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Quase Pronta Meggin Cabot A Garota Americana - vol.2

Samantha foi convidada a passar o final de semana na casa de campo do seu namorado que não é ninguém menos que o filho do presidente! David tem mil atividades programadas para eles, mas Samantha desconfia que ele a tenha convidado por outro motivo. E, se for verdade, ela não tem certeza se vai estar preparada...


Ok, essas são as 10 razões de por que é uma droga ser eu, Samantha Madison:

10. Apesar do fato de que no ano passado eu salvei o presidente dos Estados Unidos, ganhei uma medalha de heroísmo e tive um filme feito sobre mim, eu continuo sendo uma das pessoas menos populares na minha escola inteira, que deveria ser uma progressista e muito cara instituição, mas parece ser populada inteiramente, com a minha exeção e da minha melhor amiga Catherine, por pessoas vestindo-Abercrombie-e-Fitch, tolerânciazero-para-qualqer-um-que-tiver-uma-opinião, cantadores-alegresda-musica-na-escola, neofasistas-assistidores-de-realities-shows.

09. Minha irmã mais velha - que aparentemente pegou todos os DNA bom, como os genes para o cabelo Cor de Morango, macio e sedoso, o oposto do meu cor de cobre, brilhoso e testurizado - é a garota mais popular da Adams Prep (e freqüentemente é encontrada liderando o coro do hino da escola), fazendo com que me perguntem quase diariamente pelos outros estudantes, os professores, e até meus próprios pais, que me têm como a escoria social: Porque você não pode ser como a sua irmã Lucy?

08. Mesmo que eu seja a embaixadora Teen na ONU, nomeada durante o meu ato de bravura salvando o presidente, eu dificilmente saio da escola para cumprir as minhas obrigações. Não que eu seja paga por isso.


07. Por causa disso, eu fui forçada a arrumar um trabalho de meio período para compensar o meu trabalho meio voluntário como embaixadora teen, para pagar a enorme conta na Material de Arte Sullivans e tenho que pagar sozinha pelos Strathmore drawing pads e lápis macios, já que meus pais decidiram que eu preciso aprender o valor de um dólar e adquirir trabalho ético. Diferente da minha irmã Lucy, que também teve que arrumar um emprego pra manter as pinturas dela - faciais e não arte -, eu não encontrei um emprego em uma loja de lingerie chique no shopping que me dá 30% de desconto e me paga 10 dólares a hora pra ficar sentada em um balcão lendo revistas até um cliente me perguntar sobre calcinhas e sutiãs. Não, ao invés disso eu arrumo um emprego de pagamento mínimo na Potomac Videos rebobinando vídeos horríveis da ridícula Brithany-Murphy-olha-quantos-quiloseu-perdi-desde-o-Ashton-Kutcher-terminou-comigo-para-sugar-aDemi-Moore-e-eu-me -tornei-mais-famosa-do-que-ele-doida-e-soriso-falso. Ok, pelo menos eu tenho uma colega de trabalho, Dautras, com piercings que abandonou a escola que é muito legal. Mesmo assim.

06. Entre a escola, as aulas de arte, meus deveres como embaixadora teen e meu emprego, eu tenho apenas uma noite pra ver o meu namorado em um lugar que relembre remotamente um contexto social.


05. Como meu namorado é tão ocupado quanto eu, com as aulas extras para entrar na faculdade ano que vem, tambem é o filho do presidente (e é chamado freqüentemente pra compromissos do estado na única noite que eu posso sair com ele), eu também tenho que ir a coisas do governo chatas, e não sobra muito tempo para romance ou sentar na frente da tv pra assistir o National Geographic Explorer com a minha irmã de 12 anos, Rebecca, nas noites de sábado.

04. Eu sou a única garota de quase 17 no mundo que assistiu a todos os episódios do National Geographic Explorer. E apesar da minha mãe ser advogada do meio ambiente eu não ligo muito pro tamanho das calotas polares.

03. Mesmo tendo salvado o presidente eu ainda não conheci o meu ídolo Gwen Stefani (mesmo ela tendo me mandado uma jaqueta jeans da sua linha de roupas, L.A.M.B. quando ela ouviu que eu me considerava a sua fã numero um. Mas quando eu usei a jaqueta na escola eu recebi piadas dos outros estudantes como "iai Punk?" mostrando que a roupas que usamos ainda é motivo de piada para outros da mesma idade).

02. Todos que me conhecem, mesmo com tudo isso, persistem em dizer a quão fabulosa a minha vida é e como eu deveria ser grata por todas essas ótimas coisas que eu tenho como um namorado


que eu nunca consigo ver, ótimos pais que me mandam pra uma ótima escola onde todos odeiam os meus gostos. Oh, e a minha ótima relação pessoal próxima com o presidente que mesmo eu tendo quebrado o meu braço em dois lugares pra salvar a vida dele, parece ter problemas em lembrar o meu nome.

E a principal razão que é uma droga ser eu:

01. Ao menos que aconteça uma mudança dramática, não parece que as coisas vão melhorar logo.

Capítulo 01

O que pode explicar porque eu tive coragem de fazer o que eu acabei de fazer. Uma mudança, eu quero dizer. Uma bem grande, pra melhor. Quem se importa se a minha irmã Lucy não concorda necessariamente?

Na verdade, ela não disse que não gostava realmente. E mesmo que dissesse eu não ligaria. Eu não fiz por ela. Eu fiz por mim mesma.


Foi o que eu disse pra ela. Lucy, eu quero dizer. Quando ela disse o que ela disse sobre isso, que foi: Mamãe vai te matar.

“Eu não fiz isso pela mamãe." Eu disse. "Eu fiz isso por mim. Ninguém mais."

Eu nem sei o que ela estava fazendo em casa. Lucy, quero dizer. Ela não deveria estar no treino das animadoras de torcida? Ou em um jogo? Ou no shopping com as amigas dela fazendo compras, que é como ela gasta a maior parte do tempo dela quando ela não está trabalhando lá - o que dá quase na mesma coisa, já que as amigas dela ficam lá com ela na Bare Essentials (a loja de lingerie que ela recebe por não fazer nada) falando das últimas fofocas da J-Lo na US Weekly.

"Yeah, mas você não tem que olhar pra você mesma" Lucy disse da mesa. Eu notei que ela tava trocando mensagens instantâneas com o namorado dela, Jack. Lucy tem que conversar com ele toda manha antes da escola, e antes de dormir, e algumas vezes, como agora, entre os dois, quando ele fica bravo. Jack tá na faculdade de Rhode Island De Design e tem se mostrado, desde que foi embora, ser extremamente inseguro sobre a afeição da Lucy por ele. Ele precisa de constantes provas de que a Lucy se importa com ele e não está saindo com uma cara que ela conheceu no Sunglass Hut, ou que seja.


O que me surpreendeu porque antes de ir pra faculdade, Jack nunca mostrou ser desse tipo. Acho que a faculdade pode mudar as pessoas.

Isso não é um pensamento muito encorajador considerando que o meu namorado, que tem a idade da Lucy, vai ano que vem pra faculdade. Pelo menos o Jack vem todo final de semana ver a Lucy, o que é legal, ao invés de passar o final de semana zoando com os colegas dele. Eu espero que o David faça o mesmo.

No entando, eu tenho começado a imaginar se o Jack na verdade tem algum. Colega de Faculdade, quero dizer.

"Eu tenho que me olhar no espelho o tempo todo." Eu disse para Lucy, argumentando contra ela de que eu não tenho que me ver. "Além do mais, ninguém te perguntou."

Me virei e continuei a atravessar o corredor. Onde eu estava quando a Lucy me parou tendo espiado através da porta aberta do quarto dela quando eu passei.

“Ótimo." Lucy disse, enquanto eu continuava me afastando. "Mas só pra você saber, você não parece com ela.”

Claro que eu tive que voltar pra porta do quarto dela "Com quem?" Porque eu não tinha a mínima ideia de quem ela tava falando.


Embora você deva pensar que a essa altura eu deveria saber ao invés de perguntar. Quero dizer, era com a Lucy que eu tava falando.

“Você sabe," disse dando um gole na Diet Coke. "sua heroína. Como é o nome dela? Ah, Gwen Stefani. Ela tem cabelo louro. Não preto.”

Ah, meu Deus. Eu não acreditei que a Lucy tivesse tentando me dizer - eu, a fã número um da Gwen Stefani - qual era a cor do cabelo dela.

"Eu não estava pensando isso" Eu disse, e comecei a sair de novo.

Mas o que a Lucy disse em seguida me fez voltar de novo.

"Agora você parece com aquela outra garota. Qual é o nome dela?"

"Karen O?" Eu perguntei esperançosa. Nem me pergunte por que eu achei que a Lucy poderia me dizer uma coisa tão legal quanto dizer que eu parecia com a vocalista líder dos Yeah Yeah Yeahs. Eu acho que eu tinha inalado muito hidróxido de amônia da tinta de cabelo.

“Nã-ão". Lucy disse. Então estalou os dedos "Já sei. Ashlee Simpson." Eu prendi a respiração. Tem coisas piores do que


parecer a Ashlee Simpson - que parece ótima na verdade-, mas a idéia das pessoas poderem achar que eu tava copiando ela era tão repulsiva que eu pude sentir o Doritos que eu tinha comigo no almoço voltar. Eu não consegui pensar em nada pior naquele momento. Na verdade, sorte da Lucy na estar sentada em nenhum lugar próximo ou eu teria vomitado nela.

“Eu não pareço com a Ashlee Simpson!" Eu berrei.

Lucy só deu de ombros e voltou pro computador, e, como sempre, sem demonstrar nenhum remorso por suas ações.

"Que seja" Lucy disse. "Eu tenho certeza que o pai do David vai vibrar. Você não tem que ir ao VH1 ou algo assim na semana que vem para promover o progama estúpido dele de Retorno À Familia?”

"MTV" Eu disse, me sentindo pior ainda porque eu lembrei que não tinha lido nada do que o Sr Green, o secretário de imprensa da Casa Branca, tinha me dado para a minha preparação para aquele evento em particular. Quanto tempo, entre a escola, as aulas de arte, e o trabalho, que você acha que eu tenho pro lance de Embaixadora Teen? Isso seria zero.

Além do mais, uma garota tem que ter prioridades. E a minha era pintar o cabelo.


Para parecer com a Ashlee Simpson, aparentemente.

“Você sabe muito bem que é MTV" Eu respondi rude para Lucy, porque eu ainda estava brava por todo o lance da Ashlee. E também porque eu estava brava comigo mesma por não ter começado a estudar sobre o que eu deveria dizer. Mas melhor descontar na Lucy do que em mim. “E é um debate, e você sabe perfeitamente. O presidente vai estar lá. Na Adams Prep. Como se você não tivesse planejando ir e usar o seu jeans rosa novo da Betsey Johnson"

Lucy me olhou toda inocente."Eu não sei do que você tá falando."

"Você é tão cínica!" Eu não conseguia acreditar que ela podia ficar lá sentada e fingir daquele jeito. Como se alguém na escola conseguisse falar sobre qualquer outra coisa. Quero dizer, a MTV estava vindo pra Adams Prep. Ninguém se importava se o presidente estava vindo. Era o novo VJ da MTV gostoso, Random Alvarez (sério, o nome dele era Random) que estaria apresentando o negócio estúpido que Lucy e todas as amigas dela estavam tão empolgadas.

Não era só a Lucy e suas amigas que estavam empolgadas. Kris Parks (que não me suporta, mas tenta esconder isso, já que eu sou uma heroína nacional e namoro o filho do presidente. Mas eu


posso dizer que ta lá, remexendo debaixo do superficial Oi Sam, como você ta?) entrou em pânico recentemente porque a ficha dela não estava cheia o suficiente de atividades extracurriculares (considerando que ela é animadora de torcida, Mérito Nacional Escolar e presidente da nossa escola) e criou um novo grupo, o Caminho Certo, que é para ser uma grande chamada para devolver aos adolescentes o direito de dizerem não ao álcool, drogas e sexo.

Pra dizer a verdade, eu nem sei se esse direito foi violado. Quero dizer, até onde eu sei nunca fiquei sabendo de alguém que ficou bravo com quem diz não obrigado para a cerveja ou qualquer coisa assim. Exceto talvez por algum namorado que ficou bravo porque a namorada não quis, você sabe, Fazer Isso.

Eu, no entanto, tenho presenciado que toda a vez que uma namorada vai até o final com o namorado, Kris Parks e seu exército de seguidoras do Caminho Certo, chamam a menina de prostituta, geralmente na cara dela.

Por causa do Caminho Certo, Kris vai ser uma das pessoas que vão estar no quadro de estudantes da Adam Prep., no encontro com o presidente semana que vem. Tudo o que ela é capaz de falar agora que descobriu isso é como ela vai impressionar a Universidade Ivy League, e como eles vão correr atrás dela e implorar pra que ela estude lá. E como ela vai conhecer Random Alvarez, e como ela vai dar o seu número de celular pra ele e eles vão começar a sair.


Como se Random fosse olhar pra ela duas vezes, já que eu souber que ele ta namorando a Paris Hilton. Embora namorar seja a palavra errada. Que seja.

"De qualquer forma" Eu disse à Lucy "Foi por isso que eu fiz isso. Pintei o meu cabelo, quero dizer. Eu precisava de um novo visual para o encontro com o presidente. Algo menos... A-garota-quesalvou-o-presidente. Sabe?"

"Bom, você com certeza conseguiu isso." Foi todo o que ela disse. Então completou: "Mamãe ainda vai te matar" Antes de voltar a teclar com o Jack. Ela já tinha ignorado duas mensagens dele, enquanto nos discutíamos. Pode apostar que ele não tava muito feliz por ela não estar presenteando atenção nele. Como se ele achasse que talvez ela tivesse falando com o outro namorado dela (o imaginário de Sungless Hut) por um minuto ao invés dele.

Pelo menos, foi o que pareceram os bips irritados vindos do PC.

Eu disse a mim mesma que eu não ligava pro que a Lucy pensava. O que ela sabe sobre Moda? Claro, ela lê a Vougue todo mês do início ao fim.

Mas eu não sou exatamente algo que vai pela Vougue. Diferente da Lucy, eu não me conformo com a moda. Eu tenho meu próprio


senso de moda, não um ditado por alguma revista.

Ou Ashlee Simpson.

Mesmo assim, quando eu desci as escadas pra pegar a minha jaqueta antes de ir pro centro, eu tenho que dizer que eu esperava uma reação melhor do meu novo visual da Theresa, nossa empregada.

“Santa Maria, o que você fez com o seu cabelo?” Ela queria saber.

Eu pus uma mão no cabelo, meio na defensiva "Você não gostou?”

Theresa só levantou a cabeça pro céu e chamou mais uma vez pela Mãe de Jesus. Acho que ela não sabia o que deveria fazer sobre isso.

Minha irmã mais nova, Rebecca, olhou por cima da lição de casa dela - Ela vai a uma escola diferente da que a Lucy e eu vamos. Na verdade, ela vai a uma escola para crianças superdotadas, Horizon, a mesma que o meu namorado, David, vai, onde eles não têm animadoras de torcidas, atletas, ou até mesmo notas e todo mundo tem que usar uniforme então ninguém zoa do senso de estilo de cada um. Eu queria estudar lá ao invés da Adams Prep. Mas você prescisa ser praticamente um gênio pra estudar lá. Enquanto eu sou o que a minha conselheira de classe, Sra Flynn,


gosta de chamar de "atordoada", então não sou um gênio.

“Eu acho que ficou bom", Era o verdicto da Rebecca sobre o meu cabelo.

“Sério?” Eu queria beijá-la.

Até ela completar, "Yeah. Como Joana D'Ark. Não que ninguém saiba como ela era, já que o único retrato conhecido dela foi feito quando ela tava presa por bruxaria para os registros da corte. Mas você parece um pouco com ele. O retrato, quero dizer.”

Mesmo sendo melhor que Ashlee Simpson, não era exatamente reconfortante ser comparada com um cadáver também. Mesmo o cadáver da Joana D'Ark.

"Seus pais vão me matar" Theresa disse.

Isso era pior do que dizerem que eu parecia com um cadáver.

"Eles vão superar" Disse, mais confiante do que me sentia.

"É permanente?” Theresa queria saber.

“ Semi" Eu disse.


"Santa Maria" Theresa disse de novo. Depois notou que eu tinha posto a minha jaqueta e mandou "Aonde você pensa que vai?”

“Aulas de arte" Eu disse.

"Eu achei que você tinha elas nas segundas e quartas esse ano. Hoje é quinta." Acredite, não dá pra enganar a Theresa. Eu já tentei.

"Eu tenho" Eu disse. "Normalmente. Mas essa é uma aula nova. Só pra adultos." Susan Boone é a dona do estúdio onde eu e meu namorado temos aula de desenho juntos. Às vezes, é a única hora em que nós temos tempo de nos ver já que eu e ele somos tão ocupados, vamos a escola diferentes e tudo o mais.

Mas não é por isso que eu vou. Nas aulas de arte, quero dizer. Eu vou porque eu quero melhorar cada vez mais os meus desenhos e não pra sair com o meu namorado.

Entretanto, a gente geralmente fica se beijando depois da aula.

"Susan disse que acha que eu e o David estamos prontos." Eu disse.

"Prontos pra que?" Theresa queria saber.


"Uma sala mais avançada." Eu disse."Uma sala especial".

"Que tipo de especial?"

"Desenho vivo" Eu expliquei. Theresa normalmente faz esse tipo de interrogatório. Ela trabalha na nossa casa há um milhão de anos e é como nossa segunda mãe. Pensando bem é como nossa primeira mãe, já que nós praticamente não vemos nossa mão verdadeira, que é tão ocupada com a carreira de advogada de meio-ambiente. Theresa tem um monte de filhos, todos crescidos e alguns netos então ela é bem acostumada com tudo isso.

Exceto desenho vivo, já que ela perguntou cheia de suspeitas "O que é isso?"

“ Você sabe," Eu disse com mais confiança do que tinha, já que eu não tinha certeza do que era. "O oposto de desenho morto, de pilhas de frutas e objetos. Ao invés de desenhar objetos nós vamos desenhar coisas vivas... Como pessoas. "

Eu tive que admitir, eu estava excitada em desenhar algo qualquer coisa - que não fosse frutas e chifres de vaca. Só malucos ficam animados com esse tipo de coisa, eu sei. Mas então eu sou maluca. E com esse meu novo cabelo, uma maluca gótica.

Susan fez um grande alarde sobre isso também. O fato dela estar


deixando eu e o David vir a essa aula, quero dizer. Nós seríamos, ela disse, as pessoas mais novas, já que era uma aula pra adultos. "Mas eu acho que voces dois são maduros o suficiente pra lidar com isso" Ela disse.

Tendo quase 17 e tudo eu com certeza espero ser madura o suficiente pra lidar. Quero dizer, o que ela acha que iria fazer? Cuspir no modelo?

"Eu não sabia que ia ter que te levar ao centro." Theresa parecia preocupada. "Eu tenho que levar a Rebecca as aulas de Karatê..."

"Qigong" Rebeca corrigiu.

"Que seja" Theresa disse. "O estudio é no centro, a direção oposta."

"Relaxa" Eu disse. "Eu pego o metrô."

Theresa pareceu chocada "Você não pode, você lembra o que aconteceu da última vez."

Yeah. Legal ela me lembrar. A última vez que eu tentei andar de metro, eu dei de cara com uma reunião familiar, literalmente. Pessoas usando camisar amarelas brilhosas escritas "cuidado férias da familia Johnson em progresso", que me reconheceram, e avançaram para cima de mim, perguntando se eu era a garota que


salvou o presidente e se assinava a camiseta deles. Eles fizeram tanto alvoroço - a família Johnson era muito grande - que tiveram que chamar a polícia pra separar eles de mim. Então a polícia pediu pra eu não andar mais de transporte público.

"Yeah," Eu disse. "Antes eu era ruiva, e eles me reconheceram. Agora"- eu pintei o cabelo -"eles não vão".

Theresa continuava preocupada.

"Mas seus pais..." Ela comecou.

"...Querem que eu aprendar o valor de um dólar." Eu disse. " O que vai me ensinar isso melhor do que andar de transporte público com a plebe?"

Eu podia dizer que a Rebecca estava impressionada com o meu uso da palavra "plebe" que eu tinha tirado do livro dos Sats da Lucy. Como se ela usasse o livro.

É difícil driblar a Theresa, mas eu finalmente tinha conseguido. Qundo as pessoas vão perceber que eu sou praticamente uma adulta? Quero dizer, aparentemente, eu tenho maturidade suficente para desenhar vida - sem contar um emprego de meio período - mas não tenho maturidade suficiente para andar de metrô sozinho?


Que seja, em qualquer outro lugar eu já poderia dirigir um carro, mas nessa área onde eu moro as leis para ter uma carteira de motorista são tão restritas quanto as para ter uma arma.

No final a Theresa me deixou ir... Mas só porque que escolha ela tinha? Com o papai trabalhando até tarde no Banco Mundial e a mamãe entupida de casos. Não é como se a Theresa pudesse ligar pra eles. Eles raramente chegam em casa para o jantar. - e abandonaram aquela história de família junta na mesa para comer.

Não que nós precisemos de supervisão. Nós nos saímos muito bem com as nossas rotinas - aulas de arte, Potomac Vídeos, e coisas de Embaixadora Teen da ONU para mim; Animação de torcida e shopping ou algum outro evento social para Lucy; E Rebecca... Bom entre as aulas de clarinete, reuniões do clube de xadrez, qigong, e todas as outras coisas bizarras que ela, garota-gênio mundo faça.

Eu estava tão feliz de sair no ar frio de novembro. Eu também tava feliz dos meus deveres como Embaixadora Teen da ONU terem forçado a casa Branca a me dar um celular. Isso seria um tipo de coisa que eu teria que guardar dinheiro pra pagar com meu próprio dinheiro do meu emprego de meio período. A Lucy que paga as ligações que ela faz (menos as para os nossos pais


perguntando se pode ficar mais em qualquer festa que ela esteja.).

Eu, por outro lado, tenho meu celular grátis.

Um dos benefícios de ser uma heroína nacional, eu acho.

"Alô?" Eu estava aliviada que a minha melhor amiga, Catherine, e não seus pais ou irmãos mais novos tinham atendido. Catherine não tem um celular, então eu tive que ligar para o telefone da casa.

“Sou eu," Eu disse. "Eu fiz.”

“Como que tá parecendo?" Catherine perguntou. “Eu acho que ficou bom," Eu disse. “Rebecca disse que eu pareço a Joana D'Ark.”

“Ela era bonita,” Catherine disse, confiantemente. “Até ela ser queimada, de qualquer forma. O que a Lucy disse?”

“Que eu pareco a Ashlee Simpson.”

“Super fofo!” Catherine vibrou.

Olha, esse é o problema com a Catherine. Quero dizer, ela é a minha melhor amiga, eu a amo até a morte. Mas algumas vezes ela diz coisas assim, eu temo por ela. Realmente temo. Porque o que


vai acontecer se ela cair no mundo real? Ela vai ser devorada viva.

“Catherine,” Eu disse. “Eu não quero que as pessoas pensem que eu to copiando o visual da Ashlee Simpson. Isso não ia ser legal.”

“Oh,” Catherine disse. “Ok. Desculpa.” Ela parecia estar pensando por um minuto. Então ela perguntou, “Bom, o que mais a Lucy disse?”

“Que a minha mãe ia me matar.”

“Oh,” Catherine disse. “Isso não é bom.”

“Eu não me importo,” Eu disse, preocupada em atravessar a rua.

Nós moramos em Cleveland Park, um bairro de Washington, D.C., que na verdade não é realmente longe do nº 1600 da Avenida Pennsylvania, a Casa Branca, onde o meu namorado mora. Quase todo mundo que estuda na Adams Prep mora na minha vizinhança ou em Chevy Chase, o próximo bairro, onde o namorado da Lucy, Jack, morava antes de ir para faculdade.

“É a minha cabeça” Eu disse no celular “Eu deveria ser capaz de fazer o que eu quero com ela.”

“Poder para as pessoas” Catherine concordou “Você está indo para


o Ateliê agora?”

“Sim,” Eu disse “Pelo Metrô”

“Boa sorte” Catherine disse “Cuidado com alguma Férias da Família Johnson Em Progresso. E me fala o que o David disse. Sobre o seu cabelo.”

“Câmbio e desligo" Eu disse meio na brincadeira, porque era assim que nós deligávamos nossos walkie-talkies quando éramos crianças. Sério, celulares são iguais a walkie-talkies. Só custam mais.

O triste é que os pais da Catherine não vão dar a ela um celular, então é como uma brincadeira de um lado só. Os pais dela são muito severos e não a deixarão falar com garotos pelo telefone, deixar ela ter encontros, a não ser com grupos, o que torna muito difícil para ela e o namorado se encontrarem. Tristemente para Catherine, seu namorado é filho de um diplomata que foi transferido para Qatar, e agora eles namoram a distância, como a Lucy e o Jack.

Só que Qatar é muito mais longe que Rhode Island, então Paul nunca pode vir no fim de semana.

Os pais dela, por não darem um celular a ela, nunca a deixariam


andar de metrô sozinha. Na verdade, os meus também não ficariam animados se eles soubessem. Não porque eles tenham medo que eu possa me perder ou ser seqüestrada e vendida como escrava branca (o que acontece bastante no meio oeste, lugares como Shoppings do que no Metrô. Eu sei por que a Rebecca e eu vimos um episódio National Geographic Explorer sobre isso), mas por causa do lance das Férias da Familia Johnson Em Progresso.

Infelizmente, eles não se preocupam a ponto de me tirarem do emprego.

Mas eu podia ver que, graças a minha nova cor de cabelo, as coisas iam ser diferentes. Ninguém no trem me reconheceu. Ninguém me olhou duas vezes, tentando lembrar-se de onde eles me conheciam. Eu fiz todo o caminho da rua R e a Conneticut passando em frente à Igreja Fundamental de Cientologia - onde o Estúdio da Susan fica, sem nenhuma pessoa me dizer "Ei, você não é a Samantha Madison?" ou "Não teve um filme sobre você no verão?"

Eu estava tão animada por não ser reconhecida que eu parei na Static, a loja de cds do lado do estúdio, sem parar para ver se tinha alguma coisa boa lá... Só para ver o meu reflexo na janela. Eu achava que eu estava tão diferente que as pessoas não sabiam que eu era quem eu era.


Porque, até onde eu entendo, diferente só pode significar melhor.

Embora eu não tenha certeza que o David, que chegou ao Ateliê um pouco depois que eu, concorde. Ele cruzou o meu caminho, e continuou indo, como se ele procurasse por outra pessoa.

...Então ele voltou quando percebeu que a garota de frente a ele era eu. Eu não poderia dizer pela expressão dele se ele gostou do meu cabelo. Quero dizer, ele tava sorrindo, mas isso não quer dizer nada. David normalmente é um cara feliz - não todo melancólico como o Jack, namorado da Lucy, mesmo pensanado do seu próprio modo, David é tão talentoso quanto o Jack, acho que até mais. Mas essa é só a minha opinião.

Eu também acho que o David é mais bonito que o Jack, com os olhos verdes – não, sério. Eles são verdes. Não mel, mas um verde puro como a grama do Great Lawn na primavera - e um cabelo meio bagunçado, preto e cacheado.

Não que seja uma competição- que namorado é mais gostoso: o meu ou o da minha irmã.

Mas a verdade é que o meu totalmente é mais. Mesmo que a gente namore há mais de um ano, o meu coração ainda faz aquela coisinha engraçada e animada toda vez que eu o vejo... David, eu


quero dizer. Rebecca diz que é frisson.

Eu não ligo como chama, ou o que causa. Tudo o que eu sei é que eu amo o David. Ele é tão... Ele. Quando ele entra em algum lugar, ele não só entra... Mas o preenche, sendo tão alto e com ombros largos e tudo o mais. Quando ele me beija, ele tem que abaixar pra encontrar os meus lábios, e várias vezes, ele encaixa suas mãos no meu rosto para segurá-lo firme...

É muito quente.

Mas não tão quente como o jeito que ele olha pra mim em alguns momentos... Como agora por exemplo.

Meus pais, pra completar aquele lance de dar valor ao trabalho, introduziram essa nova regra (que ao invés da Theresa lavar as nossas roupas, nós vamos.) para nós aprendermos a fazer as coisas funcionais como membros da sociedade. Então a única coisa que eu consegui encontrar limpo, já que eu me esqueci de lavar as minhas roupas, foi essa blusa preta que a Nike me mandou, na esperança que na próxima vez que eu aparecesse na tv eu estivesse usando-a - como na semana que vem na MTV.

O que é definitivamente outro benefício de ser uma heroína nacional... Conseguir roupas grátis.


Então, aliada como eu sou da Nike, eu tentei não encorajar isso. Então eu nunca tinha posto essa blusa antes.

Era por isso que eu não sabia, até ver na cara do David, que a blusa era meio sexy. Eu não tenho peitos grandes - ou pequenos. Só normais - mas eu acho que essa blusa é meio apertada e faz com que o peito que eu tenho pareça maior do que o normal... Ainda mais com um decote em v, então definitivamente mostra mais o meu peito do que as blusas que eu uso normalmente.

O que pode explicar porque, quando o David me reconheceu, ele nem notou o meu cabelo. O minuto que ele me fitou, o seu olhar recaiu diretamente sobre o meu peito. Então, quando ele se sentou do meu lado, tudo o que ele disse foi "Ei, Sharona".

“Ei, Daryl"

Daryl e Sharona são os nossos nomes Hippies. Você sabe, os nomes que nós achamos que teríamos se nós tivéssemos nascidos em um parque de trailer ao invés de Cleveland Park (eu) ou Houston, Texas (David).

Não quero dizer que quem se chama Daryl ou Sharona seja Hippie ou quem more em um trailer também. É só que se nós fossemos hippies, nós achamos que esses seriam os nossos nomes...


Ok, é coisa de casal. Sabe aquelas coisas entre pessoas que estão há muito tempo juntos? Como a minha mãe e o meu pai que se chamam de “Schmoopie” às vezes depois de um episódio de sitcom que eles viram. Daryl e Sharona é a mesma coisa.

Só que não é repulsivo.

"Eu gostei da sua blusa" Foi a próxima coisa que o Daryl/David me disse.

"Yeah," Eu disse. "Essa parte foi óbvia"

"Você devia usar blusas assim com mais freqüência" Daryl/David disse, não se envergonhando nem um pouco de si mesmo por me secar daquela maneira.

"Eu vou tentar lembrar disso" Eu disse "Olha mais pra cima. E o Cabelo?"

Ele continuou olhando pra minha blusa. "Ótimo”

"David! Você nem olhou"

Eles desgrudou os olhos do meu peito e olhou. Seus olhos se estreitaram.


"Está preto" Ele disse.

Eu acenti "Muito bem. Mais alguma coisa? Por exemplo... Você gostou?”

"Está..." Ele estudou o meu cabelo por algum tempo "Está muito preto"

"Sim" Eu disse "Chama-se Ébano da Meia-Noite. O que me faz acreditar que deva ser preto. Eu quero saber se você gostou".

David disse "Bom, agora você não precisa mais se importar com alguém te chamando de ruiva"

"Isso eu saquei," Eu disse "Mas você acha que ficou bom?"

"Está..." Seu olhar voltou aos meus seios "ótimo".

Wow. Eu imagino se a Nike sabe do poder que essas blusas têm nos olhos dos nossos namorados. Pelo menos no meu. De qualquer forma. Tanto que não deixava o David me dar uma opinião sincera sobre o meu novo visual. Eu acho que eu vou ter que esperar.

“Em nome de Deus, o que você fez com o seu cabelo?" Susan Boone parecia aterrorizada.


"Eu tingi." disse, enrolando uma mecha de cabelo. Eu não poderia falar pela expressão dela se ela tinha aprovado ou não. Ela parecia com a reação da Theresa e da Lucy... Chocada. "Não gostou?”

Susan mordeu o lábio inferior.

"Você sabe, Sam" Ela disse "que milhares mulheres matariam pra ter a cor de cabelo que você costumava ter. Eu espero que não seja, er, permanente."

"Semi" Eu disse debilmente. O estúdio estava enchendo. Exceto por Rob, o Agente secreto do David - sendo o primeiro filho, David não tinha permissão para ir a qualquer lugar sem ser seguido por pelo menos um agente secreto - eu não reconhecia niguém.

Mesmo que eu não conhecesse niguém da aula de quinta, todos eles estavam ouvindo a nossa conversa - minha e da Susan.

Oh, eles estavam fingindo que não estavam, virando a folha de seus blocos e apontando o lápis.

Mas eles estavam ouvindo. Eu poderia dizer.

"Eu só realmente precisava de uma mudança" Eu disse tentando defender a minha - aparentemente ruim - decisão.


"Bom, é a sua cabeça" Disse dando de ombros. Então ela notou o capacete que o David tinha me dado no ano passado, aquele decorado com magaridas brancas, em cima da prateleira. "Acho que você não vai mais precisar dele."

Era verdade. Eu só ganhei o capacete porque o corvo de estimação da Susan, Joe, que fica vagando solto durante a nossa aula de desenho, era morbidamente obsecado com o meu cabelo vermelho, e freqüentemente mergulhava, me atacando se eu não estivesse usando uma proteção na cabeça. Eu olhei o pássaro maligno, imagiando se ele iria me deixar sozinha agora.

Mas Joe estava ocupado no seu poleiro, sem prestar a mínima atenção - graças ao Ébano da Meia-Noite - no meu cabelo.

Viva! Funcionou! Sem Joe para se preocupar.

“Eu acho que ficou bom" David disse, finalmente capaz de registrar outra coisa do que como o meu peito ficava naquela blusa, aparentemente.

"Sério?" Eu perguntei, mal ousando ter esperanças. Finalmente, uma resposta positiva de alguem que viu - a reação da Catherine pelo celular não conta - "Não é muito, hm, Ashlee Simpson?"

David balançou a cabeça. "Sem chance" Ele disse "Totalmente Enid


de Ghost World"

Já que esse era exatamente o visual que eu queria, eu vibrei.

"Obrigada" Eu disse. Ele realmente era o melhor namorado. Mesmo tendo uma ligeira obsessão com o meu peito.

“Muito bem todo mundo" Susan disse, ficando do lado de uma pequena plataforma no centro da sala, que ela tinha cobrido com um cetim brilhoso e colorido. "Bem-Vindos ao Desenho Vivo. Como vocês podem ver, nós temos um casal de iniciantes aqui. Esses são David, Rob - Ela apontou para o agente secreto do David- e Samantha."

Todos murmuraram oi para gente. Eu não poderia dizer quantos reconheceram David ou eu da tv. Talvez todos. Talvez nenhum. Em todo caso, eles eram relaxados quanto a isso, sem encarar, dar risadinhas ou sendo as Férias da Familia Johnson sobre isso, ou qualquer coisa assim. Não que eu esperasse isso deles, vendo como eram todos adultos, além de artistas. Quero dizer, você espera que os artistas se comportem de forma mais digna do que um não-artista.

"Bom, vamos começar" Susan chamou alguém que tinha ficado encostado no final da sala "Terry? Estamos prontos para você, acho"


Terry, um cara alto de uns 20 anos, veio marchando até a plataforma, usando por alguma razão, só um roupão. Eu pensei que isso talvez fosse contar como algum tipo de desenho clássico que nós deveríamos fazer.

O que era legal, porque, ei, eu não sabia como nós fariamos para desenhar fantasias.

Isso seria bem mais desafiante, eu sabia, do que desenhar um pedaço de fruta ou chifres de vaca. O roupão do Terry tinha uma estanpa padrão que seria difícil de reproduzir. Principalmente onde o tecido enrugava.

Eu não pude evitar entrar em ávida animação. Eu sei que só uma doida ficaria animada em desenhar estampas. Mas eu sou anormal. Me informam disso quase diariamente pelos meus colegas na escola, aproximadamente toda a vez que eu abro a boca, mesmo que seja só para dizer algma coisa inofensiva como o fato da Gwen Stefani ter escrito a música "Simple Kind of Life" na noite anterior ao No Doubt tê-la gravado.

Então Terry subiu na plataforma, e eu vi que não seria dificil desenhar a estampa do roupão. Porque assim que eu peguei o meu lápis, Terry desamarrou o nó do seu roupão, que caiu aos seus pés.


E por baixo daquilo, ele estava... Bom, completamente pelado. Lista das 10 coisas que realmente e verdadeiramente me chocaram durante a minha vida: 10. Gwen Stefani saindo com um álbum solo. Quero dizer, eu acho que é ótimo, não me entendam mal. Mas e o resto da banda? Eu me preocupo com eles, é só. Menos Tony, é claro, já que ele é o cara que quebrou o coração dela. 09. O casamento da J.LO e do Ben ter sido cancelado. Sério. Eu achava que eles eram feitos um pro outro. E aquele lance com o Marc Anthony? Quero dizer, ele é mais baixo que ela, certo? Não que haja nada de errado com isso. Mas é como se ela tivesse escolhido um que o P Diddy pudesse bater. E isso é errado. 08. Lindsay Lohan estrelando Herbie: Meu fusquinha turbinado. Sério. Porque eles refariam aqueles filmes? Como isso pode parece uma boa idéia? 07. Passar em Alemão I-II 06. Tito, o filho da Theresa, se inscrever em uma faculdade técnica. E passar com notas azuis. 05. A visão da minha irmã Lucy lavando suas próprias roupas. 04. Britney Spears casando com o seu dançarinho. Ela não aprendeu nada com a J.LO? 03. Kristen Park me convidando pra sua festa de 16 anos no Six Flags Great Adventure (não que eu tenha ido). 02. Meu namorado ter fixado tanto no meu peito que nem notou a minha mudança-de-cor-de-cabelo-style E a coisa numero-um que mais realmente e verdadeiramente me chocou foi: 01. O primeiro cara que eu vi pelado foi um completo estranho!


Capítulo 02

Ok, eu já os vi antes. Caras pelados, quero dizer. Na TV. Quando eu vou a NY por conta do lance da ONU, tem um monte de canais de acesso público voltados a caras pelados. E é claro que eu vi fotos da estátua de Michelangelo de David. Para não mencionar as estátuas clássicas da National Gallery, que são, você sabe, a maioria nuas. E é claro que eu vi o meu pai pelado. Mas só por acidente, nas ocasiões em que ele saia pulando por aí, xingando, depois de sair de um banho e descobrir que a Lucy tinha usado todas as toalhas para enxugar o suéter de cashmere dela ou qualquer coisa assim. Mas o primeiro cara não relacionado comigo que eu veria ao vivo e a cores? Eu totalmente não esperava que fosse um cara que eu nem conhecia há cinco minutos. Para falar a verdade, eu pensava que o primeiro cara que eu veria ao vivo e a cores pessoalmente daquele jeito seria o meu namorado, David. Ou então esperava que fosse. Menino, aquilo não tava de acordo com o plano. Eu dei uma olhada em volta pra ver se alguém mais estava tão surpreso quanto eu de ver o Terry pelado. Mas todo mundo estava concentrado desenhando. Até o David. Até o Rob. Com licença, mas o que tá acontecendo? Eu sou a única pessoa sã na sala? Eu era a única "Oiee? Ninguém mais notou que tem um cara pelado aqui? Ou só eu?”


Hm, aparentemente sim. Niguém nem piscou. Só pegaram os lápis e começaram a esboçar. Ok, claramente eu perdi alguma coisa aqui. Sem saber mais nada o que fazer, eu fingi deixar cair a minha borracha, enquanto eu abaixava para apanhá-la, dar uma rápida espiada nos blocos de desenho. Do David e do Rob, quero dizer. Eu só queria saber se eles estavam... Você sabe. Desenhando TUDO do Terry. Ou talvez eles fossem por um educado espaço em branco em torno do você-sabe-o-que dele. Porque talvez fosse isso que nós deveríamos fazer. Eu não sabia. Quero dizer, eu não conseguia nem dizer. Como eu ia desenhar? Eu vi, entretanto, que enquanto eles não estavam fazendo vocêsabe-o-que do Terry o principal ponto do desenho, embora ambos tivessem definitivamente o incluído. Então, obviamente, eles não tinham problema em desenhar algum cara pelado. Entretanto, tenho que admitir, eu estava bem assustada com a coisa toda. Porque ninguém mais estava? Talvez seja fácil desenhálo se você o tem. Você sabe. O equipamento. E porque o Terry era qualificado o modelo nu, de qualquer forma? Ele não era nem bonito. Ele era o tipo magricelo e sem nenhum musculo tonificado pra se falar. Ele ainda tinha uma tatuagem de um coração com uma flecha o atravessando no bíceps esquerdo. Ele parecia muito com Jesus, na verdade, com o cabelo loiro comprido e a barba até a nuca. Só que eu nunca vi retratos de Jesus pelado. “Sam?” Susan estava falando bem suavemente - ela tenta manter a conversação em um mumúrio durante a aula, fazendo a sua voz mais baixa que o rádio, que é ligado em uma estação de música clássico-erudita calmante. Apesar do jeito suave que a Susan falou, eu pulei. Porque música erudita não era o suficiente para me relaxar, no meu corrente estado de hiper-percepção-de-cara-pelado.


"O QUE?" Eu perguntei. Sem razão nenhuma, eu comecei a ficar vermelha. Esse era, claro, um efeito se ser ruiva. A tendência a enrubecer sem razão nenhuma. Eu podia sentir as minhas bochechas esquentarem e esquentarem. Eu imaginei se, com o meu novo cabelo preto, o meu enrubecer apareceria tanto quanto costumava aparecer quando eu tinha o cabelo da mesma cor. Eu percebi que deveria se destacar ainda mais. O contraste, você sabe, entre o preto e o Pink. Mas, sabe, o fato das minhas sobrancelhas continuarem vermelhas. Contudo, eu pus rimel nos meus cílios. "Algum problema? Você não está desenhando" Foi o a Susan disse de forma macia, abaixando-se próxima ao meu banco. "Sem problemas" Eu disse rapidamente. Talvez muito rápido, já que eu falei um pouco alto demais, e o David me lançou um olhar, sorriu brevemente e voltou ao seu desenho. "Você tem certeza?” Susan lançou um olhar ao Terry "Você tem um ótimo ângulo aqui." Ela pegou um pedaço de carvão em frente a mim e esboçou rudemente Terry em meu bloco de desenho. "Você realmente pode desenhar a genitália dele daqui. Essa linha é do osso do quadril até a virilha. Terry é bem definido...” "Hm," eu murmurei desconfortavelmente. Eu tinha que dizer alguma coisa. Eu tinha. "Yeah. É só isso. Eu não estava realmente esperando ver a genitália dele." Susan olhou do desenho dela de volta para mim. Ela deve ter visto alguma coisa na minha expressão, já que seus olhos se arregalaram, e ela disse "Oh! OH!" Ela sacou. Sobre o Terry, quero dizer. "Mas... O que você acha que eu quis dizer, Sam" ela sussurou "quando eu perguntei se você estaria interessada em entrar na minha aula de desenho vivo?" "Que nós estáriamos desenhando coisas vivas" eu sussurrei de volta "Não caras pelados."


"Mas isso é o que desenho vivo significa" Susan disse, parecendo tentar não sorrir. "É importante para todo artista ser capaz de desenhar a forma humana, e você não pode fazer isso, se você não consegue ver o músculo e a estrutura do esqueleto sob a pele, porque está escondido embaixo das roupas. Desenho vivo sempre quer dizer modelos nus." "Bom, eu percebi isso agora" Eu sussurrei. "Oh, querida." Susan disse, não parecendo querer sorrir mais "Eu assumo... Quero dizer, eu realmente achei que você sabia." Eu notei que o David estava lançando olhares para nós. Eu não queria que ele pensasse que havia alguma coisa errada. Quero dizer, a última coisa que eu precisava agora era que o meu namorando achasse que eu surtei por ter visto um cara pelado. "Tudo bem" Eu disse, pegando o meu lápis, e esperando a Susan ir embora, para me deixar corar em paz "Eu entendi. Tá tudo bem agora" Susan Boone não parecia acreditar em mim. "Tem certeza?" Ela queria saber "Está tudo certo com você?" "Tudo supimpa" Eu disse. Oh, meu Deus. Eu não acredito que eu disse supimpa. Eu não sei o que me possuiu. A visão de um cara pelado e tudo o mais e só o que eu consigo dizer é "Tudo supimpa?” Eu não sei como eu atravessei o resto da aula. Eu tentei me concentrar no desenho que eu via e não no que eu conhecia, como eu tinha aprendido com a Susan nas nossas primeiras aulas. Eu ainda sabia que eu estava desenhando um cara pelado, mas ajudava se tudo o que eu visse fosse uma linha por aqui, outra linha lá, uma sombra lá no canto e outra aqui e assim por diante. Dividindo o Terry em vários planos e vales, eu de desenhar um realista e até bom (sem me gabar) desenho dele. Quando, ao término da aula, a Susan nos pediu para expor os


nossos desenhos embaixo da janela, eu vi que o meu não era nem melhor nem pior que os outros. Você não poderia dizer, de imediato, que era o meu primeiro desenho de um cara pelado. Susan disse que eu não tinha feito um bom trabalho me fixando no objeto de desenho. O que quer dizer basicamente que eu tinha deixado o Terry flutuando na folha sem nada ao redor. "O que você desenhou aqui, Sam" Susan disse "É uma ótima representação das partes. Mas você prescisa desenhar como um todo" Eu não levei a crítica da Susan da parte versus todo como pessoal, porque eu sabia que já era um milagre eu ter conseguido desenhar alguma coisa, levando em conta o meu grande choque com o cara pelado. Para ficar pior depois, quando nós estavamos nos aprontando para sair, Terry veio até mim todo "Ei, eu gostei do seu desenho.Voce não é aquela garota que salvou o presidente?" Felizmente, a essa altura ele já tinha posto um roupão, então eu fui capaz de olhar nos olhos dele e mandar "Yeah". Ele acentiu e disse "Legal. Achei que fosse mesmo. Foi, você sabe. corajoso. Mas o que você fez com o seu cabelo?" "Eu só precisava de uma mudança " Eu disse brilhantemente. "Oh" Ele pareceu pensar sobre isso "Bom, tá legal" O que não era de todo animador, se você pensar sobre isso. Quer dizer, vinha de um cara que ganhava a vida ficando por aí sem roupa. Mesmo assim, eu acho que eu ainda não tava totalmente bem no estúdio quanto eu achei que estava, já que no caminho pra o carro - David tinha oferecido me dar uma carona - ele perguntou mal contendo o riso na voz "Então o que você achou da genitália do Terry?"


Eu quase fiquei chocada com as palavras que escorregaram da minha boca. "Hm" Eu disse "Já vi maiores". "Sério?" O riso desapareceu da sua voz "Ele era bem dotado". "Não tão grande quanto alguns que eu já vi" Eu disse lembrando o canal público de NY. Então, vendo a expressão estonteada no rosto do David, eu imaginei se ele sabia o que eu quis dizer - os caras que eu vi na Tv, quero dizer. E nós realmente estávamos falando sobre genitálias. "Eu só espero que da próxima vez seja uma modelo" Rob, o agente secreto do David disse, olhando triste para o seu desenho "Senão eu vou ter muitas explicações para dar no escritório" David e eu rimos - de nervosa, no meu caso. Quero dizer, eu ainda estava meio chocada. Eu sei que, como artista e tudo, eu deveria ver caras pelados só como pedaços da obra que eu estava criando. Era só que eu não conseguia parar de pensar no você-sabe-o-que do David, imaginando se era tão grande quanto o do Terry (provavelmente não, julgando a sua reação sobre o meu comentário sobre a genitália). O que me fez imaginar se eu queria ver algum dia o você-sabe-oque do David. Até hoje eu tinha bastante certeza que sim. Você sabe. Um dia. Agora eu não tinha certeza. Claro, não havia muitas oportunidades para coisas desse tipo entre a gente. Tentar encontrar um momento de privacidade com o filho do líder do mundo livre é desafiante, para dizer o mínimo. Especialmente quando há sempre um cara ao redor com um fone de ouvindo do lado.


Mas nós fazemos o nosso melhor. Tem a minha casa, claro. Meus pais têm essa regra sobre garotos nos quartos - eles não são permitidos. Mas os meus pais não estão sempre em casa. E a Theresa normalmente não está no final de semana. Quando todo mundo sai - a um jogo da Lucy, ou demostrações de Qigong da Rebecca - David e eu temos a oportunidade travar uma pequena batalha de amídalas, e às vezes mais do que isso. Domingo passado, para constar como fato, as coisas entre a nós ficaram tão... Bom, quentes, que nós não escutamos a posta da frente bater. Foi só porque Manet, meu cachorro, saiu correndo para saudar quem é tivesse chegado mais cedo em casa - Rebecca, voltando de uma festa de repouso no Smithsonian- que nós não fomos pegos em uma posição muito comprometedora. Não que a Rebecca fosse se importar. Quando nós descemos as escadas, fingindo que nós não estávamos fazendo nada mais excitante que uma tarefa, ela mandou "Vocês sabem que as gorduras trans, como as que têm nos Oreos, existem só em 0.5% das calorias que os Europeus consomem, o oposto dos 2.6% que é a média dos USA, e essa é uma das razões dos europeus serem muito mais magros que os americanos?" Andando até a porta comigo depois de me deixar em casa de qualquer lugar que nós estivéssemos era a única hora em que nós poderíamos ficar sozinhos por alguns minutos antes da Theresa ou meus pais percebessem que nós estávamos lá fora e começarem a acender e apagar a luz da varanda. To te dizendo, é dificil quando o seu namorado é o filho do presidente. De qualquer forma, ele caminhou comigo até a varanda na noite depois da nossa primeira aula de desenho vivo, e me puxou para as sombras Da Grande Weeping, uma árvore que tem na frente da varanda da minha casa - era um costume seu - e me pressionou contra o tronco da árvore. Esse era outro costume seu. E eu tenho que dizer, ambos me agradavam bastante. Entretanto, aquela noite eu ainda estava um pouco assustada com


todo o lance do Terry-pelado para conseguir, você sabe. Entrar no clima. Eu acho que o David poderia dizer, já que ele levantou a cabeça e despreocupadamente perguntou "Você realmente achou que a genitália daquele cara era pequena?" "Não" Eu disse para acalmá-lo "Você gostou do meu cabelo?" "Sim" Ele disse para me acalmar de volta "E eu realmente gostei dessa blusa que você tá usando. Você quer ir a Camp David comigo para o Dia de Ação de Graças? Você pode vir se prometer usar essa blusa" "Ok." Eu disse - Então bati a minha cabeça no tronco da árvore ao levantar a minha cabeça para olhá-lo "ESPERA. O que você disse?" "Ação de Graças" ele disse movendo seus lábios no meu pescoço em direção a minha orelha "Você já ouviu falar, certamente. É um feriado nacional, tradicionalmente celebrado ingerindo grandes quantidades de peru e assistindo futebol americano" "Eu sei o que Ação de Graças é, David" Eu disse. "O que eu quero dizer é Camp David?" "Camp David é o retiro oficial do presidente longe da Casa Branca, localizado em Maryland" "Pára de enrolar, David. Eu sei o que Camp David é." Eu disse "O que você disse pro seus pais deixarem você me convidar?" "Eu não precisei" David disse "Eu só perguntei se eu podia levar você e eles falaram claro. Eu admito que isso foi antes" "Antes do que?" "Antes deles virem o que você fez com o seu cabelo" David disse "Mas eu acho que eles ainda vão deixar você vir. Então... Você quer?" "SÉRIO?" Eu não acredito que ele estivesse brincando sobre isso.


Porque isso era importante. Quer dizer, MUITO. Meu namorado me convidando para viajar com ele. Dormir Fora. E ok, os pais dele iam estar lá e tudo o mais. Mas mesmo assim, isso só poderia significar uma coisa. CERTO? "Claro que é sério" David disse "Qual é, Sharona. Vai ser divertido. Tem um monte de coisa para fazer lá. Andar a Cavalo. Filmes. Parcheesi." Parcheesi? Isso era algum tipo de codenome estranho de garoto para sexo? Porque era isso que ele estava pensando que nós iríamos fazer, né? Quer dizer, sexo? Não é isso que os casais fazem quando vão passar o final de semana fora juntos? "E não diz que você não quer, Sharona" David disse "Eu sei que sim". Mas como? Como que ele sabia? Eu venho distribuindo algum tipo de vibração-de-quero-fazer-sexo sem saber? Porque eu não tenho certeza se quero. Ok, algumas vezes eu tenho certeza que sim, mas não na maior parte do tempo. Especialmente agora, tendo sido forçada a sentar e olhar um cara pelado por 3 horas. "Você disse que vocês sempre vão para a casa da sua avó em Baltimore para a Ação de Graças." David continuou "E é totalmente chato, certo? Então cai fora disso. E vem pra Camp David comigo." O que eu deveria dizer? Eu não sabia o que dizer! "Meus pais NUNCA iam me deixar viajar com você". Sério. Isso escorregou da minha boca. Não "Eu não sei se eu estou pronta, David" ou "Você está falando do que eu acho que você tá falando, David, ou quando você disse Parcheesi você realmente quis dizer Parcheesi como... Parcheesi?". Não. Nenhuma dessas. Ao invés disso eu digo que os meus pais


não vão me deixar ir. O que era uma coisa reconfortante, na verdade. Especificamente sendo verdade. "Claro que vão" David disse de sua forma despreocupada usual "É o Camp David. Você vai estar lá com o presidente e toneladas de agentes secretos. Claro que os seus pais vão deixar você ir. Além do mais eles confiam em você. Pelo menos confiavam antes você fazer o que fez com o cabelo" "David. Sem brincadeiras. Esse é..." meu coração estava batendo com dificuldade. E não era só por causa do frisson. "Esse é um passo muito grande". “Eu sei" Ele disse "Mas a gente tá namorando há mais de um ano. Eu acho que a gente tá pronto, você não acha?” Pronto pra que? Um final de semana em Camp David juntos, completo com peru e Parcheesi? Ou sexo? Ele tinha que tá falando sobre sexo. Quero dizer, garotos não te chamam para ir a Camp David só para comer torta de abóbora e jogar jogos de tabuleiros, certo? CERTO? "Eu não sei, David" Eu disse, hesitando. "Eu acho... Eu acho... Eu acho que eu vou ter que pensar sobre isso. Isso tá acontecendo muito rápido". Mas era isso? Quero dizer, realmente? Considerando os acontecimentos recentes no "departamento de madar ver"? O final de semana em Camp David era o próximo passo naturalmente? "Vai" David disse levantando a minha blusa "Diga sim" Injusto. Ele estava usando o seu enorme talento com os dedos para manipular as minhas emoções. Ou, ér, não tanto as minhas emoções quanto as partes do corpo.


"Diga que você vai" Ele sussurrou. Eu só queria dizer que é muito difícil pensar na coisa certa a dizer quando um garoto tá com a mão dentro do seu sutiã. “Eu vou" eu me ouvi sussurrando de volta. Como eu consigo me meter nessas? Quero dizer, sério. 10 lugares que as pessoas normalmente perdem a virgindade: 10. No assento de trás do carro, como Diane Court em Say Anything (considerando que foi com Lloyd Dobler, não deve ter sido ruim). 09. Em um hotel depois da festa de formatura. Muito clichê. Muitas garotas acham que há alguma coisa muito romântica em perder a virgindade depois da formatura, aparentemente sem perceber que a festa de formatura é só uma coisa inventada para as pessoas populares fazerem as não-populares se sentirem mal por não terem sido convidadas. 08. A cama dos seus pais quando eles viajaram no final de semana. Eca! ECA! É a cama do seu pai, o lugar onde você possivelmente foi feita. NOJENTO! 07. A cama dos pais dele quando eles viajam no final de semana. E não vai ser totalmente constrangedor se a mãe dele encontrar a sua calcinha da Hello Kitty debaixo dos lençóis? 06. Uma tenda no acampamento de verão. ALÔÔ. É uma tenda. Todo mundo pode te ouvir! 05. Na praia. Areia. Entra em todo lugar. 04. Motel. Uma palavra: Bactérias. 03. O quarto dele. Hm, você já sentiu o cheiro das meias dele? O quarto todo dele tem esse cheio. Sério. Mesmo aconteça de ele


morar na Casa Branca. E você não pode dizer. Não mesmo. É como se eles tivessem se acostumado com o cheiro, da mesma forma que você se acostumou com o cheiro do seu próprio desodorante. 02. Seu quarto. Oh, sério? Você vai Fazer Isso na freente das suas Barbies e do Senhor Batatas? Acho que nããõo! E o primeiro lugar onde as pessoas perdem a virgindade é: 01. Camp David. Bom, ok, não é lugar onde as pessoas geralmente perdem a virgindade. Mas, aparentemente, é o lugar onde eu vou perder a minha.

Capítulo 03

A questão é que eu tinha um ás na manga. E esse ás eram a minha mãe e o meu pai. Porque SEM CHANCE deles me deixarem faltar a Ação de Graças na Vovó para viajar com o meu namorado. Mesmo que em Camp David. Mesmo que com presidente. O que significa sem sexo. Ou Parcheesi, como aparentemente o David chama. Eu não vou fingir que eu estou muito chateada com isso. Sobre o papai e a mamãe não me deixarem viajar com o David. Quero dizer, eu não tenho toda a certeza que eu quero ir. Ok, certo, eu quero ir quando as mãos do David estão embaixo da minha roupa... Mas no minuto em que elas não estão mais, eu tenho que admitir que esteja completamente aterrorizada pela idéia.


Porque, vamos encarar, sexo é um enorme passo. Muda completamente a relação. Ou pelo menos é o que diz nos livros que a Lucy lê e costuma deixar no banheiro e que eu ocasionalmente pego para folhear quando eu estou cheia de Kurt Vonnegut, meu escritor preferido, ou qualquer coisa. Nesses livros, quando a garota e o namorado começam a Fazer Isso, é só. É só isso que eles fazem. Sem idas ao cinema. Sem jantares. Tudo o que eles fazem quando estão juntos é... Bem, Isso. Talvez seja só nos livros e não na vida real. Mas como eu vou ter certeza? Eu não tenho certeza se eu estou pronta. Então se a mamãe e o papai falarem que eu não posso ir não vai ser a pior coisa do mundo. É só o que eu estou dizendo. Eu decedi perguntar logo que eu cheguei da aula de desenho. Eu decidi que já que a mamãe e o papai iam dizer não, eu poderia parar de ficar-preocupada-corando-imaginando-tudo. Quero dizer, eles dizem não? David vai ter que aprender a viver com o desapontamento. Papai e mamãe estavam sentados na mesa da sala de jantar com a Lucy, que por alguma razão parecia meio chateada. Provavelmente o cantor dela tinha saído do American Idol ou algo assim. “Mãe, pai" Eu disse, interropnedo sem remorso ou culpa, "Posso ir para Camp David com o David na Ação de Graças?" Só agora eu percebi que a casa de descanso presidencial e o David tinham o mesmo nome. Que estranho! E ainda parece mais estúpido de dizer "E os pais dele?" “Claro, amor" Meu pai disse. Foi a minha mae que disse "Oh, Deus! Sam, o que você fez com o seu cabelo?!” "Eu pintei" Eu disse. Meu coração tinha totalmente parado de bater "O que você quer dizer com 'Claro, amor', pai?”. "É permanente?" Mamãe perguntou.


"Semi" Eu disse para mamae "Tá falando sério?” Eu perguntei para o papai "E a vovó?". "Ela vai superar" Ele disse e então também se fixou no meu cabelo "O que era para ser?" Ele queria saber "Algumas daquelas personagens de Mangô que você tá sempre lendo?” "Mangá" Eu corrigi. "O que você tá dizendo exatamente, pai? Que eu posso ir? "Ir aonde?" "À Camp David. Com o David. Para a Ação de Graças. O final de semana da Ação de Graças. DORMIR FORA!" “Eu não vejo porque não” Minha mãe disse. “Os pais dele vão estar lá? Bom, vá. A próxima vez que você quiser fazer alguma coisa assim Samanta, me avisa antes que eu marco uma hora com a minha cabelereira para você. Uma coisa bem feita vai fazer bem para o seu cabelo”. E assim estava acabado. Eles voltaram suas atenções de volta a Lucy e qualquer que fosse o seu chilique. Provavelmente ela tinha algum treino de animação no mesmo dia que algma excursão que eles queriam que ela fosse. Eles estavam no pé dela por causa da faculdade, agora. Isso era tudo, hum, alôôô? Lembram de mim? Sua outra filha? A que o namorado acabou de convidar para passar o final de semana fora jogando parcheesi? E vocês acabaram de dizer sim? Hum, ESSA FILHA? Eu não conseguia acreditar. Eu não conseguia acreditar. Meus pais estavam me deixando passar o final de semana fora com o meu namorado. Ok, você pode ver porque eles deixaram, levando em conta o pai dele ser o presidente. Mas só porque o seu pai é o presidente não significa que você não


queira jogar Parcheesi? Você já pensou nisso? Aparentemente não. Aparentemente meus pais são as pessoas mais desligadas da face da terra. E agora, graças a eles, parecia que eu ia ter que ir para Camp David dar um closer na genitália do meu namorado. Ok, isso não está acontecendo. Tá bom, isso tá acontecendo. Eu ainda estava tentando me recuperar do choque de tudo isso quando a Lucy apareceu flutando passando pela porta um pouco depois. Eu estava com os fones - eu estava escutando the Tragic Kindgom na esperança de que a Gwen cantando que ela era só "uma garota na mundo" acalmasse a minha alma - então tudo o que eu vi foi a Lucy movando seus lábios por mais ou menos um minuto. Quando ela não desistiu e não foi embora depois de um tempo, eu tirei os meus fones e perguntei em uma voz desamigável o suficiente o suficiente para acordar o meu cachorro Manet "O que?" “Era isso que eu estava te perguntando" Lucy disse. "Porque você parece como se tivesse descoberto que o John Mayer morreu?" No mundo da Lucy, se o John Mayer morresse as pessoas enlouqueceriam. No meu mundo se isso acontecesse? Eu nem notaria. "Porque esse ano enquanto você está ajudando a vovó a assar os doces em réplicas de John e Priscilla Smith eu estarei perdendo a virgindade com o meu namorado de muito tempo em Camp David". Isso era o que eu queria falar. Mas desde que eu não posso ajudar a pensar esta não é a coisa mais sábia a confiar a minha irmã. Eu só disse a primeira coisa que veio na minha cabeça, que é “Eu não sei”. Eu acho que só estou chateada porque... Por que... Hoje, eu vi meu primeiro, hum, você-sabe-o-quê. Eu vi que de certa maneira eu deveria dar mais explicações.


Qualquer coisa. Porque isso teve o efeito oposto do que eu esperava – que Lucy partiria. Instântaneamente, ela veio mechendo em tudo no meu quarto, nem olhando onde estava indo e esbarrando nas minhas figuras de ação do Hellboy, que eu tinha arrumado artisticamente ao longo do topo do meu cabideiro de roupas. “Sério?” Lucy me perguntou, toda ansiosa. “O de David? O que, ele pôs para fora quando deu um beijo de boa noite em você lá fora agora? Isso é tão grosseiro. Eu odeio quando eles fazem isso.” “Hum, não.” Eu disse, de alguma maneira sendo surpreendida. Os garotos realmente constumavam fazer isso? David certamente nunca fez. Mas talvez só porque ele é muito certinho. Mas isso soou como se tivesse acontecido muitas vezes com a minha irmã. E ela supostamente tem um namorado constante! E tudo bem, ele está ausente na faculdade, mas ainda. O quê que rola nas festas que ela vai, aquelas na casa de pessoas populares? Não mesmo que Kris Parks tenha embraçado o caminho certo com tanto vigor. Ela estaria provavelmente psicologicamente assustada com os garotos pondo para fora e para dentro na frente dela. “Era de um cara chamado Terry” Eu disse. “Ele é um modelo nudista que Susan Boone nos mandou desenhar”. Isso não pareceu golpear Lucy muito, foi um pouco melhor que David ter colocado o dele para fora. “Ew!” Ela disse. “Você viu o pênis de um modelo nudista antes de ver o do seu namorado? Isso é doentio”. Considerando que era exatamente como eu me sentia poucas horas antes, era engraçado que eu ouvi eu mesma responder “´É, bem, é sobre o que a vida de desenhista é. Porque você não pode aprender a desenhar figuras humanas com roupas que tampam os músculos e os ossos. E depois – eu não posso também sair desenhando porque – eu me achei confinada nela. Eu sei. Confinada em Lucy. Eu devo estar fora da minha mente.


Obviamente, Dauntra que é ultra-legal da Vídeo Potomac seria a pessoa mais lógica para me ajudar nessa área. Eu tinha que colocar a minha irmã Lucy no meio. É como se a minha boca tivesse saído dela mesma com nenhuma entrada para o meu cérebro. “Mais isso não é tudo”, Eu me ouvi dizendo, para o meu horror. “Pega essa: David me convidou para ir para o Acampamento David com ele”. “Sim, eu sei” Lucy disse. “Eu estava lá quando a mamãe e o papai disseram que você poderia ir, lembra? Pobre de você, eu digo, Deus, que chato. Ele não pode te levar para o shopping, como um namorado normal?”. Essa era a perfeita oportunidade para eu parar. Eu digo, considerando que Lucy claramente não entendeu uma palavra do que eu disse. Mas não. Minha boca continuou indo. “Lucy” Eu disse. “Eu acho que você não entendeu. David me convidou para passa o feriado com ele no acampamento David. ” “Hum” Lucy disse. “Sim, eu sei. Você já disse isso. E eu repito, que chato. Eu digo, o quê que tem lá para fazer lá no acampamento David? Andar á cavalo? Jogar pedras em algum lago? Eu digo, eu acho que vocês dois poderiam pintar, já que vocês dois gostam desse tipo de coisa. Mais irá ser mais chato do que na vovó. Eu digo, não tem nenhuma loja boa lá por perto”. “Lucy” Eu disse novamente. Eu não podia acreditar que ela não estava entendendo. E eu não acredito que eu ainda estava tentando fazer ela entender. O que eu estava fazendo? Porque eu estava contando pra ela? “David me chamou para ir com ele. No fim de semana. E mamãe e papai disseram que sim”. Lucy fungou. “Sim, eu fui informada. Você sabe, você é sortuda, eles gostam tanto dele. Se namorado eu digo. Eles nunca me deixariam passar o fim de semana com Jack. Mas, é claro, os pais dele vão estar lá.”


“É” eu disse. Isso era o esperado. Ela nunca iria entender. Porque ela iria? Eu digo, no mundo de Lucy, pessoas como eu – e vamos combinar, David – só não, bem, fazem isso. A idéia de que temos hormônios, também, estava bem claramente distante de Lucy. Ou eu pensei. Eu tinha basicamente lhe dado tudo oque eu estava pensando, bem, atualmente, isso é bom. Desde que eu não queria que ela soubesse de qualquer forma, quando Lucy de repente me agarrou pelo pulso e, seu Lâncome – alinhado largamente nos olhos, veio, “Ah, meu Deus. Você não quer dizer... Ai, meu Deus. Você e David? E no Camp David?” E foi assim. Ela sabia. Foi estranho, mas atualmente meio aliviante. Envergonhante, mas aliviante. Não me pergunte por quê. “Aonde mais que você sugere?” Eu pedi a ela, meio sarcasticamente, para cobrir minha completa mortificação. “Sob o branqueamento?” “Ew” Lucy disse. “Com todo o bando de pessoas que cuspiram seus chicletes mascados? Não!”. Ela foi desmoronando no topo da minha cama para fazer Manet ir embora dali - e sentada lá, olhando a sorte atordoada. “Isso é realmente um grande passo, Sam. Tem certeza de que você está pronta?” “Uma parte de mim está” Eu ouvi eu mesma admitindo. “E parte de mim não. Eu digo, uma parte de mim realmente quer isso, e uma parte de mim-” “-Está mortamente assustada”, Lucy concluiu para mim. “Bem, não fique. Só tenha certeza que você use dois métodos de controle para não engravidar”, ela veio, com a mesma maneira teimosa que ela sempre usa para me dar conselhos para não usar minhas blusas grandes com saias ou minhas pernas iram parecer gordas. “Eu digo, ele deve usar uma camisinha, mas você deve ter outro


método, só no caso. Você tem que começar a tomar a pílula no primeiro domingo do seu período menstrual, e você acabou de ter semana passada, então você tem que começar no plano de maternidade amanhã, isso não fará nada de bom para o dia de ação de graças. É só um espermicida”. Eu olhei fixamente para ela para ela. Com a minha boca se abrindo. Eu tenho certeza. Mas Lucy não pareceu ver o meu choque. “Não compre camisinha em nenhum lugar da vizinhança” Ela disse vivamente. “Alguém que nós conhecemos pode ver você. E então toda escola irá saber... E, no seu caso, toda a mídia. Você é conhecida. Deus, salvar o pai de David foi a pior coisa que você já fez. Eu digo, você não pode fazer nada sem todo mundo no estar esperando para saber suas coisas. E também o cabelo. Eu digo, as pessoas ainda podem ver que é você. É apenas você com um cabelo preto estúpido. Olha, você quer que eu compre para você?” Eu apenas esperava mais dela. Honestamente, é como se eu pudesse entender as palavras saindo da boca dela. Eu só não conseguia acreditar que ela estava dizendo aquilo. “Você não pode contar que o cara cuide disso, Sam” Lucy disse, aparentemente misturando meu súbito silêncio com indignação que ela estava metendo o nariz nas minhas coisas. “Até caras como David, que vai naquela escola de gênios. Eu quero dizer, claro, ele irá levar algumas camisinhas. Mas camisinhas estouram. Às vezes, estão vencidas. Antes de supostamente vocês fazerem, você faz o meu plano. Você tem que ser… como é chamado? Produtiva. Eu irei escolher alguma coisa pra você amanhã depois do colégio. Espuma espermicida é fácil, você só tem que aplicar na camisinha e pô-la nele. Você não deve ter nenhum problema”. “Ngrh”, foi tudo que saiu da minha boca, devido ao meu medoindignação. Lucy bateu na minha cabeça. Sério. Ela bateu de leve na cabeça. Como se eu fosse Manet. “Não se preocupe com isso” Ela disse. “Para que são as irmãs? Eu


acho que você vai fazer a coisa certa, por outro lado. Eu digo, vocês, garotos, têm a vida toda pela frente, e David é um bom garoto, mesmo que ele seja, você sabe, um pouco estranho. O que são aquelas camisas de bandas? E aquela coisa de arte é muito chata. Mas não é como se ele tivesse outra escolha. Se ele tentasse não fracassar tanto, iria ser como todo adolescente. E quem precisa disso?” “Mas-” Eu estava feliz por conseguir formular palavras novamente. Infelizmente, eu não podia formular uma frase coerente. “Mas você não – eu digo, meio como Kris?” Lucy piscou para mim. “Que Kris?” “Hum, Parks”. Não me pergunte porque, naquele momento em particular, ela apareceu na minha cabeça. “O que ela tem haver com isso?” Lucy queria saber, franzindo seu perfeito nariz. “Bem” eu disse “Só que ... Eu digo, você não acha que eu e David deveríamos, hum, esperar? “Esperar? Para que?” Lucy pareceu confusa. “Bem, você sabe” Eu disse desconfortavelmente. “Hum, casamento?” Os olhos de Lucy ficaram muito grandes. “Ah, meu Deus” Ela disse. “O que, você pintou seu cabelo, e agora você é a Amish de repente?” “Não” Agora eu me senti mais desconfortável. “É só que, você sabe. O fato de puta, e tal”. Lucy pareceu confusa. “Desde quando fazer sexo com o seu namorado te faz uma puta?” “Bem” Eu disse, tossindo para limpar a minha garganta. “Você


sabe. Kris. E, ér, jeito certo-”. Lucy riu como se essa fosse a coisa mas hilária que ela já tinha ouvido. “Só se importe sobre o que é o jeito certo para VOCÊ, Sam”. Aí ela se levantou e disse, “Bem, é legal ter esse papinho de sexo com você, mais eu tenho que ir agora. Mamãe e papai conseguiram o meu boletim do SAT e eles não estão como você pode chamar de agradecidos. Oh, e pega essa: Eu vou ter que pegar um tutor. E eles estão tramando para me tirar das animadoras de torcida, assim eu vou ter tempo de estudar. Você pode acreditar nisso? Ela fez uma cara triste. “Desde quando que importa como eu fui no SATS se eu quero ser uma estilista. Você não precisa boas notas para fazer isso. Só uma entrevista decente com Marc Jacobs. De qualquer forma, eu tenho que ligar para todos que eu conheço e lhes dizer como papai e mamãe são totalmente arruinadores. Vejo você. ” Então ela foi para seu próprio quarto sem que eu pudesse dizer nenhuma palavra. E bem quando eu finalmente tinha algumas palavras para dizer, também. Porque de repente, eu tinha algumas perguntas a ela, qual era o tamanho de você-sabe-o-que, quando está ereto? E por quanto tempo ele fica ereto após, você sabe, Fazer Aquilo? Mas depois eu pensei que talvez que a primeira vez de Lucy com Jack poderia ter sido mais do que eu ter, especialmente considerando o fato que eu, como todo mundo na minha família, não era assim tão selvagem por Jack. Ele é um pouco mais tolerável agora que ele esta longe na faculdade e não esta sempre em torno da gente, expondo suas teorias sobre como os artistas são tão mal entendidos pelo resto do mundo. E eu admiti que pela primeira vez na minha vida eu havia achado ele completamente intrigante. Mas esse foi um período negro da minha existência que eu não gosto de lembrar. Não agora que eu estou apaixonado por David,


que nunca diz coisas como, “O homem está me deixando para baixo” e “A sociedade deve aos artistas salário vivo”. O qual por várias razões eu amo, e também ajuda o fato de ele ter ficado tão entusiasmado sobre como eu fico com a minha camisa da Nike. As 10 razões porque a minha irmã Lucy faz as coisas de uma maneira melhor do que eu faço:

10. Porque salvando o presidente e tudo, eu sou uma celebridade, então, às vezes, eu faço algo muito estúpido – como usar minha blusa desgastada da escola do avesso, que eu uso ocasionalmente antes que eu tenha bastante cafeína para se acordar inteiramente – eu posso sempre aparecer numa foto na People ou no Us Weekly (Celebridades - Eles são como a gente!).

09. Tirando quando Lucy foi mal no SATS, ela nunca faz nada tão estúpido quanto vestir uma blusa do avesso, então mesmo que ela tivesse salvo o presidente e fosse uma celebridade nacional, ela nunca imprimiriam fotos dela parecendo tão babaca em nenhum lugar. Porque isso nunca aconteceria com ela. Ela sempre está perfeita em todos os lugares que ela vai, não importa o quão cedo seja.

08. Ela está namorando um adolescente rebelde que tem sua própria moto, mesmo que ela não está autorizada a andar com ele nela, e tem que fazer coisas legais como ir a uma abertura de uma performance de pedaços de arte com uma banda de rock punk


jogando pedaços de carne em fotos dos líderes do mundo. Quando eu estava namorando o filho do presidente, então eu tenho que fazer coisas legais como a abertura de Tosca no Kennedy Center com vários líderes do mundo, o que não é nem de perto legal.

07. Quando eu vi minha foto no US Weekly quase todo dia, usando uma blusa do avesso ou que seja, estava geralmete a direita perto de Mary-Kate e Ashley. Se Lucy fosse uma celebridade, e não eu, você poderia ver a sua foto perto de alguém legal como Gwen Stefani.

06. Toneladas de estilistas me mandam roupas de graça, para eu vestir em vez das blusas ao avesso, então assim as roupas deles iram aparecer no Us Weekly. Exceto é claro, que eu tenho que mandar a maioria de volta, porque meus pais não me deixam vestir tops de couro, e também, diferente de Lucy, eu não torço e então não preciso usar um top. Lucy tem que sempre ficar com eles.

05. Meu namorado aparentemente chama sexo de Parcheesi. Eu não sei de que o namorado da Lucy chama. Mas eu acho que provavelmente não disso.

04. Lucy consegue lembrar todas as promoções. Oh, e Lucy pode fazer um mortal de trás. Tudo que eu consigo fazer é desenhar um cara pelado. E aparentemente, eu nem consigo fazer isso muito bem, desde que eu me concentro em partes e não no todo.


03. Mamãe e papai gostam totalmente – e cofiam – no meu namorado. O namorado de Lucy? Nem tanto. Então eles passam horas discutindo sobre ele, falando que ela pode fazer melhor, etc. Mamãe e papai basicamente me ignoram.

02. Eu só tenho uma amiga – minha melhor amiga Catherine, que é tão doce e sensível. E nem posso falar a ela sobre meu namorado estar possivelmente esperando fazer sexo comigo no fim de semana da ação de graças, o que iria fazer? Ela pirou desde que não tem mais namorado (só se você contar aquele de Qatar, mas eu não conto), enquanto Lucy tem nove milhões de amigos os quais ela pode contar tudo porque eles são completamente frios e sem emoções. Como icebergs.

E a razão número um do porque Lucy faz as coisas de uma maneira melhor do que eu faço:

01. Ela claramente já perdeu sua virgindade, desde que obviamente isso não é nada de outro mundo para ela. Para mim é, por outro lado, isso significa que eu provavelmente irei tê-la comigo (minha virgindade) antes do meu casamento, ou da morte, o qual vier antes.


Capítulo 04

“Espera, então, o que isso parece?” Catherine queria saber.

Eu não conseguia acreditar que ela estava tão curiosa. Quer dizer, eu podia. Mas eu também não podia. Porque eu realmente não queria falar sobre aquilo.

“Isso parece um pênis” Eu disse. “O que você acha? Eu digo, você já viu isso antes. Você costumava ir nas lojas com os seus irmãos para comprar roupas de mergulho quando você era pequena, você que disse.”

“É, claro” Catherine falou. “Mas isso era antes de eles terem, você sabe. Cabelo lá”.

“Ok” Eu disse “Grossa”.

“Bem, isso é verdade. Sério. Era assim grande?”.

Eu estava começando a ficar arrependida que eu mostrei isso. Eu só o fiz porque ela me pediu como que a aula de desenho andava. Eu pensei em compartilhar com ela o verdadeiro significado da palavra “desenho vivo”.


Agora eu desejaria não tê-lo feito.

“Essa é a média, eu acho” Eu disse. “Quero dizer, não é como se eu tivesse muita experiência no departamento”.

“Eu só estou agradecida de não ter um” Catherine disse com delicadeza. “Eu digo, você pode imaginar, ter isso pendurado lá, o tempo todo? Como eles conseguem andar de bicicleta?”.

“Sam?” Confiar em Kris Parks para escolher um momento, de todos os momentos no mundo, para vir até nós onde costumamos lanchar e dizer, “Tem um minuto?”

Kris não é exatamente minha pessoa favorita. E antes de eu me tornar uma semi celebridade, o sentimento era mútuo.

Mas depois que estava em todos os noticias das 6h, Kris decidiu que eu era sua nova melhor amiga. Eu acho que o fato de eu estar namorando o filho do presidente compensa o fato de eu não ter um traço de Lilly Pulitzer. Que, no livro de Kris, te faz uma das intocáveis Rebecca e eu aprendi isso no National Geographic Explore.

“Escuta, eu estava pensando se nós poderíamos contar com você para ajudar a marcar academia na semana que vem?” Kris disse


simpaticamente “Você sabe, para o salão de reunião da cidade...”.

“Sim, claro” Eu disse, para fazer ela ir embora.

“Cheinha” Kris disse. Confiar Kris para dizer algo como “cheinha”. É quase tão ruim quanto me dizer algo como “Eu sou um pêssego” após ter visto meu primeiro você-sabe-o-que. “Nós podemos realmente utilizar a ajuda. De longe, as únicas pessoas que se voluntariaram são, você sabe, os estudantes membros do conselho. E o modo direito, é claro. É muito envergonhante. Quero dizer, que o presidente vai estar noticiando esse importante novo programa aqui nessa escola, e a maioria das pessoas na escola estão tão desinteressadas nisso. Eu realmente espero que nós não sejamos todos assim. O presidente, eu quero dizer. Eu realmente quero fazermos parecer bons na frente dele. E Random Alvarez, eu digo, ele é tão gostoso”- Daí ela viu algo bom na minha cabeça. “O que aconteceu com seu-” Ela interrompeu e mordeu o lábio. “Nem pensar”.

“Meu cabelo?” Eu alcancei-o com o dedo. “Eu o tingi. Por quê? Você não gostou como está?”

Eu sabia que Kris não tinha gostado do meu cabelo. Pessoas como Kris não são feitas para gostar de Ébano da meia-noite. Eu só estava a torturando por diversão.


“Ah, não, está muito legal” Kris pareceu voltar a ela mesma. “É permanente?”

“Semi” Eu disse. “Por quê?”

“Nenhuma razão” Kris disse com um sorriso brilhante. “Está lindo!”

Eu sabia que Kris estava mentindo, e não só porque seus lábios estavam se movendo. Eu me dei uma examinação inteira no espelho do banheiro só naquela manhã, e eu sei pelo fato de Lucy estar certa, meu cabelo preto tinha ficado estúpido. Talvez se eu tingisse minhas sobrancelhas também para combinar, não teria ficado tão ruim.

Mas eu não tinha feito isso como objetivo de ser na moda. O objetivo era, “Diga tchau para o cabelo longo e ruivo, presidente salvo por Samantha Madison, e diga oi para a vida desenho vivo, possivelmente logo não virgem Sam.”.

É claro, o fato de eu ter tingido o meu cabelo antes da minha primeira aula de desenho vivo, e eu decidir livrar-me da virgindade (possivelmente), é só um símbolo de quão longe eu fui desde antes de tingir, e depois de tingir.

“Esse retorno da iniciativa da família do presidente” Kris veio,


ignorando meu cabelo. “Eu espero que você os diga como estamos empolgados sobre tudo aqui na Adams Prep, e que ficaremos perante a ele 110%. Eu digo, a família é o mais importante.”

“É” Eu disse. “Quem não é pro-família?” Foi o que eu disse. Mas dentro da minha cabeça eu estava querendo dizer, Porque você não morre Kris Parks? Por quê?

“Talvez você esteja interessada em vir para um encontro da Maneira Correta um dia desses?” Kris olhando Catherine, como se fosse a primeira vez que eu não estivesse lá sozinha. “Você e sua, uh, amiga”.

Kris sabe perfeitamente o nome de Catherine. Ela só estava sendo o que ela é, uma metida esnobe.

O que ela demonstrou um segundo depois de ir, com uma garota com o uniforme de dança do colégio andando em sua saia roxa, “Ah, meu Deus, você ouviu sobre a Debra Mullins? Ela supostamente transou com Jeff Rothberg depois do jogo de Trinity semana passada. Ela é uma puta. Daí ela adicionou, alegremente para mim, “bem, vejo você na academia segunda-feira!”

“Oh, eu estarei lá” Eu disse, só para fazer Kris ir embora.

Funcionou. Ela saiu e nos deixou comer nossos X-burguers em


paz.

“Deus, eu odeio ela” Catherine falou.

“Me fale sobre isso”.

“Não eu digo, eu realmente odeio ela”.

“Bem vinda ao meu mundo”.

“É, mas pelo menos ela puxa seu saco. Por causa do David. Ela nunca te chamaria de puta. Eu digo, se você e David sempre, você sabe, fizessem sexo. E ela soubesse.” Daí, Catherine adicionou, com uma risada, “Como se isso fosse mesmo acontecer”.

Eu não sabia o que Catherine achava pior – a perspectiva de mim e David fazendo sexo, ou o que Kris pensaria sobre isso. Não era sobre deixar ela saber qual dos dois era mais eminente que ela esperava. Não porque eu não confiava nela para manter um segredo. Eu confiaria minha vida a Catherine.

Era só que eu não sabia ainda oque eu iria fazer sobre isso. Sobre a ação de graças, eu digo. Eu não tinha tido a chance de falar ainda para o David que papai e mamãe disseram que eu poderia passar o fim de semana com ele no acampamento David. Qual eu ainda tinha de sorte de estar preocupada. Eles falaram sim, eu


acho. É tão óbvio que ele só disseram sim porque estavam distraídos com Lucy e suas notas do SAT. Eu digo, Deus proibiu meus pais de prestar atenção para em mim por um tempo. Como é o comum, o filho do meio pegava a extremidade curta da vara, atenção e compreensão, pelo menos na casa dos Madison. Por outro lado eu acho que eu não poderia culpar Lucy totalmente por eles terem dito sim. O fato é, meus pais tem a percepção de que eu sou a criança boa. Você sabe, aquele que, é, talvez tenta tingir o cabelo de preto, mas ultimamente salvou o presidente se jogando em cima do assassino. Ninguém liga muito para uma criança dessas. Uma criança que nunca faria algo repreensivo como fazer sexo com o seu namorado no fim de semana de ação de graças.

Isso servirá para os meus pais se eu virar uma adolescente grávida. Mas ainda, eu não iria mencionar nada disso para Catherine. Ela já tem muitas coisas para lidar, como sua mãe não deixá-la vestir calças no colégio – sério, ela tem que usar saias abaixo do joelho. Eu não estou a ponto de adicionar a Catherine o fato que sua melhor amiga está a ponto de perder sua virgindade. Por outro lado, isso não é da conta de ninguém, sério. Ninguém a não ser eu.

“O que” disse Dauntra, quando eu apareci através da porta da Videolocadora Potomac com apenas um minuto gasto depois do deslocamento após-escola ter começado. “Você fez!”.


Eu não sabia sobre o que ela estava falando primeiro. Eu achei que ela estava mencionando o fato de eu ter decidido fazer sexo com o meu namorado, mesmo não sabendo como ela sabia disso. Especialmente desde que eu não tinha decidido oque fazer. Ainda.

Foi aí que eu me lembrei do meu cabelo.

“É” Eu disse. Eu tenho que admitir, sua reação – que foi realmente admiradora - fez todo o “O que você fez com o seu cabelo?” Eu tinha começado no colégio hoje totalmente melhor. Em torno da videolocadora Potomac – como em torno da minha casa - eu sou percebida como boazinha. Eu quero dizer, eu sou a garota que salvou o presidente, a garota que não precisa dos $6.75 por hora para pagar uma creche ou o que seje. Eu sou considerada como uma pirada por aqui.

Antes, é claro, de eu ter tingido o cabelo. Agora, eu sou legal.

Eu espero.

Porque os caixas da videolocadora Potomac? Eles são tão legais.

Especialmente Dauntra, que junto com Stan, o gerente do turno da noite, eu trabalho nas sextas-feiras à noite.

Seu cargo (gravado no cartão de empregado): Autoridade de


questionamento. Seu filme favorito: “A Laranja mecânica”. Seu partido político: não o mesmo do pai de David. Em fato, uma das primeiras coisas que ela me perguntou foi, “Nunca te ocorreu que se você o deixasse ser baleado, você talvez nos teria poupado de muita tristeza?”

E isso pode ser mesmo verdade, eu nunca pensei que Dauntra poderia ter ficado lá e olhado alguém apontar uma arma para outra pessoa, não importando a diferença do seu partido político, especialmente, como eu tinha lhe dito, considerando o fato que, um monte de gente talvez nem goste do presidente – e julgando as votações passadas, as pessoas odeio ele muito, muito – eu sabia de uma pessoa amava ele, e muito. E ele era seu filho David, meu namorado. Não importa o como ele possa discordar de algumas coisas que seu pai fez durante a administração, o amor de David pelo seu pai nunca acabará.

E por essa razão – sem mencionar o fato de que, realmente, eu não tinha escolha na ocasião. Eu nem tinha agido naquele dia foi mais uma reação – eu estava contente de ter feito o que eu fiz.

“Agora isso”, Dauntra disse aprovando, assentido para o meu cabelo, “é sobre isso que eu estou falando”.

“Você gostou?” Eu joguei minha mochila dentro do meu armário, Mais tarde, antes de eu sair, Stan irá verificar se eu não estou


roubando nenhum DVD. Na minha mochila, eu digo. Mesmo que eu seja a menina boazinha da loja, as mochilas de todo mundo são verificadas ates de irem embora. Até a minha. É o jeito da videolocadora Potomac.

Ainda que certos empregados estejam tentando mudar isso.

“Eu amo preto” disse Dauntra. “Faz seu rosto parecer mais fino”.

“Eu não sei se um rosto-fino era o visual que eu estava procurando”, Eu disse. “Mas, obrigada.”

“Você sabe o que eu quero dizer” Dauntra, cujo cabelo tem dois tons, ébano da meia-noite e Flamingo rosa, contrastando com se olhos castanhos. “O que seu pais disseram? Ou eles perderam isso?”

“Não realmente”, Eu disse indo para trás do balcão. “Mal observaram, na verdade”.

Dauntra fez um nariz de desgosto.

“Deus, o que você vai ter que fazer pra chamar a atenção deles?” Ela quis saber. “Ter um bebê na formatura?”.

“Hm,” Eu disse, me sufocando um pouco com a pimenta que eu


tinha comprador na loja de conveniências do lado antes de chegar. Porque você sabe, considerando o eventos recentes, eu tendo um bebê na formatura não era totalmente fora das possibilidades. “é”. Eu podia provavelmente fazer isso, tudo bem. Mas, você sabe, alguma coisa deve ser dita para manter o perfil abaixo. Nesse exato momento eles estão todos em torno de Lucy, esperando pelas notas do SAT.

O olhar de Dauntra foi de aversão profunda. “Quando as pessoas iram ver que esse teste não signifca nada? Quer dizer, porque isso importa? O quanto você prestou atenção na aula nas últimas décadas da sua vida? Por favor. Como que pode dizer a secretaria de admissão da faculdade alguma coisa sobre como você será bom nos próximos quatro anos se você tiver naquela escola.”

Dauntra, cujo os pais chutaram para fora de casa uma noite depois de ela completar 16 anos e ter um olho castanho (e um namorado de 20 anos), está estudando designer gráfico no colégio da comunidade. Ela largou o namorado, mais ainda tem olhos castanhos, e recusou fazer o SAT e cursar qualquer escola que o requeresse.

“Então, o que seus pais fazem” Dauntra quis saber. “sobre a sua irmã?”

“Ah” Eu disse. “Eles contrataram um tutor. E a cortaram das


líderes de torcida para lhe dar tempo para isso. O tutor, eu quero dizer”.

“Típico” Dauntra disse. “Quer dizer eles jogam dentro de uma falência doentia de que essas notas significam alguma coisa.”

“Embora isso signifique que a sua irmã irá passar menos tempo de mini saia, debilitando a causa feminina, eu acho que é uma coisa boa.”.

“Totalmente” Eu disse.

Eu pensei em perguntar a Dauntra o que eu deveria fazer sobre David a coisa toda do fim de semana de ação de graças. Quer dizer, ela tem mais experiência que eu- e provavelmente mais que Lucy também. Eu imaginei que um conselho de uma mulher como Dauntra deveria ser muito válido.

Só que eu não conseguia realmente pensar em como puxar assunto sobre isso, você sabe? Como era suposto eu fazer, “Hey Dautra, meu namorado me convidou para passar o feriado de ação de graças com ele no campo David, e você sabe o que isso significa. Eu deveria dizer sim ou não?”

De alguma maneira, eu só não conseguia fazer isso. Então eu perguntei convencialmente, “Então, como a batalha da mochila vai


indo?”

Dauntra olhou na direção de Stan. “Empatou” Ela disse. “Ele disse que se eu não gostasse, eu poderia ir trabalhar no Mc Donald´s.” Dauntra é convencida que a política da loja de video de ter um gerente mexendo nas mochilas dos empregados antes de permitir que eles saiam depois de seu horário é inconstitucional, mesmo que eu perguntando para minha mãe sobre isso, e ela disse que tecnicamente não era. Dauntra se recusou a acreditar nisso, mas é legal ela se importar mesmo com isso. Algumas pessoas que eu conheço bem, pra ser exata Kris Parks, ela só vai se importar com isso porque vai ficar bem nas suas aplicações pra faculdade.

"Eu tava pensando em colocar catchup dentro da minha mochila,” Ela foi falando, “aí quando o Stan fosse mexer na minha mochila hoje ele ficaria com a mão toda lambuzada, mas eu não quero arruinar uma mochila boa. "Bom, acho que isso iria ferir mais do que ajudar, e não é necessariamente culpa do Stan. Ele só está fazendo o seu trabalho". Dauntra olha pra mim e diz: "É, foi isso todos os Nazistas disseram em sua própria defesa depois da segunda guerra mundial". Eu não achei que procurar DVDs roubados na mochila de alguém fosse o mesmo que matar sete milhões de pessoas, mas acho que Dauntra não iria apreciar se eu falasse isso alto.

"Mas e aí," Ela disse mudando de assunto, "como foi a aula de


arte? A de desenho vivo?"

"Ah, foi um começo," Ainda não querendo falar sobre o negócio do David: "você sabia que desenho vivo significava gente pelada?”

Dauntra nem parou de ler o mangá, que estava aberto em cima do teclado do caixa e apenas disse: "Sim, claro".

"Ah, pois eu não, então tipo, eu vi meu primeiro você sabe..."

Isso sim, chamou a atenção dela.

"Quer dizer que a pessoa pelada era um CARA?" Olhando por cima da revista, era realmente uma novela gráfica. Eu devia realmente começar a conseguir a terminologia correta, já que eu quero escrever e ilustrar meus próprios mangás, aí Dauntra disse: "eu achava que só mulheres pousavam pra isso."

"Acho que nem sempre" Eu disse.

"Outro dia no metrô, um cara soltou sua calça na minha frente" Ela disse incrédula, "e de graça, mas eu tive que chamar a polícia, e tipo essa Susan Boone paga um modelo pra fazer isso?”

“ Sim" Eu disse.


Ela balançou a cabeça pra esqueçer a imagem eu acho, então ela disse:

"Você se sentiu violada? Porque toda vez que um cara me mostra sua coisa boa, eu me sinto violada. "

Eu respondi: "Não era exatamente assim, tipo, você sabe, era arte."

"Arte" Dauntra assentiu a cabeça, "Claro, eu não consigo acreditar que um cara é pago para mostrar sua coisa boa, e as pessoas chamam de arte"

"Não é mostrar e sim o desenho que fazemos a partir daquilo" Eu falei.

Dauntra pensou e disse: "Talvez eu seja modelo disso, afinal, você é paga pra, tipo, só sentar lá"

"Pelada" Eu a lembrei.

"E daí? A forma humana é bonita"

"Com licença", Um cara alto usando uma boina, na verdade uma boina francesa, mas ele não parecia ser francês, se aproximando do caixa: "Eu acho que você está segurando um filme pra mim,


meu nome é Wade-W,A,D,E-”

"Sim, aqui está" Eu falei rapidamente, porque o Sr.Wade é cliente e apesar de eu só trabalhar aqui durante duas semanas, eu sei que se você não der ao Sr.Wade logo seu filme, ele fica horas falando sobre sua coleção de filmes que normalmente são em preto e branco.

"Ah é" Quando mostrei o DVD que estávamos segurando, "Os quatro mil ventos você já viu né?"

"É claro," Mesmo não sabendo do que era o filme,"custa R$28,79"

"Um dos melhores do Truffant's, eu tinha em VHS, é claro, mas é o tipo de DVD que você precisa ter." Ele falou.

"Obrigada", lhe dando a sacola com o DVD.

"Um poderoso trabalho", Ele falou.

"Quão grande era o negócio do cara?" Dauntra me perguntou numa voz inocente

Isso alarmou o Sr.Wade que saiu correndo,e a Dauntra ainda falou: "Volte sempre"


E nós estávamos praticamente no chão de tanto rir.

“O que foi isso?” Disse Stan, ele é o gerente noturno, de trás dos filmes Westerns e olhava pra gente, desconfiado.

"Nada não" Eu disse tirando as lágrimas dos meus olhos.

"É que o Sr.Wade tava tão empolgado com seu novo DVD, que foi correndo pra casa assistir, só isso", Dauntra disse numa voz convincente e sincera.

Stan nos olhou sem acreditar muito.

"Madison, alguns fãs de animê vieram aqui antes e pediram Neon Genesis Evangelions e não tinha. Vê o que você consegue fazer sobre isso, tá?"

Eu disse que sim, então saí de trás do balcão e fui até a seção de animê, depois da correria pós-jantar, Dauntra tava lendo outro mangá enquanto eu puxava os materiais que a secretária da Casa Branca havia me dado o outro dia pra preparar o meu grande discurso e estava indo sobre eles.

"O que é isso?" Dauntra falou.

“Coisas que eu tenho que falar na MTV na semana que vem,” Eu


disse “No debate na minha escola”.

Dauntra olhou como se houvesse uma coisa amarga em sua boca. “Essa coisa estúpida de Retorno à Família?”

Eu pisquei pra ela. “Não é estúpido, é importante.”.

“Aham”, Dauntra disse. “Seja como for. Meu Deus, Sam. Você nunca se ofendeu com isso, sendo usada desse jeito?

“ Usada? Como eu estou sendo usada?” Perguntei.

“Bem, o presidente está usando você”, Dauntra disse, “pra promover o novo programa fascista da à juventude Americana”.

“Retorno à Família não é fascista.” Eu disse. Eu não mencionei isso, até mesmo se eu não concordar com isso, eu não poderia deixar de ser embaixadora teen. Não sem fazer coisas muitíssimo envergonhantes como os pais do meu namorado. “É um programa que encoraja famílias a gastar mais tempo juntos. Você sabe, pegar uma noite livre de futebol e TV, e só sentar ao redor e conversar. ”

“Aham.” Dauntra disse sombria. “Superficialmente, é tudo que isso é.”

“Do que você está falando?” Eu mostrei os papéis que estava


segurando. “Tenho tudo claro aqui. Isso é o que isto é. A iniciativa do Retorno à Família do presidente, para-”.

“Encorajar pessoas a pegar uma noite livre de descuidado de sitcoms e conversar com outra pessoa”, Dauntra finalizou pra mim. “Eu sei. Mas essa é somente a parte do plano de Retorno à Família que eles estão contando. E o resto? As partes que eles não querem que você conheça... Ainda?”

“Você” Eu disse, “está paranóica. Você tem assistido a esse filme de Mel Gibson demais. ”

Teoria Conspiratória é nosso filme favorito pra assistir na loja. Stan o odeia, porque toda vez que Mel e Julia Roberts se beijam, ou estão prestes a se beijar, Dauntra e eu nos encontramos incapazes de fazer alguma coisa além de olhar fixamente pra tela. “Bem, ele não desligou pra ficar claro?” [a TV], Dauntra perguntou. “Mel, quero dizer, existe uma conspiração”. Ela passou o olho sobre o espelho de duas faces que nos separa do escritório dos fundos. O espelho de duas faces está lá para dar a impressão que Stan ou qualquer pessoa que esteja nos fundos pode pegar ladrões de loja. Mas Dauntra está convencida que na verdade serve para o proprietário ou qualquer um espiar os empregados. “Isso nunca é bom,” Adicionou Dauntra, “quando o governo começa a colocar o nariz na nossa vida pessoal, como quanto tempo nós gastamos com nossos familiares. Acredite nisso”.


Eu voltei pro meu relatório com um suspiro. Eu amo Dauntra e tudo mais, mas às vezes não estou tão certa que ela está completamente lá, se você sabe o que quero dizer. Quem tem tempo pra se preocupar com o governo e o que está acontecendo quando há muitos problemas reais lá fora? Como meu namorado, por exemplo, aparentemente pensando que nós vamos fazer sexo durante a semana de Ação de Graças.

Eu pensei mais uma vez sobre perguntar Dauntra, você sabe, sobre David e eu, e o que ela pensa sobre a possível perda da minha virgindade.

O negócio é, eu sei que ela faria tudo pra eu esquecer. E também sei que, se eu contasse a ela, eu ajudaria a acabar com minha imagem de boa garota na loja, uma imagem que eu não poderia apagar agitando, até mesmo meu cabelo ébano meia-noite.

Mas contar pra minha irmã é uma coisa. Contar pra minha companheira de trabalho do Vídeo Potomac é totalmente outra coisa. Quero dizer, apesar de toda minha afeição por Teoria Conspiratória, eu realmente não acredito em conspirações... como a que Dauntra é na verdade uma espiã da Us Wekkly ou qualquer coisa, e no minuto que eu que eu deixar algum detalhe íntimo da minha relação com o primeiro-filho escapar, ela vai publicar isso.


Mas continuando. Talvez Dauntra esteja certa sobre uma coisa: é melhor não deixar o governo – ou seu companheiro de trabalho do Vídeo Potomac – colocar o nariz em nossos negócios. Algumas coisas é realmente melhor deixar em segredo.

Pelo menos é o que eu penso dele. É engraçado como rapidamente sua opinião sobre esse tipo de coisa pode mudar. Lista dos 10 filmes que os empregados da Vídeo Potomac pegam:

10. Clube da Luta: Um homem desiludido conhece um entranho que o introduz a um novo estilo de vida. Brad Pitt, Edward Norton, 1999. Brad mais novo, desiludido, e grandes explosões. O que poderia ser mal nisso?

09. O Sol é Pra Todos: Um advogado na era da Depressão do Sul defende um homem negro falsamente acusado de estupro e ensina seu filho e sua filha a não serem racistas. Gregory Peck, Mary Badham, 1962. Duas palavras: Boo Radley. Preciso dizer algo mais? Acho que não.

08. Atração Mortal: Garota popular conhece um rebelde que mostra como ensinar u0ma lição às garotas esnobes de sua escola. Christian Slater, Winona Rider, 1989. Alguém que tenta dizer que isso não como o ensino médio realmente é, é um mentiroso. Também tem a frase imortal: “Eu amo meu filho gay morto”.


07. Donnie Darko: Garoto do ensino médio é assombrado por visões de um coelho gigante. Jake Gyllenhaal, Patrick Swayze, 2001. Ok, eu não entendi. Mas amei.

06. Napoleon Dynamite: Uma escola de ensino médio exilada ajuda um novo garoto a fugir do presidente do corpo estudantil, enquanto tenta conquistar a garota dos seus sonhos. Jon Heder, Efren Ramirez, 2004. Melhor cena de dança de todos os filmes, pra sempre.

05. Galera do Mal: Garota em escola religiosa é hostilizada pela nobreza. Jena Malone, Mandy Moore, 2004. Esse filme quase empata com Camp por pura hilaridade.

04. Dogma: Dois anjos renegados tentam voltar ao paraíso. Linda Fiorentino, Matt Damon, 1999. Allanis Morrisette faz Deus. Nunca houve alguma lei sendo lançada tão apropriadamente.

03. Secretária: Uma secretária tendo um romance ortodoxo com seu chefe. Maggie Gyllenhaal, James Spader, 2002. Incomodando deum jeito que faz você fazer Hmmm.

02. I’m the One That I Want: Margaret Cho’s 1999 aguenta uma rotina de comédia. Margaret Cho, 2000. Provavelmente deveria ser visto por todos.


E primeiro lugar na Lista dos 10 filmes que os empregados da Vídeo Potomac pegam:

01. Kill Bill volumes 1 e 2: Uma assassino de aluguel procura vingança quando ela, no passado, é tacada e deixada para morrer. Uma Thurman, David Carradine, 2003/2004. Porque as pessoas continuam se dando o trabalho de continuar fazendo filmes quando Kill Bill existe? Kill Bill tem tudo. Você não precisa assistir nada mais, sério.

Capítulo 05

Quando eu voltei pra casa do trabalho, foi pra encontrar uma cena tão confusa, que por um minuto eu pensei que tivesse entrado na casa errada. Eu quase voltei e fui embora de novo. De tão bizarro que eu achei que parecia.

Lucy estava sentada na sala de jantar com uma coleção de livros abertos na frente dela.

Numa noite de sexta. Uma sexta-feira à noite. Lucy nunca está em


casa numa sexta à noite. Até recentemente, ela estava sempre num jogo ou fora com Jack, que viaja quase todo final de semana pra vê-la. Ultimamente, claro, ela está trabalhando no shopping.

Mas não essa sexta-feira à noite. Essa noite de sexta, ela estava sobre o vocabulário de palavras do SAT com – e essa foi a parte que me convenceu que eu estava na casa errada, com a irmã errada e com tudo errado – Harold Minsky.

Há muitos lugares que eu esperaria ver Harold Minsky. Potomac Vídeo, por exemplo, na sessão de anime que eu tinha gastado uma hora arrumando. Ou possivelmente o sci-fi shelves. Eu definitivamente esperaria vê-lo no laboratório de informática na escola, onde ele praticamente vive, na sua condição de assistente de professor do Sr. Andrews, o supervisor do laboratório de informática.

Eu não estaria tão surpresa de ver Harold no corredor em nosso Barnes e Noble local, ou parado na frente do Beltway Billiards, onde ele e seus amigos gastam horas alcançando recordes no Árcade Legends, um jogo.

Mas eu não posso dizer que esperava, em um milhão de anos, ter visto Harold Minsky na minha casa... Muito menos sentado na mesa da sala de jantar com minha imã Lucy.


“Waggish?” (Que significa divertido) Lucy estava dizendo pensativa enquanto eu entrava. “Você quer dizer, como um cachorro?”

Harold disse, numa voz entediada, “Não”. Então não havia resposta pra minha irmã e ele disse imediatamente, “É um adjetivo”.

“Waggish” Lucy ergueu os olhos pro teto, como se a fada do vocabulário fosse descer do teto pra ajudá-la. Instantaneamente, ela me notou no vão da porta com a boca aberta.

"Ah, Oi Sam!" Ela disse radiante. "Você conhece o Harold? Harol, essa é minha irmã, Samantha. Samantha, esse é Harold. Você Sabe. Da escola."

Eu sabia. Harold era minha dupla de 'lab de computador TA'. Eu disse "Er, Oi Harold".

Harold acenou com a cabeça para mim, então virou a sua cabeça com aqueles óculos (como não poderia ser, quando os pais dele o deram o nome de Harold?) para Lucy. O que os pais dele estavam pensando, afinal? Eles não sabem que nomear uma criança de 'Harold' é uma ego-profecia cumprida que garante transformá-lo em tudo que o nome indica: óculos, uma plantação de ervas naquele cabelo marrom que precisa de um corte, um andar instável, que origina de uma altura alcançada quando cresceu 15 centímetros no verão passado, fazendo dele um dos meninos mais


altos da escola que não estão, de verdade, no time de basquete; e uma camisa laranja havaiana, o rabo de quem pulou fora do cós do "Levi's" muito curto dele?

"Vamos lá," Ele disse em um tom de certa tolice que eu tenho certeza que nenhum outro membro do sexo masculino usou com a minha irmã antes em toda a sua vida. "Você sabe essa. Nós revisamos ainda há pouco."

"Waggish," Lucy disse obedientemente. Então adicionou pra mim, "Ah! Eu trouxe uma coisa pra você, Sam. Aquela coisa sobre a qual falamos na outra noite? Está em sua cama."

No começo, eu não sabia do que ela estava falando. Então, quando ela piscou lentamente, caiu a ficha! E eu comecei a ficar vermelha. Profundamente.

Felizmente, Harold estava muito ocupado em fazer minha irmã dizer a definição de waggish, para me notar.

"Lucy," Ele disse severamente, "se você não vai tentar, eu não vejo motivo para gastar meu tempo e o dinheiro dos seus pais."

"Não, não, espera," Lucy disse. "Eu sei essa. Verdade, eu sei. Waggish. Não quer dizer 'feliz'? Tipo, a vitória no futebol o deixou 'waggish'?"


Eu tinha que passar pela sala de estar para subir as escadas. Meus pais estavam ambos sentados lá, fingindo ler. Mas eu sabia que eles estavam escutando a Lucy com seu novo tutor.

"Oi querida," Minha mãe disse quando me olhou. "Como foi o trabalho?"

"Trabalhoso," Eu disse, mantendo minha cabeça abaixada, na esperança que ela não reparasse meu rosto vermelho-luminoso. "Quanto tempo isso vai durar?" Eu apontei com o meu polegar em direção à sala de jantar.

"Hoje a noite é a primeira sessão deles," Mamãe disse. "Eu liguei para a escola e eles me disseram que Harold é o melhor tutor preparatório para o SAT que eles têm. Você o conhece? Você acha que ele é capaz de ajudá-la?"

"Bem," Eu disse devagar. "Se alguém consegue, eu acho que é o Harold"

"Eles me disseram que ele é candidato para Harvard," Minha mãe disse. "Todas as heras, na verdade."

"É," Eu disse. "Isso parece com o Harold, mesmo."


"Eu pedi uma tutora, sabe, uma mulher" Minha mãe disse, abaixando sua voz para ter certeza de que Lucy e Harold não podiam entreouvi-la, " porque eu não queria que houvesse nenhuma... Complicação romântica. Você sabe como os garotos podem ficar em respeito a sua irmã. Mas quando eu vi Harold em ação com ela, eu percebi que ele seria perfeito. É quase como se ele não percebesse que ela é... Bom, o jeito que ela é."

Foi gentil da parte da minha mãe, não dizer o que todos nós ali estávamos pensando: Que Lucy é tão deslumbrante, rapazes na rua frequentemente se apaixonam por ela nas ruas e se arrastam por ela enquanto oferecem seus números de telefones rabiscados em sucatas de papel, os quais Lucy educadamente sempre recebe, então joga, sem pensar duas vezes, no lixo do quarto dela quando ela limpa a sua bolsa todas as noites.

"Hm," Eu disse. "É, em relação a isso, tudo bem quanto a Harold. Ele não liga muito pra esse lance de popularidade. Ou garotas, na verdade. Ao menos que elas se chamem 'Lara Croft' e vivam dentro de um Playstation."

"Eu não ligo se ele se apaixonar por ela," Meu pai disse, enquanto virava a página do jornal que ele segurava. "Contanto que ele a ajude a levantar seus pontos, eu estarei feliz."

"Oh, Richard," Minha mãe disse. "Não tão alto. David ligou


enquanto você estava no trabalho, Sam. Ele disse pra você ligar de volta pra ele quando tiver uma chance."

"Ahh," Eu disse. "Ótimo."

Só que eu não achava ótimo. Eu achava, na verdade, o contrário de ótimo. Porque eu sabia por que ele estava ligando. Para descobrir o que minha mãe e meu pai haviam dito. Para descobrir se nós vamos ou não passar o dia de Ação de Graças juntos para jogar Parcheesi.

E a verdade é, que eu nunca fui, de verdade, a maior fã de jogos de tabuleiro.

O que ele faria, eu imaginava, se eu dissesse não? Não, eu não quero ir para o Camp David no dia de Ação de Graças com você, David. Ele me jogaria fora? Quero dizer, e se eu fosse e dissesse a ele que enquanto ele acha que nós estamos preparados para transar eu não estou tão certa?

Não. Sem chance. David não é esse tipo de garoto. Em primeiro lugar, ele é um nerd total - quer dizer, carregando cartão, com as suas camisetas 'Boomtown Rats' de ótima qualidade, Converse de cano longo, estritamente ficção científica relacionada à lista para fazer TiVo. E vamos encarar isso, nerds simplesmente não dão o fora em suas namoradas por não pôr pra fora, como os atletas


parecem fazer. Ou assim eu ouvi, não que eu tenha, de fato, me relacionado com algum atleta.

E em segundo lugar, eu sei que David realmente me ama. Eu sei disso por causa do jeito que ele pode se divertir brincando com o meu cabelo em um minuto, beliscando meu pescoço, e me dizendo como ele me acha sexy na minha nova blusa da Nike no outro.

Eu também sei, porque eu sou a última pessoa com a qual ele fala todas as noites antes de ir dormir (ele nunca se esquece de me ligar no celular... Se eu já estou adormecida - ou fingindo estar, como eu estava na noite passada - ele deixa uma mensagem) e a primeira com a qual ele fala quando ele acorda (não que eu sempre atenda, já que eu não estou apta a falar antes da minha dieta matutina do Dr Pepper).

E ele não liga só porque ele acha que tem que ligar ou eu terei um ataque - do jeito que a Lucy faz com o Jack- e sim por que... Bem, ele quer.

Não, David não vai me dar o fora se eu disser a ele que eu não estou preparada. Ele me ama. Ele vai esperar.

Eu acho.

Além do que, se ele me chutasse, a imprensa o comeria vivo. Não é


pra soar de uma maneira metida ou esnobe, mas eu sou bastante amada pelas pessoas americanas, por salvar a vida do líder delas.

Embora isso seja trabalho pré-tintura no meu cabelo. Quem sabe como Margery em Poughkeepsie se sentirá em relação a mim quando ela vir minha nova aparência de Ashlee Simpson.

"Esse 'Retorno a Família' é uma iniciativa que o pai do David está promovendo," Minha mãe disse, quebrando toda a minha reflexão sobre a minha vida sexual - ou a falta dela. "Eu gostei da idéia. Algumas vezes eu sinto como se nunca conseguisse ver vocês, crianças, você estão sempre tão ocupadas."

Eu só fiquei olhando fixo pra ela, completamente chocada.

"De quem é a culpa?" Eu praticamente gritei. "Esse emprego de meio-período não foi exatamente MINHA idéia, você sabe."

Meu pai abaixou seu jornal novamente. "É importante pra vocês, crianças, aprender o valor de um..."

"É, é," Eu interrompi meu pai. "Um dólar, eu sei." Como se alguma coisa ainda custasse um dólar. "Falando disso, a Lucy trocou de turno, ou o quê? Por que ela está em casa tão cedo? Normalmente, ela nunca volta lá do shopping antes das dez."


Eu notei a troca de olhares entre os meus pais. Não pense que eu não notei.

"Nós decidimos que, para dar pontos mais altos à Lucy no SAT, ela precisa dedicar mais tempo aos seus estudos, e menos a sua vida social e plano de trabalho." Minha mãe disse, ligeiramente.

Me levou um minuto para entender o que ela queria dizer. Então, quando eu finalmente entendi, minha mandíbula abriu totalmente novamente.

"Espera um minuto,” Eu choraminguei, "Ela saiu do trabalho dela porque se deu mal no SAT? Isso não é justo!"

"Shhhhi, Sam." Minha mãe deu uma olhada nervosa para a sala de jantar. "Lucy está muito desanimada sobre ter que dar a notícia no 'Bare Essentials'. Você sabe o quanto ela ama o desconto para empregados..."

"Então se minhas notas começarem a cair," Eu mandei, "eu posso sair do Potomac Video?"

"Sam!" Minha mãe me deu um olhar reprovador. "Que coisa pra se dizer. Você ama o seu emprego! Está sempre falando sobre a sua amiguinha Donna, e o quanto legal ela é..."


"Dauntra."

"Dauntra, quero dizer. Além do mais, você pode lidar melhor com um horário mais cheio do que a sua irmã. Você sempre foi capaz."

"Conte as suas estrelas da sortes sobre isso, também," Meu pai observou, voltando para o seu jornal, "ou nós faremos você sair das suas sessões se arte da maneira como nós a fizemos sair da equipe de torcidas."

Eu o fixei, totalmente chocada.

"Espera... Vocês a fizeram largar a equipe de torcidas?"

"O SAT é mais importante que a equipe de torcidas," Meu pai disse. Ele pensaria que, vendo do modo da escola secundária, ele era um pouco como... Bom, como o Harold, das histórias que eu ouvi.

"Ela só está algum tempo fora," Disse minha mãe. "Se ela trouxer boas notas, ela pode voltar para o time. Nós falamos com a treinadora. Ela entendeu que seria demais... Equipe de torcida, os dever...”

“Isso não teria que ser demais," Meu pai disse, por trás do jornal, "se uma certa pessoa não viesse todos os finais de semana e esperasse passar cada momento com ela."


"Agora, Richard," Mamãe disse. "Eu falei com os Slaters. E eles concordaram em ter uma palavrinha com o Jack..."

"Um grande bem, eles farão," Meu pai disse com um rosno, ainda não tirando o olhar do seu jornal. "Esse garoto nunca os ouve..."

"Richard," Minha mãe disse.

Eu tomei isso como uma deixa para eu ir pro meu quarto. Nunca é divertido ouvir meus pais discutindo sobre o namorado da Lucy. O que eles fazem todas as vezes que o nome dele vem à tona. Não que eles não estejam em completo acordo em sua opiniões sobre ele: ambos o detestavam. Eles apenas tinham idéias diferentes sobre as maneiras para lidar com a situação. Minha mãe acredita que se eles tentarem de alguma maneira, proibir a relação dos dois, isso só fará o afeto da Lucy pelo Jack ficar mais forte -- tipo o jeito como a afeição do Hellboy pela Liz só ficou mais forte depois que eles tentaram impedi-lo de vê-la depois que ela fugiu da instituição mental.

Meu pai, por outro lado, acha que eles simplesmente deveriam proibir a Lucy de ver o Jack nunca mais, e isso ia tomar conta do problema.

O que é por que Lucy e Jack ainda estão saindo. Porque todos


(exceto o meu pai) sabem que dizer a uma garota que ela não pode sair com certo cara só faz com que ela queria sair com ele ainda mais.

Esse é outro motivo pelo qual a vida da Lucy é vastamente superior a minha. Ela sai com uma cara que os meus pais não gostam ou confiam, fazendo com que eles tenham que se preocupar com a vida dela todo o tempo.

Lucy sortuda.

Embora, se você pensar sobre isso, a sorte dela está meio que indo embora - pelo menos no lance do time de torcida. Quero dizer, mesmo arruinando a causa feminista, ela realmente gosta de fazer isso. E agora isso foi arrancado dela.

E ainda, ela não parecia tão infeliz lá com o velho Harold. O que é estranho, porque, sem levar em consideração se ela vai ou não sentir falta da equipe de torcida, uma coisa ela definitivamente vai sentir falta, se mamãe e papai tiverem seus modos é o Jack...

Onde ele está afinal? Por que ele não está batendo na porta, insistindo em vê-la? Será que o Doutor e a Sra. Slater tiveram 'uma palavrinha' com ele, como minha mãe disse que eles teriam?

Mas Jack, sendo um rebelde urbano e tudo mais, não é do tipo de


concordar em não ver sua namorada só porque os pais dele disseram que ela está tendo problemas na escola, e ele precisa dar um tempo, ou qualquer coisa. Na verdade, desde que ele começou na RISD, Jack tem sido um artista descontente mais do que nunca, com a sua nova moto e tudo mais.

E, ok, meus pais proibiram expressivamente a Lucy de andar, mesmo que Jack tenha comprado para ela um capacete (não que Lucy estivesse particurlamente emocionada com isso. Ela queria um rosa. E também, ela diz que bagunça o cabelo dela).

Mas isso não quer dizer que o Jack não pode usar a moto para passar pela nossa casa, o que frequentemente eu o ouço fazendo, no meio da noite...

Embora, pensando nisso, eu não tenha ouvido, na verdade, o ruído da Harley do Jack tão frequente recentemente. O que está acontecendo? Eu tenho que descobrir isso da Luce antes do Harold ir.

Nesse meio tempo, eu achei o que a Lucy disse que tinha deixado para mim.

Estava exatamente onde ela disse que tinha deixado, no meio da cama. Eu olhei dentro da bolsa de papel marrom indescritível e vi duas caixas. O primeiro dizia, "PROVOCA O PRAZER DELA" em


tipo masculino.

Ai, meu Deus. Minha irmã me comprou uma caixa de camisinhas.

Me sentindo um pouco enjoada, eu olhei a outra caixa. Tinha umas flores onduladas desenhadas lá. Dentro, eu encontrei uma caixa e um plástico, tampão com o aplicador junto com um encarte.

"COMO USAR A ESPUMA ANTICONCEPCIONAL" O sumplemento dizia.

Ai, meu Deus.

AI, MEU DEUS.

Eu joguei tudo dentro da caixa de volta, e então as caixas dentro da bolsa e a bolsa embaixo da cama.

Isso era uma coisa para a qual eu não estava preparada. Não, não, não. Não estava preparada. TOTALMENTE NÃO-PREPARADA. Muito, muito, muito não-preparada.

Quero dizer, eu, Samantha Madison, realmente ia fazer isso? Eu ia realmente fazer sexo com meu namorado?


Eu não podia evitar pensar na garota que Kris xingou mais cedo, na escola... Debra, ou qualquer que seja o nome dela. Ela tinha transado com o namorado dela. Supostamente, de qualquer maneira. E se eu e David Fizermos Aquilo, e o soubessem, como aconteceu com Deb? As pessoas me chamariam de puta pelas minhas costas?

Provavelmente.

Embora isso dificilmente fosse pior do que eles já me chamam ( Estranha, Gótica, Adoradora de Satã, Punk, Psicopata, etc.).

Mas isso não seria só na escola. Eu quero dizer, com minha estranha habilidade para ter fotos minhas nas revistas (principalmente na lista da Fashion Don'ts, mas tanto faz), notícias da minha vida sexual provavelmente se espalhariam pelos tablóides.

Não que eu alguma vez tenha feito questão de sair contando pra todo mundo que eu sou virgem e tudo mais. Mas, você sabe. Seria extremamente embarassador se minha vó lesse sobre isso...

Foi exatamente aí que a Lucy chegou se arrastando pelo meu quarto, sem bater, é claro.

"Ei," Ela disse ofegando, tendo claramente corrido pelas escadas.


"Eu posso pegar a sua calculadora emprestada?"

Eu olhei para ela. "O que aconteceu com a sua?"

"Eu emprestei pra Tiffany na última vez, nós estávamos na Fábrica de Bolo de Queijo "The Cheesecake Factory" e estávamos tentando descobrir quanto dar de gorjeta e ela se esqueceu de me devolver. Vamos lá, me empresta a sua só por hoje a noite. Eu vou pegar a minha de volta amanhã."

Eu entreguei a ela a minha calculadora. Era, na verdade, o mínimo que eu podia fazer, considerando o presente que ela me deu.

"Ah, obrigada," Ela disse. E começou a se retirar.

"Espera" Eu disse. Obrigada pelas camisinhas e a espermicida. Isso era o que eu queria dizer. Mas em vez disso o que veio foi, "Como está indo? Quero, dizer, com, hmm, Harold?"

"Ah," A Lucy disse, alisando uma mecha do seu cabelo sedoso cor dourado-avermelhado e a colocando atrás da orelha. "Bem. Você sabe, Harol acha que não é porque eu não sou inteligente que eu fiz tão poucos pontos. Ele acha que eu sofro de ansiedade de teste."

"Verdade?"


"É. Harold acha que se eu me aplicar, eu posso subir minha pontuação em cem pontos -talvez mais- só praticando alguns exercícios de respiração antes de ir pra sala dos exames.

"Uau," Eu disse, imaginando se era por isso que Harold sempre parece parecer seu inalador. Você sabe, de todos esses exercícios de respiração que ele deve fazer para manter seu perfeito GPA.

"É," Disse a Lucy. "Harold é bem legal, você sabe. Uma vez que você fica sabendo sobre as coisas do 'Deep Space Nine' e como foram eles que cancelaram 'Angel'"

"É," Eu disse. "Eu sei. Eu sempre gostei do Harold. Ele é legal. Tipo quando você bagunça alguma coisa no seu computador do laboratório, ele não adquire tudo. Bem, você fez um disco back-up? O jeito alguns dos TAs fazem."

"Aw," Disse a Lucy. "Isso é meigo. Eu não posso acreditar que ele não é mais popular. Quero dizer, como eu nunca tinha encontrado ele antes, como em uma festa ou alguma coisa?"

"Hmm," Eu disse. "Porque os garotos como Harold não são convidados para o tipo de festas que seus amigos vão."

"Do que você está falando? Meus amigos não excluem ninguém"


Eu elevei meus olhos castanhos. "Um," Eu disse, de novo. "Sim, eles são desse tipo."

Lucy não queria ouvir isso. Eu poderia dizer, uma vez que ela olhou bem pra mim e disse, "Bem, obrigada pela calculadora. É melhor que voltar pro Harold."

Então ela saiu, antes mesmo de eu ter chance de acradecer pelo que ela havia me emprestado. Bom, não exatamente me emprestado já que eu duvido que ela queira de volta.

Bem quando eu estava pensando nisso meu celular toca.

Eu não estava esperando que isso acontecesse – meu celular tocar e tal. Eu continuo não completamente acostumada com isso – tanto que eu totalmente gritei, fazendo Rebecca, em seu quarto abaixo do hall, mandar, “Você se importa, Sam? Eu estou num estágio realmente crucial nessa dissecassão de larva.”.

Que, realmente, eu não me importaria eu não ter sabido.

Eu podia ver do identificador de ID que era David ligando. David, com quem eu ainda não tinha falado – por sorte na verdade – desde a discussão na noite passada abaixo do salgueiro weeping no jardim da frente. Eu tinha até aquele momento ignorado duas


de suas mensagens. Eu tinha que atender.

Somente... O que eu ia dizer?

“Oi,” pareceu um bom jeito de começar.

“Olá,” David disse.

Exceto que este não era nenhum simples “Olá.” Nunca, de fato, tinha se feito saber em uma palavra tão curta na história de todos os tempos. Toda felicidade de David que eu tivesse finalmente respondido, assim como sua frustração por não ter me ouvindo nas últimas 24 horas, e – eu realmente não acho. Eu estou imaginando isso - tanto sua falta de certeza sobre como eu senti sobre seu convite para “jogar Parcheesi” com ele fim de semana de Ação de Graças estava naquele Olá.

Eu tenho quase certeza.

É muita coisa em uma simples palavra.

“Onde você esteve?” David veio a perguntar. Não de uma maneira irritada. Apenas curioso. “Eu te deixei duas mensagens. Você está bem?”

“Hm,” Eu disse. “Sim. Desculpa. As coisas têm sido malucas.” Eu


observei a sacola marrom com os “presentes” de Lucy para mim saindo pra fora de baixo da cama e rapidamente chutei para trás de modo que a desordem empoeirada cobrisse-a. Não me pergunte por quê. Quero dizer, não era como se David estivesse lá no quarto comigo. Exceto que ele estava. Por sorte. ”Com escola, você sabe. E o trabalho.”

“Oh,” David disse. “Ok. Bem, o que eles disseram?”

Por um segundo, eu honestamente me esqueci do que ele estava falando. “O que eles disseram?”

“Seus pais,” Ele disse. “Sobre Ação de Graças.”

E tudo voltou como enchente.

“Oh, Ação de Graças,” Eu disse. Ai meu Deus. Ação de Graças. Ele queria saber sobre o Ação de Graças.

Bem, claro que ele queria. Eu quero dizer, era por isso que eu estive evitando suas chamadas nas últimas 24 horas. Porque ele queria uma resposta sobre o Ação de Graças.

Acontece que eu não estava certa se eu estava pronta para dá-lo uma.


“Hm,” Eu disse, olhando de relance para Manet, que como sempre foi desmoronado através de minha cama, ignorando completamente o fato que a vida de sua proprietária estava virada completamente de cabeça para baixo e de dentro para fora. Os cães os têm tão fácil. “É. Desculpe. Eu… Eu não tive a chance de perguntá-los ainda.”

Ok. Simplesmente menti para o meu namorado. Pela primeira vez. Mais ou menos.

“Oh,” David disse.

Como com seu “Olá” uns minutos antes, auele “Oh” quis dizer muito. Tinha sido realmente menos de um “Oh,” do que um “Oh?”.

Eu estava tão inoperante.

“É só que,” Eu disse, falando uma milha por minuto. “É a Lucy. Ela foi mau nos SATs e agora meus pais fizeram-na parar como líder de torcida e pegar um tutor e todo mundo está pirando.”

“Whoa,” David disse. Soou que ele acreditou. Bem, por que não deveria? Essa parte era a verdade, em todo o caso. “Mal como?”

“Realmente mau,” Eu disse. “Então não é a melhor hora para perguntar. Se você entende o que eu estou dizendo.”


“Totalmente,” David disse. “Eu ouço você.”

Acontece que, para um cara que estava esperando saber se ia ou não, você sabe, fazer sexo com sua namorada na próxima semana, ele soava terrivelmente.. calmo. Eu quero dizer, não como os caras daqueles livros da Lucy, que estão sempre, “Phillippa... Eu preciso tê-la. Meu quadril explode por você.”

Eu estava completamente não tendo quadris explodindo com o David. Quero dizer, não mesmo.

Que eu acho que posso entender. Quero dizer, é até bom que ele não esteja tendo muitas esperanças. Porque não como se, quando nós Fizermos Aquilo e tudo, eu vá saber o que eu esteja fazendo nem nada, apesar de ter lido no manual do anticonceptivo.

E, claro, ele também não vai saber o que fazer. Porque não é que ele seja mais experiente no assunto do que eu.

Mas ainda assim. Tem uma probabilidade muito grande de eu estragar mais as coisas do que dele. Não sou a pessoal mais coordenada do mundo. Eu mal passei em E.F. (para ser justa, isso é porque eu sou tão não-competitiva que me recusei a participar a maior parte do tempo. Eu só não via o porquê daquilo. pegue a bola, segure a bola, jogue a bola. Quem se importa? É só uma bola


estúpida).

Acho que estava tendo que confiar que quando - ou se - o Grande Momento chegasse, meu corpo me diria o que fazer. Quer dizer, eu não sabia até agora.

A não ser por toda aquela coisa de escalada de corda em E.F.

"Bem, escute," Disse David, ainda não parecendo como um cara cujos quadris estavam explodindo, ou o que seja. "Apenas me deixe saber. Ah, e sobre amanhã à noite?"

Amanhã à noite? O quê sobre amanhã à noite? Nós deveríamos fazer alguma coisa amanhã À noite?

Ah, é. Amanhã é sábado. Noite de encontro. Ah meu Deus, nós vamos sair? Se nós saírmos, ele vai vir com isso? O plano todo de Ação de Graças, quero dizer? Amanhã é cedo demais! Não posso decidir sobre tudo isso amanhã! Ainda estou me acostumando á idéia! Eu não sei! Eu não seio que eu quero!

"Hum." Eu disse, impressionada de como eu soava tão calma sobre a coisa toda. "Ah, certo. Amanhã. Como será?"

"Meu pai tem uma coisa o dia todo no Four Seasons. É algo de Retorno à Família, para apoiar os interesses de alguns grupos,


então ele me quer lá, por que... Você sabe".

"Certo," Eu disse. "Família e essas coisas".

"Certo. Mas você pode vir, se quiser".

Então eu posso sentar perto de você na frente de um prato de comida congelada de hotel, que nem fui eu mesma que fez o pedido, ouvindo outro dos discursos chatos do seu pai numa remota possibilidade que nós possamos ter uma chance para 'nos entendermos' depois na frente do meu jardim? Ahhn, não, obrigada.

Isso era o que eu queria dizer. Em vez disso, eu disse, "Oh céus, isso soa bem divertido. Entretando, eu acho que estou ocupada. Tenha uma boa noite."

David riu. "Eu pensava mesmo que era isso que você ia dizer. Okay."

E só assim, eu estava fora do gancho. Por toda a conversa sobre o dia de Ação de Graças.

"Eu sei que as coisas devem estar estranhas," David disse, "com Lucy e tudo mais. Mas me liga, você liga? Eu realmente sinto sua falta."


"Eu sinto sua falta também," Eu disse. Isso não era uma mentira, também. Eu sentia a falta dele.

"Amo você, Sharona," David disse.

"Amo você, Daryl," Eu disse. E desliguei.

E, por Deus, cara. Eu sou a pior namorada da face da Terra 10 maneiras pelas quais você pode dizer que seu namorado realmente ama você: 10. Ele aguentar suas oscilações estranhas de humor, até quando você tá de TPM e o acusa de gostar da Fergie, do Black Eyed Peas mais do que ele gosta de você, embora você saiba perfeitamente que ele nunca conheceu, de fato, a Fergie. 09. Ele deixa você escolher os filmes, na maioria das vezes. 08. Indica qual sobremesa vocês vão dividir. 07. Ele sabe o nome dos seus amigos e pergunta como eles estão (embora que no caso do David, isso não é tão difícil já que você só tem, basicamente, uma única amiga). 06. Ele faz questão (para a melhor habilidade dele), que quando você ficar para o jantar, o 'chef' da Casa Branca servirá algo que você vai comer, de verdade. 05. Ele liga frequentemente, para saber o que você está fazendo. 04. Ele acha que você está ótima, mesmo quando não está usando nem um pingo de maquiagem. 03. Ele ouve quando você começa a se lamentar pelos seus


problemas e tenta oferecer soluções viáveis para eles, mesmo que a maioria das coisas que ele sugira são totalmente estúpidas e nunca vão funcionar, porque ele é um garoto e simplesmente não entende. 02. Ele não fica preocupado, nem transtornado quando ele entreouve você conversando com a sua melhor amiga sobre como o novo cara do "Gilmore Girls - Tal Mãe, Tal Filha' é sexy. E a maneira número um pela qual você pode dizer que seu namorado realmente ama você é: 01. Ele não faz uma grande intriga quando você decide passar o sábado à noite na frente da TV, em vez de passar com ele.

Capítulo 06

Exceto pelo fato de que eu não fiz. Ficar sábado a noite assistindo National Geographic Explorer junto com Rebecca, eu quero dizer. Porque quando deu 15h00min eu ouvi o telefone tocar e fiquei realmente surpresa quando ouvi Dauntra no outro lado da linha. “SAM???” Por alguma razão especifica ela estava gritando, e eu entendi realmente rápido por que. Não que fizesse diferença onde ela estava, mas estava realmente barulhento por lá. “Dauntra?” Eu estava meio que surpresa com a ligação, até porque, Dauntra nunca tinha ligado pra minha casa antes. Eu nem sabia que ela tinha o meu telefone, quero dizer, todos os empregados da Potomac Video têm seus telefones colocados no boletim que fica no escritório de Stan, mas eu não fazia a mínima idéia de que Dauntra havia pego o meu telefone e copiado. “Porque todo esse barulho?! Onde você está?!” “Em alguma delegacia” Ela gritou, então eu ouvi alguém gritando ao fundo “abaixe isso, ou te coloco algemas”


“Em uma delegacia?” Eu repeti. “O que você está fazendo ai? Tá tudo bem?” “Eu estou bem” Ela disse impaciente. “Só estou apreendida” “Apreendida?” Nisso, eu quase deixei cair o telefone. “Você quer dizer que está me ligando da CADEIA?!” “Uhum” Dauntra disse. “Então, acho que não vai dar tempo para ir trabalhar hoje, você pode me substituir até a noite? Eu juro que se você precisar, eu te substituo algum dia!” Eu ainda estava em choque quando ela disse isso. E se alguém lá de casa tivesse escutado o final da conversa? Eu não estava muito entusiasmada pra descobrir o que iria acontecer se um deles descobrisse que minha colega de trabalho havia sido presa... “O que você fez pra ser apreendida?” Eu perguntei a ela. “O que...” Nisso, percebi que ela havia tirado o telefone de perto da boca e gritado “Vocês ai, calem a boca! Eu não posso ouvi-la!” Então ela voltou “O que você havia dito Sam?” “Eu disse, o que você fez para ser apreendida?” “Ah, isso?” Dauntra disse. “Um grupo nosso fez um protesto, se fingindo de morto, bem em frente ao Four Seasons, você sabe, enquanto seu querido presidente estava fazendo uma arrecadação, menina, ele nunca ficou tão supresso” Ele provavelmente não tinha sido o único, eu mesma não podia acreditar no que estava ouvindo. “Uhn, então, você pode me substituir?” Dauntra perguntou “Ah, se você não puder você pode ligar para alguém ai por perto e vir se dá pra ele fazer isso? Eu só tenho direito a uma ligação e realmente não quero perder meu trabalho.” “Você só tem uma ligação e ligou para mim?!” Eu estava realmente chocada. “Dauntra, seria melhor se você tivesse ligado para algum


advogado.” Aí eu me lembrei de algo “Dauntra, minha mãe e advogada, me diga onde você está e eu a levo até ai...” “Eu não preciso de um advogado” Ela me interrompeu, “Alguém vai pagar minha fiança logo, mas não a tempo de eu ir para o trabalho, você vai fazer isso ou não?” “Claro” Eu disse. “Claro – quero dizer, com certeza” Após isso, eu ouvi alguém do outro lado da linha a censurando. “Meu Deus Dauntra, vá com calma” “Calma?!” Ela respondeu entre risos. “Eu estou explodindo de alegria, muito obrigada, Sam.” E desligou. Foi por isso que eu me encontrei manejando o caixa da Potomac Video uma hora depois, e tentando encontrar em um dos canais de TV aberta, uma demonstração do ato de Dauntra que a fez ser presa. Infelizmente as TV’s da Potomac Video não eram ligadas ao cabo, já que a única função delas era passar o filme que estávamos tentando promover naquela semana. Como já era de se imaginar, tudo que eu conseguir ver foi pontos. Finalmente Stan apareceu e colocou no Dvd o ultimo filme do Jason Bourne, ele não pareceu muito supresso quando eu disse que tinha vindo substituir Dauntra. “Eu não quero saber” Foi exatamente o que ele disse quando eu estava inventando uma desculpa de onde estava Dauntra (visitando um tio distante e doente). “Só fique ligada com os vândalos na loja, há montes deles nas noites de sábado. Estúpidos vizinhos com nada para fazer, acham que é engraçado rasgar uma caixa ou outra de um jogo para Xbox 260” E era o que eu estava fazendo, por de trás do caixa e observando supostos vizinhos vândalos quando o sino preso por cima da porta tocou. Mas não era Mr. Wade ou qualquer outro usuário regular que sempre aparecem para contemplar a nova coleção de Dvd’s


que havia chegado aquela semana, era Lucy. Essa sim foi uma grande surpresa, já que pelo o que eu me lembre, Lucy não punha os pés na Potomac há muitos anos. Gente popular como Lucy não tinha tempo pra assistir Dvd’s, eles são muito ocupados indo a festas e saindo com seus supostos namorados. E por incrível que pareça, Lucy que tinha ficado aquela sexta específica em casa, teria deixado a escolha do DVD para outra pessoa, que não fosse ela. Potomac Video com seus cartazes de Boba Fett e Han Solo, dos seus dutos no teto e das placas pintadas a mão (LOCAL APENAS PARA FUNCIONÁRIOS) não era o tipo de lugar que Lucy freqüentava. Você podia ver claramente como pesava nela passar pelas prateleiras – e é claro, atraindo a atenção de aproximadamente TODOS que estavam no lugar, a maioria deles caras universitários com camisetas do Kiss the Geek discutindo sobre o novo filme do Star Trek que haviam acabado de alugar, quando finalmente me viu por de trás do caixa, e veio rapidamente na minha direção, evitando olhar para os lados. “Hey, Sam” “Hum” Eu disse. “O que você está fazendo aqui?” Por que eu não podia acreditar que ela estava lá, ao menos que tenha recebido um fora de Jack ou de uma de suas amigas no ultimo segundo. Foi ai, que eu me dei conta. “Deus” Eu disse perplexa olhando para a cara dela “Eles te obrigaram a fazer isso também?” “Quem?” “Papai e mamãe, você sabe, por causa daquele rolo com o SAT” Lucy respondeu entre risos “Não, eles não me obrigaram” Eu olhei fixamente para os pés dela enquanto a imagem de Matt Damon aparecia na TV e dizia “Eles mataram a mulher que eu amava“ nisso eu percebi que olhava para os pés de Lucy com a mesma intensidade que Matt olhava do outro lado da tela da Tv.


“Bem, eles...” Eu disse meio confusa “O que você está fazendo aqui?” “Oh” Lucy passou sua pequena bolsa Louis Vitton de um ombro para o outro (presentinho de aniversario da vovó) “Eu vim locar um Dvd, Você provavelmente já ouviu sobre ele, algo chamado Hellboy”. Eu olhei fixamente para ela “Hellboy,” “Yeah” Lucy olhou por volta da loja afim de que sua cabeça passase pelos geeks sobre o Sci-fi e fingindo olhar entredita para a nova coleção de filmes estrangeiros “Você tem esse filme aí?” “Hellboy” Eu repeti “Estrelado por Ron Perlman e Selma Blair, rodado em 2004, e baseado no dark horse gibi com o mesmo nome, este Hellboy?” “Acho que sim” Lucy disse, olhando para o nada “Harold me recomendou esse” Eu olhei para ela ainda mais fixamente “Harold MISNKY?” “Sim” Ela confirmou “Ele disse que o filme preferido e eu ouvi você falando sobre também. Você não gosta? Eu pensei que gostasse” Enquanto isso ela mexia em uma figurinha de Nightmare Before Christmas que Dauntra havia colado perto do ‘Precisa de um centavo? Pegue um centavo. Tem um centavo? Dê um centavo.’ “Então, vocês tem ai?”. Sem tirar os olhos da minha irmã eu disse para os caras do outro lado das prateleiras “Hey, um de vocês pega Hellboy para mim e joga aqui?” Um segundo depois uma copia de Hellboy aterrisou em minhas mãos. Lucy olhou de relance para eles e disse “Ah, obrigado!” é claro que os outros funcionários ficaram petrificados com isso, para a segurança dos documentários que eles estavam arrumando.


“Aqui está” Eu entreguei a caixa para Lucy, que olhou e disse “Ai meu, assim que é Hellboy? Com essas coisas na cabeça?” “São chifres” Eu respondi “Eles os ganha quando desce para lá” “Hm... Ele é do bem? Por que... ele não parece exatamente do bem...” “Isso” Eu tentei esclarecer “é o conflito da historia, Hellboy é um diabinho em conflito com a sua própria natureza. Ele é o Satã terrestre, contudo, ele foi levado com cuidado pelo povo de bom coração que habita a terra e agora, que ele é adulto ele terá que lutar contra sua própria natureza e salvar a terra de todo o mal, é claro que ele está apaixonado por Liz, que pode controlar mentalmente o fogo” “Oh, isso é bom, acho que vou levar, quanto eu te devo?” “Pouco. Eu vou te dar o meu desconto de empregado, já que você é da família” “Ótimo” Lucy disse, e pôs-se a mexer a procura de algo em sua própria bolsa, enquanto fazia isso ela perguntou casualmente “Você conhece Harold, certo Sam? Eu digo, socialmente” Eu pisquei pra ela, isso não era esperado, considerando o ciclo social que Harold preservava, além do mais, de onde tinha vindo aquele súbito interesse por Harold? “É... Não exatamente, ele é só meu ajudante de informática, nós não temos os mesmos amigos, quero dizer, eu sou nerd, mas não tão nerd quanto ele” “Sim, mas vocês dois colecionam gibis” “Mangá” Eu corrigi ela, “Harold coleciona mangás, eu apenas os desenho” “Tanto faz” – ela finalmente havia achado seu dólar e o retirado de dentro da bolsa – “Você por um acaso, já ouviu por ai, alguém comentando se ele tem uma namorada?”


Eu estava chocada, literalmente! “HAROLD? HAROLD MINSKY?” Que menina em sã consiciencia tocaria nele, assim, com aquele cabelo? “Não, Harold não tem uma namorada” “Eu não pensaria assim” Lucy disse, olhando pensativa “É isso que faz tudo tão estranho” “O que faz o que tão estranho” Eu perguntei. “Bem, o fato de que ele não parece gostar de mim, eu digo, ele gosta de mim, eu acho, mas o que eu quero dizer é que ele não parece gostar de mim...” “Eu estou entendendo” Eu cortei ela “O que você quer dizer é que ele não deu em cima de você?” “Bem, é...” Ela disse “É só... tão estranho” O fato é que você não podia ficar brava com ela, por disser algo como isso. Ela realmente não sabe de nada melhor que isso. Lucy é o tipo de menina que os caras SEMPRE dão em cima. – todos os caras, exceto os que são gays e os caras tipo David, se tem um cara que não dá em cima dela, do jeito que aparentemente Harold não fez, foi uma experiência completamente nova para Lucy. Especialmente se ela parece estar interessada por esse cara. “Lucy” Eu tentei explicar “Papai e mamãe gostam de Harold justamente pelo fato de que ele não parece ser do tipo que iria dar em cima de você.” Ao menos que você queira alguém menos nerd, embora pra dizer a verdade não haja ninguém menos que Harold, a não ser alguém da escola de David e Rebecca “Eu não me queixaria, se eu fosse você” “Eu não estou me queixando” Dando-me um olhar que claramente disse “Você está ficando louca?” “É só estranho, já que todos os meninos gostam de mim, por que ele não gosta?”


Nesse momento, eu fiquei um pouco irritada com ela, tipo, ela pode ser a irmã super legal que te dá espuma contraceptiva como ela tinha feito, mas ela também pode ser a pessoa mais vaidosa do planeta. “Nem todo mundo julga as pessoas pela aparência Lucy, é claro que no meio dos seus amigos isso é regra. Mas Harold provavelmente aprendeu a julgar as pessoas pelo que elas são por dentro, e não por fora” Com isso, Lucy me olhou completamente confusa, e eu apontei para a capa do DVD que ela tinha acabo de locar. “Como ele” Eu apontei para Hellboy “Ele parece completamente mau, certo? Mas ele não é, viu? Você não pode julgar as pessoas pela aparência. Pessoas feias podem ser bonitas por dentro, enquanto pessoas bonitas podem ser feias por dentro. Isso que eu quero dizer, Talvez Harold ache que o seu interior precisa de algo para poder ser desejado” “Por quê?” Ela indagou “Eu não sou má, ou estúpida, se é isso que você está pensando, só porque eu não sei o que waggish significa isso não quer dizer que…” “Por que você liga pra isso mesmo?” Só para ter certeza que ela esta quebrando todas as regras da natureza e se interessando por Harold “Você não tem um namorado? Onde está Jack falando nisso?” “Oh” Ela disse, mantendo seus olhos fixos no assoalho, outra vez. “Ele não veio essa semana, eu falei pra ele não vir… Por causa da coisa toda do SAT, você sabe…” “Yeah” Eu tentei ser um pouco mais simpática “Eu ouvi sobre a sua queda de nota e a coisa todo das animadoras de torcida, deve ter sido um saco” “Tanto faz” Lucy disse amargamente “Eu ia sair das animadores mesmo, já não é mais tão divertido quando você está nessa idade, eu digo, quando você já é uma sênior eu deveria ajudar fazendo a rotina e essas coisas mais responsáveis. Você me entende?”


É claro que não, eu não dinha escutado que animadoras tem algum tipo de rotina, e que era necessário alguém fazê-la e o quão difícil isso podia ser, mas eu não pude entender. Já que eu nunca havia montado uma rotina. Talvez fosse difícil. Tão dificil quando por um fundo ao seu desenho, quem saberia? “Mas sobre Jack, ele ficou chateado? Ou ele levou numa boa?” Deve ter sido difícil, já que Jack é o tipo de pessoa que acha que deveria ser posto em primeiro plano. “Ah, ele teve um filho” Ela disse com descaso “Quis saber por que ele não podia ser meu tutor, já que suas notas eram boas... Mamãe e papai estão tentando nos afastar, todos eles estão os pais dele também querem que ele se concentre mais no próprio estudo, ele não anda prestando muita atenção. Já que vem me visitar toda semana, ele tirou F em um dos projetos e tals... todo mundo anda preocupado” Eu simplesmente não podia imaginar isso, os pais de Jack tento de por um monte de restrições para que ele não fosse mal na RISD. Parecia que todas as suas grandes teorias sobre boas notas haviam falhado. “Então, eu acho que você vai realmente sentira falta dele” Eu disse tentando soar como uma irmã solidária, “Porque vocês não dão um tempo até recuperar as notas?” “Acho que sim...” Ela disse vagamente “Você acha que Harold gosta de cookies? Eu acho que eu deveria fazer um pouco pra ele, como agradecimento pelas aulas...” “Papai e mamãe estão pagando para isso Lucy, você não precisa cozinhar pra ele”. “Eu sei disso, mas não custa nada tentar ser legal com as pessoas” Ela pegou a sacola com seu dvd “Bem, obrigada” “De nada” Então eu realizei que talvez estaria sendo ridícula com toda aquela historia de Lucy caindo de amores por Harold... Eu digo, Lucy gostando de Harold Minsky? Pelamor... “E... uh...


obrigada você também por ter... me dado um comisão?” “Ah, sem problemas” Lucy disse, e virou-se, deixando um dos funcionários completamente abobados, a ponto de deixar cair um dos documentários que ele estava guardando. “Hay, Madison” Stan apareceu ao meu lado após Lucy virar “Ela é sua amiga?” “Minha irmã” Eu corrigi “Lucy. Lucy esse é o gerente noturno, Stan. Stan, essa é Lucy, minha irmã” “Como você vai?” Lucy disse poeticamente, fazendo com que Stan ficasse como se tivesse acabo de ver um video da incrível enfermeira Nanako. “Oi” Então voltou a respirar, com algum esforço ele disse “Hey, Madison se você quiser ir embora com a sua irmã pode ir, eu vou fechar por hoje” Eu olhei para o relógio e ainda faltava 15 min para sair, ele estava me deixando sair mais cedo! Cara, com às vezes é bom ter uma irmã gostosa. “Obrigado, Stan” eu disse correndo para pegar minha mochila e dar o fora dali. “Espere um segundo” Stan disse veio caminhando na minha direção. Então eu me lembrei que ele ainda não tinha revistado minha bolsa e entreguei a ele, enquanto ele revistava e Lucy olhava curiosa por cima do meu ombro. “Aqui está” Ele disse ao terminar “Tenha uma boa noite” “Obrigado, te vejo outro dia” Então saímos eu e Lucy da locadora respirando finalmente o ar da noite.


“Ele revista todas as mochilas antes de vocês saírem ou só a sua?” Lucy perguntou curiosa. “Todas” “Nossa, isso não te deixa chateada?” “Não, eu digo, eu posso conseguir esse vídeos no eBay, não preciso roubar daqui” “O que? Você ta brincando? Algum desses vídeos você consegue por mais do que oito bucks, estou realmente supressa com você Sam, se submetendo a esse tipo de tratamento vindo daquele cara, Stan, eu digo, ele não é igual a você.” “O que você acha que eu deveria fazer, me fingir de morta em frente à Potomac Vídeos?” “Sei lá, qualquer coisa” O que foi bom ela dizer, já que não precisava mais trabalhar, mas eu ainda precisava do meu trabalho, se eu quisesse pagar pelas minhas aulas de artes. Eu deveria ter percebido que Lucy aparecer na Potomac Video foi o primeiro sinal de que algo estava errado com ela, mas eu estava tão envolvida com meus problemas, que não havia percebido. Especialmente considerando o fato de que os meus problemas estavam cada vez ficando maiores. 10 motivos pela qual você pode dizer que você é uma droga como namorada:

10. Em vez de sair com o meu namorado no sábado à noite, eu fui substituir alguém que havia sido presa por protestar contra algo que o pai do meu namorado considera importante;


09. Eu não liguei para ele;

08. Meu namorado ligaria, mesmo que ele tivesse chegado em casa tarde depois do trabalho, mesmo que fosse pra perguntar se eu tinha visto na TV o pessoal que se fingiu de morto como protesto perante um importante compromisso do pai;

07. E se ele tivesse ligado, eu não deveria ter deixado a mensagem cair na caixa postal, como eu fiz;

06. Mesmo que eu soubesse que isso iria provavelmente deixá-lo magoado;

05. Por que aquelas pessoas olham como se elas realmente odiassem o pai dele;

04. Já que eu tenho muitos problemas por conta própria, como por exemplo, eu preciso decidir se eu concordo ou não com ele, eu digo, sobre nós estarmos prontos para fazer você-sabe-o-que;

03. Eu não tenho certeza se estou;

02.Pelo menos, não na maioria das vezes;

E o primeiro motivo pela qual eu sou um saco de namorada.


01. Eu não liguei pra ele no outro dia também, ou atendi ao telefone quando ele ligou.

Capítulo 07

“Eles eram todos tão... sujos”. Foi o que Catherine tinha a dizer sobre as pessoas do protesto. Os únicos que ela viu no jornal. Os mesmo que estavam fora do Four Seasons quando Dauntra foi apreendida. Os mesmo que foram apreendidos juntos com Dauntra. “Eu acho, que eles não se limpavam há semanas”.

“Eles estavam se fingindo de mortos” Eu disse. “Então eles estavam mentindo na rua. Foi por isso que eles pareciam sujos.”

“Não era só um sujo de rua” Ela disse firmemente, enquanto procurava através das maçãs no bar de frutas e saladas por um que não possuísse polpa. “Eles pareciam... desabrigados. Quer dizer, eles não podiam desgastar roupas legais?”

“Eles não iriam vestir suas melhores roupas só para mentir nas ruas, Cath.” Eu disse.


“É, eu só estou comentando. Se eles quisessem que mais pessoas se simpatizassem pela causa, você não acha que eles deveriam tirar seus piercings, que seja. Quero dizer, que por suposto iria se relacionar com pessoas como elas? Já foi ruim o bastante eles terem difamando o presidente. Eles tinham que parecer assim tão... gangue?”

“Eles não estavam difamando o presidente” Eu disse. “Eles estavam protestando sua política-”.

Antes de eu ter tempo para ir embora, entretanto, Kris Parks veio apressada até a gente, e estava toda, “O que vocês estão fazendo aqui? Vocês disseram que iriam ajudar na academia!”

Eu não fazia absolutamente nenhuma idéia sobre o que ela estava falando. Foi Catherine que me lembrou e dizendo, “Para a reunião do salão da cidade amanhã. Lembra?”

“Ah, certo,” Eu disse, tentando não soar tão vagabunda como eu me sentia. Porque a última coisa que eu queria fazer era gastar minha hora do lanche sentada, divindo as cadeiras com Kris Parks e suas amigas do membro Direções Certas.

“Venham aqui” Disse Kris, agarrando meu braço. “Eu disse a todos que você ia aparecer”.


Todo mundo se virou para ser… bem, todo mundo. Não só os membros da Direção Certa e as outras pessoas da Adams Prep, nem, incluindo minha professora de Alemão, Frau Rider, que fica vagando ao redor, falando, “Não derrame essa tinta no chão da sala de ginástica!”

Não, Kris tinha até convidado os membros da imprensa. Para me assistir, a garota que salvou a presidente, sentada com elas.

Não que muitas tivessem aparecido. Felizmente, a maioria dos jornais prefere histórias que inclua novidades reais, não coisas sobre uma escola preparatória que está se preparando para receber a visita do presidente. Ou talvez eles tivessem apanhado a possibilidade para saber sobre a coisa toda que aconteceu na festa da Kris Parks para ter ela nos jornais, e depois adicionar aquilo para o pacote de admissão da faculdade dela.

Mais poucas pessoas da imprensa apareceram, e seus fotógrafos ocupados sumiram quando eu estava pintando um cartaz enorme escrito: BEM VINDO A ESCOLA PREPARATÓRIA ADAMS, SENHOR PRESIDENTE, perfurando meu crânio.

Pelo menos antes de Debra Mullins, membro do time de dança sobre a qual Kris foi tão má na semana anterior, vagando por perto, perguntou, em sua brilhante voz, “O que vocês estão fazendo?”


Kris sempre conciente que as câmeras estavam atrás delas, disse, “arrumando as coisas para á visita do presidente na terça-feira à noite”.

“O presidente vai vir aqui?” Debra pareceu impressionada. “Para Adams preparatória?”

“Sim” Replicou Kris. “Talvez se você gastasse menos tempo no escuro com o seu namorado, e mais tempo prestando atenção nas aulas, você já teria realizado isso”.

Debra piscou algumas vezes. Para lhe dizer a verdade, e eu também.

“Isso é realmente necessário?” Perguntei a Kris, após Debra perambular confusamente para longe.

Kris olhou pasma para mim. Ela não tinah idéia sobre oque eu estava falando. “O que é realmente necessário?” Ela quis saber.

“Isso,” Eu disse, apontando o meu pincel na direção de Debra. “O que você disse para ela”.

“Eu não vejo porque não.” Ela disse. “É a verdade, não é?”


“É, mas é o namorado dela. Se ela quer ficar com ele no escuro, o que isso tem haver com você?”

“Eu sei o que Deb e Jeff ficam fazendo juntos quando estão saindo, Sam. Fazendo sexo .”

Foi só quando eu vi os apertados olhos de Kris que eu percebi o que estava acontecendo. E isso foi o que todos os reporteres moendo ao nosso redor numa sorte furada, cursando seus editores de ter lhes dado um atributo tão chato, de repente começaram a prestar atenção no que estávamos dizendo. Isso foi bom, você podia praticamente os ouvir pensando. A Garota Que Salvou o Presidente Arma Uma Briga com A Líder do Escolha Certa? Interesse humano principal.

“E, por outro lado, Sam” Disse Kris, forçando um sorriso. Porque obviamente ela não podia dizer oque ela queria, que era se curve, Sam. “Eu não sabia que você e Deb eram tão boas amigas.”

“Nós não somos amigas.” Eu pressionei.

Então eu me senti culpada. Porque isso que eu fiz soou como se eu não quisesse ser amiga de uma garota com Deb por ela ser uma “vadia”, quando a realidade era, eu não era amiga de uma garota como Deb porque ela fazia parte do grupo de dança, e eu não consigo suportar pessoa com espírito esportivo. Quero dizer, a


performance do time de dança de meia hora durante o jogo de futebol e essas coisa.

“O que eu quero dizer é-”

Mas eu nunca pude dizer o que era, porque no momento, meu celular tocou.

David. Tinha que ser David.

E eu continuava despreparada para falar com ele.

Todo mundo estava me olhando. Kris. Catherine. Frau “Não derrame tinta no piso da academia” Rider. Os reporters.

Meu telefone tocou de novo. “Garotas Harajuku.” Essa foi a música que eu escolhi para tocar, da Gwen Stefani.

“Bem” Disse Kris, “você não vai atender isso?”

Frustada, eu peguei o telefone da minha bolsa jeans. Eu ia desligar o som, mais antes que eu pudesse, Kris viu que o ID que piscava na tela, era o de David.

“Ooooooh” Ela disse, como uma voz alta. “É o primeiro filho!”


Agora todas as câmeras de televisão do local estavam voltadas, com a lente apontando reta a mim.

Eu não poderia ignorar o telefonema de David. Não nessa hora.

Me sentindo doente, com dor no meu estômago, eu atendi. “Oi?”

”Sam?” De novo, David controlou milhares de emoções diferentes em uma só palavra – relevando que eu tinha finalmente atendido, feliz em ouvir minha voz, confuso e frustrado com o que aconteceu dois dias passados... Talvez um pouco brabo por causa disso, também. “Aí está você. Por onde você tem andado? Eu estou tentando alcançar você desde sábado à noite”.

“É” Eu disse, conciente da câmera virada para mim. “Eu sei. Desculpa, as coisas estão meio malucas. Como vai você?”

“Você acha que eles tem estado preocupados por você?” David pediu, rindo. “Você ligou a TV antes? Você viu oque aconteceu sábado à noite? Pena que você não foi. Você teria amado.”

“Bem, quando vai ser um bom horário pra gente converser, Sam?” David perguntou. Ele não pareceu mais estar rindo. “Você mal tem conversado comigo desde sexta. Quer dizer, você tem algum horário pra mim na sua ocupada agenda?”


“Ei” Eu disse. “VOCÊ é o único que sai com os seus pais ao sábado.” Que, mesmo eu dizendo isso, eu vi que não foi justo. Quer dizer, ele me convidou para ir junto.

E isso não era como se os pais dele fossem... Bem, como pais normais.

“O que tem de errado, Sam?” David pareceu confuso, querendo saber. “E não me diz que não é nada. Eu sei que tem alguma coisa. Você está braba comigo ou alguma coisa assim?”

De repente eu tornei-me ciente de como estava tudo tão quieto na academia. O que era estranho porque tinha muita gente lá, todas ocupadas fazendo um monte de coisas barulhentas, como dobrando cadeiras para ajeitá-las em longas fileiras.

Mais ninguém estava fazendo isso nesse momento. Imediatamente, todo mundo na academia fico simplesmente lá onde estávamos, olhando para mim. O único som que podia se ouvir era o som das câmeras de televisão, que estavam me filmando.

“Porque é o que parece” A voz de David chegou ao meu ouvido, começando a soar menos confusa, e mais braba, “desde que eu lhe pedi aquilo sobre a Ação de Graças, você tem agido assim comigo. E eu quero saber o porquê. Quer dizer, o quê que eu fiz?”


”Nada” Eu disse, olhando fixamente para Kris Parks, a qual teve um pequeno gato-que-engoliu-o-canárinho no sorriso em seu rosto. Tudo isso porque eu havia sido pega num filme, brigando com o meu namorado, “Eu preciso ir agora, eu te explico depois o por que.”

“Você quer dizer que vai me explicar o motivo que você tem que ir agora depois?” Davis queria saber. “Ou o motivo pelo qual você está braba comigo?”

“Eu não estou” Eu disse. “Sério. Eu te explico depois.”

“Sério? Ou vai continuar rejeitando meus telefonemas depois?”

“Sério” Eu disse. E adicionei, desesperada, desejando que ele entendesse que eu não tinha ainda me entendido, “Amo você”.

“Amo você também” Ele disse. E por sorte, ele desligou.

Eu desliguei também. Depois guardei meu celular. Então, olhando para os meus pés, eu voltei para onde estava para continuar a pintar.

“Está tudo certo?” Catherine perguntou gentilmente, me entregando o pincel que eu tinha abandonado.


“Tudo” Eu disse, tentando pôr alguma habilidade artística nas letras que eu estava fazendo-o ENTE no PRESIDENTE.

“Bom saber” Kris Parks disse, enquanto fazia suas letrasSID.”Odiaria que estivesse tendo problemas no paraíso.”

Foi quando, por razões que eu nunca vou entender, eu chutei a lata de tinta, então ela caiu sobre o cartaz onde se podia ler: BEMVINDO À ADAMS PREP, SR. PRESIDENTE. Toda sobre os sapatos das pessoas trabalhando no cartaz. Toda em cima do chão do ginásio.

“Aaiiiiii” Gritou Frau Rider, quando ela viu.

“Sam!” Chorou Catherine, saltando.

“Sua vadia!” Berrou Kris Parks, quando ela viu o que eu tinha feito em seus Kenneth Coles.

Foi quando eu soltei meu pincel e fui embora.

As 10 maneiras para manter-se ocupada durante a detenção após a escola preparatória na Academia preparatória John Adams:

10. Terminar os deveres de trigonometria.


09. Fazer as unhas;

08. Fazer a leitura de Alemão.

07. A maravilha que seus pais vão fazer quando eles descobrirem que você está na detenção.

06. Decidir-se que provavelmente irão te proibir de ir ao Acampamento David com seu namorado na Ação de Graças.

05. Decidir-se que isso provavelmente não vai ser uma coisa ruim.

04. Escrever um texto na aula de inglês, sobre o que o patriotismo significa para mim. Escrever que o patriotismo significa discordar com o governo sem ter que ir para a cadeia.

03. Fazer seu próprio mangá. Só não aqueles em que os garotos aninham-se em coelhos ou seje lá qual sejam suas heroínas. Mais um legal, onde a heroína está numa missão para vingar-se da sua família, como em Kill Bill, e matar todos que fiquem em seu caminho.

02. Parar com o manga após cinco tentativas porque é muito difícil tentar desenhar seu namorado só com a memória, concentrandose no inteiro e não só em partes.


E coisa número um para se fazer na detenção na Adams prep:

01. Mesmo se o seu namorado não gostar mais de você, após o jeito que você vêm tratando ele. E preocupada que ele ter o senso de perceber que ele pode facilmente ter uma namorada que é menos teimosa que você.

Capítulo 08

Meus pais reagiram exatamente da maneira que eu esperava, logo que eu disse que Kris Parks estava envolvida eles só disseram “Bem, não faça isso de novo, Sam”

Até Theresa disse “Estou orgulhosa de você Sam, por não jogar a tinta na cabeça dela”.

O que me fez perceber que eu realmente tinha crescido bastante com ser humano esse ano, por se fosse ano passado eu teria feito isso. Ter jogado a tinta sobre a cabeça dela, não nos sapatos.

Ninguém se incomodou em perguntar por que eu tinha feito aquilo.


Acidentalmente ter jogado tinta no chão do ginásio, quero dizer... Ninguém exceto Lucy, que veio voando pro meu quarto depois do jantar, enquanto eu estava olhando com cara feia pro meu caderno de alemão.

“Então” Ela disse enquanto se jogava na minha cama perto de Manet, se nem menos esperar para ser convidada a fazer isso “O que está acontecendo com você e David?”

“Nada” Eu disse, sentindo uma enorme vontade de contar pra ela. Nem me pergunte por quê. Digo, ela não foi nada, mas boa comigo, com a coisa toda das camisinhas e a espuma.

Provavelmente não era pra Lucy que eu devia estar contando isso, deveria ser pra quem estava envolvido com isso, eu só...

Eu só não tinha a menor idéia do que dizer pra ele.

“Bem,” Lucy disse rolando na minha cama e olhando para o teto. “então porque você não atende as ligações dele?”

Eu olhei pra ela “Quem disse que eu estou evitando as ligações?”

“Toda a escola está comentando” Lucy disse com sua voz entediada “Não foi por isso que você ficou chateada e derrubou tinta no chão da escola? Porque Kris comentou isso?”


“Não!” Eu menti.

“Oh” Lucy disse com uma pequena risada “Ok. Tanto faz”

Mas ela não saiu. Ela só ficou lá, brincando com o cabelo que estava em cima dos olhos de Manet. Eu sabia que ela estava tentando fazer uma trança, ou pior, prender ele com um borboletinha. Eu odeio quando ela faz isso. Sheepdogs tem cabelo sobre a cara por uma razão, seus olhos são muito sensíveis.

Eu olhei para Lucy enquanto ela tentava fazer um rabo em Manet. A coisa era que Lucy deveria ter alguma experiência na área de garotos. Ela tinha uma chance – só uma bem pequenininha, mas ainda assim uma chance – de saber como me ajudar. Apesar de tudo, ela já esteve na mesma situação antes.

Eu fechei meu livro de Alemão.

“É só que...” Eu comecei “Eu não sei, digo, eu quero fazer aquilo com ele e tudo, mas e se...”

“Bem, você anda praticando?” Ela perguntou.

Eu comecei a encarar ela “Praticando? Praticando o que?”


“Fazer amor” Ela disse “Olha, é fácil. Entra na banheira, e liga a água. Encha até a sua você-sabe-o-que ficar debaixo d’água e finja que a água corrente é o garoto-“

“AI, MEU DEUS”

Lucy piscou para mim “O que?” Ela olhou completamente surpresa pelo fato de eu estar tão chocada. “Você não tentou? Menina, isso funciona totalmente”

“LUCY!” Eu praticamente gritei. Alto o bastante para Manet levantar a cabeça e olhar ao redor sonolento.

“O que?” Lucy perguntou novamente “Não tem nada de errado com isso”

“Isso é porque você fica na banheira por tanto tempo?” Eu disse com a voz rouca.

“Lógico, o que você achou que eu estava fazendo lá?”.

“Não ISSO” Eu disse “Eu pensei que você... Eu não sei. Tomando banho, talvez? E lendo aquelas livros românticos suas”.

“Bem, isso também” Lucy disse “Elas ajudam totalmente, você sabe. Alguma delas são bastante descritivas. Se bem que pensar


no Orlando Bloom também ajuda. Mas eu ouvi dizer que ele trabalha com um monte de outras meninas”.

Eu não podia para de ficar olhando pra ela. “É sobre ISSO que vocês ficam falando na mesa dos populares durante o almoço? Quem vocês acham que deveria estar no lugar da torneira?”

“Não na mesa do almoço, bobinha” Ela disse entre risos “Quero dizer, tem garotos ali. Garotos não querem saber o que você acha dos outros que não são eles. Acredite. Mas quando não tem meninos por perto, bem, a gente fala sobre esse tipo de coisa. Eu acho que Tiffany Shore foi uma das primeiras a comentar sobre isso. Ela leu sobre na Cosmo. Ela usa a torneirinha do chuveiro, embora...”

“AI, MEU DEUS” Eu gritei de novo.

Ela olhou surpresa pelo meu acesso de raiva. “Bem” Ela disse. “Meninas não são como garotos, nós não nascemos sabendo como fazer isso. E você não pode dizer isso pro cara. A maioria deles não liga muito se você quer que ele comece. A maioria das meninas que tem que começar, por isso praticar é importante. Também, começando do jeito certo. É por isso que eu sempre penso no cara de O Conde de Monte Cristo.”

“Jim Caviezel?” Eu a interrompi, mais horrorizada do que nunca.


“Yeah. Ele é tão gostoso”

Eu não podia acreditar que eu tava tendo aquela conversa.

Minha incredulidade deve ter aparecido na minha face, tanto que Lucy acrescentou “Fala sério, Sam, você não pode esperar que um cara te diga o que fazer enquanto você está tendo um orgasmo, você precisa fazer isso por você mesma, pelo menos até você poderá lhe ensinar como.”

Aquilo foi totalmente novo pra mim.

“Você teve que ensinar Jack?” Eu queria saber, por que eu não podia acreditar que alguém poderia ter ensinado algo para o Jack. Até mesmo Lucy. Quero dizer, ele basicamente acha que ele sabe tudo.

“Jack?” Lucy fez uma cara engraçada de repente. Engraçada como se ela fosse chorar.

Sério, só por causa disso, só porque tinha ouvido o nome dele.

E então, ele enfiou a cara dela no groso pelo cinzento e branco de Manet.


“Lucy?” Alarmada eu estendi a mão e toquei o seu ombro “Você ta bem? Você esta... Doente, ou algo assim?”

“Sim, eu estou doente” Lucy disse com a cara enfiada em Manet “Doente de ouvir esse nome”

Eu pisquei. Doente? Doente de ouvir esse nome? Que nome? O nome de Jack?

“Aconteceu alguma coisa?” Eu perguntei preocupada “Entre você e Jack?”

Quando as palavras saíram da minha boca eu percebi as quão estúpidas elas eram. Era óbvio que tinha acontecido algo entre ela e Jack. Será que ele tinha outra garota? Alguém da faculdade...

Claro que não. Jack era namorado de Lucy, nunca chatearia ela. Então o que estava errado?

Eu fiquei sem fôlego, lembrando o que papai havia dito outra noite na sala. E se mamãe tivesse concordado com papai e proibido Lucy de ver Jack? E se Lucy estivesse planejando de fugir com ele essa noite, atrás da moto de Jack, como Darly Hannah e Aidan Quinn naquele filme que eu vi no Canal Romance? Ai, Deus, Lucy era animadora de torcida, como a personagem de Darly. E Jack tinha uma jaqueta de couro, que nem o personagem de Aidan.


Mas onde eles viveriam se fugissem juntos? Eles não tinham dinheiro, Lucy nem tinha, mas o seu trabalho na Essências Bare. Ele iam ter que viver...

NUM TRAILER.

QUE NEM DARYL E SHARONA!

“Lucy,” Eu disse, segurando o ombro dela. “você não pode fugir com Jack, você não pode viver em um trailer, eles são levados por tornados o tempo todo”

Lucy levantou a cabeça de Manet e olho para mim com os olhos lacrimejados. “Fugir com Jack? Eu não vou fugir com ele, eu nem vou mais ver Jack. Terminei com ele semana passa pelo MSN”

Meu queixo caiu. “O QUE?”

“Você me ouviu” Lucy disse, e eu vi o caminho que as lágrimas tinham feito sobre as bochechas dela. Não estava maravilhoso, mais continuava bonita, mesmo com cabelo de cachorro grudado na face e lágrimas.

Realmente não existe justiça nesse mundo.


“Você terminou com Jack?” Eu senti como se meu cérebro estivesse derretendo “Por MSN?”

“Yeah” Lucy disse limpando a face “E daí?”

“Bem, eu quero dizer...” Como ela não podia saber isso? “Isso não é um pouco... frio?”

“Eu não ligo” Lucy disse com uma fungada “Eu não poderia levar aquele relacionamento patético adiante, quero dizer, ele esta na faculdade, você realmente acha que ele ia vir aqui todo fim de semana só pra me ver?”

“Hm... Jack realmente te ama, você sabe, ele não pode ficar sem você”

“Sim, mas ele poderia ajudar começando por controlar o gênio dele, Deus, é bom ter ele longe das minhas costas por um tempo. ‘Eu não posso acreditar que você prefere ver um jogo do que ficar comigo’” Ela disse imitando o seu antigo namorado.

“‘Às vezes eu acho que você liga mais pro sua estúpida apresentação do que pra mim’ Como se eu me divertir com as minhas amigas fosse algum insulto para ele”

Eu não podia acreditar, Lucy e Jack haviam terminado? Realmente


terminado, pelo jeito que aquilo soava, não só por muitas brigas. Podia realmente ter tudo terminado entre dois? Era isso?

“Mas vocês namoravam há anos” Eu disse “Vocês eram um dos pares mais votados ao casamento”.

“Yeah” Lucy disse “Mas isso não aconteceu, certo?”

“Mas ele foi seu primeiro” Eu exclamei.

“Meu primeiro o que?” Ela perguntou.

“Alô-Ô” Eu disse “Seu primeiro amor”

Lucy fez uma cara “Conte-me sobre isso. Se eu soubesse melhor, eu não escolheria alguém tão temperamental. E tão carente. Eu teria escolido alguém como...”

Eu olhei pra ela “Como quem?”

“Ninguém” Ela disse rapidamente “Esquece”

“Não, eu quero dizer” eu disse “Quem? Você pode me contar, Luce. Eu quero saber. E eu não vou espalhar”

David. Eu pensei, ela vai dizer David. É claro que ela queria um


namorado como David. David fez apelidos para nós dois, Jack nunca vez apelidos para ele e Lucy.

E ela sabe que quando David me liga, não é pra perguntar se eu tinha saído com outro cara, por que ele confia em mim, e quer sempre saber como foi meu dia.

E ela sempre vê como David me trás na porta de casa sempre que ele me traz pra casa. E, o.k, às vezes essa é uma das poucas oportunidades para ficarmos sozinho, o que motiva um pouco o David.

Mas tanto faz, Lucy não tinha que saber isso. Jack nunca trouxe Lucy até a porta.

Ela quer um namorado como o meu, ela tem que querer.

E eu não posso culpar ela, agora que eu estou pesando nisso. David é o namorado perfeito.

Então porque eu fui tão malvada com ele?

“É só que...” Lucy disse num suspiro “E só que... ele é tão inteligente”

Pobre Lucy. David era certamente mais inteligente do que Jack.


Ninguém pode negar isso. É claro que Jack tem talento como artista, mas isso não o faz mais inteligente. Eu lembro que ele uma vez ele insistiu que Picasso tinha inventado o fauvismo. Sério.

“Sim” Eu disse simpática “Sim, ele é. Não é mesmo?”

“Quero dizer, tem algo realmente atrativo em caras que sabem... bem, tudo!” Lucy começou a chorar novamente “Jack só PENSAVA que sabia tudo”

“Sim” Eu disse, pobre Lucy, se David pelo menos tivesse um irmão. “Sim, ele achava. Não achava?”

“Todo esse tempo ele estava empenhado em ser um rebelde, até quando você pode ser rebelde se seus pais estão pagando pra isso?”

“Verdade. Realmente Verdade”

“Eu acho que Jack é só um poser” Lucy disse lacrimejando.

“Sim” Você nunca poderia chama David de poser, ele era sempre legal, exatamente como ele era, e ninguém mais. “Ele é um pouco, não?”

“Eu não quero sair com um poser” Lucy disse “Eu quero algo


verdadeiro, um homem de verdade”

Como o David. Você poderia dificilmente culpar ela.

“Você vai achar ele” Eu assegurei a ela “Algum dia...”

“Eu já achei”

Fazendo com que eu parasse “Espera! Como?!”

“Eu já achei ele” Ela disse com um soluço “Mas ele n-não me qquer”

Então ela enfiou a cabeça, com um lamento no meu colo

“Espera” Eu olhei para baixo confusa, vendo aquele monte de cabelo vermelho-dourado no meu colo “Você o achou, aonde?”

“Na e-escola” Lucy choramingou

Então eu percebi que ela não estava falando de David, não era pelo meu namorado que ela estava apaixonada.

“Bem, isso é ótimo Luce” Eu disse um tanto confusa. “Ótimo que você achou alguém tão próximo”


“Você pelo menos está me ouvindo?!” Lucy exigiu saber, sentando e olhando pra mim com seus olhos delinhados “Eu disse que ele não me quer!!!”

“Não?” Eu olhei pra ela. “Porque, ele tem uma namorada?”

“Não” Lucy disse balançando a cabeça “Não que eu saiba”

“Bem... Ele é... Digo... Gay?” Por que essa era a única razão que eu podia pensar para um cara não gostar da minha irmã, se ele já não estava gostando de outra garota, como David.

“Não, eu acho que não” Ela disse.

“Bem... Então por que...”

“Eu NÃO SEI por que!” Lucy disse “Eu já te DISSE isso. Eu fiz DE TUDO que eu podia pra ele me notar. Eu coloquei minha menor saia quando eu o vi pela última vez – aquela que Theresa ameaçou por no lixo se eu saísse de casa com ela de novo. Eu gastei duas horas fazendo a minha maquiagem! E o que eu ganhei com isso?!” Ela apontou sua unha perfeitamente feita na minha direção “NADA, ele continua não percebendo que eu existo! Eu perguntei a ele, você sabe, se ele queria ir comigo no cinema esse fim de semana, pra ver o novo filme do Adam Sandler e ele disse… Ele disse… Ele disse QUE ELE TINHA OUTROS PLANOS!!!”


Ela agarrou o travesseiro e enterrou a cabeça nele.

“Bem…” Eu disse confusa “Talvez ele realmente tenha outros planos…”

“Ele não tem” Lucy soluçou “Eu tenho certeza que ele não tem.”

“Bem… Talvez ele não goste do Adam Sandler, muita gente não gosta”

“Não é isso” Lucy disse “Sou eu, ele só não gosta de MIM”

“Lucy” Eu disse “Todo mundo gosta de você, ok? Todo cara que não gosta de você não deve gostar de qualquer outra garota. Quem é ele afinal?”

Mas Lucy apenas balançou a cabeça e disse “Por que isso importa? Porque isso faria a diferença se ele ao menos sabe que eu estou viva?”

Lucy se atirou na cama chorando compulsivamente. Eu olhei para aquela figura, tentando encontra sentido no que eu tinha ouvido. Minha irmã, - a animadora de torcida; a vendedora da Bare Essências; a deusa do cabelo vermelhos; a garota mais popular da Adams Prep – estava apaixonada por um cara que não gostava


dela.

Não. Não. Aquilo estava completamente errado. Aquilo não estava acontecendo.

Eu sentei ali, tentando digerir tudo aquilo. E não fazia menor sentido. Que tipo de garoto é convidado pela garota mais bonita da escola e diz NÃO? Ela havia dito que ele era inteligente… o quão inteligente ele seria se não se apaixonasse pela minha irmã – A não ser que…

De repente, eu fiquei sem ar, pelo total horror do que ela estava tentando me dizer.

“Lucy!” Eu guinchei “Ele é HAROLD?! Você gosta de HAROLD MINSKY?”

E a única resposta dela para isso foi chorar ainda mais.

“Oh, Lucy” Eu disse tentando não rir. Eu sei que eu não deveria estar achando a situação engraçada. Depois de tudo, Lucy tinha ficado realmente chateada. Mas minha irmã e Harold Minsky? “Você sabe, Harold provavelmente não tem garotas perguntando se ele quer sair com elas o tempo todo. Talvez você, você sabe, o surpreendeu. E foi por isso que ele disse que tinha outros planos. Quero dizer, talvez ele só disse a primeira coisa que veio na cabeça


dele.”

Isso fez ela levantar a cabeça e piscar seus olhos lacrimejados.

“Você quer dizer que as meninas não costumam chamá-lo para sair?” Ela quis saber “Harold é tão inteligente, garotas devem chamá-lo para sair o tempo todo.”

Agora era realmente difícil não rir.

“Hm… Luce” Eu disse, não acreditando que eu estava tendo que explicar isso para a minha irmã mais velha – a mesma que tinha acabado de me informar formas alternativas de usar o chuveirinho da banheira. “Nem todas as meninas são atraídas por caras como Harold. O que eu quero dizer, é que muitas meninas preferem os garotos por seus… Hm… Corpos e personalidade, não pela sua inteligência.”

Lucy me olhou como se aquilo fosse um absurdo. “Do que você esta falando? O corpo do Harold é perfeito. Debaixo daquelas camisetas largas. Eu sei por que ele derramou um pouco de Paella da Theresa na camisa e teve que retirá-la pra lavar. Eu vi tudo.”

Whoa. Harold deve estar trabalhando levando algo pra fora de seu porão, por que se ele tinha um corpo perfeito, isso certamente não foi por jogar em algum dos times da Adams Prep.


“É só…” Ela continuou “Quero dizer, eu assisti Hellboy. Eu disse pra ele que eu assisti Hellboy. E você sabe, nós tivemso uma boa conversa de como deve ser difícil lutar contra as forças do mal enquanto você é o príncipe do mal. Eu tinha pensando sobre aquilo, aquilo que ele tinha realizado-”

Quando sua voz se arrastou eu perguntei “Realizado o que Luce?”

“Que ele não deveria me julgar pelo jeito que eu pareço” Ela disse, com os olhos muito azuis e indignados “Quero dizer, eu não posso ajudar parecendo desse jeito, Hellboy podia parecendo do jeito que ele parecia... Eu pareço uma garota popular chata, mais eu não sou. Porque Harold não pode ver isso? Liz viu as honras no passado de Hellboy.”

Eu nunca tinha ouvido Lucy falar tão passionalmente sobre qualquer coisa. Nem mesmo das animadoras de torcida. Nem mesmo do novo gloss da Bell Lip Smackers. Nem mesmo da nova coleção da Bare Esential’s.

Não parecia realmente provável, mas ela parecia estar realmente apaixonada por Harold.

Eu quis saber se Harold pelo menos tinha idéia dos sentimentos que ele tinha causado na minha irmã.


“Talvez” Eu disse cuidadosamente, desde que uma animadora de torcida – ou ex-animadora – é uma coisa instável. “Você deu a Harold o benefício da dúvida. O que eu quero dizer, é que talvez ele viu o seu verdadeiro eu, por debaixo das honras e não pode acreditar que alguém como você... Podia gostar dele”

Isso não saiu ao todo certo, e os olhos de Lucy me disseram que eu tinha pisado na bola.

Então eu disse “Olha, talvez você devesse convidá-lo novamente pra sair, e ver o que ele diz a respeito”

“Você acha?” Lucy olhou pra mim através dos seus olhos inchados, mais ainda assim bonitos. “Você acha que talvez ele só esteja... Envergonhado ou algo assim?”

“É possível” Eu disse, mesmo que envergonhado não fosse a palavra certa para isso. Obviamente, talvez ele tenha achado que o convite de Lucy foi só uma piada. “Nunca se sabe.”

“Por que eu estava pensando que talvez fosse por que... Porque eu sou tão estúpida”

“LUCY!” Eu olhei pra ela, com pena. Pena! Pena de Lucy! A menina que sempre teve o que ela quis. Menos agora, aparentemente.


Porque a coisa era... Que ela tinha uma boa chance de estar certa. Sobre Harold não gostar dela por ela não ser exatamente a aluna modelo da sala. Sabe, o que os dois tinham em comum? Lucy era tudo sobre blusas de manga com calça jeans Juicy Couture. Enquanto Harold é tudo sobre... Bem... Megabytes.

“Isso não pode ser verdade” Eu disse, mesmo que parte de mim achasse que tinha boa chance de ser por isso. “quero dizer, você não é. Você sabe, é inteligente, como Harold. Você sabe um monte de coisas que ele não sabe. Como... - ”

Mas única coisa que eu conseguia lembrar que Lucy talvez soubesse e Harold não, era a taxa da natalidade.

Eu nunca tinha escutado Lucy falar tão passionalmente sobre qualquer coisa. Nem sobre líderes de torcida. Nem Bonne Bell.

“Eu memorizei todo aquele vocabulário estúpido que ele me deu” Ela disse amargamente. “Estuary e plinth” Esperando que ele percebesse, você sabe, que eu estou tentando. Quero dizer, eu quero ser inteligente como ele. Eu quero. Assim como Hellboy queria ser do bem. Mas Harold mal notou. Ele está justamente igual, Deus. Agora eu memorizei essas palavras”.

“Oh, Luce,” Eu disse. “Você sabe que deveria convidar ele para sair


de novo. Nunca deve ter lhe ocorrido que você gosta dele... Voe, sabe. Do sei que você gosta. Ele deve achar que você só gosta dele como amiga.” Eu espero.

Lucy olhou distraidamente para o meu pôster gigante da Gwen em seu vestido de casamento – pego do Us Weekly e xerocado na máquina de Xerox colorida da casa branca – e disse. “Bem, está certo. Eu acho que eu poderia convidá-lo novamente. Deus. ”

“Deus, o que?”

“Bem, quero dizer...” Lucy pareceu pensativa. “Agora eu sei o que a maioria das garotas da escola deve sentir”.

“Que garotas?”

“As que convidam os garotos para sair” Ela disse. “E os garotos sempre dizem não. Eu não tinha idéia de como era sentir isso”.

“Rejeição?” Tentando não parecer tão divertida. “É, isso é realmente um saco.”

“Me conte sobre isso”. Ela olhou para o relógio. “Deus, eu tenho que fazer mais 10 páginas de vocabulário antes de pensar em dormir.”


Eu a parei na entrada da porta, “Lucy!”

Ela parou e olho por cima do seu ombro, sua face impossivelmente bonita, no meio de lágrimas e pelos de Manet que ela ainda não tinha limpado.

“Eu estou contente que você tenha terminado com Jack, você merece algo melhor. Mesmo que ele tenha sido seu primeiro”

“Meu primeiro” Lucy disse “Mas não último”

“Ele não vai ser” Eu disse “E Lucy”

“Mmm?” Ela disse

“Você tem que saber” Eu adicionei delicada “que o mesmo cara que fez o Conde de Monte Cristo fez Jesus no filme que Mel Gibson dirigiu”

E finalmente a cara de Lucy pareceu chocada “Ele não fez!”

“Hm, sim ele fez. Então, de certo modo, todo esse tempo que você estava na banheira, você tem...”

“NÃO DIGA ISSO!” Lucy disse, e depois correu para seu quarto.


Eu não podia culpar ela, por bater a porta tão forte atrás dela, eu digo.

10 motivos pelos quais é uma droga ser irmã da garota mais popular da escola.

10. Quando o telefone toca, nunca é pra você.

09. Idem a campainha.

08. A porta da geladeira está completamente coberta de recortes de jornais que têm fotos dela. A única coisa sobre você lá, é um recado do dentista, lembrando você dos seus seis meses de compromisso.

07. Ela nunca fica fora do telefone tempo suficiente para você fazer uma ligação.

06. Todo mundo espera que você faça parte do time de líderes de torcida também, e quando você não faz, eles agem como se houvesse alguma coisa errada com você.

05. Ela sempre tem que fazer tudo primeiro, seja sair com um garoto, dirigir, ver um filme proibido para menos de 17, passar o Winter Break esquiando em Aspen com uma amiga e os pais dela, você conta isso, Lucy já fez isso, antes de mim, e provavelmente


melhor.

04. Quando as pessoas nos comparam a personagens nos filmes de John Hughes, Lucy sempre é Molly Ringwald, e eu sempre tenho que ser Eric Stoltz. O que nem mesmo é uma garota.

03. Não há nada mais desmoralizante para uma pessoa desestabilizada como eu, do que ter que sentar e ouvir a alegre voz da sua irmã lendo em voz alta os anúncios da manhã, na sala de preparação, durante a Semana Espírita.

02. Ela é eleita a rainha do Baile. Eu sou eleita a monitora do lixo da sala de arte.

E a razão número um pela qual é uma droga ser irmã da garota mais popular da escola é:

01. Eu não consigo nunca odiá-la. Porque a verdade é, que ela é meio que legal.

Capítulo 09


Então eu liguei pra ele.

Eu não sei por que, realmente. Bem, ok. Eu acho que sei o porquê.

E não foi por causa do rompimento da Lucy e do Jack, e eu percebi quão ótimo o David é, em comparação com o ex perdedor dela. Quero dizer, eu sempre soube que o David é ótimo.

E não foi porque o comovente discurso dela sobre Hellboy me fez ficar mais atenta para o fato de que o amor que eu e David sentimos -como o amor que Hellboy e Liz têm um pelo outro- é precioso e é do tipo 'uma-vez-na-vida'. Eu já sabia de tudo isso.

Não, a verdade foi que eu aceitei o conselho da Lucy. Sobre a coisa da banheira.

E funcionou totalmente.

Quero dizer, de um modo funcionou.

E, de repente, a idéia de passar o final de semana do dia de Ação de Graças com o David começou a ficar bem mais, hm... Interessante.

Não que eu estivesse pronta para dizer sim, ou qualquer coisa. Para o convite dele, quero dizer. Eu ainda estava surtando


totalmente sobre a coisa toda. Mas eu estava definitivamente mais... Interessada do que antes.

O único problema foi que David, quando eu finalmente terminei de falar com ele mais tarde naquela noite, não pareceu muuuito... Interessado.

Mesmo quando eu expliquei a ele que não era ele. Era eu.

"Sinceramente," Eu disse. "Eu quero... Quero..." Eu não sabia como deixar claro o que eu queria. Transar com você? Ou deveria usar o idioma dele e dizer, jogar Parcheesi com você?

Eu descobri que eu não poderia dizer isso, de qualquer forma, e terminei dizendo, "... Passar o dia de Ação de Graças com você, David. Honestamente, eu quero. Mas pense no que as pessoas poderiam dizer. Se elas descobrissem, digo."

"Sam," David disse, com uma voz que eu poderia descrever como 'longo-sofrimento'. Só que, com o que ele estava sofrendo? Garotos fazem isso tão facilmente. "Eu não tenho a mínima idéia do que você está falando."

O que era tão típico dele.

"É só que, existe um comportamento padrão em dobro se você é


uma garota," Eu expliquei. Ou tentei explicar. "Você entende o que estou dizendo?"

"Sinceramente," David disse, na mesma voz não-interessada que ele estava usando desde que atendeu ao telefone, "Eu não entendi uma única palavra que você me disse toda a semana."

Deus. Eu realmente havia ferido os sentimentos dele. Eu definitivamente tinha que fazer alguma coisa para me desculpar.

"Seriamente, David," Eu disse, "é só uma coisa com a qual eu tenho que trabalhar comigo mesma. Não tem nada a ver com você, realmente. É, tipo..." Eu tentava pensar em como eu poderia explicar, de maneira que ele entendesse.

E, de repente, vindo de algum lugar, Deb Mullins apareceu na minha mente. Debra Mullins, na sua minissaia minúscula de dança, e seus grandes olhos azuis, enchidos de mágoa, depois do último ataque da Kris Parks.

"É tipo, tem uma garota na minha escola, e existe um rumor que ela Fez Aquilo -ninguém nem mesmo tem certeza- e as pessoas a chamam de todos os tipos de coisa na cara dela," Eu disse. "É horrível, eu me sinto tão mal por ela."

"Ãhn," David disse. "Okay."


"Quero dizer, e na sua escola? O mesmo tipo de coisa deve acontecer."

"Hm," David disse. "Eu não sei. Quero dizer. Eu acho..."

"Você acha?" Minha voz falhou, eu estava tão chocada.

"Eu não sei," David disse. "Quero dizer, eu nunca notei nada como isso."

Ai, meu Deus. Eu não podia acreditar que era tão diferente na Horizon. Mas aparentemente, era.

Horizon deve ser como a Valhalla de educação privada, enquanto a Adam Prep é... Bem, o inferno.

"E o Caminho Certo?" Eu reclamei.

"Caminho certo? Aquele grupo estúpido que a sua amiga Kris Parks participa?"

"É," Eu disse, não me dando ao trabalho de mencionar que Kris Parks não é exatamente minha amiga, uma vez que ele já sabe disse. Pelo menos, ele já deveria saber, depois das inúmeras vezes que eu reclamei dela pra ele. "Porque espalha, David." Como eu


posso fazê-lo entender? "Não importa quão discreta as pessoas são sobre isso, em algum momento, sempre espalha. E então, eles começam a atacar você. Kris e os participantes do Caminho Certo, digo. Ao menos que você seja da 'elite'- tipo a Lucy. Mas eu não sou da elite, David. Claro, eu salvei o seu pai e apareci na TV, e tudo mais, mas eu quase nem sou um membro da turminha popular. Ou qualquer turminha, na verdade. E eu simplesmente sei que eles vão começar a me atacar."

"Quem vai?" David perguntou.

Ai, meu Deus. Eu realmente pensava que a minha cabeça ia explodir.

"CAMINHO CERTO," Eu disse, com os dentes cerrados.

"Mas por que você liga pro que esse pessoal do Caminho Certo diz?" David quis saber. "Você nem mesmo gosta deles."

"Bem," Eu disse. "não. Mas..."

"Quem eles são pra passar a julgar todo mundo?" David quis saber. "Eles são os melhores e mais brilhantes da escola?"

"Bem," Eu disse, "não, eles não são, necessariamente. Mas..."


"Eu não achava que fossem" Ele disse. "Porque se eles fossem realmente tão espertos, eles saberiam que esses programas de abstinência e todo o resto... Estudos depois de estudos mostram que eles não funcionam."

Eu pensei que não tivesse ouvido direito. "Espera... o que?"

"Não funciona," David repetiu. " ‘Simplesmente Diga Não’? Crianças que ingressaram nos programas do ‘Simplesmente Diga Não’ na escola, são simplesmente como as que experimentaram drogas e álcool e as que não, porque esses programas usam técnicas artificiais que assustam as crianças, daí na mente deles, elas nunca vão cair nessa. Quero dizer, qualquer idiota sabe que você não vai se transformar em um sem-teto viciado em cocaína por causa de uma dose de maconha."

“Certo," Eu disse. Porque, ãhn, se isso fosse verdade, todas as estrelas de Hollywood seriam sem-tetos viciados em cocaína. Eu ouvi o que acontece nas estréias desses filmes.

"Tudo que esses programas fazem, é fazer pessoas que prosseguem e tentam tudo que eles deveriam dizer não –e, acredite, mais da metade terminam tentando- completamente desequipados para isso," David disse. "Como casais que são empenhados a não fazer sexo. Tudo que acontece, é que eles acabam fazendo de qualquer jeito, só que eles não usam proteção, porque eles não têm


nenhuma a mão, já que tudo que eles planejavam eram dizer não. Viu? Não funciona."

Eu quase deixei o telefone cair. "Isso é... Isso é verdade?"

"O que, você acha que os Centros para Controle de Doença, fazem? Porque eles são os únicos que estudam. Então, onde esses participantes do 'Caminho Certo' querem chegar, agindo de forma tão alta e poderosa, eu não sei."

"Eu também não sei," Eu disse, surpresa com essae pedaço de informação.

"Então..." David limpou sua garganta. "Estamos bem agora?"

"Totalmente," Eu disse, feliz. Mal podendo esperar a próxima vez que Kris começasse a atacar Deb! Eu definitivamente traria a tona aquela coisa do CCD.

"E você já teve uma chance para perguntar para seus pais sobre o dia de Ação de Graças?" David quis saber.

Sim! E eles disseram que sim!

Isso era o que eu queria dizer. Bem, o que uma parte de mim queria que eu dissesse.


Mas a outra parte de mim -a maior parte de mim- estava toda, NÃO! Okay? Não, eu não tive. Essa é uma grande decisão e mesmo que eu esteja indo lentamente sobre isso, eu ainda preciso de tempo. É verdade que eu estou profundamente apaixonada por você, e eu estou totalmente ciente de que você é meu único amor verdadeiro, mas eu só tenho 16 anos e eu ainda tenho figuras de ação em cima da minha cômoda e eu não estou totalmente certa que eu já estou pronta para jogá-las fora...

"Ãhn, não, eu esqueci," Eu disse.

Ei, eu manti meus dedos cruzados enquanto eu dizia isso.

"Ah," David disse, soando um tanto desapontado. Tipo, não tão desapontado quanto eu pensei que ele estaria. "Okay. Bem, me avise. Porque minha mãe quer saber quão grande o peru que ela vai fazer vai ter que ser."

Uau. Era algum tipo de código para eu preciso saber quantas camisinhas comprar? Eu pensei em dizer a ele que ele não precisava se preocupar com essa parte. Mas então, minha chamada de espera chamou.

"É minha outra linha," Eu disse, meio que assustada porque era tão tarde da noite. Quero dizer, a única outra pessoa que sempre


me liga no celular é Catherine, e os pais dela a fazem ir pra cama as onze em noites de aula.

"Okay," David disse. "Eu vejo você amanhã, de qualquer jeito."

Isso meio que me surpreendeu.

"Amanhã?" Amanhã era o Retorno à Família, reunião da cidade, na MTV. "Você vai? Com o seu pai?"

"Bem, é," David disse. "Mas nós também temos aula de desenho vivo. Lembra?"

Terry! Como eu pude esquecer o nu Terry?

"Certo," eu disse. "É. Ok, vejo você, então."

Então eu transferi pra outra linha. "Alô?"

"Sam?" Dauntra gritou meu nome. Pelo barulho nos fundos, parecia que ela estava ligando de uma boate noturna. Onde um assassinato estava sendo cometido.

O que, conhecendo Dauntra, não estava realmente fora do possível.


"Dauntra?" Eu não estava certa de que ela podia me ouvir. Onde ela estava? Então, um terrível pensamento veio em minha mente. "Ai, meu Deus, você ainda está na prisão?"

"Não," Dauntra disse com um riso. "Eu estou na casa de um amigo. Olha, eu só queria ligar e agradecer. Por cobrir o meu turno na outra noite. Eu totalmente devo a você!"

"Ah," Eu disse. "Sem problemas. Eu espero que você, ahn, não tenha tido péssimos tempos na cadeia."

"Você está brincando?" Dauntra disse. "Foi ÓTIMO. Eu disse a eles para manterem meu beliche aquecido para mim, já que eu espero estar de volta realmente breve. Mas, não se preocupe, eu estarei de volta a tempo para o meu turno na Sexta. Ah, certo, você vai para a casa da sua avó na Ação de Graças. Você estará de volta para o seu turno na Sexta?"

"Hm," Eu disse. "Eu não estou totalmente certa. Talvez eu não vá. Para a casa da minha avó, quero dizer." Eu pensei, uma vez, em perguntar para Dauntra sobre o que ela faria no meu lugar... Sobre ir para o Camp David, quero dizer.

Mas a coisa era, que eu tinha uma leve idéia. Sobre o que Dauntra faria, quero dizer.


Dauntra simplesmente Faria Aquilo.

"Eu ainda não decidi," Foi o que eu me conformei em dizer.

"Bem, não vai ser o mesmo sem você," Dauntra disse, no mesmo momento em que alguém lá atrás, aonde quer que ela estivesse, soltou um grito agudo e disse "Kevin! Não!"

"Ãhn," Eu disse. "Está tudo bem aí?"

"Ah, claro," Dauntra disse com um riso amarelo. "Kevin só pisou na pizza. De novo."

Eu nem me incomodei de perguntar o que a pizza estava fazendo no chão. Eu pareço uma grande idiota quando eu falo com Dauntra.

"Então, escuta," Dauntra disse. "Eu estava pensando. Nós poderíamos fazer um protesto no trabalho. Protestar sobre o Stan revistar as nossas mochilas."

"Hm," Eu disse. "Eu não sei."

"Vamos lá! Vai ser divertido."

"Eu não tenho certeza de que um protesto é a forma mais eficaz de


mostrar nosso ponto de vista," Eu disse. Eu odeio ser aquela a estourar a bolha dela, especialmente porque, em muitos aspectos, eu queria ser ela. Quero dizer, Dauntra simplesmente não liga sobre o que qualquer pessoa diz sobre ela. Eu queria ser desse jeito. "A coisa é que, nós podemos ser... Você sabe. Demitidos."

"Deus," Ela disse. "Você está certa, provavelmente. Droga. Ah, bem. Eu vou pensar em alguma coisa."

"Okay," Eu disse. "Bem, vejo você depois."

"É, vejo você amanhã à noite," Dauntra disse. E desligou, exatamente quando alguém gritou "Kev-IN!"

O que é meio que engraçado. Quero dizer, o que ela disse. Vejo você amanhã à noite. Porque amanhã eu não vou trabalhar. Eu tenho o encontro da cidade na MTV.

Os 10 motivos pelos quais é o máximo ser uma adolescente nos EUA (ao invés de outro lugar):

10. É improvável você acabar sendo uma das 250 milhões de crianças do mundo entre as idades de quatro a 14 que trabalhe em um trabalho de período integral (ao menos que você tenha uns pais iguais os meus. A única razão que eles não estão me fazendo


trabalhar 40 horas por semana, ao invés de seis, é porque é contra a lei. Obrigada, Deus).

09. 300.000 crianças por ano são forçadas a servir como soldados em combates armados, pelos seus governos ou insurgentes rebeldes. Com armas e tudo mais (embora, seriamente, que governo daria uma arma a minha irmã Lucy? Ela provavelmente usaria como endireitor de cabelo a ferro).

08. Castigo corporal foi abolido daqui há muitos anos atrás, mas em muitos países hoje em dia, ainda é considerado perfeimante aceitável que os professores deêm chibatadas nas crianças por atraso ou por darem as respostas erradas (embora isso diminuiria o nível da bagunça na Adam Prep, nós poderiamos, de verdade, aprender algo para uma mudança).

07. Cento e trinta milhões de crianças em países em desenvolvimento não estão na escola primária. A grande maioria deles são meninas (e, por mais que eu odeie a escola, eu sei que é necessária. Quero dizer, então eu posso, tipo, conseguir um emprego melhor que na Potomac Video. Porque $6.75 por hora não valem grande coisa).

06. Em algumas partes do Oriente Médio e da Índia, se você é uma menina que é pega paquerando com alguém que você encontrou no shopping ou coisa assim, seus parentes homens podem te


assassinar e nem sofrerem nada, uma vez que você desgraçou a família deles (o que basicamente quer dizer, Lucy? Aham, ela não teria vivido tempo suficiente para se ferrar nos SATS se ela morasse na Arábia Saudita ou em outro lugar).

05. Exemplos de meninas tão novas quanto sete, são forçadas a se casarem na África, onde 82 milhões de meninas terminarão casadas antes dos 18, gostando deles ou não, e a maioria não gosta. (nos Estados Unidos, isto acontece só em Utah. E talvez partes de, como, os Appalachians).

04. Mundialmente, é estimado que 12 milhões de crianças abaixo da idade de cinco, morrem todo ano, a maioria de causa facilmentes preveníveis. Cerca de 160 milhões de crianças sofrem de subnutrição (e não é porque elas só comem Pop-Tarts o dia todo, como eu faria se eu pudesse escapar com isso).

03. Em Cingapura, você tem que pegar uma licença especial para mascar chiclete em público. Se você não tiver a licença, e eles te pegarem mascando, você pode ser chibateado publicamente (embora se as pessoas aqui nos Estados Unidos tivessem que adquirir uma licença para mascar chiclete, tudo seria muito mais limpo, até mesmo o metrô).

02. Para combater muitos destes abusos de propriedade, os EUA adotaram a Convenção nos Direitos da Criança, um tratado que


busca enviar os direitos humanos particulares de crianças e fixar padrões mínimos para a proteção dos direitos delas. Há só dois países que mantêm o comportamento do tratado. Um é a Somália. O outro é o Estados Unidos. Por quê? Porque há uma cláusula no tratado que sugere que as meninas vítimas de crimes da guerra internacional sejam oferecidas para o conselho do controle de natalidade, e o direito religioso nos Estados Unidos não gosta disso.

E o motivo número um pelo qual é o máximo ser uma adolescente nos EUA é:

01. Porque este ainda é um dos poucos lugares na Terra onde você pode mencionar o quanto coisas como as de cima são estúpidas e não te colocam na cadeia por isso.

Ao menos que você seja Dauntra, quero dizer, e seu protesto é fingir que está morta no meio da rua.

Capítulo 10

David chegou ao estúdio antes de mim. Quando eu entrei, ele já


estava sentado arrumando seus pincéis no banco da frente.

No minuto que eu o vi, meu coração fez aquela coisa que ele faz sempre que David entra em algum lugar. Aquilo que Rebecca chama de frisson. E foi ficando cada vez maior quando David me viu lá em pé, e me olhou fixamente enquanto sorria.

“Hey Sharona” Ele disse “Muito tempo sem nos vermos”

E foi como se tivesse uma corda invisível prendendo a gente, porque um segundo depois, eu me joguei em cima dele. Eu estava com os meus braços em volta da cabeça dele e a sua cara enfiada na minha barriga, desde que eu não tinha dado tempo dele se levantar e me abraçar apropriadamente.

“Bem” David disse com a voz abafada, já que sua cara ainda estava enfiada na minha camisa. “É bom te ver também”

“Desculpe” Eu disse, soltando a cabeça dele - relutante – e me abaixando para sentar no banco ao lado dele “Eu só... Eu realmente senti sua falta. Eu não tinha percebido o quanto até agora pouco, quando eu te vi.”

“Bem, isso é bom.” David disse “Eu acho” então ele se aproximou e disse “Eu também senti a sua falta” e me beijou.


Por muito tempo.

Por tanto tempo que a gente nem percebeu que a sala estava começando a encher com outras pessoas, até Susan Boone limpar a garganta um pouco mais alto que o normal. Então a gente se separando um pouco culpados, e vimos que Terry já estava se posicionando, na posição que Susan havia dito na plataforma

Terry piscou para mim – eu acho que foi por causa da conversa íntima que eu e ele tivemos aula passada – enquanto Susan fazia um estardalhaço ao redor da plataforma abaixo dele.

E eu pisquei de volta, porque, bem, o que mais eu deveria fazer quando um cara pelado pisca pra você?

Além do mais, não foi mais como pirar. Ao ver um cara pelado, eu digo.

Pelo menos, eu não achei que eu estava. Eu digo, eu não senti que estivesse pirando.

Mas eu acho que eu pareci que estava pirando, tanto que uma hora e meia depois que a aula começou, Susan veio me perguntar, discretamente, se estava tudo bem.

Eu olhei pra ela, me sentindo um pouco atordoada, do jeito que eu


sempre faço quando eu estou desenhando e alguém me interrompe.

“Está tudo bem” Eu disse “Por quê?”

E foi ai que eu me liguei. Meu deus! E se Susan não estivesse falando sobre o que havia acontecido na aula passada, com o meu ataque de loucura sobre a coisas toda de Terry pelado e tal? E se ela estivesse falando sobre outra coisa – Tipo como eu estava pensando sobre fazer sexo com David? O que eu quero dizer é que ela é uma artista, logo ela é muito mais perceptiva do que, bem, mamãe e papai, então ela talvez tenha percebido. Será que era sobre isso que ela tava perguntando quando ela perguntou se tudo estava bem?

E se for, o que eu devo dizer?

“Bem, eu só estou um pouco preocupada” Susan disse, olhando para a minha prancheta de desenho. “Você parece estar tão concentrada para desenhar a figura, que você esta ignorando tudo ao redor”

Piscando os olhos, eu olhei para onde ela estava apontando. Eu tinha desenhado um desenho realmente realístico, de Terry e toda a sua gloria nua.


Mas também era verdade que ele estava pendurado lá, basicamente em outro espaço.

“Desenhar é como construir uma casa, Sam. Você não pode começar pendurando as cortinas, você tem que fazer o prédio primeiro”

Tirando meu pincel da minha mão, Susan desenhou um rascunho atrás da figura que eu tinha desenhado.

“Então coloque chão” Ela disse rascunhando o banco embaixo de Terry. De repente ele não estava mais flutuando no espaço.

“Você tem que construir a sua casa pelo terreno, começando por todos os pedaços chato... O encanamento e a fiação. Você vê aonde eu quero chegar? Por indo e desenhando todos os detalhes aqui” – ela apontou para o retrato de Terry – “Você está decorando antes de construir a casa. Você tem que parar de se concentrar só nas partes.” Ela adicionou “E começar a ver a imagem como um todo”

Susan, eu percebi, estava certa. Eu estava tão concentrada em conseguir desenhar perfeitamente a cara de Terry, que eu ignorei as outras três partes da pagina. Então agora era um pedaço de papel com uma cabecinha desenhada.

“Eu entendi” Eu disse “Desculpe, eu acho. Eu só... Você sabe, me


empolguei.”

Susan suspirou “Eu espero que eu não tenha cometido um erro” ela disse baixinho “Deixando você e David terem essa aula. O que eu quero disser, é que talvez vocês não estejam prontos”

Eu olhei pra ela um tanto asperamente.

“Nós estamos prontos” Eu disse precipitada “Eu digo, eu estou... E David também. Nós dois estamos”

“Eu espero que sim” Susan disse com um ar ligeiramente preocupado. Ela colocou a mão no meu ombro e se endireitou, então saiu andando. “Eu realmente espero.”

Não estava preparada? Não estava preparada para desenho vivo? Pra merda! Eu trabalhei furiosamente nos últimos 15 minutos de aula, adicionando Terry a um fundo, concentrada em desenhar o todo, e não as partes. Eu ia mostrar para Susan quem não estava pronta! Veja se eu não estava!

Mas não foi tempo o bastante para realmente fazer o que eu queria, e no final, quando veio a hora de criticar o desenho de todo mundo. Susan só balançou a cabeça para o meu como se estivesse sentado na janela.


“Você fez um desenho realmente realista de Terry” Ela disse com a voz firme. “Mas ele continua pendurado no ar”

Eu não tinha idéia do que ela estava falando. O que ela queria dizer? Que eu não estava pronta? Não era o assunto do desenho a coisa a mais importante?

Terry parecia pensar assim. Ele virou e disse “Hey, você vai ficar com isso?” e apontou para o meu desenho dele mesmo.

“Hm” Eu disse. Eu não estava realmente segura do que responder. A verdade era que eu não tinha pensado em ficar com ele, eu ia jogar fora. Mas eu hesitei em admitir isso, por que isso seria como dizer que o retrato de Terry não merecia ser emoldurado e pendurado sobre a lareira – como se ele não fosse atrativo o bastante, ou algo. E mesmo que eu achasse que ele tivesse um trabalho realmente estranho, eu não queria ofender ele.

“Por quê?” Eu perguntei. Sempre uma boa pergunta para qualquer ocasião.

“Por que se você não for guardar, eu o quero” Terry disse.

Eu estava comovida. Mais que comovida. Eu estava lisonjeada. Ele gostou do meu retrato dele! Tirando o fato de que ele não estava integrado a nenhum fundo!


“Ah, claro!” Eu entreguei o desenho pra ele. “Aqui esta”

“Bacana...” Terry disse. Então observando que faltava a assinatura do artista ele disse. “Você podia assinar pra mim?”

“Claro” Eu disse e assinei, devolvendo o papel pra ele.

“Bacana” Terry disse de novo, olhando para minha assinatura “Agora eu tenho um desenho da menina que salvou o presidente.”

Eu realizei que era isso que ele queria – um autógrafo meu num retrato dele, nu. Não que ele tinha gostado especialmente do meu retrato.

Mas Hey! Eu acho que isso é melhor do que nada.

“Então” David disse, vindo por trás de mim de mansinho e rindo “Você está preparada?”

Eu tenho que admitir, eu me assustei. Não porque ele veio por trás de mansinho, mas por causa da pergunta.

“Eu ainda não tive a chance de perguntar a eles.” Eu deixei escapar, virando para encara ele. “Eu realmente sinto muito, David. As coisas têm sido tão loucas lá em casa com Lucy e a coisa


do tutor – “

David me encarou como se houvesse chifres na minha cabeça, que nem Hellboy.

“Eu estou falando sobre a reunião da cidade na sua escola” Ele disse “Meu pai disse que nos daremos uma carona pra você.”

“Oh” Eu ri um pouco nervosa. “Isso! Certo! Não, porque eu deveria estar nervosa?”

“Razão nenhuma” David disse, com um brilho em seus olhos verdes. “Sabe, é só a MTV. Milhões de pessoas estarão assistindo. Só isso.”

A coisa era, eu tinha muito mais pra me preocupar, que eu não tive tempo de pensar sobre isso. O que eu ia dizer na reunião da cidade, e tudo. Aliás, eu tinha lido o texto que a secretária de imprensa me deu, e feito um pequeno discursinho por mim mesma, mas...

A verdade era, Eu estava mais nervosa sobre o que eu ia fazer com a situação do Camp David do que com a TV.

“Aw...” Eu disse “Vai dar certo, sempre dá”


O que é verdade. Aparecer na TV com o pai de David sempre deu certo, no passado. Não que eu tivesse aparecido muitas vezes – Quero dizer, não é como se a gente se separasse para tiroteios, ou tanto faz. Mas o que eu quero dizer, como, na Un endereços, ou o fundo de doações que acaba na C-Span.

E isso sempre acaba bem. Eu não podia ver por que hoje seria diferente.

Até eu e David chegarmos a Adams Prep e eu ver os protestos.

Foi ai que eu percebi que a Reunião da Cidade ia ser muito, muito diferente do que falar para um monte de magnatas do petróleo em um salão de hotel. Porque ricos magnatas do petróleo não têm que ser barrados por dezenas de policias, quando você e seu namorado saiem do carro.

Ou tem grandes faixas escrito TIRE SEU NARIZ DAS MINHAS MEIAS-CALÇAS (eu juro que tava escrito isso).

Ou acusam você de trair sua geração quando você tenta sair do carro, escoltada por agentes do serviço secreto e policias.

Ou tentam bater em você com um pedaço de sanduíche de peru quando você esta entrando na sua escola, que por um acaso, havia se tornando numa zona de batalha – eles contra você.


Mas desde que sempre foi assim na Adams Prep – eles contra você - Eu não era toda aquela atração.

Exeto pelo fato de que estou certa de durante aquele trajeto com vários protestantes gritando, eu avistei uma garota com cabelos Ébano da Meia-Noite e Rosa Flamingo.

Top 10 do porque é um saco aparecer na Tv:

10. Se você é perguntada em um Talk Show, a pessoa que entrevista você tem um cartão dizendo pra ele o que dizer. Você não tem. Você só está lá, por si mesma. E se ele perguntar algo que você não sabe responder, mau para você.

09. Ver você mesma no monitor, e perceber como sua cabeça parece grande para todo o resto.

08. Os cinco minutos antes de você ir ao ar. Você está lá sentada tão nervosa que você quer vomitar, enquanto todo mundo em volta esta tendo um bom momento, já que eles não vão aparecer na TV. Então por que eles teriam que se importar?


07. A mulher da maquiagem e cabelo. Não interessa o que você disser, ela/ele vai vir com um look para você que não se assemelha de jeito nenhum com você na vida real, e isso vai fazer com que mais tarde sua vó ligue perguntando por que você estava parecida com a Paris Hilton.

06. O apresentador vai ignorar você, exceto quando a câmera estiver ligada, e ai ele/ela tentara fazer com que vocês se parecem melhores amigos.

05. Não importa o que você tenha ouvido sobre o contrato, a comida no camarim sempre vai ser composta por coisas que você odeia. No meu caso, tomates.

04. Você nunca vai ter seu próprio camarim, e sim ter que dividir o camarim das moças, com duas finalistas do concurso Miss Pensilvânia, que manterão você nervosa até você querer gritar.

03. Inevitavelmente, alguém no estúdio vai fazer você dar alô para sua sobrinha no telefone, por que você é a garota que salvou o presidente, e a sobrinha do cara é uma grande fã sua.

02. E quando você pega o telefone, a sombrinha do cara não faz a mínima idéia de quem você é.

E a primeira razão do por que é um saco aparecer na Tv.


01. Quando a câmera desliga, você instantaneamente se lembra de tudo que você tinha que falar. E você quer morrer.

Capítulo 11

“Eu estou tão animada,” Kris ficava falando.

Ela nem precisava ficar me falando. Eu poderia falar que ela estava animada só pelo jeito que ela ficava pulando pra cima e pra baixo e apertando o meu braço.

Eu acho que eu deveria estar animada também. Quero dizer, o presidente dos Estados Unidos vai fazer um discurso sobre os jovens da América na minha própria escola.

Mas desde que eu odeio o meu colégio, é difícil ter qualquer tipo de entusiasmo sobre o fato que a Adams prep. Vai ter seus 15 minutos de fama... Bem, 40 minutos, na verdade, se você contar os comerciais.


Somando o pequeno fator de que fora do colégio estão milhares de pessoa que não são totalmente de acordo com sobre oque vamos falar.

Mas na convicção de Kris de que sua querida alma importava-se de começar uma dívida não merecida não foi oque deixou Kris tão animada. E as pessoas do protesto não estavam no seu radar. Não, ela estava praticamente delirando e aproveitar o fato de que ela ia conhecer o presidente...

... Sem mencionar Random Alvarez, o VJ mais gato por aqui.

“Ali está ele,” Ela ficava dizendo, saltando do meu lado. “Olha ele! Ele é tão inteligente!”

Ocasionalmente, ela dizia, “Ele é tão gostoso.” Esse é o único modo que eu poderia descrever como ela estava falando. Inteligente se referia ao presidente. Gostoso se referia a Random Alvarez. Os dois estavam sendo maquiados e com os cabelos arrumados, se preparando para o show.

“É muito grande” Random ficava dizendo para o estilista que estava tentando deixar ele pronto para ir. “É muito pegajoso!”

“É assim supostamente que é para ficar”, a estilista lhe assegurou, e os dois analisaram a sua imagem em um grande espelho de mão.


“É como o que todos os adolescentes estão usando”.

Random olhou para mim e disse, “Ela não.”

A estilista olho de relance para mim. Eu vi ela saltando como se uma abelha a tivesse picado ou algo assim. Depois ela disse, para o Random, “É, bem, ela está, hum, fazendo o seu próprio estilo.”

Muito legal! Quero dizer, meu cabelo não está tão ruim.

Ou está?

O presidente não pareceu tão assustado quando ele o viu pela primeira vez. Ele primeiro olhou para o meu cabelo, ficou algo parecido com uma tremida, daí disse, por sorte com uma voz estrangulada, “Isso é permanente?”

“Semi”, Eu disse.

“Eu vejo” Ele disse. “E você supôs ser...”

Não pergunto se eu supus ser Ashlee Simpson, eu sussurrei ferozmente. Eu só fiz isso na minha mente.

“... punk?” O presidente terminou.


“Não,” Eu disse surpresa. Quero dizer, como ele poderia pensar que eu parecia punk? Eu estava usando jeans isso é verdade. Mais eu estava usando minha blusa de ginástica da Nike. Punks roqueiros não usam produtos da Nike. “Eu só estava supondo ser eu”.

“Mas-“

Mas o pai de David evidentemente viu que era melhor perguntar qualquer coisa que não era aquilo que ele estava a ponto de pedir, porque daí ele virou para o maquiador que estava maquiando seu nariz. Ele nem olhou para mim de novo.

E isso só mostra que você tem que agradar todas as pessoas o tempo todo.

Embora você possa agradar essas pessoas outra hora.

“Eu não posso acreditar que conheci você” A estilista estava dizendo, tentando disfarçar o brilho da minha testa. É muito difícil manter-se sem suar quando você está prestes a aparecer na TV. “Você é como um dos meus ídolos. Eu amei o jeito que você salvou o presidente. Foi fantástico!”

“Obrigada” Eu disse.


“É uma honra poder trabalhar com você.” A estilista sorriu revelando dentes perfeitamente retos, trabalho de um ortodontista realmente hábil, ou o produto de um DNA muito bom... É difícil dizer qual. “Você é uma grande modelo para as garotas de todos os lugares. Você sabe?”

“É,” Eu disse pra ela. “Obrigada”.

“É tão ruim,” A maquiadora disse. Eu olhei de relance para ela agudamente. Ai meu deu, ela leu minha mente? Será que ela sabe, de alguma maneira? Sobre David e eu? Eu já ouvi sobre cabelereiros que conseguiam ler a mente dos clientes só tocando em seus cabelos...

“Essa tintura, quero dizer” A maquiadora veio, enrolando seus dedos no meu cabelo. “Você realmente deveria deixar um profissional cuidar disso.”

Quando ela terminou de arruma minha testa brilhante. Sentei-me no meu lugar com todos correndo ao meu redor, falando de como estavam nervosos. Bem, todo mundo e Random Alvarez e o presidente.

“Oh, Deus”, Kris disse, vindo até mim e esmagando meu braço de novo. “Você acha que ele me daria um autógrafo?”


“Ele quem?”

“Os dois, eu não me importo” Ela disse.

“O presidente vai” Eu disse, porque eu sei que ele daria. “Eu não sei quanto ao Random. Eu nunca o conheci antes.”

“Eu vou me apresentar” Kris disse. “Antes de o show começar. Você acha que eu deveria? Quero dizer, eu estou no painel. Seria politicamente correto me apresentar. Você não acha? Só dizer oi, e bem-vindo a nossa escola. É a coisa certa a fazer. Não é?”

Eu encolhi os ombro. Para lhe falar a verdade, eu nem ligava para o Kris fez. Eu tenho meus próprios problemas.

Um deles era que eu vi toda a minha família chegando à academia mais cedo, e sentando perto de David e da primeira Dama. Minha família toda – meus pais E Lucy e Rebecca. Eu me apressei e disse, “O QUE VOCÊS ESTÃO FAZENDO AQUI?” e minha mãe olhou para mim como se eu fosse louca.

“Você não esperava que a gente perdesse seu pequeno encontro da cidade, esperava?” Ela quis saber.

“Mas você não poderia ter ficado em casa e assistido a ele na TV” Eu disse. “Quero dizer, é ao vivo, você não iria perder nada”.


“Sam,” Minha mãe disse, soando um pouco ofendida, “o discurso do presidente é sobre que as famílias devem passar mais tempo juntas. Isso não seria ligeiramente hipercrítico se nós não estivéssemos aqui para te apoiar?”

Eu não tinha pensado nisso. Eu acho que ela está certa.

Mas estava claro que, mesmo eles estando ali, me apoiando não era tudo aquilo nos seus compromissos. Meu pai estava no celularporque em qualquer lugar no mundo, o banco está sempre abertoRebecca estava lendo um livro. Mamãe ficava checando seu PDA, e eu vi Lucy estendendo o seu pescoço, procurando pelos seus amigos.

Mas quando seus olhos caíram sobre Tiffany Shore e Amber Carson, eu percebi que não eram seus amigos que Lucy estava procurando. Era por Harold Minsky. Que não estava lá, porque provavelmente uma reunião da cidade na sua escola – um que o presidente dos Estados Unidos estava presente – não chegava nem perto interessante de qualquer coisa que passasse no canal Sci-Fi essa noite.

Mas minha família me envergonhar na frente de todos na minha escola – sem mencionar a nação – não era a única coisa me deixando pra baixo. A outra coisa que eu não conseguia parar de


pensar era...

Será que realmente Dauntra estava lá fora? E se estava... O que ela queria dizer? Quero dizer, será que ela me odeia agora, ou algo assim? Só porque eu estou apoiando a iniciativa do pai do meu namorado?

Quando eu voltei a sentar na frente das câmeras – que ainda não haviam sido viradas – eu vi que Kris tinha recolhido toda a sua coragem e foi se apresentar para o homem do momento – o pai de David e Random Alvarez. Ela estava segurando a mão de Random pelo que eu vi, parecendo obviamente com um olhar ligeiramente irritado. Ele estava claramente ainda insatisfeito com o seu cabelo.

“Ei” A voz de David chegou ao meu ouvido. “Quebre o braço”.

“Muito engraçado” Eu disse para ele. Ele sempre me diz para quebrar o braço quando eu vou aparecer na tv, porque quebrando o braço foi, basicamente, como a gente se conheceu – quando eu quebrei meu braço salvando o pai dele te ter sido baleado.

“Não se preocupe”, David disse, me beijando no topo da cabeça. “Você será ótima. Você sempre é.”

“Obrigada,” Eu disse, mesmo não acreditando em nenhuma palavra que ele disse.


“E, ei,” David disse, ainda tentando me animar, “você conheceu Random Alvarez!”

“Ele é um total cabeça de queijo” Eu disse.

“Sua amiga Kris não parece achar isso também”, David apontou. Eu olhei na direção que ele estava apontando e vi Kris rindo de algo que Random disse (provavelmente algo padecido com, “Ao menos meu cabelo está melhor do que o daquela menina, bem ali”). Kris pôs sua mão no tórax de Random, como se quisesse dizer, “Pare! Você está me matando com a sua sagacidade!” Mais realmente, você sabia que ela só queria tocar o seu tórax.

Random não pareceu ter se importado muito, porque um segundo depois, ele se inclinou para baixo e sussurrou algo no ouvido de Kris. Ela se virou numa interessante sombra cor de rosa, mas assentiu entusiasmada. Então Random deu uma palmadinha na bunda de Kris.

Sério.

Eu olhei para David. “Ew”. Foi a única coisa que eu consegui pensar em dizer. “O que está acontecendo com a Lucy?” David pediu, assentindo para minha irmã, que procurava ainda o amor de sua vida no


muitas cadeiras se dobrando ao longo do ginásio escurecido.

“Ela está procurando por Harold” Eu disse. Eu contei ao David tudo sobre Lucy e seu tutor no carro ao caminho do estúdio de artes. Sua resposta tinha sido assentir sabiamente e dizer, “Ah, claro. Ela tem uma queda por ele, porque é o único cara do mundo que não presta nem um pouco de atenção nela. Você pode ver o fascínio”.

Eu levantei minhas sobrancelhas. “Você pode?”

“Bem, se você é alguém como Lucy, que sempre tem qualquer cara que ela quer, ter um cara que não quer você é uma novidade. Era óbvio que ela ia se apaixonar por ele.”

Eu nunca tinha pensado sobre isso dessa forma. Mas começa a fazer sentido.

“É um plano genial na parte do qual-é-o-nome-dele”, David remarcou.

“Plano?” Eu esmaguei todo o meu rosto – mas não repulsivamente, do jeito da Brittany Murphy, eu espero. “Você acha que Harold PLANEJOU isso?”

“Ah, claro” David disse. “Para fazer ela gostar dele? Isso é


brilhante. Fingir que ele não liga, diricionando-a insaneamente… Ele sabe que ela vai estar comendo na sua mão no final da semana.”

Eu fiquei surpresa. “Sério?” Depois ele que ele afirmou balançando a cabeça eu disse “Pobre Lucy”.

Vendo ela agora, tentando parecer casual enquanto procura por Harold, David disse de novo: “Pobre Lucy”.

Você poderia dizer isso de novo.

Agora o diretor estava chamando, “Ok, pessoas, nós vamos ao ar em 10. Aos lugares.”

“Ei, escute”, David se inclinou para sussurrar em meu ouvido, “Eu quase esqueci. O estranho é que a coisa simplesmente aconteceu. Minha mãe estava falando com a sua agora mesmo, e ela mencionou o negócio da Ação de Graças. Minha mãe mencionou. Sobre você ir comigo ao Acampamento David.”

Todo o sangue das minhas veias pareceu de repente congelar”.

“E sua mãe disse que tudo bem” David disse. “Eu espero que você não se importe. Quero dizer, de minha mãe ter pedido antes de você ter a oportunidade para fazer isso. Mas ela realmente


precisava saber. Sobre o peru, e tudo mais. ”

“Em 9,8,7” – Random veio deslizado na cadeira ao lado do meu, com o presidente já na do outro lado – 6,5,4 – lembrem-se de olharem uns para os outros, e não para a câmera-

“Espero que esteja tudo bem”, Davis disse, dando-me um beijo rápido, Então ele correu para o seu lugar, bem quando o diretor gritou, “Estamos no ar!”

E todas as câmeras da sala passaram a focar para o meu golpeado-de-horror, com-sangue-drenado rosto.

“Oi, aqui é Random Alvarez, e eu estou aqui representando a MTV na reunião da cidade,” Random disse, em uma voz muito mais profunda do que se usou antes que as câmeras se aproximaram. E também estava aparentemente óbvio o fato de que metade dos alunos da Academia Preparatória Adams, incluindo Kris Parks, numa cadeira na nossa frente, estava olhando fixamente para ele como se só estivessem os dois sentados na frente de um ministro com um chapéu à lá Las Vegas, unidos por um casamento alegre.

“Este é o show onde você, telespectador, tem a chance de ouvir sobre algumas das coisas que esses jovens eleitores estão enfrentando no ano da votação. Hoje á noite eu estou orgulhoso do homem que tenho a apresentar, o presidente dos Estados Unidos,


que está aqui para falar sobre o seu novo projeto, Retorne a família.

Estamos também orgulhosos por Samantha Madison, a jovem mulher da Academia Preparatória Adams – aonde tivemos o previlégio de filmar esse show ao vivo aqui em Washinton. D.C.”gritos dos estudantes da Adams Prep., incluindo Kris, que escolheu esse momento para gritar agudamente, Eu te amo, Random, o qual o VJ ignorou – “que arriscou sua própria vida para salvar o presidente, e foi nomeada a embaixadora adolescente dos Estados Unidos pelos seus esforços. Sr, Presidente, Samantha. Olá, e sejam bem-vindos”.

“Oi, Random”, O presidente disse com um sorriso.”Obrigado por me terem aqui essa noite, E posso dizer uma coisa Random, que você é, totalmente, meu VJ favorito.”

Isso ocasionou uma boa risada da platéia. Eu vi a primeira dama, que estava sentado ao lado da minha mãe, virar para ela e dizer alguma coisa com um grande sorriso no rosto. Minha mãe respondeu alguma coisa, rindo.

“Obrigado, Sr. Presidente”, Random disse, na mesma voz profunda. Também, eu o vi analizando a calcinha de Kris quando ela se virou na cadeira para dizer alguma coisa animada para a garota do seu lado.


“Então, Sr. presidente,” Random disse, lendo do TelePrompTer bem abaixo da câmera, onde nós todos supostamente não vemos. “Fale para nós um pouco sobre seu programa de Retorno da Família, que você irá realizar.”

“Certamente, Random.” O presidente disse. “Você sabe, eu sinto fortemente que com as taxas do divórcio tão elevadas como são hoje, e o número de pais solteiros em ascensão, é importante não nos esquecermos de que as famílias são - e sempre serão - a espinha dorsal da América. Se a unidade da família for enfraquecida, então a América está enfraquecida. E eu estou aqui diante de vocês, hoje à noite, porque eu temo que as famílias americanas estejam enfraquecidas… Não apenas pelas demandas financeiras nelas, mas por causa de uma falha básica de comunicação. Eu compreendo as pressões nos pais de hoje, que estão trabalhando duramente para fornecer aos seus filhos os previlégios que eles mesmos não puderam ter. Mas eu também sinto que os pais necessitam gastar mais tempo de qualidade com seus filhos - não só torcendo por eles em jogos de futebol, ou ajudando-lhes com sua tarefa de casa, mas realmente, falando… abrindo as linhas de uma comunicação entre pais e filhos.”

O pai de David fez uma pausa. Ele nunca tem que ler notas ou do TelePrompTer. Ele sempre memorizou todos seus discursos. É algo que David pode fazer, como um bom-falador em público,


completamente extemporaneamente.

Eu, por outro lado, precisava de anotações. Eu tinha as minhas, dobradas no bolso de minhas calças jeans. Tudo que eu tinha que esperar era minha sugestão, que Random ia logo me dar. O presidente continuava falando sobre o que os pais poderiam fazer para abrir as linhas de uma comunicação entre eles e seus filhos, e eu ia falar sobre o que os filhos poderiam fazer.

Então, depois de amanhã, eu estarei indo a Maryland e farei sexo com meu namorado pela primeira vez. Aparentemente.

“É por esse motivo que eu estou pedindo um Retorno à Família,” O presidente continuou. “Uma noite no mês, onde todos nós desligamos a televisão, permanecemos em casa da prática do futebol, e só gastaremos o tempo um com o outro, conversando. Eu sei que não soa como se fosse muito… uma noite em um mês… pode ser realmente o bastante para fortalecer uma família? Estudos mostram que sim, pode ser o bastante. Crianças cujos pais gastam até mesmo tão pouco, como algumas horas no mês, conversando com eles, desenvolvem habilidades tais como falar e ler mais rapidamente, notas altas, e poucos exemplos de experiências de abuso de álcool e de drogas e do sexo antes do casamento”.

Wow. Talvez aquele fosse o meu problema. Talvez seja por isso que


eu estava indo experimentar um sexo antes do casamento. Porque minha mãe e meu pai não gastam tempo suficiente comigo.

Yeah. É culpa deles.

“E você terá a sustentação do governo americano atrás de você,” O pai de David continuou falando. “Em um esforço para ajudar os pais a abrirem as linhas de uma comunicação com seus filhos adolescentes, eu estou pedindo aos legisladores do estado, como parte do programa de Retorno à Família, para que passe uma conta que requeira aos adolescentes, que procuram contraceptivos de prescrição em clínicas de planejamento familiar, ter o consentimento dos pais ou mandar clínicas notificar adiantado aos pais cinco dias antes de fornecer tais serviços aos adolescentes-”

Houve muitos aplausos quando o presidente disse isto. Kris e seus amigos nas cadeiras na nossa frente realmente ficaram animados.

Eu não me animei.

Eu falei, “Espera. O que?”

Mas o microfone que colocaram no colarinho da minha camisa não estava ligado.

O que era, provavelmente, era bom. Porque eu poderia não ter


ouvido o que eu pensei ter ouvido. Ninguém mais estava reagindo como se tivesse ouvido qualquer coisa incomum. Eu olhei em volta e vi que meu pai se levanta e que se movia para fora do ginásio, porque tinha outra chamada em seu celular. Minha mãe estava aplaudindo enquanto balançava seu PDA. Rebecca ainda continuava lendo imóvel seu livro da teoria do caos. Lucy estava passando gloss em seus lábios. Todos estavam aplaudindo. Então devia estar tudo okay. Eu devia ter ouvido errado. Então, espera. Sobre o que eu estava preocupada de novo?

Ah, é. Sexo. Com meu namorado. No Camp David. Depois de amanhã.

“Eu sinto que esta é uma etapa importante,” O presidente falou, após ter mantido levantadas ambas as mãos com a inundação de aplausos, “em abrir as linhas de uma comunicação entre pais e adolescentes. Os Estados Unidos conduzem atualmente às nações desenvolvidas em gravidez na adolescência e taxas de doenças sexualmente transmissíveis. Se os pais fossem informados do comportamento de seus filhos adolescentes pelas agências que são permitidas atualmente a manter esta informação vital deles - as clínicas e até mesmo os farmacêuticos que fazem parte em promover uma atividade sexual adolescente - eles poderiam eficazmente pôr um ponto final nisso”

Mais aplausos. Mais aplausos.


Eu não podia acreditar nisso. Eu não tinha ouvido errado o que ele falou. O que estava acontecendo? Por que as pessoas estavam aplaudindo? Elas não entenderam o que o pai de David estava dizendo?

E por que nenhuma dessas coisas estava no livro que a secretária de imprensa da Casa Branca tinha me dado? Lá não tinha nada sobre requerer clínicas e farmacêuticos a notificarem aos pais se os adolescentes vierem para o controle de natalidade. Se tivesse, eu perceberia. Quero dizer, esse tipo de coisa tem estado em minha mente ultimamente.

O aplauso para o discurso do presidente era tempestuosamente alto. Estava muito ruidoso alguns segundos antes de qualquer um me ouvir gritando, “Espera! Espera um minuto!”

Random, observando que eu tinha saltado em meu banco, tinha olhado para mim e, não vendo o TelePrompTer que ainda não era minha vez de falar, tinha dito, “Samantha? Você, uh, tem algo que quer dizer?”

“Yeah, eu tenho algo que eu quero dizer.” As anotações ainda estavam em meu bolso. Eu não as tinha retirado. Eu não tinha retirado porque eu tinha me esquecido completamente delas. Eu estava muito confusa - e irritada.


“Por que vocês, pessoas, estão aplaudindo?” Eu olhei bem para Kris Parks e seus amigos. “Você não percebem o que ele está dizendo? Vocês não percebem o que está acontecendo aqui?”

“Um, Samantha,” o presidente, atrás de mim, disse, “eu acho que se você me deixar terminar, você achará que o que está acontecendo aqui é que eu estou tentando fortalecer a família americana dando controle paterno às pessoas que sabem o que é o melhor para suas crianças-”

"Mas isso... isso é errado!". Eu não podia acreditar que eu era a única naquela sala que parecia concordar. Eu olhei pra Kris e as outras crinças da Adam Prep. "Vocês não entenderam? Vocês estão ouvindo o que ele está dizendo? Essa coisa de Retorno a Família... É tudo uma farsa! Um truque! É um... Um..."

De repente, Dauntra veio na minha cabeça. Dauntra, que não poderia retornar pra família dela, porque ela foi expulsa por eles. Dauntra, que questionou autoridade - tanto que, estava foi presa por ela.

"Isso é uma conspiração!" Eu gritei. "Uma conspiração pra acabar com nossos direitos!"

"Agora, Sam" O presidente disse, numa voz tranqüila, rindo um


pouco. "Deixe de ser dramática-"

"Como eu estou sendo dramática?" Rodei em volta dele pra perguntar. "Você está aqui, dizendo pro público americano que você essencialmente quer que os farmacêuticos e médicos nos usem de rato se pedirmos ajuda a eles"

"Samantha," O presidente disse, olhando um pouco loucamente como já o vi, inclusive a vez que eu peguei o último cokkie de gotas de chocolate da caixa complementar que a Capital Cookies enviou a ele. "Isso é uma simplificação da saída que temos nas mãos. Os americanos têm sempre valorizado a família acima das outras coisas. As famílias americanas são a espinha dorsal desse país, desde o peregrino que vem no Mayflower até o colonizador que amansou as planícies, até os emigrantes que têm feito dessa nação a maior mistura de raças hoje. Eu, por exemplo, não vou ficar parado aqui e permitir o fim da família americana embora o enfraquecimento dos direitos familiares-"

“E sobre meus direitos?” Eu exigi. "E sobre os direitos das crianças? Nós temos direitos também, vocês sabem.”

Eu olhei pra trás da platéia. Foi difícil ver os rostos deles, com a luz brilhante do show de luzer dentro dos meus olhos. Mas eu estava dando um jeito de encontrar David.


E eu vi que ele estava sorrindo pra mim. Não que ele estivesse feliz com o que estava acontecendo, ou qualquer coisa. Mas como se ele entedesse que eu só estava fazendo o que eu tinha que fazer.

Porque, realmente, quem mais estaria lá pra fazer isso?

E vendo esse sorriso, eu entendi algumas outras coisas derrepente. Algumas coisas que não estavam claras pra mim até aquele momento.

"Vocês não vêem?" Eu perguntei ao público - e ao presidente, ao mesmo tempo. "Vocês não sacaram? O jeito de fortalecer famílias não é enfraquecendo os direitos de um membro, enquanto dá mais direitos a outros. Não é sobre PARTES. Tem que ser IGUAL. Uma família é como... é como uma casa. Você tem que fundá-la primeiro, depois você pode começar a decoração."

Eu queria que Susan Boone estivesse assistindo isso. Eu nunca poderia imaginá-la assistindo MTV. Mas, ei, nunca se sabe. Talvez Susan estivesse assistindo. Se estivesse, ela saberia. Saberia que eu finalmente entendi. Sobre o que ela tem falado nessas duas últimas semanas, sobre como você não pode esquecer o todo por causa das partes. Eu entendi agora. Eu estava pronta pra sua aula de desenho vivo. Eu finalmente entendi.

Pena que foi tão tarde.


"Vocês não entenderam, caras?" Eu apelei para as outras pessoas da minha idade do público. "A verdadeira razão pros Estados Unidos liderar o crescimento nacional de natalidade na adolescência e índices DST [Doenças Sexualmente Transmissíveis] não é porque as clínicas não informam os pais sobre o compartamento de seus adolescentes, mas porque aqui, todos eles nos ensinam a Só Dizer Não, Aqui está o que você faz no caso de dizer não funcionar pra você. Só... não. Em países onde adultos têm liberdade pra falar sobre sexo e controle de natalidade, e os adolescentes são ensinados que não há nada vergonhoso ou qualquer coisa do tipo, os índices de gravidez e DSTs são mais baixos-"

"Eu entendo sua preocupação, Samantha" O presidente me cortou, sorrindo um pouco tenso. "Mas eu não estou falando sobre famílias como a sua e seus companheiros alunos aqui nessa ótima escola a qual pertencem. Estou falando sobre as famílias que não têm as vantagens que a sua tem-"

Eu não conseguia acreditar. O que ele estava dizendo? Que as famílias que viviam no Cleveland Park são algo como imune a pais ruins e experiências sexuais na adolescência?

"-família que não têm ensinado seus filhos o tipo de moral que seus pais os ensinaram" O presidente continuou. "Você e todos seus amigos aqui na Academia Preparatória John Adams são um


bom exemplo pra essa nação do tipo de crianças que nós devemos estar lutando pra educar, crinças que têm o caráter moral para aguentar pelo que acreditam, pra dizer não às drogas e ao sexo-"

"Só porque eu disse sim pro sexo" Eu disse violentamente, "isso me faz um mau exemplo pra essa nação? É isso que você está dizendo?"

Ouvia-se os batimentos como se todo mundo - inclusive eu estivesse se dando conta do que eu tinha dito.

Como se o conhecimento que eu tinha passado pro país inteiro que eu tinha transado com meu namorado (embora eu não tinha) caisse sobre mim, e não me ajudaria desejar que o chão do ginásio se abrisse e me engolisse completamente.

Infelizmente pra mim, de qualquer maneira, isso não aconteceu.

"Ai, meu Deus" Eu ouvi a voz da minha mãe, quebrando o silêncio repentino que tinha caído sobre o ginásio.

Logo em seguida:

"Ai, meu Deus" Eu ouvi a voz da mãe de David dizer.

Então Ramon Alvarez pareceu acordar do cochilo que ele tinha


caído enquanto o presidente e eu estávamos falando, e disse, pra câmera, "E estaremos de volta, depois dessas importantes mensagens!" Lista das 10 razões pra da próxima vez que estiver na posição de salvar o presidente, você deveria reconsiderar: 10. Qualquer lugar que você vá depois, você vai ser atacada pela Família Johnson em Progresso 09. Você poderia se perguntar como ir ao Oprah e depois dizer não um milhão de vezes, decidindo fazer isso pra promover a consciência do envio de escravidão infantil, que atualmente existe, até mesmo na América, e depois passar o tempo todo chorando porque Oprah perguntou sobre Mewsie, o gatinho que você teve quanto tinha dez anos e morreu de leucemia felina. 08. Enquanto você trabalha no seu emprego de meio-expediente pra guardar dinheiro suficiente pra manter seu hábito de comprar lápis, pessoas devolvem cópias de Homens de Preto II perguntando se você sabe a verdade sobre a área 51, como se tivesse uma na Casa Branca, e tudo. 07. Você terá que gastar todo seu tempo livre no escritório da Casa Branca, assinando fotos pra seus próprios fãs. 06. Nunca mais pense em pôr os pés no McDonald´s de novo. Você vai ser cercada. 05. Todo mundo que você conhece vai perguntar se você consegue pra ele um autógrafo do presidente. 04. Você vai descobrir seu passado guardado na livraria local que você pensou ter colocado pra vender no eBay porque todo mundo quer um pedaço de você. 03. Voce deve cair de amor pelo filho dele, e começar a namorar com ele. 02. Poderia ser incômodo quando o presidente te pede pra apoiá-lo


no programa de Retorno a Família, e você descobre que isso viola suas regras pessoais de privacidade. Razão número um pela você deve reconsiderar em salvar o presidente dos Estados Unidos: 01. Você ficaria louca com ele e acidentalmente anunciaria pro mundo em rede nacional que você transou como filho dele. Embora você não tenha transado. Ainda.

Capítulo 12

"São essas malditas aulas de desenho," O presidente disse. "Não foram as aulas de desnho, pai," David disse, soando cansado. Eu acho que era porque ele estava cansado. Nós estávamos indo e vindo sobre isso pela última hora em nossa sala de estar, desde que o presidente saiu da desastrosa reunião no... Durante o comercial, forçando a MTV a colocar uma reprise de Pimp My Ride. "Tudo o que eu sei é que o meu filho não estava interessado em sexo até começar a desenhar pessoas nuas," Disse o presidente. "Pai,” David disse, “Eu sempre estive interessado em sexo. Eu sou um cara, certo? Eu só não estou fazendo sexo na verdade. Nem estou planejando fazê-lo em um futuro próximo.” Uau. Eu nunca soube que o David era um mentiroso tão bom. Sério. "Então por que" Seu pai começou, "Sam disse -" "Espere um pouco," Meu pai dise. "Quem está desenhando pessoas nuas?" "Sam está." Minha mãe se inclinou pra frente para servir mais café


para a primeira-dama. "Susan Boone pediu a ela e David para fazerem sua aula adulta de desenho vivo nas noites de terça e quinta." Meu pai ficou branco. "Como isso poderia fazê-los quererem fazer sexo?" "Nós não estamos fazendo sexo," Eu disse, pelo que deveria ser a milésima vez. "Então por que, em nome de Deus," O presidente disse. "Você contou a todos na America que você havia dito sim ao sexo?" "Eu não sei," Eu disse. Eu havia me curvado na menor bola imaginável no sofá, abraçando minhas pernas no peito, e descansando meu queixo nos meus joelhos. "Você estava-me deixando tão louca-". "EU?" O presidente olhou pra mim mais perturbado que nunca. "Como você acha que eu me sinto? Eu estou parado como um idiota falando sobre o excelente exemplo que meu filho é, e descubro que o tempo todo ele estava me transformando no maior hipócrita no planeta - " "Não, ele não estava," Eu disse, me sentindo pior que nunca. "Porque nós não estamos fazendo -" "Yeah, bem, eu não me lembro exatamente de você me perguntando se eu apoiava toda a sua clínica de reprodução com conta de conhceimento paterno, pai," David disse, ao mesmo tempo. "Na verdade, eu tambem não me lembro da Sam tê-lo visto em nenhum ligar da literatura do Retorno a Familia que você deu a ela. Porque se ela tivesse vistom eu tenho certeza que teria mencionado comigo." “Parentes tem o direito de saber o que seus filhos estão fazendo nas suas costas” O presidente declarou. “Por quê?” David quis saber. “Então eles podem agir como você está agindo agora pai? Qual é o assunto pai? Eles só vão pirar mais, que nem você.”.


“Se eles descobrirem ANTES dos filhos deles saírem e TEREM sexo” O presidente disse “Eles TALVEZ poderão ser capazes de tentar pará-los, de aumentar a comunicação com seus filhos e convencêlos de não cometer o pior erro da vida deles“Não vamos ser tão dramáticos aqui” Minha mãe disse com o tom firme – o mesmo que ela usa no tribunal. “Sam já se desculpou pelo que fez e explicou que ela estava dizendo uma declaração exagerada dita na empolgação. Eu acho que a verdadeira questão aqui é o que nós faremos agora. ” “Eu vou te dizer o que NÓS iremos fazer sobre isso” O presidente disse. “Internato.” David olhou para o teto com uma expressão entediada. “Pai” Ele disse. “Eu estou falando sério” O presidente disse “Eu não ligo se você só tem mais um ano de high school. Eu vou mandar você para escola militar. E ponto final”. Eu olhei, em pânico, para David. Mas ele parecia calmo... Muito calmo, de fato, mas do que você pode imaginar, considerando que estava a ponto de ser matriculado em algum Camp no Ozarks. “Você não vai me mandar a lugar algum, pai” David disse “Porque eu NÃO FIZ nada. Em vez de pular para conclusões conservador, porque você não tenta entender o que Sam estava dizendo durante a Reunião da Cidade... de quem tem que haver um balanço entre a família para eles trabalharem. Todo mundo tem direitos, mas só se eles não infringirem nos direitos de outras pessoas. Só porque eles não são velhos bastantes para votarem, não significa que você tem direito de destituir eles de seus direitos. ” O pai de David ficou vermelho “Isso é uma simplificação de – “É?” David disse “Você devia manter na mente, que em poucos anos essas crianças serão velhas o bastante para votarem. E o que


você acha que eles vão pensar do cara que fez uma lei para que eles tivessem aprovação dos pais toda vez que forem comprar camisinhas?” “Chega.” Minha mãe disse enfática, antes do presidente, que olhou mais bravo do que sempre, abrindo a boca. “Nós não iremos solucionar todos os problemas da sociedade hoje à noite.” Ela mandou pro presidente seu melhor olhar judicial – esse que seus colegas de trabalho chamam de morte a indústria. “E ninguém vai ser mandado para o internato. Vamos ser gratos por termos duas crianças inteligentes, saudáveis, que sempre fizeram as decisões certas no passado. Eu, por mim, vou continuar acreditando que eles poderão fazer as escolhas certas também no futuro.” “Mas” O presidente começou. Mas dessa vez foi a esposa dele que o cortou. “Eu concordo com Carol” A primeira dama disse. “Eu acho que nós devemos passar esse incidente para trás e tentar ver o lado bom.” “Que é?” O presidente quis saber. “Bem” A mãe de David teve que pensar um minuto. Então ela se alegrou “Pelo menos nossas crianças não estão sofrendo de apatia, como muitos de seus colegas. Eu digo, David e Sam parecem realmente se interessarem pela questão.” O presidente não parecia pensar que isso era algo para se agradecer. Ele desabou na sua cadeira. “Esse” Ele disse para ninguém em particular. “não é o meu dia” De repente – embora eu estivesse realmente brava com ele por tentar por a culpa em mim... Porque foi exatamente isso que ele tentou fazer, do mesmo jeito que Dauntra tinha me alertado. Eu senti um pouco de pena do pai de David. Quero dizer, no final o programa dele realmente tinha alguns pontos bons. “Retorno a Família é uma boa idéia” Eu disse, pra fazer ele se sentir um pouco melhor. “Se isso significa... Você sabe... Essas


famílias se comunicarem... mas se isso significa violar os direitos dos outros... bem, como isso vai ajudar alguém?” Ele me deu um olhar muito azedo. “Eu peguei a mensagem Sam.” Ele disse “Alto e claro. Eu acho que toda a América entendeu.” Pegando isso como um sinal talvez o pai de David já tivesse visto o bastante de mim por um dia, eu sai lentamente do sofá para a sala de estar. ... E fiquei aliviada quando David se juntou a mim na silenciosa cozinha, Lucy e Rebecca tinham sido banidas para os seus quartos a um bom tempo... Embora eu não duvidasse que elas estivessem ouvindo do alto da escada. “Você ta bem?” David perguntou, quando nós estávamos sozinhos de novo. E instantaneamente eu passei meus braços pelo pescoço dele e só fiquei lá, minha cara contra o peito dele, respirando o perfume de David e tentando não chorar. “Querida, querida” David disse, afagando o meu cabelo ébano da meia-noite “Tudo vai ficar bem, Sharona”. “Me desculpe” Eu disse, fungando. “Eu não sei o que deu em mim lá no ginásio” Eu fiquei lá com os meus olhos fechados, aproveitando o calor que vinha do casaco dele, desejando nunca ter que sair de lá. “Não se preocupe” Ele disse “Você só estava fazendo o que você sempre faz... defendendo o que você acredita”. Eu pisquei ao ouvir isso. Por isso não era verdade. Eu não defendi o que eu acreditava. Não com Kris na escola. Não com Stan no trabalho. E especialmente, não com David. Quero dizer, se eu tivesse, eu não estaria indo com ele pro Camp David na Ação de Graças. ” “Ouça, David” Eu disse, antes de respirar. “Sobre ação de graças...”


“Você vai, não vai?” Só se não fosse David a me perguntar isso. Se fosse sua mãe, a primeira dama, que entrou na cozinha no mesmo momento que eu e David nos separamos. O que eu deveria falar? Quero dizer, ela parecia realmente preocupada. Como se tudo que ela pudesse pensar era em quanto peru ela iria desperdiçar se eu não aparecesse. “Hm, sim,” Eu disse. “ Claro que vou.” “Bom,” A primeira-dama disse. “Eu estou tão feliz. Vamos, David. É hora de ir. Boa noite, Sam.” “Hm,” eu disse. “Boa noite, senhora. E... Eu realmente sinto muito.” “Não é sua culpa,” A mãe do David disse com um suspiro. “Diga a Sam que você irá buscá-la na quinta de manhã, David.” David sorriu pra mim. “Eu te buscarei na quinta de manhã, Sam,” Ele disse e, depois de me dar um aperto de mão, soltou, e seguiu sua mãe para o hall. Quinta. Ótimo. “Bom,” Minha mãe disse quando finalmente fechamos a porta da frente atrás de nossos convidados, “Aquilo foi legal. Que pena que eles levarm os agentes do Serviço Secreto com eles. Eu realmente gostaria de uma bala na cabeça agora.” Apesar de me sentir mais ou menos do mesmo jeito, eu decidi que era hora de recitar o discurso que eu estava repassando mentalmente desde que todos nós deixamos a academia. “Mãe, pai,” Eu disse, “ Eu gostaria de aproveitar essa oportunidade para agradecê-los por me colocar em uma atmosfera tão carinhosa, acolhedora, e por fornecer-me o tipo de exemplo positivo que uma garota como eu realmente precisa se ela irá fazer seu próprio caminho nesse ambiente urbano complexo e transformador- ”


“Sam,” Meu pai me interrompeu, “Eu percebi que você estava apenas tentando dizer o que pensa hoje à noite. Entretanto, eu acho que é hora de fazermos algumas mudanças nessa casa. Algumas GRANDES. Com isso em mente, eu realmente gostaria que você fosse para seu quarto agora. E fique lá,” Ele acrescentou, soando, pela primeira vez em um longo tempo, como se estivesse agindo como pai de verdade. “Hm,” Eu disse. “Okay.” E corri escada acima para o meu quarto... Onde eu encontrei Lucy esperando, seu olhos bem abertos. "Oh, meu Deus," ela choramingou, depois de ter certeza que nossos pais fecharam a porta de seu próprio quarto, e não conseguiriam nos ouvir. "Aquilo foi... Aquilo foi... Aquilo foi INSANO." "Não me diga," Eu disse, me sentindo repentinamente exausta. "Quero dizer, eu nunca vi a mamãe o e papai tão... Tão... Tão do jeito que eles estavam." "Yeah," Eu disse, olhando a minha foto de casamento da Gwen. "Então você está totalmente de castigo?" "Não." Lucy parecia chocada. "Nem um POUCO?" "Não," Eu disse. "Mas o papai disse que haverá grandes mudanças por aqui. Das GRANDES." Lucy afundou no meu cabideiro, claramente tremendo até a medula. "Uau," Ela disse. "Você matou Carol e Richard." "Eu não acho que os matei," Eu disse. " Eu acho que eles só, tipo... Confiam em mim."


"Eu sei," Lucy disse, balançando sua cabeça. "Essa é a beleza disso. Eles não têm idéia do que você REALMENTE planejou. Pra depois de amanhã." "Eu totalmente não precisava do lembrete.” Eu agarrei meu estômago, de repente convencida de que iria puxá-lo. "Lucy," Eu disse, "Poderíamos falar sobre isso outra hora? Porque eu acho que eu preciso ficar sozinha agora." "Eu te ouço," Lucy disse, e se levantou para sair. "Mas eu só quero dizer, para as adolescentes de todo lugar, é... Isso... Aí." Depois ela saiu, fechando a porta suavemente atrás dela. E eu olhei para Gwen, e caí no choro. Lista das 10 razões que eu odeio minha escola: 10. As pessoas que a frequentam totalmente juga você pelo o que você veste. Se, por exemplo, você gostar de vestir o preto, você é chamada de louca - na sua cara - por quase todos que o passa no corredor. 09. Se você tiver tingido seu cabelo de preto, você é chamada não somente de louca, mas de louca do goth ou do punk também. Algumas pessoas também puderam perguntar onde você estacionou sua vassoura, supondo que você é um praticante de Wicca, não, naturalmente, realizando que Wicca é uma antiga Cristandade do pre-dating da religião que foi baseada na apreciação da natureza e da celebração de forças da vida e tivesse pouco se qualquer coisa fazer com vassouras, que são usadas somente como ferramentas ceremonial em alguns rituals de Wiccan. Não que eu estudei sempre Wicca. Muito. 08. Todo mundo sempre fala sobre quem ganhou o American Idol ou qual time atlético da escola vai chegar à final. Ninguém nunca fala sobre artes ou idéias, só sobre Tv e esportes. Isso parece exatamente o oposto sobre oque a escola era suposta para ser, que é abrir a mente para coisas novas e aprender novos conhecimentos


(NÃO sobre o último designer da costura Juicy). 07. Pessoas totalmente desorganizadas. Como eles só jogam seus papéis de bala em qualquer lugar. É doentio. 06. E, por exemplo, você por acaso menciona que você gosta de certo tipo de música que não seja Limp Biztit ou Eminem, você é afastado e chamado de amador de ska. 05. Uma palavra: E.F. (Educação Física) Ou são duas palavras? Bem, o que quer que seja. Eu ouvi falar em algumas escolas que começaram a ter coisas legais como autodefesa ao invés das infinitas aulas com os esportes tradicionais. Eu queria ir pra uma escola como essa. 04. Todo mundo pensa que tem que saber das coisas de todo mundo. Fofocar é praticamente uma religião na Adams prep. Tudo que você sempre ouve no corredor é, “E depois ela disse... e daí ele disse...” É uma mente-atolada. 03. Mesmo que todos sejam mais satânicos e santos do que você, parece que é melhor do que a sua reputação, eles são mais populares que você. Como o jogador de futebol ficou bêbado em uma festa e fez com uma garota que se tornou idiota especial. Ele foi votado o rei do baile de formatura esse ano. É. Realmente um bom modelo. 02. Os corredores principais são preenchidos com casos após casos de porcarias de esporte, com só um caso dos estudantes que ganharam o prêmio de artes, e esse caso está no porão da sala de artes que ninguém vai, mas outras pessoas fazem arte. E a razão número pelo que eu odeio a minha escola: 01. Meus pais não me deixaram ficar em casa depois do dia que eu anunciei na MTV que eu já disse sim pro sexo.

Capítulo 13 by Monique, Letícia, Bel e Gagau


Theresa teve que nos levar pra escola no dia seguinte, porque tinha tantos repórteres do lado de fora da nossa casa, que meus pais não deixaram a gente ir de ônibus. O que foi provavelmente bom, desde que, julgando pelo tipo de perguntas que os repórteres estavam gritando (“Sam! Você e David), as crianças no ônibus não iam compreender exatamente a situação, se você sabe o que eu quero dizer. Theresa, claro, estava se culpando. “Eu deveria saber,” Ela continuava dizendo. “Todas aquelas vezes que ele vinha, e você me dizia que vocês estavam estudando. Estudando. HÁ!” “Theresa,” Eu disse. “David e eu estávamos realmente estudando todas aquelas vezes em que ele veio.” Mas era como se ela não estivesse nem escutando. “Que tipo de exemplo você está dando para sua irmã mais nova?” Theresa quis saber. “Que tipo?” “Pelo amor de Deus,” Rebecca disse aborrecida. “Eu tenho um QI de cento e setenta. Eu sei tudo sobre sexo. Além do mais, não é como se eu não visse Showtime After Dark.” “Santa Maria!” Theresa disse, com isso. “Tanto faz,” Rebecca disse. “Passa logo depois do National Geographic Explorer.” “Eu não quero ouvir mais nada sobre isso,” Theresa disse sombriamente, enquanto a gente descia em frente à escola e via Kris Parks ali, seguida pelo tribunal da Adams Prep. “Vocês me encontrem aqui quando as aulas acabarem. E nada de matar aula pra fazer sexo.” “Pelo amor de Deus, Theresa,” Eu disse. “Eu não sou uma


ninfomaniaca.” “Só pra ter certeza,” Theresa disse. Então ela foi embora. Quando não está chovendo, as pessoas normalmente ficam do lado de fora da Adams Prep antes do primeiro sinal, falando sobre qualquer coisa que estava na TV na noite anterior, ou quem estava usando o que. Geralmente, se você não encontrar alguém nos degraus que levam à escola, você tem que atravessar a multidão aos empurrões para chegar até eles. Embora não hoje. Hoje, a multidão se dividiu como se por mágica para deixar Lucy e eu passar. Enquanto nós passávamos por eles, colocando nossos livros nas nossas caras, as conversas cessaram, e vozes se silenciaram, enquanto todos olhavam... Olhavam para a estranha e sua irmã. “Isso,” Eu sussurrei para Lucy, enquanto a gente entrava na escola, “é uma droga.” “Do que você está falando?” Ela quis saber. Eu a vi olhando em volta do corredor e soube que ela não estava prestando a menor atenção para o que estava acontecendo à nossa volta. Ela só estava procurando por Harold. “Isso,” Eu disse. “Todo mundo está pensando que David e eu fizemos aquilo.” “Bem,” Lucy disse, “vocês não vão fazer de qualquer jeito?” “Não necessariamente,” Eu disse, através de dentes cerrados. Finalmente, Lucy olhou para mim. “Sério? Eu achei que você tinha decidido fazer.” “Eu não decidi nada,” Eu disse veemente. “ Parece que TODOS já decidiram por mim.” “Bem,” Lucy disse, de repente parecendo ter visto uma pessoa no corredor com quem ela precisasse falar. “Boa sorte com isso. Vejo você mais tarde.”


Então ela parou... Exatamente na frente de Harold, que estava vindo do laboratório de informática, sua cabeça enfiada em uma cópia de um livro chamado Algoritmos para Administração Automática da Memória Dinâmica. O último livro que Lucy deixou caído pelo chão do banheiro se chamava She Went All the Way. Era um pouco difícil acreditar que esses dois foram feitos iguais no céu. Suspirando, eu fui para o meu armário e confusa com a combinação, conciente de como todos à minha volta, a usual combinação de diferentes sons do corredor silenciava enquanto as pessoas baixavam suas vozes para falar de mim quando passavam. Olhos muito maquiados de garotas se estreitavam ao passar por mim, e pastas sobre as bocas das pessoas enquanto elas sussurravam sobre mim umas para as outras. Eu podia sentir milhares de olhares me fuzilando pelas costas enquanto eu colocava a combinação do armário. Porque eu não fingi que estava doente hoje? Como eu pude esquecer que, embora seja a favorita do público americano por ter salvado a vida do presidente e estar namorando seu filho, meus companheiros da Adams Prep nunca gostaram muito de mim... E agora eles tem uma nova razão para me desprezar. E eu poderia culpá-los? Quero dizer, o que eu fiz ontem à noite, sério, exceto fazer sua escola parecer uma piada anunciando na TV que eu não sou diferente de nenhuma outra aluna de escola pública que eles gastam tanto tempo olhando? Deus, não me surpreende que nenhum deles esteja falando comigo... Que ao invés todos eles estejam sussurrando sobre mim... “Então. Você ia ao menos ia me contar?” Eu pulei, assustada pela voz fraca, e virando minha cabeça para me encontrar olhando dentro dos olhos castanhos de Catherine.


“Catherine,” Eu disse. “ Oh, meu Deus. Oi.” “Então?” As sobrancelhas de Catherine estavam levantadas. “ Você ia?” “Eu ia o que?” “Me contar,” Ela disse. “Sobre você e David. VOCÊ sabe.” Eu senti meu rosto ficar mais vermelho que nunca. “Não tem nada pra contar,” Eu disse. “Honestamente, Catherine.Toda aquela coisa ontem à noite - David e eu nunca Quero dizer isso foi tudo uma grande confusão.” Foi a minha imaginação, ou o rosto de Catherine caiu um pouco? “Vocês não fizeram?” Ela disse, parecendo desapontada. “Não,” Eu disse. “Quero dizer, bem... Não ainda. Quero dizer-” Eu parei e olhei para ela. “ Você ia querer que eu te contasse? Se tivéssemos, quero dizer?” Os olhos de Catherine se arregalaram. “Claro que eu ia querer,” Ela disse. “Porque eu não iria querer?” “Porque,” Eu disse. “Você sabe. Por eu ter um namorado, e vocênão ter mais um.” “Eu não ligo pra isso,” Catherine disse, parecendo sentida. “Você deveria saber disso. Quero dizer, vamos lá. Lave a poeira. Deixe-me viver, vicária!” Ela estava me caçoando. Eu não podia acreditar. Catherine estava me caçoando. Eu nunca fiquei tão feliz em ser caçoada na minha vida. “Eu queria contar pra você.” Eu disse. “Quero dizer, que eu e David... você sabe, estávamos falando sobre isso. Mas ai eu pensei que ia parecer que eu estava... Eu não sei. Como se eu estivesse me gabando”


“GABANDO?!” Catherine sorriu. “Você esta brincando? Você é que nem a Amelia Earhart, a primeira mulher a cruzar o atlântico de avião, Sam.” Eu olhei pra ela “Eu sou?” “Yeah. Você esta fazendo uma trilha pra garotas nerds caminharem. Você precisa contar para nós sobre isso. Do contrário, quem a gente vai procurar quando acontecer com a gente?” Ela passou o braço dela no meu e disse “Agora, começando do começo. Quando foi a primeira vez que você ficou sabendo que ele queria isso? Você viu o você-sabe-o-que dele? E era maior que o de Terry?” Eu ri. E foi uma supressa pra mim ouvir eu fazendo isso. Eu estava muito convencida de que desde a noite passada, eu não ia rir nunca mais. Porque quem estaria lá para me fazer rir se ninguém estava falando comigo? Eu esqueci sobre a minha melhor amiga, embora... De alguma jeito ela, eu sabia, ela nunca tinha esquecido sobre mim. “Eu vou contar tudo pra você” Eu disse. “no recreio, não que haja muito pra contar, eu digo.” “Promete?” “Prometo” Eu disse, e fechei meu armário. “Então” Catherine disse depois que o sinal da primeira aula tocou. “Te vejo no recreio.” “Vejo você então,” Eu disse. Então adicionei pra mim mesma, se eu durar até lá. Porque eu realmente não tinha certeza se eu ia. Durar até o almoço, quero dizer. Eu estou acostumada com as pessoas rindo de mim por causa das minhas roupas e do meu cabelo.Quero dizer, você não sai por aí vestida toda de preto num mar de Izod e plaid(é um tipo de tecido escocês) sem atrair comentários, sabe?


Mas isso. Isso era diferente. As pessoas não estavam me chamando de estranha e perguntando que horas foi a rave. Eles estavam apenas... Me ignorando. Sério. Olhando através de mim, como se eu nem estivesse ali. Só que eu sabia que eles estavam me vendo, porque no momento que eles achavam que eu estava fora do alcance de audição, eu os ouvia sussurrando com seus amigos. Ou pior... Rindo. Os professores, ao menos, tentaram que era só outro dia normal na Adams Prep. Eles deram aula como se estivessem completamente inconscientes que na noite anterior, uma de suas alunas anunciou na televisão que ela disse sim para o sexo. Na aula de alemão, Frau Rider até me chamou uma vez... Não que eu tenha levantado minha mão. Agradecidamente, eu sabia dizer “ Ist geblieben” para o seu “Bleiben bliebt, und denn, Sam?” Mas ainda assim. Podia ter sido pior. E então, no almoço, ficou. Eu estava parada na fila do almoço com Catherine, ignorando todas as pessoas andando por nós com um sorriso falso– ou pior um ataque de risadas baixas- quando Kris Parks e sua gangue apareceram. “Jeito Certo,” Catherine murmurou, puxando a manga da minha blusa. “Na nossa direção.” Eu senti minhas costas se retesarem. Kris não ousaria dizer nada pra mim. Quero dizer, claro, garotas como Debra, que basicamente não se defendem, ela fala sem pensar um segundo. Mas alguém como eu? De jeito nenhum. Ela não ousaria. Ela ousou. Oh, ela ousou, certo. “Puta,” Kris sibilou enquanto ela e suas companheiras zelosas passavam.


Eu já tinha agüentado muito naquele dia. Os sussurros. Os sorrisos. As vozes silenciando no minuto que eu entrava no banheiro das mulheres. Eu tinha agüentado muito, eu tinha agüentado mais do que muito. Mas, isso? Isso havia sido demais. Eu sai da fila do almoço, direto por onde Kris tinha passado. “Do que você me chamou?” Eu perguntei pra ela, meu tom no mesmo nível que o dela. Não havia outra maneira de Kris dizer algo semelhante, eu sabia, na minha cara. Ela era muito covarde. Não que ela tivesse pensado que eu ia bater nela. Eu nunca bati em ninguém na minha vida – exceto em Lucy, claro, quando nós éramos crianças. Oh, e aquele cara que estava tentando atirar no presidente. Mas eu não bati muito nele quanto eu pulei. Mesmo assim, Kris nunca poderia imaginar que eu iria bater nela. Mas ela teve que imaginar que eu ia fazer algo com ela. Caso sim, no entanto, isso aparentemente não a preocupou o bastante para virar de braços cruzados e colocar eles no quadril, dizendo “Eu te chamei de puta, que é o que você é.” Surpreendentemente, barulhenta como a cafeteira da Adams Prep usualmente era, naquele momento em particular, você podia ouvir o barulho de uma gota. Só para minha sorte todas as pessoas daquele lugar escolheram aquela hora pra não falar. Ou chocalhar o garfo. Ou mastigar. Ou respirar. Isso porque – como eu devo ter imaginado – todas as pessoas lá tiveram notícia de que Kris e seu grupinho estavam vindo na minha direção. Todas as pessoas lá sabiam que ia haver uma


briga. Todos os olhos daquele lugar estavam sobre mim e Kris. Todo mundo nos arredores tinha prendido a respiração quando Kris me chamou de puta – “Oh não, ela não chamou!” – e ficou esperando pela minha resposta. Exceto que eu não tinha uma. Eu realmente e verdadeiramente não tinha uma. Eu tinha esperado que Kris desistisse. Eu não tinha pensando nisso, sabendo que ela tinha uma grande audiência, que ela ia realmente dizer aquilo de novo. Eu podia sentir o calor subir do meu peito, pelo meu pescoço, e nas minhas bochechas, até eu estar corada da minha cara até o meu coro cabeludo também. Kris Parks tinha me chamado de puta. DUAS VEZES. NA MINHA CARA! Eu tinha que dizer alguma coisa. Eu não podia só ficar lá em frente a ela. Em frente a todo mundo. Eu estava sugando minha respiração para dizer alguma coisa – eu nem sabia o que – quando Catherine, perto de mim, disse “Para sua informação, Kris, isso foi tudo um mal-entendido, Sam nunca –“ Mas enquanto as palavras saíam da boca dela, eu soube simplesmente soube - que a verdade não importava. Se eu tinha ou não feito sexo não era a questão. E era hora da Kris saber isso. Então eu fui, completamente interrompendo a Catherine, "O que te dá o direito de xingar as pessoas, Kris?" O que é possivelmente uma das piores respostas da história. Mas hey, era tudo o que eu tinha. "Eu te digo o que me dá o direito," Kris disse, tendo certeza que estava projetando sua voz o suficiente para que toda a lanchonete pudesse ouvi-la. "Você foi à televisão nacional e não apenas zombou do presidente e da família americana, mas também tornou nossa escola motivo de piada. Isso pode ser uma surpresa para você, mas aqui há pessoas que não querem ser associadas com


uma escola que permite que pessoas como você freqüente-na. Agora, como isso vai ficar nas nossas inscrições de faculdades quando os oficias de admissão virem que nós frequentamos a Adams Prep? Com o que você acha que eles vão associar a nossa escola de hoje em diante? Altas realizaçoes acadêmicas? Performances esportivas superiores? Não. Eles verão o nome Adams Prep e vão pensar, 'Oh, essa é a escola que aquela vagabunda da Sam Madison estudou.' se você tem algum respeito por nós ou por essa escola, você se afastaria agora, e deixaria o resto de nós tentar recuperar a reputação que pudermos para este lugar." Eu encarei-a, esperando que ela não percebessse as lágrimas que enchiam meus olhos. Que eram, eu disse e mim mesma, lágrimas de raiva. "Isso é verdade?" Eu perguntei. Não para Kris. Mas para o resto da lanchonete. Eu me virei e olhei para todos os rostos me encarando. Todos eles estavam extremamente brancos. "É assim mesmo que vocês todos se sentem?" Eu exigi daqueles rostos brancos. "Que eu destruí a reputação da escola? Ou esse é só como a KIRS PARKS se sente?" Eu virei minha cabeça para olhar para Kris. "Porque se você me perguntar, a reputação da Adams Prep nem era tão excelente para começar. Oh, claro, todo mundo acha que é uma ótima escola. Quero dizer, é uma das melhores no ranking em D. C., certo? Mas esse é o problema. Adams prep NAO é uma boa escola. Talvez academicamente seja. Mas é repleta de pessoas que te ridicularizam se você usa qualquer coisa que não seja J. Crew ou Abercrombie. Pessoas que não hesitam em chamar você de vadia na sua cara, sendo você uma, ou não." Eu me virei para o resto da lanchonete, minha voz havia quase atingido o tom histérico. Mas eu não me importava. Eu simplesmente não me importava mais. "É assim mesmo que todos vocês se sentem?" Eu exigi. "Que eu deveria me afastar? Todos vocês relamente concordam com Kris?"


Por um segundo houve silêncio. Ninguém se moveu. Ninguém disse nada. Ninguém exceto Kris, quero dizer. Ela sacudiu sua cabeça, e, olhando através do mar de rostos, perguntou, "Então?" Você poderia perceber que Kris estava se divertindo. Ela sempre gostou de ser o centro das atenções, mas ela não tem o talento necessário para conseguir papéis em nenhuma das peças ou musicais da escola. Chamando alguém de vadia na frente da escola inteira é a única maneira que ela pode pensar para conseguir o tipo de atenção que deseja...bom, isso, e mandando em todo mundo no conselho estudantil. Quando ninguém respondeu, Kris olhou para mim e disse, "Bom, as massas falaram. Ou, NAO Falaram, nesse caso. O que você está fazendo, ficando parada aí? Saia. Vadias não são desejadas aqui." "Então eu acho melhor você encontrar outra escola pra ir também, não acha, Kris?" Isso não era eu. Não fui eu que disse isso. Eu queria que eu fosse quem disse isso. Mas foi outra pessoas. Alguém que não era eu nem Catherine, que, falando nisso, estava ainda parada lá, com a boca aberta, na fila do almoço, seus olhos escuros tão arregalados e cheios de choque quanto os meus. Não. A pessoa que disse isso sobre Kris encontrar outra escola para ir também? Era ninguém menos que a minha irmã Lucy, que havia arrastado sua cadeira para trás da mesa de almoço onde ela estivera sentada com suas amigas. Agora ela veio se dirigindo lentamente em direção à Kris, um leve sorriso em seu lindo rosto. Apesar, que motivo a Lucy havia encontrado para sorrir, considerando a situação, eu não conseguia imaginar. E, aparentemente, nem Kris. "E não sei sobre o que você está falando, Lucy" Kris disse para


minha irmã em uma voz que era consideravelmente menos agressiva do que a voz que ela usara quando falou comigo. E também, muito mais baixa. "De qualquer forma, isso não tem nada a ver com você. Todos gostam de você, Lucy. Isso é sobre sua irmã." "Mas é justamente esse o problema, Kris." Lucy disse. "Qualquer coisa que tenha a ver com a minha irmã TEM a ver comigo." Enquanto ela disse isso, Lucy andou até mim e passou seu braço pelo meu pescoço. Eu acho que ela quis que o gesto fosse amigável, mas a verdade é que, ela estava na verdade me estrangulando um pouco, ela estava segurando tão forte. "E, por falar nisso," Lucy arescentou, "você é uma mentirosa, Kris." Kris olhou sobre o seu ombro para sua gangue, que olhavam confusos para ela, como se disessem, Nós também não sabemos sobre o que ela está falando." "Um," Kris disse. "Com licença, Lucy? Eu acho que todos nós vimos noite passada quando a sua irmã infomou ao mundo inteiro que ela havia dito sim ao sexo." "Eu não quero dizer que você estava mentindo sobre isso," Lucy disse. "Quero dizer, não era você que eu vi no estacionamento da escola noite passada na traseira da limusine do Random Alvarez?" Kris enrigeceu-se como se Lucy tivesse batido nela. E eu acho, que de certa maneira, ela bateu. "Eu..." Kris olhou nervosa para trás, para sua gangue. Mas eles estavam pisando de volta pra ela, como se dissesem, “Espera... O QUE ela disse? ISSO sim é safadesa!” Kris se virou rapidamente de volta pra Lucy. "Não. Quero dizer, sim... quero dizer, eu estava na limusine. Mas nós não estávamos FAZENDO nada. Quero dizer, ele só queria me mostrar o demo que ele. Ele me pediu para ver seu demo - "


"E eu acho," Lucy disse, "que você disse sim." "Sim," Kris disse. Então, ela começou a balançar a sua cabeça, percebendo o que acabar de dizer. "Quero dizer, não. Quero dizer " De repente, era Kris que estava enrubescendo até as raízes de seus cabelos. "Não foi isso que eu quis duzer," Kris disse, muito rápido. "Não é. Foi perfeitamente inocente." Ela olhou para trás, para seu companheiros Caminho Certeiros. "Random e eu só conversamos. Ele realmente gosta de mim. Ele provavelmente vai me levar para o Video Music Awards... Em Nova Iorque." Mas ninguém acreditou nela. Você poderia dizer que ninguém acreditou nela, nem mesmo seus companheiros Caminho Certeiros. Porque todo mundo havia visto como ela vinha flertando com ele, Random, quero dizer. "A coisa é assim, Kris," Lucy disse, ainda mantendo seu suposto laço afetivo em mim, "você tem que ter cuidado com quem você chama de vadia. Porque a verdade é que, há muito mais de nós aqui do que " - ela olhou aguçadamente para a gangue de Kris, e não para Kris - "de vocês." Kris gaguejou, "M-mas...Eu não quis dizer você, Luce. Eu nunca...quero dizer, niguém jamais TE chamria de vadia." "Vamos esclarecer uma coisa, Kris," Lucy disse. "Se você vai chamr minha irmã de vadia, então é melhor estar preparada para me chamar disso também. Porque se Sam é uma vadia, Kris? Então... Eu... Sou... Uma... Também." Houve um coletivo de prisões de respiração nessa hora, como se todos na lanchonete tivessem repentinamente engasgado ao mesmo tempo. Meus olhos, enquanto isso, estavam cheio de lágrimas novamente. Eu não conseguia acreditar. Lucy estava pondo sua reputação em risco por mim. EU.


Era a coisa mais legal que ela já havia feito por mim. Era a coisa mais legal que qualquer um já tivesse feito por mim. Até em algum lugar na cafeteria, uma cadeira foi arrastada. Então uma voz masculina alta disse “Então eu também.” Então, para meu total assombro, Harold Minsky veio andando a passos largos até a gente, seus ombros jogados pra trás sob sua camiseta havaiana. A expressão de Lucy derreteu em uma de devoção – com um tom de assombro – assim que ela viu o seu tutor, parado tão alto e forte do lado dela. “Se elas são putas” Harold disse desafiante, apontando para Lucy e eu “Então eu sou um puto também” “Oh, Harold” Lucy disse, numa voz que eu nunca tinha a ouvido usar antes – certamente nunca com Jack. A cara de Harold se tornou tão vermelha quanto as flores na camiseta dele. Mas ele não cedeu. “Solidariedade puta” Ele disse com um aceno pra gente. Que foi quando Catherine pisou fora da fila do almoço, e veio para o lado de Lucy, Harold e eu, dizendo “EU TAMBÉM” na voz mais alta que eu jamais a ouvi usar. Ai, meu Deus. Eu virei meu pescoço pra tentar ver a cara de Catherine, mas foi difícil, considerando que Lucy estava me estrangulando. O que esta acontecendo aqui? “Cath” Eu sussurrei “Você não é uma puta, fique fora disso” Mas Catherine só disse, alto o bastante pra todo mundo na cafeteria ouvir. “Se Sam e Lucy são umas vadias, então eu também sou” Pessoas zumbiram sobre isso. Catherine uma vadia? Os pais dela nem deixavam ela usar calças para ir para escola.


Kris sabia que ela estava em um problema agora. Eu podia ver pelo jeito que ela olhou para gente e depois para o resto da cantina, que ainda estava olhando, como se Simon Cowell e Paula Abdul estivessem indo na direção deles. “Um” Kris disse “Ouçam, eu – “ Mas sua voz foi abafada, já que todas as pernas das cadeiras estavam sendo arrastadas. De repente, todos os alunos da Adams Prep estavam de pé. E declarando eles mesmos putos. “Eu sou um puto também” Gritou Mackenzie Craig, presidente do clube de xadres, e que nunca tinha saído com uma garota. “Eu sou um puto” gritou Tom Edelbaum, que vez o índio na versão de Pocahontas do clube de teatro. “Eu sou o maior puto de todos.” Disse Jeff Rothberg, o namorado de Debra Mullings, seu punho levantado, como se ele estivesse preparado para lutar com qualquer um que quisesse disputar seu status de putão. “Nós somos todos putos” o time todo de corrida da Adams Prep anunciou. Rapidamente todas as pessoas que estavam na cantina – com exceção de Kris e seus amigos do Caminho Certo – estavão de pé declarando “Eu sou um puto” Isso foi uma coisa linda. Na hora que o Diretor Jamieson desceu lá, todos nós estávamos cantando: “Eu sou um puto. Eu sou um puto. Eu sou um puto. Eu sou um puto.” Isso fez o treinador de futebol, mandar todo mundo ficar quieto. O Diretor Jamieson o fez apitar no seu apito esportivo – o que ele apita o jogo – grande e pesado, já que ninguém reagiu ao primeiro grito que nós por favor nos sentássemos. “Por favor pessoal, só se


sentem!” Ninguém poderia continuar cantando durante o apito agudo shriek of Coach Long’s. Tivemos que bater palmas sobre nossos ouvidos, que foi muito alto. Rapidamente, toda a solidariedade terminou. “O que” o Diretor Jamieson perguntou, quando a cantoria parou e todo mundo voltou para seus lugares, quase como se nada tivesse acontecido, “está acontecendo aqui?” “Ela chamou minha irmã de puta”, Lucy disse, apontando pra Kris. “Eu... eu não fiz isso!” Os olhos azuis de Kris estavam arregalados. “Quer dizer, eu fiz, mas... Quer dizer, ela merecia isso! Depois do que ela fez ontem à noite-“ “Ela me chama de puta toda vez que pode”, Debra Mullins se prontificou do fundo da sala. “E eu não fiz nada na última noite.” “Não é uma violação do código de conduta da Academia Preparatória John Adams fazer comentários pejorativos a respeito da orientação sexual e/ou acusação de atividade sexual de alguém, Diretor Jamieson?”, Harold Minsky perguntou. O Diretos Jamieson olhou pra Kris e seu grupinho. “Realmente”, ele disse severamente. “É”. “Dr. Jamieson”, Kris disse fracamente, “isso tudo foi só um grande mal-entendido. Eu posso explicar-“ “Eu estou ansiosa pra ouvir sua explicação”, o Diretor Jamieson disse. “Na minha sala. Agora” Olhando envergonhada, Kris seguiu o Diretor Jamieson da cafeteria. Eu notei que o pequeno grupo de seguidores dela ficou pra trás, quase parecendo como se estivessem tentando parecer que não a conheciam.


Grande parte dos colegas de Kris discutia sobre a habilidade de liderança dela. Vendo-a ir, eu fiquei com vontade de chorar. Não porque Kris Parks tenha sido tão significativa pra mim, tentando me humilhar na frente de toda a escola – como se eu já não tivesse provado o suficiente que eu sou capaz de fazer tudo isso sozinha, sem ninguém mais me ajudar. Não, eu fiquei com vontade de chorar porque percebi como eu tenho sorte. Eu quero dizer, de ter uma irmã como Lucy e uma amiga como Catherine... Sem contar um monte de pessoas que eu tinha pensado que não eram meus amigos, como Harold Minsky. Eu estava em pé lá entre eles, meus olhos cheios de lágrimas, escorrendo, “Vocês, caras. Vocês caras, isso foi tão... tão doce da parte de vocês. Quer dizer, vocês dizerem que são putos... só por minha causa.” “Ah,” Catherine disse, batendo de leve na minha mão. “Eu já me chamei de puta algumas vezes pra você, Sam. Você sabe disso.” Lucy e Harold não estavam prestando nem um pouco de atenção no meu sincero agradecimento, de qualquer jeito. Em vez disso, Lucy tinha pegado o braço de Harold, e estava dizendo, “Obrigada por dizer que você era um puto por mim, Harold.” O rosto de Harold ficou mais vermelho que a flor do short dele e respondeu, “Bem, você sabe. Eu não posso ficar parado sem fazer nada enquanto uma injustiça social está sendo cometida. Eu não sabia antes que você... Bem, que você era tão revoltada na oposição da autoridade civil e política. Eu sempre achei que você fosse um pouco... bem, uma maria-vai-com-as-outras. Eu percebi que eu realmente subestimei você.” “Oh, eu sou TOTALMENTE insurgente revoltada na oposição da autoridade civil e política”, Lucy disse, apertando o braço dele. “Eu nunca passo mal na presença de sangue.” Oh, bem. Quase suficiente, de qualquer maneira. “Escuta, Harold,” Lucy continuou, “Eu sei que você não pôde no


final de semana passado, mas você quer ir ao cinema comigo no final de semana?” ”Lucy,” Harold disse, a voz dele parecia mais aguda do que o normal – também porque ele estava envergonhado, ou porque Lucy estava tipo esfregando o peito dela sobre o braço dele... embora eu não possa dizer com certeza que ela estava fazendo isso de propósito. “Eu realmente não acho... Quero dizer, eu acho que nós deveríamos manter nossa relação num, hm, nível profissional.” Lucy soltou o braço dele como se, de repente, estivesse pegando fogo. “Oh,” Ela disse, de repente parecendo como se ela fosse começar a chorar, “Eu entendo. OK.” “É só que,” Harold disse, parecendo desconfortável, “Você sabe. Seus pais. Eles me contrataram pra ser seu tutor. Eu não acho que seria certo, você sabe, nós nos vermos socialmente.” Lucy parecu chocada. Até Harold acrescentar “Pelo menos, não até antes de você passar no teste.” Lucy olhou de relance pra ele, olhando como se ela não conseguisse acreditar no que estava ouvindo. “Você quer dizer... você quer dizer que depois qu eu passar no SATs, você vai sair comigo?” “Se você quiser”, Harold disse, num tom que dizia que ele não conseguiria imaginar que, em um milhão de anos, ela continuaria querendo. Sair com ele, eu quero dizer. O que isso provou em relação a Harold? Ele não conhece minha irmã completamente ainda. “Harold”, Lucy disse, pegando no braço dele de novo, “eu posso prometer pra você duas coisas.” Harold olhou fixamente pra ela, como um homem num sonho. Então um sorriso de lado apareceu no rosto que estava brilhando como o nascer do sol sobre o Potomac (não que eu já tenha visto,


quem ia acordar tão cedo?) e ele disse: “Um: Sempre olharei pro lado bom”. Lucy sorriu de volta pra ele. “Dois: Eu nunca vou desistir de você. Jamais”. Epera um minuto... isso pareceu familiar... Hellboy. Eles estavam citando Hellboy. Isso, eu pude ver, era uma relação que ia durar muito, muito tempo. “Bem”, Debra disse, “Isso foi legal. Vejo vocês caras.” Então ela andou até onde Jeff Rothberg estava sentado, sentou no colo dele, e colocou a língua na boca dele. E eu soube depois disso que Adam Prep tinha voltado ao normal. Só dessa vez, no lado bom. “Você realmente viu Kris Parks na limosine de Random Alvarez?” Eu perguntei a Lucy, depois do sinal tocar, e nós estávamos em nossos caminhos de volta à sala. “Ou você estava só adivinhando isso?” Ela continuava atordoada com a felicidade da coisa toda de Harold, então foi difícil pra fazê-la prestar atenção. Mas depois de eu cutucar o braço dela alguns minutos, ela voltou. “Au. Você não precisa me BATER. Claro que eu realmente a vi na limusine. Você acha que eu mentiria sobre alguma coisa como essa?” “Na verdade,” Eu disse, “por mim? Sim. Eu acho que você faria. Porque a limusine de Random tem insulfilm. Não havia nenhum jeito de você ver sentado dentro dela.” “Sabe de uma coisa, Sam”, Lucy disse, o sorriso mais estranho brilhando em seus lábios, “você é a maior pata das garotas da sua sala e faça alguma coisa com seu cabelo. É totalmente fora de moda e parece realmente estúpido. Te vejo depois da escola.” E desapareceu do corredor, balançando sua mini saia enquanto


andava. E eu percebi que provavelmente nunca, jamais saberia a verdade. E o que eu descobri na verdade? Eu realmente não me importava. Lista das coisas que você provavelmente não sabia sobre Camp David:

10. Localizada a 100 milhas da Casa Branca em Catoctin Mountains of Maryland, Camp Davic foi estabelecido em 1942 como um lugar para o presidente relaxar e se divertir longe do calor e da umidade de Washington, D.C., no verão.

09. O nome do retiro do presidente Franklin Delano Roosevelt foi Camp “Shangri-La”, depois a montanha kingdom no livro de James Hilton Lost Horizon.

08. Foi renomeado de Camp David em 1953 pelo presidente Eisenhower em honra ao seu neto, David.

07. O acampamento é administrado por funcionários da marinha, e tropas da Marinha Barracks de Washington, D.C. fornecem segurança permanente.

06. Visitantes no Camp David podem aproveitar a piscina, a natureza, o campo aberto, quadras de tênis, andar a cavalo, e um ginásio.


05. Camp David é feito de muitas diferentes cabanas situadas em volta da casa principal. As cabanas incluem: Dogwood, Maple, Holly, Birch, e Rosebud. A cabana presidencial é chamada de Aspen Lodge.

04. Camp David tem sido o local de muitas reuniões internacionais históricas. Foi lá, durante a Segunda Guerra Mundial, que o Presidente Franklin Roosevelt e o Primeiro Ministro Britânico Winston Churchill planejaram a invasão dos Allies na Europa.

03. Muitos eventos históricos ocorreram no retiro do presidente, incluindo o plano da invasão Normandy, as reuniões EisenhowerKhrushchev, discussões da Baía dos Porcos, sessões estratégicas da Guerra do Vietnam, e muitos outros eventos com pessoas de cargo elevado e visitas internacionais.

02. O Presidente Jimmy Carter escolheu o local para a reunião dos líderes do Oriente Médio que conduziu para o Camp David acordos entre Israel e Egito.

E o fato número um que você provaelmente não sabia sobre o Camp David:

01. Este viria a ser o lugar onde eu, Samantha Medison, transaria pela primeira vez.


Talvez.

Capítulo 14

“Você gostaria de mais batata doce, Sam?” A primeira senhorita me perguntou.

“Hm, não, obrigada,” Eu disse.

Vê, esse é o problema de ser uma fresca pra comer: ir à casa de alguém para comer. O fato é, há poucas comidas que eu como atualmente. Ação de graças é o pior. Eu meio que, eu odeio praticamente todas as comidas que os Pilgrims já comeram. Eu não posso continuar na frente disso. Você não sabe de verdade metade das coisas que há realmente, e as poucas coisas que você pode identificar, como as raízes, são tão brutas.

Eu não como nada vermelho, exceto ketchup e molho de pizza, então automaticamente sai fora qualquer coisa com tomates. E também com framboesa. E—UGH—beterrabas.

Basicamente, todos os vegetais me fazem querer vomitar. Então


isso significa que não ervilhas ou cenouras cozidas ou feijões ou— éca—Bruxelas ao vapor.

Eu não sou uma grande fã de peru. Eu só gosto da carne vermelha. Mas todo mundo considera aquela parte, como, o pior, então eu sempre começo oferecendo carne do peito, que é carne branca, que eu não consigo comer, porque quando é feita por um master chef da Casa Branca, ela, com sorte, fica tão... Grossa.

Na minha família, é compreensível que quando nós vamos para o jantar de Ação de Graças, eu estou totalmente bem com um sanduíche de manteiga de amendoim, que minha empregada prepara sempre com carinho e sem cascas.

Então, meus pais são obrigados a compreender porque eu nem mesmo tentei comer qualquer coisa que não foi preparada com problemas. Mas ao longo dos anos, eu os treinei para apenas me deixar em paz. Quer dizer, não é como se eu fosse morrer de fome.

Mas esse era meu primeiro Ação de Graças com David e sua família. Eu ainda não tive a chance de treiná-los.

Então eu apenas me sentei e pretendia comer tudo que colocassem no meu prato, eu faria pilhas artificiais (Eu aprendi minha lição sobre tentar escondê-la no meu guardanapo) e secretamente pretendo ir até o quarto e comer o sanduíche de manteiga de


amendoim que está no meu saco de dormir.

Do lado das camisinhas que Lucy me deu.

Que eu estou tentando não pensar.

David estava claramente fazendo o mesmo (tentando não pensar sobre sexo), desde que a primeira coisa que nós fizemos depois de chegar ao Camp David—depois do nosso passeio sobre ele no Marine One, o helicóptero presidencial— foi quebrar o quadro de jogos, por conta do mau tempo (estava chovendo).

Não apenas chovendo, mas as gotas caindo tão fortemente, que depois que David apareceu para me pegar, eu estranhei se o Marine One ia estar hábil para a gente voltar.

O que não era a única indicação de que a Ação de Graças no Camp David não iria ser exatamente um piquenique. Não, eu também tinha acordado com uma enorme espinha no meu queixo. De stress. Você não podia realmente ver isso, mas eu podia sentir isso. E isso doía.

Eu não tinha pegado nenhum desses – a chuva e a espinha – como sinais de boa fortuna ou sorte. E no fim eu estava certa. Pelo menos, julgando como meu pai chegou tão longe.


Eu sempre pensei - antes de eu saber melhor – que nossos léderes da nação viviam em volta do luxo. Como eu imaginei que a Casa Branca era uma imensa mansão com peles de animais por todos os lados.

E a casa branca é bem legal, ela não é imensa, e não é tão legal como a casa do Jack Slaters em Chevy Chase. Eu acho que ela é mais legal do que a maioria das casas americanas – você sabe, tem uma piscina, e uma pista de boliche, e todas essas coisas.

Mas as coisas que são mais extravagantes são, tipo, muito velhas, e você não é permitido a usar isso. Todo o resto são coisas que você encontraria em qualquer outra casa, como a minha ou a da Catherine. Só as suas coisas normais.

E o Camp David é ainda mais simples. Eu digo, é grande, para uma casa, não me entenda errado, com todos os chalés espalhados pelo terreno. E tem uma piscina de natação e também um ginásio.

Mas não é fantástico. Eu digo, não do modo como você pensaria que uma casa de campo do líder da nação seria.

Eu acho que é porque os fundadores estavam tentando afastar essa idéia de classe dominante. Na verdade, o presidente não ganha muito dinheiro. Acho que se pode comparar ao que mamãe e papai ganham.


É claro que a família do David tem dinheiro das companhias que o pai dele tinha antes de se tornar governador, daí então presidente. Mesmo assim.

De qualquer modo, o Camp David não é um castelo. É mais como...bem, uma casa de campo.

Que o torna um lugar estranho para se perder a virgindade.

Ou não, como parece ser o meu caso. Porque eu já andei pensando nas 24 horas que se passaram e a verdade é que eu não estou.

Pronta, quero dizer.

Sim, eu sei que eu preciso de prática. Muita. Muita.

E, sim, eu sei o que eu disse em rede nacional (ok... a cabo). Eu sei que todo mundo no país – incluindo minha avó, com certeza - acha que eu sou sexualmente ativa.

E eu sei que o pior já aconteceu – ser chamada de vadia publicamente por Kris Parks- e eu já me recuperei.Mas só porque todo mundo acha que eu já “fiz aquilo”, não é uma boa razão para realmente “fazer”. Quer dizer, é um passo enorme. Com o sexo vem


a responsabilidade. E o fim da inocência. Sem falar nas possíveis DSTs e a gravidez indesejada. Quem precisa de mais isso?

Especialmente quando, vamos ser realistas, ensino médio é aborrecimento demais já.

Então, eu tinha feito minha decisão.

Agora eu só tinha que entregar as novidades para David.

O qual significa que talvez eu tenha muitos problemas atualmente, tendo que descer pro jantar. Quero dizer, David tem que pensar que ele vai Conseguir Algo hoje à noite. Ele tem que achar. Eu vi o brilho nos olhos dele quando ele quebrou o tabuleiro de Parchessi (Sim, um tabuleiro de parchessi de verdade!) mais cedo naquela tarde. Ele ainda piscou para mim antes de jogar o dado.

Eu ia acabar com todos os sonhos adolescentes dele. Ele ia me odiar.

No mais, eu não podia comer.

Eu fiquei realmente aliviada quando a Primeira Dama me interrompeu e David, e nós entramos na sala de estar para assistir Adam Sandler (Sim, o presidente assiste o filme antes de eles entrarem em cartaz para o resto da nação) isso ocupou a minha


mente para não pensar no que ia acontecer depois de irmos para a cama. Um pouco. Até a hora que o filme acabou , e a próxima coisa eu sabia, David estava me levando para a porta do meu quarto – que era na casa principal, não em um dos chalés – e disse “Boa noite, Sam” nesse tipo de voz. Esse tipo aqui “isso é para o beneficio dos meu pais” de voz.

Porque ele sabia que nenhum de nós dois ia realmente dormir.

Em qualquer momento próximo.

Ou em que ele pensou.

Eu me senti em total pânico quando ele fechou a porta do meu quarto atrás de mim. Meu quarto era um perfeito exemplo de como a casa presidencial era. Era só um quarto simples, branco com detalhes em madeira, a colcha azul-marinho sobre a cama queensize e um instante com, é claro, livros – eu não estou zoando – sobre passarinhos e como observá-los. Tinha seu próprio banheiro e vista para o lago. Mas realmente, era tudo que precisava para acontecer.

Mas esse quarto, aparentemente, era o local na qual David tinha imaginado que nós iríamos Fazer Aquilo. Depois de todo mundo ir dormir e David voltar.


O que explicou porque de repente eu me senti tão...

Nauseada.

E não era só por causa de todo o creme por cima das batatas.

A pasta de amendoim tinha ajudado um pouco.

Mas depois de ter comido isso, eu não sabia o que fazer. Quero dizer, eu não podia começar a me arrumar para dormir, ou qualquer coisa, porque quem sabe o que o poder dos meus pijamas poderia fazer com o David? Inflamar seus sentidos, ou qualquer coisa, e tornar ainda mais difícil para ele quando eu disser não. Não que os meus pijamas sejam muitos sexys, ou qualquer coisa assim, sendo de flanela, com figuras de malas nela, sobre as palavras boas viagem escrito em tudo (minha avó me deu no meu aniversário do ano passado, para quando eu viajei como embaixadora teen da ONU).

Não, era muito melhor eu estar inteiramente vestida. Assim eu me sentei para baixo na borda de minha cama e esperei. Não seria demorado agora. David estaria subindo a qualquer segundo. Assim que fosse certo que seus pais estavam dormindo. Já era mais de meia noite, logo deve vir. Os presidentes levantam-se cedo, assim certamente sua mãe e o seu pai já tinham dormido. Ele podia vir a qualquer minuto.


Qualquer minuto agora...

E eu estava pronta para ele. Eu tive meu discurso planejado para por pra fora. “David,” eu diria, olhando em seus olhos, “você sabe eu te amo. E eu sei que disse na televisão nacional (a cabo) a outra noite que eu estava pronta para dizer sim ao sexo. Mas o fato é: eu não estou. Eu sei que você me ama bastante vai compreender, e vai me esperar. Porque aquele é o que o amor real… está sendo disposto esperar.” eu desejei que eu nao tivesse pegado a senha e tentado isso durante os pesadelos de Sally antes do natal, ação imaginada e trabalhada.

Eu deveria ter usado ela agora.Eu poderia dar a David, como um simbolo do meu comprometimento para transar com ele algum dia. Algum outro dia que não hoje.

Eu poderia ter completamente imaginado eu dando isso a ele, e talvez dizendo algo verdadeiramente memorável e comovente. Talvez algo como, "'Psiu, você do outro lado. Vá com ela. 'Porque por ela, eu atravessaria, e quando isso acontecer, você será desculpado.'"

Me pareceu realmente como uma situação que gritasse para fora para umas citações de Hellboy.


Em todo o caso, eu estava pronta.

Eu tinha escovado meus dentes-apenas assim minha respiração não fede enquanto eu o deixo delicadamente para baixo-e examinei minha espinha. Nenhuma melhora. A boa noticia era que embora você ainda que não pudesse ver isso para compensar iria me ver de maquiagem. Eu poderia sentir toda sua raiva e sua irritação comigo. Eu realmente não uso muita maquiagem, apenas máscara e cover-up na maior parte e um pouco de gloss. Ainda, eu imaginei, eu deveria ter conservado posto isto adiante para o Grande-E-Gentil-Fora assim pelo menos meus cilios teriam a mesma cor que meu cabelo. Parece apenas como, você sabe, eu devo tentar ficar mais bonita para A Grande Conversa Sobre Sexo mesmo que David tenha me visto de longe o meu melhor do que épocas..

Sim, Eu estava pronta. Pronta e esperando. Somente uma coisa estava faltando. David

Falando nisso... Onde ele estava? Tinha passado quase uma hora desde que nós estavamos fora da cama. Era quase meia noite e meia agora.

De repente, eu comecei a sentir enjoo de um jeito diferente. Tinha David mudado seu pensamento? Tinha eu feito algo para ele nao querer transar comigo? Eram minhas espinhas? Será que ele as


viu?

Mas parecia altamente improvável que um garoto mudaria sua mentalidade sobre ter sexo com sua namorada por causa de uma espinha.

Mas espere um minuto. Eu não queria mesmo ter transado com ele. Entao porque eu me importei? Era algo mais, então? O que tinha acontecido na MTV? Meu Deus, teriam me avisado que se eu dissesse Sim para o Sexo na rede nacional de tv mataria a espontaneidade ou algo?

Eles estão sempre falando sobre como o sexo deve ser espontaneo no Universo. Entao eu acabei arruinando aquilo? Bem, e se eu tiver arruinado? Bom, em todo caso, eu nao quero fazer.

Mas isto não parece muito provável. O sexo não é o mesmo tipo do negócio grande pros meninos que pras meninas. Ou pelo menos não parece dessa maneira. O Oh, certo, meninos todos querem ter o sexo. Mas não obsessão sobre ele da maneira que nós. Fazem apenas. Pelo menos, é isso como aparecem nos filmes, como American Pie. Assim onde estava? Está espera me mata. Eu apenas queria dizer que eu não estava querendo começar a fazer.

Eu esperei mais cinco minutos. Ainda nada de David.


Sera que alguma coisa aconteceu? Será que ele tropeçou no chuveiro e bateu a cabeça... E se estiver caido no chão inconsciente com a boca aberta enchendo seus pulmões de água e eu estou sentada aqui?

Pior, e se David tivesse mudado sua mente?

COMO PODERIA MUDAR SUA MENTE DEPOIS DE EU TER FEITO TODA ESSA PREPARAÇÃO?

Antes que eu soubesse mesmo o que eu estava fazendo, Eu o estive em meus pés e agora tempestuoso na porta. Como o desafio? Como desafiá-lo a mudar sua mente após ter me exposto ao que eu deveria ter exposto a semana inteira? Ele não estava indo decidir que nós não tivessemos sexo depois de tudo Eu que estava decidindo aquilo. Eu tinha decidido aquilo antes que ele tivesse.

Eu desci até a entrada, escura e vazia, pensando em todas as coisas que eu estava indo dizer a ele - ou não dizer. Ele certamente não estava se drogando e falando de mim agora. De jeito nenhum. Ele teve suas oportunidades de se drogar e as desperdiçou completamente. Amor não significa mais... Querer esperá-lo. Ele estava indo para a Boa Viagem. Aquilo era o que estava indo. Quando vi a porta do quarto de David eu pude ver uma luz baixa brilhar por debaixo da porta. Então ele estava acordado. Ele estava acordado! Ele não nem ao menos se incomodou em mecher sua


bunda preguiçosa para ir ao andar debaixo me dizer que depois de tudo não tinha sexo. Yeah, Obrigada! Obrigada por me avisar. Quem sabe quanto tempo eu permaneci acordada, esperando para dizer Não para o Sexo antes de eu ter vindo?

Eu não sei qual foi a razão de eu ter aberto a porta sem mesmo ter batido e fica lá, olhando pra ele furiosamente.

Mas nao como num romance de novela. Mais como: eu estou indo matar você de outro jeito. David olhou por cima do livro que lia na cama.

Um livro de arquitetura.

Quando eu sua namorada ficou sentada por horas esperando por ele para dizer que estava preparado.

David pareceu mais do que um pouco surpreendido por me ver. Você sabe, considerando.

“Sam,” Disse, fechando o livro -mas não totalmente, ele deixava um dedo pra marcar onde ele estava lendo- “está tudo certo? Você não está doente ou algo, é você?” Seriamente. Eu quase me perdi, então é lá.

“Doente?” Eu gritei. “DOENTE? Sim, eu sou doente. Doente de


ESPERÁ-LO.” Isto me fez examinar seu dedo para fora do livro e ajustá-lo realmente de lado. Olhou interessado.

Também, eu não poderia brigar com ele enquanto ele estava me olhando totalmente sexy. Não só porque na maior parte ele não usava blusa Mas também porque, vamos encarar: David olha sempre sexy.

“Esperando por mim?” David, olhava genuinamente perplexo, e quis saber. “Esperando por mim pra que?”

Eu não podia acreditar nisso. EU NÃO PODIA ACREDITAR. Sexy ou não, que perguntar era essa?

“PARA TER SEXO,” Eu quase gritei.

Eu somente não queria acordar seus pais. E deixar em paz o serviço secreto. Então eu sussurrei alto.

Mas mesmo que eu tivesse falado baixo em vez de grita pra ele, David ficou me olhando totalmente chocado. Sua cara na luz baixa da lâmpada de leitura ao lado de sua cama , começou a ficar tão vermelha como meu cabelo antigamente.

“Sexo?" Ecoou pelo quarto


"Você sabe do que eu estou falando” Eu disse não acreditando que tinha dito isso. O que havia de errado com ele? “Você é quem me trouxe aqui em cima"

“Eu?” Sua voz meio que se quebrou ao falar “Quando?”

“Fora de minha casa,” Eu disse impaciente. Que havia de errado com ele? Talvez ele tivesse realmente deslizado e batido a cabeça do chuveiro. “Se lembra? Você me convou para o Camp David para jogar Parcheesi.”

“Yeah,” David disse, agora olhando normalmente. Mas também ainda quente. “Que nós já estavamos prontos.”

Qual de nós. Oh, meu Deus. Eu não podia acreditar que ele tinha dito aquilo. Também, ele falou com um olhar tão quente.

“Mas eu meio que não falei isso…” David falou gaguejando. “Quando eu disse Parcheesi, eu meio que era outro significado...”

Algo frio prendeu meu coração. Seriamente. Era como se alguém tivesse despejado um jarro de água na minha cabeça e um monte de cubos de gelo tivesse deslizado na minha blusa.


Porque era óbvio pela expressão na cara de David - para não mencionar, a maneira estava agindo- quando tinha dito Parcheesi, ele… Parcheesi realmente tinha outro significado.

"Mas,” Eu disse, em uma voz pequena, “você… que você disse você pensou que nós estávamos prontos.”

“Prontos para passar o fim de semana juntos com meus pais,” Disse David com uma caracteristica estranha na sua voz. “E era tudo que significava e ponto.” Então, seus olhos que se alargaram, “Era sobre isso que você queria falar na outra noite? Quando você disse você disse sim ao sexo?”

"Bem, yeah,” Eu disse. “O que você pensou que eu achava?”

O David deu de ombros. “Eu pensei que você estava tentando dar um ponto final do meu pai. Aquilo tudo. Eu não soube que você REALMENTE… você sabe. Diz sim ao sexo.”

Especialmente quando ele realmente não tinha me perguntado.

“Oh,” Eu disse.

Então eu quis morrer.


Porque teve tudo isso pra nada. Todo esse trabalho, todas as conversas com a Lucy, a palavra Sim ao sexo, o puta solidário, tudo isso... Pra nada.

Porque David nunca tinha significado que nós teriamos sexo este fim de semana.

E eu era quem tinha chego à conclusão que Parcheesi significava sexo

E era eu quem tinha suposto que quando David falou que estavamos prontos, ele tinha dito que estavamos prontos pro sexo.

E era eu quem tinha dito Sim ao sexo sendo que ninguém depois fora me perguntou se eu realmente achava isso.

Tudo tinha sido eu. Eu tinha trazido toda preocupação e angústia em cima de mim mesma.

Para Nada.

Deus. Como estou totalmente envorganhada.

“Hmm” Eu disse. Agora era a minha vez de ficar vermelha... Meio que o que ele poderia pensar de mim? Que eu viria até o seu quarto exigindo saber por que nós não tinhamos sexo se


estavamos prontos. Ele meio que deve pensar que sou uma lunática. “Yeah. Escute. Hmm. Eu apenas, hmm, estou indo...”

Exceto com cada parte traseira da etapa para a porta, eu não poderia ajudar observar. Como como David bom olhou no fulgor da lâmpada.

E como o verde seus olhos era, a cor exata do gramado no Kentucky Derby.

E como olhou ainda assim confuso, e adorável, tipo o geeky-boy de maneira com seu tipo de cabelo onde tinha começado mushed de encontro ao headboard como estava lendo.

E como era extenso seu olhar-aconchegante assim como seu peito, e como se sentiria se eu descansasse minha cabeça lá, e escutasse seu coração batendo…

E de repente, eu me ouvi falando, “Hmm, você poderia esperar aqui um segundo?”

Como estava indo em algum lugar

Então eu girei ao redor e funcionei tão rapidamente voltei para meu quarto.


Quando eu voltei, quase sem respiração.

Eu prendia também um saco de papel marrom.

David olhou de relance para ele, então olhou pra mim.

“Sam,” Disse, numa voz tipo suspense não desagradável. “O que está no saco?”

Então eu mostrei.

Capítulo 15

Quando eu cheguei em casa no dia seguinte, eu fiquei chocada ao ver meu pai sentando no quarto, escutando Rebeca tocar “New York , New York” no clarinete. "O que você está fazendo aqui?" Eu abri a porta e Manet correu até mim com o som da minha chave na fechadura e pulou em cima de mim. Rebecca abaixou seu instrumento e disse “Com licença. Eu estou tocando ainda.” “Oh,” Eu disse, voltando. “Desculpa.” Meu pai, que não lia o jornal, não falava no telefone, ou fazia qualquer coisa, realmente exceto aparentemente escutar o desempenho da sua filha mais nova, sorrindo um pouco pra mim dolorosamente como se estivesse esperando a canção terminar. Assim que terminou aplaudiu como se realmente tivesse admirado.


"Isto é ótimo" Disse com entusiasmo. "Obrigada" Rebecca virou a página de seu livro de música “E agora, continuando meu tributo às grandes cidades e nações, eu tocarei a canção ‘Gary, Indiana’ The Musica Man.” “Uh, você poderia esperar até que eu encher minha caneca?” Meu pai pediu, mantendo levantada sua caneca de café vazia. Então se apressou para fora da cozinha. E eu olhei pra Rebecca "O que" Eu perguntei pra ela "Está acontecendo?" "São as grandes mudanças do Papai depois que você disse sim ao sexo na TV" ela disse encolhendo os ombros. "Então decidiram gastar seu tempo com nós. Então eu estou tocando em casa canções do meu repertório para ver até quanto tempo ele vai durar. Até que ele gostou... Um pouco... Dou só mais duas músicas." Impressionada, eu carreguei meu saco de noite na cozinha, e senti cheiro de algo. Eu fiquei chocada por ver minha mãe, e não Theresa, abrindo o forno, “Você quer um donut para você?” Falou para meu pai, que reenchia sua caneca de café. Eram bolinhos com lascas de chocolate. Minha mãe, advogada ambiental, estava fazenco bolinhos com lascas de chocolate. Seu PDA nunca tinha se visto igual. Meu saco caiu das minhas mãos e aterrou com uma batida no assoalho. Minha mãe olhou sobre seu ombro pra mim e sorriu. “Oh, Sam,” Disse. “O que você está fazendo em casa? Eu pensei que você ia passar fora o fim de semana.” “Nós tivemos que voltar cedo,” Eu disse "O pai de David quis conversar com seus conselheiros para dar iniciativa ao retorno do


projeto da família antes do congresso de segunda-feira. O que você está fazendo?" "Fazendo cookies, querida." Disse puxando a bandeja do forno "Cuidado , eles estão quentes" Falou para o meu pai que tentava alcançar algum. "Porque vocês não ficaram na Vovó?" Eu perguntei. "Essa mulher está me matando." Meu pai disse tentando pegar o cookie de qualquer jeito e queimando seus dedos. "Richard,” Minha mãe disse, estreitando os olhos pra ele. E disse para mim “seu pai e sua avó tiveram um pequeno desentendimento, assim nós viemos para casa cedo.” “Pequeno?” Meu pai disse, após engolir um pouco de café e enfiando na boca um bolinho, pois prefiria queimar a lingua do que os dedos. "Não tinha nada de pequeno nisso" "Richard," Mamãe disse "Eu avisei que os cookies estavam quentes." Meu pai ficou olhando mais dois de qualquer maneira, e colocando eles em um guardanapo. "Vejos vocês", disse se dirigindo a sala e Manet o seguindo com esperanças que deixasse cair algum cookie no chão "‘Gary, Indiana' me espera.” “Ok, seriamente.” Eu olhei fixamente pra minha mãe. “ O que está acontecendo aqui? Eu saio noite, e vocês de repente se tornam os Cleavers? Onde está Theresa?” "Eu dei um fim de semana de descanso" Tentando raspar os cookies que ainda estavam grudados na bandeja. Infelizmente, não estavam desgrudando facilmente. “É importante para ela gastar o tempo com sua própria família, você sabe. Assim como é importante para nós passarmos o tempo juntos também. Eu e seu pai discutimos e concordamos com o presidente... Claro que nem tudo naturalmente.”


Teve um trabalho particular de tentar raspar o cookie. "Mas agora é tempo de começarmos a gastar mais tempo com você e com as meninas." Ela falou. "Seu pai pensa que talvez Lucy estudasse mais se nós mantivermos um olho nela. E você sabe o que os professores de Rebecca dizem sobre sua necessidade para mais socialização. Isso é porque seu pai e eu estaremos cortando horas no escritório. Verdade, significará menos dinheiro. Foi por isso que seu pai brigou com sua avó." Minha mãe fez uma careta. "Mas... Então eu nunca fiquei entusiasmada de passar o Natal lá de qualquer maneira." Eu olhei fixamente apenas pra ela, mal conseguia registrar o que ela estava falando. Mamãe e Papai estavam gastando mais tempo com nós? Isso era uma coisa boa? Uma coisa ruim? Ou uma coisa muito ruim? "E sobre mim?" Eu resumunguei. "O que sobre você, querida?" Minha mãe perguntou. "Bem, meio que... Sobre o meu castigo neste final de semana? Ou pelo que eu disse na TV?" “Oh, querida.” Minha mãe sorriu para mim. “Você sabe que nós não nos preocupamos muito sobre você, Sam.Você teve sempre uma cabeça tão boa em seus ombros.” Então adicionou vivamente, “mas eu imagino se eu ficar em casa mais, eu posso pelo menos fazer algo pelo seu pobre cabelo." Sorriu para mostrar que era graciosa… Somente eu poderia dizer que não era realmente. “Huh,” Eu disse. “Bom.” Como alguém em choque, eu estava subindo as escadas para ir pro meu quarto. Meu pai tinha prometido que iria haver GRANDES mudanças em torno de nossa casa.


Eu nunca imaginei que seriam tão grandes. Eu estava tão em choque que nem escutei a Lucy me chamar enquanto passava na frente do seu quarto com a porta aberta. E só na segunda vez que ela gritou "SAM", que eu percebi que estava falando comigo. Coloquei a cabeça no seu quarto para saber o que queria. "Você voltou cedo!" Lucy gritou, onde estava deitada na sua cama com uma revista Vogue ou qulquer outra. “Você também” Eu disse. “O papai e a vovó realmente se desentenderam?” “Totalmente” Disse Lucy “Bem você sabe como eles são. Eles vão estar se falando na Segunda-feira. Eu espero, já que eu queria um biquíni novo para Aruba. Então... Como foi lá?” •. “Bem” Eu disse consciente do fato de que Lucy tem uma memória de longo prazo como um Gato, e é improvável que ela vá lembrar de toda a nossa conversa de semana passada, ou mesmo que foi ela quem me comprou os anticoncepcionais. Mas eu acho que a nossa conversa seria bem mais importante do que eu pensava – em todo o caso, acho que o monitoramento de Harold havia melhorado a sua memória – porque ela disse “Vem cá, e me conta tudo sobre, você sabe. Isso” Eu entrei sorrateiramente no quarto dela e fechei a porta, então ninguém poderia ouvir a nossa conversa – não que isso seja provável de qualquer jeito, considerando que Rebecca estava tocando muito alto em seu clarinete. “Então” Começou Lucy batendo de leve no colchão atrás dela para que eu me sentasse lá “O que aconteceu? Com o David, quero dizer? Você dois, você sabe, Fizeram Aquilo?” “Bom,” Eu disse, sentando no lugar do colchão onde ela havia indicado “ A verdade é..” Os olhos de Lucy se arregalaram “Sim?”


“Basicamente...” eu disse respirando fundo “Eu pulei nos ossos dele” Lucy começou a gritar e dar pulinhos de onde estava sentada. Foi quando eu percebi que a revista que ela estava lendo com tanta intensidade era o livro preparatório do SAT. Uau. Ela realmente ama o Harold. “Então, o que aconteceu EXATAMENTE?” Ela precisava saber “Você usou a espuma certo? E a camisinha? Porque você tem que usar os dois. Heather Birnbaum usou apenas a camisinha e ela estourou, e teve de ir viver com a tinha em Kentucky.” “Nós usamos a espuma” Eu disse “E as camisinhas. Obrigada por isso” “Você teve—Você sabe?” Lucy deixou a voz dela num sussurro “Eu acho você precisa de prática,” disse eu começando a corar “para que isso aconteça. Mas a gente chega lá” “SÉRIO?” Lucy pareceu ansiosa “Tiffany sempre dizia no trabalho. Praticando com o bocal no chuveiro e tudo mais. Mas eu nunca acreditei muito nela. É bom saber que ela não estava mentindo completamente.” Eu olhei curiosa para ela. “Bom” Eu disse “Quero dizer, você não teve a sua experiência pessoal? Quero dizer entre você e Jack?” “JACK?” Lucy riu histericamente como se fosse engraçado “ Oh, meu Deus. JACK”. Eu olhei fixamente para ela. “Mas...” Alguma coisa não entrava na minha cabeça “Lucy, você e o Jack – vocês dois fizeram, certo?”. Lucy fez uma careta.


“Eca. Eu com o JACK? Nunca!” “Espera...” Eu olhei fixamente e o mais espantada que pudesse “Então... você é... você é VIRGEM?”. “Mas é claro” Ela me olhou confusa “O que você pensou?”. “Mas você e Jack namoraram durante três anos!” “E daí?” Para alguém que tão alegremente me deu anticoncepcionais e dicas sobre sexo, Lucy pareceu indignada com a sugestão de não ser tão pura quanto a neve que cai. “Quer dizer, ele queria, mas eu ficava tipo, Sem chances, camarada!” “Mas Lucy” Eu exclamei “A espuma! E as camisinhas! Foi você que as comprou para mim” “Bom, mas é claro” Disse Lucy se explicando “Eu não queria que você fosse à farmácia e pegasse você mesma e fizesse disso um Incidente Nacional. Bom isso foi antes de você deixar óbvio que você não se importa com QUEM sabe sobre suas coisas, anunciando isso em rede nacional. Mas isso não quer dizer que eu tenha usado isso. A espuma, quero dizer. Eu só ouvi sobre isso, você sabe. Da Tiffany.” “Mas”—essa era a parte que eu estava com mais problema para entender—“No outro dia, no refeitório, você chamou a si mesma de vadia” “E daí?” Lucy jogou um pouco para trás o seu cabelo vermelhobrilhante “A Catherine também”. Eu olhei fixamente para ela chocada “Então você fez aquilo por mim? E você e o Jack - todo esse tempo - vocês nunca... Nunca...?” “Fizemos Aquilo?” Lucy agitou a sua cabeça “De jeito nenhum, eu já te disse, ele não era O Único”. “Mas... Mas você me fez pensar que era. Por um longo tempo. Você não pode me dizer que não era. Você me disse que ela era o seu primeiro”


“Meu primeiro AMOR!” Disse Lucy “Não o meu primeiro... Você sabe” . “Mas...” Eu não conseguia acreditar no que estava ouvindo “Por que?” “Eu não sei” Lucy encolheu os ombros “Quero dizer, yeah, eu pensei algumas vezes se ele não era o cara certo. Mas eu nunca tive certeza. Sabe? Como você tem certeza do David e eu do Harold” “Você acha que o Harold... é O Aquele?” Eu perguntei. Eu devo ter torcido o nariz quando disse isso, ou algo parecido, porque ela logo veio responder na defensiva “Sim eu acho, por que? O que há de errado com o Harold?” “Nada” Eu disse “Eu acho que vocês dois vão ser muito felizes juntos. Depois que você passar nos SATs e tudo mais” Aparentemente mais calma ela disse “Então me fale sobre isso. Dói da primeira vez? Os pais dele suspeitaram? Onde vocês Fizeram Aquilo, no quarto dele ou no seu? E sobre o serviço secreto? Eles estavam por perto? E sobre-” As perguntas continuaram mais e mais. E por mais que eu estivesse totalmente envergonhada para responder, eu tentei. Afinal eu devo isso a ela. A maneira como eu me sinto realizada para sempre. Isso era o mínimo que eu poderia fazer para devolver o favor. Mesmo porque, para que servem as irmãs? “Sam! Você Mostrou!” Dauntra acenou para mim descontroladamente por detrás da caixa registradora quando eu cheguei para o meu turno.


Bem, mais do que estar louca comigo. Eu pensei totalmente que estaria. Por eu ter ajudado-a, cobrindo o seu turno, enquanto ela estava presa por sua iniciativa contra o fascismo do presidente. “Hey Dê.” Disse eu entrando atrás do balcão para cumprimentá-la “Como foi o seu Ação de Graças?” “Uma droga” disse Dauntra “Eu pensei que você fosse passar o fim de semana na casa da sua avó” “Eu ia” Eu disse “Mas eu acabei indo para o Camp David” Dauntra gritou “Camp David? Não é o lugar onde o presidente passa as folgas?” “Um dos” Eu disse. “Cara” Dauntra balançou a cabeça “E ele LEVOU você? Depois de você tê-lo esmagado no debate na TV?” “Eu não o esmaguei” Disse eu desconfortável “Eu apenas indiquei que poderia haver uma maneira melhor do que aquela que ele sugeriu” “Você indicou para ele” Dauntra ecoou o que eu disse “Cara, você é tão legal” Eu olhei por detrás do meu ombro para ver com que ela estava falando. Mas a única pessoa além de mim na loja eram alguns nerds, procurando por Kurosawa Shelves. “Quem?” Disse eu “EU?” “É, você” Disse Dauntra “Nenhum de nós consegue parar de falar em como você colocou o Homem no lugar dele, sem nem mesmo ter que fazer uma passeata”. “Humm” Eu disse, não tinha muita certeza sobre o que ela estava falando, mas parecia ser isso mesmo. Quero dizer, não tem muitas pessoas que me acham legal, exceto meu namorado é claro, e eu acho que a minha irmã mais velha. “Obrigada”.


“Estou falando serio. Kevin queria saber se você queria vir algum dia. Sabe sair” “Na sua casa?” Meu coração falhou uma batida, eu nunca tinha imaginado que seria convidada “Para sair” por uma pessoa tão legal quanto Dauntra. Quero dizer nos somos amigas de trabalho, e tudo mais. Mas fora do trabalho? “Claro, eu posso levar o David?” “O primeiro filho?” Disse Dauntra disse orgulhosamente “Por que não? Isso seria legal. Ah, a propósito você me inspirou” Ela se encaminhou até o folder e tirou uma folha de papel de lá e me entregou “ Quando Stan vier revistar a minha mala hoje, eu vou entregar isso a ele”. “O que é isso?” Perguntei. “Um e-mail” disse Dauntra toda orgulhosa “Da minha advogada. Da UCLA. Ela pegou o meu caso. Eu decidi isso em vez do catchup. Para, você sabe. Pegar o caminho Samantha Madison.” Eu pisquei para ela “Procurar um advogado para nenhum dos funcionários terem que passar por vistorias no fim do turno é o caminho Samantha Madison?” “Totalmente” Dauntra disse “É melhor que uma passeata/greve. E você certamente não quer que as suas roupas fiquem sujas. E a minha nova advogada pode fazer com que a gerencia passe para as minhas mãos” “Uau,” Eu disse devolvendo o e-mail para ela “Está impressionada” “Deveria estar. Fiz tudo isso por sua causa. Hey, você se divertiu? Eu a olhei curiosa “Me diverti?” “No Camp David. O que vocês fizeram lá? Deve ter sido entediante. Estava chovendo o tempo todo certo?” “Oh,” Disse eu arrumando a figura de ação da Sally “Nós


encontramos o que fazer” “Oh, meu Deus” Alguma coisa na voz de Dauntra me fez olhar para ela. Que estava olhando fixamente para baixo onde eu estava. “Oh meu Deus, Sam” Disse ela “Você e David... Fizeram Aquilo?”. “Humm” Eu senti as minhas bochechas - que fizeram isso um milhão de vezes nesse mesmo dia - começarem a ficar vermelhas, eu olhei para os lado para ver se Stan ou Chuck estava por perto. Mas a única pessoa que estava por ali era o Sr Wade, que estava procurando algum lançamento na seção de arte. “Humm” Eu disse. Não havia razão para eu ficar na defensiva. Não era Kris Parks. Era Dauntra, Dauntra nunca seria capaz de chamar algum de vadia. Exceto Britney Spears, mas isso é natural. “Sim” Disse eu, mesmo que a minha boca parecesse muito seca “Nós fizemos” E Dauntra apoiou o cotovelo na caixa registradora e o queixo na mão e perguntou-me alegremente “Não é legal?” Eu pisquei “O que é legal?” “Com licença” O Sr Wade estava de frente para o balcão “Eu gostaria de saber se você reservaram um DVD, para Wade, W—” “A—D—E” Dauntra disse cansada “Cara, nós SABEMOS quem é você. Você está aqui todos os dias” O Sr Wade ficou olhando o balcão “Oh” ele disse “Eu não achei que você fosse se lembrar de mim” “Cara” Dauntra disse enquanto verificava o DVD “Cai na real. Você é inesquecível” Daí ela olhou para trás e disse para mim “Sexo. Quero dizer, sexo não é divertido?”


Eu olhei de relance para o Sr Wade que estava com os olhos presos em seu boné, então desviei o olhar para Dauntra e forcei um sorriso. “Sim,” Eu disse “É, sim” “Como foi o seu fim de semana de Ação de Graças?” Foi isso o que o David me perguntou na próxima vez que nos vimos, na aula de desenho vivo da Susan Boone de terça-feira. Ele estava sorrindo daquele jeito, um sinal claro de que ele estava brincando. Mas eu respondi com toda a sinceridade que eu pude: “Quer saber” Eu disse “Foi muito bom. E o seu?” “Incrível” Ele piscou “O melhor Ação de Graças de todos” Nós dois ficamos lá sorrindo debilmente, até que Rob veio todo apressado com seu bloco de desenho, esbravejando sobre como havia esquecido o seu lápis de ponta macia. Então não estávamos tão sozinhos assim, então começamos a arrumar nossos carvões e borrachas em cima do bloco de desenho. Mas eu ainda estava sorrindo. Porque sabe tudo aquilo que estava me enchendo de preocupação, sobre quando um casal transa, só pensa em sexo o tempo todo? Não é verdade. Quer dizer, eu penso sobre isso. Muito. Mas não o tempo todo. E Eu sei que não é só sobre isso que o David pensa, muito menos. Eu posso dizer, porque essencialmente nossa relação não mudou, a última coisa que ele faz a noite continua sendo me ligar, assim como a primeira coisa que faz de manhã é me ligar. Como sempre. E ele foi a primeira pessoa que ficou sabendo que não foi si na minha casa que ocorreram Grandes Mudanças, quando cheguei


segunda-feira na escola encontrei mudanças também, que ocorreram quando estávamos ausentes, no feriado de Ação de Graças, a maior delas foi que o Caminho Certo se dissipou, todos os seus membros tirando um - Kris Parks - caíram fora. Mas isso não é tudo. Sabe que mais aconteceu com Kris Parks? Yeah, ela não é mais a presidente da classe. Porque você não pode quebrar o código de conduta da escola (O que Kris fez, me chamando de vadia na frente de um monte de gente) e manter a sua posição governamental, porque você tem que ser um exemplo para as pessoas. Então, Freu Rider, que era o vice-presidente vai assumir o posto de presidente da classe até as próximas eleições que serão depois da primavera. Um grupo de pessoas—bem, ok, Catherine, Déb Mullins, Lucy e Harold—acham que eu deveria concorrer. Para presidente de classe. Mas realmente eu tenho coisas suficientes para fazer, muito obrigado, como as minhas aulas de arte, meu emprego, e a coisa de ser embaixadora teen. Mesmo porque, para ser presidente da classe você tem que se IMPORTAR com a escola. E eu não. Me importo com a escola, quero dizer. Mas vou admitir, eu comecei a gostar um pouco mais disso esses dias. “Hey, sabe quem vai para a Califórnia no próximo fim de semana, para uma arrecadação de fundos?” David perguntou para mim. “Deixe-me adivinhar” Eu disse, mudando a folha do meu bloco de desenho para uma limpa. “Seus pais” “Yeah. E eles vão no sábado à noite. Eu vou ter aquela enorme casa branca só pra mim” “Bom pra você” Eu disse “Você pode dançar nela só de roupa de


baixo e óculos escuros como Bob Seger” “Eu estava pensando que seria bem mais divertido se você estivesse lá” David disse “A gente poderia alugar o novo filme do Mel Gibson. Sabe, aquele que acabou de lançar” “Eu tenho que ver com meus pais” eu disse “Mas... certamente eles vão dizer que sim” “Excelente” Disse ele parecendo o Sr Burns, dos Simpsons. “Olá, para todos” disse Susan Boone entrando na sala, sendo seguida por um Morbidamente sonolento Terry. “Estão todos aí? Todos prontos? Terry se não se importar...” Terry tirou o robe e subiu na plataforma, pouco antes de cochilar, e começar a soltar suaves roncos. E dessa vez, quando eu o desenhei que tentei me concentrar no todo, e não em partes. Eu fiz um rascunho do quarto em volta dele, e depois do seu lugar nele, tentando construir meu desenho da maneira que se constrói uma casa, da base para cima, mantendo na mento que tem que estar em contrapeso, entre o assunto do meu desenho e o fundo que o suporta. E eu acho que acertei, porque quando chegou a hora da crítica dos trabalhos do dia Susan pareceu satisfeita com o meu resultado. “Muito bom, Sam” Ela disse sobre o meu desenho “Você realmente aprendeu” “É” Eu disse surpresa “Eu acho que sim” FIM


A garota americana #2 quase pronta meg cabot