Issuu on Google+

PROJETO O ÓLEO


UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PERNAMBUCO PROJETO EXPERIMENTAL EM PUBLICIDADE E PROPAGANDA CATEGORIA: PRODUTO ORIENTADOR: FERNANDO FONTANELLA

HANS LIESEN MARINA AMORIM

2009.2


demos a e que apren te n a rt o p im itiu que remamente cia. Ela perm a virtude ext n m iê u c a a p a s o s: m Agradece seres desses mese no decorrer a e Babi, dois n is a a h m R a a d s in o a m r, agradece desenvolver concluído. segundo luga m E s. o difícil de ser m e is a ss á m n a a d sg e in a s não no jeto fosse varanda que esse pro não jogá-las ra a e p s o m d a ti ír la u ib s dos forte que contr ssas r o obstáculo entais em no ra m e a p d n su fu s o o im sã uelas que Mas consegu amenon r também àq e c e d ra portar se a Ag g a im te se n a o ã rt n o p e o Im rr abaixo. nto do prestar o ca desenvolvime a, por não em o k e r b a e lh R a p s. a ã tr m a vidas: as ir thalia, por não rugada. E Na ltimo, porém d ú a r o m P a . a te d n la ra a vá-la pra b é perigosa du carem no cional para le o m e m e g por nos colo ta o n d a a h g c ri b m O o c . projeto, e Mamis a não nossos Papis o essa e aind s m o o a c , s te te n n a a rt o ss menos imp ses tão estre armos por fa ss a p m e ir it rva. mundo e perm turo nos rese fu o e u q o d menor certeza nos darem a uuu. :* Valeu! Uh-hu PROJETO O ÓLEO I Agradecimentos

05


SUMÁRIO


1. Apresentação 2. O óleo

.......................................................................................................... 09

....................................................................................................................... 10

3. O problema

.............................................................................................................. 12

3.1 O que é feito?

.............................................................................................. 14

3.2 Você é fundamental 4. Objetivos

................................................................................. 16

.................................................................................................................. 19

5. Como fazer isso?

.................................................................................................. 20

6. Público-alvo: crianças

....................................................................................... 21

6.1 Crianças e consumo

................................................................................. 22

6.2 Pesquisa informal

...................................................................................... 23

7. Pais: parte do processo

...................................................................................... 26

7.1 Pais e consumo 8. Análise

.......................................................................................... 28

..................................................................................................................... 29

8.1 Crianças 8.2 Pais

........................................................................................................ 29

................................................................................................................. 30

9. Quem vai apoiar essa causa?

........................................................................... 31

9.1 Empresas socialmente responsáveis 9.2 A ASA

................................................. 31

......................................................................................................... 34

9.3 Mundo Limpo. Vida Melhor 10. Plano de ação

.................................................................. 34

...................................................................................................... 36

10.1 Mindmap ............................................................................................ 37 10.2 Etapas do plano 10.3 Outras ações

....................................................................................... 41

............................................................................................. 48

10.4 Proposta de layouts

............................................................................... 49

10.5 Resultados esperados 10.6 Cronograma

.............................................................................................. 57

10.7 Planilha de custos 10.8 Defesa 11. Conclusão

........................................................................... 56

.................................................................................. 58

......................................................................................................... 59

............................................................................................................. 61

12. Referências bibliográficas

.............................................................................. 63

PROJETO O ÓLEO I Sumário

07


1. APRESENTAÇÃO

Esse projeto consiste na busca de desenvolver um trabalho com uma ideia engajadora, onde o objetivo irá além da venda de um produto, lançamento de uma campanha ou uma promoção sazonal. Buscará, através de estratégias de comunicação, um caminho criativo para amenizar um problema socioambiental. Diante de tantos problemas existentes atualmente, foi identificado um que ainda é dada pouca importância. A maioria ainda nem percebe que se trata de um problema e age de forma natural, sem notar as conseqüências de um simples ato: o descarte inadequado do óleo de cozinha. Esse projeto girará em torno dessa problemática. Buscará entender melhor o que é o óleo e porque o seu despejo de forma incorreta causa tantas consequências ruins ao meio-ambiente e às pessoas. Também será salientado o que já é feito em relação ao problema e o quanto se consegue coletar em litros. Após isso, será definido o objetivo e, com base nele, a busca por um público-alvo adequado para construir o processo de conscientização. E, como esse procedimento de tornar a coleta de óleo um hábito é algo em longo prazo, o alvo mais coerente são as crianças. A definição desse público é desafiadora, pois, diante das características identificadas, percebem-se pontos positivos e vários negativos. O plano de ação desenvolvido buscará estratégias que supram os pontos preocupantes e reforce os otimistas. A marca que apoiará essa causa é a ASA, empresa que se preocupa com essa problemática no Recife. A ideia proposta será bastante relevante para a empresa, pois agregará valor à marca diante dos consumidores. O plano de ação proposto é o caminho criativo sugerido pelo projeto, é a ideia. O custo estimado para a contratação de serviços e execução do caminho também são sugeridos. PROJETO O ÓLEO I Apresentação

09


O óleo vegetal é um tipo de gordura obtido através das sementes das plantas e, no Brasil, é possível a extração de vários tipos por existir uma vasta variedade de espécies vegetais oleaginosas (O ÓLEO 2009). Ele pode ser aproveitado como lubrificante, na fabricação de produtos, na pintura, como combustível, óleo de cozinha para frituras etc. Esse tipo de óleo é insolúvel em água, mas é solúvel em solventes orgânicos. É uma fonte de energia renovável e, por isso, proporciona benefícios sociais, ambientais e econômicos. Ou seja: é um importante fator de viabilização no desenvolvimento sustentável. A viabilidade do seu uso ambiental ou técnico, puro ou misturado com óleo diesel, em motores de automóveis, é comprovada por meio de experimentos. Os carros alimentados por esse combustível funcionam normalmente, a única diferença é um pequeno aumento no consumo dele. Porém, quando se trata do meio ambiente, há uma enorme diminuição de poluentes.

PROJETO O ÓLEO I O Óleo

10


2. O ÓLEO A forma mais comum de utilização do óleo é como o de cozinha. Para fabricá-lo é necessário, primeiramente, fazer a limpeza das sementes, moê-las e prensá-las. Em seguida, extrair o óleo. Nesse processo, um hidrocarboneto volátil é utilizado como solvente. Após a extração, o óleo é refinado, misturado com uma substância alcalina e depois lavado em uma centrífuga. Com o término da lavagem, ele é refinado e filtrado, ou destilado. Após isso, está pronto para ser embalado e utilizado como óleo de cozinha (COOKING, 2009). Para obter um óleo saudável é importante que a fase de prensagem seja feita a frio, ou seja, à baixa pressão. Desta forma, o óleo permanece como uma fonte rica em ácidos graxos, essenciais para o corpo humano. Por esse tipo de processo ser mais caro, muitos optam por outros meios de menor qualidade. E outro fato preocupante é poder ser facilmente adulterado, sendo apenas necessário um tratamento térmico ou químico das sementes, ou a mistura de outros óleos em sua composição. Alguns fabricantes fazem isso porque aumenta o rendimento. O correto é realizar uma única prensagem a frio, sem que nenhum aditivo químico, temperaturas altas ou reaproveitamento de matéria-prima sejam utilizados. Assim manterá a forma íntegra do óleo com todos os seus componentes, sem ser prejudicial às pessoas.

PROJETO O ÓLEO I O Óleo

11


O acúmulo de lixo se tornou um grande problema para o mundo. E uma das soluções é a reciclagem desses materiais jogados fora. Assim, os resíduos se transformam em insumos e, consequentemente, materiais naturais são economizados e o bem estar na sociedade é alcançado.

1 HOMEM = 1Kg DE LIXO POR DIA

190 MILHÕES DE HOMENS = 200 TONELADAS DE LIXO POR DIA

MIL

APENAS 11% É RECICLADO

PROJETO O ÓLEO I O Problema

12

3.


O PROBLEMA Um homem, diariamente, produz, em média, 1 kg de lixo. Segundo a última estimativa do IBGE, o Brasil possui cerca de 190 milhões de habitantes, são quase 200 mil toneladas de resíduos descartáveis gerados todos os dias. E apenas 11% desse número é reciclado (VEJA, 2007). Quando se trata de óleo, essa estatística também segue a lógica: segundo a Oil World, o Brasil produz 9 bilhões de litros por ano, e apenas 1% a 2% é coletado em pontos corretos. Números alarmantes quando se tem o dado de que um litro de óleo equivale a contaminação de água suficiente para 14 anos de consumo por um ser humano.

Em Pernambuco, de acordo com a EMLURB, esse resíduo só representa 0,001% do total de material reciclável coletado mensalmente. Essa prática de descarte irresponsável é extremamente nociva ao meio ambiente e à sociedade. O produto forma uma camada sobre a água, que se junta aos outros tipos de lixo que foi jogado no rio, com isso a luz não passa e a oxigenação e evaporação da água são comprometidas. Isso leva à morte da flora e fauna que se desenvolvem dentro desse habitat. Em seguida, proliferam-se bactérias e microorganismos que resultam em doenças nas populações vizinhas. Também impermeabiliza o solo e, por isso, dificulta a penetração da água das chuvas, que provoca alagamentos. Também é responsável pela formação de crostas dentro de canos e galerias pluviais durante a passagem. Isso implica no entupimento das estruturas e tem como resultado o estouro delas. É como se os canos fossem as veias do coração e o óleo a gordura, esta aumenta o colesterol que fecha as artérias. O óleo faz o mesmo na rede de esgoto. E, segundo a Compesa, esse problema é responsável por 70% das ligações de reclamação (COMPESA, 2009).

PROJETO O ÓLEO I O Problema

13


3.1. O QUE É FEITO? O óleo de cozinha, após utilizado, deve ser armazenado frio em uma garrafa plástica e, em seguida, ser levado até um ponto de coleta. Esse óleo coletado pode ter diferentes destinos: indústrias de biodiesel, sabão, outros óleos, componentes para indústria química e de moldes, tintas, vernizes e artefatos explosivos. Empresas como Bayer, ASA, Unilever e Pão de Açúcar apóiam esse processo e transformam o óleo de cozinha em matéria prima para seus produtos e/ou destinam o material para empresas que irão fazer esse reaproveitamento. Existem instituições que atuam com objetivo específico de diminuir o despejo do óleo de forma indevida. Algumas, como a Disque Óleo e a Rio Óleo, ambas localizadas no Rio de Janeiro, funcionam com a mecânica de ir às casas das pessoas resgatar o óleo coletado. O que a pessoa precisa fazer é depositar o material na garrafa plástica e ligar para a instituição, em seguida uma pessoa vai ao local recolher. Na Disque óleo, só passam na residência a cada 6 litros e, com 30 litros acumulados, a pessoa recebe R$ 0,30 por cada, ou materiais de limpeza. Na Rio óleo, a partir de 20 litros acumulados, a pessoa pode trocar por materiais de limpeza. Ao entrar em contato com essas instituições para maiores informações, uma atendente afirmou:

Pela quantidade de residências que existem, poderíamos recolher muito mais óleo .

PROJETO O ÓLEO I O Problema

14


E quando questionada sobre os investimentos e incentivos que recebem por realizar um trabalho como esse, apenas disse:

A gente faz isso mais pelo meio ambiente mesmo .

Em São Paulo, o Instituto Triângulo tem o objetivo de mobilizar a população para a prática ecológica urbana. Apresenta diversas ações de políticas sustentáveis e, quando se trata de óleo de cozinha, realiza um processo organizado e reconhecido na região onde atua. Com o material recolhido nos pontos de coleta, o Instituto fabrica sabonete ecológico que é, em seguida, vendido em escolas, casas e parceiros da entidade. O Projeto coletou em 2008, 183 toneladas de óleo e, em 2009, os índices já estão maiores; a meta é alcançar 280 toneladas. A idéia é bastante divulgada na mídia, já foi tema de matéria em diversos jornais, no Globo Repórter e tem parceria com a MTV. Além disso, distribuem material informativo nos pontos de coleta (informação verbal1). A colaboração das pessoas com o Instituto paulistano é bem mais expressiva do que nas duas empresas do Rio de Janeiro. Percebe-se que a divulgação ajuda bastante no processo de conscientização e de colaboração. Em Pernambuco, no bairro de Casa Amarela, a Associação dos Magistrados do Estado de Pernambuco (Amepe) coleta por semana apenas 20 litros. E, algumas vezes, esse número desce para apenas 2 litros. Sérgio Nascimento, coordenador do projeto, disse que em média 10 pessoas vão ao local, semanalmente, para realizar a entrega do óleo. Ele afirma que um dos principais motivos da pouca coleta é a falta de tempo das pessoas. 1

Depoimento Fabrício Gomes de França, Conselho Direto do Instituto triângulo, colhido para realização deste trabalho, em Novembro de 2009.

PROJETO O ÓLEO I O Problema

15


E, como alternativa para resolver esse problema, a ONG Bumerangue Reciclagem, de Jaboatão dos Guararapes, vai às casas das pessoas que querem realizar a doação e recolhem o material. A jornalista Janayde Gonçalves usa esse tipo de serviço porque não possui tempo para dedicar. “Por falta de tempo e por usar pouco o óleo em casa, acabei deixando o tempo passar. Guardava em garrafinhas para não despejar na pia, mas acabava jogando no lixo”, afirmou. A Bumerangue pede, ao menos, que um litro de óleo seja armazenado para, assim, irem realizar a coleta.

3.2. VOCÊ É FUNDAMENTAL. O engajamento social é uma atividade feita de forma espontânea: a ação é em prol de uma causa comunitária e social, sem visar lucro ou vantagem pessoal. É um trabalho voluntário. Mas, apesar disso, a pessoa socialmente responsável tem alguns benefícios, como resultado da sua atitude. Segundo Zanluca (2009), podem ser pontuados três: 1. Amplia sua rede de relacionamentos: o ser humano é social, e quando participa de atividades comunitárias conhece gente que também é voluntária. Além disso, tem contatos com pessoas de diferentes meios e situações, o que enriquecerá sua experiência de vida. 2. Desenvolve novas capacidades: quando se engaja, terá oportunidades de aprender coisas novas, como liderar pequenas equipes, motivar outras pessoas, desenvolver sua oratória, novas habilidades, etc. 3. Auto-realização: todos precisam se sentir úteis. Com o engajamento, é liberado tempo e esforço para os semelhantes, o que propicia um sentimento de realização pessoal. Quanto ao processo de coleta, a participação das pessoas é fundamental: só será alcançado o objetivo se elas agirem. Uma ONG, empresa, ou qualquer outra instituição que promover esse tipo de trabalho, não poderá entrar em uma casa e recolher esse tipo de resíduo sem a permissão dos donos. Só conseguirá através do estímulo para que as próprias pessoas realizem o processo de coleta e levem a locais corretos para reciclagem, ou solicitem o recolhimento. 6

Disponível em: http://www.guiatrabalhista.com.br/tematicas/engajamento.htm acesso em outubro de 2009.

PROJETO O ÓLEO I O Problema

16


PRINCIPAL: • Aumentar o número de litros de óleo de cozinha coletados em Recife.

4. OBJETIVOS SECUNDÁRIOS: • Agregar valor a marca; • Realizar um processo de conscientização; • Tornar a coleta de óleo de cozinha um hábito na vida das pessoas.

PROJETO O ÓLEO I Objetivos

19


5. COMO FAZER ISSO?

As crianças serão o foco da campanha, os agentes motivacionais: alguém que, de alguma forma, consegue motivar o outro, no caso os pais, para chegar ao objetivo. Elas são as peças fundamentais para que o processo de coleta de óleo de cozinha seja realizado e, consequentemente, o objetivo atingido. Segundo Kotler (2000, p. 81), para que alguém chegue ao nível de adoção da ideia, precisa passar por cinco etapas. De acordo com o público do projeto, cada etapa se desenvolverá da seguinte forma: 1. Conscientização: a criança toma conhecimento da inovação, mas não tem informações a respeito dela. 2. Interesse: a criança é estimulada a procurar informações sobre a ideia. 3. Avaliação: a criança considera se irá ou não experimentar a ideia proposta. 4. Experimentação: experimenta o que foi proposto para conseguir ter maior capacidade de avaliar a ideia. 5. Adoção: a criança decide fazer uso total e regular da ideia. Uma inovação se refere a qualquer produto, serviço ou ideia percebida por alguém como nova. As inovações levam tempo para se espalhar e, disseminar algo assim no meio social, significa passar por um processo mental nos consumidores. Por isso, adotar a novidade é o último passo deles. Neste projeto, a coleta do óleo de cozinha será a inovação.

PROJETO O ÓLEO I Como fazer isso?

20


6. PÚBLICO-ALVO: CRIANÇAS Segundo Montigneaux (2003, p. 72), a população infantil é uma heterogeneidade excepcional. A idade é um indicador confiável para fazer uma análise deste público, mas não se pode resumir nela toda a complexidade de um indivíduo. A fim de entender melhor esse universo e classificar suas características, Montigneaux propõe a divisão do período da infância em cinco níveis de idade: De 0 a 24 meses: recém-nascidos e lactentes. De 2 a 4 anos: crianças na tenra infância. De 4 a 6 anos: crianças em idade pré-escolar. De 6 a 9 anos: juniores. De 9 a 11 anos: pré-adolescentes. Neste projeto, como a criança será o agente motivacional, é necessária uma faixa etária em que ela tenha consciência dela com ela mesma e sua relação com o mundo. Por isso, a faixa etária do público-alvo abordado será de 9 a 11 anos, os pré-adolescentes. Nesta fase, a criança está em processo de formação da personalidade: as experiências sociais e a cultura interferem diretamente nesse processo, assim como os parâmetros biológicos e os elementos espaço-temporais. Desde cedo, esse público convive com as máquinas e tecnologias: televisão, computador e internet são comuns no seu dia-a-dia. Esse nascimento em um berço digital gera características diferenciadas. Uma pesquisa realizada pelo Departamento de Educação dos Estados Unidos comprova que quem convive com ferramentas virtuais, desenvolve um sistema cognitivo diferente.

PROJETO O ÓLEO I Público-alvo

21


A pesquisa revelou também: as que utilizam programas online para aprender, ficam nove pontos acima da média geral e são mais motivadas. São crianças “multitarefadas”. Conseguem e gostam de fazer várias coisas ao mesmo tempo, transitam entre MSN, Orkut, site de entretenimento e, enquanto isso, ainda escutam música e falam ao telefone. Estão acostumadas a uma velocidade acelerada, resultados rápidos e desafios, de preferência, constantes.

6.1. CRIANÇAS E CONSUMO Em relação às características da publicidade, a criança já toma conhecimento do produto ou da marca sob as aparências externas. Entre os 10 e 11 anos, já consegue ter uma noção mais ampla da marca, até se ligando a valores profundos dela, alguns inclusive abstratos. Os pré-adolescentes começam a entender as limitações econômicas e, em certos casos, se observa que viram “experts” em alguns produtos, como os tecnológicos. Os consumidores, até os 14 anos, escolhem produtos com fortes apelos sensoriais. Cores, sons, movimento e personagens nas embalagens e anúncios são artifícios utilizados para atrair a atenção deles. E isso funciona, pois conseguem identificar facilmente nas gôndolas os produtos que foram previamente anunciados.

Elas têm uma percepção apurada e impressionante dos detalhes das embalagens dos produtos. Compram ou obrigam os pais a adquirir os com mais cores, personagens presentes nas embalagens e sabor, sem pensar no valor nutritivo de um alimento. Diretora da Enfoque Pesquisa de Marketing, Zilda Knoploch

10

Revista Meio e Mensagem. Setembro 2002.

PROJETO O ÓLEO I Público-alvo

22


Para as marcas construírem uma relação de fidelidade com esse público, é necessário mais que essas características. É preciso estabelecer um relacionamento verdadeiro e durável. É importante que a marca consiga mobilizar a criança, colocá-la em ação, tais como responder perguntas, ler, adivinhar, descobrir. São atividades que despertam a atenção dessa faixa etária. Há diversas estratégias para aproximar a marca ao público infantil, dentre elas destacam-se duas: • Sentimento de pertencimento: nessa fase a criança sente a necessidade de pertencer a um grupo. E, acima do acolhimento por um nicho, está ainda mais interessada em ter destaque nele. Com base nisso, as marcas criam clubes e, de alguma forma, mostram que ela pode ser diferente dentro desse mesmo bando. • Criação de personagem: o personagem torna-se o centro do relacionamento entre a marca e o consumidor. Ele tem características próprias e acentuadas que fazem a criança assemelhar o personagem à marca. Ela assimila não somente os atributos físicos, mas também a personalidade do personagem. A partir dos 9 anos, os personagens perdem o caráter imaginário e doce, passam a aparecer, gradativamente, com expressões mais reais.

6.2. PESQUISA INFORMAL A fim de se aproximar do público-alvo, foi realizada uma pesquisa de caráter informal, no Colégio Atual de Piedade, no dia 30 de Novembro de 2009, com 15 crianças. O objetivo dessa pesquisa foi identificar qual a percepção que têm a respeito do óleo de cozinha e colher alguns depoimentos.

PROJETO O ÓLEO I Público-alvo

23


Foi possível perceber durante as entrevistas que as crianças não sabem ao certo o mal que o óleo de cozinha causa. Algumas, inclusive, sabiam que o óleo pode ser reciclado e transformado em sabão, mas não souberam explicar como isso é feito e a real importância desse processo.

Pollyana – 11 anos Pra que serve o óleo de cozinha? Pra cozinhar as coisas. Depois que cozinhamos, o que fazemos com o óleo? Joga fora. Onde? Na pia.

Mateus – 11 anos O que fazem com o óleo de cozinha na sua casa? Guardam para poder reciclar. Como? Eu não sei como.

Mariane – 11 anos Você sabe o que acontece quando se joga na pia? Sei que polui. E o que a gente poderia fazer para não poluir? Sei lá.

Stephanny – 11 anos Depois de utilizar o óleo você sabe o que se faz com ele? Joga na pia e bota água. E você sabe o que acontece quando se faz isso? Polui parece que 1000 litros d’água. Algo assim. Você sabe o que é ser socialmente responsável? Não.

PROJETO O ÓLEO I Público-alvo

24


Rafael – 11 anos E depois que utilizar o óleo a gente faz o que com ele? É... Recicla. E recicla como? Fazendo sabão. Como é esse processo? Deixando o óleo em uma garrafa e, depois, fazendo sabão. Só que eu me esqueci como é que faz. Na tua casa guardam o óleo para fazer sabão? Não, a gente joga na pia. Mas uma vez a gente já fez. Só uma vez? Foi. Foi no colégio. E você sabe o que é ser socialmente responsável? Hum.. Mais ou menos.. Sei lá. Não.

Mariane – 11 anos Você sabe o que é ser socialmente responsável? É... Cuidar do meio ambiente?

Mariana – 11 anos Depois de fritar os alimentos, a gente pode fazer o que com o óleo? Pode reciclar. Como é esse processo de reciclagem? Um dos processos é o do sabão. Se a gente não fizer essa reciclagem, você sabe o que esse óleo pode causar ao meio ambiente? É... Desastre? O que é ser socialmente responsável? É quem cuida da natureza?

PROJETO O ÓLEO I Público-alvo

25


7. OS PAIS: PARTE DO PROCESSO As crianças são como esponjas. Absorvem tudo o que fazemos, tudo que dizemos. Aprendem conosco o tempo todo, mesmo quando não nos damos conta de que estamos ensinando. (LAW, 2003, p.15)


A tarefa de ser pai ou mãe é nobre. Não se deve subestimar o poder que eles têm de ajudar o filho a construir um futuro melhor. Isso acontece porque os pais são a referência para os filhos, e com base no que vivenciam em casa é como irão se relacionar com o mundo. É dos progenitores que parte a educação do filho. Por ter essa responsabilidade, duas características expressivas são desenvolvidas: a busca pela proteção dos filhos e o anseio deles sempre terem o melhor. Apesar de desejar que desenvolvam sua própria personalidade, não abdicam do papel de dizer sim ou não. A palavra final ainda é dos pais.

... à medida que cresce o filho, continuará a protegê-lo, sabendo, entretanto, que, no mundo que se estende além do lar, a criancinha enfrentará muitas situações difíceis que escapam ao alcance da protetora mãe paternal. (JERSILD, 1973, p.145)

Os pais apreciam as maneiras particulares da criança e têm satisfação em observar seu crescimento. Porém, é um momento extremamente complexo quando percebem que os filhos estão tomando suas próprias decisões e se afastando deles. Nesse período há vários sentimentos misturados: orgulho, felicidade e medo da perda. Nos dias atuais, pais das classes A e B, público-alvo final deste projeto, são geralmente muito ocupados. Por isso, o tempo para dedicar aos filhos é escasso. Essa falta de momentos juntos muda a relação entre eles, pois o filho passa a ficar exposto mais cedo à influências externas e isso afeta diretamente na formação da personalidade. Quando se trata dessa relação no mundo moderno, a psicóloga Beatriz Gang Mizrahi (2004, p. 20) afirma que os pais:

PROJETO O ÓLEO I Os Pais

27


“têm medo de recusar qualquer demanda de trabalho para se dedicarem aos filhos e, por outro, tem receio de dizer não para as crianças num mundo em que se é solicitado a aceitar toda e qualquer exigência”. É possível perceber que viver em um mundo globalizado afetou diretamente a relação entre pais e filhos. O fato dos pais serem bem sucedidos e com muitas tarefas reflete na relação que constroem com eles.

7.1. PAIS E CONSUMO Os genitores são encurralados pelos filhos e isso gera uma relação de conflito para eles, pois, ao mesmo tempo em que precisam negar para moderar o comportamento do filho, também querem ceder. De acordo com dados do Projeto Criança e Consumo, feito pelo Instituto Alana (2009), as crianças brasileiras influenciam cerca de 80% das decisões de compra dos pais. “Os pais querem dar uma vida melhor aos filhos. Em caso de necessidade, preferem cortar o consumo de bens de sua própria utilidade aos dos filhos”, afirma Joyce Malavotla, diretora de planejamento do Instituto. Apesar da influência dos meios de comunicação, os pais desempenham papel essencial para que seus filhos cresçam com hábitos de consumo saudáveis. Um ponto importante é avaliar suas próprias ações, pois, como dito, os filhos se espelham nos pais. Os pais apresentam um alto nível de exigência quanto aos produtos que seus filhos irão consumir. Procuram conhecer a marca, ler a composição, analisar se o produto é seguro e adequado para a criança. Como quem compra o produto serão eles, a marca necessita também convencê-los. A comunicação também deve atingir aos pais. 13

Disponível em: http://www.alana.org.br/CriancaConsumo/NoticiaIntegra.aspx?id=6461&origem=23 Acesso em Outubro de 2009.

PROJETO O ÓLEO I Os Pais

28


8. ANÁLISE 8.1. CRIANÇAS Pelo fato do público-alvo inicial ainda serem crianças, corre-se o risco delas não assimilarem o objetivo da campanha e, por isso, a mensagem pode não chegar aos pais. Apesar do público não ter sérias responsabilidades, o lado responsável terá que ser despertado. A cozinha é um local que os pais não admitem crianças por perto por ser um ambiente considerado perigoso para essa idade. Logo, quem irá realizar o processo de coleta serão eles. As crianças não se envolverão nisso, podem até acompanhar, mas não poderão fazer. Além disso, no esquema de coleta tradicional, as crianças ainda não têm autonomia de levar o óleo sozinhas ao ponto de reciclagem, dependem dos responsáveis para que isso aconteça. A parte positiva de abordar o público infantil é poder criar a consciência desde cedo. Quando mais velhas, estará implícita a ideia de que devem adotar atitudes sustentáveis. Além disso, as crianças estarão colaborando para o seu próprio futuro, pois quem irá usufruir de um mundo melhor serão elas mesmas e também seus filhos.

PROJETO O ÓLEO I Análise

29


8.2. PAIS Realizar uma campanha onde as crianças irão solicitar aos pais uma ação de responsabilidade social irá gerar um fator de obrigação neles. Será difícil negar ao filho um pedido que ele sabe, ou saberá, da importância que tem. O pai achará bonito o filho ter essa consciência e irá querer estimular essa atitude. Por isso, para dar bom exemplo, não deixará de participar do processo. Acima de tudo, os pais prezam sempre por um futuro melhor para seus filhos e, por buscar isso, irão colaborar. O resultado será filhos socialmente responsáveis e um mundo melhor para eles viverem. Algo preocupante é o fato dos pais, classes A e B, serem bastante ocupados. A coleta de óleo poderá ser encarada por eles como perda de tempo. Como em casas desse tipo de público, muitas vezes, quem cozinha é a empregada, terá que haver uma instrução do patrão e também uma cobrança para averiguar se ela fez direito. Outro ponto preocupante é que as crianças podem querer participar do processo de coleta, o que é considerado perigoso pelos pais, e isso pode gerar uma aversão à campanha.

PROJETO O ÓLEO I Análise

30


9. QUEM VAI APOIAR ESSA CAUSA? 9.1. EMPRESAS SOCIALMENTE RESPONSÁVEIS Ser uma empresa socialmente responsável, nos dias atuais, trata-se de uma decisão politicamente correta, mas também uma estratégia. Colocar em risco ou provocar danos ao meio ambiente custa caro para elas, pois existem institutos especializados na fiscalização dos procedimentos e consumidores mais atentos a isso. A maioria das pessoas, das classes A e B, sabem da importância de cuidar do planeta. Elas passaram a optar por produtos ou serviços de empresas éticas, com reais preocupações em relação aos problemas socioambientais, esse tipo de atitude se tornou fator decisivo de compra.

PROJETO O ÓLEO I Análise

31


A tarefa da organização é determinar as necessidades, os interesses e os desejos dos mercados-alvo, e oferecer as satisfações desejadas mais eficaz e eficientemente do que a concorrência, de uma maneira que preserve ou melhore o bemestar do consumidor e da sociedade. (KOTLER, 1992, p. 25)

Esse conceito de marketing social já está presente em várias empresas, que procuram estratégias de comunicação para colaborar com as questões problemáticas. Um caminho é estabelecer ações pontuais: campanha do agasalho no inverno, lucro da venda de produtos sazonais revertidos para uma instituição, distribuição de sacolas de lixo na praia etc. São ações positivas, mas passageiras. A marca fixa por um tempo na mente do consumidor, mas, depois, corre o sério risco de desaparecer. Outra maneira, é construir uma completa plataforma de comunicação com foco na responsabilidade social, são campanhas em longo prazo, com pulverizações e continuidade. Assim, a marca conquista a admiração das pessoas, gera interesse e ajuda no processo da construção de sua imagem. Grandes empresas como a Pedigree, Natura e Quacker já adotam esse conceito de “Plataformas de comunicação do bem” (CARUSI, 2009). Formam um diferencial competitivo e vão além: conseguem que os consumidores se mobilizem em ações por razões socioambientais.

14

Disponível em: http://www.planejamentocriativo.com/2009/03/plataformas-de-comunicacao-do-bem.html Acesso em: Julho/2009.

PROJETO O ÓLEO I Quem vai apoiar essa causa?

32


Apesar da maioria das pessoas dessas classes saberem da necessidade de colaborar com os problemas do planeta, muitas delas são comodistas, que resulta em uma postura passiva. Muitas não se engajam em uma causa por não enxergar um caminho para ajudar e também não o procuram. Quando uma possibilidade é exposta, o nível de mobilização das pessoas tende a aumentar, pois estão recebendo um estímulo. De acordo com pesquisa divulgada por Caruzi (2009): Nos EUA, 32% dos jovens são voluntários; No Brasil, esse número cai para 6%; 54% dos jovens brasileiros querem contribuir com trabalho voluntário, mas não sabem por onde começar. Muitas marcas enxergam esse potencial de adesão e tomam a frente desse processo, apontam o caminho a ser seguido. Uma empresa que apresenta um projeto de responsabilidade social com grande potencial, mas ainda é pouco divulgado e com fracas colaborações, é a ASA.

PROJETO O ÓLEO I Quem vai apoiar essa causa?

33


9.2. ASA A ASA Indústria de Comércio Ltda. é uma empresa com atuação há mais de 78 anos. Construiu, neste tempo, uma diversificada linha de produção com cerca de 210 itens, dentre eles, alimentos, bebidas, higiene e limpeza. Busca sempre o mais alto padrão de qualidade e, por isso, marcas como Palmeiron, Bem-te-vi, Invicto, Vitamilho e Baby&Baby, são sinônimo de confiança. Com três unidades em Pernambuco e na Paraíba, os produtos ASA chegam aos consumidores de todo o Brasil e também da América do Sul, América Central, Europa e África3. É considerada uma potência no Nordeste, nos últimos sete anos conseguiu multiplicar seu faturamento por 5. O que antes eram 100 milhões de reais, ano passado se tornou 500 milhões. É, inclusive, chamada de Unilever nordestina. A ASA é uma empresa que procura ser socialmente responsável e acredita que para buscar um mundo melhor são necessários pequenos gestos. Com base nisso, criaram o projeto: ASA Mundo Limpo. Vida Melhor. Além de estimular a coleta do óleo de cozinha, ajuda o IMIP com doações financeiras proporcionais ao óleo coletado.

9.3. MUNDO LIMPO. VIDA MELHOR. Esse projeto desenvolvido pela ASA visa o aumento da coleta de óleo de cozinha na Região metropolitana de Recife (RMR). Atinge também alguns pontos em Caruaru, Gravatá e tem a intenção de aumentar a sua atuação a cada ano. Hoje, já conseguem coletar cerca de 20 toneladas de óleo em um mês. Esse número parece impressionar, mas não passa de, aproximadamente, 3% do óleo utilizado na RMR (informação verbal4).

4

Depoimento de Vera Borges, Supervisora do Meio Ambiente da ASA, colhido para realização deste trabalho, em Novembro de 2009.

PROJETO O ÓLEO I Quem vai apoiar essa causa?

34


O programa de coleta tem divulgação em todas as lojas da Compesa, na RMR, Caruaru e Gravatá. São distribuídos folhetos explicativos sobre o óleo e coletores em todas as sedes. Na Compesa da Rua da Aurora, o muro está pintado com informações da Campanha para estimular a participação das pessoas. Também fecham parceria com algumas associações de catadores, que são munidos com folhetos para poder passar nas residências e recolher o material coletado. Em algumas escolas, disponibilizam os coletores, banners explicativos e cartilhas escolares. Para os colégios e outros estabelecimentos parceiros, a ASA entrega uma placa de reconhecimento, que é uma forma simbólica de agradecer pela colaboração. Semanalmente, encarregados da ASA recolhem os materiais depositados nos pontos de coleta. O que foi coletado é encaminhado à fabrica e vira substância para o processo produtivo do sabão em barra amarelo (neutro).

COMO VIRA SABÃO? O óleo quando chega à fábrica é peneirado, depois passa por um processo de aquecimento para separar óleo da água. Em seguida, é misturado com os demais componentes do sabão.

Isso porque o óleo tem em sua composição ácidos

carboxílicos que são utilizados pelas indústrias para a fabricação do sabão. O óleo é transformado em sabão biodegradável, as substâncias químicas utilizadas são consumidas por microrganismos e bactérias, sem degradar o meio ambiente. Algumas receitas caseiras misturam o óleo com soda cáustica, o que continua a causar males ao meio ambiente. A soda é uma substância que agride o meio ambiente e não deve ser utilizada no processo de reaproveitamento do óleo.

PROJETO O ÓLEO I Quem vai apoiar essa causa?

35


10. PLANO


DE AÇÃO 10.1. MIND MAP A fim de buscar na mente referências e associações que remetam a óleo de cozinha, foi realizado um Mind map. O ponto de partida foi o óleo e, dele, surgiram temas relacionados. Em seguida, assuntos com relação secundária. Por fim, as palavras colocadas não tinham tanta relação direta com o ponto inicial, mas de alguma forma, existe um caminho entre elas.

O QUE É UM MIND MAP? Trata-se de um mapa mental. Uma poderosa técnica gráfica que proporciona desbravar o potencial do cérebro. Começa com um ponto de partida e dele podem aparecer inúmeras associações. A intenção é ter liberdade para expressar as ideias e, para isso, é necessário papel em branco, canetas coloridas, o cérebro e a imaginação.

PROJETO O ÓLEO I Plano de Ação

37


PROJETO O ÓLEO I Mind Map

38


PROJETO O ÓLEO I Mind Map

39


Com esse Mind map foi possível perceber palavras-chave e, também, identificar características interessantes:

ZONA DE CONFORTO PAIS = REFERÊNCIA

JOGAR LIXO NO LIXO = SENSO COMUM

CRIANÇAS NÃO TÊM SÉRIAS PREOCUPAÇÕES

PREGUIÇA FALTA INFORMAÇÃO

PERDA DE TEMPO

INFORMAÇÃO + CONSCIÊNCIA + MOTIVAÇÃO

A PESSOA NÃO VÊ AS CONSEQUÊNCIAS PROJETO O ÓLEO I Plano de Ação

40


10.2. ETAPAS DO PLANO O primeiro passo é criar uma parceria com as escolas. A ASA irá enviar um Box contendo todo o material explicativo da campanha, que falará do papel da escola em colaborar e fará o convite. Em seguida, um encarregado da ASA irá fazer o contato via telefone a fim de agendar uma visita para tirar possíveis dúvidas e fechar a parceria. Após isso, começa a campanha. Ela contempla cinco fases que buscam a conscientização das crianças e colaboração com o processo. 1. A CHEGADA: Ação: teaser. Objetivo: lançar a campanha. Estratégia: Mock up que simula uma nave espacial no meio das escolas para chamar atenção e despertar o interesse do público-alvo.

PROJETO O ÓLEO I Plano de Ação

41


Mecânica: As crianças, ao chegarem na escola, irão se deparar com uma nave espacial no meio do pátio. Ela estará em uma posição que remeta a um pouso de emergência. Não possuirá nenhuma plaquinha, banner, cartaz ou promotor para explicar algo. Ficará disponível para que as crianças curiosas explorem a nave do jeito que quiserem. Dentro da nave terão vários DVDs. As crianças ficarão curiosas sobre o que há no conteúdo dele, pois somente haverá uma frase para despertar ainda mais a curiosidade dela. Para descobrir do que se trata irão poder pegar o DVD e levar para casa. 2. PRIMEIRO CONTATO: Ao chegar em casa, as crianças irão colocar o dvd para assistir e aparecerá uma imagem desfocada e trêmula, mostrando um mundo diferente e todo destruído.Em seguida, aparecerá uma espécie de criatura estranha. A criança irá perceber que se trata de outro planeta e quem está prestes a falar, é uma espécie diferente da dele. O ser desse mundo fala português e ele explica que o planeta dele está se acabando por causa de um problema grave, sem explicar detalhes para despertar ainda mais a curiosidade. No final do vídeo, depois de mostrar o caráter de urgência, ele convida a criança a entrar no site. 3. NOVO MUNDO: A criança, ao entrar no site, se depara com a mesma criatura do DVD. Nesse momento, é a primeira vez que a campanha deixa de ser teaser. O monstrinho explica que o óleo é o principal responsável pela destruição do seu planeta. Para gerar identificação com o planeta terra, ele mostra que o mundo era bem parecido, com o mesmo tipo de meio-ambiente: rios, lagos, animais etc. Ele salienta que isso também pode acontecer com a Terra se não cuidarem dela. Em seguida, mostrará flashes da família dele feliz, consumindo frituras e jogando o óleo pela pia sem saber das consequências. Cenas iguais ao do cotidiano da terra para ficar sempre claro que os planetas são bastante semelhantes. Depois de toda a introdução, ele convidará a criança para lutar contra esse mal que está acabando com o planeta dele. Esse combate será feito através de um jogo.

PROJETO O ÓLEO I Plano de Ação

42


Para isso, fará uma explicação sobre o que é o mundo dele, em que galáxia se encontra, as variações de espécies que existem no mundo e suas características. Depois disso, o jogador poderá escolher uma das raças que ele apresentou e criará o seu avatar. Para tornar mais interessante, o personagem será personalizável: poderá escolher o nariz, a cor, o cabelo, a roupa, suas armas e etc. A estratégia de coleta de óleo ele só conhecerá ao longo do jogo, para que ele não fique preso ao processo introdutório e já possa começar a se envolver com o game. A criança conhecerá como realizar a coleta na lojinha do jogo. Uma espécie de canal que ele pode comprar diversas peças: roupas, armaduras, acessórios, magias etc. Ao combater os monstros de óleo do mundo, ele ganhará experiência e dinheiro, com isso ele poderá ir na lojinha e se fortalecer. É nela que ele descobrirá que pode conseguir uma quantidade mais significativa de moedas por outro jeito: doando o óleo. Crianças, nesse tipo de jogo, querem evoluir rápido e mostrar que possuem bonecos mais fortes. Como é desejo comum de todas e elas sabem que existe essa outra maneira, farão o processo de coleta sem pensar duas vezes. Na loja, terá um tutorial explicando como será a mecânica: • Primeiro passo: explicar aos pais o que o óleo causa ao planeta terra. • Segundo passo: pedir para armazenar em garrafa pet todo óleo que seria descartado de forma errada. • Terceiro passo: levar para a escola, onde terão pontos de coleta. Posteriormente, de acordo com a quantidade de óleo depositado, ele irá receber as moedas na conta do seu avatar.

PROJETO O ÓLEO I Plano de Ação

43


4. QUAL A SUA MISSÃO? O jogo deixará claro que a criança deve proteger o seu planeta, a Terra, e ajudar o mundo dos monstrinhos que já está em caráter de urgência. É preciso passar a mensagem de que o jovem é o herói de toda essa história, de que só ele é capaz de ajudar os dois planetas. Para isso, será colocado um personagem humano para que o jogador se identifique mais. Esse personagem irá em missão para o mundo dos monstros e ajudará o jogador a explorar o mundo. Ele serve como um guia e conselheiro do jogo, que sempre será passível de consultas e dicas, além de ser o mensageiro da Terra. Mensagens do seu próprio planeta serão passadas para o outro, ou o contrário. Ponto de coleta: O ponto de coleta será nas escolas, a criança mesmo levará o óleo. No site terá um link para fazer o download de uma etiqueta no qual ele escreverá o seu login. Irá imprimir e colar na garrafa PET onde terá o material a ser depositado. Semanalmente, um encarregado da ASA irá recolher o material nas escolas. Através do login da criança os pontos serão depositados e o monstrinho ganhará mais moedas. 5. A ADOÇÃO A criança, depois de familiarizada com o novo ambiente e com toda a história proposta, irá tornar a coleta de óleo algo regular no seu dia-a-dia. Iniciará o jogo, pedirá aos pais para coletar o óleo, levará para o ponto de coleta, retornará ao jogo e trocará seus pontos. Esses passos serão feitos regularmente por ela.

PROJETO O ÓLEO I Plano de Ação

44


DETALHAMENTO DO JOGO

INÍCIO – CRIAÇÃO DO AVATAR: Primeiro o jogador será convocado a escolher o seu login. Essa etapa é extremamente importante porque esse nome será sua identidade para sempre no jogo. Se o escolhido já existir, surgirá um aviso para que a criança escolha outro nome. Em seguida, poderá montar o seu avatar, escolherá as cores, tipo de olho, pernas, braços etc. TELA INICIAL: A tela inicial é onde o jogador encontrará todos os ambientes que poderá navegar no site. AMBIENTES DO JOGO: • Pratique: nessa opção o jogador encontrará tutoriais para aprender como se joga em todas as salas do site. • Sala: o jogador poderá selecionar a sala que deseja jogar, ele encontrará três modalidades: 1. Modo de jogo missão: O jogador poderá participar de uma missão e para embarcar nela não poderá ir sozinho. Aguardará mais jogadores, podem ser até quatro jogadores na mesma missão. Com a equipe formada poderão partir contra os inimigos. Vencendo uma missão, poderá participar de outras, com a mesma equipe ou formar uma nova.

PROJETO O ÓLEO I O Jogo

45


2. Modo de batalha: Nesse modo de jogo, a criança jogará sozinha. Entrará em uma sala e os monstros irão de encontro a ela. Ela terá que comandar seu avatar para derrotar os inimigos. Quanto mais derrotar, mais moedas irá ganhar. A vantagem dessa sala é que você termina mais rápido, sendo preferível quando se vai jogar por pouco tempo. 3. Modo atitude: O jogador cuidará do seu avatar nessa sala. Definirá seu cotidiano, escolherá suas atividades como acordar, dormir, brincar, sair com os amigos etc. Nessa sala para envolver o caráter sustentável, a criança terá a opção de realizar ações em prol da natureza, como plantar uma árvore, reciclar óleo de cozinha e também outras atividades. Cada vez que tiver uma atitude sustentável ganhará moedas, além de ganhar quando mantém o seu avatar ativo e saudável. • A galera: o jogador pode adicionar outros avatares a sua galera. Isso é bom para facilitar a troca de informações entre os jogadores mais próximos e convidar para missões. • Chat: aqui é o lugar para conversar com outro jogadores, conhecer novas pessoas, tirar dúvidas com os mais experientes e marcar ou ser convidado para missões. • Lojinha: é onde o jogador poderá trocar seus dois tipos de moeda para customizar e dar força ao seu monstrinho poderá comprar armaduras, magias, acessórios, roupas etc. A troca das moedas acontece de duas formas distintas:

PROJETO O ÓLEO I O Jogo

46


1. Moeda Hama: é adquirida ao longo do jogo. Cada vez que o jogador desempenha bem o seu monstrinho em uma das salas, acumula mais hamas. E pode sempre que quiser ir na lojinha e trocar por algo que corresponda ao número de hamas que ele tenha. 2. Moeda hama oil: essa não é adquirida pelo mundo virtual. É nesse momento que ele se depara com a coleta de óleo de cozinha. Haverá um tutorial para que saiba, passo a passo, como acumular mais moedas. A hama oil terá um valor bem mais alto do que a hama, isso acontecerá a fim de estimular a criança a participar do processo de coleta do óleo de cozinha. • Mundo melhor: aqui o jogador poderá conhecer sobre o projeto Mundo limpo. Vida melhor. da ASA. Explicará como o óleo vira sabão e reforçará a importância da coleta. Tudo isso será em uma linguagem adequada ao público-alvo e de forma bem ilustrativa. • Desafios: durante datas especiais ou momentos surpresas, o jogador pode ser convidado a participar de missões especiais para adquirir moedas de maneira mais rápida. Esse tipo de a��ão pode ser feita, por exemplo, no dia da árvore, no dia do meio-ambiente etc. • ASA: ao clicar nesse ícone a criança irá direto para o site da ASA.

PROJETO O ÓLEO I O Jogo

47


10.3. OUTRAS AÇÕES: YOUTUBE: Terá um canal do youtube com o nome do monstrinho que esteve presente durante toda a apresentação da campanha. Nesse canal terão pequenos vídeos iguais aos que as famílias do planeta Terra realizam: festas de aniversário, em parques, praças etc. Tudo para gerar uma identificação com a cultura dos humanos. Nesse canal também terão vídeos do mundo dos monstrinhos como se encontra hoje: depoimentos das pessoas dizendo como tudo está destruído, dele pedindo ajuda, de diversas situações que mostram a gravidade em que o planeta se encontra. AÇÃO DE RUA: Depois da nave ter aparecido nos pátios dos colégios, terá uma sustentação da campanha. Mockups dos monstrinhos ficarão espalhados pelas escolas, parques e outros lugares que as crianças frequentam. Todos eles terão uma plaquinha na mão com frases pedindo ajuda e o endereço do site. Esses monstrinhos só entram depois do teaser de lançamento. AÇÃO EM PONTOS DE VENDA (PDV): Para atingir diretamente os pais, virá junto aos produtos de limpeza da ASA uma lâmina explicativa sobre o que é o processo no qual o filho dele está inserido. Explicará bem o que é o jogo para o pai poder se situar e, além disso, terá, também, um estímulo para que ele agrade o filho participando de uma mecânica proposta: na compra de três produtos ASA, ele poderá levar um dos monstrinhos que fazem parte do jogo. Isso também atinge as crianças, pois elas vão querer colecionar todas as raças existentes.

Outros pontos de coleta: a campanha fará parceria com 15 escolas do Recife. Como terá ação de rua e PDV, outras crianças serão atingidas. Para que elas possam também realizar a coleta e crescer no jogo, coletores serão posicionados em locais públicos da cidade como praças e parques.

PROJETO O ÓLEO I Plano de Ação

48


10.4. PROPOSTA DE LAYOUTS 1.

Mockup Nave

2.

DVD

S.O.S.

PROJETO O ÓLEO I Plano de Ação

49


3.

Ilustração do menino

4.

Site

PROJETO O ÓLEO I Plano de Ação

50


5.

Ilustração dos monstros

Fases 1, 2 e 3

Fases 1, 2 e 3

PROJETO O ÓLEO I Plano de Ação

51


Fases 1, 2 e 3

Fases 1, 2 e 3

PROJETO O ÓLEO I Plano de Ação

52


6.

Mockup Rua

ww

S .O .S .

7.

w.

S .O .S . mu

nd

om

www.mundomelhor.com.br

elh

o r.

co

m.

br

Youtube

PROJETO O ÓLEO I Plano de Ação

53


8.

Lâmina

SEU FILHO TEM ATITUDE DE GENTE GRANDE.

A campanha procurou se desenvolver como um contar de histórias, tornando, assim, fácil destrinchar o conceito para diversas plataformas. Outras sugestões seriam: Super Trunfo dos personagens, álbum de figurinhas, aplicativos para celulares, camisas, toy art, história em quadrinhos, parceria com diversos lugares para entrega de brindes e, também, mídias tradicionais.

PROJETO O ÓLEO I Plano de Ação

54


Rafs

PROJETO O ÓLEO I Plano de Ação

55


10.5. RESULTADOS ESPERADOS PARA RECIFE: • Haverá um aumento no número de litros de óleo coletados; • A criança crescerá consciente sobre a importância de coletar óleo de cozinha; • Os pais da criança passarão a saber da importância de coletar.

PARA ASA: • Agregará valor a sua marca, passando a ser lembrada como uma marca sustentável o que influencia na decisão de compra.

PROJETO O ÓLEO I Plano de Ação

56


PROJETO O ÓLEO I Plano de Ação

57

4a x

5a x

1a

3a

x

x

x

x

x

1a

x

x

x

x

2a

x

x

x

x

3a

x

x

x

x

4a 5a

MARÇO

* O tea ser aco nt ec e r á e m f o r m a d e r o d íz io na s e sc o l a s d e R e c i f e , a c a d a d i a , 3 no va s e sc o l a s se r ã o a t i ng i da s p el a ação. Co me çar á n a se g un d a - f e ir a e se e st e nd er á a té a se xt a , c o n t e m p l a n d o 1 5 e sc o l a s.

Ação em PDV

x

Canal no youtube

x

x

x

4a

Ação de rua x

x

x

2a

x

3a

- VOLTA ÀS AULAS

Site

2a

FEVEREIRO

x

1a

JANEIRO

Implantar os tonéis de coleta

Teaser*

Fechar parceria com as escolas

AÇÃO/PERÍODO

acontecer.

Após Março, o site e o canal no Youtube irão continuar. E, futuramente, ações de reforço irão

Segue abaixo cronograma de lançamento da campanha (Fevereiro) e ações para o mês seguinte.

10.6. CRONOGRAMA


10.7. PLANILHA DE CUSTOS Relativa aos 3 meses estabelecidos no cronograma. Após esse período haverá somente o custo de manutenção do projeto. Planejamento e gerenciamento do Projeto – R$ 12.000,00 Criação e finalização das peças – R$ 13.000,00

ESTIMATIVA DE CUSTOS EXTERNOS DE PRODUÇÃO DESCRIÇÃO Box para as escolas DVDs Mock up Nave Mock up monstros Coletores Vídeos no youtube Site* Lâmina para PDV Brinde para Promoção Placa de reconhecimento

QUANTIDADE

CUSTO

15

375,00

9.000

12.000,00

3

12.000.00

5

11.500,00

25

9.000,00

3

10.000,00

1

100.000,00

12.000

3.960,00

6.000

25.000,00

15

200,00

TOTAL GERAL: R$ 209.035,00 *Já considera o custo de manutenção do site para Março.

A ASA pode fechar parceria com outras empresas para fazer a divisão desse total. Por ser uma causa que atinge a todos, várias empresas podem tornar-se parceiras. Inclusive, a ASA já tem uma parceria com a Compesa que gira em torno dessa mesma problemática.

PROJETO O ÓLEO I Plano de Ação

58


10.8. DEFESA Ao longo do projeto, foram percebidos pontos negativos e positivos. Com base nisso, a campanha se desempenhou com o intuito de suprir os contrários e alavancar os prosaicos. Foram, ao todo, levantados seis pontos: 1. Envolvimento: O teaser irá despertar a curiosidade da criança e, a partir disso, começará um processo de envolvimento. Estratégias serão feitas para que agucem ainda mais o interesse dela e, assim, não se desinteressar ao encontrar a parte educacional. A educação ambiental estará constantemente presente no jogo com o intuito de mostrar para a criança a importância de fazer a coleta do óleo de cozinha. E, como tornar esse processo um hábito na vida da criança é algo lento e gradual, foi criado o jogo online para solucionar esse problema. 2. Nichos e Tecnologia: As crianças dão importância ao pertencimento em grupos e, acima disso, a vontade de ter destaque nele. Quando o jogador perceber que há uma forma de ficar na frente dos outros, no caso o processo de troca de moedas por óleo, se empenhará nesse método de coleta. Outro fato importante é o público ter nascido em um berço digital. Por isso, a coleta estar diretamente relacionada a um site trata-se de uma estratégia extremamente pertinente. 3. Participação: Um dos problemas levantados é a falta de inadequação da idade da criança com o manuseio de óleo. Para resolver isso, serão criados tutoriais no jogo para instruir a criança de que PROJETO O ÓLEO I Plano de Ação

59


ela deve pedir aos pais para fazer a coleta. E para também envolvê-la, os pontos de coleta serão nas escolas, logo ela terá a função de levar o óleo ao ponto correto. 4. Alerta Um dos principais pontos levantados é a falta de preocupação em colaborar com problemas cujas consequências não são vistas de imediato. Para sanar essa questão, o planeta dos monstrinhos é o exemplo de como a Terra ficará caso nada seja feito. Dessa forma, é possível enxergar os problemas causados pelo óleo. 5. Idade certa A idade, 9 a 11 anos, é extremamente pertinente por estarem em plena formação da personalidade. Essa fase será aproveitada como uma garantia de que suas atitudes boas continuem para o resto da vida. 6. Oportunidade para as empresas A ASA tem fortes motivos para participar de um projeto como esse. Além de estar presente em uma etapa extremamente importante da vida da criança, que resultará em admiração da parte dela, também ganhará admiração dos pais. São eles que estarão assistindo todo o processo desenvolvido pela empresa.

PROJETO O ÓLEO I Plano de Ação

60


11. CONCLUSÃO

A força de persuasão que a publicidade possui pode ser usada como forte ferramenta para a transformação social. Com base nisso, foi desenvolvida uma comunicação relevante, que influencie diretamente no futuro das pessoas. A proposta buscou ser interessante e natural para que o públicoalvo não se sinta como um instrumento da comunicação, mas, sim, como parceiro dela. Pelo fato do descarte do óleo de cozinha ser um problema alarmante, porém pouco conhecido, as ações propostas buscaram suprir essa falta de conhecimento e, em seguida, propor a solução. A ASA, empresa escolhida, sustenta a proposta do projeto. Com programas de reciclagem de óleo, ela é uma instituição que se mostra preocupada com os problemas socioambientais e, através disso, protege o meio-ambiente e agrega valor a sua marca.

PROJETO O ÓLEO I Conclusão

61


12. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


BUZAN, Tony. The Mind map book. Disponível em: <www.buzanworld.com>. Acesso em: 20 ago. 2009. CARUSI, Robi. Plataformas (de comunicação) do bem. Disponível em: http://www.planejamentocriativo.com/2009/03/plataformas-de-comunicacao-dobem.html. Acesso em: 20 ago. 2009. COOKING OIL How products are made. V. 1. Disponível em: <http://www.madehow.com/Volume-1/Cooking-Oil.html>. Acesso em: 30 nov. 2009. CORREIA, Rosiane. Da cozinha para a usina. Revista Biodieselbr, Rio de Janeiro, ano I. nº 4, Abr/Mai 2008. INSTITUTO ALANA. Decisão de pais e filhos. Disponível em: <http://www.alana.org.br/CriancaConsumo/NoticiaIntegra.aspx?id=6461&orige m=23>. Acesso em: 23 Nov. 2009. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA – IBGE. Estimativas populacionais dos municípios em 2009. Disponível em: <www.ibge.gov.br>. Acesso em: 25 nov. 2009. JERSILD, Arthur T.; Marta Botelho E de [Trad.]. Psicologia da criança. Traduzido do original: CHILD PSYCHOLOGY. 3ª Ed. Belo Horizonte: Itatiaia, 1973. KOTLER, Philip. Administração de Marketing. São Paulo: Prentice Hall Brasil, 2000, 10ª edição. KOTLER, Philip; ROBERTO, Eduardo L. Campus, 1992.

Marketing social.

Rio de Janeiro:

PROJETO O ÓLEO I Referências Bibliográficas

63


LAW, Dorothy N; HARRIS, Rachel. As crianças aprendem o que vivenciam: o poder do exemplo dos pais na educação dos filhos. 3ª ed. São Paulo: Sextante, 2003. LOIOLA, Rita. Geração y. Revista Galileu, edição 219, São Paulo. Outubro de 2009. MIZRAHI, Beatriz Gang. A relação pais e filhos hoje: a parentalidade e as transformações no mundo do trabalho. São Paulo: Loyola, 2004. MONTIGNEAUX, Nicolas. Público-alvo: crianças - a força dos personagens e do marketing para falar com o consumidor infantil. Rio de Janeiro: Campus, 2003. ÓLEO de cozinha. Brasil Escola. Disponível em: <http://www.brasilescola.com/geografia/oleo-vegetal.htm>. Acesso em: 15 ago. 2009. COMPESA. Meio ambiente norteia programação de evento da Compesa. Disponível em: <http://www.compesa.com.br/index.php?option=content&task=view&id=575&Itemi d=>. Acesso em: 23 set. 2009. THE INDEPENDENT FORECASTING SERVICE FOR OILSEEDS – THE OIL WORLD, Oils & Meals Providing. Primary Information - Professional Analysis Unbiased Opinion. Disponível em: <www.oilworld.biz>. Acesso em: 07 out. 2009. WEINBER, Monica. Comece a reciclar. Disponível em: <http://veja.abril.com.br/050907/p_118.shtml>. Acesso em: 15 nov. 2009. ZANLUCA. Júlio César. Engajamento social: fator de desenvolvimento social. Disponível em: <http://www.guiatrabalhista.com.br/tematicas/engajamento.htm>. Acesso em: 10 out. 2009. PROJETO O ÓLEO I

64

Referências Bibliográficas


DIREÇÃO DE ARTE: Vívian Presbytero. ILUSTRAÇÃO: Marcel Calbusch. MONTADOR: Cícero José.



Projeto Oléo