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no. fio. da. navalha

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• Quinta-feira • 22 de maio de 2014

ENTRE VISTA

PSP Gouveia Quando um grupo de jovens se preparava para pôr a circular no mercado da candonga grandes doses de produto ilegal os agentes da esquadra de Gouveia apareceram a estragar o inicio de carreira desta “PME”. O grupo de jovens, oriundos de Gouveia, Seia e Arganil, foram apanhados esta semana com cerca de 100 doses de haxixe, cocaína, plantas de cannabis, entre outros produtos que permitiam com facilidade a entrada no mercado da exportação. Uma operação de sucesso da PSP.

Jorge Patrão O antigo presidente da Região de Turismo da Serra da Estrela foi o escolhido para liderar o novo Conselho de Administração do Parkurbis - Parque de Ciência e Tecnologia da Covilhã SA. E, como já se esperava, o militante socialista não tardou a “mostrar trabalho” e nos primeiros dias em funções já afastou Pedro Farromba, vereador da oposição, do cargo de diretor executivo. A sociedade precisa mais do que a mera mudança de rostos ou influências partidárias, precisa urgentemente de medidas e políticas de dinamização. Patrão vai ter muito trabalho pela frente se quiser ter sucesso nesta nova “aventura”.

Desportivo de Gouveia Precisamente no ano em que está a comemorar as suas bodas de ouro, o clube da cidade-jardim conseguiu a desejada dobradinha. Ao campeonato que já havia ganho sem grandes sobressaltos, a equipa treinada por Jorge Cardoso juntou a Taça de Honra da Associação de Futebol da Guarda frente ao Soito num jogo mais sofrido que só ficou decidido no desempate por grandes penalidades. O Gouveia repetiu, assim, o feito do Manteigas na última temporada. Espera-se é que a participação no Nacional de Seniores seja mais bem sucedido e que no final da próxima época a manutenção possa ser uma realidade.

Ana Manso É, no mínimo, uma “mancha” no currículo de Ana Manso, que saiu há mais um ano do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda na “mó de baixo”. O Ministério Público deduziu a acusação contra a ex-presidente por abuso de poder, numa “novela” que envolveu a beneficiação do marido, Francisco Manso, e a utilização do cargo para garantir uma mensalidade mais “choruda” em casa. Numa altura em que a Guarda lutava pelo novo hospital, parece que a principal preocupação de Ana Manso era assegurar o seu próprio conforto e não o dos utentes que representava…

CARA A CARA

«A Mutualista terá sempre uma porta aberta para os mais necessitados»

P – Porque decidiu candidatar-se à presidência da Mutualista Covilhanense? R – Decidi candidatar-me, primeiro, pelo dever que tenho enquanto associado de dizer presente num momento importante para a instituição que subdivido em dois pontos. O primeiro é que a instituição precisa de fechar o seu processo de consolidação interna e o segundo é o da projeção e da abertura à comunidade. Esse trabalho exige hoje outro tipo de empenho, uma nova dinâmica de gestão e não poderia deixar de responder positivamente a esse desafio para o qual me sinto bastante confortável porque conto também com uma equipa da minha confiança e que tem as caraterísticas necessárias para levar a bom porto este projeto. A Mutualista Covilhanense cresceu muito nestes últimos anos, deixou de ser uma simples instituição mutualista para passar a ser uma verdadeira empresa social e é essa afirmação que pretendo conseguir firmar, juntamente com a equipa que me acompanha, na sociedade covilhanense. P – Quais são as grandes prioridades para este mandato? R – Rodam muito à volta do processo de consolidação e do programa de abertura à comunidade. Centrámos a nossa atuação em cinco grandes objetivos estratégicos que chamámos de compromissos. Temos cinco grandes compromissos, subdivididos em associativos, na área sócio-cultural, na área da saúde, na ocupação dos tempos livres e utentes e o da sustentabilidade económica e financeira. Nas atividades sócio-culturais vamos apostar fortemente na certificação de valências, nomeadamente na estrutura residencial para idosos no centro de dia e no serviço de apoio domiciliário. Vamos aprofundar o trabalho que o gabinete de sinalização para idosos em situação de solidão já está a fazer e vamos implementar, em colaboração com a Câmara, o programa de emergência social. Na componente da saúde, uma área muito relevante para a Mutualista, temos neste momento condições para alargar os serviços de saúde disponíveis aos associados, nomeadamente a parte da fisioterapia. Vamos implementar o programa “Prevenir para Ganhar”, no âmbito do POPH, que se destina à realização de rastreio de doenças cardiovasculares e ações de formação. Vamos também manter um conjunto de atividades que já se faziam na Mutualista, como palestras e sessões de esclarecimento de medicina preventiva e curativa. Na ocupação dos tempos livres dos utentes e associados a ideia é, aproveitando o espaço da antiga sede, desenvolvermos ateliers com atividades próprias como rendas, bordados, costuras e outras atividades

lúdicas. Temos ali um espaço nobre, amplo e com boas condições de preservação.

P - Qual é a atual situação �inanceira da instituição? R – A situação financeira está globalmente estabilizada. Agora, tem alguns pontos de desequilíbrio que têm que ser ultrapassados e que não criaram até hoje grande problema porque é uma instituição com uma solidez financeira muito relevante, mas podem vir a sê-lo no futuro. É uma instituição que vive uma situação que não é comparável com a maioria das instituições de solidariedade social ou outras Mutualistas que conhecemos. A componente financeira e da sustentabilidade futura é sempre muito relevante. Vamos concluir a candidatura ao fundo de reestruturação para as entidades da economia social e avançar com o programa de formação/ação que resulta de uma parceria com a União das Mutualidades Portuguesas. Temos que ajustar a estrutura da instituição à realidade do momento, mas também às expetativas que temos em relação ao futuro. P – Quantos sócios tem a Mutualista atualmente? É um número que gostava de aumentar? R – Temos perto de três mil sócios. Va-

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Nelson Silva Presidente da Associação de Socorros Mútuos - Mutualista Covilhanense Profissão: Bancário Idade: 41 anos Naturalidade: Covilhã Currículo: Licenciatura em Economia pela Universidade da Beira Interior com pósgraduação em Economia empresarial. Há 16 anos que está ligado à parte financeira de empresas da região. Tem estado sempre ligado à política, mas sem um intervenção direta. Livro favorito: “No labirinto do Centauro”, de Rui Vieira. Filme favorito: Toda a saga de “007” Hobbies: Desporto e ciclismo, em particular. mos promover uma campanha de angariação de sócios na instituição e criar o gabinete do associado, onde vamos ter diversos serviços de apoio social e administrativo para que sempre que o associado tenha alguma dificuldade burocrática se possa ali dirigir. Vamos também reformular o sistema de quotização, promovendo uma reorganização das quotas pagas em função da modalidade que é subscrita e que tem que estar em conformidade com o regulamento de benefícios da instituição. A nossa ideia é termos um sistema de quotas específico para que o associado possa beneficiar só de um serviço em vez de o onerar com uma quota mais elevada que permite o acesso a todos esses benefícios. Vamos também introduzir a chamada quota de solidariedade social para os associados mais carenciados com possibilidade de acessos às modalidades médicas e de enfermagem. Outro objetivo é a requalificação da sede social, não sob o ponto de vista de intervenção física, mas dotando-a com atividades.

P – Há muita gente a precisar de ajuda no concelho da Covilhã? R – Há, infelizmente, na Covilhã como pelo país. A Mutualista desenvolveu um papel muito relevante no apoio aos mais carenciados e durante mais de quatro anos foi sempre uma porta aberta para todos aqueles que precisavam de uma refeição. Só há pouco mais de um ano é que foi contratado o apoio às IPSS no âmbito das cantinas sociais. A Mutualista Covilhanense já fazia isso quase há quatro anos de forma completamente gratuita. Esperemos que o futuro seja um bocado mais risonho e que este trabalho não seja tão necessário, a bem da sociedade toda. P – O serviço de prestar essas refeições vai continuar? R – Neste momento está contratualizado com as cantinas sociais do Estado, mas posso afirmar que, aconteça o que acontecer, a Mutualista terá sempre uma porta aberta para os mais necessitados. P – Suspendeu o mandato de vereador na Câmara da Covilhã devido ao ato eleitoral. Vai reassumir essas funções quando for empossado? R – Sim, vou reassumir. Fiz um pedido de suspensão temporária até dia 24 e após a tomada de posse voltarei a assumir as funções de vereador da Câmara Municipal.


Entrevista Jornal O Interior - 22.05.2014