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Agosto 2018 | Ano III | N.º 35

JASMIM cria produtos inovadores para bebés P. 32

Ginásios de Educação da Vinci: Um centro de estudos de alto rendimento P. 14

Ricardo Cardoso, fundador da The South Express:

Experiências turísticas inovadoras que pretendem chegar além-fronteiras

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Ao serviço do Empreendedorismo da Região

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Patner Startup


ÍNDICE

12 Agosto 2018 | Ano ||| | N.º 35

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DESENVOLVIMENTO REGIONAL Notícias Poder Local Ginásios da Educação Da Vinci: Um centro de estudos de alto rendimento Jorge Faria, Presidente da CM Entroncamento: “Há no Entroncamento uma atividade económica que tem conseguido passar incólume às grandes crises”

INFORMAÇÃO E APOIO 22 24 24

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Comércio: Comissão aplica medidas de salvaguarda provisórias sobre importações de produtos de aço Plano Juncker ultrapassa o objetivo de investimento inicial de 315 000 milhões de EUR União dos Mercados de Capitais: Comissão dá orientações para a proteção dos investimentos transnacionais da UE Reabertura das candidaturas SI2E

VIVER O TEJO Roteiro de Arte Pública – Ribatejo: Ribatejo UniArte

EMPREENDEDORISMO E INOVAÇÃO Notícias JASMIM cria produtos inovadores para bebés Startup Portugal: 20 novas medidas para apoiar o empreendedorismo Santarém lidera investigação na utilização de insetos para alimentação

INTERNACIONALIZAÇÃO 42 44 45 40

Notícias Aprovado novo projeto de internacionalização para as empresas da região

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NERSANT volta a promover negócios internacionais das empresas da região António Costa: “É difícil encontrarmos países com laços tão aprofundados” como Portugal e Moçambique UE e o Japão assinam um acordo de parceria económica Entrevista a Ricardo Cardoso, fundador da The South Express: Experiências turísticas inovadoras que pretendem chegar além-fronteiras Conheça as oportunidades que o Gana tem para lhe oferecer

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FACTIS nomeada parceira da 4me

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53 FICHA TÉCNICA Diretora: Maria Salomé Rafael Conselho Redatorial: Cláudia Monteiro Sandra Pereira ribatejo.invest@nersant.pt

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Publicidade: Maria João Rodrigues maria.joao@nersant.pt Propriedade: NERSANT, AE. Várzea de Mesiões - Apartado 177 2354-909 Torres Novas Tel.: 249 839 500 | Fax: 249 839 509 www.nersant.pt

Periodicidade: Mensal Tiragem: 250 exemplares

Isento de registo na ERC ao abrigo do decreto regulamentar 8/99 de 9/6 artigo 12.º, n.º 1 a)

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DESENVOLVIMENTO REGIONAL RENOVA É OPÇÃO DE COMPRA MAIS FREQUENTE DOS PORTUGUESES DESDE 2013

Editorial

Ribatejo Invest

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oncluímos, nesta edição da Ribatejo Invest, o ciclo de entrevistas a todos os presidentes de Câmara do distrito. Com Jorge Faria, presidente da Câmara Municipal do Entroncamento eleito em 2017, encerramos este périplo pelos 21 concelhos. Fizemo-lo com o objetivo de dar a conhecer um pouco melhor a realidade de cada concelho, bem como os projetos de desenvolvimento e de apoio à atividade empresarial que cada autarca defende para o “seu” território. Com base neste trabalho, pudemos constatar, uma vez mais, que apesar do muito que nos une, há também inúmeros fatores que ainda contribuem para a heterogeneidade económica, social e demográfica que nos caracteriza. Somos um distrito com uma identidade e um património cultural riquíssimo, que extravasa os limites administrativos que nos foram sendo impostos ao longo de várias décadas. Porém, e pelas razões que todos conhecemos, temos um distrito dividido ao meio, em duas comunidades intermunicipais que, por sua vez, integram duas CCDR diferentes. Já no que respeita ao ordenamento do território ambas reportam à CCDR-LVT. Também no setor do turismo, a divisão deste território por duas regiões de turismo demasiado amplas, em nada tem beneficiado à preservação da identidade e promoção do Ribatejo. Dando voz aos nossos empresários, há muito que a NERSANT defende uma ampla reflexão em torno desde modelo, propondo a criação da Entidade de Turismo do Ribatejo. Agora que se começam a definir estratégias e prioridades para o pós 2020, é tempo de refletir sobre a organização administrativa do distrito, e procurar as soluções que melhor sirvam os interesses das nossas populações, empresas e instituições.

A Renova, empresa sediada em Torres Novas, foi distinguida como a marca de grande consumo não alimentar mais escolhida pelos portugueses, de acordo com o estudo Brand Footprint da Kantar 2018. O feito acontece, consecutivamente, desde 2013. De acordo com a nota informativa, “este é o quinto ano consecutivo em que a marca portuguesa lidera o ranking não alimentar do estudo que mede quantas vezes as marcas FMCG são compradas no ponto de venda. Mede quantos lares compraram cada marca e quantas vezes o fizeram durante um ano”, explica. Através desta distinção, revelou a mesma nota, a Renova reforça a sua ambição de continuar a ser uma marca presente no quotidiano e em cada momento da vida dos portugueses, através de propostas de exclusivas e inovadoras. De referir que FMCG é uma sigla que designa “Fast-moving consumer goods”, ou seja, produtos que são vendidos rapidamente e a um preço relativamente baixo.

ECODEAL CELEBRA 10.º ANIVERSÁRIO A Ecodeal - Gestão Integral de Resíduos Industriais, S.A. empresa situada no Eco Parque do Relvão, na Carregueira (Chamusca) que atua na área da gestão de resíduos, acaba de celebrar o seu 10.º aniversário. “10 anos no mercado significam 10 anos de cuidado com o ambiente, e de mais de um milhão de toneladas de resíduos geridas. Atualmente na Ecodeal temos a capacidade de tratar cerca de 200.000 toneladas de resíduos por ano e isto é mais do que um motivo para festejar”, afirmou a empresa, referindo-se à efeméride, acrescentando que não é só a empresa que está de parabéns, mas também “toda a equipa Ecodeal”. Na comunicação patente no seu portal, a empresa afirmou ainda que este foi também o momento de “dar os parabéns a todos os nossos clientes que partilharam e ainda partilham esta jornada connosco, e fazer a promessa de que continuaremos a dar o nosso melhor para os servir”.

Maria Salomé Rafael Presidente da Direção da NERSANT

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MARCAS DA REGIÃO NAS PREFERÊNCIAS DOS CONSUMIDORES PORTUGUESES De acordo com o relatório “Brand Footprint” da Kantar Worldpanel, existem três marcas com origem no Ribatejo no top 10 das preferências dos consumidores portugueses. São elas a Compal, produzida em Almeirim, a Nobre, de Rio Maior, e a Renova, de Torres Novas. Depois da Mimosa, que assume o primeiro lugar neste ranking, as marcas mais escolhidas pelos portugueses são a Gresso e a Compal, que foram retiradas das prateleiras 13 milhões de vezes. Na quarta posição figura a Delta Cafés, que é, assim, a marca de bebidas mais escolhida. O top 10 das marcas mais escolhidas em Portugal inclui também a Nobre (5.ª) e a Renova (6.ª). A Terra Nostra conseguiu ganhar presença nos lares portugueses e subiu seis posições, para o sétimo lugar. Seguem-se-lhe Milaneza (8.ª), Agros (9.ª) e Corpos Danone (10.ª). O “Brand Footprint” mede quantas vezes as marcas de grande consumo são compradas no ponto de venda, quantos lares compraram cada marca e quantas vezes o fizeram durante um ano. Entre as 50 marcas mais escolhidas em Portugal, a Bimbo foi a que mais cresceu em Consumer Reach

Points (CRPs), cerca de 62%, o que lhe permitiu subir 32 posições, situando-se agora na 39.ª. Neste indicador, destacaram-se também a Gresso e a Fula. As marcas de alimentação e bebidas asseguraram a maior parte das posições no top 50. As únicas marcas de higiene e beleza presentes são a Colgate e a Nivea, respetivamente 12.ª e 14.ª. Relativamente ao cuidado do lar, as presenças são as da Renova (6.ª), Fairy (32.ª), Sonasol (36.º) e

Cif (38.ª). Nota, ainda, para o facto de nove das 10 marcas do top 10 serem portuguesas. O estudo mostra que as marcas que cresceram aumentaram a sua base de compradores. “As estratégias para se conseguir novos consumidores são mais bem-sucedidas do que aquelas que têm como objetivo aumentar a fidelidade e a frequência de consumo”, destaca Blandine Meyer, commercial director da Kantar Worldpanel Portugal.

NOBRE É DISTINGUIDA COMO SUPERBRAND 2018… A Nobre, marca líder de mercado nos produtos de charcutaria em Portugal, recebeu a distinção de Marca de Excelência na 14ª edição da Superbrands 2018, resultado de uma seleção realizada por especialistas em marketing e comunicação e de um inquérito junto dos consumidores. A Nobre integra um grupo restrito de marcas presentes em Portugal que são distinguidas pela excelência da sua proposta de valor e pelo reconhecimento das equipas envolvidas

no sucesso da marca. Esta distinção reforça o empenho da Nobre em se diferenciar como uma marca que tem uma identidade própria e que se foca na missão de oferecer qualidade, confiança e inovação aos portugueses, através dos seus produtos e iniciativas. “Agradecemos esta distinção a todos os especialistas em marketing e marcas e em particular aos nossos consumidores. Para a Nobre é muito gratificante o seu reconheci-

mento, já que é para os consumidores que continuamos a trabalhar todos os dias”, refere Lia Oliveira, Diretora de Marketing da Nobre.

…FIAMBRE DA PERNA EXTRA NOBRE É O FIAMBRE DE ELEIÇÃO DOS PORTUGUESES Pelo 5º ano consecutivo, o Fiambre da Perna Extra Nobre ganhou o prémio “Escolha do Consumidor 2018”, ficando em 1º lugar na categoria “Fiambre da Perna Extra”. Das várias marcas “Escolha do Consumidor” avaliadas em comparação com a sua concorrência direta, a Nobre foi distinguida com a melhor classificação de satisfação e intenção de compra pelos consumidores, com um índice de 88,02%. Esta distinção representa a verdadeira história de uma marca que através do seu empenho e dedicação tem conquistado os portugueses pelo seu percurso de inovação constante, de qualidade e sabor único dos seus produtos.

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O selo Escolha do Consumidor reflete o grau de satisfação dos consumidores portugueses face aos produtos de uma marca. A ConsumerChoice – Centro de Avaliação da Satisfação do Consumidor - encontra anualmente os atributos que os consumidores mais privilegiam nas diferentes categorias acabando por ser também um observatório de tendências de consumo. No comunicado remetido às redações, a Nobre “agradece a todos os seus consumidores por elegerem a qualidade, sabor e confiança dos seus produtos para as suas refeições”.

A Nobre é uma marca portuguesa de origem familiar, com mais de 60 anos de história. Reconhecida pela qualidade e inovação dos seus produtos, a Nobre mantem-se fiel aos processos e às receitas que ao longo de seis décadas lhe dão a liderança de mercado nos produtos de charcutaria. Em 2016 obteve a certificação IFS FOOD, com uma pontuação de 96%, o que reforça a excelência na qualidade, segurança alimentar e satisfação dos clientes e consumidores. A empresa tem sede em Rio Maior, distrito de Santarém.

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DESENVOLVIMENTO REGIONAL

Indutan comemora 25 anos

A Indutan – Comércio e Indústria de Peles, S.A., fundada em 1993, acaba de comemorar 25 anos de atividade no mercado. A empresa, com sede em Amiais de Cima, dedica-se à transformação de peles de bovinos, ovinos e caprinos com origem nos cinco continentes A Indutan, além de produzir e desenvolver produtos de acordo com as especificações e necessidades dos clientes, têm o poder e a capacidade de criar e desenvolver artigos próprios que regularmente apresenta em feiras e disponibiliza a criadores e designers de moda em todo o mundo. A empresa possui uma vasta gama de artigos variados, desenvolvidos ao longo da evolução do setor e da empresa, disponibilizando assim produtos tradicionais e inovadores acompanhados com o rigor e qualidade de desenvolvimento e produção. Os produtos da Indutan destinam-se principalmente à indústria do vestuário, calçado e marroquinaria.

Vinagres Cristal ajudam Associação Acreditar… A marca Cristal, produzida pela empresa Comtemp, do Entroncamento, juntou-se à Associação Acreditar - Associação de Pais e Amigos de Crianças com cancro. Por cada garrafa de 0.5L vendida, 0.01€ reverte para a Acreditar. A campanha, iniciada em junho, decorre até ao final do mês de outubro, data em que será ofertado o cheque à Associação. A Comtemp - Companhia dos Temperos, Lda. nasceu de um sonho, partilhado pelos seus fundadores: dar aos vinagres e temperos o seu devido lugar de destaque na gastronomia, e dar a conhecer o seu valor e contributo para uma alimentação saudável e completa. Na sua origem está uma joint venture de duas empresas com uma experiência acumulada de mais de 100 anos de atividade. Estas empresas trouxeram para a Comtemp todo o seu conhecimento e experiência na produção de vinagres, molhos e condimentos, vinhos frisantes e espumantes e outros produtos ali-

mentares, que complementam as gamas tradicionais. A empresa dispõe de uma unidade industrial de dimensão europeia, utilizando a mais moderna tecnologia de produção mas respeitando os saberes tradicionais dos antigos mestres vinagreiros, com o objetivo de oferecer produtos distintivos e de qualidade superior. Nos últimos anos alargou os seus horizontes com a implementação de uma cozinha industrial, que permitiu aumentar a gama de produtos e incluir molhos e condimentos.

… e apresentam uma nova imagem A Cristal está a lançar a sua nova imagem no mercado reforçando a sua gama com três novos vinagres. É, sem dúvida, uma marca tradicional portuguesa identificada pela sua qualidade, sobretudo na gama de vinagres clássicos. O novo packaging assenta na ideia de qualidade e tradição com recurso a uma linguagem gráfica moderna e contemporânea. Explora a autenticidade desejada, assumindo os ingredientes de cada produto sobre fundos texturados e de cor forte. A Gama Cristal Clássica passa a contar com as referências de vinagre branco,

tinto, sidra, sidra Biológica, arroz, figo, frutos vermelhos e condimento balsâmico, que vão tornar as refeições verdadeiros momentos de prazer.

Telmo Duarte distinguida com a medalha de mérito do Município de Ourém No âmbito das cerimónias oficiais do Dia do Município de Ourém, a Câmara Municipal decidiu distinguir várias empresas do concelho que apresentaram desempenhos económico-financeiros, que demonstram a capacidade de gestão, a competência e o profissionalismo dos agentes económicos, contribuindo tudo isto para o desenvolvimento da economia do concelho e para criação do bem-estar social. A empresa Telmo Duarte - Comércio

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de Pedras Naturais, que foi em fevereiro último distinguida com o prémio Galardão Empresa do Ano, pela NERSANT e pelo Jornal O Mirante, foi uma das empresas distinguidas com a medalha de mérito. A empresa Telmo Duarte - Comércio de Pedras Naturais S.A., com sede em Fátima, dedica-se à exploração de várias pedreiras próprias, transformação e comércio de rochas ornamentais não só de origem nacional como internacional.

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Projeto Restolho da AGROTEJO recebe donativo da Missão Continente A AGROTEJO candidatou o projeto Restolho ao donativo 2017/18 da Missão Continente, que representa todas as iniciativas de responsabilidade social do Continente, e apoia projetos no âmbito da Alimentação Saudável, Desperdício Alimentar e Inclusão Social, através da alimentação. Entre as 334 candidaturas, foi um dos 22 projetos selecionados. Assim, realizou-se recentemente na sede da AGROTEJO, a cerimónia de entrega do donativo Missão Continente. O total de 16.000€ permitirá ao projeto Restolho adquirir alguns equipamentos necessários ao bom desenvolvimento e crescimento dos números já alcançados, quer em quantidades de alimentos doados, quer em número de voluntários recebidos. Estima-se que Portugal perde anualmente cerca de um milhão de toneladas de alimentos produzidos para consumo humano. Desde o seu início, o projeto já recebeu mais de 3.500 voluntários e colheu mais de 95 toneladas de produtos hortícolas que pelas suas características, não são habitualmente doados nas habituais campanhas de recolha, apesar da sua importância na alimentação.

SOBRE O PROJETO O projeto Restolho (www.restolho.org) que decorre sob o mote “uma segunda colheita para que nada se perca”, lançado

no ano 2013, pela AGROMAIS e AGROTEJO, em parceria com a Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome (FPBACF) e a ENTRAJUDA, tem como objetivo recolher os produtos que por falta de valorização comercial, calibre inadequado ou defeitos ligeiros, são obrigados a deixar na terra.

SOBRE A AGROTEJO A AGROTEJO - União Agrícola do Norte do Vale do Tejo é uma associação de agricultores sem fins lucrativos, que têm como principal área de abrangência o Norte do Vale do Tejo e que tem como objetivos principais: promover o desenvolvimento agrícola regional, articular as estruturas associativas da região, representar a agricultura, silvicultura e pecuária, incentivar

os agricultores na utilização de boas práticas agrícolas, desenvolver a formação profissional e promover a prática de proteção e produção integrada das culturas.

SOBRE A AGROMAIS A AGROMAIS – Entreposto Comercial Agrícola nasceu em 1987, na região agrícola do Norte do Vale do Tejo. Hoje é a maior organização portuguesa de agricultores no setor da comercialização de cereais e hortícolas, com um volume de negócios anual consolidado na ordem dos 42 milhões de euros e com uma área de produção de cerca de 10.000 hectares. Lideramos as culturas que produzimos, inovamos nos processos e na tecnologia, desenvolvemos produtos de qualidade, e somos profissionais reconhecidos pelo mercado.

NERSANT celebra protocolo com a Avis A NERSANT - Associação Empresarial da Região de Santarém acaba de firmar um protocolo com a rent-a-car Avis, para que os seus associados possam usufruir de melhores condições de aluguer de viaturas. A parceria concertada com a Avis, maior parceiro rent-a-car a nível internacional, com presença em 180 países, atribui às empresas associadas da NERSANT, melhores condições na hora de alugar uma viatura. De acordo com o protocolo, está assegurada aos associados da NERSANT cobertura nacional (de norte a sul do país), serviço preferred, que torna o aluguer ainda mais rápido, 15% de desconto garantido e acesso à frota mais recente do mercado (viaturas ligeiras e comerciais).

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As empresas associadas da NERSANT que pretendam saber mais informação sobre este protocolo ou como aceder às condições vantajosas inerentes ao mes-

mo, deverão contactar o Departamento de Associativismo, Marketing e Eventos da associação, através dos contactos dame@nersant.pt ou 249 839 500.

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DESENVOLVIMENTO REGIONAL

AgroGlobal com inscrições abertas Valada do Ribatejo vai voltar a receber a AgroGlobal - Feira das Grandes Culturas, entre os dias 5 e 7 de setembro. Trata-se da sexta edição do certame, considerado o maior evento profissional agrícola nacional. Estão abertas inscrições para expositores. O objetivo da AgroGlobal é a promoção e organização de um evento 100% profissional, assente num novo formato baseado na inovação, dinâmica e interatividade. A organização pretende assim um evento que valorize o saber de experiência feito de gerações de agricultores, e que exiba os meios tecnológicos e científicos que um enorme conjunto de empresas coloca à disposição da produção de forma permanentemente renovada. Por outro lado, é também objetivo da AgroGlobal mostrar que as escolas e organizações de produtores estão perto do processo produtivo e que desempenham um papel cada vez mais importante no processo de desenvolvimento agrícola.

Entre os maiores atrativos da AgroGlobal, destaque para os campos de demonstração, onde as principais empresas de sementes, agroquímicos, fertilizantes, rega, alfaias e máquinas

agrícolas apresentaram resultados concretos sobre o efeito destes fatores de produção nas culturas. O certame teve, em 2016, cerca de 35 mil visitantes.

Dom Goncalo Hotel está a recrutar O Dom Goncalo Hotel Spa Fátima Portugal, unidade hoteleira de Fátima, concelho de Ourém, está a recrutar cozinheiro e empregado de mesa para integrar a sua equipa. Para preencher estas duas vagas, a empresa pretende experiência profissional na área, sentido de responsabilidade e disponibilidade para entrada imediata. O hotel pretende ainda colaboradores residentes na zona. Os interessados cujo perfil profissional corresponda a este descritivo, podem remeter o seu curriculum vitae para o e-mail jh@hoteldg.com. O Dom Gonçalo Hotel & Spa é um Boutique Hotel familiar, com localização privilegiada no meio de cuidados jardins, a 750 metros do Santuário de Fátima e a dois minutos do acesso à auto-estrada Lisboa-Porto, no centro do Portugal. Dispõe de ambiente e facilidades propícios ao máximo bem-estar especialmente das famílias: um Wellness Center, Restaurante, Bar e esplanada, Kids room e parque infantil. Dispõe de 67 quartos e quatro suites,

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com duas opções de decoração: os quartos Design, espaçosos e de estilo contemporâneo ou os acolhedores Quartos Clássicos, situados na ala mais antiga do Hotel. O Meeting & Banqueting Center do

Dom Gonçalo dispõe de sete espaços e permite a realização de festas familiares ou eventos empresariais em que a qualidade da gastronomia e a personalização do serviço têm garantido sucesso há mais de 50 anos.

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DESENVOLVIMENTO REGIONAL

Governo aprova Estatuto da Pequena Agricultura Familiar O Governo aprovou, em reunião extraordinária do Conselho de Ministros realizada em Pampilhosa da Serra, o Programa de Valorização do Interior com o objetivo de concretizar “medidas de discriminação positiva e de incentivo ao desenvolvimento dos territórios de baixa densidade, visando a fixação da população, a diminuição das assimetrias regionais, a coesão e a competitividade territorial”. O programa surge no decorrer da revisão do Programa Nacional de Coesão Territorial, no qual 146 das 164 medidas já se encontram executadas ou em curso, e pretende fazer um reajustamento e recalendarização das iniciativas previstas para afirmar um interior mais coeso, mais competitivo, mais sustentável, mais conectado e mais colaborativo. Na conferência de imprensa após o Conselho de Ministros, o Ministro Adjunto, Pedro Siza Vieira, afirmou que este programa incute uma “nova ambição na coesão territorial”, encontrando ferramentas mais precisas que possam ajudar a inverter as tendências de desequilíbrio regional. O Ministro destacou o objetivo de se focar em “fatores de atração de investimento para territórios do interior”, realçando que a atração de investimento permite também criar emprego, fixar e reter populações, naquela que será uma “tarefa fundamental tendo em

conta os fenómenos demográficos”. O comunicado do Conselho de Ministros refere que as 62 medidas aprovadas que farão parte do Programa de Valorização do Interior vão ao encontro de três grandes opções estratégicas: “a atração de investimento que crie emprego e que permita fixar populações, a valorização do capital natural e a manutenção da paisagem, e a necessidade de promover a equidade no acesso aos serviços públicos pela população dos territórios de baixa densidade”. Estão incluídas nas 62 medidas do Programa de Valorização do Interior: • Reforço dos mecanismos de transferência de serviços públicos para o Interior; • Localização no Interior de estruturas operacionais, de formação e de comando de forças e serviços de segurança e proteção civil; • Incentivos à mobilidade geográfica, em particular de funcionários públicos; • Redução do IRC em função dos postos de

trabalho criados com conexão e territórios do interior; • Reforço dos benefícios fiscais ao investimento no Interior; • Programa de Captação de Investimentos para o Interior, materializado num conjunto de apoios e incentivos dirigidos ao interior, incluindo uma Linha de Apoio Específica para o Interior para Projetos Empresariais de Interesse Estratégico; • No âmbito da Reprogramação do PT2020, criar uma programação de concursos para os territórios do Interior para apoiar 1700 M€ de investimento empresarial; • Regime complementar de redução de taxas de Portagem para os veículos afetos ao transporte de mercadorias em vias do interior, com acréscimo de desconto para as empresas situadas nesses territórios; • Alargar a penetração do ensino superior e garantir a redistribuição regional de vagas no ensino superior público.

Reprogramação do Portugal 2020 alinha com Programa Nacional de Reformas A Comissão Interministerial de Coordenação do Portugal 2020 aprovou por unanimidade a sua reprogramação numa reunião coordenada pelo Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, refere o seu gabinete em comunicado. A reprogramação do Portugal 2020 tem como objetivos o reforço do alinhamento estratégico do programa com o Programa Nacional de Reformas, a concentração dos apoios e eficácia das políticas públicas e, ainda, a utilização complementar de diversas fontes de financiamento nacionais e europeias, o que permitirá maximizar o apoio dos fundos europeus ao investimento. Com esta reprogramação, o Portugal 2020 desenvolver-se-á em torno de quatro linhas de força: • Incentivo ao investimento empresarial, com reforço dos apoios via Sistema de Incentivos e alavancagem através de ins-

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trumentos financeiros e linhas de crédito; • Aposta na qualificação dos portugueses, através da formação inicial e da formação ao longo da vida; • Apoio à mobilidade através de sistemas de transporte pesado e soluções inovadoras de transporte de passageiros; • Investimentos em equipamentos e infraestruturas de serviços básicos (educação, saúde, apoio social, património cultural e áreas de acolhimento empresarial). A última palavra será agora das ins-

tâncias europeias, ainda que o trabalho técnico já tenha sido concluído entre os organismos nacionais de gestão dos fundos e a Comissão Europeia e tenha recebido a aprovação dos comités de acompanhamento dos diversos programas operacionais. A Comissão Interministerial de Coordenação do Portugal 2020 inclui, além do Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, e do Secretário de Estado do Desenvolvimento e Coesão, Nelson de Sousa, representantes dos Ministros da Presidência e da Modernização Administrativa, das Finanças, da Defesa Nacional, da Administração Interna, da Justiça, Adjunto, da Cultura, da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, da Educação, do Trabalho Solidariedade e Segurança Social, da Saúde, da Economia, do Ambiente, da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, e do Mar, dos Governos regionais e da Associação de municípios.

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Vila Nova da Barquinha reforça sinalética…

… e aprova Plano de Desenvolvimento Estratégico do Centro de Negócios

O Município de Vila Nova da Barquinha reforçou a sinalização indicativa dos mais importantes equipamentos turísticos do concelho, restaurantes e unidades de alojamento do concelho. A nova sinalética turístico-cultural indica espaços como o Parque de Escultura de Contemporânea Almourol e o Centro Integrado de Educação em Ciências, bem como os dois monumentos nacionais – o Castelo de Almourol e a Igreja Matriz de Atalaia. Na empreitada está incluída também a sinalização dos restaurantes e unidades de alojamento do concelho, assumidos pelo Município como infraestruturas vitais no apoio à dinamização económica do concelho, através do turismo. Os trabalhos preveem ainda a colocação de sinalização direcional e indicativa de novos equipamentos, como o caso do novo Espaço Cidadão da Praia do Ribatejo, inaugurado no passado dia 25 de junho.

A Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha levou a votação na sessão da Assembleia Municipal do dia 29 de junho o novo Plano de Desenvolvimento Estratégico para a zona de localização empresarial do concelho, o Centro de Negócios, na freguesia de Atalaia. O documento que define a estratégia a seguir na próxima década foi apresentado anteriormente a empresários e investidores nos Paços do Concelho, tendo agora sido submetido à apreciação dos deputados municipais, que o aprovaram. O Plano de Desenvolvimento Estratégico do Centro de Negócios de Vila Nova da Barquinha procura desenhar os caminhos possíveis para que este se afirme como um espaço de acolhimento de empresas atrativo no contexto da região do Médio Tejo e da região Centro. O Plano incorpora as tendências económicas atuais, mas pretende projetar um olhar para o futuro. É assumido o horizonte temporal de 2027, uma vez

que permite estruturar uma estratégia que possa cativar para o território os apoios do atual quadro de programação comunitário, mas também antecipar aquilo que serão as grandes temáticas do próximo quadro, no que diz respeito aos apoios às empresas e às Áreas de Acolhimento Empresarial. Até ao momento estão vendidos no Centro de Negócios 11 lotes e o objetivo é a venda de mais 21, perspetivando-se uma ampliação daquela zona industrial. Para captar empresas e criar emprego, o plano prevê uma redução de 75 por cento no preço dos lotes e uma baixa gradual do valor do condomínio. Estas medidas de incentivos ao investimento empresarial em Vila Nova da Barquinha vão implicar alterações de alguns artigos do atual regulamento do Centro de Negócios, bem como a criação de um regulamento que defina apoios de natureza fiscal como por exemplo a nível de IMI, IMT, derrama e custos administrativos.

Empresa Vegigreen a caminho de Vila Nova da Barquinha Com um investimento inicial de um milhão de euros, a empresa Vegigreen, com sede em Assentiz, Torres Novas, vai instalar-se no Centro de Negócios de Vila Nova da Barquinha. A Assembleia Municipal já aprovou a emissão de uma “declaração de Superior Interesse Económico e Social” da aquisição dos lotes 5 e 6 naquela zona industrial situada na freguesia de Atalaia, junto à EN 110. Nos terrenos em causa vai agora nascer uma unidade de preparação, seleção e acondicionamento de produtos agrícolas e implementação de linha de transformação, sendo a produção

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anual prevista, numa primeira fase, de 374.800 euros e de 8 milhões e 200 mil euros, numa segunda fase. “O investimento a realizar e o retorno dele decorrente, terão impacto económico e social significativo no concelho de Vila Nova da Barquinha, não só pelo avultado investimento a realizar, mas também pelos proveitos indiretos que do mesmo decorrerão e pelo número de postos de trabalho que serão criados, contribuindo-se assim, direta e de forma relevante, para a economia nacional”, lê-se no requerimento da empresa.

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DESENVOLVIMENTO REGIONAL

Tomar recebe a 26 de agosto gala das 7 Maravilhas à Mesa®

Construção de nova ponte sobre o Rio Tejo recomendada pela Assembleia da República No dia 26 de junho foi recomendada a construção de uma nova ponte sobre o Rio Tejo, para dar resposta ao problema atual que se vive na Ponte da Chamusca. Na recomendação foi proposta também a construção do IC3. Publicada em Diário da República [1.ª série - N.º 121 - 26 de junho de 2018] a Resolução da Assembleia da República [n.º 142/2018] recomenda ao Governo, a adoção de novas medidas para a travessia entre a Chamusca e a Golegã. O texto publicado resultou da discussão na Comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas, de vários projetos de resolução. Estiveram presentes na sessão, o Presidente da Câmara Municipal da Chamusca, Paulo Queimado e a Vice-Presidente Cláudia Moreira. O pedido do Deputado Hugo Costa (PS), eleito pelo círculo de Santarém, para alcançar um texto conjunto para as resoluções sobre a Ponte da Chamusca, demonstrou a responsabilidade democrática de cada partido, facto invulgar na Assembleia da República, que provocou a assinatura conjunta do texto final, que originou um texto que não deixa dúvidas sobre a importância desta infraestrutura. Os constrangimentos da Ponte da Chamusca afetam, direta e indiretamente o quotidiano de milhares de pessoas e empresas. Circulação diária de residentes,

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trabalhadores e estudantes, circulação de veículos de emergência [ambulâncias, bombeiros, etc.], acesso à rede ferroviária [estações de Riachos e Entroncamento], acesso ao Parque Ambiental, circulação de veículos do complexo militar de Tancos, entre outras menos relevantes, são ações absolutamente comprometidas, pela condição obsoleta da Ponte da Chamusca. É consensual por isso, que a resolução do problema seja uma prioridade do governo, com foco na qualidade de vida e segurança das pessoas e, na economia da região. A recomendação determina, que se adotem medidas de regularização do tráfego rodoviário na Ponte João Joaquim Isidro dos Reis [vulgo Ponte da Chamusca, construída em 1909]; que se procurem soluções de financiamento para a conclusão da construção dos troços em falta do designado IC 3; que se atribua prioridade nos investimentos da empresa pública Infraestruturas de Portugal, S. A., à construção de uma nova travessia do rio Tejo, entre a Chamusca e a Golegã; e ainda, que se estudem soluções sustentáveis, de longo prazo, para os constrangimentos existentes. Ao final de vários anos, tudo indica que esta prioridade, possa ser considerada no próximo Plano Estratégico de Transportes e Infraestruturas.

Tomar vai receber a 26 de agosto uma das sete galas eliminatórias da iniciativa 7 Maravilhas à Mesa®, com transmissão pela RTP e na qual concorre a mesa Templários. Recorde-se que esta é composta pelo pão cozido em forno de lenha por José Manuel Ferreira, o cabrito assado no forno do restaurante A Lúria, o vinho Convento de Tomar reserva 2013 da Herdade dos Templários e o azeite Sete Montes, produzido por Ferreira Gomes & Filhos; enquanto os roteiros associados incluem o Castelo Templário e o Convento de Cristo, o evento Festa Templária e o alojamento turístico do Hotel dos Templários. A revelação foi feita em Albufeira, onde se realizou o sorteio das 49 mesas pré-finalistas com a presença de representantes dos municípios que vão receber as diversas galas, entre os quais a vereadora Filipa Fernandes. Na gala tomarense, a mesa concelhia vai concorrer com as de Sintra, Sever do Vouga, S. Roque do Pico, Silves, Chaves e Arraiolos. Os interessados em conhecer a mesa de Tomar, devem fazê-lo através do seguinte link: http://7maravilhas.pt/ portfolio-items/mesa-de-tomar-templarios/

Scalabis Beer Festival em setembro Vai realizar-se no mês de setembro, na Casa do Campino em Santarém, o Scalabis Beer Festival, que pretende ser um evento de referência nacional no tema das cervejas artesanais. O evento, que se realiza nos dias 28, 29 e 30 de setembro, pretende reunir produtores de cerveja artesanal, ao mesmo tempo que auspicia ser um evento de incentivo ao empreendedorismo, criando várias iniciativas de negócio, não só na área das bebidas, mas também da agricultura. O acontecimento terá ainda um programa cultural, empreendedor e criativo associado, com convidados especiais, palestras de incentivo, e relatos de sucesso na primeira pessoa.

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DESENVOLVIMENTO REGIONAL

Eunice Penas e Sónia Duarte

Ginásios da Educação Da Vinci

Um centro de estudos de alto rendimento Com pouco mais de um ano de existência, as unidades de Santarém e Torres Novas dos Ginásios da Educação Da Vinci, perfazem a totalidade de uma centena de alunos entre o estudo acompanhado e as explicações. O segredo do sucesso está num sistema de acompanhamento e formação inovador, assente nas novas tecnologias.

P

or entre prédios de habitação e de frente para um pequeno e cuidado jardim surge a unidade de Torres Novas dos Ginásios da Educação Da Vinci, onde a Ribatejo Invest encontrou Eunice Penas e Sónia Duarte. No interior de linhas modernas, cores cálidas contrastam com imagens que acompanham frases ditas por grandes pensadores e personagens importantes da nossa história, como Galileu Galilei e Leonardo Da Vinci. “Uma vez tendo experimentado voar, caminharás para sempre sobre a Terra de olhos postos no Céu, pois é para lá que tencionas voltar”. Esta frase icónica de Leonardo Da Vinci enquadra-se perfeitamente na história das duas microbiólogas de formação que, num ponto de viragem das suas vidas, abraçam a formação e a pedagogia como nova vida depois de experienciarem lecionar.

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O gosto pela educação, partilhado pelas duas sócias-gerentes, como se dum alinhamento de cosmos se tratasse, resulta na criação de um centro de apoio escolar em Santarém, que acaba de comemorar o primeiro ano. Mas, porquê Santarém? “Sou de Santarém, conhecia a realidade e o mercado e tinha consciência da lacuna que existia no apoio educativo extra-escola”, começa por explicar Sónia. Esta lacuna transformou-se em oportunidade de negócio para as duas colegas de curso que embarcaram na aventura de procurar uma marca, na área da educação formal e não formal, com a qual se identificassem. O negócio é um franchising, tendo as empresárias comprado a franquia inicialmente para a cidade de Santarém e, logo de seguida, para Torres Novas. “Num rasgo de oportunidade, surgiu a possibilidade de, um

mês após abrirem a unidade de Santarém, acolherem a unidade que já existia em Torres Novas”, mencionaram Eunice e Sónia. Duas unidades, duas cidades, duas sócias e muitas oportunidades de serem reconhecidas pelo serviço diferenciado que oferecem. “Não somos um ATL, somos um Centro de Estudos de Alto Rendimento”, frisa Sónia Duarte. Mas… de que se trata? Qual o modelo de negócio? “Não temos por objetivo ter aqui meninos apenas a recuperar de notas menos boas. Temos, sim, o objetivo de ter meninos que consigam alcançar notas de topo, qualquer que seja o ano de escolaridade. Apostamos, neste sentido, num trabalho de continuidade”, referiram as sócias-gerentes dos Ginásios da Educação da Vinci. “É nosso objetivo que alunos do 5.º ou 6.º ano continuem connosco até ao 12.º ano e até que nos procurem, em caso de necessidade, quando já fre-

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quentam o ensino superior”, esclareceram. O acompanhamento aos alunos, é feito, portanto, de duas formas diferenciadas: o estudo acompanhado e as explicações. O estudo acompanhado é direcionado para alunos que pretendam um apoio amplo e mais transversal. Aquando da inscrição os alunos “selecionam” no mínimo três disciplinas às quais pretendem apoio sendo também acompanhados nos trabalhos de casa”, explicou Eunice. Uma das mais-valias desta modalidade é a possibilidade de os alunos não só poderem rever a matéria dada, o que ajuda à consolidação de conhecimentos, como poderem até - e é o que acontece normalmente - avançar um pouco na matéria dada na escola. Esta particularidade é de extrema importância uma vez que “quando chegam à escola, os alunos já ouviram falar daqueles temas. Sentem-se, por isso, mais confiantes, já gostam de participar. Denota-se outro envolvimento, outra motivação, por parte do aluno, que agrada também aos professores, naturalmente”, refere. Para além disso, “os alunos hoje têm níveis de autoconfiança baixíssimos e esta nova motivação transforma-se em autoestima”, constata. Outra das vantagens de andar nos Ginásios da Educação Da Vinci é o seguimento, “à risca”, do calendário dos testes de cada aluno, o que possibilita um “trabalho muito direcionado e eficaz” em que mesmo que o aluno não esteja inscrito numa determinada disciplina possa ser preparado para o teste da mesma na hora destinada a TPC. Esse cuidado faz toda a diferença no sucesso dos alunos. O número de alunos presentes em sala, durante as aulas de estudo acompanhado, - 8, no máximo - é outro dos pontos diferenciadores, uma vez que permite um trabalho muito mais direcionado “do que uma sala com 20”. Existe ainda uma preocupação acrescida com o bem-estar de cada um dos alunos, que também se transpõe para a sensibilidade de perceber se alguns dos alunos precisam de ser acompanhados porque “infelizmente, hoje em dia, algumas das crianças que nos chegam têm défices de atenção, défices de concentração, são hiperativos, são medicados e nós temos de ter a opinião de um técnico superior da área que nos auxilie e indique o que podemos fazer de melhor para que aquela criança consiga ter um melhor rendimento”, refere Eunice. Os Ginásios da Educação Da Vinci pretendem ser, também, uma “ajuda para as famílias”. “Os alunos chegam sempre muito tarde a casa devido às inúmeras atividades em que estão envolvidos. Leva-

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rem os trabalhos de casa feitos e corrigidos facilita também as famílias”, conclui Sónia Duarte. Dentro do pacote de benefícios que advêm da frequência dos Ginásios Da Vinci de Santarém e Torres Novas, acrescem “a organização, autonomia e responsabilidade” que é incutida a cada um dos alunos. “Temos muito cuidado de incutir-lhes métodos de estudo porque muitas vezes é isso que lhes falta. Algumas dificuldades vêm daí”, conclui Sónia. Na vertente das explicações o fator diferenciador reside na formação dos profissionais, na sua maioria engenheiros de formação. “Há necessidade de quebrar o método do ensino tradicional e por vezes estes engenheiros têm capacidade de conseguir explicar as matérias de forma mais prática aos alunos. A aplicabilidade dos

Para melhor gerirem o negócio, Eunice Penas e Sónia Duarte, estão inscritas no MOVE PME, programa de formaçãoação da NERSANT que contempla formação em sala e consultoria especializada e personalizada em várias áreas estratégicas.”

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DESENVOLVIMENTO REGIONAL conceitos que estão a aprender é muito importante”, explica Eunice, dizendo que imprimem um carácter mais real às temáticas que são transmitidas nas escolas. Em contraste com a modalidade do estudo acompanhado, nas explicações o aluno apenas é ajudado nas disciplinas a que se inscreve e a elas recorrem alunos, maioritariamente, do secundário ao invés dos do ensino básico que recorrem ao estudo acompanhado. No dia-a-dia, os Ginásios da Educação Da Vinci munem-se das novas tecnologias. “Todas as unidades têm a aplicação My Da Vinci, que tem a particularidade de colocar em interação toda a comunidade: pais, professores, alunos e franchisados”, explica Eunice, com orgulho. Esta aplicação móvel permite uma comunicação integral com todos os participantes no processo educativo – pais, alunos e professores. “Os pais porque conseguem saber on time o que se está a passar dentro dos ginásios, desde notas, fichas que os alunos fazem aqui ou trazem da escola; os alunos

Nas unidades de Torres Novas e Santarém, os Ginásios da Educação da Vinci contam com cerca de uma centena de alunos.”

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podem lá colocar as notas dos testes. A plataforma permite ainda a comunicação entre alunos e professores: os alunos da explicação estão a estudar em casa, têm uma dúvida, mandam uma mensagem pela aplicação, o professor recebe e responde”, salienta Eunice. Esta adaptação à realidade dos alunos, das novas competências e capacidades dos alunos do século XXI revela-se uma receita para o sucesso.

PREPARAÇÃO PARA OS EXAMES NACIONAIS Ser um Centro de Estudos de Alto Rendimento implica ser mais e melhor para além de estar nas várias frentes do ensino. Neste sentido, a marca tem disponível uma plataforma direcionado para os exames nacionais - www.examesnacionais.com.pt - onde os alunos podem ir a qualquer momento fazer download dos exames nacionais de anos anteriores, bem como os seus critérios de correção. As unidades dos Ginásios da Educação Da Vinci oferecem ainda Cursos de Preparação para Exames Nacionais, para o 9.º, 11.º e 12.º ano de escolaridade. “Esta forma apresenta-se como mais uma entre as muitas vantagens e ofertas valiosas das unidades. Temos um pacote para oferecer só dedicado e exclusivo para aquele objetivo: preparar o aluno para o exame”, reforça Eunice.

OLHAR O FUTURO Mesmo com apenas um ano de existência, é preciso olhar o futuro para fazer planos numa área de negócio essencialmente sazonal. Na mira, as empreendedoras têm na manga um plano de ação para

preencher as pausas, como por exemplo, o aluguer de salas para fins diversos, mas essencialmente a realização de cursos de línguas – “não cursos de línguas habituais, mas direcionados para profissionais, como agentes imobiliários e / ou empresas ligadas ao setor do turismo” – e a assinatura de protocolos com ATL’s e AEC’s. “Neste campo, a oportunidade prende-se com o facto de podermos protocolar serviços que estes não tenham capacidade para oferecer, nomeadamente a realização de cursos de línguas, Clubes Gramaticais, de Escrita Criativa. A criança sai do espaço do ATL e vem ao nosso espaço usufruir deste serviço”, conta a diretora Eunice. Há ainda a possibilidade de poderem vir a investir, de igual forma, “na dinamização de atividades, nas pausas letivas, para outras instituições, nomeadamente no setor sénior”. Uma outra parceria já protocolada com um projeto dinamizado por um grupo de técnicos superiores especializados cujo objetivo é a promoção de competências ao nível das crianças, dos encarregados de educação e profissionais de ensino”, conta Eunice. Este projecto pretende desenvolver algumas atividades como o Laboratório Gramatical e o Clube da Orfigrafia “com dotações diferenciadas daquilo que nós temos na unidade”. As duas unidades dispõem de atividades ao nível da Terapia da Fala, Psicologia e Linguística, que vêm oferecer outro tipo de serviços que também podem ir para além da sazonalidade, para uma melhor viabilidade do negócio e aumento do retorno.

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DESENVOLVIMENTO REGIONAL

Jorge Faria, Presidente da Câmara Municipal do Entroncamento

“Há no Entroncamento uma atividade económica que tem conseguido passar incólume às grandes crises”

A Ribatejo Invest esteve à conversa com Jorge Faria, Presidente da Câmara Municipal do Entroncamento. A localização central da cidade ferroviária é apontada como uma das vantagens competitivas deste território e que vai agora ser exponenciada graças à assinatura do acordo para a execução da obra de ligação da A23 à zona industrial e logística de Riachos e Entroncamento. O Município dispõe agora também de regulamento de apoio ao investimento e criação de emprego, que, entre outras medidas, apresenta uma taxa de Derrama inovadora para as empresas, assente na criação de postos de trabalho. Como caracterizaria a economia do seu concelho? Somos essencialmente um concelho urbano. Somos uma cidade-concelho com características próprias, com uma tradição grande na área dos serviços, sobretudo nos serviços de transportes ferroviários. Somos, por isso, uma economia ainda muito dependente daquilo que é a sua base, a ferrovia. Ainda hoje a EMEF é o maior empregador do concelho do Entroncamento. A área ferroviária continua, portanto, a ser muito importante, não só a parte da manutenção, com a EMEF, mas também a parte dos transportes de passageiros e de mercadorias, como também a área de logística, que tem vindo a crescer. Neste

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campo, está localizado no nosso concelho o parque logístico da MCS, que é um verdadeiro porto seco da região. Do Entroncamento saem diariamente, em média, três comboios de mercadorias para o porto de Sines, considerado já um movimento com alguma dimensão. Em resultado da nossa excelente localização e infraestruturas não só ferroviárias, mas também rodoviárias, ganhamos a residência de muita gente que se desloca, diariamente, para fora do concelho para poder trabalhar. Saem cerca de 5200 pessoas do concelho para trabalhar fora, para vários Municípios, em especial com destino a Lisboa, Torres Novas e Tomar, mas também entram perto de 4000 pessoas no Entroncamento para trabalhar

diariamente no nosso concelho. Ainda há aqui um saldo em desfavor da cidade, mas é uma situação que se tem vindo a reduzir. Somos o único concelho do Médio Tejo com taxas de crescimento populacional positivas, como somos um concelho com taxas de juventude superiores à região e até superiores à média nacional! A localização geográfica do Entroncamento, que é de excelência, permite que muitas pessoas se instalem na cidade, muitas delas com níveis de educação elevado. Neste campo, também é importante referir que a área pública, nomeadamente, a área militar, tem uma importância grande para o Entroncamento não só pela existência do Regimento de Manutenção Militar, que é a unidade militar de manutenção

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do Exército, e que tem vindo progressivamente a assumir novas competências a nível nacional. Por exemplo, a recente desativação do Regimento de Engenharia da Pontinha, teve como consequência a vinda de competências para este Regimento. A localização central do Entroncamento permite, assim, que muitos militares possam fazer uma carreira militar estando ancorados na nossa cidade. É também a localização geográfica que nos permite ter no Entroncamento um conjunto de pequenas e médias empresas com dinâmicas interessantes. Para além destas temos uma indústria que é muito importante no contexto nacional e internacional, nomeadamente na área dos revestimentos cerâmicos, com a empresa Soladrilho, e na área dos vinagres. Aliás, no Entroncamento e na Golegã está localizada cerca de 85% da capacidade instalada de produção de vinagres e derivados do nosso país, com duas empresas muito dinâmicas, a COMTEMP, no Entroncamento e a Paladin, na Golegã. Há aqui uma atividade económica que tem conseguido passar incólume às grandes crises e tem vindo gradualmente a dar a volta com novas dimensões de negócio. Falou na estrutura militar do Entroncamento, mas existe também a possibilidade de deslocalizar a base militar do Montijo para Tancos. Que repercussões para o concelho? Temos uma expetativa grande de que a Base de Tancos possa vir a ser o aeroporto de Tancos e que a base que está instalada no Montijo possa passar para este território. Existe uma probabilidade muito grande de isso vir a acontecer. O Entroncamento também vai ganhar com isso. Estamos a falar de umas centenas largas de pessoas, cerca de 870 ou 900 pessoas. 900 profissionais que trarão as suas famílias, que provocarão novos inputs na economia. Teremos, com certeza, a instalação de uma quota-parte dessas pessoas no nosso concelho. Temos boas estruturas, seja ao nível da educação, saúde e lazer, e estamos a trabalhar no sentido de melhorar as condições para a qualidade de vida das pessoas. Só que se instalem aqui mais uma ou duas centenas de pessoas, a economia local vai sentir esse reflexo. Aliás, devo dizer que mesmo ao nível da construção civil - embora o setor não tenha parado por completo no concelho temos verificado um aumento substancial de processos de licenciamento de construção de vivendas e de prédios de habitação coletiva. Temos muita oferta na área do

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imobiliário para acolher esta massa que esperemos que possa chegar em breve. Falou há pouco, também, em infraestruturas. A Câmara Municipal do Entroncamento, a par da Câmara Municipal de Torres Novas, assinou recentemente o acordo de gestão com a Infraestruturas de Portugal que vai, finalmente, requalificar os acessos às zonas industriais de Riachos e Entroncamento… A assinatura por si é um mero ato formal. O que é importante é a requalificação das vias ser realizada. Este tem sido, de facto, um objetivo do Município do Entroncamento, que já vem do mandato anterior. É essencial que se crie uma ligação mais fácil entre as zonas industriais de Riachos e do Entroncamento e dos parques de logística de Riachos e da MCS do Entroncamento.

Aliás, o lançamento foi feito na MCS… O lançamento foi feito na MCS, justamente no Entroncamento. Para contextualizar. Na fase inicial da negociação do atual quadro comunitário em Bruxelas, discutiu-se se as estradas poderiam ser prioridade em termos de apoio comunitário ou não. Em boa hora foi decidido alocar 150 milhões de euros aos Municípios, para as chamadas last miles, ou seja, os troços de estradas que ligam os parques industriais e as áreas de localização empresarial às autoestradas. Temos uma infraestrutura ferroviária extremamente importante, como disse, que movimenta muitas mercadorias, temos excelentes infraestruturas rodoviárias, como a A23, a A13 e a A1 e falta aqui uma ligação fácil entre essas infraestruturas. Acabou por ser decidido, por parte das Infraestruturas de Portugal com a intervenção do Governo, a ligação ser feita

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pelo nó de Torres Novas. Apesar de considerarmos que o Entroncamento teria sido uma melhor solução, congratulamo-nos com a iniciativa porque esta infraestrutura é essencial para melhorar as acessibilidades e melhorar a atividade económica da nossa região. Independentemente se essa ligação é feita pelo nó da A23 em Torres Novas ou no Entroncamento, o importante é que seja feita. Logo após o anúncio feito na MCS, trabalhámos com a Infraestruturas de Portugal para a sua concretização, que resultou na recente assinatura do acordo de gestão entre as três partes, Infraestruturas de Portugal, Câmara Municipal do Entroncamento e Câmara Municipal de Torres Novas. No âmbito deste acordo, a Infraestruturas de Portugal financia 85% do projeto e nós, Municípios, financiaremos 15% do projeto, bem como as expropriações e iluminação pública necessárias. Esta obra não só facilitará e melhorará as condições de concorrência dos nossos empresários como facilitará, claramente, a vinda de novas empresas, novos investidores para a região e isso significa mais emprego, mais riqueza, maior capacidade de distribuição e maior qualidade de vida para os nossos dois concelhos. Este é um esforço financeiro que o Muni-

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cípio também está a fazer, investir no seu território, nas suas empresas. Que outros incentivos é que o município dá às suas empresas? Aprovámos, justamente, um regulamento de apoio ao investimento e criação de emprego no Entroncamento e que, no fundo, tem a vantagem de podermos incluir num documento só um conjunto de incentivos que já tínhamos. Este regulamento visa a promoção do crescimento económico do concelho e o consequente desenvolvimento económico e social, através de um conjunto de incentivos cujo objetivo é dinamizar e impulsionar as dinâmicas empresariais, a criação de emprego e o investimento. Apoios de natureza fiscal e tributária serão disponibilizados pelo Município a projetos empresariais que se revistam de interesse municipal, designadamente por via do seu contributo para criação de emprego no concelho. A incidência será sobre os impostos e as taxas sobre os quais o Município pode intervir, nomeadamente a Derrama, IMI, IMT, taxas urbanísticas relativas a projetos de investimento e taxas não urbanísticas (publicitárias e de ocupação de espaço público). Com este regulamento pretendemos criar motivações acrescidas para que novos empresários possam vir a fixar-

-se no concelho e também aqueles que já escolheram o Entroncamento para desenvolver a sua atividade realizam investimentos. O foco deste regulamento é o desenvolvimento económico e a criação de emprego. Para o Município do Entroncamento o crescimento económico é um vetor fundamental também para o desenvolvimento social, contribuindo para o enriquecimento dos territórios e consequentemente para o aumento da qualidade de vida e do bem-estar dos cidadãos. Nele está descrita a política para a zona industrial, que detém terrenos a um preço mais competitivo para promover a vinda de novos empresários. Nos últimos anos a Câmara Municipal baixou o valor de venda dos terrenos - estivemos a vender terrenos a 7,50€ o metro quadrado - e isso fez com que rapidamente conseguíssemos esgotar os terrenos disponíveis para instalação de novas empresas. Todos os terrenos da zona industrial que foram mobilizados para essa finalidade estão, neste momento, em construção ou em fase de desenvolvimento de projeto para a instalação de novas unidades. Também iniciámos um procedimento de reversão relativamente aos terrenos da zona industrial que não têm qualquer construção. Reverte novamente para o Município, para que seja exponenciado o investimento empresarial, correto? Fizemos aqui um processo intermédio. Contactámos esses proprietários e voltámos a dar-lhes 6 meses para apresentar projeto de investimento, e depois 2 anos para construir. Esgotado esse prazo, iremos avançar com os processos de reversão. Não queremos voltar a ter terrenos em nossa posse mas queremos ter terrenos ocupados. Voltando aos incentivos ao investimento por parte do Município, que outros aponta? Também temos o CENPRE - Centro Empresarial do Entroncamento, um centro de incubação de pequenos negócios e que estamos a tentar promover mais ativamente, em parceria com a NERSANT também. No âmbito do Regulamento atrás mencionado, importa falar do modelo de Derrama inovador que criámos para as nossas empresas. Não gosto dos modelos simples de redução da Derrama em função da faturação. Não nos parece justo este modelo, uma vez que uma empresa pode faturar 150 mil euros e não trazer valor

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acrescentado para o concelho. O que nos parece correto é premiar as empresas que podem até ter o mesmo volume de faturação, mas que investem no Entroncamento, têm cá os seus trabalhadores e pagam aqui os seus ordenados. O nosso modelo de Derrama é calculado em função dos postos de trabalho criados, podendo as empresas beneficiar de isenção total de Derrama ou pagar apenas 1/3 ou 2/3 do imposto. Por outro lado, é um modelo que também está virado para as PME porque, por exemplo, está estipulado que a empresa que aumente para o dobro o número de postos de trabalho, tem isenção de Derrama. Ora, uma empresa que tenha 50 trabalhadores, dificilmente aumentará este número para 100. Por outro lado, uma empresa que tenha 2 ou 3, com alguma facilidade consegue aumentar para 4 ou 6. Importa ainda referir que replicamos este modelo no cálculo dos impostos relacionados com o IMI, IMT, taxas urbanísticas e taxas associadas aos licenciamentos urbanos. Este sistema de incentivos tanto é válido para as empresas existentes como para novas empresas, a mesma apenas tem de ter sede ou estabelecimento comercial no Entroncamento. Tem sentido este interesse de novas empresas pelo Município do Entroncamento? Penso que sim, até porque temos orientado o nosso investimento público para tentar criar condições de melhoria da economia local, nomeadamente ao nível do centro da cidade, onde temos vindo a fazer investimentos de regeneração para melhorar as condições da atividade económico. Sentimos, de facto, o aparecimento e desenvolvimento de pequenos negócios todos os dias. Mas, temos um problema no Entroncamento, que diz respeito ao facto de não temos muito espaço disponível. Estamos a trabalhar na revisão do PDM, que espero também que fique concluída em breve. Nesta matéria temos vindo a conversar, inclusive com a Infraestruturas de Portugal, para a possibilidade de encontrar parcerias que permitam, justamente, a instalação de algumas empresas. Posso adiantar que estamos no momento a acompanhar alguns dossiers de investimento que, a concretizarem-se, podem representar a concretização de algumas centenas de empregos qualificados para a nossa cidade. Isto é para nós deveras importante, uma vez que, como disse, temos uma população jovem muito for-

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mada e temos de criar condições para que estes jovens possam regressar a casa após os estudos superiores. A título de exemplo, suspendemos o PDM para poder acolher a ampliação de uma empresa que tem sede no concelho de Torres Novas - a expansão que eles vão fazer é de 20% no território de Torres Novas e 80% no concelho do Entroncamento - pedido que acolhemos com a maior celeridade. O que é para nós importante é que se crie emprego nesta região. Todos ganhamos. Presidente, referiu há pouco que a população do concelho é jovem e bastante formada. Sabemos que o Município tem planos para recuperar o Ensino Superior para o Entroncamento… Recuperar o ensino superior para o Entroncamento e porquê? Para além de eu próprio estar ligado ao Ensino Superior, não só ao Politécnico de Santarém mas também à Universidade de Évora, houve no passado, no Entroncamento, um polo do Instituto Superior de Transportes e que teve, de facto, uma licenciatura em Mecatrónica, de facto com alguma qualidade. Penso que foi um dos bons projetos de ensino privado da região e até fora dos grandes centros, foi pena este não se ter mantido pois era um daqueles que achava que tinha condições para ser ganhador. E porquê? Era uma parceria com o Instituto Superior Técnico e tinha qualidade. A Câmara Municipal está empenhada em fazer da cidade do Entroncamento uma cidade do conhecimento, em promover uma efetiva igualdade de oportunidades, em apostar no desenvolvimento de qualificações que permitam um desenvolvimento económico, social e cultural sustentado em atrair estudantes dos concelhos vizinhos, tirando partido da sua centralidade a nível regional e nacional. Este protocolo surge no seguimento de um conjunto de medidas que se têm vindo a desenvolver para podermos voltar a ter ensino superior no Entroncamento já no próximo ano letivo, e o Município compromete-se a apoiar os estudantes que frequentarem estes cursos, com bolsas de estudo, entre duas e 4 bolsas, sendo que o requisito não será a residência no concelho mas sim estudar no Entroncamento, sendo atribuídas aos alunos que tenham melhores notas. Assim, para o ano letivo de 2018/2019 já estão autorizados a funcionar no Entroncamento dois Cursos Técnicos Superiores Profissionais, nomeadamente o de Comunicação e Marketing e o de Proteção Civil

e Socorro (Regime Pós-Laboral). As inscriO acordo de colaboração entre o IP- Infraestruturas de Portugal, S.A. e os Municípios do Entroncamento e Torres Novas foi assinado no dia 25 de maio, pelo Presidente do Conselho de Administração do IP, António Laranjo e pelo Presidente dos Município do Entroncamento, Jorge Faria e do Presidente do Município de Torres Novas, Pedro Ferreira, na presença do Ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques. O concurso para a execução do projeto da obra de ligação da A23 à zona industrial e logística de Riachos e Entroncamento foi publicado em Diário da República nesse mesmo dia. O projeto pretende melhorar o transporte de pessoas e mercadorias com foco nos eixos de acesso ao litoral e à Europa através da A23, aumentar a fluidez de tráfego, promover a segurança rodoviária entre peões e veículos e assegurar a articulação com as linhas férreas do Norte e da Beira Baixa.

ções já se encontram abertas e podem ser feitas no ISEC, em Lisboa, ou na Gustave Eiffel, no Entroncamento. O protocolo, a título de informação, foi assinado no dia 5 de junho. Para terminar pergunto-lhe: o que podem as empresas e os empreendedores esperar do Município? As empresas e os empreendedores podem esperar do Município do Entroncamento, em primeiro lugar, total disponibilidade para avaliar e enquadrar o seu projeto, a sua candidatura, e um acompanhamento intenso das suas iniciativas. Procuraremos ser sempre facilitadores do investimento no nosso concelho. Obviamente que há aqui algumas situações que gostaríamos de já ter melhorado e que ainda não conseguimos, mas procuramos perante hipóteses de investimento das atuais ou novas empresas, sermos facilitadores desses processos e poder acompanhar no sentido de ajudar a resolver os problemas. Da nossa parte podem contar com total disponibilidade dentro daquilo que são as regras legais e societárias em que devemos viver. A ser assim, os empreendedores e empresários não terão outra resposta que não a facilitação dos seus investimentos.

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INFORMAÇÃO E APOIO

Comércio: Comissão aplica medidas de salvaguarda provisórias sobre importações de produtos de aço A Comissão Europeia anunciou no dia 18 de julho medidas provisórias de salvaguarda no que respeita às importações de alguns produtos de aço. Estas medidas irão corrigir o desvio de aço proveniente de outros países para o mercado da UE em resultado dos direitos recentemente instituídos pelos EUA. As importações tradicionais de produtos de aço não serão afetadas.

C

ecilia Malmström, Comissária responsável pelo Comércio, declarou: “Os direitos impostos pelos EUA sobre os produtos de aço estão a causar um desvio do comércio, que poderá dar origem a um grave prejuízo para os produtores de aço da UE e para os trabalhadores deste setor. Não temos outra alternativa que não seja a instituição de medidas de salvaguarda provisórias para proteger a nossa indústria contra um aumento súbito das importações. No entanto, estas medidas asseguram que o mercado da UE continue aberto e manterão os fluxos de comércio tradicionais. Estou convicta de que conseguiremos assim o equilíbrio certo entre os interesses dos produtores da UE e dos utilizadores de aço, como a indústria automóvel e da construção, que dependem destas importações. Continuaremos a acompanhar as importações de aço, a fim de tomar uma decisão final o mais tardar até ao início do próximo ano.” As medidas provisórias dizem respeito a 23 categorias de produtos de aço e terão a forma de um contingente pautal. Em relação a cada uma das 23 categorias, os direitos aduaneiros de 25 % só serão aplicados quando as importações forem superiores à média das importações efetuadas nos últimos três anos. O

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contingente é atribuído por ordem de chegada, ou seja, nesta fase, não será atribuído por país de exportação. Estas medidas são instituídas contra todos os países, com exceção de alguns países em desenvolvimento que têm um volume limitado de exportações para a UE. Dadas as estreitas relações económicas entre a UE e os países do Espaço Económico Europeu (EEE) (Noruega, Islândia e Liechtenstein), este ficaram igualmente isentos das medidas. Estas exclusões são compatíveis com as obrigações da UE a nível bilateral e multilateral no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC). As medidas de salvaguarda provisórias podem manter-se em vigor por um período máximo de 200 dias. Todas as partes interessadas terão agora oportunidade de apresentar observações sobre as conclusões do inquérito até à data. A Comissão terá estes comentários em consideração para chegar à sua conclusão final, o mais tardar no início de 2019. Se todas as condições estiverem reunidas, o resultado poderá ser a instituição de medidas de salvaguarda definitivas. A Comissão recebeu grande apoio a estas medidas por parte dos Estados-Membros da UE.

CONTEXTO As medidas anunciadas fazem parte da resposta assente em três vertentes delineada pela Comissão Europeia no início deste ano. Em resultado dos direitos de importação aplicados pelos Estados Unidos a partir de 23 de março, ao abrigo da secção 232 da Lei relativa à expansão do comércio, de 1962, a exportação de aço para os Estados Unidos tornou-se menos atrativa. Existem já indicações de que, em consequência, os fornecedores de aço desviaram algumas das suas exportações dos EUA para a UE. A fim de evitar um aumento súbito das importações que poderia causar novos problemas económicos para os produtores de aço da União — já afetados pela sobrecapacidade mundial —, a Comissão considera que são necessárias e justificadas medidas de salvaguarda provisórias.

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Os direitos impostos pelos EUA sobre os produtos de aço estão a causar um desvio do comércio, que poderá dar origem a um grave prejuízo para os produtores de aço da UE e para os trabalhadores deste setor.”

A adoção das medidas vem na sequência do início de um inquérito em 26 de março. O inquérito abrange 28 categorias de produtos. Verificou-se que as importações de 23 categorias de produtos de aço tinham aumentado nos últimos anos e que um novo aumento das importações — principalmente desviadas dos EUA em virtude das medidas relativas ao aço aplicadas ao abrigo da secção 232 — ameaça causar prejuízo à indústria europeia do aço, que ainda não recuperou da anterior crise. As regras da OMC permitem a instituição de medidas de salvaguarda nestas circunstâncias. Será cobrado um direito adicional de 25 % só quando tiver sido alcançado o nível habitual de importações durante os três anos anteriores. A taxa de 25 % foi calculada utilizando um modelo económico denominado modelo de equi-

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líbrio parcial, que é um instrumento comum para análise de política comercial pelas autoridades responsáveis pelo inquérito, incluindo a Comissão. Com base em determinados factos e pressupostos (exclusão das importações provenientes dos EUA, desvio dos fluxos comerciais previstos, substituição das importações, etc.), o modelo é utilizado para estabelecer uma taxa extracontingente, que deverá ter um efeito dissuasor para as importações que ultrapassem o nível histórico das importações. De acordo com as regras da OMC, as medidas de salvaguarda devem ser aplicadas a todas as importações, independentemente da sua origem. Todavia, a OMC também prevê que, se as importações de países em desenvolvimento representarem menos de 3 % das importações totais, essas importa-

ções fiquem isentas. Por conseguinte, o regulamento contém uma lista dos países em desenvolvimento que estão isentos das medidas. No caso de 12 categorias de produtos de aço abrangidas pelas medidas de salvaguarda provisórias, as importações provenientes, por exemplo, da China, da Rússia e da Ucrânia, encontram-se atualmente sujeitas a direitos anti-dumping e de compensação. A fim de evitar a duplicação de medidas de reparação, sempre que o contingente pautal for excedido, a Comissão considerará a suspensão ou a redução do nível desses direitos, para garantir que o efeito combinado destas medidas não ultrapasse o nível mais alto do direito de salvaguarda ou anti-dumping/antissubvenções aplicado. A par das salvaguardas anunciadas, a resposta da UE em três vertentes aos direitos impostos pelos EUA sobre o aço e o alumínio inclui medidas de reequilíbrio que visam as importações provenientes dos EUA, instituídas em 20 de junho, e uma ação judicial na OMC, lançada em 1 de junho.

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INFORMAÇÃO E APOIO

Plano Juncker ultrapassa o objetivo de investimento inicial de 315 000 milhões de EUR

O Fundo Europeu para Investimentos Estratégicos (FEIE) mobilizou 335 000 milhões de EUR de investimentos adicionais em toda a UE desde julho de 2015. O Plano Juncker teve um impacto claro na economia da UE e revolucionou a forma como a inovação é financiada na Europa.

A

Comissão Europeia e o Grupo do Banco Europeu de Investimento (Grupo BEI) cumpriram o seu compromisso de mobilizar 315 000 milhões de EUR de investimento adicional ao abrigo do Plano de Investimento para a Europa, o Plano Juncker. Com o apoio de uma garantia orçamental da União Europeia e dos recursos próprios do Grupo BEI, foram aprovadas 898 operações, que deverão mobilizar 335 000 milhões de EUR de investimento nos 28 Estados-Membros da UE. Este valor é superior ao objetivo inicial de 315 000 milhões de EUR estabelecido em 2015, quando o FEIE foi lançado, contribuindo para colmatar o défice de investimento resultante da crise económica e financeira. Prevê-se que 700 000 pequenas e médias empresas (PME) venham a beneficiar de um melhor acesso ao financiamento. Dado o êxito do FEIE, o Conselho Europeu e o Parlamento Europeu acordaram no ano passado em prolongar a sua duração e aumentar a sua

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capacidade para 500 000 milhões de EUR até ao final de 2020. O Presidente Jean-Claude Juncker declarou: “O plano Juncker demonstrou ser um êxito. Ultrapassámos a meta inicial de 315 000 milhões de EUR de investimento e o Fundo Europeu para Investimentos Estratégicos deverá criar 1,4 milhões de postos de trabalho e aumentar o PIB da UE em 1,3 % até 2020. Financiámos projetos, o que sem o FEIE não teria sido possível, e tudo isto sem criar uma nova dívida: dois terços do investimento provém do setor privado. Desde o financiamento da formação profissional para os refugiados na Finlândia, passando pelas energias renováveis na Grécia, até à agricultura na Bulgária — continuaremos a utilizar o orçamento da UE para aquilo que faz melhor: catalisar o crescimento.” Jyrki Katainen, Vice-Presidente da Comissão responsável pelo Emprego, Crescimento, Investimento e Competitividade, afirmou: “A etapa de hoje prova que a UE é uma pioneira na utilização de fundos privados para o bem público. Através da adoção de uma abordagem orientada para o mercado e da utilização estra-

tégica do orçamento da UE, apoiámos centenas de projetos de investimento inovadores e ajudámos milhares de pequenas empresas a crescer. E, em consequência, temos vindo a aumentar a competitividade da Europa e já apoiámos pelo menos 750 000 postos de trabalho em toda a UE. Graças ao Plano de Investimento e aos esforços que os Estados-Membros envidaram para a realização das reformas estruturais nacionais, as perspetivas de investimento na Europa são brilhantes.” O Presidente do Banco Europeu de Investimento, Werner Hoyer, afirmou: “Gosto de chamar ao BEI “a instituição das boas notícias”, mas até segundo os nossos padrões a realização de hoje me torna especialmente orgulhoso. Fizemos o que muitos, há três anos, diziam ser impossível. Gerar 315 000 milhões de EUR em novos investimentos adicionais — na sua maioria provenientes do setor privado — ninguém disse que ia ser fácil. Demonstrámos que é possível realizá-lo graças à excelente cooperação entre o BEI e a Comissão Europeia; à ajuda e ao apoio do Conselho e do Parlamento Europeu; e à experiência, polivalência e dedicação do BEI.

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Nos últimos três anos, assistiu-se a uma transformação da forma como a Europa financia as suas prioridades. Detemos agora a chave para fazer com que os escassos recursos públicos obtenham mais para a economia europeia e para os seus cidadãos ao captar o investimento privado. Muitas pessoas consideram agora que o Plano Juncker é um modelo que singrou e está fora de questão voltar atrás.”

EMPREGO E CRESCIMENTO O Departamento de Economia do BEI e o Centro Comum de Investigação (JRC) da Comissão estimam que as operações do FEIE já apoiaram mais de 750 000 postos de trabalho, prevendo-se que o número aumente para mais de 1,4 milhões de postos de trabalho até 2020 em relação ao cenário de base. Além disso, os cálculos indicam que o Plano Juncker já aumentou o PIB da UE em 0,6 %, prevendo-se que aumente o PIB da UE em 1,3 % até 2020. Dois terços dos 335 000 milhões de EUR angariados provêm de recursos privados, o que significa que o FEIE também atingiu o seu objetivo de mobilizar o investimento privado. Tendo em conta a dimensão da sua economia, o maior impacto ocorreu nos países mais atingidos pela crise, ou seja, Chipre, Grécia, Irlanda, Itália, Portugal e Espanha. Embora o impacto do investimento direto tenha sido particularmente elevado nesses países, os cálculos permitiram concluir que as regiões abrangidas pela política de coesão (na sua maioria países da Europa Oriental) tendem a beneficiar mais de um efeito a longo prazo.

O QUE FOI FINANCIADO PELO PLANO JUNCKER? O Plano Juncker permite que o Grupo BEI financie operações que apresentam um risco mais elevado do que os seus investimentos médios. Os projetos que recebem apoio do FEIE são, muitas vezes, altamente inovadores, empreendidos pelas pequenas empresas sem historial de crédito, ou destinam-se a satisfazer necessidades em termos de infraestruturas de menor dimensão por setor e área geográfica. O apoio a esses projetos obrigou o Grupo BEI a desenvolver novos produtos financeiros, por exemplo financiamento de capital de risco com características de capitais próprios ou plataformas de investimento. É de notar que o Plano Juncker também permite que o BEI aprove um maior número de projetos do que seria possível sem o apoio da garantia do orçamento da UE, bem como angariar novos clientes: três em cada quatro dos que recebem apoio do FEIE são novos clientes para o banco. Tal prova que o Plano Juncker tem um valor acrescentado real. Graças ao apoio do FEIE, o BEI e a sua filial para o financiamento das pequenas empresas, o Fundo Europeu de Investimento (FEI), inves-

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tiram em 898 operações e providenciaram financiamento de risco a 700 000 PME numa vasta gama de setores nos 28 países da UE. Os principais países classificados por ordem de volume de investimentos desencadeados pelo FEIE em relação ao PIB são a Grécia, a Estónia, a Lituânia, a Bulgária e a Finlândia. Os exemplos vão desde as soluções de cuidados de saúde inovadores em Espanha, passando pela economia circular na República Checa, até à produção de alimentos na Grécia. As fichas de informação por país e por setor proporcionam uma panorâmica mais detalhada e outros exemplos de projetos.

COMO É QUE O PLANO JUNCKER BENEFICIOU OS CIDADÃOS E AS EMPRESAS? Para além de financiar projetos inovadores e novas tecnologias, o Plano Juncker apoiou outros objetivos da UE, como foi o caso no âmbito da política digital, social e de transportes. Graças ao FEIE: • Mais 15 milhões de agregados familiares podem ter acesso à banda larga de alta velocidade; • Foram construídas ou renovadas mais de 500 000 unidades de habitação social; • 30 milhões de europeus beneficiam de melhores serviços de cuidados de saúde; • 95 milhões de passageiros por ano beneficiam de melhores infraestruturas ferroviárias e urbanas; • 7,4 milhões de agregados familiares são abastecidos com energias renováveis. Para uma visão completa dos benefícios, o relatório anual 2017 do Banco Europeu de Investimento sobre as suas operações no interior da UE dá mais informações.

SERVIÇOS DE ACONSELHAMENTO E DE ENCONTRO EM LINHA Outro objetivo importante do Plano Juncker é ajudar ao arranque de projetos. A Plataforma Europeia de Aconselhamento ao Investimento presta assistência técnica e aconselhamento para projetos em fase de arranque. Desde o seu lançamento em 2015, a Plataforma de Aconselhamento geriu mais de 770 pedidos apresentados por promotores de projetos em todos os países da UE. Mais de 50 projetos da plataforma foram integrados na reserva de projetos do FEIE. Um deles era o desenvolvimento de um projeto de habitação social na cidade polaca de Poznań. O projeto, que também recebeu um empréstimo de 42 milhões de EUR do FEIE, permitirá a construção e a adaptação de apartamentos para cerca de 3 000 pessoas. Além disso, desde julho 2018 foram apresentados mais de 700 projetos no Portal Europeu de Projetos de Investimento — um ponto de encontro em linha dos promotores de projetos

e dos investidores. Até à data, foram publicados quase 400 destes projetos, que abrangem mais de 25 setores com elevado potencial económico. Segundo um inquérito realizado em 2017 entre os promotores dos projetos do portal, os investidores interessaram-se por 80 % dos projetos, entre os quais Ecoduna na Áustria, PLD Space em Espanha e Acellere na Alemanha.

CONTEXTO O Plano de Investimento para a Europa, também conhecido por Plano Juncker, foi lançado em novembro de 2014 para inverter a tendência de declínio dos reduzidos níveis de investimento e colocar a Europa na via da recuperação económica. Em julho de 2018, previa-se que as operações aprovadas no âmbito do Fundo Europeu para Investimentos Estratégicos do Plano Juncker mobilizariam 335 000 milhões de EUR de investimentos. Prevê-se que cerca de 700 000 pequenas e médias empresas (PME) venham a beneficiar de um melhor acesso ao financiamento. Em 12 de dezembro de 2017, o Parlamento Europeu e os Estados-Membros chegaram a um acordo sobre o regulamento para reforçar o FEIE e o objetivo de investimento, que passou para 500 000 milhões de EUR até ao final de 2020. O Regulamento FEIE 2.0 entrou em vigor em 30 de dezembro de 2017. O BEI, a Comissão e a Plataforma de Aconselhamento continuam a promover a utilização de plataformas de investimento; facilidades de investimento que congregam projetos mais pequenos e/ou de maior risco com base na localização geográfica ou setor. Tal contribui para uma melhor partilha dos riscos, tornará mais fácil atrair investidores privados e, em última análise, desbloqueará financiamento para os diferentes projetos. À data de junho de 2018, tinham sido aprovadas 41 plataformas de investimento, que deverão mobilizar mais de 34 800 milhões de EUR de investimentos. A avaliação independente do FEIE publicada em junho de 2018 conclui que a garantia da UE é um meio eficaz para aumentar o volume de operações de maior risco realizadas pelo BEI e utiliza menos recursos orçamentais do que os programas de subvenção europeus. Esta avaliação sublinha que o apoio do BEI é fundamental para os promotores, uma vez que proporciona um «selo de aprovação» do mercado, contribuindo assim para facilitar a angariação de fundos no futuro. Salienta igualmente a necessidade de continuar a melhorar o acesso ao financiamento para fins de inovação, bem como de reforçar as sinergias com outros programas de financiamento da UE. Em 6 de junho, a Comissão apresentou a sua proposta relativa ao sucessor do Plano Juncker para o próximo quadro financeiro plurianual: o Programa InvestEU.

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INFORMAÇÃO E APOIO

União dos Mercados de Capitais: Comissão dá orientações para a proteção dos investimentos transnacionais da UE A Comissão publicou dia 19 de julho orientações para ajudar os investidores da UE a invocarem os seus direitos perante as administrações e os tribunais nacionais e para ajudar os Estados-Membros a proteger o interesse público, em conformidade com a legislação da UE. A comunicação destas orientações visa melhorar o clima empresarial para os investidores da UE. Esta iniciativa é fundamental para apoiar o reforço do investimento no mercado único da UE. A legislação da UE não resolve todos os problemas que os investidores podem enfrentar no exercício das suas atividades. No entanto, a comunicação esclarece que a legislação da UE protege os direitos dos investidores da UE e que os investidores podem fazer valer esses direitos perante as administrações e tribunais nacionais. Os investidores da UE deixam de poder contar com os tratados bilaterais de investimento intra-UE (“TBI intra-UE”»). Tal como a Comissão tem repetidamente afirmado, estes tratados são ilegais, na medida em que se sobrepõem às regras do mercado único da UE e criam discriminações entre os investidores da UE. Num acórdão recente (no processo Achmea), o Tribunal de Justiça da União Europeia confirmou que a arbitragem investidor-Estado baseada nos tratados bilaterais de investimento intra-UE é ilegal. Na sequência deste acórdão, a Comissão intensificou o seu diálogo com todos os Estados-Membros instando-os a tomar medidas para denunciar os tratados bilaterais de investimento intra-UE. O Vice-Presidente da Comissão Valdis Dombrovskis, responsável pela Estabilidade Financeira, Serviços Financeiros e União dos Mercados de Capitais,

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declarou: “Fomentar o investimento é uma prioridade fundamental da União dos Mercados de Capitais. A legislação da UE estabelece o justo equilíbrio entre a proteção dos direitos dos investidores da UE e a possibilidade de os governos regulamentarem em prol do interesse público. No Mercado Único não há lugar para tratados bilaterais de investimento entre Estados-Membros. A presente comunicação constitui um sinal forte de que a legislação da UE já protege os investidores. Estes podem, por conseguinte, continuar a investir com confiança na UE.” Jyrki Katainen, Vice-Presidente responsável pelo Emprego, Crescimento, Investimento e Competitividade, afirmou: “Queremos incentivar o investimento na União Europeia. Os investidores precisam de contar com um contexto regulamentar mais previsível, estável e claro. Ao clarificar os direitos de que os investidores da UE beneficiam quando operam dentro do Mercado Único, a Comunicação hoje adotada contribuirá para assegurar que esses direitos são conhecidos e respeitados em todos os Estados-Membros. Espero que estas características contribuam para aumentar a confiança dos investidores e melhorar o clima de investimento na União Europeia”. A comunicação apresentada clarifica que: • A livre circulação de bens, ser-

viços, capitais e trabalhadores no Mercado Único da UE são liberdades fundamentais para os cidadãos da UE. Proporcionam às empresas e aos particulares o direito de criar uma empresa, investir numa empresa e fornecer bens e serviços através das fronteiras europeias. Os investidores da UE também estão protegidos pelos princípios gerais da não discriminação, da proporcionalidade, da segurança jurídica e da confiança legítima. A legislação da UE reconhece igualmente os direitos fundamentais, como o direito à liberdade de empresa, o direito de propriedade e o direito a uma proteção judicial efetiva. As regras da UE que protegem os investidores figuram no Tratado da UE, na Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia, nos princípios gerais do direito da União e em numerosa legislação setorial; • A arbitragem investidor-Estado entre um Estado-Membro e um investidor de outro Estado-Membro é incompatível com a legislação da UE, nomeadamente através de “TBI intra-UE”, como declarou recentemente o Tribunal de Justiça Europeu no acórdão proferido no processo Achmea. Nesse processo, o Tribunal de Justiça considerou que as cláusulas de arbitragem investidor-Estado baseadas nos tratados bilaterais de investimento da UE não são compa-

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tíveis com a legislação da UE e que não têm efeitos jurídicos. O acórdão Achmea é igualmente relevante para a aplicação do Tratado da Carta da Energia entre os Estados-Membros da UE. A Comissão considera que esse Tratado não pode ser utilizado como base para a resolução de litígios entre os investidores da UE e os Estados-Membros da UE. A legislação da UE já oferece um quadro jurídico abrangente e eficaz, incluindo vias de recurso, para os investidores intra-UE quando investem noutro Estado-Membro; • Além disso, a legislação da UE permite a regulamentação dos mercados no sentido de assegurarem os legítimos interesses públicos, como a segurança pública, a saúde pública, os direitos sociais, a proteção do consumidor ou a preservação do ambiente, quem podem ter consequências negativas para os investidores. As autori-

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dades públicas da UE e dos Estados-Membros têm o dever e a responsabilidade de proteger o investimento e de regular os mercados. Por conseguinte, a UE e os Estados-Membros poderão tomar medidas legítimas para proteger esses interesses. No entanto, só o podem fazer em determinadas circunstâncias e sob determinadas condições, e em conformidade com a legislação da UE. A presente comunicação contribuirá para evitar que os Estados-Membros adotem medidas que violem as regras da UE e para ajudar os investidores a invocarem os seus direitos perante as administrações e os tribunais nacionais. Proporcionará igualmente auxílio aos juristas na aplicação das normas da UE. CONTEXTO Um objetivo fundamental do Plano de

Investimento para a Europa consiste em criar um ambiente regulamentar mais previsível, estável e claro para promover o investimento. No âmbito deste trabalho, o Plano de Ação da União dos Mercados de Capitais (UMC) e a sua revisão intercalar sublinharam que um clima empresarial estável é crucial para incentivar um maior investimento na União Europeia. A Comissão está empenhada em melhorar e aprofundar as regras do mercado interno e o seu funcionamento. Para o efeito, a Comissão apresentou um conjunto de propostas legislativas, algumas das quais já foram adotadas pelo legislador da UE. A proteção dos direitos dos investidores da UE é garantida pelos tribunais nacionais e pelo Tribunal de Justiça Europeu, bem como pela Comissão, em especial através de procedimentos por infração.

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INFORMAÇÃO E APOIO

Reabertura das candidaturas SI2E APRODER e CHARNECA RIBATEJANA reabriram período de abertura das candidaturas ao sistema de incentivos ao empreendedorismo e ao emprego (SI2E).

Estão abertas até dia 12 outubro 2018 (1.ª fase) as candidaturas ao Sistema de Incentivos SI2E para os territórios de intervenção da APRODER e CHARNECA RIBATEJANA, nomeadamente: APRODER, concelhos de: • Azambuja; • Cartaxo; • Rio Maior; • Santarém (com exceção perímetro urbano). CHARNECA RIBATEJANA, concelhos de: • Almeirim; • Alpiarça; • Benavente; • Chamusca; • Coruche; • Golegã; • Salvaterra de Magos. O SI2E visa apoiar de forma simplificada pequenos investimentos empresariais de base local e complementar os atuais incentivos às empresas do domínio da competitividade.

TIPOLOGIAS DE OPERAÇÃO São passíveis de financiamento do SI2E as seguintes tipologias de operações: • Criação de micro e pequenas empresas ou expansão ou modernização de micro e pequenas empresas criadas há menos de cinco anos; • Expansão ou modernização de micro e pequenas empresas criadas há mais de cinco anos.

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QUEM APOIA • Micro e pequenas empresas, inseridas em todas as atividades económicas (com exceção das que integrem o setor da pesca e da aquicultura; o setor da produção agrícola primária e florestas; o setor da transformação e comercialização de produtos agrícolas; atividades financeiras e de seguros; lotarias e outros jogos de aposta).

INVESTIMENTOS ATÉ 100.000,00 € | OBRIGA À CRIAÇÃO LÍQUIDA DE POSTOS DE TRABALHO (PELO MENOS 1) | PERÍODO MÁXIMO DE INVESTIMENTO: 18 MESES. DESPESAS ELEGÍVEIS • Custos de aquisição de máquinas, equipamentos, respetiva instalação e transporte; • Custos de aquisição de equipamentos informáticos e software; • Custos de conceção e registo associados à criação de novas marcas ou coleções; • Serviços de arquitetura e engenharia relacionados com a implementação do projeto;

• Material circulante diretamente relacionado com o exercício da atividade em que seja imprescindível à execução da operação – limite de 90% do valor total elegível; • Estudos, diagnósticos, auditorias, planos de marketing e projetos de arquitetura e de engenharia essenciais ao projeto de investimento – até limite de 15% do total elegível; • Obras de remodelação ou adaptação, desde que contratadas a terceiros não relacionados com o adquirente beneficiário dos apoios, indispensáveis à concretização do investimento - até limite de 60% do total elegível; • Participação em feiras e exposição no estrangeiro - até limite de 15% do total elegível (limite 10% no caso da Aproder).

APOIOS • Incentivo de 30% a 60% a fundo perdido; • Apoio por posto de trabalho criado: valor mensal de 428,90€ (1 IAS) até máximo de 18 meses.

CANDIDATURAS • •

Fase 1 – até 12 outubro 2018 (18h) Fase 2 – até 31 dezembro 2018 (18h)

DOTAÇÃO ORÇAMENTAL GAL

FSE

FEDER

TOTAL DOTAÇÃO ORÇAMENTAL

APRODER

100.000,00 €

870.000,00 €

970.000,00 €

CHARNECA RIBATEJANA

100.000,00 €

970.000,00 €

1.070.000,00 €

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VIVER VIVER OO TEJO TEJO

Roteiro de Arte Pública – Ribatejo Ribatejo UniArte

O

Arte Pública fundação EDP é um mapa feito de um conjunto de obras de arte concebidas em espaços públicos de pequenas localidades de diversas regiões do país. Um programa desenhado pela fundação EDP para proporcionar a comunidades rurais um maior contacto com a arte, provocando, simultaneamente, uma reflexão sobre a sua função na sociedade. Sinais de trânsito transformados em figuras tradicionais como a da mulher de lenço na cabeça? Duas raízes de árvores entrelaçadas, com pernas e braços? Um moinho em cima de um burro? Um homem em cima de um escadote a apanhar estrelas? Obras “bonitas” e “boas para a terra”, como costumam dizer as pessoas destas comunidades, sem se alongarem a extrapolar significados para lá dos significantes que lhes são apresentados. É neste grau zero, é nesta marca de início, que reside a premência do programa Arte Pública fundação EDP, que introduz um contacto concertado por parte das populações com uma ideia contemporânea de cultura visual.

1 – CÉU ESTRELADO

4 – FLORES

Autoria: Priscilla Ballarin, Desejos Urbanos Freguesia: Vila da Marmeleira - União das Freguesias de Marmeleira e Assentiz Localização: Av. José Pereira Caldas

Autoria: Priscilla Ballarin, Desejos Urbanos Freguesia: Assentiz - União das Freguesias de Marmeleira e Assentiz Localização: Rua do Arneiro

2 - S/TÍTULO

5 - S/TÍTULO

Autoria: Alecrim Freguesia: Vila da Marmeleira - União das Freguesias de Marmeleira e Assentiz Localização: Rua Afonso Costa

Autoria: Samina e Alecrim Freguesia: Ribeira de S. João – União das Freguesias de S. João da Ribeira e Ribeira de S. João Localização: Rua 1º Dezembro, Cabeça Gorda

3 - S/TÍTULO Autoria: Samina Freguesia: Vila da Marmeleira - União das Freguesias de Marmeleira e Assentiz Localização: Parque das merendas ao lavadouro, Rua António José de Almeida

6 - S/TÍTULO Autoria: João Seguro Freguesia: Ribeira de S. João – União das Freguesias de S. João da Ribeira e Ribeira de S. João Localização: Rua 1º Dezembro, Cabeça Gorda


7 – CASA

10 – PACHAMAMA

Autoria: Priscilla Ballarin, Desejos Urbanos Freguesia: Ribeira de S. João – União das Freguesias de S. João da Ribeira e Ribeira de S. João Localização: Estrada Nacional 114, 17

Autoria: Alecrim Freguesia: S. João da Ribeira – União das Freguesias de S. João da Ribeira e Ribeira de S. João Localização: Grupo de Danças e Cantares de S. João da Ribeira / Antiga escola primária

8 – S/ TÍTULO

11 – BIBLIOTHECA ACEPHALICA

Autoria: Alecrim Freguesia: Ribeira de S. João – União das Freguesias de S. João da Ribeira e Ribeira de S. João Localização: Largo Luís Calado Vicente

Autoria: João Seguro Freguesia: S. João da Ribeira – União das Freguesias de S. João da Ribeira e Ribeira de S. João Localização: Centro Social Paroquial de S. João Batista

9 – MAR

Fonte: Roteiro RIBATEJO • Projeto UNIART Ver Roteiro completo em: https://www.fundacaoedp.pt/pt/artepublica

Autoria: Priscilla Ballarin, Desejos Urbanos Freguesia: S. João da Ribeira – União das Freguesias de S. João da Ribeira e Ribeira de S. João Localização: Estrada Nacional 114, 83ª


EMPREENDEDORISMO E INOVAÇÃO

Sotecnisol Power & Water assina Acordo Quadro de 15 M€ com o SUCH A Sotecnisol Power & Water foi uma das empresas selecionadas para celebrar um Acordo Quadro com o SUCH - Serviço de Utilização Comum dos Hospitais para investimentos de 15 M€ em projetos de autoconsumo fotovoltaico nas diversas instalações públicas para as quais o SUCH presta serviços. O Acordo Quadro, que terá uma duração de 4 anos, enquadra a instalação de diversos MW de energia fotovoltaica para autoconsumo em várias instalações suportadas num modelo de investimento por terceiros por períodos que variam dos 10 aos 20 anos. Para Filipe Bello Morais, Diretor Geral da Sotecnisol Power & Water, a participação neste projeto demonstra a ambição da empresa em reforçar o modelo de negócio BOT (Build, Operate and Transfer) em

instalações fotovoltaicas em regime de autoconsumo, em parceria com a Sonervest, empresa do grupo especializada em soluções de investimento. A Sotecnisol Power & Water faz parte do Grupo Sotecnisol e encontra-se vocacionada para o fornecimento de soluções completas de: aproveitamento e utilização de energias renováveis, implementação de sistemas de eficiência energética, proteção ambiental e tratamento de águas e resíduos. A sua oferta diferencia-se pela elevada qualidade dos produtos e serviços, suportada por profissionais com larga experiência no sector e parceiros de referência

no mercado. Por outro lado, a oferta de soluções combinadas com outras unidades de negócio da Sotecnisol, assim como mecanismos de partilha de investimento com os seus clientes, tornam as soluções da Sotecnisol Power & Water únicas no mercado nacional.

Gras Savoye já faz garantias para os veículos elétricos

Cascais reúne 500 estudantes internacionais para concurso de empreendedorismo Arrancou no dia 16 de julho no Centro de Congressos do Estoril, o evento que marca o arranque da segunda edição em Portugal do programa de empreendedorismo da European Innovation Academy, que reúne 500 participantes, entre eles 400 jovens internacionais que se juntam a mais de 100 portugueses para desenvolverem as suas ideias de negócio. Adicionalmente, este ano a EIA em Portugal recebe uma delegação de 100 participantes da Universidade de Berkeley, na Califórnia. No total, a EIA 2018 conta com mais de 700 investidores, mentores e jovens participantes. A edição deste ano, que tem como foco tecnologias como a inteligência

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artificial e o machine-learning, conta com a participação do AIBO, o cão-robô criado pela Sony. Em Portugal, o Santander Universidades, a Câmara Municipal de Cascais e a Daimler AG são os principais parceiros da European Innovation Academy, que conta também com o apoio da Beta-i e da Universidade Nova de Lisboa. Os prémios da EIA 2018 incluem oportunidades únicas para os participantes das ideias vencedoras contactarem com aceleradoras e incubadoras de empresas de topo, tais como a Alchemist Accelerator, Dybaw Venture Capital, AG Consulting, Hunter & Bard, Pitch60 e a Nixon Peabody. O programa termina no dia 3 de agosto.

Vocacionada para a garantia automóvel, a Gras Savoye NSA faz garantias para viaturas usadas, extensões de garantia de novo e usado, com assistência em viagem 24h válida em toda a Europa. Para além disso, a Gras Savoye encontra-se já também a fazer garantias para veículos elétricos. A Gras Savoye presta um serviço destinado exclusivamente aos profissionais do ramo automóvel que transferem para a GS NSA a gestão e responsabilidade da garantia das viaturas que comercializam. Cada vez são mais as exigências no mercado automóvel, especialmente no comércio de usados e na gestão do pós venda. A GS NSA tem como principal objetivo oferecer ao profissional soluções que permitam sobretudo satisfazer, fidelizar os seus clientes e rentabilizar as suas estruturas. Atendendo às novas exigências do mercado, para além dos serviços já prestados, a empresa com instalações em Santarém está também já a fazer garantias para viaturas elétricas, serviço este em que é pioneira. Os interessados em conhecer a oferta de serviços e respetivas condições da Gras Savoye, podem consultar o portal da empresa em www.nsa.pt.

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Associação apoia empreendedores da região

NERSANT coloca ideias de negócio em ação A NERSANT - Associação Empresarial da Região de Santarém estimula a iniciativa empresarial do Ribatejo, apoiando os empreendedores que pretendem criar negócios nesta região. Em junho, a associação dinamizou diversas sessões onde ajudou um conjunto de empreendedores da região a colocar as suas ideias de negócio em ação. Nas sessões, que decorreram em Abrantes e Santarém, estiveram 10 empreendedores que já iniciaram o processo de criação do próprio negócio e que ouviram a explicação mais detalhada e exemplificada de todo o processo de elaboração do Plano de Negócios. Os 10 empreendedores tiveram ainda a oportunidade de apresentar os seus modelos de negócio, trabalhando em conjunto e individualmente com os técnicos da NERSANT numa dinâmica de partilha, melhoria e afinação dos modelos e conceitos expostos, encaminhando-os para a concretização de um negócio de sucesso. Estas sessões de afinação do modelo de negócio, inseridas no programa de apoio à criação de empresas montado pela NERSANT, têm o nome de Banca Interna de Ideias em Ação. Consistem em sessões de mentoria para alertar os empreendedores para os cuidados a ter na elaboração de uma proposta de valor robusta, na importância de conhecer muito bem o segmento de clientes e em definir o seu posicionamento face aos concorrentes. Nas reuniões, são dadas indicações quanto à forma como os empreendedores devem pensar e olhar para o seu modelo de negócio, colocando todas as hipóteses e alternativas ao desenvolvimento da ideia. Em termos práticos, as sessões permitem ainda que os empreendedores melhoram a sua capacidade de comunicação, uma vez que todos apresentam as suas ideias. O trabalho em equipa, também fomentado através da realização de exercícios de conjunto”, permite ainda pensar o negócio de forma diferenciada. Este apoio facultado pela NERSANT é inteiramente gratuito. Para aceder ao mesmo, apenas uma condição é necessária: ter a ideia de negócio. Os interessados em beneficiar deste apoio técnico da associação empresarial podem contactar a equipa técnica da NERSANT através do e-mail sitiodoempreendedor@nersant.pt ou do telefone 249 839 500

StartUP Voucher 2018 tem candidaturas abertas até 10 de setembro

O StartUP Voucher é uma das medidas da StartUP Portugal Estratégia Nacional para o Empreendedorismo, que dinamiza o desenvolvimento de projetos empresariais que se encontrem em fase de ideia, promovidos por jovens com idade entre os 18 e os 35 anos, através de diversos instrumentos de apoio disponibilizados ao longo de um período de até 12 meses de preparação do projeto empresarial. Este concurso destina-se a projetos que beneficiem as regiões NUT II - Norte, Centro e Alentejo ou NUT II - Lisboa, admitindo-se a realização de ações fora das mesmas desde que beneficiem a economia daquelas regiões.

TIPOLOGIAS DE APOIO DO STARTUP VOUCHER: • Bolsa - valor mensal atribuído por promotor para o desenvolvimento do projeto empresarial; • Mentoria - acesso a uma rede de mentores que forneçam orientação aos promotores; • Acompanhamento do projeto - por parte de entidade acreditada; • Prémio de avaliação intermédia - atribuição de prémios aos projetos que obtenham avaliação intercalar positiva em função do cumprimento dos objetivos de cada fase; • Prémio de concretização - atribuição de um prémio à concretização do projeto empresarial através da criação de empresa com a constituição de sociedade comercial.

Governo quer investir 3% do PIB em investigação científica até 2030 O Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, afirmou que o Governo tem o objetivo de aumentar o investimento em investigação científica para atingir a meta de 3% do Produto Interno Bruto até 2030. Em Lisboa, na sessão de abertura do Encontro Ciência 2018, o Ministro referiu que o caminho para esta meta passa por “duplicar a despesa pública e multiplicar por quatro a privada”. “Em 2016, crescemos 142 milhões, em 2017 foi 175 milhões. Neste momento, a despesa privada é superior à despesa pública, temos de continuar esta trajetória e crescer mais para atingir os 3%” em 2030, disse Manuel Heitor. O Ministro sublinhou o orgulho por Portugal ter registado o segundo ano de crescimento consecutivo no investimento em inves-

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tigação científica, atingindo os 2563 milhões de euros em 2017: “Estamos a convergir para a Europa, na direção que o Governo tinha definido, mas precisamos de crescer mais”. “Estamos com 1,33% do PIB investido em investigação e desenvolvimento, em 2015 tínhamos 1,2%, obviamente que temos uma trajetória até 2030 para atingir 3%, mas estamos no bom caminho”, acrescentou.

APOSTA NA SIMPLIFICAÇÃO E NO EMPREGO CIENTÍFICO O Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior reiterou a necessidade de reduzir a burocracia, recordando a importância do programa Mais Ciência, Menos Burocracia, e realçou que o País está “num combate diário para mais emprego científico e maior diver-

sificação de carreiras”. “A empregabilidade é um aspeto crítico, não abdicaremos de trazer mais financiamento para a tecnologia, mais emprego científico”, disse Manuel Heitor, acrescentando que o programa de estímulo de emprego científico, já em curso, e a dignificação da carreira científica estão entre as prioridades do Governo. O Governo lançou linhas de financiamento e tem mais de 2000 lugares em concurso, pretendendo garantir até ao final da legislatura 5000 novos lugares. O Encontro Ciência 2018 reuniu em Lisboa centenas de cientistas e investigador para debater a situação do setor, entre si e com a administração pública e as empresas, mas também para conhecer vários projetos de investigação e trocar experiências.

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EMPREENDEDORISMO E INOVAÇÃO

JASMIM cria produtos inovadores para bebés Era uma vez... uma recém-mamã com um problema: a complicada tarefa de ir com a sua bebé às compras ao supermercado. Numa época em que tanto se fala de empreendedorismo, Léa Gonçalves arregaçou mangas e criou a JASMIM, marca que está já a vender produtos inovadores para o transporte de bebés em carrinhos de supermercado.

Quando se tem um filho, passamos a olhar para o ditado “a necessidade aguça o engenho” com outros olhos. Surgem imensas armadilhas diárias, questões de logística e muita “artilharia pesada” para se poder sair de casa com os pequenos. Se preciso de ir a um supermercado mas tenho um bebé de colo vejo-me a braços com um grande obstáculo: o carrinho das compras. Não é humanamente possível uma pessoa conduzir o carrinho das compras e o do bebé ao mesmo tempo com eficácia. Podemos, então, colocar o ovo onde está o bebé dentro do carro das compras. Problema resolvido. Mas e as compras? Onde ficam? Os carrinhos ficam sem espaço para o seu propósito.

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Ora bem, a JASMIM resolveu esse dilema e os entraves a ele associados. De facto, Léa Gonçalves tornou-se mãe e, quase ao mesmo tempo, empresária. Foi a estas questões que se viu obrigada a responder aquando do nascimento da sua filha Íris Jasmim, e decidiu, pela sua própria mão, criar a solução. Quando se viu a braços, literalmente, com a sua filha de dois meses e sem ter uma forma prática e segura de ir às compras, surge o primogénito da marca JASMIM, nome inspirado na sua filha, o Jammack. “Levava a minha filha comigo ao supermercado e quando o colocava no carrinho de supermercado, constatei que não havia espaço para as compras”, recorda Léa, que mesmo tendo acatado sugestões de amigas e de outras pessoas e feito experiências com slings e marsúpios, constatou que “nada resultava”. Surge, então, a ideia que vem dar

origem ao negócio JASMIM: “vou fazer eu, quero fazer eu”. A ideia já era clara: “queria fazer algo em tecido mas havia um problema, eu não sabia costurar”. A empreendedora, desempregada à data, pesquisa sites que ensinam a costurar e até frequenta uma formação de costura do IEFP. Surge então o protótipo do Jammack, indicado para bebés até cerca dos 6 meses. O produto assemelha-se a uma cama de tecido que fica presa nas laterais do carro de supermercado, deixando toda a área debaixo do produto livre para as compras e é comercializado em tamanho único. Tem uma bolsa e uma barra onde se podem colocar os brinquedos preferidos do bebé. Pouco tempo após a criação do Jammack, surge o segundo produto, batizado de MimiHug. Também de tamanho único é descrito como “uma faixa que abraça o bebé e o protege de tombar da cadeira

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instalada nos carros de supermercado. Está indicado para bebés a partir dos 6 meses, exceto se ainda não se sentarem sozinhos. O produto apresenta também “uma bolsa para as fraldinhas de pano, os lenços, uma chucha, qualquer coisa”, explica Léa, que “dá para colocar ou tirar porque tem molas de pressão”. O produto tem também uma fita para prender os brinquedos para que “não caiam para o chão ou se percam dentro do carro das compras”, explica a empresária enfatizando o carácter prático e responsivo às características de um produto para bebé. Estes dois produtos estão protegidos através do INPI com o registo “Desenho ou Modelo”. Neste momento, estão já em concretização mais três produtos que estarão futuramente no mercado, após ser realizado o mesmo registo.

PROGRAMA DE ACELERAÇÃO NERSANT Para chegar ao produto final foi preciso desbravar caminho, investigar e pesquisar. Nesse primeiro trilho surge a NERSANT com o Programa de Aceleração de Ideias, que se revelou uma ajuda essencial. “O programa de Aceleração de Ideias ajudou-me imenso porque o Plano de Negócios é muito importante e assim fiquei com uma ideia mais clara de como transformar esta ideia num negócio de sucesso. Numa fase muito embrionária da ideia de negócio as dúvidas são mais que muitas e para as clarificar existe este programa com consultores muito bons, muito profissionais, que me deram toda a ajuda necessária”, disse a empreendedora. Léa Gonçalves explicou ainda que foi com a elaboração do estudo de mercado e do plano de negócios que se faz no programa que começou efetivamente a perceber que “havia mesmo uma possibilidade de passar da ideia para o negócio”.

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Uma vez que não conseguia emprego na sua área, começa, assim, a cimentar a ideia de que o melhor seria “seguir com os produtos”. Da sua incursão pela costura resultaram alguns protótipos “não muito bonitos” e para um acabamento de qualidade, acaba por contratar uma costureira. Com a base de conhecimento que adquiriu no Programa da NERSANT, pôde começar a completar o puzzle que é o Plano de Negócios até à constituição da empresa. “Com a conclusão do programa, já me sentia mais preparada. Pouco tempo depois abri a empresa, registei a marca e as patentes. Neste momento os produtos estão já disponíveis para venda, sendo que a compra dos mesmos pode ser feita através do nosso site ou da página de Facebook. Só mais tarde vamos tentar entrar nas lojas físicas”, contou. A formação da NERSANT proporcionou, pelas palavras da empreendedora “perceber que a constituição da empresa seria longa viagem”. Produtos para bebés requerem uma avaliação minuciosa e estes “tiveram de ir para um laboratório, foram feitos rigorosos testes de segurança para terem o certificado. Os produtos só foram colocados no mercado após passarem todos os testes de segurança” completa, recordando que os mesmos seguiram os Ensaios Técnicos do Comité Europeu de Normalização (CEN/TR 13387).

UM SONHO TORNADO REALIDADE “Desde pequena que penso ser empresária e até no liceu tentava vender alguns produtos às minhas amigas”, afirmou Léa Gonçalves, que garantiu ter tido sempre “veia de empreendedora”. Na realidade, como contou a empreendedora à Ribatejo Invest, o mundo dos negócios não lhe era totalmente desco-

nhecido, uma vez que já teve uma pizzaria com a mãe e uma loja de produtos de decoração, sozinha, ao mesmo tempo que continuava a trabalhar num hotel como rececionista. “É preciso gostar mesmo disto, pela dificuldade de todo o processo e da perseverança que deve ser inerente a uma alma empreendedora”, desabafou Léa, acrescentando que é mesmo preciso ter uma certa “vocação” para se ser empresária. “As contrariedades são tantas, que só pessoas resilientes, persistentes e insistentes conseguem chegar a bom porto”, concluiu. A insistência, vocação e até alguma teimosia estão já a dar frutos. Quer o portal da empresa - www.jasmilin.pt -, como a página de facebook da marca, está a ter muitas visualizações, o que se reflete nos pedidos de esclarecimento e posteriores encomendas. O potencial de internacionalização destes dois produtos, fez saber a empreendedora, é enorme, pelo que Léa Gonçalves está, neste momento, à procura de um parceiro que ajude na vender das patentes a uma grande marca/empresa para que os mesmos possam viajar por esse mundo fora. Os interessados em obter mais informações sobre a JASMIM e os seus produtos, podem solicitar mais informações através do e-mail geral@jasmilin.pt.

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Startup Portugal: 20 novas medidas para apoiar o empreendedorismo Reedição de Medidas do Programa Original O programa StartUP Portugal, lançado em 2016, apresentou uma estratégia nacional para o empreendedorismo, com o objetivo de reforçar o ecossistema e a capacidade de financiamento das empresas tecnológicas, e fomentar a competitividade da economia, pela atração de investimento estrangeiro na área tecnológica, renovação do tecido económico e criação de mais emprego qualificado. Apesar da evolução registada no ecossistema de empreendedorismo português desde o lançamento da estratégia StartUP Portugal ser notória, o Governo reconhece a importância de reforçar e dar continuidade ao trabalho já desenvolvido nesta área. O Programa Startup Portugal+ dá um novo impulso à estratégia inicial e atua perante os desafios emergentes, através de um conjunto de novas medidas destinadas a atrair mais talento, explorar novos mercados e dar mais apoio através de intervenções junto do ecossistema, no financiamento e no apoio à internacionalização. Além da consolidação e reativação de algumas medidas do programa original, são agora lançadas 20 novas medidas igualmente divididas por três eixos de atuação: “+Ecossistema”, “+Financiamento” e “+Internacionalização”.

O Programa Startup Portugal+ dá um novo impulso à estratégia inicial e atua perante os desafios emergentes, através de um conjunto de novas medidas destinadas a atrair mais talento, explorar novos mercados e dar mais apoio através de intervenções junto do ecossistema, no financiamento e no apoio à internacionalização.” 36

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1. STARTUP VOUCHER Apoio destinado ao desenvolvimento de projetos empreendedores na fase da ideia, que apoia a fase de projeto. Consiste na atribuição de diversas ferramentas técnicas e financeiras, que incluem um subsídio mensal de cerca de 700 euros, destinadas a viabilizar a criação de novas empresas inovadoras por jovens empreendedores. Novidade: Novo aviso de candidaturas aberto a 9 de julho, 400 vagas, incluindo pela primeira vez projetos candidatos da região de Lisboa. A medida passa a contar com 2 avisos por ano.

2. PROGRAMA MOMENTUM Apoio destinado a recém-graduados e finalistas do Ensino Superior que tenham beneficiado de bolsas de ação social durante o curso e que, no final dos estudos, querem desenvolver uma ideia de negócio, através da candidatura a um conjunto de apoios que viabilizem o seu projeto. Este programa promove a igualdade e a inclusão, garantindo que nenhum jovem deverá deixar de desenvolver as suas ideias de negócio por falta de condições financeiras. Novidade: O número de projetos apoiados no âmbito deste programa aumentará significativamente. Estima-se a abertura de 50 vagas por ano.

3. VALE INCUBAÇÃO Apoio a empresas com menos de um ano na área do empreendedorismo, através da contratação de serviços de incubação prestados por incubadoras certificadas. Os apoios incluem: serviços de gestão, serviços de marketing, assessoria e apoio jurídico, apoio à digitalização e proteção da proprieda-

de intelectual, e apoio a candidaturas a concursos de empreendedorismo e inovação. Novidade: Aceitação de candidaturas em contínuo e aumento do valor máximo do apoio para 7.500 euros, exceto em Lisboa (5.000 euros).

4. MISSÕES DE INTERNACIONALIZAÇÃO (MISSIONS ABROAD) Aumentar o apoio e a promoção da participação de startups portuguesas em grandes eventos de tecnologia internacionais e nas Comitivas Oficiais com membros do Governo em visitas ao estrangeiro, incluindo nas missões promovidas por entidades públicascomo a AICEP e Turismo de Portugal. Pretende-se assim continuar a promover a visibilidade das startups nacionais no estrangeiro e de Portugal como país sofisticado e inovador, seguindo uma estratégia concertada. Próximas missões/eventos 2018: Alemanha (setembro), Reino Unido (setembro), TechCrunch (setembro), SLUSH – Helsínquia (dezembro), TechCrunch - Berlim (dezembro).

5. ROAD2WEBSUMMIT Apoiar e preparar as startups portuguesas para que estas maximizem os proveitos resultantes da participação no maior evento de empreendedorismo tecnológico do mundo. Em 2018, o número de startups portuguesas a participar no Web Summit vai registar um novo aumento. Depois de 65 startups apoiadas no primeiro ano, e de 150 no segundo, em 2018, haverá 200 startups portuguesas, sendo que a participação portuguesa no âmbito desta iniciativa incluirá também 25 empresas corporates.

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20 Novas Medidas de Apoio ao Empreendedorismo + ECOSSISTEMA 1. STARTUP HUB – PLATAFORMA DIGITAL DE MAPEAMENTO E MATCHMAKING Criação de uma plataforma digital de mapeamento das startups e das incubadoras nacionais, que incluirá informação centralizada sobre todo o tipo de apoios disponíveis para o ecossistema de empreendedorismo nacional. A plataforma incluirá ainda uma ferramenta destinada a aproximar as startups de empresas da indústria e serviços, através do lançamento de desafios tecnológicos pelas empresas e da apresentação de soluções inovadoras que respondam a essa procura pelas startups.

em Portugal, estimulando e fortalecendo as relações entre ambas. Esta iniciativa será associada ao desenvolvimento do Startup Hub.

3. FORMAÇÃO PARA EMPREENDEDORES Cursos de formação destinados a empreendedores e colaboradores de startups comparticipados a 90% através de fundos COMPETE. Esta medida permitirá aumentar a oferta formativa das incubadoras e responder às necessidades identificadas pelos empreendedores, capacitando-os para enfrentar os desafios exigentes relacionados com o desenvolvimento de negócio numa startup. Meta: 1200 formandos.

2. PITCH VOUCHER

4. INOVGOV – SOLUÇÕES INOVADORAS DE STARTUPS PARA O SETOR PÚBLICO

O Pitch Voucher consistirá numa senha de acesso atribuída às startups para que estas possam ter a oportunidade de desenvolver relações comerciais/empresariais com empresas corporates procurando assim garantir financiamento e novos clientes, assim como mentoring. Esta medida visa facilitar o acesso das startups a empresas consolidadas instaladas

Pretende-se aproximar as startups do setor público e promover as soluções inovadoras desenvolvidas pelas mesmas junto dos gestores de entidades públicas de diferentes setores de atuação. Esta medida visa reduzir barreiras existentes e promover a modernização do Estado, através da difusão e transmissão de conhecimento para que empresas inovadoras saibam

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como podem aceder e concorrer a concursos públicos nas suas áreas de negócio e para que os responsáveis pela gestão de compras públicas tomem conhecimento dos produtos ou serviços inovadores desenvolvidos em Portugal.

5. OPEN KITCHEN LABS Apoiar startups que pretendam testar novos produtos, serviços ou conceitos na área da restauração. As instalações e equipamentos da rede de 12 Escolas de Turismo em todo o país serão disponibilizadas para a realização de testes e ensaios que os empreendedores necessitem de fazer para desenvolver novos produtos e serviços. Através desta medida as startups poderão avaliar e validar a viabilidade dos seus negócios de forma sustentada.

6. ENERGY CHALLENGE Apoio a startups de base tecnológica para desenvolverem ideias e projetos inovadores na área da energia, que ajudem a resolver desafios tecnológicos existentes. Será financiado o desenvolvimento inicial de soluções tecnológicas inovadoras nas áreas das energias renováveis e eficiência energética (medição, gestão, tecnologias

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de redução de consumo, materiais) e da geração a partir de fontes renováveis. Incluirá o apoio a planos de negócio e análise de risco, a proteção de propriedade intelectual, desenvolvimento de protótipos laboratoriais ou atividades de certificação e marcação, com vista a desenvolver produtos e serviços inovadores e com forte potencial de mercado e de internacionalização. O financiamento será entre 20 e 50 mil euros por projeto, não reembolsáveis.

7. INOV COMÉRCIO O comércio em Portugal é constituído predominantemente por empresas de pequena dimensão, em contexto de gestão familiar, com dificuldade para captar novos talentos e fomentar a modernização do setor. Através do Inov Comércio pretende-se lançar concursos para valorizar ideias e projetos inovadores, que contribuam para estimular o empreendedorismo e inovação na área do comércio.

+ FINANCIAMENTO 8. FUNDOS DE COINVESTIMENTO INTERNACIONAL Implementação de um fundo de coinvestimento internacional para domiciliar

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fundos de capital de risco em Portugal. Pretende-se atrair para Portugal fundos de capital para investimento em startups em regime de coinvestimento com origem em instituições multilaterais internacionais, assegurando uma contrapartida pública nacional que, em conjunto com a contrapartida privada, permita atingir um coinvestimento até entre 10 e 50 milhões de euros por fundo, a realizar faseadamente, para dotação dos respetivos instrumentos financeiros. O envelope financeiro deste instrumento permite criar fundos até 200 milhões de euros.

9. LINHA ADN START UP Criação de um apoio financeiro, através de uma linha de crédito com garantia específico para startups e microempresas na fase inicial do seu ciclo de vida. Esta linha tem 10 milhões de euros disponíveis para empresas com 4 ou menos anos de existência e com um mínimo de 15% de capitais próprios. O montante máximo de financiamento por empresa é de 50 mil euros podendo elevar-se para o dobro em condições específicas. O prazo das operações apoiadas poderá ir até 8 anos, contando todas as startups com um período de carência de capital até 24 meses. A linha ADN Start Up inclui mecanismos de contragarantias direcionado a startups, ativando assim o Sistema

de Garantia Mútua junto do ecossistema nacional de empreendedorismo e permitindo que as mesmas desenvolvam uma estratégia de crescimento e sustentabilidade.

10. KEEP- KEY EMPLOYEE ENGAGEMENT PROGRAM Incentivo fiscal para os trabalhadores das empresas do setor tecnológico com menos de 6 anos tendo em vista o estímulo à competitividade e à capacidade de retenção de quadros altamente qualificados. Através desta iniciativa, os trabalhadores que detenham participações em capital da empresa, através de um prémio salarial ou aquisição individual, estarão isentos em sede de IRS na remuneração incluída nessas participações em capital.

11. INSTRUMENTOS DE DINAMIZAÇÃO E COINVESTIMENTO COM INCUBADORAS E ACELERADORAS Criação de apoios a programas de aceleração e linhas de cofinanciamento com incubadoras e aceleradoras, num modelo idêntico às linhas desenvolvidas com Business Angels e Capitais de Risco. Este novo mecanismo facilitará o acesso a capital por parte dos empreendedores e fomentará o aparecimento de programas de aceleração que envolvam várias incubadoras da rede nacional de incuba-

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doras, seguindo o modelo que tem vindo a ser implementado por incubadoras e aceleradoras internacionais.

Criação de uma linha de financiamento a operações de entrada em capital que permita acelerar o crescimento das startups, melhorando o seu acesso a diferentes mecanismos de financiamento. Este instrumento será operacionalizado pela IFD e prevê que as operações de investimento em capital nas startups possam ser revertidas a médio prazo, com a transformação das participações em empréstimo a médio e longo prazo, utilizando um esquema fixo de reembolsos. Através desta linha as startups garantem um financiamento por capital que poderão recuperar num prazo e esquema de recompra pré-definido, recuperando assim as participações no capital da empresa.

tars - uma das maiores aceleradoras mundiais - focado na utilização de tecnologia no setor da hospitalidade (alojamento & restauração). O METRO Accelerator é um programa intensivo que envolve consultoria, aprendizagem conjunta, teste de produto e mentoria para desenvolvimento de negócio e atração de mais investimento. Permite o acesso das startups selecionadas a mais de 500 restaurantes e hotéis, através dos quais as startups poderão testar e validar os seus produtos ou serviços, assim como estabelecer contactos com diversos investidores internacionais da rede Techstars. A atração deste programa para Portugal contribuirá para a internacionalização do ecossistema de empreendedorismo nacional, assim como promove o desenvolvimento e aceleração de projetos empresariais inovadores na área do turismo. Financiamento: 500 mil euros.

13.LINHAS DE FINANCIAMENTO PARA PROJETOS TECNOLÓGICOS NO TURISMO

16.ESPAÇO EMPRESA PARA STARTUPS – FAST TRACK TO LAND IN PORTUGAL

Lançamento de instrumentos de apoio ao desenvolvimento de projetos tecnológicos no Turismo, incluindo soluções inovadoras na área da digitalização de experiências turísticas e projetos baseados em realidade virtual, realidade aumentada e inteligência artificial. Será criada uma linha de apoio específica à Digitalização no Turismo no âmbito do Programa Valorizar e a Portugal Ventures lançará uma call de capital de risco – Turismo tech.

Criação de dois pontos de atendimento para empreendedores estrangeiros onde se garanta atendimento bilingue (português e inglês), e de um pacote específico de informação em várias línguas para startups que se pretendam instalar em Portugal, reduzindo barreiras linguísticas e orientando os empreendedores internacionais para beneficiarem dos apoios existentes e de um processo de criação da empresa simples e rápido. Este espaço funcionará como um ponto de informação centralizado e integrado, destinado aos empreendedores nacionais e internacionais que desejem realizar serviços e obter informações inerentes à criação e desenvolvimento da sua atividade, incluindo todo o tipo de apoios disponibilizados ao ecossistema nacional de empreendedorismo.

12.CAPITAL + ACELERAÇÃO

14. CALL MVP – MINIMUM VIABLE PRODUCTS A iniciativa visa possibilitar o acesso a investimento de capital de risco por parte de projetos de novas ideias, tecnologias, produtos ou serviços que prevejam a criação de um MVP e sua comercialização no mercado global. Serão cobertas entre outras as áreas de Digital (Enterprise, Cibersecurity, Networks, Artificial Intelligence, AR/VR, Marketplaces, Blockchain e IoT) e Engineering & Manufacturing (New Materials, Electronics, Robotics, Cleantech, Agrotech, SeaTech). Os projetos selecionados pela Portugal Ventures beneficiarão de um investimento de até 1 milhão de euros.

+ INTERNACIONALIZAÇÃO 15. METRO ACCELERATOR FOR HOSPITALITY POWERED BY TECHSTARS Captação para Portugal do programa de aceleração internacional da rede Techs-

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17.TECH VISA – ATRAÇÃO DE TALENTO PARA PORTUGAL Programa direcionado para empresas tenológicas e inovadoras, inseridas no mercado global, que pretendam atrair novos quadros altamente qualificados e especializados para Portugal que sejam nacionais de países não inseridos no Espaço Schengen. A análise da elegibilidade e do mérito das empresas candidatas ficará à responsabilidade do IAPMEI. O Tech Visa vai acelerar e facilitar a entrada de quadros altamente qualificados no mercado de trabalho português, ficando os mesmos dispensados de entrevista em Embaixada/ Consulado português no país de origem para obtenção do visto de residência.

18. DIGITAL HACKATHONS NAS ÁREAS DO COMÉRCIO, TURISMO E INDÚSTRIA Promover a realização de Hackathons temáticos para acelerar a transformação digital nos setores do Comércio, Turismo e Indústria. Pretende-se que as startups resolvam desafios tecnológicos concretos identificados nestes setores, aumentando-se assim a visibilidade e reconhecimento das mesmas. No caso específico do comércio esta iniciativa permitirá responder aos desafios relacionados com o surgimento de novas tecnologias e novos hábitos de consumo. Será uma medida aberta à comunidade internacional e que poderá contribuir também para a internacionalização dos setores em questão.

19. ABRIR CENTRO DE INOVAÇÃO NO TURISMO COM UMA DIGITAL ACADEMY E UMA INCUBADORA ESPECIALIZADA NO SETOR Criação de um centro dinamizador de inovação de turismo, envolvendo os diversos stakeholders nacionais e internacionais do setor. Terá como missão promover a inovação no setor do turismo, apoiando o desenvolvimento de novas ideias de negócio, o desenvolvimento e experimentação de projetos e a capacitação das empresas no domínio da inovação e da economia digital. No seio do Centro de Inovação será implementada a Digital Tourism Academy - um programa de capacitação das empresas para o digital - e uma incubadora de empresas especializadas no desenvolvimento de soluções inovadoras para o setor do Turismo, que pretende também atrair também startups internacionais.

20. THINK TANK DE APOIO AO MERCADO ÚNICO DIGITAL PARA A EUROPA Criação de um think tank para analisar e desenhar medidas para ajudar as startups a escalarem dentro do mercado europeu, acelerar significativamente a criação do Mercado Único Digital (DSM) e afirmar Portugal na liderança de uma política inovadora para o empreendedorismo digital na Europa. A associação Startup Portugal ficará responsável por moderar e promover o diálogo com os principais parceiros em Bruxelas e nos Estados Membros da UE, nomeadamente com as principais associações de startups europeias. Este grupo irá propor novas medidas para facilitar a internacionalização de startups dentro da Europa, para modernizar a indústria (Indústria 4.0) e promover mais e melhor acesso a um mercado único de mais de 500 milhões de pessoas

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Santarém lidera investigação na utilização de insetos para alimentação Foi criada, em Santarém, a Portugal Insect, associação que pretende reunir todas as empresas portuguesas que se dedicam à produção de insetos para a alimentação animal e humana. É na Estação Zootécnica Nacional (EZN), polo do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV) que a associação tem a sua sede.

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utrix, Entogreen e Portugal Bugs foram as três empresas que se juntaram para criar esta Associação, que começa agora a dar os primeiros passos. O objetivo é unirem esforços e apoiarem todas as empresas que operam no setor (e já são muitas) a preparem-se para as alterações legislativas que se esperam para breve e que irão possibilitar a introdução de insetos na alimentação humana, no espaço europeu. Rui Nunes, da Entogreen, considera que “este é um setor emergente, onde ainda não havia nenhuma associação que nos defendesse, por isso achámos que fazia sentido”. Estas três startups trabalham em áreas diferentes. Em comum têm apenas o facto de se dedicarem à produção e transformação de insetos. Para já, um dos desafios que a Portugal Insect tem pela frente passa por modificar a perceção que os consumidores e o legislador têm acerca deste tema, de forma a viabilizar o desenvolvimento deste setor, tarefa que não será fácil. Se na maior parte dos países asiáticos, africanos ou até na América Latina a utilização de insetos na alimentação é algo perfeitamente normal e visto até como uma iguaria, em Portugal, e na generalidade dos países ocidentais, a utilização de insetos na alimentação, especialmente na alimentação humana, é encarada com muita estranheza, para não dizer mesmo, repugnância. Apesar de tudo, a utilização de insetos na alimentação é uma tendência crescente a nível mundial, apoiada pelas Nações Unidas, que vê nos insetos uma fonte alternativa de proteína, ambientalmente mais sustentável e capaz de responder a uma procura contínua de alimentos motivada pelo crescimento da população mundial. De salientar que há insetos que conseguem ter a quantidade máxima de aminoácidos essenciais ao ser humano e que este não consegue sintetizar.

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José Gonçalves, da Nutrix, empresa sediada na Startup de Santarém, tem uma visão otimista acerca deste assunto e recorda que a forma como encaramos os alimentos vai mudando ao longo dos tempos. “Há relatos de, no Séc. XVIII, prisioneiros nos EUA serem alimentados com lagosta, porque esta era considerada um alimento muito pouco nobre e vista como uma depuradora da água do mar”. Acrescenta ainda que “se há 20 anos, nos dissessem que hoje íamos andar a comer peixe cru e que íamos isso achar uma iguaria, não acreditaríamos”. “Há aqui um aspeto fundamental que é percebermos que estamos a falar de insetos

que são produzidos em condições controladas, em condições industriais, e nunca da captura de insetos na natureza, portanto o alimento que lhes é dado e as condições em que se desenvolvem estão perfeitamente controladas para os tornar adequados à alimentação humana e isso dá ao consumidor uma confiança e segurança alimentar”. Importa sublinhar que os insetos utilizados neste processo não são capturados nos campos, mas sim criados especificamente para este fim, cumprindo todas as regras de HACCP. “Não podemos comer insetos que andam na natureza porque estes podem ter comido plantas que foram expostas a

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pesticidas o que é extremamente perigoso”, por isso “quem pretender comprar insetos deve recorrer a produtores certificados”, deixam o alerta. Aliás, das milhares de espécies de insetos que existem, apenas cinco estão autorizadas para o consumo humano e apenas sete para a alimentação animal. Contudo, a utilização dos insetos inteiros e visíveis incorporados no produto final de venda ao consumidor, parece, para já, um cenário longínquo. O caminho a seguir para facilitar a sua aceitação junto dos consumidores passa pela sua transformação em farinha, que depois será utilizada para enriquecer massa, pão, bolachas, patés. A Nutrix tem em fase experimental a utilização de farinha de grilo em produtos destinados à alimentação humana. Também a Portugal Bugs está a trabalhar na produção de farinha de diversos insetos como o grilo doméstico (Acheta domesticus), besouro-menor (Alphitobius diapernius) e o Tenebrio molitor, para posterior utilização em barras proteicas, massas, chocolates, pães e bases de pizza. Guilherme Pereira, fundador da Portugal Bugs, esclarece que com a legislação atual, neste momento não é possível vender nada, “apenas criamos e desenvolvemos novos produtos para, quando tivermos oportunidade, conseguirmos colocar o produto no mercado sem dependermos de terceiros”. Já a Entogreen está focalizada na produção de insetos para a alimentação animal. O projeto que estão atualmente a desenvolver consiste na utilização de uma espécie de mosca (Soldado Negro) que converte os subprodutos agroindustriais alimentares provenientes de empresas agrícolas da região, em fertilizantes orgânicos e produtos para

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alimentação animal, cumprindo o conceito de economia circular. No caso da alimentação animal, a legislação já permite, desde julho do ano passado, a utilização de insetos como fonte proteica na alimentação de peixes em aquacultura e espera-se que, em 2019, venha a ser permitida na alimentação de aves e porcos.

SANTARÉM LIDERA INVESTIGAÇÃO A escolha do INIAV, na Estação Zootécnica Nacional em Santarém, para sede da Portugal Insect foi justificada pelos seus fundadores como uma espécie de reconhecimento pelo apoio que esta instituição tem dado aos vários projetos de investigação em curso neste setor. “Se algum dia o inseto tiver algum papel importante na economia nacional, muito se deve ao papel do INIAV, e ao apoio que temos sentido por parte de algumas autarquias e da CIMLT”, frisou Daniel Murta. Por outro lado, é aqui no Ribatejo, o centro agrícola do país, que se encontram muitos excedentes agrícolas e agroindustriais que são importantíssimos para o desenvolvimento desta atividade. Esses excedentes, que de outra forma iriam parar a aterros ou serviriam para compostagem, são, graças aos insetos, reutilizados, valorizados e reintegrados novamente na cadeia alimentar, sem desperdício nutricional. “Os insetos estão ligados à agricultura, a agricultura está ligada aos subprodutos, quanto mais próximos estivermos deles, maior vai ser a rentabilidade, menores vão ser os custos, e maior será a probabilidade de produzirmos um produto de melhor qualidade com bons preços para o mercado”, explica Rui Nunes, da Entogreen.

Neste momento, a legislação europeia para a introdução de novos alimentos obriga a que façam todos os testes de segurança alimentar, sendo precisamente nessa fase que se encontra a produção de insetos para alimentação. Seguir-se-á depois um período de análise pela Agência Europeia de Segurança Alimentar, existindo a expectativa de que em 2019 surjam as necessárias autorizações. Enquanto isso não acontece, os projetos em curso consideram-se apenas experimentais, não podendo ser comercializados. Há num entanto, alguns países mais adiantados nessa matéria, que já tinham aprovado a comercialização desses produtos e que agora beneficiam dessa vantagem competitiva. Há cinco países europeus — Bélgica, Holanda, Reino Unido, Dinamarca e Finlândia -, que fizeram “uma interpretação mais permissiva” do regulamento que vigorou na União Europeia até ao final de 2017, há já “alguns produtos para alimentação humana que incorporam insetos”, afirmou José Gonçalves. Para Daniel Murta, esta situação está a gerar uma desigualdade entre os vários países da União Europeia, pelo menos neste ano transitório, “prejudicando muito as empresas nacionais, em detrimento de outros países, principalmente Bélgica e Holanda”.

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INTERNACIONALIZAÇÃO

Cônsul Honorário de Portugal na Bélgica visita MVPGin A MVPGin nasce no coração do Ribatejo, com a história e o sonho de um empreendedor, produtor de abóbora manteiga da região, apoiado por um desejo comum a quatro outros empreendedores – a produção de destilados. Essa paixão assenta na produção e aproveitamento industrial de abóbora não comercializável para exportação, por défice de calibre, que seria desaproveitada. É assim um projeto ecológico, integrado, apaixonante, ambicioso e ousado que reúne duas grandes etapas: a produção de destilados e a produção de etanol para a produção de todos os seus destilados. Em corolário desta união e conjugação de riquezas, foi criado o primeiro Gin do Ribatejo – o Gotik Gin – numa homenagem à cidade de Santarém, à qual o historiador de arte Virgílio Correia em tempos chamou de Capital do Gótico, nomeação justificada pelo hegemónico estilo arquitetónico presente nas suas

construções. É inclusive inspirada neste espólio de construções que a MVPGIN tem orgulho de batizar as suas edições. O néctar está a fazer grande sucesso no mercado. A marca esteve presente em junho, em Bruxelas, na Bélgica, na

Feira “O Melhor de Portugal”, onde deu a conhecer o seu produto. Em julho, a destilaria que produz o Gotik Gin recebeu a visita do Cônsul Honorário de Portugal na Bélgica, Bruno JOOS de ter BEERST.

Programa para o interior captou 340 milhões de euros de investimento estrangeiro no primeiro trimestre Programa para o interior captou 340 milhões de euros de investimento estrangeiro no primeiro trimestre O Ministro Adjunto, Pedro Siza Vieira, afirmou que “o programa específico de captação de investimento direto do estrangeiro já permitiu, até ao primeiro trimestre deste ano, captar 340 milhões de euros de investimento para o interior”. Na Assembleia da República, em Lisboa, durante um debate de atualidade sobre a valorização do interior, o Ministro referiu que o esforço de captação de investimento “tem de ser intensificado” porque é uma causa que “congrega todos os portugueses”. Pedro Siza Vieira sublinhou que “uma

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peça essencial da estratégia de valorização do interior tem de ser a atração de investimento que crie emprego e permita fixar e atrair a população”. Neste sentido, o Governo criou programas específicos, no âmbito do sistema de incentivos ao investimento privado, que permitiram atrair “1840 milhões de euros de investimento para os territó-

rios do interior” nos últimos dois anos. O Ministro acrescentou que a população do interior tem estabilizado nos últimos anos, embora se verifique um envelhecimento gradual. Pedro Siza Vieira destacou “a necessidade de atrair população e compensar com saldos migratórios positivos” para inverter esta tendência.

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25ª Edição dos Troféus Luso-Franceses 2018 Estão abertas até 30 de agosto as candidaturas para a 25ª edição dos Troféus Luso-Franceses. Qualquer empresa, portuguesa ou francesa, pode inscrever-se, independentemente da área de atividade ou dimensão. O Concurso dos Troféus Luso-Franceses tem como objetivo incentivar as trocas comerciais entre Portugal e França distinguindo o esforço e o sucesso obtidos pelas empresas no desenvolvimento de estratégias e investimentos em ambos os mercados. Este ano serão sete os troféus a atribuir: Troféu da Exportação, Troféu do Investimento, Troféu PME , Troféu Desenvolvimento Sustentável , Troféu Inovação, Troféu Startup e Troféu do Júri. As candidaturas, sem custos de participação, decorrem até 30 de

agosto. Qualquer empresa, portuguesa ou francesa, pode inscrever-se, independentemente da área de atividade ou dimensão e sem obrigação de ser associada da CCILF. Os vencedores serão anunciados na gala de entrega de prémios, que se realiza no dia 27 de setembro, em Lisboa. Na sua 25ª edição, os Troféus Luso-Franceses realizam-se num cenário económico que comprova, cada vez mais, a importância da relação comercial entre os dois países. Em termos económicos, França é um parceiro relevante de primeira importância para Portugal: é o primeiro investidor estrangeiro em Portugal em termos de valor acrescentado e o segundo relativamente ao número de empresas, de trabalhadores e de volume de negócios

Anunciadas duas linhas de seguros de crédito para apoiar empresas O Governo anunciou duas linhas de seguros de crédito para apoiar empresas, referiu o Secretário de Estado da Internacionalização, Eurico Brilhante Dias, depois de uma reunião do Conselho Estratégico para a Internacionalização da Economia, em Lisboa. “Foram apresentadas duas novas linhas de seguros de crédito, uma orientada para a área do financiamento do importador, na ordem dos 100 milhões de euros. Uma linha em que vimos trabalhando para garantir a competitividade das exportações nacionais para alguns países fora da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE)”, referiu. Eurico Brilhante Dias sublinhou também “outra linha para financiamento de seguros de caução - adiantamento e caução, fundamentalmente na área das obras e infraestruturas”, considerando-a “um instrumento muito importante para garantir competitividade em concursos internacionais das empresas de projeto, arquitetura e também construção civil”. O Secretário de Estado, em resposta

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aos órgãos de comunicação social, afirmou que o Fundo dos Fundos criado no âmbito do Programa Internacionalizar “posiciona Portugal ao lado de outros parceiros, inclusive europeus”, acrescentando que é “um fundo público para coinvestir com outros fundos internacionais (como os fundos soberanos), permitindo uma adequada gestão de risco do País e de captação de investimento”. O Programa Internacionalizar tem como objetivo acompanhar e auxiliar os setores privados e público numa estraté-

gia de aumento do peso das exportações nacionais no Produto Interno Bruto, bem como de captar maior volume de investimento direto estrangeiro. O Secretário de Estado destacou também outras medidas como o aumento de capital da Sociedade para o Financiamento do Desenvolvimento (SOFID) e a intenção do Governo de alargar o programa nacional de capacitação e formação para a internacionalização no âmbito de alargamento e consolidação da base exportadora de Portugal.

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Aprovado novo projeto de internacionalização para as empresas da região A NERSANT - Associação Empresarial da Região de Santarém, acaba de ver aprovada uma candidatura que lhe vai permitir realizar um conjunto de atividades de apoio à internacionalização das empresas do Ribatejo, bem como atrair investimento externo para esta região.

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provado no âmbito do Aviso Nº 04/SIAC/2017, o projeto, de nome Ribatejo Global, visa promover a imagem, capacidades e potencialidades da região junto de importadores, subcontratantes e investidores, permitindo aumentar as exportações e subcontratos por via do reconhecimento da qualidade da oferta de produtos e serviços e atrair investimento estrangeiro para a região. Entre as diversas ações previstas, contam-se a criação de uma plataforma eletrónica que tem como objetivo potenciar e facilitar as atividades de compra e subcontratação a empresas da região, bem como apoiar e promover a realização de investimentos estrangeiros no Ribatejo e o levantamento e caracterização das principais potencialidades e respetivos fatores distintivos da região, sua oferta de produtos e serviços a promover junto dos mercados externos, bem como dos setores e oportunidades de investimento na região. O projeto prevê também a conceção de um vídeo e brochura de apresentação do Ribatejo, da sua oferta e tecido empresarial, bem como das oportunidades de investimento existentes para apresentação a potenciais importadores, subcontratantes e investidores

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e a conceção de estratégia de marketing digital para promoção da região, da sua oferta e tecido empresarial, bem como das oportunidades de investimento existentes para apresentação a potenciais importadores, subcontratantes e investidores nos mercados-alvo. Está ainda prevista a realização de ações promocionais da região no exterior junto de importadores/compradores, subcontratantes e investidores nos Estados Unidos da América, Canadá, Bélgica (Bruxelas), França, Emirados Árabes Unidos e Brasil e a presença em feiras e eventos internacionais, como a Feira Buildings NY Trade Show, em Nova Iorque, a SIAL Toronto, a Midest Paris e no Forum Middle East Investment Summit, realizado no Dubai. Ainda ao abrigo deste projeto, a NERSANT vai identificar os produtos e serviços da região com maior potencial de entrada nos mercados da Argélia, Azerbaijão, Emirados Árabes Unidos, EUA, Panamá, Peru, República Dominicana, Taiwan, Ucrânia e Vietname, ao mesmo tempo que irá promover a identificação e levantamento de informação de “Business Inteligence” dos mercados visados, com realização de fichas de mercado para cada produto/mercado

identificado (200 fichas, que corresponde a 20 fichas de produtos por cada mercado). O trabalho de apoio à exportação das empresas não se fica por aqui. O Ribatejo Global tem ainda no seu plano de atividades o levantamento dos principais procedimentos e eventuais barreiras de acesso a mercados, para facilitação do acesso das empresas da região aos mesmos e a disponibilização de serviços de IBD - International Business Desk (serviço de informação online sobre mercados e para respetivo apoio à internacionalização de PME com resposta pública a questões práticas das empresas). Prevê ainda a realização de um programa estruturado de 10 missões inversas, que pretende trazer à região delegações empresariais de diversos mercados externos. Visa ainda promover a organização e promoção do NERSANT Business - Encontro Internacional de Negócios do Ribatejo - em 2018 e 2019. Em breve, a NERSANT irá estruturar a oferta destas atividades para as empresas da região. De momento, está já agendada a edição de 2018 do NERSANT Business, que se realiza de 15 a 17 de outubro, na cidade de Tomar. De referir que o projeto Ribatejo Global é financiado pelo COMPETE 2020.

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NERSANT Business - Encontro Internacional de Negócios do Ribatejo em outubro

NERSANT volta a promover negócios internacionais das empresas da região

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elo 7.º ano consecutivo, a NERSANT - Associação Empresarial da Região de Santarém, volta a promover o NERSANT Business - Encontro Internacional de Negócios do Ribatejo. O evento realiza-se em Tomar, de 15 a 17 de outubro, e espera acolher dezenas de delegações empresariais estrangeiras para reuniões B2B com empresas da região. A trabalhar no evento há largos meses, a NERSANT dispõe já de diversas intenções de participação por parte de empresas estrangeiras, cujos produtos e serviços vão ser disseminados junto das empresas da região, que deverão sinalizar o seu interesse em agendar reunião. Assim é o método do NERSANT Business, que faz coincidir os objetivos das empresas estrangeiras e das empresas da região. Até outubro, é este trabalho de prospeção que a NERSANT vai levar a cabo, de maneira a que todas as reuniões agendadas sejam profícuas para os participantes. Em outubro, a associação deverá ter fechada uma agenda de

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encontros B2B para cada participante, que totalize, no final do evento, centenas de reuniões de negócio. Uma vez no evento, empresários estrangeiros e portugueses cumprem à risca o programa de encontros bilaterais. Cada reunião rondará os 20 minutos, onde cada um dos interlocutores deverá apresentar o seu negócio e trocar contactos para relacionamento empresarial futuro. As reuniões de negócio do NERSANT Business acontecerão dias 15 e 16 de outubro. O último dia do evento, dia 17, é livre de reuniões e está reservado para a visita a empresas da região, previamente agendadas nos encontros bilaterais do evento. Com a realização do NERSANT Business de 15 a 17 de outubro, esta será já a 7.ª edição do evento, que se tem vindo a mostrar proveitosa para o aumento das exportações das empresas da região participantes. De facto, este é um evento ímpar a nível nacional, por permitir às empresas da região reunir, num mesmo local, com empresários estrangeiros de

diversos mercados diferentes. Refira-se que o NERSANT Business do ano passado contou com a presença de 38 países e promoveu a realização de 1091 reuniões empresariais. Este evento é, desta forma, uma das mais fortes alavancas de apoio à internacionalização dos negócios da região. Os empresários que pretendam integrar o plano de reuniões do evento ou apenas solicitar mais informações, devem desde já contactar o Departamento de Apoio Técnico, Inovação e Competitividade da NERSANT, através dos contactos datic@ nersant.pt ou 249 839 500. A realização do NERSANT Business 2018 é apoiado pelo COMPETE 2020, no âmbito do projeto SIAC - “Ribatejo Global” - que visa promover a imagem, capacidades e potencialidades da região junto de importadores, subcontratantes e investidores, permitindo aumentar as exportações e subcontratos por via do reconhecimento da qualidade da oferta de produtos e serviços e atrair investimento estrangeiro para o Ribatejo.

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“É difícil encontrarmos países com laços tão aprofundados” como Portugal e Moçambique

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cimeira, sob o título “Moçambique e Portugal: construindo uma parceria estratégica para o desenvolvimento sustentável”, consistiu num encontro entre o Primeiro-Ministro e o Presidente moçambicano Filipe Nyusi, e na reunião das delegações, da qual resultou a assinatura de dez acordos de cooperação. Ao lado do Presidente da República Filipe Nyusi, o Primeiro-Ministro acrescentou que “esta relação é algo que faz de Portugal e de Moçambique uma relação única e não só uma relação entre mais dois países”. António Costa disse também que Portugal tem “total vontade política” e a obrigação de “continuar a construir para as gerações futuras uma relação única com Moçambique”. “Pode continuar a contar com Portugal, como sempre, para estar ao lado de Moçambique”, disse ao Presidente moçambicano.

VISITA MUITO POSITIVA O Presidente Filipe Nyusi classificou a visita do Primeiro-Ministro como “muito positiva”, destacando a importância da cooperação económica entre os dois países irmãos para promover o desenvolvimento. “Estamos, nesta fase, a priorizar a diplomacia económica”, reiterou Filipe Nyusi. “Demos o sinal político para as nossas comunidades de que muito ainda podemos fazer” no âmbito económico, disse, acrescentando que “os Governos estão prontos para facilitar o crescimento dos países, através do setor privado” que “é o motor do desenvolvimento”. A desaceleração das trocas comerciais entre os dois países nos últimos dois anos foram atribuídas pelo Presidente moçambicano à conjuntura económica, sublinhando que as relações bilaterais continuam fortes, como o mostram o aumento de encontros entre delegações de ambos os países, a concertação em diversas áreas e a disseminação da presença de pequenas e médias empresas portuguesas em Moçambique.

AUMENTO DA PRESENÇA PORTUGUESA O Primeiro-Ministro agradeceu a forma calorosa como Moçambique recebeu muitos portu-

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gueses que procuraram o país, sobretudo nos anos de crise, e contribuem para o seu desenvolvimento. “Hoje não há só grandes empresas portuguesas em Moçambique, há uma miríade de pequenas e médias empresas que aqui estão e generosamente têm sido acolhidas pelos moçambicanos”, disse, referindo que as inscrições para o seminário empresarial de dia 6 tem mais de 200 inscrições. O Primeiro-Ministro recordou que, apesar de não se realizarem cimeiras bilaterais entre os dois países desde 2014, “não têm faltado ocasiões para encontros ao mais alto nível”, como a presença do Chefe

do Estado de Moçambique em Portugal na tomada de posse do Presidente da República em março de 2016, visita retribuída por Marcelo Rebelo de Sousa em julho do mesmo ano.

PROGRAMA ESTRATÉGICO DE COOPERAÇÃO António Costa apontou ainda o reforço do Programa Estratégico de Cooperação assinado com Moçambique em 2017, que passou de 64 para 202 milhões de euros, referindo o desbloqueio recente de várias linhas de crédito que possibilitarão o aumento do investimento português em Moçambique. “Está criado um quadro necessário

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“É difícil que encontremos no mundo muito mais países com laços tão aprofundados”, afirmou o PrimeiroMinistro António Costa na declaração pública no final da III Cimeira LusoMoçambicana, em Maputo.

“Hoje não há só grandes empresas portuguesas em Moçambique, há uma miríade de pequenas e médias empresas que aqui estão e generosamente têm sido acolhidas pelos moçambicanos.” António Costa, Primeiro-Ministro

ção do princípio de residência em algumas prestações sociais, como o abono de família, que continuará a ser pago caso os pais vivam num país e a criança no outro. O acordo foi assinado pela Secretária de Estado da Segurança Social, Cláudia Joaquim, e a Ministra do Trabalho e Segurança Social de Moçambique, Vitória Dias Diogo, permitirá aplicar a Convenção bilateral assinada entre os dois países em 2010. Na área da Segurança Social, foi ainda assinado o Programa de Cooperação com linhas prioritárias de intervenção para os próximos três anos.

SEGURANÇA PÚBLICA, TRANSPORTES E TURISMO

para que a esta vontade política se possam acrescentar condições efetivas para que esse investimento se possa concretizar”, “para o desenvolvimento de Moçambique no interesse comum de ambas as partes”, afirmou o Primeiro-Ministro. António Costa felicitou também o Presidente Nyusi “pelo esforço extraordinário” que tem feito para consolidar a paz, afirmando que a segurança é essencial para que as potencialidades de Moçambique se desenvolvam.

ACORDO HISTÓRICO NA SEGURANÇA SOCIAL Referindo-se aos acordos assinados, o Primeiro-Ministro destacou como histórico

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um acordo que permitirá que os descontos para a Segurança Social num país sejam reconhecidos no outro. Este acordo “significa pôr em prática o reconhecimento de um direito fundamental de portugueses e moçambicanos em cada um dos países, de poderem beneficiar em pleno dos direitos constituídos na Segurança Social”, disse. Até agora, um emigrante pagava à Segurança Social do país mas, quando regressasse ao seu país, esse período não era contabilizado para efeitos de carreira, o que levava a que muitos descontassem para os dois sistemas. O acordo estabelece ainda uma derroga-

Os Ministros da Administração Interna português, Eduardo Cabrita, e do Interior de Moçambique, Jaime Basílio Monteiro, assinaram um protocolo de cooperação permanente em matéria de Proteção Civil e Bombeiros, nomeadamente a formação de quadros, troca de conhecimentos e assistência mútua em caso de acidente grave ou catástrofe. Os dois ministros assinaram ainda um protocolo de cooperação entre o Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna portuguesa e a Academia de Ciências Policiais da República de Moçambique, para intercâmbios de docentes e estudantes. No domínio dos transportes, foram assinados um protocolo que visa reforçar a segurança operacional da aviação civil dos dois países, um acordo de revisão do anterior acordo dos transportes aéreos. No domínio do mar, foram assinados um protocolo de desenvolvimento da cooperação na área dos transportes marítimos, portos e formação e um plano de implementação do Acordo de Cooperação assinado em 2017 . Foi ainda assinado um protocolo para formação na área do turismo e um outro que estabelece o regime jurídico para a realização de consultas diplomáticas entre os dois Estados. A declaração final conjunta da cimeira anuncia que a próxima cimeira se realizará em 2019, em Portugal, em data a acordar.

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UE e o Japão assinam um acordo de parceria económica Por ocasião da cimeira UE-Japão em Tóquio, os presidentes Jean-Claude Juncker e Donald Tusk e o primeiro-ministro japonês Shinzo Abe assinaram no dia 17 de julho o Acordo de Parceria Económica EU-Japão (APE).

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ste acordo comercial é o maior acordo alguma vez negociado pela UE e criará uma zona de comércio livre que abrange mais de 600 milhões de pessoas. O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, afirmou: “O documento que assinámos hoje é muito mais do que um acordo comercial. Trata-se, é claro, de um instrumento que criará oportunidades para as nossas empresas, para os nossos trabalhadores e para os nossos cidadãos e que impulsionará as economias europeia e japonesa. Mas é também uma declaração, não só devido ao seu conteúdo e ao seu âmbito, mas também devido ao seu calendário. Trata-se de uma declaração de dois parceiros que partilham a mesma visão e que concordam que, em conjunto, representam quase um terço do PIB mundial e que reiteram o seu compromisso de defender as normas mais elevadas em domínios como o trabalho, a segurança e a proteção do meio ambiente ou do consumidor. E com isto o que estamos a dizer é que acreditamos no comércio livre, justo e baseado em regras, e que um acordo comercial não é um jogo de soma zero, mas sim uma vantagem para ambas as partes envolvidas. Este acordo trará benefícios tangíveis a ambas as partes e ao mesmo tempo salvaguardará

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as sensibilidades de cada uma.” Cecilia Malmström, comissária responsável pelo Comércio, declarou: “Juntamente com o Japão, estamos a enviar ao mundo um sinal inequívoco de que duas das suas maiores economias ainda acreditam no comércio livre, opondo-se tanto ao unilateralismo como ao protecionismo. As vantagens económicas deste acordo são evidentes. A eliminação de milhares de milhões de direitos aduaneiros, a simplificação dos procedimentos aduaneiros e o combate às barreiras internas ao comércio proporcionarão às empresas em ambos os lados oportunidades para aumentarem as suas exportações e expandirem os seus negócios. Em particular, o setor europeu da agricultura tem razões para celebrar, já que terá acesso ao enorme mercado japonês e contará com a proteção de mais de 200 produtos alimentares e bebidas típicos, como o champanhe e o presunto de Parma. Apelo agora ao Parlamento Europeu para que aprove este acordo rapidamente para que as empresas, os cidadãos e os agricultores possam usufruir das vantagens tão depressa quanto possível.” O acordo eliminará a maior parte dos mil milhões de EUR de direitos aduaneiros pagos anualmente pelas empresas da UE que exportam para o Japão, bem

como uma série de barreiras regulamentares de longa data, por exemplo sobre os veículos. Além disso, o acordo abrirá também o mercado japonês, que conta com 127 milhões de consumidores, às principais exportações da UE e aumentará as oportunidades de exportação da União numa série de outros setores. O Acordo de Parceria Económica reforçará também a cooperação entre a Europa e o Japão em vários domínios, reafirmará o seu compromisso comum de desenvolvimento sustentável e incluirá, pela primeira vez, um compromisso específico em relação ao Acordo de Paris sobre o clima.

PRINCIPAIS ELEMENTOS DO ACORDO No que diz respeito às exportações agrícolas da UE, o acordo irá, em especial: • eliminar os direitos japoneses aplicáveis a muitos queijos, como o Gouda e o Cheddar (atualmente de 29,8 %), assim como às exportações de vinhos (atualmente de 15 %, em média); • permitir à UE aumentar substancialmente as suas exportações de carne de bovino para o Japão e, no que toca à carne de porco, haverá um comércio livre de direitos para a carne transformada e quase livre de direitos para a carne fresca;

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• assegurar a proteção, no Japão, de mais de 200 produtos agrícolas europeus de elevada qualidade, as chamadas indicações geográficas (IG), garantindo também a proteção de uma seleção de IG japonesas na UE. O acordo abre igualmente os mercados de serviços, em especial, os dos serviços financeiros, comércio digital, telecomunicações e transportes. Além disso: • garante o acesso das empresas europeias aos grandes mercados de contratos públicos em 48 grandes cidades japonesas e suprime os obstáculos aos contratos públicos no setor ferroviário, sendo este um setor muito importante do ponto de vista económico a nível nacional; • tem em conta as sensibilidades específicas da UE, por exemplo no setor automóvel, com períodos de transição de até sete anos antes de os direitos aduaneiros serem eliminados. O acordo inclui também um capítulo exaustivo sobre o comércio e o desenvolvimento sustentável; fixa normas rigorosas em matéria de trabalho, segu-

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rança e proteção do meio ambiente e dos consumidores; reforça os compromissos da UE e do Japão em matéria de desenvolvimento sustentável e alterações climáticas, e salvaguarda plenamente os serviços públicos. No que diz respeito à proteção de dados, a UE e o Japão concluíram em 16 de julho as negociações sobre a adequação recíproca, o que completará o Acordo de Parceria Económica. Ambas as partes concordaram em reconhecer mutuamente como “equivalentes” os respetivos sistemas de proteção de dados, o que permitirá que os dados circulem em segurança entre a UE e o Japão, criando assim o maior espaço de livre circulação segura de dados do mundo. A Comissão publicou também o Comércio UE-Japão na sua cidade, um mapa interativo que mostra municípios e cidades de toda a Europa que exportam para o Japão. Por exemplo, Cork, na Irlanda, exporta produtos farmacêuticos, produtos lácteos e produtos químicos, e a cidade de Páty, na Hungria, exporta carne de porco e terminais de pagamen-

to automático e produtos de manicure. Essa ferramenta inclui infografias relativas a cada país da UE, especificando o número de empresas que exportam, o número de empregos sustentados pelas exportações para o Japão, uma lista dos produtos exportados a partir de cada Estado-Membro e outras estatísticas relativas à importação e à exportação.

PRÓXIMOS PASSOS O acordo aguarda agora a ratificação pelo Parlamento Europeu e pelo Parlamento japonês, na sequência da qual o acordo deve entrar em vigor em 2019. Ao mesmo tempo, prosseguem as negociações com o Japão sobre as normas de proteção do investimento e a resolução em matéria de litígios de proteção do investimento. Ambas as partes assumem o firme compromisso de chegarem, tão rapidamente quanto possível, a uma convergência nas negociações sobre a proteção do investimento, tendo em conta o seu compromisso conjunto no sentido de criarem um clima de investimento estável e seguro na Europa e no Japão.

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Ricardo Cardoso, fundador da The South Express - Turismo Ferroviário & Industrial

Experiências turísticas inovadoras que pretendem chegar além-fronteiras Ricardo Cardoso é o fundador da empresa The South Express - Turismo Ferroviário & Industrial. Trata-se de um projeto ligado ao turismo que nasceu em Tomar, mas que pretende chegar aos mercados internacionais. A Ribatejo Invest explica-lhe como. O que está na génese da The South Express? Qual a sua inspiração para a constituição desta empresa? O projeto The South Express – Turismo Ferroviário & Industrial começou a ser pensado no decurso do ano de 2016. O II Programa de Aceleração de Ideias promovido pela NERSANT, entre fevereiro e abril de 2017, permitiu que um conjunto de ideias com potencial se transformasse num modelo e plano de negócios estruturado, dando posteriormente origem a uma empresa que se pretende de sucesso e sustentável no médio / longo prazo. A recente recuperação de um conjunto de veículos ferroviários históricos, o enorme potencial cultural e paisagístico de uma série de linhas de caminhos de ferros e a inexistência de uma oferta turística diferenciada nesta área de negócio foram os fatores descisivos que nos levaram a avançar com a concretização deste projeto. Acresce que em termos profissionais estou ligado à àrea do património ferroviário e industrial desde 2009. Numa primeira fase, na vertente da museologia e da museografia como colaborador do Museu Nacional Ferroviário, numa fase posterior, à área operacional e de mercado como consultor de diversas empresas de origem inglesa que operam neste setor de atividade. O que o motivou a constituir a empresa e a enveredar por esta solução? Vemos no turismo ferroviário e industrial um enorme potencial, mas em grande medida inexplorado. Estes conceitos são de facto relativamente recentes em

“A linha que separa o sucesso do insucesso é por vezes bastante ténue.” 50

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Ricardo Cardoso Portugal. Todos os indicadores do Turismo de Portugal apontam para uma quase duplicação do número de turistas estrangeiros a visitar o nosso país na próxima década. Para este crescimento ser sustentável e para que a experiência mantenha níveis qualitativos de excelência é fundamental a criação de novos e diferenciados conteúdos turísticos, bem como incrementar o processo de descentralização dos destinos, levando estes novos fluxos, em diferentes épocas do ano, a regiões de enorme potencial histórico, cultural e gastronómico, mas muito pouco exploradas e aquém das suas reais possibilidades como fator de desenvolvimento e dinamização das economias locais e regionais. A esta perspetiva, acresce também o

grande dinamismo demonstrado pelos turistas residentes, cuja a atividade revela uma apetência cada vez maior por destinos e produtos turísticos alternativos. É a este conjunto de enormes desafios que a The South Express pretender dar resposta. Trata-se de uma empresa do setor do turismo, mas com serviços diferenciadores. Explique o seu negócio, apontando a data de fundação da empresa. A The South Express é uma empresa / marca portuguesa, criada em setembro de 2017, com sede em Tomar. A crescente procura pela diferença, novidade e exclusividade necessita de uma resposta inovadora ao nível dos conteúdos oferecidos a um conjunto de potenciais

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clientes muito diversificado, mas cada vez mais informado e exigente nas suas opções / escolhas. A resposta da The South Express consubstancia-se em dois produtos distintos, mas que em certos contextos podem ser complementares: turismo ferroviário e turismo industrial. No âmbito do turismo ferroviário temos a possibilidade de utilização de um conjunto de veículos ferroviários históricos recentemente recuperados que circularão em linhas abertas à exploração, mas com um enorme potencial turístico. Este produto vai colocar o foco nos conceitos de lazer, cultura e viagem. Na vertente do turismo industrial em contexto de laboração, temos a possibilidade de visitar locais cujo acesso é limitado e que não integram a oferta de nenhum operador turístico em território português. Este produto vai colocar o foco nos conceitos de ciência viva e conhecimento. De que forma é a sua empresa inovadora? Como missão pretendemos introduzir no mercado uma oferta diferenciadora, em termos de conteúdos turístico, de descentralização geográfica e de inversão da sazonalidade. A valorização de destinos turísticos não tradicionais, a prática de um turismo sustentável e o desenvolvimento das economias locais são os nossos objetivos primordiais. Por inerência, a defesa e valorização do património ferroviário, industrial e científico são igualmente fatores de primeira ordem.

A abordagem ao mercado será feita de forma transversal e com recurso necessariamente a um conjunto diversificado de parcerias nacionais e internacionais.” tral Termoelétrica do Pego; > Fábrica de Faianças Bordallo Pinheiro + Fábrica e Museu de Porcelanas Vista Alegre; > Complexo Portuário e Industrial de Sines; > Rota da Indústria de São João da Madeira: Oliva Factory, Viarco, Cortadoria, Fepsa e Bulhosas; > Aviões, Reatores e Componentes – TAP + OGMA; > Central Cervejas + Lisbon Beer District; > Centros de Controlo de Tráfego do Porto Lisboa + IP Ferroviária. A partir de 2019, vamos fazer uma aposta muito forte no turismo ferroviário, através do lançamento de um dos nossos produtos âncora: o Portugal Train Experience. Este produto integra um conjunto de experiências pelas mais relevantes linhas históricas do caminho-de-ferro português:

Quais os serviços apresentados pela empresa? • Portugal Train Experience / 14 viaNo primeiro ano de atividade a The gens por 7 linhas históricas: > Entre o verde da terra e o azul atlânSouth Express vai desenvolver o seu programa de eventos em Portugal continen- tico - Linha do Minho tal, de norte a sul e do litoral ao interior. > Entre socalcos e muros de xisto – Temos, assim, em 2018, no âmbito do Linha do Douro turismo industrial uma oferta bastan> A via estreita na Rota dos Espumante diversificado e assente nos seguintes tes – Linha do Vouga produtos: > Por este Tejo acima… - Linha da Beira Baixa • Na Rota da Indústria / 12 eventos no > Terras de mármore e granito com âmbito de visitas industriais e de ciência a raia à vista – Linha do Leste viva: > A Oeste… tudo de novo - Linha do > Rota do Mármore do Anticlinal de Oeste Estremoz; > Lentamente… por Terras do Grande > Minas da Faixa Piritosa Ibérica: Lou- Lago - Linha do Alentejo sal, Aljustrel e São Domingos; > Por Terras do Grande Lago – Her- Que balanço faz da atividade? Que tipo dade do Esporão; de clientes o têm procurado? > A Hora de Baco – Adega Mãe; Somos uma startup com menos 1 ano > Indústria Vidreira e Cerâmica da de atividade. O nosso website foi lançado Marinha Grande; recentemente. A programação para 2018 > Barragem do Castelo de Bode + Cen- está disponível para reserva e a partir do

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INTERNACIONALIZAÇÃO

O apoio da NERSANT vai muito para além da Programa de Aceleração consubstanciandose igualmente na fase de criação da empresa e no acompanhamento dos primeiros tempos de vida.” próximo mês de outubro disponibilizaremos a programação de 2019 e respetivas reservas. Marcamos também presença num conjunto de outras plataformas digitais, tais como o Facebook, Instagram, Twitter e Pinterest. A abordagem ao mercado será feita de forma transversal e com recurso necessariamente a um conjunto diversificado de parcerias nacionais e internacionais. Pretendemos públicos diversificados e oriundos de diferentes proveniências geográficas. Queremos públicos de diferentes faixas etárias e apostamos nos segmentos familiar e sénior. O mercado empresarial terá igualmente uma oferta dedicada. As nossas propostas privilegiam a qualidade e a oferta diferenciada em detrimento da oferta indistinta e massificada, colocando o foco na experiência singular e verdadeiramente genuína.

dos primeiros tempos de vida. É factual a elevada taxa de mortalidade das startups nos 2 primeiros anos, independentemente da área de atividade. Mesmo tendo um projeto devidamente pensado, bem estruturado e com elevado potencial como cremos ser o projeto The South Express - Turismo Ferroviário & Industrial, a linha que separa o sucesso do insucesso é por vezes bastante ténue. Em larga medida, o crescimento e a sustentabilidade deste projeto passará pela excelência dos nossos colaboradores, pela qualidade das parcerias que consigamos estabelecer e pela capacidade de comunicar e divulgar a qualidade e diferenciação da nossa oferta. Estamos cientes das dificuldades, mas empenhados e entusiasmados em levar este projeto por diante. Sabemos que cumprindo os requisitos acima mencionados, estaremos mais perto atingir o sucesso e os nossos obetivos comerciais. Temos como objetivo tornarmo-nos líderes deste segmento de mercado em Portugal no triénio 2018-2020. O processo de internacionalização está projetado para o triénio 2021-2023. De que forma será realizado o processo de internacionalização da empresa? Com que objetivos o pretende fazer? Atualmente temos operadores estrangei-

ros especializados bastante interessados na oferta que estamos a comercializar para Portugal. Se o turismo ferroviário e industrial está a dar os primeiros passos no nosso país, no centro e norte da Europa, por exemplo, esta realidade tem várias décadas e está em acelerado crescimento. Neste contexto, estamos desde já a trabalhar parcerias com alguns destes operadores, quer para trazer clientes estrangeiros a Portugal no âmbito dos nossos programas, quer para desenvolver produtos turísticos, com parceiros locais, que nos permitam ter no nosso catálogo uma oferta de turismo ferroviário e industrial em diversos pontos do globo, começando naturalmente pelo espaço europeu. Paralelamente, com o apoio de várias entidades nacionais, em particular o Turismo de Portugal, a nossa estratégia visa marcar presença nas mais relevantes feiras de turismo internacional a partir de 2020. Os objetivos estratégicos passam por fazer crescer a empresa de forma sustentada, diversificar mercados, captar clientes e operar nos mais relevantes destinos deste tipo de turismo, afirmando a The South Express como uma marcar de excelência nas áreas onde opera: turismo ferroviário em veículos com valor histórico e patrimonial, turismo industrial em contexto de laboração e merchandising especializado.

Têm projetos de investimento em curso ou planeados? Sim, temos um conjunto de investimentos em curso que passam pelo desenvolvimento de um estratégia de marketing e comunicação, a conceção e produção, em diferentes suportes, de materiais de promoção e divulgação e, finalmente, partindo de investigação histórica e fontes inéditas a conceção e desenvolvimento de produtos de merchandising no âmbito dos caminhos-de-ferro e do património industrial e científico. Comente o papel da NERSANT enquanto entidade de apoio às empresas da região, nomeadamente no apoio à criação da empresa. No caso específico da nossa empresa foi e continua a ser de importância crucial. Com efeito, o apoio da NERSANT vai muito para além da Programa de Aceleração consubstanciando-se igualmente na fase de criação da empresa e no acompanhamento

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Ricardo Cardoso, com a sua empresa The South Express no Fórum da Inovação e do Empreendedorismo - novembro de 2017 - Santarém

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Conheça as oportunidades que o Gana tem para lhe oferecer Um dos mercados estudados pela NERSANT - Associação Empresarial da Região de Santarém para apoiar a exportação das empresas da região, foi o Gana. A associação elaborou um estudo sobre os produtos da região com potencial de exportação para este mercado e tem ainda disponíveis diversas informações de políticas e económicas que podem influenciar na hora de decisão para a exportação. Estes estudos, disponíveis gratuitamente para as empresas da região do Ribatejo, estão a ser elaborados para um conjunto de mercados, com o objetivo de guiar as empresas da região a direcionar os seus investimentos externos. No caso do Gana, o estudo sobre os produtos com potencial de exportação, permitiu selecionar 71 produtos com um mercado potencial de 1,3 mil milhões de euros. No que diz respeito ao fluxo de bens com Santarém, o estudo afirma que o Gana é um mercado pouco explorado por parte das empresas da região, pelo que o potencial de crescimento é grande. A secção que apresenta maior número de produtos com potencial de incremento das exportações é a secção XVI - Máquinas e aparelhos, material elétrico, e suas partes aparelhos de gravação ou de reprodução de som, aparelhos de gravação ou de reprodução de imagens e de som em televisão, e suas partes e acessórios - na qual foram identificados 21 produtos onde o mercado de destino representa 231 milhões de euros de importações. Os produtos que têm maior valor de mercado potencial são as partes de máquinas para trabalhar substâncias minerais sólidas, com 60 milhões de euros, seguidas pelos carregadores e pás carregadoras de carregamento frontal, com 25 milhões de euros, e a máquinas e aparelhos de movimentação de terras, não autopropulsionadas, com 18 milhões de euros. No entanto, em termos de valor, as secções que apresentam o valor de mercado potencial são a XVII e IV com 445 milhões e 278 milhões, respetivamente. Na secção XVII - Material de transporte - concentra-se o maior valor de mercado potencial com um total de 445 milhões de

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euros entre 8 produtos selecionados. Três produtos destacam-se em termos de mercado potencial: os veículos de transporte de mercadorias até 5 toneladas, os veículos de transporte de mercadorias entre 5 toneladas e 20 toneladas e os automóveis de passageiros de uso misto entre 1.000 e 1.500 cm3, sendo que representam 232, 105 e 73 milhões respetivamente. Quanto à secção IV - Produtos das indústrias alimentares, bebidas, líquidos alcoólicos e vinagres, tabaco e seus sucedâneos manufaturados – encontram-se 8 produtos com um valor de mercado potencial de 278 milhões de euros. Destes destacam-se três com valores bastante

superiores aos restantes: o açúcar, os tomates preparados e bebidas não alcoólicas com 119, 69 e 34 milhões de euros de mercado potencial, respetivamente. Para além do estudo sobre os produtos regionais com potencial de exportação, está também disponível informação sobre a economia, política, relações comerciais e procedimentos de exportação do Gana. Este conjunto de estudos, também disponíveis para mercados como a Colômbia, Canadá, Moçambique, Austrália, Chile, Marrocos, México, Polónia e Turquia, são uma iniciativa da NERSANT ao abrigo do projeto de apoio à exportação das empresas da região, Exportintelligence.

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FACTIS nomeada parceira da 4me A FACTIS – Engenharia e Tecnologias de Informação, Lda., sediada na Startup de Santarém e com Centro de Operações em Lisboa, celebrou com a 4me Inc. um acordo de parceria no sentido de promover e suportar a solução SIAM (Service Integration And Management), 4me, com especial foco nos mercados de Portugal, Espanha e África. No âmbito da parceria agora estabelecida, os recursos afetos à implementação e suporte da solução foram submetidos a um exigente programa de formação e certificação em 4me, permitindo à empresa entrar na rede mundial de parceiros. A FACTIS promove soluções de Gestão e Automação do Serviço (ITSM&A) há mais de 18 anos, dispondo no seu portfólio de soluções de referência que permitem responder eficazmente às necessidades de organizações de pequena e média dimensão como é o caso da maioria das empresas e instituições públicas, regionais e centrais, portuguesas. “É com imenso prazer que anunciamos o crescimento da nossa rede de parceiros no sul da Europa. Damos as boas vindas à FACTIS, uma empresa portuguesa reconhecida no mercado de ITSM com uma longa história ao serviço de clientes em Portugal, Espanha e África. Os consultores da FACTIS têm bastante experiência na implementação de soluções de gestão de serviço de TI. O 4me permite-lhes disponibilizar recursos exclusivos de colaboração e ajudar os clientes a migrar para a cloud com um serviço completo, fácil de configurar e usar”, afirma Martijn Adams, General Manager, EMEA da 4me. “O 4me é uma excelente solução de Gestão e Automação de Serviço, bastante rápido e simples de utilizar, construído para a cloud. Com uma interface bastante intuitiva tanto na perspetiva de utilização como de administração, requer o mínimo de formação e apoio para se começar a utilizar. O software incorpora de raiz as boas práticas de gestão de serviço, estando orientado para o serviço centrado no conhecimento (KCS) e na colaboração entre todas partes envolvidas na sua entrega com uma visão e controle endto-end. O 4me é a solução certa para quem queira levar a gestão de serviço a um patamar superior, é uma solução que nos permite antecipar o futuro da gestão e automação de serviço e como tal estamos muito felizes com esta forte adição ao nosso portfólio”, fez saber João Fonte, CEO da FACTIS, que acrescentou ainda que

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a empresa “ambiciona, assim, capacitar ainda mais pessoas e negócios através de soluções tecnológicas diferenciadoras como é o caso do 4me”. O anúncio da parceria foi também publicado pela 4me no seu blog, estando disponível no seguinte link: https://www.4me. com/blog/partner-announcement-factis/.

ACERCA DA 4ME (WWW.4ME.COM) 4me é uma empresa global fundada por profissionais com uma longa experiência no mercado de ITSM. A plataforma 4me, desenvolvida de raiz para a cloud, incorpora as melhores práticas no domínio da gestão e automação de serviço. 4me é o primeiro software de gestão de serviços de nível empresarial criado especificamente para suportar a abordagem SIAM (Service Integration and Management). Permite que os diversos fornecedores de serviços, internos e externos, de uma empresa colaborem, assegurando-se o controle dos níveis de serviço. O 4me proporciona, sem comparação, os tempos de resposta globais mais rápidos e a interface mais fácil de usar. A 4me, Inc. está sediada em Palo Alto, Califórnia, EUA, não obstante ser uma empresa de base europeia em termos de operações e staff. De referir que a sigla SIAM, Service Integration and Management, aplica-se a um conceito em forte expansão e adesão no domínio da Gestão e Automação de Serviço. Uma solução SIAM proporciona comunicação, colaboração e gestão de serviço consolidada de todas as partes envolvidas no serviço, quer elas sejam internas à organização ou Service Providers/Outsourcers. Numa plataforma SIAM agregam-se as diversas entidades, internas e externas, no sentido de se assegurar um controlo end-to-end da qualidade de serviço.

ACERCA DA FACTIS (WWW.FACTIS.COM) Presente no mercado desde 1995, a FACTIS apoia e reúne uma carteira ímpar de clientes nacionais e internacionais, desde pequenas a grandes organizações que, com confiança FACTIS, fazem crescer os seus negócios. A sua principal atividade é a prestação de serviços profissionais e de outsourcing na área das TI, desde as redes e comunicações às aplicações, promovendo também o desenvolvimento, representação e suporte de produtos e soluções

MARTIJN ADAMS General Manager

JOÃO FONTE CEO da FACTIS

FACTIS no Evento 4me Connect 2018 Nos dias 15 e 16 de maio, a FACTIS esteve presente no evento da 4me em Roterdão, Holanda. A 4me disponibiliza soluções ITSM, sendo a primeira aplicação de Gestão de Serviço construída em torno da metodologia SIAM (Service Integration and Management). Durante o evento houve sessões de formação destinada a administradores e consultores de implementação, novidades, RPGD, roadmap e as tendências nos diversos setores de atividade.

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Ribatejo Invest / Agosto 2018  

Concluímos, nesta edição da Ribatejo Invest, o ciclo de entrevistas a todos os presidentes de Câmara do distrito. Com Jorge Faria, president...

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