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Energia

TELES PIRES

A USINA MODELO DO BRASIL Construída em 41 meses e com o mínimo impacto socioambiental, a Usina Hidrelétrica de Teles Pires, na divisa entre Pará e Mato Grosso, é hoje um modelo de planejamento e execução para o país

Revista de Sustentabilidade do Grupo Neoenergia Dezembro 2016


CARTA AOS LEITORES

Energia que movimenta a vida No centro de todas as questões ligadas ao desenvolvimento sustentável estão as relações que o Grupo Neoenergia mantém com as populações das comunidades onde atua

A cada ano reafirmamos nosso compromisso de “ser a energia que movimenta e ilumina a vida das pessoas para o bem-estar e o desenvolvimento da sociedade, com eficiência, qualidade, segurança, sustentabilidade e respeito ao indivíduo”. Nesta edição, a revista +Energia traz um resumo do que construímos ao longo dos últimos anos no campo da Sustentabilidade, com destaque para as ações desenvolvidas em 2015, como a conclusão da obra da Usina Hidrelétrica Teles Pires. Maior empreendimento de Geração do Grupo Neoenergia, Teles Pires está localizada na divisa entre os estados de Mato Grosso e Pará, e foi construída com o mínimo impacto socioambiental na região, tornando-se um modelo de planejamento e execução. Entre os investimentos sociais, destaca-se a revitalização do Assentamento São Pedro, com novas perspectivas de vida para cerca de 800 famílias que trabalham a terra numa grande área desapropriada para fins de reforma agrária. Ao longo do ano também nos consolidamos como o maior grupo privado do setor elétrico no Brasil em número de clientes, por meio de nossas distribuidoras Coelba, Celpe e Cosern. E, além de serviços de qualidade, oferecemos a estes brasileiros cada vez mais programas e ações nas áreas de educação, cultura, empreendedorismo e preservação do meio ambiente. No campo da educação, ampliamos as ações nas comunidades onde atuamos. A referência mais marcante é nossa parceria com o UNICEF, presente em

462 municípios nos estados da Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Norte, principalmente na região do semiárido. O apoio a políticas públicas e à melhoria da qualidade de vida impacta cerca de 3,5 milhões de crianças e adolescentes nesta que é uma das regiões mais vulneráveis do Brasil. Também merece destaque a parceria com o Instituto Ayrton Senna. Por meio dos programas “Se Liga” e “Acelera”, voltados para a correção do fluxo escolar e o combate ao analfabetismo, em escolas públicas de Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Norte, desde 2006 o projeto ajuda na melhoria do desempenho escolar de crianças e adolescentes. Com investimento de R$ 4,5 milhões, a parceria já beneficiou mais de 30 mil crianças e jovens (2006-2016). E por falar em público infantil, fazemos constantes investimentos na formação de consumidores conscientes quanto ao uso seguro e eficiente da energia elétrica. Por isso, em março deste ano firmamos mais uma importante parceria – dessa vez com o artista Carlinhos Brown para desenvolver um projeto educativo voltado para crianças de três a dez anos. Essas e outras ações retratadas nesta edição comprovam que nossos compromissos se renovam para assegurar a sustentabilidade dos nossos negócios, aprimorar a qualidade dos nossos serviços e contribuir sempre para o desenvolvimento das comunidades com as quais nos relacionamos e com o próprio país.

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Energia

SUMÁRIO EDUCAÇÃO, USINA DA TRANSFORMAÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6 CULTURA DE VALOR . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 A USINA MODELO DO BRASIL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14 ENERGIA QUE SE RENOVA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22 APRENDIZADO E DIVERSÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26 TRANSFORMAÇÃO SOCIAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28 VALORIZAÇÃO DA VIDA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30

A revista +Energia é uma publicação do Grupo Neoenergia com os destaques do Relatório de Sustentabilidade publicado em julho/2016 Diretoria Executiva: Solange Ribeiro (diretora-presidente), Sandro Marcondes (vice-presidente Financeiro e de Relações com Investidores), Alejandro Román Arroyo, Eduardo Capelastegui, Eunice Rios, Fernando Arronte Villegas e José Eduardo Tanure Superintendente de Comunicação Institucional e Sustentabilidade: Marcus de Barros Pinto Coordenação Geral: Alexandre Medeiros, gerente de Sustentabilidade e Relacionamento com a Imprensa Produção: Keyassociados (conteúdo) e Sociedade Coletiva (diagramação) Imagens: Neoenergia

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EDUCAÇÃO

Educação, usina da transformação Por meio de recursos próprios ou incentivados, a Neoenergia dá seu apoio a projetos que priorizam a educação como instrumento de transformação social no Nordeste O Grupo Neoenergia ampliou em 2015 suas ações nas comunidades onde atua, com destaque para os estados de Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Norte, sobretudo na região do semiárido, uma das mais desassistidas do país. Com recursos próprios e incentivados e por meio das distribuidoras Coelba, Celpe e Cosern, a Neoenergia vem dando suporte a diversos projetos com foco em educação, cultura e fortalecimento da cidadania. Algumas iniciativas recentes merecem destaque. Por meio do subcrédito social (linha de apoio financeiro do BNDES a projetos ou programas sociais vinculados a financiamentos econômicos do banco a empresas brasileiras), a Celpe firmou uma parceria com o Governo de Pernambuco e está investindo R$ 5,2 milhões no projeto de Educação Integrada, cujo objetivo é assegurar uma educação básica de qualidade aos alunos da rede municipal de ensino.

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O projeto vai apoiar os municípios para a qualificação da Educação Infantil e a melhoria do desempenho no Ensino Fundamental. Para participar do piloto, foram selecionados 15 municípios (Camaragibe, Itapissuma, Timbaúba, Tamandaré, Santa Cruz do Capibaribe, Bonito, São Bento do Una, Bom Conselho, Arcoverde, Afogados da Ingazeira, Flores, Floresta, Salgueiro, Cabrobó e Trindade), onde serão beneficiados 93 mil estudantes de 444 escolas da rede municipal. Uma das metas do projeto é reduzir os índices de repetência escolar. Em Camaragibe, por exemplo, de cada 100 alunos, 17 são reprovados. Com início previsto para 2017, o projeto deverá ser ampliado para todos os municípios pernambucanos. A estratégia inclui qualificação da Educação Infantil, gestão escolar, alfabetização na idade certa e implantação de escolas em tempo integral. Toda a estrutura técnica será desenvolvida pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância e a Adolescência (UNICEF). Também integram a parceria os institutos Natura, Sonho Grande e Corresponsabilidade pela Educação, além das prefeituras municipais envolvidas.


EDUCAÇÃO

Geladeira Cultural Outra importante ação é o projeto Geladeira Cultural, que transforma eletrodomésticos usados em bibliotecas para a comunidade. Coordenado pela Prefeitura do Recife em parceria com a Secretaria de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas (Secod), o projeto tem como objetivo revitalizar carcaças de geladeiras para serem doadas a associações, creches, escolas, ONG’s e empresas. Em 2015, por intermédio da Celpe, a Neoenergia realizou a doação de 100 geladeiras para garantir a manutenção e ampliação do projeto. O servidor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e coordenador do movimento Periferia & Cidadania, Sérgio Santos, acredita que este é um momento especial para o Geladeira Cultural. “Estamos expandindo um projeto que pode salvar vidas. Muitas escolas não possuem bibliotecas, o que dificulta o acesso das crianças aos livros. A geladeira vem para suprir essa necessidade cultural. O fato de ser algo diferente desperta o interesse dos pequenos, que, aos poucos, vão se apaixonando pela literatura”, explica ele. Seis associações receberam da prefeitura as primeiras geladeiras culturais com os kits de livros. São elas: Lar Fabiano de Cristo, Cores do Amanhã, Associação de Moradores de Brasília Teimosa, Sociedade Assistencial Princesa Isabel (Soapi), Missionários da Luz e o Ensino Social Profissionalizante (Espro). Além delas, a creche que fica no prédio da Prefeitura do Recife também foi contemplada com uma geladeira cultural.

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EDUCAÇÃO Ecoteca, a Biblioteca Ecológica Ao longo de 2015, a Coelba levou a cinco cidades baianas (Simões Filho, Vitória da Conquista, Barreiras, Juazeiro e Itabuna) o projeto Ecoteca – A Biblioteca Ecológica, um misto de biblioteca e cinema infanto-juvenil construída com material reciclado e com acervo de 300 livros e 100 filmes em DVD. Com uma estrutura completa para exibição de filmes e empréstimo de livros, as atividades lúdicas da Ecoteca abordam os conceitos de segurança no uso da energia elétrica e já impactaram aproximadamente 30 mil pessoas. Ao final das atividades, a Ecoteca, com todo seu acervo, foi doada para uma escola municipal de cada uma das cinco cidades. “A Ecoteca faz parte do Projeto Energia Amiga nas Escolas, que tem como objetivo estimular o comportamento seguro das crianças e suas famílias em relação à energia elétrica. Acreditamos muito neste projeto pela sua forma lúdica de transmitir um conteúdo técnico de forma divertida. Além disso, estimulamos a leitura e deixamos um legado para a educação destes municípios”, explica Amine Darzé, gerente de Comunicação institucional e Sustentabilidade da Coelba.

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Transformando crianças em parceiros da energia Desenvolvido desde 2014 nas escolas da rede pública e particulares de ensino do Recife, o Espaço Celpe nas Escolas - Parceiros da Energia é um projeto com foco na educação para uso seguro e eficiente de energia. “De forma educativa e lúdica, as crianças obtêm riquíssimos aprendizados sobre o consumo adequado e seguro da energia elétrica”, afirma Maria Karolina, vice-diretora pedagógica do Colégio Eminente, uma das escolas beneficiadas pelo projeto. Em 2015, foram realizadas 40 apresentações em escolas públicas e privadas da capital e do interior de Pernambuco. Só nesse ciclo, o projeto atingiu mais de 9,5 mil estudantes. Com a expectativa de envolver anualmente mais de 10 mil alunos em todo o estado, o projeto busca transformar essas crianças em agentes multiplicadores das noções sobre o uso seguro e eficiente da energia. “O Espaço Celpe nas Escolas é um projeto que foi desenvolvido com todo carinho para que pudéssemos trabalhar com o público infantil. Pensamos muito em como chegar nesse público que já é um formador de opinião e influencia no comportamento da família”, comenta Danielle Luz, gerente de Comunicação Institucional e Sustentabilidade da Celpe.


EDUCAÇÃO Pela melhoria do desempenho escolar Com a preocupação em melhorar o desempenho escolar de crianças e adolescentes da rede pública de ensino e combater o analfabetismo, desde 2006 a Neoenergia investe em uma forte parceria com o Instituto Ayrton Senna por meio dos programas “Se Liga” e “Acelera”. Só em 2015, a parceria com escolas públicas de Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Norte beneficiou mais de quatro mil alunos. Se considerarmos os beneficiados desde o início da parceria, são mais de 30 mil estudantes. Quando os programas são executados da forma preconizada, os resultados alcançam índices próximos a 95% de alfabetização no “Se Liga” e 95% de promoção no “Acelera Brasil”, isto é, em um ano de acompanhamento na turma do “Acelera Brasil”, um estudante pode “saltar” dois ou mais anos para retornar à rede regular para uma série mais adequada à sua idade. A expectativa é que estudantes defasados na escola, matriculados a partir do 3º ano do Ensino Fundamental, possam saltar para o 5º ano. (Leia mais sobre a parceria na pág. 28). Ainda com foco na garantia de um melhor desempenho escolar, em 2015 a companhia fechou parceria com o UNICEF no apoio ao Selo UNICEF Município Aprovado. Esse selo busca melhorar os indicadores sociais que impactam a vida de crianças e adolescentes do semiárido do Nordeste, uma das regiões mais vulneráveis do Brasil: 462 municípios de Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Norte, onde vivem quase quatro milhões de crianças e adolescentes, são contemplados pelo programa.

Um dos desdobramentos desta parceria consiste em levar orientações sobre o uso seguro e eficiente da energia elétrica. A iniciativa prevê a capacitação de adolescentes do Núcleo de Cidadania do Adolescente (NUCA), com ciclos de encontros e aplicação do jogo “Se Liga”, um game colaborativo cujo objetivo é o desenvolvimento sustentável de uma cidade virtual. Em 2015, 1.505 adolescentes participaram das atividades.

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TRADIÇÃO E HERANÇA CULTURAL

Cultura de valor Projeto cultural patrocinado pela Cosern em berço da cultura potiguar valoriza a tradição oral e incentiva manifestações populares como a capoeira e o Boi de Reis Valorizar, preservar e difundir a cultura que fortalece e cria base para o crescimento de uma comunidade. É com esse foco que a Cosern patrocina o projeto sociocultural e educativo Conexão Felipe Camarão, no bairro de Felipe Camarão, em Natal, local de ricas tradições culturais.

O projeto reforça um dos pilares da Sustentabilidade da Neoenergia:

Localizada na Zona Oeste da capital potiguar, a comunidade tem aproximadamente 70 mil habitantes e, apesar do contexto socioeconômico adverso, é um espaço de muitas possibilidades, com características próprias e uma grande riqueza cultural baseada na tradição oral – como o Auto de Boi de Reis do Mestre Manoel Marinheiro e os bonecos de João Redondo do Mestre Chico de Daniel, patrimônios imateriais importantes para a cultura local. O projeto atua a partir de núcleos integrados que desenvolvem atividades como formação musical, programas culturais, articulação comunitária e ações integradas às escolas. O desenvolvimento se dá em diversos espaços sociais da comunidade, buscando construir uma rede de relações que possibilite o desenvolvimento artístico, intelectual, humano e sensorial dos participantes.

As ações integram crianças, adolescentes, jovens e familiares e são realizadas em parceria com os escolas da rede pública de ensino e movimentos socioculturais do bairro de Felipe Camarão, em um processo contínuo de valorização, preservação e difusão da cultura de tradição oral do bairro, criando assim um espaço de memória.

Contribuir para o bem-estar das comunidades por meio de parcerias e programas que estimulem o desenvolvimento social e a valorização da cultura e dos costumes locais.

Por tudo isso, hoje o Conexão Felipe Camarão configura-se como um museu comunitário, em parceria com o Museu do Homem do Nordeste e a Fundação Joaquim Nabuco. Griô ou mestre é toda pessoa reconhecida por sua própria comunidade como herdeira dos saberes e fazeres da tradição oral O projeto é pensado como um espaço de propostas alternativas de aprendizado, que adota métodos colaborativos para promoção de ações que estimulam a vivência coletiva da cultura e sua diversidade. O fio condutor que permeia as ações é tecido a partir de fundamentos teóricos, políticos e pedagógicos de pensadores como Amir Haddad, Paulo Freire, Darcy Ribeiro e Milton Santos.

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TRADIÇÃO E HERANÇA CULTURAL

Cultura e território Para comemorar os dez anos de existência do Conexão Felipe Camarão, em 2015, o projeto norteou-se pelo tema “Conexão Brasil 2015: Cultura e Território”, promovendo um momento de celebração da diversidade da cultura brasileira por meio da integração de suas oficinas com outros grupos e expressões da cultura potiguar. A iniciativa contemplou várias atividades, como Rodas de Prosa; Encontro de Capoeira; Exposições Guerra e Paz, Memória Viva: minha identidade e de Bonecos de Pano Auto do Boi de Reis de Plinio Faro; além do Cortejo de Tradições e do Espetáculo Conexão Brasil.

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TRADIÇÃO E HERANÇA CULTURAL

Tradição continuada As atividades da Rede Interativa resultam de um processo continuado e efetivo de oficinas de tradição, espetáculos, formação musical de crianças e jovens, qualificação do grupo musical Orquestrim Conexão Felipe Camarão e ações realizadas em parceria com os Mestres de Tradição junto às escolas públicas do bairro. De julho a dezembro de 2015: • Foram realizadas 12 oficinas • Participação de 260 pessoas • 1 0 escolas envolvidas por meio de oficinas, Rodas de Prosa, Exposições, Cortejo, Espetáculo e demais eventos do Conexão Brasil.

Educação cultural Os Círculos de Cultura são ações que mobilizam a comunidade e a rede de ensino do bairro para discutir e propor questões relativas à educação e cultura. De julho a dezembro de 2015, foram realizados Círculos de Cultura e apresentações artísticas nos espaços das escolas públicas locais e outros espaços da comunidade, como a Casa de Cultura do Mestre Manoel Marinheiro, a Escola Djalma Maranhão e a Escola Bernardo Nascimento.

Nesses locais, a comunidade teve acesso a exposições como Memória Viva: minha Identidade, Exposição Portinari: Arte e Meio Ambiente, Rodas de Prosa, entre várias outras atividades: • 68 apresentações realizadas • Mais de 100 artistas participantes •M  ais de 8 mil pessoas beneficiadas entre alunos das escolas de Felipe Camarão, integrantes do Conexão Felipe Camarão, representantes de órgãos federais, estaduais e municipais relacionados à educação e cultura, além da comunidade em geral.

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TELES PIRES

A usina modelo do Brasil Construída em plena Floresta Amazônica, a Usina Hidrelétrica Teles Pires foi finalizada em 41 meses, tempo recorde para esse tipo de construção, e com o mínimo impacto socioambiental na região Localizada no Rio Teles Pires, afluente do Rio Tapajós na divisa entre os estados do Pará e Mato Grosso, a Usina Hidrelétrica Teles Pires se transformou em um modelo de planejamento e execução. Construído em plena floresta Amazônica, o empreendimento foi finalizado em 41 meses e com baixos impactos sociais e ambientais na região. Com capacidade instalada de 1.820 MW, o suficiente para suprir o consumo de cinco milhões de habitantes, a usina é o maior empreendimento de Geração do Grupo Neoenergia. Desde o seu processo de licenciamento, todos os envolvidos na obra buscaram primordialmente respeitar e incorporar ao projeto preocupações com o meio ambiente, especialmente pelo que a Região Amazônica representa para o Brasil e para o mundo.

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“Uma área conhecida como Portal da Amazônia, que abriga um dos maiores centros de observação de pássaros do mundo e que também é referência internacional na pesca esportiva dos grandes bagres de água doce como a pirarara e a famosa piraíba, tinha que ser vista com um olhar diferente e cauteloso”, atesta Marcos Duarte, diretor de Meio Ambiente da Companhia Hidrelétrica Teles Pires (CHTP). Com o objetivo de cuidar e contribuir para a preservação desse santuário, que também margeia as terras dos povos indígenas Apiaká, Kayabi e Munduruku, a CHTP avaliou e alterou o projeto original da hidrelétrica para reduzir ainda mais os impactos ambientais na região. Por meio de vários estudos e pesquisas envolvendo técnicas avançadas de engenharia sustentável, a usina teve seu eixo central de fundação modificado. Com isso, o projeto passou de seis unidades geradoras para cinco, mantendo a mesma potência e reduzindo consideravelmente o tamanho do reservatório.


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Usina Hidrelétrica Teles Pires 50,10% Participação Neoenergia

1.819,08 MW Capacidade Instalada

930,7 MW Energia Assegurada

R$ 4,5 bilhões Total do investimento

Alto rendimento Comparada a outros empreendimentos hidrelétricos, a obra se destaca pelo alto rendimento de geração de energia e baixo impacto gerado por sua implantação, com um reservatório de apenas 95 km² (desconsiderando a calha do Rio Teles Pires), bem como o menor preço já ofertado pelo megawatt/ hora na história do setor elétrico brasileiro, R$ 58,35. Além disso, a UHE Teles Pires viabilizou o desenvolvimento de projetos ambientais que buscam a preservação de fauna, flora, água e solo local para amenizar as modificações que poderiam ocorrer

em seu meio. Como condicionantes para instalação do empreendimento, foram desenvolvidos também projetos socioeconômicos que buscam desenvolver vocações e novas alternativas produtivas nos municípios próximos, com intuito de alavancar o desenvolvimento sustentável.

as ações de compensação ambiental destinadas à preservação de parques nacionais e estaduais no Mato Grosso, unidades de conservação indicadas pelo IBAMA e do projeto de recuperação de áreas degradadas e nascentes do Assentamento São Pedro.

Programas como o de Recomposição Vegetal e de Implantação da Área de Preservação Permanente do reservatório, ainda em plena execução, preveem a recuperação com o plantio de mudas nativas em uma área de mais de 3.000 hectares. Isso sem contar com

Em 2015, a usina entrou em operação comercial. Em agosto de 2016, a obra, que passa pelos municípios de Jacareacanga (PA) e Paranaíta (MT) e já tinha as unidades geradoras (UG) 01, 02, 03 e 04 em operação pela Linha de Transmissão Provisória, teve a UG 05 autorizada a operar pela ANEEL. 15


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Desafios de erguer uma usina na Amazônia

O processo para a preparação de uma infraestrutura adequada antes A dificuldade logística para acessar do início das obras envolveu acordos o local exato onde seria construída com as gestões públicas municipais a Hidrelétrica Teles Pires foi para investimentos em melhorias nas provavelmente um dos maiores desafios cidades e nas estradas, parceria com para implantar um empreendimento as empresas de telefonia celular e dessa magnitude na Amazônia. bancos, a capacitação da mão de obra e de prestadores de serviços locais, “As estradas existentes eram precárias além da construção de alojamentos e a abertura de novos caminhos para com todo tipo de conforto (academia, acessar a área do canteiro, em plena salão de jogos, mercado, restaurante, Floresta Amazônica e em meio a chuvas, correios, internet, ar-condicionado, lamaçais e insetos, foi um processo camas individuais, TV a cabo, área de extenuante, árduo e muito trabalhoso. convivência, cinema, rádio e TV interna) Vencidas essas barreiras, outros e diversos benefícios para a equipe que desafios apareciam a todo instante, participaria da obra. entre eles a deficiência dos serviços locais e a dificuldade para captação Toda essa infraestrutura montada no de trabalhadores especializados numa local das obras, dentro do conceito época de fartura de empregos em de usina-plataforma, permitiu que todo o país, devido ao aquecimento da os trabalhadores morassem nos economia e às obras da Copa do Mundo”, alojamentos do canteiro durante toda a afirma Duarte. execução do projeto, contribuindo assim para a redução do fluxo de pessoas nos municípios vizinhos, minimizando os impactos sociais em geral decorrentes de empreendimentos desse porte. “Também foi fundamental a implantação de um sistema de gestão de crises que permitiu o controle de um contingente de aproximadamente seis mil trabalhadores no canteiro durante o período de suspensão da obra solicitada pelo Ministério Público. Esse processo ajudou a desarticular qualquer situação de greve e vandalismo e direcionou o foco para a obra com suas metas e prazos”, acrescenta Duarte.

Energia que move a economia local Além de ter gerado 5,7 mil empregos diretos e mais de 15 mil indiretos, a UHE Teles Pires movimentou e aqueceu a economia dos municípios de Paranaíta e Alta Floresta com o aporte médio de

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R$ 2 milhões pelo consumo gerado nas cidades e pela arrecadação de impostos com as empresas que se instalaram na região para atender ao empreendimento. Ao longo de sua implantação, foram investidos R$ 124 milhões em infraestrutura e obras de compensação social nos três municípios da área de influência direta (Alta Floresta e Paranaíta, no Mato Grosso, e Jacareacanga, no Pará), incluindo a pavimentação do trecho da MT 206, que liga Alta Floresta à Paranaíta. Além de todo esse legado de obras e investimentos socioambientais que ocorreram durante a implantação do empreendimento, a geração de energia direciona, a cada mês, uma porcentagem do valor comercializado aos municípios de Paranaíta e Jacareacanga, que tiveram parte de seus territórios alagados pelo reservatório da hidrelétrica. Essa compensação financeira já rendeu, só nos seis primeiros meses de produção energética, mais de R$ 1 milhão aos cofres do município de Paranaíta. A expectativa é que esse valor chegue a ser bimestral no auge da produção da UHE Teles Pires. Para os povos indígenas da região, as ações de apoio e programas ambientais continuarão ao longo da fase de operação da hidrelétrica. Estima-se que até 2020, os povos Apiaká, Kayabi e Munduruku sejam beneficiados pela CHTP. Acordos e apoio no setor da saúde e meio ambiente junto aos municípios da área de influência do empreendimento deverão continuar até 2017, assim como os monitoramentos ambientais realizados no entorno do empreendimento.


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5,7 mil empregos diretos 15 mil empregos indiretos mais de

Revitalização do Assentamento São Pedro Como parte do processo de desenvolvimento socioeconômico da região e de preservação do ecossistema local, a Companhia Hidrelétrica Teles Pires está trabalhando na revitalização de um dos maiores assentamentos do norte do Mato Grosso: o Assentamento São Pedro. Com um investimento de R$ 8 milhões provenientes do subcrédito social do BNDES, o projeto pretende regularizar a situação fundiária dos mais de 5,5 mil assentados, permitindo que eles consigam manter a sustentabilidade da produção agrícola. Essa revitalização trará uma série de benefícios para a comunidade, como a diminuição do êxodo rural, a fixação dos jovens no campo, a promoção da diversificação produtiva com estímulo ao associativismo e ao empreendedorismo. Já na parte ambiental, o projeto vai buscar a recuperação de nascentes e matas ciliares com a formação de corredores ecológicos e também capacitar os assentados na utilização de manejos sustentáveis, garantindo uma produção perene, sem passivos ambientais e com qualidade de vida.

“A sustentabilidade está no cerne da gestão do Grupo Neoenergia. Com isso, às necessidades e carências desse assentamento, que é vizinho a área de influência direta da hidrelétrica, somaram-se as preocupações sociais e ambientais da UHE Teles Pires, que encontrou ali uma comunidade parceira e uma gestão municipal empenhada em apoiar e beneficiar essa comunidade. Além disso, também contamos com o apoio de instituições que já atuavam no local, como a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) e o Instituto Centro de Vida (ICV) para garantir ainda melhores resultados”, explica o diretor. O projeto foi lançado oficialmente no dia 10 de maio e terá duração de três anos. Cerca de 800 famílias, divididas em 22 comunidades, serão beneficiadas com essas ações.


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Ansiedade e esperança O assentado Francisco Passos mora em uma gleba do Assentamento São Pedro há 16 anos. Hoje, ele garante o sustento de sua família com uma pequena produção de mel, gado de corte, criação de alevinos, cultivo de pomar e pequenos animais. “A gente erra tentando acertar, porque não tem orientação de como fazer as coisas”, explica. Ele conta que o projeto era aguardado com muita ansiedade pela comunidade. “Agora, com apoio técnico, vai ser muito mais fácil. A gente está confiante nesse projeto porque muitos assentados não têm condições de comprar lascas e arames para cercar e recuperar suas áreas de preservação permanente. Era algo muito esperado”, diz o produtor.

Revitalização do Assentamento São Pedro Investimento

R$ 8 milhões Lançamento

10 de maio de 2016 Prazo de execução

3 anos

População beneficiada cerca de

800 famílias de 22 comunidades

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DE VOLTA PARA A NATUREZA

Energia que se renova Projeto pioneiro da Celpe, em parceria com a iniciativa privada, gera energia a partir do biogás produzido com restos de alimentos e folhagens em Camaragibe (PE) “Na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.” Esse princípio nunca esteve tão atual e alinhado com os pilares de sustentabilidade que orientam as ações do Grupo Neoenergia. O mais recente exemplo é uma parceria da Celpe com o Camará Shopping no desenvolvimento de um projeto pioneiro no Brasil que utiliza o biogás produzido por resíduos de alimentos e folhagens como combustível para a geração de eletricidade.

A unidade de geração alternativa de energia foi inaugurada em junho deste ano no centro de compras que fica no município de Camaragibe, região metropolitana do Recife. Com potência instalada de 30 kW, a usina inicialmente produzirá energia para suprir parte da demanda do shopping. Caso haja excedente, essa energia será injetada no sistema da Celpe e o percentual não consumido e destinado à rede da concessionária será revertido em crédito para o cliente.

A matéria-prima do processo de geração de energia virá da própria área do empreendimento, que tem inauguração prevista para abril de 2017, e também de resíduos gerados pelo Mercado Municipal de Camaragibe, contribuindo para a redução de lixo do local.

O projeto faz parte do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico do Setor Elétrico da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e está sendo executado pela Universidade de Pernambuco (UPE), pelo Centro de Gestão de Tecnologia e Inovação (CTGI) e as empresas B&G Pesquisa e Desenvolvimento em Sistemas Elétricos Ltda e Sustente Energias Sustentáveis Ltda. “No período de um ano, o sistema do Camará Shopping será monitorado por pesquisadores e vamos estudar uma tecnologia que possa ser aplicada em várias situações. O modelo servirá de base para aplicação em diferentes segmentos, seja comercial, industrial ou residencial”, explica o gestor de Meio Ambiente da Celpe, Thiago Caires.

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DE VOLTA PARA A NATUREZA

Do esgoto para iluminar a vida das pessoas Quem um dia imaginou que a energia poderia ser gerada a partir de estações de tratamento de esgoto? Com foco na pesquisa e no desenvolvimento de fontes alternativas de geração, o Grupo Neoenergia investiu, só em 2015, R$ 8,4 milhões em dois projetos baseados no biogás gerado por esses sistemas. Além do projeto de Camaragibe, outra iniciativa contempla a geração de energia a partir do biogás de esgoto. O projeto é feito em parceria com a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa). A iniciativa tem como finalidade criar a tecnologia necessária para transformar efluentes líquidos em biogás e também faz parte do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico do Setor Elétrico da ANEEL. O objetivo é construir um sistema de geração de energia renovável com potência estimada em 210 kW em uma Estação de Tratamento de Esgoto da Compesa, em Caruaru. Outro investimento está sendo feito pela Coelba, na Bahia. O projeto está pautado na comprovação de viabilidade econômica no mercado brasileiro para a geração de energia elétrica a partir do biogás de reatores anaeróbios de Estações de Tratamento de Esgoto (ETE), gerando menor consumo de energia proveniente de fornecimento

convencional e a redução dos custos no tratamento do esgoto. Além disso, esse aproveitamento reduz as emissões atmosféricas de gases, entre eles o metano, e seu impacto ambiental. Este projeto também contribuirá para o desenvolvimento de um marco regulatório no setor. A expectativa é que ele possa ser replicado em aproximadamente 1.000 ETE (existentes e futuras), com o potencial de geração de energia estimado em 2,2 GWh/ano. Os projetos de Pernambuco e da Bahia com estações de esgoto devem entrar em operação no final de 2016 e contam com a participação das universidades públicas locais e da agência de Cooperação Alemã para o Desenvolvimento (GIZ).

Menos resíduo, mais economia Já pensou trocar resíduos sólidos recicláveis por descontos na conta de energia? Com o Programa Vale Luz isso é possível. Realizado pelas três distribuidoras da Neoenergia (Coelba, Celpe e Cosern), o Vale Luz integra o Programa de Eficiência Energética do Grupo e tem como finalidade garantir o descarte adequado de resíduos e auxiliar na melhoria das condições de vida das populações de baixa renda. Desde o início do projeto, em 2008, foram arrecadadas 1,6 milhão de toneladas* de resíduos (alumínio, papelão, aço e metal, entre outros) e concedidos R$ 327 mil* em descontos para 7,3 mil clientes*. Além de proporcionar que alguns consumidores até zerem a conta, o projeto estimula a coleta seletiva e dá destinação adequada aos resíduos arrecadados, por meio de parceria com cooperativas de catadores das comunidades. *Dados: fev/2016.

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DE VOLTA PARA A NATUREZA

Manutenção consciente Executado pelas três distribuidoras, o Programa Logisverde contribui para a redução dos resíduos gerados nos trabalhos de manutenção da rede de distribuição com a reutilização das bobinas que carregam os cabos de energia.

Reconhecendo as raízes Ampliar o conhecimento da população sobre a importância da preservação do bioma onde vivem e desmistificar o processo de geração de energia e o funcionamento de uma usina a fio d’água. Com esse objetivo, as empresas de geração Bahia PCH e Afluente G promoveram a Exposição Raízes do Cerrado, que reuniu cerca de 700 pessoas entre alunos, professores, funcionários e moradores do município de São Desidério, na Bahia. A exposição marcou o encerramento de uma série de atividades realizadas com as escolas e moradores da região para celebrar o Dia Nacional do Bioma Cerrado (11 de setembro). O projeto envolvia um concurso de desenho e redação para os estudantes e um concurso de fotografia para os colaboradores das usinas. Todos os trabalhos inscritos foram expostos no ginásio local. Entre os premiados estavam alunos das comunidades de Penedo, Derocal, Morrão e Sítio Grande e também um funcionário da PCH Sítio Grande. Participaram do projeto os colégios municipais Manoel Rodrigues, Germano Rodrigues de Carvalho, Juscelino Kubitschek, Florêncio José de Lima e Natenor Barboza. Todos eles receberem de presente uma muda de árvore típica do Cerrado, para que pudessem plantar em seus respectivos terrenos. 24

Por meio do conceito de logística reversa, esses carretéis de madeira são desmontados, embalados e revendidos aos fornecedores iniciais. O projeto exigiu uma adequação nos instrumentos contratuais, pois os fornecedores passaram a ser obrigados a apresentar propostas de preço também para a aquisição das bobinas, após o uso.

O valor arrecadado com a venda das bobinas serve para custear os gastos do programa. Desde que foi lançado em 2008, mais de 37 mil bobinas já foram reutilizadas e 12 mil árvores preservadas.

Concursos de desenhos, poesias e fotografias 5 escolas municipais 700 crianças participantes 448 trabalhos entregues 10% da população do município impactada R$ 31 mil investidos


DE VOLTA PARA A NATUREZA Caminhos do Vento Cerca de mil estudantes de oito colégios da rede municipal das cidades de Areia Branca, Rio do Fogo, Bodó e Lagoa Nova, no Rio Grande do Norte, tiveram oportunidade de aprender mais sobre a geração de energia eólica, meio ambiente e sustentabilidade por intermédio do Projeto Caminhos do Vento.

Desenvolvido pela Força Eólica do Brasil, uma joint venture fundada em 2010 a partir da união entre o Grupo Neoenergia e a Iberdrola, a iniciativa teve como objetivo contribuir com o desenvolvimento educacional e social dos estudantes, abordando como tema principal a força dos ventos e a geração de energia eólica.

Resultados do Projeto Caminhos do Vento em 2015

1.086 crianças participantes 1.040 trabalhos entregues livros arrecadados entre os funcionários da FEB, 1.700 Neoenergia e Iberdrola foram doados às escolas 1.167 brinquedos novos doados pela FEB, um para cada criança R$ 117 mil investidos 25


CRESCIMENTO SUSTENTÁVEL

Aprendizado e diversão Revista em quadrinhos, web série e aplicativo para celulares fazem parte de um projeto educativo para crianças que o Grupo Neoenergia desenvolve em parceria com Carlinhos Brown Quem disse que aprender não pode ser divertido? Por meio de uma parceria com o cantor Carlinhos Brown, desde março de 2015 a Neoenergia está trabalhando na criação de um projeto educativo sobre o uso seguro e racional da energia. A ideia é que essa iniciativa faça parte das ações educacionais de Coelba, Celpe e Cosern pelos próximos dois anos. Voltado para crianças de três a dez anos, o projeto desenvolvido pela Candyall Entertainment recebeu um investimento de R$ 1,3 milhão por meio dos programas de Eficiência Energética das distribuidoras do Grupo Neoenergia. Ele envolve a criação de uma revista em quadrinhos, uma web série de dez episódios de 60 segundos cada, um game gratuito para as plataformas iOS, Android e para a web e um jogo impresso para distribuição. Além disso, também conta com shows musicais e educativos na Bahia, em Pernambuco e no Rio Grande do Norte e oficinas de Stop Motion, técnica de animação que utiliza modelos de madeira e a massa de modelar.

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Por meio das aventuras dos personagens indígenas Paxuá e Paramim, as distribuidoras disseminarão, de forma lúdica, conceitos importantes sobre como utilizar a energia de maneira eficiente e segura. “Hoje, as distribuidoras do Grupo Neoenergia contam com projetos educativos voltados para diversos públicos, a partir dos dez anos. Essa parceria com Carlinhos Brown amplia nosso trabalho, pois traz uma linguagem voltada para um público mais novo e que tem grande participação na disseminação de informações no núcleo familiar”, diz Solange Ribeiro, presidente do Grupo Neoenergia. “Nada melhor do que termos as crianças como porta-vozes. Por meio delas levamos a questão do uso eficiente e seguro da energia para dentro de cada residência”, acrescenta o presidente da Coelba, José Roberto Medeiros. “A educação, maior instrumento de transformação da sociedade, é um dos focos de atuação do Grupo Neoenergia por meio dos programas de Eficiência Energética das distribuidoras. Para se ter uma ideia, só em 2015, os nossos projetos educativos impactaram, diretamente, mais de 50 mil pessoas nos estados da Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Norte. O projeto com Carlinhos Brown nos permitirá chegar a uma nova faixa etária e, com isso, educar muito mais crianças para o uso eficiente e seguro da energia”, diz Ana Christina Mascarenhas, gerente de Eficiência Energética da Neoenergia.


CRESCIMENTO SUSTENTÁVEL

Da floresta para cidade Paxuá e Paramim são dois indiozinhos. Paxuá é filha de Tupinambá, referência ao povo que habitava a costa brasileira no século XVI. Já Paramim é um índio extraterrestre de sete anos. No projeto desenvolvido especialmente para a Neoenergia, Paramim é enviado para a Terra com o objetivo de auxiliar no consumo inteligente da energia. Na Floresta Amazônica, ele conhece a indiazinha Paxuá e os dois partem para uma grande viagem aos centros urbanos acompanhados dos seus amigos Lim e Mão, dois macaquinhos, e Braúna, que representa a figura de Carlinhos Brown e que aparece na história como um adulto que esclarece algumas questões relacionadas à energia. Juntos, eles aprendem como economizar energia para preservar a natureza e como prevenir acidentes com a rede elétrica. “Esses personagens estão sendo utilizados para mostrar às crianças a importância do uso consciente da energia e também sobre a segurança, ensinando coisas como não colocar o dedo na tomada, não empinar pipa perto da rede elétrica, não deixar a geladeira aberta”, exemplifica Brown, que já tem uma longa história de trabalhos com crianças. Os dois indiozinhos são personagens de um livro infantil lançado pelo artista em 2012.

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PARCERIAS

Transformação social Há uma década o Grupo Neoenergia, em parceria com o Instituto Ayrton Senna, facilita e qualifica o aprendizado básico nas escolas públicas localizadas nas áreas de concessão das suas três distribuidoras Combater o analfabetismo e melhorar o desempenho escolar são respectivamente os objetivos do “Se liga” e do “Acelera Brasil”, dois programas que o Instituto Ayrton Senna desenvolve em parceria com a Neoenergia desde 2006. Com investimento de R$ 4,5 milhões, a parceria já beneficiou mais de 30 mil crianças e jovens nos últimos dez anos. “Acreditamos que programas desta natureza são o viés de transformação social do país. Melhorando os índices educacionais, contribuímos para um Brasil mais desenvolvido”, afirma Solange Ribeiro, presidente da Neoenergia. Os dois programas são desenvolvidos com o patrocínio das três distribuidoras - Coelba, Celpe e Cosern - em escolas públicas de Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Em 2015, 4.212 alunos foram beneficiados em 146 escolas de Juazeiro (BA), Recife (PE) e Natal (RN), e 316 educadores foram capacitados.

Em algumas cidades do Nordeste, quase metade dos alunos do Ensino Fundamental apresenta um nível de aprendizagem incompatível com a série cursada. O programa “Acelera Brasil” contribui para reduzir esse índice de distorção idade-série. Com metodologia e materiais especialmente elaborados, o aluno consegue alcançar o nível de conhecimento esperado para que avance nas séries e esteja de acordo com o período letivo correspondente à sua idade. Com a ajuda da metodologia do Instituto, é possível que o aluno curse até duas séries em um ano letivo. Já o “Se Liga” é um programa específico para combater o analfabetismo nas primeiras séries, além de contribuir para a diminuição da evasão escolar. Nele, são avaliados os níveis de leitura e escrita dos alunos, que, quando necessário, são alocados em turmas exclusivas do Programa durante um ano com o objetivo de facilitar e qualificar seu aprendizado básico. Para 2017, a previsão é que os dois programas do IAS recebam investimentos de R$ 5,4 milhões por meio de subcrédito social do BNDES para Coelba, Celpe e Cosern, para atendimento a mais de 11 mil estudantes nos municípios de Salvador, Feira de Santana (BA), Recife (PE) e Natal (RN).

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PARCERIAS

Estimativa para 2017

R$ 5,4 milhĂľes Atendimento a 11,3 mil alunos Investimento total de

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SEGURANÇA

Valorização da vida Segurança é um valor inegociável para as empresas do Grupo Neoenergia. Ao longo de 2015, empresas aprimoraram processos em busca do acidente zero Acima de tudo, a vida! Em março de 2016, a Neoenergia comemorou dois anos de lançamento da Jornada Comportamento Seguro, nome dado ao processo de fortalecimento da cultura de segurança de suas empresas. Muita coisa evoluiu, mas um objetivo não mudou: o Grupo continua com sua meta de acidente zero e com a visão de se posicionar como organização de classe mundial nos quesitos de Saúde e Segurança. A cada dia o tema se enraíza nas atitudes de todos e fortalece essa cultura nas empresas do Grupo. O intenso envolvimento dos colaboradores de todos os níveis hierárquicos nessa empreitada é o segredo do sucesso. Segundo a presidente da Neoenergia, Solange Ribeiro, passados dois anos desde o início da Jornada, o grupo registrou importantes melhorias nos indicadores de Segurança. “Com o engajamento da liderança e o empenho de cada colaborador, reduzimos a taxa de gravidade e os acidentes fatais, contribuindo para a redução do número total de acidentes. Por isso, tenho certeza de que, com a disseminação das melhores práticas e o comprometimento de todos, em breve conseguiremos alcançar nossa meta de zerar o número de acidentes”, afirma.

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Para Hugo Vidal, gerente de Operação e Manutenção da Subtransmissão da Celpe, a Jornada faz parte de uma grande mudança cultural na empresa. “É um caminho sem volta, pois todos no Grupo Neoenergia entendem que o lema ‘Acima de Tudo, a Vida’ é mandatório e essa crença nos levará a um estágio mais evoluído em Saúde e Segurança”, diz. Luiz Antonio Ciarlini, Guardião da Segurança e diretor-presidente da Cosern, compartilha da mesma ideia e entusiasmo. “A Jornada vem contribuindo decisivamente para a evolução de uma cultura de prevenção. O tema foi incorporado às rotinas de gestão. Portanto, o fortalecimento do valor Segurança, em todos os níveis hierárquicos, evidencia a consolidação de uma evolução cultural, alicerce para a melhoria contínua da administração dos desvios e da redução sustentável dos incidentes e acidentes”, defende. Em dois anos já foi registrada uma redução de 48% no número de acidentes com colaboradores próprios, de 13% com o público terceirizado e de 43% em acidentes fatais nas comunidades. “A redução já existe, mas precisamos manter a energia da Jornada Comportamento Seguro, perpetuando assim a mudança cultural rumo ao acidente zero”, ressalta Hugo.


SEGURANÇA

Acidente zero Ações voltadas para o combate a acidentes na rede elétrica já fazem parte do dia a dia das distribuidoras durante todo o ano, mas são intensificadas na Semana Nacional de Segurança, realizada anualmente, em parceria com a Abradee (Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica). Na Bahia, a Coelba participa da campanha com ações de conscientização para os públicos interno e externo, com os temas Pipa, Antena e Construção. O caminhão do Projeto Educação com Energia leva palestras direcionadas a pais e alunos de escolas de Salvador. Cartazes da campanha são divulgados em ônibus da Região

Metropolitana e a frota da concessionária estende a mensagem para as cidades do interior do estado. Internamente, a campanha conta com uma ampla utilização dos canais de comunicação com o colaborador, como outdoor na sede, murais e e-mail marketing. Em Pernambuco, na região metropolitana e interior do estado, a Celpe desenvolve o projeto Espaço Celpe, que consiste num mutirão de serviços comerciais, de relacionamento, além de ações educacionais que promovem a conscientização da população sobre o uso seguro da energia. Na ação, são realizadas palestras, apresentações teatrais, além de doação de lâmpadas e troca de geladeiras.

No Rio Grande do Norte, a Cosern participa da campanha entregando à população cartilhas, panfletos e adesivos sobre o tema, além de fazer a divulgação por meio de cartazes afixados em locais estratégicos no estado. A empresa também disponibiliza uma pessoa nas suas principais agências de atendimento para disseminar o tema da segurança entre os clientes da companhia. Nos três estados, também são veiculados spots de rádio, mensagens nas contas de energia, além de campanhas publicitárias que disseminam dicas de segurança aos clientes.

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Revista Neo Energia