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Esquerda e Direita (política) Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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"Esquerda" e "Direita" são uma forma comum de classificar posições políticas, ideológicas, ou partidos políticos legais. A oposição entre as duas correntes é imprecisa, ampla, e consiste numa interpretação dicotômica de uma série de fatores determinantes. Geralmente são entendidas como polaridades opostas de um mesmo espectro político e ideológico. Assim, um partido poderia ser "esquerda" em determinadas instâncias e "direita" em outras. A origem dos termos remonta à Revolução Francesa, onde os membros do Terceiro Estado, que almejavam uma mudança na forma de governo vigente, se sentavam à esquerda da assembléia, enquanto os do clero e da nobreza, que desejavam a conservação da forma de governo, se sentavam à direita. Índice [esconder]

1 Significado dos

termos

2 Histórico

3 Ver também

4 Referências

Significado dos termos [editar] Não há fatores determinantes e conclusivos que descrevam a "esquerda" ou a "direita", dependendo geralmente dos grupos e viés dos defensores de um lado ou de outro. Algumas diferenças usuais entre os lados1 2 :

Esquerda

Direita

Pessimismo antropológico (o homem como "naturalmente mau", no entanto como Otimismo antropológico (o sendo a direita homem como "naturalmente conservadora ela bom") considera, segundo a religião cristã, o homem como ser bom, mas corrompido pelo pecado original) Utopismo, (crença na Anti-utopismo, não capacidade da razão humana crença num mundo


para desenhar uma sociedade ideal)

perfeito mas na capacidade de melhorálo.

Linearismo evolutivo (a história com "um sentido")

Indeterminismo histórico

IgualitarismoColetivismo

Democracia, direito à diferença e a proteção do direito individual.

Anti-economicismo (a história determinada pela cultura, pelos grandes homens, etc.)

Economicismo (a história determinada pelas forças económicas)

Socialismo, coletivização e Capitalismo, livre intervenção do Estado na mercado e direito a economia. propriedade privada. Internacionalismo, coletividade econômica]

Nacionalismo, individualidade econômica]

Histórico [editar] Em França, Luís XVI teve de declarar a "bancarrota" do Estado. A fim de resolvê-la, convocou em 1788 os Estados Gerais, um parlamento medieval que se tinha reunido pela última vez em 1614 (primeiro estado: o clero; segundo estado: a nobreza; terceiro estado: o resto da população). Depois de se afirmar como a fonte da soberania, os Estados Gerais transformaram-se em Assembleia Nacional (não dos estados, mas do povo) e votaram uma Constituição; quando se discutiu a questão de o rei poder vetar leis aprovadas pelo assembleia, os defensores da supremacia do parlamento (que achavam que o veto real deveria ser apenas suspensivo) colocaram-se do lado esquerdo da assembleia, enquanto os defensores da autoridade real (que achavam que o poder de veto deveria ser definitivo) colocaram-se do lado direito. É daí que vêm as designações "esquerda" e "direita".

Esquerda política Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Nota: Se procura pela posição relativa, veja Esquerda e direita.

Política Poderes[Expandir]

Formas de governo[Expandir]


Regimes e sistemas[Expandir]

Tipos de poder[Expandir]

Classes de estado[Expandir]

Conceitos[Expandir]

Processos[Expandir]

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Cargos[Expandir]

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Na Ciência política, a esquerda é considerada a posição que geralmente implica o apoio a uma mudança do enfoque social, do governo em exercício, com o intuito de criar uma sociedademais igualitária. O termo surgiu durante a Revolução Francesa, em referência à disposição dos assentos no parlamento; o grupo que ocupava os assentos da esquerda apoiavam as mudanças radicais da Revolução, incluindo a criação de uma república ou o parlamentarismo da Inglaterra e a secularização do Estado.1 Um conceito distinto de esquerda originou-se com a Revolta dos Dias de Junho em 1848. Os organizadores da Primeira Internacional se consideravam os sucessores da ala esquerda da Revolução Francesa. O termo "esquerda" passou a definir vários movimentos revolucionários na Europa, especialmente socialistas, anarquistas2 3 e comunistas. O termo também é utilizado para descrever a social democracia e o liberalismo social (diferente do liberalismo econômico, considerado atualmente de direita).4 Índice


[esconder]

1 História do termo

2 Vertentes

3 A esquerda e os costumes

4 Partidos e agremiações políticas de esquerda ou centro-

esquerda

o

4.1 Brasil

o

4.2 Estados Unidos da América

o

4.3 Portugal

o

4.4 Rússia

5 Ver também

6 Referências

História do termo [editar] Na política, o termo esquerda deriva da Revolução Francesa: quando, a 28 de Agosto de 1789, se discutiu na Assembleia Nacional Constituinte a questão do direito de veto do rei, os deputados que se opunham à proposta sentaram-se à esquerda do assento do presidente, iniciando-se o costume dos deputados radicais do Terceiro Estado se identificarem com essa posição. Ao longo do século XIX, a principal linha divisória entre esquerda e direita na França era o apoio à República ou à Monarquia.1 A República em si era o menor denominador comum da esquerda francesa. A Revolta dos Dias de Junho durante a Segunda República foi a tentativa da esquerda de afirmar-se após a Revolução de 1848, mas poucos da população (ainda predominantemente rural) apoiaram tal esforço. Após o golpe de estado de Napoleão III em 1851 e o subsequente estabelecimento do Segundo Império, a esquerda foi excluída da arena política e se focou na organização dos trabalhadores e o trabalho dos ideólogos pensadoressobre essas classes. O crescente movimento operário francês consistia em diversas vertentes segundo os diversos pensadores e ideólogos; o marxismo começou a se rivalizar com o republicanismo radical e o "socialismo utópico" deSaint-Simon e Charles Fourier e o anarquismo de Proudhon, com o qual Karl Marx havia se desiludido. A maioria dos católicos praticantes continuaram a votar de maneira conservadora, enquanto que os grupos que foram receptivos à revolução de 1789 começaram a votar nos movimentos socialistas. Nos Estados Unidos e no Reino Unido, muitos esquerdistas, sociais liberais, progressistas e sindicalistas foram influenciados pelos trabalhos de Thomas Paine, que introduziu o conceito de igualitarismo baseado em ativos, que teoriza que a igualdade social é possível através da redistribuição dos recursos, geralmente sob a forma de capital concedido aos indivíduos que atingirem a maioridade.


A partir da segunda metade do século XIX, a esquerda ideológica iria se referir cada vez mais a diferentes correntes do socialismo e do comunismo. Particularmente influente foi a publicação do Manifesto Comunista por Marx eFriedrich Engels em 1848, que afirmava que a história de todas as sociedades humanas existentes até então era a história da luta de classes. Ele previa que uma revolução proletária acabaria por derrubar a sociedade burguesa e, através da abolição da propriedade privada, criaria uma sociedade sem classes, sem Estado, e pós-monetária. A Associação Internacional dos Trabalhadores (1864-76), às vezes chamada de Primeira Internacional, reuniu representantes de diversos países, e de diferentes grupos de esquerda e organizações sindicais. Alguns contemporâneos de Marx defendiam ideias semelhantes, mas não concordavam com sua visão de como chegar a uma sociedade sem classes e sem Estado. Após a cisão entre os grupos ligados a Marx e Mikhail Bakunin na Primeira Internacional, os anarquistas formaram a Associação Internacional dos Trabalhadores. 5 A Segunda Internacional (1888-1916) acabou sendo dividida pela questão do apoio ou oposição à Primeira Guerra Mundial. Aqueles que se opuseram à guerra, como Lênin e Rosa Luxemburgo, voltaram-se mais à esquerda do que o resto do grupo. Fora deste embate, o movimento socialista dividiu-se em social-democratas e comunistas. Na década de 1960, com as convulsões políticas da ruptura sino-soviética e de Maio de 1968 na França, os pensadores da "Nova Esquerda" se definiram como mais críticos, do discurso marxista e marxista-leninista (rotulado de "velha esquerda"). Nos Estados Unidos após a Reconstrução, o termo esquerda foi utilizado para descrever os sindicatos, o movimento pelos direitos civis e as manifestações pacifistas.4 Em tempos mais recentes, nos Estados Unidos, os termos esquerda e direita são políticas concretas de democrata e republicano ou liberal e conservador, respectivamente. Na definição de Norberto Bobbio, ser de esquerda é lutar pela igualdade. Neste ponto, opõe-se à direita, comumente defensora da ideia de que, em qualquer sociedade, há a tendência natural a surgirem elites políticas, econômicas e sociais. Roderick Long descreve a esquerda como uma "preocupação pelos direitos dos trabalhadores, pela plutocracia, pelo feminismo e vários tipos de igualdade social".6 O pensamento de esquerda admite a possibilidade da quebra da lei estabelecida quando esta se opõe aos interesses sociais, pois a justiça social se sobrepõe à ordem. No pensamento de direita, o conceito de justiça social não se coloca, já que a desigualdade é inerente a uma ordem natural, que se transpõe para as relações econômicas e sociais, sendo finalmente, consagrada pela jurídica.

Vertentes [editar] O espectro da esquerda política varia da centro-esquerda à extrema-esquerda. O termo centroesquerda descreve uma posição ligada à política tradicional. Os termos extrema-esquerda e ultraesquerda se referem a posições mais radicais, como os grupos ligados ao trotskismo e comunismo


de conselhos. Dentre os grupos de centro-esquerda estão os social-democratas, progressistas e também alguns socialistas democráticos e ambientalistas (em particulareco-socialistas), esses no sentido tradicional. O centro-esquerda aceita a alocação de recursos no mercado de uma economia mista, com um setor público significativo e um setor privado próspero. O conceito de esquerda política, não deve ser confundido com o de "esquerdismo", termo usado por Lênin no ensaio Esquerdismo, doença infantil do comunismo (1920) para designar as correntes oposicionistas dentro Terceira Internacional, que defendiam a revolução pela ação direta do proletariado, sem a mediação de partidos políticos e sindicatos ou que recusavam a via parlamentar, as alianças do partido comunista com outros partidos progressistas visando a participação em "eleições burguesas". Quase nenhum dos partidos de esquerda atualmente existentes é "esquerdista" nesse sentido.

A esquerda e os costumes [editar] Integrantes da esquerda costumam ser liberais nos costumes, alinhando-se a alguns grupos libertários de direita. Tanto liberais de esquerda como de direita defendem a regulamentação da união civil homossexual, a descriminalização do aborto, a legalização das drogas e outros temas controversos. Há, porém, aqueles que, embora defendam propostas de esquerda em relação à economia e à política, são conservadores nos costumes. No Brasil, a esquerda ligada à igreja católica ou às igrejas evangélicas tende a assumir posições conservadoras com relação aos costumes, como a ex-governadora do Rio de Janeiro, Benedita da Silva, e outros ligados a movimentos religiosos e sociais.

Partidos e agremiações políticas de esquerda ou centroesquerda [editar] Brasil [editar] Atualmente, existem vários partidos que se declaram de esquerda no Brasil, não sendo necessariamente seu posicionamento real, tais como PT, PC do B, PCB, PDT, PSB, PSOL, PSTU, PCO e PPS, dentre outros. São comumente classificados como esquerda ou centro-esquerda os partidos de orientação declaradamente socialista, como PT, PC do B, PSOL, PDT, PSB e PPS, entre outros. São partidos de extrema-esquerda o PCB, o PSTU e o PCO. Existe polêmica em relação à categorização do PSDB, eis que seus defensores dizem tratar-se de um partido de centro-esquerda, contudo, especialmente a partir do governo Fernando Henrique Cardoso, que aplicou várias medidas neoliberais - e, após este período, com a polarização com o PT, hoje seu principal opositor - o partido passou a ser considerado por muitos como de centro-direita.


Tendo em vista os governos Lula e Dilma (PT) terem realizado alianças com diversos partidos nãoesquerdistas para garantirem sua governabilidade - entre eles PMDB, PR (extinto PL), PP, PTB, PSC e PTC (antigo PRN) -, seus críticos mais à esquerda têm sustentado que se tratam de governos de direita ou centro-direita. Ao mesmo tempo, o PPS vem se utilizando de politicas direitistas após alianças com o antigo PFL (atual DEM) e com o PSDB, desvencilhando-se da sua origem de esquerda.7

Estados Unidos da América [editar] Com características políticas tradicionais, e pragmáticas, o Partido Democrata, embora não possa se classificar exatamente como um partido de esquerda, mas sim de centro-esquerda, está atualmente à esquerda do Partido Republicano, por defender mais o Estado Providência, os direitos civis das minorias e o combate ao aquecimento global (no entanto, durante muito tempo os Democratas também foram o partido dos conservadores sulistas, que por vezes defendiam posições à direita dos Republicanos). À esquerda do Partido Democrata, temos o Partido Verde, o Partido Socialista e o Partido Comunista.

Portugal [editar] •

BE

PCP

PCTP/MRPP

PEV

PH

POUS

PS

PAN[carece de fontes]

Rússia [editar] •

Partido Comunista da Federação Russa (PCFR)

Rússia Justa (SR)

Ver também [editar] •

Antianticomunismo

Anticomunismo

Centro

Centro-esquerda

Direita política

Espectro político

Esquerda e Direita (política)

Esquerda revolucionária


Esquerdismo

Extrema-direita

Extrema-esquerda

Neoconservadorismo

Nova Esquerda

Radicalismo

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Nota: Para pela posição relativa, veja Esquerda e direita.

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Direita é o termo geralmente utilizado para designar indivíduos e grupos relacionados com partidos políticos ou ideais considerados conservadores (em relação aos costumes) e/ou liberais(em relação à Economia), por oposição à esquerda política. Deve a sua designação ao facto de, nos Estados Gerais franceses reunidos em 1789 (ver Revolução Francesa), os monárquicos, que apoiavam o Antigo Regime, tomarem o lugar à direita dorei. Com o tempo, o sentido de direita e esquerda foi-se relativizando para se tornar mais adequado às ideologias comparadas e ao ponto de vista de quem usa tais termos. Por exemplo, osgirondinos, por serem também revolucionários, estavam à esquerda do regime social e econômico estabelecido por ocasião da revolução, mas, com o derrube do regime, passaram a ser "de direita", por oposição aos jacobinos, revolucionários mais radicais. O termo refere-se geralmente ao conservadorismo e ao liberalismo na sua faceta econômica de livre mercado (que abrange desde o liberalismo clássico ao libertarianismo). Muitos libertários e liberais, porém, recusam o enquadramento (ver espectro político). O termo “conservador” denota a adesão a princípios e valores atemporais que devem ser conservados a despeito de toda mudança histórica, quando mais não seja porque somente neles e por eles a História adquire uma forma inteligível. Por exemplo, a noção de uma ordem divina do cosmos ou a de uma natureza humana universal e permanente.1 Índice [esconder]

1 Correntes de Direita

2 A Direita e os costumes

3 Temas da Direita

4 A direita e as guerras

5 Controvérsias

6 Partidos e agremiações políticas de

direita


o

6.1 Alemanha

o

6.2 Áustria

o

6.3 Brasil

o

6.4 Chile

o

6.5 Colômbia

o

6.6 Coreia do Sul

o

6.7 Espanha

o

6.8 Estados Unidos

o

6.9 França

o

6.10 Israel

o

6.11 Itália

o

6.12 Japão

o

6.13 México

o

6.14 Países Baixos

o

6.15 Paraguai

o

6.16 Portugal

o

6.17 Rússia

o

6.18 Sérvia

o

6.19 Suíça 7 Associações e Institutos de Direita no

Brasil

8 Referências

9 Ver também

10 Ligações externas

Correntes de Direita [editar]

José Guilherme Merquior


Os direitistas podem ser divididos em vários tipos, como libertários, liberais clássicos, democratascristãos, conservadores, etc. Os primeiros são liberais em relação à economia e nos costumes,alguns podendo defender algumas bandeiras comuns a parte da esquerda. Os democratas-cristãos podem ser moderadamente liberais em relação à Economia (defendendo a chamada economia social de mercado) mas conservadores nos costumes. Os conservadores tendem a combinar o conservadorismo nos costumes com uma grande diversidade de posições na área econômica, que vão do liberalismo econômico ao neomercantilismo. O cientista político francês René Rémond propôs (em Les Droites en France), sobretudo a pensar no seu país, uma classificação tripartida:

Direita legitimista: monárquica, tradicionalista, clerical, pró-Antigo Regime

Direita orleanista:liberal e parlamentar (durante muito tempo desconfiada do sufrágio

universal)

Direita bonapartista: populista e nacionalista, com atracção por lideres carismáticos e

hostil ao parlamentarismo e ao "jogo dos partidos" Já Jaime Nogueira Pinto sugere uma divisão entre "direita conservadora" e "direita revolucionária": a primeira (exemplos: o conservadorismo anglo-saxónico, a democracia-cristão europeia, grande parte das antigas ditaduras militares sul-americanas) defende que a preservação de valores intemporais (fruto da revelação religiosa ou da consagração pela história) e dos equilíbrios sociais contra a ideia de ser possivel criar uma sociedade melhor a partir de projectos teóricos e racionalistas; já a segunda (exemplos: bonapartismo, boulangismo, fascismo, peronismo, nasserismo) orienta-se por projectos de transformação social (ainda que distinto dos da esquerda), frequentemente de conteúdo nacionalista, interclassista e caudilhista2 . A respeito da diversidade de posições consideradas de direita, o conservador norteamericano Thomas Sowell considera que «aquilo a que se chama Direita são simplesmente os vários e distintos oponentes da Esquerda. Esses oponentes da Esquerda podem não partilhar nenhum principio especifico, muito menos um programa comum, e podem ir desde libertários defensores do mercado livre até defensores da monarquia, da teocracia, da ditadura militar ou outros inumeráveis principios, sistemas ou agendas»3 .

A Direita e os costumes [editar]


Margaret Thatcher, primeira-ministra do Reino Unido e Ronald Reagan, presidente dos Estados Unidos, símbolos da Direita no cenário mundial.

Alexis de Tocqueville

O pensador britânico Edmund Burke é tido como o símbolo do início do movimento conservador anglo-saxônico, tendo sido contra a Revolução Francesa e O Terror. Mas a defesa das tradições, frente à mudança radical, data de muito antes.Os pensadores chineses Confúcio e Lao Zi ,já encarnavam, este espírito de preservação da tradição e dos costumes,além da defesa da consciência individual frente à tirania coletiva.Em seu Analectos,Confúcio afirma que "A prudência é o olho de todas as virtudes" e que "O homem de bem exige tudo de si próprio; o homem medíocre espera tudo dos outros."4 .Esta visão de mundo foi perseguida durante a revolução chinesa por ser considerada reacionária.5 No pensamento de Hilel, o Ancião já aparecia a ideia de que fins não justificam os meios: "Não faças aos outros aquilo que não gostarias que te fizessem a ti" era segundo Hilel a regra principal.É desta linha de pensamento, confirmada também no cristianismo pelos dez mandamentos, que aparece a ideia de que a violência imediata,ou revolucionária, não é uma forma adequada de se conquistar o bem.6


Segundo Aristóteles,no livro cinco de Ética a Nicômaco, a justiça é a própria totalidade da virtude. Lembrando que uma das virtudes é a prudência7 . Em São Tomás de Aquino a prudência também é reconhecida como virtude.O verdadeiro justa para São Tomás é a ordem criada por Deus, e a preocupação central expressa no Suma Teológica é a estrutura da realidade como criada por Deus, assim como em Santo Agostinho. É interessante notar que ,para ambos, o reino do céus nunca seria realizável na história, estando o sentido da história na meta-história. 8 9 Esta rejeição ao milenarismo antecipado,e este apego a uma ordem transcendente e imutável seriam uma das bases do pensamento conservador, segundo Russell Kirk10 . São Tomás e Aristóteles foram influências centrais para dois pensadores que ajudaram a formar o conservadorismo americano de hoje: Eric Voegelin e Leo Strauss.Ambos eram amigos, e foram perseguidos na Alemanha nazista, o pensamento de Leo Strauss no entanto teria ideias de expansão da democracia sobre o mundo das quais Voegelin não compartilhava. Assim Strauss ajudou a inspirar o neoconservadorismo,de pensadores como Irving Kristol já Voegelin influenciou conservadores mais tradicionais como Russell Kirk e William F. Buckley Jr..11 Este ressurgimento conservador dos anos cinquenta, nos Estados Unidos, teria como um dos representantes políticos Barry Goldwater,que ajudaria a lançar Ronald Reagan à proeminência política.12Esta direita anglo-saxônica além dos próprios Leo Strauss e Eric Voegelin foi bastante influenciada,segundo Russell Kirk, por autores como Samuel Taylor Coleridge, Sir Walter Scott, Alexis de Tocqueville, Gilbert Keith Chesterton,Edmund Burke, James Russell Lowell, John Henry Newman, George Santayana, Robert Frost, e T. S. Eliot.10 . Segundo Olavo de Carvalho o conservadorismo funda-se na admissão de que a ordem divina não pode nem ser conhecida na sua totalidade nem muito menos realizada sobre a Terra, é, em essência, um freio às ambições prometéicas do movimento revolucionário e, mais genericamente, de todos os governantes. A modéstia e a prudência, a rejeição de toda mudança radical que não possa ser revertida em caso de necessidade, a recusa de elaborar grandes projetos de futuro que impliquem um controle do processo histórico, a concentração nos problemas mais imediatos e nas iniciativas de curto prazo, tais são os caracteres permanentes da política conservadora. 13 No Brasil, Carlos Lacerda foi uma forte resistência às várias tentativas de instalação de um regime revolucionário14 . Nelson Rodrigues,Roberto Campos,Bruno Tolentino,José Pedro Galvão de Sousa,José Guilherme Merquior,José Osvaldo de Meira Penna,Jackson de Figueiredo,Gustavo Corção e Paulo Francis foram outros adversários de ideologias como o marxismo.Atualmente Ives Gandra Martins15 ,Dom Bertrand Maria José de Orléans e Bragança16 , João Pereira Coutinho, Denis Rosenfield, Luiz Felipe Pondé, Carlos Ramalhete, Reinaldo Azevedo e Olavo de Carvalho17 são exemplos de pensadores e jornalistas brasileiros contrários à mentalidade revolucionária. Em geral a direta tem uma visão positiva ,como Chesterton, no que tange a tradição.Segundo o pensador inglês:18


Tradição significa conceder votos à mais obscura de todas as classes: nossos ancestrais. É a democracia dos mortos. A tradição recusa submeter-se a essa arrogante oligarquia que meramente ocorre estar andando por aí.

— G. K. Chesterton

Temas da Direita [editar]

Adam Smith

No século XX, excetuando os Estados Unidos, onde o capitalismo foi geralmente apoiado pela maioria dos políticos e intelectuais, a mais visível distinção entre esquerda e direita aconteceu a nível da política econômica. A direita defendia o capitalismo, enquanto a esquerda defendia o socialismo e o comunismo (ou pelo menos a social-democracia, na qual o Estado outorga uma significativa distribuição da renda).

Luiz Felipe Pondé

A defesa do livre mercado na direita foi amplamente influenciada pelos economistas Friedrich Hayek, Milton Friedman e Ludwig von Mises. Von Mises se notabilizou pela tesa de impossibilidade do socialismo, como economia organizada, pela falta de um cálculo de preço.A chamada escola austríaca de economia reviveu o liberalismo econômico, anteriormente defendido por intelectuais como Adam Smith, Thomas Jefferson e Benjamin Franklin. Justamente por esta influência, é muito comum entre a direita hoje a defesa da liberdade econômica.No entanto outros conservadores mais antigos como Benjamin Disraeli alternavam entre o liberalismo e o protecionismo econômico.19 20


O pensamento dominante da direita moderna é a preocupação com os valores tradicionais, a defesa da lei e da ordem, a preservação dos direitos individuais e a restrição do poder do Estado. Esta última prioridade está associada ao liberalismo, mas uma parte da direita rejeita as afirmações mais radicais dessa ideologia. Além disso, uma pequena parcela dos liberais não se considera de direita. Uma outra tendência da direita, geralmente associada à direita originária dos tempos monárquicos, apoia a manutenção da ordem tradicional estabelecida, num sistema com estabilidade estrutural, ambição e solidariedade nacional. Ambas estas tendências do pensamento de direita assumem várias formas, de modo que um indivíduo que apoia alguns dos objetivos de uma delas não apoia necessariamente todos os outros. Na política prática, há inúmeras variações na maneira como a direita se organiza para conseguir os seus objetivos básicos, e por vezes há tantas querelas no seio da direita como entre ela e a esquerda.

O conservador Benjamin Disraeli e a Rainha Vitória

Os valores e interesses políticos da direita variam com os países e com as épocas. Por outro lado, alguns políticos e pensadores de direita têm prioridades idiossincráticas. Nem sempre é possível ou sequer útil descobrir qual de dois conjuntos de crenças ou políticas está mais à direita. Os opositores dos direitistas chamam-lhes geralmente, em sentido pejorativo, "reacionários", termo cuja origem remonta aos que reagiram contra O Terror e a Revolução Francesa.

A direita e as guerras [editar] A Teoria da Guerra Justa, dentro dos ensinamentos de Santo Agostinho e Santo Tomás de Aquino (que inspiraram muito o pensamento conservador e liberal clássico) constitui-se quando se verificam que:


Ronald Reagan foi uma importante figura da direita moderna

“a) o dano infligido pelo agressor à nação ou à comunidade de nações seja durável, grave e certo; b) todos os outros meios de pôr fim a tal dano se tenham revelado impraticáveis ou ineficazes; c) estejam reunidas as condições sérias de êxito; d) o emprego das armas não acarrete males e desordens mais graves do que o mal a eliminar. O poderio dos meios modernos de destruição pesa muito na avaliação desta condição”. 21 Nos Estados Unidos, a maior parte da direita política apoia o uso de medidas militares contra organizações terroristas – termo que não se refere apenas a grupos paramilitares, como a AlQaeda, mas também a grupos como o Hamas e a Estados que apoiam o terrorismo, incluindo algumas ditaduras do mundo árabe. Contudo, muitos conservadores opõem-se a algumas destas campanhas, e há indivíduos considerados de esquerda que aprovam uma linha de ação mais preventiva contra o terrorismo e a ditadura, ao mesmo tempo que questionam se uma guerra, como a do Iraque, é válida. Durante a Guerra Fria os grupos de esquerda,especialmente da chamada New Left, eram contrários as guerras contra regimes socialistas. O argumento utilizado pelos favoráveis à guerra,especialmente os neoconservadores, é que a linha dura é a única forma de negociar com terroristas e ditadores.No caso da Guerra do Iraque, mais de 600.000 civis iraquianos morreram no regime de Saddam Hussein antes da guerra 22 ,enquanto 66.081 morreram durante a guerra com os Estados Unidos, segundo arquivos divulgados por Wikileaks23 . A direita americana apoiou durante a Guerra Fria diversos grupos autoritários anticomunistas, como a Unita, em Angola, e o regime de Augusto Pinochet, no Chile para evitar uma revolução socialista como a de Cuba, e limitar a influência imperialista soviética.24

Controvérsias [editar] Alguns autores, como Erik von Kuehnelt-Leddihn ("Liberty or Equality" e "Leftism, From de Sade and Marx to Hitler and Marcuse") e Anthony James Gregor argumentam que o nacional-socialismo e o fascismo são de esquerda25 26 , baseando-se na política econômica centralmente planejada,


característica de tais regimes. No entanto, diversos regimes tradicionalmente situados na direita política apresentaram economias planejadas ou fortemente estatizadas, como a atual economia da Arábia Saudita e algumas ditaduras latino-americanas. 27 28 29 Os integralistas brasileiros (grupo que esposa valores evidentemente "direitistas") defendiam a economia planificada. 30 A partir do século XX, o termo extrema-direita passou também a ser utilizado por alguns para o fascismo, bem como para grupos ultranacionalistas. Há um considerável consenso a respeito do caráter de extrema-direita dos fascismos ocidentais.31 32 Benito Mussolini, líder do fascismo italiano, declarava-se de direita.33 Alguns autores argumentam que os regimes totalitaristas do século XX eram de esquerda devido à economia planejada25 , característica de tais regimes. Essa tese tem pouco crédito perante o consenso acadêmico34 35 36 37 , embora os especialistas concordem que a definição do fascismo no espectro político é complexa.38 39 40 41 42

Partidos e agremiações políticas de direita [editar] Alemanha [editar] •

União Democrata-Cristã (CDU)

União Social-Cristã (CSU)

Áustria [editar] •

Aliança para o Futuro da Áustria (BZÖ)

Partido da Liberdade da Áustria (FPÖ)

Partido Popular Austríaco (ÖVP)

Brasil [editar] Pesquisa Datafolha divulgada em 13 de agosto de 2006 revela que 47% do eleitorado brasileiro se define como sendo de direita, 23% de centro e 30% de esquerda43 . Contemporâneos Atualmente, no Brasil, existe somente um partido que se identifica com a direita. Um partido novo, que se utiliza do nome da antiga Aliança Renovadora Nacional (ARENA) está regularizado e aguarda a quantidade mínima de assinaturas para tornar-se elegível. No entanto, não há partidos regulares e elegíveis que se identifiquem abertamente como parte da "direita". Porém, baseando-se no senso comum, costuma-se classificar como direitistas os seguintes:

Democratas (DEM; antigo PFL)

Partido Progressista (PP; antigos PPB e PDS)

Partido da República (PR)

Também há a volta de movimentos conservadores, como a Frente Integralista Brasileira (FIB), que reivindica a herança da extinta Ação Integralista Brasileira.


Extintos

União Democrática Nacional (UDN, pré ARENA)

Ação Integralista Brasileira (AIB), de extrema-direita

Partido Conservador (período imperial)

Partido de Reedificação da Ordem Nacional (PRONA), de tendência conservadora e

nacionalista

Chile [editar] Segundo uma pesquisa nacional da UDP , em 2007, 17% dos chilenos se identificaram com a direita, 15% com a esquerda, 28% com o centro e 40% dos entrevistas não se indentificaram com nenhuma orientação política específica.44

Renovação Nacional (RN)

União Democrática Independente (UDI)

Colômbia [editar] •

Partido Conservador Colombiano (PCC)

Partido Cambio Radical (PCR)

Coreia do Sul [editar] •

Grande Partido National (GNP)

Espanha [editar] •

Partido Popular (PP)

Estados Unidos [editar] Segundo o instituto de pesquisa Gallup, 41% dos americanos se identificam como conservadores, 36% como moderados e 21% como liberais.45

Partidos representados no congresso americano

• •

Partido Republicano

Partidos que tiveram candidatos a presidente em 2004

Partido Americano Independente

Partido Americano

Partido da Falange Cristã da América

Partido da Constituição

Partido da Proibição dos Estados Unidos da América

Partido Libertário (Estados Unidos)

Outros partidos contemporâneos que não tiveram candidatos a presidente

Primeiro Partido Americano

Partido da Herança Americana

Partido da Ação Constitucional


Partido Americano Independente

França [editar] •

União por um Movimento Popular

Israel [editar] Segundo pesquisa da fundação Friedrich Ebert 62% dos jovens israelenses (de 15 a 24 anos) se consideram de direita, contra 25% de indecisos e 12% de esquerdistas. 46

Likud

Yisrael Beitenu

Shas

União Nacional

Moledet

Itália [editar] •

Povo da Liberdade

Liga Norte

Japão [editar] •

Partido Liberal Democrata (PLD)

México [editar] •

Partido da Ação Nacional

Países Baixos [editar] •

Partido Popular para a Liberdade e Democracia (VVD)

Paraguai [editar] •

Partido Colorado

Portugal [editar] •

Partido Nacional Renovador (PNR)

CDS - Partido Popular (CDS - PP)

Partido Social Democrata (PPD - PSD)

Rússia [editar] •

Partido Liberal Democrata da Rússia (LDPR)

Sérvia [editar] •

Partido Radical Sérvio (SRS)

Suíça [editar] •

Partido do Povo Suíço (SVP) - Conservador

Partido Radical Democrático (FDP)- Liberal

Associações e Institutos de Direita no Brasil [editar]


Movimento Cruzada

Movimento Endireita Brasil

Instituto de Estudos Empresariais

Instituto Millenium

Ordem Livre

Instituto Ludwig von Mises Brasil

Instituto Olavo de Carvalho

Ternuma

Grupo Inconfidência

Instituto Liberdade

Instituto Liberal

Apesar de ser considerado de direita, o Instituto Ludwig von Mises Brasil se considera "nem de esquerda, nem de direita".47

Referências 1.

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↑ 47% dos brasileiros dizem ser de Direita

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↑ [14]

Ver também [editar] •

Antianticomunismo

Esquerda revolucionária

Anticomunismo

Esquerdismo

Centro (política)

Extrema-direita

Centro-direita

Extrema-esquerda

Centro-esquerda

Neoconservadorismo

Conservadorismo

Nova esquerda

Espectro político

Political Compass

Esquerda e Direita (política)

Radicalismo

Esquerda política


Esquerda e direita  

Ideologia politica

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