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participação de vendas neste segmento. Agora, o nosso maior desafio é elevar a qualidade mantendo preços competitivos, fortalecendo parcerias com os produtores, a fim de possibilitar esta competitividade”, explicou Lopes. Renato Luiz Generoso6, gerente comercial do Grupo Pão de Açúcar, falou sobre o fornecimento de tomate, sob a perspectiva da maior empresa varejista do Brasil. Ele explicou que o Grupo faz um controle de qualidade rigoroso em seus produtos no Centro de Distribuição, associado à uma avaliação técnica de cada fornecedor. “O Grupo Pão de Açúcar trabalha com a rastreabilidade desde 2006 que, junto com as embalagens, traz informações detalhadas sobre o produto, agregando valor e vendendo o conceito da marca”, salientou. Ele acrescentou ainda a importância da realização de degustações e dias promocionais para FLV – tanto para produtos in natura (diversas variedades), quanto para outros correlacionados (como molhos, sucos, etc). “As ações especiais impulsionam a compra, para tentar fidelizar o consumo daquele produto. A degustação, por exemplo, sobe a venda do produto de 30% a 40% na primeira semana”, exemplificou na ocasião. Para a professora da Esalq/USP e pesquisadora responsável pela Equipe de Hortifrúti do Cepea, Margareth Boteon7, é fundamental que o setor de FLV adote uma gestão de qualidade com foco na sustentabilidade e integração, visando mais qualidade (Varejo), menos perdas (Produtor) e mais segurança (Consumidor). Segundo ela, embora o Brasil seja hoje o 7º maior mercado de alimentos saudáveis do mundo, é a indústria de alimentos que está se valendo disto, buscando convencer o consumidor de que seus produtos industrializados são saudáveis por meio de muita propaganda. “O segredo está na valorização da comida de verdade: alimentos frescos in natura ou minimamente processados. Mas para isto o setor precisa buscar maior integração e articulação entre todos os elos da sua cadeia”, alertou. Números e Tendências Durante sua palestra, Fernando Marçon Guimarães8, gerente comercial de vegetais da Monsanto, salientou que “com os avanços no

Direito do Consumidor e a popularização das mídias digitais, os consumidores estão ainda mais antenados, vorazes por informação e atualizados sobre o que compram e consomem. Por isso, produtos com valor agregado, embalados com rastreabilidade, permitem o contato direto entre o produtor e o consumidor, gerando mais transparência e confiabilidade”. Na ocasião, ele apresentou também tendências de mercado, como variedades que agregam maior resistência, bem como a popularização do porta-enxerto, que permite uma produção melhor e por mais tempo. O melhorista e pesquisador da Sakata, Renato de Souza Braga9, ministrou uma palestra sobre a evolução da tecnologia de sementes. O profissional explicou que o sucesso do negócio se deve principalmente à Genética (40%), seguido da Produção (20%), Marketing (20%), Vendas e Logística (20%), sendo, por isso, o primeiro item tão importante para os avanços e melhorias na produção, especialmente para a cultura do tomate, que se beneficiou muito com os avanços genéticos já alcançados. O profissional ressaltou que o melhoramento genético em tomate é bastante complexo, pela quantidade de variedades e diversidades genéticas. “Por isso, trabalhamos com o melhoramento contínuo, incorporando novos atributos e benefícios. É uma evolução constante, cumulativa e significativa”, argumentou Braga. Ainda de acordo com o pesquisador, outras características importantes foram incorporadas pelo trabalho de pesquisa e melhoramento genético ao longo dos anos, como: produtividade, um dos principais fatores de decisão do produtor por uma determinada variedade; durabilidade póscolheita; facilidade de produção; e qualidade dos frutos. Mudas de Qualidade Em sua palestra, o pesquisador e diretor da Conplant, Pedro Furlani10, destacou a necessidade de adoção de bandejas em plástico para produção de mudas de tomate, ao invés do isopor, por se tratar de um material mais resistente e prático para armazenamento e transporte, além de higiênico, podendo ser descartável ou reciclável. O especialista também abordou a

Revista da ABCSEM  

Ed. 11 - III Trimestre de 2017

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