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Entrevista ao Dr. Carlos Costa, Director do Departamento de Economia, Gestão e Engenharia Industrial.

O Núcleo de Estudantes de Economia da Associação Académica da Universidade de Aveiro, com o intuito de dar a conhecer aos estudantes o novo diretor do DEGEI, e tendo em conta o programa estratégico elaborado, preparou algumas questões que foram respondidas pelo Dr. Carlos Costa.

1. De que forma os pontos fortes do departamento servirão para ultrapassar os actuais constrangimentos? O Degei é o maior departamento da UA: tem actualmente cerca de 1500 alunos, mas recebe igualmente muitos outros alunos de outros departamentos. O Degei possui uma diversidade muito interessante de formações: economia, turismo, gestão e engenharia industrial. Para além disso, o Degei possui um número e perfil de professores/investigadores com uma qualidade nalguns casos já reconhecida, noutros promissora. Para além disso, o Degei lida com questões extremamente actuais, que têm a ver com a actualidade da nossa economia e sociedade. Ora, estes aspectos abrem claramente uma importante janela de oportunidade para virmos a ter um grande sucesso no futuro.

2. Os alunos são os destinatários principais da sua proposta, com objectivos claros de melhoria do ambiente, para que este se torne mais propício ao desenvolvimento dos estudantes. O que se pode esperar/exigir dos alunos formados no DEGEI numa perspectiva de futuro? No meu programa de acção para os próximos anos decidi colocar os alunos e a investigação no centro das minhas preocupações. Os alunos porque as universidades servem para produzir conhecimento e para que esse

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Aveiro, 20 de Julho de 2013


conhecimento seja depois transmitido e materializado em boa formação. Acresce-se o facto de que o país precisa de criar excelentes profissionais para fazer frente aos grandes desafios que tem pela frente. Acho que vocês todos precisam de interiorizar esse desafio e de dar o vosso contributo! Dar-vos importância no meu programa, não é colocar-vos num ‘pedestal’, mas sim sentirem-se ‘incomodados’ com a estagnação, com a falta de coragem de abrir novos caminhos para o futuro. Estou a estender-vos uma passadeira de oportunidades … a questão é a de saber se vocês querem caminhar nela … estou certo que sim!

Mas claro que para tudo isto seja possível, espero da vossa parte uma postura muito mais participativa, profissional, pro-activa, e colaboradora. No meu programa estabeleci metas ambiciosas para os alunos. Aquilo que espero – e tenho a certeza que vou conseguir! – é um vosso maior envolvimento e participação na implementação do programa. Já agora, não se esqueçam que, enquanto aluno, fui sempre o representante dos meus colegas de curso … por isso eu também já estive ‘desse lado’ e sei bem como é possível ter-se uma postura de colaboração.

3. Como avalia a actual relação do departamento com os núcleos/associações? Por aquilo que conheço acho que tem sido muito boa!! O Professor Joaquim Borges Gouveia foi responsável pela Direcção do Degei até há bem pouco tempo, e sei que ele nutre um carinho muito especial pelos alunos, para além de ser uma pessoa que se dedica com profissionalismo e entusiasmo ao trabalho. Até há pouco tempo eu também tive a responsabilidade de coordenar a área do turismo, e posso dizer-vos que a nossa relação com a AGPTUA foi sempre excelente por parte dos alunos! As dirigentes mais recentes (Maria João e Maria Leal) podem corroborar isso! O perfil de colaboração com a AGPTUA foi sempre pautado por relações de trabalho frutuosas. Claro que no futuro vamos aprofundar e elaborar em todas estas ‘boas práticas’ e, conjuntamente com vocês, vamos descobrir novas metodologias de actuação.

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4. Qual o papel dos estudantes e dos movimentos associativos no futuro do DEGEI? Como é que se poderá tirar melhor proveito desta relação? Tal como referi anteriormente, a qualidade do ensino e a formação de bons profissionais, vai assumir um papel central na minha actuação. Por isso, os estudantes vão assumir um papel renovado nesta nova fase do Degei. Da parte dos Núcleos, espero igualmente muito! Em primeiro lugar há que assumir claramente que o Degei possui 4 áreas: Economia, Turismo, Engenharia Industrial e Gestão. A vantagem de se fazer um trabalho segmentado em cada um destes Núcleos é enorme. Mas para além disso, assumo totalmente que o Degei é indivisível! O Degei é apenas um! Isto quer dizer que, enquanto internamente nos iremos organizar dentro das 4 áreas, o trabalho para o exterior será único: é apenas o do nosso departamento! Por isso, quero reunir individualmente e depois conjuntamente com todos os Núcleos para encontrar linhas de actuação específicas e comuns aos Núcleos. 5. Qual a sua visão dos mestrados hoje existentes no departamento? Como os classifica quanto à quantidade e diversidade? É essencial uma restruturação do 2º Ciclo para que se consigam atingir os objectivos previstos? Os actuais cinco mestrados do Degei, reflectem a oferta de formação das quatro áreas (estes mestrados serão sempre para manter). Para além dos mestrados relativos às 4 áreas oferecemos o Mestrado em Sistemas Energéticos Sustentáveis dado possuirmos uma boa área de competência neste domínio. A minha ideia é evitar a proliferação de cursos dentro do Degei. Já temos bastantes cursos em funcionamento. Contudo, se os novos cursos aproveitarem as ofertas existentes e não implicarem uma sobrecarga dos docentes, então poderemos vir a considerar a sua abertura.

6. A empregabilidade surge neste momento como uma preocupação primária dos estudantes. A sua proposta visa diversas vezes a relação do departamento com o tecido empresarial. De que modo prevê “implementar uma política activa de envolvimento com as empresas e organizações regionais, nacionais e internacionais” e assim potenciar a colocação dos alunos do departamento, tornando-os uma referência? Secção de Comunicação e Imagem – NEEc-AAUAv

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Bons alunos e boa empregabilidade são duas variáveis que irei dar particular atenção. Para isso tenho no meu programa criar uma vasta rede com empresas e organizações, no sentido de nos aproximarmos com eficácia do mundo lá fora. Essa aproximação fará, pela certa, aumentar a empregabilidade dos alunos. Mas também alerto para que os alunos precisam de mudar a sua mentalidade. E para isso devem começar a interiorizar que o trabalho os dignifica… trabalhar, fazer estágios, mesmo que não remunerados, não é nada que os desprestigie … nem uma questão de ser aplicada aos alunos com necessidade de angariar fontes adicionais de rendimento. Fazer estágios, trabalhar mesmo durante a realização do curso (para além do ‘estudo’), interagir com o mundo exterior é um caminho eficaz para se formar pessoas! 7. Um dos pontos fracos do departamento será a sua imagem para o exterior. Quais serão as medidas a tomar para melhorar a visibilidade do departamento e a comunicação com o exterior? Sim … acho que o Degei precisa claramente de melhorar a sua imagem para o exterior, e a vários níveis. Por exemplo, precisamos que os jovens das escolas secundárias nos conheçam melhor, para poderem optar pelo Degei aquando da decisão de concorrer à universidade. Será, por exemplo, aqui que, entre outras áreas, os Núcleos vão entrar em acção: quero que estas acções sejam coordenadas entre as 4 áreas e venham a ser implementadas através dos Núcleos. Note-se que esta é uma acção de grande responsabilidade que quero ver ser acometida aos Núcleos. Mas precisamos de outras ‘frentes’. Por exemplo pretendo dinamizar a realização de conferências, workshops, seminários, etc. Em 2012 o Degei realizou 31 conferencias … mas apenas 3 delas internacionais (INVTUR, GenTour e 7th Finance Conference of the Portuguese Finance Network). Precisamos, pois, de melhorar a qualidade e penetração internacional do Degei, em particular nas áreas onde nenhuma conferência foi realizada. Adicionalmente, iremos lançar conferências para discutir as empresas e organizações. Estas conferências pretendem divulgar a produção científica do Degei, das suas áreas, e de tornar o departamento num local onde se dêem contributos para a economia e sociedade portuguesas.

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Núcleo de Estudantes de Economia da Associação Académica da Universidade de Aveiro Departamento de Economia, Gestão e Engenharia Industrial Sala: 10.1.9 Email: neec@aauav.pt

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