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Revista

Ruflar Informativo Oficial do Instituto de Cardiologia do Distrito Federal

001 | AGO13

O hospital referência em cardiologia tem equipe e tecnologia de ponta para fazer o coração do Brasil bater ainda mais forte

CAPITAL DA CORRIDA

AEROPORTO 12/8

VISITA ILUSTRE

Conheça quem são os corredores transplantados pelo ICDF

Um evento no aeroporto para trazer mais saúde para todos

Veja como foi a visita do Governador Agnelo Queiroz ao ICDF

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POLÍTICA

O governador Agnelo visita o ICDF

ESPORTE

Brasília, a capital da corrida

CAPA

O ICDF mostra porque é referência nacional

EVENTO

Curso de Inverno em POA gera novas experiências

SESMT

Segurança em primeiro lugar

TRANSPLANTE

O ICDF é líder nacional de transplantes

SAÚDE

Fique ligado na hipertensão

PREVENÇÃO

A hipertensão fica no balcão de embarque.

EXPEDIENTE Instituto de Cardiologia do Distrito Federal Estrada Parque Contorno do Bosque, s/nº. Cruzeiro Novo Brasília – DF Editores Dr. Joao Gabbardo Anna Virgínia Souza

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Jornalista Responsável Anna Virgínia Souza (DRT-DF 8989) Textos Joao Gabbardo Nubia Vieira Anna Virgínia Souza Narla Bianca Lima Marcela Bravim Alaor Barra Fotos: Arquivo ICDF

Arquivo FAB Arquivo HFA Arquivo MS Arquivo Infraestrutura ICDF Arquivo SESMT-ICDF Arquivo Andarilhos do Riso Arquivo Pessoal - Maria Pia Ascom ICDF ABr-Wilson Dias Alberto Ruy J.C- Mary Leal AJ Batista- HFA

Divulgação Ascom ICDF imprensa@icdf.org.br

Ediçao 01, Ano 01 Agosto/ Setembro/Outubro-2013

Capa, Diagramação, Ilustrações: Agencia Buena www.agenciabuena.com.br

Abrangência: DF

Circulação Trimestral

Faça parte a Revista Ruflar, envie suas sugestões, criticas e elogio para: imprensa@icdf.org.br

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EDITORIAL

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Um voo ousado para alcançar novos objetivos A decisão da Fundação Universitária de Cardiologia de assumir a gestão de um hospital especializado em cardiologia no DF foi, na verdade, um grande voo que exigiu coragem e determinação. O desafio era que essa nova instituição pudesse ser espelho da Fundação, refletindo a qualidade do serviço oferecido e a busca pelo atendimento de excelência. Um voo ousado que sai de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul e assume a missão de torná-lo um centro de referência em cardiologia no Centro-oeste. Com esse ruflar de asas e levantando voo, a Fundação chegou à capital e agitandose movimentou a equipe da instituição fortalecendo o hospital e dando vida nova ao local, que ganhou um novo nome: Instituto de Cardiologia do Distrito Federal.

O desafio foi superado, e o hoje o ICDF é reconhecido pela qualidade no atendimento oferecido e destaque nacional como unidade de transplantes. Por isso, a instituição agora promove o seu ruflar de asas e faz ecoar, através desta revista, a sua história, sua equipe, seus serviços, conquistas, premiações, pesquisas, entre outros. Essa é a razão pela qual, gostaríamos de agradecer

ao Dr. Ivo Nesralla, e em seu nome a toda direção da FUC, por assumir esse desafio e alçar esse primeiro voo. E agora, anunciamos o desafio desta instituição filha, de cada vez mais trabalhar pelo ruflar dos corações de cada colaborador, de cada paciente e acompanhante, gerando uma relação de confiança e auxilio na busca pela qualidade de vida.

Ruflar: 1. Encrespar as asas para levantar voo. Agitar, fazer tremular. 2 . Som provocado pelo movimento da válvula mitral do coração. Fonte- Dicionário Aurélio Aurélio

Dr. João Gabbardo dos Reis Superintendente

ORGANOGRAMA IC/FUC DIRETOR PRESIDENTE Dr. Ivo Nesralla ICDF SUPERINTENDENTE Dr. João Gabbardo dos Reis DIRETORA MÉDICA Dra. Núbia Welerson Vieira SUPERVISORES Cardiologia Pediátrica Dr. Jorge Yussef Afiune Cardiologia Clínica Dr. Guilherme Urpia Monte Internação Dra. Linda Maria Correia Santos Pedrazzi Ecocardiograma Dra. Maria Estefânia Bosco Otto

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Dra. Núbia Vieira Diretora Médica

Ambulatório Dra. Adenalva Lima de Souza Beck

Unidade de Transplante Dr. Fernando Antibas Atik

Radiologia Dr. Ricardo Domingues

Ergometria e Reabilitação Cardiovascular Dra. Alexandra Gervazoni

Transplante Cardíaco Adulto Dr. Renato Bueno Chaves

Enfermagem Enf. Rosário Wanderley

Transplante Cardíaco Pediátrico Dr. Cristina Machado Camargo Afiune

Fisioterapia Michelle Bortoletto

Cardiologia Intensiva UTI Cirúrgica Adulto, UCO e UDT Dr. Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Junior Unidade Coronariana (UCO) Dra. Maria Fernanda Maretti Antunes Garcia Unidade de Dor Torácica (UDT) Dr. Camilo Lelis de Mello Chaves Junior Cirurgia Cardiovascular Dr. Fernando Antibas Atik Intervenção Cardiovascular Dr. Leonardo Cogo Beck Arritmia e Eletrofisiologia Dr. Álvaro Valentim Lima Sarabanda

Transplante Hepático Dr. Marcelo Perosa de Miranda Transplante Pulmonar Dr. Cláudio Ribeiro da Cunha Transplante Renal Dra. Renata Miguel Quirino

Nutrição Marcela Bravim Psicologia clinica Marina Cipriano Assessoria de Comunicação Anna Virgínia Souza

Enfermagem Transplante Enf. Camila Scatolin Moraes Epidemiologia Hospitalar Dra. Maria Aparecida dos Santos Teixeira Anestesiologia Dr. Fábio Fernandes Hematologia Dr. Gustavo Bettarelo

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POLÍTICA

Governador e Secretário de Saúde do DF visitam o Instituto de Cardiologia O mês de maio no ICDF encerrou-se com uma visita do Governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, do Secretário de Saúde do DF, Rafael Barbosa, e da Coordenadora de Cardiologia da Secretaria de Saúde do DF, Edna Oliveira. Eles visitaram o hospital (UTI e Internação) e conversaram com alguns pacientes transplantados pela instituição.

Transplantes de Órgãos) e CNCDO (Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos do DF), o DF vem se destacando como líder nacional em captação e transplantes de coração. “Em 2012, realizamos 18 de coração e 39 de fígado. De janeiro a maio de 2013, foram 12 e 19 respectivamente”, disse o governador.

Durante a visita, o governador e sua equipe conheceram de perto o trabalho diário da Unidade de Transplantes do ICDF e o serviço oferecido aos pacientes, e falaram sobre a construção do Hospital dos Transplantes de Brasília (HTB). Segundo previsão da Secretária de Saúde, com o novo hospital haverá uma expectativa de aumento de 150 leitos, integrados ao Instituto de Cardiologia do Distrito Federal (ICDF), onde hoje, segundo GDF, é realizada a maioria dos transplantes do SUS no Distrito Federal.

O Instituto de Cardiologia do DF é parte importante nesse crescimento, pois apesar de ser referência em alta complexidade cardiovascular e em transplante cardíaco, o instituto realiza também transplante hepático, para atender uma necessidade local.

De acordo com a SES-DF, atualmente apenas Rio de Janeiro e Rio grande do Sul contam com estrutura semelhante a que o DF ganhará com o novo hospital. O governador Agnelo Queiroz se pronunciou a respeito dos números significativos de transplantes nesse ano e lembrou que segundo dados divulgados pela ABTO (Associação Brasileira de

Segundo o Secretário de Saúde, Rafael Barbosa, a capital federal investe precisamente na Central de Captação de órgãos, e esse é um dos principais motivos para a região ter um número elevado de doadores, o que consequentemente, gera mais transplantes. Outro motivo é a parceria do governo com ICDF, aproveitando a excelente estrutura médica e de equipamentos que o hospital dispõe o que facilita a realização dos transplantes. Parceria que também é importante para o ICDF e segundo a Diretora Médica da instituição, Dra. Nubia Vieira, o Instituto dedica-se para oferecer sempre à todos os

pacientes um bom atendimento, buscando a melhoria da qualidade de vida. “O ICDF, juntamente com o GDF, celebra o sucesso dos transplantes de órgãos e busca cada vez mais trabalhar para conscientização da doação de órgãos e realização de transplantes” afirmou Dra. Nubia Vieira. Agora com a previsão de inaugurar um novo hospital especializado em transplantes em até dois anos, reforçará o trabalho que o DF vem realizando. Segundo secretário Rafael Barbosa, o DF já se consolidou como unidade da Federação que mais capta órgãos, com destaque na realização dos transplantes de coração e córnea. Para ele, com o novo hospital há expectativa de que o DF tornase referência em outras cirurgias. Hoje o Instituto de Cardiologia do DF é o único hospital da região Centro-oeste que realiza transplantes de coração. Além disso, o ICDF realiza ainda, quase a totalidade dos transplantes de fígado do DF (mais de 80%) e já está habilitado a realizar transplantes de pulmão e rins. Com o novo hospital, integrado ao Instituto, será expandido o número de procedimentos realizados. Assim o DF poderá ser um Centro Nacional para transplantes de todos os órgãos sólidos. Por Anna Virgínia Souza

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01- Governador conversa com a imprensa no ICDF. 02- Agnelo Queiroz, visita paciente transplantado de fígado pelo ICDF. 03- Dra. Nubia Vieira apresentando o ICDF ao governador e sua comitiva.

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ESPORTE

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Brasília, a Capital da corrida O DF investe pesado no esporte e já está em segundo lugar no mercado de corridas de ruas do país Para os brasilienses não é nenhuma novidade a realização de corridas de pequeno e grande porte nos finais de semana. No Distrito Federal acontecem praticamente quatro corridas por mês, motivo pelo qual a região passa a ser conhecida como a “Capital da Corrida”, e despontar como o segundo principal mercado de corridas de rua do país, movimentando pelo menos R$ 26 milhões por ano, com forte tendência ao crescimento. O poder aquisitivo dos moradores do Distrito Federal consolidou o conceito de “corridas de luxo”, pois o custo das inscrições é altíssimo, mas esse fator não impede que o número de corredores continue a crescer. A maioria das pessoas, que são praticantes, investe alto em inscrições, viagens, vestuário, acessórios, suplementos alimentares e acompanhamento de profissionais especializados. O planejamento da cidade também ajuda, pois as largas avenidas comportam tranquilamente essa alta demanda de inscritos. As provas de rua em quase todos os fins de semanas, privilegiam os atletas que percorrem belíssimos cartões postais, como a Esplanada dos Ministérios e Ponte JK. Os circuitos maiores chegam a ter mais de seis mil inscritos, o que fez o DF entrar de vez no cronograma dos eventos patrocinados por marcas esportivas, a maioria multinacionais. De acordo com estimativas do setor e

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patrocinadores, a organização de corridas com a presença de mil inscritos, por exemplo, não custa menos do que R$ 150 mil. O crescente interesse de empresas em criar provas personalizadas tem jogado essa média para cima. Os Patrocinadores gastam bastante com sofisticação e, a maior parte deles, investem, em média, R$ 250 mil, valor que pode dobrar, em eventos com banda de música posicionada na linha de chegada, farto café da manhã e telões espalhados pelo percurso.

Mais “Qualidade de Vida” para os funcionários

Colaboradores e transplantados pelo ICDF participam de corridas de rua no DF.

Procurando manter os padrões de população saudável e acompanhar Brasília nas corridas de rua, o Instituto de Cardiologia do Distrito Federal montou um grupo, composto por funcionários, que se prepara todos os anos para

O Parque da Cidade, localizado no centro da capital, é um espaço amplo, com estrutura destinada a prática de esportes, lazer, corridas, caminhadas, ciclismo, jogos (futebol, vôlei), dentre outros. No amanhecer ou por do sol, esse local é tomado por jovens, adultos, crianças e idosos, que vão até lá para fugir do sedentarismo e praticar atividades físicas. Por esse motivo, pode-se afirmar que o movimento de corridas é apoiado numa população de Brasília que se assume como “geração saúde”, com pessoas que em sua maioria, se preocupam com a aparência e com a saúde.

Brigadista Oliveira com o troféu de 2º lugar como Maratonista  no circuito Brasília

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6 ESPORTE participar de campeonatos na Capital. A ideia de trazer as corridas para o plano de atividades do hospital surgiu com apoio de um colaborador (psicólogo), no final de 2009. Ele já tinha o hábito de frequentar esse tipo de competição em Brasília e sugeriu a abertura de um projeto na instituição, em que fossem disponibilizadas vagas para que funcionários pudessem se preparar, com orientações de profissionais, para correr. Uma empresa de assessoria esportiva foi convocada para tornar-se parceira junto do projeto do ICDF, que ficou conhecido como “Grupo Qualidade de Vida”. O grupo tem como objetivo estimular os participantes, no caso funcionários do ICDF, a adotarem hábitos saudáveis, como se alimentar bem e praticar exercícios físicos. No início, foram abertas 30 vagas e todas foram preenchidas. Para saber se estão aptos a correr, os inscritos preenchem uma ficha de avaliação, respondendo se são hipertensos ou diabéticos ou se já passaram por algum tipo de cirurgia. Após esse questionário são iniciadas as sessões de práticas, com teste de esteira e treinos em grupo três vezes por semana em locais específicos, com o acompanhamento de profissionais. São 16 vagas abertas por mês, e cada turma fechada participa de uma corrida mensalmente.

Corredores de coração novo Porque não inserir os pacientes transplantados pelo ICDF na equipe de corrida?

Corredores Agnólio e Eduardo, ambos pacientes transplantados de coração

Pacientes entre 18 e 37 anos já participaram, e ainda participam de maratonas em Brasília, e através desse exercício buscam retomar a rotina após passarem por transplante. Correr foi uma das maneiras que a equipe do ICDF encontrou de mostrar aos pacientes que eles poderiam ter uma rotina normal após o transplante, só que com mais qualidade de vida. Assim, com acompanhamento médico, psicológico e de fisioterapeutas puderam treinar e ganhar condicionamento físico, mesmo após um procedimento cirúrgico tão delicado, como é o caso do transplante. Esses corredores enfrentaram o desafio correndo ao lado de médicos, enfermeiros e do psicólogo da instituição. Foram alguns quilômetros percorridos ao redor da Esplanada dos Ministérios e de outros pontos turísticos. Vale lembrar que o desafio não era o pódio, mas terminar a corrida com qualidade, estimulando-os a manter a prática de atividades físicas sem medo.

Equipe do Grupo de Corridas ICDF, pacientes e médicos.

Por Narla Bianca Lima

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8 ARTIGO

A importância de um diagnóstico eficaz A Doença Arterial Coronariana - DAC (alterações nos vasos que irrigam o músculo cardíaco) é uma das principais causas de morte ou perda de qualidade de vida, nos dias atuais. Nesse sentido, um diagnóstico eficaz é importante para orientar medidas de prevenção e de tratamento desta patologia relativamente frequente, que além de ser originada de fatores genéticos, hereditários, tem muita relação com hábitos de vida (alimentação, sedentarismo, tabagismo), aumento do peso corpóreo e estresse diário. O diagnóstico da DAC é feito através de sintomas apresentados pelo paciente, mas, sobretudo através de exames complementares diagnósticos, que vão desde um simples eletrocardiograma, resposta a testes de esforço em esteiras ou bicicletas, até exames mais sofisticados, como a Cintilografia de Perfusão Miocárdica, Ecocardiograma de esforço, ressonância magnética e tomografia dos vasos coronarianos.

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A Cintilografia de Perfusão Miocárdica é um exame consagrado em todo o mundo, sendo um método de muita eficácia para o diagnóstico e avaliação de riscos de pessoas com a doença arterial coronariana. O resultado obtido orienta o cardiologista quanto ao tratamento a ser executado, se mais conservador, apenas com medicações, ou mais agressivo, seja, através de procedimentos por cateterismo coronariano (“stents”) ou até mesmo cirurgias mais extensas (colocação das famosas “pontes miocárdicas”) e informa sobre os riscos futuros de morte ou eventos cardíacos (angina, infarto, arritmias, entre outros). A técnica da cintilografia miocárdica vem evoluindo muito nos últimos vinte anos, seja através de novos traçadores (“contrastes” que chegam até o músculo cardíaco), seja por novos programas computacionais (“softwares”) e também por avanço nos equipamentos de aquisição de imagens, chamados de gamacâmaras.

Há poucos anos surgiram novas gamacâmaras, com detectores e configuração dedicados para estudos do coração, que tornaram os exames mais rápidos (em cerca de 4 a 5 vezes), maior conforto para o paciente (no seu posicionamento para realizar o exame), utilizando doses radioativas menores e com maior qualidade e confiabilidade nas imagens adquiridas (evitando máinterpretação, ou o que se chama de artefatos de imagens e movimentação). Assim dispomos hoje, em alguns centros médicos de diagnósticos do Brasil, de tecnologia renovada, proporcionando exames mais eficazes, seguros e confortáveis. Torna-se, pois cada vez mais um aliado importante para o cardiologista diagnosticar e combater a Doença Arterial Coronariana. Por Alaor Barra Sobrinho, Especialista em Medicina Nuclear e Diretor do IMEB – Imagens Médicas de Brasília

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CAPA

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Instituto de Cardiologia do DF: um hospital no coração do Brasil que é referência em alta complexidade cardíaca

Inaugurada em 1960, Brasília se desenvolveu com o titulo de cidade planejada e bem estrutura, mas ao longo dos anos a cidade vem ainda concluindo o projeto idealizado por Lúcio Costa e Oscar Niemyer, e hoje é possível inaugurar prédios projetados muitos anos antes. Com o crescimento da população, foi possível perceber que Brasília precisava de outros prédios e intuições indispensáveis na cidade. Um exemplo era a necessidade de um hospital especializado em atendimento cardiovascular, para que os pacientes acometidos de enfermidades nessa área pudessem ser atendidos aqui mesmo e evitar o deslocamento para outros estados em busca de atendimento. No caso de uma enfermidade cardíaca o tempo é crucial para um bom atendimento e melhores resultados, quanto mais o paciente espera, mais prejudicial será para sua saúde, o que interfere diretamente no resultado do tratamento. Neste contexto, em novembro de 2002 foram iniciadas as obras de criação de um hospital que pudesse atender a demanda de pacientes cardiopatas não apenas do Distrito Federal, mas de todo centro-oeste e até mesmo demais regiões do país, sendo um centro especializado de referência nos procedimentos cardiovasculares. O novo hospital foi construído numa área militar, junto ao Hospital das Forças Armadas (HFA) e foi inaugurado em 2004. O Instituto do coração do Distrito Federal ou INCOR-DF, como ficou conhecido, era

administrado pela Fundação Zerbini e trouxe um novo alento a comunidade local, que pode dispor de um bom atendimento especializado rápido e mais próximo da casa dos pacientes. Foram aproximadamente 40 cirurgias por mês apenas nos primeiros anos de funcionamento do hospital, mas a Fundação Zerbini deixou a administração do hospital em 2009 para dedicar-se exclusivamente à gestão do InCor-SP e o hospital ficou sem administração, quase fechando as portas . O governo Federal buscou uma solução para não perder a excelente estrutura, além dos recursos humanos e materiais que o hospital dispunha, e encontrou na Fundação Universitária de Cardiologia (FUC) força e coragem para assumir mais esse desafio, e no primeiro dia do mês de abril de 2009 foi assinado o convênio que designou a FUC como nova gestora do agora Instituto de Cardiologia do Distrito Federal (ICDF). Desta forma, o ICDF, assim como o Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul (ICRS), ambos administrados pela FUC, passou a ser uma instituição que prima pela excelência no atendimento médico a toda comunidade, abrangendo SUS, convênios e particular, além de trabalhar com a formação e qualificação de profissionais da saúde com ensino e pesquisa. Segundo Dr. João Gabbardo, Superintendente do ICDF, o objetivo da

nova administração sempre trabalhou focada principalmente em dar melhores condições para os trabalhos das equipes para atingir os melhores resultados à FUC e a comunidade local. “Seja incorporando novas tecnologias, colocando equipamentos a disposição, os melhores insumos, os medicamentos necessários e tudo aliado à qualificação da nossa equipe é a certeza dos melhores resultados” disse o superintendente. Hoje, o ICDF destaca-se como referência nacional em alta complexidade cardiovascular e transplantes cardíacos e hepático, iniciando também neste ano (2013) os atendimentos para transplantes pulmonar e renal. Sua estrutura dispõe de mais de 106 leitos, quatro salas cirúrgicas, duas salas de hemodinâmica, ambulatório e emergência, em que são realizadas em média 84 cirurgias por mês. Atualmente, o Instituto conta com um quadro de mais de 700 funcionários prestando todos os tipos de serviços relacionados à cardiologia, tais como: consultas médicas, atendimentos de emergência 24 horas, exames em geral, procedimentos de hemodinâmica e eletrofisiologia, implante de marcapasso, cirurgias cardíacas em adultos e crianças, inclusive recém nascidos, enfermagem, fisioterapia, nutrição, psicologia e assistência social, além de , especialistas nas áreas de neuroradiologia intervencionista, vascular, nefrologia, entre outros.

Dr. Renato Vaz, Dr. Ivo Nesralla, Dr. MarneGomes, Dr. Renato Kalil e Dr. Rogério Pires no coquetel da solenidade da assinatura do convênio do ICDF Dr. Ivo Nesralla na solenidade de assinatura do Convênio em que a FUC assumiu a gestão do ICDF

Secretário nacional de Atenção à Saúde, Alberto Beltrame, Senador Marcone Perillo, Ministro Nelson Jobim, Governador José Roberto Arruda, representante da Câmara dos Deputados. Discursando Dr. Ivo Nesralla, na solenidade de assinatura do convênio do ICDF.

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10 CAPA Em crescimento Desde a inauguração do ICDF, o hospital expandiu seus espaços e ampliou o número de leitos para melhor atender os pacientes. Os leitos de UTI, por exemplo, aumentaram de 31 para 49. Outro exemplo é a ampliação de um espaço que beneficiou a equipe de fisioterapia do ICDF. Inaugurada recentemente, a nova sala de reabilitação localizada próximo à entrada da UD, foi reformada e reestruturada para receber os equipamentos necessários para fisioterapia. O novo lugar é amplo, por isso há espaço disponível para alocar mais materiais e atender melhor os pacientes, além da possibilidade de aumentar o número de atendimentos.

Mãos à obra Desde o Início de 2011, o ICDF começou um projeto de ampliação estrutural no prédio do hospital que previa fechar uma área - onde antes havia um terraço – e aumentar a quantidade de salas para melhor funcionamento do setor administrativo do Instituto. Contudo, ao avaliar melhor o projeto do prédio, a equipe responsável pelas obras percebeu que na construção da instituição, em 2002,

já havia uma previsão de ampliação. “Nós estamos concluindo a obra de 2002”, afirmou o Supervisor de Obras do ICDF, Antônio Carlos. Desta forma, o projeto inicial de reformas que previa obras numa área de 780m² e, foi ampliado para 1880m². Com a mudança, obra passou a contar com a construção de um segundo pavimento, com mais salas para a ampliação dos setores de Faturamento, Comissão de Iniciação Científica (Ensino e Pesquisa), Biossegurança e mais dois auditórios de pequeno porte, além da construção do terceiro pavimento, onde será instalado mais um espaço de atendimento da área assistencial em saúde. A obra prevê, ainda, a instalação de quatro novos elevadores – três no prédio principal e um na área de Imagem, que terão uma capacidade maior possibilitando transportar pacientes e macas. A inauguração das novas áreas está prevista para o inicio do mês de dezembro. O ICDF está trabalhando para melhor atender os seus pacientes e a construção de novos pavimentos irá facilitar as demandas e aumentar a qualidade dos serviços prestados à população do Distrito Federal e todo o Centro-Oeste.

Unidade de Transplante O programa de transplante cardíaco teve início ainda na gestão da Fundação Zerbine em 2007 e se consolidou nos anos seguintes com uma crescente nos números de procedimentos realizados. Hoje o Instituto é o único hospital realizar esse procedimento no DF. Para suprir uma necessidade local e por dispor de excelente estrutura médica e de equipamentos, em dezembro de 2011 o ICDF foi credenciado para realizar transplantes hepáticos iniciando os procedimentos no inicio de 2012. Além disso, realiza hoje transplante pulmonar (habilitado pelo Ministério da Saúde em 2012) e transplante renal (habilitado em fevereiro de 2013). Hoje, o Instituto de Cardiologia do Distrito Federal está de portas abertas para avaliação de candidatos a transplante cardíaco, hepático, renal e pulmonar, tanto pelo Sistema Único de Saúde (SUS), quanto por convênios e particular, para isso é preciso agendar uma consulta, pelo telefone (61) 3403-5485 das 8h às 17h ou através do correio eletrônico transplanteicdf@icdf.org.br

Comissão de Iniciação Científica Um dos pilares da Fundação Universitária de Cardiologia é a geração e transmissão de novos conceitos, baseados no ensino e na pesquisa. O Instituto de Cardiologia do Distrito Federal não poderia ser diferente. Nesse sentido, a Comissão Cientifica, setor que coordena e organiza essa área no hospital, trabalha buscando a inovação e pesquisa com objetivo de aperfeiçoar a assistência médica através de uma estrutura de ensino com desenvolvimento da pesquisa cardiológica.

Dr. João Gabbardo recebendo premiação do Ministro da Saúde, Alexandre Padilha e do Secretário de Saúde do DF

A comissão se subdivide e trabalha com um Centro de Treinamento, Extensão, Pesquisa Clínica, Complementação Médica, Especialização e Pós-graduação Trainee e Residência Médica. Além disso, a Comissão é credenciada pelo América Heart Association (AHA) a ministrar treinamentos de Suporte Avançado em Cardiologia (ACLS), Suporte Básico de Vida (BLS), Salva-Corações (Heart Saver DEA) e Primeiros Socorros (First Aid). Essa autorização torna o ICDF o único na região Centro-Oeste, e um dos poucos no Brasil, selecionado pela AHA a receber o credenciamento para realização desses cursos.

Dr. João Gabbardo, Dra. Núbia Vieira, Ministro da Saúde, Dr. Fernando Atik e Dr. Marcelo Perosa

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CAPA

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Premiações Com pouco mais de quatro anos de história, o ICDF leva consigo duas importantes premiações que ressaltam o bom serviço oferecido à comunidade do DF e destacam a excelente gestão oferecida pela FUC. O primeiro deles, oferecido pelo Ministério da Saúde e entregue em setembro de 2012, foi o prêmio de Destaque na Promoção da Doação de Órgãos e tecidos entregue pelo Ministro da Saúde Alexandre Padilha ao Superintendente do ICDF João Gabbardo, como um reconhecimento ao trabalho da Unidade de Transplantes do ICDF que conseguiu zerar a fila de espera por coração no DF. Na época, o hospital já contabilizava 14 transplantes de coração e 25 de fígado, com seis captações em outros estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Mato Grosso.

Pacientes aguardando horário de visita na recepção UTI.

Na cerimônia de premiação, Gabbardo fez questão de afirmar que o resultado positivo era consequência de muito trabalho e dedicação de uma equipe competente e comprometida, e agradeceu o empenho de todas colaboradores, com quem dividiu a homenagem. A segunda premiação oferecida ao ICDF pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal foi o troféu “Reconhece SES 2012”, na categoria reconhecimento institucional à unidade parceira da promoção do acesso à UTI. Ele destaca que a instituição age respeitando as normas da SES relacionadas à regulação de acesso a leitos de UTI e cordialidade na relação. No anúncio da premiação foi destacada a interação qualificada entre médicos reguladores e médicos assistentes, boa relação interpessoal, trocas de conhecimentos, discussão de casos e priorização de pacientes, além da adequada mobilização diante dos casos críticos, facilitando e viabilizando os atendimentos prioritários.

Nova Sala de Fisioterapia - Reabilitação

Novamente, a direção do ICDF agradeceu o esforço de toda equipe que se preocupa em manter os padrões de qualidade do hospital e, em especial, aos colaboradores que direta ou indiretamente se relacionam com a (DIREG), Diretoria de Regulação da Secretaria de Saúde do Distrito Federal pela premiação que é o reconhecimento de um esforço coletivo. Esses são alguns dos pontos que destacam o ICDF pela excelência na administração, qualidade no atendimento e completa assistência aos pacientes. A instituição busca sempre a melhoria qualidade de vida de seus pacientes e profissionais, como destaca a Diretora Médica do ICDF, Dra. Nubia Vieira “Nosso principal objetivo é devolver as pessoas para suas famílias com a melhor qualidade de vida possível. Um trabalho coletivo, de equipe, em que todos buscam o melhor resultado e, juntos, alcançam os objetivos”. Acompanhe as próximas edições da revista e saiba mais sobre o ICDF cada uma de suas comissões, pesquisas e unidades.

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Equipe de enfermagem trabalhando na ala de internação.

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12 12 EVENTO

Presença do ICDF no Curso de Inverno do Instituto de Cardiologia, em Porto Alegre, possibilita troca de experiências O ICDF possui em seu quadro profissionais que estão em sintonia com as novas pesquisas e estudos para tratamento de seus pacientes. Por isso, representantes de sua equipe são vistos com frequência entre palestrantes de eventos médicos para apresentar as técnicas aplicadas nos corredores do hospital. A última oportunidade de trocar conhecimentos, foi durante a XXXI Edição do “Curso de Inverno do Instituto de Cardiologia”, em Porto Alegre.

regurgitação protética paravalvar. “O ICDF tem desenvolvido estatégias importantes para avaliar adequadamente a função da prótese e detectar precocemente a disfunção protética”, afirmou a Dra. Adenalva. A palestra prosseguiu com a médica falando sobre as mais modernas medidas de prevenção da disfunção.

“Outra realidade é a disponibilidade de recursos de diagnósticos terapêuticos, como nos casos de pacientes portadores de marcapassos pós-cirúrgicos”, afirmou Dr. Baggio. A resolução do problema é possível se o profissional médico monitorar o funcionamento do aparelho por meio de consultas de revisão.

O encontro aconteceu no início de julho e reuniu cardiologistas renomados de todo o Brasil para debater alternativas de tratamento a alterações clínicas comuns, como isquêmia cerebral e síndrome coronariana aguda, além de apresentar o avanço tecnológico aplicado em procedimentos, a implantação de próteses valvares e na prevenção de morte súbita.

Em seguida a Dra. Maria Estefânia Otto falou sobre a disfunção diastólica, em uma explanação com o tema Recalibrando o Barâmetro. “Vamos falar sobre o diagnóstico do paciente. É muito importante perceber pequenas nuances e notas como cada detalhe é essencial. Acredito que hoje em dia os médicos não estão treinados para ver este tipo de coisa”. Dra. Otto falou sobre a importância do médico não olhar só a conclusão do laudo, mas tudo o que consta no exame e que pode fazer a diferença na saúde do paciente.

A aplicabilidade de novas técnicas também foi relatada pelo Dr. Antonio Aurélio Fagundes Júnior. Ele coordenou um debate sobre tema “Hipotermia terapêutica após parada cardíaca: vamos por em prática”. O profissional abordou o protocolo seguido por algumas instituições para atender aos pacientes que apresentam queda brusca na temperatura. Através da aplicação de bolsas de gelo perto do coração, é possível reduzir riscos para o órgão.

O futuro da medicina foi o foco do debate, aspecto abordado pelos representantes do ICDF. A primeira a falar foi a Dra. Adenalva Cogo Beck, que discorreu sobre o tema “Próteses valvares: novas estragégias para velhos problemas”. Ela falou que o número de cirurgias para implantação destes dispositivos vem crescendo e que o refinamento das técnicas é importante para evitar problemas como a degeneração, a dependência de anticoagulação e a

O Dr. José Mário Baggio trouxe à tona o tema “Monitoramento à distância de dispositivos cardíacos implantáveis: realidade atual e perspectivas futuras”. Sua palestra consistiu em um retrospecto dos primeiros aparelhos utilizados no Brasil com essa finalidade, como os desfibriladores. O surgimento de novos dispositivos cardíacos tem origem, segundo ele, na necessidade de aperfeiçoar o tratamento oferecido para dar vazão ao crescimento populacional.

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A participação no evento em Porto Alegre permitiu a troca de experiências entre profissionais a respeito da novas formas de aplicar e desenvolver tratamentos convencionais para as diversas alterações do coração. A interação permite que o Instituto de Cardiologia do Distrito Federal fique atualizado no que tange à realidade médica brasileira, aplicando novidades em sua rotina de atendimento ao mesmo tempo em que leva para o restante do país as práticas desenvolvidas no seu dia a dia.

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SESMT

Segurança em primeiro lugar A partir da Era Vargas, inciou-se no país uma preocupação com o trabalhador. Desde então muita coisa mudou, evoluiu, inclusive com a criação de leis trabalhistas que regulamentam as relações entre empregado e empregador. Um desses avanços, é a lei que obriga as empresas a criar uma equipe especifica que visa ampliar a conscientização do trabalhador para a execução de seu serviço sem acidentes, essa equipe é, o Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT).

Apresentação “Riscos ambientais” na unidade de Internação

O ICDF garante esse direito aos seus colaboradores, e desde sua instituição, em abril de 2009, a instituição conta com uma equipe que realiza esse serviço. A equipe é composta por médico, enfermeira, engenheiro e técnicos de segurança que trabalham buscando a promoção da saúde e a integridade do trabalhador, além de prevenir os acidentes de trabalho e propor soluções corretivas e preventivas. O SESMT-ICDF ministra treinamentos para conscientização de boas práticas de segurança. Segundo Patrícia Queiroz, uma das técnicas de segurança do setor, após uma reunião no final de 2012, a equipe realizou um levantamento de participação dos colaboradores nos treinamento e observou que havia uma grande dificuldade de levá-los à sala de aula para essas formações. “Para solucionar esse problema e visando ampliar o número de participantes nos treinamentos, a equipe do SESMTICDF criou o projeto ‘Despertar’” afimou Patrícia. Segundo a técnica o projeto é uma ação de treinamentos In loco onde são usados recursos lúdicos e interativos que aumentam a atenção para o tema das formações, deste modo os colaboradores fixam e assimilam melhor os conteúdos. O projeto Despertar é hoje um sucesso entre os colaboradores. Com ele, a equipe do SESMT-ICDF conseguiu abordar temáticas importantes para a segurança do trabalho de uma forma descontraída fazendo o colaborador refletir, e já é possível perceber mudanças em seu comportamentos. Foram seis edições do projeto até o momento, cada uma trabalhando um tema específico. Foram eles:

Apresentação “A importância do SESMT” na unidade de UTI

Equipe do SESMT preparando apresentação do Segurança Total

A Importância do SESMT, Segurança Total, Riscos Ambientais, Livre-se das Tensões, Olimpíadas da Segurança. Sendo a ultima edição uma revisão de todos os temas já abordados nos meses anteriores durante a Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho (SIPAT). (veja as imagens ao lado) As ações ilustraram ideias e conceitos de uma forma diferente e fizeram com que os colaboradores mudassem antigas posturas buscando praticar a prevenção de acidentes de trabalho. Segundo Vanusa Santana, supervisora do Departamento Financeiro do ICDF essa mudança na forma de promover os treinamentos foi fundamental para atingir melhor os colaboradores. “Hoje participo de todos os treinamentos, é cada um melhor que o outro. A equipe do SESMT-ICDF está de parabéns pela iniciativa” afirmou Vanusa Santana.

Apresentação do tema “Livre-se das Tensões”

Podemos afirmar que a cada apresentação é confirmado o sucesso do projeto, os colaboradores se surpreendem cada vez mais, e novos participantes aceitam parar um pouco o serviço e participar do despertar promovido pelo SESMT-ICDF.

Colaboradores e o novo mascote do SESMT apresentação “Olimpíadas da Segurança”

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TRANSPLANTE

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ICDF é destaque nacional por transplante de Coração O Instituto de Cardiologia do DF foi o hospital que mais realizou transplante de coração no país no primeiro semestre de 2013. Segundo dados da Associação Brasileira de Transplantes de órgãos- ABTO, o ICDF foi a instituição que mais realizou transplante de coração no país no primeiro semestre deste ano. De janeiro a junho, o Instituto realizou 17 procedimentos, número que quase equipara ao total de procedimentos realizados em 2012, quando ICDF encerrou o ano com 18 transplantes de coração realizados. O ICDF é a única instituição do DF credenciada para realizar transplante de coração. Desde 2009, quando foi fundado, o hospital segue numa crescente batendo um novo recorde a cada ano, como é possível perceber no gráfico da página seguinte. Esses dados demonstram que mais uma vez o ICDF irá superar o número registrado no ano anterior, batendo mais um recorde histórico de transplantes cardíacos realizados no DF. Em setembro de 2012, o Instituto conseguiu zerar a fila por espera de coração no DF recebendo por esse motivo, o prêmio de Destaque na Promoção da Doação de Órgãos e tecidos concedido pelo Ministério da Saúde. Além disso, é importante lembrar que no fim de 2011 o ICDF foi credenciado para realizar transplantes hepáticos, suprindo

assim uma necessidade local e ajudando a Secretária de Saúde do DF a diminuir a fila por espera de um órgão na região. Por esse motivo, hoje a unidade de transplantes comemora não apenas o destaque no total de transplantes de coração realizados, mas celebra também os transplantes hepáticos, foram 29 no primeiro semestre deste ano. Em 2012 a unidade fechou o ano com 34 transplantes realizados num total de 39 realizados no DF, assumindo assim quase a totalidade dos procedimentos. Com pouco mais que quatro anos de história, a equipe de transplantes celebra o sucesso da unidade que já realizou mais de 100 procedimentos até o momento, com alta taxa de sobrevida dos pacientes. São muitos casos e histórias que marcam a vida não apenas dos funcionários, mas de toda equipe envolvida e até mesmo dos demais funcionários da instituição. Segundo Dr. Fernando Atik, supervisor da unidade de Transplantes, todos os casos de transplante são marcantes, cada um de uma forma diferente. São pacientes em estado terminal da doença, cuja única forma de tratamento é o transplante. “Quando este obtém sucesso, a diferença na recuperação do paciente é marcante

e nítida de imediato, eles relatam que se sentem leves como nunca se sentiram antes. Esse é um momento muito gratificante para quem participa do transplante” afirmou Dr. Fernando. Um desses casos marcantes é o da paciente Maria Pia Albuquerque, que é a primeira mulher do DF a submetida a transplante cardíaco, procedimento foi realizado no dia 04 de maio de 2009, e hoje fala sobre a doação de órgão como o milagre da vida. “Se hoje, estou aqui, foi porque alguém aceitou ser o instrumento de Deus na concretização de um milagre: O milagre da vida. A eles meu eterno agradecimento. Doem órgãos, salvem vidas. Seja o milagre na vida de alguém” disse Maria Pia. São muitos os envolvidos na unidade de transplantes, que é um procedimento muito complexo e exige coordenação de equipe, em que cada componente é importante no processo e no resultado final. O ICDF organiza seus profissionais de modo que as equipes trabalhem com a captação, inclusive em outros estados, e o procedimento do transplante bem alinhado e essa tem sido a receita do sucesso na unidade de transplantes do ICDF.

Equipe médica em procedimento cirúrgico

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TRANSPLANTE

Neste contexto o coordenador da Unidade lembra que o Instituto tem se empenhado em oferecer as melhores condições de trabalho para equipe. “Trabalhar no Instituto de Cardiologia do Distrito Federal é uma honra, pois a instituição fornece todas as condições necessárias para o melhor resultado do transplante, além de poder contar com uma equipe altamente qualificada para tal” afirmou Dr. Fernando. Atualmente, o Instituto está credenciado para realizar também transplantes renal e de pulmão, e espera desta forma contribuir ainda mais para diminuir o tempo de espera por transplantes de órgãos não somente no DF, mas em todo país.

Número absoluto de transplante cardíaco por hospital 1º- ICDF---------------------17 procedimentos 2º- InCor --------------------13 procedimentos 3º- Messejana---------------12 procedimentos 4º- UFMG--------------------11 procedimentos Dados: ABTOAssociação Brasileira de Transplantes de Órgãos/ ICDF

Por Anna Virgínia Souza

2009 | 03 procedimentos 2010 | 06 procedimentos 2011 | 09 procedimentos 2012 | 18 procedimentos 2013 | 17 procedimentos

Se

até junho de 2013

Maria Pia - primeira mulher transplantada de coração no DF

Dr. Fernando Atik - Chefe da Unidade de transplante do ICDF

de

Dados: ABTOAssociação Brasileira de Transplantes de Órgãos/ ICDF

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qu

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SAÚDE

Hipertensão arterial sistêmica e alimentação saudável

Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia e Sociedade Brasileira de Hipertensão, a hipertensão arterial (HAS) é o principal fator de risco de mortalidade por doenças cardiovasculares. A pesquisa mais recente de Indicadores de Dados Básicos (IBD) revela que a prevalência de hipertensão na população brasileira é de 23,9% nos adultos, sendo 21% do total de homens e 26,3% das mulheres. Dentre os fatores de risco mais importantes, encontram-se fatores não variáveis, como idade avançada, gênero, etnia, fatores socioeconômicos, histórico familiar. Contudo, há também fatores variáveis que englobam principalmente o estilo de vida inadequado da população em geral, como sedentarismo, consumo excessivo de sal, produtos industrializados e bebidas alcoólicas. Portanto, é de fundamental importância para prevenção e tratamento da HAS a mudança no estilo de vida, como adoção de dieta saudável, redução do peso, prática de atividade física e redução da ingestão de bebidas alcoólicas. Vale ressaltar que além do controle na ingestão de sal, o estilo da alimentação é um importante aliado no tratamento não farmacológico da hipertensão arterial, já constado nas principais diretrizes de tratamento e prevenção da HAS. A dieta DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension), que foi desenvolvida através de estudos em que associam a qualidade da alimentação com os níveis de pressão arterial, é hoje amplamente utilizada no sentido de fornecer um conjunto de alimentos saudáveis que consigam melhorar o controle da hipertensão arterial, através dessa intervenção nutricional. Este plano alimentar enfatiza o consumo de frutas, verduras, produtos lácteos desnatados, cereais integrais, peixe, aves e nozes, ao mesmo tempo em que incentiva um menor consumo de carne vermelha, doces e açúcares. Seu consumo resulta em aumento na ingestão de potássio, magnésio, cálcio e fibras, que também contribuem para redução dos níveis da pressão. No quadro ao lado você poderá observar alguns alimentos que, ingeridos de forma equilibrada, auxiliam os cuidados com a saúde de seu coração e poderão ser aliados no combate e controle à hipertensão, mas como já foi apontada a alimentação precisa ser equilibrada e unida a uma mudança de hábitos principalmente a prática de atividade física. Faça sempre o acompanhamento com médico especializado e cuide de sua saúde.

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AZEITE

SALMÃO

ABACATE

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CHOCOLATE AMARGO

Rico em gordura monoinsaturada (gordura boa)

Peixes de águas frias são fonte de ômega-3, um tipo de gordura que protege as artérias

Auxilia na redução do colesterol ruim (LDL) e contribui para o aumento do coleterol bom (HDL)

Reduz a inflamação do adipócito (tecido gorduroso), favorece a vasodilatação e reduz a viscosidade do sangue É rico em flavonóides, um tipo de antioxidante que protege os vasos sanguíneos

UVA

Lotada de antioxidantes, compostos que neutralizam os danos causados pelos radicais livres ao organismo

SOJA

Rica em isoflavonas, substâncias que ajudam a controlar os níveis de coleterol

MAÇÃ E AVEIA ALHO

LINHAÇA

Possuem fibras solúveis que ajudam a reduzir o colesterol no sangue

Auxilia na redução de gorduras, do colesterol sanguíneo, dos níveis de açúcar e da pressão arterial Rico em ômega-3 (ajuda a reduzir o coleterol)

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PREVENÇÃO

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Aeroporto 12/8

ICDF realizou campanha de combate à hipertensão no aeroporto internacional de Brasília No dia 25 de abril , cerca de 30 funcionários do Instituto de Cardiologia do Distrito Federal (ICDF) estiveram no Aeroporto Internacional de BrasíliaPresidente Juscelino Kubitschek realizando a campanha “Eu sou 12 por”, em parceria com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). A campanha buscou conscientizar passageiros, funcionários e visitantes do aeroporto sobre os benefícios de manter a pressão arterial em níveis adequados e sobre os riscos da hipertensão. Foram oferecidos os serviços de: aferição da pressão arterial, verificação da taxa de glicemia e escore de risco (cálculo de risco de infarto). Devido ao grande fluxo de pessoas no local, o atendimento foi divido em três postos fixos localizados nas áreas de embarque, desembarque e terminal II. Além disso, uma equipe volante foi deslocada para atender funcionários da obra do aeroporto e terminal de carga. Aproximadamente 2.200 pessoas foram

atendidas, número superior ao estimado pela coordenação do evento, que esperava atender 1.500 pessoas. A maior demanda no atendimento dos profissionais de saúde do ICDF, foram as orientação sobre alimentação, nível adequado da pressão arterial e como fazer acompanhamento médico corretamente. Eram muitas dúvidas sobre o tema hipertensão, e os profissionais fizeram questão de ressaltar a importância de fazer consulta periódica com médico para realizar exames de rotina. Para o Gerente de Operações do Aeroporto Internacional de Brasília, Josmário Brito, a campanha atingiu o público-alvo, orientando todos os que trabalham no ambiente aeroportuário, além dos visitantes e passageiros. “O Consórcio Inframerica apoia a campanha e espera manter a parceria com o Instituto para as próximas edições do evento” disse Josmário Brito.

Estiveram no evento o Superintende e Diretora Médica do ICDF, Dr. João Gabbardo e Dra. Nubia Vieira, o coordenador nacional da campanha “Eu sou 12 por 8”, Marcus Bolivar, e a Coordenadora de Cardiologia da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Dra. Edna Oliveira acompanhar os trabalhos da equipe assistencial e atendendo as demandas da imprensa. A Diretora Médica do ICDF, Dra. Nubia avaliou a ação da campanha como positiva e agradeceu o apoio da empresa que administra o Aeroporto Internacional de Brasília, Inframérica, pelo apoio e autorização para a realização do evento no local. O ICDF trabalha com promoção e prevenção de saúde buscando sempre novos parceiros nesse processo de conscientização e informação necessária à população. Por Marcela Bravim e pela Divisão de Nutrição Instituto de Cardiologia - DF

Eu sou

12/8 “Eu sou 12 por 8” é uma campanha humanitária criada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) para conscientizar a população sobre os benefícios de manter a pressão arterial em níveis adequados e sobre os riscos da hipertensão. Hoje, no Brasil, existem mais de 30 milhões de hipertensos e estima-se que apenas 10%, desses façam o controle adequado da hipertensão. O Instituto de Cardiologia do Distrito Federal (ICDF) é parceiro da SBC, e apoia a campanha “Eu sou 12 por 8”. Nos anos anteriores, o ICDF realizou a campanha em diferentes locais de Brasília (Parque da Cidade, Rodoferroviária, Rodoviária e Terraço Shopping), com resultados muito positivos e

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Enfermeira do ICDF realizando atendimento no evento Aeroporto 12 por 8

Enfermeira aferindo pressão arterial de passageiro no Aeroporto Equipe do ICDF trabalhando na Campanha de combate a Hipertensão no Aeroporto de Brasília

Dr. João Gabbardo, Dra. Nubia Vieira, Marcus Bolivar, Ana Luiza, Josemario Brito, Evelin heinzen na campanha “Aeroporto 12 por 8”

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Revista Ruflar  

Curiosidades, Artigos de Saúde e inovações na área de transplantes no Centro-Oeste. Dicas para ter uma boa alimentação e hábitos saudáveis....

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