Page 1

sempre nos dá força, incentivo e opiniões

tomada de decisões mais assertiva

excelência nos resultados valorização real do ser humano

empresas novamérica | abril de 2013 • ANO XIII • nº 2

NAíntegra

a cana-de-açúcar está enriquecendo o solo


Um novo desafio

Como chegar à excelência? O tema é complexo e difícil e existem vários especialistas e estudiosos tratando do assunto. Gurus empresariais escrevem livros que vendem milhões de exemplares explicando por que algumas empresas são excelência em seus setores. Autores de autoajuda nos dizem como fazer para chegarmos à felicidade, para termos um relacionamento perfeito, como sermos incrivelmente bem-sucedidos e por aí vai uma infinidade de receitas de sucesso e excelência. Não sou especialista ou estudioso em quase nada, mas entendo que a excelência vem da prática constante daquilo que queremos atingir. Para praticarmos algo, a disciplina é característica fundamental. Grandes atletas são um bom exemplo. Pelé ficava praticando depois do treino, chutava mais de cem vezes a bola com a perna esquerda todos os dias, pois não era canhoto. O maior medalhista olímpico da história, o nadador Michael Phelps, deixou de treinar apenas cinco dias em cinco anos. Desde 1984, quando iniciou na fórmula 1, Ayrton Senna treinava os reflexos e o físico quatro vezes na semana, nos outros três dias estava no carro. Existe uma teoria que nos diz que a excelência depende de dez mil horas de treino. Para desenvolver o profundo conhecimento sobre algo é preciso um investimento de tempo e prática, não dá para mudar isso. Dez mil horas correspondem a três anos e meio de treino sem interrupções. Motivação, controle e disciplina são fundamentais nesse período. São esses quesitos que vão fazer a diferença no resultado final. Outro ponto relevante é verificar a evolução da prática, ou seja, se não temos parâmetros ou histórico de como estamos evoluindo, não saberemos se estamos realmente progredin-

tomada de decisões por meio de indicadores

do ou não. É importante para as organizações se questionarem sobre “como empresa, nós evoluímos?”. Para essa pergunta ser respondida precisamos ter em mente qual é o nosso histórico, quais os nossos números anteriores (daí vem a importância do controle de nossa prática), e assim poderemos responder se estamos melhores ou piores. E, para melhorarmos, precisamos sempre de motivação. Se quisermos evoluir ou atingir a excelência, temos mais algumas perguntas a fazer: conseguimos realizar mais com menos? Extraímos mais resultados com menos recursos? Nossa prática está evoluindo? As pessoas na organização estão melhorando? A disciplina para atingir a evolução desejada é crítica, e essas questões permeiam o dia a dia de qualquer organização que queira crescer e chegar à excelência no seu setor ou ramo de negócio. No caso da NovAmérica, foi decidido na safra passada que nós seremos referência como empresa agrícola canavieira, e essa decisão nos levará a uma busca por excelência. Daqui para frente, temos que nos ater a essas perguntas com afinco, determinação e disciplina, pois, ao buscarmos essas respostas, estaremos cada dia mais perto da meta almejada.

Segundo especialistas, os indicadores (estratégicos e operacionais) são fundamentais dentro de uma organização. Eles informam o que está sendo feito, como está sendo desenvolvido e se todos estão interligados no mesmo objetivo. Dentro desse contexto, os indicadores devem relacionar a estratégia empresarial, os recursos utilizados e o processo. Nas empresas NovAmérica, a reestruturação da área de controle é uma forma de alcançar esse conceito, com a apuração de resultados por meio de indicadores, permitindo planejar e avaliar o desempenho da empresa para as tomadas de decisões.

NAíntegra O Jornal NA Íntegra é uma publicação bimestral das Empresas NovAmérica Agrícola Ltda., NovAmérica Agrícola Caarapó Ltda. e RRB Empreendimentos e Participações.

Projeto editorial Base__ Redação Jaqueline Bueno Duda Siqueira Revisão Sandra Leite Jornalista responsável Jaqueline Bueno • MTB 59.942

Fábio de Rezende Barbosa

Fazenda NovAmérica, s/nº • Bairro Água da Aldeia Tarumã • SP • CEP 19820-000 comunicacao@novamerica.com.br

Superintendente NovAmérica Agrícola

/Grupo.Novamerica www.novamerica.com.br

“A reestruturação da área de controle destaca que os apontamentos nas operações é fundamental para o fortalecimento da relação entre as operações (campo) e a área de apoio ao negócio (administração) para a qualidade, velocidade e análise das informações. Estas retornarão ao campo como ferramenta para acompanhamento da produção, do volume e do controle dos custos, o que será o nosso grande desafio”, lembrou Germano Trevisan, gerente financeiro e um dos responsáveis pela área.

tomada de decisões mais assertiva

Hoje, a projeção dos resultados da NovAmérica se baseia em análises de dados e informações obtidas por meio do monitoramento de cada etapa operacional, porque a qualidade do processo, nesse caso agrícola, está diretamente associada à qualidade de planejamento. “Este trabalho é importante para entendermos os processos, a formação de custo da empresa e os indicadores que compõem essa estrutura”, comentou Júlio Coutinho, supervisor da área de Controle. Com base nesse conceito, a equipe da NovAmérica está trabalhando na digitação dos dados, análise e substituição de alguns apontamentos no campo que hoje são feitos em formulário (boletim) para apontamento eletrônico via celular. Esse trabalho contempla também o estudo do Sistema PIMS (gestão de produção) para melhor utilização dos módulos já disponíveis, identificação, acompanhamento e validação dos indicadores e criação de relatórios específicos, com foco no público-alvo. “Hoje, a ferramenta de gestão utilizada para esse controle, além do PIMS, é o EBS Oracle (gestão empresarial). Acreditamos que é possível chegar a um nível de excelência em controle em um período de pelo menos três anos e contribuir efetivamente na tomada de decisões mais assertiva”, espera Coutinho.

Foto: Duda Siqueira

3


Humanização nas relações interpessoais sucesso garantido na produção

Muito tem se falado em humanização no ambiente de trabalho, o que nos põe a definir numa forma bem simples o que é humanização. O ato de humanizar significa respeitar o trabalhador enquanto pessoa, enquanto ser humano. Significa valorizá-lo em razão da dignidade que lhe é intrínseca. O desenvolvimento científico-tecnológico tem levado muitas organizações a buscar de forma constante o lucro econômico-financeiro a custo da necessária valorização real do homem, o que nos faz pensar a importância das relações das pessoas, a necessidade de um olhar especial para com o outro, próximo de nós nas instituições de trabalho. Pela ótica sistêmica é possível ver o homem em sua totalidade e não apenas como profissional cuja vida deveria se restringir ao ambiente de trabalho. É preciso considerar o convívio harmônico, ético, respeitável, responsável entre as pessoas, traduzindo um grande desafio para a humanidade.

Hoje se compreende que a natureza verdadeiramente humana das organizações, empresas, setores públicos ou privados é construir essas relações em função das pessoas e não das técnicas. Discutir a humanização no ambiente de trabalho é algo que não pode ser adiado, porque efetiva a vivência num ambiente organizacional e traz grandes benefícios aos indivíduos, às empresas e à sociedade. O mundo do trabalho mudou: não se pode tolerar mais pessoas que não sabem propiciar um clima harmônico e próspero na intrincada teia de relacionamentos que integra a vida do ser humano. Torna-se imperiosa a discussão e o caminho da ética no trato diário com os outros. A lei, a moral e a ética regulam as relações interpessoais.

Às vezes pelo olhar, por expressões faciais e gestuais, palavras e sinais, fere-se a letra da lei. Pessoas que impõem com certa facilidade a seu modo, a seu prazer, condutas que contradizem a simples sustentação do ser, a diminuição do outro, acabam por gerar conflitos. Gera-se assim o desprazer de ir e estar no trabalho, refletindo no não crescimento pessoal, o que resulta na desordenança do crescimento e do processo produtivo das empresas. Antigamente considerava-se o homem uma pedra bruta que deveria ser lapidada, mas, com o passar do tempo, verificou-se que, na verdade, ele é um cristal que precisa ser cuidado o tempo todo, pois pode sofrer fissuras que jamais cicatrizam. Ele precisa, sim, ser polido. É a maior joia de uma instituição de trabalho ou de uma companhia. Vivemos hoje numa sociedade onde os valores humanos são desprezados, e assim se faz urgente a retomada da humanização das organizações de trabalho, de se pôr ordem nas relações interpessoais. Todos nós somos iguais, somos humanos, frágeis, humildes mortais, mas grandes comprometidos e motivados trabalhadores. Precisamos ser cuidados, para cuidarmos dos outros. A produção será grande e compensadora! Teremos resultados! O ser humano é o centro da vida econômica, e por isso esta pequena análise da humanização, da ética e do relacionamento humano e interpessoal permite perceber que os pontos de contato entre as pessoas e esses temas promovem uma necessidade urgente e que perpassa o “querer bem um ao outro é o respeito humano, é a dignidade das pessoas, é a promoção do bem-estar no local de trabalho”.

valorização real do ser humano

Pensar na produtividade é pensar nos valores humanos, na dignidade irrestrita e no poder das relações interpessoais, de forma harmônica, ética, sem interposição de qualquer ordem. Falar compassadamente, apreender a compreensão e se fazer compreender, assimilar o que nos traz prazer e nos mantém prontos e dispostos para o nosso trabalho. Somos felizes porque temos trabalho, trabalhamos motivados e podemos pensar e refletir sobre a nossa vida no trabalho.

Assim, nenhuma organização deve perder de vista a razão maior de sua existência: a promoção do cuidado com os homens, em todos os aspectos.

Helena Millani Enfermeira Saúde do Trabalho Unidade de Tarumã/SP 14 anos de NovAmérica

5


IDENTIFICAÇÃO

CRESCIMENTO e SUCESSO

GRATIDÃO E LEALDADE

EXPERIÊNCIAS COMPARTILHADAS DESAFIO

O tempo máximo estipulado no contrato do Programa Aprendiz é de até dois anos. O que poderia ser considerado pouco para alguns se torna bem aproveitado para outros, como é o caso de Vanessa Modro.

Luis Ribeiro Neto considera sua trajetória como de sucesso, e não é por menos, aos 15 anos ele iniciou seu histórico profissional na NovAmérica e encerrou 21 anos depois ao alcançar um cargo gerencial.

Ao passar por uma fase, é chegada a hora de encarar novos desafios, mas para Fernando Midena o objetivo ainda é o mesmo.

“Mesmo sabendo que podia não ser efetivada após o término do programa, em nenhum momento medi esforços para o aprendizado. A efetivação foi uma notícia surpreendente, pois era a oportunidade que eu precisava para continuar aprendendo sobre a área com a qual me identifiquei. Hoje curso Administração de Empresas.”

“Durante 21 anos da minha vida, eu trabalhei na NovAmérica. Entrei como cortador de cana e após, passar pela 1ª turma do Programa Aprendiz, em 1986, atuei em diversas áreas até me tornar gerente de vendas aos 32 anos, o mais novo até então. Hoje, ao me deparar com um jovem aprendiz, eu só espero que ele tenha o mesmo sucesso na carreira que eu tive.”

Fernanda Meireles define como “rica” a experiência de ter feito parte da 2ª turma de Trainee NovAmérica, em 2005. Para ela, o sucesso da sua carreira se deve às relações interpessoais e à troca de vivências originadas e desenvolvidas durante o programa.

Vanessa Modro

Luis Ribeiro Neto

Assistente Administrativa Desenvolvimento Humano Unidade de Tarumã/SP 2 anos e meio de NovAmérica

Gestor de Comercialização de Etanol Usina Guarani

“Encarei minha efetivação na empresa como um reconhecimento pelo trabalho desempenhado durante o Programa Aprendiz. Sigo mantendo o meu objetivo inicial de continuar no grupo e de agregar cada vez mais conhecimento para alcançar cargos melhores.”

Fernando H. F. Midena Assistente Administrativo Área de Pessoal Unidade de Tarumã/SP 3 anos de NovAmérica

Construindo histórias Fernando Midena, entrou para as empresas NovAmérica com 16 anos, por meio do Programa Aprendiz. Seu comprometimento, vontade e desempenho junto com as oportunidades de desenvolvimento profissional oferecidos dentro da empresa fizeram com que ele fosse contratado como assistente administrativo no último ano.

É assim que a NovAmérica, desde a sua fundação, promove projetos que estimulam não só o desenvolvimento de pessoas como também da comunidade. Exemplos são os Programas Aprendiz, Trainee e de Estágio, voltados para jovens da região das suas unidades de negócio.

“Nesses programas temos a oportunidade de incluí-los no mercado de trabalho, através da formação profissional e do estímulo ao desenvolvimento dos valores éticos e da prática da cidadania. Ao final, retemos grande parte em nosso quadro fixo de colaboradores”, garantiu Karina Souza, supervisora de Recursos Humanos.

“Essa foi uma época da minha vida de grande aprendizado profissional, mas também pessoal. Adquirimos conhecimento sobre todo o processo da cana-de-açúcar, algumas noções básicas da administração de uma grande empresa, mas também havia um compartilhamento de experiências entre os trainees. Atuávamos em áreas diferentes, mas nos reuníamos para trocar experiências, e isso acredito que tenha acrescentado muito na bagagem de cada um.”

Ao ser um dos selecionados para integrar a 3ª turma de Trainee NovAmérica, Fabio Dias se deparou com o que ele considera o maior desafio de sua vida. Era hora de arriscar e aproveitar a oportunidade. “O Programa Trainee é feito para pessoas com pouca ou nenhuma experiência empresarial, mas que estão buscando a oportunidade de aprender. Além de outros fatores, é oferecida ao jovem a chance de tirar suas dúvidas sem medo de errar e de conhecer todas as áreas e, assim, compreender a importância que cada uma tem para o sucesso de uma empresa.”

SER TRAINEE, ESTAR GERENTE Ao ver o Programa Trainee como a melhor porta de entrada para o mercado de trabalho, Germano Trevisan lutou para garantir o seu lugar. Depois de inserido, o caminho a percorrer ainda era longo, e os próximos passos seriam da área técnica para a de gestão, porém, com a base estruturada, não tinha o que temer. “Sem dúvida, ser trainee me preparou para os desafios que encontraria na minha trajetória corporativa. Aproveitei a oportunidade e a formação disponibilizada, liguei isso à paixão pelo negócio e hoje estar gerente é consequência de uma mescla de planejamento, disciplina e apoio.”

Fernanda I. R. Meireles

Fabio Dias Alves da Silva

Germano Trevisan

Engenheira de Desenvolvimento de Produto Embraer S/A

Gerente de Vendas Noble Bioenergia

Gerente Financeiro Unidade de Tarumã/SP 3 anos de NovAmérica

desenvolvendo talentos Para os jovens que já estão fazendo graduação ou curso técnico, o Programa de Estágio alia teoria e prática, oferecendo acompanhamento e orientação de profissionais capacitados. Quando há abertura de vagas nas áreas em que o projeto é oferecido, os estagiários ainda têm a oportunidade de concorrer com os demais candidatos inscritos, como foi o caso de Anderson Adriano Dias, 35 anos, contratado há um mês.

“Eu ocupava o cargo de assistente de Controle de Manutenção e como estava cursando Técnico em Segurança do Trabalho resolvi fazer o estágio na área durante as minhas férias. Hoje vejo que o esforço valeu a pena, pois concorri igualmente com outros candidatos e fui contratado”, comemora.

7


Conhecer os tipos de solo garante qualidade e produtividade no canavial Ao fazer um planejamento, conhecer as variedades dos tipos de solo onde se atua contribui significativamente para a escolha das variedades de cana a serem plantadas, pois pode-se garantir um canavial com maior qualidade e produtividade. O trabalho de levantamento de solos e mapeamento de ambiente de produção dá essa base para as empresas produtoras de cana-de-açúcar. Os solos podem ser classificados dentro de cinco tipos de ambiente: de “A” a “E”. Os solos em ambiente tipo A são os que possuem maior potencial produtivo, enquanto os de tipo E, de mais baixa produtividade. Assim, a escala varia entre essas duas extremidades.

“O solo tem uma função importantíssima, que é reter a água e disponibilizá-la espaçadamente nos períodos em que não tem chuva para a planta. Outro insumo relevante aqui é o oxigênio, pois a cana-de-açúcar é uma espécie que precisa de solos bem drenados. Então, a base do sistema de classificação de ambiente de produção são basicamente esses dois elementos, já que os outros insumos, como nutrientes e adubação, nós fornecemos”, explicou Hugo Souza Dias, especialista em solos e ambientes de produção do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC).

Entre as unidades de atuação das empresas NovAmérica existem grandes diferenças de solos. Na região de Tarumã/SP, eles são profundos, argilosos, possuem resíduos (vinhaça e torta), aplicação de calcário e de gesso (apenas onde precisa de correção), além de muitos anos de produção, classificando-os nos ambientes mais favoráveis. Na região da unidade de negócio de Caarapó/MS, as áreas são de uso recente e com grande quantidade de solos arenosos, portanto de baixa capacidade de retenção de água, fazendo com que tenham menor capacidade de produção e menor fertilidade. De acordo com Hugo Souza Dias, para um canavial produzir cem toneladas por hectare é necessário retirar do solo mil milímetros de água por ano, sendo dez milhões de água por hectare. “O problema da falta de água está ligado à irrigação, porém existem outras medidas para facilitar o aprofundamento da raiz, por meio de “calagem” (aplicação de calcário) e “gessagem” (aplicação de gesso), melhorando as condições químicas do solo e possibilitando que a raiz se aprofunde mais e tenha acesso a maior quantidade de água do que normalmente ela teria”, afirmou.

“Na NovAmérica Tarumã houve uma mudança de solo com o passar dos anos. Em 1984 realizei o primeiro mapeamento das áreas próprias da empresa. Em 2012 coletamos novas amostras porque já desconfiávamos das mudanças nas condições químicas – principalmente de profundidade – e identificamos uma melhoria na qualidade dos ambientes. Essa melhoria ocorreu devido ao uso de matéria orgânica pela torta de filtro e aplicação de vinhaça ao longo do tempo”, lembrou Dias. PARA EXPLICAR OS MAPAS - A expectativa de produtividade, antes dessa mudança, nas áreas marcadas no mapa em verde-escuro (ambiente A) era de produção média de 95 toneladas por hectare. Hoje, após 28 anos, esse número cresceu para 108 toneladas por hectare.

Segundo Dias, com as diversas variedades de cana é necessário avaliar cada uma para o tipo de solo onde se atua. “Se colocarmos uma variedade rústica em um solo muito bom, essa cana vai vegetar demais, terá dificuldade para amadurecer e no final se terá muita cana e pouco açúcar (baixo ATR). Por outro lado, se colocarmos uma variedade muito exigente em um solo pouco favorável (tipo D, E), essa cana não vai produzir nada e depois só será possível conseguir fazer um ou dois cortes. Por isso a indicação adequada da variedade para cada ambiente é importante”, reforça.

1984

2012

Mito

O solo é praticamente a camada que está ligada desde a atmosfera do ar até a rocha. A profundidade do solo é uma característica muito importante não só para a classificação como para a planta.

a cana-de-açúcar está enriquecendo o solo

Existe um mito entre os agricultores e até mesmo na sociedade sobre a cana -de-açúcar destruir o solo. As constatações provam o contrário, porque a planta bem manejada melhora o solo e os resíduos industriais provindos de sua moagem são os mais ricos em nutrientes. “Os tratamentos adequados estão sendo unificados, apesar de levarem muitos anos para acontecer. O fato é que a cana-de-açúcar está enriquecendo o solo em vez de empobrecê-lo”, afirmou o especialista do CTC.

Foto: arquivo

9


Desde a década de 80, a NovAmérica realiza parcerias com instituições de pesquisa à procura de novas variedades de cana-de-açúcar. Nessa época, o trabalho era desenvolvido com a Copersul (atual Centro de Tecnologia Canavieira), a Planalçúcar (atual UFSCar) e o IAC, onde as melhores variedades eram testadas na região do Vale do Paranapanema.

Marcelo Bocardo, gerente de mercado do Centro de Tecnologia Canavieira, explica sobre como se obtêm as variedades de cana-de-açúcar no país e garante que o Brasil é referência em pesquisas nessa linha. Por que é importante se obter tantas variedades de cana? As variedades de cana são o início de tudo no setor sucroenergético. São ferramentas que garantem a segurança de disponibilidade de matéria-prima para as mais diferentes regiões de cultivo da cana no Brasil, minimizando os riscos de redução de produção pela ação de novas doenças ou pragas que possam atingir a área agrícola das usinas e dos fornecedores. São reais os casos de países que tiveram quedas de mais de 60% da produção em função da chegada de uma nova doença. O programa de melhoramento do CTC está preparado para atender o setor com materiais competitivos, adaptados regionalmente às demandas de mecanização crescentes no ciclo produtivo e que agregam em produtividade e estabilidade perante as adversidades do campo.

Variedade de cana significa desenvolvimento tecnológico no campo Toda essa preocupação se dá porque a NovAmérica sempre sentiu a necessidade de ter variedades com maior potencial produtivo do que as variedades comerciais. Por isso, na década de 90, passou a tê-las no estágio de clones (segunda etapa para a produção de uma variedade) e, a partir de 2005, em fase de Seedlings (primeira etapa do processo), quando houve a criação do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) - Polo Regional para buscas específicas de variedades adaptáveis à região do Vale do Paranapanema. Recomenda-se que em todas as áreas de reforma não se plante a mesma variedade da safra anterior, porque ao ser plantada pela primeira vez naquele determinado local a variedade já está susceptível aos patógenos (pragas e doenças) e, se plantada novamente, a sua resistência diminui.

Segundo o gerente de Planejamento e Desenvolvimento Agronômico, José Francisco Fogaça, o maior desafio da empresa é encontrar variedades precoces para solos com baixa fertilidade, como ocorre na região de Caarapó/ MS. “Para se ter um cruzamento que gere uma variedade de cana comercial leva-se de dez a doze anos, por isso quando testamos as novas variedades verificamos em quais tipos de ambientes de produção elas se tornam viáveis, quais tipos de características de maturação (precoce, média ou tardia) e quais são mais tolerantes às principais pragas (broca e cigarrinha)”, explicou. Os cruzamentos feitos para se obter as novas variedades ocorrem em duas regiões do Brasil: Camamu/BA, via CTC, e Serra de Ouro/AL, pelo Programa de Desenvolvimento da UFSCar. Essas regiões possuem condições climá-

ticas que favorecem o florescimento, como umidade, temperatura e fotoperíodo. “O nosso diferencial é que quando as variedades se tornam comerciais nós já fizemos os testes necessários”, comentou Fogaça. No processo de cruzamento, após fecundação e geração da semente, dá-se origem ao Seedling, de onde se geram os clones. Desses, só os melhores são comercializados. Para se ter ideia, o CTC planta em média dois milhões e meio de Seedling, porém no final do ciclo do cruzamento pode ocorrer de apenas duas variedades serem comerciais ou, em alguns casos, de não haver nenhuma variedade viável. Por isso leva-se tantos anos para obter uma nova variedade. Na unidade de Tarumã/SP, a NovAmérica possui, entre Seedling e clones, cerca de 280 mil canas em processo de avaliação. Na unidade de Caarapó/MS tem uma média de 800 clones em fase de experimentação. “Por ano, os institutos de pesquisa liberam aproximadamente três novas variedades. A NovAmérica investe anualmente um milhão de reais na busca por inovação nessa especialidade”, finalizou Fogaça.

O Brasil é o país com maior número de cruzamentos? Onde são feitos esses cruzamentos e por quê? O Brasil, por meio do CTC, é referência mundial na criação de variedades de cana-de-açúcar, com profissionais especializados e o maior e mais diversificado banco de germoplasma da cultura no mundo, o que reflete uma grande opção de cruzamentos com as mais diversas finalidades para o atendimento das demandas de nossos clientes. O nascimento de novas variedades começa com a escolha dos genitores e na realização de cruzamentos específicos para cada região produtora, avaliados sob condições de plantio e colheita mecanizada. A estação experimental do CTC em Camamu/BA é onde tudo começa, sua localização geográfica favorece o florescimento e a viabilidade das sementes da cana-de-açúcar. Quais os impactos positivos que essa infinidade de variedade traz para o setor? Existe um lado negativo nisso? A opção de escolha e a disponibilidade de várias variedades são aspectos positivos do setor, que sabe que tem a segurança de encontrar no mercado a melhor variedade para a sua realidade regional, adaptada às mais diversas condições edafoclimáticas (associação entre solo e clima), condição de cultivo, tratos culturais, aspectos

fitossanitários e operações mecanizadas. Além disso, como estratégia de supply chain, recomendamos que uma variedade não ultrapasse 10% a 15% do total da área de cultivo. Um ponto a ser observado é a atualização constante dos usuários em relação ao correto posicionamento de cada variedade a ser plantada. O CTC possui uma equipe técnica que orienta usinas e fornecedores na escolha das melhores variedades para sua realidade produtiva. O que é considerado em uma variedade para que ela possa ser comercial? Após um longo período de seleção competitiva, as variedades que chegam à etapa de lançamento comercial devem ter incorporados aspectos diferenciados de produtividade, alto teor de açúcar, tolerância às principais doenças e pragas, adaptação às operações mecanizadas, excelente rebrota, perfilhamento e longevidade de soqueiras, com desempenho superior nas regiões onde forem recomendadas. Com a mecanização houve um aumento no aparecimento de pragas, já que o controle muitas vezes era feito com o próprio fogo. É possível ou já se tem uma variedade mais resistente às pragas mais comuns? O fato do aumento de infestações, principalmente da cigarrinha da raiz (Mahanarva fimbriolata),

tornou-se relevante com o aumento das áreas de colheita de cana crua e não em virtude da mecanização, conforme redução e proibição da queima da cana-de-açúcar pela Lei Estadual 11.241 de setembro/2002. A prática antiga da queima da cana-de-açúcar para a colheita, além de controlada legalmente, foge dos conceitos de sustentabilidade e de um manejo integrado de pragas. Em um futuro próximo, as usinas e os fornecedores terão acesso a variedades geneticamente modificadas (ainda não liberadas para plantios comerciais), que poderão contribuir de forma mais efetiva no controle de várias pragas que afetam o setor canavieiro. O que as pesquisas atuais sobre novas variedades de cana têm buscado? O CTC tem investido forte no desenvolvimento de variedades inovadoras, com maiores teores de açúcares, de fibra, tolerância à seca e às principais pragas e doenças da cana-de-açúcar, utilizando as tecnologias mais avançadas existentes no mercado e sempre próximo da realidade de nossos clientes.

Fotos: Canas sequenciais - CTC; Pesquisa - Jornal Cana/UAGRO/Agrocim

11


fã•nº1 Depois de mais de 40 anos acompanhado de Caetano, Gil, Djavan e até Roberto Carlos, fui apresentado ao CPM22, System of a Down e Foo Fighters pelos olhos dos meus filhos. Sou pai da Daiane e do André, e há pouco mais de um ano minha família ganhou mais cinco integrantes, o Vanderson, o Júnior, a Mônica, o Gustavo e o Vinicius. Tudo começou em 2011, quando o André se demonstrou interessado em tocar guitarra. Confesso que a princípio achei ser fogo de palha, mas “depois de vários dias”, além de incentivador, me tornei fã nº 1. Junto com os outros jovens, formaram a banda ASD (After Several Days), complementada com a entrada da única garota, a Mônica.

Fotos: arquivo pessoal / Júlio Coutinho

Da calçada para os palcos De ensaios na calçada, hoje a banda ASD se apresenta em vários palcos na região de Assis. O repertório começou com cinco covers de bandas internacionais. Hoje chega a quase 50 músicas, sendo sete composições próprias.

Além de vizinhos, Júnior e André são O dinheiro dos shows tem sido revertido para as gravaamigos desde pequenos, e após o desções, e a primeira canção concluída (“Nada aqui me lempertar de um deles pela música vi no bra você”) já toca nas rádios. O segredo do sucesso da outro a mesma vontade. Comprei a ASD é o prazer pelo que fazem. Vejo nos olhos deles o guitarra e consegui uma bateria emquanto gostam de fazer música, em casa ou nos palcos, e isso torna cada momento juntos muito especial. prestada ¬¬– gosto de pensar que adiantei um sonho até realizarem por Devido a pouca idade dos integrantes, já pressinto as futuras responsabilidades – como trabalho e faculdade – exigindo conta própria, motivo de gratificação mais dedicação, mas sei que o sacrifício valerá a pena. A múainda maior. Do lanche feito após os ensaios até a ocupação obrigatória de um lugar na primeira fila de toda apresentação, faço tudo com muita dedicação. Por esses e outros motivos, eles me consideram pai da banda e mestre. Considero todos como meus filhos, mas, mestre, eu não sou. Afinal, quem faz tudo acontecer são eles, apenas auxilio naquilo que precisam.

sica é muito importante na vida do ser humano, pois, além de ser cultura, ela é capaz de nos fazer sonhar e voltar no tempo. Vivendo esse momento intensamente, as mesmas músicas tocadas hoje, no futuro, os trarão de volta.

Trajetória Valdeci da Cunha, hoje colaborador da NovAmérica, trabalhou como auxiliar e analista de custo, revisor de texto em jornal, agente penitenciário, controlador agronômico e de pecuária e supervisor de almoxarifado. Em meio a isso, passou também a exercer a função de pai. Sua paixão pela música e a vontade de aprender a tocar um instrumento musical intensificaram sua dedicação com a banda ASD. Por isso, os integrantes reconhecem seu esforço e apoio, porque ele é o “braço-forte”, o camarada.

“O Cunha é um grande amigo, um ‘pai’ para a banda. Sempre preocupado em querer somar algo a mais para nós, é o líder que se preocupa muito com a gente, e nós devemos muito a ele. Talvez, aonde nós chegamos, foi graças à dedicação dele”. – Vinícius Nunes (guitarrista) – 20 anos “Foi o responsável pelo início da banda. Ele nos fez um convite para ensaiarmos na área da sua casa. Ele é o nosso produtor, empresário, segurança, motorista, cozinheiro (essa é uma das suas melhores qualidades, fazer cada ‘rango’ nos ensaios). Quem já foi ao ensaio da banda sabe como é. Ele sempre nos motivou a querer continuar, ensaiar, melhorar e sempre está planejando algo novo para a banda, desde a camiseta até o banner. Nós somos muito gratos ao Cunha, o ‘cara’ da banda, nosso fã número 1 também.” – Vanderson Servilha (baixista) – 19 anos “Ele é como um segundo pai pra mim. Sou amigo de infância do filho dele. Ele me viu crescer, já o conheço há quase 17 anos. Além de ser legal e brincalhão, é um exemplo de como deve ser um verdadeiro pai de família. Graças a ele, a banda está firme e forte, tanto nos ensaios e nas músicas quanto no individual de cada um. Ele me incentiva a estudar música e também nos estudos escolares.” – Jairo Júnior (baterista) – 16 anos “Cunhatã (Cunha) é um exemplo de cidadania raro de se achar, que dá uma grande contribuição social por amor aos jovens, à música e à família. Um exemplo que muitos devem seguir, e não há palavras para dizer o quanto somos gratos por seu trabalho. Podemos

observar que tais informações são verdadeiras, pois ele tem colocado a sua casa, nos fins de semana, à disposição para a nossa boa formação e crescimento. Sempre nos tem apoiado, doando parte do seu tempo para participarmos de eventos, como, por exemplo, festivais de música, nos quais podemos praticar nosso aprendizado musical. Com certeza nossos pais têm apreciado muito o seu trabalho, sua visão social e têm visto o nosso desenvolvimento na música, que nos torna pessoas melhores e participativas onde atuamos.” – Mônica Barbosa (tecladista) – 16 anos “Além de meu pai, ele é o empresário e o apoio da banda. Sempre nos dá força, incentivo e opiniões, visando o nosso avanço e ajudando-nos a progredir.” – André Cunha (guitarrista) – 16 anos “Bom, eu fui o último a entrar na banda, mas mesmo assim percebo o quanto o Cunha se preocupa com a gente, com o nosso futuro. Hoje o tenho como um grande irmão. Sei que posso contar com ele para qualquer coisa, e ele também pode esperar isso de mim. Nós só temos a agradecer ao Cunha por tudo o que ele fez e ainda vai fazer pela nossa banda. Ele é o PAI DA ASD!” – Gustavo Barbosa (vocalista) – 21 anos

sempre nos dá força, incentivo e opiniões

Valdeci da Cunha Comprador Unidade Tarumã/SP 5 anos de NovAmérica

/AfterSeveralDays

NADA AQUI ME LEMBRA VOCÊ Vanderson Servilha

começou de novo o tempo perdido a distância entre nós eu não sei vou procurar me orientar não quero me perder aqui nesse seu mundo incerto não vou parar, eu vou buscar aquilo que somente era meu e faz tempo que não te vejo nada aqui me lembra você foi se o dia em que a saudade dominava o meu ser


Cresce a mecanização do plantio O sistema de plantio mecanizado é a atividade mais recente do setor sucroenergético e tem sido intensificado pelas empresas agrícolas nos últimos seis anos devido à enorme expansão do setor e à falta de mão de obra. Na NovAmérica Agro Tarumã, o plantio de 18 meses da safra 12/13 será de cerca de 82% com o sistema total de mecanização, um aumento de aproximadamente 25% em relação ao ano anterior. “O desafio exige uma reformulação das práticas culturais do plantio, o desenvolvimento de novas técnicas para garantir a qualidade e equalização de todas as operações agrícolas envolvidas no processo”, comentou o engenheiro-agrônomo Graciano Balotta.

Foto: arquivo

Para obter sucesso nessa atividade mecanizada e atingir a meta de 96% no índice de uniformidade do plantio (porcentagem que garante uma produtividade em função da população de plantas e distribuição delas na área) foi desenvolvido um trabalho por diversos setores da empresa, o qual envolve o aperfeiçoamento das pessoas para melhor manuseio e aproveitamento dos equipamentos, oferecendo consequentemente melhores condições para o desenvolvimento da planta.

capacitadas motivadas engajadas pessoas

“O ganho é tanto para a empresa quanto para o colaborador, pois ele tem a oportunidade de se aperfeiçoar e nós seguimos com profissionais com experiência no processo produtivo.” Karina Souza, supervisora de Recrutamento e Seleção/T&D

equipamento

planta

investimento manutenção disponibilidade

preparo de solo qualidade e distribuição das mudas cobrição

O trabalho foi intensificado no ano passado nas duas unidades com o treinamento técnico e comportamental dos colaboradores envolvidos diretamente na operação de plantio mecanizado. “A intenção é fazê-los entender a importância de termos um plantio com excelência nas operações, apresentando os parâmetros de qualidade e instruindo-os quanto ao tipo de solo de cada área, da comunicação via rádio, do manuseio de equipamentos e das variedades (idade e porte das mudas de cana-de-açúcar)”, afirmou Donizeti Gonçalves, técnico de Desenvolvimento Operacional. A preocupação com as pessoas – fator mais importante para o sucesso da operação – garante o desenvolvimento pessoal e crescimento profissional desses colaboradores. “O ganho é tanto para a empresa quanto para o colaborador, pois ele tem a oportunidade de se aperfeiçoar e nós seguimos com profissionais com experiência no processo produtivo”, explicou Karina Souza, supervisora de Recrutamento e Seleção/T&D.

Segundo Balotta, em conjunto aos treinamentos, a empresa implantou na unidade de Tarumã o projeto “Controle do Fluxo das Atividades Mecanizadas”, utilizando a mesma estrutura de controle de entrada de cana e de um novo Módulo do PIMS (Sistema de Gestão Agrícola), com previsão de início em Caarapó na próxima safra. O sistema fornece informações da frota com o intuito de auxiliar a efetividade dos equipamentos. “O projeto está propiciando ‘dados online’ da frota (trabalhando e parada), gerando ação imediata e um banco de dados com informações dos equipamentos (histórico e manutenção). Com essas informações, a área de manutenção, bem como os gestores, têm o mecanismo para atuar no aumento da disponibilidade dos equipamentos”, detalhou o engenheiro.

Graciano Balotta Enngenheiro agrônomo Operações Agrícolas Unidade de Tarumã/SP 2 anos de NovAmérica

Para garantir a qualidade das operações agrícolas, todos os colaboradores das empresas NovAmérica – desde áreas operacionais até administrativas – estão sendo informados e conscientizados sobre a importância dos novos parâmetros técnicos e do benefício que trará para a organização, como maior produtividade e consequente ganho econômico. “É no plantio que se inicia todo o ciclo produtivo do canavial, determinando o seu potencial, por isso todos os nossos colaboradores envolvidos no processo agrícola devem ter consciência da responsabilidade e da importância do trabalho de cada um para o resultado final. Se ele garantir os devidos cuidados no momento em que o nosso produto estiver em suas mãos, ele já terá feito a parte dele”, espera o gerente de Operações Agrícolas, Pedro Dorizzotto.

15


“Se houver a prática diária da ginástica laboral pode-se estimular e motivar o colaborador no decorrer de suas atividades, melhorar a flexibilidade, a força, a coordenação, o ritmo, a agilidade e a resistência, bem como aumentar a mobilidade, melhorar a postura, aumentar a circulação sanguínea e a oxigenação dos músculos e diminuir inflamações e traumas.”

O sucesso vem com disciplina e mais milhares de horas de dedicação

excelência nos resultados

O escritor e jornalista britânico Malcolm Gladwell escreve em seu livro “FORA DE SÉRIE: OUTLIER” que, para uma atividade ter sucesso, são necessárias, em média, dez mil horas trabalhando para aprimorá-la. Sabemos de pessoas que não trabalharam tanto assim para obter grande sucesso, são exceções, mas entendemos que a disciplina é fator principal nessa tarefa. Muitos daqueles que chegam ao sucesso parecem vir prontos ao mundo, mas a verdade é que para se atingir esse nível a ação de ser disciplinado leva a resultados incríveis, como exemplifica Gladwell ao citar grandes nomes como Beatles (grupo musical), Mozart (compositor) e Tiger Woods (golfista).

Temos um exemplo muito próximo de nós. Os colaboradores operacionais da NovAmérica Caarapó garantem sua qualidade de vida e buscam o sucesso de suas atividades “ralando”, considerando que, em uma média de 23 dias de trabalho, 15 minutos são destinados à prática da ginástica laboral, rendendo no final do ano 4.140 horas de atividades físicas. De acordo com o educador físico Eduardo Batista Camargo, “se houver a prática diária da ginástica laboral pode-se estimular e motivar o colaborador no decorrer de suas atividades, melhorar a flexibilidade, a força, a coordenação, o ritmo, a agilidade e a resistência, bem como aumentar a mobilidade, melhorar a postura, aumentar a circulação sanguínea e a oxigenação dos músculos e diminuir inflamações e traumas”. Quem disse que para dirigir uma máquina agrícola de modo excelente são necessárias apenas algumas aulas teóricas e práticas? A excelência se dá em 130 horas de habilidades

adquiridas (treinamentos obrigatórios para a função), mais 5.280 horas equivalentes ao tempo trabalhado durante dois anos. Já para os cargos de mecânico de implementos, soldador, comprador, técnico de segurança do trabalho, engenheiro-mecânico, engenheiro-agrônomo e analista contábil, por exemplo, são necessárias de sete a dez mil horas de experiência (três a quatro anos) na função para ser considerado um exímio conhecedor do assunto, além das habilidades adquiridas. Para a obtenção de excelência nos resultados, cada colaborador necessita assimilar informações, aprender habilidades e desenvolver atitudes e comportamentos proativos diante dos desafios diários. Segundo Vânia Rodrigues, analista de Treinamento e Desenvolvimento da NovAmérica, treinar e desenvolver as pessoas é vital para acompanhar as profundas transformações que caracterizam o cenário empresarial agrícola.

“Qualificar os colaboradores em suas funções técnicas e operacionais é habilitá-los a serem mais produtivos, criativos e inovadores, influenciando seus comportamentos e alavancando seu desempenho nas tarefas a serem desenvolvidas, contribuindo cada vez mais para os objetivos organizacionais e para o alcance do sucesso”, afirmou. Apenas ter expectativas de que se alcançará o sucesso não é suficiente. As melhores ideias e/ou atitudes só são reconhecidas quando demonstradas e colocadas à prova. Por isso, desenvolver continuamente uma atividade para se chegar à excelência demanda mais do que vontade e talento, é necessário a prática diária e contínua.

17


Sphenophorus levis, mais uma praga nos canaviais

“Devemos entender que essas mudanças ocorridas no setor sucroenergético foram rápidas devido ao Protocolo Ambiental, por isso houve o aparecimento de pragas e doenças antes desconhecidas aqui na região. Mas vale lembrar que o controle é possível se agirmos no tempo e de maneira correta” Antônio Massoli Neto, engenheiro-agrônomo.

O Sphenophorus levis, popularmente conhecido como bicudo da cana-de-açúcar, é uma preocupante praga dos canaviais no Brasil, principalmente no estado de São Paulo. Segundo o Instituto Biológico do Estado de São Paulo, o inseto somente foi identificado no Brasil como praga da cana-de-açúcar a partir de 1977, sendo que em 1989 foi encontrada em 14 municípios ao redor de Piracicaba/SP. Atualmente, a praga encontra-se distribuída em mais de 40 municípios, estando em quase todas as regiões de cultivos de cana-de-açúcar do estado de São Paulo.

A expansão da colheita mecanizada de cana crua e o aumento da palhada sob o solo propiciou maior retenção de umidade, criando um ambiente mais favorável para o desenvolvimento da praga, ou seja, as formas biológicas (adulto, pupa e larva), antes encontradas em períodos específicos do ano, hoje podem ser observadas de janeiro a dezembro.

bicudo da cana-de-açúcar foto: beetlesinthebush.wordpress.com/

Engenheiro-Agrônomo Operações Agrícolas Unidade de Tarumã/SP 2 anos de NovAmérica

Fotos: Valdir Oliveira Junior

Como o Sphenophorus levis age na lavoura As fêmeas inserem os ovos na base de brotações, abaixo do nível do solo, após perfurarem os tecidos sadios do rizoma com as mandíbulas presentes no bico. As larvas eclodem e passam a fazer buracos (galerias) no interior e na base da planta ao se alimentarem. O desenvolvimento das larvas leva em torno de 50 dias, e então transformam-se em pupas. Após emergir, os adultos permanecem no solo sob torrões e restos vegetais ou entre os perfilhos, nas bases das touceiras (resultado da brotação e do desenvolvimento do conjunto de cana plantada ou colhida).

Vitor Simionato Bidóia

Controle As larvas que se abrigam no interior dos rizomas são as responsáveis pelos danos à touceira da cana, danificando os tecidos. O ataque da praga pode resultar em falhas nas brotações das soqueiras e até mesmo acarretar a morte da planta. Um por cento de infestação implica a perda de uma tonelada de cana-de-açúcar por hectare. Em áreas de soqueira, os constantes ataques do inseto podem refletir em falhas no canavial, levando até a reformas precoces no segundo corte. “Nas empresas NovAmérica existe uma equipe treinada de Controle de Pragas que realiza o monitoramento das áreas e a identificação da praga, isso garante uma melhor qualidade no canavial e reduz os impactos causados, já que há uma antecipação no controle”, afirmou Valdir de Oliveira Júnior, coordenador de Controle de Pragas.

O levantamento da praga é realizado em duas touceiras/ha, sendo a distribuição em X na área (realizadas em áreas de 1º a 3º cortes e de reforma). É arrancada a touceira, contados os rizomas totais da planta e os atacados, com as formas biológicas, calculando a porcentagem do ataque. Em Caarapó/MS, não houve ainda relatos da presença da praga e a necessidade de controle, porém o monitoramento é feito periodicamente. “Entendemos que isso se dá em função das áreas serem de expansão (pastagem) e por terem canaviais jovens (poucos cortes)”, comentou Cleir Inácio, engenheiro-agrônomo de planejamento e desenvolvimento de Caarapó.

Para as áreas de reforma, aconselha-se utilizar o eliminador de soqueira ou a grade intermediária, em períodos de baixa umidade, para um bom secamento do material vegetal (touceira) exposto ao sol.

Hoje, dos produtos disponibilizados no mercado, temos três princípios ativos recomendados: o Imidacloprid 700, na dose de 1 kg/ha, o Fipronil 800, na dose de 0,25 kg/ha, e o Fipronil 180 + alfacipermetrina 120, na dose de 1,10 l/ha.

Em 2012, foram realizados testes na unidade de Tarumã/SP, visando um melhor controle da praga com diferentes produtos e dosagens, fazendo uma análise quantitativa na redução do nível populacional dela. “Os testes mostraram uma redução no nível populacional da praga em curto prazo, porém novos testes serão realizados neste ano, utilizando novos produtos e novas dosagens”, afirmou o coordenador Valdir.

Na soqueira que não for de reforma, o controle é feito sempre que a praga atingir o nível de dano econômico igual ou maior a 2% (padrão utilizado atualmente pela empresa), e é tratada com o uso de um implemento com disco de corte que aplica o produto diretamente no corte feito.

O adequado monitoramento da população de Sphenophorus levis, aliado às boas práticas de controle, a conscientização e o comprometimento são a chave para o sucesso na redução da praga em áreas infestadas. Isso evita perdas de produtividade (TCH – tonelada de cana por hectare), possíveis custos com reformas precoces dos canaviais e mantém a sanidade da lavoura em curto prazo.

19


manutenção

sob o meu olhar

Vitor Fazano Assistente de Controle Manutenção Unidade de Tarumã/SP 4 anos de NovAmérica


Expectativas e incentivos para o setor sucroenergético A produtividade e a qualidade da safra 12/13 foram prejudicadas pelo clima desfavorável em alguns períodos do ano. Além de muitas chuvas, nos meses de abril a junho de 2012, os estados do Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo enfrentaram duas grandes geadas nos meses de junho e agosto de 2011, o que contribuiu com a queda da produtividade e do ATR (Açúcar Total Recuperável). Ao que tudo indica, esse não será o cenário da safra 13/14, já que em um primeiro momento o clima tem se demonstrado favorável, bem como as previsões para os próximos meses. “Acredito que teremos uma produção maior, mas não tem como prever a produtividade devido às incertezas referentes ao clima. Prevemos para o setor um aumento no volume de cana de 10% a 15%”, afirmou Sylvio Ribeiro, presidente da Associação Rural dos Fornecedores e Plantadores de Cana da Média Sorocabana (Assocana). Paulo Junqueira, fornecedor da Agro Caarapó, também acredita que a produção será maior no estado do Mato Grosso do Sul, porém sua preocupação com o preço vai ao encontro dos demais produtores da região. “Este ano teremos algumas dificuldades como em toda safra, porém nosso maior receio está voltado para o preço”, comentou. A safra passada foi um marco nos últimos dez anos no que se refere à produção de açúcar, o que interfere diretamente na queda do preço do ATR, além de fatores como a diminuição na safra nacional, o aumento do estoque do produto no mercado mundial e o aperfeiçoamento da produção em outros países.

Ações governamentais No passado houve um forte investimento do governo nas indústrias, garantindo uma ampliação do setor sucroenergético, porém com a busca pela redução da inflação houve uma baixa demanda por álcool e a lucratividade teve queda considerável. De acordo com o gerente financeiro da NovAmérica, Germano Trevisan, neste ano o Governo Federal volta a fazer um investimento no setor para deixá-lo atraente, lançando um novo pacote de incentivos, para que isso possa refletir em um maior empenho dos agricultores e “usineiros” na ampliação da produção. Entre as medidas esperadas pelo setor estão a redução da alíquota de PIS/Cofins sobre o etanol, hoje em 9,25%, aumento na participação do álcool anidro na mistura da gasolina de 20% para 25% e linhas de financiamentos para renovação de canaviais e estocagem de etanol. “Além dessas medidas anunciadas, ainda estão em discussão outros incentivos, entre eles a desoneração da folha de pagamento. Com isso o governo espera que o setor aproveite os incentivos e a conjuntura atual para trabalhar com a redução de custos e aumento de produtividade da área plantada”, lembrou.

voca bulá rio compartilhando palavras

Antonio Massoli Neto Supervisor Planejamento e Desenvolvimento Agronômico Unidade de Tarumã/MS 6 anos de NovAmérica

Cana Soca É chamado de cana soca todo canavial depois de realizado o primeiro corte.

Muda É a cana utilizada no plantio, a qual dará origem a um novo canavial.

Assignments Tarefas a serem cumpridas. Missão de uma pessoa na empresa, compromissos.

Team building Espírito de equipe. Aplica-se tanto a empresas quanto a indivíduos em busca de uma identidade própria. Grupos de pessoas que, quando juntas, trabalham em sinergia e fazem mais do que quando estão sozinhas.

Andréia Dai Secretária Administrativa Unidade de Caarapó/MS 2 ano e quatro meses de NovAmérica

Foto: arquivo

23


nossas próximas páginas ainda estão em branco compartilhe com a gente suas histórias, dicas e demais conteúdos que tenham valor para você

Jornal NA Íntegra Envie um e-mail para comunicacao@novamerica.com.br ou procure a Área de Comunicação.

Edição N5  

Jornal NAÍntegra Edição N5

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you