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Atraso no PAC gera R$ 28 bi de prejuízo Somente a obra da transposição do Rio São Francisco é responsável por R$ 16,7 bilhões do montante, segundo estudo da CNI.

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Editores: Saulo Moreira smoreira@jc.com.br Mona Lisa Dourado mldourado@jc.com.br Fale conosco: (81) 3413.6186 www.jconline.com.br/economia Twitter: @jc_economia

Recife I 27 de maio de 2014 I terça-feira

Prejuízo de R$ 28 bi no PAC INFRAESTRUTURA Perdas são resultado do atraso em 6 obras. Somente na transposição do Rio São Francisco, desperdício é de R$ 16,7 bi Ricardo B. Labastier/JC Imagem/10-5-2012

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atraso de seis obras de infraestrutura do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) gerou uma perda de aproximadamente R$ 28 bilhões ao País de acordo com um estudo realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Somente a transposição do Rio São Francisco trouxe um prejuízo de R$ 16,7 bilhões, incluindo os R$ 11,7 bilhões que deixaram de ser gerados em função da indisponibilidade da água nos locais que seriam beneficiados pelo projeto nos Estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará. “Consideramos o impacto que a transposição teria gerado com os projetos de irrigação e o que isso provocaria no Produto Interno Bruto (PIB) dessas localidades”, explica a analista de Política e Indústria da CNI, Ilana Ferreira. Segundo ela, o aumento de 1% no volume de chuvas dessa região traz um impacto de 0,9% no PIB do agronegócio. O PIB mede a geração de riquezas. A transposição vai levar água a 390 municípios dos quatro Estados, beneficiando terras férteis que não são completamente aproveitadas na produção de alimentos devido à escassez de água. Para calcular a perda, os técnicos da CNI levaram em consideração o fato de que as obras só serão finalizadas em 2015, adotando a previsão de que o Eixo Leste seria concluído em 2010 e o Eixo Norte em 2012. A transposição prevê a constru-

ESTUDO CNI também calculou quanto obras deixaram de gerar ção de dois grandes canais: o Eixo Leste e o Eixo Norte. O primeiro capta a água em Floresta, no Sertão do Estado, e acaba na cidade de Monteiro, na Paraíba. O segundo começa em Cabrobó e vai até Jati, no Ceará. As obras do projeto começaram em 2007. Os outros R$ 5 bilhões são considerados perdidos, de acordo com o estudo, porque é o quanto renderiam os recursos empregados no projeto, caso fossem aplicados no mercado financeiro.

Além da transposição, o estudo analisou o prejuízo provocado pelo atraso de cinco obras: o aeroporto de Vitória (ES); o projeto de esgotamento sanitário da bacia do Cocó (CE); a ferrovia de integração Oeste-Leste (BA); o trecho da BR-101 em Santa Catarina e as linhas de transmissão das hidrelétricas do Rio Madeira. As perdas provocadas pelo atraso dessas obras foram, respectivamente, de R$ 179,5 milhões; R$ 59 milhões; R$ 9,2 bilhões; R$ 342 milhões e R$ 1,6 bilhão.

Projetos têm baixa qualidade Os atrasos das obras citadas no estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) estão associados à baixa qualidade dos projetos básicos desses empreendimentos. “A exceção foram as linhas de transmissão das hidrelétricas do Rio Madeira”, conta a analista de Política e Indústria da CNI, Ilana Ferreira. Os projetos básicos são usados para indicarem o que deve ser feito na construção e apontam também o orçamento da implantação do empreendimento. “Uma das propostas da CNI é que o governo federal

aprimore os projetos básicos, evitando aditivos, o que faz a obra parar”, afirma. Quando o projeto básico indica um custo menor do que o real, o governo federal tem que fazer um termo aditivo para poder pagar a despesa a mais. “Se esse termo aditivo passar de 25% do valor da obra, é feita uma nova licitação e isso resulta numa paralisação da obra”, conta. Na transposição do Rio São Francisco, a má qualidade dos projetos básicos levaram a União a fazer novas licitações para dar continuidade à construção do em-

preendimento, o que contribuiu para o atraso. A transposição terá um custo de R$ 8,2 bilhões. O estudo da CNI também diz que o Brasil investiu 2,3% do PIB em infraestrutura em 2013. “É muito baixo, porque os países que competem com a indústria nacional investem entre 5% e 7% do PIB em infraestrutura. A baixa qualidade da infraestrutura diminui a competitividade”, conta Ilana. O estudo da CNI será enviado a todos os candidatos que estão disputando a eleição presidencial.

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