundo ano consecutivo valerá pontos para o ranking mundial e neste ano fará parte do recém-criado PGA Tour La-

tionoamérica. Os 11 torneios do novo circuito, por sua vez, darão vagas para o Nationwide Tour, que será a partir deste ano a única porta de entrada para o PGA Tour. Até o ano passado, o golfista que quisesse ingressar no principal circuito americano tinha que disputar o Qualifying School, ou Q-School. Foi o que o nosso Alexandre Rocha fez com sucesso nos últimos dois anos. Agora, a Q-School só dará vagas para o Nationwide Tour, ou seja, para chegar à elite do golfe mundial, o jogador terá de passar pela peneira, depois disputar um ano de Nationwide Tour e ficar entre os melhores do ano no circuito para se tornar um membro do PGA Tour. O CBG Pro Tour, portanto, se tornou uma excelente oportunidade para que os profissionais brasileiros comecem a pontuar no ranking mundial, que será utilizado para indicar quem jogará na Olimpíada e também para que comecem sua escalada rumo à elite do golfe. Será também vital para que ganhem ritmo de jogo, algo muito importante para que possam enfrentar outros desafios profissionais na América do Sul e no mundo. E você, como pode participar desse momento histórico do golfe

Foto: Zeca Resendes

por Paulo Pimentel *

JP Albuquerque: Campeão em 2011

brasileiro? Se você é empresário, pode prestigiar destinando parte do que sua empresa paga de imposto de renda, aplicando no CBG Pro Tour, projeto aprovado pela da Lei de Incentivo ao Esporte. Outra maneira de fazer parte é ir aos torneios, assistir e prestigiar os nossos atletas. O CBG Pro Tour passará por alguns dos melhores campos de golfe do Brasil. Confira a agenda e se programe: • 1ª etapa: 14 a 17 de junho Clube de Golfe de Brasília (DF) • 2ª etapa: 8 a 12 de agosto Damha Golf Club / São Carlos (SP) • 3ª etapa: 30 de agosto a 2 de setembro - Paraná (campo a ser definido) • 4ª etapa: 27 a 30 de setembro - Terras de São José Golfe Club / Itu (SP)

* Paulo Pimentel é diretor da Golfe & Cia Eventos Esportivos Ltda. Visite o site: www.golfecia.com.br / Contato: paulopimentel@uol.com.br

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segredos dos campos

Santa Maria Golf Club

Uma das jóias de Trent Jones No estado da Louisiana encontra-se uma das obras-primas do genial Robert Trent Jones Senior; o Santa Maria Golf Club, um campo cheio de alternativas, que pode tanto transformar jogadores em heróis como em vilões Por Claudio Golombek * Fotos: Divulgação

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REC é a abreviação para Baton Rouge Recreation, uma instituição municipal que cuida, entre outras coisas, de sete campos de golfe pertencentes à cidade de Baton Rouge, capital do estado da Louisiana. Um desses campos é uma joia produzida pelo lendário arquiteto Robert Trent Jones Senior, pai de Robert Trent Jones Jr. e de Rees Jones, dois arquitetos de campos de grande sucesso na atualidade. Rees é o consultor de arquitetura do PGA Tour. Por lá seu trabalho abrange a reforma de campos que vão entrar no Tour cerca de dois a cinco anos antes de cada evento, sugerindo e redesenhando aspectos importantes de cada um. É, sem dúvidas, o mais talentoso dos irmãos. O Santa Maria Golf Club é um tournament course de 6.969 jardas dos tees dourados e possui um set de quatro tees em cada buraco, somando 5.153 jardas para as damas. É parte de um “development”


com belas casas integradas ao campo. Construído numa região plana e em local relativamente baixo, guardando grandes similaridades aos campos da Florida, sofreu diversas escavações para gerar a terra necessária à elevação, tanto dos fairways, como dos tees e greens. Há um sistema de retenção por placas metálicas para que o terreno fique estável, o que permite uma maior economia na movimentação de terra. Essas escavações tornaramse lagos estrategicamente colocados, aumentando o interesse dos buracos e, portanto, sua dificuldade, no típico conceito risco / recompensa, que deixa golfistas mais habilidosos tentados a percorrer caminhos diferentes conforme sua capacidade técnica.

As alternativas dos buracos A água está presente em 15 dos 18 buracos, mas somente entra em jogo em metade deles, o que não é pouco. Não apenas entra em jogo, mas com greens inteligentemente modelados, oferece armadilhas perigosas em diversos deles, dependendo do posicionamento da bandeira. Um exemplo é o buraco 15, um par 5 alcançável com a segunda tacada. Porém seu green possui uma caída no lado esquerdo até o lago. Como está próximo da água e é íngreme, errou um pouco pra esquerda, mesmo que no green, a bola vai adquirindo velocidade até atingir o lago. Daí é com os répteis e anfíbios locais. Bancas colocadas em lados opostos aos lagos também adicionam grande dificuldade na aproximação às áreas da bandeira. Um green caído em direção ao lago no lado esquerdo e

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Passagem da sede para o campo

uma tacada para tirar da banca no lado direito podem gerar “um pouco” de ansiedade. Escapar do lago jogando para a direita pode deixar o jogador em piores condições do que um layup curto do green. Dessa forma o arquiteto defendeu um par 5 de média distância (578 jardas) contra tentativas de aproximação no segundo tiro. O green elevado em relação ao fairway preserva a parte mais cara do campo em caso de enchente dos rios locais, como o Mississippi. Fairways que se estreitam a menos de 10 jardas na zona de drive, com banca de um lado e fora de campo no outro, oferecem outro tipo de desafio ao golfista que pretende conquistar um par 4 curto com um birdie ou até um eagle, já que há dois pares 4 que podem ser atingidos com o drive. Esses buracos curtos geralmente são de grande valia em um cam-

po de qualidade. São buracos de recuperação, mas devido às suas armadilhas estratégicas, podem se transformar em mais um bogey ou double-bogey na coleção daquele golfista que não conhece suas limitações. Pares 3 com mais de 210 jardas e lagos próximos ao green são outra forma de tentar roubar tacadas (e bolas) do jogador. O buraco 17 possui um green amplo, mas caído em direção ao lago, com uma banca à direita, repetindo, de certa forma, a estratégia de defesa oferecida no buraco 15. Com 183 jardas em descida, exige um ferro 7 de um bom profissional e sua posição mais baixa no relevo aumenta possíveis erros, intimidando aquele que quiser jogar para a bandeira quando estiver no lado esquerdo. O buraco 18 é um clássico “risco / recompensa”. Um

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Buraco 15: green com caída para o lago

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Buraco 18: clássico exemplo de risco-recompensa

dogleg para a direita contornando um lago de mais de 250 jardas de comprimento permite um segundo tiro razoavelmente curto ao green se o drive ficar bem colocado, próximo ao lago, à direita no fairway. Colocando-se bem o drive, pode-se tentar ir direto para o green e, possivelmente, obter um birdie ou até um eagle. O green em si é desenhado para se defender de tiros longos e baixos, por ter pouca profundidade. Então apenas os longos batedores de ferros conseguem fazer a bola pousar e ficar no green. Tive a sorte de ficar próximo ao lago e pude bater um ferro 5, com um pouco mais de altura, e consegui parar no green com um tiro de pouco menos de 200 jardas. Bons batedores podem até usar um ferro 7, mas cuidado com o backspin: vai direto pra água! Conservadoramente, pode-se (e em alguns casos, deve-se) optar por seguir a rota segura pela esquerda.

Conhecendo o clube Renovado em 2006, com um orçamento de 2,1 milhões de dólares, o Santa Maria Golf Club encontra-se em perfeito estado de conservação, com seus greens mantidos a mais de 11 pés no stimpmeter. Além de uma bela sede adequada para grandes recepções, possui uma academia

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de fazer inveja a qualquer uma particular nos Estados Unidos. A vegetação local de clima subtropical apresenta carvalhos multicentenários (Live Oaks), que foram preservados, em sua maioria, no desenho aprovado pela prefeitura em 1986. Grandes exemplares de Bald Cypress (primos das Sequoias), que duram mais de mil anos e exigem cinco a seis pessoas para serem totalmente “abraçados”, adicionam presença e beleza com um componente natural e histórico. O campo é cruzado por uma linha férrea ali presente desde o século 19. A criatividade e engenhosidade locais encontraram soluções simples e baratas para que a passagem sob a estrada de ferro fosse tranquila. Há mão de obra local de voluntários, que ajudam a manter a ordem no campo. Mr. John, o senhor aposentado que trabalha no campo como Marshall, já foi executivo de grandes empresas. Hoje curte o golfe no que diz ser o melhor campo da região. Ocupando uma área total de 65 hectares, o Santa Maria

Mr. John

Golf Club é de acesso público e cobra 30 dólares por um jogo de 18 buracos. No fi m de tarde o valor cai para 20 dólares e pode-se marcar jogo pela internet (www. brec.org/golf ). O aluguel de um carrinho, que pode ser dividido entre duas pessoas, fica por 12 dólares, mas o campo é ótimo para se caminhar, caso se queira puxar um carrinho ou contratar um caddie local. Para os residentes, pode-se adquirir um passe anual por menos de 2.000 dólares e jogar à vontade o ano todo. Nada mal!

Claudio H. Golombek da Golombek Golf Design, é arquiteto de campos de golfe www.golombekdesign.com.br


New Golf Cervejas

Direto dos pubs britânicos A terra do tradicional chá das cinco, também tem muita história para contar quando o assunto é cerveja, a bebida que é o combustível para o agito de suas centenas de pubs. Bem vindo à Inglaterra Por Gustavo Sanches * Fotos: Divulgação

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Inglaterra é um dos berços formadores da cultura cervejeira mundial e como ainda não tínhamos falado desta tradicional escola aqui na New Golf, resolvi direcionar o foco para a terra da Rainha, do Big Ben e, claro, dos pubs. Estes bares sempre caminharam junto com a história da cerveja no Reino Unido em geral. Do ponto de vista do cidadão de lá,

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os pubs ou as longínquas tavernas sempre representaram um ponto de encontro e de sociabilização há séculos. Já em tempos mais recentes, pós-revolução industrial, e do ponto de vista da cervejaria, os pubs próprios se transformaram no principal canal para o escoamento da produção de cada cervejaria e um enorme aliado na construção de marcas. Claro, uma vez que as cervejarias

começaram a abrir incontáveis novos pubs, naturalmente desenvolveu-se também um supervalorizado negócio imobiliário. Nos dias de hoje o cenário se mostra bem diferente para os pubs, que enfrentam tempos de crise econômica, com um consumidor que aos poucos tem mudado seus hábitos e também com a crítica carga tributária sobre a bebida e sua cadeia produtiva. Estes fatores juntos vêm pressio-


nando os volumes e preços, forçando as cervejarias a fecharem parte de seus pubs e repensarem suas estratégias.

Sugestões Como você, leitor, provavelmente não está nada preocupado com as estratégias das cervejarias e sim com as cervejas que elas produzem, desta vez apresento uma legítima e premiadíssima marca inglesa como destaque desta edição: a cervejaria inglesa Frederic-Robinsons Brewery. Fundada em 1838, fica em Stockport, próximo à cidade de Manchester. Trata-se de uma empresa familiar que tem uma rede de 380 pubs nos quais são servidas suas diversas Ales, incluindo cervejas produzidas durante todo o ano e outras sazonais. Uma de suas criações mais conhecidas e tradicionais é a premiada cerveja Old Tom, que tem em seu rótulo a figura de um gato (usado antigamente em cervejarias para evitar ataque de roedores aos estoques de malte). A cerveja apresenta notas intensas de vinho do porto e ameixas em calda e seu teor alcoólico de 8.5% ABV surge bem no conjunto do produto, completando e deixando-o muito equilibrado. Ela é reconhecida pela CAMRA como uma Real Ale e foi eleita pelo WBA (World Beer Awards) como a melhor cerveja Ale do mundo.

Gustavo Sanches

Como comprar: Envie um email para contato@newgolf.com.br com o assunto “Cerveja Especial” e retornaremos com as informações completas.

Gustavo Sanches é sócio-diretor da On Trade, importadora e distribuidora de bebidas especiais. Para mais informações, acesse www.otd.com.br

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coluna Lapenta & Silva Seguros

Tranquilidade e segurança em seu evento por André Fernandes *

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requentemente, assistimos nos noticiários o descaso e a falta de comprometimento com que alguns empresários do ramo de entretenimento encaram os sonhos e desejos dos seus clientes, comprometendo eventos idealizados talvez por toda uma vida. Como reparar a frustração e os aborrecimentos de uma formatura ou festa de casamento que não foi realizada por quaisquer falhas ou imprevistos ocasionados pelos seus organizadores? Por sua vez, como estes organizadores podem precaverse de quaisquer quebras de contratos ocasionada pelos seus prestadores? Sabemos que algumas situações são irreparáveis, porém hoje no mercado securitário brasileiro podemos contar com um seguro que, dentre uma enorme relação de coberturas e benefícios, prevê o ressarcimento ao segurado (pessoa física ou jurídica), desde a não realização do evento a possíveis danos causados aos veículos dos convidados, que estejam localizados em estacionamentos no interior do local do evento. O que também chama atenção nesta modalidade de seguro são as flexibilidades nas contra-

tações. Eventos sociais, esportivos, técnicos, promocionais e religiosos realizados em espaços abertos, semiabertos e fechados, são facilmente amparados. Coberturas como dano moral, dano material, dano ocasionado ao expositor, não comparecimento do artista ou pessoa responsável pela animação do evento, também podem ser en-

contradas nestes pacotes. Vale ressaltar que a contratação é relativamente simples, mas recomendo sempre a procura de um corretor de seguros habilitado. Este profissional certamente será o seu consultor e saberá auxiliar na contratação correta dos riscos. Assim seu evento terá tudo para ser um sucesso. Boa leitura!

* André Fernandes Sebastião é diretor da Porto Seguro Seguros, sucursal Santo Amaro / SP

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Fotos: R. R. Rufi no

New Golf Woman

Explorando estilos Arquitetura - Design de Interiores

em busca da beleza “Beleza é fundamental!” A frase é do poeta, mas pelo menos em decoração, ela é pode ser aplicada. O conceito de belo é subjetivo, mas os recursos para tentar desvendá-lo estão ao alcance de todos Por Enzo Sobocinski *

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m todas as épocas, o culto ao belo sempre foi meta das classes mais favorecidas, numa busca constante de admiração, equilíbrio e tradução do que os representasse melhor. Já o que é beleza - um conceito subjetivo, complexo e harmônico - é variável conforme a época, o meio, a raça, a geografia etc. Uma definição até hoje polêmica. O homem sempre produziu peças segundo o gosto vigente em cada contexto e a procura por uma qualidade estética

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sempre foi constante, de modo a ser aprimoradas em sua forma e função. Hoje em dia, em decoração tendo-se o bom senso de se poder escolher o que é belo - temos a liberdade de mesclar o que há de mais interessante de diferentes épocas: móveis, objetos, peças de arte, entre outras coisas. Assim, objetos contemporâneos podem conviver tranquilamente com peças clássicas, em estilo “art decô”, “art nouveau”, modernistas ou psicodélicas. Desde que haja afinidade nas composi-

ções, tudo é válido. Explorandose cores, formas, materiais ou agrupando peças por algum tipo de particularidade, alguns ambientes podem se tornar verdadeiramente atrativos. Antes de descartar qualquer móvel ou objeto de família, procure analisá-lo e, se ele tiver qualidade, talvez possa fazer parte da decoração de algum canto especial de sua casa. Peças antigas muitas vezes possuem excelente qualidade de produção, possivelmente foram feitas a mão e com materiais ra-


Projetos de Leandro Cerny, com colaboração de Enzo Sobocinski

ros nos dias de hoje. Às vezes é necessário uma restauração, o que pode valer a pena, dependendo do valor que a peça tem no mercado. Ugo di Pace é um designer que transita livremente pelos caminhos do design de várias épocas, aproximando linguagens e estilos em fantásticas composições. Seus espaços, essencialmente básicos e de cores neutras, são pontuados por uma gama belíssima de exemplares de tapetes, esculturas, telas, mobiliário e objetos vindos de diversas partes do mundo. Utilizar objetos “retrôs” também pode ser uma forma de se proteger a natureza. Um objeto que já foi produzido pode ser reaproveitado, evitando que outros

venham a ser confeccionados e economizando recursos. Para quem não possui um acervo de família que pode ser aproveitado na decoração, uma forma de encontrar boas peças é frequentar feiras de antiguidade, brechós ou antiquários. Aos poucos se pode montar uma co-

leção original, curiosa e divertida. Uma decoração de personalidade demora a ser concluída. O proprietário tem que se identificar com as peças. Mas vale a pena! Afinal, pode-se fazer história com peças que já fizeram história e ter um estilo próprio, com estilosos objetos!

Enzo Sobocinski Formado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Enzo Sobocinski atua como Arquiteto e Designer de Interiores, é professor da ABRA (Academia Brasileira de Arte) e desenvolve atividades ligadas às Artes Plásticas e Design de Jóias. Enzo Sobocinski Arquitetura Telefone: (11) 5531-0944 / (11) 8177-4422 www.enzosobocinski.com.br / enzosobocinski@hotmail.com

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New Golf Woman

Paula Creamer (EUA)

“Looks pinks” GolfUnique

no LPGA Brasil Cup Rafaela Pilagallo mostra e comenta os estilos de algumas das melhores jogadoras do mundo, que desfilaram no Itanhangá Golf Club (RJ), durante a 4ª edição do HSBC LPGA Brasil Cup Texto e fotos: Rafaela de Aguirra Pilagallo *

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Foto: AGIF / Divulgação

oltou ao Brasil o torneio de golfe mais charmoso da América do Sul, o HSBC LPGA Brasil Cup. Estive no jantar de abertura, no Gávea Golf & Country Club, e fiquei no campo para o torneio até o último ‘click’, com o banho de champagne da campeã tailandesa Pornanong Phatlum, no buraco 18. Também tive o privilégio de jogar o Pro-Am na equipe da número 3 do mundo, a norueguesa Suzann Pettersen, ao lado dos brasileiros amado-


res, Cinara Conrado, João Nunes e Claudio Bemhardt. A equipe não levou o troféu, mas interagiu os 18 buracos com a campeã do LPGA Championship de 2007 e vice-campeã do US Women’s Open de 2010. Desde 2009, em todos os anos desfilam alguns dos grandes nomes do cenário mundial no campo do Itanhangá Golf Club, no Rio de Janeiro. Em 2012, duas Top 10 do momento estavam lá; Pettersen (3ª) e a norteamericana Paula Creamer (10ª). Outra grata surpresa ficou por conta da vinda aos greens verde-amarelos daquela que é considerada como a maior jogadora de golfe de todos os tempos, a sueca Annika Sorenstam, que traz US$ 22 milhões em prêmios na carreira, 72 vitórias no LPGA Tour e 10 majors conquistados. Annika não joga mais - aposentou-se em 2008 - mas veio como embaixadora do evento e ministrou uma clínica para as melhores juvenis do Brasil. A aula foi um show! Em cada gesto, uma técnica surpreendente com um swing simétrico e ritmado, digno de uma grande campeã. Em campo, além de técnica, quem foi ao evento também conferiu beleza, charme e muito estilo de algumas das melhores jogadoras do mundo, que novamente deixaram o verde do Itanhangá um pouco mais cor de rosa.

Alguns estilos Paula Creamer: Conhecida como a “pantera cor de rosa”. Sua taqueira e a bola de jogo são de sua cor preferida. Vaidosa, gosta de entrar em campo com brincos, pulseiras, cinto e óculos. Paula é detalhista. Lembrou-se até de colocar o broche da bandeira do seu País na gola.

Paula Creamer (EUA)

Beatriz Recari (ESP)

Anna Nordqvist (SUE)

Annika Sorenstam (SUE)

Anna Nordqvist: Gosta da combinação de cores fortes. Sua marca registrada é um boné especial da Puma, sua patrocinadora. O sapato e a blusa pólo que Anna usou têm o mesmo tom e sempre combina com o boné. Beatriz Recari: Considerada uma das mais belas jogadoras do Tour ao lado de Paula Creamer e Natalie Gulbis, a espanhola gosta de branco e pink nos ‘looks’. Bea, como é chamada no LPGA, esbanja charme neste seu estilo. Annika Sorenstam: A grande campeã veste Callaway. Sempre muito elegante, ela opta por estilos tradicionais, mas com cortes e cores combinando. A blusa pólo que usou durante a clínica tem um corte diferente nas costas e sua saia tem uma espécie de babado.

Chella Choi (COR)

Chella Choi: Comandou a equipe campeã do Pro-Am. Uma asiática que usa a marca esportiva coreana Elord. Chella usou uma blusa pólo com manga no primeiro dia de jogo para proteger-se do sol e não perdeu o estilo.

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Foto: Zeca Resendes / Arquivo

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John Byers

Amanda Blumenherst (EUA)

Amanda Blumenherst: Patrocinada pela Nike, Amanda é outra bela golfista que usa uma combinação de cores vibrantes com tons mais básicos. A americana sempre prende o cabelo com uma fita da cor da roupa.

tando-a de realizar o swing. Ela teve duas opções: poderia dropar de uma área específica prédeterminada, mas ela descartou porque ficava muito longe da

bandeira, ou havia ainda a possibilidade de ela encontrar o ponto mais próximo de alívio - desde que nunca para mais perto do buraco - e jogar. Foi o que ela fez.

Por dentro das regras Consultei John Byers, diretor de regras da CBG e um dos árbitros responsáveis pelo 4° HSBC LPGA Brasil Cup. Ele disse que poucos casos duvidosos aconteceram durante a competição, muito devido ao bom preparo do campo. Ele comentou que são poucos os torneios que têm dois árbitros experientes com dois dias de antecedência para marcar posições de buracos, terreno em reparo, limites de cada azar de água, entre outras questões. “Mas com dinheiro, organização e vontade, tudo é possível!”, decreta Byers. Sem espaço: Destacamos um caso em que a bola da chilena Paz Echeverria estava grudada na arquibancada, impossibili-

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Paz Echeverria (CHI)

Eles também querem O toque cor de rosa nos campos da coluna Golf Unique fez sucesso. A repercussão foi grande com o público feminino, mas despertou ciúmes em alguns meninos, que estão pleiteando o espaço de uma página também para a análise de seus ‘looks’. Pois, bem. Aguardem. As próximas edições podem trazer novidades.


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Participaram do 4º LPGA Brasil Cup 30 jogadoras, de 15 países. Elas posam com o patrocina dor oficial, o diretor executivo do HSBC, Sebastian Arcuri.

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Sonia Vasena, Victoria Postigo, Célia Luz, Julia Debowski, Giulia Mallmann, Florense Hirose e Carolina Yamada na clínica com Annika Sorenstam.

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Com 13 tacadas abaixo do par, a campeã Phatlum fechou com uma vantagem de quatro tacadas para a vice-campeã, Amy Hung.

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Ricardo Cappelli (Departamento de Incentivo e Fomento ao Esporte) e Mauro Guimarães (Federação Paranaense e Catarinense de Golfe).

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No cinto da maior golfista do século XXI está gravado ‘59 gross’. Annika foi a única joga dora mulher a terminar com -13 um dia de competição oficial.

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Ângela Park, Luciana Bemvenuti e Vicky Alimonda: Brasileiras jogaram juntas no segundo dia, mas o resultado não foi bom no placar final.

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Festa da tailandesa Pornanong Phatlum, com direito a champagne com seu caddie e irmão, que também é profissional de golfe. Eles combinaram os ‘looks’.

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Campeã em 2011, a colombiana Mariajo Uribe não foi bem neste ano. Em 2010 ela foi vicecampeã após um longo playoff contra Meaghan Francella.

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As “sandálias das campeãs” arrancaram um sorriso da sempre séria Suzann Pettersen, que até perguntou: “Onde você comprou?”

Rafaela Pilagallo Rafaela Pilagallo é fotógrafa e jornalista especializada em golfe, jogadora amadora, diretora da Etourism Operadora e Golfexperience (eventos esportivos). Presidente do Instituto Golfesperança (escola de golfe gratuita para pessoas com deficiência intelectual) Telefone: + 55 (41) 3019-6464 (Curitiba) /E-mail: colunadarafa@yahoo.com Twitter: @golfunique / @experience


Barcellos é nomeado diretor da CBG

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Confederação Brasileira de Golfe anunciou no início de maio o nome de Rafael Barcellos para assumir o cargo de diretor do departamento profissional da entidade. O golfista foi um dos líderes do processo de desfiliação da PGA do Brasil de alguns dos principais jogadores do País. A medida foi tomada após alguns desentendimentos da CBG com a PGA do Brasil após a realização do L’Occitane Open, em março, na Bahia. O gaúcho Barcellos tem uma vasta experiência como professor e é um dos mais vencedores profissionais do golfe brasileiro.

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Foto: Divulgação

Foto: Zeca Resendes / Arquivo

curtas

Becker fazendo história nos EUA

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paulista Rafael Becker, jogador revelado pelo São Fernando Golf Club, tornou-se o primeiro do País a figurar entre os top 100 do ranking mundial de golfe amador. Becker ainda tem um ano pela frente antes de encerrar a faculdade e se tornar profissional. Depois de excelentes resultados na Divisão I da NCAA, nos Estados Unidos, onde defende a Wichita State University, ele chegou ao número 100 do ranking mundial amador na primeira semana de maio. Uma das vitórias do brasileiro neste ano foi no Desert Shootout Invitational, realizado no final de março, no Palm Valley Golf Course.


Momento do golfe por Zeca Resendes *

Explosão no green Quem vê o salto com o soco no ar de Marcos Pasquim, ao melhor estilo Pelé, pode imaginar que o ator está comemorando um gol embalado pelos gritos de milhares de torcedores nas arquibancadas, mas suas vestimentas e o putter na mão esquerda denunciam que a vibração é por uma grande tacada. Para quem acha que o golfe não proporciona emoções, a imagem fala por si só.

* Zeca Resendes é formado em fotografia pelo Senac. Especialista em golfe desde 1987 é o fotógrafo oficial da Confederação Brasileira de Golfe. Site: www.studiozfoto.com.br E-mail: studiozprodfoto@uol.com.br Fones: (11) 3726-9156 / 9992-7244



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