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empresas novamérica | abril de 2016 • nº 13

íntegra


acesso

O meu tempo não anda, ele corre. E o seu?

chegaram para expandir o conhecimento e dar asas a nosso potencial

A impressão é de que o tempo agora passa mais rápido. Fechando os olhos, até consigo escutar minha bisavó, de 91 anos, criada no sítio: “no meu tempo o dia custava a passar. Agora, vocês chegam aqui pra visitar a gente e não dá tempo nem para um dedinho de prosa”. O tempo não anda mais, ele corre. E também tudo nele muda. Assisti a um vídeo de crianças dos anos 2000, que foram expostas a objetos da década de 80, como fitas VHS, aparelhos de vídeocassete e telefones com fio. Olhavam para aquilo espantadas, apalpavam, não sabiam exatamente o que fazer, sacudiam, colocavam nos ouvidos. Achavam engraçado e bonitinho. Mas, perderam a função.

olhavam para aquilo tudo espantadas

Em menos de 20 anos coisas importantes perderam a razão de ser. O tempo não só corre, mas também deixa muito do que foi importante para trás. O mundo está mudando a cada respirar. Basta olhar ao redor! Tanta tecnologia, cura e conhecimento. O que nos separa da informação é apenas um clique. As novas tecnologias chegaram para expandir o conhecimento e dar asas a nosso potencial. O conhecimento está nas pontas dos dedos.

criar e compartilhar com um simples clique

Pena minha vozinha não estar mais neste mundo para ver que o tempo mudou, sim, e que ele corre. É provável que ela estranhasse o que tem nos acontecido, mas eu adoraria mostrar para ela os benefícios desta nova era. Afinal, tudo pode ser bom ou ruim. Depende das lentes que temos na frente dos olhos!

O tempo não anda mais, ele corre. E também tudo nele muda.

O mundo está mudando a cada respirar.

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As novas tecnologias

Children of the Sea Jozef Israëls

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Huisje aan de zandweg Anton Mauve

Sem escola, sem dinheiro, sem transporte, sem televisão, sem internet, sem formação acadêmica, sem educação formal, Francisco usou todo o saber orgânico de homem do campo e driblou as intempéries da natureza. Soube poupar na época de seca, alimentou bem a criação na chuva, guardou a água que o céu mandou em cisternas. Um verdadeiro case de “Como Viver em Tempos de Crise”, para Fundação Getúlio Vargas nenhuma botar defeito.

quem conhece nosso ciclo natural sobretudo o jeitão matuto dele

Foram 50 minutos de prosa e aprendizado para uma vida inteira. Me despedi de Seu Cisquinho com ciscos nos olhos. Mentira, eram lágrimas mesmo! Aquele tipo de lágrima de quando a gente sente que aprende que a vida pode ser simples e que tudo o que precisamos está nas nossas mãos, nos sentimentos, na intuição e no coração. Nascemos com todas as ferramentas que precisamos para ser felizes e para fazer os outros felizes.

conhecimento que se aprende naturalmente

A vida as vezes dá nó, mas pessoas como ele sempre sabem desatar os nós que a vida insiste em embolar. Ele estava sentado em um feixe de feno no terreirão em frente à casa, enquanto algumas crianças corriam na rua de terra onde eu passava de carro. Eu tinha sede. O jeitão matuto dele me chamou a atenção, fazendo com que eu pisasse no freio. Ele só levantou a cabeça e me olhou. “Boa tarde, senhor”, eu disse. Ele respondeu, como bom baiano: “Booooooa!”. - Posso entrar? - continuei. - Se achegue. Moça quer o quê? - ele respondeu. - Gostaria de um pouco de água, por favor - eu falei. Uma criança buscou uma moringa de barro. Me sentei ao lado dele. Francisco era seu nome. Seu Cisquinho era como o chamavam, dado 4

ao aspecto magro e franzino. Negro, retinto, cabelo crioulo branquinho. 72 anos do mais puro conhecimento empírico. Conhecimento diferente do que se valoriza atualmente. Seu Cisquinho nunca sentou em um banco de escola, mas sabe escrever o que precisa. Também aprendeu a fazer as contas que necessita para a lida da roça e no trato das criações da terrinha, onde mora desde que nasceu. Seu Cisquinho contou das lutas que teve de encarar. Da época de seca, de como fazia para armazenar a pouca comida. Me narrou histórias emocionantes das voltas que a vida dá e de como, junto de Margô, a companheira de mais de 50 anos, conseguiu criar 8 filhos, 22 netos e 3 bisnetos. “Por mais que a gente saiba, que converse, que bata os pontos, tem hora que a vida dá nó na gente”, me falou.

Verdade! A vida dá nó, mas homens como ele sabem desatar os nós que a vida insiste em embolar. Quase sem ler, pouco escrevendo, sem nunca ter ido à capital, Salvador, Seu Cisquinho soube dar muito a todos que colocou no mundo: deu alimento, formação, caráter, ética, amor, o que mais importa. Me contou que tem filho doutor em Feira de Santana. “Médico oftalmologista. Me operou da catarata”, contou orgulhoso. Uma neta está na faculdade de Direito. “Também vai ser doutora”, alegrou-se.

A vida pode ser simples e que tudo o que precisamos está nas nossas mãos, nos sentimentos, na intuição e no coração.

Saí de Mata de São João com a sensação de que eu poderia enfrentar qualquer seca. Que eu saberia, do meu jeito, fazer as minhas cisternas e ter água fresquinha na moringa o ano todo. Francisco me ensinou que para saber não é preciso necessariamente instrução, mas estar aberto ao conhecimento que se aprende naturalmente, observando, sentindo, testando e agindo. Simples assim!

veja a matéria com o dirceu rossini na página 23

criatividade

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Nosso corpo, nossa casa Você escuta o chamado do seu corpo? Toda compreensão é resultado de um bom diálogo. Converse com seu corpo, entenda a conexão entre bem-estar mental e físico e cuide de si mesmo Enquanto caminhamos, nosso corpo fala. São as articulações movendo-se, a pressão arterial correndo, o ritmo da respiração que sobe e desce, os músculos fazendo força. Tudo isso integrado para fazer essa máquina de carne e osso funcionar. Funciona de forma tão orquestrada, que por muitas vezes nem percebemos. Consciência corporal é a palavra-chave para se viver bem fisicamente! É saber que temos um corpo, que vivemos nele. Ou melhor, que somos também um corpo. Difícil! A rotina criada em torno das prioridades cotidianas é a grande responsável pela negligência quando o assunto é bem-estar físico. Seguimos uma programação semanal cheia de compromissos e deixamos para depois essa conversa interior. Não fomos criados para cuidar do corpo. Crescemos sem saber os limites dos músculos e até onde vai nossa capacidade de respirar. Esquecemos que nosso cérebro, o pai deste imenso aparelho, faz parte de um todo. Para alcançar o tão sonhado bem-estar, é preciso compreender que a mente e o corpo estão interligados. A maneira como cuidados de um, reflete na saúde do outro.

Consciência corporal é a palavra-chave para se viver bem fisicamente! É saber que temos um corpo, que vivemos nele. Ou melhor, que somos também um corpo.

Exercitar corpo e mente, de forma simultânea, é o segredo para se sentir bem por inteiro. Pequenas atitudes diárias podem fazer toda a diferença. O segredo está em olhar para dentro e prestar atenção ao corpo. Faça do princípio latino “MENTE SÃ, CORPO SÃO” o seu mantra diário. A saúde mental só existe de forma verdadeira quando o corpo também está saudável.

veja a matéria com o humberto congio na página 25

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consciência

uma verdadeira máquina funcionando sem parar não fomos criados para cuidar do nosso corpo

Você escuta o chamado do seu corpo? Toda compreensão é resultado de um bom diálogo. Converse com seu corpo, entenda a conexão entre bem-estar mental e físico e cuide de si mesmo.

Nine models of parts of the body Johan Gregor van der Schardt

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Cazuza, em 1988, gravou “O tempo não para”. O cantor já sentia, no final da década de 80, a constante renovação causada pelo tempo. Acordamos e logo entramos em contato com mais uma inovação. Não devemos nos desesperar por isso! O planejamento e aprimoramento permanentes são os melhores guias para essa jornada em alta velocidade. Hoje, o aprender não é o único objetivo da maior parte dos cursos de capacitação e aperfeiçoamento disponíveis no mercado. O que importa, no final das contas, é como você vai usar, no âmbito pessoal ou profissional, tudo aquilo que aprendeu. Um saber nunca é limitado por si só, já dizia Paulo Freire, grande educador brasileiro. Quando potencializo uma prática no meu setor, crio uma reação em cadeia que atinge todos os outros que estão comigo interligados. Trabalhamos em rede. Conectados. Precisamos, portanto, caminhar no mesmo ritmo e, juntos, acompanhar a enxurrada de transformações que nos atinge dia após dia.

ciclos de oportunidades

desenvolvimento

Desenvolver é um verbo de movimento

crio uma reação em cadeia que atinge todos os outros

Mas será que essa disposição para seguir mudando e se desenvolvendo nos acompanha quando fechamos a porta da empresa ao final do expediente? Levamos consequências dessas transformações para nossa casa? Causamos impacto em nossas relações pessoais e familiares? Procurar o desenvolvimento profissional te coloca no ritmo do mundo. Cria entusiasmo para se reciclar sem apego com ideias e práticas fixas. Desenvolvendo-se, os tropeços cessam e você consegue, finalmente, acompanhar os ciclos de oportunidades, agarrando-se naquelas que lhe interessam, filtrando suas preferências e alcançando os objetivos que lhe aproximam do sucesso.

O planejamento e aprimoramento permanentes são os melhores guias para essa jornada em alta velocidade. Italian Landscape with Umbrella Pines Hendrik Voogd

“Somos os únicos seres que, social e historicamente, nos tornamos capazes de aprender. Por isso, somos os únicos em quem aprender é uma aventura criadora. Aprender para nós é construir, reconstruir, constatar para mudar” (Paulo Freire) 8

veja a matéria com o Fábio Orsoline na página 20

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conhecimento

percepções do mundo e sobre nós mesmos

gente curiosa Conhecimento! Palavra tão simples, amplamente disseminada. Conhecimento formal, conhecimento empírico (aquele que adquirimos pelas nossas experiências, ao longo da vida), conhecimento natural, conhecimento profissional. Tantas formas de conhecer o mundo no qual estamos inseridos. A vida se faz pelo conhecimento do homem. Seja do mais rudimentar e orgânico - como o do homem do campo, que conhece os ciclos naturais da natureza - seja do acadêmico que estuda anos para se chegar a uma conclusão. Não importa de que forma o conhecimento apareça. O que importa é que, com ele, vamos tendo nossas percepções do mundo e sobre nós mesmos. Trazendo tudo para a luz da reflexão nos munimos com o mais alto calibre: o poder de escolha! À medida que vamos nos informando, lendo, aprendendo, sabendo, escutando, debatendo, ampliamos nosso repertório de coisas conhecidas e ampliamos a consciência com mais fatos, para que possamos escolher os rumos da vida com mais clareza. Continuar curioso é uma capacidade que muitos de nós vai perdendo. Quando crianças, nascemos naturalmente sedentos por conhecer o mundo. Nascemos aptos ao conhecimento. No entanto, vamos perdendo essa capacidade ao longo da vida. Um dos motivos é que vamos sendo tolhidos pelo medo. O medo de cair nos impede de pular. Vamos caminhando lentamente, deixando os dias passarem, sentindo-nos frustrados, porque sabemos de todo o potencial que carregamos dentro de nós. O apelo é: continuemos curiosos! Que possamos sempre ter um “porque” na ponta da língua, um questionamento, uma vontade de ler mais profundamente, um desejo de saber. É só por meio da informação que poderemos conhecer o mundo. E mais, é só conhecendo profundamente a nós mesmos que poderemos mudar o mudo. Mudando o nosso mundo, em primeiro lugar!

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É só por meio da informação que poderemos conhecer o mundo.

nascemos aptos ao conhecimento

É só conhecendo profundamente a nós mesmos que poderemos mudar o mundo.

Quando crianças, nascemos naturalmente sedentos por conhecer tudo.

veja a matéria com o jucemar pereira padovan na página 26

The Gust Willem van de Velde

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2016 acesso

consciência

conhecimento

criatividade

desenvolvimento

pautado no conhecimento Foram muitos meses pensando, entendendo, conversando. Reuniões intermináveis. Ponderações de conselho, diretoria, superintendência e gerência. Informações trocadas. Planejamentos feitos. E, enfim, uma decisão histórica foi tomada na NovAmérica, nesses mais de 70 anos de atuação. 2016 começou totalmente imbuído do tripé Conhecimento - Informação - Capacitação. A empresa, que sempre deu recesso a seus trabalhadores, neste ano, além das férias normais de fim de ano, tomou uma decisão histórica, a fim de capacitar ainda mais sua equipe. Foram mais de 2 mil colaboradores totalmente integrados na troca de conhecimento, nas duas unidades, Tarumã - SP e Caarapó - MS.

desenvolvimento estratégico desenvolvimento profissional desenvolvimento pessoal 12

De 11 de janeiro a 10 de março de 2016 o Programa Bolsa Qualificação treinou, no intuito de melhorar ainda mais, os colaboradores da NovAmérica - auxiliares, colhedores, motoristas, tratoritas e administrativo. Com o Programa, além do benefício do conhecimento, comemora-se também o fato da empresa não ter dispensado nenhum funcionário, como sempre fez no período de entresafra. “A adoção do Bolsa Qualificação na NovAmérica teve três objetivos: preservação do emprego nesse momento difícil que o Brasil atravessa, qualificação dos nossos colaboradores e redução dos nossos custos que também é importantíssimo. Os três objetivos foram alcançados de forma muito clara e foram muito bem sucedidos”, comemorou Marcelo Avanzi, gerente de RH e Administrativo. Este foi, sem dúvida, um salto na qualificação de pessoas, visto que o Programa ministrou 120 horas de treinamentos, cursos, palestras e workshops. A média brasileira de treinamento empresarial, a título de comparação, é de 25 a 30 horas anuais. Além disso, a iniciativa transformou pessoas comuns em grandes líderes, já que pularam de suas mesas do escritório para serem facilitadoras e transmitirem o que sabem a outros tantos, como Valdeíno Ventura, Técnico de Monitoramento Agronômico, em Tarumã: “eu nunca dei um treinamento na minha vida e fiquei nervoso, mas foi muito interessante passar um pouco do que sei para eles, que também trabalham diretamente no campo, com a cana. Me senti bem e valorizado em poder ajudar nosso trabalho ficar ainda melhor, além de me superar”, disse Ventura.

transformou pessoas comuns em grandes líderes

Informação é aquilo que nos move rumo ao topo

Um salto, sem dúvida, na bagagem de cada um, tanto do que fala como do que escuta, já que a troca de informações é aquilo que nos move rumo ao topo. Só com conhecimento é possível ir adiante e chegar mais longe. Estamos no caminho certo!

veja a matéria com o noton gleis na página 24

A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original. (Albert Einstein)

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aprendendo mais bolsa qualificação

cada vez que temos um treinamento aprendemos mais

“O aprendizado foi muito bom, o que passaram no treinamento foi importante pra gente, inclusive no dia a dia vai servir muito, por que cada vez que temos um treinamento aprendemos mais, gostei muito.”

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aprendemos com a experiência do pessoal e vou levar pro resto da minha vida

“Achei ótimo, aprendemos com a experiência do pessoal e vou levar pro resto da minha vida. A maioria dos treinamentos a gente leva para o trabalho, mas levarei para minha vida pessoal também, foi uma oportunidade legal e a gente aprendeu muito, só tenho a agradecer.”

Jaci Barbosa Calixto

Vilson da Conceição

Motorista Canavieiro Logística Unidade Tarumã/SP 28 anos de NovAmérica

Tratorista Aplicação de Resíduos Unidade Tarumã/SP 4 anos e 6 meses de NovAmérica

Só com conhecimento é possível ir mais longe se tiver outro treinamento com toda a certeza eu gostaria de participar

“Foi ideal o programa, depois continuou todo mundo empregado. O programa não foi dez, foi dez mil! O treinamento que eu mais gostei foi o de Língua Portuguesa, me ajudou bastante, a professora me incentivou a voltar a estudar, sou grato por ter participado do programa.

Nolácio Pereira de Andrade Motorista Aplicação de Resíduos Unidade Caarapó/MS 4 anos de NovAmérica

aprendemos a trabalhar em equipe e isso ajuda bastante no nosso dia a dia

“No começo a gente ficou meio preocupado como seria o programa, mas hoje se tivesse outro eu faria novamente. Gostei mais do treinamento de Motivação, nós aprendemos a respeitar as diferenças das outras pessoas, aprendemos a trabalhar em equipe e isso ajuda muito no nosso dia a dia. Agora bolsa qualificação fez parte da minha vida e eu nunca mais vou esquecer.”

Rivaldo Rodrigues dos Santos Tratorista Preparo de Solo Unidade Caarapó/MS 2 anos e 6 meses de NovAmérica 15


realizando sonhos bolsa de estudos oportunidade realização Muito mais que trabalho! É também preciso capacitação, motivação e vontade de ser melhor. A NovAmérica preocupa-se, por meio dos seus programas e projetos, com a formação do indivíduo como um todo. Uma dessas iniciativas é o programa Bolsa de Estudos, que foi criado, em 2001, com o intuito de incentivar os colaboradores a elevarem o nível acadêmico, aumentando assim o potencial intelectual. Todos os colaboradores com mais de três meses de casa, das duas unidades da empresa, Tarumã - SP e Caarapó - MS, podem inscrever-se para receber percentuais de bolsa de estudo para cursos técnicos, graduação, especialização e língua estrangeira. O subsídio pode chegar a 70% de bolsa até o fim do curso.

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vi que os estudos podem ser uma escada para que eu alcance pisos mais elevados

é também preciso capacitação, motivação e vontade de ser melhor Desde sua criação, o programa já beneficiou 1600 pessoas e uma delas é Alexandre Rodrigues Alves, 33 anos, mecânico de caminhões, há 8 anos na NovAmérica. Ele, que sempre teve vontade de fazer uma faculdade, não tinha condições de pagar os altos custos, por conta do salário já comprometido com a família. No entanto, com a bolsa de estudos de 70% do valor do curso, Alexandre viu seu sonho se realizar. Concluiu Engenharia Mecânica. Mais que isso: viu que seria capaz de aprender cada vez mais. “Enxerguei novas possibilidades dentro da empresa, vi que os estudos podem ser uma escada para que eu alcance pisos mais elevados”, falou Alexandre. E isso está só começando, já que Alexandre agora quer mais - vai começar um curso de inglês. O céu é o limite!

Viu seu sonho se realizar. Concluiu EngenhariaMecânica. Alexandre Rodrigues Alves Mecânico de Caminhões Unidade Tarumã/SP 8 anos de NovAmérica 17


desenvolvimento colaborativo junho

julho

agosto

setembro

outubro

novembro

dezembro Reunião Diretoria

Indicadores de operações de colheita

indicadores de produtividade

indicadores estratégicos

estratégico encontro de gestão

profissional

Reunião gerencial planejamento corporativo planejamento financeiro Comitê de Gestão e Operação reconhecimento geração de idéias

geração de ideias Programa de Desenv. Gestão café com o diretor Operador Master Formação Interna

desenvolvimento estratégico

maio

desenvolvimento profissional

abril

ação trânsito seguro na lavoura Campanha vacinação

ação EPI

combate ao tabagismo

ação ruído ocupacional ação Uso do Cinto de Segurança e celular

Vida Saudável

Programa compartilhar

ação Férias Seguras

pessoal

Prevenção Contra Incêndio Rural

ação Câncer de Mama

ação Câncer de Próstata

combate ao alcoolismo

abril

maio

junho

julho

agosto

setembro

outubro

novembro

campanha dengue (dez. á jan.)

dezembro

SIPATR (Fev.2017) Benefícios e cuidados

desenvolvimento pessoal

rota tecnológica

evento conforme demanda

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informação e desenvolvimento acesso

para ser um bom profissional é preciso ir além do que seu cargo exige vontade, caminho longo, determinação certeira O estudo, a força de vontade, a determinação e vontade de chegar lá fizeram com que Fábio Orsoline, de 36 anos, escalasse uma montanha, saindo do patamar de trainee e chegando à gerência. Engana-se quem pensa que este foi um caminho fácil. Fábio deixou a casa dos pais aos 18 anos, quando foi para Ilha Solteira, no estado de São Paulo, estudar Engenharia Agronômica. Lá, ficou por cinco anos até concluir o curso. Após a universidade, conseguiu uma oportunidade de emprego em Anhembi e para lá foi, mas sabia que algo maior o esperava. Foi quando soube da vaga de trainee da NovAmérica, inscreveu-se e começou o processo. Ele sabia que muitos outros recém-formados competentes estavam na disputa das vagas com ele, no entanto isso não fez com que ele abaixasse a cabeça: dos mais de mil candidatos, apenas quatro engenheiros agrônomos entraram.

Deu-se por satisfeito? Não, de jeito nenhum! Desde aquele 2007, que Orsoline vem estudando, pesquisando e incrementando sua carreira. Passou por quatro áreas diferentes na NovAmérica até chegar agora à Gerência, nesses nove anos de empresa. Também voltou a estudar e concluiu um MBA em Gerenciamento de Projetos, na Fundação Getúlio Vargas (FGV). Ele acredita que para ser um bom profissional é preciso ir além do que seu cargo exige, por isso sempre participou dos planejamentos estratégicos, das reuniões de metas e da implementação dos indicadores de produtividade da NovAmérica. sem essa “Participar com outros gerentes dessas atividades me preparou experiência com para assumir a gerência hoje. eles não seria Sem essa experiência com eles, atuando diretamente no planepossível crescer jamento da empresa, não seria possível crescer”, falou Orsoline. 

Fábio Orsoline Gerente de Operações Agrícolas Unidade Caarapó/MS 9 anos de NovAmérica

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consciência

conhecimento

criatividade

desenvolvimento

mais disposição, paladar, olfato, fôlego Uma grande conquista Foram 25 anos fumando 30 cigarros por dia. Uma rotina baseada no ato de fumar. Acordava, acendia um cigarro, tomava um cafezinho. Pautava as paradas no trabalho para sair e fumar. Saía de fininho das rodas de conversa para acender um. Nas viagens, a cada 100 quilômetros era uma parada. Nos dias de chuva, fumava ainda mais rápido, para não se molhar tanto. Até que um dia, em uma consulta de rotina, o cardiologista alertou: “a coisa vai ficar séria se você não parar de fumar agora mesmo, Marco. Seus níveis de gás carbônico no pulmão estão muito elevados e o de oxigênio reduzidos”, bradou o médico. Ele tinha duas escolhas: dar de ombros para o médico, como já tinha feito em outras oportunidades ou dar o grande passo de sua vida. E ele decidiu. A partir do momento que entendeu os riscos que o cigarro estava trazendo a sua vida, parou de fumar no mesmo instante. Assim, de uma hora para outra, jogou os maços de cigarro no lixo. Sua motivação? A vontade de ser mais saudável e a reflexão sobre seu filho único. O garoto, que estava prestes a completar 18 anos, havia saído de casa para estudar em outra cidade. “Se ficar

longe do meu filho, que é o que eu tenho de mais precioso, eu estou conseguindo. Claro que consigo ficar sem cigarro”. O primeiro dia foi o mais difícil. O segundo, um pouquinho menos. O terceiro, um tiquinho menos. E assim foi indo. Para ajudar na sua luta, Rantin usou a força do pensamento: “Eu não contava 1 semana sem cigarro. Falava 7 dias. Não eram 2 meses, eram 60 dias. Assim, o número era maior e eu me motivava a continuar, já que havia conseguido tanto até então”, contou sorrindo orgulhoso.

Outra técnica que ele usou: nos primeiros dias, assim que a vontade de fumar batia, ele olhava para algum objeto e tentava imaginar como ele tinha sido construído, com que materiais, quanto tempo demorou. Assim, desviava o pensamento do desejo do cigarro. E assim o tempo passou. Já são 3 anos sem cigarro e com mais disposição, paladar, olfato, fôlego e uma outra vitória: a esposa, Rosely, que também deixou de fumar um ano depois de sua parada. Se Rantin está feliz? A resposta dele é direta: “Se eu consegui isso, consigo qualquer coisa na vida!”. Não temos dúvida, Rantin!

se eu consegui isso, consigo qualquer coisa na vida

Marco Antonio Rantin Supervisor de Operações Agrícolas Unidade Tarumã/SP 20 anos de NovAmérica

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informação e desenvolvimento acesso

aprendendo mais sobre si mesmo e também sobre os outros Um sopro de vida Foram cinco anos de vício em drogas. Se contar o vício no álcool, lá se vão mais anos. Uma vida sem perspectiva, companhias que não edificavam em nada na caminhada, pessoas que criticavam, três acidentes graves de carro, faltas no trabalho e, para tudo ficar ainda pior, a separação da esposa. Para muita gente, um caminho sem fim. Mas, não para Aldmer. Não também para os que lhes estenderam as mãos. Aldmer agarrou com unhas e dentes a oportunidade que a vida lhe dera. No momento de pedir demissão, a NovAmérica, por meio de sua Assistência Social, além de não demiti-lo ainda propôs uma internação em uma clínica de reabilitação para dependentes químicos. Ele não pensou duas vezes. Em três dias estava internado. Foram nove meses aprendendo mais sobre si mesmo e também sobre os outros. Foram nove meses entendendo seu corpo. Foram nove meses renascendo!

Mais que uma trajetória, uma vida

Hoje, Aldmer é coordenador de um grupo de apoio para dependentes químicos em toda a região de Tarumã. E está realizando um grande sonho: cursar a faculdade de Administração que sempre quis. Com determinação e força de vontade, Aldmer aproveitou o sopro de esperança que a NovAmérica lhe deu e renasceu para uma vida plena.

A história é bonita: começou na lavoura em 1973, ainda como rural, cortando a cana manualmente. Depois, passou para fiscal de turma, em seguida foi chefe da palhada e, mais tarde, chegou no caminhão, sua grande paixão, onde continua até hoje, aos 60 anos.

Tratorista Colhedor Unidade Tarumã/SP 6 anos de NovAmérica

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conhecimento

criatividade

desenvolvimento

o trabalho é a conduta mais edificante que um homem pode ter

Aldmer saiu da clínica em um domingo e na segunda-feira já estava de volta trabalhando. Assumiu novamente a sua função, resgatou sua auto-estima, voltou a morar com a família, resgatou o amor daqueles que sempre lhe quiseram bem. Sua filha foi a grande motivação para a mudança de vida: “Eu não podia deixar minha filha acreditar que eu era um derrotado. Por ela, eu quis ser melhor”, contou emocionado.

Aldmer Dias da Silva

consciência

eu quis ser melhor

Faz 43 anos que Dirceu Rossini trabalha na NovAmérica. Isso mesmo! Você não leu errado. Há mais de quatro décadas, que Dirceu está na mesma empresa. Aliás, a única empresa que ele já trabalhou na vida.

Como motorista de caminhão canavieiro, Dirceu criou seus três filhos. Ou melhor, a história começa antes. A NovAmérica também lhe de sua esposa de presente. Ela trabalhava na empresa, conheceram-se, apaixonaram-se e casaram-se na capelinha que até hoje está em pé na sede de Tarumã. Sua vida foi dedicada à companhia e à função que desempenha: “O trabalho é a conduta mais edificante que um homem pode ter. Eu fiz uma história, eu me orgulho dela. Eu trabalho, eu aprendo”, contou um Dirceu feliz com o resultado de sua escolha.

Ele aprende, mas também ensina muito. Desde 1986, por conta de sua paixão pelos caminhões - e depois de ter feito um curso na fábrica de uma montadora, em Curitiba - Dirceu é facilitador e instrutor na escolinha de formação de novos motoristas. É ele quem passa os conhecimentos de tantos anos de estrada. É a experiência ensinando os mais jovens! Se ele pretende parar de trabalhar? Ainda não! “Eu não estou cansado, tenho saúde, confio na empresa onde estou há mais de 40 anos, sei que eles confiam em mim, eu ensino os meninos novos a serem bons motoristas. Ainda fico mais uns anos. Afinal, eu sou a história que eu construo todos os dias”, arrematou Dirceu Rossini.

eu sou a história que eu construo todos os dias

Dirceu Rossini Motorista Canavieiro Unidade Tarumã/SP 43 anos de NovAmérica

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informação e desenvolvimento acesso

consciência

conhecimento

ele está fazendo tudo ao seu alcance para trilhar uma estrada de sucesso

me sinto mais feliz, mais alegre, mais motivado a seguir em frente

Conseguiu a vaga de aprendiz e trabalhou com empenho

Despertar de consciência. Atitude tomada

Ele tem apenas 17 anos, mas sabe muito bem o que quer para sua vida. O caminho é um só e ele está fazendo tudo ao seu alcance para trilhar uma estrada de sucesso. Noton entrou na NovAmérica, unidade de Caarapó, em 2014, quando ainda tinha 15 anos, pelo Programa Jovem Aprendiz. Seu pai, que também é colaborador da empresa, no campo, viu a vaga e o informou. O resto foi com ele. Inscreveu-se, conseguiu a vaga de Aprendiz e trabalhou com empenho. Deu o seu máximo, esforçando-se para estudar à noite e trabalhar durante o dia. Usou o que tem de melhor para atingir um posto mais alto: “A humildade é o que nos faz chegar mais longe”, contou Noton. E ele chegou! Com pouco mais de um ano depois da entrada como Jovem Aprendiz, Noton foi efetivado e agora desempenha a função de Assistente Administrativo. Se ele está feliz? “Estou mais que feliz, estou orgulhoso! É um sonho fazer parte de uma empresa como a NovAmérica”,

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orgulha-se ele, tão jovem. E além de orgulho, sua nova posição também vai impactar positivamente em toda a família, já que sua remuneração ajudará nas despesas da casa. Antes, como Aprendiz, a conta de energia elétrica e água já eram responsabilidade dele. Se ele se dá por satisfeito? De jeito nenhum! O próximo passo é entrar em uma faculdade e fazer um curso superior. Pelo jeito, o menino vai longe. Força de vontade e determinação não lhe faltam!

estou mais que feliz, estou orgulhoso!

noton gleis Assistente Administrativo Unidade Caarapó/MS 1 ano e 4 meses de NovAmérica

Foram 34 anos de vida vivendo acima do peso. Exercícios físicos? Apenas na infância, nas brincadeiras de moleque. A alimentação também era fora dos padrões saudáveis, pois comia além da conta e em horários irregulares. Com uma estrutura física grande, sofria ridicularização e sátira de toda parte. Mas, um dia, tudo mudou! Humberto Congio, hoje com 35 anos, Coordenador de Operações Agrícolas da NovAmérica, em Tarumã, decidiu, há pouco mais de um ano, que sua vida seria diferente. Teve o despertar de consciência que queria mais qualidade de vida e ele seria o autor de sua mudança, como sempre é, na verdade. A pessoa da frente do espelho é a responsável por todas as mudanças em nossas vidas. A esposa, Luciana, companheira de vida, topou a empreitada e entrou de cabeça com ele. Juntos, decidiram que iam emagrecer. E começaram a correr atrás do resultado: foram ao médico, fizeram exames, consultaram-se com uma nutricionista e começaram as atividades físicas. “Ela é minha grande incentivadora. Ela cobra, eu cobro. Ela me motiva, eu a motivo”, disse Humberto.

O cardápio em casa mudou, o que causou um impacto na família toda, já que o filho de 9 anos também ia pelo mesmo caminho do sobrepeso. Agora, comem de tudo, mas em menor quantidade. Diariamente, apesar do cansaço de um dia de trabalho, arrumam pique para caminhar. Até já arriscam uma corridinha. São mais de 7 quilômetros percorridos por dia. E o resultado, como não poderia ser diferente, veio. Em um ano e dois meses de reeducação alimentar e adoção de exercícios físicos, Humberto, que antes pesava 164,5 quilos, eliminou

criatividade

desenvolvimento

46,5. Tudo isso graças a seu esforço pessoal! Nada de remédios, nada de intervenção cirúrgica. Hoje sente-se melhor, mais feliz, com mais pique, veste-se com roupas mais adequadas e as encontra mais facilmente nas lojas, trabalha com mais ânimo, acorda melhor e sente-se ainda mais apaixonado pela esposa, que agora também exibe uma silhueta mais enxuta. “A minha auto-estima é outra. Me sinto mais feliz, mais alegre, mais motivado a seguir em frente”, contou. Ele sabe que ainda tem um caminho a percorrer, mas depois das conquistas que teve até agora, ele sabe que conseguirá o que quiser. 

graças a seu esforço pessoal

Humberto Congio Coordenador de Operações Agrícolas Unidade Tarumã/SP 15 anos de 10 meses de NovAmérica

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informação e desenvolvimento

quem quer faz, Jucemar correu atrás para que seu sonho fosse realizado fazer uma coisa que a gente gosta, por mais dificíl que seja, é legal de fazer Uma ideia revolucionou o sistema das máquinas colhedoras da NovAmérica em Ca-arapó. Com a adoção do Divisor de Linhas, uma prática acolhida pelo Programa Geração de Ideias, dada pelo mecânico de operações agrícolas Jucemar Pereira Padovan, o consumo de combustível da máquina foi drasticamente reduzido, já que alguns motores ficam desligados na hora de colher a cana. Mas, além do impacto na economia da empresa, essa ideia também gerou mais mudanças na vida de uma pessoa: Jucemar, motivado pela sua ideia, resolveu seguir o sonho antigo e quase inatingível de fazer um curso universitário. “A minha ideia aprovada fez eu lembrar que eu posso estudar, que eu tenho talento, que tenho potencial”, contou Jucemar. E então, ele fez a inscrição, com a cara e a coragem, no vestibular para Engenharia Mecânica. Seus gestores e colegas o incentivaram, mesmo sem saber se passaria na prova e, depois, se conseguiria manter os estudos,

dado ao alto custo financeiro e também pela dedicação de tempo. Mas, como quem quer faz, Jucemar correu atrás para que seu sonho fosse realizado. Inscreveu-se no programa de Bolsa de Estudos da NovAmérica e foi contemplado com 70% de subsídio pela empresa. O primeiro semestre já está na metade e ele é só alegria: “Estou feliz, realizando meu sonho!”, disse o mecânico, agora mais gabaritado. Se está sendo fácil? Jucemar responde: “Não é tão fácil. O curso é duro, eu trabalho bastante, tomo banho na empresa, vou direto para a faculdade. Mas, fazer uma coisa que a gente gosta, por mais difícil que seja, é legal de fazer”.

estou feliz, realizando meu sonho

Jucemar Pereira Padovan Mecânico de Operações Agrícolas Unidade Caarapó/MS 3 anos e 4 meses de NovAmérica

NAíntegra O Jornal NA Íntegra é uma publicação bimestral das Empresas NovAmérica Agrícola Ltda., NovAmérica Agrícola Caarapó Ltda. e RRB Empreendimentos e Participações.

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