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Julho 2018 | Ano III | N.º 34

Startup Ourém vai nascer ainda este ano

Luiz Oosterbeek, Professor Coordenador do IPT, Presidente do ITM

“Coordenamos projetos de dimensão internacional, e pensamos que isso pode ajudar as empresas”

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ÍNDICE

12 Julho 2018 | Ano ||| | N.º 34

DESENVOLVIMENTO REGIONAL

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Notícias Challenger NERSANT apadrinhado por Inês Henriques Médio Tejo tem 8 das empresas gazela da região Centro Chamusca: Estudo de Tráfego reforça necessidade de novas acessibilidades Empresas: Laboratório Fernanda Galo visitado por deputados e autarcas Empresas: Produção de aguardente e azeite é negócio de sucesso para a Ferreira Gomes & Filhos XXIX FERSANT: Presidente da República felicita NERSANT pelo apoio à economia da região de Santarém

INFORMAÇÃO E APOIO 18

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Parceiros sociais assinam acordo para relações laborais mais equitativas, mais sólidas e mais estáveis Orçamento da EU: Novo programa do mercado único para capacitar e proteger os cidadãos europeus Defesa comercial da UE: entrada em vigor de regras mais sólidas e eficazes

VIVER O TEJO 28 20

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Rotas Vinhos do Tejo: Beira Tejo e Tesouro Manuelino

EMPREENDEDORISMO E INOVAÇÃO 30 36 37 38 40 42

Notícias Louça biodegradável e comestível vence 1.º concurso de bio-ideias de negócio... …E boia luminosa biodegradável para pesca noturna vence o 2.º Melhor Ideia de Negócio do EmpreEscola vence Concurso Regional de Ideias de Negócio da região Centro Empresas: Framboesas biológicas são a aposta da Nutrix Iniciativas: Startup Ourém vai nascer ainda este ano

INTERNACIONALIZAÇÃO 44 50 52 54

Notícias Entrevista a Luiz Oosterbeek, Professor Coordenador do IPT, Presidente do ITM: “Coordenamos projetos de dimensão internacional, e pensamos que isso pode ajudar as empresas” Fuso eCanter chega ao Reino Unido e à Holanda Ribatejo tem potencial de exportação de 2,5 mil milhões de euros para a Colômbia

40 FICHA TÉCNICA Diretora: Maria Salomé Rafael Conselho Redatorial: Cláudia Monteiro Sandra Pereira ribatejo.invest@nersant.pt

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Publicidade: Maria João Rodrigues maria.joao@nersant.pt Propriedade: NERSANT, AE. Várzea de Mesiões - Apartado 177 2354-909 Torres Novas Tel.: 249 839 500 | Fax: 249 839 509 www.nersant.pt

Periodicidade: Mensal Tiragem: 250 exemplares

Isento de registo na ERC ao abrigo do decreto regulamentar 8/99 de 9/6 artigo 12.º, n.º 1 a)

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DESENVOLVIMENTO REGIONAL DURÃO LOPES GLOBAL SOLUTIONS TEM NOVO PORTAL…

Editorial

Ribatejo Invest

A DLGS - Durão Lopes Global Solutions tem online um novo portal, onde dá a conhecer a sua atividade, bem como os serviços que disponibiliza. No âmbito da sua atividade, pode ver-se no site, a DLGS presta serviços dirigidos a empresas dentro da consultoria para a Gestão, Capital Humano, Contabilidade e Seguros. O novo portal, disponível em www.dglobalsolutions.com, pretende assim responder de forma eficaz à procura deste tipo de serviços por parte das empresas, bem como à necessidade premente de presença no mundo online. Para além do espaço online, a empresa dispõe de espaço físico na capital de distrito, em Santarém.

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empreendedorismo e a inovação voltam a ser um tema incontornável nesta edição da Ribatejo Invest. Apresentamos, nas páginas que se seguem, variados exemplos de empresas da região que, continuamente, nos surpreendem com produtos inovadores, de qualidade superior, capazes de responder às necessidades de mercados e de consumidores cada vez mais exigentes. Destacamos, também, os resultados dos concursos de ideias de negócio realizado pela NERSANT e pelo Agrocluster, ao abrigo do programa Bioware, que vieram lançar um desafio à comunidade empreendedora para a apresentação de ideias para a produção e comercialização de bioprodutos ou bio-serviços. A quantidade e qualidade das candidaturas apresentadas, bem como a originalidade dos projetos vencedores comprovam, se dúvidas existissem, o espírito empreendedor e a qualidade da massa crítica que temos na região e que a todos deve orgulhar. A este ecossistema empreendedor vem agora juntarse a Startup Ourém, cujo protocolo de colaboração já foi assinado entre a Câmara Municipal de Ourém e a NERSANT. Esta nova infraestrutura será uma mais-valia para o desenvolvimento empresarial daquele concelho e terá como funções apoiar todos os empreendedores que queiram criar a sua empresa, prestar aconselhamento e apoio técnico às empresas do concelho de Ourém nas mais diversas áreas, disponibilizar espaço para a instalação de empresas recém-constituídas ou em fase de desenvolvimento, criar um canal facilitado para processos de licenciamento de cariz empresarial e desenvolver ações para atração de novos investidores, em particular investimento externo. E porque nesta edição nos focamos especialmente no empreendedorismo, uma última chamada de atenção para as sessões de apresentação que serão promovidas pela NERSANT, ao longo deste mês, e onde serão dadas a conhecer duas novas linhas de crédito: a Capitalizar Mais e a ADN Start Up.

Maria Salomé Rafael Presidente da Direção da NERSANT

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…E A ASFERTGLOBAL TAMBÉM Quem também tem um novo portal, é a empresa AsfertGlobal, de Santarém. “Por si e para si desenvolvemos um site com um design moderno, intuitivo e de fácil navegação. Incluímos um menu de funcionalidades otimizadas que o direcionam para a informação dos produtos mais relevantes para a sua cultura, tendo disponível também um vasto leque de conteúdos como vídeos de testemunhos de clientes”, informou a empresa na sua página do facebook. O site é navegável em todos os dispositivos móveis e está disponível em português, inglês e espanhol. Pode ser consultado em www.asfertglobal.com. De referir que a AsfertGlobal é uma empresa dedicada ao desenvolvimento de biofertilizantes e bioestimulantes com base no uso de microorganismos e de novas moléculas orgânicas originárias de fontes naturais, como parte das nossas soluções inovadoras e efetivas para a nutrição e o cuidado das plantas.

GALLO CELEBRA ALMA PORTUGUESA A Gallo celebra a Alma Portuguesa com uma edição limitada de quatro latas de azeite virgem extra de 500 mililitros. O formato icónico da marca ganha uma nova vida com uma linha que pretende representar vários símbolos da identidade portuguesa, desde a gastronomia à arte, passando pela história e pela cultura. A coleção Gallo Alma Portuguesa já está disponível por um preço de venda ao público recomendado de 3,99 euros por lata. Deve referirse que a marca é produzida pela empresa Vitor Guedes, de Abrantes.

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PASTELARIA 2000 CONFECIONA PÃES INOVADORES

NOVO ACORDO ENTRE A GREENYARD FRESH E A CARREFOUR BELGIUM A Greenyard (Euronext Brussels: GREEN) anunciou um novo acordo de cooperação entre a Greenyard Fresh e O Carrefour, sob o nome “First-In-Fresh”. Este reforça ainda mais a cooperação de longa data entre as duas partes. A nova cooperação envolve o agrupamento logístico de várias categorias de produtos, adicionando mais de 1.500 produtos frescos (carne, peixe, refeições preparadas, etc.) à fruta já existente e gama de vegetais que a Greenyard Fresh fornece aos seus parceiros de franquia do Carrefour. Entregas mais frequentes, quantidades menores de pedidos, períodos de pedidos mais curtos e dinâmicos são as vantagens mais importantes que os parceiros de franquia do Carrefour terão ao usar a plataforma de logística “First-In-Fresh”. A entrega de vários produtos frescos aos parceiros da franquia Carrefour garante um carregamento eficiente de camiões, o que também beneficia a pegada ecológica. Os períodos de encomenda mais curtos, por sua vez, garantem uma melhor gestão de stocks, o que leva a menos desperdício. De referir que a Greenyard tem uma unidade industrial no distrito de Santarém, mais concretamente em Riachos, concelho de Torres Novas.

A empresa Alves Pedro Pereira Lda. (Pastelaria 2000), situada em Abrantes, encontrase a confecionar para venda no seu espaço comercial, diversos tipos de pães inovadores nesta região. Neste momento, estão disponíveis para venda pão de spirulina, de alho e salsa, de beterraba, de milho e girassol. De acordo com a empresa, todo este processo é feito sem químicos, o mais importante na confeção dos pães. De referir que a Pastelaria 2000 encontra-se de portas abertas em Abrantes desde 2000, produzindo e disponibilizando aos seus clientes produtos caseiros e de alta qualidade. A inovação e a procura por novas soluções são uma das premissas pelas quais a empresa se rege, o que levou à confeção destes novos tipos de pães.

NOBRE LANÇA GAMA VEGALIA PARA A COMUNIDADE FLEXITARIANA Antes de avançarmos, convém explicar do que se trata a comunidade flexitariana. O flexitarianismo é um termo que funde os conceitos “vegetarianismo” e “flexível”, uma nova tendência nutricional cuja dieta é baseada na ingestão de alimentos vegetais mas permite a ingestão, esporádica, de peixe e carne. Neste sentido, a Nobre acaba de lançar uma nova gama, a pensar neste conjunto de adeptos. A gama Nobre Vegalia dispõe de fatiados elaborados à base de clara de ovo, sem glúten, lactose, soja ou corantes. A nova gama é assim uma opção para quem gosta de experimentar sabores alternativos ou para quem tem um estilo de vida flexitariano e procura o consumo alternativo de proteínas vegetais. Adequados a celíacos e intolerantes à lactose, os fatiados Nobre Vegalia são certificados com o selo V-Label da European Vegetarian Union (EVU) - Associação Vegetariana Europeia. Os fatiados da Nobre estão disponíveis nas variedades de fatias vegetarianas com espargos, fatias vegetarianas com ervas mediterrâneas e fatias vegetarianas com legumes. São versáteis e podem ser utilizados em sanduíches, saladas ou tartes salgadas.

CINCO EMPRESAS DA REGIÃO INTEGRAM CLUSTER DOS RECURSOS MINERAIS No balanço que fez do seu primeiro ano de atividade, o cluster explicou que conta com um Plano de Ação aprovado com 12 projetos estruturantes conjuntos, até 2020, estando em marcha o desenvolvimento de outros projetos. Ainda de acordo com uma nota divulgada pelo cluster, o mesmo soma ainda cerca de 12 milhões de euros investimento, no primeiro ano, principalmente em Internacionalização, Promoção do Design e Investigação e Desenvolvimento de novas tecnologias, equipamentos e software de evolução para a Industria 4.0. Neste período, o número de associados registou um crescimento de 40%, sendo que mais de 70% são PME’s e registou-se um crescimento de 57% de associados pertencentes ao Sistema Científico e Tecnológico. De acordo com a nota divulgada, “estes são resultados que motivam o cluster a continuar esta

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trajetória”, sendo que a curto e médio prazo, pretende-se a dinamização de projetos relacionados com a prospeção, pesquisa, avaliação e certificação mineral e economia circular, através de I&D de novas abordagens. A título individual, os sócios do cluster estão a aumentar os seus investimentos em Internacionalização, IDT e Inovação. O cluster registou ainda um crescimento de 70% nas suas parcerias internacionais, principalmente com entidades europeias e no desenvolvimento de temáticas relacionadas com a Indústria 4.0, BIM (Building Information Modelling) e uso eficiente de recursos. As empresas da região de Santarém estão atentas ao trabalho desta entidade. O Cluster dos Recursos Minerais integra já na sua estrutura cinco empresas do distrito, a saber: Filstone, Fravizel, Pedramoca, Mocapor e Frazão Rochas.

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DESENVOLVIMENTO REGIONAL

DIACO® tem novo logótipo

Quinta da Alorna e Pascoalini criam gelado à base de abafado Quinta da Alorna e Pascoalini, duas empresas com origem no Ribatejo, acabam de criar um gelado baseado no abafado Quinta da Alorna Abafado 5 years. “Para a Quinta da Alorna, este era um sonho antigo que só fazia sentido realizar em parceria com uma empresa como a Pascoalini que, além da qualidade que imprime em todas as suas criações, conhece os nossos vinhos e a região do Ribatejo como nenhuma outra. O resultado final superou todas as nossas expectativas, uma vez que captou verdadeiramente a essência do nosso Quinta da Alorna Abafado 5 years, que é inconfundível”, afirmou Pedro Lufinha, CEO da Quinta da Alorna. “A criação deste gelado foi um processo que nos deu imenso gozo e estamos plenamente confiantes no sucesso do lançamento deste sabor. A sua textura suave, que equilibra sensações de frescura e doçura, fez do Quinta da Alorna Abafado 5 years da Quinta da Alorna a escolha ideal para esta parceria 100% portuguesa, que vem mesmo a tempo dos dias mais quentes do ano”, completa Rui Pascoalinho, cofundador da Pascoalini. O Quinta da Alorna Abafado 5 years é um vinho licoroso feito exclusivamente com a casta branca Fernão pires, a mais proeminente na região do Tejo. Ao mosto, após um incipiente arranque de fermentação, é adicionada aguardente vínica. Desta forma a doçura do abafado é proveniente das uvas e do álcool oriundo da aguardente vínica adicionada. O seu nome deve-se ao facto de permanecer em estágio pelo menos cinco anos em barricas de carvalho. O novo sabor está disponível na geladaria do Príncipe Real ou de Santarém.

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A marca da empresa Diamantino Coelho e Filho – a DIACO® - tem agora um novo logótipo, com o objetivo de responder à melhor divulgação e comercialização da mesma. No portal da Diamantino Coelho e Filho, a empresa explica que esta “marca se desenvolveu num contexto de grande proximidade com produtores de pequena e média dimensão que frequentemente nos solicitavam misturas de cereais e outros alimentos simples, de acordo com as suas necessidades e preferências. A sigla DIACO - de Diamantino Coelho, foi usada, primeiro pelos próprios produtores e distribuidores e só depois adotada internamente para designar as nossas misturas.” “A experiência acumulada de décadas e o sucesso crescente das suas misturas, produzidas até então com recurso a equipamentos simples e muito trabalho manual, resultaram na construção de uma unidade industrial em 1998 e na criação

da DIACO® enquanto marca registada de alimentos compostos para animais”, fez saber a empresa, que explicou ainda que ao longo dos últimos 20 anos, a fábrica tem sido alvo de constantes modificações, num processo contínuo de aumento de capacidade e otimização do fabrico. A Diamantino Coelho e Filho anunciou, portanto, que o logótipo da DIACO® surge agora renovado, com um grafismo mais compatível com a natureza dos seus produtos. Em breve, as misturas DIACO® contarão também com uma imagem renovada, que irá introduzir as mais recentes melhorias efetuadas na formulação e fabrico.

Tradicional Convívio Piscatório da Mitsubishi Fuso A Mitsubishi Fuso Truck Europe (MFTE), sediada no Tramagal, realizou recentemente mais uma edição do seu Convívio Piscatório. A Pista Internacional de Pesca Desportiva de Cabeção, em Mora, acolheu os mais de 170 participantes numa animada manhã de confraternização e animação. Para além da atividade piscatória os participantes puderam visitar o Fluviário de Mora, um aquário dedicado aos ecossistemas de água doce, bem como usufruir do espaço pertencente ao Parque Ecológico do Gameiro, em especial o Passadiço e o Açude do Gameiro. A manhã culminou num almoço volante oferecido pela empresa, animação musical e a entrega de prémios

e recordações a todos os participantes. No âmbito da política de Responsabilidade Social da Mitsubishi Fuso, todas as lembranças foram produzidas em exclusivo para o evento pelo Centro de Reabilitação e Integração Torrejano - CRIT. O contacto com a Natureza foi privilegiado nesta reunião de antigos e atuais colaboradores da Mitsubishi Fuso. O evento teve a colaboração da Câmara Municipal de Mora e Junta da Freguesia do Cabeção. A dupla Francisco Rosa / Joaquim Calado foi a 1.º classificada (3,555kg), seguindose Guilherme Matos / Jorge Picão, em 2.º lugar (3,430kg) e Ramiro Monteiro/Sandra Monteiro, em 3.º (3,405kg).

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DESENVOLVIMENTO REGIONAL

José Júlio Eloy distinguido com prémio “Memória e Identidade” O empresário de Santarém José Júlio Eloy recebeu o Prémio Nacional “Memória e Identidade”, numa cerimónia que decorreu na Biblioteca Passos Manuel, na Assembleia da República. As comemorações do Dia Nacional dos Centros Históricos iniciou com uma homenagem ao Presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, prestada pela Associação Portuguesa dos Municípios com Centro Histórico (APMCH), com a outorga da Medalha de Honra. A sessão incluiu uma evocação de Alexandre Herculano, Patrono dos Centros Históricos, pelo historiador e economista José Miguel Noras, presidente do Conselho de Curadores da APMCH. Seguiu-se a entrega de distinções honoríficas, atestando os percursos cívicos e culturais dos laureados, nomeadamente a atribuição da Medalha de Ouro da APMCH a Victor Mendes, presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima e presidente cessante da APMCH, e o Prémio Nacional “Memória e Identidade” ao empresário scalabitano José Júlio Eloy. O prémio é atribuído pela Associação de Municípios com Centro Histórico e em anos anteriores já foram distinguidos nomes como o arquiteto Álvaro Siza Vieira, o professor José-Augusto França, e o antigo presidente da Câmara de Santarém, José Miguel Noras. Nascido a 7 de janeiro de 1936, José Júlio Eloy é empresário e sócio-gerente

de várias empresas, sendo a sua base na Agro-Ribatejo, criada pelo pai em 1954 em Santarém. Na juventude começou a participar no movimento associativo da cidade. Entre outros cargos, José Júlio Eloy foi presidente da Federação dos Grémios de Comércio do Distrito de Santarém, do Grémio do Comércio de Santarém, do Núcleo de Santarém da Cruz Vermelha, do Albergue Distrital de Santarém, da Sopa dos Pobres de Santarém, do conselho fiscal do CNEMA, da Conferência Académica São Vicente de Paulo, da Banda dos Bombeiros Voluntários de Santarém, dos Bombeiros Voluntários de Santarém. O distinguido foi também vice-provedor da Misericórdia de Santarém (responsável pelas corridas de touros na Monumental Celestino Graça), vice-presidente do Gru-

po de Futebol “Os Leões de Santarém” e tesoureiro do Clube de Santarém. Pertenceu também durante muitos anos à organização da Feira do Ribatejo e ainda teve uma passagem breve pela política, quando foi vereador da Câmara Municipal de Santarém de 1972 a 1974. Antes desta condecoração, José Júlio Eloy recebeu em 1972, pelo Presidente da República Américo Thomaz, a Comenda da Ordem do Mérito Agrícola e Industrial. Em 1997, foi distinguido pela Câmara de Santarém com o título de “Scalabitano Ilustre”. O empresário, ligado aos Corpos Sociais da NERSANT há largos anos, recebeu ainda, pela mão da associação e do Jornal O Mirante, em 2004, o prémio Carreira Empresarial no âmbito do Galardão Empresa do Ano.

Sofalca procura gestor comercial A Sofalca, pioneira e dedicada à criação de soluções naturais e ecológicas com foco no fabrico de cortiça negra, sediada em Abrantes, procura um gestor comercial para as suas duas marcas de design: a Blackcork, mobiliário e iluminação contemporânea, e a Gencork, soluções de revestimento com painéis acústicos de design inovador. A empresa pretende um colaborador com habilitações mínimas ao nível da Licenciatura, devendo o mesmo deter conhecimento do mercado nas áreas de arquitetura, design de interiores, hotelaria, restauração e escritórios. Sentido de responsabilidade, autonomia e dinamismo, capacidade de organização, dedicação e empenho, angariação de novos clientes, excelente capacidade

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de comunicação e persuasão, espírito de grupo, domínio de aplicações de Escritório Eletrónico para gestão das tarefas administrativas, bem como domínio do Inglês, falado e escrito são também características solicitadas pela Sofalca no anúncio de recrutamento. O colaborador terá como funções a gestão da carteira de clientes, o apoio na organização da participação em feiras e eventos nacionais e internacionais, a gestão de redes sociais (Facebook, Pinterest e Instagram), bem como atividades ligadas à assessoria de imprensa. Os candidatos deverão ter carta de condução, disponibilidade para deslocações ao estrangeiro, disponibilidade para deslocações a fábrica (Abrantes) com clientes, bem como disponibilidade total

e imediata. Serão ainda valorizados no âmbito deste processo de recrutamento, o domínio do Francês ou Alemão, conhecimentos em Marketing Digital e Gestão de Redes Sociais e características como a humildade e boa disposição. Os interessados nesta oferta da empresa de Abrantes devem remeter o seu Curriculum Vitae, acompanhado de carta de motivação, para o e-mail info@gencork. com.

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Governo aprova Estatuto da Pequena Agricultura Familiar O Conselho de Ministros aprovou o decreto-lei que consagra o Estatuto da Pequena Agricultura Familiar com o objetivo de reforçar as potencialidades desta importante modalidade de organização de atividades produtivas, de gestão do ambiente e de suporte da vida social nos espaços rurais. Na conferência de imprensa após o Conselho de Ministros, o Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Luís Capoulas Santos, afirmou que esta aprovação dá cumprimento a um conjunto de medidas previstas no Programa do Governo que “visam discriminar positivamente este segmento da agricultura”. O comunicado refere que “é dado mais um passo para a valorização das atividades diretamente relacionadas com a agricultura familiar, as quais assumem particular relevância ao nível da produção, emprego,

preservação do ambiente e biodiversidade em grande parte do território nacional”. “O Estatuto visa promover e valorizar a produção local e melhorar os respetivos circuitos de comercialização, promover uma agricultura sustentável, incentivando a melhoria dos sistemas e métodos de produção, e contribuir para contrariar a desertificação dos territórios do interior”, acrescenta a nota. Capoulas Santos referiu que o Governo espera atingir, com esta medida, “cerca de 40% do universo total dos agricultores portugueses, ou seja, cerca de 100 mil agricultores, com este conjunto de medidas adicionais”. O Ministro acrescentou que, de acordo com o estatuto, está incluído na agricultura familiar “alguém com mais de 18 anos, com rendimento inferior ao quarto escalão de

IRS (20 a 25 mil euros), que seja detentor de propriedade agrícola, que não receba mais de cinco mil euros anuais da Política Agrícola Comum e cuja exploração não tenha uma mão-de-obra assalariada superior à mão-de-obra familiar”. O estatuto esteve em consulta pública até ao final de janeiro de 2018.

Maxical destaca-se na produção de cal para restauro, reabilitação e reconstrução

Casa Ferreiritas com novas instalações O Supermercado Casa Ferreiritas, Lda., situado no Carvalhal-Grande, nos arredores de Tomar, tem novas instalações, finalizadas no dia 19 de maio. As novas instalações do espaço comercial têm como objetivo modernizar o supermercado, de modo a obter um espaço mais próximo das grandes superfícies e ir ao encontro das novas necessidades do mercado e dos clientes. Numa informação enviada à Ribatejo Invest, a gerência da Casa Ferreiritas, a propósito das novas instalações, refere que acredita no lema “Crescemos porque acreditamos. Acreditamos porque crescemos”, acrescentando ainda que, “focados neste objetivo, muitas surpresas estarão por vir”. A Ribatejo Invest deseja os maiores sucessos à Casa Ferreiritas e fica a aguardar o envio das tão esperadas boas notícias.

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A Maxical é uma empresa com sede em Maxieira-Fátima cuja atividade principal é a produção de cal, com a particularidade de parte desta produção ser ainda executada em Forno Artesanal, produção praticamente única no país onde se executam técnicas, saberes e conhecimentos considerados já em extinção. Desta produção obtém-se cal com características e qualidade distintas, reconhecida nomeadamente nos setores do restauro, reabilitação e reconstrução, para múltiplas aplicações, com grande destaque na área do Património Histórico. Os saberes e as técnicas utilizadas para produzir esta cal têm dignificado o nome da empresa a nível ibérico, com maior relevância no mercado nacional. O início desta atividade no seio da família fundadora remonta a 1930, sendo longa a história e know-how da empresa no âmbito da produção de cal, o que lhe tem trazido o devido reconhecimento do mercado. No entanto, não é só a experiência da empresa que conta na hora de encontrar o melhor fornecedor de cal, mas sim a qualidade, pela qual a empresa prima desde sempre. E é esta cal, de enorme qualidade, que tem feito a Maxical distinguir-se em setores como o restauro, a reabilitação e a reconstrução, “uma vez que tudo o que é património assim o exige”. Palácio Nacional de Queluz, Mosteiro

da Batalha, Castelo dos Mouros, Palácio Nacional da Pena, Forte de Santa Catarina, Jardim Botânico, Horto do Paço dos Henriques e o Forte de Nossa Senhora da Graça são alguns dos locais que acolheram e estão atualmente a utilizar esta cal de enorme qualidade vinda da empresa de Fátima Maxical. Para além do restauro, reabilitação e reconstrução, o produto está ainda a ter grande saída para novas construções onde estão a voltar a aplicar-se técnicas construtivas que há muito não se utilizavam, nomeadamente “adobes, taipas, construções em terra estabilizada, tabiques, etc.”, onde a cal é o principal ligante e material, permitindo que as construções respirem, com provas dadas e comprovadas pelo laboratório do tempo, no que diz respeito principalmente à durabilidade, respeitando o meio ambiente (ecológicas) e a saúde pública (a cal é como a nossa pele, respira e não deixa entrar água!).

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DESENVOLVIMENTO REGIONAL

Aprovadas candidaturas do Centro de BTT do Arripiado O Município da Chamusca submeteu duas candidaturas vencedoras ao Programa Valorizar. O projeto que pretende a integração do Centro de BTT do Arripiado na Rede Integrada de Centros de BTT a nível nacional, direciona-se para a oferta turística de produtos walking e cycling. A candidatura submetida pela autarquia envolverá obras de adaptação do espaço envolvente e adaptação da Bike Station, no total a candidatura irá ter um investimento total de 24.357,04€, com financiamento a 90%. Já a candidatura integrada pelos Municípios e pela Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, um investimento elegível da responsabilidade da ETR e dos Municípios no total de 691.110€, terá um investimento de incentivo de 621.999€. Juntam-se à Chamusca os Municípios de Marvão, Castelo de Vide, Portalegre, Arronches, Coruche, Borba, Redondo, Almodôvar e Ourique, localidades estas que vão fazer parte da Rede Integrada de Centros de BTT. O projeto integrado foi alvo de apresentação e compromisso no mês de maio, ocasião que contou com a presença de Paulo Queimado, Presidente da Câmara Municipal da Chamusca, que salientou a “importância desta candidatura num concelho com território propício à prá-

tica de atividades desportivas outdoor e, onde já existem, inclusive, trilhos BTT e percursos de ciclismo no Wikiloc.” O trabalho que o Município da Chamusca tem vindo a desenvolver ao longo dos últimos anos com programas de incentivo à prática de atividades ao ar livre com base no conceito de vida saudável e disso é exemplo com o Projeto Chamusca ComVida. O apoio à realização de provas de Triatlo, Duatlo, Atletismo e outras, bem como à modalidade de Basquetebol com forte representação no concelho, são reconhecidas como modelo de intervenção no desenvolvimento desportivo pela Associação Portuguesa de Gestão de

Desporto com a atribuição do Galardão Município Amigo do Desporto. A Rede Integrada de Centros BTT e Cycling é por isso, um projeto onde a Chamusca terá notório papel interventivo e de valor turístico. Esta candidatura conjunta resultará na organização de 8 Centros BTT, 11 estações de serviço, 57 percursos com 4 níveis de dificuldade. Será ainda, homologada pela União Velocipédica Portuguesa e pela Federação Portuguesa de Ciclismo e, proporcionará ações de formação teórico-práticas para técnicos dos municípios parceiros. Prevêse que a execução do projeto termine em outubro de 2019.

Museu Metalúrgica Duarte Ferreira anunciado como o Melhor Museu do Ano O Museu Metalúrgica Duarte Ferreira foi anunciado como o Melhor Museu do Ano pela Associação Portuguesa de Museologia (APOM), que atribui anualmente um conjunto de prémios aos melhores projetos no setor. O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, entregou o prémio à Presidente da Câmara, Maria do Céu Albuquerque, durante a cerimónia de entrega dos prémios que decorreu no Auditório do Museu Nacional dos Coches, em Lisboa. “A Câmara Municipal de Abrantes tem um mérito enorme e revela a força do poder local, que vai onde não vai o poder central” – enalteceu o Chefe de Estado. Ao Museu Metalúrgica Duarte Ferreira também foi atribuída uma Menção Hon-

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rosa na categoria Investigação, através do livro “Metalúrgica Duarte Ferreira 1879-1997. Uma história em constante

metamorfose”, com edição da CMA e da autoria da jornalista Patrícia Fonseca. O Museu MDF, inaugurado no Tramagal a 01 de maio de 2017, um investimento na ordem dos 500 mil euros, dos quais 90 mil comparticipados por fundos comunitários, visa preservar e divulgar uma parte do património da Metalúrgica Duarte Ferreira, importante indústria nacional do século XX que ajudou a escrever a história do Tramagal, e a memória do pioneiro da metalomecânica em Portugal, Eduardo Duarte Ferreira (1856-1948). O Museu, instalado nos antigos escritórios da MDF, conta com espaços expositivos e documentais daquela que foi uma das principais empresas metalúrgicas do país e que chegou a empregar mais de 2500 pessoas.

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Tomar anuncia valores dos lotes do Parque Empresarial para 2018 O Município de Tomar tornou público, por deliberação de Câmara de 14 de maio de 2018, a aprovação dos valores por metro quadrado para o ano de 2018 dos lotes no Parque Empresarial de Tomar. Para alienação em regime de direito de superfície, o valor é de cinquenta cêntimos por metro quadrado. Para alienação em regime de propriedade plena, o valor é de onze euros por metro quadrado para lotes com área igual ou inferior a um hectare; sete euros por metro quadrado para lotes com área superior a um hectare; seis euros por metro quadrado para lotes com área superior a um hectare mas com geometria assimétrica, topografia irregular e exposi-

ção fraca em relação aos arruamentos. Os interessados nos lotes do Parque Empresarial de Tomar deverão contactar o Gabinete de Desenvolvimento Económico do Município de Tomar pelo telefone 912 007 577 ou e-mail tomarinveste@cm-tomar.pt.

Caminhos de Santiago: Santarém e Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo parceiros O Município de Santarém e a Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo assinaram um “Protocolo de Colaboração na conceção da oferta do produto turístico Caminhos de Santiago” que vai permitir o empenho de sinergias na identificação e levantamento dos troços para fins de circulação pedestre e BTT, pontos de interesse e recursos logísticos de apoio, tais como, alojamentos, restauração, mercados e assistências e a operacionalização comercial deste produto turístico. A relevância e o interesse na oferta do produto turístico “Caminhos de Santiago” no plano internacional e na crescente afirmação de base nacional, assim como a estruturação do produto turístico no território, criam condições de enquadramento económico e empresarial para o crescimento do turismo no concelho de Santarém.

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Após o conhecimento do “Estado da Arte dos Caminhos de Santiago”, no âmbito do território de ação da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, foi possível definir grandes opções estratégicas que conduziram, nomeadamente, à identificação genérica de dois Caminhos estruturantes: o Nascente e o Central, do qual Santarém faz parte integrante. Estes Caminhos integram a lista de Portugal a Património Mundial (UNESCO) e, como tal, torna-se essencial proceder à sua pormenorização na região de intervenção. Atualmente, a Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo encontrase a desenvolver a conceção da oferta do produto turístico “Caminhos de Santiago”, apoiada pela candidatura já submetida e aprovada pelo Programa Operacional Regional Portugal 2020.

Empresa exportadora da indústria automóvel instala-se em Abrantes A Câmara de Abrantes aprovou em maio as candidaturas da empresa Tectania – Tecnologia Automóvel para aquisição a preço simbólico de terreno no Parque Industrial de Abrantes (Ramalhais) e a concessão de apoios de natureza fiscal e para instalação de uma empresa exportadora da indústria automóvel, motorizadas e motociclos, no âmbito do quadro de incentivos fiscais da CMA a projetos empresariais que contribuam para o desenvolvimento económico e para a criação de emprego no concelho, o AbrantesINVEST. A Tectania – Tecnologia Automóvel pretende instalar em Abrantes uma unidade de investigação, conceção, desenvolvimento, fabricação e comercialização de veículos automóveis, motorizadas e motociclos, com propulsão convencional, elétrica, ou baseada em fontes renováveis de energia, num investimento privado na ordem dos 44 M€. A instalação da unidade será faseada, até 2023, altura que os promotores preveem um total de 251 postos de trabalho diretos. De referir que a empresa já se encontra instalada, em regime de incubação virtual, no Parque Tecnológico Vale do Tejo, em Alferrarede, tendo já procedido, de acordo à contratação de uma empresa local para fazer o projeto de arquitetura e engenharia. A empresa Tectania, Tecnologia Automóvel Lda., produzirá a nova versão do Modelo Stark 4×4 da brasileira Tac Motors SA. e todos os cinco modelos de motociclos desenvolvidos pela empresa portuguesa AJP Motos, sediada em Penafiel. A previsão anual de vendas em 2021 será de 3000 carros e 3100 motociclos.

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Empresa Couro Azul foi a vencedora da XXII edição do evento

Challenger NERSANT apadrinhado por Inês Henriques, recordista do mundo nos 50 quilómetros marcha

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XXII Challenger NERSANT decorreu no concelho de Rio Maior nos dias 18 e 19 de maio, com a participação de 18 equipas da região de Santarém. Do evento, apadrinhado pela atleta olímpica Inês Henriques, recordista do mundo nos 50 quilómetros marcha, saiu vencedora a equipa de Alcanena da área das peles, Couro Azul. A abertura oficial do XXII Challenger NERSANT aconteceu junto à Câmara Municipal de Rio Maior, no dia 18 de maio, bem cedo. Cerca de 100 colaboradores das empresas estiveram presentes, organizados em equipas, onde efetuaram a credenciação e ouviram o acolhimento por parte da NERSANT, na voz de Jorge Pisca, Presidente do Núcleo NERSANT do Cartaxo, e da Presidente da Câmara Municipal de Rio Maior, Isaura Morais. O arranque do evento foi marcado pela presença da atleta olímpica riomaiorense, Inês Henriques, detentora do recorde mundial nos 50 quilómetros marcha, que liderou a coluna empresarial até ao estádio municipal de Rio Maior, onde iniciou a primeira etapa do evento. Uma vez no local, e à semelhança do que acontece nos jogos olímpicos, Inês Henriques acendeu a chama olímpica do estádio, prosseguindo de seguida à realização de uma palestra motivacional que deu o mote ao início da competição. “Alta Velocidade”, “Estafeta do Sal”, “Mais Alto e Mais Forte”, “Maratona de BTT: Body and Mind”, “O Mais Rápido” e

“Puzzle 3D”, foram as 6 provas de desporto-aventura que compuseram o evento e que lançaram diversos desafios aos participantes, desde provas de orientação e estratégia, a realização de atividades como canoagem, rapel, slide, escalada em rocha, espeleologia, entre muitas outras. No total, foram realizados mais de 30 jogos/dinâmicas, foram percorridos mais de 40 km em pedestre, mais de 20 km de BTT, e ultrapassados desafios em água, terra e em altura. O final do evento teve impacto ao nível da população, com a realização de uma aula de zumba, sendo que de seguida os participantes completaram a última prova, que pretendia a construção de uma pirâmide - símbolo da cidade em alusão às pirâmides de sal das salinas - em cartão. O encerramento do XXII Challenger

NERSANT aconteceu com a presença da Presidente da Câmara Municipal de Rio maior, Isaura Morais, do vereador do desporto, João Candoso, e do Presidente do Núcleo NERSANT do Cartaxo, Jorge Pisca, que entregaram os prémios às equipas vencedoras. Sagrou-se campeã a equipa da empresa de Alcanena Couro Azul, em segundo lugar ficou a equipa da Desmor, de Rio Maior, e em terceiro, a equipa da EcoEdifica, de Torres Novas. O prémio Fair Play - votado pelas equipas participantes foi atribuído à Desmor, e a Melhor Equipa Feminina, à equipa da NERSANT. De referir que o XXII Challenger NERSANT contou com o apoio do Município de Rio Maior, que se disponibilizou para agilizar dormidas e refeições a todos os participantes do evento.

Classificação Geral 1.º Couro Azul 2.º Desmor 3.º EcoEdifica 4.º Garval 5.º Bindopor 6.º CBI 7.º Momsteel 8.º Mitsubishi 9.º Resitejo 10.º EMEF 11.º Trim NW 12.º Alto Nível 13.º EPSM 14.º Tequalcomvis 15.º NERSANT 16.º EPHTL 17.ª César Castelão e Filhos 18.ª DN Forma

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Médio Tejo tem 8 das empresas gazela da região Centro

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Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) efetuou, pelo sexto ano consecutivo, o apuramento das empresas gazela existentes na Região Centro. O conceito de empresa “gazela” assumido internacionalmente corresponde a empresas jovens (idade igual ou inferior a cinco anos no início do período de observação) e com elevados ritmos de crescimento, sustentados ao longo do tempo. Correspondem a organizações inovadoras, capazes de se posicionarem de forma diferenciadora nos mercados, onde afirmam a sua competitividade e constroem sucesso a um ritmo acelerado, contribuindo fortemente para a criação de emprego.

Elas correspondem a uma pequena percentagem do universo empresarial, mas cada uma delas tem uma importância fulcral nas dinâmicas de emprego e de riqueza que geram na região. São empresas com ritmos de crescimento muito elevados (acima de 20% ao ano) e com uma criação de postos de trabalho muito significativa, mesmo num contexto económico adverso e marcado por uma estagnação nos últimos anos. No relatório elaborado pela CCDRC, contam-se 82 empresas gazela na região Centro, menos 5 do que em 2016. Destas empresas, 8 delas são da sub-região do Médio Tejo e integram, todas elas, o distrito de Santarém. A Ribatejo Invest não perdeu a oportunidade de dar a conhecê-las.

Das 8 empresas gazela do Médio Tejo, três são repetentes deste selo: Construções Francisco e Marco, Lda., Mtil – Empresa de Trabalho Temporário, S.A., e Tribosaicos – Unipessoal, Lda.. De referir que a região Centro de Portugal integra as sub-regiões da Beira Baixa, Beiras e Serra da Estrela, Médio Tejo, Oeste, Região de Coimbra, Região de Leiria e Viseu Dão-Lafões. Do Médio Tejo fazem parte diversos concelhos do norte do distrito de Santarém, entre eles, Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Sardoal, Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha. Integram ainda o Médio Tejo os concelhos da Sertã e Vila de Rei, distrito de Castelo Branco.

Empresas gazela 2017 – Médio Tejo Nome

Atividade Económica

Município

Alfinetemágico, Lda.

Comércio e retalho

Torres Novas

Construções Francisco e Marco, Lda.

Construção

Ferreira do Zêzere

Fortuneroad – Transportes, Lda.

Transportes rodoviários de mercadorias

Torres Novas

Mtil – Empresa de Trabalho Temporário, S.A.

Atividades de empresas de trabalho temporário

Abrantes

Nova Peltéci – Peles, S.A.

Curtimenta e acabamento de peles sem pelo

Alcanena

Nuvens de Fantasia, Lda.

Comércio e retalho

Abrantes

Tribosaicos – Unipessoal, Lda.

Construção

Torres Novas

Vassalo & Sousa, Lda.

Construção

Torres Novas

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Chamusca: Estudo de Tráfego reforça necessidade de novas acessibilidades Realizou-se recentemente a Sessão Pública de Apresentação do Estudo de Tráfego na região promovido pela Câmara Municipal da Chamusca e pela Associação Eco Parque do Relvão no Cine Teatro da Chamusca. Após as boas vindas de Domingos Saraiva, Diretor Geral da Associação do Eco Parque do Relvão, a abertura do evento foi assegurada por Paulo Queimado, Presidente da Câmara Municipal da Chamusca e Presidente da Direção da AEPR.

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osteriormente, o representante da Empresa VTM que desenvolveu o Estudo de Tráfego, apresentou os objetivos deste projeto após um breve enquadramento e as principais conclusões do mesmo. Assim, do tratamento das contagens de tráfego em 5 pontos no concelho da Chamusca (Ponte, EN118/ EM573 – acesso NEPR, EN243 – acesso S EPR, EN243 – Chouto, Carregueira – acesso O) ao longo de uma semana completa, sobressaem as seguintes caraterísticas: • Existência de duas tipologias de fluxo

A Ponte da Chamusca é diariamente atravessada por 7.300 viaturas, entre as quais 1.000 pesados de mercadorias.” 14

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de tráfego: dia útil (mais intenso) e fimde-semana/feriado, com o tráfego de pesados a apresentar uma diferença mais evidente; • O período de maior circulação é das 7 às 20 sendo que trânsito ligeiro apresenta períodos de pico durante a manhã e a tarde (um padrão menos evidente nos pesados);

Chamusca; Estrada Nacional 118 (43 km entre nó da A13 e o acesso norte do EPR, via partilhada com viaturas motorizadas e agrícolas de marcha lenta entre outras limitações); e Estrada Municipal 1375. • Tipos de conflito identificados: atravessamento de aglomerados urbanos, velocidades de circulação limitadas, percursos alternativos inadequados a pesados e estrangulamento da rede viária (ponte);

• Elevados volumes de tráfego na EN118 que atravessa as localidades da Chamusca, Almeirim e Alpiarça;

• Ação preconizada no PNR: fecho da IC3 entre Almeirim e V.N.Barquinha.

• E elevados volumes de tráfego na Ponte da Chamusca que é diariamente atravessada por 7.300 viaturas (entre as quais 1.000 pesados de mercadorias).

Seguidamente António Lorena, administrador da 3 Drivers (empresa consultora que acompanha este cluster) procedeu a uma análise sobre as consequências

Líbano Monteiro analisou posteriormente os conflitos existentes e as propostas do Plano Nacional Rodoviário para a sua resolução, enquadrando-as com as acessibilidades ao EPR, importante gerador de tráfego, sobretudo de mercadorias (alguns destes veículos pesados com elevada perigosidade). • Zonas de conflito confirmadas: Ponte da

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ambientais, económicas e sociais das atuais acessibilidades ao EPR. Sob o mote de “Limitações do Tráfego Rodoviário no Desenvolvimento da Região da Lezíria e Médio Tejo” e a partir da malha empresarial região, realçou a importância do setor dos resíduos para contrariar as tendências de desertificação e envelhecimento da região. Finalmente, apresentou as principais vantagens das diferentes soluções preconizadas para reforçar as acessibilidades ao Eco Parque do Relvão, a saber: • Reforço e abertura da Ponte de Constância ao tráfego de pesados: ᧐ ᧐

Definida como uma das prioridades estratégicas no âmbito do PETI3+; Desbloquearia sobretudo o tráfego proveniente de fora da região, via A23 – Constância; Está classificado como ‘projeto lastmile’ pelo Grupo de Trabalho IEVA [25%-50%]; Estimativa de 5 milhões de euros de investimento (Infraestruturas de Portugal).

• Conclusão da IC3 (troço V. Nova da Barquinha – Almeirim): ᧐

Permitiria o acesso direto a diversas sedes de concelho, nomeadamente Chamusca, Alpiarça, Almeirim e Golegã a partir de vários eixos fundamentais, como IP6/A23, IP7/A6 e IP1/A1 (e criaria uma variante à atual EN118 que atravessa centros urbanos); Traçado estudado e estudo de impacte ambiental efetuado (2007) mas cujo projeto ainda é classificado como de baixa prioridade pelo grupo de trabalho IEVA (focando apenas no EPR); Estimativa de investimento, segundo IP, é de 105 milhões de euros.

• Projeto de ligação do Eco Parque do Relvão à IC3. Principais vantagens identificadas: ᧐

Ambientais: (1) Mitigação de riscos associados à circulação de mercadorias perigosas junto das comunidades; (2) Minimização da poluição sonora e atmosférica (tráfego pesado); e, (3) Redução de sinistralidade nas vias municipais, com influência na saúde pública; Económicas: (1) Desbloqueio de constrangimentos com escoamento de produtos e matérias-primas de

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indústrias; (2) Captação de investimento com aumento da atratividade; e (3) Redução da necessidade de manutenção de infraestruturas já sobrecarregadas ou obsoletas; Sociais (eminentemente indiretos): (1) Reforço na criação de emprego; (2) Maior aproximação dos habitantes a serviços sociais.

Posteriormente, o consultor identificou os principais eixos de intervenção da Câmara Municipal da Chamusca e da Associação Eco Parque do Relvão em prol dos objetivos propostos: 1. Trabalhos de zonamento e de traçado rodoviário; 2. Dinamização junto das Comunidades Intermunicipais da Lezíria do Tejo e do Médio Tejo para uma ação concertada; 3. Sensibilização da problemática junto das tutelas, nomeadamente Ministérios

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das Infraestruturas e do Ambiente, bem como das CCDR e APA; Sensibilização de entidades como a NERSANT para o impacto das limitações rodoviárias; Aprovação do Plano Estratégico da AEPR, onde os acessos rodoviários surgem como um dos 5 eixos de atuação estratégica (cujo presente Estudo de Tráfego na região visa identificar a magnitude do impacte das limitações rodoviárias); Sensibilizar o Ministério do Planeamento e das Infraestruturas de Portugal para os impactos negativos das limitações rodoviárias com o objetivo de se posicionar este investimento como prioritário; Consagração do estatuto de Zona Empresarial Responsável (ZER) viabilizando estatuto próprio para aceder a fundos específicos para melhoria dos acessos.

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Laboratório Fernanda Galo visitado por deputados e autarcas A Ordem dos Farmacêuticos (OF) convidou deputados de todos os grupos parlamentares, autarcas e administradores hospitalares a visitar o Laboratório de Análises Clínicas Fernanda Galo, em Tomar, um dos bons exemplos espalhados pelo país de um laboratório privado, convencionado com o Serviço Nacional de Saúde (SNS), que presta um serviço de qualidade e proximidade que é valorizado pelas populações locais.

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visita teve como objetivo partilhar com decisores e responsáveis políticos o relevante papel que estas unidades de saúde assumem no acesso dos portugueses aos meios complementares de diagnóstico e terapêutica, em especial nas regiões do interior. A bastonária e o presidente do Conselho do Colégio de Especialidade de Análises Clínicas explicaram que o modelo de complementaridade entre o setor público, privado e social tem vindo a garantir a cobertura e proximidade na prestação de cuidados de saúde no nosso país. No setor das análises, os pequenos e médios laboratórios fora dos grandes centros urbanos efetuaram avultados investimentos em equipamentos e na qualificação dos seus recursos humanos, lutando contra a desertificação e assegurando a homogeneidade territorial no acesso aos serviços de saúde. Na atual conjuntura, estas unidades enfrentam dificuldades acrescidas por decisões das autoridades de saúde e de administrações hospitalares, que obrigam os utentes do SNS a realizar as suas análises nas unidades públicas, colocando em causa o regime de convenções a que estas unidades voluntariamente aderiram. A Ordem tem vindo a defender que o país deve aproveitar a capacidade instalada nos hospitais e laboratórios públicos, promovendo uma gestão cada vez mais eficiente dos recursos e prestando um serviço de qualidade aos doentes da sua área influência. Não pode, contudo, apoiar decisões administrativas desprovidas de evidência, que colocam em causa a sustentabilidade e

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viabilidade económica de operadores que têm um papel social importantíssimo em determinadas zonas do país. Por outro lado, a OF não entende também porque motivo se obrigam doentes a uma deslocação, por vezes de algumas dezenas de quilómetros, até a um hospital central para realização das suas análises de rotina, com todas as dificuldades associadas ao transporte, tempo de espera e conforto dos utentes. O Laboratório de Análises Clínicas Fernanda Galo é um de vários exemplos de laboratórios de proximidade visitados pela bastonária no âmbito dos Roteiros Farmacêuticos. O mesmo cenário e os mesmos problemas foram encontrados em unidades semelhantes situadas Évora, Beja, Lamego, Ponte de Lima, Chaves, apenas para citar outros exemplos. Durante a vista a esta unidade, os dirigentes da OF procuraram sensibilizar para a dura realidade que estes agentes enfren-

tam, tendo recordado também o acordo de sustentabilidade assinado entre o Ministério a Saúde e operadores do setor, que define um teto de 170 milhões de euros para a despesa com MCDT, e que, em 2017, significou a realização de cerca de 46 milhões de exames no setor privado. Por outro lado, foi também realçado que as análises clínicas representam perto de 40 por cento da despesa dos Estado com as convenções, sendo responsáveis mais de 70 por cento das decisões tomadas pelos médicos. A OF está a desenvolver um estudo para avaliar as implicações da internalização das análises clínicas nos hospitais e laboratórios do SNS. O trabalho realizado por uma entidade independente, abarca a qualidade e satisfação com o serviço, a sua eficiência e capacidade de resposta e o impacto económico a nível nacional e regional, seja na perspetiva da criação de emprego ou da descentralização e proximidade de serviços.

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Produção de aguardente e azeite é negócio de sucesso para a Ferreira Gomes & Filhos No Vale Florido, em São Pedro de Tomar, entre terrenos verdejantes e envolta num aroma característico, encontramos a empresa Ferreira Gomes & Filhos, Lda., destilaria de produtos vitivinícolas e lagar de azeite. A Ribatejo Invest foi visitar esta empresa e descobriu que 80% da produção da sua aguardente segue diretamente para as caves do Vinho do Porto e que, por outro lado, a empresa está a apostar cada vez mais na produção de azeite com marca própria – o Azeite Sete Montes.

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oi num dia solarengo que a Ribatejo Invest visitou Ferreira Gomes & Filhos, Lda. A nossa revista transpôs os portões de acesso à empresa e sentou-se, à conversa, com João Gomes, um dos responsáveis desta empresa familiar. Na vigência da terceira geração à frente do negócio, João conduz a conversa, enfatizando a ligação de sangue à atividade. “Temos quatro pessoas de família aqui a trabalhar: eu, o meu tio, o meu irmão e o meu primo” e, de vez em quando, “o meu avô, que, com 85 anos, ainda vem cá dar uma mão de vez em quando”. A Ferreira Gomes & Filhos Lda., continuou, tem, assim, larga experiência no mercado, laborando em duas atividades distintas: destilaria de sub-produtos vinícolas e produção de azeite. Comecemos pela apresentação da destilaria. Tendo a empresa, neste caso, como matéria-prima produtos vitivinícolas, a Ferreira Gomes & Filhos Lda. trabalha com adegas cooperativas e produtoras de vinhos. A sua função é, pois, transformar estes produtos vitivinícolas e comercializá-los. Da destilaria podem sair produtos como o álcool, grainha da uva, aguardente e ácido tartárico, este último produzido em parceria com uma empresa espanhola. A capacidade de produção da destilaria, no que toca a aguardente vínica, é de mais de 1 milhão de litros, que escoam numa percentagem de 80% para as caves do Vinho do Porto. “Este mercado conse-

Esperamos colocar a tecnologia ao serviço do nosso negócio, usando-a para aumentar a competitividade.” 18

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A nossa estratégia nos próximos anos passa por tentar introduzir o azeite na área da restauração, em Tomar, principalmente.” gue agora, com uma alteração à legislação que nos permite em Portugal produzir aguardente vínica de outro subproduto do vinho, escoar toda a produção nacional”, referiu João Gomes, a título de curiosidade, à Ribatejo Invest. O álcool produzido, explicou João, não tem marca associada, sendo vendido a granel, na sua grande maioria, tanto para a indústria alimentar, para a indústria alcoólica, como para a indústria farmacêutica. Para além das caves do Vinho do Porto, existem outros nomes sonantes que procuram a empresa para incorporar nos seus produtos a aguardente que aqui é destilada. Disso é exemplo, entre outros, o Moscatel de Setúbal. Os restantes 20% da produção, complementou, seguem para Espanha para a nossa empresa parceira para a produção de ácido tartárico. “Este mercado implica sinergias e parcerias e a ligação é bidirecional. O mercado aborda a empresa e a empresa sonda o mercado com vista a escoamento de produtos”, esclareceu João Gomes. Uma das questões que João quis dar a conhecer, é o facto de a empresa ter já algumas preocupações no que à sustentabilidade e circularidade diz respeito. O gerente da Ferreira Gomes & Filhos Lda. explicou à nossa revista que, através do processo de transformação de um dos subprodutos do vinho - a borra - em álcool é possível produzir biogás. “Antes de se transformar em álcool, a borra passa por um processo digestão anaeróbia que permite a produção de biogás que é um subproduto que nós utilizamos para queimar na caldeira”, refere, orgulhoso, João Gomes. No campo da energia renovável, a caldeira da empresa trabalha, assim, com resíduos que a empresa gera. “O bagaço da uva que nós destilamos para fazer aguardente de bagaço, uma boa parte dele, é canalizado para álcool, sendo o restante seco e depois utilizado como biomassa”. Esta preocupação ambiental tem sido constante e posiciona a organização no mapa da eliminação de intermediários e da economia circular.

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Que a empresa é bem-sucedida, isso já nós tínhamos percebido. Importa agora analisar os números. Estas relações e simbioses têm permitido um crescimento do negócio “constante e razoável” e representa um volume de negócios de 6 milhões de euros anualmente. E como diz o ditado “parar é morrer”, a empresa está já a preparar alguns investimentos, nomeadamente no que diz respeito à aquisição de equipamentos “com melhor rendimento”. “A nossa produção depende sempre da quantidade de matéria-prima, ou seja, da produção de vinho no país. É nosso objetivo investirmos em maquinaria que nos permita espremer o produto ao máximo, de maneira a que se tenha uma rentabilidade maior, esperando-se que estes mesmos equipamentos sejam, ao mesmo tempo, adequados ao conceito ecofriendly”, justifica o gerente, acrescentando ainda que esta nova maquinaria deverá, de igual modo “produzir mais em menos tempo. Uma vez que trabalhamos com matéria orgânica, menos tempo de produção significa mais qualidade”, reforçou. “Esperamos colocar a tecnologia ao serviço do nosso negócio, usando-a para aumentar a competitividade”, concluiu João Gomes, que disse ainda que “é a aposta com este projeto de inovação produtiva que estão em apreciação pelo Portugal 2020”. Em carteira está também um projeto de certificação integrada do Sistema de Gestão da Qualidade, Ambiental e Alimentar, “um desafio para acompanhar as normas comunitárias e aumentar a competitividade”. Na parte da certificação ambiental pretendem aumentar a capacidade da “ETAR de forma a haver maior produção de gás e, logo, maior tratamento de afluentes com o mínimo de custo possível”. Mas… e a produção de azeite?, poderá questionar o caro leitor. Não, não nos esquecemos. Este projeto, dinamizado pela mesma família, não está na alçada da destilaria. É completamente independente, mas tratado com o mesmo carinho.

A empresa tem assim um lagar, na Madalena em Tomar, onde produz a sua marca própria de azeite, criada há 6 anos. O Azeite Sete Montes alia uma imagem moderna à sabedoria de séculos em que a oliveira foi cultivada no concelho e o azeite uma das suas principais riquezas. Toda a azeitona obedece a critérios de qualidade no que diz respeito ao Azeite Sete Montes, de forma a garantir um azeite fino de elevada qualidade, para apreciadores de produtos caseiros ou Gourmet. E porque os turistas que vêm a Tomar – e não são poucos – gostam de provar produtos regionais, a empresa entende que é necessário valorizar esta marca e é neste esforço que está também concentrada. A Ferreira Gomes & Filhos tem vindo a apostar cada vez mais, no seu próprio olival. “Decidimo-nos, recentemente, apostar mais na nossa própria plantação de olival, modernizando-a. O nosso olival vai começar a expressar-se mais nos próximos anos, à medida que for ganhando dimensão”, contou João. Para além disso, também o lagar vai ser algo de intervenção do Portugal 2020, com obras de ampliação que lhe permitirá aumentar a produção. Revelando-nos que esta foi uma área que nunca “cresceu muito”, devido à pouca matéria-prima na região, João e a família não pretendem descurar esta área. Muito pelo contrário. “A nossa estratégia nos próximos anos irá passar um pouco por tentar introduzir o azeite na área da restauração, em Tomar principalmente. Pretendemos ainda melhorar a nossa página web, de maneira a que este nosso produto tenha outro tipo de visibilidade”, revelou o gestor. Atualmente a empresa recebe, em média, 600 toneladas/ano, o que será “mais coisa menos coisa”, 90 mil litros de azeite. Parece-nos que a estratégia é vencedora, pelo menos para já. O Azeite Sete Montes integrou a Mesa de Tomar / Templários no concurso 7 Maravilhas à Mesa.

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Marcelo Rebelo de Sousa inaugurou a XXIX FERSANT - Feira Empresarial da Região de Santarém

Presidente da República felicita NERSANT pelo apoio à economia da região de Santarém A NERSANT - Associação Empresarial da região de Santarém, deu início no dia 2 de junho, à XXIX FERSANT - Feira Empresarial da Região de Santarém, com a participação de 73 empresas expositoras. O certame foi inaugurado pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

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té 10 de junho, realizou-se no CNEMA, em Santarém, em paralelo com a Feira Nacional da Agricultura / Feira do Ribatejo, a XXIX edição da FERSANT, feira empresarial organizada pela NERSANT que ao longo destes 29 anos tem apoiado a promoção das empresas e negócios do Ribatejo. Este ano, o certame voltou a contar com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, na sua inauguração. Domingos Chambel, Vice-Presidente da Direção, acompanhado de outros membros dos corpos sociais da associação, bem como do Presidente da Comissão Executiva, António Campos, recebeu o Presidente na feira, tendo aproveitado a ocasião para explicar que no certame estão em exposição 73 empresas

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de diversos setores de atividade. Marcelo Rebelo de Sousa visitou ainda o stand da NERSANT, tendo ficado a conhecer as diversas ações de apoio às empresas que a associação dinamiza. Na ocasião, Marcelo Rebelo de Sousa felicitou a NERSANT “pelo dinamismo no apoio ao tecido empresarial que tem vindo a demonstrar ao longo dos anos”. Seguiu posteriormente para o stand da Startup Santarém, infraestrutura criada em parceria pela NERSANT e pelo Município de Santarém. O Presidente mostrou-se agradado com a criação deste centro de inovação empresarial e ficou ainda a conhecer as dezenas de empresas que no espaço se encontram incubadas. O Chefe de Estado português seguiu viagem pelos diversos corredores da FERSANT, cum-

primentando e mostrando-se interessado em conhecer as empresas presentes no certame. Este ano, o certame contou com a participação de 73 empresas, estando presentes algumas das mais emblemáticas empresas da região, como a Renova, a Maxipet, a Rações Zêzere e a Diamantino Coelho e Filho, entre muitas outras. Estão representados setores de atividade nas áreas do comércio, ensino, indústria e serviços, bem como entidades ao nível do empreendedorismo. A XXIX FERSANT decorreu até dia 10 de junho no CNEMA, em Santarém, em paralelo com a Feira Nacional da Agricultura / Feira do Ribatejo, parceria em vigor desde 2010 e que se tem mostrado vantajosa para ambas as partes. Este ano, voltaram a estar presentes mais de 200.000 visitantes.

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INFORMAÇÃO E APOIO

Parceiros sociais assinam acordo para relações laborais mais equitativas, mais sólidas e mais estáveis O Governo e os parceiros sociais assinaram o acordo “Combater a precariedade e reduzir a segmentação laboral e promover um maior dinamismo da negociação coletiva”.

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rata-se de um acordo que cumpre as medidas inscritas no Programa do Governo e os compromissos assumidos com os parceiros parlamentares, e que foi alvo de um longo debate na concertação social que culminou no maior conjunto de medidas de combate à precariedade apresentado na sociedade portuguesa. Para o Ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, José António Vieira da Silva, trata-se de um acordo que contribui para a promoção de “relações laborais mais equitativas, mais sólidas e mais estáveis”. “Combater a instabilidade e promover a estabilidade das relações laborais, e em particular dos percursos profissionais, é hoje um elemento-chave desse enriquecimento dos nossos fatores de competitividade”, afirmou o Ministro, acrescentando

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que só assim se poderão vencer as “difíceis batalhas da economia moderna”. “Não é possível haver uma boa concertação social a este nível sem que na base de toda esta estrutura exista uma sólida cultura de negociação coletiva, para reforçar o diálogo social, a concertação e a melhoria das condições dos trabalhadores e das empresas”, frisou Vieira da Silva.

MENOS PRECARIEDADE E MAIS NEGOCIAÇÃO Os parceiros com assento na Concertação Social, à exceção da CGTP, subscreveram um acordo que assenta em três grandes eixos: combater a instabilidade e promover a estabilidade das relações laborais; promover a negociação coletiva, o diálogo entre as empresas e os setores e reforçar da administração do trabalho. Do conjunto das medidas constantes do acordo, destacam-se as seguintes:

- A duração máxima dos contratos a termo certo baixa de três para dois anos. Continua a ser possível fazer três renovações, mas a duração total destas renovações não pode exceder a do período inicial do contrato. - Os contratos de trabalho temporário passam a ter um limite de seis renovações, exceto quando celebrados para substituição de trabalhador ausente ou temporariamente impedido de trabalhar. - É alargado, de 15 para 35 dias, a duração máxima dos contratos de muito curta duração para situações em que existe acréscimo excecional e substancial da atividade de empresa cujo ciclo anual apresente irregularidades decorrentes do respetivo mercado ou de natureza estrutural que não seja passível de assegurar pela sua estrutura permanente, nomeadamente em atividade sazonal no

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setor agrícola ou do turismo. - No caso de trabalho intermitente, o período mínimo de prestação de trabalho desce de seis para cinco meses a tempo completo, por ano, dos quais pelo menos três meses devem ser consecutivos. - No caso de contratos sem termo, o período experimental de 180 dias passa a ser aplicado a trabalhadores à procura do primeiro emprego e desempregados de longa duração. Para efeitos de período experimental passa também a contar o contrato de estágio profissional para a mesma atividade. O que está em causa é o período experimental para a contratação por tempo indeterminado de pessoas que estão há muito tempo sem emprego ou que nunca o tiveram e estão por isso em desvantagem perante outros no que toca às decisões de contratação dos empregadores. Num quadro de promoção da contratação sem termo, o objetivo desta alteração é que no caso dos jovens à procura do primeiro emprego e os desempregados de longa duração possa existir uma maior margem para adaptação de ambas as partes, trabalhadores e empregadores. - O regime de banco de horas individual desaparece e os bancos de horas em aplicação na data de entrada em vigor da lei cessam no prazo de um ano. - Desaparece o banco de horas grupal instituído por acordo individual, mas é criada uma nova figura por acordo de grupo, tal como prevê o Programa do Governo: “revogar a possibilidade, introduzida [em] 2012, de existência de um banco de horas individual por mero “acordo” entre

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Combater a instabilidade e promover a estabilidade das relações laborais, e em particular dos percursos profissionais, é hoje um elemento-chave desse enriquecimento dos nossos fatores de competitividade.” o empregador e o trabalhador, remetendo o banco de horas para a esfera da negociação coletiva ou para acordos de grupo”. O novo regime de banco de horas pode ser aplicado a toda a equipa ou secção se 65% dos trabalhadores abrangidos aprovarem em referendo. Quando o número de trabalhadores abrangidos for inferior a dez, o referendo é supervisionado pela Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT). - A denúncia das convenções coletivas deve ser acompanhada de fundamentação, quanto a motivos de ordem económica, estrutural ou a desajustamentos do regime da convenção denunciada. - A convenção coletiva pode cessar por caducidade em caso de extinção de associação outorgante — sindical ou de empregadores. Caso se verifique a extinção voluntária ou a perda da qualidade de associação de empregadores outorgante de um contrato coletivo, passa a existir,

para cada um dos empregadores filiados na associação, um acordo de empresa com o mesmo regime. - Se uma convenção coletiva aplicada por portaria de extensão cessar, mantémse em vigor os efeitos de um conjunto de matérias previstas na lei, nomeadamente retribuição, duração do tempo de trabalho, parentalidade ou segurança e saúde no trabalho. - Qualquer das partes — patronal ou sindical — pode requerer ao Conselho Económico e Social arbitragem para suspender o período de sobrevigência da convenção. As convenções coletivas só podem afastar as regras previstas na lei geral no âmbito do pagamento de horas extra se for em sentido mais favorável. - Para desincentivar o uso excessivo de contratos a termo, é criada uma Contribuição Adicional por Rotatividade Excessiva. Aplica-se a pessoas coletivas e singulares com atividade empresarial que apresentem um peso anual de contratação a termo superior à média do setor, indicador que deve ser publicado no primeiro trimestre do ano a que respeita. A taxa, progressiva e até 2%, aplica-se sobre o total das remunerações base, em dinheiro ou em espécie, de contratos a termo resolutivo. Fora desta contribuição ficam contratos celebrados para substituir trabalhador em licença de parentalidade ou de baixa há mais de 30 dias, bem como contratos de muito curta duração e contratos obrigatoriamente celebrados a termo resolutivo por imposição legal ou em virtude dos condicionalismos inerentes ao tipo de trabalho ou à situação do trabalhador.

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INFORMAÇÃO E APOIO

Orçamento da UE Novo programa do mercado único para capacitar e proteger os cidadãos europeus Para o próximo orçamento de longo prazo da UE (2021-2027), a Comissão propõe afetar uma dotação de 4 mil milhões de euros a um novo programa específico para capacitar e proteger os consumidores e permitir a muitas pequenas e médias empresas (PME) europeias tirar o máximo proveito do bom funcionamento do mercado único.

O

novo programa reforçará a governação do mercado interno da UE. Favorecerá a competitividade das empresas — sobretudo as PME — e promoverá a saúde humana, animal e vegetal e o bemestar dos animais, ao mesmo tempo que estabelece o quadro para o financiamento de estatísticas europeias. Elżbieta Bieńkowska, Comissária Europeia responsável pelo Mercado Interno, Indústria, Empreendedorismo e PME, afirmou: «O mercado único é o coração da UE. Nos 25 anos da sua existência, trouxe enormes benefícios aos cidadãos e às empresas da UE. Para que o mercado único se mantenha adequado aos objetivos que prossegue, é necessário preservar devidamente as suas características. Hoje, propomos um novo programa para continuar a incrementar os seus efeitos positivos para os europeus». Věra Jourová, Comissária Europeia responsável pela Justiça, Consumidores e Igualdade de Género, acrescentou: «Temos de garantir aos consumidores a possibilidade de usufruir dos seus direitos. Significa isto dar-lhes conselhos práticos sobre questões de consumo e eliminar do mercado os produtos perigosos. E é esse o objetivo do novo programa do mercado único. Pela primeira vez, iremos também financiar procedimentos de ação coletiva, tal como foi anunciado no novo acordo para os consumidores.» Vytenis Andriukaitis, Comissário responsável pela Saúde e Segurança dos Alimentos, declarou: «Congratulo-me com o facto de o pilar da segurança dos alimentos ser um dos principais beneficiários do novo programa do mercado único. Trata-se do reconhecimento da importância de assegurar o bom funcionamento do mercado interno dos produtos alimentares, prevenindo e, se necessário, combatendo epizootias e doenças das plantas que podem ter consequências graves para a saúde públi-

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ca e para a economia da UE. Permite-nos reforçar as nossas ações nos domínios do bem-estar animal, do desperdício alimentar e da luta contra a fraude.» O novo programa do mercado único irá apoiar: • A proteção e a capacitação dos consumidores: O novo programa irá garantir a aplicação dos direitos dos consumidores e assegurar um elevado nível de segurança dos produtos e de proteção dos consumidores, ajudando-os quando se deparam com problemas, por exemplo, ao fazer compras em linha. Irá também facilitar o acesso dos consumidores a vias de recurso, tal como proposto no novo acordo para os consumidores. • Competitividade das empresas, em especial das PME: Com base no êxito do atual programa para a competitividade

das empresas e das pequenas e médias empresas (COSME), a Comissão propõe agora reforçar o apoio dado às pequenas empresas, a fim de lhes permitir crescer e expandir-se além-fronteiras. • Um elevado nível de saúde humana, animal e vegetal: Os cidadãos da UE continuarão a ter acesso a alimentos seguros e de elevada qualidade no mercado único europeu integrado. As verbas ao abrigo do novo programa apoiarão a segurança da produção de alimentos, a prevenção e a erradicação de doenças animais e pragas dos vegetais e a melhoria do bem-estar dos animais na UE. O programa irá igualmente promover o acesso ao mercado para os produtores de alimentos da UE, contribuir para as exportações para países terceiros e apoiar significativamente a indústria agroalimentar como um dos principais setores da economia da UE;

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• A efetiva aplicação das regras e normas de primeira classe: O programa reforçará a cooperação entre os Estados-Membros e a Comissão, a fim de garantir que as regras da UE são aplicadas e cumpridas corretamente. Apoiará ainda os organismos europeus de normalização na elaboração de normas atualizadas e preparadas para o futuro. • Uma concorrência justa na era digital: O programa ajudará a Comissão a prosseguir o reforço das ferramentas e conhecimentos informáticos a que recorre para fazer cumprir efetivamente as normas em matéria de concorrência na economia digital (isto é, dar resposta a evoluções do mercado, como a utilização de megadados e algoritmos), ao mesmo tempo que irá consolidar a cooperação entre a Comissão e as autoridades e os tribunais dos Estados-Membros. • Estatísticas europeias de qualidade: O programa irá dotar os institutos nacionais de estatística de verbas financeiras para a produção e a divulgação de estatísticas europeias, que são indispensáveis ao processo de tomada de decisões em todos os domínios de intervenção.

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PRÓXIMAS ETAPAS É necessário um acordo rápido sobre o orçamento de longo prazo da UE e as suas propostas setoriais, para garantir que os fundos da UE começam a produzir resultados o mais rapidamente possível. Atrasos semelhantes aos verificados no início do atual período orçamental de 2014-2020 reduziriam a assistência financeira e o apoio técnico prestado às PME, prejudicando as iniciativas destinadas a garantir a segurança dos alimentos ou dos produtos e perturbando o desenvolvimento de novas normas. A obtenção de um acordo sobre o próximo orçamento de longo prazo em 2019 permitiria uma transição harmoniosa entre o atual orçamento de longo prazo (2014-2020) e o novo orçamento, garantindo previsibilidade e continuidade das atividades, em benefício de todos.

ANTECEDENTES A Comissão propõe um orçamento de 4 mil milhões de euros para o programa do mercado único. Além disso, 2 mil milhões de euros afetados ao abrigo do Fundo InvestEU, nomeadamente no âmbito da secção Pequenas e Médias Empresas, irão contribuir significativamente para os objetivos do programa.

O mercado único permite aos europeus viajar livremente, estudar, trabalhar, viver e apaixonar-se sem fronteiras. Podem comprar o que quiserem e onde quiserem, beneficiando de maiores possibilidades de escolha e de preços mais baixos. As empresas europeias — grandes ou pequenas — podem expandir a sua base de clientes e comercializar produtos e serviços mais facilmente em toda a UE. Dito de forma simples, o mercado único é o melhor trunfo da Europa para gerar crescimento e promover a competitividade das empresas europeias nos mercados globalizados. O novo programa do mercado único da Comissão resulta da sua visão para o próximo orçamento de longo prazo proposto em 2 de maio de 2018. Tratase de um instrumento moderno, simples e flexível que reúne, num único programa coerente, um vasto leque de atividades anteriormente financiadas de forma separada. Desta forma, serão reduzidas as sobreposições e reforçada a cooperação. Em última instância, o programa irá assegurar a continuidade da execução prática eficaz do mercado único, proporcionando, ao mesmo tempo, uma melhor relação custo-benefício para os cidadãos da UE.

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INFORMAÇÃO E APOIO

Defesa comercial da UE: entrada em vigor de regras mais sólidas e eficazes As novas regras de defesa comercial estão em vigor desde 8 de junho. Todos os novos inquéritos iniciados nessa data, ou após a mesma, estão agora sujeitos às regras anti-dumping e antissubvenções atualizadas.

A

s alterações, destinadas a modernizar as ferramentas de defesa comercial da UE, permitem à UE instituir direitos mais elevados em alguns casos, mediante a alteração da “regra do direito inferior”; encurtar o período de inquérito, a fim de acelerar o procedimento; aumentar a transparência e a previsibilidade do sistema para as empresas da UE; e refletir as elevadas normas sociais e ambientais aplicadas na UE. São a conclusão de uma revisão importante dos instrumentos de defesa comercial da UE, que inclui também uma nova metodologia anti-dumping posta em prática em dezembro do ano passado. O Presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker afirmou: “A Europa defende um comércio aberto e justo, mas não praticamos o comércio livre de forma ingénua. Demonstrámos a nossa determinação quando foi necessário, adotando medidas anti-dumping e antissubvenções. O nosso arsenal de defesa inclui agora novas e melhores regras de defesa comercial para enfrentar alguns dos desafios atuais do comércio mundial. Não tenhamos ilusões — vamos fazer tudo o que for necessário para proteger os produtores e os trabalhadores europeus, sempre que outros distorcerem o mercado ou não cumprirem as regras.” Cecilia Malmström, Comissária Europeia responsável pelo Comércio, declarou: “Finalmente, esta reforma, há muito esperada, pode ser introduzida e executada. As empresas europeias necessitavam de um conjunto de regras atualizadas. Estou extremamente confiante de que dispomos hoje dos instrumentos necessários para proteger eficazmente as nossas indústrias contra as práticas comerciais desleais. Acreditamos no comércio aberto, baseado em regras. Estamos agora mais bem equipados para defender as nossas empresas se outros países não respeitarem as regras.” As novas regras reduzem o atual período de inquérito de nove para sete meses para a instituição de medidas provisórias e tornam o sistema mais transparente. As empresas beneficiam de um sistema de alerta precoce, advertindo-as se forem

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instituídos direitos provisórios, o que as ajudará a adaptar-se à nova situação. A Comissão prestará apoio às pequenas e médias empresas (PME) por intermédio do seu serviço de assistência específico para as PME (helpdesk), para que lhes seja mais fácil participar em processos de defesa comercial. Além disso, em consequência das alterações à chamada “regra do direito inferior”, a UE poderá instituir direitos mais elevados em alguns casos. Tal aplica-se a todos os processos antissubvenções, bem como aos processos anti-dumping relativos a importações produzidas utilizando matérias-primas e energia fornecidas a preços artificialmente baixos. No quadro dos seus inquéritos, a Comissão terá igualmente em conta os custos do cumprimento da legislação ambiental e social da UE ao calcular o nível dos direitos que pode instituir com base no prejuízo económico causado às empresas. Além disso, não aceitará compromissos de preços, em geral, de países que têm um historial negativo no que se refere à aplicação das principais normas da Organização Internacional do Trabalho e dos acordos ambientais. Pela primeira vez, os sindicatos poderão também participar em inquéritos de defesa comercial.

Perguntas e Respostas QUAIS SERÃO OS BENEFÍCIOS DA REFORMA? As alterações mais importantes à legislação anti-dumping e antissubvenções da UE são, nomeadamente, as seguintes: • Inquéritos mais rápidos e eficazes: as medidas provisórias serão aplicadas no prazo de 7 a 8 meses, em comparação com os atuais 9 meses. • Possibilidade de instituir direitos mais elevados: esta possibilidade será aplicável aos processos antissubvenções, bem como aos processos anti-dumping relativos às importações de produtos produzidos a partir de matérias-primas e energia fornecidas a um preço artificialmente baixo. Trata-se de uma adaptação da denominada «regra do direito inferior». Nesses casos, a UE poderá aplicar as taxas do direito à totalidade da margem de dumping, desde que tal medida seja no interesse da UE no seu conjunto, tendo em conta os interesses dos consumidores e das indústrias a montante e a jusante. • Aperfeiçoamento do cálculo do prejuízo: as novas regras relativas ao cálculo do «preço não prejudicial» (ou seja, o preço que a indústria devia ter cobrado em circunstâncias normais) refletirão agora

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melhor a realidade económica. Podem agora ter em conta não apenas o custo dos investimentos necessários, nomeadamente em infraestruturas, investigação e desenvolvimento, mas também as despesas futuras relacionadas com normas sociais e ambientais, por exemplo no âmbito do Regime de Comércio de Licenças de Emissão. Além disso, o «preço não prejudicial» será agora calculado com base numa margem de lucro mínima de 6 %, que será incluída no cálculo, sendo possível assumir, consoante o caso, uma margem de lucro mais elevada. • Inclusão de considerações sociais e ambientais: o comércio tem de ser livre, mas também justo. As novas regras garantem que as normas rigorosas aplicadas na UE não prejudicam a indústria europeia no contexto da aplicação de medidas de defesa comercial. A UE vai agora ter em consideração, por exemplo, os custos suportados pela indústria da UE para cumprir as normas sociais e ambientais mais exigentes. Além disso, a UE não aceitará, em princípio, os compromissos em matéria de preços oferecidos por empresas de países terceiros cujo historial de aplicação das principais convenções da Organização Internacional do Trabalho e dos acordos multilaterais em matéria de ambiente não seja positivo. Por outro lado, a Comissão pretende rever as medidas em vigor caso as circunstâncias relacionadas com as normas sociais e ambientais se alterem. O relatório anual da Comissão sobre os instrumentos de defesa comercial incluirá também, a partir de agora, uma secção dedicada às questões de sustentabilidade. • Maior transparência e previsibilidade: a partir de agora, será dado às empresas um aviso prévio de três semanas antes do início da cobrança de direitos, o que permitirá que todas as empresas se adaptem à nova situação. • Apoio às empresas de menor dimensão da UE: A partir de agora, as pequenas e médias empresas da UE poderão beneficiar de procedimentos simplificados e do apoio de um serviço de assistência às PME, para que lhes seja mais fácil participar em inquéritos de defesa comercial. O serviço de assistência às PME será significativamente reforçado, para que as empresas mais pequenas consigam obter um apoio prático e conselhos por parte dos peritos da Comissão em matéria de

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podendo o aviso prévio ser ajustado para duas ou quatro semanas. ᧐

A Comissão irá igualmente reembolsar os direitos cobrados durante um reexame da caducidade, se esse reexame concluir pela cessação das medidas.

QUAL É A RELAÇÃO ENTRE ESTE PACOTE DE MODERNIZAÇÃO DOS INSTRUMENTOS DE DEFESA COMERCIAL E A NOVA METODOLOGIA ANTI-DUMPING INTRODUZIDA RECENTEMENTE PELA UE?

defesa comercial, por exemplo sobre as condições para a apresentação de uma denúncia de defesa comercial. Foram também aprovadas alterações concretas que tornarão mais fácil para as PME participarem em inquéritos de defesa comercial. Por exemplo, a Comissão publicará um guia em todas as línguas da UE sobre os seus instrumentos de defesa comercial. • Colmatar a lacuna relacionada com os produtos objeto de dumping expedidos em alto mar: as medidas de defesa comercial passarão também a ser aplicáveis aos produtos objeto de dumping ou de subvenções que são expedidos em alto mar na plataforma continental ou na zona económica exclusiva dos EstadosMembros, quando o consumo do produto seja significativo. Esta disposição vem colmatar uma lacuna importante na legislação em vigor. A Comissão irá adotar um instrumento técnico para aplicar plenamente esta alteração legislativa.

ESTAS ALTERAÇÕES IRÃO BENEFICIAR APENAS AS EMPRESAS TRANSFORMADORAS EUROPEIAS? As medidas de defesa comercial são geralmente uma faca de dois gumes, e esta iniciativa da Comissão foi concebida, desde o início, no interesse de todos os tipos de empresas, incluindo os importadores e os utilizadores a jusante. Tem, nomeadamente, as seguintes vantagens: ᧐ Uma maior transparência, em especial no que diz respeito aos direitos anti-dumping provisórios: será dado às empresas um aviso prévio de pelo menos três semanas. Esta medida está sujeita a revisão após dois anos,

Ambas as reformas têm como objetivo manter e melhorar a eficácia dos instrumentos de defesa comercial da UE à luz das alterações na economia mundial, mas abrangem aspetos diferentes. O pacote de modernização comercial aqui em causa é diferente da nova metodologia para o cálculo da margem de dumping. As alterações acordadas na modernização dos instrumentos de defesa comercial abrangem uma série de questões relativas à forma como os inquéritos de defesa comercial são realizados, nomeadamente a duração dos inquéritos, a melhoria das regras sobre o cálculo do preço não prejudicial e, por conseguinte, dos níveis do direito, e uma maior transparência, em especial no que respeita aos direitos provisórios, bem como o apoio às PME. A nova metodologia para calcular a margem de dumping diz respeito aos casos em que o país de exportação recorre a práticas que falseiam a concorrência na sua economia. Posto isto, ambas as reformas são igualmente importantes para assegurar a eficácia continuada dos instrumentos de defesa comercial da UE e manter condições de concorrência equitativas para a indústria da UE.

A REGRA DO DIREITO INFERIOR CONTINUA A SER APLICÁVEL? A regra do direito inferior demonstrou ser eficaz no passado e continuará a fazer parte dos instrumentos de defesa comercial da UE. No entanto, a regra foi adaptada para fazer face às distorções a nível das matériasprimas nos processos anti-dumping. Nos processos antissubvenções, o Parlamento Europeu e o Conselho seguiram a proposta da Comissão no sentido de aplicar as medidas ao nível da margem de subvenção. As subvenções falseiam o comércio de forma especialmente significativa. Não é aceitável que os exportadores beneficiem de subvenções contrárias às regras da OMC, em detrimento da indústria europeia.

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VIVER VIVER OO TEJO TEJO

Rota Vinhos do Tejo Beira Tejo e Tesouro Manuelino Viva todos os encantos desta Rota. Prove os nossos vinhos. Delicie-se com a nossa saborosa gastronomia. Visite monumentos e museus. Aprecie paisagens feitas de verde e água. Sinta o calor da sincera hospitalidade. As portas das adegas estão abertas por si.

Dia 1 - Beira Tejo

Quinta da Lagoalva de Cima

Quinta do Casal Branco

A Adega Cooperativa de Almeirim foi fundada em 1958, na cidade de Almeirim, região do Ribatejo. Cinquenta anos depois, é um dos maiores produtores de Portugal. Com cerca de 2.000 hectares de vinha, a capacidade de produção ronda os 23 milhões de litros por ano. A qualidade dos seus vinhos foi sempre a sua principal motivação. Todos os investimentos realizados em tecnologia para produzir, armazenar e engarrafar os vinhos têm o objetivo de manter os mais elevados padrões de qualidade. Os vários prémios conquistados vinhos asseguram um caminho certo.

Localizada a aproximadamente 2 km da Vila de Alpiarça, a Quinta da Lagoalva de Cima estende-se ao longo da margem sul do rio Tejo, com cerca de 5.500 hectares. Assegurada por uma longa tradição como produtora de vinho – já em 1888 o Duque de Palmela participou na Exibição Portuguesa de Indústria, com uma produção de 600 cascos de vinho – a Quinta da Lagoalva de Cima, dedica-se a outras actividades agrícolas características do Ribatejo, que vão desde a produção cerealífera e produção pecuária até à produção hortícola. As vinhas ocupam hoje cerca de 60 hectares e têm vindo a ser reestruturadas de forma a proporcionar a qualidade dos vinhos que produzem atualmente.

Mais de 660 hectares de terreno e uma tradição agrícola e vitivinícola, que ascende já a 200 anos, caracterizam esta propriedade que, desde 1775, se mantém na família Cruz Sobral. Pioneira em inovação tecnológica no Ribatejo, a quinta situada a poucos quilómetros de Almeirim sofre nova remodelação na sua adega de 1817 (a primeira a vapor da região), uma aposta pela qualidade que sempre marcou a sua produção. Na margem esquerda do rio Tejo, as vinhas que hoje ocupam 140 hectares e possuem uma idade média de 30 anos beneficiam do terroir franco-arenoso, compondo-se sobretudo por típicas castas portuguesas.

Casa Agrícola Paciência

Falua

A cerca de 50 minutos de Lisboa, vindo pela A-1, a Casa Agrícola Paciência fica em pleno centro da vila de Alpiarça, com uma adega instalada num pátio sombreado por limoeiros. Os 16 hectares de vinhas ficam a cerca de dois quilómetros, nelas se produzem as marcas Paciência, mais recentemente também o Paciência Cabernet Sauvignon, e Quinta do Chabouco, a partir das castas típicas da região, como fernão-pires e tália para os brancos e periquita e trincadeira preta para os tintos.

Há mais de 20 anos que João Portugal Ramos está ligado aos vinhos portugueses, primeiro como enólogo consultor de conhecidas marcas de vinho, e, desde 1992, como produtor engarrafador. O Alentejo foi a região eleita para produzir oa seus primeiros vinhos, mas de seguida nasce a Falua, que desde 2004 passou a ter novas e modelares instalações de vinificação e engarrafamento em Almeirim, apetrechadas com o mais sofisticado e moderno equipamento, que desde já o convidamos a visitar.

Adega Cooperativa de Almeirim

Quinta dos Patudos O Arquivo Histórico da Casa dos Patudos preserva um acervo documental legado por José de Mascarenhas Relvas (1858-1929). Por testamento lavrado em 1928, José Relvas legou a Quinta dos Patudos, a Casa, a coleção de arte, a biblioteca e o arquivo, ao Município de Alpiarça, impondo que a residência fosse conservada como museu e mantivesse a designação de Casa dos Patudos. Constatou-se que a Casa dos Patudos conserva um Centro de Documentação, que integra um arquivo documental, constituído por mais de 100.000 documentos. Uma parte da nossa história e das nossas artes, num local intimista e repleto de beleza.


Quinta da Alorna A história da Quinta da Alorna remonta ao século XVIII, e nela se entrelaçam gerações das várias famílias que aqui viveram, enriquecendo e beneficiando a propriedade. Falar da Quinta da Alorna, outrora Quinta de Vale de Nabais, é falar de memórias já antigas que de geração em geração vêm sendo relembradas à lareira de um solar que tantos donos já conheceu…É falar de batalhas e conquistas numa Índia distante, de derrotas e vitórias, de praças e prémios de sofrimento e louvor… Tempos de rajás, reis e poetas, tempos de políticos e exilados, de negociantes e agricultores tempos que nós homens de hoje aqui vivemos quando a olhamos, saboreando a lezíria a perder de vista.

Casa Cadaval Situada a cerca de 80kms, a norte de Lisboa, na margem esquerda do Rio Tejo, a Herdade de Muge pertence à família Álvares Pereira de Mello(Cadaval) há quase quatro séculos. A Casa Cadaval, pelo seu prestígio e pelas instalações que possui, as quais incluem uma loja do vinho equipada com sala de provas, apresenta igualmente condições únicas para o turismo do vinho, estando integrada na Rota dos Vinhos do Tejo. A paixão pela produção de vinhos aliada à tradição fazem da Casa Cadaval uma casa com história...

Fiúza & Bright A família Mascarenhas Fiuza é herdeira de uma tradição secular na viticultura e na produção de vinhos. Possuidora de vinhas situadas no Ribatejo, na região demarcada de Santarém, e plantadas com castas exclusivamente portuguesas, nomeadamente Touriga Nacional, Aragonês, Vital, Castelão e Fernão Pires entre outras. De parceria entre Joaquim Mascarenhas Fiuza, produtor de vinhos, e Peter Bright,

enólogo australiano, nasce a empresa Fiuza & Bright. Pioneiros na produção das castas francesas em Portugal, a elevada procura e o prestígio em Portugal faz com que, hoje em dia, sejam não só comercializados no mercado nacional como também no internacional.

Quinta do Casal Monteiro Considerada uma importante produtora da região certificada do Tejo, conhecida pela sua longa tradição vinícola e, especialmente, pela qualidade dos seus vinhos brancos. Produz e engarrafa produções limitadas de Vintages oriundos exclusivamente da nossa vinha de 56 hectares. A vinha está plantada sobre solo de aluvião argiloarenoso em plena Lezíria do Tejo. Este tipo de solo é único em Portugal e aliado às características do clima sub-Mediterrâneo, e à proximidade do rio, confere aos nossos Vintages uma identidade muito própria.

Dia 2 – Tesouro Manuelino

Casal das Freiras A vinha do Casal das Freiras (Quinta das Freiras) está no terreno que pertenceu a uma ordem religiosa, à Ordem de Cristo. Os vinhos Casal das Freiras vêm das videiras plantadas em solos ricos em argila e calcário, que crescem numa suave encosta virada para sul. As uvas, que são fermentadas por métodos tradicionais, produzem um vinho aromático que pode ser bebido cedo, mas que melhora com a idade.

Solar dos Loendros No centro de Portugal, na região Templária encontramos Tomar, uma cidade por onde passou a História, deixando joias do Gótico e Manuelino, entre outras, presentes no rico património monumental. A oeste da cidade, situa-se a Casa Agrícola Solar dos Loendros, numa área por tradição, com elevado potencial vinícola e cuja cultura da vinha se perde nos tempos numa prática ancestral, que chegou até ao momento numa lógica de sucessão familiar.

Casal da Coelheira Na primeira metade do séc. XX, a dedicação à produção agrícola de diversas culturas, fez com que nascesse um ambicioso projeto no Ribatejo. Esse mesmo projeto, é nos dias de hoje uma paixão familiar de três gerações, que cresce nas margens do rio Tejo, junto à Vila de Tramagal, e que se estende por uma área com cerca de 250 hectares, distribuídos entre vinhas e diversas culturas arvenses protegidas por uma pequena área de pinhal. A diversidade paisagística da exploração tem permitido a permanência de algumas espécies cinegéticas - a perdiz, o pato bravo, o javali e, muito especialmente, o coelho, espécie abundante que terá dado origem ao nome da propriedade - a Quinta do Casal da Coelheira.

Encosta do Sobral Há várias gerações que a família proprietária se dedica à cultura da vinha e do vinho. No seu início a produção era de cariz familiar e o excedente colocado no mercado local. Ao longo dos anos verificaram-se alterações com aumentos graduais de plantação de vinha, porém nos finais da década de 90, procedeu-se a uma reestruturação dos vinhedos. A Encosta do Sobral encontra-se implantada na região do Ribatejo, mais propriamente no concelho de Tomar. A sua situação geográfica encontra-se privilegiada pela sua paisagem sublime e singular, bem como pela história do concelho, património, tradições, usos e costumes.


EMPREENDEDORISMO E INOVAÇÃO

Compal lança a sua maior inovação dos últimos anos… A Compal acaba de lançar aquilo que definiu como a sua maior inovação dos últimos anos. Trata-se da nova gama Compal Summo, uma nova geração de sumos, apenas com polpa de fruta e sem base de concentrados. “Uma aposta de futuro que vem responder a uma mudança de paradigma dos consumidores face à saúde e ao consumo, resultante de uma maior procura e valorização do que é fresco e natural na alimentação e bebidas”, diz a marca sobre a nova gama, que vai buscar o seu nome ao latim, onde Summo é sinónimo de supremo. “Este é um lançamento especialmente relevante para a marca Compal. A natureza é perfeita e está acima de tudo e, todos os dias, a Compal trabalha para estar à sua altura. Sem adição de açúcares e, claro, sem corantes nem conservantes,

Compal Summo é o resultado da mestria de uma marca com mais de 60 anos de saber e de muitos meses investidos para encontrar as matérias primas e as receitas certas para um sumo superior. Experimentámos cerca de 50 combinações diferentes até chegarmos a este resultado do qual estamos muito orgulhosos e que teve as melhores avaliações de sempre da marca em estudos de consumidor. Compal Summo vem reforçar a superioridade qualitativa da marca Compal, o seu conhecimento em nutrição e o aumento da relevância de sumos sem adição de açúcares na marca. Por isso, à confiança que as pessoas têm na Compal retribuímos com a superação de uma novidade que irá ao encontro das expetativas mais exigentes no que toca ao sabor genuíno

a fruta”, refere Rodrigo Costa, diretor de marketing da Sumol+Compal para Portugal e Espanha. Compal Summo está disponível em quatro sabores - Pêssego, Pera, Laranja e Frutos Vermelhos - numa nova garrafa de vidro de 200 mililitros exclusiva para esta gama e numa embalagem Tetra Pak de 750 mililitros. O PVP recomendado para o Tetra 750ml é de 1,69 euros. Esta gama é a grande aposta de comunicação da marca Compal, com um plano suportado por TV, outdoor, ponto de venda e digital, entre outros meios, por uma rede de influenciadores digitais e por uma forte aposta em “sampling”.

i4.0: financiamento para formação de empresas

…e Gallo lança azeite 100% biológico A Gallo lança um azeite 100% biológico que marca a sua entrada no universo dos produtos biológicos. Gallo Azeite Bio é feito a partir de azeitonas selecionadas, fruto de agricultura biológica, criando um azeite virgem extra de elevada qualidade, para todos aqueles que procuram nas suas escolhas apoiar práticas sustentáveis. “Os portugueses procuram cada vez mais este tipo de produtos e fazem do biológico um verdadeiro estilo de vida. Sempre atenta às novas tendências do mercado, Gallo percebeu a necessidade de entrar neste segmento através de um produto tão

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nobre como o azeite”, refere Susana Costa, responsável de Marketing de Gallo. O azeite biológico Gallo permite reforçar a aposta na produção nacional e o desenvolvimento de parcerias com produtores locais. “É desta aposta contínua na qualidade e seleção de produtos naturais e autênticos que nasce este azeite. Acreditamos que, à imagem do que acontece com o restante portfólio, Gallo Azeite Bio se tornará também uma referência dentro do segmento”, acrescenta Susana Costa. Gallo Azeite Bio já está disponível por um PVP recomendado de 6,99 euros.

Está a decorrer, até 28 de dezembro, o prazo para submissão de candidaturas a um concurso que permite financiar projetos de formação de empresas, que estejam associados a investimentos em inovação e transferência de tecnologia, visando a adoção de tecnologia no domínio da Indústria 4.0. O Aviso n.º 22/SI/2017 - Projetos Autónomos de Formação, surge integrado no Eixo 3: Qualificação do programa Capacitar, que visa qualificar as pessoas e as organizações para responder aos desafios da 4.ª revolução industrial que é caracterizada pela introdução de sistemas ciberfísicos, inteli-

gentes e interligados, nos processos de produção, na cadeia de valor, na relação com o cliente e no modelo de negócio. Este sistema de incentivo visa financiar projetos de formação de empresas que estejam associados a investimentos em domínios como a inovação e transferência de tecnologia, a adoção de tecnologia no domínio da Indústria 4.0, a internacionalização ou a qualificação das empresas, de modo a potenciar o desenvolvimento de atividades produtivas mais intensivas em conhecimento e criatividade e com forte incorporação de valor acrescentado nacional.

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Web Summit renova programa de mentoria para mulheres A Web Summit 2018 vai voltar a contar com um programa de mentoria para mulheres. A cimeira tecnológica, que se realiza de 5 a 8 de novembro em Lisboa, renovou a parceria com a plataforma Booking. com para promover a igualdade de género através da iniciativa “Women in Tech”. Além da Web Summit, esta parceria também será válida para outros eventos da equipa liderada por Paddy Cosgrave. “Os dados mais recentes mostram que 90% das mulheres a trabalhar na área tecnológica em todo o mundo já sentiram discriminação de género no local de trabalho. Isto, em conjunto com a falta de mentores e a falta de modelos a seguir, são os três maiores obstáculos que impedem as mulheres de progredir nas suas carreiras na área da tecnologia”, destaca Gillian Tans, presidente executiva da Booking.com, citada em nota de imprensa enviada às redações.

A parceria com a Booking arrancou no final de abril, com o festival Collision, que junta as startups com maior crescimento, as empresas do ranking da Fortune 500, jornalistas e investidores; segue, em julho, a RISE, a maior conferência tecnológica da Ásia. Na Web Summit 2017, a iniciativa Women in Tech contou com cerca de 200 participantes e 60 mentores. Paddy

Cosgrave recorda que esta iniciativa tem reduzido a diferença de género na participação na cimeira tecnológica: nos últimos dois anos, o rácio mulheres/homens foi de 42%/58%. A Web Summit vai realizar-se pela terceira vez na FIL e no Altice Arena. A próxima edição vai decorrer entre 5 e 8 de novembro.

Crédito Agrícola premeia Empreendedorismo e Inovação no setor agrícola e florestal O Grupo Crédito Agrícola tem candidaturas abertas aos Prémios Empreendedorismo e Inovação 2018. O concurso é público e tem como objetivo selecionar, divulgar e premiar projetos de carácter inovador. É dedicado aos setores agrícola, agroindustrial e florestal. São aceites a concurso candidaturas nas seguintes categorias de “Produção e Transformação”, “Comercialização e Internacionalização” e “Desenvolvimento Rural”. Adicionalmente, para a presente edição do concurso há ainda uma outra categoria denominada “Inovação em Consórcio: Gru-

pos Operacionais”. Esta categoria destinase exclusivamente a Grupos Operacionais constituídos e financiados no âmbito da medida Grupos Operacionais do PDR2020, que serão identificados pela Rede Rural Nacional e convidados a participar neste concurso diretamente pela mesma entidade, não estando pois esta categoria aberta a concurso público, como as demais. Será ainda concedido um prémio de reconhecimento especial ao projeto de carácter inovador que, de entre os candidatos, se destaque dos demais e cujo(s) promotor(es) seja(m) Associado(s) do

Crédito Agrícola, denominado Projeto de Elevado Potencial promovido por Associado(s) do Crédito Agrícola. Esta é a 5.ª edição do Prémio Empreendedorismo e Inovação, que conta com uma parceria renovada entre o Crédito Agrícola, a INOVISA e a Rede Rural Nacional. As candidaturas estão abertas até 27 de julho, devendo os interessados consultar a página referente aos mesmos - http:// www.premioinovacao.pt/ - para mais informações ou submissão de candidaturas.

Candidaturas abertas ao Turismo Fundos para dinamizar territórios de baixa densidade Estão abertas as candidaturas ao Programa Turismo Fundos que disponibiliza 25 milhões de euros para operações de investimento imobiliário em territórios de baixa densidade, com vista a dinamizar o Investimento e a Criação de Emprego. As candidaturas decorrem até 31 de julho de 2018, no website da Turismo Fundos. O Programa destina-se a Pequenas e Médias Empresas cujos projetos de investimento traduzam a valorização

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económica dos ativos imobiliários através de atividades turísticas, ou outras relacionadas, que promovam o desenvolvimento, a dinamização e a sustentabilidade das economias locais e regionais. São fatores diferenciadores o contributo para a redução das assimetrias regionais e sazonalidade na procura dos territórios, para a valorização do património cultural e natural do país, assim como, para o desenvolvimento sustentá-

vel das comunidades locais e o grau de inovação do projeto a realizar. O Turismo Fundos pretende, assim, intensificar a sua intervenção através dos fundos de investimento que tem sob gestão, que permitem disponibilizar às empresas recursos financeiros imediatos, pela respetiva alienação dos seus ativos patrimoniais aos fundos e subsequente tomada de arrendamento.

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Alunos da EPSM na final do Young Business Talents No dia 8 de junho, duas equipas de alunos do curso de Técnico de Comércio da Escola Profissional de Salvaterra de Magos (EPSM) disputaram a final do concurso Young Business Talents (YBT). O YBT é um simulador empresarial que permite aos alunos praticar a gestão, tomando todo o tipo de decisões dentro de uma empresa. A função das equipas concorrentes é a mesma dos responsáveis pelas empresas: analisar, planear e controlar, fazendo uso desta sofisticada ferramenta que é o simulador. São definidos planos, constituídos por conjuntos de decisões, posteriormente introduzidas no simulador. Respira-se um autêntico ambiente empresarial… Das cinco turmas participantes pela EPSM no YBT, que teve início em setembro de 2017, a equipa Keydstars alcançou o 1º lugar em termos regionais. Já a equipa Corporis classificou-se em sétimo lugar da regional. Quatro das equipas da EPSM classificaram-se entre os nove primeiros lugares a nível regional.

As 15 melhores equipas da final recebem 200 euros cada uma. Já as 5 melhores recebem 500, 400, 300, 200 e 100 euros, respetivamente. Professores e escolas também têm direito a prémio! Para Sílvia Fernandes, “o MMT é um simulador adaptado ao nível das competências dos participantes desta iniciativa, sendo mesmo reconhecido como o mais completo, potente e real dos que existem

em contexto escolar”. A Diretora Pedagógica da EPSM reforça ainda que, “apesar do seu caráter informal, esta é uma atividade encarada com responsabilidade pelos alunos dada a proximidade com a realidade empresarial”. “Uma das principais mais-valias é desenvolver nos alunos um sentido de competitividade saudável, neste mundo cada vez mais exigente e desafiante”, termina Sílvia Fernandes.

Economia portuguesa está a afirmar-se nas áreas tecnológicas Portugal está a reforçar a componente tecnológica da sua economia “quer com empresas nacionais já reconhecidas por grandes investidores em projetos tecnológicos, quer com empresas tecnológicas internacionais que já abriram centros de excelência no País”, disse o Ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, numa declaração à imprensa na Califórnia. O Ministro, que acompanha a visita do Primeiro-Ministro aos Estados Unidos, acrescentou que “a afirmação internacional que Portugal fez com as empresas tecnológicas, o trabalho que realizou com as startups está já a dar frutos muito interessantes para a criação de emprego qualificado”. A abertura da unidade de formação e desenvolvimento de aplicações para o sistema operativo Android da Google em Portugal levará outras empresas da rede desta multinacional norte-americana a estudarem fixar-se no País. A Google abriu concurso internacional para mil vagas para esta unidade, até final do ano. Caldeira Cabral referiu que a Google começou por anunciar um investimento que criaria cerca de 500 postos de trabalho no País e que agora “avançou para o

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investimento na formação de quadros em Portugal para a parte das aplicações para Android - um segmento que está a crescer muito como ramo de negócio”. “Com esta linha, a Google está a atrair outras empresas que fazem parte do ecossistema e que trabalham com a Google. Estas mil pessoas que vão ser formadas pela Google - para ficarem como programadores em aplicações para Android irão reforçar quer a própria Google, quer as empresas do universo desta multinacional norte-americana”, disse. A formação da Google em produtos

Android “terá uma parte online e outra que será feita presencialmente. Uma parte poderá ser no Taguspark [em Oeiras] e outra em colaboração com instituições portuguesas, nomeadamente universidades e politécnicos”, disse. “O mais importante é a certificação que estas pessoas terão, já que ficarão colocadas com uma enorme empregabilidade. As empresas internacionais é isto que procuram. Procuram qualificações viradas para o mercado e que as capacitam para fazer novas soluções”, disse Manuel Caldeira Cabral.

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Maratona de 24 horas a idealizar e a realizar soluções tecnológicas regressa a Tomar Aconteceu nos dias 2 e 3 de junho, no Complexo da Levada, em Tomar, a segunda edição do CityHack, uma maratona tecnológica de 24 horas, promovido pelo Instituto Politécnico de Tomar e pelo Município de Tomar. Uma aplicação para otimizar o serviço e reduzir o tempo de espera em restaurantes, outra que encoraja as crianças a escolherem alimentação correta e exercício físico e outra para fomentar a participação cívica venceram o CityHack, em Tomar. A iniciativa, que decorreu nos dias 2 e 3 de junho no Complexo da Levada, em Tomar , juntou 75 jovens, reunidos em 16 equipas oriundas de 10 instituições de ensino superior de todo o país, que, numa maratona de 24 horas, procuraram soluções para as cidades em áreas como Saúde e Bem-Estar, Turismo e Cultura, Mobilidade, Eficiência Energética, Economia Local, Associativismo e Acção Social. Promovida pelos alunos do Mestrado em Engenharia Informática – Internet das Coisas, do Instituto Politécnico de Tomar (IPT), em parceria com o município tomarense, a iniciativa premiou uma aplicação multiplataforma na área de restauração que permite, entre outros, a seleção perso-

nalizada de pratos e a consulta do tempo de espera de atendimento. Em segundo lugar ficou uma aplicação móvel para o combate à obesidade infantil, em que “as crianças interagem e cuidam de um ‘avatar’ que partilha da alimentação delas” e que “encoraja a socialização e o exercício físico”, e em terceiro uma plataforma digital para divulgação da agenda política e participação cívica, afirma uma nota do IPT. As soluções apresentadas pelas equipas, sempre apoiadas por mentores, profissionais especialistas nas respetivas temáticas, foram avaliadas por um júri que analisou a integridade, eficiência, eficácia e a qualidade do projeto. As equipas vencedoras receberam prémios monetários no valor de 3500 euros, bem como diversos prémios oferecidos por alguns dos patrocinadores desta edição. Para Eugénio Pina de Almeida, presidente do Instituto Politécnico de Tomar, “é com enorme satisfação que nos associamos à promoção da segunda edição desta maratona tecnológica, um evento que consegue juntar em Tomar estudantes de ensino superior, oriundos das mais variadas zonas do país tendo como foco a procura de soluções para problemas concretos, sendo de realçar

as inúmeras empresas e entidades que se quiseram associar a este evento, reflexo do patamar de qualidade em que foi colocado”. A edição deste ano contou com o apoio de empresas e entidades como a Critical Software, Noesis, Outsystems, SoftInsa, Santander Totta, Compta, Extreme, Maxicópia, Tagus Valley, Bons Sons, Next Solution e Tuk Lovers. Anabela Freitas, Presidente da Câmara Municipal de Tomar, considera por seu lado que “depois do êxito da edição inaugural, esta será mais uma oportunidade para que a cidade templária demonstre que continua aberta ao futuro e preparada para articular da melhor maneira o seu legado patrimonial com os novos desafios do mundo em que vivemos, revelando igualmente a importância da relação cada vez mais profunda entre o Município e o Instituto Politécnico”. No plano da responsabilidade social, a comissão organizadora deste Hackaton, alunos do curso de mestrado em Engenharia Informática - Internet das Coisas do IPT, associou-se à Cáritas de Tomar, para uma campanha de recolha de alimentos, tendo todos os participantes do City Hack sido convidados a participar.

Ourém e Santarém lideram na criação de empresas em junho No passado mês de junho, os concelhos de Ourém e Santarém foram campões regionais no que diz respeito à constituição de empresas, concluiu a NERSANT - Associação Empresarial da Região de Santarém na análise mensal que faz a esta variável. No total, foram criadas 79 sociedades no mês de junho, no distrito de Santarém. Ourém e Santarém, cada concelho com 13 sociedades criadas no mês de junho, são os territórios que mais empresas criaram no período analisado, estando, por isso, empatados no primeiro lugar do pódio. Em segundo lugar está co concelho de Benavente, com 8 socieda-

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des criadas e em terceiro, o concelho de Tomar, com 7 sociedades criadas. Cartaxo é o concelho que se segue na tabela, com a criação de 6 sociedades, seguido de Abrantes, Rio Maior e Torres Novas, que apresentaram em junho a criação de 5 sociedades em cada um dos concelhos. Almeirim, Salvaterra de Magos, Coruche e Entroncamento criaram 3 empresas cada, sendo que Vila Nova da Barquinha criou, em junho, duas empresas. Com uma empresa criada em cada concelho, surgem no final da tabela os concelhos de Ferreira do Zêzere, Alcanena e Golegã. Os concelhos de Alpiarça, Chamus-

ca, Constância, Mação e Sardoal não apresentaram, em junho, criação de empresas. Relativamente aos setores de atividade, destaque para o comércio por grosso (9), comércio a retalho em outros estabelecimentos não especializados (6), construção de edifícios (5) e restaurantes tipo tradicional (5).

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Ministro discute posição de Portugal sobre programa de investigação e inovação da UE O Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, reuniu-se com a comunidade de portugueses a trabalhar na área da investigação e da inovação, designadamente na Comissão Europeia e outras instituições comunitárias, no dia 5 de junho, em Bruxelas. O encontro visou promover o debate acerca das estratégias e orientações nacionais a seguir tendo em vista o estímulo da investigação e da inovação no espaço europeu e no âmbito do futuro Programa Horizon Europe, o próximo Programa Quadro para a Investigação e Inovação da Comissão Europeia, para o período 2021-2027. O encontro realizou-se na sede da Representação Portuguesa na União Europeia sob o tema “Os desafios futuros da inovação em Portugal no contexto Europeu: um olhar sobre a próxima década”, sendo organizado pela Portugal Network - Grupo Inovação. A Portugal Network reúne os portugueses que se encontram em Bruxelas e o Grupo Inovação reúne sobretudo cidadãos nacionais que trabalham na área da investigação e da inovação em instituições

comunitárias e nas várias entidades que com elas se relacionam como organizações não governamentais, empresas, consultoras, media, entre outras. Sobre o futuro Programa Horizon Europe, o Ministro Manuel Heitor apresentou a posição de Portugal para o processo de discussão em curso, que está resumida no documento intitulado “Sobre o futuro Programa Quadro da Investigação e Inovação: Horizon Europe – Breve súmula sobre a posição de Portugal”. A posição de Portugal inclui, entre outros aspetos, a necessidade de: • Reforçar a componente de apoio a atividades de investigação colaborativa inclusivas e abertas a toda a Europa (Open collaborative research), avaliadas em termos de mérito relativo ou absoluto; • Garantir uma estratégia de convergência efetiva alargada a toda a Europa, estimulando oportunidades de “excelência para todos”, de forma “inclusiva” e de modo a melhor distribuir o apoio a atividades de I&D por toda a Europa e

evitar a concentração do investimento no centro-norte da Europa, que potencia os fluxos unidirecionais de talentos das periferias para o centro da Europa; • Exigir uma melhor articulação entre as regras de aplicação de fundos estruturais e mecanismos de coesão com as regras do Programa Horizon Europe, para reduzir a burocracia e estimular e remover barreiras à co-utilização de fundos do FEDER e do Horizon Europe para apoiar o emprego científico e outras medidas de capacitação (por exemplo, infraestruturas científicas), associados ao desenvolvimento de criação de valor social e económico.

Garrafeira Panorama Drinks abre novo espaço em Abrantes A Garrafeira Panorama Drinks acaba de inaugurar na cidade de Abrantes, um novo espaço. “Sentimos necessidade de procurar um espaço maior e criar um conceito inovador, onde as Tapas e Vinho são os principais elementos de diferenciação”, divulgou a empresa à Ribatejo Invest numa nota informativa. O novo espaço pretende, para além de poder fazer as suas compras habituais na nossa Garrafeira, dar a oportunidade ao cliente de aqui também degustar os vinhos e iguarias no espaço da cafeteria. Para a concretização de mais este investimento, a Panorama Drinks teve necessidade de aumentar os postos de trabalho, tendo contratado para o efeito mais quatro novos colaboradores, que estão responsáveis pelo atendimento ao cliente cafeteria. Para além das tapas e vinho, a copo ou garrafa, a cafetaria dispõe também de cerveja, café, pão quente, alguns bolos e salgados. “E porque o Verão convida

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a petiscos, a intenção é alargar a nosso cardápio”, referiu ainda a empresa, no comunicado que remeteu à Ribatejo Invest. A inauguração deste novo espaço, situ-

ado na Rua Raimundo da Mota, no nº110 (mesmo em frente à casa do Benfica de Abrantes), aconteceu no dia 5 de junho, com a presença de alguns dos clientes, parceiros e amigos.

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Louça biodegradável e comestível vence 1.º concurso de bio-ideias de negócio... Pratos rasos, fundos e tigelas biodegradáveis, bem como palhetas para mexer o café biodegradáveis e comestíveis, é a aposta dos empreendedores Pedro Cadete e Luís Simões, que lhes valeu o primeiro prémio do concurso de bio-ideias de negócio realizado pela NERSANT - Associação Empresarial da Região de Santarém e pelo Agrocluster Ribatejo, ao abrigo do projeto Bio-Ware.

N

a sua estratégia “Bioeconomia A Inovação para o crescimento sustentável”, a EU estabelece o rumo para uma economia sustentável e eficiente na utilização de recursos. Reconhecendo-se a forte ligação da região de Santarém à terra e aos recursos biológico, considera-se existir um enorme potencial na região em torno da Bioeconomia e da sua utilização inteligente para o desenvolvimento de soluções inovadoras, com base em recursos biológicos e renováveis. Neste sentido, a NERSANT e o Agrocluster, ao abrigo de um projeto de promoção da bioeconomia - o Bio-Ware -, dinamizaram na região o I Concurso de Bio-Ideias de Negócio, que recebeu candidaturas entre 28 de fevereiro e 30 de março. A concurso receberam-se dezenas de ideias de negócio com forte componente biológica e sustentável, e que foram apresentadas em sessão de júri na Startup San-

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tarém no dia 11 de maio. As propostas de negócios foram avaliadas, tendo os membros do júri, composto por representantes da NERSANT, Agrocluster, Associação Eco Parque do Relvão, Sociedade Portuguesa de Inovação e Instituto Politécnico de Santarém, chegado a um veredicto, que foi conhecido no dia 17 de maio, na Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Santarém. O júri decidiu atribuir o primeiro prémio do concurso ao projeto “Louça Biodegradável + Palhetas de Mexer o Café Biodegradáveis e Comestíveis”, dos promotores Pedro Cadete e Luís Simões. O projeto, através de uma técnica patenteada de prensagem de farelo de trigo, prevê a representação e comércio em Portugal de pratos rasos e fundos, tigelas, que são biodegradáveis em 30 dias. Também as palhetas para café são objeto deste projeto, sendo as mesmas, desta feita, constituí-

das de materiais orgânicos como o amido de milho, fibras vegetais e aromas, bem como outros ingredientes neutros, que permitam que a mesma não se dissolva durante o uso, nem adultere o sabor do café. Estas palhetas, além de biodegradáveis, são também comestíveis. Com a atribuição do primeiro prémio por parte da NERSANT e do Agrocluster, os promotores vão agora receber uma bolsa monetária no valor de 1000 euros para a concretização da ideia, bem como apoio técnico, integração num programa de aceleração e ainda a incubação física do negócio na Startup Santarém. O segundo prémio no âmbito do concurso foi atribuído a Rodolfo Silva, com o projeto Silva Farmer Frutis. Neste caso, a ideia é aproveitar a “fruta feia” (fruta com qualidade alta mas com baixo consumo devido ao seu aspeto), para produção de Kits saudáveis, com brinde, por forma a

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despertar o interesse de consumo de fruta “saudável” nas camadas mais jovens. Apoio técnico, 500 euros para a concretização da ideia, participação em programa de aceleração e incubação física na Startup Santarém, é o resultado deste segundo lugar no pódio. Quanto ao terceiro lugar, o mesmo foi atribuído a Licínio Neto, pela candidatura com o projeto “Rosefood - Edible flowers bouquets”, cujo produto consiste na venda de ramos de flores comestíveis, com certificação biológica e garantia alimentar. No

caso, o empreendedor receberá 250 euros em prémios para a concretização da ideia, apoio técnico, participação no programa

de aceleração e incubação da empresa na Startup Santarém. De referir que o concurso de bio-ideias de negócio – denominado Acelerador de Bio-ideias – teve como objetivo desafiar a comunidade empreendedora a apresentar ideias para a conceção e comercialização de bioprodutos ou bio-serviços, estimular a geração e o aproveitamento de ideias em torno do desenvolvimento de projeto colaborativos e potenciar o desenvolvimento de bio-ideias de negócio.

…E boia luminosa biodegradável para pesca noturna vence o 2.º Todos somos conhecedores dos problemas de poluição dos nossos rios e mares. Na realidade, não é de todo invulgar assistirmos na televisão a notícias relacionadas com a morte de algumas espécies de peixes, não só devido à ingestão de enormes quantidades de plástico, mas também devido a doenças que advém do nível de poluição das águas. Manuel Seixas, Rafaela Freitas e Adriana Luz, os promotores do projeto MARLight, candidatado ao segundo concurso de bioideias de negócio do Bio-Ware, pensaram numa solução para ajudar a resolver esta questão. Criaram um produto substituto dos atuais starlights usados em pesca noturna, que para além da cápsula em plástico ou outro material que demora anos a deteriorar-se, ainda têm no seu interior químicos necessários à produção de luz. “Assim, a nossa ideia tem como principal foco o desenvolvimento e produção de starlights biológicos - MARlights - com um invólucro de biomateriais biodegradáveis, sem apresentar consequências negativas para o ambiente e organismos que nele habitam, e ainda serem capazes de emitir uma luz biológica através de reações bioluminescentes com o uso de enzimas específicas”, relataram os promotores. De facto, a ideia de negócio convenceu o júri do segundo concurso de bio-ideias levado a cabo pela NERSANT e pelo Agrocluster Ribatejo no âmbito do Bio-Ware, tendo o projeto sido anunciado no dia 27 de junho, na Startup Santarém, como o grande vencedor. Carlos Lopes de Sousa, Presidente da Direção do Agrocluster Ribatejo, entregou à equipa o diploma que assinala esta conquista, que lhes vai valer 1000 euros para a implementação do negócio, um ano de apoio técnico para a concretização do negócio e incubação física na Startup Santarém. Em segundo lugar, ficou classificado o projeto desenvolvido por Marlon Muniz da Silva, que consiste na valorização de Lig-

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nina, um polímero natural biodegradável presente nos materiais vegetais, junto a celulose e hemicelulose, responsável por conferir rigidez, e que, transformado através de nanotecnologia, permite gerar um produto para várias aplicações em polímeros e outros materiais, conferindo-lhes um carácter biodegradável. O terceiro prémio foi atribuído ao projeto de Ana Rita Santos - Sweet Hummus - que consiste numa pasta de grão-de-bico com chocolate, ideal para barrar no pão e acompanhar com fruta, entre outros. Pretende ser um produto feito a partir de ingredientes de agricultura biológica, vegan, sem gluten, sem lacticínios e sem açúcares refinados. O segundo e terceiro lugar do concurso vão receber, respetivamente, 500 e 250 euros para a implementação do negócio e apoio técnico e incubação física durante 3 meses. As ideias de negócio candidatas foram analisadas em sessão de júri que decorreu no dia 22 de junho na Startup Santarém. Representantes da NERSANT, Agrocluster Ribatejo, Associação Ecoparque do Relvão, Instituto Politécnico de Santarém, Instituto

Politécnico de Tomar e Sociedade Portuguesa de Inovação, analisaram e votaram as melhores bio-ideias de negócio. Os prémios foram entregues na Conferência de Bioeconomia realizada ao abrigo do projeto Bio-Ware, que se realizou no dia 27 de junho na Startup Santarém, e onde esteve em destaque o tema Food Defense. O projeto Bio-Ware - Programa de Sensibilização para a Bieconomia, visa a promoção da inovação e do empreendedorismo de forma a melhorar a comercialização dos resultados científicos associados à Bioeconomia “Verde” (Agroflorestal) e à Bioeconomia “Branca” (aplicações industriais e ambientais). O projeto centra-se no estudo e disseminação de informação sobre a bioeconomia, compreende ações de sensibilização e informação que contribuam para a concretização de projetos inovadores de bioeconomia que possam ser desenvolvidos no seio das fileiras estratégicas da região. Ambos os concursos foram realizados ao abrigo deste projeto, que conta com o financiamento do FEDER, através do COMPETE 2020.

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Empreendedorismo NERSANT

Melhor Ideia de Negócio do EmpreEscola vence Concurso Regional de Ideias de Negócio da região Centro Em abril, a NERSANT – Associação Empresarial da Região de Santarém deu a conhecer, numa cerimónia no Entroncamento, as melhores ideias de negócio do Médio Tejo, no âmbito do EmpreEscola - Vive o Empreendedorismo. A ideia de negócio vencedora – um projeto de biocouro, desenvolvido pela Escola Secundária de Alcanena – acaba de se sagrar vencedora no Concurso Regional de Ideias de Negócio nas escolas da região Centro.

E

ucalygrape Leather, foi assim a Melhor Ideia Empresarial do Médio Tejo no âmbito do EmpreEscola e é agora a vencedora no Concurso Regional de Ideias de Negócio nas escolas da região Centro, promovido pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC). O projeto que convenceu o júri de ambos os concursos, visa a produção de um couro antialergénico a partir de bagaço de uva e extratos de eucalipto, de modo a reduzir a utilização de químicos nocivos à saúde humana. Incorpora assim o conceito de bioeconomia, uma vez que se trata, objetivamente, da produção de um biocouro totalmente inovador, economicamente viável e ambientalmente sustentável. Foi no dia 7 de junho que a CCDR promoveu a quinta edição do “Concurso Regional de Ideias de Negócio nas escolas”, na Universidade da Beira Interior, na Covilhã, de onde saiu vencedora a Escola Secundária de Alcanena com o seu Eucalygrape Leather. De facto, esta já não é a primeira vez que uma ideia do EmpreEscola / Médio Tejo vence este concurso, uma vez que já em 2014 a Melhor Ideia de Negócio do projeto dinamizado pela NERSANT – Showerbag, da Escola Profissional de Ourém – foi também a melhor ideia do concurso da CCDR. O júri foi composto por representantes de entidades públicas e privadas regionais, com reconhecido mérito na área empresarial e promoção do empreendedorismo na

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região. Foi tido em consideração o grau de inovação, a exequibilidade, o impacte para o território, a estruturação e o desenvolvimento de cada ideia de negócio apresentada. Nesta edição, o júri foi formado por Anabela Dinis (Pró-reitora da UBI), António Correia (ex-Presidente da Câmara Municipal de Peniche), Manuel Assunção (ex-Reitor da Universidade de Aveiro) e José Pedro Moura (Empresário Book in Loop). Competiram no Concurso Regional de Ideias de Negócio nas escolas da região Centro, oito ideias de negócio que representam cada uma das Comunidades Intermunicipais da Região Centro. O projeto Eucalygrape Leather concorreu pela Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, no âmbito da dinamização do EmpreEscola – Vive o Empreendedorismo, que contou com a NERSANT para a implementação do projeto.

2.º PRÉMIO DA FCT-NOVA CHALLENGE Os finalistas do concurso FCT NOVA Challenge foram conhecidos na cerimónia de entrega de prémios no dia 8 de Junho, pelas 14H00, no Grande Auditório da FCT NOVA (Campus de Caparica). O projeto Eucalygrape Leather arrecadou o 2.º prémio, no total de 5.000 euros. De referir que o FCT-Nova Challenge tem como objetivo promover nos jovens estudantes do Curso Científico-Humanístico de Ciências e Tecnologias do Ensino Secundário o interesse pelo conhecimento científico, proporcionar a interação entre os jovens e investigadores, bem como estimular o aparecimento de talentos na área das Ciências, Tecnologias e Engenharia. Pretende-se ainda fomentar entre os jovens um espírito competitivo são, o trabalho em equipa e a sua criatividade através da realização de projetos/trabalhos científicos inovadores.

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Framboesas biológicas são a aposta da Nutrix Há muito que José Gonçalves acalentava o sonho de que, quando se reformasse, se iria dedicar à agricultura. Porém, a vontade de uma mudança profissional levou-o a antecipar esse projeto. “E pensei, esperar porquê?”, recorda hoje este empresário, que sem qualquer formação agrícola decidiu há dois anos mudar a sua vida e investir na agricultura biológica, juntamente com um sócio-investidor. Surgiu assim a Nutrix, uma startup que se dedica à produção de framboesas, em modo biológico.

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opção por este fruto vermelho, explica José Gonçalves, justificou-se por ser um produto que estava em franco crescimento no mercado e que tinha uma rentabilidade interessante. Na verdade, o crescimento da fileira dos frutos vermelhos (framboesa, amora, mirtilo e groselha) em Portugal tem sido notória. A área de produção tem aumentado e, em 2016, estes frutos foram os que mais pesaram nas exportações de frutas em Portugal, com 117 milhões de euros. Em segundo lugar, no ranking das exportações, com 81 milhões de euros em vendas ficou a laranja e, em terceiro lugar, a pera rocha, cujas exportações chegaram aos 71 milhões de euros. “Tudo indicava que as framboesas fossem uma boa aposta, o que se está a confirmar. Talvez a aposta mais arriscada tenha sido fazer isto de modo biológico”, contou José Gonçalves à Ribatejo Invest. Na agricultura biológica, não se recorre à aplicação de pesticidas nem a adubos químicos de síntese, nem ao uso de organismos geneticamente modificados. Para os produtores, os principais desafios neste tipo de agricultura residem no combate às pragas e insetos e na nutrição das plantas. “O portfólio de produtos de nutrição que nós temos à nossa disposição é muito menor quando comparado com o que têm os agricultores da agricultura convencional, uma vez que os grandes players mundiais do setor investem muito

Tudo indicava que as framboesas fossem uma boa aposta, o que se está a confirmar.” 40

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José Gonçalves da Nutrix menos no desenvolvimento de produtos para agricultura biológica”, lamenta este empresário. Já no que se refere ao combate às pragas e insetos, estes agricultores têm de encontrar outras armas, já que não podem usar pesticidas e herbicidas convencionais. “Por exemplo, se nós tivermos um problema com um inseto na nossa exploração, provavelmente vamos andar 3 ou 4 semanas a combater aquela praga, com um inseto auxiliar que vai ajudar a combater o inseto prejudicial, numa luta puramente biológica. Na agricultura convencional pulveriza-se um inseticida e aquilo fica resolvido ao fim de umas horas”, explica. São diversas as situações onde a produção biológica difere da agricultura convencional. “Se tivermos necessidade de reduzir o pH do solo, adicionar-se-ia na agricultura convencional, um ácido na água de rega, com um custo reduzido. Em agricultura

biológica aplicamos, por exemplo, casca de pinheiro, envolvendo-a manualmente no solo. Esta operação tem um custo várias vezes superior à solução convencional”, esclarece. Os custos de produção da agricultura biológica são, por isso, normalmente mais elevados e a produtividade poderá ser menor, o que contribui para que os produtos biológicos sejam mais caros, de forma a compensar esta diferença. Apesar de tudo, os produtos biológicos

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são cada vez mais procurados pelos consumidores. Quer seja por questões de saúde, por preocupações ambientais, ou simplesmente pela adoção de um estilo de vida mais saudável, a verdade é que os produtos biológicos têm vindo a ganhar cada vez mais protagonismo junto das cadeias de distribuição, potenciando assim o negócio da agricultura biológica. No entanto, a produção e rotulagem de produtos biológicos nos mercados da UE está sujeita a um rigoroso processo de certificação. A marca visível é o logótipo da União Europeia de utilização obrigatória em produtos biológicos de produtores europeus, logótipo que pode ser acompanhado por logótipos nacionais ou privados.

Aumentar produção é o objetivo

A Nutrix tem sede social na Startup Santarém, sita no largo Infante Santo, 2005-246 Santarém.

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As framboesas biológicas da Nutrix são o exemplo do sucesso deste tipo de produtos. A produção da primeira campanha foi toda vendida e, “se mais houvesse, mais vendíamos”. Na campanha de Outono, a Nutrix fez um acordo com um distribuidor que trabalha exclusivamente com produtos biológicos e que assegura o escoamento de toda a produção. “Considerámos que era mais vantajoso, porque nos libertava de toda a logística da distribuição, pois ainda não temos dimensão para assegurarmos a nossa própria logística. A empresa apresentou uma candidatura ao PDR 2020, há mais de um ano, mas não obteve qualquer resposta até este

momento. “Corremos o risco de avançar com este investimento sem ter o resultado da candidatura”, lamenta José Gonçalves. Daqui em diante, adianta este empresário, o objetivo é aumentar a área de produção, que é neste momento de 1 hectare. “Não tencionamos produzir em modo convencional, nem proceder à transformação, nem produzir outro fruto”. Para já, a equipa da Nutrix, sempre reforçada por altura das colheitas (duas por ano) está já a trabalhar na primeira colheita no ano. A segunda acontecerá só no Outono. Por isso, e numa próxima ida ao supermercado, aproveite para procurar as framboesas biológicas da Nutrix.

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EMPREENDEDORISMO E INOVAÇÃO Secretária de Estado da Indústria apoia projeto da NERSANT e do Município de Ourém

Startup Ourém vai nascer ainda este ano Foi assinado dia 20 de junho, entre a NERSANT - Associação Empresarial da Região de Santarém e o Município de Ourém, o protocolo de colaboração para a criação da Startup Ourém, estrutura de apoio ao empreendedorismo que terá como objetivo atrair e instalar neste concelho, novos projetos empresariais. A Secretária de Estado da Indústria, Ana Teresa Lehmann, esteve presente na cerimónia e aplaudiu a iniciativa.

A

assinatura do documento aconteceu durante as comemorações do feriado municipal de Ourém, pela mão da Presidente da Direção da NERSANT, Maria Salomé Rafael, e do Presidente do Município Oureense, Luís Albuquerque, que oficializaram assim a parceria para a criação da Startup Ourém. Maria Salomé Rafael enfatizou na sua comunicação aos presentes, o dinamismo do Município de Ourém em apostar no empreendedorismo e referiu que a NERSANT tudo fará para que este espaço seja mais um sucesso, à semelhança daquilo que tem acontecido com a Startup Santarém. “Somos uma associação com largos anos de experiência ao nível do apoio ao empreendedorismo. Dispomos de uma equipa técnica altamente especializada no acompanhamento a projetos empresariais e temos números que nos indicam que a taxa de insucesso das novas empresas criadas com o apoio da NERSANT é significativamente inferior à média nacional.

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Apenas 8% das empresas criadas com o nosso apoio não conclui 2 anos de atividade, enquanto que a média nacional de mortalidade destas empresas, é de cerca de 48%”, referiu a Presidente da Direção da NERSANT, acrescentando que só com um acompanhamento técnico especializado é possível chegar a estes resultados. “A NERSANT não só apoia todo o processo de constituição da empresa, como acompanha o negócio nos primeiros anos de atividade”, referiu. O Presidente da Câmara Municipal de Ourém, Luís Albuquerque, afirmou que a Startup Ourém pretende “reforçar o seu papel no apoio aos agentes económicos do concelho, e aos que nele se pretendam instalar, facilitando-lhes toda a colaboração de forma a assegurar o desenvolvimento crescente e sustentado dos seus projetos numa fase inicial, contribuindo assim positivamente para o fortalecimento socioeconómico do concelho” e informou que é intenção dos promotores que a mesma arranque “ainda este ano”.

A assistir à assinatura do protocolo, esteve na primeira fila a Secretária de Estado da Indústria, Ana Teresa Lehmann, convidada pelo Município de Ourém para inaugurar o Espaço Empresa da cidade, uma das atividades previstas no programa das comemorações do Dia do Município. A representante do Governo discursou logo após a assinatura do protocolo entre a NERSANT e a Câmara Municipal de Ourém, tendo-se mostrado bastante agradada com a cooperação entre as duas entidades. “São projetos de cooperação desta natureza que fazem a diferença na hora de apoiar o desenvolvimento da economia, pelo que felicito a Associação Empresarial e o Município por este passo dado em prol do empreendedorismo. Tenho a certeza que este projeto resultará em prósperos negócios para o concelho de Ourém”, referiu, acrescentando ainda que a Secretaria de Estado e os organismos que coordena “estão desde já ao dispor da NERSANT e do Município de Ourém para apoiar esta iniciativa”.

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Somos uma associação com largos anos de experiência ao nível do apoio ao empreendedorismo. Dispomos de uma equipa técnica altamente especializada no acompanhamento a projetos empresariais e temos números que nos indicam que a taxa de insucesso das novas empresas criadas com o apoio da NERSANT é significativamente inferior à média nacional.” Maria Salomé Rafael Presidente da Direção da NERSANT

Com a assinatura deste protocolo, a Startup Ourém terá como funções dinamizar o empreendedorismo através do apoio a empreendedores que queiram criar a sua empresa, e do desenvolvimento de iniciativas nas escolas do concelho para promover uma cultura empreendedora, prestar aconselhamento e apoio técnico aos empreendedores e às empresas do concelho de Ourém nas mais diversas áreas, disponibilizar espaço para a instalação de empresas recém-constituídas ou em fase de desenvolvimento, criar um canal facilitado para processos de licenciamento de cariz empresarial e desenvolver ações para atração de novos investidores, em particular investimento externo. Cabe ao Município encaminhar para a NERSANT os novos projetos empresariais que pretendam fazer uma primeira instalação, bem como aqueles que pretendam expandir a sua atividade, para que esta associação possa, no quadro das suas funções e competências específicas, e através do sua equipa técnica especializada, apoiar o desenvolvimento da ideia de negócio e / ou do projeto empresarial, garantindo o seu crescimento sustentável nos primeiros anos de atividade Para além disso, a NERSANT compromete-se ainda a realizar ações de informação e prestar apoio técnico diversificado às empresas instaladas, com vista à superação de necessidades sentidas, a disseminar junto das empresas existentes ou a criar ideias de negócio que visem promover

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o investimento no concelho, a estruturar possíveis candidaturas conjuntas no

São projetos de cooperação desta natureza que fazem a diferença na hora de apoiar o desenvolvimento da economia, pelo que felicito a Associação Empresarial e o Município por este passo dado em prol do empreendedorismo. Tenho a certeza que este projeto resultará em prósperos negócios para o concelho de Ourém.” Ana Teresa Lehmann Secretária de Estado da Indústria

âmbito do Quadro Comunitário – Portugal 2020, a realizar ações de formação para colaboradores das empresas do concelho, de acordo com as necessidades destas e dentro das que se encontram disponíveis no seu Plano de Formação, a disponibilizar elementos da sua equipa técnica para atendimento personalizado a todos os empreendedores do concelho que assim o pretendam, a manter o Município informado sobre a evolução de todos os processos acompanhados, através do acesso a uma plataforma de gestão da informação e da realização de reuniões regulares entre as respetivas equipas técnicas e a coordenar o desenvolvimento de iniciativas conjuntas, nomeadamente eventos e projetos. De referir que a Startup Ourém vai ser instalada no ex-Edifício do CRIO - Centro de Recuperação Infantil Ouriense, sito na Praceta Professor António de Oliveira, 2490 Ourém, após a realização das obras necessárias à adaptação do espaço. Também o Núcleo NERSANT de Ourém, atualmente situado no Centro de Negócios daquela cidade, deverá deslocar-se para este espaço.

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Cristal ganha prémio na China… A Cristal, marca portuguesa desde 1939, produzida pela empresa do Entroncamento Comtemp – Companhia dos Temperos, Lda., foi nomeada para o Prémio SIAL Inovação Shangai 2018, numa das maiores feiras alimentares da Ásia. Numa nota remetida pela Comtemp, a empresa explica que “é com muito orgulho que comunicamos que o Molho Barbecue com Vinho Licoroso Tradicional Português

…e também na Holanda Também em maio, a Comtemp esteve presente em outra feira internacional, desta vez a PLMA 2018, que decorreu dias 29 e 30 de maio, em Amsterdão, tendo a sua participação tido como objetivo apresentar a atual gama e novos produtos que estarão disponíveis no mercado até final do ano. De acordo com a empresa, a Cristal deu a provar, durante a realização da feira, os seus vinagres e novos molhos que foram muito bem aceites pelo público devido às suas características diferenciadoras. “Nesta feira demostrou-se mais uma vez que os produtos portugueses são de grande

(vinho do Porto) Cristal, foi distinguido pelo Grande Júri da SIAL China 2018, com o Prémio Finalista”, tendo sido um dos 10

vencedores de um conjunto de 447 produtos apresentados. “Este galardão reforça a força da marca CRISTAL que há mais de 80 anos tempera Portugal”, foi ainda divulgado no comunicado, que explicou ainda que o Grande Júri da SIAL é constituído por várias personalidades, entre elas, chefs e críticos gastronómicos. O prémio foi atribuído aquando da presença da empresa na SIAL China 2018, que decorreu em Shangai, entre os dias 16 e 18 de maio. A empresa integrou, no certame, o stand da Portugal Foods.

qualidade”, anunciou a Comtemp. O certame não poderia ter corrido melhor para a empresa do Entroncamento. O Vinagre Balsâmico de Romã Biológico, CRISTAL SELEÇÃO de 250ml, foi premiado pelo Grande Júri da PLMA “World of Private Label” 2018, na categoria “New Product Expo”. “A Cristal tem vindo sempre a apostar na diversidade, inovação e qualidade dos produtos, para reforçar continuamente a sua presença no mercado”, fez saber a empresa em comunicado, afirmando ainda que estes prémios internacionais têm sido “o resultado deste trabalho”. A Ribatejo Invest congratula a Cristal

pela atribuição dos prémios e deseja os maiores sucessos à empresa. De referir que a marca Cristal é produzida no Entroncamento, na Comtemp - Companhia dos Temperos, Lda., especialista na produção de vinagres, molhos, condimentos e vinhos frisantes e espumantes. A empresa é certificada pelas normas BRC, IFS, ISO 9001 e ISO 14001.

Fravizel apresentou máquina para trabalho com quartzitos no Brasil A Fravizel, empresa situada em Pé da Pedreira, Alcanede (Santarém), participou entre os dias 7 e 10 de junho, em mais uma edição da Vitoria Stone Fair, certame realizado no Brasil de referência para o setor de rochas ornamentais na América Latina e no mundo. Este ano, a Fravizel levou ao certame uma novidade, anunciou a feira no seu portal oficial. Trata-se de uma máquina de fio extensível com rastros (MFER). De acordo com Inês Frazão, gestora de marketing da Fravizel, “é uma máquina de fio de esteira que trabalha em cima da prancha. A partir daí, são realizados todos os passos necessários para esquadrejar a bancada, como mover, alinhar e cortar sem a necessidade de outra máquina”. A profissional explicou ainda que o equipamento possui estrutura extensível que se adapta à bancada com até 8 metros de largura e 3 metros de altura, sendo o processo de corte semelhante a

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um corte vertical de monofio. Estiveram ainda em exposição no certame outros equipamentos tais como máquinas de fio, de perfuração e patolas. “Quisemos aproveitar a feira para mostrar as inovações tecnológicas que a Fravizel traz constantemente para o mercado de rochas ornamentais, a exemplo da máquina de perfuração (MPL de 3 e 4 martelos), que hoje é a mais requisitada da frente de pedreira para esquartejar as pranchas”, disse também Inês Frazão. A presença da

Fravizel na Vitoria Stone Fais prendese ainda com a vontade da empresa desenvolver o mercado brasileiro. “O evento é uma oportunidade para realizar negócios presenciais, avaliar os produtos e serviços, trabalhar ferramentas de marketing, ampliar as ações e lançamentos de produtos, fortalecendo parcerias e perspetivar novos mercados”, disse Inês Frazão, acrescentando que a Fravizel pretende ainda “focar-se no mercado brasileiro, muito direcionado atualmente para os quartzitos. Inclusive, desenvolvemos máquinas de fio, no intuito de atender esse nicho de mercado”, pontua a profissional. A Fravizel é uma empresa de Engenharia Metalomecânica com 30 anos de história. Desenvolve e fabrica equipamentos de terraplenagem (baldes, ripers, patolas, engates rápidos, etc.) e máquinas para pedreiras, floresta e indústria em geral (máquinas de perfuração e de corte por fio diamantado, etc.).

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“Este é um excelente momento para estreitar as relações” com a Roménia “Este é um excelente momento para estreitar as relações” entre Portugal e a Roménia, “quer do ponto de vista bilateral, quer no âmbito da União Europeia, onde habitualmente partilhamos a mesma visão de uma Europa que assegure a paz, que fomente a prosperidade e que reforce a coesão entre os diferentes países”, afirmou o Primeiro-Ministro António Costa numa declaração conjunta com a Primeira-Ministra da Roménia, Vasilica-Viorica Dancila. A Roménia prepara-se “para assumir, dentro de poucos meses, a presidência da União Europeia” (no primeiro semestre de 2019), “num momento muito desafiante para a União Europeia, com a conclusão das negociações para a saída do Reino Unido (Brexit), o orçamento europeu plurianual, a consolidação da reforma da Zona Euro e as questões migratórias”. É, por isto, “muito importante que esta presidência romena seja coroada de um grande sucesso”. É uma presidência que vai ocorrer “já no quadro da próxima presidência portuguesa, que terá lugar em 2021”, tendo apresentar à presidência romena o programa tripartido da Alemanha, de Portugal e da Eslovénia “para dar sequência ao próximo trio de presidências”, referiu o Primeiro-Ministro. A Primeira-Ministra Vasilica-Viorica Dancila referiu que na reunião “falámos sobre os desafios aos quais devemos responder relacionados com o Brexit, sobre a União Europeia pós-Brexit, os desafios que surgem, como a proteção das fronteiras, a imigração, a juventude, a Defesa, mas também sobre as políticas tradicionais como a política agrícola comum ou a política de coesão”. “Fiquei muito contente por verificar a opinião comum sobre dossiês europeus muito importantes e chegámos à conclusão que temos de manter uma cooperação muito boa para que a UE seja reforçada após o Brexit. Conversámos sobre o quadro financeiro plurianual e notei que temos abordagens comuns sobre a alocação de verbas em domínios muito importantes para os dois países”, disse a Chefe do Governo romeno.

RELAÇÃO BILATERAL O Primeiro-Ministro homenageou a comunidade romena

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em Portugal, que”é hoje a quarta comunidade estrangeira mais importante a residir”, destacando o estreitamento das relações entre os dois povos “com o contributo que muitos romenos dão para o desenvolvimento do nosso País, aqui vivendo, trabalhando, estudando”, na sua declaração, após uma reunião de trabalho entre os dois Chefes de Governo, em Lisboa. António Costa referiu que as relações entre os dois países têm uma longa história, tendo celebrado 100 anos em 2017, sendo Portugal e a Roménia cada vez mais parceiros mais sólidos, o que “tem permitido desenvolver as relações bilaterais do ponto de vista económico e do ponto de vista cultural”. “A assinatura a que aqui assistimos, destes acordos entre instituições científicas portuguesas e romenas e de cooperação no domínio da saúde entre Portugal e a Roménia são uma marca simbólica da

vontade que temos de continuar a desenvolver e a estreitar estas relações”. Dos três acordos de cooperação assinados, um é entre os Ministérios da Saúde dos dois países para cooperarem em matérias como os recursos humanos, a troca de boas práticas a política do medicamento, os planos de emergência e a e-saúde. O segundo é entre a Universidade de Lisboa e a Universidade de Medicina e Farmácia de Tirgu Mures. O terceiro é entre o Instituto Superior Técnico e o Instituto Nacional de Investigação e Desenvolvimento para a Física e Engenharia Nuclear Horia Hulubei na área da física nuclear para desenvolvimento do projeto de infraestrutura de Luz Extrema, uma iniciativa europeia que visa criar o laser mais potente do mundo. A Primeira-Ministra da Roménia destacou o reforço das relações bilaterais, referindo nomeadamente a “criação de um roteiro de cooperação intergovernamental entre a Roménia e Portugal”. Vasilica-Viorica Dancila sublinhou a criação de um grupo de trabalho para o «intercâmbio de boas práticas, para que também a Roménia chegue a uma percentagem igual à de Portugal» na absorção dos fundos europeus. «”Exprimi admiração pela forma como Portugal garantiu a absorção dos fundos europeus”, disse ainda.

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Investimento no regadio e na floresta desperta interesse de empresários californianos O Primeiro-Ministro António Costa convidou alguns dos maiores empresários californianos do setor agroalimentar, vários dos quais lusodescendentes, a conhecerem as potencialidades económicas resultantes do alargamento da área de regadio de Portugal, num jantar no Vale de Napa (Napa Valley), na Califórnia, Estados Unidos, onde esteve de visita de 10 a 16 de junho. “Temos uma elevada área por explorar na zona do Alqueva. Com o novo plano nacional de regadios vamos alargar até 2022, significativamente, as áreas de exploração que podem atrair importantes investimentos no Alqueva, no centro e norte do País”, disse. António Costa referiu que o investimento direto estrangeiro no regadio nacional está em acelerado crescimento, sendo Portugal atualmente o terceiro maior produtor de concentrado de tomate e o quinto de azeite, acrescentando que “somos um País com boas infraestruturas e com uma população jovem fluente em inglês”. “Temos também o grande desafio da reforma da floresta, em relação ao qual precisamos de novos investidores com uma visão empresarial do setor florestal e da sua exploração”, disse ainda.

MERCADOS EUROPEU E LUSÓFONO O presidente da Agência Externa para o Comercio Externo Português, Luís Castro Henriques, afirmou que o investidor agroalimentar californiano “vai sentir-se em casa” no Alqueva, onde vão encontrar as grandes extensões de terreno a que estão habituados.

O presidente da AICEP disse também que Portugal não é só um mercado de 10 milhões de habitantes, mas também a porta de entrada para o mercado europeu de 500 milhões de consumidores e tem relações privilegiadas de cooperação com os países de expressão portuguesa.

AS MELHORES ROLHAS DE CORTIÇA No quarto dia da sua visita aos Estados Unidos, terceiro dia na Califórnia, o PrimeiroMinistro visitou também a fábrica da Corticeira Amorim, um dos maiores investimentos portugueses nos Estados Unidos. António Costa referiu que “fornecemos a generalidade do mundo com as melhores rolhas de cortiça, sendo que a Amorim é a principal produtora. Num mercado tão importante como o norte-americano, não podia deixar de estar aqui”. A Amorim “é um excelente exemplo de como as relações económicas portuguesas com os Estados Unidos podem ter dois sentidos”, “e podem ser também relações económicas onde a indústria agroalimentar tem um papel importante”, acrescentou. A fábrica, que trabalha desde 2012, fornece anualmente cerca de 350 milhões de rolhas ao mercado do vinho norte-americano. O diretor da fábrica referiu que todo o equipamento de máquinas da empresa é produzido em Portugal, fazendo a impressão das marcas das diferentes companhias nas rolhas por laser. A corticeira está também a estudar a produção de novas rolhas de abertura fácil, que

não precisam de ser retiradas das garrafas por um saca-rolhas.

UMA CALÇADA PORTUGUESA Durante a manhã, o Primeiro-Ministro inaugurou a Praça Cascais, na pequena cidade de Sausalito, que passou a ter uma zona em calçada portuguesa. A presidente da Câmara de Sausalito, Joan Coxx, salientou que as tradições portuguesas são anteriores à própria fundação da cidade, dando como exemplo as festas açorianas do Espírito Santo. O Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, fez o paralelo entre Cascais e Sausalito, referindo “a boa qualidade de vida e a hospitalidade”. “A comunidade portuguesa residente em Sausalito deu um inegável contributo para o desenvolvimento da região. Os membros da comunidade estão presentes nos setores mais dinâmicos”, acrescentou.

PRIORIDADE ÀS STARTUPS Na noite anterior, António Costa convidara

Portugal pode ser “segunda casa” para empresas americanas no mercado europeu O Primeiro-Ministro António Costa convidou os empresários norte-americanos com investimentos no Reino Unido a escolherem Portugal para manterem presença no mercado da União Europeia, após o Brexit, na abertura da conferência “Estados Unidos e Portugal: uma parceria para a prosperidade”, realizada no dia 4 de junho, em Lisboa. O Primeiro-Ministro referiu que Portugal passará a ser o País da União Europeia geograficamente mais próximo dos EUA após a saída do Reino Unido da UE. António Costa disse que embora “muitas empresas norte-americanas, a exemplo de muitas outras exteriores à União Europeia, desejem continuar no Reino Unido” após

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ao Brexit, não desejam, contudo, sair do mercado europeu. “Não desejando sair da União Europeia, essas empresas necessitam de encontrar uma segunda casa que lhe permita manter a sua presença na União Europeia. A todos esses [empresários] quero dizer que Portugal oferece dois em um: A possibilidade de continuarem no Reino Unido; e a possibilidade de não saírem da União Europeia ao investirem em Portugal”, sublinhou. O Primeiro-Ministro disse também que o porto de Sines pode ser uma porta de entrada para o gás natural liquefeito norte-americano na União Europeia, constituindo um importante fator de segurança energética

para a Europa. “Temos todas as condições para desempenhar esse papel de estreitamento de relações no mundo transatlântico - e essa cooperação vai seguramente reforçar-se com o Brexit”, disse António Costa. O Primeiro-Ministro afirmou “neste momento em que nem tudo corre da melhor maneira” entre os Estados Unidos e alguns dos seus amigos e aliados – devido à imposição de tarifas alfandegárias às importações de aço e alumínio da União Europeia, México e Canadá – “é também importante que a longa amizade” entre Portugal e Estados Unidos “seja animada por boas notícias de cooperação e de estreitamente de relações”.

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uma plateia de especialistas em negócios de startups a investir em Portugal: “Temos um vibrante ecossistema de negócios e a prioridade do Governo é apoiar as startups”, disse, acrescentando: “Venham, não só para nos visitar, mas também para investirem e trabalharem connosco”. O Primeiro-Ministro, que apresentou as vantagens competitivas de Portugal para os investidores em projetos tecnológicos, apontando os exemplos da Google e da Cisco, anunciou também que Lisboa será a primeira cidade da Europa do Sul a ter uma ligação aérea direta com São Francisco, através da TAP, a partir de 2019, após uma reunião com os responsáveis do Banco de Silicon Valley. O Ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, apresento as vantagens competitivas de Portugal, referindo a existência de boas infraestruturas e de uma “reconhecida boa qualidade de vida”. “Somos um País que tem orgulho da sua abertura ao exterior, no comércio, na vida social ou na cultura”, disse.

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CV Tradeinvest lança Diretório de Empresas exportadoras A Cabo Verde Tradeinvest, agência de Promoção ao Investimento e Exportação, lançou uma plataforma digital que vai permitir às empresas exportadoras de Cabo Verde inscreverem-se num Diretório de Empresas e Prestadores de Serviço. O objetivo é divulgar o mercado nacional de uma forma rápida e célere junto dos investidores e exportadores. Integrado nas atividades do Plano Estratégico da agência e no Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável (PEDS) do Governo, o Diretório de Empresas e Prestadores de Serviço tem a missão de apoiar o tecido empresarial cabo-verdiano interessado em produzir bens e serviços. Este será um veículo para prestação de informações, facilitação de contactos, propiciando ou promovendo parcerias a nível nacional e internacional. Nesse sentido, a Cabo Verde Tradeinvest pretende conhecer e dar a conhecer ao mundo as empresas cabo-verdianas,

com a disponibilização de informação completa de todos os agentes de um mercado cada vez mais exigente em padrões de profissionalismo e competência. O Diretório de Empresas consiste numa ferramenta alojada no site da Cabo Verde Tradeinvest em www.cvtradeinvest.com, no qual a inscrição pode ser realizada através da colocação de dados no seu correspondente formulário. A plataforma vai permitir a publicidade e a apresentação gratuita das empresas, produtos e serviços de Cabo Verde, organizados de acordo com a área de negócio na qual se integram. Será feita a disponibilização dos contactos, localização, serviços prestados e outras informações relevantes das empresas inscritas com o fim de fazer desta plataforma um meio de contacto internacional dos produtos e serviços nacionais, melhor apresentando o país e as suas oportunidades.

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Comissão Europeia propõe novas regras para ajudar as empresas a transferirem as suas atividades para outro país A proposta apresentada pela Comissão Europeia estabelece procedimentos comuns a nível da UE que definirão a forma como uma empresa pode transferir-se de um país da UE para outro, fundir-se com uma empresa de outro país da UE ou cindir-se em duas ou mais novas entidades em países diferentes. Em conformidade com o importante acórdão do Tribunal de Justiça Europeu, as empresas poderão mudar a sua sede de um Estado-Membro para outro através de um procedimento simplificado. As novas regras relativas às transformações e cisões transnacionais incluirão medidas específicas que ajudarão as autoridades nacionais a combater os abusos. As operações de transformação deste tipo incluirão salvaguardas efetivas contra montagens abusivas que visem contornar as regras ficais, prejudiquem os direitos dos trabalhadores ou afetem os direitos dos credores ou dos acionistas minoritários. Caso isso aconteça, o Estado-Membro de origem porá termo à operação antes que mesmo de a mudança de sede ter lugar. As regras nacionais atualmente em vigor variam muito de Estado-Membro para Estado-Membro ou impõem obstáculos administrativos excessivos, o que desencoraja as empresas de procurar novas oportunidades por receio de uma burocracia excessiva. Da mesma forma, em caso de mudança de uma empresa para outro país, os interesses dos empregados, dos credores e dos acionistas minoritários também não estão suficientemente protegidos. As novas regras integram-se nos esforços da Comissão para a construção de um Mercado Único mais equitativo, complementando outras iniciativas recentes para

reforçar as regras em matéria de destacamento de trabalhadores e lutar contra evasão e fraude fiscal, bem como a proposta da Comissão relativa a uma Autoridade Europeia do Trabalho. Ao mesmo tempo, as novas regras permitirão às empresas mudarem de país ou reorganizarem-se sem complexidades jurídicas desnecessárias e com menores custos em todo o Mercado Único. A Comissão estima que as poupanças para as empresas atingirão 12 000 a 19 000 euros por operação e um total de 176 a 280 milhões de euros num período de 5 anos.

CRIAÇÃO DE EMPRESAS EM LINHA Atualmente, só em 17 Estados-Membros é possível proceder em linha a todas as formalidades necessárias para registar uma empresa. Ao abrigo das novas regras, as empresas poderão, em todos os EstadosMembros, registar-se, criar novas sucursais ou juntar documentação ao registo comercial em linha. A passagem ao digital aumentará a eficiência e diminuirá os custos de constituição de uma empresa: • O registo em linha exige em média cerca de metade do tempo e pode ser até 3

vezes mais barato do que os formatos tradicionais com base no papel; • Graças ao registo e à apresentação de documentos em linha ao abrigo das novas regras, as empresas da UE poderão poupar entre 42 e 84 milhões de euros por ano; • O “princípio da declaração única”, incluído na proposta, evitará a necessidade de apresentar repetidamente as mesmas informações a diferentes autoridades durante o ciclo de vida de uma empresa; • Todas as partes interessadas poderão consultar informações mais completas sobre as empresas, de forma gratuita, nos registos comerciais. A fim de evitar as fraudes e os abusos, as autoridades nacionais poderão beneficiar das informações fornecidas pelas suas congéneres no que respeita aos administradores proibidos de exercer funções e continuarão a poder exigir uma presença física dos proprietários da empresa quando existam suspeitas fundadas de fraude. Além disso, poderão exigir a intervenção no processo de determinados organismos, como um notário.

AICEP visitou empresas do Cartaxo O Presidente da AICEP, Luís Castro Henriques, esteve recentemente no Cartaxo a visitar empresas exportadoras. A Verso Move, empresa de transformação automóvel, e a Green Apple, empresa de mobiliário, são empresas exportadoras com produtos de alto valor acrescentado. A Verso Move é reconhecida no mercado pela elegância e conforto na produção de viaturas para transporte de cavalos, enquanto a Green Apple,

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que se diferencia através da qualidade e Design, já exporta para mais de 40 países. O Presidente da AICEP participou, ainda, no seminário Cartaxoinvest, no ValleyPark. “As empresas que visitámos esta manhã são exemplos do que de melhor se faz em Portugal. Hoje em dia já competimos com os melhores em todo o mundo e temos de continuar a investir na qualidade e inovação”, referiu Luís Castro Henriques.

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Luiz Oosterbeek, Professor Coordenador do IPT, Presidente do ITM

“Coordenamos projetos de dimensão internacional, e pensamos que isso pode ajudar as empresas” O Instituto Terra e Memória é um centro criado por iniciativa do Instituto Politécnico de Tomar e da Câmara Municipal de Mação, que desenvolve projetos em mais de 14 países, coordenando redes internacionais nos domínios da arqueologia, património, gestão territorial e dinamização de iniciativas que articulem o ensino superior com as entidades públicas, empresas e outras instituições, a partir do contributo específico das ciências humanas. Falámos com Luiz Oosterbeek, Professor Coordenador do IPT, Presidente do ITM e responsável da recém-criada Cátedra UNESCO de Gestão Cultural Integrada do Território. O que levou à criação do Instituto Terra e Memória em Mação? Fala-se muito em parceria entre o ensino superior e outras estruturas da sociedade, mas os modelos operacionais para o fazer, em Portugal, são pouco eficientes. O Ensino Superior só é verdadeiramente útil se formar quadros em contexto de investigação, aplicada ou fundamental. E, para o fazer, as suas instituições precisam de uma plena autonomia que assuma a investigação como base (a geração de conhecimento novo) e o ensino como oportunidade (de reforço do capital humano). Mas a gestão do ensino superior em Portugal, há muitos anos, assume o ensino como foco principal, e isso tem levado à sua perda crescente de interesse social, e a uma baixa produtividade. Porquê? As instituições públicas são as únicas com recursos humanos e técnicos para realmente gerarem esse conhecimento, mas não possuem real autonomia, desde logo financeira, para mudar esta realidade. Por isso, as maiores criaram alguns institutos ou fundações autónomos, e facilmente

Espero que com a NERSANT possamos construir dinâmicas mais ambiciosas em Portugal.” 50

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Luiz Oosterbeek, Professor Coordenador do IPT, Presidente do ITM se percebe que o que de mais interessante se produz para a sociedade ocorre nesse âmbito. O ITM foi criado para fazer face a este bloqueio orgânico, a partir de exemplos internacionais, e teve o apoio e aconselhamento de responsáveis de diversas instituições, ligadas por exemplo ao Conselho da Europa e ao CYTED. O ITM é uma instituição privada? Ele é de direito privado, mas é orientado

exclusivamente numa perspetiva pública. Desde logo pela ligação à população de Mação, através de uma imersão profunda na comunidade, valorizando os seus conhecimentos tradicionais e colaborando com o conjunto de apostas educativas e culturais, que envolvem o agrupamento de escolas, a biblioteca, a universidade sénior e outras atividades, o que levou a UNESCO a reconhecer Mação no âmbito da Rede UNESCO de Cidades da Aprendizagem.

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Encontrámos em Mação não apenas lideranças com uma aguda visão estratégica, mas também uma enorme estabilidade e consenso na comunidade, que evidencia que é o conjunto da população que entende a necessidade de novos caminhos.” Mas, também, abraçando no seu interior não apenas o IPT e o Município, mas outras universidades (como a da Extremadura de Espanha ou UNESC do Brasil), associações e empresas. Além disso, Mação, com o IPT e o ITM, é hoje um polo do Centro de Geociências da Universidade de Coimbra, uma antena do Conselho Internacional de Filosofia e Ciências Humanas, o centro de reflexão do programa internacional sobre gestão de territórios de baixa densidade demográfica, um centro de formação avançada com estudantes de mestrado, doutoramento e pós-doutoramento (com o Centro de Estudos Politécnicos de Mação – o IPT acolhe em Mação dois programas de Mestrado Erasmus Mundus, e colabora com um dos apenas 10 doutoramentos Erasmus Mundus que a Comissão Europeia aprovou)…e é tudo isto, junto, que explica a criação de uma cátedra UNESCO em gestão territorial, confiada ao IPT e envolvendo mais de 30 universidades, associações e empresas de quatro continentes. Mas como é que o ITM se articula com as empresas, uma vez que disse que o seu foco são as ciências humanas e a sua perspetiva é a de uma entidade pública? Um dos males da nossa sociedade é pensar que a relação entre as ciências empresariais, as engenharias e as humanidades é apenas de tipo aritmético: juntam-se “coisas” que se pensa serem diferentes. Mas não é assim: a vida é uma relação em que procuramos satisfazer necessidades através de determinados recursos (o que chamamos de logística), inventando novas soluções inteligentes (o que chamamos de engenharia) em função de um conjunto de valores que resultam de relações culturais desenvolvidas ao longo do tempo (o que chamamos de filosofia e humanidades). É uma relação algébrica e não arimética.

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O ITM é, nesse plano, um “aproximador”. Dou-lhe o exemplo do que fazemos para a relação entre a Europa e o Brasil: em 2008 a Comissão Europeia criou um programa “Cultura Brasil”, que apoiou 7 projetos, e o único que tinha empresas associadas e gerou relações que duram até hoje, foi coordenado pelo IPT, tendo a ideia de ITM nascido aí. Em 2012, o ITM e o IBIO do Brasil coordenaram a mesa-redonda no Rio de Janeiro sobre Gestão do Território, durante a Rio+20, com a Confederação Nacional da Indústria do Brasil e várias grandes empresas brasileiras. Em 2012-13 o único projeto do chamado “Ano Portugal-Brasil” que envolveu a AIP foi coordenado pelo ITM. Coordenamos hoje projetos de dimensão internacional, e pensamos que isso pode ajudar as empresas. Por isso procuramos a colaboração com a NERSANT. Não é muito claro como podem as humanidades ser úteis para o desenvolvimento empresarial, que se apoia antes de mais na inovação tecnológica… As humanidades são a base da criatividade, da criação de valor acrescentado pela história (por exemplo a proposta que fazemos de criação de um laboratório de arqueobotânica que apoie a criação de produtos de alto valor acrescentado), da governança e estabilidade (que se baseiam na confiança e na convergência entre visões distintas). As humanidades iniciam, consolidam e valorizam negócios. Mas devo confessar que neste plano o ITM tem sido muito mais bem sucedido noutros países do que em Portugal, onde há por vezes um entendimento superficial desta relação, tantas vezes reduzida a cartões postais para turistas de ocasião. Uma economia sólida e resiliente é outra coisa, e espero que com a NERSANT possamos construir dinâmicas mais ambiciosas em Portugal, também. O que é o programa de gestão integrada de territórios de baixa densidade demo-

gráfica e que importância pode ter para as empresas? Ainda não é um programa, mas vai ser. O ITM tem hoje uma participação forte nas redes que discutem com as equipas técnicas da UNESCO, de que são exemplo a Conferência Mundial das Humanidades e o projeto UNESCO de ciência da sustentabilidade. Estamos a ajudar a criar centros similares ao de Mação na África Ocidental e no Brasil, sempre em contextos de baixa densidade, que não é um problema português. Se há espaços que carecem de empreendedorismo, e que são oportunidades para novos negócios de futuro, são estes. O projeto atual, mais do que identificar dificuldades, ajudará a tipificar estratégias, nelas se incluindo as oportunidades de negócio. O turismo é uma, claro, mas irá morrer se não for acompanhada por outras. E, mais uma vez, a parceria com a NERSANT é crucial. Há oportunidades diretas no domínio empresarial? Sim, há todo o campo das humanidades digitais, por exemplo, em que curiosamente a Europa e os próprios EUA estão a começar a ficar para trás, enquanto já estamos a trabalhar em velocidade de cruzeiro com empresas asiáticas. Mas o IPT está muito atento a esta dimensão, com empresas que se começam a polarizar em Tomar. Porque é que escolheram Mação? De alguma forma, foi a dinâmica de Mação que nos escolheu. Encontrámos em Mação não apenas lideranças com uma aguda visão estratégica, mas também uma enorme estabilidade e consenso na comunidade, que evidencia que é o conjunto da população que entende a necessidade de novos caminhos. Mação é hoje apontado como o modelo a seguir em diversos contextos noutros países, mas é um projeto que não é só de Mação, pois temos colaborado com a CIMT e com outras autarquias do País, e gostaríamos de ir mais longe.

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INTERNACIONALIZAÇÃO

Fuso eCanter chega ao Reino Unido e à Holanda O Fuso eCanter, a nova Canter híbrida da Mitsubishi, acaba de chegar ao Reino Unido e à Holanda. O veículo, produzido na fábrica do Tramagal, Abrantes, para a Europa e América do Norte, já circula, desta forma, nos mercados da Alemanha, no Reino Unido, no Japão, nos Estados Unidos e na Holanda.

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Mitsubishi acaba de lançar no mercado do Reino Unido e da Holanda, a sua carrinha híbrida, a Fuso eCanter, produzida na fábrica do Tramagal, Abrantes. A circulação do modelo aconteceu no Reino Unido em março, percorrendo já as estradas de Londres pela mão das empresas DPD Group, Hovis e Wincanton PLC, que acreditam que esta “a nova eCanter, por ser especialmente pensada para a distribuição urbana, desempenhará um papel de extrema importância nas suas operações, especialmente no que diz respeito a questões de sustentabilidade e proteção ambiental”. Marc Llistosella, Presidente e CEO da MFTBC e Head da Daimler Trucks Asia, afirmou, a propósito da introdução da eCanter no Reino Unido, que “depois do lançamento em Nova Iorque, Tóquio e Berlim, sentimo-nos orgulhosos por poder realizar a entrega da eCanter totalmente elétrica a clientes visionários em Londres. Por ser uma alternativa livre de emissões e silenciosa, a eCanter é a solução ideal para uma entrega urbana sustentável. Mas não nos ficamos por aqui. Tendo acesso à vasta rede global da Daimler, estamos empenhados em cooperar e apoiar os governos locais na construção de um ecossistema ‘E’, incluindo as infraestruturas necessárias para facilitar o crescimento de sistemas de distribuição amigos do ambiente. Estamos ansiosos por poder vir a trabalhar com cidades

A Fuso eCanter chegou ao Reino Unido em março e à Holanda em maio.” 52

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como Londres para criar um ambiente urbano mais ecológico e sustentável no Reino Unido”, disse. Já Mike Belk, Managing Director da Mercedes-Benz & Fuso Trucks UK, afirmou que este foi “um dia histórico para as operadoras de transportes de Londres. Os camiões totalmente elétricos já não são ficção científica – nós, na Daimler, já os fabricamos sob a marca FUSO e agora podemos entregá-los a clientes com grande reconhecimento. É com grande prazer que desenvolvemos a nossa relação com a DPD, a Hovis e a Wincanton desta forma, pois são empresas que acreditam claramente que a Fuso eCanter é uma opção viável para o seu negócio de distribuição urbana”. Quem esteve também presente na cerimónia de entrega da eCanter foi a

Ministra dos Transportes britânica, Jesse Norman. Na ocasião, a responsável do Governo Britânico referiu que “as emissões dos veículos pesados representam um dos maiores desafios ambientais que enfrentamos no setor do transporte” e que “o desenvolvimento destes veículos da Daimler que operam com zero emissões nas áreas urbanas, reduzindo a poluição e o ruído, dá-nos uma perspetiva emocionante”. Da mesma forma, a Mitsubishi está já a garantir a distribuição da eCanter para o mercado holandês, tendo os primeiros 12 camiões elétricos ligeiros sido entregues a operadores holandeses no final de maio. Os veículos e-Canter, com peso bruto de 7,5 toneladas, vão estar ao serviço de entidades como os correios, PostNL, e

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dos operadores logísticos Albert Heijn, Cornelissen Groep e o Technische Unie, assim como o maior fornecedor online de produtos alimentares Bidfood. Relativamente aos Países Baixos, os Fuso e-Canter vão substituir veículos idênticos com motor de combustão. O baixo ruído e as emissões locais nulas como também o aumento da sustentabilidade das frotas foram os principais fatores que levaram as empresas a escolher o camião elétrico da marca japonesa, detida pela Daimler. A autonomia elétrica de 100 quilómetros permite satisfazer as necessidades operacionais de distribuição urbana. Os veículos podem ser carregados durante a noite com carregadores de corrente alterna ou com corrente contínua, dependendo da disponibilidade de infraestrutura. Com um carregador rápido, as baterias podem voltar a recuperar a sua carga em cerca de 90 minutos. Depois do início de produção no Tramagal em julho de 2017, e após o lançamento global em Nova Iorque em setembro, foram várias as empresas a chegar-se à frente para poder contar com a solução elétrica da Fuso – casos da UPS nos EUA, a Yamato e 7-Eleven no Japão, ou a DHL, DB Schenker, Rhenus e Dachser na Alemanha. A Ribatejo Invest, que marcou presença na cerimónia de lançamento da eCanter na fábrica do Tramagal, deseja as maio-

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res felicidades à Mitsubishi, sabendo, de antemão, que esta solução será um sucesso não só nestes, mas noutros mercados que ainda estão por chegar.

FUSO ECANTER Fuso Canter E-Cell ou apenas Fuso eCanter possui um motor elétrico síncrono permanente com uma potência de 185 kW e um binário de 380 Nm. As baterias de iões de lítio, arrefecidas a água, têm uma capacidade de 70kWh, permitindo uma

autonomia de mais de 100 quilómetros. Previstos estão igualmente conjuntos de baterias individuais que podem ir de três a seis conjuntos, cada uma com 14 kWh, permitindo à eCanter uma maior versatilidade, capacidade e adaptabilidade às necessidades dos seus futuros utilizadores. O novo modelo disponibiliza várias opções de carregamento com 80% de capacidade em uma hora com corrente contínua numa estação de recarga rápida ou 100% em sete horas com corrente alternada.

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INTERNACIONALIZAÇÃO

Ribatejo tem potencial de exportação de 2,5 mil milhões de euros para a Colômbia A NERSANT - Associação Empresarial da Região de Santarém, tem disponível para as empresas do Ribatejo, um conjunto de documentos de apoio à exportação para diversos mercados. Um dos mercados analisados é o da Colômbia, país para onde as empresas da região têm um potencial de exportação de 2,5 mil milhões de euros.

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e acordo com o documento, são muitas as áreas de negócio com potencial de exportação para a Colômbia, num total de 72 produtos. No entanto, a secção que apresenta um maior número de produtos com potencial de exportação é a secção XVI, referente a Máquinas e aparelhos, material elétrico, e suas partes aparelhos de gravação ou de reprodução de som, aparelhos de gravação ou de reprodução de imagens e de som em televisão, e suas partes e acessórios, onde constam 23 produtos e um valor de mercado potencial de 326 milhões de euros. Destaque para quatro produtos com um mercado potencial acima dos 20 milhões: armários, arcas, vitrinas, balcões e móveis para produção de frio; pás mecânicas, escavadoras, carregadoras e pás carregadoras, autopropulsionadas; máquinas e aparelhos para misturar ou amassar substâncias minerais sólidas, incluídos os pós e pastas e quadros e painéis para distribuição de energia elétrica. De referir ainda que há nesta secção exportações provenientes de Santarém no valor de 180 mil euros. Outra das secções em evidência é a VI, referente aos produtos das indústrias químicas ou das indústrias conexas. Nesta secção foram identificados

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10 produtos com um mercado potencial de 228 milhões de euros, sendo que os produtos em que o valor de mercado potencial é mais alto são os inseticidas, as preparações tensoativas, as tintas de impressão e os pigmentos de coloração sintéticos. Em termos de valor de mercado potencial a secção que apresenta o valor mais alto é a XVII, referente a Material de Transporte, com 865 milhões de euros de mercado potencial, repartidos entre 6 produtos. De referir que três produtos representam mais de 90% do valor total: automóveis de passageiros com cilindrada entre 1000 e 1500 cm3, veículos de mercadorias até 5 toneladas de capacidade e os veículos de mercadorias com mais de 5 toneladas e menos de 20 toneladas de capacidade. Para esta área, a região não apresenta qualquer exportação deste tipo de produtos para este país. Também o Plástico e suas obras borracha e suas obras (secção VII), merece destaque no estudo, com 6 produtos identificados com um mercado potencial de 243 milhões de euros, sendo de destacar o valor do mercado potencial do polietileno com densidade inferior a 0,94 com 131 milhões de euros, seguido pelos garrafões, garrafas e frascos de plástico, com 39 milhões de euros e os serviços

de mesa com 35 milhões de euros. A complementar a informação sobre os principais produtos da região com potencial de exportação, existe ainda informação económica, comercial e fiscal deste país, com o objetivo de apoiar as empresas no processo de decisão de exportação. Para além da Colômbia, estão também disponíveis estudos de mercado para o Canadá, Moçambique, Austrália, Chile, Gana, Marrocos, México, Polónia e Turquia, realizados ao abrigo do projeto Exportintelligence. MAIS INFORMAÇÃO Departamento de Apoio Técnico, Inovação e Competitividade datic@nersant.pt | 249 839 500

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Ribatejo Invest / Julho 2018  

O empreendedorismo e a inovação voltam a ser um tema incontornável nesta edição da Ribatejo Invest. Apresentamos, nas páginas que se seguem...

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