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Ed. 5 - novembro de 2011

Nova Central terá 53 delegados na 1.ª Conferência Estadual do Emprego e Trabalho Decente

NCST/Paraná realiza Plenária Estadual em Foz do Iguaçu

NCST/Paraná saúda os Servidores Públicos 25/11: Dia de Combate à Violência Contra a Mulher


AGENDA 28 e 29/11 Denilson Pestana toma posse como representante da NCST nacional na Comissão Tripartite Paritária e Permanente (CTPP) Brasília 30/11 Seminário Nacional de Organização da NCST Representante do PR: Alcir Ganassini Brasília 01/12 Reunião da Direção Nacional da NCST Brasília 02/12 Plenária do Conselho Deliberativo da NCST nacional Brasília

05/12 2ª rodada de negociação do piso mínimo regional Curitiba 5 a 9/12 Encerramento do Curso de Formação de Dirigentes Sindicais Rodoviários Monte Sião, BR 277 Km 147 08/12 Reunião da diretoria da Fetraconspar Curitiba 12 e 13/12 Reunião da Contricom Brasília

ESTAMOS DE OLHO Depois de três meses de enrolação da patronal, finalmente aconteceu a primeira reunião de negociação de uma política permanente para o piso mínimo regional do Paraná, no último dia 16/11. A Nova Central foi indicada pelas outras centrais para representar os trabalhadores e vai estar alerta para não permitir que o mínimo regional vá para a geladeira.

EXPEDIENTE Jornal da Nova Central Sindical de Trabalhadores do Estado do Paraná Praça General Osório, n.º 45, Sala 806/807 Curitiba - Paraná (41) 3022-2410 ncstpr@ncstpr.org.br | www.ncstpr.org.br Tiragem: 3 mil exemplares

Redação, projeto gráfico e diagramação: Banquinho Publicações Rua Fernandes de Barros, n.º 55 Curitiba - Paraná banquinho@banquinhopublicacoes.com.br www.banquinhopublicacoes.com.br Colaboração Márcio Andrade.

Denilson Pestana da Costa é presidente da NCST/Paraná

PALAVRA DO PRESIDENTE

Tem momentos em que a gente para e olha com atenção o trabalho que vem construindo e vê com alegria e satisfação que as coisas caminham para o caminho certo. Nossa plenária foi um sinal disso. Mais de 150 dirigentes de todo o estado reunidos, trocando experiência e debatendo os rumos da nossa entidade. Essa disposição toda é uma demonstração de que não somos uma central de uma pessoa ou de um grupo fechado, mas que é construída na base, cotidianamente, por companheiras e companheiros de todo o estado. Não é por acaso que hoje temos a necessidade de criar secretarias para o funcionalismo público, metalúrgicos, trabalhadores e setor de alimentação. É mais uma prova de que nosso trabalho está se ampliando e é para marcar isso que dedicamos um texto desta edição em especial para os funcionários do serviço público, falando de sua importância e convidando-os a somarem nessa luta. Uma importante caminhada que traçamos foi a participação nas Conferências Macrorregionais do Trabalho Decente. Novamente em todo o estado nossos sindicatos marcaram presença e alcançamos uma delegação imponente: seremos 30% dos delegados representantes de trabalhadores na Conferência Estadual. Relatamos aqui também a audiência organizada pelo FST e CFT na Assembleia Legislativa do Estado do Paraná para marcar a defesa da CLT. E como a tarefa de uma central é abranger todas as lutas dos trabalhadores, lembramos aqui duas datas que não podem passar batidas: o Dia da Consciência Negra e o Dia Internacional de Combate à Violência Contra a Mulher. Apesar de parecerem questões específicas, para nós são temas que devem estar na agenda de todo trabalhador e sindicalista. Seguimos com desafios, como a luta para a consolidação do mínimo regional, mas com segurança de saber que não estamos sozinhos nestas batalhas.


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NCST/Paraná terá 53 delegados na 1.ª Conferência Estadual do Trabalho Decente

Representantes das centrais se reunem na sede da Nova Central para avaliar conferências regionais

Seis conferências macrorregionais sobre o Trabalho Decente foram realizadas em outubro e novembro em Pato Branco, Cascavel, Maringá, Londrina, Matinhos e Ponta Grossa, reunindo mais de 2 mil pessoas em debates sobre as relações de trabalho e os pontos que necessitam ser debatidos para se avançar na consolidação do Trabalho Decente no estado. Nas Conferências Macrorregionais 580 delegados representantes de instituições governamentais, entidades

representantes de trabalhadores e empregadores, assim como de outras organizações da sociedade civil, legalmente constituídas, interessadas e comprometidas com o tema foram eleitos para I Conferência Paranaense do Emprego e Trabalho Decente. Deste total, 30% (174) são da bancada dos trabalhadores, sendo que desta bancada 30% (53) são de representantes da NCST/Paraná. De todos estes 580 delegados, 50 representarão o Paraná na Conferên-

cia Nacional do Trabalho Decente, programada para maio de 2012. Avaliação A realização das conferências macrorregionais foi um grande avanço para o Paraná, pois dá sustentação para a organização da Conferência Estadual, permitindo a construção de uma política de proteção, com o objetivo de garantir que os direitos dos trabalhadores não sejam violados. Os debates em nível regional pos-

sibilitaram avanços, de forma abrangente, nas questões que envolvem o combate à informalidade, ao trabalho escravo, à exploração sexual de crianças e adolescentes e à pobreza extrema, que ainda penaliza a população. As centrais sindicais se reuniram na sede da NCST/Paraná após a realização de todas as conferências regionais para avaliar a participação da bancada trabalhista e as propostas eleitas nestes encontros e que serão debatidas na conferência estadual.


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NCST/Paraná realiza Plenária Estadual em Foz do Iguaçu

Acima: Denilson apresenta as novas secretarias da Nova Central; na direita: 150 dirigentes participaram da plenária.

Ocorreu nos dias 17 e 18 de outubro em Foz do Iguaçu, a Plenária Estadual da Nova Central Sindical de Trabalhadores do Estado do Paraná (NCST/Paraná). O evento realizado no Hotel Carimã contou com a presença de mais de 150 dirigentes sindicais em todo o estado. O cientista político e diretor de documentação do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Antônio Augusto de Queiroz, fez uma análise do governo Dilma Roussef, do Congresso Nacional e da Agenda Trabalhista das Centrais Sindicais. Ele traçou um panorama da conjuntura política e econômica fazendo um paralelo com a agenda das centrais, que têm como objetivo principal a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais; o investimento de 10% do PIB em educação; a valorização do salário mínimo e a regulamentação da terceirização. O Dr. Sandro Lunard Nicoladeli, advogado trabalhista, ministrou palestra sobre a Agenda do Emprego e Trabalho Decente. Apesar de possuir legislação sobre o tema, o Paraná ainda possuí problemas no campo trabalhista, como argumenta o presidente da Nova Central, Denílson Pestana da Costa: “não podemos permitir que um dos estados mais ricos da federação tenha trabalho infantil e trabalhadores em regime análogo à escravidão”.

PAUTA E NOVAS SECRETARIAS A pauta da plenária foi a discussão e aprovação do relatório de atividades praticadas pelo presidente e diretoria da Nova Central e da prestação de contas da entidade, referentes ao exercício de 2012. Para o debate das contas, que foram aprovadas por unanimidade, houve apresentação de balancetes e do parecer do Conselho Fiscal. Outro momento importante foi a instituição, eleição e posse dos membros das Secretárias Estaduais do Plano dos Servidores Públicos, da Alimentação, Agricultura e dos Metalúrgicos. Para a Secretaria Estadual dos Trabalhadores Metalúrgicos foi nomeado Carlesso, do Sindimovec (Campo Largo). Há 13 anos o sindicalista batalha na busca de melhores condições aos trabalhadores da base e pela liberação do registro sindical. O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Campo Largo, Juliano Castagnoli, foi nomeado secretário adjunto na Secretaria Estadual de Servidores Públicos. Para ele a NCST/Paraná deu um passo importante de aproximação com este setor no apoio dado à greve dos guardas municipais de Campo Largo. (Leia mais sobre atuação no serviço público na página 4). Jairo Tavares, integrante do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Maringá, passa a ser o responsável pela

Secretaria Estadual dos Trabalhadores Rurais da NCST/ Paraná. Tavares explica que com a modernização da agricultura, também mudaram as relações de trabalho, o que gera uma necessidade de atualização por parte do sindicalismo “os estatutos dos sindicatos de trabalhadores rurais foram feitos por trabalhadores de 50 anos atrás, mas hoje você tem operadores de trator, colheitadeira, máquinas que custam centenas de milhares de reais. A responsabilidade é muito maior”. Foi ainda nomeado como Secretário Estadual dos Trabalhadores na Alimentação da NCST/Paraná o representante do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação de Paranaguá (Stia), Sergio Aparecido Marinho, que agradeceu a confiança depositada e assumiu o compromisso de mobilizar toda a categoria para a soma de companheiros nessa luta. A plenária, que reafirmou a luta pela aprovação dos projetos de interesse dos trabalhadores constantes da agenda trabalhista das centrais sindicais, contou ainda com a ilustre presença do Presidente da Nova Central Nacional, José Calixto Ramos, que fez um balanço geral sobre o plano de ação da NCST e falou também sobre a crise econômica mundial e os impactos desta nas negociações salariais.


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Carta de Foz do Iguaçu, 18 de outubro de 2011 A NCST/PR (Nova Central Sindical de Trabalhadores do Paraná), em Plenária Estadual realizada na cidade de Foz do Iguaçu-PR, nos dias 17 e 18 de outubro de 2011, com o objetivo de realizar um balanço de suas ações a nível Estadual e Nacional e reafirmar compromissos, traçar um plano de ação com base na conjuntura, que norteiem as ações das entidades filiadas e dos dirigentes sindicais vinculados a Central, que nasceu pela vontade dos trabalhadores com independência política e comprometida com a defesa da unicidade sindical, representação por categoria, inclusive diferenciada e dos direitos e reivindicações da classe trabalhadora brasileira, como forma de incrementar o desenvolvimento e fazer justiça social, ratificando os pontos fundamentais de seus princípios. Ano passado a NCST-PR teve um papel determinante para que o governo Beto Richa não retrocedesse na instituição no piso mínimo regional, com atuação firme, garantiu aos trabalhadores do Estado a manutenção do maior piso regional do Brasil, mantendo a diferença do salário mínimo nacional em 30%. Neste ano recebeu a tarefa das demais Centrais Sindicais do Estado de representar os trabalhadores nas negociações da política de valorização do piso mínimo regional. Diante disso, a NCST-PR, exigirá do Governo e dos Patrões, que os avanços conquistados até o presente momento sejam mantidos, e que seja estabelecida uma política perma-

nente de reajustamento do piso mínimo regional, com base na reposição da inflação de acordo com o INPC e com aumento real baseado no PIB Estadual. A plenária reafirmou a luta pela aprovação de projetos de interesses dos trabalhadores constantes da agenda trabalhista das centrais sindicais, e realizará campanha junto aos Deputados Federais e Senadores do Paraná pela redução da jornada de trabalho - sem redução de salários de 44 para 40 horas semanais; pelo fim do fator previdenciário; pela valorização do trabalho; pela contribuição compulsória em favor das entidades sindicais brasileiras, regulamentação da terceirização, regulamentação da Convenção 151 da OIT, não aprovação da PEC 369, mudança da política econômica com a redução da taxa de juros, fortalecimento da economia interna, ratificação da convenção 158 da OIT – fim das demissões imotivadas, reforma agrária e valorização da agricultura familiar, revogação de dispositivo da emenda 45 que estabelece o comum acordo para o ajuizamento de dissídio coletivo. Ratificou a necessidade de participação ativa dos líderes sindicais na Conferência do Emprego e do Trabalho Decente. A Nova Central, autônoma e independente em relação a partidos e governos, terá um papel estratégico nas eleições de 2012, incentivando os dirigentes sindicais e militantes a se engajarem como candidatos nas eleições para prefeito, vice-prefeito

A NCST/PR, autônoma e independente em relação a partidos e governos, incentivará os dirigentes sindicais e militantes a serem candidatos a prefeito, viceprefeito e vereadores. Realizará no início de 2012, um seminário com o tema "A Nova Central Sindical de Trabalhadores do Paraná e as Eleições 2012".

e vereadores. Realizará no inicio de 2012, Seminário com o tema A Nova Central Sindical de Trabalhadores do Paraná e as Eleições 2012, elaborando uma plataforma a ser defendida pelos candidatos nas eleições vindouras. Investirá ainda na formação política dos seus dirigentes, visando maior interação e participação dos dirigentes sindicais na política partidária. No plano interno da Nova Central-PR, a perspectiva de crescimento da entidade continua elevada. A criação das secretarias estaduais dos trabalhadores metalúrgicos, na alimentação, rurais e dos serviços públicos e o estabelecimento de políticas para estas categorias, significam um novo marco na atuação da central para os próximos anos. Por fim, a Plenária resolve indicar os seguintes pontos de atuação para a Nova Central Sindical no âmbito estadual e nacional: Investindo na política de comunicação com a modernização do site na internet; investindo na contratação de profissionais de imprensa, assessoria econômica e jurídica (inclusive realizando encontro de assessoria jurídica das entidades filiadas), a fim de dar mais visibilidade as bandeiras de luta da NCST, realizando reuniões periódicas com os seus dirigentes nacionais e os presidentes das NCST Estaduais. Estabelecer uma ação estratégica com planejamento de atividades para consolidação da política de gênero no âmbito da central. Indicar como prioridade para a Nova Central a intervenção no âmbito do Merco-

sul, com a necessária filiação na Coordenadoria das Centrais Sindicais do Cone Sul, visando qualificar e internacionalizar sua ação sindical. Incorporar a agenda do trabalho decente para o enfrentamento das desigualdades sociais e econômicas, qualificando a intervenção e a luta sindical dos trabalhadores. Retomar a pressão junto ao Congresso Nacional com o objetivo de aprovar a PEC 248 que trata da contribuição negocial, impedir a aprovação pelo Congresso Nacional dos seguintes Projetos de Lei: PL 4.330/2004, que regulamenta a terceirização, precariza direitos e desobriga o contratante de responsabilidade solidária; PL 948/2011 que tem por finalidade impedir que o empregado demitido possa reclamar na justiça do trabalho qualquer direito trabalhista que não tenha sido expressamente da rescisão contratual; PL 951/2011, que cria o simples trabalhista para as pequenas e micro empresas, com redução de direitos trabalhistas dos empregados desses estabelecimentos; PL 1.463/2011, que cria o código de trabalho com prevalência do negociado sobre o legislado; PEC 369, que trata da reforma sindical, por fim, radicalizar na defesa da estabilidade dos dirigentes sindicais. Foz do Iguaçu, 18 de outubro de 2011. Diretores e delegados presentes à Plenária da Nova Central Sindical de Trabalhadores do Estado do Paraná


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NCST/Paraná saúda os Servidores Públicos

CRIAÇÃO DA SECRETARIA ESTADUAL DOS SERVIDORES PÚBLICOS DA NOVA CENTRAL REITERA COMPROMISSO DA ENTIDADE COM A LUTA DO FUNCIONALISMO PÚBLICO

Denilson Pestana e Juliano Castagnoli participam de audiência em defesa da regulamentação da Convenção 151 da OIT, em Brasília.

No dia 28 de outubro comemorou-se o Dia do Servidor Público — trabalhador essencial para o funcionamento dos serviços mais necessários para o povo brasileiro. A Nova Central, desde a sua fundação, se preocupa em lutar pela valorização do funcionalismo público, seja ele federal, estadual ou municipal. Prova disso é que entre os principais pilares que compõem a NCST desde sua fundação, está a Confederação Nacional dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB), entidade sindical de terceiro grau que tem encabeçado as principais discussões em defesa destes trabalhadores no Congresso Nacional. Muitos sindicatos de servidores públicos não estão

filiados a nenhuma central sindical por não concordarem com a incoerência como algumas tem se portado. A Nova Central tem como uma de suas premissas principais não ter vínculo partidário, o que garante idoneidade para apoiar abertamente os trabalhadores, independente de qual partido esteja no poder. Secretaria Estadual dos Servidores Públicos Durante a realização da Plenária Estadual da NCST/Paraná deste ano foi criada a Secretaria Estadual dos Servidores Públicos, que tem à frente os companheiros William José da Silva Costa (Secretário) e Juliano Castagnoli (Secretário Adjunto). Ape-

nas uma semana depois da criação da pasta, o novo secretário adjunto já esteve em Brasília para acompanhar a audiência pública sobre a regulamentação da Convenção 151 da OIT. Dinamismo e luta incondicional pelo avanço dos trabalhadores tem sido a marca da Nova Central no Paraná. Com os Servidores Públicos não será diferente. Neste dia tão especial, saudamos todos os servidores e conclamamos todos os sindicatos que os representam a conhecer o trabalho da NCST/Paraná. Estamos de portas abertas e prontos a dar toda a assistência necessária para a luta por melhores salários e condições de trabalho desta categoria.


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Dia da Consciência Negra: a luta pela igualdade e contra o racismo não pode parar O dia 20 de novembro foi escolhido para ser o Dia da Consciência Negra por que nesta data, há mais de 300 anos atrás, morreu o líder negro Zumbi dos Palmares. Zumbi foi assassinado por lutar contra a escravidão com a criação e manutenção do Quilombo dos Palmares, comunidade em que os negros viviam livres escondidos no interior da Bahia (hoje Alagoas). Zumbi nos dá esperança e nos faz lembrar a importância da luta do povo negro. Não basta que nossa Constituição Federal garanta direitos iguais para todos se por quatro séculos existiu escravidão em nosso país. Pelos números do Censo do IBGE negros e pardos ganham por mês em média metade (R$ 834,00) do que ganham os brancos (R$ 1.538,00). Esta diferença é inadmissível e é preciso acabar com ela para esta igualdade ser verdadeira. Para alterar esta estrutura, acreditamos que o acesso à educação cumpre um papel fundamental. Por isso a NCST/Paraná na figura do diretor do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Londrina (Sintracom Londrina), José Aparecido Martins, faz parte do Conselho Universitário da Universidade Estadual de Londrina (UEL), onde recentemente contribuiu para a ampliação do sistema de cotas da Universidade. A partir de agora 20% das vagas de todos os cursos serão destinadas à população negra oriunda de escola pública. A escola também deve trabalhar para combater o preconceito que, infelizmente, ainda existe na nossa sociedade. As iniciativas que obrigam o ensino da história dos povos africanos são importantes para o reconhecimento deste grupo na história do Brasil. Mas outro dado do Censo é motivo para comemorarmos: pela primeira vez menos da metade da população brasileira se auto-declarou branca. Não é que o país esteja "enegrecendo", mas cada vez mais negros e pardos perdem a vergonha e passam a ter orgulho de sua cor. A NCST/Paraná se orgulha da luta do negro contra a discriminaçãol e está ativamente em busca de igualdade de oportunidades e de salários entre negros, brancos, pardos, amarelos e qualquer outra etnia, contra qualquer tipo de preconceito.

NCST/PR participa de audiência pública em defesa da CLT no Paraná Uma audiência pública em defesa da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) ocorreu em 31 de outubro no plenarinho da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) a partir de proposição do deputado Reni Pereira (PSB), 2º secretário da casa. A mesa foi presidida pelo coordenador do Fórum Sindical de Trabalhadores (FST) Nacional, Lourenço Prado, e é parte da Campanha Nacional em Defesa da CLT lançada pelo fórum em agosto. A NCST/PR foi a única central a apoiar e estar presente no evento. Além do presidente Denilson Pestana, compareceu o presidente da Fetraconspar e vice-presidente nacional da NCST, Geraldo Ranthum, em conjunto com diversos outros dirigentes sindicais regionais e nacionais. No encerramento o professor de Direito da UFPR, Dr. Sandro Lunard, citou o histórico da CLT e alertou "ou temos a CLT ou temos a barbárie". Passados 68 anos da vigência da CLT -o diploma legal que garante a cidadania e a dignidade do trabalhador brasileiro- não falta quem queira revogá-la. Os patrões usam o argumento de que flexibilizando a legislação

trabalhista a economia vai gerar mais empregos, o que é uma mentira, pois não é atentando contra os direitos dos trabalhadores e contra os seus rendimentos que seremos uma nação forte. As bandeiras de luta da campanha são: - pela rejeição do atual PL 1.463/2011, que cria o Código de Trabalho e flexibiliza os direitos trabalhistas; - pelo fim das práticas antissindicais; - pela redução da Jornada de Trabalho; - pela regulamentação da Contribuição Assistencial - PL 6.708/2009; - pela Manutenção da Contribuição Sindical compulsória; - pela estabilidade para os Dirigentes Sindicais e Membros Eleitos da CIPA PL 6.706/2009; - pelo Fim do Fator Previdenciário; - pela Reforma Política e Tributária; - pela Regulamentação da Lei de Greve e, pela extinção do Interdito Proibitório; - pela revogação do Inciso IX, § 2º, do Artº 114 da Constituição Federal (Comum Acordo); - pela Segurança e Saúde do Trabalhador.


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25/11: Dia Internacional de Combate à Violência Contra a Mulher Em 25 de novembro de 1960 as irdas, juizados e instrumentos desse tipo. mãs dominicanas Patria, Minerva de Avançamos a passos lentos. São Maria Mirabal –conhecidas como Las 84 novas Delegacias Especializadas de Mariposas – foram brutalmente assassiAtendimento à Mulher (DEAM) desde nadas por fazerem oposição à ditadura o início da Lei até agora, sendo 491 em militar daquele país. Para marcar o sacritodo o Brasil e 13 no Paraná, segundo fício destas e de tantas outras mulheres dados da Secretaria de Políticas para as guerreiras a data foi instituída pela ONU Mulheres do Governo Federal (SPM). em 2009 como Dia Internacional da EliComo este número é pequeno, muitos minação da Violência Contra a Mulher. casos acabam nas delegacias comuns e Não é um momento de comemoé frequente que as agredidas sejam desrarmos, mas de nos perguntar: por que qualificadas por juízes e policiais quanprecisamos falar da violência contra do vão dar queixa. a mulher em pleno século 21? É uma Além do aumento do número de pena, mas deveDelegacias da Mulher, mos aproveitar MUITOS CASOS a Nova Central Sindical este momento ACABAM NAS de Trabalhadores defenpara ficarmos viDELEGACIAS de que elas funcionem gilantes e atentos 24 horas por dia, pois o COMUNS E ao que tem sido maior índice de violênAGREDIDAS SÃO feito para minimicia doméstica ocorre de DESQUALIFICADAS zar a desigualdade noite ou de madrugada. POR JUÍZES E entre os sexos em Isso porque o principal POLICIAIS nosso país. lugar em que a violência Um importante ocorre é dentro de casa, avanço em 2006 foi a promulgação da por parte do próprio namorado, esposo Lei Maria da Penha, que aumenta o rigor ou companheiro, como verificou o Sena punição de agressões domésticas e gundo Anuário das Mulheres Brasileiras familiares. Para que tal lei não seja letra do Dieese. Por isso é importante que dia morta, duas coisas são fundamentais: e noite a delegacia ofereça todos os serela ser propagandeada entre a populaviços e não apenas registre queixa. Alem ção e a criação de delegacias especializadisso é necessário unidades no interior

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e nos bairros afastados das pequenas cium agressor caso necessário. A situação dades para garantir o acesso das mulheé ainda mais triste se considerarmos que res mesmo de madrugada. as mulheres negras chegam a ganhar 40% Diante disso, também são necesdo que ganham os homens brancos. sários outros equipamentos públicos Também temos que estar unidos na como as casas abrigo que podem acoluta contra o assédio moral, que não é lher as vítimas e seus filhos, porém só há exclusividade feminina, mas que no caso cinco no Paraná e 72 em todo o país. das mulheres é muitas vezes pior ainda A falta de ampliação destes serviços por coexistir com o assédio sexual. Esta nos preocupa, em especial se consideluta deve ser coletiva, de mulheres e horarmos que a SPM teve uma redução de mens em conjunto com os sindicatos orçamento de 51,5% considerando o que para não permitir estas atitudes em amfoi gasto de janeiro até agora, comparado biente de trabalho. com o mesmo período do ano passado. Não podemos tolerar um Brasil em Não podemos deixar que cinco mulheres de citar um fato que, são espancadas a TEMOS QUE ESTAR mesmo que indiretacada dois minutos TODOS UNIDOS NA mente, gera violência e dez mulheres são LUTA CONTRA O contra a mulher — a dimortas por dia, ASSÉDIO MORAL, ferença entre os salários como ocorre hoje. QUE PODE SER de homens e mulheres. É Neste dia 25 todos PIOR POR um absurdo pensar que devemos reforçar COEXISTIR COM O isso ainda exista, mas esta luta que é de ASSÉDIO SEXUAL está lá no Censo 2010 toda a sociedade. que o salário médio das mulheres (R$ 983,00) corresponde a Denilson Pestana da Costa, presiapenas 70,6% do salário médio dos hodente da NCST/Paraná mens (R$ 1.392,00). Além de ser uma violência indireta, Nádia Beatriz Graff, diretora para a diferença salarial reforça a dependênAssuntos da Mulher, do Idoso, da Jucia feminina em relação aos homens, o ventude, de Gênero e da Igualdade que torna mais difícil que ela denuncie Racial da NCST/Paraná

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Jornal da NCST/Paraná - #5