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RIBATEJO Março 2019 • Ano IV • Nº42

Secretário de Estado da Economia esteve presente na sessão 2IN, do IAPMEI

Novo Sistema de Incentivos à Inovação apresentado em Santarém P.42

Investimento 70 ME em bioparque apresentado em Vila Nova da Barquinha P.13

Sumol+Compal quer investir 25 milhões em Almeirim P.20

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Consultoria, Recursos Humanos & Tecnologias

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ÍNDICE

RIBATEJO Março 2019 • Ano IV • Nº42

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Desenvolvimento Regional

Viver o Tejo

05 Notícias

28 Luís Vaz de Camões

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12 Cartaxo convoca empresários e comerciantes para discutir Plano Estratégico para o Comércio Local 13 Investimento de 70 ME em bioparque apresentado em Vila Nova da Barquinha 14 Agromais Plus comemora 20 anos e distingue os melhores agricultores de 2018 16 Digidelta na Portugal Print

18 Finance for Growth junta consultoria, formação executiva e acesso a novas formas de financiamento

20 Sumol+Compal quer investir 25 milhões em Almeirim

Informação e Apoio

22 Entrada em vigor do novo quadro europeu em abril de 2019 24 Comissão apresenta resultados do Plano de Ação para a Economia Circular 26 eportugal.gov.pt combate a burocracia eletrónica e simplifica relações com Administração

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Empreendedorismo e Inovação 30 Notícias

36 Rara: empresa na área alimentar nasce no Cartaxo 38 Lotevias Construções com presença renovada na internet

40 Grupo Compta vence final mundial do IBM Watson Build 42 Novo Sistema de Incentivos à Inovação apresentado em Santarém

Internacionalização 44 Notícias

48 Essence Inn Marianos: O hotel inclusivo que também quer ser internacional

50 Acordo de Parceria Económica entre União Europeia e Japão aporta grandes oportunidades para as empresas 52 Polónia é o maior mercado de investimento para Portugal na Europa Central e do Leste 54 MOMSteel comemora 10 anos em França

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EDITORIAL

EDITORIAL

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m dos maiores obstáculos que se coloca hoje à competitividade das empresas reside na escassez de recursos humanos qualificados, problema transversal a praticamente todos os setores da economia. Da agricultura ao turismo; do têxtil ao calçado; da construção civil à mecânica, à eletrónica, à automação, são milhares as ofertas de emprego que ficam por preencher por falta de candidatos. A quebra demográfica, a emigração, a diminuição do desemprego são alguns fatores que podem justificar esta situação, no entanto, deve preocupar-nos o facto de serem cada vez menos os jovens que optam por uma qualificação em áreas técnicas, como a eletricidade, eletrónica, automação ou mecânica, comprometendo assim a esperança de que esta situação possa ser invertida a médio prazo. São também poucos os desempregados dispostos a abdicar dos benefícios sociais de que usufruem em troca de uma reconversão profissional. Daqui resulta que, neste momento, há projetos empresariais que não avançam porque os empresários não conseguem encontrar profissionais disponíveis, ao passo que outros projetos apenas conseguem funcionar a meio-gás, com as suas equipas reduzidas ao mínimo. Estas dificuldades são também comuns às empresas do Ribatejo, onde as indústrias mais tecnológicas e mais dependentes de mão-obra especializada são mais penalizadas. Apesar de algumas medidas positivas que já avançaram,

FICHA TÉCNICA Diretora: Maria Salomé Rafael Conselho Redatorial: Cláudia Monteiro Sandra Pereira ribatejo.invest@nersant.pt

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Publicidade: Maria João Rodrigues maria.joao@nersant.pt Propriedade: NERSANT, AE. Várzea de Mesiões - Apartado 177 2354-909 Torres Novas Tel.: 249 839 500 | Fax: 249 839 509 www.nersant.pt

como a Formação Financiada para Empregados e Desempregados, a escassez de recursos qualificados é um problema demasiado grave que exige medidas urgentes e pragmáticas. Deve ser prioritária a aposta na formação e na qualificação inicial de jovens, direcionando-os para as áreas mais técnicas, onde a empregabilidade é quase garantida, envolvendo as famílias, as escolas e as empresas neste esforço conjunto. É importante que se acabem com todos os preconceitos e estereótipos discriminatórios relativos a algumas profissões e que têm conduzido ao afastamento dos jovens de determinadas áreas, até agora socialmente desvalorizadas. O mundo em que vivemos mudou. A tecnologia que nos rodeia, obrigou a mudanças nas competências e nos perfis funcionais de praticamente todas as profissões. Se queremos empresas competitivas, necessitamos de formar profissionais de grande qualidade, e em número suficiente, que permita responder à procura do mercado de emprego. Felizmente, temos no distrito infraestruturas de educação e formação, como Escolas Profissionais, Institutos Politécnicos, Centros Tecnológicos e de Formação Profissional, dotados de excelentes condições, que podem contribuir para uma solução que venha a ser desenhada. Vamos, então, reunir esforços e iniciar este trabalho, em conjunto.

Periodicidade: Mensal Tiragem: 250 exemplares

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Maria Salomé Rafael

Presidente da Direção da NERSANT

Isento de registo na ERC ao abrigo do decreto regulamentar 8/99 de 9/6 artigo 12.º, n.º 1 a)

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DESENVOLVIMENTO REGIONAL

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Sotecnisol Power & Water celebra contrato com CNEMA A Sotecnisol Power & Water celebrou um contrato com o CNEMA – Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas, Santarém, para o fornecimento, instalação e colocação em serviço de um sistema fotovoltaico em Carparque de 816 kWp, que permitirá disponibilizar estacionamento coberto para cerca de 360 viaturas. Para a Sotecnisol Power & Water, esta obra representa um marco bastante importante da sua atividade, uma vez que é uma das maiores instalações fotovoltaicas em Carparque feitas em Portugal. A Sotecnisol Power & Water reforça assim a sua liderança no setor das instalações fotovoltaicas de média dimensão (até 1 MW) em Portugal, com quase duas dezenas de MW instalados. A Sotecnisol Power & Water faz parte

do Grupo Sotecnisol e encontra-se vocacionada para o fornecimento de soluções completas de aproveitamento e utilização de energias renováveis, implementação de sistemas de eficiência energética, proteção ambiental e tratamento de águas e resíduos. A sua oferta diferencia-se pela elevada qualidade dos produtos e serviços, suportada por profissionais com larga expe-

riência no setor e parceiros de referência no mercado. Por outro lado, a oferta de soluções combinadas com outras unidades de negócio da Sotecnisol, assim como mecanismos de partilha de investimento com os seus clientes, tornam as soluções da Sotecnisol Power & Water únicas no mercado nacional. Os interessados em saber mais sobre a empresa podem fazê-lo no seu portal, em www.sotecnisol.pt.

Casal da Coelheira recebe Prémio Excelência 2018 A empresa de vinhos Casal da Coelheira, do Tramagal, recebeu da Revista de Vinhos o Prémio Excelência 2018 pelo seu vinho MYTHOS, de 2015. O néctar é caracterizado no portal da empresa como “um vinho moderno de elevada concentração, rico em

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aromas florais e intenso em sabores de frutos vermelhos maduros e confitados e com uma estrutura robusta apresenta grande volume e taninos sólidos, transmitindo dimensão e exuberância”. Sendo considerado Prémio Excelên-

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cia 2018, o MYTHOS está assim entre os 30 melhores vinhos provados pela revista. De acordo com a empresa na sua página de facebook, este prémio é “motivo de orgulho para toda a empresa”, dando motivação à estrutura para continuar a fazer “vinhos especiais”.

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Glu Glu Free certificada com símbolo APC A Glu Glu Free, marca que aposta na confeção e distribuição de pastelaria e padaria naturalmente sem glúten e sem açúcar e farinha refinados, é a primeira empresa de Rio Maior certificada com o símbolo APC (Associação Portuguesa de Celíacos). Esta certificação significa a “isenção de glúten” no seu processo produtivo. Pronunciando-se quanto à certificação agora obtida, a Glu Glu Free afirmou que “é muito importante poder contribuir para aumentar a oferta aos celíacos e seus familiares, através da

certificação APC/BIOTRAB dos produtos da sua marca. É muito gratificante poder ajudar a encontrar soluções para os problemas específicos que decorrem desta patologia com características particulares”. Ainda de acordo com a empresa “é nossa prioridade adotar procedimentos para a adequação dos produtos às necessidades atuais dos consumidores. Com esta certificação da unidade industrial, todos os produtos fabricados pela Glu Glu Free estão isentos de glúten”.

tecnipec nas XI Jornadas Hospital Veterinário Muralha de Évora A tecnipec esteve presente nas XI Jornadas Hospital Veterinário Muralha de Évora, que se realizaram nos dias 22 e 23 de fevereiro no Évora Hotel. Organizado pelo Hospital Veterinário Muralha de Évora em parceria com a Equimuralha, o evento é uma referência nacional no que respeita à produção pecuária e equina. Nesta edição, os temas em destaque foram “Globalização na produção pecuária: metas e desafios” (na Sala

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Ruminantes) e “Seleção e maneio: o sucesso na produção equina” (na Sala Equinos), para além da realização do I Seminário Ibérico do Porco Alentejano. A tecnipec aproveitou ainda a sua presença em Évora para apresentar o novo reidratante para vitelos VITAVITEL, o novo Programa Alimentar Completo para Ovinos e Caprinos de Leite e o Programa Completo para Pré-condicionamento de Novilhos de

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Engorda PODIUM. De referir que a tecnipec é uma empresa de Montalvo dedicada ao desenvolvimento e comercialização de pré-misturas, rações, misturas de cereais, leites de substituição e outros produtos para suínos, bovinos, pequenos ruminantes, cavalos, aves, coelhos e animais de estimação, atestando a sua segurança, qualidade e eficácia. Celebrou o seu 20.º aniversário no mês de fevereiro.

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Empresa concessionária do Centro Náutico de Constância abre Fluviário e Centro Interativo A empresa concessionária do Centro Náutico de Constância inaugurou no dia 23 de fevereiro, neste espaço, o Foz do Zêzere – Fluviário & Centro Interactivo. O fluviário é totalmente dedicado às espécies autóctones e exóticas/invasoras da zona da Foz do Zêzere (percurso final do Rio Zêzere e rio Tejo na região deste afluente) com informação científica e comum da fauna aquática com diversas curiosidades e informação dedicada aos diversos graus de ensino

e diversas idades. É composto por 16 tanques, sendo o maior com capacidade para 2 mil litros, e cerca de 20 espécies diferentes, numa primeira fase. As espécies autóctones estão representadas pelo barbo, boga, verdemã do sul, escalos, bordalos e camarões ibéricos, entre outras. Relativamente às espécies invasoras, o fluviário vai ter carpas, siluros (peixe-gato), alburnos, pimpões, lúcios-perca, gambúsias e percas-sol, entre outros. A entrada individual permite a visita-

ção ao fluviário, visualização do filme documentário com óculos RV, atividade de simulação de prospeção do ouro no rio e acesso à esplanada com vista sobre Constância e a Foz do Rio Zêzere. Com vista panorâmica sobre o Rio Zêzere e sobre a vila de Constância, o “Foz do Zêzere” dispõe de espaços relvados, cafetaria e torre de escalada com rappel e slide de 140m. Apesar de ter sido inaugurado a 23 de fevereiro, o novo espaço abre ao público a partir de 23 de março.

360º Soluções inaugurada em Abrantes O centro histórico de Abrantes está agora mais rico, graças à abertura de uma nova empresa, pela iniciativa do promotor Carlos Mendes. A 360º Soluções, empresa dedicada à mediação de seguros e consultoria financeira, está agora instalada na casa onde nasceu o Maestro Henrique Santos e Silva, junto às igrejas de S. João e da Misericórdia, edifício recentemente revitalizado. O presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Manuel Valamatos, e o vereador Luís Dias estiveram na inauguração do espaço para darem as boas vindas a Abrantes e desejarem sucessos a esta empresa jovem e dinâmica. A inauguração aconteceu na tarde de 22 de fevereiro.

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Marecos comemora 55 anos

Entre 1964 e 1974, a empresa Marecos, Lda. fabricou e desenvolveu, em Luanda, equipamento de frio, designadamente Frio Doméstico, Frio Comercial, Frio de Transporte e Frio Industrial, tendo atingindo grande dimensão e prestígio, ainda hoje reconhecido. Por razões sociopolíticas, surge a necessidade da sua deslocalização para Portugal (Tremês, Santarém) assumindo a designação de Olitrem - Sociedade de Destilação de Óleos e Refrigeração, S.A., tendo como principal objetivo a “Extração de óleos Vegetais para Perfumaria”. Em 1993, esta empresa alarga os seus horizontes à Representação, Construção e Reparação de Equipamento de Frio, passando gradualmente a ser esta a sua principal atividade. Adquire então os direitos da marca registada Marecos, fazendo uma atualização de nome e de pacto social, no ano de 1999, para Olitrem, Indústria de Refrigeração, S.A. A Olitrem acaba de assinalar os 55 anos da marca Marecos. De acordo com a empresa, “a marca conta atualmente com 185 colaboradores que diariamente garantem a entrega aos 25 mercados onde está presente, dos melhores produtos e das melhores soluções. O compromisso com os parceiros de negócio e a forte presença no mercado levaram a marca a crescer cada vez mais e melhor. Celebramos, assim, mais um ano de história, enaltecendo as conquistas ao longo dos anos e a chegada de novos desafios”.

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Campeonato de Portugal de Karting de regresso ao Funpark em Fátima O Campeonato de Portugal de Karting está de regresso ao circuito de Fátima nos dias 13 e 14 de abril. Nesta que é uma das mais emblemáticas provas de competição ligadas ao karting a nível nacional, estão já inscritos mais de 100 pilotos. A empresa Jouguinho, S.A. dá corpo ao Funpark em Fátima, que vai acolher nos dias 13 e 14 de abril o Campeonato de Portugal de Karting. Em jeito de convite para acompanhar o evento, a empresa apresenta o seu espaço, que dispõe de todas as comodidades para a visita. O Funpark, para além de ser conhecido pela sua pista com cerca de 1.180m de extensão, também é procurado pelo seu parque de natureza e aventura, onde é possível realizar atividades tão diversas como slide, escalada, rapel, arborismo, percurso de orientação

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pedestre e paintball. Possui ainda um campo polivalente com relva sintética bem como parques de estacionamento com cerca de 15.000m2. Paralelamente, é complementado pelo serviço de snack-bar ou de restauração: conta com duas salas de refeição, uma com capacidade para 200 pessoas, e outra para 300, e duas cozinhas assentes na gastronomia regional e local. O restaurante poderá receber grupos (mediante marcação prévia) ou clientes individuais nos almoços de domingo. “O Funpark empenha-se em oferecer os melhores programas de atividades a escolas, empresas e clientes individuais/ particulares, garantindo valências e serviços integrados, flexíveis e inovadores”, fez saber a empresa em comunicado.

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PODER LOCAL

Aprovado projeto para Parque Empresarial do Entroncamento O executivo municipal do Entroncamento aprovou, dia 28 de fevereiro, por unanimidade, a proposta do projeto para o Parque Empresarial do Entroncamento. O novo Parque Empresarial do Entroncamento será um espaço estruturado que possibilitará a fixação de empresas, cuja atividade económica contribua para a melhoria de uma estratégia de desenvolvimento local e regional, promovendo a atratividade económica do concelho. O projeto integra-se na Estratégia do Município e no Plano de Atividades Plurianual e pretende criar um espaço diversificado com 16 lotes, de diferentes dimensões e com um edifício de serviços de apoio. O futuro Parque Empresarial terá uma área total de aproximadamente

191.329 m² e situa-se no Casal Vidigal, freguesia de Nossa Senhora de Fátima. O projeto de execução do Parque Empresarial do Entroncamento tem um valor de 1.663.000,00€ (um milhão e seiscentos e sessenta mil euros), acrescido de IVA, e um prazo de execução de 300 dias, sendo submetido à candidatura para a “Concessão de apoios à criação e ao alargamento de capacidades avan-

çadas de desenvolvimento de produtos e serviços”. O Presidente da Câmara Municipal, Jorge Faria, salienta “a posição geográfica do Entroncamento como uma mais-valia para a fixação de empresas, uma vez que se encontra no centro do país com excelentes acessos rodoviários e ferroviários a todo o território nacional e internacional”.

Município da Chamusca recebe selo de pagamento “a tempo e horas” O Município da Chamusca foi reconhecido com o selo “Compromisso Pagamento Pontual” que certifica a autarquia como uma entidade que paga aos seus fornecedores “a tempo e horas”. O Município da Chamusca tem atualmente um prazo médio de pagamento a fornecedores de 1 (um) dia (dados de dezembro de 2018), e assume o compromisso de continuar a ser uma autarquia cumpridora dos seus compromissos financeiros. “A gestão financeira do Município da Chamusca tem assentado, nos últimos anos, no rigor, na competência e transparência e sobretudo no planeamento e na programação. Todo o investimento que fizemos, estamos a fazer e ainda vamos fazer, só é possível porque garantimos uma gestão rigorosa dos dinheiros públicos. A nossa execução orçamental da receita está acima dos 97% e temos cerca de 2,5 milhões de euros em saldo de gerência disponível, no final de 2018”, afirma o Presidente da Câmara Municipal da Chamusca, Paulo Queimado. O “Compromisso Pagamento Pontual” é uma iniciativa promovida pela ACEGE-Associação Cristã de Empresários e Gestores, em parceria com o IAPMEI, a CIP (Confederação Empresarial de Portugal), a Apifarma e a InformaDb.

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Atualmente, de acordo com a plataforma Compromisso Pagamento Pontual (www. pagamentospontuais.org), existem cerca de três dezenas de entidades autárquicas aderentes e reconhecidas com este selo, incluindo também freguesias e empresas municipais. Ao todo são já mais de 1.000 entidades que, de forma voluntária, aderiram a este reconhecimento público. A iniciativa defende que “quando uma empresa não paga a horas, é toda a economia e Portugal que se atrasam”. “Para substituir este ciclo vicioso, desafiamos o maior número de empresas a comprome-

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terem-se a pagar atempadamente aos seus fornecedores”. Este foi o mote lançado pela plataforma aos gestores e responsáveis de autarquias e empresas, com o apelo de que, promover o pagamento a horas, melhora “o desempenho da economia, a reputação e qualidade do ambiente de negócios, e a produtividade das empresas”. Às entidades que cumprirem os critérios de pagamento pontual é-lhes atribuído um diploma de reconhecimento que tem a validade de um ano. Podem também usar o selo “Compromisso Pagamento Pontual” na sua comunicação institucional.

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Portugal tem de ser capaz de “inovar na visão sobre os fundos comunitários”

O Primeiro-Ministro António Costa afirmou que os fundos comunitários são imprescindíveis para transformar o tecido empresarial e referiu que o Portugal tem de ser capaz de “inovar na visão sobre os fundos comunitários”. Em Lisboa, na sessão de abertura de uma conferência sobre ciência, inovação e Ensino Superior, António Costa realçou que os fundos de política de coesão foram essenciais para o País ser aquilo que é hoje. Considerando ser essencial continuar a beneficiar destes fundos, o Primeiro-Ministro salientou a necessidade de reconhecer que “é preciso dar o salto em frente para dar continuidade aos dois anos de convergência com a União Europeia”. “Temos de reforçar a nossa competitividade, e só o fazemos com mais investimento em ciência, no conhecimento, e na sua transferência para o tecido empresarial”, acrescentou, sublinhando a importância de Portugal disputar o acesso aos fundos comunitários destinados à inovação e à ciência. António Costa destacou que Portugal tem de se capacitar “para disputar o acesso a estes fundos de gestão centralizada e de gestão concorrencial”. “Nas negociações dos fundos, temos de garantir que nestes programas os objetivos da convergência também têm de estar presentes, com mecanismos para que instituições universitárias e empresas possam ter acesso aos fundos em condições

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de igualdade com aquelas que já fizeram o percurso” que só agora Portugal está a fazer. “Se não formos capazes de convergir e recuperar o tempo perdido, será muito negativo para nós e um problema para a Europa. A Europa tem de ter a visão de que a convergência é um investimento para diminuir o esforço de coesão no futuro”, disse.

SOCIEDADE MAIS INCLUSIVA E DINÂMICA O Primeiro-Ministro realçou a visão de Portugal de crescer com base no conhecimento para garantir uma sociedade mais inclusiva e mais dinâmica e sublinhou a importância da avaliação externa feita pela OCDE no ano passado. “Permitiu ao Governo e às instituições perceber onde estamos e o que temos de mudar para obter melhores resultados”, disse, afirmando os dois grandes objetivos da estratégia aprovada em Conselho de Ministros: aumentar o investimento em investigação e desenvolvimento, e aumentar a participação no ensino superior. A concretização das metas implica, afirmou António Costa, um trabalho completo e dinâmico que inclui a melhoria do acesso à educação pré-escolar e a redução do abandono escolar precoce no ensino secundário. António Costa referiu também ser fundamental aumentar as oportunidades de acesso dos alunos ao ensino superior. Neste âmbito, o Governo decidiu implementar medidas na

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ação social escolar e no programa nacional de alojamento.

INVESTIMENTO DAS EMPRESAS NOS RECURSOS HUMANOS O Primeiro-Ministro sublinhou que o aumento do número de estudantes no ensino superior “é decisivo para a democratização da sociedade, a qualificação da cidadania e para assegurar às empresas a resolução de um problema de recursos humanos”. “Não há empresa que invista no conhecimento que não sinalize a falta de recursos humanos em Portugal”, frisou António Costa, enumerando os desafios e objetivos reconhecidos pelo Governo para aumentar a qualificação dos trabalhadores no País, seja através da atração de estudantes estrangeiros ou na recuperação de talentos que emigraram. António Costa reiterou também a importância de fazer a transferência do conhecimento do sistema de ensino superior e dos centros de produção de conhecimento para o tecido empresarial. “Temos de fazer o emparelhamento entre o conhecimento produzido e as necessidades das empresas já existentes”, disse. “Temos de ter produtos de maior valor, com processos que melhorem ainda mais a produtividade, para sermos mais competitivos e garantir que, mesmo com o arrefecimento da procura possamos continuar a crescer com base nas exportações”, afirmou.

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Cartaxo convoca empresários e comerciantes para discutir Plano Estratégico para o Comércio Local A Câmara Municipal do Cartaxo continua empenhada na constituição de espaços de debate e recolha de propostas para a promoção da atividade económica no concelho.

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comércio local do Cartaxo, “que enfrenta dificuldades especificas e que contribui, de modo muito relevante, para a empregabilidade no concelho, estará no centro das ações de envolvimento da comunidade empresarial, esclareceu o presidente do Município, Pedro Magalhães Ribeiro. O autarca atribui grande importância “às reuniões de trabalho e recolha de contributos promovidas em 2018, em todas as freguesias”. Nas reuniões tidas com comerciantes, Pedro Magalhães Ribeiro afirmou que “o Cartaxo precisa constituir uma associação de comerciantes concelhia que coloque a experiência mútua e o conhecimento das dificuldades comuns ao serviço de soluções que impulsionem o comércio local, enquanto atividade económica e empresarial da maior relevância para o concelho”. Na última reunião de 2018 não foi possível “encontrar o quórum necessário, para a constituição desta associação de comerciantes, mas foi possível constituir um grupo de trabalho com objetivos definidos para a elaboração do Plano Estratégico para o Comércio Local, instrumento de médio e longo prazo”, assim como, para a organização de campanhas, a curto prazo. O grupo de trabalho reuniu na Câmara Municipal no dia 30 de janeiro e no dia 7 de fevereiro. O autarca assegura que “este grupo conta com o apoio da autarquia para o desenvolvimento das ações que vier a definir e para a resolução dos problemas que os próprios comerciantes identifiquem como relevantes”. Este trabalho, “que tem nos comerciantes

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os principais protagonistas”, será ainda mais valorizado “quando o Conselho Económico e Estratégico do Cartaxo, assumir funções”, afirmou o presidente da Câmara. O Conselho Económico e Estratégico do Cartaxo (CEEC) será um órgão de reflexão, consulta, concertação e estudo das políticas económicas e de desenvolvimento, tendo como principal objetivo a “promoção de uma política de proximidade e parceria entre a autarquia, os empresários locais, os investidores, os comerciantes, os industriais e demais parceiros institucionais”, com vista à concertação de ideias e estratégias no âmbito do desenvolvimento económico local. O regulamento que dará lugar a “este espaço de comum, de partilha e criação de soluções”, está em fase de elaboração e discussão com os parceiros que “certamente o vão integrar e por isso devem ser ouvidos desde o primeiro momento da sua constituição”. A reunião de trabalho com o Núcleo do NERSANT do Cartaxo realizou-se dia 12 de fevereiro, no edifício-sede do Município.

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FEIRA DO EMPREGO O Núcleo do NERSANT do Cartaxo, com o qual a autarquia “conta como parceiro fundamental”, participa também na organização da Feira do Emprego que a Câmara Municipal quer realizar em 2019. A Feira do Emprego com a participação do “nosso universo empresarial, educativo, com as instituições de ensino superior da região e com o Instituto de Emprego e Formação Profissional”, foi apresentada ao Núcleo em outubro de 2018, que desde logo se assumiu como parceiro da organização. Pedro Magalhães Ribeiro está convicto que na reunião agendada com o Instituto Politécnico de Santarém, com o ISLA de Santarém, o Núcleo da NERSANT do Cartaxo e os diretores dos agrupamentos de escolas do concelho – Marcelino Mesquita do Cartaxo e D. Sancho I de Pontével –, poderão ser acordadas as datas e o local de realização, assim como, a definição do grupo de técnicos das diversas instituições parceiras, responsáveis pela construção do programa de atividades e mostra empresarial, educativa e social. 

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Investimento de 70 ME em bioparque apresentado em Vila Nova da Barquinha Chama-se BARK, o bioparque projetado para nascer em Vila Nova da Barquinha, com mais de 250 animais distribuídos por 43 hectares, em diferentes habitats, num investimento de 70 milhões de euros.

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projeto BARK - Biopark Barquinha, pensado como “centro de conservação de espécies em vias de extinção, deverá criar 150 postos de trabalho diretos e receber 450 mil visitantes no primeiro ano”, revelou o promotor do investimento, em nota de imprensa enviada à Agência Lusa. Pensado também como centro de conhecimento, o BARK pretende juntar a investigação científica com o desenvolvimento de programas ambientais e, segundo o empresário João Paulo Rodrigues, natural de Abrantes, “será o primeiro no país, segundo na Europa e quinto no mundo aberto à noite”. Com abertura prevista em 2021, o projeto tem um investimento global de 70 milhões de euros e vai acolher, numa primeira fase, 260 espécies animais, revelou ainda o promotor, que já apresentou o projeto na Assembleia Municipal de Vila

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Nova da Barquinha. “Provenientes de centros de reprodução e parques semelhantes, metade das espécies estão ameaçadas de extinção”, pode ler-se na informação, sendo que o arranque do BARK vai apostar em quatro habitats: Arquipélago Indonésio, Pantanal, Peneda-Gerês e Savana Africana. O Biopark Barquinha terá ainda vários equipamentos de apoio ao visitante como um hotel de quatro estrelas com 130 quartos, um restaurante com 300 lugares sentados, um centro pedagógico e 397 lugares de estacionamento. O promotor destaca a “localização estratégica” de Vila Nova da Barquinha para a implantação do BARK, numa área de 43 hectares, na fronteira Norte com o concelho de Tomar, “no coração do território português, numa zona de baixa densidade urbana, abundante em recursos naturais, servida por uma importante rede viária e ferroviária e no centro de um “dos mais

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interessantes destinos turísticos do país”. Segundo o promotor, o projeto “assenta nos pilares da conservação, educação e investigação” e é construído respeitando os princípios da arquitetura ecológica e os recursos naturais” do local de implantação. O presidente do município de Vila Nova da Barquinha, Fernando Freire pronunciou-se sobre este projeto privado. “O projeto contará com o apoio inequívoco do executivo para dotar a região com forte componente turística, espaço para visitar para além das ofertas já existentes e de relevo nacional”, como o Convento de Cristo, o Castelo de Almourol e Fátima. “Certo estou que a concretização deste projeto será determinante para o desenvolvimento da região e do País, captando novos públicos ao interior, e gerando mais-valias económicas bem como a criação de novos postos de trabalho”, concluiu. 

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Agromais Plus comemora

20 anos

e distingue os melhores agricultores de 2018 A Agromais Plus realizou no dia 28 de fevereiro, nas suas instalações da Golegã, o seu XVII Encontro de Agricultores. Este ano o evento assinalou os 20 anos da associação e distinguiu os melhores agricultores de 2018. Estiveram presentes mais de 200 convidados.

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iguel Reis, responsável pela Agromais Plus, deu início ao XVII Encontro de Agricultores da Agromais Plus. Começou por dar as boas vindas a todos os presentes, agradecendo seguidamente aos agricultores, colaboradores e parceiros pela confiança, compromisso e seriedade ao longo destas duas décadas que a entidade agora assinala. Afirmou igualmente que o que marcou a diferença e o que faz crescer diariamente a organização é “a sua relação com as pessoas”. Interveio de seguida Mário Antunes, Diretor da Agrotejo, que deixou aos agricultores presentes os tradicionais alertas, destacando o prolongamento das medidas agroambientais e o controlo sobre as ajudas. Para finalizar, adiantou que em março, o projeto de emparcelamento irá avançar, sublinhando que este será um marco histórico para a região e para o setor agrícola. O Presidente do Conselho de Administração da Agromais Plus, Luís Vasconcellos e Souza, realçou a importância

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desta organização no desenvolvimento da região e destacou ainda a importância da união e cooperação entre os agricultores. O evento, onde estiveram presentes cerca de 200 agricultores, contou ainda com a participação de representantes oficiais do setor e da região, entre os quais o Presidente da Câmara Municipal da Golegã, José Veiga Maltez, o Diretor Regional da Agricultura e Pescas da Região de Lisboa e Vale Tejo, Lacerda Fonseca, bem como diversos vereadores das Câmaras Municipais da Golegã e de Torres Novas. No decorrer da sessão foram atribuídos os tradicionais prémios Agromais aos agricultores que se destacaram em 2018 pela sua produção e envolvimento com as organizações. Este ano foram atribuídos prémios ao “Melhor Produtor” nas culturas da batata, tomate e milho. Além destes, foram atribuídos prémios na categoria “Voluntário+” e “Agricultor Solidário” destinado a premiar os voluntários e agricultores que, no ano de 2018, mais se envolveram e contribuíram para a divulgação do projeto Restolho. Pela primeira vez, foi atribuído o pré-

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mio “Produtor Biosférico” que destaca o agricultor que adota as melhores práticas agrícolas e ambientais. Além destes, e após uma análise do mérito do conjunto dos agricultores, foi decidido atribuir nesta cerimónia o “Prémio Carreira”, tendo em conta a sua colaboração, cooperação e envolvimento com as organizações agrícolas da Agromais nas últimas três décadas. No final do evento, a Agromais, organização de produtores de referência no panorama nacional, reafirmou com grande orgulho a confiança que deposita nos agricultores que a ela estão associados e elogiou a capacidade que demonstram, todos os dias, para tornar a região numa referência a nível nacional e num exemplo de que “Juntos, somos mais Fortes”! A Agromais Plus, constituída em 1999, destaca-se, presentemente, como uma das maiores empresas de comercialização de fatores de produção para a agricultura a nível nacional, com particular incidência no Ribatejo e Baixo Alentejo. 

PREMIADOS • Agricultor Solidário: Sociedade Agrícola Quinta da Labruja, S.A. e Fidalgo Casa Agrícola, Lda. • Voluntário +: Escola Profissional de Torres Novas • Produtor Biosférico: João Monteiro Coimbra • Melhor Produtor de Tomate: Sociedade Agrícola Cruz do Santinho, Unipessoal, Lda. • Melhor Produtor de Batata: Sociedade Agrícola Herdade do Caldas, Unipessoal, Lda. • Melhor Produtor de Milho: José Manuel Rocha Costa e Planticeifa, Unipessoal Lda. • Prémio Carreira: Sociedade Agro-Pecuária os Raposos, S.A.G, Lda.

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DESENVOLVIMENTO REGIONAL

Digidelta na Portugal Print

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empresa Digidelta, de Torres Novas, marcou presença na Feira Portugal Print, onde apresentou soluções inovadoras para os segmentos de Packaging & Labeling, Personalização de Produtos e Comunicação Visual. Com uma localização de destaque e com 135 metros quadrados de área, o stand da Digidelta proporcionou a todos os profissionais uma experiência exclusiva, de soluções integradas, com os nove equipamentos em exposição. Deste modo, para a produção digital de embalagens, adaptada para pequenas quantidades, associou a ploter plana Mimaki CFL 605RT de recorte e vinco de cartão previamente impresso pelo equipamento Mimaki UJF-6042 MkII de impressão direta com acabamentos de excelência em branco e verniz. Para produção de largo formato, exibiu o equipamento da

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marca New Solution, NS Multi LG, também com impressão direta em caixas de cartão pré-cortadas, sem envolver custos de pré-impressão e também sem quantidades mínimas. Os equipamentos NS Atom e NS Ant da marca New Solution são módulos separados, mas que se completam na produção de etiquetas e rótulos. A Atom proporciona grande flexibilidade de impressão com diferentes layouts, formatos e dimensões, e a Ant é o módulo de acabamento para laminação e recorte final. Também o equipamento Mimaki UCJV300-75 é uma solução premium para labeling, pois oferece uma inovadora impressão UV LED com branco e verniz localizado para obter relevo e texturas e posteriormente faz o recorte do material. Com possibilidades infinitas e aplicações diferenciadoras na personalização de produtos, a Digidelta exibiu outro equipamen-

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to Mimaki UJF- 3042 MkII com impressão directa UV LED para todo o tipo de objetos, que em conjunto com as tintas e verniz de alto desempenho resultam em acabamentos com efeitos de brilho, fosco e relevo. Como complemento da UJF, associou-se o equipamento Pro S30, de impressão 3D, da marca portuguesa Blocks, com a função específica de produzir bases ou jig´s com diferentes formatos e tamanhos, para os materiais a imprimir na UJF. Para os vários mercados do segmento da Comunicação Visual, e com o objetivo de aumentar a qualidade e a diversidade de aplicações finais, apresentou-se o equipamento Mimaki UCJV300-160 que, pela sua impressão UV LED de secagem imediata oferecem um reduzido consumo energético, associada às tintas UV LED ecológicas, de 4 ou 6 cores, com branco e verniz, fornecem um certificado 100% ecológico Greenguard Gold. Esta solução

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digital conquista todos os mercados de decoração e publicidade. A Digidelta apresentou na Portugal Print, o dinamismo da sua dimensão na área digital, reforçando o título de distribuidor exclusivo na Península Ibérica da marca Mimaki, e de fabricante integral de duas marcas próprias, garantindo a qualidade das suas produções na Fábrica em Torres Novas. A marca Decal Adhesive de consumíveis adesivos e a marca NetScreen de equipamentos de tecnologia LED para comunicação 100% digital, também marcaram presença nesta feira, prestando o apoio e uma consistência fundamental ao stand. A edição de 2019 contou com um total de 10484 visitantes, como confirmou a Profair, entidade organizadora da Portugal Print, e realizou-se nos dias 14, 15 e 16 de fevereiro, no pavilhão 4 da FIL (Feira Internacional de Lisboa). 

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DESENVOLVIMENTO REGIONAL

Finance for Growth

junta consultoria, formação executiva e acesso a novas formas de financiamento 150 empresários da região estiveram no dia 7 de fevereiro, no Santarém Hotel, para conhecer o programa de informação e capacitação da AIP - Associação Industrial Portuguesa e da AEP - Associação Empresarial de Portugal, Finance for Growth, que vai permitir ao tecido empresarial aceder a consultoria especializada e fontes de financiamento alternativas.

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omingos Chambel, Vice-Presidente da Direção da NERSANT fez as honras da casa, ao receber os 150 empresários que se deslocaram ao Santarém Hotel para conhecer este projeto. O diretor da NERSANT falou por todos os empresários ao afirmar que “a nossa grande

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dor de cabeça é a capitalização e o financiamento às empresas”. Referiu ainda que os empresários, não raras vezes, “em vez de estarem focados na estratégia da empresa, nos seus produtos, estão muitas vezes mais preocupados com as dificuldades financeiras das mesmas”. Criticou ainda a banca, que “não se tem mostrado ao nível dos

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empresários e do desenvolvimento económico regional e nacional”. “É por isto”, continuou, “que este tipo de iniciativas fazem sentido”, elogiou Domingos Chambel. José Eduardo Carvalho, Presidente da AIP, referiu no seu discurso que o redimensionamento das empresas e os mecanismos alternativos de finan-

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ciamento empresarial são “duas áreas por difíceis de trabalhar pelo associativismo e até pela política pública”, exemplificando com o caso de Portugal 2020, “brilhante em algumas áreas, mas que falhou redondamente nestas”. Referiu, por isso, que o caminho a seguir é a “partilha de responsabilidades”, motivo pelo qual a AIP se muniu de parcerias para dinamizar este projeto. “Com estes parceiros, não temos medo de avançar e trabalhar nestas áreas”, terminou. O Finance for Growth, que foi apresentado na sessão por Paulo Caldas, Diretor de Economia, Financimento e Inovação da AIP, iniciativa no âmbito do programa Capitalizar, é um programa inovador e abrangente, que se destina a apoiar as empresas mais ambiciosas, dinâmicas e inovadoras, na sua próxima etapa de crescimento e internacionalização. É um programa de informação e capacitação, com o envolvimento de investidores/financiadores, especialistas de mercado, analistas, auditores, universidades e reguladores.

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O programa realizará consultoria de alto nível, com formação executiva no terreno, descentralizada, que, no mercado, custaria 35.000 a 50.000 euros, disse Paulo Caldas durante a apresentação do projeto. O objetivo, referiu ainda, é levar as empresas a terem planos de negócio sustentados e acesso a credores e investidores nacionais e internacionais. O Finance For Growth, cofinanciado pelo Compete 2020, através do Portugal 2020 e do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, tem entre os seus parceiros a Euronext, a Instituição Financeira de Desenvolvimento (IFD), a Caixa Geral de Depósitos, no âmbito do programa Capitalizar, e a Universidade Católica (parceira na formação). Na sessão, todos os parceiros intervieram, nomeadamente

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Filipa Franco, em representação da Presidente da Euronext Lisboa, Isabel Ucha, Henrique Cruz, Presidente da Comissão executiva da IFD, Armando Santos, Diretor Central de Marketing e Empresas da CGD e Álvaro Nascimento, Docente da Universidade Católica. Com moderação da Universidade Católica, na pessoa do docente Vasco Rodrigues, teve ainda lugar um debate em torno do tema “Estratégia, Inovação e Financiamento”, no qual participaram dois empresários. Rui Lopes, CEO da Trim NW (Santarém), e Pedro Catela, Administrador do Grupo Politejo (Azambuja). De referir que na sessão estiveram presentes cerca de 150 empresários, que seguiram no final da sessão para um almoço de networking empresarial. 

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DESENVOLVIMENTO REGIONAL

Sumol+Compal

quer investir 25 milhões em Almeirim

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onsciente de que os produtos que eA Sumol+Compal está a estudar a reconfiguração do centro logístico de Almeirim. O projeto de investimento prevê ampliar as instalações em mais de 15 mil metros quadrados e criar cerca de 50 postos de trabalho. Num comunicado enviado às redações, a Sumol+Compal anunciou que está “a considerar implementar uma reconfiguração logística que lhe permita responder positivamente à crescente exigência dos clientes e à necessidade de garantir elevada eficiência operacional, promovendo as mais modernas práticas de logística”.

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O projeto de investimento, que deverá estender-se pelo prazo de dois anos, passa pela “ampliação das instalações de armazenagem da empresa em Almeirim, numa área de cerca de 15 mil metros quadrados, com a mais avançada tecnologia de automação, e representa um crescimento de 30 mil paletes, à atual capacidade de armazenamento”. A empresa adianta que “o projeto irá reforçar a otimização do sistema logístico da empresa, com a coincidência física dos maiores centros de produção e de distribuição, facto que assegura, para além de ganhos de eficiência na cadeia de abastecimento, uma diminuição de consumo de combustíveis e de emissão

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de gases com efeito de estufa”. Pedro Ribeiro, Presidente da Câmara Municipal de Almeirim, fez saber que “este projeto de investimento da Sumol+Compal é um processo que a empresa e a Câmara têm vindo a tratar desde 2015” e que esta informação “é, naturalmente, uma ótima notícia para o concelho, uma vez que com o mesmo, a empresa pretende criar, nos próximos 2 anos, cerca de 50 postos de trabalho.” De referir que a Sumol+Compal emprega 1.190 pessoas em Portugal, dispersas por quatro unidades industriais (Vila Flor, Gouveia, Pombal e Almeirim), segundo os dados disponíveis no site da empresa 

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INFORMAÇÃO&APOIO

Análise do investimento

estrangeiro

Entrada em vigor do novo quadro europeu em abril de 2019 O Conselho da UE aprovou dia 5 de março um novo quadro para a análise dos investimentos diretos estrangeiros que entram na União Europeia, dando assim por concluído o processo legislativo sobre esta proposta.

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ignifica isto que o novo quadro deverá entrar em vigor em abril do corrente ano. Com base numa proposta da Comissão apresentada pelo Presidente Juncker no seu discurso de 2017 sobre o Estado da União, o novo quadro irá ajudar a salvaguardar a segurança, a ordem pública e os interesses estratégicos da Europa no que respeita aos investimentos estrangeiros na União. Em reação à decisão do Conselho, o Presidente Jean-Claude Juncker declarou: “A decisão de hoje é uma prova de que a UE está em condições de agir rapidamente quando estão em causa os interesses estratégicos dos nossos cidadãos e da nossa economia. Com o novo quadro de análise do investimento, estamos agora muito mais bem preparados para garantir que os investimentos provenientes de países fora da UE são efetivamente benéficos para os nossos interesses. Comprometo-me a trabalhar para uma Europa que oferece proteção, tanto no domínio do comércio como noutros domínios; com esta nova legislação em

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vigor, estamos a cumprir uma parte crucial da nossa promessa.” Cecilia Malmström, Comissária responsável pelo Comércio, declarou: “Congratulo-me com a decisão tomada pelo Conselho. O investimento estrangeiro traz muitas vantagens à UE, desempenhando um papel vital nas nossas economias. Contudo, assistimos a um recente aumento do investimento nos nossos setores estratégicos, o que suscitou um debate público saudável sobre a questão. Com este novo quadro, estamos numa posição muito mais favorável para acompanhar os investimentos estrangeiros e salvaguardar os nossos interesses. Aguardo com expetativa a colaboração com os Estados-Membros com vista à aplicação eficaz desta nova legislação.” O novo quadro irá: • criar um mecanismo de cooperação em que os Estados-Membros e a Comissão poderão trocar informações e suscitar preocupações relacionadas com investimentos específicos; • habilitar a Comissão a pronunciar-se sempre que um investi-

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mento constituir uma ameaça para a segurança ou para ordem pública de mais do que um Estado-Membro, ou quando um investimento for suscetível de comprometer um projeto ou programa de interesse para toda a UE, como é o caso do Horizonte 2020 ou do Galileo; • incentivar a cooperação internacional para o controlo dos investimentos, incluindo a partilha de experiências, boas práticas e informações sobre questões de interesse comum; • estabelecer determinados requisitos para os Estados-Membros que pretendam manter ou adotar

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I&A

mecanismos próprios. Aos Estados-Membros caberá sempre a última palavra sobre se uma operação específica deve ou não ser autorizada no seu território; • ter em conta a necessidade de agir dentro de prazos curtos que respondam aos imperativos das empresas e em condições de confidencialidade rigorosas. Na sequência da aprovação pelos Estados-Membros no Conselho e do voto favorável do Parlamento Europeu em 14 de fevereiro, a nova legislação da UE que estabelece um quadro de análise do investimento à escala da UE deverá entrar em vigor nas próximas

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semanas, nos 20 dias subsequentes à data de publicação no Jornal Oficial. Os Estados-Membros e a Comissão disporão então de 18 meses para pôr em prática as disposições necessárias para a aplicação deste novo mecanismo. Estão já em curso os preparativos, incluindo um intercâmbio regular de informações e de boas práticas com os Estados-Membros no grupo de peritos específico instituído em 2017.

CONTEXTO Atualmente, 14 Estados-Membros dispõem de mecanismos nacionais de análise. Embora difiram em termos de conceção e alcance, estes meca-

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nismos partilham o mesmo objetivo de preservar a segurança e a ordem pública ao nível nacional. Vários Estados-Membros estão a reformar os seus mecanismos de controlo ou a adotar novos mecanismos. A UE tem um dos regimes de investimento mais abertos do mundo, tal como o reconhece a OCDE no seu índice de restritividade da regulamentação do investimento. A UE é o principal destino do investimento direto estrangeiro no mundo: os stocks de investimento direto estrangeiro nas mãos de investidores de países terceiros na UE ascendiam a 6295 mil milhões de EUR no final de 2017. 

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INFORMAÇÃO&APOIO

Fechar o ciclo:

Comissão apresenta resultados do Plano de Ação para a Economia Circular As 54 ações levadas a cabo no âmbito do plano lançado em 2015, ou foram já concluídas ou estão em fase de execução. Tal contribuirá para reforçar a competitividade da Europa e modernizar a economia e a indústria, de modo a criar emprego, proteger o ambiente e gerar crescimento sustentável.

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Comissão Europeia publicou dia 4 de março um relatório exaustivo sobre a aplicação do Plano de ação para a economia circular, adotado em dezembro de 2015. O relatório apresenta os principais resultados obtidos com a execução do plano de ação e enuncia os desafios que se colocam no caminho para uma economia circular competitiva e neutra em termos climáticos, reduzindo ao mínimo a pressão sobre os recursos naturais e de água doce e os ecossistemas. Frans Timmermans, primeiro vice-presidente da Comissão e responsável pelo desenvolvimento sustentável, declarou: “A economia circular é fundamental para colocar a economia europeia numa trajetória sustentável e para cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável a nível mundial. Este relatório mostra que a Europa mantém a liderança neste domínio, numa iniciativa pioneira em relação ao resto do mundo. Ao mesmo tempo, temos ainda muito trabalho pela frente para garantir mais prosperidade dentro dos limites do planeta e para fechar o ciclo, de modo a não desperdiçar recursos preciosos.” Por sua vez, o vice-presidente Jyrki Katainen, responsável pelo emprego, crescimento, investimento e competitividade, afirmou: “Este relatório é muito encorajador. Mostra que a Europa está no bom caminho na criação de investimento, de emprego e de novas empresas. O potencial de crescimento sustentável futuro é enorme e a Europa é, sem dúvida, o local mais indicado para o desenvolvimento de uma indústria respeitadora do ambiente. Estes bons resultados são o fruto de uma ação conjunta das partes interessadas e dos responsáveis políticos europeus.”

PASSAGEM DE UMA ECONOMIA LINEAR PARA UMA ECONOMIA CIRCULAR Três anos após a sua adoção, o plano de ação para a economia circular pode considerar-se plenamente concluído. As 54 ações previstas foram já concretizadas ou estão em fase de execução. De acordo com as conclusões do relatório, a execução do Plano de Ação para a Economia Circular acelerou a transição para uma economia circular na Europa, o que, por sua vez, contribuiu para colocar a UE na via da criação de emprego. Em 2016, os setores relevantes para a economia circular empregavam mais de quatro milhões de trabalhadores, o que representa um aumento de 6 % em relação a 2012. A circularidade criou também novas oportunidades de negócio, proporcionando condições para novos modelos empresariais e para o desenvolvimento de novos mercados, tanto a nível interno como externo. Em 2016, as atividades circulares como a reparação, a reutilização ou a reciclagem geraram cerca de 147 mil milhões de euros de valor acrescentado, representando ao mesmo tempo cerca de 17,5 mil milhões de euros de investimento. 24

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I&A ESTRATÉGIA DA UE PARA OS PLÁSTICOS A Estratégia da UE para os Plásticos numa Economia Circular é o primeiro quadro político definido à escala da UE em que se adota uma abordagem para o ciclo de vida de materiais específicos, a fim de integrar as atividades circulares da conceção, utilização, reutilização e reciclagem nas cadeias de valor dos plásticos. A estratégia inclui uma visão clara, com objetivos quantificados ao nível da UE, de modo que, até 2030, todas as embalagens de plástico colocadas no mercado da UE, entre outros produtos, deverão ser reutilizáveis ou recicláveis. Para impulsionar o mercado dos plásticos reciclados, a Comissão lançou uma campanha no sentido do comprometimento voluntário neste domínio. Há já 70 empresas que assumiram compromissos, o que significa um crescimento do mercado dos plásticos reciclados de, pelo menos, 60 % até 2025. No entanto, existe ainda um fosso entre a oferta e a procura de plásticos reciclados. Para colmatar esta lacuna, a Comissão lançou a Aliança Circular para os Plásticos, que reúne as principais partes interessadas em termos de fornecimento e de utilização de plásticos reciclados. As regras relativas aos produtos de plástico de utilização única e às artes da pesca, que abrangem os dez objetos mais frequentemente encontrados nas praias da UE, colocam a União Europeia na vanguarda da luta contra o lixo marinho a nível mundial. As medidas incluem a proibição, sempre que existam alternativas, de determinados produtos de plástico de utilização única (como as palhinhas e os talheres de plástico), assim como dos plásticos oxodegradáveis, e propõem medidas para outros, nomeadamente metas para a redução do consumo, requisitos para a conceção dos produtos e regimes de responsabilidade alargada dos produtores.

INOVAÇÃO E INVESTIMENTOS Para acelerar a transição para uma economia circular, é essencial investir na inovação e conceder apoios para a adaptação da base industrial europeia. Para o período de 2016-2020, a Comissão intensificou os seus esforços em ambas as direções, num total de mais de 10 mil milhões de euros de financiamento público de apoio à transição. Para promover novos investimentos, a Plataforma de apoio financeiro à economia circular formulou recomendações no sentido de melhorar a viabilidade financeira dos projetos da economia circular, coordenar as atividades de financiamento e partilhar boas práticas. A plataforma irá colaborar com o Banco Europeu de Investimento na prestação de assistência financeira e na exploração de sinergias com o plano de ação para o finan-

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ciamento do crescimento sustentável. Transformação dos resíduos em recursos Os sistemas de gestão de resíduos, que devem ser sólidos e eficientes, são a pedra angular da economia circular. O quadro legislativo revisto relativo aos resíduos, que visa modernizar os sistemas de gestão de resíduos existentes na União, entrou em vigor em julho de 2018. Inclui, entre outros aspetos, novas taxas de reciclagem ambiciosas, a clarificação do estatuto jurídico dos materiais e subprodutos reciclados e medidas reforçadas de prevenção e de gestão de resíduos, nomeadamente em matéria de lixo marinho, desperdício alimentar e produtos com matérias-primas essenciais.

PROCESSOS DE CONCEÇÃO E DE PRODUÇÃO CIRCULARES Para garantir a circularidade, é primordial uma conceção inteligente, desde o início do ciclo de vida do produto. Com a aplicação do plano de trabalho em matéria de conceção ecológica para 2016-2019, a Comissão continuou a promover uma conceção circular dos produtos, juntamente com objetivos de eficiência energética. As medidas tomadas em relação a vários produtos como a conceção ecológica e a etiquetagem energética incluem agora regras sobre a eficiência material, nomeadamente a disponibilidade de peças sobresselentes e a facilidade de reparação, assim como a disponibilização de tratamento em fim de vida. A Comissão analisou também, num documento de trabalho específico, as suas políticas para os produtos, com a intenção de apoiar os produtos circulares e sustentáveis.

CAPACITAÇÃO DOS CONSUMIDORES A transição para uma economia mais circular obriga à participação ativa dos cidadãos na alteração dos padrões de consumo. Os métodos de medição da pegada ambiental dos produtos (PAP) e da pegada ambiental das organizações (PAO) desenvolvidos pela Comissão podem ajudar as empresas na apresentação de declarações ambientais fiáveis e comparáveis, para que os consumidores possam fazer escolhas informadas.

COMPROMETIMENTO FORTE DAS PARTES INTERESSADAS O comprometimento das partes interessadas é essencial para a transição. A abordagem sistémica do plano de ação dotou as autoridades públicas, os agentes sociais e económicos e a sociedade civil de um quadro de replicação de modo a promover as parcerias entre setores e cadeias de valor. O papel desempenhado pela Comissão na aceleração da transição e na liderança dos esforços internacionais em prol da circularidade foi

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também reconhecido no Fórum Económico Mundial de 2019, onde a Comissão recebeu o Prémio Economia Circular, na categoria «setor público».

DESAFIOS EM ABERTO A economia circular é agora uma tendência irreversível, à escala mundial. No entanto, há muito trabalho pela frente para intensificar a ação a nível da UE e no plano mundial, para fechar completamente o ciclo e salvaguardar a vantagem competitiva oferecida às empresas da UE. Serão necessários esforços acrescidos para aplicar a legislação revista em matéria de resíduos e desenvolver mercados para as matérias-primas secundárias. Além disso, para se tirar o máximo partido da transição para uma economia circular, será necessário acelerar os trabalhos iniciados na UE em certas áreas (substâncias químicas, ambiente não-tóxico, rotulagem ecológica e eco-inovação, matérias-primas e fertilizantes essenciais). Os contactos com as partes interessadas sugerem que, para completar a agenda circular, se poderão investigar alguns domínios ainda não cobertos pelo plano de ação. Tomando como exemplo a Estratégia Europeia para os Plásticos na Economia Circular, muitos outros setores com elevado impacto ambiental e potencial para a circularidade, nomeadamente os setores das tecnologias da informação, eletrónica, mobilidade, ambiente construído, exploração mineira, mobiliário, alimentação e bebidas ou têxteis, poderão beneficiar de uma abordagem holística semelhante para se tornarem mais circulares.

CONTEXTO Em 2015, a Comissão adotou um novo e ambicioso pacote para promover a transição da Europa para uma economia circular, de modo a reforçar a competitividade ao nível mundial, promover um crescimento económico sustentável e criar mais emprego. As medidas propostas visavam contribuir para «fechar o ciclo» de vida dos produtos através de uma maior taxa de reciclagem e de reutilização, além das vantagens tanto para o ambiente como para a economia. O objetivo dos planos era contribuir para retirar o máximo valor e para utilizar ao máximo todas as matérias-primas, produtos e resíduos, promover a poupança de energia e reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, com o apoio financeiro dos FEEI, do programa Horizonte 2020, dos fundos estruturais da UE e dos investimentos na economia circular realizados a nível nacional. O ponto da situação, detalhado, do estado de execução do plano de ação consta de um documento de trabalho dos serviços da Comissão apresentado em separado. 

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INFORMAÇÃO&APOIO

combate a burocracia eletrónica e simplifica relações com Administração “O eportugal.gov.pt é uma supermedida Simplex porque junta num ponto só o que estava disperso por muitos pontos eletrónicos, e a burocracia eletrónica às vezes é pior do que a burocracia física” porque os serviços são mais difíceis de encontrar, disse a Ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, Maria Manuel Leitão Marques.

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Ministra, que discursava na apresentação do novo portal de serviços públicos, afirmou que o eportugal.gov.pt “permite-nos entrar de acordo com o que são os nossos eventos de vida, as nossas necessidades como cidadãos e cidadãs, e chegar onde desejamos, mesmo que saltemos dele para os impostos ou a Segurança Social”, contactando a Administração “como gostamos”. O portal é também “uma grande medida de modernização administrativa porque só pode ser feita com a colaboração de muitas pessoas e mobilizando a colaboração de muitos serviços”, com a coordenação de Agência para a Modernização Administrativa.

O eportugal.gov.pt “é muito inovador” pois “estamos a usar a inteligência artificial”, sublinhou, acrescentando que “cada vez mais vamos precisar de ter medidas desta natureza, que são agregadoras de informação de vários tipos, e que a localizam no espaço”. “Estes serviços têm de ser sempre inclusivos, sempre possíveis de usar por pessoas que não os sabem usar, através da grande rede de espaços do cidadão digital assistido, para quem ainda precisa de ajuda para os usar”, disse, acrescentando que “quando temos bons serviços digitais, é muito mais fácil ajudar quem não os consegue usar”.

TRABALHO A CONTINUAR

O Secretário de Estado Adjunto e da Modernização Administrativa, Luís Goes Pinheiro, referiu que “a Administração Pública tem uma forte presença digital mas os serviços são pouco usados pelos cidadãos”. Goes Pinheiro deu dois exemplos de 2018: revalidaram-se 750 mil cartas de condução, “mas foram menos de 10% os pedidos que entraram por vida digital”; “houve quase um milhão de pedidos de certidão de registo criminal, mas só entraram por via digital menos de 6%”.

Maria Manuel Leitão Marques sublinhou que este portal “é um trabalho que vamos ter de continuar a fazer, porque o eportugal só será vivo se for atual e atualizado diariamente com a colaboração de toda a Administração Central”. E manifestou a esperança de “vir a atrair cada vez mais serviços da Administração Local, porque os cidadãos querem ver os seus problemas resolvidos, sem terem de se preocupar de quem é a competência”.

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“As razões disto, sendo variadas, têm também a ver com a ignorância sobre a existência dos serviços públicos online, mas também com,

POUCO USO DA FORTE PRESENÇA DIGITAL

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muitas vezes, os serviços não serem de utilização simples, levando a desistências”, disse. O Secretário de Estado afirmou que “foi a consciência deste problema que teve como consequência a reformulação da forma como se acede aos serviços públicos”, criando este novo portal.

1200 SERVIÇOS PARA CIDADÃOS No novo portal, “centralizamos os ser viços que estavam disponíveis em diversos sítios internet, e permitimos também chegar a serviços que estão localizados noutros portais da Administração Pública”, pelo que “hoje podem ser acedidos através do eportugal mais de 1300 serviços para empresas e 1200 serviços para os cidadãos”. Também “melhorámos os conteúdos”, pois “um dos grandes problemas é a linguagem por vezes muito técnica que a Administração usa para comu-

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nicar”, disse, acrescentando que está a ser revista a informação que existe na ficha de cada serviço público para a tornar acessível ao cidadão”, um trabalho que ainda não está terminado. “Reorganizámos os serviços segundo eventos de vida, como o nascimento, a compra de casa, a saúde, etc., para os cidadãos que possam chegar aos serviços públicos da forma que mais se adequa às suas necessidades”, disse Goes Pinheiro. O eportugal.gov.pt é também mais inclusivo, mais adaptável a qualquer dispositivo e mais acessível, “porque ninguém pode ficar para trás”, tendo havido “uma preocupação muito grande de que o portal responda ao nível mais alto de acessibilidade para que as pessoas que tenham mais dificuldades na utilização de certos conteúdos tenham aqui um espaço que podem mesmo usar”. Ferramentas de inteligência artificial

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É ainda um portal “mais digital porque são disponibilizadas algumas ferramentas mais recentes como é o caso do sistema virtual que ajuda a encaminhar as pessoas dentro do portal e a utilizar alguns serviços (Sigma), usando recursos de inteligência artificial”. O Secretário de Estado referiu também outras funcionalidades, destacando a que permite pedir senhas para as lojas do cidadão e acompanhar as filas de espera. “É quase totalmente personalizável, podendo ser efetivamente o portal de cada um de nós, selecionando os serviços que cada um mais usa, ou pondo as cores de que mais gosta”, disse Goes Pinheiro. Finalmente, “há uma área reservada de acesso por autenticação pela chave móvel digital, em que a pessoa poderá ter uma visão integrada do seu relacionamento com a Administração Pública”. 

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VIVER O TEJO

Luís Vaz de Camões

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ão se conhece o local nem o ano em que nasceu, tendo morrido em Lisboa, entre 1579 e 1580. Na sua adolescência, viveu em Coimbra, não se sabendo se aí terá frequentado o Colégio das Artes. Nessa cidade, terá adquirido conhecimentos humanistas, que marcaram a sua obra, particularmente Os Lusíadas. Na década de 1540, veio para Lisboa. Depois de uma série de peripécias, partiu degredado para o norte de África, onde perdeu em combate o olho direito, regressando, mais tarde, a Portugal. Em 1553, e devido a uma briga com um moço do paço real, foi desterrado

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para o Oriente, onde tomou parte em expedições e onde começou a sobressair-se na escrita. A sua mordacidade quanto à atuação dos portugueses na Índia, n’Os Disparates da Índia, provocou a sua deportação para Macau. Aqui, terá desempenhado um cargo administrativo. Acabado o tempo da sua condenação, regressou à Índia. O navio em que viajava naufragou perto da costa do Cambodja, junto à foz do rio Mekong. É aqui que se dá o célebre episódio do salvamento d’Os Lusíadas, referido no Cântico X, estrofe 128. Conseguiu chegar a Goa. Em 1567, empreendia a viagem de regresso a Portugal, ainda que fique uns tempos em

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Moçambique, devido à falta de dinheiro para pagamento da continuação da viagem. É certo encontrar-se, no ano de 1570, em Lisboa. Em 1572, sai publicado o seu poema épico intitulado Os Lusíadas. Camões foi um poeta sofisticado e popular. Poeta erudito do Renascimento, por vezes inspirava-se em canções ou trovas populares, escrevendo poesias que lembravam cânticos medievais. Para além d’Os Lusíadas, Luís de Camões escreveu as Líricas e três comédias – Anfitriões, Auto do Rei Seleuco e Filodemo e uma coleção de sonetos de amor, entre eles o mais famoso: “O Amor é fogo que arde sem se ver”.

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Com o tempo e particularmente a partir dos finais do século XIX, tornou-se o símbolo da unidade e da independência nacionais. Luís de Camões morreu em Lisboa, em absoluta pobreza.

CASA-MEMÓRIA DE CAMÕES E JARDIM HORTO, EM CONSTÂNCIA Uma muito antiga tradição de Constância, passada de geração em geração, afirma que Camões aqui terá vivido durante algum tempo, em cumprimento de uma pena a que fora condenado, apontando umas ruínas à beira do Tejo como tendo sido a casa que acolheu o épico. As ruínas da casa quinhentista foram classificadas como imóvel de interesse

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público em 1983. Sobre elas, depois de consolidadas, foi erguida a Casa-Memória de Camões, segundo projeto da Faculdade de Arquitetura de Lisboa. As obras, iniciadas em 1991, arrastaram-se por vários anos devido à dificuldade sentida pela Associação da Casa de Camões para reunir os financiamentos necessários. Para além de preservar, valorizar e divulgar a relação de Camões com Constância, a casa acolherá um Centro Internacional de Estudos Camonianos. O Jardim-Horto, desenhado pelo arquiteto Gonçalo Ribeiro Teles, foi inaugurado em 1990. Reúne toda a flora referida por Camões na sua obra, num total de 52 espécies. No seu interior o visitante

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pode apreciar ainda o Jardim de Macau, o Planetário de Ptolomeu no Auditório ao ar livre e um painel de azulejos que apresenta as partes do mundo que Camões percorreu, de Lisboa a Macau, passando por África e pela Índia. A enorme esfera armilar, a maior de Portugal, assinala os 500 anos dos Descobrimentos Portugueses, que o épico imortalizou em Os Lusíadas, e o caráter universalista da nossa cultura. É, sem dúvida, um dos mais vivos e singulares monumentos erguidos no mundo a um poeta. 

FONTE: CAMPOS, NUNO / CARNEIRO, ISABEL: O PADRÃO DOS DESCOBRIMENTOS -COIMBRA, 1994

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EMPREENDEDORISMO&INOVAÇÃO

APDA promove em Tomar seminário “Ao Encontro da Inovação” Perante um mundo em constante mutação, em que o setor da água tem um peso fulcral, a Associação Portuguesa de Distribuição e Drenagem de Águas (APDA) organizou o seminário “Ao Encontro da Inovação”, no dia 12 de fevereiro, na Biblioteca Municipal António Cartaxo da Fonseca, em Tomar. O evento, que contou com a participação do Secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, na sessão de abertura, pretendeu dar a conhecer os resultados de um inquérito submetido às entidades gestoras dos serviços de água, assim como promover

o debate sobre as diferentes perspetivas da temática. Os desafios que se colocam à sociedade, aos decisores políticos, às empresas e demais atores económicos são cada vez mais numerosos e complexos, o que, em muitos casos, obriga a “romper” com o status quo, resultando em mudanças de paradigma, cujo impacto ainda não é percetível em toda a sua extensão. Ao terem de acompanhar e adaptar-se à velocidade, cada vez mais veloz, a que a mudança acontece nos nossos dias, os Serviços de Água só podem optar pela ino-

vação e consequente transformação. Foi neste sentido que a Comissão Especializada de Inovação da APDA, coordenada por Miguel Carrinho, Diretor Administrativo e Financeiro da Águas do Ribatejo, promoveu um inquérito às Entidades Gestoras dos Serviços de Água, cujos resultados, de extrema relevância para melhor conhecer a realidade vivenciada pelas mesmas, foram revelados neste evento. Foram igualmente divulgadas as iniciativas promovidas pelas Entidades Gestoras e promovida a discussão sobre temas e visões intrínsecas ao tema chave do evento: Inovação.

European Enterprise Promotion Awards 2019 com candidaturas até 1 de abril Está a decorrer até ao dia 1 de abril o prazo para submissão de candidaturas à fase nacional da 13.ª dos European Enterprise Promotion Awards - EEPA, uma iniciativa do IAPMEI, em parceria com a Comissão Europeia. O objetivo da competição é reconhecer e dar visibilidade a projetos e boas práticas de sucesso que apoiem e estimulem a iniciativa empresarial, dando particular ênfase ao papel do setor público a nível local, regional e nacional, na criação de condições que estimulem projetos indutores de mais desenvolvimento empresarial e de mais empreendedorismo. Aos EEPA 2019 podem candidatar-se projetos ou outras iniciativas em curso há pelo menos dois anos ou recentemente concluídas, desenvolvidas por entidade pública ou por entidade priva-

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da com envolvimento de uma entidade pública. Este ano, as categorias a categorias a concurso são Promoção do espírito de empreendedorismo; Investimento nas competências de empreendedorismo;

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Desenvolvimento do ambiente empresarial; Apoio à internacionalização das empresas; Apoiar o desenvolvimento de mercados ecológicos e a eficiência dos recursos e Empreendedorismo responsável e inclusivo.

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Assinatura do contrato de financiamento da “Linha Capitalizar Midcaps” A cerimónia de assinatura do contrato de financiamento da “Linha Capitalizar Midcaps” entre a IFD - Instituição Financeira de Desenvolvimento e o Novo Banco, destinada a financiar PME e Midcaps, realizou-se no dia 13 de fevereiro, pelas 17h00, na sala de Imprensa do Ministério

de Economia, em Lisboa. Este programa tem como objetivo apoiar projetos de reforço da capacidade empreendedora de PME e Midcaps, com atuação em diversos setores, com particular apetência para projetos em investimento produtivo e de desenvolvi-

mento do negócio, nas áreas da inovação e da internacionalização. A cerimónia foi presidida pelo Ministro Adjunto e da Economia, Siza Vieira e contou com a presença do Presidente da Comissão Executiva do Novo Banco, António Ramalho.

Águas de Santarém renova certificação depois de auditoria externa Uma auditoria externa à empresa municipal Águas de Santarém recomenda, no seu relatório final, a renovação da certificação e não aponta qualquer “não conformidade” com os parâmetros auditados. As auditorias externas tiveram lugar de 6 a 8 de fevereiro. A avaliação, segundo a empresa municipal, foi feita por uma entidade externa que constatou a “conformidade com os requisitos das normas de forma presencial, consultando documentos e registos, inquirindo colaboradores, visitando instalações e obras em curso no exterior”. A Águas de Santarém é uma empresa certificada num Sistema de Gestão Integrada (SGI) de Qualidade, Ambiente e Segurança (segundo os referenciais NP EN ISO 9001:2015 e NP EN ISO 14001:2015 e OHSAS 18001, respetivamente) no âmbito das atividades de captação, armazenamento, distribuição e controlo de água para consumo humano e recolha e tratamento das águas residuais, no concelho de Santarém. Anualmente a conduta e cumprimento dos seus processos é aferida quer através

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de monitorizações e controlos de gestão em relatórios mensais, quer através da monitorização do cumprimento dos objetivos anuais, quer na prospeção efetuada pelos auditores internos e finalmente através da avaliação por auditores externos que

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em última instância constatam a conformidade com os requisitos das respetivas normas de forma presencial, consultando documentos e registos, inquirindo colaboradores, visitando instalações e obras em curso no exterior.

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EMPREENDEDORISMO&INOVAÇÃO

Governo aprova diplomas para reforçar a capacidade científica e tecnológica em Portugal

“Women Economic Forum”: Conferência Internacional “Inspirando Paixão e Inovação Através da Mudança Sustentável” este mês em Tomar Tomar acolhe de 22 a 25 de março o “Women Economic Forum” (WEF), dedicado ao tema “Inspirando Paixão e Inovação através da Mudança Sustentável”. O Município de Tomar encabeça a organização do evento, em parceria com a “All Ladies League Tomar”, Portugal e Internacional, o Projeto “Mulheres Bordadoras de Sonhos” e a “Linda’s School” como sede da coordenação, com uma equipa voluntária de pessoas dedicadas de coração a esta causa. Trata-se da primeira conferência internacional com esta temática em Tomar, da segunda Conferência WEF em Portugal e da 24ª edição a nível mundial. Pretende-se com este evento motivar e inspirar de forma positiva, mudanças de hábitos que levem a um maior equilíbrio e harmonia a todos os níveis, de forma transversal e equitativa, partilhando boas práticas e reunindo jovens e adultos numa mesma plataforma de partilha de experiências e saberes, catalisando mudanças efetivas e transformadoras para todos, por um mundo mais equilibrado e uma Terra mais sã. O evento contará com participantes de cerca de 30 países, reunindo 300 a 500 pessoas de todo o mundo e movendo mais de um milhar de visitantes ao longo dos três dias principais da conferência.

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Os eventos WEF que se realizam por todo o mundo ao longo do ano destinam-se a mulheres e homens provenientes de todas as esferas, países e estratos sociais, permitindo-lhes ampliar as suas oportunidades profissionais, partilhar aprendizagens, conhecimentos e inspiração, e que fazem parte da All Ladies League (ALL), a maior Associação internacional de mulheres não política, não religiosa e não dogmática com uma visão filantrópica, completamente inclusiva e gratuita e designa-se como um movimento global para o Bem-estar e Prosperidade de Todos, através do empoderamento da liderança feminina. No sentido de promover o empreendorismo jovem, decorre em conjunto com a conferência a final do Concurso Internacional Jovens para um Mundo Sustentável Hoje que gira em torno dos 17 objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas. Por outro lado, a noite de sábado, será colorida pelo Concerto Solidário Art in Motion Finds a Voice, organizado e executado também ele por jovens. Uma Feira de Sustentabilidade Criativa decorre em simultâneo com a conferência, proporcionando uma mostra de projetos, produtos e serviços que ilustram os princípios preconizados pelo evento.

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O Conselho de Ministros aprovou um conjunto de diplomas no âmbito da ciência, tendo em vista reforçar a capacidade científica e tecnológica nacional e promover a qualificação da população portuguesa. Na conferência de imprensa após o Conselho de Ministros, o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, referiu que a “Lei da Ciência” surge na sequência da consagração do desígnio do Programa do Governo de rever e modernizar o regime jurídico das instituições de ensino do Ensino Superior. A “Lei da Ciência” traduz-se na revisão e modernização do regime jurídico das instituições que se dedicam à investigação e desenvolvimento e Manuel Heitor sublinhou que um dos principais objetivos é reforçar a estrutura científica em Portugal para que se possa convergir mais rapidamente com a Europa. O Ministro destacou também que há um reforço de instituições que facilitem criação de emprego científico e que fazem a ligação entre os que fazem ciência e os que aplicam e difundem ciência. “Urge acelerar o processo de convergência europeia, sobretudo nas condições de emprego científico em Portugal”, disse. Manuel Heitor afirmou também que este diploma vem valorizar ainda a “relação com a sociedade através das medidas de promoção da cultura científica, inscrevendo nos termos da lei o papel da agência Ciência Viva e as condições de internacionalização da atividade científica, aproximando Portugal da Europa” e promovendo a “formação de cientistas em língua

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portuguesa”. O comunicado do Conselho de Ministros refere que “este diploma vem ao encontro das recomendações formuladas pela OCDE no seguimento da avaliação aos sistemas de ensino superior, ciência, tecnologia e inovação, realizada em 2016 e 2017”.

ESTATUTO DO BOLSEIRO DE INVESTIGAÇÃO O Conselho de Ministros aprovou também o decreto-lei que define os termos para a revisão do Estatuto do Bolseiro de Investigação, reforçando o combate à precariedade no trabalho científico e tendo por referência as melhores práticas internacionais. “Prossegue as medidas que têm sido tomadas de estímulo ao emprego científico, incluindo e reforçando a articulação entre a atividade de investigação e de ensino para que todos os estudantes possam praticar atividades de investigação e ter bolsas”, disse Manuel Heitor. Por outro lado, são alteradas as con-

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dições para a atribuição de bolsas de pós-doutoramento e reforçado o contrato de trabalho como regime regra para a constituição de vínculos com investigadores doutorados, aplicando-se o mesmo princípio à regularização de situações existentes. O diploma pretende “impedir utilizações indevidas das bolsas de investigação, destinando-as somente à obtenção de graus académicos, assim como reduzir a duração temporal das bolsas de pós-doutoramento e limitar as condições da sua atribuição”, refere o comunicado do Conselho de Ministros.

ENSINO À DISTÂNCIA E ESTATUTO DA CARREIRA DOCENTE UNIVERSITÁRIA O Governo aprovou ainda o decreto-lei que regula o ensino superior à distância, “introduzindo de forma inédita em Portugal um quadro claro de princípios e regras de organização e funcionamento desta modalidade de ensino superior”. Manuel Heitor sublinhou que esta

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oferta de ensino é “um instrumento particularmente importante para estimular a formação ao longo da vida e a formação de adultos, ativos e que estão em qualquer região do País”, acrescentando a meta de formar desta forma pelo menos 50 mil adultos até 2030. Por último, foi aprovado na generalidade o diploma que estabelece normas complementares para a transição dos leitores para o regime do Estatuto da Carreira Docente Universitária. Este regime complementar vem prorrogar os contratos a termo certo para o desempenho da função de leitor em instituições universitárias públicas, tendo em vista a obtenção do grau de doutor necessário para a integração na carreira docente. “Trata-se de uma medida que permite a estabilização de vínculos no ensino superior universitário de docentes que desempenham a mesma função sucessivamente há diversos anos”, pode ler-se no comunicado do Conselho de Ministros.

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Portugal e Espanha apresentam candidatura conjunta a programa europeu de supercomputadores Portugal e Espanha vão formar um consórcio para a computação avançada para apresentarem uma candidatura conjunta a fundos europeus para esta área. Em novembro, na Cimeira Luso-Espanhola, os dois Governos comprometeram-se a promover uma candidatura conjunta para a instalação de duas máquinas de computação avançada, uma em cada país. Este projeto conjunto desenvolveu-se a partir da decisão, tomada em setembro de 2018 pelos Ministros da Ciência da União Europeia, de desenvolvimento de supercomputadores com a criação de uma empresa comum europeia para a computação de alto desempenho. O Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, esteve em Barcelona, onde se reuniu com o Ministro da Ciência, Inovação e Univer-

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sidades de Espanha, Pedro Duque, para avaliar o avanço dos acordos resultantes da Cimeira Luso-Espanhola. A candidatura peninsular (que irá concorrer com a de países da Europa do Norte e de Leste) dará a Portugal”uma capacidade de computação inédita” para processar dados, nomeadamente em “novas aplicações na área da inteligência artificial, como condução autónoma, cibersegurança e mobilidade nas cidades”, disse o Ministro à agência Lusa. A candidatura, está a ser trabalhada pelos dois países no âmbito da Rede Ibérica de Computação Avançada, envolve o Barcelona Supercomputing Center - Centro Nacional de Supercomputação (BSC-CSN) e a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).Caso vença, trará para Espanha e para Portugal dois supercomputadores da empresa comum europeia

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para a computação de alto desempenho (EuroHPC), a instalar em Barcelona e em Braga, na Universidade do Minho.

INFRAESTRUTURA EUROPEIA DE SUPERCOMPUTAÇÃO A EuroHPC visa adquirir, desenvolver e instalar em toda a Europa uma infraestrutura de computação de alto desempenho e de craveira mundial, através de dinheiro do orçamento da União Europeia e contribuições individuais dos Estados-Membros participantes, de países associados e entidades privadas. A EuroHPC tem a incumbência de adquirir supercomputadores e gerir o seu acesso a um largo espetro de utilizadores públicos e privados, assim como apoiar o desenvolvimento de tecnologias de supercomputação, incluindo microprocessadores de baixo consumo

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GM2E: serviço inovador para a gestão e manutenção de equipamentos e edifícios energético, e conceção colaborativa de máquinas de computação de alto desempenho. Em 2018, o Centro de Supercomputação de Barcelona, que acolhe o supercomputador MareNostrum, um dos mais potentes da Europa e um dos com maior capacidade de processamento do mundo, e a FCT assinaram um acordo de cooperação para a instalação na Universidade do Minho do primeiro supercomputador a funcionar em Portugal. Parte da infraestrutura computacional foi cedida à FCT pela Universidade do Texas em Austin, tendo o supercomputador como objetivo processar dados produzidos pelo Centro de Investigação Internacional sobre o Atlântico nos Açores (AIR Centre), a rede científica que envolve vários países em áreas como o clima, o espaço e os oceanos.

OUTRA COOPERAÇÃO No âmbito da deslocação do Ministro Manuel Heitor a Barcelona, foi assinado um protocolo que possibilitará que empresas e físicos portugueses possam, respetivamente, fornecer novos equipamentos e utilizar o laboratório de luz sincrotrão ALBA, um complexo espanhol de aceleradores de partículas que permite visualizar a estrutura atómica e molecular dos materiais e estudar as suas propriedades, e que é o mais importante da região do Mediterrâneo. Manuel Heitor disse ainda à Lusa que Portugal e Espanha pretendem reforçar a cooperação transfronteiriça, nomeadamente entre as regiões de Trás-os-Montes e Castela e Leão, nas áreas da agricultura e transformação digital, e do Alentejo e Andaluzia, nos domínios da energia sustentável e gestão da água. As decisões sobre esta cooperação deverão ser tomadas na próxima Cimeira Luso-Espanhola, a realizar em junho, na Guarda.

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A Lipronerg tem disponível o GM2E, serviço inovador de gestão e manutenção integrada de todos os equipamentos e infraestruturas em edifícios, garantindo uma exploração mais eficiente, com redução de custos e aumento da segurança e conforto para os utilizadores. Com o lema “invista mais tempo no seu negócio, nós tratamos da manutenção”, a GM2E é direcionada, sobretudo, a edifícios de estrutura média, como hotéis, piscinas, clínicas, IPSS, galerias, museus ou escolas. Para tal, possui uma equipa de engenheiros e técnicos certificados e especializados e com todo o reporting e consultoria técnica feito através de uma plataforma online. Este projeto foi incubado no Programa Avançado em Empreendedorismo e Ges-

tão da Inovação da Universidade Católica Portuguesa e foi o projeto vencedor do Incubar + Lezíria 2017, dinamizado pela NERSANT - Associação Empresarial da Região de Santarém. Os interessados em conhecer melhor este serviço podem consultar o seu portal em www.gm2e.pt. O mesmo é uma iniciativa da Lipronerg, empresa localizada no Entroncamento.

Bio-ware lança montra virtual de produtos e serviços biológicos A NERSANT - Associação Empresarial da Região de Santarém e o Agrocluster Ribatejo, no âmbito do projeto financiado Bio-Ware, desenvolveram uma montra virtual de produtos e serviços nacionais na área da bioeconomia. Pretende-se que os mesmos constituíam alternativas aos homólogos correntes. A montra virtual de bioprodutos e biosserviços visa potenciar a interação com agentes empresariais, empreendedores, comunidade do sistema científico e tecnológico português e comunidade em geral, com interesse no tema da Bioecononomia “Verde” e “Branca”. O objetivo desta montra é, assim, informar, através da exemplificação, sobre a oferta portuguesa de bens e serviços na área da Bioeconomia, em particular quanto ao estado da arte destes bioprodutos e biosserviços, esperando-se que os mesmos constituam uma alternativa eficaz relativamente aos produtos correntes, seja como produto final ou seja através da sua integração em processos produtivos. De referir que a constituição e divulgação da montra é uma iniciativa realizada ao abrigo do Bio-Ware - Programa de Sen-

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sibilização para a Bioeconomia, projeto da NERSANT e do Agrocluster Ribatejo financiado pelo Compete 2020 que teve como objetivo promover a concretização de projetos inovadores de Bioeconomia no seio das fileiras estratégicas da região do Ribatejo. A montra virtual de produtos e serviços biológicos está já online, podendo os interessados consultar a mesma através do endereço http://bioware.nersant.pt/ montra.aspx.

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Rara:

empresa na área alimentar nasce no Cartaxo

Está em fase final de instalação no Cartaxo a empresa Rara Lda., dedicada ao fabrico de massas alimentícias frescas. Alexandre Ramos e Carola Ragusa são os promotores do investimento que irá criar cinco postos de trabalho diretos até final de 2019 e que quer ter nos fornecedores locais os seus principais parceiros de produção.

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lexandre Ramos é o jovem que regressou ao Cartaxo, onde residiu desde os treze anos até ingressar no ensino superior, para desenvolver o projeto empresarial. Com 35 anos, o empreendedor, mestre em engenharia civil, desenvolveu o projeto empresarial da Rara, empresa direcionada para a confeção de massas alimentícias frescas de elevada qualidade, em conjunto com a italiana de 37 anos, Carola Ragusa. Com formação em educação, filosofia, alimentação, medicina macrobiótica e curso de permacultura, além de experiência em restauração como proprietária e responsável de gestão e cozinha, a experiência de Carola e dos seus familiares no fabrico de massa fresca acabou por ser um importante contributo para o projeto. Por seu lado, também o promotor Alexandre Ramos, com um mestrado na área de Engenharia Civil, acabou por se deslocar a Itália para algumas formações para o apoiar neste novo negócio. Com abertura prevista ainda no mês de

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março, a empresa já realizou mais de 280 mil euros de investimento de um total previsto de 350 mil euros. À data, a Rara já criou três postos de trabalho diretos, prevendo aumentar este número para dez - quatro deles para trabalhadores de formação superior - nos próximos três a quatro anos. Alexandre Ramos destacou entre as principais razões para escolher o Cartaxo para sede da Rara, o facto de o concelho “estar integrado na Região Alentejo, para efeitos de fundos comunitários, o que nos permitiu candidatar o projeto ao Portugal 2020, assegurando financiamento essencial à concretização da empresa”, a par da “possibilidade de nos instalarmos num espaço de que já éramos proprietários, reabilitando-o e dando-lhe uma vida nova”. A centralidade do Cartaxo em relação a todo o território nacional, as vias de acesso para transporte rodoviário e ferroviário, a par da “proximidade a Lisboa, que enquanto mercado de consumo e enquanto plataforma de internacionalização, é essencial para o

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desenvolvimento e crescimento da empresa”, foram as principais razões que levaram Alexandre Ramos e Carola Ragusa, a escolher o Cartaxo para a instalação da Rara. Para além do fabrico de produtos diferenciados, a Rara quer penetrar em novos mercados internacionais, ganhar espaço de mercado no canal HORECA, que abrange os estabelecimentos de hotelaria, restauração e cafetaria. Pedro Magalhães Ribeiro, Presidente da Câmara Municipal do Cartaxo, já visitou a Rara, tendo sido recebido por Alexandre Ramos. A importância do projeto empresarial que “alia a criação de postos de trabalho diretos e indiretos no concelho e a reabilitação de espaço urbano”, ganha especial relevância para o autarca “por ser desenvolvido por dois jovens, que residiram no concelho do Cartaxo, saíram para estudar e ganhar experiência profissional e agora regressam ao concelho para instalar um projeto empresarial que envolve o fabrico de produtos de elevado valor acrescentado”. 

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Lotevias Construções com presença renovada na internet

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comemorar os seus quinze anos de existência, cumpridos em dezembro de 2018, a empresa de construção, pavimentação e obras públicas Lotevias Construções Lda. renovou a sua presença no ambiente digital, com uma nova página online: https:// lotevias.pt. Criada em 2003, a Lotevias Construções tem sede em Fátima e delegação em Lisboa. Trabalha sobretudo na região Centro do país, embora esteja apta e já tenha realizado emprei-

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tadas em outras regiões do país e em outros países da Europa. No seu início de atividade, a empresa começou por dedicar-se aos trabalhos ferroviários, sobretudo em empreitadas ligadas à movimentação de terras. Em resposta aos desafios impostos pelo próprio mercado, a empresa foi diversificando a sua área de intervenção com a aposta na vertente específica da construção de infraestruturas, nomeadamente redes de distribuição de águas, energia, saneamento básico e comunicação.

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“O percurso da Lotevias Construções evoluiu de forma sustentada e ativa durante este período, quer em termos da própria estrutura da empresa quer nos serviços e trabalhos prestados, adaptando-se dinamicamente à conjuntura e à realidade económica e social do país”, afirmam Georgina e Pedro Saraiva, gerentes da empresa. Uma área em que a empresa se tem destacado nos últimos tempos é na pavimentação com materiais betuminosos com misturas, incluindo a utilização de betumes modificados, em diversos tipos de superfícies, desde áreas domiciliárias a grandes pavimentações industriais, parques e jardins, ciclovias e percursos de caminhada e corrida. No décimo quinto aniversário, a Lotevias Construções apresenta agora uma nova presença digital, com uma página com um grafismo atualizado, mais dinâmico e intuitivo. A nova página online serve também de apresentação do portfólio da empresa. Os projetos e novidades da Lotevias Construções podem também ser acompanhados na página oficial da Lotevias Construções no Face b o o k : h t t p s : / / w w w. f a c e b o o k . c o m / Lotevias-Constru%C3%A7%C3%B5es-258693130966142/?ref=hl. 

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Inteligência artificial resultou em sistema para a prevenção de incêndios

Grupo Compta vence final mundial do IBM Watson Build

O Bee2FireDetection propõe ser o primeiro serviço de deteção de incêndios florestais disponível comercialmente no mundo utilizando Inteligência Artificial. O Sistema permite a prevenção, previsão e deteção automática de incêndios florestais e em parques naturais e industriais. O Watson Build da IBM é uma iniciativa global, projetada para acelerar e demonstrar a adoção de tecnologias IBM Watson e incentivar o desenvolvimento, demonstração e implementação das melhores soluções globais baseadas em inteligência artificial e Cloud.

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urante a fase de candidaturas foram submetidas e avaliadas mais de 400 soluções provenientes de todo o mundo, sendo que foram apuradas para a final apenas sete soluções, uma por cada geografia (Ásia-Pacífico, Europa, China, Japão, América Latina, Médio Oriente-África e América do Norte).

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A solução Bee2FireDetection powered by AI da Compta Emerging Business (CEB) foi a escolhida para representar o continente europeu na final mundial do IBM Watson Build. Na final, que decorreu nos dias 10 e 11 de fevereiro em São Francisco, conquistou o primeiro lugar da competição, arrecadando para Portugal esta distinção maior na área da inteligência artificial e

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cloud do gigante mundial IBM. A solução apresentada traz uma abordagem nova e disruptiva para sistemas de prevenção e deteção de incêndios em florestas e indústrias, fazendo uso das mais recentes tecnologias IBM de Inteligência Artificial e Análise Preditiva, com aplicabilidade no mercado global e com uma ambição de poder vir a ser a referência mundial. De acordo com o CEO do Grupo Compta Jorge Delgado, “estamos de parabéns, a nossa equipa e a nossa solução alcançou um feito notável e por isso estamos radiantes com esta distinção. Relevante ainda por ser um feito de um Grupo com quase 47 anos de presença no mercado e que tem tido a capacidade de se transformar e fazer da inovação uma das suas prioridades. Trata-se do reconhecimento do nosso trabalho, duma aposta estratégica que temos vindo a realizar e da prova cabal do talento nacional, da nossa capacidade e competência numa área de aposta tão importante como a deteção de incêndios fazendo recurso à inovadora tecnologia Watson da IBM. Esta tecnologia pode transportar-nos para um admirável mundo novo, no qual a Inteligência Artificial e

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a Análise Preditiva são aliados poderosos num combate desigual que todos os anos se trava por esse mundo fora, no combate a muitos incêndios”. Ainda segundo o mesmo responsável, “este é um dos melhores exemplos onde a aplicação de tecnologia emergente, em conjunto com o talento das nossas equipas, se conjuga com um potencial tremendo para responder a um desafio Global e isso ainda é uma honra maior. Como muitas vezes tenho referido ver tecnologia portuguesa, desenvolvida em empresas portuguesas e por portugueses, a contribuir para a resolução de problemas globais é verdadeiramente extraordinário”. A Compta Emerging Business é uma empresa do Grupo Compta especializada em soluções inovadoras para as Cidades Inteligentes, Indústria e IOT. Combinando o profundo conhecimento dos seus especialistas conjugada com a utilização de tecnologia pare setores como Agricultura, Ambiente, Energia e Transportes com soluções que permitem uma maior inteligência, agilidade e produtividade. A empresa dispõe de instalações no distrito de Santarém, mais concretamente no Tecnopolo do Vale do Tejo, em Abrantes. 

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EMPRESA ESTÁ NO TOP 100 DE INVESTIMENTO EM I&D

A estratégia de desenvolvimento do Grupo Compta passa por um investimento contínuo na inovação e capacitação da sua oferta, objetivo este que acaba de ser confirmado nos resultados do Inquérito ao Potencial Científico e Tecnológico Nacional (IPCTN) 2017, onde a Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC) divulgou os resultados finais do investimento em atividades de Investigação e Desenvolvimento. O Grupo Compta e a Compta Emerging Business aparecem em destaque no Grupo dos 100 maiores investidores nacionais em I&D tanto em termos de montantes como de recursos humanos. Analisando os resultados, o Grupo Compta destaca-se em duas

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categorias distintas: empresas/ grupos com mais despesa intramuros em atividades de I&D e empresas/grupos dos serviços com mais despesa intramuros em atividades de I&D. Tendo em conta a terminologia adotada por estes documentos entende-se por despesa intramuros o conjunto das despesas relativas à I&D executadas dentro da unidade estatística, independentemente da origem dos fundos. Também a Compta Emerging Business foi distinguida, aparecendo no top 100 da lista de PMEs com mais despesa intramuros em atividades de I&D. Para este relatório em específico foram consideradas empresas com menos de 250 trabalhadores e volume de negócios inferior a 50 milhões de euros.

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Secretário de Estado da Economia esteve presente na sessão 2IN, do IAPMEI

Novo Sistema de Incentivos à Inovação apresentado em Santarém A NERSANT - Associação Empresarial da Região de Santarém, acolheu na região do Ribatejo a realização da sessão do IAPMEI, 2IN - Investimento na Inovação, tendo recebido no Santarém Hotel cerca de 140 empresas interessadas em conhecer os novos parâmetros deste apoio. O novo SI, disse o Secretário de Estado da Economia, João Correia Neves, na sessão, pretende ser uma combinação vantajosa entre incentivos do Estado e financiamento bancário.

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NERSANT - Associação Empresarial da Região de Santarém, acolheu na região do Ribatejo a realização da sessão do IAPMEI, 2IN - Investimento na Inovação, tendo recebido no Santarém Hotel cerca de 140 empresas interessadas em conhecer os novos parâmetros deste apoio. O novo SI, disse o Secretário de Estado da Economia, João Correia Neves, na sessão, pretende ser uma combinação vantajosa entre incentivos do Estado e financiamento bancário. O Novo Sistema de Incentivos à Inovação associa o reforço da dotação via reprogramação a uma maior alavancagem através de funding alocado pelos bancos, garantindo a manutenção o mesmo nível de incentivo para todas as empresas e assegurando a capacidade de financiamento dos projetos das PME. O Sistema de Incentivos à Inovação está, assim, a funcionar com um sistema híbrido

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de apoio, que combina incentivo não reembolsável, com um instrumento financeiro de garantia (nas mesmas condições do anterior incentivo reembolsável - reembolso de capital e isenção de juros). Sobre esta questão, pronunciou-se Domingos Chambel, Vice-Presidente da Direção da NERSANT, no acolhimento aos presentes. “Esta reprogramação do Sistema de Incentivos à Inovação é uma boa notícia”, começou por afirmar o empresário, que tem no entanto algumas reservas quanto à preparação da banca para responder a este desafio. “Deixo-vos uma frase que o nosso Primeiro-Ministro, António Costa, proferiu em entrevista a José Gomes Ferreira esta semana: «A nossa banca está mal preparada para as necessidades das empresas. Devia ser mais amiga do investimento. É necessário, por isso, encontrar formas de financiamento alternativas.» Esta é uma questão que devemos, todos, analisar”, disse

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Domingos Chambel, esperando que este Novo Sistema de Incentivos à Inovação possa ser uma resposta a esta preocupação. Nuno Mangas, Presidente do IAPMEI, respondeu, afirmando que, não obstante as preocupações de Domingos Chambel, o novo Sistema de Incentivos está no mercado e que as empresas, mais do que nunca, devem aproveitá-lo para colocar em marcha os seus investimentos. O Secretário de Estado da Economia, João Correia Neves, presidiu à sessão, afirmando perante a plateia a importância do Novo Sistema de Incentivos à Inovação. “O que queremos sustentar com o novo sistema de incentivos é o investimento empresarial. Quem cria emprego, riqueza e valor do conhecimento são as empresas, pelo que é útil para as mesmas que o investimento seja concretizado da melhor forma possível. O que pretendemos é que o crédito bancário se concentre no investimen-

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to produtivo, pelo que a expetativa é que esta seja uma articulação proveitosa”, referiu. Do Compete 2020, marcou presença Fernando Alfaiate, que fez questão de elucidar os presentes quanto aos valores de apoio referentes à região de Santarém. “Já foram aprovados 771 projetos empresariais das empresas da região de Santarém, num total de 167 milhões de euros de investimento, com apoio na ordem dos 90 milhões de euros, 30 deles já pagos”, afirmou o vogal do Compete 2020, que aproveitou ainda para se referir aos projetos coletivos, que tiveram um “investimento adicional de 4,3 milhões de euros, sendo que o Compete comparticipou 3,3 milhões.” O responsável fez ainda um balanço da adesão ao Novo Sistema de Incentivos à Inovação. “Até ao momento foram rececionadas 237 candidaturas, que representam 645 milhões de euros de investimento”,

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revelou, acrescentado que esta é, “uma boa soma a meio do timing, que termina a 15 de março”. O Novo Sistema de Incentivos à Inovação foi de seguida detalhadamente apresentado por Pedro Cilínio, Diretor de Investimento para a Inovação e Competitividade Empresarial do IAPMEI, que lançou à plateia algumas recomendações e boas práticas para a preparação de candidaturas. Pedro Seabra, da Garval, apresentou de seguida a Linha de Crédito Capitalizar Mais. Houve ainda espaço para apresentar casos de sucesso de empresas com projetos apoiados no âmbito do SI Inovação. Foi o caso da Microlime, de Fátima, e da César Castelão e Filhos, da Chamusca. De referir que na região a sessão contou com a organização da NERSANT – Associação Empresarial da Região de Santarém, que mobilizou um total de 140 empresários para o evento. 

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INTERNACIONALIZAÇÃO

Manual de Boas Práticas na Produção, Processamento e Utilização de Insetos em Alimentação Animal traduzido para inglês A DGAV - Direção Geral de Alimentação e Veterinária lançou em setembro o “Manual de Boas Práticas na Produção, Processamento e Utilização de Insetos em Alimentação Animal”. Devido ao crescente interesse internacional, o documento acaba de ser traduzido para inglês. A utilização de insetos na alimentação animal, com vista a fornecer soluções nutricionais alternativas que sejam locais e mais sustentáveis, tem ganho um relevo considerável e a atenção dos produtores e industriais. Apesar disso, o contexto legal não tem acompanhado os desenvolvimentos tecnológicos no setor, pelo que a DGAV desenvolveu e lançou em setembro último um Manual de Boas Práticas que visa dotar os operadores dos princípios, requisitos e critérios que permitam a implementação e cumprimento das disposições legais referentes à utilização de proteínas

EntoGreen na Turquia em abril

animais transformadas, provenientes de insetos de criação, na alimentação de animais de aquicultura. O elevado interesse internacional

A EntoGreen, empresa de Santarém que aposta no desenvolvimento de tecnologias de base biológica que possibilitem reutilizar os desperdícios nutricionais que ocorrem no sector agroalimentar, reintroduzindo-os na cadeia alimentar, vai estar presente no 5.º Congresso Internacional de Carne de Aves, que terá lugar em Antália, Turquia, entre 24 e 28 de abril. No certame, a empresa vai apresentar os resultados mais recentes do uso de farinha de mosca soldado negro na ali-

no documento levou agora a DGAV a traduzir o Manual para inglês. A EntoGreen, que colaborou com a DGAV no desenvolvimento deste Manual, acabou de divulgar este guia em Bruxelas, num Focus Group da Comissão Europeia (EIP-AGRI) sobre o tema “Novos alimentos para suínos e aves”. O mesmo documento foi ainda apresentado em Edimburgo no âmbito de um workshop sobre produção de insetos. De acordo com a EntoGreen, “apesar do documento traduzido só ter s i d o d i v u l g a d o re c e n t e m e n t e , j á foram recebidos alguns feedbacks positivos oriundos de outros países europeus”. Este documento, revelou ainda a empresa, é um dos resultados do trabalho desenvolvidos no âmbito do projeto EntoValor e que pretende trazer a produção de insetos para a alimentação animal para Portugal.

mentação de frangos de carne, trabalho desenvolvido pela empresa ribatejana no âmbito do projeto EntoValor e que dará origem a uma dissertação de mestrado. De referir que a EntoGreen é uma empresa recente, criada em 2015 por Daniel Murta e Rui Nunes. A mesma tem buscado apoio junto da NERSANT - Associação Empresarial da Região de Santarém, no âmbito do seu apoio ao empreendedorismo, nomeadamente participação em concursos de ideias de negócios.

Fravizel esteve na Vitória Stone Fair 2019, no Brasil A Fravizel, empresa do setor da metalomecânica instalada em Pé da Pedreira, Alcanede, esteve no Brasil entre os dias 12 e 15 fevereiro na Vitória Stone Fair 2019. Durante quatro dias, a Vitoria Stone Fair movimentou o mercado global de rochas ornamentais, ao abrir o calendário mundial de feiras do setor, antecipando as principais tendências em pedras naturais,

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novas tecnologias e design. Cerca de 300 empresas do Brasil e mais 8 países apresentaram seus produtos para o mercado. A Fravizel foi uma das empresas inter-

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nacionais presentes no certame, onde esteve com o objetivo de apresentar as suas máquinas desenvolvidas especificamente para o setor.

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Empresas da região na Fruit Logistica em Berlim A Fruit Logistica, que acontece anualmente em Berlim desde 1993, voltou a realizar-se dias 6, 7 e 8 de fevereiro. Esta é a principal feira de comércio global de hortifruticultura, que abrange todos os setores de produtos frescos, e fornece uma visão completa das mais recentes inovações e serviços nos elos da cadeia de fornecimento internacional. Este ano, o evento contou com mais de 3200 expositores de mais de 90 países, um dos quais Portugal, que apresentou 49 empresas. De entre as entidades juntaram-se especialistas dos setores de frutas e legumes frescos, embalamento e técnicas de embalamento, e handling, transporte, logística e armazenamento,

entre outros. Greenyard, (Riachos, Torres Novas) Hubel Verde (Alpiarça) e a Magos Irrigation Systems (Salvaterra

de Magos) foram algumas das empresas da região de Santarém presentes no certame.

Inscrições abertas para Missão Empresarial ao Canadá A NERSANT - Associação Empresarial da Região de Santarém é uma das entidades promotoras do projeto “Negócios no Mundo”, vocacionado para a potencialização da internacionalização das PME nacionais. No âmbito deste projeto financiado, vai realizar-se de 29 de abril a 3 de maio, uma missão empresarial ao Canadá. As inscrições estão abertas. Sabia que o Canadá é um dos países mais desenvolvidos do mundo, com uma economia sólida e aberta ao exterior e que mantém com Portugal relações históricas de amizade e cooperação? E que acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Canadá, conhecido como CETA, levou a um aumento de 15% nas exportações portuguesas para o Canadá, tendo o valor das mesmas ascendido aos 322 milhões de euros, desde a sua entrada provisória

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em setembro de 2017? Estes são apenas alguns indicadores da potencialidade que o Canadá pode representar para as empresas portuguesas. Neste sentido, o projeto financiado “Negócios no Mundo” escolheu este país como mercado-destino da prospeção de negócio das empresas nacionais. A NERSANT, enquanto promotora da iniciativa, abriu candidaturas para a missão empresarial, a realizar entre os dias 29 de abril e 3 de maio, na cidade de Toronto. A missão tem um caráter multissetorial e engloba a identificação de oportunidades de negócio de acordo com os interesses das empresas participantes, a realização de reuniões institucionais e a reuniões bilaterais com empresas locais, que possam vir a ser potenciais clientes, parceiros ou fornecedores.

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As empresas interessadas em integrar a Missão Empresarial ao Canadá, devem preencher a ficha de participação disponível na área de agenda do portal da NERSANT em www.nersant.pt. Para mais informações sobre a ação, está disponível o endereço de e-mail negociosnomundo@ nersant.pt ou o contacto telefónico 249 839 500. De referir que o projeto “Negócios no Mundo” resulta de uma candidatura da AIP - Associação Industrial Portuguesa ao Sistema de Incentivos “Internacionalização das PME”, na modalidade de Projetos Conjuntos, em copromoção com sete associações empresariais. São elas a NERSANT, a AEBB - Associação Empresarial da Beira Baixa (Castelo Branco), NERA - Associação Empresarial da Região do Algarve (Faro), NERBE - Núcleo Empresarial da Região de Beja, AEBAL - Associação Empresarial do Baixo Alentejo e Litoral (Beja), NERC - Associação Empresarial da Região da Coimbra, NERE - Núcleo Empresarial da Região de Évora e a NERPOR - Associação Empresarial da Região de Portalegre. O “Negócios no Mundo” está vocacionado para a potencialização da internacionalização das PME nacionais, através de uma atuação integrada de ações externas, missões inversas e capacitação de empresários e encontra-se estruturado de forma a envolver diretamente 150 empresas de Portugal Continental que apresentam reduzidos valores de exportação, que procuram diversificar a sua presença no exterior, bem como a sua rede de parceiros internacionais em novos mercados.

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Portugal e a Roménia querem aumentar a cooperação bilateral

O Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, reuniu-se em Bucareste com a homóloga romena, Carmen Daniela Dan, para incrementar os laços de cooperação bilateral, designadamente na área das migrações e da cooperação policial. Portugal continua a investir fortemente na plena integração das suas comunidades migrantes, designadamente a romena, no quadro de uma política de compromisso, solidariedade e de cooperação europeia. No âmbito deste trabalho conjunto de cooperação, foi já assinado um protocolo entre a Polícia de Segurança Pública portuguesa e a Inspeção Geral da Polícia romena que visa a cooperação em áreas como o intercâmbio de dados e informações com valor operacional, assistência mútua, formação, troca de experiências e de boas práticas. O protocolo prevê também a realização de ações comuns de coordenação e envio de representantes aos dois países para eventuais missões de apoio e suporte operacional. A reunião entre os dois Ministros realizou-se à margem do Conselho informal de Ministros de Justiça e Assuntos Internos da União Europeia, em Bucareste, Roménia. Da agenda deste Conselho fizeram parte o debate sobre as futuras prioridades e

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iniciativas na prevenção e combate ao terrorismo, a cooperação policial na era digital, a política europeia de migrações e asilo, e as medidas necessárias para salvaguardar o Espaço Schengen sem fronteiras internas.

COMBATE AO TERRORISMO No final do Conselho, o Ministro afirmou que Portugal vai avaliar as recomendações do relatório de combate ao terrorismo aprovado pelo Parlamento Europeu e analisar quais as medidas que se aplicam no plano interno. O relatório aprovado pelo Parlamento Europeu para tornar mais eficaz a luta contra o terrorismo contempla 227 recomendações. “Vamos promover uma avaliação das recomendações e quais são as medidas que no plano interno devemos tomar para desenvolver os temas que constam” do relatório, disse Eduardo Cabrita, ressalvando que não são textos legislativos, mas sim recomendações de ações. Os Ministros manifestaram também a intenção de concluir, até às eleições europeias, o processo legislativo europeu relativamente à propaganda terrorista online, que tem vindo a ser discutido com as empresas mais importantes do setor.

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FRONTEIRAS INTERNAS As medidas necessárias para salvaguardar o Espaço Schengen sem fronteiras internas foi outro dos assuntos em discussão, tendo o Ministro afirmado que o controlo de fronteiras internas só deve ser feito em casos excecionais, como fez Portugal em maio de 2017, quando o papa Francisco visitou Fátima. “A Comissão Europeia e um conjunto de países, entre os quais Portugal, defendem que esta é uma matéria essencial das liberdades europeias. Uma parte é o controlo externo, em que temos de melhorar os mecanismos de controlo externo e a guarda costeira é uma questão importante para isso, mas internamente só com caráter excecional e perante um risco concreto”, frisou. Os Ministros da Justiça e Assuntos Internos da União Europeia debateram ainda a política europeia de migrações e asilo, tendo Eduardo Cabrita afirmado que provavelmente não vai ser possível aprovar uma revisão do sistema europeu de asilo até às eleições europeias, uma vez que as divergências entre os países são significativas.

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Portugal e Quénia estudam cooperação nos portos e indústria naval A Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, recebeu uma delegação do Governo do Quénia, integrada pelo Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros, Macharia Kamau, e pelo Secretário de Estado das Pescas, Aquacultura e Economia Azul, Micheni Ntiba. Pela Parte portuguesa estiveram ainda presentes os Secretários de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Teresa Ribeiro, e das Pescas, José Apolinário. Na reunião foram estudadas possíveis áreas de cooperação entre Portugal e Quénia nos vários setores da economia do mar, tendo sido identificadas áreas prioritárias como os portos e transporte marítimo, pescas, indústria naval ou aquicultura. Também no âmbito tecnológico foram avaliadas as diferentes oportunidades de cooperação, com a

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delegação queniana a mostrar muito interesse nos sistemas em operação no nosso País, reconhecendo o seu potencial para o incremento da produtividade portuária, para a melhoria da segurança marítima ou para o aumento da vigilância nas suas águas. Na deslocação a Portugal, a delegação queniana tem ainda visitas agendadas ao Instituto Português do Mar e da Atmosfera (que poderá vir a ser um parceiro de entidades quenianas em matéria de formação) e a uma estação de aquicultura de ostras em Setúbal, à qual se juntará o Secretário de Estado das Pescas, José Apolinário. A reunião surge depois da visita de Ana Paula Vitorino à capital queniana, Nairobi, no passado mês de julho, na qual o governo queniano já tinha demonstrado um grande

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interesse em aprofundar relações com Portugal no âmbito dos assuntos do mar.

PORTUGAL E QUÉNIA PREPARAM CONFERÊNCIA DOS OCEANOS 2020 DAS NAÇÕES UNIDAS Na reunião foram também analisadas as grandes áreas onde poderá recair o foco da Conferência dos Oceanos 2020 das Nações Unidas, e apesar de ainda não existir anúncio oficial da escolha do nosso país para a sua realização, Portugal e Quénia já preparam a coorganização. A Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, afirmou que o objetivo passa por fazer conferência sobre os Oceanos diferente daquelas a que nos temos habituado. “Não queremos que seja apenas mais uma conferência sobre Oceanos, queremos ir mais além”, disse.

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Essence Inn Marianos

O hotel inclusivo que também quer ser internacional Mesmo no centro de Fátima, encontra-se o hotel Essence Inn Marianos. Inaugurado em maio de 2017 - fruto da requalificação de duas unidades hoteleiras - o projeto desde logo chamou a atenção pela sua aposta em conceitos que promovem a inclusão de pessoas com deficiência. O que a Ribatejo Invest não sabia e veio a descobrir, é que o hotel está a apostar fortemente na conquista de mercados internacionais.

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oi num dia chuvoso que a Ribatejo Invest encontrou o hotel Essence In Marianos, em Fátima. Por antítese ao tempo do exterior, o clima dentro do hotel, mostrou-se caloroso. Não fosse o hotel, no seu todo, pensado para promover a inclusão. Jovanete Vieira é o rosto por detrás deste empreendimento. Padre, superior da Congregação dos Marianos da Imaculada Conceição em Portugal e diretor do Essence Inn Marianos, o responsável guiou a Ribatejo Invest pelos diversos pisos do hotel. O despertar dos sentidos, através do olfato, reforçou o calor com que a nossa revista foi recebida. Cada piso é caracterizado por um tema e uma essência associada: piso 1, Floral, piso 2, Frutado, piso 3, Natural, piso 4, Amadeirado, e piso 5, Oriental. “O Essence Inn Marianos resulta da requalificação de duas unidades hoteleiras propriedade da Congregação dos Marianos: o hotel Marianos e a Pensão S. Paulo. O próprio conceito de hotelaria foi redefinido com este novo projeto: Espiritualidade e Inclusão passaram a ser as dimensões estratégicas e distintivas do Essence Inn Marianos”, começou por dizer Jovanete Vieira, acrescentado que, o que pretendemos foi “manter o apelo que nos caracteriza como congregação religiosa, a uma vivência de espiritualidade. Apresentamos agora uma oferta de bem-estar e de lazer que queremos inclusiva e diversificada.” Ao todo, são 91 unidades de alojamento: 76 quatros duplos e 10 singles; 3 suites e 2 apartamentos. Desses, 38

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espaços de alojamento estão preparados para receber hóspedes com mobilidade condicionada. “Orgulhamo-nos em ser o primeiro hotel inclusivo de Fátima. Em todas as nossas tipologias de quartos temos unidades especialmente pensa-

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das e preparadas para receber hóspedes com mobilidade reduzida. Nesse sentido, a aposta feita nas acessibilidades no quarto e na casa de banho foi grande. A instalação de barras de apoio bem como de interruptores de SOS nos quartos e

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INT casas de banho foi uma das grandes preocupações durante a reestruturação da unidade”, disse o responsável, que referiu ainda que, “para além dos dispositivos habituais que servem as pessoas com mobilidade reduzida ou total, o Essence Inn Marianos tem sinalética em Braille e está já a utilizar a tecnologia inovadora My Eyes, para auxílio às pessoas cegas que chegam ao hotel”. Trata-se, precisou, “de uma aplicação que as pessoas baixam da internet para o telemóvel e que permite que os seus utilizadores sejam os olhos de pessoas cegas nos momentos em que podem precisar de ajuda”. E, atente: a pretensão da inclusão não está pensada unicamente para os hóspedes. Alarga-se ao próprio funcionamento da unidade hoteleira, já que alguns dos colaboradores são portadores de alguma deficiência/limitação. O projeto de investimento, na ordem dos 3 milhões e meio de euros, foi financiado pelos fundos comunitários. “O Portugal 2020 abriu candidaturas no ano de 2015. Submetemos o projeto à segunda fase de candidaturas desse ano e o mesmo veio aprovado. Penso que o

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conceito inclusivo veio valorizar o projeto”, contou Jovanete. No momento, o diretor do hotel Essence Inn Marianos está focado em “cumprir à risca” o plano de investimento apresentado ao Portugal 2020. E isso inclui, possivelmente para surpresa do leitor, conseguir que 60% dos clientes sejam internacionais. “Abrimos no final de abril de 2017, ano do centenário das aparições de Fátima e da vinda do Papa a Portugal para comemoração da efeméride. Arrancámos num ano excelente, com uma verdadeira avalanche de pedidos, pelo que o hotel quase não nos exigiu muito trabalho do ponto de vista do marketing”, esclareceu Jovanete Vieira, acrescentando que, agora, “apesar do muitos dos clientes do nosso hotel serem já oriundos de mercados internacionais, a nossa aposta de marketing é, efetivamente, na internacionalização, até porque o projeto de investimento candidatado ao Portugal 2020 assim nos obriga”. De facto, complementou, o Essence Inn Marianos foi criado para ser um hotel inclusivo, mas também um hotel internacional. “No ano cruzeiro do

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projeto de investimento, 2020, é suposto que o nosso hotel tenha 60% de clientes estrangeiros, pelo que a nossa estratégia de crescimento passa exatamente por aí”, concluiu Jovanete Vieira. Para cumprir este objetivo, Jovanete Vieira tem montado um plano de marketing que prevê a realização de viagens de negócios, presenças em feiras internacionais e realização de reuniões com agências e operadores estrangeiros. Coreia do Sul, Brasil, Estados Unidos da América, França, Espanha, Itália, Alemanha e Polónia são alguns dos mercados onde o Essence Inn Marianos já fez prospeção de mercado. Entre os diversos mercados abordados, o diretor do Essence Inn Marianos destaca a presença na Expocatólica, no Brasil, a missão empresarial à Coreia do Sul com participação numa feira do setor do turismo, a presença em Nova Iorque, em contexto semelhante e a participação na Fitur, já por duas vezes, em Espanha, algumas das ações de internacionalização mais significativas. “Recentemente, abordámos um novo mercado: a Rússia”, revelou o diretor do Essence Inn Marianos. 

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NERSANT recebeu embaixador do Japão em Torres Novas

Acordo de Parceria Económica entre União Europeia e Japão aporta grandes oportunidades para as empresas O Acordo de Parceria Económica entre a UE e o Japão entrou em vigor no dia 1 de fevereiro. As empresas e os consumidores europeus e japoneses podem agora tirar partido da maior zona de comércio livre do mundo. O Embaixador do Japão, Jun Niimi, esteve em Torres Novas para dar a conhecer as oportunidades agora criadas pelo acordo.

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NERSANT - Associação Empresarial da Região de Santarém, acolheu na sua sede, em Torres Novas, no dia 12 de fevereiro, o Embaixador do Japão, Jun Niimi, para a apresentação do Acordo de Parceria Económica entre a UE e o Japão, que entrou em vigor no dia 1 de fevereiro. No encontro, para a qual a NERSANT convidou as empresas da região de Santarém, a Presidente da Direção da associação empresarial, Maria Salomé Rafael, referiu-se ao acordo como uma iniciativa muito importante para a competitividade das empresas da região. “O novo acordo é muito favorável à realização de negócios”, fez saber a dirigente, que se mostrou confiante nas empresas da região para o saberem aproveitar. O mesmo ponto de vista mostrou o Embaixador do Japão. Jun Niimi fez questão de dar as boas-vindas em português às cerca de 40 empresas presentes, tendo avançado, logo de seguida, que “o acordo vai ser muito bom para os negócios entre os dois países. Traz grandes desafios e oportunidades para as empresas do Ribatejo”, em especial devido à redução ou mesmo anulação de impostos e à redução da burocracia. O Presidente da Câmara de Comércio

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e Indústria Luso-Japonesa, Paulo Ramos, apresentou detalhadamente as oportunidades inerentes a este novo acordo entre a EU e o Japão e não quis deixar de notar às empresas da região que este é “o maior acordo económico alguma vez feito”. Quanto às oportunidades propriamente ditas, Paulo Ramos destacou o setor agroalimentar. No que diz respeito às exportações agrícolas da UE, entre outros aspetos, o acordo elimina os direitos japoneses aplicáveis a muitos queijos, como o Gouda e o Cheddar (atualmente de 29,8%), assim como às exportações de vinhos (atualmente de 15%, em média), permite à UE aumentar substancialmente as suas exportações de carne de bovino para o Japão e, no que toca à carne de porco, haverá um comércio livre de direitos para a carne transformada e quase livre de direitos para a carne fresca e assegura a proteção, no Japão, de mais de 200 produtos agrícolas europeus de elevada qualidade, as chamadas indicações geográficas (IG), garantindo também a proteção de uma seleção de IG japonesas na UE. Na sua apresentação, Paulo Ramos referiu ainda que o acordo garante igualmente a abertura dos mercados de serviços, em especial, os dos serviços financeiros, comércio digital, telecomunicações e transportes. Além disso, o acordo facilita o acesso das

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empresas europeias aos grandes mercados de contratos públicos em 54 grandes cidades japonesas e suprime os obstáculos aos contratos públicos no setor ferroviário, sendo este um setor muito importante do ponto de vista económico a nível nacional e tem ainda em conta as sensibilidades específicas da UE, por exemplo no setor automóvel, com períodos de transição de até sete anos antes de os direitos aduaneiros serem eliminados. O acordo inclui também um capítulo exaustivo sobre o comércio e o desenvolvimento sustentável; inclui elementos específicos que irão simplificar a vida das pequenas e médias empresas; fixa normas rigorosas em matéria de trabalho, segurança e proteção do meio ambiente e dos consumidores; reforça os compromissos da UE e do Japão em matéria de desenvolvimento sustentável e alterações climáticas, e salvaguarda plenamente os serviços públicos. O Vice-Presidente da Câmara Municipal de Torres Novas, Luís Silva, presente na sessão, encerrou o encontro mostrando-se agradado com a iniciativa da NERSANT. “Uma vez mais, a associação empresarial que tanto gosto fazemos em ter sediada no nosso concelho, cumpre a sua missão: criar condições para que as empresas possam aumentar o seu volume de negócios”. 

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é o maior mercado de investimento para Portugal na Europa Central e do Leste 52

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Polónia é o maior mercado de investimento para Portugal na Europa Central e do Leste. As exportações para o país têm vindo a crescer ao longo dos anos, o que denota o potencial do mercado para as empresas portuguesas. As conclusões são de um estudo elaborado pela NERSANT - Associação Empresarial da Região de Santarém, e que está disponível de forma gratuita para as empresas portuguesas. Atualmente a Polónia é um dos principais captadores de investimento direto estrangeiro, o que contribui muito para a sua posição de destaque entre as economias europeias e mundiais. O país é hoje um investimento muito atrativo para os investidores estrangeiros, devido à dimensão do seu mercado interno, boas perspetivas de desenvolvimento económico e ao seu mercado de trabalho competitivo com

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baixos custos de trabalho. Esta oportunidade não tem sido esquecida por Portugal. De facto, com um mercado com cerca de 40 milhões de consumidores e uma taxa de crescimento acima de 2%, a Polónia é um país que oferece inúmeras possibilidades de negócio e investimento para as empresas portuguesas. O país é mesmo o maior mercado de investimento para Portugal na Europa Central e do Leste. “Segundo os dados do Banco de Portugal, até ao final de 2013 as empresas portuguesas investiram na Polónia cerca de 153,5 milhões de euros (um aumento de 18,5% relativamente a 2012)”, começou por referir o estudo da NERSANT, acrescentando que “as exportações portuguesas de bens para o país, entre 2012 e 2016, têm uma taxa média anual de crescimento de 9,4%, enquanto as importações tiveram um crescimento médio anual de 16%”.

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No ranking de produtos exportados para a Polónia, destaque para “as máquinas e aparelhos, na 1ª posição (23,4%), seguindo-se os produtos agrícolas (12,9%), as pastas celulósicas e papel (12%), os veículos e outro material de transporte (9,5%) e os plásticos e borracha (8,2%)”. Para além das informações sobre o mercado da Polónia (caracterização socioeconómica, relações económicas e comerciais com Portugal, comércio internacional e carácter fiscal da Polónia), o documento aponta ainda caminhos para exportar para este país, nomeadamente documentação necessária, regimes aduaneiros, principais custos associados à exportação, certificações e vistorias necessárias, requisitos de embalagem e rotulagem, principais custos associados às exportações e, por fim, regime pautal do país. O estudo referente ao mercado

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polaco - também disponível para mercados como Austrália, Canadá, Chile, Colômbia, Gana, Marrocos, México, Moçambique e Turquia, integra o conjunto de atividades do projeto Export Intelligence - Promoção da internacionalização da região, financiado pelo COMPETE 2020 no âmbito do SIAC, que tem por objetivo o levantamento dos principais procedimentos (e eventuais barreiras) de acesso a mercados, para facilitação do acesso das empresas da região, dando-lhes ferramentas de prévia análise e preparação antes de se abordarem esses novos mercados. Todos os estudos estão disponíveis no portal www. exportribatejo.com. Para mais informações, os interessados devem contactar o Departamento de Apoio Técnico, Inovação e Competitividade da NERSANT, através dos contactos datic@nersant.pt ou 249 839 500. 

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MOMSteel comemora 10 anos em França

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MOMSteelPOR SA, 7.ª empresa no país especializada em conceção e fabrico de estruturas metálicas, com sede em Abrantes, está a comemorar o 10.º aniversário da sua presença em França, onde abriu, no dia 18 de fevereiro de 2009, a primeira sucursal, em Havre. Uma década depois, o desafio foi exigente mas superado. “Foram 10 anos consecutivos de aprendizagem, evolução e crescimento constante que nos permitiram atingir grande notoriedade em França, sem perder de vista a nossa visão – ser uma referência internacional de eficiência nas construções metálicas – e os nossos valores”, nas palavras

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de Ricardo Martins, administrador da empresa para aquele mercado. Um percurso que não é fácil de conquistar para a maioria das empresas do seu setor, atendendo às exigências técnicas e organizacionais que França impõe aos países estrangeiros que laboram no seu território. Naquele país, a MOMSteel é uma empresa especializada em construções metálicas de edifícios fotovoltaicos industriais, comerciais, agrícolas e desportivos, que presta serviços nas áreas de gestão de projetos, engenharia, produção metalomecânica, logística, construção/montagens e assistência após-venda. Com a sua sucursal agora sediada em Paris, uma cultura de flexibilidade e serviço ao cliente, tem o mérito

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de ter conquistado uma rede de parcerias estratégicas que acrescentam competência, experiência, inovação e conhecimento de mercado, para além de uma equipa comercial que dá cobertura a todo o território do país. Para os próximos 10 anos Ricardo Martins “ambiciona aumentar a notoriedade da MOMSteel no mercado francês e crescer, em volume de negócios (30%) e em inovação permanente, acompanhando as tendências do mercado onde atua, mantendo a mesma motivação e empenho da equipa que tem liderado há 10 anos consecutivos”. M a i s i n f o r m a ç õ e s e m w w w. momsteel.com.pt ou em www.momsteel.fr. 

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Ribatejo Invest - Março 2019  

Um dos maiores obstáculos que se coloca hoje à competitividade das empresas reside na escassez de recursos humanos qualificados, problema tr...

Ribatejo Invest - Março 2019  

Um dos maiores obstáculos que se coloca hoje à competitividade das empresas reside na escassez de recursos humanos qualificados, problema tr...

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