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economia

de P E R N A M BUC O

por bruna siqueira campos

diarioeconômico brunasiqueira.pe@dabr.com.br

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Debaixo d’água O bordão “imagine na Copa” chegou à exaustão. A cada novo-velho problema de infraestrutura urbana que surge no Recife, alguém aparece com ele na ponta da língua para reforçar o que todo morador da cidade e de municípios vizinhos teme presenciar: os jogos do Mundial em pleno junho serão, sim, sinônimo de caos por aqui. Caos pintado de verde e amarelo, porque somos cidade-sede. A difícil missão de se deslocar pela Região Metropolitana, na manhã de ontem, nos fez lembrar que os alagamentos são a doença crônica da Veneza brasileira. Principalmente quando, em três horas, chove o equivalente a 15 dias do mês de abril. E não adianta apenas que a prefeitura turbine seus investimentos em drenagem, limpeza de canais e construção de novas tubulações – em muitos pontos da cidade, a rede de drenagem pluvial é centenária e é preciso uma intervenção mais radical. É necessário que cada cidadão responda por seu lixo, principalmente. O secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Urbanos, Alexandre Rebêlo, avisa que as ações voltadas a evitar o que se viu no pós-feriadão têm orçamento de R$ 58 milhões garantidos neste 2014. Trata-se de um montante histórico. Ele lembra ainda que a Emlurb mapeou 169 pontos críticos de alagamento no Recife e um plano-diretor da cidade promete destrinchar o problema, de forma macro, até 2015. Iniciativas como os caminhões de sucção, testados experimentalmente no inverno do ano passado, deverão ser adotadas para valer na temporada chuvosa que se anuncia. Mas a verdade é que, no teste de ontem, fomos reprovados com louvor. Na torcida para que as cenas apocalípticas de uma cidade debaixo d'água fiquem cada dia mais distantes.

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