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água disponível para irrigação; o crescimento do cultivo em sistema hidropônico, de forma geral, e também do uso de mulching, sobretudo nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Outro ponto relevante é que a alface americana ganhará espaço na produção nos estados paulista e carioca, onde a lisa ainda ocupava maior participação, perdendo apenas para a crespa. Já no que se refere ao comportamento dos consumidores, Marina explicou que “apesar da instabilidade econômica do país e da redução do orçamento familiar, as tendências de saudabilidade e de conveniência ainda se mantêm em alta, com boas taxas de crescimento para produtos selecionados e embalados em pequenas quantidades e/ou prontos para consumo”. Controle Fitossanitário e Agroquímicos Outra questão discutida durante o seminário foi sobre a existência de patógenos que muitas vezes inviabilizam a colheita, refletindo em uma perda total de produção, interrompendo assim a regularidade de abastecimento e a obtenção de produtos de qualidade. De acordo com a Katia Regiane Brunelli Braga4, Fitopatologista e Coordenadora de Suporte Técnico da Sakata, que palestrou na ocasião, “a diagnose é a primeira medida importante para controle de doenças, pois permite a adoção de medidas corretas. O investimento em sementes com um pacote genético que agregue resistências e alta performance, também é um investimento para obtenção de mudas sadias e de grande qualidade”. Outra medida fundamental a ser adotada, segundo ela, é o manejo integrado, considerando a adubação balanceada, irrigação correta, uso equilibrado e adequado de defensivos. Na palestra sobre “Boas práticas no uso de defensivos agrícolas”, o Engenheiro Agrônomo Luiz Kawae5, da Coordenadoria de Defesa Sanitária Vegetal, da Secretaria de Agricultura do Rio de Janeiro repassou diversas orientações importantes para a segurança pessoal, ambiental e alimentar. Kawae orientou que “é preciso consultar um engenheiro agrônomo para fazer a compra do

defensivo adequado, adquirindo o produto apenas em revendas devidamente registradas com Nota Fiscal”. Além disso, indicou cuidados com o manuseio e a conservação dos produtos, respeitando a dosagem prevista, forma de preparo e período de carência, a fim de evitar o resíduo químico no produto final. O engenheiro agrônomo recomendou ainda o uso adequado dos Equipamentos de Proteção Individuais (EPI’s) e o descarte correto das embalagens (que devem ser devolvidas para o fornecedor), a fim de evitar os riscos de exposição do aplicador ao produto e também de contaminação do meio ambiente. Produção sem desperdício de água Com a escassez de recursos hídricos no país, a irrigação também foi tema de destaque durante a programação do Seminário. De acordo com o palestrante Gláucio Genúncio6, professor da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFMT), o uso inadequado da água na agricultura tem gerado danos irreversíveis para o mundo e a crise hídrica impacta diretamente a produção de hortifrútis, pois são altamente dependentes de água. Por isso, segundo ele, “o melhor sistema de irrigação em relação ao aproveitamento de água é a microaspersão ou gotejamento, que possibilita 90% de aproveitamento”. É o que também recomendou, Luis Fernando Novaes de Senna7, proprietário da Nova Agrícola, que palestrou sobre a “Diminuição de perdas de água com irrigação”. Segundo ele, o sistema de irrigação por gotejamento, apresenta inúmeros benefícios, dentre os quais: baixo consumo de água - aplicação pontual próximo às raízes; boa uniformidade de aplicação – formação de bulbo molhado; fertirrigação; baixos volumes e alta frequência – melhor resposta da planta. por uma filtragem bem dimensionada. Para ele é fundamental que se compreenda que a Irrigação não é apenas molhar, mas que há toda uma técnica envolvida para obter o melhor de cada planta. “Para o planejamento adequado da irrigação tem que se levar em consideração a água disponível, a capacidade de campo e o ponto de murcha permanente,

Revista da ABCSEM  

Ed. 11 - III Trimestre de 2017