Page 1


Isso de querer ser exatamente aquilo que a gente ĂŠ, ainda vai nos levar alĂŠm. Paulo Leminski


Gostaríamos de

agradecer

ao meu pai, à minha mãe e especialmente à você.


gp 13 gp 23


pg 53

gp 31

gp 45


4

,3,2,1...

Como um namoro tem o primeiro beijo. Como uma música tem o primeiro acorde. Como uma letra tem a primeira estrofe. Como um porre tem a primeira dose. Como um show tem a primeira batida de baqueta, este livro também tem um começo. Então sirva a primeira dose. On the rocks ou cowboy, tanto faz. Vai começar o show e é bom você entrar no clima. Nas próximas páginas você vai conhecer um pouco dos hábitos e o habitat de um espécime pouco conhecido, talvez pelo comportamento arredio, o curitibano. Vamos apresentar as principais casas noturnas da cidade, os palcos por onde passaram grandes bandas do cenário musical brasileiro. Mas não é delas que vamos falar. Como bairristas que somos, a ideia é apresentar os nossos músicos, mostrar para o Brasil que também existe vida inteligente, e criativa, na capital paranaense. Talentos, são muitos. Mas, claro, não poderíamos

falar de todo mundo. Por isso, 19 bandas foram escolhidas para representar o que Curitiba tem de melhor. São grupos de diferentes épocas, que representam estilos, ritmos e fãs. O bom é que neste caso pode misturar a vontade. Se você tiver dor de cabeça no dia seguinte é por que o volume estava alto demais. Ao final deste livro, você vai ver a cena musical curitibana com outros olhos. Vai conhecer histórias e personagens que estão no imaginário local e que representam a diversidade local. Vai descobrir sons e lugares que não imaginava, uma ótima pedida para quem está sem planos para o sábado a noite. Em troca, tudo o que pedimos é que o conteúdo deste livro não fique apenas nas prateleiras. Ouça os discos, visite os bares, explore os sons e os lugares que vamos apresentar aqui. E se precisar de companhia, pode nos convidar.


principais palcos

PEDREIRA PAULO LEMINSKI O ritmo e a batida do rock sempre esteve em sua história. Seja como antiga pedreira municipal, usina de asfalto e principalmente a partir de 1990, como um dos maiores palcos curitibanos. O paredão de 30 metros, seu palco de 480m2 e sua acústica perfeita já foram o cenário para shows de Paul McCartney, David Bowie, Ramones, Sepultura, ACDC, entre outros. Desde 2008, uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do Meio Ambiente impede que eventos de qualquer espécie aconteçam no local. Em 2009, um manisfesto público liderado por um vereador municipal e com apoio em várias redes sociais, conseguiu mais de 17.000 assinaturas. Em 23 de fevereiro de 2012, uma liminar concedida pela juíza Mariana Gusso, da 4a Vara da Fazenda Pública concedeu a reabertura. Agora, é só esperar que as pedras vão rolar novamente.

#10

WONKA Inaugurado em 2005, o nome faz uma óbvia referência ao filme A Fantástica Fábrica de Chocolates. Situado no centro histórico de Curitiba, o espaço promove além de uma vasta programação musical, eventos de outras natureza, como teatro, poesia, galeria, entre outras. Para o público eclético, nada melhor. No Wonka, ouve-se de quase tudo. Do rock independente, passando pelo indie, eletrônica, samba de raiz, jazz e blues.

TUC

O Teatro Universitário de Curitiba, aberto em 1978, já foi o palco de grandes peças, mostras universitárias e também de muitos shows de bandas independentes que fizeram história. Atualmente, o TUC leva o nome de Ivo Rodrigues, ex- vocalista da banda Blindagem, que realizou um show memorável no local em 1978 . Ivo faleceu em 2010 e neste mesmo ano, o TUC foi o palco do chamado Panelaço, festival que tinha como objetivo homenagear artistas paranaenses. O mesmo evento também iniciou a Virada Cultural de Curitiba de 2010. Neste show, o vocalista foi homenageado pela sua própria banda, juntamente com outras 13 participações.

THE PEPPERS Desde 2003, a esquina das ruas Inácio Lustosa e Trajano Reis é o lar das bandas independentes de Curitiba. Primeiramente como o famoso bar Motorrad e a partir de 2010 como o atual The Peppers. Pelos seus palcos já passaram bandas como Feichecleres, Relespública, Anacrônica, Pelebrói Não Sei, entre muitas outras que fazem parte do cenário curitibano. Independente do nome, Motorrad ou The Peppers, a esquina do centro histórico continua sendo um dos principais pontos do rock alternativo da cidade.


EMPÓRIO SÃO FRANCISCO O bairro e o prédio são antigos. A música predominante é o bom e velho rock n’roll, mas reúne sempre pessoas de todas as idades. Este é o clima do Empório São Francisco que está prestes a completar 15 anos ininterruptos de história. Localizado no bairro São Francisco, o bar já virou sinônimo dos fãs de Beatles, Jimmy Hendrix, Led Zeppelin, The Doors, entre outros monstros sagrados. Atualmente, o bar abre de domingo a domingo, possui espaço para 480 pessoas e em sua agenda, uma atração especial.

JAMES O conhecido ponto de artistas, intelectuais e jornalistas inaugurado no final dos anos 90, tornou-se há 3 anos uma autêntica balada indie que é referência no meio. Diversas bandas alternativas de Curitiba, São Paulo, Porto Alegre e renomados DJ’s fazem do James uma boa opção para um público segmentado e exigente. Não é a toa que por lá ja passaram músicos do Breeders e do Foo Fighters, além de conceituados críticos de música de São Paulo e do Rio de Janeiro.

SLAINTE Slainte (lê-se Slontcha) é uma saudação irlandesa de boas vindas. Típico bar irlandês, o proprietário trouxe a mobília e a decoração diretamente de sua cidade natal, em Waterford, Irlanda. Para acompanhar a Guiness, nada melhor que sua variada programação de rock ao vivo. No Slainte se apresentam desde covers dos anos 60 aos 90, além de bandas independentes. Tudo sempre com a melhor qualidade.

#11

JOKERS Bar? Boate? Museu? Restaurante? Todos no caso. Este é o conceito do Jokers. Uma opção para qualquer ocasião como seu próprio nome já revela. Fundado em 2002,o Jokers fica num casarão do início do século 20 bem no centro da cidade e sua programação musical atende quase todos os estilos. No seu palco principal ou no secundário, rolam sempre o melhor do rock n’roll, folk, blues, jazz, entre muitos outros.


#12


#13


#14


B

lindagem leva a sério a palavra “clássico”. É a primeira banda paranaense de rock a fazer sucesso, mas, é claro, teve tempo de sobra para tentar. Formada em 1977, a primeira formação contava com Paulo Juk no baixo, Amauri Stochero, vocal e guitarra, Alberto Rodriguez também na guitarra e Mário Júnior na bateria.

Com um rock cru, visceral e muito sincero, logo a banda começou a fazer sucesso. Um ano após o primeiro acorde eles topavam qualquer parada, tocavam em bares, ginásios, parques, clubes. Mas logo vieram os primeiros festivais, dando mais projeção e conquistando os primeiros fãs. Pouco tempo depois, ainda nos anos 70, entrou em cena um nome que no futuro até mesmo se confundiria com o da banda, Ivo Rodrigues, então vocalista da banda “A Chave”. No início, Ivo apenas compôs músicas com o grupo e Paulo Leminski, principal nome da

cultura e literatura paranaense. A parceria se chamou “Ivo e Blindagem”, mas logo em seguida, antes mesmo da virada da década, o cantor se juntaria definitivamente à banda. O primeiro LP (se você tem menos de 25 anos procure no Google) veio dois anos mais tarde. Homônimo à banda, o trazia o primeiro sucesso, música que credenciaria a banda a shows em todo o país e abriria as portas dos principais programas de televisão da época: “Marinheiro”, composta por Ivo Rodrigues e Paulo Leminski. Nos anos seguintes a Blindagem manteve o cronograma de lançar um LP a cada dois anos, passando pelas gravadoras Continental, Pointer e Polygram para, em 1987, lançar “Cara x Coroa”, disco independente que posteriormente seria reeditado pela MNF Brazil. Passada a década perdida, Leminski sai dos bastidores e assume os microfones em um música do novo LP da banda, uma reedição do primeiro trabalho dos dinossauros do rock paranaense, Blindagem. Além da música “Se houver céu”, com vocal do poeta, o LP também trazia “Verdura”, mais uma composição em parceria de Leminski. Depois disso o ritmo caiu, afinal eles já não eram garotinhos. Em 97 lançam o CD Dias Incerto e em 99 o LP Blindagem é mais uma vez reeditado, desta vez em CD. Já no século XXI, Blindagem lança seu primeiro

DVD: Rock em Concerto, em que a banda se apresenta com a Orquestra Sinfônica do Paraná. Blindagem foi a banda mais duradoura e influente do cena musical paranaense. Com exceção de algum sucesso nacional na década de 80, a banda teve pouco destaque, mas é quase impossível imaginar um fã de rock curitibano que nunca tenha ouvido falar do quinteto, que nunca tenha ouvido os acordes pouco pretensiosos da banda e a voz marcante do ícone Ivo Rodrigues. Como tudo que fez, a Blindagem também perdeu seu vocalista e líder de forma clássica, uma tragédia. Ivo Rodrigues morreu em 2010 vítima de um câncer. Rodriggo Vivasz foi eleito o sucessor e acompanha a banda desde então. Considerada pela própria banda um “casamento sem sexo”, Blindagem é uma família, só assim para aturar tanto tempo juntos. Já estão na história da música paranaense, mas ainda não fazem parte do passado.

www.bandablindagem.com.br

#15


#16


M

ais um fruto da grande gama de bandas independentes que surgiram na década de 90, o Sugar Kane talvez seja uma das mais duradouras e bem sucedidas.

Claro, quem não faz parte do círculo hardcore talvez nunca tenha ouvido falar, ou apenas reconheça o nome. Mas para aqueles que apreciam o estilo, é presença obrigatória na discografia, assim como já deve ter pulado ao som dos curitibanos em shows e festivais em Curitiba e ao redor do Brasil e até mesmo fora do território tupiniquim. Tudo começou em 1997 e, depois de pequena e temida pausa, voltou aos palcos em 2007, com nova formação, que agora traz Alexandre Capilé nos vocais e guitarra, André Dea na bateria, Rick Mastria na guitarra e Flavinho Guarnieri no baixo. O primeiro disco data do primeiro ano do século XXI. Intitulado “Once One Day” o disco foi lançado pela Barulho Records e trazia apenas músicas cantadas em inglês. Um ano mais tarde veio o disco “Por nossa paz”, que já trazia músicas na língua nativa dos garotos, seguido do disco “Continuidade da Máquina”, de 2003, principal responsável por alavancar o Sugar Kane a voos maiores. O disco foi lançado em países da America Latina e nos Estados Unidos, o que rendeu uma turnê com mais de cem shows no exterior. Depois, mais um feito. O Sugar Kane foi a primeira banda independente brasileira a gravar um DVD. “469 DCM” foi lançado em 2004. Tudo parecia no caminho certo, mas eles decidiram dar uma guinada. O álbum seguinte, “Elementar” de 2005, trouxe uma mudança no estilo musical da banda. O hardcore melódico ainda estava lá, mas a banda começava a partir para um rock alternativo. Mas não deu certo. O álbum foi um fracasso e resultou na separação da banda. Ah, se eles soubessem. O retorno com a nova formação aconteceu em 2007 com o álbum “Diversão Esquizofrênica para Mentes

Ociosas”. Foi uma verdadeira volta por cima. Reconquistaram a moral e ainda faturaram alguns prêmios, retornando com força ao cenário hardcore nacional. Dois anos depois mais um álbum e novamente boas notícias para os curitibanos. “A Máquina que Sonha Colorido” foi lançado diretamente na internet e teve 23 mil execuções apenas no primeiro dia, totalizando mais de 100 mil no primeiro mês. O primeiro clipe do álbum também conquistou os fãs e alguns recordes, alcançando o posto de vídeo mais visto, mais comentado e melhor avaliado do YouTube. Eles estavam de volta, e melhor que nunca. O último trabalho foi o EP “Digital Native”, de 2010. Retornando às origens, foi todo gravado em inglês. Depois de tantos sucessos, feitos e conquistas os curitibanos do Sugar Kane já garantiram seu lugar na história da música paranaense. Mas parecem querer mais. #17

www.su

garkan

e.com.

br


#18


U

ma banda curitibana, mas nem tanto. Formada em 2008 na capital paranaense, Faicheicleres tem os gaúchos Giovani Caruno no baixo e vocais, Tuba Caruso na bateria e o catarinense Marcos Gonzatto na guitarra e vocais. Mas embora o sotaque não seja mais o mesmo, os guris não negam a origem. O som sincero, sem floreios e cheio de referências do rock inglês, dos eternos Beatles, Rolling Stones, The Who e Little Richards, lembra muito a música que vem dos pampas, bandas como Cachorro Grande, Bidê ou Balde, Cascaveletes e TNT. A energia no palco, definida como uma explosão sonora, não deixa ninguém parado nos shows e foi o grande motivo pela rápida ascensão da banda. Depois de conquistar as principais casas da capital paranaense o trio começou a ganhar destaque também na mídia. Participou de programas de tv e logo apareceram os primeiros prêmios e convites para festivais. Em 2002, apenas 4 anos após o início da banda, o Faichecleres recebeu o título de Banda Revelação do Prêmio Dynamite de Música Independente do Brasil.

No ano seguinte participaram das coletâneas “Rock Geração Pedreira”, organizado pela Rádio Rock de Curitiba, “Os Quatro Elementos da Música Paranaense”, Jornal Gazeta do Povo, “Coletânea Provedor POP” do Jornal do Estado e “A Coletânea Senhor F.”, está já em 2004. Os festivais também não foram poucos. Entre tantos, destacam-se Bananada (Goiânia), Upload (São Paulo), London Burning (RJ), Goiânia Noise, Curitiba Pop Festival, RG Rock Festival (Curitiba) e Super Noites Senhor F. (Brasília e Florianópolis). Com o destaque nacional, o Faicheleres, além de acumular horas de palco, também passavam um bom tempo em portões de embarque e poltronas de avião. Ao todo, fizeram shows em 11 estados brasileiros, levando um rock empolgante aos quatro cantos do país. E tudo isto sem um disco sequer gravado, apenas uma demo com 3 músicas. O primeiro CD viria apenas em 2008. “Indecente, Imoral & Sem Vergonha” levou três anos para ficar pronto, e traz a tiracolo ainda uma versão em vinil, com duas faixas a menos. A safadeza não fica só no nome. Músicas como “Ela Só Quer Me Ter” e “Metida Demais” representam bem a irreverência do trio. Cheias de estrofes de

duplo sentido e malandragem, as músicas são sucesso absoluto nos shows da banda. Além destas, destacamse também “Bajulações, Modéstia à Parte”, “O Novo Terno Velho” e o cover impudorado de Júpiter Maçã, “Casalzinho Pegando Fogo”. E assim como em suas letras, sem pedir licença e medir palavras, Faichecleres vai conquistando seu espaço no cenário da música nacional. Os rapazes de Porto Alegre e Florianópolis, que se encontraram em Curitba, agora mostram seu talento em palcos de todo o Brasil.

myspace.com/faichecleres

#19


#20


O

u Extromodos Marrons, para quem acompanha a banda desde o início. Marrons saiu, mas o talento e a incansável busca por um som sincero, original e com presença nunca abandoram a banda. Até lançar seu primeiro disco, em 2003, a banda já tinha quase uma década de história, várias formações diferentes e alguns shows, a maioria em festas de amigos. Se talento vem de berço, a Extromodos é um exemplo disso. Os primeiros acordes vieram aos 12 anos, uma brincadeira de criança levada muita a sério. O nome veio em 1996, quando os meninos pela primeira vez gravaram algumas músicas na Rádio Educativa do Paraná. “Extromodos Marrons” era um trecho de uma delas, que nunca alcançaram os ouvidos do público porque, segundo os próprios integrantes, ficaram muito ruins. Em 1997, já como Extromodos, eles lançam a demo

“PsychoFunkRockAlcoholic” e, com ela, a banda começa a fazer shows com mais frequencia. Nos quatro anos seguintes a banda passou por uma nova reformulação até que o Power Trio Bira Ribeiro, voz e guitarra, André Becker, baixo e backings, e Álvaro Jr., bateria e backings, se formou. E assim seria até o final da banda. Em 2003 tudo mudou mais uma vez. Com o lançamento do disco “Pra Ficar”, a banda ganhou a boca e os ouvidos do público curitibano. Com shows constantes e empolgantes no Empório São Francisco, o Extromodos começou a ganhar projeção e elogios de profissionais da área. E esse reconhecimento se devia a uma mistura de black e soul music, muita referência grunge, Red Hot Chili Peppers e cultura popular brasileira. Esta última, inclusive, apontada como a grande responsável pelas letras cativantes, entoadas com todo entusiasmo nos shows da banda e repetidas à exaustão pelos fãs. Tinha tudo para ser o início de uma carreira grandiosa e uma banda para marcar a cena musical da capital paranaense. Músicas como “Deixa”, “Pra Ficar” e “Língua dos Cachorros” caíram imediatamente no gosto do público. E a participação de músicos curitibanos

acrescentaram ainda mais no rock direto, criativo e original. Mas uma tragédia impôs o silêncio a uma das mais promissoras bandas curitibanas. Em 2004, voltando para Curitiba de um show em Lapa, a van em que Bira Ribeiro estava sofreu um acidente, tirando a vida do promissor músico. Com ele, também morreu a banda, que não poderia continuar sem seu compositor e líder. Curitiba ficou órfã do rock bem feito dos garotos, mas as poucas músicas da banda continuam vivas nos palcos da cidade. Não são poucas as bandas que tocam os clássicos da Extromodos e, recentemente, um show tributo foi realizado no palco que consagrou o Power Trio mais famoso da cena curitibana, o Empório São Francisco. A Extromodos acabou há quase uma década, mas você ainda pode encontrar as músicas da banda em MP3 players de muitos curitibanos, como se fosse a sensação da última semana.

FOTOLOG.COM/EXTROMODOS #21


#22


#23


#24


V

intage jazz, dixieland, bluegrass, psychobilly, rock, punk, metal. São tantas referências que é até difícil definir o estilo musical do quinteto curitibano Los Diaños, mas vamos tentar.

Formada em 2001, a banda tem em sua formação RHS (vocais, trumpete e letras), Toshiro (baixo acústico), André Ribeiro (guitarras), Germano Diedrichs (bateria) e Fred Paegle (violino). Sempre com um som muito elaborado, mixando momentos de um acordes pesados a descansos com um jazz sincero baseado nos metais, o show é uma verdadeira experiência. Em contraponto ao som quase complexo demais, as letras, geralmente abordando temas já batidos como relacionamentos, criticas à sociedade, é direto e quase simplista. Mas não se pode ter tudo. O primeiro álbum levou 3 anos para sair do papel. “Deixe o suicídio pra amanhã” saiu em 2004 e, com ele, o mais perto que chegaram do sucesso. Embalado pela repercussão de músicas como “Doutor Terror”, “Laureen”, “Meu docinho”, “Mínima de cinco”, “Nuvens Brancas” e outras, Los Diaños abandonaram temporariamente os palcos undregrounds da capital paranaense e desembarcaram na MTV, onde gravaram uma participação no programa “Banda Antes”. Depois tiveram participações marcantes nos festivais Claro que é Rock (sendo uma das duas únicas bandas paranaenses selecionadas), Curitiba Rock Festival e

Psycho Carnival (o maior evento de psychobilly do país). Em 2006 veio o segundo álbum. “Contagem regressiva para a insanidade” foi lançado em vinil e disponibilizado para download em mp3. Destaque para a música escolhida para tema do primeiro videoclipe da banda: “Mistérios da sagrada burrice”. Ainda mais elaborado, bem produzido e pesado que o primeiro, “Contagem regressiva para a insanidade” mostra que o quinteto tem muito à oferecer e muitas surpresas para os fãs. Para quem quer conhecer Los Diaños, não precisa procurar muito. Presença garantida nos principais palcos de música independente de Curitiba, o quinteto já marcou seu nome no cenário musical paranaense. Mas vá com a mente aberta às mais diferentes referências musicais e visuais. Deixe-se surpreender pelo som e pela atitude dos Diaños no palco. Talvez você passe a ser mais um a figurar nas primeiras linhas da platéia. Mas se você não gostar, fique tranquilo. Também não será o primeiro.

www.losdianos.com

#25


#26


O

próprio nome já revela o estilo. E estilo é o que não falta para esta banda. Tanto em sua música, quanto na roupa de seus integrantes que parecem ter saído de um Texas provinciano de 1960. Tudo começou em 2003. Uma época em que o country rock era quase só coisa de americano. Pela inovação e ousadia da banda, é inconcebível falar neste sub-gênero de música sem falar em Hillbilly Rawhide. O sexteto foi precursor do estilo e suas apresentações sempre são marcadas pela interação do público com a banda, onde pequenos palcos se transformam sempre em grandes shows. Atualmente formada pelo guitarrista e vocalista Ricardo Huczok, conhecido também como Mutant Cox; Mark Cleverson no violino e na voz, Joe Ferriday no piano e vocal, Osmar Caveira no baixo acústico, Juliano Cocktail na bacteria e cajón e Marcos Traad na gaita harmônica. Alguns músicos adotaram apelidos, devido a trabalhos paralelos. Desde o início, a banda priorizou um repertório autoral que sempre foi muito bem aceito e pedido pelo público. O objetivo do grupo é resgatar este estilo pouco conhecido no país, mas de grande importância na história da música mundial. Além de seus próprios sucessos, a banda toca diversos hits de suas maiores influências, como Jimmi Rodgers, Hank Williams, Johnny Cash, Jerry Lee Lewis, AC/DC, Motorhead, entre outros. A Hillbilly Rawhide teve início em 2003, mas foi apenas em 2006 que a banda começou a colocar seu

trabalho na história, com o lançamento do primeiro álbum oficial, chamado de Ramblin, Primitive, Outlaws!, lançado pela Crazy Records, uma gravadora alemã que distribuiu o trabalho em vários países, fazendo com que a banda se tornasse conhecida também em terras estrangeiras. No Brasil, este mesmo álbum foi lançado pela Funeral Music, de Curitiba que o lançou durante o Psycho Carnival de 2007. Já em 2008, a bola da vez foi o EP FNM, lançado pela Orleone Records de Piracicaba que apresentava 3 composições próprias. Foram mais 3 anos sem gravar nenhum álbum, até que surgisse o EP Lost and Found, gravado ao vivo em Curitiba, que apresentou 7 faixas, sendo 2 versões e 5 composições próprias inéditas. O lançamento do álbum ocorreu no dia 26 de abril de 2011 num show histórico realizado no Teatro Paiol. A fim de promover o disco, a banda realizou uma turnê de um mês inteiro passando por várias regiões do país. A banda se apresenta frequentemente em diversos bares de Curitiba, e também em outras cidades, tendo sempre um público adepto e fiel. Atualmente a banda está gravando um novo álbum, que deve sair até o final de 2012.

www.hillbillyrawhide.com.br

#27


#28


O

passado não está mais apenas nas páginas dos livros, nas prateleiras empoeiradas, na lembrança, muito pelo contrário, nunca foi tão contemporâneo. Nas roupas, no design e, claro, na música. Não são poucos os artistas que buscam nos anos que já foram referências para suas criações, mas não são todos que conseguem fazer isso sem parecer cafona ou sem personalidade. Dissonantes é desses poucos. Talvez o segredo esteja na fórmula, letras sobre amor, acordes simples e empolgantes, influências da melhor qualidade. Olhando assim até parece fácil, mas já são 11 anos buscando um lugar ao sol. Embora as referências, Led Zeppelin, Bob Dylan, pop setecentista e, obviamente, Beatles, já estejam empoeiradas, o grupo é novo, com a primeira formação de 2001. Atualmente o Power Trio conta com Raphael Machado no baixo e vocal, Thiago Rosiak na guitarra e vocal e Bruno Zotto na bateria. De lá pra cá já emplacaram alguns sucessos, como “Amor Retrô”, “Baby Nunca Mais”, “Casa da Molly” e “Você Nunca Vai Ganhar”. Músicas que já embalaram muitas noites curitibanas e, aos poucos, começam a

ganhar projeção nacional. Mas se os Dissonantes já são sucesso de público, com a crítica também vai bem. Em 2008 os curitibanos foram eleitos pelo jornal Gazeta do Povo, periódico da capital paranaense, como a melhor banda do ano. Depois vieram o respeito e a admiração dos ídolos da música nacional Marcelo Camelo e Roger Moreira, líder do Ultraje a Rigor. Também foram escolhidos para uma homenagem que qualquer fã de Beatles gostaria de participar. Juntamente com grandes nomes da música nacional, como Zé Ramalho, Zelia Duncan, Pato Fu, Rogério Skylab, Ronnie Vonn e muitos outros, gravaram um triplo tributo ao Álbum Branco, tido como o mais importante do quarteto inglês. Os Dissonantes ficaram responsável pela música “I’m So Tired”. Responsa heim? E aí é impossível não lembrar aquele velho ditado, “em time que está ganhando não se mexe”, certo? Errado, ou pelo menos os Dissonantes não acreditam em ditados. Sem abandonar a pegada do rock n’ roll, cada vez mais o trio tem apostado em influências mais modernas, arranjos mais elaborados e influências mais contemporâneas. Se eles estão certos ou errados, só o tempo dirá. Mas eles dizem estar se divertindo muito.

www.myspace.com/dissonantes

#29


#30


#31


T

alvez a banda curitibana Terminal Guadalupe, ou TG para os íntimos, seja uma das únicas a iniciar sua carreira no cinema.

#32

O filme em questão, é o curta Burocracia Romântica, lançado em 2003. A trilha sonora foi o primeiro álbum e nada melhor que já na estreia ser escolhido entre os cinco melhores lançamentos independentes pelo crítico Arthur Dapieve do jornal O Globo. Antes desta ocasião, o TG era um projeto pessoal do vocalista e letrista Dary Jr. A evolução veio com o guitarrista Allan Yokohama, juntos eles formariam o núcleo criativo da banda. Logo na sequencia, foram incorporados à banda, o baterista Fabiano Ferronato e o baixista Rubens K. Já com o primeiro álbum, chamado de Você vai perder o chão, a banda foi eleita o como melhor disco

independente pela revista Laboratório Pop, além de ter a chance de abrir um show da banda Placebo. O próximo prêmio viria pela Associação Paulista dos Críticos de Arte, que elegeu a regravação Que Saudade de Você, de Odair José, como Melhor Projeto Especial na categoria MPB. Mas o ápice do TG ainda estava por vir. Em 2007, a crítica especializada, a revista VEJA e o jornal Folha de S. Paulo aclamou o álbum A Marcha dos Invisíveis, que foi lançado em CD, mp3, SMD, pendrive (estratégia ainda inédita no Brasil) e toque para celular. Além das canções, a versão em SMDV ainda continha o clipe Pernambuco Chorou, que logo depois fez enorme sucesso. De Curitiba para o Brasil. Esta foi a jornada a seguir. Com o respeito da crítica, o Terminal Guadalupe foi mostrar seu trabalho em várias regiões do país. O videoclipe da música Pernambuco Chorou também fez bastante sucesso; com destaque na MTV, Multishow e no Festival da Nova Arte Brasileira em Barcelona. Inovação sempre foi a marca da banda. A maior aposta veio em 2008, ano que a banda lançou seu primeiro álbum ao vivo e integralmente virtual. Como despontar para o Anonimato foi vendido apenas em tocadores de mp3. Este foi o único trabalho de Lucas Borba com a banda, que entrou em 2006 e saiu em

2008. Com mais fama, mais verba, a banda chamou o produtor norte-americano Roy Cicala (John Lennon, Bruce Sprongsteen, Aerosmith) para lançar o EP O Tempo vai me Perdoar. A formação que deu vida ao álbum foi desfeita em 2009, juntamente com a própria Terminal Guadalupe, num processo estranho e mal explicado, com divagações em rede social, postadas por Allan Yokohama: - “ O single O Tempo vai me Perdoar , com a música título e mais 3 canções inéditas está sendo finalizado em São Paulo e marca a despedida – pelo menos por ora - da banda. Os integrantes resolveram se dedicar a outros projetos musicais e pessoais.” Porém, mesmo após as pesadas declarações, a banda TG voltaria em 2010 com uma nova formação (Dary Junior, Claudio Farinhaque, Diogo Roessler, Phil e Dartagnan Filho) e lança o EP O Explorador de Telhados que traz uma sonoridade diferente de outrora. A nova formação não dura muito e em 6 de fevereiro de 2011, às 15 horas, a banda realiza seu show de despedida em Guaratuba, criando uma música para a ocasião, que se chamou Forca.

www.myspace.com/ terminalguadalupe


#33


#34


U

m nome peculiar quase indecifrável. A banda pegou carona na personagem de Ana Paquim (Oscar Coadjuvante por O Piano) no filme Quase Famosos, de 2000.

Mas além do nome, cinema nunca foi o forte da banda e sim o seu vigoroso e empolgante som, que sempre fez jus ao cenário curitibano, muito rico quando se trata de rock independente. Em 2002, a Poléxia (leia-se Rodrigo Lemos na guitarra, violão e vocais; Eduardo Cirino no teclado e vocais; no baixo e vocais, Raphael Santos e Juninho Jr na bateria e percussão) começou a fazer parte deste cenário e em pouco tempo já era considerado uma das bandas mais promissoras da capital. Com shows frequentes, sempre com bom público, a banda foi reconhecida pelo seu talento e já em 2004, participou do Curitiba Pop Festival, na edição que contou com a presença marcante de Pixies e Teenage Fanclub. Em 2005, a banda lançou o disco independente O Avesso e apresentou-se ao lado de expressivos nomes

do pop nacional, como Pato Fu, Los Hermanos e Ludov. O Avesso foi além e atravessou as fronteiras curitibanas, mostrando maturidade em uma banda formada por garotos. O álbum foi 2º lugar, de acordo com o público, no Prêmio Claro de Música Independente em 2005 na categoria Melhor Álbum de Indie-Rock. Participou também da coletânea Tributo a Odair José com a faixa A Maçã e a Serpente - o álbum, que reúne renomados artistas nacionais, foi premiado pela Associação Paulista de Críticos de Arte na categoria Projeto Especial. Esta foi também a época do videoclipe Aos Garotos de Aluguel, constantemente veiculado na MTV e que possui cenas de Super 8, imagens provocantes e até efeitos especiais. Depois de mais de 3 anos, surge o novo álbum da banda, chamado de A Força do Hábito, lançado pela Nico Records de Curitiba e que foi digitalmente distribuído no site da banda. O álbum teve enorme repercussão, porém, menos de dois meses depois do lançamento oficial, a Poléxia anuncia seu fim no dia 11

de junho de 2009, num comunicado via Orkut. O motivo, segundo o vocalista Rodrigo Lemos, foi a falta de exclusividade dos integrantes com a banda, já que todos tinham suas atividades profissionais. Abaixo, uma parte do texto postada por Rodrigo. “Queridos amigos e fãs. É com um pouquinho de tristeza (mas com a certeza de que tudo valeu a pena) que inform o término das atividades da Poléxia. Buscaremos caminhos diferentes para nossas vidas, nos reunindo eventualmente para comer, beber, dar risada e tocar. Agradecemos por todo o carinho recebido nestes sete anos de estrada…”.

www.myspace.com/thepolexia

#35


A

nacrônico é algo deslocado de seu tempo, enxertado em uma época que não condiz com o contexto. Mas existe algo tão atual quanto o anacronismo?

Nos acostumamos a revirar o tempo. Nossa cultura, música, cinema, literatura vive de explorar outras épocas. Reviver o passado. Imaginar o futuro. Como uma máquina do tempo. Não sei se é daí o nome da banda, mas não seria estranharia se fosse. A começar pela formação da banda, que tocou seus primeiros acordes com Bruno Sguissardi, músico com muita bagagem, ex-guitarrista da banda Extromodos, e dois “pirralhos”: Marcelinho e Marcello Bezerra, então com 14 anos. Isso foi em 2001, antes mesmo da banda Extromodos acabar, o que viria a acontecer em 2004, com a trágica morte do vocalista de guitarrista Bira Ribeiro, em um acidente automobilístico.

#36

Mas a banda só estaria completa em 2005, com o ingresso da, então psicóloga paulista, Sandra Piola, que acabou conhecendo o grupo em bares e casas de shows da cidade e embarcou no projeto, transformando-se em mais um diferencial do grupo, com sua voz marcante e de grande presença. A partir daí a Anacrônica passou a ser presença certa nos palcos curitibanos, principalmente no Empório São Francisco, onde tocava toda semana, e já começava a planejar o primeiro disco, que viria apenas em 2009, intitulado “Deus e os loucos”. E aí, mais uma vez, o anacronismo fica evidente. As influências presentes no álbum vão desde a obviedade, com Beatles, à então recém estourada banda americana MGMT. Passando por Supergrass, Cardigans, Red Hot Chili Peppers, Butter, Raul Seixas e Legião Urbana. Uma mistura difícil de se imaginar até ouvir o cd. “Eles me querem assim” foi o primeiro single de di-

vulgação do álbum, e provavelmente o primeiro passo para o sucesso. Com a indicação pela Rolling Stone na seção “Ouça também” a banda começou a figurar no Hotlist no site da revista, além de ter o clipe frequentemente exibido na programação da MTV. As canções “Totem”, “Um Adeus”, “Vestígios” e “Deus e os Loucos” seguiram a mesma trilha, colocando a banda no circuito Sul-Sudeste de rock independente e carimbando o passaporte da banda para um sucesso ainda contido, mas comemorado pelos membros e fãs. Ainda em 2009 a repercussão começava a surtir efeito e a Anacrônica foi a única banda independente a se apresentar no palco principal do festival Lulapaluna, evento já tradicional no calendário curitibano que reúne grandes nomes da música nacional e internacional em um final de semana. Mas o melhor ainda estava por vir. Em março de 2010 a banda foi escolhida, entre mais de 20 mil concorrentes, para abrir o show da banda escocesa Franz Ferdinand em São Paulo. E não foi uma votação fajuta pela internet, os próprios astros da noite selecionaram o quarteto curitibano para se apresentar em um dos principais eventos do calendário musical paulista. E com a benção do escoceses, um público cada vez mais devoto e uma agenda cheia, a Anacrônica vai criando asas, mostrando que veio para ficar, ainda que o tempo passe.

www.anacronica.com.br


#37


#38


U

ma banda chamada Sabonetes. Parece mais brincadeira, não é? Bem, é por que foi assim que começou.

No recente ano de 2004 os amigos Artur Roman, vocais e guitarra, João Davi, baixo, Alexandre Cajá Guedes, bateria, e Wonder Bettin, guitarra, reunidos no centro acadêmico de Comunicação Social da Universidade Federal do Paraná decidiram fazer uma banda. Começou como diversão, virou coisa séria. O nome foi decidido pouco antes do primeiro show. O primeiro de muitos, diga-se de passagem. Cheia de referências contemporâneas, inspirações de grandes bandas atuais e o faro para explorar os diferentes meios visuais e sonoros inerente a alunos do curso do comunicação social, a banda que não demorou a conquistar destaque nos palcos paranaenses e, em seguida, paulistas. Como não poderia ser diferente pensando em século XXI, grande parte do sucesso dos garotos veio da internet. Além da divulgação das músicas, o clipe, editado pelos próprios integrantes da banda, ajudou a alavancar a recente carreira dos músicos. Se o sucesso reconhecimento não demorou, o disco já levou algum tempo, apenas 6 anos após o início da banda, em 2010, lançado pelos selos Cornucópia Discos e Midas Music. O álbum, que levou o nome da

banda, trazia algumas músicas já divulgadas pelo quarteto através da internet e duas inéditas. Das treze músicas que compõe o disco, destaque para “Nanana”, “Descontrolada” e “Hotel”. Com essas três você já pode ter uma ideia do som que os garotos têm a oferecer, as diferentes inspirações, estilos e linhas criativas que a bansa pode oferecer. Desde os primeiros acordes já são 7 anos de banda. Acumulando grandes shows e fãs por todo o Brasil. Mas recentemente a Sabonetes desfilou seu rock no grandioso festival SWU, além de aparições no Multishow e MTV. O que era brincadeira virou sucesso, o que era alternativo virou sucesso e o que era paranaense ganhou o país. Agora resta saber quanto mais eles podem desafiar os conceitos que nasceram com a banda e conquistar ainda mais palcos e fones de ouvidos por aí.

www.sabonetes.net

#39


#40


I

nexperiência de seus integrantes não é uma característica dos garotos da Humanish. Todos eles já haviam se encontrado várias vezes em cima dos palcos. Talvez por isso, a fusão deu tão certo.

Do guitarrista e vocalista Marano, vieram as influências da música brasileira e africana; de Allan Yokohama, guitarra e voz, o estilo grunge e MPB e do tecladista e saxofonista Igor Ribeiro, as referências da música eletrônica e instrumental. Desta sopa de estilos, surgiu uma pegada moderna e pesada, combinando um clima sessentista com distorções da década de 90. Além de ter dois vocalistas, a banda aposta na performance de

suas interpretações com letras poéticas e que revelam os sentimentos humanos de forma visceral. O primeiro álbum surgiu em 2011. Humanish contou com a produção de Carlos Trilha, que já havia trabalhado com Lobão, Renato Russa, Marisa Monte entre outros. O trabalho possui 12 faixas inéditas e foi disponibilizado para download integral no site oficial da banda. Depois de lançar o álbum em sua cidade natal, a Humanish começa a divulgar o seu trabalho nas principais cidades do sul e logo após no eixo Rio-SP. Mal saiu do forno e o álbum já foi bastante elogiado por diversos jornais, revistas e blogs brasileiros e estrangeiros. O jornal O Globo indicou a banda como uma revelação. Já a revista espanhola Zona de Obras, considerou a Humanish como uma grande aposta. Para 2012, os planos ainda são maiores. A Humanish pretende lançar uma edição especial do disco, com 3 músicas inéditas e a versão original da canção Deserto é o Coração. O vídeo oficial da música Algum Dia na Memória também também faz parte dos planos.

www.humanish.com.br

#41


#42


N

ão, apesar do nome sugestivo esta não é mais uma banda colorida EMO. Pode até abordar temas como amor, relacionamento e coisas do gênero, mas isso até o Slipknot já fez.

O nome pode ser visto como um protesto, que de silencioso não tem nada, contra as pessoas e paisagens cinzas da capital paranaense, mas, mais do que isso, é um prenúncio do que o ouvinte pode esperar, um som cheio de cores, referências, elementos inusitados. A Supercolor é formada por Igor Cordeiro, voz e guitarra, Rick Pacheco, guitarras, Vitor Macaco, baixo, Julio Rossi, bateria, Will Robson, trombone, e Cleber Bittencourt, trompete. Ufa. A numerosa lista tem uma explicação simples. Na visão da banda quanto mais gente, mais ideias e referências distintas. Aliás, se vamos falar em referências, é bom você respirar fundo. A banda nasceu do casamento do funk com o rock, mas não pode-se dizer que era uma relação monogâmica. O som dos curitibanos é cheio de inspirações também no blues, tropicália, MPB, samba, ska, dub. Dentre os nomes que guiaram os piás, podemos citar Tim Maia, Paralamas do Sucesso, Novos Baianos, Max de Castro, Jorge Ben, Cassiano e Wilson Simonal, Parliament, Funkadelic, Pixies, Dinossaur Jr., Pavement e Smashing Pumpkins. Tá bom? Uma mistura dessas só podia dar boa coisa. Bem, até que podia não dar, mas deu. E não demorou para

que alguém percebesse o potencial dos curitibanos. Pouco tempo depois de começar a desfilar sua miscelânea em palcos curitibanos a banda recebeu o convite para gravar seu primeiro registro. O mecenas Xandão, guitarrista da banda O Rappa, convidou o Supercolor para gravar em seu estúdio e, com a ajuda do produtor Tom Sabóia, materializou o EP “Não vou deixar cair” que traz 5 faixas. Como se não bastasse o “empurrãozinho”, Xandão ainda tocou com a banda no lançamento do disco e convocou a Supercolor para abrir alguns shows do Rappa. A banda ainda é caçula, principalmente quando considerarmos os grandes palcos nacionais, mas já dá para dizer que acrescentaram alguma cor ao cenário musical paranaense. A mistura inusitada e bem executada é uma escapatória às toneladas de bandas indie que inundaram as casas de shows. Resta saber se a paleta de cores é variada o suficiente para alavancar a banda voos mais ousados.

www.myspace.com/supercolor

#43


#44


#45


#46


Multi-instrumentista, multi-talentoso, multidisciplinar, Koti já virou ícone em Curitiba. Além da música, ele se arrisca nas artes gráficas (faz as capas dos próprios CDs e cartazes de shows), e pretende colocar as garras em outros meios, como arte audiovisual. A ideia de monobanda começou em 2003. Após terminar com sua banda, Koti começou a gravar diversos instrumentos em casa, experimentando sempre novos sons, estilos. Um ano depois já veio o primeiro disco, intitulado “Tocando minhas músicas estúpidas sozinho vol1 e 2”, com o nome de “Koti e os Penitentes”. O Chucrobilly Man só deu as caras em 2004, quando Koti monta um set e começa a tocar ao vivo. A busca constante descobrir novas formas de expressão e reforçar o patamar independente e autoral de seus trabalhos sempre rendeu ao artista um rótulo de excêntrico. Se apresentar vestido de gorila também pode ter ajudado nessa percepção. Artista inquieto, sempre que algum projeto começa

a fazer sucesso ele parte para um novo rumo. Tem o próprio selo independente, a Fon-Fon Records, e está sempre envolvido em outros projetos, como “Os Penitentes” e o duo de blues “Thee Lo-Hi`s”. O primeiro EP veio logo no ano de estréia, “Rock n’ Roll Primitivo”. Depois veio “O Lendário Chucrobilly Man e sua Monobanda Orquestra” e os álbuns “O Lendário Chucrobillyman” de 2007, “O Lendário Chucrobillyman ao vivo na Grande Garagem que Grava” também de 2007 e “The Chicken Album”, de 2008. Todos gravados, produzidos e vendidos pelo próprio Koti, com uma tiragem pequena, que se esgota em pouco tempo. Se você se interessou, visite o site do músico ou então procure pelos palcos curitibanos. Se você vai gostar ou não, ninguém sabe. Mas motivos não faltam para você dar uma chance, não é mesmo?

www.myspace.com/chucrobillyman

#47

A

banda Chucrobilly Man é formada por Koti nos vocais, Koti na bateria, na guitarra Koti, e também em todos os outros instrumentos que o músico cria ou adapta em sua monobanda.


D

e ruído, só o nome. Os curitibanos do Ruído/mm tem um som instrumental elaborado, explorando texturas, variações de instrumentos, referências e estilos. Difícil até descrever.

#48

Alguns, classificam como shoegaze, pós-rock, artrock. Os mais simplistas ficam com uma mistura criativa entre jazz, punk e psicodelia. De acordo, apenas que eles fazem um som de primeira qualidade, original, fresco e experimental. A formação atual, além dos veteranos Giovani “Giva” Farina (bateria) e Alexandre Liblik (piano), conta com os calouros Rafael Panke (baixo), Ricardo “Pill” Oliveira (guitarra) e André Ramiro (guitarra), que mora no Rio de Janeiro e ensaia com a banda apenas nos finais de semana. O primeiro EP, Série Cinza, saiu em 2003. Apenas depois de 5 anos veio “A Praia”, um disco muito elogiado e que alavancou a banda, conquistando a crítica e os palcos. Repleto de camadas, o som elaborado, com muito noise é descrito pelos integrantes como um “caos organizado”. Logo depois do lançamento do disco “A Praia” em 2008, a banda já começou a pensar a continuação da discografia. O resultado foi “Introdução à Cortina do Sótão”, de 2011, um disco ainda mais elaborado, profundo e elogiado. Tem mais uma diferença, o Ruído/mm não tem mais tanto ruído assim. Com quase uma década de história,


os curitibanos estão mais calminhos. O noise deu espaço ao “silêncio”. Bem, silêncio já é demais, mas o som mais limpo, com mais destaque para o piano e espaços para o público interpretar a música demonstram toda a maturidade da banda. E pelas críticas, dá para imaginar que eles não se arrependeram. “Introdução à Cortina do Sótão” figurou em diversas listas dos melhores discos de 2011. Uma comprovação que o tempo de palco e os três anos de espera pelo disco valeram a pena. Apesar de nunca conquistar grande espaço no mainstream, Ruído/mm é sempre elogiada pelos especialistas. O som visceral, cheio de texturas e carregado de sentimentos, é uma obra-prima para ouvidos mais treinados. E com a experiência, veio a sapiência. Cada vez mais eles sabem explorar a criatividade e as toneladas de referências de uma maneira mais harmônica e rica. Apesar do desconhecidos do grande público, quem teve o prazer de ouvir Ruído/mm sabe que mesmo sendo uma banda instrumental, poesia não falta no som desses curitibanos.

www.ruidopormilimetro.com

#49


J

á imaginou a Madonna casada com o padre Marcelo Rossi? Ou Ratos de Porão gravando uma participação no show da Xuxa? Bem, não chega a tanto, mas Charme Chulo é uma banda nascida da contradição.

#50

Uma mistura entre rock inglês dos anos 80 à música caipira de raiz, tão inusitada quanto o sucesso repentino que o quarteto curitibano fez em palcos nos de todo o Brasil. Criada pelos primos Igor Filus (vocal) e Leandro Delmonico (guitarra e viola caipira), a banda ainda conta com Peterson Rosário no baixo e Rony Jimenez na bateria. Formada em 2003, não demorou para se destacar. No ano seguinte, o EP “Você sabe muito bem onde eu estou” conquistou os críticos e os primeiros fãs. O ineditismo e a singularidade da mistura não demorou para se destacar em um cenário carente de novidades.


Com uma ascensão notória, logo a banda começou a fazer shows fora da capital paranaense. A mistura entre a atitude roqueira e o guarda-roupa jeca, conquistou o público e as apresentações ao vivo tornaram-se um grande trunfo para a banda. Passados três anos da criação, Charme Chulo entrou no estúdio para gravar o primeiro CD, lançado no ano seguinte sob o mesmo nome da banda. Foi sucesso imediato. Recomendado por grandes jornais e sites especializados, o quarteto também fez participações em programas de televisão, além de preencher com frequência a programação de clipes da MTV e ser eleita pelos leitores do blog do jornalista Lucio Ribeiro como uma das bandas mais excitantes do rock nacional. Bem, com certeza não foi pela camisa xadrez. Mais recentemente a banda participou do projeto “A grande garagem que grava”, executando seis músicas, duas delas ao vivo, que renderam um CD mas também foram disponibilizadas na internet. Vejam só, os caipiras também sabem fazer download. Enquanto isso, Charme Chulo continuava em turnê, levando a novos palcos a sonoridade que surpreendeu curitibanos e quem mais teve o prazer de ouvir o rock caipira. O segundo CD de estúdio veio em 2009 sob a alcunha de “Nova onda caipira”, com a música “Fala comigo, Barnabé” como carro chefe. O som manteve a pegada que jogou os holofotes na banda curitibana. As letras bem humoradas, as guitarras cheias de personalidade e as contradições. Com uma criatividade mais do que evidente e uma clara vocação para a fama, Charme Chulo já garantiu seu espaço nos palcos curitibanos e fones de ouvido de roqueiros nos quatro cantos do país. Ou seja, podemos afirmar sem medo de errar que a mistura de rock com música caipira pode ser contraditória, mas combina muito bem com o sucesso.

www.charmechulo.com.br

#51


#52


#53


#54


U

ma banda curitibana com o nome da mais famosa praia do mundo. Aí já dá pra perceber que a contradição vai ser uma constante na música e na história da Copacabana Club. A mistura de ritmos, referências, estilos sonoros e visuais.

Criada em 2007, a banda a banda é formada por cinco “Copas”, como eles se auto-intitulam. Camila Cornelsen (voz, synth e percussão), Alec Ventura (voz, guitarra, synth e bateria eletrônica), Claudia Bukowski (bateria e voz), Tile Douglas (baixo) e Rafael Martins (guitarra). Este último, o novato do quinteto, substituto de Luli Frank, que compunha a formação original. O Copacabana Club já nasceu um sucesso. Seu primeiro single, “Just do It”, estourou assim que foi lançado. E graças a um pensamento que criou e está levando a banda aos quatro cantos do mundo. Os Copas perceberam que música não é apenas música. Daí surgiram os shows envolventes, o estilo visual marcante e a preocupação na criação do primeiro clipe, também com a música “Just do It”, comentado, compartilhado e aclamado por crítica e público.

A mistura entre um indie dançante cheio de energia e pitadas de tropicália caiu no gosto do público com uma velocidade impressionante. O sucesso nos palcos curitibanos, principalmente o James, logo se espalhou para o resto do país com destaque aos festivais Planeta Terra, Eletronika e Mada, e, inclusive, para o exterior. Os Copas fizeram recentemente uma excursão pelos Estados Unidos. E tudo isso sem ter lançado um CD, apenas o EP “King of the Night” e o single “Just do it”. Segundo a banda, existem várias músicas em processo de produção e aguardando a chance de serem gravadas. Mas os fãs ainda terão que esperar algum tempo. Mas uma coisa é consenso na cena cultural curitibana, esse sucesso do Copacabana Club não é mérito apenas do 5 integrantes. Eles sempre souberam escolher muito bem com quem trabalhar. Rodrigo Stradiotto, produtor, merece destaque. Assim como o estúdio curitibano Banzai, responsável pela produção impecável do clipe de “Just do it”. Isso apenas para início de conversa. Mas, ao mesmo tempo que alguns elogiam a escolha dos parceiros, outros acusam a banda de ser planejada para o sucesso. Dizem as más línguas que a banda foi criada para atender uma demanda interna, seguindo uma vertente muito forte lá fora, podemos citar Justice e MGMT com bons exemplos. Se são inovadores ou apenas uma fórmula pronta, aí você decide. Mas se vai fazer sucesso, isso não tem como voltar atrás.

www.copacabanaclub.com.br

#55


#56


E

squeça a pretensão do nome. A Banda Mais Bonita da Cidade começou sem muito alvoroço.

Criada em 2009, é formada por Uyara Torrente, vocalista, Vinícius Nisi, tecladista, Rodrigo Lemos, guitarrista, Diego Plaça, baixista e o baterista Luís Bourscheidt. A ideia era descobrir compositores curitibanos, atribuindo a pegada da banda às músicas, misturando rock com folk, MPB e um carisma incomum para uma banda da fria capital paranaense. Apesar da boa intenção da banda, o sucesso não veio de imediato, o que não parecia preocupar os integrantes. Nos dois primeiros anos da banda, poucos shows. Natural, já que todos os integrantes tocavam projetos paralelos e tinham a “Banda Mais Bonita da Cidade” como um divertido e criativo plano B. Mas isso tudo mudaria em 2001, e graças a um clipe. A interpretação da música “Oração”, um plano-sequência em que o cantor e compositor Leo Fressato caminha com um gravador à mão por todos os cômodos de uma casa, encontrando vários músicos durante o

caminho, que o acompanham com diversos instrumentos. A letra chiclete, a melodia envolvente e o cuidado visual do clipe conquistou o público. Em três semanas na rede foram quase 5 milhões de visualizações. Em pouco tempo, pitaram paródias, inclusive do humorista Rafinha Bastos, virou um fenômeno Hype e o refrão ficou na cabeça de muita gente por algumas semanas. Com isso, tudo mudou. Os “Novos Curitibanos” começaram a fazer shows por todo o Brasil e no exterior, participaram de programas e suas melodias inclusive foram utilizadas em comerciais. Com isso, eles decidiram que a “brincadeira” deveria virar coisa séria. Mais uma vez utilizando a capacidade da mobilização da internet, a banda utilizou o catarse. me, um site que promove financiamentos coletivos de projetos culturais, para arrecadar dinheiro e produzir o primeiro CD. As boas almas que contribuíram ganharam CD’s personalizados, camisetas, convites para festas da banda e, inclusive, desenhos da vocalista Uyara. Para todos os outros, a Banda Mais Bonita da Cidade disponibilizou o CD para download no site. Depois do sucesso do clipe da música “Oração”, os curitibanos tentaram repetir a dose com outros vídeos, todos divulgados no youtube, mas o sucesso não foi o mesmo. Tudo bem, não era uma tarefa fácil. Agora, passado um pouco da febre, os curitibanos continuam com o projeto. A ideia agora é ultrapassar os limites do estado, interpretar músicas de compositores de outros estados à procura de uma nova “Oração” e tentar acabar com o rótulo de banda de uma música só. Não vai ser fácil, mas talento e criatividade não faltam.

www.abandamaisbonitadacidade.art.br

#57


#58


A

banda de funk brasileira mais famosa ao redor do mundo não veio dos bailes cariocas, ou da periferia de São Paulo. Mas da puritana e recatada Curitiba, pasmem. Formada em 2005, O Bonde do Rolê é com certeza o representante mais expoente da música paranaense. Embora de paranaense não tenha nada. A formação inicial contava com os DJ’s Rodrigo Gorky e Pedro D’Eyrot, além da vocalista Marina Vello. O som é único. Sem pudor, mas com muito ritmo, o Bonde do Rolê é aquela banda que você não pode colocar no carro quando sua mãe está de carona. Sexo, drogas e mais sexo são os assuntos predominantes. Digamos que eles nunca receberam a cartilha do politicamente correto. O sucesso não demorou. Assim que começaram a soltar algumas músicas na internet despertaram a atenção da imprensa e produtores musicais. Tanto,

que já em 2006, lançaram o primeiro disco, “Melo do Tabaco”. Nele, sucessos como “Caldinho”, “Jabuticaba” e “Melo do Tabaco”. E aí, o negócio começou a ficar sério. A revista Rolling Stone elegeu o trio como uma das “Dez bandas para se ligar no mundo inteiro”. Responsa, né? Logo em seguida, nada menos que o jornal americano New York Times fez elogios ao grupo. Essa repercussão toda resultou em uma turnê pela Europa, Estados Unidos e Canadá. Tudo ia muito bem, mil maravilhas, mas aí uma briga interna provocou a saída da vocalista Marina Vello. Para substituí-la, o Bonde do Rolê fez uma seleção através do canal MTV. Para o lugar da Marina não foi escolhido apenas uma, mas duas vocalistas. A paulista Ana Bernardino e a mineira Laura Taylor. Com a trupe refeita, a banda voltou ao estúdio e lançou, em 2007, o disco “Bonde do Rolê With Lasers” e, com ele, os sucessos “Solta o Frango”, “James Bonde”, Marina Gasolina” e “Office Boy”. Novo disco, novos integrantes, e novos shows no exterior. Bem razoável

para uma banda que não leva nada a sério, não é? Mas o melhor ainda estava por vir. Na gravação do terceiro disco, “Tropical Banana”, nada mais, nada menos que Caetano Veloso fez uma participação especial em uma das músicas do agora quarteto curitibano. O novo disco ainda não saiu. Mas já dá para ter uma ideia. Vem aí mais uma colação de palavrões, estrofes ousados e um som explosivo. Gostem ou não, uma coisa é certa: não passa despercebido.

www.facebook.com/bondedorole #59


#60


Conclusão? Podemos ter chegado ao final do livro, mas o show tem que continuar. E sempre continua. No momento em que você estiver lendo este livro, e se ainda estiver sóbrio para chegar até aqui, um grupo de três amigos fa z seu primeiro ensaio na garagem tocando covers de Raul Seixas, Engenheiros do Hawaii, ou, se tudo der errado, Justin Bieber. Novas bandas estão surgindo, bares estão mudando de nome, CD’s sendo lançados, os equipamentos estão sendo montados em um palco qualquer, se preparando para receber novas plateias ávidas por um som novo, fresco e empolgante. Curitiba pode estar longe de ser uma Seatle, Liverpol ou São Paulo quando falamos de centros musicais. Também não tem um CBGB e as principais bandas do mundo quando desembarcam no Brasil, não fazem nem escala no Aeroporto Afonso Pena. Mas nós damos o nosso jeito. Muitas bandas surgiram e continuarão dando as caras por aí. E fatalmente aparecerão novos talentos. Por que podemos até não falar no elevador ou conversar com estranhos, mas nos expressamos muito bem nos palcos. Podemos ter um clima frio, mas quando uma banda sabe no palco, a pista esquenta. Podemos não ter discos de platina, mas quem diabos precisa disso?

#61


©2012 by Natália Calvoso e Shuellen Woytovicz Todos os direitos reservados. Orientação: Liber Paz Diagramação: Natália Calvoso e Shuellen Woitovicz Textos: Rafael Pavelegini e Luiz Antônio Distefano Capa: Natália Calvoso Revisão: Shuellen Woitovicz Impressão e acabamento: Gráfica X

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Calvoso, Natália Woitovicz, Shuellen Curitiba On The Rocks / Natália Calvoso e Shuellen Woitovicz - Curitiba, 2012. 1. Música 2. Cultura 3. Curitiba 1ª Impressão, abril de 2012 Proibida a reprodução total ou parcial. Os infratores serão processados na forma da lei. natacalvoso@gmail.com shuellenww@gmail.com


Profile for Natalia

Curitiba on the rocks  

Livro feito como trabalho de conclusão de curso de Shuellen Woitovicz e Natália Calvoso, finalizado em 2012.

Curitiba on the rocks  

Livro feito como trabalho de conclusão de curso de Shuellen Woitovicz e Natália Calvoso, finalizado em 2012.

Advertisement