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Do Brasil de Raízes às Andanças da Ginga Conheça as expressões artísticas que manifestam a cultura africana na dança e na música. Puxada de Rede, Côco de Roda, Jongo, Maculelê, Samba de Roda, Dança dos Orixás e Afoxé são as manifestações que fazem parte do Show Cultural. O Ibaô se expressa pela ancestralidade dos terreiros, sob a benção de Xangô, Oxum e de Mãe Iberecy do Terreiro Chão das Águas, com sua história na comunidade há mais de 40 anos. A manifestação empolga e transmite a paz, tem seus instrumentos, atabaques ou Ilús, timbal, xequerê (xequeré, abê ou afoxé), agogô e alfaia e estabelece parcerias com os grupos Afoxé Oyá Alaxé, de Olinda, e Oyá Obirim Odé, de Hortolândia. Página 2

Ponto de Cultura Ibaô preserva a cultura africana Vinculado ao Instituto Baobá de Cultura e Arte, o Ponto de Cultura Ibaô é uma iniciativa que preserva a história das expressões artísticas e culturais de matriz africana. Desde a década de 80, havia um grupo de capoeira comandado pelo Mestre Tedi que ao passar dos anos foi agregando outras manifestações da cultura africana, como valores culturais, a importância da preservação e a continuidade dos ensinamentos do mestre Tedi e de outros mestres que participaram do grupo e ainda convivem com ele. “A capoeira nos levaria para outras dimensões da cultura” comenta a coordenadora do Ponto de Cultura Alessandra Gama. Hoje, com 30 anos de trajetória o grupo encontrou apoio na validação do Ponto de Cultura, momento que resultou em estimulo e incentivo para propagação da proposta que

já vinha sendo mantida em Campinas. O contato com outros Pontos de Cultura e os recursos do convênio possibilitaram dar início a qualificação do espaço físico (sede), aquisição de equipamentos, acervo, projetos e programa cultural junto a comunidade. O público alvo do projeto está concentrado na região Norte de Campinas, região periférica urbana da Vila Padre Mano el de Nóbrega e s eu entorno, que envolve outras cinco comunidades: Recanto dos Pássaros, Parque dos Eucaliptos, Jd. Londres, Jd. Garcia, Vila Castelo Branco. A participação do público se dá em diferentes níveis, considerando a importância de garantia do protagonismo e do pertencimento social e cultural dos cidadãos e cidadãs da comunidade. Página 3

Celebração dos 30 anos de memória no Ibaô Ponto de Cultura Ibaô faz o convite para celebração dos 30 anos de história e de memória da Capoeira e das culturas de matriz africana, iniciadas por Mestre Tedi (em memória) e Mãe Iberecy. O evento conta

a participação de integrantes da comunidade e do Grupo Cultural Jongo da Serrinha, para compartilhar momentos, numa vivência mágica, com uma grande roda de Jongo. Página 4

Grupo de capoeira comandado pelo Mestre Tedi deu inicio a proposta que, anos depois, resultaria no Ponto de Cultura Ibaô

Capoeira é arte O programa Capoeira Arte Educação Cultural Cidadania (Caec) foi introduzido no Ponto de Cultura para ensinar as crianças de 7 a 12 anos a vivência da capoeira a partir de atividades lúdicas. Página 3

Seminário debate cultura imaterial em maio O Instituto Baobá de Cultura e Arte - Ponto de Cultura Ibaô promove, entre 17 e 20 de maio, o I Seminário de Patrimônio Cultural Imaterial Cultura Viva – Pontos de Cultura. O objetivo do evento é fomentar o debate sobre

cultura imaterial e promover a troca de experiências. As principais motivações para este Seminário decorrem dos últimos encontros de capacitação e formação, sob a temática “Patrimônio Imaterial e Culturas Tradicionais”. Página 4


Ano I - nº01

Do Brasil de Raízes às Andanças da Ginga

Editorial

Quem somos Somos um coletivo que vivencia a preservação e memória da Capoeira e do Patrimônio Cultural de Matriz Africana, difundidos pela nossa comunidade há mais de 30 anos. Nosso objetivo é fortalecer, dar continuidade e disseminar as raízes da nossa cultura, por meio de práticas educativas e artísticas que dirigem à formação da cidadania, das relações étnicas e da identidade cultural brasileira na sociedade contemporânea. Em síntese, o Ibaô se propõe a criar, unir e multiplicar as ações em rede, por meio de parcerias c om out r a s c omu n i d a d e s , g r up o s e i ns t itu i ç õ e s qu e compartilham da diversidade cultural, colaborando com o desenvolvimento pessoal e colet ivo, p or meio de prop ost as e inici at ivas de salvaguarda e memória dos ofícios, costumes, tradições e saberes da nossa cultura, em especial, a preservação da memória de Mestre Tedi. Nosso legado tem a participação e parceria de Mestres e Mestras

da Cultura Popular; Zeladoras e Zeladores de Axé; grupos, educadores, amigos e familiares que compartilham seus saberes, conhecimentos e tradições. Em momentos privilegiados na trajetória e existência do Ibaô, dos quais honramos citar Mãe Iberecy; Bá; Mãe Maria de Ibeji; Mãe Eleonora; Baba Tologi; Geizo de Xangô; Tata R a i mu n d o K a s u t e m i ( e m memória) - Bankoma (BA); Iyá Maria Helena - Afoxé Oyá Alaxé (PE); Mestre Lumumba; Mestre Shacon Vianna - Maracatu Porto Rico (PE); Dona Cici - Fundação Pierre Verger (BA); Dona Naná Ilê Axé Opô Afonjá (BA); Dona Zilda Paim (BA); Dona Selma do Coco (PE); Any Manuela Freitas - Samba de Roda de Dona Dalva (BA); Alessandra Ribeiro; Profª. Luciane Oliveira (PUC Campinas); Profº Euzébio Lobo (Unicamp); Célio Turino; Mestre Tedi (em memória); Mestre Marquinhos Simplício; Mestre Ralil (DF); Metre Tucano (PI); Mestre Touro (PI); Mestre Papagaio (PE) e Toshiro (Luthier).

Expediente Pontão de Cultura Jornal do Ponto Coordenador Cultural: Murilo Oliveira Articuladora: Eliana Silveira Estagiários: Karina Koch, Marina Schmidt, Eduardo Kaze, Bruno Praun Coelho e Nilton Faria de Carvalho. Oficina de Design Gráfico: Natália Balladas Editoração e Arte Final: Natália Balladas

Martins Lopes; Bruna Cristina Gama Campagnuci; Bruna Helena Vicente C outinho; Camila Barros Balbino da Silva; Mayara Stefani de Souza Rodrigues; Polyana Pimentel; Renata Damas

Ponto de Cultura: Ibaô Participantes: Alessandra Regina Gama; Bianca Lucia Este periódico é produto das oficinas de jornal promovidas pelo Pontão de Cultura Jornal do Ponto, projeto da Associação dos Jornais do Interior do Estado de São Paulo (ADJORI-SP) em convênio com o Ministério da Cultura sob o nº 748226/2010.

Realização

Realização

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Herança cultural preservada pela expressão artística

Por volta de 2002, na sede de capoeira Raízes do Brasil em Campinas, foi criado o espetáculo Brasil de Raízes, apresentando as manifestações culturais e trazendo o conhecimento de matriz africana para comunidade. Dentro desse grupo apresentam-se: - Puxada de rede do xaréu: conta a história dos pescadores que saiam para trabalhar de madrugada para lançar as redes pela manhã, havia relatos e contos sobre pescadores que não voltavam para casa. Acompanhado de cantos que representam a dificuldade daquele povo e os pés descalços dançando ao som dos tambores. “Acredito que fazemos a puxada de rede por ser uma atividades exercida pelos negros em sua liberdade, assim como a capoeira, por isso essas manifestações vêm em conjunto“, afirma o grupo. - C ô co de R o d a: é uma manifestação tradicional litorânea de Maceió e Olinda. O côco tem como instrumento o pandeiro e a alfaia acompanhados de cantos e palmas. Quem deu o ensino para o grupo foi Dona

Selma do Côco (Selma Ferreira da Silva). A expressão também revive pela dança os momentos de trabalho coletivo entre comunidades vizinhas. - Jongo: é uma manifestação de origem Sudeste. Tem a essência dos tambús e candongueiros, dos mais velhos e mais novos, transmitido de geração em geração. Ritmado pelos pontos (canto) e palmas, a manifestação vem com uma grande ancestralidade e energia. - Maculelê: tem referência do Recôncavo baiano (Santo Amaro) do Mestre Popó, citado em muitas cantigas. O maculelê tem como instrumento os atabaques,usados em conjunto com o canto e o som dos lelés (madeiras), usados por cada participante. O par de lelés representa a arma dos negros em uma guerra. A manifestação pode ser considerada tanto como dança, como luta. Assim como a capoeira, é uma arte. - Samba de Roda: é uma das manifestações mais populares. O samba de roda das apresentações tem referência da cultura baiana e paulista. É uma expressão vinda de terreiros, tendo como instrumento o timbal, reco-reco, pandeiros,

cavacos, violão, atabaques, prato, caxixís, palmas e cantos. - Dança dos Orixás: tem origem africana. A dança não focada na religião vem dos terreiros de umbanda e candomblé, composto por atabaques e agdavis (varetas). D e p oi s d e a l g u n s an o s , apresentações e conhecimento, o grupo de capoeira Raízes do Brasil conseguiu o seu Ponto de Cultura batizado como Ibaô. Em 2008 o espetáculo Brasil de Raízes se desenvolveu e virou Andanças da Ginga, desde então o Show Cultural não parou de crescer, tendo mais uma manifestação: - Afoxé: significa o poder da palavra. O Ibaô se expressa pela ancestralidade dos terreiros, sob a benção de Xangô, Oxum e de Mãe Iberecy do Terreiro Chão das Águas, com sua história na comunidade há mais de 40 anos. A manifestação empolga e transmite a paz, tem seus instrumentos, atabaques ou Ilús, timbal, xequerê (xequeré, abê ou afoxé), agogô e alfaia e estabelece parcerias com os grupos Afoxé Oyá Alaxé, de Olinda, e Oyá Obirim Odé, de Hortolândia.


Ano I - nº01

Ponto de Cultura preserva a memória da cultura africana Desde a década de 80, havia um grupo de capoeira comandado pelo Mestre Tedi que ao passar dos anos foi agregando outras manifestações da cultura africana, como valores culturais, a importância da preservação e a continuidade dos ensinamentos do mestre Tedi e de outros mestres que participaram do grupo e ainda convivem com ele. “A capoeira nos levaria para outras dimensões da cultura” comenta a coordenadora do Ponto de Cultura Alessandra Gama. Em 2004, o grupo tomou conhecimento do programa Cultura Viva e do edital de Pontos de Cultura oferecidos em parceria com a Secretaria de Cultura do Estado e o Ministério da Cultura, e houve interesse em participar com o objetivo de dar continuidade à cultura africana. Somente em 2009 o projeto foi selecionado, a partir de então nos tornamos Pontos de Cultura Memória. O contato com outros Pontos de Cultura e os recursos do convênio possibilitaram dar início a qualificação do espaço físico (sede), aquisição de equipamentos, acervo, projetos e programa cultural junto a comunidade. “Não temos só a intenção de ser um grupo artístico, as atividades visam proporcionar além da convivência, um ambiente de produção e troca de conhecimentos, de saberes e de valorização da memória e do

Proposta contempla todas as faixas etárias

Tudo começou com grupo de capoeira

patrimônio cultural”, acrescenta Alessandra. Os beneficiados pelo projeto O público alvo do projeto está concentrado na região Norte de Campinas, região periférica urbana da Vila Padre Mano el de Nóbrega e s eu entorno, que envolve outras cinco comunidades: Recanto dos Pássaros, Parque dos Eucaliptos, Jd. Londres, Jd. Garcia, Vila Castelo Branco. A participação do público se dá em diferentes níveis, considerando a importância de garantia do protagonismo

e do pertencimento social e cultural dos cidadãos e cidadãs da comunidade. Coordenadores David Rosa é o coordenador geral do Ponto, professor de capoeira que deu continuação ao trabalho do mestre Tedi. Alessandra Regina Gama é coordenadora de projetos e programação cultural e está no grupo desde 2001. Ela se dedica aos projetos e articulações nas redes dos pontos e participou da construção do coletivo que originou o instituto.

CAEC- Capoeira Arte Educação Cultural Cidadania O programa Capoeira Arte Educação Cultural Cidadania (Caec) foi introduzido no Ponto de Cu ltur a p ar a ensinar as crianças de 7 a 12 anos a v ivênc i a d a capoeira a partir de atividades l ú d i c a s , q u e e s t i mu l a m a convivência em gr up o p or meio da oralidade, fazeres artísticos, musicalidades e historialidades. Com o objetivo de inserir as crianças no aprendizado da capoeira e de outras tradições africanas, a oficina acontece nas terças e quintas-feiras, das 7h30 às 21h e tem capacidade para atender 45 participantes. A aula é composta pelo to qu e d e b e r i mb au, ro d as

Projeto Ponto de Memória

Programa estimula a convivência por meio de atividades lúdicas

d e l e itu r a , j o g o s t e at r a i s , danças e cantigas de roda. “Ser capoeirista faz parte de

um universo amplo que se liga com outras tradições”, conclui Alessandra.

O Ponto de Memória Ibaô visa: integrar as ações convergindo para o reconhecimento do espaço como articulador social de grande relevância comunitária; fortalecer a apropriação pela comunidade, dos bens imateriais, simbólicos, materiais e do patrimônio cultural e local; promover as práticas educativas que valorizam a tradição oral na transmissão e expressão dos saberes. O projeto beneficiará a todas as faixas etárias da população. Ao público idoso a proposta privilegia o registro de depoimentos, vídeos e exposições de objetos simbólicos, visando à reconstrução e valorização da memória. As atividades são executadas por jovens, p ar t icip antes d as of icinas oferecidas gratuitamente com ajuda de custo (alimentação e

transporte) para participação, como forma de promover a capacitação, qualificação e formação de agentes culturais sociais. Para os estudantes (crianças e adolescentes), é oferecida uma programação educativa, em parceria com as escolas e universidades, para promover o acesso e a reflexão crítica acerca do patrimônio cultural vivo da comunidade, suas formas de valorização, preservação, difusão e replicação, bem como a extensão de atividades para o público em geral. Os projetos e iniciativas são elaborados de forma a articular e contemplar os seguintes eixos: - Pro du ç ã o s i mb ó l i c a e preservação da memória - Cultura, educação e cidadania - Cultura e desenvolvimento sustentável.

Proposta do Iê Ibaô Oferecemos atividades abertas ao público, que interage em múltiplas linguagens, forma e expressões por meio de oficinas culturais; roda de capoeira e d e d an ç a s t r a d i c i on ai s ; grupos de leitura e estudos; encontros; palestras; workshops e seminários; produção artística e ensaios; visitas monitoradas; produção audiovisual e cultura digital; exposição, conservação e manutenção de acervo. Endereço: Rua Ema, nº 170 Vila Padre Manoel de Nóbrega - Campinas, SP - CEP 13061-350 Telefones: (19) 3727-0606 /33425911 / 3342-5912

Celular: (19) 9111-3747 / 91730887 E-mail: pculturaibao@gmail.com Perfil no Facebook: Ponto de Cultura Ibaô Coordenação Geral: David Rosa - E-mail: davidraizes@ hotmail.com / davidcapoeira@ terra.com.br Coord. de Projetos e Programação Cultural: Alessandra Gama E-mail: alessandrargama@terra. com.br / alegamacapoeira@ gmail.com Coordenação Administrativa: Adriana Campagnuci - E-mail: adriana2905@gmail.com 3


Ano I - nº01

Celebração dos 30 anos de memória no Ibaô Vivência e roda com a Comunidade Jongo da Serrinha A associação Grupo Cultural Jongo da Serrinha (GCJS) foi criada em 2000 com o objetivo de dar continuidade aos trabalhos de preservação do patrimônio histórico do jongo e assistência social desenvolvidos há mais de 40 anos por Vovó Maria Joana Rezadeira e Mestre Darcy do Jongo. Em 2001, o Grupo Cultural Jongo d a S er r in ha (GCJS) inaugurou no alto do Morro da Serrinha o Centro Cultural Jongo da S errinha (CCJS), onde acontece o projeto Escola de Jongo. Seu projeto político-pedagógico é baseado na preservação da memória e na valorização da cultura e de patrimônios locais. O Jongo é mais que uma for ma de express ão. Além da dança, dos tambores, de toda magia e encantamento presentes, aqui falamos também de um modo coletivo de manter viva a memória d o s n o s s o s a nt e p a s s a d o s , c ar a c t e r í s t i c o d e a l g u m a s comunidades do Sudeste e das heranças culturais que o povo Bantu nos deixou. A s s i m c o m o o Jo n g o, a Capoeira, o Samba, o Maculelê, o Côco e o Afoxé (entre outras expressões culturais de matriz africana) são tradições que resistem ao tempo e permeiam as relações sociais coletivas, os saberes, os ritos, os modos de fazer, viver e de aprender, que dão sentido à afirmação da identidade entre as comunidades de matriz africana e em nossas tradições.

Em 2002 conhecemos o Jongo por meio do Mestre Roberto Dídio (M. Chocolate), que havia morado alguns anos no R io de Janeiro e como capoeirista, teve contato com a Comunidade do Jongo da Serrinha, em rodas e apresentações do grupo. O Jongo t amb é m no s t rou xe muitas histórias, sentidos e referências da cultura Bantu. O sambista e mestre Aniceto do Imp ér io, em uma de suas composições, atribui a familiaridade ancestral entre a Capoeira e o Jongo:

“Capoeira quem é teu pai? sou filha de bamba, eu nasci do jongo, sou africana irmã do samba...” (Quem é teu pai - Aniceto do Império) Acompanhamos apresentações do Jongo da Serrinha em Campinas e São Paulo (2003 e 2 0 0 4 , re s p e c t iv am e nt e ) , guardamos com muito carinho a presença de todos os integrantes e da querida Tia Maria, também das cantigas e da dança que invadia nossos corações a cada momento. Passamos a cantar e dançar o Jongo da Serrinha nas rodas de Capoeira e nas apresentações do grupo, sobretudo, reconhecer a influência da dinâmica circular tão ancestral e tão presente em nossa história e memória. Na mesma época a cidade de Campinas foi presenteada pela memória do Jongo, com a formação Dia: 21 de abril Horário: às 15h Contribuição: R$ 15 por pessoa Vagas: limitadas Local: Ponto de Cultura Ibaô

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Ponto de Cultura realiza Seminário Com o objetivo de promover a troca e estabelecer diálogos entre Pontos de Cultura e Comunidades Tradicionais que têm ações voltadas ao patrimônio cultural imaterial, Instituto Baobá de Cultura e Arte - Ponto de Cultura Ibaô promove, entre 17 e 20 de maio, o I Seminário de Patrimônio Cultural Imaterial Cultura Viva – Pontos de Cultura. As principais motivações para este Seminário decorrem dos últimos

encontros de capacitação e formação, sob a temática “Patrimônio Imaterial e Culturas Tradicionais”, ocorridas nos Encontros da Rede de Pontos de Cultura do Estado de São Paulo (2010 e 2011), no qual a totalidade dos participantes elucidaram inquietações acerca da temática, fervilhando a necessidade de outros momentos e espaços de discussão e construção coletiva, bem como de outros grupos de trabalhos.

Programação (sujeita a alterações) 17/05 – Quinta-feira

da Comunidade Jongo Dito Ribeiro, que são nossos irmãos e parceiros. Em 2005 tivemos a op or tunidade de conhecer a comunidade do Jongo São José, em viagem ao Quilombo São José da Serra, em Valença, Rio de Janeiro, organizada pelo Jongo Dito Ribeiro. Nos pr i me i ro s ano s d o ‘Ar r ai á d o J o n g o D i t o R i b e i r o’ sentimos o encanto de estar na roda com os jongueiros de Guará (Guaratinguetá), d a c o mu n i d a d e Jo n g o d o Ta m a n d a r é ( S P ) . A ‘ Te i a 2010’, encontro da rede dos Pontos de Cultura, foi outro g r an d e m om e nt o e s p e c i a l entre o Ibaô e o Jongo, pois e s t ive m o s n a pre s e n ç a d e mestres e jongueiros de muitas comunidades, como Piquete (SP), Barra do Piraí, Vassouras e Pinheiral (RJ), além da Serrinha, Guará e Dito Ribeiro. Neste momento, convidamos a tod@s para celebrar conosco 30 anos de história e de memória da Capoeira e das culturas de matriz africana, i n i c i a d as p or Me st re Te d i (em memória) e Mãe Iberecy, em nossa comunidade. Estaremos recebendo no Ponto de Cultura Ibaô integrantes da comunidade e do Grupo Cultural Jongo da Serrinha, para compartilharmos momentos, numa vivência mágica, com uma grande roda de Jongo. Salve o Jongo! À Benção dos jongueiros velhos, benção aos jongueiros novos! Rua Ema, 170 - Vila Padre Manoel da Nóbrega Campinas - SP Tel.: (19) 3342-5911 / 5912 E-mail: pculturaibao@ gmail.com

19h00 – Recepção/Credenciamento de participantes 19h30 – Composição da mesa de abertura – falas de boas vindas 20h00 – Apresentações culturais 18/05 – Quinta-feira 08h00 – Café da manhã receptivo 10h00 – Fala inspiradora: Mestre da Folia de Reis Mesa técnica: Panorama das políticas públicas do Patrimônio Cultural Imaterial 11h00 – Formação de plenária – perguntas para a mesa 12h00 – Almoço 14h00 – Exposição sobre Museologia Social (Técnico (a) do IBRAM) 14h45 – Exposição sobre Educação Patrimonial (em aberto/IPHAN) 15h30 – Perguntas da plenária para a mesa / Bate papo 16h00 – Intervalo / Lanche 18h00 – Programação cultural

Contatos:

Instituto Baobá de Cultura e Arte – Ponto de Cultura Ibaô - Rua Ema, 170 – Vila Padre Manoel de Nóbrega - CEP 13061-350 Telefones: (19) 3342-5911/5912 / (19) 9173-0887 Site: www.pontodeculturaibao.

20h00 – Encerramento 19/05 – Sábado 08h00 – Café da manhã receptivo 09h00 – Mesa temática: Práticas sociais de Patrimônio Cultural Imaterial 10h30 – Perguntas da plenária para a mesa / Bate papo 12h00 – Almoço 14h00 – Grupos de trabalho – Apresentações, trocas de experiências e elaboração documental 18h00 – Rodas de encerramento 19h00 – Lançamento do projeto “Ponto de Memória – Museu Ibaô: memória social da Capoeira e das culturas de matriz africana” 20/05 – Domingo 10h00 – Exposição de práticas e projetos: Patrimônio Imaterial nos Pontos de Cultura 12h00 – Composição da mesa de encerramento (a definir representantes/participações) blogspot.com E-mail: pculturaibao@gmail.com Alessandra Gama Coordenadora de Projetos e Programação Cultural alessandrargama@terra.com.br / alegamacapoeira@gmail.com

Programação do Ibaô – Primeiro Semestre de 2012 Capoeira

Centro Cultural de Capoeira Raízes do Brasil Terça/Quinta: 19h30 às 20h30 – crianças e adolescentes de 06 a 12 anos e 20h30 às 22h – jovens e adultos, a partir de 13 anos. Sábado: 13h30 às 15h – turma mista e roda de capoeira * Das 09h às 12h – Escola Municipal do Pq. Oziel (alunos e comunidade em geral) ** Rodas de confraternização e aniversariantes toda última quinta feira do mês, às 20h **

Conversa de Terreiro

Conversas e histórias sobre tradições de matriz africana. Vivências e rodas de Maculelê, Samba de roda, Coco de roda, Jongo, Puxada de Rede do Xaréu e Dança Afro. Sábado: às 15h30

Afoxé

Ensaios aos sábados a partir das 17h

Cine Cultura

Toda última sexta-feira do mês, às 19h. Exibição e bate papo. Março, dia 30 – Documentário “Cidade das Mulheres”, de Lázaro Farias Abril, dia 27 – Documentário “Ori”, de Beatriz Nascimento Maio, dia 25 – Filme “Narradores de Javé”, Eliane Caffé Junho, dia 29 – Documentário “Pierre Verger: mensageiro entre dois mundos”, de Lula Buarque de Hollanda

Cultura e Saúde

Segunda feira: das 14h às 16h (Prof. Vanessa Fernandes) Quarta feira: das 08h às 11h30 (Equipe multidisciplinar Centro de Saúde Integração e PUCC)

Jornal Iê Ibaô  

Jornal Iê Ibaô de Campinas

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