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d e P E R N A M B U C O - Recife, quarta-feira, 18 de dezembro de 2013 DIARIOd

visita presidencial

PT x PSB: palanques montados para uma prévia de 2014 Dilma e Eduardo, em seus discursos, deram uma amostra do debate político no ano eleitoral

ALINE MOURA e ROSÁLIA RANGEL politica.pe@dabr.com.br

A

disputa pela geração de empregos, volume de investimentos e paternidade de obras ficou visível, ontem, nos discursos da presidente Dilma Rousseff (PT) e do governador Eduardo Campos (PSB). Os palanques dos pré-candidatos à eleição presidencial foram montados nas

duas solenidades que marcaram a visita da petista a Pernambuco, na Refinaria Abreu e Lima e no Estaleiro Atlântico Sul. Dilma falou muito em recursos “exclusivos” do governo federal repassados ao estado, enquanto o governador enfatizou a importância de não se colocar selo em dinheiro público e da capacidade de realização dos governos. O caráter protocolar foi manti-

do, mas Eduardo e Dilma procuraram demarcar posição diante dos operários, um público considerado bastante ativo na política. Para se ter uma ideia, hoje, a indústria naval emprega 79 mil operários e a área sindical representa um filão para campanhas eleitorais. O ex-presidente Lula, que nem esteve nas solenidades, foi um dos mais ovacionados pela plateia. O petista foi citado seis

vezes pela presidente e uma vez pelo governador. A garantia do emprego ganhou força nas palavras dos presidenciáveis. Dilma direcionou sua fala para os profissionais que estavam preocupados com a finalização dos trabalhos na plataforma. “Estão confirmados mais seis naviossondas de perfuração e lote de 19 navios Suezmax e Aframaz... Então, o Brasil vai precisar de mui-

ta plataforma daqui para frente”, frisou a petista. Eduardo Campos, por sua vez, não mediu esforços para ressaltar a contribuição de Pernambuco nesse resgate da indústria. Lembrou, inclusive, que dos três estaleiros construídos recentemente no Brasil, dois ficaram em solo estadual. “Não há vento bom para quem não sabe onde ir”, declarou.

PAULO PAIVA/DP/D.A PRESS

ALUISIO MOREIRA/SEI

Dilma autografou várias camisas de trabalhadores da refinaria

Eduardo foi assediado pelos operários do estaleiro e da refinaria

Presidente evita dividir holofotes com socialista

Governador marca posição em duelo presidencial

Cinco minutos e nove segundos. Um tempo curto para um discurso presidencial, mas suficiente para a presidente Dilma Rousseff (PT) declarar seu amor aos trabalhadores da Refinaria Abreu e Lima, onde a petista cumpriu o primeiro compromisso no estado. Ela dedicou a eles o mérito de construir um empreendimento em uma área que, há pouco mais de oito anos, era ocupada pela cultura sucroalcooleira. “Por isso, tenham certeza, o meu coração está com cada um de vocês e nós todos aqui agradecemos porque o braço e a mão dos brasileiros é a maior riqueza que nós temos”, disse Dilma para cerca de mil operários. Dilma chegou acompanhada do governador Eduardo Campos, de ministros e parlamentares pernambucanos. A solenidade não teve caráter oficial. A presença dela no pátio da refinaria foi organizada para ser uma visita rápida e de afago aos funcionários. Dilma, assim como os demais integrantes da comitiva, vestia um jaleco laranja, roupa usada pelos trabalhadores. A presidente assumiu o papel de “cerimonialista”. Com micro-

As cenas vistas no Estaleiro Atlântico Sul, ontem, remeteram a um clássico de futebol. Os trabalhadores aguardaram a chegada de Dilma Rousseff e de Eduardo Campos com celulares e câmecâmeras fotográficas nas mãos. Diante de uma plateia de quase mil operários, estavam os dois no primeiro embate político desde que o PSB entregou os cargos no governo federal, transmitido ao vivo pela TV NBR. Nenhum deles entrou no palanque sozinho. Ambos foram anunciados juntos pelo cerimonial do Palácio do Planalto, tal como times adversários em reta final de campeonato. E assim subiram ao palco de oratória para se apresentar aos torcedores, entre aplausos e algumas vaias. O mando de campo era de Eduardo, mas a presidente levou uma certa vantagem na recepção. O banner instalado por trás do palco não fazia referência alguma ao governo estadual e o palanque foi composto praticamente por aliados de Dilma. Além dos ministros, estavam cinco deputados federais do PT, PP e PTB - todos defensores de sua reeleição - e quatro deputados

fone na mão, falou de improviso e escolheu apenas a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, e o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, para dirigir algumas palavras ao público. O governador Eduardo Campos não foi convocado. A postura da presidente causou um certo malestar em razão do clima de acirramento entre os dois. Uma situação que, certamente, não seria vista quando Dilma e Eduardo dividiam o palco como aliados e não como potenciais adversários em 2014. Apesar da saia justa, Dilma seguiu seu roteiro. “Bom, gente, agora eu desço aí para um abraço e assinar umas camisas”, disse depois de encerrar a breve solenidade. A partir daí, a presidente se misturou com os trabalhadores. A grade de ferro, colocada para conter o assédio, não foi suf suficient iciente para separar os operários da petista. Até porque, pela disposição, não era essa sua intenção. Foram muitas fotos, abraços, beijos e apertos de mão, alguns deles divididos com Eduardo, que também autografou camisas e cumprimentou muita gente. (R.R)

É verdade que temos petróleo, mas nada seria do petróleo se não tivesse trabalhadores brasileiros e brasileiras para transformá-lo” Dilma Rousseff (PT), presidente da República

estaduais do PT , além da deputada federal Luciana Santos (PCdoB), que ainda não decidiu a quem apoiar. Os senadores Armando Monteiro Neto (PTB) e Humberto Costa (PT) também foram convidados vips e elogiados pela presidente, que os tratou como “ grandes parceiros” no Senado. Cotado como principal nome na disputa estadual, o ex-ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, não esteve presente. Dilma e Eduardo entraram em “campo” na mesma hora, sentaram juntos e conversaram. Foi possível observar conversas ao pé do ouvido entre eles e sorrisos, mas os gestos nem sempre coincidiram com os discursos. A presidente e o governador saíram do estaleiro juntos, no mesmo carro, ambos vestidos com fardas do estaleiro. Entraram num veículo preto depois de acenar para os repórteres e informar que não dariam entrevistas. O recado que tinham de passar um para o outro já tinha sido dado. Na ocasião, cada um prometeu, entre indiretas e agradecimentos, fazer de 2014 um ano melhor. (A.M.)

Os recursos públicos não pertencem a prefeituras, estados ou à União ou a partido político, pertencem ao povo e devem voltar ao povo” Eduardo Campos, governador de Pernambuco

+ saibamais Recursos anunciados por Dilma ontem para projetos em Pernambuco e como o governo do estado e a Prefeitura do Recife estão contribuindo VLT

Arco Metropolitano

Governo federal

Governo federal

R$ 1,9 bilhão será investido em cinco corredores de Veículos Leves sobre Trilhos (VLT) na Avenida Norte. Do total, 840 milhões serão repassados pelo governo federal a fundo perdido.

O governo federal vai investir cerca de R$ 1 bilhão no Arco Metropolitano.

Prefeitura do Recife R$ 766 milhões da obra será financiado pela Prefeitura do Recife. O restante, R$ 98,3 milhões, serão investidos em cinco corredores de ônibus. O projeto foi feito pela PCR.

Governo do estado O projeto foi elaborado em 2011 pelo governo do estado, que também vai investir R$ 400 milhões a mais em obras paralelas. A licitação para construir a via de 77 quilômetros foi assinada ontem.

Navegabilidade Governo federal Vai investir R$ 172 milhões em navegabilidade do Rio Capibaribe. Governo do estado O projeto foi elaborado pela Secretaria das Cidades do governo do estado e a Prefeitura do Recife.

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