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Design Social 2010

O Descarte

de Cultura

DĂŠbora Pazelo Zatin Vinicius Francisco Moreira

Faculdade de CiĂŞncias e Tecnologia de Birigui


Design Social 2010

O Descarte

de Cultura

Desenvolvimento de Projeto do Produto III

Professor orientador:

José Eduardo Zago Alunos: Débora Pazelo Zatin Vinicius Francisco Moreira

Faculdade de Ciências e Tecnologia de Birigui


O Descarte

de Cultura

Desenvolvimento de Projeto do Produto III

José Eduardo Zago Rodrigo Martins de Oliveira Spinosa

Marco Aurélio Franco Furtado

Faculdade de Ciências e Tecnologia de Birigui


Sumário Resumo....................................6 Introdução................................7 Problemas e Necessidades....9 Um Pouco de História............11 A nossa cultura.....................13 Cultura Indígena....................13 Cultura Portuguesa...............14 Cultura Africana....................14

Diversidade Cultural.............15 Indústria Cultural...................16 Um Pouco de Arte..................17 Onde Tudo Começou.............17 A Criança e a Cultura.............20 Público....................................22 Lista de Requisitos................24 Referencias.............................25


Resumo

D

esenvolvimento de projeto de produto: O descarte de cultura. Débora Pazelo Zatin e Vinicius Francisco Moreira. Curso de Desenho

Industrial – FATEB, Birigui - SP. Depois de proposto o tema “descarte”, pesquisamos algo que fosse descartado sem a consciência do ato, decidimos então desenvolver o projeto baseado no descarte da cultura, pois é uma coisa muito importante para a sociedade e está perdendo seu espaço. Seguindo a metodologia de Bernard Löbach, demos continuidade à pesquisa estudando a origem da cultura brasileira, estabelecemos o público alvo e a lista de requisitos para o produto que será desenvolvido posteriormente.


Introdução

A

pós o lançamento do tema do trabalho de desenvolvimento de projeto do produto III, descarte, optamos trabalhar com algo que seja descartado inconscientemente, uma coisa efêmera que não desperte um alerta às pessoas, podendo ser um objeto ou mesmo algo invisível, impalpável, dessa forma iniciamos nossas pesquisas a fim de descobrir algo que deixasse de ser um alerta mundial, mas, que fosse aplicado a nível regional. Iniciamos nossas pesquisas, porém, não encontramos nada interessante que já não tivesse muitos projetos de design para solucionar devidos problemas, no entanto, um evento interessante deixou nossos radares em alerta: o Museu do Sol, em Penápolis teria sido fechado por falta de incentivo financeiro. A partir desse evento fizemos novas pesquisas a fim de descobrir mais sobre o museu e sobre cultura, percebemos que encontramos o tema ideal, com isso resolvemos trabalhar com o tema do descarte de cultura.

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Conceitos Cultura Desenvolvimento intelectual. • Sociologia: Sistema de idéias, conhecimentos, técnicas e artefatos, de padrões de comportamento e atitudes que caracteriza uma determinada sociedade. Dicionário Michaelis

Segundo Aldo Vannucchi: Cultura é tudo aquilo que não é natureza, ou seja, tudo o que é produzido pelo ser humano.

Descarte • Rejeitar • Livrar-se de algo desagradável ou incômodo.

Dicionário Michaelis

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Problemas e Necessidades

C

ultura é um conceito desenvolvido inicialmente pelo antropólogo Edward Burnett Tylor para designar o todo complexo metabiológico criado pelo homem. São práticas e ações sociais que seguem um padrão determinado no espaço. Refere-se a crenças, comportamentos, valores, instituições, regras morais que permeiam e identificam uma sociedade. Explica e dá sentido à cosmologia social. É a identidade própria de um grupo humano em um território e num determinado período. Os elementos culturais só existem na mente das pessoas, em seus símbolos, tais como padrões artísticos e mitos. Entretanto, fala-se também em cultura material quando do estudo de produtos culturais concretos (obras de arte, escritos, ferramentas etc.). Essa forma de cultura (material) é preservada no tempo com mais facilidade, uma vez que a cultura simbólica é extremamente frágil. Dois mecanismos básicos permitem a mudança cultural: a invenção ou introdução de novos conceitos, e a difusão de conceitos a partir de outras culturas. Há também a descoberta, que é um tipo de mudança cultural originado pela revelação de algo desconhecido pela própria sociedade e que esta decide adotar.

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Problemas e Necessidades

E

ssa mudança cultural está cada vez mais influente na sociedade, principalmente entre adolescentes e préadolescentes que adotam várias outras culturas, como exemplo temos o surgimento de tribos como emos, grunges, punks e várias outras. Não é mais comum saber sobre a cidade em que se vive, o estado ou até mesmo o país. A frenquência com que os brasileiros visitam museus e instituições culturais diminui a cada dia. A maior parte dos visitantes de museus são turistas que vêm de outra cidade ou estado e se interessam em conhecer melhor o lugar ou os artistas que ali vivem, viveram ou fizeram história, os próprios moradores não têm esse hábito. A sociedade já não conhece artistas renomados, principalmente a fatia mais jovem da população. O único contato que se tem é pelo ensino nas escolas durante as aulas de história e artes. Isso está causando o descarte da cultura. Ela está perdendo sua força e seu espaço.

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Um pouco de História

O

s portugueses, quando vieram ao Brasil, trouxeram a sua cultura que conflitou diretamente com os habitantes de nossas terras. O choque de cultura conformou um imenso confronto sangrento, que transformou a chegada dos portugueses num verdadeiro genocídio. Havia cerca de seis milhões de índios em nossas terras segundo o antropólogo Darcy Ribeiro. Nos anos cinquenta a população indígena brasileira estava entre sessenta e oito mil a cem mil habitantes; atualmente os índios conseguiram aumentar sua população passando dos trezentos mil habitantes contando com os que vivem nas áreas urbanas, mesmo assim, a essência de sua cultura pouco restou, das mil e trezentas línguas que existiam, restaram apenas cento e setenta. A cultura brasileira foi fortemente influenciada pela cultura dos colonizadores. Os portugueses têm uma enorme capacidade de se misturarem a outros povos, o que nos tornou em uma sociedade mestiça; a falta de patriotismo também foi trazida por eles, o que permitiu a chegada e invasão de culturas exteriores, principalmente européias, com a vinda dos imigrantes, mas a cultura dos imigrantes não nos afetou integralmente apenas nas regiões onde eles chegaram e se alojaram. (ver esquema na figura 1.1)

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Espanhóis Italianos Japoneses Judeus Alemães

Figura 1.1

A

cima está a figura demonstrando as regiões onde os imigrantes se alojaram, eles quase sempre chegaram pelo porto de Santos, tal motivo desenvolveu muito a região como, por exemplo, o cultivo do café e de outras culturas que não aprofundaremos aqui. A busca por terra fez com que eles se espalhassem pelo Brasil principalmente nas regiões menos habitadas de nosso território, dessa maneira temos: Espanhóis na região do estado de São Paulo, Italianos em Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul, Japoneses em São Paulo, Judeus no Rio de Janeiro e Alemães em todo o sul ocupando os estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Até hoje, nessas regiões, podemos encontrar festas típicas relacionada à cultura de cada país, mantendo um laço forte com a nação de origem.

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A nossa Cultura

S

egundo Juliana Borja (2005) a cultura brasileira é formada basicamente por apenas três culturas distintas: a Indígena,

Portuguesa e da África Negra. A pesquisadora explica que

essas culturas influenciaram a brasileira por ter sido implantada e difundida em todo o território nacional, consolidando a cultura base do Brasil.

Cultura indígena

P

oucos estudos foram feitos a respeito da origem indígena. Sabe-se que os índios viviam

em grupos culturas.

de A

diferentes agricultura

etnias era

e de

subsistência, sob responsabilidade das mulheres, que, além disso, cuidavam das crianças e da moradia da família, enquanto

os

homens

eram

responsáveis pela caça e pesca.

O Hábito de tomar banho todos os dias.

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Cultura portuguesa

O

s portugueses, por serem exploradores navegantes e comerciantes, tinham grande facilidade de conviver com outros povos. Estavam acostumados a viajar e ter que lidar com pessoas de culturas diferentes. Não eram patriotas e deixavam sua terra com destino ao Brasil sem suas famílias e filhos. Envolviam-se com índias ou até casavam com elas, o que resultou na origem dos primeiros cidadãos brasileiros.

Cultura africana

O

s negros africanos eram trazidos para o Brasil após serem vendidos na África como escravos. Trouxeram suas ideologias, práticas religiosas e dons culinários. Tinham a cultura mais próxima da dos colonizadores, e alguns eram até alfabetizados, diferente dos portugueses. Ao chegar, procuravam logo aprender a língua regional para comunicação e são tidos como um dos principais difusores da língua portuguesa no Brasil (Motta e Caldas, 1997).

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Diversidade Cultural

C

omo explica Freitas (1995), é com base no caráter português, marcado pela plasticidade, flexibilidade, antagonismos e contrastes, que se compreende a cultura que caracterizou a colonização do Brasil e a formação da sociedade brasileira. Recebemos influências de diferentes povos, com características distintas, o que permitiu a nossa sociedade se tornar permeável a influências estrangeiras. Após estudar as raízes da cultura brasileira, identificamos diversos traços nacionais que nos fazem a entender a fascinação do nosso povo pelo que vem de fora.

Como afirma Caldas (1997), o nosso forte traço autoritário e, ao mesmo tempo paternalista, criou no brasileiro um gosto simultâneo pelo protecionismo e pela dependência. Acostumamosnos a ter sempre alguém à frente das decisões, e estar sempre dependente de ajuda externa. Nosso c o l o n i z a d o r, o português, sempre teve atração por outros povos, vontade de se misturar, e a ausência absoluta de orgulho de raça, o que explica a falta de patriotismo do brasileiro e a visão negativa que estes têm em relação ao nosso país.

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Industria Cultural

U

m dos fatores que colaboram para o aumento dessa falta de patriotismo é a Indústria Cultural, pois ela transforma o ato cultural em mercadoria, acabando com a sua função, sendo que a cultura material tem a característica de ser única e inédita. Adorno e Horkheimer argumentam que a essa indústria fornece bens padronizados deixando tudo semelhante, obtendo uma cultura massiva. Esses produtos não dão liberdade para pensar, escolher e opinar, eles paralisam a capacidade de imaginação e espontaneidade do consumidor. Um exemplo deste fato é a indústria da moda, pois impõe no mercado o que se irá vestir no próximo verão ou inverno e, se o consumidor não quiser aquele estilo de roupa, vai ter grande dificuldade de encontrar algo diferente e, de certa forma será praticamente obrigado a seguir as tendências impostas. Isso não significa que a cultura difundida pela indústria cultural seja

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de má qualidade, de baixo nível e valor estético nulo e sim que essa banalização a reduz em elementos de consumo. Esta análise nos ajuda a entender por que tantos produtos de grande saída no mercado, mesmo com alta qualidade e elevado valor estético pareçam falsos, perdendo a sua valorização. Essa aversão que os brasileiros sentem pela própria cultura e a valorização da cultura exterior está causando a perda da identidade brasileira, no entanto, as culturas estrangeiras, principalmente a norte americana, vêm ao longo dos tempos ameaçando nossa cultura, subistiruindo-a pela estrangeira, o que gradativamente afeta nosso potencial cultural. O principal alvo dessa ameaça cultural são as crianças, que perdem sua verdadeira cultura logo na infância ou, algumas vezes, nem chegam a conhecer.


Um pouco de arte

A

arte naïf ou arte primitiva moderna é, em termos gerais, a arte que é produzida por artistas sem preparação acadêmica na arte que executam (o que não implica que a qualidade das suas

obras seja inferior). Caracteriza-se, em termos gerais, pela simplicidade e pela falta de alguns elementos ou qualidades presentes na arte produzida por artistas com formação nessa área.

Obra de Aracy Brincando de Roda

Obra de Lorival Viegas Sem Título

Obra de Aecio

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Um pouco de arte

A

s principais características da arte naïf (por exemplo, na

pintura) são a forma

desajeitada como se relacionam determinadas qualidades formais, dificuldades no desenho e no uso da perspectiva que resultam numa beleza desequilibrada mas, por sua vez, bastante sugestiva, uso freqüente de padrões, uso de cores primárias, sem

Obra de Lorival Viegas Um Dia na Favela

grandes nuances, simplicidade no lugar da subtileza, etc. Por se referir à uma tendência estética e não particularmente a uma corrente de pensamento é recorrente a errônea classificação naïf de artistas na realidade conscientes e de sua produção formal que optam por uma figuração sem compromisso fotográfico com a realidade Obra de Lorival Viegas Favela

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Onde tudo começou

A

denominação Arte Naïf surgiu no fim do século XIX com a aparição do francês Henri Rousseau, no Salão dos Independentes em Paris. O artista Naïf que fora pouco renomado em sua época recebeu de Picasso o que pode ser considerado como um elogio "Há uma força gigante escondida em sua simplicidade". No Brasil a Em 1972 Iracema Arditi fundou em São Paulo, o Museu do Sol, o primeiro museu de arte Naïf da America Latina, após uma visita na cidade de Penápolis Iracema conheceu a fundação das artes de Penápolis.

muitas obras relacionada ao gênero naïf. O museu também era aberto ao público da cidade, oferecia visitas monitoradas com pré agendamento, havia aulas de pintura, musica entre outras atividades artísticas. No final de 2009, por falta de investimentos exteriores e alunos, as atividades do Museu foram suspensas e seus funcionários demitidos. Depois de quase 30 anos de atividade do Museu se vê obrigado a cerrar suas portas e deixar de atender a comunidade.

Em 1978 por iniciativa da fundadora, o Museu do Sol fora transferido para a fundação das Artes de Penápolis e instalado no antigo prédio do Clube Penapolense construído em 1925. Com o museu do sol Iracema trouxe um acervo riquíssimo em obras composta por grandes artistas brasileiro e estrangeiros, em suas obras consta: Pinturas à tela, xilogravuras, esculturas e

Foto Museu do Sol

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A criança e a cultura importante o encontro das crianças com as raízes de nossa história que é muito pouco conhecida e reconhecida pelo nosso sistema de educação. Um povo não constrói sua história sem um olhar sensível às manifestações, é através delas que o povo vai dando significado à sua existência.

É

O grande benefício do aprendizado destas manifestações culturais é uma compreensão maior do habitat físico, emocional, intelectual e espiritual, sem o qual não se cria uma identidade. De acordo com a pedagoga Maria Amélia Pinho Pereira, se as crianças tiverem acesso ao melhor dessas manifestações tradicionais, elas serão tocadas pelo universo da sensibilidade que estas envolvem.

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A criança é um artista naïf nato. Andréa Moreira, Artista Plastica ex administradora do Museu do Sol


A criança e a cultura

E

sse encontro entre as crianças e estas expressões culturais devem passar pelo corpo, assim o aprendizado é mais significativo. Para que incorpore como conhecimento é necessário ser experimentado, ter um contato maior, e não apenas teoria, que é a técnica mais utilizada para a difusão do conhecimento. Este conhecimento mais profundo da cultura dará sustentação para estas crianças mais tarde se inserir de uma maneira mais consciente no mundo globalizado. A facilidade para a criança aprender está diretamente relacionada com o lúdico, como ações envolvendo dança, música, jogos, brincadeiras e outras linguagens expressivas, pois dessa maneira elas interagem com o conteúdo e guardarão as informações por mais tempo, podendo até ensinar para adultos próximos, como pais e avós. Esse ato provoca um vínculo significativo com seu povo e seu país.

"toda criança aprende melhor quando utiliza o lado direito do cérebro.’’ Celeste Carneiro, Artista Plástica e Educadora

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Público

A

necessidade básica de segmentação

de

mercado é clara e

objetiva, pois se trata de identificar grupos de consumidores que possuem características,

A percepção da criança é moldada

preferências

pelo seu passado e por suas

e

gostos

semelhantes.

habilidades, refletindo as p r i o r i d a d e s

s e u

Queiroz (1999) observa que

desenvolvimento, que se dá por

quando se seleciona um grupo de

estágios. Por isso, o principal

indivíduos para se levantar

critério para a segmentação do

informações pertinentes ao

público infantil é por faixa etária

projeto, este deve representar o

(idade), que é dividido em:

mercado-alvo, identificando as necessidades não só da criança usuária e influenciadora da compra, mas também de seus pais, os compradores dos produtos.

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d o

0 a 18 meses 18 meses a 3 anos 3 a 4 anos 5 a 9 anos 10 anos a pré-adolescência


Público

D

epois de avaliar as faixas etárias, decidimos trabalhar com crianças de 7 a 12 anos, pois com essa idade já sabem ler e interpretar corretamente, o que facilita a compreensão e a complexidade da cultura, mas a utilização do produto não fica restrita apenas por essa faixa, pessoas com mais idade, crianças ou não, também poderão usufruir. A criança é um sujeito que está inserido em uma sociedade. Deve ter uma infância enriquecedora no sentido de seu desenvolvimento, seja psicomotor, afetivo ou cognitivo. É muito influenciada pelo meio social e cultural em que vive e a família é a principal influenciadora.

Elas observam o mundo e o comportamento das pessoas que a cerca de uma maneira única. Aprendem através da acumulação de conhecimentos, da criação de hipóteses e de experiências vividas. Apesar de continuar a se desenvolver fisicamente, lenta e gradualmente, o período entre cinco a nove anos de idade é marcado pelo desenvolvimento e amadurecimento social, emocional e mental. Na maioria das sociedades, as crianças já aprenderam regras e padrões de comportamento básicos nessa fase da infância. Elas aprendem então a diferenciar uma ação certa ou errada. A vida social da criança passa a ser cada vez mais importante.

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Público

N

a maioria dos países, essas crianças precisam freqüentar a escola, ou seja, neste período já estão iniciando a alfabetização. As regras básicas da sociedade são mais bem compreendidas, é dada ênfase à capacidade de resolução de problemas, uma habilidade que é aperfeiçoada com o passar do tempo assim como a racionalização. Até o quinto ou sexto ano de vida, as crianças muitas vezes procuram resolver problemas através da primeira solução que vem à mente - certa ou não, racional ou não. Após o quinto ou o sexto ano de vida, a criança passa a procurar por diversas soluções, e a reconhecer a solução correta ou aquela que mais se aplica ao problema. A partir dos seis anos de idade, as crianças passam a se comparar com outras da mesma faixa etária.

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Essa comparação afeta a autoimagem e a autoestima da criança. O tipo de autoimagem formada durante a infância pode influenciar o comportamento desta pessoa na adolescência e na vida adulta. As crianças passam a desenvolver a auto-imagem após os três anos de idade, à medida que se identificam com seus pais, parentes, e posteriormente, pessoas próximas. Esta autoimagem pode ser positiva ou negativa, dependendo das atitudes e das emoções das pessoas com as quais a criança se identifica. Crianças com autoimagens positivas geralmente possuem boas impressões de seus pais e uma ativa vida social; por outro lado, autoimagens negativas costumam ser fruto de famílias


Público disfuncionais, onde o relacionamento entre seus membros seja

problemático. A comparação que uma criança faz em relação a outras pode alterar esta autoimagem. Além disso, vários outros fatores podem influenciar o comportamento de uma criança, como abuso infantil, problemas sócio-psicológicos e eventos marcantes. Por volta dos sete ou oito anos, passam a racionalizar seus pensamentos e suas crenças, procurando as razões, os porquês por trás de um problema ou de um fato. Assim, elas próprias passam a analisar os padrões de comportamento ensinados pela família e sociedade. Estes dois fatos, aliados ao crescimento da vida social da criança, diminuem a importância dos pais e da família como modelos de comportamento da criança, e aumentam a importância dos amigos e dos professores.

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Lista de Requisitos

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Conclus達o

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Referencias Bibliograficas

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Descarte de Cultura  

Trabalho de conclusão de curso, 4º ano de desenho industrial, primeira etapa do trabalho