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do de 21 a 24 de janeiro de 1984, em Cascavel - Paraná). Ao longo dos anos o movimento foi se expandido em diversos estados brasileiros, construindo sua história de resistência pelo objetivo de “lutar pela terra, pela Reforma Agrária e pela construção de uma sociedade mais justa, sem explorados nem exploradores” (CALDART, 2003a, p. 51). O MST se configura como o movimento que intensifica o processo de criação de assentamentos desde a década de 1990, resistindo ao movimento das transnacionais – modelo agroexportador, com base no agronegócio, que podem ser considerados os latifúndios modernos (FERNANDES, 2008).

2.2. Movimento de Educação do Campo As mobilizações dos Movimentos Sociais, especificamente do MST, são os pontos de partida para o surgimento do Movimento de Educação do Campo. A partir da ofensiva e tensionamento do capitalismo, via agronegócio/latifúndios, sobre a existência dos sujeitos do campo, impedindo o desenvolvimento do campesinato e se suas bases de produção econômica, cultural e epistêmica, esse movimento procura superar as mazelas decorrentes da invasão capitalista/colonial, propondo projetos político-pedagógicos a favor do campo brasileiro, com base nas necessidades sociais dos trabalhadores e trabalhadoras do campo (LIMA, 2014). Como já discutimos, a Questão Agrária se dá em dois movimentos relacionados: a inclusão do campo como “lugar de atraso” e a tomada do modelo de produção capitalistas/colonialistas, processo esses legitimados pelas ações políticas, desta forma, dentro das colonialidades. Os aparelhos ideológicos do Estado (ALTHUSSER, 1970), como a escola, agiram sobre a falsa noção do campo como “lugar de atraso”, replicando essa ideologia em suas ações, assim, essas relações sociais se formam a partir dessas con-

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Princípios de movimento de educação do campo: análise dos projetos político-pedagógicos das LEDCs do  

Princípios de movimento de educação do campo: análise dos projetos político-pedagógicos das LEDCs do  

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