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EDIÇÃO ESPECIAL

Junho 2018 | Ano III | Edição Especial FERSANT 2018

COMO SER UM NEGÓCIO DE FUTURO?

Novas tendências de negócio: A Economia 4.0

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ÍNDICE

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Junho 2018 | Ano ||| | Edição Especial FERSANT 2018

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06 ENQUADRAMENTO 4.0 10 Apoio NERSANT 4.0 10 Digitalização dos Negócios 19 Sustentabilidade e Economia Circular 26 Inovação na Gestão e Capacitação 30 Internacionalização 39 OPINIÃO

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Arnaldo Santos, Presidente da Administração da Caixa de Crédito Agrícola do Ribatejo Norte e Tramagal

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Filipe Madeira, Professor na Escola Superior de Gestão e Tecnologia do Instituto Politécnico de Santarém

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Filipe Ribeiro, Consultor na Magellan – Associação para a Representação dos Interesses Portugueses no Exterior

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Luís Silva, Diretor Técnico da Sotecnisol Marco Alves, Consultor na Rácios Múltiplos Nuno Laboreiro Mendonça, Diretor Geral – Núcleo Inicial Business Solutions Gil Gonçalves, Chief Scientific Officer (CSO) da INOVA+ Sérgio Ribeiro, Consultor sénior da EXN Consultores Joana Grácio, Branch manager SGS Tejo | Oeste

59 CADERNO FERSANT 60 FERSANT Desde 1990 a promover o tecido empresarial do Ribatejo 62 Planta FERSANT 2018 67 Listagem de Empresas

37 FICHA TÉCNICA Diretora: Maria Salomé Rafael Conselho Redatorial: Cláudia Monteiro Sandra Pereira ribatejo.invest@nersant.pt

FERSANT 2018

Publicidade: Maria João Rodrigues maria.joao@nersant.pt Propriedade: NERSANT, AE. Várzea de Mesiões - Apartado 177 2354-909 Torres Novas Tel.: 249 839 500 | Fax: 249 839 509 www.nersant.pt

Periodicidade: Mensal Tiragem: 1000 exemplares

Isento de registo na ERC ao abrigo do decreto regulamentar 8/99 de 9/6 artigo 12.º, n.º 1 a)

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EDITORIAL

FERSANT

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elo 29º ano, a NERSANT organiza a FERSANTFeira Empresarial da Região de Santarém, com o objetivo de promover as empresas e os produtos do distrito de Santarém, nesta que é uma das maiores montras da produção regional e nacio-

nal. Foi em 2010 que a FERSANT passou a estar integrada na Feira Nacional da Agricultura, que decorre no CNEMA – Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas do Ribatejo. A mudança de local tem-se revelado muito positiva. A FERSANT tem registado um número crescente de visitantes e alcançado cada vez maior visibilidade assumindose, inequivocamente, como um espaço privilegiado para o encontro entre empresas e para a realização de negócios na região do Ribatejo. Tendo por base o êxito das edições anteriores, onde estiveram mais de 200 mil visitantes provenientes de todo o país, acreditamos que a edição deste ano será novamente um sucesso, uma oportunidade imperdível para as empresas promoverem a sua atividade, estabelecerem novos contatos e potenciarem novos negócios. Por isso, a FERSANT é um dos temas obrigatórios nesta edição da Ribatejo Invest, onde refletimos também sobre os Desafios e Oportunidades que nos traz a Economia 4.0. Este tema tem vindo a ser amplamente debatido no meio empresarial, tal o impacto que esta nova revolução industrial está já a suscitar a nível global. As mudanças sociais e económicas geradas, já visíveis em múltiplos aspetos da nossa vida quotidiana, abrem-nos a porta a inúmeras opor-

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tunidades, mas implicam que estejamos preparados para responder a todos os desafios. Convidámos algumas das nossas entidades parceiras e empresários da região a deixarem-nos o seu testemunho e a sua perspetiva relativamente às mudanças que as empresas portuguesas terão de efetuar para conseguirem manter-se na linha da frente do desenvolvimento económico. A NERSANT tem vindo a sensibilizar e a apoiar as empresas do distrito para as exigências deste novo modelo económico. O projeto “Get Innovation - A Caminho da Indústria 4.0” que a NERSANT está a implementar em conjunto com o Instituto Politécnico de Santarém, cofinanciado pelo Alentejo 2020, tem como alguns dos seus objetivos a identificação e disseminação das melhores práticas na implementação da indústria 4.0, com potencial demonstrador e a transferência de conhecimento entre as empresas de diferentes realidades, através da partilha de experiências vividas no desenvolvimento e implementação dos sistemas da indústria 4.0. No âmbito deste projeto realizaram-se já três workshops de capacitação onde participaram mais de 100 empresários e responsáveis pela área produtiva, e foram visitadas 25 empresas da região. Sendo este um desafio que nos deve mobilizar nos próximos anos, a NERSANT continuará a apoiar as empresas neste processo de mudança.

Maria Salomé Rafael Presidente da Direção da NERSANT

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ENQUADRAMENTO | 4.0

Apoio NERSANT Digitalização dos negócios

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Sustentabilidade e Economia Circular

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A preocupação com a sustentabilidade tem vindo a ser uma tendência na nova economia. A preocupação com o ambiente, os resíduos e a reutilização de materiais como fonte de produtividade, são tendências da nova economia, para as quais a NERSANT tem tentado despertar o interesse das empresas da região.

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A digitalização dos negócios é mais do que uma tendência. É uma absoluta necessidade para as empresas que pretendem concorrer no mercado global de hoje em dia. Neste sentido, a NERSANT tem envidado esforços para promover a digitalização das suas empresas. Ao longo dos anos, a associação tem prestado alguns serviços na área das TIC, nomeadamente quanto à criação de sites e plataformas de gestão, para desmaterialização de processos que têm sido um sucesso junto das empresas da região.

Inovação na gestão e capacitação As demandas da nova economia exigem novos modelos de negócio, que deverão ter, indubitavelmente, uma gestão revigorada e capacitada. É neste sentido que a NERSANT disponibiliza às suas empresas, projetos de inovação na gestão, bem como ferramentas para a capacitação dos seus recursos humanos.

Internacionalização A NERSANT tem tido uma dupla missão no que respeita ao apoio à internacionalização das empresas da região. Se por um lado a associação pretende apoiar as empresas da nossa região no seu esforço de internacionalização e aumento de exportações, por outro, tem consciência de que se trata de um processo demorado, que deve ser devidamente consolidado. No entanto, para atenuar este facto, a NERSANT tem apostado em contactos que podem abrir portas a parcerias muito interessantes para as empresas do Ribatejo. A associação tem, por isso, colocado nos seus primordiais objetivos a realização de missões empresariais, muitas delas com participação em feiras de negócios, em diversos países do globo. Mas, se por um lado se pretende levar os empresários além-fronteiras, é também objetivo trazer empresários estrangeiros à região. Foram já organizadas pela associação diversas missões inversas, onde a realização de contactos bilaterais e visitas a empresas tem sido foco da realização de trocas comerciais entre os países. Em qualquer das situações, a NERSANT prima por apresentar as potencialidades do Ribatejo, entre elas os cinco parques de Negócios, dois deles Áreas de Localização Empresarial, que oferecem condições muito atrativas, a vários níveis, para a realização de investimentos. Além disso, a região dispõe de Centros Tecnológicos, e escolas profissionais que trabalham em cooperação com empresas e instituições de ensino superior, algo que é muito valorizado pelos empresários estrangeiros. O apoio à internacionalização tem sido feito com o apoio de vários projetos e iniciativas, que passaremos a apresentar.


Como ser um negócio de futuro? Novas tendências de negócio: A Economia 4.0 São muitas as oportunidades criadas pelas tecnologias de informação e comunicação, que se têm demonstrado determinantes no processo de transformação dos modelos económicos e sociais da nossa sociedade. endo as empresas o motor da economia e um ator importante na vida das pessoas, tem-se verificado uma necessidade premente de adaptar as empresas à modernidade e aos conceitos a ela associados. De facto, esta quarta revolução industrial de que todos falam, e que se caracteriza pela transformação digital da sociedade e economias, tem severos impactos na economia, nos negócios, e, consequentemente, nas pessoas. A digitalização e a ligação em rede de pessoas e máquinas estão, de facto, a mudar o mundo do trabalho e trazem

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ENQUADRAMENTO | 4.0

consigo novos desafios e muitas oportunidades para as empresas portuguesas e a economia mundial. A estas novas empresas, chamamos Empresas 4.0. Empresas preparadas para a modernidade nas suas mais variadas valências. O que aconteceu na década de 1990 com a Internet está hoje a acontecer com a Inteligência Artificial, Robótica, Impressão 3D, “Internet das Coisas”, com os algoritmos e o Big Data, tecnologias que usadas em conjunto abrem um mundo de oportunidades, onde o aumento potencial da produtividade em setores mais tradicionais, é apenas uma delas. Devido à tecnologia e consequente globalização, o que acontece hoje em dia, é que as pequenas empresas, têm um grande potencial de se tornar “micromultinacionais”. Estas novas empresas globais, sujeitas a um forte mercado concorrencial e dominado por novos consumidores, não terão necessidade de novas estratégias e novos modelos de negócio? A NERSANT considera que sim e tem vindo a trabalhar arduamente no apoio a este desígnio, em diversas vertentes.

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REVOLUÇÃO INDUSTRIAL TRANSFORMAÇÃO E INOVAÇÃO DAS INDÚSTRIAS

INDÚSTRIA 4.0 INDÚSTRIA 3.0 INDÚSTRIA 2.0 INDÚSTRIA 1.0 Produção mecânica baseada em vapor de água

Utilização de eletricidade e criação de linhas de montagem

Finais do séc. XVIII

Início do séc. XX

Desenvolvimentos tecnológicos que permitem produção automatizada

Anos 70

Transformação digital, com o desenvolvimento de tecnologias ciber-físicas que permitem disruptivas nos modelos de produção e negócio

Atualidade

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Digitalização dos Negócios A digitalização dos negócios é mais do que uma tendência. É uma absoluta necessidade para as empresas que pretendem concorrer no mercado global de hoje em dia. Neste sentido, a NERSANT tem envidado esforços para promover a digitalização das suas empresas. Ao longo dos anos, a associação tem prestado alguns serviços na área das TIC, nomeadamente quanto à criação de sites e

plataformas de gestão, para desmaterialização de processos que têm sido um sucesso junto das empresas da região.

O GesINOV Corporate GesINOV Corporate é um Sistema Integrado de Gestão Empresarial, totalmente idealizado e desenvolvido pela NERSANT, e tem como objetivo fomentar a utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação pelas PME da região de Santarém, através da disponibilização de ferramentas de gestão, de contacto com os clientes e de suporte à qualidade e de inserção na economia digital, baseadas na utilização das TIC. As várias atividades complementares propõem no seu conjunto, fornecer uma solução desenvolvida para a Web e integrada, uma vez que se pretende com o GesINOV a integração dos processos e dados das organizações num único sistema de informação, característicos de um sistema ERP.

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Em suma, são objetivos do projeto GesINOV, apoiar as PME da região: − A responder aos desafios apresentados

pelas novas tecnologias da informação e comunicação nas suas diversas vertentes;

resultados; Indicadores de Desempenho; Gestão das Ofertas de Emprego.

− Melhorar os seus processos de gestão, e por conseguinte contribuir para uma maior eficiência de gestão;

• Gestão de equipamentos Funcionalidades Gerais: Gestão do Equipamento (interno e alugado); Gestão da Manutenção e Calibração; Equipamento como centro de resultados; Indicadores de Desempenho.

− Otimizar, agilizar e, sempre que possível, automatizar os processos internos; − Incorporar inovação; − Melhorar e fortalecer a comunicação com a sua envolvente e colaboradores; − Tirar partido de soluções de e-business existentes e emergentes. Para cada uma das soluções, existem funcionalidades distintas, que explicamos: • Gestão de colaboradores / Recursos Humanos Funcionalidades Gerais: Gestão do Pessoal (interno e temporário); Gestão da Formação; Gestão da Higiene, Saúde e Segurança no Trabalho; Pessoal como centro de

• Arquivo digital, classificação e distribuição de documentos Funcionalidades Gerais: Entrada e Saída de correspondência; Informações Internas; Distribuição interna; Repositório de documentação. • Gestão de orçamentos e de projetos Funcionalidades Gerais: Orçamentação, Planeamento, Adjudicação, Gestão integrada de recursos, meios, equipamentos e matérias-primas; Geração de Relatórios. • Comunicação com os clientes e colaboradores Funcionalidades Gerais: Canais de aces-

A FERRAMENTA DISPÕE DE TRÊS SOLUÇÕES:

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so SMS e e-mail (clientes e colaboradores); Subscrição de informação; Gestão de resposta e segmentação. • Gestão de circuitos de informação e processos de qualidade e ambiente Funcionalidades Gerais: Circuitos internos (de aprovação, validação, notificação); Gestão e Elaboração da Documentação do SGQ; Controlo de Versões e Distribuição da Documentação; Controlo de Processos (documentação, registos, indicadores); Controlo do Produto ou Serviço (não conformidades, ações corretivas, preventivas) não conforme; Integração e Importação de valores externos (de outros módulos ou de outros Sistemas de Informação). • Ferramenta de business intelligence mobile Funcionalidades Gerais: utilização via dispositivos móveis (PC’s, portáteis, “tablets” e “smartphones”); Extração, transformação e carregamento dos dados

(existentes nos módulos de ambos os projetos e provindos de outros Sistemas de Informação); Orçamentação por período (anual ou mensal) baseado em natureza e/ ou Centros de Custos; Definição de Indicadores chave para diferentes áreas funcionais da organização (dados

financeiros e funcionais) e integração de indicadores já definidos noutros módulos e ferramentas; Mapas, relatórios e gráficos analíticos; Painéis de bordo com indicadores navegáveis em cascata.

EM SUMA…

Nota: Para além do Gesinov Business, está também disponível uma versão da aplicação para o terceiro setor – o Gesinov Social.

Proteção de dados As novas tecnologias elevaram a outro nível a circulação e utilização de dados pessoais por parte das empresas, com propósitos, grande parte das vezes, comerciais. De facto, a privacidade dos dados dos cidadãos na era digital, é um dos desafios das empresas atuais. Neste sentido, no dia 6 de abril de 2016, a UE decidiu reformar a fundo o seu quadro de proteção de dados, adotando o pacote de reformas em matéria de proteção de dados, ao qual deu o nome de Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados, que entrou em vigor a 25 de maio de 2018. Consciente das enormes mudanças que o mesmo regulamento significa para as empresas da região, a NERSANT depressa decidiu organizar na região um conjunto de ações de formação, em seis municípios

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do distrito de Santarém. Santarém, Benavente, Torres Novas, Abrantes, Ourém e Rio Maior foram as cidades que receberam esta formação, onde participaram, no total, cerca de 90 empresas e entidades da região. O Regulamento tem como principais novidades o reforço dos direitos dos titulares dos dados, a definição de categorias especiais de dados pessoais, como os biométricos ou os de saúde, a obrigação de uma autoavaliação, pelos responsáveis do tratamento de dados pessoais e subcontratantes, cabendolhes a obrigação de notificação prévia à Autoridade Nacional de Controlo, ou a obrigatoriedade de notificar a Autoridade Nacional de Controlo em caso de violação de dados pessoais. Impõe ainda a obrigatoriedade da existência de um Encarregado de Proteção de Dados nas entidades públicas e privadas.

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Get Innovation A Caminho da Indústria 4.0 projeto “Get Innovation - A Caminho da Indústria 4.0” visa a preparação do tecido empresarial da região da Lezíria do Tejo, para a integração dos princípios da Indústria 4.0 nos seus sistemas organizacionais e produtivos, em linha com as orientações das melhores práticas de inovação e produtividade, assim como, incentivar o desenvolvimento de soluções tecnológicas inovadoras. Corresponde a um avanço tecnológico associado ao conceito de “fábricas inteligentes” que permitirá integrar os sistemas virtuais e os processos produtivos em tempo real, e que se traduz em ganhos de produtividade. Esta evolução contribuirá ainda para incentivar as empresas tecnológicas fornecedoras de produtos e/ou soluções inovadoras para a indústria, a desenvolver soluções tecnológicas inovadoras, em cooperação com as entidades do sistema cientifico e tecnológico. O plano de ação do projeto pretende cumprir os seguintes objetivos operacionais:

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• Conhecer o estado da arte, no domínio da Indústria 4.0., em setores representativos da região, como o agroalimentar e metalomecânico; • Identificar novas competências que conduzam à definição de perfis profissionais emergentes, que respondam aos desafios da Indústria 4.0; • Promover o debate e a reflexão sobre os resultados encontrados, nomeadamente ao nível do posicionamento das

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empresas e definir linhas de orientação conducente à estratégia de implementação de princípios da Indústria 4.0; • Identificar e disseminar as melhores práticas na implementação da Indústria 4.0 a nível nacional e internacional, com potencial demonstrador, capaz de estimular as empresas para a definição das suas opções estratégicas; • Capacitar os empresários da região e responsáveis pela área produtiva/ inovação para a necessidade de definição de trajetos de inovação nas suas empresas; • Estimular e promover a capacitação de empresas inovadoras tecnológicas, designadamente startups, com o objetivo de desenvolverem ferramentas e plataformas compatíveis; • Promover a transferência do conhecimento entre as empresas de diferentes realidades, através da partilha de experiências vividas no desenvolvimento e implementação dos sistemas da Indústria 4.0. Pretende-se com o projeto, desta forma, proporcionar às empresas um ambien-

te favorável à inovação, preparando-as para o novo paradigma da Indústria 4.0. Perante o reduzido conhecimento das oportunidades e desafios da Industria 4.0, este projeto contempla um conjunto de atividades, nomeadamente, um diagnóstico da região sobre o qual resultarão recomendações e orientação, alicerçadas em situações com elevado potencial de demonstração, visando a sensibilização das partes interessadas e a capacitação das PME. Até ao momento, foram realizadas as seguintes atividades ao abrigo do Get Innovation, onde estiveram presentes dezenas de empresas da região: • Sessão de Lançamento: Summit Get Innovation - 29 de novembro de 2017, Convento de S. Francisco - Santarém; • Workshop: Robótica e Logística Digital - 21 de março de 2018 - Startup Santarém; • Workshop: IoT (Internet of Things) e Segurança de Dados - 02 de maio de 2018 - Escola Superior de Gestão e Tecnologia - Instituto Politécnico de Santarém; • Workshop: Suply Chain 4.0 - 29 de maio de 2018, Escola Superior de Gestão e Tecnologia - Instituto Politécnico de Santarém; No âmbito deste projeto, vai ainda realizar-se: • Workshop: Smart Factories e Estado de Arte - Fórum Inovação Get Innovation, 12 de junho de 2018 – Santarém.

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InovPME Inovação e Valorização da Oferta da Região do Alentejo projeto InovPME - Inovação e Valorização da Oferta da Região do Alentejo, pretende promover a valorização da oferta das empresas da região por via da assimilação e aplicação de ferramentas de desenvolvimento de novos produtos e serviços, em processos de inovação aberta, partindo da identificação da oferta existente na região (produtos, serviços, I&D, design, criatividade, etc.) e das principais lacunas em matéria de inovação e evolução na cadeira de valor.

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O plano de ação a desenvolver pretende cumprir os seguintes objetivos: • Efetuar um diagnóstico ao potencial de valorização da oferta na região; • Identificar e disseminar casos de estudo em matéria de inovação aberta e inovação de produto/serviço na região e a nível nacional/internacional; • Desenvolver e disseminar ferramentas

para o desenvolvimento de novos produtos e serviços; • Sensibilizar o tecido empresarial para as temáticas de Inovação Aberta, Desenvolvimento de Novos Produtos e Desenvolvimento de Novos Serviços; • Identificar oportunidades de valorização de oferta por via da fusão colaborativa (inovação aberta) entre os produtos, serviços e valências da região em matéria de I&D, design, criatividade, etc.; • Promover a articulação com a economia da criatividade – marketing, packaging, branding, design; • Promover uma efetiva transferência tecnológica e a criação de novos negócios

com base em conhecimento desenvolvido em entidades de ensino e de ciência e tecnologia e no tecido empresarial; • Lançamento de uma plataforma de valorização da oferta e inovação partilhada onde as empresas apresentam os seus produtos/serviços e as suas áreas de interesse em matéria de inovação. O InovPME pretende com o projeto e a sua abordagem melhorar a competitividade, a internacionalização e a qualificação das empresas da região. Por outro lado, as suas atividades visam, entre outros, promover processos de cocriação de produtos e serviços entre PME e entidades do sistema científico e tecnológico.

II Fórum da Inovação e do Empreendedorismo apresentou 70 tecnologias A NERSANT - Associação Empresarial da Região de Santarém, apresentou no II Fórum da Inovação e do Empreendedorismo, 70 novas tecnologias que poderão ser aplicadas ao processo produtivo das empresas. A exposição esteve patente na Startup Santarém, tendo sido visitada e consultada por dezenas de empresários e empreendedores que se deslocaram ao evento da NERSANT nos dias 29 e 30 de novembro do ano passado. De facto, a valorização dos resultados de I&DT e de desenvolvimento de novas tecnologias através do envolvimento das empresas nas atividades de desenvolvimento tecnológico tem sido um dos objetivos da NERSANT, que tem vindo a dinamizar a sua Bolsa de Tecnologias com parceiros ligados ao sistema científico. O objetivo desta Bolsa, que está disponível online em http://inovribatejo.nersant. pt/, é transmitir o conhecimento produzido nas Entidades de Ensino e Investigação à comunidade empresarial, de modo a que

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o mesmo seja implementado e aproveitado nos processos produtivos das empresas. Para além da exposição de tecnologias, a NERSANT levou ainda a efeito no dia 29, no II Fórum da Inovação e do Empreendedorismo, um brokerage tecnológico, com o objetivo de facilitar o processo de transferência de tecnologia entre investigadores e empresas/empreendedores, o

qual registou mais de 60 participantes e um total de 78 reuniões realizadas. De referir que, para além das 70 novas tecnologias apresentadas no II Fórum da Inovação e do Empreendedorismo, a Bolsa de Tecnologias da NERSANT conta, na sua totalidade, com cerca de 100 tecnologias disponíveis para aplicação nas empresas.

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FuturE.com projeto europeu para a digitalização da economia no comércio eletrónico B2B NERSANT - Associação Empresarial da Região de Santarém é o representante português de um projeto europeu agora aprovado, e que pretende explorar a digitalização da economia, com o objetivo de aumentar o comércio eletrónico B2B. Inserido no âmbito do programa europeu Interreg Europe, o projeto, denominado FuturE.com - Exploiting digitisation to increase B2B e-commerce, visa melhorar a implementação de políticas e programas de desenvolvimento regional, em programas específicos de investimento para crescimento e emprego apoiando as PME’s em todas as etapas do seu ciclo de vida para desenvolver e alcançar o crescimento e se envolver em inovação. Pretende-se, portanto, melhorar a eficácia e o impacto dos diversos instrumentos de política utilizados nos 8 países da parceria, estimulando a exploração da digitalização por parte das PME, a fim de incrementar a sua competitividade

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no futuro, contribuindo para o seu crescimento. Por outro lado, propõe-se fornecer aos decisores políticos o conhecimento e a compreensão das potencialidades da digitalização, ao mesmo tempo que os alerta para os desafios e as barreiras que as PME terão de enfrentar em termos de preparação dos seus processos para aproveitar e enfrentar a digitalização da economia global. O FuturE.com pretende, assim, apoiar as PME’s para aproveitar ao máximo a digitalização, examinando em conjunto com as Autoridades Regionais/Locais e com as Agências de Desenvolvimento, formas de implementação de instrumentos/ políticas com vista a ajudar/orientar as mesmas a seguir este caminho. O projeto europeu é composto por 10 parceiros de 8 países diferentes, que irão agora estabelecer grupos de trabalho em cada país, com o objetivo de delinear um plano de ação regional para integrar e

implementar boas práticas dentro das políticas regionais. Os parceiros promoverão ainda reuniões específicas de desenvolvimento de capacidades e intercâmbio, onde serão preparados e monitorizados estes 8 planos de ação. A disseminação dos resultados do projeto a nível local, regional e em toda a EU, é também objetivo de cada parceiro. São parceiros do projeto europeu FuturE.com, para além da NERSANT, em Portugal, as seguintes entidades: Businessand Innovation-Center Lippe-Detmold GILDE (Alemanha), Business Development Centre North Denmark (Dinamarca), North Denmark Region (Dinamarca), Cursor Oy, Kotka-Hamina Regional Development Company (Finlândia), The Regional Council of Kymenlaakso (Finlândia), Chamber of Magnesia (Grécia), ERVET - Emilia-Romagna Development Agency (Itália), Lithuanian Innovation Centre (Lituânia) e Coventry University Enterprises Ltd. (Reino Unido).

NERSANT - Associação Empresarial da Região de Santarém é o representante português de um projeto europeu agora aprovado, e que pretende explorar a digitalização da economia, com o objetivo de aumentar o comércio eletrónico B2B.

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Sustentabilidade e Economia Circular A preocupação com a sustentabilidade tem vindo a ser uma tendência na nova economia. A preocupação com o ambiente, os resíduos e a reutilização de materiais como fonte de produtividade, são tendências da nova economia, para as quais a NERSANT tem tentado despertar o interesse das empresas da região.

BIO-WARE Programa de Sensibilização para a Bieconomia projeto “BIO-WARE - Programa rama de Sensibilização para a Bieconomia”, dinamizado pela NERSANT e pelo Agrocluster Ribatejo, visa a promoção da inovação e do empreendedorismo de forma a melhorar a comercialização dos resultados científicos associados à Bioeconomia “Verde” rde” nca” (Agroflorestal) e à Bioeconomia “Branca” (aplicações industriais e ambientais). s). O projeto centra-se no estudo e disseminação de informação sobre a bioeconomia, compreende ações de sensibilização e informação que contribuam para a concretização de projetos inovadores de Bioeconomia que possam ser desenvolvidos no seio das fileiras estratégicas da região. Muito embora o projeto se concentre na região de Santarém, por vocação das entidades copromotoras, não se pretende limitar o seu âmbito de influência. Pelo contrário, pretende-se mobilizar a base científica e tecnológica nacional, de relevância e impacto crescente, para um reflexão e discussão em terno da temática, assim como a disseminação de conhecimento.

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O projeto tem como objetivos: • Sensibilização e disseminação para a importância da Bioeconomia e da sua integração nos setores relevantes para a região, nomeadamente Bioeconomia “Verde” e “Branca”; • Promoção de lógicas de colaboração entre os atores nacionais direcionadas para a identificação e valorização de

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oportunidades de financiamento; • Promoção da geração de ideias em torno do desenvolvimento de projetos colaborativos entre empresas e entidades de ensino e de ciência e tecnologia. O projeto BIO-WARE constitui-se como um Programa de Sensibilização para a Bioeconomia, a consubstanciar num conjunto de ações que contribuam para a promoção da Bioeconomia e na sua incorporação nas atividades das empresas e instituições de ensino das regiões. A estratégia delineada no projeto, irá permitir definir um enquadramento adequado para iniciativas concretas para a região e resulta da análise efetuada às suas realidades e do contexto nacional e internacional. O projeto BIO-WARE tem vindo a realizar diversas atividades na prossecução dos seus objetivos: • Mesa Redonda: Como pode a Bioecono-

mia contribuir para a minha empresa? – 05 de abril de 2018 – Sede da NERSANT – Torres Novas; • Mesa Redonda: Desenvolvimento de Produtos de Valor Acrescentado – 19 de abril de 2018 – Escola Superior Agrária – Instituto Politécnico de Santarém; • Mesa Redonda: Bioeconomia: pontes para a Internacionalização – 17 de maio de 2018 – Escola Superior Agrária – Instituto Politécnico de Santarém; • Mesa Redonda: Ciência e Tecnologia como Multiplicadores de Bioeconomia – 07 de junho de 2018 – Startup Santarém. Foram ainda realizadas sessões de geração de ideias de negócio em março e abril na Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar de Peniche, Escola Superior de Tecnologia de Abrantes e Escola Superior de Tecnologia de Tomar, as duas últimas pertencentes ao Instituto Politécnico de Tomar.

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NERSANT e Agrocluster promovem Bio-Ware

Louça biodegradável e comestível vence concurso de bio-ideias de negócio Pratos rasos, fundos e tigelas biodegradáveis, bem como palhetas para mexer o café biodegradáveis e comestíveis, é a aposta dos empreendedores Pedro Cadete e Luís Simões, que lhes valeu o primeiro prémio do concurso de bio-ideias de negócio realizado pela NERSANT - Associação Empresarial da Região de Santarém e pelo Agrocluster Ribatejo, ao abrigo do projeto Bio-Ware. Na sua estratégia “Bioeconomia – A Inovação para o crescimento sustentável”, a EU estabelece o rumo para uma economia sustentável e eficiente na utilização de recursos. Reconhecendo-se a forte ligação da região de Santarém à terra e aos recursos biológico, considera-se existir um enorme potencial na região em torno da Bioeconomia e da sua utilização inteligente para o desenvolvimento de soluções inovadoras, com base em recursos biológicos e renováveis. Neste sentido, a NERSANT e o Agrocluster, ao abrigo de um projeto de promoção da bioeconomia - o Bio-Ware -, dinamizaram na região o I Concurso de BioIdeias de Negócio, que recebeu candidaturas entre 28 de fevereiro e 30 de março. A concurso receberam-se dezenas de ideias de negócio com forte componente biológica e sustentável, e que foram apresentadas em sessão de júri na Startup Santarém no dia 11 de maio. As propostas de negócios foram avaliadas, tendo os membros do júri, composto por representantes da NERSANT, Agrocluster, Associação Eco Parque do Relvão, Sociedade Portuguesa de Inovação e Instituto Politécnico de Santarém, chega-

do a um veredicto, que foi conhecido no dia 17 de maio, na Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Santarém. O júri decidiu atribuir o primeiro prémio do concurso ao projeto “Louça Biodegradável”, dos promotores Pedro Cadete e Luís Simões. O projeto, através de uma técnica patenteada de prensagem de farelo de trigo, prevê a representação e comércio em Portugal de pratos rasos e fundos, tigelas, que são biodegradáveis em 30 dias. Também as palhetas para café são objeto deste projeto, sendo as mesmas, desta feita, constituídas de materiais orgânicos como o amido de milho, fibras vegetais e aromas, bem como outros ingredientes neutros, que permitam que a mesma não se dissolva durante o uso, nem adultere o sabor do café. Estas palhetas, além de biodegradáveis, são também comestíveis. Com a atribuição do primeiro prémio por parte da NERSANT e do Agrocluster, os promotores vão agora receber uma bolsa monetária no valor de 1000 euros para a concretização da ideia, bem como apoio técnico, integração num programa de acele-

ração e ainda a incubação física do negócio na Startup Santarém. O segundo prémio no âmbito do concurso foi atribuído a Rodolfo Silva, com o projeto Silva Farmer Frutis. Neste caso, a ideia é aproveitar a “fruta feia” (fruta com qualidade alta mas com baixo consumo devido ao seu aspeto), para produção de Kits saudáveis, com brinde, por forma a despertar o interesse de consumo de fruta “saudável”, nas camadas mais jovens. Apoio técnico, 500 euros para a concretização da ideia, participação em programa de aceleração e incubação física na Startup Santarém, é o resultado deste segundo lugar no pódio. Quanto ao terceiro lugar, o mesmo foi atribuído a Licínio Neto, pela candidatura com o projeto Rosefood - Edible flowers bouquets, cujo produto consiste na venda de ramos de flores comestíveis, com certificação biológica e garantia alimentar. No caso, o empreendedor receberá 250 euros em prémios para a concretização da ideia, apoio técnico, participação no programa de aceleração e incubação da empresa na Startup Santarém.

Projeto dinamizou dois concursos de ideias de negócio na área da bioeconomia Reconhecendo-se a forte ligação da região de Santarém à terra e aos recursos biológicos, considera-se existir um enorme potencial inexplorado na região em torno da Bioeconomia e da sua utilização inteligente para o desenvolvimento de soluções inovadoras com base em

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recursos biológicos e renováveis. É neste contexto que surge o concurso “Acelerador de Bio-Ideias”, dinamizado pela NERSANT e pelo Agrocluster Ribatejo, que pretende desafiar a comunidade a apresentar ideias para a conceção e comercialização de bioprodutos ou bioserviços.

No âmbito do projeto Bio-Ware, a NERSANT e o Agrocluster Ribatejo, dinamizaram dois concursos de ideias de negócio, cujo objetivo foi aproveitar o potencial da bioeconomia na região de Santarém, convertendo-o em bioprodutos e bioserviços.

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Lezíria+Sustentável projeto Lezíria+Sustentável pretende contribuir para melhorar e reforçar a envolvente externa às empresas, em particular melhorando as condições para a criação de modelos de negócios mais sustentáveis, isto com base no desenvolvimento de fatores imateriais de competitividade de natureza coletiva e na disponibilização de bens públicos capazes de induzir efeitos de arrastamento na economia através da disponibilização de informação relevante, da identificação de riscos e oportunidades e da indução da inovação na forma de atuar relativamente à sustentabilidade, deixando a reatividade e apostando na pro-atividade através da criação de produtos, serviços e modelos de negócio onde a sustentabilidade é vista como um fator de criação de valor e não como um constrangimento.

O

O plano de ação a desenvolver pretende cumprir os seguintes objetivos específicos: • Promover práticas de cooperação e coopetição no âmbito da sustentabilidade identificando riscos e oportunidades comuns e criando ferramentas e atividades que permitam a criação de redes criadoras de valor, seja pela cocriação de soluções de novos modelos de negócio, seja pela implementação de redes de circularidade; • Induzir a implementação de atividades

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de inovação nas PME’s no âmbito da sustentabilidade incrementando novas competências empresariais, contribuindo assim para o aumento da proporção de PME’s com atividades de inovação; • Sensibilizar e mobilizar para a sustentabilidade e facilitar o acesso a informação relevante nestes domínios da competitividade; • Estimular a realização de diagnósticos sobre sustentabilidade de forma a facilitar a realização de escolhas estratégicas focadas na criação de diferenciação e valor através da aposta na sustentabilidade. Com o Lezíria+Sustentável, a NERSANT pretende atuar sobre um conjunto de lacunas e oportunidades identificadas na área da sustentabilidade, criando atividades e ferramentas que contribuam para o reforço da capacidade empresarial das PME’s através do incremento de competências, da facilitação de informação relevante e do estímulo à realização de diagnósti-

cos precoces e da realização de escolhas estratégicas que conduzam à melhoria dos níveis de produtividade e da capacidade de criação de valor. O projeto realizou até à data, as seguintes atividades: • Seminário de Lançamento: Inovação e Sustentabilidade – 29 de novembro de 2017 – Convento de S. Francisco – Santarém; • Sessão: Resíduos são receitas Extraordinárias – A circularidade no setor agroindustrial – 28 de março de 2018 – Santarém; • Sessão: Refabricar para Crescer – A circularidade no setor da Metalomecânica – 09 de maio de 2018 – Santarém; • Sessão: Rentabilidade em Movimento – A circularidade no setor da Logística – 23 de maio de 2018 – Cartaxo; Em agenda está ainda o evento: • Sessão: Separar para Enriquecer – A Circularidade no setor do Ambiente e Resíduos – 20 de junho de 2018.

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PPEC Ribatejo Promover a Eficiência no Consumo Energético das empresas do Ribatejo PPEC Ribatejo financiado pela ERSE no âmbito do Plano de Promoção da Eficiência no Consumo de Energia Elétrica visa a implementação em empresas do setor Agrícola e Industrial de dois tipos de soluções de eficiência energética:

O

• Tecnologia 1: Bomba de Calor com Coletor Híbrido Pretende-se promover a instalação de 40 Bombas de Calor para Águas Quentes Sanitárias (AQS), por via da substituição de Termoacumuladores Elétricos com vista a reduzir o consumo de eletricidade no aquecimento de águas sanitárias. Os consumidores alvo desta medida são todos aqueles que pertencem ao setor “Industria e Agricultura”, que dispõem de um sistema de produção de AQS do tipo termoacumulador elétrico e cujos consumos de AQS possam ser satisfeitos através de um ou mais equipamentos com capacidade de armazenamento até 260 litros. √ Vida útil estimada de 20 anos; √ Recuperação do valor investido em menos de 3 anos; √ Valor do investimento unitário (equipamento + instalação): 4.000,00 €; √ Taxa de apoio: 80%; √ Valor do apoio: 3.200,00 €; √ Valores aprovados para 40 empresas; √ Tecnologia 2 √ Iluminação tubular LED T8 • Tecnologia 2: Iluminação tubular LED T8 Esta medida prevê a instalação de 8000 unidades de iluminação de alta eficiência em substituição de equipamentos menos eficientes, em empresas do setor da Indús-

tria e Agricultura. São consideradas nesta medida a substituição de lâmpadas tubulares fluorescentes T8 por tubos LED de 9W, 18W e 26W. √ Vida útil estimada de 7 anos; √ Recuperação do valor investido em menos de 6 meses; √ Conjuntos que atinjam o valor total (equipamento + instalação): 4.000,00 €; √ Taxa de apoio: 80%; √ Valor do apoio: 3.200,00 €; √ Valores aprovados para 40 empresas; O projeto tem como objetivos: √ Compreender a importância da tomada de consciência da situação energética com a necessidade de desenvolver alterações para uma melhor e mais racional utilização da energia; √ Desenvolver um conhecimento próprio para caracterização de onde e como a energia é utilizada nas suas instalações; √ Incrementar a noção de que a energia deve ser encarada como um fator de produção; √ Dispor de medidas de melhoria, devidamente quantificadas, materializadas por propostas de implementação de ações e indicação do período de retorno; √ Definir planos de ação aplicáveis no caso particular no sentido de programar e adotar medidas e realização

de investimentos, que visem a racionalização dos consumos de energia com a consequente redução da fatura energética, de acordo com objetivos previamente estabelecidos, os quais possibilitem uma efetiva redução dos consumos específicos de energia verificados durante a Auditoria Energética; √ Elaborar procedimentos de gestão energética e controlar os seus consumos energéticos; √ Definir os pontos iniciais para estabelecimento de metas de redução de consumo energético; √ Adquirir vantagem competitiva económica e estratégica. Como resultados desta intervenção, a NERSANT pretende: • Sensibilizar as empresas para a questão da Eficiência Energética; • Dotar as empresas aderentes de mecanismos que lhes permitam monitorizar os consumos energéticos e tomar medidas corretivas para alcançar os níveis de eficiência energética pretendidos; • Redução do consumo médio de energia com a tecnologia 1 em pelo menos 80 %; • Redução do consumo médio de energia com a tecnologia 2 em pelo menos 40 %; • Adquirir vantagem competitiva económica e estratégica.

TABELA 1: EMPRESAS ADERENTES E POUPANÇAS CONSEGUIDAS EMPRESAS ADERENTES

LED 26W

LED 18W

LED 9W

Alcurte Curtumes, S.A.

78

45

6

-21 059,04

Cabena, Lda.

70

80

1

-23 568,78

Divinis

57

53

6

-17 432,40

Genialimpulso, Lda.

80

16

1

-17 401,74

2

18

68

-8 330,76

JJM Esperança, Lda.

67

6

88

-16 950,60

Leais & Oliveira, Lda.

Insuflar, Lda.

Poupança Kwh

108

26

7

-24 357,18

Madeifátima, Lda.

0

2

68

-5 834,16

Poupança anual total (kwh)

Manuel Domingos Apura

6

39

12

-7 113,12

Total equipamentos

1263

RTR

0

15

79

-8 405,22

Poupança anual unitária

-138

54

93

12

-24 221,40

Zêzerovo

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TABELA 2: VALORES GLOBAIS

Poupança anual unitária - valores projeto

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kwh/ano

-174 674

96

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Inovação na Gestão e Capacitação As demandas da nova economia exigem novos modelos de negócio, que deverão ter, indubitavelmente, uma gestão revigorada e capacitada. É neste sentido que a NERSANT disponibiliza às suas empresas, projetos de inovação na gestão, bem como ferramentas para a capacitação dos seus recursos humanos.

RING Ribatejo Inovação na Gestão projeto RING - Ribatejo Inovação na Gestão é um projeto promovido pela NERSANT, que pretende realizar uma intervenção de fundo das empresas participantes, através do desenvolvimento de ações de modernização e melhoramento das metodologias e processos de gestão, nas áreas da Inovação e da Otimização de Processos, possibilitando a Certificação/ atualização dos novos sistemas de gestão a implementar ISO 9001:2015 (Qualidade), FSSC22000 (Segurança Alimentar) e NP4457:2007 (IDI).

O

É objetivo do projeto RING promover a competitividade das empresas do Ribatejo sobretudo a três níveis: • A nível da organização e gestão, através da implementação e certificação de sistemas modernos de gestão, quer ao nível dos processos de inovação, quer ao nível dos processos de produção e administrativos, tornando mais eficiente a organização no trabalho e reforçando as competências de gestão.

• A nível da otimização de processos, com a introdução de novas metodologias e filosofias de organização, incluindo abordagens lean, que conduzam à maximização da eficiência e da produtividade e à implementação de uma cultura de melhoria continua. A nível do aumento da competitividade pelo aumento dos níveis de notoriedade e credibilidade junto dos clientes e do público em geral tanto no mercado nacional como no mercado internacional, atingido a partir das certificações obtidas. Para alcançar estes objetivos foram definidos duas linhas de intervenção nas empresas participantes:

1. Definição e Implementação de Sistema de gestão da Inovação, Desenvolvimento e Investigação O que se pretende com esta ação é capacitar as empresas participantes para a inovação através da definição, à medida de cada uma, de um modelo de gestão do processo de inovação e de geração de ideias, modelo este que cumpra os requisitos da NP4457 para que a partir da sua

implementação se possa avançar para a respetiva certificação.

2. Definição e Implementação de sistema otimizado de gestão A definição e implementação de um sistema otimizado de gestão quer ao nível administrativo quer ao nível produtivo, incorporando abordagens lean possibilitando a certificação/atualização de novos sistemas de gestão a implementar ISO9001:2015 (Qualidade), FSSC22000 (Segurança Alimentar), ISO/TS 16949 (Automativa) e BRC – British Retail Consortium. Como resultados desta intervenção, pretende-se em termos gerais, entre outros: • Dispor de medidas de melhoria dos processos de inovação e/ou dos processos produtivos e administrativos, devidamente quantificadas, materializadas por propostas de implementação de ações e indicação do período de retorno; • Incrementar a noção de que a inovação deve ser encarada como um fator de produção, demonstrando-se os benefícios da Gestão da Inovação; • Definir planos de ação aplicáveis no caso particular, no sentido de programar e adotar medidas e realização de investimentos, que visem a racionalização dos consumos produtivos e administrativos com consequente redução de custos e aumento da produtividade; • Adquirir vantagem competitiva económica e estratégica.

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Projeto de Inovação na Gestão encerra com 17 empresas da região certificadas 17 empresas da região do Ribatejo implementaram e certificaram sistemas de gestão através do RING - Ribatejo Inovação na Gestão, projeto promovido pela NERSANT - Associação Empresarial da Região de Santarém, com o apoio do Compete 2020. Os certificados de participação no projeto foram entregues em Torres Novas, na sede da associação, no dia 20 de novembro. Na cerimónia de encerramento do projeto, estiveram presentes o VicePresidente da Direção da NERSANT, Domingos Chambel, o Secretário Técnico do Compete 2020, Francisco Nunes e o Presidente do Conselho Diretivo do IAPMEI, Jorge Marques dos Santos, que entregaram os certificados de participação às empresas presentes. O Vice-Presidente da Direção da NERSANT aproveitou a ocasião para congratular as empresas presentes por mais este passo. “A economia tem vindo a transformar-se ao longo dos tempos. Dispõe atualmente de novas abordagens, de novas tecnologias, e, logo, necessita de novas formas de gestão”, começou por dizer Domingos Chambel, acrescentando e advertindo os presentes que “atualmente quem consegue vender é quem tem conhecimentos. E em boa hora estas empresas entenderam dotar-se de conhecimentos”. Referiu-se ainda ao projeto RING, que permite a implementação (ou atualização) e certificação de sistemas de gestão da Qualidade e da Segurança Alimentar, como uma aposta muito interessante neste novo paradigma económico. “Empresas que não têm um

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referencial normativo, não se conseguem afirmar”, rematou. Francisco Nunes, representante do Compete 2020, afirmou que “é muito importante perceber que este apoio do Compete 2020 ao projeto promovido pela NERSANT se materializou em resultados, mas também que, para além da maisvalia financeira, as empresas ficaram a ganhar com a troca de experiências entre todos, uma vez tratar-se de um projeto conjunto”. O Presidente do Conselho Diretivo do IAPMEI, José Marques dos Santos, reiterou a opinião dos anteriores oradores ao afirmar a importância do projeto RING. “Não basta captar conhecimento. É preciso mantê-lo dentro da empresa, pelo que a implementação de sistemas de gestão é essencial. São eles que mantêm o conhecimento dentro da empresa, porque as pessoas podem um dia sair. Que essa vitalidade fique captada em processos e sistemas”, alertou, acres-

centando ainda que a certificação não é o fim do processo, mas sim o início. “Com a certificação, começou a melhoria contínua”, lançou. No caso das 17 empresas que integraram este projeto, o Sistema de Gestão mais procurado foi o Sistema de Gestão da Qualidade, no total de 13 empresas. 8 empresas efetuaram a revisão da Norma ISO 9001 para a versão 2015 e certificaram-se de acordo com a mesma e outras 5 empresas optaram pela implementação de raiz e certificação do Sistema de Gestão da Qualidade. O Sistema de Gestão de Segurança Alimentar foi ainda implementado e certificado em 4 empresas do distrito de Santarém. Quanto aos concelhos de origem das empresas, a maior parte é de Santarém (4), seguindo-se os concelhos de Benavente e Ourém, com 3 empresas cada um. Torres Novas, Abrantes, Alpiarça, Azambuja, Cartaxo, Constância e Tomar tiveram uma empresa aderente.

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MOVE PME Modernizar, Otimizar e Valorizar Empresas projeto MOVE PME é um programa de formação-ação (formação e consultoria) desenvolvido pela NERSANT em parceria com a AIP/CE - Associação Industrial Portuguesa/Confederação Empresarial.

O

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Tem como objetivos: Intensificar a formação de empresários e gestores para a reorganização e melhoria das capacidades de gestão; Proporcionar formação aos trabalhadores devidamente enquadrada na estratégia

e necessidades da empresa. Aumentar das capacidades de gestão das empresas para encetar processos de mudança e inovação; Aumentar a qualificação específica dos trabalhadores em domínios relevantes

para a estratégia de inovação, internacionalização e modernização das empresas. As empresas podem integrar o projeto tendo em conta diversas áreas de atuação:

O projeto, dirigido a Pequenas e Médias Empresas Portuguesas (de acordo com a Recomendação nº 2003/361/CE da Comissão Europeia, de 6 Maio), com menos de 250 trabalhadores e a empresários / gestores e trabalhadores das PME, apresenta como

mais-valias para o tecido empresarial:

• Implementação e Acompanhamento do Plano de ação;

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• Disponibilização de consultores seniores; • Realização de um Diagnóstico completo à empresa; • Definição do Plano de ação;

• Formação de trabalhadores; • Avaliação de Resultados; • Custo reduzido - Projeto financiado a 90%.

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Internacionalização A NERSANT tem tido uma dupla missão no que respeita ao apoio à internacionalização das empresas da região. Se por um lado a associação pretende apoiar as empresas da nossa região no seu esforço de internacionalização e aumento de exportações, por outro, tem consciência de que se trata de um processo demorado, que deve ser devidamente consolidado. No entanto, para atenuar este facto, a NERSANT tem apostado em contactos que podem abrir portas a parcerias muito interessantes para as empresas do Ribatejo. A associação tem, por isso, colocado nos seus primordiais objetivos a realização de missões empresariais, muitas delas com participação em feiras de negócios, em diversos países do globo. Mas, se por um lado se pretende levar os empresários além-fronteiras, é também objetivo

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trazer empresários estrangeiros à região. Foram já organizadas pela associação diversas missões inversas, onde a realização de contactos bilaterais e visitas a empresas tem sido foco da realização de trocas comerciais entre os países. Em qualquer das situações, a NERSANT prima por apresentar as potencialidades do Ribatejo, entre elas os cinco parques de Negócios, dois deles Áreas de Localização Empresarial, que oferecem condições muito atrativas, a vários níveis, para a realização de investimentos. Além disso, a região dispõe de Centros Tecnológicos, e escolas profissionais que trabalham em cooperação com empresas e instituições de ensino superior, algo que é muito valorizado pelos empresários estrangeiros. O apoio à internacionalização tem sido feito com o apoio de vários projetos e iniciativas, que passaremos a apresentar.

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ExportRibatejo 2020 projeto ExportRibatejo 2020 foi um projeto conjunto, promovido pela NERSANT, e que contemplou um conjunto de ações de prospeção de mercados (Missões Empresariais, Organização de Mostras no Estrangeiros e Receção de Delegações Estrangeiras), com o objetivo de melhorar o posicionamento das empresas participantes no mercado global, permitindo que estas iniciem exportações ou reforcem o seu potencial exportador, consolidando quotas de mercados ou diversificando os seus mercados. O projeto tem como objetivo apoiar a internacionalização das empresas da região de Santarém, com potencial exportador que pretendam obter:

O

• Posicionamento competitivo - vantagens resultantes de operar em vários mercados; • Assegurar a sua procura de produtos; • Identificação de novos mercados; • Acesso a fatores de produção e/ou matéria-prima com mais baixo custo; • Procura de conhecimentos/aprendizagem.

• Permitir que as empresas da Região possam iniciar contactos com novos mercados a custos mais reduzidos que de forma isolada e individual. No âmbito deste projeto, os mercados visados são o Canadá, Marrocos, Colômbia, Chile, Gana e Moçambique. Ao abrigo deste projeto, foram realizadas as seguintes ações:

Missões Empresariais - 2016: • Colômbia (Bogotá e Medellin) – 21 a 28 de fevereiro de 2016; • Gana (Accra) – 26 a 30 de abril de 2016; • Marrocos (Casablanca) – 20 a 24 de novembro de 2016.

Missões Empresariais + Mostra - 2016 • Moçambique (Maputo) – 04 a 09 de setembro de 2016; • Canadá (Toronto) – 04 a 09 de dezembro de 2016.

Receção de Delegações Estrangeiras (Missões Inversas) - 2016 • • • • • • • • •

Empresas do Canadá – 23 a 26 de outubro de 2016; Empresas de Marrocos - 23 a 26 de outubro de 2016; Empresas da Colômbia - 23 a 26 de outubro de 2016; Empresas do México - 23 a 26 de outubro de 2016; Empresas do Gana - 23 a 26 de outubro de 2016; Empresas de Moçambique - 23 a 26 de outubro de 2016; Empresas de Africa do Sul - 23 a 26 de outubro de 2016; Empresas dos E. U. A. - 23 a 26 de outubro de 2016; Empresas do Equador - 23 a 26 de outubro de 2016.

Receção de Delegações Estrangeiras (Missões Inversas) - 2015 • • • • • • • • • • •

Empresas do Canadá - 18 a 22 de outubro de 2015; Empresas de Marrocos - 18 a 22 de outubro de 2015; Empresas da Colômbia - 18 a 22 de outubro de 2015; Empresas de S. Tomé e Príncipe - 18 a 22 de outubro de 2015; Empresas do Irão - 18 a 22 de outubro de 2015; Empresas de Moçambique - 18 a 22 de outubro de 2015; Empresas do Vietname - 18 a 22 de outubro de 2015; Empresas da Namíbia - 18 a 22 de outubro de 2015; Empresas de Africa do Sul - 18 a 22 de outubro de 2015; Empresas dos E.U.A. - 18 a 22 de outubro de 2015; Empresas do Brasil - 18 a 22 de outubro de 2015.

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PromoTejo Cooperação para a Promoção Internacional da Região da Lezíria do Tejo projeto Promotejo, promovido pela NERSANT e pelo Agrocluster Ribatejo, insere-se no domínio da internacionalização, com o objetivo de melhorar o posicionamento das empresas/entidades no mercado global, permitindo que estas iniciem exportações ou reforcem o seu potencial exportador, consolidando quotas de mercados ou diversificando os seus mercados. Para isso, é proposto desenvolver um conjunto de ações de internacionalização (ações promocionais com mostras de produtos, receção de delegações estrangeiras em eventos de promoção internacional da região, criação do “Clube dos Negócios em Português” com vista a facilitar a realização de negócios entre empresas da região e as empresas CPLP ou de empresários lusodescendentes) e de marketing internacional.

O

São objetivos do Promotejo: • Fomentar o aumento das exportações das PME da região e aumentar o grau de abertura ao exterior, tendo por base não só os canais tradicionais mas criando novas ferramentas de apoio - “Clube dos Negócios em Português”; • Aumentar as exportações das PME da região por via de uma maior utilização das redes de contatos, das ferramentas TIC e da língua portuguesa como fator diferenciador e facilitador no mundo com-

petitivo dos negócios internacionais; • Disponibilização e recolha de informação de apoio e contatos privilegiados que facilitem o processo de internacionalização/ exportação das PME da Região; • Promover a imagem e capacidades da Região a nível nacional e internacional, facilitando a internacionalização das empresas e dos seus produtos e serviços. Os principais resultados e impactos esperados, em termos qualitativos, com a implementação deste projeto dizem respeito ao fomento a competitividade das PME da região por via do aumento das exportações das PME da região (e consequentemente também pela redução de importações). Desde modo, este projeto deverá alcançar os seguintes objetivos quantitativos: • Aumento do volume de negócios internacional das empresas envolvidas na operação em 3,5%; • Melhoria da taxa de cobertura das importações pelas exportações na Lezíria do Tejo em 4,5%;

• Melhoria do grau de abertura na Lezíria do Tejo em 3%; • Melhoria da intensidade exportadora na Lezíria do Tejo em 5%. No âmbito deste projeto foram realizadas as seguintes ações: • “Encontro de Negócios em Português 2017”, 22 a 24 de maio de 2017, Santarém; • AGRIBUSINESS 2016, 10 e 13 de maio de 2016, Santarém; • Mostra de produtos e ação promocional na Suíça em 2016 - realizada no dia 10 de novembro de 2016; • Mostra de produtos e ação promocional em França em 2017 - realizada no dia 23 de março de 2017. O projeto permitiu ainda a criação da plataforma “Clube dos Negócios em Português”, disponível em http://www.clubedosnegociosemportugues.pt/, e ainda criação de uma rede de cooperação e da figura do Embaixador Empresarial do Ribatejo, para o qual foram nomeados 10 “Embaixadores Empresariais do Ribatejo”.

Agribusiness: Encontro Internacional de Negócios do Setor Agroalimentar Entre os dias 26 e 28 de junho de 2017, o Agrocluster Ribatejo organizou em Alcanena o AGRIBUSINESS - Encontro Internacional de Negócios do Setor Agroalimentar, que contou com a presença de cerca de 20 compradores internacionais que se deslocaram ao Ribatejo para conhecer a oferta agroalimentar portuguesa. Alemanha, Brasil, Colômbia, Cuba, Espanha, França, Holanda, Marrocos, Panamá, Peru, Reino Unido e Sérvia foram os países presentes neste Encontro Internacional de Negócios, que teve lugar no Hotel Eurosol, em Alcanena, onde decorreram todas as atividades previstas no âmbito da organização do encontro, nomeadamente ações de networking empresarial.

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Encontro dos Negócios em Português um speed dating de negócios no reforço à internacionalização das empresas Em meia hora a empresa tem de se apresentar com produtos, objetivos, ambições e estratégia de internacionalização. De um lado da mesa estão empresários da região do Ribatejo, do outro empresários dos países da CPLP e diáspora. O objetivo é claro: aumentar o networking entre empresários e ainda aumentar a capacidade exportadora das empresas ribatejanas presentes no “Encontro de Negócios em Português”. Entre 22 e 24 de maio de 2017, a NERSANT promoveu as relações económicas entre empresas portuguesas e empresários da CPLP e da diáspora portuguesa. Para Paula Figueiredo, representante de um Operador Logístico internacional, “este evento é muito interessante, já que ao nível do transporte de mercadorias, as empresas estão muito pouco informadas. Aqui temos uma oportunidade para esclarecer e meia-hora é suficiente

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para o fazer”. Já do lado dos empresários ribatejanos, Virgulino Neves, da Vineves, defende que “este tipo de eventos com simplicidade e objetividade são aqueles que trazem mais negócio”. O empresário de Fátima tem uma vasta experiência no que diz respeito à internacionalização, exportando mais de 95% de todos os seus produtos. O azeite, mel e vinho que produz destinam-se a mais de 20 mercados de todo o mundo, mas apesar da experiência salienta que “as oscilações dos mercados obrigam os empresários a estarem atentos e a procurar sempre novos destinos para os seus produtos, motivo pelo qual estou aqui”. Presentes no encontro estiveram mais de 25 participantes estrangeiros, provenientes de 14 países (África do Sul, Alemanha, Angola, Brasil, Cabo Verde, Canadá, Costa do Marfim, França, Luxemburgo, Moçambique, Reino Unido, S. Tomé e Príncipe, Senegal e Suíça), que

procuraram na região parceiros de negócio/fornecedores em diversas áreas, bem como analisar eventuais oportunidades de investimento/entrada no capital em empresas da região. O evento também não passou ao lado de algumas Câmaras de Comércio e Federações de empresários, como é o caso da Federação de Empresários Portugueses na Alemanha. Nuno Cruz, o representante, destaca “a aposta na colaboração e desenvolvimento de parcerias com associações empresariais como a NERSANT”, até porque na entrada de empresas portuguesas no mercado alemão “há barreiras ao nível da língua, mas também de processos. Por isso mesmo, o que fazemos aqui é perceber qual a estratégia e ambição da empresa: se quer consolidar a posição no mercado, se quer introduzir um novo produto ou se vai entrar no mercado pela primeira vez”. É a partir daí, garante, que se desenha a estratégia e a cooperação.

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Export Intelligence Promoção da Internacionalização da Região de Forma Inteligente projeto Export Intelligence - Promoção da Internacionalização da Região de Forma Inteligente, pretende apoiar as empresas no acesso a novos mercados e no aumento das suas exportações através da disponibilização de informação relevante e estratégica, bem como da promoção internacional dos setores e produtos da região. Tem como objetivos:

O

• Fomentar o aumento das exportações das PME da região e aumentar o grau de abertura ao exterior, tendo por base não só os canais tradicionais mas criando novas ferramentas de apoio e de análise aos mercados (Business Intelli-

gence e vantagens comparativas); • Aumentar as exportações das PME da região por via de uma maior utilização das redes de contatos, das ferramentas/plataformas tecnológicas e de um maior conhecimento das caraterísticas e especificidades de cada mercado como fator diferenciador e facilitador no mundo competitivo dos negócios internacionais; • Disponibilização e recolha de informação de apoio e contatos privilegiados que facilitem o processo de internacionalização/exportação das PME da Região; • Promover a imagem e capacidades da

NO ÂMBITO DO EXPORT INTELLIGENCE, FORAM REALIZADAS AS SEGUINTES ATIVIDADES DE APOIO AO TECIDO EMPRESARIAL DA REGIÃO: Evento

Data

Local

NERSANT Business - 2016

24, 25 e 26 de outubro de 2016

Tomar

Mostra promocional em Moçambique

2 a 7 de setembro de 2017

Maputo

NERSANT Business - 2017

23, 24 e 25 de outubro de 2017

Tomar

Mostra promocional em Marrocos

14 a 15 de novembro de 2017

Casablanca

Região a nível nacional e internacional, facilitando a internacionalização das empresas e dos seus produtos e serviços e a atração de IDE; • Aumentar a competitividade das PME da região por via de uma maior utilização dos fatores dinâmicos de competitividade, como a internacionalização. Os principais resultados e impactos esperados, em termos qualitativos, com a implementação deste projeto dizem respeito ao fomento da competitividade das PME da região por via da melhor, mais correta e fundamentada abordagem aos mercados, que conduzirão respetivamente a um óbvio aumento das exportações (motivado também certamente pelo aumento do conhecimento (e reconhecimento) da região e das suas empresas).

NERSANT dá a conhecer produtos da região com maior potencial de exportação A NERSANT, no âmbito do seu projeto de apoio à exportação das empresas da região, o Exportintelligence, está a realizar estudos de mercado onde são identificados os produtos da região com maior potencial de exportação para diversos mercados. No caso da Austrália, o vinho é um dos produtos identificados com maior potencial. Moçambique, Marrocos, Colômbia, Gana, Canadá, Turquia, México, Chile, Polónia e Austrália. São estes os mercados-alvo de um conjunto de estudos que a NERSANT está a ultimar e que têm como objetivo identificar, em cada um dos territórios, os produtos do Ribatejo com maior potencial de exportação. Para tal, a NERSANT aplica, em cada um dos estudos, uma metodologia de

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análise de competitividade das exportações do concelho de Santarém face aos países de destino, com base no cálculo do Índice da Vantagem Comparativa Revelada (IVCR) das exportações portuguesas e do Índice de Desvantagem Comparativa Revelada (IDCR) das importações daquele país, entre outros indicadores.

PROCEDIMENTOS E BARREIRAS DE ACESSO TAMBÉM DISPONÍVEIS Para além da identificação dos produtos com maior potencial para diversos mercados, o projeto Exportintelligence tem ainda como objetivo efetuar o levantamento dos principais procedimentos e eventuais barreiras de acesso a mercados, para facilitação do acesso das empre-

sas da região, dando-lhes ferramentas de prévia análise e preparação antes de se abordarem esses novos mercados. Para o mercado da Austrália, este documento já está disponível, estando nele patente a caracterização do país, com enfoque nas relações económicas e comerciais com Portugal, comércio internacional e caráter fiscal da Austrália, e ainda os procedimentos para exportação para este país, destacando-se informações como os regimes aduaneiros, proibições e regimes especiais, certificações e vistorias necessárias, requisitos de embalagem e rotulagem, entre outros. Os estudos estão também disponíveis para os mercados da Austrália, Marrocos, Moçambique, Gana, Polónia, Colômbia, México, Chile, Canadá e Turquia.

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APOIO NERSANT | 4.0

NERSANT Business International Meeting expoente máximo da realização de missões inversas por parte da NERSANT acontece anualmente desde 2012, com a realização do NERSANT Business – Encontro Internacional de Negócios do Ribatejo, encontro que reúne na região diversas delegações internacionais para a realização de contactos B2B com as empresas do Ribatejo. O NERSANT Business é um evento realizado pela NERSANT desde 2012 e que visa a promoção da imagem dos produtos e serviços da Região como sendo inovadores e competitivos a nível nacional e

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internacional, através da promoção e de apresentação de potencialidades da região, das suas empresas e produtos a potenciais investidores estrangeiros e importadores, de modo a promover as exportações e atrair investimento direto estrangeiro. A primeira edição, em 2012, contou com a presença de 5 países, tendo o evento vindo a crescer substancialmente desde esta edição piloto. Em 2017 o evento realizou-se em outubro e contou com a participação de 38 delegações estrangeiras, no total de 1091 reuniões de negócio realizadas.

Para além dos empresários interessados em estabelecer parcerias de negócio com as empresas portuguesas, também entidades institucionais e governamentais têm integrado as comitivas internacionais que marcam presença nas várias edições do evento, fundamentais para agilizar contactos e as particularidades das negociações internacionais. As reuniões de negócio são sempre agendadas de acordo com os objetivos específicos de cada um dos países e empresários presentes, tal como as visitas programadas a diversas empresas.

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Empresas participantes no NERSANT Business aumentam exportações em 28 milhões de euros A NERSANT - Associação Empresarial da Região de Santarém, analisou os dados referentes às exportações das empresas participantes no NERSANT Business em 2014 e 2015 e concluiu que entre 2012 e 2016 o volume de exportações das mesmas aumentou 28 milhões de euros, um incremento na ordem dos 31%. Na mesma análise, a NERSANT verifica ainda que as empresas participantes no Encontro Internacional de Negócios do Ribatejo viram o seu volume de negócios aumentar entre 2012 e 2016, mais de 75 milhões de euros, um aumento de 19%. O mesmo aconteceu com o VAB, que aumentou 41%, tendo um aumento de 28 milhões de euros entre 2012 e 2016. Relativamente aos resultados líquidos do exercício apresentados pelas empresas participantes no NERSANT Business entre 2012 e 2016, que era negativo em 3,6 milhões, constata-se uma melhoria significativa, na ordem dos 20 milhões de euros, um aumento de 463%. Quanto ao número de empregados, verificou-se a criação de 645 postos de trabalho entre os anos de 2012 e 2016, um aumento de 23%. Há ainda a referir que só 64% das empresas exportavam, tendo este número subido para 73,5%, passando de 65 para 75 empresas. Estes números confirmam que a rea-

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NERSANT Business 2014 e 2015

Evolução

Evolução 16-dez

2016

2012

16-dez %

VALOR

468 009,00

392 654,00

19%

75 355,00

4 588,30

3 849,50

19%

738,80

116 401,00

88 551,00

31%

27 850,00

Exportações Média (Milhares

1 141,20

868,10

31%

273

Número de Empregados

3 491,00

2 846,00

23%

645

34,2

27,9

23%

6,3

99 863,00

70 894,00

41%

28 969,00

979

695

41%

284

16 831,00

-3 639,00

463%

20 470,00

Resultado líquido do exercício médio (Milhares)

165

-35,7

463%

200,7

Empresas exportadoras

75

65

15%

10

73,50%

63,70%

15%

9,80%

Volume de Negócios (Milhares) Volume de Negócios Médio (Milhares) Exportações (Milhares)

Número Médio de Empregados VAB (Milhares) VAB - Média (Milhares) Resultado líquido do exercício (Milhares)

% Empresas exportadoras lização do NERSANT Business - Encontro Internacional de Negócios da Região do Ribatejo, é uma aposta ganha pela associação empresarial, que tem conseguido realizar anualmente um evento francamente eficaz no que toca ao apoio à exportação e internacionalização dos negócios das empresas da região. No último Encontro, realizado em outubro último, a associação reuniu em Tomar 38 países participantes e mais de 100 empresas portuguesas, que ao final de

dois dias de trabalho tinham concretizado 1091 reuniões de negócio. De referir que este estudo contempla um universo de 102 empresas que participaram no evento nas edições realizadas nos anos de 2014 e 2015. Para mais informações sobre o apoio da NERSANT em qualquer dos projetos: NERSANT – Associação Empresarial da Região de Santarém geral@nersant.pt * 249 839 500

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OPINIÃO | 4.0

Economia 4.0 Uma revolução económica e social

Arnaldo Santos Presidente da Administração da Caixa de Crédito Agrícola do Ribatejo Norte e Tramagal

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segunda revolução industrial caraterizada pela produção em massa, impulsionada pela energia elétrica e baseada em princípios de organização e divisão do trabalho, está datada com o final do sec. XIX e princípios do sec. XX. A terceira revolução industrial demorou cerca de 80 anos a chegar, por volta de 1970, com a automatização da produção, decorrente da eletrónica e das tecnologias de informação. Os comandos numéricos, a tecnologia CAD/CAM, os CNC, os primeiros robots, a informatização, sinalizam a inovação industrial, e a presença crescente de tecnologia, propiciadora de incrementos de produtividade, em sociedades que vão transferindo mão-de-obra da indústria para os serviços, à medida que naquela a automatização ganha terreno. Bastaram 40 anos para que a quarta revolução industrial chegasse. É uma aceleração do tempo. A quarta revolução industrial (Indústria 4.0), a que vivemos, está em desenvolvimento, e resultou da introdução e integração de tecnologias computacionais, físicas e digitais. A Indústria 4.0 insere-se numa Economia Digital, numa Economia 4.0, com Empresas 4.0, para Consumidores 4.0 e, porque não, numa Sociedade 4.0? As oportunidades criadas pela integração destas tecnologias constituem uma revolução perante as anteriores organizações, novos modelos de negócio, novos processos produtivos, novos produtos e serviços, novas cadeias de geração de valor, novos canais de distribuição, em grande velocidade de mutação, de uma forma disruptiva e constituindo novos paradigmas na economia e na sociedade. A robótica, com o uso de robots avançados, concretiza uma crescente automatização, com capacidade para substituir o trabalho humano, é resultante da integra-

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ção das tecnologias, e apresenta crescentes índices de autonomia e flexibilidade. A internet das coisas, em que produtos e objetos numa interação resultante da ligação à internet, proporcionam informações e podem acolher funções que não detinham, constitui uma manancial para o desenvolvimento de produtos, inovando nos existentes e gerando novos. A internet industrial, em que as máquinas e estruturas produtivas interagem com base na internet, proporcionando informações determinantes para ganhos de eficiência e produtividade, e permitindo o desenvolvimento de novos processos industriais, como a impressão 3D, com a produção de pequenas séries em custos semelhantes ou até inferiores à produção em massa dos anteriores processos. Estas novas realidades e oportunidades são revolucionárias pelo que permitem na personalização dos produtos, na costumização em função do cliente, nos novos processos produtivos e organização industrial, no incremento substancial da produtividade, mas também, porventura, em novas regras ou condicionantes para a localização empresarial. Os novos processos orientados para reagir à procura e às caraterísticas individuais dos clientes conferem aos fluxos logísticos uma variável estratégica. Há uma nova dimensão relacional com clientes, fruto das capacidades das novas tecnologias em enquadrar especificações e a costumização. Há uma nova dimensão relacional com fornecedores e outros agentes, novas formas de produção, mais integração económica, um conceito de rede colaborativa entre empresas que participam na cadeia de valor. A integração das novas tecnologias, ciber-físicas e digitais, permite o fácil tratamento e análise de dados e informação de dimensões descomunais, facilitando a tomada de decisão e a construção de

A Indústria 4.0 insere-se numa Economia Digital, numa Economia 4.0, com Empresas 4.0, para Consumidores 4.0 e, porque não, numa Sociedade 4.0?

modelos associados, estabelecendo correlações, prevendo e estruturando comportamentos de clientes com base em algoritmos, estimando vendas, antecipando situações ou acautelando riscos. É a Indústria 4.0 e a Economia Digital. Muita coisa está a mudar à nossa volta, a um ritmo alucinante. Novos produtos. Novos ser viços. Novos modelos de negócio. Novos processos. Novas formas de comércio. As competências e exigências ao capital humano. A robotização, as faculdades da digitalização, a inteligênca artificial e os novos processos, na agricultura, na indústria e nos serviços extinguirão muitos postos de trabalho. Mas a economia digital está a criar novos postos e oportunidades de trabalho. O grande desafio é que as competências detidas correspondam às procuradas, no plano substantivo e da dimensão dos recursos. O setor bancário, como não podia deixar de ser, também se atualizou com as funcionalidades e caraterísticas da Economia Digital. Os clientes bancários, empresas e particulares, face às experiências e competências digitais detidas, formularam novas expetativas para os serviços bancários e financeiros. Visitar o banco através do smartphone e do tablet constitui-se como oportunidade e exigência. O balcão passou a estar no computador, no smartphone ou no tablet, a todo o momento. A Internet banking é hoje fundamental na estruturação dos serviços e os canais móveis são estruturais no relacionamento com os clientes. O Crédito Agrícola é um Banco Nacional com Pronúncia Local. Desenvolvemos uma atividade bancária de proximidade, conhecendo e vivendo com os nossos clientes. A Confiança e a Proximidade são valores chave de estar com as pessoas nos territórios. Pretendemos ser parceiros no desevolvimento local, apoiando a lavoura, o comércio, as pequenas e médias empresas, a economia social, e conferindo sustentabilidade à sociedade e aos territórios. A Caixa de Crédito Agrícola do Ribatejo Norte e Tramagal investe na competitividade ao promover a internet banking, os canais móveis, uma abordagem comercial dinâmica baseada num conhecimento dos clientes resultante do tratamento digital da informação, mas tendo presente a proximidade com as pessoas e os clientes. Pretendemos que, na nossa atividade bancária, a Sociedade 4.0 tenha uma dimensão humana.

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OPINIÃO | 4.0

Como o digital está a mudar a economia…

Filipe Madeira Professor na Escola Superior de Gestão e Tecnologia do Instituto Politécnico de Santarém

C

om o crescimento exponencial da capacidade de computação e a combinação de tecnologias físicas, digitais e biológicas, o mundo está a viver o despontar de uma 4ª revolução industrial, dinamizadora de uma economia com forte impacto nos negócios, no mercado de trabalho e na própria sociedade, onde o real e o digital se misturam de forma indissociável. A diversidade de temas associados a novas tecnologias, ao conhecimento, à criação de empresas suportadas em novos modelos de negócio, nunca assumiu tanto destaque e importância como nos dias atuais. O desenvolvimento surge cada vez mais associado aos tópicos empreendedorismo, concursos de ideias, startups, centros de inovação, investigação aplicada, modelos inovadores de financiamento, entre outros. A nível mundial veja-se o ranking das marcas mais valiosas do mundo, onde a Coca Cola ou a Nike foram destronadas por empresas de base tecno-

Espera-se que a IoT tenha grande impacto na economia ao transformar muitas empresas em negócios digitais, facilitando novos modelos de negócio, melhorando a sua eficiência e acrescentando níveis de satisfação aos seus clientes e colaboradores.

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lógica como a Google e a Amazon. No cerne destes acontecimentos está a Internet, resultado da designada 3ª revolução industrial, que teve o seu início na década de 1960 com o desenvolvimento de semicondutores, computadores de grande porte e computadores pessoais. Sucedeu às 1ª e 2ª revoluções, caracterizadas respetivamente pela introdução da máquina a vapor e pela energia elétrica. A Internet, elemento fulcral da partilha de conhecimento, potenciou os fenómenos recentes da globalização e colocou o mundo em rede. Ao fazê-lo verificou-se um aumento exponencial do volume de dados gerados pelos utilizadores na Internet (a partir da Internet 2.0 e da enorme adoção das aplicações de redes sociais). A necessidade crescente de armazenamento para esses dados e de processamento em larga escala, foram fundamentais para o aparecimento da computação na nuvem (“Cloud Computing”). Esta utiliza servidores, discos e sistemas operativos, disponibilizando-os através da Internet, tendo mudado o paradigma da posse destes recursos para um novo modelo de negócio onde as empresas, instituições e cidadãos parametrizam e pagam o que subscrevem. A computação na nuvem permitiu que os fornecedores destas soluções criassem centros de dados com enormes capacidades de processamento e armazenamento, condições fundamentais para se analisar computacionalmente os gigantescos volumes de dados recolhidos. Como resultado torna-se possível identificar padrões, associações e tendências, emergindo assim as soluções que combinam “Big Data” e Inteligência Artificial. O desenvolvimento da computação na nuvem (a par da miniaturização dos circuitos eletrónicos, dos avanços nas tecnologias das baterias e das redes sem fios) veio ainda possibilitar a interligação de equipamentos e dispositivos menos convencionais à Internet, resultando na Internet das Coisas (“Internet of Things” – IoT). De realçar que um grande potencial desta tecnologia resulta também da interligação entre os próprios dispositivos. A tecnologia embebida nesses dispositivos permitirá medir parâmetros do ambiente envolvente, comunicar com o exterior ou alterar o seu próprio comportamento. Espera-se que a IoT tenha grande impacto na economia ao transformar

muitas empresas em negócios digitais, facilitando novos modelos de negócio, melhorando a sua eficiência e acrescentando níveis de satisfação aos seus clientes e colaboradores. Ao aderirem ao IoT, as empresas terão mais dados sobre os seus produtos, clientes e sistemas internos, podendo assim tomar melhores decisões e ajustarem-se mais rapidamente. À medida que o preço dos sensores e das comunicações vai descendo, torna-se mais económico adicionar mais dispositivos à IoT, pelo que é provável que num futuro próximo os ambientes onde vivemos ou trabalhamos fiquem repletos de produtos inteligentes. A velocidade na sua adoção requer, no entanto, que se encontrem soluções adequadas para questões importantes ainda não resolvidas como sejam a segurança, a privacidade e a interoperabilidade entre dispositivos. Segundo a Gartner, no ano de 2020, haverão 20,8 biliões de dispositivos ligados à Internet e as compras de dispositivos, por consumidores individuais e empresas será superior a 850 biliões de euros. A sua aplicação não tem limites, estando constantemente a surgirem novas aplicações e soluções baseadas na IoT, associadas a diferentes segmentos, tais como, a habitação, a saúde, o turismo e as próprias cidades. O que torna a 4ª revolução tão poderosa resulta precisamente da combinação de conhecimentos, tecnologias e plataformas digitais que permitem o desenvolvimento de produtos, serviços e modelos de negócio inovadores. Uma breve referência aos avanços da Inteligência Artificial (IA), muito dependentes da existência de grandes quantidades de dados, muitos dos quais recolhidos pelos biliões de sensores que constituem a IoT. Nesse sentido, podemos referir que a IoT beneficia a IA. Mas também é verdade que com melhor IA é possível tornar a IoT mais útil e assim contribuir para um maior impulso na sua adoção. O impacto de todos estes avanços, nas nossas sociedades, no mercado de trabalho e na governação e no nosso futuro é uma incógnita com algumas preocupações e muitos desafios, mas uma coisa parece ser certa, esse impacto irá ser profundo. Perante estes desafios, qual deverá

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então ser a resposta que uma empresa pode ter? Embora a transformação digital seja importante, o primeiro passo é entender o que a transformação digital significa para cada empresa. A palavra “digital” pode ter diferentes significados para diferentes empresas, uma vez que a transformação digital deve ser um meio para resolver um problema e não um fim, cada organização, dependendo de sua maturidade, indústria, concorrência, cadeia de valor e ecossistema, terá problemas únicos e específicos. Assim, torna-se essencial fazer um diagnóstico aos desafios que cada empresa enfrenta e determinar quais as soluções digitais mais adequadas para atingir os seus objetivos. Essas, podem incidir sobre o redesenho de produtos ou serviços (envolvendo a IoT), implementação de ecossistemas digitais (computação na nuvem, big data), transformação da produção (automação, IA, robótica, impressão 3D), novas abordagens ao mercado (resultantes da IA e IoT). Esta estratégia digital não pode ser uma prioridade só dos departamentos tecnológicos, mas deve ser transversal a todas as chefias,

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pelo que formar e encontrar as pessoas certas para liderarem esta transformação torna-se um passo crucial. Para eles e para os restantes colaboradores internos, transparência e um plano de formação adequado devem constar na estratégia de transformação digital de qualquer organização. Contudo, o maior desafio que

as empresas enfrentam resulta do facto de, na sua maioria, ainda não terem os conhecimentos internos necessários para tomar a iniciativa. É por isso fundamental efetuar as parcerias certas e assim, assegurar a obtenção dos conhecimentos que lhes permitam abraçar rapidamente a transformação digital.

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OPINIÃO | 4.0

Europa 4.0

Filipe Ribeiro Consultor na Magellan – Associação para a Representação dos Interesses Portugueses no Exterior

A

rápida evolução tecnológica a que se tem assistido nos últimos anos, nas mais diversas áreas de atividade, e à qual foi atribuído o nome de Indústria 4.0, tem vindo a ser cada vez mais a nova norma e alvo de uma grande parte das atenções na economia e na indústria, fruto do seu impacto profundo e transversal. Tem-se observado por parte das empresas a uma crescente assimilação destes novos paradigmas e conceitos de produção e negócio relativos à Indústria 4.0, pelo que estas questões não serão certamente consideradas novidade para uma organização atenta e moderna. Importa apenas, por isso, reiterar um dos seus aspetos fundamentais: a extensão do seu impacto. A economia digital, os processos autónomos, a robótica, a internet das coisas, os sistemas integrados, o big data. Estas e outras facetas desta quarta revolução industrial

A economia digital, os processos autónomos, a robótica, a internet das coisas, os sistemas integrados, o big data. Estas e outras facetas desta quarta revolução industrial influenciam todas as vertentes do negócio, desde a conceção, produção, marketing e vendas até aos recursos humanos, gestão e logística.

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influenciam todas as vertentes do negócio, desde a conceção, produção, marketing e vendas até aos recursos humanos, gestão e logística. A partir de Bruxelas, a Magellan tem sentido cada vez mais que as instituições Europeias ao mais alto nível têm estado, por isso, muito atentas ao desenrolar desta evolução desde a sua génese, e a Comissão Europeia tem tentado acompanhar estas mudanças através de apoio financeiro, legislativo e técnico nas mais diversas áreas. E esse acompanhamento não é apenas teórico ou inconsequente: a União Europeia está de facto a tentar ser o motor destas transformações de forma prática, e os Programas de Financiamento do Programa-Quadro 2014-2020 geridos pela própria Comissão, nomeadamente, são exemplo dessa aposta em temas ligados à Indústria 4.0. Desses, o Horizonte 2020 tem sido o Programa com mais incidência de tópicos associados a estas temáticas, e uma simples pesquisa do termo “industry 4.0” no CORDIS permite obter quase 2.000 resultados de projetos financiados pelos fundos do Horizonte 2020. Percebe-se desta forma que não só há um interesse e preocupação geral por parte das organizações na Europa em fazer parte desta revolução, como as próprias instituições Europeias ajudam a investir nessa participação. Outra forma de apoio é a criação de redes e plataformas colaborativas neste domínio. Exemplo disso é a criação de entidades como a Plataforma Manufuture, que vem já do Programa-Quadro anterior e pretende envolver os diversos atores Europeus na vanguarda do futuro da produção, tendo inclusivamente ajudado a criar a EFFRA (European Factories of the Future Research Association), associação sem fins lucrativos, voltada para a indústria, que promove o desenvolvimento de novas e inovadoras tecnologias de produção. É importante referir que destas e de outras iniciativas internacionais fazem parte representantes Portugueses. Juntando a isto o facto de o Comissário Carlos Moedas ser o responsável máximo pela Investigação, Inovação e Ciência a nível Europeu, verifica-se que Portugal está representado nas instituições ligadas às temáticas do 4.0, e que este é o momento em que as empresas nacionais, mais do que nunca, devem envolver-se e fazer ouvir-se a nível Europeu no que diz respeito a estas questões, para que no futuro elas se tornem

integradas no tecido empresarial nacional de forma ainda mais relevante. Efetivamente, esse o futuro está já a ser preparado, no que toca às instâncias Europeias, através da preparação por parte da Comissão e dos Estados-Membros dos próximos planos plurianuais pós-2020. A Comissão Europeia lançou em fevereiro de 2018, através da Direção-Geral Investigação e Inovação, um relatório intitulado “Capitalising on the Benefits of the 4th Industrial Revolution”, no qual analisa precisamente os desafios desta revolução, os resultados e impactos do financiamento Europeu nestas temáticas, enumerando projetos relevantes, e lista ainda recomendações de políticas que podem no futuro ajudar a aproveitar eficientemente as alterações a que as vidas das organizações Europeias estão a ser sujeitas. No comunicado da Comissão Europeia “A new, modern Multiannual Financial Framework for a European Union that delivers efficiently on its priorities post2020”, a transformação digital da Europa é uma das prioridades assinaladas, e a influência da Indústria 4.0 será com certeza sentida em todos os quadrantes do próximo quadro de apoio Europeu. O novo Programa de Financiamento para a área da Investigação e Inovação, o Horizonte Europa, terá um valor recorde de financiamento disponível para os seus objetivos, que certamente cobrirão o largo espetro do 4.0. São estas as tendências que a Magellan está já a acompanhar a partir do centro político da Europa, na perspetiva de continuar a oferecer apoio ao aproveitamento das oportunidades que surgirão neste setor, que contribuirão para ajudar a ultrapassar as dificuldades que a quarta revolução industrial possa trazer. O impacto desta revolução terá necessariamente de ser igualado pela proatividade das organizações Europeias, nomeadamente as nacionais, no sentido de aproveitar as oportunidades que irão inevitavelmente surgir, utilizando-as como forma de acompanhar as transformações, alterando os seus processos e evoluindo os seus modelos de negócios num mercado cada vez mais digital e autónomo.

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OPINIÃO | 4.0

Economia 4.0 competitividade com inovação e eficiência energética

Luís Silva Diretor Técnico da Sotecnisol

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Economia / Industria 4.0 é já hoje uma realidade que começa a ter efeitos na operação das empresas tendo por base a conectividade digital que resulta da utilização massiva da Internet. Produtos, máquinas e pessoas estão ligados em rede, cada vez em maior número, através de plataformas digitais que disponibilizam informação em tempo real. Desta forma, nas nossas empresas, como noutras áreas da nossa vida, os dados, a informação, e o conhecimento suportados em papel passam a ser secundários, sendo dada primazia absoluta aos suportes digitais: a IoT (Internet of Things) onde as “coisas” coexistem simultaneamente no mundo real e no mundo digital. Os equipamentos estão também mais inteligentes tendo suas capacidades e funcionalidades estendidas com sensores capazes de fornecer dados em tempo real para medição de produtividade, estado do equipamento e possíveis acionamentos para a manutenção. A interligação dos sensores com a Internet, por meio do uso de infraestrutura e sistemas na nuvem, possibilita o uso de Big Data e a análise de dados com técnicas de Inteligência Artificial. Estando assim todos os produtos e máquinas conectados digitalmente através dos nossos telemóveis ou computadores, podemos operar remotamente os eletrodomésticos em nossas casas, ligar o nosso carro, regular a temperatura ambiente das nossas plantas. Em ambientes industriais, os sensores, computadores e sistemas de planeamento, trocam informações entre si, de forma autónoma, tomando decisões de produção e custo através de algoritmos de Inteligência Artificial. Esta Internet das Coisas

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e Serviços, os processos de produção e exploração tendem a tornarem se cada vez mais eficientes, autónomos e customizáveis. A partir daqui, acede-se a uma nova realidade produtiva: tudo estará ligado para que as melhores decisões, críticas para a operação, sejam tomadas em tempo real. Além de impulsionar a economia, esta transformação também resultará, numa flexibilidade de produção, personalização da procura (mesmo em situações de baixa produção), aumento da produção e geração de novas oportunidades de negócios. As novas tecnologias associadas à Indústria 4.0 são apresentadas, no campo da economia e eficiência energética, como um fator chave na mudança do modelo de produção. Apesar de todos estarem suscetíveis a melhorias, em princípio são as indústrias tradicionais, pelo seu uso intensivo de recursos, que têm uma margem maior de melhoria. No entanto, serão também estas indústrias que poderão ter maiores dificuldades de implementação, especialmente por duas razões: custos e processos menos adaptados a uma introdução suave de tecnologias. O nosso tecido industrial necessita ainda que transitar de um modelo baseado

O nosso tecido industrial necessita ainda que transitar de um modelo baseado em alto consumo e dependência de recursos para outro que prioriza a redução da quantidade de energia necessária para produzir bens e serviços. É evidente que, em todo esse processo, as novas tecnologias associadas ao conceito 4.0 podem desempenhar um papel importante.

em alto consumo e dependência de recursos para outro que prioriza a redução da quantidade de energia necessária para produzir bens e serviços. É evidente que, em todo esse processo, as novas tecnologias associadas ao conceito 4.0 podem desempenhar um papel importante. A eficiência energética visa fazer a transição de um modelo, baseado no aumento do consumo e dependência de recursos, para outro cuja prioridade é reduzir a energia necessária para produzir bens e serviços. As diretivas europeias de eficiência energética dos edifícios e de eficiência energética exigem um ambiente inovador. A associação de novas tecnologias de geração e eficiência de energia com tecnologias inteligentes leva a um modelo da economia 4.0 com novas especializações de produção nos setores de energia e tecnologias da informação e comunicação. Por outro lado, a Estratégia 2020 da União Europeia para uma energia segura, sustentável e competitiva, optou por um modelo energético que prioriza a economia e a eficiência energética. Eles apontaram, entre outros, dois projetos: • Armazenamento elétrico em grande escala, em veículos e em todos os níveis de tensão, para uma maior integração de fontes renováveis de forma descentralizada. • Fornecer às cidades soluções para poupar energia de forma massiva tirando partido das melhores energias renováveis, eficiência energética, redes inteligentes e novos modelos de negócio de energia. De acordo com a Agência Internacional de Energia, o setor de construção ainda não explorou 80% do seu potencial de eficiência energética e mais de 50% do setor industrial considera que há uma margem considerável para reduzir sua conta de energia. Os setores de energia renovável e eficiência energética são importantes para o crescimento económico, emprego de qualidade e um alto nível de tecnologia, pois afeta setores tão diversos, como metalurgia, equipamentos eletrónicos, tecnologia da informação, materiais de construção, transporte e serviços financeiros.

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Em plena era da Economia 4.0 e da Sustentabilidade, os sistemas inteligentes não podem ficar de fora das ações de eficiência energética aplicadas no setor industrial. A procura por soluções vai desde a troca de equipamentos por outros mais eficientes até a utilização de programas que permitam monitorar o consumo de energia elétrica via internet, possibilitando, assim, a gestão de custos de uma maneira mais eficaz. Utilizar energia de forma consciente e planeada pode resultar em uma economia significativa para a indústria. O consumo de eletricidade continua a ser intenso e os principais “consumidores” neste setor são: motores elétricos, iluminação e os equipamentos de aquecimento e de arrefecimento. Em cenário de crise e reajustes, quem sofre menos impacto são as empresas que já investem em ações de eficiência energética e adotam recursos e sistemas que diminuem consumos e, consequentemente, gastos. Existem já inúmeros casos de sucesso com empresas que investem em ações de eficiência energética há alguns anos, contribuindo na preservação do meio ambiente e, concomitantemente, reduzindo custos com energia elétrica. Um diagnóstico energético inicial ou certificação energética permite a identificação

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e posterior implementação de oportunidades em relação a água e energia, encontrando soluções eficientes do ponto de vista ambiental e financeiro. Soluções simples de otimização do consumo de energia como a modernização do sistema de iluminação, mediante o recurso a lâmpadas led, que devido à sua tecnologia base e maior durabilidade de horas de utilização, permitem reduções superiores a 60% quando comparadas com as lâmpadas fluorescentes mais comuns em escritórios e naves industriais. Projetos de energia fotovoltaica, capazes de gerar energia obtida diretamente da energia solar, são a melhor opção de energia limpa disponível. Estes sistemas quando bem dimensionados conseguem suprir 30% das necessidades elétricas da entidade. Também no aquecimento de águas sanitárias existem atualmente equipamentos, comumente denominados por termoacumuladores elétricos, que possibilitam, através da internet, uma sincronização, controlo fácil e intuitivo dos mesmos, possibilitando reduções significativas dos gastos energéticos, até 20%, mediante uma programação mais precisa e em tempo real. Paralelamente à otimização dos sis-

temas de produção de energia, um serviço de monitorização de energia, com a instalação de uma ferramenta inteligente que funciona via internet, pode medir e apontar os resultados das ações de eficiência energética que a empresa implementa. Este tipo de gestão mostra-se essencial no sucesso dos projetos de eficiência energética nas empresas – É fundamental supervisão e análise em tempo real da operação de equipamentos e de toda a produção, identificar o consumo de energia, mapear onde está sendo gasto e visualizar se há áreas com consumo excessivo. Assim, a Internet das Coisas é, quer nós queiramos quer não, uma realidade inexorável e já não há maneira de regressar ao passado. Irá progressivamente invadir o espaço onde trabalhamos, onde nos divertimos e onde vivemos todos os dias. Neste contexto, temos duas atitudes possíveis: ou ignoramos esta realidade ou enfrentamo-la, preparando-nos para esta nova normalidade por nós criada, na procura de alcançarmos os já supracitados objetivos benignos. A Indústria 4.0 é já uma realidade e está a mudar a forma como lidamos com a produção. Cabe-nos aproveitar os seus benefícios para a competitividade e o sucesso do negócio.

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OPINIÃO | 4.0

Tangibilizar a Transformação Quantificação do valor criado por novas tecnologias

Marco Alves Consultor na Rácios Múltiplos

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m todas as décadas tem havido ondas tecnológicas. Agora ouvimos falar de Indústria 4.0, de IoT (Internet of Things / Internet das Coisas), de Big Data, de AI (Artificial Intelligence / Inteligência Artificial), da Cloud (centros de dados virtuais) e de Transformação Digital. É todo um mundo de conceitos novos que nos catapultam para um futuro mais eficaz e mais eficiente. Visualizamos robots munidos de inteligência artificial, capazes de produzirem carros e outros produtos em regime justin-time e ao ritmo das especificações nas encomendas dos clientes. Visualizamos cidades inteligentes, em que os caixotes do lixo comunicam com os serviços municipais para que estes possam optimizar o momento para efectuar a recolha. Contudo, a adopção precipitada deste tipo de tecnologias pelas empresas pode ser mais prejudicial do que benéfica. Nem todas as tecnologias se aplicam à situação específica de cada empresa, tanto no que diz respeito aos modelos de negócio como ao contexto de saúde financeira da empresa. É, portanto, crítico que qualquer decisão em temas de tecnologia seja suportada pela correspondente análise de investimento, e a realização dessa análise implica que se realize uma identificação e quantificação dos benefícios e custos subjacentes. Esta lógica de quantificação aplica-se tanto aos chavões tecnológicos que estão actualmente na moda como a outros que já perderam visibilidade, mas não devem ser votados ao esquecimento. Por exemplo, os sistemas de CRM (Customer Relationship Management / Gestão da Relação com o Cliente) e ERP (Enterprise Resour-

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ce Management / Gestão dos Recursos da Empresa) já não estão propriamente na moda, mas evoluíram bastante na última década e podem dar contributos para a melhoria dos processos das empresas e dos respectivos resultados. Antes de qualquer esforço de quantificação da tecnologia A ou do sistema B, a empresa que deve procurar nortear-se pela resolução das “dores” operacionais sentidas hoje pelos seus negócios centrais (negócios responsáveis pela maior parte da geração dos fluxos de caixa). A empresa deve elencar os sintomas de ineficácia e ineficiência com expressão relevante para esses negócios. Um exemplo de sintoma: a empresa aceita encomendas de cliente, depois não as consegue entregar na data prometida e os clientes têm vindo a reclamar, tendo havido um par de reclamações, o pagamento de uma penalização por incumprimento e pelo menos um cancelamento de encomenda. É igualmente importante perceber as causas últimas de cada sintoma. Um exemplo de possíveis causas para o sintoma acima: não há forma rápida para que os comerciais possam pedir uma data de entrega competitiva (mas realista) à produção e os comerciais acabam por dar a data que o cliente “exige”, a produção não tem forma de perceber qual é a data competitiva que pode prometer porque não tem forma expedita de a calcular com relativa segurança e por isso tende a indicar datas demasiados longas, a produção não tem forma de contrapor com possíveis alternativas (ex: dividir a encomenda em duas ou mais de quantidades distintas) para que os comerciais possam testar com o cliente, não há forma simples de dar visibilidade deste tipo de situações à gestão de topo para que esta tome a decisão. Para a identificação destes sintomas e causas é importante que a gestão esteja atenta aos mesmos no dia-a-dia da empresa para que se vá formando, mesmo que informalmente numa primeira abordagem, uma radiografia da situação nesta matéria. A radiografia de sintomas e causas permite que a gestão da empresa consiga procurar por tec-

nologias e sistemas (ou avaliar os que lhes forem apresentados proactivamente por fornecedores) que enderecem os problemas sentidos pela empresa, pelo menos a alto-nível. Quando confrontada com um investimento concreto, a empresa estará então munida de informação suficiente para saber se encaixa com o que realmente precisa para endereçar as causas (e sintomas) que foram sendo identificados. Para os investimentos que passam neste primeiro crivo mais geral, a empresa pode dedicar mais esforço na elaboração de uma análise de investimento. O objectivo último desta análise é chegar a três indicadores-chave: o valor económico criado para a empresa (VAL ou Valor Actualizado Líquido / NPV ou Net Present Value), a rentabilidade implícita do investimento (TIR ou Taxa Interna de Rentabilidade / IRR ou Internal Return Rate) e em quanto tempo o investimento é recuperado (Payback). Para se chegar as estes indicadoreschave da avaliação de investimento, primeiro é preciso quantificar os benefícios (fluxos de caixa positivos) e custos (fluxos de caixa negativos). Os custos são

A adopção precipitada deste tipo de tecnologias pelas empresas pode ser mais prejudicial do que benéfica. Nem todas as tecnologias se aplicam à situação específica de cada empresa, tanto no que diz respeito aos modelos de negócio como ao contexto de saúde financeira da empresa.

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tipicamente mais fáceis de quantificar uma vez que fazem parte das propostas apresentadas por fornecedores externos. Já os benefícios implicam tentar traduzir, em Euros, o valor económico subjacente à redução (ou até eliminação) dos sintomas mencionados anteriormente através eliminação das suas causas com a adopção do novo sistema. Este exercício de tradução em Euros não é de todo trivial, sobretudo nos casos em que os benefícios tomam formas mais qualitativas como “melhorar a qualidade” ou “aumentar a satisfação dos clientes”, ou mesmo quando se trata de eliminar tempo perdido (ex: tempo gasto em tarefas de menor valor acrescentado) que não representam uma redução imediata de custos. O exemplo do incumprimento de prazos de entrega mencionado anteriormente cai numa categoria de “melhoria da qualidade” e “aumento da satisfação”. Mas, como foi indicado, já há na empresa evidências das perdas de valor associadas a este sintoma: a empresa pagou penalizações por entrega tardia e houve clientes que cancelaram encomendas na sequência de incidências. O pagamento de penalizações é mais facilmente quantificável, porque representa uma saída directa de caixa. Contudo, a perda de encomendas

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futuras não é tão directamente associável a um valor porque não representa uma saída de caixa, mas antes à perda de entrada de caixa futura. Nestes casos de não-entrada de caixa, é preciso entender os lucros cessantes subjacentes, ou seja, estimar a margem (em Euros) que foi impossibilitada de ser gerada devido às incidências. Este exercício não se trata de uma ciência exacta, mas deve permitir chegar a conclusões úteis para tomada de decisão se forem usados pressupostos prudentes que sejam simultaneamente alicerçados em números disponíveis na empresa e no conhecimento do negócio acumulado da organização. Uma vez identificados e quantificados todos os benefícios e custos, e acordados os pressupostos subjacentes à quantificação dos mesmos, pode então proceder-se à realização da análise de investimento e verificar os resultados obtidos para os três principais indicadores (VAL, TIR e Payback). Os resultados devem ser testados quanto à sua robustez, para evitar que o investimento seja excelente na folha de cálculo, mas péssimo na realidade. Ao final das contas, não nos podemos esquecer que, como em todos os projectos, os custos são “certos” e os benefícios são “incertos”. Para tal, é importante perceber quais são os pressupostos mais

críticos e procurar identificar cenários mais pessimistas que o cenário central esperado e simular o seu impacto. É também importante enquadrar o investimento na realidade económica da empresa. Não basta que os resultados da análise sejam atractivos para que a decisão de investir seja óbvia e imediata. Se o nível de investimento implicar um aumento significativo do nível de endividamento da empresa ou implicar consumir uma parte significativa dos fluxos de caixa da empresa (podendo até afectar a gestão do fundo de maneio), então a empresa deve pensar mais do que duas vezes antes de avançar. Pode inclusivamente utilizar os resultados da análise para tentar dividir o investimento total num subconjunto de pequenos investimentos, obter melhores condições junto de fornecedores, procurar alterar o perfil de custos e identificar outras formas de financiamento para o projecto. Só tangibilizando a Transformação Digital, através de abordagens como as explicadas acima, as empresas podem melhorar tanto em competitividade (ex: crescimento de quota de mercado) e rentabilidade (ex: melhoria das margens brutas e do EBITDA), dando passos seguros e que não coloquem em causa a robustez financeira.

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OPINIÃO | 4.0

Portugal 4.0 ?

Nuno Laboreiro Mendonça Diretor Geral – Núcleo Inicial Business Solutions

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esde a publicação do livro de Klaus Schwab “A Quarta Revolução Industrial”, que somos confrontados diariamente com este tema, nas empresas, na nossa vida particular e na política. A Quarta Revolução Industrial caracteriza-se não só pela utilização de tecnologias avançadas, mas pela confluência das mesmas, numa fusão entre ciências informáticas, matemática, engenharia, ciências da vida, comunicações, nanotecnologias e inteligência artificial. Outro fator diferenciador desta Revolução reside na velocidade de disseminação e evolução que é verdadeiramente avassaladora. Recordo que a tecnologia da Primeira Revolução Industrial (tear mecânico,

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fuso etc.) demorou cerca de 120 anos a sair da Europa, enquanto que a Internet demorou menos de uma década a tornarse global. As empresas portuguesas não estiveram na primeira linha das anteriores Revoluções Industriais, estarão agora em condições de “surfar a onda” 4.0? Acredito que sim! Portugal é uma pequena economia aberta ao Mundo, com empresas resilientes e recursos humanos qualificados, sofisticou a sua oferta, acrescentando valor à oferta tradicional e abraçando novos sectores de média e alta tecnologia. Tem uma proposta de valor ao nível da qualidade de vida objectiva (segurança, infraestrutura, saúde, educação) e subjectiva (lifestyle, clima, pessoas) atrativa para o talento nacional e internacional. Vide Lisboa 2018, tem reminiscências da Lisboa dos Descobrimentos, cosmopolita com gentes de todo o mundo a cruzarem-se, fazendo negócios, estudando, visitando. O mais marcante é que esta realidade está espalhada por todo o país, alterando as nossas vilas e cidades com negócios a surgirem por todo o lado que recorrem já a instrumentos da economia 4.0 para desenvolverem a sua actividade, do AirBnB ao Bookings, do WeTransfer ao Skype, do Facebook ao Whatsapp, quando não são

elas próprias agentes de criação de soluções sofisticadas e produtos inovadores. Então está tudo bem? E agora? O ponto de partida é francamente bom. Agora dependemos de nós próprios. O investimento das empresas em inovação e formação, a ligação aos centros de pesquisa e investigação, a visão global dos negócios, a inserção em redes de valor transnacionais são determinantes para o sucesso das nossas empresas numa economia 4.0

Portugal é uma pequena economia aberta ao Mundo, com empresas resilientes e recursos humanos qualificados, sofisticou a sua oferta, acrescentando valor à oferta tradicional e abraçando novos sectores de média e alta tecnologia.

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OPINIÃO | 4.0

Inovação 4.0 via rápida para a transformação digital! Gil Gonçalves Chief Scientific Officer (CSO) da INOVA+ gil.goncalves@inova.business

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os últimos anos assistimos a um progresso tecnológico galopante, com o aparecimento de um conjunto alargado de novas tecnologias e com uma melhoria acentuada de tecnologias já existentes. Da computação em nuvem à robótica, da impressão 3D à inteligência artificial e à mobilidade autónoma, estas novas tecnologias criam oportunidades de negócio imensas em todos os setores de atividade. Imagine as possibilidades de poder aceder a qualquer serviço, recurso físico ou ferramenta de que necessita, exatamente quando e onde necessita e em qualquer dispositivo. Ou ser capaz de prever uma avaria de um equipamento essencial antes de que esta aconteça e poder intervir para evitar que se concretize ... ou saber antecipadamente de uma doença que vai afetar a colheita e poder de imediato obter uma

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solução para evitar a sua propagação, onde quer que você esteja. Quer sejam empresas do setor industrial, do setor da saúde, do setor da agricultura ou dos serviços, estas tecnologias estão a ser utilizadas das mais diversas formas e os negócios estão cada vez mais digitais, o que cria um tremendo potencial de inovação em todos estes setores de atividade. A digitalização permite criar versões digitais (em bits e bytes) de itens físicos, como sejam documentos em papel, fotografias, sons e muito mais. Mas digitalização é digitalização. Ponto! É a automação de processos manuais, já existentes e baseados em papel, em processos análogos em formato digital conduzindo a negócios digitais. A digitalização é o primeiro passo para os negócios digitais e para a transformação digital. A transformação digital requer mudança. A transformação digital implica uma transformação profunda e acelerada de atividades, competências e modelos de negócios de modo a alavancar as oportunidades criadas pelas tecnologias digitais e a potenciar o seu impacto no negócio de forma estratégica. A transformação digital é muito mais ampla do que a simples digitalização de processos e requer uma estratégia de transformação digital. Embora a aceitação da transformação digital seja cada vez mais ampla, continua a ser um enorme desafio para as organizações. Como abraçar esta transformação profunda e acelerada, tirando o máximo

partido das oportunidades mas sem colocar em causa o funcionamento atual? A INOVA+ tem no seu portefólio vários projetos nacionais e internacionais que atestam as suas competências na área da Indústria 4.0 em diferentes domínios de intervenção e setores, nomeadamente nos setores industrial e agro-alimentar, e dos quais podemos destacar: - I-RAMP3 –soluções para virtualização do equipamento produtivo, conferindo-lhe capacidade de integrar redes de produção

Embora a aceitação da transformação digital seja cada vez mais ampla, continua a ser um enorme desafio para as organizações. Como abraçar esta transformação profunda e acelerada, tirando o máximo partido das oportunidades mas sem colocar em causa o funcionamento atual?

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heterogéneas e de auto-descrição. - AgroIT – plataforma baseada em padrões abertos para a digitalização de operações e serviços para agricultores, comunidades locais e autoridades. - Z-Fact0r – solução TIC que promove estratégias de produção multi-etapa para deteção precoce de defeitos e a sua eliminação. - Z-BRE4k – modelos e estratégias de manutenção preditiva para operação sem paragens não programas e aumento da eficiência operacional de equipamentos. - eFoodChain – transformação digital da cadeia de fornecimento agro-alimentar para um maior envolvimento de PMEs e melhorar a eficiência da cadeia de fornecimento. - auto-gration – transformação digital da cadeia de fornecimento automóvel para um maior envolvimento de PMEs e melhorar a eficiência da cadeia de fornecimento. - DemoDigital – digitalização dos processos de produção suportados na conetividade de equipamentos e serviços da internet das coisas (IoT). - IN2DIG –plataforma digital para a virtualização cyber-física de células de produção industrial. Esta experiência acumulada permitiu à INOVA+ identificar quais as melhores abordagens para incentivar e facilitar a aceitação de soluções inovadoras de “transforma-

ção digital”, que foram sistematizadas na abordagem Inovação 4.0. Desde o recurso a laboratórios vivos de transformação digital, que permitem a validação e divulgação de novas tecnologias, até à realização de provas de conceito e pilotos em ambiente real, a Inovação 4.0 permite avaliar as soluções e identificar barreiras à adoção de soluções disruptivas na organização. A transformação digital é um tema central na agenda política Europeia e Nacional. No âmbito da sua estratégia para a criação de um Mercado Único Digital e digitalização da indústria, a Comissão Europeia tem vários programas. Por exemplo, está previsto um investimento de 500 milhões de euros numa rede pan-europeia de polos de inovação digital no âmbito da qual as empresas podem obter aconselhamento e testar inovações digitais. A INOVA+, através da sua unidade DIGITAL, está posicionada para integrar esta rede pan-europeia de polos de inovação digital sendo, por exemplo, membro fundador do Hub Digital para a Agricultura em Portugal. O hub digital para a Agricultura em Portugal - DSTHUB4AGRI - é uma iniciativa que visa promover a competitividade das empresas do setor agrícola por via da digitalização e utilização de ferramentas digitais. A nível nacional, o Regulamento

Específico do Domínio da Competitividade e Internacionalização (RECI) do Programa Portugal 2020 estabelece um mecanismo de acreditação de entidades prestadoras de serviços no âmbito dos “Vales”, sendo a INOVA+ uma das entidade acreditada para Prestação de Serviços de Inovação - Projeto Simplificado “Vale Indústria 4.0”. No âmbito do Vale Indústria 4.0, são suscetíveis de apoio os serviços de consultoria com vista à identificação de uma estratégia conducente à adoção de tecnologias e processos associados à indústria 4.0. Através do seu polo de inovação digital a INOVA+ oferece um conjunto de serviços de Inovação 4.0, direcionados à definição de estratégias de transformação digital e suportados em provas de conceito ou pilotos para as áreas de comércio eletrónico e da Indústria 4.0, posicionando-se como um parceiro de excelência para a transformação digital.

INOVA+ | Innovation Services S.A. www.inova.business


OPINIÃO | 4.0

Indústria 4.0 O seu propósito e as nossas vontades

Sérgio Ribeiro Consultor sénior da EXN Consultores

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discussão sobre a Indústria 4.0 tem preenchido páginas de jornais, trabalhos académicos e grupos de reflexão com implicações diretas nos programas de suporte ao investimento das Empresas um pouco por todo mundo. A tão apelidada 4ª Revolução Industrial veio para ficar. O tema é o suficientemente importante, para gerar novo conhecimento e, naturalmente, originar a discórdia sobre as diferentes perspetivas com que os diferentes atores o abordam. A procura de diferenciação não só pelos fatores tangíveis do produto, mas como pelos fatores imateriais, tem diminuído o ciclo de vida dos produtos e a explosão da segmentação da oferta. Esta situação tem tido respostas quase imediatas ao

Mais do que investir em soluções tecnológicas, deve-se avaliar de que modo se pode responder aos requisitos do mercado onde se atua, primeiro com introdução de novos processos de trabalho e modelos de organização, depois em planos de investimento sustentados.

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nível das plataformas de comercialização e modelos de negócio, mas cria uma pressão aos sistemas que têm de materializar (fabricar) tudo o que vai sendo vendido, com principal impacto nas fases de desenvolvimento, aquisição de matérias primas, planeamento, produção e monitorização da produção, mantendo atualização online dos diferentes estados das encomendas do clientes, mantendo a necessidade de prazos de entrega e os níveis de stock o mais baixos possível. Uma das consequências, mais visível, é a necessidade de acompanhar, em tempo real, o estado da sua encomenda, em que a rastreabilidade dos componentes começa a ir cada vez mais a montante na cadeia de valor. Esta necessidade de informação de gestão fomentou o surgimento de uma miríade de sensores, que permitem a recolha e comunicação de dados entre si, em tempo real, e sem necessidade de intervenção humana, que deu origem ao conceito da IOT – Internet of Things. Este desenvolvimento associado ao crescimento exponencial de informação em circulação induziu o surgimento de um conjunto de API (Application Programming Interface - Interface de Programação de Aplicativos) que permitem o processamento, quase autónomo, de partes ou processos completos, IOS - Internet of services. Foi esta forma de negociar em modo síncrono, que a Indústria de Equipamentos e instalações Industriais Alemã caracterizou e percebeu que poderia criar novas necessidades aos diferentes setores de atividade industrial e oportunidades

a quem lhes oferece os equipamentos e instalações industriais. Esta constatação foi trabalhada, por um grupo de trabalho, e apelidada de Indústria 4.0, sendo as principais conclusões apresentadas no documento “Securing the future of German manufacturing industry - Recommendations for implementing the strategic initiative INDUSTRIE 4.0: Final report of the Industrie 4.0 Working Group”. Nesse documento são apresentadas como as principais características que a setor industrial deve ser capaz de responder com Indústria 4.0: • Satisfazer as necessidades específicas do cliente • Flexibilidade • Otimização na tomada de decisão • Produtividade e eficiência dos recursos • Criar oportunidades de maior valor pela introdução de novos serviços • Reagir à mudança demográfica da força de trabalho • Balancear com a vida familiar • Ter capacidade de ter salários mais elevados, mantendo a competitividade da atividade A Alemanha identifica o setor das máquinas e instalações como um dos principais responsáveis pelas exportações do País, a par do setor automóvel e do químico. No diagnóstico que realizou no âmbito do grupo de trabalho para a iniciativa Indústria 4.0 para a Alemanha, aponta no documento que “a Alemanha é

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OPINIÃO | 4.0

um dos países com atividade secundária (indústria) mais competitiva e é um dos líderes globais do setor de produção de equipamentos industriais”, concluindo ainda “a concorrência global está cada vez mais agressiva e a Alemanha não é o único país que reconhece a tendência para incorporar a Internet das Coisas e dos Serviços no setor Industrial”. A envolvente alemã aponta para que as soluções resultantes incidam, maioritariamente, em instrumentos tecnológicos que se prende com o processo de definição estratégico para o setor alvo, produção de equipamentos e instalações industriais. Deste modo, a proposta de soluções tem como propósito manter este setor Alemão na vanguarda global. Nos últimos 40 anos Portugal manteve, como política de investimento, um modelo linear, acreditando que se tiver o melhor equipamento, será capaz de produzir o melhor produto. Nesta abordagem ganha competitividade, é certo, mas não ao nível dos líderes dos mercados que vendem os equipamentos ao país e a todos os concorrentes. Assim se Portugal seguir uma abordagem decalcada da proposta germânica, a solução mais óbvia será a de adquirir os produtos e serviços que as empresas Alemãs terão para oferecer neste âmbi-

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to, será uma questão de razoabilidade, a comprar, que seja aos melhores, aos líderes do mercado. Mas se tecnologia é “saber fazer”, um computador quântico, para um operador que não o sabe utilizar, é um bibelot caro e inútil. As nossas empresas são na sua grande maioria OEM ou ODM, pelo que a aposta deve-se centrar na sua capacidade de demonstrar a sua competência para responder à crescente necessidade de integração dos sistemas. Esta característica faz com que o país seja, por definição, utilizador de equipamento, muito bom por sinal, uma vez que tem vindo a ganhar competitividade fruto da forma como responde às necessidades dos mercados, com equipamentos de diversas origens, nacional também. Tem que se reconhecer que os setores de atividade que mais exportam em Portugal não são os mesmos da Alemanha, que a sua mão de obra não tem o mesmo custo e se a quiser aproximar, rapidamente, terá graves problemas sociais por deslocalização da procura. Acresce que duas das principais características dos sistemas da Indústria 4.0, a flexibilidade e a satisfação das necessidades específicas do cliente, já são dadas pelas estrutura da maioria das empresas portuguesas, que se caracterizam pela pequena dimensão e

por uma estrutura tecnológica polivalente, fruto do tipo de abordagem que fazem ao mercado (trabalham por encomenda). Não se defende com isto, que as empresas nacionais não necessitam de mais e melhor tecnologia, não se deve é investir para além da que atribui uma vantagem competitiva objetiva, sob o risco de não a conseguirmos rentabilizar. Em resumo vive-se num cenário em que: o mercado caminha inexoravelmente para incorporação da Internet das Coisas e dos Serviços no setor Industrial, como forma de dar resposta à necessidade de monitorização dos sistemas ciber-físicos, que resultam da digitalização da economia; A capacidade industrial instalada gera excesso de oferta, o que faz com que os clientes demandem cada vez mais produtos customizados e/ou personalizados; há uma crescente falta de mão de obra disponível no ocidente (envelhecimento da população). Esta situação cria novos desafios que terão de ser colmatados pela indústria. No entanto, mais do que investir em soluções tecnológicas, deve-se avaliar de que modo se pode responder aos requisitos do mercado onde se atua, primeiro com introdução de novos processos de trabalho e modelos de organização, depois em planos de investimento sustentados.

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OPINIÃO | 4.0

Empresas 4.0 Desafios e Oportunidades

Joana Grácio Branch manager SGS Tejo | Oeste

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o século XVIII deparámo-nos com a revolução industrial, fruto da substituição das ferramentas e utensílios pelas máquinas. No século XIV veio a eletricidade e com ela uma nova forma de viver das empresas e também o conceito de “em massa”. No século XX observámos a grande alteração das telecomunicações, desenvolvimento da eletrónica e tecnologia de informação, que promoveram verdadeiras alterações na forma de comunicar. E hoje, fruto de um veloz progresso tecnológico estamos perante a revolução digital ou revolução 4.0. Os dados recolhidos até então são agora analisados e transformam-se numa grande ferramenta para influenciar e, tomar decisões (big data). Desenvolvemse e utilizam-se aplicações móveis e os dispositivos móveis são utilizados para a maioria das tarefas das empresas e das pessoas. A sensorização e automação dos processos é uma realidade, ajustada com interfaces homem-máquina desenvolvidas e muito avançadas, no sistema universal, interligado, inteligente (internet das coisas e cloud). Tudo tem de ser imediato, à distancia de um deslize de dedo. As máquinas e os equipamentos têm de ser de fácil utilização e com interfaces interativos, têm de permitir retirar a maior número de dados possível e analisa-los em tempo real de forma a dar outputs ao utilizador. Assim como o meio social e económico, as empresas vivem desafios neste mundo global, digital, com rápido desenvolvimento tecnológico, com impacto em todas as dimensões da empresa. Importa salientar que, quando de uma forma geral falamos de empresas 4.0, implicitamen-

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te falamos de recursos humanos 4.0, Marketing 4.0, indústria 4.0, estratégia 4.0, cliente 4.0. A forma como conhecemos os recursos humanos nas organizações é indubitavelmente um desafio a considerar. A diminuição de recursos em atividades de repetição ou de interação com o cliente é uma realidade. Há uma necessidade de adaptação dos recursos para novas competências e novas profissões, com maior apetência para supervisão e validação das tarefas realizadas pelos equipamentos e, o conhecimento ou pelo menos plena utilização de tecnologias, é fundamental. E, se por um lado estamos a perder a humanidade dada a eliminação de muitos postos de trabalho, nomeadamente na resposta ao cliente, com automação e resposta online, realidade virtual ou máquinas inteligentes, é ao mesmo tempo necessário agradar o cliente e promover uma experiencia única e customizada. A forma de comunicar com o cliente também mudou. Os modelos mudaram com as redes sociais, com o google, com este mundo global, com novos perfis de consumo. O consumidor é muito exigente, muito crítico, tem à sua disposição muita oferta. Quer continuamente inovações, produtos diferenciadores e únicos, numa compra que é muito pessoal, influenciada

pela experiência que provoca. E muito importante, um único consumidor tem a capacidade de, a par e por igual, desafiar grandes organizações a nível mundial. Portanto há e haverá cada vez mais uma grande necessidade de adaptação e alteração dos modelos de negócio existentes. No geral, as organizações têm de mudar ou adaptar-se nas suas quatro dimensões: organização, pessoas, processos e tecnologia assim como a forma como interagem com todas as partes interessadas. Têm de faze-lo de forma mais rápida, mais ágil, mais preparada. Devido à mutabilidade e volatilidade atual do mercado, as empresas têm uma necessidade real de se reinventar, adaptar ou, pelo menos, de fazer uma avaliação nas suas quatro dimensões de forma sistemática, atempada. A implementação de sistema de gestão é hoje uma ferramenta ágil e muito dinâmica. Permite pensar a empresa no seu todo, antecipar e responder de forma estratégica à necessidade de se adaptar às mudanças necessárias. Lembrar que tão depressa uma empresa pode estar na “crista da onda” como, devido a uma inovação disruptiva, alteração na forma como é apresentado um serviço, ou até devido a marketing negativo, realizado numa rede social e viral em 2 minutos,

Apesar de ser um conceito muito debatido nos dias de hoje, uma parte do nosso tecido empresarial associa à definição de 4.0, as nano e neuro tecnologias, robôs, a inteligência artificial, drones e impressoras 3D. Sendo certo que são revoluções tecnológicas associadas ao 4.0 é igualmente importante desmistificar. Este conceito aplica-se a todas as empresas mediante implementações tecnológicas, mais ou menos modestas, que promovam uma interação digital inteligente, necessárias no mercado atual e que transformam a forma como a empresa funciona e se relaciona interna e externamente.

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INDÚSTRIA INTELIGENTE AUTOMAÇÃO

INTERFACE DE USUÁRIO

perder por completo a sua quota de mercado. Estes são mais uns dos desafios a ter em consideração. Lembrar que a I&D e Inovação associada ao desenvolvimento tecnológico é na maioria das vezes disruptivo, de total corte com o produto ou serviço apresentado e pode traduzir produtos e serviços obsoletos em grande escala, em ciclos de vida cada vez mais curtos. Tema basilar nesta transformação tecnológica é a segurança da informação. A necessidade permanente de validar a legitimidade de uso de dados, da possibilidade de manipulação e a segurança quer dos dados, quer das máquinas. O presente

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BIG DATA FLEXIBILIDADE regulamento geral de proteção de dados já tem como objetivo responder a esta necessidade, no entanto, com o avanço tecnológico muitas outras medidas terão de ser consideradas. Por último referir que, apesar de ser um conceito muito debatido nos dias de hoje, uma parte do nosso tecido empresarial associa à definição de 4.0, as nano e neuro tecnologias, robôs, a inteligência artificial, drones e impressoras 3D. Sendo certo que são revoluções tecnológicas associadas ao 4.0 é igualmente importante desmistificar. Referir que este conceito se aplica a todas as empresas mediante

implementações tecnológicas, mais ou menos modestas, que promovam uma interação digital inteligente, necessárias no mercado atual e que transformam a forma como a empresa funciona e se relaciona interna e externamente. Desafios refletem igualmente oportunidades. Portanto, cabe a cada organização estudar e planear as respostas aos desafios impostos e desenvolver vantagens competitivas para obterem a almejada diferenciação no mercado.

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Feira Empresarial da Região de Santarém

EDIÇÃO ESPECIAL


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FERSANT Desde 1990 a promover o tecido empresarial do Ribatejo Com a edição deste ano, esta é já a 29.ª edição da FERSANT – Feira Empresarial da Região de Santarém, uma das mais importantes atividades da NERSANT no âmbito da promoção do tecido empresarial do Ribatejo.

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oi logo após a fundação da associação enquanto delegação da AIP, em 1988, que a NERSANT adquiriu autonomia jurídica, passando a denominar-se NERSANT - Associação Empresarial da Região de Santarém. Graças à forte capacidade empreendedora dos seus corpos sociais e colaboradores, que se muniram de projetos e atividades em prol do tecido empresarial regional, que a associação logo se afirmou como líder inquestionável do envolvente empresarial do distrito de Santarém,

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afirmando-se como a principal associação empresarial desta região e uma das mais dinâmicas do país. Prova deste dinamismo foi a realização da 1.ª edição da Feira Empresarial da Região de Santarém – FERSANT, logo em 1990, apenas um ano após a sua constituição formal, nas instalações da Metalúrgica Costa Nery, S.A., em Torres Novas. Estava dado o primeiro passo para este que viria a ser um dos maiores certames regionais no âmbito do apoio às empresas da região. O sucesso da primeira edição da feira

levou a associação empresarial a pensar num espaço próprio e apropriado à realização do certame. Em 1991, é iniciada, por isso, a construção do seu pavilhão de exposições, em Torres Novas, que viria a ser inaugurado a 23 de setembro do ano seguinte. Este pavilhão de exposições, que começou por ser também sede administrativa da NERSANT, foi de facto a casa da FERSANT durante muitos e bons anos. Centenas de empresas aqui expuseram os seus negócios, num certame que, à data, se

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completava com a realização de seminários e conferências, mas também de uma parte lúdica importante, com a realização de concertos e mostras gastronómicas. No entanto, e fazendo vénia à expressão “mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”, e sempre com o objetivo de promover de forma mais eficaz os negócios que no certame se apresentavam, a FERSANT sofreu um ponto de viragem em 2010, ano do seu 20.º aniversário, passando a ser realizada a partir desse ano, no CNEMA – Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas, em Santarém, a par da Feira Nacional da Agricultura, onde o certame adquiriu maior visibilidade e, logo, maior probabilidade de negócio para as suas empresas. Esta aposta tem sido frutífera. O certame tem aumentado anualmente o seu número de visitantes, tem tido cada vez mais visibilidade, assumindo-se, portanto, como um espaço privilegiado para o encontro entre empresas e realização de negócios na região do Ribatejo. Anualmente, o certame recebe, em média, mais de 200 mil visitantes provenientes de todo o país. Nesta 29.ª edição, a NERSANT pretende reforçar o estatuto alcançado e disponibilizar condições extremamente favoráveis às empresas para a promoção dos seus produtos e serviços.

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PLANTA FERSANT 2018 SETOR EXPOSITOR • Abílio David • Agrocluster Ribatejo • Agrogarante - Soc. de Garantia Mútua • Alexandre Mota • Alexandre Venero • Amagrinabão • A.M.C. Cunha • Anadiplanta • Aziagri • Barra Ferros • Bonita e Radical • C. Rebelo • Cedilha V. Certa • César Castelão e Filhos • Cidália Correia • Cimetal • Compometal • Coverpool International • Diamantino Coelho e Filho • Digital Solution • ECL • Ecoveg • Equitejo • Eurica Ferreira • Fonteval • Frigoríficos Brigido • Garval - Soc. de Garantia Mútua • Gina Botequim • Greenmill • Grupo Litocar • Grupo P&M Moreira • Haven V. • Iberscal • Instituto Politécnico de Tomar • J.M. Cordeiro • Jomafixa • Jortejo • Júlio Murta • Kartódromo Almeirim • Lottus Gril • Macrofal • MaiorLux • Marilia Teresa Duarte Reguinga • Maxipet • Micromineiro • Naturaloe • NERSANT • Next Step • Orlando Freitas • Pinta Sorrisos • Ponto Aventura • Primetool • Prosegur • R&S - Subtil • Rações Zezere • Regra Principal • Renova • Resitejo • Revista E Ribatejo • Ribatubos • RicoGado • Securitas Direct • Sem Ir • Sosi Combustíveis • Startup Santarém • SudEuro Ski • Tagusgás • Tagusvalley • Varandas • Vidroluz • Virtualvent • Xmania • Carisma Visionário

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• Comércio • Ensino • Indústria • Associação • Serviços • Imprensa FERSANT 2018


Organização:

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PARCEIROS NERSANT

PARCEIRO S

AUDITORES / REVISORES OFICIAIS

IMPLEMENTAÇÃO DE SISTEMAS DE GESTÃO

ENTIDADE CERTIFICADORA

CONSULTORIA DE GESTÃO

CENTRO DE INOVAÇÃO EMPRESARIAL

FERSANT 2018

IMPLEMENTAÇÃO DE SISTEMAS DE GESTÃO E PROJETOS

TIC, CONSULTORIA, ESTUDOS E PROJETOS

SOLUÇÕES FINANCEIRAS

ENGENHARIA E CONSTRUÇÃO

CENTRO DE INOVAÇÃO EMPRESARIAL

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LISTAGEM DE EMPRESAS

Agrocluster Ribatejo

A.M.C. Cunha

O Cluster Agroindustrial do Ribatejo (Agrocluster) surge em 2009 com a aprovação da candidatura promovida pela NERSANT ao programa Operacional Fatores de Competitividade, enquadrado na Estratégia de Eficiência Coletiva (EEC) para projetos de constituição, dinamização e concretização de Polos de Competitividade e Tecnologia e de Outros Clusters. Com a aprovação da candidatura surge o reconhecimento formal do Cluster Agroindustrial do Ribatejo. Contactos Agrocluster Ribatejo Pavilhão de Exposições da NERSANT Várzea de Mesiões 2350-433 Torres Novas +351 249 839 500 * +351 249 839 509 www.agrocluster.com geral@agrocluster.com

A A.M.C. Cunha foi fundada em 1986 tendo como objeto a importação, exportação, comercialização e distribuição de produtos de drogaria, higiene e limpeza. No setor de atividade em que atua tem vindo a consolidar uma posição de liderança no mercado nacional e uma presença crescente no mercado externo. Embala e vende por grosso centenas de produtos do ramo da drogaria doméstica. Enquanto operador no mercado de abastecimento deste setor a A.M.C. Cunha visa a satisfação e segurança das famílias, através da qualidade e diversidade dos seus produtos e respetivas embalagens. No mercado nacional a marca “PRODUTOS SODACASA” é líder no setor específico. Contactos A.M.C Cunha, Lda. Estrada dos Almocreves, 653 a 659 2120-060 Salvaterra de Magos 263 851 446 * geral@amccunha.pt

Agrogarante A Agrogarante é uma das quatro Sociedades de Garantia Mútua (SGM) existentes no país, participada pelo Estado Português através do IFAP, bem como pelos principais grupos bancários nacionais, atuando junto das PME’s através da prestação de Garantias para os setores da Agricultura, Agroindústria e Florestas. O acesso ao financiamento das PME’s em condições mais vantajosas é, portanto, objetivo da Agrogarante. Contactos Agrogarante Rua João Machado, 86 3000-226 Coimbra 239 854 310 * agrogarante@agrogarante.pt

Anadiplanta O primeiro viveiro da Anadiplanta nasceu em 1993, numa área com aproximadamente 200 m², dando origem às primeiras plantas da recém-criada micro-empresa. Atualmente, a Anadiplanta ocupa uma área de cerca de 60 000m², composta por 32 pavilhões e zonas de atempamento, com capacidade para produzir aproximadamente 8 000 000 de planta. Contactos Anadiplanta Rua Poeta Cavador 3780-237 Anadia GPS 40º 26’ 27’’ N | 8º 25’ 47’’ W Tel./Fax: 231 511 774 Tlm: 966 123 525 | 968 705 740 agostinho@anadiplanta.com

Alexandre Venero / Ismaello Rolando Ismaello Rolando apresenta um espaço de “criatividade na cozinha”, onde dará a conhecer aos visitantes a arte que é trabalhar a comida. Contactos Ismaello Rolando Rua dos Cingeleiros, N.º 44 2350-354 Riachos 965 654 175 * ismaello@sapo.pt

Amagrinabão Amagrinabão – Máquinas e Acessórios Agrícolas do Nabão, Lda. é uma empresa dedicada ao setor agrícola e industrial, sediada em Tomar desde 2005. O seu foco principal é a área do trator, onde representa com grande intensidade a marca Solis e Tym. Como complemento ao trator, fornece todo o tipo de alfaias das mais variadas marcas com Joper, JGuimarães e Galucho. Para pequenas áreas conta com motoenxadas e motocultivadores Grillo bem como com uma gama mais económica da Weima. Tem ainda uma linha de jardim da Vito, motoroçadoras da Kawasaki e é distribuidora Tomix onde encontra todo o material necessário para pulverização. Resumindo, tem peças para todo o tipo de máquinas agrícolas e industriais, com oficina de assistência própria bem como viatura. Contactos Amagrinabão – Máquinas e Acessórios Agrícolas do Nabão, Lda. Quinta do Falcão Nº 20 A 2300-184 São Pedro de Tomar 249 321 850 * 937 852 120 amagrinabao.geral@gmail.com * amagrinabao.vitor@gmail.com

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Aziagri Somos uma empresa que atua sobretudo no mercado nacional, ao nível da serralharia civil e agrícola…. Desenvolvemos trabalhos de fabrico e montagem de estruturas metálicas; Montagem de coberturas. Fabrico de pavilhões; telheiros; Reparações de coberturas, etc. Ao nível da serralharia agrícola, fabrico e a reparação de alfaias agrícolas. Assistência técnica no terreno; Manutenção e assistência aos secadores de cereal. Contactos Aziagri, Lda. 962 656 237 R. do Curral 2, 2150-017 Azinhaga

Bonita e Radical A empresa Bonita e Radical Unipessoal Lda. nasceu em 2015 com o objetivo de proporcionar aos seus clientes uma alternativa eficiente e económica, aos tradicionais produtos de higiene pessoal, doméstica e industrial. O principal propósito é desenvolver, fabricar ou comercializar produtos que sejam seguros para as pessoas (sem símbolos de perigo na sua etiquetagem), amigos do ambiente (biodegradáveis) e fabricados o mais possível à base de produtos naturais. A empresa começou com um produto fantástico, Pierre d’Argent, 100% natural e certificado pela Ecocert como ecodetergente. Em breve a empresa apresentará novos produtos que se enquadrem nestes objetivos. Contactos Bonita e Radical Unipessoal Lda. Rua Nossa Senhora de Fátima, 363 2395-103 Minde 968631710 * geral@bonitaeradical.pt

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LISTAGEM DE EMPRESAS Candiluz Somos uma empresa com mais de 20 anos no ramo do mobiliário rústico e ferro forjado. Damos orçamentos por medida grátis. Contactos Candiluz Sede: Rua D. Sancho 1 N.º 48 - 3250-110 Alvaiázere Loja: Rua General Guerra - Almeirim Abílio David - 916886119

Carlos V. Rebelo A empresa dedica-se a serralharia civil, fabrico, manutenção e montagem de estruturas metálicas, comercialização de máquinas agrícolas e prestação de serviços de corte (plasma, oxicorte e guilhotina), quinagem, soldadura, punçonagem, perfilagem e calandragem. Contatos Carlos V. Rebelo, Lda. Estrada dos Luízes - Casais dos Penedos, Santarém 2070-367 Pontével Portugal Tel. +351 243 799 783 Carlos Rebelo: 917 597 043 Vasco Rebelo: 914 743 811 E-mail: geral@carlosvrebelolda.com

Carlos Varandas A Cerapiel comercializa cera de abelha natural para aplicar em todo o tipo de peles, couros, madeiras, sintéticos e alumínios. Impermeabiliza, nutre, restaura e protege. O produto tem como ingredientes a cera de abelha, lanolina e óleo para hidratar, recuperar e impermeabilizar todos os artigos de pele, couro e cabedal. O balsamo de nome Cerapiel tem origem espanhola e é uma fórmula bastante antiga. A cera faz amaciar o cabedal, deixando-o hidratado. Permite recuperar a 100% todas as partes ruças da pele (cotovelos dos casacos, sofás de pele). Por ser um artigo incolor poderá ser aplicado em peles de todas as cores com resultados fantásticos. Após a aplicação, os artigos ficam impermeáveis. Contactos Cerapiel 917 562 766 * cerapiel@live.com

César Castelão e Filhos A Persistente atua em cinco grandes áreas: Design, Pré-impressão, Impressão, Acabamento e Multimédia. Apresenta produtos no âmbito das Artes Gráficas: Folhetos pequeno, médio e grande formato; Impressão em quadricomia até 500gr em 70x100; Livros com e sem capa dura; Revistas; Flexografia - Papel de embrulho em bobine; Cartazes pequeno, médio e grande formato; Desdobráveis; Brindes; Logótipos e linhas gráficas; Flyers; Catálogos promocionais ou de produto; Rótulos; Posters; Envelopes; Trabalhos comerciais; Arquivos; entre outros. Contactos César Castelão e Filhos, Lda. Quinta do Nicho 2140-120 Chamusca 249 760 263/436 * geral@apersistente.pt

Cidália Correia

Cimetal A Cimetal - José Arsénio Mota & Cª, Lda. é uma empresa fundada em 1978 com sede em Torres Novas e com as seguintes áreas de negócio. Comercializa e instala soluções para vedação de propriedades rurais, industriais e cercas para animais, soluções para estruturas de condução e proteção de pomares (Fruticultura, Viticultura e Olivicultura) e comercializa e manutenção de máquinas e alfaias agrícolas com diversas soluções e representações. Contactos Cimetal, Lda. 249 835 321 * geral@cimetal.pt

Compometal Compometal, Lda. uma empresa com uma equipa jovem e dinâmica, que em 2018 propôs lançar um produto versátil e inovador em design para todos os espaços e estilos, para dar resposta às novas tendências do mercado, no âmbito da arquitetura, design e decoração. Rua das bairradas, nº 2 Contacto Compometal, Lda. 2070-351 Casais da Lapa Telem. +351 967 049 135 geral@compometal.pt www.compometal.pt

Coverpool A Coverpool International é uma marca portuguesa, fabricante de um variado leque de soluções para coberturas de piscinas. Coberturas altas, baixas, fixas ou telescópicas. Todas as coberturas são feitas por medida e poderão ser adaptadas a qualquer espaço, não havendo modelos pré-fabricados. A Coverpool International tem a sua unidade industrial sediada em Loures, tendo já instalado milhares de coberturas quer em Portugal, quer além-fronteiras. Contactos Coverpool International Rua Cidade de Beja, N.º 28 2660 – 019 Frielas Loures 219 376 110 * 219 370 106 geral@coverpoolinternational.pt

Diamantino Coelho & Filho A Diamantino Coelho & Filho, SA é uma empresa certificada pela norma ISO 9001 dedicada ao fabrico de alimentos compostos para animais e ao comércio agropecuário. Pioneira na elaboração de misturas alimentares em Portugal, a DCF inaugurou em 2015 uma unidade de desidratação e peletização de forragens, tendo iniciado recentemente o fabrico de granulados de forragem certificados para o modo de produção biológico. Contactos Diamantino Coelho & Filho, SA Parque Empresarial de Tomar, rua C, lote 20 2305 - 127, Madalena – Tomar 249380050/8 * diam@diaco.pt

Joias desenhadas e registadas como únicas por Cidália Correia. Trabalhadas como uma verdadeira obra de arte onde estão depositadas as suas emoções como a liberdade, a coragem e a natureza. Contactos idalia_correia_13@hotmail.com

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LISTAGEM DE EMPRESAS

Digital Solution – Soluções Digitais

Frigoríficos Brígido

A Digital Solution comercializa e presta assistência técnica a equipamentos de impressão e soluções informáticas. Contactos Digital Solution, Lda. Avenida Madre Andaluz, nº 6 A 2000-210 Santarém 243 326 807 * dsolution@digitalsolution.pt

Produtos: Frio Industrial; Câmaras frigoríficas, tuneis de ultracongelação, Salas Brancas; Equipamentos Hoteleiros; Frio Transporte; Obras Chave na Mão. Marcas: BRÍGIDO, FRIOBAC, THERMO-KING, CENTAURO Contactos Frigoríficos Brígido, Lda. Rua das Mangas, 16- Valverde 2025-213 Alcanede +351 243 408 297 * anafbrigido@mail.telepac.pt * anabrigido@fbrigido.pt www.fbrigido.pt * www.frigorificosbrigido.com

Ecoveg, S.A. Nascida no ano 2000, a Ecoveg, S.A., é uma empresa familiar especializada na venda de inputs para agricultura. A Ecoveg, SA, é especializada na importação e distribuição de produtos para utilização agrícola. Oferece uma gama própria, que passa por produtos fertilizantes sólidos granulados, fertilizantes solúveis, fertilizantes organominerais, fertilizantes peletizados, corretores de carências, aminoácidos, estimulantes e bio estimulantes, trufas e substratos, plásticos agrícolas e tabuleiros. Contactos Ecoveg, S.A. 243 570 040 * 243 570 041 geral@ecoveg.pt * comercial@ecoveg.pt Zona Industrial de Almeirim, Lote 80 – Apt. 26 2081-901 Almeirim www.ecoveg.pt

Equitejo Baseada na experiência de dezanove anos, a empresa encontra-se altamente especializada em equipamentos conetados, tendo já conquistado uma posição de referência neste setor de atividade. A sua principal estratégia é, através da Konica Minolta Portugal Print, a busca contínua de novos produtos e soluções de alta qualidade, de forma a podermos satisfazer as necessidades do mercado assim como a evolução do mesmo. Contactos Equitejo – Sociedade Comercial de Equipamentos de Escritório, S.A. Rua Dr. Virgílio Arruda, 6 Cave / Loja 2000-217 Santarém 243 309 200 * geral@equitejo.pt

Garval – Sociedade de Garantia Mútua A Garval tem como objetivo facilitar às PME o acesso à Garantia Mútua, um sistema sólido e fiável que visa impulsionar o crescimento das empresas, prestando-lhes todo o tipo de garantias necessárias para a concretização dos seus projetos e facilitando o acesso ao crédito. Apresenta serviços de apoio à Linha de adiantamento de Incentivos – Portugal 2020; à Linha de Crédito Capitalizar; à Linha de Crédito com Garantia Mútua IFD 2016-2020; à Linha de Crédito para as empresas portuguesas com processo de internacionalização em Angola; à Linha de apoio ao Empreendedorismo e Criação do Próprio Emprego; e a todo o tipo de Garantias Financeiras e Bancárias. Contactos Garval – Sociedade de Garantia Mútua, S.A. Praceta João Caetano Brás nº 10 2005-517 Santarém 243 240 080 * garval@garval.pt

Gina Botequim - Atelier de Decoração Bem-estar e prazer de usufruir o interior de sua casa, são a razão do trabalho do atelier de decoração Gina Botequim. O sucesso desta empresa assenta numa filosofia baseada no dinamismo, profissionalismo e experiência, obtendo como maior gratificação do seu trabalho, o momento mágico em que a sua criação supera as expetativas dos seus clientes. Atua no setor do mobiliário, decoração e venda a retalho, elaborando projetos de decoração personalizada. Contactos Gina Botequim – Atelier de Decoração Rua D. Nuno Álvares Pereira, 2 - r/c Esq. São Domingos 2005-163 Santarém 243 370 585 * geral@ginabotequim.com

Fonteval – Sistema de Filtragem de Água A Fonteval dedica-se à comercialização e assistência técnica de sistemas de filtragem e tratamento de água. Está integrada no mercado nacional com equipamentos e métodos (descalcificação, osmose inversa, filtragem, desferrização, desinfeção e esterilização) que fornecem água de qualidade à habitação e à indústria, envolvendo a colaboração indispensável de laboratórios externos devidamente certificados. Contactos Fonteval – Sistema de Filtragem de Água, Lda. Rua Principal, 7 Cabeça Veada 2480-203 Mendiga - Porto de Mós 244 450 298 * geral@fonteval.com

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Greenmill Estações meteorológicas, internet de satélite para zonas rurais, dataloggers para estufas, routers industriais, bombas solares. Contacto Luís Miguel de Sousa 917765421 Rua Plácido Abreu, 8 A - Miraflores 1495-152 Algés – Portugal M (+351) 917 765 421 T (+351) 214 105 376 F (+351) 214 105 376 luismi@greenmill.pt www.greenmill.pt

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LISTAGEM DE EMPRESAS

Grupo P&M Moreira

J. M. Cordeiro

Empresa jovem e dinâmica que se destina ao fabrico/comércio de máquinas para o setor alimentar/ oleícola e Agrícola no geral. Projeto/comércio de máquinas e equipamentos para linhas contínuas e processos tradicionais, ambos para extração de azeite, bem como melhoria de processos tradicionais. Assistência técnica especializada “24h/dia para todo o País. Serviço de transportes: transporte de fruto/ equipamentos. Trabalhamos consoante as necessidades dos nossos clientes. Possuímos marca própria e registada. “A satisfação dos nossos clientes é o nosso maior sucesso…….” Contactos Grupo P&M Moreira M.A.E.MOR Lda. Estrada Nacional 118, n.º 1688 2205-645 Tramagal comercial.maemor@pmmoreira.pt * www.pmmoreira.pt

A J. M. Cordeiro, Lda. é uma empresa que opera no mercado há mais de 30 anos, dedicando-se ao comércio de combustíveis líquidos e gasosos. Contactos J.M. Cordeiro, Lda. Zona Industrial de Santarém, Lote 38 2005-001 Várzea 249 812 553 * 243 351 263 geral@jmcordeiro.pt

JOMAFIXA

Iberscal A Iberscal iniciou a sua atividade em 1997, tendo nascido vocacionada para a elaboração de projetos de investimento e elaboração de candidaturas a fundos comunitários. No entanto, rapidamente a empresa alargou o âmbito de atividade na área da consultoria económico-financeira, passando a apoiar também as empresas a desenvolver as suas competências de Gestão, concebendo e desenvolvendo Sistemas de Informação e de Controlo de Gestão, prestando também apoio em Desenvolvimento Organizacional, atividades que ainda desenvolve. Contactos Iberscal Concultores, Lda. Av. General Marquês Sá da Bandeira, nº4-C, 2º-O 2000-024 Santarém 243 357 625 * consult@iberscal.pt

Instituto Politécnico de Tomar O Instituto Politécnico de Tomar (IPT) é uma Instituição de referência no Ensino Superior. A sua oferta formativa abrange várias áreas do conhecimento que permite a escolha de percursos de formação variados e especializados desde o nível 5 profissional ao grau de mestre. Para o efeito integra a rede de Formação Tecnológica do Médio Tejo (RFTMT) que facilita o acesso e a continuação dos estudos de alunos que deem primazia a percursos profissionalizante. A entrada no mercado de trabalho é assegurada por uma rede de estágios abrangente protocolados com empresas, autarquias e demais instituições de referência que integram a Rede de Formação Dual e de Estágios. O IPT possui um campus em Tomar que acolhe os alunos da Escola Superior de Gestão de Tomar (ESGT) e da Escola Superior de Tecnologia de Tomar (ESTT) e, em Abrantes a (ESTA) Escola Superior de Tecnologia de Abrantes. As Escolas possuem um corpo docente empenhado, infraestruturas laboratoriais bem equipadas e serviços direcionados para uma formação profissionalizante e de integração no mercado de trabalho que, a partir dos programas europeus que o IPT subscreve, permite que os alunos obtenham formação e estágios em vários países, nomeadamente da Europa. O campus oferece ainda um conjunto de infraestruturas que complementam a tua formação. Estudar é um desígnio que deves prosseguir na construção do teu futuro. As possibilidades de apoio aos teus interesses são inúmeras, nomeadamente através dos Serviços de Ação Social. Para mais informação consulta em www.ipt.pt os percursos de formação e vantagens que te são oferecidas. Contactos Instituto Politécnico de Tomar Quinta do Contador – Estrada da Serra 2300 – 313 Tomar 249328100 * gab.com@ipt.pt

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A marca JOMAFIXA, propriedade da firma José Lourenço Garcia Unip. Lda., é uma empresa com 22 anos e fornece diverso material industrial e máquinas e consumíveis para a construção civil metalomecânica e carpintaria. Contactos JOMAFIXA de José Lourenço Garcia Unip. Lda. Rua do Bairro novo nº 37 2140-519 Parreira geral@josegarcia.pt www.jomafixa.com

Jortejo, Lda. A Jortejo é especializada em Artes Gráficas, reunindo todas as condições para prestar os mais variados serviços. Oferece uma solução completa ao nível do Design Gráfico e Impressão. Cria, renova e aconselha as melhores opções. Contactos Jortejo, Lda. CNEMA - Qt.ª das Cegonhas - Loja 9B 2000-471 Santarém 243 309 600 * info@oribatejo.pt www.oribatejo.pt

Júlio Murta / Borner Ibérica Porta Cabides e Cabides para organizar e poupar espaço no roupeiro. Contactos Borner Ibérica Rua Andrade Corvo, N.º 11 r/c 2750-297 Cascais 919293438

Kartódromo de Almeirim O Kartódromo de Almeirim organiza eventos de karting, desde o transporte para chegar ao kartódromo, inscrições, prova e restauração. Contactos Kartódromo de Almeirim Quinta da Conceição 2080-501 Almeirim 910 257 399 * geral@kartalmeirim.com

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LISTAGEM DE EMPRESAS

Grupo Litocar

Marília Reguinga – Pintura em tecido e Ajour

Com mais de duas dezenas de pontos de venda, o Grupo Litocar é hoje uma referência na distribuição automóvel da Região Centro. Atualmente está presente nos distritos de Coimbra, Viseu, Guarda, Castelo Branco, Aveiro e recentemente Santarém. O Grupo Litocar representa as marcas Renault, Dacia, Nissan, Honda, Mitsubishi, Mazda, Hyundai, Opel, Fiat e Abarth, para além da marca própria - Ncar. Visão: Ser um operador de referência na distribuição automóvel, apoiado nos valores da qualidade e da sustentabilidade, económica, social e ambiental. Missão: O Grupo Litocar tem como negócio a distribuição automóvel apoiada no desenvolvimento de competências dos seus recursos humanos, na qualidade dos meios técnicos e na excelência de gestão, tendo como principal objetivo a satisfação total do cliente. Contactos Litocar Alexandre Gouveia Zona Industrial Santarém, lote 24

Criação personalizada de pinturas em tecido, recortes em panos e toalhas, ajour, rendas, bordados, ponto cruz, criação completa de peças com ajour e pintura em tecido, escolha personalizada de tecidos. Revenda e venda ao público. Contactos Marília Reguinga – Pintura em tecido e Ajour Rua Coronel António Manuel Baptista, nº38 2080-537 Fazendas de Almeirim 243 599 770 * geral@pinturaemtecidoeajour.com

Maxipet LotusGrill – Manhãs Alegres A LotusGrill Internacional foi criada em 2010 a partir da renovação da empresa Lotus durante o desenvolvimento mundial da patente LotusGrill e é desde então considerada como uma empresa independente num constante crescimento e desenvolvimento de produtos de churrasco. A empresa-mãe Lotus tem-se especializado nas últimas quatro décadas na produção de produtos de utilidades domésticas, artigos de cozinha, panelas e utilitários de churrasco. Contactos LotusGrill - Centro Empresarial Sintra Estoril VIII Armazém M 1.º Andar Linhó - 2710-335 Sintra 219 364 295 * geral@lotus-grill.pt

Macrofal Apresentando-se se no mercado como armazenista, distribuidor autorizado dos sistemas Knauf, a Macrofal é atualmente uma referência no seu setor, disponibilizando toda a gama da sua representada, e outros materiais especializados, num total de cerca de 2000 referências. Genericamente a Macrofal insere-se no setor da construção civil, mas são os sistemas de construção em seco, baseados nas placas de gesso cartonado e nas lãs minerais, a sua principal atividade. A par com a atividade comercial, a Macrofal colabora com arquitetos e engenheiros, fornecendo prescrições, fichas técnicas, amostras e soluções construtivas, permitindo ao dono de obra a obtenção da respetiva certificação. Contactos Macrofal - Comércio de Gessos e Materiais para Construção, Lda. Rua António P. Canavarro, Lote 17 A Zona Industrial de Santarém - 2005-002 Várzea - Santarém 243 351 770 * macrofal@macrofal

Fábrica Portuguesa, com capacidade para produção de alimentos premium e superpremium para cães e gatos a preços muito competitivos. Com 5.500m2 de área coberta, deriva de um investimento de cerca de 8.000 000€, inserido no âmbito do apoio à inovação, concedido pelo QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional). De momento apresenta marcas como happyOne MEDITERRANEUM, happyOne, Domus, Campeão e Rufi a. O happyOne MEDITERRANEUM estará em destaque: iInspirado na dieta mediterrânica, contém 70% de carne, 30% de vegetais e 0% cereais. Apresenta uma inovação europeia: a utilização do ovo fresco. Carne fresca de aves, azeite e sardinha são outros dos ingredientes deste super premium para cães e gatos. Contactos Rua General Humberto Delgado, 470 Gravulha - Águas Belas 2240-037 Ferreira do Zêzere 249 360 320 * geral@petmaxi.pt www.petmaxi.pt | www.happyOne.pt | www.mediterraneum.pt | loja.petmaxi.pt

Micromineiro Fundada em outubro de 1990, a empresa centra a sua atividade no fornecimento, manutenção e assistência técnica a equipamentos informáticos e na prestação de serviços na área de networking e comunicações. Como representantes do Software de gestão empresarial PHC e Sage, a empresa tem na informatização de empresas o objeto principal da sua atividade, através da implementação de sistemas integrados de faturação, contabilidade, gestão de pessoal, manufacturing, gestão de clínicas, gestão de lojas e restauração, etc. Contactos Micromineiro – Informática e Comunicações, Lda. Av. Madre Andaluz, N.º 1 2000-210 Santarém 243 305 120 * geral@micromineiro.pt

Naturaloe - Produtos Naturais MaiorLux Renováveis Unipessoal A MaiorLux Renováveis Unipessoal, Lda. realiza inúmeros trabalhos ligadas à indústria agropecuária, avicultura, bem como em locais públicos e ainda em habitações particular, ao nível da montagem, remodelação e/ou reparação de instalações elétricas, canalizações, sistemas de aquecimento e painéis fotovoltáicos. Desde a sua constituição, a empresa encontra-se muito ligada à indústria avícola, onde elabora todo o sistema de controlo ambiental (aquecimento, refrigeração, etc.), bem como toda a instalação de linhas de alimentação e todos os acertos, montagens e reparações necessárias a um correto funcionamento. Recentemente a empresa celebrou um contrato de prestação e execução de trabalhos com a Alferpac, uma empresa subcontratada pela EDPC, com a qual realiza manutenção e assistência de solares térmicos, bem como a instalação de painéis fotovoltaicos em locais públicos e em habitações particulares. Contactos MaiorLux Renováveis Unipessoal, Lda. Estrada Nacional N.º 1, Nº 10, Arroteias - 2040-032 Arrouquelas 916 745 232 * maiorluxrenovaveis@gmail.com FERSANT 2018

Produtos Naturais com Aloe Vera para tratamentos faciais e corporais, do couro cabeludo e ainda tratamentos dietéticos e de prevenção. Contactos Naturaloe – Produtos Naturais Rua Almirante Cândido dos Reis, N.º 64, 1.º Andar – Loja 29 2500-125 Caldas da Rainha 262 835 524 * isildarainhoaloevera@hotmail.com

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LISTAGEM DE EMPRESAS

NERSANT

Primetool - Grupo Filipe Faria

Fundada em julho de 1988 como delegação da Associação Industrial Portuguesa, a NERSANT adquire autonomia jurídica em 1989 passando a denominar-se NERSANT - Associação Empresarial da Região de Santarém. A forte capacidade empreendedora dos seus corpos sociais e colaboradores, permitiu a dinamização da Associação e a realização de iniciativas concretas no sentido de promover a capacidade empresarial do distrito e de se afirmar como a principal associação empresarial do distrito. Todas as grandes empresas do distrito fazem parte da sua estrutura associativa e estão representadas nos corpos sociais. Contatos NERSANT – Associação Empresarial da Região de Santarém Várzea de Mesiões Apartado 177 2354-909 Torres Novas 249 839 500 * geral@nersant.pt www.nersant.pt

A FILIPE FARIA nasceu em 1982, numas instalações precárias no centro da cidade de Torres Novas, tendo por objetivo inicial desenvolver a atividade/negócio da execução e instalação de reclamos luminosos dos mais diversos tipos e distintos materiais. No início de 1990 centralizou os serviços administrativos e a produção em novas instalações na Zona Industrial de Torres Novas. Devido às constantes exigências do mercado e dos seus clientes, a FILIPE FARIA sentiu a necessidade de se expandir, tendo vindo a ampliar a sua unidade fabril ao longo do anos dispondo presentemente de 5300 m2 de área produtiva, passando a dispor de instalações modernas e funcionais. As melhores condições de trabalho permitiram-nos uma rápida e sustentada ascensão, no mercado dos elementos de comunicação visual. Em 2010 a FILIPE FARIA entrou no mercado transformada num grupo de empresas, para uma melhor abordagem do mercado com o objetivo da internacionalização do grupo, estratégia essa que após algum percalço no arranque nos últimos anos veio a revelar-se uma aposta certa consolidada do grupo uma vez que o grupo tem vindo a crescer. A FILIPE FARIA presentemente está a desenvolver projetos que envolvem novas tecnologias com o objetivo de estar sempre na linha da frente na natural evolução do mercado. Contactos Pólo FILIPE FARIA Praça da Cerrada Zona Industrial da Cerrada Grande 2350-483 Torres Novas 249824323 * www.filipefaria.pt

Next Step Impressão digital de pequeno e grande formato, impressão digital uv led, vestuário promocional, decoração de viaturas, decoração de interiores e exteriores, branding, logótipos, flyers, websites, lojas online, landing pages promocionais, campanhas publicitárias e consultoria. Contactos Next Step Zona Industrial Torres Novas - Edifício Farben Business 249 156 901 * 939 700 436 www.next-step.pt * comercial@next-step.pt

Prosegur Prosegur Alarmes Rua Eng. António José Souto Barreiro Mota, 4ª 2000-179 Santarém Tel.: 707 22 23 22 | Tlm: 966286537 cecilia.fernandes@prosegur.com | info.alarmes@prosegur.com www.prosegur.pr

Pinta Sorrisos - Lígia Maria Abreu Sousa Apresentação de design no âmbito do CAE 74100. As atividades de design envolvem várias áreas de intervenção, quer no domínio da criação de projectos específicos, quer de consultoria, levando em conta as características e necessidades do utilizador, do mercado, da produção e da segurança, entre outras. Compreende o design gráfico ou de comunicação (programas de identidade, publicações, infografismo, ilustração, embalagem, etc.), o design industrial (mobiliário, equipamentos e outros produtos), design de interiores (museografia, espaços domésticos, públicos, lazer, etc.) e o design de moda e têxtil (vestuário, tecidos, joias, calçado, etc.). Contactos Lígia Maria Abreu Sousa Urbanização Quinta da Cabreira, Lote 54, 1.º Esq. 2070-162 Cartaxo 917 664 028 * ligiamsousa123@gmail.com

Ponto Aventura

R&S – Subtil Criada em 2004, a empresa R.& S. SUBTIL, Lda. descende da empresa Subtil & Subtil, Lda. fundada em 1999, o que perfaz quase duas décadas de experiência a trazer aos nossos clientes as melhores opções na área do aquecimento a biomassa (lenha e pellet), trabalhando com algumas das melhores marcas do mercado. Criada em 2016 a marca BOREAL, fabricada pela Bronpi que já tem mais de 30 anos neste mercado, vem colmatar as necessidades deste mercado numa gama em que a relação preço/qualidade está a um nível ímpar. Em parceira de exclusividade, a R.& S. Subtil vem a esta feira que tem abrangência nacional, para divulgar a Boreal como marca de excelência no mercado do aquecimento a Biomassa.” Contactos R&S – Subtil, Lda. Rua do I.C.8, Km 53.4, nº 271- Ramalhais de Baixo 3100-051 Abiúl - Pombal 236921212 * 917645432 | Comercial Norte: 910827170 | Comercial Sul: 914695402 rssubtil@gmail.com | ricardosubtil@gmail.com | comercialnorte.rssubtil@gmail.com comercial.rssubtil@gmail.com | www.borealrenovables.com

A Ponto Aventura é uma empresa de Animação Turística, que se dedica à organização de atividades de Desporto de Natureza e Aventura. É especializada na adaptação do desporto de aventura para fins pedagógicos e formativos, focada nas necessidades dos clientes, valorizando a personalização dos seus programas, que são seguros, contribuindo para a preservação da natureza e sustentabilidade. Realiza eventos baseados em experiências únicas na água, no ar e na terra que fazem pessoas felizes. Contactos Ponto Aventura Rua Cabral Moncada, n.º10 2250-040 Constância 960338359 * carlos.pontoaventura@gmail.com

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LISTAGEM DE EMPRESAS

Rações Zêzere

Ribatubos

Empresa 100% Portuguesa de fabrico e comercialização de cereais, misturas e alimentos compostos para animais de criação, inserida num grupo com mais de 40 anos de experiência no setor agroalimentar. Empresa certificada pela norma 9001 de Gestão de Qualidade, desde 1999; pela norma 22000 de Segurança alimentar, desde 2010, e pela norma 14001 de Responsabilidade Ambiental desde 2012, tendo sido sempre a primeira empresa do setor a obtê-las. Alguns dos seus produtos contam também com a certificação eurofins, como o Top Zêzere e a Mistura de Aves, que certifica a qualidade do produto durante todo o ano. Contactos Rações Zêzere S.A. www.racoeszezere.com * www.facebook.com/racoeszezere

A empresa Ribatubos – Tubagens e Acessórios, Lda., é uma empresa familiar que iniciou a sua atividade em 1997, depois do seu fundador e a sua filha terem ficado desempregados. Assim, e depois de ter trabalhado 29 anos numa empresa da mesma área, na qual iniciou a comercialização de material PVC para a construção e jardinagem e fazendo uso dos seus conhecimentos tanto a nível de fornecedores como de clientes, decide, em conjunto com os seus dois filhos apostar no mercado e criar a sua própria empresa. A empresa tem vindo a consolidar-se ao longo dos anos, começando apenas com 4 colaboradores, empregando atualmente 11. Inicialmente a Ribatubos tinha apenas uma loja na cidade de Santarém mas em 2008 abriu um armazém também com venda ao público na zona Industrial de Santarém. Contactos Ribatubos, Lda. Prolongamento da Praceta Jaime Cortesão Lote 4, c/v Esq.Santarém2000-228 Santarém 243 391 533 * geral@ribatubos.pt

Regra Principal A “REGRAPRINCIPAL Revestimentos” iniciou a sua atividade em 2007 no ramo dos revestimentos e isolamentos, sendo uma empresa especializada na execução dos sistemas de isolamento térmico. Este sistema é aplicável em quase todo o tipo de projetos de construção, quer sejam novos ou de reabilitação, construção nova ou antiga, industria, residencial ou comercial. Os suportes nos edifícios poderão ser em betão, alvenaria, pré-fabricados, estruturas metálicas ou madeira. Contactos Regra Principal Apartado 13, Sever do Vouga 934892209 * sergiorpr@iol.pt

Securitas Direct A Securitas Direct nasceu em 1988 como parte do grupo Sueco Securitas AB. Tornou-se depois uma empresa independente. A empresa está presente em 14 países: Suécia, Noruega, Finlândia, Dinamarca, Bélgica, Espanha, Holanda, França, Portugal, Itália, Brasil, Chile, Perú e Reino Unido. Na Europa, conta com mais de 2.2 milhões de clientes e mais de 6.500 empregados. Ao longo de mais de 20 anos de história, a Securitas Direct tornou-se N.º 1 em sistemas de alarmes. Mais de um milhão e oitocentas mil pessoas em todo o Mundo confiam à empresa a sua proteção. Contactos Securitas Direct Praceta Professor Alfredo de Sousa, N.º 3 1495-241 Algés 210 921 125 * www.securitasdirect.pt

Renova A Renova é uma marca europeia de produtos de grande consumo no segmento de papel tissue. Desde sempre marca líder no nosso país, está presente nos cinco continentes desenvolvendo uma estratégia de inovação constante e lançamento de novas soluções. A Renova ambiciona ser cada vez mais uma marca do quotidiano, capaz de oferecer propostas exclusivas e diferenciadoras, disponíveis em todo o mundo. Contactos Renova S.A. 2354-001 Torres Novas Portugal 249 830 200 * www.myrenova.com

Sem Ir A Sem Ir Lda., é uma empresa de conhecimento e formação. A sua grande determinação está no desenvolvimento de Soluções Inovadoras ajustadas as necessidades dos seus clientes. Objetivo: promover a empresa e apresentação de equipamentos e soluções. Exposição: equipamentos inovadores e produtores de energia com elevada eficiência. Vídeos promocionais da empresa e de várias tecnologias. Contactos Sem Ir, Lda. Sede: Largo Santa Catarina-Romeira - 2005-076 Santarém Tel.243 469 199 Escritório: Rua 18 de Dezembro nº 34 - 2050-407 Vale do Paraíso

Resitejo A Resitejo é o sistema de gestão e tratamento dos resíduos urbanos de 10 concelhos - Alcanena, Chamusca, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Golegã, Santarém, Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha. O seu complexo sediado na Carregueira-Chamusca é constituído pelas seguintes infraestruturas estratégicas: Aterro Sanitário e Unidade de Produção de Energia Elétrica (Biogás); Estação de Triagem; Unidade de Tratamento Mecânico; Oficinas e outras unidades de apoio; Malha de Ecocentros e de Unidades de Transferência. Cada munícipe produz cerca de 1 kg de RU por dia que tem de ser valorizado e/ ou tratado. Mais de 260 funcionários garantem o seu devido processamento em cumprimento com o quadro legal vigente. Contactos Resitejo - Associação de Gestão e Tratamentos dos Lixo do Médio Tejo Rua do Ferro de Engomar – Eco Parque do Relvão 2140-271 Carregueira – Chamusca 249 749 010 * geral@resitejo.pt

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Startup Santarém Fruto de uma parceria entre a Câmara Municipal de Santarém e a NERSANT foi recuperado um dos edifícios principais da antiga Escola Prática de Cavalaria de Santarém e transformado num centro de Inovação Empresarial, a STARTUP SANTARÉM, com condições únicas para o acolhimento de empreendedores e instalação, incubação e aceleração de empresas. Beneficiando das características distintivas do Ribatejo e do apoio técnico da maior Associação Empresarial Regional do país os empreendedores encontram na STARTUP Santarém um conjunto de vantagens únicas ao seu dispor. Contatos Startup Santarém | CIES – Centro de Inovação Empresarial Largo do Infante Santo Antiga Escola Prática de Cavalaria 2005-246 Santarém 243 321 999 * cies@nersant.pt startup-santarem.nersant.pt

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LISTAGEM DE EMPRESAS

SUD.EURO.SKI,Lda.

Vidroluz

Somos uma empresa de venda e instalação de nebulização (“brumização”), com produtos 100% europeus, e que opera em todo o território nacional e nas diversas atividades e setores. Desde esplanadas de restaurantes a fábricas e outros locais, passando pela pecuária e horticultura. Das inúmeras áreas de aplicação em que os nossos produtos podem ser implementados destacamos as seguintes: • Restauração e hotelaria: esplanadas, cozinhas, salas de refeição, bares; • Indústria: locais de elevado calor, zonas de existência de poeira e outros fatores de poluição; • Comércio: expositores de alimentos em supermercados e hipermercados; • Pecuária: locais de criação / exploração animal (vacas, porcos, cavalos, galinhas, etc.); • Agricultura: estufas, culturas hidropónicas; • Uso doméstico: criação de espaços nebulizados, zonas de lazer, anexos de piscina, etc.. Contactos SUD.EURO.SKI,Lda. Rua. 1 De Maio nº 17 - Apartado 28 7480-999-Avis-Alcorrego-Portugal Tel: +351.938.204.837 / Fax: +351.242.413.106 geral@ses-nebulizacao.com * pierre-brumi@hotmail.com * www.ses-nebulizacao.com

Vidroluz, uma empresa com mais de 30 anos, especialista no fabrico de vidros duplos e temperados apresenta seu novo segmento em serviços de corte. Trata-se da tecnologia de corte a jato d´agua Hidrocut. A sua capacidade de execução com corte a jato de água abrange a grande diversidade de materiais que esta técnica possibilita. Qualquer que seja o seu material, estamos preparados para fazer a execução. O serviço Hidrocut permite que qualquer um, seja cliente final ou empresa, possa ver o seu projeto realidade. Contactos Vidroluz Rua dos Sobreiros - Fonte Grada 2560-249 Torres Vedras 261 331 405 * 261 321 414 * geral@vidroluz.pt

Tagusgás A Tagusgás – Empresa de Gás do Vale do Tejo, S.A., é a empresa distribuidora de gás combustível canalizado da área de concessão correspondente aos distritos de Santarém e Portalegre. Tem como missão acelerar o crescimento do mercado de distribuição de Gás Natural nos distritos de Santarém e Portalegre, garantindo de forma eficiente, segura e competitiva a exploração, manutenção e desenvolvimento da rede de distribuição. Contactos Tagusgás – Empresa de Gás do Vale do Tejo, S.A. Parque de Negócios do Cartaxo EN 114-2 - Lote 26 a 29 Apartado 191 2070-046 Cartaxo 243 350 300 * ltabreu@tagusgas.pt

Virtualvent A Virtualvent é perita em animações. Com uma dúzia de anos no mercado a percorrer Portugal de Norte a Sul do País, trabalha com uma grande variedade de insufláveis. Além disso, tem animadores que percorrem as festas infantis fazendo pinturas faciais e esculturas em balão. Disponibiliza matraquilhos humanos, saltitões, andas e monociclos. A Virtualvent trabalha com particulares e também com empresas que habitualmente organizam atividades para os seus funcionários, tais como desportos radicais, escalada, rappel, slide e paint ball. Contactos Virtualvent Rua Nova dos Pinhais, N.º 35 2005-085 Póvoa da Isenta 965 228 114 * virtualventeventos@sapo.pt

X Mania A X Mania é uma empresa dedicada à promoção de conforto e bem-estar das pessoas e do lar, com uma gama diversificada de produtos a pensar nas necessidades de cada um para o nosso dia-a-dia. Temos as últimas novidades do mercado em várias áreas. Contactos X Mania, Lda. Praça do douro nº 37 Cruz de Pau 2845-007 Amora xmania@sapo.pt * 215 890 383 * 91 760 49 29 * www.xmania.pt

Tagusvalley - Tecnopolo do Vale do Tejo O Tagusvalley - Tecnopolo do Vale do Tejo é um Parque de Ciência e Tecnologia, localizado em Alferrarede, Abrantes, desde 7 de novembro de 2003. Este Parque resulta da aposta da Câmara Municipal de Abrantes (em 2000) em estimular o empreendedorismo e a competitividade na Região, tendo por base a Inovação e a Tecnologia. Teve como parceiros fundamentais para o arranque deste projeto, de promoção do Vale do Tejo, a Associação Empresarial da Região de Santarém (NERSANT) e o Instituto Politécnico de Tomar (IPT). A estratégia do Tagusvalley - Tecnopolo do Vale do Tejo assenta nos setores das Tecnologias da Informação e Comunicação, Energia, Metalomecânica e Agroalimentar, áreas onde se procura identificar as oportunidades e as sinergias junto dos atores regionais, com vista à criação de um sistema potenciador de inovação e de empreendedorismo, a par de uma política de atração e estímulo à fixação de recursos humanos qualificados. Contactos Tagusvalley - Tecnopolo do Vale do Tejo Rua José Dias Simão 2200-062 Abrantes 241 330 330 * geral@tagusvalley.pt

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ECL A ECL Lda. é uma empresa que comercializa, instala, presta assistência e dá formação aos equipamentos dos nichos de mercado dos combustíveis e lubrificantes. Para além dos equipamentos, realizamos projetos de licenciamento para combustíveis, inspeções periódicas e intercalares a GRG, testes de estanquidade a depósitos, realizamos todo o processo para Gasóleo Profissional, desde a licença de exploração ao processo ENMC e viabilidade da autoridade tributária para o reembolso do ISP. Contactos ECL-Equipamentos para carburantes e lubrificantes, Lda. Rua de Moçambique, N.º 6-A 2080-096 Almeirim Tel.: +351 243 596 290 Fax.: +351 243 597 121 www.ecl.pt

FERSANT 2018


Ribatejo Invest / Junho 2018  

Pelo 29º ano, a NERSANT organiza a FERSANT, com o objetivo de promover as empresas e os produtos do distrito de Santarém, nesta que é uma da...

Ribatejo Invest / Junho 2018  

Pelo 29º ano, a NERSANT organiza a FERSANT, com o objetivo de promover as empresas e os produtos do distrito de Santarém, nesta que é uma da...

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