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genética clássica

05 Mutação Hermann Muller: «A mutação está mesmo sujeita à influência “artificial”… não é um Deus inatingível que brinca com o ser humano a partir de uma citadela inexpugnável no germoplasma.» A Moderna Síntese Evolutiva provou que as grandes mutações não são a força motriz da evolução. No entanto, a evolução não poderia acontecer sem algumas alterações genéticas. A selecção natural e a deriva genética podem ser os mecanismos que provocam a proliferação de determinados alelos mas, acima de tudo, os alelos têm de ser diferentes de outras variantes. O código genético tem de ser copiado fielmente de geração para geração para que haja a certeza de que as características são herdadas, mas não podem ser copiadas com demasiada fidelidade. Os erros ínfimos de transmissão – as pequenas mutações – constituem a matéria-prima da evolução, são as faíscas que ateiam o lume. A selecção natural e a deriva genética são depois o combustível que não deixa o fogo extinguir-se. As experiências que T. H. Morgan levou a cabo com a drosófila tiveram sucesso devido a uma mutação aleatória: a mosca de olhos brancos. A equipa de Morgan aumentara a possibilidade de identificar um acontecimento ocasional através da criação de milhões e milhões de insectos. As mutações espontâneas são tão raras que foi necessário um enorme número de insectos para as conseguir encontrar. A confiança no acaso e o próprio decurso do tempo fizeram com que esta investigação fosse especialmente cansativa. No entanto, o mecanismo de indução de mutações impulsionou o processo evolutivo e viria a transformar a importância da investigação sobre a drosófila. Esta descoberta foi feita por um dos alunos de Morgan, um judeu nova-iorquino chamado Hermann Muller, teórico brilhante cujas ideias se

Cronologia 1910–15 Thomas Hunt Morgan demonstra a base cromossómica da hereditariedade

50 ideias genética que precisa mesmo de saber mark hernderson  
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