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ERASMUS

Por tudo o que oferece, esta é uma das experiências mais procuradas pelos estudantes. Para alunos de Economia na Universidade de Aveiro este programa de apoio à mobilidade já existe desde 2003. Catarina Borges, aluna do 1ºciclo esteve durante o 1ºsemestre do ano lectivo 2012/2013 em Katowice, na Polónia e descreve-nos um pouco da sua experiência abordando as expectativas, dificuldades e aquilo que conquistou. A procura pelo programa Erasmus deveu-se à necessidade de algo novo, que a desafiasse, colocando-a à prova de maneiras diferentes.

Porquê Erasmus e porquê Katowice? Porquê Erasmus? Bem, achei que, apesar de adorar Aveiro, algo estava a faltar na minha vida académica: algo diferente, que me testasse e me pusesse à prova de diferentes maneiras… Então, depois de fazer as minhas pesquisas decidi candidatar-me, como primeira opção, à Polónia. Uma das principais razões foi o facto de ser um país tão diferente de Portugal e achei interessante o que poderia aprender e de que formas conseguiria ser surpreendida. Também apostei neste país pelo facto de uma das principais empresas portuguesas – Jerónimo de Martins – exercer atividade lá e por fim, porque esperava poder subir as minhas notas já que amigos meus me disseram que o ensino era diferente e relativamente mais acessível.


Quais as dificuldades com que te deparaste? Não posso dizer que tenha tido dificuldades de integração porque conheci

pessoas

bastante

interessantes

e

com

as

quais,

surpreendentemente, me identifiquei. Quer sejam turcos, espanhóis, franceses, italianos… tudo pessoas excelentes que iam à procura do mesmo que eu: uma experiência rica em novas aventuras. Mas respondendo à pergunta, talvez uma das maiores barreiras tenha sido a linguagem. Em muitos locais, nomeadamente no banco, não conseguíamos usar o inglês como língua comum. O facto de às vezes as pessoas só falarem polaco fazia com que nós tivéssemos que nos “desenrascar” como conseguíamos, o que não deixa de ter um lado divertido. 

A experiência correspondeu às expectativas? Sem dúvida. Não só eu, como todos os que passam por esta experiência, sentem que esta experiência nos muda: faz-nos crescer e mudar interesses. Repetia? Sim, claro. Há soft skills para as quais a universidade não nos prepara e temos de ser nós a apostar neste tipo de programas para desenvolver-nos pessoalmente e valorizarmo-nos não só enquanto pessoas mas também no mercado de trabalho.

O que é que consideras que ganhaste? De que maneira sais valorizada? Não me querendo repetir, acho que só se tem a ganhar quando se aposta num programa como o ERASMUS. Ganhei, para além de imensas histórias divertidas para contar, uma nova capacidade de encarar situações diferentes. Ganhei uma vontade enorme de não parar de viajar, de


conhecer, de aprender. E, acima de tudo, ganhei amigos por cada cantinho da Europa :P

Mudaste os teus hábitos, o teu estilo de vida ou o modo de ver as coisas? De que modo? Que conselhos tens a dar? Sim, sem dúvida. Esta experiência, de certa forma, e sem nós nos apercebemos, muda a nossa forma de encarar as situações. Faz-nos crescer e ver as coisas de um prisma mais adulto, na minha opinião. Aconselho, sem sombra de dúvida, a inscreverem-se neste tipo de programas de mobilidade de estudos. Vejam a lista de universidades, o plano curricular que oferecem e candidatem-se. Garanto, que não se arrependerão.


Erasmus