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nariz a um triz

primeiro e Ăşltimo


tenho só pensado no meu nariz colocando-o na

risca

acima do talho do mastro vermelhidão

mentira meu nariz pego na botija cisca e não petisca

onde não é chamado o narigão assoalho

o narigão guizado

do rococó ao pó cachoeira desarma! narina parabrisa vossoroca braba chafurdando o soluço até o fim mingau verpertino só penso meu nariz esquadrão antibomba tique truqueiro da tombo alarma e bate primeiro vai lá narigada

friagem vem ni mim carrega o lombo e cria passagem

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o nariz cresce no sopapo à baila da luz lebre maior suor é mato acabou o ensaio, agora é fera

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você não gosta de mim eu não gosto de você gostando de mim eu só gosto de você no gosto de você não gostar de mim assim

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queremos ser uma pessoa má disseram meus narizes uma adolescente burra ou velha adolescente má, extremamente má e fútil

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viseira, pó cor de arara, gana granada julgada, ó culpada, vigia, humor & ranço hit do fim da paquera pisa foço coração

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não lavo os suvacos por garantia sem egotrip, lenços úmidos da sevilha o nariz não sai para fora mas cresce gogol na escuta fortaleça ligeirismo lírica bruxélica mostrar a cara é caro lamber é melhor

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entre o blefe e o flerte não abençoo pistas sem casa neném, deslizo o casco. queimo a mão na água da batata. o chá seca ao fogo. um soco solto no escuro periga não escuto ninguém não vivo duas vezes na quina do dedo a doçura suspira e míngua me amo à força dá trabalho o lance troca alho por bugalhos por assombração experiente

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é tosca, burguesinha, não quer nada oleoleolá nós temos crimes lóvi amontoados tão lavados só levar

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hรก um tipo de gentes que me odeia essa gente parece demais comigo

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meu cabelo ficou liso, que castigo! peço para ficar feia por favor mas tudo menos liso meu cabelo é seu me envergonha meu erro ortográfico é o ponto de encontro bote fatal resta a esperança ou o esporte

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das lorotas há uma nova neurose doença da vaca louca clã de um, tropeço matuto eu euzinha benzadeuzas euzinha não presto quem veio antes eu ou ela quem se apaixona ou briga depois ou antes a neura ou a ela jogo da risada solta procurando o fio da meada o fio da ai de mim

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quinze de março aniversário calendário do golpe a história retrocedida se alaga nesta via gasta a família da pata, a minha quinze porrada gás e trope mentira custa o nariz das fuças apanha arranha arrasta e geme geme a gema o amarelinho ali na estrada quebrada quinze de marça, lema da desgraça, pedra pau tesoura penico

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três da madrugada, a cara do perigeu clara falsa tarde que não tarda nesta rua onde há vários de ti pasto, pau comido, pau arado, pau fodido, pau gozado neste ziriguidum a viver exoesqueleto de mim a brincadeira organizada bota perfume e baixa porrada nessas ou outras irreconhecivelmente apareci

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em qual passeata novela antiga deixei de deixar meu coração em qual isqueiro conversa fiada de contragosto me lembrei

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toca no bongô o corpo me traí falsa garupa destiva fofo fóssil antigo docilmente aguarda na mina a língua me diga não sabe para quê se fazer bactérias no mormaço assam mistério no sanduba as pessoas são ruins o verão acaba o país se jogou do movimento do carro a liga que nos liga liga leve liga repete da qual liga resta nos mata e a nós nos oferece

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aço molenga de canudinho pensamento bang-bang olhar lacrado é meu flanco o cocuruto do nariz cor de lava as bochechas brechas confessionárias na dúvida é tudo raiva na certa é tudo dúvida denuncia a napa só mente ao telefone fora disso um domo lenta

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enigma tropical explosão

periga


me uso e devolvo agora que estou na pior não me entendo melhor rima pobre, prima rica quais águas hai de tomares qual hai kai fingirás silenciar a piada devolvo e te uso com recomendações nariz de porcelana estância sexy feia à troco de treta prazer cilada, a gente é foda soda com carniçada

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07 de abril de 2018

nariz a um triz  

feito em 07 de abril de 2018. [_primeiro_e_último_]

nariz a um triz  

feito em 07 de abril de 2018. [_primeiro_e_último_]

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