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Uma menina de cidade pequena com um futuro brilhante.

Um smokejumper com um passado obscuro. Um verao que vai mudar para sempre a ambos.

Eles irao ficar... Em chamas.

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A

vida de Elle não poderia ficar mais ‚de cidadezinha‛ do que já é. Ela foi criada na mesma casa que suas duas gerações anteriores,

sua família é proprietária de um icônico café no centro da cidade, e ela está namorando o filho do pastor desde que foi autorizada a ir a seu primeiro encontro aos 16 anos. A vida de Cole não poderia ficar maior. Ele tentou. Viajando de cidade em cidade durante os últimos três verões, como smokejumper, Cole teme o pensamento de criar raízes. A única coisa que ele evita mais do que isso é se estabelecer com uma mulher, especialmente quando existem tantas mulheres dispostas como existem árvores nas florestas pelas quais ele salta de aviões como salva-vidas. A vida de Elle Montgomery está indo para um lado. E a de Cole Carson para o outro completamente diferente. Não há razão para seus caminhos se cruzarem, mesmo em uma pequena cidade no interior de Washington. Mas o verão no Vale Methow tem outros planos para Elle e Cole. Depois de um estranho encontro no lago da cidade, Elle tenta se manter longe do cara que a olha como se ela já estivesse deitada sob ele na cama. Ela falha. Cole é tão bem sucedido quanto ela em ficar longe da garota que parece imune a seus encantos.

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Enquanto o verão esquenta, e a tensão entre Elle e Cole está em alta, ele começa a perceber que há muito mais pelo que ele é atraído do que apenas o corpo de Elle, e ela descobre que existe muito mais no homem que salta de aviões em incêndios florestais do que aparenta. UP IN FLAMES é um Romance New Adult destinado a leitores maduros devido ao conteúdo fumegante e sua linguagem atrevida.

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Capitulo 1

E

ra excepcionalmente quente para o início de junho. O lago em que eu cresci pulando em balanços de pneus já estava se afastando da costa. As altas temperaturas

e a falta de chuva no início desta época de incêndios só podia significar uma coisa: ia ser um verão perigoso no vale de Methow, no estado de Washington. Se eu não tivesse sido criada na mesma casa com duas gerações de Montgomerys antes de mim, frequentado a mesma escola onde tinha acabado de me formar com o mesmo punhado de garotos que comecei no jardim de infância, e trabalhado como gerente à noite na lanchonete que meus pais tinham aberto há 15 anos, eu teria corridono mesmo dia que acordei em Winthrop e percebi que iria morrer aqui. Na verdade, meu pedaço de terra no cemitério aos arredores da cidade já havia sido escolhido e pago para garantir que todos nós Montgomerys poderíamos ficar juntos. Até mesmo na morte. Mórbido, eu sei. Não me interpretem mal, Winthrop, Washington, era uma bela cidade: elegante, limpa, baixo índice de criminalidade, e com mais

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beleza natural do que você poderia imaginar, mas era chata. E sufocante. Todas as vezes que eu dirigia até StateRoute 20 no ano passado no meu caminho para a escola, lembrava porque este era um bom lugar para se viver. Porque seria um lugar ideal para fincar raízes permanentes e construir uma família. As imagens mentais dos amigos, caminhadas, natação, jogos de beisebol, jantares de férias, assim por diante, me convencia em algumas milhas. Todos os dias, porém, no momento em que puxava até o estacionamento da escola, eu não conseguia respirar muito bem. Como se meus pulmões estivessem apenas na metade de sua capacidade em Winthrop. Falando em criar raízes... Logan começou a falar sobre casamento de novo, nem mesmo dois dias depois de nos formarmos no colegial. Logan Matthews tinha sido meu amigo quando criança e meu namorado desde que recebi permissão para ir ao meu primeiro encontro oficial aos 16. Os Matthews eram quase tão fincados em Winthrop como os Montgomerys, e eu estou disposta a apostar minhas economias que nossas famílias considerariam forçar um casamento arranjado se não fizéssemos isso por livre e espontânea vontade. Logan era um bom namorado e um cara melhor ainda, mas ele era o equivalente companheiro para esta cidade: seguro, confortável, e um pouco chato. 6


No entanto, esta tarde, na varanda da casa da minha avó M tinha sido nada além de chato.A palavra do grande C tinha vindo antes, e senhor sabia que não seria a última vez que eu iria ouvi-lo. Veja, Logan amava quatro coisas neste mundo: sua família, Deus, beisebol, e eu.No que lhe dizia respeito, ele tinha três desses quatro no saco. A quarta, sinceramente, estava sendo um pouco evasiva. Assim que ele soltou a bomba C, meu estômago revirou e eu comecei a suar frio no meio de um dia de 30 graus.Uma parte de mim sabia que era a coisa certa a fazer, tínhamos crescido juntos e ele era o único menino que eu já tinha beijado, mas não conseguia entender por que isso parecia tão errado. Depois de, basicamente, pular fora do balanço da varanda e apaziguá-lo com uma história de que eu tinha algo importante para fazer, pulei no meu Jipe e saltei para uma estrada de terra conhecida até que eu não poderia ir mais longe. Eu precisava me libertar.Sentir-me selvagem e livre por alguns minutos, e desde que eu morava em uma cidade pequena, onde tudo era da conta de todos, eu tinha que ter cuidadoquando um dos meus ataques de liberdade me atingia. Eu não podia ir a uma das noitadas com barris de cerveja tarde da noite na mata, porque eu não era esse tipo de garota.Eu não poderia sair com algum estranho aleatório, porque eu tinha um anel de compromisso no dedo, do filho do pastor da cidade. Eunão poderia entrar no Mustang antigo 7


do meu pai e fazer um racha com outro carro, porque o meu tio era o xerife da cidade. Eu não poderia desfigurar propriedade pública, porque minha família era praticamente o governo não eleito no Vale Methow.Eu não podia fazer qualquer uma das coisas que outros adolescentes fazem quando estão em apuros por serem rebeldes. Mas eu tinha tudo sob controle não importasse quantas vezes eu quisesse me rebelar. Então, o que eu fiz? Desci para o lago que estava bem no meio dos 120 hectares da minha avó M, que ela e meu avô tinham comprado e construído uma cabana de madeira depois de entregar a casa da família para a minha mãe e meu pai antes de eu ter nascido. Fazia mais de uma década desde que o vovô havia morrido, mas a vovó M se recusou a se mudar para a cidade. Você teria pensado que ela foi abandonada sozinha no meio do nada, mas ela fez questão de permanecer ativa. Se estava sempre sozinha, era por sua escolha. Eu estacionei meu jipe e a cerca de um quarto de milha até o lago surgiu em vista. Como a boa rebelde que eu não era, examinei a área ao redor para me certificar de que hoje não era o dia em que algum alpinista aleatório tinha parado para tomar um banho tardio. Ninguém, nada de nada.

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Sentindo meu lado selvagem prestes a explodir se eu não soltasse logo a rolha, puxei o meu vestido para cima sobre a cabeça antes de jogá-lo ao longo de um galho de árvore. Na maioria dos dias, isto apaziguaria a selvagem dentro de mim o suficiente, mas não hoje. Tomando outra varredura da área, eu desprendi meu sutiã e o pendurei ao lado do meu vestido antes de escorregar minha calcinha para baixo. Ela se juntou às outras peças decorando o galho de árvore. Lá estava. Eu poderia respirar profundamente outra vez. A selvagem, que eu gostava de fingir que não existia, estava feliz. Meu despir de como vim ao mundo, na preparação para um refrescante mergulho, havia saciado o apetite para a rebelião. Assim que entrei na água, minha pele borbulhou com arrepios.Outro lado negativo para as temperaturas tão quentes no início da temporada. Os lagos, rios e pequenos buracos de piscinas privados não tinham tido a chance de aquecer ainda. Até o momento, a água estava no nível do meu joelho e minha pele não tinha ficado dormente, então decidi que era hora de abandonar toda a ideiade seacostumar-com-a-água-aos-poucos e só mergulhar em linha reta para dentro. A água fria assaltou meu corpo. Só quando tinha certeza de que não poderia mais aguentar o

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frio, ficou melhor. Meu corpo ajustou ao frio apenas o suficiente para me deixar confortável para ficar em baixo da água, mas ainda sabia que este mundo frio não estava tão correto. Uma vez que eu nadei para a superfície, rolei sobre minhas costas e flutuei por alguns minutos. Eu me senti melhor. Não era muito melhor, mas o suficiente para fazer valer a pena. Era o bastante, então eu sabia que quando saísse daqui e voltasse para a realidade, eu seria capaz de retomar sorrindo para todos nos momentos certos e dizer as coisas. O lago era cercado por um círculo de carvalhos gigantes, bordôs e salgueiros, que era parte da razão pela qual a água sempre ficava tão fria. Dificilmente algum sol direto poderia esquentá-la através da copa das árvores, mas enquanto eu flutuava ao redor do lago, encontrei um espaço do tamanho da minha mão do céu brilhando através das folhas verdes.Depois de olhar para aquele raio de luz por um tempo, me mudei para águas mais profundas. Desde o verão em que fiz doze anos, eu tinha desenvolvido uma espécie de tradição no lago. Isso era parte de uma competição comigo mesma, parte uma terapia, mas era tudo sagrado. Uma vez que eu nadei sobre a parte mais profunda do lago, eu exalei, forçando todo o ar dos meus pulmões. E então eu comecei a afundar. Eu sempre iniciava com alguns exercícios de aquecimento onde eu só afundo alguns metros debaixo da água antes de subir de 10


volta. Mas hoje não era apenas sobre o aquecimento, hoje estaria quebrando o recorde que defini dois verões atrás, quando Logan e eu tivemos o nosso primeiro encontro. Eu afundei por um total de trinta e cinco segundos aquele ano, superando de longe o meu recorde anterior de 27 segundos. No verão passado, estive há um segundo de quebrar esse recorde, mas eu estava determinada neste verãoa aniquilar esse registro. Depois do dia que tive, eu poderia realmente usar essa quebra de recorde. Enchi os pulmões de ar antes de lentamente soltar a respiração pelo nariz. Assim que eu estava abaixo da superfície, comecei a contar.Quanto mais eu contava, mais a escuridão da água crescia em torno de mim. Quanto mais meu corpo afundava sob a água, o frio aumentava também. Mais e mais, afundei até que meus pulmões começaram a queimar. A última parte do oxigênio foi embora depois de dez segundos. Eu empurrei a queimação e ignorei o temor que me arranhou quando o preto opaco se fechou em torno de mim. Eu estava hátrês segundos de distância de alcançar o registro. Quatro segundos de distância de quebrar o recorde. Dois segundos mais abaixo, só mais dois.Meus pulmões estavam com uma sensação ardente como se cruas feridas tivessem sido abertas.Senti a luz sedo dirigida a mim quando algo forte me agarrou. 11


Me sacudi de surpresa quando um braço forte me rodeou pela cintura antesde eu ser rebocada para a superfície. No instante em que minha cabeça quebrou através da água, eu engoli um bocado de ar. O braço enrolado em torno de mim não me deixou ir, e quando eu tomei um segundo gole de ar senti algumas emoções escorrerem em minhas veias: Eu tinha estado tão perto. Tão perto de quebrar o meu recorde e este braço e seu dono tinham arruinado tudo. —O que você pensa que está fazendo? — Engoli em seco, empurrando para fora da posse do seu braço e nadei alguns golpes de distância. —De nada. Fico feliz que consegui te salvar, e mais feliz ainda por você mostrar o seu apreço por eu ter salvo a sua vida. — uma voz masculina respondeu com uma forte dose de sarcasmo. Não era familiar. Quando ia colocar alguma distância entre nós, eu virei. Seu rosto não era familiar também, mas uma menina não se importaria de ficar familiarizada com esse tipo de rosto. Isso era, se a menina não estivesse envolvida com outro cara que era o príncipe da cidade e herdeiro da coroa. —Eu não estava me afogando. — eu disse, engolindo de volta a parte ‘seu idiota’. — Eu estava nadando.

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—Você estava debaixo d’água por mais de trinta segundos. — disse ele, nadando mais perto. Eu me afastei até que meus pés tocaram a argila arenosa. —Eu pensei que você estava se afogando. O que eu deveria fazer? Apenas deixá-la ir para baixo sem nem tentar? Afundando os pés na areia, eu me levantei. —Não. Você deveria perguntar as pessoas se elas querem ser salvas antes de ir todo herói sobre elas. A boca dogarotoherói se curvou quando seus olhos desviaram para o sul. —Graças a Deus. —Não, não é ‚graças a Deus‛ por você interromper meus esforços para quebrar um recorde de mergulho. — Eu rebati de volta. —Estou agradecendo a Deus por outra coisa agora. — O olhar em seu rosto era um que eu tenho certeza que Deus não iria aprovar e, se não fosse a maneira curta como ele estava me fazendo, eu também não teria aprovado. —O que você está agradecendo? — Eu disse, pronta para sair da água e deixar esse estranho, que era tanto irritante e atraente ao mesmo tempo, dar graças a Deus por seu próprio salva-vidas.

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Foi quando lembrei que eu estava nua da cintura pra cima fora da água. Um fato que não teria escapado da minha mente se ela não tivesse sido tão privada de oxigênio. —Agora... — sua sobrancelha se arqueou —Eu estou agradecendo pela água fria. — Olhei para baixo, já mortificada. Sim. Aquele olhar sonhador em seus olhos e aquele sorriso torcido, tudo fazia sentido agora. Como se meus peitos nus não bastassem, meus mamilos estavam como dois faróis apontados para cima, para o prazer da visão. Eu abaixei sob a superfície para que ele não tivesse nada, exceto a visão do meu pescoço pra cima. Sua expressão não mudou tanto quanto eu pensei que mudaria. —Para alguém que pode olhar assim para os... — Eu tropecei para encontrar a palavra certa para usar. Atrapalhei-me ainda mais ao tentar verbalizar. —Peitos? — O garoto sorrindo sugeriu. —Seios. — Eu acrescentei com um sorriso apertado. —Para alguém que pode olhar para os seios de uma garota inocente por meio minuto, eu não tomaria essa pessoa como sendo o tipo religioso para agradecer a Deus. —Eu não sou. — disse ele com um encolher de ombros. — Mas, depois de testemunhar essa maravilha do mundo, poderia mudar de ideia. 14


Apertei os olhos. —Há quanto tempo você está aqui? Ele nadou um pouco mais, e agora eu podia ver a cor de seus olhos. Um brilhante azul-esverdeado que, quando combinado com o cabelo escuro, pele bronzeada, e os ângulos de seu rosto atraente,poderia fazer uma menina fraca nos joelhos até mesmo há 10 metros de distância. Esse sorriso malicioso dele foi superior. —Tempo suficiente para saber que a cor do seu cabelo é natural. — Apesar da água fria, meu rosto aqueceu imediatamente. —Está tudo bem. — ele disse imediatamente, levantando as mãos acima da água. —Nós fomos trazidos para o mundo nus e é uma pena que em algum lugar ao longo do caminho o homem sentiu a necessidade de cobrir-se. — Aqueles olhos brilharam. — Porque corpos como o seu fazem das roupas uma verdadeira tragédia. Eu sabia que, de alguma forma torcida e doente, ele estava tentando me fazer sentir melhor, mas me senti pior. Meu próprio namorado não tinha me visto nua. Diabos, ele ainda não tinha me visto nua da cintura para cima, e esse estranho sorridente tinha alcançado a coisa toda. Não só isso, eu estava desconfortável com o modo como ele olhou para mim e do jeito que me senti quando olhou. Uma parte de mim, e se eu estivesse apostando colocaria tudo naquela parte selvagem, gostou da forma como ele me olhou. 15


Gostou demais. Limpei a garganta e tentei quebrar o contato visual. Tentei, sem êxito. —Esta é uma propriedade privada, você sabe. —Não, eu não sei. — disse ele, olhando ao redor. —Além disso, eu aderi à filosofia de que é a terra que nos possui, nós não possuímos a terra. —A maioria dos invasores acham isso, eu suponho. — eu disse, perguntando-me por que, de todos lagos, córregos e poços naturais do condado, este cara que me chamou a atenção em um nível primitivo tinha que escolher logo esse. —Por mais sensual e divertida que esta brincadeira possa estar, minhas bolas estarão prestes a cair se eu não sair dessa águafria. — disse ele, nadando em direção a mim. Eu disse a mim mesma que ele estava apenas tentando se aproximar da costa, não dizendo para mim, mas seus olhos contaram uma história diferente. —Então, quem vai sair primeiro? Eu... ou você? — Seu sorriso curvou ainda mais na última parte. Meus olhos ficaram mais estreitos ainda.

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—Eu acho que sou eu. — ele respondeu por mim quando meus lábios ficaram selados. Eu já tinha dado a ele o show completo uma vez; ele não estava obtendo isso novamente. Tomando alguns cursos mais longos, seus pés tocaram o fundo e ele começou a andar para fora da água. —Mesma hora amanhã? — Elegritou de volta para mim, quando os seus ombros quebraram a superfície. Eu já tinha visto mais amplos, mas nunca tinha visto mais definidos. Isso não estava ajudando este sentimento estranho que eu tinha enrolando-se dentro de mim. Aquele rosto, os ombros, as costas, e que... bunda. Eu não tinha sido a única a nadar nua esta tarde. Desvie o olhar, olhe para longe agora, eu disse a mim mesma. Eu não ouvi. —Meu nome é Cole. — disse ele, enquanto continuava em direção à beira do lago. —Não me importo. — eu menti, não capaz de afastarmeus olhos longe deste longo, bronzeado e musculoso corpo molhado. —Sobrenome Carson. —Me importa menos ainda. — Eu soei tão pouco convincente para ele como soei aos meus próprios ouvidos?

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—Qual é o seu nome? — Ele perguntou, parando na altura do joelho e olhando de volta para mim. —Meu primeiro nome é Continue e meu sobrenome é Andando. O que eu estava fazendo? Eu nunca falei assim para as pessoas. Eu viria em segundo lugar como a namorada de classe sênior. Segundo lugar das namoradas que não são atrevidas quando estão nuas na frente de estranhos quentes, quando eles mesmos estão nus. De repente, ele se virou. Toda a volta. Meu rosto ficou em branco antes de sentir o calor invadir meu pescoço. Foi a primeira vez que eu tinha visto o... pacote de um homem, e eu estaria mentindo se dissesse que não foi a primeira coisa que chequei. Eu estaria mentindo de novo se eu dissesse que eu olhei para longe rapidamente. Em vez disso, meus olhos demoraram até que senti o vento aquecer meu corpo, apertando uma área ao sul do meu umbigo. Esticando os braços acima da cabeça, ele limpou a garganta. — Eu gosto desse olhar confuso em seu rosto. — disse ele, e mesmo eu não olhando para o rosto dele, ouvi o sorriso em sua voz. —Vendo algo que você gosta? —Não. — eu respondi. 18


—Sério? Porque essa expressão ruborizada diz o contrário. — disse ele, sua voz toda provocativa. —Eu tenho a tarde toda livre. Eu ficaria feliz em dar-lhe um profundo tutorial, pôr as mãos na massa com Cole Carson. Eu consegui fechar meus olhos, e quando os abri, finalmente fui capaz de olhar longe do que eu estava fixada mais cedo. — Divirta-se com suas próprias mãos. — disse eu, levantando uma sobrancelha. Antes de virar, ele estudou meu rosto e aquele meio sorriso mudou para algo um pouco mais genuíno. —Você vai ficar bem sozinha aqui, se eu for? Não vai se afogar? —Hoje, não. — respondi, meus olhos caindo automaticamente para suas costas novamente. Eu não desviei o olhar até que ele desapareceu entre as árvores.

EU NÃO CONSEGUIA PARAR de pensar em Cole. Seus olhos, aquele sorriso arrogante, e sua parte traseira. E sua parte da frente, também. Eu

estava

distraída,

positivamente

e

suficientemente

perturbada. Isso poderia explicar por que três dos meus pedidos tinham saído errados hoje à noite. Uma das poucas vantagens por crescer na mesma cidade com as mesmas pessoas? Eles permitem 19


você se safar fácil mesmo quando você entrega um crepe salgado, em vez do crepe doce do dia, que tinha sido pedido. Se alguma vez houve um momento para uma reclamação, seria quando trouxe um salmão defumado e crepe cream cheese quando estava esperando um crepe recheado com banana, calda de chocolate e nozes, mas ninguém me deixou com menos de 15% de gorjeta a noite toda. Como era uma sexta-feira à noite, o café estava lotado e eu não tinha tido a chance de me servir uma xícara de café desde o momento em que cheguei até quinze minutos antes de fechar. Eu trabalhei no Le Crepe'erie parte da minha vida de alguma forma. Assim, como as coisas são em uma empresa familiar. Como um grau escolar, eu costumava classificar e afiar lápis em cestas para os convidados que vinham jantar com crianças. Como uma estudante do ensino médio, tinha ajudado a plantar as flores no número esmagador de cestos e da janela a cada primavera. Le Crepe'erie ganhou ‘Melhor exibição Floral’nos 10 anos de funcionamento e meu pai tinha quase tanto orgulho disso como dos produtos de qualidade que ele colocava em cada crepe. Desde que eu tinha dezesseis anos, estava servindo mesas. Eu era mesmo conhecida por palpitar uma receita ou duas, quando o chef chegava com novas ideias. Você teria pensado que uma loja de crepe no meio de uma pequena cidade nos EUA não seria propensa a ter sucesso, mas Le 20


Crepe'erie tinha estado no negócio por mais de quinze anos e era um ícone na Winthrop. Conhecida por seu cardápio básico que mudava todos os dias, raramente havia uma mesa vazia nos fins de semana ou à noite nos dias de semana. Havia duas opções em um determinado dia: doce ou salgado. E era isso. Nós não fazemos panquecas, waffles, ou rabanada. Fazemos crepes. Você não pode ter um omelete ou um pedaço de presunto junto. Eu vou repetir. Fazemos crepes. Mas fazemos eles danados de bons. Os clientes tinham uma seleção de bebidas, a partir do café. Fazemos expresso, pingado, cappuccino, o latte ou ocasional, se o cliente fosse muito legal. Crepes e café eram como uma religião aqui no Le Crepe'erie e você não apenas entra em uma igreja e pede batata frita sem que que seja considerado um sacrilégio. —Como você foi hoje? — Dani me perguntou duas mesas abaixo, onde estava recolhendo os pratos de uma mesa. Os últimos clientes estavam saindo para a noite, então tranquei a porta e virei o sinal de fechado atrás deles. —Muito bem. — eu respondi. —Cinquenta dólares ou mais.

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—Dia-um, menina! — Disse ela, correndo de volta para a cozinha para aumentar o rádio. —Meu gajo fez pouco mais de 30. Eu preciso ir a Seattle, ter um cirurgião plástico ligando-me, e começar a conhecer cinquentões. — Ela voltou para a sala de jantar, dançando a música no rádio. —Você acha que eu poderia considerar um trabalho de seios, se isso me ajudar a fazer mais dinheiro? Eu tomei um gole de meu café antes de pegar um carrinho de pratos. Havia uma bela confusão na minha frente. —Por que você não pergunta às meninas que trabalham no clube de cavalheiros da Dolly? Tenho certeza de que elas sabem. — disse eu, amassando um guardanapo e jogando em Dani onde ela girou em um banquinho de bar. —E o meu é real, muito obrigado. —Sim, um verdadeiro desperdício de espaço, já que ninguém tem algum divertimento com eles. — disse ela, jogando o guardanapo de volta para mim. Minha mente com a memória de Cole olhando para mim, boquiaberto para mim, meu estômago fez mais um daquelas coisas de enrolar. —Os seus entram em ação o suficiente para nós duas. — eu joguei de volta quando pulverizei com desinfetante algumas mesas. —Vamos lá, no entanto. Logan tem os pegado em concha, beliscado, espremido, ou o inferno, mesmo roçado eles?

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Eu reclamei quando comecei a limpar as mesas. Dani tinha sido minha melhor amiga desde a segunda série. Nós não éramos exatamente óbvias melhores amigas. Dani era vivaz, amaldiçoava mais do que falava, e tinha dormido com a maioria da população masculina de Winthrop, que era menor de 20... duas vezes. Ela era baixa, loira e elegante. Eu era mais do tipo boa menina que se esforçava para ficar dentro dos limites da nossa sociedade. Um palavrão no meu livro era merda ou burro se fosse realmente necessário, e eu ainda tinha meu cartão V1 com firmeza na mão. Eu era alta, morena, e usava o que era confortável. Eu não conseguia identificar o que havia nos unido e nos mantido juntas todos esses anos, mas eu dizia a todos que Dani era minha alma gêmea. Na superfície, não éramos nada parecidas, mas tudo o que não podia ser visto nos amarrava juntas. —Ele roçou-os no ano passado no Winter Formal. — eu disse, soando defensiva. —Acidentalmente? —Será que isso importa? — Eu perguntei enquanto colocava as xícaras de café e pratos no carrinho. —Sim. — Dani girou fora do banco do bar e marchou em minha direção. —Sim, certamente importa. Você e Logan estão juntos há mais de dois anos e a única coisa que vocês fazem é beijar. 1

Ela disse que é virgem

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Isso não é normal. — Dani era poucos centímetros mais baixa que eu, mas tinha um jeito de parecer mais alta quando olhava para mim do jeito que estava olhando agora. —Diz a menina que perdeu a virgindade quando tinha 13. — eu murmurei. Ela pegou um pano de prato e golpeou minha bunda com ele. —Isso é porque eu era a única inteligente. Por que você quer desperdiçar mais os viris e loucos anos de sua vida mantendo os joelhos fechados? —Estamos esperando para o casamento. — eu respondi automaticamente, mas esse era o motivo de Logan, não o meu. Eu não teria tido um problema de ir até o fim com um cara se não fôssemos casados, mas tive alguns obstáculos no meu caminho do defloramento. Eu estava com Logan, e provavelmente sempre estaria. Ele queria esperar até que nos casássemos. Eu poderia ter empurrado o problema, mas mesmo fazendo tinha ficado um pouco chato no ano passado. Se um cara deslizando sua língua em minha boca não podia virar-me de cabeça para baixo, por que eu deveria assumir que deslizando mais alguma coisa dentro de mim faria? —Deus. Nem me fale sobre vocês dois e seu casamento iminente e abstendo-se até essa merda de dia abençoado. — disse ela, me ajudando a limpar a mesa ao lado.

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—Eu não pedi para você começar a fazer nada disso, Dani. — eu disse. —Então por que você não larga isso? Ela fez uma cara enquanto considerou isso antes de se encolher. —O que você vai fazer esta noite depois do trabalho? Logan está fora da cidade em um jogo, certo? —Sim, ele foi esta tarde e estará de volta no domingo. — eu disse. —E o que eu sempre faço em uma noite de sexta-feira? — Foi uma pergunta retórica. Como regra geral, o papai abria o restaurante e eu o fechava. —Fechar este lugar. — disse ela, limpando algumas mesas mais. Eu estava confusa quando a vi esfregar as mesas. Dani era minha melhor amiga e tudo, mas ela não estava programada para fechar esta noite. Normalmente eu fico feliz se poderia virar o sinal fechado antes de Dani cronometrar e correr para fora do lugar. —E se eu disser que iria ajudá-la a deixar este lugar limpo e fechado mais cedo do que o habitual para que você possa sair e ter um bom tempo comigo antes de seu pai nem saber que você estava atrasada? —Eu diria que você está fazendo alguma coisa. — eu disse, revirando o carrinho de louça suja na parte de trás. —Eu estou fazendo algo. — ela gritou para mim no rádio. — Tentando mostrar à minha melhor amiga um bom tempo neste verão. Tentando mostrar a ela o que vai estar perdendo, se ela se

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casar poucos meses depois de se formar no colegial. Tentando mostrar-lhe o caminho que um homem deve querer jogar com os sacos de diversão. Revirei os olhos quando carreguei uma bandeja para a máquina de lavar louça. Dani tinha me convidado para muitas festas em nossos anos juntas e as únicas em que eu disse sim eram festas de seu aniversário. Eu mesma comecei a perder aquelas sobre os últimos anos porque tinha sido mais um estudo do hedonismo do que de feliz aniversário. Eu sempre disse que não. Então, por que, esta noite, eu sinto como se um sim estivesse na ponta da minha língua? Eu tinha certeza que minha resposta tinha algo a ver com um certo Cole Carson e essa coisa no estômago que eu sentia sempre que eu pensava sobre ele. —Onde é a festa? — Eu disse, não necessitando de esclarecimentos sobre o que era. Dani não fazia festas do pijama ou boliche em uma noite de sexta-feira. Ela dançava em tampos de mesa e bebia Smirnoff como se estivesse saindo de produção. A cabeça de Dani bateu na parte de trás, os olhos castanhos saltaram. Então, ela estava tão chocada quanto eu, que eu estava realmente pensando sobre isso.

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—Na clareira da propriedade do velho Shanigan. — ela disse, me ajudando a carregar a próxima bandeja para máquina de lavar louça. —É a festa de verão do pontapé de saída e todo mundo vai estar lá. —Todo mundo? — Eu disse sarcasticamente, deslizando a primeira bandeja na máquina de lavar e fechando a porta. —Eu me formei há alguns dias com ‚todos.‛ Eu não quero vê-los tocando barris e transando contra as árvores do velho Shanigan. —Nem todos os merdinhas com que fomos para a escola. — disse ela. —Quero dizer, com certeza todos eles vão estar lá, mas quando eu digo todos, quero dizer todos como os smokejumpers2. Como Dani poderia fazer as palavras smoke e jumper soarem sujas era um verdadeiro talento. Eu gemi enquanto me preparava para carregar a segunda bandeja. —Dani, a única coisa que soa como menos de um bom tempo de sair com as mesmas pessoas com que cresceram seria sair com um monte de caras que pensam que um local é algo em que você coloca seu pênis dentro. Os olhos de Dani chacoalharam novamente. Dado que seus olhos já eram grandes para o rosto, o efeito foi bastante engraçado. —Eu acho que é a primeira vez que eu ouvi a palavra pênis vindo dessa boca doce que você tem. — ela riu quando me ajudou a 2

são bombeiros que saltam de helicópteros em incêndios florestais

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empilhar os pratos limpos. —Isso é tão selvagem como eu nunca mais vou te pegar, Elle. Eu não estou tendo um não esta noite. Você está vindo. Você vai beber uma cerveja. Ou duas. Você vai ter um bom tempo. Talvez até sentir algo por um desses delirantes pecadores smokejumpersexaholic. — O brilho que eu tiro dela só a fez sorrir mais. —E então um dia, quando você estiver deitada ao lado de Logan na cama, pensando em como ele não conseguiu dar prazer a você mais uma vez com seu pênis ou a sua língua, você pode ter pensamentos felizes sobre aquela noite que você se deixou rebelar. Eu me encolhi. —Duas coisas. Nunca mencionar o.... de Logan. — Pinto. — Dani ajudou, piscando para mim. Eu balancei a cabeça. —O p-palavra ou a língua de Logan novamente. —Oh, inferno, Elle. Como eu e você podemos ser boas amigas e você não pode nem mesmo se controlar para dizer a palavra pinto? — Ela disse, parecendo quase ofendida. —Pinto tem que ser a minha segunda palavra favorita a carta quatro. —Eu me pergunto qual é a primeira. — eu disse, cutucando-a quando voltei para a sala de jantar. Paul, o chef, estava terminando as suas funções de fechamento para a noite e, graças à ajuda de Dani, não fomos muito longe.

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—Sim, mas essa é a minha favorita em primeiro lugar por causada ação, não o descritor. —Eu estou terminado aqui. — Paul chamou da cozinha. —Eu vejo vocês senhoras amanhã à noite. —Boa noite, Paul. — eu disse, acenando depois dele. —E isso é exatamente o tipo de noite que eu tenho planejado para você. — Dani empurrou-se ao meu lado e me cutucou. Eu não estava certa do porquê, embora tinha certeza que ia me arrepender mais tarde, mas eu assenti. —Deixe-me pegar minhas coisas e fechar. Dani estalou a língua e pegou um pano de prato e deu outro tapa em minha bunda. —O ponto de hoje à noite é se abrir, Elle.

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Cap tulo 2 i

E

u apenas disse ao meu pai uma mentira descarada por telefone sobre ficar até mais tarde no café para fazer o inventário. Eu respondi o sms de Logan ‘O

que você está fazendo’ com: ‘não muito além de sentir a sua falta’ e estava a caminho de uma festa com bebida e fogueira na clareira. Esse pedaço selvagem que eu tentei manter escondido tinha oficialmente estourado livre. —Então seu pai comprou a sua história? — Dani me perguntou quando fomos para o velho Shanigan no meu jipe. —Sim. Ele comprou. — eu disse com um suspiro. Eu me senti péssima por mentir para o papai, mas era ainda pior porque eu sabia que ele nunca duvidaria de mim. Eu nunca tinha dado a ele uma razão para isso. Eu nunca pisei um pé fora da linha em toda minha vida, pelo menos na medida em que o pai sabia. Ele provavelmente se sentiria diferente se soubesse sobre eu passando o meu curto verão nadando pelada ou a época em que eu tinha bebido meia garrafa de vinho frutado vermelho do armário de licor da mãe de Dani.

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—Você tem tanta sorte, só tem um membro da Gestapo para patrulhar você. Pai e mãe, finalmente desistiram, principalmente quando fiz dezoito anos, mas era uma verdadeira cadela tentando fugir com uma patrulha na porta da frente e outra na parte de trás. Eu mantive meus olhos focados na estrada. —É. Eu tenho muita sorte. — eu disse. O jipe ficou muito quieto por alguns segundos. —Oh, Deus. — disse Dani, agarrando o meu braço. —Elle, me desculpe. Eu tenho uma grande boca e eu não pensei antes de falar e... merda, eu sinto muito. —Está tudo bem, Dani. — eu disse, mantendo minha voz plana. —Eu sei que você não quis dizer isso por mal. — Para me distrair, eu me atrapalhei com o aparelho de som, mudando as estações até que encontrei uma música, uma com uma boa batida que tornaria difícil manter uma conversa. Eu sabia que Dani não tinha a intenção de me machucar, mas machucou. Minha mãe morreu quando eu tinha quatro anos, apenas um par de anos depois que ela e meu pai tinham transformado o sonho de serem donos de restaurante em uma realidade. Eu era jovem quando a mãe morreu, então era surpreendente o quanto eu me lembrava dela. Não eram cenas muito ‘peça-por-peça’, mas principalmente imagens. Era como se minha jovem mente tivesse agarrado suas fotografias e as marcado a ferro na minha mente. 31


Ela era uma mulher vivaz, espirituosa, que tinha marcas de sorriso antes mesmo dela completar trinta anos e os mesmos olhos castanhos que eu tinha. Ela estava sempre pronta para uma aventura e acreditava que a natureza proporcionava o melhor terreno para os melhores tipos de aventuras. Meu pai me disse que eu tinha passado mais tempo em uma mochila de caminhada do que em um carrinho de criança e aprendi a esquiar antes que eu pudesse andar de bicicleta. —Puta merda. Eu posso ver a fogueira daqui. — disse Dani, apontando para uma esfera brilhante à frente. —Esta vai ser uma festa épica. Eu posso sentir isso em meus ossos. Baixei o volume do rádio. —Estou com dúvidas. — eu disse. —Você acha que se eu deixá-la alguém iria dar-lhe uma carona para casa? Alguém que não seja um lixo? Porque eu realmente acho que só preciso ir para casa e... —E o que? — Dani interrompeu. —Assistir reprises de 'I Love Lucy' enquanto você enche a cara com marshmallows e tentar, e não conseguir, amar o seu seguro e não-apalpador namorado? Alguns dias era fácil de lembrar porque eu amava Dani. Hoje não era um desses. —Ok, eu nem sei por onde começar com esse discurso todo, mas...

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—Portanto, não precisa nem tentar, porque nada que você possa dizer vai me convencer do contrário. Você vai para a festa e ponto final. — disse ela, apontando-me uma estrada esburacada. — Eu não posso permitir que você vá para a sua sepultura sem pelo menos uma noite em que você não vai se arrepender. Considere esta noite como sendo a primeira de muitas outras noites de nenhum arrependimento. Eu estacionei meu Jipe nos arredores de dezenas de carros. Eu já podia ouvir os berros e a gritaria. —E de quantas noites você se arrepende? — Eu atirei-lhe um olhar quando pisei fora do jipe. Dani contornou o Jipe pela frente e enganchou seu braço no meu. —Nenhuma. — disse ela enquanto me guiava na direção oposta de onde eu queria correr agora. —Esta é uma má ideia. — eu disse, notando todos os carros familiares. Os carros de pessoas que me reconheceriam. Tanto Logan e meu pai saberiam onde eu estava hoje à noite quando chegarem amanhã à tarde. — Todos vão me reconhecer e estarão mais do que felizes em dizer que a boa garota foi malvada por uma noite. —Duas coisas. Um, todos nesta cidade a adoram. Mesmo os festeiros furiosos lá em cima. Ninguém vai dizer nada sobre você estar aqui nesta noite. Além disso, mesmo se eles não gostassem de você, há um código de festa, uma regra de conduta que você não 33


tagarela com ninguém sobre quem estava e não estava em uma festa. — disse ela, continuando a puxar-me à frente. —E dois, todo mundo vai estar tão bêbado que ninguém vai lembrar que você esteve aqui. —Isso é para me fazer sentir melhor? — Eu perguntei, fechando o zíper da minha jaqueta antes de deslizar sobre minhas luvas. Os dias poderiam ter sido excepcionalmente quentes, mas nas noites ainda era necessário se agasalhar. —Ok, já que você está tão preocupada com a ideia das pessoas te reconhecerem por estar vivendo uma noite como uma jovem de dezoito anos deve... — Dani teceu na minha frente e me parou nas faixas —Eu tenho uma solução fácil para isso. Leve o seu cabelo solto do que neste rabo de cavalo maldito. — disse ela, puxando o meu laço de cabelo. Mechas de cabelo caíram nas minhas costas quando ela teceu seus dedos por ele, provocando e despenteando até que estava satisfeita. —Coloque um pouco de maquiagem... — Tirando alguns produtos dobolso do casaco, Dani começou a trabalhar no meu rosto. Ela concluiu antes que eu soubesse o que me bateu. —E pronto, você é minha prima de fora da cidade que está aqui para passar algumas semanas festejando no centro de Washington comigo. — Dani deu em meu cabelo alguns últimos ajustes antes de pegar o meu braço e me guiar para a festa. —Ah, e seu nome é Savannah e você é da Carolina do Sul.

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—Eu não deveria ter um sotaque já que sou da Carolina do Sul? — Essa má ideia tinha passado de ligeiramente ruim para algo completamente ruim. —Sim. — Ela bateu no meu braço quando entramos na clareira. —Boa sorte com isso. Dani estava certa, a fogueira era gigantesca. Ela era facilmente tão alta e larga como o meu jipe e eu podia sentir o calor rolando há 6 metros de distância. Dezenas de pessoas circulavam, copo vermelho na mão, principalmente reunindo perto de um dos seis barris estacionados ao redor da clareira. Como esperado, quase todo o corpo discente do ensino médio estava presente e representavam a maioria, apesar de haver um grupo de jovens cujos rostos não eram familiares. Eu não preciso de dois palpites para saber quem eles eram. Se o bando de meninas batendo seus cílios ao redor deles não os entregassem, a selvageria em seus olhos os fazia. Todos os smokejumpers estavam ali. Eles cintilavam uma selvageria e aventura que nunca parecia fraca. Eles vinham em todos os verãos. Alguns eram os mesmos que no ano anterior, mas um punhado eram caras novas. Acho que era parte do apelo do estilo de vida: chegar a vagar para lugares e ver algumas das partes mais bonitas do país a partir de 450 metros de altura.

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Como se paraquedismo de aeronaves voando baixo não fosse grande o bastante, os smokejumpers estavam perto de incêndios florestais. Se houvesse um prêmio para a carreira mais perigosa e mortal,e adrenalina mais bombástica, smokejumping teria ganhado poruma vitória esmagadora. —Essa não pode ser Elle Montgomery. — disse uma voz do meu lado.—Em uma festa? Uma festa com álcool em uma propriedade privada? Eu dei uma cotovelada em Dani quando Derrick Davenport atravessou nosso caminho. Derrick tinha jogado futebol na escola e estava indo para U of Wno outono. Derrick era amigo de Logan, não melhores amigos, mas perto o suficiente para me fazer suar. —E eu que pensava que eu era Savannah da Carolina do Sul. — disse eu, totalmente imitando um sotaque sulista. —Tanta coisa,para agora todo mundo estar bêbado demais para me notar. — Atirei um brilho em Dani quando Derrick parou em frente a nós. —Onde está o Sr.? — Derrick perguntou, olhando por cima dos meus ombros. —Ele está fora da cidade para o beisebol. — disse eu, quando mais um dos caras que tinham estado na equipe de futebol apareceu com dois copos vermelhos vazios na mão.

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—Ei, Elle — disse ele, parecendo tão surpreendido como Derrick tinha de me ver aqui. —Ei, Dani. Peguem uma cerveja e bebam. —Ele nos entregou os copos e apontou para o barril ao nosso lado. —Esta é uma festa, você não ouviu? Dani pegou meu copo e tivemos nossos copos cheios e devidamente espumados em tempo recorde. A menina sabia trabalhar com um barril. Entregando-me um, ela derrubou o copo e tomou um gole. Se você chamar de ‚gole‛ virar o copo inteiro. —O que Logan disse quando você contou a ele que estava vindo para a Festa de Verão no velho Shanigan? —Derrick perguntou. Eu tomei um gole da cerveja do barrile fiz uma careta. Eu não era uma conhecedora, mas tinha goles o suficiente para saber que essa era do tipo mais barato. —Eu não disse exatamente a Logan que estava vindo. — Sim, isso soou mal. —No entanto... — eu acrescentei. —Dani me convenceu a vir depois do trabalho e eu não tive a chance de falar com ele. A expressão de Derrickmudou, como se estivesse me vendo em uma luz totalmente nova. —Sim, Logan não sabe — Dani canalizou, — então não escorregue e diga qualquer coisa.

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—Não é um segredo. — eu disse. —Eu vou dizer a ele amanhã, quando falar com ele. Tenho certeza que ele não vai pensar que é uma grande coisa. —Sim, ele vai pensar que é um grande negócio e essa é a razão quevocê não vai dizer amanhã para Logan. Eu tomei outro gole da minha cerveja, mas isso não foi um gole saboroso. —Porra, Elle Montgomery.Em uma festa e entornando uma cerveja. — Derrick balançou a cabeça, obviamente se divertindo. — Se eu soubesse que você tinha esse lado nervoso, não teria cedido tão facilmente quando Logan disse que ia lhe convidar para ir ao baile no segundo ano. Minha perda. —Ele sorriu para mim e seus olhos vagando pelo meu corpo de uma forma que me fez contorcer. —E não se preocupe. Vou levar o seu segredo para o túmulo. —Não é um segredo. — eu repetia quando Dani agarrou meu cotovelo e teceu-me no meio da multidão. —Deus. — disse ela, fazendo uma cara de nojo — Derrick Davenport é como um cão farejador. Eu ia precisar de um banho, se ficasse perto de sua sujeira por mais tempo. —Eu lembro que você apreciou esse cão farejador uma ou duas vezes no último verão. — a provoquei enquanto balançava a cabeça para alguns rostos familiares que chamaram o meu nome. 38


—Eca. Por favor, não me lembre disso. Há uma razão pela qual eu estou tão motivada em reprimir memórias, você sabe? — Ela parou na frente de um toco de árvore enorme e se sentou. Ela deu um tapinha no espaço ao lado dela. —Quarto para dois. —Lembre-me novamente porque eu estou aqui? — Eu disse enquanto me sentava. —Hmm.

Dani

disse,

olhando

para

o

grupo

de

smokejumpers e suas tietes. —Deixe-me um deles lembrá-la. — Seu sorriso curvou-se quando seus olhos pousaram em alguns dos mais loiros. A fraqueza de Dani era os homens, mas os loiros um dia seriam a morte dela. —Vamos lá, Dani. —eu disse, acenando com a minha cerveja para eles. —Você pode fazer muito melhor do que alguns viciados em adrenalina, em uma viagem de ego, que não saberiam o que é compromisso nem se estivesse grudado nas suas bundas pomposas. —Quem está dizendo isso sobre mim, de novo? Eu congelei, e se não tivesse sido pelo cutucar incessante de Dani, teria ficado assim. Eu não precisei olhar para o lado para saber quem estava lá. Aquela voz estava tatuada em minha mente. —Você. — eu disse, sorte que eu era capaz de conseguir uma palavra. Enquanto eu não poderia dizer que Cole parecia melhor agora do que tinha antes, porque o cabelo molhado e a coisa do 39


corpo que realmente trabalhou para ele, ele ainda conseguiu me fazer sentir coisas que eu não deveria estar sentindo, em seus jeans escuros, jaqueta verde, e sua conhecida expressão. —Eu. — ele respondeu, sorrindo para mim. Mesmo no escuro, seus olhos verdes azulados brilhavam. Tomando alguns passos mais próximos, ele fez sinal para mim. —Você. Eu ri um par de notas, mas considerando que eu estava nervosa como o diabo, soei mais como um animal morrendo do que uma menina rindo. —Eu. É claro que quando Cole riu, ele parecia todo quente e sexy. —Ok. — Dani disse, olhando para Cole como se alguém tivesse acabado de decidir a reencarnar um Deus e colocá-lo no corpo de um pecador. —Quem é você? Ou quem sou eu? — Ela disse. —Eu estou tão confusa. —Este é Cole. — eu disse. —Cole Carson. Eu vi um brilho nos olhos familiares de Dani. Que dizia algo tipo como eu posso levá-lo para a minha cama? —Você estava ouvindo. — disse Cole. —Eu não pensei que você estivesse fazendo muito mais do queolhar. — Seu sorriso curvou-se mais de um lado.

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—Você o conhece? — Pelo tom de Dani, eu sabia que tinha acabado de ganhar 20 pontos extralegais. —Nós nos encontramos hoje cedo. — eu disse. —Enquanto estávamos

nadando no mesmo lugar. —

acrescentou Cole, enfiando a mão no bolso. —Nus. Os olhos de Dani estouraram. Ela era uma garota mundana que tomou algo especialmente chocante, para esses olhos cansados obterem uma forma tão enorme. —O que Cole se esqueceu de mencionar foi que ele estava em uma propriedade privada da avó M e eu não tinha ideia de que ele estava lá. —Espere. — Dani sacudiu a cabeça. —Você nada nua? Visões do mundo estavam se deslocando. —Oh, sim. — disse Cole, levantando as sobrancelhas, - Elle nada nua. Ele tinha me visto nua, mas ouvi-lo dizer meu nome era íntimo de uma forma que eu não esperava. —Como foi que você descobriu o meu nome? —Um monte de pessoas estava falando sobre essa garota Elle Montgomery, que não tem um osso rebelde em seu corpo, aparecendo alguns minutos atrás. Naturalmente, uma vez que eu vi 41


a menina em que todos os dedos estavam apontando, eu sabia que eles estavam errados. Como poderia uma menina que nada nua e flerta com estranhos igualmente nus não ter um osso rebelde nesse belo, belo corpo? —Eu não estava flertando com você. — eu disse, não tendo certeza se havia ou não flertado. Eu não tinha certeza de como flertar de forma calculada, sedutora, então se eu estava flertando com Cole como ele diz que eu estava, isso significava que tudo tinha vindo naturalmente. Que era possivelmente a parte mais preocupante da trivialidade que eu estava ciente de toda a semana. Dani conseguiu descolaros olhos de Cole e me estudou por alguns segundos. Ela sempre tinha sido capaz de ver através de minhas mentiras, e era óbvio que era o que ela estava vendo através agora. —Eu estou indo me misturar. — disse ela, levantando-se. — Vamos lá vocês dois, peguem de onde pararam. —Nós não precisamos pegar coisa nenhuma— eu disse. Dani se inclinou para sussurrar no meu ouvido. —Se você ainda se sentir assim em dez minutos, vem me buscar. Eu ficaria mais do que feliz em pegar qualquer coisa dele. —Você é nojenta. — Eu assobiei depois dela. 42


Sua resposta foi um piscar de olhos quando ela olhou para o crescente grupo de smokejumpers e suas acompanhantes. —Então, você realmente não estava flertando comigo esta tarde? — Cole perguntou quando se sentou ao meu lado. Com ele pressionado contra mim, o toco parecia muito menor do que quando Dani estava perto de mim. —Eu realmente não estava. — eu respondi, verificando meu nariz para me certificar de que não estava crescendo. —Uau. Acho que o meu ego sofreu uma séria queda livre. — disse ele, fazendo uma cara de magoado. Maldito. Mesmo quando estava fingindo insulto, o rosto de Cole fazia coisas para o meu interior que nem o meu namorado conseguia fazer. —De onde estou sentada, parece que você tem muito a perder. — eu disse, sorrindo para o meu copo enquanto tomei um gole de cerveja. Eu gostei desta Elle ousada, espirituosa. Eu nunca falei assim com Logan. Os olhos de Cole deslocaram para a minha boca por um segundo antes deles passarem para os meus olhos. —E de onde eu estava nadando, parecia que você tem muito a perder, também. Se eu não estivesse já ruborizada dele olhando para os meus lábios, agora eu estava. Embora o rubor pode ter sido subestimado. 43


—Oh, merda. — disse ele, como as sobrancelhas se uniram. — Você está envergonhada. Na verdade, a julgar pelo tom de vermelho, eu diria que você está mais para algo como mortificada. — Eu gostei do jeito que ele estudou o meu rosto, como se estivesse realmente olhando para mim e vendo quem eu era. E eu odiava o jeito que ele estudou o meu rosto, pela mesma razão. —Eu sinto muito, Elle. Assumi que a menina que mergulhou peladae jogou comentários espirituosos para mim esta tarde não seria facilmente envergonhada. — Pela primeira vez, o rosto de Cole e as palavras pareciam genuínos. —Eu sou um pau. Perdoado? Ah, merda. Ele disse isso, agora eu estavaimaginando o seu... Justamente quando você pensa que tem não mais para onde ir na escala vermelha... —Ok,

mudando

de

assunto

antes

de

desmaiar

de

envenenamento vermelho... — ele disse, sorrindo para mim apenas o suficiente para me deixar saber que ele sabia o que eu estava pensando. Ou imaginando. —Então, se as bebedeirasde classe alta na clareira não são, normalmente, sua cena, o que é? —É longe de ser tão emocionante como paraquedismo em incêndios florestais. — eu disse, gostando da maneira como o braço de Cole sentia-se contra o meu. Eu não deveria gostar do que senti. —Na verdade, é praticamente o oposto de ousadia, emoção e aventura. 44


—Eu acho isso difícil de acreditar. — disse Cole. —Porque não é nenhum segredo que as meninas que mergulham peladas não são de qualquer forma, em qualquer planeta, chatas. —Poderia, por favor, por favor, por favor, parar de falar sobre mim e mergulhar nua? —Eu disse, porque cada vez que ele trazia o assunto à tona, eu pensava sobre isso. E toda vez que eu pensava sobre isso, uma rajada de calor corria sobre meu corpo.—E neste planeta, esta menina é considerada dolorosamente chata em todos os sentidos da palavra. Verbalizar era deprimente. Era de alguma forma mais fácil de aceitar quando eu guardava para mim mesma. Cole olhou para mim, seus olhos e sua boca divertida desenhados em uma linha séria. Quase como se ele não acreditasse em mim, mas era esperto o suficiente para não empurrar o tema. Eu teria sido boa com ele empurrando o tema. Em dez minutos de conversa, a maioria do tempo trocando brincadeiras sarcásticas, eu me sentia mais viva do que me senti em... Bem, nunca. Era perigoso se sentir assim. E intoxicante.

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—Então, o que Elle Montgomery planeja fazer quando as festas cintilantes da clareira chegam ao fim? — ele disse. —Você me parece o tipo de garota que vai para alguma faculdade de alto nível na Costa Leste. Estudando para se tornar uma médica. Ou uma profissional da nudez... Meu olhar se fechou na boca de Cole, outro ponto que parecia mais inteligente do que todo o resto. —A faculdade seria bom, mas o tipo da minha vida toma uma direção diferente. —Qual a direção?— Cole pediu. —A direção que não deixa muito espaço paracursos e dormitórios. — disse eu em torno de um suspiro. Mais uma vez, admitindo uma segunda vez o quão deprimente era tentar mantê-lo para mim. —E você está bem com isso? —Eu não sei. — eu disse, quase desejando que nós estivéssemos falando sobre nadar nus de novo porque pelo menos esse tipo de incômodo vinha junto com a imagem do corpo de Cole, nu e molhado. Se eu não parasse de pensar esses tipos de pensamentos, ia ter que me desfazer do meu casaco e tirar as luvas.

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—Se você não assumir o controle de sua vida, Elle, alguém o fará. — disse Cole, sua voz tranquila, quase distante. Isso foi um vislumbre de introspecção que tinha acabado de ver em sua boca? Não podia ser. —Isso é um fato da vida garantido como a morte e os impostos. —Soa como uma lição que você aprendeu pessoalmente. — eu imaginei. —E a partir do olhar em seu rosto, estou supondo que você aprendeu a lição com uma garota. Pela primeira vez desde que ele fez a sua aparição, Cole desviou o olhar. —Eu não estou acostumado a meninas perceptivas. — disse ele, olhando para a fogueira. Ele estava em outro mundo, mas não por muito tempo. Quando seus olhos trancaram de volta para os meus, eu era capaz de exalar o ar que eu não sabia que estava segurando. —Eu vou ter que ser mais cuidadoso em torno de você. — Seu sorriso, que eu tenho certeza que tinha trabalhado um punhado de roupas femininas, se formou. — E que tipo de garotas você é acostumado então?— Eu perguntei, mas apenas para ouvi-lo confirmar a resposta que eu tinha chegado. — Do tipo que não sejam exatamente interessadas em ficar para baixo e sujo com a minha mente. — respondeu ele. —O tipo que não pega um conselho e transforma-o em uma sessão de terapia.

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—Então você está aqui ao meu lado, por quê? —Eu perguntei.Eu não era o tipo de garota que ficava baixa e sujo com... nada. Uh-oh. Aquele sorriso sexy dele bateu no topo da sua gama. Inclinando-se, então eu quase podia sentir sua respiração no meu pescoço, ele disse:—Talvez eu queira me acostumar a algo mais. Eu disse para mim mesma que os calafrios escorrendo pelo meu corpo eram devido ao ar frio da noite. —Até o verão acabar?— Eu disse, tentando ignorar o calor rolando fora de seu corpo sobre o meu. —Eu sei como vocês smokejumpers operam. E já que você teve a amabilidade de me dar uma lição, deixe-me retribuir o favor. — Sentei-me mais alta e fingi que em Cole Carson não havia nada que eu quisesse. —Eu não sou uma garota de aventura de verão. Uau. O que estava acontecendo comigo? Eu não era do tipo de dizer essas coisas ou expressar esse tipo de emoção. Eu precisava encontrar uma focinheira ou alguma fita adesiva forte antes que eu dissesse qualquer outra coisa que eu acordaria lamentando. Cole não parecia mudado, nem um pouco. —Droga. — ele disse, exagerando um suspiro. —Lá se vai meu verão inteiro.

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—Eu tenho certeza que você vai encontrar mais distrações suficientes para chegar por você. — eu disse, acenando para o grupo que agora se expandiu, por isso eram quatro garotas para cada menino. —Vê? Uma menina para cada noite neste verão. —Eu sou um cara mais de qualidade. — disse ele. —Uma vez que eu encontrar essa menina de qualidade, então eu gosto de quantidade. Lotes e lotes de quantidade. Quando Dani me chamou a atenção, ela levantou as sobrancelhas e mandou beijos no ar na minha direção. Ela já tinha um cara apegado a ela e o que parecia ser outro, esperando na reserva se a opção número um se afastasse para reabastecer sua cerveja. —Eu não sei do que você está falando e eu não quero uma explicação. — eu disse, olhando para Cole, a necessidade de mudar a conversa antes de iniciar a definição de ‚muitas e muitas quantidades‛

—Então,

o

que

mais

sobre

Cole

Carson?

Smokejumping é tudo que se tem sobre você afinal? —É, por agora.Tanto quanto os trabalhos de verão vão, nada pode vencê-lo.— ele disse com um encolher de ombros. —Eu não tenho certeza se é o que estarei fazendo daqui a cinco verões ou até mesmo no próximo verão, mas sei que é o que eu quero fazer agora. Eu vivo no presente e imagino o resto.

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Eu não conseguia me lembrar de um tempo em que pensei assim, e muito menos feito algo do tipo. —Isso parece legal. — eu disse, um pouco melancólica. —É. Você deve tentar isso algum dia. — Ele me cutucou delicadamente. —Eu adoraria, mas isso é como se fosse uma esfera de vidro para mim. —Por quê?— Perguntou. —Porque na maioria dos dias, eu apenas sinto que estou indo junto com o que todo mundo quer,exceto o que eu quero para a minha vida. E nos raros dias em que eu tento lutar, a batalha termina antes mesmo de começar. Por que eu estava sendo tão honesta com Cole? Para todos os efeitos, ele era um total desconhecido que saltava de aviões perfeitamente bons para a vida. Eu não deveria colocar tudo para fora e tomar suas palavras de conselho como se fossem de ouro. Eu sabia que Cole não era a pessoa em que eu deveria confiar ou pedir conselhos, mas me senti tão malditamente bem. Meu cérebro e coração tinham declarado oficialmente guerra um contra o outro. Eu não poderia dizer-lhe qual eu esperava ganhar. —A cada dia sinto como se estivesse traindo a mim mesma, sabe?— Eu acrescentei com um sussurro. 50


A mão de Cole caiu para o meu joelho. O calor de sua pele sangrou através do meu jeans até que combinou com o calor da minha perna. —Então por que você não diz a todos para se foderem e começa a viver a sua vida dia-a-dia como eu? Eu deslizei minhas mãos nos bolsos do meu casaco quando percebi que uma delas havia se movido em direção à sua. —Um, porque eu não digo a palavra ‚f‛, e dois, porque eu não tenho o luxo do dia a dia, como algumas pessoas. —Todo mundo tem esse luxo. — disse ele enquanto seus dedos se enroscaram na minha perna. —A maioria das pessoas simplesmente opta por ignorá-lo. Eu sabia que se qualquer uma das pessoas absorvidas em suas próprias conversas olhasse e visse a mão de Cole enrolada no meu joelho, tudo o que levaria era uma foto rápida ou uma chamada para Logan, e eu poderia dizer adeus para todo o futuro que eu tinha conhecido para ser meu por um tempo, agora. Esse era um pensamento paralisante, mas não tão paralisante quanto o pensamento da mão de Cole me deixando. —Então o que você está dizendo? — Eu perguntei. —Pare de ignorar. Viva a sua vida, Elle Montgomery. — disse ele, com os olhos brilhando em suas palavras. —Eu posso dizer a partir de um par de conversas com você que você é um inferno de

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uma mulher. Imagine a mulher que você poderia ser se vivesse por mais ninguém além de si mesma. Eu considerei isso por alguns momentos. Eu amei a ideia dele e odiava a realidade. —Isso é exatamente o que eu vou ter que fazer — eu disse com um suspiro. —Imagino. —Você tem certeza disso? Uma pergunta simples - eu deveria ter uma resposta simples, mas as respostas disparando em minha mente eram complexas. Eu estava certa sobre isso? Será que eu tenho que aceitar o que tinha assumido que o meu futuro seria? Ou era agora o tempo, se alguma vez houve, a tremer tudo? Eu moraria em Winthrop, assumiria o restaurante, e me casaria com o meu namorado da escola, ou iria fazer as outras coisas que eu queria tanto fazer? Tantas perguntas e absolutamente nenhuma solução. Eu acho que Cole pegou meu silêncio como a minha resposta. —Me ligue se isso alguma vez mudar. — disse ele, levantando-se. Seu corpo já não estar ao meu lado não deveria ter me afetado. Dando-me um pequeno sorriso, um que eu espelhei, ele voltou para o seu grupo de smokejumpers. Eu estava no meio de um suspiro pesado quando ele se virou e correu de volta. 52


Seu sorriso não era mais pequeno. —Não importa. Eu não posso esperar. — disse ele, com os olhos brilhando. —Vamos dizer que eu apenas te ligue amanhã à noite? Talvez pudéssemos ir para outro mergulho na próxima semana? Trajes de banho não são necessários. Ele estava me chamando para um encontro. Eu não tinha interpretado mal seus sinais e eu não tinha exatamente o desencorajado. Esta era a minha oportunidade para lhe contar sobre Logan. O momento que eu devia deslizar minha luva fora e mostrar meu brilhante anel de compromisso na frente de seu rosto. Esta era a minha vez de provar que a vida que eu estava vivendo era a que eu queria continuar. —Cole. — eu disse, mordendo o debate no meu lábio. —Elle. — disse ele, e do jeito como disse o nome e como seu rosto parecia quando disse isso fez coisas em mim que eu não podia ignorar. O debate foi longo. —Você não tem o meu número. — disse eu, percebendo que tinha acabado de puxar a corda pendurada. Eu não tinha certeza se tudo iria se revelar ou eu seria capaz de pará-lo, mas esse era um pensamento distante, quando Cole baixou a boca para a minha orelha. Sua mão deslizou meu cabelo atrás da minha orelha e eu estava bastante certa de que se ele me

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tocasse de novo, eu iria explodir em chamas. O azul, o tipo mais quente de queimação. Eu senti sua respiração contra meu queixo e sabia que se inclinasse meu queixo para cima alguns centímetros, nós nos beijaríamos. Pelo menos a força de vontade férrea que tinha afiada através de minha adolescência estava pagando agora. —Elle. Eu tinha o seu número antes de vir falar com você.

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Cap tulo 3 i

C

ole realmente tinha o meu número. Na verdade, ele me ligou na manhã seguinte. E novamente na manhã depois dessa. Ele ligou todas as manhãs da

semana e deixou algum tipo de mensagem criativa no correio de voz. Eu nunca respondi. Dani tinha feito um juramento de segredo para não mencionar uma palavra sobre Cole e ninguém mais tinha vazado a notícia para Logan de algum smokejumper e eu encolhidos bastante próximos numa conversa em uma cervejada. Além do trabalho e indo na casa de Dani uma noite, eu fiquei em casa. Encolhida em casa. Não mais mergulhos, apesar de ter sido ensolarado com mais de 30 graus durante toda a danada semana, peguei o caminho mais longo para trabalhar para evitar alguns redutos

que

os

smokejumpers

gostavam

de

frequentar,

e

definitivamente fiquei longe das festas que pareciam surgir a cada noite. Cole era tudo que eu precisava esquecer, e era cada pensamento que eu não conseguia.

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Era na outra sexta à noite no jantar, mas eu não tinha a minha pequena ajudante persistente. Depois que Dani descobriu que não havia nenhuma sujeira ou nada que eu diria, ela não havia trazido à tona o tópico de Cole novamente. Ela estava indo para alguma outra festa hoje à noite, esta de uma classe alta, já que na verdade era dentro de um edifício. Um celeiro. Ela não tinha me perguntado se eu queria acompanhá-la na festa de hoje à noite, antes de se levantar e tirar o rabode lá, logo que as portas estavam trancadas. Provavelmente porque eu estava temerosa durante toda a semana, o tipo de medrosa que seria uma grande estraga prazeres em uma festa. Quase todas as mesas necessitavam serem limpas desde que os crepes florentino e triplo berry desta noite foram os favoritos, então puxei o meu cabelo para trás em um rabo de cavalo e retirei meu anel de compromisso e coloquei-o em meu bolso. Limpadores químicos de força industrial e água quente escaldante não eram exatamente amigos de joias. Eu estava prestes a ligar o rádio e começar o negócio da limpeza quando meu telefone tocou. Eu estava mais desapontada do que aliviada quando vi que não era o número de Cole. Suas chamadas tinham parado de chegar naquela manhã, e mesmo que eu não tivesse respondido uma única, senti falta delas. Por aqueles poucos segundos, eu sabia que Cole estava pensando em mim. 56


—Ei, pai. — eu respondi, acarretando o primeiro lote de pratos de volta para a máquina de lavar louça. —Oi, meu amor. Como foi a noite? —Loucamente agitada. Sem mesa vazia a noite toda. — Como a rainha de multitarefas que eu era, apoiei o telefone em cima da máquina de lavar louça e comecei a carregar uma bandeja de pratos sujos. Eu estava ansiosa para sair de lá. Eu não tinha tido uma noite de folga ainda neste verão e eu consegui convencer o pai a dar-me toda a semana. Eu não tinha planos, mas era uma espécie de minha maneira favorita de passar um dia ou fim de semana fora. Se eu não tenho planos, eu poderia fazer o que me desse vontade quando acordasse de manhã. —Esses crepes florentinos são um prazer para todos, isso é certo. O café da manhã e o almoço foram movimentados hoje, também. — ele disse, parecendo mais cansado do que o normal. — Eu estou indo para a cama mais cedo hoje, Elle, de modo que você só me acorde e me avise quando chegar em casa? Eu acho que estou pegando essa virose do verão que está no ar. —Sim. Claro. — eu disse, tentando me lembrar de um tempo em que meu pai não estava esperando por mim quando eu chegava em casa do trabalho. Eu não consegui me lembrar desse tempo.

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—Ah, e sobre este fim de semana. — Eu comecei a fazer caretas, já antecipando o que estava por vir —Com os grandes jogos de beisebol acontecendo e todos os hotéis sendo reservados, eu tenho certeza que subestimei o número de táxis que vamos precisar de sábado e domingo à noite. Eu conversei com Logan mais cedo e ele disse que vocês dois não tem planos juntos, de modo que você seria capaz de trabalhar. — continuou ele, quando eu senti minha careta trabalhar em uma carranca. —Eu só queria que você soubesse sobre a mudança de planos. —Parece que você e Logan têm tudo sob controle. — disse eu, propositadamente soando excessivamente doce, porque eu sabia que se deixasse a minha voz transmitir o que eu sentia agora, papai me perguntaria se fui lobotomizada. —Muito obrigado, meu amor. — disse ele, aquém para minhas emoções. —Eu não sei o que faria sem você. Depois de dizer adeus, a linha ficou quieta. Eu olhei para o meu telefone por alguns segundos, contemplando quando eu ia deixar meu pai e Logan começar mapear fora minha vida. Eu sabia que isso não era feito de forma maliciosa, mas em algum lugar ao longo do caminho, eu lhes entreguei as rédeas. Cole estava certo. Se eu não tomar o controle da minha vida, alguém o fará.

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Agora, que era tudo que eu conseguia pensar. As disciplinas eletivas que Logan tinha escolhido para mim na escola quando eu tinha hesitado, o jipe que o pai tinha escolhido para mim quando eu não podia decidir, o chá earlgrey que Logan mandou para mim cada vez que saímos para café da manhã, quando eu não podia decidir sobre o café pingado ou um cappuccino. A promessa do maldito anel enfiado no meu bolso que ele saiu e comprou no mesmo dia que eu lhe disse que precisava de algum tempo para pensar sobre o nosso futuro. Eu me tornei uma motorista no banco de trás da minha vida há anos e eu já tinha o suficiente.As intenções de papai e de Logan podem ter sido boas,mas eu estava sendoliquidada mais em cada turno. Pelo menos por esta noite eu estava. Quanto mais eu pensava nisso, mais nervosa fiquei. A raiva era mais autodirigida do que qualquer coisa, mas foi um motivador poderoso. Eu tinha a lanchonete limpa em tempo recorde. Depois de desligar as luzes, eu tranquei o lugar. Eu estava do outro lado do estacionamento antes de notar o Land Cruiser velho ao lado do meu Jipe, preenchido com o rosto sorridente que eu estava pensando a semana toda.

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—Você não sabe que uma jovem mulher não deve andar sozinha em um estacionamento escuro à noite? Eu realmente queria que tivesse me refrescado antes de sair correndo da lanchonete esta noite, mas estava escuro e Cole estava longe o suficiente, talvez ele não sentisse o cheiro da mistura estranha deestragão e maçã na minha roupa. —Desde que o crime realmente não acontece aqui, a menos que você conte um cara intimidante assediar uma jovem em um estacionamento, eu acho que vou viver para ver outro dia. —Só porque algo nunca aconteceu não quer dizer que nunca acontecerá. — disse ele, olhando para mim com aquele olhar intencional. Aquele olhar que dizia tanto que me deixou totalmente descoberta e mal planejada. —Você quer estar pronta para isso quando acontecer. Parando alguns metros à frente dele, mantive minha expressão em cheque. Foi difícil. Especialmente com a maneira como ele parecia esta noite. Como se o sexo, a sedução e o pecado tivessem decidido transar e Cole Carson foi o resultado. Seu cabelo escuro ainda estava úmido, do que imaginei fosse o chuveiro, mas eu gostava de imaginar que era outra rodada de natação nu, e sua pele tinha escurecido alguns tons no calor do verão, fazendo com que seus olhos quase brilhassem. Calças jeans gastas e uma camiseta

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escura que abraçou seu peito e braços completado em um triplo Slovechild. Eu disse a mim mesma para respirar antes de responder. —Foi algum tipo de mensagem velada, enigmática neste aviso?— Bom.Eu parecia relativamente inalteradapela divindade que era Cole Carson. —Desculpe. Sutileza não é o meu forte. Pelo menos não é mais. Tentei ignorar a forma como o seu olhar vagou por cima de mim, quase tão imperceptivelmente que eu poderia ter imaginado. —O quê? Você estar me chamando todos os dias, e me perseguindo no trabalho não é sutil? — Eu provoquei. —É difícil ser sutil quando a garota com quem você quer ser sutil não atende suas chamadas. — Ele se empurrou fora de seu Land Cruiser e deu um passo no meu caminho. Por que eu não tinha, pelo menos, refeito meu rabo de cavalo? —Então, você costumava ser sutil. — eu disse, olhando ao redor do estacionamento. Ele estava vazio. —Mas não mais. Não agora. Ele acenou com a cabeça. —Sim. Costumava ser. Mas não agora. Não com você. 61


Ele deu outro passo mais perto, fazendo-me tomar uma volta. Eu não tinha certeza se era porque estava com mais medo dele me tocar ou cheirar-me. —O que você está fazendo hoje? — Perguntou ele, em notas baixas. —Eu trabalhei no turno do jantar e fechei o restaurante esta noite. — eu respondi, sabendo que era algum tempo depois das 10h. Hoje à noite já teria terminado. Pelo menos se você fosse a boa menina Elle Montgomery. —O que você está fazendo agora? — Esclareceu ele, aproximando-se. Agora eu podia sentir o cheiro dele e sim, seu cabelo úmido foi graças a um chuveiro. Ele cheirava a sabonete e xampu. E alguma outra coisa... —Eu estou indo para casa. —É uma noite de sexta-feira. —É tarde em uma noite de sexta-feira. — eu disse, contornando o meu caminho para o jipe. Cole estendeu a mão e agarrou meu pulso. Seus dedos entrelaçados, suavemente aquecendo a pele durante todo o tempo. —Você tem algumas opções aqui, Elle. Eu posso jogá-la por cima do meu ombro e sequestrar você, ou vou seguir você para o seu lugar e sair com você, ou você pode parar de fingir que não está morrendo 62


de vontade de passar algumas horas comigo e entrar no meu carro. — A expressão de Cole era tão danada de confiante que eu quase queria dizer a ele para se perder. Mas não o fiz. Eu não podia. —Eu não tenho tempo. — eu disse, verificando a hora no meu telefone. —Meu pai vai chamar um Alerta Amber em mim se eu não estiver em casa à meia-noite. —Você tem 18 e está oficialmente fora da escola. Não é hora de seu pai se acalmar um pouco? Claro que é, meu intestino respondeu, mas se eu lhe dissesse isso, Cole iria transformar isso em uma grande conversa Carpe Diem e eu não estava no clima. Eu não queria falar sobre a vida esta noite. Eu não quero pensar sobre isso também. Eu queria viver isso. —Eu ainda sou sua menina. — eu disse com um encolher de ombros. —Papai Montgomery soa rigoroso. —Você nem imagina. — eu respondi. —Por quê? Essa era uma caixa de Pandora que eu não queria tocar com uma vara de 3 metros.

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—É a sua maneira de tentar manter-me segura, eu acho. — eu disse. — Minha mãe morreu quando eu tinha quatro anos em um acidente de caiaque no rio, e acho que ele acredita que se colocar uma rédea curta em mim, não terá que se preocupar em perder-me como ele a perdeu. Cole nem sequer hesita em minhas palavras, mas eu fiz. Eu nunca falei sobre a minha mãe ou a maneira como ela morreu. Por que eu estava agora? Isso era outra caixa de Pandora que eu não queria estar no mesmo planeta. —Então, ele está disposto a arriscar a sua felicidade para mantê-la segura? Ou pelo menos tão segura quanto uma pessoa pode fingir para manter outra segura? —Ele não sabe que eu não sou feliz. — eu disse, tentando não deixar que a tristeza que eu sentia se mostrasse. Ele nunca perguntou se eu era feliz e eu nunca lhe disse que não era. Nós ambos assumiram o que queríamos. —Você é tipo o único em que eu soltei esse pequeno segredo. — Eu sorri timidamente para Cole, sentindo-me nua novamente. —Por quê? — Cole perguntou a sua palavra favorita de novo. —Por que você não disse a ele que você não é feliz?

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—Porque eu não quero balançar o barco. — eu disse, esperando que ele aceite que a ponta do iceberg como resposta e siga em frente. —Elle — disse ele, o meu nome saindo de sua boca em uma carícia suave — é melhor você começar a balançar o barco agora ou então a sua vida vai passar por você antes mesmo de começar a viver. Aquelas palavras me bateram duro. Porque elas eram verdadeiras. E porque elas eram do que eu tinha vivido com medo por um tempo. Minha vida inteira passando por mim enquanto eu oferecia sorrisos convencionais e pratos lavados na pia. Um carro passou zunindo por nós na estrada em frente à lanchonete. Sacudindo os pensamentos tristes soltos por enquanto, eu angulei meus ombros e me aproximei de Cole. Desta vez, quando eu olhei em seus olhos, senti a força em vez do desmaio que eu normalmente fazia. —Eu estou pronta para agitar o barco sempre que você estiver.

—QUANDO VOCÊ DISSE que estava pensando em me levar em uma grande aventura, eu não fiz exatamente esta imagem. — eu sussurrei quando Cole levou-me pelo corredor escuro.

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—Você sabe o que eles dizem. Toda grande aventura começa e termina em um acampamento de smokejumper. — ele respondeu de volta em voz baixa. Revirei os olhos. —Onde estão todos? — Eu conhecia o suficiente sobre o acampamento para saber que a maioria dos smokejumpers, vivem, comem e dormem aqui, mas eu nunca tinha realmente estado dentro. —É uma noite de sexta-feira e foi um longo inverno. — Cole sussurrou, com os olhos brilhando quando olhou para mim. —Se eles não estiverem de plantão, estão ou em um bar ou em uma festa à procura de uma menina bonita com moral frouxa e as normas mais flexíveis. Eu fiz uma cara. Era a mesma história a cada ano. —Então por que estamos sussurrando? — Eu perguntei, quando entrei em uma grande cozinha e sala de jantar. Cole fez uma pausa e virou-se para mim. —Porque eu gosto de ser capaz de fazer você sussurrar. — ele disse, examinando minha boca como se fosse algo que ele queria provar. —Mesmo se não for do jeito que eu prefiro. Eu poderia ter sido inexperiente e uma puritana por circunstância, mas não precisava ter dormido com alguém para conhecer o olhar no rosto de Cole. Quanto mais eu olhava para ele,

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mais desconfortável ficava. O mais desconfortável se tornou, mais confiante ficava. Quando eu tinha certeza de que estava indo esbofeteá-lo ou beijá-lo, ele se virou. —Você quer algo para beber? — Ele perguntou quando puxou a porta da geladeira aberta. A partir de uma intimidade que me fez corar um momento para uma pergunta casual e próxima... Eu não poderia manter-me com ele. Apesar de gostar do desafio. —O que você tem?— Eu vim por trás dele e olhei para dentro. Cerveja, cerveja e cerveja. E um recipiente quase vazio de suco de laranja. —Acho que vou querer um pouco de água. — disse eu, quando Cole vasculhou as garrafas. —Sim, eu também. — Acabando com sua busca, ele fechou a porta do frigorífico e vagou até a pia. —Você pode ter uma cerveja em torno de mim, você sabe. Eu não sou tão certinha. — eu disse, observando Cole encher dois copos de plástico da torneira. Mesmo realizando algo tão cotidiano como encher um copo de água, ele me intrigou. —Eu realmente não bebo mais. — Virandoa água fora, Cole me entregou um copo. 67


—Por que não? — Além de ser intrigante, Cole tinha aperfeiçoado a arte de me surpreender. —Porque eu sou aquele cara que não faz moderação muito bem. — disse ele, entornando seu copo inteiro de água. —A última vez que eu tinha algo para beber, os policiais estavam a caminho quando meus amigos conseguiram me arrastar para fora desse bar. —Há quanto tempo foi isso? — Eu perguntei e tomei um gole da minha água. —Logo antes de eu me tornar um smokejumper três verões atrás. —Por que você se tornou um smokejumper? — Olhei ao redor da sala escura. Não era uma vida glamourosa, nem pagam bem tudo isso. Era perigoso, as horas eram longas no auge da época de incêndios, e isso fazia manter um relacionamento de longo prazo difícil. Com todas estas supostas desvantagens do trabalho, eu nunca conheci um único smokejumper que não amasse absolutamente o seu trabalho. Cole não era uma exceção. —Minha avó me criou e dois de meus primos. — disse ele. — Minha família era uma espécie de bagunça disfuncional, mas a vovó cuidava das responsabilidades já que suas filhas não faziam. — Cole pegou-me, mais uma vez, de surpresa. Eu não tinha chegado a 68


quaisquer conclusões sobre o seu passado, mas não esperava que ele fosse tão aberto sobre isso com um copo de água em uma cozinha escura.

—Meu

primo

mais

velho,

Tommy,

tornou-se

um

smokejumper alguns anos depois da escola. Ele amava o trabalho e me disse quando e se eu já estava pronto para uma mudança, eu deveria dar-lhe um aviso. Examinei o quarto antes de varrer meu olhar para ele. — Parece que você deu-lhe um aviso. —Eu não podia sair de Bend rápido o suficiente quando finalmente descobri que a vida que estava vivendo não era a vida que eu queria. Eu estava no ônibus fora da cidade. Literalmente. — Cole disse, inclinando o quadril no balcão. —Isso soa familiar? Pequena cidade, nasceu e cresceu, adolescente, tentando e não aceitar a sua futura cidade pequena? Quando eu não lhe dei a satisfação de um consentimento, ele sorriu. —Você e eu somos mais parecidos do que você pensa, Elle Montgomery. Eu estava começando a perceber isso. E isso me assustou. Mas me animou também. —Então, o primo Tommy está postado aqui também?— Eu perguntei. Eu não teria conhecido. A única interação que eu já tive com os smokejumpers estava levando seus pedidos no restaurante.

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Eu não era uma tiete SJ como algumas melhores amigas que eu conhecia. Embora os pensamentos que eu tive sobre Cole e da quantidade de tempo que eu passava com ele poderia me qualificar para esse título. —Não. Ele pulou fora de Fairbanks. — Sua voz ficou quieta novamente. —Pulou, tipo, ele não salta mais? — Eu não poderia ter conhecido muito sobre smokejumping, mas eu sabia que a profissão era difícil para o corpo e a taxa de queimaduras era elevada. Cole deu um aceno de cabeça. —Por que não? —Ele morreu. — disse ele, olhando para o chão sem ver. —Ele morreu enquanto trabalhava. —Puxa, Cole. — eu disse, automaticamente pegando sua mão. —Eu sinto muito. Ele estudou minha mão na sua, meus dedos entrelaçados através dos dele, como se fosse uma equação que ele estava tentando resolver. —Obrigado, Elle. — Sua mão apertou a minha. — Tommy foi um inferno de um cara e como um irmão mais velho para mim, mas ele saiu com suas botas. Foi uma boa maneira de ir.

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Minhas sobrancelhas se uniram. —Como assim foi uma boa maneira de ir? Ele não poderia ter sido muito velho. Vinte e cinco anos? Trinta? As palavras saíram antes que eu pudesse detê-las. Isto estava rapidamente se tornando meu hábito em torno de Cole. Eu sempre fui uma pessoa mais de pensar-antes-de-falar, mas eu era o oposto com ele. Eu estava em torno de impulso e instinto com Cole, e não tinha certeza se isso era uma coisa boa. —Tommy tinha 23 quando ele morreu. — disse Cole, não deixando a minha mão ou até mesmo olhando ofendido. —E foi uma boa maneira de ir, porque um dia, Elle, todos nós vamos morrer. Podemos não ser capazes de alterar o dia ou a hora, mas podemos pelo menos controlar o caminho que temos de deixar neste mundo. Tommy deixou-o com um estrondo. Ele vivia com um estrondo. — Cole estava me olhando daquele jeito de novo, como se ele visse através de mim. —Foi um bom caminho a percorrer. Eu tentei não pensar em minha mãe e o jeito que ela tinha morrido. Será que ela sentiu o mesmo? Que foi uma boa maneira de ir? Eu sei que eu certamente não me sentiria assim. —Mas ele era tão jovem. Ele tinha tanta vida pela frente. — Eu não tinha certeza de que eu estava falando sobre Tommy mais.

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—Eu sei um fato: que se Tommy tivesse de escolher entre uma vida curta que ele tivesse que viver cada dia em sua plenitude ou uma longa vida mediana, ele escolheria uma vida curta. —Huh. — eu disse a mim mesma, pensando um pouco sobre isso. Eu amava como Cole era confiante e seguro. Como ele estava perfeitamente bem com viver a sua vida no dia-a-dia. Eu adorava isso sobre ele, mas eu não era nada como ele. Eu vivia por regras e fiz minhas decisões com base em décadas de estrada. —O que você escolheria? — Cole chegou mais perto, esperando pela minha resposta. Eu pensei sobre isso. Eu realmente pensei sobre isso. Eu não tinha uma resposta para ele. Pelo menos não uma honesta. Por um lado, vivendo Carpe Diem cada dia e todos os dias era atraente para essa criança selvagem dentro de um nível que me paralisou. Por outro lado, eu tinha conhecimento de primeira mão do vazio que se sentia quando alguém que você amava morria jovem. Minha mãe mal tinha completado trinta. O que eu me lembro dela, eu sei, ela estava feliz, mas valeu a pena? Eu escolheria alguns dias de felicidade por milhares de mais ou menos? —Eu não sei. — eu sussurrei, olhando para nossas mãos unidas. Eu sabia que isso não era apropriado - segurar a mão de outro homem em um quarto escuro quando eu tinha um namorado. Quando meu olhar passou de nossas mãos para os olhos, quase me 72


engasguei. O olhar em seus olhos me fez estremecer. Era muito íntimo para o que Cole e eu éramos. Nós tínhamos acabado de subir mais um degrau na escada do inadequado. —Quando você descobrir isso me deixe saber, ok? — Sua voz era baixa, novamente, quase áspera, e as trevas pareciam exagerar a eletricidade fluindo entre nós. Eu precisava sair da sala e parar de tocar Cole antes que eu fizesse algo que eu sabia que iria me arrepender. Pelo menos, eu tinha certeza que iria me arrepender. —Por que você não me dá um tour?— Eu disse, me movendo em direção ao corredor. Minha mão ficou gelada no momento que a dele deixou a minha. —O quê? Você nunca viu o interior do acampamento antes? — Ele estava sorrindo para mim de novo. —Não. Eu nunca tive a oportunidade de experimentar um passeio pelos vergonhosos beliches. Apesar de eu ouvir que os beliches em si são rangem livres. — Eu estava doendo para volta para ele novamente, mas estava começando a gostar. Parecia menos de um vício e mais de uma virtude. Eu tinha sagacidade. No fundo, ele estava lá, e eu não deveria sentir a necessidade de escondê-lo. Eu o tinha mantido enterrado por muito tempo 73


—Você ouviu falar certo. — disse ele, vindo atrás de mim. — Você quer dar-lhes um test drive? Você sabe, então, você pode ter a experiência em primeira mão quando o assunto vier à tona na noite de meninas de novo? Eu senti um rubor correr todo o caminho pelo meu rosto, no meu pescoço para baixo. Eu poderia dizer pelo tom de Cole que estava apenas brincando, não era ele ou suas palavras que me perturbaram. Foi a minha resposta à sua pergunta, dita em tom de brincadeira. Eu era inteligente o suficiente para não verbalizar. —Eu penso que nós podemos pular o beliche. — eu disse, grata que o corredor estava escuro. Se ele visse o jeito que me perturbou, ele nunca me deixaria esquecer isso. —Eu fui para o acampamento antes e eu duvido que seja muito diferente. —Não é. — disse ele, com um sorriso que sugeria que todas as maneiras que era. —E é. Agora esse seu sorriso tinha me dado algo para pensar, tenho certeza

que

os

alojamentosdos

smokejumper

dominados

principalmente por homens jovens, solteiros, e impulsivos era vastamente diferente dos alojamentosque eu tinha compartilhado por uma semana no verão com um monte de garotas no acampamento 4-H.

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—Então, você não quer ver os beliches, você já viu a cozinha, e eu não deixaria meu pior inimigo entrar no banheiro comum na noite antes de sua limpeza semanal... — Ele bateu em sua têmpora enquanto continuamos pelo corredor. —O que eu vou mostrar a você? Eu quase tive que bater as palmas das minhas mãos sobre minha boca para não deixar escapar a minha resposta imediata Nada. Ele arqueou uma sobrancelha para mim, ao mesmo tempo em que um sorriso fácil deslizou em seu rosto. Eu estava começando a acreditar que ele realmente sabia o que eu estava pensando. Essa ideia era horrível em infinitos níveis. —Tudo bem. — disse ele, como se estivesse respondendo a minha resposta silenciosa. —Eu tenho apenas o lugar. — Sem outra palavra, ele continuou pelo corredor escuro, e a única coisa mais perturbadora do que seguir um semiestranho por um corredor escuro em um prédio desconhecido era como eu fiz de bom grado. Eu não me sentia ameaçada em torno de Cole. Eu sentia o oposto. Era irracional e eu poderia ter os instintos de sobrevivência de um pássaro dodô, mas eu me senti protegida.

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Cole fazia coisas estranhas para mim. Me fazia sentir coisas ainda mais estranhas. —Então... quais as escolas que você se aplicou? Eu vim para uma parada e, embora eu realmente não pudesse vê-lo, eu sabia que Cole também parou quando eu não podia ouvir seus passos mais. —O que? — Foi minha resposta brilhante. —Faculdades? Universidades? — Eu podia ouvir o sorriso em sua voz. —Para quais você enviou aplicações? —Quem disse que eu enviei em qualquer uma? — Eu disse, cruzando os braços, calculando que esse número estava em nossa escala de conversas desconfortáveis. Eu tinha certeza que ele estava em algum lugar entre 50 e cem. —Você disse que enviou alguns. — ele disse. —Não, eu não disse isso. Você disse. — Eu estreitei meus olhos para ele até que percebi que ele não podia me ver. —Você não poderia ter admitido isso, Elle, mas eu conheço você bem o suficiente até agora para dizer com absoluta confiança que você se aplicou a um bom punhado de escolas. Você faz um bom trabalho de encobrir aquela parte de você que tem vergonha ou medo ou qualquer que seja o inferno que é, mas você não o deixa morrer. Estou feliz que você ainda está lutando. — Ele fez uma 76


pausa e eu podia ouvir e sentir ele se aproximar. Quando ele exalou sua próxima respiração, eu podia sentir isso quebrando em meu rosto. —Eu vou repetir a minha pergunta. Em quais as escolas que você aplicou? Suspirei, só assim ele saberia que eu estava irritada. —U of W, WAZZUe a Universidade de Oregon. — eu disse. —Agora que eu já te disse alguma coisa, você me diz algo. Como é que você sabe? — Eu não tinha contado a ninguém sobre as aplicações que eu tinha enviado no final do ano passado. Nem mesmo papai, Logan, ou Dani sabiam. Especialmente meu pai e Logan. —Você pode ter enganado todo mundo, Elle Montgomery. — disse Cole, sua voz vibrando por mim. —Mas eu não. Assim parecia. Sem outra palavra, Cole pegou minha mão e me puxou para baixo o restante do corredor. Fui com ele, não porque era o que ele queria, mas por causa do que eu queria. Esse era um conceito estranho - fazer o que eu queria e não o que eu imaginei, assumiu, ou sabia o que alguém queria. Não demorou muito antes de estourar através de uma porta. Dentro poderia ter sido escuro, mas o céu estava claro, e uma das poucas coisas que faziam a perspectiva de passar o resto da minha vida aqui na suportável Winthrop era que eu podia olhar para um

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céu noturno como este, no final de cada dia. Não há nuvens mais, sem luzes da cidade equiparadas a um céu tão brilhante com estrelas, era quase mais do que a luz escura. Cole levou no céu por alguns momentos comigo antes de me puxar junto novamente. Eu comecei a rir, por cem motivos pequenos e um grande. Senti-me livre. Eu estava livre. Eu não conseguia compreender como correr com a mão de Cole envolta em torno da minha, tarde da noite poderia me fazer sentir mais livre do que eu já senti, quando, na verdade, nada havia mudado. Eu ainda era Elle Montgomery, prometida a Logan Matthews, que deverá gerenciar e executar o jantar quando papai se aposentar, a garota que iria nascer, morrer, e tudo mais nesta cidade. Mas isso fez. Eu

ainda

estava

rindo

quando

os

passos

de

Cole

desaceleraram. Eu tinha estado tão ocupada olhando para o céu e ele que não tinha percebido que eu estava em uma pista. Ou prestes a correr em um pequeno avião.

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—Um avião? Sério? — Eu disse enquanto Cole me levou até uma rampa antes de abrir a porta do avião. —É aqui que você toma todas as meninas? Elle, a espirituosa, voltou para jogar. Ela estava crescendo em mim. Cole deu-me um pequeno sorriso torto. — Só as meninas que me fazem trabalhar realmente duro para isso. — disse ele. Antes que a minha mente pudesse se deixar levar com o que esse ‚trabalhando duro para o que‛ implicava, Cole pegou minha mão e me puxou para dentro do avião. Eu sabia que não devia segui-lo para dentro. Eu sabia que estar em outro espaço escuro, confinado e quieto me fazia querer fazer com Cole. Eu sabia que o tiro de eletricidade através da minha mão por seu toque só iria agravar se tocada em qualquer outro lugar. Eu sabia muitas coisas. Mas o meu maldito coração, ou minha alma,ou essa Elle rebelde dentro de mim, não estavam enganando minha mente em cada turno esta noite. —Você pula fora disso? — Eu perguntei, olhando para fora da pequena porta. Eu me senti mal com o pensamento e o avião não estava nem voando. 79


—Bem, os outros caras saltam. — disse ele, dando um passo atrás de mim. —Eu voo fora disso. Ele estava perto, muito perto. Eu não podia sentir seu corpo contra as minhas costas, mas eu sentia o calor vindo dela. Meus olhos fecharam quando imaginei o peito de Cole pressionando em minhas costas, o resto do corpo deslizando na posição. Outro flash de nosso primeiro encontro passou pela minha mente. Minha respiração tinha acabado de travar quando meu corpo agiu sem o meu consentimento. Não sendo mais capaz de suportar a linha de distância entre nós, eu passei para trás até que senti seu corpo duro contra o meu. Tomei mais um passo, porque agora que eu o senti, eu queria sentir mais. Cole respirou fundo, mas era tudo surpresa o que ele mostrou. Suas mãos deslizaram sobre meus quadris, e seus dedos se enroscaram em mim antes de ele me empurrar com forçacontra ele, eu ofeguei. Aparentemente, poderíamos chegar mais perto e sentir ainda mais um do outro. Eu estava respirando tão forte que tive que abrir minha boca para não desmaiar. Os quadris de Cole pressionando em minhas costas e eu senti algo duro contra a minha espinha que tanto me fez corar e gemer.

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Minhas mãos cobriram minha boca imediatamente. De onde diabos isso tinha vindo? Eu não sabia que era capaz de um som tão sexual. A boca de Cole caiu no meu pescoço. Sua respiração estava tão quente contra ele, eu senti os músculos relaxarem. Bem, eles relaxaram até que algo úmido e firme deslizou para cima da curva do meu pescoço. Eu fiquei tensa por um momento, mas então sua língua tocou a ponta da minha orelha, antes de ele chupar sobre ela. Eu gemi de novo, mais alto e por mais tempo, mas desta vez eu não cobri minha boca. Eu não queria mais lutar. Eu estava farta deignorar o jeito que Cole me fazia sentir com um simples olhar ou um toque não tão simples. Eu não estava exatamente ignorando-o com sucesso agora - as mãos segurando rígidas em meus quadris e os lábios fazendo coisas em minha orelha que eu não sabia se poderia fazer - provar. —É isso, Elle. — ele respirou enquanto uma mão deslizou em meu corpo antes de formar ao redor do meu rosto. —Não lute. Eu posso ver a pessoa que você é, a que você está lutando contra. — Ele pegou minha orelha de volta em sua boca, mas, desta vez, seus dentes afundaram cuidadosamente. Claro, minha única resposta foi outro gemido digno de filme pornô. Ou resmungo. Ou suspiro. Eu não sei como diabos você classificaria os sons que eu estava fazendo, 81


mas eu sabia que eles eram o oposto do inocente. —E aquela menina me faz todos os tipos de loucura. — A mão de Cole guiou meu rosto mais perto do dele. Eu não podia decidir o que eu queria olhar: os olhos ou a boca. Ambos eram tentadores em muitos níveis. —Eu vou te beijar agora. A menos que você me pare. — disse ele, baixando a boca para a minha. Ele estava tão perto, eu podia sentir os lábios dele. Mas eu queria senti-los. Eu queria senti-los se mover sobre os meus. Eu queria senti-lo sugar meu lábio inferior do jeito que ele tinha acabado de fazer com a minha orelha. Eu queria. Eu queria muito, e o que era pior, eu queria o que não poderia ter. Mas hoje à noite, eu estava indo finalmente ter o que queria. —Mas se você me parar agora... — disse Cole. Seus olhos não tinham nenhum grau de indecisão; ficaram firmemente nos meus. — Eu vou tentar beijá-la novamente mais tarde. Sou persistente, Elle. Essas palavras, aqueles olhos perfurando nos meus, aquelas mãos segurando em mim com tanta força que eu não poderia ceder, e certa coisa que apertava com força em minhas costas quebrou toda e qualquer última reserva. Eu levantei o braço e enrolei-o em torno da parte de trás do pescoço de Cole. Nesta posição, eu me senti totalmente vulnerável, totalmente não-no-controle. Mas, ainda assim, totalmente protegida.

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—E ainda assim você ainda está falando. — eu sussurrei, levantando as sobrancelhas sugestivamente. Quando os lábios de Cole caíram para os meus, eu podia sentir o sorriso inclinado em sua boca. Eu estava certa. Seja qual for a tensão que nossas mãos combinadas poderiam criar foi agravado ao centésimo poder quando nossas bocas se moviam uma contra a outra. Eu me senti desajeitada no início, inexperiente em todos os sentidos, como eu era, mas o que me faltava em experiência, Cole mais do que compensava para nós dois. A forma como os lábios tanto poderiam polir e sugar os meus nos mesmos batimentos cardíacos confirmou que este homem tinha vindo a aperfeiçoar sua arte por um tempo. Eu não queria sequer imaginar o número de mulheres com quem ele tinha vindo a se aperfeiçoar, então tentei seguir o exemplo e não fazer de mim uma tola beijando. Eu não estava muito consciente de suas mãos, com a sua boca fazendo o que estava, mas tinha o suficiente de inteligência restando para perceber que elas ficaram onde estavam. Eu não tinha certeza se estava mais aliviada ou decepcionada. Quando a língua de Cole deslizou para fora, incentivando a costura dos meus lábios ase abrirem, eles não precisaram de muito incentivo. Na verdade, a língua ainda não tinha entrado em minha boca antes da minha conhecer a sua. Acho que ele estava tão 83


surpreso quanto eu estava porque um som que era mais profundo e mais grave do que os sons que eu estava fazendo viajou até a sua garganta. Sabendo que eu era responsável por esse som, apesar de sentir como se eu fosse todos os polegares no departamento de beijos... todo o conhecimento me fez querer-lhe mais. Me fez querer ele de maneiras que eu sabia que não poderia, não deveria, e absolutamente não saciaria. Então, em vez disso, me concentrei em nossas línguas serpenteando ao redor uma da outra, nossos lábios alisando uns sobre os outros, os nossos corpos emaranhados um contra o outro com tanta força que eu não duvidava que minhas costas estariam usando uma marca de Cole por um tempo. Minha mão deslizou para as suas mãos massageando meus quadris. Nossos dedos se enroscaram juntos do jeito que nossas bocas estavam. Eu nunca tinha sido beijada assim, nunca nem perto. Eu beijei um total de um menino na minha vida: Logan. Logan. O nome era familiar, isso significava algo, mas a boca e o corpo de Cole estavam me fazendo esquecer o que esse nome significa. Apenas quando os dedos de Cole começaram a derivar abaixo, deslizando no bolso da frente do meu short, a realidade me 84


bateu na cabeça. Eu senti o círculo pequeno, duro no fundo do meu bolso, contra minha coxa. Eu não sabia se eu saí do abraço de Cole porque tinha vergonha do que tinha acabado de fazer, ou porque eu tinha medo de Cole encontrar o anel, mas a dor da separação foi instantânea. —Elle? — A face de Cole estava tão confusa quanto a sua voz soava. Ele tinha o direito de estar. Um segundo atrás eu tinha sido o próprio demônio saltando para fora e agora eu me afastei dele como se estivesse sendo perseguida pelo diabo. —Eu tenho que ir. — eu disse, mais para mim do que para ele quando tropecei descendo a rampa. Aparentemente, há mais maneiras de ficar bêbada do que de álcool. O corpo de Cole tinha feito um número no meu e não iria funcionar corretamente. —Eu fiz alguma coisa errada?— Ele enfiou a cabeça para fora da porta do avião e ficou me olhando. —Não. — eu disse, tendo que desviar o olhar. Se eu olhasse para ele por mais tempo, ia correr de volta e continuar de onde tínhamos parado. —Eu fiz. Eu tinha muito mais a dizer. Eu tinha uma grande coisa para explicar, mas eu era ou muito covarde ou muito confusa para fazer qualquer conversa ou explicação esta noite. Sem poupar outro olhar ou palavra na direção de Cole, eu corri. 85


As lágrimas caíram quando percebi que essa não era a primeira vez que fugia de algo que eu queria. Minha vida era uma bola de neve de arrependimentos e sonhos empurrados para o lado, e mesmo enquanto eu corria na direção oposta a ele, não conseguia afastar a sensação de que Cole Carson seria o único a mudar tudo isso. Mudar tudo.

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Cap tulo 4 i

E

u ignorei as chamadas de Cole novamente. Ele ligou a cada hora desde que fugi na noite passada. Para minha sorte, a lanchonete, onde meu jipe estava

estacionado, não tinha estado tão longe de uma caminhada. Ou uma corrida. Quando eu ouvi um carro se aproximando, me esquivei para a linha escura da árvore, supondo que seria Cole. Meu palpite foi confirmado quando um Land Cruiser velho passou. Estava lento, então eu peguei um vislumbre de seu rosto. Era uma mistura de torturado e ansioso. Eu aderi à parte de trás das árvores a última meia milha para o restaurante e não fui para o meu jipe até que eu estava certa de que Cole não estava à espreita nas sombras esperando por mim. Eu não estava pronta para enfrentá-lo, mas não estava ainda mais pronta para contar-lhe sobre Logan. Eu sabia que tinha de lhe dizer a próxima vez que eu o visse, mas também sabia que iria acabar com tudo o que tinha. Eu não estava pronta para o fim. Tentando não pensar sobre términos, ou Cole, ou Logan, ou qualquer coisa em geral, na manhã seguinte fui até a arquibancada onde meu pai estava sentado. Eu tinha que apertar e tecer o meu 87


caminho através de alguns corpos porque cheguei um pouco atrasada. Motivo para meu atraso? Eu não estava pronta para enfrentar Logan também. Eu estava convencida de que Logan sabia que eu tinha sido infiel. Assim que ele desse uma olhada em mim, ele saberia que as mãos e os lábios de outro homem tinham estado em mim. Então eu evitava Logan. E eu evitava Cole. E eu queria evitar papai também, mas este era um jogo de beisebol da cidade pequena e havia um total de um conjunto de arquibancadas. Era meio difícil se perder no meio da multidão. —Oi, pai. — eu disse, deslizando entre um par de corpos antes de me sentar no final da arquibancada. A linha estava tão lotada que eu praticamente me pendurei no final. —Obrigado por me guardar um lugar. —Eu estava me preparando para chamar Bill. — ele disse, inclinando seu saco de pipoca em minha direção. Eu enrolei meu nariz e balancei a cabeça. Meu apetite estava próximo do inexistente recentemente. —Por que você estava prestes a ligar para o tio Bill? — eu perguntei. O irmão mais novo do meu pai, meu tio, era o xerife da cidade. Eu não era exatamente o tipo de pessoa que estaria 88


familiarizada com o xerife da cidade, se ele não fosse da minha família. Correção, eu não costumava ser esse tipo de pessoa. Agora eu era o tipo de pessoa que saía com meninos enquanto seu namorado desavisado estava dormindo. Engano tinha que estar na lista das indiscrições de delito que levava à prisão, certo? —Porque a última vez que você esteve atrasada para um dos jogos de Logan, você tinha faringite estreptocócica. Mesmo assim, você fez isso antes do lançador pegar a bola. — A voz do pai era tão grave quanto uma pessoa tão leve como ele poderia ser. Eu sabia que ele estava brincando, mas ele tocou uma corda sensível. —Eu tive cólicas assassinas esta manhã. — eu menti. —Eu mal podia sair da cama. Essa não foi a primeira mentira que eu disse ao meu pai, mas depois da sessão de mentira da noite passada e última noite de pulada-de-cerca com Cole, eu estava começando a me tornar uma mentirosa em série. Isso, eu sabia que não estava muito bem. Pelo menos eu poderia ainda estar confiante sobre algo. Papai se mexeu e limpou a garganta. Negócios femininos faziam qualquer homem desconfortável, especialmente os pais quando se tratava de suas filhas. —Bem, eu estou feliz que você

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esteja se sentindo melhor e pode vir. — ele disse, olhando seu rosto vi uma máscara vermelha. Pobre pai. Você teria pensado que sendo um pai solteiro, que tinha me criado a melhor parte da minha vida, estaria mais confortável falando sobre coisas de natureza feminina. Ele não estava nada confortável. Então, não só tinha mentido para ele, mas o fazia se contorcer. Talvez Cole estivesse certo: eu não era a boa menina que todos achavam que eu era. —Eu conversei com Logan por alguns minutos antes do jogo. — disse papai, mudando a conversa. —Ele disse que sente como se mal tivesse visto você neste verão. Está tudo bem com vocês dois? Eu quase me encolhi. Eu sabia que ele não poderia saber sobre Cole e eu, mas essa questão não poderia ter sido feita em um melhor momento para fazer-me sentir a pior pessoa de sempre. Olhando para o campo, tenho a certeza de evitar a canoa do time da casa. —Ele tem estado muito ocupado com o beisebol, e eu tenho trabalhado uma tonelada, também. — eu disse. Eu também me encontrava descontroladamente e inexplicavelmente atraída por outro cara que tem a palavra MÁGOA desenhado em Sharpie preta e grossa em sua testa. —Nós estamos apenas há um par de semanas no verão, papai. Logan e eu temos muito tempo para sair antes... — Fiz uma pausa e 90


tentei novamente. —Antes... — Nada aconteceu. Nós não estávamos voltando para a escola no outono. Na verdade, na mente de meu pai e de Logan, o único lugar que estávamos indo no outono era a um altar. No entanto, eu não poderia deixar a esperança de ir para uma das universidades que eu estava aceita. Era um sonho, e eu era uma tola por me apegar a ele, mas não podia deixa-lo ir ainda. Eu amava Logan e amava meu pai, mas por que tenho que dar o que eu queria para eles? Eu nunca pedi para eles o mesmo. Felizmente, o meu telefone me salvou de tropeçar sobre o enigma do ‚antes, antes, antes.‛ Eu realmente não precisei verificar isso. Todo mundo que me chamava, diferente de Dani, estava aqui, mas eu fiz, e quando vi o número - o mesmo número que eu tinha perdido uma dúzia de chamadas na semana passada - eu sorri. Cole estava a um botão de distância. Pelo menos sua voz estava. Eu estava tentada, mais do que com qualquer um de seus outros convites, para responder. O que quer que Cole tinha feito, no entanto, tinha trabalhado seu caminho dentro de minhas defesas, eu não poderia me libertar dele e certamente não poderia esquecer a maneira como havia me sentido com o beijo. Se bocas poderiam cometer o ato, a sua fez amor muito quente e apaixonado na minha, noite passada.

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Por mais que eu quisesse responder, eu sabia que não podia. Por mais razões que apenas sendo cercada por meu pai e meu namorado. Eu poderia querer Cole de maneiras que eu não podia explicar, mas sabia que não poderia tê-lo em abundantes maneiras que eu poderia explicar. Suspirando, eu apertei ignorar e coloquei o telefone no bolso. —Uau, de modo que confirma. Você realmente está me ignorando. — Uma voz familiar surgiu ao meu lado. —Eu estava pensando que você perdeu seu telefone ou algo assim. Olhei sobre o meu pai. Ele estava, juntamente com a maioria de todos os outros, focado no jogo. Inclinando-me para frente, eu apoiei os cotovelos sobre os joelhos, tentando bloquear Cole do meu pai. —O que você está fazendo aqui? — Eu assobiei para ele. Ele estava de pé ao lado da arquibancada e, a esta altura, sua cabeça estava bem em linha com a minha. —Certamente não é para a recepção calorosa. — ele respondeu secamente, enquanto fiz o meu melhor para focar o pedaço de grama pouco além do seu ombro esquerdo. Eu cometi o erro de olhar para ele por muito tempo, olhando para a sua boca e lembrando o jeito que tinha jogado com a minha.

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Eu levantei minhas sobrancelhas e esperei por ele para responder. Sarcasmo Sans. —Desde que você parece ter algum tipo de vingança contra responder minhas ligações, eu fiquei preocupado. Eu sei que estamos em uma pequena cidade em nenhum lugar aqui, mas uma menina jovem, bonita, andando sozinha em estradas escuras não é inteligente, Elle. Eu quase o corrigi. Eu não tinha andado. Exceto ao abaixar para as árvores quando vi os faróis se aproximando, eu corri. —Eu queria ter certeza de que você chegou em casa e não correu através de alguns assassinos de motosserra, ursos raivosos, ou... —Muito suave para os seus próprios bons smokejumpers que gostam de tirar vantagem das meninas em aviões escuros? — Eu sorri para ele antes de lembrar que meu pai estava apenas a um pé de distância. Uma espiada revelou que ele ainda estava absorto no jogo, eu ainda tinha que assistir um segundo. —Se isso era eu tirando vantagem de você... — disse Cole, seus olhos deslizando pelo meu rosto, até que parou na minha boca. Os cantos de sua boca se contorceram. —Eu não me lembro de você reclamando.

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Eu engoli, pressionando o calor da sua voz e o brilho nos olhos da minha mente. —Eu estava muito ocupada tentando me esquivar de sua boca para reclamar. E marca outra mentira na lousa para Elle Montgomery. Cole se inclinou mais perto, com os olhos brilhantes apenas reluzentes. —Não, você não estava me esquivando, Elle. — disse ele. —Se alguma coisa, você estava muito ocupada gemendo na minha boca para reclamar. — Ele fez um pequeno ruído, então o que eu imaginei era a sua imitação dos barulhos estranhos que eu tinha feito na noite passada. Eu sabia que minha pele estava avermelhada, mas não tinha certeza se era devido à vergonha ou raiva. Eu não era uma pessoa com natureza raivosa, mas Cole parecia trazer as emoções que eu achava que eram inexistentes, ou dormentes, pelo menos. Quando ele fez um barulho semelhante, este não tão silencioso, eu esmurrei seu braço. É claro, isso só o fez rir. Lançando outro olhar sobre o papai, tenho a certeza que meus olhos estavam no modo intensamente brilhante antes de se deslocarem para Cole. —Aqueles não eram gemidos. — Eu meio que sussurrei, metade vaiei. —Aqueles eram gemidos de nojo puro e absoluto.

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O sorriso de Cole não desapareceu. Ele estava aparentemente tão capaz esta manhã quanto tinha sido na noite passada de ver direto através de meu ato. —Se essa foi a maneira que você mostra aversão pura e absoluta... — disse ele, franzindo o rosto drasticamente antes de deixá-lo fora do ferro em torno de outro longo gemido. Eu estava a preparar-me para esmurra-lo de novo quando ele se esquivou, seu sorriso completo no lugar. —Bata-me novamente. Eu soltei uma corrida aborrecida de ar pelo nariz. Eu odiava ficar presa a esta arquibancada. Eu queria saltar fora dela e queria bater nele ou beijá-lo. Eu não queria me preocupar com o que os outros pensariam e apenas ir com meus instintos. Claro, eu não fiz. —Eu estou bem. — eu disse, levando em outra respiração calmante. —Obviamente. À exceção de um homem perturbado com um sentido maior do que si — tenho a certeza de superar aquele sorriso dele — cheguei em casa muito bem na noite passada. Sua risada abalou todo o seu corpo. Seu corpo todo balançando me fez lembrar a maneira como ele se sentiu contra o meu. Meu pensamento seguinte pulou para a imagem de como seu corpo nu se sentiria balançando no meu...

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Excelente. Eu tinha acabado de me tornar um menino hormonal enfurecido de treze anos com uma única coisa em minha mente. —Ainda lutando contra aquela garota por quem estou tão apaixonado?— Cole adivinhou, dando-me um olhar compreensivo. Por favor, pelo amor de Deus, por favor, não diga que ele realmente pode ler minha mente. Especialmente nos últimos dez segundos de pensamentos. —Eu pensei que tinha feito bons progressos estabelecendo sua liberdade noite passada. —Ela colocou uma boa luta. — eu disse, revirando os olhos e cedendo à sua provocação. —Mas eu também. Falando sobre mim, tanto na primeira pessoa e na terceira devia me sentir estranha, mas isso não aconteceu. Eu estava ignorando-o até que Cole veio, mas a minha vida sentia como se estivesse vivendo em ambas, a primeira e a terceira pessoa, a maior parte do tempo. —Obviamente. — Cole concordou, olhando-me como se eu não fosse mais a mesma menina que tinha sido na noite passada. Eu não era. Mas quando seus olhos ficaram em mim, suavizando quando eles exploraram meu rosto, eu também era. Minha vida tinha

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literalmente passado de incerta para absolutamente confusa em um olhar carregado de Cole Carson. Inclinando-se para o lado das arquibancadas, Cole cruzou os braços e observou o jogo de beisebol por um minuto enquanto eu o observava. —Desde que eu tenho o dia de folga e as opções de entretenimento desta cidade comem todo o meu dinheiro, acho que vou ficar por um tempo e ver se essa Elle reprimida faz uma reaparição. Naquele momento, eu meio que queria que ela aparecesse também. —Você gosta da Elle reprimida, não é? O canto de sua boca se elevou. —Não. — ele disse — Eurealmente gosto dela. — Ele olhou para mim através do canto dos seus olhos. Sua boca se curvou para cima. —Mas eu meio que cavo a Elle pau-na-lama, também. Esta admissão me fez mais feliz do que deveria fazer. Eu não ligo para o que Cole pensa de mim e da outra eu. Isso não devia importar. Mas importava. Muito. Por razões que eu não entendia, mas por razões que não importavam realmente também. Ele gostava de mim, todas as facetas de mim. Ele não escolheu uma sobre a outra ou esperou eu

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só deixar um lado meu se mostrar. Ele poderia ter preferido um lado de mim, mas não o fez não como a outra parte. —Ela meio que gosta de você, também. — eu disse, quase sussurrando. Cole virou-se para mim, e juro, eu teria sido satisfeita para viver o resto da minha vida olhando para a expressão em seu rosto. Ele era sexy como o inferno – Era de Cole que estávamos falando mas era carinhoso, quase adorando. —Qual? — Ele disse com aquela voz baixa. Instintivamente, inclinei-me mais perto dele. —As duas. Eu sabia que estava a uma polegada ou uma palavra longe de pressionar meus lábios nos dele no meio do jogo de beisebol do meu namorado, em plena luz do dia, para todos os meus amigos, familiares e conhecidos ao longo da vida testemunharem. Outro exemplo onde meu coração não deu a mínima sobre o que eu sabia. —Olhe Logan, Elle. — A voz do meu pai quebrou a minha neblina. Eu poderia muito bem ter sido eletrocutada pela forma como o meu corpo disparou de pé, minha cabeça virando-se para o jogo. Eu por acaso dei uma olhada rápida na direção de meu pai. Ele era totalmente alheio ao homem persistente ao meu lado e a expressão ruborizada que o homem tinha me dado. 98


Logan já estava endireitando-se na homeplate, seu número 12 de frente para mim. Eu geralmente era tão focada no jogo que eu sabia quando ele estava no convés, muito antes de ele ir até o bastão. Troca de ondas e sorrisos enquanto caminhava até a placa havia se tornado uma espécie de tradição. Eu estava tão consumida por Cole, esta foi a primeira vez que eu olhei para Logan desde que cheguei. —Vai, Logan! — Papai gritou ao meu lado. —Bata um homer, filho! Eu normalmente era a mais vocal na arquibancada quando Logan estava com o bastão, mas agora minhas cordas vocais não iriam funcionar. Papai me lançou um olhar estranho quando continuou a animar com o resto dos espectadores. Logan era uma espécie de herói da cidade quando se tratava de beisebol. Bem, quando se tratava de qualquer coisa, mas especialmente quando se tratava de beisebol. Ele era bom. Sempre tinha sido também. Lembro-me de Logan arrastando um bastão de madeira velha ao redor quando a maioria dos meninos de sua idade estavam jogando vídeo game. Ele era tão bom que eu estava certa de que ele poderia ter recebido algumas bolsas atléticas se tivesse se aplicado a algumas escolas, mas não o fez.

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O pai de Logan era pastor da cidade, mas ele também tinha umgado de bom tamanho no rancho que Logan tinha estado pensando em assumir desde o dia em que sabia o que assumir o negócio da família implicava. Era misterioso como similar Logan e eu éramos, às vezes, embora eu soubesse que a sua razão de ficar para trás e trabalhar nos negócios da família tinha muito pouco a ver com o dever e obrigação que eu sentia pelo meu. Ele estava ficando porque queria. Jogar o campeonato menor de beisebol era a cereja no topo do seu sonho de correr a fazenda de gado e voltar para casa comigo e nossa pequena propriedade a cada noite. Por que eu me sinto como se estivesse sufocando novamente? —Quem é Logan? — Cole perguntou, seus olhos se estreitando em volta de Logan. E ali estava a questão. O que eu estava esperando evitar: A, explicar a Cole sobre Logan antes de chegarmos a este ponto, ou B, continuar a ignorar Cole então eu nunca teria que explicar quem exatamente Logan era, ou C, acordar deste sonho desarrumado. —Logan? — Eu comecei, sem ter ideia do que ia dizer. — Logan é meu... — Eu parei e respirei. Por que dizer a última parte era tão difícil? Logan era meu namorado. Logo, se ele tivesse o seu caminho, meu marido. Quando eu olhei para Cole, que estava me

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estudando novamente,eu sabia por que era tão difícil. Eu sabia que quando eu dissesse a Cole que eu tinha um namorado, eu nunca iria vê-lo novamente. Eu queria vê-lo novamente. Só então, um estalo soou. Eu olhei bem a tempo de ver o fim do girode Logan quando a bola navegou alta e longe. O defensor central fez uma corrida valente para ela, mas a bola caiu uns bons 10 metros além da cerca. Os estandes entraram em erupção, cantando o nome de Logan. Meu pai era o mais alto de todos eles. Cole pegou isso, estudando o meu pai com a mesma intensidade. Finalmente, quando Logan arredondou a terceira base, Cole concordou. —Logan é seu irmão. — ele disse com confiança. Eu me mexi no meu lugar. Então ele descobriu que havia uma proximidade compartilhada entre ele e meu pai e eu, mas, claro, ele tinha adivinhado errado. —Não exatamente. — eu murmurei quando Logan corria a home plate. A torcida foi até um entalhe. Após os cumprimentos de alguns de seus companheiros de equipe, Logan se virou e correu para baixo da linha da cerca, até que ele estava na minha frente. Ele estava sorrindo aquele sorriso de menino que me fez apaixonar por ele, em primeiro lugar.

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Apontando o dedo indicador para mim, ele piscou. —Aquele era para você, baby! — Ele gritou para todo mundo ouvir. A multidão aplaudiu ainda mais alto de alguma forma. Eles amavam seu menino de ouro e sua forma de mostrar seus sentimentos por mim. Senti meus ombros se curvarem para frente quando dei-lhe um aceno e um sorriso indiferente. Eu queria cair entre as rachaduras dessas antigas e frágeis arquibancadas e morrer agora. Não era porque todo mundo na arquibancada estava olhando para mim, dando-me sorrisos conhecidos antes de voltar para o jogo, mas porque uma pessoa estava olhando para mim com uma intensidade que eu tinha certeza que me colocaria em chamas se ele não piscasse logo. —Baby? — ele quase cuspiu a palavra. —Baby? — ele repetiu com desdém, tanto quanto uma palavra pode segurar. —Então eu acho que Logan não é o seu irmão. Eu dei um aceno de cabeça, verificando a multidão para me certificar de que ninguém estava prestando muita atenção em Cole e eu. Depois de um tapinha rápido na parte de trás, o vizinho sentado no outro lado do meu pai tinha chamado a sua atenção e eles estavam cantando os louvores de Logan.

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—Logan é seu namorado. — disse ele, os músculos de sua mandíbula apertados. —Eu ouvi que a querida da cidade, Elle Montgomery, estava com o herói da cidade. Eu ouvi... Eu simplesmente não podia acreditar que a Elle Montgomery que eu conhecia era um temporizador de dois. Acho que o boato era mais verdade do que mentira neste momento.Você realmente tem um namorado. — Não era uma pergunta, por isso não precisava de uma resposta, mas eu senti que precisava de esclarecimentos. Se isso realmente iria acontecer, eu poderia muito bem por tudo pra fora. Levantei a mão esquerda, e a ergui na frente de seu rosto. Cole quase engasgou. —Ele é seu noivo? — Ele empalideceu três tons antes de ficar completamente vermelhosegundos mais tarde. —Ainda não. — eu disse, evitando seus olhos. —É apenas um anel de compromisso. —Apenas? — Cole repetiu, soando enojado. —Apenas um anel de compromisso? Mordi o lábio e assenti. Cole olhou com descrença e esperou. Esta era a parte em que eu me explicava. Explicava as minhas ações e o que eu estava pensando.

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Eu não acho que eu poderia ter explicado isso se alguém apontasse uma arma para a minha cabeça e exigisse uma. Eu tinha sido negligente, imprudente, impulsiva, impensada, e nunca estive tão certa de nada, quanto quando eu tinha estado com Cole. Como é que você explica algo que parecia tão certo como issose tornar tão errado? Outros poderiam ter sido capazes de explicar, mas eu não. —Isso explica todo um inferno de muito. — disse Cole alto. Meus olhos derivaram para o meu pai. Ele estava torcendo para o próximo cara com bastão, nenhum o mais sábio. —Oh, me desculpe. — disse Cole, sua voz sarcástica. —É por isso que estamos sussurrando? Por que você estava praticamente me escondendo com o seu corpo? Você não quer que seus amigos e familiares... — A mão de Cole acenou com agitação no campo — ...Seu anel maldito de compromisso de seu namorado descobrirem mais sobre seu pequeno segredo sujo? — Seu rosto mudou então. Uma pequena rachadura se formou em sua raiva e o que eu vi nessa rachadura quebrou meu coração. —Cole... — Eu comecei, não sabendo o que dizer, mas apenas a necessidade de dizer alguma coisa.

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—Desculpe,Elle. Eu estou fora. — disse ele, recusando-se a olhar em minha direção. —Eu não vou ser o pequeno segredo sujo de alguém. — Ele se virou, seus ombros tensos, e se afastou. Pulei para o lado das arquibancadas antes que ele fosse para o estacionamento. Eu sabia que o papai provavelmente notaria esta não-tão-secreta-escapulida, eu sabia que Logan poderia notar também, mas não me importava agora. Cole virando as costas para mim e caminhando longe foi o que finalmente me colocou em ação. Eu não verifiquei para ver se alguém estava olhando, apenas corri atrás dele. —Cole — gritei, ignorando a maneira como seu corpo ficou tenso ainda mais quando ele me ouviu. Ele não parou. —Cole, espere! — Saber parar não era seu plano, eu peguei o meu ritmo. Eu o alcancei pouco antes dele circular em seu Land Cruiser. —Cole. — eu disse, agarrando seu braço. Eu poderia ter lhe dado um tapa pelo jeito como ele se encolheu longe de mim. —O que você quer,Elle? — Disse ele, olhando para mim de uma forma que eu nunca tinha sido encarada antes. Foi... impressionante. —Eu sinto muito. — eu disse, me forçando a continuar olhando para ele.

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—Você está arrependida? Você está arrependida. — Cada palavra saiu lentamente, mas cada uma foi escaldante com raiva. — Eu suponho que isso faz tudo bem agora, certo? Elle diz que ela sente muito, por isso agora estamos bem. Certo? Droga. Ele estava realmente irritado. Tanto que seu corpo tremia. Eu não conseguia lembrar de uma vez que eu tinha visto alguém tão irritado. —Cole... —Apenas... — Ele olhou para mim novamente antes de um flash de dor varrer sobre ele. —Apenas já é o suficiente, ok? Eu estou terminando com qualquer merda que nós tivemos.— disse ele, pulando em seu Land Cruiser. Eu recuei quando o motor rugiu para a vida. Cole abriu a janela e deu uma última olhada para mim antes de deslizar um par de óculos escuros. Se houvesse um concurso para o desprezo, Cole teria apenas ganhado o troféu de primeiro lugar. —Eu acho que você realmente tinha me enganado, também, Elle Montgomery. — disse ele, segurando o volante com tanta força que parecia que ele estava prestes a rasga-lo. Eu tinha tanta coisa para dizer. Tanto para pedir desculpas e tentar explicar, mas que nunca iria acontecer porque antes que eu pudesse

começar

uma

palavra,

Cole

descascou

fora

do 106


estacionamento como se não pudesse ficar longe de mim rápido o suficiente. Eu fiquei lá por alguns minutos, derramando algumas lágrimas por um menino que eu tinha conhecido em uma semana, por um menino que era tão errado para mim quanto eu era para ele. Cole e eu nunca poderia ser. Havia positivamente nenhum futuro para nós. Eu sabia disso, mas meu coração doía, e uma parte de mim se recusava a aceitar isso.

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Cap tulo 5 i

N

inguém tinha notado o evento no estacionamento que tinha com sucesso rasgado minhas tripas para fora. Nenhuma pessoa tinha testemunhado o que

havia sido certamente um dos momentos mais dolorosos da minha vida. Isso estranhamente me lembrou da frase sobre que se ninguém está por perto para ouvir uma árvore cair na floresta, ela não faz som. Se ninguém estava por perto para testemunhar o que aconteceu entre Cole e eu, eu poderia fingir que não tinha acontecido? Eu poderia dizer a mim mesma que eu não tinha apenas observado seu rosto desmoronar em uma centena de emoções? Será que eu poderia imaginar que eu teria mais chamadas não atendidasde Cole Carson para olhar para frente? Mesmo eu não era tão ingênua. Depois de olhar por alguns minutos no local que o carro de Cole havia desaparecido da minha vista, voltei para o jogo. Meu pai achava que eu tinha estado no banheiro cuidando de mais negócios femininos que ele não queria participar, e Logan nem sequer olhou em minha direção novamente até que ele subiu para bater um duplo innings mais tarde.

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Eu sabia que isso poderia ser um caso da grama mais verde estar do outro lado, mas agora, eu acho que teria preferido ser pega correndo atrás de um cara do que ser totalmente ignorada. Poderia ter sido um exagero, mas isso me fez sentir muito insignificante. Além da mãe de Logan me perguntando se eu tinha tido qualquer pensamento sobre as cores que eu gostaria para o casamento de Logan e eu - eu engasguei com o pedaço de pipoca que estava comendo e lhe disse que poderíamos falar disso depois... muito mais tarde - ninguém ainda falou comigo. Bem, além do pai, embora eu não tenha certeza se as questões que exigiam uma resposta de uma palavra significavam como uma conversa. No final da nona rodada, a minha bunda estava entorpecida, eu estava quente e suada de assar no sol, e meu humor estava em todo o lugar. Não era o melhor momento para Logan se esgueirar me atacando. —Hey, baby. — Os braços de Logan enrolaram ao redor de mim e colocou um beijo na minha bochecha enquanto eu me dirigia para o meu jipe. —Você não estava pensando em me esperar? — Ele parecia um pouco magoado, e quando me virei em seus braços, sua expressão revelou o mesmo. O que seja que eu estava passando, Logan não merecia ser arrastado para isso. Ele não era perfeito, e Deus sabe que eu estava tendo um momento difícil com suas 109


maneiras antiquadas, mas ele era um bom rapaz. Um cara muito bom. O tipo de cara que as garotas esperam anos para encontrar, se elas alguma vez encontram alguém, em tudo. —Desculpe, eu só precisava pegar algo do Jipe realmente rápido. Eu não estava indo embora. — As mentiras estavam se tornando mais fáceis. —Esse foi um grande jogo. Dois home-runse um duplo em um único jogo? É melhor tomar cuidado ou você vai ter filas de faculdades para assinar você em suas equipes. Logan sorriu. —Quem precisa de faculdade, quando eu tenho tudo o que preciso aqui? O rancho. Baseball. — Ele apontou para o campo agora vazio antes de tocar a ponta do meu nariz. —E você. Era uma coisa doce para dizer, mas isso fez o meu estômago se contorcer. Orientadores, a família, ou a cultura pop seriamente deixaram a bola cair quando ele veio para explicar a Logan não estávamos vivendo no século XIX. As pessoas não se casam e estabelecem a vida em casa aos 18 mais. As pessoas se formam no colegial, vão para a faculdade, fazem um monte de coisas loucas ao longo do caminho, trabalham na sua área da carreira, e depois, talvez então, elas decidem se casar. Logan não era uma dessas pessoas. E eu não ia ser uma daquelas pessoas se ficasse com ele.

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—Que horas você tem que ir para o trabalho hoje à noite? — Ele perguntou, soltando os braços da minha cintura. Logan não era autoconsciente, ele só não se deixou tocar-me do jeito que a maioria dos meninos adolescentes toca suas namoradas. Depois de experimentar o que o toque poderia ser, eu queria ser tocada. —Papai me pediu para aparecer por volta das cinco. — eu respondi, lembrando por que eu estava trabalhando esta noite e sobre o que era para ser o meu fim de semana fora. Logan tinha dito ao meu pai que não tínhamos planos para que eu pudesse trabalhar, se ele precisasse de mim. Não pensou em perguntar por mim primeiro. Eu senti uma centelha de chama da raiva. —Você quer ficar na minha casa até que tenha que ir? — Ele disse, virando seu boné de beisebol ao redor. —Eu sinto falta de você, Elle. Aqui eu pensei que teríamos toneladas de tempo para passar juntos neste verão, e eu não acho que passei uma hora ininterrupta com você ainda. Eu não estava com vontade de estar com Logan agora. Não apenas por causa do que eu tinha feito com Cole, mas por causa de Cole e minha luta e a perspectiva de nunca mais vê-lo novamente. Eu queria chorar, ou ficar de mau humor, ou bater em alguma coisa até que eu tivesse eliminado mesmo um décimo da dor latejante através de mim. 111


O que eu não queria fazer era estar perto do meu namorado, com quem não tinha estado e depois do que eu tinha feito na noite passada. —Vamos lá. — disse Logan, enfiando minha mão dentro da sua. —Eu vou fazer para você uma xícara de chá e podemos assistir a um filme ou algo assim. Parece que você precisa de um pouco de tempo para relaxar. — A outra mão de Logan levantou para o meu rosto, traçando ao longo dos vincos. Ele sabia que algo estava errado, mas eu sabia que meu namorado otimista e confiante não suspeitava de nada nem remotamente perto da verdade. Quando seus dedos deslizaram sobre os buracos escuros sob meus olhos, ele acrescentou: —Você deve ter sentido minha falta tanto quanto eu senti a sua falta na semana passada. Os olhos azuis de Logan suavizaram em preocupação. Ele estava preocupado. Outro carrinho de mão cheio de culpa adicionado à minha montanha. Apertando a minha mão, Logan me levou para o lado do motorista do meu jipe. —Vamos lá. Parece que você precisa de alguma terapia Logan tanto quanto eu preciso de alguma terapia Elle.

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Eu precisava de terapia, isso era óbvio, mas eu não tinha certeza se era do tipo Logan Matthews. Eu dei um suspiro interno antes de entrar para o jipe e segui-lo para o seu lugar. A casa dos Matthews ficava há poucos quilômetros fora da cidade, por isso aviagem não durou muito tempo. Não parecia possível que eu pudesse me sentir ainda mais culpada do que já sentia, seguindo Logan em sua caminhonete velha, mas quando parei em frente da casa que eu tinha estado pelo menos uma centena de vezes antes, descobri que não havia limites no medidor de culpa. —Mamãe deixou um par de sanduíches de salada de frango na geladeira. — disse Logan, enquanto caminhávamos pela porta da frente da antiga fazenda de sua família. A mãe de Logan tinha passado a maior parte de sua vida de casada restaurando-a, e vinte e cinco anos de trabalho duro se mostrou. O lugar dos Matthews era tão minha casa quanto a minha própria. Eu tinha passado tantas horas de vigília aqui quanto na minha. —Você quer um? — Logan puxou um prato embrulhado com sanduíches na geladeira e colocou-o sobre o balcão. —Não, obrigado. — eu disse, pairando na porta. Eu meio que esperava chegar à casa para saber o que eu tinha feito na noite

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passada e que eu tinha feito com ele. Eu estava quase prendendo a respiração, esperando por ele me rejeitar. —Onde estão seus pais? — eu perguntei. Normalmente, um deles estava sempre aqui, o que fazia passar algum tempo com o meu namorado difícil de alcançar. Imaginei que isto tinha sido parte de seu plano. —Mamãe

está

se

preparando

a

grande

igreja

para

potluckamanhã e o pai recebendo uma marcação dos bezerros.— disse Logan, focado em empilhar um monte de batatinhas em torno de seu sanduíche. Juro que Logan comia comida suficiente para manter quatro homens em condições de funcionamento. —Por que você não coloca um filme? Escolha um de menina. — Ele me jogou uma piscadela antes de acumular mais um punhado de batatinhas em seu prato. Estudei Logan por alguns momentos, algo que eu não tinha feito em um longo tempo. Ele era bonito no clássico tipo Kennedy em forma. Ele era um pouco mais alto, mas não tão bemconstruído. Seus olhos eram de cor mais clara e, quando brilhava, não era com o conhecimento ou expectativa de arrepiar. O cabelo de Logan era loiro, dourado, especificamente. A ironia não foi perdida em mim. Era alguns bons centímetros mais curto, e sua pele era alguns tons mais pálida do que... Cole. 114


Eu estava comparando Logan com Cole. Em sua própria casa, enquanto ele se oferecia para me fazer um almoço. E Logan estava perdendo essa comparação. Não era justo. Deixando de lado todos os pensamentos de Cole, obriguei-me a sorrir. —Você vai se arrepender disso. — eu disse, tentando soar brincalhona. Eu não estava preparada para isso. Logan riu quando abriu um refrigerante. —Só por favor, estou implorando, não 'O Diário de Uma Paixão'. — ele disse. —Eu vou picar meus olhos com certeza neste momento, se eu tenho que ver que essa menina ficar com dois caras e reclamar sobre como sua vida é terrível. — Ele riscou o dedo indicador em seu pescoço. Ele sabia. Eu ia vomitar. Não, espere. Ele estava sorrindo agora, empilhando a torre inclinada de batatas fritas. Ele não sabia nada, a referência do filme foi apenas uma coincidência com o punhal-dirigido-em-meucoração. —Não. Definitivamente não 'O Diário de Uma Paixão'. — eu disse enquanto me dirigia para a sala. Eu amava o filme, ou tinha amado o filme, mas eu estava na mesma página com o Logan. Eu nunca poderia sentir pena da pobre rica Allie, tendo que escolher 115


entre dois homens lindos que a adoravam. A vida de algumas pessoas deve realmente ser chata. Minhas opiniões sobre Allie Hamilton, o temporizador de dois, haviam mudado no tempo de 24 horas. Ela teve um momento difícil decidindo entre seu primeiro amor e seu noivo, eu tinha um momento difícil decidindo entre meu namorado e um cara que eu tinha conhecido há uma semana. Não que eu tivesse que tomar uma decisão de qualquer maneira. Eu provavelmente nunca veria Cole novamente, a menos de passagem. Eu não tinha um NoahCalhoun esperando por mim se eu terminasse com o homem com quem eu deveria passar minha vida. Eu quase tive que bater no meu rosto para parar essa linha de pensamento. Em vez de me sentar no sofá em frente à TV, eu fui até as escadas para o quarto do Logan. Ele tinha uma pequena TV e uma coleção de filmes em seu quarto, e desde que seus pais não nos deixavam ir para lá juntos quando eles estavam em casa, eu entrei para a direita em seu quarto e caí sobre sua cama. O quarto de Logan era muito parecido com ele: confortável, quente, e um pouco chato. Ele ainda tinha a mesmo fronteira papel de parede de borda esportiva, ele tinha chegado na escola correndo

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ao longo do teto, a cama de solteiro do mesmo tamanho, e nas prateleiras os mesmos troféus pendurados em cima de sua cômoda, embora o número de troféus houvesse crescido ao longo dos anos. Em outras, algumas fotos de Logan e eu em nossas danças no ano sênior e seu par de botas de trabalho, eu poderia estar andado no quarto do Logan de oito anos. A mudança não era incentivada aqui na família Matthews. Eu estava começando a sufocar novamente. —Hey. — Logan estava na porta, seu prato transbordante em uma mão e uma caneca fumegante na outra. Ele parecia desconfortável. Ele parecia ainda mais desconfortável quando bati o espaço na cama ao meu lado. Eu tinha que estar com único cara adolescente na existência que não aproveita a oportunidade de rastejar pela cama com sua namorada. —Estou cansada e queria colocar meus pés para cima. — eu disse, lançando-me quando Logan deu alguns passos hesitantes. — Eu poderia até mesmo passar por um tempo antes do trabalho, então queria estar confortável. Você se importa? Eu pude ver pelo seu rosto que ele se importava, mas continuou andando em minha direção. Eu não recebi qualquer 117


satisfação fora fazer Logan desconfortável, mas o cara queria se casar comigo no futuro e estava desconfortável deitado ao meu lado na cama. Completamente vestido, assistindo a um filme, e talvez, segurando um pouco as mãos. —Não, está tudo bem. Papai e mamãe não vão estar em casa de qualquer maneira até mais tarde. — Ele colocou o prato para baixo em sua mesa de cabeceira antes de se sentar na beira da cama. Se ele se afastasse um pouquinho só, iria cair.—Vai ser nosso segredo. Pequeno segredo. Pequenos segredos sujos. Eu não conseguia não pensar sobre Cole por mais de dois minutos. Lançando-se para trás, Logan se inclinou para a cabeceira da cama e tentou ficar confortável. Ele ainda não estava bem lá, mas obteve pontos por tentar. —Eu fiz um chá para você. — Ele estendeu a caneca fumegante onde eu vi uma marca conhecida balançando de uma corda. Todos os dias antes desse, eu tinha tomado o chá e bebia como uma campeã. Todos os dias até esse.

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—Logan. — eu disse, apoiando-me nos cotovelos. —Eu não gosto de chá. Na verdade, eu odeio mesmo. E se eu pudesse escolher o tipo que eu mais odiasse, seria earlgrey. Eu observei o rosto de Logan passar por algumas etapas, da confusão à contemplação, antes de terminar em magoado. Eu poderia dizer, porque ele não olhava para mim - essa sempre foi a indicação de que eu tinha machucado ele. —Sinto muito. — eu disse enquanto colocava a caneca para baixo em seu criado-mudo, olhando desanimada. —Eu poderia ter dito isso de uma maneira mais agradável. —Está tudo bem. — Logan disse, inclinando a cabeça para trás e olhando para o teto, onde o brilho das estrelas escuras que prendemos lá em cima na terceira série ainda estavam. —Então por que você não olha para mim? Seu olhar desviou para baixo para o meu. —Eu não estou chateado porque você me disse que não gosta de chá. — disse ele. — Estou chateado porque você não me disse até agora. Por que você não me disse que você não gosta anos atrás? Porque eu estava precisando de alguma ajuda psiquiátrica grave. —Por que você não perguntou?— Respondi.

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As sobrancelhas de Logan vieram juntas. —Eu... Bem... Eu acho que eu... — Seus olhos moveram da xícara de chá para mim algumas vezes antes de seu rosto relaxar. —Eu sinto muito, Elle. Eu acho que eu só presumi que gostava. Eu suavizei imediatamente. —Eu não sabia exatamente darlhe alguma razão para não supor que eu não gosto. —Sim, mas... —Realmente. — Eu coloquei minha mão sobre a dele. —Está tudo bem. Isso poderia ter nos levado um par de anos para descobrir isso, mas agora você sabe que Eu. Não. Gosto. De. Chá. —Entendi. — disse ele, sorrindo, enquanto batia na têmpora. —O que você gosta, então? — Eu tinha que lembrar que ele só estava perguntando sobre bebidas. —Café. — eu disse, sentindo o peso cair dos meus ombros. — Com um pouco de leite e um torrão de açúcar. Logan

assentiu

enquanto

estudava

as

nossas

mãos

entrelaçadas. Ele virou a minha, parecendo inspecionar cada linha e sardas, até que ele levantou-a para sua boca. Ele deu um beijo suave na parte de trás da minha mão, deixando sua boca ficar lá por um pouco mais de tempo do que o normal. Tanto tempo, que meu coração começou a acelerar.

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—Eu estarei de volta. — disse ele, fixando minha mão para baixo antes de pular da cama. Assim que ouvi os passos de Logan batendo descendo as escadas, eu levantei a minha mão em cima de mim. Eu virei e olhei para a mancha na pele que a boca de Logan tinha tocado. Meu coração ainda batia daquele beijo. Eu não esperava isso. O beijo íntimo ou o modo como meu corpo reagiu a ele. Eu nunca senti o nível de desejo que tinha experimentado na noite passada com Cole a qualquer momento no relacionamento de Logan e eu e, mesmo que fosse apenas uma fração do que senti quando a boca de Cole tinha estado na minha, era o mesmo tipo de desejo. Esse tipo que nunca realmente vai embora e só explode no instante em que o objeto de desejo vem ao alcance do braço. O tipo de desejo que é tão atraente e consumidor que leva as meninas a se desviar de seus namorados. Então, por que, depois de meses de Logan me beijando, tinha um beijo na mão feito um número em mim? Eu pensei sobre essa pergunta por um bom minuto antes de decidir que teria de ser agrupada no conjunto de perguntas que eu não podia responder. —Eu sei que isso não compensa por praticamente força-la a beber algo que você odeia... — a voz de Logan quebrou-me do meu

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devaneio quando ele entrou novamente no quarto — mas pense nisso como um novo começo no processo de tomada de bebida. Logan estava com uma caneca de novo e tinha tirado seu uniforme de beisebol. Ele estava bem-vestido em seus shorts cáqui e uma igualmente bem usada camiseta que ele deve ter roubado do quarto térreo na lavanderia. Que culminou na desculpa em seus olhos e sorriso, lembrei-me porque tantas meninas na minha escola tinham me dado o ombro frio em todo o primeiro mês depois que Logan e eu começamos a namorar. Quando você vai para a escola com menos de um par de cem alunos, as colheitas eram pequenas. E Logan Matthews era o tipo de cara que iria mesmo ficar fora de uma dessas escolas enormes em Seattle. —O que você tem aí? — Eu perguntei, sorrindo para ele. —Nós não temos qualquer torrão de açúcar, então eu adicionei um pouco do regular — começou ele, segurando a caneca para mim, —mas é a minha forma de pedir desculpas e implorar por perdão. Eu peguei a caneca dele e trouxe-a para os meus lábios. — Obrigada. — eu disse antes de tomar um gole. Era a primeira xícara de café que eu tive na casa de Logan, e enquanto isso estava revestido e escaldante de quente, isso qualificou como uma das melhores xícaras de café que já tive.

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Ele encarnou o que poderia acontecer quando me levantasse para alguém e eles realmente ouvissem. Tomei outro gole e fechei os olhos de satisfação. —Então? — Logan disse em expectativa. —Estou perdoado? Eu coloquei a caneca ao lado de seu prato na mesa de cabeceira e sentei-me de joelhos, assim, eu estava no nível dos olhos com ele. —Não é bem assim. — disse eu, enganchando meus braços ao redor de seu pescoço e puxando-opara a borda da cama. Meu peito pressionou contra o seu e eu senti seus ombros tensos antes de relaxarem. Deixei meus lábios nos dele e dei-lhe o tipo macio e casto beijo que é 99% de Logan e minha intimidade física. —Sim. — eu disse, inclinando-me para trás. —Você está perdoado. Logan não sorriu seu sorriso fácil, então. Ele não me deu um último abraço antes de escolher um filme e ir para a montanha em seu sanduíche. Ele estava com fome, mas de uma maneira que eu não estava familiarizada. Pelo menos, não vindo de Logan. Suas pupilas estavam totalmente dilatadas, sua respiração vindo em curtas rajadas, e suas mãos não estavam me deixando ir. Elas estavam me puxando para mais perto. Antes que eu pudesse perguntar o que tinha acontecido com ele, a boca de Logan estava de volta na minha. Seus lábios não se 123


moviam sobre os meus suavemente, languidamente, como eu estava acostumada. Eu quase comecei a ofegar estando incapaz de respirar. As mãos de Logan torceram em minha camisa, em minhas costas quando seus polegares poliram sobre a pele um pouco acima da minha saia. Eu não sabia o que estava acontecendo, eu mal reconhecia quem estava beijando mais, mas eu não podia parar. Quando eu deslizei minha língua dentro da boca de Logan, provocando a ponta da sua, ele soltou um gemido, rasteiro. Era tão semelhante ao som que Cole tinha feito na noite passada em resposta ao que eu tinha feito para o seu corpo, isso me fez perder todo o abandono com Logan. Retirei a minha boca da dele, peguei a bainha de sua camisa e puxei-a sobre sua cabeça. Ela estava no chão atrás dele antes de ele registrar que eu tinha estado a ponto de tirá-la. Eu vi o começo de um protesto. Eu tinha começado a tirar sua camisa um total de uma vez em dois anos e durou cinco segundos inteiros antes de ele colocar de volta e me fazer sentar no lado oposto do sofá. Eu não ia ser tão fácil para determinar desta vez. Antes que ele pudesse dizer qualquer coisa, eu deslizei meu top para cima e sobre a minha cabeça e joguei-o em cima de sua camisa. Agora, eu sem camisa... era a primeira vez. Claro, Logan tinha me visto no meu maiô, o preto chato que eu usava quando ele

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ia para o lago, mas um maiô e um sutiã eram todo um mundo de diferente. Os olhos de Logan eram incapazes de se erguer do meu sutiã rosa de algodão, pode atestar. —Elle... — Houve advertência em sua voz, mas sua expressão inteira era todo querer. Desejo, mesmo. Eu precisava disso. Eu tinha que saber se uma chama queimava entre Logan e eu como a que tão obviamente queimava entre Cole e eu. Eu tinha que saber, se eu me casasse com esse homem, minha vida não seria pontuada por pequenas faíscas que fracassariam no esquecimento. Eu precisava de fogo. Eu não iria me contentar com menos e eu não tinha percebido que precisava, até Cole ter me mostrado. Com os olhos ainda levando-se em meu peito, Logan molhou os lábios e deu um passo para trás. Ele, obviamente, não confiava em si mesmo para ficar perto de mim, e eu pude ver porque ele continuava a olhar para o que estava dentro do meu sutiã como se ele quisesse saber o seu gosto. E então algo sobre o que Dani tinha brincado comigo bateu à mente. Eu agarrei a mão de Logan antes que ele estivesse fora de alcance. Puxando-o para trás de uma forma que não era bem suave, levantei a mão, estendi os dedos, e baixei-a ao meu peito. Eu

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mantive a minha mão sobre a dele e fechei os dedos profundamente em mim, ao ponto que era quase doloroso. Logan estremeceu diante de seus dedos que trabalhavam por vontade própria, não precisando mais do meu encorajamento. Eles me amassaram quase freneticamente. Foi tão inesperado, tão intenso, meus olhos fecharam enquanto a mão de Logan continuava a trabalhar em cima de mim. Reconheci o barulho que escorregou da minha boca como o mesmo tipo que eu tinha feito na noite passada, mas a boca de Logan cobriu a minha antes de ser concluído. Sua língua forçou minha boca aberta, embora não exigindo muita força. Empurrandome em minhas costas, seu peso me segurou para o colchão, enquanto uma mão cerrada no meu cabelo e a outra continuava seu ataque torturante em meu peito. Minha mente ficou em branco. Todos os tipos de razão voaram pela janela enquanto meu corpo sentia coisas que nunca tinha sentido antescom o seu corpo prendendo-me. Eu não reconheci meu namorado, que não só estava muito intencionalmente me roçando, como também estava puxando meu mamilo. Eu não reconheci que se seus pais chegassem em casa mais cedo enos pegassem na cama, estaríamos em um montão de problemas. Eu nem sequer reconheci que estar saindo com outro homem ontem à noite, apenas para ser

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tomada por um diferente agora, estava errado em cada forma que errado pode ser interpretado. Eu apenas me entreguei à necessidade e o fogo se espalhou através do meu corpo eesperava razão e consequências, não seria em torno de quando eu ressurgi. Foi uma coisa tola para esperar, é claro. Quando a boca de Logan deixou a minha, eu ofeguei quando senti que ele tinha repensado. Meus olhos ainda estavam fechados, eu não conseguia abri-los, mas quando a língua de Logan jogou com meu mamilo através do meu sutiã, eu tentei abri-los. Eu queria ver sua boca em mim, mas minhas pálpebras não cooperaram. A forma como estávamos alinhados, eu podia sentir Logan duro contra minha coxa. Pressionando minha coxa mais contra ele, ele fez outro ruído com meu mamilo na boca e senti-me bastante certa de que eu poderia morrer se não encontrasse algum tipo de liberação. Depois da noite passada, e agora isso, gostaria de perdê-lo se eu não deixasse meu corpo ir. Ajustando-me abaixo dele, eu não parei de me mover até que senti seus quadris contra os meus. Pressionando o meu contra o dele, eu quase chorei quando sua dureza pressionou no material fino da minha saia, mesmo entre as minhas pernas.

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—Sim — eu respirei, movendo-me contra ele lentamente no início, mas eu estava literalmente tão perto, não demorou muito para que eu não estivesse me movendo lentamente mais. Sua boca ainda jogava um jogo agonizante com o meu mamilo, sugando, sacudindo,

e

beliscando-o.

Eu

provavelmente

poderia

ter

encontrado a minha libertação apenas no que ele estava fazendo com a boca, mas o que era duro e apertava entre as minhas pernas estava doendo tanto. Antes que eu percebesseque minhas mãos estavam indo lá, meus dedos trabalhando em seu zíper. Eu tinha-o para baixo e estava me movendo para o botão quando o corpo e a boca cobrindo a minha se foram. Quase imediatamente, meu corpo esfriou e razão fez o seu caminho de volta pra mim e eu poderia finalmente abrir os olhos. Quando eu fiz, a primeira coisa que notei foi Logan ainda respirando pesadamente enquanto ele andava na frente da cama, com as mãos nos quadris. Ele não olhou para mim, e eu não tinha certeza se era porque tinha vergonha, ou se ele estava com medo de que se olhasse para mim ia continuar de onde tinha parado. Sentei-me, ajustado minha saia, e esperei. —Ok. — Logan disse para si mesmo. —Tudo bem. — Ele passou as mãos pelo seu cabelo e as manteve ali. —Eu sinto muito por isso, Elle. —Eu não sinto. — eu disse, quase em tom desafiador. 128


Bem, eu não tinha sentido. Certo, até que eu abri meus olhos. Logan parou e, lentamente, deixou seus olhos voltarem para mim. Ele teve o cuidado de mantê-los ao norte do pescoço. —Eu pensei que nós estávamos esperando até que nos casássemos. Eu não gostei do jeito que ele estava olhando para mim, ou as palavras que tinham acabado de sair de sua boca. Um minuto atrás Logan tinha estado quase me adorando, e agora ele estava me tratando como se eu fosse um perigo. Essa chama que acendeu em nós há poucos minutos tinha acabado de se apagar. Todo o caminho. —Não. Isso foi o que você decidiu. — eu disse, mantendo meus olhos nos dele. Eu não estava recuando. Eu não ia ser a primeira acavar. Eu estava cansada de ter um papel secundário na minha vida. Ele abriu a boca, mas as palavras não saíram. Fixando-a fechada, ele inalou e tentou novamente. —Mas nós esperamos até aqui. Estamos tão perto de nos casar. — disse ele, suas palavras eram quase uma súplica. Olhando para ele, eu estava. —Isso também é algo que você decidiu por sua própria conta. As sobrancelhas de Logan vieram juntas. Eu não acho que ele teria ficado mais chocado se eu tivesse lhe dado um tapa no rosto. 129


—Não importa. — eu disse, pegando meu top do chão quando marchei em direção à porta. —Eu tenho que começar a trabalhar. —Elle? — Logan parecia um pouco perdido e muito confuso. —Dê-me um pouco de espaço, Logan. — Eu lati para ele antes de correr pelas escadas. Eu realmente não estava esperando que ele me escutasse; ordenar Logan em torno de qualquer tipo de caminho era uma coisa nova para mim. Quando ele não me perseguiu, eu não tinha certeza se estava feliz que ele tinha escutado ou desapontada por não ter me achado digna de perseguir.

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Cap tulo 6 i

E

u estava sendo punida por minhas ações. Depois que deixei

cair

meu

terceiro

pedido

de

crepes

vegetarianos e queijo de cabra no chão, eu queria que

o relógio acelerasse e acabasse com toda essa confusão de um dia. Desde que o restaurante estava lotado, a ponto de estourar, eu não tinha essa opção. Ou, como Cole teria dito, eu tinha uma opção, eu só não queria reconhecê-la. Depois da sessão quente e pesada de Logan e eu nos agarrando, seguido por minha retirada rápida, eu não tinha ouvido falar dele. Nem mesmo um texto para se certificar de que eu tinha chegado ao trabalho. Nem mesmo para verificar se eu estava bem. Embora eu tentasse me assegurar que eu estava verificando o meu telefone a noite toda para a chamada de Logan, não era realmente o nome dele que eu esperava aparecer. Eu sabia que Cole estava farto de mim,eu tinha visto a garantia em seus olhos, mas não deixei de esperar por um milagre. Eu não estava pronta para deixá-lo ir, e mais que isso, parecia que eu não poderia lhe deixar até mesmo se eu tentasse. Quando eu deixei cair um quarto pedido antes de eu mesmo voltar da cozinha, olhei pela porta dos fundos. Eu ainda levei alguns 131


passos em sua direção. Quem sabe até eu teria feito isso porque dei três passos, Dani jogou alguns papeis toalha para mim antes de ela se ajoelhar para me ajudar a limpar outra confusão que fiz hoje. Eu estava fazendo uma confusão de coisas. —Ok, Elle. — ela disse quando me ajoelhei ao lado dela. Crepes de cereja e avelã não pareciam nem de longe tão bons no chão como pareciam em um prato. —O que diabos está acontecendo? —Nada. — eu murmurei enquanto batia um montão de creme chantilly. —Ah, é? — A voz de Dani tinha uma vantagem sarcástica para ela. —É por isso que Liam me disse que Cole estava em um inferno de um estado de espírito depois que voltou de um jogo de beisebol esta tarde? É por isso que Cole quase arrancou a cabeça dele quando Liam perguntou-lhe se ele queria vir aqui hoje à noite para fazer uma refeição? De repente eu não poderia começar a limpar essa bagunça rápido o suficiente. —Eu não sei do que você está falando. — eu disse, mantendo meus olhos para baixo. Dani podia ver através de mim tão bem quanto Cole podia. —E quem é Liam e como você o conhece? — Tentei desviar a conversa e nos tirar do assunto Cole.

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—Três coisas, Elle: — ela disse. —Primeiro, você certamente sabe o que eu estou falando sobre como os seus pequenos olhos volúveis estão mortos. — Eu estreitei os ‚pequenos olhos volúveis‛ para ela. —Em segundo lugar, Liam é um dos novatos smokejumpers que tenho visto. —Você tem se enroscado. — eu disse baixinho, surpreendendo a nós duas. Dani ficou boquiaberta, da mesma forma que eu teria ficado comigo mesma se pudesse. Eu normalmente não dizia coisas como essa e, saber como facilmente tinha escorregado da minha boca me perturbou. —Ignorando esse último comentário sarcástico e seguindo em frente... —Dani disse enquanto terminamos a limpeza da catástrofe de crepe. —Terceiro e último, o ponto não é como eu conheço Liam — as sobrancelhas de Dani dançaram quando ela sorriu para mim — e sim como você conhece Cole. Ou, mais especificamente, como você conhece Cole tão bem. Eu atirei-lhe outro olhar quando eu deslizei as peças quebradas do prato e organizei a bagunça de papeis toalha. —Oh meu Deus. — disse ela, boquiaberta para mim novamente. —Há realmente alguma coisa entre vocês dois. — Ela não podia olhar mais chocada se eu apenas dissesse a ela que estava grávida.

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—Não. — eu respondi, virando e voltando para a sala de jantar. A corrida foi diminuindo, mas nunca houve um fim ao café e água que precisam ser coroados, ou guardanapos extras a serem descartados,

ou

contas

a

serem

totalizadas.

—Não

absolutamente, positivamente, nada entre a gente mais. — Eu tentei não imaginar, pela milésima vez, hoje, a forma como o rosto de Cole tinha quebrado um pouco quando ele descobriu sobre Logan e eu. —Nada mais? — Dani disse. —Nada mais? Oh, meu Deus. Liam estava certo sobre vocês dois. Eu vacilei com suas palavras. Eu queria me matar pelo mais. Quem diria que a palavra ‚Mais‛ poderia dar muito longe? Eu já tinha uma profunda compreensão do poder do ‚mais.‛ —Não, o seu amigo novato parafuso Liam não está certo. — Fiz uma pausa antes de ir para a sala de jantar. —Nunca teve, tem, ou terá qualquer coisa entre mim e Cole. Não há nada. — Minha voz era um sussurro no final. Dani deu alguns passos na minha direção. —Então por que parece que você está prestes a chorar? Eu

não

podia

responder

porque

se

eu

fizesse,

realmentechoraria. —Basta esquecer por enquanto. Por favor, Dani? Eu não esperei por sua resposta. Dani não era exatamente alguém que varria as coisas para debaixo do tapete, mas nós éramos 134


melhores amigas. Embora eu não ter admitido abertamente o que aconteceu entre Cole e eu, não tinha aliviado suas suspeitas também. Eu sabia que teria que falar com ela logo, como teria que falar com tantas outras, mas agora, a promessa das tarefas mundanas de funcionamento de uma lanchonete eram dez vezes mais atraentes. Até o momento em que eu tinha recarregado o quinto copo de café, me acalmei e encontrei o meu ritmo garçonete. Manter minha mente fora de certas coisas ou pessoas que não eram de natureza da lanchonete tomou alguma disciplina, mas eu suguei e fiz o meu melhor. O resto da noite, Dani entregou alimentos e eu servi bebidas. Nós não precisamos mais fazer nenhuma oferenda de crepe aos deuses do piso.Quatro já eram suficientes. A poucos minutos do fechamento, eu finalmente tive a chance de recuperar o fôlego e fazer o meu ritual fim-de-turno copo de café. —Você quer um refil, vovó M? — Eu segurei o pote de café quando roubei outra caneca abaixo do balcão. —Eu vou ficar acordada a noite toda se eu tomar, mas por que não? — Ela sorriu e colocou o copo sobre o balcão para mim. —A vida é curta e, quem sabe que tipo de aventuras poderiam me

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esperar esta noite. — Ela piscou enquanto seus olhos se encheram com o brilho de possibilidades. —Eu estou meio com invejaporque minha vida é dez vezes mais chata do que a de uma viúva de 80 anos de idade. — eu disse, enchendo o seu copo. Acenei para a última mesa enquanto me dirigia para a porta e Dani virou o sinal fechado. — Eu estou meio que com inveja por você. — Vovó M disse, tomando um gole de café. —Eu estava realmente esperando que um descendente meu fosse de espírito livre como eu, mas você era minha última esperança, Elle Belle. Eu derramei meu café, acrescentei um pouco de leite e pacotes de açúcar em torrões, e me apoiei no balcão em frente à vó M. Ela veio em cada noite de sábado e se sentou na banqueta do meio. Ela sempre vinha sozinha, mas nunca ficava assim. Até o final da noite, ela fazia novos amigos, ou conversava com velhos amigos, ou fazia as pazes com os amigos do passado. Ela era a borboleta social do meu casulo social. —Você teve dois filhos. Dois filhos muito sérios que pensavam que espírito livre era uma palavra suja, avó M. Um não teve filhos e o outro teve a mim. — Eu arqueei uma sobrancelha. —Eu diria que eu era sua única esperança. Vovó M riu enquanto eu enchia o copo dela. —Bom ponto.

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Tomamos nosso café em um silêncio raro por um minuto, nada, exceto o som de Paul batendo em volta na cozinha, ocasionalmente gritando avisos para Dani diminuir o volume do rádio ou então ele estaria lançando-o para fora da janela. Eu estava prestes a voltar ao trabalho quando a avó M alcançou através do balcão e agarrou a minha mão. —Querida, qual é o problema? Fale sobre uma pergunta carregada. Praticamente todos os aspectos da minha vida era o que era o problema agora. No entanto, quando em dúvida, alegue ignorância. —O que você quer dizer?— Eu peguei um punhado de guardanapos e foquei em abana-los. —Você não está jogando o cartão de negação comigo, você está, Elle Belle? Porque eu posso ser velha como a sujeira, mas minha mente ainda está afiada. — Vovó M tinha esse dom de ser brusca na forma mais agradável possível. Eu suspirei. Eu precisava falar com alguém, mas como eu poderia dizer para a avó M o que eu tinha feito eolhar nos olhos dela de novo? Ela pode ter a mente aberta, mas o que eu tinha feito era em um nível totalmente diferente. —Cometi um erro. — eu admiti, estabelecendo a pilha de guardanapos esparramados de lado.

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—Bom. — Vovó M disse com firmeza. —Já era o maldito tempo. Minha boca caiu um pouco. Talvez ela não tivesse me ouvido. —Foi um grande. Um erro muito grande. —Bom. — disse ela novamente. —Aqueles são o melhor tipo de fazer. Minha boca se abriu um pouco mais longe. Algo não estava muito certo. —Ok, vovó M. Suficiente de cafeína para você. — eu disse, estendendo a mão para seu copo. Ela afastou seu copo para fora do meu alcance. —Não tenha medo de cometer erros. — disse ela, esperando por mim para olhar para ela antes de continuar. —Tenha medo de fazer nenhum. Porque se você não está fazendo um bom número de erros ao longo do caminho, você não está realmente vivendo a vida em sua plenitude. Whoa. Ok, a vovó M estava em algo mais forte do que a cafeína. —Nós vivemos nossas vidas com medo da mudança e se fosse apenas para abraçá-la em vez disso, isso não parece um negócio tão grande quando nos atinge.

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Eu não tinha nenhuma resposta. Por um lado, isso fazia um pedaço inteiro de muito sentido. Por outro lado, eu nunca tive uma vez um adulto dizendo-me para viver isso, fazer quantos grandes erros que eu pudesse. Soou como uma receita para o desastre. Isso também soou como uma receita para o gênio. —Eu posso ver que você precisa de um pouco de tempo para trabalhar tudo isso. — Vovó M tomou um longo gole de seu café antes de levantar de sua banqueta. —Quando você estiver pronta para conversar, você sabe onde me encontrar, Elle Belle. Eu estava tão ocupada trabalhando toda esta informação nova que eu não conseguia trabalhar uma resposta. —Seu pai só pode ver o preto e branco, mas ver mil tons de cinza deve pular uma geração. — Vovó M acrescentou enquanto se dirigia para a porta. —Basta olhar para mim. Toda manhã eu acordo e olho no espelho, vejo pelo menos 10 diferentes tons no meu cabelo sozinha. Eu não tenho qualquer problema de ver qualquer tom de cinza que você tem para mim, querida. Ela estava quase fora da porta quando eu falei. —Vovó M? — Eu esperei por seus olhos quentes encontrarem os meus. — Obrigada. — eu disse, sorrindo. Sem admitir qualquer um dos detalhes para ela, me senti melhor. Muito melhor. —Espero que a

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sua noite seja cheia de aventuras selvagens. — Olhei para a xícara de café vazia. Quando eu olhei para ela, ela piscou. —A sua também.

GRAÇAS A DANI me ajudando a fechar de novo, eu tranquei o restaurante meia hora mais cedo que o normal. Eu não sei se algum traço generoso havia batido nela ou se era sua maneira de pedir desculpas por ter me pressionado sobre a questão Cole, mas eu apreciei mesmo assim. Quando cheguei ao jipe e dirigi pela rua principal, eu não tinha a intenção de virar à esquerda em vez da direita. Ou pelo menos eu não tinha planejado isso. Eu também não planejei ser desviada na estrada de terra esburacada que eu passava tantas vezes que eu poderia ter impulsionado isso de olhos vendados. Depois que eu desliguei o motor, chequei meu telefone. Sem chamadas não atendidas. Sem novas mensagens. Eu deveria ligar para o meu pai e deixa-lo saber que chegaria em casa tarde. Eu deveria ligar para alguém para dizer-lhes onde eu estava. Eu deveria ligar para Logan e dizer-lhe o que tinha

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acontecido. Eu deveria ligar para Cole e pedir desculpas por tê-lo enganado, também. Eu deveria, eu deveria, eu deveria. Eu estava tão doente do que deveria fazer, que eu nunca queria fazer o que era esperado de mim novamente. Eu estava com um humor esta noite - essa criança interior reprimida selvagem tinha se rebelado. Todo o caminho. Combinado com a lua cheia e a noite quente, pegajosa, eu sabia que deveria voltar no jipe e ir para casa. Chamá-la neste dia epicamente horrível. Pena que eu acenei um adeus para o deveria. A grama de verão estava ficando comprida e beijou minhas pernas nuas enquanto eu me dirigia para o lago. Parece que tudo em torno de mim me dizia que até mesmo os animais sentiam a eletricidade no ar hoje à noite. A leve brisa estava especialmente forte, com o perfume das rosas selvagens que cresciam na periferia da água. Isto é no que eu me perdi quando senti a responsabilidade e a culpa batendo na minha porta. Eu desliguei meu cérebro e tornei todos os instintos, e quando o fiz, a grama deslizando sobre minha pele ficou mais estimulante. Os uivos, gritos, vaias tornaram-se uma sinfonia bem clara em torno de mim. Os cheiros se tornaram um afrodisíaco.

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Desligando tudo para fora era mais fácil do que eu pensava. A dor, a culpa e o remorso foram embora. Senti-me livre novamente. Mesmo em uma lua cheia, o lago estava escuro. Não tão escuro como piche, mas eu não poderia fazer nada no lado oposto. Esta não era a primeira vez que eu visitava o lago durante a noite, mas nunca tinha vindo sozinha. Ao contrário do que algumas pessoas podem pensar que iria sentir, não era assustador. Era tranquilo. Sereno. Escapando das minhas sandálias, eu mergulhei meus dedos na água. O frio da água subiu pela minha espinha. Eu estava pensando se nadar hoje à noite seria feito completamente vestida ou não quando a energia no ar disparou. —Eu estava me perguntando quanto tempo levaria antes de você aparecer aqui. Eu me virei, sentindo arrepios rastejarem pelo meu corpo. Foi por causa da água ou dele? —Cole. — eu respirei. —O que você está fazendo aqui?— Ele estava apenas há alguns metros na minha frente, mas com a camisa e shorts escuros, junto com sua pele bronzeada, se misturava com a escuridão também. A única coisa que realmente ficava de fora eram os seus olhos.

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Ele sorriu timidamente. Aquilo ficou no escuro, também. — Esperando por você. —Como você sabia que eu ia aparecer? — Nem eu sabia que ia. —Foi um golpe de sorte. — disse ele com um brilho em seus olhos que sugeriu que adivinhação tinha muito pouco a ver com isso. Ele sabia que eu iria aparecer em algum momento esta noite. Eu estava começando a acreditar que Cole Carson realmente me conhecia melhor do que eu mesma. —Há quanto tempo você está aqui? — Eu queria aproximarme dele, queria envolver meus braços em torno dele e sentir os dele em volta de mim. Meu corpo doía quando eu nãome deixei ir. O olhar de Cole caiu. Chutando algo no chão, ele suspirou. — Tempo suficiente para perceber que eu lhe devo um pedido de desculpas. Eu poderia ter apenasamaldiçoado o experiente pé imóvel. — Você me deve um pedido de desculpas? — Eu disse, me perguntando se tinha o escutado dizer que ele estava errado. Ele acenou com a cabeça uma vez. —Cole — eu disse, —você não tem nada que se desculpar. Eu fui a única que mentiu para você sobre Logan. Eu fui a única que se deixou levar com o que quer que seja essa... coisa entre nós. — Um 143


lado da boca de Cole apertou bem no meu termo não muito específico para o nosso relacionamento. —Eu sou a única que lhe deve um pedido de desculpas. Um enorme, sincero, para isso. Os olhos de Cole encontraram os meus. —Você pode me dever uma explicação, mas não uma desculpa. Você não mentiu para mim, Elle. Você omitiu a verdade, mas você não mentiu em negrito para mim. Ok, a maneira que Cole foi enfático sobre como errado foi esconder Logan dele me fazia sentir ainda mais culpada. —Mas o que eu disse para você no estacionamento esta tarde... — Ele fez uma pausa, uma careta em seu rosto. —Isso foi cruel. E eu sinto muito que disse essas coisas. Eu fiquei sem palavras. Cole estava pedindo desculpas a mim por estar chateado quando descobriu que eu tinha escondido um namorado dele? —Eu mereci tudo o que você disse para mim hoje. — eu disse. —Me desculpe, eu menti para você. — Engoli porque senti as lágrimas querendo trabalhar o seu caminho para fora. —Me desculpe, eu menti sobre Logan. Cole vacilou no nome de Logan, como se eu tivesse lhe dado um tapa no rosto. —Você não mentiu,Elle. Eu nunca perguntei se 144


você tinha um namorado e você nunca me disse que tinha. Você omitiu a verdade. — repetiu ele. —Por aqui, omitindo a verdade é o mesmo que dizer uma mentira. — eu disse, cruzando os braços. Eu não queria ser deixada fora do gancho tecnicamente. Eu queria que Cole ficasse com raiva de mim. Eu queria que ele gritasse e berrasse para mim um pouco mais. —Nós omitimos coisas o tempo todo, Elle. Todos os dias. Em todas as esferas da vida. — disse ele. —Se nós dissermos a cada pessoa que nós entramos em contato com cada verdade e fato sobre nossas vidas, nós todos morreríamos sozinhos. —Essa é uma maneira muito triste de olhar para as coisas. Cole deu um passo em minha direção. Eu me ordenei a ficar onde estava. —Vamos dizer que você acorda amanhã e seu pai lhe pergunta como foi a sua noite. O que você diria a ele? Eu sorri para ele. —Eu diria a ele que começou bom e terminou com muita frustração e confusão. —E se ele lhe perguntasse o que você fez? Eu sabia onde ele estava indo com isso e eu não gostei. —Eu diria que eu fui para uma estrada.

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—Exatamente — disse Cole vitoriosamente, — e isso não seria uma mentira, mas seria uma omissão do que mais você fez esta noite. Eu belisquei a ponte do meu nariz. —Tudo bem. Eu omiti. Qual é o seu ponto? —Eu omiti, também, Elle. Todos nós fazemos. — disse ele, em voz baixa. —Não se culpe por isso. Eu poderia ter facilmente perguntado se você tinha um namorado, mas você sabe por que eu não perguntei? Mordi o lábio, pensando bem qual dessas confissões seria. —Porque eu não me importava. — Cole deu mais um passo para mim e eu sabia que se ele desse mais um, a minha força de vontade seria uma causa perdida. —No primeiro dia que te vi, eu não me importava se tivesse outra pessoa. Naquela noite, na fogueira eu não me importava. E ontem à noite... — seus olhos brilharam com a lembrança —Eu realmente não me importava. Eu queria você, então, Elle. E eu quero você agora. Você pode pertencer à outra pessoa, mas você meio que pertence a mim também. Meu coração estava prestes a bater fora do meu peito. Eu nunca tinha sido falada, ou olhada, com o grau de intensidade que queimava nos olhos de Cole. Dizer que foi intenso teria descrito uma fração, apenas.

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—Portanto, não se desculpe comigo. Explique isso para mim. — Ele tomou uma respiração. —Explique-me por que você não me disse que tinha um namorado. Eu poderia ter respondido de muitas maneiras. Tantas explicações para a razão por eu ter ‚omitido‛, mas todas as respostas se resumiam a uma. Uma

resposta

que

eu

não

deveria

admitir

a

Cole,

especialmente com a maneira que ele estava olhando para mim agora. Uma vez que eu dissesse a ele, não haveria como voltar atrás. Não

haveria

volta

para

o

ponto

onde

poderíamos

jogar

inocentemente. Fingir consequências que não eram uma coisa do nosso mundo. Fingir culpa não iria comer-nos longe. Este foi talvez o pior momento possível para tomar um hiato de deveria. —Porque quando eu estava com você — eu comecei, sentindo todo o meu mundo prestes a mudar. Estava pesado no ar. —Eu não me importava também. Cole exalou, quase como se estivesse aliviado, antes de tomar mais um passo em minha direção. Eu estava certa. O momento em que ele deu esse passo, a minha força de vontade desapareceu. Eu

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não sei quem estava mais surpreso, Cole ou eu, quando cruzei os últimos metros entre nós antes de lançar meus braços em torno dele. Enfiei minha cabeça sob seu queixo e me agarrei a ele como se ele fosse tudo que eu tinha para me impedir de afogar. Eu conhecia Cole por pouco mais de uma semana. Eu não sabia o seu nome do meio ou o nome de seu primeiro animal de estimação, mas sentindo seus braços em volta de mim foi como voltar para casa. Foi tão confuso e não fazia sentido, mas enquanto eu não poderia explicar muitas coisas quando se tratava de Cole e eu, sabia de uma coisa com certeza. Eu estava cansada de combater. —Eu sinto muito. — disse em sua camisa. —Eu não sinto. — respondeu ele. —Eu nunca vou sentir muito por qualquer coisa que me permite estar com você, Elle. Agora, estou feliz de ter qualquer pedaço de você que eu posso. — Ele beijou minha testa e eu senti o calor e aquecido transformar em algo mais profundo. Sua boca na minha pele criou um fogo imediato que era quase impossível de resistir. Mas esta noite, quando eu era tudo instinto, a lua estava cheia, e deveria estava em licença sabática, não foi apenas quase impossível de resistir. Foi positivamente impossível.

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Levantando minha cabeça de sua camisa, eu deslizei minha mão para sua boca. —Eu vou te beijar agora, Cole. — eu disse, não reconhecendo esta menina dizendo estas palavras e tocando-o desta forma. —E se você me parar, eu vou colocar você para baixo. Porque você pode ser persistente, mas eu tenho o poder de persuasão ao meu lado. Os lábios sobre os quais eu estava traçando meus dedos se levantaram em um sorriso. —Não se eu beijar você primeiro. As palavras mal saíram antes de sua boca estar na minha. Engoli em seco e ele aproveitou que a minha boca se abriu. Sua língua deslizou para dentro, torcendo contra a minha de uma maneira que trouxe mais um daqueles sons primitivos de mim. Minhas mãos estavam na bainha de sua camisa antes que eu sabia que elas tinham se movido para lá, e elas com sucesso puxaram-na para cima e sobre sua cabeça antes que eu pudesse pedir para elas pararem. No momento em que os meus dedos viajaram até a costura das costas, eu não me importava. A sensação de sua pele contra a minha, dura, quente e suave, fez tudo bem. —Eu não vou ser o único sem camisa por aqui. — Seus dedos brincaram com a barra da minha blusa antes de ele a deslizar para cima e sobre a minha cabeça. Ele jogou-a para trás em algum lugar na grama alta. Sua boca estava na minha de novo, com as mãos explorando a pele que ele tinha acabado de libertar. 149


Nosso beijo era frenético, quase desesperado, e eu sabia que iria desmaiar por privação de oxigênio em um minuto se não o retardasse. Eu tinha toda a noite, ou pelo menos a parte instintiva de mim tinha. No fundo, eu sabia que meu pai iria chamar em meia hora, se eu não aparecesse. Eu desliguei meu celular e deixei-o de volta no meu jipe. O telefone não importava quando Cole estava me beijando dessa forma. Deslocando minhas mãos sobre seu peito, eu me pressionei contra ele. Apenas o suficiente para que eu pudesse recuperar o fôlego antes de desmaiar. —Por que estamos parando? — Disse ele, não tão ofegante quanto eu teria esperado. —Eu estava apenas aquecendo. Esperando que eu pudesse encontrar outra maneira de deixalo tão sem fôlego quanto ele me deixou, acabei com meus braços nas minhas costas. —Eu também. — eu disse bem antes de desabrochar meu sutiã. Cole conseguiu manter os olhos firmemente nos meus enquanto eu deslizei meus braços, um por um, fora do meu sutiã, era uma prova de sua contenção. Somente quando ele tinha desembarcado em nossos pés ele deu um passo atrás e baixou os olhos.

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—Droga. — ele respirou, boquiaberto para mim de uma forma que fez minhas coxas apertarem. —Eles são ainda melhores para encarar a segunda vez. — Ele afundou os dentes no lábio inferior e sorriu. —Tenho de tocá-los desta vez. Uma vez que ele estava me dando um tempo difícil, eu decidi retribuir o favor. —Não. — eu disse, arqueando as costas apenas para torná-lo muito mais torturante. —Você não. Estes são os limites totalmente fora esta noite. Você pode me tocar em qualquer outro lugar. — Eu estava uma espécie de impressionada com esta deusa do sexo interior libertando, mas também estava com medo dela. Como é que uma menina que ainda não tinha tido relações sexuais com seu namorado de dois anos acaba nua da cintura para cima, jogando um jogo de zona-não-toque com um smokejumper? —Em qualquer outro lugar, exceto lá? — Disse Cole, parcialmente estremecendo quando seus olhos inspecionaram novamente o que ele não podia tocar esta noite. Em seguida, eles caíram para baixo, ao sul do meu umbigo, e meu estômago enrolou. —Em qualquer outro lugar? Mesmo se eu queria ter de volta as minhas palavras, não poderia falar com a maneira como ele olhou para mim. Com as coisas que ele estava imaginando tão explícitas em seu rosto, meus mamilos endureceram no ar quente da noite.

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Cole deu alguns passos para trás. Recuperando sua camisa amarrotada, ele a estendeu sobre um pedaço de terra lisa. Em seguida, ele voltou e segurou minhas mãos. —Você confia em mim? Eu mal o conhecia. —Sim. — eu sussurrei. —Você está com medo? — Ele me guiou até onde ele tinha colocado para fora sua camisa. Aterrorizada. E ainda não. —Não. Os olhos de Cole derivaram para o chão, em seguida, de volta para mim. Eles estavam na expectativa. —Você tem certeza? — Eu nunca estive tão insegura em minha vida. Eu nunca estive tão certa ao mesmo tempo. —Sim. — eu respondi. Seus olhos nunca deixaram os meus quando ele guiou-me para baixo, ajustando minhas costas para que a camisa estivesse entre minha pele e a terra. Por esse ponto, meu batimento cardíaco poderia ser registrado na Escala Richter. Minha respiração estava pisando a linha entre a hiperventilação e asfixia. Quando Cole abaixou-se sobre mim, eu não tinha certeza de quais eram suas intenções, mas sabia qual era a minha. Eu o queria. 152


Tudo dele. Em mim, ao meu redor e dentro de mim. Sua boca caiu no meu pescoço, mas ele segurou seu corpo acima do meu. Eu queria senti-lo esmagando contra o meu, mas o espaço entre nós tinha suas vantagens. Meus dedos tiveram seu zíper antes de sua inspiração nítida vibrar sobre meu pescoço. A mão de Cole parou a minha de continuar bem antes de ele rolar para o lado. Eu estava abrindo a boca para protestar quando a dele caiu para a minha orelha. —Eu não vou fazer sexo com você hoje à noite, Elle. Deus sabe o que eu quero,tanto que estou a ponto de me perder, mas eu não vou levá-la até que você seja minha. Toda minha. Eu não vou te compartilhar com o outro. Eu não quero saber se quando estou movendo dentro de você, à noite, ele estava dentro de você essa manhã. Eu não vou te compartilhar dessa forma. Se ele parasse de dizer esse tipo de coisas para mim que me deixavam toda sem fôlego, eu poderia dizer que ele não precisa se preocupar com isso. Minha virgindade era dele. Tudo o que ele tinha a fazer era pedir por isso. Ou levá-la. Agora, eu não me importava. —Entendido? — Sua respiração estava quente no meu ouvido. Tive a sorte de gerenciar um aceno de cabeça.

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Apoiando-se no cotovelo, a mão de Cole saiu da minha boca. Ele deslizou no meu pescoço, tomou um desvio no meu peito, e terminou a jornada na minha barriga. Ele parou um pouco acima da barra da minha saia. —Você se toca? — O dedo de Cole mergulhou apenas sob a minha bainha enquanto cada nervo do meu corpo entrou em estado de alerta. Quando eu não respondi, seus dedos baixaram até que provocou o topo da minha calcinha. —Bem? — Sua voz era baixa, rouca. —Você se toca? Quando seus dedos começaram a se afastar, a minha resposta saltou fora de mim. —Sim. — eu admiti, longe demais até mesmo para estar embaraçada. —Sim, o quê? — Como recompensa, ou punição, quem sabe, os dedos de Cole caíram abaixo novamente. —Sim. — eu concordei rapidamente. —Eu me toco. — Meus quadris balançaram contra sua mão, completamente por sua própria vontade. Sua resposta foi um sorriso preguiçoso e ainda outra redução de seus dedos. —Tem... — Tropeçou para a próxima palavra, — ele tocado lá? — Sua voz assumiu um limite, difícil, escuro, que teria me

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aterrorizado se o seu corpo não estivesse fazendo o meu sentir coisas que eu não conhecia. Inalando, eu balancei meus quadris contra sua mão novamente. Ele estava tãomalditamente perto. A partir desta tortura, tudo o que levaria era o mais leve arranhão e eu seria enviada sobre a borda. —Não. — eu respirei. —Ele não me toca lá. Nunca. — eu enfatizei, esperando que ele tomasse uma pista e tocasse-me já. Esta era uma forma lenta de tortura que meu corpo não aguentava mais. Cole congelou, seus dedos junto com ele. —Nunca? — As notas baixas se foram, substituídas por surpresa. Revirei os olhos, metade em frustração e metade exasperada. —Não, nunca. — eu disse, não escondendo minha irritação. —É difícil de fazer quando suas mãos seguem algum tipo de regra no hemisfério norte. O corpo de Cole estava congelado, mas agora ficou tenso. — Espere. Você está dizendo que você é... — Ele se atrapalhou com as palavras de novo. —Você não pode ser... —Virgem? — Eu disse em voz alta, aliviando seu sofrimento. —Sim, eu sou. Nãojogue na cara, ok? Os olhos de Cole se arregalaram quando eles me olharam com incredulidade. Então, antes que eu pudesse me arrepender de 155


admitir, ele apareceu, deu no seu corpo uma sacudida de sacudida completa, se jogando na água escura. Cole mergulhou na água e ficou submerso por muito tempo e eu estava prestes a levantar-me e ir atrás dele quando sua cabeça balançou acima da superfície. Só assim, ele marchou para fora da água, todo o seu corpo e sua bermuda molhada. Que não fez nada para aliviar o pulsar vindo abaixo do meu umbigo. —Que diabos foi isso? — Eu perguntei quando ele caiu ao meu lado novamente. Eu sabia que a água era fria, eu tinha acabado de ter meus dedos nela, mas quando deslizei os dedos pelo peito de Cole, ele sentiu qualquer coisa, exceto frio com o toque. —Porque, se eu não me acalmar — disse ele, moldando a mão sobre minha bochecha. Gotículas de água vazaram de seu rosto para o meu. —Você não seria uma virgem de manhã. Eu respirei fundo. —Isso não parece tão ruim para mim. — disse, me perguntando qual sabor a água agarrada à sua pele teria. —Não é para mim também. — disse ele. —Mas eu já lhe disse,Elle. Eu não vou te compartilhar dessa forma. Eu não me importo se você e ele não estão fazendo isso, não vou me deixar ficar com você desse jeito até que termine com ele.

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Parecia uma espécie de ultimato. Você quer sexo, você tem que terminar com ele. A forma como o corpo de Cole sentiu contra o meu agora fez a escolha irritantemente fácil. Foi uma coisa boa que eu tinha deixado o meu telefone no jipe. —Entendido? — Sua voz era de seda na minha pele quando ele moveu sua boca no meu pescoço. Eu tentei coletar o fôlego. Ou meu juízo. —Entendido. — eu respirei de volta. Sua boca sugava a pele acima da minha clavícula. Eu arqueei mais perto dele, perguntando por que eu não conseguia chegar perto o suficiente. —Mas isso não significa que não podemos apreciar um ao outro de outras formas. — Suas palavras foram abafadas contra a minha pele, mas as ouvi com precisão cristalina. Eu realmente não sabia do que ele estava falando, mas eu concordei com um aceno de cabeça. —Aí está a garota que eu amo. — respondeu ele quando sua mão percorria meu lado. Ela não parou de seguir, até que deslizou debaixo da minha saia. Eu acho que sabia o que ele estava falando.

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Sua mão esquerda na minha coxa, e quando eu pensei que um suspiro de frustração viria, ofeguei novamente. Ao mesmo tempo, os dedos de Cole empurraram minha calcinha de lado, seu polegar caiu para um determinado ponto que me fez sentir coisas que eu nunca tinha sido capaz de me fazer sentir ao tocar no mesmo local. Aplicando a quantidade certa de pressão, o polegar de Cole circulou e acariciou sobre mim até que eu estava certa de que estava prestes a tornar-me o equivalente feminino para uma bomba idiota. Meus braços enrolaram ao redor de seu pescoço e meus dedos manobraram em seu cabelo longo. Tudo o que eu podia fazer era segurar enquanto ele me tocava como se soubesse o que o meu corpo ansiava melhor do que eu. Assim que eu sinto o meu corpo acelerando, Cole recuou, diminuindo seus golpes até que eu quase respirava normalmente. —O que você quer? — A voz de Cole era rouca e profunda. Isso, combinado com o ritmo de seu polegar, eu estava a um ponto que não ia ser capaz de me afastar. Não importa o que ele fizesse. Ou não fizesse. —Isso. — eu disse, pressionando meus quadris em sua mão. Ele recompensou a minha resposta com um aumento na velocidade. —E?

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—Agora. — eu acrescentei, porque não podia esperar. Se eu tivesse, estava convencida de que teria um ataque cardíaco. Essa resposta ele puniu por retardar o polegar. Eu gemi de dor e prazer. —O que você quer? — Disse ele possessivamente fora da minha orelha. Eu peguei o que ele queria chegar. —Você. — eu respondi. —Eu quero você. Minha resposta não saiu antes de sua boca cobrir a minha. Sua boca manteve o ritmo com a mão e, quando finalmente chegou, os meus gritos foram afogados em sua boca. Cole me segurou junto quando eu me desfiz e, mesmo no meu estado de espírito destruído, a ironia não foi perdida em mim. Ele me segurou firme por muito tempo após os últimos tremores rolarem do meu corpo. Sua boca não deixou a minha, suavemente saboreando meus lábios com a ponta da sua língua. Minha respiração demorou um pouco para voltar a uma taxa um pouco normal, mas eu tentei estar ao mesmo tempo da sua. Quando seu peito erguia, assim fazia o meu. Quando o seu caía, caía o meu também. Eu nunca me senti tão em sintonia com outra pessoa. Eu nunca me senti como se eu me abrisse mais vulnerável no caminho, íntima, e o fato de eu conhecer Cole não até duas semanas não importava. 159


Tudo o que importava era a maneira como ele me segurava e seus olhos me diziam o quanto ele me queria. Tenho certeza de que os meus diziam a mesma história. Agora, foi menos de querer que ele seja meu. Tratava-se de eu querer ser dele. O nuance sutil não devia mudar o pensamento, tanto quanto o fez. Não era sobre o desejo de possuir, era sobre o desejo de ser reclamado. Eu queria que Cole Carson tivesse uma reivindicação de mim e que não poderia ser realizada enquanto Logan mantinha essa distinção. Eu não poderia ter os dois, tanto como eles não poderiam ambos ter a mim. Eu tinha que escolher, e logo em seguida, a escolha foi fácil. —Então? — Cole olhou para mim com o rosto um desafio inteiro de emoções. Fome, excitação, desejo, mas o que ficou mais evidente foi a presunção em seu sorriso. —Então? — Eu repeti, revirando os olhos. —Como você não está absolutamente regozijando no que você fez para mim. Você não precisa de uma descrição para saber que você... — Eu atrapalhei a palavra certa. Eu realmente precisava superar minha fala puritana complexa e cuspir essas palavras sujas para fora. Cole não era do tipo que se importa. Na verdade, isso provavelmente iria transformá-lo.

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—Isso, eu balancei seu mundo. — ele inseriu, seu sorriso levantando um par de entalhes. —Que eu fiz você gritar tão alto que estou preocupado que você possa ter acordado metade da cidade? Eu fiz uma cara, como estava considerando estas sugestões. Então eu empurrei a minha puritana para o lado e coloquei uma perna em torno dele e puxei-o até que ele estava em cima de mim. Eu ajustei minha posição abaixo dele, até que eu podia senti-lo duro entre as minhas pernas. Seu corpo balançou levemente contra o meu e eu gemide novo. Eu ia desmoronar tudo de novo se ele mantivesse isso. —Eu estava pensando mais ao longo das linhas que você me fez tão forte que eu quis que você pudesse ter estado dentro de mim para sentir isso. Eu não tinha certeza de qual rosto parecia mais chocado: o de Cole ou o meu. Eu acho que quando você remove o filtro puritano da Elle Montgomery, ela tinha uma mente e boca suja. Segurando minha outra perna em torno de Cole, eu balancei contra ele novamente. Desta vez, eu deslizei meu calor para baixo em seu comprimento. Seu corpo tremeu antes de seus ombros ficarem rígidos. — Foda-se. — ele respirou, tentando libertar-se do meu braço assassino e pernas presas.

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—Onde você pensa que está indo? — Eu disse, sorrindo para ele. Seu rosto era tão torturado como eu sabia que o meu tinha sido minutos atrás. Sabendo que eu poderia fazer Cole sentir os tipos de coisas que ele me fez sentir fez-me sentir poderosa de uma forma que eu nunca tinha conhecido. —Eu preciso pular naquela água e acalmar minha merda de novo — disse ele, apertando os olhos juntos quando eu deslizo nele novamente. —Ou então eu vou rasgar essas calcinha e ter você, aqui e agora. Eu engoli o calor chegando na minha garganta do meu estômago. —Por que saltar para a água gelada de novo quando eu estou aqui? — Eu contraí meus quadris com força contra os seus. Sua careta se aprofundou, como se isto estivesse realmente causando-lhe dor física. —Venha. — eu respirei. —A água está ótima. Quem era essa pessoa e, o que ela tinha feito com a doce e inocente Elle Montgomery? —Foda-se, Elle. — Cole assobiou entre os dentes. —Você poderia parar de transar comigo através de nossas roupas antes de eu arrancar nossas roupas e fazer a coisa real para você? Do jeito que eu estou agora, não há nenhuma maneira que eu poderia ser gentil. Eu quero fazer com você muito duro e você ficaria ferida por uma semana e eu nunca me perdoaria se fosse essa a maneira que 162


fizéssemos na nossa primeira vez. Eu preciso ter cuidado com você. Serei cuidadoso com você. — Seus olhos se abriram lentamente. Eles pareciam menos torturados, mas apenasum pouco. —E eu não vou fazer sexo com você quando você pertence a outro homem. Isso não é negociável. Eu estava tocada, e estava uma espécie de irritada, também. Eu tinha ouvido falar bastante em festas de pijama e sabia que perder sua virgindade não era exatamente uma experiência agradável, mas agora, com a maneira como meu corpo estava pulsando de novo por algum tipo de alívio, eu não me importava se isso machucaria ou se ele não seria gentil comigo. Eu queria que ele sentisse a mesma versão do que ele tinha me dado. Eu queria fazê-lo sentir as coisas que ele me fez sentir. A muito não pudica me veio com uma ideia. Se ele era inflexível sobre não ter sexo hoje à noite, havia outras maneiras de ajudar um cara. Certo? Eu sabia que havia, apesar de eu nunca ter participado ativamente de qualquer uma. Logan teria explodido uma junta se eu ainda tentasse roçar sua ereção, ele tentou se esconder quando fizemos... Deslizando minha mão em torno do estômago de Cole, abaixei para o botão de sua bermuda. Eu puxei-o livre antes de abaixar o zíper. Para ter apenas uma mão e sendo esmagada debaixo dele,

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você teria pensado que eu era uma especialista no que estava prestes a fazer. —Elle? Talvez ele fosse dizer outra coisa, mas ele foi abruptamente cortado quando minha mão mergulhou em seu calção e agarrou-o com firmeza. —Você se toca? — Eu repeti a pergunta de volta para ele, mordi o lábio para ele assistir, e deslizei a mão para baixo no comprimento dele. Ele gemeu tão alto fora da minha orelha, tocou meus tímpanos. —Você se toca? — eu perguntei, encontrando um ritmo que ele parecia gostar mais. Mais lento do que rápido, mais firme do que solto. Esta foi a primeira vez que eu já senti a... virilidade de um cara e isso me excitou como nunca pensei que tocar um faria. Era suave ao mesmo tempo em que era duro. Sedoso ao mesmo tempo áspero. —A cada maldito dia, Elle. — ele ofegou, flexionando os quadris na minha mão, me guiando como eu imaginei essa coisa toda. Era muito mais fácil do que eu pensava. —Mas a partir de agora, será o seu rosto que eu imaginarei quando fizer. Suas palavras e a velocidade de seus quadris balançando na minha mão, tinha me feito deslizar minha mão em minha calcinha. 164


Cole deve ter sentido ou visto o que eu estava fazendo para mim, porque ele amaldiçoou sob sua respiração novamente antes de bombear contra mim ainda mais rápido. Eu tinha outra pergunta para lhe perguntar, no segundo em que ele me pediu, mas eu nunca tive a chance de perguntar. Nós dois viemos em torno do outro, os nossos gritos perdidos pela noite tranquila.

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Cap tulo 7 i

A

lgum tempo depois que nós dois conseguimos recuperar o fôlego, Cole envolveu-me apertado em seus braços, sussurrou algumas coisas doces - e

algumas um pouco mais sujas também - antes de cair em sono profundo, muito possivelmente mais conhecido como de homem recém-saciado. Eu tentei manter a culpa na baía, para manter o remorso de sabotar-me, mas eram adversários poderosos. Nem mesmo cinco minutos depois que o peito de Cole estava caindo para cima e para baixo de maneira uniforme no sono quando senti a culpa,ou o remorso, ou ambos, rompendo minhas defesas. Quando fizeram, eles quase me aleijaram. Tudo o que eu podia pensar era como eu tinha traído Logan, meu pai, toda a maldita cidade se você realmente pensar sobre isso. A namorada do menino de ouro o tinha traído. Sim, se fôssemos técnicos, Cole e eu não tínhamos feito a escritura exata, mas o que tínhamos acabado de fazer não era exatamente um beijinho inocente no rosto também. Eu tinha enganado por alguma definição da palavra e, quando o rosto de Cole aninhou mais fundo em meu pescoço, me fazendo suspirar 166


com contentamento, apesar da culpa, eu sabia que ainda estava traindo Logan. Engano não era apenas físico. Na verdade, eu diria que o tipo mais perigoso era emocional. Eu poderia ter apenas tido Cole vindo ao redor da minha mão, mas essa não era a única maneira que eu queria. Eu não só quero que ele seja o menino que eu escapei fora com a troca de ações pouco impertinentes, queria que ele fosse o menino que um dia quisesse colocar esse anel de compromisso em meu dedo. Eu queria que Cole fosse o cara que eu andaria pela cidade com a minha mão na sua. Eu queria que Cole fosse a pessoa que o meu pai olharia como se ele não pudesse fazer nada errado. Eu queria muito. Tanto que eu nunca poderia ter. Eu tinha de pensar, resolver 10.000.000 de coisas que não podiam ser classificadas. Mas eu tinha que tentar. Só porque eu estava com Logan hoje não significa que tinha que estar com ele amanhã. Se eu decidir que Cole era realmente o que eu queria jogar, então eu tinha que colocar a minha aposta e não me encolher quando os dados lançados chegassem a uma parada. Logan. Cole. Elle. Nenhuma equação funcionava quando todos nós estávamos à parte dela. Eu tive que deixar um vão. Eu sabia quem eu queria deixar ir, mas eu não tinha certeza se era impulso e abandono

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falando ou se era, sem dúvida, o meu coração me mandando escolher o cara enrolado em volta de mim que eu conheço por um punhado de dias. Então, eu tinha um monte de coisas para pensar e assim como muitas decisões a tomar. As primeiras coisas primeiro, porém, eu tinha que chegar em casa. Tinha que estar perto, se não já era, de depois de meia-noite. Pai iria libertar os cães de caça em breve, juntamente com a chamada de todos os residentes da lista telefônica, se eu não chegar em casa. Só porque eu sabia que Cole não teria notado se eu enfiasse a língua em sua orelha, pressionei um leve beijo em sua testa depois trabalhei meu caminho para fora dos seus braços. Recuperei meu sutiã e blusa do chão e deslizei para eles, enquanto continuava a busca de minhas sandálias. Eu finalmente encontrei-as perto da água, descansando ao lado de seus tênis. Estudei o rosto pacífico de Cole por alguns segundos antes de me fazer começar a posição para o jipe. Ele estava feliz, mesmo durante o sono, e isso me fez sorrir ao perceber que tinha sido eu a colocar essa felicidade em seu rosto. Quanto mais longe eu ficava de Cole, mais meu peito latejava. Eu sabia que algo estava jogando prováveis peças em mim, mas na hora que eu tinha feito isso dentro do jipe, não conseguia me decidir

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se o meu coração estava mais perto de quebrar ou parar. Ou teria quase preferidoa dor. Antes de eu correr de volta para ele e me aninhar ao seu lado, eu dei partidano jipe e fui para casa. Eu podia ver as luzes brilhantes de cada janela antes que eu estava há metade de um quarteirão de distância. Papai estava acordado. Esperando por mim. Garantia de estar irritado além do reparo para mim por ter vindo tão tarde, desligando meu telefone, e não tendo boa explicação. Não havia nenhuma maneira, se eu queria viver para ver o amanhecer, de admitir ao meu pai com quem eu tinha estado e o que eu tinha feito com ele. Mesmo um pai frio não teria sido bem com isso, e meu pai não poderia ter sido menos ‚frio‛. Parei em frente à porta para colocar o meu cabelo de volta para o meu rabo de cavalo padrão e garantir que minha blusa e saia não pareceriam que tinham acabado de ser rasgadas, amassadas ou sujas. À exceção de uma mancha de sujeira no decote da minha blusa, eu estava tão ajeitadacomo poderia estar. Minha chave mal tinha clicado na fechadura antes de ouvir passos expandindo do papai vindo em direção da porta. —Não, ela está em casa. — A voz do pai era tão florescente. Eu não ouvi as

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vozes de outros, então ele devia estar no telefone. —Obrigado, Logan. Maravilhoso. Ele esteve no telefone com meu namorado, sem dúvida perguntando se Logan sabia onde eu estava. Muito por ter um pouco de tempo para decidir quem dizer o que. Logan pode não vir me perguntar nadaesta noite, mas ele estaria em torno de mim na primeira oportunidade na parte da manhã. —Onde você esteve,Elle Marie Montgomery? — Papai ainda estava segurando o telefone quando ele abriu a porta. Sua testa estava definida e todo o seu corpo estava tenso com raiva, mas seus olhos estavam cansados. Mamãe tinha morrido 14 anos atrás, mas o pai tinha envelhecido 50 anos nesse prazo. Ele tinha envelhecido outros 10 esta noite. —Eu esperava você em casa quase duas horas atrás. Baixei a cabeça um pouco enquanto entrei. Através de todos os seus defeitos arrogantes, eu amava meu pai e não tinha intenção de enviá-lo ao longo da noite a um penhasco preocupação. —Desculpe, pai. — eu disse. —Eu meio que perdi a linha de tempo. — Porque eu estava ocupada tocando um homem e tendo-o me tocando de uma forma que me fez perder todo o senso de tudo, principalmente de tempo. —Onde está o seu telefone? — Ele exigiu.

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—Na minha bolsa. — sussurrei. —Então, por que você não respondeu quando eu, Logan, sua avó M, e todos os outros que eu liguei para ver se eles sabiam onde você estava, ligaram? — Ele não estava gritando, mas o tremor em sua voz revelava o que queria. —Eu desliguei. — eu respondi, ainda não sendo capaz de olhá-lo nos olhos. —Por que no mundo você teria desligado o telefone celular tarde da noite quando a sua família e amigos pensaram que você tinha desaparecido? Porque eu não queria ser lembrada de amigos ou família esta noite. Porque eu queria viver em um sonho por duas horas da minha vida. Porque a realidade que eu estava vivendo não era o que eu queria. Porque... Eu era uma mulher com 18 anos de idade, que poderia fazer o que quisesse sem ser tratada e repreendida como uma criança. Esse último ‚porque‛ foi o que obteve o meu sangue perto de ebulição e o que retruquei. —Eu desliguei meu celular porque eu quis. Eu queria ter um par de horas para mim mesma em que eu não iria receber uma maldita ligaçãoa cada dois segundos, se eu não estava fazendo o que todo mundo espera que eu faça. — Eu não estava gritando também, mas eu tinha o mesmo tremor em minha voz. Tal pai, tal filha. —E onde eu estava, eu não estava em falta. —

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Eu marchei até as escadas, tanto envergonhada quanto orgulhosa por defender-me do meu pai. Fazendo uma pausa no topo da escada, olhei para trás para ele. Ele estava olhando para mim como se não tivesse certeza de onde sua filha estava. —Eu não estava perdendo nada. Depois de me trancar sempre dentro do meu quarto, fiquei esperando meu pai vir estoura através da porta para anunciar que eu estava de castigo até o dia em que se tornasse cinza. Ele nunca fez, no entanto. Na verdade, eu me arrastei para a cama e adormeci antes de ouvi-lo subir as escadas para ir para a cama sozinho. Adormeci naquela noite pegando direto de onde Cole e eu tínhamos deixado em meus sonhos.

ACORDEI tarde naquela manhã seguinte, graças ao fato de o meu telefone estar ainda fora de forma então o meu alarme não estava lá para me ajudar a subir e brilhar para o meu turno de café da manhã no restaurante. Eu raramente trabalhava nos cafés da manhã, almoços de domingo especialmente, porque eu deveria sentar-me na linha da frente com Logan e sua mãe, enquanto seu pai dava o sermão, mas eu preenchia quando necessário.

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Normalmente eu temia ir fechar e abrir na manhã seguinte, mas depois de Cole e meu ‚rolar na sujeira‛ na noite passada, eu estava certa de que explodiria em chamas, se eu ainda tentasse entrar por aquelas portas da igreja hoje. Por algum milagre se as chamas não tivessem me atingido, teriam, em seguida, quando me sentasse ao lado de Logan e ele passasse o braço sobre meus ombros depois de me dizer o quão bem eu parecia. Pelo menos o calor que sentiria no restaurante viria da cozinha. Graças por acordar tarde, eu tinha que tomar banho em tempo recorde e deslizar para a primeira peça de roupa que eu coloquei minhas mãos no meu armário. A namorada vestida no decote de verão. Talvez não desgaste garçonete ideal, mas era leve e confortável... e rápido. Eu estava vestida e desci as escadas em menos de um minuto. O papai não estava em lugar nenhum por perto quando cheguei lá embaixo e eu não ia parar para olhar para ele. Eu estava atrasada, mas estava mais ansiosa para não vê-lo depois da conversa não tão construtiva da noite passada. Até o momento eu puxei para o restaurante, eu tinha 15 minutos para chegar ao lugar pronto. Era uma coisa boa que eu tinha meus Keds confortáveis, porque nunca tinha me movido tão rápido na minha vida. O cozinheiro do café da manhã, Sid, manteve assobiando na minha velocidade impressionante. 173


—Se eu não conhecesse melhor, apostaria meu salário que alguém teve sorte na noite passada. — Sid falou quando fui destravar a porta da frente. Graças a Deus eu estava de costas para ele então ele não podia ver o vermelho drenar no meu rosto. — Porque você tem uma mola em seu passo que eu nunca vi antes, Elle. —É chamado de acordar sem ressaca, Sid. — Eu liguei para ele. —Ao contrário da forma como algumas pessoas acordam todas as manhãs de sábado e domingo. —Oooh, atrevida também. —

Sid respondeu. —Você

definitivamente teve sorte. Depois de abrir a porta, eu estava indo para a sala de descanso para pegar meu telefone e, finalmente, ligá-lo para que eu pudesse enviar textos para Cole. Eu tinha adormecido tão rapidamente na noite passada que não tive mais do que alguns minutos para resolver as coisas, mas ele ainda não sabia que eu gostava dele. Eu gostava dele de uma maneira que estava mudando mais de gostar para a palavra com ‚a‛. Eu queria que ele soubesse que eu estava pensando sobre ele esta manhã e minha fuga da cena na noite passada não foi porque eu nunca quis ver ou ouvir falar dele. —É melhor você trazer sua bunda sortuda aqui fora, Elle! — Sid gritou de volta para mim. —As mesas estão enchendo. E enchendo-se rapidamente. 174


É claro que elas estavam. Suspirando, eu apertei meu avental e voltei para a sala de jantar. A primeira chance que eu teria ligaria para Cole. Enviar textos era uma espécie de qualquer maneira fraca depois do que aconteceu ontem à noite, e eu estava praticamente morrendo de vontade de ouvir sua voz. O café da manhã de domingo saiu dos portões com um estrondo. Nós realmente deveríamos ter tido dois servidores nos dias de hoje, mas com uma onda de energia pouco de mim e um pouco de paciência extra dos clientes, todo mundo teve seus crepes de maçã e baunilha ou crepes de Andouille salsicha e cebola caramelizada em tempo hábil, sem me deixar cair uma única ordem. Isso quase mudou quando a porta abriu e me surpreendeu quando o próximo conjunto de clientes entrou. —Cuidado. — o primeiro dos três jovens na frente, com um sorriso em meu caminho. Isso foi o suficiente para tirar-me do meu estupor e ir direto a bandeja de crepes antes que caísse no chão. —Sim. — o cara no final com um rosto familiar, mas um tom estranho, disse. —Você não gostaria de fazer uma confusão ainda maior das coisas. — Cole esperou por mim para olhá-lo nos olhos, e quando eu fiz, desejei que não tivesse. Aqueles seus olhos verdeazul eram escuros e só escureceram mais quando eles ficaram estreitos.

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Meu estômago caiu. Cole estava olhando para mim como se me desprezasse, como se o que tínhamos compartilhado ontem à noite não significasse nada. Fez-me grata que eu não tinha comido o café da manhã ainda. Ele não disse mais nada, só passou por mim e deslizou para dentro da cabine, onde os outros dois caras sentaram. Enquanto eu coloquei os crepes na frente de uma mesa de fregueses, quebrei a cabeça para o que eu poderia ter feito ou dito para fazer Cole tão chateado. Sim, eu escapei dele na noite passada, mas não parecia ser isso motivo pra tanto. Especialmente não garantindo esse olhar que ele tinha me dado. Não foi como se eu tivesse ido embora porque nunca queria vê-lo novamente. Eu precisava chegar em casa antes que a vida como eu conhecia chegasse ao fim. Havia Logan, claro. Eu sabia que Cole não ficou muito feliz com esse conceito todo, mas não parecia impedi-lo ontem à noite. Então o que era? Refleti sobre o que, enquanto eu recarregava café para o resto das minhas mesas. Eu estava protelando porque eu não estava olhando para frente andando até a mesa de Cole e seus amigos e agindo como se nada tivesse acontecido, fingir que ele não tinha as mãos em lugares que nenhum outro cara tinha diante dele, e

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imaginando que esse olhar não significava que ele iria me odiar até seu último suspiro. Inalando uma dose de coragem, fui até a sua mesa. Cole não iria olhar para mim. Eu não teria pensado que ele estava ciente de mim, exceto que o seu corpo inteiro ficou rígido quando eu falei. —Vocês estão prontos para pedir? — Não é exatamente minha saudação amigável, mas eu estava nervosa. —Nós nem sequer temos o cardápio ainda. — o cara sentado na ponta da cabine disse. Ele se sentou em frente de Cole e ao lado do outro cara que... parecia idêntico a ele. Perguntar se eles eram gêmeos teria sido uma questão desperdiçada. —Nós não temos cardápios. Servimos dois crepes diferentes a cada dia. Hoje, os doces e salgados estão listados lá no quadro. — Eu apontei para a parede oposta e tentei focar no cara fervendo em silêncio diante de mim. Eu juro que você teria pensado que ele estava recebendo as unhas dos pés com um alicate puxando a partir do olhar torcido em seu rosto. —Espera. — o outro gêmeo falou. —Você é um restaurante que serve apenas duas coisas que mudam todos os dias? Não era isso o que eu disse? —Sim.

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—E o que diabos é um... crepe? — O primeiro gêmeo perguntou, estudando o quadro-negro com os olhos apertados. —Como uma fina panqueca francesa que derrete na boca. — eu desfiei, tendo dito um milhão de vezes antes. Qualquer tipo de cozinha até um pouco fora do comum demorava um pouco para se acostumar em torno destas peças. Complete com explicação de um leigo. O gêmeo contra a parede me deu um sorriso malicioso. —Eu nunca ouvi falarem de alimentos de uma forma tão sexy — Ele balançou as sobrancelhas — vindo da boca de uma garçonete muito sexy também. —Matt. — Cole finalmente falou —Cala a boca. Matt

enfrentou

beliscado

com

a

confusão.

—Você

simplesmente continua ficando irritado por minuto, Carson. Por que você não se encontra em um local para enroscar e tirá-lo do seu sistema? Um canto da boca de Cole contraiu. —O enrosco ou quase enrosco de moradores locais é o que me fez ‚irritado‛ em primeiro lugar. —disse ele, sacudindo um rápido olhar no meu caminho. Foi todo de gelo. —Mas eu estou prestes a passar de irritado para completamente chateado se você não calar sua boca.

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—Perdoe meu amigo... — Matt acenou com a mão, inspecionando meu vestido. Achei que ele estava à procura de uma etiqueta com nome, apesar que sua inspeção não foi breve. —Elle. — eu disse, cruzando os braços. Matt continuou a olhar para o meu peito, me fazendo todo tipo de incômodo. Matt piscou. —Perdoe meu amigo, Elle. — repetiu ele. —É o tempo do mês. Simplesmente ignore-o. — Isso não era de nenhuma maneira possível. Ignorar Cole era como tentar ignorar um fogo de artifício saindo a seis centímetros de seu rosto. —Mas eu... — seu sorriso esticou, —Eu não acho que eu poderia deixar você me ignorar, mesmo se você tentasse. Cole fez uma espécie de grunhido baixinho. Eu tinha clientes que necessitavam de recargas, pedidos que precisavam correr, e novas encomendas a tomar. Cada segundo que eu ficava aqui, eu tinha 10 segundos em atraso. Estar perto de Cole quando ele estava neste tipo de humor negro não era o que eu descreveria como agradável, mas era melhor do que estar longe dele. Então eu fiquei e joguei junto com Matt desde que o cara que eu queria falar parecia que preferia ignorar-me pelo resto do tempo. —Eu não sei. — eu disse. —Eu sou realmente boa em ignorar as pessoas.

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Matt riu, sorrindo mais amplo porque eu tinha tomado a isca da conversa. —Sim, sim, você é. — Eu tinha de olhar para confirmar que a voz dura estava vindo de Cole. —Ignorar, evitar, fugir no meio da noite... —Hey, Sr. TPM. — Matt disse, golpeando o ar em direção de Cole. —Pare de interromper com seus resmungos. Estou tentando fazer uma impressão. Se olhares pudessem matar, Matt teria ido em sua próxima vida também. —Meu nome é Matt Johnson. E sim, o último nome é um indicador de quão impressionante... — as sobrancelhas completaram os espaços em branco — o meu é. No caso em que você esteja se perguntando qual dos gêmeos é melhor, deixe-me dividi-lo para você. Eu dirijo uma caminhonete mais agradável, sou o mais bonito — ele avaliou seu irmão gêmeo idêntico e enrolou seu nariz — obviamente, e meu pau é maior, também. O gêmeo de Matt apontou o cotovelo em suas costelas. —Isso não é o que a sua última namorada disse. Matt ignorou seu irmão voltando. —Oh yeah — disse ele, sorrindo como o diabo, — e eu salto da porra de aviões para salvar doces bebês Bambi de subirem em chamas. 180


Esse cara era divertido. Eu dei a ele uma pontuação elevada para isso, mas ele não estava em forma, o que me atraiu. Quando olhei para quem eu estava atraída, gritante, os punhos cerrados, raiva rolando fora dele em ondas, me perguntei se eu precisava reavaliar o que me atraía. —O seu ponto? — Eu perguntei, meneando a cabeça para o lado. Matt inclinou a cabeça para trás para mim. —Você quer foder algum dia? Eu estou livre esta noite. Os braços de Cole voaram sobre a mesa e agarraram o colarinho de Matt antes que eu pudesse gritar de surpresa. O nariz de Cole era tudo, mas soltandofumaça, mas Matt apenas olhou ligeiramente intimidado. Isto deve ter sido uma ocorrência regular entre os dois. —Droga, Matt. Cala a boca. — disse Cole, empurrando Matt de volta contra o estande rígido. —Ou então eu vou cortar suacalha, enquanto você está dormindo. —Sensível. — Matt murmurou, ajustando o colarinho e jogando um pacote de açúcar para o peito de Cole. —O que é que tem o seu macacão em um grupo? Os olhos de Cole jogaram para mim e isso era todo o necessário para Matt.

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—Puta merda! Bem feito, Carson. Por que você apenas não me disse que você apostou a sua reclamação? — O braço de carne de Matt alcançou através da mesa e bateu para baixo no ombro de Cole. Cole escovou a mão de Matt longe. —Eu não apostei uma reclamação sobre ela. — disse ele. —E eu não quero qualquer uma. Eu não quero nada dela. — Aqueles olhos escuros puxaram para trás para mim, e o olhar neles, combinado com as palavras pejorativas, tinham me afastado. —Ei, simplesmente ignore estes dois. Este é sempre um burro. — o gêmeo tranquilo finalmente falou, pegando o polegar na direção de seu irmão. —E este tem estado em um humor incrivelmente ruim durante toda a manhã. — Ele sorriu para mim. Embora ele e Matt fossem gêmeos, seus rostos pareciam totalmente diferentes quando sorriam. —Antes de fugir e não voltar por causa da ducha sentada à minha direita e o idiota diante de mim, você levaria nossos pedidos? Eu balancei a cabeça, mas me recusei a olhar na direção de Cole. A maneira como ele me tratou foi especialmente dolorosa depois da noite passada. —Você poderia nos trazer três cafés e três crepes? Qualquer um que você achar que é o melhor?

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Eu balancei a cabeça novamente, dando mais um passo para trás. Eu podia ver, a partir do canto do meu olho, a cabeça de Cole virando meu caminho. —E eu sou Liam, a propósito. Dani disse para lhe dizer oi. — Dessa vez, seu sorriso foi emparelhado com uma leve coloração nas bochechas. Eu não tinha certeza se isso era porque ele foi ferido com Dani ou por causa das coisas desagradáveis que ela provavelmente fez com ele, mas fiquei impressionada. Por uma vez, Dani definitivamente tinha escolhido o melhor de dois irmãos. —Eu vou trazer seus cafés certamente. — eu disse, indo em direção à estação de bebida. —Nós não vamos segurar nossas respirações. — Eu ouvi dizer Cole depois de mim. Girei em meus calcanhares. Agora, isso estava começando a ser demais. Eu não sabia o que tinha feito para merecer tal desdém, mas eu estava ficando cansada disso. Especialmente quando parecia que ele me procurou apenas para que ele pudesse despejar grosserias. —Você sabe, apenas no caso de você esquecer-nos quando você virar as costas e ir embora. — Tudo o que eu estava prestes a pular de volta foi afogado na esteira dessas palavras.

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Tentando manter-me calada, eu marchei para servir três cafés. A mola no meu passo foi muito longe. Nenhum de nós falou quando eu deixei cair os copos de café na frente deles, não Liam dizendo obrigado por todos eles e o olhar de Matt fora para meu decote quando eu me inclinei para colocar o seu na frente dele. Cole ficou em silêncio. Pelo menos verbalmente ficou, mas o seu corpo e os olhos diziam muitas coisas duras que eu não podia correr para longe com rapidez suficiente. Depois de colocar seu pedido com Sid, corri pela sala de jantar, tentando alcançá-lo. No momento em que Sid tinha o pedido dos rapazes pronto, a maioria dos clientes foi embora do café da manhã ou sobre a sua saída. Eu perdi a distração de um restaurante completo fornecido. Recusando-me a olhar para qualquer lugar, mas na parede atrás de sua mesa, eu carreguei seus crepes em todo o restaurante. Depois de instalar os pratos em posição, eu perguntei:—Posso arranjar-lhes mais alguma coisa? —Tem sido alguns dias desde que eu tive um boquete.— Matt saltou, olhando para mim com expectativa. Outro cotovelo nas costelas vindo de Liam. —Não, estamos bem. Obrigado, Elle. Atirando um olhar rápido em Matt, virei e fui embora. Eu não queria visitar a mesa novamente. O projeto de lei estava em mim.

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Basta comer, sair e parar de fazer-me sentir como se eu tivesse cometido o pior crime conhecido pelo homem. —Eu acho que você pode ter se esquecido de mim. — A voz de Cole percorreu o restaurante quase vazio. —Não é a primeira vez, eu sei, mas ainda assim... Girando em torno de volta, olhei para o espaço vazio na mesa em frente a ele, depois dei de ombros. —Mas você não acabou de mencionar que você não queria nada de mim nunca mais? — Eu disse, verificando a lanchonete para me certificar de que ninguém estava prestando-nos atenção. —Parece que estamos fora de um bom começo, então. Liam teve a decência de esconder o seu sorriso, mas Matt explodiu em gargalhadas. —Whoa. Carson. — Ele apertou o braço de Cole. —O que aconteceu entre vocês dois, porque, por favor, pelo amor de Deus, se e quando vocês dois tiverem algum sexo selvagem em curso, me ligue para que eu possa obter o vídeo da câmera Rollin. Meu pequeno sorriso de vingança caiu quando Cole olhou para mim. Ele estava sorrindo, mas não era o tipo cordial e acolhedor. —Nada. — disse ele, olhando para longe de mim como se nunca quisesse olhar para mim de novo. —Nada aconteceu entre Elle e eu. Um monte de nada.

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Eu corri para o quarto dos fundos antes da primeira lágrima cair e eu fiquei lá até muito tempo depois da mesa na parte de trás estar vazia.

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Cap tulo 8 i

A

s noites de domingo no verão. Era noite de hoje na pista de boliche. Logan e eu tínhamos ido em nosso primeiro encontro lá, e ao longo dos dois últimos

verões, o grupo cresceu de dois para cerca de 20. A maioria eram amigos de Logan do ensino médio e do beisebol, mas Dani normalmente marcava junto também. Se ela não tinha outro lugar para estar. Ou qualquer coisa para fazer. Depois que o meu expediente no restaurante tinha terminado, eu fui até o meu jipe que iria me levar em alguma estrada, então saí e caminhei até que a minha mente estava vazia. Demorou um pouco antes de eu chegar àquele sentimento de vazio hoje, mas que não era muito de uma surpresa depois de tudo que havia acontecido. Eu tinha conseguido despistar o papai após voltar para casa para tomar banho e me trocar, e pelo tempo que eu puxei para o estacionamento da pista de boliche, os benefícios terapêuticos de caminhar de três milhas haviam desaparecido. Eu tentei não pensar nos olhares e nas palavras de Cole de manhã, mas eu não conseguia me concentrar em qualquer outra coisa.

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Meu estômago doía. Meu coração doía. Minha cabeça doía. Eu poderia curar o estômago e dor de cabeça com bastante facilidade, mas não sabia de uma maneira rápida de corrigir uma dor no coração. Dizendo-me para colocar em minhas calcinhas de menina grande e me aquietar, entrei na pista de boliche. Tanto quanto eu queria enrolar na minha cama, não poderia evitar Logan mais. Depois de ‚falta de Elle!‛ todo o fiasco na noite passada, eu tive sorte que pude tranquilizá-lo sobre o telefone quando ele ligou depois da igreja. Ele tinha cerca de um milhão e uma perguntas para mim, mas depois de dizer que eu estava bem milhões e uma vezes, ele se acalmou e me desligou o telefone quando eu disse que tinha que voltar para o trabalho. Ele queria que ficássemos juntos depois do meu turno, mas eu lhe disse que tinha planos. Ele deixou ir e disse que estava ansioso para me ver hoje à noite. Ele estava ficando desconfiado. Enquanto isso me irritava, ele estava certo de estar. Eu deixei um homem que me odiava hoje me tocar na noite passada em formas que Logan não teria sequer sonhado. Eu estava quase convencida de que eu nunca queria ver o rosto de Cole Carson novamente, mas depois me lembrei do jeito que tinha olhado o primeiro dia que nos conhecemos no lago e eu

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sabia que ia morrer de uma morte lenta se eu nunca visse isso novamente. Logan, Dani, um punhado de seus companheiros de equipe, e mais um punhado de meninas com quem nós ou graduamos ou fomos para a escola estavam rindo e amarrando os sapatos, ocupando metade da pista de boliche. Revirei os ombros para trás e pretensa vida foi ótimo. Eu nunca tinha sido mais feliz ou mais confiante com o rumo que estava tomando. Sim. Esse impulsionador de confiança fracassou o plano. Logan notou-me primeiro quando eu fiz o meu caminho para a multidão. Ele deu um tapinha no cara que ele tinha falando com o braço e veio em minha direção. Seus braços já estavam abertos antes que ele fez metade do caminho. —Hey. — ele disse, perecendo preocupado quando puxou-me para perto. Aqueles braços familiares, aqueles que eu senti ao meu redor centenas de vezes, não decepcionaram. Eu me derreti com ele um pouco e empurrei as diferenças na forma como Cole segurou-me de lado. Isso era tudo de qualquer maneira um ponto discutível. — Você não parece tão bem. — ele sussurrou, esfregando o meio das minhas costas.

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—Eu não me sinto muito bem. — eu respondi, enterrando minha cabeça mais fundo em sua camisa. Inalando aquele cheiro familiar de sabão e de couro. Não importava quantas vezes Logan tomasse banho, ele sempre cheirava um pouco como o couro de sua luva de beisebol. —Você quer falar sobre isso? Eu queria. Eu não queria. Mas eu precisava. —Sim. — eu disse. —Talvez mais tarde? Logan assentiu. —Tudo bem. Sempre que você quiser. Poderia muito bem tirá-lo hoje à noite no aberto. O que eu tinha feito com Cole, a tola que eu tinha sido ao pensar que essa coisa era tão profunda, de abalar a terra entre nós. Não importa se eu queria casar com Logan ou cancelá-lo amanhã, eu precisava dizer a ele. Ele merecia saber a verdade. Eu não me deixei pensar sobre as repercussões de dizer-lhe. Eu teria sido paralisada se eu pensasse, então apenas foquei em um passo de cada vez. —Eu estava tão preocupado com você na noite passada quando seu pai ligou. — Seus braços se apertaram em torno de mim.

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—Eu sinto muito. Eu não queria perturbar ninguém. — Isso era verdade. No entanto, minhas ações contaram uma história diferente. —Onde você estava? — Perguntou ele. —Eu procurei em todos os nossos lugares normais. Eu estava indo em direção ao lago velho na terra de sua avó M, quando seu pai ligou e deixou-me saber que você conseguiu voltar. Isso teria sido o ideal da pior forma possível. Logan tropeçando em um Cole seminu, dormindo, exigindo saber se ele tinha visto a sua namorada, Elle Montgomery. Cole sorrindo para ele com um sorriso sonolento e dizendo algo sobre como ele tinha visto recentemente. Ela tinha acabado de estar enrolada em volta dele gemendo seu nome. —Eu só precisava... fugir. — respondi-lhe. —Do que? De você foi a minha resposta instintiva, mas não era só dele. Eu queria ficar longe de mim, também. Da pessoa que eu me tornei graças ao deixar todo mundo tomar as decisões na minha vida. Quanto mais tempo o meu pensamento ia por esse caminho, mais perto que eu tenho de chorar. Quanto maior a culpa pesava para baixo em minhas costas. O mais perto que eu tenho que lhe

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dizer onde estava ontem à noite e, mais importante, o que estava fazendo. Eu estava prestes a abrir a boca quando um dedo cutucou meu ombro. —Eu diria a vocês dois para obter um quarto se eu realmente pensasse que vocês o usariam da maneira que foi feito para ser usado. — A voz de Dani era inconfundível. —E abusado. Eu ouvi a sobrancelha subir em sua voz, prontamente seguida por um longo suspiro de Logan. Ele tolerava Dani porque ela era minha melhor amiga, mas era a única razão. Ele não teria dito duas palavras com ela, se não fosse por mim, porque Logan e Dani eram tão opostos como duas pessoas poderiam chegar a ser. E não, a ironia de que a minha melhor amiga e meu namorado eram opostos não se perdeu em mim. —Se importa se eu pedir sua noiva corando por um minuto? — Dani não esperou pela resposta de Logan antes de ela dar em meu braço um puxão rápido. Eu fui com ela porque estava cansada demais para lutar. Eu dei a Logan um ombro apologético, mas sua atenção já estava sendo tomada por um de seus companheiros de equipe. Assim, eu estava esquecida. Ou pelo menos essa é a maneira como isso sentia.

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—Ei, amiga. — disse Dani, isolando-nos para o lado. —Ou eu deveria chamá-la de menina estúpida e idiota? — Quando Dani estava em alvoroço, era melhor deixá-la apenas para tirá-lo do seu sistema. —Por favor, pelo amor das mulheres em todos os lugares, por favor me diga que você não estava prestes a dizer a Logan que você joga com a mangueira de incêndio de um dos smokejumpers novo na cidade? Minha boca caiu. Em algum lugar ao redor na parte da mangueira de incêndio. —Por favor, confirme que você não é estúpida. — disse ela, estalando os dedos na frente do meu rosto quando eu permaneci quieta. —A qualquer hora agora. —Do que você está falando... —Não. — retrucou Dani, parecendo insultada. —Não se atreva a fazer isso comigo. Não jogue o cartão de inocente comigo. Eu sei o que está acontecendo e estou ferida que você pensa que confessando seus pecados para mim eu diria a alguém ou pense menos que qualquer um de vocês. —Liam. — eu murmurei, não tinha tanta certeza que eu era uma grande fã dele mais. —O que foi que ele disse?

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—As coisas que a minha melhor amiga deveria ter sido a única a dizer-me. — disse ela, empurrando meu braço. —Que diabos, Elle? Você começa a ter alguma coisa com um cara tão quente que me faz vir só de olhar para ele, e eu sou a última a saber? — Ela puxou meu braço novamente. —Não é legal. Eu

suspirei,

olhando

para

Logan

rindo

com

seus

companheiros de equipe. Alheio. —Não é a última a saber... Dani suspirou comigo. —Porra, Elle. O que você vai fazer? Eu estudei o rosto de Logan. Realmente o levou dentro. Ele era um homem bom, eu sabia disso, mas ele deveria ser o meu homem bom? —Eu vou dizer a ele. Em breve. —Bom, é hora de você chamar isso livre com o menino zerosex-appeal, — disse ela, enrolando seu nariz. —Mas eu estava me referindo a Cole. O que você vai fazer com ele? Ouvir seu nome machuca meu coração, também. Pensando nele, lembrando-me dele, ansiando por ele, e agora, ouvindo o seu nome. Dor, dor e mais dor. —Depois da forma como ele agiu esta manhã? — Eu quase estremeci lembrando. —Eu vou fazer o meu melhor para evitá-lo. Ele, obviamente, me odeia e não quer ter nada a ver comigo. — Eu mordi o lado da minha bochecha para evitar jorrar. 194


As sobrancelhas de Dani foram ao alto. —Você acha que Cole odeia você? — ela disse, agarrando meus cotovelos e me dando uma pequena sacudida. —Você acha que Cole odeia você. — Dessa vez, não era uma pergunta. Foi mais uma declaração proferida para me fazer sentir como uma idiota. —Não. Eu sei que ele odeia. — Eu olhei para o resto do grupo com saudade. Eu prefiro estar levantando uma bola na pista do que ter essa conversa com Dani bem agora. —Bem, isso confirma, então. — disse ela, batendo no meu rosto. —Confirma o que? — Eu esquivei longe de seu outro lado, quando se mudou para um tapinha na outra face. —Você realmente é uma garota burra, burra. — Sem outra palavra, ela revirou os olhos para mim e marchou para o rack de bolas. Eu olhei para ela enquanto ela tomava seu tempo selecionando uma bola, esfregando algumas de uma forma inapropriada quando alguns dos companheiros de equipe de Logan pararam para verificar ela. Se a bola acariciando não fez isso, a roupa dela fez. Dani tinha aparecido em seu traje padrão: blusa apertada, saia curta, e as normas soltas. Não era que eu tinha vergonha de Dani, não era nada disso. Eu estava com inveja dela. Ela sabia quem ela era, era

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orgulhosa disso, e não deixa ninguém empurrar seu redor. Se alguém não gostava dela, então, esquecia-os. Seguindo em frente. Eu tinha inveja do jeito que ela tinha modelado e moldado sua vida a seu gosto, mas feliz por ela, ao mesmo tempo como sua melhor amiga. Eu sabia que nunca poderia expressar a Logan. Ele teria um infarto se eu lhe dissesse que queria ser mais como Dani, mas era verdade. Eu queria ser mais como Dani, no jeito Elle Montgomery. Qualquer que fosse esse jeito. Os jogos estavam começando, então eu fui para pegar uma bola. Eu estava pensando se eu queria uma bola, rosa claro ou uma azul escura, pesada, quando os cabelos na minha nuca se arrepiaram. Eu senti essa a energia familiar no ar. Eu senti ele. Minha respiração ficou presa no meu peito quando olhei para cima e vi Cole passeando na pista de boliche com alguns de seus colegas smokejumpers. Complete com um bando de meninas que os seguem. Quase uma relação três por um, e Cole parecia ser o favorito, a julgar pelo conjunto de olhos rebatidos das prostitutas brincando ao redor dele. Meu estômago agitou para o que era, possivelmente, a centésima vez hoje. 196


Cole chegou a uma parada brusca quando alguns outros caras continuaram em direção a uma pista um par abaixo da nossa. Seu harém derrapou até parar junto com ele. Encontrando meu olhar, a boca enrolou de um jeito que me fez sentir um pouco fraca e não no bom jeito. Estendendo ambos os cotovelos, Cole olhou entre o punhado de meninas em torno dele e esperou. Ele não esperou muito tempo. Antes que eu pudesse estreitar os olhos, duas meninas tinham se penduradonos cotovelos. Ele atingiu a testa em minha direção. Aquelas sobrancelhas disseram tudo. Você foi apenas um aperitivo. Por que eu deveria me contentar com uma quando eu posso ter cinco? Eu não conseguia desviar o olhar. Cole era um acidente de trem andando e eu não poderia afastar-me. —Hey. — Dani apareceu na minha frente e estalou os dedos. —Ignore o bastardo. Ele quer jogar, você também pode. —Eu não quero jogar. — eu sussurrei. —Ninguém quer jogar. — disse ela, agarrando a bola pesada, escura antes de enrolar o braço pelo meu e rebocar-me de volta às nossas pistas. —Mas jogar o jogo é apenas uma parte do pacote. Ele está tentando te fazer ciúmes. Insanamente ciumenta agora. O que você vai fazer é ignorá-lo e jogar de volta a merda de ciúmes em seu

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rosto. — Ela pegou uma mão no quadril e respirou. Ela estava irritada. Ela estava lutando uma guerra e não fazia prisioneiros. Eu queria dizer a ela que Cole não tinha nenhuma razão para querer me fazer sentir ciúmes. Ele não sentia nada por mim, então por que ele iria sair do seu caminho para me fazer ciúmes? Ele não faria isso. Mas isso estava trabalhando. Especialmente quando ele reclinou em uma das cadeiras de pista e deixou uma ruiva curvilínea ocupar seu colo. Bile subiu na minha garganta. Eu pensei que estávamos em um boliche, e não em um clube de strip, mas ela foi clara e descaradamente dando-lhe uma dança semicolo. —Mostre ao bastardo que dois podem jogar este jogo. — disse ela, atingindo seu dedo na minha cara. —E mostre-lhe que você joga-o melhor. — Agarrando meus ombros, Dani me virou e me empurrou com tanta força que eu cambaleei para os braços da pessoa em frente a mim. —Eu não estava realmente com vontade de boliche de qualquer maneira. — Logan sorriu para mim, envolvendo os braços em volta de mim.

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Minha mente fundiu com a de Dani, tão assustador quanto isso era, e eu sabia o que ela queria que eu fizesse. Isso estava errado, não era o que eu faria, mas eu estava indo para ir com ele. —Eu também não. — sussurrei enquanto eu corria minhas mãos no peito de Logan. Seu rosto não teve a chance de passar para fora com surpresa antes de eu disparar na ponta dos pés e esmagar minha boca contra a dele. Eu deslizei uma mão atrás do seu pescoço e a outra em punhos para o material de sua camisa. Logan ficou tenso no início, ele não estava acostumado a esses tipos de manifestações públicas, mas levou tudo de um segundo de meus lábios movendo sobre os seus para ele relaxar e retribuir. Suas mãos seguraram meu rosto e ele me beijou de volta. Mais duro do que o normal, quase freneticamente. Alguns dos companheiros de equipe de Logan deram algumas vaias, mas Logan não recuou do beijo. Sua língua deslizou até mesmo a costura dos meus lábios antes de nos afastamos um do outro. Logan estava ofegante e seus olhos estavam animados. Este era um lado dele que eu não estava acostumada a ver. Eu quase nunca vi isso. Mas esse beijo não tinha sido sobre Logan, tinha sido sobre Cole. Enrolando meus braços em volta do pescoço de Logan, eu olhei por cima do meu ombro.

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Os olhos de Cole furaram os meus e, se fossem armas, Logan estaria morto aos meus pés bem agora. Eu respirei fundo e não podia olhar para longe dele com rapidez suficiente. Dani tinha razão. Essa sessão pública de jogoscertamente tinha ganhado a sua atenção. Embora a atenção que tinha ficado com ele me fez querer tomar a coisa toda de volta. —Uau. — disse Logan, batendo a ponta do meu nariz. —Eu não tenho certeza do porquê disso... mas obrigado. Eu duvidava que se dissesse a ele ‚o porque disso‛ainda estaria sorrindo para mim como se eu fosse a oitava maravilha do mundo. —De nada. — disse, usando o corpo de Logan como um escudo contra o olhar furioso continuado de Cole. Depois do primeiro flash de assassinato, eu não tinha olhado para ele, mas podia sentir intensamente os olhos da minha cabeça aos meus pés. —Você quer ficar e jogar ou devemos sair daqui? Eu nunca tinha ouvido palavras como essas saindo da boca de Logan. Ele estava sugerindo abandonar seus companheiros e amigos? Ele estava insinuando que ele queria pegar de onde nós apenas paramos um minuto atrás? Ou ontem à tarde?

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O sorriso de lado no rosto sugeriu que ele estava. Eu tinha conseguido despertar o desejo sexual aparentemente adormecido em Logan Matthews após dois anos. O momento não poderia ter sido pior. —Nós provavelmente deveríamos ficar e mostrar-lhes como uma bola valeta adequada é feito. — eu disse, incapaz de olhar em seu rosto expectante por mais tempo. —Sim, provavelmente você está certa. — disse ele. —É uma coisa boa um de nós ser totalmente altruísta. O punhal de culpa só dirigiu mais profundo. Meu sorriso caiu de bruços. —Talvez mais tarde, então? — Disse ele, piscando quando ele se dirigiu para pegar a sua bola de boliche. Eu fingi que não tinha ouvido isso. —Porra, foi perfeito. — disse Dani, aparecendo atrás de mim e dando uma palmada em meu traseiro. —Você deveria ter visto o rosto de Cole. Eu não acho que o nível de chateado poderia ser alcançado por meros mortais. —Lembre-me por que eu a ouvi e realmente tomei suas sugestões? — Eu murmurei.

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—Porque quando se trata de uma espécie, que é o homem... — ela fez um som de clique com a boca, —Eu sou a favor. —E quem é o juiz disso? —Seu amante bunda sexy lá que não tirou os olhos de você ainda. — disse ela, olhando na direção de Cole e sorrindo. Então, ela acenou. —Dani. — eu assobiei. —O que? — Ela sussurrou de volta, acenando novamente. Eu não preciso olhar para confirmar que Cole não estava acenando de volta. Se qualquer coisa, ela estava recebendo um tipo diferente de gesto de mão. —Eu não sei. — eu suspirei, me sentindo como se esta poderia ser canção tema da minha vida atual. —Eu simplesmente não sei mais. —Você pode me agradecer quando você souber de novo. — disse Dani, dando em meu traseiro outra palmada antes de subir para ter a sua chance. Ela tem uma greve em seu primeiro turno. Eu marquei uma bola valeta agradável que teve todo o nosso grupo rindo. Essa foi a forma como o resto da noite foi. Bola valeta após bola valeta após bola valeta vergonhosa.

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Depois de mais uma bola valeta, joguei para os bancos de trás em um acesso de raiva. Estávamos no quadro oitavo e um zero grande e gordo sentava ao lado do meu nome. As ironias só não iriam parar. —Foi um show impressionante. — Uma voz baixa soou atrás de mim, me fazendo quase pular para fora do meu assento. Eu não precisei olhar para confirmar quem era, mas eu olhei. Eu sentia falta de ter ele perto. —Mas você pode cortar o ato fora. Se você continuar assim, nosso pobre e velho Logan realmente vai ter algumas orações de perdão para fazer amanhã de manhã, depois de ele esfregar que assassina de tesão você foi dando-lhe toda a noite. Eu enrijeci. Dando uma olhada rápida ao redor para me certificar de que ninguém estava ao alcance da voz, eu limpei minha garganta. —Mas quem sabe? Você é uma coisa pouco selvagem num estalar de dedos. Talvezesfregue-o a si mesmo como você fez para mim na noite passada. — A cara de Cole estava tão fria que eu podia sentir o gelo. Se eu ainda tinha alguma dúvida sobre como Cole sentia por mim, isto confirmou: ele me odiava. —Eu noite passada. Ele esta noite... — Seus olhos escureceram ainda mais. —Eu acho que sou até amanhã à noite. Mesmo lugar? Mesma hora?

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Eu tinha essa vontade louca de esbofeteá-lo. Foi tão intenso, minha mão estava realmente formigando. Eu não tinha certeza se estava mais doente sobre a expressão em seu rosto, ou as palavras vindas de sua boca, ou o fato de que pensei que nós compartilhamos uma coisa tão especial que não significava nada para ele. —Eu vou deixar você voltar para o seu... jogo. — A palavra rolou amargamente de sua boca. —Só pensei que eu iria deixá-la saber que você pode parar de tentar me fazer ciúmes. Não vai funcionar. Voltando no meu lugar para que eu pudesse enfrentá-lo de frente, eu não iria me deixar segurar as próximas palavras. —É porque isso exigiria uma alma real para sentir uma emoção como ciúme? Metade do rosto de Cole vacilou, como minhas palavras tinham batido a que se destinava a marca de - machucar - mas isso viveu rápido. Aquele sorriso torto que poderia torcer meu estômago em nós cada vez que formava. Eu já tinha visto aquele sorriso 10 vezes demais hoje. —Afim de sentir ciúmes sobre alguém, você tem que realmente se importar, em primeiro lugar. — Ficou apenas o tempo suficiente para testemunhar o vinco de dor no meu rosto, Cole se virou e saiu tão repentinamente como tinha aparecido.

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Apenas quando você pensava que não havia um pedaço grande o suficiente de seu coração deixar se quebrar... Depois disso, eu fiz o meu melhor para ignorar o grupo cada vez mais alto a algumas pistas para baixo. Eu tentei fingir que Cole era nada para mim, como ele fez comigo. Ele era muito melhor nisso do que eu. —Eca. — zombou Dani, batendo ao meu lado, depois de marcar ainda outra greve. —Por que ela não o arrasta para o banheiro dos homens e explode-o já? Estou a ficar farta de ver oshow pornô no beco do boliche. Porque eu era um glutão de castigo, segui o olhar Dani. Eu desejei que não tivesse. Cole estava reclinado numa cadeira, seu rosto se iluminou de uma forma que eu tinha experimentado na noite passada, enquanto a ruiva de mais cedo montou nele. Ela estava inclinada sobre ele, até agora os peitos quase roçavam seu rosto e ela deu-lhe um sorriso sugestivo que me fez corar. Sua mão se moveu ao longo de um certo zíper. Ela estava praticamente dando a ele através de suas roupas o que eu tinha dado ontem à noite. Em público.

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Ninguém no seu grupo parecia se importar, e ninguém no nosso, diferente de Dani e eu, nem repararam, mas agora que eu vi, sabia que ia ser para sempre chamuscado em minha mente. A cabeça de Cole caiu para o lado, e os seus olhos grudaramnos meus instantaneamente. —Não olhe para aquele idiota, Elle. — Dani instruiu, lançando-o fora. —Isso é exatamente o que ele quer quando deixa Perua de fogo esfrega-lo em público. Eu queria olhar para longe, eu realmente queria. Eu simplesmente não conseguia. Inclinando a cabeça para trás para a menina montada nele, Cole fez sinal para mais perto com uma onda de seu dedo. Sussurrando algo que teve as pálpebras de seus olhos como se ela tivesse um meio orgasmo, ela deixou cair a boca para a dele e os dois se beijaram, chuparam, e fizeram um para o outro com tanta força que me fez pensar se a língua pudesse deslocar de seus esforços frenéticos. Quando eu tinha visto inteiramente muito da língua uma garota estranha de dentro da boca do homem que a minha tinha estado na noite passada, Dani finalmente me forçou a desviar o olhar. Agarrando minha cabeça, virou até que meu olhar caiu sobre

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umas costas familiares. Logan tinha apenas rolado a bola para baixo da pista, e quando ele se virou, seus olhos encontraram os meus. Ele sorriu para mim com facilidade, como se fosse impossível não. Eu estava fora do meu lugar e posição para ele antes que eu sabia o que ia fazer. Ele deve ter visto alguma coisa nos meus olhos com medo, assustado, ou excitado porque ele se esticou um pouco antes que eu fiz isso para ele. —Elle? — Ok, ele estava animado. Eu tinha sido amiga com Logan por muito tempo, eu poderia dizer de uma palavra apenas como ele se sentia. Era tão fácil com ele, e tão difícil. —Logan — eu disse, arqueando uma sobrancelha antes de parar na frente dele. Eu não parei até que eu estava tão apertada contra ele que podia sentir o botão da calça jeans duro contra meu umbigo. —Você sabe aquele pequeno beijo que nós tivemos? — Em termos do que Logan e eu tínhamos compartilhado, não era exatamente pequeno, mas eu estava ficando em alguma coisa. O sorriso de Logan levantou mais de um lado. —Eu acho que vou saber daquele beijo por um tempo.

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Eu deslizei minhas mãos até seu peito até que eu agarrei seus ombros. —Vamos fazer o nosso próximo fazer o último parecer uma versão PG. — sussurrei. Os olhos de Logan se arregalaram por um momento antes de ele se recuperar. —Soa... bom. Quando eu posso olhar para o próximo? Liguei o mais rápido olhar na direção de Cole. Ele estava assistindo, quase parecendo registrar a menina fazendo as coisas com ele em público que tinha sido a razão que ‚privado‛ foi criado. —Que tal agora? — Eu disse, não esperando por Logan concordar. Eu lentamente levantei minha boca para a dele e deixei-a lá até que os ombros recém tensos de Logan relaxassem. Não demorou muito para que seus braços enrolassem em volta de mim e me segurarem como se eu pudesse voar com o vento. Assim quando nossos lábios começaram seu ataque lânguido, Logan fez algo totalmente inesperado. Suas mãos deslizaram ao sul de minha cintura até que seguraram meu traseiro. Escavação não era a palavra exata, era mais como segurar pela sua querida vida. As mãos urgentes de Logan, seus lábios sugando os meus suavemente, e seu... ahem... crescente contra mim foi fácil. Muito fácil. Com os olhos fechados e minha mente livre, imaginando Cole no lugar de Logan era simples. Esta pessoa se movendo contra mim

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era mais Cole do que o Logan que eu tinha conhecido de qualquer maneira. —Elle... — Logan suspirou a palavra entre nossas bocas, e eu percebi que não estava com Cole. Sua necessidade e urgência pode ter sido similar, mas suas vozes não eram. Logan passou algumas notas mais alta e mais clara no calor do momento – a de Cole passou algumas notas mais baixa e mais áspera. Eu estava prestes a terminar o beijo e colocar minha cabeça abaixo quando senti sua presença. —Ei, estou interrompendo? — Ele poderia ter usado um sorriso falso, mas Cole não poderia ter soado como se importasse menos. A boca de Logan deixou a minha relutantemente, mas suas mãos e braços ficaram onde estavam. Ele estudou Cole, parecendo um pouco irritado por ter sido interrompido, mas este era Logan. Ele não era um idiota por causa de ser um idiota. Especialmente para um estranho que tinha apenas aparecido para ele na pista de boliche. Se ele soubesse quem aquele estranho era, e exatamente o que e por quanto tempo ele me tocou, eu duvido que o sorriso convencional no rosto de Logan teria se formado.

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—Talvez um pouco. — Logan respondeu, piscando para mim. —Mas ela não vai a lugar nenhum. Eu não vou deixá-la. Logan poderia ter dito isso de uma maneira provocante, mas por trás do tom provocante estavam verdades que me fizeram mudar de lugar. Cole viu através disso, também. —Eu vou deixar você voltar para ele. — Cole cruzou os braços e evitou encontrando meu olhar — Eu só queria dizer que você tem mesmo uma tremenda garota. Minha respiração ficou presa em meus pulmões. O que diabos Cole estava fazendo? Eu não queria descobrir. Tudo que eu queria era que ele calasse a boca e marchasse para o outro lado da pista de boliche. Então eu vi Srta. Dança no Colo observando Cole como se ela estivesse pronta para devorá-lo e eu não queria que ele fosse a lugar nenhum. Foi mais um aglomerado de confusão. Grande surpresa. —Ah, é? — Logan disse, balançando a cabeça como se ele concordasse. Cole inclinou a cabeça para o lado. —Cara, ela me deu algo tão malditamente delicioso que eu quase explodi em todo o lugar. Na verdade, eu acho que eu poderia ter. — Se aproximando, Cole atuou como se estivesse prestes a divulgar um segredo. —Foi tão bom que eu não me lembro. 210


Meu queixo caiu. Todo o caminho aberto. Eu não ligo para o que a ruiva tinha em mente para Cole, eu queria que ele calasse a boca e dirigisse o diabo de volta. Eu não podia olhar Logan no rosto - eu estava muito envergonhada e constrangida de com o que ele estava perto de descobrir. Eu não podia olhar Cole no rosto - eu estava muito furiosa com ele. Então, acabei olhando para o chão de madeira brilhante, desejando que eu pudesse desaparecer por ele. —Sim, os crepes são incríveis. — respondeu Logan, 110 por cento alheio. Eu senti os olhos de Cole moverem para mim porque o meu corpo inteiro ficou alguns graus mais quente. Ele inalou lentamente. —Foda-se, sim, eles são. Logan não vacilou. Ele não poderia ter usado a palavra, ou qualquer nem perto, mas ele jogava com caras que pensavam que foda era o adjetivo, verbo e substantivo para cada conversa. —Eu não sei o que é melhor, no entanto. — Cole continuou, mudando um pouco mais. Meu coração respondeu imediatamente. Eu verifiquei Logan, meio esperando que ele percebesse. Nada. Ele ainda era ignorante, conversando com este cara pensando que eles 211


estavam discutindo crepes. Do jeito que a expressão de Cole escureceu dessa maneira sexy quando eu olhei para ele, eu sabia que ele ouviu, viu e sentiu exatamente o que sua proximidade estava fazendo para mim. —Ser doador de algo malditamente incrível ou ser o receptor. Eu queria morrer por amor de Logan. Eu queria viver para Cole e as coisas que ele estava me lembrando com suas insinuações. Duas palavras. Confusão. Aglomeração. —Então, o que é,Elle? — A voz de Cole foi uma nota mais baixa, fazendo-me lembrar das coisas que ele suspirou no meu ouvido na noite passada. Minhas pernas tremiam. —Você prefere dar — suas palavras alongadas, desenhando todo o prazer e a dor delas fora —ou você prefere tomar... — Eu inalei, mordi o lábio, e esperei por ele. Esperando para o mundo inteiro explodir em torno de mim. —... crepes? Logan fez uma cara para ele, como se ele estivesse certificando que falava sobre crepes como se eles fossem para Cole o que o beisebol era para Logan. Eu apenas me abri para ele como se ele fosse louco. Porque ele era. Minha mão tremia novamente. Desde que eu não iria me deixar esbofeteá-lo com as minhas mãos, eu deixei minhas palavras fazerem o tapa.

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—Eu prefiro dar crepes... — Eu zombei da palavra. —Porque pelo menos se você não gosta do que alguém dá a você, você não tem que enganar em nada. — Eu respirei assustada porque meu corpo tremia. —Pelo menos, então você não tem que se manter fingindo que você se importava o suficiente para dar ou tirar crepes, em primeiro lugar. Eu poderia muito bem ter esbofeteado Cole em todo o rosto. O verniz presunçoso rachou e eu vi o menor lampejo de dor. —Touché. — disse ele, recuperando essa dica de um sorriso escuro antes de ir embora tão abruptamente como tinha aparecido. —Essa foi a mais estranha conversa sobre crepes que já ouvi. — disse Logan, olhando para as costas de Cole por alguns segundos. Balançando a cabeça, os braços apertaram em torno de mim. —Há um parafuso ou 12 soltos na cabeça do cara, Elle. Eu quero que você fique longe dele. Era uma preocupação sincera entregue de forma errada. Onde Logan provavelmente ouviu falar de proteção em suas palavras, eu ouvi uma ordem. Outra regra. Outra decisão tomada por mim. Ele tinha feito isso dezenas de vezes antes e eu não pensei em nada. Esse padrão terminou agora. —E eu quero que você pare de me dizer o que fazer. — eu disse, tecendo de seus braços. 213


As sobrancelhas de Logan vieram juntas. —Eu preciso de um pouco de ar. — eu disse, não podendo assistir a mágoa estabelecendo no rosto de Logan. Eu tinha sido dura. Sim, já era tempo de eu me levantar para ele e dizer-lhe que fui feito sendo um motorista no banco de trás durante a jornada que era a minha vida, mas eu poderia ter feito isso de uma maneira mais agradável. Logan nunca tinha sido cruel, ele só não sabia e eu não lhe tinha ensinado melhor. —Jogue minha vez, você vai? Eu vou estar de volta daqui a pouco. Eu não esperei por sua resposta. Tudo o que eu sabia era que eu precisava sair da pista de boliche. Isso estava me sufocando, mas era apenas uma das muitas coisas que me sufocavam. O ar na pista de boliche era uma metáfora para a minha vida. Sufocante. Antes que Logan ou Dani ou qualquer outra pessoa pudesse tentar me parar, eu corri para a saída lateral. O ar fresco estava a apenas três investidas de distância. Eu empurrei a porta aberta mais do que o necessário e ela abriu bem antes de bater em algo. Um huff surpreendido veio do outro lado. —Merda! —Oh meu Deus! — Agarrando a maçaneta da porta, eu puxei de volta e esperei que eu não tivesse apenas golpeado o nariz de alguém aberto. 214


—Merda, merda, merda, merda! — Foi a resposta de dor da pessoa que eu tinha acabado de, inadvertidamente, agredir com uma porta. Então, sim. Eu tinha golpeado o nariz de alguém. Tudo o que vi foi o sangue vazando através dos dedos cobrindo o nariz. Meu olhar apenas se hospedou há tanto tempo, porque foi quando eu senti. A eletricidade provocou a vida no ar. Os olhos de Cole derraparam nos meus, no momento exato. Parecia que eu tinha acabado de cravá-lo com outra porta. —Foda-se. — ele amaldiçoou, mas eu imaginei que não tinha nada a ver com o sangue escorrendo de seu nariz. —Oh, atire,Cole.— eu disse, estendendo a mão para ele. Assim, tudo foi esquecido. As palavras pejorativas, a garota de moagem em cima dele, os olhares de nojo... tudo. Ele estava ferido e minha necessidade de ajudá-lo cancelou todo o resto. —Eu sinto muito. Ele olhou para longe de mim. —Acho que eu mereci isso. —Eu não sabia que você estava atrás da porta quando eu vim através dela. — eu disse, estendendo a mão para ele.

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Ele se encolheu para longe e deu alguns passos para trás. — Você não pode ter, mas o carma certo como a merda, o fez. Mexendo em minha bolsa, eu encontrei o pequeno pacote de tecidos que eu guardava para os olhos marejados, nariz entupido, ou neste caso, um nariz quebrado. —Por que você acha que merecia um montão de carma ruim atirado em seu pobre rosto? —Você e eu sabemos que você não é inocente ou ignorante o suficiente para não saber a resposta para isso. — disse Cole, pegando um punhado de tecido de mim. Eu senti um pouco de calor inundar em minhas bochechas. Agora que eu sabia que ele não ia desmaiar e morrer, as emoções que eu tinha lutado hoje se arrastaram de volta para a linha da frente. A atração foi a primeira coisa que eu senti, então a confusão, e por último a raiva. —Você vai precisar de pontos para isso. — eu disse, fazendo uma careta quando peguei um vislumbre do corte através da ponte de seu nariz. —Eu vou sobreviver. — disse ele, embalando o tecido em cima dele. Nenhum de nós disse nada por alguns segundos, mas nenhum de nós fez um movimento para deixar o outro para trás. Estávamos satisfeitos no silêncio mútuo. 216


Então Cole soltou um suspiro que era tão pesado quanto longo. —Eu sinto muito, Elle. — disse ele, olhando para o chão. — Merda. Eu sinto muito. A raiva se dissipou. Apenas isso. Desculpa era algo poderoso. —Pelo quê? — Eu perguntei apenas porque parecia a próxima coisa a dizer. Cole chutou a sujeira com a ponta do sapato. —Por tudo. — disse ele calmamente. —A partir do segundo que você me conheceu até bem agora e tudo mais. Eu sinto muito por tudo isso. Essa não era a resposta que eu esperava. Ele não tem nada que se desculpar, exceto pelo jeito que ele tinha sido para mim o dia todo. —Por que, Cole? — Eu dei um passo em direção a ele. Ele deu um passo de distância. Ele parecia determinado a manter a distância de um corpo de comprimento entre nós. —Por que você agiu como você se me odiasse o dia todo? Por que você foi assim... cruel? Ódio. Crueldade. Eu nunca teria usado essas palavras para descrever Cole até hoje. Eu não tinha certeza de quem o Cole real era: o que fez meu coração pular quando eu o conheci no lago ou o que fez o meu coração quebrar hoje. —Por que você me deixou,Elle? Por que você fugiu de mim no meio da noite, enquanto eu dormia como se você tivesse vergonha 217


de mim e do que tínhamos feito? — Ele manteve a voz controlada, mas eu podia ouvir a borda nele. —Por que você foi tão cruel? Eu fiz uma cara e abri a boca para responder. Nada do que eu tinha feito na noite passada tinha sido cruel, nem mesmo remotamente, mas como eu estudei os vincos do rosto de Cole, eu podia ver que cortei-o tão mal como ele me cortou. Eu poderia não ter sido tão intencional sobre isso, mas eu o feri, no entanto. —É isso que você pensa? Que eu o deixei a noite passada porque estava com vergonha? —Por que mais você levantaria e sairia assim? — Ele estava de volta olhando para tudo, exceto em mim. Eu não sabia por que achava tão difícil olhar para mim, mas eu sentia falta do jeito que ele costumava olhar para mim. Como ele me conhecia melhor do que eu me conhecia e estava apenas esperando para me descobrir. Eu suspirei, não orgulhosa do que estava prestes a admitir. — Porque eu estava com medo, Cole. Eu estava com medo, não com vergonha. A pele entre as sobrancelhas enrugou. —Você estava com medo? —Sim.

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—De que? — Disse ele, ajustando o tecido embalado contra o seu nariz. Por que eu tenho que me lembrar para ser honesta com ele? Levou apenas um momento antes de eu ter a minha resposta: porque eu estava até com medo de admitir a verdade. O leão covarde não tinha nada em mim. —Eu estava com medo de como me senti sobre você... — Isso teria sido muito mais fácil se seus braços estivessem ao meu redor. Em vez disso, uma distância aparentemente intransponível estava entre nós. —Do jeito que eu ainda sinto por você. — Eu olhei para longe dele. Eu não poderia estar olhando quando o rosto torturado cresceu mais torturado com cada palavra. —Eu estava com medo do que estaria esperando por mim na parte da manhã se eu ficasse a noite toda com você. Eu estava com medo do que o meu pai iria pensar. Eu estava com medo do que Logan diria. Eu estava com medo de você acordar e me deixar para trás. — Agora que eu tinha aberto esta lata de medo, não conseguia fechá-lo. —Eu estava com medo, Cole. Eu ainda estou tão malditamente com medo. Cole parecia tão surpreso quanto eu que aquela maldição escorregou para fora. E agora eu também estava com medo de me tornar uma marinheira de palavrões.

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—Então você saiu porque você estava com medo, não vergonha? — disse Cole, resumindo tudo. —Mas você vai me fazer acreditar que você não sentiu nenhuma vergonha desde a noite passada? —Não, eu senti isso, Cole. Eu senti. — Um lado de seu rosto torceu. —Mas só porque esta pessoa com quem eu tinha compartilhado tanto agiu como se eu não fosse nada para ele. E me tratou como se eu fosse nada. — Eu corri minhas mãos para baixo do meu vestido. —Eu só senti vergonha, porque eu estava tão certa de que havia algo de especial entre nós, e que tão obviamente nunca sentiu. Quando Cole ficou em silêncio depois da minha confissão dolorosa do meu coração, eu sabia que ia chorar. Para quebrar em enormes soluços gigantes bem na frente dele. A única outra opção que eu tinha era me virar e voltar por aquela porta Eu só despejei fora. Eu ia chorar de qualquer maneira, mas pelo menos não teria de estar na frente dele. Assim que eu dei meu primeiro passo em direção à porta, Cole amaldiçoou baixo e suspirou. —Venha aqui. — disse ele, cruzando o espaço entre nós em duas investidas, antes de me pegar em seus braços. Eu exalei de surpresa quando ele me abraçou forte, e então derreti nele. Foi tão fácil de fazer agora, mesmo depois de tudo dito e feito, hoje, como tinha sido antes. —Eu sinto muito, Elle. Sinto tão 220


malditamente muito. — Seus dedos teceram pelo meu cabelo e massagearam meu couro cabeludo. Ele foi me acalmando, me confortando. Cole tinha ido de um monstro insensível a esta criatura solidária no espaço de dez minutos. Suas mudanças de humor eram impossíveis de acompanhar, mas agora, tê-lo perto e sentir as emoções que eu tinha por ele cobrando de volta à vida, valeu a pena. Tão intimidante como as mudanças de humor eram violentas, sentindo seus dedos suaves emaranhados através do meu cabelo como seus braços fortes me seguraram fez tudo certo. —Eu disse e fiz essas coisas porque você tinha me machucado. — continuou ele, sussurrando fora da minha orelha. —E eu queria te machucar. Eu queria que você sentisse o mesmo que eu senti quando acordei e percebi que você tinha ido. Eu queria que você sentisse a ansiedade que senti quando tentei ligar para você e você não respondeu. Eu queria que você sentisse a raiva que eu senti quando apareci no restaurante e a observei através das janelas por alguns minutos. Servindo e conversando com os clientes como se fosse apenas mais um dia. Como se você não tivesse acabado com meu coração. Eu queria interrompê-lo. Para explicar que eu não tinha atendido nenhuma de suas chamadas porque o meu telefone estava desligado durante toda a manhã. Eu nunca tinha pensado em 221


minhas esperanças de evitar as chamadas do meu pai e de Logan, eu também senti falta das de Cole. —Eu queria que você sentisse a raiva fervendo no meu sangue, quando descobri que você estava indo em um encontro... comele esta noite. — ele amaldiçoou a palavra — depois de estar comigo na noite passada. Eu queria que você sentisse a mesma dor que eu senti. A mesma maldita dor debilitante. Fiquei em silêncio. Eu não podia falar, mesmo se soubesse o que dizer. Se isso que estava sentindo seus braços em volta de mim ou ouvindo suas palavras, o discurso era impossível. Só quando eu o senti passar e ajustar seus braços eu encontrei algumas palavras. —Missão cumprida. Eu não conseguia encontrar a palavra certa para descrever isso, mas dor debilitante é a correta. Talvez elas não fossem as palavras certas, mas o sarcasmo parecia ser o meu padrão quando eu estava perto de Cole. Ele riu algumas notas sem humor. —Eu sabia que era uma coisa doente e confusa para fazer.— disse ele, me puxando mais duro para ele. —Eu nunca vou me perdoar pelas coisas que eu fiz para você hoje, Elle. Eu já o tinha perdoado. —Então, onde é que isso nos deixa? — Eu perguntei, prendendo a respiração. 222


Ele apertou-me mais apertado diante de seus braços soltos. — Um oceano de distância, Elle. — ele respirou. —Um oceano de distância. Eu balancei a cabeça contra seu peito. —Não, Cole. —Sim. — ele respondeu, passando a mão para cima e para baixo na minha espinha. —Você pode cuidar de mim, mas você o escolheu. Você está aqui com ele. Esse anel ainda está brilhando em seu dedo. —Eu não o escolhi. — disse eu, manobrando minhas mãos em sua camisa. Eu não ia deixá-lo ir. —Eu não escolhi ninguém. Eu só conheci você, Cole. Conheço Logan desde que eu era uma garotinha. Eu não posso simplesmente descobrir essa coisa toda e quebrar o coração de alguém em um par de dias. Eu preciso de tempo. —Você não precisa de tempo para saber o que está em seu coração. — respondeu ele, calmo quando eu estava frenética. —Você escolheu o que era certo. Eu não posso dizer se ele é, mas eu sei que não sou o cara certo para você. A primeira lágrima que eu estava segurando vazou pelo canto do meu olho. E dissolveu em sua camisa. —Eu poderia ter conhecido você apenas por uma semana, mas é tempo suficiente para saber que você é uma garota especial. Você é

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o tipo de menina que os caras ainda estarão de luto algumas décadas a partir de agora. Eu sei que vou ser um deles. Eu balancei a cabeça contra ele novamente. Fora das palavras e das coisas que Cole tinha feito para mim hoje, isto foi o mais devastador. Ele cuidou de mim. Ele me queria. Mas ele estava indo embora. —Eu preciso deixar você ir, Elle. — disse ele, deixando os braços cair. —Mas você precisa me deixar ir, também. — Ele olhou para mim agora, mas só para dizer adeus. Ele deu um passo para trás, e depois outro. Meu corpo ficou tão frio quanto os meus pensamentos. —Não. — eu chorei, avançando. —Não faça isso, Cole. Fique comigo. Eu poderia fazer a minha escolha. Foi uma óbvia agora. Ao ouvi-lo dizer adeus e ir embora de mim chutou minha hábil tomada de decisão em alta velocidade. Eu o queria. Eu estava a um fôlego de admiti-lo, gritando a minha escolha para todos ouvirem, quando ele me deu o mais triste sorriso que eu tinha visto até à data. —Só me deixe ir.

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Assistindo Cole caminhar longe me trouxe de joelhos de uma forma que fez parecer que eu nunca seria capaz de me puxar para cima novamente.

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Cap tulo 9 i

E

u não estava realmente vivendo. Eu estava mais como sobrevivendo. Depois da conversa fatídica com Cole, senti como se

ele tivesse levado um pedaço de mim com ele quando se afastou naquela noite. Um grande pedaço. Ele foi fiel à sua palavra, ele me deixou ir melhor do que eu pensava que ‚deixar ir‛ poderia ser feito. Ele não atendeu as minhas chamadas, ele nunca voltou para a lanchonete, ele não apareceu no lago. Além de correr para ele uma vez no posto de gasolina e estar parada ao lado dele uma vez no semáforo, Cole se tornou um fantasma. Um fantasma que me assombrava em cada momento. Não importava o quanto eu tentasse, ou o quanto sentia raiva de mim mesma por falhar. Eu não poderia tirá-lo da minha mente. Eu não poderia tirá-lo do meu coração. Eu não conseguiria tirá-lo de nada. Então eu parei de tentar.

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Depois que eu desisti de tentar não pensar sobre Cole, me senti melhor. Marginalmente, mas melhor. Eu aceitei que ele se tornou uma parte de mim e tive que aprender a lidar com isso. Segunda-feira passada, toda a equipe voou para um incêndio particularmente desagradável, no início da temporada, no limite da Floresta Nacional Wenatchee. Então Cole se foi, e agora que estávamos no coração da época de incêndios, ele teria ido mais dias do que ele estaria aqui no acampamento. Especialmente desde que todo mundo estava dizendo que não conseguia se lembrar de tais condições secas neste início do verão. Logan também se foi. Algumas noites aqui, algumas noites lá... a temporada de beisebol o mantinha tão ocupado como a época de incêndios mantinha Cole. Então, eu estava sozinha. Acho que eu poderia ter usado a minha solidão recente para trabalhar fora do nevoeiro de confusão que me seguia em todos os lugares, mas em vez disso, usei isso para cobiçar Cole e deixar a culpa que eu tinha para com Logan consumir meus dias e noites. Além de verificar a vovó M todas as manhãs e trabalhar em turnos dobrados no restaurante, minha vida era tão inútil como eu sempre temi que se tornasse.

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Ao terminar mais um dia longo no restaurante, eu disse adeus ao cozinheiro fechando e do servidor - eu consegui uma noite fora de fechamento - peguei minha bolsa, e me dirigi para o meu jipe. Era quase oito, mas ainda estava claro lá fora, e eu estava meio contemplando ir para o lago e tentarum novo record quando meu telefone tocou. Eu tinha parado de esperar que fosse Cole uma semana atrás. Esperar como veneno estava a espalhar na corrente sanguínea de uma pessoa. Quando vi quem era, quase a deixei ir para a caixa postal, mas eu deixei suas duas últimas irem para lá e uma terceira seria garantia de preocupação.A Sra. Matthews me considerava como sua própria filha desde que Logan e eu começamos a namorar e ela estava na minha empresa em conformidade. A última coisa que eu precisava agora era ela ligar para o meu papai para tentar me derrubar, ou pior, Logan. Conhecendo-o, ele estaria em casa no primeiro ônibus de Yakima para se certificar de que estava tudo bem. Logan sabia que algo estava errado, ele não era burro. No entanto, não tinha a primeira pista sobre o que. Ele adivinhou que tinha a ver com concluir o ensino médio e dizer adeus a essa parte de nossas vidas. Ele também tinha adivinhado meu medo tinha algo a ver com ele estar longe. 228


Eu ainda não tinha tido o coração, ou a coragem, para dizerlhe a verdade. Não que não tivesse tido de qualquer maneira muita oportunidade. Durante a semana passada, eu tinha visto Logan três vezes. Uma vez, quando fui assistir a um dos seus jogos noturnos. A segunda vez, quando tínhamos saído em quatro com um grupo de seus amigos, e a terceira vez foi quando ele parou para jantar comigo no restaurante antes de sair com sua equipe na sexta-feira. Meu telefone tocou pela quarta vez e, desta vez, eu respondi. —Olá, Sra. Matthews. — eu a cumprimentei, tentando soar com um otimismo que eu não sentia. —Oh, Elle. Graças a Deus, eu finalmente consegui te encontrar — disse ela. Eu podia ouvir um monte de vozes ao fundo, não que isso fosse uma grande surpresa. Sra. Matthews era o equivalente social da elite aqui no centro de Washington. Ela recebia mais encontros e dirigia mais unidades de caridade do que as últimas dez esposas da Casa Branca juntas. —Eu estou terminando comPotluck das Mulheres aqui na igreja. Temos grande quantidade de sobras e eu não quero ver tudo isso ir para o lixo. Eu tenho que estar na reunião de planejamento final do ano para o grande Festival de Quatro de Julho na próxima semana e eu queria ver se você estaria disposta a deixar cair toda essa comida fora para mim.

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Potlucks, reuniões de planejamento, em vaivém frenético entre este e aquele... Era um quadro assustador do que minha vida poderia se tornar um dia. —Por favor, Elle. — ela disse quando eu fiquei quieta. —Eu faria isso, mas já estou atrasada. Eu era uma bobona. —Ok, certo. — eu disse. —Estou saindo do trabalho, então eu vou estar aí em cinco minutos. —Você é uma salva-vidas, querida. — disse ela, sussurrando algumas palavras rápidas para alguém. —Muito, muito obrigada. —Não mencione isso. — eu disse, tentando não reclamar. Uma das últimas coisas que eu queria fazer hoje à noite era executar caçarolas com sobras potluck e tortas em torno da cidade. —Onde eu estou entregando-as? —No campo dos smokejumpers — disse ela. Eu quase deixei cair o telefone. —Eles acabaram de voltar esta tarde depois de terem ido toda a semana de luta no fogo sobre Wenatchee. Eu não posso imaginar alguém que gostaria de receber uma refeição caseira mais do que um monte de smokejumpers que estavam sobrevivendo com carne desidratada e batatas durante toda a semana. Meu coração vibrou com direito a excitação antes de cair. Eu queria tanto ver Cole estas semanas passadas, estava me afogando 230


nele, mas sabendo que eu tinha menos de meia hora para realmente vê-lo... Bem, isso me assustou até a morte. Eu sabia que se olhasse em seus olhos e visse o que ele me prometeu – me deixar ir - Eu poderia enrolar-me e morrer. Eu não queria ser deixada. Tenho certeza que inferno não tinha o deixado ir. —Sra. Matthews? — Eu disse, engolindo. —Pensando bem, eu acho que eu não vou... —Eu tenho que ir, Elle. O presidente do comitê de planejamento do Quatro de Julho está chamando. Provavelmente a gritar comigo por estar atrasada. — Eu podia ouvir seus saltos pegar velocidade

enquanto

clicavam

e

estalavam

em

todo

o

estacionamento da igreja. —Obrigado novamente. Você é um anjo. Sim, se eu fosse um anjo, então a humanidade estaria ferrada. O telefone ficou mudo antes que eu pudesse protestar. Antes que eu pudesse mendigar e implorar com ela para encontrar alguém para levar um monte de comida para o acampamento smokejumper. Apertando o meu telefone, eu quase o joguei tão longe quanto poderia. Em vez disso, eu respirei fundo para me acalmar, entrei em meu Jipe, e tentei convencer a mim mesma de que estaria dentro e 231


fora do prédio smokejumper tão rapidamente que Cole nem sequer me veria. Ele nem teria que saber que eu estive lá. Mesmo depois que eu fiz o meu caminho para a igreja, o casal que carregou caixas de papelão cheios de pirex e pratos de cerâmica cheios de batatas e caçarola de feijão verde na parte de trás do jipe, e virei na estrada principal para o acampamento, eu obteria em nenhum lugar no departamento de autoconvencimento. Estava começando a ficar escuro quando eu virei o jipe e parei. Sentei-me ali, olhando para o prédio em frente de mim, e me perguntei se ele estava lá dentro e o que estava fazendo. O lugar parecia tranquilo, vazio, mas mesmo a partir do parque de estacionamento, nos confins do meu carro, eu podia sentir que a energia provocou a vida. Então, ele estava aqui. Como se o destino em si estivesse confirmando essa suposição, uma luz se acendeu no prédio escuro. Eu tomei uma respiração, depois outra, antes de forçar-me para fora do jipe. Depois de equilibrar uma das caixas pesadas em meus braços, eu fui para a entrada. Minhas mãos suavam, meu estômago estava um mar de nervos. Eu estava uma pilha, mas estava fazendo isso. Eu continuei indo para a frente. Pela primeira

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vez neste verão, eu estava sendo corajosa e fazendo o que era difícil, em vez de fácil. A porta estava destrancada, então eu de alguma forma consegui segurá-la aberta antes de correr para dentro. A caixa estava ficando pesada e incômoda. Correndo para a cozinha escura, eu deixei cair a caixa sobre a mesa e estava considerando se devia colocar os pratos na geladeira, desde que parecia que ninguém estava aqui, quando um som me chamou a atenção. Segui o som no corredor. Alguém estava inspirando e expirando fortemente. Repetidamente. Era um som que eu estava familiarizada, e a voz fazendo era tão familiar. Sabendo que nada de bom poderia vir disso, eu dei os últimos passos em direção ao quarto que a respiração engatada vinha. Este quarto era tão escuro quanto o resto do edifício, mas não era tão vazio. Meu corpo todo ficou tenso. Cole estava deitado em um banco, nu da cintura para cima, levantando uma barra de metal reluzente empilhada com grandes pesos em cada extremidade. Ele estava sozinho e consumido pela batalha que ele parecia estar travando com a barra pesada. Baixando isso mais uma vez, ele inalou antesexercendo cada última gota de força que ele havia deixado. Todo o seu corpo, cada 233


músculo, flexionava para a superfície enquanto ele lutava para levantar o peso. Só quando eu tinha certeza de que iria tudo por água abaixo em seu peito, Cole soltou um rugido baixo e seu corpo flexionou ainda mais apertado. A barra foi-se facilmente, depois disso, como se tivesse descoberto que lutar contra ele era um esforço desperdiçado. Cole atingiu o norte do peso e deixou cair os braços. Eu vi seu peito subir e descer, sentindo essa enorme sensação de alívio que ele estava aqui. Que eu estava perto dele novamente. A dor que tinha estado comigo em todos os lugares nessas duas últimas semanas teve um hiato momentâneo. Tudo estava bem no mundo de novo enquanto eu o observava. —Eu sei que você está aqui, você sabe. Minha garganta ficou seca. —Eu sinto muito. — eu disse. —Eu não achei que você poderia me ver. Cole exalou como tinha feito apenas alguns segundos atrás, embora desta vez ele não estava tentando levantar um peso de cento e trinta quilos. —Eu não podia. — Ele sentou-se e os seus olhos pousaram em mim, da mesma forma que antes. Isso me tirou o fôlego, como antes, também. —Oh. — eu disse, dando um pequeno aceno antes de cruzar os braços. Estar perto de Cole ainda era inquietante. 234


—O que você está fazendo aqui? — Perguntou ele, levantando-se do banco. O que eu estava fazendo aqui? Havia várias respostas para essa e uma grande. Eu queria vê-lo. Quando ele ficou congelado, não vindo em minha direção com os braços abertos, eu fui com uma das outras respostas. —Sra. Matthews pediu-me para trazer um monte de sobras potluckdesde que ela soube que todos tinham acabado de voltar. — disse, resistindo à vontade de ir até ele. Foi difícil. Se alguma vez haveria um tempo a querer correr para um homem, seria agora. Quando ele estava sem camisa, revestido em um brilho de luz de suor, em um quarto escuro, em um prédio vazio. —Quem é a Sra. Matthews? — Ele perguntou, cruzando os braços. Que fez coisas maravilhosas para os músculos que ele só trabalhava. —Além do potluck? — Um sorriso puxou no canto de sua boca. Como eu poderia responder de uma forma indireta? —Ela é mãe de Logan. Tanto para um confronto. —Ah. — Cole rolou o pescoço de lado a lado. —Como está o outro homem? — Ele não esperou por uma resposta. —Deixe-me 235


adivinhar... ainda em um estado de 1ignorância é uma bênção1. Certo? Ele me esperou responder. Eu não podia. —Você é muito previsível. Você pode saber o que quer, mas não vai fazer o que for preciso para tê-lo. Eu arrepiei. —Qual seria o ponto disso, desde que ficou claro para mim que eu não poderia ter mais o que queria? Os ombros de Cole caíram. —Bom ponto. — disse ele. —Mas você e eu sabemos que se empurrasse esse impulso, eu não seria o que você realmente queria. O que você queria era a ideia de mim. O sonho. Uma fuga da vida que você está vivendo. Você queria a liberdade. Não a mim. Desiludido foi a palavra que veio à mente quando ouvi suas palavras. Eu não queria a ideia dele. Eu o queria. —Eu não me importo com quem teria empurrado ou impulsionado, eu teria escolhido você. —Diz a mulher que nunca teve de fazer essa escolha na vida real. — ele retrucou. Eu não vacilei. —Eu acho que nós nunca saberemos. Cole deu alguns passos para trás até que estava de costas contra a parede. Eu não tinha certeza se a sua forma de colocar tanto 236


espaço entre nós quanto o quarto permitiria foi intencional, mas certamente se sentia assim. —Eu não acho. Eu me dei alguns segundos para me acalmar antes de falar novamente. —Onde estão todos? Ele deu de ombros quando se inclinou mais na parede. —Fora. É sábado à noite e estivemos lutando contra um incêndio florestal por quase uma semana. Eles estão ficando bêbados e descontraídos esta noite. Eles merecem. —E você?— Cole nunca me pareceu o único a ficar para trás quando todos os outros estavam a caminho de um bom momento. —Eu já lhe disse. Eu não bebo mais. —E o que dizer da parte sobre transar? Por que fazer perguntas que eu não queria ouvir as respostas? Ele era um enigma. Cole respondeu-me com um olhar fresco. — Como foi o incêndio? — eu perguntei, dando um passo dentro da sala de musculação. Quando Cole vacilou, eu parei. — Quente. — ele disse secamente. Ele não estava fazendo isso fácil. —Será que alguém se machucou?

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—Chase torceu o tornozelo e eu levei um pequeno tombo. — Cole levantou a perna direita do calção. —Oh meu Deus. — eu disse, cobrindo minha boca. Um hematoma roxo brilhante cobria toda a frente da parte superior da perna de Cole. —Não é grande coisa. — disse ele, soltando a bermuda curta para trás sobre a contusão de tamanho monstro. —Eu sofri ferimentos piores neste verão. Eu duvidava de que ela fosse a principal que ele estava se referindo, mas o meu olhar saltou para o nariz. Nada além de uma pequena crosta restava do dano que eu tinha feito para ele naquela noite na pista de boliche. Estava quase curado. —Cole... —Eu comecei, não sei quais palavras sairiam da minha boca a seguir, mas continuei mesmo assim. —Sinto muito por ferir você. Sinto muito por ter deixado você. Sinto muito por não ir atrás de você naquela noite no boliche e te dizendo que eu esc... —Você precisa ir. — Cole interrompeu, levantando a mão. — Eu iria te acompanhar até a porta se eu estivesse certo de que você não iria esmagá-la em meu rosto de novo. Meus olhos se encheram. Ele estava dizendo adeus. Novamente.

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—Cole. — eu disse, dando alguns passos mais em sua direção. —Eu sinto sua falta. Eu não quero deixar você ir. — Lá estava. Meu coração não poderia ser mais vulnerável. Seu olhar não mudou quando ele abriu a boca. —Você realmente deve me deixar ir. Isso está apenas ficando patético agora. — Ele empurrou para fora da parede. —Além disso, eu deixei você ir há muito tempo, eu mal me lembro do seu nome. Ele estava dizendo essas coisas para me machucar. Esse era o seu mecanismo de autodefesa. Quando ele se machucava, atacava de volta. Eu não ia desistirtão fácil. —Cole... — Eu comecei antes que seus olhos se estreitassem em fendas. —Eu superei você. — ele assobiou. —Obviamente. — uma nova voz veio de trás de mim. Uma mulher seminua passeou na sala. Cole suspirou. A ruiva do boliche usava nada além de uma gigante camisa branca e um sorriso triunfante. A sala começou a girar. —Você vai voltar para a cama? — ela perguntou, avaliando Cole de uma maneira que me fez sentir todos os tipos de territorial.

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A sala virou um pouco mais quando percebi que não tinha o direito de reivindicar qualquer tipo de território em Cole Carson. —Não, Kayla — disse ele. —Eu não vou. Ele não teve qualquer problema em lembrar o nome dela. Lembrei-me do jeito que ele soprou meu nome quando eu tinha a minha mão em torno dele, e eu sabia que nada do que havíamos compartilhado significaram nada para ele. Ele soprou meu nome, ele soprou o nome dela, ele respiraria dezenas de outros ao longo do caminho, eu estava certa. —E agora... — eu disse, mordendo o interior de minha bochecha, quando eu olhei para ele — Eu superei você, também. Eu não podia sair da sala rápido o suficiente. Enquanto eu corria pelo corredor, ouvi o que soou como Kayla rindo e Cole xingando, mas nada disso importava. Pelo menos eu queria fingir que não importava. Eu empurrei a porta aberta e corri para o meu jipe. Só uma vez que ele tinha ligado e estava descascando para fora do estacionamento que eu deixei uma gota de lágrima cair. Assim que uma estava livre, o resto derramou como se tivesse sido reprimido uma vida inteira de lágrimas. Talvez eu tivesse, mas uma coisa que eu tinha certeza era que, depois de hoje, nunca iria chorar outra lágrima por Cole Carson. 240


Eu não estava dirigindo para qualquer lugar em particular enquanto acelerava na estrada escura. Só queria distância. Eu estava tão doente e cansada de me sentir desta forma, tudo o que eu queria fazer era acordar amanhã e não lembrar nada de Cole. Eu queria a minha mente apagada dele. Contudo, não importa o quão rápido eu dirigi ou quão longe da cidade eu fui, não estava esquecendo Cole. Um sinal luminosobrilhou à frente, dando-me uma ideia. Se eu não podia forçar Cole fora da minha mente, talvez eu pudesse beber ele fora. Biggie era um bar rústico que sempre esteve por perto. Ninguém conseguia lembrar quando ele tinha aberto uma vez que tinha mudado de mãos e nomes tantas vezes, mas era o tipo de lugar que você adivinhava que iria prosperar, mesmo no meio de um apocalipse zumbi. Eu nunca tinha estado dentro; não era exatamente o tipo de lugar que o meu tipo de garota entra. Eu estive no estacionamento uma vez para resgatar Dani quando seu encontro a tinha trocado por outra garota, mas, diferente disso, eu nunca pensei que iria pisar dentro do lugar. Engraçado como a vida pode mudar num piscar de olhos. Era uma noite de sábado e o estacionamento estava cheio. Tão cheio que eu tive que estacionar do lado da estrada. Eu não me preocupei que meu Jipe poderia ser facilmente reconhecido, se qualquer um dos meus amigos ou familiares estivessem dirigindo 241


esta noite na estrada. Eu não me preocupei com quem estava dentro que poderia me reconhecer. Não me preocupei com a repercussão de minhas ações amanhã. Eu não me preocupei com nada, mas os próximos dez minutos e minha necessidade de afogá-lo todos para fora com tantas dosescomo eu poderia começar o garçom para me servir antes de me cortarem fora. Então me lembrei de que eu estava no Biggie. Ele não era conhecido como um lugar que corta pessoas. Ele era conhecido por cerveja barata, uísque mais barato, e mulheres fáceis. Eu estava esperando tirar vantagem de duas dessas três coisas esta noite. Era também um lugar que não verifica identidades, então eu não precisei me preocupar com isso também. A música ao vivo que a banda tocava esta noite era tão forte que bateu em meus tímpanos do outro lado do estacionamento. Realmente devia ser um crime tocar qualquer música dos Rolling Stones tão mal. Eu ignorei o homem levantando a poucos metros da entrada. Fingi que o homem e a mulher que passei assim que entrei no interior não estavam fazendo sexo, mas avaliando pelas expressões em seus rostos e a saia de fácil acesso que a mulher estava usando, era bastante plausível.

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A música era dez vezes mais horrível dentro como foi no estacionamento, e o lugar estava tão ocupado que parecia que havia 10 pessoas chegando por veículo. Mas estava escuro, e todo mundo estava tão ocupado prestando atenção a alguma outra pessoa que eu desapareci na multidão. Meus cortes poderiam ter sido maiores, minhablusa mais solta, e meus olhos mais claros do que o resto das mulheres, mas, tirando essas pequenas diferenças, eu me misturei. Quando fiz o meu caminho para o bar, eu esquadrinhei a sala para me certificar de que não reconheci ninguém que me reconheceria. Pelo menos facilmente me reconheceria. Esta era Winthrop que estávamos falando, e todo mundo conhecia todo mundo em certo grau. Além de alguns clientes que eu reconheci da lanchonete, não acho que ninguém seria capaz de reconhecer-me. Elle Montgomery em Biggie não eram pontos que poderiam se conectar. Eu tive que arcar com um par de caras de ombros grandes de camisas esportivas de flanela com cortes nas mangas e um par de tainhas que eram obviamente seu orgulho e alegria. Eles atiraram em mim olhares irritados até que seus olhos brilhantes ajustaram. —Ei, querida. — um à minha direita disse, olhando de soslaio para mim de uma forma que fez minha pele arrepiar. —Eu não me lembro de vê-la por estas bandas. — Ele arrotou e os vapores do

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álcool que vieram para mim e poderia ter chamuscado meu cabelo do nariz, se eu tivesse algum. Fiz um gesto para o barman. Quanto mais cedo eu tivesse a minha bebida, mais cedo eu poderia ficar longe de Backwoods e do Trailer Park. —Eu, obviamente, estive perdendo. — disse eu, nem mesmo tentando mascarar meu sarcasmo. Estes dois estavam muito bêbados para pegar o tom e quaisquer sutis nuances. O outro pegou sua fivela de cinto do tamanho de uma calota e me cutucou. —Você quer ver exatamente o que você está perdendo, querida? Eu franzi o nariz. —De onde eu estou — disse, fazendo uma varredura rápidana flanela, cara de tainha, — não parece como se eu estivesse perdendo muita coisa. Andando para este lugar tinha reforçado minha coragem. Ou estupidez. Sabendo que eu estava a segundos de distância de afogar tudo me deu uma vantagem que nunca tive antes. —Eu gosto de uma menina com uma boca inteligente — o cara disse, olhando para a minha boca antes de lamber os lábios. — Especialmente quando essa boca inteligente está chupando meu... —Vocês dois idiotas não estão dando a esta menina um momento difícil vocês estão? — O garçom interrompeu, olhando 244


para os homens de cada lado de mim. Ele tinha a idade do meu pai, mas ele era maior, mais amplo, e só tinha essa vibe marrento. —Você não sabe o quão difícil de um momento nós adoraríamos dar a ela, Biggie. — a tainha à direita disse, meneando suas sobrancelhas para o barman. —E você está prestes a saber o quão difícil de um tempo a minha espingarda lhe dará quando eu enfiar em ambas as suas bundas se vocês não seguiremo inferno para fora do meu bar. Tudo que eu queria era uma bebida ou duas e esquecer-me por algumas horas. Isso era tudo que eu queria. Por que tudo tem que ser tão malditamente difícil ultimamente? Sem outra palavra para Biggie ou outro olhar em minha direção, os gêmeos tainha empurraram para fora do bar e se dirigiram para a saída. Só isso. Dois caras que pareciam comer duas dúzias de ovos por dia no café da manhã, que estavam bêbados como um par de gambás,apenas para deixarem a festa por uma ameaça de um cara. Que tipo de cara intimidava esses tipos de caras? Eu estava com medo de descobrir. Eu encontrei o olhar de Biggie e tentei um sorriso que eu estava certa, não fez nada para me fazer parecer ter menos medo dele. 245


Seus olhos se arregalaram de repente. —Laurel? — Disse ele, o rosto branqueando alguns tons. O nome me pegou desprevenida. Eu tinha certeza de que meu próprio rosto empalideceu ao ouvir o nome da mãe neste lugar bizarro. —Não... souElle. — eu disse. —Laurel era... —Sua mãe. — Biggie disse, exalando como se ele pudesse estaraliviado ou decepcionado. Eu balancei a cabeça. Como é que esse cara conhece a minha mãe? —Deus sabe que eu amo este bar, mas é um lugar tão miserável que mesmo Satanás fica de fora, então porque em todo o mundo de bares faz a doce filha Laurel Sheehan ter que caminhar para o meu? Ele tinha usado o nome de solteira da minha mãe. Ninguém usava isso. Onde quer que fosse, ela era conhecida como Laurel Montgomery. Ela poderia ter crescido aqui e foi uma Sheehan até os 19, mas a cidade inteira só a conhecia como Montgomery. Com exceção de Biggie. —Como você conhecia a minha mãe?

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Ele fez uma pausa de alguns instantes antes de responder, quase como se estivesse tendo um debate interno. Então, limpando a garganta, ele disse: — Eu estava apaixonado por ela. Então, não é o que eu esperava. —Você estava apaixonado por ela? — Eu quase sussurrei, tendo outro olhar para ele. Ele ainda era grande, largo e fodão. —Loucamente apaixonado por ela. — respondeu Biggie. —Quando?— Eu perguntei, inclinando-me para o bar. —A melhor parte da minha adolescência. — disse ele, balançando a cabeça. —Os melhores anos da minha vida. —Será que ela sabia... que você era apaixonado por ela? Mamãe tinha estado com meu pai quase toda a vida do ensino médio. Eles se casaram poucos meses depois de se formarem no colegial. —É claro que ela sabia. — disse ele, parecendo um pouco insultado. —E ela me amava também. Whoa. Esta foi uma viagem mental. Toda esta noite Este verão inteiro. —Será que meu pai sabe?

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—Ele obviamente acabou com a menina, mas eu não podia vêlo sendo o tipo compreensivo uma vez que descobriu que sua namorada estava apaixonada por outro cara ao mesmo tempo. Biggie e meu pai não poderiam ter sido mais diferentes. Tanto no departamento dos olhares e no departamento tudo-mais. —Eu não sei por que diabos eu estou te dizendo nada disso. Nada de bom pode vir de levantar os fantasmas do passado... —Por favor. — eu disse um pouco ansiosa. —Por favor, me diga. Nunca haverá um momento melhor para eu ouvir sobre você... e minha mãe... e meu pai. Biggie levou um minuto, estudando-me, antes de soltar um suspiro longo resolvido. —Sim, ela acabou dizendo ao seu pai. — Biggie disse. —Nunca Laurel quis se apaixonar por mim, e eu certo como a merda tentei afastar-me dela, mas tipo, a natureza só nos uniu. Eu nunca amei alguém como eu a amava. Eu a tinha duramente. E eu ainda não amei uma mulher do jeito que eu a amei. O que nós tínhamos era... — Ele fez uma pausa, procurando a palavra certa. Mas eu tinha. —Especial. — eu disse com tristeza. —Exatamente. Especial. — Biggie assentiu. —É claro que eu estraguei as coisas do jeito que eu nasci para fazer, e Laurel 248


percebeu que seu pai era o melhor homem, que tanto quanto eu odeio admitir isso, ele era. — A testa de Biggie alinhou quando ele continuou, — Laurel se casou, eu me casei com este bar de merda, e o resto é história. — Ele estudou o meu rosto, e eu podia dizer a partir do vislumbre de intimidade que brilhou em seus olhos que ele estava vendo a minha mãe. —Mas eu ainda penso nela todos os dias. Mesmo depois que ela e seu pai se casaram, ela me ajudou quando eu bati algumas vezes baixas. Minhas sobrancelhas foram ao alto. —Não, não, — Biggie adivinhou o que eu estava pensando, — nossa relação depois que ela e seu pai se casaram era estritamente amigo-a-amigo. Mas aquela mulher me salvou em todas as maneiras que uma pessoa pode ser salva. — Biggie passou a mão pelo cabelo curto e escuro e olhou para o chão. —Você sabe, eu poderia estar sozinho e ter alguma patética história do-que-poderia-ter-sido sobre o tempo, a mulher mais perfeita do mundo me amava, mas a cada dia, eu sou capaz de sair da cama, porque eu sei se alguém como ela poderia ver algo em mim para se apaixonar... Eu devo ter uma ou duas qualidades redentoras. — Depois de alguns momentos de reflexão, a face de Biggie resolveu no intimidante, mastigar ‚em cima, cuspir‛ para fora do barman que tinha enviado homens adultos correndo com algumas palavras.

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Eu fiquei sem palavras. Tornou-se um hábito nos últimos tempos. Quando eu deslizei para este conjunto escuro, não estava esperando ser perseguida por um casal de cabeças de tainha vestindo flanela,apenas para ser salvo do pequeno segredo sujo da minha mãe nomeado de Biggie. Um homem que era, obviamente, ainda apaixonado por ela. Apaixonado por um fantasma. Esta história chegou muito perto de casa para o conforto. Eu precisava que a bebida fizesse efeito. —Então, Elle. Você sabe a minha história, agora qual é a sua? — Biggie se inclinou sobre o bar e me encarou sem pestanejar. Minha mãe tinha olhado para estes mesmos olhos e, provavelmente, foi um pouco fraca nos joelhos. Minha mãe amava esse homem enquanto amava meu pai. Minha mãe era eu, ou mais como eu era a minha mãe. Eu realmente queria que ela ainda estivesse por aqui, porque eu poderia ter usado o seu conselho agora mesmo. —Eu sei que você não pode ser mais velha do que 18 ou 19, você é a boa garota glorificada pronta para se casar com o príncipe de Winthrop a qualquer momento agora, o que poderia ter trazido você para o lado mau da humanidade tarde em uma noite de sábado? — Não havia nada antagônico em sua voz, apenas uma curiosidade genuína.

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Eu quase disse a ele. Eu quase admiti que estava seguindo os passos da minha mãe e tinha me apaixonado pelo menino perigoso e mau, enquanto eu era a namorada do rapaz bom. Eu sabia que ele não iria me julgar e provavelmente poderia me oferecer alguns conselhos razoavelmente bons. Eu estava tão perto de dizer a ele, então o rosto de Cole brilhou em minha mente e meu corpo todo doía. —Eu precisava de uma bebida. — eu respondi, olhando para a parede de garrafas, eu não poderia ter chamado se ele apontasse uma arma até minha cabeça. —Uma bebida forte. Biggie me estudou por alguns segundos, fazendo uma careta quando ele encontrou meus olhos de novo. —Porque você é filha de Laurel, eu vou derramar pra você uma bebida. — disse ele, virandose para pegar uma garrafa da prateleira de cima quando ele pegou um copo com a outra mão. —Mas porque você é filha de Laurel... — Seu sorriso voltou triste, — eu só estou derramando uma. Claro. Fora de todos os bares que eu poderia ter tropeçado, tinha que estar naquele que me colocaria em um limite de uma bebida à noite. Eu não precisava de mais nenhum limite. Eu precisava esquecer os limites por algumas horas. —Eu posso não ser o cara que Laurel escolheu, mas eu com certeza não vou deixar a filha abaixar-se a este nível.

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Eu teria colocado um argumento se eu achasse que iria funcionar. —Então, nós estamos claros? — Biggie derramou o líquido claro para o topo do copo e esperou pela minha resposta. —Estamos claros. Biggie colocou o copo na minha frente. —Você parece tanto com sua mãe que eu quase colocou merda sobre mim, quando eu vi você em pé na minha frente. — disse ele, balançando a cabeça. — Mas você é um pouco como o seu pai, também. Ele é um bom homem, garota, caramba como eu tentei não acreditar nisso durante a maior parte da minha vida. Seja o que for que você está passando, o que trouxe você aqui esta noite... você deve conversar com ele sobre isso. Ele te ama e só quer o melhor para você. Tenho certeza que ele vai entender o que quer que seja. — Soltando a mão grande sobre ambas as minhas que estavam chegando para a dose na minha frente, ele apertou-as. —É uma honra conhecê-la, Elle. Ele já apareceu para a outra ponta do bar na hora que eu levantei o copo aos lábios. Os fumos só estavam fazendo meus olhos lacrimejarem. O rosto de Cole instantaneamente surgiu na minha cabeça, minha boca abriu e eu virei a dose de uma só vez.

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Ela queimou minha garganta como se estivesse realmente queimando a camada superior da carne, uma vez que fez o seu caminho para dentro da minha barriga. Eu nunca tinha tido uma dose dessasantes. Eu tinha cerveja, vinho e até mesmo alguns tiros de gelatina, mas nunca um tiro hardcore, de honestidade-bondade de álcool. Eu quase que imediatamente senti os efeitos. Minha cabeça deu um pouco de luz, tonta mesmo, e eu relaxei. Em vez de tentar me misturar na multidão, eu queria ser uma parte dela. A banda ainda soou melhor de alguma forma, então eu empurrei fora do balcão e fiz meu caminho em direção à pista de dança. A bebida não tinha removido completamente a minha memória de Cole, mas tinha pelo menos me importado menos. Eu poderia ser capaz de imaginar seu rosto e lembrar-me como suas mãos sentiam, mas não o suficiente para doer por ele. Não o suficiente para dar um danado se eu visse ou sentisse ele novamente. Eu entendi porque essa coisa de álcool era tão viciante. Eu estava tendo uma pequena festa de dança comigo mesma no centro da pista quando um rosto familiar apareceu na minha frente. Outro ponto para o álcool? Eu não me importava mais em ser reconhecida em um lugar como este.

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—Elle Montgomery. — O cara na minha frente sorriu largamente. Eu sorri de volta. Eu não o tinha visto desde a fogueira. — Derrick Davenport. —O que uma menina como você está fazendo em um lugar como este? — Ele gritou acima do som que agora estava assassinando uma música do Aerosmith. —O que um cara como você está fazendo em um lugar como este? — Eu oscilei um pouco, então, como a pista de dança estava girando, embora eu não estivesse tão bêbada que não sabia que era o álcool me girando, não a sala realmente. Derrick agarrou meus braços e me segurou. Ele chegou mais perto até que o meu peito roçou o seu. —Procurando por uma garota como você. Eu tinha quase certeza do que aquele brilho nos olhos de Derrick era, mas eu ignorei. —Parece que é sua noite de sorte então. Ele baixou a boca para a minha orelha. Eu disse a mim mesma que ele fez isso para que não precisasse gritar por sobre o som da banda. —Parece que é — disse ele, sua voz enviando um formigamento nas minhas costas. Não é o tipo bom de formigamento, também. Inclinando-se para trás, ele examinou o meu rosto. —Quantas bebidas você teve esta noite? 254


—Uma. — eu disse, saindo do meu lábio inferior. —O garçom me cortou em uma. Uma das sobrancelhas de Derrick se levantou. —Eu posso ajudá-la com isso. — ele disse, deslizando a carteira do bolso de trás. —O que está bebendo? Eu não tinha ideia do que Biggie tinha derramado para mim e eu tinha certeza de que se eu dissesse para Derrick pedir-me algo que era forte e claro, ele reviraria os olhos. —Qualquer coisa que vai me embebedar. Um dos lados da boca de Derrick levantou. —Eu acredito que posso lidar com isso. — disse ele antes de cortar no meio da multidão e se dirigir para o bar. Pelo tempo que Derrick conseguiu voltar, eu tinha quase esquecido que ele estava aqui. Era triste como um tiro pode desfazer uma menina tão rapidamente, mas não me importo porque meu coração não tinha doído nem uma vez por Cole. Na verdade, eu nem conseguia sentir meu coração mais. —Como ordenou. — disse Derrick, aparecendo na minha frente e estendendo outro dose de um líquido claro. Este copo era duas vezes o tamanho do que o que Biggie me deu e tão cheio. Derrick inclinou seu próprio copo igualmente grande e cheio para mim antes de esgotar em um gole grande. Ele largou o copo 255


sobre a mesa mais próxima, em seguida, olhou para mim com expectativa. O que era mais uma bebida? Eu vim aqui para a experiência tropeço bêbado, certo? Eu ia ser a melhor tropeça bêbada eu pudesse. Inclinando minha bebida para Derrick, eu fechei os olhos e abri a boca. Tive o cuidado de não inalar enquanto eu bebia todo o conteúdo. Esta não picou a garganta tão mal como a última, mas os efeitos foram quase tão imediatos. O quarto não estava apenas se movendo agora, ele estava girando. Rápido. Meu estômago se contraiu quase instantaneamente. O que sugou sobre esse último tiro foi que meu corpo foi afetado, mas a minha mente estava tão afiada. Aquele não era o plano. Eu não me importava se eu tinha ou não tinha o controle do meu corpo, eu só não queria o controle da minha mente. Eu queria perder e esvaziar toda a memória. Então Derrick se aproximou novamente e todo o seu corpo empurrou contra o meu. Suas mãos caíram para os meus quadris e agarraram. —Eu sabia que você era uma selvagem, Elle. — Derrick sussurrou em meu ouvido. —Ainda bem que posso estar perto quando a mulher decide se libertar.

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Derrick tinha sido meu amigo quase tão longo quanto o Logan tinha. Eu não poderia ter escolhido melhor noite para ficar engessada. Sabendo que Derrick estava aqui para cuidar de mim e me certificar de que não faria nada de muito estúpido me deixando ir um pouco mais. Me permitiu deixar ir a menina que todos esperava que eu fosse e que se comportasse. Enrolando fora do abraço de Derrick, eu pulei para cima da mesa mais próxima. Bati mais umas cervejas e meus pés atingiram de raspão a cabeça de um dos caras espalhados ao redor, mas ninguém parecia se importar. Na verdade, quando eu comecei a passar para a batida da música, as pessoas começaram a aplaudir. Meu corpo mudou de forma que nunca havia mudado antes, de maneiras que eu nunca tinha conhecido que ele poderia mover - curvando, flexionando, e balançandocomo eu estava tentando fazer o valor de dezoito anos de inibições. Uma música terminou, e outra estava prestes a começar, e eu ainda não tinha parado de balançar meu corpo em cima de alguma mesa bamba em algum bar de mergulho, mas eu estava muito tempo passado me importando com o que eu estava fazendo e onde estava fazendo isso. Tudo o que eu sentia era este sentido inebriante de liberdade e eu estava perseguindo essa sensação onde quer ela que me levasse. 257


Eu lembrava vagamente de Derrick me dando ainda outro copo de um líquido claro no início da terceira música que eu passei em cima da mesa e, ao final, eu já não estava dançando. Eu estava balançando. Sorte para mim, quando eu caí, Derrick estava lá para me pegar. O bar inteiro explodiu em um rugido de gritos e palmas batendo no final da minha capitulação completamente vestida de uma dança de qualidade clube de strip. —Merda, Elle — disse Derrick, me endireitando antes de me guiar de volta para a pista de dança. —Agora que você está fora dessa mesa, tenho certeza que você não se importaria de se mover contra mim assim. A sala inteira era um borrão. A voz de Derrick soou como um eco em meus ouvidos. Eu estava bêbada, muito além disto. Mantive meu braço firmemente travado em torno de Derrick, eu cutuquei. —Só se você disser por favor. —Por favor? — Derrick disse, em voz baixa, quando ele parou na minha frente. —Muito por favor, Elle? —O-kay. — eu disse, pendurando ambos os braços em volta de seu pescoço. Foi difícil. Cada membro sentia como se eu tivesse perdido a maior parte do controle deles.

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Desta vez, quando os braços de Derrick estavam em volta de mim, suas mãos deslizaram em torno do meu traseiro. Suas mãos cravaram em minha bunda antes dele empurrar-se contra mim. Eu estava bêbada, mas não havia dúvida da protuberância em suas calças que eu senti pressionada contra mim. —Mais tarde, será a sua vez de pedir, você sabe. — Seus quadris se encolheram contra mim. —Você vai gritar meu nome e me implorar antes de eu terminar com você esta noite. Minha respiração ficou presa em meus pulmões. Derrick era um amigo. Um amigo que estava cruzando uma linha e eu sabia que tinha tudo a ver com a quantidade de álcool que ele tinha tomado e a quantidade que eu tinha. Eu o empurrei. Não funcionou. —A única coisa que eu vou estar te implorando é para me soltar. — eu disse, empurrando-o novamente. Derrick só me segurou mais apertado. —Ninguém tem que saber,Elle. — disse ele do lado da minha orelha. —Logan nunca teria que saber que eu fui o primeiro a foder sua esposa virgem.

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Não importava o quanto eu teria que beber, eu nunca poderia beber o bastante para acabar com Derrick entre minhas pernas. Não nesta vida ou na próxima. —A única virgem que você vai se enroscaresta noite é a sua mão esquerda. — Eu assobiei, empurrando seu peito. O álcool não me fez apenas tonta, ele tinha me feito mal-humorada. — Me solta! — Eu o empurrei novamente. Nada. Ele apenas riu, e o que era pior, ninguém sabia ao nosso redor o que estava acontecendo. Ninguém percebeu que eu poderia realmente ter usado a mão agora. Derrick riu. —Eu não vou deixar você ir, até que eu te tenha nua e na horizontal. Então Derrick poderia ter sido um amigo antes, mas ele certamente não seria depois desta noite. Álcool ou não, eu nunca poderia esquecer as coisas que ele disse. De repente, um dedo bateu nos ombros Derrick. —Mudança de planos. — uma voz familiar disse, soando como se assassinato estivesse em sua mente. Derrick olhou para trás, bufou e respondeu: — Dá o fora, cara. Encontre sua própria garota.

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—Eu estou te dando uma chance de deixá-la ir e se afastar. — Cole veio ao redor do lado de nós, e se eu achava que seus olhos eram escuros na pista de boliche, não eram nada em comparação com a cor que eles estavam agora. A aderência de Derrick foi reforçada. —Cai fora. A boca de Cole apareceuquando ele fechou os punhos. — Resposta errada. Cole lançou seu primeiro soco antes de Derrick saber o que estava por vir. Esse punho poderoso na mandíbula foi o suficiente para fazer Derrick se desgrudar de mim. —Solte-a. — Cole fervia, empurrando o seu caminho entre Derrick e eu. —Que diabos, cara? — Derrick gritou quando ele alcançou sua mandíbula. Outro braço de Cole levou para Derrick e caiu no buraco quadrado de sua bochecha. —E se afaste. Se Derrick não esperava o primeiro, ele certamente não esperava o segundo. O soco o mandou de volta para a multidão antes dele tropeçar no chão. Minha respiração tinha parado, assistindo esta provação de testosterona todo fundido, mas o álcool me anestesiou de qualquer 261


outra resposta. Que era, até Cole virar e seus olhos ansiosos caírem sobre mim. Aqueles olhos conseguiram os mesmos tipos de respostas ilícitas, como quando eu estava sóbria. Quando ele veio em minha direção e envolveu os braços ao redor de mim, me aconchegando perto dele e me guiando no meio da multidão, eu não tinha certeza se estava sonhando. —Cole? — Eu estendi a mão e toquei seu rosto. Ele se sentia bastante real. —Elle. — Ele parecia bastante real, também. —O que você está fazendo aqui? — Eu não conseguia lembrar o que eu estava fazendo aqui, mas tinha certeza que tinha alguma coisa a ver com ele. —Protegendo também meninas inocentes-para-seu-própriomaldito-bem de caras que não teriam nenhum escrúpulo de aproveitar dessa inocência. — ele respondeu com firmeza. —Eu posso lidar com Derrick Davenport sozinha, muito obrigada. — Eu não gostava de saber que ele estava aqui, porque eu era como uma responsabilidade para ele. —Tudo bem. — disse ele, empurrando pra longe um cara bêbado que tropeçou que na nossa frente. —Estou aqui para segurar o seu cabelo enquanto você vomita as tripas para fora.

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—Eu tenho um rabo de cavalo titular para isso. — eu resmunguei. Cole gemeu quando nos aproximamos do bar. —Por que você é tão difícil? Eu bufei. —Por que você é? —Eu não era até que você entrou na minha vida. — respondeu ele, acenando para Biggie. —Ainda bem que eu não estou mais na sua vida então. — eu bati de volta, para chegar a minha cabeça. Ela já está doendo. Isso não é um bom sinal para a manhã de amanhã. —Então, por que estou aqui agora com você? Mesmo se eu tivesse uma resposta para isso, não teria sido capaz de dar a certa, porque Biggie parou em nossa frente, segurando minha bolsa. —É uma coisa boa que você deixou esta coisa no bar antes de você começar a dançar na mesa. — Cole fez uma careta para as palavras na mesa e dança enquanto Biggie olhava para mim de tal forma que ele poderia ter sido o meu pai logo em seguida. —Por que isso? — Eu disse, pegando minha bolsa, mas a minha percepção de profundidade estava bêbada como o resto de mim e tudo que fiz foi cair para frente. Cole me pegou e, depois de corrigir-me, agarrou-me com mais força. Tão apertado que a única 263


parte do meu corpo que eu seria capaz de mover seria minhas pernas. —Você precisou pegar emprestado meu gloss labial? Biggie balançou a cabeça. —Não. Eu precisava chamar alguém que não fosse seu pai e quem eu podia confiar para te tirar daqui antes que outro imbecil tentasse. —Então por que você chamou esse imbecil? — Legal. Eu não bebo somente como um marinheiro, amaldiçoo como um também. Biggie segurou meu telefone antes de larga-lo de volta em minha bolsa. —O número desse imbecil foi o primeiro número que apareceu sob as chamadas não atendidas. Isso mostrou cerca de uma dúzia de vezes. Eu pensei que se um cara estava chamando uma menina muitas vezes em uma noite, ele deve se importar um inferno de muito com ela. Cole havia me chamado hoje à noite? Várias vezes? Depois de semanas me ignorando, por que, de repente, encheu o meu celular? Em seguida, uma ruiva quase nua e uma sala de musculação brilhou à mente. Eu me contorci contra Cole, mas não tem nenhum lugar. —Então, quando esse cara respondeu...— Biggie e Cole trocaram um olhar. —Bem, eu sabia que você estaria em boas mãos. —Improvável. — eu murmurei,quarto o quarto levou uma rotação muito violenta.

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—Vejo você por aí, Biggie. — disse Cole, pegando a bolsa dele e movendo-se para a saída. —Obrigado por ligar. Você fez a coisa certa. —Espero que sim. — Biggie disse, observando nós dois com um toque de nostalgia e tristeza em seu rosto. —Foi bom conhecer você, Elle, mas eu não quero nunca ver seu rosto no meu bar novamente. Ou eu vou chamar o seu pai na próxima vez. Você entendeu? Eu percebi que depois de hoje, eu nunca beberia uma gota de álcool, muito menos entraria neste lugar. Eu respondi-lhe com um sinal de positivo antes de Cole levar-me no meio da multidão. No minuto em que estávamos fora, eu levei goles de ar fresco da noite. Isso clareou minha mente um pouco e facilitou a acreditar que eu não estava prestes a vomitar no instante seguinte, mas depois uma onda de cansaço me venceu e o esgotamento fez minha cabeça descansar nos ombros de Cole e os meus pés não cooperaram. —Merda, Elle. Quanto você bebeu? — Cole suspirou antes de passar em torno de mim e antes que eu soubesse como tinha acabado lá, eu estava em seus braços sendo carregada em todo o estacionamento.

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Eu odiava a forma como cada parte de mim se derreteu nele. Eu vim aqui como uma fuga de Cole e estava saindo daqui envolta em seus braços. Os mesmos braços que haviam envolvido outra garota essa noite. Meu estômago agitou e eu cheguei perigosamente perto de ofegar. —Obviamente não o suficiente. — eu disse, ajustando-me para que eu pudesse descer. —Ah, eu acho que você teve mais do que suficiente. — disse ele, envolvendo seus braços mais apertados. —Você está aqui e eu não estou bêbada o suficiente para não lembrar mais quem você é. — eu disse, as palavras como veneno. — Eu claramente não bebi o bastante. Cole parou diante da porta do lado do passageiro do meu jipe. —Então, não há apenas uma garota selvagem que você gosta de manter escondida dentro, há uma metade de uma, também. — Ele me pôs e começou a vasculhar minha bolsa, sem dúvida procurando as chaves. Vacilei no lugar. Eu realmente tinha bebido muito. —Não quer dizer que seja a verdade. A mandíbula de Cole definiu quando ele soltou a porta aberta. —Tudo bem. Você me odeia. Eu entendo. — ele disse em uma voz

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tão controlada que eu sabia que ele sentia alguma coisa, mas o controlava. — Agora você acabou de entrar no maldito carro já? —Eu não vou a lugar nenhum com você. — eu disse, afastando-me dele. Foi mais um cambalear. —Então pare de desperdiçar seu tempo. Vá pegar de volta seu carro e volte para o que você estava... fazendo. Cole investiu contra mim. Tocando suas mãos em torno dos meus pulsos, ele me puxou de volta para o jipe e me apertou firmemente contra ele. Jogando meus pulsos acima da minha cabeça, ele segurou firmemente enquanto seu corpo pressionava no meu. Eu me contorci contra seu aperto, mas desisti depois que ficou claro que o aperto de Cole era inquebrável. Seus olhos brilharam nos meus, com raiva e inconfundível... desejo. Isso foi provavelmente o álcool falando. —Não vamos fingir que eu não podia levá-la a fazer o que eu pedi de você. — ele sussurrou, empurrando mais duro contra mim quando eu tentei me libertar novamente. O impacto e firmeza de seu corpo contra o meu trouxe um som para a superfície. —Não vamos fingir que,mesmo que você pudesse me odiar, não me deixou fazer nada para você que eu queria. — Sua cabeça caiu para o meu pescoço, e a próxima coisa que eu senti foi sua boca aquecendo a pele na base dele. Sua boca nunca me tocou, apenas sua respiração

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quente, e até mesmo com essa pequena intimidade, de olhos fechados, a minha cabeça rolou para trás, e eu gemi novamente. Eu queria chorar. Eu não conseguia controlar meu corpo em torno dele. Eu não conseguia controlar minha mente muito melhor. Eu era totalmente e irreversivelmente fora de controle quando estava na presença de Cole. Eu ficava... em chamas apenas em pensar em seu toque. —Você pode me odiar, Elle. — disse ele asperamente. —Mas seu corpo não odeia. Inclinando-se para trás, seu corpo deixou o meu, mas suas mãos ficaram coladas aos meus pulsos. —Se eu deixar você ir, você vai entrar no carro ou eu vou ter que fazer você entrar? Porque realmente, eu tenho o tipo de esperança que você não vai de bom grado. —Não vai ser de bom grado, mas se isso significa você tirar as mãos sujas de cima de mim, então eu vou entrar no carro sozinha. Cole sorriu para mim quando ele lentamente tirou as mãos. — E aqui eu estava com a impressão de que você não poderia ter o suficiente de minhas mãos imundas toda sobre você. Torcendo para longe dele, eu me arrastei para o jipe. No meu estado de embriaguez, foi um obstáculo formidável.

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—Você tem estado sob um monte de impressões erradas. — eu bati, lamentando as palavras instantaneamente. Eu lamentei-as ainda mais quando vi o sorriso cair direto do rosto de Cole. —Eu sei. — ele disse em voz baixa antes de fechar a porta atrás de mim. Esta noite tinha sido destinada a ser condenada. Isso deveria ter estado claro quando a Sra. Matthews disse as palavras potluck, acampamento smokejumper, e muito por favor, na mesma frase. Tropeçando em Cole, a mulher com quem ele tinha acabado de transar, a antiga paixão da minha mãe, entornando assim muitas bebidas que elas começaram a parecer como água, as mãos de Derrick Davenport em cima de mim, e agora isso. Machucar Cole com minhas falsas palavras. Era hora de colocar este dia para descanso. Quando Cole pulou para o banco do motorista, ele estava de cara. O buraco no meu estômago cresceu. —Aonde quer que eu te leve?— Ele perguntou, sua voz tão fria como pedra. —Hum... Onde eu poderia ir? Não havia nenhuma maneira que eu poderia aparecer tarde da noite bêbada, estrondosa, em casa. Nada de bom viria disso. Eu não poderia ir para os Matthews, porque isso seria ainda pior do que mostrar-me em casa. Dani foi embora a 269


algum acampamento neste fim de semana. Vovó M era a única opção, mas eu não queria trazê-la para essa bagunça. Eu não queria que ela tivesse que manter meus segredos para mim. Eu não tinha para onde ir. Quando eu não estava afirmando que todo verniz de perfeição esperado, eu não tinha ninguém para me apoiar. Quando eu cometi um erro e precisava de alguém para voltar a cair, eu não tinha ninguém. Todo mundo na minha vida, para salvar um casal, adora a ideia de Elle Montgomery. Não é a verdadeira eu – não as verrugas e toda versão. Como uma revelação dessa magnitude foi capaz de romper a névoa de álcool, eu não sei, mas parecia o pensamento mais deprimente que eu já tive. —Eu não sei... — eu sussurrei, olhando para o meu colo. — Não há ninguém realmente. — Eu odiava ser transparente com Cole, ele já tinha visto tanta vulnerabilidade em mim que claramente não o tinha impressionado, mas não havia mais ninguém. Eu senti os olhos de Cole em mim por um longo tempo. Eu não tinha certeza do que estava vendo ou procurando, mas pelo menos um minuto deve ter ido por diante, ele suspirou. —Tudo bem. Você pode ficar no acampamento. — disse ele, e então algo inesperado aconteceu. A mão de Cole repousou sobre as minhas por um momento antes que seus dedos entrelaçaram os meus. —Eu vou

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cuidar de você e então vamos descobrir o que fazer amanhã de manhã quando você não estiver até as orelhas de vodka barata. Alívio me inundou. Pelo menos por esta noite, Cole iria cuidar de mim. Ele me ajudaria com esse erro quando ninguém mais na minha vida ajudaria. —Obrigada. — eu respirei, deixando cair a minha cabeça de volta para o encosto e segurando em sua mão como se fosse uma tábua de salvação. —De nada. — Cole ligou o jipe e puxou para a estrada. —É o mínimo que posso fazer, dado que eu fui praticamente o único culpado pelo que aconteceu esta noite. — O movimento do carro me fez enjoar, então eu abri a janela, fechei os olhos, e tomei muitas respirações lentas. —Eu sinto muito que você viu aquilo, Elle. Meu estômago soltou, mas não por causa do álcool. Por causa da imagem daquela menina vestindo a camisa de Cole. —Será que ela ainda vai estar lá... quando nós aparecermos? — Eu perguntei tão sem emoção como podia. Cole não era meu, ele tinha o direito de levar uma garota em sua cama, mas, ao mesmo tempo, sentia que era meu e não tinha o direito de dormir com qualquer garota que não fosse eu. —Altamente improvável, pois a única pessoa que descascou fora desse estacionamento em mais de uma raiva que você foi ela dois minutos depois.

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Minhas sobrancelhas se uniram. —Por que isso? —Pode ter tido algo a ver comigo dizendo-lhe para dar o fora e me dar a minha camisa de volta. — ele respondeu. —Você acha que você vai vê-la de novo? —Não. —Você quer? —Claro que não. —Você dormiu com ela? — Maravilha. O álcool estava me fazendo perguntar perguntas que eu não as queria respondidas. Cole exalou. —Deus sabe que eu tentei — disse ele, —mas eu não pude fazer isso. Não importa o quão malditamente duro eu tentei. Abri os olhos e olhei para ele. Se alguma vez um homem poderia confundir, Cole estava fazendo isso agora. —Por que não? Suas mãos apertaram sobre o volante. —Porque eu não poderia tirar o rosto de outra menina da minha cabeça. — disse ele. —Eu não sei se algum dia serei capaz de tirar o rosto dela da minha cabeça. Meu coração acelerou. Ele estava dizendo o que eu achava que ele estava? —Eu? — Minha voz era um sussurro. 272


Cole acenou com a cabeça uma vez. —Você. — ele admitiu como se fosse um pecado. Eu olhei para a mão dele na minha e eu me deixei fingir que tudo poderia funcionar entre nós. Deixei-me jogar ‚faz de conta‛ que Cole e Elle iriam começar a viver felizes para sempre. Esse era um dos benefícios do álcool - enviesar a realidade e fazer crer o suficiente para que eles quase se fundissem em um só. Nós apenas puxamos para o acampamento smokejumper quando Cole quebrou o silêncio. —Você vai me prometer uma coisa, Elle? — ele pediu quando estacionou e desligou o motor. — Prometa-me que você não vai fazer algo assim de novo. Se Biggie não tivesse me chamado... Quem sabe o que... — O rosto de Cole alinhou. —Não faltamDerrickDavenports lá fora, Elle, e tanto quanto eu gostaria de poder prometer que eu sempre estarei aqui para buscá-la e salvá-la, eu acho que nós dois sabemos que isso seria uma promessa vazia. Não no meu mundo de faz de conta. —Então, eu preciso que você me prometa que não vai fazer isso de novo. Por favor. — disse ele, quase implorando. Mesmo se eu não tivesse feito essa promessa a mim mesma, eu não podia negar a Cole quando ele olhava para mim desse jeito.

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—Eu prometo. — eu disse, dando um aperto em sua mão. Ele não tinha deixado a minha em todo o caminho, e quando finalmente o fez, quando Cole pulou para fora da porta do lado do motorista, minha mão estava um pouco mole. Cole correu em torno da frente do jipe e abriu minha porta. Ele me ajudou, e antes que eu soubesse como cheguei lá, estava em seus braços. —Cole? — Eu disse depois que eu acariciei minha cabeça sob seu queixo. —Elle. — disse ele, seu tom todo de provocação. Eu cutuquei. Eu estava tentando ser séria aqui. —Eu não odeio você. Ele teve alguns momentos antes de responder. —Eu sei. — ele disse, enquanto passamos pela porta da frente. —Mas às vezes eu desejo que você odeie. Deixá-la em paz seria muito mais fácil se eu soubesse que você me odeia. O edifício ainda estava escuro. Todos devem ter estar ainda tendo um bom tempo. —Por que você quer me deixar em paz? O corpo de Cole ficou um pouco rígido. —Porque eu não posso ter você do jeito que eu quero. Eu sei que eu te disse na primeira vez que estava bem com qualquer pedaço de você, mas isso mudou quando eu... — ele se interrompeu abruptamente. 274


Limpando a garganta, levou-me a uma grande sala escura cheia com um punhado de beliches que revestiam as paredes. —Eu tentei estar contente com um pedaço de você, mas isso mudou, e eu queria tudo de você. Eu precisava de tudo de você. Mas já que não posso ter tudo de você, eu vou ter que descobrir como viver sem nada de você. Eu não sabia o que era mais triste: sua voz ou a forma como o meu coração sentiu depois de ouvir essas palavras. Era tudo ou nada de mim com Cole. Ele só iria se contentar com tudo de mim ou nada de mim. Essas eram as duas opções que ele poderia viver, mas eu realmente poderia viver apenas com uma. Essa era a minha resposta. Eu não poderia viver sem ele. Cole. Eu não poderia viver sem ele. Eu tentei e falhei miseravelmente. —Vamos lá. — disse ele, caminhando pela sala. —Vamos levar você para a cama. —Vamos. — eu disse, levantando a voz na expectativa. Cole riu suavemente. Parando no beliche na extremidade da parede do fundo, ele me colocou. Quando ele me segurou e parecia principalmente convencido de que eu não iria cair, ele correu pelo quarto novamente. —Eu vou estar de volta. Tente não cair ou se machucar.

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Uma vez que Cole tinha deixado o quarto, eu me atrapalhei com o botão e o zíper dos meus cortes. Meus dedos não estavam bem em si, mas pelo menos trabalhando melhor do que eles tinham 15 minutos atrás. Quando eu deixei meus shorts caírem, tudo que eu podia pensar era em rastejar na cama de Cole e adormecer. Este dia inteiro do início ao fim foi cansativo, e oito horas de sono entre os lençóis de Cole parecia apenas a maneira certa de terminar o dia. Enrolando meus braços para trás, eu soltei meu sutiã e trabalhei cada braço de fora antes de deslizar para fora da minha camisola. Não era exatamente o meu todo tipo de noite de pijama, mas isso não era exatamente do jeito que eu passava todas as noites também. —Você precisa beber tanto destes e tomar três analgésicos antes de rastejar na cama a menos que você queira acordar... — disse Cole cobrando volta para a sala balançando um frasco de comprimidos em sua mão. Ele levou alguns segundos para olhar para cima, e quando o fez, sua boca se abriu um pouco. Olhei para mim mesma. Talvez eu devesse ter me arrastado para a cama antes que ele voltasse para o quarto, porque minha lingerie de renda e finas com meus mamilos que estavam presentemente empurrando através eram mais lingerie do que roupa de dormir. 276


Os olhos de Cole apareceram para mim, tendo o seu tempo, e fizeram uma viagem de volta antes que ele descongelasse do chão. Seus olhos correram para longe de mim quando ele chegou mais perto. —Eu vou em cima. — disse ele, apontando para os beliches atrás de mim. —Pegue estas e beba isto. — Ele estendeu a mão e esperou por mim para abrir a minha. Quando eu fiz, ele derrubou três pílulas brancas nela antes de desenroscar a tampa de uma das garrafas de água. Ele não olhou para mim, mas aparentemente teve uma quantidade significativa de contenção. Ele me queria. Eu podia ver isso na cara dele, eu podia dizer a partir do modo como seu peito ergueu mais difícil, eu poderia vê-lo sob o zíper de sua bermuda. Sabendo que Cole estava pronto para mim em todos os sentidos que um homem poderia estar me fez reagir de todas as maneiras que as mulheres podiam. Quando eu quis me jogar em cima dele, me forcei a cair os comprimidos na minha boca. Cole me entregou a garrafa e eu a levantei aos meus lábios. Eu podia sentir seus olhos em mim de novo quando continuei a inclinar a garrafa até que bebi tudo. Quando eu inclinei a cabeça para trás para baixo, minhas hipóteses foram confirmadas. Seus olhos estavam em mim de novo, olhando para a área ao sul do meu umbigo. Minhas coxas cerraram. 277


E agora eu estava pronta, como poderia estar para ele. Em todos os sentidos. —Cole. — sussurrei, dando um passo em direção a ele. Seus olhos se fecharam e ele deu alguns passos para trás. — Não. — respondeu ele. —Eu não posso,Elle. Eu quero você tão malditamente, mas não se você não é minha. Toda minha. Eu quase choraminguei em desânimo. Eu queria Cole antes, queria ele tanto, mas isso era diferente.Foi assim que tudo consumiu, era tudo que eu conseguia pensar. Eu tinha que tê-lo dentro de mim. Eu queria que ele fosse o primeiro homem que eu sentisse assim. Mas isso não era tudo... Eu queria que ele fosse o último, também. Era muito para uma mulher jovem tomar, especialmente quando ela tinha cerca de três bebidas a mais, mas eu já podia sentir o litro de água fazendo o seu caminho através do meu sistema, limpando um pouco da névoa do álcool. —Vamos dormir um pouco e seja lá o que a manhã nos reserva. — Cole pendurou as mãos nos quadris e acenou com a cabeça para o beliche superior. A protuberância em sua cueca só tinha crescido, mas ao que parece sua determinação também tinha.

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Desapontada, eu me virei e me joguei em cima do beliche. Foi uma aposta mais segura do que escalar um casal de degraus até a escada ao lado. Cole riu. —Isso foi gracioso. —Pelo menos eu fiz. — eu respondi, ficando confortável. Os lençóis de Cole cheiravam como ele. Normalmente, seu cheiro me faz suspirar; agora, porém, ele serviu mais como um afrodisíaco. Eu ouvi o som revelador de uma redução de zíper e virei para o meu lado para assistir. Cole estava saindo de sua bermuda e puxando a sua camisa. Minha garganta ficou seca. Quando eu tinha certeza que ele estava prestes a vasculhar o armário atrás dele por um par de calças de pijama ou algo assim, ele foi até o final do beliche e começou a subir. Ok, isso era demais. Não havia nenhuma maneira que eu seria capaz de deitar ao lado de um Cole quase nu enquanto eu estava apenas quase nua e... dormir. Como o sono seria impossível, a única outra maneira de dividir a cama com Cole esta noite teria que trabalhar. Eu não estava levando mais nãos dele. Eu o queria, eu o tinha escolhido. Se o que ele disse era verdade e ele me queria tanto quanto eu o queria... as coisas estavam prestes a ficar interessantes.

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Sentei-me de joelhos e esperei pela cabeça de Cole para coroar o topo do beliche. Assim que o fez, seu olhar caiu sobre mim com um pouco de confusão. Provavelmente decorrente do que eu estava fazendo sentada em sua cama, brincando com a barra da minha camisola. A confusão desapareceu no segundo em que eu comecei a puxa-la sobre minha cabeça. —Elle... — Alertou. Eu sorri para ele antes de jogar a camisola em seu rosto. — Cole. Agarrando a minha camisola antes dela cair na cama, os olhos de Cole ampliaram. Com seus olhos sobre eles, meus mamilos endureceram ainda mais. Eles tinham tanta força que doía. —Eu quero você, Cole. — eu disse. Sua testa enrugou e sua respiração vinha em arfadas rasas. — Eu quero você, Elle, mas eu não posso... Meus dedos deslizaram sob a barra da minha calcinha e puxeia para baixo em meus joelhos. Eu deslizei meu polegar sobre a parte de mim que pulsava e fiz um gemido baixo. Cole gemeu. —Foda-se. — ele respirou, apertando os olhos fechados, mas só durou um momento antes de eles abrirem novamente. Ele poderia lutar contra isso, eu tentei também, mas nenhum de nós iria vencer. 280


O que estávamos prestes a fazer era inevitável desde o primeiro sorriso que tínhamos compartilhado naquele dia no lago. Era inevitável. —Eu quero você, Cole. — eu repeti, esfregando o polegar em cima de mim de novo. —Elle... —Ele parecia tão indeciso quanto lia a sua expressão. —Eu quero que você seja meu primeiro, Cole. — eu disse, deitando em seu colchão. Eu ajustei meus joelhos por debaixo de mim, deslizei minha calcinha o resto do caminho fora, e espalhei os joelhos até que eu pudesse ver seu rosto angustiado olhando para mim. Eu espalhei-os afastados antes de cair de joelhos para o lado. Meu corpo estava tão ligado e pronto para ele, eu podia sentir minha umidade umedecendo o lençol debaixo de mim. —Eu escolho você, Cole. Eu. Escolho. Você. Ele chupou uma respiração súbita por entre os dentes, e depois de alguns momentos, as linhas torturadas de seu rosto desbotaram. O único vinco lá agora era de desejo puro, primal. —Você não sabe o quanto eu queria ouvir essas palavras. — disse Cole antes de subir o resto do caminho para o beliche. Minha respiração estava vindo tão forte que eu senti como se pudesse ter um ataque do coração e imaginei que a adrenalina fez um belo trabalho queimando o álcool restante em meu sistema.

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Eu estava feliz. Eu queria sentir cada último toque. Toda última carícia. —Diga isso de novo. — ele instruiu quando arrastoume. —Eu escolho você, Cole. Eu quero você. — sussurrei enquanto seu rosto pairava acima do meu, junto com o resto de seu corpo. Ele gemeu quando eu repeti essas palavras, quase como se estivesse chegando dentro de mim agora. —Eu quero você, Elle. — disse ele, baixando a boca no meu ouvido. —E agora que você é minha, eu vou levá-la. — Seus dentes afundaram na minha orelha e sussurrou: — Eu vou levar tudo de você. Eu rolei minha cabeça para trás e arqueei o pescoço para ele. Sua boca se mudou para lá e quando sua língua começou a deslizar, minhas mãos desceram nele. Meus polegares engancharam sob a cueca e eu a deslizei para baixo até que tudo que eu queria libertar estava aninhado duro em meu estômago. Meus dedos se enroscaram em torno de seu comprimento e acariciei todo o caminho até ele. Sua língua parou sua jornada e sua boca aspirou em meu pescoço, sugando a pele sensível com o mesmo grau de velocidade como a minha mão se moveu para cima e para baixo dele. —Eu quero você dentro de mim. — eu disse, guiando-o mais perto. —Eu não posso esperar mais.

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Eu levantei meus quadris para encontrá-lo, e assim como a sua dica deslizei contra minha umidade, ele empurrou para longe de mim. Sentei-me em meus cotovelos e insisti com os meus olhos. Ele se ajoelhou entre as minhas pernas, respirando pesadamente. —O que há de errado? —Você é uma virgem, Elle. — disse ele, fazendo uma careta quando olhou para o espaço entre as minhas pernas. —Isso não vai ser uma experiência agradável para você e eu não quero te causar nenhuma dor. —Você não me quer? — Eu adivinhei, tentando não parecer tão insegura quanto me sentia. Cole me lançou um olhar. —Eu quero te foder tão duro que eu estou prestes a vir só de pensar em meu pau estar dentro de você. Calor assolou através de mim quandomais uma onda de umidade arrastou pelas minhas pernas. —Deus, Cole,.— Eu respirava, tocando a mim mesma se ele não ia fazer isso. —Faça. Por favor. Ele lambeu os lábios enquanto me observava me tocar. — Merda. — ele respirou antes de cair a mão para onde meu dedo continuava a brincar comigo mesma. Seu dedo enroscou com o meu enquanto ele preguiçosamente acariciava tudo. 283


Suspirei seu nome e flexionei os quadris em sua mão. —Eu não quero ir assim. — eu disse, empurrando levemente sua mão longe. —Eu quero ir com você dentro de mim. A mão de Cole abaixou e senti seu dedo circulando minha abertura.

Suas

sobrancelhas

se

uniram.

—Você

está

tão

malditamente molhada. — disse ele, e então seu dedo escorregou dentro de mim. Eu respirei fundo quando ele deslizou mais profundo. —Você realmente é uma virgem. — disse ele, todo o seu rosto enrugado. — Você é tão apertada, Elle. Eu não acho que eu possa obter um segundo dedo dentro de você, muito menos meu pau. Ao ouvi-lo falar sobre isso me fez pensar sobre isso. Eu gemi e relaxei em torno dele. Outro dedo deslizou dentro. —Sim, Elle. — disse ele quando eu comecei a balançar para cima e para baixo contra seus dedos. —O inferno, sim, querida. Ele estava certo, eu senti um pouco de dor, mas era quase nada comparado com o prazer de sentir seus dedos tocando lugares profundos dentro de mim. —Eu quero sentir você, Cole. — eu disse, deslizando longe o suficiente que seus dedos deslizaram para fora. —Eu quero sentir você dentro de mim.

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Ele rosnou aproximadamente quando eu disse isso. —Eu vou dar a você tão malditamente bom, Elle. — disse ele, abaixando-se em cima de mim de novo. —Eu vou fazer você chegar tão difícil que você não será capaz de parar de gritar o meu nome. —Soa como um inferno de uma primeira vez. — eu disse, sorrindo para o rosto dele pairando alguns centímetros acima do meu. Sua mão deslizou sob o colchão, tateando ao redor antes de puxar um pacote quadrado de plástico. Eu arqueei uma sobrancelha quando ele abriu. —Eu gosto de viver em cada lado perigoso, exceto quando se trata de controle de natalidade. — disse ele, rolando o preservativo no lugar. —Cole Carson. — eu disse, quando ele se mudou para o lugar entre as minhas pernas. —Usuário responsável de preservativo. Apenas quando eu pensei que não poderia ficar mais sexy. Ele sorriu para mim antes de me beijar suavemente, como se estivesse degustando o sabor da minha boca. —Eu vou tentar de verdade não te machucar. Eu vou fazer o meu melhor para não estragarda forma como fui punheta ultimamente. Ok? — Eu senti a ponta dele pressionar contra mim. Minha cabeça inclinou para trás,

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isso se sentiu tão bom. —Você só me avisa se eu estiver te machucando e eu vou facilitar a saída. Eu vacilei meus quadris contra ele. —Eu não quero que seja fácil, Cole. — eu disse, passando os braços e as pernas em torno dele. —Eu quero difícil. Cole gemeu e balançou os quadris contra os meus. Estendeume amplamente quando ele deslizou lentamente para dentro. Eu choraminguei e cravei minhas unhas em suas costas. —Dói? — A voz de Cole era baixa e os quadris pararam de empurrar para dentro de mim imediatamente. —Não. — eu respirei. —É tão bom. — Desde que ele não estava se movendo rápido o suficiente, eu deslizei minhas mãos até seu traseiro. Agarrando sua bunda, apertei-lhe com força contra mim. Ele deslizou o resto do caminho dentro de mim. Eu chorava de dor. De prazer. Em puro êxtase. Cole estava enterrado todo o caminho dentro de mim agora, ele não podia ir mais fundo. Ele tinha sido meu primeiro e, com alguma sorte, ele seria o último. Senti-me alongar e relaxar em torno dele, desejando que houvesse mais dele que eu poderia tomar mais profundo dentro de

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mim. Eu não conseguia o suficiente e minha libertação estava tão perto. Cole estava respirando tão duro quanto eu tinha ouvido ainda. Eu podia sentir o inchaço dentro de mim. —Faça-me vir, Cole. — eu respirei, querendo que ele se movesse dentro de mim, como seus dedos apenas tinham. —Um momento. — ele ofegou fora da minha orelha. —Eu estou tentando me impedir de vir agora. Eu quero que seja perfeito para você. Eu quero sentir você gozar antes de mim. —Eu estou tão perto de gozar agora. — eu disse, afundando meus dentes em seu ombro. Ele gemeu alto. —Se você se mover dentro de mim por apenas alguns segundos, você vai conseguir o seu desejo. —Merda, você fala sujo na cama, Elle. — disse ele, deslizando para fora de mim ao ponto de eu gemer em protesto. —Mais uma vez. — eu implorei, pressionando meus quadris para ele. Tentando levá-lo para dentro. —Mais duro. Cole rosnou e empurrou dentro duro e profundo. —Sim! — Eu chorei, cavando duro em seu traseiro, incentivando-o em seu ritmo. —Oh, meu Deus. — eu respirava.

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Cole começou a se mover rápido e forte, e parecia capaz de deter como eu era. —Você é tão apertada. — Cole respirou antes bater de volta para dentro de mim. —É bom pra caralho. Eu senti a espiral fora de controle o sentimento se aproximando rapidamente. —Eu sou sua, Cole... me leve. — Tudo o que eu podia fazer era segurar como ele disparou mais duro dentro de mim. Toda a cama balançou e eu podia sentir meu orgasmo prestes a rolar por mim. —Diga isso de novo. — ele ordenou, puxando para fora de mim. Estremeci com a separação. —Eu sou sua. — eu repeti, levantando meus quadris mais, querendo ele tanto que eu podia me sentir pulsando de desejo. —Leve-me. Os olhos de Cole ardiam nos meus. —Você é minha. — disse ele lentamente, pouco antes de ele empurrar profundamente dentro de mim novamente. —Oh, sim, oh sim, oh meu Deus. — eu ofeguei quando Cole recomeçou seu ritmo. —Você. — ele rosnou, batendo no fundo. —É. — ele respirou, deslizando para trás. —Minha. — ele gemeu, empurrando tão profundo em mim, me enviou sobre a borda. Meu corpo inteiro

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pulsava em torno dele enquanto eu gritava seu nome tantas vezes que se tornou uma oração nos lábios. Cole chegou um segundo depois de mim e bombeava dentro de mim tão rápido que eu quase gozei uma segunda vez. Seu corpo caiu em cima de mim e descontraiu, com exceção de seu pênis, que se hospedava no interior duro e profundo de mim. —Você é minha agora. — ele respirou fora da minha orelha. — Minha para sempre.

NÃO HAVIA NADA como acordar com um emaranhado de lençóis que cheiravam como Cole enquanto seus dedos faziam cócegas na minha espinha. —Bom dia. — eu o cumprimentei, abrindo os olhos. —Porque, sim. Sim, é. — Cole respondeu, sorrindo para mim. Ele estava do seu lado, apoiado no cotovelo e ainda nu. Ou pelo menos eu imaginei que ele estava – seu lençol cobriu o sul da área do seu umbigo. —Quando você acordou? — Eu deveria ter me preocupado com a respiração da manhã, com a cabeceira, e alguns companheiros ainda dormindo no barracão. Sem mencionar a tempestade esperando por mim esta manhã depois de nunca aparecer em casa ontem à noite. Eu tinha muita coisa para me preocupar, mas eu só 289


não estava para isso quando estava tão perto de Cole e ainda sentindo os inebriantes efeitos posteriores disso, além do sexo alucinante que tínhamos compartilhado. Eu tinha todo o dia para me preocupar. Agora, esta manhã, eu iria apenas aproveitar o momento e me divertir. —Apenas alguns minutos atrás. — disse Cole, deslizando uma mecha do meu cabelo atrás da minha orelha. —Eu não tenho dormido assim bem em eu não lembro quanto tempo. Eu levantei uma sobrancelha. —Eu me pergunto por quê... Cole riu. —Bem, sim. Há certamente isso, mas eu juro que poderia sentir você perto de mim mesmo no meu sono. — Sua boca caiu na minha testa e beijou-a levemente. —Você ficou. Não tinha nenhum outro lugar que eu poderia ter ido. Ou queria ir. —Eu fiquei. — eu disse, deslizando mais perto dele até que o meu ombro pressionou em seu peito. Seus dedos voltaram a acariciar minhas costas. —Por que você estava tão chateado quando saí naquela noite no lago? Quero dizer, eu entendi que foi uma coisa covarde de fazer, mas a forma como você reagiu... Era como se você nunca tivesse sido tão magoado antes. Cole não respondeu de imediato, ele só continuou a roçar minhas costas e parecia perdido em pensamentos. —Eu disse a você 290


sobre ser criado pela minha avó. — ele começou, seus olhos vagando. —Bem, toda a razão que eu acabei com a vovó foi porque minha mãe deixou-me uma noite. Eu tinha apenas dois anos e não lembro muito dela ou de sua saída, mas a saída noturna preparou o palco para a minha vida. Depois foi meu primo Tommy. Ele não disse adeus, eu nem sabia que ele ia embora, mas no dia em que completou dezoito anos, ele deixou a vovó e eu durante a noite. Eu não o ouvi por dois anos, quando ele se juntou aos smokejumpers em Fairbanks. Eu envolvi minha mão sobre o lado do pescoço de Cole. Eu não podia ouvir essas histórias escuras e não tocá-lo. —Depois foi vovó. Embora ela não deixasse de bom grado. Ela morreu em seu sono no meio do meu último ano do ensino médio. Eu tinha dezoito anos na época, então eu não tive que ir para um orfanato ou qualquer coisa, mas às vezes eu pensei que preferia isso quando fui dormir naquela casa, escura e silenciosa. A voz de Cole não vacilou, nem o rosto vincou, mas eu poderia dizer que ele usava essa dor dentro dele. Ele segurou-a perto e não deixou ninguém compartilhá-la. —E depois houve aquela noite de verão, há quatro anos. — Cole fez uma pausa, e agora seu rosto enrugou. —À noite em que minha noiva se arrastou para fora da nossa cama e me deixou por outro homem enquanto eu estava dormindo. 291


Devo ter ouvido isso estava errado. —Noiva? Cole concordou. —Noiva. Meu estômago se agitou um pouco. —Você estava envolvido? — A minha namorada da escola. A garota que eu era positivamente certo para passar a minha vida. Infelizmente para mim, no momento, ela não se sentia da mesma maneira. — Os olhos de Cole não deixaram os meus, e eles me seguraram no meio de descobrir esse tipo de coisa. —Quanto tempo você ficou noivo? —Poucos meses. Você sabe, eu me lembro de acordar e ler a sua nota e, depois sentir como se eu tivesse acabado de ser atropelado por um trem, eu me senti... aliviado. —Aliviado? — Eu rolei para o meu lado e coloquei o cotovelo debaixo da minha cabeça. —Eu a amava, não me leve a mal, mas eu não me sentia pronto para casar com ela, porque essa era a próxima coisa a fazer. Eu tinha caído na armadilha de deixar as expectativas dos outros e esperanças para a minha vida assumi-la. Quando ela me deixou, eu não tinha vínculos com qualquer outra coisa em Bend. Eu estava livre para ser o que eu queria e, mesmo que eu não soubesse direito, então, tive a liberdade de descobrir isso. — Sua mão moldou sobre minha bochecha, enquanto seu polegar deslizou a costura dos meus 292


lábios. —Depois da dor e da rejeição desbotada, eu estava grato a ela por ter ido embora quando eu não o faria. Ela queria algo mais, eu queria algo mais, mas o dever e o medo do desconhecido nos mantiveram juntos. —Você estava grato que ela deixou você? — Eu sabia que se Cole me deixasse por outra garota, agradecida não estaria na lista de coisas que eu me sentiria depois. Cole se aproximou. —Se ela não tivesse me deixado, eu não estaria aqui, com você, agora. Eu estaria? — Quando ele coloca dessa maneira... Agora eu estava grata pela ex-noiva de Cole o trocar por outro homem no meio da noite. —Então é por isso que você estava tão chateado comigo? — eu disse quando tudo fez sentido. —Eu deixando-lhe te lembrou de todos os outros que tinham te deixado antes. Você pensou que eu deixei para sempre e nunca voltaria? A pele entre as sobrancelhas vincou e ele concordou. —Não era esse o seu plano? Ficar longe de mim? Eu dei a ele um olhar reale olhou incisivamente para baixo em nossos corpos nus-salvo-por-um-fino-lençol. —Obviamente que não. Ele sorriu para mim pouco antes de seu braço deslizar sobre minhas costas e me puxar para perto. Toda a extensão do meu corpo 293


funcionando abaixo do comprimento do seu enviando calor para cada último nervo, músculo e veia. Pela expressão de Cole, ele estava experimentando a mesma coisa. Assim quando eu estava prestes a levantar meus lábios nos dele, sua expressão foi uma sombra preocupada. —Como você está se sentindo hoje? —Ótima. — eu disse. —Isso alivia a dor e toda a coisa água e aspirina opera milagres na condenada ressaca. —Estou feliz em saber que a sua cabeça não está latejando, mas e sobre a sua... — Seus olhos baixaram a esse ponto entre as minhas pernas. —Eu tentei ser gentil com você, eu tentei ser cuidadoso, mas tive medo de perder o controle total no segundo que eu estive dentro

de

você.

Eu

sinto

muito.

disse

ele,

olhando

verdadeiramente triste que ele poderia ter me causado algo. —Você está ferida? Eu fiz uma verificação rápida. Não, não há dor. —Cole. — eu disse, puxando as pontas de seu cabelo. —A noite passada foi incrível. Você não foi gentil comigo. Eu não queria suave. Eu queria isso do jeito que nós fizemos. — Pensar e falar sobre isso me fez querê-lo novamente. —E eu não estou ferida, nem

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mesmo um pouco, talvez por isso podemos... — Eu preenchi os espaços em branco, levantando as sobrancelhas. O sorriso de Cole curvou perversamente. —Sou a favor dessa ideia brilhante, mas quero ter certeza que você sabe que não está mais sozinha. — Cole esquadrinhou o quarto onde cerca de metade dos beliches eram ocupados por seus companheiros smokejumpers. —Posso garantir a você que eles não se importam, mas eu estou supondo que você sim. Eu pensei nisso por um momento. Eu tinha acabado de ter sexo pela primeira vez, menos de oito horas atrás, eu provavelmente não estava pronta para fazê-lo novamente em um quarto cheio de caras dormindo ou perto de vigília, mas então o corpo de Cole passou ao meu lado e todas as reservas subiram em chamas. —Talvez se nós formos realmente quietos... — eu disse, correndo os dedos para baixo em seu estômago. Cole resmungou baixinho, então seus olhos apagaram. Minha mão gelou. —Eu tenho que esclarecer uma coisa primeiro, Elle. Algo que eu percebo agora que poderia ter dito apenas numa mente chapada de sexo e álcool noite passada. — Ele suspirou e olhou para baixo. —Algo que você pode se arrepender de dizer esta manhã, e uma coisa que eu preciso saber. — Seus olhos se voltaram para os meus e se os olhos pudessem, seus foram se encolhendo. Mesmo antes de ele dizer a sua pergunta. —Eu ainda sou o que você escolheu? Você 295


ainda é como muito minha esta manhã como você era na noite passada? — Juntando os olhos, o resto do rosto de Cole preparou-se para a minha resposta. Meu coração se partiu um pouco de novo, mas desta vez por um motivo diferente. Por saber que eu tinha feito e dito coisas que fizeram Cole duvidar de si e de nós. Eu estavafeita com ele. Eu estavafeita com a dúvida, tanto na sua e na minha vida. —Eu escolhi você na noite passada, Cole. E eu escolho esta manhã. — Eu levantei minha mão de seu estômago e formei sobre sua bochecha. —E só para lhe poupar o suspense... Eu vou escolher você amanhã de manhã, também. A preocupação foi drenada do seu rosto com cada uma das minhas palavras. —E, se alguma coisa, eu sou sua ainda mais esta manhã do que eu era ontem à noite. — eu disse, dando um beijo suave em sua boca. —Agora, todas as outras perguntas que você está morrendo de vontade de correr por mim antes de nós... — Cara, eu estava aperfeiçoando a arte da insinuação, tanto com a minha voz e meu rosto. —Quando é que você vai dizer a ele? — O rosto de Cole brilhou com algo. Raiva, ciúme?

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Logan. O que eu ia dizer a Logan? Eu não sabia muito bem como explicar nada disso para ele, mas eu descobriria uma maneira. Ainda bem que eu tinha alguns dias para descobrir isso. —Logan está em um torneio de beisebol, esta semana. — eu comecei. —Ele não vai estar de volta até o próximo fim de semana para o grande Festival de Quatro de Julho. Eu vou dizer a ele então. — Eu não estava olhando para frente, quebrando o coração do cara que eu amei por dois anos, mas eu tinha que libertá-lo. Eu não poderia fingir dar-lhe o meu coração quando alguém o tinha. —Por que você não liga e diz a ele hoje? — Disse Cole. —Caso contrário, eu não vou ser capaz de vê-la até que você termine com ele, porque não vou ser capaz de me controlar em torno de você. —Eu não vou dizer a Logan que eu estou terminando todo o futuro que planejamos que teríamos juntos por telefone. Sinto muito, Cole, mas eu apenas não vou. — eu disse, tentando ignorar a forma como o rosto de Cole caiu um pouco com cada palavra. —Eu vou dizer a ele assim que chegar em casa, em pessoa. Ele merece isso. E por que diabos você não será capaz de me ver até que eu diga a ele? — Eu fiz uma cara. Depois da noite passada, eu ficaria louca se ele mantivesse suas mãos fora de mim durante toda a semana. Eu ficaria ainda mais insana se eu nem chegasse a vê-lo. —Elle, por favor não leve a mal, porque ontem à noite foi incrível, eu não faço e nunca vou me arrepender, mas... — Eu 297


segurei minha respiração. —Eu não posso estar com você de novo assim, ou de qualquer forma, até que você seja totalmente minha. É como o que eu disse antes. Eu não posso compartilhar você, Elle. Outros homens podem ficar bem com isso, mas não sou um desses homens. Eu quero você totalmente e inteiramente a mim mesmo. Eu gemi alto até que me lembrei dos corpos adormecidos ao nosso redor. —Você perdeu a parte onde eu disse que ESCOLHI você? —Não, eu definitivamente não perdi essa parte. — Um pequeno sorriso tocou em sua boca. —Mas eu também não perdi a parte onde você disse que não vai terminar com Logan até na próxima semana. —Cole. — eu gemi novamente, desta vez mais calma, — Eu escolhi você. Sua sobrancelha picou. —Mas ele não sabe disso. Ele ainda acha que você é toda dele. Ele ainda sonha com você todas as noites e acredita que você é o seu presente e seu futuro. Enquanto outro homem ainda acredita que é seu, eu não posso estar perto de você, ou então você e eu sabemos que as coisas devagar vão a um espiral fora de controle. — Ele me deu uma expressão tímida. —Você e eu não somos tão bons nessa coisa toda de autocontrole quando estamos juntos.

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—Sério? — Eu disse que cerca de um gemido antes de rolar sobre minhas costas na derrota. —Você está falando sério, Cole? Não podemos nos ver, tocar, ou ter o sexo alucinante, balança o mundo até próximo fim de semana? —O pensamento era muito; como era realmente viver iria funcionar? —Infelizmente, sim. Eu falo sério. — disse ele, tentando esconder o seu sorriso enquanto me inspecionava fazendo beicinho como uma criança. —Como é que aquela ligação está soando agora? Porque de onde eu estou deitado... — Sua voz caiu algumas notas, e suas pernas emaranharam nas minhas. Fechei os olhos e hesitei. É claro que eu não estava esperando por uma semana do celibato de Cole, mas Logan merecia mais do que um super-telefonema de término. Eu não deixaria minha necessidade para o homem em cima de mim, chupando meu pescoço como se fosse mantê-lo vivo, totalmente atrapalhando-me de fazer a coisa certa quanto a terminar com Logan. —É melhor você parar de fazer isso então... — eu disse, querendo morder a língua para silenciá-la. Mesmo agora, eu podia sentir meu corpo começar o espiral para cima, para que um descendente que me tinha gritando seu nome noite passada. — Porque isso não se parece com você estar recebendo qualquer satisfação de mim até na próxima semana.

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Cole gemeu contra meu pescoço, mas sua boca não puxou de volta imediatamente. Em seguida, os quadris flexionaram contra mim e senti sua ereção dura contra o meu quadril. Eu entrei no jogo gemendo. —Você não joga limpo. Ele flexionou novamente. —Nem você. Se eu não sair dessa cama e colocar alguns metros de distância a deste homem nu e pronto-para-ir, nunca seria capaz de resistir a ele. Assim como eu estava tentando e não conseguindo fugir para longe dele, quando um conjunto de passos de trovão martelaram dentro do quarto silencioso. —Todo mundo pra cima! — Alguém gritou. —Preparem-se e estejam prontos para ir em T menos 15. Nós estamos indo para Chelan! O quarto silencioso explodiu com o ruído e movimento, além de mim, eu congelei em pânico. —Elle? — Cole olhou para o meu rosto com a confusão antes de compreender. —Isto é o que eu faço. Isto é o que todos nós fazemos. Estarei seguro e de volta antes que você perceba. Eu balancei a cabeça, mas o pânico ainda estava pesado no meu estômago. Cole ia entrar em um avião, saltar para fora dele, e lutar contra um incêndio florestal hoje. Este não era o tipo de campo de carreira que alguém se acostumava facilmente. 300


—Acho que é uma coisa boa que vou estar preso no meio de alguma floresta no meio-do-nada, porque eu duvido que pudesse ficar longe de você esta semana. — Ele sorriu e sentou-se. —Você é um bom blefador. — eu disse quando ele pegou a cueca no final do colchão e puxou-a. —Eu sei. — ele riu. —Que diabos, Carson? — De repente, um rosto familiar apareceu acima do colchão. —Você teve uma menina quente na cama o tempo todo e nem sequer me avisou para que eu pudesse bater punheta sabendo que um doce traseiro nu estava pendurado quatro pés acima da minha cabeça? — Matt me deslizou um sorriso malicioso antes de chegar empurrando o braço de Cole. —Eu pensei que nós éramos amigos, cara. —Se eu soubesse que você estava mesmo pensando em bater punheta para a minha garota, Matt... — Cole nivelou ele com um olhar sério, — eu consideraria remover seu paraquedas e empurrar você para fora do avião. —Duas palavras, Carson. — Matt disse, fazendo uma cara indiferente. — Ameaça. Inútil. — Você tem uma das duas corretas, isso é certo.

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Matt acenou fora o comentário de Cole antes de voltar sua atenção para mim. Enfiei o lençol até o queixo e tentei não me contorcer quando ele sorriu estupidamente na minha cara. —Você tem um segundo para tirar esse sorriso do seu rosto e olhar para longe antes que eu faça por você. — advertiu Cole, jogando um travesseiro no rosto de Matt. —Espere. Segure-se. — O rosto de Matt mudou. —Puta merda, cara! Esta é a menina daquele lugar da panqueca fina. E você pegou nela? — Matt continuou, como se estivesse recapitulando um jogo de esportes. —Ela não estava com outro cara? Algum local? E não é que eu também ouvi que ela é... —Os olhos de Matt amplificaram. —Correção, era, virgem? Poderia meu rosto ficar mais vermelho? Não. Não, ele não podia ficar. —Por que você não vai encontrar alguém para irritar? — Cole disse, inclinando-se sobre mim e empurrando de volta o rosto de Matt. Matt

baixou

maldosamente

um

de

volta,

minuto

mas inteiro

ele

ainda

mais

estava

tarde.

rindo

—Você

a

desvirginizou, você... — ele disse depois de ter se vestido e começado a sair do quarto. —Você é oficialmente o meu herói, Carson. Mais acima no totem do que o Superman.

302


Cole fez-lhe sinal para se manter em movimento. —Vejo você no avião, caçador de virgem. —Lembre-me da próxima vez que ele pôr os pés na lanchonete para largar o crepe em seu colo... — eu disse, quando Cole saltou do beliche. —Eu vou fazer isso por você. — disse ele, deslizando em um par de calças. —Felizmente. Todos os outros já tinham saído do quarto no momento em que Cole terminou de amarrar suas botas. Levantando-se da cama de Matt, seu rosto estava no nível com o meu. —Eu vou ficar bem. Eu prometo. — disse ele, adivinhando a razão de eu estar roendo meu lábio em pedaços. —Agora, venha aqui e me dê algo para pensar, enquanto estou salvando árvores e coelhos. Depois de um ou dois segundos remoendo o meu lábio, eu rolei, cobri a sua boca com a minha, e fiz com que ele tivesse muito para pensar enquanto estivesse salvando árvores e coelhos.

303


Cap tulo 10 i

I

sso não ia acabar bem. Não ia começar bem, também. A forma do pai tinha sido sombreada pela janela de seu escritório, quando parei na calçada e nada sobre sua

expressão dizia que ele estava feliz em ver que sua filha desaparecida havia voltado para casa. Ele não estava preocupado que algum tipo mau me encontrou para me fazer sumir, ele tinha se preocupado se eu estava procurando o mal. Ele estava certo e ele estava errado. Nenhuma coisa ruim tinha acontecido em cima de mim na noite passada, mas eu não tinha encontrado uma coisa ruim também. A partir do momento em que Cole encontrou-me até que eu parei na calçada, tudo tinha sido bom. Uma bagunça gigante de boa. Eu sabia que o papai não iria sentir o mesmo quando eu explicasse onde tinha estado na noite passada e com quem eu tinha estado. Depois que Cole e seus colegas smokejumpers tinham se adequado e voado na direção de Chelan, eu me arrastei para fora da 304


cama, me vesti, e a contragosto chequei meu telefone. Eu me arrepiei quando vi o número de chamadas perdidas e mensagens de voz. Eu não ouvi nem uma única porque estava prestes a ter a versão completa não editada no momento em que entrasse pela porta da frente. Sugando uma respiração profunda, eu deslizei para fora do jipe e me dirigi para encontrar o inevitável. Eu tive que sugar mais uma antes que pudesse me obrigar a abrir a porta. Três, dois, um... —Onde diabos você esteve, Elle? — Pai gritou, correndo para a porta de entrada. — O que você estava pensando em não voltar para casa ontem à noite, ou ligando no mínimo, deixe-me saber que você não estava pensando em voltar para casa? —Me desculpe pai. — eu disse, sendo capaz de olhar para ele. Seu rosto estava vermelho, as olheiras sob seus olhos eram negras, e todo o seu corpo estava quase tremendo quando ele entrou em ebulição. —Você está arrependida? — Ele cruzou os braços. —Desculpa pelo quê? Não voltar para casa? Não ligar? Desculpa que sua avó M, seu tio, e eu não pregamos o olho na noite passada? Desculpe por ser apanhada? Ou você se desculpa pelo que você estava fazendo na noite passada? — Beliscando a ponte de seu nariz, ele exalou.

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—Eu sinto muito por não ligar. — respondi, me forçando a continuar olhando-o nos olhos. —E sinto muito por você e vovó M e Tio Ben não conseguirem dormir na noite passada porque estavam preocupados comigo. Mas eu não me arrependo de nada mais. As sobrancelhas do pai se uniram. Ele não estava acostumado a me ver defendendo-me ou para falar de volta para ele. —Você não se desculpa por não voltar para casa ontem à noite, quando você é uma jovem que tem um namorado que não está, neste momento, na cidade? Eu não gostei da acusação em sua voz. —Você pode ser ingênua, Elle, mas não é estúpida, então você deveria saber melhor do que tentar me tratar como um. Essa conversa estava indo a lugar nenhum. —O que você quer de mim, papai? —Para começar... o que você estava fazendo na noite passada? Eu não queria mentir, mas não queria dar uma divulgação completa. —Descobrindo algumas coisas. — Resposta vaga e honesta. —Descobrindo exatamente o quê? Mantendo com o tema de resposta vaga e honesta, eu disse: — Minha vida. 306


—Como muito específico de você. Obrigado, Elle. Tempos como este, quando meu pai era muito mais um tirano do que um pai, eu me perguntava o que minha mãe tinha visto nele. Claro, Biggie não era exatamente um menino de ouro, mas eu duvidava de que ele teria olhado para sua própria filha como se estivesse revoltado com ela. —E com quem - enquanto você estava fora descobrindo sua vida – você estava? Eu segurei o estremecimento interior. Esta resposta não tinha uma vaga que era honesta e nem honesta que era vaga. —Eu não vou responder a isso. — eu disse, minha voz não vacilando uma vez. Os olhos do pai arregalaram antes que se estreitassem. —Por que não? —Porque eu não sou mais a menina cuja vida você começa a saber sobre tudo. — eu disse, quase gritando. —Eu tenho 18 anos, pai. Tenho direito a um pouco de privacidade e alguns segredos e algum deus maldito respeito mútuo! Eu tive uma reação automática para cobrir minha boca, mas não fiz. Os olhos do pai arregalaram novamente e desta vez, eles ficaram desse jeito.

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Finalmente, quando eu tinha certeza que ele estava prestes a explodir uma junta, ele suspirou. —Você ainda está vivendo sob o meu teto, Elle. Portanto, sob minhas regras também. Eu não sei o que você estava fazendo ou com quem estava fazendo isso, não posso forçá-la a me dizer se você se recusa, mas posso pedir-lhe para nunca mais fazer isso de novo, você está me ouvindo? Eu respirava mais rápido quando minha irritação chegou a um novo nível—Sim, eu o ouvi. — disse eu, indo para as escadas. —Sua casa, suas regras? Excelente. Considere-me não mais uma inquilina em cerca de dez minutos. — Sem outra palavra ou olhar, corri até as escadas e voei para o meu quarto. Eu até bati a porta, o que foi a primeira vez. Agora que eu estava trancada, deixei o meu ato corajoso desmoronar um pouco. Sentei-me na beira da minha cama, tomei algumas respirações profundas, em seguida, levantei e fui até o armário. Depois de vasculhar um monte de roupas e sapatos, eu consegui encontrar a minha mochila velha. Ela não tinha sido utilizada há algum tempo. Eu joguei os primeiros e básicos que minhas mãos caíram na mochila. Quando a mochila estava quase completa, marchei para o banheiro ao lado do meu quarto e joguei minhanécessarie dentro. Eu não poderia pensar sobre o que tudo isso significava ou as repercussões a longo prazo. Se eu pensasse, o medo do 308


desconhecido teria me paralisado. Então, eu me concentrei no que precisava embalar para algumas noites e onde eu poderia dormir esta noite. Vovó M foi a escolha óbvia. A casa de Dani era a segunda opção, e o lago era a terceira. Minha mochila foi totalmente abastecida com uma pequena barraca, saco de dormir, algumas refeições desidratadas, e até mesmo um pacote de pastilhas de iodo para purificar a água. Por mais que eu adorasse estar ao ar livre, quando isso vinha para o dia-a-dia, eu preferia um banho quente e eletricidade. Assim quando eu avancei até a minha mesa de cabeceira para pegar um frasco, mantive um pedaço de minhas dicas em uma batida suave soando na minha porta. Controlando-me, eu cruzei os braços e esperei. E esperei. —Pai? — Eu disse depois que uns trinta segundos se passaram. —Posso entrar? Meu rosto torceu com a confusão. A abordagem padrão do papai ao entrar em meu quarto era uma batida de aviso rápido antes

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de entrar. Ele não esperava por um convite. Isso havia se tornado tão padrão que eu nunca tinha pensado em dar um convite. —Claro? Minha porta se abriu lentamente quando papai fez o seu caminho para dentro. Quando ele viu a mochila de pelúcia em minhas mãos, franziu a testa. Em dez minutos, ele havia se transformado em um homem diferente. Em vez de vermelho, seu rosto era mais um branco pálido. As cavidades sob seus olhos estavam agora roxas em vez de pretas e, em vez de tremor, todo seu corpo caiu. Como se estivesse derrotado. —Pai? — Eu dei um passo em direção a ele. Parecia que ele poderia tombar a qualquer minuto. —Eu nunca te disse sobre o dia que sua mãe morreu, disse? — Sua voz também mudou. Tão baixa que eu tinha de torcer minha cabeça mais perto para ouvi-lo. Eu engoli. Meu pai e eu nunca mais conversamos sobre mamãe. —Sim... — Eu comecei. —Você me disse como ela morreu. Pai assentiu e se inclinou contra a minha parede. —Mas eu nunca te disse porque ela morreu. — disse ele, fazendo uma pausa. Quase como se estivesse sufocando as palavras. —Ou sobre como eu não consegui mantê-la segura. 310


Não, esta parte da história eu nunca tinha ouvido antes. Eu não tinha certeza se queria ouvir agora. Tomando o meu silêncio como a minha resposta, pai beliscou a ponte do nariz e continuou: — Sua mãe era selvagem em sua juventude. Eu era mais selvagem. — Meus olhos se estreitaram. Isso não se encaixava com o homem que eu tinha conhecido como meu pai. —Nós amávamos toda e qualquer oportunidade para testar a nós mesmos contra os grandes espaços, e quando não estávamos trabalhando ou dormindo, estávamos fazendo algo fora que nos colocasse uma ou duas polegadas acima da morte. Uma vez que você chegou, nós atenuamos e recuamos muito. Por mais que tivéssemos amado colocar-nos à prova, nós te amávamos mais e não queríamos que você fosse criada sem uma mãe, um pai, ou ambos. Eu tinha que ter um assento na beira da minha cama.Eu já sabia, pelo tom das coisas que este estava indo para drenar de mim. —Naquele dia que sua mãe saiu de caiaque, eu estava com ela. Foi durante a primavera escorrênciase nós tivemos um inverno especialmente de neve e uma primavera excepcionalmente quente. Sua mãe e eu tínhamos remado de caiaquenaquele rio dezenas de vezes, provavelmente até mesmo centenas, mas quando vi as corredeiras aquele dia antes de entrar, eu conhecia essas condições, mesmo para remadoresexperientes do rio, poderia ter dúvidas. Sua mãe me garantiu que ela sentia-se segura nele e eu estava tão 311


animado para ter uma tarde de folga com ela que fui descuidado. — Fechando os olhos, seu rosto ficou mais pálido. —Assim que nós empurramos, eu sabia que era ruim. Eu sabia que nunca deveríamos ter tentado isso. Nós não remamos por um minuto antes do caiaque de sua mãe rolar. Ela não podia tê-lo revertido e não importa o quão duro eu remei em direção a ela, as corredeiras em que eu estava pareciam dirigir-me mais longe dela. Eu não sabia que estava chorando até que senti as lágrimas batendo em minhas pernas. — Ela estava abaixo há um longo tempo, mas ainda estava lutando. Eu peguei vislumbres de seu remo boiando na superfície, tentando acertá-la... e depois seu caiaque bateu em uma pedra e a cabeça de sua mãe parou de romper a superfície. — Papai esfregou os olhos e respirou lento e torturado. —Sua mãe morreu no Rock Haven, mas seu corpo apareceu na praiahá poucos quilômetrosa distância. Ela morreu porque eu estava descuidado. Ela morreu porque não fui forte o suficiente para salvá-la. Ela morreu por causa da minha fraqueza. —Pai. — eu sussurrei, balançando a cabeça. Eu nunca tinha imaginado que ele tinha carregado esse tipo de bagagem de volta com ele por tanto tempo. —Não, não. Eu sei o que você vai dizer. Eu já ouvi isso um milhão de vezes antes. — disse ele, olhando para o carpete sem ver. 312


—Não é minha culpa. Não havia nada que eu poderia ter feito. Era o plano de Deus. — Sua voz assumiu um tom amargo. —E talvez isso seja o que os outros acreditam, mas o ponto que eu estou tentando e, provavelmente, não conseguindo fazer com você é que não é o que eu acredito. Eu acredito que falhei com sua mãe... e jurei a mim mesmo que nunca iria falhar com você. Eu já me sentia emocionalmente esgotada, e meu pai estava chegando ao ponto. —Eu pensei que se mantivesse você por perto, não dando-lhe um espaço e distância a sua vida, eu poderia mantê-la segura. Não falhar com você. E isso parecia funcionar de acordo com o plano você nunca expressou qualquer resistência às regras estritas e ao estilo de vida que eu esperava de você - até recentemente. Acho que ‚recentemente‛ poderia ter sido definido como o mês passado. —Eu não sei quem ou o que é culpado por esta recémdescoberta afirmando coisas que você tem em curso... — A cara do pai nunca aliviou tão pouco, — mas acho que realmente não me importo quem ou o que é responsável, porque, no final do dia, eu estou orgulhoso de você, Elle.

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Dizer o quê? Quando eu puxei até em casa, sabia que a próxima troca entre pai e eu seria épica. Eu não esperava que fosse epicamente boa. —Você tem tanto de sua mãe em você, querida, tanto espírito. Eu odiava ver você reprimir isso. Eu odiava saber que era o culpado ainda mais. Me desculpe, eu não fiz um trabalho melhor criando você. Eu estava tão ocupado fugindo dos fantasmas do passado que ignorei que estava sufocando a vida dos vivos. Eu estava sufocando você por não encorajá-la a ser a jovem vibrante e tenaz que eu sei que você é. — Pai sorriu para mim. Não era um sorriso de orelha a orelha, não poderia mesmo ser considerado um largo, mas era um sorriso tão grande e tão genuíno que eu tinha visto em seu rosto, em um tempo. —Mas você é também aquela garota doce, pensativa que está lidando. Você é duas pessoas diferentes que vivem em um corpo, como todos nós somos. A maioria de nós apenas escolhe mostrar um desses lados para o mundo e estrangular o outro até que, finalmente, ele morre. Mas você, Elle, você encontrou a coragem de deixar ambos os lados se mostrarem. Qualquer que seja o responsável por essa mudança... — Pai empurrou fora da parede e acenou com a cabeça, — não deixe fugir de você. Gostaria de saber se o pai ainda se sentiria da mesma forma, se ele soubesse que o ‚algo‛ responsável pela minha mudança era um jovem smokejumper com um passado duvidoso e uma abordagem para a vida estilo dia-a-dia. Talvez ele não se importasse, o homem 314


de pé diante de mim derramando suas entranhas era uma forma de vida alienígena em uma espécie de caminho. Mas era uma forma de vida alienígena que eu esperava que estivesse aqui para ficar. —E, Elle? — Disse, limpando a garganta. —Eu não sei onde isso deixa você e Logan, e você não precisa me dizer. Mas posso fazer um palpite. Você não pode querer que ele seja mais o seu marido, mas não se esqueça que ele foi seu primeiro amigo. Um de seus melhores amigos. Basta ser honesta com ele. Ganhar, perder ou empatar, Logan vai ficar bem. Pai pode ter razão, mas ele não era o único que teria que olhar nos olhos de Logan, terminar,e entregá-lo de volta um anel. Só de pensar nisso fez mal ao meu estômago. —Eu sinto muito, Elle. — disse ele. —Eu sei que minhas razões não justificam minhas ações, mas tudo o que eu quis era o melhor para você e para mantê-la segura. Espero que um dia você vá ser capaz de encontrar um homem que pode fazer um trabalho melhor do que eu. Eu estava de pé e atravessando o quarto antes que qualquer um de nós poderia dizer outra coisa. Passando meus braços firmemente em torno do pai, eu enterrei minha cabeça em seu peito e deixei mais algumas lágrimas caírem. Ele me abraçou de volta, muito possivelmente tão duro como eu já tinha sido abraçada antes.

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—Você fez um bom trabalho, pai. — eu disse. —Você criou uma filha feliz, saudável e, principalmente, bem ajustada. No caso de você não ter visto as estatísticas, é exatamente o desafio nos dias de hoje. A risada do pai rolou por seu corpo, vibrando contra o meu. —Eu te amo, Elle. Fechei os olhos e acreditei que tudo ia ficar bem. Eu ia falar com Logan, Cole estaria de volta, espero que em poucos dias, e agora que eu tinha esta conversa inesperada coração para coração com o meu pai, eu poderia descobrir o que queria fazer após o verão acabar. —Eu também te amo, papai. Ele beijou o topo da minha cabeça. — Isso é tudo que importa.

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Cap tulo 11 i

O

Festival de Quatro de Julho era o mesmo a cada ano. Eu deveria saber desde que ia todos os anos desde que nasci. Eu não poderia ter tido a

capacidade do cérebro de recordar os primeiros, mas sabia o que eles eram. Exatamente como o do ano passado, e do ano anterior, e do ano anterior. Esta noite, porém, o Festival seria diferente. Pelo menos para mim e um menino que tinha participado apenas de muitas dessas coisas como eu tinha. Logan tinha voltado para a cidade no início do dia. Eu realmente esperava esgueirar-me em algum tempo com ele antes do Festival, mas quando conversamos, ele disse que estava exausto e necessitando desesperadamente de algumas horas de sono antes de nos encontramos. O Festival não era exatamente o lugar ideal para terminar com seu amigo de uma vida inteira e um era-umavezfuturo marido, mas eu teria que fazer. Eu estive ansiosa durante toda a semana, trabalhando na minha cabeça o que diria a Logan, o quanto lhe diria. Eu estava quase tremendo de adrenalina de saber que eu estava a meras horas, se não minutos, longe de dar o discurso que eu temia. 317


Mas eu tinha que fazer isso. Não havia maneira de contornar isso. Eu escolhi Cole. Eu tinha que deixar Logan ir para que ele pudesse, espero um dia, encontrar seu equivalente a um Cole feminino. Cole tinha estadotoda a semana lutando contra o grande incêndio no Chelan. Era uma área notória por incêndios florestais e, a partir da notícia, os smokejumpers e todos os outros trabalhando no fogo estavam tendo um pedaço de um tempo tentando manter a sua propagação. Eu nunca tinha sido uma pessoa muito de notícias até essa semana. Eu não acho que perdi um noticiário ou artigo. Qualquer coisa que tivesse algo a ver com o fogo em Chelan, eu estava colada. A partir dos sons disso, o fogo estava na maior parte sob controle desde tarde de ontem e os esforços se concentram agora em colocar para fora os pontos quentes. Eu não tinha ouvido falar de Cole desde que ele decolou com sua tripulação no último fim de semana, - celulares e wi-fi não eram exatamente disponíveis prontamente no núcleo de um incêndio mas eu mantive o meu telefone por perto em todos os momentos. Virei a campainha do volume total de noite só para que eu soubesse que iria me acordar se ele chamasse. Até o momento em que eu atravessei o gramado um pouco depois das oito da noite, o Festival já estava em pleno andamento. Eu tive que estacionar no limite do terreno, mas mesmo de lá, eu 318


podia cheirar os cheiros indicadores do Festival. Cães de milho, orelhas de elefante, e algo que não era tão emaranhado agradável no ar, criando um pot-pourri que era familiar, ainda que já estivesse começando a sentir exótico. Exótico, porque eu sabia que estava deixando para trás Winthrop. Talvez não para sempre, mas por um tempo. O dia depois do coração-para-coração do meu pai e meu, eu dei a notícia a ele. Eu estava saindo no outono, para ir para a faculdade. O que eu tinha decidido em um par de semanas atrás, quando toda esse lance de mudanças na vida começou. Eu não sei quem estava mais ansioso com a ideia - eu ou o papai - mas, na maior parte, eu estava ansiosa em um bom jeito. Eu tinha mais alguns meses para deixar o verão e Winthrop antes de abrir minhas asas e sair. Eu tinha mais um par de meses de Cole. Isso era o que eu mais temia. O fim do verão. Eu indo numa direção. Cole indo onde quer que a fumaça e o fogo o levasse. Eu tinha escolhido ele, e eu o queria, mas eu aprendi minha lição. Eu não deixaria que as decisões que tomei afetassem a minha vida ser contingente em um homem. Mesmo um homem como Cole. Nós dois sabíamos que o que tínhamos era especial, algo raro que nos levou tanta surpresa. Se qualquer casal tinha a chance de fazer um trabalho com essa coisa de longa distância, seríamos nós.

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Enquanto eu batalho meios termos e, todas as sessões de estudo noturno, Cole estaria lutando contra incêndios. Em algum lugar. Mesmo que eu soubesse que Cole e eu tínhamos a chance de lutar por essa coisa funcionar, não importa onde a vida levasse cada um de nós, eu era uma realista também. Eu sabia que as chances eram mais a favor de nós não fazermos isso do que em nós cavalgando para o pôr do sol em um cavalo branco.Eu entendo. Isso torceu meu estômago e fez a minha respiração toda em pânico, mas agora que descobri como ser honesta comigo mesma, não ia colocar essa

mentalidade

em

pausa

quando

isso

viesse

para

o

relacionamento de Cole e eu. Então, Logan e eu tínhamos alguma coisa para falar, mas assim como Cole e eu. Duas conversas intensas com dois rapazes que me importavam profundamente. Com Logan, ele iria quebrar meu coração, mas com Cole, a possibilidade de meu coração ser arrancado do meu peito era muito real. Estávamos tão ocupados tentando estar juntos, que não deu certo o que aconteceu em seguida. Isso era um monte de área cinzenta em que eu precisava colocar um pouco de cor. Isso foi um romance de verão para Cole, ou estava esperando mais? Quanto mais? Quanto mais eu estava esperando? As perguntas nunca acabavam e eu comecei a tecer através dos corpos de moagem em torno do festival, fui abordada por um 320


ataque de ainda mais perguntas. Talvez essa seja a razão pela qual me sentia especialmente cínica sobre o festival daquela noite. Meu cinismo escalou enquanto logo notei um rosto familiar, vindo em minha direção sorrindo. —Era hora de você mostrar seu rostinho bonito. — disse a Sra. Matthews, envolvendo os braços em volta de mim. —O que você acha do Festival? Melhor ainda, né? Eu examinei a área circundante. Os mesmos vendedores de comida, o mesmo tanque enterrado e carrossel, as mesmas luzes brancas cruzando poucos metros acima de nossas cabeças. As mesmas pessoas moenda. A única coisa diferente este ano foi a queima de fogos cancelada. A falta de chuvas e as altas temperaturas recordes tinha um jeito de brincar com um show pirotécnico. —Mãos. — eu disse, agradecida quando ela finalmente me liberou. Eu estava fazendo o meu melhor para evitá-la e o Sr. Matthews toda a semana. Não é porque não gosto deles, eles eram pessoas ótimas, altamente respeitadas na comunidade, mas a culpa que eu carregava como um peso de uma tonelada dobrava quando estava ao seu redor. —Você já viu Logan? — ela perguntou, acenando para uma família passando por nós.

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—Não. — eu disse, minha garganta indo um pouco seca só de pensar nisso. —Eu só estava procurando por ele. Ela sorriu. —Última vez que eu o vi, ele estava pendurado em torno do carrinho de cachorro de milho. Chorando por um dos seus favoritos. —Eles não o alimentaram enquanto ele estava fora? —Eu acho que ele está comendo, porque ele está nervoso. — disse ela, inclinando-se como se estivesse me dizendo um segredo. —Ele é um comedor emocional. Toma conta de mim. — Ela acariciou sua barriga lisa como se fosse nada. Sra. Matthews era 20 anos mais velha, mas eu e ela poderíamos ter compartilhado roupas. —Por que ele está nervoso? — Eu não tinha certeza se eu queria saber. Ela mordeu o lábio, mastigando alguma coisa. Finalmente, ela pegou minha mão e seus olhos começaram a piscar. —Eu acho que ele quer falar com você sobre uma coisa. — disse ela em voz baixa. Isso faz sermos dois. Então, armando uma sobrancelha, ela acariciou minha mão. — Ou algo para lhe perguntar. Oh, rapaz. Não é bom. Eu tenho um pouco de luz dirigida pensando nisso. Ela não precisa dizer as palavras exatas para 322


atravessar o que queria chegar. Logan ia propor hoje à noite. Oficialmente. Um anel de compromisso a ser substituído por um anel de noivado. Eu ia terminar com o cara que estava pensando em me pedir para casar esta noite. A vida tinha um senso de humor. Ou calendário. Ou os dois. —Eu já penso em você como uma filha, Elle, mas será maravilhoso quando for oficial. Duas toneladas de peso da culpa...você não tem nada sobre o que acabou preso minhas costas. —É melhor eu parar de falar, assim você pode ir encontrar Logan. — Ela me deu um sorriso. —Eu quero ser a primeira a saber. Eu comuniquei-o antes, mas no caso ele tem a memória de seu pai, eu estou lhe dizendo. Sogra é a primeira a saber. — disse ela, colocando o dedo em seu peito. —Tudo bem? Levei alguns momentos antes que eu pudesse responder. — Ok. — eu disse suavemente. —Logan ou eu vamos deixar você saber o que acontecer. Só então, uma pequena misericórdia apareceu ao lado da Sra. Matthews. Sra. Peterson, uma das companheiras e membro do

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comitê de planejamento do festival, tinha um olhar estoico em seu rosto. —Desculpe interromper, Marny, mas eu apenas pensei que você deveria saber que o bando de smokejumpers acabou de chegar. — disse ela, balançando a cabeça. Minha cabeça virou instintivamente, procurando um rosto familiar. —Alguns deles estão muito bêbados e já a noite é uma criança. Você sabe o que aconteceu no ano passado... Se eu não tivesse estado tão preocupada procurando Cole, poderia ter sorrido. A Sra. Peterson e minha definição de uma tragédia estavam em extremos opostos do espectro. Minha mãe morrendo tão jovem era uma tragédia para mim; para ela, o rumor que alguns smokejumpers tinham organizado um concurso para ver quem poderia subir até o topo da roda-gigante primeiro no festival do ano passado era uma tragédia. Se qualquer tipo de desempenho recorde foi planejado para este ano, eu sabia que Cole estaria na linha da frente. A Sra. Matthews fez uma careta. —Eu vou deixar o xerife Montgomery saber para que possa manter o controle sobre eles. — disse ela, com os olhos automaticamente à deriva na direção da

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roda-gigante. Nenhuma banda de smokejumpers com desejo de morte pendurados ainda. —Obrigado por me avisar. Acenei para as duas mulheres antes de fazer o meu caminho através da multidão. Eu sabia que precisava encontrar Logan primeiro. Eu tinha que falar com ele antes que pudesse olhar para Cole porque eu sabia que se eu encontrasse Cole primeiro, seria consumida por ele. Toda a razão e moderação e bom senso iriam voar com o vento perfumado de frituras e eu não podia fazer isso com Logan na mesma vizinhança. Além disso, eu também sabia que Cole provavelmente não iria me tocar se ele soubesse que eu não tinha terminado as coisas com Logan. Assim, mesmo meus olhos percorreram a multidão para Cole, fui em busca de Logan. Eu quase fiz meu caminho para o cão de milho, quando um par de braços enrolaram ao redor de mim por trás. —Procurando por alguém? — A voz familiar de Logan e a dica de esperança atiraram uma pontada de dor no diretamente através de mim. Apenas o tom de sua voz estava prestes a trazer-me de joelhos. Como eu ia conseguir passar por isso? Eu não tinha resposta para isso. Tudo o que eu sabia era que tinha que fazer isso.

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Eu torci em seus braços, tentando não deixar que aqueles seus olhos azuis que eu olhei milhares de vezes afetar-me. —Não mais. — respondi-lhe. Logan estudou o meu rosto e sua testa enrugou. Eu sabia que parecia quase tão ruim quanto me sentia. Eu não poderia esconder isso. Teria sido um desperdício de esforço. Eu poderia muito bem acabar com isso antes que perdesse todo o controle. —Eu preciso falar com você. — eu disse calmamente. — Sozinhos. — Um punhado de amigos e companheiros de equipe de Logan estavam espalhados em torno de nós e do burburinho do ruído do Festival tornavam difícil pensar, muito menos dizer a um menino que eu amei pelo último par de anos que eu não era mais apaixonada por ele. A cara de Logan caiu, mas não de preocupação. De nervosismo. A Sra. Matthews não tinha exagerado. Ele estava realmente indo fazer isso hoje à noite. —Eu preciso falar com você, também. — ele disse, mudando de lugar. —E eu prefiro fazê-lo em privacidade, também. — Ele mudou de novo. Ele estava louco de nervoso.

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—Você quer sair daqui? — Eu disse, apontando para o estacionamento. Eu não estava ansiosa para deixar o Festival agora que eu sabia que Cole estava provavelmente se movendo, mas agora, Logan era a minha prioridade. —Sim — ele suspirou, passando a mão pelo cabelo, — mas não até que você dance comigo. — Ele pegou minha mão me levando para iniciar a mesma banda tocando as mesmas músicas da mesma etapa para os mesmos maridos e esposas, namorados e namoradas, amantes e ex-amantes, todos se movendo em uma pista de dança de terra irregular. Eu hesitei. Eu não era uma rainha da dança, nem era um demônio. Eu era mais uma dança fracasso. —Vamos lá, é tradição. — diz Logan, implorando com os olhos. —Nós não perdemos um ano de dançar a ‚nossa‛ música, uma vez que tínhamos 12 anos de idade. — Pode não ter sido uma faísca romântica entre nós naquela época, mas a nossa amizade era a nossa obrigação. Um nó se formou na minha garganta quando eu percebi que não estava só rompendo com um namorado hoje à noite, eu estava rompendo com um bom amigo. —Eu não posso deixar que esta noite seja o ano em que perdemos a nossa dança. — continuou ele. —Eu nunca me perdoaria. — Ele sorriu aquele seu sorriso de Logan. —Vamos lá. Por mim? 327


Poderia ter sido a culpa. Poderia ter sido a maneira que eu cuidava dele. Ou pode ter sido a nossa história juntos. Fosse o que fosse, eu lhe respondi com um único aceno de cabeça e deixei-o me levar para o palco. Logan não parou até que estivéssemos na frente do centro do palco. Apontando para o cantor – um cara que estava no coro da igreja - Logan deixou cair os braços ao redor de mim e me aproximou. A banda parou de tocar sua versão otimista antiga e quebrou em algo lento e familiar. E, no entanto, apenas como muito desta cidade estava ficando, era um pouco estranho também. —Nossa canção. — disse Logan, seu rosto brilhante. —Nossa canção. — sussurrei, percebendo que esta foi uma má ideia. Uma ideia muito ruim. Logan havia trabalhado com a banda que, com um aceno de cabeça, eles paravam o que estavam tocando e quebraram em nossa música. Na mesma noite ele estava pensando em me pedir em casamento. Sabendo disso, junto com o brilho nos olhos e no conjunto do seu rosto, eu sabia o que estava por vir. De um mero minuto ou dois de distância.

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—Eu te amo, Elle. — ele começou como um brilho de suor surgiu em sua testa. Porcaria. Ele estava realmente indo fazer isso. Aqui e agora. Tanta coisa que me levou a acreditar que ele queria privacidade para o que ele tinha que falar comigo esta noite. —Eu te amo tanto, tanto e eu sei que você é a garota para mim. Sabia disso a partir do primeiro dia que eu te conheci. —Espere. — eu disse, balançando a cabeça. —Pare. — A boca de Logan fechou e esperou. —Por que você me ama, Logan? Você sabe por quê? Você pode listar as razões do porquê? — Minhas palavras à tona mais rápido do que eu poderia falar. —Por que você está comigo? Sabe por que você quer passar o resto da sua vida comigo? A cara de Logan caiu. Eu poderia ter lhe dado um tapa pela sua aparência. —O que? — Disse ele depois de um tempo, parecendo tão confuso quanto parecia. —Por que você está comigo, Logan? Por que você quer passar sua vida comigo? — Eu perguntei, fazendo o melhor que pude para fazer as palavras soarem duras e macias. Logan pensou sobre isso por alguns momentos, enquanto ele me segurou perto e mudou-se no tempo para a música lenta

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derivando em torno de nós. —Porque eu não posso imaginar qualquer outra pessoa com quem eu prefiro estar. Tentei seguir o seu exemplo como nós dançamos, mas eu não podia. Eu tinha parado de me importar com Logan semanas atrás, e eu suponho que, mesmo traduzidos para a pista de dança. Eventualmente, eu desisti e acabei apenas em pé no lugar, com os braços em volta de mim, olhando um para o outro. —Então, você não pode pensar em mais ninguém com quem prefira estar. — eu repeti. —Mas o que isso tem a ver comigo? Por que você me ama? O rosto de Logan não poderia ter ficado mais confuso. — Porque eu te amo, Elle. Inalei e não recuei. —Por quê? —O quê? Você quer uma lista ou algo assim? Uma planilha de razões pelas quais eu amo você. — ele disse, sua voz um pouco alta. Eu levantei minhas sobrancelhas e esperei. —Eu não tenho uma lista, Elle. Desculpe. — Então, com um suspiro, Logan deslizou uma mão no bolso da jaqueta. —Mas eu tenho algo que acho que vai demonstrar o quanto eu te amo e como eu quero estar com você. Para sempre.

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Eu balancei a cabeça e comecei a me afastar. —Não, Logan. — eu sussurrei. Quando ele levantou os olhos e me viu me afastando dele, ele congelou. —Elle? Eu tinha que ir embora. Agora. —Eu sinto muito.— Sussurrei antes de virar e tecer através dos obstáculos de dançarinos e espectadores. Tanto por ser forte esta noite. Tanto para pegar Logan de lado e dizer-lhe que tinha acabado. Tanto para todo o meu plano. Eu o ouvi chamar meu nome enquanto corria para longe, mas depois que eu estava longe do palco e fui até a metade da linha de alimentos, não podia mais ouvir Logan.As pessoas começaram olhar para mim com curiosidade enquanto eu corria. Acho que qualquer pessoa chorando, hiperventilando quase iria atrair alguma atenção. Então, ao invés de ir para o jipe para que eu pudesse acalmar e reconfigurar como esta noite inteira estava indo, eu entrei em uma tenda de lona branca. Eu estava com sorte porque, não estava só escura e silenciosa, estava vazia. Devia ser algum tipo de área de armazenamento onde os vendedores de alimentos poderiam estocar suas coisas porque as caixas e paletes de comida e bebida ocupavam quase toda a tenda.

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Eu me inclinei para mais próxima da torre de caixas e deixei cair a cabeça abaixo dos meus joelhos. Eu precisava respirar. Eu nunca tive um antes, mas imaginei o que estava passando era muito perto de um ataque de pânico. Eu não tinha certeza do que iria me matar primeiro: falta de oxigênio ou parada cardíaca. Parecia não importar quantas respirações tomava ou quão lento tentei inspirar e expirar, me senti bastante confiante de que eu ia morrer ou desmaiar,se eu não me recompusesse e me acalmasse. Assim que eu comecei a sentir como o meu coração estava a abrandar, lembrei-me de Logan enfiando a mão no bolso e eu estava de volta com o coração batendo no modo no meu peito. —Elle. — uma voz tão preocupada quanto ele estava aliviado rompeu a tenda bem antes de um forte conjunto de braços me puxarem para ele. —Qual é o problema? — Os dedos de Cole teceram pelo meu cabelo e puxou minha cabeça em seu peito. E só assim, eu encontrei a calma que havia fugido de mim. Ou pelo menos uma margem de calma. Eu escorreguei meus braços em torno dele e apertei-o com força. —Como você me encontrou? —Eu só perguntei se alguém tinha visto uma menina, chorando desesperada caminhando através do Festival como uma louca e me apontaram este caminho. — ele disse suavemente,

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segurando-me um pouco mais apertado. —Não, eu estava apenas passando por aqui e vi você entrar. —Acho que eu era meio difícil de perder. — eu disse com um suspiro. Todos estariam me perguntando o que tinha acontecido no momento em que saísse da tenda. Então, talvez eu não vá deixá-la até que todos se forem. —Sim, Elle. Você certamente é difícil de perder. —A voz de Cole estava tão cheia de significado e seu corpo estava tão firme contra o meu, eu meio que derreti. Deixei-me ir por alguns segundos e afastei tudo, exceto o aqui e agora. Só assim, eu podia respirar novamente. —O que aconteceu? Só assim, a respiração tornou-se dura novamente. —Logan. — eu comecei. O corpo de Cole ficou tenso com o nome sozinho. —Ele está pensando em me pedir para casar com ele esta noite. — Seu corpo ficou ainda mais tenso. —E ele está pensando em pedir-lhe isso porque ele ainda pensa que você está pensando em passar a vida com ele, porque você não terminou ainda? — Cole era melhor nisso do que Logan, mas ele não poderia totalmente mascarar o nível de dor em sua voz. —Sim.

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Cole não poderia estar mais tenso sem partir ao meio. —Por que você não disse a ele ainda? Alguma coisa mudou? De ferir um menino para ferir o outro. Eu estava em um rolo real aqui. —Eu não disse a ele, porque ele literalmente acabou de voltar para a cidade, Cole. Eu estava pensando em contar a Logan esta noite, mas então... — Eu parei. Eu não queria repetir a palavra casar e Logan na mesma frase com Cole tão rígido contra mim. —E não, nada mudou. — Mordi o lábio quando percebi que algo possa ter mudado para ele. —Pelo menos, nada mudou para mim. Eu ainda escolho você, Cole. Eu ainda quero você. Seu corpo amoleceu um pouco depois, mas ficou rígido em outros lugares. —Bom. — disse ele, baixando a boca do meu ouvido. —Porque eu quero você, também. Alívio inundou o meu corpo. —Sim? —Sim. — disse ele, o ar em torno de nós mudou. Suas mãos agarraram meus quadris e ele me empurrou contra uma parede de caixas. Isso não estava ajudando meu problema de respiração. —Aqui. — ele disse em voz baixa, áspera como sua mão deslizou até a barra da minha saia. Uma corrente de ar escapou dos meus lábios quando ele levantou a minha saia todo o caminho e pressionou seus quadris duros em mim. 334


—Agora. — Desta vez, ele respirou fundo quando eu cobri sua boca com a minha. Beijei-o como eu queria que ele me fizesse esquecer. Beijei-o como eu queria que ele me fizesse lembrar. Beijei-o como tudo o que tinha aqui e agora. Beijei-o, carpe diem. Quando sua boca se moveu para o meu pescoço, eu enrolei minhas pernas em volta de sua cintura e deslizei para cima e para baixo até que ele estava mais ofegando no meu pescoço do que sugando. Ele me apertou mais nas caixas, como se não pudesse criar atrito suficiente entre nós dois e realmente, a este ritmo, ele estava indo para me fazer vir antes mesmo que ele estivesse dentro. Quando ouvi seu zíper baixar, eu gemi e baixei a boca para o lado de seu pescoço para abafar o barulho. Estava barulhento fora da tenda, mas estava barulhento dentro dela também e eu não queria alguém investigando se eles ouviram meus gemidos inebriantes. Cole cheirava a sua marca habitual de perfumes. Sabão, sal e... —Você cheira como fuligem. — eu disse. Cole riu. —Risco ocupacional. Eu enterrei meu nariz em seus cabelos, onde o cheiro era mais forte, e inalei. —Isso tipo que me transforma, no entanto. 335


—Benefícios do trabalho, também. — disse ele, bem como seu dedo escorregou dentro da minha calcinha. Minhas unhas cravaram em suas costas, enquanto seu dedo arrastou para baixo. —Porra, Elle. — disse ele, movendo-se apenas mal dentro de mim. —Você realmente deve estar toda excitada. — Eu arqueei minhas costas e baixei meus quadris até seu dedo inteiro entrou. Um fluxo de ar assobiou entre os dentes quando outro dedo se moveu dentro de mim. —Eu vou ter que lembrar de manter uma lata de fuligem útil para que eu possa polvilhar em mim antes de vir... —Parece bom para mim. — eu consegui sair antes de seu polegar começar a circular o meu clitóris. —Elle? — Ele não parecia como se ele fosse melhorar em colocar as palavras para fora —Cole. — eu respirei. —Eu preciso te dizer uma coisa... — ele disse, quando minha mão escorregou dentro de seu zíper. Assim que coloquei minha mão em volta dele, ele gemeu e seu rosto todo enrugou com uma mistura de prazer e tortura. —O que você precisa me dizer é tão importante que não pode esperar até que tenhamos... feito? —Eu perguntei, sugando o lóbulo da orelha em minha boca. 336


—Você precisa acalmar sua mão e sua boca por um segundo ou então eu não vou ser capaz de conseguir isso. — disse ele enquanto seus dedos continuaram seu ataque preguiçoso. Em vez de libertá-lo, minha mão acelerou e minha boca sugou mais forte. Parando apenas o tempo suficiente para sussurrar em seu ouvido, eu disse, —Você me parece o tipo de cara que gosta de um desafio. Um grunhido baixo vibrou até seu peito enquanto meu ritmo pegou mais uma vez. —Tudo bem. — disse ele, sem fôlego. —Elle Montgomery. Eu... —Elle? — Uma nova voz de repente rompeu Cole e minha neblina. A última voz que eu queria ouvir agora. Levantando a aba da tenda para um fluxo de luz entrar, os olhos de Logan se arregalaram quando ele pegou na cena. —Elle? — A primeira vez que ele disse meu nome, era como se estivesse procurando por mim. A segunda vez que ele disse meu nome era como se estivesse desejando que não tivesse me encontrado. —Foda-se. — Cole suspirou, reorganizando suas mãos e abaixando minha saia. Estava dormente e eu não conseguia tirar os olhos de Logan. Eu nunca tinha visto ele tão... quebrado. Tão traído. Eu nunca tinha

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visto tanto assim de coração partido e enfurecido e ele parecia como se intensidade de sua emoção estava prestes a rasgá-lo ao meio. Como ele não podia suportar olhar para Cole e eu envolvidos em torno um do outro por mais um segundo, seus olhos brilharam fora logo antes da porta da tenda, bater fechada novamente. Cole e eu estávamos sozinhos de novo, mas tudo mudou no espaço de tempo de um minuto e meio. —Logan! — Eu chamei depois dele, desenrolando as pernas do tronco de Cole e cobrando para a saída. —Espere,Elle. — Cole pegou minha mão e me virou. —O que você está fazendo? —Eu vou atrás dele. — eu disse, acenando para o local onde Logan tinha simplesmente desaparecido. —Eu posso ver isso. — respondeu Cole. —Mas por que agora? Dê a ele uma chance de esfriar. —Ele acabou de entrar em nós cerca de dois segundos de distância de fazer sexo, Cole. Cinco minutos depois que esteve prestes a me pedir para casar com ele. — Eu estava tão chateada agora, não conseguia nem chorar. —Eu não acho que ele vai se ‚esfriar‛ a qualquer momento em breve. — Eu fiz um movimento para a saída novamente apenas para ser puxada para trás por Cole.

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—Não. — ele disse. —Não vá. Fique comigo e nós vamos encontrá-lo amanhã e explicar juntos. —Você viu o rosto dele, Cole? — Eu disse, aproximando um grito. —Logan está a poucos minutos de se tornar nuclear, e você quer que eu espere até amanhã para explicar a ele o que está acontecendo? Para explicar a ele com você ao meu lado? Os olhos de Cole brilharam com algo então. Dor, eu imaginei. —E o que é que vamos explicar? Que nósficamos várias vezes por trás de suas costas, porque não conseguíamos manter as mãos longe um do outro? — Eu não estava pensando claramente. Minhas palavras não estavam saindo bem, mas eu estava além do ponto de frenética. Meu namorado tinha me visto com outro homem e eu tinha certeza que tinha acabado de rasgar seu coração para fora do peito e dirigido um punhal nele a partir do olhar em seu rosto. —É assim que você se sente sobre nós? — Olhos de Cole brilharam novamente. Desta vez não havia dúvida de qual emoção era. —Que fomos apenas amigos de foda por trás das costas do precioso Logan? Eu estava machucando Cole agora, também. Eu tinha esmagado Logan e agora estava no processo de fazer o mesmo para Cole. Minha vida tornou-se uma novela e uma tragédia de Shakespeare.

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—Não, não é assim que eu me sinto sobre nós. Isso é como... você se sente? — Eu perguntei, dividida entre ficar aqui com Cole e correr atrás de Logan. —Eu não sei como me sinto agora. — ele respondeu, baixando os olhos para o chão. Eu tentei fingir que a resposta não me cortou. Eu tentei fingir que sua resposta não estava quebrando meu coração, pela milionésima vez. Eu tentei tanto, eu acho que poderia ter enganado ele. Desta vez, quando me movi para a saída, ele me soltou. Isso doeu pior do que suas palavras. —Bem, deixe-me saber se você descobrir isso. Quando cheguei para sair da tenda, Cole soltou um longo suspiro. —Então é isso? Você está escolhendo-o me vez de mim? Você está... deixando-me por ele? Pela primeira vez de sempre, Cole parecia um menino. Como o menino que havia sido deixado para trás tantas vezes em sua vida. Aquela voz me parou no lugar. —Não, Cole. — eu disse, olhando por cima do meu ombro. Ele meio que parecia um menino, agora, também. —Você está me deixando para trás.

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Antes que eu pudesse mudar minha mente, corri para fora da barraca e comecei a tecer através da multidão novamente. Uma parte de mim procurou a cabeça leve de Logan pulando no meio da multidão, esperando encontrá-lo. Outra parte de mim esperava que eu não fosse capaz de encontrá-lo para que pudesse voltar para Cole e descobrir exatamente o que ele sentia sobre nós. O que ele sentia por mim. Eu realmente tinha imaginado a forma como ele olhava para mim como se eu fosse a única coisa que ele poderia ter na vida, ele seria um homem feliz? Ou teria sido a de que blefeum talentoso? Eu sabia o que eu sentia por Cole. A confusão tinha cancelado no último e eu estava confiante em meus sentimentos por ele. Apenas quando minha nuvem de confusão tinhacancelado, conjunto de Cole dentro sincronismo não foi apenas um fator em amor, foi o criador, mantenedor e executor. As reflexões de meu futuro com Cole teria que ser colocado em espera porque umas costas familiares que marchavam para o estacionamento chamou minha atenção. Tomando um fôlego, eu teci através da multidão depois de Logan. Ele era alheio e não me ouviria se eu chamasse por ele, então só continuei serpenteando através do fluxo interminável de corpos até que eu finalmente me libertei da multidão a volta do Festival. A forma rígida de Logan estava há alguns metros de distância, provavelmente pronto para saltar em sua caminhonete, descascando 341


o inferno fora daqui, e quem sabe se eu o veria. Do jeito que ele olhou para mim antes, ele nunca queria me ver novamente. —Logan! — Eu gritei depois dele, quebrando em uma corrida. Ele teceu através do labirinto de carros em um ritmo alucinante. —Logan! Espere! — Eu gritei alto e corri mais rápido. Ele não parou, retardou ou pausou. Ele continuou se movendo como se não tivesse me ouvido. Como se eu não existia mais. Eu estava chegando nele e pelo tempo que ele tinha chegado a sua caminhonete na beira do estacionamento, eu o alcancei. —Pare, Logan. — eu disse, desacelerando quando me aproximei dele. —Por favor. Estava de costas para mim, mas eu não precisei ver seu rosto para saber que ele me ouviu e não estava ansioso para me ver. Seu corpo inteiro ficou rígido. Eu descansei minha mão no lado de seu braço, tentando virálo de frente para mim. Ele se encolheu como se eu tivesse apenas chocado ele. —Logan. — sussurrei. —Eu sinto muito. Nós nunca quisemos... Eu nunca quis... — Eu parei e tentei me recompor para não soar como uma bagunça, chorando sem sentido. —Eu não queria te machucar. Nunca tive intenção de... 342


A maneira que ele não iria me reconhecer agora era uma indicação de quão mal eu tinha machucado ele. Eu soltei uma rajada de ar. —Embora eu soubesse quando lhe dissesse. Ou quando você descobrisse. É claro que ele não poderia ter ‚descoberto‛ em pior forma. Se eu apenas lhe dissesse mais cedo, mesmo se eu tivesse seguido o conselho de Cole e apenas feito isso por telefone, Logan teria sido salvo do que ele acabou de ver. Ele não se moveu. Ele não disse uma palavra. Logan era uma estátua. —Por favor, Logan. Diga alguma coisa. — eu implorei. —Diga qualquer coisa. — Naquele momento, parecia que qualquer coisa que ele poderia ter dito para mim teria sido melhor do que o silêncio. Logan girou sobre mim e agora, em vez de uma mistura de traição e desgosto, ele não era nada que fosse inflamado. Seus olhos eram como dois carvões pretos brilhando seu ódio em mim. —Você quer que eu diga alguma coisa, Elle? — Ele disse, sua voz tremendo. —Você quer que eu diga todas as coisas que eu quero dizer agora? Todas as coisas cruéis, ruins circulando ao redor em minha mente? Na ponta da minha língua? — Os tendões de seu pescoço

estavam

aparecendo

à

superfície.

Logan

estava

transbordando de uma maneira que eu nunca tinha visto antes —

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Você quer que eu te diga como eu me sinto, o que penso sobre você, o que eu penso... dele? — amaldiçoou a palavra antes de um tremor sacudir seu corpo. Tudo o que eu podia fazer era balançar a cabeça e tentar não chorar. —Bem, há uma parte de mim que quer fazer isso também. Dizer e fazer as coisas que eu estou sentindo agora. Mas você sabe o que? — Sua voz foi diminuindo, embora ainda tremesse. —Eu sou melhor do que isso. Eu sou melhor do que dar a minha emoção e cada capricho meu.Eu sou melhor do que ferir você do jeito que você me feriu. Eu sou melhor do que isso. — Olhando perto de mim, ele balançou a cabeça. —Pelo menos um de nós é. As palavras de Logan levaram a adaga de culpa na medida em que ela poderia ir. Eu não poderia ter me sentido pior se tentasse. As palavras cruéis que se recusaram a liberar em mim não poderiam ter me feito sentir como o pior dos humanos. —Agora, se você me deixar em paz, eu preciso sair daqui. — Girando ao redor, ele abriu a porta da caminhonete. —Esta noite não foi exatamente de acordo com o plano. Assistindo Logan se afastar de mim, para o que muito possivelmente poderia ser a última vez, trouxe uma enxurrada de emoções e memórias. O primeiro dia no jardim de infância, quando

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o menino com uma camisa polo azul se sentou ao meu lado e me disse que ele seria meu amigo, quando eu não conseguia parar de chorar depois que meu pai tinha me deixado. O menino que tinha me trazido uma bandeja de brownies, uma pilha de filmes, e sentouse comigo no sofá durante toda a semana depois que eu quebrei a perna na quinta série. O menino que tinha corado quando eu conversei com ele e olhei em sua direção quando nos tornamos adolescentes. O mesmo rapaz que fez o possível para se certificar de que todos os outros meninos me tratassem bem. O menino que tinha deslizado um anel de compromisso em meu dedo no mês passado. O homem que estava me deixando, de uma vez por todas, porque eu o tinha esmagado. —Perdoe-me, Logan. — eu disse, começando a chorar. As memórias, as emoções, a noite foi simplesmente demais. Eu não poderia prendê-lo por mais tempo. —Por favor, me perdoe. —Desculpe,Elle. — disse ele, rastejando em sua caminhonete. —O perdão não é algo que eu possa dar agora. — Sua voz estava vazia, com apenas um toque de tristeza. Sua voz e suas palavras só me fizeram chorar ainda mais. Tão difícil, eu não aguentava mais. Eu caí de joelhos em uma pilha, a intensidade de tudo o que eu estava sentindo prestes a me rasgar por dentro.

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Logan fez uma pausa antes de fechar a porta da caminhonete. Eu podia sentir seus olhos em mim enquanto suspirou. —Um dia, Elle. — disse ele.— Um dia eu vou ser capaz de perdoá-la. Apenas não hoje. A porta fechou antes do motor da caminhonete disparar para a vida. Quando Logan dirigiu para longe de mim, eu percebi que não só tinha perdido um bom homem naquela noite. Eu poderia ter perdido dois.

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Cap tulo 12 i

E

u me ajoelhei no campo de grama por um tempo. Tempo suficiente para ver a área do Festival vazias de carros e pessoas, mas não quase tanto tempo

quanto eu senti que poderia ficar nessa posição derrotada. Eu acho que uma parte de mim estava esperando por Logan voltar e gritar comigo. Eu precisava de gritos, o meu remorso não iria se contentar com nada menos. Uma parte de mim esperou na esperança que Cole viria me encontrar, manter-me perto, e me dizer que tudo ia ficar bem. Outra parte de mim estava fisicamente, emocionalmente e mentalmente esgotada e não podia trabalhar a força suficiente para me levantar. Quando havia passado tempo suficiente eu percebi que nenhum meninoestava chegando, decidi tomar o assunto em minhas próprias mãos. Eu precisava me punir, ao mesmo tempo em que eu precisava me desafiar. Só havia uma maneira que eu conhecia para conseguir ambos. Eu não me importei que horas eram e não me importei o quão louco era. Eu só precisava de... algo para tapar as emoções esmagadoras que derramavam em mim e precisava de algo agora.

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Depois de fazer o meu caminho de volta para o meu jipe, fui para casa para fazer uma escala rápida. Eu estava orando, esperando, cruzando os dedos e os meus pés que o pai não estaria em casa quando eu cheguei. Quando eu puxei na garagem, descobri que, finalmente, alguma coisa estava ao meu favor nesse dia. O carro do meu pai não estava lá e a casa estava escura salvo pela luminária de mesa que ele mantinha em seu escritório. Ele provavelmente ainda estava no Festival, ou talvez fez uma parada rápida pelo restaurante para ver como Dani e Paul estavam segurando as pontas. Eu não sei, mas não deixei a minha falta de conhecimento me fazer menos grata por pequenas misericórdias. Correndo para dentro, fui direto para o meu quarto. Mesmo que o papai estivesse fora, ele estaria em casa a qualquer momento e eu não queria estar lá em qualquer minuto que fosse. Vasculhando meu armário, eu puxei minha mochila de caminhada bem usada. Depois de um pouco de incentivo, consegui puxá-la livre. Eu tinha a mochila desde que eu tinha doze anos e é usada um punhado de vezes em todo o verão. Eu não tinha usado este verão ainda, mas estava para compensar a minha negligência. Eu fiz uma rápida verificação para garantir que todas as minhas coisas indispensáveis ainda estavam embalados dentro e, não desperdiçando mais um segundo, joguei-a por cima do meu

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ombro e corri de volta para baixo. Corri para a cozinha, peguei minha garrafa de água na máquina de lavar louça e a enchi na pia. Lá estava. Eu estava pronta. Tudo o que eu precisava fazer era sair pela porta e dar início a trilha e eu estava satisfeita. Assim que eu estava prestes a correr pela porta da frente, parei. O papai ficaria muito preocupado se eu simplesmente desaparecesse novamente durante a noite.Ele estaria frenético, preocupado e envolto em uma confusão. Eu não poderia fazer isso com ele novamente. Agarrando a pilha de notas em seu escritório, rabisquei um bilhete rápido.

Indo fazer uma caminhada. Você sabe o lugar. Estarei de volta amanhã à noite.

Eu considerei acrescentar ‚sozinha‛ na parte ‚indo fazer uma caminhada‛, mas eu imaginei que meu pai não seria mais ou menos confortado sabendo que eu estava caminhando à noite, na floresta, sozinha. Então, eu guardei... aberto à interpretação. Por algum outro milagre, saí pela porta da frente, entrei jipe depois de deixar minha mochila no banco do passageiro, e desci a 349


rua antes de ter um par de faróis iluminando a rua. Imaginei que eram do meu pai, mas se eu não conseguia distinguir seu clássico Mustang desta distância, sem dúvida ele também não distinguiria o meu Jeep. A trilha não era em tudo tão fora da cidade e eu estacionei o jipe menos de trinta minutos depois de sair da cidade. Por todo o caminho eu tinha sido atormentada tanto com o rosto de Cole e de Logan e como eles tinham caído a partir das coisas que eu disse. De coisas que tinha feito. Cole não tinha absolutamente dito que nós terminamos, e eu me agarrei à esperança de que ele sentia a mesma coisa que eu: que tínhamos algo especial. Algo tão confuso como era combustível, mas alguma coisa vale a pena lutar. Algo digno de machucar um bom homem que eu conheço há mais de uma década. E se Cole não me quisesse mais? E se fosse tudo sobre a perseguição por ele?E se ele estava cansado de mim agora que ele me conquistou? E se, e se, e se? Eu estava sufocando em um mar de e se's. Em um mar do desconhecido que iria permanecer assim até que eu tivesse respostas. Mas desde que eu estava em uma trilha que subi dezenas de vezes quando estava pulando em um bloco nas

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costas da minha mãe, e Cole estava... em algum lugar, o desconhecido não estaria trabalhando tão cedo. Então eu deslizei para fora do Jipe e fiz o que eu esperava acalmar minha mente. Sempre tinha funcionado antes e eu esperava que fosse funcionar agora. Depois de arcar com minha mochila e flambar as tiras, eu deslizei no meu farol, amarrado nas botas que eu mantive recheadas na parte de trás do jipe para fins de emergência, e parti em fuga. Havia sinais no início da trilha que proíbe fogueiras. Não era inédito, mas a restrição para não queimar normalmente não surgia até agosto. Eu não conseguia lembrar um tempo que havia acontecido no início de julho. Marchar por uma floresta escura não era a primeira coisa que a maioria das pessoas pensava quando se falava em caminhadas, mas era uma caminhadapara mim. É verdade, as maiorias das minhas caminhadas tinham sidodurante as horas de luz do dia, mas as minhas mais memoráveis foramà noite. Eu acho que mamãe tinha estado em toda a cena de caminhadas noturna, também. Papai me disse que ela costumava dizer que se sentia mais viva quando caminhava à noite, mais em sintonia com ela e tudo ao seu redor. Isso tira pouco mais de medo derivado de caminhar por uma floresta escura com nada mais do que um fluxo de luz que vem a sua cabeça tinha uma maneira de

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bombear a adrenalina a novas alturas. Isso tinha um jeito de fazer você esquecer tudo, exceto colocar um pé na frente do outro. A noite estava quente antes, mas quando eu me aprofundava mais na floresta, o frio no ar realmente começou a morder. Eu tive que parar para abrir minha mochila para que pudesse deslizar em um top de lã. Eu até puxei um gorro apenas no caso que ficasse mais frio, quanto mais eu caminhava dentro. A trilha era ventosa, íngreme, e técnica. Não era o seu cotidiano ‚quintal caminhante‛ de trilha variado, e que, combinada com a escuridão e os sons da noite, esvaziava-me de tudo. Pensar em Cole e Logan era impossível quando um animal bufava à minha direita ou quando meu dedo do pé prendia em uma pedra irregular saindo no meio da trilha. Eu estava em modo de sobrevivência e estaria até eu cair no acampamento que tinha ficado em dezenas de vezes, assim como muitos como eu caminhavam por essa trilha. Foi-se outra milha e, a este ritmo, eu estaria lá em tempo recorde. Vinte minutos mais tarde, minhas pernas estavam exaustas, minha mente quase tanto, e minha mochila parecia que pesava cem quilos. Desafivelando, eu deixei-a deslizar para o chão enquanto pegava minha respiração. Eu tomei alguns goles mais da minha garrafa de água, limpei alguns galhos do local de acampamento, e

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cavei fundo em minha mochila até que senti o saco de nylon contendo minha tenda filhote de cachorro pequena. Era outro recorde no momento em que eu tinha a tenda construída, minha almofada de dormir explodida, e meu saco de dormir atirado por cima. Depois de tirar minhas botas de caminhada na porta fora da barraca, eu deslizei para dentro, fechei o zíper, e verifiquei meu telefone. Como esperado, sem sinal. O momento depois que eu bati o meu farol e fechei meu saco de dormir, eu caí no sono. A caminhada tinha feito a coisa que eu esperava que fizesse. Tinha tanto apagado e esvaziado a minha mente. Cole e Logan e a natação confusão toda entre e ao redor dos dois ainda estava lá... mas era apenas mais gerenciável agora. Talvez trinta segundos depois,minha mente desistiu e seguiu o meu corpo para o sono. Aquela noite marcou o fim de uma fase da minha vida e eu sabia o que me esperava na manhã seguinte que marcaria o início de uma nova.

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Cap tulo 13 i

H

avia algo lá fora. Essa foi a primeira coisa que eu pensei quando acordei na manhã seguinte. Eu estava muito quente. Estava quebrando em

suor logo após a madrugada, no meio da Floresta Nacional Okanagon. Mesmo no meio de um dia quente de verão, eu teria que estar realmente trabalhando para sair em um agradecimento sudoríparo pela cobertura das árvores. E foi muito alto. Quase ouvido um estrondo alto. O som não era familiar, mas não demorou muito para adivinhar o que era responsável pela criação do assobio,rachaduras trovão ficando mais alto a cada segundo. Esse som ameaçador, combinado com o calor sufocante no meio de um verão seco, só podia significar uma coisa. Fogo. Eu joguei meu saco de dormir pra fora e abri o zíper da barraca tão rápido quanto meus dedos poderiam. Assim que coloquei minha cabeça para fora, eu conheci uma explosão de calor que quase me tirou o fôlego. Eu sabia que estava em apuros, mas 354


quando virei minha cabeça e vi a parede de chamas engolfando árvores e grama e tudo o que estava em seu caminho imediatamente, terror definiu isso. O fogo estava como eu nunca tinha visto antes. O filme que eu tinha visto na TV dos incêndios florestais não fazia justiça ao que sentiestando no chão, frente a frente com ele. Cole passou pela minha mente naquele momento. Isso era o que ele fazia. Ele olhava para o fogo sem medo a vida ou saúde. Naquele momento, o medo era a única coisa que eu sentia. O fogo estava tão alto como as árvores, as chamas lambendo o topo dos muitos pinheiros poderoso que tinham estado lá por gerações. Árvores de cem anos de idade ficaram em chamas em menos de dez segundos. E o barulho. Ele era realmente ensurdecedor. Quando uma árvore que mal estava apenas no limite do meu acampamento explodiu a partir do calor e das chamas, eu saí da minha hipnose. Eu pulei da tenda e agarrei minhas botas, mas não havia tempo. Eu não tinha um segundo a perder, muito menos de um minuto para amarrar minhas botas de caminhada. Deixando tudo para trás, eu corri na direção oposta do fogo, ignorando a rigidez nas pernas da caminhada assassina de ontem à noite, ignorando os paus e pedras atacando meus pés descalços, e

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ignorando a forma como os meus pulmões queimavam com calor me engolindo. A única coisa que eu não ignorava era o medo. Que eu mantinha próximo a fim de chamar a última gota de adrenalina fora de mim. O fogo me manteve em movimento, mas o medo me impedia devoar. Depois de alguns minutos, coloquei algum espaço entre o fogo e eu. Tanto o calor e o som tinham diminuído um pouco, mas não tanto quanto eu esperava depois de correr a uma velocidade vertiginosa. Eu tinha resistência, mas quanta? Quanto tempo eu tinha antes de ficar semenergia e entrar em colapso? Eu só podia esperar que o ponto estivesse longe o suficiente que eu poderia encontrar segurança antes que o fogo me encontrasse. Olhando por cima do meu ombro para ver o quão longe o fogo estava, meu pé tropeçou em algo quando eu corria. No tempo de um piscar de olhos, eu estava deitada de cara no chão, meu tornozelo torcido precariamente no buraco abaixo queeu não tinha visto vindo porque estava ocupada demais olhando atrás de mim. A dor subiu em minha perna instantaneamente. Eu sofri ferimentos suficientes em meus dezoito anos para saber que tinha quebrado ou torcido-o. Neste momento, não importa qual deles,

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porque qualquer um seria o suficiente para me impedir de correr. Eu ficaria feliz se eu poderia gerenciar uma caminhada rápida. Em uma caminhada rápida, não havia nenhuma maneira que eu poderia fugir do fogo. Ele estava se movendo muito rápido. Eu ia morrer aqui hoje. Eu estava prestes a pegar fogo. O verão figurativo desta época estava prestes a tomar um rumo muito literal. Agarrando minha perna, eu arranquei meu pé livre do buraco. Eu gritei tão alto que eu acho que deu o fogo um funcionamento para seu intento. Levantei-me do chão e dei alguns passos. Eu manquei alguns passos. A dor disparando em minha perna era muito intensa, fiquei tentada a cair e deixar que o fogo me tivesse. Certamente a dor da queimadura não seria tão ruim quanto a forma como os meus nervos pareciam estar cheios de ácido. Curiosamente, quando olhei de volta para o fogo, eu vi o rosto de Cole. Eu posso não ter sabido como sua cabeça estava sobre nós dois, mas eu estava confiante o suficiente para saber que ele não quer que eu morra aqui desta maneira. Ele, pelo menos, quer que eu coloque uma boa luta. Então, eu cerrei os dentes, e dei mais um passo, e depois outro. Até o momento que tinha dado 10, eu estava ofegante e rompendo ainda mais em suor e dor.Mas eu continuei, continuei lutando.

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Embaralhando passando uma enorme árvore, meu pé ileso pegou uma raiz. Eu não caí desta vez, consegui com meu outro pé em torno de tempo para impedir a minha queda, mas preparando uma queda no meu tornozelo ferido facilmente causou mais dor e dano do que bater de cara no chão. Eu caí de joelhos, depois disso, chorando lágrimas que não poderia ter impedido nem se quisesse. O calor estava crescendo tão forte em torno de mim que essas lágrimas evaporaram antes que rolassem todo o caminho pelo meu rosto. Eu estava exausta. Eu mal podia ajoelhar-me, e muito menos tentar ficar de pé e manter o rastejar para frente. Este era o fim, e, embora nãoera um tempo em minha vida que eu teria escolhido para terminar, estava na floresta que eu amava, e tinha conhecido e me apaixonado por um rapaz que me pegou de surpresa, em todo o tipo de jeito – os jeitos bons e os ruins. Eu o amava. Eu amava Cole. Eu não sei por que demorei tanto tempo para reconhecer ou admitir, mas eu suponho que o ponto era que tinha. Pena que eu nunca seria capaz de dizer a ele. O calor e o barulho do fogo haviam retornado em todos seus auges. A distância que eu coloquei entre mim e isso tinha sido acabado. Eu tinha um minuto, talvez um pouco mais. Isso era tudo que eu tinha na minha vida. Um minuto. Um monte de coisas passa

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pela sua cabeça quando você percebe que só tem um minuto. Um monte de coisas que não parece importar e um monte que parece. Soltando a cabeça para trás, eu olhei para o céu. A fumaça era tão densa que o céu estava quase engolido por ela, mas um ponto do céu azul ainda espiava. Olhei para aquele ponto pequeno e não o deixei ir. E, em seguida, também foi ultrapassado por alguma coisa. Algo que não era fumaça... Algo que ia crescendo enquanto ficava mais perto. Algo que eu não conseguia identificar até que o fundo de um par de botas parecia estar olhando-me no rosto. Um par de botas delineado por uma peça de balão de nylon. Ele era um anjo caindo do céu. Ele era meu anjo caindo do céu. Eu experimentei um momento de alívio que Cole estava aqui antes que se desvanecesse em pavor. Cole estava aqui. Com um incêndio florestal praticamente lambendo os cabelos do meu pescoço. Smokejumpers podem combater os incêndios florestais, mas com certeza como o inferno que não ficavam mortos em seu caminho quando o fogo estava há apenas metros de distância.

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Como estava, o paraquedas de Cole começou a queimar em torno das bordas. Pedaços do tamanho de flocos de neve do paraquedas vibravam em cima de mim bem antes de Cole cair no chão. Eu fiz outro movimento para me levantar, mas não podia. Eu não tinha mais nada. —Elle. — gritou, deslizando para fora de seu paraquedas, quando o resto do paraquedas pegou fogo. A árvore há poucos metros atrás de mim começou a pegar fogo quando Cole se ajoelhou na minha frente. —Envolva seus braços ao redor do meu pescoço e segure firme! — Ele teve que gritar sobre o fogo rugindo em torno de nós. Eu fiz como ordenado, estremecendo quando ele agarrou minhas pernas e envolveu em torno de seu torso que ele estava me carregando no colo. —O que você está fazendo, Cole? Ele olhou para mim com um sorriso leve. —Fazendo o que eu faço de melhor. — disse ele. —Estou salvando o dia, baby. — Então, sugando uma respiração pesada, Cole me carregou à frente.

E

quando eu digo carregou, ele correu como nenhum homem ou animal que eu tinha visto antes. Ele correu como o incêndio florestal estava, de fato, beliscando nossos calcanhares. —O que você machucou? — Ele gritou de volta, esquivando-se debaixo de um galho de árvore.

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—Meu tornozelo. — eu respondi, segurando-o com mais força. Ele estava se movendo mais rápido com um peso do que eu tinhasozinha . —Quebrou? — ele gritou. —Eu não sei. — Eu decidi ir em frente e fechar meus olhos, porque estava começando a ficar enjoada com o movimento. O passeio áspero misturado com o calor e ruído só exagerou o enjoo. —Como você me encontrou?— Olhei para trás. Cole conseguiu colocar uma distância respeitável entre o fogo e nós. —O seu pai. — Disse ele, chegando a uma parada brusca. — Em seguida, um par de binóculos veio a calhar, uma vez que eu estava no avião. — Ele não precisa gritar mais com a distância que colocou entre o fogo e nós. —Obrigada. — disse eu, torcendo minha testa em seu pescoço suado, coberto de fuligem. Ele estava tranquilo, neste breve momento, este segundo roubado no tempo. Para uma batida de um coração, eu experimentei uma paz que não havia sentido antes. Essa paz evaporou quando o corpo de Cole ficou tenso quando estudou as árvores em nossa frente. Como se ele pudesse ver algo nessas árvores que eu não era capaz de ver. —Cole? — Eu disse, hesitante. —O que foi?

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Ele suspirou. —O fogo está na nossa frente, também. — disse ele, olhando para as árvores em frente a nós. Agora, se já parecia muito difícil, eu podia ver o brilho laranja e vermelho transformando e mudando à distância. Eu parei de respirar. —Nós estamos presos. — disse ele. Presos. Um incêndio em nossa frente. Um fogo atrás de nós. Nós estávamos contra uma rocha e um lugar duro. Nós não tínhamos para onde ir, não há como escapar do incêndio... Olhei, olhei para baixo. Eu olhei para a direita, eu olhei para a esquerda. Eu olhei para a esquerda. —Cole. — gritei, sentindo esperança tomar posse. —O rio não é muito longe daqui. Talvez apenas uma meia milha. — Cole olhou para mim antes de olhar na direção que eu estava apontando. Ele olhou para a floresta como eu o tinha quando estava tentando ver algo que ele podia ver que eu não podia. Mas eu vi. Estávamos perto do rio. Tão perto que quase podia sentir isso. —A árvore sapato! — Eu apontei um caminho para baixo à esquerda. —Eu posso ver. Meus pais e eu usávamos para parar e tirar fotos dela antes de irmos para o rio. Se pudermos chegar lá, o rio está apenas algumas centenas de metros. — Eu sabia que era uma boa distância para cobrir, considerando a velocidade que o fogo estava se movendo. Eu sabia que precisaríamos de algum

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milagre para fazer isso, também, mas eu levaria correndo em direção a um rio em qualquer dia sobre esperando pelo fogo chegar até nós. Cole não fez nenhuma pergunta. Ele não perguntou se eu tinha certeza ou como eu sabia. Tudo o que ele fez foi acenar com a cabeça, reajustar seu poder sobre mim, e me carregou na direção que eu apontava para ele. —Droga. — Cole ofegou medida que nos aproximávamos da árvore sapato, — Essa coisa é absolutamente estranha. Sorri quando ele deu um estremecimento exagerado. O fogo que tinha estado atrás de nós estava rastejando para perto de nós, o meu lado parecia que estava em chamas e o fogo que tinha sido quase invisível na nossa frente era agora uma parede de chamas ao nosso lado. Estávamos no Mar Vermelho de fogo e poderia ainda conseguir sorrir e falar como se fosse qualquer dia. —Vire à direita aqui! — Eu gritei quando passamos a árvore familiar. Ao longo dos anos, eu tinha visto as sandálias, sapatilhas, botas e chinelos, expandir-se no tronco da velha árvore de bordo, até que quase todos os ramos que poderiam ser alcançados a partir de pé em cima da cabine de um caminhão também foi abordado. Eu cresci com a árvore, tirando fotos dela e com ela. Ela havia se

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tornado tão familiar como o resto da minha vida e ia queimar. Eu nunca teria a árvore de sapatos perto do rio para olhar para frente novamente. Quando Cole trovejou a trilha que leva até o rio, ele não tropeçou nem uma vez. Ele era tão constante ecerto sobre todos os obstáculos da pista técnica que você teria pensado que ele estava passeando no parque. —Quanto mais longe, Elle? — Ele estava de volta a gritar porque o fogo, mais uma vez em nossas costas, estava mais perto do que nunca.Eu puxei meu cabelo por sobre meu ombro para evitar de incendiar, como próximo com o fogo que estava recebendo. —Não muito longe! Talvez uns cem pés! — Eu poderia dizer, porque os arbustos e a grama estavam ficando grossos e começou a nos atrasar.Que não fez para a melhor combinação. O fogo estava ficando perigosamente perto de acender nossas roupas e a confusão que ameaçava por nos atrasar. Os ramos afiados batendo no meu rosto, tirando sangue, mas eu não conseguia sentir a dor. Eu não conseguia sentir nada, exceto o corpo de Cole e o calor do fogo. —Segure firme, baby! — Ele gritou de volta antes de correr mais rápido em direção ao rio. Era como Cole teve uma engrenagem de todo o outro. Nós tínhamos acabado de passar de uma rápida insana para uma rápida estúpida, mas ainda assim, não era rápido o suficiente. 364


Eu podia ver o rio, estava há menos de vinte metros de distância, mas pode muito bem ter sido 20 milhas, porque as chamas rasgavam para nós. A mata de ambos os lados de nós foi consumida por uma onda de fogo e era impossível para respirar. Eu não sei como Cole foi capaz de se manter em movimento, sem oxigênio, mas ele já tinha provado que podia quando saltou de um paraquedas para o coração de um fogo para me salvar. Ele era mais super-herói do que homem. Eu senti a traseira do meu casaco de lã inflamar e estava dobrando-me

sobre

Cole,

tentando

protegê-lo

das

chamas

implacáveis, quando ele se lançou para o ar. No curso de tentar fugir de um incêndio, Cole tinha se afastado da trilha e nós terminamos em uma borda acima do rio. Era uma pequena saliência, apenas um par de comprimentos, mas parecia que caiu no ar por tanto tempo que poderia ter saltado dos céus. As chamas que comiam em minha jaqueta intensificaram à medida que navegamos através do ar e eu prendi a respiração. Apenas há tempo também, porque um momento depois, Cole e eu colidimos com a superfície do rio. Cole tinha saltado longe o suficiente para que desembarcasse na água acima de nossos pescoços. Eu desenrolei-me dele e poderia ter morrido uma mulher feliz ali. A água fria correndo sobre minha pele sentia como um bálsamo 365


curativo. A mão de Cole pegou a minha, e ele me puxou mais para dentro do rio. Eu não tinha vindo à tona para respirar ainda e sabia que todos aqueles rituais afundando-me no lago iria valer, agora seria ele. Nós nadamos de lado na atual, chutando rígido. Cole parecia estar indo a algum lugar e eu só deixei-o me levar. Quando chegamos a uma grande pedra saindo do meio da água, ambos viemos à tona. Apenas o suficiente para tomar um fôlego e apreciar a cena em torno de nós. Com uma mão, Cole agarrou um corte pego na rocha.Com a outra mão, ele manteve firme me segurando, puxando-me fechando o braço enrolado todo o caminho em volta da minha cintura. —Você está bem? — Ele gritou. Eu concordei e molhei minha cabeça de volta na água por um segundo. Estava muito quente em torno de nós. Eu não sei como Cole poderia continuar a manter para a rocha. O calor apenas irradiando isso me fez desconfortável. —Você está? — eu perguntei, inspecionando seu rosto e braço desde que era tudo que eu podia ver. Eu só podia imaginar como rasgado meu rosto estava de correr no meio do mato, mas o rosto de Cole tinha que estar pelo menos duas vezes pior. Havia mais vermelho,mais áreas abertas do que pele bronzeada.

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—Sim, eu estou bem! — Disse ele, fazendo uma careta quando ajustou seu domínio sobre a rocha. —Apenas se segure em mim, ok? Não me solte,Elle. Nós vamos ficar bem, nós vamos fazer isso. Eu me enrolei mais perto dele enquanto observava a tempestade de fogo em torno de nós.Isso é apenas o que era: uma tempestade.Todo o lado do rio que tinha acabado decorreu de foi totalmente engolido pelo fogo agora, mas as chamas lambendo a partir da escova e árvores desse lado foram chegando e se prolongando através do rio. Eu tinha ouvido falar de incêndios saltando rios, mas ouvir sobre um e ver um era uma coisa completamente diferente. Como o fogo continuou a pular no rio e propagando, era como estar cercado por um dossel de chamas. Estava em ambos os lados de nós e acima de nós. Esses tipos de momentos, percebi o quão pequeno e insignificante realmente eram. Quando eu não conseguia olhar para as chamas destruindo a paisagem que eu tinha crescido com mais tempo, olhei de volta para Cole. Sua cabeça balançava acima da superfície, me olhando como se ele estivesse com medo que eu desaparecesse, e segurando a rocha como se fosse um bote salva-vidas. Essa rocha... Rock Haven.

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Minhas mãos teriam tampado minha boca, se eu não estivesse segurando Cole pela minha querida vida. No curso de desviar a pista e ser rebocada de maneiras jusante depois que tínhamos saltado no rio, Cole e eu acabamos na Rock Haven. O lugar salvando nossas vidas era o lugar que tinha levado a minha mãe. Quando meu pai e eu tínhamos caminhado a trilha da árvore sapato depois que mamãe morreu, tivemos sempre o cuidado de ficar fora de vista de Rock Haven. Era como um acordo silencioso que tínhamos feito. Nós não falamos sobre isso, não olhamos para ela, e ficamos algumas centenas de metros da mesma. No entanto, lá estava eu, agarrando-me ao homem que estava agarrada a ela. Parecia que as ironias da minha vida nunca acabariam. Esta era a confirmação final e mais o coração. —O que foi? — Os olhos de Cole cheios de preocupação enquanto olhava meu corpo o melhor que podia. Eu queria olhar a rocha. Eu queria dar um soco, e odiá-la, e queria que pegasse fogo e fosse destruída para sempre. Assim como havia destruído a minha mãe. O conhecimento de que aquela rocha seria tudo o que restava da paisagem no final do dia parecia impossivelmente injusto.

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—Aqui foi onde minha mãe morreu. — eu disse. —Este é o lugar exato onde ela morreu. — Eu teria chorado se eu não tivesse acabado com as lágrimas. O rosto de Cole suavizou-se, antes dele assentir. —Isso explica então. —Explica o que? — Eu perguntei, querendo fechar meus olhos para que eu não tivesse que olhar para ele por mais tempo. —Por que você e eu vamos fazer isso através desta coisa, Elle. Eu estive em algumas situações assustadoras antes, mas mesmo se você fosse adicionar todas aquelas, elas ainda parecem um pontinho contra o que está acontecendo ao nosso redor. Uma árvore explodiu do outro lado da margem, lembrandome apenas o que estava acontecendo ao nosso redor. Quando olhei para trás para Cole, ele estava me observando, esperando por mim. —Sua mãe está aqui com a gente, Elle. Seu espírito está aqui dando força ao meu braço exausto para me manter pendurado. Ela está impedindo a corrente de chicotear-nos todos para o inferno. Ela está impedindo os estilhaços da árvore de ficar perto de nós. — Um pequeno sorriso se formou. — Ela nos mantém vivos. Então, talvez eu não tivesse totalmente sem lágrimas. O nó na garganta era tão grande que eu mal podia respirar e, tanto quanto eu queria dizer que ele era cheio de si, eu sabia que ele estava certo, 369


também. O espírito da mãe estava aqui com a gente. Comigo. A água deslizando sobre mim era tão suave como seus braços eram quando me puxavam para um abraço. A rocha blindando e protegendo-nos era tão forte e inabalável como tinha sido. Ela estava em tudo. Ela estava em toda parte. —Eu preciso te contar uma coisa. Sabe, agora que eu tenho você sozinho e você não vai a lugar nenhum — disse ele, piscando. —Algo que eu estava tentando dizer a você mais cedo antes de agir como um babaca total. —Isso foi durante o tempo que eu estava agindo como uma total péna bunda, também? — Eu respondi. Seu sorriso era quase o suficiente de uma resposta. —Então o que você está tentando me dizer, antes de ambos se comportarem como idiotas? Os olhos de Cole não deixaram os meus. Parecia que nunca poderiam. —Eu tipo, meio que, realmente, verdadeiramente te amo. Uma vez que tendo passado o choque da palavra, eu senti um milhão de coisas diferentes ao mesmo tempo. Cada uma dessas coisas aponta para uma coisa.Enrolando meus dedos na parte de trás do seu pescoço, beijei-o levemente. — Eu tipo, meio que, realmente, verdadeiramente te amo, também.

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O sorriso de Cole se espalhou. —Por que você não vem aqui e me beija, então? — Seus olhos percorreram a área inflamada em torno de nós. —Uma vez que não parece com nós estaremos indo em qualquer lugar por um tempo. Quando eu o beijei de novo, não foi leve. Na verdade, não era nada leve que em algum lugar no meio de tudo isso, eu esqueci tudo sobre a tempestade nos circulando.

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Cap tulo 14 i

Quando você chega, literalmente, a um fio de cabelo perto da morte, dá à vida um novo significado. Você para de se angustiar com o que você deve e não deve fazer, como deve fazê-lo, quando você deve fazê-lo... e você só faz. Pode ser mórbido, mas estar de mãos dadas com a morte dá quase um significado inteiramente novo para a vida. Eu tive uma nova perspectiva e eu senti como se eu fosse uma pessoa diferente. Não totalmente diferente, mas diferente das formas que contava. Toda a minha vida tinha mudado... e tinha sido apenas 24 horas desde que Cole e eu escapamos do fogo que já havia aniquilado mais de mil hectares de floresta. Graças à habilidade dos smokejumpers e as tripulações hotshot na área, não há casas que foram queimadas e, até agora, não houve outros caminhantes ou campistas que pareciam ter estado no caminho do fogo. Depois que o fogo havia destruído tudo o que foi possível consumir ao longo do rio, Cole e eu fizemos nosso caminho rio abaixo, segurando perto da costa, para que não fôssemos pegos nas corredeiras. Graças ao meu tornozelo estourado, que acabou por ser uma entorse desagradável, Cole basicamente realizou, manobrou, e 372


me ajudou durante todo o caminho descendo o rio até que finalmente passamos a costa que não tinha sido afetada pelo fogo. Depois de arrastar nossos corpos molhados, exaustos fora do rio, Cole me carregouem suas costas mais dois quilômetros até chegarmos a primeira estrada, e então ele caminhou outra milha antes de nós sinalizarmos para o primeiro carro que vimos. Ele tinha sido uma máquina naquele dia. Ele salvou minha vida mais vezes do que eu poderia contar com as duas mãos. E pés. Cole tinha não só dito que me amava naquele dia, ele provou isso. Nós tínhamos estado na sala de emergência por mais de dois minutos antes de meu pai voar por aquelas portas, gritando meu nome em todo o lugar, até que finalmente me encontrou. Dani e vovó M foram rápidas a seguir e Logan tinha mesmo chamado meu pai para uma rápida conferida. Depois que eu assegurei a todos que estava bem, consegui que a avó M e Dani fossem para casa e descansassem um pouco, mas o pai não estava tendo nada disso. Ele não tinha deixado o meu lado. Nem Cole. Mesmo quando meu pai voltou para casa depois que tanto nossos cortes estavam enfaixados e nossas roupas queimadas e rasgadas foram trocadas por avental hospitalar. Mesmo quando nós caímos no sofá e desmaiamos por umas boas 12 horas.

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Mesmo quando nós nos sentamos à mesa da cozinha, enquantoo papai virou uma fornada de panquecas huckleberry. A mão de Cole deu um aperto na minha. —Como você está se sentindo? Havia cerca de uma centena de respostas para isso. —Sortuda. — eu estabeleci. Isso resumia. —Sim. — ele disse, inclinando-se para me dar um beijo rápido. Mesmo um cara duro como Cole era inteligente o suficiente para ter medo de beijar uma garota por muito tempo, quando seu pai estava na sala. —Eu também. Pai deixou cair um prato de panquecas na frente de Cole e eu. —Mais café? Eu balancei a cabeça e mergulhei nas panquecas. Eu não tinha comido em quase 36 horas e agora que meu apetite tinha finalmente chutado, chutou na ultrapassagem. —Eu posso conseguir isso. — disse Cole, agarrando seu copo e se levantando. Pai cortou. —Não, não. Senta e coma.Eu pego o café.— Pegando o bule, pai encheu o copo de Cole. —Isto está realmente ótimo, Sr. Montgomery. — disse Cole. —Obrigado por me deixar ficar aqui a noite passada e me alimentar.

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Papai pegou seu copo de café e tomou um gole, me estudando e Cole. Seus olhos pousaram sobre onde a mão de Cole cobria a minha sobre a mesa. —É o mínimo que eu poderia fazer para a pessoa responsável por salvar a vida da minha filha. — disse o pai. —Você arriscou sua vida pelo meu bebê, Cole. Isso é algo que nunca vou esquecer ou nunca serei capaz de pagar. Sempre que precisar de alguma coisa... qualquer coisa, você me chama, ok? — Papai inclinou a xícara de Cole antes de tomar um gole. Eu ainda tinha que contar para o papai, onde Cole e eu tínhamos nos agarrado em nossas vidas para dentro do rio. Achei que poderia ser um pouco demais agora depois que quase perdeu sua filha. Descobrir que ele quase a perdeu no mesmo lugar que ele perdeu sua esposa podia esperar para outro dia. —Na verdade, há uma coisa. — disse Cole, baixando o garfo. Olhando para mim, ele formou a sua mão no meu rosto e me encarou como se eu nunca tivesse sido olhada antes. Como se eu fosse tudo o que precisava e queria, sem sequer perceber o que estas coisas eram. Eu me derreti sob esse olhar. —Eu não sei o quanto você sabe sobre Elle e eu. Eu não tenho certeza se você sabe quando nos encontramos ou como nos conhecemos... — Cole continuou, voltando sua atenção para o meu pai. —Mas eu acho que você sabe o suficiente para que você possa se decepcionar ou desaprovar a maneira que eu persegui sua filha 375


quando ela estava com outro cara. Eu não me arrependo de conhecer sua filha, nunca, e eu com certeza não me arrependo dos sentimentos que tenho por ela. — Cole fez uma pausa, sacudindo a cabeça em torno de um suspiro. —Mas eu lamento que nossa viagem rumo um ao outro machuque alguém. Devo a Logan um inferno de um pedido de desculpas, e quem sabe, talvez ele vá tentar chutar a minha bunda quando fizer, mas eu lhe devo uma, também. Papai colocou o copo sobre o balcão. —Eu sinto muito, Sr. Montgomery. Eu sei que você quer o que é melhor para a sua filha e sei que a maneira que eu fui sobre ela não era isso. — Olhando para mim, ele atirou-me um sorriso inclinado. —Sinto muito, também, Elle. — Eu balancei a cabeça. Não havia nada a perdoar. —É preciso um grande homem para confessar quando ele faz algo de errado. A maioria dos homens nunca chegar lá. — disse papai, cruzando os braços e inclinando-se para o balcão. —Eu não sei os detalhes que compõem a sua história e de Elle, e eu não os quero, mas sou perspicaz o suficiente para preencher os espaços em branco quando eu vejo a minha filha mudar diante dos meus olhos. — A rosto do pai mudou quando ele olhou para mim. Relaxou e suavizou instantaneamente. —Desde que a mudança é para melhor, eu não posso culpar a coisa ou a pessoa responsável por essa 376


alteração— papai olhou incisivamente para Cole — demais. Dado que você é um homem que pode admitir quando comete um erro, fez a minha filha uma pessoa melhor, e arriscou sua vida para salvar a dela... Eu diria que o senhor ganhou um‘perdoar e esquecer’ de mim. Cole se levantou de seu assento e dirigiu-se para o pai com a mão estendida. — Obrigado. — ele disse, parecendo realmente aliviado quando o pai apertou sua mão. —Há mais uma coisa... — Cole rolou a cabeça para o lado e depois para o outro lado, como se estivesse esticando ou algo assim. Papai levantou as sobrancelhas e esperou. —Eu sei que você é antiquado e desde que eu não exatamente fiz isto da maneira certa no início, quero fazer o meu melhor para compensar isso. — Cole mudou e continuou: — Eu gostaria de pedir sua aprovação para namorar a sua filha. Eu tentei esconder meu sorriso, mas não consegui. Tão antiquado como Logan era, ele ainda não tinha pedido permissão do meu pai quando ele me pegou no meu primeiro encontro.Ele perguntou a ele antes me dar o anel de compromisso, mas Cole não estava pedindo ao meu pai a minha mão em casamento ainda. Ele estava pedindo para me levar para jantar e um filme.Vindo da boca de um homem que não deixa ninguém lhe dizer o que fazer ou

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como se comportar, era uma espécie de adorável, bonito, espécie de irônico caminho. Pai nem sequer tentou esconder seu sorriso divertido. —Sim, Cole. — disse ele, batendo a mão sobre o ombro. —Você tem a minha aprovação para namorar minha filha. Não que isso faça alguma diferença para mim, mas não acho que a maioria dos caras pedem ‚permissão‛. Cole balançou a cabeça. —Eu tenho que pedir a permissão de alguém. — disse ele, vindo em volta da mesa para mim. —Mas não de você, Sr. Montgomery. Eu só posso ter permissão para sair com a sua filha de uma pessoa. — Ele se ajoelhou ao meu lado e piscou. — E isso é da sua filha. Correndo as costas dos seus dedos no meu rosto, ele respirou fundo. —Então? Senhorita Elle Montgomery? — disse. —Eu tenho permissão para namorar você? Eu tentei segurar por alguns segundos, para mantê-lo em alfinetes e agulhas, mas não deu certo. Eu mal conseguia manter os meus lábios selados um segundo sólido. —Sim, Cole Carson... — eu disse, levantando uma sobrancelha. —Você tem a minha permissão para namorar comigo. Cole enxugou a testae a boca antes de voltar em seu assento e mergulhar em suas panquecas. Papai voltou para o seu café e voltei

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para terminar o que restava de minhas panquecas.Só assim, estamos liquidados em uma espécie de rotina, uma espécie de família. Papai tomando café enquanto folheava o jornal. Cole mastigando o café da manhã ao meu lado.Foi todo o tipo de... perfeito. —Quando você precisa estar de volta ao acampamento? — Eu perguntei depois que terminei o último pedaço de panqueca. Cole parou de mastigar na metade da mordida e trocou um olhar envergonhado com o meu pai. Enrolando o seu jornal, o papai colocou-o debaixo do braço, pegou seu café, e saiu da cozinha. — Vou dar-lhe aos dois algum tempo para falarem. Sozinhos. — acrescentou antes de desaparecer na sala de estar. —O que foi aquilo? — Eu perguntei, olhando entre Cole e o local onde o pai tinha desaparecido. Cole empurrou seu prato de lado e virou em sua cadeira para mim. —Eu não vou estar de volta

ao acampamento dos

smokejumpers. — disse ele, soltando suas mãos nas minhas pernas. —Desde que eles meio que me demitiram. Minhas sobrancelhas se uniram. De tudo que eu ouvi, Cole era um trunfo inestimável para a equipe. De tudo que eu tinha experimentado com ele no nível do chão com um incêndio na floresta, ele era um bem de valor inestimável. Porque no mundo que eles o demitiram?

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—Por quê? Cole passou a mão pelo cabelo. —Eu acho que eles consideram subornar o piloto e comandar o avião da base como ‚motivo para a rescisão‛. — ele disse, fazendo aspas no ar. —Espere... — Eu precisava de alguns segundos para processar o que ele tinha dito. —Você está dizendo... —Que eu planejei um voo não autorizado e caí no meio de um incêndio florestal? — Ele preencheu. Tudo o que eu podia fazer era um aceno de cabeça. —Sim, é isso que eu fiz. —Por quê? — Eu perguntei, ainda confusa. Cole deveria saber que estava arriscando sua carreira quando chegou no avião e fez aquele salto. Smokejumping era tudo para ele, sua vida. —Quando eu ouvi um incêndio nas proximidades, era tão grande e se espalhando tão rápido que nem sequer foram voando a tripulação no imediato para lutar contra isso, eu tive esse sentimento em meu intestino. Eu não sabia onde tinha ido depois da explosão toda no festival, mas de alguma forma sabia que o fogo estava dirigindo o seu caminho. — Ele estudou o meu rosto que só foi vincando mais com a confusão. —Eu sei, eu sei. Não faz sentido, mas quando eu apareci na sua porta na manhã seguinte, perguntando ao seu pai se sabia onde você estava e ele me disse que 380


você tinha ido fazer caminhada... — Cole soltou uma rajada de ar. — Eu não poderia voltar para a base em que o avião estava e depois pularno avião rápido o suficiente. Seu pai me disse que você tinha tomado trilha e onde você provavelmente estava acampada e, como eu disse, os binóculos e meu paraquedas descobriram o resto. Então, ele não só arriscou sua vida por mim. Ele tinha desistido de sua carreira. Conhecendo Cole, ele provavelmente realizou a sua carreira com o mesmo grau de importância, como a sua vida. —Cole. — eu disse, caindo no meu lugar. —Eu sinto, sinto... —Eu não sinto. — ele interrompeu, sacudindo a cabeça rapidamente. —Mas smokejumping era a sua vida. — eu disse, não tendo certeza se sentia culpa ou esmagadora imensa gratidão pelo que ele tinha desistido por mim. Cole deu de ombros. —Era. — disse ele. —E então eu conheci você e queria mais da vida do que apenas saltar de aviões para uma corrida rápida. Porque quem em sã consciência iria me contentar com uma corrida rápida quando você poderia ter uma corrida muito longa? —Mas o que você vai fazer agora? — Eu disse, olhando para o meu colo. Ele não tinha raízes para mantê-lo aqui em Winthrop. Ele 381


não tinha raízes para mantê-lo em qualquer lugar do estado. Eu estava realmente prestes a perder o rapaz que tinha desistido de tudo por mim? Um lado do rosto de Cole puxou para cima. —Eu poderia tipo, meio que, talvez estar entrando em Ciências de Recursos Naturais da WAZZU neste outono. — disse ele, confessando-o como um pecado. —WAZZU? — Eu disse, pasma. —WAZZU como a Universidade Estadual de Washington? Como em Pullman, Washington? Como aquela há poucas horas de distância daqui? Cole mordeu o lábio para não sorrir. —Eu acredito que é a única, sim. —Há quanto tempo você sabe?— Eu perguntei, correndo para frente. —Desde esse inverno passado. — ele respondeu. —Eu apliquei, não realmente esperando ser aceito, mas depois recebi minha carta de aceitação antes de eu ser trazido aqui neste verão. Logo antes de te conhecer. —Mas o smokejumping? Eu pensei que você ia estar pulando de aviões até que eles forçassem a aposentadoria em você.

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Cole riu. —Eu amo isso, não me leve a mal, mas eu dei-lhe quatro anos de minha vida. Agora é hora de fazer outra coisa. É hora de passar para a próxima grande aventura. —Por que você não me contou? — Eu perguntei, tentando me livrar através da névoa surreal. Era praticamente impossível, porém, dado o homem que tinha sido um completo desconhecido no início do verão havia se transformado no homem que eu amava semanas mais tarde e agora estava frequentando uma faculdade que eu tinha aplicado a mim mesma no outono. —Quando eu soube que você tinha aplicado e foi aceita para algumas escolas diferentes, não queria que eu afetasse sua decisão. Eu queria que você fizesse isso por sua escolha, de modo que nenhum de nós já se perguntou se você só fez a sua decisão com base na minha. — Pausando apenas o tempo suficiente para plantar um beijo em minha boca, as mãos de Cole formaram em torno de meu rosto. —Eu te amo, Elle, mas não quero que o amor iniba você. Eu quero fazer você se sentir como se pudesse fazer o que quiser. Eu quero que você sinta-se livre para tomar suas próprias decisões. Resistindo ao impulso irresistível de beijá-lo de novo, eu inalei. —Eu já tomei minha decisão. — disse eu, prestes a perder a batalha de resistir à sua boca. A forma como Cole olhou para minha boca fez meu estômago vibrar. —E o que você decidiu? — Ele sussurrou, mal roçando o 383


lábio inferior contra o meu. Meu estômago não estava apenas vibrando mais. —Eu decidi você. — eu disse antes de pegar a camisa e puxalo para mais perto. Quando sua boca estava firmemente esmagada contra a minha, me inclinei para trás apenas o suficiente para acrescentar: — E WAZZU. Universidade estadual de Washington. Pullman, Washington. Três horas de distância. Você já ouviu falar? Cole estava respirando pesadamente já a partir de nosso quase beijo, mas ele pegou ainda mais quando seus olhos se arregalaram. —Enviei meus papéis de aceitação há um tempo atrás. — eu disse. —Vá WAZZUs! —Você está me dizendo que eu tenho você para mim para os próximos quatro, possivelmente cinco, se fizermos bons preguiçosos e tomando nosso doce tempo, anos? — Parecia que era bom demais para ser verdade. Eu sorri e encolhi os ombros. Sua mão machucada correu atrás do meu pescoço e me puxou para perto novamente. —Soa como um inferno de uma aventura. —Eu não esperaria nada menos de você. Logo antes de sua boca cobrir a minha, ele sorriu. —De nós. — ele disse, —Eu não esperaria nada menos de nós. 384


Nem eu.

Fim...

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TRADUÇÃO Ju REVISÃO Manu, Hellen, Leidy

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