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e democratização do conhecimento, tem o papel de ampliar e trazer esses movimentos sociais para dentro dessa Universidade, historicamente elitista (SANTOS, 2004), e trazendo consigo novas concepções de formação, novos horizontes (ARROYO, 2007), são movimentos sociais, culturais e educacionais de transformação que brotam dos Movimentos Sociais do Campo. Essas articuladas pelo PPP são mais que legítimas. Mas abrimos novamente uma questão, será esse objetivo específico se consolidar na própria construção do PPP? Tendo em vista que esse instrumento que orientará a Licenciatura, e que essa deve dialogar e estarem protagonizadas pelos movimentos sociais, suas demandas, necessidade, práticas e epistemologias. O protagonismo nesse processo é fundamental, mas cabe enfatizar que essa intencionalidade que perpassa o PPP, só se potencializa na construção da LEdoC na medida em que se efetiva na prática, na própria construção do PPP, aspecto que não é descrito no documento. Abrindo a questão de que até que ponto esse discurso da importância dos Movimentos Sociais do Campo na universidade e na construção da LEdoC se efetiva na prática da instituição, na construção coletiva das intencionalidades, podendo sinalizar para a ausência de construções coletiva desse documento, algo não destacado na análise do PPP-UFG. Assim, há ausência de uma compreensão melhor da construção desse documento, e apontando que a LEdoCs são espaços potentes para a vinculação com os Movimentos Sociais, e que esse são fundamentais para sua construção, mas será que esses Movimentos estão presentes na construção desse PPP? Além desses aspectos, que dizem respeito à construção coletiva do PPP, quando falamos do vínculo entre a LEdoC e os Movimentos Sociais, Arroyo (1999, p.14) pontua:

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Princípios de movimento de educação do campo: análise dos projetos político-pedagógicos das LEDCs do  

Princípios de movimento de educação do campo: análise dos projetos político-pedagógicos das LEDCs do