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produzindo mais com a mesma quantidade de área

Foto: Thiago Alves Vieira

empresas novamérica | abril de 2014 • ANO XIV • nº 1

íntegra

capacidade de aprender, desaprender e reaprender


Manutenção preventiva

capacidade de aprender, desaprender e reaprender

Welen Fernando Gerente de Operações Agrícolas Unidade de Caarapó/MS 12 anos de NovAmérica

...somos capazes de, juntos, encontrar respostas criativas

A manutenção preventiva garante que a frota rode mais, diminui as quebras e o quadro de pessoas disponibilizadas para outras áreas.

No caminho Acompanhando o processo acelerado de busca por inovação e competitividade que vivenciamos atualmente, a NovAmérica, em pleno processo de crescimento e desenvolvimento, conta com um ativo valiosíssimo: seus colaboradores. De “pratas da casa” à “geração Y”, essa mistura de saberes é capaz de criar cenários altamente criativos e inovadores em nosso ambiente. Constituída por um grupo heterogêneo, com diferentes raças, credos, costumes e culturas, a empresa é capaz de convergir, diariamente, pelos seguintes propósitos: se reconstruir, se reinventar e se renovar. Observamos esse movimento constante pela diversidade de capacidades que compõe nosso grupo, pelas famílias que se formaram ao longo de sua história, pelas parcerias que se criam em prol de um objetivo comum, pelas amizades sólidas que nesse caminho criaram raízes. Acompanhar o acelerado desenvolvimento das relações, processos e tecnologias é estar apto para enfrentar as fortes ondas do processo evolutivo. Requer um repensar de comportamento e busca por conhecimento capazes de criar condições competitivas para as pessoas e para o negócio.

A capacidade de aprender, desaprender e reaprender são evidências do comportamento resiliente, termo utilizado para designar a “capacidade de resistir às mudanças”. Resistir é não permitir que as mudanças sejam capazes de alterar o curso de uma grande proposta, de um grande projeto ou um grande sonho. Ainda, é acreditar que, dentro das adversidades e das dificuldades, somos capazes de, juntos, encontrar respostas criativas e capazes de sustentar a empresa em seu desenvolvimento. Por isso, sejamos elo de um único propósito, em um único caminho, rumo à evolução.

NAíntegra O Jornal NA Íntegra é uma publicação bimestral das Empresas NovAmérica Agrícola Ltda., NovAmérica Agrícola Caarapó Ltda. e RRB Empreendimentos e Participações.

No ano passado, a área de Manutenção da unidade de Caarapó/ MS verificou a necessidade de implantação de um projeto preventivo para a redução de quebras de equipamentos que impactaria positivamente nos custos e no tempo de parada da máquina. Os primeiros resultados com reboque e semirreboque já apontaram números significativos.

apontaram números significativos

De acordo com o assistente de controle de manutenção Marcos Diniz, em 2013 houve um aumento na disponibilidade desses equipamentos de 30% do total de 106. A projeção para 2014 é que haja um impacto de 60% na diminuição dos custos, e se houver melhorias na estrutura da área será possível atingir um resultado ainda maior. “Queremos chegar a 2015 sem necessidade de revisão de equipamentos por meio da manutenção preventiva a ser realizada durante todo o ano”, acrescentou.

Projeto editorial

BASE_ Redação

Jaqueline Bueno Duda Siqueira Revisão

Sandra Leite Jornalista responsável

Jaqueline Bueno • MTB 59.942 Fazenda NovAmérica, s/nº • Bairro Água da Aldeia Tarumã • SP • CEP 19820-000 comunicacao@novamerica.com.br www.novamerica.com.br /Grupo.Novamerica

/comunicacaona

Marcos Diniz Assistente de Controle de Manutenção Manutenção Unidade de Caarapó/MS 1 ano e 5 meses de NovAmérica


reutilizar

Compostagem e produtividade Uma das formas encontradas para elevar a produtividade da cana-de-açúcar e a rentabilidade no negócio, tanto para a unidade de Tarumã/ SP como para a de Caarapó/MS, é a utilização da matéria orgânica disponível na forma de torta de filtro e carvão (ou cinza/fuligem), vindos da própria matéria-prima (cana-de-açúcar), produzindo mais com a mesma quantidade de área. Uma vez que a empresa já tem os resíduos disponíveis, a equipe de Planejamento e Desenvolvimento Agronômico, juntamente com as equipes de Operações Agrícolas, elaborou um projeto para dar um melhor destino a eles, produzindo composto organomineral estabilizado e enriquecido para a nutrição da cana plantada nas unidades de Tarumã e Caarapó.

A unidade de Tarumã produz, por tonelada de cana moída, cerca de 36 kg de torta e 30 kg de carvão, num total de 273,9 mil toneladas de resíduos por safra (para uma moagem de 4.150 mi ton), com um potencial de tratar 13.600 hectares com composto (utilizando 10 ton/ ha). Enquanto na unidade de Caarapó a produção, por tonelada moída, é de cerca de 25 kg de torta e 24 kg de carvão, perfazendo um total de 107,8 mil toneladas de resíduos (para uma moagem de 2.200.000 ton), com um potencial de tratar 5.500 ha entre plantio e soca (utilizando 10 ton/ha).

Já está comprovado que o uso de matéria orgânica no sulco de plantio promove ganhos de até dez toneladas de cana por hectare, no entanto, a alta umidade desses resíduos (70% a 80%) inviabiliza a aplicação em áreas mais distantes da indústria, devido ao elevado custo de transporte. “Vemos a vantagem da compostagem, que reduz a umidade, e nos permite a complementação de alguns nutrientes, gerando um produto completo, que em doses menores supre as necessidades da planta, e nos permite levá-lo a maiores distâncias”, explicou João de Jesus Tonelo, supervisor de Operações Agrícolas. Com a utilização desse composto, além dos macronutrientes dos fertilizantes minerais convencionais, levaremos também alguns micronutrientes, presentes nos resíduos, sem falar na matéria orgânica, que proporcionará um enriquecimento do solo.

É fato conhecido que a variação dos preços de fertilizantes não acompanha necessariamente o preço da cana, bem como acontece com o dólar. Dessa forma, ficamos vulneráveis às oscilações desse insumo, fator importante para manter a produtividade em escalas aceitáveis. “Com o uso do composto, diminuímos nossa vulnerabilidade, uma vez que o consumo dos fertilizantes minerais é reduzido”, comentou Antonio Massoli Neto, supervisor de Planejamento e Desenvolvimento. A partir de 2015, entrará em vigor a Lei 12.305, que trata do destino dos resíduos sólidos gerados pela indústria, caso em que a torta e o carvão se enquadram. A princípio a lei irá exigir uma regularização do depósito (compactação mínima, caixas de contenção, entre outros) e a elaboração de um plano de uso dos resíduos, no entanto, ainda não sabemos como essa lei poderá nos afetar.

Antonio Massoli Neto Supervisor Planejamento e Desenvolvimento Agronômico Unidade de Tarumã/SP 7 anos de NovAmérica

produzindo mais com a mesma quantidade de área

João de Jesus Tonelo Supervisor Operações Agrícolas Unidade de Tarumã/SP 30 anos de NovAmérica

Vemos a vantagem da compostagem, que reduz a umidade, e nos permite a complementação de alguns nutrientes, gerando um produto completo.


a gestão mudou para melhor

portal rh Em um trabalho de parceria, as áreas de Pessoal e Tecnologia da Informação desenvolveram e disponibilizaram o Portal RH para uso dos gestores da NovAmérica em meados do ano passado. O software já estava na empresa e precisava de adequações para atender às demandas da empresa e de treinamento aos usuários, e foi disponibilizado para uso neste início de ano.

No portal, o gestor tem a informação em tempo real de seus funcionários, contribuindo para uma tomada de decisão rápida, podendo realizar as correções de falta de marcações, saídas antecipadas, ausências e o gerenciamento do banco de horas e horas extras, além de outras consultas, como dados pessoais, dependentes, cargos e salários, férias, pagamentos, etc.

O funcionamento do Portal RH agilizou o processo de correções do ponto informatizado – antes manual – e tem contribuído para o fechamento da folha de pagamento com a redução do custo com papéis, horas extras e deslocamento dos colaboradores responsáveis. A equipe envolvida no projeto foi composta por Rodrigo Ferreira Pena, Márcia Cristina dos Santos Duarte, Sidney Belisário, José Carlos Pereira Costa, Rodrigo Sabino Silva e Vitor José Correa.

Com esta ferramenta, a gestão mudou para melhor. Hoje se tem um cuidado maior ao coletar os registros e até os colaboradores passaram a dar mais importância a isso, efetuando o registro do ponto corretamente e controlando mais as horas extras. O portal ajuda também na redução dos custos, já que é possível ter maior controle de cada um. Tínhamos medo da aceitação por parte dos colaboradores, já que a ferramenta possui bastante detalhamento, mas todos receberam bem a proposta no geral, mesmo tendo que haver uma mudança de cultura.

Raphael dos S. Ferraz Coordenador Operação de Insumos/Herbicida Unidade de Caarapó/MS 6 anos de NovAmérica

José Carlos Pereira Analista de Administração Pessoal Unidade de Caarapó/MS 4 anos e 7 meses de NovAmérica

Antes da implantação gastávamos em média três mil folhas sulfite no mês, gerávamos cerca de 25 horas extras por pessoa da área, além dos custos com deslocamentos dos funcionários da área. Rodrigo Pena Fotos: Equipe de Comunicação

Analista de Administração Pessoal Unidade de Tarumã/SP 8 anos e 1 mês de NovAmérica

Foi possível entender que as dificuldades encontradas podem ser resolvidas em curto prazo, basta acreditarmos e utilizar as técnicas com precisão, além do trabalho em equipe.

aprendendo as boas práticas operacionais de plantio O plantio de cana-de-açúcar é uma etapa de grande importância dentro do processo produtivo e necessita que suas práticas sejam realizadas sempre com muita qualidade para que no final a produtividade atinja os números esperados. Mesmo as práticas não tendo sofrido alterações significativas, o acompanhamento deve ser eficaz para mensuração de resultados. Nesta direção, cerca de 600 colaboradores das duas unidades da NovAmérica participaram de treinamentos internos para o aprimoramento dos conhecimentos técnicos e operacionais das modalidades mecanizada e manual do plantio, nos meses de dezembro/13 e janeiro/14. “A aplicabilidade dos conhecimentos adquiridos em sala está sendo acompanhada pelos supervisores, coordenadores e área de Desenvolvimento Humano para diagnosticarem futuras necessidades de reciclagem dos conteúdos”, explicou Donizeti Gonçalves, técnico de desenvolvimento operacional e um dos instrutores. José Aparecido Ferreira, operador de colhedora, trabalha na NovAmérica há cerca de 30 anos e afirmou que as informações técnicas compartilhadas pelo instrutor foram muito importantes para o dia a dia, pois foi possível unir a prática da equipe a tudo o que aprenderam em sala.

“Isso nos fortalece para realizarmos o nosso trabalho cada vez melhor. Um dos assuntos abordados e que estamos vivendo é a atividade de plantio que, com o treinamento, foi possível entender que as dificuldades encontradas podem ser resolvidas em curto prazo, basta acreditarmos e utilizar as técnicas com precisão, além do trabalho em equipe”, acrescentou o operador. De acordo com Donizeti, durante os treinamentos os colaboradores entenderam que é necessário ter uma mudança de postura, pois o plantio é uma etapa diferente da outra, que é a safra. “Eles passaram a ter mais interesse e entender a complexidade da atividade que exercem no campo, buscando saber os detalhes e fazendo a diferença na prática”, afirmou.

Donizeti Gonçalves Técnico de Desenvolvimento Operacional Desenvolvimento Humano Unidade de Tarumã/SP 32 anos de NovAmérica

utilizar as técnicas com precisão

José Aparecido Ferreira Operador de Colhedora Unidade de Tarumã/SP 30 anos de NovAmérica


PCM

Planejamento e Controle de Manutenção

qualidade no controle As informações geradas com os apontamentos são a base para a tomada de decisão e o planejamento das atividades. Assim, realizar o monitoramento e a análise das manutenções para aumentar a disponibilidade dos equipamentos nas operações é o principal objetivo da área de Mecânica da NovAmérica ao implantar o Planejamento e Controle de Manutenção (PCM). De acordo com Francisco Junqueira, supervisor de manutenção da unidade de Tarumã/SP, este controle já era feito desde os anos 60, mas com outra metodologia, sem o apoio da informatização. Com o passar dos anos, surgiram pessoas com habilidades e conhecimentos específicos sobre a sistemática de controle que gradativamente foram sendo alocadas em diversas áreas. “Com o crescimento da empresa e a substituição dos formulários para os terminais informatizados, apenas o método mudou, mas a essência é a mesma: registrar todas as atividades, como mão de obra, peças e materiais aplicados à frota. Parece tarefa fácil, mas é necessário o empenho e o entendimento de toda a equipe envolvida para que os apontamentos sejam feitos sempre e de forma correta, somente assim representarão a realidade”, explicou.

Na unidade de Caarapó/MS, por ser mais nova, a implantação da metodologia do PCM tem se efetivado desde o ano passado. Todo equipamento que segue o planejamento de manutenção e é controlado e analisado de forma particular reduz danos posteriores, principalmente quando se trata de revisão preventiva, impactando diretamente na redução de custos e na excelência de manutenção. Apesar de o PCM não ser uma área definida formalmente na organização, existe um indicativo para que isso ocorra em médio prazo de acordo com a evolução e a percepção de cada um e o empenho de cada pessoa na busca por informação de controle e planejamento.

Estamos controlando os gastos diariamente para que nada passe despercebido, até mesmo uma peça aplicada para um equipamento errado conseguimos monitorar e fazer o débito para o equipamento correto, e com certeza durante a safra os resultados serão ainda mais representativos, pois nesse período se concentra nosso grande custo, e a exemplo da revisão, estaremos com as informações nas mãos. Leandro Silveira Supervisor de Manutenção Unidade de Caarapó/MS 16 anos de NovAmérica

Caarapó/MS Ana Bernardo (Engenheira Agrícola), Daniel Benites (Coordenador de Manutenção), Danilo Pimenta (Coordenador de Manutenção), Gerson Martins (Coordenador de Manutenção), Jucileia Braganholi (Engenheira Agrícola), Leandro Silveira (Supervisor), Márcio Taglialenha (Técnico de Manutenção e Elétrica), Marcos Diniz (Assistente de Controle de Manutenção), Paulo Silvestre (Engenheiro Agrícola), Pedro Souza (Coordenador de Manutenção), Rodrigo Cavalcante (Analista de Controle de Manutenção), Rogério Aparecido Pereira (Coordenador de Manutenção), Vanilton Aparecido dos Santos (Analista de Lubrificação), Mauricio Gaudiozo (Assistente de Manutenção), Jhonatan Diniz (Assistente de Controle de Manutenção)

Foto: Duda Siqueira

Tarumã/SP Gustavo Roldão (Analista de Controle), Vitor Fazano (Analista de Controle), José Roberto dos Santos (Analista Administrativo), Silvio Pereira (Analista de Laboratório de Lubrificação), Junior Cesar Ferreira Nicoleti (Assistente Controle de Manutenção), Edilson Pereira da Silva (Borracheiro), Rafael Vinicius Fernandes (Analista de Controle), Diego Silva de Lima (Mecânico de Manutenção), Rui Paulo de Oliveira Jardim (Eletricista)

Francisco Junqueira Supervisor de Manutenção Unidade de Tarumã/SP 7 anos de NovAmérica

Foto: Leticia Pais


atitude responsável Marcos L. de Oliveira Supervisor Segurança do Trabalho Unidade de Tarumã/SP 4 anos e 11 meses de NovAmérica

Alertar a todos que conduzem algum tipo de veículo e/ou equipamento para a prevenção contra acidentes no trânsito foi um dos objetivos da Semana Interna de Prevenção de Acidentes dos Trabalhadores Rurais (SIPATR) deste ano com o tema “Direção e Operação Seguras”. Vale lembrar que trânsito para quem trabalha na lavoura significa todas as áreas onde a NovAmérica tem frentes de serviços atuando, sejam manuais, sejam mecanizadas, e ainda as estradas pavimentadas ou não por onde circulamos.

Os acidentes na condução e operação de veículos constituem um importante problema nas empresas, seja de ordem física, podendo ocasionar lesões graves, seja de ordem financeira, quando necessita de reparação de danos causados pela ocorrência. Considerando o trânsito como uma das principais causas de óbito no mundo, já que mais de um milhão de pessoas morrem todos os anos por acidentes na condução e/ou operação de veículos, sem contar lesões que deixam um número maior de pessoas com sequelas graves e incapacitadas.

direção e operação seguras

Os riscos a que somos expostos nas ruas, estradas e lavouras vão de falhas operacionais e de manutenção a falhas, principalmente, do comportamento inadequado dos motoristas e operadores que desrespeitam os procedimentos de segurança.

“A SIPATR é o momento para pensarmos em nossas atitudes que parecem ser comuns, mas que, no dia a dia, talvez precisem de mais atenção. No meu caso, entendi que ter mais horas de sono mantém o nível elevado de atenção e cuidado no trânsito ou ao conduzir o equipamento”

atitudes que contribuem para uma operação livre de acidentes Antes de conduzir e/ou operar um equipamento, verifique os itens obrigatórios (check-list). Respeite os sinais de trânsito e os limites de velocidade. Não dirija após consumir bebida alcoólica. Tenha atenção redobrada em condições climáticas adversas e use o cinto de segurança. Fique atento para onde está passando o trajeto (entrada e saída dos caminhões canavieiros). Interajam uns com os outros em alertas, quando observarem movimentação de veículos nas áreas de colheita.

Nelson A. Guimarães Tratorista de Reboque Unidade de Tarumã/SP 4 anos de NovAmérica

Operadores de trator e colhedora, ao se aproximarem do final da rua de cana que está sendo colhida, reduzam a velocidade, e antes de entrar nos carreadores, parem o equipamento que estÃO operando. As placas de sinalização de advertência devem ser colocadas em pontos estratégicos, de modo a serem enxergadas pelos condutores que trafegam pelo local de colheita ou próximos a ele. Verifique o trajeto de entrada e saída das frentes de serviço, evitando trafegar em carreadores internos. Ao transitar pelos carreadores/estradas do interior das frentes de serviços ou que os margeiam, trafegue na velocidade máxima de 20 km/hora. No interior do bloco, a preferência do trânsito é das máquinas e dos equipamentos envolvidos na operação de colheita.


tecnologia no campo

alinhamento e distância correta entre as linhas de plantio

Após treinamentos teóricos e práticos no final do ano passado, a equipe de Desenvolvimento Agrícola da NovAmérica iniciou o acompanhamento das atividades de plantio com o sistema de piloto

Marcela Mazer Guidi

automático RTK (Real Time Kinematic), implantado em novembro de

Engenheira Agrícola Sertãozinho/SP

2013 nas duas unidades, para alcançarem melhores resultados no campo. O NA Íntegra convidou a engenheira agrícola Marcela Mazer Guidi, de Sertãozinho/ SP, que trabalha na área de Fabricação de Equipamentos para este fim, a nos dar uma visão externa sobre essa nova tecnologia. Você acredita que a tecnologia de piloto automático na produção de cana-de-açúcar está sendo bem utilizada pelas empresas? Sim, hoje essa tecnologia que tanto agrega na produtividade do setor sucroenergético está presente em um grande número de empresas e vem crescendo velozmente no setor. O piloto automático é um sistema de direcionamento automático integrado ao sistema de direção da máquina, possibilitando respostas rápidas e precisas nas operações de manejo das culturas. Com precisão de 2,4 cm, o piloto automático, somado ao sistema de correção de sinal de satélite RTK, fornece possibilidade de controle sobre as passadas das máquinas. Os mesmos locais onde o rodado da máquina passou durante o plantio será a passagem dos equipamentos durante os tratos culturais e a colheita da cultura, permitindo um controle do tráfego das máquinas, principalmente colhedora e transbordo, permitindo suas interações.

Essa tecnologia já tem sido usada por outras empresas, como você vê a implantação desse projeto na NovAmérica somente em 2014? O sistema de piloto automático é hoje, senão o mais, um dos produtos da agricultura de precisão mais implantado nas empresas. Assim como as novas tecnologias a que temos acesso em nosso dia a dia (smartphones, computadores, jogos, etc.) que, quando são implantadas, só têm a crescer seu consumo e agregar ainda mais tecnologia aos seus sucessores. A tendência é que as empresas agrárias, não somente usinas sucroalcooleiras como também produtores rurais, adotem essas tecnologias, pois a demanda de alimentos, combustíveis e vestimentas só tem a crescer, e teremos que produzir mais com a mesma quantidade de recursos, como área cultivada, água, etc. A implantação desse projeto na NovAmérica trará muitos resultados positivos, como a diminuição dos custos operacionais, aumento da produtividade e consecutivamente o aumento do lucro, bem como a sustentabilidade. Com o conhecimento dos benefícios dessa tecnologia, estou certa de que a NovAmérica ainda adotará várias outras soluções presentes na agricultura de precisão, como taxa variável de produtos aplicados na lavoura, desligamento de seção, controle de máquinas feito do escritório, entre outras diversas tecnologias existentes.

Quais benefícios essa tecnologia pode oferecer para uma empresa como a NovAmérica?

Quais resultados do mercado se tem registrado sobre o piloto automático?

Os principais benefícios desse sistema para a cultura da cana-de-açúcar é o controle das passadas das máquinas, permitindo alinhamento e distância correta entre as linhas de plantio. O sistema de piloto automático evita ou até elimina o pisoteio das soqueiras, aumentando a quantidade de safras com um plantio de cana e diminuindo a necessidade de reforma dos canaviais, pois o tráfego controlado, no qual as máquinas do plantio, tratos culturais e colheita passam pelo mesmo caminho, evita o abalo das soqueiras e até mesmo o arranque delas. Outro benefício desse sistema de piloto automático para a cultura é permitir que o operador fique atento às demais informações da máquina, pois, como a máquina é automaticamente direcionada na posição correta, o operador fica disponível para acompanhar outros fatores do plantio, colheita, etc.

São inúmeros os resultados positivos com que o mercado se beneficia utilizando esse serviço. Um deles é aumento do rendimento operacional das atividades de campo, desde o plantio, onde se pode gerenciar, através do escritório, linhas de plantio em nível e seguindo curvas de nível, passando pelos tratos culturais, nos quais utiliza-se das mesmas linhas de plantio para eliminar o pisoteio da cultura até a colheita onde as linhas de plantio são inseridas na colhedora e transbordo fazendo com que, além de não haver pisoteio, as máquinas trabalhem em períodos diurnos e noturnos com a mesma eficiência. Essa tecnologia também permite a redução dos custos de operação pela diminuição de máquinas e mão de obra. Outro benefício é a diminuição da fadiga do operador, o que permite que ele se concentre em outros fatores da operação, já que não precisa se preocupar com a direção da máquina.

Bruno Mattos Engenheiro Mecânico Desenvolvimento Agrícola Unidade de Tarumã/SP 3 anos de NovAmérica

Qual você acredita que será o futuro dessa tecnologia e como isso impactará ainda mais as empresas agrícolas produtoras de cana? Acredito que o futuro dessa tecnologia é estar presente em praticamente todas as máquinas do mercado, e principalmente nas máquinas novas, que já sairão com o sistema embarcado de fábrica. Hoje o mercado já dispõe de máquinas embarcadas com esse sistema, porém não são todas as máquinas que saem da fábrica com essa tecnologia. A tecnologia na agricultura, bem como a utilização do piloto automático, não é diferente das que utilizamos no nosso dia a dia, como smartphones e computadores, ambas nos fornecem qualidade de vida e otimização das nossas atividades. A sua utilização no campo nos beneficia com sustentabilidade, produtividade, economia, conforto, entre outros. Estou certa de que essas tecnologias se desenvolverão ainda mais e que se enquadrarão para todos os tipos de produtores rurais e empresas agrícolas, pois já estamos vivendo uma realidade.

Esta tecnologia gera oportunidade de reavaliar os processos produtivos para buscarmos a excelência no campo. A implantação inicial está sendo em tratores que trabalharão em duas frentes de plantio e, posteriormente, ampliada para as demais frentes e áreas de preparo de solo, tratos culturais e colheita.

Fotos: Equipe de Comunicação


Percebo que as pessoas são muito abertas e dispostas às inovações Sergio B. Murakami

Mecânico Manutenção Automotiva Unidade de Caarapó/MS 4 anos e meio de NovAmérica

Se podemos facilitar ainda mais as coisas para nós – mecânicos – e para a empresa, por que não fazer? Valdir G. Pereira Mecânico Manutenção Automotiva Unidade de Caarapó/MS 3 anos e 8 meses de NovAmérica

+ criar atividade Ao ver que uma colhedora apresentava maior eficiência devido a um sistema de proteção, Sergio Murakami teve a ideia de reproduzi-lo em um equipamento que não o possuía. A função dos dispositivos instalados é de guiar a corrente e evitar o descarrilamento da colhedora em campo, oferecendo maior produtividade do equipamento e ganho de mão de obra da área de Manutenção. Outra ideia proposta foi a adaptação de uma corrente – que seria trocada – adaptada à frente da colhedora para dar sustentabilidade e reforço ao elevador. As duas ideias são apenas algumas das propostas feitas pelo mecânico, de 26 anos. Ambas já se encontram em fase de teste na unidade de Caarapó/MS.

Sergio acredita que o ambiente e a forma como suas ideias são aceitas contribui para que outras surjam. “Percebo que as pessoas são muito abertas e dispostas às inovações. Quando pensamos em algo, levamos até o coordenador que, após avaliação junto com a supervisão, encaminha para teste, quando aprovada”, explica o mecânico. Para o coordenador de manutenção, Daniel Benites, as iniciativas mostram o nível de comprometimento da equipe. “Ficamos muito felizes quando surgem ideias que possam melhorar a produtividade da máquina. Isso mostra o amadurecimento da equipe, já que a colhedora é um equipamento que exige alto conhecimento técnico, conquistado com muita dedicação.”

Aqui, além da criatividade usada, existe a valorização do que o colega de trabalho em outro estado criou. Dessa forma, o mecânico de colhedora Valdir Gonçalves Pereira, 27 anos, sugeriu adaptações em dispositivos já criados e implantados na unidade de Tarumã/SP. “Se podemos facilitar ainda mais as coisas para nós – mecânicos – e para a empresa, por que não fazer?”, questiona. A inovação veio da Agro Tarumã ao criarem uma ponteira auxiliar para um tipo de colhedora que não possuía esse dispositivo. O mecanismo era produzido pelos próprios mecânicos, que soldavam as peças com a função de contribuir no processo de recolhimento da cana.

A adaptação surgiu quando Valdir percebeu que, fazendo uma pequena alteração no lugar onde o dispositivo é acoplado, poderia ser usada uma ponteira já disponível no mercado, porém de outra marca de colhedora. “Com isso pouparíamos tempo e serviço, já que não precisaríamos soldar a peça e a teríamos sempre em estoque”, explica. As novas ponteiras já estão instaladas em 25% das colhedoras em Caarapó.

Fotos: Duda Siqueira


transferência de experiências Eduardo Sakovic mora em Itaipava/RJ, formado em Desenho Industrial, presta serviço para a NovAmérica há 27 anos.

Vamos fazer arroz com feijão? Que tipo de arroz (parboilizado, integral ou branco)? Que tipo de feijão (branco, preto ou carioca)? Quem vai comprar? Em qual panela iremos fazer? No óleo ou na manteiga? Posso pôr tempero? Posso pôr sal? Para quando precisa? Onde será servido? Para quantas pessoas? Quem vai servir? Vai precisar de guardanapo, copo? O que mais vai ser servido? E, principalmente, o que eu faço com o que sobrou? O trabalho desenvolvido na área de Manutenção Automotiva nas duas unidades da NovAmérica não é consultoria e sim transferência de experiências. A ideia é ir até o final de um caso simples, como fazer o “arroz com feijão“, analisar todas as implicações para descobrir por que não foi obtido o resultado esperado. Sem o intuito de caçar culpados ou responsáveis, mas sim saber o que não foi executado durante o percurso. Buscamos entender as dificuldades do colaborador das áreas operacionais e de manutenção para que haja o desenvolvimento de ambas. Todos devem saber exatamente o que fazer, os relatórios que devem gerar e a quem devem informar para que o trabalho seja bem-feito. Isso impactará na tomada de decisão e no melhor acompanhamento da área. Deve-se levar em consideração a individualidade de cada área e, principalmente, sua importância. Entendendo o papel de cada colaborador e da equipe como um todo, justificamos o objetivo da área, que nada mais é do que arrumar equipamentos, dando subsídios às áreas operacionais. A resistência perante o meu trabalho nada mais é do que medo da novidade e das mudanças, o que é muito normal. Mas, às vezes, uma atividade pode estar sendo mal realizada devido à falta de orientação, por isso o acompanhamento e o retorno são tão importantes para ter certeza de que o que foi passado realmente foi assimilado pelo colaborador.

Gustavo H. R. dos Santos Analista de Controle Manutenção Automotiva Uni dade de Tarumã/SP 4 anos e 7 meses de NovAmérica

Sempre escuto: “não faço determinada função porque não tenho ferramenta” ou “não consigo tal relatório porque o sistema não permite”. Isso não é desculpa. Frequento a NovAmérica desde 1987, e na época não tinha computador, tudo era feito à mão, no caderno e tínhamos todos os dados. O que na época demorava um ano para ser descoberto, como, por exemplo, o consumo de um equipamento, hoje é feito na hora. A evolução é notável em relação ao que era a oficina. A estrutura e o organograma hoje são exemplos. Pessoalmente tenho muito orgulho de ver todas aquelas ideias que foram implantadas sem tecnologia serem desenvolvidas com tanta naturalidade. Uma coisa que deve ser levada em consideração por quem analisa de fora e tem cabeça aberta é a subcultura. Por exemplo, a unidade de Caarapó não deve ser comparada com a unidade de Tarumã, pois ambas têm a mesma capacidade, porém, não são iguais. Um exemplo prático é um pneu que em uma unidade faz 60 ou 50 mil km. Se esse mesmo pneu fizer 30 mil km na outra unidade, estará ótimo, pois, devemos considerar que se trata de terrenos diferentes nas duas localidades. O prato nas empresas será o mesmo, “arroz e feijão”, porém, preparados de maneiras distintas. A diferença do meu trabalho é que, enquanto todo mundo está preocupado em fazer o prato, eu vou ver o lixo, pois o que sobrou da refeição me dirá se estava bom, ou se algo está errado. Conheça um bom restaurante pelo lixo e uma boa oficina pela sucata. E aí, vamos fazer “arroz com feijão”?

O Eduardo Sakovic agregou muito no meu conhecimento e de todos que estão no PCM (Planejamento de Controle e Manutenção). Foi ele quem nos ensinou a trabalhar com as informações e nos incentivou a buscar sempre melhorar o trabalho que desenvolvemos. Foi ele quem nos deu a ideia de anotarmos no papel todas as informações diárias dos equipamentos que estavam na oficina, os motivos, as datas de entrada e as previsões de saída, pois posteriormente isso seria usado tanto no controle da área quanto para os nossos clientes, a área de Operações Agrícolas. Com base nessas informações levantadas, desenvolvemos juntos uma planilha de controle que é utilizada até hoje. Desde então sabemos o que é prioridade no dia, onde estão faltando peças para o término do serviço e se há necessidade de apoio de terceiros. Sem dúvida, houve uma grande melhora em organização e planejamento de tarefas.

A resistência perante o meu trabalho nada mais é do que medo da novidade e das mudanças, o que é muito normal. Mas, às vezes, uma atividade pode estar sendo mal realizada devido à falta de orientação, por isso o acompanhamento e o retorno são tão importantes para ter certeza de que o que foi passado realmente foi assimilado pelo colaborador.


operações agrícolas sob o meu olhar

compartilhe o seu dia com a gente. Máquinas estranhas, paisagens incríveis, colegas divertidos e o que mais tem valor para você no seu trabalho. Entre em contato com a Área de Comunicação para saber mais e envie suas fotos.

Thiago Alves Vieira Motorista de Aplicação de Resíduos Unidade de Tarumã/SP 7 anos de NovAmérica


temos que saber lidar com as circunstâncias

sinto que estou onde deveria estar

qual a minha

história? Nasci e cresci no sítio, e foi daí que veio a minha vontade de fazer agronomia e mais tarde de trabalhar na NovAmérica. Havia tentado algumas vezes, mas aos 18 anos as minhas experiências se resumiam a tratorista de lavoura, capinagem, panfletagem e contagem de estoque, mas nenhum trabalho com registro em carteira, o que dificultava a minha trajetória. Logo fui morar na cidade, em Assis/SP, passei algumas dificuldades e houve pessoas que quiseram me ajudar, mas eu queria era um emprego. Então tive a ideia de novamente tentar entrar na NovAmérica, mas dessa vez “por baixo”, como trabalhador rural. Minha meta era me tornar engenheiro-agrônomo.

Em 2004 dei o meu primeiro passo rumo ao meu objetivo, quando tive meu primeiro emprego com carteira assinada. Fui trabalhador rural por um ano, uma profissão honesta, digna e rica de aprendizado, que me proporcionou todo o conhecimento do processo agrícola, do preparo de solo à colheita da cana-de-açúcar. A partir daqui era hora de dar o próximo passo, e foi quando abriu a vaga para auxiliar de controle de pragas. Entre 60 inscritos, eu estava entre os dois contratados. Nessa fase tomei duas decisões importantes na minha vida, mudei para Tarumã/SP para exercer a função e comecei a fazer Administração, embora eu tenha passado em Agronomia na Unesp de Jaboticabal/SP, mas não tinha condições financeiras para seguir.

Algumas pessoas podem achar que esse foi um passo para trás ou no mínimo errado, mas não me arrependo de nada. Nós temos que saber lidar com as circunstâncias, e naquele momento não era possível. Optei por Administração, comecei a trabalhar como assistente administrativo na portaria agrícola e após passar por todas as grades do cargo, hoje com 26 anos sou analista na área de Controle com a responsabilidade de fazer a manutenção de locais de produção no sistema, administrar o PEQ (Programa de Eliminação Queima) e realizar o pagamento de contratos de arrendamento nas duas unidades.

Estou tentando aprender tudo o que a área da minha formação tem a me oferecer, mas meu foco ainda é a agronomia. Hoje consigo até ver uma certa relação entre o que eu faço e o que quero fazer, principalmente me orgulhar de tudo o que fiz. Sinto que estou onde deveria estar.

José Carlos Lemes Junior Analista de Controle Unidade de Tarumã/SP 9 anos de NovAmérica


como chegar lá

tratorista

Instrução: ensino médio completo CNH categoria c

Para aqueles que querem seguir a profissão de tratorista, é necessário ter completado o ensino médio, pode ser feito dentro de três anos no ensino regular ou em um ano e meio pelo supletivo, possuir carteira de habilitação na categoria C, ter atuado como operador de máquinas agrícolas e no mínimo um ano como auxiliar agrícola na NovAmérica.

Experiência profissional: 1 ano de auxiliar agrícola disponibilidade de vagas: não ha vagas no momento. nos acompanhe no facebook e nos murais internos para novas divulgações.

Importante: a NovAmérica oferece formação interna para quem quer se tornar um tratorista. Então, comece procurando a área de Desenvolvimento Humano e escreva sua história.

Competências Conjunto de características percebidas nas pessoas quanto a conhecimentos, habilidades e atitudes que levam a um desempenho superior, conferem vantagens competitivas à organização. As competências definidas pela NovAmérica devem ser desenvolvidas e/ou aprimoradas por meio dos programas existentes na empresa.

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Produtividade por colhedora É um indicador utilizado para buscar aumento de produção das colhedoras. A produtividade por colhedora pode ser medida de duas formas: 1ª) Produtividade por colhedora na safra: total de toneladas de canas colhidas mecanizada pelo número total de colhedoras. 2ª) Produtividade por colhedora por dia efetivo: total de toneladas de canas colhidas dividido pelo número total de colhedoras e dividido pelo número de dias efetivos de moagem na indústria.

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Com isso, é possível medir como cada colhedora trabalha, em cada unidade, e traçar estratégias para aumento da produção. * No caso de Tarumã, com duas linhas de moenda, a efetividade é proporcional.

Foto: Equipe de Comunicação

Karina Souza

Alessandro Chaves

Supervisora Desenvolvimento Humano Unidade de Tarumã/SP 8 anos de NovAmérica

Coordenador Operações Agrícolas Unidade de Caarapó/MS 14 anos de NovAmérica


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