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Reposicionamento estratĂŠgico no setor de doces finos

Sergio Henrique Mattoso Brandt


Programa de Pos-graduação latosensu em Design Estratégico

Programa de Pos-graduação latosensu em Brandt Design Estratégico Sergio Henrique Mattoso

Sergio Henrique Mattoso Brandt

Reposicionamento estratégico no setor de doces finos

Reposicionamento estratégico Projeto de conclusão de curso, entregue como requisito final para no setor de doces finos

obtenção do título de pos graduado em Design Estratégico. Equipe docente de orientação: Prof Álvaro Guillermo Projeto deKiss conclusão de curso, Prof Ellen entregue como requisito final para obtenção do título de pos graduado Coordenação: em Design Estratégico. Prof Ellen Kiss Equipe docente de orientação: Prof Álvaro Guillermo Prof Ellen Kiss Coordenação: Prof Ellen Kiss

São Paulo 2010


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Agradecimentos A todos que colaboraram para a realização deste projeto. Um trabalho de pesquisa de amplo aspecto precisa de uma visão diversificada do objeto de estudo, sem o qual se perde a profundidade na hora de analisar e consequentemente, na elaboração da proposta de ação. A toda turma de Design Estratégico que, através de debates, ajudaram a ter novos pontos de vista sobre o tema. A toda minha família que participaram decisivamente, não apenas incentivando, como colaborando ao fornecer fontes essenciais de pesquisa.


Índice Introdução

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A empresa

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Clientes

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Organização da empresa Os produtos

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Estratégia comercial

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Análise da marca Pontos de contato

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Objetivos do empreendimento

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O Setor

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Tendências

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Macroambiente

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Imigração

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Análise

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Problemas x Oportunidades Objetivos Metodologia

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Pesquisas aplicadas

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Benchmark

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Pesquisa secundária

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Conclusões

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Metodologia do projeto

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Missão, visão e valores Segmentação Posicionamento

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Semiótica Cronograma de implementação

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Conclusão

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Referências bibliográficas

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Introdução O objetivo deste projeto é correlacionar as matérias estudadas com ideias do pensamento contemporâneo, tendências de mercado e comportamento psicossocial. Dentre estes aspectos o trabalho será voltado principalmente para a relação entre tradição, origem, cultura com o mercado e como estes fatores podem ser decisivos para um posicionamento de marca para a identificação com o público alvo. A visão da sociedade e do mercado de que a tradição está ligada ao antigo e ao ultrapassado pode estar sendo alterada. Existe uma reflexão que está sendo retomada na qual é preciso rever o passado para a construção do futuro. As pessoas cada vez mais isoladas socialmente precisam de uma base para se encontrar e se reestruturar diante dos novos dilemas sociais e econômicos. Estas informações serão co-relacionadas para que se possa identificar oportunidades e diferenciação num mercado competitivo. O projeto final proposto pelo curso foi sobre a empresa Dulca, uma doceria tradicional de São Paulo que, após varias mudanças, está procurando um reposicionamento de marca com o objetivo de conseguir alcançar novos públicos mas mantendo sua visão de empresa familiar, tradicional e low profile. Através de pesquisas secundárias, pesquisas de campo, qualitativas, quantitativas será demonstrado os caminhos que a empresa pode seguir para alcançar seu objetivo. Para a elaboração da pesquisa partimos de duas hipóteses correlacionando a imagem da marca atual. A primeira é a de doce ligado a arte, em que a doceria passaria a ter uma linguagem de museu e de apreciação da linguagem “artística” do doce. A segunda é a da tradição, em que se busca criar um link do público atual com os novos públicos através da transmissão de historias.


A empresa A Dulca é uma empresa que atua à quase 60 anos no mercado. Começou como uma doceria em 1951, com a primeira loja na Vieira de Carvalho. Através de seus doces requintados e pães especializados tornou-se um ponto de referencia na cidade. Com o tempo precisou ampliar o portifólio de produtos e diversificar sua área de atuação. Ao mesmo tempo em que este processo a ampliou como empresa, dispersou seu foco de marca. Hoje a empresa tem como desafio fazer uma passagem total do produto para o serviço assim como desenvolver uma imagem de marca consolidada. Segundo o próprio cliente, “Não somos uma cafeteria, nem chocolateria nem mais uma doceira.”

História A história da Dulca assim como muitas histórias brasileiras, começa na Itália. Os Garrones, confeiteiros desde 1860, se uniram aos Bogicanni, fornecedores da Casa Real Italiana, que vinham de uma longa tradição de produção de pães e massas. Em meados do século XX Enrico Garrone e Andrea Bogicanni chegam a São Paulo trazendo na bagagem aromas, sabores, e amor a arte da confeitaria. Em 1951 a Dulca abre suas portas na Rua Dom José de Barros no elegante burburinho do centro. Em pouco tempo, torna-se parte da história da cidade, um programa obrigatório, ao lado dos passeios de bonde, das idas a Galeria Olido e das compras nos sofisticados magazines. No final dos anos 50 a cidade fervilha: são inaugurados o Pavilhão do Ibirapuera e a Catedral da Sé e começam as obras do Edifício Copam. A Dulca abre mais uma loja, maior e mais bonita, na Vieira de Carvalho entre a Praça da República e o charmoso Largo do Arouche. Os anos passam e a Dulca continua a crescer harmoniosamente, sem atropelos, na contramão do movimento fast-food que toma conta do Brasil nos anos 80.

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Clientes Seus clientes atuais variam de loja para loja. Com alguns pontos posicionados estrategicamente pela cidade, a Dulca procura atingir um público adulto da classe A. Há uma presença marcante do público idoso, acima de 60 anos, e a pesquisa etnográfica indica que a presença de pessoas mais novas está ligada ao acompanhamento das pessoas mais velhas. Sua lembrança de marca atual refere-se à origem européia e à lembrança afetiva das pessoas que eram clientes durante seu começo. Muitos dos clientes atuais são descendentes europeus e de judeus que buscam por qualidade e pela idéia de origem.

Perfil dos clientes de acordo com o ponto. São ao todo 6 lojas: Loja de fábrica, Vieira de Carvalho, Itacolomi, Sala São Paulo, Oscar Freire e Hospital Sírio Libanês. Os produtos da Dulca são produzidos na fábrica da Barra Funda e suas lojas revendem seus produtos. Os principais produtos vendidos nas lojas são cafés, água e salgados. Vieira de Carvalho: a pesar de ser a loja onde tudo começou, sua phisicol evidence possui pouco da sua originalidade. Balcão padronizado e os clientes utilizam a área comum da galeria que é compartilhada com outros clientes. Itacolomi: uma loja que agregou valor para marca ao possibilitar um serviço personalizado. Possui um ambiente para as pessoas passarem um tempo conversando e tomando café. Forte presença de um público da terceira idade.

Hospital Sírio Libanês : É uma loja bem estruturada que possibilitou visibilidade. Sua localização permite um contato direto com um público que possui lembrança da marca. É uma loja estratégica comercialmente, que atua como reserva de mercado e presença de marca Oscar Freire: A loja serve como um ponto de apoio aos consumidores das lojas de moda da rua. Público que freqüenta é diversificado (São Paulo capital , interior, outras cidades e países) e possui pouca penetração da marca. A maioria do público desta loja desconhece a marca e está lá apenas por oportunidade. Sala São Paulo: Público formador de opinião. Seu posicionamento físico é pouco visível e muitos só freqüentam por oportunidade, por estar num evento na sala São Paulo. Existem outros concorrentes no mesmo espaço com melhor posicionamento e visibilidade.

Organização da empresa A Dulca é uma empresa familiar e cada loja é gerenciada por um membro. Apesar de haver um direcionamento principal, falta uma ação coordenada entre os pontos de contatos com o consumidor. Sua principal forma de atuação estratégica é através de um pensamento desbravador, buscando superar os problemas do negócio por ações pontuais e intuitivas. Em alguns momentos de sua historia procuraram atuar com o objetivos de aperfeiçoar seu desempenho, diminuir custo, padronizar a identidade para aumentar o retorno.

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Os produtos Os produtos desenvolvidos pela Dulca são divididos em 5 linhas: Linha da doceira (doces, bolos, tortas salgados), Linha de chocolate (bombons, tabletes, ovos de páscoa, balas Suzi), Linha de padaria (Panini, Croissant, petit four, pão de mel. Carolinas, Bijoux, Crostatas), linha de sorvete (sorvetes e frappés servidos nas lojas), linha de refeição (sanduiches e sopas), totalizando quase 400 itens.

Em seu brifing a empresa não considera a parte de bebidas como um produto. Apesar da grande venda de cafés em suas lojas, não existe uma pesquisa ou desenvolvimento de produtos neste setor. Sua venda de cafés, água, refrigerantes são todos produtos terceirizados e não há uma visão no intuito de modificar.

Funda. As produções locais foram desativadas e as lojas passaram a ser apenas pontos de venda. A empresa considera o fator humano como um ponto chave de seus produtos, escolhendo funcionários especializados que possuem profundo conhecimento no seu campo de atuação.

Todos os produtos são produzidos centralizados na fábrica da Barra

O atendimento diferenciado é visto pelo cliente como um fator

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importante. No entanto não é tratado como serviço da empresa, não há uma estratégia central de desenvolvimento e atuação para estar constantemente aperfeiçoando e identificando oportunidades de mercado. As marcas concorrentes possuem trabalhos específicos de atendimento diferenciados que atingem de forma preponderante no publico alvo.

Estratégia comercial A empresa passou por vários tipos de modelos de estratégia, mas como missão procurou buscar o atendimento diferenciado e a qualidade dos produtos (principalmente doces). Loja principal com posicionamento no público A, buscando tradição dos doces. Durante certo período de tempo trabalharam com rede franqueada o que acarretou na perda de posicionamento da marca Na sua última etapa estratégica a empresa empenhou-se em centralizar sua produção numa única fábrica como forma de reduzir custo e ganhar competitividade comercial.

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Análise da marca A Dulca após algumas reformulações da marca chegou a uma identidade principal, cujo ícone passa a ser uma ilustração de mulher colonial, utilizando técnica e cores que remetem à tradição (origem colonial, feminilidade). A loja da itacolomi e do Hospital Sírio Libanês são as que possuem uma imagem referencia de arquitetura e marca para a rede. Apesar de o logotipo estar bem definido, suas formas de aplicações vistas separadamente possibilitam que o consumidor não reconheçam a marca de imediato, principalmente os consumidos de oportunidade, muito freqüentes nas lojas da Sala São Paulo, da Oscar freire e do Sírio Libanes. A tipografia utilizada na marca Dulca ao mesmo tempo que é atual,

possibilita uma interpretação de tradicional por remeter uma forma manuscrita, sendo reforçado pela cor marrom, cor ligada a tradição, ao café, ao chocolate, ao aconchegante e ao calor. A marca possui ainda uma aplicação em que a tipografia utiliza-se da cor azul, modificando a associação das características de tradição e doce que se tornam menos perceptíveis e, ao mesmo tempo, possibilita um significado de marca mais moderna, tecnológica e fria. Para um mercado onde a tradição, o detalhe e a hospitalidade são importantes, preservar as características mais humanas em todos os pontos de contato é essencial. A loja “um”, da Vieira de Carvalho, que poderia representar a imagem da

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marca, um ponto turístico para aqueles que possuem a historia da marca internalizada, possui uma identidade voltada para o “azul.” O painel da Dulca original situa-se a cima de outra loja, uma marca de café de outra rede, perdendo sua ligação histórica com o local, e sendo quase irreconhecível. As embalagens possuem uma identidade coerente com a identidade da marca. Transmite a idéia de artesanal, de cuidado e de tradicional. A cor predominantemente marrom é marcante e mantém a unidade de marca, traz a idéia de acolhedor. A simplicidade e o pouco acabamento gráfico reforçam a identidade da marca, ao mesmo tempo em que permite uma mensagem secundária


de sustentabilidade, que não é o foco da marca, mas que permite um valor adicional, muito válido para os consumidores dos dias de hoje. O site da Dulca mantém a coerência com a linguagem de comunicação. Alguns outros pontos a serem considerados sobre o site: As fotos são bem produzidas e ressaltam as qualidades dos produtos

empresa, terceira idade. A presença de pop-up para o acesso ao site é uma dificuldade que pode fazer com que o cliente desista de acessar o conteúdo principal, novamente temos que considerar o publico atual da loja, que possui pouco conhecimento de informática Falta uma área para encomendas online, já que a loja possui delivery, que nem é mencionado no site.

As cores e fundos estão bem trabalhados e representam bem a identidade da marca A fonte manuscrita do site dificulta a leitura, principalmente se considerarmos o publico atual da

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Estratégia de portfólio de marca: A empresa trabalha com uma estratégia de marca guarda-chuva. Seus produtos não possuem qualquer diferenciação de marca ou posicionamento diferenciado, todos são produtos Dulca, e os nomes populares só são descritos nos produtos embalados e não nos produtos de ponto de venda.


Pontos de contato: Lojas Itacolomy – Loja referencia.

lojas é prejudicada. A própria empresa não valoriza este forma de venda.

Hospital Sírio libanês – Contato com o público principal

Eventos Casa Office e Casa Cor

Oscar- Público amplo e diversificado (São Paulo capital, interior, outras cidades e países)

Premiações: Premiada como a melhor doceria de São Paulo de 2009 pela Veja SP

Sala São Paulo – Público formador de opinião

Algumas medidas de marketing já adotadas pela empresa

Vieira – Loja onde tudo começou/ lembrança afetiva dos clientes antigos, atualmente apresenta pouca percepção de marca.

Trabalho de assessoria em datas sazonais (Natal e Páscoa)

Site www.dulka.com.br – o site da empresa é inferior aos principais concorrentes. As informações são muito sucintas e pouco explicativas. Há pouca interação com o usuário e poucas formas de contato. Não existe uma compra on-line sendo que a empresa apresenta um serviço de delivery. Serviço de delivery: A Dulca possui um serviço de delivery (entrega em domicílio) que é pouco divulgada e atende apenas a área próxima da loja de Higienópolis.

Nova definição de guides arquitetônicos nas lojas Adoção de um critério artesanal na criação de produtos /presentes

Histórico na participação “Existimos há mais de 50 anos, tivemos um momento glorioso vivido no centro de SP e raros são os clientes que não se lembram desse tempo e fazem conosco o resgate dessa época.” Foram os pioneiros na introdução de novos hábitos de consumo entre os quais o Panettone.

Ponto de venda em mercado (Pão de Açúcar e Casa Santa Luzia)

1951 Inaugurou em São Paulo à primeira Loja da Confeitaria Dulca. Na Rua Dom José de Barros, Centro.

Apesar de poucas informações fornecidas pela Dulca, através de pesquisa de campo verificou-se ações sem foco estratégico, sendo a gôndola mal posicionada e próxima a produtos de outras marcas, dificultando sua visibilidade. As embalagens do mercado são as mesmas utilizadas nas lojas. Apesar de atender ao quisito funcionalidade, sua percepção nas

Após ter uma participação efetiva entre os públicos de classe alta em São Paulo, a Dulca entrou em declínio na década de 80, começando a se recuperar no fim dos anos 90. Estabelecemos critérios de qualidade que se tornaram referência entre os consumidores. Ampliamos e modernizamos nossas

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instalações industriais. Desenvolveu uma estratégia de franquia nos anos 90 que devido a falta de organização da empresa, apresentou dificuldades e acabou por fechar este segmento. Hoje enfrenta um dilema de marca, mater a posição ou avançar em outros segmentos. Algumas datas destacadas pela empresa Década de 50/60/ 70 e parte dos 80. - Grades mementos Anos 90 – Perdas de visibilidade e prestígio Ano 2003 – Aberturas da Itacolomy / Voltam os clientes Ano 2005 – Eleito o melhor ovo de chocolate do ano Ano 2008 - Convites para participarmos da casa Office e Casa Cor – exposição da marca para grande público formador de opinião / prestígio Ano 2009 – Eleita a melhor doceira da cidade de SP Em 2011 a Dulca completa 60 anos.


Objetivos do empreendimento Chegar ao século 21. A empresa identificou que está passando por uma transformação, precisando trabalhar o desafio de não só vender produtos, mas principalmente serviços, assim como construir uma imagem de marca bem posicionada. A empresa precisa definir o mercado em que atua. Ela sabe que não é uma cafeteria, uma chocolateria e, hoje, nem uma doceira Buscam trabalhar uma nova geração de clientes e suas exigências. Atingir o público infantil para que eles cresçam com uma referencia positiva da Dulca. Redesenhar os produtos e serviços para esse século “on line’ Querem manter a imagem low profile, de uma empresa familiar que pretende continuar trabalhando com o mesmo calor, originalidade, simplicidade . Com o humano. O Lúdico.

Missão, visão e valores A empresa não possui uma estrutura de pensamento voltado para um planejamento a longo prazo, consequentemente não há uma implementação de missão, visão e valores, mas existem algumas diretrizes que guiam o que a empresa entende de si mesma baseada em algumas palavras chaves: tradição, elegância, alegria e prazer. Características e conceitos chaves: Educação, postura, gentileza, cordialidade, atenção, elegância, calma, paciência e apresentação pessoal.

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O setor • Segundo a empresa, o mercado em que atua é efetivamente de doces, sendo visto seus principais concorrentes as seguintes lojas: Ofner: “A confeitaria Ofner foi fundada em 1952 pela imigrante húngara Anna Ofner. Anna começou no Brasil fazendo doces para a família, amigos e vizinhos e, incentivada pelo sucesso, abriu a primeira loja e uma pequena fábrica na rua Barata Ribeiro no bairro da Bela Vista em São Paulo. Esta fábrica permaneceu até 1985 e uma nova fábrica com 5000m2 de área construída foi inaugurada em 1986 na rua Olivia Guedes Penteado, no bairro do Socorro, São Paulo, onde permanece até hoje. A empresa permaneceu sob controle da família até 1960 quando foi vendida a um grupo de empresários que permaneceram até a década de 70. A partir de então a empresa é controlada pelos atuais proprietários. A Ofner é uma empresa de marca reconhecida que fez e fará sua história pela qualidade de seus produtos, da particularidade de seu mix, dos seus pontos de venda, do seu atendimento e fidelidade a seus princípios e respeito ao consumidor.” Fonte: http://www.ofner.com.br/index. php?view=historico acessado em 22 de junho de 2010

Amor aos Pedaços: A cada fornada, um sabor único. A cada pedaço, um novo prazer. Desde 1982, a Amor aos Pedaços alimenta a paixão dos seus clientes por bolos, doces, sorvetes e salgados preparados de forma artesanal. Essa história de amor começou com uma pequena e aconchegante loja Amor aos Pedaços, inaugurada no dia 02 de junho de 1982, na Rua da Consolação, em São Paulo. Na loja, os consumidores podiam comprar bolos por quilo, em pedaços, de acordo com suas vontades - algo inusitado na época. Os aromas e sabores da marca logo se espalharam e, em 1984, foi aberta a segunda loja Amor aos Pedaços no Itaim, em São Paulo. Rapidamente, mais e mais lojas foram abertas. Para agilizar esse processo, foi implantado o sistema de franquias, ainda pouco explorado no Brasil. Foi assim que a rede de doçarias se tornou a primeira franchising do segmento no país. A família Amor aos Pedaços estava crescendo, e esse era só o começo. No decorrer desses anos, a rede abriu dezenas de novas lojas nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, e suas receitas têm provocado paixões em um número cada vez maior de pessoas. Fonte: http://www.amoraospedacos.com.br/ amoraospedacos.asp acessado em 22 de junho de 2010

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Holandesa: A doceria Holandesa vem conquistando o paladar dos paulistanos desde 1960, com doces, bolos, tortas e salgados produzidos de maneira artesanal. A história da Holandesa tem início em 1953, com a chegada no Brasil do Holandês Mathias Theyssen, trazendo na bagagem a experiência adquirida em diversas docerias européias, além de especializações na Suíça. Aqui, o confeiteiro conheceu a espanhola Aurora Álvares, com quem viria mais tarde a se casar. Em 1960, o casal abriu na Rua Aurora sua primeirac onfeitaria, chamada Doceria Holandesa. A loja mais conhecida da rede, na rua Maria Antônia, em Higienópolis, foi inaugurada em 1964 e logo tornou-se referência dos paulistanos e mania entre os estudantes do Mackenzie. Hoje, 08 lojas, a Doceria Holandesa mantém o padrão de atendimento e qualidade caracterizado pela produção artesanal de doces, seu grande diferencial de sucesso! http://www.holandesa.com.br/empresa.html Acessado em: 22 de junho de 2010


Tradição Douce France (francesa)

Holandesa (Holanda)

Cristallo (Italiana)

Público jovem Ofner (hungara)

Chocolat du Jour (Não possui uma origem )

Público Idoso

Amor aos Pedaços (Não possui uma origem )

Acompanha o mercado

Chocolat du Jour: Tudo começa em 1987. Na época, um sonho e muita curiosidade são levados para uma viagem à Europa em busca do mais precioso e delicado dos segredos: a receita das Truffes du Jour. Feitas uma a uma, em pequeninas quantidades para garantir o raro e exclusivíssimo sabor, as Truffes du Jour foram logo oferecidas ao público em São Paulo e conquistaram clientes muito especiais. Nascia assim a Chocolat du Jour. Tão cedo e já das mesmas mãos, do mesmo “choco-néctar” e carinho presentes na criação das Truffes du Jour, surgiam mais chocolates, mais desejos e volúpia para todos os clientes. Tentações como o Theobroma, Abricot, Choco Chaud, ChocoAmandes é o que a Chocolat du Jour faz. Fonte: http://www.chocolatdujour.com.br/ lojadujour/achocolatdujour.asp?lang=pt_BR Acessado em: 22 de junho de 2010

Douce France: Na primavera de 2001, a Patisserie Douce France dava seus primeiros passos em direção ao sucesso. Tanto de público e como crítica. Com um ambiente agradável, lembrando as melhores casas de chá da França e seus produtos artesanais, a Douce France começou situada em um sobrado no jardins, na tão charmosa Alameda Jaú. O êxito foi tão

grande que, em 2003, o chef confeiteiro Fabrice Le Nud. Responsável pela Patisserie, se viu obrigado a abrir uma segunda unidade, no Morumbi Shopping. E, já em 2006, a ampliar seus espaços na Alameda Jaú. Tudo isso sem perder sua atmosfera parisiense, nem a artesanalidade na confecção dos seus produtos. Com os olhos voltados para o futuro, primando pela excelência na qualidade de seus produtos e na prestação de seus serviços, a Patisserie Douce France vem se destacando no mercado. Fonte http://www.patisseriedoucefrance.com.br/ Acessado em: 22 de junho de 2010 Cristallo: Desde 1953, a Cristallo se dedica ao máximo para oferecer a mais alta qualidade em gastronomia. São cafés, panettones, doces, tortas, bolos, chocolates, pettit-fours, sorvetes e salgados, sem contar os saborosos produtos sazonais, cuidadosamente embalados por ocasião das datas comemorativas como Páscoa, Natal, Dias das Mães e Dia dos Namorados. As diversas lojas, distribuídas por São Paulo, Grande São Paulo, Campinas e, no mais recente capítulo de expansão da empresa, em outros estados do país, marcam a solidez e o crescimento de uma marca tradicional, cuja história se confunde com a do primeiro panettone produzido no Brasil e que, até hoje, é sucesso em nossas mesas. A Confeitaria Cristallo na Rua Marconi, no até então centro nobre da capital paulista, já começou inovando com suas maravilhosas vitrines.

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Em poucos anos o sucesso se solidificou, o que motivou a abertura de uma filial, na Rua Dom José de Barros, próximo da matriz e do frequentadíssimo Cine Olido. Situado acima da loja, o badalado e famoso Salão de Chá Cristallo se tornou um moderno e charmoso ponto de encontro da sociedade, iniciando muitas amizades, namoros e até casamentos. Com muita coragem e visão de mercado, a segunda geração da família adotou uma nova dinâmica para assegurar a expansão dos negócios. Assim, as lojas do chamado Centro Velho de São Paulo foram fechadas e em 1977, a empresa transferiu sua matriz para a elegante Rua Oscar Freire. Franchising e central de produção: Inaugurada como loja piloto, a Cristallo Oscar Freire daria início a um arrojado projeto de mudanças. Tanto que, nos anos 80, a empresa inicia um inédito sistema de franchising com a abertura de sua primeira franqueada, a loja da Galeria 2001, em plena efervescência da Av. Paulista. Em 1987 constrói, no Bairro do Limão em São Paulo, uma nova e arrojada Central de Produção, com cerca de 1.500m² e abrigando modernas instalações. Fonte: http://www.cristalloonline.com.br/ acristallo/historia.php Acessado em: 22 de junho de 2010


Parceiros e fornecedores

Sócios

A empresa é de administração familiar. Não foi apresentado pelo clientes informações sobre sociedades terceiras.

A empresa não apresentou dados relevantes sobre parceiros e fornecedores

Clientes

Funcionários

Os clientes da Dulca possuem uma identidade com sua origem Européia, muitos mantém laços com a história da empresa. O públco atual é Predominantemente acima de 60 anos e classe A.

A empresa acredita que a qualidade e o atendimento dos seus funcionários são um dos grandes diferenciais frente a concorrêcia.

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Tendências (diretas e indiretas): O setor alimentício focado em doces tem muito em comum com o mercado de padarias. Muito do que um consumidor espera de uma doceria pode ser considerado também para uma panificadora, mesmo porque é muito comum estes setores possuírem os mesmos produtos e serviços. Com isso é pertinente analisar o mercado e tendências do setor panificadora para avaliar o que concorrentes de outros setores estão desenvolvendo e pensado. Durante a Europain 2010 (feira internacional que o maior do mundo neste segmento) foi apresentadas várias tendência que podem ser tilizadas como referências.

Tecnologia Uma tecnologia apresentou destaque no evento, conhecida como Coté Pain, contempla o mesmo processo de máquinas de refrigerantes e que possibilita a compra de pão quente através de máquina de venda. Em relação aos fornos destacase a tecnologia francesa que valoriza o design e utiliza o calor de forma uniforme, aproveitando igualitáriamente todo o espaço do forno.

Mercado O perfil tecnológico sugere que o mercado empresarial está se voltando para pequenas e médias empresas, que compõem uma porcentagem significativa das panificadoras. Foi o primeiro ano que o evento apresentou tecnologia específica para este segmento, o que demonstra uma mudança de comportamento e de

visão dos grandes fabricantes diante as novas posturas dos consumidores.

Saúde Nova forma de produção de sabores através de concentrações de produtos desidratados que possibilita sabores diferentes e não químicos.

Design Um ponto apresentado com destaque foi a valorização do ponto de venda e do design pelos panificadores franceses. Cada vez mais é importante priorizar o cliente e sua interação com o produto. No ponto de venda já existe uma tendência em valorizar o produto através de um design diferenciado, moveis específicos, arquitetura e balcões que trazem os produtos para a altura dos olhos. Fonte: revista amipão n 96, fevereiro/ março de 2010 paginas 14-16

Produção Transparente Um modelo que já é sucesso na Europa está vindo para o Brasil com muita força, tem o conceito de produção transparente, que está sendo inserida no mercado de panificadora, como a empresa Express Panificadora, que implementou e conseguiu muito sucesso com o empreendimento. O conceito consiste em se produzir no mesmo ambiente que do consumidor, para que haja maior percepção e experiência no ato da compra. Fonte: revista amipão n 96, fevereiro/ março de 2010 paginas 18-19

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Food Service no Brasil O seguimento de alimento fora de casa está crescendo rápidamente no Brasil. A mudança de comportamento das famílias que não tem mais tempo para fazer comida em casa tem proporcionado novas oportunidades. A dona de casa que preparava comida para a família hoje não pode mais almoça na rua, sendo que elas representam 4% da população economicamente ativa das grandes metrópoles. Dentre as refeições, 83 % dos almoços são feitos fora de casa, 15% dos lanches da tarde e 14% dos jantares. Nos centros urbanos, a tendência de ter duas refeições fora de casa são maiores, sendo que em São Paulo isto já está presente. Já para 2012 é previsto que o consumidor irá gastar algo em torno de 28% a 30% com alimentação fora de casa sendo que hoje se gasta 24% do orçamento. Isto se dá pelo aumento das pequenas refeições fora de casa, como café da manhã e o lanche da tarde, o que atinge o target das padarias e docerias. A despesa de alimentação fora de casa deverá estar em torno de 40% do orçamento alimentar e existe uma expectativa de mudança do tipo de alimentação do consumidor, que passará a comprar mais alimentos prontos para consumir dentro de casa. Ao mesmo tempo os clientes estarão mais exigentes, querendo saber como as refeições são feitas e principalmente a origem do produto. Haverá maior consciência por parte dos consumidores. Fonte: revista amipão n 96, fevereiro/ março de 2010 paginas 28-29, Entrevista com Enzo Donna


Feira em Chicago traz invenções no setor de guloseimas para impulsionar lucros

setor reforcem os principais produtos de seu portfolio, mas que apostem em inovações.

Uma feira em Chicago apresentou novidades no setor de doces e guloseimas. O número de compradores na “All Candy Expo” aumentou 7% em relação a 2009. Mais de 14 mil pessoas estiveram envolvidas nos negócios da feira e 450 empresas montaram seus stands.

Fonte: http:// www.’papodeempreendedor.com.br/ oportunidades/doces-negocios/ Acessado em 15/05/2010

Durante o evento, também aconteceram várias palestras para discutir o mercado de doces. O analista do JP Morgan Jason English disse em sua apresentação que o gasto dos consumidores nos Estados Unidos deve voltar aos níveis de antes da crise apenas na segunda metade de 2010, mas que o mercado deve se preparar até lá. Para bons resultados neste período menos favorável para os negócios, o analista sugeriu que as empresas do

Avaliação: o mercado internacional de doces atua de acordo com as tendências em geral. Neste artigo pode-se observar um recuo do setor diante da crise de 2008, e a previsão de uma melhora para o ano de 2010, o que se pode comprovar através dos relatórios econômicos mais recentes. No entanto percebe-se que o mercado de doces está buscando formas alternativas de atuar, procurando o conceito de inovação sendo que o setor alimentício muitas vezes deixa de investir por representar uma demanda primária.

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Macroambiente Demográfico Taxa de fecundidade, natalidade, mortalidade e expectativa de vida ao nascer.

Os números da tabela que representam a expectativa de fecundidade e de vida de bebês demonstram que em São Paulo existe uma segurança maior para as famílias que pretendem ter filhos. Todos os números levam a conclusão que em São Paulo existem menos mulheres grávidas e mais crianças que sobrevivem ao nascer. Isto transmite uma tranqüilidade e segurança no planejamento familiar Dados desta mesma pesquisa do IBGE ainda demonstram que o processo de redução dos níveis de mortalidade no Brasil corresponde à evolução da esperança de vida. A vida média ao nascer, entre 1998 e 2008, cresceu 3,3 anos, com as mulheres em situação bem mais favorável que a dos homens (73,6 para 76,8 anos, no caso das mulheres, e 65,9 para 69,3 anos, para os homens).

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As transformações mais recentes nos padrões de organização da sociedade brasileira, têm gerado aspectos como a fragmentação da família, em função do crescimento do número de divórcios e dos recasamentos, seus novos arranjos familiares, tais como: casais nos quais os cônjuges vivem em domicílios distintos, e, também, o aumento do número de pessoas que moram sozinhas, que constituem fatores que vem influenciando cada vez mais na demanda por unidades residenciais.

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A população brasileira vem envelhecendo rapidamente. Houve uma redução de quase 10% do número de crianças entre 0 e 14 anos em 10 anos. Isto significa que a pupulação irá aos poucos diminir o numero de jovens e crescer de adultos e idosos. Isto é perceptivel em todas as faixas etárias o que signifca uma mudança etária crescente do consumidor brasileiro. O perfil familiar está mudando rápidamente. Cada vez mais encontrase mães que trabalham e não tem tempo de cuidar integralmente de seus filhos precisando utilizar recursos como creches. Isto significa uma diminuição do contato familiar na primeira infância e uma mudança de visão do mundo. O nível de escolaridade da terceira idade está cada vez maior. Eles exigem produtos e serviços diferenciados que atendam suas espectativas e nível de instrução As implicações do envelhecimento da população não podem ser desprezadas. Nos países desenvolvidos, a população com 60 anos ou mais está aumentando na maior intensidade antes observada (crescimento de 1,9% ao ano) e é esperado crescer mais de 50% nas próximas quatro décadas, crescendo de 264 milhões em 2009 para 416 milhões em 2050. Comparado com os países desenvolvidos, a população nos países menos desenvolvidos ou em desenvolvimento está aumentado rapidamente. Nas próximas duas décadas, a população de 60 anos ou mais nos países em desenvolvimento é projetada apresentar um crescimento numa taxa maior que 3% ao ano, o que representa um aumento dos atuais 475 milhões em 2009 para 1,6 bilhões em 2050.

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De acordo com Peter Schwartz, em seu livro, “Cenários, as surpresas inevitáveis”, o envelhecimento da população nos mostra algumas tendências importantes: a duração da vida certamente aumentará, a saúde dos idosos melhorará como nunca, e finalmente o sonho da humanidade retardar o processo de envelhecimento poderá se realizar

Imigração

À medida que as pessoas da geração baby-boom (pessoas que nasceram entre 1948 e 1962) envelhecem, elas tendem a parecer bem mais jovens, a sentirem-se mais jovens, mais saudáveis e mais ativas comparadas com seus antecedentes quando apresentavam a sua mesma idade. Ou seja, as pessoas estarão lúcidas e cheias de vigor muito além dos limites considerados anteriormente para a terceira idade tradicional. As pessoas idosas do futuro trabalharão, viajarão, lerão, desfrutarão de uma vida sexual plena e representarão uma importante parcela do mercado consumidor em diferentes segmentos.

Entre o início do século XIX e 1890, a população da cidade saiu de 20 mil habitantes para 65 mil. Em 2007 São Paulo teve uma população aproximada de 11 milhões de habitantes. A presença de imigrantes em São Paulo foi um dos aspectos fundamentais para o desenvolvimento da cidade, diversificação dos serviços e produtos comercializados como também, as iniciativas na área industrial que contribuiu para a expansão e desenvolvimento do comércio e da indústria especialmente em São Paulo.

A imigração na cidade de São Paulo faz parte de sua própria história de crescimento e desenvolvimento. O desafio neste estudo estava em apontar vários aspectos deste processo, onde as mudanças do contexto histórico e do cotidiano das pessoas e da vida no planeta foram e são profundas.

Já no século XIX o governo brasileiro patrocinou a vinda de imigrantes europeus para substituir a mão de obra escrava em mão de obra assalariada na agricultura. Os negros, descendente de africanos, foram sistematicamente afastados do convívio social e marginalizados sem as garantias

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de reforma agrária e educacional adquiridas por muitos imigrantes que chegaram no território brasileiro. Esta política do governo brasileiro foi além de interesses econômicos, pois apresentou também a conotação racista que consistia numa “política de embranquecimento” da sociedade brasileira, visto que a maioria da população brasileira era negra e fugia dos modelos civilizatórios dos Estados ocidentais a qual se espelhavam as elites brasileiras. Os imigrantes europeus que chegavam eram reportados para as lavouras do país principalmente no cultivo do café. Em 1818, chegaram suíços, que se instalaram nas serras do Rio de Janeiro, onde fundaram a cidade de Nova Friburgo. Em 1836, as primeiras 180 famílias de italianos que chegaram dirigiram-se para o Rio Grande do Sul. Nessa época, o objetivo das imigrações era, prioritariamente, a ocupação de regiões pouco povoadas. Aproximadamente, cinco milhões de imigrantes entre 1819 e fins da década de 1940. Os três principais contingentes — italianos portugueses e espanhóis


São Paulo Entre o início do século XIX e 1890, a população da cidade subiu de 20 mil habitantes para 65 mil. A presença de imigrantes em São Paulo foi fundamental para o desenvolvimento da cidade e diversificação dos serviços e produtos comercializados. Como também as iniciativas na área industrial que contribuiu para a expansão e desenvolvimento do comércio e da indústria especialmente em São Paulo. Fonte: Relatório A Imigração Na Cidade De São Paulo. Integração dos Imigrantes na Cidade como forma de combate à pobreza Atualmente, conforme a Embaixada da Itália no Brasil, existem no país cerca de 25 milhões de descendentes de imigrantes italianos, espalhados pelos estados do Sul e do Sudeste, em sua maioria, principalmente em São Paulo, onde vive quase metade dessa população. Já o site Itália Nossa, portal da Comunidade Ítalo-Brasileira, informa

que vivem no país 23,5 milhões de italianos e descendentes de imigrantes italianos, sendo que 9,9 milhões estão no estado de São Paulo. Em seguida vem o Paraná, com 3,7 milhões de italianos e descendentes; Santa Catarina, com 2,7 milhões; e Rio Grande do Sul, com 2,1 milhões, estando os demais descendentes distribuídos pelos outros estados da Região Sudeste e nas demais regiões do país. O portal registra também que a maioria dos imigrantes partiu das regiões de Vêneto, Campânia e Calábria. Apesar de a maior parte dos italianos e seus descendentes estar em São Paulo, foi no Rio Grande do Sul onde as colônias de imigrantes italianos começaram a se formar. Esses imigrantes começaram a trabalhar naquele estado como pequenos agricultores, tendo chegado depois dos colonos alemães. No Sudeste, particularmente em São Paulo, eram as fazendas de café que atraíam os imigrantes italianos, recrutados para trabalhar nos cafezais. Apesar da existência de contratos formais, as regras previstas neles

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eram frequentemente descumpridas, expondo os imigrantes a situações de semiescravidão nas fazendas de café. Em resposta, muitos deixaram o campo e se instalaram nos centros urbanos, contribuindo para o desenvolvimento do comércio e da indústria em ascensão à época. Fonte: http://www.senado. gov.br/noticias/verNoticia. aspx?codNoticia=%20 102978&codAplicativo=2 Acessado em 25/05/2010

Econômico As elevações no rendimento médio mensal real de trabalho, para Brasil, foram observadas em todos os décimos da distribuição de rendimento, especialmente nos mais baixos. Ou seja, para os 10% das pessoas ocupadas com os rendimentos mais baixos, o crescimento do rendimento médio real mensal foi de 4,3% e para os 10% que detinham os rendimentos mais elevados foi de 0,3%. A Região Sul apresentou comportamento similar; as Regiões


Norte e Sudeste apresentaram queda no rendimento médio mensal real na classe de rendimento mais elevada da distribuição. (dados do IBGE - população do Brasil 2008) Segundo os dados da PNAD, o grupamento ocupacional com maior concentração de pessoas em 2008 foi o de trabalhadores da produção de bens e serviços e de reparação e manutenção, 24,3% (22,4 milhões de pessoas), sendo que somente no Sudeste havia 10,4 milhões de pessoas. Esse grupamento apresentou crescimento de 7,2% de pessoas ocupadas de 2007 para 2008. Na comparação frente a 2007, destacouse o crescimento do contingente nos grupamentos de: dirigentes em geral (8,6%), Índice de confiça do consumidor – Fundação Getulio Vargas: a avaliação a respeito das finanças pessoais é a melhor desde o início da pesquisa, em setembro de 2005. Entre março e abril, a proporção de consumidores que avaliam a situação financeira familiar como boa aumentou de 19,3% para 22,3%; a parcela dos que avaliam como ruim ficou relativamente estável, ao passar de 11,4% para 11,5%. Nos próximos anos o PIB brasileiro poderá crescer entre 3% a 5% ao ano, enquanto o aumento da população deve girar em torno de 1,5%, no mesmo período. A renda per capita do País e o setor de serviços também sofrerão mudanças. Fonte http://www.usp.br/agen/ repgs/2002/pags/178.htm acessado em 20/05/2010 “A Itália e o mundo admiram o Brasil e a capacidade empreendedora do setor privado”, disse o ministro do

Desenvolvimento Econômico da Itália, Claudio Scajola. Apesar de a crise ter reduzido 60% das relações comerciais, a predisposição do premiê Silvio Berlusconi é potencializar a relação com o Brasil, “um farol no continente” para Scajola. A parceria é considerada estratégica, pois mais de 40% da riqueza produzida no continente estão no Brasil. E lançou luz sobre o futuro: o objetivo é dobrar, nos próximos cinco anos, as relações comerciais entre os dois países. Oportunidades não devem faltar, especialmente em São Paulo, como sinalizou o governador José Serra: o Estado concentra de 42 a 43% da produção industrial brasileira e do setor agropecuário, graças também “à força de trabalho dos italianos”, com um histórico de um milhão de imigrantes em terras paulistas. Nesse sentido, há previsão de dobrar ações promocionais no Brasil, envolvendo diversas áreas, como agroindústria, mecânica, embalagens, biotecnologia e nanotecnologia. A sinalização foi dada pelo presidente do Instituto de Comércio Exterior da Itália (ICE), Umberto Vattani, que se somou à visão de País do futuro de Provera. Fonte: http://www.fiesp.com.br/ agencianoticias/2009/11/10/brasil_ italia_relacoes_comerciais.ntc acessado em25/05/2010 Ambiental Em vista da demanda por produtos cada vez menos agressivos ao meio ambiente, muitos usuários de tecnologia já têm em mente algum aspecto relacionado à defesa da Terra quando na aquisição de

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equipamentos e insumos. O ritmo de desenvolvimento de novas tecnologias está cada vez mais acelerado, muitas vezes impulsionado pelo próprio mercado. Esse ritmo crescente impõe a necessidade de descarte seletivo, uma vez que os produtos tecnológicos por si só já envolvem centenas de materiais em sua composição, e em sua maioria, altamente prejudiciais ao meio ambiente. Fonte: http://portalexame. abril.com.br/revista/exame/ edicoes/0930/economia/paisprecisa-ser-multiplicado-396375. html acessado em 20/05/2010


Político legal O ambiente político no Brasil apresenta-se estável. Não há perspectivas de mudanças significativas mesmo com a possibilidade de trocas de governo. Algo a ser destacado são as políticas de investimento cultural que buscam facilitar as empresas no desenvolvimento de projetos neste setor. Tecnológico As tecnologias tem modificado muito a forma de desenvolvimento de produtos, o comportamento de consumo e a interação entre empresa e consumidor. No aspecto de desenvolvimento de produtos o mercado alimentício tende a automatização e produções com menos necessidade de mão de obra. No entanto no mercado de alimentos refinados a qualidade da mão de obra é essencial e é necessário um forte investimento em treinamento e capacitação profissional. A relação entre custo e qualidade fica atrelada muito mais a qualidade técnica dos funcionários do que a grandes investimentos tecnológicos. Em relação ao ponto de venda a revolução da informática tem possibilitado uma interação constante entre consumidor e mercado. O consumidor hoje é mais exigente e com a facilidade da internet procura por concorrentes que satisfaz melhor seu desejo e ao mesmo tempo expõe sua opinao sobre sua experiência com os produtos.

É uma tendência que independente da área de atuação, o mercado estará cada vez mais interativo e focado no consumidor, utilizando ferramentas como iPhone, smathphone, redes sociais entre outras, para estar mais próximo e conhecer profundamente seu público alvo. Socio cultural São Paulo é o maior pólo cultural da América latina. Todos os principais eventos que acontecem no Brasil passam pela cidade. Os números que compreendem o mercado de São Paulo representam as oportunidades que a população está acostumada a viver e buscar. Números de São Paulo Gastronomia 12,5 mil restaurantes 52 tipos de cozinha 15 mil bares 3,2 mil padarias Cultura e Lazer 160 teatros 110 museus 265 salas em 55 cinemas 40 centros culturais Eventos Entre os Top 15 destinos para eventos internacionais no mundo (12º lugar) Realiza mais de 90 mil eventos por ano Recebe 75% das grandes feiras do Brasil

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R$ 2,4 bilhões de receita/ano. R$ 8 bilhões em viagens, hospedagem e transporte terrestre e aéreo Fonte: http://www.cidadedesaopaulo. com/sp/br/sao-paulo-em-numeros Acessado em 20/05/2010


Análise

Problemas x Oportunidades Imagem de antiga

Forte tradição: reestruturar a marca a partir de sua origem com uma identidade atual.

Não possui uma estratégia de marca

Trabalhar com um posicionamento por benefício.

Os concorrentes atuam fortemente em ponto de venda e comunicacação

Construção do Branding com públicos diferentes para a construção de uma identidade a médio/longo prazo

Falta de posicionamento

Lembrança de marca reduzida Grande parte do público atual é por oportunidade. Perda de identidade

Oportunidades de mercado: Aniversário da Dulca Ano da Itália no Brasil Copa do mundo em 2014

Novo perfil de consumidor

Após analisar os dados e o perfil da empresa chegou-se a dois objetivos de estudo: Objeto 1 – Produto como Arte Desenvolvimento de uma linha de produtos focada em sua origem cuja história e significado estarão presentes desde o ato de comprar, experimentar e sentir. A loja conceito irá representar um museu, nas paredes serão “molduras-vitrines” onde estarão expostos os produtos e a função principal dos atendentes será a de explicar a origem, história e a forma de como é feito, assim como a maneira correta de consumir. A ida à loja será como uma ida ao museu acompanhado por um guia. As pessoas poderão servir-se nas vitrines, quebrando o paradigma dos museus em que não se pode tocar nas artes. Esta contradição do ambiente é proposital, para que as pessoas sintamse participantes da arte, transgressoras

e livres. Complementando o ambiente serão exibidos filmes contando historias da culinária européia, assim como materiais sobre a imigração, livros e fotografias estarão a disposição. Paralelamente poderão estar expostos quadros que além de serem referencias históricas para o doce, criam uma metáfora do valor do produto à equivalência de uma obra de arte. Simultaneamente musica comporá o ambiente completando o sentido artístico de perfeição. O aroma ficará por conta de pequenas fornadas pontuais, já que a loja possui uma fábrica central. Justificativa A partir da análise do Brifing, percebese como principal Know-how da empresas quatro fatores principais: Sua história, origem italiana, o perfil feminino e a culinária .

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A historia da empresa demonstra tradição, força de vontade e empreendedorismo. A sociedade respeita quem tem iniciativa e tem o que dizer. Sua base de tradição remete a qualidade transmitida de geração, sempre focando em ser o melhor no que faz. A origem italiana tem muito haver com a origem da sociedade ocidental, na construção cultural e artística que compõem nossa formação e valores. As grandes obras renascentistas que buscavam a perfeição da forma vieram da Itália. O design italiano transformou a forma de criar objetos. A busca pela perfeição está na história da Itália. Demograficamente e economicamente as mulheres vêm crescendo na sociedade ocidental. Seu poder de compra, seu poder decisor e sua influencia está cada vez maior. O modelo de trabalho e de comércio que tira o produto do centro e foca no


serviço privilegia qualidades que as mulheres, historicamente, precisaram desenvolver dentro de seu papel social ocidental. No cerni destes três itens encontra-se o doce, como o quarto know-how. Apesar de ser um conhecimento que possui historicamente, ele não se sustenta sozinho, tendo paralelismo no mercado. Com a junção de todos os diferenciais da empresa que possibilita a construção de uma identidade, é possível atuar num mercado competitivo. Seu reconhecimento enquanto doceria ainda está ligado ao público atual. Para que outros públicos enxerguem a empresa e seja reconhecida é preciso que seu valor qualitativo seja realmente evidente. Precisa ser evidenciado em cada momento em que está em contato com a marca. O público está cada vez mais exigente e especificamente o público alvo que a empresa pretende manter, AA, está permanentemente sendo bombardeado por produtos que prometem experiências extraordinárias; A construção de uma loja conceito possibilita que a marca se torne novamente um ponto turístico para a cidade, agregando valor e possibilitando um reposicionamento da empresa

Objeto 2 - Origens Construção de uma rede social em São Paulo, com a funcionalidade de um clube, cujo objetivo será relembrar a base da tradição da cidade através de sua história ligada intimamente com a imigração, principalmente Italiana. Desenvolvimento de um clube de história, cujo produto principal será

reunir, intermediar e transmitir a base cultural de geração para geração de descendentes de imigrantes em São Paulo que fundaram a cidade. Valorizar as particularidades da cultura desenvolvida pelos descendentes dos imigrantes e suas relações interculturais no Brasil. Como produto secundário a empresa disponibiliza seu espaço, seu serviço de atendimento, conhecimento histórico, sua visão de slowlife e claro seu know-how em doces. Justificativa Na sociedade contemporânea onde o consumo e o mercado ditam regras de cultura e comportamentos, existe uma falta de valores e profundidade na vida das pessoas. Movimentos de resgate pela tradição têm surgido como uma forma de fuga do vazio pós-moderno. Movimentos como o slowfood, releitura das décadas 60´s, 70´s, 80´s, movimento vintage, movimentos vitorianos entre outros tem se tornado presente dentro da sociedade cosmopolita e consumista que vive a cidade de São Paulo. Os atos de comprar e consumir são efêmeros e deixam a sociedade necessitada por valores. Falta referencias e consistência para a vida. Buscar as raízes de São Paulo é uma forma de trazer esses valores. A terceira idade sente falta de ser reconhecido, muitas vezes o que ela quer é ser escutada. Para o público mais velho é um espaço onde ele é respeitado e principalmente escutado. Para o público mais novo e adulto é um momento para sair da correria, parar para escutar, falar e sentir, um momento terapêutico. Mas também é um momento onde pode lembrar-se da infância, da família, da sensação de estar protegido. As crianças, a terceira geração, poderão ter contato com uma

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cultura desconhecida, com valores que para ele parece estranho ao ser passado fora de contexto. Como a Dulca é de origem italiana, para o desenvolvimento de um clube focado nos imigrantes sua consistência seria de maior impacto ao se relacionar com sua história e sua tradição italiana. São Paulo é conhecida por ser uma cidade de imigrantes. Existem diversos clubes que buscam preservar suas origens fazendo festas e eventos que relembrem sua história. A maioria dos clubes é freqüentada por pessoas que buscam uma comida autentica de sua nacionalidade. Por outro lado esses clubes não possuem muitos pontos de contatos e centralizam seu atendimento em poucos locais pela cidade. Alguns exemplos de clubes de imigrantes são Casa de Portugal, Sírio Libanes e Kolping. Outro ponto que reforça esta teoria é a presença de eventos relacionados com a imigração que atraem diversos públicos da cidade, não necessariamente apenas descendentes do mesmo país tema da festa. Exemplo destas festas são: Festas de São Vito, São Genaro e Santo Emídio, Festa da Santa Achiropita, ano novo chinês, festa anual do imigrantes, Além disso vivem no País cerca de 25 milhões de descendentes de imigrantes italianos. Os ítalobrasileiros estão espalhados principalmente pelos estados do Sul e do Sudeste do Brasil, quase metade no estado de São Paulo. Assim, os ítalobrasileiros são considerados a maior população oriunda (descendentes de italianos) fora da Itália. Possíveis interessados População de descendente de Italianos em SP (direta e indiretamente).


Pessoas que possuem ligação com símbolos italianos (ex: torcidas [em SP do palmeiras, internacionale de milão, Milan, Juventude], frequentadores de cantinas italianas, apreciadores da cultura [músicas italiana, ópera, teatro].

Pesquisa macro e micro ambiente sobre mercado cultural (pesquisa secundária)

Pessoas vindas do interior de São Paulo que mantém a cultura dos causos.

Pesquisa secundária sobre parceiros que possuem os mesmos valores, que possam enriquecer a presença da marcar e possibilitar uma atuação em diversos segmentos onde a idéia de contar história esteja presente (teatro, cinema, musica, cantinas)

Famílias de origem européias diversas que procuram ligações com seu passado

Pesquisa secundária das representações da marca italiana em São Paulo.

Terceira idade que procura lugares onde pode se reunir com pessoas querem compartilhar e conhecer suas experiências. Um lugar onde possa encontrar pessoas da sua idade e pessoas jovens que apreciam sua experiência de vida.

Pesquisa secundária sobre benefícios fiscais culturais. Benchmark

Metodologias adotadas Pesquisa qualitativa com psicólogo da terceira idade, com objetivo de avaliar o publico atual da Dulca, assim como possíveis oportunidades de trabalhar o conceito de tradição. Pesquisa qualitativa com pedagogos sobre a construção da tradição nas crianças de hoje. Pesquisa de campo em clubes de imigrantes – Kolping Pesquisa de campo em eventos de imigrantes Pesquisa quantitativa do perfil dos descendentes de italianos: econômico, social e demográfico e sua relação com a tradição Pesquisa quantitativa com o publico geral com o tema cultura, imigração e alimentos

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Pesquisas aplicadas Pesquisa qualitativa com psicólogo da terceira idade

b- História pessoal de vida

Público-alvo: Especialista em terceira idade

Tamanho da amostra: 1 pessoa

A história de vida é fundamental para a valorização da terceira idade. O relato de suas origens (história de seus antepassados e de suas aventuras) funciona como resgate de sua identidade na sociedade. É muito importante a transmissão dessas experiência a gerações mais jovens, favorecendo a cultura de uma sociedade.

Informações necessárias (objetivos secundários): Definir algumas características psicossociais da terceira idade

3. Qual a visão que a sociedade possui da 3ª idade?

Pesquisa: Qualitativa Meio de aplicação: email

A sociedade, hoje em dia, exige do idoso uma postura ativa e produtiva. Há uma descriminação das pessoas que não fazem parte deste conceito de envelhecimento e uma tendência a infantilizar estas pessoas.

Entrevistado: Michelle C. M. B. de Araújo Lima. Psicóloga especialista em terceira idade

1. Defina algumas características psicossociais da terceira idade. Hábitos, preocupações e temores, compromissos e obrigações, frustrações, relacionamentos, lazer, saúde e doenças.

4. Como se dão as relações sociais entre idosos e jovens? E idosos e crianças? Apesar do conceito de envelhecimento saudável estar difundido em nossa sociedade, ainda não há uma integração efetiva entre as gerações. As atividades culturais e sociais se destinam às faixas etárias específicas.

O perfil dos idosos, no Brasil, vem mudando ao longo das últimas décadas. No século XX, os idosos tinham hábitos sociais restritos, limitavam-se ao ambiente doméstico, não planejavam ou traçavam objetivos na vida e eram vistos como pessoas que aguardavam a chegada da morte. Hoje com o aumento da expectativa, devido aos avanços da medicina moderna, temos uma população crescente de idosos no nosso país. Estes já não aceitam mais o estereótipo de IDOSO = VELHO = DESCARTÁVEL.

5. Como os idosos definem seus hábitos alimentares? Como se inter-relaciona hábitos, cultura e saúde? A população brasileira vem envelhecendo de forma rápida desde o início da década de 60. Assim, investimentos na conscientização e educação da população quanto à adoção de dietas balanceadas e alimentação saudável diminuem o impacto do envelhecimento populacional sobre a qualidade de vida, conseqüentemente auxiliando a melhoria de seu estado nutricional.

Cada vez mais as pessoas com mais de 60 anos de idade (considerada como o início da terceira idade) estão inseridas e atuantes na sociedade. São pessoas produtivas que investem na saúde e buscam um envelhecimento saudável. O idoso do século XXI busca novos relacionamentos amorosos, investe no lazer e no seu bemestar. O envelhecimento deixa de ser sinônimo de doença e passa a ser uma possibilidade para novas experiências. A doença passa a ser vista como consequencia de falta de cuidados e de atividades preventivas.

` Avaliação: A terceira idade está crescendo em quantidade e qualidade de vida. Cada vez mais exigentes, eles irão procurar marcas que se identifiquem e que esteja de acordo com seus interesses pessoas. Eles querem ser vistos como como participante ativo da sociedade e o mercado precisa ficar atento as suas novas necessidades.

2. Como se dá a relação da atual 3ª idade com sua história, pensando nos seguintes aspectos: a- Origens: comunidade e família

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Público-alvo: Especialista em pedagogia Pesquisa: Qualitativa Meio de aplicação: email Tamanho da amostra: 1 pessoa Informações necessárias (objetivos secundários): desenvolvimento da transmição das tradição nas crianças de hoje. Entrevistado: Cristiane Brandt. Psicóloga e pedagoga.

1 Existe um movimento de resgate das tradições e origens nos conteúdos trabalhados no processo de ensino e aprendizado das crianças? Sim. 2. Como se dá a passagem da cultura e da tradição para as crianças: A escola tem buscado trabalhar o resgate da cultura e tradição justamente porque estamos perdendo um pouco isso. 3. Isto se dá em quais classes? Alta, média e baixa? Isso de se trabalhar as tradições está nas diretrizes e bases no nosso Plano Curricular Nacional, e vale para todas as escolas de todas as classes sociais. 4. As crianças manifestam interesse por suas origens culturais? Se o professor souber trabalhar de forma motivadora, as crianças gostam muito e fica muito mais fácil o aprendizado. 5. Qual a relação das crianças diante o contato com as culturas tradicionais? Elas costumam gostar bastante. 6. Quais são as fontes de informação das culturas de origem para estas crianças? Aproveitar as festas tradicionais para as crianças conhecerem mais sobre sua origem e tradição. Como por exemplo, as festas juninas, para conhecerem um pouco

sobre como é comemorada essa festa nas diversas regiões do país, bem como comidas típicas, músicas etc. Aproveitar o dia do Índio para conhecer um pouco sobre a sua cultura e tradição. O dia da consciência negra... Muitas escolas agora estão aproveitando a copa do mundo para as crianças conhecerem um pouco sobre a história dos negros na África do Sul, sobre o continente, os animais que lá existem etc. 7. O ambiente cultural, social e familiar (incluindo o ambiente físico) influencia de que forma o processo de aprendizagem das tradições? Então, através de observações de crianças com dificuldade de aprendizagem foi constatado que muitas delas não têm contato com o universo cultural e letrado em sua casa; pais que não têm o hábito de leitura ou não sabem ler, ausência de livros, inexistência de contato com músicas de qualidade ou histórias; daí a defasagem dessas crianças em relação àquelas que em casa contam com pais que lêem, mães que ajudam nas atividades de casa etc. Em função dessa constatação, houve uma iniciativa de se fazer da escola um ambiente letrado e rico em cultura para as crianças que não têm essa oportunidade em casa. 8. Existe um distanciamento entre o que é ensinado e o que é vivido pelas crianças em relação às tradições? Caso afirmativo, como se dá este processo? Sim, ainda é assim em muitas escolas. Mas também já existem diversas escolas que partem das tradições da própria comunidade e isto é previsto no seu Plano Escolar.

Avaliação: Depois de muitos anos de descuido com fatores educacionais voltados para a cultura e tradição, existe hoje perante os agentes educacionais uma visão de resgatar das tradições para as crianças para que essa tenha maior conhecimento de sua realidade e para um desenvolvimento mais qualificado. As crianças num ambiente e com estímulos apropriados aprendem mais e com maior consistência de que através de métodos tradicionais.

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Público-alvo: Público geral Pesquisa: Quantitava Meio de aplicação: internet Tamanho da amostra: 50 pessoas Informações necessárias (objetivos secundários): averiguar se a população de São Paulo possui interesse pelas tradições e pela arte Idade Até 18

1

2%

19-25

5

10%

26-35

22

44%

36-45

11

22%

46-55

5

10%

56-65

3

6%

+ de 65

1

2%

Você possui descendência de imigrantes? Quais? Português 12

Quais os seus hábitos de consumos nesses eventos ou espaços culturais? 24%

Doces

27

54%

Alemã

8

16%

Chocolates

8

16%

Italiana

17

34%

Pães

10

20%

Espanhola

10

20%

Sanduiches

9

18%

Japonesa

2

4%

Salgados

18

36%

Não sei informar

1

2%

Pratos típicos

25

50%

Não possuo

10

20%

Sorvetes

3

6%

Other

9

18%

Cafés

3

6%

Chocolates

5

10%

Licores

4

8%

Vinhos

8

16%

Polonesa, Bessarábia, Africana, Indigena, russa, Siria, Holandês; Negro Africano

(bebidas) Você frequenta alguma festa tradicional de São Paulo? Sim 28 56% Não

22

44%

Quais festas? Sexo M

20

40%

F

30

60%

Região de São Paulo onde mora Sul

26

52%

Norte

6

12%

Leste

2

4%

Oeste

10

20%

Centro

6

12%

Renda até 3000

24

48%

3000 até 6000

9

18%

6000 até 9000

3

6%

mais de 9000

12

24%

Bebidas típicas 14

28%

Refrigerantes

7

14%

Sucos

5

10%

Chás

2

4%

Other

19

38%

Brooklin Fest

8

16%

Achiropita

16

32%

São Vito

2

4%

Você mantém relacionamento próximo com pessoas de sua cultura?

Tanabata Matsuri

2

4%

Frequentemente

14

28%

Ano novo Chines

5

10%

Ocasionalmente

19

38%

Other

28

56%

Raramente

16

32%

Você possui interesse por histórias da cultura européia? Sim

36

72%

Não

14

28%

Frequenta espaços culturais ou museus? Frequentemente

3

6%

Ocasionalmente

29

58%

Raramente

18

36%

36

Busca frequentemente informações sobre culinária? Frequentemente

13

26%

Ocasionalmente

20

40%

Raramente

17

34%

Frequenta clubes de imigrantes? Quais? Não

46

98%

Kolping

1

0,5%

Casa de Portugal

1

0,5%

Transatlantico

1

0,5%

Bunkyo

1

0,5%


Quando você está em eventos culturais ou clubes de imigrantes ocorrem conversas a respeito de tradições? Frequentemente

9

18%

Ocasionalmente

20

40%

Raramente

11

22%

Você possui interesse pela transmissão das tradições imigrantes por descendentes?

Quais as melhores docerias de São Paulo? Ofner

11

Amor aos pedaços

8

Cristallo

5

Dulca

3

kopenhagem

2

Condessa brasileira

2

Doceria Christina

2

Muito

22

44%

Sweet Cake

1

Razoável

12

24%

Holandesa

1

Pouco

12

24%

Docessirios

1

Cocorico

1

Chocolat du jour

1

Godiva

1

Haagen Dazs

1

Avaliação: A pesquisa desenvolvida com um público morador de São Paulo de diversas faixas de renda e de idade. Independente destas variáveis os números demonstraram que a população de São Paulo carece de lugares que dispinibilizem informações sobre tradições e cultura de São Paulo. Dentre as pessoas que responderam 82% possuíam interesse pelas tradições européias e em relação a transmissão através de descendentes apresentou 24% das pessoas dizendo ter interesse razoável e 44% muito interesse, mesmo entre pessoas que dizem não possuir descendência específica de europeus.

37

Já na pergunta “Quais os seus hábitos de consumos nesses eventos ou espaços culturais? 54% falaram gostar de consumir doces, seguido por pratos típico, 50%. Estes dados demonstram que o doce é um produto procurado por pessoas que tem interesse pelas tradições. Em contrapartida os números demonstram que o museu é pouco freqüentado (apenas 6% dos pesquisados afirmaram ir frequentemente) pela população de São Paulo, sendo que uma ação com esta temática seria arriscada.


Público-alvo: Descendentes de italianos.

Você manifesta o interesse de quais (ou qual) maneiras?

Pesquisa: Quantitava

Linguagem

13

72%

Você tem preocupação sobre a transmissão de cultura e tradição italiana entre as gerações?

Amizade

7

39%

Muita

6

33%

Leituras

6

33%

Razoável

6

33%

Tamanho da amostra: 18 pessoa

Família

11

61%

Pouca

4

22%

Informações necessárias (objetivos secundários): verificar o interesse dos italianos pela sua tradição e o que eles consideram mais importante neste para transmissão desta cultura.

Comunidades italianas

3

17%

Culinária

16

89%

Festas italianas

12

67%

Meio de aplicação: internet

Qual a frequência que você vai a eventos relacionados a tradições italianas?

A qual geração de italianos no Brasil você corresponde? Nascido na Itália

1

6%

1ª geração

0

0%

2ª geração

3

17%

3ª geração

7

39%

4ª geração

6

33%

Sexo M

11

61%

F

7

39%

Frequentemente

2

11%

Ocasionalmente

7

39%

Raramente

9

50%

Você vai acompanhado de outras pessoas nestes eventos? Pais

5

28%

Filhos

7

39%

Conjuges

7

39%

Avaliação:

Parentes

6

33%

Amigos

3

17%

Avós

0

0%

A pesquisa específica com italianos demonstrou 44% de muito interesse e o mesmo número de interesse razoável pela cultura imigrante italiana. O motivo desta procura fui apresentado 84% a culinária e 72% a linguagem, o que já relaciona os descendentes de italianos com o objetivo da dupla nacionalidade.

Idade até 18 anos

1

6%

18 a 25 anos

2

11%

26 a 35 anos

3

17%

36 a 45 anos

3

17%

46 a 55 anos

7

39%

Você procura frequentemente por informações sobre alguns destes temas relacionados com a cultura italiana?

56 a 65 anos

2

11%

Culinária

14

78%

66 anos ou mais

0

0%

Música

8

44%

Shows

1

6%

Renda até 3000

8

44%

Teatro

1

6%

3000 a 6000

8

44%

Festas típicas

11

61%

6000 a 9000

2

11%

Turismo

9

50%

9000 ou mais

0

0%

Folclore

6

33%

Você possui interesse pelas tradições italianas? Muito 8

44%

Razoável

8

44%

Pouco

2

11%

É importante destacar que quando perguntado com quem costuma freqüentar a grande maioria das respostas estavam relacionadas com familiares, no entanto avós não apareceram, em parte pela faixa dos entrevistados ser acima de 35 anos (68% dos entrevistados). Novamente nesta pesquisa a culinária apareceu como um fator preponderante cultural para o público de São Paulo.

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Público-alvo: Administrador de Club Pesquisa: Entrevista Meio de aplicação: pessoal Tamanho da amostra: 1 pessoa Informações necessárias (objetivos secundários): entender o comportamento dos usuários de clubes, seus interesses e o funcionamento dos clubes frequentados. Entrevistado: Gunther – presidente da empresa, descente dos fundadores do clube.

Qual a origem dos frequentadores do clube? Várias origens Qual a regularidade da freqüência? É focado no restaurante? O clube possui 400 sócios que utiliza o clube frequentemente, não apenas o restaurante. O restaurante está sempre próximo de sua capacidade máxima. São 350 unidades em todo Brasil e algumas em outros países. As pessoas que freqüentam o clube possuem interesse por doces tradicionais? O clube faz mensalmente um bazar, além do bazar de dias das mães e natal. São oferecidas diversidades de bolos e cafés que tem boa procura. O bazar combina antiguidade com coisas novas, além dos alimentos. O público do clube conversa em que língua? As conversas no clube podem ser consideradas 50% em português e 50% em alemão. Qual a faixa etária que freqüenta o clube? De todas as idades, a freqüência é bem familiar. O clube possui escolinha de esportes, balét e academia, atendendo todos os públicos. O clube é bem movimentado. Os frequentadores normalmente se conhecem e convivem, como uma família. Quais os tipos de eventos culturais que o clube proporciona?

O clube possui um coral, dois grupos de dança folclórica alemã que participam no brookling fast. No último domingo do mês são apresentados filmes em alemão para toda comunidade tendo uma boa frequência. O restaurante representa a imagem do clube externamente, mas os sócios possuem uma boa imagem.

Avaliação: os clubes de imigrantes em São Paulo possuem forte influencia na comunidade. De modo geral são frequentados por moradores próximos que utilizam a estrutura de clube propriamente. Os eventos são bem frequentados e existe interesse pela comunidade em participar. No entanto ao comparar na pesquisa qualitativa verificamos que não há um interesse maior em ter um contato relacionado as tradições através deste canal, sendo assim, concluímos que os freqüentadores de clubes convivem numa comunidade fechada, transmitem as tradições dentro da mesma, mas não há uma percepção ou tentativa de divulgar as tradições em outros circuitos sociais. Novamente verificamos a culinária como fator preponderante na relação de reconstrução das tradições. Pesquisa: Pesquisa de campo Meio de aplicação: observação e fotografia

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Tamanho da amostra: Lojas Dulca Informações necessárias (objetivos secundários): entender a frequência, organização e apresentação das lojas Dulca.

Avaliação: As lojas Dulca passaram por um processo de padronização, o que mantém uma boa identidade em suas lojas. A loja de Higienópolis se destaca por uma ambiente mais colonial e uma identidade mais tradicional. A logomarca apesar de possuir um sistema de aplicação, apresenta uma palheta de cores discrepante que modifica a percepção da identidade. A imagem da Dona Dulca não possui uma aplicação padronizada nas lojas, o que também interfere na percepção da marca.

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As lojas no geral possuem pouco espaço físico, o que dificulta aplicações e ações de marketing no local. Os balcões de doces não possuem nenhuma diferenciação de marca, tendo a mesma aparência das demais concorrentes. Os doces não apresentam seus nomes. As únicas lojas a possuírem uma identidade voltada para tradição são a do Sírio Libanes e a de Higienópolis.


Pesquisa: Pesquisa de campo Meio de aplicação: observação e fotografia Tamanho da amostra: evento, Mainfest Informações necessárias (objetivos secundários): entender a frequência, organização e hábitos em eventos que envolvem a tradição em São Paulo Dia: 25 de maio de 2010 Periodo de permanência: Das 10h até as 11:15

Descrição Mix de produtos Foi analisado o 3 produtos, choppe e salsichas e pasteis. O padrão de qualidade dos produtos apresentaram equivalência a de outros locais da cidade ou pequena superioridade. O atendimento apresentou excesso de filas e tempo demorado para atendimento. O preço apresentou acréscimo de 30%, 20% e 50% em relação aos preços de produtos considerados referencias de qualidade nestas categorias. Público

Entrevista

Avaliação:

Entre o publico pode se observar um ambiente predominantemente adulto, mas familiar. Entre as origens deste publico pode-se observar descendentes de asiáticos e europeus de diversas etinias que não puderam ser especificada apenas por observação.

Durante o evento teve-se contato informal com um antigo morador do bairro de origem austríaca, de 65 anos, nome não informado. Ele frequenta a festa todos os anos assim como a october fest. Durante a conversa falou que seu principal interesse é pelas comidas e bebidas típicas e o contato com sua tradição.

Os frequentadores da festa Mainfest vão ao evento principalmente pela culinária. Ao estar no local apesar de enfrentar filas e de pagar preços superiores pelos produtos, o publico acaba consumindo e gostando do evento.As danças e musicas típica estão sempre com grande platéia que manifestam grande interesse. Há 11 anos o evento ocorre com poucas modificações e mantém a média de frequentadores.

Foi observado muitas pessoas de terceira idade, principalmente próximo ao palco de shows étnicos. Pode-se observar queixas pelas filas e pelos excesso de pessoas.

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Pesquisa: Pesquisa de campo Meio de aplicação: observação, fotografia Tamanho da amostra: 1 loja pão de açúcar Informações necessárias (objetivos secundários): Verificar o ponto de venda (Gôndola) dos prutos Dia: 28 de maio de 2010 Periodo de permanência: Das 12:10h até as 12:20

Avaliação: O gôndola onde fica localizada os produtos Dulca na loja Pão de Açucar mistura outros produtos do mesmo segmento. Além de possuir placas mal formuladas os produtos se confundem visualmente entre si, havendo assim uma dificuldade de identificação no ponto de venda

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Benchmark Projeto Abrindo o Baú emociona e educa crianças - 02/04/2009 Na Casa do Colono, localizada na Praça das Comunicações, está sendo realizado o projeto “Abrindo o Baú”, que convida crianças a fazer descobertas e entender a importância das raízes culturais de Gramado. Com as próximas sessões marcadas para o dia 3 de abril às 9h e 10h o projeto, que funciona em paralelo com a 19ª Festa da Colônia de Gramado, é coordenado pelo subsecretário de cultura Daniel Bertolucci e pela coordenadora dos Projetos Escolares da subsecretaria, Denise Foss. Esta é a primeira ação da subsecretaria de cultura da cidade, que teve sua inauguração realizada na terça-feira, 31 de março. O projeto foi criado com o intuito de proporcionar aos alunos dos colégios da cidade um profundo conhecimento sobre suas origens, e torná-los mais do que meros espectadores da Festa da Colônia. O modelo do projeto é bastante simples e atrativo, colonos são trazidos até a Casa do Colono onde conversam com a platéia, contando como eram suas vidas antigamente no interior. As crianças participam perguntando tudo que lhes interesse, desde como era a vida escolar até o funcionamento de certas máquinas antigas. O “Abrindo o Baú” já atendeu aproximadamente 15 turmas de escolas de Gramado desde sua implantação. Todas as sessões estão sendo devidamente registradas em áudio, pois uma das idéias dos organizadores é criar um arquivo com essas gravações, com o intuito de imortalizar essas histórias de vida e levá-las ao conhecimento das futuras gerações da cidade.

“Muita gente já chorou nessas conversas. Deve ser porque a idéia se parece muito com uma conversa com os avós, onde a criança conhece mais sobre a vida tão diferente da que elas levam hoje”, destaca o subsecretario de cultura e coordenador do projeto Daniel Bertolucci. De acordo com Denise Foss, que também coordena o “Abrindo o Baú”, os professores que levaram seus alunos para as sessões já estão ajudando com idéias e fazendo pedidos, “Vários professores já querem levar seus alunos para o interior, para que conversem com o colono e interajam com o ambiente”, disse Denise.  A coordenação do projeto “Abrindo o Baú” pretende criar um blog, onde disponibilizarão os áudios das conversas realizadas, juntamente com textos focados na história de Gramado e das comunidades do interior da região. O futuro do projeto ainda está indefinido, mas várias possibilidades estão sendo estudadas, como levá-lo até as escolas em formato de aula, auxiliando no aprendizado dos alunos. Fonte: http://www.gramado.rs.gov. br/index.php/Institucionais/ProjetoAbrindo-o-Bau-conta-a-historiade-Gramado.html acessado em 23/05/2010        .

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Avaliação: Abrindo o Baú é um projeto que demonstra o interesse das comunidades em redescobrir suas origens. Com o dia-a-dia cada vez mais corrido e individualizado as pessoas buscam referencias de suas origens. Em cidades do interior como Gramado o próprio governo possui interesse em investir nesta história pois seu turismo é sustentado através das tradições. Por outro lado, cada vez mais encontramos nos centros urbanos eventos com a temática que levam centenas de pessoas a visitarem em busca de uma liagação com as origens. As histórias muitas vezes se perdem, tornando-se apenas um evento comercial na moda. Nos grandes centros, muitas vezes, a tradição é distorcida pelo distanciamento dos valores de origem. Um trabalho de reconstrução das tradições com pessoas que vivenciaram estas historias é um diferencial para que se tenha a verdadeira percepção do que aconteceu no passado.


Pesquisa secundária literatura pesquisada

agrupadas mas facilmente demolidas ...” (O mal estar da pós-modernidade, página 36).

Zygmunt Bauman, fala que a ordem que mantinha a sociedade estabilizada está se modificando. ““Ordem” significa um meio regular e estável para os nossos atos; um mundo em que as probabilidades dos acontecimentos não estejam distribuídas ao acaso mas arrumada numa hierarquia estrita”... (O mal estar da pós-modernidade, página15)

A questão da mobilidade na sociedade contemporânea também representa uma ameaça para as estruturas sócias. Uma busca por referencias se faz necessária para que haja um equilíbrio entre ciência, cultura e consumo, para que as mudanças sejam entendidas e assimiladas de forma menos impactante.

Estamos cada vez mais longe da ordem tradicional em que a estrutura social foi construída, e a sociedade busca por referenciais para construir uma nova forma de segurança. Com este novo estilo de vida “tem de mostrarse capaz de ser seduzido pela infinita possibilidade e constante renovação promovida pelo mercado consumidor, de se regozijar com a sorte de vestir e despir identidades, de passar a vida na caça interminável de cada vez mais intensas sensações e cada vez mais inebriantes experiências. Nem todos podem passar por esta prova.” (O mal estar da pós-modernidade, página 23). Neste aspecto, possibilitar uma forma de consumo priorizando o respeito pela diversidade, a aproximação entre gerações é um diferencial que possibilita uma aproximação emocional com o consumidor, carente por referencias sociais. “Como tudo o mais, a imagem de si mesmo se parte numa coleção de instantâneos, e cada pessoa deve evocar, transportar e exprimir seu próprio significado, mas frequentemente do que subtrair os instantâneos do outro. Em vez de construir sua identidade, gradual e pacientemente, (...) uma série de novos começos, que se experimentam como formas instantaneamente

“A posição recíproca dos indivíduos muda quando se toma por referencia o momento anterior e continua móvel dentro deste período. Muda a posição da mulher diante do homem, a do empregado frente ao patrão, a do negro em face a do branco, a da criança diante o adulto. Não são mudanças definitivas e nem sempre mudanças para melhor apenas por serem mudanças: são mudanças.” (...) (...) “Perante as descobertas e e as invenções que crescem em progressão geométrica, um povo passivo e tradicional não pode fazer face as múltiplas questões e problemas. A menos que os indivíduos, os grupos e as nações sejam capazes de imaginar, construir e rever de modo criador as novas formas de estabelecer relações com essas complexas mutações, as sombras irão crescendo. A menos que o homem possa realizar uma adaptação nova e original no seu ambiente, tão rapidamente quanto sua ciência altera esse ambiente, nossa cultura corre o risco de perecer.” (moderno pos-moderno pagina 30) Em resposta a esse movimento comportamental, existe uma resposta cultural que busca no passado e nas tradições um referencial de existência. Não só por saudosismo e pela memória de uma época mais segura, mas também por uma busca de auto-

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conhecimento e auto análise como afirma Teixeira Coelho “Ecletismo, citação, fuga dos padrões habituais do bom gosto, mistura de elementos expressivos. “Volta” ao passado, mas sem submissões a estilos-fonte, a estilo modelares. Não é, na verdade, um simples retorno ao antigo, não se trata de mais um caso do “eterno retorno” (moderno posmoderno pagina 65) O que Teixeira Coelho quer dizer é que o homem pós-moderno busca nos referencias do passado estruturas para a construção de sua nova realidade. Funciona como uma terapia em que se aprende sobre si mesmo através das histórias das gerações anteriores. A desconstrução das famílias é uma tendência marcante, tato vista por Zygmunt Bauman na pósmodernidade, quanto por Jaques Attali ao se referenciar a nova onda da hipermodernidade. “A solidão começará na infância. Ninguém poderá mais forçar pais, biológicos ou adotivos, a respeitar e amar os seus filhos durante um tempo longo o suficiente para educálos. Adultos precoces, os mais jovens sofrerão de uma solidão que mais nenhuma das redes das sociedades anteriores compensará. Do mesmo modo as pessoas idosas, vivendo mais e por mais longo tempo sozinhas di que no passado, um dia não conhecerão quase ninguém mais entre os vivos. Então, o mundo será apenas uma justaposição de solidões, e o amor uma justaposição de masturbações.” (Uma breve história do Futuro, pagina 155) Avaliação: Como pode ser observado, sociólogos e pensadores


contemporâneos entendem que a falta de estrutura e de base social tem tornado a sociedade frágil, insegura e individualista. Ao mesmo tempo em que as pessoas buscam preservar suas individualidades é possível identificar uma reação voltada para busca do auto-conhecimento, que é refletido através da procura das origens e do passado. É uma tendência que vem se consolidando a cada dia, e cada vez mais presente nos centros urbanos.

Pesquisas secundárias: Leis culturais que podem beneficiar o empreendimento

Desta forma, só se aplicaria a lei se o projeto não resultar em lucro direto para a empresa, sendo apenas o retorno de marca.

Lei Rouanet

Fonte:

Foi pesquisado no site no ministério da cultura a viabilização e o enquadramento de possíveis projetos culturais voltados para divulgação de tradições.

http://www.cultura.gov.br/site/ categoria/apoio-a-projetos/ mecanismos-de-apoio-do-minc/ lei-rouanet-mecanismos-deapoio-do-minc-apoio-a-projetos/ informacoes-gerais-lei-rouanetmecanismos-de-apoio-do-minc-apoio-aprojetos-mecanismos-de-apoio-do-mincapoio-a-projetos/impedimentos/

Especificamente sobre tradições não há limitações sobre o tema, porém existem tópicos a serem ressaltados: “Ao pleitear o apoio do Ministério da Cultura para a realização de uma proposta cultural, deve-se sempre lembrar que a utilização de recursos públicos implica em que estes sejam utilizados para fins públicos. NÃO PODEM RECEBER APOIO DO PRONAC as propostas: - para construção de espaços culturais ou bens móveis cujo proprietário será pessoa física, ou pessoa jurídica, com finalidade lucrativa;

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e http://www.cultura.gov.br/site/ categoria/apoio-a-projetos/ mecanismos-de-apoio-do-minc/ lei-rouanet-mecanismos-deapoio-do-minc-apoio-a-projetos/ informacoes-gerais-lei-rouanetmecanismos-de-apoio-do-minc-apoio-aprojetos-mecanismos-de-apoio-do-mincapoio-a-projetos/ampliacao-do-acesso/ acessado em 24/05/2010


Conclusão das pesquisas: Diante um mercado competitivo em que os concorrentes possuem vantagem de canal e distribuição, uma ação voltada para diferenciação é muito importante. O mercado de doces em São Paulo possui players altamente competitivos com presença forte de marca. Dentre os concorrentes avaliados, a maioria possuía em seu começo um histórico tradicional. Porém com o tempo todos foram modificando seu posicionamento e diversificando tanto em produção, quanto em ponto de venda e público alvo. A Dulca ainda é hoje uma das marcas de Doces que conseguiu manter uma identidade de tradição, mas

desvinculada de sua origem italiana, muito mais voltada para européia.

país que foram deixados de lado nas ultimas décadas.

Seu público, a terceira idade, mantém a identidade da marca fortemente vinculada, mas a tendência é de que haja em pouco tempo uma mudança deste público.

O ambiente familiar da nova configuração social ao mesmo tempo em que se fragmenta, busca por novos referenciais. Através da busca do passado, as novas gerações tentam compreender e se encontrar neste novo contexto comercial, cultural, político e social. Desenvolver uma forma de interação e intercâmbio entre gerações, promover a união, desenvolver laços afetivos entre pessoas com mesmo interesse, incentivar o senso coletivo entre os consumidores demonstra que a empresa está acompanhando a evolução social e as demandas por formas atuais de tradições, pouco encontradas hoje.

Em contra partida a população de São Paulo apresentou-se muito interessada pelas origens e tradições, demonstrando não encontrar um local apropriado, com uma linguagem atual, para proporcionar uma transmissão de conhecimento de acordo com os novos desejos e conciliada ao doce que demonstrou ser em pesquisa o maior interesse do consumidor quando relaciona tradição com cultura. O futuro do Brasil, principalmente de São Paulo é o envelhecimento populacional. Desenvolver uma identidade de marca para este público, respeitando e procurando trazer-los para o ambiente coletivo é um fator essencial para as empresas que buscam se solidificar a longo prazo. Ao mesmo tempo encontramos o setor educacional preocupado com o resgate da cultura e das tradições do

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O governo tem interesse em investir no desenvolvimento cultural e das tradições, mas está afastado do ambiente social e da linguagem do cotidiano. O mercado, focado no lucro, não consegue interpretar de maneira lúdica e cultural uma forma de transmitir o conceito de tradição. O objeto voltado para a visão do doce enquanto arte deve ser descartado já que nas pesquisas quanto


Metodologia do projeto Para o desenvolvimento do projeto, consideraram-se os resultados das pesquisas qualitativa, quantitativa, secundária e de campo relacionados aos temas pesquisados: tradição imigrante e loja conceito. Para analisar a loja conceito foram levantados dados em relação aos hábitos de consumo de cultura através de pesquisa secundária e pesquisa quantitativa que apresentou em todas as faixas de renda e idade que não há uma freqüência em museus e locais culturais suficientes para justificar esta ação. Em relação à tradição imigrante ficou evidente na pesquisa quantitativa que independente da origem imigrante, renda ou faixa etária existe um interesse muito grande pelo assunto. As pesquisas secundárias e de campo demonstraram que os locais que hoje possuem a função de transmitir estes conhecimentos estão fora da realidade da atual, ou espelhando uma imagem de antiga, no caso clubes de imigrantes, ou uma imagem mais mercadológica, como as festas de imigrantes. Além disso ficou evidente que a ligação entre transmissão da cultura e tradições se dá pela culinária em primeiro lugar e pela família em segundo. Notou-se também um forte apelo por doces tradicionais, Os dados ainda demonstram um expoente a mais pelos concorrentes da Dulca possuírem origens européias, mas não uma história de tradição. Seus concorrentes são voltados para o mercado e possuem uma aparência requintada mas fria.

O projeto O projeto sugerido consiste na implementação de uma imagem de marca com um novo posicionamento em quatro anos, com ações corelacionadas em sequências alinhadas com o objetivo de fixar a identidade imigrante italiana.

Ciclo de vida da família: O público a ser atingido é } a terceira idade e casais de meia idade com filhos. Sexo: Feminino, como fator preponderante de comunicação. Renda: Acima de R$6.000,00

O conceito principal, a linha guia de todas as ações estratégicas, é a Imigração em São Paulo e suas tradições, com o slogan “O doce amor italiano”, que resgatar a história da Dulca e enfatiza a homenagem do Nono ao colocar o nome da doceria o mesmo de sua esposa.

Formação educacional: superior completo

Missão

Variáveis psicográficas:

A empresa faz parte da história de São Paulo. Queremos que estar na Dulca seja recordar e reconstruir esta historia, trazendo o melhor do passado com o melhor do presente, para a construção de um futuro voltado para o bem-estar e para uma sociedade com uma memória coletiva. Que o melhor sabor de são Paulo é feito pela receita da tradição com inovação.

Vals (Values and Life Styles) x arquétipos

Geração: Interação entre gerações. Buscar uma linguagem que permeie desde a geração pós-guerra até a geração Y. Classe social: Média-alta, alta

Transformador: Discurso próprio, Sensibilidade, tribo global, simplicidade, auto- conhecimento, despreendimento (espírito)

Visão (sugerida)

Explorador: Prazer em inovar, Fluxo de energia, lúdico (instinto),

Ser a referência de tradição italiana e doces de São Paulo

equilíbrio estético (ego), expansão, exaltação dos sentidos (espírito)

Valores: Doceira, Européia, Feminina, Delicada, Tradicional.

Perfis psicográficos de acordo com artigo publicado na revista Marketing, março de 2008.

Segmentação:

Modelo desenvolvido por Arnold Mitchell no Stanford

Variáveis Geográficas: Brasil, sudeste, São Paulo – Capital (população urbana)

Research Institute, que. Integrando os 4C’s (Cross Cultural

Variáveis demográficas: Famílias, com referencias de tradição, com avós vivos ou referencia forte de tradição

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Consumer Characterization) a partir de 1995, o estudo a ser feito pela Y&R.


Segmentação Comportamental: Ocasiões: O público de doces costuma freqüentar as lojas não só pelo ato do consumo, mas também como um momento de relaxamento e distração. Muito comum o ato da leitura no período da tarde e nos finais de semanas. Posicionamento no mercado “Ato de desenvolver a oferta e a imagem da empresa, de maneira que ocupem uma posição competitiva distinta e significativa nas mentes dos consumidores-alvos.” (Philipe Kotler - Administração de Marketing, pagina 256) Posicionamento por benefício: Dulca é a marca de quem busca no doce e na tradição a historia imigrante européia em São Paulo. Slogan: O doce amor da Itália.

Semiótica da marca Baseado no conceito imigração italiano foi desenvolvida uma análise de intertextualidade da marca Dulca com imagens da representação do inicio do século XX e expoentes artísticos ligados a identidade da imigração italiana.

Na pesquisa se destacaram dois grandes artistas que influenciaram a arquitetura urbana de São Paulo: Victor Brecheret e Eliseu Visconti.

Victor Brecheret: Nascido em São Paulo seus primeiros estudos no “Liceu de Artes e Ofícios”, em São Paulo, para posteriormente, em 1913, ir para Roma, permanecendo até 1919. Nessa fase “italiana”, Brecheret foi importante para o desenvolvimento de uma identidade artística nacional, e para construção da imagem de São Paulo. Nas décasa de 40 e 50, influenciado pelas origens indíginas do brasileira, desenvolveu suas principais obras que hoje fazem parte da imagem de São Paulo. Fonte: http://www.victor.brecheret. nom.br/apresbr.htm acessado em 25/05/2010 Apesar de Brecheret ter sido importante no período de imigração de São Paulo a identidade visual do artista corresponde predominantemente masculina, com uma visão de construção ideológica modernista, buscando a identidade nacional na época. A linguagem de Brecheret não é compatível com a linguagem que a marca Dulca quer transmitir.

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Eliseu Visconti: Vila de Santa

Catarina0 estilo Art Nouveau interessou a poucos artistas brasileiros, entre eles Eliseu Visconti e, ocasionalmente, Belmiro de Almeida. No entanto, quem marcaria a passagem para a modernidade nas artes plásticas, foi Visconti por se demonstrar sensível à tendência pré-rafaelita, ao art nouveau a pelos ecos do movimento impressionista, embora tardiamente. Tendo estudado no França com Eugène Grasset, realiza após seu retomo ao Brasil, em 1900, uma “exposição de arte decorativas aplicada à indústria artística”; onde já era evidente a preocupação com o aproveitamento dos tradições locais, no caso, na decoroção de vasos em cerâmica com inspiração marajoaro.

Fonte: http://www.esdi.uerj.br/ visconti/ acessado em 25/05/2010 Por ser um dos precursores do

Art Nouveau, Visconti é um expoente na introdução desta linha artística no Brasil. Mesmo tendo vivido a maior parte de sua vida no Rio, seus trabalhos serviram de inspiração para todo movimento art Nuveau no Brasil, inclusive em São Paulo. Pela sua origem italiana, sua relação com a imagem imigrante do inicio do século XX é representativa e seu estilo artístico corresponde a imagem feminina que a Dulca quer demonstrar para seus consumidores. Moderna e tradicional, que corresponde as raízes européias. A partir do conceito de imigração italiana e da identidade focada na escola Art Nouveau, estamos sugerindo um projeto a seguir em 4 fases.


Fase 1 - Implementação do novo posicionamento da marca (2011) Aniversário da Dulca e Ano Itália no Brasil. Reposicionamento da marca com o conceito de tradição e amor. Slogan: O doce amor italiano

Estratégia de Marca e Design : Atualização da marca ao conceito tradição italiana Atualização das embalagens diante do novo posicionamento da marca.

Aniversário da Dulca: o aniversário da Dulca é um marco para empresa e uma oportunidade de se reposicionar diante seu público e a cidade, que possui uma lembrança desta marca mas que está sendo esquecida. Neste fase do projeto será focado na implementação do conceito, desenvolvendo uma imagem forte da empresa com a imigração Itália.

A identidade da Dulca atual já possui uma aparência que remete ao Art Nouveau e as tradições eurpoéias, sendo apenas necessário pequenas modificações para adequação ao projeto de reposicionamento.

Ano Itália no Brasil: Durante o ano de 2011 serão realizados vários eventos comerciais e culturais relacionados ao ano Itália no Brasil. Baseados nos moldes do Ano da França no Brasil, serão feitos acordos comercias, políticos e culturais em diversas áreas. A agenda ainda por ser divulgada em setembro atrairá os empresários tanto do Brasil quanto da Itália que estarão procurando por oportunidades de negócios.

Ponto de venda:

Em relação a embalagem um trabalho mais elaborado será desenvolvido para aplicação no ponto-de-venda.

Re -design das lojas a partir do conceito “O doce amor italiano” Partindo do conceito amor italiano, será posto em evidência o vermelho Itália para representar ao mesmo tempo a paixão e a identidade do país. Co-Marketing: Embalagem comemorativa do ano Itália no Brasil e do aniversário da Dulca através e parceria com Açúcar União, vendidas nas lojas do Pão de açúcar. Uma linha de doces comemorativa para os restaurantes Fasano, Círculo Italiano, Aguzzo e Cantina di Napoli. Site Desenvolvimento de um novo site baseado no novo conceito, com maior interatividade Datas comemorativas Ações e comunicação especificas para: Páscoa, Dia dos namorados, Dia das crianças, Dia das mães, Dia dos Avós e Natal, através de malas direta, site e ponto de vente.

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Fase 2 – Loja conceito, implementação (2012): historias da Primeira onda de imigração Italiana -1880 inicio das histórias da segunda onda de imigração Italiana -1930 Implementação a loja conceito: Sugerimos que a loja seja localizada num bairro onde haja turismo, vida cultural e algum vinculo com a identidade italiana. Dentre os bairros pesquisados o que pareceu mais adequado para o projeto é o Bela Vista. Livro de brasões e linhagens de imigrantes para consulta: Na loja conceito os clientes poderão consultar os brasões ligados aos descendentes italianos num livro a disposição. Cozinha no ambiente: A cozinha será central na loja tendo duas mesas para 10 pessoas contornando esta cozinha Doceira: De quarta a domingo uma doceira fará uma sessão onde cozinhará doces na presença dos clientes enquanto conta histórias da imigração. Co-Marketing: A Dulca a partir deste ano passa a ser patrocinadora do museu do imigrante. Implementação de uma loja Dulca no Museu do imigrante. Celebridades, atores, famílias e empresas de origem da imigração italiana contam suas histórias uma vez por mês. Alguns nomes sugeridos: Lunardelli, Matarazzo, Bardella, Crespi, Beluzzo, Tirone, Avalone. Site Área do cliente onde ele poderá pegar fotos do evento, fazer comentário, dar sugestões e temas, enviar fotos de suas famílias, mostrar raridades.


Ponto e venda Coleção de cartões contando pequenas histórias relacionadas à imigração italiana, sendo o verso fotos e/ou brasões, que podem ser utilizados como cartão postal.

Fase 3 – Loja conceito, finalização (2013):

Final das histórias da segunda onda de imigração Italiana -1930 historias da terceira onda de imigração Italiana -1950

Loja conceito Cenário e indumentária para os clientes poderem tirar fotos na SP antiga da época em que está sendo contada a história. Serão enviadas as fotos para o cliente através do site da Dulca. Associação com o site http:// www.retratosdeepoca.com.br/ que já realiza este serviço no Memorial do Imigrante e no Museu Ferroviário, em Paranapiacaba.

No final de 2013 será Lançado um livro com todas as histórias contadas durante os dois anos da loja. Todas as marcas e familias participantes do projeto poderão fazer parte o livro. Parceria com a editora Cossac Naif divulgação do livro.

Finalização do projeto (2014) Loja temporária no Estádio Parque Antártica, cede daSociedade Esportiva Palmeiras, provável estádio que irá sediar a seleção italiana na copa de 2014. Através desta ação terá terminado o ciclo de implementação do posicionamento. Na loja dentro do estádio os clientes poderão interagir com turistas que estarão lá por causa da copa o mundo, o que trará um impacto maior para a percepção da marca ligada as raízes italiana.

Aulas de culinária para os membros das famílias cozinharem unidas: serão aulas de culinária onde só serão permitido famílias se inscreverem. Elas serão estimuladas a trabalhar junta, desenvolvendo maior contato.

Referência d

e ambiente d

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o norte da It ália


DESIGN ESTRAT 51 ÉGICO M


Imigração em São Paul e suas tradiçõ

2011 Aniversário da Dulca e Ano da Itália no Brasil. Reposicionamento da marca conceito de tradição e amor. O doce amor italiano

Fase 1 - Implementação do novo posicionamento da marca

PDV Datas comemorativas

Páscoa Dia dos namorados Dia das crianças Dia das mães Dia dos Avós Natal

Re -design das lojas a partir do conceito O doce amor italiano Presença através de quiosques nos principais eventos do Ano Brasil na Italia Posters da imigração Italiana expostos e a venda Presença através de quiosque na Achirupita

2012

Fase 2 - Loja conceito

historias da Primeira onda de imigração Italiana -1880

histórias da segunda onda de imigração Italiana -1930

Coleção de cartões contando pequenas histórias relacionadas à imigração italiana sendo o verso fotos e/ou brasões, que podem ser utilizados como cartão postal

Fase 3 - Loja conceito

2013

historias da terceira onda de imigração Italiana -1950

Finalização do projeto

2014

Loja temporária no Parque Antártica, estádio cede da seleção italiana na copa de 2014

Marca e Design Atualização da marca ao conceito tradição italiana

Atualização das embalagens diante o novo posicionamento da marca


o lo ões

Resgatar a história da Dulca enfatizando a homenagem do Nono ao colocar o nome da doceria o de sua esposa.

Co-Marketing Embalagem comemorativa do ano Itália no Brasil e do aniversário da Dulca através e parceria com Açúcar União, vendidas nas lojas do Pão de açúcar.

Site

Desenvolvimento de um novo site baseado no novo conceito, com maior interatividade

Será entregue junto à embalagem um encarte contendo a historia da Dulca Uma linha de doces comemorativa para os restaurantes Fasano, Circolo Italiano, Aguzzo e Cantina di Napoli Loja conceito livro de brasões e linhagens de imigrantes para consulta Ambiente do norte da italia Cozinha no ambiente Contador de historia que faz os doces simultaneamente Duas mesas grandes para 10 pessoas, para estimular a Interação entre participantes

Associação com o Museu do Imigrante, patrocinador oficial Implementeção de uma loja Dulca no Museu do imigrante Celebridades, atores, famílias e empresas de origem da imigração italiana contam suas histórias uma vez por mês

Cenário e indumentária para os clientes poderem tirar fotos na SP antiga da época em que está sendo contada a história. Serão enviadas as fotos para o cliente através do site da Dulca.

Aulas de culinária para as familias cozinharem unidas Lançamento do livro com todas as histórias contadas durante os dois anos Parceria com a editora Cossac Naif divulgação do livro

Área do cliente onde ele poderá pegar fotos do evento, fazer comentário, dar sugestões e temas, enviar fotos de suas famílias, mostrar raridades.


Conclusão O mercado de doces tem evoluído continuamente e acompanhado as tendências mundiais econômica e tecnologicamente. É um seguimento que tem ampliado o escopo de atuação, atingindo públicos diferenciados, mas muitas vezes sem um objetivo de marketing definido. Cada vez mais cafés, padarias, lanchonetes especializadas, casas de bolo entre outros, estão se mesclando e se transformando em concorrentes. No entanto, pode-se observar que poucos lugares possuem uma identidade comprometida e coerente ao seu público alvo. Uma das formas de se diferenciar das diversas marcas do setor é através de um benefício percebido. Pode-se identificar uma demanda social por locais que transmitam informações consistentes sobre identidades culturais, as quais vêm se perdendo ao longo dos anos. A terceira idade tem apresentado uma perspectiva de crescimento de mercado que ainda hoje é evitado pelos empresários. É um público que procura por locais que respeitem suas particularidades e pagam a mais por isso. Procura por locais onde possa se sentir parte da sociedade e que possa se sentir útil novamente. Possibilitar aos idosos uma oportunidade de interação significa atingir um share of mind que ainda está sendo construído.

na recuperação das origens culturais brasileiras. Especialistas no assunto afirmam que através de um ambiente propicio à cultura, as crianças têm maior aproveitamento na escola. Como visto nas entrevistas, hoje não existe um espaço cultural, comercial ou público que aborde esse aspecto da interação entre gerações. Com o avanço tecnológico e as mudanças sociais aceleradas, está em desenvolvimento um abismo entre as gerações. Apesar da tendência para isolamento das famílias, que estão se tornando cada vez menores, é possível verificar atualmente uma busca pelo resgate das origens, com o objetivo de reestruturação psicossocial. Todos os dados pesquisados, tanto baseados no mercado quanto no social, comprovam que existe uma demanda reprimida por esse novo conceito de negócio. Por outro lado, a pesquisa que realizamos, confirma que o mercado de doces corresponde, em termos quantitativos da demanda, ao setor que apresenta maior elo envolvendo imagem de origem e tradição. Uma ação de médio prazo coerente e focada num posicionamento de marca que reforce a identidade social é altamente recomendada. É requerida a construção de uma marca forte para o desenvolvimento de uma diferenciação que possa proteger a empresa dos concorrentes.

Por outro lado, foi possível perceber uma modificação da forma de pensar a educação nos dias de hoje. Está havendo uma tentativa de resgate das tradições por parte dos sistemas educacionais que visam dar enfoque

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Referencias bibliográficas: BAUMAN, Zygmunt. O mal-estar da pós-modernidade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1998. ATTALI, Jacques. Uma breve historia do futuro. Osasco, SP. Novo Século Ed., 2008. COELHO, Teixeira. Moderno Pós-Moderno: Modos & Versões. São Paulo. Iluminuras Ed., 2005. KOTLER, Philip. Administração de Marketing. São Paulo. Atlas Ed., 1998. SCHMITT, Bernd, A Estética do Marketing. São Paulo. Nobel E., 2000. MARTINS, José S. A natureza emocional da marca. São Paulo: Negócio Editora, 1999. SCHWARTZ, Peter Cenários, as surpresas inevitáveis. São Paulo. Campus Ed., 2003

Sites: http://www.dulca.com.br http://www.ofner.com.br http://www.amoraospedacos.com.br/ http://www.holandesa.com.br http://www.chocolatdujour.com.br/ http://www.patisseriedoucefrance.com.br/ http://www.cristalloonline.com.br/ http://www.papodeempreendedor.com.br/ http://www.senado.gov.br/ http://www.fiesp.com.br/ http://www.cidadedesaopaulo.com http://portalexame.abril.com.br/ http://www.gramado.rs.gov.br/ http://www.cultura.gov.br http://www.esdi.uerj.br/ http://www.victor.brecheret.nom.br/ Revistas: Revista Amipao, número 96, Janeiro de 2010

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Reposicionamento estratĂŠgico no setor de doces finos

Sergio Henrique Mattoso Brandt


Reposicionamento de marca - Dulca