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EMPRESAS NOVAMÉRICA | JULHO DE 2014 • ANO XIV • Nº 2

ÍNTEGRA

o que é ter valor?

( ) ter ( ) ser ( ) poder

o que é ter opinião?

( ) falar

o que é compartilhar?

( ) criticar

( ) ouvir

A NovAmérica

( ) dividir ( ) somar ( ) multiplicar

quer evoluir com você.


o que é ter valor?

O QUE TEM VALOR PARA VOCÊ?

o que é ter opinião?

Contar a história da NovAmérica mais uma vez seria muito pouco perto da simbologia e significância da empresa, de seus colaboradores e dos momentos vividos, pois está sempre se reconstruindo, se reorganizando. Mas vale lembrar que foi do cheiro da terra que nasceu a vontade de crescer, de seguir em frente, de superar as intempéries e brotar forte e saudável. Da primeira até à 70ª safra, uma realidade foi solidificada após um sonho passar do mundo das ideias para a concretude. E por isso, talvez possamos concordar com Shakespeare quando disse “o que interessa mesmo são [...] os sonhos que o homem sempre sonha, em todos os lugares, em todas as épocas do ano, dormindo ou acordado”. Por isso, a cada ano, uma nova vibração. A cada entrega, um recomeço. Uma disposição ímpar, um olhar focado e uma crença nas pessoas que fizeram de suas vidas uma vida para a empresa.

o que é compartilhar?

O mundo mudou e com ele as pessoas, os hábitos e as vontades também. Por isso, em todas estas safras o orgulho de pertencer à NovAmérica foi se renovando, assim como as práticas e os pensamentos de todos os gestores e colaboradores. Houve uma evolução no sentido de valorizar o potencial humano, a sua participação, capacidade, envolvimento, criatividade e diversidade para um crescimento conjunto. Isso foi e tem sido possível porque acreditamos no que fazemos e em quem faz por nós.

Poder viajar o mundo todo? Saber que todos os dias alguém te espera em casa? Dormir cada dia em um lugar diferente? Poder dar um beijo de boa noite nos seus filhos ao deitar? Estar com pessoas diferentes? Ter os bons e velhos amigos por perto? Chegar aonde você esperava? Ir além das expectativas? O que tem mais valor na sua vida? Todos os dias fazemos promessas e traçamos metas sem perceber. Fazemos isso querendo melhorar alguma coisa em nossas vidas. Contamos com a nossa própria expectativa e com aquilo que os outros esperam de nós, e por isso nos perguntamos constantemente “será que estou conseguindo?”. Pensando nisso, queremos saber se você entende as nossas políticas corporativas, os reconhecimentos individuais e coletivos, os benefícios oferecidos e as informações transmitidas. Estamos buscando saber como você pensa, como entende a forma de opinar e o que deseja compartilhar.

Vamos continuar nossa história juntos. Se você é um colaborador NovAmérica, compartilhe a sua opinião com a gente.

SAFRA

SAFRA

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SAFRA

SAFRA

SAFRA

O sonho se tornou realidade com a aquisição da Fazenda NovAmérica e a família Rezende Barbosa começou seus negócios no setor sucroenergético com o apoio dos seus primeiros colaboradores.

Maior utilização de mão de obra local e maior atenção à qualidade de vida e saúde dos trabalhadores. Implantação de novas tecnologias para o cultivo da cana por meio de incentivos governamentais.

Promoção do lazer e da cultura aos colaboradores. Criação da gerência de Recursos Humanos para propiciar melhorias nas condições de trabalho.

Aumento da área de plantio.

Oferta de empregos e benefícios aos trabalhos diretos e indiretos.

Consolidação como grupo empresarial de atuação nacional. Difusão dos cuidados ambientais com o programa de recuperação de matas ciliares.

1944

1950

1960

1975

1980

1990

SAFRA

1995 Início da colheita mecanizada, ampliando a competência e capacidade dos talentos humanos.

SAFRA

SAFRA

SAFRA

Maior plantio na história da NovAmérica.

Início do Polo Regional CTC para seleção de variedades de cana no Vale Paranapanema, com cerca de 50 mil variedades diferentes.

Contrato de expansão de Caarapó e início do aumento de parceria em cana-deaçúcar.

2000

2007

2013


Helena Milani

Wilton Franco da Silva

Enfermeira Saúde do Trabalho Unidade Tarumã/SP 15 anos de NovAmérica

RESPIRA, INSPIRA,

TRANSPIRA

Cada um no seu ritmo. Assim a área de Saúde de Trabalho tem ajudado os colaboradores das duas unidades da NovAmérica a terem uma “Vida Saudável”, como o nome do programa propõe. As atividades já faziam parte da rotina da equipe de saúde, porém neste ano as ações serão mais pontuais, fazendo com que todos possam desenvolver suas atividades diárias sentindo-se bem.

Desde o começo do ano foi fixado um cronograma incluindo treinamentos, acompanhamentos, avaliações, visitas técnicas, intervenções, etc. para incentivar os colaboradores a buscarem mais qualidade de vida dentro e fora do trabalho. Já foram treinados 20 monitores de ginástica laboral que todas as manhãs promovem 15 minutos de atividade física com os demais funcionários. Outras ações como conscientização sobre combate à dengue, acompanhamento e controle de hipertensão, diabetes e obesidade, palestras sobre DST/Aids, etc. serão realizadas durante todo o ano. Segundo Helena Milani, enfermeira do trabalho da unidade de Tarumã/SP, essas ações já eram desenvolvidas desde 2012, só que houve uma percepção de um crescimento das patologias, intensificando as ações. Anieli Veras Cerqueira, 27 anos, é formada em Assistência Social e atua na NovAmérica na área de Responsabilidade Social. Apesar de não ter participado do programa da empresa é um exemplo a ser seguido. Ela perdeu 13 kg em 8 meses, sua decisão se deu porque o excesso de peso comprometia sua mobilidade e qualidade de vida. Atualmente, pratica pilates duas vezes na semana e caminhada todos os dias, e ela garante que o esforço vale a pena.

desejo ter ainda mais sucesso

Assistente Administrativo Segurança Patrimonial Unidade Tarumã/SP 1 ano de NovAmérica

“Estava sentindo muitas dores nos tornozelos, não conseguia fazer longas caminhadas e me sentia muito cansada. As roupas começaram a apertar, não ficavam mais tão bem no corpo. Iniciar esse processo de emagrecimento não foi fácil, pois tive que mudar minha rotina, hábitos alimentares, inserir atividades físicas, enfim começar uma nova vida. Vale lembrar que só quando a mente está bem é que é possível mudar o corpo, e isso é muito gratificante”, afirmou. Outro exemplo é o colaborador Wilton Franco da Silva, assistente administrativo da Segurança Patrimonial de Tarumã. Ele perdeu 10 kg em dois meses com a prática de atividade física e reeducação alimentar. Descendente de italiano, ele afirmou que apesar da ansiedade ser a parte mais difícil, sua meta é emagrecer o dobro. “Decidi emagrecer por amor a mim. Sentia muita fadiga, cansaço, e tive a ajuda da minha esposa e dos meus familiares. Então, procurei orientação médica e entrei na academia, pois também tenho diabetes. Hoje, a área de Saúde do Trabalho da NovAmérica também faz um acompanhamento periódico, ainda meu rendimento no trabalho melhorou muito e por isso eu só desejo ter ainda mais sucesso com isso”, disse.

“Acreditamos que alcançar a qualidade de vida é uma das necessidades humanas básicas mais importantes, por isso, uma vez que os trabalhadores que convivem com hipertensão, diabetes e sobrepeso ou obesidade forem monitorados, eles ficarão bem, e isso refletirá na vida pessoal e no trabalho.” Helena Milani, enfermeira do trabalho da unidade de Tarumã/SP

Anieli Veras Cerqueira Analista de Recursos Humanos Responsabilidade Social Unidade Caarapó/MS 5 anos de NovAmérica


ajudar a atingir as metas estabelecidas

Junior Sanches Supervisor Planejamento e Desenvolvimento Agronômico Unidade Tarumã/SP 12 anos de NovAmérica

Adilson Cardeal Supervisor Planejamento e Desenvolvimento Agronômico Unidade Caarapó/MS 6 anos de NovAmérica

Para iniciar esta safra em busca da excelência em suas operações, a NovAmérica desenvolveu o Programa Mais ATR com o objetivo de aumentar a quantidade de açúcar total recuperável (ATR) por tonelada de cana em suas duas unidades ao buscar alternativas de manejo e ganhos na qualidade das operações e proporcionar

MAIS ATR Fotos: Letícia Pais

melhorias da matéria-prima. “Realizamos uma reunião com os coordenadores da operação de colheita mecanizada para explicarmos o objetivo do programa e discutirmos as possíveis ações ao longo do ano safra. Foram pontuados os fatores que podem interferir na qualidade da cana-de-açúcar para já se estabelecer metas como, por exemplo, impurezas mineral e vegetal, resto de outras culturas, plantas daninhas, rizomas da cana e controle de pragas”, contou Junior Sanches, supervisor de Planejamento e Desenvolvimento Agronômico.

Uma das ações do programa é o processo de aplicação de maturadores, que são produtos químicos utilizados para estimular o aumento do acúmulo de sacarose na cana no mesmo período. Para que a maturação natural da cana-de-açúcar ocorra é necessário haver um “stress” hídrico (falta de chuva) e baixas temperaturas, assim a planta para o crescimento vegetativo e inicia a sua maturação. Quando isso não ocorre naturalmente, é preciso fornecer um “stress” de maneira externa com os maturadores (produtos químicos).

De acordo com os responsáveis, haverá um acompanhamento constante para atingir a meta de 133 kg de ATR por tonelada nesta safra, e isso será buscado ao longo do ano com o monitoramento diário dos indicadores e uma comparação quinzenal para auxiliar na tomada de decisões.

“É necessário que haja um preparo de solo bem-feito, com ausência de ondulações, um plantio com paralelismo próximo do ideal, a aplicação de herbicidas com eficiência de controle e cultivo no momento certo, evitando os torrões. No processo de colheita devemos atingir a velocidade adequada e realizar a troca de faquinhas e facões, essas ações poderão nos ajudar a atingir as metas estabelecidas e buscadas por meio deste programa”, explicou Adilson Cardeal, supervisor de Planejamento e Desenvolvimento Agronômico de Caarapó/MA.


TECNOLOGIA PILOTO AUTOMÁTICO NO CAMPO

“Esperamos manter os mesmos bons resultados obtidos na primeira etapa do projeto e ainda aumentar o rendimento operacional do preparo de solo, reduzindo seus custos.” Com o início da utilização do piloto automático nas operações agrícolas, a NovAmérica entrou no grupo de empresas que se beneficiam das vantagens da agricultura de precisão em seus processos no campo. O trabalho está indo para sua terceira etapa e já apresenta bons resultados.

trouxe a possibilidade de planejar

Essa tecnologia trouxe a possibilidade de planejar, com as diferentes áreas da empresa, as linhas de sulcação (espaços onde serão depositadas as mudas) do plantio da cana-de-açúcar, extraindo o máximo potencial produtivo de cada uma, reduzindo despontos (manobras irregulares), aumentando rendimento e facilitando a irrigação e os tratos culturais. Nesta primeira etapa do trabalho com o sistema de agricultura de precisão foram usados equipamentos de piloto automático apenas em parte das frentes de plantio, na unidade de Tarumã/SP foram realizados 2.174 ha, o equivalente a 56% do total do plantio de cana de

Engenheiro-Agrônomo Desenvolvimento Agrícola Unidade Caarapó/MS 7 meses de NovAmérica

ano e meio (janeiro a abril) realizado nesta temporada. Já a unidade de Caarapó/MS atingiu a marca de 2.146 ha utilizando o equipamento, totalizando 45% do plantio, de acordo com a meta estabelecida pela empresa para o ano de 2014. No mês de maio, com o plantio de inverno, iniciamos a segunda etapa do projeto, que é a utilização do piloto automático agrícola no plantio de inverno e utilização dos equipamentos também nas operações de preparo de solo. Em conjunto com essas operações agrícolas começará o mapeamento das linhas de cana-de-açúcar, com o objetivo de utilizar o piloto automático mesmo em áreas onde o plantio não foi realizado com o equipamento, dando base para a próxima etapa, que será a implantação deste sistema de RTK na colheita.

“O sistema atua na parte hidráulica das rodas da plantadora controlando a sua direção, com uma margem de erro de aproximadamente 2,5 cm, sendo este um número desprezível para a agricultura, pois não interfere na produtividade.” Fotos: Letícia Pais

Henrique Maia

Gustavo Palla Engenheiro-Agrônomo Desenvolvimento Agrícola Unidade Tarumã/SP 7 meses de NovAmérica


“Passamos a entender que para termos a produtividade esperada pela empresa deveríamos começar as melhorias na área de plantio, dessa forma foi criado o IUP e em seguida passamos a qualificar todos os colaboradores envolvidos na atividade e corrigindo os erros diariamente, no momento da ação, assim gerou maior preocupação e comprometimento por parte de quem está realizando a operação. Atingir a meta estipulada é um mérito de toda a nossa equipe.”

ÍNDICE DE UNIFORMIDADE DO PLANTIO

IUP

resultado muito expressivo

Basta chegar à lavoura e observar o perfilhamento correto das canas, o espaçamento entre as plantas em excelentes condições e comparar com os números apontados no Índice de Uniformidade do Plantio (IUP) nas duas unidades da NovAmérica, contabilizado durante 12 meses a partir de novembro de cada ano, para entender como o trabalho em equipe fez a diferença neste processo.

Segundo Máyra Teixeira, supervisora da unidade de Tarumã, para atingir este número nesta safra identificaram que seria necessário reduzir o plantio mecanizado na unidade, por ser uma tecnologia nova e em fase de desenvolvimento não sendo bem absorvida e dominada pelos usuários, demandando um maior tempo para o aprimoramento da atividade bem como dos recursos humanos.

A equipe de Caarapó/MS atingiu a meta estipulada para a safra deste ano, saindo de 90,3% para 96,5%. A unidade de Tarumã/ SP também teve um resultado muito expressivo, passando de 79% a 93%. Estes números demonstram como o foco e o empenho dos colaboradores trazem ganhos para a empresa.

“Começamos com o preparo de solo antecipado, levando em consideração a umidade do solo, que colabora para uma diminuição de torrões devido à ação do tempo. Também tivemos o cuidado na escolha da muda, obedecendo a todos os critérios, aplicamos fungicida em 100% do plantio mecanizado e utilizamos as variedades corretas para cada época, possibilitando uma brotação de acordo com as condições de clima, preparo, sistema de plantio, tipo de solo, ambiente de produção, época de colheita, e principalmente o comprometimento de toda a equipe, que proporcionaram o alcance de um resultado melhor do que no ano anterior”, finalizou.

Cleir Inácio Engenheiro-Agronômo Planejamento e Desenv. Agronômico Unidade Caarapó/MS 3 anos de NovAmérica

Máyra Teixeira Supervisora Operações Agrícolas Unidade Tarumã/SP 4 anos de NovAmérica


“...estamos tendo mais planejamento, coordenação e monitoramento.” Dentro do Programa de Desenvolvimento Operacional, a área de Colheita Mecanizada da unidade de Caarapó/MS está passando por um diagnóstico para identificar as demandas de aprimoramento dos colaboradores e melhorar os índices em campo, por meio de um formulário, no qual são elencados os indicadores de performance operacional.

DIAGNÓSTICO PARA A MELHORIA OPERACIONAL

De acordo com o supervisor Angelo Luchini, a ferramenta utilizada é eficiente para mostrar analiticamente o desenvolvimento das áreas. “Está sendo muito boa, porque conseguimos sair do ‘sentimento’. De momento, teremos que desenvolver os itens apontados tanto na operação como na gestão. A médio prazo conseguiremos um resultado mais satisfatório para atender às necessidades da empresa”, acredita o supervisor.

A primeira análise foi realizada em maio e pontuou os blocos de colheita nos três turnos, considerando as melhorias necessárias. Esse resultado gerou um plano de ação envolvendo as áreas inter-relacionadas com as operações no campo, apontando os ajustes que devem ser feitos e colocando-os em prática de forma imediata. “O relatório foi apresentado aos supervisores e posteriormente aos coordenadores para que pudesse chegar a toda a equipe. O que tem sido observado no decorrer dos dias são os ganhos obtidos pela equipe, porque estamos tendo mais planejamento, coordenação e monitoramento. Todos os colaboradores estão mais focados nas operações e realizando as atividades com mais atenção, reduzindo as falhas na execução, pois o nosso propósito é ter no próximo diagnóstico um desempenho muito melhor”, afirmou Fernando Gatto, supervisor.

A avaliação foi feita seguindo os critérios de estrutura de máquinas/implementos, colheitabilidade do canavial (fatores que refletem na colheita), desempenho das operações, comunicação, checklist dos equipamentos, pisoteio no canavial, caminhão oficina do bloco, segurança do trabalho, organização no basculamento e conhecimento das metas.

todos os colaboradores estão mais focados nas operações

“Precisamos atingir um resultado entre bom e ótimo a curto prazo, por meio das ferramentas de desenvolvimento, reciclagem e diálogos diários de resultados.” Angelo Luchini Supervisor Operações agrícolas Unidade Caarapó/MS 18 anos de NovAmérica

“...pois o nosso propósito é ter no próximo diagnóstico um desempenho muito melhor.”

Donizeti Gonçalves Técnico de Desenvolvimento Operacional Unidade de Tarumã/SP 30 anos de NovAmérica

Fernando Gatto Supervisor Operações Agrícolas Unidade Caarapó/MS 7 anos de NovAmérica


“...o momento agora, em nossa visão é de investir em produtividade, eficiência e excelência das operações.”

Fábio de Rezende Barbosa Superintendência

É PRECISO TRANSFORMAR A CRISE EM OPORTUNIDADE POR MEIO DE SOLUÇÕES SUSTENTÁVEIS Este ano a produção de cana e, consequentemente, de açúcar e álcool no Centro-Sul brasileiro será em torno de 5% menor do que foi em 2013, e acredita-se que a produção em 2015 será ainda menor, pois sem resultado as pessoas não investem, as empresas não têm como contratar e não expandem a sua produção. Por ser cíclico o setor sucroenergético, a NovAmérica Agrícola entende que há grandes oportunidades nesta crise, porque como a maioria do setor não está investindo em expansão e em tratos culturais haverá uma diminuição de produção da cana nos próximos dois anos. Para se ter a dimensão, de 2013 para 2014 o Brasil reduzirá o tamanho de uma Austrália em produção de cana, tendo um impacto no preço mundial do açúcar e levando à queda dos demais preços. “Acreditamos fortemente que a partir de 2015, com o novo governo eleito, haverá resoluções mais tangíveis sobre a Petrobras e os preços não só de gasolina, mas de diesel também. Por isso, estamos indo na contramão do setor, aumentando a nossa produção de cana e olhando maneiras de alavancar a nossa produtividade não só da cana da NovAmérica como a dos nossos parceiros. Acreditamos que a atividade econômica da cana a longo prazo será extremamente relevante. A principal preocupação hoje é fazer o setor obter resultado não só produtivo, mas financeiro. De tal forma é importante entender como tudo se deu até chegarmos nessa crise atual”, afirmou Fabio de Rezende Barbosa, superintendente da NovAmérica.

Desde 2006 o Brasil vinha crescendo exponencialmente, e até o final de 2007 o ex-presidente Luis Inácio da Silva (Lula) foi o grande divulgador do projeto do etanol brasileiro para o mundo como o combustível verde, sustentável e renovável. Porém, com a descoberta do pré-sal no segundo semestre de 2007, o etanol foi abandonado pelo governo, que disse que uma das maiores riquezas descobertas e que seria o futuro do país era o pré-sal. Em 2008 houve a crise global financeira, no ano seguinte ocorreu um dos maiores consumos de etanol no país. Para montar uma política anticíclica, por causa da crise, o governo começa a colocar mais dinheiro na economia e liberar mais crédito. Um dos setores onde houve o maior crescimento de crédito foi o setor de automóveis. A indústria automotiva brasileira foi uma das escolhidas pelo governo na época para receber tal benefício, assim a compra de carros foi crescendo vertiginosamente, em consequência houve o aumento de consumo de combustíveis. Com a entrada da presidente Dilma Rousseff em 2010 e com as políticas anticíclicas escolhidas na época, o setor de álcool fica um pouco apático economicamente. Nesta transição Lula/Dilma uma mudança de conjuntura econômica levou a um aumento do consumo de forma geral das famílias brasileiras, e isso não veio acompanhado do aumento de oferta de produtos feitos no Brasil. Muitos deles foram e ainda são importados, e esse aumento de consumo gerou uma pressão de preços, se traduzindo em inflação.

fazer o que o setor não está fazendo

“O governo escolheu controlar os preços que estavam sob o seu poder, entre eles o preço da gasolina e do diesel. Então, para não aumentar o preço do diesel e da gasolina, primeiro o governo tirou a CIDE (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), que incidia sobre a gasolina. Na época era em torno de R$ 0,27 sobre o preço da gasolina, e foi sofrendo pequenos reajustes. Esse controle de preço dos combustíveis, principalmente da gasolina, trava de alguma maneira o preço do etanol, que tem uma relação de preço e de consumo energético da gasolina variando entre 70% e 80%. Com isso a Petrobras começa a não ter capacidade produtiva para atender o mercado interno de combustíveis, principalmente com gasolina. As refinarias que o governo Lula começou a construir não ficaram prontas, e a Petrobras começou a importar a gasolina mais cara do que vende dentro do país, iniciando um ciclo de prejuízos nesta operação, chegando a 40 milhões desde 2009”, complementou Fábio de Rezende.

De acordo com o superintendente, neste ano, existe um dilema para o governo em dois âmbitos: eleitoral e econômico. O primeiro justifica-se por não poder aumentar o preço do combustível em ano eleitoral, pois pode perder voto e dar munição para a oposição. Assim, também não pode aumentar o valor da gasolina, e isso traz uma pressão de preços e alavanca a inflação, que já está batendo o teto da sua própria meta, consequentemente a Petrobras está perdendo dinheiro e o setor sucroenergético de alguma maneira também não vem remunerando e não dando lucro para fazer novos investimentos, o acumulado de 2009 a 2014 é de 58 usinas fechadas. A indústria de base, a qual fornecia os equipamentos, encolheu 50% porque o setor não tem novos investimentos e está focada somente naqueles que podem fazer as usinas moerem neste ano, ou seja, não teve expansão das indústrias e nem de cana-de-açúcar. Hoje, a real e preocupante situação do setor é que se tem o fechamento de usinas, o endividamento do setor cresceu significativamente, o não investimento tem levado à diminuição da arrecadação de tributos municipal e estadual, há falta de contratação de mão de obra e não tem resultado positivo, gerando uma questão empresarial de busca das alternativas para sustentar resultados. Nessa conjuntura, o setor vem buscando soluções para aumentar a produtividade por meio de corte de custos, despesas e pessoas para poder gerar rentabilidade, gerar caixa, saldar as dívidas e depois fazer novos investimentos. Também há uma busca por novas alternativas de renda para o produtor rural como o uso da palha da cana-de-açúcar que é recolhida e queimada na caldeira para gerar energia.

“Isso já é feito em algumas unidades, ainda não é significativo, mas é um caminho que está sendo muito estudado. Outra solução é o etanol de 2ª geração feito com o bagaço de cana. Já existem empresas com plantas pilotos produzindo este produto, mas numa escala industrial ainda não é representativo. Acreditamos que entre três e cinco anos isso venha a ser uma opção econômica também”, explica. A outra solução é tentar, de alguma maneira, o que já vem acontecendo, uma interlocução mais forte com o governo federal, porém dado o dilema que o governo está, com a pressão da inflação, aumentar os preços da gasolina não é uma medida popular e o governo também teria que fazer a sua parte estimulando o etanol como combustível verde e sustentável em detrimento de gasolina, que é um combustível fóssil e poluente. No caso específico da NovAmérica, estamos indo na contramão do setor, pois acreditamos que com esta crise a oportunidade está em fazer o que o setor não está fazendo. Estamos investindo em expansão da produtividade de nossos canaviais e insistindo para que nossos parceiros façam o mesmo, pois acreditamos que em 2015 o mercado estará melhor, e quem tiver cana irá captar os preços deste mercado. Ao reduzirmos os investimentos neste momento, quando o mercado retornar a um patamar remunerador não teremos muita cana para captar os preços. Assim o momento agora, em nossa visão, é de investir em produtividade, eficiência e excelência das operações. Foto: Letícia Pais


CONTROLE DE PRAGAS SOB O MEU OLHAR

Helinton Rafael Fexina Campos Auxiliar de Controle de pragas Planejamento e Des. Agronômico Unidade Caarapó/MS 1 ano de NovAmérica


a empresa nos deu a chance de crescer

A CADA NOVO PASSO É NECESSÁRIO UM NOVO APRENDIZADO QUAL A MINHA

HISTÓRIA? Obter sucesso significa ter êxito em algo, alcançar um resultado esperado, chegar ao fim de um trabalho e poder comemorar, portanto temos mais uma história na empresa onde isso tem um sentido. De jeito manso, voz rouca, Valdomiro Mazzini também entrou na NovAmérica como trabalhador rural em 1986. Após um ano foi transferido de supervisão – nesse momento ele já enxergava um futuro diferente e novas oportunidades.

“Nessa época (1989), a formação era um pouco diferente da atual. Tínhamos que nos inscrever e fazer um teste prático junto ao supervisor, que avaliava as condições necessárias para ocupação do cargo, e íamos aprendendo mais no dia a dia. Havia me candidatado a operador, mas um gestor entendeu que eu poderia dar resultado na carregadeira, mas deveria começar a aprender as funções mais básicas para depois evoluir.”

A partir de 1988, a área de Aplicação de Resíduos foi seu próximo passo, atuando na aplicação de vinhaça, mas sua visão o fez continuar indo mais longe. Em seguida, aproveitou a chance que a empresa oferecia aos seus colaboradores para a formação de operadores, e assim foi necessário dar um passo atrás para caminhar vários pra frente.

Após sete anos, tentou seguir adiante e conseguiu. Ingressou como operador de colhedora na primeira turma formada pela NovAmérica. “Aprendemos desde como montar as máquinas até como socorrer um colega de trabalho, se necessário, durante a execução. A empresa nos deu a chance de crescer, e sem dúvida acredito que foi também

importante o fato da nossa dedicação e do querer evoluir, pois temos que entender que devemos estar aptos a desenvolver determinada atividade para que empresa e colaborador obtenham sucesso.” Foi entendendo todo o processo e suas necessidades que Mazzini continuou se aprimorando na manutenção dos equipamentos, pois sabia da relevância de se manter uma máquina conservada para que o trabalho nas operações agrícolas fosse viável. Posteriormente foi convidado para ser mecânico, no início não aceitou, mas depois resolveu encarar o novo desafio e aprender ainda mais. Em seis anos uma nova oportunidade surgiu na gestão como coordenador, ele participou do processo seletivo e hoje atua no cargo.

Mazzini é formado em Processos Gerenciais com pós-graduação em Gestão de Pessoas e entende que a cada novo passo dado é necessário um novo aprendizado.

Valdomiro Mazzini Coordenador Manutenção Automotiva Unidade Tarumã/SP 28 anos de NovAmérica


CRIAR + ATIVIDADE Lionel Severo de Santana

Eletricista Manutenção Automática Unidade Tarumã/SP 8 anos de NovAmérica

“...uma quebra simples deixava o caminhão parado por um dia ou, quando mais grave, por uma semana.” Os caminhões-tanque possuem um problema sério com uma peça chamada “tomada de força”. Quando se aciona a bomba do tanque de água, a ligação é feita rapidamente e de uma só vez, ocasionando quebra ou algum problema elétrico que, posteriormente, pode gerar mais transtornos e custos para a empresa. Então, houve a necessidade de criar um aparelho ou dispositivo para retardar esse acionamento. O eletricista Lionel Severo de Santana, 29 anos, aceitou o desafio proposto e resolveu pesquisar alternativas até encontrar a solução. Ele desenvolveu um dispositivo que evita a quebra da peça “tomada de força” ligada diretamente ao câmbio. Após ter apresentado a criação e colocado em prática, houve a solicitação de mais unidades para a instalação nos demais caminhões. “Estamos com um projeto de fazer em mais quatro caminhões de outra área, o primeiro foi para a área de Herbicida e agora será para o transporte. Antes, uma quebra simples deixava o caminhão parado por um dia ou, quando mais grave, por uma semana, e o custo considerado era de tempo parado do caminhão, mão de obra e peças que, às vezes, tínhamos que buscar na cidade vizinha”, explicou. O dispositivo tem um custo total de R$ 75. Para trocar a “tomada de força” gastamos cerca de R$ 380, mas se o câmbio quebrar temos que gastar R$ 20 mil.

temos o apoio do nosso líder Pedro Sebastião dos Santos Mecânico e Soldador Manutenção Automotiva Unidade Tarumã/SP 5 anos de NovAmérica

“Todos os materiais que usamos são daqui mesmo, pois os reaproveitamos.” “Sempre temos que melhorar algo. Temos tido bons resultados porque há uma conversa entre os colaboradores do campo e da manutenção”, afirmou Pedro Sebastião dos Santos, que adaptou, com a equipe, um pulverizador na grade, equipamento utilizado para nivelar o solo para posterior aplicação de insumos, auxiliando o trabalho no campo. A mudança realizada foi colocar um reservatório com herbicida na grade, facilitando a visão do tratorista e incorporando duas operações, com uma redução de custos de R$ 34 por hectare, em média, nas áreas onde a operação é necessária. Antes era feito com um pulverizador convencional utilizando dois equipamentos. “Todos os materiais que usamos são daqui mesmo, pois os reaproveitamos. Todos aqui da Manutenção participam e temos o apoio do nosso líder. Entendemos que sempre devemos buscar melhorar porque essas adaptações ajudam a empresa a evitar a quebra de peças e de máquinas, reduzindo custos e tempo nas operações.

Fotos: Letícia Pais


COMO CHEGAR LÁ INSTRUÇÃO:

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Se você tem interesse em exercer a função de operador de colhedora na NovAmérica, é importante que tenha os requisitos exigidos ao lado. A empresa oferece formação interna. Para isso procure a área de Desenvolvimento Humano.

COMPARTILHANDO PALAVRAS

Vale lembrar que esta função é fundamental para o andamento das atividades da empresa, afinal é o operador de colhedora quem tem a responsabilidade de retirar a cana do solo sem causar injúrias (danos), com poucas impurezas e de maneira eficiente.

AGRIMENSURA É o conjunto de atividades que têm por fim fazer a medição e a demarcação das zonas da NovAmérica para planejamentos das operações agrícolas, por meio de GPS geodésico (de maior precisão perante o GPS de navegação).

TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

NAÍNTEGRA O JORNAL NA ÍNTEGRA É UMA PUBLICAÇÃO BIMESTRAL DAS EMPRESAS NOVAMÉRICA AGRÍCOLA LTDA., NOVAMÉRICA AGRÍCOLA CAARAPÓ LTDA. E RRB EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES.

Conhecida também pela sigla TI, é uma área que utiliza a computação como um meio para produzir, transmitir, armazenar e usar diversas informações. Ainda é inovar, de forma criativa, o modo como levaremos informações às pessoas certas, no lugar certo e no momento certo, de forma que estes dados possam ser rapidamente interpretados por quem recebe, aumentando as chances de uma decisão ser tomada corretamente.

PROJETO EDITORIAL

BASE_ REDAÇÃO

Jaqueline Bueno Duda Siqueira REVISÃO

Sandra Leite JORNALISTA RESPONSÁVEL

Jaqueline Bueno • MTB 59.942 Fazenda NovAmérica, s/nº • Bairro Água da Aldeia Tarumã • SP • CEP 19820-000 comunicacao@novamerica.com.br www.novamerica.com.br /Grupo.Novamerica

/comunicacaona

Edinaldo Augusto Pinto

Wagner Machado

Desenhista Topográfico Topografia Unidade Tarumã/SP 5 anos de NovAmérica

Analista de Suporte Técnico Tecnologia da Informação Unidade Tarumã/SP 22 anos de NovAmérica


vamos continuar crescendo juntos?

Edição N9  

Jornal NAÍntegra Edição N9

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