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por Nathalia Lemes


ResiliĂŞncia Instituto de SaĂşde Mental


UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO DEPARTAMENTO DE PROJETO, EXPRESSÃO E REPRESENTAÇÃO TRABALHO FINAL DE CONCLUSÃO DE CURSO - DIPLOMAÇÃO

ALUNA: NATHALIA LEMES ORIENTADORA: RAQUEL BLUMENSCHEIN MEMBROS DA BANCA: ANA ZERBINI AUGUSTO ESTECA MARCELO AQUINO MARIA CECÍLIA FILGUEIRAS LIMA GABRIELE

BRASÍLIA, FEVEREIRO DE 2018.

O presente trabalho expõe o projeto arquitetônico de um

Instituto de Promoção da Saúde Mental,

situado no Lago Norte, na cidade de Brasília – DF, bem

como

a

pesquisa

que

o

embasou,

encerrando, assim, o Trabalho Final de Conclusão de Curso, última disciplina obrigatória da cadeia de Projeto, Expressão e Representação da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) – Universidade de

“Estou cada vez menos doutora e mais Nise!”

Brasília (UnB). De autoria da aluna Nathalia Lemes e orientação de Raquel Blumenschein, com o título: Instituto de Saúde Mental – Resiliência.

(Nise da Silveira)

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Agradecimentos


Foram muitos passos e muitas pessoas envolvidas em um sonho, por isso sei que há uma infinidade de “obrigados” nesta página. Então vamos lá! Primeiramente agradeço ao apoio e carinho incondicional de minha família que sempre me apoiou, incentivou, acreditou e embarcou nesse “Coração da Loucura” e nesse sonho comigo. Um início marcado por incertezas, lá em 2005, quando, cursando Administração, e fazendo o acompanhamento da construção de nossa casa virei para minha mamãe e disse: “Mãe, já sei o que quero fazer, vou ser arquiteta!”. E olha mãe, aqui estou, 12 anos depois, rumo a esse sonho nosso (e sei que estás dai torcendo pelo meu sucesso, sinto saudades). Sou grata pelo amor, carinho, incentivo, cobranças, zelo, por ser meu porto seguro junto ao meu pai, a vocês meus amados pais, Ivanir e Nelceli , meu mais profundo e sincero obrigado! Amo vocês. Agradeço eterna e imensamente a esse presente em forma de pessoa a qual fui agraciada, minha orientadora e amiga, Raquel Blumenschein. Profissional em quem posso me espelhar, e que tive a oportunidade de conhecer em 2015 em meio a uma crise de vida, mas que me ensinou sobretudo o que é (re)significar e o que vem a ser a RESILIÊNCIA. Raquel, você acreditou e confiou em mim quando nem eu mesma conseguia fazer isso, me deu suporte emocional e acadêmico para chegar até essa etapa e acreditar que a próxima fluirá, minha palavra a você é gratidão, no mais singelo e puro significado.

À minha amiga, professora e confidente, Maria Cecília Filgueiras Lima, a quem carinhosamente posso chamar de Ceci, que me apoiou, que me deu aquele abraço de 20 segundos para acalmar a mente e o coração, e que me deu um carinho maternal nessa jornada de descobrir quem sou e para onde vou. Ceci, sou imensamente grata pelos chás, cafés, e todo o amor a mim dispensados. Obrigada minha amiga, você tem um espaço de seu tamanho em meu coração!

À minha coordenadora Maribel Aliaga que me auxiliou nesses 5 anos de FAU, desde a minha transferência e análise de ementas, até finalizar essa etapa que em muitos momentos pareceu-me bastante árdua. Que você continue a impactar seus alunos, sou grata por sua existência e mais ainda por ter cruzado meu caminho. A todos meus amigos, companheiros de jornada e de vida (dentro e fora da arquitetura), de noites sem dormir, de surtos, de choros (sim, isso é mais frequente do que deveria), obrigada por fazerem da minha vida algo mais leve e divertido, que venha muita arquitetura pela frente, porque somos isso, arquitetos de sucesso! E acima de tudo... RESILENTES. Beijos da “Tia Nath”.

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Sumário AGRADECIMENTOS |4 PORQUE FALAR DE SAÚDE MENTAL? | 7 NISE DA SILVEIRA E SUA IMPORTÂNCIA PARA O TEMA | 9 APRESENTAÇÃO | 11 INTRODUÇÃO, JUSTIFICATIVA, RELEVÂNCIA DO TEMA | 13 REFERENCIAL TEÓRICO | 15 O LUGAR – CONTEXTO URBANO | 41 CONDICIONANTES DETERMINANTES | 51 PARTICULARIDADES ESPECÍFICAS | 69 ESTUDOS DE CASO | 75 PROGRAMA DE NECESSIDADES | 81 CONCEITOS DO PROJETO | 101 DIRETRIZES DE PROJETO | 109 O PROJETO | 115 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS | 144


PORQUE FALAR SOBRE SAÚDE MENTAL? Como abordar um tema tão delicado, e ao mesmo

Sai daquele ano fortalecida, corajosa, e sabendo sobre a

tempo tão atual em nossas vidas? Esse foi um dos

tal RESILIÊNCIA que só houvera estudado em Ciências dos

primeiros questionamentos que me fiz ao pensar o tema

Materiais em minha primeira graduação, mas, além desse

da minha Diplomação.

conhecimento adquirido, sabia que a Professora Raquel

Em 2012, quando entrei na UnB, aquele sonho de menina

seria minha orientadora!

que estava sendo realizado aos quase 27 anos, já tinha

Em conversa com um grande amigo, o arquiteto Luis

em mente que precisava me dedicar a escolher um nicho

Felipe Gonçalves, surgiu a dúvida: manteria a ideia de

para atuação futura, algo que me fizesse transbordar,

fazer um Centro Oncológico, ou partia para algo

então soube que a Arquitetura de Ambientes de Saúde

diferente? Esse foi o verdadeiro salto para minha

havia me escolhido.

mudança e determinação para falar sobre algo que é

Em

2015,

em

meio

a

uma

crise

pessoal

me

vi

questionadora da minha escolha, e principalmente, da

temido, que é posto à margem, e que é visto com um olhar de preconceito. Resolvi falar sobre a Saúde Mental.

minha sanidade mental, então precisei ser forjada no

Pesquisadora e curiosa que sou, reiniciei o processo de

fogo das emoções e reencontrar meu caminho. Sabia

busca por bibliografias e estudos de caso, para poder ter

que para voltar a amar a Arquitetura eu precisava muito

um bom embasamento, e nesse meio tempo tive a grata

mais do que vinha recebendo, precisava me engajar, ou

oportunidade de conhecer a Casa das Palmeiras, que foi

seja, um propósito. Foi um caminho árduo, mas, com o

o primeiro sistema de Egressos nessa área de tratamento

apoio de pessoas incríveis, segui!

psicoterápico. Um presente em minhas mãos. Abracei-o!

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Me emocionei de diversas formas. Li sobre vários assuntos, desde psicologia Junguiana, a questões profundas da psychè. Foi um salto em um mar profundo, denso e consistente, mas que me auxiliou em um processo de autoconhecimento.

Busquei entender como a Arquitetura influencia as pessoas, é a tal “Psicologia Ambiental”, pasme, ela existe e é essencial para a apreensão da forma de ver e pensar a Arquitetura.

Que a Saúde Mental deve ser compreendida como o estado de equilíbrio entre o ser humano e o seu meio sociocultural, ou seja, a garantia a esse indivíduo de sua participação laboral, intelectual e social com o objetivo

de alcançar o bem estar e a qualidade de vida. Além da compreensão de que a loucura, que pode ser considerada como um estado de total oposição a este equilíbrio, se apresenta de forma mutável ao longo do

Vi conceitos, tanto dos que já vinha ouvindo desde PA 1

tempo, tanto em suas apreensões como em seus

(Projeto Arquitetônico) , até outros que procurei de

conceitos, uma vez que esta é considerada como uma

maneira bem clara trazer como retórica do meu discurso.

fuga aos padrões, e estes são definidos de acordo com a

De uma vontade de compreender o que é a loucura, tive acesso à Saúde Mental. Então escolhi pensar um espaço de promoção à Saúde, ao invés de um ambiente voltado para a “doença” em si, e assim surgiu o “Instituto de

Saúde Mental – Resiliência”, que, com muito carinho e dedicação, fez parte de minha vida por quase 2 (dois) anos, entre coleta de material e o projeto em si.

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O que aprendi nesse longo exercício?

época em que são designados.


NISE DA SILVEIRA E A SUA IMPORTÂNCIA PARA O TEMA Nise da Silveira foi uma dessas mulheres consideradas bem à frente de seu tempo!

Formou-se em 1926 e passou a dedicar-se à psiquiatria

Talvez uma alma velha em um corpo mais jovem, uma alma vívida, experiente e

sem nunca aceitar as formas agressivas de tratamento

com sede de vida, presa em uma época de restrições. Assim foi a Dra. Nise. Em

da época, tais como a internação, os eletrochoques, a

2016 um pouco de sua história foi conhecida nas telas de cinema, mas a sua

insulinoterapia e a lobotomia (BRASIL, 2006).

essência é perpetuada desde muito tempo. Então, quem foi essa

Em 1927 inicia sua carreira no Rio de Janeiro, e em

alagoana que mudou a história da psiquiatria e deu um

1933, após passar em concurso público, começa a

novo caminho de dignidade e humanidade aos seus clientes

trabalhar no antigo Hospício da Praia Vermelha

em uma época marcada por uma psiquiatria desumana, restrita,

(Hospício Pedro II), mas nesse mesmo ano, durante o

carcereira e de dores? Isso é o que este subcapítulo tem

governo Vargas foi presa por ter participado da União

como objetivo, apresentar essa “mãe da humana-idade”

Feminina do Brasil, entidade de defesa dos direitos

esse coração em meio a loucura, essa mulher, que com o passar do tempo se fez

femininos,

mais ela mesmo do que seu título de doutora. Nise da Silveira possui uma

(CARVALHO

biografia que antecipa as características de sua personalidade, conforme

exerceu um papel muito importante em sua vida e em

observado por Carvalho e Amparo (2006), que marcariam a luta de uma vida

sua

inteira. A Dra. Nise Magalhães da Silveira foi filha única, nascida em 15 de

fortemente no

fevereiro de 1905 em Maceió e já aos 16 anos passou a fazer história sendo a

com

única mulher a cursar e se formar em medicina em uma turma de 157 homens.

psiquiátrico

além e

de

AMPARO,

concepção

seus

ser

de

considerada 2006).

liberdade,

desenvolvimento

pacientes

Essa

pois

comunista experiência

a

auxiliou

de seu trabalho

confinados

no

hospital

9


Nise só pode retomar sua carreira no serviço público após cerca de dez anos dos quais passou afastada, e ao ser anistiada funda, em

1946

a

Seção

de

Terapêutica

Ocupacional no Antigo Centro Psiquiátrico Nacional de Engenho de Dentro, na cidade do Rio de Janeiro, que atualmente leva o seu nome.

A utilização das mandalas na arteterapia permite ao indivíduo um contato maior com o universo psíquico projetado em seu próprio desenho. Segundo Jung (2000), as mandalas oferecem toda uma gama de simbologias que estão ligadas diretamente com os processos da fantasia, dos desejos, das motivações do inconsciente do indivíduo que a representa. Toda essa representação de conteúdos internos, é fundamental para que o indivíduo consiga visualizar aquilo que o toma diariamente, por mecanismos de atuação condicionada e automática, conforme pode ser observado em palavras do próprio autor:

A psiquiatra Nise da Silveira observava que a pintura revelava um mundo interno do psicótico que o aproximava cada vez mais do consciente, o que a levava a ver essa expressão

como

um

instrumento

a

ser

compensa a desordem e confusão da situação psíquica, através da

utilizado pelo paciente como forma de

construção de um ponto central com o qual tudo vem se relacionar ou

reorganização de seu mundo interno e, ao

pelo arranjo concêntrico da desordenada multiplicidade de elementos

mesmo tempo, como forma de reconstrução

contraditórios e irreconciliáveis. Isso é, evidentemente, uma tentativa de

de sua relação com a realidade exterior. Por isso buscou resposta na psicologia Junguiana e

na

concepção

dos

símbolos

como

mecanismo psicológico que transforma a

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“Vê-se facilmente como o padrão rigoroso imposto pela imagem circular

energia psíquica.

auto cura por parte da natureza, que não surge da reflexão consciente, mas de um impulso instintivo. “(Palavras de Carl Jung extraídas de BRASIL,2006).


APRESENTAÇÃO Este

Trabalho

como

Para tanto foram considerados aspectos normativos, técnicos e arquitetônicos

resultado duas partes distintas: uma primeira que

para o bom andamento do estudo realizado, bem como todo o processo criativo

consiste na fundamentação teórica que norteou a

do partido arquitetônico definido.

criação do

de

Diplomação

apresenta

Instituto de Saúde Mental – Resiliência,

e uma segunda que é o projeto como um todo. Este Instituto abrange o conceito de parceria públicoprivada, cujo objetivo é a promoção de ações de apoio

à

Saúde

Mental,

com

base

na

Lei

Antimanicomial 10.216/2001. Dessa forma, o objetivo geral deste trabalho foi o levantamento das condicionantes determinantes, das particularidades específicas tais como a política legal, questões econômicas e sócio culturais, dados da área na qual foi pensada a implantação do ISM-R, levando em consideração a sua importância na malha

De acordo com a OMS – Organização Mundial da Saúde, não há uma definição oficial sobre o que seria a saúde mental, dessa forma pode-se apreender que este conceito está relacionado a fatores tais como diferenças culturais, julgamentos subjetivos e teorias relacionadas afetam o modo de apreensão da saúde mental.

De uma maneira geral, a saúde mental está relacionada com os esforços para se atingir a resiliência psicológica, o que diz respeito ao equilíbrio emocional entre o patrimônio interno e as exigências e vivências externas. Sendo assim é possível compreender que a saúde mental está relacionada com a capacidade do indivíduo administrar a própria vida e suas emoções, reconhecendo seus limites

sem a perda de noção de tempo e espaço. Uma citação do célebre escritor Millôr Fernandes, traz o comparativo a que se propõe a compreensão deste trabalho:

urbana, os conceitos e diretrizes que auxiliaram na concepção do projeto.

“A única diferença entre a loucura e a saúde mental é que a primeira é muito mais comum”.

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Em linhas gerais, tal citação faz referência ao que Freud considerou ao fundar a psicanálise, de que a

loucura

não parte do pressuposto da divisão entre o normal e o patológico, mas sim é parte de cada indivíduo, pois cada pessoa possui em seu inconsciente uma certa loucura e os tidos como não

souberam

“loucos”

resistir a

uma luta

que

é uma

do conceito da loucura e de que a sociedade sofre com um frenesi, um constante estado de inquietação,

flutuação

emocional,

elevadas

de

conforme

irritabilidade observado

e por

Cury (2013) é que este estudo propõe a apresentação do projeto de um Instituto de Saúde Mental, com foco no auxílio não apenas em Transtornos Mentais, mas também em Transtornos do Comportamento com base no que é formalizado pela Lei 10.216/2001, conhecida como a Lei Antimanicomial.

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10.216/2001, além de sua principal base ser a Arteterapia vista pela ótica da Terapêutica Ocupacional preconizado pela Psiquiatra alagoana Nise da Silveira. Esta psiquiatra foi muito à frente de seu tempo e revolucionou a psiquiatria,

isso a sua importância para este estudo. Sendo assim, o ISM-R propõe um espaço humanizado, definido em núcleos de apoio e assistência às pessoas com Transtornos Mentais e de Comportamento, cujo foco é apresentar um local que se

Dessa forma, tendo a compreensão da mutabilidade

doses

de um programa de necessidades que esteja em conformidade com a Lei

são aqueles que

que abrange o inconsciente?

e

ISM-R (Instituto de Saúde Mental Resiliência) tem como foco a apresentação

auxiliando muito para as questões discutidas a partir da Reforma Psiquiátrica, por

constante a todos indivíduos: o que faz parte do real e o

insatisfação

O

torne referência para tais clientes, contando com uma clínica dia cujo atendimento é estritamente ambulatorial e voltado para as áreas que abrangem a Saúde Mental, com uma área de Ensino e Pesquisa em que são estudados os casos trazidos ao ISM-NS, bem como áreas de pesquisa na área de Psicologia e Psiquiatria. Com o intuito de dar suporte ao tratamento, também conta com uma área de Diagnóstico e Terapia voltada para imagenologia, patologia clínica, assim como a Ala Terapêutica, que foi pensada com base nos estudos feitos a partir da vivência da Psiquiatra Alagoana Nise da Silveira, e áreas de Apoio Técnico, Administrativo e Logístico.


INTRODUÇÃO, JUSTIFICATIVA E RELEVÂNCIA DO TEMA A importância de falar sobre a loucura, não apenas em seu sentido metafórico, mas também em seu sentido literal é que ela é tida como um comportamento fora do padrão, mas o que é o/um padrão? Este é um conceito mutável de acordo com a época, período, situação ou circunstância. Não é constante. Como engessar algo que é involuntário? Essas são algumas questões interessantes que abrangem tanto a metáfora quanto à literalidade. De uma maneira mais literal, este trabalho se propõe a apresentar um produto – O ISM-R (Instituto de Saúde Mental Resiliência) - como resultado do estudo das diversas mudanças sofridas pelo processo da Reforma Psiquiátrica, uma vez que esta tem um enfoque terapêutico a partir de uma Arquitetura Extra Hospitalar, diferenciando-se da Arquitetura Asilar/Manicomial cuja base era o “chamado método de controle da sociedade”, conforme observado por Foucault (1978). A Reforma Psiquiátrica começou a ser discutida no Brasil a partir da década de 1970, embora na Europa e nos EUA já fosse uma discussão iniciada em anos anteriores e ser resultado de vários movimentos de funcionários da saúde mental e de familiares, sendo o principal deles o Movimento Nacional de Luta Antimanicomial, que tinha como principal objetivo a superação do uso da internação psiquiátrica como forma exclusiva de tratamento para a doença mental.

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Anterior a este movimento, surgiu, em

Tal lei estabelece os direitos dos pacientes e regulamenta as internações psiquiátricas, e traz, como

1956 com a psiquiatra alagoana Nise

principal resultado, o surgimento de uma rede de estruturas extra hospitalares que entram em

da

de

choque com o já conhecido sistema asilar. Esse sistema, traduzido na linguagem arquitetônica

egressos – a Casa das Palmeiras – que

como o conhecido “método de controle da sociedade através da vigilância e segurança”

serviu como um referencial para o

(FOUCAULT, 1978), passa a ser colocado em cheque, uma vez que as novas estruturas propostas

surgimento

pela Reforma Psiquiátrica buscam diminuir a segregação existente entre o paciente e a sociedade.

Silveira

o

primeiro

dos

sistema

CAPS

com

a

promulgação da Lei nº 10.216/2001.

ARTETERAPIA

Desta forma, a arquitetura psiquiátrica deixa de ser isolada para se “abrir” com estruturas extra hospitalares, como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Como estes Centros estão fundamentados em um modelo de atenção de base comunitária, em que os serviços de atendimento assistencial são de bases territoriais e sem internação, conforme

ARTE

+

observado por Silva (2008), o que fica meio obscuro ou mesmo passível de dúvidas é como os

PSICOLOGIA

hospitais existentes estão se adequando às novas filosofias de tratamento e às alterações espaciais após o surgimento desta nova estrutura extra hospitalar. Com base nesses questionamentos, e devido à complexidade destas edificações cujo o programa

EXPRESSIVIDADE

de necessidades deve atender uma multiplicidade de funções, é que ressalta-se a relevância deste trabalho, que tem como intenção a compreensão do rebatimento espacial da Reforma Psiquiátrica e a possível influência do ambiente no comportamento de seus usuários, não apenas os pacientes, mas também todo o corpo clínico e administrativo do local. Por isso a importância de uma análise da conceituação da psicologia ambiental e a humanização espacial como base referencial para o tema

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REFERENCIAL TEÓRICO “Para navegar contra a corrente são necessárias condições raras: espírito de aventura, coragem, perseverança e paixão”. Nise da Silveira


A assistência em saúde mental passou por constantes

transformações,

e,

dessa

maneira, este tópico tem a finalidade de trazer essas mudanças considerando dois principais níveis: mundial e nacional. As considerações

e

análises

aqui

apresentadas partem de um levantamento bibliográfico

referenciando-se

a

um

histórico que passa desde a compreensão da loucura ainda na Grécia até a Reforma Psiquiátrica dos dias atuais. Farão parte desse levantamento os principais pontos, àqueles que marcaram e fizeram história, relacionados apresentando

à forma

saúde de

mental,

tratamento

e

instituições, além de uma pincelada nas mudanças com relação à legislação e seus marcos. Tais relações serão apresentadas em formato de linha do tempo, para uma melhor compreensão espacial e temporal.

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ASSISTÊNCIA EM SAÚDE MENTAL NO CONTEXTO MUNDIAL

Contexto Histórico

Medicina Ayurveda SÉC VI a.C

PRÉ-HISTÓRIA

Evolução da Psicologia e da Psiquiatria

ANTIGUIDADE – A LOUCURA DIVINA

Não havia uma definição ou divisão clara do que se relacionava com a medicina, a magia e a religião.

No período da Antiguidade há evidências da preocupação com a saúde coletiva e questões relacionadas com o saneamento das cidades, mas não há registros de locais adequados e planejados para esta finalidade, tendo a Psiquiatria uma visão mais ligada à mitologia e religião, sendo embasada por pensadores que buscavam se orientar pela natureza e seus fenômenos (FONTES, 2003).


706 d.C.

Durante a Idade Média, na Europa Ocidental, o pensamento filosófico procurava estabelecer uma relação entre a razão e a fé, e dessa forma, as enfermidades eram encaradas como uma forma de punição pelo pecado ou possessão demoníaca

Sófocles (404 a.C)

(FONTES, 2003). Com relação à estrutura básica do hospital ocidental,

foi observado

(2003), que a

por

Miquelin (1992) apud

Fontes

arquitetura assumia a forma de nave, refletindo

os avanços tecnológicos na área de construção. Ainda nesse Primeiro Hospital construído em Damasco

período foram incorporados ao planejamento hospitalar os conceitos de separação entre as funções de alojamento e as de logística, e a divisão dos pacientes por sexo, além da divisão por patologia.

Drama e Psicodrama História da Psiquiatria contada a partir de peças

IDADE MÉDIA – NAU DOS LOUCOS

Este pensador grego escreveu muitas teorias a respeito da medicina, mas sua teoria de maior influência é a “TEORIA DO

Embora

não

seja

uma

referência da arquitetura

HUMOR E DOS FLUIDOS CORPORAIS”.

SÉC. XII Prisão de Newgate, Londres

de ambientes de saúde, a Prisão

de

Newgate

faz

referência à forma como os “loucos” eram tratados havia um banimento, logo

(similar ao sangue) na saúde e na personalidade do indivíduo.

eles deveriam se encontrar “além dos muros”. (FONTES, Galen (216 d.C)

2003)

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SAINT MARY OF BETHLEM (1370)

SÉC. VI

SÉC. XIV

Primeira Revolução Psiquiátrica Período no qual haviam questões relacionadas aos processos relativos ao desenvolvimento humanista.

Criação de fundações religiosas - precariedade da saúde.

Primeira instituição de Saúde Mental de Londres

A valorização a razão e da ciência provocou o início da dissociação da loucura com os aspectos sobrenaturais.

1347-1350 - Peste Negra

Fala a Loucura: “as pessoas deste mundo falam muito de mim, e estou a par de todo o mal que se ouve falar da Loucura, mesmo entre os loucos. E no entanto sou eu, e mais ninguém, que alegro os Deuses e os homens”. (ERASMO DE ROTTERDAM, 1997 p. 5)

Loucura passa a ser controlada - “doravante, ela faz parte das medidas da razão e do trabalho da verdade (FOUCAULT,1978).

Primeiro livro em Inglês a tratar sobre transtornos mentais.

TREATISE ON MELANCHOLIE - 1586

SÉC. XIII Período em que a definição da alma passa a ser diferente - a psicologia dos filósofos gregos e a teologia dos cristãos se contrapõem. Agostinho e Aquino - fazem um ajuste da psicologia à doutrina cristã - a autonomia da alma é uma dádiva do criador

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SÉC. XV

Domus Dei, Portsmouth, Inglaterra - 1212

Marcado pela INQUISIÇÃO, fase de tortura e execução de pessoas com problemas mentais, eram consideradas endemoniadas. A arquitetura de saúde é marcada por um aumento da complexidade das construções.

Hospital dos Inocentes, Valência, Espanha - 1410

Um dos exemplos mais importantes do período, possui pátios distribuidores , com galerias e corredores, pórticos, alojamentos lineares organizados num plano cruciforme e simetria do conjunto com o eixo principal de entrada passando sobre a capela (MIQUELIN, 1992, p.41 apud FONTES, 2003).


Segundo Rosen (1994, p. 103) apud Fontes (2003), o período da Renascença

1670 - Hospital dos Inválidos, Paris

foi considerado como uma fase de transição, ou seja, funcionou como uma preparação para as grandes transformações que se dariam no século XVIII. Por ser um período de forte desenvolvimento, pode-se observar, em relação à arquitetura de ambientes de saúde, que o principal diferencial foi o aumento da complexidade das construções, que possuíam duas configurações básicas: a planta com configuração cruciforme e a distribuição de galerias em torno de um pátio interno ou claustro. com a chegada do século XVI, houve uma tendência à internação de indivíduos considerados insanos em instituições especiais, e, conforme observado por Rosen (1994) esse foi um início de um plano de assistência pública.

A Anatomia da Melancolia, Robert Burton,1621

SÉC. XVII ARQUITETURA PANÓPTICA controle de epidemias.

RENASCIMENTO – ELOGIO À LOUCURA

O

Hospital

originalmente

Bicêtre

foi

planejado

como um hospital militar, e incorporado pelo Hospital Geral de Paris em 1656.

1633-1642: Construção do Hospital Bicêtre, Paris

ABSOLUTISMO – A GRANDE INTERNAÇÃO Com a ascensão das monarquias absolutistas e a redução do poderio e influência da Igreja nas questões de saúde pública, houve a necessidade de se obter uma relação de dever e paternalismo do soberano para com seus súditos, desenvolvendo assim um verdadeiro policiamento sobre seus atos (a chamada “política médica”), com o objetivo de garantir a saúde da nação, conforme observado por Rosen (1994). Diante disso, surgiram os primeiros hospitais gerais, na França, com características de hospital e asilo com a destinação de abrigar aos pobres, idosos e incapazes para o trabalho (FONTES, 2003). Foucault (1978) denominou esse período como “A Grande Internação”.

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Saint Luke’s Hospital for Lunatics, Londres, 1751 Hospital Psiquiátrico de Norwich, Reino Unido, 1713

Construído em um local idílico, com proximidade ao Rio Thames. Caracterizado por ser uma propriedade terapêutica e isolado do resto da cidade.

Manchester Lunatic Asylum, Inglaterra, 1766

SÉCULO XVIII E O ILUMINISMO – UM OLHAR CIENTÍFICO SOBRE A PSIQUIATRIA

Psiquiatria ganha status de ciência independente

O século XVIII foi marcado pelo Iluminismo, um período de intensas transformações em todas as áreas de conhecimento. O foco se desloca de Deus e se volta para o próprio homem e tudo o que acontece ao seu redor, propiciando o desenvolvimento de um olhar menos místico e religioso e abrindo portas para um olhar mais científico e racional. A inteligência e a razão passam a ser vistas e entendidas como ferramentas para o progresso da humanidade. É neste período também que encontram-se os principais fundamentos do movimento sanitário que surgirá no século XIX, nascendo, assim, uma “teoria de ação social para a saúde” (FONTES, 2003).

Com relação à Arquitetura de Ambientes de Saúde Mental, o século XVIII traz um modelo de asilo - uma arquitetura com conceito centrípeto, apresentando pequenos espaços sem a administração do Estado.

“Essa verdadeira revolução no pensamento começa com a transformação do olhar do homem sobre ele mesmo e sobre o mundo, a partir de um deslocamento do centro de interesses: de Deus em direção ao homem. O ‘motor dessa profunda modificação: a ascensão da burguesia e do comércio, as inovações tecnológicas, o distanciamento dos dogmas religiosos, o olhar científico até o ponto no qual a natureza, o homem incluído, foram inteiramente desmistificados”

SÉC. XVIII

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(SILVA, 2001 apud FONTES, 2003)


“O panóptico composição.

de

Bentham

é

a

figura

arquitetural

desta

O princípio é conhecido: na periferia uma construção em anel; no centro, uma torre; esta é vazada de largas janelas que se abrem sobre a face interna do anel; a construção periférica é dividida em celas, cada uma atravessando toda a espessura da construção; elas têm duas janelas, uma para o interior, correspondendo às janelas da torre; outra para o exterior, permite que a luz atravesse a cela de lado a lado. Basta então colocar um vigia na torre central, e em cada cela trancar um louco, um doente, um condenado, um operário ou um escolar” .

Planta de estrutura do Panóptico idealizado por Bentham (desenho do arquiteto inglês Willey Reveley, 1791)

1789 REV. FRANCESA

(FOUCAULT, 1983, p.177 apud FONTES, 2003, p.21)

O asilo de York foi idealizado e fundado por William Tuke. Algo interessante à época, é que o tratamento de pacientes em asilos foi amplamente aceito, mas devido a grande maioria das pessoas acreditarem que doentes mentais eram sub-humanos, maus tratos e confinamento foram práticas muito aceitas no tratamento destes pacientes.

York Retreat, Reino Unido, 1796

O espaço asilar sofreu severas críticas devido o caráter absolutista da instituição, havendo uma reformulação do modelo.

Proposta de Poyet para o Hôtel - Dieu, que não chegou a ser executada devido à Revolução Francesa,1785.

The Narrenturm, Áustria, 1784

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Bedford Asylum, Bedford, Bedforshire, Inglaterra,1812

Com o advento da industrialização e o consequente crescimento das cidades, as péssimas condições de vida e salubridade das populações provocaram a disseminação de várias doenças, promovendo uma situação caótica nos grandes centros ingleses, o que motivou um movimento para uma verdadeira reforma sanitária, que posicionou a Inglaterra na liderança no que se referia à saúde pública.

Na “Carta Hospitalar de Paris”, de 1820, estão ilustrados os principais hospitais franceses da época, em que é possível observar a tipologia pavilhonar como tipologia arquitetônica predominante.

SÉCULO XIX –

Carta Hospitalar de Paris,1820

SÉCULO XIX – A ERA INDUSTRIAL Segundo Fontes (2003), no que se refere à arquitetura hospitalar ,

1808 Promulgada em Londres a primeira Lei a permitir que os condados cobrassem uma taxa para construir asilos.

pode-se dizer que os conceitos presentes até os nossos dias foram The General Lunatic Asylum, Nottingham, 1808

adquiridos neste período. Sendo assim, conforme observado por Foucault (1998) apud Fontes (2003), “a medicina moderna fixou sua própria data de nascimento em torno dos últimos anos do século XVIII”,

ocorrendo,

nesta

época,

o

início

do

processo

de

medicalização do espaço hospitalar. O hospital se transformava, então, numa instituição médica, “lugar privilegiado de produção e exercício do saber médico” (Amarante, 1996, p. 40) apud Fontes

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(2003).


A crescente urbanização e a industrialização ensejaram uma nova maneira de abordar as questões sociais e comunitárias. Emergia a visão do indivíduo como força de trabalho, fortalecendo os conceitos de ordem, eficiência e

Em 1909 o corpo clínico introduziu

disciplina, destacados por Rosen (1994, p. 112) apud Fontes (2003) e

a

arteterapia

como

Foucault (1983, p. 126) apud Fontes (2003), e a valorização de ações sociais,

cuidado

ao paciente. com vistas a uma melhoria das condições de vida.

MEDICALIZAÇÃO E INSTITUCIONALIZAÇÃO

Mais antigo jornal de Psiquiatria, 1843.

The Heidelberg Clinic, Alemanha,1905

Cane Hill Asylum, Coulsdon, Londres, 1883.

INÍCIO DO SÉCULO XX E A PSICOTERAPIA

Década de 1840 Criação da “Comissão da Loucura” - Discussões sobre o cuidado em asilos de Londres.

O

início

fortemente

do

século

impactado

XX

foi pelo

pensamento científico de Marx e Engels, e pode-se dizer que a

Cane Hill foi um hospital psiquiátrico, localizado no bairro londrino de Croydon, e foi construído para atender aos pacientes que não podiam ser atendidos nos asilos Springfield e Brookwood devido a superlotação de ambos.

psiquiatria

também

influência

do

sofreu positivismo

naturalista.

23


Pai da Psicologia Analítica propôs e desenvolveu os conceitos relacionados à personalidade, arquétipos e o inconsciente coletivo, considerando a individuação como processo central do desenvolvimento humano.

Carl Gustav Jung (1875 - 1961)

Psicoterapeuta pós-freudiana, que estudou a existência de um mundo interno, formado a partir das percepções do mundo externo - estudo do surgimento das ansiedades.

Segundo Lima (2010) o período que compreende o durante e o PósGuerra foi marcado por reflexões a respeito das condições de vida e tratamento oferecidas nos hospícios, sendo

Melanie Klein (1882 - 1960)

necessária,

devido

a

um

contexto de reconstrução em meio a Sándor Ferenczi (1873 - 1933)

um momento de pura devastação ,

PSICANÁLISE

um redimensionamento da assistência psiquiátrica ,

Especializou-se em neurologia, neuropatologia e estudou hipnose. Privilegiou o tratamento de psicóticos, de pacientes psicossomáticos e casos-limites - seus temas principais foram a introjeção e projeção e psicanálise para não médicos.

surgindo,

assim , as

SEGUNDA GRANDE

1935 - primeiras intervenções cirúrgicas com a lobotomia.

Emil Kraepelin (1856 - 1926)

TERAPÊUTICA PSIQUIATRIA ORGANICISTA Ernest Kretschmer (1888-1964)

24

Teoria de maturação biológica biótipo, personalidade, doença psíquica interpretadas na base de grandes círculos heredoconstitucionais.

Psiquiatria “ligeira” - a biografia individual ganha importância - fatores psicológicos adquiridos têm papel predominante na elaboração e valorização da doença.

Sigmund Freud (1856 - 1939)

Manfred Sakel

1933 - Primeiras experiências com choque insulínico em doentes esquizofrênicos.

António Moniz


tentativas de humanização dos asilos existentes , provocando, diretamente,

uma

mudança

radical em setores específicos da

psiquiatria, ampliando-a de um simples tratamento do transtorno mental e de comportamento, ou

PRIMEIRO PERÍODO

Segundo Amante (2007) e Tenório (2001) apud Lima (2010), são nos

DURANTE A GUERRA

anos de 1960 e de 1970 que ocorrem as primeiras iniciativas de

Comunidade Terapêutica: Inglaterra e Estados Unidos; Psicoterapia Institucional: França.

mesmo a busca da cura, para a promoção

da

saúde

mental

através da reinserção social.

transformação da psiquiatria em países da Europa e nos EUA. Birman e Costa (1994) fazem em seu trabalho uma separação em dois períodos distintos para a compreensão do redimensionamento da psiquiatria teórica e conceitual com a temática da humanização – reinserção do indivíduo.

TERCEIRA REVOLUÇÃO PSIQUIÁTRICA

SEGUNDO PERÍODO

GUERRA MUNDIAL

1949 – Criação do Instituto Nacional de Saúde Mental dos EUA.

• • •

PÓS GUERRA

1952 - Revolução dos Psicofármacos no tratamento de Doenças Psiquiátricas.

Psiquiatria de Setor: França; Psiquiatria Preventiva: EUA; Antipsiquiatria: Inglaterra; Psiquiatria Democrática: Itália.

A chamada Terceira Revolução Psiquiátrica iniciada nos anos de 1960 ficou marcada por um movimento de caráter

preventivo,

em

prol

da

saúde

mental

e

conhecida como antropologia cultural. Entre os anos de 1966 – 1970, professores da Policlínica da Clínica da Universidade Psiquiátrica da Universidade Livre de Berlim envolvidos pelos contextos sociais da época e teorias

SEGUNDA REVOLUÇÃO PSIQUIÁTRICA

1955 - Inauguração do Hospital Butabika, Uganda - Asilo para pacientes psicóticos.

dos sociólogos como Zygmunt Bauman, falavam dessa necessidade de diálogo sobre a (re) inserção de pacientes com transtornos mentais na sociedade.

25


Surgida na França nos anos pós-Segunda Guerra Mundial, o estado francês procurou uma forma de se implementar e regionalizar a assistência psiquiátrica,

buscando

uma

relação

de

PSIQUIATRIA DE SETOR

convivência entre o tratamento no setor e o tratamento hospitalar – baseado no princípio das Comunidades

terapêuticas,

com

equipes

multidisciplinares e foco em uma estrutura extra

Tinha como foco a superação do aparato manicomial, entendido não somente como a estrutura física do hospício, mas também toda a parte teórica e prática que fundamentavam a existência de um local de isolamento, segregação e patologização do ser humano. Para tanto foram construídos Centros de Saúde Mental que funcionavam 24 horas (LIMA, 2010).

PSIQUIATRIA DEMOCRÁTICA ITALIANA

hospitalar (LIMA, 2010). Surgiu na França, como uma forma

PSICOTERAPIA INSTITUCIONAL

de reestruturar os hospitais, uma vez que

era

próprias

considerado

que

instituições

estavam

ANTIPSIQUIATRIA

as

doentes (LIMA, 2010).

Iniciada na Inglaterra na década de 1960, questionava o método tradicional, e a própria relação sociedade x loucura. Utilizaram o modelo de Comunidade Terapêutica, porém desenvolvida em instituições abertas, não asilares (LIMA, 2010).

Surgida nos Estados Unidos na década de 1960 e

COMUNIDADES TERAPÊUTICAS

PSIQUIATRIA PREVENTIVA OU COMUNITÁRIA

tinha como objetivo a mudança do foco na doença mental para a saúde mental, conforme observado por Amarante (2003).

O

principal

TERAPÊUTICAS

26

objetivo

das

COMUNIDADES

Seu principal objetivo foi a

Com essa forma de se ver a Psiquiatria, foi possível

detecção

apreender

precoce

de

a

respeito

do

conceito

de

era o estímulo à utilização de

situações de crises, antes

DESINSTITUCIONALIZAÇÃO, que na verdade foi um

dispositivos grupais e a participação na vida e no

que estas evoluíssem para

conjunto de medidas para a desospitalização,

“trabalho “ dentro da instituição psiquiátrica, ou seja,

uma internação, assim, foi

reduzindo o número de ingressos em hospitais

a preocupação a partir desse período foi a inserção

criada, nos EUA, uma rede

psiquiátricos, além de reduzir a

e valoração do indivíduo (LIMA, 2010).

de serviços comunitários.

altas (LIMA, 2010).

permanência


Esta década foi marcada, de acordo com o trabalho apresentado por Katunda e Doutel (2001), por uma

2003:

psiquiatria híbrida, ou mesmo fashion. Foi a geração

status. Mas há discussões!

Diagnóstico como parte essencial nos estudos clínicos, na pesquisa, na formação e na Saúde Pública (COSTA PEREIRA, 2003).

Sem contar que foi uma década também marcada por tais

como

genocídios

orquestrados

da

Associação Mundial de Psiquiatria – melhoria do sistema classificatório e de diagnóstico internacional.

PROZAC. Em que a medicalização era chique, era sinal de

intolerâncias,

Simpósio

e

manipulados por limpezas étnicas.

DÉCADA DE 1990 – GERAÇÃO PROZAC

1990 DECLARAÇÃO DE CARACAS: Documento divulgado pela OPA e pela OMS, com o objetivo de reestruturar a Atenção Psiquiátrica na América Latina, sendo uma nova política para a promoção de serviços de Saúde Mental.

Década de 1990: Guerra da Sérvia contra os croatas e bósnios – Limpeza Étnica¹.

Hospital Psiquiátrico em Kosovo Foto: George Georgiu

A década de 1990 mostra o quanto a história é cíclica. Em 1999 KOSOVO replicou a mesma ideologia psiquiátrica que incitou a Alemanha Nazista, com a chamada purificação étnica. Milosevic procurou fazer uma intensa repressão à província como justificativa de proteger o povo sérvio dos muçulmanos – um massacre disfarçado de “limpeza étnica”.²

2001

Em a OMS publica o Relatório sobre a Saúde no Mundo, cujo foco principal foi a discussão a respeito da Saúde Mental. E traz a saúde mental pelo prisma da saúde pública, falando a respeito de avanços na área de neurociências e medicina comportamental.

¹ Limpeza étnica – invenção psiquiátrica chamada de eugenia (que é a busca por uma produção de seleção nas coletividades humanas, baseadas em leis genéticas): http://www.urantiagaia.org/mental/cchr/psiquiatria_industria_morte1.html#1.4.4 ² Purificação Étnica – “Balcãs ainda são ‘barril de pólvora’” - http://www1.folha.uol.com.br/fsp/fovest/fo0511199908.htm

27


2017:

No Brasil as Santa Casas de Misericórdia foram

internacionais de Psiquiatria e as discussões a respeito da Saúde Mental.

construídas a partir do século XVI, mas, segundo

OMS lança o

Atlas de Saúde Mental como forma de promover políticas, planos e leis para a saúde mental como forma de medir o progresso da saúde mental em todo o mundo.

2011:

Congresso

Internacional de Psiquiatria em Havana – evento organizado como oportunidade de intercâmbio e atualização de conhecimentos em Saúde Mental e áreas afins.

28

2015:

AMP admite

relevância da espiritualidade nos problemas de saúde – Estudos demonstram que a espiritualidade tem impacto na prevenção do suicídio e na recuperação de suicidas³.

ASSISTÊNCIA EM SAÚDE MENTAL NO BRASIL

2014:

Congressos

Lima (2010) até o século XVIII o tratamento dos chamados “loucos” era realizado de acordo com suas posses. Caso fossem ricos, os alienados ou permaneciam em casa ou eram enviados para a

OS CAMINHOS DA PSIQUIATRIA

1801:

Philippe Pinel

publica o “Tratado médico-filosófico sobre a alienação ou mania”, no qual descreveu uma nova especialidade médica que viria a se chamar (1847) de Psiquiatria.

1817:

registra-se a

primeira internação psiquiátrica na Santa Casa de São João Del Rey.

Antiga Santa Casa de Misericórdia de São João Del Rey, Minas Gerais Associação Mundial de Psiquiatria admite relevância da espiritualidade nos problemas de saúde: http://www.uai.com.br/app/noticia/saude/2015/11/23/noticias-saude,186712/associacao-mundial-depsiquiatria-admite-relevancia-da-espiritualidade.shtml ³


1841:

Europa; se fossem pobres, sua sorte era vagar pelas cidades e

Von Martius escreve um trabalho sobre a doença mental entre os índios brasileiros, um caso de Licantropia.

campos, entregues à caridade. Segundo à autora, a assistência Decreto de Fundação do Hospício de Pedro II

prestada à população era realizada pelas Santa Casas e por outras

O austríaco Carl

instituições filantrópicas, mas a partir do século XVIII a tolerância com essa parcela da população foi diminuindo, e o que se via era a contenção

física

e

maus

tratos,

e

muitas

das

vezes

1841:

Assinatura

do

Decreto de fundação do primeiro hospício Brasileiro – Hospício de Pedro II – em homenagem ao príncipe regente.

o

encaminhamento era feito para presídios.

ATÉ O SÉCULO XVIII - ANTECEDENTES

1831: 1830:

Publicação da ata de fundação da

Sociedade Brasileira de Medicina;

1839:

José Martins da Cruz Jobim – pioneiro da psiquiatria no Brasil publica “Iinsânia Loquaz” – primeira publicação brasileira sobre doenças mentais.

“loucos

de todo gênero”4

1835:

ideais de Pinel e Esquirol, os membros da recém criada Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro se mobilizou :

Denúncia por parte de Jobim, em discurso na Sociedade

Brasileira de Medicina do Rio de Janeiro, a respeito da insalubridade dos porões da Santa Casa de Misericórdia e as péssimas condições a que os “loucos” eram submetidos.

Inspirados pelos

“Parece que entre nós a perda das faculdades mentais se acha qualificada como crime atroz pois é punida com a pena de prisão, que, pela natureza do cárcere onde se executa, se converte na de morte”5

Saúde Mental - uma história de conflitos ou uma dura realidade? http://www.administradores.com.br/artigos/negocios/saude-mental-um-historiade-conflitos-ou-uma-dura-realidade/57087/ 4

Retratos da História: “Aos loucos, o Hospício!” http://www.ccs.saude.gov.br/memoria%20da%20loucura/mostra/retratos01.html 5

29


1882:

A Lei nº 3.141, de

20 de outubro, dispõe sobre a execução do ensino de Psiquiatria no Brasil.

1881:

O Decreto nº

8.024, de 12 de março, cria a cadeira de Doenças Nervosas e Mentais nas Faculdades de Medicina da Bahia e do Rio de Janeiro.

1852:

1883:

João

1852:

Teixeira Brandão assume a direção do Hospício de Pedro II.

Juliano Moreira

1902:

Hospício Pedro II

Juliano

Moreira é nomeado diretor do Hospício Nacional de Alienados.

João Carlos Teixeira Brandão

Relatórios do Hospício de Pedro II

acusam sua superlotação devido à entrada indiscriminada de pacientes curáveis e incuráveis, afetados mentalmente ou meros indigentes.

Inauguração do

Carlos

Aprovado no

primeiro concurso público para a especialidade, Teixeira Brandão assume a Cátedra de Psiquiatria da Universidade do Brasil, estabelecendo-se o ensino regular dessa matéria no País.

Hospício Pedro II

30

1883:

1898:

Inaugurado, em São Paulo, o Hospital do

Juqueri, sob a direção de Francisco Franco da Rocha.

Refeitório do Hospício Pedro II Hospital do Juqueri, São Paulo


1905:

1934:

Criada a

Lei de Assistência aos Alienados, primeira legislação brasileira específica sobre alienados e alienação mental.

1907:

Juliano

1931:

Criada,

no Rio de Janeiro, a Sociedade Brasileira de Psiquiatria, Neurologia e Medicina Legal

O Decreto nº

8.834, de 11 de julho, cria a Colônia de Alienadas do Engenho de Dentro, destinada a mulheres.

1911:

A Psiquiatria

torna-se uma especialidade médica autônoma.

O

O Serviço de

Assistência aos Doentes Mentais é ampliado, transformando-se na Divisão de Assistência aos Doentes Mentais, que estende a ação federal para os vários estados da Federação.

psiquiatra

alagoano Ulysses Pernambucano conduz a reforma da assistência a psicopatas de Pernambuco.

Década 1930

Ulysses Pernambucano

1927:

Década 1920

Década 1910

1911:

1937:

24.559, de 3 de julho, reforma a Lei de Assistência aos Doentes Mentais no Distrito Federal.

Moreira edita os “Arquivos Brasileiros de Psiquiatria, Neurologia e Medicina Legal”.

1903:

O Decreto nº

1921:

Inaugurado, por

Heitor Carrilho, o Manicômio Judiciário, que se encarrega dos doentes mentais que cometem delitos.

1923:

1924:

Inaugurada, em

29 de março, a Colônia de Psicopatas, que em 1935 passa a se chamar Colônia Juliano Moreira.

Criada a Liga Brasileira

de Higiene Mental (LBHM) por Gustavo Riedel.

Criado o Serviço

de Assistência aos Doentes Mentais do Distrito Federal (Rio de Janeiro, capital do Brasil até 1960), encarregado de coordenar os estabelecimentos psiquiátricos do Rio de Janeiro.

1925:

O psiquiatra alagoano

Osório César, pioneiro na utilização das artes plásticas como método terapêutico, assume a direção do Hospital do Juqueri.

31


1955:

1952:

Inauguração do Museu do Inconsciente

1954: 1951:

Iniciaram-se

Nise da Silveira escreve carta

a Carl Gustav Jung, indagando sobre questões referentes ao simbolismo da mandala. Esse fato marcou a introdução da psicologia junguiana na América Latina.

os

trâmites de regulamentação da profissão de psicólogo, com o pedido de registro de um consultório de psicopedagogia ao Ministério de Educação.

Década 1950

Década 1940

1941:

1946:

A

1956:

psiquiatra

alagoana Nise da Silveira inaugura a Seção de Terapêutica Ocupacional e Reabilitação (STOR) no Centro Psiquiátrico Nacional, localizado no bairro de Engenho de Dentro.

Nise da Silveira

Primeira Sede da Casa das Palmeiras Nise da Silveira,

com um grupo de amigos, funda a Casa das Palmeiras, que funciona em regime de externato. Projeto de Lei de 10 de julho cria o Departamento Nacional de Saúde Mental.

1947:

O Decreto-Lei nº

3.171, de 2 de abril, cria o Serviço Nacional das Doenças Mentais, com seus órgãos centrais: Centro Psiquiátrico Nacional, Colônia Juliano Moreira e Manicômio Judiciário.

32

vez no Brasil, a clorpromazina, medicamento que inaugura a categoria dos neurolépticos, mostrou-se capaz de reduzir a agitação psicomotora e diminuir a atividade alucinatória e delirante

Inaugurado por

Nise da Silveira o Museu de Imagens do Inconsciente (MII), unidade do Centro Psiquiátrico Nacional.

Usada, pela primeira

“A Casa das Palmeiras é um pequeno território livre."

Nise da Silveira

Criação

do Instituto de Seleção e Orientação Profissional, que a partir de 1970 passou a se chamar Instituto Superior de Estudos e Pesquisas em Psicologia da Fundação Getúlio Vargas. Teve como seu primeiro diretor Emilio Mira y Lopes.

Emílio Myra y Lopes

1949:

Fundação da Associação

Brasileira de Psicotécnica no Rio de Janeiro, em 2 de setembro, atualmente conhecida como Associação Brasileira de Psicologia Aplicada. Emilio Mira y Lopes foi o primeiro secretário geral da Instituição.


1975:

Nise é aposentada compulsoriamente.

No dia seguinte apresenta-se ao CPPII como a mais nova estagiária. Um grupo de jovens estudantes, liderados por Nise, apaixonados pelo trabalho, dá continuidade aos estudos e pesquisas iniciando a formação da futura equipe.

O recrudescimento da ditadura militar reflete-se na direção geral do Centro Psiquiátrico Pedro II. Ocorrendo

o

esvaziamento

da

Seção

de

1977:

Exposição Trinta Anos de

Pintura, de Carlos Pertuis.

Terapêutica Ocupacional e o Museu passa a abrigar as atividades remanescentes. Ocorre um

1974:

descaso pelas pesquisas de Nise da Silveira. Fundação da Sociedade Amigos

do Museu de Imagens do Inconsciente, articulada pela educadora Zoé Noronha Freitas. A participação de pessoas altamente qualificadas, com grande interesse pelas atividades do Museu, foi determinante para sua sobrevivência.

O

uso

indiscriminado

dos

medicamentos

constitui-se numa camisa de força química, impossibilitando

a

prática

de

Carlos Pertuis

atividades

expressivas. O confinamento atinge o auge, lotando os pavilhões de "crônicos".6

Década 1970

Década 1960

1965:

Criado

o

Hospital Philippe Pinel (IPP), em substituição ao Hospital de Neurosífilis.

1968:

Oswaldo Santos e Wilson

Simplício transformam a seção Olavo Rocha, do Centro Psiquiátrico Pedro II em Comunidade Terapêutica, modelo que seria experimentado por Eustáchio Portela, no Instituto Philippe Pinel. Datas e Fatos http://www.ccms.saude.gov.br/nisedasilveira/dat as-fatos.php 6

Com base em experiência já testada na Clínica Pinel em Porto Alegre, desenvolviam o modelo das Comunidades Terapêuticas, que tinham como fundamento a descentralização do poder entre as equipes médicas e os internos. Registradas pelos próprios pacientes nos livros de ocorrência, as ideias eram valorizadas, incentivando-se a criatividade e as qualidades de cada um.

Mandalas de Carlos Pertuis

Wilson Simplício e Oswaldo Santos

33


1992:

Portaria nº 224 do Ministério da

Saúde regulamenta e normaliza os Núcleos de Atenção Psicossocial (NAPS) e Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Publicação do livro O Mundo das Imagens, de Nise da Silveira.

1991:

1995:

do Ser, no Instituto Ítalo Latinoamericano de Roma, como representante da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, por ocasião das comemorações do cinquentenário da Organização das Nações Unidas.

Portaria nº 189 do

Ministério da Saúde viabiliza a remuneração dos atendimentos em Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).

Livro “Mundo das Imagens” Nise da Silveira

Exposição Os Inumeráveis Estados

Exposição O Universo de Fernando Diniz. Paço Imperial, RJ.

1954:

Realização de 15

documentários científicos formando o curso O Mundo da Imagens. Com textos de Nise da Silveira, direção de Luiz Carlos Mello e montagem de Eurípedes Júnior.

anos, vítima de insuficiência respiratória aguda, depois de ter sido hospitalizada por cerca de um mês com pneumonia, no Rio de Janeiro.

Encontro de Entidades de Usuários e Familiares (EEUF), um marco da consolidação da Reforma Psiquiátrica no Brasil, que conta com a efetiva participação de entidades da sociedade civil.

Década 1990

A exposição Os

Inumeráveis Estados do Ser, síntese das principais pesquisas desenvolvidas no Museu.

Museu para a sede onde se encontra atualmente. Lançamento do livro Imagens do Inconsciente, de Nise da Silveira.

Nise da Silveira

1985:

1981: Mudança do

O Museu participa da XVI Bienal de São Paulo, no módulo Arte Incomum.

34

Nise da Silveira morreu aos 94

Realizado, em Santos, o III

Década 1980

1980:

1999:

Livro “Imagens do Inconsciente” Nise da Silveira

Criado, em São Paulo, o Núcleo de Atenção Psicossocial (NAPS) Luiz Cerqueira.

Hospital Psiquiátrico Padre Anchieta

Realizada, no Rio de Janeiro, a I Conferência Nacional de Saúde Mental (CNSM), na qual é lançado o lema “Por Uma Sociedade Sem Manicômios”.

prefeitura da cidade de Santos, com o apoio de vários setores da sociedade, a intervenção no Hospital Psiquiátrico Padre Anchieta, a “Casa dos Horrores”.

1949:

Decretada pela


2004:

2007:

Instituído, pela Portaria GM nº 52/04, o

Programa Anual de Reestruturação da Assistência Hospitalar Psiquiátrica no SUS, visando a uma nova pactuação na redução gradual de leitos, com uma recomposição da diária hospitalar em psiquiatria.

2003:

2006:

A Lei nº 10.708, de 31 de

2001:

22 de maio, institui a Política Nacional sobre o Álcool (PNA).

Inaugurado, dia 18

de dezembro, em Fortaleza, CE, o milésimo Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) do Brasil.

julho, institui o auxílio-reabilitação psicossocial para pacientes acometidos de transtornos mentais egressos de internações. Parte integrante de um programa de ressocialização de pacientes internados em hospitais ou unidades psiquiátricas, denominado “De Volta Para Casa”, sob coordenação do Ministério da Saúde.

Portaria GM/MS nº 2.759, de 25 de outubro, estabelece diretrizes gerais para a Política de Atenção Integral à Saúde Mental das Populações Indígenas e cria o respectivo Comitê Gestor.

Marco na consolidação da Rede de Atenção de Serviço Psicossocial do Brasil: primeira vez em que há maior investimento em ações comunitárias do que em Hospitais Psiquiátricos.

2010:

de abril, originalmente apresentada pelo Deputado Paulo Delgado, que trata dos direitos dos usuários dos serviços de Saúde Mental e retira o manicômio do centro do tratamento. Realizada, em Brasília, a III Conferência Nacional de Saúde Mental, com o tema “Cuidar sim, excluir não. Efetivando a Reforma Psiquiátrica com Acesso, Qualidade, Humanização e Controle Social”.

O Centro Psiquiátrico Pedro II é municipalizado, passando a integrar a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro. Em homenagem à fundadora do Museu, passa a se chamar

Instituto Municipal Nise da Silveira. O

Ministério

cooperação,

da

Saúde

visando

a

inicia

ações

preservação

2016 Lançamento do filme “Nise – Coração da Loucura”

Fechamento

do

Hospital Alberto Maia (Camaragibe-PE), um dos últimos macro hospitais psiquiátricos do País.

ANOS 2000 – A ATUALIDADE Sancionada a Lei nº 10.216, de 6

Decreto nº 6.112, de

de e

divulgação dos acervos do Museu de Imagens

2008:

Instituída

a

Portaria

GM/MS nº 154, de 24 de janeiro, que cria os Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF), recomendando a inclusão de profissionais de Saúde Mental na Atenção Básica.

Idealizado o Grupo de Trabalho sobre Demandas dos Usuários e Familiares da Saúde Mental, durante o I Congresso de Saúde Mental/Abrasme, realizado em Florianópolis, SC.

do Inconsciente.

35


Definição da Tipologia – Principais Demandas Quando se trata de psiquiatria e seus desdobramentos, o que se observa é

Afim de trazer uma uniformidade às designações

uma intensa dificuldade na designação dos conceitos a respeito de

utilizadas para o diagnóstico de psiquiatria, a OMS

transtornos mentais e de comportamento. Há uma linha tênue entre aquilo

organiza

que é considerado normal e aquilo que é considerado patológico,

comportamento

conforme observado por (SILVA, 2008).

Internacional de Doenças Mentais CID-10, e de acordo

A definição de saúde determinada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) faz menção à saúde “não apenas como a ausência de doença,

mas como a situação de perfeito bem estar físico, mental e social” (SEGRE e FERRAZ, 1997), ou seja, o estado de doença, e nesse caso doenças psíquicas, pode ser considerado uma antítese desse conceito preconizado pela OMS, uma vez que se afasta das condições gerais de bem estar. A intenção neste ponto não é trazer um “tratado sobre psiquiatria e suas mazelas”, e sim destacar a importância da compreensão, de maneira bem simples, a respeito dos desequilíbrios mentais e de comportamento a partir do estudo de algumas das doenças psíquicas mais frequentes. Essa conceituação faz-se necessária como forma de aproximar o leitor dessa realidade a respeito da saúde mental e de sua ausência, seja ela parcial ou

completa, e do seu impacto no rebatimento arquitetônico.

36

os

diferentes em

um

transtornos manual

mentais de

e

de

Classificação

com esta classificação as variadas doenças (SILVA, 2008) podem ser agrupadas da seguinte forma, conforme listadas a seguir.


Neste conjunto, estão contidos os transtornos relacionados a lesões cerebrais ou outro tipo de comprometimento que leve a uma disfunção cerebral, ou seja, aqui são categorizadas as principais formas de demência, conforme enumerado por Silva (2008). Segundo à referida autora, as demências são classificadas e divididas

de acordo com sua etiologia (causa), podendo ser causada por outras doenças, tais como Alzheimer, Parkinson, além da demência gerada devido a múltiplos infartos ou por conta do HIV (Síndrome a imunodeficiência), dentre outras razões.

Perturbações Mentais e de Comportamento Decorrentes do Uso de Substâncias Psicoativas Estes transtornos estão relacionados ao abuso de drogas, efeitos colaterais por ingestão de medicamentos e exposição a toxinas. A sua classificação e sintoma variará de acordo com o tipo de substância ingerida pelo indivíduo (álcool, opióides, canabiódes, cocaína, estimulantes, alucinógenos, sedativos, dentre outros), e os principais sintomas, no caso as perturbações geradas, são: dependência, intoxicação, delírio por conta da intoxicação, transtornos e episódios psicóticos, do humor, ansiedade, disfunções sexuais e do sono, além de transtorno

amnésico.

Esquizofrenia, Perturbação Esquizotípica e Perturbações Delirantes

Perturbações Mentais Orgânicas e Sintomáticas

Segundo Silva (2006), a atual definição de esquizofrenia indica uma psicose crônica idiopática, mas seu histórico conceitual data

do

final

do

século

XIX,

sendo

considerada uma divisão da mente. Sua origem

é

multifatorial

e

de

grande

complexidade, relacionando-se a fatores genéticos

(desordem

ambientais

(teorias

hereditária)

e

psicológicas

relacionamentos familiares patológicos e padrões sendo

de

comunicação

responsável

por

interpessoal), produzir

uma

complexa disfunção nervosa devido a um desequilíbrio neuroquímico (SILVA, 2008). Os aspectos mais efusivos desta disfunção são as

alucinações

transtornos

de

e

delírios,

bem

pensamento

e

como fala,

perturbação das emoções e do afeto e déficits cognitivos, que são as alterações relacionadas à maneira como o indivíduo processa a informação.

37


Perturbações de Humor (Afetivas)

Transtornos de Ansiedade, Obsessivo-Compulsivo e Dissociativos

Tais perturbações são advindas de estados

A ansiedade é caracterizada por um estado constante de inquietação, insatisfação, em

de humor exagerados, em que o indivíduo

que o indivíduo mantém a sua mente em hiperatividade, além de experienciar doses

apresenta pouca autonomia no controle

elevadas de irritabilidade e flutuação emocional, bem como sofrimento por antecipação,

de suas emoções, gerando períodos de

ou seja, um constante estado de angústia (CURY, 2013). O termo ansiedade é utilizado

aflição ou extrema excitação, o que

constantemente, mas há variações quando tratada como uma doença psicossomática,

influencia diretamente na sua capacidade

uma vez que a ansiedade crônica, ou seja, a de estado contínuo, pode causar diversos

de aprender, trabalhar, e se relacionar

sintomas, além de influenciar na evolução de determinados tipos de enfarto e câncer. Já

com

os

os transtornos conhecidos como Obsessivo-Compulsivo são caracterizados como um

são

conjunto de ideias fixas e obsessivas, acompanhadas de “rituais”, e que ocorrem de

observados episódios de alteração de

maneira insistente e aparentemente involuntária. Indivíduos que desenvolvem este tipo de

humor (euforia ou maníaca e melancolia

transtorno têm uma tendência ao perfeccionismo, verificações constantes, prudência,

ou depressiva), e os transtornos depressivos,

rigidez. Mesmo reconhecendo suas ideias e ações, o sujeito as considera estranhas e

um estado de melancolia persistente que

desprazerosas, e mantém um esforço árduo para contê-las, gerando insucessos e o

pode ser causado por diferentes situações,

sentimento de angústia. Já os transtornos dissociativos, são aqueles caracterizados pela

inclusive ter relação com a genética e o

perda das funções cognitivas, como a memória e a consciência, bem como funções

ambiente. De uma maneira geral ambos os

sensórias e de controle corporal, e geralmente são causados por acontecimentos

transtornos

traumáticos.7

o

transtornos

seu

meio.

bipolares,

são

Destacam-se em

que

caracterizados

pela

ocorrência de um desequilíbrio bioquímico

38

dos neurônios.

7

Transtornos dissociativos: http://sersaudemental.com.br/ser/tratamentos


Transtornos Somáticos, de Personalidade e do Impulso

A assistência em saúde mental passou

São aqueles caracterizados por variados comportamentos persistentes e que

disfunções não são diagnosticadas através de exames médicos anatômicos, o que leva a uma constante reavaliação por parte dos psiquiatras. Abrangem a personalidade paranoica, com uma tendência à desconfiança (sensação de perseguição); a personalidade dissocial, caracterizada por um embate com as normas sociais (baixa tolerância à frustração e obstinada racionalização); e a

personalidade borderline, em que é verificada uma tendência a ações impulsivas e imprevisíveis, com perturbações e alterações de humor, como raiva excessiva, ciúmes, bem como comportamentos autodestrutivos, apresentando tendência à mutilações e relações intensas e instáveis (SILVA, 2012).

Há ainda outros transtornos mentais e de comportamento que poderiam ser apresentados, mas que não figuram como peça chave da compreensão deste projeto. Essa caracterização procurou ser bem sintética para uma melhor compreensão da escolha desta tipologia, apresentando suas principais demandas (Transtornos Mentais e de Comportamento).

Análise da Assistência em Saúde Mental: Retrocesso, Permanência ou Evolução?

estão relacionados ao estilo do indivíduo e suas relações interpessoais. Tais

por

constantes

transformações,

e,

dessa maneira, este tópico tem a finalidade de trazer essas mudanças considerando

três

nacional

Distrito

e

níveis:

mundial,

Federal.

considerações

e

análises

apresentadas

partem

As aqui

de

levantamento

um

bibliográfico

referenciando-se a um histórico que passa

desde

a

compreensão

da

loucura ainda na Grécia até a Reforma Psiquiátrica dos dias atuais. Farão parte desse

pontos,

levantamento

àqueles

que

os

principais

marcaram

e

fizeram história, relacionados à saúde mental,

apresentando

forma

de

tratamento e instituições, além de uma pincelada nas mudanças com relação à legislação e seus marcos.

39


O LUGAR – CONTEXTO URBANO “Ser normal é o objetivo dos fracassados”. Carl Gustav Jung


Instituto de Saúde Mental – Resiliência

localiza-se no Lago

Norte, que é uma Região Administrativa (RA XVIII) do Distrito Federal, situada na cidade de Brasília. Para a compreensão da localização deste projeto serão apresentadas a seguir a Situação (localização do Lago Norte com relação à Brasília) e a Área de Estudo, que se trata especificamente do Setor da Península, bem como as análises e condicionantes do terreno.

Situação – Lago Norte

Área de Estudo – Setor da Península

O

O Setor da Península (Figura 02), juntamente com o Setor de Mansões perfazem uma renda per capita relativamente alta, segundo a Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (Pdad)

realizado

pela

Companhia

de

Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) no ano de 20168 a renda real domiciliar equivale a 14,32 salários mínimos mensais. O Lago Norte tem cerca de 29.500 habitantes e possui um IDH muito elevado, de 0,933. Esses dados de referência são importantes na compreensão do aspecto local.

Esta região administrativa é composta por 5 (cinco) setores: Setor de Mansões do Lago Norte, Setor Centro de Atividades, que é onde está principalmente a parte comercial da região,

Setor Taquari, destinado a residências unifamiliares, o Setor da Península, que é dividido em quadras do lago (QL) e internas (QI)

e

o

Setor

Figura 01 - Situação - Região Administrativa do Lago Norte - RA XVII - Brasília, DF.

42

FONTE :WIKIPEDIA (adaptado pela autora)

remanescentes.

Rural,

composto

pelas

chácaras


Setor da Península – Lago Norte

O Setor da Península abriga o

Essa localização é privilegiada, uma vez que

Centro

de

tem como visuais toda a amplitude do Lago

Reabilitação,

Paranoá, o que foi levado em consideração

Internacional

Neurociências

FONTE : GOOGLE EARTH.

conhecido

Figura 02 – Localização da Área de Estudo –

tendo

um

SARAH

Lago

uma atuação em uma etapa mais avançada

do

para a escolha do terreno no qual o

Instituto

atendimento

exclusivamente ambulatorial, com

Análise do Terreno

FONTE : GOOGLE EARTH.

Lago Norte, Brasília – DF.

como

processo

de

de

Saúde

Mental –

Resiliência

foi

implantado, uma vez que a premissa do

projeto foi o conceito base da “humanização”, que será apresentado mais adiante.

reabilitação do paciente9.

Setor da Península – Lago Norte, Brasília – DF.

Figura 03 – Área de Estudo – Setor da Península –

Norte,

e

Neste tópico será apresentada a análise do terreno escolhido para a

implantação do

Instituto de Saúde Mental – Resiliência.

escolhido para a implantação do ISM

–R

O terreno

possui uma área total de 17.063 m²

e 572m de perímetro. A seguir serão apresentadas as condicionantes bioclimáticas da área de estudo, bem como o controle morfológico do terreno.

8

Pdad Lago Norte: http://www.codeplan.df.gov.br/noticias/noticias/item/3505-pdad-aponta-maioria-da-popula%C3%A7%C3%A3o-do-lago-norte-tem-curso-superior.html

9

SARAH Lago Norte: http://www.sarah.br/a-rede-SARAH/nossas-unidades/unidade-brasilia-lago-norte/

43


Condicionantes Bioclimáticas A

relação à insolação e à ventilação. Para a

predominância/frequência FONTE: SEGETH – DF (adaptado pela autora)

A Figura 4 apresenta o estudo do terreno com

análise foi utilizado o programa de análise SolAr, que apresenta como resultado as cartas solares que

se

encontram nas principais

faces do terreno, bem como a análise de vento predominante para a região de Brasília. Cabe ressaltar a importância de tal análise na fase que precede o planejamento do projeto, uma vez que são essas condicionantes que delimitarão quais serão as diretrizes a serem utilizadas e percebidas na fase projetual.

Figura 04 – Estudo de insolação e ventilação do

Figura

05

apresenta

a de

ventos de acordo com a direção.

Observa-se que o vento Leste é mais predominante, e o noroeste possui uma maior intensidade no verão.

Tais

importantes utilizadas

análises nas

para

serão

estratégias o

conforto

ambiental da edificação.

terreno. Vento Leste Vento Noroeste

A partir da análise da Figura 04, observa-se

insolação, o que demonstra a necessidade de uma maior proteção nas fachadas que se localizarem nessas faces.

Figura 05 – Frequência de ocorrência dos ventos de acordo com a orientação – Brasília - DF.

42

FONTE: Software Sol-AR

que as faces norte e oeste apresentam maior


Controle Morfológico dados

relacionados

à

morfologia

urbana da área na qual foi implantado o ISM

Observa-se a partir da análise do terreno (Figura 06) utilizado para a implantação do

Topografia

Neste tópico serão apresentados os

– R.

ISM – R que o mesmo possui pouca variação de sua topografia, perfazendo um perfil mais plano (Figuras 08 a 10), o que auxiliará na manutenção das visuais do terreno, principalmente a visual do Lago Paranoá que é objeto da humanização proposta para este projeto.

Legenda (figuras 06 e 07) FONTE: SEGETH – DF

Curvas a cada 5 metros

Figura 06 – Análise topográfica do terreno de

1

FONTE : GOOGLE EARTH.(adaptado pela autora

2

Curvas a cada 1 metro

1

implantação com curvas de nível a cada 1metro.

3

Indicação do perfil do terreno.

2

3

Figura 07 – Indicação do perfil topográfico do terreno.

45


Análise de ruídos e estudo de vizinhança

Ao analisar o mapa da Figura 11, é possível observar que as principais fontes de ruído são o Clube do Congresso, a Via 1

2

1 Figura 12 – Clube do Congresso.

de acesso ao Clube, o próprio Lago Paranoá e o conjunto

Com relação ao seu entorno, o Instituto

residencial.

de Saúde Mental – Nise da Silveira, está

Figura 11 – Mapa de estudo de

localizado em uma região privilegiada

vizinhança.

FONTE : GOOGLE EARTH

3

FONTE : GOOGLE IMAGENS

FONTE : GOOGLE EARTH.(adaptado pela autora

Terreno de implantação do ISM-NS

2

Figura 13 – Área Residencial – QL 15.

da cidade de Brasília- DF, mantendo

A análise de ruídos é importante para este estudo para verificar

proximidade com o Hospital Sarah –

quais as faces do terreno é que precisam de barreiras.

de

Neurociências

Para um Instituto de Saúde Mental é muito importante a busca

(Figura 14), a área

geração de ruídos e os incômodos sofridos por pessoas com

habitacional

(2012) , indivíduos que são acometidos por zumbidos, ou ruídos estressantes por um longo período podem ter seu convívio social alterado, bem como apresentar tendências suicidas, por isso é essencial o cuidado com as barreiras para este projeto, por isso a análise do entorno se agrega a essa etapa.

FONTE : GOOGLE IMAGENS

por um conforto sonoro, pois há estudos que interligam a transtornos mentais e de comportamento. Segundo Rosa et al

46

Centro Internacional

do

Lago Norte – QL 15 (Figura 13) e com o Clube do

3 Figura 14 – Hospital Sarah – CIN.

Congresso (Figura 12).


Vias de acesso, eixos e mobilidade urbana

A figura 15 apresenta um mapa com as vias e eixos de acesso ao terreno no qual foi implantado o

ISM – R

, apresentando as vias

principais e a integração com o tecido urbano. A figura 16 apresenta as soluções de acesso, tanto por transporte público, como por particulares, através da abertura de uma via de acesso que transcorre na lateral da área residencial, apresentando, também a possibilidade de apreensão do Parque das Garças como área de passagem tanto de pedestres, como de ciclistas. Como solução da ambiência urbana foi proposta a utilização de uma rua compartilhada, conforme o corte viário da figura 17.

Legenda DF 009 – Estrada Parque Península Norte Ciclovia

N

Via Local

Ponto de Ônibus

Figura 15 – Mapa de vias e eixos de acesso ao terreno.

A partir da análise do mapa da figura 15 foi possível observar que o terreno escolhido para a implantação do projeto não apresentava um acesso que o conectasse à Via Principal. Notou-se, que o local possuía apenas um caminho peatonal feito pelos “banhistas” para acessar o lago a partir do Parque das Garças. Dessa forma, a abertura de uma via de acesso ao N

Instituto de Saúde Mental, bem como a melhoria da mobilidade urbana local fez parte das Diretrizes de Projeto. Figura 16 – Soluções de acesso ao Instituto de Saúde Mental – Resiliência.

47


O terreno utilizado para a implantação do ISM – NS se encontra dentro uma APA (Área de Proteção Ambiental), que será explicada melhor no tópico de parâmetros de uso do solo. Com relação aos acessos para o Instituto, foi necessária a criação de uma via

na lateral da área residencial, e por se tratar de uma região de forte atrativo, a solução encontrada foi a utilização de uma Rua Compartilhada, com o objetivo de manter o significado mais puro e poderoso da rua: todos somos donos do espaço urbano em qualquer modo e de qualquer maneira. Sendo assim, a proposta abrange uma via em que pedestres, carros e ciclistas tenham ampla

e

vívida

convivência,

sendo

os

veículos de locomoção (carros e bicicletas) separados dos pedestres com a utilização de balizadores.

48

Figura 17 – Corte viário – solução da Rua Compartilhada.


O terreno escolhido para a implantação do ISM – NS está

O terreno escolhido está locado dentro de uma APA (Área de Proteção

localizado no Setor de Habitações Individuais Norte – Trecho

Ambiental), Figura 19, que abrange o Parque das Garça (Zona de Vida

15 e definido como Polo 1.

Silvestre) e o Lago Paranoá (Zona de Espelho d’Água), por isso é

Parâmetros de Uso do Solo

considerada uma Unidade Especial, Figura 20, e, de acordo com a Minuta do Projeto de Lei Complementar que trata sobre a aprovação da Lei de Uso e Ocupação do Solo do Distrito Federal, os Parâmetros de Uso e Ocupação do Solo devem ser definidos em um Plano de Ocupação

FONTE: SEGETH – DF

aprovado pelo órgão gestor.

N

Figura 19 – Mapa apresentando a APA Paranoá – Lago Norte, Brasília - DF.

Figura 18 – Parâmetros Urbanístico segundo a NGB 142-96 – Lago Norte, Brasília - DF.

Zona de Ocupação Consolidada Zona de Vida Silvestre

Sua escolha foi pautada no estudo de viabilidade de um

Zona do Espelho d’Água do Lago

empreendimento de Saúde para a Região, desde que o

Zona do Espelho d’Água do Lago

mesmo mantivesse as características relacionadas aos Parâmetros de Uso

do Solo (Figura 18) definidos pela

NGB 142-96, ou seja, as características urbanísticas locais.

N

Usos RESIDENCIAL EXCLUSIVO INSTITUCIONAL UE 4

Figura 20 – Mapa de Uso e Ocupação – Lago Norte, Brasília - DF.

49


CONDICIONANTES DETERMINANTES “O artista e o poeta mergulham no inconsciente. Já o louco, o doente mental, não tem o bilhete de volta. Essa é a diferença”. Nise da Silveira


Neste capítulo serão apresentadas as condicionantes determinantes

A atual política nacional de saúde mental

para o projeto, tais como as questões relacionadas à Política Legal

resultou da mobilização tanto de usuários, como

Arquitetura de Ambientes de

de familiares e trabalhadores da Saúde no início

para a tipologia escolhida –

Saúde Mental

- que abrange normativas e leis específicas ao

ambiente de saúde e à região de estudo, bem como os referenciais econômicos e sócio culturais que regerão o projeto.

Política Legal Com relação a este item serão apresentados tópicos relacionados às normativas de Política Nacional de Saúde Mental, normas da ANVISA que figurem como parâmetros para o andamento deste projeto, bem como a Norma de Gabarito do Lago Norte (NGB), que traz aspectos

como gabarito máximo, afastamentos obrigatórios para a construção na área escolhida, taxas máximas de construção e ocupação, dentre outros parâmetros.

52

Política Nacional de Saúde Mental

de 1980. Essa mobilização objetivou a mudança da realidade do modelo asilar que mantinha dentro de seus “muros” mais de 100 mil pessoas portadores de transtornos mentais (BRASIL, 2013).

É importante ressaltar que nas últimas décadas, o Brasil passou por um processo de mudança expressiva por meio do Movimento Social de Luta Antimanicomial que culminou na Reforma Psiquiátrica. A aprovação de leis estaduais que se mantinham alinhadas com um discurso de não segregação refletiu em um processo político de mobilização social ao longo de toda a década de 1990.


É a partir de 1992 que os movimentos

Reforma psiquiátrica e a legislação federal

sociais conseguem aprovar em vários

2001 – Lei nº 10.216 – redireciona a assistência em

estados as primeiras leis que determinam a

substituição

progressiva

dos

saúde mental, privilegiando o oferecimento de tratamento em serviços de base comunitária, dispondo sobre a proteção e os direitos das pessoas com transtornos mentais, mas não institui mecanismos claros para a progressiva extinção dos manicômios.

leitos

psiquiátricos por uma rede integrada de atenção à saúde mental, modificando, assim, a política do Ministério da Saúde para

a

saúde

mental.

Segundo

Brasil (2005), é na década de 90 que passam a entrar em vigor no país as primeiras

normas

regulamentando

a

federais

implantação

1999 –

Lei nº

9.867 – desenvolvimento de programas de suporte psicossocial para os pacientes psiquiátricos em acompanhamento nos serviços comunitários

2003 –

Lei nº 10.708 –

Programa de Volta para Casa estabelece um novo patamar na história do processo de reforma psiquiátrica brasileira, uma vez que impulsiona a desinstitucionalização de pacientes com longo tempo de permanência em hospital psiquiátrico.

de

serviços de atenção diária fundadas nas

A Lei Federal 10.216 promulgada em 2001 impõe um novo impulso no que tange a

experiências dos primeiros CAPS, NAPS e

Reforma Psiquiátrica no Brasil, uma vez que a lei redireciona o modelo de assistência

Hospitais-dia, primeiras

trazendo

normas

para

também

as

psiquiátrica, regulamenta o cuidado especial com a clientela internada por longos anos,

fiscalização

e

conforme parágrafo único da referida lei e prevê a possibilidade de punição para a

classificação dos hospitais psiquiátricos.

internação involuntária arbitrária ou desnecessária.

53


Parágrafo único, Lei nº10.216/2001:

Os CAPS são instituições destinadas ao acolhimento de

de transtorno mental:

pacientes com transtornos mentais, além de oferecer estímulo à

Ter acesso ao melhor tratamento do sistema de saúde, consentâneo às suas necessidades;

II.

Ser tratada com humanidade e respeito e no interesse exclusivo de beneficiar sua saúde, visando a alcançar sua recuperação pela inserção na família, no trabalho e na comunidade;

III. Ser protegida contra qualquer forma de abuso e exploração; IV. Ter garantia de sigilo nas informações prestadas; V. Ter direito à presença médica, em qualquer tempo, para esclarecer a necessidade ou não de sua hospitalização involuntária; VI. Ter livre acesso aos meios de comunicação disponíveis; VII. Receber o maior número de informações a respeito de sua doença e de seu tratamento;

integração sócio familiar, afim de apoiá-los em suas iniciativas

Centro de atenção psicossocial - CAPS

I.

são direitos da pessoa portadora

de busca de autonomia, oferecendo atendimento médico e psicológico. A principal característica deste Centro de Atenção é a busca pela integração desses pacientes a um ambiente social e cultural concreto, designado como seu “território”, sendo a principal estratégia do processo de reforma psiquiátrica

(BRASIL, 2004).

A Figura 21 apresenta um desenho esquemático de como funciona essa rede de atenção à saúde mental, que, para

funcionar, requer todos os recursos afetivos (relações pessoais, familiares, amigos), sanitários

(serviços

de saúde), sociais

VIII. Ser tratada em ambiente terapêutico pelos meios

(moradia, trabalho, escola, esporte, lazer), econômico (dinheiro,

menos invasivos possíveis; IX. Ser

54

tratada,

preferencialmente,

comunitários de saúde mental.

em

serviços

previdência),

culturais,

religiosos,

conforme

publicação sobre o CAPS (BRASIL, 2004).

exposto

na


De uma maneira geral, compreende-se que o CAPS é um

Os CAPS fazem parte do que se chama de RAPS – Rede de

serviço de saúde aberto e comunitário do Sistema Único de

Assistência Psicossocial que foi instituída pela portaria nº 3088/2011

Saúde (SUS), sendo considerado como um local de referência e

do Ministério da Saúde que prevê a criação, ampliação e

tratamento para pessoas que sofrem com transtornos mentais,

articulação

psicoses, neuroses graves e demais quadros, cuja severidade

apresentado no esquema da Figura 22.

de pontos de atenção à saúde mental, conforme

de cuidado intensivo, comunitário, personalizado e promotor de

FONTE :BRASIL, 2004 (adaptado pela autora).

vida.

Figura 21 – Rede de Atenção à Saúde Mental.

ateno-em-saude-mental (adaptado pela autora).

FONTE : https://www.slideshare.net/agavio/rede-de-

e/ou persistência justifiquem sua permanência num dispositivo

Figura 22 – Rede de Assistência Psicossocial.

Com relação ao programa de necessidades, os CAPS deverão contar com espaço próprio e adequadamente preparado para atender à sua demanda específica, sendo capazes de oferecer um ambiente contingente e estruturado e deverão contar, no mínimo, com os seguintes recursos físicos:

55


Consultórios para atividades individuais (consultas, entrevistas, terapias);

Salas para atividades grupais;

Espaços de convivência;

Com relação às atividades realizadas no CAPS, elas podem

ser

das

mais

diferentes

formas,

sendo

realizadas em grupo, de maneira individual, há

aquelas destinadas às famílias e outras que são •

Oficinas;

Refeitório (o CAPS deve ter a capacidade para oferecer refeições de acordo com o tempo de permanência de cada paciente na unidade);

comunitárias, como àquelas cujo o objetivo são as trocas sociais, a integração do serviço e do usuário com a família, a comunidade e a sociedade em geral.

Sanitários; É importante ressaltar que os CAPS não são todos

Área externa para oficinas, recreação e esportes.

iguais nem em relação à sua tipologia e nem em relação à especificidade de sua demanda, e nesse

Com relação ao atendimento nos CAPS, podem ser atendidas aquelas

sentido há quatro tipos de CAPS que se fazem

pessoas que apresentam intenso sofrimento psíquico, que lhes impossibilita de

necessários saber:

viver e realizar os seus projetos pessoais, pessoas com transtornos mentais severos e/ou persistentes, ou seja, com grave comprometimento psíquico,

CAPS I e CAPS II: são aqueles destinados para o

incluindo os transtornos relacionados às substâncias psicoativas, como álcool e

atendimento diário de adultos com transtornos mentais

outras drogas, bem como crianças e adolescentes com transtornos mentais.

severos e persistentes;

Os usuários podem ou não ter histórico de atendimento ou internações psiquiátricas, bem como já ter sido atendidos em outros serviços de saúde como ambulatório, hospital-dia ou consultórios.

CAPS III: aqueles destinados ao atendimento diário e noturno de adultos, durante os sete dias da semana, atendendo

à

população

de

referência

transtornos mentais severos e persistentes;

56

com


CAPSi: é o CAPS destinado ao atendimento diário de

A RDC -50 é uma Resolução da Diretoria Colegiada da ANVISA que dispõe sobre

crianças e adolescentes com transtornos mentais;

o regulamento técnico para planejamento, programação, elaboração e avaliação de projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde. Esta

CAPSad: é aquele destinado aos usuários de álcool e

resolução é dividida em três partes que se organizam da seguinte maneira:

outras drogas, para atendimento diário à população com transtornos decorrentes do uso e dependência

• Parte I: Elaboração de Projetos Físicos – etapa responsável pela

de substâncias psicoativas. Esse CAPS possui leitos de

apresentação das terminologias, etapas de projeto com suas devidas

repouso com a finalidade exclusiva de tratamento de

descrições, forma de apresentação de desenhos e documentos, tipos de

desintoxicação.

Normas da ANVISA

siglas adotadas e como deve acontecer a avaliação dos projetos.

RDC - 50

• Parte II: Programação Físico Funcional dos Estabelecimentos de Saúde a PFF dos estabelecimentos assistenciais de saúde tem como base um Plano de Atenção à Saúde já elaborado, em que são determinadas as

Neste item serão apresentadas as Resoluções

ações a serem desenvolvidas e as metas a serem alcançadas, assim

da Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária cujo enfoque é dispor

como apresenta a definição de tecnologias distintas de operação e a

sobre a regulamentação técnica necessária à

conformação das redes físicas de atenção à saúde, delimitando no seu

tipologia arquitetônica aqui apresentada. Para

conjunto a listagem de atribuições de cada estabelecimento de saúde

tanto serão apresentadas duas RDC’s, uma

do sistema. Nessa parte da normativa são apresentadas a organização

referente ao planejamento, programação, elaboração e avaliação de projetos físicos de

físico funcional a partir de grupos de atividades que se desdobram em

EAS, e a outra sobre o gerenciamento de

subatividades na conformação do Programa de Necessidades. Tais

resíduos de serviços de saúde.

atribuições estão representadas no diagrama da Figura 23.

57


Circulações externas e internas As circulações externas e internas de um Estabelecimento de Saúde abrangem todos os seus acessos, estacionamentos e circulações, sejam elas horizontais ou verticais. Com

relação aos acessos, pode-se dispor

que

estes estão

relacionados diretamente com a circulação dos usuários e dos materiais, conforme exemplos das Figuras 24 e 25.

Os acessos devem ser FONTE : Google imagens.

Figura 23 – Diagrama das atribuições de Estabelecimentos Assistenciais.

• Parte III: Critérios para Projetos de EAS – nesta parte da normativa são apresentadas variáveis que orientam e Figura 24 – Acesso externo de

regulam as decisões a serem tomadas nas diversas etapas de

restritos em quantidade afim

de

proporcionar

um maior controle do tráfego em EAS. Dessa forma, devem ser diferenciados

emergência.

para

cada tipologia funcional FONTE : Google imagens.

desenvolvimento de projeto, perfazendo parte essencial da abordagem deste tópico. Para tanto, tais critérios serão apresentados em subtópicos a seguir.

58

Figura 25 – Acesso interno de um ambiente de saúde.

dentro deste ambiente. Segundo a RDC-50 os

tipos

de

pessoas

e

materiais que acessam ao EAS são:


Paciente

externo

ambulante

ou

transportado

,

ou

transportado

e

acompanhante e doador; •

Paciente

internado

ambulante

Cadáver, acompanhante e visitas relacionadas a esse;

Funcionário e aluno ( a distribuição de categorias é definida

pela

administração

do

EAS),

FONTE : Google imagens.

acompanhante;

vendedor,

fornecedor e prestador de serviço, outros, e; •

Figura 26 – Número de vagas de acordo com a orientação do código de

Suprimentos e resíduos

obras local.

Com relação aos estacionamentos, estes deverão ser previstos conforme

a

demanda

do

EAS.

Segundo

a

normativa,

o

FONTE : Google imagens.

estacionamento (Figuras 26 e 27) pode ser localizado em local distinto ao do prédio do EAS, mas o número de vagas deverá seguir a orientação do código de obras local. Dessa forma, a seguir são apresentados de modo geral os tipos de serviços e a população usuárias que requerem estacionamento:

Figura 27 – Previsão de vagas para ambulâncias.

59


Paciente

externo

(emergência),

transportado

que

chega

A circulação vertical para movimentação

ou

parte de automóvel/ambulância;

de pacientes em EAS deve atender aos seguintes critérios:

Paciente a ser internado (paciente interno); •

EAS com até dois pavimentos (inferior ou superior), incluindo

Visita ao paciente internado;

térreo

Paciente externo de ambulatório;

-

fica

dispensado

de

elevador ou rampa. Neste caso a movimentação de pacientes

Funcionários (área da saúde e

poderá ser feita através de

demais áreas); •

escada

com

portáteis

Entrega de suprimentos;

equipamentos

ou

plataforma

mecânica tipo plano inclinado

Remoção de resíduos.

adaptada a escada, no caso do

paciente

precisar

ser

transportado;

Com relação às circulações o quadro •

apresentado na Figura 28 faz referência

EAS com até de dois pavimentos (inferior ou superior), inclusive

ao que é disposto na RDC – 50 com

térreo que exerça atividades de internação,

relação à Circulação Interna. Figura 28 – Quadro resumo com as características para Circulação Interna em Ambientes de Saúde, conforme a RDC -50.

60

.

cirurgias

não

ambulatoriais , parto-cirúrgico


e

procedimentos

médicos

com

a

utilização de anestesia geral, localizadas em pavimento(s) diferente(s) do de acesso exterior - deve possuir elevador de transporte de pacientes em macas ou rampa;

EAS com mais de dois pavimentos deve possuir elevador ou rampa;

EAS com mais de dois pavimentos que

exerça

internação,

atividades

de

cirurgias

ambulatoriais,

Condições Ambientais de Conforto

Segundo ANVISA (2004), os estabelecimentos de controle ambiental de EAS abrangem duas dimensões: endógena e exógena, conforme apresentado no esquema da Figura 29 .

não

parto-cirúrgico

e

Figura 29 – Esquema sobre as dimensões de controle ambiental de EAS segundo ANVISA (2004). .

procedimentos utilização

localizadas

de

médicos anestesia

em

com

a

geral,

pavimento(s)

Conforto Higrotérmico O objetivo com o Conforto Higrotérmico é projetar ambientes que potencializem sistemas passivos de condicionamento, reduzindo o consumo de energia elétrica e criando espaços

diferente(s) do de acesso exterior -

menos herméticos, mais arejados e humanizados. E esta necessidade em edificações

deve possuir elevador de transporte

hospitalares assume contornos mais importantes ainda, uma vez que a qualidade do ar em

de pacientes em macas.

ambientes hospitalares climatizados é um fator de risco para incidência de infecção

61


hospitalar. O sistema de ar condicionado pode ser uma

pessoais. Cada um desses fatores guarda elementos que podem interferir no

das principais fontes de multiplicação microbiana, se

balanço energético das pessoas, conforme apresentado no esquema da Figura 30.

houver falhas de configuração e manutenção dos equipamentos10. Segundo

Brasil

(2014),

outros

fatores

ambientais

interferem diretamente na composição do conforto térmico, e a umidade relativa do ar tem especial

importância nesse contexto, acrescentando o prefixo higro11 ao conceito contemporâneo de conforto. Dessa forma, recomenda-se a utilização do termo conforto higrotérmico para definir a condição de conforto humano,

sendo

definido

como

“sensação

Figura 30 – Os seis fatores básicos que afetam o conforto higrotérmico.

experimentada pelo organismo quando em condições

FONTE : BRASIL, 2014.

de temperatura e umidade tais que, considerando fatores próprios como idade, vestimenta e atividade, não

precisa

fazer

uso

de

seus

termorreguladores para manter sua temperatura na

O ambiente hospitalar vive a paradoxal situação de, por um lado, ser um local que

faixa dos 36,5 ºC” (BARROSO-KRAUSE, 2004 apud BRASIL,

exige condições de conforto acústico especiais, com níveis de ruído que atendam

2014).

às recomendações estabelecidas pelas normas técnicas, e, por outro, ser um local

Portanto, podem ser destacados alguns aspectos que interferem na percepção do conforto higrotérmico e classificados

62

Conforto Acústico

sistemas

com base nos

fatores ambientais e

onde situações e equipamentos produzem um elevado nível de ruídos (BRASIL, 2014).

O papel da Arquitetura Hospitalar no Conforto Higrotérmico: humanizada-conforto-termico 10

11

http://www.acr.arq.br/blog/arquitetura-hospitalar-

Higro = umidade; higrômetro = equipamento utilizado para medir a umidade relativa do ar.


A ABNT NBR 10.152/1987 determina os níveis de ruído para

dB (A) – Nível em decibéis NC – Curva de avaliação de ruído FONTE : BRASIL, 2014.

conforto acústico em diversos ambientes. Estes devem ser projetados de acordo com os valores estabelecidos em norma para evitar desconforto ao usuários do hospital. A Figura 31 apresenta os níveis praticados em ambientes hospitalares, e a figura 32 faz referência ao limiar da audição e da dor em relação ao nível de intensidade do som (dB) e da frequência sonora (Hz).

Conforto Luminoso

Figura 31 – Níveis em decibéis praticados em hospitais

Figura 32 – Limiar da audição e da dor em relação ao nível

segundo a NBR 10.152/1987.

de intensidade do som dB (A) e da frequência sonora (Hz).

Assim como grande parte dos organismos naturais, o ser humano cresce e desenvolve-se a partir do contato e da dependência da

Segundo Brasil (2014), para se estabelecer a qualidade do ambiente

iluminação natural, mas a combinação de sol e radiação solar

construído para assistência à saúde, há de se considerar os aspectos

influencia a vida das pessoas sob diversos aspectos. Além de

de conforto visual proporcionados pelos componentes de luz e cor

oferecer as bases para a informação visual, oferece intensidade de

com o objetivo de facilitar o desempenho das atividades a serem

luz e modulação de luminosidade para controlar os níveis de

desenvolvidas. Para a Associação Brasileira de Normas Técnicas

melatonina – um importante hormônio que serve para a regulação

(ABNT), em sua NBR ISO/CIE 8.995 – 1 – Iluminação de ambientes de

do biorritmo – além de uma quantidade balanceada de luz

trabalho (2013, p. 1).:

ultravioleta necessária à formação e à manutenção da estrutura

Uma boa iluminação propicia a visualização do ambiente, permitindo que as pessoas vejam, se movam com segurança e desempenhem tarefas visuais de maneira eficiente, precisa e segura, sem causar fadiga visual e desconforto. A iluminação pode ser natural, artificial ou uma combinação de ambas.

esquelética (BRASIL, 2014, p. 74). Assim, o controle do uso da luz e de sua intensidade deve constituir uma preocupação na hora de projetar ambientes hospitalares.

63


O desenho do ambiente deve, portanto, levar em conta as

que substituiu a NBR 5.413 – Iluminância de interiores, de abril de 1990, a

demandas lumínicas do usuário, além da essencialidade das

qual determina no item 5 os requisitos de iluminação para diversos

condições naturais do ambiente. Pode-se tomar como exemplo

ambientes e atividades. Para os ambientes de saúde destaca-se o subitem

as

29 – Locais de assistência médica (ABNT, 2013), conforme observado no

de

campos

visuais

diversos,

conforme

quadro da Figura 34.

FONTE : BITENCOURT, 2013 apud BRASIL, 2014.

apresentado na Figura 33.

FONTE : ABNT (2013, p.12) apud BRASIL, 2014.

percepções

Figura 34 – Planejamento dos ambientes (áreas), tarefas e atividades com a especificação da iluminância, limitação de ofuscamento e qualidade da cor.

Figura 33 – Percepções de campos visuais para o ambiente exterior a partir do paciente no leito.

64

Condições de segurança contra incêndio

Com relação aos parâmetros técnicos utilizados no Brasil para a

O acesso dos veículos do serviço de extinção de incêndio tem de estar livre

elaboração

ambientes

de congestionamento e permitir alcançar, ao menos, duas fachadas

hospitalares são embasados nas recomendações da ABNT

opostas. As vias de aproximação devem ter largura mínima de 3,20m,

contidas na NBR ISO/ CIE 8.995 – 1– Iluminação de ambientes de

altura livre de 5,00m, raio de curvatura mínima de 21,30 m e largura de

trabalho – Parte 1: Interior, publicada em 21 de abril de 2013,

operação mínima junto às fachadas de 4,50m.

de

projetos

de

iluminação

em


As NGB ‘s perfazem um conjunto de normas de edificação, uso e gabarito da cidade de Brasília. Trazem os parâmetros urbanísticos definidos para cada área, conforme o Instituto de Planejamento Territorial e Urbano do Distrito Federal. É um instrumento legal que

apresenta o tipo de uso permitido para a área (lote)

Referenciais Econômicos

NGB – LAGO NORTE

O sistema econômico escolhido para reger o

Resiliência

Instituto de Saúde Mental –

foi o de Parceria Público Privada, que consiste em um contrato de

prestação de serviços em infraestrutura entre o governo (federal, estadual ou municipal) e uma empresa privada. A amortização e remuneração é viabilizada pela cobrança de tarifas dos usuários e de subsídio público ou é integralmente paga pela Administração Pública.

Características de uma PPP

que será edificada, bem como os afastamentos

Uma PPP não pode unicamente fornecer mão de obra, fornecimento e a

mínimos

instalação de equipamentos ou a execução de obra pública. A parceria é mais

obrigatórios,

construção

máxima,

as

taxas

o

número

de

ocupação

de

e

pavimentos

ampla que a construção de um edifício, também é a manutenção, fornecimento e implementação, conforme observado no quadro da Figura 35 .

permitidos. Além desses parâmetros a NGB também

FONTE : Google imagens.

apresenta qual a altura máxima da edificação, assim como deverá ser feito o tratamento das divisas e a proporção de estacionamento e/ou garagem.

Figura 35 – Características e competências em uma Parceria Público Privada.

65


Referenciais Sócio Culturais Na década de 1950, Anísio Teixeira implantou o sistema de escolas-parque na Bahia. Tal sistema referenciava-se a uma complementação da escolaclasse, com a intenção de oferecer uma educação integral, objetivando a complementação do currículo formal com atividades diversificadas, dando

66

Escolas Parque – Conceito base para criação de uma Ala Terapêutica

a oportunidade ao aluno de experienciar o aspecto esportivo, artístico e recreativo, além de incluir atividades relacionadas à saúde.

Segundo Gonçalves (2014), As escolas parque de Brasília foram

De acordo com Teixeira (1961), o programa de um centro

estabelecidas por Anísio Teixeira e fizeram parte do Plano

educacional era formado pelo esquema proposto na

Educacional implantado na Capital Federal, o qual começou a

Figura 39, em que a escola parque possuía as seguintes

ser elaborado em setembro de 1957. Nesse documento, constava

características: destinada a atender, em 2 turnos, a

não só um plano de ideias inovadoras para o ensino público no

cerca de 2 mil alunos de ‘4 escolas-classe’, em atividades

país, mas uma nova forma de pensar o programa arquitetônico

de iniciação ao trabalho (para meninos de 7 a 14 anos)

da escola pública. Sobre as modificações na arquitetura escolar,

nas pequenas ‘oficinas de artes industriais’ (tecelagem,

Anísio Teixeira diz:

tapeçaria, encadernação, Pode-se

bem

compreender

que

modificações

deverão

ser

cerâmica,

cartonagem,

costura, bordado e trabalhos em couro, lã,

introduzidas na arquitetura escolar para atender a um programa dessa natureza. Já não se trata de escolas e salas de aula, mas de

madeira,

metal,

etc.),

além

da

todo um conjunto de locais, em que as crianças se distribuem, entregues às atividades de estudo, de trabalho, de recreação, de

participação dirigida dos alunos de 7 a 14

reunião, de administração, de decisão e de vida e convívio no mais amplo sentido desse termo. A arquitetura escolar deve assim

anos em atividades artísticas, sociais e de

combinar aspectos da escola tradicional com os da oficina, do clube de esportes e de recreio, da casa, do comércio, do restaurante, do

recreação (música, dança, teatro, pintura,

teatro, compreendendo, talvez, o programa mais complexo e mais diversificado de todas as arquiteturas especiais. (TEIXEIRA, 1961 apud Gonçalves, 2014)

exposições, grêmios, educação física).


FONTE: LIMA, 2010, p.54 apud GONÇALVES, 2014

Com base neste conceito e no conceito base de um CAPS é que será feita a ala de terapêutica do Instituto de Saúde Mental – Nise da Silveira, levando-se em consideração a arteterapia, terapias alternativas e atividades similares às encontradas no programa de necessidades de uma escola parque. A Figura 37 apresenta um croqui da Escola Parque 308 Sul.

FONTE : Google imagens.

Figura 36 – Croqui esquemático: uma escola parque para cada quatro escolas-classe.

Figura 37 – Croqui da Escola Parque da 308 Sul.

67


PARTICULARIDADES ESPECÍFICAS “Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana seja apenas outra alma humana”. Carl Gustav Jung


Este capítulo engloba questões técnicas consideradas no desenvolvimento do projeto do

Instituto de Saúde Mental – Resiliência,

tais como Padrões

Técnicos e Tecnológicos, que auxiliarão na escolha do sistema construtivo a ser utilizado, Questões Funcionais, levando-se em consideração a norma de acessibilidade NBR 9050:2004, aspectos de segurança e gestão da qualidade em ambientes de saúde, bem como Questões Ambientais que abrangem as certificações existentes com relação aos parâmetros de sustentabilidade.

Padrões Técnicos e Tecnológicos desde o projeto até o produto final, conforme observado por Penteado Neste item serão apresentadas questões técnicas consideradas no

desenvolvimento do projeto do

ISM-R,

tais como a escolha de um

sistema construtivo pré-fabricado que auxilie na modulação do

(1980, p.14) apud Carvalho e Tavares (2002). A teoria da modulação não é recente, ela antecede a Revolução Industrial e às questões relacionadas à uma produção em série. Como ambientes de saúde são caracterizados por sua grande complexidade,

ambiente construído.

a coordenação modular facilita nas posteriores reformas, ampliações, manutenção e adaptações em geral (CARVALHO e TAVARES, 2002).

Sistema Construtivo - Modulação Sendo assim, a modulação é uma condicionante determinante para o Para que a arquitetura de ambientes de saúde seja eficiente é essencial a compreensão de que esses ambientes precisam ser pensados de maneira aberta, ou seja, que possuam uma flexibilidade. Para que a

desenvolvimento do projeto do ISM-NS. A antiga portaria 400, do Ministério da Saúde, fixava uma modulação básica para os EAS (Estabelecimentos Assistenciais de Saúde) em 1,20m, por apontar diversas vantagens com relação à subdivisão e determinação de multimódulos (BRASIL, 1987, p.14

arquitetura seja flexível e proporcione uma certa necessária uma coordenação modular,

70

expansibilidade, é


Segundo Carvalho e Tavares (2002), a modulação

Outra característica da modulação, e que pode ser observada nas Figuras 38 e 39, é a

de 1,20m possui uma justificativa antropométrica que a valoriza. Dessa forma, 60cm é considerada uma largura média de passagem para uma pessoa, mas há contradições com relação a

harmonia que ela proporciona aos diversos elementos do sistema construtivo, permitindo, de maneira racional, a adoção de soluções arquitetônicas variadas, facilitando eventuais modificações.

FONTE: Carvalho e Tavares (2002)

que se refere à modulação em eixo, sendo um problema para áreas com pequenas dimensões.

Dessa forma, com relação ao Sistema Construtivo, a utilização da modulação facilita ao uso de sistemas pré-fabricados, como os utilizados nos

FONTE: Carvalho e Tavares (2002)

definição dessa modulação, principalmente no

hospitais da rede SARAH, que são caracterizadas por uma “infraestrutura flexível e apta para as mais arrojadas soluções arquitetônicas, bem como para

os

corretos

encaminhamentos

de

instalações”, permitindo, assim uma manutenção

facilitada

e

econômica, conforme

por Carvalho e Tavares (2002).

observado

Figura 38 – Foto do trecho do corredor central do Hospital SARAH Salvador - harmonia na modulação dos diversos elementos do Sistema Construtivo.

Figura 39 – Parte superior do corredor central do Hospital SARAH de Salvador - encaminhamento de instalações elétricas através de calhas embutidas no perfil metálico.

71


Sistema Construtivo – Elementos Estruturais Segundo Brasil (1995) definir o

Vedações – estão intimamente ligados à estrutura

Instalações - pode ser considerado o responsável

Sistema Construtivo somente

levando em consideração um único ponto de vista da organização em não, não traz clareza quanto à compreensão da sua complexidade. É natural que sejam consideradas as partes de um todo,

que

influenciam

consequentemente,

a

maneira

pode-se

e

compor.

apreender

que

Dessa

o

e cobertura, uma vez que são responsáveis pelas questões relacionadas à flexibilidade espacial, delimitando tanto a parte interna quanto a externa da edificação (BRASIL, 1995);

pela complexidade característica da construção e funcionamento do estabelecimento de saúde, devido ao extenso número de diferentes sistemas a serem acomodados, associados e coordenados entre si e com o todo sem prejuízo da flexibilidade.

forma,

Sistema

A construção de uma maneira geral apresenta um grande avanço nas últimas décadas, e a tendência é o surgimento de novos

Construtivo é o conjunto de elementos da construção que quando associados e coordenados, formam um todo lógico.

materiais

que

permitam

uma

construção

com

uma

maior

funcionalidade, apresentando uma boa durabilidade e fácil

manutenção.

Pode-se dizer que este sistema é composto por diversos subsistemas, e que para este estudo serão de destaque os quatro a seguir:

Há várias particularidades que devem ser pensadas quando o assunto é a Arquitetura de Ambientes de Saúde, mas um dos principais aspectos é a flexibilidade, uma vez que as plantas de

72

Estrutura - subsistema fixo, sendo aliado ao seu contexto

o conceito de flexibilidade para um funcionamento ideal do EAS (BRASIL, 1995) ;

Cobertura

esse sistema tem a característica determinante no que se refere aos condicionamentos, sendo também considerado um subsistema rígido e que necessita de compatibilização com a estrutura (BRASIL, 1995) ;

hospitais se atualizam muito rapidamente, e por isso há a

necessidade de que as soluções de fachadas e de estruturas sejam pensadas para que a edificação proposta não se engesse12.

Arquitetura Hospitalar: projetos e detalhes. http://www.au.pini.com.br/arquiteturaurbanismo/247/arquitetura-hospitalar-projetos-e-detalhes-327526-1.aspx 12


Gestão da Qualidade FONTE: Google imagens

A gestão da qualidade está intimamente ligada às questões e bases administrativas, vem do desenvolvimento da filosofia do Total Quality Management – TQM, que teve início na década de 1980 com a finalidade de promover e auxiliar mudanças Figura 40– Principais selos de certificação e acreditação hospitalar.

substanciais no ambiente organizacional. Segundo Bonato (2011), atualmente, as instituições hospitalares são sistemas abertos que sofrem a ação do meio, sendo

Questões Ambientais

influenciadas pela evolução e mudanças em todos os campos

A sustentabilidade ambiental definitivamente entrou no radar dos gestores e sociais, tornando-se um espaço multidisciplinar de interação com a sociedade.

profissionais do setor de saúde. No segmento hospitalar, o consumo de recursos naturais e a demanda por matérias-primas são uma das maiores em

Por isso o cenário voltado para ambientes de promoção à saúde é caracterizado atualmente por conter um sistema mais humano

comparação com outros, segundo especialistas, mas, como se trata de uma área com vocação social, a questão do meio ambiente sempre acaba ficando em segundo plano.

do que mecânico, porém, mais burocrático, necessitando de um maior

controle

da

qualidade

do

serviço

prestado,

das

informações, dos processos. A Figura 40 apresenta os principais tipos de acreditações e certificações para o âmbito de

Por isso que se torna importante, ainda na fase de planejamento e concepção de uma unidade de saúde, a criação de um projeto arquitetônico que seja compatível com regras e recomendações que visem a diminuição do impacto das obras e do edifício, podendo gerar uma redução de custos num futuro. Por isso a importância em se falar sobre certificações

ambientes de promoção à saúde.

ambientais.

73


ESTUDOS DE CASO “Vou lhes fazer um pedido: vivam a imaginação, pois ela é a nossa realidade mais profunda. Felizmente, eu nunca convivi com pessoas muito ajuizadas”.

Nise da Silveira


CASA DAS PALMEIRAS A Casa das Palmeiras entra neste capítulo mais pela sua ideologia, do que a questão arquitetônica propriamente dita, uma vez que é o primeiro sistema de egressos da história psiquiátrica brasileira, e a estrutura física é uma adequação, Os estudos de caso aqui apresentados foram pesquisados

como

forma

de

auxiliar

na

ou seja, um programa de necessidades tão complexo como o de uma instituição de reabilitação psiquiátrica se apropriou de uma das residências da região (Bairro Botafogo – Rio de Janeiro), com sua história e um programa de necessidades

construção do Programa de Necessidades do

voltados para uma residência.

Instituto de Saúde Mental, para tanto serão

Como a Casa das Palmeiras é uma casa de convívio afetivo, de criatividade, de pesquisa e ciência, há uma gama de

apresentadas Instituições com o enfoque psiquiátrico.

atividades realizadas nesse espaço, conforme listado a seguir: •

Atividades Expressivas: desenho, pintura, modelagem, expressão corporal;

Atividades Aplicadas: tecelagem, tapeçaria, xilogravura, música, teatro, poesia;

Botânica: jardinagem, arranjo floral;

Demais atividades: baile, círculo filosófico, encadernação, biblioteca – leitura, salão de beleza, cinema, grupo cultural.

76


O 1º pavimento da Casa das

O 2º pavimento da edificação

Palmeiras

abrange as principais áreas de

conta

com

uma

área de jardim, recepção,

ateliês,

hall, quintal para guarda de

desenho, a de colagem ou

materiais e exposição, salão

mesmo

de beleza com área para

aplicadas.

figurino e maquiagem, sala de

também é possível observar

atividades coletivas, cozinha,

pequenas salas para leitura e

DML, banheiros masculinos e

guarda de documentos e livros

sala

(uma espécie de biblioteca

de

arquivo

para

a

recuperação de acervo.

seja a

de sala

Nesse

pintura de

e

artes

pavimento

local).

Figura 41– Planta esquemática – 1º Pavimento.

Figura 42– Planta esquemática – 2º Pavimento.

FONTE: Arquivo da autora.

FONTE: Arquivo da autora.

77


Centro Psiquiátrico Friedrichshafen LOCALIZAÇÃO: Alemanha ANO: 2011 ÁREA: 3274.0 m² Figura 43 – Vista aérea – implantação do Centro Psiquiátrico. FONTE: Archdaily.

O edifício se fecha para um pátio verde de grandes dimensões e aproveitando a topografia do terreno, proporcionando entradas em dois níveis diferentes. Um amplo

corredor envidraçado emoldura a paisagem e ajuda a enfatizar a inclinação natural, mesmo dentro do pátio coberto. O centro psiquiátrico pode ser facilmente percebido na paisagem ao mesmo tempo em que permite visuais interessantes desde o seu interior. Grandes salas de terapia com acesso direto ao jardim dos pacientes estão dispostas na planta do térreo para aproveitar as possibilidades de iluminação natural Figura 44 – Detalhe das passagens entre alas - transparência. FONTE: Archdaily.

ao longo da encosta. A área de entrada entre a nova construção e o hospital existente proporciona um espaço ameno e convida os pacientes, visitantes e empregados do hospital a relaxar. Os dois materiais, concreto aparente e madeira sem tratamento, dominam as superfícies do edifício interna e externamente. O concreto é trabalhado de maneira sofisticada: grandes superfícies horizontais marcadas pelos painéis e elementos pré-fabricados lineares finos, que correspondem às marcações verticais do revestimento de madeira.

O revestimento vertical,

composto por perfis de madeira sem tratamento confere ao edifício, através de sua

78

Figura 45 – Espaço de convivência interna. FONTE: Archdaily.

transparência, uma aparência aberta e arejada.


Hospital Psiquiátrico Kronstad LOCALIZAÇÃO: Bergen, Noruega ANO: 2013 ÁREA: 12.500 m²

O projeto do hospital dá forte ênfase em sua abertura e transparência em relação ao público, ao passo que forma um

Figura 46 – Planta Baixa do Hospital Psiquiátrico. FONTE: Archdaily.

abrigo de proteção para os pacientes. A adição de espaços públicos, da natureza e de visuais para um desafiador ambiente urbano tem sido um ponto central dentro do processo. O edifício inclui departamentos de pacientes internados nos andares superiores, policlínicas nos andares inferiores e ainda um estacionamento subterrâneo. Serviços dentro do edifício incluem equipes móveis, policlínicas para adulto, além de várias

enfermarias para estadias curtas. Uma grande ênfase foi

Figura 47 – Corte do Hospital Psiquiátrico apresentando área de integração. FONTE: Archdaily.

destinada na criação de uma nova praça pública ao norte do edifício. A praça pública se estende sob os pisos inferiores do edifício exibindo fachadas verdes com seções de grandes janelas. Pontos focais são enfatizadas ao longo do edifício, e a transparência induz à ideia de maior abertura quanto aos problemas de saúde mental na sociedade atual. As zonas

verdes incentivam a interação social e oferecem espaços para a contemplação em um ambiente composto por materiais e plantas naturais.

Figura 48 – Perspectiva apresentando os jardins internos do Hospital Psiquiátrico FONTE: Archdaily.

79


PROGRAMA DE NECESSIDADES “O melhor trabalho político, social e espiritual que podemos fazer, é parar de projetar nossas sombras nos outros”. Carl Gustav Jung


Segundo à RDC -50 (ANVISA, 2002), o programa de necessidades pode

ser entendido como um conjunto de características e condições necessárias ao desenvolvimento das atividades dos usuários da edificação que, adequadamente consideradas, definem e originam a

Programação Arquitetônica Com relação à Programação Arquitetônica a Figura 49 faz um resumo das relações de proximidade e fluxos entre as unidades do Instituto de Saúde Mental – Nise da Silveira.

proposição para o empreendimento a ser realizado. Devendo conter a listagem de todos os ambientes necessários ao desenvolvimento dessas

atividades, conforme será apresentado a seguir.

O Instituto de Saúde Mental – Resiliência tem como proposta assistencial um complexo de assistência de parceria público privada, cujo objetivo é prestar serviços de atenção contínua com um serviço de portas abertas – tanto com relação aos espaços, como às relações interpessoais propostas. Para tanto este Instituto contará com uma Clínica-Dia, para atendimento relacionado à Saúde Mental, de forma integral (8h/dia) e parcial (4h/dia), com uma unidade funcional de Figura 49 – Diagrama de Setores com os principais fluxos do Instituto de Saúde Mental – Resiliência.

atendimento imediato e ambulatorial com consultórios e apoio, uma ala de terapêutica, que tem abrangência tanto de terapias individuais, como de terapias coletivas com base na arteterapia de uma maneira geral e terapias alternativas. Bem como um instituto de ensino e pesquisa

82

relacionado

neurociências.

às

áreas

de

psicologia,

psiquiatria

e

Tal

diagrama

Necessidades,

auxiliou

na

apresentando

concepção os

tipos

do

Programa

de

de

ambiente,

as

instalações cabíveis a esses ambientes, bem como a área dos ambientes.


CLÍNICA DIA UNIDADE FUNCIONAL: AMBULATÓRIO LOCALIZAÇÃO: TÉRREO - TORRE A - Nível 0 Ambiente

Á. Estimada (m2) Qtd.

Área Tota (A. Est. X Qtd.) (m2)

Instalações

Apoio à Clínica Dia Recepção/ Registro de Pacientes

26,73

1

26,73

IE, IT, II, IN, IA, IC, IL, CI, ACC

Sala de autorização

10,53

1

10,53

IE, IT, IL, CI, AAC

Espera/Acolhimento

20,70

1

20,70

IE, IT, II, IN, IA, IC, IL, CI, ACC, HF

Utilidades

9,67

1

9,67

IE,HF,HQ,IT

Administrativo/ Chefia

14,70

1

14,70

IE, IT, IL, CI, AAC

Copa Funcinários

9,67

1

9,67

IE, HF, HQ, HE

Estar Funcionários

16,88

1

16,88

IE, IT, IA, IL, CI, AAC, HF

Sanitário Funcionários (1 por sexo)

3,97

2

7,94

IE, HF, HE

Assistente Social

13,00

1

13,00

IE, IL, AAC

Atendimento Individual

5,30

3

15,90

IE, IT, IL, HF, AAC

Atendimento Coletivo

16,88

1

16,88

IE, IT, IC, IL, HF, AAC

TOTAL Ambulatório: Consultórios

162,60

Consultório Psicologia

13,00

4

52,00

IE, IL, AAC

Consultório Psiquiatria

12,20

2

24,40

IE, IL, AAC

Consultório Clínico Geral

16,88

1

16,88

IE, IL, AAC, HF

Consultório Endocrinologia/Nutrição

16,88

1

16,88

IE, IL, AAC, HF

TOTAL

110,16

CLÍNICA DIA

272,76

Circulação e Paredes (35%)

95,47

TOTAL CLÍNICA DIA

368,23

83


PATOLOGIA CLÍNICA UNIDADE FUNCIONAL: DIAGNÓSTICO E TERAPIA LOCALIZAÇÃO: TÉRREO - TORRE A - Nível 0 Ambiente Apoio à Patologia Clínica Recepção/ Registro de Pacientes Sala de autorização Espera de pacientes e acompanhantes Administrativo/Chefia Entrega de laudos WC Público/ Paciente (1 por sexo) DML Sala de utilidades Copa Funcionários Estar Funcionários Sanitário Funcionários (1 por sexo) Varanda TOTAL Patologia Clínica Recepção de Amostras Coleta Classificação/Identificação Equipamentos

Á. Estimada (m2)

Qtd.

10,60 6,25 33,90 16,72 9,48 8,04 4,12 7,78 14,60 22,78 3,25 20,42

1 1 1 1 1 2 1 1 1 1 2 1

10,60 6,25 33,90 16,72 9,48 16,08 4,12 7,78 14,60 22,78 6,50 20,42 169,23

12,25 22,88 20,86 6,11

1 1 1 1

12,25 22,88 20,86 6,11

IE, HF, AC IE, HF, AC IE, HF, AC IE

Parasitologia

7,60

1

7,60

IE, HF, AC, IED, IEE, CD, ADE, FG, E

Preparo/Esterilização

15,48

1

15,48

IE, HF, AC, IED, IEE, CD, ADE, FG, E

Ante câmara

3,79

1

3,79

IE, HF, AC, IED, IEE, CD, ADE, FG, E

Lavagem

9,35

1

9,35

IE, HF, AC, IED, IEE, CD, ADE, FG, E

Hematologia

20,56

1

20,56

IE, HF, AC, IED, IEE, CD, ADE, FG, E

Uranálise

12,39

1

12,39

IE, HF, AC, IED, IEE, CD, ADE, FG, E

Bioquímica

10,23

1

10,23

IE, HF, AC, IED, IEE, CD, ADE, FG, E

Biologia Molecular

22,88

1

22,88

IE, HF, AC, IED, IEE, CD, ADE, FG, E

Preparo Reagentes

16,40

1

16,40

IE, HF, AC, IED, IEE, CD, ADE, FG, E

Bacteriologia

22,88

1

22,88 203,66

IE, HF, AC, IED, IEE, CD, ADE, FG, E

TOTAL

84

PATOLOGIA CLÍNICA Circulação e Paredes (35%) TOTAL PATOLOGIA CLÍNICA

Área Tota (A. Est. X Qtd.) (m2)

372,89 130,51 503,40

Instalações IE, IT, II, IN, IA, IC, IL, CI, ACC IE, IT, IL, CI, AAC IE, IT, II, IN, IA, IC, IL, CI, ACC, HF IE, IT, IA, HF, AAC IE, IT, IL, CI, AAC IE, HF, HE IE, HF, HQ, HE IE,HF,HQ,IT IE, HF, HQ, HE IE, IT, IA, IL, CI, AAC, HF IE, HF, HE IE


FARMÁCIA HOSPITALAR UNIDADE FUNCIONAL: APOIO TÉCNICO

LOCALIZAÇÃO: PISO 1 - TORRE B - Nível 0 Ambiente

Á. Estimada (m2)

Qtd.

Área Tota (A. Est. X Qtd.) (m2)

Instalações

Recepção/Espera

16,50

1

16,50

IE, IT, II, IN, IA, IC, IL, CI, ACC

DML

5,05

1

5,05

IE, HF, HQ, HE

Administrativo/Chefia

14,35

1

14,35

IE, IT, IA, HF, AAC

Copa Funcionários

6,32

1

6,32

IE, HF, HQ, HE

Estar Funcionários

6,68

1

6,68

IE, IT, IA, IL, CI, AAC, HF

Sanitário Funcionários (1 por sexo)

5,30

2

10,60

IE, HF, HE

Farmacêutico

10,97

1

10,97

IE, HF, FG, AAC

Fracionamento

10,97

1

10,97

HF, ADE

Distribuição

10,97

1

10,97

IE, IL, AAC

Apoio à Farmácia Hospitalar

TOTAL

92,41

Armazenagem Materiais Descartáveis

5,30

1

5,30

IE, AAC

Medicamentos Controlados

10,97

1

10,97

IE, IEE, IT

Recepção/Controle de medicamentos

16,66

1

16,66

HF, IED, FG, AAC

Estoque

42,96

1

42,96

IE, AAC

TOTAL

75,89

Departamento de Psicofarmacologia Departamento de Psicofarmacologia

23,30

1

23,30

Laboratório Clínico

14,65

1

14,65

Laboratório Experimental

22,26

1

22,26

TOTAL

60,21

FARMÁCIA

228,51

Circulação e Paredes (35%)

79,98

TOTAL FARMÁCIA

308,49

85


CLÍNICA DO SONO UNIDADE FUNCIONAL: ENSINO E PESQUISA LOCALIZAÇÃO: PISO 1 - TORRE B - Nível 0 Ambiente

Á. Estimada (m2)

Qtd.

Área Tota (A. Est. X Qtd.) (m2)

Coordenação/Departamento de Neuropsiquiatria

22,18

1

22,18

Psicomotricidade

22,18

1

22,18

Ludoterapia

29,75

1

29,75

Instalações

Coordenação de Neuropsiquiatria

TOTAL

74,11

Clínica do Sono

86

Recepção/ Registro de Pacientes

22,55

1

22,55

IE, IT, II, IN, IA, IC, IL, CI, ACC

Espera/Acolhimento

22,55

2

45,10

IE, IT, II, IN, IA, IC, IL, CI, ACC, HF

Consultório Indiferenciado

14,60

1

14,60

IE, IL, AAC, HF

Consultório Neurologia

14,60

2

29,20

IE, IL, AAC, HF

Central de Registro

29,75

1

29,75

IE, IT, II, IN, IA, IC, IL, CI, ACC

Estudo do Sono - Leito

22,18

4

88,72

IE, IT, II, IN, IA, IC, IL, CI, ACC, HF

Estudo do Sono - WC

11,95

4

47,80

IE, HF, HE

Consultório Fonoaudiologia

12,96

1

12,96

IE, IL, AAC, HF

Potenciais Evocados

11,40

1

11,40

IE, IT, II, IN, IA, IC, IL, CI, ACC

Exame Vestibular

22,78

1

22,78

IE, IT, II, IN, IA, IC, IL, CI, ACC

TOTAL

324,86

CLÍNICA DO SONO

398,97

Circulação e Paredes (35%)

139,64

TOTAL CLÍNICA DO SONO

538,61


TERAPÊUTICA OCUPACIONAL UNIDADE FUNCIONAL: DIAGNÓSTICO E TERAPIA LOCALIZAÇÃO: TÉRREO - TORRE D - Nível - 7,00 Ambiente

Á. Estimada (m2)

Qtd.

Área Tota (A. Est. X Qtd.) (m2)

Instalações

150,00

1

150,00

IE, IT, II, IN, IA, IC, IL, CI, ACC, HF

7,23

1

7,23

IE, HF, HQ, HE

14,60

1

14,60

IE, IT, IA, IL, CI, AAC, HF

Copa

7,23

1

7,23

IE, HF, HQ, HE

WC Funcionários

3,97

2

7,94

IE, HF, HE

Área de Convivência Interna

52,42

1

52,42

IE, IED, AAC

Área de Convivência Externa

100,00

1

100,00

Sala Administrativa

22,15

1

22,15

Apoio à Terapêutica Ocupacional Recepção e Espera DML Estar Funcionários

TOTAL

IE, IT, IA, HF, AAC

361,57

Terapias Integrativas 46,85

1

46,85

IE, IT, II, IN, IA, IC, IL, CI, ACC, HF

DML

6,37

1

6,37

IE, HF, HQ, HE

Vestiários

19,87

2

39,74

IE, IEE, HF,AAC, IL

Hidroterapia

248,20

1

248,20

IE, ADE, HF, HQ, IED

Recepção e Espera

TOTAL

341,16

Ludoterapia 29,80

1

29,80

IE, HF, HQ, HE

22,15

1

22,15

IE, HF, HQ, HE

Sala Circense

86,06

1

86,06

IE, HF, HQ, HE

Sala de TV/Cinema

37,95

2

75,90

IE, HF, HQ, HE

Atelier de Costura Depósito para materiais circenses

TOTAL

213,91

TERAPÊUTICA OCUPACIONAL

916,64

Circulação e Paredes (35%)

320,82

TOTAL TERAPÊUTICA

1237,46

87


TERAPÊUTICA OCUPACIONAL UNIDADE FUNCIONAL: DIAGNÓSTICO E TERAPIA LOCALIZAÇÃO: TÉRREO - TORRE D - Nível - 3,50 Ambiente Apoio à Terapêutica Ocupacional Hall Refeitório Cozinha TOTAL Ludoterapia Sala de Música Sala de Dança Sala de Teatro Atelier Gastronômico TOTAL

Á. Estimada (m2)

Qtd.

Área Tota (A. Est. X Qtd.) (m2)

134,04 56,00 60,60

1 1 1

134,04 56,00 60,60 250,64

IE, IEE, HF,AAC, IL IE, IEE, HF,AAC, IL IE, IEE, HF,AAC, IL

94,00 33,25 52,45 23,10

1 1 1 1

94,00 33,25 52,45 23,10 202,80

IE, IEE, HF,AAC, IE, IEE, HF,AAC, IE, IEE, HF,AAC, IE, IEE, HF,AAC,

TERAPÊUTICA OCUPACIONAL Circulação e Paredes (35%) TOTAL TERAPÊUTICA

Instalações

IL IL IL IL

453,44 158,70 612,14 TERAPÊUTICA OCUPACIONAL

UNIDADE FUNCIONAL: DIAGNÓSTICO E TERAPIA LOCALIZAÇÃO: PISO 2 - TORRE D - Nível 0 Ambiente Departamento de Neuropsicologia de Reabilitação Departamento de Reabilitação Laboratório- Reorganização Funcional Laboratório - Reaprendizagem TOTAL Terapias Integrativas Área de Meditação Studio Yoga Studio Funcional Studio Pilates Massoterapia Acupuntura TOTAL Arte Terapia Atelier Pintura Atelier Desenho Atelier Escultura DepósIto para guarda de material Área de Exposição TOTAL

88

Á. Estimada (m2)

Qtd.

Área Tota (A. Est. X Qtd.) (m2)

22,15 22,15 22,15

1 1 1

22,15 22,15 22,15 66,45

IE, IEE, HF,AAC, IL IE, IEE, HF,AAC, IL IE, IEE, HF,AAC, IL

22,85 37,95 22,15 29,77 14,65 14,65

1 1 1 1 3 3

22,85 37,95 22,15 29,77 43,95 43,95 200,62

IE, IN, AAC IE, IN, AAC IE, IN, AAC IE, IN, AAC IE, IN, AAC IE, IN, AAC

53,55 53,55 37,92 14,95 95,50

2 2 2 2 1

107,10 107,10 75,84 29,90 95,50 415,44

IE, AAC, IED, HF IE, AAC, IED, HF IE, AAC, IED, HF IE, AAC, IED, HF IE, AAC, IED, HF

TERAPÊUTICA OCUPACIONAL Circulação e Paredes (35%) TOTAL TERAPÊUTICA

682,51 238,88 921,39

TOTAL GERAL

2771,00

Instalações


INSTITUTO DE PSIQUIATRIA UNIDADE FUNCIONAL: ENSINO E PESQUISA LOCALIZAÇÃO: PISO 1 - TORRE A - N´vel + 3,50 Ambiente

Á. Estimada (m2)

Qtd.

Área Tota (A. Est. X Qtd.) (m2)

Instalações

5,15 9,47

1 1

5,15 9,47

IE, HF, HQ, HE IE, HF, HQ, HE

Estar Funcionários Sanitário Funcionários (1 por sexo) Sala da Direção Sala de reuniões Sala de Multiplo Uso Auditório (83 pessoas) Foyer Wc Público (1 por sexo) Cabina de Intérprete Sala de Projeção Equipamentos Controle de Iluminação Controle de Som Apoio Técnico Plataforma TOTAL Coordenação de Saúde Mental

14,70 3,97 29,70 44,90 56,21 173,50 65,08 13,77 13,57 13,57 7,20 6,70 6,70 7,20 35,20

1 2 1 1 2 1 1 2 1 1 1 1 1 1 1

14,70 7,94 29,70 44,90 112,42 173,50 65,08 27,54 13,57 13,57 7,20 6,70 6,70 7,20 35,20 397,78

Coordenação de Saúde Mental Departamento de Psicobiologia Laboratório de Psicobiologia Departamento de Transtornos Laboratório de THA Laboratório de TDAH TOTAL

37,33 22,15 22,15 29,83 22,15 26,32

1 1 1 1 1 1

37,33 22,15 22,15 29,83 22,15 26,32 185,54

Apoio ao Instituto de Psiquiatria DML Copa

INSTITUTO DE PSIQUIATRIA Circulação e Paredes (35%) TOTAL INSTITUTO DE PSIQUIATRIA

583,32 204,16 787,48

IE, IT, IA, IL, CI, AAC, HF IE, HF, HE IE, IT, HF, AAC IE, IT, IA, HF, AAC IE, HF, HQ, HE IE, II, IL, IN, AAC, CI IE, II, IN, AAC, CI IE, HF, HE IE IE, II, IL, IN, AAC, CI IE, II, IL, IN, AAC, CI IE, II, IL, IN, AAC, CI IE, II, IL, IN, AAC, CI IE, II, IL, IN, AAC, CI IE, II, IL, IN, AAC, CI

89


INSTITUTO DE PSIQUIATRIA UNIDADE FUNCIONAL: ENSINO E PESQUISA

LOCALIZAÇÃO: PISO 2 - TORRE B - Nível + 3,50 Ambiente

Á. Estimada (m2)

Qtd.

Área Tota (A. Est. X Qtd.) (m2)

Instalações

DML

5,15

1

5,15

IE, HF, HQ, HE

Copa

9,47

1

9,47

IE, HF, HQ, HE

Estar Funcionários

14,70

1

14,70

IE, IT, IA, IL, CI, AAC, HF

Sanitário Funcionários (1 por sexo)

3,97

2

7,94

IE, HF, HE

Sala de aula

44,83

1

44,83

IE, AAC, IL

Apoio ao Instituto de Psiquiatria

TOTAL

82,09

Coordenação de Ciências do Comportamento

90

Coordenação de Ciências do Comportamento

22,15

1

22,15

Departamento de Psiquiatria Clínica

22,15

1

22,15

Laboratório Psiquiatria Geral

22,15

1

22,15

Laboratório Psicopatologia

22,15

1

22,15

Departamento de Psiquiatria do Desenvolvimento

26,32

1

26,32

Laboratório de Qualidade de Vida

22,15

1

22,15

Laboratório de Memória/Aprendizado

26,32

1

26,32

Laboratório Envelhecimento

22,15

1

22,15

TOTAL

185,54

INSTITUTO DE PSIQUIATRIA

267,63

Circulação e Paredes (35%)

93,67

TOTAL INSTITUTO DE PSIQUIATRIA

361,30

TOTAL GERAL

1148,78


INSTITUTO DE PSICOLOGIA UNIDADE FUNCIONAL: ENSINO E PESQUISA LOCALIZAÇÃO: PISO 2 - TORRE B - Nível +3,50 Ambiente

Á. Estimada (m2)

Qtd.

Área Tota (A. Est. X Qtd.) (m2)

Instalações

DML Copa

5,00 10,47

1 1

5,00 10,47

IE, HF, HQ, HE IE, HF, HQ, HE

Estar Funcionários Sanitário Funcionários (1 por sexo) Biblioteca Controle Recepção Processos Técnicos Administração Sala de Leitura Estudo Coletivo Laboratório de Informática Periódicos Acervo Estudo Individual TOTAL Coordenação de Pesquisa Aplicada

14,58 4,46

1 2

14,58 8,92

IE, IT, IA, IL, CI, AAC, HF IE, HF, HE

7,65 4,71 6,38 11,41 32,05 33,19 23,89 23,89 70,45 2,70

1 1 1 1 1 1 1 1 1 15

Departamento de Neuropsicofisiologia

28,81

1

28,81

Laboratório de Funções Motoras

22,15

1

22,15

Laboratório Distúrbios Endócrinos

22,15

1

22,15

Laboratório Neurofarmacologia TOTAL

22,15

1

22,15 95,26

Apoio ao Instituto de Psicologia

INSTITUTO DE PSICOLOGIA Circulação e Paredes (35%) TOTAL INSTITUTO DE PSICOLOGIA

4,71 6,38 11,41 32,05 33,19 23,89 23,89 70,45 40,50 293,09

388,35 135,92 524,27

IE,AAC, IL IE,AAC, IL IE,AAC, IL IE,AAC, IL IE,AAC, IL IE,AAC, IL IE,AAC, IL IE,AAC, IL IE,AAC, IL IE,AAC, IL

IE, IEE, HF,AAC, IL IE, IEE, HF,AAC, IL IE, IEE, HF,AAC, IL IE, IEE, HF,AAC, IL

91


INSTITUTO DE PSICOLOGIA

UNIDADE FUNCIONAL: ENSINO E PESQUISA LOCALIZAÇÃO: PISO 2 - TORRE A - Nível +7,00 Ambiente Apoio ao Instituto de Psicologia

Á. Estimada (m2)

Qtd.

DML Copa Estar Funcionários Sanitário Funcionários (1 por sexo) Sala da Direção de Ensino Sala de reuniões Sala de aula TOTAL Coordenação de Pesquisa Aplicada

5,88 9,67 15,46 3,90 31,50 47,65 47,65

1 1 1 2 1 1 2

5,88 9,67 15,46 7,80 31,50 47,65 95,30 213,26

IE, HF, HQ, HE IE, HF, HQ, HE IE, IT, IA, IL, CI, AAC, HF IE, HF, HE IE, IT, HF, AAC IE, IT, IA, HF, AAC IE, AAC, IL

Coordenação Didática - Pesquisa Avançada Departamento de Psicologia Clínica Laboratório - Psicologia Preventiva Laboratório - Psicanálise Departamento de Psicologia Experimental Laboratório - Cognitivo (Diagnóstico) Laboratório - Cognitivo (Clínica) TOTAL Coordenação de Pesquisa Básica

40,21 31,50 28,47 28,47 31,50 23,50 23,50

1

40,21 0,00 28,47 28,47 31,50 23,50 23,50 175,65

IE, IEE, HF,AAC, IL IE, IEE, HF,AAC, IL IE, IEE, HF,AAC, IL IE, IEE, HF,AAC, IL IE, IEE, HF,AAC, IL IE, IEE, HF,AAC, IL IE, IEE, HF,AAC, IL

40,21 31,50 31,50 23,50 31,50 39,53 27,71 27,71

1 1 1 1 1 1 1 1

40,21 31,50 31,50 23,50 31,50 39,53 27,71 27,71 253,16

IE, IEE, HF,AAC, IL IE, IEE, HF,AAC, IL IE, IEE, HF,AAC, IL IE, IEE, HF,AAC, IL IE, IEE, HF,AAC, IL IE, IEE, HF,AAC, IL IE, IEE, HF,AAC, IL IE, IEE, HF,AAC, IL

Coordenação Didática - Pesquisa Básica Departamento de Psicologia Diferencial Laboratório - Psicometria Laboratório - Inteligência Emocional Departamento de Psicologia Comportamental Laboratório - de Análise do Comportamento Laboratório - Psicologia Ambiental Laboratório - Psicologia Social TOTAL

92

1 1 1 1 1

Área Tota (A. Est. X Qtd.) (m2)

INSTITUTO DE PSICOLOGIA Circulação e Paredes (35%) TOTAL INSTITUTO DE PSICOLOGIA

642,07 224,72 866,79

TOTAL GERAL

1391,07

Instalações


IMAGENOLOGIA UNIDADE FUNCIONAL: DIAGNÓSTICO E TERAPIA LOCALIZAÇÃO: TÉRREO - TORRE B - Nível - 3,50 Ambiente

Á. Estimada (m2) Qtd.

Área Tota (A. Est. X Qtd.) (m2)

Instalações

17,56 11,31

IE, IT, II, IN, IA, IC, IL, CI, ACC IE, IT, IL, CI, AAC

Apoio à Imagenologia e Métodos Gráficos Recepção/ Registro de Pacientes Sala de autorização

17,56 11,31

1 1

Espera/Acolhimento Entrega de laudos Vestiário/WC de Pacientes (1 por sexo)

20,05 8,46 6,36

1 1 2

20,05 8,46 12,72

IE, IT, II, IN, IA, IC, IL, CI, ACC, HF IE, IT, IL, CI, AAC IE, HF, HE

Sala de espera de pacientes após troca de roupa (1 sexo) DML Sala de utilidades Administrativo/Chefia Arquivo Copa Funcinários

11,31 7,43 7,76 12,47 11,73 19,00

2 1 1 1 1 1

22,62 7,43 7,76 12,47 11,73 19,00

IE, AAC IE, HF, HQ, HE IE,HF,HQ,IT IE, IT, IA, HF, AAC IE IE, HF, HQ, HE

Estar Funcionários Sanitário Funcionários (1 por sexo) TOTAL Imagenologia

19,00 3,25

1 2

19,00 6,50 176,61

Sala de exames de tomografia Sala de exames de ressonância magnética

43,12 42,40

1 1

43,12 42,40

Comando/ Componentes Técnicos/ Impressoras (1 a cada 2) RPA TOTAL Métodos Gráficos

24,00 20,30

1 1

24,00 20,30 129,82

IED, AAC, IEE IED, AAC, IEE

Consultório Indiferenciado Otoneurologia

13,07 8,20

1 1

13,07 8,20 21,27

AAC, IE, HF IED, AAC, IEE, HF

TOTAL IMAGENOLOGIA Circulação e Paredes (35%) TOTAL IMAGENOLOGIA

327,70 114,70 442,40

IE, IT, IA, IL, CI, AAC, HF IE, HF, HE

IEE, IED, AAC IEE,IED, AAC, HF

93


APOIO ADMINISTRATIVO

UNIDADE FUNCIONAL: APOIO ADMINISTRATIVO LOCALIZAÇÃO: TÉRREO - TORRE B - Nível - 3,50 Ambiente

Á. Estimada (m2)

Qtd.

Área Tota (A. Est. X Qtd.) (m2)

Instalações

17,30

1

17,30

IE, IT, II, IN, IA, IC, IL, CI, ACC

30,55

1

30,55

IE, IT, II, IN, IA, IC, IL, CI, ACC

25,07

1

25,07

IE, IT, II, IN, IA, IC, IL, CI, ACC

DML

4,45

1

4,45

IE, HF, HQ, HE

Copa

9,38

1

9,38

IE, HF, HQ, HE

Vestiário (1 por sexo)

24,71

2

49,42

IE, HF, HE

Estar Funcionários

14,60

1

14,60

IE, IT, IA, IL, CI, AAC, HF

Sanitário Funcionários (1 por sexo)

3,97

2

7,94

IE, HF, HE

Apoio ao Apoio Administrativo Recepção Cafeteria Livraria

TOTAL

158,71

Serviço de Medicina do Trabalho SESMET Consultório - Medicina do Trabalho

94

24,71

1

24,71

IE, IT, IA, HF, AAC, IL

16,27

2

32,54

IE, IL, AAC, HF

TOTAL

57,25

APOIO ADMINISTRATIVO

215,96

Circulação e Paredes (35%)

75,59

TOTAL APOIO ADMINISTRATIVO

291,55


APOIO ADMINISTRATIVO UNIDADE FUNCIONAL: APOIO ADMINISTRATIVO LOCALIZAÇÃO: PISO 1 - TORRE C - Nível 0 Num. Ambiente

Á. Estimada (m2)

Qtd.

Área Tota (A. Est. X Qtd.) (m2)

Instalações

Espera - Diretoria

22,20

1

22,20

IE, IT, IA, HF, AAC, IL

Hall

88,35

1

88,35

IE, AAC

Secretaria Geral

30,40

1

30,40

IE, IT, HF, AAC, IL

Protocolo

30,40

1

30,40

IE, IT, IL, AAC

Arquivo Administrativo Local

14,58

1

14,58

IE

Gerência Financeira

14,95

1

14,95

IE, IT, IL, AAC

Departamento Financeiro

22,30

1

22,30

IE, IT, IL, AAC

Faturamento

22,30

1

22,30

IE, IT, IL, AAC

Secretária

14,95

4

59,80

IE, IT, IL, AAC

WC Funcionários

3,97

2

7,94

IE, IT, IL, AAC

RSS

3,38

1

3,38

IE, IT, IL, AAC

DML

7,23

1

7,23

IE, IT, IL, AAC

Copa

7,23

1

7,23

IE, IT, IL, AAC

Estar Funcionários

14,60

1

14,60

IE, IT, IL, AAC

WC Diretor

3,25

4

13,00

IE, IT, IL, AAC

CPD (Equipe)

30,35

1

30,35

IEE, IED, AAC

CPD (Área Técnica)

22,75

1

22,75

IEE, IED, AAC

Seção de Pessoal e RH

29,80

1

29,80

IEE, IED, AAC

Controle de Pessoal (Ponto)

14,15

1

14,15

IE, IT, IL, AAC

Apoio ao Apoio Administrativo

TOTAL

455,71

Diretorias Diretoria Administrativa

19,07

1

19,07

IE, IT, IA, HF, AAC, IL

Diretoria de Comunicação Social

19,07

1

19,07

IE, IT, IA, HF, AAC, IL

Diretoria de Serviço Social

19,07

1

19,07

IE, IT, IA, HF, AAC, IL

Diretoria Financeira

19,07

1

19,07

IE, IT, IA, HF, AAC, IL

TOTAL

76,28

APOIO ADMINISTRATIVO

531,99

Circulação e Paredes (35%)

186,20

TOTAL APOIO ADMINISTRATIVO

718,19

95


APOIO ADMINISTRATIVO UNIDADE FUNCIONAL: APOIO ADMINISTRATIVO LOCALIZAÇÃO: PISO 2 - TORRE C - Nível + 3,50 Num. Ambiente

Á. Estimada (m2)

Qtd.

Área Tota (A. Est. X Qtd.) (m2)

Instalações

155,00

1

155,00

IE, II, IL, IN, AAC, CI

Foyer

65,08

1

65,08

IE, II, IN, AAC, CI

Wc Público (1 por sexo)

13,77

2

27,54

IE, HF, HE

Cabina de Intérprete

13,57

1

13,57

IE

Sala de Projeção

13,57

1

13,57

IE, II, IL, IN, AAC, CI

Equipamentos

7,20

1

7,20

IE, II, IL, IN, AAC, CI

Controle de Iluminação

6,70

1

6,70

IE, II, IL, IN, AAC, CI

Controle de Som

6,70

1

6,70

IE, II, IL, IN, AAC, CI

Apoio Técnico

7,20

1

7,20

IE, II, IL, IN, AAC, CI

Plataforma Secretária

35,20

1

35,20

IE, II, IL, IN, AAC, CI

14,95

3

44,85

IE, IT, IL, AAC

WC Diretor

3,25

3

9,75

IE, IT, IL, AAC

Assessores

16,65

1

16,65

IE, IT, IL, AAC

Sala de Reuniões DG

14,95

1

14,95

IE, IT, IL, AAC

Sala de Reuniões Espera - Diretoria

16,65

1

16,65

IE, IT, IL, AAC

22,20

1

22,20

IE, IT, IA, HF, AAC, IL

Hall

133,15

1

133,15

IE, AAC

Apoio ao Apoio Administrativo Auditório (52 pessoas)

TOTAL

595,96

Diretorias

96

Diretoria Geral

19,07

1

19,07

IE, IT, IA, HF, AAC, IL

Diretoria Clínica

19,07

1

19,07

IE, IT, IA, HF, AAC, IL

Diretoria de Enfermagem

19,07

1

19,07

IE, IT, IA, HF, AAC, IL

TOTAL

57,21

APOIO ADMINISTRATIVO

653,17

Circulação e Paredes (35%)

228,61

TOTAL APOIO ADMINISTRATIVO

881,78

TOTAL GERAL

1891,51


APOIO LOGÍSTICO UNIDADE FUNCIONAL: APOIO LOGÍSTICO LOCALIZAÇÃO: Subsolo - TORRE B - Nível - 7,00 Ambiente

Á. Estimada (m2)

Qtd.

Área Tota (A. Est. X Qtd.) (m2)

Instalações

680,18

1

680,18

IE, IT, IA, IL, CI, AAC, HF

Apoio ao Apoio Logístico

Galeria de distribuição TOTAL

680,18

APOIO LOGÍSTICO

680,18

Circulação e Paredes (35%)

238,06

TOTAL APOIO LOGÍSTICO

918,24 APOIO LOGÍSTICO

UNIDADE FUNCIONAL: APOIO LOGÍSTICO LOCALIZAÇÃO: TÉRREO - TORRE B - Nível - 3,50 Ambiente

Á. Estimada (m2)

Qtd.

Área Tota (A. Est. X Qtd.) (m2)

Instalações

Corpo de Bombeiros

22,18

1

22,18

IE, IT, IA, IL, CI, AAC, HF

Apoio à Vigilância

37,30

1

37,30

IE, IT, IA, IL, CI, AAC, HF

Apoio ao Apoio Logístico

TOTAL

59,48

APOIO LOGÍSTICO

59,48

Circulação e Paredes (35%)

20,82

TOTAL APOIO LOGÍSTICO

80,30

97


APOIO LOGÍSTICO UNIDADE FUNCIONAL: APOIO LOGÍSTICO LOCALIZAÇÃO: TÉRREO - TORRE C - Nível - 3,50 Ambiente

Á. Estimada (m2)

Qtd.

Área Tota (A. Est. X Qtd.) (m2)

Instalações

14,60 3,97 7,23 7,23 22,15 29,62 14,50 14,50 14,50

1 2 1 1 2 1 1 1 1

14,60 7,94 7,23 7,23 44,30 29,62 14,50 14,50 14,50 154,42

IE, IT, IA, IL, CI, AAC, HF IE, HF, HE IE, HF, HQ, HE IE, HF, HQ, HE IE, HF, HQ, HE IEE, IED IEE, IED IEE, IED IEE, IED

Engenharia Clínica

37,95

1

37,95

IE, IT, IA, IL, CI, AAC, HF

Engenharia de Manutenção Predial Oficina Eletricidade Oficina Hidráulica Oficina de Serralheria Oficina de Estuque e Gesso Oficina de Pintura Oficina geral

45,00 14,50 14,50 14,50 14,50 14,50 22,10

1 1 1 1 1 1 1

45,00 14,50 14,50 14,50 14,50 14,50 22,10

IE, IT, IA, IL, CI, AAC, HF IEE, IED, HF IEE, IED, HF IEE, IED, HF IEE, IED, HF IEE, IED, HF IEE, IED, HF

Zeladoria

14,50

1

IE, IT, IA, IL, CI, AAC, HF

TOTAL

14,50 192,05

APOIO LOGÍSTICO

346,47

Circulação e Paredes (35%) TOTAL APOIO LOGÍSTICO

121,26 467,73

TOTAL GERAL

1466,28

Apoio ao Apoio Logístico Estar Funcionários WC Funcionários Copa DML Vestiário Funcionários Sub-estação Elétrica Grupo Gerador Conjunto NO BREAK Sala para baterias TOTAL Manutenção e Zeladoria

98


UNIDADE FUNCIONAL AMBULATÓRIO: Clínica Dia DIAGNÓSTICO E TERAPIA: Patologia Clínica, Terapêutica Ocupacional, Imagenologia APOIO TÉCNICO: Farmácia ENSINO E PESQUISA: Clínica do Sono, Instituto de Psiquiatria, Instituto de Psicologia APOIO ADMINISTRATIVO APOIO LOGÍSTICO TOTAL DO ISM - R (com circulação)

ÁREA (m²) 368,23

DADOS TERRENO ÁREA TOTAL DO TERRENO TAXA MÁXIMA DE CONSTRUÇÃO TAXA MÁXIMA DE OCUPAÇÃO

ÁREA (m²) 17.400,91 20.881,09 6.960,36

3.716,79 308,49 3.078,46 1.891,51 1.466,28 10829,75

A Taxa Máxima de Construção

Com relação à ocupação deste

leva em consideração a razão

terreno

entre a área total do projeto e a

levando-se em consideração a

área do terreno, multiplicada pelo

projeção da área do térreo de

coeficiente dado na norma, que

cada edificação, dividida pela

para este terreno é de 1,2, que

área do terreno. De acordo com a

significa que este terreno tem um

NGB 142/96 que traz os parâmetros

potencial construtivo de até 20%

urbanísticos para o terreno em

de sua área real. Sendo assim,

estudo, essa taxa deverá ser de

observou-se que o projeto possui

40% da área do terreno. O Projeto

uma Taxa de Construção igual a

como um todo tem uma Taxa de

62%.

Ocupação de 24%.

a

Taxa

é

calculada

99


CONCEITOS DO PROJETO “A palavra que mais gosto é liberdade. Gosto do som desta palavra”. Nise da Silveira


O termo

humanização refere-se à forma de como o cliente final é

tratado dentro de uma instituição, ou seja, nada mais é do que tornar o seu ambiente mais humano, sociável, respeitoso, e principalmente, a forma de promoção de acolhimento.

ENTORNO

Quando fala-se a respeito da humanização em ambientes de saúde, o

que se referencia não é uma técnica, mas sim um processo contínuo e vivencial baseado em três pilares: o pessoal, o interpessoal e o institucional.

HUMANIZAÇÃO

CONDICIONANTES AMBIENTAIS

Para que a

humanização funcione nos ambientes de saúde é

necessário que englobe os seguinte princípios:

CONFORTO AMBIENTAL

102

Figura 50 – Infográfico sobre Humanização Hospitalar.


Com relação ao pensada

de

entorno a humanização foi

maneira

arquitetônico (Instituto

a

integrar

o

objeto

A humanização pensada com relação às

condicionantes

ambientais,

foi

de Saúde Mental)

conseguida no projeto a partir da utilização

com seu entorno imediato, dessa forma foi

de materiais que permitem a utilização

pensado o acesso ao Instituto como forma de

máxima

permitir ao usuário uma maior apreensão do

natural. O próprio partido arquitetônico foi

ambiente construído. Para tanto foi pensado o

pensado

acesso por dentro do Parque das Garças que é

proveito do que é natural. O

uma área de proteção ambiental, que delineia o eixo principal do projeto.

acesse à orla do Lago Paranoá, que é margeado por um parque que serve como respiro para o bem

contemplação

como e

iluminação

como

Mental

forma

e

de

ventilação

tirar

maior

Instituto de

Resiliência

foi

implantado de maneira a não formar ilhas

Os acessos ao Instituto permitem que o usuário

projeto,

Saúde

da

um

utilização

da

deck área

para local,

procurando tirar máximo proveito das visuais do terreno e da área verde que o envolve.

de calor e nem sombreamento excessivo nas fachadas. Como é um terreno que se situa às margens do Lago Paranoá, o partido

escalonado

foi

pensado

de

maneira a não formar barreiras ao vento

Leste, o predominante na região.

Como

estratégia

de

Conforto

Ambiental, foram utilizadas áreas verdes

(jardins

internos

para

iluminação do subsolo, jardins entre as

lâminas

com

paredes

com

cobertura vegetal e espelho d’água com

borda

contínua

reaproveitamento

de

e

com

água)

e

coberturas verdes como estratégia de redução da Inércia Térmica da Cobertura.

Outra

estratégia

bioclimática utilizada na edificação foi uma espécie de dupla camada feita com painéis em aço, afastados da fachada, que é uma releitura dos

brises e cobogós tão presentes na arquitetura de Brasília.

103


A concepção do conceito

ARTE TERAPIA

SIMBOLISMO no

projeto se baseou nas relações apresentadas no diagrama ao lado. Como o Instituto de Saúde Mental é um ambiente no qual foi pensada a promoção da Saúde e não o tratamento das doenças, esse simbolismo começou a nortear o

MANDALAS

projeto desde a definição do programa de necessidades, levando-se em consideração as

ideias impressas na Terapêutica Ocupacional, até à concepção arquitetônica.

SIMBOLISMO

O simbolismo é a marca do projeto. Desde o pensar a logo, com a utilização de mandalas, até mesmo os espaços físicos e suas relações.

ELEMENTO ARQUITETÔNICO

A arte terapia foi muito difundida com a Terapêutica Ocupacional, não apenas com o uso de pintura e desenhos, mas em todas as

MUXARABIS E COBOGÓS 104

formas de arte que contribuem no tratamento de clientes

com

transtornos

mentais

e

de

comportamento, conforme estudado e aplicado pela Psiquiatra Nise da Silveira.


“Vê-se facilmente como o padrão rigoroso imposto pela imagem circular

A Figura 51 apresenta uma representação das estruturas

compensa a desordem e confusão da situação psíquica, através da

psíquicas encontradas nas mandalas, segundo Jung (2000). A

construção de um ponto central com o qual tudo vem se relacionar ou pelo

compreensão da psique a partir do estudo de mandalas

arranjo

elementos

permite algumas interpretações a respeito do movimento e

contraditórios e irreconciliáveis. Isso é, evidentemente, uma tentativa de auto

da centralização. Na cultura oriental o desenho destas se faz

cura por parte da natureza, que não surge da reflexão consciente, mas de um

motivado por um encontro com o Divino, em que a parte

concêntrico

da

desordenada

multiplicidade

de

central simboliza o encontro com o

impulso instintivo.” Palavras de Carl Jung extraídas de BRASIL,2006).

verdadeiro Eu, ou seja, o contato Inconsciente coletivo Inconsciente pessoal

com sua essência. Sendo assim é a

Ser – Si mesmo

Sendo assim, como forma de trazer esse simbolismo para o projeto, as mandalas foram pensadas

como

parte

concepção dos elementos

integrante

da

Figura 51 – A estrutura psíquica segundo Jung – Estudo das mandalas. FONTE: http://mandalasterapiaearte.blogsp ot.com.br/2010/09/os-tres-niveis-derepresentacao-da.html

arquitetônicos.

Para tanto foi pensado o uso de elementos de

fachada e de cobertura (área de integração), que permitam a luz transpassar, mas ao mesmo tempo confiram privacidade aos ambientes, bem como a expressão da criatividade através do jogo de luz e sombras pontuais.

Figura 52 – Elemento de fachada e cobertura utilizado no MuCEM (Museu em Marselha – França). FONTE: http://www.dzzyn.com/15-must-see-buildings-with-unique-perforated-architectural-facades-skins/

105


Relação Público e Privado Existem lugares e esperanças em que a escala do projeto mostra-se adequada. Onde é difícil enxergar um contorno separando o público do privado. Onde ser cidadão não é

Elo de integração do entorno e o Instituto de Saúde Mental – Relação público x privado

N

separar. É unir. Dessa forma, a área de integração do espaço construído

Figura 53 – Mapa da Praça de Integração – Relação Público x Privado.

estabelece essa relação entre o que é público e o que é privado, em uma linha bem tênue, a partir de caminhos que levam tanto para o espaço privado do Instituto, como para a área livre e pública da orla, por exemplo. Ou seja, a praça que interliga as duas edificações funciona como

um

espaço

de

transição,

ou

mesmo

territórios

DECK LAGO

secundários, que “são os espaços ocupados por grupos que se relacionam segundo regras relativamente formais que identificam o direito de acesso e uso do território. Ele não é nem completamente privado, nem totalmente público e corresponde a ambientes onde ocorrem reuniões de grupos que tenham identidades em comum. É um espaço de socialização mais restrito e direcionado”.

106

Figura 54 – Praça de Integração do Instituto de Saúde Mental.

Paisagismo – Jardins Terapêuticos “Espaços providos de vegetação podem proporcionar grande melhoria na qualidade

do

ambiente

hospitalar

quando

organizados

de

maneira

adequada. Dessa forma, sensações de conforto são refletidas por reações


fisiológicas e psicológicas do corpo humano, promovendo a sua recuperação devido as

qualidades terapêuticas da natureza” (SAID, 2003). Para o Instituto de Saúde Mental foi utilizado um paisagismo integrador, tanto com uma

diferenciação

de

piso

permitindo

1

caminhos diferentes, como a utilização de Figura 56 – Corte AA

jardins

verticais

terapêuticos,

utilizando

um

caminho de aromas e cores como auxílio no tratamento

de

pacientes

com

transtornos

mentais e de comportamento.

2 1 2

N

Figura 55 – Mapa dos jardins terapêuticos. Figura 57 – Corte BB

107


DIRETRIZES DO PROJETO “Do mesmo modo que aquele que fere ao outro fere a si próprio, aquele que cura, cura a si mesmo”. Carl Gustav Jung


Simplicidade de Forma e Soluções Arquitetônica

Arquitetura de linhas retas, e planos simplificados Minimalismo

Figura 58 - Arquitetura Minimalista – Mies van der Rohe – Crown Hall, Chicago, 1956.

Unidade do conjunto composição e materiais

Diálogo com o Entorno Humanização

Figura 59 - Arquitetura Minimalista – Kengo Kuma – Casa de Madeira e Vidro, Connecticut, 2010.

Processo Criativo TORRE 1

Processo Criativo TORRE 2 Figura 61 – Processo de criação das torres do Instituto de Saúde Mental.

110

Figura 60 - Simplicidade e Unidade Formal – WMR Arquitetos – Hotel Punta Sirena, Chile, 2014.


FACHADA SUL

Integração dos espaços a partir de elementos arquitetônicos

Figura 62 - Instituto do Mundo Árabe, Jean Nouvel, Paris, 1987. FONTE: Archdaily

Edificação horizontalizada como forma de não interferir nas visuais do entorno

Condicionantes bioclimática – integração com o entorno

Definição do conceito Público x Privado

Figura 63 - Ampliação do Hospital Regional de Salzburg, Áustria – Iluminação Natural x Espaços Abertos e Verdes. FONTE: Archdaily

FACHADA OESTE

A horizontalidade é percebida na linearidade que os planos fazem na fachada, e, mesmo havendo a praça de integração entre os dois volumes, a cobertura mantém essa unidade.

Figura 64 - Tama Art University Library, Japão. FONTE: Archdaily

111


Figura 65 - Laboratório UFSCar – Perspectiva Aérea, Vigliecca & Associados, São Carlos – SP, 2015.

Figura 66 - Fachada do Hospital Moriah, Zanettini Arquitetura, São Paulo, 2010 – leveza, flexibilidade e permeabilidade.

FONTE: Archdaily.

FONTE: Arcoweb.

A modulação auxilia em uma estrutura mais econômica e funcional e com qualidade ambiental

Permite uma padronização dos elementos construtivos

A escolha dos materiais auxilia na permeabilidade visual

Praça de integração usuário x espaços.

Figura 67 – Planta estrutural da Torre 2 do Instituto de Saúde Mental – Resiliência.

A modulação e flexibilidade da estrutura foi a principal diretriz de projeto no Instituto de Saúde Mental, pois a ideia de uma planta limpa, de vãos livres, permite que hajam mudanças sem danos estruturais. O módulo base é de 1,25m, e foi utilizado nos

Figura 68 – Estrutura em aço – Fachada que permite a permeabilidade visual – Aeroporto de Marraquech.

112 FONTE: Pinterest

Figura 69 – Detalhe da utilização de placas de vidro na fachada.

painéis

de

vidro,

nas

dimensões

dos

ambientes, bem como no próprio modulo

FONTE: Pinterest Figura 70 – Escolha pelo uso de laje Steel Deck. FONTE: Pinterest

estrutural (múltiplos de 1,25 m).


1 Figura 72 – Utilização de parede com cobertura vegetal nos jardins internos.

N

Figura 71 - Mapa da utilização de paredes com cobertura vegetal no ISM –R.

Cobertura verde – estratégia bioclimática Figura 73 - Ampliação do Hospital Regional de Salzburg, Áustria – Iluminação Natural x Espaços Abertos e Verdes.

A Inter-relação entra como um conceito da Arquitetura Transcendente, e auxilia na retórica FORMA X FUNÇÃO. Promove ao usuário um espaço com experiência física e

FONTE: Archdaily

Paredes com cobertura vegetal nos jardins internos

sensorial, e traz as noções e aplicações da Psicologia Ambiental.

No Instituto de Saúde Mental é possível observar esse conceito e diretriz a partir da compreensão de noções de passagem do tempo, através da luz, da sombra e da transparência doa materiais, além de ser uma arquitetura que desperta as emoções e as sensações.

Utilização de espelho d’água como criação de microclima

Espaços que dialoguem entre si Figura 74 - Sede Nacional Sebrae, Brasília. Referência arquitetônica para a integração das áreas físicas do Instituto de Saúde Mental. FONTE: Archdaily

113


O PROJETO “É necessário se espantar, se indignar e se contagiar, só assim é possível mudar a realidade”. Nise da Silveira


N

116


IMPLANTAÇÃO O

Instituto de Saúde Mental – Resiliência foi pensado

desde a sua implantação como forma de trazer o conceito

N

de humanização para essa edificação.

A escolha do terreno, a diferenciação dos acessos, a 3

implantação da edificação com relação ao melhor

4 2

aproveitamento das suas visuais, foram aspectos fortes

1

para o desenho final da implantação.

O terreno escolhido está locado dentro de uma área de preservação ambiental, o Parque das Garças, então, dessa forma, as vias de acesso ao

ISM -R foram pensadas de

maneira a não “ferir” essa APA. Para tanto, como acesso de veículos foi pensada uma rua, com o conceito de rua

Figura 75 – Mapa de acessos do ISM –R.

compartilhada, na lateral do conjunto residencial que leva

1

ACESSO SOCIAL - ENTRADA

3

ACESSO SERVIÇO - ENTRADA

diretamente à estrutura edificada.

2

ACESSO SOCIAL - SAÍDA

4

ACESSO SERVIÇO - SAÍDA

Como

o

conceito

ACESSO PEDESTRE

base

do

projeto

é

a

humanização, isso permitiu uma apreensão quanto N

TRANSPORTE PÚBLICO ACESSO PEDESTRE – VIA PARQUE DAS GARÇAS

à acessibilidade em um âmbito bem amplo, sendo assim, o ponto de ônibus atual foi mantido, e então foi pensado um acesso pelo Parque das Garças

ACESSO TRANSPORTE VEICULAR

que dá acesso ao complexo de Saúde Mental, mantendo a característica de área pública. Um outro acesso à transporte público foi pensado

Figura 76 – Mapa das vias criadas para o acesso ao ISM –R.

na via criada, permitindo que o pedestre tenha acesso sem precisar vencer grandes distâncias.

117


N

118


PRAÇA DE INTEGRAÇÃO A praça de integração do

Instituto de Saúde Mental – Resiliência

N

marca não apenas o principal eixo do projeto, como também tem a função de integrar as duas edificações mantendo a horizontalidade do projeto.

A praça foi pensada de maneira a servir como uma área de convivência e passagem, que permite o acesso do público até à orla do Lago Paranoá.

O Instituto foi pensado em planos escalonados, ou seja, há diferentes térreos em diferentes níveis. Sendo assim, a cobertura desta integração

foi pensada de maneira a manter essa linguagem, por isso ela é

Figura 77 – Planta Baixa da área de Integração do ISM – R.

dividida em planos distintos.

A cobertura da integração marca a altura máxima da edificação, que de acordo com a NGB 142/96 essa altura é de 12,00 m a contar da cota de soleira. Sendo assim, a cada mudança de nível a cobertura é elevada a 12,00 m do piso, mantendo o escalonamento.

Figura 78 – Perspectiva da área de Integração do ISM – R.

CORTE AA

119


PLANTA BAIXA - NÍVEL -7,00 O projeto foi pensado para vencer diferentes níveis, com a intenção de melhor distribuir o programa de necessidades e

manter a horizontalidade do partido.

O partido foi pensado a partir da união de 4 lâminas por duas torres verticais de circulação, para tanto serão identificadas as lâminas a partir de letras (A, B,C, D) e as torres a partir de números (1,2).

O nível -7,00 abrange o subsolo da Lâmina B e o Térreo da Lâmina D. O subsolo recebe a parte de galerias de instalações, em que todas as instalações correm ao longo dos tetos e paredes das galerias, de maneira a permitir a manutenção de maneira mais

simplificada.

O Térreo da lâmina D se abre para o lago, permitindo aos usuários o aproveitamento das visuais do entorno, bem como da grande área de jardim que separa a edificação do Lago.

120

GALERIAS DE INSTALAÇÕES

SHAFT

CIRCULAÇÃO HORIZONTAL

APOIO GERAL

BANHEIROS PÚBLICOS

TERAPÊUTICA OCUPACIONAL

CIRCULAÇÃO VERTICAL

HALL


SUBSOLO – LÂMINA B NÍVEL -7,00

1

1

GALERIAS DE INSTALAÇÕES

O subsolo da lâmina B situa-se no nível -7,00 e é composto por uma trama de galerias subterrâneas

que acompanha a superestrutura. Essas galerias GALERIAS DE INSTALAÇÕES

SHAFT

canalizam o ar externo para os ambientes dos

CIRCULAÇÃO HORIZONTAL

CIRCULAÇÃO VERTICAL

demais pavimentos e alojam todas as tubulações

BANHEIROS PÚBLICOS

APOIO GERAL

gerais de suprimento e serviços, possibilitando sua fácil manutenção.

121


TÉRREO – LÂMINA D NÍVEL -7,00

2

5

6

7

3

8

1 4

122

4

9

10

2

11

11

12

13


SALA CIRCENSE

123


PLANTA BAIXA - NÍVEL -3,50 É no nível -3,50 que acontece o grande platô que interliga as lâminas B e C, acontecendo o térreo de ambas as lâminas. Embora neste nível aconteça o térreo das referidas lâminas, há diferenças entre eles. O térreo da lâmina B apresenta dois acessos horizontais e o acesso vertical conferido pela

torre de ligação (circulação vertical). Possui um acesso que leva diretamente para a área externa da edificação, sendo feito a partir de uma rampa para vencer o desnível do terreno. Seu outro acesso se dá pela praça de integração. Esta lâmina apresenta os seguintes usos: Imagenologia, Apoio Administrativo e Apoio Logístico. Essa característica foi pensada como forma de promover uma melhor condição de manutenção da área de Imagem (Diagnóstico e Terapia), uma vez que o apoio logístico (engenharia de manutenção predial e engenharia clínica) encontram-se também no térreo, mas da lâmina C. Para este pavimento, por se tratar de um pavimento semi-enterrado, foram pensadas áreas de jardim para conferir iluminação e ventilação natural para os ambientes ali locados, possuindo, dessa forma, aberturas de ambos os lados das lâminas. Com relação à lâmina D, é neste nível que ocorre parte da Ala de Terapêutica Ocupacional, conforme será apresentado a seguir.

APOIO GERAL

HALL

CIRCULAÇÃO HORIZONTAL

APOIO ADMINISTRATIVO

BANHEIROS PÚBLICOS

APOIO LOGÍSTICO

CIRCULAÇÃO VERTICAL

TERAPÊUTICA OCUPACIONAL

SHAFT

124


TÉRREO – LÂMINA B NÍVEL -3,50

5

17

1 4

8

4

15

12

3

13 7

4 3

4 2

1

22

23

24

25

18

6 2

20

9

10

11

13

14

14

13

16

19

21

21

22

26

27

125


ZONEAMENTO DAS LÂMINAS C e D NÍVEL -3,50

126


TÉRREO LÂMINA C NÍVEL -3,50

1

2

5

3

4

6

5

10 11

7

8

9

9

12 14 15

16

17

18

13

1

ENGENHARIA CLÍNICA

OFICINA DE ELETRICIDADE

SALA PARA BATERIAS

10 11 12 13

2 3 4 5 6

GRUPO GERADOR

VESTIÁRIO DE FUNCIONÁRIOS

14

OFICINA DE ESTUQUE E GESSO

ESTAR FUNCIONÁRIOS

15

OFICINA DE PINTURA

7

COPA

16

OFICINA GERAL

8

DML

ENTREGA DE LAUDOS

9

BANHEIRO FUNCIONÁRIOS

17 18

CONJUNTO NO-BREAK

OFICINA DE HIDRÁULICA SERRALHERIA ENGENHARIA DE MANUTENÇÃO PREDIAL

ESPERA

127


PISO 1 LÂMINA D NÍVEL -3,50

4 2 1 5 3

6

SALA DE TEATRO LUDOTERAPIA APOIO À TERAPÊUTICA OCUPACIONAL CIRCULAÇÃO VERTICAL CIRCULAÇÃO HORIZONTAL SHAFTS APOIO GERAL

BANHEIROS PÚBLICOS

128

1

SALA DE MÚSICA

2 3 4 5 6

SALA DE DANÇA ATELIER GASTRONÔMICO SALA DE TEATRO REFEITÓRIO COZINHA


SALA DE DANÇA

129


PLANTA BAIXA - NÍVEL 0,00 O nível 0,00 é o considerado a cota de soleira para a determinação das alturas máximas atingidas pelo projeto.

É neste nível que se encontram as áreas destinadas ao Apoio Administrativo,

Ambulatório,

Patologia

Clínica,

Terapias

integrativas e terapêutica ocupacional. Como é o nível de acesso direto pelo usuário, também foi locada a clínica do sono e a farmácia que atendem a todo o Instituto.

APOIO GERAL

HALL

APOIO ADMINISTRATIVO

CIRCULAÇÃO HORIZONTAL

PATOLOGIA CLÍNICA

INSTITUTO DE PSICOLOGIA

BANHEIROS PÚBLICOS

CLÍNICA DIA

TERAPIAS INTEGRATIVAS

CIRCULAÇÃO VERTICAL

CLÍNICA DO SONO

TERAPÊUTICA OCUPACIONAL

SHAFT

FARMÁCIA

130


ZONEAMENTO DAS LÂMINAS A e B NÍVEL 0,00

DEPARTAMENTOS

CIRCULAÇÃO HORIZONTAL

PATOLOGIA CLÍNICA

APOIO AOS FUNCIONÁRIOS

CIRCULAÇÃO VERTICAL

APOIO À CLÍNICA DIA

ÁREA DE RECEPÇÃO E ESPERA

SHAFTS

ATENDIMENTO CLÍNICO

CONSULTÓRIOS

APOIO GERAL

LEITOS

LABORATÓRIOS

HALL

APOIO À FARMÁCIA HOSPITALAR

APOIO À PATOLOGIA CLÍNICA

APOIO À CLÍNICA DO SONO

FARMÁCIA HOSPITALAR

131


TÉRREO LÂMINA A NÍVEL 0,00 1

6

5

15 17

19

21 21

26 27

2 2 3 4

132

9 11 7

8

16

12 10

13

2

17

3

25 4

31

32

23

22 23 18

14

28

2

20 24

25

29 29

26

30 30 30

29 29

33

APOIO À PATOLOGIA CLÍNICA

CIRCULAÇÃO HORIZONTAL

PATOLOGIA CLÍNICA

APOIO AOS FUNCIONÁRIOS

CIRCULAÇÃO VERTICAL

APOIO À CLÍNICA DIA

ÁREA DE RECEPÇÃO E ESPERA

SHAFTS

ATENDIMENTO CLÍNICO

CONSULTÓRIOS

APOIO GERAL

HALL

22


PISO 1 LÂMINA B NÍVEL 0,00

1

4

5

5

4

7

7

9

11

6 13

14 16

25

18

26

27

17 18 20

6 2 3

4

5

5

4

8

10

12

6

6

15

19

21

22

23

24

DEPARTAMENTOS

CIRCULAÇÃO HORIZONTAL

APOIO À CLÍNICA DO SONO

APOIO AOS FUNCIONÁRIOS

CIRCULAÇÃO VERTICAL

LEITOS

ÁREA DE RECEPÇÃO E ESPERA

SHAFTS

APOIO À FARMÁCIA HOSPITALAR

CONSULTÓRIOS

APOIO GERAL

LABORATÓRIOS

HALL

FARMÁCIA HOSPITALAR

133


ZONEAMENTO DAS LÂMINAS C e D NÍVEL 0,00

134

APOIO ADMINISTRATIVO

CIRCULAÇÃO HORIZONTAL

LABORATÓRIOS

APOIO AOS FUNCIONÁRIOS

CIRCULAÇÃO VERTICAL

DEPARTAMENTO

DIRETORIAS

SHAFTS

MASSOTERAPIA

ÁREA DE MEDITAÇÃO

APOIO GERAL

STUDIOS

HALL

ACUPUNTURA ÁREA DE EXPOSIÇÃO ATELIERS


PISO 1 LÂMINA C NÍVEL 0,00

1

2

8

3

4

5

6

7

7

10

9

12

11

15

16

14

17

18

19

20

22

21

23

24

13

APOIO ADMINISTRATIVO

CIRCULAÇÃO HORIZONTAL

APOIO AOS FUNCIONÁRIOS

CIRCULAÇÃO VERTICAL

DIRETORIAS

SHAFTS

HALL

APOIO GERAL

135


PISO 2 LÂMINA D NÍVEL 0,00

3

1

4

6

9

7

11

12

13

14

13

14

10 2

5

5

5

8

8

8

11

ÁREA DE MEDITAÇÃO

CIRCULAÇÃO HORIZONTAL

LABORATÓRIOS

STUDIOS

CIRCULAÇÃO VERTICAL

DEPARTAMENTO

ÁREA DE EXPOSIÇÃO

SHAFTS

MASSOTERAPIA

ATELIERS

APOIO GERAL

ACUPUNTURA

HALL

136

1

ÁREA DE MEDITAÇÃO

8

ACUPUNTURA

2

STUDIO YOGA

9

DEPARTAMENTO DE REABILITAÇÃO

3

STUDIO FUNCIONAL

4 5 6

STUDIO PILATES

7

LABORATÓRIO DE REORGANIZAÇÃO FUNCINAL

MASSOTERAPIA LABORATÓRIO DE REAPRENDIZAGEM

10

ÁREA DE EXPOSIÇÕES

11 12

ATELIER DE PINTURA

13 14

DEPÓSITO DE GUARDA DE MATERIAL ATELIER DE DESENHO ATELIER DE ESCULTURA


PLANTA BAIXA - NÍVEL +7,00 Este é o último nível de ocupação da lâmina A, sendo o seu uso destinado ao Instituto de Psicologia com

seus

departamentos

e

laboratórios

de

pesquisa, contendo 2 salas de aula e 1 sala de reuniões para atender às demandas do Instituto.

A lâmina B tem uma grande área de laje verde, que funciona

como

estratégia

bioclimática,

e

um

restaurante que aproveita as visuais do Lago Paranoá como moldura..

APOIO GERAL

HALL

CIRCULAÇÃO HORIZONTAL

INSTITUTO DE PSICOLOGIA

BANHEIROS PÚBLICOS

TERRAÇO

CIRCULAÇÃO VERTICAL

SHAFT

137


ZONEAMENTO DAS LÂMINAS A e B NÍVEL +7,00

FLUXOS ENSINO E PESQUISA

138

LABORATÓRIOS

CIRCULAÇÃO HORIZONTAL

RESTAURANTE

DEPARTAMENTOS

CIRCULAÇÃO VERTICAL

ÁREA EXTERNA DO RESTAURANTE

INSTITUTO DE PSICOLOGIA

SHAFTS

ÁREA DE CONVIVÊNCIA

APOIO FUNCIONÁRIOS

APOIO GERAL

HALL

LOUNGE


PISO 2 LÂMINA A NÍVEL +7,00 10 11

1

2

3

5

4

7

6

8

9

12 12

13

14

15

16

17

19

20

17

18

21

22

FLUXOS ENSINO E PESQUISA

LABORATÓRIOS

CIRCULAÇÃO HORIZONTAL

DEPARTAMENTOS

CIRCULAÇÃO VERTICAL

INSTITUTO DE PSICOLOGIA

SHAFTS

APOIO FUNCIONÁRIOS

APOIO GERAL

HALL

139


TERRAÇO - LÂMINA B NÍVEL +7,00

1 3

5 4

2

FLUXOS CIRCULAÇÃO HORIZONTAL

RESTAURANTE

CIRCULAÇÃO VERTICAL

ÁREA EXTERNA DO RESTAURANTE

SHAFTS

ÁREA DE CONVIVÊNCIA

APOIO GERAL

ENSINO E PESQUISA

LOUNGE

HALL

140

1

RESTAURANTE

2

ÁREA EXTERNA DO RESTAURANTE

3

ÁREA DE CONVIVÊNCIA

4 5

LOUNGE COBERTURA VERDE

Utilização de cobertura verde sobre laje.


141


142


143


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


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149


NATHALIA LEMES

Profile for Nathália Lemes

Instituto de Saúde Mental Resiliência por Nathalia Lemes  

Caderno de projeto referente à Diplomação em Arquitetura e Urbanismo pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília.

Instituto de Saúde Mental Resiliência por Nathalia Lemes  

Caderno de projeto referente à Diplomação em Arquitetura e Urbanismo pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília.

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