Page 1

ACADEMIA DE ARTES VISUAIS

FRACTAL


MartĂ­rio de desenhista de alma poeta; Viver de mĂŁo trĂŞmula e ter de desenhar linha reta... Neto Robatto


FRACTAL

ACADEMIA DE ARTES VISUAIS

NETO ROBATTO  


UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO

TRABALHO FINAL DE GRADUAÇÃO


Trabalho final de graduação apresentado à Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia como requisito para obtenção do título de Arquiteto e Urbanista.

WALDO JOSÉ ROBATTO CAMPOS NETO Orientadora: Profª Cione Fona Garcia

Abril de 2017 SALVADOR, BA


APRESENTAÇÃO Até ser compreendido que as produções culturais estão interligadas e fazem parte de um todo, talvez o país não entenda o valor de sua arte. Edward Wilson opina em seu livro intitulado “Consiliência” sobre a complexidade do conhecimento produzido como um único corpo, integrando todas as nossas ilusões de diferentes “ciências”. Tendo como base o coincidir de pontos da trama do conhecimento, criou-se o nome FRACTAL Academia de artes visuais. A Arte Fractal origina-se de funções matemáticas chamadas “fractais” que são posteriormente traduzidas em imagens, animações e sons, explicitando sua fragmentação que forma um todo, tal qual a ciência e a arte, combina-se em unidade. O artista visual é um ser hábil e de refinada percepção. Qualquer estereótipo ou mito sobre suas habilidades lapidadas sob estudo e esforço, são um atraso à compreensão e valorização de seu âmbito profissional. Dito isso, esse projeto visa alertar sobre a decadência da arte no ensino e propor o que seria um ambiente adequado para que as artes visuais sejam lecionadas de maneira precisa e séria. Propiciando um espaço sem intimidação, onde se possa descobrir a própria visão de mundo sem interferências.


Esse trabalho é dedicado àqueles que acompanharam minha jornada acadêmica e testemunharam a mesma se entrelaçar com as diferentes vertentes artísticas que compuseram a minha formação. Agradeço à Anna Paula pelos incentivos que impulsionaram minha graduação, à minha companheira Kauane por aliviar a carga dos dias mais exaustivos, ao colega e amigo Leonardo por investir seu tempo em me fazer perseverar, e à professora Cione por ter estado presente em diferentes etapas de meu desenvolvimento e ter aceitado orientar este projeto, fechando assim seu testemunho sobre este ciclo.


SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO AO TEMA Cultura Educação Arte 2. JUSTIFICATIVA A arte necessária 3. OBJETIVOS Geral e Específicos 4. OBJETO

A academia

5. LEGISLAÇÃO DO TEMA Plano Nacional de Educação

10 11 12 14 16 17 18

6. ANÁLISE DA ÁREA Localização Contexto Histórico

20 22

7. ANÁLISE DO TERRENO Estudo climático Mobilidade urbana Vegetação existente Aspectos Fisiográficos Tipologias da vizinhança

24 25 26 28 30

8. LEGISLAÇÃO LOUOS PDDU Meio Ambiente

31 31 33

9. PROGRAMA Programa Arquitetônico Programa de Ensino Pré-dimensionamento Fluxograma Metodologia

34 35 36 37 38

10. SOLUÇÕES TÉCNICAS Problemática Pesquisa de demanda Referências

39 40 41

11. PROJETO ARQUITETÔNICO

48

12. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

56


FRACTAL

ACADEMIA DE ARTES VISUAIS

1.

INTRODUÇÃO AO TEMA

Cultura "A cultura não pode ser considerada nem simplesmente justaposta nem simplesmente superposta à vida. Em certo sentido substitui-se à vida, e em outro sentido utiliza-a e a transforma para realizar uma síntese de nova ordem." (LÉVI-STRAUSS,Revista Antropos – Volume 3, Ano 2, Dezembro de 2009.)

A cultura é descrita em dicionários como um conjunto dos conhecimentos adquiridos, hábitos sociais e religiosos, das manifestações intelectuais e artísticas que caracterizam uma sociedade, normas de comportamento, saberes, hábitos ou crenças que diferenciam um grupo de outro. Analisando sua etimologia, advém de culturae, palavra em latim que remete à “ação de tratar”,“cultivar”. Originalmente a palavra era utilizada para o cultivo de plantas, mas foram surgindo analogias entre o cuidado no trato do plantio e seu desenvolvimento com a construção do desenvolvimento intelectual de uma pessoa e sociedade.

10

A sociologia aponta a cultura como tudo aquilo que é resultado da criação humana. Abrindo possibilidades para as suas diversas formas sem hierarquizar por qualquer nível de qualidade. A cultura seria assim atrelada a todo ser humano e somente a ele. Ela o serve e concomitantemente, se faz imprescindível para caracterizar o modo de vida de um povo. Encaminhando o que é desejável ou indesejável, os seus valores, normas, as suas formas de agir, pensar e se expressar diante do mundo. Segundo o Ministério da Cultura; “A dimensão simbólica aborda o aspecto da cultura que considera que todos os seres humanos têm a capacidade de criar símbolos que se expressam em práticas culturais diversas como idiomas, costumes,

culinária, modos de vestir, crenças, criações tecnológicas e arquitetônicas, e também nas linguagens artísticas: teatro, música, artes visuais, dança, literatura, circo, etc. A dimensão cidadã considera o aspecto em que a cultura é entendida como um direito básico do cidadão. Assim, é preciso garantir que os brasileiros participem mais. da vida cultural, criando e tendo mais acesso a livros, espetáculos de dança, teatro e circo, exposições de artes visuais, filmes nacionais, apresentações musicais, expressões da cultura popular, acervo de museus, entre outros. A dimensão econômica envolve o aspecto da cultura como vetor econômico. A cultura como um lugar de inovação e expressão da criatividade brasileira faz parte do novo cenário de desenvolvimento econômico, socialmente justo e sustentável. ”


FRACTAL

ACADEMIA DE ARTES VISUAIS

Educação “A construção do ser social, feita em boa parte pela educação, é a assimilação pelo indivíduo de uma série de normas e princípios — sejam morais, religiosos, éticos ou de comportamento — que balizam a conduta do indivíduo num grupo. O homem, mais do que formador da sociedade, é um produto dela.” (Émile Durkheim)

Advindo do latim Educare, educere, a palavra educar é formada pela composição do prefixo Ex com Ducere e significa literalmente guiar, conduzir para fora.

De acordo com a UNESCO, a educação também é exercida para além do ambiente formal das escolas e adentra em outras perspectivas caracterizadas como: educação não formal e educação informal.

O significado nos leva a crer que este termo se referia a uma instrução preparatória para se viver em uma sociedade. Instruções que permitissem a compreensão e suprissem as demandas de conhecimento que haveria diante das diferentes ideias e opiniões mundo afora.

Segundo a organização, a partir das Conferências Internacionais de Educação de Adultos - CONFINTEA compreende-se por educação não formal todo processo de ensino e aprendizagem ocorrido a partir de uma intencionalidade educativa, mas sem a obtenção de graus ou títulos, sendo comum em organizações sociais com vistas a participação democrática. E educação informal como aquela ocorrida nos processos quotidianos sociais, tais como com a família, no trabalho, nos círculos sociais e afetivos.

O processo de ensino implica em ao menos um tutor e um aprendiz em um sistema de perpetuação dos conhecimentos, doutrinas e disciplinas para a manutenção da propagação das mesmas através das próximas gerações deste ciclo.

11


FRACTAL

ACADEMIA DE ARTES VISUAIS

Arte

“A arte é o espelho e a crónica da sua época” (William Shakespeare)

A palavra Arte vem do latim ars, que remete à técnica e/ou habilidade. Procurando um pouco mais, encontra-se a definição no dicionário Aurélio o conceito de arte como “O conjunto de atos e atividades pelos quais se busca o belo. O modo de fazer, realizar um propósito“. É fato que a definição real da Arte é inefável e permeia pela vacância temporal que são os primeiros raios de lucidez humana. A palavra tem uma origem de tempos onde a estética estava profundamente atrelada a uma utilidade prática. Um momento onde perseguia-se a perfeição, contemplava-se e mimetizava-se a natureza sob preceitos aristotélicos e platônicos, até quando este último passa a condenar tal “mimese”. Quando a busca da perfeição falha pelos limites do conhecimento, cria-se uma barreira a ser superada. A ideia de um mundo à parte do mundo sensorial mostra a dependência dos órgãos que permitem experienciar o ambiente, como Platão demonstra em seu livro “A República”, a “Alegoria da caverna” onde a percepção do mundo é comparada a apenas um teatro de sombras no fundo de uma caverna. 12

Estando assim impossibilitado de alcançar o entendimento das formas reais que projetam tais contornos, essa frustração diante do reconhecimento dos limites sensoriais estão profundamente atrelados a ideia de mundo, autoconhecimento e a superação disso através da arte, permitindo vislumbrar horizontes de infinitas novas formas e possibilidades oriundas da mescla dos conhecimentos limitados. Novos movimentos surgem ao longo da história e a Arte ganha novos significados e utilidades. Pablo Picasso, famoso pintor espanhol, desconstrói o significado de beleza da arte e, em um conturbado período de sua nação, transforma suas obras em armas que traduzem a dor e desespero, como observamos no trabalho intitulado guernica. Após tanta revolução tecnológica e industrial, a arte continua a acompanhar as necessidades de traduzir o momento pungente. A pop art deixa isso claro, mas também abre espaço para as grandes dúvidas que tantos ignoravam sobre o significado e identificação da arte.

A arte é inventividade e inovação ou simples repetição; ela é dotada de uma estética qualquer que seja; ela é vontade ou acaso; em suma, a Arte é expressão e a expressão individual é dotada de um fenótipo marcada por seus fatores ambientais, ou seja, uma expressão individual carrega cultura, história e vontade de todos aqueles que o rodeiam. Mas não se deve confundir o fazer arte, que é uma capacidade intrínseca e inerente a todos, com a obra de arte de qualidade. Esta última tem a capacidade de projetar sentimentos no observador, costuma exigir técnica e não tem limites de aperfeiçoamento, tornando-se uma busca incessante pelo “sentir”.


FRACTAL

ACADEMIA DE ARTES VISUAIS

13


FRACTAL

ACADEMIA DE ARTES VISUAIS

2.

JUSTIFICATIVA

A arte necessária

Uma academia de artes visuais é, sobretudo, um respiro ludibriante em meio ao caótico racionalismo moderno. Existe uma tendência atual da desistência das habilidades relacionadas à coordenação motora fina. Algo que se entranhou em uma cultura de ensino caricato, que se apoderou de diversos modelos além do Atlântico e se distorceu ao longo do caminho, como na saudosa brincadeira “telefone sem fio”, onde uma informação era passada de ouvido em ouvido ao longo de uma roda e quase nunca se mantinha algum dos dados originais da sentença inicialmente proferida. A cada professora que repreende um aluno em fase préescolar por pintar o céu de violeta perde-se um gênio vanguardista em sua fase adulta.

14

É uma situação comum e triste. A criança em seu desenvolvimento psico-motor segue padrões claros. Seus primeiros traços serão sempre circulares pois o controle do pulso exige um avanço do cerebelo ao qual ainda não há o devido preparo. Logo após, as figuras ganham nomes, ou seja, elas se tornam símbolos. Esses símbolos ainda irão se repetir ao longo da vida ganhando membros, dedos, cabelos e acessórios característicos. Até que, por volta dos 10 anos de idade, a capacidade de percepção da realidade passa a evoluir muito mais rápido que sua habilidade artística e então, nessa fase crucial, é muito fácil que haja a frustração de sua própria capacidade, fazendo com que o indivíduo renegue todo o seu progresso e estagne suas habilidades no mesmo nível de quem teve apenas uma década de vida para tentar. Uma vez que o desenvolvimento artístico se torna algo próximo ao místico, qualquer tarefa que exija tais habilidades automaticamente as subestima e confia-se na réplica do simbolismo incrustado em cada mente. Dessa forma, as casas que as crianças desenham sempre tem duas águas de telhado, uma porta, janela e fumaça saindo da chaminé mesmo que esta nunca tenha visto uma chaminé de verdade.

Atribui-se a pessoas que tem “dom” para habilidades motoras como se tivessem ganhado em um concurso de loteria. O medo de falhar e se permitir fugir aos símbolos moldam uma mente que bloqueia seus impulsos criativos e a condena a limitações expressivas. Seria esse um dos cárceres culturais mais danosos à formação de um indivíduo. O ensino da arte procura motivar mesmo aqueles que há muito já haviam desistido. Com as devidas instruções, resgata-se a vivacidade e empolgação em descobrir a própria capacidade e a escolha por artes visuais é o melhor caminho para indenizar uma sociedade deficiente das partes de seus lobos cerebrais responsáveis por seguir a criatividade. O desenho e a pintura foram as primeiras formas de transmitir a emoção humana pela arte. Um sentimento de autossatisfação e que gera confiança e conforto com sua própria existência através da criação. É fato também que a informática e demais avanços tecnológicos expandiram a capacidade de ferramentas que antes exigiam um delicado e


FRACTAL

ACADEMIA DE ARTES VISUAIS

minucioso estudo para desenvolver a habilidade que permitiria os resultados hoje obtidos em metade do tempo sem o conhecimento inicial. A pintura perdeu a textura da tinta em seus meios digitais e a arquitetura, auxiliada por sistemas BIM (Building Information Modeling), tornou a estética dos projetos gerados mais impessoal e fria. De forma alguma deve-se almejar pelo retrocesso de tais ferramentas, mas a retomada pela forma “rudimentar” irá impedir que a nova geração criativa torne-se refém das ferramentas que tanto preza e estimulará a percepção para inovações e soluções de improviso.

15


FRACTAL

ACADEMIA DE ARTES VISUAIS

3.

OBJETIVOS

GERAL E ESPECÍFICO “A educação artística divide com a educação física o privilégio de serem ambas rejeitadas, explicitamente ou não, ao se ingressar no território da escola. Na hierarquia das disciplinas a serem ensinadas, as nossas situam-se nos degraus mais baixos da escada. O aluno pode dedicar-se às atividades artísticas, dentro da escola, se tiver tempo, ou seja, se tiver terminado todas as outras tarefas – ‘as tarefas importantes.” (PORCHER, 1982, p.13).

Geral Projetar uma academia de artes visuais que se aproxime do ambiente ideal para produção e desenvolvimento de novos artistas à medida que caracteriza a arte como uma vertente do conhecimento imprescindível na educação.

Específicos -Incentivar a cultura através de programas sociais. Criar um programa de bolsa que auxilie os mais hábeis à profissionalização, na condição de retribuir dando aulas gratuitas na própria Academia aos que não possam arcar com os custos.

-Valorizar a cultura e seu impacto na sociedade. O ensino da Arte deve fazer parte da educação básica. Através desse ensino, perpassasse, além de senso estético, a atenção, paciência e apreciação dos sentidos. Elementos que devem ser estimulados desde antes do ensino primário e ser encarada de forma tão comum quanto as outras matérias. Para tal, as dependências da academia devem se ater a certos rigores de uma escola clássica em sua estrutura, mas que serão compensados pela metodologia abordada. Na galeria proposta, há um espaço de exposição permanente para o corpo docente, mas tanto os alunos quanto os funcionários terão trabalhos expostos de forma rotativa para incentivar a produção e autocrítica.

16

-Promover um local que propicie o necessário para alimentar a capacidade artística. Para desenvolver o ímpeto criacionista foram projetados: um parque, um pátio e pontos de observação que permitam a contemplação de tipologias naturais e urbanas ; uma área de esculturas, uma biblioteca especializada e uma galeria interna, que permitam o “brainstorm” e alimente o repertório e imaginação; salas ideais com estudos de iluminação tanto natural quanto artificial que promovam conforto visual de excelência, sistemas de som para descontrair o rigor de uma sala de aula, pranchetas projetadas para serem ergonomicamente superiores e promoverem acessibilidade a cadeirantes.


FRACTAL

ACADEMIA DE ARTES VISUAIS

4.

OBJETO

A princípio, uma academia de artes visuais remete às necessidades primordiais da formação da cultura e compreensão de mundo. Sendo a visão, indubitavelmente, o sentido sensorial mais explorado, sua capacidade de auscultar as tênues divisórias da alma encanta o espectador, evolui o artista e engrandece cultural e historicamente uma região. Não se tratando de uma ordinária escola, esta se baseia na profunda crença da arte e sua capacidade remediativa que combatem os sintomáticos males de uma nova era depressiva e sem perspectiva.

Como foi dito pelo escritor Ferreira Gullar ao parafrasear Fernando Pessoa, “A arte existe porque a vida não basta”. Sob essa frase, crava-se a fundação de instituições como a proposta. Um ambiente no qual as ideias fogem do campo da imaginação e ganham formas visuais nas diversas técnicas compreendidas até o presente momento. Onde ensina-se às diversas idades na incessante missão de reverter a depreciação e desvalorização da sensibilidade a arte em terras ocidentais, onde a mesma está atrelada aos diversos fatores que regem uma vida em comunhão com o restante da sociedade. Em “terras milenares” reside o conhecimento que adormece fora do oriente. Ignorado desde tempos industriais, abdica-se de seus benefícios tão humanos. O estímulo devido às artes é necessário tal qual a qualquer outra disciplina comum à grade educacional. É imprescindível que todos possam desenvolver as habilidades às quais se sintam mais aptos. Não adiantaria assim insistir em uma divisão de tarefas nas quais uma pessoa não perceba explorar seu real potencial nem a traga satisfação e realização pessoal. A arte deve ser encarada como uma necessidade básica à vida inteligente.

Dentre os diversos ganhos, a simples tarefa de desenhar com a devida compenetração, induz o aprendizado da paciência, foco e admiração do mundo.

O prédio proposto localiza-se no alto de um morro outrora conhecido como “Morro do menino Jesus”. Somado aos terrenos adquiridos do fim da Rua do Mirante, o terreno ganhou uma vista privilegiada em direção à “praia do buracão”, tocando assim, três ruas diferentes. Seu acesso principal ocorre através da lateral da Rua do Barro Vermelho, por onde podem adentrar também os veículos. O segundo acesso se dá na Rua Marquês de Monte Santo, seguindo um caminho semelhante ao do antigo Hospital de crianças ali existente. Este percursso ocorre através de um parque de esculturas que propicia e estimula visualmente perspectivas do prédio e de modelos escultóricos para a prática do desenho de observação e contemplação do paisagismo formado com o uso da pré-existente e rica flora local. O parque encaminha para a entrada do pátio, um espaço do convivência que dispõe de uma cafeteria e mobiliários com apoios para se debruçar sobre o desenho e vislumbrar através de molduras escultóricas, espalhadas sobre esses assentos, que enquadram tanto o desenhista quanto os desavisados que sentem em frente a elas.

17


FRACTAL

ACADEMIA DE ARTES VISUAIS

A entrada principal detêm uma recepção que se direciona tanto ao auditório, para a realização de palestras e aulas especiais, quanto à loja de materiais artísticos e à galeria, onde se encontram exposições; permanente dos professores; rotativa dos alunos; e exposições ocasionais do restante dos funcionários da academia, para que todos desenvolvam a identificação com a arte. Atrás da recepção se encontra a área administrativa, e ao lado dela um pequeno balcão da cafeteria volta-se na direção oposta ao pátio para dar suporte ao auditório. Ao lado da escada encontram-se as salas de informática e os banheiros que atendem à todo o pavimento.

No segundo andar estão a Biblioteca com material especializado sobre artes visuais e ambiente para estudo e prática; Salas de pintura, uma em cada extremidade, com varandas amplas para permitir o uso de materiais não recomendados em ambientes fechados; Salas de desenho estão entre as de pintura e são iluminadas através de grandes painéis translúcidos, separados por painéis de vidro pivotantes que criam um micro-clima e permitem-se adequar em relação aos ventos, com exceção das salas de perspectiva, anatomia e desenho com modelos, que têm; vista para o interior do prédio em ambos os pisos; materiais especializados; e iluminação completamente controlada sobre os modelos; respectivamente.

Perspectiva do pátio e seu mobiliário

18


FRACTAL

ACADEMIA DE ARTES VISUAIS

5.

LEGISLAÇÃO DO TEMA

Plano Nacional de Educação – PNE

Segundo o Neufert;

O Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (RCNei) considera o movimento, a expressão cênica, a música e as artes visuais importantes formas de expressão e comunicação humanas, portanto, essenciais para o desenvolvimento social e cognitivo das crianças, inclusive para aquelas que apresentem necessidades especiais.

SALA DE DESENHO Condição principal: uniformidade de iluminação. Orientação: norte a noroeste. Janelas com peitoril de 1,0 a2,0m de altura; contra-fortes estreitos entre as janelas. Superfície de uma sala para 40 alunos a razão de 2-2,5 m² por aluno.......................................80100m² Largura dos estiradores 0,50-0,80...............normal 0,70m Comprimento dos estiradores 0,80- 1,15.... >> 0,80m Distância estre os estiradores 0,80-1.00.......>>0,90m Largura da sala 6-8 m, conforme a iluminação. Comprimento, conforme o número de alunos, de 10 a um máximo de 16 m (local equivalente a umas 2 aulas). Como os desenhos executados no quadro negro não se distinguem bem a uma distância superior a 9-11 m, não devem haver mais de 25 alunos numa sala de desenho. Por conseguinte: Comprimento da sala.............................11,60 m Superfície das janelas ¼ da superfície do chão.

O PNE(Lei Nº 13.005/2014), não se refere à arte em meta alguma, apesar de relacionar os espaços da arte quando se trata de educação em tempo integral na "meta 6", tendo como estratégia (6.4) fomentar a articulação da escola com os diferentes espaços educativos, culturais e com equipamentos públicos, como centros comunitários, bibliotecas, praças, parques, museus, teatros, cinemas e planetários.

Para graduar a luz e evitar o encandeamento disporse-ão baixo e por cima cortinas reguláveis (cortinas com cordões duplos). Para a iluminação preferirse-á, em geral, o sistema indireto com refletores para criar sombras e iluminar os modelos. Revestirse-ão as paredes com placas de madeira prensada (encerada) que permitam cravar estampas com percevejos e desenhar com giz. ESPAÇO NECESSÁRIO Superfície de construção, 20 a 25 m² por aluno. Superfície de aula conforme as normas gerais, = 1,5 m² por aluno; de preferência: 2 m² ou 6 m³. PÉ-DIREITO Das aulas: depende das condições de iluminação, determinadas pelo ambiente exterior (arborização, edificação). Com profundidades de local de 6 a 8 m, alturas de teto de 3,25 a 3,75 m. BIBLIOTECA Tamanho 1 a 1 ½ aulas de preferência junto á sala dos professores.

19


FRACTAL

ACADEMIA DE ARTES VISUAIS

6.

ANÁLISE DA ÁREA

Localização O projeto está localizado na região Nordeste do país na cidade de Salvador, capital do estado da Bahia e primeira capital do Brasil colônia. O terreno indicado encontra-se no Bairro Rio Vermelho, localizado entre a Rua Marquês de Monte Santo e a Rua Barro Vermelho, sendo o atual acesso por esta última. Ele possui vista para a “praia do buracão” e é próximo a redes de fast food, supermercado, hotéis, restaurantes e um posto de gasolina.

Imagem do google Earth de parte da Orla do Bairro Rio Vermelho (com destaque para a área trabalhada)

A área de estudo está situada em área urbanizada e com o entorno ocupada por edificações. O terreno apresenta forte antropismo com indícios que no mesmo já houve movimentação de terra o que levou a alterações do relevo original. Atualmente, em relação ao relevo, o terreno apresenta uma área plana na parte central e em quase toda sua extensão, com formação de pequenos taludes de origem antropogênica circundando a área plana.

20


FRACTAL

ACADEMIA DE ARTES VISUAIS

21


FRACTAL

ACADEMIA DE ARTES VISUAIS

Contexto histórico “O menino é a esperança” (Alfredo de Magalhães) Data-se que no final dos anos 50, cinco grandes setores dividiam a área do Rio Vermelho, sendo eles: Paciência, Santana, Mariquita, Parque e Ipase. É na região da Mariquita que o terreno em questão é situado. Este, anteriormente, era formado pelas ruas Brigadeiro Faria da Rocha, hoje conhecida como Fonte do Boi, Oswaldo Bilac, Marquês de Monte Santo, Antonio Queiroz Muniz, Professor Conceição Menezes, do Céu e do Barro Vermelho, Travessa Basílio de Magalhães, e naturalmente, pela Praça Augusto Severo, popularmente conhecida como Larga da Mariquita. Onde temos, atualmente, o Posto de Combustível, chamada de posto da chaminé, naquela época situava-se uma das duas instalações de destaque da região da Mariquita, a Fábrica de Papel da Bahia. A segunda instalação surgiria quando o médico Alfredo Ferreira Magalhães, que morava na Praça Colombo, recebeu como doação de Adopho Moreira um terreno para que pudesse construir, no Morro do Menino Jesus, no Rio Vermelho, o Hospital das Crianças, que mais tarde ficaria conhecido como Maternidade Nita Costa, onde hoje situa-se o terreno escolhido. 22

Maternidade Nita Costa Em 25 de dezembro de 1936 foi inaugurado o primeiro pavilhão do Hospital Alfredo Magalhães, no bairro do Rio Vermelho, o Pavilhão Caminhoá. Posteriormente, duas alas laterais foram construídas, como ampliações. O fundador do Hospital das Crianças foi o pediatra e professor Alfredo Magalhães, também presidente do Instituto de proteção e assistência à Infância da Bahia. O nome de Hospital das Crianças Alfredo Magalhães por sua vez, só foi dado por Nita Costa, em homenagem ao seu criador, após a sua morte, quando Nita passou a assumir a presidência. A maternidade de Nita Costa foi instalada durante o governo de Luis Regis Pacheco e era reconhecida como melhor do estado. Localizada na ala esquerda do Hospital das Crianças Alfredo Magalhães, a maternidade possuía sua fachada principal e escadarias de acesso voltadas para a Rua Marquês de Monte Santo e acesso lateral para veículos através da rua do Barro Vermelho.

O fim da Maternidade Nita de Costa se deu em 09 de Junho de 1959, quando o então governador Juracy Magalhães ordenou o seu fechamento, diante do estado deplorável em que se encontrava o local. Da maternidade só restaram ruínas depois de ter sido saqueada, depredada e destruída, em meio ao abandono da área, assim como as outras alas do Hospital. Resistindo somente o pavilhão Caminhoá até início de 1983, que de forma precária, serviu como a casa de órfãos. Recentemente, houve uma mobilização da população local no intuito de criar um centro cultural no terreno, mas acabaram sem respostas.


FRACTAL

ACADEMIA DE ARTES VISUAIS

Perspectiva do Hospital das crianรงas com base em registros fotogrรกficos histรณricos

23


FRACTAL

ACADEMIA DE ARTES VISUAIS

7.

ANÁLISE DO TERRENO

ESTUDO CLIMÁTICO Índice pluviométrico

Estudo dos ventos VELOCIDADES PREDOMINANTES:

N NE L SE SE SO O NO

PRIMAVERA 0 3 7 6 3 3 0 0

VERÃO 1 4 6 6 4 3 0 4

OUTONO 0 3 3 3 3 3 3 3

INVERNO 0 3 3 4 3 3 3 0

FREQUÊNCIA DE OCORRÊNCIA:

Carta solar

N NE L SE SE SO O NO

PRIMAVERA 0.0 0.4 10.5 53.2 25.8 0.2 0.0 0.0

VERÃO 0.4 1.1 22.3 43.2 13.3 0.5 0,1 0.4

OUTONO 0.0 0.2 2.1 20.8 48.5 5.6 0.9 0.2

INVERNO 0.0 0.2 1.2 30.0 48.9 1.3 0.6 0.0

VENTOS AUSENTES (%) :

MADRUGADA MANHÃ TARDE NOITE

PRIMAVERA 22.4 14.1 1.3 1.7

VERÃO 39.7 32.0 1.1 2.4

OUTONO 40.0 27.1 4.3 15.8

INVERNO 33.3 21.5 2.2 14.3

Estudos realizados pelo software SOL-AR 6.2, desenvolvido pela LabEEE

24


FRACTAL

ACADEMIA DE ARTES VISUAIS

Mobilidade Urbana Por sua localização, a diversidade do comércio no bairro é grande, contendo postos de combustível, shoppings, bares, agências bancárias, livrarias, vestuário, vidraçarias e outros estabelecimentos. Mas a principal área está relacionada ao lazer com suas praias, bares e restaurantes diversificados que atendem a diferentes públicos, tornando o bairro uma referência de boêmia e turismo, tendo uma intensa circulação de visitantes, especialmente a noite. Encontrando-se em uma área convergente em relação a pontos significantes da cidade como Centro, Pituba e Iguatemi, há circulação de variadas linhas de ônibus em diversos pontos distribuídos ao longo do bairro facilitando a vida de moradores locais, visitantes e trabalhadores.

Na Rua Marques de Monte Santo, e as demais situadas próximas a mesma, estas de densa ocupação, apresentam sinais de mobilidade urbana com congestionamentos que já não estão mais restritos aos horários de maior movimentação. Mesmo considerando os problemas de mobilidade próximos a área de implantação, o caráter cultural, localização geográfica e os serviços oferecidos no bairro tornam o terreno bastante atrativo para a implantação deste empreendimento.

É possível encontrar também um significante número de táxis a disposição em várias localidades que seguem a orla do Rio Vermelho. Comumente observa-se patrulhas constantes nas áreas mais populares, apesar de em diversos trechos não haver garantias de segurança. A segurança do bairro é de responsabilidade da 7º CP (Circunscrição Policial), 12º e 14º CIPM (Campainha Independente da Policia Militar) que também atende a outros bairros próximos.

Perspectiva da praia do Buracão

25


FRACTAL

ACADEMIA DE ARTES VISUAIS

Vegetação existente

Apesar do terreno encontrar-se em área de domínios de Mata Atlântica, as concomitantes alterações antrópicas que ocorreram nele ao longo dos anos, juntamente com a urbanização crescente de seu entorno, propiciaram que a vegetação dominante seja herbácea, composta sobretudo por gramíneas, espécies frutíferas, de paisagismo (exóticas), e pioneiras (nativas). As espécies nativas que compõem a flora do terreno são heliófilas típicas de ambientes alterados. Na porção frontal do terreno e em parte do talude encontram-se a maior parte das espécies arbustivas/arbóreas. Conforme Instrução Normativa do Ministério do Meio ambiente nº 06, de 23 de setembro de 2008, que estabelece as espécies da flora em via de extinção, o terreno em estudo não apresenta indivíduos que se enquadrem nesta categoria.

26

Tabela da Flora encontrada no terreno família Nome Popular Cajueiro Anacardiaceae Mangueira Aroeirinha Pau-pombo Apocynaceae Janaúba Araceae Imbé Araliaceae Matataúba Coqueiro Arecaceae Palmeira Imperial Asteraceae Mal-me-quer Boraginaceae Baba de boi Bromeliaceae Gravata Burseraceae Amescla Urticaceae Embauba Cannabaceae Crandiúva Caricaceae Mamão Gameleira Clusiaceae Lacre Crombetaceae Amendoeira Cucurbitaceae Melão de São Caetano Cyperaceae Tiririca-de-navalha Cansanção Euphorbiaceae Fidalgo Mamona Bananeira da mata Heliconiaceae Bananeira da mata Sombreiro Mexicano Guizo de cascavel Fabaceae Ingá mirim Flamboyantzinho Lauraceae Abacateiro Malvaceae Malva-Rasteira Vassoura do campo Melastomataceae Pixirica Canela de velho Meliaceae Birreiro Moraceae Gameleira Musaceae Bananeira Myrsinaceae Caporoca Araça bravo Myrtaceae Murta Passifloraceae Maracujá Polygonaceae Cocão Piperaceae Aperta Ruão Rubiaceae Botão branco Solenaceae Jurubeba Chumbinho Verbenaceae Cidreira brava

Nome Científico Anacardium occidentale L. Mangifera indica L. Schinus terebinthifolius Raddi var.raddiana Engl Tapirira guianensis Aubl Himatanthus spp Philodendron imbe Schot Schefflera morototoni Cocos nucifera L. Roystonea oleraceae Wedelia paludosa D. C. Cordia nodosa Lam. Hohenbergia sp Protium heptaphyllum Cecropia sp Trema micrantha (L.) Blume Carica papaya L. Clusia sp Vismia guianensis (Aubl.) Choisy Terminalia catappa L. Momordica charantia L. Scleria bracteata Cav. Cnidoscorus urens (L.) Arthur Croton spp Ricinus communis L. Heliconia psittacorum L.f. Heliconia sp Clitoria fairchiliana R.A.Howard Crotalaria juncea L. Inga sp Caesalpinia pulcherrima (L.) Sw. Persea americana Mill. Pavonia spp Sida sp Clidemia sp Miconia albicans (Sw.) Trina Guarea guidonia (L.) Sleumer Ficus sp Musa paradisíaca L. Myrsine coriácea Psidium sp Myrcia obovata Passiflora sp Coccoloba sp Piper sp Borreria verticilata L. G. Mey Solanum sp Lantana camara L. Lippia alba

Hábito Arbórea Arbórea Arbustiva Arbórea Arbórea Epífitas Arbórea Arbórea Arbórea Herbácea Arbustiva Epífitas Arbórea Arbórea Arbustiva Arbórea Arbustiva Arbórea Arbórea Herbácea Herbácea Herbácea Arbustiva Arbustiva Herbácea Herbácea Arbórea Herbácea Herbácea Arbórea Arbórea Herbácea Herbácea Herbácea Arbustiva Arbórea Arbórea Arbustiva Arbórea Arbustiva Arbustiva Liana Arbustiva Arbustiva Herbácea Herbácea Herbácea Herbácea


FRACTAL

ACADEMIA DE ARTES VISUAIS

Wedelia Paludosa D. C.

27


Aspectos Fisiográficos P

Petrolina

Paulo Afonso

Rio

Vaz a

-40

Dd A’

- Ba

I

G

P

Fo

C1w2 A’ 80

B1r A’

B4r A’

M I N A S 80

Dd B’

B3r A’

Vitória da Conquista

São

Piatã

Rio

Bom Jesus da Lapa

0

C1d B’ C1d A’

40

SALVADOR 60

Valença

R

20

Dd A’

13º

Guanambi

Espinosa

C1d B’ C1w 2B’

Valença B1r A’

B4r A’

Jequié Dd A’ 80

Dd B’

B3r A’ Ilhéus

C2d’ A’ nia ô

C2d B’ -20 Dd B’

l

Co

Rio

Rio

60

15º

B2r A’

Pard

o

Pedra Azul

Rio

Barr. de Itapebi Jequit i

ha n h on

40

B1r’A’

Eunápolis C1d A’

Porto Seguro 20

17º

C2d’A’ 80°

S I T U A Ç Ã O D O 10° E S TA D O

10°

Teixeira de Freitas Rio

ESPÍRITO SANTO

Mucuri

Caravelas

40°

60°

BRASIL

10°

30°

10°

BA

A

NO PA CÍF ICO

búmido a Seco

13º

SALVADOR

EA

0 a 100 0 a80°100 10° 0 a 100 0 a 200

Prim/Ver. e Out/Inv.17º 40° / Verão 60° Primavera S I T U A Ç Ã O D O 10° Primavera / OVerão E S TA D Primavera / Verão

60 80

40

OC

C1d A’ C1d’A’ C1d B’ C1w2 A’

0 C2d’A’ a -20 0 a -20 0 a -20 0 a -20

C1d B’

Contas Pedra

O C E A N O

Úmido

Úmido a Subúmido

Outono / Inverno C2d A’ 20 a 0 Porto Seguro 50 a 300 Região climática município Clima Úmido. Prim /Ver. e Out/Inv. C2d’A’ do Eunápolis 20 a 0 de Salvador, 50 a 300 Primavera / Verão C2d 20 a 0SEI, 1998)50 a 300 (Thornthwaite, C1dB’A’1948). Fonte: 20 Primavera / Verão C2w A’ 20 a 0 300 a 600

B1r A’

Dd B’

Maracás Dd B’-20 C1d B’ Barr. de de

Alagoinhas

çu

Vitória da Conquista

C2w A’

Ilhéus HÍDRICO C2d’ÍNDICE A’ niHÍDRICO a EXCEDENTE lô TIPOS CLIMÁTICOS REGIME PLUVIOMÉTRICO 60 (mm) Co (%) 0 15º Rio C2d B’ -2 1d B’ Dd B’ B4rRA’ 1000 a 1200 > 80 Janeiro a Dezembro io B2r B3r A’ P 600A’a 1000 80 a 60 Janeiro a Dezembro ardo 300 a 600 60 a 40 B2r A’ Janeiro a Dezembro B2r B’Barr. de 60 a 40 700 a 800 Primavera / Verão a 40300 a 600 AItapebi Je Outono / Inverno 40quitai n 20o nh B1r A’ h Pedra Azul Prim /Ver. e Out/Inv. B1r’A’ 300 a 600 40 a 20 Rio B1r’A’ Primavera / Verão >600 40 a 20 B1w A’

28

Brumado

Rio

ua g

B2r B´

Dd B’

C1d B’

G E R A I S

C2d B’

P

a ra

Santana

Barr. Pedra do Cavalo

0

B’

Fran cis co

I

rm

io

Jequié

15º

S E R

G

Contas Pedra

C2w A’

C1d B’ o os

20

A T L Â N -2T0 I C O

Maracás Dd B’-20 C1d B’ Barr. de

B1r A’

-20

Posse

Rio

0

Á S G O I

Dd B’

C1d A’ C1d B’ Itaberaba Lençóis Dd B’ o

o

r

ntina

Corre

Rio

Brotas de11º Macaúbas

Ri

Ri

Pa

u ag

aç u

rente Alagoinhas Cor

0

0 -20

0

0 -20

e

Barr. Pedra do Correntina Cavalo

Itaberaba

B2r B´

de

uíp

Lençóis

Feira de C1w2 A’ Santana

E

Monte Santo

-2 Salvador demonstra um excedente40 de chuva nos Segundo Souza (2009), o litótipo que caracteriza a C1d A’ C1d A’ Ribeira do R io Ed A’ períodos de março a junho,Itapicuru com precipitação área corresponde aos granulitos chanoenderbíticos Pombal C2d’B’ 11º variando de 170 a 350 mm (INMET, 2006). Esse que compõem o embasamento cristalino (Cinturão Jacobina Irecê ´ A´ Dd parâmetro é de grande importância na construção Salvador Esplanada). Rio do 0 civil, noMorro intuito de planejar de forma adequada Chapéu Mundo 20 a movimentação deB’ terra 0 C1d C2d A´ Novo e definir o período de -2 C1d A’ 20 Dd B´ Feira de construção.

0

´ C2d Dd A’A

rris

e

Dd´ A´ Barreiras o Ri

B1w A’

13º

G

Jac

0

0

Rio

Mundo 20 Taguatinga C1d B’ Novo C1d A’

-2

1d A’

Jacobina

-

-40

- Ba

uíp

C2d’B’

Vaz a

Ed A’40

Jac

C A N T I N T O S

A’40 Tendo Thornthwaite Ed (1948) comorris base, a planície Senhor do litorânea de Salvador se encontra em região de Monte Santo Bonfim Preto E-20 11ºclima quente Rio e úmido (B1rA’). Segundo o SEI (1997), -20 Barra C1w2 A’ C1d A’ essa C1d classificação climática édo feita considerando -40 Ribeira A’ C1d’A’ Rio Ed A’ Pombal de Itapicuru dados de transpiração, precipitação e evaporação. ran

Rio

Senhor do Bonfim

0

20

-2

Juazeiro

Ed A’

Ed A’

A L A G OPilão A SArcado

ALAG OAS

Paulo Afonso

Juazeiro

P

Barr. de Itaparica

Petrolina

Barr. de Sobradinho

S E R

Chorrochó

Barr. de Itaparica

A T L Â N T I C O

-40

I

ACADEMIA DE ARTES VISUAIS

o do apéu

Rio

Chorrochó

A

FRACTAL

O C E A N O

O

C

E

A

N

0

T

L

Â

N

T

IC

O

30°

O

500

1000km

Mapa geológico de Salvador Fonte: Barbosa e Souza et al. (2009).


FRACTAL

ACADEMIA DE ARTES VISUAIS

O terreno escolhido está situado em região urbana, com edificações ocupando o seu entorno. Ele está situado na área da bacia hidrográfica do Lucaia, mas não há sinais de corpos hídricos dentro da propriedade. O terreno tem indícios de ter sofrido forte ação humana como movimentação de terra que alterou o seu relevo original. Hoje em dia, o terreno apresenta uma área plana na região central e em quase toda sua extensão com formação de pequeno taludes circundando a área plana. Por ter sofrido grandes alterações em suas condições naturais e por estar recoberto por camadas oriundas de outras áreas, não é possível identificar o solo original. Porém, mesmo assim, pode-se encontrar processos pedogenéticos que possibilitaram a ocupação de alguns arbóreos em certas porções do terreno.

Bacia hidrográfica do Lucaia. Fonte: SANTOS et al, 2010.

29


FRACTAL

ACADEMIA DE ARTES VISUAIS

Tipologia da vizinhança O bairro do Rio Vermelho localiza-se na região administrativa VII e se caracteriza por ser um Bairro popular da cidade por conta da sua vida noturna. De acordo com informações da Prefeitura Municipal de Salvador, o bairro do Rio vermelho é formado por 20.200 habitantes, sendo 9.038 do sexo masculino e 11.162 do sexo feminino. Existe uma ocupação mista das unidades residenciais, possuindo condomínios verticalizados, casas e comércio diversificado composto também por vários restaurantes e bares. As ruas são adequadamente pavimentadas, bem sinalizadas e, segundo informações SIM (2011), 98,69% das unidades residenciais são beneficiadas por serviços de abastecimento de água, coleta de resíduos sólidos e esgotamento sanitário.

30

Apesar de ser possível observar o esgoto sendo despejado em canais que culminam na praia, comprometendo a qualidade da água do mar para banho e pesca. A infraestrutura urbana é composta por telefones públicos e postes de rede elétrica com excesso de fiação em certas áreas. A rua em que se encontra a implantação do projeto, assim como no bairro, dispõe de equipamentos urbanos como postes de iluminação e telefone público. Trata-se de uma via de ocupação exclusivamente residencial, sendo sua maioria verticalizada e próximo a redes hoteleiras. Há diversos serviços públicos ofertados no bairro como escolas e unidades de saúde, além de bancos, redes de “fast food” e supermercados.


DE PR AIA

DOM DOM AVELAR AVELAR

LEGISLAÇÃO

CASTELO CASTELO BRANCO BRANCO

Estaleiro da Ribeira

PR A BU IA GA RI

RIBEIRA RIBEIRA ITAPAGIPE ITAPAGIPE

VILA VILA CANÁRIA CANÁRIA

SETE SETE DE ABRIL ABRIL DE

MARECHAL MARECHAL RONDON RONDON

ENSEADA DOS TAINHEIROS

NOVA NOVA BRASÍLIA BRASÍLIA

PAU DA DA PAU LIMA LIMA BONFIM BONFIM MASSARANDUBA MASSARANDUBA MONTE MONTE SERRAT SERRAT MO PRA NT IA E S DE ER RA T

II

CAPELINHA CAPELINHA

JARDIM JARDIM NOVA ESPERANÇA ESPERANÇA NOVA

XIII

LOBATO LOBATO

BAÍA DE TODOS OS SANTOS

PONTA DE MONTE SERRAT

ACADEMIA DE ARTES VISUAIS

ENSEADA DO CABRITO

PRAIA DA PENHA

DO

LOUOS

FRACTAL

XIV

PIRAJÁ PIRAJÁ

PLATAFORMA PLATAFORMA

III

MUSSUR MUSSUR

CANABRAVA CANABRAVA SÃO SÃO MARCOS MARCOS

SUSSUARANA SUSSUARANA

De acordo com a LOUOS, a região em estudo está localizada na zona de uso ZR-4 e se caracteriza como “Comercial e Serviços”. BOA VIAGEM VIAGEM BOA P R

AIA

D

VILA RUI RUI VILA BARBOSA BARBOSA

SÃO SÃO CAETANO CAETANO

URUGUAI URUGUAI

A

BO A

VIA

G

MARES MARES

USOS PERMITIDOS AIA LO PR TAGA CAN

LOCALIZAÇÃO

(Iu) (1)

CALÇADA CALÇADA LIBERDADE LIBERDADE

1 1 1 1 1

IAPI IAPI

CX. D'ÁGUA D'ÁGUA CX.

Que bram

ar n orte

PAU PAU MIÚDO MIÚDO

BARBALHO BARBALHO

VILA VILA LAURA LAURA

COMÉRCIO COMÉRCIO

l su ar

I

BEIRU // BEIRU TANCREDO NEVES NEVES TANCREDO

0.2 0.2 0.2 0.2 XI 0.2

0.5 0.45 0.5 0.5 0.5

RESGATE RESGATE

250 360 250 250 250

10 12 10 10 10

SABOEIRO SABOEIRO

IMBUÍ IMBUÍ

rin

GRAÇA GRAÇA

Marina do Yacht Club

Farol da Barra

BARRA BARRA

PRAIA DE ONDINA

VII

PITUBA PITUBA

PONTA DO CONSELHO

555.000

NORDESTE NORDESTE

PIT

AR M

ES

FORD ACA

D

AIA

DO

RS CO

IO ÁR

Região Administrativa (RA) – subdivisão do território do Município para fins administrativos, de planejamento e de informação. De acordo com o Artigo n° 131 do PDDU, o macrozoneamento é o instrumento que define a estruturação do território em face das condições OCEANO ATLÂNTIC do desenvolvimento socioeconômico e espacial do Município, consideradas a capacidade de metros suporte do ambiente e das redes de infraestrutura para o adensamento populacional e a atividade econômica, devendo orientar a Política Urbana, no sentido da consolidação ou reversão de tendências quanto ao uso e ocupação do solo. A D IO R AIA O PR A D C BO

0

A UB

DA AIA PR

AMARALINA AMARALINA

RIO RIO VERMELHO VERMELHO

PRAIA DA PACIÊNCIA

TA PA

E PL AD

PRAIA DE PIATÃ

E AIA PR AR IB GU E JA

PRAIA DO BURACÃO

PRAIA

DE

P R R AIA M A D Ç E ÃO

COSTA COSTA AZUL AZUL

ALTO DA DA ALTO SANTA CRUZ CRUZ SANTA

AI A PR EI A SER DA

DE

PRAI

A

VIII

PARQUE PARQUE DA CIDADE CIDADE DA

ENGENHO VELHO VELHO ENGENHO DA FEDERAÇÃO FEDERAÇÃO DA

ONDINA ONDINA

AIA PR

2.5 2.5 2.5 2.5 2.5

ARMAÇÃO ARMAÇÃO

BROTAS BROTAS

FEDERAÇÃO FEDERAÇÃO

DO PR AIA RA DA BAR FAR OL

550.000

STIEP STIEP

V ITAIGARA ITAIGARA

VI

Porto da Barra

CAMINHO CAMINHO DAS ÁRVORES ÁRVORES DAS

ENG. VELHO VELHO ENG. DE BROTAS BROTAS DE

PATAMARES PATAMARES

1.5 1.5 1.5 1.5 1.5

OS D S IA TA R A IS P RT A

BOCA BOCA DO RIO RIO DO

IGUATEMI IGUATEMI

GARCIA GARCIA

VITÓRIA VITÓRIA

PITUAÇU PITUAÇU

PR

DIQUE DO DO DIQUE TORORÓ TORORÓ

CAMPO CAMPO GRANDE GRANDE

4 4 4 4 4

PARQUE DE DE PARQUE PITUAÇU PITUAÇU

PERNAMBUÉS PERNAMBUÉS

COSME DE DE COSME FARIAS FARIAS

BARRIS BARRIS

PLACAFORD PLACAFORD

IX

NAZARÉ NAZARÉ

SÃO SÃO PEDRO PEDRO

Museu Solar do Unhão

COSTA COSTA VERDE VERDE

PIATÃ PIATÃ

CABULA CABULA VI VI

Ma

De acordo com a Lei nº 7.400/2008 que dispõe sobre o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano do Município do Salvador – PDDU 2007 e dá outras providências, o terreno em questão está localizada na Região Administrativa VII – Rio Vermelho.

RECUO MÍNIMO

CAB CAB

a

SÉ SÉ

(Ip) ENGOMADEIRA ENGOMADEIRA

CIDADE NOVA NOVA CIDADE

Forte de São Marcelo

CONJ. ACM ACM CONJ.

SANTA SANTA MÔNICA MÔNICA

ÁGUA DE DE ÁGUA MENINOS MENINOS

PORTO DE SALVADOR

RESTRIÇÕES DE OCUPAÇÃO(m) (3) XII LOTE MÍNIMO (Io) (2)

FAZENDA FAZENDA GRANDE GRANDE

R-(1,2,4.1,5.1 e 6) IV R-(3,4.2,5.2 e 6) (4) Id-(1.1,1.4 e 1.5) CS-(1,2,3,4.1,5,6,10,12,13 e 15) M-(1 e 2)

-m

PDDU

Rio Vermelho

Uniresidencial Multiresidencial Industrial Comercial e Serviços Misto

NOVA NOVA SUSSUARANA SUSSUARANA

E M

FERRY-BOAT

ZR-4

CALABETÃO CALABETÃO

MATA MATA ESCURA ESCURA

DO

ZONA DE USO

ra eb Qu

5.000

8.

REPRESA REPRESA IPITANGA II IPITANGA

CAJAZEIRA CAJAZEIRA

PARQUE PARQUE SÃO BARTOLOMEU BARTOLOMEU SÃO

AMARALINA

560.000

Mapa da região administrativa V Fonte: PDDU 2008

350

700

1.400

565.000

31


TORORÓ TORORÓ

Museu Solar ENG. VELHO VELHO ENG. do Unhão DE BROTAS BROTAS DE

ACADEMIA DE ARTESCAMPO VISUAIS CAMPO

DE BROTAS BROTAS DE

GRANDE GRANDE

BROTAS BROTAS

A área em estudo está situada GARCIA em uma Macrozona GARCIA VITÓRIA VITÓRIA de Ocupação Urbana, que de acordo com o Artigo n° 132 compreende: GRAÇA GRAÇA

Marina do Yacht Club

Porto da Barra

Farol da Barra

0

FEDERAÇÃO FEDERAÇÃO

PRAIA DE ONDINA

PRAIA DA PACIÊNCIA

Ainda, de acordo com o PDDU (2008), a Macrozona de Ocupação Urbana, de acordo N com o estágio Porto da de adensamento, a disponibilidade de espaço, a 8.590.000 Barra oferta de infraestrutura e serviços, e a capacidade de suporte do meio ambiente, subdivide-se nas seguintes macroáreas delimitadas no Mapa 01, do BARRA BARRA Anexo 3 desta Lei: Farol da I – Macroárea Barra de Requalificação Urbana; II – Macroárea de Manutenção da Qualidade DO PR AIA Urbana; RA D A BA R L O R FA III – Macroárea de Reestruturação Urbana; IV – Macroárea de Estruturação Urbana; V – Macroárea de Consolidação Urbana. O terreno em estudo está situado, em relação ao Macrozoneamento, em uma Macroárea de Manutenção de Qualidade Urbana.

6

CAMAÇARI 8.585.000

BA-535

50.000

AIA PR EIA SER DA

32

BO

A C

ARMAÇÃO ARMAÇÃO

DIQUE DO DO DIQUE TORORÓ TORORÓ

Em relação ao gabarito de altura, essa região se encontra no trecho 08A da área de borda COSTA marítima do PDDU eCOSTA está enquadrado como área AZUL AZUL preferencialmente destinada a hotelaria, seguindo o anexo à Lei 7.400/2008, para tal empreendimento BROTAS BROTAS nãoPITUBA há limite de gabarito desde que se respeite o PITUBA limite de sombreamento sobre as areias das praias. Como o projeto não se enquadra no setor hoteleiro, foi utilizado o limite de gabarito dos terrenos mais próximos, ou seja, 18 metros.

ITAIGARA ITAIGARA

ENG. VELHO VELHO ENG. DE BROTAS BROTAS DE

CAMPO CAMPO GRANDE GRANDE

Os espaços urbanizados do Município em seus ENGENHO ENGENHO VELHO VELHO DA FEDERAÇÃO FEDERAÇÃO DA diversos estágios de estruturação, qualificação GARCIA GARCIA e consolidação, destinando-se a moradia e ao VITÓRIA VITÓRIA exercício de atividades econômicas e sociais BARRA BARRA predominantemente urbanas, e comportando ONDINA ONDINA níveis diferenciados de densidade populacional e 575.000 Marina do GRAÇA GRAÇA LEGENDA de ocupação do solo. FEDERAÇÃO FEDERAÇÃO Yacht Club

DO PR AIA RA D A BA R FAR OL

5

BARRIS BARRIS

P

STIEP STIEP

FARIAS FARIAS

P R R AIA M A D Ç E ÃO

FRACTAL

DAS ÁRVORES ÁRVORES DAS COSME DE DE COSME

SÃO SÃO PEDRO PEDRO

A

BARRIS BARRIS

RIO RIO VERMELHO VERMELHO

PARQUE PARQUE DA CIDADE CIDADE DA

ALTO DA DA ALTO SANTA CRUZ CRUZ SANTA

NORDESTE NORDESTE

PIT

0

A UB

350

AIA PR

PARQUE PARQUE DA CIDADE CIDADE DA

AMARALINA AMARALINA

ENGENHO VELHO VELHO ENGENHO

555.000

560.000

MACROZONA DE OCUPAÇÃO URBANA Macroárea de Requalificação Urbana Macroárea de Manutenção da Qualidade Urbana Macroárea de Reestruturação Urbana ONDINA ONDINA Macroárea de Estruturação Urbana Macroárea de Consolidação Urbana

Segundo o Artigo n° 137, a Macroárea de Manutenção da Qualidade Urbana compreende IA PRAIA OUTRAS DELIMITAÇÕES PRSAEREIA PACIÊNCIA DE ONDINA áreas dePRAIA ocupação consolidada com boasDAcondições A D Áreas de Proteção Ambiental - APA´s de acessibilidade e de infraestrutura, dotadas de equipamentos e serviços urbanos, nas quais predominam usos residenciais de bom padrão coexistindo com atividades comerciais e serviços diversificados, com significativa oferta de postos 555.000 de trabalho, especialmente nas centralidades principais que atendem a todo o Município.

7

me

DA

MACROZONA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL PRAIA DE AMARALINA PONTA DO PRAIA DA FEDERAÇÃO FEDERAÇÃO DA CONSELHO DO BURACÃO Macroárea de Conservação Ambiental Mapa do Macrozoneamento Macroárea de Proteção e Recuperação Ambiental Fonte: PDDU 2008

7

ITAIG ITAIG

ALTO DA DA ALTO SANTA CRUZ CRUZ SANTA

NORDESTE NORDESTE

AMARALINA AMARALINA

RIO RIO VERMELHO VERMELHO PONTA DO CONSELHO

PRAIA DO BURACÃO

PRAIA

8

DE

AMARALINA

ÁREA 22 ÁREA DESTINADA PREFERENCIALMENTE PREFERENCIALMENTE À À HOTELARIA HOTELARIA DESTINADA Mapa de restrição quanto á altura do gabarito Fonte: PDDU 2008


FRACTAL

ACADEMIA DE ARTES VISUAIS

Meio Ambiente Já tendo abordado a questão da Flora, segundo a Lei n° 5.197 de 3 de janeiro de 1967, que dispõe sobre a proteção a fauna e dá outras providências, fauna é o conjunto de animais de quaisquer espécies, em qualquer fase de seu desenvolvimento e que vivem naturalmente fora do cativeiro. Tendo em vista a baixa diversidade florística e o alto grau de antropismo evidenciado no terreno e a demasiada urbanização do entorno, os representantes da fauna são sinatrópicos. A Instrução Normativa do IBAMA nº. 141 de 19 de dezembro de 2006 define fauna sinantrópica como sendo “populações animais de espécies silvestres nativas ou exóticas, que utilizam recursos de áreas antrópicas, de forma transitória em seu deslocamento, como via de passagem ou local de descanso; ou permanente, utilizando-as como área de vida. ”

Presume-se apenas a presença do saguim (Callithrix jacchus) dentre os mamíferos, que se destacam por sua grande capacidade de adaptação. Os mesmos podem ocupar ambientes distantes das suas áreas de distribuição original, pois possuem uma alimentação altamente diversificada, a exemplo de frutos, flores, vegetais, fungos, invertebrados e pequenos vertebrados. Muitas espécies de aves fazem parte do ecossistema urbano, fato que as torna bons bioindicadores da diversidade urbana, isto por ser de fácil identificação, suas espécies são predominantemente diurnas e ocupam uma ampla variedade de nichos.

Na área de estudo há o registro de aves, sendo o grupo mais visualizado em campo, pois as mesmas possuem uma maior capacidade de locomoção povoando diversas áreas, sendo as mesmas típicas de ambientes alterados, apresentando hábitos alimentares generalistas e de ocorrência comum em áreas abertas. Foram avistados: “canário comum” (Sicalis sp), “rolinha” (Columbina talpacoti), “bem-te-vi” (Pitangus sulphuratus), “lavadeira” (Fluvicola nengeta L.), “sanhaço” (Thraupis palmarum), “jandaia” (Aratinga sp) e o ”papa-capim” (Sporophila caerulescens). Os répteis ocorrem em praticamente todos os ecossistemas brasileiros e, por serem ectotérmicos, são especialmente diversos e abundantes nas regiões mais quentes. Além das aves foram avistadas “lagartixas”(Tropidurus sp). De acordo com a Instrução Normativa nº 03 de 2003 do Ministério do Meio Ambiente, não foi observado a existência de indivíduos da fauna em via de extinção no terreno prospectado.

Tropidurus sp

33


FRACTAL

ACADEMIA DE ARTES VISUAIS

9.

PROGRAMA

Programa Arquitetônico Uma Academia de Artes Visuais deve ser conformada por 11 espaços principais, cada um com seus subespaços e áreas correspondentes para seu ótimo funcionamento na relação com seus objetivos de fomento a arte e apoio a cultura da sociedade. Assim, a Academia será composta pelas seguintes áreas:

Sala de desenho de observação em modo anfiteatro Deverá estar preparada para comportar alunos ao redor de um palco expositor com iluminação controlada sobre os modelos.

Salas de aula de desenho genéricas Sala com quadro de vidro para aula expositiva com marcador piloto que permita diferentes cursos.

Loja de materiais Para suprir a necessidade material dos alunos durante a realização dos cursos.

Sala de reunião Seja para trabalhos acadêmicos, apoio aos palestrantes ou uma pequena aula teórica.

Parque de esculturas Propõe ser um espaço comum que integre a rua com o edifício e envolva os transeuntes na atividade do desenho e contemplação.

Pátio para convivência + café/bar de apoio e mural de grafite Para promover a integração dentre os alunos, suprir suas necessidades alimentares, expor e promover as aulas de grafite. Galeria rotativa e galeria permanente dos professores Além da geração de arte, se faz necessário estimular a apreciação e o desenvolvimento dos alunos, além de apresentar o trabalho dos professores e promover a academia.

Sala de computadores Sala para trabalhos digitais devidamente refrigeradas devido ao calor gerado pelas máquinas.

Auditório para palestras e aulas teóricas Nesse auditório será possível a realização de palestras, oficinas e aulas expositivas.

Sala para pintura Sala com ventilação e exaustão diferenciadas que permita o uso de materiais mais tóxicos.

Biblioteca Destinada ao estudo, leitura casual ou pesquisa, essa sala precisa ser agradável e tranquila.

34


FRACTAL

ACADEMIA DE ARTES VISUAIS

Programa de ensino Considerando a demanda de cursos oferecidos em algumas academias brasileiras, estima-se uma proporção de salas de acordo com os cursos ofertados e requeridos da pesquisa. Grupos de cursos ofertados Desenho

Pintura

Quadrinhos

Ilustração

Anatomia Arte-final Perspectiva Paisagem Anatomia de animais Desenhos para tatuagem Caricatura Desenho arquitetônico Ambientação e combinação Aquarela Pintura a óleo Pintura relâmpago Pastel Seco e a óleo Guache Composição e teoria cromática Character design Produção gráfica de quadrinhos Charge Tiras Desenvolvimento visual realismo xilogravura Composição Ilustração para literatura infantil 3D Animação

Ambientes:

TIPOS DE SALA DE AULA SALA DE DESENHO X X X X X X X X X X

SALA DE COMPUTADORES

SALA DE PINTURA

X X

X X X X

X

X

X X X X X X X

X X

X

X X X X X

X

X

X

X

X X

X X

X

X

sala de desenho de observação em modo anfiteatro Sala de computadores Sala para pintura Salas de aula de desenho Sala de Professores Pátio para convivência + café/bar de apoio e mural de grafite Galeria rotativa e galeria permanente dos professores Copa Auditório para palestras e aulas teóricas Biblioteca Loja de materiais Armários de aluguel Recepção Administração/Diretoria RH DML Casa de máquinas Banheiros Estacionamento – 1 vaga por 50 m² de área construído

35


FRACTAL

ACADEMIA DE ARTES VISUAIS

Pré-dimensionamento Cada sala deve ter no máximo 50m² para comportar 20 alunos Uma bacia sanitária para cada 20 alunos ou 2 para cada turma Estacionamento ≈45 vagas-> 100alunos por turno

*Tabela com valores baseados em 200 alunos (100 alunos por turno)

36

Ambiente

Quantidade

Área

Área Total

Sala Anfiteatro

1

250,00m²

250,00m²

Sala de computadores

3

12,00m²

36,00m²

Sala de pintura

2

37,50m²

75,00m²

Sala de desenho

5

50,00m²

250,00m²

Sala dos professores

1

52,50m²

52,50m²

Pátio

1

200m²

200m²

Café/Bar

1

97,00m²

97,00m²

Galeria de exposições

1

65,20m²

65,20m²

Copa

1

12,00m²

12,00m²

Auditório

1

177,00m²

177,00m²

Sala técnica do auditório

1

7,40m²

7,40m²

Camarim

1

19,00m²

19,00m²

Biblioteca

1

300m²

300m²

Loja de materiais

1

40,00m²

40,00m²

Recepção

1

8,00m²

8,00m²

Administração/ Diretoria

1

21,55m²

21,55m²

Recursos Humanos

1

13,00m²

13,00m²

Depósito de materiais de limpeza

1

6,00m²

6,00m²

Sub. Estação

1

11,00m²

11,00m²

Sanitário masculino

2

10,70m²

21,40m²

Sanitário feminino

2

12,00m²

24,00m²

Sanitário P.N.E

2

3,52m²

7,04m²

Vestiário para funcionários

1

16,28m²

16,28m²

Depósito

1

92,15m²

92,15m²

Sala de Reunião

1

20,80m²

20,80m²

Estação de Lixo

1

4,00m²

4,00m²

+25% paredes e circulação

-

2157,90m²

Total


Copa

PAVIMENTOS

Espaço comum

Acesso Principal

Espaço restrito

2º Pavimento

Espaço aberto

Salas de pintura

Espaço comum

Salas de desenho Banheiros

Biblioteca

Pátio

Salas de computadores

M u r a l

Banheiros Auditório Cafeteria

Térreo

Fluxograma

FRACTAL

ACADEMIA DE ARTES VISUAIS Vestiários

Recepção Administração

Galeria

Loja

Copa

Depósito

Vestiários

Acesso Principal

37


FRACTAL

ACADEMIA DE ARTES VISUAIS

Metodologia "Em nossa vida diária, estamos rodeados por imagens impostas pela mídia, vendendo produtos, ideias, conceitos, comportamentos, slogans políticos etc. Como resultado de nossa incapacidade de ler essas imagens, nós aprendemos por meio delas inconscientemente. A educação deveria prestar atenção ao discurso visual. Ensinar a gramática visual e sua sintaxe através da arte e tornar as crianças conscientes da produção humana de alta qualidade é uma forma de prepará-las para compreender e avaliar todo tipo de imagem, conscientizando-as de que estão aprendendo com estas imagens." (BARBOSA, 1998, p. 17). A proposta metodológica está fundada na articulação teoria-prática e numa abordagem transdisciplinar. A instituição projetada foi concebida com base na "Proposta Triangular", desenvolvida por Ana Mae Barbosa, maior nome na história brasileira na educação em artes visuais. O processo da Abordagem Triangular teve início na década de 1980 e foi sistematizada no período de 1987/1993 no Museu de Arte Contemporânea (MAC) da USP. Essa proposta surgiu da necessidade de uma prática de ensino pós-moderno de arte e da procura de uma alternativa para prática de livre expressão do ensino moderno de arte que já não correspondia às inúmeras tendências e aspectos da realidade contemporânea.

38

O Programa, que até hoje é base da arte-educação no Brasil, procura abarcar diversos pontos do ensino e aprendizagem ao mesmo tempo, com a leitura da imagem (análise, interpretação e julgamento), contextualização e a prática artística.

Onde os jardins, parque de esculturas, o pátio com seus mobiliários que incentivam o olhar e diversos pontos de observação de paisagens urbanas, naturais e da própria arquitetura, confere-se a abordagem da contemplação;

No processo de educação do olhar, a postura do educador deve instigar o olhar e a reflexão através de exemplos, debates e embasamento teórico.

Da sua galeria, espaços de convivência, auditório e ambiente criativo, direciona o aluno ao “brainstorm”; E suas salas bem equipadas pensadas para atender a todos os requisitos para a maior eficiência no trabalho manual meticuloso, atribui-se o foco. Dessa forma, a instituição proposta visa criar um espaço de fomento à produção cultural como uma ciência. Um espaço que propicie a apreciação e crítica de obras técnicas diversas, confortável para produzi-las e com espaços para o entendimento de sua contextualização.

A contextualização de uma obra ou técnica ajuda a entender o momento e motivo e confere ferramentas para compreender e permitir a apropriação que transformará o estilo e visão individual. Já o fazer artístico engloba, exercita e torna o outrora avaliador em um ser ativo da arte, desenvolvendo experiência de produção e colocando na prática os conceitos estéticos apreendidos na teoria da leitura e contextualização, também complementando estes no processo. Como a Academia projetada oferece cursos livres, esses não dispõem de notas e avaliações por conta do professor. A percepção e autocrítica advém do trabalho exposto posteriormente na galeria. Por ser voltada a workshops mais técnicos, a metodologia não se encaixa a crianças abaixo do ensino fundamental, tendo em vista que nessa idade o seu desenvolvimento cognitivo ainda não está completo e o melhor para elas é apenas o incentivo e estímulo parental.

Desenvolvendo e lapidando artistas que procuram encontrar uma Academia que expresse a seriedade que se deve ser empreendida a uma área de conhecimento desvalorizada, sem a intimidação estereotipada de um conceito fictício do “ser artista” contemporâneo que expurga a necessidade de estudos ou conhecimentos para expressar a liberdade.

“La inspiración existe, pero tiene que encontrarte trabajando” Pablo Picasso


FRACTAL

ACADEMIA DE ARTES VISUAIS

10.

SOLUÇÕES TÉCNICAS

Problemática Declividade. Para solucionar o problema da declividade, foi-se feito uso do antropismo já vigente para escalonar o terreno e criar suas vagas de estacionamento, aproveitando a parte então planificada para acomodar o edifício. Privacidade X Interação. A academia comporta-se como um parque aberto para aqueles que tenham interesse em um local com diversas possibilidades de vistas inspiradoras. O parque de esculturas externo tem uso coletivo e junta-se ao pátio interno que por sua vez possibilita a permeabilidade para a galeria. Já as salas superiores tornam-se mais reservadas, permitindo assim manter a concentração necessária

Iluminação. Para criar as melhores condições de iluminação, foram estudados os sistemas naturais e artificiais para se obter o máximo de eficiência. Nas salas que requisitam maior iluminação natural, um painel translúcido em policarbonato branco permite a iluminação do dia sem insolejamento. Sua distância e separação por painéis de vidro pivotantes possibilitam a criação de um microclima que impede a incidência térmica exacerbada oriunda deste painel. Para a iluminação artificial, foi estudado de forma que se chegasse o mais próximo do conforto da iluminação natural e assim foram escolhidas lâmpadas específicas e dispostas de acordo com a necessidade.

Acessibilidade. Há vagas para portadores de necessidades especiais localizadas próximas a entrada principal do edifício. Para os que não tiverem automóvel, podem seguir a calçada que acompanha a pavimentação e segue o percurso mais suave possível do terreno. Uma vez no prédio, uma rampa leva ao segundo pavimento e todas as salas são adaptadas para oferecer um serviço igualitário a cadeirantes.

39


FRACTAL

ACADEMIA DE ARTES VISUAIS

Pesquisa de demanda

De acordo com a pesquisa de demanda, nota-se que há uma necessidade de uma academia que fuja dos padrões e estimule a criatividade do aluno, de preço acessível e profissionais qualificados para o ensino, além de um bom espaço para trabalhar onde as necessidades de cada aluno possam ser atendidas. O foco deveria ser direcionado à criatividade e liberdade, tanto de ensino como da prática. Para isso, a academia deve contar com a maior diversidade de técnicas possível, anatomia, character design, aquarela, pintura a óleo, pintura relâmpago, etc. A academia de artes ideal não se limitaria apenas a artes visuais ou artes plásticas e sim englobaria todo tipo de artes para que torne possível a troca de conhecimentos, ampliando os horizontes de artistas e professores, os quais também devem manter uma relação de convivência estreitada, tudo isso visando uma despadronização da arte. 40


FRACTAL

ACADEMIA DE ARTES VISUAIS

Referências ESTUDO DE CASO

Nessa etapa foram analisados vários projetos existentes de algumas partes do mundo para fundamentar as decisões projetuais, se contrapondo em diferentes realidades e necessidades, mas se propondo a atender um público semelhante em algum aspecto.

BIBLIOTECA OXFORD UNIVERSITY’S WESTON LIBRARY · Arquiteto da reforma atual: WilkinsonEyre. · Arquiteto do design original (1930) : Sir Giles Gilbert Scott. · Localização: Oxford. Inglaterra. ·Materiais: Alvenaria e metal. · Inauguração pós-reforma: 21 de Março de 2015

Imagens retiradas do site: http://www.e-architect.co.uk/oxford/ weston-library-at-oxford-university(acessado em Março de 2017)

Esse Projeto é citado pela sua integração com o aço executada pós-reforma, cuidadosa permeabilidade da iluminação e detalhe de cabine de vidro que serviu de inspiração para a cabine visível na galeria do projeto proposto.

Imagens retiradas do site: https://www.dezeen.com/2016/10/06/wilkinsoneyre-renovation-giles-gilbert-scott-oxford-university-bodleian-westonlibrary/ (acessado em Março de 2017)

41


FRACTAL

ACADEMIA DE ARTES VISUAIS

ACADEMIA DE ARTES FINAS Akademie der Künste

.Arquiteto: Behnisch & Partner (Günter Behnisch, Manfred Sabatke) com Werner Durth . Localização: Pariser Platz 4 10117 Berlin Germany . Area: 15,300 m² .Plano e construção: 1997-2005.

Por ser uma famosa academia de Artes e ter umarelação de transparência e esquadrias, serviu para estudo do uso, iluminação e visibilidade.

Imagens retiradas do site: http://galerie-robert-drees.de/(acessado em Março de 2017)

42


FRACTAL

ACADEMIA DE ARTES VISUAIS

PRÉDIO DE ARTES VISUAIS Visual Arts Building at the University of Iowa · Arquitetos: Steven Holl Architects · Localização: Visual Arts Building, Iowa City, IA 52246, United States · Design Team: Steven Holl, Chris McVoy (design architects) Rychiee Espinosa (project architect) Garrick Ambrose, Bell Ying Yi Cai, Christiane Deptolla, JongSeo Lee, Johanna Muszbek, Garrett Ricciardi, Filipe Taboada, Jeanne Wellinger, Human Tieliu Wu, Christina Yessios (project team) · Area: 126000.0 ft2

Projeto escolhido pela solução para a entrada de iluminação natural e relação dos espaços de uma academia de artes visuais.

· Ano do projeto: 2016

Imagens retiradas do site: http://www.archdaily.com/796941/visual-artsbuilding-at-the-university-of-iowa-steven-holl-architects (acessado em Março de 2017)

43


FRACTAL

ACADEMIA DE ARTES VISUAIS

ESCOLA DE ARTES VISUAIS Visual Arts School / Barclay & Crousse

Imagens retiradas do site: http://www.archdaily.com.br/br/620379/escolade-artes-visuais-slash-barclay-and-crousse (acessado em Março de 2017)

.Arquitetos: Barclay & Crousse. .Localização: Miraflores, Peru. .Arquitetos do projeto: Sandra Barclay, Jean Pierre Crousse. .Area: 2280.0 m2. .Ano do projeto: 2012.

Essa escola foi apontada devido a forma como gera espaços de contemplação e por sua solução em vidro na ventilação e iluminação naturais das salas de aula

44


FRACTAL

ACADEMIA DE ARTES VISUAIS

ESCOLA DE ARTES Centro de Artes Hardesty .Arquitetos Selser Schaefer Architects .Localização Tulsa, OK, EUA

Esse projeto é uma referência para fluxograma estrutura em aço e materialidade da fachada.

.Materiais: Estrutura de aço. .Área 43000.0 m2 .Ano do projeto 2012

Imagens retiradas do site: http://www.archdaily.com.br/br/760026/centrode-artes-hardesty-selser-schaefer-architects (acessado em Março de 2017)

45


FRACTAL

ACADEMIA DE ARTES VISUAIS

BIBLIOTECA Jacob and Wilhelm Grimm Centre / Max Dudler .Architects Max Dudler .Location Geschwister-Scholl-Straße 1, 10117 Berlin, Germany .Area 37460.0 sqm .Project Year 2009 Imagens retiradas do site: http://www.archdaily.com/376900/jacob-andwilhelm-grimm-centre-max-dudler (acessado em Março de 2017)

46

Essa Biblioteca, de luz, tanto natural quanto artificial, completamente controladas também gera vistas de perspectivas altamente contemplativas.


FRACTAL

ACADEMIA DE ARTES VISUAIS

Arquitetos referência Arquitetos Jader Tavares Otto Gomes Fernando Frank

Em 28 de Janeiro de 1988, inaugurava a Casa do Comércio na Bahia. Com 11 pavimentos e o pé direito de 4,30m o prédio conta com uma área total construída de aproximadamente 20000m². Esse Prédio que ainda hoje é um marco na cidade de Salvador,foi idealizado e ousado pelos arquitetos Arquitetos Jader Tavares, Otto Gomes e Fernando Frank que juntos provaram a eficácia do uso de estruturas metálicas em regiões litorâneas. “A cultura, a historia e, finalmente, a arquitetura não são fixas ou meramente aditivas, mas são um processo constante de reiteração e simultânea deslocalização que, a cada momento, modificam o significado e a estrutura do instante anterior. “ Peter Eisnman. A Casa do Comércio representa o quão a cultura, historia e arquitetura não são fixas, desprovendo-se de relação direta com tempo e lugar e bastando por si mesma.

Foto original por: Lucas Jordano

47


FRACTAL

ACADEMIA DE ARTES VISUAIS

11.

PROJETO ARQUITETÔNICO

Perspectiva da fachada leste

48


FRACTAL

ACADEMIA DE ARTES VISUAIS

“Sento e penso: Pouco tempo! Risco fácil. Mais um traço. Talvez pouco tempo não fosse se menos pensasse que pouco seja o tempo. Arrasta o lápis (no seu devido momento)”

49


FRACTAL

ACADEMIA DE ARTES VISUAIS

51


FRACTAL

ACADEMIA DE ARTES VISUAIS

MOBILIÁRIO Um material indispensável para o ensino de desenho e pintura são as pranchetas e cavaletes. Estes precisam se adaptar às diferentes técnicas e requisitos do seu usuário, sejam essas de funcionalidade ou adaptações para necessidades físicas específicas. Para tal foi pensada em uma prancheta capaz de se moldar as diferentes exigências do usuário, estar dentro da metragem solicitada para cada aluno, ser ergonômica e passível de uso em conjunto em salas de aula. Com um sistema hidráulico em sua base, permite seu uso e regulagem através de uma alavanca manual por apenas uma pessoa sem dificuldade, mesmo que esta seja cadeirante. Sua superfície em vidro se assemelha às melhores pranchetas modernas que permitem o uso como mesa de luz, e sua bandeja inferior dá suporte à guarda de materiais e anteparo a telas ao inclinar a prancheta em ângulos mais acentuados, tomando assim a função de um cavalete.

52


FRACTAL

ACADEMIA DE ARTES VISUAIS

1,00 m

0,40 m

0,65 m

0,60 m

0,35 m

0,30 m

LUMINÁRIA

BANDEJA CORREDIÇA

PLANTA BAIXA ESC: 1/10

TAMPO DE VIDRO TEMPERADO INCLINÁVEL DE 5cm

DETALHAMENTO 01DOBRADIÇA DA MESA DE DESENHO ESC: 1/5

DETALHE-01 PERSPECTIVA ESC: 1/10

0,15 m

BASE DE SISTEMA HIDRÁULICO

0,30 m VISTA FRONTAL ESC: 1/10

PRANCHETA ERGONÔMICA COM SISTEMA DE REGULAGEM HIDRÁULICO DE ACIONAMENTO MANUAL PARA GARANTIR ACESSIBILIDADE E INDEPENDÊNCIA AOS PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS.

0,30 m

PRATELEIRA

0,60 m

PRATELEIRA 0,40 m

0,75 m

PRATELEIRA

VISTA LATERAL ESC: 1/10

53


FRACTAL

ACADEMIA DE ARTES VISUAIS

Iluminação artificial Visando uma perfeita visibilidade, precisão e conforto durante os trabalhos realizados durante as aulas, é importante frisar a necessidade da iluminação artificial ao findar da luz natural. Tendo a evolução ocular se baseado em uma pequena faixa espectral, parte-se da luz solar como ponto de referência. Sendo essa, uma emissão de 0,25 a 5,0 mícrons, é usada de base para o índice de reprodução de cor (IRC) que deve aproximar-se de 100 para se assemelhar a cor natural. Para uma cor de Luz mais próxima à iluminação solar, a sua temperatura de cor deve estar entre 5000 e 6000 Kelvin. De acordo com esses dados, foi concluído que para melhor se adequar as salas de desenho e pintura no projeto desta academia de artes visuais, as lâmpadas HMI, de temperatura bastante próxima a luz do dia e CRI geralmente acima de noventa são uma excelente opção. Ou uma mistura dentre lâmpadas fluorescentes, LED e Incandescentes poderia alcançar o efeito desejável, que é criar um ambiente bem iluminado para um trabalho de precisão e sem distorção das cores naturais. Para tal, faz-se necessário também uma disposição e escolha bem planejadas das luminárias que gerem iluminação indireta e o mínimo de sombra, além

54

das luminárias individuais de alta reprodução de cor em cada prancheta e um piso de cor mais escura, que possibilite a proporção adequada de luminância no campo de visão em relação à área de trabalho (tarefa visual e área de trabalho em uma proporção de 10:1). Segundo a NBR 5413/1992, O projeto em questão está na classe B de tarefas visuais, requisitando uma iluminância entre 500 e 2000 lux. E para suas salas de aula de desenho, os fatores de iluminância adequada por tipo de atividade é indicado de 500 a 750 lux.


FRACTAL

ACADEMIA DE ARTES VISUAIS

Perspectiva da fachada norte

55


FRACTAL

ACADEMIA DE ARTES VISUAIS

12.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BIBLIOGRAFIA FILHO,Ubaldo Marques Porto,Editora. Rio Vermelho. Salvador: Amarv,1991 NEUFERT, Ernst. Arte de projetar em arquitetura: princípios, normas e prescrições sobre construção, instalações, distribuição e programa de necessidades, dimensões de edifícios, locais e utensílios. Traduzido da 21. ed. Alemã. 5. ed. São Paulo: Gustavo Gili do Brasil, 1976. xvi, 431 p. ilust. ARTIGOS Gazeta médica da Bahia 2010;80:1(JanAbr):117-133. II Fórum de História das Ciências e da Saúde, p. 128 SANTOS, E. et all (Org). Caminho das Águas de Salvador: Bacias Hidrográficas, Bairros e Fontes. Salvador: CIAGS/UFBA; SEMA, 2010. PEREIRA, R. M. A.; FILHO, J. A. A.; LIMA, R. V.; PAULINO, F. D. G.; LIMA, A. O. N.; ARAÚJO, Z. B. Estudos fenológicos de algumas espécies lenhosas e herbáceas da caatinga. Ciência Agronômica n.20, p.11-20, 1989 56

Módulo de Iluminação artificial; LACAM, departamento de conforto ambiental da faculdade de arquitetura de universidade federal da BahiaOutubro de 2012 FREITAS, M.A.De; SILVA, T.F.S. Mamíferos da Bahia: espécies continentais.Pelotas: USEB, 2005.131P. LINO, C. Ferreira. Planejamento estratégico da reserva da biosfera da Mata Atlântica 2003. - São Paulo: Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, 2003. 54 p. SITES htt ps://blogdoriovermelho.blogspot. co m . br/2014/10/hospital-nita-costa-o-rio-vermelhoja.html -Acessado em 10 de fevereiro de 2017 às 22:00h http://www.ubaldomarquesportofilho.com.br Acessado em 10 de fevereiro de 2017 às 19:00h IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e estatística. Disponível em: http://www.ibge.gov.br/cidadesat/ topwindow.htm Acessado em 03 de novembro de 2016.

SIM – sistema de informação municipal de salvador, 2017. Disponível em: http://www.sim.salvador. ba.gov.br. Acessado em 10 de Janeiro de 2017. http://www.wooz.org.br/culturafernando03.htm Acessado em 14 de Março de 2017 às 23:00h IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e estatística, 2011. Disponível em: http://www.ibge.gov.br/ cidadesat/topwindow.htm?1 Acessado em 22 de dezembrode 2016. LEIS E NORMAS Legislação Urbana-Salvador- PDDU 2008- LEI 740008 BAHIA. Conselho Estadual de Educação. No tocante ao Ensino da Arte; e com fundamento na Resolução CNE/CEB nº 4, de 13 de julho de 2010, que define as Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica, RESOLUÇÃO CEE Nº 110, de 29 de setembro de 2015. Relatora: Conselheira Ana Maria Silva Teixeira NBR5413/1992


FRACTAL

ACADEMIA DE ARTES VISUAIS

Ilustrações páginas 09 e 25 por Waldo Robatto páginas 48 e 51 por Bruno Marcello página 18 por Leonardo Maciel capa e páginas 13, 23, 27,33,52, 53 e 54 pelo Autor 57


TERRENO

18. 19

43.37

9

117.0

9

22.2

01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12

ESCULTURA

IBIS HOTEL FIXO

RO

56.16

BANCO FIXO MESA FIXA

36 18.

4.81 +9.15

FONTE

PISO INTERTRAVADO

+20.00 35 34 33 32 31 30

09 08 07 06 0504 03 02 01

24 23 22 21 20 19 18 17 16 15 14 13

EI AD

PARQUE DE ESCULTURAS +6.97

+19.00

VARANDA

3

.7

15

12 11 10 09 08 07 06 05 04 03 02 01

+5.08 +5.10

PASSEIO

CK DE

M

1110

+5.08

RA

DE

19 18 17 16 15 14 13 12

+15.36

+0.00

9 18.2

21 20 29 28 27 26 25 24 23 22

ACESSO

MU

13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24

RAMPA INCL.= 8%

7

14.6

+12.90

03

02 01 +13.00

FIXO 23 22 40.3 6

21

20

5.06

19 18 17 16

15

14

43

13

42

12

+5.10

41

11

40

10

39

00

7.

09

+10.00

38

08

JE LA

B EA RM E P IM

AD IZ IL

37

07

A

06

+20.00

MURO

36 35

05

34

04

33

ACESSO SOCIAL

61

32

60

31

59

30 +17.50

29

5

54

25 10 09 08 07 06

+5.08

55

26

13 12 11

3.2

56

27

+19.00

53

24

52

51

11.

05 04 03 02 01

51

VARANDA

MURO

57

28

8.71

+5.08

58

50

+14.00

49

+16.20

61.94

48 47

44 +12.50 01

PAS

5

05 04 03 02

. 96 40

11.99

+13.00

FIO

45 10 09 08 07 06

+16.20

2.8

+15.80

46

13 12 11

MEIO

+14.50

SEIO

MURO

A RU MI

.83

38

DO 50

1.

E NT

RA

+14.60

+7.50

GUARITA

A IT AR U G

83.54

LIXO

+10.20

ACESSO

ENTRADA MURO

RUA BARRO VERMELHO

MEIO FIO

+6.30

PASSEIO

MU

ME I

O

RO PASSEIO

CANTEIRO

FIO

+4.35

MEIO FIO

+9.00

CAMINHO +10.30

CALHA

ESCALA: 1/250

DE P

DO

A

EDR

RUA

RIA

ENA

ALV

POSTO SHELL

O

ELH

ERM

V RO

BAR

Neto Robatto

ARQUITETURA E URBANISMO

projeto data 16/03/2017

desenho Neto ROBATTO

escala

1/250


IBIS HOTEL

P1

B

P2

P3 SOBRE VIGA

CAPACIDADE 15000L

+0.00

58.32 0.15

3.30

0.12

0.12

1.60

0.10

P5

4.15

0.10

3.80

0.12

05

06

07

08

09

10

+0.00

+0.00

6.80x10.00 +3.30

+1.90

+0.00

+0.00

3.35

0.10

3.20

0.12 +0.00

0.80x2.10

2.40x0.50 H= 1.90

2.40x0.50 H= 1.90

2.40x0.50 H= 1.90

+0.00

+0.00

+0.00

P9

9.85

+0.00

SOBRE VIGA

SOBRE VIGA 0.15

20

08

21

07

22

06

23

05

24

04

25

1.45x0.25 H= 3.00 BRISE

1.45x0.25 H= 3.00 BRISE

70x210

1.00x2.10

P10

03

26

70x210

02

27 28

01

SALA DE COMPUTADORES

SALA DE COMPUTADORES

SALA DE COMPUTADORES

HALL 2.55

0.80x2.10

+0.00

P14

2.35

P13

SALA DE R.H.

1.00x1.00 H= 1.10

P12

09

+0.00

0.80x2.10

10

19

SANIT. P.N.E.

0.15

1.80

0.80x2.10

SOBRE VIGA

P8

GUARDA CORPO H=90

+0.00

18 17 16 15 14 13 12 11

70x210

0.10

P7

2.40x0.50 H= 1.90

0.10

2.00x2.10

-2.70

P11

2.40x0.50 H= 1.90

3.35

1.42

0.10

1.60

0.10

4.15

3.80

0.10

0.12

2.19

2.48

2.00

0.10

1.00x2.10 0.50x1.20 0.50x1.20 H= 1.10 H= 1.10 3.35

0.10

1.00x2.10 0.50x1.20 0.50x1.20 H= 1.10 H= 1.10 3.35

0.10

1.00x2.10 0.50x1.20 0.50x1.20 H= 1.10 H= 1.10 3.20

0.12

07

08

09

10

01

02

03

04

05

06

07

08

09

10 +0.00

-1.80

03

04

05

06

07

08

09

+0.00

P20

10.50 P18

2.50x3.50

P21

SOBRE VIGA

0.80x2.10

0.15

3.60

3.25

5.99

0.10

3.90

0.10

2.06

0.12

2.70

0.12

2.80

12.15

2.00x2.10

2.00x2.10

SOBRE VIGA

1.10

1.60 +0.00

P22

GALERIA P24

+0.00

P25

+0.00

1.80

5.24

P23

3.00x0.40 H= 3.00

3.00x0.40 H= 3.00

0.10

0.15

0.10

LIMPEZA

5.98

10.00

+0.00

2.00x2.10

P19

A

PREPARO

10

0.15

02

P17

70x210

01

2.30x3.50

8.54 12.45

-3.60

P16

2.75x3.50

LOJA

-2.70

P15

0.12

06

02

03

04

05

06

07

08

09

P29

P31

P30

1.00

D.M.L.

0.12

70x210

0.80x2.10

P28

01

+0.00

70x210

1.35

0.80x2.10

60x210

0.60x0.50 H= 1.90

1.50 0.12

P27 06 05 04 03 02 01

70x210

P26

0.80x2.10

-2.70

2.00x2.10

2.00x2.10

0.12

0.80x2.10

CAMARIM

10

4.00x5.00

10.00x5.00

10.00x5.00

8.40x5.00

COPA

3.00x0.40 H= 3.00

1,00x2,10 2.00x1.00 H= 1.10

+0.00

-1.80 +0.00

+1.80

+0.00 2.63

1.60

4.88

05

ACESSO

01 02 03 04 05 06 07 08 09 10

3.86

04

300x300

03

PORTA DE ENROLAR

02

2.60X1.00 H=1.10

01

3.00x3.50

+0.00

20.70

04

0.60x0.50 H= 1.90

0.10

10.20

03

2.00x1.00 H= 1.10

0.80x2.10

60x210 0.12

02

2.00x1.00 H= 1.10

6.67

5.28

01

06 05 04 03 02 01

CAMARIM

2.00x1.00 H= 1.10

3.11

0.60x0.50 H= 1.90

0.12 1.70

0.12

0.10

+0.00 P6

2.00x1.00 H= 1.10

P4

3.15

13.52

2.40

1.70

3.00

3.15

1.00

3.80

28.75

0.12

4.05

3.00x0.40 H= 3.00

0.12

4.05

3.00x0.40 H= 3.00

0.12

4.00

3.00x0.40 H= 3.00

0.12

0.08 0.55

3.00x0.40 H= 3.00

10 09 08 07 06 05 04 03 02 01

0.12

0.12

P32

7.79

0.12

77.82

B

RUA DO MIRANTE

15.35

6.15

0.12

16.43

0.12

0.12

0.95x10.00

3.42

0.95x10.00

1.55

P33

01 02 03

13 12 11

10

09 08 07 06

05 04 03

02 01

Neto Robatto

ARQUITETURA E URBANISMO

projeto data 16/03/2017

desenho Neto ROBATTO

escala

1/100


B

IBIS HOTEL

CAPACIDADE 15000L

+0.00

+0.00

+0.00

2.00x1.00 H= 1.10

0.60x0.50 H= 1.90

2.00x1.00 H= 1.10 01

CAMARIM

02

03

04

05

06

07

08

09

2.00x1.00 H= 1.10

0.60x0.50 H= 1.90

+0.00

+0.00

2.40x0.50 H= 1.90

6.80x10.00 +3.30

+1.90

GUARDA CORPO H=90

+0.00

18 17 16 15 14 13 12 11 +0.00 +0.00

-2.70

0.80x2.10

+0.00

1.45x0.25 H= 3.00 BRISE

70x210

1.00x2.10 1.00x1.00 H= 1.10

SALA DE R.H.

+0.00

70x210

03

04

05

06

07

08

09

2.40x0.50 H= 1.90

2.40x0.50 H= 1.90

+0.00

+0.00

+0.00

20

08

21

07

22

06

23

05

24

04

25

03

26

02

27 28

01

SALA DE COMPUTADORES

SALA DE COMPUTADORES

SALA DE COMPUTADORES

1.45x0.25 H= 3.00 BRISE

PROJ. SPLIT 18000btu

PROJ. SPLIT 18000btu

PROJ. SPLIT 18000btu

1.00x2.10 0.50x1.20 0.50x1.20 H= 1.10 H= 1.10

1.00x2.10 0.50x1.20 0.50x1.20 H= 1.10 H= 1.10

1.00x2.10 0.50x1.20 0.50x1.20 H= 1.10 H= 1.10

+0.00

CAIXA

3.00x3.50

02

2.40x0.50 H= 1.90

HALL

VITRINE

01

09

SANIT. P.N.E.

0.80x2.10 0.80x2.10

10

19 +0.00

0.80x2.10

70x210

10

ESTANTE

PISO INTERTRAVADO

A 01

-1.80

02

03

04

05

06

07

08

09

10

+0.00

LUGARES PARA= 220 PESSOAS + 4 CADEIRANTES

A

PREPARO +0.00

LIMPEZA LIXO

03

04

05

06

07

08

09

10

80cmX80cm

PISO LAMINADO DE MADEIRA

2.00x2.10

2.50x3.50

2.00x2.10

2.00x2.10

0.80x2.10

+0.00 PISO DE REVESTIMENTO

GALERIA +0.00

INDUSTRIAL

+0.00

3.00x0.40 H= 3.00

0.80x2.10

+0.00

70x210

0.80x2.10

PRATELEIRA

D.M.L.

CALHA DE CORRER COM

70x210

PISO DE REVESTIMENTO

05 04 03 02 01

01

02

03

04

05

06

07

08

09

10

4.00x5.00

10.00x5.00

10.00x5.00

8.40x5.00

COPA

3.00x0.40 H= 3.00

1,00x2,10 2.00x1.00 H= 1.10

+0.00

-1.80 +1.80

+0.00

01 02 03 04 05 06 07 08 09 10

+0.00

ACESSO

PISO EM CHAPA

JARDIM

10 09 08 07 06 05 04 03 02 01

3.00x0.40 H= 3.00

3.00x0.40 H= 3.00

3.00x0.40 H= 3.00

3.00x0.40 H= 3.00

PAINEL DE RIPAS DE MADEIRA

PISO DRENANTE

B

60x210

70x210

0.80x2.10

2.00x2.10

2.00x2.10

-2.70

3.00x0.40 H= 3.00

0.80x2.10

PISO DE REVESTIMENTO

CAMARIM

300x300

02

ESTANTE

01

PROJETADO

70x210

CAIXA DA LOJA E

PORTA DE ENROLAR

-3.60

BANCADA

-2.70

+0.00

2.30x3.50

LOJA

2.60X1.00 H=1.10

2.75x3.50

0.60x0.50 H= 1.90

RUA DO MIRANTE

2.40x0.50 H= 1.90

2.00x2.10

10

0.80x2.10

60x210

05 04 03 02 01

2.00x1.00 H= 1.10

0.95x10.00

0.95x10.00

DECK DE MADEIRA

PISO INTERTRAVADO

01 02 03

13 12 11

10

09 08 07 06

05 04 03

02 01

Neto Robatto

ARQUITETURA E URBANISMO

projeto data 16/03/2017

desenho Neto ROBATTO

escala

1/100


IBIS HOTEL

0.8 6

0.1 2

1.1 0x3 .80

8.8 8

1.1

0x3

.80 1.1

0x3

.80 1.1

0x3

.80 1.1

0x3

.80

0.1

1.1 0x3 .80

2

6.8 4

1.1 0x3 .80 1.1 0x3 .80 1.1 0x3 .80 1.1 0

x3.8

8.8

8

0

32.

1.1

0x3

13 . 95

SALA DE DESENHO

05

.80 1.1

0x3

.80 1.1

0x3

+5.10

.80 1.1

0.1

0x3

0.1

2

.80

2

1.1

0x3

1.1

0x2 .30

2.0 0 H= x1.00 1.1 0

.80

+5.10

0.1

1.1 0x3

2

.80

.10

0x2

19.04

1.1 0x3 .80

3.3

0

1.1

.10

1.85

0.12

6.60

10.34

.80

2.0 0x H= 1.00 1.1 0

1.7

2.4 0 H= x0.50 1.9 0

2.0 0 H= x1.00 1.1 0

+5.10

0.12

0x3

5

SALA DE DESENHO 2.0 0 H= x1.00 1.1 0

0.60x0.50 H= 1.90

6.80x10.00

+3.30

+1.90

0.10

0x2

0.95x10.00

5

1.0

1.0

4.85

0 1.1 0x3

4.4

0.12

x3.8

0.95x10.00

45

2

1.1 0

SALA DE DESENHO

6.45 1.90

8.8

1.1 0x3 .80

2.0 0 H= x1.00 1.1 0 10.

0.50

B

1.1 0x3 .80

PE

2.0 0

GU AR DA CO H ITO =0.90 RPO RIL H= 0.4 0

.80

2. 0 0 H= x1.00 1.1 0

+5.10 +5.10

2.0 0 H= x1.00 1.1 0

10

2.0 0 H= x1.00 1.1 0

0.12

9.82

0.12

23

05

24

04

25

03

26

02

1.0

GUARDA CORPO H=90

EM

CH

AP

A

EX

PA

ND

ID

A

01

+5.10

3.60

06

0.1 2

0x2

.10

+0.00

4.2 0

2.3 5

6.52

8.8

8

0.12

3.

2.00x1.00 H= 1.10

07

22

2.4 0 H= x0.50 1.9 0

4.40

1.00x2.10

6.93

21

+5.10

210

NDIDA A EXPA EM CHAP

08

27 28 +5.10

2.00x1.00 H= 1.10

2.35

70x 2

+5.10

1.00x2.10

09

20

GUARDA CORPO H=1,10

2.0 0 H= x1.00 1.1 0

10

19

3.40x4.90

18 17 16 15 14 13 12 11

SANIT. P.N.E.

+5.10

70x

2.00x1.00 H= 1.10

0.15

RUA DO MIRANTE

4.99

GUARDA CORPO H=1.10

11.77

+5.10

36

2.00x1.00 H= 1.10

0.1

5.4 0

1.00x2.10

2

1.00x2.10 10.25

21.90

0x3

8.9

.80

7

1.1

0x3 .80

20.

67

1.1

SALA DE PINTURA

+5.50

1.1

0x3

1.1

A

0.1 2

.80 0x3

.80

+5.10 4.7

1

+7.60

.80

2.0 0x H= 1.00 1.1 0

+5.10

SALA DE ANATOMIA

0x3

+5.10

7

3.9

+5.08

2.0 0 H= x1.00 1.1 0

1.10

2.00x1.00 H= 1.10

1.1

0.12

2.00x1.00 H= 1.10

1.00x2.10

VARANDA

HEIKE H=3.60

GUARDA CORPO H=1,10

8.05

2.00x1.00 H= 1.10

7

10.30

2.00x1.00 H= 1.10

1 3.

A

10.12

GUARDA CORPO H=1,10

5.75

SALA DE PERSPECTIVA

2.0 0 H= x1.00 1.1 0

+5.40

0.1 5

SALA DE DESENHO

1.1

0x3

.80

+5.10

1.1

JARDIM

0x3

.80

1.1

5

LAJE IMPERMEABILIZADA

0.10

MARQUISE

BIBLIOTECA 1.34

0.12

6.93

0.12

10.16

0.12

10.21

0.03

20.27 +5.10

10 09 08 07 06 05 04 03 02 01

+5.08

1.0

0x2 .

+5.10

10

2.0 0 H= x1.00 1.1 0

+0.00

VARANDA

RP 2.0 0 H= x1.00 1.1 0

0.10

0

2.0 0 H= x1.00 1.1 0

2.0 0 H= x1.00 1.1 0

+1.80

0.8

2.0 0 H= x1.00 1.1 0

2.0 0 H= x1.00 1.1 0

4

+5.08

LAJE IMPERMEABILIZADA

2.0 0 H= x1.00 1.1 0

10

+5.08

LAJE IMPERMEABILIZADA

2.0 0x H= 1.00 1.1 0

,10

6.6

4.49

4.59

+5.10

0x2

=1,

8.45

+5.10

1.0

2.0 0 H= x1.00 1.1 0

CO

4.80

SALA DE PINTURA

AR DA

1.8

21.10

GU

0.15

2.0 0 H= x1.00 1.1 0

2.0 0 H= x1.00 1.1 0

+5.08

2.0 0 H= x1.00 1.1 0 2.0 0 H= x1.00 1.1 0

LAJE IMPERMEABILIZADA

0.1

50.15

2

PA RAM % i=08

.10

1.0

0x2

0x2 .10

B

2.2

5x4 .

90

16.7

2

4 2.4

0.1

2

1.8

2.0

9

3.50

.80

2.0 0 H= x1.00 1.1 0

2.0 0 H= x1.00 1.1 0

3

0x3

0

10.20x2.30

1.45x0.25 H= 3.00 BRISE

02 03

2.0

1.1

3.6

1.45x0.25 H= 3.00 BRISE

+4.50

2.0 0 H= x1.00 1.1 0

H=

1.45x0.25 H= 3.00 BRISE

TO

01

0

1.45x0.25 H= 3.00 BRISE

1.89

6.90x2.30

0.12

0.15

4.90x2.30

2.0 0x H= 1.00 1.1 0

EN

HE IKE

AS S

CABINE DE DESENHO DETALHE 01

.80

OH

PRATELEIRA

+5.08 1.1 0x3

25.

2.0

0x4

.90

7.

00

7.8

8

22

0.1

2

DETALHE 01

0.1

2

01 02 03

13 12 11

10

09 08 07 06

05 04 03

02 01

Neto Robatto

ARQUITETURA E URBANISMO

PLANTA BAIXA DO PAVIMENTO 2 projeto data 16/03/2017

desenho Neto ROBATTO

escala

1/100


IBIS HOTEL

1.1 0x3 .80 1.1

0x3

.80 1.1

0x3

.80 1.1

0x3

EM POLICARBONATO BRANCO 40mm

.80 1.1

0x3

.80

1.1 0x3 .80 1.1 0x3 .80 1.1 0x3 .80 1.1 0x3 .80 1.1 0

x3.8

0 1.1

0x3

.80 1.1

0x3

SALA DE DESENHO

.80 1.1

0x3

+5.10

.80 1.1

0x3

.80 1.1

0x3

2.0 0 H= x1.00 1.1 0

1.1

0x2 .30 1.1 0x3 .80

2.0 0 H= x1.00 1.1 0

1.1 0

SALA DE DESENHO

PISO PORCELANATO

x3.8

0 1.1 0x3

.80

+5.10

1.0

0x2

1.1 0x3

.80

.10

PISO PORCELANATO

1.0

0x2

.10

1.1 0x3 .80

1.1

0x3

.80

2.0 0x H= 1.00 1.1 0

2.4 0 H= x0.50 1.9 0

2.0 0 H= x1.00 1.1 0

+5.10

0.60x0.50 H= 1.90

SALA DE DESENHO INFANTIL

2.0 0 H= x1.00 1.1 0

6.80x10.00

+3.30

+1.90

+5.10

PISO EM CHAPA

+5.10

2.0 0 H= x1.00 1.1 0

10

2.0 0 H= x1.00 1.1 0

70x 2

+5.10

PISO DE REVESTIMENTO

1.00x2.10 PISO PORCELANATO

1.0

0x2

.10

1.00x2.10

2.00x1.00 H= 1.10

VENDA DE MATERIAIS DE ARTE

06

23

05

24

04

25

03

26

02

GUARDA CORPO H=90

EM

CH

AP

A

EX

PA

ND

ID A

01

+5.10 PISO EM CHAPA

+0.00

1.00x2.10 05

05

04

04

03

03

02

02

01

01

SALA DE ANATOMIA

PISO PORCELANATO

DISPLAY

GUARDA CORPO H=1,10

ARQUIBANCADA

DISPLAY

ARQUIBANCADA

+5.10

2.00x1.00 H= 1.10

2.00x1.00 H= 1.10

2.00x1.00 H= 1.10

2.0 0 H= x1.00 1.1 0

1.00x2.10 PROJETADO DETALHE 02

1.1

0x3

.80 1.1

0x3 .80

2.00x1.00 H= 1.10

1.00x2.10 1.1

SALA DE PINTURA

+5.10

+7.60

+5.10

SALA DE PERSPECTIVA

+5.10

+5.50

.80

2.0 0x H= 1.00 1.1 0

SALA DE DESENHO COM MODELOS

0x3

1.1

A

0x3

.80 1.1

0x3

.80

EM POLICARBONATO BRANCO 40mm

PISO PORCELANATO

DESENVOLVIDO 05 MESA DE APOIO H=1,10

04

03

02

01

+5.40

01

02

03

04

05

LOUSA EM VIDRO BRANCO 2.00X1.20 H=0.90

2.0 0 H= x1.00 1.1 0

HEIKE H=3.60

GUARDA CORPO H=1,10

07

22

2.4 0 H= x0.50 1.9 0

PISO PORCELANATO

+5.08

21

+5.10

210

A PANDID

08

27 28 +5.10

A EX EM CHAP

2.00x1.00 H= 1.10

09

20

GUARDA CORPO H=1,10

LOUSA EM VIDRO BRANCO 2.00X1.20 H=0.90

10

19

3.40x4.90

2.0 0 H= x1.00 1.1 0

2.00x1.00 H= 1.10

VARANDA

SANIT. P.N.E.

+5.10

70x

RUA DO MIRANTE

GUARDA CORPO H=1.10

18 17 16 15 14 13 12 11

2.00x1.00 H= 1.10

0.95x10.00

PE

1.1 0x3 .80

LOUSA EM VIDRO BRANCO 2.00X1.20 H=0.90

0.95x10.00

GU AR DA CO H ITO =0.90 RPO RIL H= 0.4 0

LOUSA EM VIDRO BRANCO 2.00X1.20 H=0.90

B

.80

2. 0 0 H= x1.00 1.1 0

LOUSA DE VIDRO TRANSPARENTE FEITA SOB MEDIDA 2.00X1.20 H=0.90

STAND PARA MODELOS

SALA DE DESENHO 1.1

0x3

.80

+5.10

1.1

JARDIM

0x3

.80

0.08 0.18 PRATELEIRA

+5.08

2.0 0 H= x1.00 1.1 0

+5.10

LAJE IMPERMEABILIZADA

+5.08

LAJE IMPERMEABILIZADA

1.0

2.0 0 H= x1.00 1.1 0

0x2

,10

LAJE IMPERMEABILIZADA

TRILHO

2.0 0 H= x1.00 1.1 0 2.0 0 H= x1.00 1.1 0

PISO PORCELANATO

VARANDA +5.08

RP 2.0 0 H= x1.00 1.1 0

MARQUISE

ESQUADRIA TIPO HEIKE

SALA DE PINTURA

2.0 0 H= x1.00 1.1 0

+1.80

0.1 8 0 .08

2.0 0 H= x1.00 1.1 0

2.0 0 H= x1.00 1.1 0

PONTOS BRANCOS

ME S AP A DE O H= IO 1,1 0

+5.10

2.0 0x H= 1.00 1.1 0

+5.08

VIDRO ISOLANTE DE GRADE

PISO PORCELANATO

10

2.0 0 H= x1.00 1.1 0

2.0 0 H= x1.00 1.1 0

=1,

2.0 0 H= x1.00 1.1 0

10.20x2.30

.80

OH

1.45x0.25 H= 3.00 BRISE

0x3

CO

1.45x0.25 H= 3.00 BRISE

02 0 +4.50 3

1.1

AR DA

1.45x0.25 H= 3.00 BRISE

01

LOUSA EM VIDRO BRANCO 2.00X1.20 H=0.90

1.0

0x2 .

+5.10

10

2.0 0 H= x1.00 1.1 0

GU

1.45x0.25 H= 3.00 BRISE

2.0 0 H= x1.00 1.1 0

0

6.90x2.30

TO

3.6

PARA MODELO VIVO PROJETADO

4.90x2.30

2.0 0x H= 1.00 1.1 0

EN

H=

AS S

CABINE DE DESENHO DETALHE 01

.80

HE IKE

ESQUADRIA TIPO HEIKE

1.1 0x3

+5.08

2.0 0 H= x1.00 1.1 0

+0.00

2.0 0 H= x1.00 1.1 0

10 09 08 07 06 05 04 03 02 01

LAJE IMPERMEABILIZADA

.10

1.0

0x2

0x2 .10

2.0

RAMPA i=08%

BIBLIOTECA +5.10

0x4

.90

B

2.2

5x4 .

90

PISO DE REVESTIMENTO

2.0

DETALHE 02

01 02 03

13 12 11

10

09 08 07 06

05 04 03

02 01

Neto Robatto

ARQUITETURA E URBANISMO

LAYOUT DO PAVIMENTO 2 projeto data 16/03/2017

desenho Neto ROBATTO

escala

1/100


IBIS HOTEL

1.1 0x3 .80 1.1

0x3

.80 1.1

0x3

.80 1.1

0x3

.80

1.7 5 1.9

1.1

0x3

.80

0

1.1 0x3 .80

e

1.1 0x3 .80

3.1

EM POLICARBONATO BRANCO 40mm

1.1 0x3 .80

5.1 5

1.1 0x3 .80

1

1.1 0

SALA DE DESENHO

x3.8

0

e

3 .3

4

e

1.1

0x3

2.6 2

1.1

0x3

.80

1.7 5

e

e

.80

1.1

0x3

1.8 5

+5.10

.80 1.1

e

3.1 2

0x3

.80

4

1.1

.80

0

B

2. 0 0 H= x1.00 1.1 0

1.1 0x3 .80 1.1

3.1 1

0x2 .30

e

2.0 0 H= x1.00 1.1 0

1.1 0x3 .80

e

3

e

3.3

2.0 0 H= x1.00 1.1 0

2.6 SALA 2

1.1 0

x3.8

DE DESENHO

0 1.1 0x3

.80

5

+5.10

1.7

PE

GU AR DA CO H ITO =0.90 RPO RIL H= 0.4 0

1.6

0x3

7.0

e

e

1.8

5

3.1

1.0

1.1 0x3

e

2

.80

0x2

.10

1.1 0x3 .80

6.9

3

1.1

0x3

.80

2.0 0x H= 1.00 1.1 0

3.1

1

2.4 0 H= x0.50 1.9 0

e

2.0 0 H= x1.00 1.1 0

e

3.3 3

+5.10

SALA DE DESENHO

e

0.60x0.50 H= 1.90

2.6 2

2.0 0 H= x1.00 1.1 0

+3.30

+1.90

+5.10

e

e

6.80x10.00

0.95x10.00

.10

0.95x10.00

0x2

1.6 4

1.0

+5.10

10 70x 2

+5.10

1.00x2.10

2.0 0 H= x1.00 1.1 0

2.07

07

22

06

23

05

24

04

25

03

26

02

1.0

GUARDA CORPO H=90

EM

CH

AP

A

EX

PA

ND

ID A

01

0x2

.10

+5.10

+0.00

2.4 0 H= x0.50 1.9 0

2.00x1.00 H= 1.10

a

21

+5.10

210

A PANDID

08

27 28 +5.10

A EX EM CHAP

09

20

GUARDA CORPO H=1,10

e

2.0 0 H= x1.00 1.1 0

10

19

3.40x4.90

4 1 .6

2.0 0 H= x1.00 1.1 0

2.00x1.00 H= 1.10

a

SANIT. P.N.E.

+5.10

1.00x2.10

2.00x1.00 H= 1.10

18 17 16 15 14 13 12 11

2

70x

RUA DO MIRANTE

GUARDA CORPO H=1.10

3.1

+5.10

2.00x1.00 H= 1.10 1.00x2.10

1.00x2.10

5 1

2.6

2 1.1

.80

2.0

1.1

2.0 0x H= 1.00 1.1 0

0x3

.80

2.0 0 H= x1.00 1.1 0

2.0 0 i

+5.10 2.4

0x2

9 i

2.2

8

2.0 0 H= x1.00 1.1 0

i

2.0 0 H= x1.00 1.1 0 MARQUISE

VARANDA +5.08

RP

2.0 0 H= x1.00 1.1 0

+1.80

2.2 1

2.0 0 H= x1.00 1.1 0

=1,

2.0 0 H= x1.00 1.1 0

OH

2.0 0 H= x1.00 1.1 0

0

,10

CO

1.0

2.0 0 H= x1.00 1.1 0 2.0 0x H= 1.00 1.1 0

+5.08

i

AR DA

+5.08

SALA DE PINTURA

1.0

0x2 .

+5.10

10

2.0 0 H= x1.00 1.1 0

GU

2.0 0 H= x1.00 1.1 0

+5.10

e

2.0 0 H= x1.00 1.1 0

2.0 0 H= x1.00 1.1 0

10.20x2.30

1.1

i

3.6

2.0 0 H= x1.00 1.1 0

H=

EN

TO

.80

1

AS S

+5.08 1.1 0x3

HE IKE

1.45x0.25 H= 3.00 BRISE

.80

i

1.6

1.45x0.25 H= 3.00 BRISE

JARDIM

0x3

3.1 2

1.87

1.45x0.25 H= 3.00 BRISE

0x3

+5.10

d

02 0 +4.50 3

1.45x0.25 H= 3.00 BRISE

e

4

d

3.22

PRATELEIRA

1.98

2.07

d

01

6.90x2.30

e

SALA DE DESENHO

10

SALA DE PERSPECTIVA

e

b

4.90x2.30

EM POLICARBONATO BRANCO 40mm

.80

3.0

a

0x3

3.1

d

c a

1.1

2

c

c

b

2.35

4.84 2.01

b

d

e c

R0.6 3 2.40

.80

c +5.40

c

2.35

A

0x3

0

4.99

1.1

5.1 4

1.5

4.01

3.00

c

d

2.35

c

0x3

.80

+5.10

+5.50

1.1

3

+7.60

+5.10

0x3 .80

e

2.05

SALA DE ANATOMIA +5.10

1.1

0

1.00x2.10

2.40

.80

1.9

3.3

a

0x3

2.00x1.00 H= 1.10

2.0 0x H= 1.00 1.1 0

2.13

2.00x1.00 H= 1.10

2.0 0 H= x1.00 1.1 0

a

2.05

b

2.13

3.01

+5.08

b

2.00x1.00 H= 1.10

1.1

1.7

b

2.40

VARANDA

2.00x1.00 H= 1.10

1.88

3.01

SALA DE PINTURA 3.54

HEIKE H=3.60

A

GUARDA CORPO H=1,10

1.98

2.0 0 H= x1.00 1.1 0

GUARDA CORPO H=1,10

+5.08

2.0 0 H= x1.00 1.1 0

+0.00

BIBLIOTECA

2.0 0 H= x1.00 1.1 0

10 09 08 07 06 05 04 03 02 01

LAJE IMPERMEABILIZADA

.10

1.0

RAMPA i=08%

2.0

0x2

0x2 .10

2.0

0x4

.90

B

2.2

5x4 .

90

+5.10

01 02 03

13 12 11

10

09 08 07 06

(IRC) que deve aproximar-se de 100 para se assemelhar a cor natural.

05 04

Kelvin.

03

02 01

Neto Robatto

ARQUITETURA E URBANISMO

projeto data 16/03/2017

desenho Neto ROBATTO

escala

1/100


IBIS HOTEL

B

RU

FO

RU FO

INC

L.=

INC L

7%

.=7 %

RU FO

INC L.= 7% CAPACIDADE 5000L

INC L

.=7 % 20000 L R.T.I.______ 5000 L LAJE IMPERMEABILIZADA

10000 L 15000 L

+5.10

+10.00

+10.50

+12.90

LAJE IMPERMEABILIZADA

+10.00

+5.10

+0.00

ESCADA DE MARINHEIRO TUBO DE QUEDA PARA +10.00

INCL.=7%

INCL.=7%

+10.00

A

+13.00

INCL.=7% INCL.=2%

INC

L.=

INCL.=7%

7%

+5.08

JARDIM

TU BO

DE

QU E

DA P

AR

A

VIDRO ISOLANTE DE GRADE

INC

L.=

PONTOS BRANCOS

7%

FO

LAJE IMPERMEABILIZADA

+5.08

+10.00

+5.08

INC

L.= 7%

INC

L.=

7%

RU FO

+5.08

RU

A

B

RUA DO MIRANTE

CAPACIDADE TOTAL______ 25000 L

01 02 03

13 12 11

10

09 08 07 06

05 04 03

02 01

Neto Robatto

ARQUITETURA E URBANISMO

PLANTA DE COBERTURA projeto data 16/03/2017

desenho Neto ROBATTO

escala

1/100


TIRA PARA COBRIMENTO DA BORDA

ESQUEMA DE CORTE EM PLANTA

A

A

DETALHE 03

RUFO

4.20

2.80

8.00

BRISE

TRILHO DE LUZ

CABINE PARA DESENHO DE VIDRO ISOLANTE DE GRADE EM POLICARBONATO BRANCO 40mm

ARQUIBANCADA

13.00

1.00

PONTOS BRANCOS

2.80

1.10

1.10

RODOPIA

+8.70

+8.70

4.50

GRADIL

5.00

MURO PARA AULAS DE GRAFITTI

PRAT.

+8.70

STAND PARA MODELOS

SALA DE DESENHO COM MODELO

SALA DE PINTURA

VARANDA

PRAT.

+5.40

PRATELEIRA

4.30

5.10

MURO PARA AULAS DE GRAFITTI

+8.70

SALA DE DESENHO DE PERSPECTIVA 0.10 0.60

SALA DE DESENHO

7.10

PRAT.

RODOPIA

BANCO BAIXO +3.60

+3.60 LIXEIRA

LIMPEZA

PREPARO

FOYER

LOJA 10 09 08 07 06 05 04

+1.80

03 02 01

MURO

+0.60

0.90

+1.50

+0.10

+0.00

RUA DO MIRANTE

VIDRO ISOLANTE DE GRADE PONTOS BRANCOS

VIDRO ISOLANTE DE GRADE PONTOS BRANCOS

B

1.60

ESQUEMA DE CORTE EM PLANTA

1.40

PINTURA BRANCO NEVE

8.00

0.30

BARRILETE

PONTOS BRANCOS 5.20

EM POLICARBONATO BRANCO 40mm

VIDRO ISOLANTE DE GRADE

CABINE PARA DESENHO DE

4.90

EM POLICARBONATO BRANCO 40mm

+5.10

B DECK DE MADEIRA

BRISE DE MADEIRA

4.50

BRISE DE MADEIRA 4.50

5.10

0.50

LAJE IMPERMEABILIZADA

+0.00

+0.00

GALERIA

CONCRETO APARENTE

VIDRO ISOLANTE DE GRADE PONTOS BRANCOS

PINTURA PRETO ACETINADO

MARQUISE EM CONCRETO

PINTURA BRANCO NEVE

CONCRETO APARENTE

MARQUISE EM POLICARBONATO

ABERTURAS NA ALVENARIA PARA

CONCRETO APARENTE

BRISE DE MADEIRA

CONCRETO APARENTE

Neto Robatto

ARQUITETURA E URBANISMO

CORTE E FACHADA projeto data 16/03/2017

desenho Neto ROBATTO

escala

1/100

FRACTAL -Academia de Artes Visuais  

Trabalho final de graduação.

FRACTAL -Academia de Artes Visuais  

Trabalho final de graduação.

Advertisement