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d e P E R N A M B U C O - Recife, domingo, 4 de maio de 2014 DIARIOd

Um novo olhar sobre a cidade ALICE DE SOUZA Alicesouza.pe@dabr.com.br

A

decisão da economista Cláudia Coutinho, 46 anos, e do analista de sistemas Laírton Almeida, 43, de voltar a pé do trabalho foi imposta pelo desgaste enfrentado diariamente no trânsito. De carro, levavam 40 minutos para percorrer um trecho de 4,1 quilômetros, além de sofrerem com o estresse e os engarrafamentos constantes entre o bairro do Rosarinho, onde moram, e a região central da cidade, onde trabalham. Há três anos, essa rotina virou passado. Sair da empresa no fim da tarde desde então significa promoção da saúde, sensação de bem-estar, convívio social e a redescoberta da capital pernambucana. Ver um colega chegar de tênis e mochila foi o que motivou Laír-

ton a sugerir à esposa a caminhada como alternativa de mobilidade. Juntos, resolveram fazer um teste. A diferença no tempo não foi tão grande, cerca de 10 minutos a mais, em média. Mas chegar em casa com disposição para outras atividades e a mente tranquila foi determinante para a mudança nos hábitos do casal. O trajeto entre a residência e o trabalho é percorrido no começo da noite. A estratégia é escolher caminhos distintos e manter a disposição para as surpresas escondidas nas ruas e avenidas. Durante as andanças, já encontraram velhos conhecidos e até o estímulo que faltava para realizar desejos antigos. Laírton achou no caminho a escola de música onde hoje aprende a tocar violino, na Rua do Fulitos, e uma loja de turo, nos Af Aflit instrumentos nas Graças. Cláu-

FOTOS: ROBERTO RAMOS/DP/D.A.PRESS

dia se encantou com um café na Rua Amélia e descobriu a primeira igreja dedicada a Nossa Senhora de Fátima do Recife, dentro das instalações do antigo colégio Nóbrega. Quando a paisagem salta aos olhos, eles não hesitam em parar para fazer fotografias. “O horizonte é ampliado e a cidade começa a ser observada de outro jeito. Recife é repleta

de história, e dentro de um coletivo ou carro eu não percebia muitos detalhes”, diz Cláudia, que é alagoana e aproveita a caminhada para fazer turismo também. Com o marido, ela brinca de escolher um carro para acompanhar durante o percurso. Quase sempre o automóvel fica para trás, preso em algum congestionamento.

O engenheiro de software Glauco Pires, 22, vai a pé ao trabalho há um mês. Incentivado pela namorada, intercala a prática com aulas de tênis. A caminhada foi ponto e partida para ele redescobrir a cidade. “Um dos primeiros monumentos que prestei atenção foi o Tortura Nunca Mais. Fotografei e pesquisei na internet sobre a obra”, disse.

A economista Cláudia Coutinho e o analista de sistemas Laírton Almeida voltam a pé do trabalho há três anos

Prefeitura investe R$ 20 mi O Recife tem 25 milhões de metros quadrados de calçadas com tamanho médio de 2,5 metros de largura. Atualmente, a prefeitura investe R$ 20 milhões para qualificação de 30 km de passeios em frente a equipamentos públicos. O restante, cerca de 9.970 km, depende dos cuidados dos donos dos imóveis, como é previsto em legislação. A falta de cuidados, no entanto, resulta em trechos com calçadas esburacadas e cheia de obstáculos, que interferem na caminhada de pessoas como a economista Cláudia Coutinho e o analista de

O casal escolhe caminhos distintos nas suas caminhadas para conhecer lugares diferentes

sistemas Laírton Almeida. “Falase no conceito de cidade inteligente, mas o pedestre é neglicenciado. Andar em algumas ruas é inviável”, diz a economista. Corredores de pedestres são fundamentais, segundo o professor do Departamento de Engenharia da UFPEedaUnicapMaurícioPina,para garantir da mobilidade. “É necessário identif identificar icar onde há demanda e dar condições de deslocamento”, explica. Essas condições, afirma, estão atreladas ao planejamento territorial e ao controle urbano. “Não é preciso criar ruas para pedestres, mas passeios lar-

Laírton e Cláudia gostam de fazer pausas no caminho gos, sombreados, acessíveis, sem obstáculos e contínuos. Dessa forma, há incentivo ao deslocamento a pé”, explicou o arquiteto e urbanista César Barros, que cita a orla de Copacabana, no Rio de Janeiro, como modelo. Atualmente, a Prefeitura do Recife estuda formas de incen-

tivar proprietários a garantir qualidade nos passeios. “Dentro de 30 dias devemos fechar a normativa de incentivo para a substituição de muros por grades que ao mesmo tempo façam recuos, se necessário”, adiantou a presidente do Instituto Pelópidas Silveira, Evelyne Labanca. SILVINO SIL VINO/DP /DP

Prin rincípios cípios de uma calça calçada da ideal ideal Sombr ombre eamento: utilização utiliz ação de árvor árvorees par paraa amenizar ameniz ar os os ef efeit eito os do sol sol

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Mobiliário urbano de grande porte (banca de revista) devem estar a 15 m do eixo da esquina

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Mobiliário urbano urbano de pequeno e médio porte (telef (telefone público públic o ou caixa caixa de corr correio eioss) devvem es de estar a 5 m do eixo eix o da es esquina

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