Page 6

6 5

importância do substrato para ancoragem da planta, absorção equilibrada de água e nutrientes, bem como a possibilidade de trocas gasosas necessárias para as raízes. É o que também reforçou Carlos Biondo11, gerente executivo da Pindstrup Brasil. Segundo ele, para se ter um produto de qualidade, é importante ter uma muda com bom enraizamento e os substratos fazem toda a diferença. “O substrato representa de 6% a 7% do custo total de produção de mudas. E no caso do tomate, representa 0,4% do custo por planta em campo aberto e de 6,23% de custo por planta de tomate em estufa, porque este sistema demanda um volume maior de substrato, com um ótimo custo-benefício de investimento”, explicou. Já Antônio Ledo12, proprietário do Viveiro Celeiro Verde, localizado em Mogi Guaçu (SP), que produz de 60 a 65 milhões de mudas por ano, apresentou outros fatores de grande importância para o sucesso da produção de mudas de alta qualidade. Dentre os quais: controle absoluto da temperatura, umidade e luminosidade (câmaras de germinação e sistemas automatizados de sombreamento); equilíbrio nutricional e eficiência na irrigação; medidas de sanidade e uso de pulverização como formas de controle preventivo de pragas e doenças; estrutura ideal que para armazenamento e transporte seguro em longas distâncias; investimento em enxertia; treinamento e especialização da equipe.

Gestão Fitossanitária e Manejo Integrado Janaína Marianno de Marque13, engenheira agrônoma e sócia do Laboratório Atena, apresentou as diferenças entre gestão, custo e investimento. “Muitas vezes o produtor rural enxerga o manejo fitossanitário como um custo e não como um investimento. O que não é verdade, pois há um retorno para o produtor, com benefício futuro”, explicou. Ainda segundo ela, “é sempre melhor comprar uma semente mais cara, mas que vai proporcionar garantias de vigor e resistência a doenças, do que comprar uma barata e gastar com controle químico”, comentou. Na palestra sobre controle de pragas, o professor da Esalq/USP, Pedro Takao Yamamoto14, explicou que a partir do final da década de 50, surgiram problemas derivados do uso indevido e indiscriminado dos defensivos químicos como: resistências aos defensivos (mais de 500 pragas resistentes aos inseticidas), aparecimento de outras pragas, ressurgência de pragas, desequilíbrios biológicos, dentre outros. Segundo ele, ainda falta conhecimento e medidas assertivas – um desafio o setor deve ser superar com urgência. “Os produtores devem buscar trabalhar de forma conjunta e organizada entre si, para que não haja a incidência destas pragas ( em microrregiões), com inspeção constante e dimensionamento de insumos de forma equilibrada, para prevenção. É importante um trabalho integrado entre todos”, alertou.

Confira os depoimentos de alguns dos participantes deste evento no site da ABCSEM www.abcsem.com.br

Revista da ABCSEM  

Ed. 11 - III Trimestre de 2017