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alvez a banda curitibana Terminal Guadalupe, ou TG para os íntimos, seja uma das únicas a iniciar sua carreira no cinema.

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O filme em questão, é o curta Burocracia Romântica, lançado em 2003. A trilha sonora foi o primeiro álbum e nada melhor que já na estreia ser escolhido entre os cinco melhores lançamentos independentes pelo crítico Arthur Dapieve do jornal O Globo. Antes desta ocasião, o TG era um projeto pessoal do vocalista e letrista Dary Jr. A evolução veio com o guitarrista Allan Yokohama, juntos eles formariam o núcleo criativo da banda. Logo na sequencia, foram incorporados à banda, o baterista Fabiano Ferronato e o baixista Rubens K. Já com o primeiro álbum, chamado de Você vai perder o chão, a banda foi eleita o como melhor disco

independente pela revista Laboratório Pop, além de ter a chance de abrir um show da banda Placebo. O próximo prêmio viria pela Associação Paulista dos Críticos de Arte, que elegeu a regravação Que Saudade de Você, de Odair José, como Melhor Projeto Especial na categoria MPB. Mas o ápice do TG ainda estava por vir. Em 2007, a crítica especializada, a revista VEJA e o jornal Folha de S. Paulo aclamou o álbum A Marcha dos Invisíveis, que foi lançado em CD, mp3, SMD, pendrive (estratégia ainda inédita no Brasil) e toque para celular. Além das canções, a versão em SMDV ainda continha o clipe Pernambuco Chorou, que logo depois fez enorme sucesso. De Curitiba para o Brasil. Esta foi a jornada a seguir. Com o respeito da crítica, o Terminal Guadalupe foi mostrar seu trabalho em várias regiões do país. O videoclipe da música Pernambuco Chorou também fez bastante sucesso; com destaque na MTV, Multishow e no Festival da Nova Arte Brasileira em Barcelona. Inovação sempre foi a marca da banda. A maior aposta veio em 2008, ano que a banda lançou seu primeiro álbum ao vivo e integralmente virtual. Como despontar para o Anonimato foi vendido apenas em tocadores de mp3. Este foi o único trabalho de Lucas Borba com a banda, que entrou em 2006 e saiu em

2008. Com mais fama, mais verba, a banda chamou o produtor norte-americano Roy Cicala (John Lennon, Bruce Sprongsteen, Aerosmith) para lançar o EP O Tempo vai me Perdoar. A formação que deu vida ao álbum foi desfeita em 2009, juntamente com a própria Terminal Guadalupe, num processo estranho e mal explicado, com divagações em rede social, postadas por Allan Yokohama: - “ O single O Tempo vai me Perdoar , com a música título e mais 3 canções inéditas está sendo finalizado em São Paulo e marca a despedida – pelo menos por ora - da banda. Os integrantes resolveram se dedicar a outros projetos musicais e pessoais.” Porém, mesmo após as pesadas declarações, a banda TG voltaria em 2010 com uma nova formação (Dary Junior, Claudio Farinhaque, Diogo Roessler, Phil e Dartagnan Filho) e lança o EP O Explorador de Telhados que traz uma sonoridade diferente de outrora. A nova formação não dura muito e em 6 de fevereiro de 2011, às 15 horas, a banda realiza seu show de despedida em Guaratuba, criando uma música para a ocasião, que se chamou Forca.

www.myspace.com/ terminalguadalupe

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Curitiba on the rocks  

Livro feito como trabalho de conclusão de curso de Shuellen Woitovicz e Natália Calvoso, finalizado em 2012.

Curitiba on the rocks  

Livro feito como trabalho de conclusão de curso de Shuellen Woitovicz e Natália Calvoso, finalizado em 2012.

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