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Abril 2017 | Ano II | N.º 19

Gala Vinhos do Tejo

Gelados Pascoalini a caminho de Lisboa Rações Zêzere lança “Top Zêzere”

Sumol+Compal aumenta lucros

Panorama Drinks com nova garrafeira em Abrantes

Melhor Turismo 2020 IKI Mobile em Coruche

MOVE PME

Formação-Ação para empresários

Amitrónica Fabricante português de eletrónica tem clientes por todo o mundo

Leia esta edição com o QR Code


ÍNDICE

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Abril 2017 | Ano || | N.º 19

DESENVOLVIMENTO REGIONAL

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Notícias das empresas Empresas: Gala Vinhos do Tejo Empresas: Sumol+Compal Empresas: EMEF Empresas: Agromais Plus Empresas: Rações Zêzere Poder Local Empresas: Panorama Drinks Entrevista a Pedro Ribeiro, Presidente da Câmara Municipal do Cartaxo

INFORMAÇÃO E APOIO 24 26 27

Meios extrajudiciais de resolução de litígios Formação-Ação: Melhor Turismo 2020 Formação e Consultoria para Empresários: Move PME

VIVER O TEJO 18

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Ribatejo Ativo

INFORMAÇÃO E APOIO 30 31 32 33 34 38

Documentos de Apoio à Exportação: o Carnet Ata Documentos de Apoio à Exportação: os Certificados de Origem O Extintor A carne e os seus pecados Microsoft Surface Pro 4

EMPREENDEDORISMO E INOVAÇÃO 36 40 42

Notícias Empresas: Gotik Gin Empresas: Gravymedal

INTERNACIONALIZAÇÃO

40 FICHA TÉCNICA Diretora: Maria Salomé Rafael Conselho Redatorial: Cláudia Monteiro Sandra Pereira ribatejo.invest@nersant.pt

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Notícias Empresas: IKI Mobile Empresas Amitrónica Agriexport: Como exportar para Marrocos?

Publicidade: Maria João Rodrigues maria.joao@nersant.pt Propriedade: NERSANT, AE. Várzea de Mesiões - Apartado 177 2354-909 Torres Novas Tel.: 249 839 500 | Fax: 249 839 509 www.nersant.pt

Periodicidade: Mensal Tiragem: 250 exemplares

Isento de registo na ERC ao abrigo do decreto regulamentar 8/99 de 9/6 artigo 12.º, n.º 1 a)

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DESENVOLVIMENTO REGIONAL CRISTAL APOSTA EM VINAGRE DE SIDRA BIOLÓGICO…

Editorial

Ribatejo Invest

A marca Cristal, produzida pela empresa do Entroncamento Comtemp – Companhia dos Temperos, Lda., lançou um vinagre de sidra biológico. A marca tem vindo, de facto, ao longo dos tempos, a acompanhar o mercado de uma forma dinâmica, lançando novos sabores e aromas. Começou em garrafa de vidro, a embalagem disponível nessa época, sendo depois adotada a galheta em polietileno, que lhe trouxe bastante sucesso. Mais tarde, nos anos 90, passou para embalagem PET desenvolvida especialmente para a marca, garantindo uma melhor conservação do produto. Em 1985 foi criada a marca Cristal Gourmet com o intuito de abranger outros tipos de segmentos alvo nomeadamente os apreciadores de vinagres “à moda antiga” (com aroma distinto e uma acidez intensa). Hoje conta com uma extensão de gama com uma diversidade de produtos novos tais como: sumo de limão e lima, molhos, legumes em vinagre, azeite e caramelo. Agora, acaba de lançar o vinagre de sidra biológico.

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á muito que a NERSANT tem vindo a promover a imagem do Ribatejo como uma região empreendedora, dinâmica, atrativa para novos investimentos. Esta nossa convicção, mais do que uma mera opinião, fundamenta-se em resultados e em factos concretos, facilmente comprovada em dois indicadores como, por exemplo, o volume de exportações ou mesmo o número de empresas criadas, que têm vindo a aumentar e a crescer acima da média nacional. Também os investimentos efetuados na região, seja por empresas que já cá estão instaladas (que querem e que precisam crescer) quer por empresas que escolheram o Ribatejo para se instalar, merecem ser enaltecidas. O dinamismo empresarial do Ribatejo é, de facto notável. Vejamos, num exercício muito simples, constatámos que nas últimas cinco edições da Ribatejo Invest noticiámos investimentos para a região, no valor de 61 milhões de euros. Trata-se, naturalmente, de um valor muitíssimo abaixo do real mas que nos permite perceber que, mesmo defrontando-se com os problemas que conhecemos, as nossas empresas continuam a acreditar nos seus projetos e nesta região que os acolhe. Esperemos que estes investidores, de que o nosso país e o Ribatejo tanto precisam, possam merecer da parte dos autarcas, das CCDRS, das entidades públicas e financeiras com quem necessitam de se relacionar, o devido apoio e reconhecimento de forma a que se mantenham por cá, e não optem por outros destinos mais favoráveis às empresas.

Maria Salomé Rafael Presidente da Direção da NERSANT

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… E PATROCINA A GALA VINHOS DO TEJO/ TEJO GOURMET 2016 À semelhança de anos anteriores, a marca Cristal patrocinou a Gala Vinhos do Tejo, organizada pela Confraria Enófila Nossa Senhora do Tejo e que incluiu a Entrega de Prémios do Tejo Gourmet 2016. Este evento que teve lugar no dia 25 de março no Hotel dos Templários, em Tomar, foi composto por cocktail, jantar e cerimónia da divulgação e entrega de prémios do Tejo Gourmet 2016 “7º Concurso de Iguarias e Vinhos do Tejo”, Prémios do VIII Concurso de Vinhos Engarrafados do Tejo, Prémio Empresa Dinamismo, Prémio Empresa Excelência e Enólogo do Ano 2016. O Prémio de Melhor Restaurante Tradicional foi atribuído ao Restaurante - A Lúria, de Tomar, cuja entrega foi feita pela Comtemp/Cristal.

TURITUBUCI COMPLETOU 15.º ANIVERSÁRIO A empresa Turitubuci Lda., com sede em Abrantes, comemora este ano o seu 15.º aniversário, estando prevista para breve a realização da festa que assinala a efeméride. Detentora da marca Clickviagens, a empresa possui três balcões na região, em Abrantes, Tomar e Entroncamento, para além de trabalhar também com o agendamento online de viagens. Para além da comemoração do seu aniversário, a empresa anunciou que poderá em breve expandir o seu quadro de pessoal.

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GALLO LANÇOU AZEITE NOVO 2016.2017 Líder na categoria de azeites, Gallo apresenta o Azeite Novo 16.17, proveniente das azeitonas colhidas na primeira colheita, resultando em um azeite rico em sabores e aromas, com notas intensas de frutado e amargo. A edição deste ano tem embalagem comemorativa aos 25 anos de lançamento do produto em Portugal e traz também um mini prato de porcelana da marca portuguesa Vista Alegre, presente também nas demais edições. O prato de porcelana é ideal para o tradicional Ritual da Tiborna, que consiste na degustação do sabor único do azeite da primeira colheita com pão recém-saído do forno. Ano após ano, a Gallo cumpre a tradição de trazer para o mercado o Azeite Novo. A edição 2016-2017 é um produto extraído a frio, com “aroma e sabor intensos com notas extremadas de amargo, verdes e picantes”, explicou a marca, que tem sede em Abrantes. O produto está disponível num “pack” composto pela garrafa de azeite e um prato de degustação Vista Alegre, a um preço de venda ao público recomendado de 6.99 euros.

HUBEL VERDE VAI ABRIR FILIAL EM FERREIRA DO ALENTEJO A Hubel Verde, empresa sediada em Olhão mas que tem filial em Alpiarça, inaugurou em março uma nova filial em Ferreira do Alentejo. De acordo com a empresa, esta é uma forma de “responder de forma mais expedita aos desafios da nova agricultura de regadio no Alentejo, com um serviço de assessoria técnica agronómica certificado, apoiado por um serviço logístico de proximidade.” As novas instalações da Hubel Verde contarão com uma área de 1400 m2 para armazenamento de produtos paletizados e ainda com uma outra zona para armazenamento de produtos fitossanitários.

DFJ VINHOS SOMA 9.ª PRESENÇA NA LISTA DOS 100 TOP BEST BUYS NOS EUA

JARDIM DA CASCATA EVENTOS RECEBEU O PRÉMIO WEDDING AWARDS 2017 A Casamentos.pt, líder global no setor nupcial, atribuiu à empresa de Abrantes Jardim da Cascata Eventos, o prémio Wedding Awards 2017 para a categoria Espaços. Estes prémios são atribuídos pela excelência no serviço oferecido por empresas nupciais do país com base, unicamente, nas opiniões e avaliações dos casais que contrataram esses mesmos serviços. Os prémios Wedding Awards são distribuídos entre 15 categorias: Espaços, Catering, Foto e vídeo, Música, Carro dos noivos, Convites, Lembranças, Flores e decoração, Animação, Organizadores, Bolos de Casamento, Noiva e Acessórios, Beleza e saúde, Ourivesaria e Luade-mel.

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O vinho PAXIS “Bulldog” Lisboa tinto 2013 foi selecionado o 5.º Top Best Buy of the Year 2016 na revista americana Wine Enthusiast. José Neiva Correia, Enólogo chefe e proprietário da DFJ Vinhos, em relação a este acontecimento, afirmou que “a nossa equipa está orgulhosa por uma vez mais ver o seu trabalho reconhecido pela WINE ENTHUSIAST, uma das mais prestigiadas e reconhecidas revistas do mundo do vinho. Desde 2006 esta é a nona vez que um dos nossos vinhos é selecionado para integrar a exclusiva lista anual Top Best Buy of the Year.” E continuou, afirmando que “este tem sido um investimento chave para o mercado americano, mas também para aqueles mercados que seguem o que se passa nos EUA. Muitos dos nossos importadores, distribuidores, retalhistas, sommeliers e consumidores seguem a Wine Enthusiast Magazine. Este prémio deixa-nos confiantes na qualidade do nosso trabalho. Esperamos que este vinho ofereça aos seus consumidores tanto ou mais prazer quanto nos deu a produzi-lo.”

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DESENVOLVIMENTO REGIONAL

Gala Vinhos do Tejo distingue os melhores vinhos e a melhor gastronomia No dia 25 de março realizou-se no Hotel dos Templários, em Tomar, a Gala Vinhos do Tejo 2017, um evento de excelência organizado pela Confraria Enófila Nossa Senhora do Tejo em parceria com a CVR Tejo. O evento, que contou com o maior número de presenças desde sempre, premeia o trabalho dos enólogos, dos produtores e dos restaurantes de todo o país e foi animado pelo grupo Zêzere Arts. Durante a cerimónia foram divulgados e entregues os prémios do VIII Concurso de Vinhos Engarrafados do Tejo e do Tejo Gourmet 2016, bem como os prémios Empresa Dinamismo, Empresa Excelência, Enólogo do Ano e o Prémio Carreira, este último atribuído pela primeira vez. O concurso Tejo Gourmet, que já vai na sua 7.ª edição, desafia a restauração de todo o país a preparar as melhores receitas harmonizadas com Vinhos do Tejo, contou com 41 restaurantes de todo o país, desde o Porto até ao Algarve, tendo-se realizado de 5 a 27 de novembro de 2016. O júri do concurso atribuiu 14 medalhas de prata e 21 de ouro. Por sua vez, a VIII edição do Concurso de Vinhos Engarrafados do Tejo realizou-se nos dias 2 e 3 de março, no Hotel dos Templários, em Tomar, e contou com 145 amostras em prova de 34 produtores, dos quais 18 foram contemplados com 47 vinhos premiados – 24 pratas e 23 ouros. Na Gala Vinhos do Tejo foram também entregues os prémios Os Melhores do Tejo Gourmet. O prémio de O Melhor Restaurante foi para o Areias do Seixo (Torres Vedras), que também recebeu o prémio de Melhor Cozinha de Autor. Já o restau-

rante A Lúria (Tomar) foi distinguido com o prémio Melhor Tradicional, enquanto o Melhor Internacional foi atribuído ao restaurante À Terra (Olhão). Os restaurantes Pigalle (Santarém) e Cisco (Almeirim) foram reconhecidos com o prémio Revelação e o Taverna do 8 ó 80 (Nazaré) foi eleito como o restaurante com a Melhor Carta de Vinhos. A Melhor Entrada foi para o restaurante Calça Perra (Tomar), o Melhor Prato Principal para o Sala de Corte (Lisboa) e a Melhor Sobremesa para o Viva Lisboa (Lisboa). Por último, o restaurante Naco na Pedra (Salir do Porto) foi reconhecido com o prémio de Melhor Promoção. O Concurso de Vinhos Engarrafados do Tejo (CVET) atribui Medalha Excelência ao melhor branco e melhor tinto. Este ano a condecoração foi merecida pelos vinhos Casal da Coelheira Branco 2016 e Bridão Private Colection Tinto 2015, dos produtores Casal da Coelheira e Adega do Cartaxo, respetivamente. Neste concurso são ainda distinguidos os Melhores Brancos e Rosés da Colheita 2016. Quanto aos Brancos, o vinho que ficou em primeiro lugar foi o

Casal da Coelheira Branco 2016, seguido pelo Lagoalva Sauvignon Blanc Branco 2016 e pelo Casal da Coelheira Reserva Branco 2016. Os melhores rosés, por sua vez, foram Conde Vimioso Colheita Selecionada Rosé 2016, seguido pelo Quinta da Alorna Touriga Nacional Rosé 2016 e pelo Quinta do Casal Monteiro Rosé 2016. Os Vinhos do Tejo entregaram ainda 4 prémios especiais. A Adega Cooperativa de Almeirim foi considerada a Empresa Dinamismo Vinhos do Tejo 2016, enquanto a Adega Cooperativa do Cartaxo foi distinguida como Empresa Excelência Vinhos do Tejo 2016. Martta Reis Simões foi eleita Enóloga do Ano Vinhos do Tejo 2016 e Osvaldo Amado e João Sardinha da Cruz receberam ambos o Prémio Carreira. A realização dos concursos CVET e Tejo Gourmet, ambos uma parceria com a Confraria Enófila Nossa Senhora do Tejo, confirmam o esforço e dedicação da CVR Tejo no sentido de incrementar a notoriedade dos Vinhos do Tejo e respetivos produtores no panorama do enogastronómico português.

Gelados Artesanais do Ribatejo a caminho de Lisboa Com mais de 100 variedades de gelados idealizadas, a Pascoalini continua a surpreender com as suas criações exclusivas produzidas com produtos portugueses para assegurar sabores únicos e muito próximos dos originais. “O morango ou o melão de Almeirim, o figo de Almoster, o tomate da Azambuja, a pêra rocha portuguesa são alguns exemplos de excelentes matérias-primas utilizadas na produção dos nossos gelados artesanais, resultado das parcerias estabelecidas com produtores locais, que permitem criar algo verdadeiramente diferenciador para satisfazer a criatividade e o gosto do consumidor mais exigente... “, salienta Rui Pascoalinho, responsável pela criação da marca

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Pascoalini em 2013 na cidade de Santarém. Depois de dar a conhecer a marca e os seus produtos em todo o território nacional, ao longo do último ano, através da criação de um projeto Street Food, a Pascoalini prepara-se agora para expandir horizontes e abrir uma gelataria própria no coração da cidade de Lisboa. “... Com a aquisição de duas unidades de Street food sentimos a necessidade de ir ainda longe e acreditamos que o futuro é agora. Lisboa é a minha cidade e fervilha todos os dias com a revelação de novos conceitos e tendências, pelo que é o local ideal para abrir a nossa segunda loja...“, revela o empreendedor. De salientar que a Pascoalini foi res-

ponsável pela transformação em gelado de alguns dos doces regionais do Ribatejo, a destacar: Pampilhos, os famosos bolos escalabitanos; Celestes, doces conventuais à base de ovos e amêndoa, e a mousse de chocolate com arrepiado, típico de Almoster. Em 2016 a empresa foi ainda premiada com duas medalhas de ouro pelo sorvete de morango de Almeirim e o gelado de celeste de Santa Clara atribuídas no concurso Great Taste Award.

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Sumol+Compal aumenta lucros em 25% O grupo português de refrigerantes, sumos e néctares registou lucros de 10,5 milhões em 2016 e um volume de negócios de 355,8 milhões. A empresa, que tem uma unidade de produção no Ribatejo, em Almeirim, reportou o resultado através de um relatório que publicou no seu portal. A Sumol+Compal reportou um resultado consolidado (com os interesses controlados) de 10,5 milhões de euros no ano passado, o que correspondeu a um aumento de 24,7% face aos lucros de 2015. Já as receitas ascenderam a 355,8 milhões de euros, mais 4,3% do que no ano precedente. Por seu lado, o EBITDA (resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações, no valor de 52,1 milhões de euros), representou um aumento de 20,5%. Quanto aos resultados operacio-

nais, aumentaram 26% face a 2015, para 36 milhões de euros. Quanto a perspetivas futuras, a empresa refere que “em Portugal, o mercado dos refrigerantes será negativamente afetado pela aplicação, a partir de 1 de fevereiro, do Imposto Especial de Consumo às bebidas adicionadas de açúcar ou outros edulcorantes. Passam a existir dois escalões do imposto, 8,22 € ou 16,46 € por hectolitro, consoante o teor de açúcar da bebida. O impacto negativo será certamente significativo e mais forte nas vendas no canal alimentar, uma vez que nos estabelecimentos deste canal o preço médio por litro da bebida tende a ser bastante inferior ao preço médio por litro de bebida nos estabelecimentos do canal Horeca”. Tendo em conta que o mercado dos

refrigerantes é o que tem maior peso, em valor, na categoria das bebidas refrescantes, e tendo em conta a importância daquele mercado para a Sumol+Compal, “entendemos não ser possível prever a evolução do volume de negócios em 2017, em Portugal”, acrescenta. A empresa diz ter a expetativa de “aumentar as vendas nos mercados internacionais”, mas ressalva que esse crescimento “está muito dependente da evolução das vendas em Angola, o nosso principal mercado internacional”.

Programa Capitalizar alarga condições para a reestruturação das empresas O Ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, afirmou que o Regime Extrajudicial de Recuperação de Empresas, aprovado em Conselho de Ministros, vai permitir alargar o leque de condições fiscais disponíveis para a reestruturação das empresas que o necessitem. “Permitimos aqui que as empresas, com um acordo que é extrajudicial, possam beneficiar das mesmas condições fiscais que beneficiavam quando faziam um acordo pela via judicial”, disse o Ministro, na conferência de imprensa que se seguiu ao Conselho de Ministros e onde foram apresentadas novas medidas do Programa Capitalizar, que partem de uma iniciativa conjunta entre a Economia e a Justiça. Manuel Caldeira Cabral referiu que “com o Regime Extrajudicial de Recuperação de Empresas é possível as empresas intendentes chegarem a acordo» e que «também a percentagem de capital que era necessária era diferente”. A Ministra da Justiça destacou que “70% da pendência processual tem a ver com estas duas áreas críticas, que obviamente refletem problemas na economia, que são as execuções e as insolvências”. “Aquilo que bloqueia neste momento essencialmente o sistema judicial são esses dois segmentos”, acrescentou.

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Francisca Van Dunem afirmou que “a lógica de todo este processo de capitalização é obviamente a necessidade de se intervir precocemente, quando ainda é possível recuperar ou, em caso de insolvência, num tempo ainda compatível com o aproveitamento dos ativos úteis que a empresa possa dispor”.

CRIAÇÃO DO MEDIADOR DE RECUPERAÇÃO DE EMPRESAS Além do Regime de Extrajudicial de Recuperação de Empresas, o Ministro da Economia realçou ainda a criação da figura do mediador de recuperação de empresas, que dará assistência ao devedor na negociação de um acordo de recuperação com os seus credores e

que será nomeado pelo IAPMEI a pedido do devedor. O Ministro da Economia referiu que o mediador “será pago pela empresa” mas, em caso de insolvência, não ficará mais um crédito para a empresa pagar. Aí, será o IAPMEI a pagar a primeira prestação. Está prevista também a implementação do regime jurídico de conversão de créditos em capital, que prevê que uma empresa que se “encontre em situação de incumprimento perante os seus credores e que tenha os seus capitais próprios negativos” pode “reforçar os capitais próprios, mediante a conversão de créditos em capital proposta por uma maioria de credores”.

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DESENVOLVIMENTO REGIONAL

2016 é o 3.º ano consecutivo com resultados positivos

EMEF aumenta lucros para 3,4 milhões de euros A Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário, S.A. fechou o exercício de 2016 registando um resultado positivo de 3,4 milhões de euros, valor que compara com os 1,3 milhões de euros de 2015 e os 900 mil de 2014.

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ambém o valor do EBITDA (sem indeminizações) cresceu significativamente em 2016, fixando-se em 5,6 milhões de euros e o volume de negócios aumentou cerca de 10%, fixando-se em 63 milhões de euros. O Diretor Geral da EMEF, Alberto Castanho Ribeiro, salienta que esta série de bons resultados financeiros e operacionais são a prova da sustentabilidade da empresa consolidada nos últimos anos, resultando do aumento da eficiência e otimização dos recursos humanos e materiais. Alberto Castanho Ribeiro destaca também que, em 2016, a EMEF voltou a reduzir o montante em dívida, nomeadamente às entidades financeiras, permitindo o reposicionamento da empresa na perspetiva bancária. O montante global da

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dívida financeira tem vindo a ser reduzido progressivamente desde 2013 (23,8 milhões de euros), fi xando-se em 15,6 milhões de euros no final de 2016. O arranque de grandes projetos de renovação de material circulante e a conquista de novos clientes permitiu também proceder, ao longo de 2016, à contratação de cerca de uma centena de trabalhadores que vieram reforçar as equipas nos Parques Oficinais do Norte e do Centro. Em termos operacionais o ano de 2016 fica marcado pelo arranque da remodelação profunda dos comboios Alfa Pendular e pela confirmação de novos contratos, nomeadamente com clientes fora do grupo CP: por um lado, com a Prometro/Metro do Porto, que prevê a manutenção de veículos Tram Train e

Eurotram, fabricados pela Bombardier e, por outro, com a Fertagus. A melhoria das instalações oficinais, um pouco por toda a empresa, mas com especial incidência nos Parques Ofici-

A EMEF, S.A. é uma grande empresa que desenvolve a sua atividade na área da metalomecânica ferroviária. O Parque Oficinal do Centro desta empresa encontra-se instalado no Entroncamento.” www.nersant.pt


Em fase de desenvolvimento avançado estão os projetos de criação de uma nova oficina de rodados no Parque Oficinal do Centro, no Entroncamento. O investimento nesta obra poderá ascender a 7,5 milhões de euros.” nais Centro e Sul, foi palco de investimentos que ascenderam a 1,3 milhões de euros. Foi ainda em 2016 que a EMEF desenhou uma Estratégia Digital visando a melhoria e a modernização dos processos de negócio, tornando-os mais eficientes e capazes de liderar este setor de atividade. Uma estratégia focada em soluções de mobilidade, desmaterialização de processos, através de novos sistemas de informação e na informação útil, em tempo real, para apoio à tomada de decisão e incremento da produtividade.

EMEF vai investir no Entroncamento Em fase de desenvolvimento avançado estão os projetos de criação de uma nova oficina de rodados no Parque Oficinal do Centro, no Entroncamento. A concretização desta unidade de manutenção e reparação de rodados representará um importante investimento da EMEF na expansão da sua capacidade de produção e exportação, dirigindo-se tanto para o mercado ibérico, como para o mercado europeu. O investimento nesta obra poderá ascender a 7,5 milhões de euros.

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Entregue o 1.º Alfa Pendular da Nova Geração à CP A EMEF S.A. entregou no dia 24 de março à CP o primeiro comboio Alfa Pendular da Nova Geração, após a remodelação profunda realizada ao longo dos últimos meses no Parque Oficinal do Centro, no Entroncamento. Para além da manutenção geral de meia vida (R1) ao nível mecânico e elétrico, o comboio Alfa Pendular beneficiou de uma intervenção profunda, melhorando o conforto e a segurança dos passageiros, em particular através da introdução de novos bancos e materiais de revestimento, novos sistemas de iluminação, à remodelação do Bar e dos WC, a introdução de um novo sistema para o acesso Wi-Fi às redes de comunicações móveis e de tomadas elétricas individuais em todos os bancos. A realização do projeto envolveu cerca de 60 trabalhadores da EMEF, contando também com a participação de vários prestadores de serviços nacionais especializados. O projeto de remodelação é assegurado em 90% por tecnologia e recursos nacionais. O Diretor Geral da EMEF, «Alberto Castanho Ribeiro, destaca que “este projeto prova a capacidade de a EMEF se assumir como uma empresa líder e integradora dos contributos de outros setores da indústria nacional, apresentando soluções globais mais robustas e competitivas para o mercado Nacional e Internacional.”

A intervenção traduziu-se em mais de 1500 procedimentos, desde a desmontagem total do interior dos comboios até à pintura com as novas cores que distinguem esta Nova Geração Alfa Pendular. Os 176 bancos (301 lugares sentados) do comboio foram desmontados e reconstruídos com novas espumas e novos revestimentos em pele. Foram aplicados 300 m2 de alcatifa sobre um novo piso modular que incorpora cortiça para a promoção de um melhor isolamento acústico e térmico. A EMEF instalou um total de 44 km de novas cablagens. E na pintura foram utilizados mais de 2700 kg de tinta. Todos os 10 comboios Alfa Pendular da CP irão beneficiar desta remodelação profunda, devendo o próximo comboio entrar nas oficinas da EMEF ainda este mês. Os primeiros comboios Alfa Pendular da CP iniciaram o serviço em 1999, tendo, entretanto, percorrido mais de 41 milhões de quilómetros e transportado cerca de 26 milhões de passageiros. A execução desta remodelação da frota Alfa Pendular representa um investimento na ordem dos 18 milhões de euros por parte da CP. A maior revolução foi nos assentos do pendular que são agora em pele natural, fornecidos pela empresa ribatejana Couro Azul, sediada em Alcanena.

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DESENVOLVIMENTO REGIONAL

Agromais Plus organizou 15.º Encontro de Agricultores A Agromais Plus realizou no dia 8 de março, o 15.º Encontro de Agricultores, evento onde foi possível confirmar a dinâmica dos agricultores e a vitalidade das organizações que os representam.

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ste evento contou com a participação de ilustres figuras do setor e da região, tais como o Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Luís Capoulas Santos, o Presidente da Câmara Municipal da Golegã, Rui Medinas, o Presidente da Câmara Municipal de Torres Novas, Pedro Ferreira, o Presidente da Câmara Municipal de Aljustrel, Nelson Brito e a Diretora Regional da Agricultura e Pescas da Região de Lisboa e Vale Tejo, Elizete Jardim. No início da sessão, Miguel Reis, Diretor Comercial da Agromais Plus fez uma apresentação da evolução do negócio de fatores de produção, tendo realçado o facto da empresa ser, hoje em dia, um dos três maiores distribuidores de fatores de produção do país. A subsidiária da Agromais Plus para a região do Alqueva – Plus Alqueva – já representou um volume de negócios considerável e tem uma enorme margem de progressão. Jorge Neves, Diretor-Geral da Agromais C.R.L., numa apresentação com dados muito atuais da evolução do mercado dos cereais, concluiu que “a nossa expetativa face ao futuro é moderadamente otimista”. Numa mesa redonda, moderada por Mário Antunes, Diretor Executivo da Agrotejo, contou-se com a participação de três dos mais prestigiados agricultores da região: João Coimbra, João Geada e Carlos Graça. Num debate muito dinâmico, e em que cada um apresentou a realidade das suas explorações, discutiu-se a importância de produzir cada vez mais de forma profissional, realçando a importância decisiva do

apoio prestado pelas organizações da região, nomeadamente a Agrotejo, a Agromais e a Agromais Plus, no acompanhamento técnico, burocrático e comercial. Foi igualmente reforçada a importância que os apoios comunitários têm para manter a competitividades das explorações agrícolas, num contexto de forte concorrência mundial. Luís Vasconcellos e Souza, Presidente da Agromais, abordou de forma mais específica o enorme desafio que o projeto de emparcelamento rural representa para a região, reforçando a necessidade de encontrar soluções de financiamento complementares aos valores existentes atualmente no PDR2020. Essa mesma ideia foi defendida por Rui Medinas, Presidente da Câmara Municipal da Golegã, aproveitando para reforçar o

Premiados 2016 • Agricultor do Ano – Quinta da Cholda • Agricultor Solidário – Casa Agrícola Fidalgo • Jovem Agricultor – João Rodrigo Mendes • Melhor Produtor de Batata – José Ludovino Vieira • Melhor Produtor de Cebola – Hugo José Ramos dos Anjos • Melhor Produtor de Tomate – Herdade do Caldas • Melhor Produtor de Milho – Sociedade Agrícola e Pecuária dos Juntos, Lda.

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total empenho de todas as autarquias da região no desenvolvimento deste projeto estratégico para a agricultura e para o território. O Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, mostrou-se disponível para estudar alternativas complementares de financiamento. No final da sua intervenção, decorreu a cerimónia de entrega da medalha de honra do Ministério à Agrotejo, cuja atribuição tinha sido decidida aquando das comemorações dos seus 30 anos de existência. Na ocasião, Capoulas Santos teve a oportunidade de realçar que “a Agrotejo ao longo de 30 anos tem prestado relevantes serviços e constitui um exemplo de dinamização da organização dos agricultores”. No final da cerimónia, foram atribuídos prémios aos agricultores que se destacaram em 2016 pela sua produção e envolvimento com as organizações. Este ano, para além do prémio “Agricultor do ano” e do “Agricultor Solidário”, introduziu-se as categorias “Jovem Agricultor” e “Melhor Produtor” nas culturas da batata, cebola, tomate e milho. De qualquer forma, como realçou o Presidente da Agromais, “para além destes premiados, é importante destacar a qualidade geral de todos os nossos produtores, que têm permitido manter parâmetros de excelência das nossas organizações no panorama agrícola nacional”

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V Jornadas da Batata No dia 29 de março, realizaramse as V Jornadas da Batata, no auditório da Escola Superior Agrária de Santarém, tendo reunido cerca de 130 pessoas ligadas ao setor. As Jornadas Técnicas da Batata foram organizadas pelo Centro Operativo e Tecnológico Hortofrutícola Nacional (Cothn), a Porbatata – Associação da Batata de Portugal, a Agromais, a ESAS, a Agrotejo, a Federação Nacional das Organizações de Produtores de Frutas e Hortícolas (FNOP) e da Associação Portuguesa de Horticultura (APH). O evento teve como objetivo promover um espaço de divulgação científica, tecnológica e de debate, capaz de contribuir para o lançamento de novas estratégias de inovação e competitividade, indispensáveis para a modernização e o desenvolvimento da fileira batata. Além dos temas técnicos, que este ano focaram os principais inimigos da cultura e o seu impacto tanto na produção como na comercialização/ exportação, foi ainda apresentada a recém-criada associação Porbatata, que reúne os diversos agentes deste setor. A criação desta associação representa a concretização de um dos objetivos que motivaram a realização das primeiras Jornadas da Batata em 2010, cujo programa tinha como tema da mesa redonda a “Organização do setor e mercado”. Como conclusões destas Jornadas, a Agromais destacou também a necessidade de reunir esforços para melhor ultrapassar obstáculos e dar uma voz ao setor, nomeadamente a preocupação com problemas fitossanitários que dependem de legislação relativa ao uso de produtos fitofarmacêuticos e de controlo oficial, e a necessidade de estabelecer planos de ação que incluam todos os agentes (serviços oficiais), tanto na criação de medidas de apoio como na resolução de problemas técnicos.

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Nova gama de produtos

Rações Zêzere lança “Top Zêzere” No dia 30 de março, a empresa Rações Zêzere realizou no Hotel dos Templários em Tomar, o seu Encontro de Distribuidores, onde marcaram presença mais de uma centena distribuidores de norte a sul do país. Numa sala completamente lotada, foi abordada uma vasta panóplia de temas entre os quais a estratégia comercial da empresa, o lançamento para o mercado de novos produtos, embalagens com novo design, bem como alguns dos investimentos realizados pela empresa que se traduzem numa aposta forte no mercado, consolidando o seu posicionamento na vanguarda do setor da alimentação animal. A atração principal do evento prendeuse com o lançamento duma nova gama de produtos produzidos sob critérios de alta qualidade, resultado de estudos técnicos rigorosos, que elevam a fasquia qualitativa dos produtos para animais: a gama Top Zêzere. Uma gama de produtos destinada a um amplo leque de animais – pintos, galinhas, frangos, coelhos, novilhos, caprinos, ovinos e suínos – que obteve a Certificação Eurofins, para formulação controlada. Uma garantia de excelência, e de não alteração dos constituintes dos produtos. Os produtos Top Zêzere têm uma constituição que, diminuindo o consumo, melhora o desempenho dos animais, representando um novo patamar no que a rações diz respeito. A estética das suas embalagens foi igualmente motivo de apreciação positiva por parte dos presentes. Luís Guilherme, Diretor Geral da empresa, expressou a sua satisfação “por poder apresentar um produto de tamanha qualidade, resultado do saber-fazer da empresa, e de rigorosos testes laboratoriais.” Segundo o responsável

da empresa, “é um orgulho trabalhar diariamente com colaboradores tão motivados em produzir os melhores produtos e serviços para os clientes”, concluiu. O evento culminou num almoço proporcionado pela empresa aos seus distribuidores, onde se estreitaram cooperações, ampliando a rede de networking dos presentes.

A EMPRESA A Rações Zêzere, sediada em Ferreira do Zêzere, fabrica e comercializa cereais, misturas e alimentos compostos para animais de criação. Com capital 100% português, a empresa encontra-se inserida num grupo com mais de 40 anos de experiência no setor agroalimentar. A empresa conta com um vasto leque de profissionais, entre eles um corpo técnico de veterinários e outros profissionais especializados preparados para responder com rapidez e eficácia a qualquer solicitação. A Rações Zêzere trabalha numa filosofia de gestão pela Qualidade, Ambiente, Higiene e Segurança Alimentar, proporcionando condições favoráveis à produção de rações de alta qualidade, à satisfação dos clientes e colaboradores e tendo sempre presente a proteção dos recursos naturais. É certifica pela norma 9001 de Gestão de Qualidade, desde 1999; pela norma 22000 de Segurança alimentar, desde 2010, e pela norma14001 de Responsabilidade Ambiental desde 2012, tendo sido sempre a primeira empresa do setor a obtê-las. “Crescer continuamente é a vocação de Rações Zêzere, desde a sua fundação em 1981. Para isso, reinvestimos uma parte significativa dos resultados nos setores produtivos da nossa economia”, referiu Luís Guilherme, Diretor-Geral da empresa.

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DESENVOLVIMENTO REGIONAL

Santarém acolhe Workshop “Engenharia Natural & Biodiversidade” A reabilitação fluvial nos últimos anos tem sido uma corrente das políticas internacionais em matéria de Biodiversidade. A Estratégia de Biodiversidade da UE para 2020, dando resposta ao mandato da Décima Conferência das Partes (CdP10) da Convenção sobre a Diversidade Biológica (CDB Nagóia em 2010) que conduziu à adoção de um plano estratégico global para a biodiversidade para o período de 2011-2020, orienta para travar a perda de Biodiversidade e valorizar os serviços dos ecossistemas. Neste sentido, o Município de Santarém concebeu o projeto Reabilitar Troço a Troço – RTT o qual tem a missão de definir políticas públicas estratégicas para a conservação e valorização dos recursos hídricos em cooperação com atores chave, promovendo a conetividade dos cursos

de água e aumentando a resiliência dos ecossistemas ribeirinhos. O Município de Santarém tem na sua rede de reabilitação fluvial 12 troços reabilitados, sendo sua intenção partilhar esta experiência. A empresa ECOSALIX, espe-

cialista em Sistema Ecológicos de Engenharia Natural, organizou o Workshop “Engenharia Natural & Biodiversidade” – um desafio de futuro, nos dias 24 e 25 de março em Santarém, tendo o Município de Santarém sido parceiro da iniciativa.

Câmara de Santarém cria regulamento de apoio e incentivo à atividade empresarial e ao investimento Welcome to Santarém promove o concelho em diferentes áreas turísticas No âmbito da estratégia de promoção turística de Santarém, a ação Welcome to Santarém foi apresentada no dia 24 de março, no Salão Nobre dos Paços do Concelho pelo Vereador do Turismo, Luís Farinha, aos parceiros envolvidos nesta iniciativa. O Vereador começou por agradecer a todos os parceiros, sem os quais não teria sido possível desenvolver esta iniciativa, reforçando que só assim se consegue “uma promoção conjunta do concelho”. A campanha Welcome to Santarém tem o objetivo de contribuir para o aumento do fluxo de turismo no concelho, dando a conhecer o melhor que Santarém tem para oferecer aos turistas nacionais e estrangeiros. Nesta campanha, atendendo ao crescente interesse turístico por Portugal, pretendeu-se distinguir Santarém, terra de tradição e modernidade, com as referências turís-

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ticas locais, nomeadamente o turismo religioso, gastronómico, familiar e de natureza. Luís Farinha fez referência à gastronomia e ao alojamento, como áreas fundamentais na promoção turística, não se esgotando as mesmas nestes cadernos. Realçou, ainda, a riqueza do património edificado de Santarém que complementado com a diversidade do património natural do concelho, oferece a todos os que o visitam um pacote turístico com particular interesse. Esta iniciativa foi lançada na BTL – Bolsa de Turismo de Lisboa, que se realizou de 15 a 19 de março, onde Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República, foi um dos primeiros a receber esta caixa referindo que estava a “receber Santarém de uma forma altamente concentrada”. Welcome to Santarém vai estar disponível nos Postos de Turismo de Santarém e de Évora.

A Câmara de Santarém vai criar um Regulamento de apoio e incentivo à atividade empresarial e ao investimento, com vista a promover o desenvolvimento, apoiar a captação e fixação de empresas e o emprego. A criação deste regulamento surge da necessidade e intenção de incentivar o investimento empresarial no concelho de Santarém, nomeadamente, todo o investimento que seja relevante para o desenvolvimento sustentado, bem como para a criação e manutenção de postos de trabalho, assentes na qualificação, inovação e tecnologia.

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DESENVOLVIMENTO REGIONAL

Águas do Ribatejo melhorou desempenho com 1,6 M€ de resultados positivos O ano de 2016 terminou com um saldo positivo na Águas do Ribatejo. A empresa municipal registou um aumento do Resultado Líquido de 3,8 % atingindo 1.592.315,00 euros. O volume de negócios subiu para 15.472.353,00 euros, registou um crescimento ligeiramente superior a 1%, em comparação com o período homólogo. Este aumento ficou a deverse, essencialmente, ao maior volume de água residual faturada com a entrada em funcionamento de novos sistemas e o prolongamento das redes de saneamento. O Relatório de Gestão e Contas foi aprovado por unanimidade no dia 30 de março. A Assembleia Geral presidida por Pedro Ribeiro, edil de Almeirim, contou com a participação de representantes dos sete municípios acionistas. Francisco Oliveira, Presidente do Conselho de Administração da AR congratulou-se com os resultados positivos e informou que os resultados apurados serão canalizados para investimentos no reforço da qualidade dos serviços prestados. O autarca de Coruche enalteceu o espírito de coesão e a solidariedade presentes em todas as decisões tomadas pelo Conselho de Administração. O combate às perdas de água é uma prioridade com o objetivo de atingir 20% até 2020. O líder da AR recordou que em 2009 as perdas eram de superiores a 50% e já foram reduzidas para 33,6%. “Ainda temos muito por fazer nesta área, mantemos a meta traçada e estamos a trabalhar para a atingir”, referiu o edil de Coruche. O número de clientes da AR aumentou em 2016, contrariando a tendência dos últimos anos. Fruto de uma melhoria da conjuntura económica cresceram os clientes domésticos e comerciais. Na análise da atividade operacional da AR no ano de 2016, realce para uma ligeira descida do volume de água entrada no

sistema (-1,3%) em comparação com 2015, o que ficou a dever-se essencialmente ao facto do ano de 2016 ter registado maiores níveis de precipitação, em relação ao ano anterior. Esta situação teve igualmente reflexos no volume de água faturada, que registou também uma quebra, mas neste caso ainda mais ligeira (-0,46%). Isto significa que o volume de água não faturada baixou, registando agora um valor na ordem dos 33,6%. O Presidente do Conselho de Administração da AR explicou que “o ano de 2016 representou o início de um novo ciclo na vida da empresa. Após a conclusão dos grandes projetos de infraestruturação executados pela empresa, o foco passou a estar muito mais centrado nos aspetos relacionados com a eficiência”. Ainda assim, no decurso do ano de 2016 teve início a execução de várias Operações apoiadas pelo POSEUR, destacandose as referentes à intervenção na ETAR de Almeirim / Alpiarça, à construção dos subsistemas de saneamento de Chancelaria / Pedrógão e Lapas / Ribeira Branca, ambos no Concelho de Torres Novas e às remodelações das ETAR da Quinta do Papelão e da Murteira, ambas no Concelho de Benavente.

Com o investimento realizado em 2016, o valor global investido desde a criação da empresa, em 2007, ascende já a mais de 115 Milhões de Euros, o que representa cerca de 88% do valor do investimento previsto até final de 2017. Francisco Oliveira destaca que há ainda um conjunto importante de intervenções na área do saneamento para realizar, especialmente no Concelho de Torres Novas onde estão em curso investimentos superiores a 10 Milhões de Euros. O Presidente do Conselho de Administração da AR alertou para a necessidade de alguma contenção no ritmo dos investimentos “porque os financiamentos comunitários a fundo perdido, são muito menos do que no passado, razão pela qual o ritmo e calendário de execução dos investimentos tem de ser ajustado a esta nova realidade”. A atividade da empresa ao longo do ano de 2016 veio dar sequência ao trabalho que vem sendo desenvolvido desde 2009, “procurando sempre melhorar o desempenho e prestar um melhor serviço a todos os utilizadores do sistema”, frisa o administrador que enaltece o esforço dos 174 colaboradores que integram os recursos humanos da empresa municipal.

Município de Benavente organiza 1.º Festival do Arroz Carolino Integrado no Plano Estratégico e de Valorização do Município de Benavente, irá decorrer de 19 a 21 de maio, o 1.º Festival do Arroz Carolino, um evento organizado pela Câmara Municipal de Benavente em parceria com a Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo. Tendo em conta que o concelho é o segundo maior produtor de arroz carolino do país e tem no seu território unidades que fazem todo o ciclo do produto desde a produção à comercialização,

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o Festival agora lançado pretende “criar um produto turístico tendo como base a identidade e a notoriedade do município, naquilo que é a sua excelência na área do património ambiental e paisagístico e de outros valores referenciais”.

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Bloco operatório reativado no Hospital de Torres Novas O Presidente da Câmara Municipal de Torres Novas anunciou em conferência de imprensa nos Paços do Concelho que o bloco operatório do hospital de Torres Novas foi reativado, constituindo uma mais valia para os utentes do Médio Tejo ter aquele espaço a funcionar em pleno, a juntar ao retorno da medicina interna à unidade de Torres Novas. Esta situação surge, também, na sequência da disponibilidade que o Centro Hospitalar do Médio Tejo mostrou para acolher o funcionamento do bloco operatório do Hospital de Santarém enquanto durarem as obras de remodelação daquele espaço em Santarém. Obras essas que tiveram início dia 27 de março, tendo resultado na transferência, em regime de mobilidade transitória, de 40 profissionais de saúde para a unidade de Torres Novas e que por aqui se manterão até final deste ano, data prevista para o final das obras em Santarém. Após essa data, e após a transferência dos serviços de novo para Santarém, manter-se-á em funcionamento o bloco operatório de Torres Novas, ao serviço dos

utentes do Médio Tejo, ficando a unidade de Torres Novas plenamente ocupada com estas novas valências. Esta importante medida vem no seguimento da que originou o retorno da medicina interna e da aposta na unidade de diálise, reconhecida como a segunda mais importante a nível nacional, segundo o Serviço Nacional de Saúde, e os serviços de cardiologia manterem as técnicas indispensáveis, com internamento em Abrantes para os casos mais graves, visto estes casos necessitarem de estar junto da assistência

médico-cirúrgica. Permanece, no entanto, a vontade dos responsáveis por todas as entidades envolvidas de melhorar sempre todos os serviços disponibilizados no CHMT, com especial realce para o setor da pediatria, historicamente ligado ao Hospital de Torres Novas. Esta parceria com o hospital de Santarém vem reforçar a importância do hospital de Torres Novas no contexto do distrito de Santarém, valorizando ainda a operacionalidade e a dinâmica do Centro Hospitalar do Médio Tejo.

Câmara Municipal de Alcanena aprova voto de louvor e reconhecimento à “Casa Aquiles” A Câmara Municipal de Alcanena aprovou, por unanimidade, na sua reunião realizada a 3 de abril, um voto de louvor e reconhecimento a Aquiles de Sousa Dias e Filhos, Lda. – “Casa Aquiles” reconhecendo assim a sua importância e o seu contributo para o desenvolvimento do concelho de Alcanena, ao longo de 79 anos de existência. A retrosaria “Casa Aquiles”, uma das mais antigas casas de comércio deste setor, em Alcanena, foi fundada em 1938, por Aquiles de Sousa Dias. Acompanhando várias gerações, sempre primou pelo rigor, pela dedicação e pelo bom atendimento aos seus clientes, sendo uma referência do comércio tradicional a nível local e regional. Foi sempre um dos grandes ícones do comércio local em Alcanena, tendo assinalado o seu 75.º aniversário em 2013, sendo um grande testemunho cultural transmitido pelo estabelecimento e seus valores, que importa reconhecer. Recorde-se que na reunião de Câmara realizada a 4 de maio de 2014, por ocasião da comemoração do 1.º centenário da Fundação do Concelho de Alcanena, foi deliberado atribuir à “Casa Aquiles” a Medalha de Mérito do Município de Alcanena – Grau Ouro, pela contribuição dada por esta empresa familiar

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para o desenvolvimento económico do Município, ao longo de toda a sua existência, tendo a medalha sido entregue no dia 8 de maio, na cerimónia solene das comemorações do 1.º centenário do concelho de Alcanena, ao atual proprietário da “Casa Aquiles”, Filomeno Mina Dias, filho do fundador. Tendo o atual proprietário deste estabelecimento, Filomeno Mina Dias, informado a Câmara Municipal de Alcanena que era sua intenção proceder ao encerramento da atividade dentro em breve, é com tristeza que o atual executivo assiste ao encerramento desta empresa, que, durante 79 anos, contribuiu para o desenvolvimento socioeconómico do concelho de Alcanena e que é, ainda, um importante polo dinamizador do núcleo histórico da Vila de Alcanena.

Em Tomar é possível pôr os jovens a olhar para o futuro Realizou-se em Tomar nos dias 31 de março, 1 e 3 de abril, a terceira edição da FrEEE - Feira de Educação, Emprego e Empreendedorismo. A iniciativa decorreu no Pavilhão Municipal Cidade de Tomar e teve como principal objetivo dar a conhecer à população em geral, e em especial aos estudantes, as diferentes ofertas formativas e profissionais disponíveis no concelho. Com entrada livre, a FrEEE, para além de stands da responsabilidade das diversas entidades relacionadas com a educação, contou com uma vasta programação que incluiu ações de formação, workshops, seminários e espaços musicais. De referir que a FrEEE decorreu em paralelo com a Semana da Juventude, que começou no dia 24 de março.

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DESENVOLVIMENTO REGIONAL

Panorama Drinks inaugurou garrafeira em Abrantes Com o principal objetivo de criar uma clara ponte entre a produção e o ponto de venda a Panorama Global foi criada em novembro de 2009, pelos sócios João Branco e João Gil, focandose principalmente na procura de produtores com capacidade de produção, qualidade e vontade de dinamizar e ampliar a sua abrangência comercial. Presentemente, a atividade da empresa abrange quatro áreas de negócio: serviços, trading, produção de cabazes e venda e distribuição de bebidas, setor que é assumido pela Panorama Drinks, empresa criada em setembro de 2014 que, aproveitando o conhecimento, capacidade de compra e os protocolos com os produtores, pretende ter uma posição de relevância e excelência de serviço na venda e distribuição de Vinhos e Bebidas Brancas na região. Foi de facto esta nova empresa da Panorama Global, que tem como áreas de abrangência os concelhos de Abrantes, Vila Nova da Barquinha, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Nisa, Sardoal, Tomar, Torres Novas e Vila de Rei, a responsável pela abertura de uma nova loja do grupo em Abrantes. “Nova loja?”, poderá perguntar o nosso leitor. Sim, de facto, a empresa já tinha um espaço comercial aberto junto aos escritórios da empresa, em Montalvo, e decidiu agora dar o passo para a abertura de uma outra garrafeira, desta vez em Abrantes. João Gil, um dos sócios da empresa, explicou à Ribatejo Invest que “o que motivou à abertura desta nova loja foi a política de expansão que a empresa está a levar a cabo, com o objetivo de chegar cada vez mais perto do consumidor final”.

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A Presidente da Câmara Municipal de Abrantes na inauguração, com os sócios da empresa João Branco e João Gil

De facto, acrescentou “a nova loja pretende dar-nos a conhecer cada vez mais ao público, conquistar clientes, perceber quais as necessidades que os nossos consumidores têm e satisfazê-las da melhor forma. Trabalhamos para corresponder da melhor forma ao que os nossos clientes procuram e primamos pela qualidade, quer ao nível do produto, quer ao nível do atendimento”, referiu João Gil. “É um grande orgulho para a Panorama Drinks deter agora mais este espaço, que nos permite chegar mais perto do consumidor final”, rematou o empresário. A inauguração do espaço aconteceu no dia 23 de março, com a presença de dezenas de convidados, entre eles a Presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Maria do Céu Albuquerque. A nova loja vai agora oferecer ao cliente uma vasta gama de vinhos, whiskies, licores e bebi-

das espirituosas. Para além disso, está também ao dispor do visitante, chocolates, compotas artesanais, queijos e enchidos, “acessórios indispensáveis para os grandes apreciadores de vinho”. “Tentamos estar sempre atentos às novidades que possam agradar o nosso público-alvo”, acrescentou o responsável da empresa, João Gil. O novo espaço veio ainda permitir a criação de mais três postos de trabalho na empresa. “Com a abertura desta nova loja sentimos necessidade de criar novos postos de trabalho, nomeadamente o da Andreia Santos, na área do Marketing, o do André Raposo, na área comercial e ainda o da Cláudia Nico, na área das compras”, revelou o empresário. Importa ainda referir que a nova garrafeira da Panorama Drinks encontra-se na Rua Bobela da Mota, em Abrantes.

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ENTREVISTA

Pedro Ribeiro, Presidente da Câmara Municipal do Cartaxo

“Queremos construir um território com emprego” A Revista Ribatejo Invest foi conhecer o concelho do Cartaxo. Deparou-se com um território fragilizado pela situação económica, mas que está a trabalhar arduamente para uma melhoria da qualidade de vida das suas gentes. Se por um lado o concelho quer ser “orgulhosamente rural”, onde o vinho, a lezíria e o Tejo assumem lugar de destaque na sua estratégia de desenvolvimento, por outro é um território com grande potencial logístico, com uma das únicas Áreas de Localização Empresarial do país ansiosa por acolher investimento. O Cartaxo é a capital do vinho. Qual a importância deste setor para o concelho em termos económicos? O projeto Cartaxo Capital do Vinho é uma marca registada desde 2004, se a memória não me atraiçoa. Temos noção que é preciso trabalhar muito com os agentes do terreno para que esta seja uma marca consolidada e mais do que um mero slogan. Os vinhos do Cartaxo começaram a ganhar notoriedade por causa de um filme português antigo em que o António Silva falava na ida às “termas do Cartaxo”, e que continuou com a crescente qualidade deste nosso produto. O vinho do Cartaxo é cada vez mais um vinho premiado. As várias casas agrícolas, nomeadamente a nossa adega cooperativa tem, nos últimos anos, amealhado vários prémios nacionais

Devido à nossa localização geográfica e aos nossos recursos naturais, com o Tejo e com as nossas paisagens agrícolas e com tudo o que tem a ver com a sustentabilidade ambiental dos nossos territórios, que se diferencia da grande Lisboa, julgamos que, tendo o vinho como âncora, somos muito atrativos do ponto de vista turístico. A nossa estratégia ligada ao vinho passa por aí.” 18

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Pedro Ribeiro, Presidente da Câmara Municipal do Cartaxo e internacionais que atestam bem a sua qualidade. Neste sentido, a estratégia de desenvolvimento do concelho passa naturalmente também pelo setor do vinho. Por outro lado, se antigamente o nosso país era um destino de sol e praia, hoje começa já a ser visitado devido aos seus vinhos. De acordo com a Organização Mundial de Turismo, nos últimos 2 ou 3 anos, a preferência dos estrangeiros deixou de ser sol e mar, para ser efetivamente vinho e gastronomia. Consideramos que estamos numa região que pode tirar partido disto. Em termos de localização, estamos a menos de uma hora da

principal central de compras do país, a área metropolitana de Lisboa, que tem 3 milhões de habitantes, estamos a menos de 1 hora das principais infraestruturas que trazem turistas a Portugal (o porto de Lisboa, o aeroporto e a gare do oriente), fazemos a ligação via A8 e via A15 à região do Oeste, onde há a praia e bons campos de Golfe… e estamos a meio caminho de outro fator de atração de visitantes a Portugal, o turismo religioso, centrado em Fátima, no distrito de Santarém. Devido à nossa localização geográfica e aos nossos recursos naturais, com o Tejo e com as nossas paisagens agríco-

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las e com tudo o que tem a ver com a sustentabilidade ambiental dos nossos territórios, que se diferencia da grande Lisboa, julgamos que, tendo o vinho como âncora, somos muito atrativos do ponto de vista turístico. A nossa estratégia ligada ao vinho passa por aí. Se o turismo associado aos vinhos é uma das potencialidades do concelho, acreditamos que estejam em cima da mesa investimentos em relação a esta área. Confirma? Sim. Está neste momento em vias de licenciamento um hotel em Vila Chã de Ourique, um investimento na ordem dos 2 milhões de euros. O projeto, um hotel-boutique dedicado precisamente à temática do vinho, vai ficar situado na antiga propriedade da Sociedade Agrícola Casal do Conde e ainda este ano deverá ser dado início à obra. Para além disso, há também neste momento investidores chineses interessados na parte vínica do projeto Vale D’Algares, iniciativa da empresa 4 âncoras, ligado ao grupo Imocom, que entretanto encerrou. Ainda nesta área, temos a funcionar a Quinta das Palmeiras, na freguesia de Valada. Há a perspetiva de haver mais três investimentos turísticos em Valada ainda este ano. Um deles trata-se de um grande investimento na área do turismo de natureza e de experiência. O vinho tem hoje um valor agregado que não tinha há alguns anos atrás. As

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próprias rotas do vinho têm sido restruturadas e apelam agora à diversidade. Deixaram de ser “um produto homem”, para passar a integrar toda a família com atividades paralelas. Antigamente, o valor ficava apenas na adega, o que já não acontece hoje em dia. Toda a comunidade local é envolvida. Para além de Presidente da Câmara Municipal do Cartaxo, sou Presidente da Associação dos Municípios Portugueses do Vinho e vice-presidente da Rede Europeia das Cidades do Vinho, e estes são fóruns importantes onde partilhamos experiências. Em Portugal estamos a tentar fazer um projeto semelhante aos que os espanhóis fizeram. Criaram a Associação das Rotas do Vinho Espanhol. Já temos também uma destas rotas sediada no Cartaxo, onde os parceiros para aderirem à mesma, têm que subscrever um acordo que tem de obedecer a certos padrões de qualidade, relacionada, por exemplo, com a certificação dos produtos e com o atendimento. Agora apenas precisamos de qualificar a oferta que temos. Podemos partir para rotas do vinho sólidas no nosso país, a partir do momento em que tenhamos todos os agentes qualificados para ninguém colocar e risco aquilo que é o trabalho dos outros agentes. Tendo em conta o exposto, acreditamos que nos próximos 2 ou 3 anos, a oferta de quartos no nosso concelho vai aumentar em quantidade mas também em qualidade. Uma oferta mais qualificada do que aquela que já temos.

O vinho é ou não o principal negócio do concelho? O Cartaxo é um concelho rural. Para além do vinho, temos obrigatoriamente de falar no tomate. Aliás, temos no Cartaxo um Centro de Competências do Tomate e Indústria. Temos que falar no milho, na agropecuária…. Estes são os setores mais fortes do nosso concelho e têm sido parceiros fundamentais na nossa estratégia de desenvolvimento. No âmbito de um trabalho que desenvolvemos para a Feira de Todos os Santos, apercebemo-nos ainda do potencial do cavalo, elemento novo que foi introduzido este ano no nosso certame. De facto, quando fizemos o trabalho de levantamento das atividades do nosso concelho para a feira, o cavalo foi uma boa surpresa. Não tínhamos a noção da sua dimensão. Obviamente que este setor não tem a dimensão que assume na Golegã, nem queremos competir com este território,

Temos de tentar combater uma certa noção errada, na minha perspetiva, que vai passando no país, de que ruralidade é sinónimo de subdesenvolvimento.” ABRIL 2017

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ENTREVISTA

O concelho do Cartaxo é muito procurado. (…) Embora estejamos muito próximos de Lisboa, somos considerados Alentejo, o que traz enormes vantagens para efeitos de fundos comunitários.”

mas queremos de facto ter uma oferta diversificada e este setor veio complementar alguma economia que aqui já existia. Queremos que aqueles que nos visitam possam desfrutar de várias experiências no nosso território. Sabemos que o cavalo é um mundo de muito dinheiro, que gera muito negócio e temos no nosso território capacidade para potenciar este setor. Temos no Cartaxo a Verso Move, a maior empresa nacional e uma das maiores empresas europeias dedicada à transformação de veículos para o transporte de cavalos. Temos um território da lezíria fantástico…. Neste momento, o principal criador do Cavalo Lusitano, o mais premiado, está a investir em Porto de Muge, freguesia de Valada, pelo que temos boas razões para acreditar que o vinho, o Tejo, o cavalo, o nosso fandango – que estamos a candidatar a património imaterial da humanidade – compõe uma oferta diferenciadora, em relação àquilo que Lisboa tem para oferecer. A minha referência a Lisboa não é aleatória. Reparem: Lisboa está a antecipar na sua estratégia de desenvolvimento aquilo que se está a registar hoje, que é uma certa saturação dos produtos e dos recursos turísticos que tem. O Município do Cartaxo teve há poucos meses uma reunião com o vereador com o pelouro do turismo da Câmara Municipal de Lisboa, Sá Fernandes, que tem reunido com os Municípios que são percorridos pelo Tejo (inclusive os espanhóis), para elaborar uma estratégia concertada que transforme o rio no fio condutor do turismo que chega a Lisboa, uma vez que a oferta da cidade começa a estar saturada. Querem, através do Tejo, oferecer coisas diferentes no mundo rural. O Município do Cartaxo pode aqui ser um parceiro fundamental, dado ser um dos primeiros concelhos fora da área metropolitana de Lisboa. Temos de tentar combater uma certa

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noção errada, na minha perspetiva, que vai passando no país, de que ruralidade é sinónimo de subdesenvolvimento. É uma perceção errada, porventura fundamentada no facto dos territórios rurais, longe dos centros urbanos, estarem a apresentar valores de recuo demográfico tremendos, e onde muita coisa fecha. Mas julgo que um território para ser competitivo, tem de ter ofertas diferenciadoras. Neste sentido, o mundo rural, nomeadamente o que está próximo das áreas metropolitanas, pode tirar partido desta tendência, tendo algo de muito diferente em relação a esses territórios metropolitanos. Estamos a apostar muito nisso. O Cartaxo tem tirado partido desta ruralidade? Tem havido crescimento? O concelho do Cartaxo vive momentos difíceis. O Município é bem revelador disso. Somos ainda um dos municípios mais endividados do país, que nos tem retirado capacidade de investimento. Portanto o que acontece é que estamos a tentar utilizar as poucas verbas disponíveis para coisas básicas, como alcatroar estradas, melhorar espaços verdes, investir nas escolas, que tiveram muitos anos sem qualquer tipo de intervenção. Neste momento estamos a consolidar estas áreas para depois podermos avançar para outras que estimulem mais o investimento no nosso concelho. Não posso deixar

de referir a forte dinâmica do nosso setor empresarial, que tem resistido às sucessivas crises pelas quais o nosso país tem passado. Temos um tecido empresarial bastante resistente, temos um setor agroalimentar e agropecuário bastante forte, e temos o setor dos vinhos, do tomate e do milho bastante forte. Por outro lado, temos um setor comercial que paga um pouco a fatura desta nova realidade das grandes superfícies, esta nova realidade de mobilidade. A democratização do automóvel mudou os hábitos de consumo…. O setor comercial está a pagar também a fatura de uma ou outra obra que foi feita e que afastou as pessoas do centro da cidade, e portanto temos um setor comercial a passar por dificuldades e isto é um pouco o espelho do que vamos vendo em cidades e em vilas da nossa dimensão. Temos o setor da metalomecânica, infelizmente, nos últimos anos, a passar por dificuldades, mas temos estes setores que há pouco focava, pujantes. Sentimos que o concelho do Cartaxo é muito procurado. Que tipo de empresas procuram o concelho? São empresas oriundas do setor da logística, do setor farmacêutico… empresas que têm laboratórios, porque o concelho do Cartaxo têm uma localização

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privilegiada. Embora estejamos muito próximos de Lisboa, somos considerados Alentejo, o que traz enormes vantagens para efeitos de fundos comunitários. São um dos poucos territórios a nível nacional com uma ALE – Área de Localização Empresarial, mas que ainda está subaproveitada. Qual o ponto de situação? A Área Empresarial do Falcão, ou Parque de Negócios do Cartaxo, é uma das duas áreas empresariais do concelho e esta, em particular, tem sido muito procurada. A ALE tinha grandes problemas. Quando chegámos à Câmara Municipal, deparámo-nos com alguns procedimentos administrativos errados do executivo anterior, o que não nos permitia comercializar aquela zona. É frustrante que um concelho que quer captar investimento e criar emprego e riqueza, não possa acolher as empresas que o procuram por erros do passado! Neste momento terminámos a infraestruturação daquela área e estamos, a pouco e pouco, a resolver a situação e a dar outra perspetiva de futuro àqueles que aqui investem e àqueles que aqui residem. No curto prazo, acredito que possamos ali acolher as empresas que nos têm procurado. Vê com bons olhos o futuro desta área? Com muito bons olhos. É uma área única no país. É inspirada num modelo sueco, onde não há barreiras físicas entre empresas, mas sim espaços verdes. É uma área fantástica, tem uma localização muito boa, às portas da autoestrada. Esta ALE, lá está, faz também a ponte com as várias empresas na área metropolitana de Lis-

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boa, com as infraestruturas de internacionalização da nossa economia. E o empreendedorismo do concelho? Nota outro vigor da parte dos jovens? Temos dois ou três bons exemplos de empreendedorismo. Falo da Green Apple e da Verso Move, por exemplo, que estão a trabalhar com grande dinamismo no nosso território. Por sermos um Município sobreendividado e em rutura financeira, por lei não nos é permitido conceder este tipo de apoios. Tínhamos um plano de incentivos que gostávamos de atribuir às empresas, e que tinha que ver com alterações às taxas, nomeadamente à derrama, mas devido às nossas condições, a lei impõe que as taxas em vigor estejam nos seus limites máximos.

Na fase de revisão de PDM, as empresas têm sido consultadas quer para resolver algumas situações que urge regularizar, quer para conhecermos os seus planos de investimento, para que nesta revisão possamos já acautelar eventuais projetos de expansão das empresas no futuro.”

Como contorna o Município esta limitação em relação a outros no território? Tem a ver sobretudo com o facto de mostrarmos a nossa boa vontade e disponibilidade para ajudar as empresas a instalarem-se no nosso concelho. Para esse efeito foi criado o nosso gabinete de empreendedorismo e neste momento estamos muito mais próximos das nossas empresas. E não havendo incentivos, passa apenas, ou quase só, pela proximidade do Presidente da Câmara, do executivo, do gabinete de empreendedorismo, em tentar acolher da melhor maneira possível as empresas, manifestando a nossa vontade em colaborar e ajudar a resolver os seus problemas. Na fase de revisão de PDM, as empresas têm sido consultadas quer para resolver algumas situações que urge regularizar, quer para conhecermos os seus planos de investimento, para que nesta revisão possamos já acautelar eventuais projetos de expansão das empresas no futuro, para não terem depois problemas de estrangulamento. Fizemos reuniões com as empresas para que nos identificassem aquilo que é necessário regularizar, mas também conhecer os seus planos de expansão. Tem passado por este tipo de proximidade. É preciso estar nas empresas, visitá-las, tentando abrir portas dentro dos contactos que temos, que lhes possam proporcionar negócio, porque sabemos que se tiveram negócio vão gerar lucros, vão gerar riqueza no concelho e, acima de tudo, vão criar o emprego que tanto precisamos. A indústria é um setor diminuto no concelho? Nós gostaríamos que a indústria tivesse

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ENTREVISTA

Quanto ao Parque de Negócios do Cartaxo, julgamos que vamos conseguir ultrapassar os constrangimentos do espaço ainda este mandato.” maior pujança, mas para isso era necessário que estas duas áreas empresariais que temos tivessem já em velocidade de cruzeiro, coisa que ainda não acontece. O Dr. Renato Campos, que foi o nosso 1.º Presidente de Câmara, vem dizendo em tom de brincadeira – mas para o levarmos a sério – que a única área empresarial que está devidamente implementada é aquela que está entre Cartaxo e Vila Chã de Ourique, que ainda é do tempo dele. E é verdade. Este é um alerta que só nos mostra que ainda há muito trabalho por fazer. Quanto ao Parque de Negócios do Cartaxo, julgamos que vamos conseguir ultrapassar os constrangimentos do espaço ainda este mandato. Em relação à Zona Industrial do Casal Branco, na zona de Pontével, é um caso mais complexo. Esta área não está sequer infraestruturada e neste momento o Município não tem os 2 milhões de euros de investimento necessário para o fazer. O que perspetiva daqui para a frente? Este mandato pode ser dividido em duas partes: num primeiro momento, dedicámo-nos a salvar fundos comunitários. Tínhamos muitas obras paradas há muito tempo, como a estrada de Setil, a estrada de Santana, a rua do Moinho Saloio, o próprio Parque de Negócios do Cartaxo… a nossa guerra em 2014 e 2015, foi, uma vez que o Quadro Comunitário fechava em dezembro de 2015, salvar esses fundos comunitários. Num segundo momento demos início ao nosso plano de recuperação da rede viária, das infraestrutura e da manutenção dos nossos equipamentos. À medida que fomos diminuindo a dívida, honrando os nossos compromissos, fomos tendo uma margem muito ténue para canalizar para investimento. Apenas conseguimos disponibilizar por ano 350 mil euros e só as urgências são de 2 milhões de euros! No próximo mandato, a nossa ambição é, controlada a dívida e depois de

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honrados os compromissos, continuar o plano de recuperação da cidade e do nosso concelho, e que do ponto de vista das zonas empresariais, ter os seus problemas ultrapassados. Com isto, temos a certeza que vamos captar muito investimento e muitas empresas. Queremos construir um território com emprego, recuperando os níveis de qualidade de vida que já tivemos há 15 ou 20 anos e que fomos perdendo. Queremos ser um território orgulhosamente rural, às portas de Lisboa, para ter produtos diferenciadores que possam atrair turismo! E quando digo “orgulhosamente rural”, quero dizer que o nosso objetivo é fugir à construção massiva, à construção em altura. Queremos continuar com um concelho sustentável do ponto de vista ambiental, um concelho virado para o rio Tejo! Temos vivido de costas voltadas para o rio…. Queremos que as pessoas tenham condições de realizar os sonhos de vida na terra em que nasceram. Referiu que perderam qualidade de vida. Como justifica? Acho que é visível. Julgo que a pior coisa que um político pode fazer é não olhar de frente para os problemas que tem e tentar esconder essa realidade. Eu penso que nos últimos ciclos políticos deste concelho as coisas não correram da forma como todos desejávamos. Quando nós chegámos à Câmara, esta estava entre os três Municípios mais endividados do país. O problema é que a Câmara chegou a este ponto sem

qualquer trabalho feito. As estradas, iluminação pública, os equipamentos, a rede de transporte, tudo estava mau. Estamos nesta situação de rutura com tudo o resto muito mau. Isto gera muita incompreensão e notamos isso na gestão. Não temos capacidade financeira para resolver os problemas todos e são muitos os que tivemos que enfrentar. Ao longo deste mandato houve meses que estivemos no risco de não pagar salários, de a EDP cortar o fornecimento de energia elétrica nos equipamentos públicos, em que a Rodoviária do Tejo nos ameaçou de cortar o transporte público escolar. O regular funcionamento do Município esteve em causa. É visível, para quem circula na cidade e nas freguesias, que essa qualidade de vida, de termos os jardins bonitos, estradas arranjadas e o equipamento público com boa manutenção, foi perdida. Com algum esforço, temos direcionado para aqui a nossa resposta, com a noção de que um mandato não é suficiente para resolver todos os problemas que enfrentámos. Tem sido um mandato desse ponto de vista tremendamente difícil. Temos de encarar os problemas com espírito construtivo e positivo. Estamos com gosto e com sentido de missão. Não queríamos estar noutro sítio! Gostávamos que o concelho estivesse noutras circunstâncias, claro. Os nossos sonhos, os nossos projetos e nossas ambições não andam à velocidade da nossa vontade, mas têm andado à velocidade da nossa disponibilidade dada a asfixia financeira em que vivemos.

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INFORMAÇÃO E APOIO

O Centro de Arbitragem Comercial: apresentação; arbitragem e mediação1

Meios extrajudiciais de resolução de litígios

António Vieira da Silva Secretário – Geral do Centro de Arbitragem Comercial

1. O CENTRO DE ARBITRAGEM COMERCIAL - CRIAÇÃO Após a publicação da Lei de Arbitragem Voluntária de 1986 (Lei n.º 31/86, de 29 de agosto), a (então denominada) Associação Comercial de Lisboa – Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa criou, após previamente autorizada pelo Ministério da Justiça, um Centro de Arbitragem para dirimir conflitos de natureza comercial2. A arbitragem era já então um método de resolução de litígios largamente difundido na Europa Ocidental e na América do Norte, onde estão preferencialmente ligadas ou fazem parte de instituições de natureza associativa de grande representação empresarial, como são as Câmaras de Comércio. Daí que a Câmara de Comércio e Indústria em 1986 se lançasse, logo após a criação deste (para

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Portugal) moderno quadro legislativo da arbitragem voluntária, na criação de um Centro de Arbitragem que tivesse como principal desiderato promover e difundir a arbitragem em Portugal, bem como administrar arbitragens e prestar serviços relacionados com os processos de arbitragem.

2. O QUE É A ARBITRAGEM – QUE TIPO DE LITÍGIOS SÃO ARBITRÁVEIS Uma definição possível para arbitragem poderá ser a de que é um modo privado de resolução jurisdicional de litígios em que, tendo por base a vontade das partes, a decisão é confi ada a terceiros. É um meio de resolução privado (não é o Estado que está a atuar como órgão administrador da justiça) e é jurisdicional porque a lei confere à decisão que resultar deste modo de resolução de litígios o mesmo valor que tem uma sentença de um tribunal estadual. A Lei da Arbitragem Voluntária em vigor 3 considera que são arbitráveis os litígios que respeitem a interesses patrimoniais, ou seja, que incidam sobre bens, direitos ou coisas que tenham em si mesmo um valor económico ou suscetível de ser avaliado. Também poderão ser arbitráveis litígios em que as pessoas envolvidas possam celebrar transação,

o que significa que não são arbitráveis os litígios que incidem sobre direitos irrenunciáveis: coisa fora do comércio ou direitos de natureza pessoal.

3. COMO RECORRER À ARBITRAGEM – A CONVENÇÃO DE ARBITRAGEM Sendo a arbitragem voluntária resultado da vontade das partes 4, obriga a lei a que exista acordo escrito nesse sentido, que poderá resultar de um só documento assinado pelas partes ou de troca de cartas ou de qualquer meio de telecomunicações, incluindo o correio eletrónico. Essa convenção de arbitragem pode ser incluída no quadro contratual mais vasto e remeter para arbitragem os litígios que venham a resultar desse quadro contratual, ou seja, refere-se a eventuais litígios futuros – estamos perante uma cláusula compromissória. Outro figurino é possível: ainda que não previsto no quadro contratual, podem as partes perante um litígio que surja, i.e., um litígio atual (já não eventual) acordar na sua resolução por via arbitral – estamos perante um compromisso arbitral.

4. OS PILARES (VANTAGENS) DA ARBITRAGEM A arbitragem voluntária, como modo

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de resolução de conflitos, nunca poderá (nem deverá) ser vista como concorrente dos tribunais estaduais: pelo contrário, e apesar de se constituírem como alternativa, são meios que se completam5 m e auxiliam mutuamente. São geralmente apontadas à arbitragem algumas características que constituem as vantagens na sua utilização, a saber: (a) especialização dos árbitros – a composição do tribunal arbitral pertence, direta ou indiretamente às partes, que, naturalmente, escolherão para o integrar especialistas na matéria que está em discussão; (b) independência e imparcialidade dos árbitros – ainda que escolhidos pelas partes, os árbitros deverão ser e agir como independentes e imparciais face ao litígio e face às partes. A lei impõe estes padrões a quem exerce este função e prevê formas para a sua verificação e consequências para quando não forem respeitados; (c) celeridade – os processos arbitrais são, regra geral, mais céleres que os processos resolvidos nos tribunais do estado, concorrendo para isso vários elementos: resolução definitiva (sentença insuscetível de recurso) como regra da arbitragem e sentenças e decisões recorríveis, como regra, nos tribunais estaduais; disponibilidade dos árbitros, que só deverá aceitar a função se e quando disponham de tempo para que a arbitragem decorra com celeridade e ainda a flexibilização das regras, adequando os procedimentos ao processo concreto; (d) confidencialidade – a arbitragem tem natureza reservada, preservando, assim, a exposição pública dos conflitos e das pessoas nele envolvidas. Esta confidencialidade tem consagração legal, podendo ser quebrada se, obviamente, houver ponderosas razões que a lei considere justificativas dessa quebra de sigilo.

com três membros e a opção por um ou outro é das partes. Existe também um Regulamento de Arbitragem Rápida, com procedimento mais agilizados e obrigatoriamente com tribunal de árbitro único, com custos ainda mais baixos que os dois casos anteriores. Quando comparados os custos da arbitragem no Centro de Arbitragem Comercial com as custas judiciais pagas nos tribunais estaduais verifica-se que em litígios até ao valor de 1,5 milhões de euros os custos da arbitragem são superiores, mas que a partir daí são mais baixos afastando-se gradualmente à medida que cresce o valor do litígio.

No Centro de Arbitragem Comercial a mediação pode ter lugar quando as partes tenham celebrado uma convenção de mediação para ele remetendo ou dirijam, e seja aceite, proposta à outra parte para a sua celebração.

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O Centro de Arbitragem (que até 2005 foi em conjunto com a Associação Comercial do Porto) iniciou a sua atividade em outubro de 1987.

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Entrou em vigor em março de 2012 uma nova Lei de Arbitragem Voluntária (Lei n.º 63/2011, de 14 de dezembro), que veio introduzir no quadro legal da arbitragem significativas alterações, adequando-o aos padrões dominantes da arbitragem internacional

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Paralelamente, existe a arbitragem necessária ou obrigatória em que, independentemente da vontade das partes, a lei impõe que determinados litígios sejam resolvidos por arbitragem: ex. litígios de patentes de medicamentos de referência e medicamentos genéricos e em alguns setores económicos regulados.

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Os tribunais estaduais nunca estarão ausentes da arbitragem, servindo em última instância para resolução de algumas questões incidentais que poderão surgir na arbitragem (constituição de tribunal arbitral, julgamento final sobre recusa de árbitros, etc.), como também para dar eficácia concreta à sentença arbitral: não esquecer que a sua (se necessária) execução terá lugar perante os tribunais estaduais.

5. OS CUSTOS DA ARBITRAGEM 6. A MEDIAÇÃO Naturalmente que a análise dos custos da arbitragem não deverá ser feita apenas com base nos números absolutos, devendo antes ser feito em termos de custo vs benefício. No Centro de Arbitragem Comercial, existem arbitragem com custos diferenciados em função da forma da arbitragem: na arbitragem normal temos tribunais arbitrais compostos por três membros e tribunal arbitral de arbitro único – naturalmente que os custos de uma arbitragem com tribunal único são substancialmente mais baixos que

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Uma outra forma, desta vez não contenciosa, de resolução de litígios é a mediação, que pode ser definida como uma forma de resolução de litígios, através da qual as partes procuram voluntariamente alcançar um acordo com a assistência de um mediador de conflitos. O Centro de Arbitragem Comercial tem um novo Regulamento de Mediação desde de 2016, destinado a regulamentar a mediação de natureza civil ou comercial que respeitem a interesses de natureza comercial.

O presente artigo tem por base a apresentação feita em 29 de março de 2017 no NERSANT – Associação Empresarial, Startup de Santarém.

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INFORMAÇÃO E APOIO

• Controlo de gestão;

O QUE É? O projeto MELHOR TURISMO 2020 é um programa de formação-ação (formação e consultoria) desenvolvido pela NERSANT em parceria com a CTP – Confederação do Turismo Português.

• Marketing e gestão de canais online; • Negociação e vendas, • Segurança e gestão de riscos; • Gestão de aprovisionamentos e relação com fornecedores;

OBJETIVOS

• Comunicação em língua estrangeira;

• Aumentar a capacidade de gestão das empresas participantes;

• Técnicas específicas de prestação de serviço (ex.: serviço de restaurante, serviço de bar, cozinha internacional, produção de doçaria tradicional, orientação de atividades de ar livre, atividades de animação turísticas, serviço de vinhos …).

• Promover a reorganização, a inovação e a mudança; • Promover a qualificação dos seus recursos humanos em domínios relevantes.

EMPRESAS ENVOLVIDAS RESULTADOS ESPERADOS • Modernizar os modelos de negócio, a organização e as práticas de gestão;

10 empresas encontram-se já a desenvolver o Ciclo de Planeamento desde o dia 24 de fevereiro, numa abordagem orientada para:

• Diversificar a oferta e contribuir para a afirmação de Portugal como destino turístico de referência;

• O desenvolvimento (aprendizagem) de novas competências de gestão, comerciais e técnicas/de serviço;

• Referenciar Portugal como destino reconhecido pela qualidade e excelência dos seus serviços turísticos.

• A transferência dessas aprendizagens para o contexto de trabalho, compreendendo a alteração dos modos de exercício nas funções abrangidas;

Domínios de Intervenção: Ciclo Planeamento • Gestão Estratégica • Gestão Administrativa e Financeira • Gestão de Equipas de Trabalho • Marketing e publicidade • Estratégias de internacionalização • Qualidade de serviço na hotelaria, restauração e turismo

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• A adoção de novas práticas e modelos de gestão; • A diversificação de serviços (a avaliar após a conclusão do projeto);

• A melhoria da qualidade dos serviços prestados (aferida, por exemplo, através de instrumentos de registo da avaliação dos consumidores); • A diversificação de mercados (a avaliar após a conclusão do projeto); • A introdução de novas estratégias e instrumentos de comercialização e marketing (a avaliar após a conclusão do projeto); • A consolidação da presença on-line da empresa (a avaliar após a conclusão do projeto); • O reforço da notoriedade da marca (a avaliar após a conclusão do projeto); • O aumento do volume de vendas (a avaliar após a conclusão do projeto). Previsto o início do Ciclo Temático, numa abordagem orientada para: • O desenvolvimento (aprendizagem) de novas competências de gestão, comerciais e técnicas/de serviço; • A transferência dessas aprendizagens para o contexto de trabalho, compreendendo a alteração dos modos de exercício nas funções abrangidas.

MAIS-VALIAS DO PROJETO • Disponibilização de consultores seniores; • Realização de um Diagnóstico completo à empresa; • Definição do Plano de ação; • Implementação e Acompanhamento do Plano de ação;

• Proteção Ambiental

• Resolução de problemas concretos das empresas;

Ciclo Temático

• Formação de trabalhadores;

• Acolhimento e atendimento ao cliente (inclui gestão reclamações);

• Avaliação transversal;

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• Custo reduzido - Projeto financiado a 90%.

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Formação e consultoria para empresários O QUE É? O projeto MOVE PME é um programa de formação-ação (formação e consultoria) desenvolvido pela NERSANT em parceria com a AIP/CE - Associação Industrial Portuguesa/Confederação Empresarial. aplicação de novos métodos organizacionais no negócio ou na organização do local de trabalho (layout).

OBJETIVOS • Intensificar a formação de empresários e gestores para a reorganização e melhoria das capacidades de gestão ;

No final do projeto estas empresas terão conseguido:

• Proporciona formação aos trabalhadores devidamente enquadrada na estratégia e necessidades da empresa.

• Introduzir novos métodos ou novas filosofias de organização do trabalho, adequados às características e necessidades dos mercados;

RESULTADOS ESPERADOS

• Desenvolver projetos de melhoria, com recurso a redesenho e melhorias de layout, ferramentas diagnóstico e planeamento;

• Aumento das capacidades de gestão das empresas para encetar processos de mudança e inovação; • Aumento da qualificação específica dos trabalhadores em domínios relevantes para a estratégia de inovação, internacionalização e modernização das empresas.

• Identificar oportunidades e riscos para o negócio; • Melhorar as capacidades de desenvolvimento e distribuição de produtos, processos e serviços; • Implementar ferramentas e sistemas de melhoria contínua;

ÁREAS TEMÁTICAS

• Participar em ações de benchmarking.

• Organização e Gestão; • Implementação de Sistemas de Gestão (Qualidade, Ambiente, SST, Inovação ou outros);

Implementação de sistemas de gestão (qualidade, ambiente, SST, inovação ou outros)

• Internacionalização;

24 empresas a participar

• Economia digital e Tecnologias de Informação e Comunicação;

Muitas destas empresas estão ainda, no âmbito do projeto a fazer a transição normativa no âmbito da ISO 9001:2015

• Eco-Eficiência (Eficiência Energética e Utilização Racional de Recursos Naturais);

Objetivos gerais:

• Gestão Estratégica.

• Preparar as empresas para a Certificação, segundo referenciais normativos nacionais e/ou internacionais;

Temáticas Iniciadas DATA INÍCIO

• Otimizar processos, reduzindo não conformidades e ineficiências;

Organização e Gestão (Micro)

22-02-2017

Organização e Gestão (Micro)

10-02-2017

• Aumentar a visibilidade das empresas e credibilizar a sua atuação junto dos Stakeholders.

Implementação Sistemas Gestão Qualidade (Pequenas)

23-02-2017

Organização e Gestão (Pequenas)

02-03-2015

Implementação Sistemas Gestão Qualidade (Micro)

Implementação Sistemas Gestão Qualidade (Pequenas)

07-03-2017

Gestão Estratégica (Empresários)

CURSO

Empresas envolvidas Organização e gestão

Temáticas Previstas

MAIS-VALIAS DO PROJETO • Disponibilização de consultores seniores;

36 empresas a participar na área de intervenção • Realização de um Diagnóstico completo à empresa; Objetivos gerais:

• Definição do Plano de ação;

• Reforçar as capacidades de gestão, nas áreas Finanças, Estratégia, Produção e Logística Marketing e Vendas e Recursos Humanos;

• Implementação e Acompanhamento do Plano de ação;

• Qualificar as PME para reforçar a sua competitividade e capacidade de resposta no mercado global; • Concretizar práticas de inovação organizacional, por via da

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• Formação de trabalhadores; • Avaliação de Resultados; • Custo reduzido - Projeto financiado a 90%.

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VIVER O TEJO

Ribatejo Ativo ‘Tejo e Zêzere’

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ara todos os interessados em atividades como desportos radicais, passeios pedestres nos trilhos sinalizados e visitas a locais diversos, incluindo circuitos fluviais.

Área Geográfica Constância e Vila Nova da Barquinha Tomar é hoje conhecida não só pelos seus monumentos fabulosos, dos quais se destaca o Convento de Cristo, declarado pela UNESCO Património Mundial, mas também pelas suas potencialidades turísticas que proporciona a visita de inúmeras edificações históricas, relíquias arqueológicas, passeios pelos seus frondosos e frescos jardins. É uma cidade cheia de magia, com uma arquitetura atrativa e um grande significado histórico. Os rios desde os tempos mais remotos constituíram um polo de atração para a fixação das populações devido à

Dia 1 Manhã

facilidade de obtenção de meios de subsistência. É o caso de Vila Nova da Barquinha, vila portuguesa, sede de um pequeno município com 49,53 km2 de área, subdividida em 4 freguesias, e banhada pelo rio Tejo. Entre os pontos de interesse no concelho podem destacar-se: O Castelo de Almourol, a Igreja Matriz da Atalaia, o Parque Ribeirinho/ Parque de Escultura Contemporânea Almourol, a Galeria do Parque, o Centro Integrado de Educação em Ciências, entre outros. Constância, envolvida pelos bonitos rios Tejo e Zêzere, numa espécie de Península, Constância é uma vila portuguesa do centro país, sede de concelho. É muitas vezes apelidada de “Vila Poema” por ter sido local de residência do grande poeta Português, Luís de Camões, que nela se terá inspirado para algumas das suas obras. Reza a história que foi em Constância que escreveu alguns dos seus poemas líricos, por ocasião do seu desterro no Ribatejo (possivelmente entre 1546 ou 1547).

Almoço • Almoço ligeiro ou picnic no Parque de Merendas junto ao Rio Zêzere

Visita à Vila de Constância • Visita à Vila de Constância, com sugestão de visita ao Jardim-Horto de Camões e ao Museu dos Rios e Artes Marítimas. • Almoço ligeiro ou picnic no Parque de Merendas junto ao Rio Zêzere • Briefing sobre o programa de atividades, equipamentos e normas de segurança Sugestão de Agentes: • Glaciar SportsBar • Ponto Aventura

Tarde • Treino de canoagem • Treino de canoagem no Rio Zêzere. Jantar • Jantar livre em Constância • Sugestão: D. José Pinhão – Constância Alojamento - Sugestões: • Casa João Chagas • Constância Guest House • Parque de Campismo e Caravanismo de Constância


Dia 2 Manhã • Descida do Rio • Descida do Rio Zêzere em canoa Almoço • Almoço livre Tarde • Equitação no Picadeiro • Equitação no Picadeiro da Quinta de Santa Bárbara (sob reserva).

Informações e reservas www.viverotejo.pt


INFORMAÇÃO E APOIO

Documentos de Apoio à Exportação

O Carnet ATA Bruno Mourão Martins Director Departamento ATA | Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa

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transporte de mercadorias, está sujeito a alguns procedimentos específicos. Para que os empresários se desloquem para fora da União Europeia com os seus produtos, com destino a uma feira, para uma demonstração comercial com um cliente, ou mesmo, para que possam executar trabalhos levando as suas ferramentas ou máquinas, etc. para outro país, será sempre necessário assegurar a documentação aduaneira das mercadorias que transportam. Sem qualquer necessidade de recorrer a entidades terceiras, seja em território nacional ou internacional, o Carnet ATA, emitido pela Câmara de Comércio, afigura-se como uma solução facilitadora do processo de importação ou exportação temporária, bem como para o trânsito de mercadorias num determinado território. É um documento alfandegário internacional, que permite a entrada e saída temporária de mercadorias em mais de 108 países/ regiões, com o limite de um ano, sem pagamentos de direitos ou taxas aduaneiras. As iniciais “ATA” provêm das palavras francesas e inglesas “Admission Temporaire / Temporary Admission” e dado a sua tipologia, é muitas vezes reconhecido como um “passaporte de mercadorias”. O sistema de funcionamento do Carnet ATA é uma perfeita ilustração de como uma cooperação entre as empresas e as

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alfândegas pode facilitar o comércio internacional. Cada país aderente ao sistema ATA tem uma única entidade garante aprovada pelas autoridades alfandegárias nacionais e pela WCF (Federação Mundial das Câmaras de Comércio). A Entidade Garante, que em Portugal é a Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa, está habilitada a emitir este documento para as empresas do seu país e a autorizar outras Câmaras de Comércio no território nacional a emitir Carnets sob a sua autoridade. De igual forma é responsável pela gestão de todos os documentos, emitidos pelas suas congéneres internacionais, com mercadoria a circular no seu território. O Carnet ATA opera sob convenções alfandegárias internacionais administradas pela WCO - Organização Mundial das Alfândegas e todo o sistema é dirigido por um Conselho Mundial de Carnets ATA em cooperação com a WCO, sendo uma ferramenta internacional reconhecida pelo Governo, pelas empresas e pelas entidades aduaneiras dos diversos países da Convenção. Entre outras inúmeras vantagens, a utilização do documento permite aos seus titulares poupar tempo ao permitir uma passagem pelas alfandegas dos países aderentes à Convenção, com procedimentos mais ágeis e sem necessidade de preencher documentação adicional, ultrapassar problemas de linguagem de cada país, procedimentos específicos de alguma geografia e poupar dinheiro ao assegurar um único custo para todas as viagens que necessitar de fazer, sem existir necessidade de paga-

mentos adicionais de taxas Resumidamente com um único documento e procedimento, o titular pode: • Desalfandegar as suas mercadorias previamente, a um custo fixo predeterminado; • Transitar com as mercadorias por mais de um país; • Usar o mesmo documento para várias viagens durante o seu período de validade; • Regressar ao seu país de origem sem problemas e atrasos; • Promover o trânsito das mercadorias dentro do território aduaneiro, sem a necessidade de controlos específicos; • Possuir um documento certificado pela autoridade aduaneira. Este documento cobre amostras comerciais, material profissional e mercadorias para expor em feiras comerciais, espetáculos, exibições ou similares. Exemplos de mercadorias cobertas: Computadores; Veículos; Ferramentas; Joalharia; Equipamento fotográfico; Vestuário; Instrumentos musicais; Cavalos de corrida; Máquinas industriais, entre muitos outros. A única limitação para a utilização deste procedimento são mercadorias perecíveis. Qualquer empresa ou pessoa pode requisitar este documento cujos principais beneficiários são representantes comerciais e expositores, importadores ou exportadores bem como qualquer profissional que necessite de entrar e sair de um país aderente da Convenção com os seus bens e mercadorias.

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Os Certificados de Origem João Paes Cabral Director Departamento de Assuntos Europeus e Certificados de Origem | Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa

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Certificado de Origem é um documento que comprova a nacionalidade económica da mercadoria, ou seja, o País onde a mercadoria foi inteiramente obtida ou onde se realizou a última transformação ou operação de complemento de fabrico substancial, economicamente justificada e que tenha resultado na obtenção de um novo produto. Nas operações de comércio internacional a comprovação do país de origem da mercadoria é fundamental para efeitos de apuramento das taxas aduaneiras ou de aplicação de medidas de politica comercial (aplicação de direitos antidumping, quotas, contingentes, etc.). Num processo de exportação para um País ou território com o qual a UE não celebrou nenhum Acordo Preferencial, a origem da mercadoria é atestada através de um Certificado de Origem não preferencial. Este documento, fornecido pelo exportador a pedido do importador é emitido em Portugal pelas Câmaras de Comércio e é utilizado para efeitos de comprovação da origem das mercadorias exportadas, para emissão de cartas de crédito e também para aplicação de

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medidas de politica comercial (aplicação de direitos antidumping, quotas, contingentes, etc.) O Certificado de Origem não preferencial, é também utilizado num processo de exportação no quadro dos Acordos Preferenciais celebrado entre UE e Países terceiros ou regiões, caso as mercadorias não tenham sido inteiramente obtidas ou sofrido uma transformação economicamente justificada num dos Países signatários. Entre as entidades emissoras, em 2015, a Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa, foi acreditada pela ICC- Internacional Chamber of Commerce para a emissão dos Certificados de Origem. Simultaneamente é também a entidade nacional reconhecida para a certificação de outras entidades emissoras. Esta certificação garante o reconhecimento de qualidade a nível mundial, ao mesmo tempo que reforça a integridade e credibilidade dos seus titulares nos processos de exportação. Permite também que, em qualquer lugar do mundo, qualquer entidade possa proceder à verificação online da validade do Certificado que tem em seu poder, através da plataforma desenvolvida pela ICC - World Chambers Federation. Existem, no entanto, outras formas de certificação. Sempre que esteja em causa a aplicação de um tratamento pautal

preferencial, nomeadamente a redução ou a isenção de taxas aduaneiras, no âmbito de Acordos Preferenciais celebrados pela UE, a origem preferencial da mercadoria deverá ser comprovada, nomeadamente, através do Certificado de Circulação de Mercadorias EUR.1 ou Certificado EURMED. No âmbito do Acordo de Comércio Livre entre a UE e a Coreia do Sul, o EUR. 1 foi substituído por uma declaração emitida pelo exportador, para remessas de mercadorias cujo valor não exceda 6.000€. Para valores superiores os operadores económicos deverão solicitar junto da Autoridade Tributária e Aduaneira o estatuto de “exportador autorizado”. Em janeiro de 2017 entrou em vigor o Sistema de Exportador Registado, que é um sistema de auto-certificação de origem, pelos operadores económicos, que será introduzido progressivamente pela UE no âmbito dos futuros Acordos Preferenciais e que apenas se aplica numa fase inicial nas trocas comerciais que beneficiam do Sistema Generalizado de Preferências (SPG), no quadro de uma acumulação bilateral de origem e, no âmbito do Acordo Económico e Comercial entre a UE e Canada (CETA), que entra em vigor este ano. O pedido de estatuto de Exportador Registado deverá ser efectuado junto da Autoridade Tributária e Aduaneira.

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INFORMAÇÃO E APOIO

O Extintor

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IDENTIFICAÇÃO A identificação de um extintor tem duas componentes:

ATUAÇÃO COM EXTINTORES PORTÁTEIS

• A cor; • A marcação. Em Portugal a cor de identificação dos extintores é obrigatoriamente encarnada (Portaria 1456 – A/95), independentemente do agente extintor nele contido.

MARCAÇÃO 1. Área 1 ᧐ Palavra “extintor”; ᧐ O tipo de agente extintor e a sua carga nominal; ᧐ A indicação dos fogos-tipo. 2. Área 2 ᧐ Modo de atuação que deve incluir um ou mais pictogramas sugestivos; ᧐ Indicação sob forma de pictograma das classes de fogo para os quais o extintor é adequado. 3. Área 3 ᧐ Referente à indicação de satisfação ou não do ensaio dielétrico exigido pela norma NP 1618; ᧐ As restrições ou riscos da utilização relativamente à toxicidade e à corrente elétrica. 4. Área 4 ᧐ Instruções para que o extintor seja recarregado após utilização; ᧐ Instruções para inspecionar periodicamente e para utilizar apenas produtos e acessórios em conformidade com o modelo homologado para recarga e manutenção; ᧐ Identificação do agente extintor e em especial a identificação de aditivos para os agentes à base de água; ᧐ Identificação do gás propulsor, quando existente; ᧐ Os números ou referência da homologação; ᧐ A designação do modelo do fabricante; ᧐ Limites de temperatura;

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Aviso relativo ao risco de congelamento, se necessário. 5. Área 5 ᧐ Nome e endereço do fabricante ou representante em Portugal. 6. Área 6 ᧐ Etiqueta com data de verificação (mês/ano) e data da próxima verificação (1 ano).

primeira atuação em caso de fogo é a mais importante, pelo que vamos falar sobre o extintor, a sua identificação (muito importante para a avaliação/análise de riscos, revisão e manutenção) e a forma de atuar (teórica).

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1. Dar o alarme de fogo antes de o combater; 2. Antes de atuar com o extintor, certifiquese que é o indicado para a classe de fogo a combater. Para isso basta consultar o rótulo; 3. Active o extintor a uma distância segura. Comece por retirar a cavilha de segurança. Se estiver a utilizar um extintor de pressão auxiliar, percuta ou abra a garrafa de gás a fim de pressurizar o extintor; 4. Efetue um curto disparo para verificar se o extintor se encontra em boas condições de funcionamento. Para se obter a saída do agente extintor, deve premir o manípulo existente no topo da válvula de comando. No Caso dos extintores de pressão auxiliar, deve premir o manípulo que se encontra na ponta da mangueira: a. Fazer uma aproximação ao fogo, sempre no sentido do vento ou da tiragem normal do edifício; b. Atacar o fogo dirigindo o jacto com o agente extintor à base das chamas; c. No caso de líquidos derramados de canalizações, manobrar o jacto com o agente extintor de cima para baixo; d. Assegurar um n.º suficiente de extintores e de pessoas para os utilizar; e. Prever as possibilidades de reignição. 5. Não permanecer muito tempo exposto aos fumos e gases; 6. No caso de o incêndio ser num combustível líquido, evitar uma pressão muito forte na superfície do líquido inflamado impedindo o alargamento da área afetada; 7. Enviar o extintor descarregado ao serviço competente, que providenciará a respetiva recarga. Operacionalidade e manutenção dos extintores portáteis • Proceder à sua inspeção regular, verificando particularmente os seguintes

elementos: ᧐ Selo de inspeção (não pode estar violado); ᧐ Prazo de revisão (1 ano); ᧐ Leitura da pressão no manómetro (ponteiro na zona verde, ao centro); ᧐ Sinais de fuga ou corrosão; ᧐ Virar o extintor (se for de pó químico e pressão permanente) e verificar se o pó se desloca dentro do extintor; • A revisão e recarga nos prazos e circunstâncias que o exijam, por pessoal qualificado. Ter em atenção que sempre que um extintor é utilizado, deve ser novamente carregado, mesmo que não se utilize a carga na totalidade; • A manutenção e recarga dos extintores devem ser feitas por uma empresa de manutenção autorizada, utilizando como referencial a norma portuguesa np4413:2003; • Os extintores devem ser convenientemente distribuídos e instalados em locais bem visíveis, colocados em suporte próprio de modo a que o seu manípulo fique a uma altura não superior a 1,2 m do pavimento; • Manter os extintores em locais visíveis e acessíveis em caso de incêndio; • Devem ser sinalizados segundo as normas portuguesas aplicáveis (sinais retangulares, com cor segurança encarnada e símbolo de extintor a branco e que sejam visíveis à distância); • Devem estar localizados nas áreas de trabalho e ao longo dos percursos normais, incluindo as saídas; • Os acessos aos extintores não devem estar obstruídos e estes não devem estar ocultos; • A distância máxima a percorrer até um extintor não deverá exceder os 15 m.

Mais informações: NERSANT Seguros, S.A. Telef.: 249 839 500 geral@nersantseguros.pt www.nersant.pt

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A carne e os seus pecados Armando Fernandes Crítico Gastronómico

A

escolha do título pode induzir em erro. Obviamente, não vou tecer considerações acerca do pecado no contexto religioso, da desobediência aos preceitos estruturais da espiritualidade, mas sim aos de natureza material – a conservação da carne – de forma a alimentar as pessoas sem daí derivarem dores ou doenças nos corpos dos consumidores. Pelo acima referido o leitor de imediato verificará quão claros devemos ser na enunciação das nossas causas, como precisos no desenvolvimento e explanação das mesmas. Acerca do pecado de matriz religiosa obras filosóficas e teológicas explicam a noção de pecado, daí derivaram e derivam normas e comportamentos a pautarem a vida de muitas centenas de milhões de mulheres e homens. Também no tocante à segura alimentação das sociedades há a necessidade de serem impostas regras de conduta de forma a podermos absorver alimentos sem temor e tremor. Ora, se o Homem peca no plano espiritual, não nos pode causar admiração o facto de existirem pecadores de índole terrena que por cupidez chegam ao cúmulo de praticarem crimes na ânsia de colherem lucros causando dor, sofrimento e morte de quem consumiu as matérias-primas conspurcadas. O Homem enquanto não aprendeu a

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dominar o fogo, certamente, limitava-se a escolher entre o cru, o fermentado e o podre, nesse estádio as possibilidades de conspurcação seriam muito limitadas, talvez escolhesse os piolhos nutridos em detrimento dos magros, o mesmo relativamente a lesmas e larvas, minhocas e caracóis, porém as condições de vida (curta) não seriam propícias a práticas de engano, cada qual comeria tudo quanto pudesse, também raízes e ervas, relativamente à carne proveniente da caçada de animais pequenos e despojos de grandes animais deixados pelos predadores de avultado porte. Ao aprender a fazer e a dominar o fogo, o Homem concebeu o maior invento da Humanidade, logrou sobreviver e chegar aos nossos dias escorado em milhentas criações e preparações de produtos em alimentos onde ao longo dos milénios tem exercitado o conceito de a necessidade aguça o engenho e de forma o faz que não raras vezes coloca a sobrevivência do seu semelhante ao falsificar ou vender/servir comeres e beberes deteriorados. Recentemente os órgãos de comunicação social noticiaram a descoberta de grande fraude na preparação de carne ocorrida no Brasil. Temendo as consequências (a informação corre vertiginosamente), o Governo brasileiro apressou-se a garantir o desmantelamento da rede de mixordeiros, dando garantias de o maligno tratamento da carne já ter sido banido podendo os consumidores consumir confiadamente a

renomada picanha, maminha e restantes partes do gado vacum criado nas terras do samba, futebol e bossa nova. A invenção da mixórdia é paralela à confeção de alimentos. No Código de Hamurabi há referências aos castigos aplicados a praticantes de tão infamante prática, a mesma ou mais dura condenação surge nos códigos de leis sanitárias na Grécia e Roma. Se o leitor estiver interessado em verificar como os mixordeiros eram objeto de troça e desprezo, basta ler as comédias de Aristófanes. No entanto, se ao longo das épocas os vendedores de gato por lebre recebiam castigo quando apanhados no exercício das suas nefandas ações, tal não levou à sua erradicação como a par e passo vamos sabendo. Muitos ainda se recordam das mortes ocorridas em Espanha quando algumas pessoas ingeriram azeite que não era azeite, antes óleo mortífero, ou em Itália no que tange a pseudo vinhos. A NERSANT desempenha salutar e imprescindível papel na defesa da genuinidade das matérias-primas alimentares ribatejanas. Ao fazê-lo sem transigências provoca benefícios imediatos caucionadores de no futuro o Ribatejo ser sinónimo de território onde tudo quanto nele é produzido respeitar as normas e postulados regulamentares no crucial nicho dos comes e beberes, dando completa ilustração ao axioma – o homem come tudo, mas não come de tudo – tão bem expresso nos trabalhos do antropólogo Marvin Harris.

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INFORMAÇÃO E APOIO

Microsoft Surface Pro 4

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esenvolvido pela Microsoft, o Surface Pro 4 dá seguimento à linha topo de gama de computadores híbridos da Microsoft. Este computador tenta juntar o melhor de dois mundos, oferecendo a portabilidade de um Tablet e a capacidade de um computador, tornando-se assim ideal para quem não está constantemente no mesmo local e mesmo assim necessita de o acesso fácil a um computador. De acrescentar que o Surface Pro 4 é um dispositivo bastante leve, pesando entre 766g a 786g. O Surface Pro 4 dispõe de um ecrã tátil de 12.3 polegadas e permite uma resolução de imagem até 2736x1824, o que proporciona ao utilizador uma excelente qualidade de imagem. No que diz respeito ao espaço de armazenamento, o Surface Pro 4 não nos deixa mal servidos, existindo as opções de discos SSD com a capacidade de 128GB, 256GB ou 512GB, de acordo com a opção escolhida. Em relação às portas de entrada, este dispositivo possui uma porta USB 3.0 de tamanho integral, um leitor de cartões microSD, uma entrada para auscultadores, uma entrada Mini DisplayPort, uma porta magnética para a capa e uma entrada Surface Connect (para ligação do carregador ou outros acessórios do Surface Pro 4).

ESPECIFICAÇÕES COMPLETAS Software

Windows 10 Pro Avaliação de 30 dias do Office 365

Exterior

Estrutura: Magnésio Cor: Prateado Botões físicos: Volume, Ligar/Desligar

Dimensões

292,10 x 201,42 x 8,45 mm (11,50 x 7,93 x 0,33 pol)

Peso

Varia conforme o processador escolhido: m3: 766 g i5: 786 g i7: 786 g

Armazenamento

Opções de unidade de estado sólido (SSD): 128 GB, 256 GB ou 512 GB

Ecrã

Ecrã tátil PixelSense de 12,3 polegadas Resolução: 2736 x 1824 (267 PPP) Proporção: 3:2 Toque: Multitoque de 10 pontos

Duração da Bateria

Até 9 horas de reprodução de vídeo

Processador

Intel Core m3, i5 ou i7 de 6.ª geração

Gráficos

Varia conforme o processador escolhido: m3: Placa gráfica Intel HD 515 i5: Placa gráfica Intel HD 520 i7: Placa gráfica Intel Iris

Segurança

Chip TPM para segurança empresarial

Memória

4 GB, 8 GB ou 16 GB de RAM

Sem Fios

Rede sem fios Wi-Fi 802.11ac; compatível com IEEE 802.11a/b/g/n Tecnologia sem fios Bluetooth 4.0

Portas

Porta USB 3.0 de tamanho integral Leitor de cartões microSD Tomada para auscultadores Mini DisplayPort Porta da Capa Surface Connect

Câmaras, vídeo e áudio

Câmara de autenticação facial Windows Hello (frontal) Câmara frontal de 5 MP com gravação de vídeo HD 1080p Câmara posterior de 8 megapixéis com focagem automática e gravação de vídeo HD 1080p Microfones estéreo Altifalantes estéreo com Dolby Audio Premium

Sensores

Sensor de luz ambiente Acelerómetro Giroscópio Magnetómetro

ir dos 999€ aos 2349€, sendo recomendável a escolha de uma das versões acima dos 1129€, pois devido ao seu fraco processador a versão de 999€ pode ficar lenta até nas tarefas mais comuns de utilização. Processador

Gráficos

Memória

Armazenamento

Preço

Intel Core m3-6Y30 (0.9 a 2.2 GHz)

HD 515

4 GB

128 GB

999€

4 GB

128 GB

1129€

Intel Core i5-6300U (2.4 a 3.0 GHz)

HD 520 8 GB

256 GB

1379€

Intel Core i7-6650U (2.2 a 3.4 GHz)

Iris 540

8 GB

256 GB

1669€

16 GB

256 GB

1969€

16 GB

512 GB

2349€

ACESSÓRIOS: Os acessórios para o Surface Pro 4 em norma são comprados à parte, sendo que no preço acima referido o único acessório que vem normalmente incluído é a Caneta Surface. De destacar que o Surface Pro 4 é compatível com os acessórios disponíveis para o seu antecessor, o Surface Pro 3. Entre os principais acessórios disponíveis, os que mais se destacam são a Capa Teclado Surface Pro 4 e a Surface Dock. A Capa Teclado Surface Pro 4, tal como o nome indica, tratase de uma capa que ajuda a proteger o ecrã do Surface Pro 4, principalmente útil quando o estamos a transportar, sendo que do outro lado da capa está disponível um teclado para nos proporcionar uma experiência de como se um portátil de se tratasse. Este acessório é ligado ao Surface Pro 4 através de uma ligação magnética, que em comparação com versões anteriores do Surface Pro mostra-se agora mais segura, pois mesmo segurando o Surface Pro 4 apenas pela capa temos alguma segurança de que não o vamos deixar cair no chão. Esta capa teclado encontra-se disponível por 154,95€, existindo ainda uma versão que também dispõe de leitor de impressões digitais que se encontra disponível por 184,95€. Em relação à Surface Dock, tratasse de um dispositivo bastante cómodo para quem pretende usar o Surface Pro 4 como computador de secretária regularmente, pois com uma simples ligação temos a comodidade de poder ligar todos os dispositivos que normalmente usamos em um computador de secretária e também começamos a carregar a bateria do Surface Pro 4. Em termos de ligações disponíveis na Surface Dock, estão disponíveis 2 Mini DisplayPorts, 1 porta Gigabit Ethernet, 4 portas USB 3.0, 1 porta de saída de áudio, cabo Surface Connect e uma fonte de alimentação externa. Este acessório encontra-se normalmente disponível pelo preço de 234,95€.

CONCLUSÃO O Surface Pro 4 trata-se de um dispositivo para quem procura a melhor experiência de utilização possível em um computador híbrido, embora o seu preço não seja o mais acessível, a qualidade deste dispositivo certamente justifica o preço aplicado. Embora agora talvez não seja a altura mais indicada para comprar um Surface Pro 4, pois embora não exista ainda uma data oficial o lançamento do Surface Pro 5 está planeada para o início de 2017. Boas notícias para quem procura um dispositivo com ainda mais qualidade ou para quem procura algo a um preço um pouco mais barato, pois é expectável que com o lançamento do Surface Pro 5 o preço do Surface Pro 4 fique diminua.

PREÇOS: O preço varia conforme as especificações escolhidas, podendo 34

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EMPREENDEDORISMO E INOVAÇÃO

Projetos com tecnologia espacial procuram-se O Instituto Pedro Nunes, enquanto Embaixador do Programa ARTES em Portugal, e com o apoio da ANACOM e da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), abre a edição de 2017 da Small ARTES Open Call. A Small ARTES Apps tem por objetivo estimular a apresentação de ideias para a utilização de tecnologias espaciais, como comunicações ou navegação por satélite, observação da terra e voos espaciais tripulados em mercados como transporte, energia, saúde, agricultura, ambiente ou segurança. As candidaturas podem assentar na melhoria de processos e serviços operacionais já existentes ou criando novas aplicações e serviços. As propostas selecionadas poderão beneficiar de um financiamento de até 25 mil euros, não sendo restritas a beneficiários portugueses. O universo de PALOP poderá também concorrer com projetos relacionados com os oceanos, aproveitan-

do a condição geoestratégica do país. Além do financiamento, os projetos selecionados são também apoiadas pelo IPN, na qualidade de Embaixadores do Programa ARTES em Portugal, tanto no estudo da viabilidade financeira (na área do desenvolvimento do negócio, nomeadamente trabalhando em conjunto com potenciais clientes, entre outras) e técnica no âmbito do projeto ARTES SatCom (utilizando apenas a comunicação por satélite) ou do Integrated Applications Promotion (IAP), com a combinação de, pelo menos, duas tecnologias espaciais. Até à data, o Small ARTES Program em Portugal já apoiou 6 projetos de áreas tão distintas como a agricultura, a energia, passando pelos recursos do mar, ou até Space Weather. As candidaturas podem ser submetidas até dia 1 de junho. Para mais informações, os interessados devem consultar o portal http://space.ipn.pt/pages/artes_call.

Prémio Empreendedorismo e Inovação Crédito Agrícola 2017 O Crédito Agrícola, em parceria com a INOVISA, lançaram a 4.ª edição do Prémio Empreendedorismo e Inovação Crédito Agrícola, que pretende contribuir para a disseminação da cultura de empreendedorismo e inovação nos setores agrícola, agroindustrial e florestal em Portugal. Focada em fileiras estratégicas para Portugal, esta 4.ª edição do Prémio CA identifica, distingue e incentiva empresas e projetos que se destaquem nas seguintes categorias: Cereais, Floresta, Hortofruticultura, Produção Animal e Inovação em Colaboração. Dedicada a projetos, a categoria Inovação em Colaboração requer a participação em Ateliers de Inovação, iniciativas organizadas pelo CA em parceria com a INOVISA que permitem que representantes de projetos de inovação adquiram e pratiquem ferramentas e boas práticas ao nível da estruturação e implementação dos seus projetos. Em cada Atelier serão votados os 3

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melhores projetos pelos próprios participantes dos eventos, sendo depois avaliados pelo júri, também responsável por avaliar as empresas candidatas às restantes categorias do Prémio CA. Estão previstos 4 Ateliers de Inovação no primeiro semestre de 2017, distribuídos pelo território nacional, decorrendo a cerimónia de entrega de prémios no final do ano. As candidaturas podem ser apresentadas até ao dia 24 de julho, sendo os resultados comunicados no final do ano, em cerimónia a realizar em Lisboa. Os interessados devem consultar toda a informação sobre a iniciativa em www. premioinovacao.pt.

Luís Rato nomeado Presidente da Associação Street Food Portugal No âmbito das eleições realizadas no dia 13 de março na Associação de Street Food Portugal, Luís Rato e o chef Chakall foram nomeados Presidente e Vice-Presidente, respetivamente, assumindo assim o comando diretivo da associação. A Associação tem como principais objetivos a defesa dos direitos dos profissionais do Street Food e a sua representação a nível nacional e internacional, bem como a promoção do Street Food “made in Portugal” tendo sempre em vista o crescimento do setor no mercado da restauração. “(…) Existem em Portugal inúmeros empreendedores com negócios de Street Food e os números aumentam todas as semanas. Acreditamos que hoje o sector pode continuar a crescer 20% anualmente, trazendo novas dinâmicas à área do turismo, hotelaria e às cidades”, afirma o Presidente Luís Rato. De salientar ainda que o Street Food é atualmente uma das mais principais tendências mundiais em gastronomia, apelando à transformação dos conceitos tradicionais de restauração para o segmento gourmet e inovador através de veículos originais, como vans, piaggios e atrelados. De referir que Luís Rato é um empreendedor e empresário oriundo do Ribatejo, sendo um dos responsáveis da empresa Verso Move, do Cartaxo, pioneira na criação de veículos de street food e de transporte de cavalos.

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Smarter Portugal: Projeto do IPT e SoftINSA selecionado para estar presente na BTL 2016 O projeto – Smarter Portugal – intelligence for tourism que surge no âmbito do curso de pós-graduação em Business Intelligence resultado da parceria entre o Instituto Politécnico de Tomar (IPT) com a SoftINSA/IBM vocacionado para o desenvolvimento de uma solução inteligente e inovadora para a indústria do Turismo, foi selecionado para participar na 28.ª edição da BTL – Bolsa de Turismo de Lisboa, que decorreu de 2 a 6 de março, na FIL/Parque das Nações. Smarter Portugal – intelligence for tourism, um projeto de Business Intelligence ao serviço do turismo, consiste na avaliação do turismo, na perspetiva da relação Procura – Território, através da recolha de dados de forma automática e não intrusiva, recorrendo a tecnologias de redes wireless (wi-detection) e tecnologia de beacons (b-place) suportadas numa aplicação móvel e numa plataforma online. Este projeto é consubstanciado através do armazenamento dos dados recolhidos numa base de dados central, que permite caracterizar os utilizadores e conhecer os seus hábitos, gerar relatórios em tempo real e exportar os dados. Em sentido mais restrito, a wi-detection baseia-se na recolha de dados não pessoais, tratando-se de uma solução não intrusiva, enviados pelos smartphones durante o acesso às redes Wi-Fi; enquanto a solução b-place requer o envolvimento do visitante promovendo informação turística e cultural e produtos multimédia de entretenimento e de lazer, permitindo a classificação do local, bem ou serviço atribuída pelo visitante.

Uma das mais valias deste projeto tem a ver com o uso das melhores plataformas de análise de dados e de tendências (IBM Watson e IBM Cognos Analytics). Relatórios de vários tipos, inclusivamente em tempo real serão disponibilizados aos decisores para suporte a uma definição estratégica coerente e consequente para o turismo. O projeto “Smarter Portugal – intelligence for tourism” distingue-se, igualmente, pela interação e integração de aplicações móveis já existentes, pela disponibilização de conteúdos turísticos e culturais (filmes de curta duração, descrições escritas, entre outros), pela criação de jogos temáticos de diferentes níveis de interação, entre outras particularidades inovadoras e eficientes. Atualmente encontra-se a ser estruturado e validado para a sub-região do Médio Tejo, com a colaboração e o acompanhamento institucional da Comunidade Inter-

municipal do Médio Tejo. Para as áreas técnicas e científicas presentes no projeto, o recém-criado Laboratório de Turismo do Instituto Politécnico de Tomar (L-tour.ipt) participa neste projeto, através da sua equipa de Desenvolvimento de Produto, que com a colaboração dos Ciclos de Estudos Superiores em Turismo do IPT, contribui com a componente de validação concetual e operacional técnico-científica no domínio do Turismo. Segundo a organização da BTL – Bolsa de Turismo de Lisboa, evento de referência para a indústria turística nacional e internacional, o “Smarter Portugal – intelligence for tourism” foi selecionado para o certame e disposto numa localização específica, Espaço Startups e Inovação, em que o público-alvo será principalmente empresarial “pelo seu potencial / fase de maturidade / adequação ao mercado”.

StartUP Portugal apoia 409 empreendedores Está concluída a 1.ª fase de avaliação do StartUp Voucher. Neste 1.º concurso, cuja avaliação terminou no dia 15 de março, foram apoiados 245 projetos no âmbito do qual 409 novos empreendedores beneficiarão de uma bolsa mensal. Na 1.ª fase de desenvolvimento da ideia de negócio, que durará 4 meses, será prestado apoio ao desenvolvimento do negócio através de acompanhamento e mentoria especializada, após o qual as ideias serão novamente sujeitas a um processo de avaliação e seleção. Nas duas fases seguintes, os projetos

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terão acesso a assistência técnica especializada no desenvolvimento dos produtos e soluções, bem como na definição do modelo de negócio. As bolsas poderão ir até 12 meses para os empreendedores que passarem as fases de avaliação intermédia previstas. O StartUP Voucher é uma medida implementada pelo IAPMEI, no âmbito do StartUP Portugal, a estratégia nacional para o empreendedorismo. Com uma vigência de 4 anos, destina-se a apoiar equipas de jovens empreendedores no desenvolvimento

de ideias de negócio capazes de gerar novas empresas de base tecnológica e conhecimento intensivo ou em atividades das indústrias culturais e criativas. A iniciativa prevê o lançamento de novas fases, cujo calendário de concursos será apresentado oportunamente. O StartUP Voucher decorre com o apoio do Compete 2020 e da União Europeia através do FEDER.

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EMPREENDEDORISMO E INOVAÇÃO

FACTIS é parceira do Programa Cliente Aplauso 2017 do Millennium BCP A FACTIS – Engenharia e Tecnologias de Informação, sediada na Startup de Santarém e com Centro de Operações em Lisboa, foi selecionada como empresa parceira do programa Cliente Aplauso 2017 do Millennium BCP para a área de Apoio Tecnológico. Através deste programa, a FACTIS proporciona condições especiais no acesso aos seus serviços profissionais aos Clientes Aplauso Millennium. Este compromisso reforça o reconhecimento da qualidade da oferta de serviços da FACTIS que, através da utilização de ferramentas topo de gama para gestão e automação do serviço TI, tem contribuído para a transformação digital dos negócios dos seus clientes. A oferta de valor da FACTIS no âmbito do programa Aplauso 2017 do Millennium BCP centra-se na área de IT Managed Services na modalidade ProActive com condições especiais, nomeadamente a oferta

de auditoria TI com entrega de relatório detalhado incluindo a documentação da situação atual e recomendação de melhorias – esta oferta representa entre 500€ e 3.000€ em função do parque informático auditado; a oferta da ativação do serviço ProActive, incluindo o Service Desk e Plataforma de Gestão; a oferta vitalícia para 20% dos equipamentos sob gestão da componente do serviço FACTIS OSD+ - garante de forma automatizada a instalação, reinstalação, gestão, suporte remoto e atualizações periódicas de desktops e portáteis; e ainda um bónus de 20% em horas de serviço adicionais às contratadas.

O serviço FACTIS ProActive é o departamento informático de confiança, dedicado, inovador e profissional que todas as empresas gostariam de ter. É a forma de manter o parque informático gerido, atualizado e seguro com um serviço assente nas melhores práticas e metodologias.

A EMPRESA Presente no mercado desde 1995, a FACTIS apoia e reúne uma carteira ímpar de clientes nacionais e internacionais, desde pequenas a grandes organizações que, com confiança FACTIS, fazem crescer os seus negócios. A sua principal atividade é a prestação de serviços profissionais e de Outsourcing na área das TI, desde as redes e comunicações às aplicações, promovendo também o desenvolvimento, representação e suporte de produtos e soluções.

CAP promove 5.º Concurso Nacional de Jovens Agricultores

nRes 2017 procura ideias de negócio na área das TIC Estão abertas até 4 de maio as candidaturas para o inRes – Entrepreneurship In Residence, programa de aceleração de negócios para empreendedores portugueses na área das Tecnologias de Informação e Comunicação, promovido pelo Programa Carnegie Mellon Portugal. O inRes é dirigido a equipas que têm uma ideia de negócio de um produto ou serviço na área das TIC em Portugal, promovendo o seu desenvolvimento, não só em termos de evolução do negócio como da capacitação dos empreendedores, através de sete semanas de imersão nos Estados Unidos da América. Os interessados devem submeter um formulário preenchido, os currículos e duas cartas de pessoas ou empresas que apadrinhem o projeto. A iniciativa inclui uma imersão de sete

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semanas nos EUA, no campus de CMU de Pittsburgh e de Silicon Valley. Este ano, entre os mentores que acompanham as equipas durante a sua experiência no inRes, incluem-se David Mawhinney, diretor-executivo do Swartz Center, e os entrepreneurs-in-residence de CMU Craig Markovitz e Robb Myer, que venderam recente e respetivamente as startups Blue Belt por 275 milhões de dólares e Nowait por 40 milhões de dólares. Este programa de aceleração de negócios é promovido pelo Programa Carnegie Mellon Portugal (CMU Portugal), e é financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia e apoiado pelo Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas, organizada em parceria com a CMU, a Pittsburgh Regional Alliance e o INESC TEC.

A CAP - Agricultores de Portugal promove até 29 de maio a participação no 5.º Concurso Nacional de Jovens Agricultores. A iniciativa pretende dar a conhecer ao público em geral o trabalho dos agricultores mais jovens nas zonas rurais e conta com o patrocínio da Bayer e da Consulai. Para os organizadores desta 5.ª edição do concurso, “o papel dos jovens agricultores é fundamental para evitar o abandono e desenvolver as zonas rurais”. De acordo com as estatísticas europeias, “os jovens agricultores representam apenas 10% dos agricultores na Europa e, no caso específico de Portugal, eles constituem apenas 3% do total dos agricultores”, recorda a CAP. O melhor projeto resultante deste processo de seleção irá representar Portugal em Bruxelas e concorrer ao Prémio de Melhor Jovem.

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EMPREENDEDORISMO E INOVAÇÃO

Primeiro gin ribatejano

Gotik Gin: a alma do Ribatejo num copo de gin Define-se como o primeiro gin totalmente “made in Ribatejo” e transporta consigo a essência da alma ribatejana. Gotik, nome escolhido numa clara alusão ao estilo Gótico, pretende ser uma homenagem à cidade de Santarém. O tributo à cidade surge igualmente no logotipo adotado pela marca, inspirada na rosácea do Convento de Santa Clara, nome que foi também escolhido para “batizar” a primeira edição comercializada.

A

migos de longa data, António Martins, João Paixão, Nuno Duarte e Valter Tainha, embarcaram na aventura de produzir o primeiro gin ribatejano, acedendo ao desafio que lhes foi lançado por Gonçalo Pereira. Gonçalo Pereira, gerente na VGT Portugal, sediada em Alpiarça e empresa do setor agroalimentar, sentiu necessidade de encontrar uma solução para as várias toneladas de produtos agrícolas que não eram comercializadas para exportação, por não se enquadrarem nos calibres exigidos para venda ao público, surgindo-lhe então a ideia de produzir etanol, de forma a reutilizar e criar valor para estes excedentes agrícolas. A aventura do Gotik Gin teve início sem que nenhum dos cinco empreendedores tivesse experiência empresarial na área das bebidas destiladas. A falta de conhecimento especializado na área foi suplantada com o estabelecimento de um protocolo de colaboração com a Escola Superior Agrária de Santarém (ESAS). Esta colaboração com a ESAS revelou-se decisiva no desenvolvimento e concretização do projeto trazendo maisvalias para ambas as partes. Foi também nas instalações da ESAS que se realizaram as primeiras experiências de destilação. A empresa VGT Portugal também colaborou ativamente, desde o primeiro momento, no desenvolvimento do projeto, através do fornecimento de matéria-prima excedentária e o consequente aproveitamento do desperdício.

Tentámos ter no nosso gin determinadas características que fomos buscar à essência do Ribatejo.” 40

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Empreendedores responsáveis pela criação do Gotik Gin

Ora, de entre as várias bebidas destiladas que se poderiam produzir a partir da aromatização do etanol, a opção recaiu no gin, uma das bebidas destiladas que mais destaque ganhou nos últimos anos em Portugal. De 2013, ano de início do projeto, até ao lançamento da primeira edição comercial do Gotik Gin, em 2017, passaram quatro anos. Um longo período de tempo necessário para o desenvolvimento e maturação do conceito enquanto projeto empresarial e onde se procedeu a um exaustivo trabalho de laboratório para encontrar a fórmula final e diferenciadora do Gotik Gin. O resultado é um gin de características London Dry, fruto de um conjunto de sete destilações. “Tentámos ter no nosso gin determinadas características que fomos buscar à essência do Ribatejo”, explica Gonçalo Pereira. “As 21 aromáticas utilizadas, e onde o zimbro tem presença obrigatória, são, em grande parte, as que estão presentes na Serra de Aire e Candeeiros, que é a nossa serra de referência. Depois, os nossos pilares de sustentabilidade aromática e a nossa textura são dados pelo tomate, pela abóbora manteiga e pela noz. Para chegar ao produto final, realizam-

se sete destilações, as primeiras seis de noz, tomate, abóbora, framboesa, morango, pimenta rosa, e amora, individualmente, e depois na última destilação, vamos buscar os aromas e os óleos essenciais das restantes aromáticas, pelo processo de arraste a vapor realizado a cerca de 78 graus”, explica Gonçalo Pereira. “As sete destilações que fazemos tornam o produto mais caro, mas depois o resultado final é de grande qualidade”, salienta. Num mercado altamente concorrencial e dominado pelas grandes marcas internacionais, a MVPGIN assume-se como uma destilaria de autor e, para marcar a diferença, aposta em edições únicas. Por isso, na produção de gin são usadas as técnicas de destilação ancestrais em alambique de cobre em detrimento da tecnologia mais recente. À primeira edição do Gotik Gin, já no mercado, foi dado o nome de Santa Clara, alusiva ao Convento de Santa Clara, homenageando assim a cidade de Santarém e Capital do Gótico. A rosácea do Convento foi também a inspiração para o logotipo do Gotik Gin. Gonçalo Pereira explica que, como neste grupo de amigos todos são naturais de Santarém, quiseram fazer uma homenagem à cidade que consideram estar “muito esquecida”, embora tenha

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um potencial enorme e “massa crítica para fazer coisas muito interessantes”. Com a distribuição assegurada no mercado nacional, nos habituais pontos de venda e de consumo de bebidas alcoólicas, a MVPGIN assume como principal objetivo a exportação, principalmente para Inglaterra. Neste momento, e através de uma parceria com os clientes da VGT Portugal, que apoiaram este projeto através da sua rede de contactos, o Gotik Gin já está a ser comercializado para Inglaterra. “O nosso gin está a ter uma aceitação muito boa, muito acima das expetativas”, conta. A Holanda é também um dos mercados alvo, para onde já seguiram encomendas. Por isso, para os próximos dois anos, as expetativas são de crescimento e expansão. Para breve estão planeados mais alguns investimentos de forma a dotar a

O que é o gin O gin é uma bebida alcoólica destilada que é feita à base de uma fruta chamada zimbro e de cereais neutros. O processo pós-destilação é que confere as características específicas do sabor, do aroma, da textura e da cor da bebida. Assim que o Gin é destilado, ele sai do alambique com elevado teor alcoólico, sendo, inclusive, considerado inapto para consumo. Para que o teor alcoólico seja reduzido, é preciso adicionar água destilada à fórmula na etapa final, deixando a bebida pronta para apreciação. O gin teve origem na Holanda em meados do século XVII. Ele surgiu pela mão do médico Francisco De La Boe que procurava uma fórmula simples e de baixo custo para a realização de um diurético. Este medicamento seria usado para o tratamento de doenças renais na faculdade de Leyden, junto à cidade de Amsterdão. No entanto, o preparado obtido não chegou a transformar-se em medicamento e passou a ser apreciado por muitos degustadores de destilados - devido ao seu preço acessível e sabor intenso -, ficando conhecido como o “Gin De La Boe”.

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MVPGIN de outro tipo de infraestruturas, como a instalação de uma nova linha de engarrafamento. No triénio 2019/2021 o objetivo passará mais pela sustentação e pela estabilização do projeto, até porque “para crescer mais, será necessário outro tipo de investimentos e infraestruturas, para que não haja perda de qualidade e competitividade”. Até ao momento, o investimento realizado (na ordem dos 200 mil euros e apenas com recurso a capitais próprios) teve como principal destino a aquisição de equipamentos para a destilaria e remodelação da unidade de trabalho. Uma das dificuldades sentidas na concretização deste projeto prendeu-se com o processo de licenciamento e certificação, bastante exigente e demorado. Nesta

pequena empresa trabalha já uma pessoa a tempo inteiro e três a tempo parcial. De recordar que, para a grande parte dos promotores deste projeto, esta é a primeira experiência na “pele de empresários”. O projeto da destilaria surge como um complemento à sua atividade principal. “É verdade, estamos nos dois lados, conhecemos a realidade do que é ser empresário e o que é trabalhar por conta de outrem”, reconhece Gonçalo Pereira. Sobre as dificuldades sentidas, destaca “a legislação laboral e a carga fiscal, muito elevada, principalmente neste setor”. De resto, afirma que “ser empresário em Portugal é a mesma coisa que ser empresário em Espanha ou noutro lado qualquer, a diferença é o nosso mercado é bastante mais pequeno, daí o nosso foco ser a exportação.”

Parceria com a Escola Profissional de Salvaterra A partir de um desafio que foi lançado pela NERSANT, a MVPGIN iniciou uma parceria com a Escola Profissional de Salvaterra de Magos, no âmbito do curso de Restauração. Dois alunos finalistas da vertente de Mesa/Bar aceitaram o desafio que lhe foi lançado pela MVPGIN para que criassem cocktails, tendo o Gotik Gin como um dos seus ingredientes, e que apresentassem um perfect serve. Os alunos testaram receitas e harmonizações, experimentaram ingredientes e diversas composições de forma a chegar ao resultado final. Foi numa master classe de Bar, e com vários bartenders experientes na plateia, que foram apresentadas as diferentes propostas. Os empresários mostraram-se bastante surpreendidos com o trabalho realizado pelos alunos, que consideraram de grande

qualidade. “Foi muito importante para nós esta parceria com a Escola Profissional de Salvaterra, como já tinha sido também com a Escola Superior Agrária de Santarém”. Gonçalo Pereira, defende por isso uma maior ligação e trabalho conjunto entre as empresas e as instituições de ensino, que fazem um “pushing” ao negócio.

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EMPREENDEDORISMO E INOVAÇÃO

Empresa do Cartaxo cria troféus para campeões Chama-se Gravymedal e é uma das empresas mais conhecidas e inovadoras no seu setor de atividade. Foi das suas instalações, no Cartaxo, que saiu um dos mais importantes troféus ganhos pela Seleção Portuguesa de Hóquei em Patins, nos últimos dezoito anos. Falamos, claro, da Taça dos Campeões Europeus, que Portugal ganhou em junho passado, numa entusiasmante final contra a seleção italiana, e que fez vibrar todos os portugueses.

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relação profissional entre a Gravymedal e a Direção Executiva do Comité Europeu de Hóquei em Patins aprofundou-se em 2013, quando esta entidade decidiu alterar a sua imagem institucional e consequentemente a sua política de comunicação. A Gravymedal foi assim, desafiada a criar e a produzir novos troféus e medalhas que assinalassem os êxitos desportivos obtidos nos Campeonatos Europeus de Nações e nas diferentes competições dos Clubes Europeus. As peças de design inovador apresentadas conquistaram este exigente cliente e abriram portas para outros negócios. Poderíamos ainda falar de muitos outros troféus que foram idealizados e produzidos pela Gravymedal, como a produção da Taça do Campeonato Mundial de Surf, entregue no Verão passado ao campeão de surf John John Florence, os troféus do Cascais Trophy, as taças da Copa do Guadiana e Algarve Youth Cup (torneios de futebol para jovens disputados em Vila Real de Santo António), do Santarém Cup, a taça CERS (Hóquei em Patins), ou os prémios atribuídos nas Marchas Populares de Lisboa, só para citar alguns exemplos. A verdade é que são centenas os troféus, medalhas e condecorações já produzidas por esta pequena empresa. Tantos, que dariam para encher várias salas. João Gabriel, 56 anos, é o Diretor-Geral da Gravymedal. À Ribatejo Invest, o empresário recorda que começou por trabalhar numa outra empresa da família, na área da hotelaria e dos cafés, mas não se sentia totalmente realizado. No início dos anos 80, decidiu trocar de negócio e mudou-se para esta empresa, também ela propriedade do pai. Um pormenor que faz toda a diferença nesta história: João Gabriel foi durante vários anos jogador profissional de andebol, jogou em várias equipas do campeonato nacional e integrou a seleção nacional, participando em inúmeras competições. Por isso, explica: “A minha paixão era esta empresa que estava ligada à parte desportiva, eu praticava desporto, tinha os meus contactos nesse meio, e os meus amigos de vez em quando falavam comigo para nós fazermos alguns troféus”. Nessa altura, a Gravymedal atravessava

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Ana Mendão e João Gabriel gerem a Gravymedal

um mau momento. O principal cliente era a Singer, para quem produzia os acabamentos das peças metálicas das máquinas de costura. Porém, à medida que estas máquinas foram caindo em desuso, as encomendas foram escasseando. A solução para a sobrevivência da empresa passou pela aposta num setor onde já vinham fazendo alguns trabalhos, a produção de troféus desportivos e que se tornou, com o passar dos anos, o core business da empresa. A mudança revelou-se certeira e hoje a Gravymedal tem, para além da criação e pro-

Vamos fazer um novo escritório e uma nova sala de reuniões. Temos um contentor cheio de troféus e queremos fazer uma sala museu com os protótipos de todos os troféus que já fizemos e que temos colecionado.”

dução de troféus desportivos, outras áreas de negócio complementares, como a Gravação e personalização em diversos materiais, Sinalética, Merchandising e Eventos. Já agora, saiba que foi a Gravymedal que produziu as 12 mil caixas onde são colocadas as cartas de curso de todos os alunos licenciados na Universidade de Coimbra. “Temos várias áreas de negócios, todas elas complementares, mas vivem de uma área principal que são os eventos, que é uma área à qual estamos a dar particular atenção”. Tanto assim é que, ainda este ano, a Gravymedal pretende disponibilizar um serviço inovador aos seus clientes na área da organização de eventos, com o objetivo de estes poderem aumentar a visibilidade das suas marcas. “O objetivo é apostar numa relação de parceria com os clientes, de norte a sul do país, que nos permita potenciar a visibilidade dos eventos e respetivas marcas, e, simultaneamente, a nossa visibilidade, plasmando assim, a plenitude de uma estratégia Win Win”. João Gabriel explica que o caminho percorrido pela Gravymedal ao longo dos 34 anos foi o da diferenciação, “…a preocupação de fazer coisas diferentes”. A concorrência

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Aquilo que nós procuramos como diferença é conseguirmos ler nos nossos clientes a verdadeira necessidade e conseguirmos surpreendê-los naquilo que é mais importante para eles, com produtos diferentes.”

no setor é forte, por isso a aposta passa sempre por dar ao cliente peças únicas, personalizadas. “As peças que vêm nos catálogos diferem muito pouco entre si, são todas iguais, mas a nossa perspetiva é de que todas as peças devem ter algo que as ligue ao evento, ao local onde se realizou a prova, ou à entidade que as organizou”. “Aquilo que nós procuramos como diferença é conseguirmos ler nos nossos clientes a verdadeira necessidade e conseguirmos surpreendêlos naquilo que é mais importante para eles, com produtos diferentes. Queremos que eles tenham um duplo prazer quando entregam esses troféus”. João Gabriel diz que procura sempre estar presente no momento da entrega dos troféus, de forma a observar a reação das pessoas quando o recebem. Apesar do valor material ser, por vezes, pouco significativo, um troféu ou uma medalha vale pelo seu valor simbólico. “Não podemos esquecer que quando estamos a premiar alguém, estamos a premiar anos de esforço e de trabalho árduo que essa pessoa teve de desenvolver para poder ganhar”.

TROFÉUS QUE FICAM PARA A HISTÓRIA De todos os troféus que já foram idealizados e concebidos pela equipa da Gravymedal, haverá certamente alguns que ficarão para a história como a Taça dos Campeões Europeus e que suscitou a curiosidade da imprensa nacional acerca da Gravymedal. No entanto, para João Gabriel, torna-se difícil escolher um de entre as centenas de taças e troféus já produzidos. Ainda assim, confessa que os troféus que mais gosta de fazer são aqueles destinados aos pequenos atletas. “Os prémios que fazemos para os miúdos de seis, sete anos, são especiais. Trata-se muitas vezes da primeira medalha que vão ganhar na sua vida e devem ser valorizados, porque isso vai marcá-los para toda a vida. Aquela primeira medalha pode ser a primeira medalha da vida desse miúdo”, conta. Apela, por isso, às coletivida-

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des, autarquias e a todos os que organizam provas desportivas para que tenham essa preocupação e “mesmo com orçamentos baixos, não menosprezem o simbolismo e o impacto que esse momento poderá trazer para a vida dos pequenos atletas”. “Invistam em qualidade e não banalizem, há que valorizar os prémios que vão entregar”. João Gabriel explicou à Ribatejo Invest quais as etapas de conceção de um troféu. Tudo começa por saber “ouvir e compreender qual a verdadeira necessidade, qual o budget, quantidades e prazos”. A partir daí, o Gabinete de Design elabora uma proposta para apresentar ao cliente, e vai-se trabalhando até à proposta final. O recurso à informática e aos programas de design gráfico e

3D são fundamentais em todo este processo. Para além disso, a Gravymedal procura sempre acompanhar as novas tendências do mercado, integrando técnicas e materiais inovadores, o que obriga a visitar várias feiras internacionais do setor e a investir continuamente em novos equipamentos, materiais e formação dos colaboradores. A carteira de clientes da Gravymedal é constituída por um espectro bastante eclético, o que é visto como um desafio. No mesmo dia, podem estar a produzir uma peça para um evento de projeção mundial, e, na mesa de trabalho imediatamente ao lado, a materializar uma peça para o Grupo de Amigos que vai realizar um jantar de confraternização.

Objetivo 2017: Crescer No ano de 2016 a Gravymedal registou um crescimento no volume de negócios acima dos 20%, quando comparado com o ano de 2015, crescimento que se tem registado nos últimos três anos. E projetos para o futuro não faltam. “Vamos fazer er um novo escritório e uma nova sala de reuniões. ões. mos Temos um contentor cheio de troféus e queremos fazer uma sala museu com os protótipos de todos os troféus que já fizemos e que temos colecionado”, explica João Gabriel. Nesta “espécie de museu” poder-se-á observar as mudanças tecnológicas registadas neste setor ao longo destas quase quatro décadas. “Será também uma oportunidade para muitas pessoas verem as réplicas de todos os troféus que já fizemos, alguns deles muito especiais e que, de outra forma, não teriam oportunidade de ver”, revela. A empresa pretende ainda aumentar a área comercial e construir uma sala de reuniões de forma a dar mais condições aos colaboradores e aos clientes. A Gravymedal possui a sua sede no Cartaxo, onde trabalham onze pessoas, que se dividem entre os departamentos de Produção, Design e Administrativo. Tem também uma delegação comercial em Lisboa, onde trabalham duas pessoas, e onde se faz o acompanhamento aos clientes. Foi aliás naquele mesmo espaço, em Lisboa, que a empresa nasceu, mas a necessidade de ampliar o espaço de produção e de instalar novas máquinas trouxe João Gabriel e a família de volta ao Cartaxo, local de nascimento de Ana Mendão, sua esposa que também o acompanha na gestão da empresa desde o início deste projeto.

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EMPREENDEDORISMO E INOVAÇÃO

Empresária com raízes em Ourém recebe Royal Award de Empreendorismo A empresária portuguesa oriunda do concelho de Ourém, Elisabete Reis, fundadora e diretora-geral do projeto internacional de consultoria e protocolo empresarial Glam Your Image, recebeu dia 31 de março, o prémio de Empreendedorismo, atribuído na Gala dos Royal Awards, que decorreu no Petit Palais by Olivier, em Lisboa.

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Glam your Image foi criada em 2008 no Qatar, onde Elisabete Reis vive desde 2006, e é a partir deste país que se afirma internacionalmente. “Este prémio é uma agradável surpresa. Ser reconhecida pelo meu trabalho desta forma é uma grande alegria e motivação“, afirma Elisabete Reis em relação ao prémio que recebeu. Elisabete Reis formou-se em Instituições de renome como o London Image Institute; a Academy of Image Mastery, em Singapura; o The Style Core Institute, em Los Angeles, o Image Resource Center, em Nova Iorque; onde se especializou em Homens, Mulheres e Empresas e foi nestas áreas que a Glam your Image se começou por afirmar, no Qatar. Uma das áreas favoritas de trabalho da equipa de Elisabete Reis é o coaching. “Trabalhar a imagem de dentro para fora é extremamente importante, desenvolver técnicas de confiança e know how é crucial”. Os públicos são diferenciados, desde donas de casa a empresários, políticos e celebridades; mulheres, homens, jovens e crianças. O coaching é muitas vezes realizado de forma corporativa, a uma determinada empresa ou entidade, daí que Elisabete Reis tenha sentido necessidade de obter formação em Etiqueta e Protocolo, especializando-se em International Protocol, Corporate and Social Etiquette, na Escola de Protocolo de Washington DC. A empresa expande-se nos últimos anos para áreas corelacionadas, como a representação de marcas de roupa, assessórios, makeup e outros produtos e na produção de eventos de moda/sociais, alguns realizados em cidades como Doha, Tóquio, Florença e Nova Iorque, onde esteve com a Debaj Collection uma das marcas que representa. “A Debaj é uma marca qatari de abayas de luxo, é uma forma completamente diferente de vestir a mulher muçulmana, mantendo a cultura e tradição num look absolutamente glamoroso”. Elisabete Reis é portuguesa, nasceu em Maputo em 1972, os seus pais são

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naturais de Fátima e de Ourém. A sua infância e juventude foram vividas entre Fátima, Mafra e Lisboa. O seu percurso profissional começou em Macau, aos 23 anos, onde viveu e conheceu o seu marido. Casada com Miguel Heitor e mãe de três filhos – o Diogo, o Duarte e a Sofia – Elisabete Reis anuncia que a próxima meta a alcançar pela Glam Your Imagem é a criação de uma marca de roupa. “Conversas com os meus clientes levaram a começar a por esta ideia e sonho em projeto”.

A Royal Awards é uma iniciativa promovida e organizada, este ano na terceira edição, pela empresa Royal Events. A gala visa premiar personalidades que se destacam em vários sectores e categorias como Arte, Cultura, Desporto, Elegância, Empreendorismo, Entretenimento, Jornalismo, Moda, Representação, Solidariedade, entre outros. O Prémio Carreira foi entregue a Eládio Clímaco. A apresentação da Gala Royal Awards 2017 esteve a cargo de Bárbara Guimarães.

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INTERNACIONALIZAÇÃO

Ministro da Economia visita mostra de produtos portugueses organizada pelo Agrocluster Ribatejo em Paris O Ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, marcou presença na mostra de produtos agroalimentares portugueses organizada pelo Agrocluster Ribatejo em Paris no dia 23 de março. O governante elogiou a iniciativa e referiu que “é assim que se faz o contacto direto com os operadores e se dá a conhecer o que Portugal faz de melhor”. O evento “Aliments du Portugal - Tradition & et Innovation”, realizou-se no Consulado Geral de Portugal em Paris, França, tendo iniciado pela manhã com um showcooking com o chef português galardoado com uma estrela Michelin, Pedro Lemos, realizado no L´évenement Gourmet. No showcooking, onde foram realizados três pratos e uma sobremesa com os produtos portugueses, estiveram diversos proprietários de restaurantes, bloggers e jornalistas, bem como o Cônsul de Portugal em Paris, António Moniz e representantes da AICEP em Paris. A estas entidades, que acompanharam todo o evento, juntou-se o Ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, que esteve na mostra de produtos que se realizou da parte da tarde e onde o Agrocluster apresentou os produtos de diversas empresas

portuguesas do ramo alimentar a compradores, /distribuidores/ e importadores de produtos alimentares a operar no mercado francês. O Ministro da Economia visitou a mostra e falou com os participantes, não perdendo a oportunidade de elogiar esta iniciativa do Agrocluster Ribatejo, que classificou como uma excelente oportunidade para Portugal dar a conhecer aquilo que faz de melhor. Pêra Rocha, Maçã, Purés de fruta, Azeite, Vinho, Vinagres, Molhos, Sumos de fruta,

Compotas, Marmeladas, Mel, Arroz, Queijos, Enchidos e Frutos Secos foram alguns dos produtos que representados na ação. De referir que esta ação foi realizada no âmbito do Projeto Promotejo, cujo objetivo é reforçar a competitividade das pequenas e médias empresas no domínio da internacionalização, promovido pelo AGROCLUSTER em parceria com a NERSANT, financiado pelo Portugal 2020, no âmbito do Programa Operacional Regional do Alentejo.

Governo quer aumentar mercados de exportação dos produtos agroalimentares O Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Luís Capoulas Santos, afirmou o objetivo de aumentar os mercados de exportação dos produtos agroalimentares em 2017. “Estamos em negociação aberta com 55 países a que correspondem 199 diferentes produtos, de origem animal e de origem vegetal”, referiu, acrescentando que em 2016 foram abertos 220 novos mercados para 62 produtos”. Na visita ao Salão Internacional do Setor Alimentar e Bebidas, em Lisboa, Capoulas Santos estabeleceu uma meta ambiciosa: “Gostaria muito que, no final do ano, todos os processos [de abertura de mercados] pudessem estar concluídos. Provavelmente é ambicioso, mas o objetivo principal é superar o número de mercados abertos no ano anterior: mais de duas dezenas”.

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O Ministro realçou ainda que a agricultura “exporta mais do que o resto da economia” atualmente. “No último ano, o complexo agroalimentar superou mesmo o setor emblema em termos de crescimento, o turismo. É um setor que cresce acima do resto da nossa economia e em que o volume das exportações cresce a bom ritmo”, disse. Capoulas Santos disse que espera equilibrar a balança comercial agrícola, anulando um défice que “anda à volta dos 2800 milhões de euros anuais”, em cinco anos e destacou que, apesar da quebra de exportações de vinho para Angola, um dos principais clientes, Portugal conseguiu aumentar os valores para outros mercados dentro e fora da Europa. “Só na União Europeia, as exportações de vinho subiram mais de 3%”, acrescentou.

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INTERNACIONALIZAÇÃO

BAU Special Solutions é sócia-fundadora da Câmara de Comércio Luso-Equatoriana A BAU Special Solutions é uma das empresas fundadoras da Câmara de Comércio Luso-Equatoriana, para o desenvolvimento de uma colaboração conjunta entre os dois países. A escritura foi assinada no final de fevereiro, no Porto. “Neste momento existe uma abertura ao investimento estrangeiro e ao estabelecimento de parcerias. A qualidade da produção industrial portuguesa é, nalguns sectores específicos, reconhecida internacionalmente, sendo que existe uma clara oportunidade para a internaciona-

lização destas empresas, dos seus bens e serviços.” No âmbito desta assinatura, a BAU estabelece uma relação de acesso preferencial a mais de 1500 milhões de consumidores, onde o regime de Zonas Francas é competitivo e o potencial do Mercado da Aliança do Pacífico é fator decisivo para a internacionalização das empresas. Durante o ano, as empresas fundadoras realizarão encontros no Equador, Portugal e Colômbia, envolvendo empresas portuguesas e equatorianas.

Visita da Arábia Saudita à Rações Zêzere A Rações Zêzere acolheu em março a visita de uma delação do Reino da Arábia Saudita, acompanhada de alguns representantes da DGAV – Direção Geral de Alimentação e Veterinária. A ação integrouse num périplo de visitas da delegação, servindo para avaliar futuras parcerias entre o seu país e Portugal. Na ocasião, a delegação saudita conheceu os produtos da Rações Zêzere, bem como a sua fábrica e organização da mesma. Situada em Ferreira do Zêzere, a empresa fabrica e comercializa cereais, misturas e alimentos compostos para animais de criação, contando com mais de 40 anos de experiência no setor agroalimentar.

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…Olitrem na Alemanha… A Olitrem S.A., esteve em março em Hamburgo, na Alemanha, a participar na INTERNORGA 2017, conhecida feira ligada à indústria alimentar. A presença da empresa está inserida no plano de internacionalização da mesma. A INTERNORGA é uma feira dedicada à tecnologia alimentar e aos equipamentos de cozinha, tendo esta empresa ribatejana, sediada em Tremês, apresentado no certame os seus equipamentos de refrigeração. Este ano, o certame alemão contou com cerca de 1.300 expositores e 96.000 visitantes.

Comtemp na Holanda… A Comtemp – Companhia dos Temperos, Lda. vai estar presente na Feira PLMA 2017 (Private Label Manufacturers Association) em Amesterdão, nos dias 16 e 17 de maio. Esta iniciativa insere-se na estratégia de internacionalização da empresa sediada no Entroncamento, dedicada à produção de vinagres e temperos, molhos e condimentos, vinhos frisantes e espumantes e outros produtos alimentares que complementam as gamas tradicionais Com experiência acumulada de mais de 100 anos de atividade das duas empresas que lhe deram origem, a empresa dispõe de uma unidade industrial de dimensão europeia, utilizando a mais moderna tecnologia de produção mas respeitando os saberes tradicionais dos antigos mestres vinagreiros, com o objetivo de oferecer produtos distintivos e de qualidade superior. Nos últimos anos alargou os seus horizontes com a implementação de uma cozinha industrial, que permitiu aumentar a gama de produtos e incluir molhos e condimentos.

…e Filstone na China “Um sucesso”. Foi assim que Ricardo Jorge, CEO da Filstone (Fátima) considerou a participação da sua empresa na Xiamen Stone Fair 2017, que decorreu na China entre os dias 6 e 9 de março. A Filstone esteve presente com um novo stand, arquitetonicamente arrojado e assente numa nova mensagem da empresa: Feel the new wave of Filstone. Em exposição estiveram novos produtos transformados da Filstone Colection, revelando as inovações no setor da pedra que a Filstone está a desenvolver para o futuro.

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Ribatejo reforça relações internacionais com América Latina Um protocolo rubricado entre a NERSANT - Associação Empresarial da Região de Santarém, e a Casa da América Latina, está já em vigor e pretende potenciar a internacionalização entre as empresas da região do Ribatejo e os países da América do Sul. A assinatura do protocolo de colaboração decorreu no dia 5 de abril, na Casa da América Latina em Lisboa. Promover iniciativas de negócio bilateral entre o tecido empresarial da região de Santarém e as empresas sul-americanas é o propósito subjacente à assinatura deste protocolo, levada a cabo pela Presidente da Direção da NERSANT, Maria Salomé Rafael e pela Secretária-Geral da Casa da América Latina, Manuela Júdice. Teresa Ribeiro, Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, esteve presente na altura da assinatura do mesmo. No âmbito da internacionalização, o

referido protocolo pretende fomentar e tornar mais eficazes as relações, unir esforços e estabelecer normas de atuação que incrementem os contactos e a colaboração entre as partes. A participação em projetos de cooperação em áreas relevantes para o desenvolvimento, a partilha de informação entre as duas entidades, a identificação de empresas interessadas em participar em projetos de cooperação, de forma a dinamizarem potenciais parcerias, potenciando as oportunidades de negócio entre os dois mercados são alguns dos objetivos deste protocolo agora firmado e já em vigor. De referir que a Casa da América Latina, criada em 1998 com o objetivo de aproximar Portugal da América Latina, é constituída pelo Município de Lisboa, pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal, pelas Embaixadas dos países latino-americanos e por um conjunto de

empresas. A sua ação desenvolve-se em quatro áreas que se articulam em dois eixos fundamentais: Cultura e Conhecimento, com atividades em várias áreas culturais e artísticas e no campo das ideias e do conhecimento; Economia e Política, com atividades no campo empresarial de promoção e desenvolvimento das relações económicas e comerciais entre Portugal e os países latinoamericanos, bem como no campo político-diplomático, enquanto entidade vocacionada para a cooperação institucional.

Protocolo assinado com Câmara Brasil Portugal no Ceará Com o mesmo objetivo, foi assinado entre a NERSANT e a Câmara Brasil Portugal no Ceará, no dia 20 de março, em Lisboa, um acordo de cooperação pela internacionalização das relações económicas. Com o objetivo de fomentar e tornar mais eficazes as relações, unir esforços e estabelecer normas de atuação que incrementem os contactos e a colaboração entre o Ribatejo e o Ceará, o protocolo estabelece que as partes se comprometem a colaborar entre si no âmbito da cooperação empresarial, no estabelecimento de parcerias em projetos de cooperação em áreas relevantes para o desenvolvimento, no fomento de atividades de cooperação entre os agentes das duas regiões, na partilha de informação relevante para ambas as entidades, nomeadamente ao nível de oportunidades de negócio e de investimento e ainda na identificação e divulgação de empresas interessadas em participar em projetos de cooperação, de forma a dinamizarem potenciais parcerias. São prioritários a cooperação no âmbito do desenvolvimento económico e empresarial, formação e capacitação de recursos humanos, investigação, desenvolvimento e inovação, cooperação empresarial, participação em projetos de carácter transnacional e ainda no incremento

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das relações comerciais. Estes objetivos deverão materializar-se em ações, nomeadamente a partilha de informação sobre ambos os territórios, sobre os programas transnacionais e respetivas aberturas de candidaturas e oportunidades de negócio e de investimento, na realização de reuniões periódicas e na colaboração na execução de projetos de cooperação. Uma das ações já identificadas e prioritárias neste protocolo é a participação no NERSANT Business - Encontro Internacional de Negócio do Ribatejo, que se realiza de 23 a 25 de outubro, em Tomar. O referido protocolo vai ser assinado

por Maria Salomé Rafael, Presidente da Direção da NERSANT, e Armando Leite Mendes de Abreu, Presidente da Câmara Brasil-Portugal no Ceará na sessão de abertura da Expolog 2017 - Feira internacional de logística, XII seminário internacional de logística e apresentação de oportunidades de negócio Brasil-Portugal que se realizou dia 20 de março, na Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa, em Lisboa. Este evento foi promovido pela Camara Brasil Portugal no Ceará, a Prática Eventos e a Associação dos Portos de Portugal, com o apoio da rede das Câmaras de Comércio Portuguesas.

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INTERNACIONALIZAÇÃO

IKI Mobile

Em Coruche vai nascer uma fábrica de telemóveis direcionada para a exportação A IKI Mobile, marca portuguesa de telemóveis, anunciou um investimento de 1,6 milhões de euros em Coruche na instalação da sua primeira fábrica em Portugal, que deverá estar operacional a partir de julho ou agosto. O primeiro telemóvel produzido em Portugal deve ser lançado em setembro e tem como destino diversos mercados internacionais.

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om apenas três anos de existência e com a produção centralizada atualmente na China, a IKI Mobile, empresa portuguesa que está neste momento a vender os seus produtos exclusivamente para os mercados estrangeiros, decidiu agora investir em território português. Com uma aposta forte na utilização da cortiça para a construção de uma parte dos seus smartphones e de alguns componentes e acessórios, o presidente executivo da IKI Mobile, Tito Cardoso, decidiu escolher a capital mundial da cortiça para implementar a primeira fábrica da empresa em território nacional. “A IKI escolheu Coruche por causa dos seus recursos humanos, da tranquilidade e porque queremos ter uma terra” disse Tito Cardoso na conferência de imprensa que decorreu no dia 29 de março, naquela vila ribatejana. “Queremos ser conhecidos como uma marca de Portugal mas também de Coruche”, acrescenta. Francisco Silvestre de Oliveira, Presidente da Câmara Municipal de Coruche, mostrou-se honrado com escolha da localização desta unidade no concelho. “Para nós é um dia muito especial. A IKI é uma equipa, jovem, empreendedora e dinâmica e sinto-me honrado e orgulhoso por se instalarem em Coruche”, explicou. Na conferência de imprensa, o presidente executivo da IKI Mobile, Tito Cardoso, afirmou que a fábrica vai arrancar, “em fase transitória”, nas antigas instalações da Tegael (empresa que operava nas áreas da energia e telecomunica-

Queremos ser conhecidos como uma marca de Portugal mas também de Coruche.” 48

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Apresentação da nova fábrica da IKI Mobile aconteceu em Coruche

ções e que encerrou em 2012), enquanto decorre o processo que permitirá a construção de raiz num terreno situado no Parque Empresarial do Sorraia. Tito Cardoso afirmou que o investimento anunciado (1,6 milhões de euros) será feito com recurso a com capitais próprios, sendo previsível a criação de “entre 44 a 50” postos de trabalho no primeiro ano. As áreas do design e financeira ficarão instaladas em Lisboa, funcionando em Coruche as áreas de engenharia, criação do produto e “assemblagem” (montagem), nesta fase com “muito know-how da China”, onde atualmente é feita a produção. Tito Cardoso informou ainda que o projeto anunciado em dezembro de 2015, de construção de uma unidade de raiz com um investimento da ordem dos 12,5 milhões de euros a candidatar a fundos comunitários e previsão de criação de 200 postos de trabalho, a abrir em 2019, mantém-se. A decisão de avançar já surgiu na sequência do “sucesso” alcançado pela marca, que “ultrapassou” as expetativas iniciais. Das antigas instalações da Tegael, que já

foi a maior empregadora de Coruche (com 400 funcionários), a IKI Mobile vai aproveitar uma área de 700 m2 para as partes administrativa e tecnológica e de desenvolvimento de produto, com uma componente científica a realizar com parceiros como o grupo Amorim, ficando a produção e embalagem num espaço com 1.400 m2. “Vamos desenhar e desenvolver aqui os telemóveis”, mas também acessórios, disse, sublinhando que, não sendo possível ter um produto exclusivamente nacional, dada a necessidade de tecnologia que não existe no país, o produto que vai sair desta unidade a partir de setembro será “70% português” e com recurso a muito material reciclado e reciclável, parte a ser desenvolvido na unidade (como um substituto do plástico). Apenas alguns componentes, como o processador, terão de ser importados, por não existir em território nacional quem os fabrique. Tito Cardoso esclareceu que, para já, a fábrica instalada em Coruche terá uma capacidade de produção mensal de 270.000 produtos (entre os vários modelos

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Temos consciência do caminho que temos pela frente, mas estamos conscientes que seremos capazes de corresponder às expetativas e elevar ainda mais alto o nome de Portugal.” de telemóveis e acessórios), com possibilidade de recurso a mais um turno para ultrapassar os 300.000. A produção vai destinar-se essencialmente à exportação, com os mercados africano e europeu à cabeça, mas também o da América do Norte. Para tal, o presidente executivo da empresa tecnológica esclareceu que vão contratar profissionais internacionais “especialmente no departamento de design para alinharmos os produtos com as linhas utilizadas nos maiores mercados”. Com esta nova unidade de produção, a empresa pretende também entrar no mercado nacional através do pequeno retalho, com a distribuição em Portugal entregue à JP.DI (empresa do grupo JP Sá Couto dedicada à distribuição de marcas de informática e eletrónica). “Termos uma fábrica significa termos autonomia, crescermos com nós próprios, não dependermos de ninguém, nem de outros mercados que possam condicionar o nosso crescimento na produção de um produto deste nível. Deste modo a IKI Mobile vai crescer, tornar-se-á mais forte, uma marca de referência no mundo na área da tecnologia”, comentou Tito Cardoso na conferência de imprensa.

PARCERIA FIRMADA PARA A INTERNACIONALIZAÇÃO NO MERCADO EUROPEU A portuguesa IKI Mobile ficou no top 10 das surpresas do Mobile World Congress, realizado em Barcelona no início deste mês, graças ao KF5 Bless Cork Edition, smartphone feito com componentes de cortiça. A marca foi ainda destacada como um dos melhores stands da feira com o “Prémio de Melhor Design”. “Acreditámos que este era o momento ideal para apresentar a IKI Mobile ao Mundo e o sucesso está patente, fruto da equipa IKI Mobile! Temos consciência do caminho que temos pela frente, mas estamos conscientes que seremos capazes de corresponder às expetativas e elevar

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ainda mais alto o nome de Portugal”, desabafou Tito Cardoso em relação à presença da empresa na maior feira mundial de tecnologias móveis do mundo. De facto, a presença na feira de Barcelona acaba de dar frutos. A premiada IKI Mobile acaba de se associar à Lop para internacionalizar os seus produtos no mercado europeu. “A parceria comercial surge após o lançamento do KF5 Bless Cork Edition, um telemóvel desenhado por designers portugueses, revestido a cortiça, reconhecido pelos media como dos 10 produtos

de destaque na Mobile World Congress. O KF5 Bless Cork Edition é resistente à água e ao choque, com o primeiro sistema operativo desenvolvido pela IKI Mobile, que tem por base o Android 5.1 e câmaras Sony 8M + 13 MP. Neste momento estamos já a promover a IKI Mobile através da Lop Itália com o nosso business partner Luca Bianchi, esperando chegar brevemente à Roménia, Suíça, França e Polónia”, revela Vítor Rosa, CEO da Lop, empresa portuguesa especializada em marketing comercial e/ou trade marketing na área das TIC.

IKI Mobile patrocina 7 Aldeias - Maravilha de Portugal A IKI Mobile será uma das patrocinadoras oficiais do evento “ 7 MaravilhasAldeias”. De acordo com Tito Cardoso: “As 7 Maravilhas de Portugal® promovem uma identidade nacional para o mundo sendo esta a associação principal que pretendemos fazer entre esta campanha e o conceito IKI Mobile. Estamos a criar laços fortes com as tradições portuguesas, exemplo disso é a nossa proximidade com o comércio tradicional e a construção da nossa primeira unidade industrial que será erguida em Coruche”. A eleição das 7 Maravilhas de Portugal® – Aldeias As candidatas a 7 Maravilhas de Portugal® – destina-se a eleger 7 aldeias portuguesas, em 7 categorias diferentes, uma por categoria, não podendo ser eleitas mais do que três aldeias por região. As categorias são: Aldeias-Monumento; Aldeias de Mar; Aldeias Ribeirinhas; Aldeias Rurais; Aldeias Remotas; Aldeias Autên-

ticas e Aldeias em Áreas Protegidas. A organização recebeu 446 candidaturas de 332 aldeias das 7 Regiões de Turismo do país (NUTT’s II). Da longa lista serão agora selecionadas 49 aldeias finalistas que vão para votação pública nas Galas de domingo à noite na RTP, a partir de 9 de julho. Todo o processo de eleição das 7 Maravilhas de Portugal® – Aldeias será auditado pela empresa internacional de auditores PwC. Este projeto conta com o apoio institucional do Gabinete do Ministro Adjunto, do Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, da Secretária de Estado do Turismo, do Turismo de Portugal, da Unidade de Missão para a Valorização do Interior, ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e Florestas, Centro Nacional de Cultura, Federação Minha Terra, e Associação Portugal Genial. A RTP é a Televisão Oficial e a Renascença a Rádio Oficial.

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INTERNACIONALIZAÇÃO

Amitrónica

Fabricante português de eletrónica tem clientes por todo o mundo Foi em 1981 que nasceu em Amiais de Baixo, a Amitrónica - Indústria Eletrónica Amiense Lda., fundada pelo pai do atual proprietário, Adriano Manata. A constante evolução do setor e o forte empreendedorismo que sempre caracterizou a gestão da empresa, resultou na transformação da pequena empresa de cariz familiar, dedicada à reparação de rádios e televisões, num fabricante português de eletrónica que tem hoje clientes por todo o mundo.

A

driano Manata, diretor-geral da Amitrónica, cedo acompanhou o seu pai na gestão da empresa familiar que veio posteriormente a dar origem à Amitrónica. Juntou-se ao negócio familiar, dedicado à reparação de rádios e televisões, bem como à instalação de antenas, com apenas 17 anos. Naquela altura, confidenciou à Ribatejo Invest, “era difícil ver televisão. O acesso ao sinal que repercutia os dois canais da altura era fraco na região, o que fazia com que a qualidade da transmissão fosse má”. Técnico de eletrónica, José Manata, pai de Adriano, depressa percebeu esta oportunidade de negócio. Na década de 70, começou, pois, a pensar na produção de amplificador de sinal que melhorasse a qualidade de transmissão televisiva na altura. O projeto veio a concretizar-se e começou a ser distribuído e vendido junto da rede de vendedores que passavam pela casa de reparação de televisores que tinham em Torres Novas. Foi de facto o sucesso deste amplificador, o único fabricado à data em Portugal, que deu origem ao que é hoje a Amitrónica, sediada em Amiais de Baixo, concelho de Santarém, de onde a família Manata é oriunda. “O produto começou a ter alguma recetividade e fomos crescendo. De 1978 a 1981 demos o salto e crescemos de 2 para 20 funcionários. É aqui que nasce

Temos participado em feiras internacionais com apoio comunitário, sobretudo na Alemanha, Dubai e Holanda, o que nos tem dado alguma projeção.” 50

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Adriano Manata, diretor-geral da Amitrónica

a Amitrónica”, relatou Adriana Manata à Ribatejo Invest, acrescentando que desde essa data a empresa se tem dedicado ao fabrico e comercialização de produtos eletrónicos para a receção de sinais de radiofrequência através de antenas terrestres convencionais e antenas parabólicas. Desde a sua fundação, a empresa não tem parado de crescer, muito à custa dos mercados internacionais. As décadas de 80 e 90, lembrou Adriano Manata, “foram muito boas, tendo em conta que tivemos a partir de 1987, a expansão para o mercado externo”. O primeiro mercado externo foi França, que ainda se mantêm como o principal mercado cliente da Amitrónica. De facto, contou à Ribatejo Invest Adriano Manata, o sucesso da empresa foi de tal ordem que a empresa investiu na altura na criação da uma empresa naquele país – a Amitrónica France, cujas partes foram vendidas 12 anos depois, por volta do ano 2000, por decisões estratégicas relacionadas com a conjuntura. A aposta na internacionalização revelou-se proveitosa, continuando a empresa a crescer bastante na década de 90, “altura em que a com-

ponente de exportação começou a ter um peso relativamente importante na ordem dos 50% do volume de faturação”, recordou Adriano Manata, acrescentando que o crescimento da Amitrónica se verificou também nos anos 2000. Naturalmente que a empresa, para crescer, teve que investir ao longo dos anos em nova maquinaria que respondesse aos constantes desafios da produção eletrónica. “Em 1990 investimos em máquinas de colocação de equipamentos SMD (Surface Mountain Devide), em 1995 comprámos outra máquina para substituir aquela. Em 1998, comprámos uma outra máquina igual à segunda. Em 2004 comprámos uma terceira e em 2016, comprámos outra”, revelou o empresário Adriano Manata. “Tivemos que ir evoluindo no que diz respeito à colocação de componentes”, concluiu o empresário. Mas em 2012, tudo muda. “Neste ano, houve em Portugal uma mudança do analógico para o digital. Chegara nessa altura a TDT – Televisão Digital Terrestre, que foi implementada em Portugal com algum descuido. Diria até que a TDT foi mal tratada”, criticou Adriano Manata, acres-

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Exportamos atualmente 80% do nosso volume de faturação e temos clientes em todo o mundo.” centando que na altura não foi pensado o interesse do consumidor – que deveria ter direito ao quíntuplo dos canais que tinha até à data, à semelhança do que aconteceu com a implementação do novo sistema nos outros países da Europa – mas sim pensado o interesse dos operadores aos quais a TDT deveria vir fazer concorrência. “A TDT foi instalada em toda a Europa, fruto de uma diretiva comunitária. Como tínhamos na altura 4 canais em analógico, o número de canais digitais deveriam ter sido multiplicados por 5, o que aconteceu em toda a Europa! Em Portugal ficámos com os mesmos 4 canais, tendo-se juntado apenas mais dois em 2016”, disse Adriano Manata, acrescentando que, para além disso, “os emissores foram mal instalados. Deveriam ter sido logo instalados em frequência múltipla e não em frequência única, como aconteceu. Isto veio prejudicar muitas empresas, inclusive a Amitrónica, que viu a sua faturação cair drasticamente a partir de 2013”, contou o empresário. Mas o diretor-geral da Amitrónica não cruzou os braços. “É evidente que tivemos que dar corda aos sapatos e os nossos 50 ou 60% de volume de exportação tiveram de passar para 70 ou 80 % rapidamente”, fez saber o responsável, que revelou ainda que a empresa tem utilizado os fundos comunitários, quer o QREN quer o Portugal 2020, para alavancar os seus esforços de internacionalização. “Temos participado em feiras internacionais com apoio comunitário, sobretudo na Alemanha, Dubai e

Holanda, o que nos tem dado alguma projeção”, admite o empresário. Mas adverte: “é preciso estar nas feiras e não desistir à primeira. Os clientes são precavidos e às vezes é preciso marcar presença no mesmo certame três ou quatro vezes para que os resultados apareçam. Por exemplo, temos um cliente australiano que teve três anos para nos comprar material. Visitou-nos três vezes na feira da Alemanha. A primeira vez passou no stand e apenas olhou. No segundo ano já parou e falou. Só no terceiro ano é que este cliente conversou seriamente connosco no sentido de fazermos negócio”, contou o empresário. Para além disso, a empresa aposta ainda na elaboração de um catálogo de produtos em quatro línguas – português, espanhol, inglês e francês – que distribui nestes certames e que está também disponível no seu portal. Fabrica ainda a sua marca – a Manata – mas produz também peças com a marca dos clientes, o que tem sido uma evidente mais-valia alémfronteiras. “No fundo, é isto que está a acontecer. Exportamos atualmente 80% do nosso volume de faturação e temos clientes em todo o mundo. Acabámos de fazer um contrato com Israel, no sentido

Novos investimentos A Amitrónica adquiriu recentemente uma fábrica de antenas espanhola, tendo transportado para Amiais de Baixo a produção das mesmas. A nova área de negócio representou um investimento na ordem dos 100 mil euros. Preparada para responder aos mais diversos desafios de engenharia, neste momento a empresa está a trabalhar num novo produto – um regulador eletrónico de tensão para eletrodomésticos – que vai permitir controlar as oscilações de energia em câmaras frigoríficas,

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de lhes vender produtos para a TDT local, fizemos recentemente um contrato com um cliente de Hong Kong, na China, para onde não exportávamos… temos um bom cliente na Austrália e outro na África do Sul, onde o negócio começa agora a mexer. E temos os nossos melhores mercados, os europeus, com França a encabeçar a lista de melhor comprador”, fez saber. “Exportamos para 20 países”, concluiu o diretor-geral da Amitrónica. Questionado quanto à concorrência chinesa, Adriano Manata não teme. “Não raras vezes nos questionam em feiras se o nosso produto é fabricado na China, ao qual respondemos que é um produto fabricado em Portugal. Embora não consigamos combater com os preços chineses, conseguimos ser competitivos graças à nossa qualidade e à nossa versatilidade”, retorquiu o empresário de Amiais de Baixo, que já viu a sua marca copiada e posta à venda no Senegal por um grupo chinês. “Conseguimos estancar o problema por termos a marca registada no Senegal. Aliás, temo-la registada não em todos os países para onde vendemos, por ser dispendioso, mas em grande parte dos mercados com quem trabalhamos”, revelou ainda o empresário. o que poderá ser uma oportunidade de negócio acrescida em mercados africanos, onde a empresa está já a trabalhar. Para além disso, a empresa adquiriu recentemente a 4.ª máquina para a colocação automática de componentes SMD, o que vai permitir duplicar a produção de eletrónica. “Se no final de 2016 faturámos 1 milhão e meio de euros, com a aquisição desta nova máquina e desta nova área de negócio, o nosso objetivo é atingir em 2017, os 2 milhões de euros de volume de negócios”, concretizou o empresário Adriano Manata.

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INTERNACIONALIZAÇÃO

Como exportar para Marrocos? O AgriExport é uma iniciativa de promoção internacional e de capacitação das PME do setor agroindustrial, promovida pelo ANIMAFORUM e INOVCLUSTER com o objetivo de promover o aumento das exportações e a visibilidade internacional de Portugal.

A

elaboração do estudo e a abordagem metodológica assenta no levantamento das principais condicionantes de entrada de produtos alimentares das fileiras mais representativas das regiões (Alentejo e Centro) no mercado dos Emirados Árabes Unidos (EAU), nomeadamente: azeite; molhos e condimentos; queijos; carnes (verdes, transformados e charcutaria); pet-food; arroz e farinhas; vegetais (frescos e ultracongelados); doces, compotas e sumos de frutas; refeições prontas e sobremesas (ultracongeladas).

CARNE

Restrições específicas

Produtos alimentares sujeitos a regulamentação sanitária rigorosa. A exportação de espécie bovina, ovina e caprina deve satisfazer as condições estabelecidas pela Lei Nº 514-94 de 08/03/94, do Ministério da Agricultura, nomeadamente no que se refere à idade do animal, peso e linhagem. A exportação de carne embalada está sujeita à obtenção de uma autorização emitida pelo Ministério da Agricultura (Decreto-lei 1372 de 14/04/1953 e 2118 de 29/05/1953).

Requisitos de embalagem e rotulagem

Rotulagem - Elementos obrigatórios: País de Origem; Língua: Francês e/ou Árabe; Denominação de venda é a fixada pelas normas do Codex Alimentarius; Quantidades em Peso ou Volume: Medidas métricas são obrigatórias; Lista de ingredientes: Deve enumerar todos os ingredientes do género alimentício, por ordem decrescente de peso. Para os aditivos alimentares incluídos deve ser indicado o nome da sua categoria, seguido do seu nome específico ou ID; Data de validade e de produção deverão ser apresentados no formato (dd/mm/aa). Existem produtos cujo validade e a temperatura de armazenamento são fixadas pelo governo (carnes e aves de capoeira refrigeradas, congeladas, processadas, são um exemplo); Nº do lote de produção ou embalagem; Nome e morada do fabricante.

Certificações e vistorias necessárias

Tanto os animais vivos como os produtos de origem animal são submetidos a uma inspeção veterinária e devem ser acompanhados de um certificado veterinário para os equídeos, de um certificado sanitário veterinário para os animais vivos ou de um certificado sanitário veterinário para os produtos de origem animal, respetivamente. Como resultado da inspeção, as autoridades veterinárias emitirão o Certificado de Libertação Veterinária.

Segurança alimentar

Tendo em conta os resultados da inspeção sanitária veterinária, é emitido um certificado sanitário que dá origem à admissão do produto em causa. Todos os produtos que não sejam próprios para consumo humano ou animal, serão impedidos de entrar no país e poderão ser destruídos.

Entidades responsáveis pelo registo/ licenciamentos

Direção Geral de Agricultura e Veterinária | Embaixada do Reino de Marrocos (www.emb-marrocos.pt) | Office National de la Sécurité Sanitaire des Produits Alimentaires (ONSSA) (www.onssa.gov.ma) | Direction du Contrôle de la Qualité (Directorate of Quality Control) (dcqcasa@yahoo.fr)

MARROCOS: CARACTERÍSTICAS GERAIS Marrocos, é um país africano situado no extremo noroeste do continente. O território limita-se ao norte com a Espanha através do estreito de Gilbraltar, além do mar mediterrâneo e Melilha; a leste com a Argélia; ao sul com o Saara Ocidental e a oeste com o Oceano Atlântico. Área: 446 550 km2 | População: 35,1 milhões de habitantes (2017) | Densidade populacionais: 73,1/Km2

COMO EXPORTAR PARA MARROCOS? • Marrocos deverá ser escolhido como destino de exportação a longo prazo. As negociações por norma requerem a realização de várias reuniões e encontros; • Embora não obrigatório, é importante ter presença física no país (representação/pessoal no terreno). Em Marrocos valorizam uma boa relação entre os interlocutores; • Os cartões de visita devem ter uma face em língua francesa; • Por forma a evitar saltar procedimentos e formalidades é importante usar instrumentos de cobertura de risco: carta de crédito confirmada por entidade bancária reconhecida, avales e garantias bancárias, etc.; • Os produtos de Portugal beneficiam de isenções/reduções das taxas dos direitos de importação, conforme previsto no Acordo de Associação Euro-Mediterrânico.

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AZEITE Restrições específicas

Requisitos de embalagem e rotulagem

Para exportar produtos de origem vegetal as empresas devem previamente inquirir, junto da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), sobre a possibilidade de realizar a exportação dos seus produtos para Marrocos. Rotulagem - Elementos obrigatórios: País de Origem; Língua Francês e/ou Árabe; Denominação de venda é a fixada pelas normas do Codex Alimentarius; Quantidades em Peso ou Volume indicar o peso líquido; Medidas métricas são obrigatórias; Lista de ingredientes deve enumerar todos os ingredientes do género alimentício, por ordem decrescente de peso. Para os aditivos alimentares incluídos deve ser indicado o nome da sua categoria, seguido do seu nome específico ou ID; Data de validade e de produção deverão ser apresentados no formato (dd/mm/aa); Nº do lote de produção ou embalagem; Nome e morada do fabricante.

PET FOOD Restrições específicas

Não especificado.

Requisitos de embalagem e rotulagem

Rotulagem - Elementos obrigatórios: Indicação da espécie para a qual o alimento é produzido; O número oficial de registo do laboratório; Cores do Rótulo: a. Vermelho com impressão preta para misturas; b. Azul com impressão preta para concentrado de nitrogénio e suplementos minerais; c. Branco com impressão de cores diferentes, de acordo com as espécies alvo para rações equilibrada. O rótulo da ração equilibrada deve incluir igualmente: O nome e a percentagem do ingrediente; O teor em proteína; O teor de matéria seca em gramas por quilograma; O valor da ração, expresso Scandinavian Feed por quilograma. - O rótulo do leite destinado a alimentação animal deve conter: A marca ou nome do fabricante; A composição do produto; A seguinte menção: “Lait additionné de farine de luzerne destiné à l’alimentation des animaux”.

Certificações e vistorias necessárias

Certificado Sanitário para exportação de produtos alimentares para animais de estimação.

Embalagem: O azeite pode ser exportado em embalagens de: 0,1l; 0,25l; 0,5l; 1l; 2l; 3l; 5l; 10l; 20l; 25l. Certificações e vistorias necessárias

É realizado um controle sanitário em conformidade com as normas locais para alimentos e produtos agrícolas.

Segurança alimentar

O controle sanitário e a conformidade com as normas locais para alimentos e produtos agrícolas é a realizada principalmente por inspetores do serviço nacional de segurança alimentar (ONSSA) no âmbito do Ministério da Agricultura.

Segurança alimentar

No leite destinado a animais, os produtos devem conter a seguinte menção: “Lait additionné de farine de luzerne destiné à l’alimentation des animaux”.

Entidades responsáveis pelo registo/ licenciamentos

Office National de la Sécurité Sanitaire des Produits Alimentaires (ONSSA) (www.onssa.gov.ma) | Direction du Contrôle de la Qualité (Directorate of Quality Control) (dcqcasa@yahoo.fr)

Entidades responsáveis pelo registo/ licenciamentos

Direção Geral de Agricultura e Veterinária | Office National de la Sécurité Sanitaire des Produits Alimentaires (ONSSA) (www.onssa.gov.ma)

QUEIJO Restrições específicas

Requisitos de embalagem e rotulagem

O principal fornecedor de queijo ao mercado marroquino é a União Europeia. Face aos acordos em vigor, o mercado não apresenta restrições significativas, ainda que haja da parte do consumidor uma maior relutância em relação ao queijo. Rotulagem - Elementos obrigatórios: O número do lote; O tipo e o nome ou o código dos aditivos utilizados (coloração, emulsionantes, antioxidantes, conservantes, etc.); Denominação de venda é a fixada pelas normas do Codex Alimentarius; Datas de produção e de validade deverão ser apresentados no formato (dd/mm/aa); Nome e morada do fabricante, do acondicionador, ou do importador consoante o produto importado, fabricado localmente, ou localmente embalado; Aviso de uso e condições especiais de utilização, incluindo as precauções de uso.

MOLHOS E CONDIMENTOS Restrições específicas

Requisitos de embalagem e rotulagem

Não há uma imposição específica sobre o setor, recaindo sobre as especificações próprias do setor alimentar. Rotulagem - Elementos obrigatórios: O número do lote; Dependendo se o produto é importado, empacotado localmente, ou localmente fabricado, o rótulo deve incluir o nome e endereço do importador, embalador local, ou fabricante local; O tipo e o nome ou o código dos aditivos utilizados (coloração, emulsionantes, antioxidantes, conservantes, etc.). Rotulagem específica: O rótulo “Sal iodado” deve ter uma dimensão de pelo menos 6 mililitros e indicar a taxa de iodo utilizada. Embalagem: Para embalagens cuja superfície maior tenha uma área inferior a 10 cm², e para os frascos de vidro destinados a ser reutilizados, a rotulagem deve conter apenas: Denominação do produto; Quantidades em Peso ou Volume; Data de validade e de produção; Nome e morada do fabricante. - O sal deve ser embalado com material à prova de água, quimicamente estável. Os pacotes não podem exceder 1 quilograma de peso líquido.

Certificação de exportação, feita por médicos veterinários oficiais habilitados para o efeito e de acordo com os procedimentos instituídos e as normas legais em vigor. Nos certificados a emitir, são obrigatoriamente usados os modelos definidos pelos serviços centrais da Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV). Na exportação para Marrocos poderá ser necessária a emissão de certificação suplementar por indicação do interessado, nomeadamente o certificado Mod. 470 DGAV, relativo à ausência de radioatividade no produto.

Certificações e vistorias necessárias

Segurança alimentar

A DGAV deve assegurar que todos os produtos de origem animal exportados de Portugal obedecem à legislação da União Europeia e/ou aos requisitos estabelecidos pelo país importador, no que diz respeito às instalações onde são produzidos e à higiene da produção.

A instância aduaneira solicita o certificado de embarque e, para garantir que os produtos importados beneficiam do tratamento preferencial ao abrigo dos acordos com a UE, a alfândega de Marrocos pode pedir a fatura original, o packing list e o certificado emitido pelo controle regional de qualidade (DCQ) da ONSSA atestando que os produtos foram inspecionados e passaram o controlo sanitário.

Segurança alimentar

É realizado um controle sanitário em conformidade com as normas locais para alimentos e produtos agrícolas.

Entidades responsáveis pelo registo/ licenciamentos

Direção Geral de Agricultura e Veterinária | Office National de la Sécurité Sanitaire des Produits Alimentaires (ONSSA) (www.onssa.gov.ma) | Direction du Contrôle de la Qualité (Directorate of Quality Control) (dcqcasa@yahoo.fr)

Entidades responsáveis pelo registo/ licenciamentos

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Certificações e vistorias necessárias

Para mais informações contatar: geral@agriexport.pt ou 249 839 500

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INTERNACIONALIZAÇÃO

ARROZ E FARINHA Restrições específicas

Requisitos de embalagem e rotulagem

REFEIÇÕES PRONTAS E SOBREMESAS Restrições específicas

Não especificado. Rotulagem - Elementos obrigatórios: País de Origem; Língua: Francês e/ou Árabe; Denominação do produto fixada pelas normas do Codex Alimentarius; Quantidades em Peso ou Volume; Lista de ingredientes: Enumerar todos os ingredientes do género alimentício, por ordem decrescente de peso; Para os aditivos alimentares incluídos deve ser indicado o nome da sua categoria, seguido do seu nome específico ou ID; Obrigatório indicar os ingredientes suscetíveis de desencadearem alergias (ex: cereais com glúten,…); Nº do lote de produção ou embalagem; Nome e morada do fabricante; Datas de produção e de validade deverão ser apresentados no formato (dd/mm/aa).

Requisitos de embalagem e rotulagem

Certificações e vistorias necessárias

Segurança alimentar

Não especificado.

Entidades responsáveis pelo registo/ licenciamentos

Direção Geral de Agricultura e Veterinária | Office National de la Sécurité Sanitaire des Produits Alimentaires (ONSSA) (www.onssa.gov.ma) | Direction du Contrôle de la Qualité (Directorate of Quality Control) (dcqcasa@yahoo.fr)

Certificações e vistorias necessárias

Certificado de Origem; Certificado Halal; Certificado sanitário adequado emitido pela autoridade respetiva do país de exportação, a fim de assegurar a conformidade com as normas alimentares e atestar que os produtos são para consumo humano.

Segurança alimentar

As refeições prontas estão sujeitas a rigorosa regulamentação sanitária. Assim, a importação de refeições prontas de origem animal deve ser acompanhada de um certificado veterinário, ficando estes ainda submetido a inspeção prévia, por parte das autoridades locais.

Entidades responsáveis pelo registo/ licenciamentos

Office National de la Sécurité Sanitaire des Produits Alimentaires (ONSSA) (www.onssa.gov.ma) | Direction du Contrôle de la Qualité (Directorate of Quality Control) (dcqcasa@yahoo.fr)

DOCES, COMPOTAS E SUMOS DE FRUTA Restrições específicas

Não especificado.

Requisitos de embalagem e rotulagem

Rotulagem - Elementos obrigatórios: País de Origem; Língua: Francês e/ou Árabe; Denominação do produto fixada pelas normas do Codex Alimentarius; Quantidades em Peso ou Volume; Lista de ingredientes: Enumerar todos os ingredientes do género alimentício, por ordem decrescente de peso; Para os aditivos alimentares incluídos deve ser indicado o nome da sua categoria, seguido do seu nome específico ou ID; É obrigatório indicar os ingredientes suscetíveis de desencadearem alergias (ex: cereais com glúten,…); Nº do lote de produção ou embalagem; Nome e morada do fabricante; Datas de produção e de validade deverão ser apresentados no formato (dd/mm/aa). Embalagem: Para embalagens cuja superfície maior tenha uma área inferior a 10 cm², e para os frascos de vidro destinados a ser reutilizados, a rotulagem deve conter apenas: Denominação do produto; Quantidades em Peso ou Volume; Data de validade e de produção; Nome e morada do fabricante.

Certificações e vistorias necessárias

Certificado de Origem; Certificado sanitário adequado emitido pela autoridade respetiva do país de exportação, a fim de assegurar a conformidade com as normas alimentares e atestar que os produtos são para consumo humano.

Segurança alimentar

O Mel é de exportação proibida, exceto os pacotes de mel com um peso máximo de 4 quilos para exportação sem fins comerciais, acompanhado de um certificado de origem e certificado de produto não infecioso, emitido pela autoridade local de origem, indicando que, nesse local durante pelo menos seis meses, verificou-se que as abelhas não tinham doenças contagiosas.

Entidades responsáveis pelo registo/ licenciamentos

Office National de la Sécurité Sanitaire des Produits Alimentaires (ONSSA) (www.onssa.gov.ma) | Direction du Contrôle de la Qualité (Directorate of Quality Control) (dcqcasa@yahoo.fr)

Promotores

Rotulagem - Elementos obrigatórios: País de Origem; Língua: Francês e/ou Árabe; Denominação do produto fixada pelas normas do Codex Alimentarius; Quantidades em Peso ou Volume; Lista de ingredientes: Enumerar todos os ingredientes do género alimentício, por ordem decrescente de peso; - Para os aditivos alimentares incluídos deve ser indicado o nome da sua categoria, seguido do seu nome específico ou ID; É obrigatório indicar os ingredientes suscetíveis de desencadearem alergias (ex: cereais com glúten,…); Nº do lote de produção ou embalagem; Nome e morada do fabricante; Data de validade e de produção no formato dd/mm/a. Embalagem: Para embalagens cuja superfície maior tenha uma área inferior a 10 cm², e para os frascos de vidro destinados a ser reutilizados, a rotulagem deve conter apenas: Denominação do produto; Quantidades em Peso ou Volume; Data de validade e de produção; Nome e morada do fabricante.

Embalagem: Para embalagens cuja superfície maior tenha uma área inferior a 10 cm² a rotulagem deve conter apenas: Denominação do produto; Quantidades em Peso ou Volume; Data de validade e de produção; Nome e morada do fabricante. O mercado de Marrocos solicita que seja feita prova do controlo fitossanitário ou sanitário. É realizado, no ponto de entrada, o controle sanitário e a conformidade com as normas locais para produtos agrícolas por inspetores do serviço nacional de segurança alimentar (ONSSA) no âmbito do Ministério da Agricultura. A alfândega de Marrocos pode pedir o certificado emitido pelo controle regional de qualidade da ONSSA atestando que os produtos foram inspecionados e passaram o controlo sanitário.

Não especificado.

VEGETAIS Restrições específicas

São proibidos produtos vegetais que possam ser portadores de organismos prejudiciais ou perigosos para a flora nacional.

Requisitos de embalagem e rotulagem

Rotulagem - Elementos obrigatórios: País de Origem; Língua: Francês e/ou Árabe; Denominação do produto fixada pelas normas do Codex Alimentarius; Quantidades em Peso ou Volume; Lista de ingredientes: Enumerar todos os ingredientes do género alimentício, por ordem decrescente de peso; Para os aditivos alimentares incluídos deve ser indicado o nome da sua categoria, seguido do seu nome específico ou ID; É obrigatório indicar os ingredientes suscetíveis de desencadearem alergias (ex: cereais com glúten,…); Nº do lote de produção ou embalagem; Nome e morada do fabricante; Data de validade e de produção no formato dd/mm/a. Embalagem: Para embalagens cuja superfície maior tenha uma área inferior a 10 cm², e para os frascos de vidro destinados a ser reutilizados, a rotulagem deve conter apenas: Denominação do produto; Quantidades em Peso ou Volume; Data de validade e de produção; Nome e morada do fabricante.

Certificações e vistorias necessárias

Para a exportação de produtos vegetais (congelados e/ou frescos), é necessário a apresentação de um certificado de origem; Certificado veterinário, sanitário ou fitossanitário e Certificado Fitossanitário Padrão APHIS com Declaração Adicional (por exemplo na exportação de maçãs).

Segurança alimentar

O mercado de Marrocos é exigente no que se refere à proibição de produtos vegetais que possam ser portadores de organismos patogénicos. Neste sentido, vários certificados são exigidos por forma a garantir a segurança alimentar dos vegetais exportados para o país.

Entidades responsáveis pelo registo/ licenciamentos

Direção Geral de Agricultura e Veterinária | Office National de la Sécurité Sanitaire des Produits Alimentaires (ONSSA) (www.onssa.gov.ma) | Direction du Contrôle de la Qualité (Directorate of Quality Control) (dcqcasa@yahoo.fr)

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Revista Ribatejo Invest / abril 2017  

Há muito que a NERSANT tem vindo a promover a imagem do Ribatejo como uma região empreendedora, dinâmica, atrativa para novos investimentos....

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