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diz

curso

jornal dos estudantes do departamento de engenharia química fevereiro de 2010

ano III

número 8

edição: NEDEQ/AAC

: a júnior empresa da FCTUC > página 3

Inquérito aos novos alunos do DEQ > página 4

Outros destaques > Dois estudantes brasileiros no DEQ - a adaptação à nova experiência > página 5

> ERASMUS em Leeds - um colega do DEQ conta-nos a aventura > página 6

> Acção Social na UC - os serviços dos SASUC que poucos conhecem > página 8


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dizCURSO • número 8 • fevereiro de 2010

INÍCIO

EDITORIAL

ÍNDICE

«Núcleos de Estudantes: A história» A origem dos núcleos de estudantes remonta ao final dos anos 80, aquando da dispersão e propagação dos diversos cursos da Universidade de Coimbra. Numa analogia à origem da própria Associação Académica de Coimbra, grupos de estudantes do mesmo curso decidiram formar um núcleo de estudantes que congregasse os seus colegas, para a promoção de eventos dentro do curso e, sobretudo, para levar a Associação Académica de Coimbra aos estudantes que cada vez mais se foram afastando do centro da vida universitária coimbrã. Actualmente, estando a Universidade de Coimbra dispersa um pouco por toda a cidade, aliado ao facto de que a realidade associativista e o interesse pela mesma mudaram drasticamente, os núcleos de estudantes revestem-se de uma importância fulcral no seio da Academia. São eles os veículos da agregação associativa em Coimbra. São eles que, ostentando na sua sigla as letras “AAC”, têm o dever e a obrigação de fazer chegar aos estudantes que representam a Associação Académica de Coimbra, cumprindo assim o desígnio com o qual foram criados. Também têm o dever de fazer chegar à Associação Académica de Coimbra os seus estudantes, isto é, encaminhá-los quando as dificuldades que os alunos possam enfrentar extravasem as competências do núcleo.

«Os núcleos de estudantes revestem-se de uma importância fulcral no seio da Academia. São eles os veículos da agregação associativa em Coimbra.» Será que é isto que acontece? Não. Actualmente existe um vazio estatutário que permite que a vontade dos núcleos se possa sobrepor à vontade maior da Associação Académica de Coimbra. Não quero com isto dizer que a segunda possa opinar e dirigir cegamente os destinos de um núcleo. Deve auscultar e colaborar com este, agilizando o trabalho do mesmo. Um núcleo de estudantes não pode nem deve ser uma mera comissão de festas que se limita a organizar convívios e ter uma barraca presente na Latada. Deve fazer cultura e desporto. Deve promover o debate entre os estudantes, consciencializando-os da realidade que a Universidade de Coimbra enfrenta para que, nas Assembleias Magnas (que se querem participadas), se possa definir um rumo para a Associação a que todos pertencemos: a Associação Académica de Coimbra. Uma última nota histórica: os núcleos de estudantes foram reconhecidos estatutariamente pela Presidente Zita Henriques. Esta senhora chegou à Presidência da Direcção-Geral da Associação Académica de Coimbra no ano de 1995 e de lá saiu no ano de 1997, fazendo assim dois mandatos. Na altura cursava Engenharia Química, então leccionada no Laboratorio Chimico.

Saudações Académicas, Pedro Miguel Gonçalves (Presidente do NEDEQ/AAC)

> DESTAQUES páginas 3 e 4. > DEPARTAMENTO páginas 5, 6 e 7. > ACADEMIA página 8. > ENSINO SUPERIOR página 9. > AGENDAS página 10. > HUMOR E PASSATEMPOS página 11.


DESTAQUE

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jeKnowledge - júnior empresa dos estudantes da FCTUC

«Não há nada melhor para conhecer o mundo empresarial do que fazer parte dele» Entrevistámos Rafael Jegundo, CEO da jeKnowledge. Esta é a júnior empresa da FCTUC, gerida por estudantes da faculdade As júnior empresas são organizações sem fins lucrativos constituídas unicamente por estudantes, cujo objectivo é fornecer a estes experiências profissionais que os cursos não proporcionam, elaborando projectos nas mais variadas áreas para empresas que contratam os seus serviços. É, portanto, um conceito que possibilita o estabelecimento de pontes e sinergias entre meio académico e tecido empresarial. Na UC há duas empresas constituídas e geridas unicamente por estudantes: a JEEFEUC (Júnior Empresa de Estudantes da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra) e a jeKnowledge Júnior Empresa da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. A jeKnowledge nasce em 2008 por iniciativa de alguns colegas do Departamento de Física e ambiciona já ser “uma referência na formação de novos talentos nas áreas de Engenharia e Gestão”. Quanto ao objectivo, é bem explícito – “pôr em prática o conhecimento adquirido na Universidade no mercado global, oferecendo soluções de base tecnológica que primam pela dedicação e atitude empreendedora dos nossos colaboradores”. Rafael Jegundo, o CEO da jeKnowledge, respondeu-nos a algumas perguntas. É crucial, no exigente meio empresarial dos dias de hoje, o aparecimento de novas plataformas de aproximação do meio académico à realidade empresarial, tal como as júnior empresas? A aproximação à realidade é de facto essencial, e agora conseguimos ver isso melhor que nunca. Os estudantes não têm qualquer noção do que é o mundo do trabalho, e de como lá chegar. Esta necessidade de criar novas sinergias entre estas duas realidades advém do facto de que na universidade os estudantes são pouco preparados para enfrentarem problemas reais numa empresa? Os estudantes estão ainda muito presos ao estudo teórico das matérias e às orientações de professores e bibliografia. No mundo do trabalho exige-se maior independên-

cia e capacidade de resolver problemas novos e não documentados. É precisamente a missão de uma júnior empresa preparar os seus colaboradores para enfrentarem esses mesmos problemas.

Para além disso, são escolhidas também tendo em conta a utilidade dos conteúdos para os projectos desenvolvidos na jeKnowledge, bem como a sua relevância no mercado de trabalho.

«No mundo do trabalho exige-se maior independência e capacidade de resolver problemas novos e não documentados.»

O que tem a jeKnowledge para oferecer aos seus colaboradores? A principal recompensa dos nossos colaboradores é a experiência real adquirida em projectos com equipas motivadas, ambiciosas e com cultura empresarial. Estes desenvolvem assim não só a parte técnica, mas também as chamadas soft skills, uma vertente cada vez mais importante para as empresas.

De que modo a a jeKnowledge e as júnior empresas, no geral, fazem esta ligação entre os dois meios? De várias formas. A principal é elaborando projectos para clientes, como qualquer empresa. Não há nada melhor para conhecer o mundo empresarial do que fazer parte dele, com prazos, clientes e problemas reais. Para além disso, desenvolvemos várias actividades com parceiros que nos permitem embeber também um pouco da sua cultura, através da troca de experiências que naturalmente ocorre.

«Não há nada melhor para conhecer o mundo empresarial do que fazer parte dele, com prazos, clientes e problemas reais.» Para além dos serviços de engenharia e gestão prestados, a jeKnowledge organiza acções de formação. Esta é uma forma de complementar a formação universitária, facultando aos estudantes competências que as empresas procuram? Exactamente. As nossas acções de formação vão de encontro ao que os alunos da FCTUC sugeriram num inquérito realizado este ano.

«Queremos formar colaboradores independentes que marquem pela positiva nos seus empregos futuros.»

Como se processa o recrutamento de novos colaboradores para a jeKnowledge? Quais as qualidades que o futuro colaborador deve ter? O recrutamento da jeknowledge ocorre por duas formas distintas: por candidaturas espontâneas de estudantes e por recomendação dos membros actuais. Num candidato procuramos basicamente talento. Se um candidato tiver talento e souber trabalhar em equipa, tudo o resto pode aprender-se. Qual o feedback das empresas com que já trabalharam? O feedback tem sido bastante positivo. Não só os clientes têm ficado satisfeitos com o trabalho desenvolvido, mas também demonstram uma grande empatia perante a nossa vontade de aprender. Junta-se assim, para eles, a utilidade de serviços de qualidade a baixo custo com a vantagem de serem implementadas pelas nossas equipas motivadas. Pode-se dizer que a jeKnowledge é uma escola de empreendedores? A jeKnowledge é sem dúvida uma escola, mas forma mais do que empreendedores. Queremos ser uma referência na formação de novos talentos de Engenharia e Gestão. Assim temos como objectivo formar mais que empreendedores. Queremos acima de tudo formar colaboradores independentes que marquem pela positiva nos seus empregos futuros.

Pedro Martins


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DESTAQUE

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Inquérito aos novos alunos do DEQ

«Sempre foi o meu sonho fazer parte de toda esta tradição» Passado já um semestre desde que entraram os novos elementos na comunidade do DEQ, o dizCURSO quis saber a opinião de alguns deles acerca de determinados assuntos relacionados com a vida académica Para este fim realizou-se um pequeno questionário, ao qual responderam nove caloiros. Como a amostra não é representativa, apresentamos apenas as respostas mais frequentes e interessantes.

“As actividades foram bastante interessantes e importantes na minha integração, pois conheci melhor a cidade de Coimbra e, graças às praxes e outras actividades, consegui conhecer melhor os meus colegas.” “Actividades com originalidade que proporcionaram a minha integração com doutores e caloiros”

O curso está a corresponder às tuas expectativas? Em que medida? “Sim, o curso está a corresponder às minhas expectativas, pois é interessante e abrangente, o que garante uma maior oferta de emprego.” “Não. Mas está a superar, porque não tinha grandes expectativas.”

A febrada que decorreu no DEQ no primeiro dia de aulas e a tarde de peddy-paper e febrada do Pólo II foram as actividades de eleição.

Qual a tua opinião acerca do nosso departamento?

Gostas de estudar na cidade de Coimbra? Porquê?

“O DEQ é agradável, acolhedor e apresenta boas condições.” “O DEQ é pequenino mas chega, pois o pessoal é muito unido e o ambiente é muito bom.” Com que tipo de dificuldades te deparaste no início do ano lectivo? “O grau de exigência é muito maior que no ensino secundário.” “Conciliar os horários escolares com o tempo de estudo.” “Ganhar hábitos de estudo, aprender a viver sozinho, ser mais autónomo e responsável.” O que achaste das actividades propostas nas duas primeiras semanas de aulas? Consideraste-as importantes na tua integração? “Foram interessantes. Acho que foram importantes, porque de uma maneira simples e positiva integrámo-nos no ambiente da faculdade e conhecemos melhor os colegas.”

“Sim, pois é a cidade dos estudantes. É onde se pode viver a vida académica com mais intensidade.” “Sim, porque para além de estar perto de casa, é uma cidade com muito prestígio e história.” “Gosto. Sempre foi o meu sonho fazer parte de toda esta tradição.” Muito sucintamente como avalias a tua primeira Latada? “Com emoção, foi a altura em que tive consciência de que era estudante universitária.” “Fartei-me de aturar um amigo mas foi agradável.”

O que é para ti ser engenheiro químico? “É ser um profissional qualificado para trabalhar em diversas áreas da química.” “ É tentar desenvolver produtos (novos medicamentos, por exemplo) recorrendo a produtos químicos e novas tecnologias.” “Praticamente é ser tudo. Os engenheiros químicos estão cada vez mais qualificados para realizarem de tudo um pouco em termos de trabalho.” Que área da engenharia química te suscita maior interesse? Porquê? “Ramo da biotecnologia, nanotecnologia ou algo relacionado com biologia, pois são ramos de muito interesse e importância na actualidade.” “A indústria farmacêutica, porque é a área da química em que mais investiga e manipula as moléculas.” “Química Forense, porque está relacionada com investigação.” Numa frase define o que é para ti ser estudante de engenharia química na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. “Para mim ser estudante de engenharia química na FCTUC é uma boa sensação, porque sei que estou num curso com um bom futuro.”

Joana Morgado


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DEPARTAMENTO

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Entrevista a dois estudantes brasileiros em mobilidade

«A adaptação foi tranquila, não há barreira linguística a transpor» O dizCURSO foi de encontro a dois estudantes do Brasil, Vinicius e Nathália, que partilharam connosco o semestre passado, com o objectivo de saber a sua opinião sobre os vários aspectos que envolvem a sua adaptação à cidade e ao ensino durante esta experiência num novo país

Nos últimos anos, com a maior interacção entre as universidades de diversos países, tem havido um grande fluxo de alunos, não só para fora do país, mas também de alunos estrangeiros que querem sentir a experiência de passar um semestre na Universidade de Coimbra e de conhecer os encantos da Cidade dos Estudantes. Vinicius, estudante na Universidade Federal do Rio de Janeiro e Nathália, estudante na Universidade, contam como correu a sua adaptação a esta nova experiência de estudar num país desconhecido.

há exames finais, o que não acontece na UFRJ [Universidade Federal do Rio de Janeiro], faculdade onde estudo no Brasil.

O que achas que deveria ser mudado, de modo a promover uma maior adaptação aos estudantes de mobilidade?

Nathália – O modo de ensino em si não é muito diferente, apenas a maneira como as aulas e as provas são distribuídas. No Brasil, as provas são feitas durante o semestre e não há época de exames como há aqui. Pelo menos não na minha universidade.

Vinicius – Para uma maior adaptação seria muito bom que o calendário com os horários das cadeiras ficasse disponível com mais antecedência para nos programarmos melhor. Para alunos oriundos de países cuja língua não é o português, seria interessante que houvessem aulas em inglês. Isto não seria muito difícil, já que a maior parte da bibliografia se encontra em inglês.

Como tem sido a adaptação a esta nova realidade de estudar em Portugal?

Vinicius – As cadeiras que frequento aqui talvez não sejam validadas no meu retorno ao Brasil.

Vinicius – A adaptação em Portugal foi tranquila, já que não há barreira linguística a transpor.

Nathália – As cadeiras que frequento aqui são cadeiras extracurriculares para mim.

Nathália – A minha adaptação foi até mais tranquila do que eu esperava. Achei as pessoas aqui bem receptivas.

Qual é a tua opinião acerca de Portugal, de Coimbra e da Universidade?

Quais as maiores dificuldades com que se depararam nessa adaptação?

Vinicius – Acho que Portugal é um país de muitos encantos. Local de belas paisagens, tanto em sua arquitectura como naturais. Coimbra é uma cidade pequena em tamanho, mas grande em conhecimentos e em diversidade cultural por conta da Universidade e dos seus alunos Erasmus. Estudar numa das universidades mais antigas da Europa não tem preço.

Vinicius – A maior dificuldade este semestre é conciliar exames, apresentações e a investigação que me propus a desenvolver com o meu sono. Nathália – Acho que a maior dificuldade é a bondade das pessoas que deixei no Brasil. O ensino é muito diferente em relação ao que estão habituados no Brasil? Vinicius – Com a implementação do acordo de Bolonha o ensino ficou diferente, já que em algumas cadeiras não

Como se enquadram no teu plano de estudos as cadeiras que frequentas?

Nathália – Tive a oportunidade de conhecer alguns lugares de Portugal e amei todos. Também gostei muito de Coimbra pois, apesar de pequena, é uma cidade muito bonita e bem estruturada. Quanto à Universidade estou achando excelente, tanto o ensino quanto as pessoas que aqui trabalham e estudam.

Nathália – Acho que a maior dificuldade ocorre no início do semestre, no sentido de arrumar um lugar para morar. O tempo de alojamento que nos disponibilizam é muito curto e também há falta de assistência na resolução de toda a parte burocrática e escolha das disciplinas. Algumas sugestões que deixarias para essa melhoria? Nathália – Uma possível melhoria poderia ser incentivar os próprios alunos da Universidade a ajudar os Erasmus a escolher melhor as disciplinas e a integrá-los na vida académica. O nosso jornal agradece a participação dos colegas Vinicius Macedo Magalhães e Nathália Schmidt Martins, que se disponibilizaram de bom grado e mostraram bastante interesse ao responderem às nossas perguntas. Desejamos-lhes boa sorte para esta recta final do semestre, que estará recheada de trabalhos e exames a superar.

Ricardo Nóbrega


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DEPARTAMENTO

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ERASMUS em Leeds, Inglaterra

«Isto é uma pequena crónica de um gajo perdido entre Londres e Escócia» O estudante do DEQ João Reis, em ERASMUS na Universidade de Leeds, conta a experiência de estudar em Terras de Sua Majestade

«Isto é uma pequena crónica de um gajo perdido entre Londres e Escócia. Faz hoje 10 dias que vim para esta linda terra… Não é muito tempo, mas já passei por meia dúzia de situações caricatas. Enquanto em Coimbra é raro quando o termómetro vá abaixo dos 0 ºC, aqui é raro o dia em que o passa (por mais de meia-hora que seja), logo neve é coisa habitual por estas bandas… Habitual também é o irritante vício destas pessoas pedirem desculpa e serem incrivelmente educadas: basta tocarem de raspão e já estão a pedir

desculpa (vejam lá que no outro dia no supermercado uma rapariga dá um passo atrás, bate num expositor e ainda pede desculpa!!!) Saudosa a labreguice portuguesa em que um encontrão capaz de deitar uma pessoa ao chão é seguido de um «tira os olhos do chão pá» ou então «vê por onde andas palhaço». Um hábito aqui (e ainda bem que é só aqui) é a pontualidade. Imaginem lá que quando um professor chega à aula (e aqui eles chegam mesmo a horas, não há quarto de hora académico para ninguém), já têm a sua plateia sentada (sim, eu inclusive, ao lado de pessoas a beberem red bull

e coca-cola, eles não conhecem o poder do café português). Em relação ao motivo da minha vinda (sim, vim aqui para estudar), até agora tem sido engraçado ver as semelhanças e diferenças que separam não só os programas mas também a filosofia de ensino. De resto ainda há muito mais para contar, mas isso fica para uma próxima…. Como se diz aqui por estas bandas… Cheers mate»

João Reis


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DEPARTAMENTO

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Representante dos estudantes do DEQ no Conselho Pedagógico da FCTUC

«Os representantes contribuem para que a FCTUC seja uma instituição democrática» O representante eleito pelos estudantes do MIEQ para o Conselho Pedagógico da FCTUC, Jorge Rosa, esclarece a importância do cargo «Numa democracia, o governo de uma instituição ou do próprio país é conseguido através de pessoas eleitas que representem os diversos interesses envolvidos. No caso da Universidade de Coimbra, instituição que se pretende que seja o tão democrática quanto possível, também a tomada de decisões, nos seus diversos órgãos, é feita por representantes eleitos. A Universidade de Coimbra encontra-se dividida em várias faculdades, pertencendo o Departamento de Engenharia Química à Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCTUC). Esta faculdade é governada pela Assembleia da Faculdade, pelo Director, pelo Conselho Científico,

e pelo Conselho Pedagógico. Algumas das competências do Conselho Pedagógico da FCTUC são: aprovar o regulamento de avaliação do aproveitamento dos estudantes; promover a realização da avaliação do desempenho pedagógico dos docentes, bem como a sua análise e divulgação; pronunciar-se sobre o regime de prescrições; pronunciar-se sobre o calendário lectivo e os mapas de exames; apreciar queixas relativas a questões de natureza pedagógica e propor as providências necessárias; pronunciar-se sobre as orientações pedagógicas e os métodos de ensino e de avaliação. O Conselho Pedagógico é constituído pelo presidente, que é o Director da FCTUC, por quatro representan-

tes dos docentes, e pelos representantes dos alunos. Os alunos desta faculdade, incluindo os alunos do Mestrado Integrado em Engenharia Química, têm representação no Conselho Pedagógico através de cinco dos seus representantes eleitos. Os alunos de cada curso têm direito a um representante e dois suplentes, e da totalidade de representantes são escolhidos cinco para o Conselho Pedagógico da FCTUC. Através da representação dos interesses dos alunos, os seus representantes contribuem para que a FCTUC seja uma instituição democrática e procure ter uma evolução que favoreça a formação dos seus educandos.»

Jorge Rosa

Castanhas e jeropiga no DEQ

Jantar de Natal do DEQ

Realizou-se dia 11 de Novembro, Dia de S. Martinho, o habitual magusto anual do DEQ

Realizou-se dia 10 de Dezembro o Jantar de Natal do nosso departamento

O magusto teve lugar no piso -3 e contou com a presença

Foi um jantar com muita alegria, boa disposição, bons momen-

de alunos, funcionários e docentes. A organização da iniciativa esteve a cargo dos responsáveis do Departamento e teve como principal objectivo a promoção de uma convivência saudável, já que o tempo escasseia numa altura que, por norma, é sempre muito complicada para todos. Há que referir que a adesão à iniciativa não foi como o previsto, sendo contudo compreensível dado esta ter decorrido numa quarta-feira, dia em que a afluência ao Departamento não é assinalável. Fazendo um parêntese, as castanhas estavam óptimas, assim como o seu acompanhamento, a nossa bela e estimada jeropiga.

Gonçalo Santos

tos de convívio e até algumas surpresas. Alunos, docentes e funcionários puderam deliciar-se com várias iguarias de Natal e não só. Por €2,5 pôde-se provar um delicioso bacalhau com natas, bem como vários petiscos e sobremesas que as pessoas trouxeram. Como não podia deixar de ser houve também o tradicional karaoke, que começou morno mas acabou por revelar alguns talentos inesperados. Destaque para a excelente actuação do Professor Pedro Nuno Simões e companhia, que nos contemplaram com uma boa performance, interpretando “New York, New York” do consagrado Frank Sinatra. Apesar de o Pai Natal não ter aparecido por aquelas bandas, foi uma noite muito especial, onde todos pudemos passar um bom momento com muito espírito natalício à mistura.

Anselmo Nunes


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ACADEMIA

Serviços de Acção Social da Universidade de Coimbra

Os serviços dos SASUC que poucos conhecem Entre os serviços de apoio dos SASUC mais comuns e conhecidos pela maioria dos estudantes, como as cantinas, as residências ou as bolsas, existem outros menos conhecidos, mas não menos úteis Os Serviços de Acção Social da Universidade de Coimbra (SASUC), entre os seus serviços de apoio mais comuns e conhecidos pela maioria dos estudantes, como as cantinas (alimentação), as residências (alojamento), as bolsas, a reprografia (apoio didáctico), o fórum estudante (no Pólo I e Pólo II) e os centros culturais e de convívio (D. Dinis e Casa da Pedra), têm ao dispor da comunidade universitária outros menos conhecidos mas não menos úteis, como os Serviços Médicos, a Lavandaria, o Gabinete de Aconselhamento Psicopedagógico – GAP e o Infantário e Jardim Infantil. Os Serviços Médicos têm por missão «a assistência médica, com particular incidência no acompanhamento nas áreas profilácticas e de rastreio dos alunos universitários». As áreas assistenciais e o mapa das consultas de

especialidade podem ser consultados em www.uc.pt/sasuc/ ServicosApoioEstudantes/ Servicos_Medicos/Consultas. A marcação de consultas pode ser feita nos Serviços Médicos, na Rua Oliveira Matos, n.º 1 e 2, ou pelo telefone 239 851 720. O horário de atendimento é das 9h00 às 12h30 e das 13h30 às 19h00, encerrando aos sábados, domingos e feriados. A Lavandaria, aberta a toda a comunidade universitária, é na Rua Oliveira Matos, n.º 17, ao lado da cantina dos grelhados Os preços são acessíveis, podendo ser consultados em ww.uc.pt/sasuc/documentos/ Lavandaria/ tabela_precos_lavandaria.jpg. O horário é das 9h00 às 19h45, encerrando aos sábados, domingos e feriados. O GAP foi criado em 1999 para «intervir ao nível da promoção do

sucesso escolar». O gabinete funciona com base num modelo de intervenção próprio, organizando inúmeros eventos ao longo do ano lectivo, como programas de gestão e controlo do stress em contexto académico, programas de métodos de estudo e programas de desenvolvimento de competências pessoais, sociais e académicas. As suas áreas de intervenção são a educação pelos pares, serviço social, consultas de psicologia e investigação. O Infantário e o Jardim Infantil estão vocacionados para receber filhos de estudantes da UC. O Infantário situase na Rua Lourenço de Almeida Azevedo, n.º 25 e o telefone é o 239 824 777. O Jardim Infantil é na Avenida Dias da Silva, n.º 7 e o telefone é o 239 716 812. Para mais informações sobre candidaturas consultar http:// www.uc.pt/sasuc/ ServicosApoioEstudantes/ Apoio_a_Infancia/.

Gabinete de Saídas Profissionais da UC

Estágios de Curta Duração 2010 As Saídas Profissionais da UC, à semelhança dos anos anteriores, vão promover o Programa de Estágios de Curta Duração, destinado a todos os estudantes da Universidade de Coimbra Este Programa tem como objectivos gerais proporcionar experiências profissionais em contexto real de trabalho, contactar com o ambiente geral de uma organização e proporcionar aos estagiários uma abordagem ao mercado de trabalho. Os estágios não são remunerados e realizam-se em entidades indicadas pelo candidato a estágio, tendo um período mínimo de um mês e máximo de seis meses. Podem realizar-se em qualquer região do país, inclusive na zona de residência dos estagiários, que ficam cobertos pelo seguro escolar.

Esta experiência tem-se revelado muito útil para os estudantes na aplicação dos conhecimentos teóricos à realidade laboral e como instrumento de valorização curricular. As inscrições devem ser feitas até dia 31 de Março, caso o estágio seja para realizar de Junho a Outubro. À ficha de inscrição devem ser anexados o comprovativo de matrícula e o curriculum vitae (em papel e em formato digital). A entrega de todos os documentos deverá ser feita nas Saídas Profissionais. O estágio dá direito a um certificado de participação, sendo um elemento

enriquecedor para o suplemento ao diploma. Para inscrições ou mais informações dirige-te às Saídas Profissionais/COEL, na Rua Padre António Vieira, número 5, ou utiliza os seguintes contactos: Telefone: 239 821 139 E-mail: sp@dtp.uc.pt Website: www.uc.pt/sp O NEDEQ/AAC irá promover um workshop sobre este tema a decorrer no DEQ dia 10 de Março, pelas 14h30.


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ENSINO SUPERIOR

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Marcha pelo Ensino Superior em Lisboa

“Não somos contra, somos por…” Foi este o mote que levou a Associação Académica de Coimbra (AAC), entre outras associações de estudantes do país, a Lisboa, no passado dia 17 de Novembro, pela Marcha pelo Ensino Superior

De Coimbra partiram 16 autocarros cheios de alunos com vontade de marcharem em direcção ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e apresentarem propostas concretas ao Ministro da tutela para que o Ensino Superior português não caia no esquecimento. A concentração dos estudantes fez-se na Cidade Universitária de Lisboa, onde se acumularam cerca de 2500 estudantes provenientes de quase todo o país, para de seguida marcharem gritando e cantando palavras de ordem, pedindo mais apoios e fundos para o Ensino Superior e para a Acção Social. Chegados ao Ministério, esperados pelo Ministro, deram entrada os Presidentes das Associações de Estudantes presentes para reunirem e tentarem consertar posições com este em prol da defesa dos interesses dos estudantes e do próprio Ensino Superior por-

tuguês. Saídos da reunião, os comentários do Ministro à comunicação social foram bastante cautelosos, denotando-se a vontade de não se comprometer definitivamente. Já os presidentes, nomeadamente o Presidente da Direcção-Geral da AAC, Jorge Serrote, estava optimista quanto à receptividade do Ministro mas, tal como referiu, “esperar para ver”. Apesar de o movimento associativo do ensino superior ter ‘morrido’ nos últimos anos, o número de participantes foi bastante positivo, o que certamente permitirá que no futuro, com maior preparação e sensibilização da comunidade estudantil, se consigam elevar estes números. Por último, há que lamentar o facto de que algumas direcções de academias do país estejam mais preocupadas com futuros pessoais do que com o interesse dos estudantes que representam. A pensar e a reflectir para nós próprios…

Pedro Gonçalves

DIVULGAÇÃO


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AGENDAS

Agenda cultural | Fevereiro

Agenda de actividades NEDEQ/AAC MARÇO Dia 10 | Workshop “Estágios de Curta Duração”, organizado pelo Gabinete de Saídas Profissionais da UC (14h30) ABRIL Dia 7 | Torneio de PES Dia 14 | Torneio de Poker Dia 21 | Torneio de Sueca Dia 28 | Workshop “Técnicas de Procura de Emprego”


HUMOR E PASSATEMPOS

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RiaGente!

A que é que se chama um dente num copo com água? R.: Uma solução molar!

O que é “Cl-Cl-Cl-Cl” ? R.: É uma clorofila!

Qual é o barulho que o átomo faz ao arrotar? R.: Böööööhrrrr!!

O que era a bolacha de água e sal antes de ser bolacha de água e sal? R.: Era uma bolacha ácido-base!

Qual é o elemento químico melhor informado? R.: É o frâncio, porque está ao lado do rádio!

SUDOKU Preencher as casas vazias usando números de 1 a 9, de forma a que não haja repetições em nenhuma linha, coluna ou quadrado.

Médio

Difícil

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FICHA TÉCNICA Edição, redacção e propriedade: Núcleo de Estudantes do Departamento de Engenharia Química da Associação Académica de Coimbra Departamento de Engenharia Química Pólo II – Pinhal de Marrocos 3030-290 Coimbra Tiragem: 100 exemplares

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