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Seca faz preรงo do leite em caixa aumentar Item subiu por causa da dificuldade para produzir na estiagem. k cidades/economia 5


Recife I 9 de abril de 2014 I quarta-feira

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Seca aumenta preço do leite INFLAÇÃO DO ALIMENTO Índice da FGV constata reajuste de 3,2%. Em alguns supermercados locais, a variação foi de 3,5% Michele Souza/JC Imagem

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leite longa vida (de caixinha) está mais caro e o aumento do preço ocorre por falta de chuvas. A alta do produto chegou a 3,20% em março último, comparando com fevereiro, segundo o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). A estiagem atingiu os Estados que são os maiores produtores: São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Paraná. Um supermercado local registrou uma variação de 3,5% no preço do leite longa vida de março, comparando com fevereiro. Ou seja, em alguns casos, a alta foi um pouco maior do que a registrada pela FGV. “O preço está subindo há um ano e meio por causa da estiagem. Primeiro ocorreu a seca no Nordeste. Agora, é a do Sudeste”, resume o vice-presidente da Associação Pernambucana dos Supermercados (Apes), Djalma Cintra Júnior. Geralmente o leite tem uma alta em abril, quando começa o período seco do Sudeste/Centro-Oeste. O problema é que este ano a estiagem começou forte nas duas regiões a partir de janeiro. Isso fez os produtores de lá terem menos alimentos para oferecer às vacas, o que provocou a redução na produção de leite. Nessas regiões, algumas fa-

mar, porque as pessoas não deixam de consumir o básico. Já com relação aos iogurtes, geralmente o consumidor passa a comprar embalagens menores”, conta Djalma. Segundo ele, a tendência é a alta do produto continuar até as chuvas se normalizarem no Sudeste e Centro-Oeste.

MERCADO LOCAL

SUPERMERCADOS Nos últimos três meses, produto já subiu até 10% nas gôndolas zendas chegaram a diminuir em 20% a quantidade de leite que entregavam as fábricas. E aí a redução da oferta provocou a alta do preço. “Quando o preço do leite sobe no Sudeste traz impacto aqui também”, comenta Djalma, argumentando que grande parte do leite e derivados consumidos localmente vêm de fora.No acumulado do ano (entre janeiro e março últimos), o leite longa vida (de caixinha) já registrou uma alta de até 10% no preço em supermer-

cados locais. O aumento foi grande porque a inflação oficial do País, medida pelo IPCA, do IBGE, alcançou 5,68%no acumulado dos últimos 12 meses. A alta do preço do leite não ficou apenas no longa vida. Derivados do produto como o requeijão e o iogurte registraram um aumento de preço que variou de 5% a 8% entre janeiro e março deste ano, de acordo com a rede de Supermercados Bonanza. “O consumo do leite deve continuar no mesmo pata-

Menor produção também elevou preço de derivados como iogurtes e queijos

As últimas chuvas que caíram no interior amenizaram o problema provocados pela estiagem em alguns municípios da bacia leiteira do Estado, concentrada no Agreste pernambucano. “O produtor local ainda não está se beneficiando da alta do preço do leite no Sudeste e continua vendendo o litro por R$ 1,10 a R$ 1,30”, diz o presidente do Sindicato dos Produtores de Leite de Pernambuco, Saulo Malta. De acordo com ele, os produtores locais também continuam prejudicados pela autorização que o governo federal deu para os proprietários de laticínios usarem até 35% de leite reidratado para fabricar seus produtos. “Tem fábrica que está usando até 60% de leite reidratado. Quem perde é o consumidor, porque nem todos estão usando leite em pó de qualidade para fazer isso”, comenta. Localmente, os produtores também continuam

com dificuldade para comprar alimentos para os animais. “Estamos há mais de 60 dias sem conseguir comprar o milho da Conab”, conta Saulo. O cereal é vendido de forma subsidiada para amenizar os problemas que os produtores locais tiveram com a estiagem, que provocou a escassez de alimento para o gado. O preço do leite local também não está subindo, porque no Estado os principais fabricantes de leite industrializado e derivados estão com um estoque alto (de leite) nas suas unidades. Somente cerca de 40% a 50% de todo o leite produzido em Pernambuco é destinado à indústria (se transformando em leite longa vida, iogurte ou queijos). O restante é destinado ao fabrico artesanal de queijo coalho e manteiga. São necessários 10 litros de leite para fabricar um quilo de queijo coalho. O preço do leite no mercado local está estável, segundo o diretor presidente da Bom Leite, Stênio de Andrade Galvão. “Não estamos tendo dificuldade de adquirir matéria-prima no mercado local desde o Carnaval, embora a produção da bacia leiteira de Pernambuco esteja produzindo um milhão de litros de leite a menos por dia desde as secas de 2012-13”, conta Galvão.

Projeto do Arco fica mais difícil Concurso da PRF: 12 vagas no Estado N A ão é preciso muita matemática para entender que o Arco Metropolitano está muito perto de não sair mais este ano. Após suspender a licitação do novo contorno viário do Grande Recife, mês passado, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) se comprometeu a licenciar a obra antes do relançamento do edital. Mas por uma série de falhas envolvendo o Arco, o licenciamento dificilmente sairá a tempo de o edital ser relançado até maio, limite legal para licitações neste ano eleitoral. Para o prazo ser cumprido, o licenciamento da obra deveria

estar resolvido até o final do mês. Mas ontem, após reunião com a Agência Estadual de Recursos Hídricos (CPRH), o órgão responsável pela licença informou em nota que apenas no próximo dia 16 emitirá um “termo de referência” para que seja produzido um novo Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima), “tendo em vista que o processo de licenciamento apresentado anteriormente foi encerrado”. A primeira versão do Arco era estadual. “Obviamente, é um prazo superapertado”, afirma o diretorpresidente da CPRH, Carlos André Cavalcanti.

A obra é esperada desde 2008, porque vai desafogar o tráfego urbano na BR-101 do Grande Recife, e ao mesmo tempo criar uma rota expressa para as cargas que hoje lotam a rodovia federal, beneficiando também os novos polos econômicos do Estado. Após vários contratempos, o governo federal decidiu assumir o projeto, antes estadual, em abril de 2013. A licitação foi lançada em 18 de dezembro e suspensa mês passado. O Dnit alega ter recebido recomendações diretamente da equipe técnica do Tribunal de Contas da União (TCU), que, procurado, informa não ter qualquer relató-

rio ou deliberação a respeito. Mas o problema é que o edital trazia como responsável pelas licenças o Ibama, federal, quando na verdade a atribuição era da CPRH, que só mês passado recebeu o pleito do Dnit. No último dia 28, em audiência pública na Assembleia Legislativa, entidades ambientais ameaçaram entrar com ações na Justiça, caso a licença não siga todos os trâmites, bem como exigiram que o Arco contorne a Área de Proteção Ambiental (APA) Aldeia-Beberibe. A APA será contornada. A dificuldade é cumprir o prazo intermediário da licença prévia, até o final do mês.

arte interativa de, com palavras e imagens, contar histórias, estimulando a imaginação do receptor” é o conceito que Edson Athayde, um dos publicitários mais criativos e premiados da Europa, atribui ao termo storytelling. Em tradução livre, a palavra significa narrativa. Mas durante a manhã de ontem, em palestra no auditório do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação, Edson mostrou que há muito mais no processo de criação e comunicação de uma história na publicidade. O evento foi realizado pelo Sinapro em parceria com o SJCC, Globo Nordeste e Uninassau. Estudantes, profissionais e curiosos que buscavam aprofundar seu conhecimento sobre o tema participaram da palestra e puderam conferir cases de sucesso selecionados por Edson. “Além de explicar o concei-

Edmar Melo/JC Imagem

Storytelling em pauta no SJCC “A

CRIATIVO Auditório do SJCC ficou cheio para palestra to de storytelling, quero também motivar as pessoas a se interessar mais pelo tema”, disse o criativo, que já ganhou mais de 300 prêmios, entre eles 7 Cannes Lions - premiação mais importante do mundo publicitário.

Para ele o ser humano é um animal viciado em histórias, o que torna a proposta do storytelling uma estratégia eficaz, seja com pequenas narrativas, como piadas, contos e comerciais, ou em grandes histórias, como lendas, contos de fa-

das e campanhas. Mas não basta saber o que dizer, é preciso saber contar de forma que o público receba bem a mensagem. "Você não precisa de muito dinheiro para contar uma boa história, mas é preciso uma ótima história quando não se tem dinheiro", argumentou Edson. A fórmula parece simples, mas requer atenção aos detalhes: primeiro se configura a história através de uma premissa, para logo após ser introduzido um conflito que, no desenrolar da narrativa, é solucionado pelo protagonista, atingindo assim o clímax, com a resolução e fim. Assim são construídas maioria das histórias já contadas até hoje. Mas, segundo Edson, são os detalhes, como o timing de cada etapa narrativa, que fazem um storytelling bem sucedido ou não. Ao final do evento os participantes concorreram a sorteios de brindes do SJCC.

Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgou ontem edital de concurso público com 216 vagas para agente administrativo da PRF em todo o País, sendo 16 para pessoas com deficiência. Em Pernambuco, estão reservadas 12 oportunidades (uma para deficiente). Somados, os Estados do Nordeste oferecem 62 vagas. O salário básico será R$ 2.043,17, acrescido de gratificação variável de R$ 1.521,60 a R$ 1.902,00, dependendo da avaliação de desempenho do servidor. As inscrições começam hoje e vão até o dia 30 deste mês. Os candidatos devem ter nível médio completo para participar da seleção, que será feita por meio de duas etapas: prova objetiva e investigação social. Serão cobradas disciplinas de conhecimentos básicos (língua portuguesa; ética e conduta política; e raciocínio lógico) e específicos (noções de direito constitucional e administrativo; noções de administração, de arquivologia e de informática; e legislação relativa à PRF). Os aprovados na prova objetiva serão submetidos a uma investigação social, que consiste na análise de documentos exigidos no Anexo II do edital do concurso, como certificado de reservista, se do sexo masculino; comprovante de inscrição

no PIS ou Pasep (caso ainda não possua, deverá providenciar junto ao Banco do Brasil); e certidão de casamento ou declaração de união estável, se for o caso. O concurso, que terá validade de 2 anos, podendo ser prorrogado uma vez pelo mesmo período, será realizado em todas as capitais e no Distrito Federal. O candidato realizará a prova na cidade escolhida no ato da inscrição, podendo optar por concorrer à vaga em local diverso ao da realização da prova. A taxa de inscrição é R$ 60. A prova objetiva será aplicada no dia 25 de maio. A inscrição deve ser feita no site www.funcab.org, onde é possível encontrar o edital do concurso.

MAIS VAGAS

O Banco do Nordeste também divulgou edital ontem. O certame oferece 12 vagas para analista bancário. As inscrições, que custam R$ 60, começarão no dia 15 deste mês e seguem até 8 de maio. O salário oferecido será de R$ 2.043,36. É preciso ter nível médio concluído para fazer a prova, que ainda não tem data marcada. O exame será aplicadado em 34 cidades do País. No Estado, haverá provas em Recife, Garanhuns, Salgueiro e Petrolina. Edital no www. fgvprojetos.fgv.br/concursos.

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