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cidades k ciência/meio ambiente Fotos: Michele Souza/JC Imagem

www.jconline.com.br/cma

CAMPO GRANDE Local funcionará de segunda a sábado, das 8h às 17h e tem coletores para lixo comum, reciclável e entulho

Recife ganha espaço para descartar lixo

DETRITOS A primeira ecoestação, onde a população poderá colocar entulho, material reciclável e até mesmo móveis fora de uso, foi inaugurada no bairro de Campo Grande

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ecife ganhou ontem o primeiro espaço voltado para coleta seletiva de lixo e recebimento de resíduos, localizado no bairro de Campo Grande, Zona Norte da capital. A primeira ecoestação, como foi batizado o projeto da prefeitura, vai disponibilizar equipamentos para descarte de metralhas, materiais recicláveis, móveis e utensílios domésticos em desuso, além de resíduos de podas de árvores. Nesta primeira etapa do projeto, a prefeitura pretende instalar mais seis ecoestações até o final do próximo semestre, uma por mês. Na primeira unidade do Campo Grande, foram instaladas uma máquina de lixo comum, duas máquinas coletoras de metal, vidro, papel e plástico e quatro caçambas para receber entulhos, tralhas e móveis que não estão mais sendo usados. O local funcionará de segunda a sábado, das 8h às 17h e vai ser administrado por um educador ambiental e um auxiliar de serviços gerais. “É o inicio de uma grande transformação que queremos fazer na educação ambiental do Recife. Queremos oferecer à população a oportunidade de colocar o lixo no lugar certo, principalmente os que vão para a coleta seletiva, e não jogar na rua, nas praças, nos canais ou rios. Com isso a gente melhora o meio ambiente e deixa a nossa cidade mais limpa”, comentou o

LIMITE Cada um pode levar até 10 sacos de 100 litros por dia

prefeito Geraldo Julio. De acordo com ele, a prefeitura vai aumentar de três para cinco o número de caminhões-lixo que fazem o recolhimento em Campo Grande e bairros vizinhos. Além disso, 100 caminhões já fazem coleta seletiva em 54 bairros da cidade. “Estamos dando oportunidade das comunidades terem uma vida melhor, mais saudável, com novos hábitos”, completou. A instalação da ecoestação não agradou a dona de casa Severina Isaura. Para ela, o espaço não foi adequado porque a prefeitura teve que se desfazer de uma praça. “Eu moro a 50 metros e vai ficar horrível o cheiro de lixo. É claro que eu não acho errado, mas outro lugar deveria ser escolhido”, reclamou. Já a vizinha, Solange de Souza, 43, achou o local apropriado. “Eles tiraram gente que ficava usando drogas e se prostituindo aqui na praça. Usaram o espaço para dar utilidade pública. Além disso, antes tinha muito lixo e muita muriçoca. Eu vou usar e jogar lixo todos os dias”, salientou. Para evitar que lixo industrial e hospitalar sejam despejados no local, a prefeitura só vai permitir que cada pessoa deposite apenas 1 metro cúbico de lixo por dia (equivalente a 10 sacos de 100 litros). A ecoestação Campo Grande custou R$ 533 mil e sua operação mensal está estimada em R$ 47 mil.


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