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Professor Coordenador Pedagógico: um simples “faz tudo”

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m meados de 1996 foi implantada a função de Professor Coordenador Pedagógico (PCP) em toda rede estadual de ensino paulista, cujo objetivo era a criação de uma nova função capaz de promover grandes

transformações na escola. Com essa nova função acreditava-se que o PCP seria o elo de relacionamento entre a educação e a cidadania, democratização e o poder instituído. Porém, mesmo com as

avaliações realizadas pela Secretaria de Educação do Estado, destinada aos educadores que desejam assumir a função de coordenação pedagógica, muitas escolas ainda carecem da presença destes profissionais, e as que possuem nem sempre podem contar com sua real atuação, não por negligência ou falta de vontade, mas quase sempre por acúmulo de funções. Infelizmente na conjuntura atual, o professor coordenador pedagógico, passou a ser um “faz tudo” desde por teiro, recepcionista, almoxarife, vigia, até executor de sanções disciplinares, onde em alguns casos necessita até de intervenção e ajuda da polícia militar que constantemente faz as rondas escolares. Com isso, o trabalho pedagógico muitas vezes acaba ficando

em segundo plano fazendo com que os professores assumam também esta função, onde defasagem escolar, necessidade de ajuda de especialistas como neurologistas, oftalmologistas, psicólogos etc, sem contar os graves problemas de indisciplina se somem à tarefa primordial da educação que é a construção do conhecimento. Esse papel de assumir para si inúmeras tarefas se confunde com o profissional pedagógico e impede o professor coordenador de refletir com clareza a sua função dentro do espaço escolar, onde pressionado por uma ordem de eventos que o obriga a agir apressadamente, leva-o à tentativa desesperada de organizar o caos que invade seu trabalho. Para tornar pior esta situação, em plena ‘Era’

de informatização, o professor coordenador tem que dar conta de uma série de atividades e preenchimento de papéis que quase sempre acabam arquivados, visando apenas cumprir com a parte burocrática exigida pelos teóricos burocratas que, distantes da realidade escolar sobrecarregam ainda mais o trabalho do PCP. Esta é uma das fortes marcas presentes não só no trabalho do professor coordenador, mas em todo funcionamento da escola: a educação, tarefa primordial da escola acaba quase sempre atropelada por outros interesses e afazeres. Sendo assim, como é possível projetar um trabalho a médio e longo prazo de formação de cidadãos par ticipativos na sociedade, se os professores estão ideologicamente

divididos e a pessoa designada para servir de articulador e organizador do sistema educacional, per manece carregado de outras funções e impossibilitado de administrar suas próprias funções? Diante desta situação real do cotidiano escolar, a conclusão que se chega é que, quanto mais o professor coordenador se conforma em realizar tarefas que não são as pedagógicas, mais parece adequar-se ao que dele é esperado, ser um simples “faz tudo”.

Jornal Nosso Bairro de Caieiras CNPJ: 02.103.329/0001-03

Jornalista responsável: Prof. Marcelo V. Bruggemann - Mtb/SP 52.882 Prof. Quitéria A. R. Bruggemann Mtb/SP 52.888 Diagramação e Projeto gráfico: Claudio Miranda Representante Comercial: João Pereira / José Pedro Tel: 6409-7940 (Fco. Morato) Colaboradores: Fernando Cesar Wanderley. Arte: Renildo Calheiros / Vanderlei dos Santos Silva Circulação: Caieiras, Franco da Rocha, Fco. Morato, Cajamar, Mairiporã, Campo Limpo Paulista, Perus, Pirituba e Lapa. - Os artigos assinados são única e exclusivamente de responsabilidade de seus autores Distribuição gratuita Fone: 4605 6401 // 7404 0640 // 9758 1456 e-mail: jornal@nbcaieiras.com.br www.nbcaieiras.com.br Rua João Rosolen, nº 125, Vila Rosina, Caieiras - SP

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Caieirenses Recebem Aparelhos Auditivos do Fundo Social de Solidariedade

O Tradicional Bloco do Renatão dá o Pontapé Inicial do Carnaval 2012

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a sexta-feira, 11, a Avenida dos Estudantes se encantou mais uma vez com o desfile do Bloco do Renatão. Essa tradição tem por objetivo resgatar a cultura do carnaval de rua, na sua forma mais pura, onde as marchinhas e os sambas de exaltação são predominantes. O Bloco do Renatão é também uma forma de prestar homenagem ao saudoso músico caieirense Renato Massinelli (Renatão) responsável pela inicialização musical e considerado o

“pai” de muitos músicos de Caieiras. Este é o terceiro ano que o bloco anima as ruas caieirenses. A iniciativa dos três músicos e amigos Peroba, Mael e Rafael de criar o bloco, deu certo e é sucesso total. A folia já tem até característica marcante, que é o uso de chapéus. Isso porque, o homenageado saudoso senhor Renato, o Renatão, em dias de festas, saía pela cidade angariando prendas e em cada situação, usava um chapéu diferente, desde um simples boné a um grande sombrero. Por isso os organizadores

fazem questão que os foliões abusem de seus chapéus. A secretaria da Cultura mais uma vez fez questão de prestigiar o bloco participando com toda a equipe que se divertiu muito junto aos demais foliões. “O carnaval de rua é um dos marcos culturais mais fortes do povo brasileiro. Ver esta cultura sendo resgatada de forma tão alegre e saudável em Caieiras, onde pessoas de todas as idades podem se divertir juntas, realmente é algo para ser incentivado.” Afirma doutora Tania Shibata, secretária da Cultura.

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ntre as muitas ações realizadas pelo Fundo Social de Solidariedade de Caieiras, a doação de óculos e aparelhos auditivos é uma das que tem atendido inúmeros moradores da cidade. Os equipamentos têm a capacidade de elevar a autoestima, além de proporcionar uma vida mais saudável e produtiva àqueles que possuem problemas de visão e audição. A primeira-dama de Caieiras, Sara Hamamoto, presidente do Fundo Social de Solidariedade, entregou na última semana, aparelhos auditivos para dezenove moradores da cidade e outros 20 óculos à população local. A dona de casa, Antônia Maria Araujo Souza, que mora na Vila Rosina há 40 anos, contou que desde que a filha Raquel nasceu em

1977, já com problemas de audição, vem tentando conseguir o aparelho junto à prefeitura de Caieiras e nunca obteve resposta positiva. Agora, segundo ela, depois que a filha recebeu um par de aparelhos auditivos das mãos da primeira-dama, Sara Beltrame Hamamoto, sua vida mudou. “A Raquel fica toda feliz quando ouve alguma coisa e percebe que

está conseguindo entender. É uma alegria que não tem preço”, disse D. Antônia. “Eu sou muito grata ao prefeito e à Dona Sara pelo aparelho que já está mudando a vida da minha filha”, concluiu.

Vereadora Zefinha Trabalhando por Diversos Bairros em Caieiras

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vereadora por Caieiras Zefinha tem acompanhado de perto o serviço executado na quadra de esportes do Jardim Monte Alegre. A reforma do espaço está sendo realizada pela prefeitura de Caieiras em atendimento ao ofício 27/12, no qual a vereadora Zefinha juntamente com o vereador Edgley solicitam ao prefeito melhorias para o local, como pintura e colocação de alambrado. O objetivo é melhorar a área de lazer no bairro, e consequentemente facilitar as atividades espor tivas oferecendo

incentivo ao espor te e aos atletas de Caieiras. Outra conquista da vereadora é a reforma e cobertura do ponto de ônibus localizado na Rodovia Tancredo de Almeida Neves, na saída do Jardim Vera Tereza, o objetivo é amenizar o período de exposição ao tempo, quando os munícipes e usuários do local ficam expostos a sol forte ou chuvas, “vamos ainda continuar trabalhando para conquistar a cobertura de outros pontos de ônibus por toda Caieiras” afir mou a vereadora que já fez a solicitação junto ao prefeito Dr. Rober to. Outra conquista

impor tante da vereadora Zefinha em prol da população é a reforma da Praça do Vera Tereza , que está em fase de conclusão e em breve será entregue a população do bairro, como uma opção de lazer para todos. Estão sendo realizadas também, limpezas e capinações em escadões, calçadas, e praças por todos os bairros. A vereadora Zefinha agradeceu ao prefeito Dr. Roberto, e aos funcionários do departamento de obras, que se empenharam em atender as solicitações, visando sempre o bem estar dos caieirenses.



NB Caieiras - Edição 131