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19ª Edição
Dezembro 2018
Revista do Núcleo de Estudantes do Departamento de Física da Universidade de Coimbra
Edição: João Tremoço Grafismo: Maria Ana Pereira
A cada novo mandato começa um novo ciclo. Também a Antimatéria acompanha todas essas mudanças, renovando o seu visual e conteúdo a cada ano. Na primeira edição deste ano, a décima nona na história desta revista, colocamos-te a par de tudo o que aconteceu neste semestre e também do que está para vir. Podes contar com muito mais atividades organizadas a pensar em ti! O NEDF alia-se uma vez mais aos Núcleos da FCTUC Polo 1 para te trazer o melhor início de semestre! Mas também, porque queremos que estejam preparados para enfrentar o futuro, podes contar com mais uma edição da Feira de Emprego que te vai fornecer os conhecimentos necessários para ingressares no mercado de trabalho. Para os recém-chegados, bem-vindos ao Antimatéria. Esperamos que tenham tido um primeiro semestre cheio de boas surpresas e continuem a aproveitar tudo o DF e o NEDF vos têm para oferecer. Se também tu queres fazer parte do Núcleo, ou mesmo da revista, sabes onde nos encontrar! No Núcleo tens sempre a porta aberta. Boa leitura!
^ ´ Ines felix
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No decorrente ano letivo, deu-se início à terceira edição da Académica Start UC, porém, do que se trata este projeto? A Académica Start UC é um projeto que nasce de uma parceria entre a Universidade de Coimbra e a Associação Académica de Coimbra com o objetivo de sensibilizar e educar os estudantes da Universidade de Coimbra quanto à inovação e o empreendedorismo. Levando às costas já duas edições de sucesso, este projeto já mobilizou 52 diferentes embaixadores e 7686 estudantes em 66 diferentes eventos. Em setembro deu-se a tomada de posse dos novos 26 embaixadores para este projeto (1 por cada núcleo de estudantes), cada um com o objetivo de passar ideias, conhecimentos e competências uteis aos estudantes que representam. Estes embaixadores são portanto encarregues de divulgar novas iniciativas, liderar a organização de novos eventos e captar estudantes da Universidade de Coimbra com boas ideias de negócio. O Antimatéria entrou em contacto com a atual embaixadora do Núcleo de Estudantes do Departamento de Física, Ana Oliveira, em busca de um comentário com o intuito de ajudar a simplificar o conceito deste projeto.
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“A Académica Start UC é um projeto que visa sensibilizar os alunos da UC para o empreendedorismo e a inovação, mostrando-lhes que existem atividades fora de aulas que os ajudam a crescer para o futuro. Além do mais, pretendemos incentivar as pessoas a levarem as suas próprias ideias adiante e a arriscarem”, afirmou a mesma. Quando questionada relativamente aos projetos pensados para esta edição, Ana Oliveira adianta que “quanto aos projetos planeados para este ano letivo, vai haver um ciclo de workshops, projetos no âmbito do empreendedorismo social e eventos relacionados com empresas quer locais, quer nacionais/internacionais”. Decorreram até ao passado dia 4 de novembro candidaturas para o projeto Arrisca C, no qual qualquer aluno foi capaz de se sujeitar a receber 150 mil euros para desenvolver uma ideia de negócio. Um projeto já imensamente elogiado por figuras de relevo no que toca tanto à Universidade de Coimbra como à Associação Académica de Coimbra, existem duas bolsas no Babson College, nos Estados Unidos da América, a serem atribuídas as dois dos embaixadores, patrocinadas pelo Santander, um dos 430 parceiros que suportam o projeto.
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No passado dia 12 de outubro celebrou-se o 246º aniversário da grande e velhinha Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. Outrora, em 1772, data da sua fundação, era denominada como “Faculdade de Matemática e de Filosofia Natural”, passando no início do século XX para “Faculdade de Ciências” e, por fim, já em tempos mais recentes, mutando-se para “Faculdade de Ciências e Tecnologia” abrangendo atualmente 11 departamentos e várias dezenas de museus e unidades de investigação espalhados por 2 polos. A celebração de tal aniversário decorreu na sua sede, no polo II, contando com a presença de alguns professores, investigadores, funcionários e alunos (o NEDF também por lá esteve!). A cerimónia, cuidadosamente planeada, começou por uma breve apresentação e saudação pelo Presidente da Assembleia da Faculdade (e também Diretor do Departamento de Física), o Professor Doutor José Paixão, pelo Diretor da Faculdade, o Professor Doutor Luís Neves e pelo Vice-Reitor da Universidade de Coimbra, o Dr. Luís Menezes. Dados os cumprimentos e feitas as introduções históricas do que foi e é a FCTUC, o Professor Dias de Figueiredo proferiu a palestra intitulada “Universidades do Século XX: Que competências? Que pedagogias?”. Depois, houve também espaço para a apresentação do projeto de estudantes denominado “Há Baixa”, projeto que demonstra
todo o esforço e sentido cívico dos estudantes da FCTUC. Um ponto que nos deve deixar (e deixou o NEDF particularmente) orgulhosos foi a atribuição de Menções Honrosas a funcionários, professores, estudantes e docentes, entre os quais ao incansável e bastante trabalhador Sr. Cruz, pela sua dedicação “à casa”, aos Professores António Morgado e João Gil, 2 dos 3 professores homenageados, dado o mérito pedagógico que demonstraram no passado ano letivo e ao aluno Ricardo Peres por todo o seu envolvimento artístico. É com bastante agrado que os vemos reconhecidos pelo seu esforço e devoção a tornar a FCTUC uma das faculdades mais prestigiadas da Universidade de Coimbra. Deram-se ainda a conhecer vários projetos levados a cabo por docentes, investigadores e estudantes da nossa faculdade, como a ADAI (Associação para o Desenvolvimento da Aerodinâmica Industrial). As celebrações incluíram, também, o espetáculo da companhia de teatro Marionet “Mensageiro das Estrelas”, com encenação de Mário Montenegro e os atores em cena Filipe Eusébio e Pedro Lamas. A história da FCTUC é bastante vasta, com momentos bons e momentos maus, mas sempre com a vontade de se trazer um ambiente científico abrangedor, prestigiado e justo. Devemo-nos orgulhar de pertencer a esta faculdade que é, no final, a nossa Casa. Parabéns!
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O NOBEL DA FÍSICA DE 2018
Carlos Fiolhais
O Nobel da Física de 2018 foi para físicos que desenvolveram aplicações da luz laser, o feixe de luz coerente que foi uma ideia de Albert Einstein em 1917, portanto há pouco mais de cem anos. Em 2015 celebrou-se em todo o mundo o Ano Internacional da Luz, e, no seguimento, decidiu-se comemorar todos os anos, a 16 de Maio, o dia do aniversário do primeiro laser de luz visível, o Dia Internacional da Luz. De facto, o primeiro laser de luz visível foi demonstrado em 1960: apesar de ter sido um evento memorável da história da óptica, o seu autor, o americano Theodor Maiman, não partilhou o prémio Nobel, que foi atribuído em 1964 a três cientistas pioneiros do laser, o americano Charles Townes e os russos Nicolay Basov e Aleksandr Prokhorov. De início dizia-se que era uma invenção para a qual não se descortinava qualquer uso, uma invenção à procura de aplicações. Mas, de facto, o laser tem sido, desde o dia em que foi inventado, um instrumento extraordinário nos laboratórios de todo o mundo, como por exemplo para arrefecimento de gases e para fusão nuclear. E a sua utilidade extravasa largamente os laboratórios, como é bem-sabido. Hoje o laser serve para muita coisa por todo o lado: para leitura de CD, DVD e de códigos de barras, impressoras, comunicações, espectáculos de luz, cirurgias, corte de materiais, e até para depilação... Os vencedores do Nobel de 2018 criaram invenções baseadas no laser. O americano Arthur Ashkin, um físico sénior (tem actualmente 96 anos!) que fez a sua formação na Universidade de Columbia e na Universidade de Cornell, ganhou metade do prémio por ter desenvolvido nos anos 80 do
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século passado as pinças ópticas, um instrumento que permite, usando a pressão de radiação da luz, manipular com precisão micropartículas, ou micro-organismos, tais como bactérias. A técnica entrou nalguns laboratórios uma vez que permite aumentar o domínio e o controlo experimental de pequenas coisas. O referido físico já podia ter ganho o Nobel quando ele foi atribuído em 1997 aos americanos Steven Chu e William Philips e ao francês Claude Cohen-Tannoudji pelo desenvolvimento de técnicas de arrefecimento e confinamento de átomos com luz laser. Mas só foi atribuído agora pelo trabalho que ele desenvolveu nos Laboratórios Bell onde trabalhou largos anos. Por outro lado, o francês Gérard Mourou, de 74 anos, e a canadiana Donna Strickland, de 59 anos, ganharam a outra metade do prémio, por terem desenvolvido conjuntamente, também nos anos 80, uma nova técnica de formação de pulsos intensos de luz laser (a chirped pulse amplification): como a luz é uma onda, esticaram-na, a seguir amplificaram-na e depois comprimiram-na rapidamente de modo a obter um flash de luz laser, uma luz que pode ser aplicada sobre um material quando se pretende uma irradiação muito intensa e breve. Consegue-se com essa técnica depositar uma energia enorme numa pequena região do espaço, o que é útil em certos tipos de cirurgias oftalmológicas. Na época em que o trabalho agora premiado foi publicado, Strickland era estudante de doutoramento de Mourou, na Universidade de Rochester, uma universidade privada no estado de Nova Iorque, nos Estados Unidos. Strickland tinha feito o curso de Engenharia Física na Universidade de McMaster no
Imagem por: Johan Jarnestad/The Royal Swedish Academy of Sciences
Canadá ao passo que Mourou tinha estudado na Universidade de Grenoble, na Escola Politécnica de Paris e na Universidade de Pierre e Marie Curie, também em Paris. Hoje ela é professora associada na Universidade de Waterloo, no Canadá, enquanto ele está de volta a França após longa estadia nos Estados Unidos.
passado mulheres injustiçadas pela Academia de Estocolmo – a austríaca Lise Meitner, que explicou a cisão nuclear descoberta por Otto Hahn e a britânica Jocelyn Bell Burnell, que descobriu os pulsares quando era estudante de doutoramento de Antony Hewish -, mas desta vez fez-se justiça.
Donna Strickland merece uma palavra especial: ela é a terceira mulher a receber o Nobel da Física: a primeira tinha tinha sido a famosíssima polaco-francesa Madame Curie, nascida Sklodowska, em 1903 no início dos prémios Nobel (haveria de ganhar um segundo, em Química, em 1911), pelos seus trabalhos sobre radioactividade, e a segunda a física nuclear alemã Maria Goeppert-Mayer em 1963, pela sua descoberta da estrutura em camadas dos núcleos atómicos. A atribuição do Nobel da Física de 2018 a uma mulher, que foi acompanhado pela atribuição do Prémio Nobel da Química a outra mulher, reflecte a crescente presença das mulheres na Física e na ciência em geral. Já tinha havido no
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Cantinho
da Ana de
Muitos de vós já ouviram falar da Ana de Castro, por isso venho-me apresentar para criarmos uma relação mais próxima. O meu nome é Ana Adelaide de Castro e venho ajudar-te a resolver aqueles teus problemas amorosos que te assolam durante a noite e não te deixam dormir. Declaro aberto o consultório. O amor, embora definitivamente o sentimento mais belo, é a maior fonte de incerteza na vida... todo ele um mistério e borboletas no estômago. Por vezes sentimos que não há caminho, todas as portas estão trancadas... O amor também é isto, porém, há sempre um caminho. Bem vindo/a ao Cantinho da Ana de Castro, aqui poderás encontrar a resposta para esse problema amoroso.
Caro leitor, serão os teus abdominais bons o suficiente para mostrar? Se não, talvez tenhas perdido pontos quando os mostraste. Mas não desanimes, o físico não é tudo! De certo que não tentaste tudo, mas tens a certeza que ela está disponível? Caso não esteja, lamento mas terás que esperar, quem espera sempre alcança. Como mulher que sou, posso afirmar-te que gostamos de gentileza e de ser bem tratadas acima de tudo, o respeito é fundamental. Não te quero dizer que tenhas que bajular constantemente a tua predileta, o carinho pode ser demonstrado de várias formas. Terás que estar atento ao que ela mais gosta e valoriza, mas não aparentes persegui-la. Sê confiante, mas ouve o que te dizem, de ideias feitas, mas que sabe conversar, mostra que és inteligente e sabes que a queres, que não é só mais uma. Procede com cautela e firmeza, tudo q.b e se for para ser, garanto-te que será. Tudo isto leva o seu tempo e terás que ir entendendo os sinais que ele te manda. Caso estes não existam, ou sejam claramente negativos, terás que seguir em frente e colocar o teu amor noutra pessoa. Acima de tudo, nunca te esqueças, para saber amar alguém precisamos, primeiro, de nos amar a nós mesmos. Com os votos da maior das felicidades,
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Castro Caros leitores, o amor sempre foi e sempre será o maior dilema da vida de todos nós, como tal tive duas questões que me levaram a refletir sobre o que é o amor. Primeiro que tudo, existem vários tipos de amor. O amor dos pais, o amor dos amigos, o amor por aquele novo jogo que saiu e, o mais importante, o amor carnal. Penso que o que mais nos atormenta é este último, como já dizia o meu colega Luís Vaz de Camões ‘’ Amor é fogo que arde sem se ver/ é ferida que dói e não se sente/ é um contentamento descontente/ é dor que desatina sem doer’’. Como podemos ver, o tema do amor já foi debatido durante anos e anos, o que nos leva a uma resposta óbvia: não é possível viver sem o calor de um amor. Este consome-nos a alma, mas também a alegra como nenhum outro sentimento é capaz. Apesar de aparentar ser contraditório, não o é, e porquê? Porque, como tudo na vida, tens de lutar arduamente para poderes desfrutar do melhor que te está reservado. Posto isto, não tenham medo de falhar, todos os erros são oportunidades para aprender e cada vez que uma porta se fecha, abre-se uma janela e não temas se ela aparentar ser muito alta, existe sempre um banquinho no virar da esquina para te auxiliar. Da tua eterna romântica
AC
Meu caro amigo, na minha humilde opinião uma pessoa não vai a um concerto para ouvir uma música, mas claro que há sempre uma ou duas preferidas e com o tempo aprendemos a gostar de mais ainda. O que eu quero dizer com isto é que apoio a poligamia, mas não esquecendo alguns pormenores técnicos. Primeiro, honestidade acima de tudo, isto não é o Texas! Se todos os intervenientes estiverem na mesma página podes e deves seguir em frente. Aliás, podes tirar proveito disso convidando-os, quiçá, para ‘’ver um filme’’ e aproveitar a noite ;). De forma a superar esse teu dilema interno, digo-te com todas as certezas: Nunca ligues a opiniões alheias, que em nada contribuem para a tua felicidade. Acima de tudo sê tu próprio, sempre! Com os votos de uma vida ativa, a dois ou mais,
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SWIMMING Mac Miller
Dia 3 de agosto, Malcolm James Mcornick lançou o seu quinto e último álbum, “Swimming”, cimentando a sua posição entre os mais jovens e talentosos intérpretes do panorama do hip-hop. Dia 7 de setembro, pouco mais de um mês depois do lançamento do LP, Miller é encontrado morto na sua casa em Los Angeles, vítima de uma overdose. No dia 31 de outubro foi realizado “Mac Miller: A Celebration Of Life”, um evento solidário que contou com a participação de artistas amigos do falecido, como SZA, Miguel, Action Bronson, Chance the Rapper, Schoolboy Q, Vince Staples, Earl Sweatshirt, Travis Scott, e muitos mais. Entre as inúmeras colaborações e álbuns, Miller revela-se um dos mais multifacetados artistas em termos de sonoridades e temáticas. “Blue Slide Park” foi a rampa de lançamento para um estilo “frat-rap” de excessos e festas. Seguiu-se “Watching Movies With the Sound Off”, o lado obscuro e filosófico e “G00D-AM”, fase lúcida da fama e abuso de drogas. “The Divine Feminine” foi exclusivamente dedicado ao amor, intenso, porém breve.
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Mergulhamos num dos mais ambiciosos projetos do rapper, produtor e músico, tanto pela leveza e simplicidade de melodias como pela profundidade da sua poesia. “Come Back to Earth” é a fundação de Swimming, uma reflexão sobre a aceitação, libertação e desejo de plenitude. O artista de Pittsburgh metaforiza a sua vida passada “And I was drowning, but now I'm swimming/ Through stressful waters to relief”- e sente a necessidade de se libertar de vícios e da solidão para se poder encontrar –“And don't you know that sunshine don't feel right/ When you inside all day”. Seguimos para a segunda faixa do projeto, “Hurt Feelings”, que conta com a produção de J Cole e coescrita de Pharrell Williams. Miller alude ao sucesso que conseguiu construir ao longo da sua carreira e à passagem do tempo como fator inevitável de mudança. Numa atmosfera mais funk, surge “What´s the Use “com as colaborações de Thundercat, Snoop Dogg, e Syd (The Internet). A ambiguidade do refrão “You can love it, youcan leave it/ They say you're nothing without it” sugere várias interpretações, podendo ser uma referência a amor e romance, como a vícios e luta pela sobriedade do artista. Em “Perfecto”, Miller aprofunda mais a análise de consciência, face à imagem que transparece no mundo da fama.
sua relação com Ariana Grande, artista pop norte-americana, e acidente de carro sob efeito de álcool e drogas. Em processo de introspeção, o rapper apercebese do lugar de esquecimento em que se encontra, mas está disposto a encontrar equilíbrio. “All I got is a little bit of space and time/ Drawing shapes and lines of the world we made” é nesta onda de humildade que Miller se apresenta e o torna tão único na sua arte. Existem linhas de guitarras de John Mayer e Steve Lacy em “Jet Fuel”, arranjos de violinos e piano na confissão de “2009”, beats de Flying Lotus no diálogo de “Conversation Pt.1”. Existe muito e não nos pesa ouvi-lo. “So It Goes” é a conclusão de Swimming e carrega em si outro “enigma” de sentidos, tanto harmoniosos como envoltos em morbidez, dada a última história de Instagram do artista, uma gravação dessa mesma faixa.
Entramos então num ponto de viragem deste projeto, a partir de “Self Care” e “Small Worlds”, singles que romperam o silêncio do artista, face ao mediatismo do fim da
Este álbum é um reflexo de maturidade e de aceitação de falhas, de pessoas que vão e pessoas que vêm. A música trouxe a paz que Mac Miller tanto precisava, ele só retribuiu o favor dado. Porém, existiram muitas contracorrentes que não conseguiu enfrentar. Com o sorriso que sempre nos habituou, Mac Miller fez o que devia e mais.
Miguel Duarte 13
M OS RASGOS DE UM GeNIO Good Will Hunting-1997]
Por vezes, num mundo em que o suficiente é cada vez mais o habitual, é necessário procurar algo que agite connosco, algo que nos faça perder sono. De todo um possível leque de opções para esse propósito, é do filme que garantiu o único Óscar ao falecido Robin Williams que falarei hoje - Good Will Hunting. Introduzindo Will Hunting (Matt Damon), um génio autodidata que trabalha como zelador no reconhecido Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e passa os seus dias a beber com os seus amigos e em rixas de rua. Embora viva de forma desproporcional à sua genialidade, Will tem por hábito resolver os problemas matemáticos colocados a todos os estudantes do MIT em horas vagas até ser apanhado pelo professor Gerald Lambeau (Stellan Skarsgård). O rumo de Will muda imenso após ser obrigado a frequentar um psicólogo, Sean Maguire (Robin Williams) através de um acordo feito pelo professor Lambeau para que escapasse tempo de prisão devido a outra rixa de rua. Somos, portanto, entregues à história de um indivíduo cujas respostas se encontram escondidas por diversas muralhas compostas de conflito interno. A enfâse do filme centra-se no desconstruir dessas muralhas ao longo das interações entre a personagem principal e as suas únicas pessoas de confiança, os seus amigos e o seu psicólogo, não menos atormentado
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por conflito interno do que o próprio protagonista. Um dos aspetos notáveis do filme é a forma como se usam as interações entre Will e as outras personagens, nomeadamente com a sua namorada Skyler (Minnie Driver), para descrever os diversos demónios internos do protagonista sem que nunca se perca o fio condutor. Acompanhado de uma exímia direção por parte de Gus Van Sant, existe imenso detalhe em cada cenário. É possível decifrar o clima e o estado do espírito do protagonista através das cores de cada frame: quando o protagonista se sente confortável em torno dos seus temos tons mais quentes, avermelhados, que transpiram empatia e tons mais frios, azulados e esbranquiçados, quando Will aparenta estar a esconder-se de si mesmo atrás das suas muralhas. É também interessante notar que o roteiro do filme original foi escrito pelo próprio Matt Damon como trabalho final para uma disciplina de dramaturgia aquando a sua estadia na renomada Universidade de Harvard. Não só uma direção sem paralelo, o filme é também abençoado por performances fortíssimas e memoráveis por parte de um leque de atores compostos de caras novas como Matt Damon e Ben Affleck e caras já de fácil reconhecimento na altura como Robin Williams e Stellan Skarsgård, performances que garantiram
Movie review
R um Globo de Ouro e um Óscar aos dois jovens e um Óscar a Robin Williams (o único da sua longa carreira). É possível tirar imensas conclusões deste conto de superação pura exclusivamente através das interações entre Will e Sean, das quais resultaram inúmeras cenas marcantes a nível do cinema no seu todo, nomeadamente o facto de não haver uma resposta lógica para os diversos problemas com os quais nos encontramos ao longo da vida. Quando se fala de Will, embora dotado de uma capacidade desigual para a matemática teórica, a sua vida, em termos matemáticos, é governada pela teoria do caos.
Embora as dinâmicas entre as diferentes personagens seja marcante, a melhor parte deste filme não é a simetria psicológica presente nas mesmas mas sim a maneira como é apresentada a confusão que é viver. É turbulento, é engraçado, é trágico – transpira vida. Definitavamente um filme que merece ser visto, um must-watch!
Henrique tavares
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B Never Let Me Go Kazuo Ishiguro
Afinal, o que torna um livro um grande livro? Não viso alguma vez obter uma resposta exata a esta questão, pois, caso a tivesse, não só deixaria de amar o processo que é encontrar histórias que me transcendem como acabaria por banalizar esta categoria até à sua extinção por sobrepopulação. Não, definitivamente não é o que pretendo, e por isso preservo esta questão retórica, mas, à medida que vou lendo mais e mais, é inevitável não me indagar sobre o que torna um livro, entre tantas outras combinações de palavras encadernadas, um agente de mudança simultaneamente diruptivo e edificante da nossa mente. Ao longo dos 15 anos que já levo a virar (e a suspirar por) páginas pensei ter inteligivelmente coletado alguns indícios - não absolutos e completamente subjetivos, como em tudo o que a arte implica - que me permitissem antecipar a presença de um destes raros espécimes, mas a sua singularidade e variabilidade expuseram impiedosamente a falibilidade de todas essas teorias: na sua quintaessência, a literatura não espelha menos que a subtileza do que é de facto viver - uma constante permuta, fundada na experiência, de verdades universais por questões existenciais. Assim, e após uma adolescência de procura pela fórmula mágica da magnificência literária, a única conclusão a que posso chegar é a de que um livro, independentemente do seu género, forma ou disposição, é tão grande quanto aquilo que desperta ou reprime em nós. Estas subtis mudanças, que podem, em certas circunstâncias, • ditar o rompimento com o nosso paradigma mental em vigor, são muitas vezes impercetíveis
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a curto prazo, e por essa mesma razão só agora consigo escrever com alguma eloquência (e sabendo desde já que qualquer descrição nunca fará jus à beleza desta obra) sobre o livro Never Let Me Go, de Kazuo Ishiguro. Será o passado um subterfúgio do presente? Será o passado, essa ideia de tempo volvido, uma exacerbação (positiva ou negativa) das frugalidades quotidianas? E, caso assim efetivamente seja, qual a validade do presente, qual a inexorabilidade do futuro? Durante várias semanas estas e outras questões semelhantes assolaram verdadeiramente a minha tranquilidade. Durante várias semanas procurei, em conversa, em reflexão individual, em vão, decifrar a sua resposta. A história de Kathy, narrada magistralmente pela própria e orquestrada de um modo ainda mais brilhante por Ishiguro, perturbava-me profundamente, e a incapacidade de conseguir extrair da minha própria realidade soluções concretas a estas interrogações assombrava-me ainda mais. A solidão inerente às longas horas de viagem pelas idílicas estradas britânicas dá aso a reminiscências sobre os caminhos, literais e metafóricos, que percorrera até àquele momento. Kathy, 31 anos, prepara-se finalmente para abandonar a sua posição como cuidadora, profissão que desempenha com excelência inigualável, numa transição ponderada para a derradeira etapa da sua existência – as circunstâncias da sua vida, acreditava, haviam-na preparado para o cumprimento deste inelutável, inegável, irrefutável fado.
Book review Tudo começara em Hailsham, o colégio onde crescera sob a tutela de vários guardiões: ali praticara desporto, lera, escrevera, aprendera sobre os locais do mundo, em geral – e sobre Norfolk, o lugar das coisas perdidas, em particular –, participara em aulas de expressão criativa, expressara efetivamente a sua criatividade, conversara sobre os sonhos que ambicionava realizar, estabelecera uma amizade de enorme cumplicidade com Ruth e Tommy. Todos os alunos eram altamente encorajados a produzir obras de arte, que, caso se destacassem, seriam expostas na galeria da misteriosa e algo tenebrosa Madame. A languidez da narração reflete a essência etérea das memórias, por vezes erróneas, que preservarmos da inocência da infância e vaise dissipando à medida que Kathy e os seus amigos crescem e descobrem os seus desejos e vontades, próprios da natureza humana, e os segredos da instituição, próprios da realidade distópica que os rodeia. A saída de Hailsham, imposta pela idade, é assim marcada por dúvidas de dois tipos: as existenciais, que a todos nos assolam durante a adolescência, e as prementes e crescentes sobre um segredo que, pelo cumprimento de uma lei de compensação que me redime pelo muito que já disse sem dever, não poderei revelar. Aqui, neste mesmíssimo ponto de descrição, reside a alegoria dos grandes livros, a sinédoque fatídica de todas as circunstâncias verdadeiramente revolucionárias: tudo o que partilhe sobre esta história a partir deste momento arruinará quaisquer posteriores experiências que possam ter com esta história, pois contemplará não só os twists, descobertas, paixões e desgostos que as suas personagens experienciam – e que nós, leitores, experienciamos por complacência -,
R Kazuo Ishiguro presenteia-nos, ao longo desta obra, com uma explosão sinestésica deste universo paralelo, mas simétrico ao nosso, numa narração feita com delicadeza, e, no entanto, sem floreados, numa melodia a diversos andamentos, mas ainda assim harmoniosa. O mundo que cria, assustadoramente real e peculiarmente fantástico, demanda uma reflexão exaustiva da ética vigente na ciência e na tecnologia, da alteração das dinâmicas socioeconómicas e interpessoais consequente da evolução científica e tecnológica, num confronto chocante e imediato com um futuro possível e, contudo, menosprezado. A essência das suas personagens, resultante da estratificação da mágoa, felicidade, medo, esperança e angústia colhidas cronologicamente ao longo dos episódios narrados, é, no maior elogio possível, relacionável, razão pela qual nos sensibiliza indelével e irreparavelmente para sempre. No fim da dissertação possível, retorno à questão inicial: qual a inexorabilidade do tempo? Indago-me, pela enésima vez, e desta não posso deixar de concluir, que é aquela que, numa livraria, me encaminha, entre tantas outras combinações de palavras encadernadas passíveis de escolha, a um livro que encerra eufemismos do amor e da vida e que, no limbo entre a realidade e a ficção, dá um novo sentido ao meu tempo.
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Localização Enschede (não Twente, esta é a primeira coisa a saber!) é uma pequena cidade situada a Este da Holanda, mesmo na fronteira com a Alemanha. Tal como em qualquer cidade deste país, o bem mais essencial é a bicicleta. Se não conseguirem comprar uma em segunda mão assim que chegarem, basta alugar uma Swapfiets por apenas 10€ durante 6 semanas. O facto de não haver dependência de transportes públicos permite que se vá para qualquer lado, a qualquer hora, com a maior simplicidade e trabalhando os glúteos (sem necessidade de ginásio). Enschede tem um centro bastante acolhedor e semelhante às restantes cidades Holandesas mas, ao contrário do esperado, são raros os canais. O mercado ao Sábado é um ótimo sítio para comprar frutas e legumes para a semana, a preços bastante acessíveis e também para comer umas Stroopwafels quentinhas. Em relação a viajar na Europa, podemos dizer que a Holanda se encontra bem localizada. As companhias aéreas low cost têm voos muito baratos e a companhia de autocarros FlixBus tem uma enorme rede que, a preços muito económicos, vos levará a qualquer canto da Europa.
Clima Imaginem o seguinte cenário: sair de casa a correr para ir para a faculdade, chuva torrencial com uma ligeira brisa gelada a acompanhar, andar de bicicleta durante 15 minutos, constantemente a puxar o carapuço do casaco que insiste em cair com o vento, numa tentativa desesperada de não encharcar o cabelo porque o restante corpo já era. Isto foi o Inverno na Holanda. É de salientar que
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chegámos a comprar um poncho, mas sentimos que a falta de estilo, os olhares reprovadores dos dutchies e a ineficácia da vestimenta não valiam o esforço. A realidade é esta: vai chover e vão chegar encharcados ao campus. Parte positiva: a universidade está cheia de aquecedores onde podem secar a roupa. Mas o frio também traz coisas boas: a neve! A beleza de acordar, ir à janela e ver tudo branco é algo que nunca tivemos em Portugal e que nos fez muito felizes ( durante os primeiros dias...). No entanto, desde Janeiro o tempo tem melhorado e ultimamente até tem estado sol! Por isso, se ficarem para o segundo semestre, melhores dias virão!
Universidade A universidade é constituída por um campus gigante localizado no meio da floresta que contém todas as faculdades, residências para os estudantes, médico, supermercado, campos especializados para todos os desportos e duas piscinas, uma interior e uma exterior. Todas as infraestruturas são bastante recentes e bem… Um bocadinho mais luxuosas que o nosso querido DF: cadeiras de secretária com rodinhas para cada aluno na sala de aula, ecrãs gigantes touch, biblioteca onde se podem reservar auscultadores com cancelamento de ruído e portáteis (entre outros). É importante notar, no entanto, que fica aquém a nível de locais de estudo intensivo (saudades da Geral!).
Em termos de ensino, esta universidade é de extrema qualidade e bastante mais prática que a UC. Todas as cadeiras são direcionadas para a Engenharia Biomédica e a maioria recorre a assignments durante o semestre (escrever artigos, fazer projetos) como método de avaliação. O nível de exigência é elevado, mas com bastante estudo e algumas noites sem dormir, (quase) tudo se faz.
Gastronomia O povo holandês é característico pela sua diversa gastronomia: stroopwafels, bolachas recheadas de caramelo com 180 calorias cada e arenque, peixe cru. Se não se conseguirem decidir entre todos estes pratos tradicionais holandeses, podem sempre ligar para a DOMINO’s e usar o nosso código de 25% de desconto: 66566.
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Habitação Se vos parece difícil arranjar casa em Coimbra… Não queiram imaginar como é aqui - tão má ao ponto de muitos terem de ir viver para a Alemanha ou para a cidade (fantasma) vizinha, Hengelo. Não conseguimos arranjar casa antes de chegar a Enschede, por isso tivemos umas primeiras semanas infernais de agência em agência imobiliária. Uma dica para principiantes: aqui as pessoas que vos estão a alugar a casa é que decidem se vos aceitam ou não, por isso em vez de mandar mensagem a dizer “Está disponível?”, mandem antes um pequeno romance sobre quão bons cozinheiros, limpos e hilariantes são, talvez assim possam ter a sorte de serem, quiçá, entrevistados. Os preços habituais rondam os 300-350€ por quarto (com despesas incluídas).
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OVERALL Cultura: Preços: Transportes: Dificuldade Académica: Clima: Vida Noturna:
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Todo o processo associado ao projeto de dissertação pode ser bastante desgastante: começando pela escolha do tema, passando pelo stress da parte laboratorial (que nem sempre corre como desejado) e terminando em exaustivas horas em frente ao pc a tentar expor num texto tudo aquilo que foi feito durante longos meses. Mas nada temas, seguem-se algumas dicas para tentar facilitar a tua vida!
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a escolha Para começar a ter uma pequena ideia do trabalho que se vai ter na tese, nada melhor que optar por fazer um estágio de verão na tua área, quer seja através da lista que é facultada pelos coordenadores de curso (normalmente mandam e-mail com os temas/locais em abril/maio) ou através de uma autoproposta numa empresa do teu interesse. Ainda que possa parecer uma perda de tempo, este primeiro contacto permite perceber que áreas é que gostarias de explorar melhor ou decidir descartar de todo. Quem sabe se esse mesmo estágio não abre a hipótese de virar tema de tese de mestrado! E, se assim o for, o contacto precoce com o tema já poupa algum trabalho face às fases iniciais em que é preciso entender todo o background. No caso de não teres nada disto nos teus planos, basta aguardar pela lista de temas de tese de mestrado que é disponibilizada pelo coordenador de curso e candidatares-te para um tema que seja do teu interesse. Esta lista procura responder a todos os alunos das diferentes áreas, tendo a indicação do tema, orientadores, local onde se vai desenvolver e um breve resumo sobre o trabalho a ser desenvolvido. Antes de decidires, podes mandar e-mail aos coordenadores para tentar reunir com eles e esclarecer melhor em que é que consiste o tema, evitando ir às escuras! Finalmente, a seleção é feita de acordo com a média de cada uma das pessoas que se candidatem a um mesmo tema, a menos que seja autoproposto (tese já atribuída). Os orientadores têm diferentes formas de trabalhar, sendo que alguns optam por reuniões e metas semanais, enquanto outros dão mais liberdade para organizares o teu trabalho como bem entenderes. O pessoal mais velho pode sempre dar um feedback sobre o estilo de trabalho de determinado orientador, para perceberes se é o mais adequado aos teus objetivos (vão ser muitos
meses com as mesmas pessoas, convém ser um trabalho que flua). Se, após a escolha do tema e interação com o grupo de trabalho, perceberes que afinal não era nada daquilo que pretendias, tens sempre a hipótese de mudar para outro tema que esteja disponível (ou até mesmo ir falar diretamente com professores com quem gostarias de trabalhar e que possam ter projetos de investigação que possibilitem um projeto de tese)!
espaço de trabalho Antes de mais nada, aconselho-te vivamente a organizar o teu novo espaço de trabalho. É importante teres um certo espaço definido para cada uma das coisas que vais precisar (p.e. pc, zona para fazer os testes, dossiê com artigos e espaço para os expor aquando da sua análise, …). Caso contrário, quando chegar a altura de ter mais do que uma coisa a acontecer ao mesmo tempo, não há espaço para o conseguir fazer e vai-se acumulando tempo desperdiçado. Para além disso, logo no início é quando há mais tempo “livre” para definir este tipo de coisas porque as tarefas ainda são todas muito vagas.
a prática Esta parte é um bocado relativa ao tema em questão. Contudo, o que posso dizer é que prepara-te para que não corra tudo bem (por vezes, mesmo nada bem). Nem sempre aquilo que está pré-definido como sendo os objetivos do projeto é realmente concretizado. Ainda que pareça que tens meses de trabalho pela frente, a parte laboratorial não anda ao ritmo que se quer, o que implica imprevistos e consequentes atrasos. O que importa é não desanimar e dar o máximo para tentar contornar o problema – tanto tu como os teus orientadores querem obter resultados, por isso um bom brainstorming costuma
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ajudar. De notar que ter maus resultados não implica ter uma má tese, há sempre conclusões a tirar!
a escrita Esta é, provavelmente, a parte mais cansativa. Todo o processo de procurar mil e um artigos associados ao teu tema, tanto para o background teórico como para saber o que tem vindo a ser feito com as técnicas que pretendes usar, demora o seu tempo (muito tempo). Ainda que, inicialmente, possa parecer que não há grande coisa para adiantar na parte escrita, isso não é verdade. Há sempre coisas que se podem procurar, principalmente para os primeiros capítulos teóricos (novamente, demoram mais tempo do que parece, principalmente o Estado da Arte). Isto é uma boa forma de aproveitar o tempo morto aquando das atividades laboratoriais, nomeadamente entre testes. Se o teu tema for continuação de algum projeto de anos anteriores, procura pedir ao pessoal mais velho as suas dissertações, são sempre uma excelente ajuda. Por outro lado, se for um tema completamente novo, dá sempre jeito ter algumas teses de anos anteriores para ter uma ideia do que é preciso incluir (há sempre uma estrutura base). Depois de ter uma noção mais ou menos clara do que existe na literatura, aconselho a que faças uma espécie de índice sobre o que achas que deve estar incluído na tese. Desta forma, torna-se mais fácil perceber em que capítulo se encaixa melhor aquele tema e como organizar todo o documento para que tenha um seguimento lógico. Se deixares isto para uma fase em que já tens metade das coisas escritas… Bem, não é impossível, mas fica uma grande confusão que podia ter sido evitada. É importante garantir que entendes bem sobre tudo aquilo que escreves e não escrever só para encher espaço (pode virar-se contra ti).
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a defesa É sempre bom preparar a apresentação com alguma antecedência e, se possível, praticar com os teus amigos e, essencialmente, com os teus orientadores! Eles vão saber dar-te dicas sobre o que deves ou não ter na tua apresentação, de forma a ser claro para o júri aquilo que estás a expor. Depois disso, é treinar e esperar pelo grande dia! Por incrível que pareça, este é dos momentos menos stressantes de todo o processo. Claro que os nervos vão estar à flor da pele no espaço de tempo entre o momento em que sabes a data da defesa e a defesa propriamente dita. Talvez até durante os primeiros minutos da defesa, mas depois é piece of cake. O que importa é garantires que estás bem preparado e, para isso, basta estares por dentro de todo o projeto. Ora, como foste tu que desenvolveste aquilo que vais apresentar, quem melhor que tu para explicar aos outros? Boa sorte!
Filipa Fernandes
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Joana Fernandes
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Resumo de Actividades
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Nos passados dias 8 e 9 de setembro realizou-se o I Fórum do NEDF. A atividade esteve dividida em dois dias, e abordou temas em volta do associativismo, como a Associação Académica de Coimbra e os pelouros da Direção-Geral, bem como os órgãos da Universidade. O evento esteve aberto a todos os estudantes do Departamento de Física, com a missão de não só informar, mas também motivar e unir os vários membros do Departamento. Entre os dois dias houve um jantar de teambuilding, com o intuito de criar um forte espírito de equipa e união. As palestras foram cativantes e esclarecedoras, e os oradores mostraram-se sempre acessíveis.
Para receber da melhor forma os novos estudantes do nosso Departamento, o Núcleo organizou dois momentos de convívio. O primeiro no dia 17 de setembro à hora de almoço junto da sala Nuno Lopes, e o segundo na noite do dia 18 de setembro, no átrio das químicas. Os dois convívios estiveram repletos de diversão e bom ambiente e os caloiros tiveram a oportunidade de se conhecerem melhor e ficarem a conhecer os seus doutores, fora do ambiente de praxe.
A visita ao Departamento de Física ocorreu no dia 19 de setembro e foi orientada pelo Pelouro do GAPE e Relações Externas. A visita passou pela secretaria, sala do Núcleo, BIF, laboratórios, entre outros, terminando com uma passagem especial pelo terraço do departamento, com a presença do Sr. Cruz. Depois disso, a visita ainda teve uma passagem pela AAC para elucidar os novos estudantes acerca das atividades de algumas secções académicas. Com estas visitas, os caloiros ficaram a conhecer melhor aquela que será a sua casa nos próximos anos (para alguns o DF, para outros a AAC).
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As Jornadas Pedagógicas consistem num momento de avaliação anónimo, por parte dos alunos, do Departamento de Física, dos seus docentes e das unidades curriculares que tiveram num determinado semestre. Nesta atividade, foi avaliado o 2º semestre do ano 2017/2018. Foram lançados 2 formulários elaborados no Google Forms: um formulário de licenciaturas e outro formulário de mestrados. O formulário apresentava as disciplinas correspondentes ao ano que o aluno frequenta e os seus docentes. No final, o aluno tinha a oportunidade de avaliar vários aspetos do Departamento de Física nomeadamente os serviços e as instalações. Foi incluído no formulário o pedido do número de estudante de forma a garantir que não havia respostas repetidas e que os alunos pertenciam, de facto, ao DF. Este formulário esteve acessível aos alunos durante 1 mês e meio e foram obtidas, no total, 65 respostas. No final, enviou-se o documento com a análise detalhada dos resultados ao coordenador de curso e diretor de departamento e elaborou-se um documento com estatísticas deste formulário para os alunos. Os alunos têm acesso ao documento impresso com a análise detalhada das Jornadas na sala do Núcleo de Estudantes do Departamento de Física.
No dia 24 do passado mês de setembro o NEDF organizou os torneios de FIFA e Xadrez, premiando os primeiros classificados com 2 pontuais para a latada e os segundos classificados com 1. No torneio de FIFA os finalistas foram António Sampaio (1º lugar) e Aluísio Alves (2º lugar). Já no torneio de Xadrez, os premiados foram Júlio Medeiros (1º lugar) e o Vasco Cabrita (2º lugar). Passou-se assim um animado serão, promovendo os videojogos cada vez mais presentes nos nossos dias e revivendo um desporto que é cada vez menos praticado – o Xadrez.
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A atividade consistiu em vários momentos, a referir: venda de kits de caloiro (comprados à loja “O Caloiro”), idealização e concretização da decoração da banca da latada, com escolha da frase sobre o tema proposto pela DG/AAC, e venda de bebida e copos na banca da latada. A idealização do design para a banca da latada ficou a cargo da maioria dos membros do Núcleo, com especial destaque da Coordenadora do Pelouro da Comunicação e Imagem (Maria Ana). A concretização da pintura envolveu vários membros do núcleo dos vários pelouros e presidência, tendo-se estendido por 6 dias. Para tal, foi preciso a aquisição de uma placa de madeira, tintas, diluente, pincéis e outro material relacionado. A escolha da frase foi feita pela presidência, contando com cerca de 15 hipóteses de escolha maioritariamente escritas pela Coordenadora do Pelouro da Pedagogia (Carolina Silva), sendo que a escolhida foi: “Conseguimos quantizar a energia, mas para as habitações dos estudantes não há limite de quantia”. A bebida escolhida, em reunião geral, para a latada foi uma mistura de porto branco, água tónica e sumo de limão, ficando acordado que 1 senha daria direito a 1 bebida, 2 senhas dariam direito a 3 bebidas e 1 senha podia ser trocada por um copo. Uma atividade que requereu muita complexidade, esforço e trabalho, mas compensou pela união e trabalho de equipa bem sucedido.
Na tarde de 24 de outubro, ocorreu na sala E.4 o Workshop de LaTex, dirigido pela professora Helena Vieira. O Workshop foi bastante interessante e esclarecedor e as inscrições foram tantas que até foi aberta uma segunda sessão, para o dia 7 de novembro, à mesma hora! Portanto se não tiveste lugar na primeira sessão, o núcleo assegurou que não perdias a oportunidade de poderes participar neste Workshop.
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A atividade consiste em receber turmas de Escolas do Ensino Básico e Secundário, em colaboração com a Direção do Departamento de Física. Apresentação da Sala Experimenta e realização de experiências lúdicas no âmbito da Física. Até hoje, o departamento já recebeu visita do Colégio do Amor de Deus (de Cascais) e está agendada para janeiro a visita de uma outra escola de Cernache.
A atividade realizou-se no dia 16 de outubro, pelas 16h, e teve o objetivo de dar a conhecer os Centros de Investigação do Departamento de Física aos estudantes, através de palestras de professores e investigadores do DF. As palestras foram guiadas pelos seguintes oradores: a professora Filipa Borges, o investigador Paulo Brás, a professora Constança Providência, o professor José Paixão, o professor Rui Travasso e o investigador Pedro Vaz. Este evento foi uma ótima oportunidade de conhecer os trabalhos que estão a ser desenvolvidos no nosso departamento.
Esta palestra decorreu no dia 30 de outubro na sala AD2, no âmbito do evento organizado pelo CIN/AAC, cujo tema foi “Doutoramento VS Mercado de trabalho”. Contou como oradores/as a Maria João Lopes, que abordou o tópico do “Mercado de Trabalho”, e o Mauro Pinto na vertente do “Doutoramento”.
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O Quiz Cultural ocorreu no dia 1 de outubro e consiste num pequeno concurso com questões de cariz cultural, com respostas de escolha múltipla. Os 2 melhores classificados foram premiados com 2 bilhetes pontuais para a latada, para 1º lugar, e 1 bilhete pontual, para o 2º lugar. A vencedora do Quiz foi a Inês Gomes e o segundo classificado foi o Luís Marques.
Decorreu no passado dia 10 de outubro a primeira Feira de Voluntariado organizada pelo Núcleo de Estudantes do Departamento de Física. A feira iniciou-se ás 14h com um uma sessão de palestras, onde se pode ouvir, em primeira mão, experiências e vivências de ex e actuais voluntários de diferentes associações. Após as palestras houve um lanche. Ao mesmo tempo que as palestras houve exposição de associações em bancas no átrio das químicas, de acesso livre. Nas palestras tiveram presentes as seguintes associações: ProAtlantico, Projecto Cabo Verde, Soga, Bombeiro Voluntário, Missão País, NextExplicações, Best, AEISEC e APPACDM. Nas Bancas tiveram presentes as seguintes associações: Liga dos Pequeninos, ProAtlantico, NExT - Explicações Voluntárias, Projeto Cabo Verde, APCC, Associação Integrar, AGIR pelos animais, Liga Portuguesa Contra o Cancro, Refood, Missão País, Cruz Vermelha Portuguesa, Acreditar, APPACDM, IPDJ, AIESEC, Amnistia, Associação Atlas People Like Us , Secção de Defesa do Direitos Humanos da AAC e ADAV. As bancas tiveram expostas no átrio das químicas tendo havido uma grande adesão por diferentes pessoas de todo o Polo I.
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