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Ano 10 - N0 78 - Janeiro/ Fevereiro 2017

Exemplar de ASSINANTE Venda Proibida

R$ 16,00

RETROSPECTIVA

2016 Executivas Sustentรกveis

Abelhas

Muito mais que produtoras de mel

Desespero do gelo Aquecimento global


todos os animais Os animais são diretamente afetados pelo comportamento humano. Podemos ser cruéis e negligentes, mas também podemos manifestar bondade e compaixão — valores que exemplificam o melhor do espírito humano. Acesse hsi.org/compaixao e veja como você pode ajudar.

Proteção e respeito a todos os animais 6

Neo Mondo - Julho 2008


Neo Mondo - Julho 2008

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Seções

ÍNDICE 12

Perfil Executivas Sustentáveis As executivas do momento e a sustentabilidade Meio Ambiente

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Abelhas Muito mais que produtoras de mel

Aquecimento Global Desespero no gelo Onda de calor? Culpa do aquecimento global Saúde

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Fitoterapia: Medicina sustentável O Brasil ainda não despertou para a riqueza incalculável de suas espécies terapêuticas

Economia & Negócios

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Pecuária sustentável Combina pecuária moderna e proteção das áreas da Floresta Amazônica

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Turismo 26 anos de um paraíso Parque Nacional Marinho Fernando de Noronha


EDITORIAL Oscar Lopes Luiz Presidente do Instituto Neo Mondo oscar@neomondo.org.br

Prezado leitor, é com satisfação que elaboramos mais uma edição de NEO MONDO para você. Como fazemos há 10 anos, trazemos, nesta edição, uma retrospectiva especial das principais matérias que foram destaque no ano de 2016, tais como: Executivas sustentáveis, quatro mulheres de destaque no meio empresarial que também lideram iniciativas de sustentabilidade nas empresas que presidem. Vamos voar para o mundo das abelhas. Sua importância para a agricultura é pouco disseminada, graças à sua ação polinizadora, elas são essenciais para aumentar a produção e a qualidade das colheitas. O aquecimento global segundo dados do Painel Intergovernamental em Mudança do Clima (IPCC), da Organização das Nações Unidas (ONU), o século XX foi o mais quente dos últimos cinco, com um aumento de temperatura média entre 0,3°C e 0,6°C. Tudo isso e muito mais você encontrará em nossas páginas recheadas de sabedoria em prol da defesa do meio ambiente e da responsabilidade social. Para 2017, já estamos a todo vapor na elaboração de pautas para brindarmos nossos leitores com reportagens especiais, abordando as principais questões que envolvem o tema sustentabilidade no Brasil e no mundo, sempre na esperança da construção de um futuro melhor para nós e nosso planeta. Tenha uma ótima leitura.

Instituto Neo Mondo, trabalhando há mais de 10 anos por uma vida melhor!

EXPEDIENTE Publisher: Oscar Lopes Luiz Diretora de Redação: Eleni Lopes (MTB 27.794) Redação: Eleni Lopes (MTB 27.794) e Andreza Taglietti (MTB 29.146) Revisão: Instituto NEO MONDO Direção de Arte: Ricardo Girotto/ Editora Caramujo Diretora Jurídica - Enely Verônica Martins (OAB 151.575) Diretora de Relações Internacionais: Marina Stocco Diretora de Educação - Luciana Mergulhão (mestre em educação) Diretor de Tecnologia - Erick Guedes

Correspondência: Instituto NEO MONDO Rua Cotoxó, 56 - Cond. Aldeia da Fazendinha - Granja Viana - SP - CEP 06351-330 Para falar com a NEO MONDO: assinatura@neomondo.org.br redacao@neomondo.org.br trabalheconosco@neomondo.org.br Para anunciar: comercial@neomondo. org.br Tel. (11) 4303-0491 / 98234-4344 Presidente do Instituto NEO MONDO: oscar@neomondo.org.br

PUBLICAÇÃO A Revista NEO MONDO é uma publicação do Instituto NEO MONDO, CNPJ 08.806.545/0001-00, reconhecido como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), pelo Ministério da Justiça - processo MJ n0 08071.018087/2007-24. Tiragem mensal de 70.000 exemplares distribuídos por mailing VIP e assinaturas em todo o território nacional. Os artigos e informes publicitários não representam necessariamente a posição da revista e são de total responsabilidade de seus autores. Proibido reproduzir o conteúdo desta revista sem prévia autorização.


Perfil

por Eleni Lopes

Recentemente, o jornal Valor Econômico publicou o suplemento especial “As dez melhores executivas do Brasil”. A escolha foi feita com base na metodologia desenvolvida pela Egon Zehnder International e pelo Valor Econômico, seguida por uma eleição das finalistas por um júri especializado composto por consultores e representantes da academia e do mercado. Atraída por esta seleção, a revista Neo Mondo quis conhecer um pouco mais sobre quatro destas mulheres e sobre as iniciativas de sustentabilidade das empresas por elas lideradas.

Luiza Helena Trajano presidente do Magazine Luiza

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uiza Helena Trajano é presidente do Magazine Luiza. Formada em Direito e Administração de Empresas, é responsável pelo desenvolvimento do grupo. Dentre inúmeros prêmios já recebidos, em 2007, 10

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foi eleita a 4a executiva mais importante da América Latina, pela Revista América Economia. Em 2008, foi homenageada pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade com o Prêmio ANEFAC Mulher 2008.

Em maio de 2009, Luiza Helena recebeu o prêmio Executivo de Valor: Os Executivos mais Competentes de cada setor da Economia. Luiza também é vice-presidente do IDV (Instituto para Desenvolvimento do Varejo) e ocupa uma das cinco vicepresidências do Conselho Diretor do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016™. Conhecida por manter uma relação diferenciada e humanizada com seus colaboradores e clientes, o crescimento da empresa está alicerçado em uma diretoria inovadora e atitudes ousadas. A aquisição de grandes redes é um dos trunfos para a multiplicação do número de lojas. O Magazine Luiza possui hoje 24 mil funcionários, 736 lojas e oito centros de distribuição, em 16 estados. Um dos valores mais presentes


na empresa é colocar as pessoas em primeiro lugar, esse é o fruto do investimento e crença da presidente do grupo. O retorno desse trabalho é que há 17 anos, Magazine Luiza figura entre as “Melhores empresas para Trabalhar”, nos rankings da revista Exame e do Instituto Great Place to Work. Em 2010, foi considerada a melhor na prática de Falar com seus Funcionários, e, em 2011, integrou a lista das 20 melhores na edição da América Latina, sendo a terceira

brasileira mais bem colocada. Na edição brasileira de 2012, foi considerada a melhor na Prática de Escutar, além de ter sido eleita uma das Dez Melhores para se Trabalhar no Brasil. Em 2014, foi eleita a 5a Melhor Empresa para Trabalhar na lista das 70 melhores empresas na categoria “Grandes”. A sustentabilidade, no Magazine Luiza, é cuidar do sucesso do negócio e ser uma empresa com sólidos valores éticos e humanos, praticando o Triple Bottom Line, ou seja, considerando que é possível ser rentável e contribuir para o desenvolvimento social e ambiental. Oficializando publicamente a crença de que o sucesso de seus negócios depende da valorização da diversidade e da vida, a empresa publicou em 2014, pela primeira vez, suas informações não financeiras no Relatório Anual Financeiro, baseadas em indicadores do Relatório de Sustentabilidade GRI. As pessoas são o principal foco das ações sociais e ambientais. Todas as iniciativas e práticas de

sustentabilidade visam elevar o valor de seus relacionamentos, por meio do diálogo permanente com fornecedores, acionistas, colaboradores, clientes, parceiros, comunidades, sindicatos, entidades governamentais, instituições sociais, meios acadêmicos, concorrentes e formadores de opinião. A empresa é altamente comprometida com a qualidade do atendimento aos seus clientes e ao fortalecimento da cultura entre seus colaboradores internos. Internamente, seus colaboradores são mobilizados pelo programa de voluntariado Rede do Bem - um modelo em que as equipes de cada unidade têm autonomia para escolher o tipo de ação social que querem desenvolver, e as próprias equipes utilizam os canais internos de comunicação para divulgar e estimular outras unidades a realizarem suas ações voluntárias. A empresa incentiva ainda, em todo o Brasil, projetos que melhoram a educação de crianças e adolescentes, por meio da cultura e do esporte. Os valores da empresa são explicitados e formalizados também no Código de Conduta Ética, assinado por todos, na sua Missão e Visão, no Credo, e em todos os canais de comunicação. Associando o negócio aos seus valores, foi aberta em 2013 a primeira loja virtual na comunidade de Heliópolis, na zona leste de São Paulo (SP). Participa do comitê da comunidade em questões relevantes, como o auxílio de jovens para continuar aprimorando sua formação, e o apoio ao Instituto Baccarelli, que forma mais de 3 mil crianças e jovens de Heliópolis para a música. Neo Mondo - Janeiro/ Fevereiro 2017

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Perfil

Marise Barroso presidente da Masisa no Brasil

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arise Barroso é presidente da Masisa Brasil, subsidiária do Grupo Masisa, empresa multinacional e uma das líderes na produção e

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comercialização de painéis de madeira para a fabricação de móveis e arquitetura de interiores. A empresa é reconhecida por sua inovação, design e gestão de sustentabilidade. No Brasil, a Masisa possui duas fábricas e, em 2012, suas vendas líquidas totalizaram R$ 578,8 milhões. Marise tem 50 anos, é comunicadora social formada pela UFRJ, com Mestrado em Comercialização pela Universidade Metropolitana, em Caracas (Venezuela). Com mais de 30 anos de experiência nas áreas de comunicação, marketing, vendas, desenvolvimento de novos negócios e gestão de sustentabilidade, Marise desenvolveu sua carreira como líder nestas áreas em importantes empresas internacionais de cinco segmentos: varejo, tecnologia, produtos de consumo, mídia e serviços, na Venezuela, na Colômbia, no México e nos Estados Unidos, regressando ao Brasil em 1999, como Diretora Comercial da AOL Brasil. Em 2005, ingressou na Amanco, como Diretora de Marketing. Assumiu a presidência da empresa em junho de 2009, cargo que desempenhou até dezembro de 2011, ingressando na Masisa em março de 2012. Em dezembro de 2012, tomou posse no Conselho Estratégico da Rede de Mulheres Líderes pela Sustentabilidade, rede instituída pelo Ministério do Meio

Ambiente para promover a equidade de gênero e empoderamento da mulher brasileira. É também membro do Conselho do MBA Executivo Internacional da FIA-USP. Desde o início de 2012, quando Marise Barroso assumiu a presidência, a Masisa Brasil estabeleceu como uma de suas metas promover a diversidade, com destaque para a equidade de gênero. A empresa acredita que os valores do feminino, assim como a própria sustentabilidade, flexibilidade, clareza de propósito e visão de longo prazo são fundamentais para o equilíbrio dos negócios. Para isso, a Masisa visa aumentar a participação das mulheres, que ainda é deficiente nos cargos de liderança nas empresas do país, por meio da modificação de alguns procedimentos – como ter sempre em entrevistas candidatos que sejam 50% mulheres e 50% homens, e reavaliando políticas e processos. Entre os desafios está o alinhamento conceitual com a participação de representantes das diferentes áreas da organização. A Masisa também vai além das certificações e dos indicadores internos, ao implantar o novo modelo de sustentabilidade conhecido como Cadeia de Prosperidade. Trata-se de um novo modelo de sustentabilidade que a empresa adotará e buscará compartilhar com todos os agentes impactados de sua cadeia. O objetivo será o de gerar crescimento nos públicos da empresa, para que ocorra a prosperidade de toda a cadeia. Baseado em políticas e processos internos, o projeto foi dividido em duas grandes fases, que podem ocorrer de forma simultânea: a Básica e a Estratégica. Na fase Básica, a empresa buscará o cumprimento da legislação local, a obtenção da licença social com a comunidade vizinha, o gerenciamento preventivo do risco social, além do controle dos impactos ambientais e sociais das operações nas áreas de influência. Na fase Estratégica, por sua vez, o objetivo da Masisa será o de buscar oportunidades de negócio para solucionar problemas sociais e/ou ambientais, bem como programas de diferenciação do mercado.


Sônia Regina Hess de Souza presidente da Dudalina

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ônia Hess de Souza, 6ª filha de uma família de 16 filhos, herdou de sua mãe Adelina, o caráter arrojado, visionário e empreendedor. De seu pai Duda, herdou a confiança, o carisma e a capacidade de liderar, fazer amigos e a certeza de que a vida é significativa se for profunda e generosa. Desta forma, a Dudalina S.A., uma das maiores camisarias da América Latina, com sede em Blumenau (SC), tem à sua frente uma mulher com extrema capacidade de decisão. Sônia iniciou sua história na pequena cidade de Luiz Alves, no interior de Santa Catarina, onde nasceu. Na adolescência, mudou-se para Blumenau (SC) para completar os estudos. Sua experiência profissional começou cedo, trabalhando nas lojas da família em Balneário Camboriú (SC). A vontade de ir além a levou à Espanha, onde realizou um estágio na UNYL, maior fábrica de camisas da época, especializando-se em confecção. Ao retornar foi convidada para trabalhar em Minas Gerais. Em 1984, foi convidada por seus irmãos para abrir o mercado paulista e administrar o escritório da empresa em São Paulo. Desafio aceito, Sônia tomou-se de amores pela cidade onde fixou residência. Apaixonada convicta e realizada pelo trabalho, o ritmo de Sônia impressiona. Sua rotina inclui viagens semanais a Blumenau, sede da empresa, além das viagens pelo Brasil em visita a clientes, e ao exterior para, além de atender clientes, visitar feiras e realizar pesquisas de mercado com sua equipe. Em 2003, 19 anos após seu retorno à empresa, tendo passado por diversas áreas como: produção, marketing, produto e comercial, Sônia assumiu a presidência

da Dudalina, a convite do Conselho de Administração. Sob seu comando estão mais de 2.600 funcionários atuando em um complexo de cinco fábricas em Santa Catarina e uma no Paraná. Do total de colaboradores, 75% são mulheres. Possui 96 lojas de varejo, sendo 62 próprias e 34 franquias, 1 showroom em São Paulo, 1 shop in shop em Milão (Itália) e 1 franquia no Panamá. Além da dedicação à empresa, Sônia faz parte do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), do Conselho Curador da Fundação Dom Cabral, atua como Conselheira Vice-Presidente da ABIT; é membro do grupo LIDE; é conselheira da Winning Women Brasil da Ernst & Young Terco; Vice-presidente do Conselho da ADVB de Santa Catarina; é mentora da Endeavor Brasil; e uma das cinco juradas da América Latina do Cartier Women´s Iniciative Awards. Entre suas conquistas, Sônia foi indicada para o Prêmio Veuve Clicquot de Mulher de Negócios (2005); foi eleita por duas vezes Líder Empresarial de Santa Catarina pela Gazeta Mercantil (2005 e 2008); conquistou o “Prêmio Cláudia” – na categoria Negócios (2005); foi eleita Personalidade de Vendas da ADVB/SC (2006), através d a

votação de mais de 12 mil pessoas, sendo a primeira mulher a receber este prêmio, atualmente na sua 13ª edição; foi finalista no prêmio Líder Empresarial Feminino promovido pelo LIDE (2008); foi eleita uma das 15 melhores Gestoras de Empresas do Brasil pelo Valor Econômico (2010 e 2011); recebeu a Medalha do Mérito ABIT (2012); foi eleita Mulher Empreendedora LIDE (2012); e recebeu a medalha Ruth Cardoso – Conselho Estadual da Condição Feminina SP (2013). Desde 2009, a Dudalina elabora o Inventário de Emissões dos GEE - Gases de Efeito Estufa - de suas atividades e de terceiros. Para isso, participa, desde 2013, do Programa Brasileiro GHG Protocol, uma ferramenta utilizada para entender, quantificar e gerenciar emissões de GEE, originalmente desenvolvida nos Estados Unidos, em 1998, pelo World Resources Institute (WRI) e é hoje mundialmente a metodologia mais usada pelas empresas. A partir dos resultados, desenvolve um programa de compensação ambiental baseado nos resultados do inventário, ou seja, no total de emissões de gases de efeito estufa. A partir da quantidade de CO2e emitida, utiliza a proporção em que 1 árvore, ao longo de 15 anos, consegue neutralizar em média 160 kg de CO2. Assim, programa atividades de sensibilização, educação ambiental e plantios com a quantidade de mudas de árvores nativas necessárias. Até hoje foram mais de 23 mil mudas de árvores nativas.


Perfil

Ghislaine Dubrule CEO da Tok&Stok

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hislaine Dubrule é francesa, formada em Ciências Políticas pelo Instituto de Estudos Políticos (IEP) em Grenoble (França) e em Decoração de Interiores pelo Instituto Espade. Iniciou sua carreira na Tok&Stok, empresa que fundou junto a Régis Dubrule, seu marido, à frente da primeira loja e do desenvolvimento de fornecedores. Após assumir a Gestão das Lojas e do Planejamento Comercial, assumiu a Vice-Presidência, responsável pelas áreas de Planejamento Comercial, TI, RH, Logística, Atendimento ao Cliente, Jurídico. Em janeiro de 2013, assumiu a posição de CEO da empresa. A empresa, sob sua gestão, como VicePresidente e como CEO, foi reconhecida e homenageada inúmeras vezes, em relação ao Atendimento ao Cliente, Design de Produtos, Gestão de Pessoas, Responsabilidade Social, dentre outros, tendo recebido inúmeros prêmios de Top of Mind e reconhecimento de gestão. Dentre suas principais conquistas à frente da Tok&Stok, estão o crescimento da rede ao longo dos 36 anos de história, a

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consolidação da marca, que hoje, além de líder de mercado como uma das maiores redes de móveis e decoração do Brasil, é reconhecida no País, não apenas pelo público consumidor, mas também pelo público especializado das áreas de Design e Arquitetura. A Tok&Stok, por exercer seu papel de empresa socialmente responsável, mantém um relacionamento de forma ética e transparente com seu público interno, a comunidade ao seu entorno, seus fornecedores e os agentes governamentais. Realiza, ainda, ações voltadas à comunidade ao seu entorno. Atualmente apoia 25

entidades sociais pulverizadas em diversas regiões no Brasil, que beneficiam mais de 5.500 crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social e risco pessoal. As doações em produtos e em dinheiro, revertidos para as instituições totalizaram, em 2013, o montante de R$ 2.434.117,48. A Tok&Stok destina o valor da venda dos recicláveis, arrecadado através do programa Tok 3Rs, para cobrir parte dessas doações. Em 2013 foi arrecadado o valor de R$ 104.525,79 correspondente a 852 toneladas de recicláveis. Com o objetivo de conscientizar funcionários, fornecedores e clientes sobre a importância do correto manejo das florestas brasileiras, a Tok&Stok realiza o Programa Madeira Certificada de forma pioneira desde 1999. A madeira certificada é extraída de florestas reconhecidas como corretamente manejadas pelo FSC - Forest Stewardship Council (Conselho de Manejo Florestal).


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Dia Mundial do Meio Ambiente

Urucu Amarela Polinizando flor de carambola

Abelhas: muito mais que produtoras de mel, essenciais para a maior e melhor produção agrícola

A importância das abelhas para a agricultura é pouco disseminada. Graças à sua ação polinizadora, elas são essenciais para aumentar a produção e a qualidade das colheitas. Estima-se que os ganhos de produtividade com polinização por abelhas seja equivalente a 10% do valor da produção agrícola, um acréscimo que representa, entre outros benefícios, menos áreas desmatadas e maior biodiversidade. Por Eleni Lopes

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ecentemente um artigo publicado na revista internacional Apidologie revisitou 249 publicações científicas sobre os polinizadores de culturas com interesse econômico. Foram identificados os fecundadores de 75 culturas agrícolas brasileiras, distribuídos em 250 espécies de animais. Destes, 87% são abelhas. Ou seja, elas, além de produzir mel e 16

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seus subprodutos, contribuem de forma impressionante para intensificar a produção agrícola de diversas plantas, e também para a manutenção da biodiversidade. A população urbana, em sua grande maioria, desconhece como os alimentos são produzidos. Desta forma, poucos sabem que abelhas são criadas não apenas para produzir mel, mas também são colocadas

em muitas culturas para aumentar a produção e a qualidade dos alimentos cultivados, prática que vem crescendo nos últimos anos. A polinização agrícola é naturalmente reconhecida como um fator de produção fundamental em cultivos altamente dependentes desses serviços, como o melão, a maçã e o maracujá, mas recentemente ela também tem sido


Foto: Cristiano Menezes

Foto: Cristiano Menezes

Potes de mel da abelha Tiuba do Maranhão

considerada relevante em culturas geralmente tidas como pouco dependentes, mas de grande importância econômica e social, como soja, feijão e caupi. Nesta edição especial de NEO MONDO, para contribuir na conscientização da importância das abelhas em nossas vidas, conversamos com três grandes especialistas do assunto e destacamos alguns importantes trabalhos nacionais nesta área. Diferença entre lucro e prejuízo Breno Magalhães Freitas é agrônomo e há 20 anos professor e pesquisador do departamento de Zootecnia da Universidade Federal do Ceará (UFC). Sua paixão foi herdada do pai, agrônomo da Emater, que criava abelhas européias e só aumentou ao estudar a polinização agrícola, unindo o interesse pela agricultura e a produção animal. Ele lembra que a população humana atualmente é de 7 bilhões de pessoas e, até o momento, a matriz de produção de alimentos global tem se baseado, principalmente, na expansão da fronteira agrícola. “A polinização agrícola desempenha papel fundamental para que cada planta consiga alcançar o seu potencial produtivo máximo. Em diversas culturas, a inserção de colméias, graças ao seu baixo custo, é a diferença entre o lucro e o prejuízo”, ressalta. “Por exemplo, na cultura do feijão, pouco dependente de polinização, as abelhas podem contribuir para um aumento de até 10% na produção”. O professor conduz hoje diversas linhas de pesquisa com abelhas, com uma equipe de cerca de 30 pessoas na UFC, muitas em parceria com estudiosos da Inglaterra, Alemanha, Argentina, Austrália, entre outros países. Uma das pesquisas analisa os odores que mais atraem as abelhas, importante indicativo para os melhoristas de plantas. Outra estuda as causas das baixas taxas de reprodução de espécies sem ferrão, de forma a endereçar esta questão.

Como elas ajudam na polinização? Quando a abelha pousa numa flor para coletar néctar ou pólen, grãos de pólen ficam presos nos seus pelos. Em razão do seu movimento entre as flores, os grãos podem ser levados ao estigma da mesma flor ou de outra. O mais curioso é que a ação da abelha é involuntária e, a polinização, um resultado acidental. Uma abelha visita em média entre 50 e 1.000 flores por dia. Uma recente revisão publicada pelo Journal of Economic Entomology listou algumas espécies vegetais que apresentam dependência essencial por polinizadores: abóbora, acerola, cajazeira, cambuci, castanha do pará, cupuaçu, fruta do conde, gliricídia, jurubeba, maracujá, maracujá doce, melancia, melão e urucum. Já as que foram citadas como apresentando grande dependência foram: gabiroba, goiaba, jambo vermelho, murici, pepino, girasol, guaraná, tomate, abacate, pinhão manso, damasco, cereja, pêssego, ameixa, adesmia e araticum. Ou seja, de forma indireta, podemos afirmar que as abelhas desempenham papel essencial para estes cultivos.

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Dia Mundial do Meio Ambiente

Foto: Cristiano Menezes

Abelha olho-verde em flor de açaí

abelha Jataí. “Assim como ocorre em formigas e cupins, descobrimos que a abelha jataí possui uma subcasta específica para proteger suas colônias de invasores”, explica. De acordo com Cristiano, elas são bem maiores e morfologicamente diferentes das demais companheiras do ninho. Outro estudo que ganhou destaque internacional no último ano foi o primeiro caso de agricultura de fungos em abelhas, na espécie Mandaguari. Essas abelhas cultivam fungos para alimentar as suas larvas. É uma simbiose obrigatória, ou seja, as larvas precisam comê-lo para sobreviver. “É preciso conhecer muito bem a biologia dessas abelhas para ajudar na sua conservação e, principalmente, para utilizá-las na polinização agrícola de forma sustentável”, conta.

Foto: Cristiano Menezes

Simbiose perfeita Cristiano Menezes é biólogo e pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental. Seu principal foco de estudo, há 12 anos, é a biologia e manejo das abelhas sem ferrão para a polinização agrícola. Sua paixão pelo tema nasceu ao fazer sua iniciação científica com o geneticista, engenheiro agrônomo e reconhecido professor Warwick Estevam Kerr. “São mais de 240 espécies de abelhas sem ferrão catalogadas no Brasil, um tesouro da biodiversidade, com cores e formatos diferentes, um material biológico incrível e cheio de mistérios”, conta. Ele cita duas pesquisas recentes para exemplificar a grande quantidade de mistérios a serem desvendados nesse grupo de abelhas. A primeira foi a descoberta de soldados especializados na

rasil.Benefícios mútuos Desde criança, a bióloga, diretora do Instituto de Meio Ambiente e professora da Pontífice Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), Betina Blochtein, gostava de observar a natureza, especialmente flores caídas e insetos. Ao ser aluna de um curso de apicultura na faculdade, se apaixonou pela tema. Hoje, conta com 14 alunos vinculados ao seu grupo de pesquisa. Ela destaca o estudo que conduz com a cultura da canola, que mostra que a produtividade pode aumentar em até 30% com a introdução das abelhas no cultivo. “Este ganho acontece naturalmente, sem colocar qualquer insumo agrícola na produção. Além disso, mostramos que a canola antecipa o ciclo das colméias, num relação de ganha-ganha entre agricultores e apicultores”, ressalta. Outra descoberta da professora e de sua equipe é o quanto a paisagem é importante, ou seja, lavouras entremeadas de áreas nativas e de preservação permanente são essencias para a sobrevivência das abelhas Dentre outros estudos, Betina conduz a criação in vitro de espécies sem ferrão para, entre outros objetivos, realizar a análise de risco dos defensivos agrícolas sobre as abelhas, especialmente os inseticidas. Seus estudos ajudam hoje a disseminar as boas práticas agrícolas. “Orientamos os agricultores sobre a importância de escolher o melhor horário para as aplicações dos defensivos, nos finais de tarde, principalmente, e dias com menor incidência de vento para minimizar o impacto dos produtos”, conta.

Mandaguari em flor de café 18

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CURIOSIDADES - A espécie de abelha mais comum, no Brasil e no mundo, é a Apis mellifera. - Poucos sabem que também são criadas abelhas sem ferrão, que são menores e dóceis, e o mel que produzem, mais líquido e com um sabor ligeiramente ácido, é muito apreciado nos meios gastronômicos e possui maior valor de mercado. - A abelha rainha é muito maior que as operárias. Uma rainha é produzida pelas operárias de abelhas melíferas, sempre que necessário, a partir de uma larva jovem de até 3 dias de vida. A larva se transformará numa rainha devido a uma alimentação diferenciada em termos de quantidade e qualidade. No caso da grande maioria das abelhas sem ferrão, as células de cria onde as rainhas serão criadas recebem mais alimento do que células das operárias. - Os zangões servem apenas para a reprodução, já que não defendem a colônia – não possuem ferrão –, nem coletam alimento ou outros recursos para a colônia. - A rainha de abelhas melíferas copula com até 20 zangões durante o voo nupcial. Já as rainhas das abelhas

sem ferrão são fiéis a um único macho. - As abelhas se alimentam, basicamente, de néctar e mel, como fonte de carboidratos, e pólen, como fonte de proteínas, gorduras, vitaminas e minerais, além de água. Elas visitam quase 4 milhões de flores para produzir 1 kg de mel. - Elas só atacam quando sentem que a sua integridade, ou a de sua colmeia, está ameaçada. Uma abelha só ferroa longe da colmeia quando é molestada ou quando saiu de uma colmeia que foi atacada. - Já as abelhas sem ferrão possuem métodos alternativos para se defender. Elas podem enrolar no cabelo, grudar resinas pegajosas no invasor ou simplesmente se esconder no buraco onde vivem. - As abelhas Apis mellifera realmente morrem depois de ferroar, em questão de horas. Isso porque o ferrão é uma estrutura que se parece com um arpão e que fica cravado na vítima. Ao se desprender, ela deixa não apenas o ferrão, mas também o saco de veneno e parte do seu aparelho digestivo.

Vasto banco de informações online um aluno tinha que mandar para um especialista analisá-la e contar com a sorte de ela já ter sido descrita. Hoje, pode identificá-la online e já fazer correlações e entrar em contato com outros especialistas”. “Nossa grande limitação sempre foi o conhecimento pulverizado, escondido em teses diversas. Hoje, passamos a ter fácil acesso a um vasto banco de dados”, destaca o pesquisador Cristiano Menezes. De acordo com Betina Blochtein, “a plataforma contribui para a gestão do conhecimento e incentiva a participação em discussões. Qualquer mobilização para proteger os polinizadores é fundamental”, finaliza.

Foto: Cristiano Menezes

Para quem estuda ou quer saber mais sobre estes pequenos animais, está disponível um conjunto de informações no link http://abelha.cria.org.br/, do portal da Associação Brasileira de Estudo das Abelhas (A.B.E.L.H.A.), www.abelha.org.br. A plataforma reúne informações com o objetivo de aprofundar o conhecimento sobre a importância das abelhas para a produção de alimentos e a preservação ambiental, tornando-se fonte de informação e agente de conscientização de diversos públicos, incluindo jornalistas, pesquisadores, professores e estudantes. A associação mantém também um Conselho Científico que congrega pesquisadores de diversas instituições, entre elas, Embrapa, Universidade de São Paulo, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Universidade Federal do Ceará e Pontifícia Universidade Católica. Para o professor Breno Magalhães Freitas, o sistema de informações disponibilizado pela A.B.E.L.H.A., “abre mil novas oportunidades para os pesquisadores. Antes, ao se deparar com uma espécie pouco conhecida,

Abelha mosquito coletando pólen em flor de ora-pro-nobis NeoNeo Mondo Mondo - Janeiro/ - maio/junho Fevereiro2016 2017

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Aquecimento global

DESESPERO NO GELO De acordo com o Painel Intergovernamental em Mudança do Clima (IPCC), da Organização das Nações Unidas (ONU), o século XX foi o mais quente dos últimos cinco, com aumento de temperatura média entre 0,3°C e 0,6°C. Por Eleni Lopes

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Onda de calor? Culpa do aquecimento global. Esfriou demais? Debita na conta do efeito estufa. Tsunamis? Furacões? Seca? El Niño? Aumento do nível dos mares? O responsável é sempre o mesmo.

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ara melhor entender este cenário, imagine a Terra como um carro estacionado sob o Sol. Os raios solares entram pelas janelas do carro; uma parte do calor é absorvida pelos assentos, painel, carpete e tapetes. Quando esses objetos liberam o calor, este não sai pelas janelas por completo. Uma parte é refletida de volta para o interior do carro. O calor irradiado pelos assentos é de um comprimento de onda diferente do da luz do Sol que entrou pelas janelas. Então uma certa quantidade de energia entra e menos quantidade de energia sai. O resultado é um aumento gradual na temperatura interna do carro. No nosso paralelo com a Terra, quando os raios solares chegam à atmosfera

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Aquecimento global

e

à superfície do planeta, aproximadamente 70% da energia fica no planeta, absorvida pelo solo, pelos oceanos, pelas plantas e outros. Os 30% restantes são refletidos no espaço pelas nuvens e outras superfícies refletivas. Mas, mesmo os 70% que passam, não ficam na Terra para sempre (se isso acontecesse ela se tornaria uma bola de fogo). Parte vai para o espaço e o resto é refletido em gases ao redor da atmosfera, tais como dióxido de carbono, gás metano e vapor de água (conheça mais no box). O calor que não sai pela atmosfera terrestre mantém o planeta mais quente do que o espaço sideral, porque mais energia está entrando pela atmosfera do que saindo. Isso tudo faz parte do chamado efeito estufa. Desta forma, o aquecimento global é uma consequência das alterações climáticas ocorridas no planeta. De acordo com o Painel Intergovernamental em Mudança do Clima (IPCC), da Organização das Nações Unidas (ONU), o século XX foi o mais quente dos últimos cinco, com aumento de temperatura média entre 0,3°C e 0,6°C. Esse aumento pode parecer insignificante, mas é suficiente para modificar todo clima de uma região e afetar profundamente a biodiversidade, desencadeando vários desastres ambientais.

Cenário alarmista? Em 1997, em busca de alternativas para minimizar o aquecimento global, 162 países assinaram o Protocolo de Kyoto. Nele, as nações desenvolvidas se comprometiam a reduzir sua a emissão de gases que provocam o efeito estufa em pelo menos 5% em relação aos níveis de 1990. Essa meta teria que ser cumprida entre 2008 e 2012. Dezessete anos depois da assinatura, uma certeza: muito pouco foi feito. Qual o impacto de promessas não cumpridas, iniciativas que não saíram do papel? Alguns exemplos: - O derretimento das calotas polares é um fenômeno verificado nas últimas décadas e está diretamente relacionado ao aquecimento global. Estudo recente divulgado pela

revista Science mostra que o derretimento anual de 4.260 bilhões de toneladas de gelo na Antártida e na Groenlândia, em um período de quase 20 anos, aumentou em 11 milímetros o nível do mar — o equivalente a um quinto do aumento observado no período. - Os efeitos mais devastadores e também os mais difíceis de ser previstos são aqueles na biodiversidade. Muitos ecossistemas são delicados e a mais sutil mudança pode matar várias espécies. E mais: a maioria dos ecossistemas são interconectados então a reação em cadeia dos efeitos é hoje imensurável. - Outras consequências do aquecimento global são a desertificação, alteração do regime das chuvas, intensificação das secas em determinados locais, escassez de água, abundância de chuvas em algumas localidades, tempestades, furacões, inundações, alterações de ecossistemas, redução da biodiversidade, perda de áreas férteis para a agricultura, além da disseminação de doenças como a malária, esquistossomose e febre amarela. - O IPCC estima que o nível do mar tenha subido 17 centímetros durante o século 20. Projeções feitas por cientistas mostram que até 2100 o nível do mar vai subir de 18 a 55 cm.

Impacto no Brasil O Brasil, por ser um país com dimensões consideradas continentais, acaba, inevitavelmente, ficando mais exposto aos riscos provocados pelo aquecimento global. Além disso, uma considerável parte de seu território encontra-se próxima à Linha do Equador, zona da Terra que recebe os raios solares de forma mais intensa. Além disso, o fato de o território brasileiro apresentar uma extensa faixa litorânea

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também merece atenção. No Nordeste, o aumento das temperaturas poderá oscilar, nas próximas décadas, entre 2ºC e 4ºC. De acordo com o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), o principal e mais alarmante efeito possível do aquecimento global no Brasil é a redução da Floresta Amazônica, que poderá perder entre 30% e 50% de seu território durante o século XXI. Um estudo do Banco Mundial, intitulado “Impactos da Mudança Climática na Gestão de Recursos Hídricos: Desafios e Oportunidades no Nordeste do Brasil”, aponta ainda que a variabilidade das chuvas e a intensidade das secas no Nordeste continuarão aumentando até 2050, com graves efeitos para a população, caso os governos locais não invistam em infraestrutura e gestão hídrica.

Gases tóxicos Conheça um pouco mais dos gases que contribuem para o aumento do efeito estufa: - Dióxido de carbono (CO2): gás incolor, subproduto da combustão de matéria orgânica. A atividade humana bombeia enormes quantidades de CO2 na atmosfera. O aumento de sua concentração é considerado o fator primário no aquecimento global, porque o CO2 absorve radiação infravermelha.

- Óxido Nitroso (N2O): embora as quantidades liberadas pela atividade humana não sejam tão grandes quanto as de CO2, o óxido nitroso absorve muito mais energia do que CO2 (cerca de duzentas e setenta vezes mais). Por esse motivo, os esforços para que sejam reduzidas as emissões de gás estufa têm sido direcionados para o N2O também. - Metano: principal componente do gás natural, ocorre naturalmente, oriundo da decomposição de material orgânico. Atividades desenvolvidas pelo homem produzem o metano de várias formas, como, por exemplo: • extração do carvão; • a partir de grandes rebanhos de gado (por exemplo, gases digestivos); • decomposição do lixo em aterros.

Urso polar: vítima inocente Habitante das terras geladas do Ártico, o urso polar sobrevive a uma temperatura que varia de -37°C a -45°C, graças a duas camadas de pele e uma camada de gordura de 11,5 cm de espessura que fazem o isolamento térmico de seu corpo. O animal é encontrado apenas em cinco países: Estados Unidos, Canadá, Rússia, Noruega e Groenlândia. Carismáticos, são considerados os símbolos do aquecimento global. A espécie está classificada como “vulnerável” pela União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN), com oito das dezenove subpopulações em declínio. O principal perigo causado pela mudança climática é a desnutrição e inanição devido à perda do habitat. Os ursos-polares caçam focas nas plataformas de gelo, e a elevação da temperatura pode fazer com que o gelo do mar derreta mais cedo a cada ano, levando os ursos para a costa antes de terem constituido reservas de gordura suficientes para sobreviver ao período de carência alimentar no final do verão e início do outono. A redução da cobertura de gelo também força os ursos a nadarem

longas distâncias, o que esgota ainda mais seus estoques de energia e, ocasionalmente, leva ao afogamento. Além de criar estresse nutricional, o aquecimento climático afeta vários outros aspectos da vida do ursopolar, como a capacidade das fêmeas grávidas em construir tocas de maternidade adequadas devido às mudanças nas plataformas de gelo. Doenças causadas por bactérias e parasitas também podem se estabelecer mais rapidamente num clima mais quente, afetando a espécie.

China, Estados Unidos, Rússia, Índia, Brasil, Japão, Alemanha, Canadá, Reino Unido e Coreia do Sul são os principais emissores dos gases do efeito estufa. Neo Mondo - Janeiro/ Fevereiro 2017

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Saúde

FITOTERAPIA: MEDICINA SUSTENTÁVEL

O Brasil ainda não despertou para a riqueza incalculável de suas espécies terapêuticas. Da Redação

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inseng, carqueja, guaraná, confrei, ginko biloba, espinheira-santa, sene, guaco, boldo, difícil encontrar quem nunca utilizou ou pelo menos ouviu falar dessas plantas medicinais, tão eficazes e em muitos casos, acessíveis. Integram um rol de plantas cujas substâncias podem ser utilizadas com finalidade terapêutica. Muitas delas são, inclusive, matérias-primas para o preparo de medicamentos sintéticos. O uso de plantas medicinais remonta à própria história da humanidade, permanecendo até os dias atuais como a base da terapêutica moderna. Porém, no Brasil, ainda há pouca aplicabilidade se comparada a outros países, como a Alemanha, onde 75% da população já utiliza fitoterápicos. Por aqui, sobretudo nos grandes centros, os médicos e muitas vezes, os próprios pacientes, resistem ao uso desses medicamentos, que possuem eficácia comprovada e

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agregam inúmeros valores sociais, econômicos e ambientais, levandoos a serem considerados pelos seus defensores como os biocombustíveis da saúde, pois poderiam representar fonte de riquezas e divisas incalculáveis para o país. De todo modo, ainda ouviremos falar muito sobre Fitoterapia. Foi recomendada pela Organização Mundial de Saúde como medida estratégica para universalizar os direitos à utilização de medicamentos e tem recebido amplo apoio do Ministério da Saúde brasileiro. O médico Luiz Sérgio Passos Alves (*), especialista em Plantas Medicinais e responsável pelo módulo de medicina na pós de fito da Universidade Federal

de Lavras, explicou que a política nacional, que define as regras e os recursos destinados à Fitobrasil, é ainda muito recente, mas que a quantidade de pós-graduações e cursos universitários já quadruplicou, trazendo no seu rastro trabalhos científicos de boa qualidade. Apesar desse movimento favorável, diz que a fitoterapia ainda não conta com a adesão do Conselho Regional de Medicina. “O médico, ainda conhece pouco sobre esta opção terapêutica. Mas estamos melhorando” – esclareceu ele. Alves explicou que o medicamento fitoterápico é aquele obtido exclusivamente de matérias-primas


vegetais, processado tecnologicamente, com benefícios comprovados nas finalidades curativas, profiláticas ou diagnóstica.

Fonte de Riqueza Além do aspecto que envolve a saúde, estamos falando de um mercado que movimenta US$ 22 bilhões/ ano, sendo US$ 8,5 bilhões, na Europa e US$ 6,3 bilhões nos Estados Unidos. O Brasil tem a parcela de apenas US$ 400 milhões. A Alemanha detém 39% do mercado europeu, apesar de possuir apenas 20 plantas endêmicas (próprias da região) contra 25.000 espécies brasileiras. Porém, os alemães formaram o maior centro de pesquisa mundial em fito (Comissão E). O tema é matéria curricular obrigatória nas faculdades de medicina, sendo prescrita por 70% dos médicos, contra 3% no Brasil. “Possuímos a maior grife ecológica do Planeta. Um hectare da Floresta Amazônica possui mais espécies de plantas do que todo o Continente Europeu (200 a 300)” – confirmou o especialista. No entanto, como 65% das indústrias farmacêuticas instaladas no Brasil são multinacionais, 80% dos fitoterápicos produzidos aqui são feitos com plantas exóticas (não-nativas do Brasil). Nos raros casos onde o produto brasileiro é valorizado, caso do açaí e da castanha-do-pará, torna-se possível oferecer emprego para mais de 30.000 pessoas.

Biodiversidade e Biopirataria A união da grande biodiversidade com a falta de um controle efetivo de nossos recursos naturais, faz do Brasil a maior vítima mundial da biopirataria. A CPI da biopirataria acusa diversos países por patentes indevidas de nossas plantas nativas: cupuaçú, biribiri, mandioca selvagem, açaí.... Calcula-se que o conhecimento sobre a biodiversidade brasileira tenha um valor de US$ 2 trilhões (quatro vezes o PIB nacional). “Um exemplo disso é que entre os anos de 1983 e 1994, 60% dos antineoplásicos descobertos vinham diretamente das plantas. A folha da graviola que nasce e cresce em abundância no Brasil (subespontânea) demonstrou ser eficaz no tratamento do adenocarcinoma de cólon” – disse o médico. O mundo científico vasculha o Brasil em busca de plantas para tratamento de câncer, AIDS, hepatite B, herpes e gripe.

A fitoterapia é a grande chance do Brasil embarcar definitivamente na milionária rota tecnológica da indústria farmacêutica

Para Alves, “a fitoterapia é a grande chance do Brasil embarcar definitivamente na milionária rota tecnológica da indústria farmacêutica”.Isso sem contar a questão da sustentabilidade e qualidade que poderia reverter um triste panorama brasileiro atual: a saúde pública.

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Saúde

INSTINTO DE SOBREVIVÊNCIA Estudos apontam que o uso de plantas como medicamento faz parte do instinto de sobrevivência animal. Dentre os inúmeros exemplos está o chimpanzé, que consome 16 tipos de ervas, que não possuem nem sabor agradável nem valor nutricional, apenas terapêutico. Também o gavião, que quando picado por cobra,

FARMÁCIAS VIVAS Os fitoterápicos produzidos com tinturas e extratos vegetais custam de duas a quinze vezes menos que os remédios industrializados. Muitos estados brasileiros (Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais etc) possuem

ingere folhas de guaco, cujas propriedades antiofídicas foram recentemente comprovadas pela ciência. Já o homem que, desde a antiguidade, utilizava plantas com fins terapêuticos, traçou rumos diferentes. Com a evolução da química e a possibilidade da síntese de medicamentos em nível industrial, a fitoterapia caiu no descrédito total, até que nos anos 60, com o advento da Talidomida1, percebeu-se uma nova situacão desastrosa: o efeito colateral e os riscos oferecidos pelo uso indiscriminado de medicamentos sintéticos. O mundo então voltou seu olhar, novamente, para as alternativas naturais.

Farmácias Vivas, onde se planta, manipula e dispensa gratuitamente fitos, prescritos pelos médicos locais. Este já pode ser considerado um reflexo positivo da implantação da Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, cujo objetivo é garantir o acesso seguro e o uso racional, visando a sustentabilidade desses recursos naturais.

PLANTAS MEDICINAIS 1) Guaraná simboliza os olhos de um pequeno índio prodígio da tribo Mauê, perversamente morto pelo Deus do mau. Seus olhos foram arrancados e plantados por ordem do Deus Tupã, onde nasceu o primeiro pé de guaraná, que significa força e vigor. Veja que a semente do guaraná parece mesmo com olhos;

2) Cordia verbenacea, o 1º fito do Brasil, anti-inflamatório para entorses;

3) Maytenus (espinheira-santa) para gastrites;

4) Catharanthus roseus. Dela se extrai a vincristina e a vimblastina, quimioterápicos para o tratamento de linfomas e leucemias;

5) Mikania glomerata, (guaco) broncodilatador e expectorante;

6) Passiflora Edulis, potente ansiolítico;

7) A flor do nosso pequi usado para curar gripes e resfriados;

8) Bixa orelana, semente do urucu (coloral), usada nas dermatoses;

9) ritual do Santo Daime, com a erva que altera o nível de consciência e é a grande novidade da ciência para o tratamento do mal de Parkinson.

(*) Contato com o médico Luiz Sérgio Passos Alves : fitomania@globo.com (1) A talidomida (C13H10N2O4) é uma substância usualmente utilizada como medicamento sedativo, anti-inflamatório e hipnótico. Se usada durante a gravidez, pode causar má-formação ou ausência de membros no feto.

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Em 2004, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) publicou uma resolução (RE 89) que facilitava o registro de 34 fitoterápicos, com a intenção de incentivar a produção e baratear o custo ao usuário. “Infelizmente esta lista só continha três plantas nativas do Brasil (guaco, espinheira-santa e guaraná)” - diz Alves.

Evolução Terapêutica nos Últimos 4000 Anos: Queixa: dor de ouvido Tratamento proposto: • 2000 a.C.: coma esta raiz; • 1000 d.C.: raiz é pagã, reze esta oração; • 1800 d.C.: oração é crendice, tome esta poção;

COMPLEXIDADE Mas não tem sido tão simples assim. As plantas possuem seu próprio laboratório de síntese. Tão perfeito e complexo que o homem jamais conseguiu imitar. Talvez esteja aí o grande desafio desse resgate ao natural, que precisa estar adaptado às necessidades do mercado: padronização, uniformidade, produtividade contínua, quantidade, qualidade, tamanho, aspecto, homogenidade, frequência etc. “Não é tarefa fácil. Por isto, a Fitoterapia é uma ciência eminentemente interdisciplinar. Não adianta o médico prescrever sem a mobilização de biólogos, taxonomistas, agrônomos, químicos, farmacêuticos e, principalmente, a agregação do conhecimento popular” – considerou o especialista.

RISCOS Nas últimas décadas, a fitoterapia ganhou notoriedade mundial por ser considerada segura, eficaz e com baixa incidência de efeitos colaterais. Contudo, é preciso desmistificar o dito popular: “É natural, não faz mal”. Alves cita o exemplo do confrei, que foi utilizado indiscriminadamente para prevenção e tratamento de leucemias, mas acabou provocando inúmeros tumores hepáticos malignos. Outros agravantes são: a incidência de contaminação (bactérias, mofo, coliformes fecais, insetos e metais pesados), a adulteração intencional e a identificação errônea das ervas, assim como a manipulação e preparo de forma inadequada, que podem levar a resultados desastrosos e perigosos. A associação entre fitos e sintéticos também pode oferecer riscos ao paciente. Por isso mesmo, a prescrição médica é indispensável.

• 1900 d.C.: poção é veneno de bruxa, engula esta pílula; • 1950 d.C.: pílula é paliativa, use este antibiótico; • 2000 d.C.: antibiótico é prejudicial à saúde, coma esta raiz.

Plantas Terapêuticas As 34 ervas com registro facilitado no MS/ANVISA são: • • • • • • • • •

castanha-da-índia: fragilidade capilar, varizes; alho: hipertensão arterial leve, dislipidemia e prevenção da aterosclerose; babosa: queimadura térmica grau 1 e 2 e de radiação; uva-ursi: infecção do trato urinário; calêndula: cicatrizante e anti-inflamatório dermatológico; centela asiática: insuficiência venosa dos membros inferiores; cimicifuga racemosa: sintomas do climatério; alcachofra: estimulante da função hepática; echinácea: preventivo e coadjuvante na terapia de resfriado e infecção do

trato urinário; • ginko biloba: vertigens e zumbidos, insuficiência vascular cerebral; • hypericum: estados depressivos leves e moderados; • camomila: antiespasmódico, anti-inflamatório tópico, distúrbios digestivos, insônia leve; • espinheira-santa: dispepsia e coadjuvante no tratamento de úlcera gástrica; • melissa: antiespasmódico, carminativo, distúrbios do sono; • hortelã: cólicas intestinais, carminativo, expectorante; • ginseng: fadiga física e mental, adaptógeno; • passiflora: sedativo; • guaraná: astenia, estimulante do SNC; • boldo-do-chile: estimulante hepático, distúrbios gastrintestinais espásticos; • anis: antiespasmódico, carminativo, expectorante; • kava-kava: ansiedade, insônia, tensão nervosa, agitação; • cáscara-sagrada: constipação intestinal; • salgueiro: antitérmico, anti-inflamatório, analgésico; • sene: laxativo; • saw palmeto: hipertrofia benigna da próstata; • confrei: cicatrizante tópico; • tanaceto: profilaxia da enxaqueca; • gengibre: profilaxia dos vômitos causados por movimentos ou pós-cirúrgicos; • valeriana: insônia leve, sedativo, ansiolítico; • guaco: expectorante, broncodilatador; • hamamelis: hemorroidas e equimoses; • poligala: bronquite, faringite; • eucalipto: antitussígeno e antibacteriano das vias aéreas superiores, expectorante. Neo Mondo - Janeiro/ Fevereiro 2017

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O mundo estĂĄ mudando. E vocĂŞ?

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Instituto NEO MONDO

ASSESSORIA DE IMPRENSA Jornalismo especializado nas áreas: Sustentabilidade e Corporativo

Soluções para o terceiro setor.

Núcleos REVISTA NEO MONDO

WEB Criação de animações gráficas para composição de livros, desenvolvimento de versões digitais de publicações impressas e de projetos especiais para eventos e feiras, utilizando realidade aumentada (RA), realidade virtual (RV), além de aplicativos de uso geral para celulares e tablets.

MARKETING CORPORATIVO Posicionamento da marca no mercado com Responsabilidade Socioambiental EDUCAÇÃO Elaboração de cartilhas, livros e projetos educativos socioambientais e corporativos

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Economia

MODELO DE PECUÁRIA SUSTENTÁVEL

Projeto Pecuária Verde combina pecuária moderna e proteção de áreas da Floresta Amazônica. Por Eleni Lopes

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aragominas é um dos principais polos da pecuária na Amazônia. Situado no nordeste do Pará, o município tem fazendas e rebanhos imensos e, durante muito tempo, esteve entre os campeões do desmatamento no Brasil. Nos anos 60 e 70, a região atraiu pecuaristas e madeireiros em busca de terra barata e crédito público. Desta forma, muitas fazendas desmataram de maneira descontrolada. Em 2008, esse avanço desequilibrado foi barrado na força: Paragominas entrou para a lista dos municípios que mais destroem a Floresta Amazônica, a chamada lista negra do desmatamento do Ministério do Meio Ambiente. A fiscalização apertou, serrarias foram fechadas e fazendas de gado multadas. Para sair da crise, os criadores assinaram um pacto com o Ministério Público para reduzir derrubadas e fazer o cadastramento ambiental das propriedades. Com apoio da Prefeitura e entidades não governamentais, as medidas foram adotadas e, em 2010, Paragominas foi o primeiro

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município a ser retirado da lista negra do desmatamento. O desafio então era encontrar uma nova maneira para a atividade agropecuária na região. Foi neste contexto que nasceu em 2011, o projeto Pecuária Verde, iniciativa do Sindicato de Produtores Rurais de Paragominas, que três anos depois se transformou em modelo para a pecuária na Amazônia. Com patrocínio do Fundo Vale e da Dow AgroSciences, conta com o apoio técnico de organizações não governamentais, Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) e da The Nature Conservancy (TNC), além da consultoria de pesquisadores da Esalq/USP e da Unesp. O projeto visa o desenvolvimento de práticas mais sustentáveis na pecuária bovina, baseado em soluções tecnológicas e no fortalecimento da agropecuária para aumento da eficiência produtiva. A ideia é aumentar a capacidade do setor para atender tanto as exigências do mercado quanto a maximização dos benefícios sociais, ambientais e econômicos da atividade.


Tripé sustentável O conceito de pecuária verde está baseado em três ações estratégicas coordenadas por pesquisadores que são referência nas suas áreas específicas de estudo: • Adequação ambiental das propriedades rurais Averbação das áreas de Reserva Legal, Área de Preservação Permanente (APP), bem como a regularização dos passivos ambientais (déficits de Reserva Legal e recuperação de APPs degradadas). • Manejo de pastagem Modelo de manejo e melhoria da produtividade de pastagens desenvolvido sob a liderança do consultor Moacyr Corsi, professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq). • Bem-estar animal e da propriedade Liderado pelo consultor Matheus Paranhos, professor do Departamento de Zootecnia da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, da UNESP/Jaboticabal.

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Apresentado por:

Proteína: heroína ou vilã? A proteína é um dos nutrientes essenciais e possui inúmeras funções fisiológicas fundamentais ao desempenho físico ideal. Ela forma a base estrutural do tecido muscular, além de ser o principal componente para acelerar o processo de metabolismo na queima de gordura. Porém o excesso de proteína pode trazer alguns riscos à saúde. Sempre devemos considerar que ela, quandopresente em alimentos, é frequentemente acompanhadade quantidades substanciais de gordura saturada e colesterol.Outro ponto a se considerar é que indivíduos com uma histórico pessoal ou familiar de problemas renais ou hepáticos podem mostrar-se suscetíveis a terem algum tipo de deficiência ou sobrecarga nestes órgãos com o excesso de ingestão deste nutriente. O excesso da suplementação de proteína na dieta pode ser convertido em carboidratos e gordura, sendo o excesso de nitrogênio contido nas proteínas convertido em uréia, eliminado pelos rins para evitar aumento da acidez no sangue, conhecida como cetose, processo lesivo ao organismo.

Como o carboidrato é importante para o emagrecimento? O carboidrato é absorvido como glicose (açúcar), podendoser transformado dentro do nosso organismo em um açúcar mais complexo (glicogênio), que é armazenado no fígado e no músculo, para ser utilizado como energia quando necessário. Na ausência do carboidrato, o corpo terá que usar outros recursos disponíveis para utilizar energia, utilizando as proteínas, ou seja, você passa a perder massa muscular na ausência do carboidrato, sendo que a massa muscular é uma das responsáveis por manter nosso metabolismo acelerado. Se houver ausência constante de carboidrato, a conseqüência será a flacidez e o metabolismo mais lento, tornando mais difícil a eliminação de peso. Além disso, para o nosso organismo conseguir eliminar gordura, uma série de reações químicas ocorrem. E um componente da glicose (carboidrato) é responsável por esta reação. Desta forma. na sua falta, a “queima” de gordura ficará indevida. O carboidrato bem distribuído nas refeições é essencial para eliminação do peso.

Qual a quantidade ideal da proteína? É recomendado para pessoas sedentárias 0,8 g de proteína/ kg do peso corporal.Por exemplo, para um homem de 70 kg x 0,8g de proteína = 56g de proteína/dia, isto emporcentagem seria de 10% a 15% do consumo diário total do indivíduo pela recomendação das DRIs (ingestão diária recomendada) Já para indivíduos fisicamente ativos estes valores podem ser um pouco maiores, de 1,0 a 1,4 g de proteína/kg de peso, em porcentagem é 15% a 25% do consumo diário total da pessoa.


Produzido por: NMBC ( Neo Mondo Branded Content)

Por: Gustavo Lazaro CRN 3 – 22734 Nutricionista Esportivo


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Aprendendo, respeitando e criando! Situada em Santo André, SP, a Editora Caramujo está presente em projetos de educação ambiental, cidadania e cultura. Dos principais títulos publicados, tem se destacado temas pertinentes às principais preocupações em nosso dia a dia. É de grande aceitação o livro Fábrica de Brinquedos, que aborda o cuidado com o meio ambiente. Com ele, a criança aprende, brincando, a construir seus próprios brinquedos a partir de materiais que seriam descartados. O livro já foi adotado em programas de leitura da Prefeitura Municipal de São Paulo e em bibliotecas públicas. É também bastante utilizado em escolas de Educação Infantil, podendo ser inserido em matérias como Matemática, Ciências, além de Educação Artística. Outro título que tem se destacado é Um Reino sem Dengue, que aborda um tema preocupante à população. O livro já foi selecionado na Lei Rouanet nos anos de 2016 e 2017 devido tamanha importância, e por ter sido elaborado a partir de uma história lúdica com ilustrações ricas em contrastes e detalhes. Participou também da lei municipal de incentivo e cultura, em 2016, na cidade de Jacareí. São várias escolas participando do projeto, atingindo milhares de crianças. Preocupada em manter um padrão de qualidade, a Editora Caramujo trabalha em parceria com gráficas renomadas e conta com equipe de acompanhamento de impressos, garantindo excelência gráfica. Neste folheto, você conhecerá um pouco dos títulos mais trabalhados no momento. Aprendendo, respeitando e criando. É assim que nossas crianças se tornarão adultos mais preparados e com melhores noções de cidadania e respeito ao meio ambiente. É para isso que trabalhamos.

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EDUCAÇÃO

INSTITUTO NEO MONDO AMPLIA ATUAÇÃO EM EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA Sempre inovando para disseminar o conceito de sustentabilidade, o Instituto NEO MONDO amplia sua rede de atuação e lança três núcleos: Branded Content, Educação e Tecnologia. Da Redação

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Foto: Divulgação

esde sua fundação, o Instituto NEO MONDO acredita que somente pessoas conscientes podem transformar o presente para garantir o futuro de um planeta sustentável. Para isso, é necessário unir esforços individuais e agir coletivamente. Em consonância com sua missão, NEO MONDO comemora seus novos núcleos de atuação: Branded Content, Educação e Tecnologia. De acordo com Oscar Lopes Luiz, presidente do Instituto NEO MONDO e publisher da revista, “sempre buscamos a vanguarda da comunicação para disseminar a sustentabilidade. Fomos a primeira revista do Brasil a usar a realidade aumentada e, hoje, continuamos investindo em ferramentas inovadoras para nos consolidarmos como agentes transformadores da socidade, por meio da edução, tecnologia e conteúdos diferenciados”. 38

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Conheça mais sobre estas novidades a seguir: Núcleo de edução O poder da edução na transformação da sociedade é inquestionável. Por isso, o Instituto NEO MONDO reforçou sua atuação em educação por meio de uma parceria com a autora Alda de Miranda e o ilustrador Ricardo Girotto para a promoção de livros e projetos infanto-juvenis. Alda é autora consagrada e, em 2014, foi homenageada pelo Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo com o Colar do Centenário, por sua contribuição à literatura infantil. E Girotto também é profissional reconhecido, tendo ganho o prêmio HQMix de ilustração infantil, pelos livros da coleção “Castelo Rá-Tim-Bum”. O primeiro fruto desta parceria é a obra Um reino sem dengue, voltado para crianças de 07 a 11 anos. O livro surpreende por sua abordagem totalmente inovadora sobre como educar as crianças a respeito da importância do combate à dengue. Numa história que trabalha o imaginário infantil, os autores


transportam a garotada para um reino que, para surpresa geral, é invadido pelo mosquito Aedes aegypti. O Rei fica misteriosamente doente e é preciso descobrir o que está acontecendo. A partir daí, numa aventura desafiadora, as personagens envolvem-se no aprendizado sobre a dengue e decidem combater o invasor inimigo. Com lindas imagens coloridas, o livro mergulha no universo infantil para conseguir transmitir o aprendizado de forma criativa e envolver as crianças na prevenção da dengue, usando, para isso, as ferramentas da leitura e da imaginação. Núcleo de Tecnologia A tecnologia também pode ter um papel transformador na sociedade, basta ver as mudanças trazidas pela disseminação das redes sociais. Pensando nisso, o Instituto NEO MONDO firmou uma parceria com a Eyemotion, hoje, a maior empresa de tecnologia para eventos do Brasil.

Aumentada, Realidade Virtual, Holografia e Projetos Especiais. Cada uma destas unidades possui uma equipe de desenvolvimento qualificada especificamente para a tecnologia produzida. Todos os produtos são patenteados em território nacional para garantir a exclusividade dos projetos desenvolvidos para nossos clientes. Brandend Content Antenado com as mais recentes tendências em comunicação, o Instituto NEO MONDO passa a contar também com o núcleo de Branded Content, ou conteúdo de marca. Isto é, são formas diversas de entrar em contato com o público-alvo de uma empresa,

oferecendo conteúdo relevante, diretamente relacionado ao universo macro daquela marca. No caso de NEO MONDO, o foco é a sustentabilidade e o que as empresas estão fazendo para disseminar este conceito dentro de suas práticas e vivência corporativa, por meio de textos, infográficos, vídeos, fotos, ações de guerrilha, cartilhas, aplicativos, blogs, sites etc.

Foto: Divulgação

A empresa possui 4 unidades produtivas internas: Realidade

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Fale conosco: (11) 4303-0491 / (11) 98234-4344 e-mail: oscar@neomondo.org.br


Tecnologia

ARCA DE NOÉ NACIONAL

Embrapa inaugura terceiro maior banco genético do mundo. Um prédio com tecnologia de última geração para guardar sementes, mudas de plantas, sêmens e embriões e também micro-organismos, como fungos, bactérias e até vírus. Da Redação

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ilhares de espécies animais e vegetais estão ameaçadas de extinção em todo o planeta. Mas se depender de cientistas da Empresa Brasileira de Agropecuária (Embrapa), essas nunca vão desaparecer. Os pesquisadores criaram um enorme arquivo genético a serviço da humanidade, na sede da Embrapa, em Brasília. A arquitetura não é mera coincidência. A Embrapa quis dar a forma de uma grande arca ao maior banco genético da América Latina: um prédio com tecnologia de última geração para guardar sementes, mudas de plantas, sêmens e embriões e também micro-organismos, como fungos, bactérias e até vírus. Ao todo são 750 mil diferentes espécies que estão hoje espalhadas em laboratórios da Embrapa em todo o Brasil e até no exterior.

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As instalações compõem a infraestrutura e têm capacidade para abrigar até 750 mil amostras de sementes, dez mil vegetais in vitro, além das coleções mantidas a 180ºC negativos por meio de nitrogênio líquido, método conhecido como criopreservação, que manterá mais de 200 mil amostras vegetais, animais ou de micro-organismos. Ao todo, o prédio terá capacidade para abrigar mais de um milhão de amostras nos diferentes métodos de armazenamento. A obra envolveu investimentos da ordem de R$ 13 milhões oriundos de emendas parlamentares e da própria Embrapa. "Os recursos genéticos são a base da pesquisa e o pilar central da agronomia brasileira," explica o presidente da Embrapa, Mauricio Lopes, ressaltando que a capacidade do novo Banco Genético da Embrapa colocará o Brasil entre


O Brasil ingressa no grupo dos grandes países que preservam o patrimônio genético da humanidade

os três maiores repositórios mundiais do gênero. Para ele, as grandes conquistas da pesquisa agropecuária nacional se deram graças ao domínio da genética. "Adaptamos bovinos da Índia, soja da China e gramíneas da África às condições brasileiras porque soubemos trabalhar com a diversidade genética, daí a importância de um empreendimento como este", afirma. Após a inauguração, foi realizado um passeio pelo novo espaço que engloba quatro câmaras frias para conservação em longo prazo, sala de recepção de sementes, câmaras de espera e secagem, laboratório de fitopatologia, salas de coleção de base in vitro, e salas de tanques de criogenia para armazenamento de germoplasma vegetal, animal e de microrganismos. Além de expandir as categorias de materiais a ser guardados, o novo prédio já conta com infraestrutura laboratorial, facilitando a logística de várias pesquisas. O prédio ainda possui um showroom com exposição permanente de tecnologias da Embrapa e da história da conservação da empresa. Na laje, foi instalada uma fábrica de nitrogênio líquido, elemento fundamental para a conservação de amostras a temperaturas ultrabaixas.

comemora o chefe geral da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Mauro Carneiro, para quem o banco recém-inaugurado impulsionará pesquisas e será um importante repositório de segurança para materiais de interesse agropecuário. O Banco Genético de Brasília receberá cópias de todos os bancos da Embrapa instalados em suas unidades de pesquisa distribuídas pelo Brasil, funcionando como um backup dessas coleções. "Não é possível pensar num

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Tecnologia

país que seja grande produtor de alimentos sem possuir uma forte coleção de base", acredita o chefe geral. As novas instalações irão disponibilizar amostras para a realização de pesquisas voltadas a diferentes aplicações como o desenvolvimento de novas tecnologias e produtos, o estudo de micro-organismos que podem controlar pragas e doenças das lavouras e ainda devolver ao campo espécies que foram perdidas ao longo do tempo.

Gerenciamento de dados genéticos Os depósitos de materiais de toda a coleção genética da Embrapa serão gerenciados por um sistema de informação desenvolvido pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, em parceria com a Embrapa Informática Agropecuária (Campinas, SP). Batizado de "Alelo ", o sistema indica a localização de armazenamento de cada amostra e apresenta seus dados de caracterização como, por exemplo, indicação do local e data de coleta, quantidade armazenada etc. De acordo com Carneiro, o sistema Alelo terá diferentes níveis de acesso a depender do usuário que acessálo. "Um cidadão que quiser conhecer a coleção genética terá um nível de acesso mais genérico, enquanto um pesquisador que trabalha com o Banco contará com informações aprofundadas", explica o gestor.

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Embrapa Sede - Parque Estação Biológica - PqEB - Brasília, DF - Brasil


desArME-se

NEO MONDO não pretende explicar a violência urbana. Apenas faz um apelo às pessoas para que não se isolem à frente de um computador; saiam de si mesmas e convivam mais; eduquem-se para o Bem; cerquem-se de pessoas sempre melhores do que elas próprias; busquem o conhecimento na pesquisa, no estudo, na troca de ideias e de experiências positivas seja no campo pessoal seja no coletivo; cuidem-se e cuidem dos mais fracos, dos mais carentes, das crianças e adolescentes, dos idosos, das plantas, dos animais. Somente pessoas de mentes e corpos sadios saberão salvar o Planeta do fim dos tempos. O gênero humano e a Terra agradecem!


FAÇ PRE A U S ER M F VE AVO AN RA ATU V R EZ O C Ê A. M E SM O.


Lazer e Turismo

26 ANOS DE UM PARAÍSO Parque Nacional Marinho Fernando de Noronha corresponde a cerca de 70% do arquipélago de Fernando de Noronha. por Eleni Lopes

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Parque Nacional Marinho Fernando de Noronha completou 26 anos em setembro. Há três anos como chefe do parque, Ricardo Araújo ressalta as melhorias conquistadas desde então. Entre elas, o fortalecimento na relação com a comunidade da ilha e a implantação do serviço de concessão, como enfatiza Araújo, possibilitaram novas instalações para os visitantes. “Hoje temos uma comunidade muito participativa na preservação da unidade. Esta integração ocorreu desde a criação do Parque”, pontua o chefe. A criação do Parque tinha como objetivo a preservação do exuberante cenário natural e a riqueza histórica que tornam o arquipélago um destino cobiçado por turistas de todo o mundo. A gestão é realizada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) desde sua criação, em 2007. “Estamos dando continuidade a um trabalho de equipe que trouxe importantes mudanças, como a implantação da concessão do parque, um maior diálogo com a comunidade noronhense, a implantação

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de um sistema de monitoramento de atividades de uso público, além de outras pequenas atividades do dia a dia que mudam a vida dos usuários”, comenta Araújo. Ao longo destes 26 anos, foram realizados investimentos em Noronha que possibilitaram melhoria na infraestrutura do parque, assegurando melhor qualidade para os visitantes, requalificação das trilhas, equipamentos para acessibilidade e ações voltadas para a redução do impacto ambiental. Ainda, o ICMBio está constantemente promovendo projetos de reforma e manutenção de trilhas, folheteria, sinalização interpretativa, implementação e manutenção do Centro de Visitantes etc.


CONSERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO O Parque está localizado num dos mais belos destinos turísticos do Brasil, com grande beleza cênica, seja pelos recursos naturais existentes no arquipélago ou pelos sítios arqueológicos que contam mais de 500 anos de história do País. Diante de um patrimônio tão rico, o controle e gestão da visitação é um dos objetivos do ICMBio. Uma das maiores áreas marinhas protegidas do Brasil, Araújo lembra a singularidade da biodiversidade presente no Parque. “A fauna aquática é composta por uma grande diversidade de espécies de peixes, corais e vida associada. Temos também várias espécies endêmicas no Parque, como as aves Sibito e a Cocoruta, a Mabuya, que é um lagarto muito comum em todos os lugares”. A área de educação ambiental para as crianças da ilha é apontada como o desafio para os próximos anos. “As crianças são os futuros agentes sociopolíticos do arquipélago. Devem ter maior acesso a programas extracurriculares e outras iniciativas que auxiliem na sua formação. São os futuros agentes de transformação da ilha”, finaliza Araújo.

A PRAIA MAIS BONITA DO MUNDO

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Baía do Sancho, praia do arquipélago de Fernando de Noronha, foi escolhida como a mais bela do mundo no prêmio Traveller's Choice, do site especializado Trip Advisor. A pesquisa é divulgada todo ano e leva em conta as praias mais bem avaliadas por seus usuários nos últimos 12 meses. Localizada dentro da área do Parque Nacional Marinho Fernando de Noronha, é famosa pelas areias brancas e água cristalina. Somente nos últimos

12 meses, foram registrados 82.323 acessos à praia, no Posto de Informação e Controle (PIC) Golfinho Sancho. Além do Sancho, outra praia de Fernando de Noronha que aparece na lista mundial de 25 destinos é a da Baía dos Porcos, vizinha da Baía do Sancho.

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MATRIZ CERRO CORÁ

UNIDADE ACLIMAÇÃO

PROJETO TATUAPÉ

PROJETO MOEMA


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Revista Neo Mondo - Edição 78  
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